A biblioteca de Helsinque que quer sanar os medos contemporâneos com informação

A Finlândia conquistou seu lugar no mundo como um dos países mais avançados no âmbito social, econômico, político e educativo. Tommi Laitio, diretor executivo de cultura e lazer de Helsinque, capital do país, explicou porque a Finlândia investe tanto em educação e cultura:

“O progresso de um dos países mais pobres da Europa para um dos mais prósperos não foi um acidente. É com base nessa ideia que, quando há tão poucos de nós – apenas 5,5 milhões de pessoas –, todos têm que viver todo o seu potencial”. “Nossa sociedade é fundamentalmente dependente de as pessoas poderem confiar na bondade de estranhos”.

Nem o país mais feliz do mundo é ileso às ansiedades do século 21 sobre mudança climática, imigração, tecnologia disruptiva e outras forças que alimentam movimentos populistas de direita em toda a Europa.

E se a raiva é reflexo do medo, uma biblioteca de Helsinque foi fundada para resistir à onda de mal-estar que avança pelo mundo com a arma mais letal: informação.

“Quando as pessoas têm medo, elas se concentram em soluções egoístas de curto prazo”, disse Laitio. “Eles também começam a procurar bodes expiatórios”.

A biblioteca Oodi foi construída para servir como uma espécie de fábrica de cidadania, um espaço destinado aos antigos e novos residentes para aprenderem sobre o mundo, a cidade e sobre eles próprios. Ela está localizada no coração de Helsinque, em frente ao Parlamento finlandês com o qual compartilha uma praça pública.

O prédio abriga uma coleção de 100.000 revistas, jornais, partituras, filmes, jogos e livros – com diferentes materiais em 17 idiomas destinados a crianças, jovens e adultos.

Oodi é um lugar amplamente popular comprometido com a recepção de todos os públicos e “acolhimento sem julgamento”. A ideia foi proposta pela primeira vez em 1998 por Claes Anderson, ministro da cultura na época. O Conselho da Cidade aprovou sua construção em janeiro de 2015.

“Oodi fornece a seus usuários conhecimento, novas habilidades e histórias, e é um local fácil de acessar para aprendizado, imersão em histórias, trabalho e relaxamento. É uma biblioteca de uma nova era, um local de encontro vivo e funcional aberto a todos.”, diz a descrição do site.

Se estima que, neste ano, ela recebeu 3 milhões de visitantes – “muito para uma cidade de 650.000 habitantes”, explica Laitio. Em seu primeiro mês, 420.000 residentes de Helsinque foram à biblioteca.

“É provavelmente o lugar mais diverso da nossa cidade, de várias maneiras”, diz Laitio.

*Por Raquel rapini

 

 

 

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*Fonte: geekness