Deep Purple anuncia álbum de covers “Turning To Crime” e libera primeiro single; ouça aqui

O Deep Purple anunciou o lançamento de “Turning To Crime”, primeiro álbum de covers da história do quinteto inglês. O primeiro single “7 and 7 is”, gravado originalmente pela banda Love, está disponível nas principais plataformas de streaming. Ouça o resultado no player incorporado mais abaixo.

Com doze faixas no total, “Turning To Crime” foi produzido por Bob Erzin e vai sair no dia 26 de novembro, pela ear Music. O tracklist inclui versões inéditas de clássicos de Bob Dylan, Cream e Fleetwood Mac. Outros covers incluem músicas do The Yardbirds e Little Feat.

Entre as músicas escolhidas para o novo álbum, o Deep Purple buscou incluir influências do início da carreira da banda, como no caso de “Jenny Take A Ride!” (Mitch Ryder & The Detroit Wheels). Também chama atenção o medley que encerra o disco, que contém o clássico “Dazed and Confused”, do Led Zeppelin.

O novo álbum de covers do Deep Purple
O disco “Turning To Crime” vai sair apenas quinze meses depois do lançamento de “Whoosh!”, 21º disco do Deep Purple, lançado em 7 de agosto de 2020. A banda também divulgou um making of do novo trabalho. Confira o vídeo, chamado “Locked Up: The Making Of Turning to Crime”, abaixo:

Confira a tracklist completa de “Turning To Crime” abaixo:

1. 7 And 7 Is (Love)

02. Rockin’ Pneumonia And The Boogie Woogie Flu (Huey “Piano” Smith)

03. Oh Well (Fleetwood Mac)

04. Jenny Take A Ride! (Mitch Ryder & The Detroit Wheels)

05. Watching The River Flow (Bob Dylan)

06. Let The Good Times Roll (Ray Charles & Quincy Jones)

07. Dixie Chicken (Little Feat)

08. Shapes Of Things (The Yardbirds)

09. The Battle Of New Orleans (Lonnie Donegan/Johnny Horton)

10. Lucifer (Bob Seger System)

11. White Room (Cream)

12. Caught In The Act [Medley: Going Down / Green Onions / Hot ‘Lanta / Dazed And Confused / Gimme Some Lovin’]

*Por Gustavo Maiato
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*Fonte: guitarload

“Welcome 2 America”, álbum perdido de Prince, é liberado para audição

Um “novo” álbum de Prince com o título de Welcome 2 America acaba de ser liberado para os serviços de streaming. Trata-se de um trabalho registrado em 2010 e imediatamente arquivado dentro de um cofre pelo artista, que faleceu em abril de 2016.

Lançado globalmente nesta sexta-feira, 30 de julho, via Sony Legacy Recordings, o disco inédito apresenta algumas letras pontuais e politizadas. Há até mesmo uma faixa na qual Prince expressa temor por um “planeta sombrio”.

“A visão do futuro de George Orwell está aqui. Precisamos permanecer firmes na fé nos tempos difíceis que virão”, disse o cantor sobre os perigos da vigilância digital no seu registro de 2010.

As 12 faixas da Deluxe Edition de Coming 2 America, 10º álbum póstumo desde a morte do artista, é um retrato importante de toda a sua genialidade como compositor e crítico da sociedade.

Utilize o player abaixo e curta Prince com Welcome 2 America:

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*Fonte: aradiorock89

Veja 5 curiosidades sobre o SGT. PEPPER’S LONELY HEARTS CLUB BAND (Beatles) – lançado 54 anos atrás

O Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, lançado em (Ou, em tradução livre, “A Banda do Clube dos Corações Solitários do Sargento Pimenta”) é o oitavo álbum de estúdio dos Beatles, sendo considerado um dos trabalhos mais lendários do grupo, surpreendendo com criatividade e experimentação musical.

O disco não tem medo de inovar, o que é demonstrado em diversos aspectos, desde o nome excêntrico e a capa icônica até as famosas manipulações de fitas de canções anteriores para adicionar mais elementos musicais – essa última parte, inclusive, é principalmente creditada ao produtor da banda, George Martin, que é apelidado por vezes de “o quinto Beatle” por suas contribuições essenciais ao legado do quarteto.

Assim, não é nenhuma surpresa que Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band é não apenas o álbum mais vendido dos Beatles, mas também um dos discos mais vendidos de todos os tempos.

No aniversário de 54 anos da obra, descubra alguns fatos curiosos a respeito dela.

1. Era McCartney
Ainda que boa parte das músicas do álbum lançado em 26 de maio de 1967 tenha vindo com a assinatura de tanto Paul McCartney quanto John Lennon – como ocorria com a maioria das canções do grupo – muitas das decisões tomadas na criação do disco vieram do primeiro.

De acordo com uma matéria de 2019 da Rolling Stone, por exemplo, foi Paul que, durante um voo, surgiu com o inusual nome “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”.

A ideia teria sido inspirada por algo relativamente mundano: dentro do avião, existia um pacote de sal identificado como “S” e outro de pimenta identificado como “P”. Foi daí que veio “Sargento Pimenta”, com o restante do nome sendo inventado sem seguida.

2. Alter egos

Também veio de McCartney a ideia do grupo adotar “alter egos” no seu novo álbum. Nesse caso, a motivação por trás foi uma vontade de se distanciar do que a banda havia representado no passado.

“Estávamos cansados de ser os Beatles. Realmente detestávamos aquela maldita coisa de nos considerarem meninos, os quatro Mop Tops. Não éramos garotos, éramos homens crescidos. Aquela merda de adolescente já tinha passado, toda aquela gritaria, e não queríamos mais”, contou Paul na sua biografia de 1997, “Many Years From Now”, segundo repercutido pelo site Pop Cultura.

“Tive essa ideia de dar alter-egos para a banda simplesmente para conseguir outra abordagem, de modo que, quando John ou eu fôssemos ao microfone, não seria John ou eu que cantávamos, mas os membros de tal banda. Seria uma libertação”, explicou o músico ainda.

3. Apresentações ao vivo

Outra coisa que o grupo deixou para trás nessa fase foram seus shows. Assim, ainda que a última apresentação dos Beatles tenha sido em 1969, sua última turnê em si foi em 1966.

Na época, os quatro artistas estavam sentindo que as apresentações não conseguiam ter mais a qualidade que eles queriam, porque os elementos musicais colocados em suas canções não podiam ser satisfatoriamente transmitidos no palco com os equipamentos disponíveis então.

A dificuldade foi ainda abordada por George Martin em uma entrevista relembrada pela Rolling Stone em uma matéria de 2019: “Nós estávamos colocando algo em fita que só poderia ser feito em fita”, disse o produtor.


4. Multidão na capa

A famosa capa do disco foi desenhada pelos artistas plásticos Peter Blake e Jann Haworth, que eram especializados em pop arte, e contém uma verdadeira multidão de pessoas rodeando os quatro Beatles.

Algumas das figuras representados na capa são: o psiquiatra Carl Jung, escritor EdgarAllan Poe, ator e dançarino Fred Astaire, cantor Bob Dylan, ator Tony Curtis, atriz e sex symbol Marilyn Monroe, o comediante Max Miller, o filósofo Karl Marx e Sigmund Freud, o pai da psicanálise, apenas para citar alguns. As informações foram documentadas pelo UOL.

5. Homenagem de Jimi Hendrix

Segundo repercutido por um artigo do Globo de 2016, três dias após o lançamento de seu novo disco os Beatles Paul McCartney e George Harrison foram em um show do guitarrista norte-americano Jimi Hendrix, e tiveram uma agradável surpresa quando o músico abriu sua apresentação fazendo um cover da música Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, a canção título do álbum recém-lançado.

Ainda conforme o veículo, McCartney teria revelado mais tarde que o episódio constituíra “uma das maiores honras” de sua carreira.

*Por Ingredi Brunato
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*Fonte: aventurasnahistoria

Rita Lee lança seu “Classic Remix Vol. 1”

Rita Lee disponibilizou para os serviços de streaming nesta sexta-feira(09) um disco que leva o nome de Rita Lee e Robert – Classic Remix Vol. 1.

Trata-se de um novo projeto da cantora a lado do guitarrista Roberto de Carvalho e seu filho do meio, João Lee, envolvendo releituras de seus grandes sucessos.

O primeiro volume de Classix Remix, que contra com um time de DJs refazendo os clássicos de Rita Lee, traz 12 faixas com novas versões de “Mutante”, por Gui Borato, “Cor de Rosa Coque”, por Mary Olivetti, e “Caso Sério” (2X), por DJ Marky, como seus destaques.

“Fico impressionada com os tais ‘Merlins do Som’. Eles desconstroem a música original e a transportam para muito além daquela minha tal máquina do futuro”, diz Rita sobre o disco.

No mês passado, Roberto de Carvalho revelou que ele e Rita lançarão uma música inédita em junho, algo que poderá ocorrer num dos próximos dois volumes que virão em breve. A declaração rolou numa live no Instagram com o DJ Memê. “É uma música esquisita, num estilo dance pop rock, inspirada em outro projeto, o lançamento de 36 músicas nossas remixadas pelo nosso filho do meio, o João, que é DJ e produtor musical”, disse Roberto. O músico acrescentou com bom humor que o casal aguarda possíveis críticas negativas: “Vamos ser apedrejados pelos roqueiros e vão dizer também que estamos investindo numa carreira musical”.

Utilize o player abaixo e conheça o novo álbum de remixes de Rita Lee:

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*Fonte: radiorock

Jerry Cantrell do Alice In Chains finaliza seu novo álbum solo

Jerry Cantrell, guitarrista do Alice In Chains, acaba de finalizar seu novo álbum solo. Ele mandou o recado através de um post no Instagram na noite desta quinta-feira (04) junto de uma foto de estúdio ao lado de Greg Puciato, ex-vocalista do Dillinger Escape Plan.

“Terminei meu disco hoje à noite um ano após o dia em que começamos a gravá-lo . Que jornada louca… sempre é. Estou ansioso para libertá-lo para seus ouvidos em breve”, escreveu na legenda.

O novo álbum, ainda sem título e data de lançamento revelados, será o primeiro trabalho solo de Cantrell desde Degradation Trip, de 2002, que contou com Mike Bordin, baterista do Faith No More, e Robert Trujillo, baixista do Metallica.

Cantrell revelou no ano passado durante numa entrevista para a Revista People no evento do MusicCares, em Los Angeles, que estava reunindo um time de grandes músicos para tocar com ele neste novo disco solo. No entanto, a lista de convidados ainda permanece em segredo.

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*Fonte: radiorock

Peter Frampton faz covers de David Bowie, Lenny Kravitz, Radiohead no novo álbum instrumental – Frampton Forgets the Words

O novo álbum de covers, com lançamento previsto para 23 de abril, mostra a lenda da guitarra elétrica prestando homenagem instrumental a David Bowie (Loving the Alien), George Harrison (Isn’t It a Pity), Lenny Kravitz (Are You Gonna Go My Way) e outros junto da Peter Frampton Band.

Frampton Forgets the Words foi co-produzido por Frampton e Chuck Ainlay, e gravado / mixado no próprio Studio Phenix de Frampton em Nashville.

“Este álbum é uma coleção de dez de minhas músicas favoritas”, disse Frampton em um comunicado.

“Minha guitarra também é uma voz e eu sempre gostei de tocar minhas linhas vocais favoritas que todos nós conhecemos e amamos. Essas faixas são minha grande banda e eu prestando homenagem aos criadores originais desta música maravilhosa. Muito divertido de fazer e eu realmente espero que você goste também. ”

Ouça a versão da lenda da guitarra sobre Reckoner do Radiohead agora

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*Fonte: guitarworld

Rolling Stones – Memórias do Exílio

Armas, brigas e sexo estão por trás de Exile On Main Street, obra-prima dos Stones lançada há 35 anos
Os bastidores da gravação deste clássico do rock’n’roll estão imortalizados no livro Exile On Main Street: A Season in Hell With The Rolling Stones. A seguir, você lê um “trecho” dessas memórias.

No primeiro semestre de 1971, com nove anos de ocupação do cargo de maior banda de rock do mundo, os Rolling Stones perceberam, com muito pesar, que, além de estarem quebrados, também teriam de deixar a Inglaterra para evitar o pagamento do imposto de renda. Eles levantaram acampamento e foram para a Riviera Francesa – muito bem descrita pelo escritor inglês Somerset Maugham como “um lugar ensolarado para pessoas sombrias”, onde todas as formas de comportamento escandaloso sempre foram toleradas desde que as contas fossem pagas em dia – e começaram a gravar seu novo álbum no porão da Villa Nellcôte, a mansão suntuosa de Keith Richards, à beira-mar. O resultado foi o único álbum duplo dos Stones, o clássico Exile On Main Street (1972).

Talvez a vida em Nellcôte tenha ficado calma demais para Keith Richards. Talvez ele só esteja entediado. Talvez, como “Spanish Tony” Sanchez – que Marianne Faithfull certa vez descreveu como “o traficante oficial dos Rolling Stones” – gostaria que acreditássemos, Keith simplesmente está reagindo ao que aconteceu na noite anterior. Seja lá qual for a razão, a necessidade incessante de caos com que Keith parece ter nascido, de repente, se instala como uma vingança e transforma o lugar em um inferno.

Tudo começa certa noite, durante um jantar em que comparecem Keith, sua companheira de longa data, Anita Pallenberg, Spanish Tony e Tommy Weber, um personagem fabuloso que parece ter saído diretamente das páginas do livro Suave é a Noite (Nova Cultural), do norte-americano F. Scott Fitzgerald. Tommy, que foi criado no interior da Inglaterra, na propriedade em que vivera o naturalista britânico Charles Darwin, era piloto de corrida profissional até que um pescoço quebrado colocou fim a sua carreira. Agora, aos 33 anos, com o cabelo loiro comprido batendo nos ombros, ele pode ser visto com freqüência caminhando pela vila, descalço, com calças largas e uma camisa esvoaçante que pode ter se esquecido de abotoar. Na prainha pedregosa de Nellcôte, às vezes vê-se Tommy tomando sol nu, para confirmar que ele é, sim, uma das pessoas verdadeiramente bonitas do planeta. Apesar de ninguém tocar no assunto, Tommy e Anita são tão parecidos que poderiam ser gêmeos univitelinos. Juntos, formam um casal estonteante. De acordo com o que Spanish Tony insiste em afirmar que aconteceu na noite anterior, pode ser que Tommy e Anita tenham chegado à mesma conclusão.

Veja bem, naquele verão na Villa Nellcôte, Anita era sempre o centro das atenções. E como não poderia ser? A mulher é linda, além de ser uma força da natureza. Apesar de quase nunca nadar, o modelito que preferia usar o dia inteiro era um biquíni de oncinha microscópico que não deixava nada a cargo da imaginação e, ainda assim, fazia com que todos pensassem como ela ficaria sem ele. Ela foi introduzida na banda como namorada/imagem espelhada do guitarrista-solo Brian Jones, que sempre gostou de se referir a si mesmo como “o líder indiscutível dos Rolling Stones”. Juntos, Brian e Anita transformaram-se no primeiríssimo casal do rock. Incapazes de serem fiéis a qualquer pessoa por muito tempo, brigavam, trepavam e desfilavam sua sexualidade ambígua em público para quem quisesse ver. Quando Brian finalmente passou dos limites até para Anita, ela o deixou para viver com Keith que, àquela altura, também tinha se apaixonado por ela. Na Távola Redonda do rock’n’roll ocupada pelos Rolling Stones, Anita era a chave. Quem a possuísse era detentor do poder. Mas, como o tempo comprovaria, ninguém era capaz de ficar com ela por muito tempo. Porque, no final das contas, Anita só pertencia a si mesma.

Para o caso de alguém duvidar que agora estamos entrando no purgatório e a estrada que percorremos estará cheia de almas perdidas, leve em consideração as outras duas mulheres que também estão jantando nesta noite em Nellcôte. Uma delas é Madeleine D’Arcy, uma dançarina loira bonita que fez Spanish Tony abandonar a mulher e os dois filhos alguns anos antes. Em uma foto que ele tirou dela naquele verão, Madeleine está à porta de Nellcôte com um vestidinho impossivelmente curto e um par de sapatos de plataformas altíssimas. Suas pernas são fortes e musculosas. Seu cabelo é cheio e brilhante, e ela estampa um enorme sorriso no rosto.

Dois anos mais tarde, Madeleine estaria fazendo de tudo em Brighton (Inglaterra), por 15 libras a noite, para sustentar seu vício em heroína. O cadáver dela, ferido e espancado, foi descoberto pela amiga íntima Marianne Faithfull. “Ela estava tomando metadona para tentar se livrar da heroína”, Tony escreveria posteriormente, “e de algum modo, a droga a levara a um frenesi inexplicável. Ela ficou batendo o rosto sem parar contra um criado-mudo, até ficar desfigurada, ensangüentada – e morrer.” Fora de si de tanto pesar, Tony injeta heroína pela primeira vez duas semanas depois da morte dela. Em “Lady Madeleine”, música do álbum de Marianne de 1977, Dreamin’ My Dreams, ela canta: “And I walk down the avenue/ And I’m missing you, Lady Madeleine/ And Spanish Tony don’t know what to do/ His strange world has all fallen through/ And he wonders, was his love in vain?/ And I think I might go quite insane”. [Caminho pela avenida / E sinto sua falta, Lady Madeleine / E Spanish Tony não sabe o que fazer / O mundo estranho dele desabou / E ele se pergunta se seu amor foi em vão / E acho que posso ficar bem louca].

Naquela noite, michele breton também está sentada à mesa. Ela é uma francesinha com ares de garoto, tem cabelo curto e peitos tão grandes que chegam a chocar – junto com Mick Jagger e Anita, aparece nua na cena da banheira em Performance, o filme em forma de psicodrama em que um gângster (James Fox) de classe baixa em fuga enlouquece depois de ser arrastado para o mundo distorcido de um rock star em decadência (Mick Jagger) e sua linda companheira “onissexual” (Anita Pallenberg). Quando o filme foi feito, Breton estava com 17 anos e nunca mais faria outro trabalho desses. Parece que foi escalada para o papel de Lucy principalmente por já ter participado de um ménage à trois com o roteirista e co-diretor Donald Cammell e a namorada dele, a texana Deborah Dixon. O mesmo vale para Anita.

Chapada de haxixe e drogas psicodélicas durante as filmagens, Breton passaria os cinco anos seguintes vagando a esmo pela França e a Espanha. Presa por porte de drogas na ilha espanhola de Formentera, ela mora um ano em Cabul (Afeganistão), injetando morfina. Durante esse período, vende seu passaporte, junto com todos os seus pertences. Decidida a largar as drogas intravenosas depois de uma viagem de LSD, vai para a Índia, onde fica hospitalizada durante três meses. Então, retorna ao Afeganistão, viaja para a Itália e acaba se fixando durante 13 anos em Berlim (Alemanha), onde Mick Brown, escritor inglês que trabalhava em um livro sobre Performance, encontra-a em 1995. “Não fiz nada da minha vida”, ela diz a ele. “Onde foi que tudo começou a dar errado? Não consigo me lembrar. É mais ou menos como o destino.”

Algo parecido pode ser dito em 1971 sobre a relação tumultuada entre Keith Richards e seu parceiro no crime musical, Michael Philip Jagger. Um dos temas principais que permeia a confecção do novo álbum é a tensão, que não pára de crescer, entre esses dois irmãos de armas. Assim como muito do que acontece na mesa de Nellcôte nesta noite, não é lá muito errado dizer que as dificuldades entre eles começaram a sério durante as filmagens de Performance. Brian Jones, que fundou os Stones, mas perdeu a banda para Mick, a mulher que amava para Keith e a própria vida na seqüência, foi quem ensinou a Mick e Keith que não era nada demais mandar ver com a namorada um do outro, porque nenhuma mulher jamais poderia se interpor entre os Rolling Stones. No entanto, três anos antes, Mick foi além dos limites. Dia após dia, enquanto Keith ficava de cara amarrada esperando em seu Rolls-Royce estacionado na frente da casa em Lowndes Square, em Londres, onde Performance era filmado no segundo semestre de 1968, Mick mantinha uma caso tórrido com Anita – a melhor amiga de Marianne Faithfull, namorada de Mick na época. Mick e Anita mandando ver, até mesmo na frente das câmeras, era uma coisa. A insistência de Mick em continuar atrás de Anita – enquanto ele e Marianne estavam de férias com Anita e Keith na América do Sul depois que as filmagens terminaram – era outra completamente diferente. Dois homens menos notáveis, ou quem sabe mais comuns, teriam trocado socos e parado de se falar ali mesmo – apesar de se conhecerem havia muito tempo e de terem criado obras brilhantes juntos.

Não Mick e Keith. Os dois se uniam não apenas pelos quadris, mas também pela carteira. Também eram especialmente ingleses em sua recusa inabalável de jamais confrontar um ao outro a respeito do que quer que seja. Da mesma maneira como fariam escolares levemente travessos – o que os dois continuavam parecendo ser -, eles preferiam reclamar um do outro atrás de portas fechadas para um terceiro, ao mesmo tempo em que continuavam trabalhando juntos. Como Mick no momento está em cruzeiro pelo Mediterrâneo com sua novíssima esposa, a adorável Bianca, os Stones não estão trabalhando nadinha no novo álbum. Em sua vila palaciana no sul da França, Keith precisa encontrar algum jeito de fazer o tempo passar – que não seja gravando. De modo que, uma vez terminado o jantar, Madeleine D’Arcy e Michele Breton acompanham Keith e Anita para o quarto de Spanish Tony no andar de cima, onde, nas palavras dele, todos resolvem “relaxar com a ingestão de alguns comprimidos de Mandrax (cujo princípio ativo é a metaqualona, com efeito hipnótico e sedativo), seguida de goles generosos de conhaque Courvoisier. A combinação faz com que você apague quase com a mesma rapidez do que se levar uma pancada na cabeça com um revólver de caubói. Em menos de uma hora, todos nós tínhamos desabado na minha cama Luís XIV enorme”. Ao retomar a consciência, às cinco da manhã, Tony escuta “sussurros e risadas baixinhas de duas pessoas do outro lado da cama”. Achando primeiro que deviam ser Keith e Anita, descobre que, na verdade, eram Tommy e Anita – que então começa a gemer com suavidade. “Dava para sentir a cama sacudindo enquanto Tommy subia sorrateiro em cima de Anita”, Tony escreve, “e daí começaram a fazer amor, primeiro com suavidade, depois com violência. Durante todo o tempo, Keith e Michele ficaram lá roncando em sua alegre inconsciência drogada.” Quando a ação termina, Tony cai no sono mais uma vez. De manhã, ele acorda “e vê Keith e Michele se espreguiçando, retomando a consciência gradualmente.” Tommy e Anita não estão à vista. Ao ser indagado se há alguma verdade nisto, Tommy Weber posteriormente diria: “Não me lembro de nenhuma dessas coisas. Pode ter acontecido, mas realmente não seria tão vulgar assim.”

Não se diz mais muita coisa sobre nada no café-da-manhã, e então, Keith e Tony saem a toda, a bordo do Jaguar XKE de Keith, para dar uma olhada em uma lancha à venda no porto próximo a Beaulieu. Quando Tony e Keith estão a caminho do porto, Tony toma para si a responsabilidade de contar a Keith, de maneira bastante vitoriana, que enquanto estavam todos inconscientes na noite anterior, Tommy tomou “liberdades” com Anita, que estava apagada. “Ele enfiou a mão embaixo do vestido dela”, diz, “e ficou apalpando. Não foi nada sério, mas achei que você devia saber, assim vai poder expulsar o cara quando voltarmos para casa hoje à noite.”

É verdade que Tony não suporta, literalmente, nem olhar para Tommy e que ficaria mais do que feliz em fazer qualquer coisa para denegrir sua posição junto a Keith, mas seus comentários podem ter fundo mais comercial do que de amizade. Tommy – que até esta altura da vida só tinha relação meramente social com a cocaína – conquistara o respeito ilimitado dos hóspedes de Nellcôte no início do verão, quando trouxera consigo cerca de meio quilo da substância branca escondida em cintas de dinheiro (presas à cintura de seus dois filhos pequenos, Jake, de 8 anos, e Charlie, de 6 anos, também conhecido como “Boo-Boo”). Agora, Tommy está tão instalado em Nellcôte que Tony, além de vê-lo como uma ameaça direta a sua posição de membro do círculo fechado, também o considera ameaça a seu ganha-pão. Posteriormente, Tommy dirá: “Não fazia parte de qualquer rota de fornecimento, de jeito nenhum”, mas, na hora, parece que Tony pensa exatamente assim.

Chegando a Beaulieu “no meio de uma chuva quente de verão”, Keith e Tony vão procurar o escritório do mestre do porto para que ele possa dirigí-los à pessoa que está vendendo o barco. De repente, outro Jaguar novinho em folha, desta vez um XJ6, tenta apertar-se na estrada estreita para ultrapassá-los. Quando o pára-choque do outro Jaguar raspa na lateral do carro de Keith, ouve-se um horrível ruído de coisas raspando. “Toda a fúria de Keith pareceu explodir de supetão”, escreve Tony. Através da janela aberta do carro, ele grita: “Que porra você acha que está fazendo?”. Ignorando as “desculpas cuspidas” do “casal de peões italianos no XJ6”, Keith então completa: “Seus estrangeiros idiotas. Vou esmagar a cabeça de vocês”.

Antes que tony possa detê-lo, Keith saca “uma enorme faca de caça alemã” da bolsa, pula para fora do carro e grita: “Seu idiota imbecil da porra!”, diz para o “velho” que dirigia o outro carro. Ao ouvir a comoção, Jacques Raymond, o mestre do porto, que Tony descreve como “um gigante de um metro e 90 e ombros largos”, sai de seu escritório. Ele faz o casal entrar às pressas e faz sinais para que Keith se afaste, o que só o deixa ainda mais enraivecido. Como Raymond não fala inglês e Keith não conhece nenhuma palavra de francês, Tony faz o que pode para acalmar a situação. É aí que Keith empunha a faca. Raymond revida com uma voadora de direita. Lá se vai Keith. Sempre na posição de soldado leal, Tony responde com um soco na cara do mestre do porto, assim “derrubando o Golias em cima de uma mesa”.

Keith se levanta e sai correndo na direção do XKE. De acordo com Tony, ele retorna um momento depois com o Colt .45 de brinquedo do filho Marlon na mão – e, assim, torna-se pioneiro no conceito de usar uma arma de mentira para esquentar uma situação de verdade. Raymond empurra o casal italiano para o chão e prontamente saca seu próprio revólver. Infelizmente para Keith, a arma do mestre do porto, por acaso, é de verdade. Apavorado com a possibilidade de que o mestre do porto volte a arma para ele, Tony tira a pistola de brinquedo da mão de Keith, joga-a no chão e começa a gritar, em francês, que Keith não tem pistola nenhuma. Segundos depois, ouve-se o som de sirenes que se aproximam. Keith diz a Tony que fique com o XKE e pula para dentro de um Dodge. Voltando em disparada para Nellcôte, em velocidade que ele estima entre 230 e 240 quilômetros por hora, Tony dispara pelo caminho de entrada, pula para fora do carro, fecha com tranca os enormes portões de ferro fundido da vila, guarda o Jag na garagem e espera.

Ao passo que Tony parece bem feliz de se retratar como o herói do dia em seu livro Up and Down With The Rolling Stones (Para Cima e Para Baixo com os Rolling Stones), foi sua nêmesis, Tommy Weber, que impediu que a situação saísse do controle. “Na verdade, eu estava no porto com Jake, Charlie e Marlon”, lembra. “Acho que os meninos estavam no Jaguar e eu estava com meu carro. Um dos seguranças do porto tentou agarrar Keith e dar um soco nele, mas errou o alvo e quase acertou Marlon. Àquela altura, Keith sacou um .38 e daí a batalha toda começou.” Jake, filho de Tommy, que estava esperando no carro, lembra-se especificamente de ter recebido a informação de que Keith abrira o rosto do mestre do porto com um soco de direita, a mão em que usava seu anel pesado de caveira, assim comprovando que a jóia, que é sua marca registrada, não é apenas ornamental, mas também tem grande serventia em um entrevero. Tommy Weber prossegue com seu relato: “Entendendo a complexidade e as implicações políticas da coisa toda, coloquei as crianças no meu carro e as levei de volta a Nellcôte para ‘dar uma limpada no lugar’ antes que a polícia baixasse lá em peso, o que obviamente aconteceria. Apesar de gozarmos da proteção do prefeito local, não tínhamos assim tanta proteção da alfândega e estávamos em um porto. Então, vi que a coisa era mesmo séria. Keith e Spanish Tony estavam se divertindo muito em uma ‘disputa de faroeste’ com todos aqueles seguranças. Mais tarde, me disseram que eles achavam que eu estava fugindo deles, mas eu sabia que tinham bastante capacidade para cuidar de si mesmos. Levei as crianças para tirá-las daquela situação e também para chegar a Nellcôte e avisar Anita e todo mundo lá que era preciso limpar tudo que estivesse a vista, porque iríamos sofrer uma batida policial. E foi exatamente o que aconteceu. Peguei o .38 e joguei no porto e Keith disse à polícia que era o revólver de brinquedo de Marlon. Fui eu quem tirou a arma da mão de Keith no porto. Precisei desarmá-lo, se não ele o teria usado.”

Quando a polícia chegou a Nellcôte para falar com Keith na tarde seguinte, ele explica que, devido ao ataque não-provocado do mestre do porto, Marlon batera a cabeça no chão e agora Keith pretende processar o sujeito por agredir seu filho ainda criança. Os advogados dos Stones e a polícia então se reuniram para discutir a questão. Ninguém sabe dizer ao certo quanto dinheiro troca de mãos durante essa reunião. Naquela noite, no entanto, o delegado de polícia vai jantar em Nellcôte. Keith lhe oferece alguns álbuns autografados dos Rolling Stones. E, como Tony escreve, “aquele foi o fim do probleminha, no que dizia respeito a ele”.

Apesar do que Tony afirma ter acontecido naquela cama apinhada na noite anterior à troca de socos em Nellcôte, Tommy continua hospedado na vila. Mas, na condição de casal, Keith e Anita já se molharam em tantas tempestades, de todas as naturezas imagináveis, que a fidelidade física pareceria a menor de suas preocupações. Ao mesmo tempo, transar com outra pessoa enquanto seu parceiro está desmaiado ao seu lado parece um pouco demais até para eles. Mas bom, como Keith certa vez disse no cais de Old Bailey: “Não somos velhos. Não estamos preocupados com noções mesquinhas de moral”.

No dia 7 de junho de 1971, depois de uma viagem de quatro dias de carro de Londres, o trailler de gravação dos Rolling Stones chega a Nellcôte. Durante um mês inteiro, antes que Mick partisse em lua-de-mel, ele e Keith tinham examinado o interior da França em busca de lugares onde a banda pudesse gravar. “Claro que ninguém gostava de nada”, o road manager Jerry Pompili diria posteriormente. “Perdemos um mês e, no fim, eles resolveram gravar na casa de Keith mesmo. É a cara dos Stones.” Em grande parte, o trailler existe não apenas porque os Stones desperdiçaram tanto dinheiro com a reserva de horas de estúdio caríssimas, que não eram aproveitadas porque eles chegavam atrasados ou nem apareciam para as sessões, mas também devido ao resquício de culpa que Mick e Keith ainda sentiam por ter permitido que Andrew Oldham (o primeiro empresário deles) mandasse embora, em 1963, o pianista original da banda, Ian Stewart, porque ele não tinha cara de popstar nem agia como tal. “Acho que, como maneira de recompensá-lo, eles montaram o caminhão e disseram: ‘Prontinho, Stu. Você é que cuida disto aqui’ “, diria depois o técnico de gravação Andy Johns. Os Stones também investiram a soma astronômica de 65 mil libras para construir o que Johns posteriormente classificaria como “o primeiro caminhão de gravação adequado da Europa”. Já tinha sido usado, assim como Stargroves, a propriedade rural de Mick na Inglaterra, para gravar faixas que estão em Sticky Fingers, além de “Sweet Black Angel”, que acabou entrando em Exile On Main Street.

Pouco depois da chegada do trailler, o acontecimento que seria considerado como o fato mais importante do verão ocorre. Keith e Tommy resolvem passar o dia andando de kart em uma pista local. De acordo com o histórico de Keith dirigindo na Inglaterra, não deve ser surpresa para ninguém a catástrofe que se seguiu. Ele resolve ir para cima de Tommy que, em um veículo automotor, é de longe melhor motorista. Keith praticamente o ataca a toda velocidade com seu kart. “Com certeza, parecia que queria me assassinar”, Tommy lembra. “Ele estava tentando me derrubar. Mirou bem em cima de mim e a coisa virou. (…) Eu ainda estava tentando diminuir a velocidade dos carros, e ele estava com a cabeça no meu colo, o kart em cima dele, e as costas ralando no asfalto. As costas dele ficaram iguais a um bife cru. Ele olhava para mim e dizia: ‘Tommy, acho que está na hora de você ir ao médico e conseguir você sabe o que para a gente’. E isso foi o início de tudo. O acidente com o kart instigou os opiáceos.”

Como os rolling stones têm o princípio de nunca viajar para lugar nenhum sem um médico por perto, àquela altura já fazia algum tempo que o profissional de saúde escolhido no local mandava até Nellcôte um “piquer” (na França, uma pessoa que é mais ou menos uma enfermeira distrital) para ministrar substâncias injetáveis. Naquele momento específico, a substância injetada diariamente era a Vitamina B-12. Naquela época, esta prática estava muito em voga entre os endinheirados dos dois lados do Atlântico que se viam em situações de alto estresse e que não podiam se dar o trabalho de fazer exercícios para manter o velho e bom sistema imunológico em dia. “Keith estava sofrendo forte dor física”, diz Tommy Weber. “E ele sabia o que era aquilo. E sabia o que aquilo faria. Ele via aquilo no mundo. Na verdade, estava fulo da vida por ter que ser a pessoa que precisava manter todo mundo na linha, inclusive Mick. Quando percebe isso, você compreende que Keith estava livre. Ele podia ir onde quisesse. Podia permitir que Mick recebesse todas as críticas do mundo careta enquanto ele era capaz de realmente tentar e descobrir que porra estava acontecendo.”

Ninguém pode dizer com certeza se o que levou Keith a retomar o uso de drogas foi o simples desejo de aliviar a dor física ou a percepção de que, com o trailler de gravação estacionado na frente da vila, finalmente tinha chegado a hora de ele começar a trabalhar no novo álbum e que, para fazê-lo, além de ter que descer ao porão escuro de sua casa toda noite, também precisaria bombear as profundezas ocultas de sua própria alma musical – expedição que talvez não conseguisse empreender sem auxílio químico de verdade. “Foi por isso que ele disse aquilo”, Tommy explica. “Obviamente, aquilo estivera pesando em sua mente e ele tinha tentado não começar de novo, sabendo que o trabalho estava lá e que exigia aquele nível de decadência. Não acho que seja o caso de estar em estado alterado para fazer música. Era o estilo de vida dele. ‘It’s only rock’n’roll, but I like it’ [É só rock’n’roll, mas eu gosto]. Era o prazer, o estado decadente que lhe dava aquela autoconfiança fantástica para criar obras incríveis.” Seja lá quais tenham sido suas verdadeiras razões, Keith é o responsável por fazer os pedidos. E assim realmente a loucura naquele verão em Villa Nellcôte começa.

A certa altura da segunda semana de junho, os Stones de fato começaram a tocar juntos pela primeira vez em Nellcôte. A partir de então, Bill Wyman lembra que trabalhavam toda noite, das oito às três da manhã, durante o restante do mês. No entanto, de acordo com Wyman, “nem todo mundo comparecia toda noite. Para mim, essa foi uma das maiores decepções daquele período. Nos nossos dois álbuns anteriores, tínhamos trabalhado bem e escutado o produtor Jimmy Miller. Em Nellcôte as coisas eram muito diferentes e demorou um pouco até eu entender o por quê.”

No âmbito do mundo altamente enclausurado dos Rolling Stones, em que Mick Jagger manda com poderes absolutos, há uma pessoa que ele não consegue controlar: Keith Richards. Dia após dia, Keith fica doidão e demora-se no banheiro do andar de cima – enquanto isso, Mick e o restante dos Rolling Stones ficam sentados, esperando. Mick não pode fazer nada para obrigar Keith a criar novas melodias para as quais possa compor letras. Ele está totalmente na palma da mão de seu amigo mais antigo. Da mesma maneira, sem a ajuda de Mick, Keith não tem como terminar o álbum em que os Stones estão trabalhando. Sem o disco, os Stones não podem fazer turnê nos Estados Unidos. Sem o dinheiro que vão ganhar lá, não têm como sobreviver enquanto banda. Lá no porão, descobrem outro problema: a umidade que tende a se acumular nos porões das casas grandes da Riviera Francesa durante o verão. “As guitarras perdiam a afinação no meio de uma música”, conta Andy Johns. “Sempre. Ou parávamos ou chegávamos ao fim e eu avisava: ‘Vamos ter que fazer de novo porque estava desafinado’.” Apesar desses problemas, todo mundo ainda acredita que gravar o álbum na villa era um plano brilhante. A razão para isso é simples. No baralho que forma os Rolling Stones, Keith transformou-se no coringa sorridente. Apesar de ser ele que ralhasse mais alto com Brian, agora vive em um fuso horário que é só dele.

Certa noite, bem tarde, no porão, quando Keith está fazendo um overdub em “Rocks Off”, a faixa que depois seria a primeira finalizada para o álbum, ele cai no sono. O fato em si não é nenhuma novidade. Como Johns se lembrará posteriormente, “ele costumava dar umas pescadas. Tocava a introdução e ficava em silêncio durante o primeiro verso porque tinha tirado um cochilo e nunca mais retornava.” O trailler estava equipado com um sistema de comunicação de duas vias e uma câmera para que quem estivesse na mesa pudesse ver a banda e se comunicar com eles enquanto tocavam. Como nenhum dos dois sistemas de comunicação funcionava muito bem, Johns passou a maior parte do verão correndo para o porão de Nellcôte a fim de conversar com os músicos. “E eu não ia parar a fita para dizer: ‘Acorda!’. (…) Então nós só ficávamos lá esperando, deixando correr. Dava para saber que estávamos chegando perto quando Keith saía do porão para escutar um playback. Isso significava que estávamos chegando a algum lugar. Ele sabia o que queria, sabia sim.”

Ao retomar a consciência, às três da manhã, Keith pede para ouvir o que acabara de fazer, mas cai no sono mais uma vez. Chegando à conclusão de que a noite realmente chegou ao fim, Johns volta para a vila onde mora com o trompetista Jim Price, a uma boa meia hora de Nellcôte. Quando Johns chega lá, o telefone toca. “Oi!”, Keith diz, nada feliz de ter acordado e percebido que todo mundo tinha ido embora. “Onde você se meteu, porra? Estou com uma idéia para outro trecho de guitarra.” Johns prontamente pega o carro e percorre todo o caminho até Nellcôte, onde, às cinco da manhã, Keith começa a fazer sua faixa ritmada que, como Johns diria mais tarde, “foi espetacular. Fez a música funcionar. Foi excelente. Como um contra-ritmo. Duas Telecasters, uma de cada lado do estéreo, e é absolutamente brilhante. Então, fico feliz por ele ter me chamado de volta aqui.”

Mesmo assim, com tão poucos progressos reais obtidos no porão, o tempo começa a pesar para cima de todo mundo. Por falta de algo melhor para fazer, Andy Johns e Jim Price resolvem montar um cassino na vila em que moram. “Compramos uma roleta profissional”, Johns lembra, “as pessoas iam até lá e nós apostávamos na roleta até uma ou duas da manhã e daí mudávamos para pôquer. Às vezes, jogo de dados. E começamos a ganhar um bom dinheiro com os dados e a roleta. Keith foi lá uma vez. E não quis se juntar ao jogo. Acho que foi porque ele poderia perder. Ou porque nós poderíamos ganhar. O que, é claro, seria um crime de lesa-majestade. Foi a hora que ele me injetou.” Johns, na época com 22 anos, cheirou heroína algumas vezes, mas nunca tinha injetado a droga. “Durante o decurso daquele projeto”, conta, “comecei a usar porque era fácil de conseguir.”

Na noite em que Keith vai visitar Johns e Price em seu cassino improvisado na Riviera Francesa, o primeiro vai para o quarto, “para trocar de camisa ou por alguma porra de uma razão qualquer, e Keith está lá com uma seringa e uma colher. Eu tinha sido criado para achar que aquele era um comportamento nada adequado. Mas, àquela altura, já estava mais para lá do que para cá, e disse: ‘O que você está fazendo?’. E ele respondeu: ‘Ah, você também quer?’. E eu respondi: ‘Certo, tudo bem’. E ele: ‘Ah, esta agulha está fodida. Não vai funcionar. Vamos para a minha casa’. Então pulamos para dentro do carro dele e fomos até Nellcôte. Keith me leva para o andar de baixo e cozinha alguma coisa. Não injetou na veia, simplesmente espetou minha pele em qualquer lugar. E disse: ‘Agora você é homem’. E eu pensei: ‘Que atitude adolescente da parte dele’. E que atitude adolescente da minha parte: ‘Ah, também vou fazer isto’ “.

Johns então volta para o trailler de gravação quando Ian Stewart entra, dá uma olhada nele e diz: “Andy, que horas são? Andy, que horas são?”. “E, é claro”, Johns lembraria mais tarde, “eu não conseguia enxergar. Então, fiquei olhando para o meu relógio e dizendo: ‘São, hum, acho que talvez… bom…’. E Stu disse: ‘Você esteve com o Keith, não é mesmo? Ai meu Deus, ele está encrencado…’. Ele percebeu a porra toda em dez minutos. Eu disse: ‘Stu, não fiz nada’. Simplesmente menti. Ele sabia. Mas eu só fui me tornar um junkie propriamente dito um pouco mais para a frente. Quando fomos para a Jamaica fazer Goat’s Head Soup [1973], já estava afundado naquilo.”

Rapaz de sorte, Andy Johns fica o verão todo em Nellcôte e, de algum modo, sobrevive para contar sua história. O mesmo não pode ser dito a respeito de John Lennon – que deu uma passada na casa durante o Festival de Cinema de Cannes -, Gram Parsons, Jimmy Miller, Madeleine D’Arcy, Ian Stewart, o fotógrafo Michael Cooper, Olivier Boelen (produtor do Living Theatre), Jean de Breteuil (o traficante com conexões nobres que forneceu a dose fatal a Jim Morrison), Spanish Tony Sanchez e Michele Breton – ambos desaparecidos de guerra que, supõe-se, não estão mais entre nós. Dizer que os sacrifícios humanos exigidos durante a confecção de Exile on Main Street foram extremos é uma atenuação de proporções gigantescas. Mas mesmo que alguém tivesse tentado dizer aos freqüentadores de Nellcôte que um altíssimo número deles, nas palavras imortais de Pete Townshend, morreriam antes de ficar velhos, ninguém teria escutado. Todo mundo estava muito mais preocupado em viajar.

Trecho do livro Exile On Main Street: A Season in Hell With the Rolling Stones (Capo Records), de Robert Greenfield – sem previsão de lançamento no Brasil

Exile On Main Street

Rocks – Off Depois que Keith Richards caiu no sono ao fazer o overdub de um trecho de guitarra, o técnico de gravação Andy Johns encerrou os trabalhos. Mas foi arrastado de volta ao estúdio às cinco da manhã para que Richards pudesse adicionar mais um detalhe. “Absolutamente brilhante”, diz Johns. “Ele sabia o que queria. Sabia sim.”

Rip This Joint – Bill Plummer toca contrabaixo com Bobby Keys no sax tenor e barítono. Esta é uma das únicas seis faixas de Exile apresentadas regularmente na turnê dos Stones pelos Estados Unidos, em 1972.

Shake Your Hips (a.k.a. Hip Shake) – Escrita por Slim Harpo e cantada por Mick Jagger com uma voz que Richard Williams, do [semanário] Melody Maker, considerou ter “afetação desnecessária”.

Casino Boogie – Nicky Hopkins no piano e Jagger cantando “Dietrich movies/Close-up boogies/Kissing cunt in Cannes” [Filmes de Dietrich / Reboladas em close-up / Beijar bocetas em Cannes].

Tumbling Dice – Primeiramente batizada de “Good Time Woman”, esta canção – o primeiro single de Exile – surgiu durante as sessões de Sticky Fingers (1971). Charlie Watts teve dificuldade com um trecho de bateria, então o trabalho do produtor Jimmy Miller entrou na edição.

Sweet Virginia – Jagger mostra o melhor de suas raízes. O vocal tem influência de Gram Parsons, hóspede em Nellcôte, que ficou amigo de Richards desde que eles se conheceram em Los Angeles durante os ensaios dos Stones para a turnê de 1969 pelos Estados Unidos.

Torn and Frayed – Outra faixa com influência de Parsons, com Al Perkins na guitarra e letra que fala ou de Richards ou de Parsons.

Sweet Black Angel – O tributo de amor de Jagger a Angela Davis, na época presa por acusações de assassinato e seqüestro. Ela foi considerada inocente durante a turnê norte-americana dos Stones em 1972. Originalmente gravada ao vivo no trailler de gravação e em Stargroves, a propriedade de Jagger na Inglaterra, com Miller na percussão.

Loving Cup – Originalmente gravada no estúdio Olympic, em 1969, a canção foi apresentada pelos Stones durante o show gratuito no Hyde Park, em Londres, no dia 5 de julho de 1969, quando o guitarrista Mick Taylor estreou com a banda. O show começou com Jagger lendo um poema para Brian Jones, que tinha sido encontrado morto na piscina de casa dois dias antes.

Happy – A assinatura de Richards. Inspirado pela notícia de que sua companheira de longa data, Anita Pallenberg, estava grávida, ele entrou no porão de Nellcôte e saiu com esta música durante uma passagem de som, com Keys no sax barítono e Miller na bateria.

Turd on the Run – Bill Plummer no baixo, com overdub feito no [estúdio] Sunset Sound, em Los Angeles, depois de os Stones terem ido embora do sul da França. Jagger na gaita-de-boca. Como Richards relatou à jornalista Lisa Robinson em 1989: “Ele não pensa quando toca gaita-de-boca. Vem de dentro. E Mick sempre tocou assim, desde o início”.

Ventilator Blues – A única faixa que foi composta com a colaboração de Mick Taylor – que acreditava merecer mais crédito pela composição do que Jagger e Richards estavam dispostos a lhe dar. Havia um único ventilador em uma janela de canto do porão de Nellcôte que, como Johns observa, “não funcionava muito bem. ‘Ventilator Blues’ é uma das minhas músicas preferidas. Fala do ventilador na janela”.

I Just Want to See His Face – Dr. John no piano, sem crédito, Richards no órgão, Plummer no baixo acústico, Taylor no baixo elétrico e Miller na percussão. Jagger inventou as letras na medida em que foi gravando a canção.

Let It Loose – Outra faixa de Exile originalmente gravada no estúdio Olympic (em Londres).

All Down the Line – A escolha inicial de Jagger para um single. Johns não conseguiu imaginá-la no rádio, então Jagger mandou o pianista e road manager Ian Stewart para uma estação em Los Angeles com uma fita. No banco traseiro de uma limusine, Jonhs escutou a canção na companhia de Jagger, Richards e Watts.

Stop Breaking Down – Esta cover de Robert Johnson – com Stewart tocando piano de boogie-woogie e Taylor na guitarra slide – também foi gravada originalmente no estúdio Olympic.

Shine a Light – A canção mais antiga do álbum, gravada no Olympic. Traz o falecido Billy Preston no órgão e no piano, Taylor no baixo (apesar de depois Bill Wyman alegar que era ele) e o produtor Miller na bateria.

Soul Survivor – Richards no baixo. Apesar de descrever a relação dos dois durante as sessões de Nellcôte, Jagger canta: “You ain’t giving me no quarter/I’d rather drink seawater/I wish I’d never brought you/It’s gonna be the death of me”. [Você não vai me dar troco nenhum / Prefiro beber água do mar / Preferia nunca ter te trazido / Você vai acabar me matando].

O Livro do Exílio
Por José Emilio Rondeau

Em Abril de 1971, quando o álbum Sticky Fingers estava para inaugurar o selo próprio da banda – apresentando ao mundo aquela que se tornaria a logomarca mais conhecida de toda a história do rock, a debochada e lasciva língua vermelha -, os Rolling Stones trocaram a Inglaterra pelo sul da França. A idéia era estabelecer residência no Mediterrâneo e gravar um novo disco para impulsionar a turnê americana do ano seguinte. E a estratégia lógica foi montar um estúdio na casa de Keith Richards: Nellcote, uma vila à beira-mar que teria abrigado nazistas.

Lá, em Nellcôte, os Stones gravaram boa parte de Exile On Main St., o álbum duplo que, para muitos, marca o ápice da obra da banda. Os seis meses passados em Nellcote são revisitados agora no livro A Season in Hell With The Rolling Stones, do mesmo Robert Greenfield que seguiu a turnê de 1972 para uma série de matérias publicadas originalmente na Rolling Stone matriz e depois transformadas no excelente livro STP: A Journey Through America With The Rolling Stones.

Não espere um relato das gravações do disco. O livro explora os bastidores (baixarias?): a procissão de traficantes, parasitas e bandidinhos pé-de-chinelo (que forneciam heroína a Keith e a sua mulher, Anita Pallenberg), aristocratas amigos (Tommy Weber, ex-piloto de corridas escalado para montar uma rádio pirata em Monte Carlo), e popstars junkies (o brilhante Gram Parsons, em pleno acaso), mais as encrencas variadas do dono e da dona da casa (desastres de carro, kart e barco; brigas com locais que, por muito pouco, não terminam em cadeia), um tantão de drama folhetinesco, fofocada a granel e algumas pitadas de sabedoria sobre Stones, drogas e rock’n’roll (cortesia de Marshall Chess, ex-presidente da Rolling Stones Records).

Com alguns tropeços factuais imperdoáveis (errar o álbum em que saiu “Jumping Jack Flash” compromete todo o resto), o livro tem pelo menos uma gema eletrizante: as 17 páginas contendo a saga de Keith Richards, carregado de clínica em clínica na Suíça para se limpar de heroína antes de embarcar para a turnê americana de 1972. Uma “cura” agonizante que, encerrada, ele comemora com uma cafungada olímpica de heroína trazida às pressas da Inglaterra.

*Por Robert Greenfield

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*Fonte: rollingstone

Rolling Stones lançará música de 1974 com participação de Jimmy Page

Os Rolling Stones estão preparando um baita presente para os fãs — principalmente aqueles que também curtem um bom e velho Led Zeppelin.

Uma faixa do grupo gravada em 1974 com a participação de Jimmy Page e arquivada desde então fará parte da edição de luxo do disco Goats Head Soup que deve ser lançada ainda este ano, mais especificamente em Setembro.

Chamada “Scarlet”, provavelmente em homenagem à filha de Page, a canção é descrita pelo The Guardian como “contagiante e atrevida” como tudo que a banda fazia na época, já que essa fase viu o grupo lançar verdadeiros clássicos como Let It Bleed, Sticky Fingers e Exile on Main St.

Além dela, outras duas canções inéditas estarão no box set e você já pode ouvir uma delas, “Criss Cross”. A terceira faixa é chamada “All the Rage” e o veículo britânico a descreve como algo “pós-‘Brown Sugar’”. A edição especial ainda terá um disco ao vivo, intitulado Brussels Affair, em seu pacote.

Vale lembrar ainda que os Stones preparam o lançamento de seu mais novo álbum de inéditas e divulgaram de surpresa a faixa “Living in a Ghost Town” em Abril. A música chegou até a ganhar um remix assinado pelo DJ brasileiro Alok.

*Por Felipe Ernani

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Bob Dylan apresenta novo álbum; Ouça ‘Rough and rowdy ways’

Este é o primeiro material inédito lançado pelo lendário músico em oito anos

Vencedor de Grammys, um Oscar, Um Pulitzer e do Nobel da Literatura, Bob Dylan volta aos holofotes que tanto foge com Rough and rowdy ways. O novo disco do cantor marca o primeiro lançamento de inéditas em oito anos. O álbum possui 10 faixas e 1 hora e 10 minutos de duração e está disponível nas plataformas de streaming.

O disco chega após pegar o público de surpresa em março com o lançamento Murder must foul. A canção de 17 minutos marcou a primeira novidade de Dylan em quase uma década e colocou o artista pela primeira vez no topo das paradas da Billboard. Antes do lançamento completo, ele ainda divulgou False prophet e I contain multitudes.

Bob Dylan, no entanto, não esteve parado durante esses oito anos. Entre o Tempest, de 2012, e o atual Rough and rowdy ways, o músico lançou dois discos de covers de Frank Sinatra em 2015 e 2016, e um álbum triplo de regravações de músicas importantes para a cultura norte-americana chamado Triplicate.

Sonoridade

O novo disco traz de volta o Bob Dylan e as nuances musicais que ele apresenta ao mundo desde os anos 1960. O álbum traz o violão do folk, solos do rock clássico e a pegada blues. De forma simples, é possível dizer que, de certa forma, o trabalho faz referências a diversos trechos da carreira do músico com toda maturidade de uma pessoa a quase 60 anos na estrada e 79 de idade.

Pensando nas diferenças com a obra completa do artista, o novo disco não é mais tão cantado. Bob Dylan recita as letras como se contasse uma história ao ouvinte. Instrumentos com arranjos rebuscados ganham espaço. Em algumas canções é possível ouvir uma arpa, em outras camadas de melodia no piano — talvez uma influência de Sinatra. A gaita dos anos 1960 e 1970 já não é mais usada e mesmo as canções folk são um tanto mais melancólicas se comparadas as que fizeram o inicio da carreira do músico.

A poesia de Dylan permanece um ponto forte das composições, desde o conto de 17 minutos em Murder must foul, em que ele faz um histórico que culmina na morte do presidente John F. Kennedy e consequências deste acontecimento; ou no personagem de um cientista maluco que busca partes de corpos para criar a melhor versão da amada em My own version of you. O artista continua criando e provando uma escolha acertada do Nobel ter escolhido a carreira de um músico e poeta como algo a se agraciar em literatura.

Em tempos de protestos em todos os estados dos EUA, um disco de uma voz potente como Bob Dylan, que grita durante anos pelos direitos civis e foi uma das vozes mais proeminentes e ativas contra a invasão ao Vietnã, é um simbolo cultural e geracional. Dylan ainda é um importante nome no folk, rock e blues norte-americanos e tem agora a oportunidade de se renovar e dialogar com um novo público e, quem sabe, se habituar em ver o nome no topo da Bilboard.

*Por Pedro Ibarra

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*Fonte: correiobraziliense

Jeff Buckley – Biografia

Jeffrey Scott Buckley (Anaheim, Califórnia, 17 de novembro de 1966 —- 29 de Maio 1997) foi um cantor, compositor e guitarrista norte-americano. Conhecido por seus dotes vocais, Buckley foi considerado pelos críticos umas das mais promissoras revelações musicais de sua época. Entretanto, Buckley morreu afogado enquanto nadava no rio Wolf, afluente do Rio Mississipi, em 1997. Seu trabalho e seu estilo único continuam sendo admirados por fãs, artistas e músicos no mundo todo.

Jeff Buckley passou a sua adolescência ouvindo diversos tipos de música como blues, rock e jazz. Após terminar o colegial, decidiu que a música seria o caminho a seguir. Com medo de ser comparado com o seu pai, Tim Buckley, em vez de cantar, Jeff decidiu inicialmente tocar guitarra, tendo ido estudar no G.I.T (Guitar Institute of Technology). Diversas experiências vieram em seguida: Jeff trabalhou em estúdio, tocou em bandas de funk, jazz e punk e até mesmo na Banana Republic, de onde foi demitido após ter sido acusado de roubar uma T-shirt.

Em 1991, ao ser convidado para participar num show tributo a seu pai, Jeff resolveu cantar. A semelhança vocal com o pai (Tim Buckley) veio à tona nesse momento. Foi nesse tributo, também, que conheceu o ex-guitarrista da banda Captain Beefheart, Gary Lucas, que, impressionado com sua voz, decidiu convidá-lo para integrar a banda Gods and Monsters. Afiada tanto nas performances ao vivo como nas composições próprias, Gods and Monsters estava prestes a assinar com uma gravadora quando Buckley decidiu abandonar o projeto por achar que um contrato, naquele momento, restringiria as suas ambições musicais.

No ano seguinte começou a apresentar-se sozinho (voz e guitarra) num bar nova-iorquino chamado “Sin-é”. Foi no “Sin-é”, segundo o próprio Jeff, onde mais tocou e gostava de tocar. Um lugar pequeno, onde as pessoas iam para conversar e não para ouvir alguém cantar músicas desconhecidas. Mas foi pela diferença que Jeff Buckley conquistou as pessoas que freqüentavam o lugar. Foi nesse pequeno bar, sem palco, que um dos empresários da Columbia o viu cantar e tocar. Em outubro de 92 assinou com a Columbia Records para a gravação do seu primeiro álbum solo. Antes do álbum, Jeff decidiu fazer uma turnê pela Europa, só depois gravaria o primeiro álbum em estúdio. Nesse período, acordou também, lançar um EP com 5 músicas, gravadas no “Sin-é”.

“Grace” chegou às lojas em agosto de 1994 e foi imediatamente aclamado pela crítica e por artistas como Paul McCartney, Chris Cornell, Bono Vox (“Jeff Buckley é uma gota cristalina num oceano de ruídos”) e Jimmy Page (“Quando o Plant e eu vimos ele tocando na Austrália, ficamos assustados. Foi realmente tocante”). Apesar disso e de uma longa turnê de dois anos “Grace” vendeu muito menos do que o esperado. A música de Buckley era considerada leve demais para as rádios alternativas e pouco comercial para as rádios FM.

Em 1996, começou a trabalhar no seu segundo álbum e, contrariando a sua gravadora, que queria um disco mais comercial, chamou Tom Verlaine, do grupo Television, para a produção. Quando as gravações estavam prestes a encerrar, Jeff, insatisfeito com o resultado, decidiu que o material não deveria ser lançado e, assim, começou a compor novas canções. Foi o que fez até Maio de 97, quando finalmente chamou os colegas da sua banda para começarem as gravações em Memphis, cidade onde morava na época.

No dia 29 de Maio de 1997, helicópteros sobrevoavam o Wolf River em busca duma pessoa que ali havia desaparecido. Segundo o relato do amigo Keith Foti, Jeff Buckley resolveu parar para nadar naquele rio antes de se encontrar com a sua banda. Depois de alguns minutos, Foti foi até ao carro para guardar alguns objetos, enquanto ouvia Jeff nadando e cantarolando “Whole Lotta Love”. Quando voltou, não viu mais nada. Gritou por “Jeff” por quase dez minutos e, não obtendo resposta, decidiu chamar a polícia. O corpo de Jeff Buckley foi encontrado apenas uma semana depois, dia 4 de Junho, perto da nascente do Mississippi.

O álbum póstumo, “Sketches for My Sweetheart the Drunk”, foi lançado em 1998. “Sketches” é composto por gravações que Jeff fez com Tom Verlaine, mais músicas nas quais Jeff trabalhava antes de morrer.

Em 2000, “Mystery White Boy” veio relembrar Jeff nas suas performances ao vivo.

Em 2007 surge uma compilação com os melhores êxitos de estúdio e ao vivo, este álbum contém uma versão acústica de “So Real” gravada no Japão e uma versão de “I Know It’s Over” dos The Smiths nunca antes editadas.

Apesar da morte trágica, Jeff Buckley tem conquistado novos fãs. Artistas como Radiohead, Coldplay e Muse não se cansam de mencionar Jeff como uma das suas principais influências. Além disso, “Grace” é constantemente citado como um dos melhores álbuns de todos os tempos.

Discografia:

>> Álbuns
1994 – “Grace”

>> Álbuns “ao vivo”:
1993 – Live at Sin-é
1995 – Live from the Bataclan
2000 – Mystery White Boy
2001 – Live À L’Olympia
2003 – Live at Sin-é (Legacy Edition)

>> Compilações:
2002 – The Grace EPs
2004 – Grace (Legacy Edition)
2007 – So Real: Songs from Jeff Buckley

>> Álbum póstumo:
1998 – Sketches for My Sweetheart the Drunk

>> Parcerias:
2002 – Songs to No One 1991-1992 (colaboração com Gary Lucas)

www.jeffbuckley.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jeff Buckley

Há alguns anos atrás, acho que por volta de 2005, meu amigo um dia me apresentou o álbum “Grace” (1994), de um artista que eu até então desconhecia, chamado Jeff Buckley. Até aí tudo bem, achei que seria apenas mais um álbum qualquer, só que aconteceu o inesperado,  já na primeira audição me deu um estalo e curti. E não era nada parecido com os álbuns que andava escutando na época, tudo muito na adrenalina, heavy e cheio de riffs de guitarra. E foi justamente por ser um álbum assim diferente dessa vibe, que me chamou a atenção na época. Pode-se dizer que Jeff Buckleyt é fantástico, criou ótimas composições para qualquer as situações do amor – música para corações partidos, de adeus, de chegada, saudades, felicidade, celebração, fim, começo e de recomeço. Tudo lá! Sempre com uma sutil harmonia e um belo jogo acertado de palavras. É um álbum simples e sem arranjos mirabolantes e na boa, é até difícil de definir um álbum assim, explicar como e porque ele que te prende. Por outro lado também sei que muita gente escuta e não consegue gostar ou entender esse álbum. Ok! Faz parte. Muitas coisas boas da vida nem sempre são compreendidas ou para degustação de todos.

então é isso, só sei dizer que desde então é um de meus álbuns preferidos (são vários, a lista é grande é verdade, mas o Grace está sempre lá, junto no topo). Agora o detalhe triste é o fato de que se trata de seu único álbum de estúdio em sua carreira, sendo que o Jeff Buckley morreu afogado em 1997, quando nadava no Wolf River. Isso justamente quando estava fazendo um grande sucesso e uma carreira meteórica, inclusive era apontado como uma das grandes revelações da música americana naquela época. Uma pena.

Mas e aí, que tal você se permitir de ao menos ouvir o álbum inteiro ao menos uma vez!? Não tem rock pauleira ou então riffs apimentados, é tudo muito simples e básico, mas de bom gosto. Ao menos é o que penso. Então fica a dica. Talvez você também passe a curtir.

 

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25 anos de “Grace”

Este mês de Agosto de 2019 marca os 25 anos do lançamento do disco de estreia de Buckley. Sendo assim, a Columbia/Legacy prepara grandes surpresas para homenagear o cantor, tido como um dos talentos mais relevantes da música na sua geração.

A partir de do dia 23/08/2019, a gravadora vai disponibilizar nas plataformas de streaming mais de 50 gravações raras de Jeff, incluindo o lançamento oficial da demo “Sky Blue Skin”, registrada em estúdio em 1996. Também serão relançados o álbum póstumo Sketches for My Sweetheart the Drunk (1998) e o ao vivo Mystery White Boy (2000).

Além disso, outros quatro materiais de shows chegarão aos serviços digitais: Live at Wetlands, New York, NY 8/16/94; Live From Seattle, WA, 5/7/95; Cabaret Metro, Chicago, IL, 5/13/95; e a sessão de Buckley em 1995 na Columbia Records Radio.

Em entrevista à NME, a mãe do falecido cantor, Mary Guilbert, comentou os novos lançamentos. “A indústria da música mudou bastante desde à partida de Jeff deste planeta. Eu estou muito feliz de ter a oportunidade de conferir esses materiais chegando até os fãs dele: os antigos e os novos, até aqueles que ainda nem nasceram ainda”, disse.

Apesar de ter morrido há mais de 20 anos, Jeff Buckley segue sendo uma inspiração e influência para diversos novos artistas.

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Como David Bowie criou o astronauta trágico Major Tom e mudou sua carreira com a música “Space Oddity”

Nove dias depois da Apollo 11 realizar um pouso bem-sucedido na Lua, em 20 de julho de 1969, David Bowie lançava também seu primeiro grande hit, com o qual estreava nas paradas britânicas. No dia 10 daquele mesmo, na despedida da década de 1960 e tudo o que ela representava, um homem dentro da cultura pop já olhava para o espaço de outra maneira.

Há 50 anos, em 11 de julho de 1969, Bowie dava vida a Major Tom em “Space Oddity”, canção do seu segundo disco, lançado em novembro daquele ano com o nome David Bowie (anos mais tarde, seria repaginado sob nome de Space Oddity devido ao sucesso comercial da faixa, a primeira do álbum).

Existe uma clara conexão mercadológica entre a corrida espacial e a data de lançamento de “Space Oddity”, obviamente. Fazia sentido que David Bowie, em sua corrida pela fama como artista (fosse como músico ou ator) naquele início de carreira, acertasse o timing dessa faixa. Mas não foram as seguidas missões da NASA responsáveis por inspirar Bowie a olhar para as estrelas.

Para entender o que Bowie quis fazer com “Space Oddity” e a triste e melancólica odisseia do Major Tom na canção, é preciso voltar no tempo. David era um jovem aspirante a artista que largou o ensino médio para se desenvolver como performer.

Ele ainda era conhecido pelo nome de Davy Jones e se juntou a alguns outros grupos, como King Bees, Manish Boys e The Lower Third, sem obter muito sucesso. Em 1966, contudo, ele descobriu que um outro Davy Jones estava fazendo sucesso como integrante do The Monkees e decidiu sair em carreira solo, com o nome de David Bowie.

Dois anos antes de “Space Oddity”, Bowie lançou um disco de estreia, que levava no título a nova persona artística, pela Deram Records, uma subsidiária da grande Decca Records, embora sem muito sucesso.

Foi quando ele conheceu Angela, sua futura esposa. Ela, na ocasião, era namorada de um olheiro da Mercury Records que recusou trabalhar com Bowie. Angela usou sua influência e conseguiu um contrato para o futuro marido. Em alguns meses, ele havia gravado “Space Oddity”.

“Nós nunca nos sufocamos”, contou Bowie à Rolling Stone, anos depois. “Não, eu não acho que nos apaixonamos. Eu nunca estive apaixonado, graças a Deus. O amor é uma doença que gera ciúmes, ansiedade e raiva brutal. Tudo menos amor. É um pouco como o cristianismo. Isso nunca aconteceu comigo e com Angie. Ela é uma garota incrivelmente agradável para se voltar e, para mim, sempre será. Quer dizer, não tem ninguém … eu sou muito exigente às vezes. Não fisicamente, mas mentalmente. Eu sou muito intenso sobre qualquer coisa que faço. Eu afasto a maioria das pessoas com quem vivi. ”

Inspiração em Stanley Kubrick

Os relatos contam que Bowie passou os anos 1960 desesperadamente tentando se tornar um músico famoso. Era uma década na qual a música psicodélica tomava forma e Bowie tentou se juntar à onda, até lançando a música “The Laughing Gnome” (cujo título em tradução livre pode ser “O gnomo risonho”.

Foi quando, com o contrato com a Mercury Records, ele conheceu Gus Dudgeon, produtor de Elton John, e gravou “Space Oddity”, a canção hit que ele tanto buscava.

A balada folk sobre o personagem imaginário Major Tom que encontra um fim trágico no espaço sideral teve seu lançamento apressado pela gravadora para coincidir com a chegada da Apollo 11 na Lua. A emissora britânica BBC tocou a canção durante a cobertura do acontecimento histórico, o que gerou uma popularidade nacional para Bowie.

“Na Inglaterra, sempre presumiram que essa música foi escrita sobre a chegada da humanidade à Lua, porque a música saiu quase simultaneamente, mas na verdade, não foi isso”, ele contou à Performing Songwriter, certa vez.

“Eu escrevi porque fui assistir a 2001: Uma Odisseia no Espaço e achei maravilhoso. Eu estava meio fora de mim, fiquei muito chapado e então fui assisti-lo várias vezes seguidas. Foi uma revelação. Isso fez a música fluir.”

Bowie, inclusive, tirava sarro do fato da música ser usada na trilha sonora da cobertura do pouso da Apollo 11, já que o final de Major Tom, na canção, é extremamente trágico. “Tenho certeza de que eles não estavam ouvindo a letra”, disse ele, “Mas, claro, fiquei muito feliz que eles usaram a música.”

A história de Major Tom

Há algo de fascinante na narrativa de Bowie em “Space Oddity”. Havia espaço, na música pop, para canções com construções mais literárias. Entre o folk e o espacial, Bowie criou Major Tom como o protagonista solitário dessa viagem espacial. Do início, ainda em solo, até seu fim, quando tenta voltar à órbita terrestre e vê sua espaçonave falhar.

Major Tom tem apenas uma conexão com o mundo terrestre, é a segunda voz da canção, quem conversa com ele por rádio, o “ground control”, ou “controle terrestre”. É essa segunda voz que avisa Tom sobre o sucesso que ele se tornou ao alcançar o espaço: “Os jornais querem saber quais roupas você usa”, diz ela.

Tom decide deixar a cápsula espacial. Major Tom vive um momento existencialista ao se desconectar e flutuar pelo espaço, é quando a canção entra em um momento mais trágico. Tom percebe a sua e a nossa insignificância diante de um universo tão vasto.

“Diga a minha esposa que eu a amo muito”, diz ele, “ela sabe”, grita a voz do outro lado da linha. É a despedida de Major Tom, que, ao final da canção, de pouco mais de 5 minutos, segue em um flutuar sem rumo pelo espaço sideral.

Especialistas em David Bowie constantemente relacionam o personagem à própria personalidade de Bowie, uma imagem da própria desconexão do artista com relação ao restante do mundo.

Foi o seu primeiro sucesso, também, algo que ele almejou por aqueles anos todos de Davy Jones. É um momento interessante e metafórico na carreira e vida artísitca de Bowie. A partir daí, ele não foi mais um tipo só.

Talvez Major Tom fosse essa primeira – e mais autêntica – personalidade daquele depois conhecido por Camaleão do Rock. Bowie deixou-o flutuar para ser quem ele quisesse nos anos seguintes, como o Ziggy Stardust, Thin White Duke, dois dos seus personagens mais célebres, até a Blackstar, a estrela extinta, do seu último disco em vida, lançado dois dias antes da sua morte, em 10 de janeiro de 2016.

O fim de Major Tom

O próprio David Bowie chegou a interpretar o personagem Major Tom em um vídeo promocional de pouco menos de 30 minutos chamado Love You Till Tuesday. O média-metragem, que pode ser encontrado na internet, mostra Bowie interpretando várias das suas músicas lançadas até 1969, como uma forma de divulgar seu catálogo criado até ali e suas habilidades.

Mesmo depois de “Space Oddity”, contudo, Bowie não deixou o personagem ir embora. De tal forma, 11 anos depois, em “Ashes to Ashes”, outro sucesso estrondoso do músico inglês, trouxe Major Tom de volta.

Se em “Space Oddity”, o personagem se desligou da humanidade para flutuar pelo espaço, em uma metáfora à visão do mundo de Bowie, em “Ashes to Ashes”, do disco Scary Monsters (And Super Creeps), de 1980, Major Tom volta como um “junkie”, um viciado em heroína.

O próprio Bowie havia passado por um momento de crise com o vício em drogas no início dos anos 1970, o que o levou a “fugir” para Berlim, no final daquela década, e onde ele gravou uma tríade respeitadíssima de discos – Low (1977), Heroes (1977) e Lodger (1979).

Scary Monsters (And Super Creeps), portanto, vem depois desse período de tentativa de desintoxicação em solo alemão. “Ashes to Ashes” colocou Major Tom e Bowie, inclusive, no topo das paradas de mais tocadas do Reino Unido na época.

De forma direta ou indiretamente, Major Tom esteve presente em outras canções de Bowie, como em “Hallo Spaceboy”, do disco Outside, embora o nome do personagem não seja exatamente citado.

Na música “Blackstar”, responsável por dar nome ao último álbum de Bowie, de 2016, parece que finalmente descobrimos o que aconteceu com o personagem. Um astronauta morto é descrito na narrativa, seu esqueleto é levado por uma alienígena. “Para mim, aquele era 100% o Major Tom”, chegou a dizer Johan Renck, diretor do clipe da música, em um documentário da BBC.

*Por Pedro Antunes

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*Fonte: rollingstone

Disco raro dos Beatles que pertencia a John Lennon é o terceiro mais caro da história

Em 1966, os Beatles lançavam Yesterday And Today, uma coletânea de músicas dos álbuns Help!, Rubber Soul (ambos de 1965) e Revolver (1966). O disco trouxe faixas como “And Your Bird Can Sing” e “Doctor Robert” antes de serem lançadas oficialmente no disco subsequente.

Mas apesar das músicas inéditas, o que causou furor de verdade foi sua arte de capa. Nela, o quarteto aparecia vestido de branco. Nos seus ombros e colos, bonecas desmembradas e pedaços de carne. A foto ficou conhecida como “A Capa de Açougueiro.”

A teoria mais aceita para a imagem violenta é de que os Beatles faziam uma crítica ao fato de seus álbuns serem desmembrados nas estreias nos Estados Unidos, perdendo, assim, sua continuação e mensagem artística.

O disco com a capa de açougueiro foi enviado para lojistas e rádios de toda a Inglaterra. Porém, pelo conteúdo da imagem, o vinil não foi exposto nas prateleiras e as músicas não foram tocadas na rádio.

Para tentar contornar a situação, a Capitol Records fez um recall e colou um adesivo com uma nova imagem por cima: os quatro posando, e Paul McCartney dentro de uma mala.

Por isso, hoje em dia, as capas originais de Yesterday and Today são raras. Ainda mais se estiverem autografadas. De fato, a única pessoa que tinha uma cópia autografada por McCartney, Ringo Starr e George Harrison era John Lennon.

A capa assinada foi enquadrada por Lennon, e ficava pendurada na parede de seu apartamento em Nova York. Mais tarde, o músico a deu de presente a Dave Morrell, um grande colecionador dos Beatles.

A arte autografada de Yesterday and Today foi vendida nesta quinta, 9, pela quantia de £ 179,200 (cerca de R$ 920 mil). O comprador americano “comprou o disco como um investimento, acreditando que seu valor vai aumentar”.

Esse foi considerado o terceiro disco mais caro da história. O primeiro lugar também pertence aos Beatles: é uma cópia de The White Album que pertenceu a Ringo Starr.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: rollingstone

Crie seu álbum personalizado do Led Zeppelin

Formado em 1968, o Led Zeppelin se estabeleceu como um dos grupos mais bem-sucedidos, inovadores e influentes da história da música. Em 2019 faz 50 anos que o primeiro álbum da banda foi lançado.

Em comemoração, a banda lançou um aplicativo que permite que os fãs e artistas criem seus próprios álbuns personalizados da banda por meio de playlists no Led Zeppelin Playlist Generator.

Se trata de um gerador de playlists que possibilita reunir qualquer faixa do catálogo da banda, inclusive álbuns de estúdio e ao vivo. O gerador ainda cria uma arte customizada com o nome do criador que pode ser compartilhada nas redes sociais.

O 50º aniversário da banda também foi celebrado através do lançamento do álbum digital Led Zeppelin x Led Zeppelin pela Warner Music e um livro Led Zeppelin By Led Zeppelin pela editora Reel Art Press, ambos lançados em 2018.

*Por Raquel Rapini

 

 

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*Fonte: geekness

Weezer lança ‘Teal Album’, disco surpresa com covers de Michael Jackson, TLC, Toto e A-Ha

O Weezer, quarteto californiano de rock alternativo, lançou nesta quinta-feira (24) um disco surpresa. “Teal Album”, que pode ser ouvido nas plataformas de streaming, tem 10 covers de músicas de outros artistas.

O Weezer e seu líder, o vocalista e guitarrista Rivers Cuomo, sempre gostaram de tocar versões de música de outros artistas desde o início da banda, em 1992.

Mas este é o primeiro disco de covers feito pela banda, após 12 álbuns de estúdio com músicas próprias. O disco começou a tomar forma no ano passado, quando eles regravaram “Africa”, do Toto, após pedido de fãs.

‘Black Album’ em março

A banda prepara o lançamento do 13º disco da carreira, “Black Album”, previsto para 1º de março. Os nomes oficiais do “Teal Album” e do disco preto são “Weezer”.

Outros discos que levam o nome do grupo e ganharam apelidos pela cor da capa são “Blue Album” (1994), “Green Album” (2001), “Red Album” (2008) e “White Album” (2016).

Por ter feito só um show no Brasil, em 2005, o Weezer é conhecido por aqui mais pelos clipes: com memes (“Porks and beans”, que fez o grupo ganhar seu único Grammy), lutadores de sumô (“Hash pipe”), bichinhos fofos (“Island in the sun”), Muppets (“Keep fishin”), coelhinhas da “Playboy” (“Beverly Hills”) e em um show na lua (“Back to the shack”).

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*Fonte: g1

P. Bass e a porrada mais famosa da história do rock

Confira o vídeo sobre uma das fotos mais icônicas de capa de álbum da história do Rock, sim, obviamente me refiro aqui a capa do The Clash – “London Calling” (1979). A cena clássica de Paul Simonon prestes a dar uma bela “chapuletada” e destruir seu baixo Fender Precision, no chão – fotografia de Pennie Smith. A arte da capa foi uma criação inspirada/tributo a capa de um álbum do rei do rock – Elvis Presley (mesmas fontes, cores e também uma img PB de fundo).

 

Novo álbum de Jimi Hendrix com 10 gravações não lançadas anteriormente – “Both Sides of the Sky”

Dez gravações inéditas de Jimi Hendrix destacam “Both Sides of the Sky”, um próximo LP póstumo do lendário guitarrista. O álbum estará disponível no dia 9 de março de 2018 via Sony Legacy Recordings em vários formatos, incluindo CD, digital e um numerado de 180 gramas de vinil duplo audiófilo.

O álbum com 13 músicas compila material gravado entre janeiro de 1968 e fevereiro de 1970. É a terceira e última entrega de uma trilogia de gravações de arquivos não enviadas, seguindo os “Valleys of Neptune” de 2010 e “Peoples, Hell and Angels” de 2013. O engenheiro Eddie Kramer – que trabalhou em todos os projetos de Hendrix antes da morte da legenda da guitarra – co-produziu o álbum com John McDermott e a irmã de Hendrix, Janie Hendrix.

Muitas das 13 faixas – incluindo uma cover de “Mannish Boy” de Muddy Waters – mostram a linha de trio que se tornou conhecida como Band of Gypsys: Hendrix na guitarra e vocais, Billy Cox no baixo e Buddy Miles na bateria. “Hear My Train A Comin” apresenta a formação original da Jimi Hendrix Experience: Hendrix, o baixista Noel Redding e o baterista Mitch Mitchell.

Vários colaboradores convidados notáveis ​​destacam o conjunto, incluindo Stephen Stills, Johnny Winter e o vocalista / saxofonista Lonnie Youngblood (companheiro de banda pré-fama de Hendrix em Curtis Knight & the Squires). Stills aparece em duas faixas registradas em setembro de 1969: uma versão cover de “Woodstock” de Joni Mitchell (meses antes da reformulação de Crosby, Stills, Nash & Young) e a canção original “$ 20 Fine”. O inverno aparece em uma interpretação previamente extraída das “Things I Used to Do” de Guitar Slim, que aparecem aqui em uma versão completa e remixada.

 

“A verdadeira casa de Jimi foi o estúdio – é aí que a música e a magia aconteceram”, disse Kramer em um comunicado sobre o projeto. “Ele amava tudo sobre gravações, e foi um prazer e honra fazer parte desse processo tanto antes quanto agora”.

Jimi Hendrix – Both Sides of the Sky Track List:

1. “Mannish Boy” (previously unreleased)
2. “Lover Man” (previously unreleased)
3. “Hear My Train A Comin'” (previously unreleased)
4. “Stepping Stone” (previously unreleased)
5. “$20 Fine” (previously unreleased, featuring Stephen Stills)
6. “Power Of Soul” (previously unavailable extended version)
7. “Jungle” (previously unreleased)
8. “Things I Used to Do” (featuring Johnny Winter)
9. “Georgia Blues” (featuring Lonnie Youngblood)
10. “Sweet Angel” (previously unreleased)
11. “Woodstock” (previously unreleased, featuring Stephen Stills)
12. “Send My Love To Linda” (previously unreleased)
13. “Cherokee Mist” (previously unreleased)

 

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*Fonte: rollingstone

Paulo Miklos – A Gente Mora no Agora (álbum)

Depois do Nando Reis (o meu Titãs preferido), outro dos músicos dessa grande banda da história do rock nacional que eu curto bastante é o Paulo Miklos. Aliás, também já deixou a banda e segue em carreira solo.

Mas se liga brother, ainda mesmo nos tempos de fazer parte daquela troupe maluca dos Titãs, já tinha lançado 2 álbuns solos:

  • Paulo Miklos, 1994
  • Vou ser Feliz e Já Volto, 2001

E agora cabe mencionar que eu tenho esse seu primeiro álbum solo em CD originalzão, inclusive uma banda que tive em POA, chamada Trouble Makers (uma das melhores coisa que fiz na vida), tocava quase que exclusivamente músicas autorais, em inglês (macarrônico – mas era) e tinha lá de vez em quando um cover perdido em meio ao set list, chegou a tocar uma música desse seu primeiro álbum solo (“Ele vai se vender”), em português. Isso só para sentir a vibe e do quanto a gente já curtia o Paulo Miklos naquela época.

Hey, não esqueça de que ele também é ator de teatro, cinema e televisão (mini-séries). Então merece respeito!

Agora ele lançou um novo álbum solo, chama-se “A Gente Mora no Agora” (2017), que conta com a participação de uma penca de gente fina.

*Abaixo separei 3 das músicas que eu mais curti logo de cara de seu novo álbum, uma pequena prova da qualidades de suas músicas e letras. Aqui mais uma vez lembro novamente do Nando Reis, que aliás escreveu letra de “Vou te Encontrar”.

Confira. Escute. Aumente o volume e deixa de ser cagão!

 

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Quem produziu A Gente Mora no Agora foi Pupillo (Nação Zumbi), com coprodução de Apollo Nove, e o time de estrelas só cresce: Emicida ajudou a compor “A Lei Desse Troço”, Arnaldo Antunes trabalhou em “Deixar de Ser Alguém”, Mallu Magalhães escreveu “Não Posso Mais” e Tim Bernardes (O Terno) é parceiro de Miklos em “Samba Bomba”.
Não para por aí: “Risco Azul” é uma parceria com Céu, assim como “Princípio Ativo”, e SILVA escreveu a melodia de “Todo Grande Amor”, enquanto Russo Passapusso (BaianaSystem) compôs a letra de “Vigia”. Erasmo Carlos foi o parceiro em “País Elétrico” e Guilherme Arantes musicou os versos de “Estou Pronto”.  Por fim, “Afeto Manifesto” foi escrita com a rapper paulista Lurdez Da Luz. O álbum foi mixado em Los Angeles por Mario Caldato Jr. (Beastie Boys, Jack Johnson).

*Texto: Tenho mais disco que amigos

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YESOMAR – “Gigantes do Rock Gaúcho vol 2” FULL ALBUM

É com prazer que tornamos público mais um grande sonho de nossas vidas. Está no ar o “Gigantes do Rock Gaúcho Vol. 2”, o segundo episódio desta jornada que visa somar, unir e fortalecer a cena musical brasileira. (Junior Sebastiany – Yesomar)

*Lançado em primeira mão no YouTube, em agosto será disponibilizado em CD e estará nas principais plataformas de streaming.

.Produzido entre março e julho deste ano no Estúdio Toca, o disco com 10 faixas conta com os ilustres convidados: Claudio Heinz (Os Replicantes), Paulo Dionisio (Produto Nacional), Bebeto Alves (Los 3 Plantados), Julio Reny (Cowboys Espirituais), King Jim (Garotos da Rua), Nei Van Soria (TNT, Os Cascavelletes), Fredi Chernobyl (Comunidade Nin-Jitsu), Felipe Messa (Pupilas Dilatadas), Nenung (A Barata Oriental, Os The Darma Lóvers e Nenung & Projeto Dragão), Eduardo Branca (M16 e Santíssima Trindade), Lucio Dorfman, Alemão Ribeiro (Cabala), Rafael Farina Casarin, Ricardo Leitão Duarte, Fabiane Fyah Rocha, Madamme Gaby e Simone Schuster.

Para escutar:

Stevie Ray Vaughan – Tic Toc

Resolvi tirar a poeira de minha memória e escutar de boas novamente alguns materiais do incrível Stevie Ray Vaughan. Escutar algumas de seus álbuns me fez abrir a porta para uma viagem de volta no tempo e com isso de carona chamar inúmeras boas lembranças de histórias do passado. A primeira que me vem à cabeça é tipo da época em que fui baixista da banda de blues do Luiz Ruschel, um dos melhores guitarristas de blues da minha cidade ali pelos 80′ e 90’s. Ninguém tocava como ele e nem muito menos chegavam perto de sua técnica e conhecimento musical aqui pela região.

“Abrindo um parêntese – Me recordo de que tive de participar de um teste para entrar nessa, era um power trio de blues/rock bem famoso na cidade naquela época. O baixista anterior havia casado e estava indo de muda para uma outra cidade por causa de seu trabalho e portanto deixando a sua vaga em aberto na banda. Eu que já tocava numa outra banda com uns amigos, era divertida mas eu queria mesmo era o caminho do blues. Mesmo que eu fosse na época um gurizão de merda de cidade do interior, quando pintou essa oportunidade e me convidaram para o teste, nem acreditei. – Ôpa! – Claro que aproveitei a chance e me “puxei” para não fazer feio, tanto que ganhei a vaga numa disputa com outros baixistas veteranos. Cara, isso foi para mim quase como ter ganho na loteria….rsrsrs. Saca só, o Luis era professor de guitarra, tinha em sua casa uma coleção gigante de discos, livros de música, bios, pilhas de revistas importadas da Guitar Player, métodos, fitas k7 e de vídeo VHS (já falei – isso foi à trocentos anos atrás, no final da década de 80), enfim, um baita e interessantíssimo acervo de música, uma verdadeira Dysneilândia do rock. Resumindo, com isso aprendi muita coisa e também por tabela tive acesso a conhecer muitos artistas legais do universo blues, funk e soul music, não ficando portanto, preso naquela vibe hard rock e metal que vingava no meio adolescente rocker da época.”
Bons momentos. Gracias Luiz!

 

Voltando ao assunto do SRV. É claro que quando o assunto é SRV eu meio que num gatilho mental, automaticamente me recordo dessa fase com a banda do Luís (como já mencionei), bem como também de como ficamos intrigando na época do lançamento do álbum irmão Vaughan -“Family Style”. Não era um álbum assim tão impactante como os outros da carreira solo do SRV mas ao mesmo tempo era também cheio de timbres mágicos de guitarras e de uma apurada sutileza de gravação. Gosto desse álbum até hoje, mesmo não sendo o melhor ou então o meu preferido do Stevie Ray Vaughan.

Assim escolhi de propósito postar aqui a música “Tic Toc”, que é estranhamente pop mas eu curto bastante. Ela é exatamente o contrário de tudo que se pensa em termos de música do SRV, logo de cara. Gosto do solo ultra econômico de “meia dúzia de notinhas” mas que para mim – (não sei explicar) culpa da stratinho-clean-chorosa – acho muito bacana!

Imagino aqui que depois de Stevie  já ser um cara mundialmente famoso e ter se tornado uma referência nas seis cordas do blues, ele resolve grava um álbum de estúdio com o seu irmão Jimmie Vaughan, tipo pouco se lixando para o que os outros irão achar. Esse álbum em questão é bem bacana e passa realmente essa coisa de família como o nome sugere, uma forte ligação e respeito entre eles. Tipo os manos se divertindo num estúdio com as suas guitarras, amps e alguns amiguinhos, cada uma trazendo a sua mágia, o seu toque, para no final sair um prato especial. Tipo receita de família. Creio que os coras “Vaughan” devem ter ficado muito orgulhosos dessa reunião de seus garotos.

Aqui a música “Tic Toc” que comentei (baladinha) e + duas faixas bônus.
Aumente o volume e relaxe.

 

Gov’t Mule – Revolution Come … Revolution Go (o novo álbum que deve ser lançado em breve)

Vem coisa boa aí, a banda Gov’t Mule anunciou recentemente de que em breve será lançado o seu décimo álbum de estúdio “Revolution Come … Revolution Go”.

*Confira no link a matéria e a entrevista (em inglês) com o músico Warren Haynes, sobre o novo álbum e ainda escute de lambuja: “Stone Cold Rage”, uma das primeiras faixa do novo álbum de estúdio. >> [ AQUI ]

 

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*Fonte: rollingstone

 

Baixe a coletânea “Volume 11”

Em novembro de 2016, o Dubstudio, um estúdio de ensaio e gravação inaugurado em 2005 no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, lançou um vinil que inclui 11 bandas da cena rock contemporânea de Porto Alegre para comemorar 11 anos de atividade da casa pela qual já passaram, entre tantos, Julio Reny, Os Replicantes, Wander Windner, Bidê ou Balde, Ultramen, Walverdes, Space Rave, Bixo da Seda, De Falla e Tenente Cascavel (com remanescentes das bandas TNT e Cascaveletes).

Lançada em vinil, à venda por R$ 55 no Facebook da Dubstudio (peça o seu aqui), com arte classuda (a capa traz um stencil de Luis Flavio Trampo), a coletânea “Volume 11” segue a linhagem histórica de coletâneas tão importantes para a cena local quanto “Rock Garage” (1984 – com Taranatiriça, Garotos da Rua, Os Replicantes, Urubu Rei e Fluxo, o embrião do De Falla, entre outros), “Rock Grande do Sul” (1986 – que ganhou um documentário de 30 anos. Assista) e “Assim na Terra Quanto no Céu” (1991).

São 11 canções inéditas de gente como Os Replicantes, Monstro Motor, Space Rave, Walverdes, Gangue Dinamite, Motorcavera, Loomer, Lautmusik, Dating Robots, Geriatrio e Planondas. Na seleção tem até banda que nasceu no estúdio. “Como a Monstro Motor, por exemplo, que tem integrantes dos Replicantes, Space Rave, Dating Robots e She’s OK”, conta Fabio Gabardo, produtor do álbum. O Scream & Yell, em parceria com o Dubstudio, disponibiliza o álbum em MP3 para download gratuito. Se quiser o vinil, fala com eles! Abaixo, Fabio fala um pouco mais sobre o projeto!

>> Baixe o Álbum aqui:  [ MEDIAFIRE ]

 

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*Fonte:  http://screamyell.com.br/site/2017/02/02/download-baixe-a-coletanea-volume-11/

 

 

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Disco inédito dos Stones será anunciado nos próximos dias

Os fãs de Rolling Stones não têm motivos para sossegar tão cedo. Primeiro, o próprio Ron Wood revelou que um novo disco da banda sairia ainda em 2016. Depois disso, surgiu a informação de Eric Clapton estaria no disco. Pois bem, agora a coisa ficou séria. A banda soltou uma nova identidade visual em suas redes sociais garantindo que haverá um anúncio importante no próximo dia 6 (e tudo indica que é o anúncio do novo disco).

A tese é confirmada pela cor que toma conta das novas imagens das redes da banda: o azul. A coloração (em inglês, blue) indica um trocadilho com o estilo musical que é a alma do grupo, o blues. E acontece que o novo projeto dos Stones é um disco essencialmente de blues.

Meses atrás, Ron Wood havia dito que a banda gravou 11 faixas de bluseiros clássicos como Howlin’ Wolf e Little Walter. A informação foi confirmada há poucos dias ao jornal francês Le Figaro por Don Was, o produtor desse novo projeto. Was revelou uma série de detalhes do álbum:

– Foi gravado ao vivo em estúdio em apenas três dias, com os músicos em círculo ao redor dos microfones. Não houve retoques. Ou seja, a bateria de Charlie Watts entrava no microfone de Mick Jagger. A gravação soa muito crua, muito autêntica. Captura a essência do que eles são.

Ron Wood havia dito anteriormente que a banda gravou 11 faixas de bluseiros clássicos como Howlin’ Wolf e Little Walter e Don Was confirmou ao Le Figaro que o novo disco foi montado com versões de clássicos do blues de Chicago.

Was confirmou também a participação de Clapton no álbum e adiantou que o disco deve ser lançado em dezembro. Se a informação for confirmada pela banda, o novo álbum sairá onze anos A Bigger Bang (2005), seu disco de gravações inéditas mais recente.

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*Fonte: noize

Frank Jorge – Duas faixas inéditas do seu próximo disco

Figura seminal do cenário musical gaúcho desde meados dos anos 80, Frank Jorge é incansável. Após fazer história como baixista d’Os Cascavelletes e, em seguida, como frontman da Graforreia Xilarmônica, Frank lançou três discos solo: Carteira Nacional de Apaixonado (2000), Vida de Verdade (2003) e Volume 3 (2008).

O quarto álbum, Escorrega mil vai três sobra sete, será lançado amanhã através do Selo 180 e, hoje, lançamos com exclusividade duas de suas faixas: “No Horizonte” e “Sempre Procurando” (ouça abaixo). O disco sairá em CD e formatos digitais e contará com um show de lançamento no Teatro Renascença no próximo dia 7 de outubro, em Porto Alegre.

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*Fonte (lei mais aqui): noize

 

Metallica: Hardwired

O Metallica lançará seu novo álbum no dia 18 de novembro. O sucessor do “Death Magnetic” de 2008 se chama “Hardwired…To Self-Destruct”, e consiste em um disco duplo, com quase oitenta minutos de duração.

“´Hardwired… representa a próxima fase de nossa jornada como o Metallica e estamos muito empolgados em compartilhar com vocês”, disse a banda em nota

Confira o tracklist do álbum – (disponível em CD duplo, vinil, digital download e uma versão de luxo trazendo os riffs que deram origem às músicas)

Disc One

01. Hardwired
02. Atlas, Rise!
03. Now That We´re Dead
04. Moth Into Flame
05. Am I Savage?
06. Halo On Fire

Disc Two

01. Confusion
02. Dream No More
03. ManUNkind
04. Here Comes Revenge
05. Murder One
06. Spit Out The Bone

Disc Three (Deluxe Edition Only)

01. Lords Of Summer
02. Riff Charge (Riff Origins)
03. N.W.O.B.H.M. A.T.M. (Riff Origins)
04. Tin Shot (Riff Origins)
05. Plow (Riff Origins)
06. Sawblade (Riff Origins)
07. RIP (Riff Origins)
08. Lima (Riff Origins)
09. 91 (Riff Origins)
10. MTO (Riff Origins)
11. RL72 (Riff Origins)
12. Frankenstein (Riff Origins)
13. CHI (Riff Origins)
14. X Dust (Riff Origins)

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*Fonte: whiplash

 

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ZZ Top anuncia novo disco ao vivo

O ZZ Top confirmou para 12 de agosto o lançamento do álbum Live Greatest Hits Around The World. O trabalho reúne gravações de shows em Nova York, Londres, Paris e São Paulo. A obra estará disponível em CD, LP e formato digital.

Tracklist:

  1. Got Me Under Pressure
  2. Beer Drinkers & Hell Raisers
  3. Cheap Sunglasses
  4. Waitin’ for the Bus
  5. Jesus Just Left Chicago
  6. Legs
  7. Sharp Dressed Man
  8. Rough Boy (with Jeff Beck)
  9. Pincushion
  10. La Grange
  11. I’m Bad, I’m Nationwide
  12. Tube Snake Boogie
  13. Gimme All Your Lovin’
  14. Tush
  15. Sixteen Tons (with Jeff Beck)

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ZZ-Top-Live-Greatest-Hits-Around-The-World

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Fonte: guitarload

RHCP 2016

A galera do Red Hot Chilli Peppers em breve deve lançar novo álbum – “The Getaway” (17 de junho de 2016). Mas o barato disso, é que liberaram antecipadamente o áudio da música Dark Necessities. Confira abaixo.

Neil Young – Earth (2016)

O novo álbum ao vivo de Neil Young – “Earth” (maio / 2016,) conterá uma série de sons gravados em “overdubs”. Serão sons da cidade e da nateureza. Segundo o próprio Neil: “98 minutos ininterruptos de músicas que ele escreveu sobre viver aqui no nosso planeta”.

Tracklist – Earth:

– “People Want to Hear About Love” (de The Monsanto Years)
– “Big Box” (de The Monsanto Years)
– “Mother Earth” (de Ragged Glory)
– “The Monsanto Years” (de The Monsanto Years)
– “I Won’t Quit”
– “Western Hero” (de Sleeps With Angels)
– “Vampire Blues” (de On the Beach)
– “Hippie Dream” (de Landing on Water)
– “After The Gold Rush” (de After the Gold Rush)
– “Wolf Moon” (de The Monsanto Years)
– “Love & Only Love” (de Ragged Glory)

neilyoung_2016