O que são PFAS e como estas substâncias afetam a saúde e o meio ambiente

Substâncias per e polifluoroalquil. Assim são chamadas as PFAS, sigla que representa uma classe de produtos químicos presentes no nosso dia a dia de forma praticamente invisível, mas notada a longo prazo pelo organismo. Elas estão presentes em alimentos, embalagens ou até mesmo na água que você bebe e podem fazer muito mal à saúde.

De acordo com o portal “PFAS Exchange”, que procura alertar a população sobre os perigos do consumo silencioso de PFAS, há mais de 4,7 mil produtos com químicos PFAS à venda hoje em dia. Esta seria a substância sintética mais fácil de encontrar no mundo atualmente.

As substâncias PFAS costumam ser encontradas em produtos antiaderentes, impermeáveis ou resistentes a manchas, por exemplo. Produtos de uso cotidiano, como fio dental, estão cheios delas.

Ainda de acordo com o portal, um estudo de 2016 mostrava que mais de 16 milhões de americanos estariam expostos aos poluentes. O número agora já beira os 110 milhões.

“As pessoas são expostas a essas substâncias através de uma infinidade de produtos com os quais entram em contato, em alimentos e em situações ambientais ou de trabalho. Em particular, a ingestão através da água potável, a via humana predominante de exposição, desempenha um papel significativo“, alerta a química industrial Nausicaa Orlandi, em entrevista à Universidade de Pádua, na Itália.

Substâncias também costumam estar em embalagens e produtos antiaderentes.

“As PFAS foram encontradas em águas superficiais e subterrâneas, podendo ser absorvidas pela exposição e também através da ingestão, por inalação durante o banho e pela absorção da pele. Os recipientes para alimentos, roupas, móveis e outros itens são outras rotas de exposição possíveis para os seres humanos”, completa.

– O salmão consumido no Brasil está acabando com a costa chilena

O fato preocupa cientistas e pesquisadores do tema. Há evidências que mostram que a exposição e ingestão indireta das substâncias PFAS podem ajudar a desenvolver problemas de tireoide, câncer, colesterol alto e obesidade, por exemplo.

Um estudo recente publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism” avaliou 1.286 mulheres grávidas sobre a presença de substâncias PFAS em seus corpos. A pesquisa mostrou que gestantes com níveis altos de per e polifluoroalquil tem até 20% mais chances de parar de amamentar antes do tempo indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Nossas descobertas são importantes porque quase todos os humanos no planeta estão expostos ao PFAS. Esses produtos químicos sintéticos se acumulam em nossos corpos e têm efeitos prejudiciais à saúde reprodutiva“, afirma a doutora Clara Amalie Timmermann, co-autora do estudo e professora da University of Southern Denmark.

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*Fonte: hypeness

6 comidas brasileiras que os gringos simplesmente amam

Você pode tentar achar inúmeros defeitos no Brasil, mas um fato é inegável: a nossa culinária é deliciosamente boa. Algumas receitas brasileiras são tão gostosas que chegam a despertar um pouquinho de inveja em quem vem visitar o país e não consegue encontrar esses pratos de forma alguma em sua terra natal.

Será que você consegue adivinhar algumas das receitas que farão parte desta lista? Confira seis comidas que só existem aqui no Brasil e que a maioria dos gringos adoram. Depois conta para a gente qual é a sua favorita!

1. Pão de queijo
Apesar de ser uma receita tradicional de Minas Gerais, o pão de queijo se tornou um prato típico de todas as regiões do Brasil e encanta qualquer pessoa que o experimenta. Seja para o café da manhã ou na hora do lanche da tarde, esse delicioso quitute é uma explosão de alegria no paladar.

Sua receita consiste em dois elementos simples: polvilho e queijo. Há quem goste de comê-lo acompanhado com uma bela xícara de café ou passando um pouquinho de requeijão. Só de pensar dá água na boca!

2. Coxinha
Massa frita e um recheio de frango desfiado. Isso é tudo que uma coxinha precisa para ficar extremamente deliciosa e fazer você ficar babando por horas. Principalmente em festas de crianças, faltar coxinha é sinônimo de caos e fracasso. Por isso, não há um gringo que a resista.

Mesmo para aqueles que não são tão chegados em frango assim, outras receitas não tão tradicionais atualmente incluem coxinhas de costela bovina ou até mesmo versões veganas para agradar a todos.

3. Farofa
A base da culinária brasileira está na simplicidade e a farofa é a rainha do simples. Além de servir de acompanhamento para diversos pratos locais, esse prato a base de farinha possui intermináveis variedades e sempre se mistura um pouco com a cultura do estado em que está sendo feito.

A farofa, além de ser um prato brasileiro muito tradicional, tem origem indígena e sempre está presente nos churrascos.

4. Feijoada
Falando em farofa, um prato em que ela não pode faltar de jeito algum é a feijoada. E nesse ponto, qual outro prato é tão brasileiro quanto a feijoada? É praticamente impossível chegar a um consenso. Um belo prato de arroz, couve, vinagrete, farofa e o querido guisado de feijão com pedaços de carne fazem o dia de qualquer pessoa.

Historicamente, a feijoada é um prato desenvolvido no Brasil pelos escravizados, que usavam o resto das comidas para criar uma nova receita. Desde então, esse virou um verdadeiro símbolo nacional.

5. Açaí
Comer uma bacia de açaí é a mesma coisa que saborear a terra brasileira. Também chamado de “jussara” em outras regiões do país, essa fruta simplesmente ganhou o mundo em formato de “sorvete”. A sua versão mais tradicional recebe adição de açúcar e costuma vir acompanhada de outras frutas, granola e até mesmo leite em pó.

Um açaí gelado é uma opção certeira para quem está tentando fugir do calor tropical e deseja experimentar uma das deliciosidades que o nosso país pode oferecer.

6. Brigadeiro
Para fechar a lista, não há como deixar de fora a nossa sobremesa mais tradicional: o brigadeiro. Você pode até não ser o maior fã de doce no mundo, mas precisa reconhecer que o brigadeiro é uma das nossas melhores criações e costuma agradar qualquer estrangeiro que visite o Brasil.

Basta um pouco de chocolate ou cacau em pó, leite condensado e uma colher de manteiga para que essa receita possa ir ao fogo. Em questão de minutos, você terá um prato saboroso e irresistível na sua frente.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Dá para treinar o paladar e gostar de comidas que odiamos?

O ato de comer certamente é uma das necessidades mais versáteis que existe, especialmente quando aliado aos gostos e às preferências pessoais de cada um, sendo possível encontrar todo tipo de refeição, mistura de temperos e uma criatividade absurda para elaborar os pratos mais malucos já vistos.

Porém, em meio a toda essa mistura de opções, existem pessoas que são mais exigentes para comida e dizem gostar apenas do básico ou de combinações muito específicas, a fim de agradar um paladar que não é habituado a experimentar algo novo.

Ao longo de séculos de história, a Gastronomia evoluiu em relação a suas regras sobre o que realmente seria “comer bem” e “comer mal”, bem como adaptou culturas, tradições e o surgimento de novas especiarias em pratos cada vez mais únicos. A culinária, então, ganhou identidade, e o público teve que acompanhá-la nessa jornada, aprimorando seus sentidos sobre os cinco sabores básicos (doce, amargo, azedo, salgado e umami) e sobre os trilhões de cheiros detectados pelo nariz.

Assim, além de tornar-se uma experiência multissensorial, a gastronomia passou a ser vista como uma arte que muda com o tempo, região, estilo de vida do degustador, localização e, até mesmo, genética. Por exemplo, quanto mais velhas as pessoas ficam, menos agradáveis alguns sabores podem se tornar, já que os paladares vão perdendo potência à medida que a idade avança. Recentemente, um estudo da Universidade de Turku, na Finlândia, descobriu que idade, IMC e gênero impactaram no “reconhecimento da modalidade de sabor”, e que homens têm dentes mais sensíveis do que mulheres, reforçando ainda mais a dinâmica dos gostos.

“Para degustadores sensíveis, é possível que genes receptores de sabor e genótipos desempenhem um papel muito importante. Também é possível que crianças criadas na mesma família, sociedade e ambiente cultural possam ser degustadores diferentes, e pequenos detalhes, como genótipos receptores de sabor, podem afetar a percepção do paladar”, esclareceu Mari Sandell, professora de Percepção Sensorial do Fórum de Alimentos Funcionais. “Mas, por outro lado, o alimento disponível depende da cultura alimentar, então as pessoas não têm as mesmas opções para ativar seu senso de paladar”, ela explicou.

Como é possível fazer a comida ter um sabor mais agradável?
Para driblar todos esses obstáculos genéticos e culturais, é importante testar, ajustar e apurar o senso de sabor, criando métodos eficientes para auxiliar o cérebro nesse difícil enfrentamento. Assim, sentir o aroma de óleos essenciais e temperos, observar bem o que está no prato, saborear com calma, descrever as sensações e realizar misturas que se adequem mais ao agrado individual são algumas práticas que podem colaborar para a redução da exigência gustativa.

Vale lembrar que todos os testes devem ter como base não apenas a dieta considerada pelo experimentador, mas também os limites de seu corpo, já que não é esperado que as reações positivas aos novos alimentos venham de imediato. Então é importante ter em mente a necessidade de beber água constantemente, respeitar os rituais para algumas refeições e, principalmente, repetir e não desistir, pois a ideia é que a prática leve à perfeição, e não ao prejuízo da capacidade do paladar.

*Por André Luís Dias Custódio
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*Fonte: megacurioso

Qual é a diferença entre ‘diet’ e ‘light’?

Pois é: você vai ao mercado e frequentemente vê rótulos com os termos diet e light e fica com uma certa dúvida do que realmente significam. Por estes termos estarem em alta e serem direcionados pela mídia a um público que se preocupa com a saúde, o processo de influência é considerado eficiente e, assim, você realiza a compra desses produtos e tem como estratégia manter esses produtos na alimentação sem qualquer tipo de conhecimento e recomendação médica a nutricional.

Como o rótulo diz pouco sobre o alimento, muitas vezes há uma grande atração e expectativa sobre eles, e, principalmente pela falta de conhecimento, acontece a ingestão indiscriminada e sem recomendação. A grande questão é que eles podem não ser tão interessantes nutricionalmente, por isso, vamos entender as diferenças entre eles e quando devem ser consumidos.

Quando comer alimentos diet e light?

Por serem utilizadas palavras em inglês, há uma certa falta de compreensão e confusão sobre seus significados. Muitas pessoas acabam achando que produtos diet são para diabéticos, por não conter açúcar, e os produtos light são saudáveis, por não conter gordura. Mas não é bem esta a definição:

Diet

Corresponde a produtos que possuem a exclusão total de um ingrediente, como sal, açúcar, gordura etc., e são direcionados a pessoas que possuem restrição na alimentação por conta de comorbidades, como pressão alta (evitar a ingestão de sódio), diabetes (ter uma dieta pobre em diversos tipos de açúcares/carboidratos), colesterol alto (diminuir o consumo de gorduras saturadas e trans), triglicérides alto (evitar gordura e açúcar).

Por isso mesmo, este não é um produto que possui baixas calorias, como normalmente é pensado. Por conta da ausência de um ingrediente, é necessária a adição de outros componentes para que alguns produtos fiquem saborosos. No contexto final, ele pode acabar sendo mais calórico que alimentos normais ou convencionais e nutricionalmente não saudável.

Light

Caracteriza-se por produtos que têm redução de pelo menos 25% de um ingrediente que está em sua composição (sal, gordura, açúcar etc.) ou diminuição calórica. Assim como o produto diet, o light implica em algumas questões: por ter algum ingrediente, como a gordura, diminuído em 25%, esquecemos de verificar a quantidade dos outros elementos, como o sal e o açúcar, que podem ser mais altos. Por isso, sempre olhe o rótulo antes de comprar qualquer produto.

Esteja sempre atento ao rótulo. A composição do alimento encontra-se lá (quantidades de sódio, gordura, açúcar, por exemplo). Faça a comparação com produtos convencionais. Não se influencie por estes termos, pois eles não são sinônimos de saudável, já que são industrializados e também bem mais caros.

*Por Marcela Andrade Lopes

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*Fonte: megacurioso

Estes são os dez maiores mitos sobre nutrição

Nos dias de hoje, as notícias e informações chegam até nós de modo rápido. No entanto, nem sempre chegam de forma verídica, como é o caso de fake news. Dessa maneira, é preciso ficar atento, afinal, tomar algum remédio milagroso ou até mesmo começar dietas de famosos pode prejudicar a nossa saúde. Para isso, separamos os dez maiores mitos acerca de comida e sua importância nutricional.

Os dez maiores mitos já contados sobre alimentação:


Alimentos gordurosos não são saudáveis
Para ter o corpo perfeito, muitas pessoas eliminam completamente alimentos gordurosos de suas refeições. Porém, a gordura dietética é essencial para a manutenção do organismo. A baixa ingestão de gordura pode acarretar em problemas cardíacos, aumento na resistência à insulina e nos níveis de triglicerídeos, relata estudos.

A refeição mais importante do dia
Até então, muitos acreditavam que ingerir um café da manhã reforçado era algo saudável, entretanto, uma pesquisa realizada em 2014, revela que não é bem assim para os adultos. O estudo mostra que, ao renunciar o café da manhã, estará reduzindo a ingestão de calorias diárias.

Uso de adoçantes não nutritivos
Na busca pelo corpo perfeito, muitas pessoas se interessam por alimentos sem açúcar, com baixas calorias e carboidratos. Dentre eles, o uso de adoçantes não nutritivos (NNS) têm crescido de forma significativa. Porém, a ingestão de NNS pode aumentar o risco de diabetes tipo 2, acarretando em uma desregulação do açúcar no sangue, sugere estudo.

Batatas podem ser ingeridas normalmente
Dentre um dos dez maiores mitos sobre alimentação, está na eliminação da batata da dieta. Para muitos, trata-se de algo prejudicial a saúde, no entanto, ao ser inserida nas refeições corretamente, pode ser fonte de nutrientes, como potássio, fibras e vitamina C. Estudos comprovam sua eficácia quando cozida ou assada, mas fritas não é a melhor opção.

Ingerir produtos light
Apesar de tentadores, produtos cujo rótulo apresenta frases como: light, diet, zero gorduras, baixo teor de gordura podem não ser a melhor opção. Dentre um dos dez maiores mitos nutricionais, um estudo demonstrou como esses produtos são fabricados com muito mais açúcar e sal que os convencionais.

Dieta de baixas calorias e perda de peso
Um erro cometido por muitas pessoas é ingerir poucas calorias ao longo do dia. Isto é, a perca de peso ocorre a curto prazo, entretanto, uma pesquisa relata as consequências dessa dieta. Dentre elas, podemos citar: alteração nos hormônios de saciedade, redução na taxa metabólica e aumento na sensação de fome.

Ser magro nem sempre é sinal de ser saudável
A busca pela perca de peso nem sempre está relacionado com estética. Em alguns casos, onde o indivíduo se encontra acima do seu peso ideal, o excesso de gordura pode ser prejudicial. Podendo provocar diabetes tipo 2, doenças cardíacas, depressão, certos tipos de câncer e até morte prematura, segundo alguns estudos.

O risco por trás do suplemento de cálcio
Entre os dez maiores mitos associados a saúde alimentar, podemos citar a ingestão de suplemento de cálcio para o fortalecimento dos ossos. Porém, após uma pesquisa, cientistas descobriram que a ingestão desse suplemento oferece malefícios à saúde. Dentre eles, podemos citar as doenças cardíacas.

Comer muito carboidrato faz engordar mais rápido
Do mesmo modo que a gordura, muitas pessoas passaram a retirar os carboidratos de sua dieta, com medo que viesse causar doenças cardíacas, diabetes ou obesidade. Estudos demonstram que o ideal é comer na medida certa, e em conjunto com demais alimentos, possibilitando um equilíbrio entre as calorias.

Alimentos ricos em colesterol
Durante muitos anos, esses alimentos carregam uma má fama graças aos equívocos gerados de uma pessoa para outra, principalmente a respeito da saúde do coração. Portanto, um dos dez maiores mitos alimentícios é a retirada de comidas ricas em colesterol, de uma dieta. Uma vez que ingerir ovos ou iogurte, pode ser uma forma de saciar a fome, revela estudo.

*Por Ruth Rodrigues

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*Fonte: socientifica

Alimentos criados em laboratório serão o futuro das suas refeições?

Pense em um hambúrguer vermelhinho, suculento, saboroso. Mais: nenhum animal precisou morrer para saciar sua fome. A batata frita, macia por dentro e crocante por fora, pode ter vários tipos de design, porque é moldada em uma impressora 3D. O restaurante de comida japonesa deixou o rodízio para trás e dispensou o sushiman; no lugar, sushis que não são feitos de peixe, preparados sob medida para cada cliente. Cenas de um futuro distante? Se depender de cientistas e startups, será a realidade em breve.

E não é capricho. Se hoje somos 7,7 bilhões de pessoas no planeta, em 2050, seremos 10 bilhões, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A produção de comida terá de ser 70% maior e, de preferência, prejudicando o mínimo possível o meio ambiente. Para isso, precisamos rever como nos alimentamos. O último Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas, divulgado em agosto, estabelece que precisamos reduzir o consumo de carnes para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O documento destaca que dietas baseadas em proteína animal contribuem com o desmatamento de importantes biomas do mundo, como a Amazônia, e defende uma alimentação rica principalmente em vegetais.

A grande aposta da indústria nesse sentido é desenvolver carnes à base de plantas ou de células de animais — com sabor, textura e qualidade nutricional iguais aos da carne de um bicho. “É um mercado ainda em desenvolvimento, mas não tem volta”, diz Jayme Nunes, biólogo da Merck, empresa alemã de ciência e tecnologia que investiu, no ano passado, 7,5 milhões de euros na startup Mosa Meat, fundada pelo cientista Mark Post.

Em 2013, Post apresentou o primeiro hambúrguer de laboratório do mundo, criado a partir de células de uma vaca. Para elaborar o disco de carne sem matar o animal, o professor da Universidade de Maastricht (Holanda) desenvolveu um método que usa células-tronco retiradas do músculo bovino. O resto do processo acontece no laboratório: em um biorreator, as células-tronco se transformam em células musculares. O resultado é uma pasta de carne que pode ser moldada.

A produção do primeiro hambúrguer de Post custou US$ 325 mil. Hoje, o valor fica entre US$ 9 mil e U$S 10 mil — e o preço promete cair ainda mais nas próximas décadas. “A tendência é de que custe US$ 50 em 2030, quando a carne deve estar disponível em restaurantes do guia Michelin”, estima Nunes. Ele acredita que, em 2050, a carne de células será vendida por US$ 20 o quilo, diretamente ao consumidor.

Enquanto as opções conhecidas como cell-based (baseado em células, em tradução livre) ainda engatinham, já é possível comprar hambúrgueres plant-based (à base de plantas) a preços acessíveis. Nos EUA, duas empresas se destacam: a Beyond Meat foi a primeira a ter seu hambúrguer de óleo de coco, romã e beterraba nos supermercados do país, em maio de 2016; já a Impossible Foods, que lançou um hambúrguer de plantas em julho do mesmo ano, inovou ao fazer a peça “sangrar”. Na lista de ingredientes estão proteína isolada de soja, proteína de batata e óleos de coco e de girassol. O sabor e o aspecto vermelho vêm da leghemoglobina de soja, uma proteína encontrada na raiz de leguminosas. Assim como a hemoglobina, presente no sangue de animais e humanos, ela é composta de glóbulos vermelhos — a responsável, portanto, pelo tom avermelhado.

O uso da leghemoglobina chamou a atenção da Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana que regula alimentos e remédios, pelo alto potencial alergênico. No dia 31 de julho, porém, a FDA concluiu que a proteína é segura para consumo e autorizou a venda do Impossible Burger em mercados a partir de 4 de setembro. O produto já era comercializado em restaurantes desde 2016, e tem se popularizado cada vez mais.

Em agosto, o Burger King anunciou nas lojas dos EUA uma versão do sanduíche Whopper feita com o Impossible Burger. No dia 10 de setembro, a novidade desembarca no Brasil. Aqui, no entanto, o hambúrguer vegetal da rede de fast-food será da Marfrig, gigante brasileira da indústria da carne que acaba de entrar para o time dos fabricantes de produtos plant-based.

*Por Nathalia Fabro

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*Fonte: revistagalileu

Carboidratos são cruciais ou desnecessários?

Carboidratos são um fonte crucial de fibra e energia ou um alimento que aumenta de forma prejudicial o nível de açúcar no nosso sangue?

Estas biomoléculas formadas por átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio são um dos três principais grupos de nutrientes que são encontrados em alimentos, junto com gorduras e proteínas.

Os carboidratos também têm três subtipos: amido, açúcar e fibra. No Ocidente, comemos muito batatas, trigo e carboidratos à base de milho, e também grandes quantidades de carboidratos refinados, como massa, pão branco e biscoito.

Para responder a essa pergunta, a BBC convidou um grupo de especialistas em dieta para discutir os méritos de uma dieta com poucos carboidratos comparada a uma com muitos.

OS ARGUMENTOS A FAVOR

“Um terço do que comemos deve vir de carboidratos ricos em amido”, diz o professor de Ciência da Nutrição Louis Levy. Isso porque, apesar de sua má reputação, os carboidratos têm papel chave no funcionamento do nosso corpo.

1. Carboidratos nos dão energia e nos ajudam a fazer exercícios

Os carboidratos são nosso principal combustível. O corpo transforma o amido em açúcares e os absorve na corrente sanguínea, criando a glicose.

Isso se converte em energia de que precisamos para manter nossos corpos e cérebros ativos para fazer tudo, desde respirar até fazer exercícios.

Gorduras e proteínas também geram energia, mas, durante um treinamento cardiovascular, o corpo queima açúcares mais rápido. Então, o consumo de carboidratos, que processados mais rapidamente pelo organismo, é recomendável.

Uma dieta baixa em carboidratos pode te deixar com pouca energia e fazer com que você se sinta mais cansado quando estiver fazendo exercício.

2. Os carboidratos são uma fonte importante de fibra

Há evidências de que a fibra pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e câncer de intestino.

Grande parte da fibra que obtemos vem de carboidratos com amido, por isso, ao reduzir o consumo desses carboidratos, corremos o risco de ingerir pouca fibra.

“Se incentivarmos as pessoas a deixarem de comer carboidratos, é difícil que elas obtenham fibra o bastante”, alerta Anthony Warner, também conhecido como “The Angry Chef” (o chef bravo, em inglês).

Podemos obter fibra também de frutas e verduras, mas, como diz Megan Rossi, do Kings College, de Londres, “há cerca de cem tipos diferentes de fibra”, e todas desempenham um papel importante para a nossa saúde.

Um estudo mostra que pessoas que comem fibras de cereais têm menos risco de desenvolver câncer colorretal. Ao cortar totalmente os grãos, estamos nos privando de “um tipo único de fibra”, diz Rossi.

3. Carboidratos podem curar a prisão de ventre

A fibra dos alimentos de origem vegetal é um material que o corpo não consegue digerir e é crucial para que os alimentos se movam dentro do nosso intestino.

4. Os carboidratos são uma fonte de nutrientes

As fontes saudáveis de carboidratos (verduras, frutas e legumes) também são uma fonte importante de vitaminas e minerais, como cálcio, zinco, ferro e vitamina B.

Eliminar os carboidratos significa reduzir também estes nutrientes essenciais.

5. A redução do consumo de carboidratos pode levar a uma dieta mais rica em gordura

Os carboidratos como massa e batata agregam volume aos pratos e nos fazem sentir satisfeitos depois de comer.

Reduzir a quantidade de carboidratos e substituí-los por mais proteínas gordurosas, como carne vermelha e queijo, nos faz ingerir mais gordura saturada, o que pode aumentar a quantidade de colesterol no sangue.

OS ARGUMENTOS CONTRA

Algumas pessoas, incluindo médicos e pacientes, estão optando por reduzir significativamente a quantidade de carboidratos que consomem. Em alguns casos, fazem isso para controlar obesidade ou diabetes, mas outros, apenas porque acham que se sentem melhor assim.

1. Os carboidratos causam picos e baixas de açúcar no sangue

Comer carboidratos refinados faz com que o nível de açúcar no sangue varie drasticamente. Ao ser quebrado rapidamente, os carboidratos causam um aumento do açúcar no sangue, seguido por uma baixa.

Uma dieta com poucos carboidratos torna mais estáveis os níveis de sangue no açúcar.

Muitos de nós sentiremos esse sobe e desce de ânimo se comermos massa no almoço. Essa variação pode ter implicações mais sérias do que simplesmente sentir-se sonolento. Um aumento de glicose faz seu corpo responder aumentando a produção de insulina.

O doutor Aseem Malhotra, um dos cardiologistas mais influentes do Reino Unido, explicou como o consumo de carboidratos refinados está “claramente ligado” à obesidade e à diabetes tipo 2.

Uma espectadora do debate, Margery, concordou com esse ponto de vista. Ela tratou sua diabetes reduzindo carboidratos. “Pude reverter minha condição com a ajuda de uma dieta baixa em carboidratos. Agora, nem tomo mais remédios.”

Estes carboidratos incluem açúcares e grãos refinados, que não têm fibras e nutrientes.

2. Proteínas e as gorduras nos mantêm satisfeitos por mais tempo

Os carboidratos fazem seu corpo reter água. Quanto mais massa e arroz você come, mais inchado poderá se sentir. Os carboidratos podem te deixar satisfeito no curto prazo, mas essa sensação logo desaparecerá.

Em contraste, os alimentos com baixo índice glicêmico, como proteínas e gorduras, ajudam a fazer os níveis de açúcar no sangue aumentarem ou diminuírem lentamente, o que pode fazer a sensação de saciedade durar mais.

3. Nem todos os carboidratos têm fibra

Já falamos que carboidratos são boa fonte de fibra. Mas vale a pena ressaltar que os carboidratos que comemos contêm pouca fibra. Quando são refinados, o farelo de trigo e a fibra são eliminados.

Podemos encontrar mais fibras em frutas, verduras e legumes do que em massas ou bolos.
Afinal, os carboidratos são nossos amigos ou inimigos?

Há argumentos bons a favor e contra o consumo de carboidratos, então, qual é a resposta? Na verdade, é preciso achar um equilíbrio.

Fiona Godlee, do periódico British Medical Journal, destaca que um estudo do Instituto Nacional de Saúde do Reino Unido publicado no início de 2018 demonstrou que tanto as dietas com muito pouco ou com muito carboidrato são prejudiciais.

E está claro que a ideia de que um só modelo funciona para todos “simplesmente não é adequada”. diz. “Para algumas pessoas, é melhor comer pouco (carboidrato), mas, para outras, é bom comer mais.”

A chave é saber o que é bom para você. O mais importante é comer o tipo certo de carboidratos, concordam os especialistas. Devemos optar por uma ampla gama de carboidratos ricos em fibra como trigo integral, aveia e quinoa, dizem.

Ah, e é bom também evitar os carboidratos simples, como bolo e pão, que têm com frequência muita gordura e açúcar.

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*Fonte: bbc-brasil

Brasileiros criam ingredientes para produzir comida por impressão 3D

Em um futuro próximo, imagina-se que será possível produzir alimentos com formatos, texturas, sabores e cores personalizadas, mais atraentes e saudáveis para crianças e idosos, por exemplo, por meio de impressão 3D.

Um grupo de pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em parceria com colegas da Ecole Nationale Vétérinaire Agroalimentaire et de l’Alimentation Nantes Atlantique (Oniris) e do Institut National de la Recherche pour l’agriculture, l’alimentation et l’environnement (INRAE), da França, está avançando na viabilização dessa ideia. Eles desenvolveram géis à base de amidos modificados que podem ser usados como “tintas” para a produção de alimentos por impressão 3D.

“Desenvolvemos ao longo dos últimos anos diferentes tecnologias para modificação de amidos e obter géis com as características ideais para serem usados como ‘tintas’ para produzir alimentos por impressão 3D”, diz ao Pesquisa para Inovação Pedro Esteves Duarte Augusto, professor da Esalq-USP e coordenador do projeto.

Os primeiros géis produzidos pelos pesquisadores durante um projeto anterior, também apoiado pela Fapesp, foram à base de amido de mandioca. Para obtê-los, desenvolveram e empregaram, inicialmente, um método de modificação da estrutura e de propriedades de amidos da planta com ozônio.

O método consiste na aplicação de uma descarga elétrica no oxigênio para produzir ozônio. O gás é então borbulhado em um recipiente com uma mistura de água e amido de mandioca em suspensão. A mistura é seca para retirada da água e obtenção do amido modificado.

Ao variar as condições do processo, com a concentração de ozônio, temperatura e o tempo, foi possível obter géis com propriedades distintas de consistência, apropriadas para a impressão.

“Ao controlar as condições do processo, conseguimos obter tanto géis mais fracos, que são mais interessantes para outras aplicações, como géis mais firmes, ideais para impressão 3D por manterem a forma da estrutura impressa, sem escorrer ou perder água”, afirma Augusto.

Nos últimos dois anos, os pesquisadores desenvolveram outro método de modificação de propriedades de amidos por aquecimento a seco em que amidos de mandioca e de trigo são aquecidos em um forno, sob temperatura e tempo controlados.

Por meio do novo método também foi possível obter géis à base de amidos modificados de mandioca e de trigo com bom desempenho de impressão – medido pela capacidade de formar um objeto 3D por deposição de camada por camada e de manter a estrutura uma vez impresso. A nova técnica também permitiu ampliar as possibilidades de textura das amostras impressas com gel de amido de trigo.

“Obtivemos bons resultados com ambos os métodos, que têm as vantagens de serem simples, baratos e fáceis de serem implementados em escala industrial”, ressalta Augusto.

As amostras de gel de amido de mandioca e de trigo foram impressas na Oniris e no INRAE, na França, por meio de um projeto voltado a desenvolver géis para impressão 3D com base em amidos funcionais, financiado pela região francesa de Pays de la Loire por meio de um programa chamado “Food 4 tomorrow”.

Por meio da parceira com os franceses, a pesquisadora da Esalq Bianca Chieregato Maniglia fez pós-doutorado na Oniris e no INRAE, onde pôde aplicar as técnicas de modificação de amido de mandioca e de trigo por ozônio e por tratamento térmico a seco para obter géis para impressão 3D de alimentos.

As técnicas foram desenvolvidas em parceria com outros pesquisadores vinculados ao Grupo de Estudos em Engenharia de Processos (Ge²P) da Esalq-USP.

“Juntando a experiência de todos os pesquisadores envolvidos no projeto, conseguimos obter géis com melhor qualidade de impressão, resultando em alimentos com melhor forma, definição e textura, que são parâmetros essenciais para a aceitabilidade do produto”, afirma Maniglia.

Novos ingredientes

Os pesquisadores da Esalq-USP pretendem estudar, agora, outros métodos de modificação e fontes para produção de géis para impressão 3D de alimentos.

Com a recente aquisição de uma impressora 3D pela Esalq-USP, será possível imprimir as estruturas desenvolvidas com os novos géis também na instituição.

“Em razão da pandemia da COVID-19, não conseguimos nem tirar a impressora da embalagem. Mas a ideia é que, com o retorno das atividades e a volta da Bianca à Esalq, em novembro, comecemos a fazer as impressões com os géis também aqui”, diz Augusto.

Os géis com amidos modificados de mandioca e de trigo podem ser usados como base para impressão de alimentos, como uma sobremesa. O objetivo dos pesquisadores, porém, é estender para aplicações em áreas como a biomédica, para produzir cápsulas de remédios ou alimentos com ingredientes com a função não só de nutrir, mas também de conferir benefícios à saúde – os chamados nutracêuticos.

“Conseguimos demonstrar a viabilidade da ideia de produzir alimentos por impressão 3D e obter ingredientes tailor made [feitos sob medida]. A ideia, agora, é expandir as aplicações e testar outras matérias-primas”, afirma Augusto.

O artigo “Dry heating treatment: A potential tool to improve the wheat starch properties for 3D food printing application” (DOI: doi.org/10.1016/j.foodres.2020.109731), de Bianca C. Maniglia, Dâmaris C. Lima, Manoel da Matta Júnior, Anthony Oge, Patricia Le-Bail, Pedro E.D. Augusto e Alain Le-Bail, pode ser lido na revista Food Research International em https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0963996920307560.

*Por Elton Alisson

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*Fonte: revistagalileu

Como o trigo ‘domesticou’ a humanidade – e vice-versa

Do pãozinho de cada dia ao macarrão de domingo, o trigo é um dos alimentos mais consumidos no mundo atual. Mas o que não paramos para pensar entre um bocado e outro é que esse cereal, em suas variedades contemporâneas, é praticamente artificial.

Não fosse a ação do Homo sapiens, o trigo não seria assim.

Não fosse a evolução provocada pelo ser humano, esses tipos de trigo simplesmente não existiriam.

Mas, para muitos pesquisadores, o inverso também é verdade: não fosse o trigo ter conquistado nossos ancestrais, o homem não teria se tornado sedentário, não teria feito a chamada Revolução Agrícola, não teria se aglomerado em cidades.

O trigo domesticou a humanidade de tal forma que não é exagero dizer que ele acabou sendo o combustível – até mesmo literalmente, em forma de calorias ingeridas – para que as civilizações fossem criadas.
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Era só mato

Por volta de 18 mil anos atrás, com o fim da última Era Glacial, o aquecimento global provocou um período de fortes e intensas chuvas. Essa mudança climática favoreceu uma gramínea na região do Oriente Médio.

Era trigo, mas não como o conhecemos hoje. As sementinhas eram ralas e pequenas. O vento conseguia espalhá-las – e, assim, a planta se multiplicava. Os ancestrais humanos daquela época viviam em bandos nômades. Eram caçadores-coletores – alimentavam-se basicamente de carne e frutas.
homem colhe trigo

Em algum momento dessa história – ou em vários momentos, já que uma descoberta assim não ocorre de forma tão linear -, os Homo sapiens perceberam que havia animais que se alimentavam de gramíneas. E decidiram experimentar.

Conforme relata o historiador Heinrich Eduard Jacob (1889-1967) em seu livro Seis Mil Anos de Pão – A Civilização Humana Através de Seu Principal Alimento, começaram colocando sementes na carne. E viram que suavizava o sabor. Caía bem.

“As pessoas começaram a comer mais trigo e, sem querer, favoreceram seu crescimento e difusão”, afirma o historiador Yuval Noah Harari, no best-seller Sapiens: Uma Breve História da Humanidade. “Como era impossível comer grãos silvestres sem antes escolhê-los, moê-los e cozinhá-los, as pessoas que coletavam esses grãos os carregavam a seus acampamentos temporários para processá-los.”

Mas os grãos de trigo eram pequenos e numerosos. “Alguns deles inevitavelmente caíam a caminho do acampamento e se perdiam”, pontua Harari. “Com o tempo, cada vez mais trigo cresceu perto dos acampamentos e dos caminhos preferidos pelos humanos.”

Jacob frisa que, naquele tempo, trigo era só mato. Ou gramíneas. “Todos os cereais eram primitivamente plantas herbáceas selvagens”, escreve. “Todos os cereais foram originariamente herbáceas cujas sementes tinham um sabor de que o homem primitivo gostava. Mas o homem tinha, para além dos insetos, um rival bem mais temível que lhe estragava a colheita dessas plantas. Era o grande criador do tapete verde de ervas. O vento.”

Se o vento espalhava as sementes – e isto garantia a perpetuação do trigo -, ele atrapalhava o homem: afinal, não era possível colher o cereal maduro, este “voava” embora antes.

Seleção artificial: a domesticação do trigo

Sem entender nada de genética, nossos ancestrais acabaram interferindo na evolução do trigo. “O primeiro objetivo do homem teve de ser portanto o de conseguir fazer com que as espécies que eram mais do seu agrado não perdessem os grãos com tanta facilidade. E foi o que efetivamente sucedeu, já que o homem ao longo de milhares de anos foi cultivando apenas aqueles exemplares que guardavam os grãos durante mais tempo na espiga”, diz Jacob.

“Nasceram assim, a partir das herbáceas selvagens, devidamente protegidos pelos seus elmos, os heróis da nossa epopeia da alimentação”, completa o historiador, referindo-se às versões do cereal que, evoluídas, “têm frutos que se fixam tão bem ao eixo da espiga que só se desprendem com golpes ou sob pressão, ou seja, por intermédio de uma ação voluntária, aquilo a que chamamos a debulha.”

Como efeito disso, o trigo contemporâneo não sobrevive sem a mão humana. “A questão é precisamente o campo de batalha entre a robustez da espiga e o desejo que o homem tem de obter a farinha”, sintetiza Jacob. “Os ‘cereais domésticos’ morreriam amanhã se o homem desaparecesse.”

Harari conta que os acampamentos daqueles nômades começaram a se fixar ao redor de locais onde havia mais trigo. Para facilitar, eles “limpavam” o entorno, derrubando árvores e promovendo queimadas. Sem conhecer nem os rudimentos da agricultura, acabavam favorecendo justamente as gramíneas: que podiam crescer sem concorrência, livres das sombras das grandes árvores.

Foi o início do sedentarismo. O princípio da chamada Revolução Agrícola. “No começo, talvez eles acampassem por quatro semanas durante a colheita. Na geração seguinte, com a multiplicação e o alastramento do trigo, o acampamento da colheita talvez durasse cinco semanas, depois seis, até que se tornou um assentamento permanente”, conta Harari. “Evidências de tais acampamentos foram encontradas em todo o Oriente Médio, sobretudo no Levante, onde a cultura natufiana floresceu de 12,5 mil a.C. a 9,5 mil a.C.”

Os natufianos ainda eram caçadores-coletores, mas viviam em assentamentos permanentes. Inventaram ferramentas – como pilões de pedra para moer trigo -e armazenavam os cereais para épocas de necessidade.

Seus descendentes descobriram que podiam semear. Além disso, se enterrassem os grãos sob o solo, tinham resultados mais interessantes do que se simplesmente os espalhassem pela superfície.

Descobertas recentes apontam para a provável localização geográfica em que primeiro aconteceu esse fenômeno. Por meio de análises genéticas, cientistas descobriram que pelo menos a variedade Triticum monococcum começou a ser domesticada na região de Karaca Dag, no leste da atual Turquia, há cerca de 9 mil anos.

“À medida que dedicavam mais esforços ao cultivo de cereais, havia menos tempo para coletar e caçar espécies silvestres”, relata Harari. “Os caçadores-coletores se tornavam agricultores.”

No ano de 8,5 mil a.C., o Oriente Médio estava cheio de povoados fixos. O excedente de alimentos fez com que a população crescesse.

E o homem também acabou domesticado

No livro Sapiens, Harari apresenta uma visão interessante sobre essa evolução concomitante homem-trigo. Para ele, se a Revolução Agrícola aumentou o total de alimentos à disposição da humanidade, isso não se refletiu em uma dieta melhor – tampouco em uma vida melhor. “Em média, um agricultor trabalhava mais que um caçador-coletor e obtinha em troca uma dieta pior. A Revolução Agrícola foi a maior fraude da história”, diz ele.

“Quem foi o responsável? Nem reis, nem padres, nem mercadores”, completa. “Os culpados foram um punhado de espécies vegetais, entre as quais o trigo, o arroz e a batata. As plantas domesticaram o Homo sapiens, e não o contrário.”

Antes da descoberta do trigo, o ser humano se alimentava de carne e frutas

O historiador afirma que, para passar de gramíneas insignificantes a cereais onipresentes, o trigo “manipulou” o ser humano “a seu bel-prazer”. “Esse primata vivia uma vida confortável como caçador-coletor até por volta de 10 mil anos atrás, quando começou a dedicar cada vez mais esforços ao cultivo do trigo. Em poucos milênios”, ressalta, “os humanos em muitas partes do mundo estavam fazendo não muito mais do que cuidar de plantas de trigo do amanhecer ao entardecer.”

“Nós não domesticamos o trigo; o trigo nos domesticou”, enfatiza. “A palavra domesticar vem do latim ‘domus’, que significa casa. Quem é que estava vivendo em uma casa? Não o trigo. Os sapiens.”

Pesquisador do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o bioquímico Juliano Lindner corrobora a tese: para ele o trigo foi o principal motivo que levou a humanidade a se tornar sedentária.

“Quando o Homo sapiens deixou de ser coletor e passou a domesticar plantas e animais, o trigo foi um dos primeiros cultivos a serem controlados e se tornou uma das plantas mais prósperas na história do planeta”, diz ele, em entrevista à BBC News Brasil. “Esse momento da evolução, pelo simples efeito que a domesticação de animais e plantas gerou na possibilidade da sociedade se organizar sem a necessidade vital do nomadismo, ocasionou o grande salto da civilização humana.”

Tal tipo de relação entre homem e trigo, em que ambas as espécies sofrem um processo de transformação resultante da relação entre elas, é abordado pela médica e escritora Alice Roberts no livro Tamed – Ten Species That Changed Our World (Domesticadas – Dez Espécies que Mudaram O Nosso Mundo, em tradução livre). Além do trigo, a pesquisadora aponta que fenômenos semelhantes ocorreram com a vaca, o cachorro, o milho e a maçã, entre outras espécies.

Onipresença x pouca variedade

Saltemos para o século 20. A civilização humana, alimentada com derivados de trigo, chegou a um estágio de desenvolvimento industrial e científico intenso. O cultivo do estimado cereal, aliás, desde então cobre 2,25 milhões de quilômetros quadrados do globo – nove vezes o tamanho do Estado de São Paulo.

Harari conclui que o trigo “não ofereceu nada para as pessoas enquanto indivíduos, mas concedeu algo ao Homo sapiens enquanto espécie”. “O cultivo de trigo proporcionou muito mais alimento por unidade de território e, com isso, permitiu que o Homo sapiens se multiplicasse exponencialmente”, afirma o historiador.

A população da humanidade, atualmente na casa dos 7,7 bilhões de habitantes, confirma isso. E, sozinho, o trigo fornece 15% do consumo calórico global. De acordo com informações relatadas pelo pesquisador Juliano Lindner, da UFSC, mais de 75% das calorias ingeridas pela humanidade hoje são resultantes de plantas domesticadas milhares de anos atrás – além do trigo, o milho, o arroz, a batata, entre outros.
diferentes tipos de trigo

Mas ao mesmo tempo em que é onipresente, o trigo representa pouca variedade. Estudo publicado na quarta-feira (29) pelo periódico Science Advances analisou geneticamente 4506 amostras de trigo de todo o mundo – incluindo cepas regionais -, recolhidas em 105 países diferentes.

Os cientistas constataram que, se por um lado o trigo ajuda a traçar os antigos caminhos migratórios humanos, da Ásia para a Europa e, mais tarde, para a América, por outro lado a transformação do cereal em commodity dizimou sua variedade.

Sobretudo no período seguinte à Segunda Guerra Mundial, quando a chamada Revolução Verde passou a empregar tecnologia para incrementar a produção agrícola mundial, o chamado pool genético do trigo acabou modificado: atualmente, praticamente toda a produção em escala de trigo remonta a variedades que se desenvolveram na Europa – nas regiões sudeste, mediterrânea e ibérica.

“Nossa pesquisa traz novos olhares sobre a difusão e a diversidade genética mundial do trigo”, afirma à BBC News Brasil um dos autores do estudo, o geneticista François Balfourier, cientista do Instituto Nacional de Pesquisas Agronômicas da França. “Recentes seleções e disseminações levaram a um germoplasma moderno que é altamente desequilibrado em comparação com os ancestrais.”

Do ponto de vista da produção de trigo, seria estratégico entender e caracterizar as pouco exploradas comercialmente versões asiáticas do trigo, afirma o cientista. “Caracterizar melhor esses recursos genéticos podem resultar em exploração eficiente dos mesmos em programas de melhoramento, obtendo benefícios de sua resistência natural a estresses bióticos e abióticos”, comenta Balfourier.

*Por Edison Veiga

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*Fonte: bbc-brasil

Alimentos ultraprocessados ligados ao aumento do envelhecimento celular

Com a correria no dia a dia, manter uma alimentação equilibrada torna-se bastante complicado. No entanto, uma pesquisa recente revelou que a ingestão de uma grande quantidade de junk food, conhecido popularmente como “porcarias”, eleva as chances de que ocorra uma mudança em seus cromossomos. Dessa forma, alimentos ultraprocessados causam efeitos negativos à nível celular.

Envelhecimento celular pode estar ligado a alimentação

O estudo foi apresentado online, durante a European and International Conference on Obesity. Segundo os dados que foram divulgados, quando um indivíduo passa a ingerir mais de 3 porções diárias de alimentos ultraprocessados, os telômeros encontrados nas extremidades dos cromossomos seriam encurtados.

Além dos telômeros, as fitas de DNA que também compõem a estrutura cromossômica seriam reduzidas em questão de tamanho. Vale ressaltar que ambas as reduções ocorrem ao passar dos anos, mas pode ser acelerada em indivíduos que consomem uma grande quantidade de junk food no decorrer do dia.

A função do telômero é tida como uma espécie de biomarcador, que visa informar o envelhecimento de um indivíduo à nível celular. Essa pequena estrutura proteica é formada por uma porção não codificante do DNA. Devido a localização, os telômeros servem como um protetor da fita de DNA.

No entanto, os autores da pesquisa revelam que ainda não há nada comprovado acerca dos alimentos ultraprocessados com a diminuição dos telômeros. Esse primeiro estudo foi realizado somente como o início, para levantar informações acerca da temática.

A forma natural do encurtamento de um telômero é causada pelo envelhecimento. Portanto, a cada dia e a cada nova divisão celular, os telômeros tendem a se tornarem menores. Uma vez que, quando a célula tem seu material dividido, uma porção do telômero é perdida.

Um alerta científico sobre os alimentos ultraprocessados

De maneira geral, esse tipo de comida é caracterizada por serem altamente industrializadas. Portanto, sua composição consiste, basicamente, em alto teor de gorduras, óleos, amido e açúcares. Devido as altas concentrações, se tornam prejudiciais ao ser humano.

Já foram realizados alguns estudos dentro dessa temática. No entanto, a busca por uma ligação entre bebidas açucaradas, carnes processadas e alimentos gordurosos foram inconclusivas. As únicas características compartilhadas por eles são: aromatizantes artificiais, corantes, emulsificantes, conservantes.

Todos esses aditivos são utilizados para prolongar a vida dos alimentos industrializados. Para os especialistas, quanto maior for a concentração de aditivo, menor será a sua quantidade de nutrientes em relação as comidas menos processadas.

Uma pesquisa publicada na Oxford Academic revelou a ligação entre o consumo de comida ultraprocessada com a obesidade, hipertensão, diabetes tipo 2 e depressão. No total, foram colhidas 886 amostras de DNA, no qual 645 pertenciam a homens e 241 a mulheres com mais de 55 anos.

O estudo começou a ser produzido em 2008, e quando o indivíduo fazia a sua doação, ele precisava relatar como era o seu dia a dia. Se era uma pessoa sedentária, atlética, se tinha alguma doença e como se dava a sua alimentação diariamente. Essa ‘entrevista’ acontecia a cada 2 anos, para que todos esses novos hábitos fossem captados, fornecendo uma maior veracidade para o projeto.

Os indivíduos que consumiam mais de 3 porções de alimentos ultraprocessados por dia tinham maior chances de desenvolver doenças cardíacas, diabetes, taxa de gordura no sangue e telômeros encurtados. Enquanto as pessoas que evitavam comidas industrializadas tinham uma maior longevidade quanto ao tamanho de seus telômeros.

O artigo científico foi publicado no periódico do American Journal of Clinical Nutrition. Com informações de ScienceAlert.

*Por Ruth Rodrigues

 

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*Fonte: socientifica

Pipoca faz bem à saúde e combate o envelhecimento

Popular no mundo inteiro, a pipoca esconde muitos benefícios para a saúde. Além de ser um potente cereal integral, o grão estourado tem altas concentrações de polifenóis, propriedades eficientes no combate ao envelhecimento. Porém, para não prejudicar a boa forma, é preciso ficar longe dos vilões, como a manteiga, o óleo e os corantes.

A quantidade de antioxidantes presentes na pipoca supera até mesmo o milho verde, que apresenta 114mg de polifenóis por porção. Enquanto isso, o grão estourado tem até 300mg da propriedade antioxidante, responsável por aliviar o envelhecimento do corpo. De acordo com nutricionistas estadunidenses, uma porção de pipoca fornece 13% da taxa diária de polifenóis recomendada para um adulto.

E não para por aí: um estudo elaborado nos EUA afirma que uma porção de pipoca oferece mais de 70% da recomendação diária de cereais integrais. Fácil de encontrar, o grão é um dos poucos cereais totalmente integrais e sem nenhum tipo de processamento industrial disponível no mercado, mais nutritivo que os cereais de caixa, barrinhas e até mesmo a granola.

A pipoca pode até ser um lanche sustentável, mas é preciso tomar cuidado. Para manter o corpo sempre saudável e em boa forma, é melhor não comprar o grão estourado nos cinemas e nas ruas, e evitar a pipoca cheia de manteiga, caramelo, corantes e temperos.

Em casa, é preciso abrir mão dos saquinhos para micro-ondas, que têm mais de 40% de gordura. O grão estourado na pipoqueira é um dos modos mais saudáveis, e, agora, vamos ensinar como preparar o cereal sem utilizar óleo de cozinha:

Ingredientes
½ xícara (chá) de milho para pipoca
¼ xícara (chá) de água
Sal a gosto

Modo de fazer
Em um refratário próprio para micro-ondas, coloque o milho para pipoca, água, sal e mexa com uma colher. Cubra o refratário com papel filme e coloque no micro-ondas.

Ligue o aparelho em alta potência por dez minutos, e depois retire o refratário do micro-ondas. Jogue fora o papel filme e sirva a pipoca salgada. Com informações do Treehugger e do Blog da Ana Maria Braga.

*Por Mayra Rosa

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*Fonte: ciclovivo

9 alimentos que ajudam a substituir a proteína animal

Uma das principais preocupações de quem opta por uma dieta vegetariana ou vegana está no equilíbrio para que o organismo não sinta a falta de nenhum nutriente importante. Os questionamentos sobre a obtenção de proteína são alguns dos mais comuns.

Os alimentos de origem animal são, em sua maioria, ricos em proteína. Mas, isso não significa que eles sejam as únicas opções. Alguns vegetais podem ser até mais eficientes e, quando consumidos em variedade, são melhores ainda.

O livro “Nutrição Moderna na Saúde e na Doença”, de Maurice E. Shils, apresenta os cuidados e soluções para que uma dieta vegetariana seja bem sucedida em pessoas de qualquer idade. Sobre as proteínas, a publicação confirma que é possível substituir a proteína animal pela vegetal sem problemas: “Um único alimento vegetal, se usado como a única fonte de proteína, pode provar-se inadequado; entretanto, isto é provável ocorrer somente em um teste de pesquisa. Misturas apropriadas de alimentos vegetais são equivalentes à proteína animal em qualidade”.

Diante disso, o CicloVivo preparou uma lista com nove alimentos ricos em proteína, que podem ajudar a substituir as carnes:

1. Amêndoa
Por ser prática, a amêndoa é uma ótima opção para completar os lanches nos intervalos das refeições. Além de oferecer saciedade e gordura boa ao corpo, a cada cem gramas deste alimento é possível ingerir 21,1 gramas de proteínas.

2. Amendoim
Além de ser mais barato que a amêndoa, o amendoim também é mais rico em proteína. São 26 gramas de proteína a cada cem gramas do alimento. Mesmo assim, não é permitido exagerar em seu consumo, devido à quantidade de gordura que ele possui.

3. Soja
A soja é outra excelente alternativa para quem quer substituir o consumo de carnes. Além de poder ser consumida em grãos, ela também é a fonte para diversos alimentos, como o tofu, leite, carne, entre outras coisas. Cada cem gramas de soja possui 34 gramas de proteínas.

4. Quinoa
A quinoa é um excelente acompanhamento para diversos pratos, inclusive para lanches simples intercalados com as refeições. Além de ser prática, ela é rica em nutrientes e ajuda a manter o organismo funcionando sempre bem. A cada cem gramas de quinoa, são encontrados 14 gramas de proteína.

5. Feijão
Um dos alimentos preferidos dos brasileiros também é rico em nutrientes e um ótimo aliado de quem opta por uma dieta vegana ou vegetariana. São 6,6 gramas de proteína a cada cem gramas de feijão.

6. Lentilha
Com diversas propriedades semelhantes às do feijão, as lentilha também é uma boa opção, principalmente para quem quer variar o acompanhamento do arroz. Cada cem gramas de lentilha possui 9,1 gramas de proteínas.

7. Arroz
Quando o arroz é combinado com o feijão ou outras leguminosas, como a lentilha ou ervilha, ele potencializa a síntese de proteínas. Mesmo que este não seja o seu principal nutriente (são dois gramas de proteína a cada cem gramas de arroz) é importante incluí-lo na dieta para garantir que os outros alimentos serão ainda mais eficientes.

8. Abacate
Entre as frutas, o destaque vai para o abacate. Além de ser uma ótima fonte de potássio e de vitaminas A e C, esta é a fruta com maior teor de proteína. Cada cem gramas de abacate tem, em média, dois gramas de proteína.

9. Espinafre
O espinafre é rico em cálcio, magnésio, potássio vitaminas A e C e também em proteína. A cada cem gramas de espinafre, é possível obter 2,9 gramas de proteína.

*Por Mayra Rosa

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*Fonte: ciclovivo

Moradores do Sul são os que mais consomem orgânicos

Cerca de 19% dos brasileiros consumiram algum item orgânico entre maio e junho deste ano. Por região, a maior parte (23%) habita o Sul do país. Os dados são do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis).

O Organis divulgou, na última quarta-feira (4), os dados da 2ª Pesquisa do Perfil do Consumidor de Orgânicos. As informações são comparadas à primeira pesquisa realizada em 2017.

A região Sul é seguida pelo Nordeste com 20% dos consumidores de produtos orgânicos. Em terceiro lugar está o Sudeste (19%) e em quarto o Centro-oeste com 17%. O último lugar foi para a região Norte com 14%. A pesquisa entrevistou 1.027 pessoas.

“Podemos dizer que a compra de produtos orgânicos está bastante relacionada a compra de produtos frescos, pois a maioria dos produtos mencionados espontaneamente são produtos ‘FLV’, frutas, legumes e verduras”, afirma a Organis. Essa questão corrobora com o fato de que o público (87%) apontou a feira como local preferido para comprar seus produtos orgânicos.

Para 84% das pessoas, a saúde é a principal motivação dos compradores de produtos orgânicos. O meio ambiente surgiu em somente 9% dos casos.

Dentre as razões para não consumirem mais orgânicos, o preço continua sendo o maior empecilho – apontado por 65% dos entrevistados.

Questionados sobre os itens orgânicos não alimentícios, os produtos de higiene pessoal foram os mais citados.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

4 alimentos que ajudam a combater o estresse

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o estresse atinge 90% da população mundial. No Brasil, 70% das pessoas sofrem com esse mal. Apesar de muito comum, é necessário cuidado, pois a condição pode levar a uma série de doenças como câncer, depressão, diabetes, transtornos alimentares e hipertensão.

De acordo com Ione Leandro, nutricionista da ONodera Estética, um grande aliado no combate ao estresse é a alimentação. “Dentre os aminoácidos mais importantes para o bom funcionamento do organismo está o triptofano. Quando alimentos ricos nessa substância entram na corrente sanguínea, são transportados para o cérebro e o trato gastrointestinal se encarrega de produzir a serotonina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar”.

Alimentos para incluir na dieta

Abaixo, a nutricionista separou outros alimentos que, além do triptofano, contêm vitaminas e minerais importantes para combater o estresse.

Banana – A fruta é rica em triptofano, Vitamina B6, Magnésio e Potássio, nutrientes que estimulam a produção de serotonina e ajudam a diminuir ansiedade e irritação.

Folhas verde-escuras – A deficiência de ácido fólico, presente na couve, brócolis e espinafre, pode provocar depressão. Procure consumir de duas a três porções por semana.

Frutas cítricas – A vitamina C presente nas frutas cítricas reduz a secreção de cortisol, hormônio liberado pela em resposta ao estresse e à ansiedade. Seu consumo promove o bom funcionamento do sistema nervoso e aumentam a sensação de bem-estar.

Chocolate – O cacau presente no chocolate é rico em antioxidante e aminoácidos percussores de serotonina. “Quanto mais cacau compor a fórmula do alimento, mais saudável ele é. Portanto, opte pelo amargo ou meio amargo e evite os chocolates brancos e ao leite, que são repletos de açúcar, aditivos e gordura hidrogenada. É recomendado de 25 a 30 gr dessa delícia diariamente”, finaliza Ione.

 

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*Fonte: ciclovivo

O lança-chamas na agricultura são a nova técnica que evita pesticidas

Nossa comida é uma parte fundamental da vida e do estilo que decidimos levar. Se comermos de forma saudável, seremos mais fortes e com menos problemas de saúde. É algo que parece lógico, no entanto, eles também influenciam de uma maneira ou de outra a maneira como obtemos nossa comida.
Nesse processo, os agricultores orgânicos implementaram uma nova tecnologia, baseada em lança-chamas, exatamente como parece. É um novo sistema que evita os pesticidas questionados, tem muitas boas propriedades e funciona muito bem.
A operação é bastante simples e simples, como mostra o vídeo aqui.

E na agricultura, ervas daninhas e entidades indesejadas são combatidas com pesticidas e herbicidas. Não existe uma fórmula mágica que possa evitá-los; portanto, das poucas soluções, essa é viável. Agora este novo método apareceu.

Parece tirado de um filme, mas não. Por mais fantasioso que possa parecer, é real e muito eficaz.

Este trator, equipado com gás e lança-chamas, aparece depois de colhido e é hora de plantar novamente. Queime o chão inteiro, matando ervas daninhas e pragas indesejadas. Destrua a estrutura celular da planta, queimando sua raiz e impedindo que ela cresça novamente.

Este novo sistema tem muitas vantagens, por exemplo, o fato de remover grande parte da erva daninha, sua velocidade, impede o crescimento de raízes danificadas e não precisa de pesticidas ou herbicidas.

Obviamente, eles são úteis para eliminar insetos e ervas daninhas que afetam nossas culturas, mas também podem ser prejudiciais à nossa saúde. Os benefícios que essa maneira de “limpar” as culturas pode trazer é bastante benéfica e de vanguarda.

Os mais felizes são os consumidores, felizes em comer vegetais sem pesticidas e ainda mais saudáveis.

 

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*Fonte: sabervivermais

Comer queijo pode ajudar a compensar os danos dos vasos sanguíneos causados pelo sal

Comer queijo e aumentar o consumo de outros produtos lácteos ajuda a melhorar a saúde vascular, reduzindo os efeitos de uma dieta rica em sódio, de acordo com um novo estudo.

Em um estudo randomizado, cruzado, os pesquisadores descobriram que quando os adultos consumiam uma dieta rica em sódio, eles também experimentavam disfunção dos vasos sanguíneos. Mas, quando os mesmos adultos consumiram quatro porções de queijo por dia, juntamente com a mesma dieta rica em sódio, não experimentaram esse efeito.

Billie Alba, que liderou o estudo enquanto terminava o doutorado em Penn State, disse que as descobertas podem ajudar as pessoas a equilibrar alimentos com bom gosto e minimizar os riscos decorrentes da ingestão de muito sal.

“Embora haja um grande esforço para reduzir o sódio na dieta, para muitas pessoas é difícil”, disse Alba. “Possivelmente ser capaz de incorporar mais produtos lácteos, como queijo, pode ser uma estratégia alternativa para reduzir o risco cardiovascular e melhorar a saúde dos vasos sem necessariamente reduzir o sódio total”.

Embora o sódio seja um mineral vital para o corpo humano em pequenas doses, os pesquisadores disseram que excesso de sódio na dieta está associado a fatores de risco cardiovascular, como pressão alta. A American Heart Association recomenda não mais que 2.300 miligramas (mg) de sódio por dia, com a quantidade ideal próxima de 1.500 mg para a maioria dos adultos.

De acordo com Lacy Alexander, professora de cinesiologia da Penn State e outra pesquisadora do estudo, pesquisas anteriores mostraram uma conexão entre produtos lácteos – mesmo queijos ricos em sódio – e melhores medidas de saúde cardíaca.

Estudos mostraram que pessoas que consomem o número recomendado de porções diárias de leite geralmente têm pressão arterial mais baixa e melhor saúde cardiovascular em geral”, disse Alexander. “Queríamos examinar essas conexões mais de perto, além de explorar alguns dos mecanismos precisos pelos quais o queijo, um produto lácteo, pode afetar a saúde do coração”.

Os pesquisadores recrutaram 11 adultos sem pressão arterial sensível ao sal para o estudo. Cada um seguiu quatro dietas separadas por oito dias de cada vez: uma dieta pobre em sódio e sem leite; uma dieta com pouco sódio e alta em queijo; uma dieta rica em sódio e sem leite; e uma dieta rica em sódio e queijo.

As dietas com baixo teor de sódio tiveram participantes consumindo 1.500 mg de sal por dia, enquanto as dietas com alto teor de sódio incluíram 5.500 mg de sal por dia. As dietas para queijo incluíam 170 gramas, ou cerca de quatro porções, de vários tipos diferentes de queijo por dia.

No final de cada dieta de uma semana, os participantes retornavam ao laboratório para testes. Os pesquisadores inseriram pequenas fibras sob a pele dos participantes e aplicaram uma pequena quantidade da droga acetilcolina, um composto que sinaliza os vasos sanguíneos para relaxar. Ao examinar como os vasos sanguíneos de cada participante reagiram à droga, os pesquisadores foram capazes de medir a função dos vasos sanguíneos.

Os participantes também foram submetidos a monitoramento da pressão arterial e forneceram uma amostra de urina para garantir que consumiam a quantidade correta de sal durante a semana.

Os pesquisadores descobriram que, após uma semana com dieta rica em sódio e sem queijo, os vasos sanguíneos dos participantes não responderam tão bem à acetilcolina – que é específica para células especializadas no vaso sanguíneo – e tiveram mais dificuldade para relaxar. Mas isso não foi observado após a dieta rica em sódio e queijo.

Enquanto os participantes estavam em dieta rica em sódio sem queijo, vimos a função dos vasos sanguíneos mergulhar no que você normalmente vê em alguém com fatores de risco cardiovascular bastante avançados”, disse Alexander. “Mas quando eles consumiram a mesma quantidade de sal e comeram queijo como fonte desse sal, esses efeitos foram completamente evitados.”

Alba disse que, embora os pesquisadores não tenham certeza de que os efeitos são causados ​​por qualquer nutriente específico no queijo, os dados sugerem que os antioxidantes no queijo podem ser um fator contribuinte.

Consumir grandes quantidades de sódio causa um aumento de moléculas que são prejudiciais à saúde dos vasos sanguíneos e à saúde geral do coração”, disse Alba. Há evidências científicas de que os nutrientes à base de laticínios, especificamente peptídeos gerados durante a digestão de proteínas lácteas, têm propriedades antioxidantes benéficas, o que significa que eles têm a capacidade de eliminar essas moléculas oxidantes e, assim, proteger contra seus efeitos fisiológicos prejudiciais”.

Alba disse que, no futuro, será importante estudar esses efeitos em estudos mais amplos, bem como pesquisar possíveis mecanismos pelos quais os laticínios possam preservar a saúde vascular.

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*Fonte: revistasaberesaude

As melhores frutas quando você tem diabetes

Embora a fruta contenha açúcares que ocorrem naturalmente, ela também é embalada com vitaminas, minerais e fibras valiosas que contêm tantos benefícios à saúde do corpo. Além disso, nem todas as frutas têm o mesmo teor de açúcar: algumas têm mais açúcar do que outras e algumas têm mais fibras que outras, o que ajuda a reduzir o impacto do açúcar nos níveis de glicose no sangue.

Isso torna as frutas muito melhores do que os alimentos processados ​​ou adoçantes artificiais para refrear um dente doce. Portanto, se você está vivendo com diabetes ou quer reduzir a ingestão total de açúcar, aqui está um guia para escolher as melhores frutas para sua dieta:

Frutas para comer frequentemente:

• Frutas vermelhas – Quase todas as bagas têm pontuação baixa na escala do índice glicêmico, o que significa que elas têm um impacto menor nos açúcares do sangue do que em outras opções de frutas. Bagas também são carregadas com vitaminas e antioxidantes. Adicione frutas ao iogurte, farinha de aveia ou misture com um smoothie repleto de proteínas. (Arandos, amora, framboesa, morango, cereja, etc)

• Frutas cítricas – Frutas como toranja e laranjas são ricas em fibras, o que ajuda a manter os níveis constantes de açúcar no sangue. Eles também são embalados com vitamina C, o que ajuda a impulsionar seu sistema imunológico.

• Peras – Uma pera de tamanho médio fornece 6 gramas de fibra – cerca de 24% da quantidade diária recomendada para mulheres com menos de 50 anos. Elas também são um ótimo lanche portátil quando você está em trânsito.

• Maçãs – Essa é outra ótima opção rica em fibras que combina bem com alimentos ricos em proteínas, como nozes, manteiga de amendoim e queijo. Maçãs também são conhecidas por ajudar a alimentar bactérias intestinais saudáveis também.

• Frutas com caroço – Frutas como nectarinas, ameixas e pêssegos geralmente apresentam baixo índice glicêmico quando consumidas frescas. Limite as variedades secas, o que aumenta substancialmente sua carga glicêmica.

• Uvas – Muitas pessoas pensam que precisam evitar as uvas porque são muito doces. No entanto, as uvas também são uma ótima fonte de fibras e vitamina B-6, o que ajuda a apoiar o humor das funções cerebrais. Uma porção de cerca de 15 uvas é tudo o que você precisa para obter esses benefícios à saúde sem exagerar nos carboidratos.

Frutas para comer conscientemente:

Como você pode ver na lista acima, há muitas frutas para escolher que podem ser incorporadas às refeições diariamente. No entanto, ainda existem muitas outras frutas para incluir em sua dieta que podem ter uma carga glicêmica mais alta (ou seja, maior impacto na glicose no sangue), mas ainda hospedam uma abundância de ótimos nutrientes. Algumas dessas frutas incluem:

• Bananas

• Abacaxi

• Manga

• Frutas secas

Você não precisa eliminar completamente esses alimentos da sua dieta para manter níveis saudáveis de glicose no sangue. De fato, a inclusão de uma variedade de frutas em sua dieta permitirá que você obtenha uma gama maior de nutrientes, em vez de apenas comer alguns tipos de frutas.

Como com qualquer fruta, o tamanho das porções e a combinação de alimentos podem ser muito importantes. Sempre mantenha uma porção de frutas por refeição para evitar o consumo excessivo de carboidratos. Isso significa também estar atento a outras fontes de carboidratos em sua refeição. Por exemplo, comer um café da manhã com torradas simples, banana e um copo de suco de frutas é uma maneira infalível de aumentar a glicose no sangue devido às quantidades cumulativas de carboidratos em cada um desses alimentos.

Em vez disso, você pode optar por um iogurte grego simples e de alta proteína com uma porção de abacaxi fatiado ou um smoothie de proteína com manga fresca. Embora o abacaxi e a manga sejam mais altos no índice glicêmico e contenham mais carboidratos por porção do que outras variedades de frutas, a proteína do iogurte grego ou do pó de proteína pode ajudar a equilibrar o impacto do açúcar na corrente sanguínea.

Uma tendência alimentar a ser extremamente cauteloso é o suco. Embora os sucos de frutas geralmente contenham grandes quantidades de vitaminas, minerais e antioxidantes, o processo de sumo elimina completamente a valiosa fibra alimentar desses alimentos, tornando-o mais vulnerável a picos de açúcar no sangue. Também é preciso bastante frutas para produzir uma xícara de suco.

Portanto, enquanto comer uma laranja inteira pode ter um impacto mínimo no açúcar no sangue, beber um copo de suco de laranja feito de várias laranjas pode ter um efeito muito diferente. Se você gosta de suco, tente uma combinação de suco de frutas e vegetais com coisas como maçã, couve, espinafre, pepino, salsa e / ou beterraba. Lembre-se do tamanho da porção – apenas meia xícara de suco é considerada uma porção. Você também pode tentar emparelhar seu suco com uma fonte de proteína ou gordura saudável, como um ovo cozido ou um punhado de nozes, para ajudar a diminuir o impacto no açúcar no sangue.

Obviamente, a melhor maneira de medir o impacto de qualquer fruta na glicose no sangue é verificar seu próprio açúcar no sangue com um glicosímetro após lanches e refeições. Essa ainda é a maneira mais individualizada de garantir que os alimentos que você come sejam os melhores para sua saúde e seu corpo.

*Por Anna Panzarella / Nutricionista dietista

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*Fonte: revistasaberesaude

Por que uso de antibióticos na agropecuária preocupa médicos e cientistas

Há quatro anos, em uma fazenda de criação intensiva em Xangai, na China, um exame feito em um porco prestes a ser abatido encontrou uma bactéria resistente ao antibiótico colistina. O achado acendeu um alerta que ecoou pelo mundo — cada vez mais temeroso com a capacidade que microrganismos têm demonstrado em driblar tratamentos à base de antibióticos.

A bactéria resistente encontrada no suíno, uma Escherichia coli, levou os cientistas da China a aprofundar os exames — agora, também em frangos de fazendas de quatro províncias chinesas, nas carnes cruas desses animais à venda em mercados de Guangzhou, e em amostras de pessoas hospitalizadas com infecções nas províncias de Guangdong e Zhejiang.

Eles encontraram uma “alta prevalência” do Escherichia coli com o gene MCR-1, que dá às bactérias uma alta resistência à colistina e tem potencial de se alastrar para outras bactérias, como a Klebsiella pneumoniae e Pseudomonas aeruginosa. O MCR-1 foi encontrado em 166 de 804 animais analisados, e em 78 de 523 amostras de carne crua.

Já nos humanos, a incidência foi menor, mas se mostrou presente — em 16 amostras de 1.322 pacientes hospitalizados.

“Por causa da proporção relativamente baixa de amostras positivas coletadas em humanos na comparação com animais, é provável que a resistência à colistina mediada pelo MCR-1 tenha se originado em animais e posteriormente se alastrado para os humanos”, explicou em 2015 Jianzhong Shen, da Universidade de Agricultura em Pequim, um dos autores do estudo, cujos resultados foram publicados no periódico The Lancet Infectious Diseases.

Mas como esse material genético resistente pode ter passado dos animais para os humanos? O caminho de “transmissão” de microrganismos (bactérias, parasitas, fungos e etc) resistentes é uma incógnita não só para o caso dos porcos, frangos e pacientes na China, mas para o uso veterinário e médico de antibióticos como um todo.

Pode ser que esses microrganismos ou resquícios de antibióticos (restos dos medicamentos que, em contato com os micróbios, podem estimular sua resistência) possam estar se alastrando pelos alimentos, ou ainda através do lixo hospitalar, lençóis freáticos, rios e canais de esgoto — e a investigação para desvendar as rotas de bactérias tem motivado inúmeras pesquisas no Brasil e no mundo (veja detalhes sobre esses estudos abaixo).

“As bactérias não têm fronteiras: a resistência pode passar de um lugar a outro sem passaporte e de várias formas”, explica Flávia Rossi, doutora em patologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Grupo Consultivo da OMS para a Vigilância Integrada da Resistência Antimicrobiana (WHO-Agisar). “Com a globalização, não só o transporte de pessoas é rápido, como os alimentos da China chegam ao Brasil e vice-versa. Essa cadeia mimetiza o que acontece com o clima: estamos todos interligados. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem trabalhando com o enfoque de ‘One Health’ (‘Saúde única’ em português, a perspectiva de que a saúde das pessoas, dos animais e o ambiente estão conectados).”

Agora, a dimensão global do problema ganhou um mapeamento inédito juntando pesquisas já feitas medindo a presença de microrganismos resistentes em alimentos de origem animal em países de baixa e média renda — e o Brasil aparece no grupo de lugares com situação preocupante. Não quer dizer que o estudo considere o país como um todo, mas pontos que já foram submetidos a pesquisas, como abatedouros de bois em cidades gaúchas ou em uma fazenda produtora de leite e queijo em Goiás.

Sul brasileiro: foco de resistência microbiana

China e Índia foram, segundo os autores do estudo, publicado na revista Science, “claramente” os lugares em que os maiores níveis de resistência foram encontrados.

Mas o Sul do Brasil, leste da Turquia, os arredores da Cidade do México e Johanesburgo (África do Sul), entre outros, se destacaram também como hotspots, ou focos de resistência microbiana em animais destinados à alimentação, principalmente bovinos, porcos e frangos (com níveis elevados de P50, percentual acima de 50% de amostras de microrganismos resistentes a determinados antibióticos).

As maiores resistências observadas foram relacionadas a alguns dos antibióticos mais usados na produção animal, como as tetraciclinas, sulfonamidas e penicilinas. Entre aqueles importantes para tratamento também em humanos, destacaram-se a resistência à ciprofloxacina e eritromicina.

Os autores reuniram ainda dados que apontam para focos de resistência emergentes, ou seja, em que a resistência dos microrganismos a antibióticos está crescendo. Aí, o Brasil também aparece, tanto o Sul quanto o Centro-Oeste.

Após ler o estudo, a pesquisadora brasileira Silvana Lima Gorniak, professora titular da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, liga o destaque ao Sul justamente a uma maior criação de aves e suínos na região, animais para os quais há maior uso de antimicrobianos com a finalidade de promover o crescimento (entenda os diferentes usos de antibióticos veterinários e seus impactos abaixo).

A situação da América do Sul é particularmente preocupante por causa da carência de dados, diz o estudo: “Considerando que Uruguai, Paraguai, Argentina e Brasil são exportadores de carne, é preocupante que haja pouca vigilância epidemiológica da resistência microbiana disponível publicamente para esses países. Muitos países africanos de baixa renda têm mais pesquisas desse tipo do que os países de renda média na América do Sul. Globalmente, o número de pesquisas per capita não se correlacionou com o PIB per capita, sugerindo que a capacidade de vigilância não é impulsionada apenas por recursos financeiros.”

Buscando ampliar, em partes, o acesso a esse tipo de informação, os autores do estudo lançaram um banco de dados colaborativo para cadastro de pesquisas sobre o tema em todo o mundo, o “Resistance Bank”.

“O Brasil precisa urgentemente de dados de vigilância disponíveis publicamente sobre a resistência microbiana. É um grande exportador de carne, todos comemos frango brasileiro, seria bom saber o que há nele”, escreveu por e-mail à BBC News Brasil Thomas Van Boeckel, um dos autores do estudo e pesquisador do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurich), na Suíça.

Em nota enviada à BBC News Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) afirmou que, “em relação ao estudo da revista Science”, está “ciente sobre a importância da resistência aos antimicrobianos”. “Trata-se de um dos maiores desafios globais de saúde pública e que deve ser abordado pelos países atendendo ao conceito de Saúde Única, exigindo ações imediatas de todos os envolvidos”.

A pasta garante que o país está correndo atrás para ter um sistema de vigilância, por meio do Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no âmbito da Agropecuária (PAN-BR AGRO), cujo prazo previsto para implementação vai de 2018 a 2022.

Segundo fontes consultadas pela reportagem, o cronograma do plano tem sido cumprido.

Um de seus pontos-chave, e já o colocado em prática, é a realização de testes oficiais de rotina para detecção de micróbios resistentes em animais e alimentos com essa origem.

São amostragens aleatórias de ovos, leite, mel e de animais encaminhados para abate sob inspeção federal, mas o que se busca são resquícios de antibióticos, e não microrganismos resistentes.

Em 2018, o relatório apresentado pelo ministério mostra que o percentual de amostras com resquícios de antibióticos em conformidade ficou na casa dos 99%.

“Para ser seguro para consumo alimentar, a presença de determinadas bactérias tem que estar dentro de limites estabelecidos pelas agências de saúde de cada país, o que já é feito. Mas mais do que saber, por exemplo, a presença de Salmonella (gênero de bactérias) em galinhas ou porcos, é possível testar sistematicamente a suscetibilidade dela aos antibióticos — que é realmente o que nos permite saber se as bactérias são ou não resistentes”, aponta João Pedro do Couto Pires, também coautor do estudo e pesquisador do ETH Zurich.

Frangos com Salmonella resistente em Estados brasileiros

Ainda que não tenha hoje um levantamento sistematizado, o Brasil já teve experiências pontuais na medição da resistência microbiana em alimentos de origem animal.

Uma análise feita entre 2004 e 2006 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em amostras de frangos congelados vendidos em 14 Estados brasileiros, detectou bactérias Salmonella e Enterococcus resistentes a vários antimicrobianos. Das 250 cepas de Salmonella analisadas, por exemplo, 77% foram consideradas multirresistentes (resistentes a duas ou mais classes de antibióticos).

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento destacou ainda que vem progressivamente proibindo medicamentos veterinários usados com o objetivo principal de fazer os animais engordarem, os chamados melhoradores de desempenho. Já foram proibidas substâncias do tipo como os anfenicóis, as tetraciclinas e as quinolonas.

“Na criação animal, há basicamente três tipos de uso de antimicrobianos. O primeiro é o terapêutico, como ocorre com o ser humano. A segunda maneira é a preventiva, como no desmame dos suínos — esse animal provavelmente vai passar por estresse, vai ter uma imunossupressão (redução da atividade do sistema imunológico), e ela pode levar à infecção por várias bactérias, então se faz preventivamente o tratamento”, explica Silvana Lima Gorniak, da USP.

“A terceira maneira é a mais polêmica, a mais discutida na ciência, que é a administração (de antimicrobianos) como melhorador de desempenho. Nesse caso, o animal não tem nenhuma doença, provavelmente não vai ficar doente, e o antimicrobiano é empregado com a finalidade de promover o crescimento. Não se sabe exatamente como, mas o animal de fato cresce.”

A colistina, aquela a que bactérias em porcos na China mostraram resistência no estudo publicado no The Lancet Infectious Diseases em 2015, foi uma das substâncias proibidas para uso como melhorador de desempenho em rações no Brasil, em 2016. Seu uso para o tratamento de doenças, como diarreias, continua, no entanto, permitido por aqui. Proibições foram impostas também em outros países, como a própria China, Índia e Argentina.

Ao mesmo tempo, esta substância é colocada pela OMS no grupo mais crítico entre os antibióticos que precisam urgentemente de substitutos — já que são o último recurso para o tratamento de algumas doenças para as quais outros antibióticos não funcionam mais, são amplamente usados na medicina humana e já se mostraram altamente vulneráveis à resistência microbiana.

Antimicrobianos passaram a ser mais significativamente usados na criação de animais para consumo nos anos 1950 em países de alta renda, algo que foi se estendendo para países de baixa e média renda — onde hoje, inclusive, projeções mostram que o uso desses medicamentos aumentará, já que a produção e consumo de carne nesses países tem crescido.

O elo entre precariedade e uso de antibióticos

Thomas Van Boeckel destaca que, no mundo, o uso excessivo de antibióticos está associado à criação intensiva de animais, a produção industrial, “mas não em todos os países, algumas exceções existem, como a Holanda e a Dinamarca”, aponta.

Sandra Lopes, diretora da organização Mercy for Animals no Brasil, vê o uso de antibióticos como uma das práticas degradantes impostas aos animais.

“O uso de antibióticos força esses animais a seguirem produzindo em um sistema completamente cruel, onde os animais não podem exercer nenhum de seus comportamentos naturais”, aponta a representante da ONG, dedicada ao bem estar de animais ditos de produção, aqueles destinados ao consumo alimentício.

Como exemplos, ela menciona criações com confinamento intensivo em gaiolas.

As galinhas poedeiras, confinadas em uma área análoga ao que seria passar a vida inteira dividindo um elevador com outras 12 pessoas, segundo a ONG, não têm espaço para exercer comportamentos naturais como abrir as asas ou ciscar. Sem forças nas pernas por não movimentá-las, essas galinhas podem sofrer fraturas com o peso do próprio corpo. Isso leva a um ciclo em que o uso de antibióticos se faz necessário.

Há ainda a debicagem, quando os bicos dessas aves são retirados para evitar, entre outros, o canibalismo — intensificado pelo estresse vivido pelos animais. É algo que leva também ao corte dos rabos dos porcos, procedimentos esses que muitas vezes exigem também o emprego de antibióticos.

Lopes menciona ainda a falta de ventilação, a lotação de animais ou ainda o contato com excrementos como características da realidade da produção em escala que podem debilitar a saúde dos animais. Por isso, a ONG defende, entre outras medidas, a melhor regulamentação de várias etapas da criação de animais, a certificação de produtos gerados em práticas consideradas satisfatórias (como existe no caso das galinhas poedeiras criadas fora de gaiolas) e, como recomendação aos clientes, a redução do consumo de produtos de origem animal.

Silvana Lima Gorniak destaca que a ligação entre precariedade na produção e uso excessivo de antibióticos fica mais evidente, uma vez mais, no caso dos melhoradores de desempenho.

“As condições sanitárias impactam diretamente no uso de antimicrobianos. Os melhoradores de desempenho têm um efeito muito benéfico naqueles lugares onde as condições sanitárias não são tão adequadas. Em locais com higiene adequada, é claro que há benefícios, mas ele é diluído”, explica a pesquisadora.

Já os autores do artigo publicado na Science destacam que o cenário de precariedade e consequente uso de antibióticos pode ser uma faca de dois gumes para os produtores: “Uma consequência fundamental desta tendência é um esgotamento do portfólio de tratamento para animais doentes. Essa perda tem consequências econômicas para os agricultores, porque os antimicrobianos acessíveis são usados como tratamento de primeira linha, e isso pode eventualmente se refletir em alimentos com preços mais altos.”
Entidade veterinária pede maior controle de vendas de medicamentos no setor

“É como para a gente, humanos: os antibióticos resolveram muitas questões, mas se a gente abusa, vai chegar uma hora que eles não serão mais eficazes”, resume Fernando Zacchi, assessor técnico da presidência do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

Zacchi diz que a entidade está empenhada em educar a categoria para um uso mais racional de antibióticos e tornar mais rigoroso o acesso a antimicrobianos veterinários — hoje, ele explica ser necessária a apresentação, mas não retenção, da receita.

“Aí está uma fragilidade: estamos trabalhando com outros órgãos para a obrigatoriedade da retenção e escrituração”, aponta, lembrando que entra na questão ainda o uso de antimicrobianos em animais domésticos.

Outro ponto é o cumprimento da exigência de um responsável técnico nos pontos de venda destes medicamentos, algo que é fiscalizado pelo próprio CFMV — a BBC News Brasil pediu dados sobre multas e autuações relacionadas a essas regras, mas não teve a solicitação atendida.

“Embora o conselho e o Mapa entendam que deve haver um responsável técnico nesses estabelecimentos, o Judiciário está eventualmente dispensando este profissional, cuja presença garante mais controle e rastreabilidade.”

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), nos últimos cinco anos, os antimicrobianos abocanharam cerca de 16% das vendas de tratamentos veterinários (que incluem ainda as categorias antiparasitários; biológicos; suplementos e aditivos; terapêuticos). A reportagem pediu valores — e não apenas percentuais — por categoria, mas não teve a demanda atendida.

Em nota enviada à BBC News Brasil, a Aliança para Uso Responsável de Antimicrobianos, que representa várias entidades do setor produtivo, afirmou também que no ramo a questão “é tratada com responsabilidade por todos os elos da cadeia produtiva”. “Contra achismos, a Aliança busca construir um debate pautado pelo pensamento científico e pela transparência. É formada por organizações nacionais da bovinocultura de corte e leite, avicultura, suinocultura, aquicultura e pescado.”

A Aliança defende que há controle interno, com análises diárias feitas pelas próprias empresas sobre a questão e que o “Brasil cumpre rigorosamente as determinações técnicas de todas as nações importadoras”.

Em relação à produção em escala, a entidade aponta que o país “segue as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para o alojamento dos animais”.

“Na produção industrial, o sistema produtivo é isolado em controles restritivos de acesso, o que evita a circulação de doenças. Em situações de produção precária, sem as devidas salvaguardas técnico-veterinárias, os riscos de enfermidades e o uso inadequado de antibióticos são maiores”, acrescentou.

E agora, o que fazemos em casa?

“Sou um cavaleiro do apocalipse”, brinca Victor Augustus Marin, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

À frente do Laboratório de Controle Microbiológico de Alimentos da Escola de Nutrição (Lacomen), ele e seus alunos e orientandos têm desenvolvido uma metodologia própria para encontrar bactérias resistentes em alimentos minimamente processados, aqueles prontos para consumo, como frutas e queijos. Um resumo do que eles têm encontrado até aqui: muitas bactérias resistentes.

Em sua dissertação de mestrado orientada por Marin, Cristiane Rodrigues Silva, por exemplo, buscou bactérias resistentes em amostras de queijo minas frescal. Todos exemplares estudados apresentaram algum conjunto de bactérias resistentes — em 13%, a resistência foi constatada para todos os antibióticos testados e em 80%, para 8 a 10 diferentes antibióticos. Foi constatada ainda resistência em 87% dos queijos aos carbapanêmicos, tipo de antibiótico potente que é considerado uma das últimas alternativas na luta contra microrganismos muito resistentes.

Agora, Silva, Marin e o resto da equipe estão estudando outros tipos de queijo, como minas padrão, parmesão, ricota e cottage; além de frutas compradas no comércio comum, como manga, laranja e caju. Eles também querem verificar se outras formas de produção, como a orgânica, podem alterar a presença de microrganismos resistentes.

“Comprovamos não só que as bactérias nos alimentos estudados até agora têm alguma resistência, como genes de resistência”, aponta Marin, acrescentando que, embora em escala muito menor do que na pecuária ou entre humanos, antibióticos são usados também na agricultura.

“Como essa bactéria chegou ao queijo? Tem que voltar ao campo: a vaca come capim, que tem dentro dela bactérias endofíticas, que vivem dentro das plantas. A vaca ingere a planta, produz leite e o leite vai para o queijo. Mas é difícil falar quem originou a bactéria primeiro — elas evoluem junto com os humanos e animais. Também são promíscuas: trocam material genético.”

As diversas variáveis que influenciam a resistência dos micróbios são justamente o que representa um desafio para as pesquisas: para traçar o caminho dos microrganismos através dos animais, humanos e do ambiente, seriam necessários grandes volumes de amostras desses elementos.

E em tempo real, lembra João Pedro do Couto Pires, já que muitas vezes é diagnosticada alguma infecção em uma ponta, mas sua origem muitas vezes já se perdeu no tempo.

Por isso, o alarme tocado pelo artigo na Science traz um porém: “Está além do escopo deste estudo tirar conclusões sobre a intensidade e a direcionalidade da transferência de resistência microbiana entre animais e humanos — aspectos que devem ser investigados com métodos genômicos robustos”.

Enquanto a ciência busca decifrar o caminho percorrido pelas bactérias, o que nós, humanos e consumidores de alimentos podemos fazer?

Flávia Rossi, patologista da USP, lembra de procedimentos básicos de saneamento e higiene que cortam a circulação de microrganismos, como lavar as mãos; o uso de água potável na cozinha; e o armazenamento adequado de alimentos.

O cuidado deve ser redobrado com pessoas mais vulneráveis, como hospitalizados, imunossuprimidos ou transplantados. “As bactérias também nos protegem, estão no nosso intestino, na nossa pele… Mas elas nos atacam quando há um desequilíbrio”, diz.

João Pedro do Couto Pires brinca que, hoje, nossas casas são mais perigosas do que restaurantes por haver menos cuidado com questões sanitárias. Ele destaca ações a serem evitadas: misturar alimentos crus e cozidos; ou carnes e vegetais, como, por exemplo, no refrigerador ou no uso de uma mesma faca ou tábua para esses dois tipos de alimentos. Essas misturas levam a fluxos de microrganismos que, no caso de alimentos crus, como vegetais em uma salada, acabam sendo ingeridos pela pessoa que está comendo.

Marin garante que não se trata de parar de comer alimentos como os estudados por sua equipe, como queijos e frutas, mas de aprofundar investigações sobre como a resistência microbiana se expressa neles — para, aí sim, fazer-se uma escolha entre custos e benefícios. Por exemplo, algo a ser levado em conta, segundo descobriu sua equipe, é que queijos mais úmidos exigem maior cuidado no assunto.

“O queijo, além de ter bactérias com resistência, também tem outra microbiota — outras bactérias — que combatem as que têm resistência. Ninguém é demônio e ninguém é anjo, inclusive entre as bactérias. Por isso a visão holística (multifatorial) é tão importante”, diz.

*Por Mariana Alvim

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*Fonte: bbc-brasil

Alimentos criados em laboratório serão o futuro das suas refeições?

Pense em um hambúrguer vermelhinho, suculento, saboroso. Mais: nenhum animal precisou morrer para saciar sua fome. A batata frita, macia por dentro e crocante por fora, pode ter vários tipos de design, porque é moldada em uma impressora 3D. O restaurante de comida japonesa deixou o rodízio para trás e dispensou o sushiman; no lugar, sushis que não são feitos de peixe, preparados sob medida para cada cliente. Cenas de um futuro distante? Se depender de cientistas e startups, será a realidade em breve.

E não é capricho. Se hoje somos 7,7 bilhões de pessoas no planeta, em 2050, seremos 10 bilhões, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A produção de comida terá de ser 70% maior e, de preferência, prejudicando o mínimo possível o meio ambiente. Para isso, precisamos rever como nos alimentamos. O último Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas, divulgado em agosto, estabelece que precisamos reduzir o consumo de carnes para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O documento destaca que dietas baseadas em proteína animal contribuem com o desmatamento de importantes biomas do mundo, como a Amazônia, e defende uma alimentação rica principalmente em vegetais.

A grande aposta da indústria nesse sentido é desenvolver carnes à base de plantas ou de células de animais — com sabor, textura e qualidade nutricional iguais aos da carne de um bicho. “É um mercado ainda em desenvolvimento, mas não tem volta”, diz Jayme Nunes, biólogo da Merck, empresa alemã de ciência e tecnologia que investiu, no ano passado, 7,5 milhões de euros na startup Mosa Meat, fundada pelo cientista Mark Post.

Em 2013, Post apresentou o primeiro hambúrguer de laboratório do mundo, criado a partir de células de uma vaca. Para elaborar o disco de carne sem matar o animal, o professor da Universidade de Maastricht (Holanda) desenvolveu um método que usa células-tronco retiradas do músculo bovino. O resto do processo acontece no laboratório: em um biorreator, as células-tronco se transformam em células musculares. O resultado é uma pasta de carne que pode ser moldada.

A produção do primeiro hambúrguer de Post custou US$ 325 mil. Hoje, o valor fica entre US$ 9 mil e U$S 10 mil — e o preço promete cair ainda mais nas próximas décadas. “A tendência é de que custe US$ 50 em 2030, quando a carne deve estar disponível em restaurantes do guia Michelin”, estima Nunes. Ele acredita que, em 2050, a carne de células será vendida por US$ 20 o quilo, diretamente ao consumidor.

Enquanto as opções conhecidas como cell-based (baseado em células, em tradução livre) ainda engatinham, já é possível comprar hambúrgueres plant-based (à base de plantas) a preços acessíveis. Nos EUA, duas empresas se destacam: a Beyond Meat foi a primeira a ter seu hambúrguer de óleo de coco, romã e beterraba nos supermercados do país, em maio de 2016; já a Impossible Foods, que lançou um hambúrguer de plantas em julho do mesmo ano, inovou ao fazer a peça “sangrar”. Na lista de ingredientes estão proteína isolada de soja, proteína de batata e óleos de coco e de girassol. O sabor e o aspecto vermelho vêm da leghemoglobina de soja, uma proteína encontrada na raiz de leguminosas. Assim como a hemoglobina, presente no sangue de animais e humanos, ela é composta de glóbulos vermelhos — a responsável, portanto, pelo tom avermelhado.

O uso da leghemoglobina chamou a atenção da Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana que regula alimentos e remédios, pelo alto potencial alergênico. No dia 31 de julho, porém, a FDA concluiu que a proteína é segura para consumo e autorizou a venda do Impossible Burger em mercados a partir de 4 de setembro. O produto já era comercializado em restaurantes desde 2016, e tem se popularizado cada vez mais.

Em agosto, o Burger King anunciou nas lojas dos EUA uma versão do sanduíche Whopper feita com o Impossible Burger. No dia 10 de setembro, a novidade desembarca no Brasil. Aqui, no entanto, o hambúrguer vegetal da rede de fast-food será da Marfrig, gigante brasileira da indústria da carne que acaba de entrar para o time dos fabricantes de produtos plant-based.

 

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*Fonte: revistagalileu

Como o trigo ‘domesticou’ a humanidade – e vice-versa

Do pãozinho de cada dia ao macarrão de domingo, o trigo é um dos alimentos mais consumidos no mundo atual. Mas o que não paramos para pensar entre um bocado e outro é que esse cereal, em suas variedades contemporâneas, é praticamente artificial.

Não fosse a ação do Homo sapiens, o trigo não seria assim.

Não fosse a evolução provocada pelo ser humano, esses tipos de trigo simplesmente não existiriam.

Mas, para muitos pesquisadores, o inverso também é verdade: não fosse o trigo ter conquistado nossos ancestrais, o homem não teria se tornado sedentário, não teria feito a chamada Revolução Agrícola, não teria se aglomerado em cidades.

O trigo domesticou a humanidade de tal forma que não é exagero dizer que ele acabou sendo o combustível – até mesmo literalmente, em forma de calorias ingeridas – para que as civilizações fossem criadas.

Era só mato

Por volta de 18 mil anos atrás, com o fim da última Era Glacial, o aquecimento global provocou um período de fortes e intensas chuvas. Essa mudança climática favoreceu uma gramínea na região do Oriente Médio.

Era trigo, mas não como o conhecemos hoje. As sementinhas eram ralas e pequenas. O vento conseguia espalhá-las – e, assim, a planta se multiplicava. Os ancestrais humanos daquela época viviam em bandos nômades. Eram caçadores-coletores – alimentavam-se basicamente de carne e frutas.

Em algum momento dessa história – ou em vários momentos, já que uma descoberta assim não ocorre de forma tão linear -, os Homo sapiens perceberam que havia animais que se alimentavam de gramíneas. E decidiram experimentar.

Conforme relata o historiador Heinrich Eduard Jacob (1889-1967) em seu livro Seis Mil Anos de Pão – A Civilização Humana Através de Seu Principal Alimento, começaram colocando sementes na carne. E viram que suavizava o sabor. Caía bem.

“As pessoas começaram a comer mais trigo e, sem querer, favoreceram seu crescimento e difusão”, afirma o historiador Yuval Noah Harari, no best-seller Sapiens: Uma Breve História da Humanidade. “Como era impossível comer grãos silvestres sem antes escolhê-los, moê-los e cozinhá-los, as pessoas que coletavam esses grãos os carregavam a seus acampamentos temporários para processá-los.”

Mas os grãos de trigo eram pequenos e numerosos. “Alguns deles inevitavelmente caíam a caminho do acampamento e se perdiam”, pontua Harari. “Com o tempo, cada vez mais trigo cresceu perto dos acampamentos e dos caminhos preferidos pelos humanos.”

Jacob frisa que, naquele tempo, trigo era só mato. Ou gramíneas. “Todos os cereais eram primitivamente plantas herbáceas selvagens”, escreve. “Todos os cereais foram originariamente herbáceas cujas sementes tinham um sabor de que o homem primitivo gostava. Mas o homem tinha, para além dos insetos, um rival bem mais temível que lhe estragava a colheita dessas plantas. Era o grande criador do tapete verde de ervas. O vento.”

Se o vento espalhava as sementes – e isto garantia a perpetuação do trigo -, ele atrapalhava o homem: afinal, não era possível colher o cereal maduro, este “voava” embora antes.

Seleção artificial: a domesticação do trigo

Sem entender nada de genética, nossos ancestrais acabaram interferindo na evolução do trigo. “O primeiro objetivo do homem teve de ser portanto o de conseguir fazer com que as espécies que eram mais do seu agrado não perdessem os grãos com tanta facilidade. E foi o que efetivamente sucedeu, já que o homem ao longo de milhares de anos foi cultivando apenas aqueles exemplares que guardavam os grãos durante mais tempo na espiga”, diz Jacob.

“Nasceram assim, a partir das herbáceas selvagens, devidamente protegidos pelos seus elmos, os heróis da nossa epopeia da alimentação”, completa o historiador, referindo-se às versões do cereal que, evoluídas, “têm frutos que se fixam tão bem ao eixo da espiga que só se desprendem com golpes ou sob pressão, ou seja, por intermédio de uma ação voluntária, aquilo a que chamamos a debulha.”

Como efeito disso, o trigo contemporâneo não sobrevive sem a mão humana. “A questão é precisamente o campo de batalha entre a robustez da espiga e o desejo que o homem tem de obter a farinha”, sintetiza Jacob. “Os ‘cereais domésticos’ morreriam amanhã se o homem desaparecesse.”

Harari conta que os acampamentos daqueles nômades começaram a se fixar ao redor de locais onde havia mais trigo. Para facilitar, eles “limpavam” o entorno, derrubando árvores e promovendo queimadas. Sem conhecer nem os rudimentos da agricultura, acabavam favorecendo justamente as gramíneas: que podiam crescer sem concorrência, livres das sombras das grandes árvores.

Foi o início do sedentarismo. O princípio da chamada Revolução Agrícola. “No começo, talvez eles acampassem por quatro semanas durante a colheita. Na geração seguinte, com a multiplicação e o alastramento do trigo, o acampamento da colheita talvez durasse cinco semanas, depois seis, até que se tornou um assentamento permanente”, conta Harari. “Evidências de tais acampamentos foram encontradas em todo o Oriente Médio, sobretudo no Levante, onde a cultura natufiana floresceu de 12,5 mil a.C. a 9,5 mil a.C.”

Os natufianos ainda eram caçadores-coletores, mas viviam em assentamentos permanentes. Inventaram ferramentas – como pilões de pedra para moer trigo -e armazenavam os cereais para épocas de necessidade.

Seus descendentes descobriram que podiam semear. Além disso, se enterrassem os grãos sob o solo, tinham resultados mais interessantes do que se simplesmente os espalhassem pela superfície.

Descobertas recentes apontam para a provável localização geográfica em que primeiro aconteceu esse fenômeno. Por meio de análises genéticas, cientistas descobriram que pelo menos a variedade Triticum monococcum começou a ser domesticada na região de Karaca Dag, no leste da atual Turquia, há cerca de 9 mil anos.

“À medida que dedicavam mais esforços ao cultivo de cereais, havia menos tempo para coletar e caçar espécies silvestres”, relata Harari. “Os caçadores-coletores se tornavam agricultores.”

No ano de 8,5 mil a.C., o Oriente Médio estava cheio de povoados fixos. O excedente de alimentos fez com que a população crescesse.

E o homem também acabou domesticado

No livro Sapiens, Harari apresenta uma visão interessante sobre essa evolução concomitante homem-trigo. Para ele, se a Revolução Agrícola aumentou o total de alimentos à disposição da humanidade, isso não se refletiu em uma dieta melhor – tampouco em uma vida melhor. “Em média, um agricultor trabalhava mais que um caçador-coletor e obtinha em troca uma dieta pior. A Revolução Agrícola foi a maior fraude da história”, diz ele.

“Quem foi o responsável? Nem reis, nem padres, nem mercadores”, completa. “Os culpados foram um punhado de espécies vegetais, entre as quais o trigo, o arroz e a batata. As plantas domesticaram o Homo sapiens, e não o contrário.”

O historiador afirma que, para passar de gramíneas insignificantes a cereais onipresentes, o trigo “manipulou” o ser humano “a seu bel-prazer”. “Esse primata vivia uma vida confortável como caçador-coletor até por volta de 10 mil anos atrás, quando começou a dedicar cada vez mais esforços ao cultivo do trigo. Em poucos milênios”, ressalta, “os humanos em muitas partes do mundo estavam fazendo não muito mais do que cuidar de plantas de trigo do amanhecer ao entardecer.”

“Nós não domesticamos o trigo; o trigo nos domesticou”, enfatiza. “A palavra domesticar vem do latim ‘domus’, que significa casa. Quem é que estava vivendo em uma casa? Não o trigo. Os sapiens.”

Pesquisador do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o bioquímico Juliano Lindner corrobora a tese: para ele o trigo foi o principal motivo que levou a humanidade a se tornar sedentária.

“Quando o Homo sapiens deixou de ser coletor e passou a domesticar plantas e animais, o trigo foi um dos primeiros cultivos a serem controlados e se tornou uma das plantas mais prósperas na história do planeta”, diz ele, em entrevista à BBC News Brasil. “Esse momento da evolução, pelo simples efeito que a domesticação de animais e plantas gerou na possibilidade da sociedade se organizar sem a necessidade vital do nomadismo, ocasionou o grande salto da civilização humana.”

Tal tipo de relação entre homem e trigo, em que ambas as espécies sofrem um processo de transformação resultante da relação entre elas, é abordado pela médica e escritora Alice Roberts no livro Tamed – Ten Species That Changed Our World (Domesticadas – Dez Espécies que Mudaram O Nosso Mundo, em tradução livre). Além do trigo, a pesquisadora aponta que fenômenos semelhantes ocorreram com a vaca, o cachorro, o milho e a maçã, entre outras espécies.

Onipresença x pouca variedade

Saltemos para o século 20. A civilização humana, alimentada com derivados de trigo, chegou a um estágio de desenvolvimento industrial e científico intenso. O cultivo do estimado cereal, aliás, desde então cobre 2,25 milhões de quilômetros quadrados do globo – nove vezes o tamanho do Estado de São Paulo.

Harari conclui que o trigo “não ofereceu nada para as pessoas enquanto indivíduos, mas concedeu algo ao Homo sapiens enquanto espécie”. “O cultivo de trigo proporcionou muito mais alimento por unidade de território e, com isso, permitiu que o Homo sapiens se multiplicasse exponencialmente”, afirma o historiador.

A população da humanidade, atualmente na casa dos 7,7 bilhões de habitantes, confirma isso. E, sozinho, o trigo fornece 15% do consumo calórico global. De acordo com informações relatadas pelo pesquisador Juliano Lindner, da UFSC, mais de 75% das calorias ingeridas pela humanidade hoje são resultantes de plantas domesticadas milhares de anos atrás – além do trigo, o milho, o arroz, a batata, entre outros.

Mas ao mesmo tempo em que é onipresente, o trigo representa pouca variedade. Estudo publicado na quarta-feira (29) pelo periódico Science Advances analisou geneticamente 4506 amostras de trigo de todo o mundo – incluindo cepas regionais -, recolhidas em 105 países diferentes.

Os cientistas constataram que, se por um lado o trigo ajuda a traçar os antigos caminhos migratórios humanos, da Ásia para a Europa e, mais tarde, para a América, por outro lado a transformação do cereal em commodity dizimou sua variedade.

Sobretudo no período seguinte à Segunda Guerra Mundial, quando a chamada Revolução Verde passou a empregar tecnologia para incrementar a produção agrícola mundial, o chamado pool genético do trigo acabou modificado: atualmente, praticamente toda a produção em escala de trigo remonta a variedades que se desenvolveram na Europa – nas regiões sudeste, mediterrânea e ibérica.

“Nossa pesquisa traz novos olhares sobre a difusão e a diversidade genética mundial do trigo”, afirma à BBC News Brasil um dos autores do estudo, o geneticista François Balfourier, cientista do Instituto Nacional de Pesquisas Agronômicas da França. “Recentes seleções e disseminações levaram a um germoplasma moderno que é altamente desequilibrado em comparação com os ancestrais.”

Do ponto de vista da produção de trigo, seria estratégico entender e caracterizar as pouco exploradas comercialmente versões asiáticas do trigo, afirma o cientista. “Caracterizar melhor esses recursos genéticos podem resultar em exploração eficiente dos mesmos em programas de melhoramento, obtendo benefícios de sua resistência natural a estresses bióticos e abióticos”, comenta Balfourier.

*Por Edison Veiga

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

Chocolate e vinho tinto ajudam a combater rugas e manter a pele jovem, dizem cientistas

O chocolate e o vinho são duas paixões mundiais. Seja para comemorar bons momentos, relaxar depois de um longo dia ou curtir ao lado das pessoas importantes em nossas vidas, esses dois estão quase sempre presentes nas vidas de muitas pessoas ao redor do mundo.

No entanto, além de serem nossos companheiros, um estudo realizado pela Universidade de Exeter, na Inglaterra provou que seus benefícios vão muito além, mostrando que os chocolates e vinhos podem ajudar a combater rugas e manter a pele jovem, uma boa notícia para homens e mulheres que se dedicam para manter uma aparência saudável.

A pesquisa também mostrou que vinho e chocolate podem combater o envelhecimento.

De acordo com o que comprovam os resultados alcançados, tanto o vinho tinto quanto o chocolate podem contribuir para o rejuvenescimento de células antigas, o que causa uma alteração em seu comportamento, tornando-as mais semelhantes às células jovens.

Os pesquisadores acreditam que o que propicia esse resultado são os compostos flavonoides, que estão presentes no vinho e no chocolate, e são conhecidos por seus efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios.

A pesquisa foi realizada com células tratadas em laboratório com produtos químicos encontrados naturalmente no vinho tinto, chocolate amargo, uvas vermelhas e mirtilos. Eles descobriram que depois desse tratamento, as células apresentavam mudanças e ficavam mais jovens.

Essa experiência foi realizada diversas vezes pelos pesquisadores e,de acordo com a líder do estudo Eva Latorre, as células rejuvenesceram em todas as experiências.

Eva acredita que os dados obtidos pelo estudo podem levar a avanços em terapias antienvelhecimento.

Essa é uma ótima notícia para os apreciadores de chocolates e vinho, mas é sempre bom lembrar que o consumo deve ser feito com moderação!

*Por Luiza Fletcher

 

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*Fonte: osegredo

Por que depois de comer muito doce sentimos mal-estar?

Já aconteceu de você passar mal após se empanturrar com pudins, bolos — daqueles bem doces — e chocolates? Pois uma internauta resolveu perguntar ao pessoal da Superinteressante por que é que depois de comer muito doce sentimos enjoo, e o motivo de isso não acontecer após comermos muito salgado. Alerta de spoiler: o mal-estar não tem nada a ver com o peso na consciência pós-gordice!

Para responder a essa curiosa questão, a turminha da Super foi conversar com o gastroenterologista Ricardo Barbuti, da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Segundo explicou, o que acontece com os doces é que frequentemente eles são preparados com uma bela dose de gorduras — como a manteiga e o creme de leite, por exemplo —, e elas retardam o esvaziamento do estômago, provocando a sensação de mal-estar que associamos ao enjoo.

Por outro lado, os salgados costumam ter uma concentração de gorduras bem mais baixa, sem falar que normalmente eles são ingeridos em menores quantidades do que os doces, o que explica a razão de os salgados serem menos enjoativos.

Barbuti também explicou que uma boa parcela da população, ao ser intolerante à lactose — um tipo de açúcar presente no leite —, também acaba sentindo mal-estar depois de comer doces ricos em leite e seus derivados. Além disso, o consumo exagerado de carboidratos pode ser mais um fator responsável pela indisposição, já que eles estão associados ao aumento de gases e podem provocar diarreia.

 

 

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*Fonte: megacurioso

Brasileiros passam a consumir menos açúcar refinado, refrigerante e carne vermelha – aponta pesquisa

Pesquisa realizada pela Kantar Wordpanel, aponta que os brasileiros têm seguido uma tendência mundial de adotar rotina e hábitos alimentares mais saudáveis.

Pela pesquisa, 27% das famílias pesquisadas declararam ter feito mudanças alimentares, diminuindo o consumo de carne vermelha, açúcar refinado e refrigerantes, e aumentando o consumo de frutas e sucos naturais, por exemplo.

Com relação às carnes, 50 por cento dos lares pesquisados afirmam ter diminuído o consumo.

Conforme publicado pelo site Ciclovivo, “em linha com essa tendência o estudo revela que 389 mil domicílios deixaram de comprar açúcar refinado no ano passado. Presente em 51,8% dos lares, o produto teve queda de 0,4% em volume e 19% em valor na comparação com 2017. Por outro lado, a versão demerara, menos refinada e sem aditivo químico, saltou de 6,9% para 10,6% de penetração no mesmo período, ou seja, ganhou mais de 2 milhões de domicílios compradores em 2018. Volume e valor também se destacaram positivamente, com alta de, respectivamente, 50,4% e 44,8%.”

“Já faz algum tempo que a saudabilidade tem sido um fator importante na hora das compras não só no Brasil, mas em todo o mundo. Agora, o movimento ganha mais força. A entrada de produtos como o açúcar demerara e zero lactose na lista de compras revela um consumidor mais atento e alinhado às preocupações globais com a saúde”, afirma Giovanna Fischer, Diretora de Marketing e Consumer Insights da Kantar Worldpanel.

 

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*Fonte: revistapazes

Beber suco de fruta é realmente saudável?

É difícil resistir a um suco natural, seja no café da manhã, no lanche da tarde ou após exercícios físicos.

Muita gente também acredita que ele ajuda a perder peso ou “desintoxicar” o organismo.

Todas essas suposições movimentam um negócio altamente lucrativo. O mercado global de sucos feitos a partir de frutas, legumes e verduras foi estimado em US$ 154 bilhões em 2016 e deve continuar crescendo.

Mas o suco é realmente tão saudável quanto pensamos?

A princípio, a maioria dos alimentos que contêm frutose – um açúcar natural encontrado em todas as frutas e sucos de frutas – não nos prejudica, desde que, ao consumi-lo, não estejamos excedendo nosso limite de calorias diário. Isso acontece porque a fibra encontrada em frutas inteiras está intacta e esse açúcar pode ser encontrado nas células dela. Nosso sistema digestivo leva um tempo para quebrar essas células e para a frutose entrar na corrente sanguínea.

Para que serve a fibra

“O suco de frutas remove a maior parte da fibra”, diz Emma Elvin, da Diabetes UK. É por isso que, ao contrário da fruta inteira, a frutose nos sucos de frutas conta como ‘açúcares livres’ – que também incluem o mel e os açúcares adicionados aos alimentos. A OMS, a Organização Mundial de Saúde, recomenda que os adultos não consumam mais do que 30g de açúcar adicionado, o equivalente a 150ml de suco de fruta por dia.

O problema é que, após a fibra ser removida, a frutose do suco acaba absorvida mais rapidamente. Picos súbitos de açúcar no sangue fazem com que o pâncreas libere insulina para que ele volte a um nível normal. Com o tempo, esse mecanismo pode se desgastar, aumentando o risco de diabetes tipo 2. Em 2013, pesquisadores analisaram dados de 100 mil pessoas coletados entre 1986 e 2009 e descobriram que o consumo de suco de frutas estava ligado ao aumento do risco de diabetes tipo 2. Eles concluíram que – como os líquidos passam pelo estômago até o intestino mais rápido do que os sólidos – mesmo quando o conteúdo nutricional é semelhante ao das frutas inteiras, o suco de frutas leva a mudanças mais rápidas e maiores nos níveis de glicose e insulina.

Outra pesquisa revelou uma associação direta entre o suco de frutas e o diabetes tipo 2 após acompanhar as dietas e o status de diabetes de mais de 70 mil enfermeiras ao longo de 18 anos. Os pesquisadores explicam que a possível razão para isso pode ter sido, em parte, a falta dos outros componentes encontrados em frutas inteiras, como a fibra.

Sucos contendo legumes e verduras podem fornecer mais nutrientes e menos açúcar do que aqueles feitos apenas de frutas – mas, ainda assim, não têm fibras valiosas. Dietas ricas em fibras têm sido associadas a um menor risco de desenvolvimento de doenças cardíacas, derrame, pressão alta e diabetes. Recomenda-se que adultos consumam 30g de fibras por dia.

Excesso de calorias

Além da ligação com a diabetes tipo 2, muitos estudos mostram que o suco de frutas é prejudicial se contribui para o excesso de ingestão de calorias diárias.

A partir de uma análise de 155 estudos, John Sievenpiper, professor associado do Departamento de Ciências Nutricionais da Universidade de Toronto, no Canadá, investigou se as associações entre refrigerantes com adição de açúcar e saúde – incluindo o risco de diabetes e doenças cardiovasculares – eram aplicáveis aos alimentos e bebidas que consumimos como parte de uma dieta saudável. Ele comparou pesquisas que examinaram os efeitos dos açúcares contendo frutose (incluindo sacarose, xarope de milho com alto teor de frutose, mel e xaropes) com dietas controladas livres ou com redução desses açúcares. Seu objetivo? Isolar os efeitos do consumo de muitas calorias dos efeitos de alimentos contendo diferentes açúcares.

A descoberta de Sievenpiper foi surpreendente. Ele encontrou efeitos negativos nos níveis de açúcar no sangue e insulina em jejum quando os alimentos forneceram calorias em excesso a partir de açúcares, incluindo suco de frutas. No entanto, quando não implicava em exceder o limite diário de calorias, consumir frutas inteiras – e até mesmo suco de frutas – era vantajoso. Sievenpiper chegou à conclusão de que a ingestão recomendada é de um copo de suco de fruta por dia (ou 150 ml).

Segundo a pesquisa realizada por Sievenpiper, os alimentos que contêm frutose podem ter alguns pequenos benefícios para o controle de açúcar no sangue a longo prazo, quando não levam ao consumo excessivo de calorias. Mas quando sua ingestão excede nosso nível de calorias diário, costumam aumentar os níveis de açúcar no sangue e insulina. Isso pode ocorrer porque a frutose tem um IG relativamente baixo, diz Sievenpiper, enquanto as dietas de alto IG estão associadas à resistência à insulina.

“Comer uma fruta inteira é melhor do que tomar um suco de fruta, mas se você usar o suco como um complemento, tudo bem. Não se você estiver tomando o suco para hidratar-se ou bebendo em grandes quantidades”, explica Sievenpiper.

Portanto, embora saibamos que o suco de frutas pode causar diabetes, se ele fizer parte de uma dieta com maior ingestão de calorias, fica menos claro como esse alimento afeta a saúde a longo prazo daqueles que não estão acima do peso.

“Ainda há muita coisa que não entendemos sobre como aumentar o açúcar na dieta sem aumentar o risco de mudança de peso”, diz Heather Ferris, professora-assistente de medicina na Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos. “Por quanto tempo e quão bem o pâncreas pode lidar com o açúcar se deve parte à genética.”

No entanto, temos um risco maior de consumir mais do que o número diário recomendado de calorias (cerca de 2 mil para mulheres e 2,5 mil para homens) nos dias em que tomamos suco, de acordo com a mesma pesquisa. Vários estudos mostraram que beber suco de frutas não nos faz consumir menos alimentos durante o dia.

“Também é fácil consumir grandes quantidades de suco de fruta rapidamente, o que significa calorias extras. E quando as calorias aumentam, isso pode contribuir para o ganho de peso”, diz Elvin.

Otimismo

Mas um estudo publicado no ano passado deu uma espécie de “salvo-conduto” ao suco de fruta. Os pesquisadores usaram um liquidificador ‘extrator de nutrientes’ que, diferente dos tradicionais, extrai toda a fruta, incluindo sementes e pele. Eles mediram os efeitos de um mix de frutas e da manga descascada – ambas com alto índice glicêmico e, portanto, causadoras de um pico de açúcar no sangue – espremido em um extrator de nutrientes, comparado com outro grupo que ingeriu a mesma fruta inteira.

Aqueles que beberam o mix de frutas extraídas com nutrientes tiveram um aumento menor de açúcar no sangue em comparação com o grupo de frutas mistas. Por outro lado, não houve diferenças entre aqueles que beberam o suco de manga e o mix de manga inteira, com casca.

No entanto, esse foi um estudo pequeno, e os pesquisadores não compararam suas descobertas com o suco feito por qualquer outro método, como espremer o suco descartando a pele e as sementes.
Pode ser melhor misturar

Gail Rees, palestrante sênior em nutrição humana na Universidade de Plymouth, no Reino Unido, e uma das responsáveis pelo estudo, diz que os resultados foram provavelmente influenciados pelas sementes de frutas contidas nos sucos. Segundo ela, é difícil chegar a uma recomendação clara a partir das conclusões do estudo.

“Certamente concordaria com a recomendação atual de 150 ml de suco de frutas por dia, mas se você usar um extrator de nutrientes em casa, pode manter os níveis de açúcar no sangue relativamente estáveis”, explica Rees.

Mas, enquanto manter as sementes no suco pode fazer alguma diferença durante a digestão, Ferris argumenta que isso não muda necessariamente o quão incompleto o suco é.

“Quando o suco contém alguma fibra, ele vai diminuir a absorção, mas você ainda tem uma ingestão excessiva de calorias porque é fácil consumi-lo. No entanto, é melhor do que o suco de fruta tradicional”, diz ela.

Outras maneiras de melhorar os efeitos do suco em nossa saúde incluem optar por frutas maduras para reter o máximo de benefícios possíveis, de acordo com Roger Clemens, professor de Ciências Farmacêuticas da Universidade do Sul da Califórnia, no Reino Unido.

Também é importante reconhecer que, dependendo da fruta, métodos diferentes devem ser usados para extrair o suco, acrescenta o especialista. Isso se dá por causa da composição física da fruta. Por exemplo, a maioria dos fitonutrientes das uvas é encontrada na semente, com muito pouco encontrado na polpa. E a maioria dos compostos fenólicos e flavonóides benéficos encontrados nas laranjas estão localizados na casca, que é perdida com o suco tradicional.

Desintoxicação desmascarada

Outra razão para a recente popularidade do suco de frutas é o argumento de que ele pode ajudar a desintoxicar o corpo.

No entanto, o único uso médico reconhecido da palavra ‘desintoxicação’ refere-se à remoção de substâncias nocivas do corpo, incluindo drogas, álcool e veneno.

“Todo o conceito de uma dieta de suco sendo desintoxicante é uma falácia”, diz Clemens. “Consumimos compostos todos os dias que podem ser tóxicos e nossos corpos fazem um trabalho maravilhoso de desintoxicação e eliminação de tudo o que comemos.”

E engana-se quem tome suco apenas com a intenção de absorver mais nutrientes.

“Há muitos nutrientes contidos nas partes das frutas, como nas cascas de maçã, que são descartadas quando você faz o suco de fruta”, diz Ferris. “Você termina com água com açúcar e algumas vitaminas.”

Além do mais, acrescenta ela, beber suco de frutas não é a maneira ideal de ingerir as cinco porções de frutas recomendadas por dia. “As pessoas tentam ingerir cinco porções de frutas, legumes e verduras por dia e não percebem que não se trata apenas de obter vitaminas”, diz ela.

“Trata-se também de reduzir a quantidade de carboidratos, de grãos, proteínas e gorduras em nossa dieta e aumentar a de fibras”, acrescenta.

Dessa forma, ainda que beber suco de fruta seja melhor do que não comer nenhuma fruta, o risco é maior quando consumimos mais de 150ml de açúcares por dia, ou quando acaba contribuindo para uma ingestão de calorias acima da recomendada.

Conclusão: o suco nos proporciona vitaminas – mas tem que ser consumido com bastante moderação.

*Por Jessica Brown

 

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*Fonte: bbc-brasil

Que alimentos deixam nosso pum mais fedido?

Não adianta: quando comemos, sempre engolimos um pouco de ar sempre, e a digestão em si também é um processo que resulta na produção de gazes que, mais cedo ou mais tarde, são liberados e às vezes provocam um cheiro bastante desagradável.

Felizmente, alguns alimentos podem ajudar a aliviar as coisas, e um estudo promovido por pesquisadores da Universidade de Monash, na Austrália, pode ajudar quem é conhecido por poluir ambientes inteiros.

Os cientistas fizeram um grande levantamento para descobrir como diversos tipos de alimentos afetam a quantidade de sulfeto de hidrogênio produzido pelas bactérias do intestino. Os puns são compostos por vários tipos de gases – oxigênio, nitrogênio, metano, dióxido de carbono e hidrogênio –, mas o responsável pelo futum é o sulfeto de hidrogênio.

Eita!

Os testes realizados não foram os mais divertidos de todos. Basicamente, os pesquisadores analisaram amostras de cocô de sete pessoas consideradas saudáveis. As fezes delas foram misturadas a componentes comuns em carnes, massas e alimentos naturais, com a intenção de descobrir o que produziria o gás mais fétido.

Os resultados revelaram que a cisteína, um aminoácido encontrado em alimentos ricos em proteína, como carne e ovo, é capaz de aumentar a quantidade de sulfeto de hidrogênio em sete vezes. Por outro lado, resíduos de frutas são capazes de diminuir a produção do gás fedido em 75%.

Ou seja: se você quer evitar produzir puns muito fedidos, o jeito é incrementar sua dieta com alimentos como bananas, batatas, trigo, alcachofra e aspargos. Agora, se exagerou muito na carne, é melhor não sacanear a galera do escritório e ir ao banheiro quando o pum quiser sair do seu corpo.

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*Fonte: megacurioso

Oito dicas para preservar melhor as frutas e prolongar o tempo de consumo

Elas são coloridas, cheirosas e saborosas. São também ricas em vitaminas, minerais e fibras alimentares que, juntas, ajudam a regular o organismo. E se você acha que os benefícios se restringem ao interior do corpo, é importante acrescentar à lista que as frutas possuem ação antioxidante, ou seja, são capazes de combater os radicais livres, moléculas responsáveis pelo envelhecimento das células, permitindo-nos ter uma aparência mais saudável e jovem.

Não é preciso ser fitness para saber que o consumo de frutas no dia a dia é essencial. A melhor opção é consumi-las in natura e, para a rotina acelerada das grandes cidades, a dica é guardá-las já higienizadas para facilitar na hora do consumo. Para conservá-las, Carlos Ribeiro, diretor da Snack Frutas, especializada no delivery de frutas frescas para empresa, separou algumas recomendações que podem ajudar a prolongar o tempo de consumo.

  1. Armazená-las já higienizadas pode ser uma vantagem para quem tem o dia a dia mais corrido. Nesses casos, a dica é remover as partes deterioradas e imergir as frutas em solução clorada por 10 a 15 minutos, seguida de uma lavagem em água corrente.
  2. É primordial que, ao colocar na geladeira, elas estejam todas secas, pois a umidade faz com que amadureçam muito mais rápido.
  3. Estando os hortifrútis totalmente secos (e essa dica vale também para verduras e legumes) é possível, então, acondicioná-los em sacos plásticos ou recipientes com tampas.
  4. As únicas frutas que entram numa lista de exceção são as maçãs e pêras, que, para se manterem mais frescas, podem dispor de um pouco de umidade. O recomendado, depois de borrifar água, é guardar com um guardanapo branco sobre elas.
  5. As maçãs e pêras também devem ser armazenadas separadamente, pois liberam gás etileno, substância que favorece o amadurecimento dos alimentos mais próximos.
  6. Famosas pelos benefícios ao coração, já que reduzem a coagulação sanguínea, as uvas requerem certos cuidados especiais na hora de ser armazenadas. A dica aqui é cortar os cachos em tamanhos menores para favorecer a circulação de ar entre elas e deixá-las secar bem, para evitar, assim, o aparecimento de bolores.
  7. Qualquer alimento ao ser congelado sofre alterações sensoriais, como do paladar e odor. Por isso, o ideal é que as frutas sejam consumidas in natura, a não ser que tenham como finalidade se transformar em geleias, sucos ou vitaminas. Nesses casos, maracujá, acerola e morango, por exemplo, são as que melhor preservam as propriedades.
  8. A banana é a única fruta que não pode ser refrigerada e, para retardar o amadurecimento, é possível enrolar o cabinho com papel alumínio/papel filme ou mantê-las dentro de sacos de papel pardo.

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*Fonte: ciclovivo

12 alimentos que você compra e replanta pra sempre

Você já pensou em ter seus alimentos à disposição sempre que precisar? Ou em consumir alimentos sem agrotóxicos e químicas?

Então você vai adorar essa dica! E além de fácil e simples, você ainda economiza dinheiro, e tem seus alimentos preferidos na cozinha de sua casa!

Você só vai precisar de um pouco de terra e alguns vasinhos.Veja a lista de 12 alimentos que você pode cultivar em sua própria casa:

Cebola
Coloque a cebola em um recipiente com água, e espera até que as raízes e as hastes comecem a aparecer. Assim que as raízes e as folhas tiverem com um tamanho satisfatório (5 ou 10cm), você poderá replantá-las em um vaso grande e com terra preparada, em um local que receba bastante luz solar.

Erva Cidreira
Coloque uns 5 talos e deixe em um recipiente com água até criar raízes. Depois disso, passe para um vaso com terra preparada. Ela suporta bastante Sol, e pode ser regada normalmente.

Alho-poró
Corte no talo (5cm) e coloque em um recipiente com água, mas não muito fundo. Coloque palitos como mostra na imagem, pra que ele fique quase boiando, e nunca deixa a água evaporar. Se for verão, você poderá plantá-lo assim que tiver bastante raízes, e claro, em um local que receba luz solar.

Acelga
Corte no talo (5cm) e coloque em um recipiente com água por alguns dias. Depois, é só plantar em um vaso grande com furos em baixo pra drenar a água.

Aipo (salsão)
Corte-o no talo (5 cm) e deixe em um vasilha com água. Umedeça a parte de cima da planta para não secar. Deixe em um local ensolarado, e logo as folhas amarelas começarão a brotar. Depois, as folhas ficarão verdes. Depois de ter novas folhas, aguarde uma semana para plantar em um vaso com furos em baixo. Em breve terá talos de salsão o ano todo!

 

 

 

 

 

 

Alface romana
Basta pegar a cabeça do alface e colocá-la num recipiente com água em um local que receba luz solar. Esse é bem fácil!

Cenouras
Assim como mostra na imagem, você usará a cabeça da cenoura que geralmente tem algumas folhas. Coloque-as num recipiente com água, onde receba luz do Sol. Depois das folhas terem crescido, você pode plantar em um vaso grande. Mas lembre-se sempre de cobrir toda a cenoura, deixando pra fora somente as folhas.

Alho
Basta escolher alguns dentes de alho e colocá-los em um copo com água.Assim que nascer os brotos, espere até que ele atinjam um tamanho de aproximadamente 10 cm. Se preferir, pode mantê-los na água mesmo, ou então, plantá-los em um vaso. Misture um pouco de areia com a terra, e cubra toda a cabeça do alho, deixando pra fora apenas as hastes. O cultivo do alho diretamente na água é mais fácil, mas aí vai de cada um. Logo você terá alhos sempre que desejar!

Alecrim
Separe umas três hastes e corte com uns 10 ou 15 centímetros. Retire flores caso tenha, e coloque em um copo de vidro com água, e deixe em um local que receba luz do Sol, trocando a água a cada dois dias. Quando as raízes tiverem com tamanho de aproximadamente 2 centímetros, você deverá plantar em um vaso com furos em baixo. De preferência, use uma mistura de 2/3 de areia grossa e 1/3 de terra musgo. Essa planta não gosta de muita água. Essa mesma técnica pode ser usada com outras plantas, como o coentro.

Hortelã
Separe umas três hastes e corte com uns 10 ou 15 centímetros. Retire flores caso tenha, e coloque em um copo de vidro com água, e deixe em um local que receba luz do Sol, trocando a água a cada dois dias. Quando as raízes tiverem com tamanho de aproximadamente 2 centímetros, você deverá plantar em um vaso grande, com furos em baixo, pois não pode encharcá-lo, mas também a terra não pode ficar seca em momento algum.

Manjericão
Separe umas três hastes e corte com uns 10 ou 15 centímetros. Retire flores caso tenha, e coloque em um copo de vidro com água, e deixe em um local que receba luz do Sol, trocando a água a cada dois dias. Quando as raízes tiverem com tamanho de aproximadamente 2 centímetros, você deverá plantar em um vaso médio, pois ele precisa de espaço e Sol. Depois disso, você terá manjericão sempre que precisar!

Cebolinha
Separe aquela parte branca com um pedaço do cabinho verde. Coloque em um copo com água, cobrindo a parte branca em cerca de 2,5 centímetros e deixe em um local que receba luz do Sol. Logo você terá cebolinhas sempre que precisar Se desejar, após fazer o primeiro processo, você pode plantá-las em um pequeno vaso.

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*Fonte: curtoecurioso

A saúde melhora quando se vira vegano?

Recentemente, tem aumentado o número de pessoas que aderiram às dietas vegetariana e vegana – tendência alimentada principalmente por preocupações com a saúde, com o bem-estar dos animais e com o meio ambiente.

Segundo pesquisa Ibope deste ano, 14% dos brasileiros (cerca de 30 milhões de pessoas) se dizem vegetarianos.

A pesquisa também apontou o interesse da população por mais produtos veganos, aqueles sem qualquer ingrediente de origem animal. 55% dos entrevistados disseram que consumiriam mais produtos desse tipo.

Os veganos não consomem nenhum tipo de carne ou produtos derivados de animais, como leite, ovos, gelatina ou mel.

Mas, além do ativismo em defesa dos direitos dos animais, existe algum benefício do veganismo à saúde?

Para a nova temporada do programa da BBC Confie Em Mim, Sou Médico, o médico e apresentador Giles Yeo decidiu seguir uma dieta vegana por um mês e checar os efeitos em sua saúde e estilo de vida.

Os grandes desafios

Como Yeo descobriu, um dos aspectos mais difíceis para os veganos são produtos que parecem não ter procedência animal, mas que na realidade têm derivados dos animais.

Está claro que carnes, ovos e leite não são adequados para veganos, mas e o vinho? Fabricantes de algumas bebidas alcoólicas usam espinhas de peixe ou proteínas animais como parte do processo de produção.

Exemplos como esse exigem atenção constante para não consumir acidentalmente produtos de origem ou derivado de animais.

Outro desafio dos veganos é substituir a carne e produtos animais por uma alimentação também rica em nutrientes importantes e indispensáveis, como vitamina D, cálcio, ferro, ômega-3 e proteínas.

Para conseguir a vitamina D, por exemplo, bastante presente em ovos e carnes, os veganos consomem alimentos fortificados, como leite de soja, leite de arroz, suco de laranja e cereais. Além disso, nutricionistas recomendam o uso de suplementos alimentares.

Também é comum veganos sentirem falta de iodo, encontrado de maneira natural em produtos lácteos e pescados. Por isso, consumir suplementos ricos em iodo pode ser uma alternativa.

Já a vitamina B12 é uma das maiores preocupações entre os veganos, pois ela só é encontrada em alimentos de origem animal, como carne, leite e ovos. Para consumi-la, os veganos precisam de produtos fortificados.

Veganismo é saudável?

Uma análise da Universidade de Florência, na Itália, examinou o resultado de dez estudos sobre o veganismo. A resposta é que sim, a dieta vegana pode ser saudável.

Mas existem nuances.

Acadêmicos da universidade italiana compararam a saúde pessoas vegetarianas e veganas com as de pessoas onívoras (quem come de tudo). Concluíram que a alimentação de base vegetal dos veganos e vegetarianos ajuda a diminuir a incidência de câncer e problemas no coração.
Image caption O médico Giles Yeo sentiu mais falta de comer ovos durante seu mês como vegano

No caso do câncer, os acadêmicos dizem que o risco de incidência da doença diminui em até 15% com a dieta vegana e 8% com a vegetariana.

No entanto, eles não encontraram diferença nas taxas de mortalidade. Isso significa que, segundo esse estudo, ser vegetariano ou vegano garante uma saúde melhor, mas não necessariamente aumenta a expectativa de vida.

Esse estudo, no entanto, não tem alto padrão de metodologia científica, no qual a pesquisa apresenta um grupo de controle e os participantes são aleatoriamente escolhidos para uma ou outra dieta.

Na verdade, os pesquisadores quiseram descobrir as diferenças dos veganos e vegetarianos em relação às pessoas que comem carne. Eles ressaltam, também, a possibilidade de que os veganos tenham mais cuidado com a saúde do que as pessoas em geral. Assim, é possível que as diferenças nos indicadores de saúde estejam não apenas associada à dieta, mas também a outros fatores de comportamento.

E como se saiu o médico Yeo em seu mês vegano?

Depois de seguir uma dieta vegana por um mês, Giles Yeo perdeu quatro quilos. Além da cintura mais fina, seu nível de colesterol caiu em 12%.

Mas ele manteria uma dieta vegana no futuro?

“Para mim, foi uma grata surpresa”, diz. “Não planejo me tornar totalmente vegano, mas a partir de agora pretendo não consumir produtos de origem animal por alguns dias do mês.”

“Devo admitir que, no começo, foi um pouco estressante ser vegano. Mas, depois de aprender algumas receitas, deu tudo certo e acabei gostando. Para mim, a chave não é preparar versões veganas de pratos que eu normalmente faria, mas sim optar por receitas criadas para serem veganas”, diz.

“O que mais fez falta foram os ovos, mas esperava que seria mais difícil.”

*Por Michael Mosley

 

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*Fonte: bbc/brasil

Como será a alimentação do futuro?

Inovações tecnológicas e mudanças no comportamento do consumidor prometem revolucionar a indústria de alimentos

Você já parou para pensar como será a comida do futuro? Esse exercício permite imaginar inúmeras possibilidades a partir das inovações que já estão revolucionando a produção de alimentos e a maneira como são consumidos. Além disso, leva a refletir sobre o papel da indústria alimentícia nesse contexto de intensas transformações.

São novos tempos em que consumidores cada vez mais conscientes buscam produtos que estejam conectados com seu estilo de vida, seus valores e suas necessidades. Nos próximos anos, a tendência é que esse comportamento se intensifique.

Mas, além de atender às novas demandas de consumo, é preciso buscar soluções para garantir a produção de ingredientes e comida de forma sustentável.

As projeções indicam que até 2050 a população mundial será de 9 bilhões, portanto, a indústria de alimentos se vê diante de um grande desafio: pensar em como alimentar tantas pessoas preservando os recursos naturais e ainda proporcionar experiências completas e diferenciadas.

Os relatórios divulgados anualmente pelas agências de pesquisa de mercado sugerem alguns dos caminhos que a indústria pode trilhar com base no comportamento e preferências dos consumidores. O mesmo vale para as inovações em processos, equipamentos e ingredientes lançados com cada vez mais frequência por empresas e startups.

Confira as principais tendências e tecnologias que devem marcar o futuro do setor de alimentos no mundo.

Mais comida, menos impacto

A carne é um bom exemplo de diversidade de iniciativas que estão mirando o futuro da alimentação. A produção de carne bovina tem como consequências o desmatamento de áreas verdes para formação de pastos, o consumo de grande quantidade de água durante a fabricação, e à emissão de gases de efeito estufa.

A escassez desses recursos, que deixará o alimento cada vez mais caro, e o crescimento contínuo do público vegano já fizeram surgir diversas inovações no mercado na busca por seu substituto. O consumo de insetos como fonte de proteína é uma delas. Existem quase 2 mil espécies comestíveis, que podem ser transformadas em farinha ou carne processada.

Dentro do conceito Plant Based Diet, as proteínas vegetais surgem como outra opção para o futuro da alimentação. A startup californiana Impossible Foods atraiu investidores bilionários, como o Google e o co-fundador da Microsoft Bill Gates, que apostaram US$ 250 milhões na criação de um hambúrguer a base de vegetais como alternativa ao de carne animal.

O Impossible Burger é um hambúrguer que simula com tamanha realidade a experiência de comer um lanche que chega a “sangrar”. O efeito foi alcançado com uma combinação de ingredientes que inclui beterraba, trigo, proteína de batata e óleo de coco.

A carne natural desenvolvida em laboratório também será uma realidade em breve. Empresas do Vale do Silício têm apostado desde 2013 em pesquisas no conceito Clean Meat (carne limpa e feita em laboratório).

A marca holandesa MosaMeat, que desenvolve a engenharia de tecido animal a partir de células tronco, diz que no futuro será possível criar filés, lombos e até asas de frango em laboratório.

Em entrevista para o programa Globo Rural, o professor de fisiologia da Universidade de Maastrich (Holanda) e fundador da empresa, Mark Post, disse que o hambúrguer sintético estará no mercado até 2021.

Em outra frente, a gigante do ramo de trabalho colaborativo WeWork anunciou aos seus 6 mil funcionários em todo o mundo, em julho deste ano, que retirou a carne do seu cardápio. A startup comunicou que não irá mais custear refeições que contenham qualquer tipo de carne vermelha, de ave ou de porco nos eventos da WeWork. No e-mail comunicado, o cofundador da empresa, Miguel McKelvey argumentou que “as novas pesquisas indicam que evitar carne é uma das melhores coisas que um indivíduo pode fazer para reduzir seu impacto pessoal no meio ambiente”.

 

Nova experiência de compra

A indústria 4.0 é um movimento que começa a revolucionar as fábricas, comércios e restaurantes por meio da automação. Muitas iniciativas já estão em funcionamento e trabalham pelo futuro da alimentação.

A Amazon inaugurou em 2018 seu primeiro teste de loja inteligente, em Seatle, nos Estados Unidos. Na Amazon Go não há caixas nem atendentes. Para fazer as compras, basta instalar o app da marca, que identifica o produto por meio de um sistema de QR Codes e depois manda a conta direto para o cartão de crédito do cliente.

No lado oriental do planeta, a gigante do e-commerce chinês Alibaba está investindo bilhões de dólares em lojas físicas para ampliar a sua influência fora da internet. A empresa aposta em soluções tecnológicas para oferecer novas experiências aos consumidores.

Um exemplo é parceria entre a Alibaba e a Guess, que criaram o Fashion Al, um novo sistema que integra inteligência artificial para fazer recomendações de produtos, ajudando os clientes em decisões de compra.

A startup Creator, também dos Estados Unidos, é mais um exemplo: inaugurou neste ano um restaurante onde a produção do hambúrguer é totalmente automatizada, rápida e barata. Os clientes fazem o pedido em um tablet, o equipamento então mói e frita a carne, enquanto outra parte da máquina seleciona os ingredientes em um processo que leva cinco minutos. São quatro opções de lanches que custam, em média, US$ 6,00.

Essas são apenas algumas iniciativas que mostram como a automatização de processos irá influenciar no futuro da alimentação, e a indústria de alimentos pode tirar proveito disso oferecendo produtos pensados especificamente para esses espaços.

Sustentabilidade marcada pelo propósito

O descarte indevido e a poluição gerada por produtos como o plástico têm gerado debates importantes sobre como diminuir o impacto desse material na natureza. Em países da Europa foram implantadas políticas para banir totalmente seu uso até a próxima década.

Recentemente, a Starbucks anunciou que irá eliminar os canudos plásticos de seus restaurantes e, nessa mesma linha, o McDonalds parou de entregar os canudos aos clientes a não ser que eles peçam.

A busca por soluções mais sustentáveis se reflete diretamente nas embalagens de alimentos e pode ser uma oportunidade para o desenvolvimento de ideias inovadoras. Embalagens comestíveis, embalagens capazes de preservar alimentos por quase um mês ou feitas com menos materiais poluentes são algumas das alternativas que se apresentam para o futuro.

Hortas urbanas

In.farm Como será a alimentação do futuro | Flavors & Botanicals

No futuro, as mudanças climáticas devem afetar a distribuição da população ao redor do globo, concentrando ainda mais as estruturas urbanas. Outra consequência é a diminuição de áreas de plantio de alimentos. Para solucionar esse problema, existem projetos como as fazendas urbanas: galpões e edifícios onde plantas são cultivadas com auxílio de tecnologias que controlam fatores como irrigação e iluminação.

Um exemplo que já saiu do papel é a startup alemã Infarm, que desenvolve estufas para hortas dentro de um galpão utilizando produtos regionais e depois as revende a restaurantes e mercados.

Saudabilidade

Os consumidores estão cada vez mais preocupados e seletivos com o que comem. Eles não só buscam opções de produtos feitos com ingredientes saudáveis como exigem transparência sobre os métodos de produção e componentes presentes nas formulações.

Isso tem levado marcas consagradas como a Coca-Cola a pensar em alternativas para suas bebidas. Nos últimos anos, a companhia refez as receitas de 60 produtos, 42 deles com menos teor de açúcar.

Outro exemplo é o da PepsiCo, que está apostando na diversificação do portfólio, com a redução do sódio e o açúcar na fórmula de seus produtos, e na repaginação de suas marcas com apelo mais natural, como a dos salgadinhos Eqlibri.

A Mars, a fabricante do chocolate Twix, tem como meta indicar em todas as suas embalagens que o produto deve ser consumido apenas ocasionalmente. Isso deve ser feito até 2021.

Em todos os movimentos das indústrias para navegar com sucesso no gigantesco mar da saudabilidade, o desafio é promover essas mudanças sem prejudicar outro fator decisivo de venda: o sabor.

Umas das estratégias que as gigantes globais têm adotado para atender com maior velocidade as exigências dos consumidores por produtos saudáveis é de aquisições e fusões.

No Brasil, por exemplo, a Unilever comprou, em 2017, a Mãe Terra. De olho no mercado latino-americano, a Nestlé anunciou, em fevereiro de 2018, a aquisição de mais de 50% da Terrafertil, uma empresa equatoriana que vende alimentos naturais e orgânicos.

Em paralelo às movimentações relacionadas às formulações dos produtos, outras frentes de pesquisa e inovação tecnológica têm buscado formas de ajudar o consumidor a saber exatamente quais ingredientes e calorias têm no seu prato de comida.

A empresa canadense TellSpec está trabalhando no projeto de um scanner portátil de alimentos que possa informar sobre ingredientes específicos e macronutrientes, incluindo alérgenos e toxinas. O dispositivo israelense SCiO utiliza tecnologia semelhante, mas foi projetado para identificar o conteúdo molecular de alimentos, medicamentos e até mesmo plantas.

As iniciativas voltadas à saudabilidade na alimentação esboçam soluções, inclusive, que podem vir da nutrigenômica, um campo que combina genética e ciência nutricional, para descobrir o que cada um deve ou não deve comer. Com o sequenciamento do DNA de uma pessoa, que revela informações valiosas sobre as necessidades do seu organismo, um aplicativo inteligente poderia informá-la sobre qual comida deve comer e o que deve evitar, permitindo uma dieta personalizada que a leve ter uma vida longa e saudável.

Não há futuro da alimentação para ser previsto. Existem vários sinais emergentes de futuros possíveis. É fundamental estar atento e preparado para eles. Mas, antes de tudo, é essencial que cada empresa entenda o seu propósito para vislumbrar futuros possíveis e cumprir seu papel na alimentação da população. Só assim é possível sair na frente propondo soluções em novos produtos e serviços que atendam às mais diversas demandas do mercado.

Desafiadas pelas mudanças no comportamento do consumidor e as projeções de crescimento populacional nas próximas décadas, as indústrias de alimentos precisam estar atentas e preparadas para os caminhos que apontam para o futuro. A busca de soluções para garantir a produção de ingredientes e comida de forma sustentável e as inovações tecnológicas prometem revolucionar a indústria de alimentos. Como sua marca está se preparando para o futuro?

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*Fonte: duasrodas

Como o Chile reduziu em 22% a ingestão de bebidas açucaradas em quatro anos

Os chilenos diminuíram em 21,6% o consumo de bebidas açucaradas desde 2014, segundo um recente estudo publicado pela Universidade do Chile. Um fator-chave foi a implementação de uma lei que criou impostos especiais para esse tipo de produto.

Segundo o professor Cristóbal Cuadrado — líder da pesquisa, realizada em 2.900 domicílios —, um terço dos açúcares livres que os chilenos consomem vem de bebidas gaseificadas, sucos e águas saborizadas, o que faz do país sul-americano um dos maiores consumidores de calorias provenientes desses produtos. Cifras oficiais apontam que 31,2% da população tem obesidade e que 470.000 pessoas (3,2% do total) têm obesidade mórbida.

As estimativas do grupo de especialistas liderados por Cuadrado indicam que, desde 2014, cada chileno reduziu em 700 mililitros o seu consumo mensal de bebidas açucaradas. Ou seja: cada pessoa ingere 3,5 litros desses líquidos por mês atualmente. O estudo não registrou variações significativas em relação às bebidas com baixo teor de açúcar.

A história do aumento de impostos remonta a 2014, quando a então presidenta Michelle Bachelet incluiu a modificação na reforma tributária que realizou para financiar o programa de ensino universitário gratuito. Na época, ficou determinado que todas as bebidas não alcoólicas contendo colorantes, aromatizantes ou edulcorantes seriam taxadas com o chamado Imposto Adicional às Bebidas Açucaradas (IABA). Com sua aprovação, criaram-se duas categorias: a das bebidas com adição de 6,25 gramas ou mais de açúcar para cada 100 ml, que devem pagar 18% de imposto; e a das que têm menos concentração de açúcar, que pagam 10%. Antes da lei, todas as bebidas pagavam 13%.

Cuadrado diz que “embora tenha sido de pequena magnitude, o imposto conseguiu gerar uma modificação no consumo das famílias, o que mostra o potencial positivo desse tipo de medida”. Tal como ocorreu no Chile, impactos positivos de leis similares têm sido vistos no México e na Califórnia (EUA).

Além do hábito dos consumidores, o imposto teve um efeito na indústria. Em setembro de 2017, a filial local da Coca-Cola anunciou uma redução no teor de açúcar de dois de seus principais produtos: Sprite e Fanta, que ficaram com 4,9 gramas para cada 100 ml, ou seja, debaixo do limite imposto pela lei.
O país onde não existe Kinder Ovo

Há vários anos, o Chile trava uma batalha contra os alimentos considerados poucos saudáveis. Um projeto iniciado no primeiro mandato de Sebastián Piñera (2010-2014) levou a uma lei rigorosa sobre a publicidade de alimentos e cuja implementação teve início no último Governo de Bachelet. A norma introduziu medidas como o uso de carimbos de advertência para os alimentos com alto teor de nutrientes críticos, incluindo calorias, sódio, gorduras saturadas e açúcar. Desde 2016, os alimentos com esse carimbo não podem fazer propaganda para menores de 14 anos.

Tampouco é permitido fazer promoções para essa faixa etária com a utilização de brindes e concursos. A lei determinou o desaparecimento de mascotes como o Tigre Tony, exibido nos pacotes dos Sucrilhos, da Kellogg’s. Também tirou do mercado o ovo de chocolate Kinder Surpresa, que no mundo todo vem com um brinquedo em seu interior.

Enquanto as medidas continuam sendo avaliadas, a chamada lei do rótulo de alimentos entrou em junho numa nova etapa. Desde então, os parâmetros para que um produto seja obrigado a exibir o carimbo foram endurecidos. A previsão é que, nos próximos meses, sejam cada vez mais os produtos que estampem na embalagem um octógono preto (similar ao da placa de “Pare”) com os dizeres: “Alto teor de”.

 

 

 

 

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*Fonte: elpais

Cozinhar e guardar arroz para comer mais tarde pode cultivar bactéria mortal

Um prato de arroz cozido não faz mal para ninguém, não é mesmo? A resposta para essa pergunta depende da forma de armazenamento. Aparentemente, este grão inocente tão presente no dia a dia dos brasileiros pode fazer bastante mal se não for guardado corretamente.

De acordo com Benjamin Chapman, especialista em segurança alimentar da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos EUA, cozinhar o arroz não necessariamente mata todos os patógenos que podem estar à espreita.

“O problema é que um patógeno, o Bacillus cereus, é bastante prevalente no arroz seco, provavelmente como esporo. Os esporos podem sobreviver ao cozimento. Se o arroz cozido for subsequentemente mantido à temperatura ambiente, os esporos podem sair da sua forma protetora, germinar e as formas vegetativas se multiplicam. O ambiente de arroz cozido fornece uma grande quantidade de água e nutrientes para o crescimento. Como um subproduto do crescimento, eles criam um par de toxinas, incluindo uma estável ao calor”.

Embora não esteja claro exatamente por quantos casos de intoxicação alimentar o Bacillus cereus é responsável, um estudo estimou uma incidência de 63.623 casos por ano. Felizmente, colocar qualquer sobra de arroz na geladeira depois que você aproveitou seu prato deve manter todo mundo seguro.

De acordo com um artigo da Epidemiology and Infection, o arroz cozido deve “ser mantido quente” (acima de 63°C) ou “resfriado rapidamente e transferido para uma geladeira dentro de 2 horas depois de ser cozido”. Na verdade, a zona de temperatura mais perigosa é o intervalo entre a “temperatura ambiente e o aquecimento” (entre 15 e 50°C).

Além de refrigerar qualquer arroz caseiro, um senso de vigilância é útil quando jantar fora. De acordo com o cientista de alimentos Donald Schaffner, da Universidade Rutgers, também nos EUA, alguns restaurantes “cozinham um grande lote de arroz e o mantém à temperatura ambiente durante todo o dia” e, em seguida, pegam porções deste lote, conforme necessário.

“Uma vez que o Bacillus faz uma toxina estável do calor, esta não é uma boa prática, que já conduziu a surtos no passado”, explica ele. “Estável ao calor” significa que a toxina pode sobreviver à ebulição e, uma vez que o alimento é refrigerado na “zona de perigo” de 15 a 50°C, as bactérias podem se multiplicar, produzindo ainda mais da toxina. Arroz de sushi, Schaffner observa, não deve ser um problema, já que vinagre é adicionado para diminuir o pH, permitindo que ele seja mantido em segurança à temperatura ambiente.

Em suma, a melhor maneira de manter a si e seus entes queridos seguros do Bacillus cereus e do estrago que ele pode causar é refrigerar quaisquer restos dentro de duas horas depois de cozinhar e verificar como seus restaurantes favoritos preparam e armazenam cada lote de arroz.

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*Fonte: gooru

Nobel de medicina é categórico: Jejum é muito melhor do que comer a cada 3 horas

Parece que o jogo virou. Especialistas do mundo inteiro estão indo na contramão da crença popular de que comer de 3 em 3 horas é a melhor forma de se alimentar.

O jejum quando acompanhado por um profissional, está ganhando destaque entre as dietas saudáveis, inclusive até a Bela Gil aprova.

Mark Mattson, chefe do Laboratório de Neurociência do Instituto Nacional de Envelhecimento e professor na Universidade Johns Hopkins, foi além e revelou em uma das palestras do TEDx que, além de não prejudicar nossa saúde, passar longos períodos sem comer pode trazer benefícios gigantescos ao nosso cérebro!

De acordo com o especialista, os benefícios do jejum podem ser comparados aos benefícios que a prática de atividades físicas traz ao corpo humano.

As diversas pesquisas realizadas por Mattson e sua equipe apontaram que a restrição alimentar e calórica aumenta a produção de fatores neurotróficos que promovem o crescimento de neurônios, melhorando a conexão entre eles e dando mais força para as sinapses.

Como assim, Brasil?

Quando você está com fome e não se alimenta, o cérebro meio que entra em um estado de alerta, fica mais ativo e começa a desencadear reações para se adaptar a essa realidade. Basicamente é a mesma coisa que acontece aos animais quando passam longas horas ou até dias em jejum atrás da caça – afinal, somos animais também.

Uma dessas reações de adaptação feitas pelo cérebro humano no período de jejum é o aumento da produção de mitocôndrias nos neurônios. Essa alteração faz com que a habilidade dos neurônios de se conectarem também aumente, o que acaba promovendo uma melhor absorção de informações, favorecendo o aprendizado e a memória, revela Mattson.

Além disso, a prática dessa dieta, segundo este estudo publicado no site científico The American Journal of Clinical Nutrition, está associada à redução de doenças cardiovasculares, câncer e ainda no tratamento de diabetes.

E mais, de acordo com o especialista, estudos feitos pela Universidade do Sul da Califórnia constataram que o jejum, além de proteger nosso sistema imune, ainda é capaz de regenerá-lo.

No período que passamos sem nos alimentar, nosso corpo começa a poupar energia e assim, ele acaba “matando” algumas células imunes velhas que não estão mais trabalhando corretamente. Depois de tirar todas do nosso organismo, quando a gente se alimenta novamente, cria-se células imunes novinhas em folha.

Ou seja, o jejum acaba fazendo uma “faxina celular” no organismo, jogando as velhas fora e criando, a partir das células tronco, novas células, prontinhas para turbinar o funcionamento do nosso corpo, capazes até de reparar nosso DNA.

De acordo com o neurocientista, todas essas alterações no nosso organismo e cérebro são capazes de prolongar nossa vida e ainda retardar ou evitar o aparecimento de doenças degenerativas, como o Alzheimeir e o Parkinson, por exemplo.

“Desafios para o cérebro, seja por jejum intermitente ou exercício vigoroso… é um desafio cognitivo. Quando isso acontece circuitos neurais são ativados, níveis de fatores neurotróficos aumentam, e isso promove o crescimento de neurônios e a formação e fortalecimento das sinapses. Nós não poderíamos prever que o jejum prolongado poderia ter um efeito tão impressionante na promoção de regeneração baseada em célula tronco” – revelou Mark Mattson.

Se são tantos benefícios, por que parece tão errado ficar sem comer?

Antes de tudo, é preciso deixar bem claro que a prática dessa dieta e todos os benefícios que ela pode trazer a nossa saúde só são reais quando tudo é feito com acompanhamento profissional.

Parar de comer sem a orientação de um nutricionista pode levar a uma defasagem de vitaminas e o que era para te fazer bem, pode tomar proporções terríveis para sua saúde.

Existem várias formas de seguir essa restrição alimentar, como o modelo “5 por 2”, que consiste em fazer o jejum por algumas horas durante dois dias da semana e nos outros cinco dias, comer normalmente. E de fato, não é necessário passar 24 horas completamente em jejum.

Conforme explicamos neste texto, especialistas sugerem reservar algumas horas do dia, preferencialmente a noite, por exemplo, não se alimentar das 7 da noite até as 7 da manhã.

Pode parecer bastante difícil, mas, conforme o neurocientista explicou em sua palestra, esse é um novo “hábito” que deve ser inserido na sua rotina aos poucos. Com o tempo fica fácil nos adaptarmos ao jejum.

Mas então, por qual motivo essa história de comer de 3 em 3 horas é tão difundida?

O neurocientista tem a resposta na ponta da língua: é bom para os negócios!

De acordo com Mattson, tanto a indústria farmacêutica quanto a alimentícia não pouparam esforços para difundir essa informação.

Conforme aponta o especialista, se todos soubessem dos reais benefícios de passar algumas horas sem se alimentar, toda a grana que gira em torno da nossa alimentação sofreria grandes alterações. Ou seja, poderosos perderiam dinheiro. Muito dinheiro.

Imagine se as pessoas que sofrem com essas doenças citadas, como as cardiovasculares, diabetes ou doenças degenerativas, tomassem conhecimento de que uma mudança na rotina de alimentação pode tratar todos os males. Certamente elas iriam menos à farmácia, logo a indústria farmacêutica perderia dinheiro.

Sem contar que esse esquema “Tele-Sena” (comer de 3 em 3 horas), faz com que o consumo de comidinhas rápidas (barrinhas, lanchinhos e afins) aumente significativamente. Sem esse sistema, a indústria alimentícia perderia uma boa parcela do mercado.

Diversos especialistas questionam a validade das pesquisas científicas financiadas justamente por essas indústrias. Inclusive em sua palestra (veja o vídeo ao final desse artigo) Mark Mattson diz que os resultados sobre os benefícios da alimentação de 3 em 3 horas estão nessa lista de estudos duvidosos. O documentário “What The Health“, disponível na Netflix, detalha como esse financiamento funciona – vale assistir!

Além deste estudo, publicado no site científico NBCI, ter revelado que realmente comer a cada três horas não favorece nosso metabolismo e pode até favorecer o aumento do peso, Yoshinori Ohsumi, biologista celular e Nobel de Medicina em 2016, também constatou que o jejum é um arma poderosa à favor da saúde.

Neste estudo, feito por Ohsumi, foi comprovado a renovação celular e os benefícios diversos da dieta restritiva, já citados por Mattson em sua palestra ao TEDx.

Chamando essa reação de “Autofagia”, o estudo feito pelo ganhador do Nobel de Medicina criou grande polêmica ao comprovar que ficar um tempo sem comer elimina as células ruins do organismo e posteriormente cria células novas, mais eficazes para o bom funcionamento do nosso corpo, além de ser eficaz no combate dos malefícios do envelhecimento e na cura de doenças degenerativas.

Ou seja, não faltam estudos e especialistas renomados apoiando o jejum como uma poderosa ferramenta para nossa saúde. Se ficou com vontade de começar esse novo “desafio”, é preciso ser responsável. Em hipótese alguma pare de comer sem a supervisão de um nutricionista.

* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

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*Fonte: sabervivermais

Qual a diferença entre os tipos de AÇÚCAR?

É fato! Açúcar tem que ser consumido com moderação. Mas você conhece os tipos e as diferenças entre eles? Aí vai uma listinha pra te ajudar na hora de escolher:

– AÇÚCAR REFINADO: é o famoso açúcar branco, obtido do açúcar cristal dissolvido. É tratado com enxofre e soda cáustica e perde os nutrientes.

– AÇÚCAR CRISTAL: obtido da centrifugação do caldo de cana que é clareado com enxofre e soda cáustica.

– AÇÚCAR DEMERARA: obtido da clarificação (sem aditivos químicos) e centrifugação do caldo de cana. Preserva parte dos nutrientes da cana e não contém resíduos químicos. Por ser mais claro, não afeta sabor e cor das receitas.

– AÇÚCAR MASCAVO: obtido da secagem do melado da cana, sem uso de aditivos químicos. É a versão sólida mais bruta e que preserva minerais como ferro e cálcio.

– MELADO DA CANA: obtido do cozimento do caldo de cana, sem processamento químico. A partir do melado, surgem o açúcar mascavo e a rapadura.

– AÇÚCAR DE COCO: vem da palmeira do coco e, assim como o mascavo, é bruto e natural, pois não passa por processamento químico.

DICA DA NUTRI: Aproveite o sabor natural dos alimentos e procure acostumar seu paladar. Quando usar açúcar, escolha os menos processados e que preservam seus nutrientes naturais.

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*Fonte: maeterra

Insegurança alimentar e a pulverização de agrotóxicos no Brasil

O quadro de vulnerabilidade a que somos expostos com a “insegurança” alimentar e ataque aos direitos humanos mais básicos é cada vez maior no Brasil. Inúmeros casos de sobrevoos de pulverizações aéreas de agrotóxicos são notificados pelo país, mas a maioria de nós, sequer sabe quando, quem e o que recebeu a carga destes produtos químicos e seus efeitos, em nome de combate a pragas a monocultivos ou a vetores de doenças. Afinal, como delimitar na prática, o espaço aéreo e área em solo e corpos d`água e seres vivos atingidos, que certamente vão muito além da região das “culturas” previstas, que chegarão à nossa mesa? Estudos apontam que a distância pode ser ampliada em mais de 30 km do ponto planejado (a chamada deriva). Sabemos, então, realmente o que está por trás do ciclo do que comemos?

O país vai na contramão de outras nações nas Américas e na Europa, que estão abolindo esta prática. Aqui, de acordo com especialistas, somos submetidos ao ecossistema afetado, cujas externalidades negativas se avolumam, incorporadas à saúde ambiental e causam efeitos de curto a longo prazos, que afetam pontos-chave, como a polinização e a saúde humana. A transparência à sociedade a respeito desta agenda é crucial, pois as informações são esparsas, dispersas e não contemplam a população.

Um dos casos de maior repercussão no Brasil a este respeito é o da ocorrência no dia 03 de maio de 2013, quando cerca de 100 alunos, professores e funcionários da Escola Municipal Rural São José do Pontal, no Projeto de Assentamento Pontal dos Buritis, em Rio Verde, GO, foram intoxicados. O Ministério Público Federal (MPF/GO) entrou com uma ação civil pública por danos morais coletivos e no último dia 14 de março (cinco anos depois), saiu uma sentença no Tribunal Regional Federal da Primeira Região, que vale a pena ser lida, e ser objeto de reflexão. São vários ângulos a serem considerados, que abrem jurisprudência para que a sociedade possa se defender.

Presenciar a ação dessas pequenas aeronaves dispersando os elementos químicos é impossível de se esquecer. Até hoje me recordo nitidamente quando, há alguns anos, estava em um taxi em uma estrada vicinal no Vale do Ribeira, no estado de São Paulo, em direção a uma comunidade para fazer uma reportagem e em um voo bem próximo, o pequeno avião passou e jogou o agrotóxico, cujas gotículas ficaram impregnadas no vidro do veículo. A sensação de impotência e desrespeito foi grande e o motorista disse, que essa situação era algo recorrente. Fiquei imaginando como os povos tradicionais daquela região se sentiam e não me enganei.

Por que priorizar este tema? Estima-se que 25% da aplicação de uso de agrotóxicos no país ocorrem por essa via. Em algumas culturas, chega a atingir 100%. Especialistas apontam a importância do princípio da precaução. Quando se analisa a instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), de 2008, que estabelece a distância mínima de 500 metros para pulverizar próximo a cidades, vilas, bairros, de mananciais de captação de água para abastecimento de população e 250 metros de mananciais de água, moradias isoladas e agrupamentos de animais, a realidade aponta que não é possível estabelecer essa precisão.

A corrida contra o descaso sobre esta agenda, no entanto, é contínua e desafiadora, visto que a prática de pulverização aérea em locais de monoculturas extensivas permanece em boa parte do país, baseada em legislações vigentes desde 1969, como alternativas praticamente únicas para o combate às “pragas”. Algumas decisões contrárias têm ocorrido em diferentes municípios que estão criando leis para proibir a prática. Entre os mais recentes, estão Boa Esperança, Nova Venécia e Vila Valério, no Espírito Santo; Quitandinha e Campo Magro, no Paraná. No final de 2017, a Assembleia Legislativa do estado de Santa Catarina também aprovou sua legislação a respeito.

No Senado, tramita o PLS 541/2015, do senador Antonio Carlos Valadares/PSB-SE, que “altera a Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989, para proibir o registro de agrotóxicos, seus componentes e afins em cuja composição química estejam presentes os ingredientes ativos que especifica, bem como veda a pulverização aérea de agrotóxicos para toda e qualquer finalidade”, que se encontra na Comissão de Assuntos Sociais. Na Câmara dos Deputados, estão em análise na Casa, as propostas (PLs 740/03e 1014/15).

Pareceres e notas contrárias à pulverização aérea se avolumam ao longo dos anos mas ainda requerem uma postura mais aprofundada das autoridades a respeito, de forma contundente. Entre as organizações que são contra estão o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Conseas), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Os próprios Departamentos de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Contaminantes Químicos; e de Saúde Ambiental e do Trabalhador, do Ministério da Saúde alertam sobre este perigo. A Campanha Permanente Contra o Uso de Agrotóxicos e pela Vida, criada em 2011, tem esta pauta como uma de suas bandeiras.

Trabalhos acadêmicos se debruçam sobre esta questão, como o artigo da pesquisadora Maria Leonor Paes Cavalcanti Ferreira – “A Pulverização aérea de agrotóxicos no Brasil: cenário atual e desafios”, publicada na Revista de Direito Sanitário, da Universidade de São Paulo (USP), em 2014. Outros pesquisadores, como Larissa Mies Bombardi, do Departamento de Geografia Agrária, da USP, que lançou recentemente o “Atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia”, e Antonio Wanderley Pignati, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) estudam os impactos.

Entre os estudos, que Pignati desenvolve, está dos efeitos da dispersão dos agrotóxicos via aérea, que atingiram a região da sub-bacia do Juruena, entre Mato Grosso e Pará, e na região do Xingu, atingindo algumas terras indígenas, como dos Marãiwatsédé, entre outras. Denúncia recente feita pela Operação Amazônia Nativa (OPAN). O flagrante foi registrado.

O pesquisador Francco Antonio Neria de Souza e Lima, em sua dissertação de mestrado “Saúde, ambiente e contaminação hídrica por agrotóxicos na Terra Indígena Marãiwatsédé”, de 2016, na UFMT, discorre sobre o tema. Povos indígenas, da região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, também sofrem esta pressão há anos, que já foi objeto de liminar favorável a eles, em 2016, contra a pulverização praticada por fazendeiros.

No outro lado, em defesa da prática da pulverização aérea, estão setores do agronegócios e da aviação agrícola, como algumas pesquisas, entre elas, esta de pesquisadora da Embrapa.

Enquanto isso, em um terreno distante dos gabinetes e arenas do campo político, agricultores familiares e pequenos agricultores, indígenas de diferentes povos, quilombolas têm sofrido pressões no “chão”, sobre suas terras, como também o consumidor nas zonas urbanas. São personagens reais que também se veem ameaçados em seu modo de vida de prática orgânica ou sem agrotóxicos. Nós, da sociedade como um todo, nos vimos privados de uma discussão mais ampla que deixe claro tudo que realmente está em jogo e que não nos é exposto em rótulos de produtos ou em informações precisas contínuas a respeito. E a pergunta se repete: realmente sabemos o que estamos comendo?

*A jornalista Sucena Shkrada Resk é especialista em meio ambiente e editora do blog Cidadãos do Mundo

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*Fonte: envolverde

7 alimentos que nunca devem ser reaquecidos

Hoje em dia o microondas é um dos eletrodomésticos mais úteis para a nossa vida corrida. Mas afinal, aquecer a comida nesse aparelho que tantas vezes já quebrou nosso galho, faz mal ou isso é um mito? Na verdade poucos sabem que alguns alimentos nunca devem ser aquecidos no microondas pois eles se tornam prejudiciais à saúde.

É correto que você procure não desperdiçar nada, e tente economizar o máximo possível, mas tenha em mente que alguns alimentos não permitem que você continue a tentar salvá-los. Alguns deles chegam a se tornarem tóxicos, por terem a sua composição alterada pela radiação do aparelho.

Por detrás do simples aquecimento da comida no microondas, podem se esconder diversos perigos para saúde, pois as ondas eletromagnéticas podem alterar as propriedades dos alimentos, causando efeitos intoxicantes.

Você deve usar o microondas de maneira responsável para evitar transformar a sua comida em algo perigoso para o seu organismo.

 

Vamos ver quais são esses 7 alimentos que não devem ser reaquecidos.

7) Frango

O frango pode ser mantido na geladeira por vários dias, obviamente a melhor forma de consumi-lo sempre será fresco, logo após o preparo. Mas quando sobra de um dia pro outro, jogar fora parece ser uma má idéia, pois é desperdício de comida e dinheiro. O problema é que quando aquecemos o frango no microondas ele tem as suas proteínas modificadas e isso pode causar dores de estômago. Se caso você decidir aquecer o frango usando o aparelho, procure virar a carne em alguns momentos para que ele aqueça todas as partes do frango por igual.

6) Cogumelos

O cogumelo por si só já é um alimento delicado de preparar. Primeiramente se ele for colhido em um bosque, deve ser examinado por um especialista, que deve antes assegurar se estes são comestíveis. Você deve limpá-los bem, e só então cozinhá-los. Nós sabemos que cogumelos são deliciosos preparados de diversas maneiras, mas o aconselhável é que eles sejam consumidos imediatamente depois de preparados. Mesmo podendo mantê-los na geladeira, quando se trata de aquece-los novamente é importante lembrar que não devemos esperar mais de 24 horas após o armazenamento, pois ele é um alimento muito frágil e segundo a European Food Information Council, os cogumelos têm proteínas que podem facilmente ser destruídas por micro-organismos e enzimas.

5) Batatas

Que elas são deliciosas e todos amam, nós já sabemos, e talvez por isso muitas vezes exageramos e acabamos cozinhamos mais do que realmente iremos consumir. Por esta razão elas sempre acabam sobrando e é natural que você as esquente no dia seguinte. Ressaltamos que as batatas podem ser armazenados durante vários dias na geladeira, mas não devem ser aquecidas. Isso não só afeta o sabor, mas também reduz suas propriedades e em alguns casos, pode até se tornarem tóxicas.

4) Aipo, também conhecido como salsão

O mesmo vale para o aipo, que é rico em nitratos que se transformam em nitritos quando sujeitos a altas temperaturas. Esta substância pode ter efeitos cancerígenos em nosso corpo, por isso é aconselhável consumir apenas aipo cozido ou se possível os coma sempre crus, em saladas ou levemente refogado.

3) Espinafre

Assim como o aipo, o espinafre também contém uma elevada porcentagem de nitrato que em altas temperaturas são transformados em nitrito, um composto muito prejudicial para a nossa saúde. Para evitar a intoxicação do nosso corpo com essas substâncias, é aconselhável consumir o espinafre sempre fresco.

2) Beterraba

Outro vegetal rico em nitratos é a beterraba, um alimento que devemos sempre estar atentos, pois também quando submetida a altas temperaturas pode vir a se tornar tóxica e prejudicial. Mais uma vez podemos dizer que é melhor consumir o vegetal cru ou pouco cozido, em saladas ou em sucos de frutas com legumes.

1) Ovo

O cheiro e o sabor dos ovos mudam muito quando reaquecidos. Além disso, em altas temperaturas alguns componentes dos ovos podem se tornar tóxicos e com efeitos negativos para a saúde.

 

 

 

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*Fonte: dicascasaebeleza

O segredo da juventude? Vinho tinto e chocolate amargo

O segredo para manter as células jovens passa por comer chocolate amargo e beber vinho tinto. Parece bom demais? A revelação é de um estudo

Foram descobertas as propriedades rejuvenescedoras de uma substância presente no chocolate amargo e no vinho tinto, o resveratrol.

Presente naturalmente em uvas tintas, cacau e amoras (entre outros), o polifenol com propriedades antioxidantes presente nas uvas consegue devolver às células antigas o aspeto e o comportamento que tinham quando eram novas, revela um estudo das universidades de Exeter e de Brighton, no Reino Unido.

Para o estudo, foram aplicadas substâncias sintéticas baseadas em resveratrol em várias culturas de células.

Os genes responsáveis pela mitose – o processo de divisão e multiplicação celular – tendem a deixar de funcionar progressivamente, à medida que as células envelhecem. No entanto, a aplicação dos análogos de resveratrol reacendeu este processo nas células.

Após algumas horas de exposição, as células mais velhas começaram a dividir-se mais ativamente. Os seus telómeros – as “capas protetoras” dos cromossomas – que tendem a diminuir de tamanho com a idade, também aumentaram de tamanho.

O resultado surpreendeu. “Quando eu vi algumas das células das culturas a rejuvenescer não pude acreditar. Aquelas células velhas pareciam-se com células novas. Foi como por magia”, descreve Eva Latorre, a investigadora da Universidade de Exeter que conduziu as experiências.

Um dos motivos de nos tornarmos mais suscetíveis a doenças com a idade tem a ver com a acumulação de células senescentes no nosso organismo, que não funcionam tão bem quanto as suas contrapartes mais novas.

“Os nossos dados sugerem que usar químicos para voltar a ativar a maior parte dos genes que são desativados enquanto envelhecemos pode restaurar as funções das células antigas”, diz em comunicado Lorna Harries, professora de genética molecular na Universidade de Exeter.

A equipe considera que as suas observações poderão contribuir para oferecer a todos um envelhecimento com mais qualidade. “Este é o primeiro passo na tentativa de fazer com que as pessoas tenham saúde ao longo da sua vida”, acrescenta Harries.

Este estudo pode vir a ser útil inclusivamente no combate ao desenvolvimento de doenças degenerativas.

Já não é a primeira vez que o vinho surpreende pelos seus benefícios. Desde o aumento da fertilidade à prevenção de problemas cardíacos, o “néctar de Baco” é sem dúvida um grande aliado da saúde – quando consumido em moderação, claro.

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*Fonte: revistaprosaversoearte