“Entre Amigos” (Martha Medeiros)

Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.

Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, “A Identidade”, que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.

Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo construído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.

Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.

Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.

Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.

Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o réveillon.

Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.

Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.

Martha Medeiros

Por que é mais difícil fazer amigos depois dos 30 (e como resolver isso)?

Quando criança, fazer amigos era fácil. Eram os vizinhos, os colegas de escola ou os primos, pessoas da sua idade com as quais você ficava muito tempo e a quem muitas vezes bastava perguntar diretamente se queriam ser seus amigos. Na adolescência e aos 20 anos, a situação continuava propiciando o surgimento de novas amizades: no colégio, à noite, na universidade… No entanto, depois dos 30 anos muita gente começa a sentir que fazer novos amigos é quase impossível. Além disso, muitos dos amigos de toda a vida começaram a desaparecer, exatamente como na canção 20 de abril, da banda espanhola Celtas Cortos: “Hoy no queda casi nadie de los de antes, y los que hay, han cambiado” (Hoje não resta quase ninguém de antes, e os que ficaram, mudaram).

Um estudo realizado pelas universidades de Aalto (Finlândia) e Oxford (Reino Unido) em 2016 confirmou essa sensação de que com a idade nosso círculo de contatos se reduz. Os pesquisadores analisaram os telefonemas feitos dos celulares dos participantes do estudo e concluíram que nossos círculos de amizades atingem seu pico aos 25 anos. A partir daí começa uma queda vertiginosa, especialmente no caso dos homens, que mantêm menos amigos quando entram nos trinta. O problema não é apenas perdermos os contatos, mas também não os substituirmos.

Natàlia Cantó, especialista em sociologia das emoções e professora da Universidade Aberta da Catalunha (UOC), também confirma que a sensação de que é mais difícil fazer amigos depois dos 30 anos é verdadeira. Mas acredita que “não tem tanto a ver com a idade como com as circunstâncias da vida”. Não perdemos habilidades sociais, mas geralmente “começamos a trabalhar regularmente” e, às vezes, “deixamos de morar com nossos pais, por nossa conta ou dividindo moradia para viver com nosso parceiro e/ou nossos filhos”.

Segundo a pesquisadora, isso faz com que “o horizonte de nossas responsabilidades” mude completamente e “o tempo que podemos dedicar para cultivar novas amizades, e até para cuidar daquelas que já temos, se torna escasso”.

Maternidade e afinidades
Cristina Vidal, psicóloga e diretora do centro PsiCo Lleida, explica que as amizades de adultos vêm mais de afinidades do que dos acasos da infância. “Para conhecer gente depois dos 30 é mais fácil procurar pessoas em contextos afins ou que desempenhem papéis semelhantes aos nossos”, diz ela. “Se temos filhos, com pessoas com filhos, e se não, com pessoas sem filhos.” Da mesma forma, se, por exemplo, você leva “uma vida saudável e pratica esportes”, você se encaixará mais “com as pessoas que têm esse mesmo estilo de vida”.

Borja Carrasco, de 35 anos, de Madri, está ciente de que na sua idade é mais difícil fazer amigos porque socialmente “você se relaciona com menos gente”. No entanto, diz que conseguiu “na base de ir todo fim de semana no mesmo bar” e sempre se encontrar “com as mesmas pessoas”. Agora também estão fora desse contexto: “Saímos para comer e convidamos uns aos outros para aniversários e tudo mais”, diz ele.

Outro local em que as amizades podem surgir a partir dos 30 anos é no trabalho. Embora a pesquisadora Natàlia Cantó ressalve que “às vezes é um ambiente cheio de armadilhas para a amizade”, é um lugar em que as pessoas passam mais horas do dia. Juan Vázquez, 45 anos, conheceu um de seus melhores amigos assim, de forma inesperada. “No começo eu me sentia péssimo, coisas do trabalho. Depois comecei a perceber que tínhamos um senso de humor parecido, ríamos com as mesmas coisas e tínhamos interesses parecidos. E papo vai, papo vem, chegou à intimidade. E era meu chefe!”

Marta Cabrera é das que fizeram amizades com outras mães. Esta moça de 35 anos da Galícia, morando em Saragoça, cercou-se de “outras mães com as quais compartilha a forma de educar”. No começo da “escola ou da piscina, ou música, entre centenas de pais” com os quais convive, os que têm afinidades se aproximam e “surge e amizade”.

Antia Paz, também de 35 anos, está em situação de vida parecida. Para ela, “a maternidade é muito solitária”, especialmente quando não se está perto da família. “Percebi muito a necessidade de criar novas amizades”, conta. E conseguiu um pouco por acaso, quando lhe deram de presente um sling (porta-bebê) e não tinha ideia de como usá-lo. Então, ela foi assistir a uma aula na qual não só aprendeu sobre esse sistema de transporte que garante contato constante entre o bebê e o adulto, mas a garota que dava o curso lhe explicou que as mães constituíam “uma pequena tribo”. Lá ela encontrou pessoas com interesses comuns e, pouco a pouco, a amizade foi surgindo.

Carlos Álvarez, de 46 anos, fez amizades entre os pais dos amigos de seu filho. Além disso, acrescenta uma outra nuance: “A ideia que têm de você os amigos que você faz depois de uma certa idade é radicalmente diferente daquela dos de toda a vida”.

Mais improvável, mas mais segura
As novas amizades de maturidade tendem a ser diferentes das dos jovens. Geralmente, como já mencionamos, são amizades mais baseadas em afinidades. Mas, também, explica a psicóloga Cristina Vidal, nessa idade as pessoas são mais “seletivas” porque cada um “se conhece melhor e sabe melhor o que lhe agrada”.

Isso retarda um pouco a passagem da amizade superficial para a íntima — não se faz amizade com qualquer um —, o que faz com que seja “menos provável”, mas “mais segura”. “Depois dos 30 anos, acumulamos decepções e somos mais cautelosos quando se trata de confiar”, acrescenta Vidal.

Nessas novas amizades, Borja Carrasco, o entrevistado que fez um círculo de amigos frequentando um mesmo lugar, afirma que quando mais velhos temos a vantagem de nos conhecermos melhor e não precisar fingir. “Isso os demais agradecem e você agradece que façam o mesmo. Se você conhece alguém de quem gosta e com quem tem química, é provável que a amizade se mantenha, já que você não vai mudar da noite para o dia”, comenta.

Juan Vázquez, aquele que fez amizade com o chefe, diz que “uma vantagem de ter mais de 35 anos é que se vai deixando de lado algumas pessoas: essas amizades que se faziam aos 20, com as quais nem sequer havia muito em comum, a não ser ir à mesma escola ou faculdade”. Além disso, com estes novos amigos não há “nostalgia absurda e ninguém julga o outro por ser alguém que não era”.

*Por Ana Bulnes
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*Fonte: elpais

O valor da amizade

Amizade é encontrar no outro a possibilidade e a vontade de estar junto para o que der e vier

A cartinha escrita na noite anterior que pretendia entregar ao meu paquera estava na mochila e confidenciei isso a uma amiga da escola. No meio da aula, ela revelou meu segredo para todos da sala. Soube então o que significava a confiança. E como era importante. Encontrar um amigo não é tarefa fácil. É preciso coincidir a vontade de compartilhar uma história, que envolve capítulos da comédia ao drama, em narrativa não linear.

O desafio é posto sobretudo pela complexidade das relações humanas – amigos precisam estar dispostos à experiência de se conectar em nível profundo e positivo para trocas, oferecendo o que há de melhor dentro da gente.

Só que estamos em constante processo de transformação, atropelados por uma rotina de obrigações sufocante e apressada, e a instabilidade parece não favorecer a construção de laços mais profundos ou a manutenção de vínculos mais próximos. A amizade, contudo, resiste teimosa a essa lógica e se agarra à nós como uma alternativa para seguirmos em frente juntos, compartilhando o bem-querer.

Amigos são pessoas afins que se encontraram; a disponibilidade para o convívio e a dedicação investida na relação mostraram que elas se complementavam a seu modo, e decidiram então que valia a pena continuar lado a lado, simplesmente porque isso era bom. Aí essas pessoas acompanhadas uma da outra vão se conhecendo mais e mais, participam das mesmas experiências, estão prontas a se abrir e a expressar emoções, o que gera confiança e intimidade.

Dividem histórias, opiniões, aprendizados, segredos, risadas, memórias, silêncios, dores. Fazem com que os problemas fujam temporariamente, ajudam a desembaraçar nós; compartilham dos mesmos gostos e interesses, ou não; aceitam e respeitam as diferenças; contribuem sobremaneira com o nosso nível de bem-estar; torcem para que a gente cresça e acumule conquistas, e estão sempre lá também para as comemorações.

A amizade então vinga. Mas a manutenção exige cuidado. O tempo dedicado a conhecer e cultivar alguém precisa ser considerado, e a distância não é impedimento quando existe a vontade de conservar a relação, de estar para o outro. Essa vontade levou minhas amigas e eu a encontrar um jeito diferente de estar presente.

Nossa última experiência de brincar o tradicional amigo-secreto provou que agradar alguém tem efeitos de reciprocidade. Substituímos os presentes por mensagens, em especial cartas, para encher a alma do destinatário.

Quando encontramos alguém
disponível e disposto, o vínculo
acontece. Mais do que ter alguém
para dividir alegrias e tristezas, a
amizade nos ensina muito sobre nós
mesmos, mesmo que seu tempo
de duração seja fugaz

Depois do sorteio, antes feito por papeizinhos e que agora conta com a ajuda da tecnologia, a rede de atenção e carinho estava criada. E, assim, uma dúzia de amigas, algumas morando em outro estado ou país, se conectaram à moda antiga. Nas semanas que se seguiram, a troca de cartas foi cumprindo seu valor simbólico de afeto concentrado dentro de um envelope.

Porque houve um momento em que alguém parou tudo o que estava fazendo para pensar no outro em ato de doação, reuniu a quantidade de memória e informação suficientes cheias de sentido que pudessem agradar e começou a aconchegar as letrinhas uma atrás da outra no branco do papel, com capricho – talvez primeiro em esboço, depois em caráter definitivo a ser enviado, e guardado.

Espero e acredito que essa experiência tenha ajudado a reviver boas lembranças em cada uma de nós e desencadeado uma corrente de confraternização integrada ainda que o abraço tenha ficado para depois. Afinal, a revelação mais importante foi descobrir que uma brincadeira que envolve sorteio, surpresa e adivinhação, aparentemente inofensiva, esconde um grande trunfo das relações humanas: conhecer o outro e, assim, reconhecer a nós mesmos.

Amigos são pessoas afins que se
encontraram; a disponibilidade para
o convívio e a dedicação investida
mostraram que elas se complementavam
e decidiram então ficar lado a lado

“A diversão não é tanto quem vamos tirar, mas quem sairá conosco. É como se tivéssemos a oportunidade de saciar a curiosidade de saber o que pensam de nós, como irão nos descrever ao anunciar a revelação e que presente imaginam ser satisfatório para nós”, pontua a doutora em psicologia clínica, Fernanda Kimie Tavares Mishima-Gomes. O ser humano gosta de conhecer a opinião do outro sobre ele e precisa se sentir apoiado, porque é na “interação pessoal que ele se percebe como alguém que pode ser e pode existir. É o olhar do outro que ajuda a construir quem somos, alguém diferente e único”.

Como se desenham as amizades

A amizade às vezes assume faces finitas, pausadas e distantes. Isso acontece porque ela é feita de ciclos – algumas podem durar toda uma vida, mesmo se intervaladas e adaptadas à pessoa que somos ao passar dos anos; outras se desmancham feito bolhas de sabão. De tanto receber gente em seu consultório, Fernanda observou que, para essas relações mais superficiais, de pouco envolvimento e contato, o não sucesso pode ser explicado por comportamentos ainda imaturos emocionalmente.

“Queremos manter o controle, exigimos retorno, esperamos por atitudes, buscamos correspondência, queremos ter necessidades satisfeitas e ser contemplados em nossas próprias vontades, o que pode desencadear sentimentos de frustração. Só a capacidade de lidar com decepções nos permite entender e aceitar o outro em suas particularidades e, assim, sustentar a amizade.”

Para aquelas redondas e maciças, há um eixo comum norteador: “A possibilidade do encontro real, verdadeiro e único de pessoas dispostas a se relacionar afetivamente, sendo para o outro aquilo que se é capaz”, destaca.

Por acreditar que “amizades tendem a ser um ponto de estabilidade em um mundo em constantes mudanças”, a The School of Life, de São Paulo, oferece um espaço para sair do automático e, na companhia dos outros, colocar em perspectiva o relacionamento entre amigos. A escola tem entre seus fundadores o filósofo suíço Alain de Botton e promove encontros sobre como lidar com questões corriqueiras da vida.

A aula “Como trocar quantidade pela qualidade nas amizades”, conduzida pelo físico budista Stephen Little, é baseada principalmente em Aristóteles, que percebeu que, apesar de a amizade ser uma intensa fonte de alegria e prazer, ela também é bastante diversa e demanda uma postura ativa e paciente de cuidado a longo prazo. Em busca de entendimento, o filósofo grego agrupou os amigos em três tipos: “amizades de utilidade”, que dependem de atividades e projetos em comum; “amizades baseadas no prazer”, que duram enquanto houver esse sentimento na relação; e “amizades fundamentadas em amar alguém por quem é”, quando você conhece o outro e é conhecido por essa pessoa exatamente por aquilo que vocês são de fato. Ainda que diferentes relações exerçam sua função e devam estar garantidas em nossa vida, é em busca desse último tipo de conexão que devemos nos guiar – embora o seu valor seja também proporcional à raridade.

Há relações que se estabelecem por
toda a vida e essas não devemos
abandonar jamais, mesmo quando
o tempo cisma em afastar. A tecnologia,
aqui, pode ajudar. Isso porque gente
assim precisa ser mantida bem
pertinho do coração, sempre

Na aula, foi proposto um exercício prático de colocar no papel o desenho do seu “campo afetivo”, um mapa para considerar a posição que cada amigo ocupa em sua vida. Ponderei com critério que lugar reservar àquelas pessoas que me vinham à mente, porque fazem parte da minha história. Com meu nome acentuado no meio da folha, fui rabiscando os outros círculos que abrigariam meus amigos mais próximos e verdadeiros, até aquelas pessoas que considero importantes, mas que estão mais distantes.

Nunca fui dada às listas classificatórias, mas a rigorosidade da coisa colocada no papel facilita a visualização daquilo que é latente. As interrogações se haveria alguém que gostaríamos de trazer mais para perto ou por que é difícil estabelecer amizades duradouras aparecem para sustentar reflexões bastante consideráveis.

Uma coisa muito bonita que Platão disse é que “a amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro”. Então deixo tomar conta de mim uma gratidão suave em relação às pessoas disponíveis que encontrei e que faço questão de acompanhar e manter por perto.

A amizade é feita de ciclos. Algumas
podem durar toda uma vida, mesmo se
intervaladas e adaptadas à pessoa que
somos ao passar dos anos; outras se
desmancham feito bolhas de sabão

As trocas nos tempos do agora

A singularidade de cada amizade se desdobra em histórias múltiplas, construídas a partir do reflexo das pessoas envolvidas na relação. Interessadas por esse fenômeno, as colecionadoras de amigos Liza Scavone e Maria Flavia Ciampi criaram o projeto Amigo Preto e Branco, que reúne narrativas sobre amizades tornando-as acessíveis a todos como forma de recuperar e registrar esse valor. “É uma homenagem pública à oportunidade de expressar sentimentos e aprender com outras experiências”, declaram.

“Amizade é poder confiar no amor que alguém sente por você, que ajuda a se movimentar e a crescer, trazendo a liberdade de ser quem verdadeiramente somos.” A iniciativa é providencial em tempos de redes sociais, quando o conceito parece tão banalizado por somar amigos sem, contudo, sentirmos a presença deles. Todos têm acesso à sua intimidade e manifestam opiniões através de curtidas, demonstram emoções com alternativas simplistas de carinhas coloridas, ou enviam comentários feitos de palavras abreviadas, que encurtam o sentido.

Se a tecnologia parece anestesiar as relações, é também verdade que atua como fermento em algumas delas, porque tornou mais fácil fazer e manter um contato. A interação com a diversidade faz bem ao apresentar e ampliar possibilidades e renovar ideias, nos tornando mais abertos para conhecer pessoas. Fato é que temos a necessidade comum de estar com o outro. A constância em uma relação favorece o vínculo e a vivência de experiências boas em potência. Afinal, as mãos estão em pares para serem dadas. “Não nos afastemos muito”, aconselha o poeta Carlos Drummond de Andrade. Porque a amizade nos faz (bem) mais felizes.

*POR: LAÍS BARROS MARTINS gosta das palavras trocadas e está constantemente aberta a novas amizades por nunca deixar de acreditar no sentimento.

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*Fonte: vidasimples

“As crises não afastam os amigos, apenas os selecionam”

Uma poderosa frase de reflexão, que nos faz pensar no tipo de amizades que estamos cultivando.

Todos enfrentamos períodos de crise, em que as coisas parecem seguir o oposto do que planejamos e precisamos enfrentar situações desafiadoras, que nos esgotam física e emocionalmente.

Quando estamos vivendo fases como essa, as companhias que temos são fundamentais, e é por isso que precisamos escolher muito bem os nossos amigos, priorizando sempre as pessoas que sabemos que gostam de nós de verdade e conhecem o significado de lealdade e companheirismo.

Augusto Cury, conhecido psiquiatra, professor e escritor brasileiro, tem uma frase poderosa sobre esse tema, que compartilhou em seu perfil no Instagram: “As crises não afastam os amigos, apenas os selecionam.”

Como sempre, suas palavras são carregadas de sabedoria e refletem a realidade da vida e dos nossos relacionamentos.

As amizades são alguns dos vínculos mais poderosos, porque são totalmente baseadas no amor e na cumplicidade. Diferentemente das relações de família, os amigos não têm nenhum tipo de responsabilidade conosco, eles chegam a nossas vidas e permanecem simplesmente porque querem, porque nos amam e desejam agregar coisas boas à nossa caminhada.
No entanto, nem todos os vínculos podem ser chamados de amizade verdadeira, porque os amigos são aqueles que permanecem, não quem só está ao nosso lado por interesse ou tempo determinado.

Os amigos de verdade são aqueles que, durante as crises, se esforçam ainda mais para ser presentes e oferecer apoio, cuidado e amor. São aquelas pessoas que não se desanimam com os problemas, mas que os usam como motor para se tornar ainda melhores para nós e não nos deixam faltar nunca um apoio.

Amigos são aqueles que encaram as crises ao nosso lado, acreditando em nosso potencial e nos motivando a fazer sempre o nosso melhor. Eles sabem que somos muito mais fortes do que uma situação temporária, e fazem questão de nos lembrar disso.

É por causa dos amigos que conquistamos algumas de nossas maiores vitórias, e eles sempre serão uma parte fundamental de nossa caminhada, ainda que sejamos guiados por caminhos diferentes, com o passar do tempo.

Se você quer saber quem está ao seu lado de verdade, fique sempre atento aos seus momentos difíceis, eles sempre revelarão suas amizades verdadeiras.

Compartilhe esta reflexão com os seus verdadeiros amigos!
*Por Carlos Augusto Cury

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*Fonte:

Porque os amigos nos fazem pessoas mais felizes e saudáveis

Às vezes, brigamos com os nossos amigos, sentimos inveja deles, ou mesmo fazemos fofocas sobre eles. Então, por que nos preocupamos com os amigos?

Porque eles nos fazem explodir de rir em nossos piores momentos. Porque eles estão lá para nos dar um tapa nas costas e levantar um copo quando temos boas notícias. E porque eles desempenham um papel de protagonistas em algumas das nossas memórias mais preciosas.

Embora os verdadeiros benefícios das amizades não possam ser medidos (como você calcula quanta alegria o seu melhor amigo lhe proporcionou ao longo dos anos?), estudos após estudos mostram que as amizades aumentam nossa felicidade e até mesmo a nossa saúde.

Abaixo estão algumas das razões pelas quais as pessoas precisam de amigos:
As pessoas mais felizes são as mais sociais

Uma evidência convincente desse fenômeno vem de Ed Diener e Martin Seligman, dois especialistas líderes no campo da pesquisa da felicidade. Quando compararam as pessoas mais felizes e menos felizes, descobriram que o primeiro grupo era altamente social e tinha laços de relacionamento mais fortes. De fato, boas relações sociais eram uma necessidade para as pessoas se sentirem felizes. Da mesma forma, outros psicólogos escreveram que a necessidade de pertencer é “fundamental”.

Se um amigo nosso está feliz, provavelmente, também estaremos. Um estudo da Harvard Medical School com 5.000 pessoas ao longo de 20 anos descobriu que a felicidade de uma pessoa se espalha através de seu grupo social até três graus, e que o efeito dura até um ano. Por outro lado, a tristeza não é tão contagiosa: enquanto ter um amigo feliz melhora sua probabilidade de ser feliz em 15%, ter alguém infeliz reduz suas chances em apenas 7%. Fascinante!

Amigos encurtam as fofocas – e isso nos faz felizes

Claro, todos conversamos com nossos amigos, mas quando há algo sério para discutir, esperamos poder confiar naqueles a quem recorremos. Isso é importante porque as pessoas com os mais altos níveis de bem-estar têm conversas mais “importantes” do que fofocas, de acordo com um estudo de 2010 em Psychological Science.

Recorremos aos amigos quando estamos estressados

Isto é especialmente verdadeiro para mulheres, segundo pesquisadores da UCLA. As mulheres são muito mais propensas do que os homens a buscarem apoio social (geralmente de outras mulheres) quando estão preocupadas ou machucadas, o que pode explicar porque o estresse afeta mais a saúde masculina.

Nossos amigos nos ajudam a ser otimistas

Os pesquisadores dizem que o apoio social diário é um fator chave para se sentir otimista. O otimismo, por sua vez, aumenta nossa satisfação com a vida e reduz nosso risco de depressão. Outro estudo publicado no Journal of Experimental Social Psychology mostrou que quando sentimos que temos suporte social, nossa percepção visual dos desafios realmente muda: as montanhas se parecem mais com pequenos obstáculos.

Amizades melhoram nossa saúde

Aqueles de nós que têm suporte social são mais propensos a manter um plano de exercícios por mais de um ano após iniciá-lo. As pessoas menos “socialmente integradas” experimentam declínio de memória duas vezes mais rápido que aqueles que estão mais conectados. O apoio social protege a depressão e o suicídio. As pessoas solitárias tendem a ter maior pressão arterial e outros fatores de risco para doenças cardíacas, e são mais propensas a “desistir” ou “parar de tentar” lidar com um estressor, como uma doença.

Nossos amigos nos ajudam a viver mais tempo

Um estudo sueco descobriu que, quando os homens recebem apoio social suficiente durante os momentos estressantes, tendem a viver mais tempo do que aqueles que não têm ninguém em quem se apoiar. Há uma ampla evidência de que as amizades não apenas melhoram nossas vidas, elas podem realmente tornar nossas vidas mais longas. As mulheres que têm pelo menos um confidente sobrevivem mais tempo após a cirurgia de câncer de mama, por exemplo. E uma revisão de 148 estudos descobriu que as pessoas com relações sociais mais fortes têm um risco 50% menor de mortalidade.

Agora que se sente grato por seus amigos, aproveite a oportunidade para experimentar algumas atividades divertidas para fortalecer suas amizades. Ambos colherão os benefícios!

*Por Luiza Fletcher

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*Fonte: osegredo

Como saber se seus amigos são falsos: um teste infalível, por Leandro Karnal

As amizades são um dos tesouros mais preciosos da vida, um dos bens mais valiosos que podemos conquistar.

Os amigos chegam em nossas vidas e nos apresentam para um mundo totalmente novo, em que somos amados, compreendidos e no qual nunca estamos sozinhos. Muitas vezes, essas pessoas nos fazem mais bem do que nossas próprias famílias, porque nos aceitam como somos e estão sempre dispostos a fazer tudo ao seu alcance para que sejamos felizes.

Nós nos tornamos muito íntimos das pessoas que consideramos amigos de verdade, dividimos nossos problemas, preocupações e também celebramos nossas conquistas ao seu lado, porque temos a certeza de que estarão felizes por nós, de que não importa quais sejam suas questões pessoais, elas nunca estarão ruins demais para nos oferecer um sorriso, um abraço.

No entanto, muitas vezes nos enganamos, aproximamos muito de uma pessoa, mostramos a ela nossas vidas e permitimos que esteja sempre por perto, acreditando que deseja o nosso bem e que quer manter nossa amizade em constante evolução, quando na verdade ela não tem boas intenções em seu coração.

Pode desejar nos usar para objetivos egoístas, nos manipular para conseguir o que deseja e até mesmo nos prejudicar apenas para se sentirem melhores consigo mesmas.

Nem sempre é fácil detectar um amigo falso e por isso muitas pessoas podem passar anos em uma amizade tóxica sem perceber.

No entanto, Leandro Karnal nos ensina um teste muito simples que pode nos dizer se a pessoa que tanto estimamos é nossa amiga de verdade. Ele explica melhor o teste no vídeo que mostramos abaixo.

“Uma vida sem amizade é uma vida vazia. Uma vida sem amigos verdadeiros é uma vida desperdiçada”, diz Karnal, e para que possamos preencher nossas vidas apenas com pessoas verdadeiras, precisamos saber diferenciar os diferentes tipos de amizade que existem.

*Assista ao vídeo abaixo e descubra o teste infalível de Karnal:

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*Fonte: osegredo

A gente não faz amigos, reconhece-os

Título Original: “All star azul: um hino à amizade”

Todos os anos, chegando próximo ao meu aniversário, me dou algo significativo de presente. Algo que não entra na categoria de utilidades e necessidades, mas que carrega certa poesia e algo nas entrelinhas que só as almas mais sensíveis reconhecerão. Pode ser um pingente, uma seleção de músicas ou um livro.

Esse ano me dei de presente um All star azul.

O All star azul fala de uma amizade. Uma grande amizade. E eu desejo que meu All star azul represente isso dentro de mim. Os amigos que tive e com quem construí uma história. Uma história que, mesmo que tenha ficado lá atrás, como a de Nando Reis e Cássia Eller, ainda é uma história que eu gosto de lembrar.

Tenho diversas lembranças memoráveis dos meus amigos, principalmente aqueles de uma época importante da minha vida: a faculdade.

Ao assistir ao episódio “Por trás da canção” sobre a música All Star azul, em que Nando conta a história da letra e a relação que ele tinha com Cássia, algo muito delicado e doce ressurgiu dentro de mim. A lembrança desses meus amigos, as cartas escritas à mão que trocávamos nas férias e a simplicidade de um all star azul.

Acho que é isso. As melhores amizades são aquelas marcadas pela simplicidade, e até, arrisco dizer, pelas dificuldades. São aquelas que foram construídas num tempo em que vivíamos duros, contando os trocadinhos na carteira, ao passo que tínhamos energia de sobra para varar noites em claro e contrariar o manual da saúde perfeita indo comer pastel na feira após o raiar do sol. Os melhores amigos são aqueles que compartilharam conosco suas dúvidas e sonhos, e com quem dividimos nossas primeiras fossas, ressacas e paixões. São aqueles que testemunharam nossos primeiros enganos, nossa necessidade de crescer a qualquer custo, nossa coragem de desafiar as leis da física, da vida e do tempo.

No documentário “Por trás da canção”, os convidados contam sobre a relação de Nando e Cássia, e entre os depoimentos, ouvimos frases como: “havia uma identificação total”, “era um encontro de temperamentos”, “aquilo lá era uma coisa muito acima do que a maioria das pessoas está acostumada a viver”, “aquilo lá era transcendente”, e isso nos dá a dimensão exata do que uma amizade verdadeira pode ser.

“Estranho seria se eu não me apaixonasse por você…” Essa frase pode ser muito boa de ouvir de um namorado (a), parceiro (a), marido ou esposa. Mas pode ser ainda melhor vinda de uma amiga ou amigo verdadeiro, como foi o caso de Nando e Cássia. Porque evidencia uma paixão descomprometida de pele, mas com verdadeira conexão de almas.

Muitas vezes o encantamento por um amigo surge da identificação. Nos identificamos com aquele cara que diz coisas que não conseguimos verbalizar e nos sentimos maravilhados por aquela menina que assume medos semelhantes aos nossos. Dizemos que os santos batem, e a sensação é a de que finalmente o mundo faz sentido. Nando dizia: “nossa afinidade tinha a ver com uma certa esquisitice, com nossa timidez”, e percebemos que isso é real, verdadeiro e muito perfeito, pois procuramos no outro algo que nos ajude a enfrentar nossos próprios abismos e excentricidades. Nos perdoamos quando enxergamos em nossos amigos a aceitação de nossas estranhezas.

Dizem que a amizade é uma aliança contra a adversidade, e acredito nisso também. São nossos amigos os primeiros a fazer pactos silenciosos de lealdade conosco quando o ensino médio testa os limites de nossa autoconfiança; os primeiros a compartilhar conosco experiências de superação quando somos rejeitados pelo amor platônico da adolescência; os ouvintes de nossos desabafos quando a vida é mais forte que a gente; os parceiros silenciosos de nossas dores não anunciadas, mas certamente reconhecidas por eles.

Meu all star azul tem o propósito de me lembrar os amigos por quem carrego paixões. Paixões movidas a gratidão, experiências, parcerias, risadas e lágrimas. Cada vez que sair por aí com meu calçado poético, sentirei que estou abraçando cada um dos meus amigos e carregando uma parte de nossa história em minhas andanças. No fundo imagino que eles gostariam de andar comigo, pois a lembrança de nossas afinidades me assegura nossas mãos dadas pelo caminho e, mais ainda, a certeza de que, como dizia Vinícius de Moraes: “a gente não faz amigos, reconhece-os”…

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*Fonte: agrandeartedeserfliz

Amigos são analgésicos naturais mais eficazes que a morfina

A preciosa ajuda das pessoas mais queridas para nós, na superação dos tempos difíceis, e até mesmo na superação da dor física, foi confirmada pela ciência: os amigos seriam ainda melhores que morfina!

Já se falava dessa possibilidade há algum tempo, mas uma pesquisa da Universidade Britânica de Oxford confirmou que os amigos ajudam a suportar melhor a dor e afastar a depressão pra longe da gente. Tudo isso é possível porque, quando estamos na companhia deles, muitas endorfinas são liberadas em nosso corpo. As endorfinas são substâncias úteis para nos trazer sensações de bem-estar, gratificação e para regular o nosso estado de ânimo.

Existe, portanto, uma conexão entre a depressão, o nível baixo de endorfinas com o fato de ter poucos amigos? Segundo Katerina Johnson, coordenadora do estudo, a resposta é sim:

“Os resultados são interessantes também porque pesquisas recentes sugerem que o circuito de endorfinas pode ser interrompido em distúrbios como a depressão, e isso também poderia explicar por que as pessoas deprimidas muitas vezes fazem uma vida socialmente mais retraída”.

O experimento no qual o estudo foi baseado, publicado na revista Scientific Reports, foi muito simples. Em primeiro lugar, os pesquisadores preencheram um questionário com 101 voluntários (entre 18 e 34 anos), no qual cada um deles precisava especificar os principais aspectos das suas relações sociais. Depois, todos eles foram submetidos a um pequeno teste de dor que consistia em estar em uma posição muito desconfortável (posição de agachamento com as costas retas contra a parede) pelo tempo que pudessem resistir.

Viu-se que, precisamente aqueles que tinham mais amigos, também eram aqueles que resistiam mais, demonstrando assim uma maior tolerância à dor, semelhante àqueles que tiveram que tomar morfina como analgésico.

Amigos portanto (a ciência confirma isso), são verdadeiros analgésicos naturais: aliviam as nossas dores física e emocional. Nós só temos que agradecer pelo fato de termos amigos, e aproveitar essa sorte!

 

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*Fonte: greenme

Metade dos seus amigos não te considera tão amigo assim

Você já parou para contar quantos amigos possui? Não, não falo de amigos das redes sociais ou seguidores no Instagram. Amigos, aqueles com quem você tem longas conversas ou sai para beber uma cerveja nos fins de semana.

Contou? Pois agora reduza essa quantidade pela metade: esse é o número mais preciso de amigos que você realmente tem. Pelo menos é isso que uma pesquisa de psicologia social publicada na revista PLoS One quer provar: metade das pessoas que consideramos amigos não pensa da mesma forma.

Quantos amigos você realmente tem?

Os autores do estudo realizaram a pesquisa com 84 estudantes de uma mesma sala e pediram para que eles avaliassem os seus colegas. A escala era simples: eles deveriam pontuar cada pessoa com uma nota de 0 a 5, sendo “0” correspondente a “eu não conheço esta pessoa” e “5” a “este é um dos meus melhores amigos” – 3 era a pontuação mínima para caracterizar uma amizade. Além disso, eles também deveriam adivinhar como os seus colegas iriam avaliá-los.

O resultado foi alarmante: apenas 53% das amizades eram recíprocas! Os pesquisadores acreditam que esse baixo número se deve à dificuldade que temos em pensar como as pessoas nos enxergam. É chato, mas você pode achar que é um dos melhores amigos de alguém enquanto ela pensa bem diferente.

Se você acha que o grupo de análise foi muito pequeno para tais conclusões, saiba que a equipe foi ainda mais longe e examinou testes anteriores envolvendo 3,1 mil pessoas – para a nossa tristeza, os resultados foram bem parecidos.

Por isso, se você gosta de alguém e anda deixando a amizade meio de lado, é melhor aproveitar esse toque para convidá-lo para sair no próximo fim de semana.

*Por Camila Galvão

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*Fonte: megacurioso

Bons amigos são a cura para nossa alma

Com certeza você já ouviu o jargão “Quem tem um amigo tem um tesouro”, e essa é uma afirmação 100% verdadeira. É certo que à medida em que avançamos em nossa vida, há pessoas que vão e pessoas que vêm, mas os bons amigos estarão perto de você sem se importar com as circunstâncias da vida, e de um modo ou de outro sempre estarão ao seu lado.

No entanto, mesmo que você tenha bons amigos, isso não significa que novas pessoas não possam entrar na sua vida, muito pelo contrário. Se você deixar pessoas entrarem em sua vida, a qualquer momento poderá se beneficiar de tudo que as amizades proporcionam. Até mesmo amizades rápidas (quando está viajando, por exemplo) podem acrescentar muito e ajudar a crescer internamente.

Se não regarmos as amizades, elas morrem

A realidade das amizades é que perdemos amigos com o passar dos anos porque nos limitamos a seguir nossas vidas sem cultivar as amizades. Mas os amigos de verdade sempre estarão ao seu lado de qualquer modo, e você também terá a oportunidade de fazer novas amizades se estiver aberto a isso.

Em algumas ocasiões, podemos perder os amigos mais próximos porque eles, ou nós mesmos, mudamos de trabalho, mudamos de cidade, porque estamos muito ocupados para oferecer a eles nosso tempo ou simplesmente porque manter contato parece muito complicado em alguns casos.

“As boas fontes se mostram nas grandes secas; os bons amigos, nas épocas difíceis.”
-Provérbio chinês-

A amizade é como uma planta, precisa ser regada e receber amor todos os dias

A amizade é como o amor: pode ser comparada com uma planta que tem suas necessidades; se não é regada todos os dias, por exemplo, não cresce e floresce, seca pouco a pouco, murcha e acaba morrendo. As amizades devem ser cuidadas como as plantas, devem ser regadas todos os dias para que floresçam bonitas e cresçam com raízes fortes.

Embora a interação social ao vivo ainda seja a mais efetiva, a realidade é que com as novas formas de comunicação não há desculpa para não estar em contato com as pessoas que mais gostamos. Além disso, é necessário construir relações e vínculos saudáveis como uma forma de seguir crescendo tanto pessoal quanto socialmente, porque os bons amigos oferecem benefícios que duram para sempre.

“A única maneira de possuir um amigo é ser um.”
-Ralph W. Emerson-

Amigos fazem com que a vida dure mais

Ter amigos que trazem felicidade ao dia a dia podem fazer com que sua vida dure mais. Suas amizades farão você se sentir querido, ver que você é importante em seu mundo, em uma pequena sociedade, e além disso terá alguém que se preocupa com você, com seu bem-estar físico e emocional.

Um verdadeiro amigo falará as coisas que realmente pensa, falará quando algo não parecer bem pensando no seu bem-estar e na sua felicidade, será seu conselheiro. Além disso, bons amigos poderão ajudar você a se sentir mais saudável, a ter uma vida melhor e se sentir de uma forma diferente ao compartilhar amor com os outros.

Os amigos são bons para o coração e para a mente

Seus amigos poderão fazer com que você se sinta muito mais feliz no dia a dia, até mesmo nos dias em que não tem vontade de nada. Nos dias cinza, seus amigos serão como raios de luz. Eles serão um ponto de apoio muito importante nos momentos difíceis, como quando estamos muito estressados ou desanimados.

“Cada um mostra como é pelos amigos que tem.”
-Baltasar Gracian-

Os amigos felizes e otimistas são os melhores

Se você se rodear de amigos felizes e otimistas, estará aumentando sua felicidade quase sem se dar conta. Pelo contrário, se decidir ter amigos tóxicos ou infelizes, seguramente será menos feliz do que merece e sofrerá problemas com alguns deles. Por isso é tão importante ter relações saudáveis com todas as amizades.

Os bons amigos lhe trarão segurança emocional e poderão melhorar seu senso de pertencimento e propósito. Como um bando de aves que voam juntas, você se sentirá em uma família de amigos, voando por si mesmo mas rodeado por pessoas que lhe acompanharão na longa viagem da vida com as mesmas idéias de visões de mundo.

“A amizade perfeita é a de boas pessoas e daqueles que se assemelham pelas mesmas virtudes. Pessoas que se desejam mutuamente o bem no mesmo sentido.”
-Aristóteles-

Trate seus amigos como gostaria de ser tratado

A forma mais fácil de ser um bom amigo é tratar os outros como gostaria de ser tratado. Seria excelente tratar suas amizades como você trataria a si mesmo, e lembre-se sempre de algo importante: nunca é tarde para agir dessa forma. Os verdadeiros amigos saberão o quanto você vale e como você é importante.

 

 

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*Fonte: resilienciamag

Um amigo fingido é pior do que um inimigo declarado

Os amigos que fazemos na vida, os verdadeiros, podem vir a ser contados nos dedos de uma mão.

Ao longo de nossa vida, com cada experiência, aprendemos e entendemos que eles são aquelas pessoas que nos amam como somos, e não esperam nada em troca.

Conhecem o pior de nós e ainda nos defendem, nos apóiam, se solidarizam e o mais importante de tudo, não têm dúvidas de nos apontar quando estamos fazendo algo errado ou estamos simplesmente agindo mal.

“Todo mundo quer a verdade, mas ninguém quer ser honesto.”
Desconhecido

A vida nos ensina que nem tudo que reluz é ouro e que muitas vezes o que pode parecer ser um grande amigo, é pior do que qualquer outro inimigo.

Muitas vezes aquele que consideramos um grande amigo, pode trazer as maiores decepções, mágoas e quando você menos espera esse amigo pode se tornar o seu pior inimigo.

É obvio que não podemos classificar qualquer pessoa como um amigo ou inimigo, apenas por pensar igual ou oposto de nós, ou porque simplesmente não agiu de acordo com os nossos próprios interesses.

Nem sempre a pessoa que te agrada, tolera ou te elogia, é exatamente seu melhor amigo. Se não é capaz de dizer-lhe na sua frente que você está errado, ao contrário prefere agir contra você pelas suas costas, não se engane, essa pessoa é “um amigo fingido” que é pior do que um inimigo declarado.

“A única coisa pior que um mentiroso é um mentiroso que também é hipócrita.”
Tennessee Williams

Um inimigo sempre vai agir com astúcia, as suas intenções sempre vão ser para te prejudicar e criar uma imagem negativa sobre você, sempre vão procurar oportunidades para te ferir e te deixar no chão. Geralmente sabemos reconhecer essas pessoas que consideramos inimigos.

Quando os encontramos agimos de maneira cautelosa e cuidadosa, evitando comentários e palavras contraditórias afim de evitar situações onde podemos ser expostos.

No entanto com amigos, nós acreditamos e confiamos. Compartilhamos sonhos, planos, alegrias e nossas grandes fraquezas.

Confiamos nossos segredos para “amigos”, que consideramos nossos grandes confidentes. Para um “falso” amigo, lidar com essas informações as vezes pode ter mais valor do que para qualquer inimigo possível.

Viva a verdade em vez de professar isso.
Elbert Hubbard

Mas podemos evitar esses falsos amigos, pois eles sempre vão dar sinais e pistas, devemos estar atentos e aprender a discernir, compreender e aceitar que existem pessoas que usam mascaras e vão tentar sempre te usar. Fique atenta, observe sempre quem está ao seu redor, mesmo os amigos!

 

 

 

 

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*Fonte: bmm

As pessoas mais caras são aquelas com quem a gente pode tomar o vinho mais barato

São elas, sim. Aquelas que não vão nos julgar pelo dinheiro que temos no bolso, na conta, na herança da família. As pessoas que nos são mais caras não dão a mínima se tudo o que temos é barato e comprado a prestação. Não ligam se o nosso carro não tem ar condicionado e faz barulho quando abre o vidro. Não reclamam se o vidro emperra. Não ficam tristes de ganhar no aniversário nada mais que uma mensagem de texto, um telefonema ou uma bobagem da loja de um e noventa e nove. Basta que seja sincero.

De todas as pessoas que encontramos na vida, as mais valiosas são as que chegam antes do dinheiro e as que ficam depois que ele acaba.

Não, isto não é um elogio à pobreza, não. É só uma celebração de toda gente leal que resta no planeta. Porque amigo é amigo com dinheiro ou na miséria. Pode até desistir de uma amizade. Acontece. Quase todo mundo vai embora quando é traído, enganado, maltratado, preterido. Afinal, ser amigo não é igual a ser trouxa ou aceitar tudo. Agora, nenhuma pessoa decente abandona seu amigo só porque a grana acabou.

Não, eu não estou dizendo que todo “pobre” é legal e todo “rico” é canalha. Estou afirmando que gente boa de verdade vive para além das limitações de orçamento. Não se aproxima e nem foge de alguém tão somente pela mera semelhança ou diferença financeira. Gente boa de verdade não expulsa de seu clube um companheiro na falência nem se achega a um desconhecido apenas por lhe saber endinheirado.

Não, não é mau frequentar lugares caros, pagar mais por seus gostos, viajar o mundo, viver em um bom bairro. Se o dinheiro é seu e foi ganho honestamente, o que há de errado? Nada! Assim como nada há de impróprio em viver com poucos recursos por necessidade, pagar menos para morar, comer, vestir. O sujeito que vende o almoço para comprar a janta não é melhor nem pior que o esbanjador e vice-versa. São só pessoas em posições diferentes, vivendo realidades diversas.

Pessoas não têm preço. Porque preço é próprio de coisas e objetos. Pessoas têm valor. Umas mais, outras menos. E eu tenho a impressão de que o valor da gente não se mede pelo preço que a gente paga nas coisas.

Não é por nada, não. Mas para mim as pessoas mais caras do mundo são aquelas que não reclamariam de tomar champanhe francês ao meu lado, de frente para a Torre Eiffel, como também não rejeitariam um vinho barato em minha companhia. Nem gostariam menos de mim por isso.

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*Fonte: osegredo

Aquele seu amigo chato é o que mais te quer bem, afirma a ciência

Sabe aquele seu amigo que você ama, mas que, às vezes, não suporta porque é chato e vive te dando bronca (mesmo que sejam necessárias)?

Pois é! De acordo com a ciência, esse é o amigo que mais te ama e te quer bem.

Segundo uma pesquisa publicada, pessoas que fazem com que outras sintam emoções negativas acreditam que tais emoções serão benéficas a longo prazo.

A pesquisa foi conduzida pela Universidade de Plymouth e incluiu 140 adultos.

Os cientistas observaram seus comportamentos durante situações hipotéticas como colocar medo de fracasso em um amigo que, ao invés de estudar, está adiando seus estudos.

Os pesquisadores afirmaram que pedir aos participantes para que se coloquem no lugar de outra pessoa aumentou a probabilidade de escolherem experiências e sentimentos negativos para alguém

Isso se achassem que lhe seria útil no futuro.

Os resultados foram confirmados: as pessoas são cruéis para serem gentis.

O autor do estudo, Belén Lopéz-Pérez, afirma:

“Seguindo a mesma linha de pesquisas anteriores, os resultados mostraram que as pessoas têm determinadas expectativas sobre os efeitos que algumas emoções podem provocar e que estas podem ser melhores para alcançar objetivos diferentes.”

Em outras palavras, as pessoas podem ser cruéis com você, não porque querem te magoar ou não gostam de você, mas, pelo contrário: se preocupam com você e acreditam que sua suposta crueldade seja benéfica.

> Curious Mind Magazine

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*Fonte: awebic

Facebook privilegiará amigos e familiares em vez de notícias

O Facebook quer mais fotos de férias, mais mensagens apoiando um determinado time de futebol, mas formaturas e mais festas de aniversário. A mais recente atualização de seu algoritmo, a fórmula secreta que decide o que será mostrado primeiro em cada perfil com base no seu histórico de navegação, atividade e amigos, irá exibir mais imagens, vídeos e links de amigos e menos de marcas e veículos de comunicação.

Isso não quer dizer que a empresa esteja atacando diretamente os meios de comunicação, mas sim que as páginas oficiais deles perderão parte do seu poder de divulgação. Também não significa que os conteúdos dos veículos serão menos vistos, mas sim que eles terão mais visibilidade quando os usuários os compartilharem do que quando forem publicados em suas próprias páginas. O Buzzfeed e o Tasty, dois meios de comunicação surgidos na própria internet, cuja estratégia de crescimento meteórico se baseou na rede social, não se pronunciaram sobre a decisão. De toda forma, o Facebook deixa uma porta aberta para a publicidade como uma forma de ampliar sua divulgação.

O Facebook, que conta com mais de 1,65 bilhão de usuários ativos, afirma que o seu objetivo é conectar o mundo e que faz todo sentido que a prioridade esteja nos amigos e familiares. Em um texto assinado por Adam Mosseri, responsável pela News Feed, nome da página principal em que se publicam os conteúdos jornalísticos, a empresa deixa claro que as notícias e o entretenimento têm um lugar secundário. “Temos nos empenhado cada vez mais em projetos que façam com que os usuários se expressem junto com os seus amigos, que aprendam com eles e conversem entre si”, afirma Mosseri.

Diferentemente do Twitter, o Facebook não exibe seu conteúdo em uma ordem estritamente cronológica, mas o mistura e distribui de acordo com seu algoritmo

Diferentemente do Twitter, o Facebook não exibe seu conteúdo em uma ordem estritamente cronológica, mas o mistura e distribui de acordo com seu algoritmo, com o objetivo de personalizá-lo de forma a torná-lo mais agradável para os seus consumidores. O Instagram, que pertence ao Facebook, mantém a ordem cronológica, embora já tenha anunciado, em duas ocasiões, sua intenção de adotar um algoritmo. A reação negativa por parte da comunidade congelou a ideia.

Durante a inflamada campanha das primárias nos Estados Unidos, o Partido Republicano acusou a rede social de refletir o seu viés político na hora de exibir os conteúdos. Sheryl Sandberg, a número dois do Facebook, foi encarregada de dialogar com o partido e esclarecer que tudo é definido pela tecnologia, e não pelas pessoas que estão por trás da rede social.

 

Mosseri afirma que a mudança não é definitiva e que irá se adaptando de forma contínua conforme as preferências de seus clientes, ou seja, dos perfis. O Facebook analisa o comportamento de seus usuários de forma minuciosa. Tanto assim, que sabe até mesmo quando uma mensagem foi escrita mesmo sem ter sido, ao final, publicada no mural. A empresa tem consciência de que o conteúdo gerado por seus usuários tem diminuído, e, há dois meses, vem experimentando o uso de mensagens de boas-vindas pré-fabricadas para impulsioná-lo. A ideia é lançar uma âncora na realidade, para que se crie mais conteúdo.

Daí que convide a mostrar o apoio à seleção de futebol que está jogando, seja a Eurocopa ou a Copa América. Tomam como referência a nacionalidade, bem como a localização do usuário. Não é também estranho que usem festividades locais ou celebrações como o Orgulho Gay como gancho para compartilhar o ponto de vista a respeito. No domingo, para todos os que se declararam espanhóis, insinuava que dissessem se já haviam votado. São, claramente, mensagens que têm relação com a atualidade e com temas de debate na rua. Sua ambição é transferir essas conversas para o ciberespaço.

O novo algoritmo também afetará o conteúdo próprio do Facebook: os Instant Articles e os vídeos ao vivo.

Não é por acaso que ao entrar na página dos vídeos eles sejam diretamente baixados. Nem mesmo que essa seja sua grande aposta. Cada vez que sabem que há uma fuga de tráfego corrige-na criando um serviço semelhante para ficar dentro de seus domínios. Viram que o YouTube era a porta de saída mais frequente e criaram uma plataforma própria de vídeo. Em poucos meses tomaram a dianteira, oferecem transmissões ao vivo antes que o YouTube, propriedade do Google, tenha dado o passo.

Nesse mesmo sentido, o Facebook lançou há um ano o Instant Articles. EL PAÍS já se uniu à plataforma. Esse sistema permite consultar de modo muito rápido o conteúdo das mídias que fazem parte do acordo. Serve para impulsionar o consumo de uma publicação específica e a mostra com uma estética ajustada ao celular. A equipe de Zuckerberg o apresentou como um possível alívio para a situação econômica dos meios de comunicação. A publicidade desses artigos adaptados pode ser administrada diretamente pelos editores ou ser delegada a eles e compartilhar seguindo o padrão habitual dos aplicativos, 70% para os criadores e 30% para o suporte.

Paradoxalmente, os conteúdos nativos também não ficarão livre de serem afetados pelo novo algoritmo. Tanto Instant Articles como os vídeos ao vivo (os Facebook Live, a outra grande aposta da rede social) terão seu alcance e difusão afetados. “A influência do algoritmo é indiferente ao tipo de conteúdo”, explicou Mosseri.
Contragolpe do Google

O Google, com uma posição radicalmente contrária, respondeu com o AMP, um formato de livre adoção (não é necessário firmar um acordo com eles para usá-lo e o código é livre). AMP, acrônimo em inglês de páginas móveis avançadas, baixa as páginas rapidamente, acelerando o código fonte. É mantido o link, algo que não acontece no Facebook, para que se possa compartilhar por toda a rede. Para incentivar sua adoção o buscador apresenta antes os resultados de páginas que são AMP e as mostra com um carrossel de imagens, de tal modo que se tornam mais atraentes. EL PAÍS esteve entre os órgãos pioneiros da mídia em usar esse sistema de publicação.

Há uma semana, durante a VidCon, a feira de vídeos online realizada em Los Angeles, foi revelado que o Facebook está pagando a órgãos da mídia para emitir vídeos ao vivo dentro de sua plataforma. Os cálculos iniciais falam de 50 milhões de dólares (162 milhões de reais) repartidos entre Buzzfeed, CNN, The New York Times, Huffington Post e Mashable. Também pagaram ao Real Madrid e Barcelona por seus vídeos ao vivo.

O Facebook quer conteúdo, mas não links para fora. Seu modelo de negócio, centrado na publicidade, demanda que se passe cada vez mais tempo dentro. Se alguém segue um link, talvez continue navegando longe de seus domínios.

 

 

 

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*Fonte: elpais

Barão

Enfim o sábado chegou e com ele a vontade de o quanto antes sair de rodando de moto com os amigos. Durante a semana isso é complicado, todo mundo trabalha, tem lá os seus horários e compromissos, temos de tocar a vida e nem sempre é possível juntar a tigrada. Essa semana, o Paulão que mora em POA e é um amigo em comum de longa data da galera, convidou a mim e o Pretto, através do Vladi, para darmos um passeio de moto até Barão (RS), cidade onde seus pais tem uma casa, onde poderíamos fazer um churrasco. Que maravilha, hein! Andar de moto e ainda depois um churras! Bóh!

E já posso dizer que foi sensacional. O trajeto de Venâncio Aires até lá (a quem interessar possa), é barbada. Basta seguir pela 287 até Montenegro (RS) e no trevo do Parque Municipal dobrar a esquerda, onde tem um posto de gasolina. Depois é só seguir reto em frente pela 470. Essa estrada é um trajeto que vai terminar em Carlos Barbosa (RS). Pode-se também fazer esse trajeto por um outro lado, saindo de V.Aires / Lajeado / pegar a Rota do sol até Carlos Barbosa e depois descer. Feito é isso. Simples assim. Garantia de um belo passeio. PIMBA!

Para aproveitar bem o dia resolvemos sair cedo, perto das 8h30 já estávamos abastecendo as motos e calibrando os pneus. Uma conversa rápida e os motores já estavam roncando no asfalto. O dia estava um pouco frio, mas com um sol bonito. Só que isso foi apenas na hora da saída, bastou chegarmos há alguns Kms à frente, um pouco depois do trevo da cidade e o tempo fechou e só havia neblina. Putz! E que neblina. E foi assim até um pouco antes de chegarmos perto de Montenegro e nada dessa porra de neblina sumir de uma vez. Mas ok, no final de contas são mesmo as adversidades que é que dão o tom da aventura. Paramos para um café no caminho. Mas sem perder tempo já estávamos outra vez na estrada. Marcamos de nos encontrar com o Vladi, Fabi e Paulão no tal trevo do postinho de Montenegro. Mais ou menos dentro do previsto do horário marcado, estávamos lá.

Nova rodada de conversação e em pouco tempo outra vez já seguíamos em frente. O objetivo agora era passarmos primeiro para conhecer o túnel de pedra de Linha Stein, que fica na Rota Colonial. Não é muito longe da estrada, mas tem de andar por um pequeno trecho de pavimentação e depois estrada de chão batido (tudo bem sinalizado). Uma vez chegando no túnel, outra breve parada. Acabamos inclusive descobrindo uma escadaria que estava tomada pela vegetação, mas que permitia se chegar mais próximo de uma cascata de pedras muito bonita que há no local.

De volta a estrada seguimos para Salvador do Sul, outra cidade que eu não conhecia e de cara achei muito bacana, toda encostada em um morro. Paramos no centro da cidade, na praça matriz. Combinamos de seguir até um antigo hotel (está fechado atualmente) que há por lá e fica no topo do morro e de onde se pode ver uma bela paisagem do vale. Muito legal. Antes porém, tentamos também chegar num outro canto desse morro, em um colégio antigo, mas um guarda desse local não nos permitiu entrar na área do colégio. Pena, o lugar também era incrível. O Vladi e o Paulão já estiveram lá uma outra vez.

Depois retomamos o nosso percurso seguindo em frente até Barão e creio que em preciso dizer que não conhecia também esta cidadezinha. A casa dos pais do Paulão fica um pouco afastada, pegamos uma estrada de chão outra vez, mas tudo tranquilo apesar da minha moto e a do Pretto serem custom e não curtirem muito esse tipo de terreno…rsrsrsr

Uma casa muito legal, estava fechada há muito tempo, então demos logo um trato e já começamos a função para o nosso churrasco. Mas antes ainda tivemos de travar uma luta contra uma colméia de marimbondos que havia dentro da chaminé da churrasqueira. Mas tudo certo no final. Já adiantando – a comida ficou muito boa e ainda deu para descansar ao sol, conversar bastante, fazermos planos de novas aventuras e até tomamos umas cervejas (pouca é verdade). Fizemos ainda um passeio pelo propriedade onde colhemos muitas laranjas, bergamotas e limões para trazer para casa. Ninguém mais da turma vai ficar gripado pelo jeito. E assim o tempo acabou passando rapidamente e então na metade da tarde tínhamos já que nos agilizar nos preparativos para o trajeto de volta. Descemos a serra pelo mesmo caminho da ida – aliás, eu nem havia mencionado antes – QUE TRAJETO LEGAL (mas cuidado com as curvas fechadas… e bem fechadas) acompanhando o Vladi e o Paulão mesmo que o plano inicial seria de que eu e o Pretto voltaríamos seguindo em frente até Carlos Barbosa e depois descer pela Rota do Sol. Nos separamos em Montenegro outra vez. De lá atá em casa tudo tranquilo, ruim apenas é o sol batendo na cara nesse horário de final de tarde no trajeto da 287 para casa.

Mais um sábado daqueles. Um dia realmente incrível. Muito grato Paulão pelo excepcional convite e empreitada.
Valeu rapziada. Até a próxima.

 

*Algumas img da função de hoje:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cientistas explicam porque as pessoas inteligentes preferem menos amigos

Muitos de nós já nos perguntamos, vez ou de outra, o que faz uma vida bem vivida. Ser cercado pela família e um monte de amigos? Pode ser cercado por um punhado seleto de pessoas em sua vida? Você já observou uma pessoa realmente inteligente em sua vida e os amigos com os quais se cerca? E a quantidade de pessoas ao seu redor? Acontece que as pessoas mais inteligentes preferem menos amigos e aqui está o porquê.

 

O que faria a maioria das pessoas feliz

Uma nova pesquisa, publicada no British Journal of Psychology, trata de questões sobre o que exatamente define uma vida bem vivida. Acontece que, os estilos de vida “de caçadores” de nossos antepassados formam a base do que nos faz felizes agora. A pesquisa entrevistou aproximadamente 15.000 pessoas entre as idades de 18 a 28 anos de idade. Os pesquisadores descobriram que as pessoas que vivem em áreas densamente povoadas relataram menos satisfação com a qualidade de sua vida. A próxima conclusão sugere que quanto mais frequentes nossas interações com amigos próximos, mais melhoramos a nossa felicidade autorelatada.

 

Pessoas inteligentes são uma exceção

No entanto, existe uma exceção. Para aqueles com quocientes de inteligência mais elevados, essas correlações drasticamente diminuem. “O efeito da densidade populacional na satisfação com a vida era, portanto, mais de duas vezes maior para os indivíduos de baixo QI”. Assim, quanto mais inteligente você é, menos está satisfeito com a vida se socializando com os amigos com mais frequência. Mas por quê?

 

Pessoas inteligentes estão focadas em objetivos de longo prazo

As pessoas com QI mais elevado e capacidade de usarem sua inteligência, são menos propensas a gastarem tempo socializando. Por quê? As pessoas inteligentes estão focadas em objetivos de longo prazo. São obrigadas, e talvez um pouco mais orientadas a usarem sua inteligência para criarem algo maior do que elas mesmas.

Por exemplo, pense em alguém que você conhece que fez pós-graduação ou começou seu próprio negócio. Ao perseguir suas ambições e objetivos, esse alguém teve de minimizar interações sociais para permanecer na tarefa de alcançar seu objetivo. Uma pessoa inteligente, na busca de alcançar algo maior e melhor do que ela mesma, pode considerar a interação social como uma distração, algo que a afasta de objetivos a longo prazo, o que, por sua vez, podem afetar seu bem-estar geral.

Quando buscando um objetivo a longo prazo, o indivíduo mais inteligente prefere ficar em casa e trabalhar no sentido de seus sonhos e ambições, em vez de sair em um sábado à noite com alguns amigos. Não é que ele não valoriza a amizade, mas quando está à espreita de alcançar a grandeza, julga a socialização como distração.

 

Como as pessoas inteligentes se desenvolveram de forma distinta durante a evolução do cérebro humano

O cérebro humano evoluiu para atender as demandas do nosso ambiente ancestral na savana. A densidade da população era baixa e subsistíamos por um estilo de vida caçador-coletor. Durante estes tempos, ter contato frequente com os amigos ao longo da vida era necessário para a nossa sobrevivência e posterior reprodução da nossa espécie.

Nos dias de hoje, a nossa vida mudou drasticamente, assim como nossas interações com o outro. As pessoas inteligentes podem ser mais capazes de lidar com os novos desafios que a vida moderna nos lança. Ou seja, essas pessoas têm uma melhor capacidade de resolverem problemas evolutivos e novos e mais facilidade de lidarem com novas situações.

Quando você é mais inteligente, é mais capaz de se adaptar às coisas e tem mais facilidade em fundir suas predisposições ancestrais com o mundo moderno.

 

Pessoas inteligentes valorizam relacionamentos de uma maneira diferente

As pessoas inteligentes valorizam amizades e relacionamentos como qualquer outra pessoa, mas tendem a ser mais seletivas com a forma como gastam o seu tempo. Não é que elas não valorizam amizades e socialização, é que também valorizam os seus interesses pessoais.

 

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*Fonte: osegredo

 

sozinho4

7 razões pelas quais é difícil ter amigos

Ter amigos na idade adulta pode ser complicado para muitas pessoas. Entender as novas “regras do jogo” com relação às amizades estabelecidas na infância e na adolescência é o primeiro passo. Compreender que certas questões podem tornar difícil criar novas amizades é o passo seguinte.

É necessário trabalho para manter as amizades ao longo do tempo.
Conhecer pessoas já pode ser uma questão complicada para algumas pessoas à medida que vão ficando mais velhas. Mas uma coisa são os conhecidos ou as “amizades”, e outra muito diferente é ter amigos verdadeiros.

Fazer amigos na idade adulta é muito mais difícil do que na adolescência.
Além disso, muitas dessas relações que tínhamos como relações de amizade se desfazem e descobrimos que não havia uma amizade verdadeira. Assim, muitas pessoas chegam à idade adulta e se dão conta de que não têm amigos, embora muitos desejem ter esse tipo de relacionamento.

 

Motivos que dificultam a amizade

As pessoas que sentem que não têm muitos amigos devem levar em conta as possíveis razões pelas quais isso acontece. Para começar, devemos ter em mente que as regras do jogo mudam ao longo dos anos. As pessoas evoluem, criam a sua vida em torno de seu trabalho e sua família e passam por diferentes experiências. Tudo isso influencia as suas relações com os outros.

Além disso, quando somos crianças e adolescentes seguimos alguns padrões de comportamento ditados pelo ambiente, fazendo o que acreditamos que devemos fazer. Mas, ao longo do tempo, vamos entendendo as coisas de maneira diferente, e muitas situações que antes aceitávamos como válidas deixam de ser.

Neste sentido, existem certos tipos de questões e atitudes que tornam muito difícil fazer amigos que se referem, acima de tudo, ao caráter e à personalidade de cada um. Faça as seguintes perguntas para si mesmo para descobrir os motivos que podem estar dificultando a tarefa de ter amigos.

Você reclama muito?

Você é uma dessas pessoas que está reclamando a todo instante do seu trabalho, da falta de dinheiro ou de como a vida é ruim e injusta? As pessoas não gostam de perder seu tempo com gente negativa e pessimista. Tente desenvolver uma atitude mais positiva e procurar temas mais interessantes para discutir em vez de ficar sempre falando dos seus problemas e de quão ruim o mundo está.

 

Você é egoísta?

A amizade significa dar e receber. Às vezes temos que dar mais do que aquilo que recebemos. Isso inclui escutar, ceder e compartilhar, tanto no material como no espiritual. Porém, se você está apenas disposto a receber, a balança fica desequilibrada. Tenha em mente que ser egoísta é uma atitude e ninguém vai querer ser seu amigo se você age apenas pensando em si mesmo.

 

Você se preocupa com as pessoas?

Se não importa para você o que acontece na vida das pessoas que o cercam, é muito difícil que você consiga construir e manter qualquer tipo de amizade. Se você quer fazer amigos, deve começar a mostrar um interesse verdadeiro por eles.

 

Você dramatiza? Causa problemas?

Se você é uma pessoa problemática e que dramatiza demais os problemas, irá notar que as pessoas não demonstram interesse no que acontece com você e que, além disso, costumam desaparecer. Se você gosta de fazer coisas para irritar os outros, não sabe guardar segredos, críticas ou quer sempre colocar a culpa nos outros, é muito difícil que as pessoas tenham interesse em criar qualquer tipo de relação.
Você contabiliza os erros que as outras pessoas cometem com você?

A amizade é um tipo de relação que envolve perdoar, mas se você é aquele tipo de pessoa que contabiliza os ferimentos e os danos que outras pessoas causam, está dando a entender que se sente o centro do universo e acha que tudo deve girar em torno de você. Assim não é possível manter ou iniciar qualquer tipo de relação, e muito menos uma relação de amizade.

Você é fofoqueiro?

Fofocar sobre os outros traz uma imagem muito ruim para as pessoas. Pode parecer divertido no começo, mas quando você escuta alguém falando mal de outras pessoas, contando coisas pessoais ou rindo dos seus defeitos ou problemas, não dá para deixar de pensar: será que também falam mal de mim assim?

 

Você é mandão? Consegue ouvir os outros? Respeita os limites?

Ser mandão não vai ajudá-lo a ter amigos. Uma coisa é ter iniciativa e querer ajudar, outra totalmente diferente é querer mandar na situação dizendo a todos o que devem fazer.

Para fazer amigos, escutar e não se intrometer demais sempre são boas ideias. Ultrapassar os limites do respeito e agir como se todo mundo tivesse que fazer o que você diz não é o mais aconselhável se você quer construir relacionamentos saudáveis.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

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Como identificar um falso amigo

“A falsidade tem asas e voa, e a verdade a segue engatinhando, de modo que quando percebemos o engano, já é tarde demais”
(Miguel de Cervantes)

Muitas vezes é difícil diferenciar uma bolsa de uma marca famosa de uma imitação. Elas têm a mesma forma, mesma cor, a mesma costura, as mesmas medidas e até a etiqueta é igual a da marca original. Mas há pequenos detalhes que vão se revelando ao longo do tempo. Quando exposta ao sol ou molhada, a bolsa imitação se desmancha: as divisões internas se descosturam e causam desconforto; até a alça que utilizamos para carregá-la no ombro já não é tão confortável quanto antes.
E o que podemos fazer? Sentimos pena de jogar fora, mas não podemos usá-la em nenhum evento importante.

O mesmo vale para as relações com os falsos amigos.
No início, os falsos amigos parecem perfeitos, mas aos poucos, sem que percebamos a razão, começam a causar mais problemas e aborrecimentos do que se espera de alguém com quem compartilhamos conversas interessantes. Eles parecem mudar com o tempo.
Começam as discussões e as desavenças por coisas banais. Seu comportamento fica estranho, mas você não quer “abrir os olhos “. Ninguém gosta de perder os amigos.

Aqui, damos algumas orientações para que você identifique os “falsos amigos”.

 

Dicas para identificar o falso amigo

Fique de olhos bem abertos. Eles são muito sutis e agradáveis e acreditamos que não há motivo para preocupações. No entanto, antes que a situação se torne insuportável, como acontece com a bolsa falsa que acaba se desmanchando, resolva essa situação. Afaste-se e tire-o da sua lista de contatos.

Seu amigo parece feliz em falar com você, mas sempre fala mal dos outros. Nunca tem nada de bom para comentar, está sempre destilando seu veneno.

Curiosamente, essa mesma pessoa o elogia na sua frente, mas o critica quando não está presente.

Não conversa sobre vários assuntos, mas fala muito da vida das outras pessoas. É impossível ter uma conversa que não o leve a analisar a vida dos outros em comparação com a sua.

Ele não é honesto com os seus sentimentos e isso é confuso e desgastante.

Ele lhe diz para ser alegre e positivo, mas ele próprio não age dessa forma. Não quer demonstrar suas fraquezas e faz parecer que não precisa da sua amizade.

Faz comentários desagradáveis como: “o meu estava melhor”, “eu já passei por isso”, “eu já lhe disse isso”, “não é para tanto”. Seu nível de maturidade é 100 e ele diz que o seu é 0. Diz que só quer lhe ajudar, mas não faz nada isso.

Dá importância exagerada às relações sociais, quer ajudar sempre, mas quando age assim se sente entediado. Não sabe dizer não e quando o assunto é sério parece hesitar.

Está sempre ao seu lado nas dificuldades, lhe diz que você tem muitas virtudes, que o aprecia muito, mas basta você melhorar e as coisas mudam. “Isso sempre acaba mal”, “Seja realista”; parece que não gosta de vê-lo feliz.

Não tem senso de humor, principalmente com você. Se comentar sobre algo engraçado ou que lhe fez rir, provavelmente ele lhe dirá que não achou graça nenhuma.

Pergunta sobre seus outros amigos, sua família, sempre com a intensão de julgá-los. É insistente e quer saber de todos os detalhes que não lhe dizem respeito.

Repete a mesma história várias vezes, como se não se lembrasse para quem já a contou.

No meio de muitas pessoas chega a dizer: “Este é um assunto muito delicado, não contem para ninguém”. Não é um modo correto de agir. Se não contar, não há necessidade de pedir segredo.

Não aceita discutir política ou religião. Já tem frases prontas e acaba com qualquer discussão.

É uma pessoa muito desagradável, vive se queixando e não é carinhoso. Tem muita dificuldade para dizer que ama e dar um abraço.

Ele diz que é muito forte, que já passou por muita coisa na vida, e desqualifica suas preocupações.

Porém, você já chegou a um ponto em que não aguenta mais e acredita que precisa melhorar esse relacionamento, mas se sente culpado por comentar esse problema com outras pessoas.

Você não sabe de nada. Ele já falou mal de você para os amigos e conhecidos da forma mais baixa possível.

Mesmo que machuque um pouco, não se preocupe. Não perca seu tempo com pessoas assim. Talvez seja a hora de encontrar novos amigos.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

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4 tipos de amigos que você certamente tem e se não tem, precisa ter

Quando voltei de viagem da Índia trouxe comigo um ditado que dizia: “Depois de sermos picados por uma cobra, nos tornamos cautelosos até com uma corda”. Esse provérbio me vem à cabeça sempre quando penso sobre ”amizade”. Acho que todo mundo consegue se recordar de algum caso em que foi ferido psicologicamente por alguém próximo, pessoalmente ou profissionalmente.

Isso naturalmente pode ter tornado você mais desconfiado com relação a amizades em geral. Mas tenho certeza que se você tentar, com certeza vai conseguir se recordar de alguma ocasião em que feriu alguém, ou deixou alguém triste. Em qualquer caso, as amizades podem oferecer riscos.

Mas apesar de não ser fácil manter um círculo de amizades saudável, isso é um ponto crucial na construção de uma vida significativa e resiliente, e de grande importância quando estamos passando por alguma fase difícil.
Eu tenho notado isso frequentemente nos últimos 30 anos de minha carreira como terapeuta, mentor, consultor e supervisor daqueles profissionais que oferecem algum tipo de ajuda. Médicos, enfermeiros, educadores, assistentes sociais, conselheiros, psicólogos, psiquiatras precisam aprender a ser mais resilientes, não apenas para o seu próprio bem, mas também para conseguir ajudar quem precisa.

Em palestras, sessões individuais, sessões de grupo e consultas, um dos temas mais importantes que abordo é a amizade. A questão geral que sempre vem à tona é: “Eu sei que necessito de uma rede pessoal sólida, mas você poderia oferecer uma orientação mais específica sobre quais relações são mais importantes para que eu tenha um senso de resiliência saudável, principalmente quando estou passando por períodos difíceis, seja pessoalmente ou profissionalmente?

Considerei essa questão ao longo dos anos e conclui que precisamos de quatro tipos de amigos em nossas vidas.

1. O Profeta

Essa pessoa nos faz perceber quem está no controle de nossas vidas, e que ninguém está livre de sofrer influências do passado, ou influências atuais que podem nos levar a um caminho ou outro. O profeta nos deixa a seguinte questão: A quem estamos escutando para sentirmos, agirmos ou nos comportarmos de determinada forma? Para saber responder precisamos olhar para nossas vidas de forma clara: não há escapatória para essa questão.

 

2. O animador

Esse é aquele amigo solidário, que sempre nos acalma com sua voz ao telefone quando estamos desesperados. Além de ser um ótimo parceiro, o animador é complementar ao profeta, precisamos de ambos. Se só tivéssemos amigos profetas ficaríamos esgotados, por outro lado, se só tivéssemos amigos animadores, não cresceríamos apropriadamente, pois não seríamos estimulados a ver as coisas sob perspectiva.

 

3. O palhaço

Essa pessoa tem um grande senso de humor e nos ajuda na recuperação de perspectivas, principalmente quando estamos levando a vida muito a sério. Isso geralmente ocorre quando estamos enfrentando algum desafio familiar, no trabalho, ou em algum outro campo de nossas vidas. Quando não conseguimos rir de nós mesmos, corremos o risco de nos tornar rígidos demais às mudanças. Isso pode ser um problema para aqueles que convivem conosco, devido a nossa falta de flexibilidade.

 

4. O Inspirador

Essa pessoa nos invoca a atingir o nosso pleno potencial, a sermos tudo o que podemos ser sem sentir vergonha disso. Teríamos uma vida muito monótona sem aquele amigo que nos chama a ir mais longe, a seguir adiante.
Revisar a nossa lista de amizade à procura dessas pessoas é importante, assim encontraremos quais delas nos instigam a seguir em frente, nos trazem novas perspectivas e nos motivam. A amizade pode não ser a coisa mais fácil de lidar, mas preencher a nossa rede pessoal com pessoas que possam nos tornar pessoas melhores é algo que vale a pena.

*Fonte: PsychologyToday via Psiconlinews / portalraizes

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