Como enguias elétricas produzem eletricidade?

O mundo é um lugar fabuloso e surpreendente. Pessoas conseguem nos encantar diariamente com seus feitos, sejam aqueles que já conhecemos ou novos inventos. Poucas coisas nos deixam mais felizes do que ver alguém fazendo bem ao próximo, não é mesmo? No entanto, a natureza como um todo não fica atrás nesse meio das surpresas. Há animais capazes de nos fazer pensar por dias sobre seus feitos e capacidades. O camaleão, por exemplo, choca as pessoas pelo seu forte poder de camuflagem. A lagarta ainda é um do animais mais admirados, visto que consegue transformar-se em borboleta com o passar do tempo. Entretanto, as enguias talvez estejam no topo dos animais mais fascinantes de todo o reino animal.

Esse tipo de peixe é conhecido por uma habilidade um tanto peculiar: a capacidade de gerar energia elétrica. Há outros que conseguem isso, como as raias elétricas, o stargazer elétrico, o peixe-gato elétrico e outros. No entanto, são as enguias que mais se destacam. Foi pensando um pouco sobre esses seres que resolvemos trazer essa matéria. A redação da Fatos Desconhecidos buscou e trouxe para você, caro leitor, a forma como as enguias produzem eletricidade. Se souber alguma coisa que não pontuamos aqui, manda pra gente nos comentários aí embaixo.
Como as enguias produzem eletricidade

É difícil imaginar como as enguias geram eletricidade. Segundo Fernando Pimentel, professor do Instituto de Ciências Biológicas, da Universidade Federal de Minas Gerais, esses peixes conseguem o feito por separação de cargas iônicas. Isso é semelhante ao processo que acontece em pilhas. Essa descarga elétrica é produzida por células especializadas que se chamam eletrócitos. Substâncias como potássio e sódio são separadas dentro e fora do eletrócito. Isso torna o interior negativo e forma uma corrente elétrica entre os pólos.

Contudo, a maior parte da energia expressiva desses peixes é canalizada para o ambiente. Isso não afeta o indivíduo, o qual possui adaptações especiais em seu corpo, ficando, assim, isolado de sua própria descarga. No Brasil, o peixe conhecido como Poraquê é o com a maior capacidade de gerar energia elétrica. Ele é endêmico da Bacia amazônica, bem como dos rios do Mato Grosso. O choque desses animais pode ultrapassar 1.000 volts. Eles têm força suficiente para matar um jacaré adulto.

Como em outras espécies de peixes-elétricos, as descargas são produzidas por células musculares especiais. Essas células têm o nome de eletrócitos. O conjunto dos peixes se denomina mioeletroplacas. Cada célula nervosa é capaz de gerar um potencial elétrico de cerca de 0,14 volt. Essas são concentradas na cauda, que ocupa quatro quintos do comprimento total do peixe.

Um exemplar do animal adulto possui de 2.000 a mais de 10.000 mioeletroplacas, de acordo com o seu tamanho. Dispõem-se em série, como pilhas de uma lanterna e assim ativam-se simultaneamente quando o animal encontra-se em excitação, como na hora da captura de sua presa ou a fim de defender-se. Isso faz com que seus três órgãos elétricos descarreguem.

*Por Diogo Quiareli

 

 

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Os insetos estão desaparecendo e isso é péssimo para todos nós

De acordo com a primeira análise científica global, publicada na revista Biological Conservation, a população de insetos está a caminho da extinção no mundo todo, ameaçando um “colapso catastrófico dos ecossistemas da natureza”.

Mais de 40% das espécies de insetos estão em declínio e um terço está ameaçada. Segundo a revisão, a taxa de aniquilamento é oito vezes mais rápida que a dos mamíferos, aves e répteis.

Baseado nos melhores dados que temos disponíveis, a massa total de insetos está caindo 2,5% ao ano, sugerindo que eles poderiam desaparecer dentro de um século.

Por que isso é péssimo?

O planeta está no início da sexta extinção em massa em sua história, com enormes perdas animais já relatadas.

No entanto, os insetos são de longe os mais variados e abundantes animais, superando a humanidade em 17 vezes. Eles são “essenciais” para o funcionamento adequado de todos os ecossistemas, servindo como alimento para outras criaturas, como polinizadores e recicladores de nutrientes.

Essa tendência de declínio dos insetos está impactando profundamente as formas de vida em nosso planeta. Uma das maiores consequências é vista nos muitos pássaros, répteis, anfíbios e peixes que comem insetos. Se essa fonte de alimento é levada embora, todos esses animais morrem de fome. Tais efeitos em cascata já foram vistos em Porto Rico, onde um estudo recente revelou uma queda de 98% nos insetos no solo ao longo de 35 anos.

Colapso de insetos: “Estamos destruindo nossos sistemas de suporte à vida”, diz cientista

“Se as perdas de espécies de insetos não puderem ser interrompidas, isso terá consequências catastróficas tanto para os ecossistemas do planeta quanto para a sobrevivência da humanidade”, disse Francisco Sánchez-Bayo, da Universidade de Sydney, na Austrália.

Os mais afetados

A maioria dos estudos analisados foi realizado na Europa Ocidental e nos EUA, com alguns feitos da Austrália à China e do Brasil à África do Sul.

A pesquisa selecionou os 73 melhores estudos feitos até hoje para avaliar o declínio de insetos. Borboletas e mariposas estão entre os mais atingidos. Por exemplo, o número de espécies de borboletas generalizadas diminuiu 58% em terras cultivadas na Inglaterra entre 2000 e 2009. O Reino Unido sofreu a maior queda de insetos em geral, embora isso seja provavelmente um resultado de ser mais intensamente estudado do que a maioria dos lugares.

As abelhas também foram gravemente afetadas, com apenas metade das espécies de abelhas encontradas em Oklahoma nos Estados Unidos em 1949 estando presentes em 2013. O número de colônias de abelhas nos EUA era de 6 milhões em 1947, mas 3,5 milhões foram perdidas desde então.

Existem mais de 350.000 espécies de besouros e acredita-se que muitos tenham diminuído, especialmente os escaravelhos. Mas também há grandes lacunas no nosso conhecimento, com pouquíssima informação sobre muitas moscas, formigas, pulgões e grilos, por exemplo. Especialistas dizem que não há razão para pensar que eles estão se saindo melhor do que outras espécies estudadas.

10 espécies extremas de insetos

De quem é a culpa?

A análise afirma que a agricultura intensiva é o principal motor dos declínios, particularmente o uso pesado de pesticidas. A urbanização e as mudanças climáticas também são fatores significativos.

“A principal causa do declínio é a intensificação agrícola”, disse Sánchez-Bayo. “Isso significa a eliminação de todas as árvores e arbustos que normalmente cercam os campos, por isso há campos nus que são tratados com fertilizantes sintéticos e pesticidas”.

O pesquisador crê que o desaparecimento de insetos parece ter começado no alvorecer do século 20, acelerado durante os anos 1950 e 1960 e atingido “proporções alarmantes” nas últimas duas décadas.

Ele acredita que novas classes de inseticidas introduzidos nos últimos 20 anos, incluindo neonicotinóides e fipronil, foram particularmente prejudiciais à medida que são usados rotineiramente e persistem no ambiente, inclusive alcançando reservas naturais nas proximidades. 75% de perdas de insetos registradas na Alemanha foram em áreas protegidas.

O mundo deve mudar a forma como produz alimentos, uma vez que as fazendas orgânicas tinham mais insetos e que o uso ocasional de pesticidas no passado não causou o nível de declínio observado nas últimas décadas. “A agricultura intensiva em escala industrial é a que está matando os ecossistemas”, argumenta Sánchez-Bayo.

Nos trópicos, onde a agricultura industrial muitas vezes ainda não está presente, acredita-se que o aumento das temperaturas devido às mudanças climáticas seja o fator mais expressivo do declínio. As espécies são adaptadas a condições muito estáveis e têm pouca capacidade de mudar, como foi observado em Porto Rico.

Sem exagero

Sánchez-Bayo afirma que a linguagem extraordinariamente forte usada na revisão não é alarmista. “Queríamos realmente acordar as pessoas. Quando você considera que 80% da biomassa de insetos desapareceu em 25 a 30 anos, é uma grande preocupação”.

Outros cientistas concordam. “Deve ser uma grande preocupação para todos nós, pois os insetos estão no centro de toda teia alimentar, eles polinizam a grande maioria das espécies de plantas, mantêm o solo saudável, reciclam nutrientes, controlam as pragas e muito mais. Ame-os ou deteste-os, nós humanos não podemos sobreviver sem insetos”, disse o professor Dave Goulson, da Universidade de Sussex, no Reino Unido.

Outros pesquisadores mencionam que a análise, apesar de excelente, falha em incluir fatores que podem desempenhar um papel nesse declínio, como poluição luminosa, superpopulação humana e o consumo excessivo, bem como minimiza a influência da mudança climática.

A conclusão, entretanto, é uma só: “É cada vez mais óbvio que a ecologia do planeta está desmoronando e há uma necessidade de um esforço intenso e global para deter e reverter essas tendências terríveis”, resume Matt Shardlow, da instituição de caridade de conservação Buglife. [TheGuardian]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte:

De envenenamento a desorientação durante o voo, como os agrotóxicos afetam pássaros e abelhas

Estudos internacionais recentes vêm reforçando os argumentos de ambientalistas de que o uso de agrotóxicos causa danos à fauna das regiões onde estão as lavouras – às vezes, de longo prazo.

Um deles, divulgado na revista científica Nature, avaliou o impacto dos inseticidas imidacloprido (neonicotinoide) e clorpirifós (organofosforado), ambos usados no Brasil, em aves canoras (pássaros que têm a capacidade de cantar) que se alimentam de sementes. Os tico-ticos de coroa branca (Zonotrichia leucophrys), pássaros das Américas analisados na pesquisa, apresentaram sinais de envenenamento, perda de massa corporal e alteração na capacidade de orientação durante voos migratórios.

Além dos pássaros, segundo especialistas, qualquer ser vivo está sujeito a sofrer esses efeitos tóxicos, incluindo insetos, répteis, anfíbios, mamíferos, peixes, demais organismos aquáticos e espécies vegetais.

“São compostos químicos projetados para ter um efeito biológico prejudicial ao crescimento, ao desenvolvimento, à reprodução ou à sobrevivência dos organismos”, disse à BBC News Brasil Luis Schiesari, professor de gestão ambiental da USP.

Organismos da mesma família das pragas, por exemplo, por serem biologicamente similares, também podem ser atingidos pelos defensivos agrícolas e ter o mesmo destino.

É o que acontece com a lagarta da soja – centenas de mariposas parentes dela são envenenadas. Mas o mais grave é que muitos herbicidas, inseticidas e fungicidas atuam em processos comuns aos seres vivos.

“Algumas moléculas agem no processo da divisão celular, outras no processo da respiração celular e outras no transporte de íons através da membrana celular. Existe um potencial enorme de moléculas (das substâncias químicas) afetarem as espécies não-alvo porque todos os organismos necessitam desses três processos”, explica.

Encontrar espécies não-alvo mortas, inclusive predadores naturais das pragas, faz parte da rotina de quem trabalha em campos agrícolas pulverizados com agrotóxicos. Mesmo quando a dose é insuficiente para matá-las, elas podem ter sequelas como a diminuição da fecundidade, malformações no desenvolvimento, alterações comportamentais e perturbações hormonais.

“Um pesquisador da Universidade da Califórnia descobriu anos atrás que o herbicida Atrazina, um dos mais usados no mundo, é capaz de transformar girinos geneticamente machos em fêmeas numa concentração de uma parte por bilhão. Mesmo que aquele indivíduo não morra no curto prazo, a população morre no médio prazo porque, se deixa de ter reprodução, entra em colapso”, afirma Schiesari.

No entanto, fabricantes garantem que esses produtos, principalmente os mais novos, passam por pesquisas minuciosas para que sejam eficientes no controle de pragas, doenças e ervas daninhas, e ambientalmente seguros.

“Vários estudos são realizados desde o início do descobrimento, verificando sua viabilidade através de estudos preliminares. As empresas começam com cerca de 160 mil moléculas, mas no final de quatro anos restam apenas cinco que seguirão os próximos estágios de desenvolvimento”, afirma Andreia Ferraz, gerente de ciência regulatória da Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF).

“Essas moléculas, para seguirem, passam por diversos estudos toxicológicos e crônicos, e por outros que permitem caracterizar tanto o destino ambiental, bem como os efeitos para organismos não-alvo.”

Cerco fechado para as abelhas

O fenômeno do declínio populacional de abelhas em conexão com o uso de agrotóxicos vem sendo acompanhado de perto por vários países e comprovado por pesquisas como o relatório divulgado pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) no início de 2018.

Após analisar mais de 1,5 mil estudos sobre os neonicotinoides (agrotóxicos derivados da nicotina), o órgão afirmou que os danos que o agrotóxico causa nas abelhas variam de acordo com a espécie, a utilização e a via de exposição, mas de modo geral representa riscos para todas.

Pesquisas anteriores tinham revelado que o composto químico neurotóxico danifica a memória do inseto – ao sair para buscar alimento, ele se perde e não consegue voltar para a colmeia – além de provocar a morte precoce de abelhas rainhas e operárias.

A substância também foi considerada vilã das abelhas por pesquisadores da Universidade de Neuchâtel, na Suíça, em estudo publicado na revista Science. Foram encontrados traços de pelo menos um tipo de neonicotinoide em 75% das amostras de mel coletadas em todo o mundo.

Diante das evidências, recentemente a União Europeia proibiu três inseticidas da classe desse agrotóxico: imidacloprido, clotianidina e tiametoxam.

Fungicidas também podem ser fatais para o inseto, segundo pesquisadores, já que alguns fungos mantêm relações simbióticas com as abelhas.

Outros fatores, como doenças comuns e o desmatamento também podem ameaçar as colônias. Neste último caso, quando abre-se caminho para o plantio de grandes planações, as abelhas acabam se alimentando apenas de um tipo de pólen e de néctar disponível nesses cultivos. Por causa disso, acabam enfraquecendo por deficiência nutricional.

Pesquisa inédita com abelhas no Brasil

No Brasil, cientistas também observaram a mortalidade de abelhas intoxicadas por defensivos agrícolas.

“Os inseticidas foram desenvolvidos para matar insetos, e a abelha é um inseto. Se ela se aproxima, vai ocorrer mortalidade. É um problema bastante sério no Estado de São Paulo. Não que não aconteça em outros Estados do Brasil, mas em São Paulo nós temos registro”, adverte Roberta Nocelli, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que desenvolve pesquisas em ecotoxicologia de abelhas.

O registro que ela menciona é uma pesquisa inédita no Brasil realizada pelo Projeto Colmeia Viva com participação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da UFSCar. Para fazer o Mapeamento de Abelhas Participativo (MAP), especialistas estiveram em apiários entre agosto de 2014 e agosto de 2017, com o objetivo de averiguar a relação da agricultura e apicultura e a aplicação de agrotóxicos.

Das 107 visitas feitas em campo, 88 possibilitaram essa análise. Foi encontrada a presença de inseticidas neonicotinoides, de pirazol e de triazol em 59 casos, dentro e fora das culturas agrícolas (por exemplo, quando as abelhas buscam água e alimento em áreas de criação de gado).

Os casos de mortalidade do inseto por uso incorreto de agroquímicos nas lavouras representaram 35,59% das amostras coletadas.

Esses dados se referem à espécie Apis Mellifera africanizada (uma mistura de subespécies europeias e africanas), conhecida como “abelha que produz mel”. As abelhas que têm origem brasileira não foram analisadas.

“Não podemos mensurar o impacto das abelhas que estão nas matas. Mas, pelas medições que fazemos com a Apis Mellifera, estimamos que a mesma coisa esteja acontecendo com as colmeias das colônias de abelhas nativas. São aproximadamente 3 mil espécies não pesquisadas”, afirma Nocelli.

O perigo de extinção das abelhas assusta porque o inseto desempenha um papel fundamental na produção de alimentos. “É importante pensarmos que a produção depende do polinizador em boa parte das culturas. E a abelha é o polinizador mais importante, porque é responsável pela polinização de mais de 70% das plantas com flores.”

Mudanças na legislação de agrotóxicos

Quando os agrotóxicos causam o enfraquecimento ou a morte de animais polinizadores, as colheitas são menos fartas. Por outro lado, se eles forem retirados das lavouras, as pragas são capazes de destruir safras inteiras.

Por isso, não é o fim completo do uso de agrotóxicos que a maioria dos biólogos e grupos ambientais defende, mas sim um uso mais responsável desses produtos e a adoção de formas de controle que não agridam o meio ambiente, como o manejo integrado de pragas, sempre que possível.

Os dez ingredientes ativos mais vendidos no Brasil em 2017:

Glifosato e seus sais
2,4-D
Mancozebe
Acefato
Óleo mineral
Atrazina
Óleo vegetal
Dicloreto de paraquate
Imidacloprido
Oxicloreto de cobre

Fonte: Ibama/Consolidação de dados fornecidos pelas empresas registrantes de produtos técnicos, agrotóxicos e afins, conforme art. 41 do Decreto n° 4.074/2002.

O Brasil é o país um dos países que consome o maior volume de agrotóxicos no mundo. E, para os ambientalistas, o consumo tende a aumentar com o Projeto de Lei 6.299/2002, que muda as regras de fiscalização e aplicação das substâncias.

Se aprovado, o projeto centralizará a responsabilidade de liberar ou não novos agrotóxicos – que hoje é dividida entre os ministérios de Agricultura, Meio Ambiente (por meio do Ibama) e Saúde (pela da Anvisa) – no Ministério da Agricultura. O Ibama e a Anvisa continuarão fazendo análises sobre o meio ambiente e a saúde humana, mas a decisão final caberá à pasta.

Segundo Marisa Zerbetto, coordenadora-geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas do Ibama, isso seria um golpe duro para a fauna, a flora e a saúde humana.

“A mudança proposta pode trazer inúmeros riscos ao meio ambiente ao tornar ineficaz uma política de minimização dos efeitos da utilização dos agrotóxicos. O projeto de lei sobrepõe interesses econômicos aos de proteção à vida em todas as suas formas, à saúde pública e à qualidade ambiental.”

Mas, para Marcelo Morandi, chefe da Embrapa Meio Ambiente, o projeto de lei traz avanços para resolver problemas da legislação atual. Um deles é a dependência de protocolos distintos do Ministério da Agricultura, do Ibama e da Anvisa para o registro de novos agrotóxicos, o que, segundo ele, faz com que o processo caminhe de forma muito lenta.

O PL estabelece um prazo máximo de dois anos para que essa análise ocorra, diferentemente da lei atual, que permite que a avaliação seja concluída em até oito anos. “A questão de unificar o processo é um ganho muito importante. Não é tirar o papel de nenhum dos três órgãos. Isso vai continuar acontecendo. O grande avanço é a unificação desse processo no sentido do trâmite.”

Para ele, outro ponto positivo é a substituição da análise de perigo, adotada hoje, pela análise de risco, proposta no projeto de lei. Em vez de proibir os produtos pela simples identificação do perigo de uma substância (de causar câncer, por exemplo), haverá a possibilidade de registro após uma avaliação que aponte possíveis doses seguras. Pelo texto, serão proibidos produtos que apresentem “risco inaceitável” para o ser humano e o meio ambiente.

“A análise de risco dá um panorama muito maior de qual é a segurança dos produtos. Em relação ao grau de conservadorismo que será adotado, cada país estabelece o seu.”

Como agrotóxicos são aprovados?

Mas enquanto o PL não é votado no plenário da Câmara dos Deputados, as regras antigas continuam valendo. Atualmente, os agrotóxicos passam por uma longa avaliação antes de serem liberados para a comercialização.

“A partir do conhecimento que obtemos sobre o agente químico, físico ou biológico destinado ao controle de um organismo considerado nocivo, são delimitadas as doses, o modo e a frequência de aplicação dele e os cuidados a serem adotados para a minimização dos efeitos sobre organismos não-alvo durante e após a sua aplicação. Também são estabelecidas as restrições ao uso que se fizerem necessárias”, explica Marisa Zerbetto.

Para determinar o grau de toxicidade dessas substâncias, são examinadas espécies não-alvo e realizados estudos de persistência ambiental do agrotóxico e de sua mobilidade em solo – ou seja, quando tempo ele permanece na natureza e se pode ser levado para lençóis freáticos, por exemplo.

Os testes são feitos com espécies padronizadas internacionalmente, algo que o Ibama quer mudar buscando parcerias para pesquisar organismos específicos da fauna brasileira nas diferentes regiões agrícolas.

Feita a análise, os agrotóxicos recebem classificação 1, 2, 3 ou 4, sendo os enquadrados na classe 1 os mais perigosos. A fiscalização desses produtos é feita tanto pelos Estados quanto por órgãos federais.

O mal que os agroquímicos podem causar depende de sua toxicidade, da dose aplicada e da duração deles no ambiente, ressalta Zerbetto.

Por isso, ela diz, é importante seguir as informações contidas nos rótulos e bulas e não utilizar o controle químico em cultivos onde as pragas ainda não estão presentes. Bom senso também é importante. No caso das abelhas, por exemplo, jamais se deve pulverizar defensivos agrícolas durante a florada ou quando elas estiverem buscando alimento nas lavouras.

Marcelo Morandi diz que os agrotóxicos novos que estão em fase de análise são menos nocivos que os utilizados atualmente no país. “Eles são menos tóxicos e mais eficientes do que os antigos, que não são tirados do mercado por não terem substitutos.”

Segundo Silvia Fagnani, diretora-executiva do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), é importante que os agrotóxicos sejam usados corretamente para a praga e a cultura.

“O setor de defesa vegetal acredita no equilíbrio entre uso de defensivos agrícolas, a produção agrícola e as espécies não-alvo. Ou seja, é possível que insetos e as práticas agrícolas convivam sem danos às espécies não-alvo.”

*Por Sibele Oliveira

 

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*Fonte: bbc-brasil

Cães veem os donos como se fossem seus pais

Que lindo. E como você é o pai seu cachorro age como se fosse uma criança.

Numa pesquisa liderada pela veterinária Lisa Horn, da Universidade de Viena, na Áustria. Ela os separou em três grupos: um terço ficaria sem o dono, enquanto os outros estariam acompanhados por eles – só que parte dos donos deveria se manter em silêncio, e outra parte deveria encorajar os cães a fazer as atividades. E tudo o que os bichinhos precisavam fazer era interagir com alguns brinquedos. Em troca, ganhariam comida.

Os cães que estavam com os donos passavam muito mais tempo brincando. Enquanto os outros nem a comida servia para motiva-los.

A pesquisadora refez o teste, mas dessa vez os donos foram substituídos por pessoas desconhecidas. Nenhum dos cães mostrou muito interesse pelos brinquedos.

De acordo com Lisa Horn, os testes são suficientes para provar a existência da “área de segurança”. Ou seja, os cães se sentem mais seguros, confiantes e confortáveis na presença dos donos. Sem eles, tudo parece mais perigoso – e sem graça.

E é exatamente o que acontece na relação entre pais e filhos pequenos. “Esta é a primeira evidência da similaridade entre o ‘efeito de base segura’ encontrado na relação dono-cachorro e na criança-pai”, diz a pesquisa.

Quem tem um bichinho é fácil perceber isso. Muitas vezes ja dissemos por ai que nosso cãozinho age sempre como se fosse uma criança.

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*Fonte: resilienciamag

Agricultores atraem aves e morcegos para campos para reduzir uso de pesticidas e aumentar produção

Os agricultores de diversos países estão a virar-se para a natureza para reduzir o uso e o impacto ambiental dos pesticidas e, em alguns casos, aumentar a produtividade das suas plantações.

O que isto significa, em concreto, é que estão a atrair aves e outros vertebrados para as suas explorações agrícolas, para que estes animais mantenham as pragas longe das suas culturas.

Um novo estudo, publicado na revista científica Agriculture, Ecosystems and Environment, apresenta alguns dos melhores exemplos desta prática no mundo.

Em Michigan, por exemplo, a instalação de caixas-ninho atraiu o peneireiro-americano – uma pequena espécie de falcão – para as explorações de mirtilos e para os pomares de cerejeiras. Os pequenos predadores alados alimentam-se de muitas espécies que prejudicam estas culturas, incluindo gafanhotos, roedores e estorninhos. Nos cerejais, os peneireiros-americanos reduziram significativamente a abundância de aves que comem as frutas.

Na Indonésia, as aves e os morcegos ajudam os agricultores a poupar grandes quantias de dinheiro na prevenção de pragas. Também se registou um aumento de 132 kg por acre nos rendimentos das plantações indonésias de cacau – igualando cerca de 240€ por acre –, graças à presença das aves e morcegos nos campos.

“A nossa análise de estudos mostra que os vertebrados consomem inúmeras pragas das culturas e reduzem os estragos provocados nas colheitas, o que é um serviço de ecossistema essencial”, disse a bióloga Catherine Lindell, que liderou o estudo.

Na Jamaica, o facto de as aves comerem um dos “inimigos” das plantações de café resultou em poupanças estimadas de 15€ a 102€ por acre, anualmente.

Na Espanha, a construção de caixas-abrigo perto dos arrozais aumentou a população de morcegos e reduziu as pragas locais.

Os viticultores neozelandeses ajudaram a restabelecer o falcão-de-nova-zelândia – uma espécie classificada pela UICN como “quase ameaçada” – nas regiões de planície usadas para o cultivo da vinha. Trabalhando em conjunto com a organização Marlborough Falcon Trust, estes agricultores estão a ajudar a conservar a população em declínio desta ave, através da educação, ativismo e angariação de fundos, enquanto protegem as suas vinhas.

“Agora que reunimos estes estudos, precisamos mesmo de definir uma agenda de investigação para quantificar as melhores práticas e tornar os resultados acessíveis para as principais partes interessadas, como os agricultores e os ambientalistas”, disse Catherine Lindell. “Espero que isto suscite um grande interesse.”

“Estes cientistas demonstraram uma situação vantajosa para os agricultores e para as aves”, afirmou Betsy Von Hole, da instituição científica que financiou o estudo. “O aumento das aves de rapina nativas nas zonas agrícolas pode ajudar a controlar as pragas de insetos que prejudicam as culturas, reduzindo, potencialmente, o uso dispendioso de pesticidas. Para espécies de aves com populações em declínio, estes esforços podem aumentar o sucesso reprodutivo das aves, ao mesmo tempo que se produzem culturas fruteiras atrativas para os consumidores.”

 

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*Fonte: theuniplanet

Adeus aos insetos da sua infância

Há quanto tempo você não vê um gafanhoto no seu passeio de domingo no campo, ouve os grilos da varanda ou vê um vaga-lume numa caminhada noturna em uma estrada rural? A sensação de estar perdendo essa fauna que tantas gerações associam à sua infância é mais do que isso, é uma realidade. E o que é pior, juntamente com esses animais também estão desaparecendo elementos básicos para o sustento de muitos ecossistemas dos quais todos os seres vivos dependem.

“Não é apenas uma sensação popular, é algo percebido por todos os entomologistas que fazem trabalhos e pesquisas de campo; a diminuição do número de indivíduos de praticamente todos os insetos é brutal”. Isso é confirmado por Juan José Presa, professor de Zoologia da Universidade de Murcia, na Espanha, e coautor de um dos muitos relatórios e estudos recentes que fornecem números sobre o declínio dos artrópodes.

Esse estudo, do começo deste ano, resultado da colaboração entre a União Europeia e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), destaca que quase um terço das espécies de ortópteros avaliadas (gafanhotos, grilos e cigarras, entre outras) está ameaçado, algumas em perigo de extinção.

Wolfgang Wägele, diretor do Instituto Leibniz de Biodiversidade Animal (Alemanha), juntamente com outros colegas, fala na revista Science do “fenômeno do para-brisa”, no qual os motoristas passam menos tempo removendo de seus carros os inúmeros insetos que antes se espatifavam contra qualquer ponto da carroceria. Os pesquisadores citados no artigo estão cientes do declínio generalizado, apesar de reconhecerem, como o resto da comunidade científica, que é muito difícil estabelecer dados mais precisos sobre o declínio das populações devido à variedade de espécies, distribuição e número de indivíduos.

Na Science é citado o caso da Sociedade de Entomologia de Krefeld, na Alemanha, cujas pesquisas de campo constataram que a biomassa de insetos que fica presa em seus diferentes dispositivos de captura diminuiu 80% desde 1989. Juan José Presa leva a constatação ao terreno de suas observações de campo, na província de Pontevedra: “Antes conseguíamos atrair uma enorme quantidade de mariposas com armadilhas de luz, agora muito poucas entram na armadilha”.

“Cerca de três quartos das espécies de borboletas da Catalunha, e isso pode ser extrapolado para o resto da Espanha, estão em declínio e isso é incontestável”. Constantin Stefanescu, do Centro de Pesquisas Ecológicas e Aplicações Florestais e do Museu de Ciências Naturais de Granollers (Barcelona) chegou a essa conclusão depois de mais de duas décadas de trabalhos de campo e de ter estudado, com outros pesquisadores, 66 das 200 espécies presentes na Catalunha. “A redução é alarmante e aumenta a cada ano. Também assustam os dados de 2015 e 2016, os mais baixos desde 1994”, diz Stefanescu.

Ignacio Ribera, do Instituto de Biologia Evolutiva, um centro conjunto do CSIC e da Universitade Pompeu Fabra, especialista em entomofauna de habitats subterrâneos e aquáticos, menciona duas outras espécies que estiveram presentes na infância de muitas gerações: libélulas e percevejos, estes últimos são hemípteros de pernas longas que deslizam sobre a superfície da água. “Quando um rio é canalizado, secam um açude ou cobrem um córrego” – diz o pesquisador – “e esses insetos, entre outros, desaparecem”. Há dez anos, a UICN já advertia que “as libélulas ameaçadas da bacia do Mediterrâneo precisam de medidas urgentes para melhorar sua situação”.

A transformação e a destruição do habitat é sistematicamente apontada, em todos os estudos, como a principal causa dessa hecatombe que afeta muito diretamente as pessoas. Isso pode ser comprovado pelo efeito provocado por certos inseticidas (neonicotinóides) nas populações de abelhas, responsáveis pela polinização de muitas plantas, inclusive 30% das que nos servem de alimento. Em geral, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, “cerca de 84% das culturas para consumo humano precisam de abelhas ou de outros insetos para polinizá-las e aumentar seu rendimento e qualidade”.

Quase um terço das espécies de ortópteros avaliadas está ameaçado, algumas em perigo de extinção

As consequências sobre as redes tróficas que sustentam todos os tipos de ecossistemas, também os agrícolas, de pecuária e florestais, podem ser fatais. É necessário pensar que a fauna de invertebrados também atua como controle de pragas e é fonte de alimento essencial para o resto dos animais. Stefanescu lembra que “muitas aves se alimentam das lagartas de borboletas que estão precisamente em declínio e numerosas vespas e moscas também dependem da fase larval e de crisálida dos lepidópteros”.

Mas a destruição do habitat (urbanização, agricultura intensiva, turismo…) não age sozinha como elemento de distorção, mas também o abandono da zona rural e a mudança climática contribuem para essa situação perigosa. Os cientistas citam, por exemplo, a alteração dos períodos de sincronia entre a floração das plantas e a chegada ou a eclosão dos insetos.

A Sociedade de Entomologia de Krefeld, na Alemanha, constatou que a biomassa de insetos que fica presa em seus diferentes dispositivos de captura diminuiu 80% desde 1989

O problema é que o ritmo de proteção é muito mais lento do que o do declínio, devido à falta de conhecimento mais preciso sobre as populações e à menor relevância, aparente, que os insetos têm. O catálogo nacional de espécies ameaçadas inclui apenas 90 espécies de invertebrados, das quais 35 são insetos e apenas 17 (oito vulneráveis e nove em perigo de extinção) possuem uma categoria de ameaça que permite a ativação de planos de recuperação. A Comunidade Virtual de Entomologia estima em 38.311 o número de espécies de insetos na península Ibérica.

O Atlas e Livro Vermelho dos Invertebrados Ameaçados da Espanha aponta como vulneráveis 69 espécies de insetos na Península Ibérica, 30 em perigo de extinção e 3 em perigo crítico. Enquanto isso, Juan José Presa alerta: “É muito possível que, neste exato momento, depois de um incêndio ou uma fumigação intensiva de culturas, estejamos perdendo espécies que já estavam muito prejudicadas”.

E OS PARDAIS, LAGARTIXAS, RÃS E SALAMANDRAS?

J. R.

O efeito é generalizado. Qualquer conversa com pessoas da zona rural sobre a biodiversidade que as rodeia geralmente contém a frase “aqui antes se viam mais pássaros”. E também eram encontradas – e capturadas com todo tipo de engenhoca – lagartixas, se ouvia com mais frequência o coaxar das rãs, e era possível apreciar o andar das vistosas salamandras em poças, lagoas e valas. Até o outrora muito abundante e onipresente pardal comum está em falta. A Sociedade Espanhola de Ornitologia (SEO/BirdLife) constatou em seus censos as diminuições de aves comuns como pardais, andorinhas, perdizes e rolas, todas elas protagonistas de verões com mais biodiversidade.

Os incêndios, a seca e o fenômeno que multiplica esses dois efeitos, a mudança climática, estão por trás do declínio de répteis, como as lagartixas, e de anfíbios, como a rã comum e a salamandra. Uma análise de 539 estudos científicos nos quais participaram pesquisadores do Museu Nacional de Ciências Naturais (MNCN/CSIC) concluiu que 65% das 313 espécies avaliadas desses dois grupos sofrem os efeitos negativos da mudança climática. Em 2013, um estudo da mesma instituição científica confirmou que o aquecimento global diminui a eficácia dos sinais sexuais da lagartixa carpetana, uma espécie considerada em perigo de extinção.

*Por Javier Rico

 

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*Fonte: elpais

Mistério felino: Os gatos realmente amam seus donos?

Os gatos têm uma fama de serem distantes e continuarem com seus donos somente por conta da comida fácil – e esses são dois motivos pelos quais algumas pessoas simplesmente os detestam. De fato, esses bichanos são muitas vezes mal interpretados, principalmente quando não se conhece a fundo o seu estilo de vida e o modo como eles reagem a estímulos. A fim de resolver o mistério, as pesquisadoras Kristyn Vitale, Lindsay Mehrkam e Monique Udell conduziram experimentos com um grupo de gatos domésticos e selvagens. Se quiser conferir na íntegra, o estudo foi publicado no Science Direct.

Eles foram divididos em dois grupos iguais e observados por duas horas e meia sem nenhum estímulo e, ao fim desse período, os gatos foram expostos a três itens das 4 categorias a seguir: comida, aroma, brinquedos e interação humana. Esses itens foram misturados entre si com o objetivo de entender com clareza as preferências desses animais, pela análise de qual estímulo eles iriam escolher primeiro, por quanto tempo e de que forma eles iriam interagir.

As pesquisadoras ficaram surpresas quando descobriram que 50% dos gatos estudados preferiram a interação humana acima das outras opções disponíveis, inclusive comida – o que, sabemos bem, é algo indispensável para os gatos. Contudo, ao final, 37% deles não conseguiram evitar comer. Foi encontrada uma variabilidade notável entre as escolhas dos bichanos, mas o fato é que a maioria preferiu interagir conosco, meros mortais. Em média, eles gastaram 65% do seu tempo brincando com as pessoas durante a análise.

Segundo as estudiosas, isso demonstra que os gatos realmente gostam dos seres humanos e, se eles agem de uma forma indiferente vez ou outra, não significa que tenham mudado de ideia. Os gatos são diferente de nós, têm condicionamentos e instintos particulares. O estudo sanou uma dúvida que muitos tinham e, além disso, trouxe uma reflexão interessante: é preciso sair da sua caixa para entender como o seu gatinho realmente funciona.

*Por Krilany Gaiato

 

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*Fonte: megacurioso

O clã dos Leões Mapogo

“Nascidos para Reinar” (Brothers in Blodd: The Lions of Sabi Sand) acompanhou por desesseis anos os leões Mapogo, nome dado ao bando. O extenso material captado deu origem a este especial com duas horas de duração. As imagens revelam comportamentos surpreendentes – e por vezes “humanos” – das feras africanas em seu habitat natural e são comentadas por especialistas em felinos.

Essa foto em particular registrou um momento um tanto quanto raro, onde cinco dos seis leões da coalizão aparecem bebendo água um ao lado dom outro.

 

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*Fonte: @fotocracia

Conheça o zoológico onde os seres humanos ficam dentro de jaulas

O ser humano é curioso por natureza. Amamos conhecer tudo que é alheio a nós, tudo o que é diferente de nós. E talvez por isso, boa parte de nós adore ir aos zoológicos. Apesar de oferecer uma oportunidade incrível de conhecer animais de várias espécies diferentes, o zoo não é assim tão bom para os animais.

Afinal, os animais são retirados de seus habitats naturais para viver em um lugar, trancafiados e sem liberdade. Nós concordamos que eles são bem cuidados algumas vezes, mas nada se compara a liberdade de seu lar. E bom, por que isso é justo? Por que animais devem ser trancafiados para o nosso lazer?

Zoos diferentes

Há alguns anos, tem surgido uma nova forma de entreter os humanos no que tange a tratar os animais. Ao invés de os animais ficarem presos em jaulas, enquanto os observamos. Por que não visitá-los em seu habitat natural? Pois é essa a ideia que tem ganhado vida e vez em alguns países.

Os animais ficam soltos e são os humanos que se enjaulam para visitar o local. Dessa forma os visitantes não interferem tanto na vida dos animais. Eles não precisam ficar presos e não têm suas rotinas alteradas. Não precisam ser alimentados por tratadores ou ter que aguentar alguém batendo no vidro frequentemente.

Zoológico invertido na Chile

O Safari Lion Zoo é o primeiro zoológico invertido na América Latina. Os visitantes conhecem o local em caminhões que possuem jaulas de metal, que são sólidas e protegem as pessoas. No local há leões, elefantes, pássaros e outros predadores terríveis!

Para atrair a atenção do animal, os visitantes recebem pedaços de carne crua. O cheiro atrai os animais que veem atrás da comida. Eles não têm medo algum de subir nos caminhões e os visitantes adoram isso! Eles podem fotografar e até mesmo tocar os animais! Claro, os mais corajosos, já que os animais não são treinados ou acostumados com a presença humana. Eles reagem da forma que querem e bom, isso pode ser perigoso.

E você, teria coragem de conhecer um zoológico invertido? Nos conte aqui nos comentários e aproveite para compartilhar com aquele amigo que ama animais!

*Por Letícia Rocha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Milhares de estorninhos em voo tomam forma de ave gigante no céu

O britânico Guy Benson captou em vídeo o voo de um bando de milhares de estorninhos sobre a Reserva Natural de Attenborough, em Nottingham, no Reino Unido. O vídeo mostra a espantosa “dança” das aves no ar, durante a qual o grupo parece assumir diferentes formas, entre as quais a de uma enorme ave.

“Estava com a minha esposa, Anita, ao entardecer, quando um bando de estorninhos apareceu sobre nós. Durante cerca de 20 minutos, estiveram todos a dançar no céu”, contou o britânico ao jornal The Independent.

“A dada altura, o bando tomou a forma de uma ave enorme no céu. É uma forma bem invulgar e acho que foi causada pelos quatro gaviões que estavam continuamente a mergulhar sobre as aves para as separarem e capturarem. Foi uma das cenas mais impressionantes que já vi na natureza.”

“Há cerca de 20 anos, viam-se 40 mil aves num bando, mas, hoje em dia, é mais provável encontrarem-se entre 10 e 20 mil”, explicou Guy Benson, aludindo ao declínio verificado nas populações de aves do continente europeu.

Desde que se reformou, o britânico de 60 anos passa muito do seu tempo a viajar para observar pássaros raros, juntamente com a sua esposa, Anita Benson.

“Nunca vi nada assim”, disse esta. “Ficava-se parado e de boca aberta; foi tão fantástico. Há centenas de milhares de pessoas a viver perto, mas elas não sabem que este tipo de coisas acontece.”

O voo sincronizado dos estorninhos já chamou a atenção muitas vezes, tanto pela sua elegância como pelas imagens impressionantes que, por vezes, as aves parecem formar.

 

 

 

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Confira o vídeo:

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*Fonte: theuniplanet

Quem tem um cachorro em sua vida tem um tesouro

Assim, aprender o que é ter um animal, entender como você os ama e completar a nossa família com a sua presença é uma oportunidade que todos devemos ter em nossas vidas.

Quem tem um cachorro em sua vida tem uma fortuna. Esta é uma declaração em que poucos vão se surpreender, mas é especialmente para aqueles que desfrutaram da companhia de um anjo de quatro patas e que enxergaram a magia que esses seres maravilhosos têm.

Nós recebemos um amor intenso e único deles. E eles se tornam a nossa família: a sabedoria tremenda, eternas crianças e possuem imensa inteligência emocional, portanto, acabam por ser os melhores conhecedores de nossos costumes, sentimentos e pensamentos. Os melhores conhecedores e os maiores merecedores dos nossos sorrisos.

Com apenas um olhar eles decifram nosso estado emocional, nos acompanham, nos divertem e nos fazem sentir especiais, únicos e essenciais. Assim, com suas leis particulares de propriedade (eles têm o direito de tudo) e seus lindos olhos suplicantes, eles obtêm de nós até o que juramos nunca permitir (por exemplo, dormir em nossa cama).

As regras do cão para o seu humano

Existem certas regras que quando você mora com um cachorro são inquestionáveis. É assim que nossos animais nos educam, nos domesticam ou nos treinam.. Eles colocam os princípios da coexistência e a “luta” por seus próprios direitos acaba se tornando uma luta tenra e divertida.

Assim, não podemos deixar de sorrir quando os identificamos com suas regras surpreendentes de ditadores carinhosos da casa. Vamos ver:

Regra #1: Você deve me dar para provar tudo o que você come.

Regra #2: Não me anime e me coloque no banheiro depois, eu mereço uma brincadeira.

Regra #3: Você não vai mais sozinho no banheiro para fazer suas necessidades.

Regra #4: Não me diga para calar a boca quando eu começar a latir, eu tenho minhas razões. Algo está acontecendo lá fora!!

Regra #5: Vou dormir em qualquer lugar da casa, de preferência onde fica em seu caminho.

Regra #6: Você não pode entrar na casa cheirando outros cães e pensar que não terá consequências.

Regra #7: Deixe-me sair sempre que eu perguntar, mesmo se acabei de entrar. Eu preciso ter certeza de que cheirei tudo corretamente.

Regra #8: Você tem permissão para dormir na cama, mas você não precisa se mover, é melhor se colocar em um canto e não me incomodar.

Regra #9: Se cair no chão, é meu!!! Eu vou olhar triste para você se você não me deixar pegar.

Regra #10: Não pense em sair de um quarto sem mim.

A riqueza emocional de compartilhar a vida com um animal
Seja um cachorro, gato ou coelho, compartilhar nossa vida com um animal é uma bênção , porque nos ensina a respeitar, amar e estruturar a vida de uma maneira diferente. Há muitas pessoas que pensam que ter um animal o limita, porque, por exemplo, você não pode ir a qualquer lugar com eles em férias ou você tem que levar em conta muitas outras necessidades.

Mas quem tem um cachorro ou qualquer outro animal sente isso como parte de sua família e os sentimentos compensam todos esses “pequenos inconvenientes”. É verdade que, se não dividíssemos a vida com eles, nosso portfólio seria mais completo, mas nosso coração ficaria mais vazio.

O que eles trazem a você emocionalmente e fisicamente supõe uma enorme riqueza que não pode ser compensada com todo o dinheiro do mundo. Assim, aprender o que é ter um animal, entender como você os ama e completar a nossa família com a sua presença é uma oportunidade que todos devemos ter em nossas vidas.

É claro, sempre com consciência e respeito, saber como os amantes de animais sabem que cuidar e amar um deles é uma responsabilidade que não pode ser ignorada e que nos oferece a possibilidade de adquirir um grande conhecimento em diversas áreas da nossa vida.

“Porque especialmente a nossa maior riqueza quando desfrutamos da sua companhia é a emocional, que é incomparável e nos faz imensamente felizes. Essa é a nossa maior fortuna.”

*Publicado originalmente em: https://rincondeltibet.com/

 

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*Fonte: revistapazes

Contra ‘glorificação’, Quênia troca rostos de políticos por animais em novas moedas

Em vez de políticos, imagens de leões, elefantes, girafas e rinocerontes.

O Quênia retirou os rostos dos presidentes que estampavam as moedas do país e, no lugar deles, gravou as figuras de animais selvagens – no que é visto como tentativa de evitar a glorificação de políticos.

Moedas anteriores traziam efígies dos três ex-governantes do país: Jomo Kenyatta, Daniel arap Moi e Mwai Kibaki.

Críticas

Parte da população, entretanto, via as moedas com imagens de políticos como forma de os líderes se promoverem e de personalizarem o estado.

O presidente Uhuru Kenyatta – filho do primeiro líder do Quênia, Jomo Kenyatta – disse que o novo modelo representa uma “grande mudança” e mostra que a nação “percorreu um longo caminho”.

Seus três antecessores mandaram imprimir seus rostos na moeda enquanto estavam no poder. Kibaki, que venceu as eleições em 2002 – pondo fim a 24 anos de governo de Moi – havia afirmado que não gravaria a própria imagem, mas descumpriu a promessa.

Uma intensa pressão pública no país levou ao estabelecimento de uma nova constituição, adotada em 2010, para reforçar a democracia e os direitos humanos.

Entre outros pontos, o estatuto determina que a moeda “não deve trazer a imagem de nenhum indivíduo”.

O Banco Central cumpriu a exigência no caso das moedas e provavelmente fará o mesmo quando imprimir novas cédulas.

A instituição afirmou que a escolha de animais dá “expressão física a um recém-renascido e próspero Quênia”, e mostra respeito pelo meio ambiente.

 

 

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

Se as aranhas trabalhassem juntas elas poderiam devorar em 1 ano todos os humanos do mundo

Você tem medo de aranhas? Então imagina saber que, se trabalhassem juntas, elas poderiam devorar todos os humanos do mundo em apenas 1 ano – e olha que nem estamos falando sobre aranhas-zumbi.

A novidade que promete deixar qualquer um com pesadelos foi publicada pelo periódico científico Science of Nature. De acordo com um pesquisador dos aracnídeos, o peso total de alimentos consumidos por estes bichanos em um ano é maior do que o peso de toda a população humana.

Os cientistas estimam que as aranhas consumam entre 440,9 e 881,8 milhões de toneladas de presas por ano. Porém, a população humana junta não soma 400 milhões de toneladas. Ou seja, elas poderiam nos devorar e ainda haveria espaço para a sobremesa.

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

“O tempo gasto com gatos nunca é tempo perdido” – Sigmund Freud

Esta citação de Sigmund Freud, o pai da psicanálise, nos diz algo que a maioria de nós, indubitavelmente, já conhece. No entanto, algo que é tão comum, como passar tempo com gatos, às vezes pode chegar a um nível terapêutico, porque é muito reconfortante.

Um bom exemplo vem do Japão. Nesse país, os gatos são admirados e respeitados. Eles são um símbolo de felicidade e os japoneses foram pioneiros no desenvolvimento de centros chamados de “cat cafe”, que agora podem ser encontrados em todo o mundo.

O primeiro “gato café” foi aberto em Taiwan em 1998. O objetivo? Muito simples. O Japão é um país altamente industrializado e orientado para o trabalho. Os dias de trabalho são muito intensos e é comum sofrer de stress e outras deficiências emocionais das quais se deve libertar.

“O tempo gasto com gatos nunca é um desperdício de tempo.”
-Sigmund Freud-

Acariciar um gato é uma ação calmante. Ele regula o estresse, melhora a saúde cardiovascular, acalma a mente e oferece uma oportunidade genuína de expressar afeição e ser cativado por um dos animais domesticados mais interessantes. (Ou talvez seja o contrário, quem sabe?).

Vamos falar sobre a psicologia dos gatos para entender um pouco mais sobre o que esses animais podem nos oferecer.

Sua beleza atrai e sua personalidade fascina

Gatos, ao contrário dos cães, não pertencem a ninguém além de si mesmos. Somos nós que ficamos fascinados por sua arte, sua liderança, seu encanto divino, sua compreensão do espaço e um amor que não é dependente, mas absolutamente fiel.

Você poderia realmente escrever um livro inteiro sobre psicologia de gatos. E enquanto as pessoas sempre dizem que são egoístas e independentes, isso nem sempre é inteiramente verdade. Daí a sua natureza interessante, daí as intrigas que causam em nós.

Gatos vão nos amar, nos respeitar e nos defender como se fôssemos sua própria família. Eles são dominantes quando se trata de seu espaço, suas rotinas e seus donos, mas eles sabem como manter a distância sem serem sufocados ou completamente dependentes de nós.

Eles gostam de ser mimados e amados. Eles buscam afeição diária, mas exigem limites e mostrarão isso em uma demonstração de sua elegância e independência. É claro que eles atraem a atenção com a clareza de seus olhos ou com suas pelagens terapêuticas e calmantes, mas o que mais amamos em gatos é sua personalidade.

Vivemos em um mundo caracterizado por prioridades às vezes inúteis que nos separam do que é realmente importante: a luz do sol, a paz, nós mesmos, nossos entes queridos … Nos preocupamos com os problemas sem importância. Nós colecionamos coisas e perdemos a visão de experiências e emoções …

O mundo está no ritmo certo para os gatos. Vivem uma vida relaxada, medida por momentos de descanso ao sol, deitados ao nosso lado no sofá, indo em uma excursão para aprender e alimentar sua curiosidade. Eles são seres sensíveis que abrem os olhos como janelas cheias de luz e esperança para o mundo.

Às vezes é dito que os gatos são bem versados no mundo do yoga. Eles podem passar longas horas meditando na frente de uma janela ou uma tigela de água. Que verdades eles percebem? Que realidades eles veem que escapam aos sentidos humanos?

Eles passam o tempo sentados, imóveis em seu próprio mundo e passando da autorreflexão para a ação em menos de um segundo. Eles vão da reflexão à atividade tão rapidamente que nos deixam sem fôlego e maravilhados.

O que é cativante é que eles fazem tudo o que fazem com todos os seus sentidos, dos quais certamente não há cinco, mas seis. Porque a sua intuição, a sua capacidade de saltar no nosso colo quando realmente precisamos, é sem dúvida uma virtude que só os gatos têm.

Não são apenas pessoas loucas que têm gatos

Quem foi quem disse que pessoas malucas acabarão tendo 100 gatos? Gatos são criaturas sábias e serenas que tornam a vida mais rica, mais simples e mais interessante para todos que vivem com esses animais com grandes personalidades.

Eles são ideais para crianças e idosos. Eles são companheiros leais para passar uma tarde tranquila com e para relaxar na cama. Eles são excelentes amigos para aprender e viver todos os dias.

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*Fonte: revistapazes

Humanidade já matou 83% dos mamíferos selvagens e metade de todas as plantas do mundo

Se tem uma praga devastadora, ela pode ser chamada de humanidade. Stephen Hawking já sugeriu que a Terra possa virar uma bola de fogo por nossa culpa. E, se você já sabia que estamos causando a extinção das abelhas, pode nem se surpreender ao descobrir que nossa espécie matou 83% dos mamíferos selvagens, além de metade de todas as plantas do mundo.

O levantamento é fruto de um estudo realizado pelo Weizmann Institute of Science de Israel e publicado pelo Proceedings of the National Academy of Sciences, dos Estados Unidos. A pesquisa tinha como objetivo analisar a distribuição da biomassa na Terra, mas suas descobertas vão muito além disso.

Imagem de uma vaca olhando para a câmera.

De acordo com o estudo, apesar de as bactérias responderem por 13% de todos os seres vivos, as plantas são responsáveis pela maior quantidade de matéria, representando 82% da biomassa na Terra. O restante da vida é composto por fungos, animais e outros seres, representando apenas 5% do total.

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Embora a humanidade componha apenas 0,01% desta biomassa, nós somos os responsáveis pela extinção de 83% dos mamíferos selvagens – e o Brasil lidera o número de primatas ameaçados de extinção. Cientistas sugerem que estamos vivendo uma nova era geológica: o antropoceno.

Primatas estão entre os animais que podem ter desaparecido.

Entre os mamíferos restantes, 60% são animais de pecuária, como gado e porcos destinados à alimentação; 36% são humanos e os 4% restantes são animais selvagens.

Quanto às aves, 70% delas são domésticas e apenas 30% das espécies são selvagens. Acredita-se ainda que 60% dos animais terrestres tenha desaparecido em apenas 44 anos.

Para saber mais, confira a pesquisa completa AQUI.

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*Fonte: hypeness

Agrotóxico mais usado no mundo está ajudando a exterminar abelhas

Quando se fala em agrotóxico, na maior parte do tempo estamos tratando de glifosato, o herbicida mais usado no Brasil e no Mundo. Utilizado em 90% das lavouras de soja, alvo de diversas polêmicas e contestações de médicos à ambientalistas, mas fundamental para o agronegócio, está associado à morte das abelhas.

O N-(fosfonometil)glicina, princípio ativo do Roundup da Monsanto e mais uma centena de produtos agrícolas, age ao ser absorvido pela folha das plantas de crescimento rápido, também conhecidos como mato, e inibe a ação de enzimas que possibilitam sua existência.

Por não dependerem dessa enzima, o produto não afeta aos animais. Pelo menos é isso que se pensava. Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Texas, nos EUA, mostra que o mesmo não acontece com microrganismos, muitos dos quais dependem a existência de animais, como as abelhas.

Publicado essa semana no Proceedings of National Academy of Sciences, o artigo explica que, assim como em nós, a saúde das abelhas depende de um ecossistema de bactérias que vive em seu trato digestivo. O glifosato mata algumas dessas bactérias, causando um desequilíbrio que reduz a capacidade do inseto combater infecções.

“Diretrizes atuais consideram que as abelhas não são prejudicadas pelo herbicida”, disse Erick Motta, estudante de pós-graduação que liderou a pesquisa, juntamente com a professora Nancy Moran. “Nosso estudo mostra que isso não é verdade”.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores expuseram as abelhas a níveis normalmente encontrados em plantações e jardins (é grande a chance do jardineiro perto da sua casa usar esse agrotóxico). Pintaram suas costas para que pudessem reconhecê-las e liberaram para seguir sua vida normal.

Recapturadas três dias depois, eles observaram que o herbicida reduziu significativamente a microbiota intestinal saudável. Das oito espécies dominantes de bactérias saudáveis ​​nas abelhas expostas, quatro foram consideradas menos abundantes. A espécie mais atingida, Snodgrassella alvi, ajuda as abelhas a processarem alimentos e a se defenderem contra patógenos.

Mais tarde, ao expor as abelhas a um patógeno oportunista (Serratia marcescens), morreram com mais frequência que as abelhas sem glifosato. Cerca de metade das abelhas com um microbioma saudável ainda estavam vivas oito dias após a exposição ao patógeno, enquanto apenas cerca de um décimo dos insetos cujos microbiomas haviam sido alterados pela exposição ao herbicida ainda estavam vivas.

“Estudos em humanos, abelhas e outros animais mostraram que o microbioma intestinal é uma comunidade estável que resiste à infecção por invasores oportunistas”, disse Moran. “Então, se você interromper a comunidade normal e estável, estará mais suscetível a essa invasão de patógenos”.

A descoberta entra para uma longa lista de polêmicas que envolvem o agrotóxico mais popular do mundo. “Não é a única coisa que causa todas essas mortes de abelhas, mas é definitivamente algo que as pessoas deveriam se preocupar porque o glifosato é usado em todos os lugares”, disse Motta.

São várias a críticas sobre o sistema da Monsanto, que vão da dependência e endividamento de pequenos produtores, desenvolvimento de plantas resistentes à substância, ao extermínio da biodiversidade. É considerado potencialmente cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar da Monsanto (e sua nova controladora Bayer) atestar a segurança do produto com 40 anos de uso no mercado, em agosto a justiça dos Estados Unidos a sentenciou a pagar US$ 289 (cerca de R$ 1,1 bilhão) ao jardineiro Dewayne Johnson que alega ter contraído câncer devido ao uso do Roundup e do RangerPro, um glifosato de segunda linha da Monsanto.

No Brasil, a juíza substituta Luciana Raquel Tolentino de Moura acatou, no dia 3 de agosto, o pedido do Ministério Público Federal, sob a alegação de demora na reavaliação toxicológica do glifosato, e proibiu o uso em todo o País. A ordem para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária era priorizar a reavaliação até o dia 31 de dezembro.

Um dos principais principais interessados no assunto é o ministro da agricultura Blairo Maggi. Um dos maiores produtores de soja do Brasil, ele afirmou que a decisão impediria o plantio de 95% da área de soja, milho e algodão, as três maiores culturas anuais do País. “É muito importante dizer: não há saída sem o glifosato; ou não planta, ou faz desobediência da ordem judicial”, disse Maggi.

No dia 3 de setembro, o presidente em exercício do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), desembargador Kássio Marques, derrubou a liminar. Uma de suas alegações foi que “nada justifica a suspensão dos registros dos produtos” sem a “análise dos graves impactos que tal medida trará à economia do país”.

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*Fonte: revistagalileu

Humanos representam 0,01% dos seres vivos e mataram 83% dos mamíferos

Apesar de representarem apenas 0,01% dos seres vivos do planeta, os humanos são responsáveis pela destruição de muitas espécies. Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Ciência Weizmann, em Israel, e do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, revela, inclusive, que a espécie humana acabou com 83% dos mamíferos selvagens da Terra.

Publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, a pesquisa compila os tipos de biomassa — matéria orgânica — dos reinos animais. “A análise revela uma visão holística da composição da biosfera e nos permite observar padrões de categorias taxonômicas e locais geográficos”, escrevem os cientistas.

Esse é o primeiro relatório a estimar a quantidade de todos os tipos de criaturas vivas. “Eu fiquei surpreso em descobrir que não ainda não existia uma estimativa compreensiva e holística de todos os componentes da biomassa”, disse o pesquisador Ron Milo, do Instituto de Ciência Wrizmann, em entrevista ao jornal The Guardian.

Milo e sua equipe compilaram dados de diversas fontes, como da Organização Internacional de Comida e Agricultura, por exemplo, para estimar a biomassa de cada país e como a industrialização, o êxodo rural e o uso de novas tecnologias pelos humanos colaborou para o fim de outras espécies animais.

Os cientistas concluiram que os 7,6 bilhões de pessoas representam somente 0,01% dos seres vivos, as bactérias, 13% e o restante das criaturas, como insetos, fungos e outros animais equivalem a 5% da biomassa do planeta. O que sobra é das plantas: segundo o estudo, elas representam 82% da matéria viva.

Atualmente, 70% das aves e 60% dos mamíferos do planeta foram criados em cativeiro, enquanto 30% dos pássaros são selvagens, 36% dos mamíferos são humanos e os 4% restantes são selvagens. Ainda de acordo com o relatório, 86% das espécies se encontram em terra, 13% abaixo de superfícies (como bactérias, por exemplo) e somente 1% nos oceanos.

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*Fonte: revistagalileu

Oceanos estão enfrentando uma extinção em massa sem precedentes

“Agora mesmo estamos decidindo, quase sem querer, quais caminhos evolutivos permanecerão abertos e quais serão fechados para sempre. Nenhuma outra criatura jamais havia feito isso, e será, infelizmente, nosso legado mais duradouro”. Elizabeth Kolbert definiu assim o papel que estão desempenhando os seres humanos em A Sexta Extinção, o livro que ganhou o Prêmio Pulitzer no ano passado. O título é bastante expressivo: nos quase 4 bilhões de anos de história da vida na Terra, ocorreram cinco megaextinções, momentos em que muitos dos seres vivos foram arrastados de repente para a desaparição por vários cataclismos. E agora, segundo todos os dados recolhidos pela ciência, a civilização humana está causando uma nova extinção em massa: somos como o meteorito que dizimou os dinossauros do planeta.

Estamos provocando a agonia de numerosas espécies marinhas e escolhendo as que deixarão de evoluir no futuro

E as criaturas dos oceanos não vão conseguir se livrar. Estamos provocando a agonia de numerosas espécies marinhas e, como dizia Kolbert, escolhendo os seres aquáticos que ao desaparecerem deixarão de evoluir no futuro. A este ritmo, os grandes animais que vão povoar os mares dentro de milhões de anos não serão descendentes de nossas baleias, tubarões e atuns porque estamos matando todos eles para sempre. E do mesmo modo que o desaparecimento dos dinossauros deixou um vazio que demorou eras para ser preenchida pelos mamíferos, não sabemos o que vai ser da vida nos oceanos depois de serem arrasados.

“A eliminação seletiva dos maiores animais nos oceanos modernos, algo sem precedentes na história da vida animal, pode alterar os ecossistemas durante milhões de anos”, conclui um estudo apresentado nesta semana pela revista Science. Liderado por pesquisadores de Stanford, o trabalho mostra como esta sexta extinção está acontecendo com os seres aquáticos de maior tamanho. Um padrão “sem precedentes” no registro das grandes extinções e que com muita segurança acontece por causa da pesca: hoje em dia, quanto maior o animal marinho, maior a probabilidade de se tornar extinto.

O cálculo mais trágico compara essa extinção com o desaparecimento dos dinossauros, como explicado na Science

Como explicou para Materia o principal autor do estudo, Jonathan Payne, o nível de perturbação ecológica causada por uma grande extinção depende da percentagem de espécies extintas e da seleção de grupos de espécies que são eliminados. “No caso dos oceanos modernos, a ameaça preferente pelos de maior tamanho poderia resultar em um evento de extinção com um grande impacto ecológico porque os grandes animais tendem a desempenhar um papel importante no ciclo de nutrientes e nas interações da rede alimentar”, disse Payne, referindo-se a que os danos afetariam em cascata todos os ecossistemas marinhos.

Os cenários pessimistas preveem a extinção de 24% a 40% dos gêneros de vertebrados e moluscos marinhos; o cálculo mais trágico é comparável à extinção em massa do fim do Cretáceo, quando os dinossauros desapareceram, como explicado na revista Science.

Para os pesquisadores, é por causa da nossa forma de consumir ecossistemas: ocorreu com a extinção dos mamutes e acontece agora com a pesca

O trabalho deste investigador da Universidade de Stanford e seu grupo foi analisar o padrão de desaparecimento de 2.500 espécies nos últimos milhões de anos. Até agora, o tamanho dos animais marinhos não tinha sido um fator determinante nos cataclismos anteriores, mas nos nossos dias existe uma notável correlação. Para os pesquisadores, é evidente que isso acontece por causa da forma de consumir ecossistemas própria dos seres humanos. Foi o que aconteceu com a extinção dos mamutes e agora acontece com a pesca: cada vez que entramos em um ecossistema primeiro acabamos com os pedaços maiores e à medida que os recursos ficam mais escassos vamos esgotando o resto dos recursos menores.

Os pesquisadores alertam que a eliminação desses animais no topo da cadeia alimentar poderia perturbar o resto da ecologia dos oceanos de forma significativa por, potencialmente, os próximos milhões de anos. “Sem uma mudança dramática na direção atual da gestão dos mares, nossa análise sugere que os oceanos vão sofrer uma extinção em massa de intensidade suficiente e seletividade ecológica para ser incluída entre as grandes extinções”, diz o estudo.

Este paleobiólogo defende que a visão positiva de sua descoberta é que as espécies ameaçadas ainda podem ser salvas da extinção com políticas de gestão eficientes e, a longo prazo, abordando os impactos do aquecimento global e da acidificação dos oceanos. “Podemos evitar esse caminho; com uma gestão adequada, seria possível salvar muitas dessas espécies da extinção”, afirma Payne.

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*Fonte: elpais

Após votação, caça comercial de baleias continua banida

Representantes do Japão que participam da Comissão Internacional das Baleias, ou International Whaling Comission (IWC), que está acontecendo até sexta-feira em Florianópolis (SC), fizeram uma tentativa para acabar com a proibição da atividade baleeira comercial.

Apesar dos esforços, com 67% dos votos, a suspenção não foi aprovada. Além disso, foi criado um novo documento intitulado Declaração de Florianópolis, que reafirma o banimento da caça comercial de baleias em águas internacionais. Foram 40 votos a favor e 27 contra, entre eles Rússia e Japão. A declaração foi submetida por Argentina, Brasil, Colômbia, México, Chile, Costa Rica, Panamá e Peru.

Banimento da caça comercial

A proibição da caça comercial foi estabelecida em 1986 diante da iminência de extinção de diversas espécies por conta da pesca predatória. O Japão alega que as populações de algumas espécies de baleias se recuperaram o suficiente para permitir a retomada da caça de forma “sustentável”.

“A ciência é clara: há certas espécies de baleias cuja população é saudável o suficiente para ser colhida de forma sustentável”, alega a proposta japonesa, intitulada Way Forward. A alteração seria para acabar com a “intolerância” e “confronto” entre os países pró e anti-caça às baleias.

As duras críticas do Japão à proibição atrapalham as relações com países anti-caça, como Austrália e Nova Zelândia, que os acusam de usar seu poder econômico para garantir votos de países membros menores da IWC.

“Pesquisa Científica”

Uma cláusula da proibição da IWC permite que o Japão conduza caças anuais de “pesquisa” e venda carne de baleia no mercado aberto.

Segundo a BBC, o Japão hoje captura entre 300 e 400 animais por ano – e já chegou a abater cerca de 1.000 em 2005 e em 2006. No início deste ano, o país foi bastante criticado por ter matado no Oceano Antártico 122 baleias grávidas, das 333 baleias-anãs capturadas durante uma expedição de quatro meses, 181 eram do sexo feminino – incluindo 53 juvenis.

Em 2014, o tribunal internacional de justiça ordenou a suspensão do abate anual de baleias no Oceano Antártico. Porém, após dois anos o país voltou a caçar, sob um programa que incluiu a redução de sua cota de capturas em cerca de dois terços.

 

 

 

 

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*Fonte: ciclovivo

Como os passarinhos estão se tornando seres urbanos

Atire o primeiro grão de milho quem nunca deu comida aos passarinhos, seja num parque, numa praça ou no quintal de casa. Pois essa prática – muitas vezes condenada, principalmente no caso de pombos que podem se tornar vetores de doenças –, de acordo com cientistas, é um fator preponderante para que as aves estejam se tornando cada vez mais animais urbanos.

Faz todo o sentido. Enquanto no meio rural a alimentação de muitos passarinhos é cada vez mais nociva a eles – por conta dos agrotóxicos aplicados às plantações – e o desmatamento deixa o ambiente inóspito para descansos e o próprio processo de construção de ninhos, as cidades são convidativas: comida farta – cortesia dos humanos – e áreas verdes como parques e praças, geralmente bem-providas de árvores.

Este cenário é apresentado em estudo recém-publicado pelo periódico especializado The Condor: Ornithological Applications. Cientistas da Universidade de Illinois Urbana-Champaign refizeram um levantamento realizado inicialmente entre 1906 e 1909 para compreender as mudanças de habitat das aves do Estado americano de Illinois.

Com base em modelos matemáticos, concluíram que a ocupação territorial dos pássaros mudou – e muito. E, apostam os cientistas, essa amostragem pode ser replicada em qualquer lugar urbanizado do mundo com um enorme grau de semelhança.

No total, foram catalogadas 66 espécies diferentes de aves. E, conforme apontam os resultados, as 40 que se adaptaram aos meios urbanos aumentaram a população – enquanto as outras 26 viram seu tamanho diminuir.

De acordo com o ornitólogo Michael Ward, professor do Departamento de Recursos Naturais e Ciências Ambientais da Universidade de Illinois Urbana-Champaign, isso aconteceu porque, ao longo do século 20, “os habitats urbanos tornaram-se mais favoráveis aos pássaros, à medida que a agricultura se desenvolveu e o gesto de dar comida às aves se tornou mais popular”.

As pequenas e diversificadas plantações, antes um prato cheio para passarinhos, se transformaram em vastas monoculturas de milho e soja com manejo industrial, ou seja, uso intensivo de herbicidas e pesticidas. Um tempero nada agradável, praticamente um recado de que aquilo não era para o seu bico.

“É necessário entender como é que as espécies usam e respondem a mudanças não apenas em seu habitat primário, mas também em habitats só utilizados ocasionalmente”, comenta o ornitólogo. “O que entendemos é que aquelas espécies que podem tirar proveito de habitats alternativos, estas conseguem expandir suas populações.”

O professor diz que o passo seguinte do trabalho agora é compreender justamente quais espécies são capazes dessa adaptação. E quais não são. “Isto nos permitirá prever melhor quais precisam de esforços de conservação. Habitats urbanos são os em que muitas espécies têm conseguido procriar mais. A população em geral, ao fornecer alimentação e um certo abrigo em seus quintais, tem a oportunidade de ajudar uma variedade enorme de espécies.”

Novos olhares

A comunidade acadêmica entende que esse estudo abre um novo leque de possibilidades para a compreensão das populações animais. Isto porque ele quebra um paradigma: o de que necessariamente a transformação de um habitat interfere no tamanho de suas populações. Pode haver uma adaptação – e a consequente troca de um habitat por outro.

“Ao tentar explicar as mudanças no tamanho e na distribuição da população, os biólogos geralmente olham primeiro para as mudanças nos habitats que estão mais intimamente associados com uma espécie. Este estudo, por sua vez, mostra que esses habitats primários, como denominados pelos autores, não necessariamente representam mudanças na população”, comenta a bióloga, zoóloga e ecologista Amanda Rodewald, do Cornell Lab of Ornithology, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.

“Anteriormente”, prossegue a pesquisadora, “a extensão em que uma espécie usa habitats novos ou alternativos, como áreas urbanas, poderia explicar melhor os padrões. Uma implicação importante para a conservação é que rastrear espécies dentro de habitats alternativos pode ajudar os biólogos a entender, antecipar e potencialmente mitigar mudanças populacionais”.

O canto do sabiá

No Brasil, um notório caso de ave silvestre que se adaptou muito bem ao meio urbano é o sabiá-laranjeira. Não à toa, aliás, o pássaro é a ave símbolo do Brasil – oficialmente reconhecido assim desde 2002.

Na capital paulista, o sabiá está entre as mais carismáticas das 285 espécies que vivem na cidade – ao lado de bem-te-vis, maritacas, quero-queros, juritis, sanhaços e pica-paus. É uma ave que prefere os parques, mas mesmo assim pode ser flagrada, vez por outra, descansando nos fios elétricos, ao lado de pardais e pombas.

Em 1966, o ornitólogo Johan Dalgas Frisch, hoje com 88 anos e presidente da Associação de Preservação da Vida Selvagem, encabeçou uma campanha pela preservação dos sabiás pedindo para que as pessoas plantassem árvores frutíferas em seus quintais. “Porque os passarinhos precisam de restaurantes”, argumentava ele.

A campanha deu certo. As aves voltaram a se espalhar pelas cidades.

O que ninguém contava é que essa adaptação ao meio urbano ainda faria da ave um bicho com sintomas similares ao do homem contemporâneo que vive nas grandes cidades: um ser estressado com o trânsito, fazendo hora extra e namorando pouco.

A partir de uma queixa comum da população das grandes cidades, a de que os sabiás estavam cantando durante a madrugada e atrapalhando, assim, o sono dos justos e dos injustos, o Instituto Passarinhar resolveu promover uma pesquisa. E comprovar se isso realmente está acontecendo.

Desde 2013, os pesquisadores colocaram no ar um site colaborativo em que as pessoas podem informar o horário em que ouviram o canto de um sabiá, e a localidade. O balanço mais recente, divulgado há pouco mais de um ano e com dados consolidados de 10 mil registros, mostra que o sabiá paulistano sofre de insônia: começa a cantar cinco horas antes do que seus primos do interior – e essa orquestra só para quatro horas mais tarde do que o fim do expediente. O site está em http://www.horadosabia.com.

Segundo os biólogos responsáveis pelo estudo, nada mais antinatural. Porque na vida rural, digamos assim, o pássaro começa a cantar com o nascer do sol. E interrompe a cantoria ao fim do dia.

Na capital paulista, entretanto, o pico de atividade do sabiá é às 3h da madrugada. Para desespero dos humanos.

A explicação estaria na adaptação. Mas a um problema ao qual muitas pessoas jamais se adaptam: ao trânsito infernal. Na realidade, o barulho causado pelos carros tem feito o sabiá procurar horários alternativos.

O ruído causado pelos carros nas ruas de São Paulo, atualmente, oscila entre 70 e 100 decibéis. Um sabiá-laranjeira consegue cantar, no máximo, a até 70 decibéis. O pássaro canta para conseguir conquistar a fêmea e, assim, acasalar, mas, segundo biólogos, o sabiá paulistano só está encontrando condições para se comunicar, para ouvir e para ser ouvido no silêncio da madrugada.

*Por Edison Veiga

 

 

 

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*Fonte: bbc

Mistério: tubarões aparecem com fígado extraído com precisão cirúrgica

A localização da carcaça de cinco tubarões brancos encontradas em uma praia em Gansbaai, na África do Sul, deixou todo mundo intrigado. Aparentemente intactos, os animais estavam sem o fígado.

De início, a hipótese da caça humana foi cogitada. Mas, como um homem seria capaz de matar um tubarão sem deixar ao menos uma marca? Difícil. A análise da fundação sul-africana Dyer Island Conservation Trust concluiu que, na verdade, os tubarões tiveram o fígado retirado por orcas.

Segundo os pesquisadores, a Orcinus orca recorre ao trabalho em equipe para, primeiro imobilizar o animal de 1 tonelada, na sequência elas rasgam os tubarões e aproveitam sua destreza com os lábios para fazer o corte preciso.

Não é fácil domar um animal desses

“Imaginamos que uma orca abocanhe em seguida uma das barbatanas peitorais, e uma segunda orca faz o mesmo com a outra. As barbatanas são como asas de um avião para os tubarões”, disse à BBC Brasil Alison Towner, membra da Dyer Island Conservation.

Esta é literalmente uma briga de gigantes. Apesar de nadarem sozinhos pelos oceanos, além do peso, o tubarão branco é conhecido pelo instinto predatório. E o fígado do animal marinho pesa cerca de 90 quilos.

Para os pesquisadores, a escolha do fígado dos tubarões se dá pela abundância de energia. O órgão contém vitamina C, B12, A, ferro, niacina, sódio e carboidratos. A carcaça não é consumida, pois elas necessitam preencher apenas o equivalente a 3% do peso diariamente.

As orcas trabalham em equipe para caçar o tubarão.

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Mudanças climáticas poderão extinguir 10% das espécies de anfíbios da Mata Atlântica

Peter Moon | Agência FAPESP – O aquecimento global poderá levar à extinção de até 10% das espécies de sapos, rãs e pererecas endêmicas da Mata Atlântica em cerca de 50 anos. Isso porque regimes de temperatura e chuva previstas para ocorrer entre 2050 e 2070 serão fatais para espécies com menor adaptação à variação climática, que habitam pontos específicos da Mata Atlântica.

Essa é uma das conclusões de um estudo que analisa a distribuição presente e futura de anfíbios (anuros, ou seja, sapos, rãs e pererecas) na Mata Atlântica e no Cerrado, à luz das mudanças climáticas em decorrência do contínuo aquecimento global.

O estudo foi publicado na revista Ecology and Evolution. O trabalho teve como autor principal o herpetólogo Tiago da Silveira Vasconcelos, da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Bauru, e foi feito com apoio da FAPESP no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais.

Colaboraram Bruno Tayar Marinho do Nascimento, também da Unesp, e Vitor Hugo Mendonça do Prado, da Universidade Estadual de Goiás.

“O objetivo maior da pesquisa foi fazer um levantamento de todas as espécies de anfíbios do Cerrado e da Mata Atlântica e caracterizar suas preferências climáticas nas diferentes áreas que habitam. Com os dados em mãos, buscamos fazer modelagens para poder projetar cenários de aumento ou de redução das áreas climáticas favoráveis às diferentes espécies, em função dos regimes climáticos estimados para 2050 e 2070”, disse Vasconcelos.

Conhecem-se atualmente 550 espécies de anfíbios na Mata Atlântica (80% delas, endêmicas) e 209 espécies no Cerrado. Vasconcelos trabalhou com os dados de distribuição espacial de 350 espécies da Mata Atlântica e 155 do Cerrado, aquelas encontradas em ao menos cinco ocorrências espaciais diferentes.

“Desse modo, foi possível identificar as áreas com maior riqueza de espécies de anfíbios, ou com composição de espécies únicas, tanto no Cerrado como na Mata Atlântica. Uma vez identificadas tais áreas, avaliamos a comunidade de anfíbios no cenário de clima atual e futuro, de modo a determinar quais são as áreas de clima favorável para cada uma das 505 espécies analisadas, e se haverá expansão ou redução dessas áreas em 2050 e 2070, em função do aquecimento global”, disse Vasconcelos.

Os dados de distribuição espacial das 350 espécies da Mata Atlântica e 155 do Cerrado foram aplicados em duas métricas de ecologia de comunidade. A primeira, denominada diversidade alfa, é a diversidade local, correspondente ao número de espécies em uma pequena área de hábitat homogêneo. A diversidade beta é a variação na composição de espécies entre diferentes hábitats e que revela a heterogeneidade da estrutura de toda a comunidade.

Vasconcelos conta que o passo seguinte foi usar os dados de clima para fazer a modelagem de nicho climático. Foram usados quatro algoritmos diferentes baseados nas características de clima favorável a cada espécie. Trata-se de algoritmos de modelo linear generalizado, de árvore de regressão, de floresta aleatória e de máquina de vetores de suporte.

Os algoritmos serviram para determinar, na Mata Atlântica e no Cerrado, quais são as áreas de climas semelhantes, gerando um mapa da distribuição das áreas atuais onde cada espécie pode sobreviver.

A seguir foi a vez de calibrar os mesmos algoritmos com os cenários de clima futuro, a partir das estimativas feitas disponíveis no portal WorldClim.

“Para cada cenário futuro, em 2050 e 2070, utilizamos dois cenários de emissão de gás carbônico na atmosfera, um cenário mais otimista, com menor aquecimento global, e outro pessimista e mais quente. Também usamos três modelos de circulação global atmosférica e oceânica”, disse Vasconcelos. Os dados são do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

“Para cada uma das 505 espécies analisadas geramos 24 mapas de distribuição [quatro algoritmos x dois cenários de emissões de CO2 x 3 modelos de circulação global]. Ao todo, foram mais de 12 mil mapas”, disse.

A partir dos resultados dos 24 mapas de distribuição para cada espécie, foi gerado um mapa consensual e, então, uma matriz de presença e ausência de espécies, determinando a ocorrência prevista de cada espécie em 2050 e 2070.

“O primeiro impacto esperado da mudança climática nos anfíbios da Mata Atlântica e Cerrado é a extinção de 42 espécies por meio da perda completa de suas áreas climaticamente favoráveis entre 2050 e 2070”, disse Vasconcelos.

Os dados apontam para a extinção de 37 espécies na Mata Atlântica (ou 10,6% do total) e cinco no Cerrado. Das 42 espécies, apenas cinco são atualmente consideradas como em risco de extinção pelo Ministério do Meio Ambiente.

Homogeneização de anfíbios no Cerrado

A maior riqueza de anfíbios da Mata Atlântica ocorre atualmente na porção sudeste, nos estados do Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Já as regiões interioranas da Mata Atlântica são as áreas com menor riqueza de anfíbios.

Embora os resultados do estudo apontem para a perda de espécies em toda a Mata Atlântica, mesmo as taxas mais altas de perdas no sudeste do bioma não deverão alterar o fato de que esta região específica permanecerá como a mais rica em anfíbios.

Por outro lado, no Cerrado haverá perda generalizada, mas também ganho de biodiversidade em determinadas regiões.

“Os resultados da pesquisa indicam uma expansão das áreas climaticamente favoráveis aos anfíbios, dado que em função do aumento das temperaturas se espera uma expansão das áreas de Cerrado nas direções norte e nordeste, ocupando espaços que hoje são de floresta amazônica. A savanização de porções da floresta amazônica abrirá novas áreas para ocupação dos anfíbios do Cerrado”, disse.

Especificamente, a mudança climática não deverá alterar a área de maior riqueza de anfíbios do Cerrado, que fica na margem sul deste bioma, mas uma considerável perda de espécies é esperada no oeste e sudoeste, que faz contato com as terras baixas do Pantanal Mato-Grossense. Por outro lado, poderá haver ganho de espécies em Tocantins, no norte de Minas Gerais e no oeste da Bahia.

“Os cenários futuros de mudança climática sugerem que poderá haver uma homogeneização da fauna de anfíbios ao longo da extensão do Cerrado. Ou seja, aquelas espécies mais generalistas, adaptadas a diferentes hábitats e que suportam uma variação maior de temperatura e umidade, têm a previsão de expandir suas áreas de ocupação”, disse Vasconcelos.

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*Fonte: fapesp

Cachorros não gostam de quem não gosta dos seus donos

Os cães não são apenas o “melhor amigo” do homem, mas também podem ser”inimigos” de nossos rivais.

Pesquisadores da Universidade de Kyoto, no Japão, descobriram que cachorros não gostam de quem não gosta de seus donos e, além disso, recusam alimentos oferecidos por pessoas que desprezam seus proprietários.

O estudo, que será publicado na revista científica Animal Behaviour até o final do mês, revela a habilidade altamente refinada dos bichos em cooperar socialmente – mesmo com outras espécies -, característica rara entre os animais.

Liderados por Kazuo Fujita, professor de psicologia, os pesquisadores testaram 54 cães, divididos em três conjuntos. O primeiro grupo recebeu alimento de uma pessoa que, na frente deles, se negou a ajudar seu dono a abrir a lata de comida.

Mas, ao mesmo tempo, os animais poderiam escolher a refeição servida por alguém “neutro”, desconhecido do cachorro e que não demonstrou qualquer sentimento na cena.

Em um segundo grupo, os animais tinham as seguintes opções: escolher a comida servida por alguém que ajudou o seu dono a abrir o recipiente de alimentos ou pegar a comida oferecida por uma pessoa neutra.

O último grupo também poderia escolher entre duas pessoas, mas nenhuma delas teve contato prévio com os donos dos animais de estimação.

Em cada conjunto, os pesquisadores repetiram os testes quatro vezes. No primeiro grupo, um único animal escolheu a comida da pessoa que desprezou seu dono. Já nos demais grupos, os cães não demonstraram preferência ou rejeição por quem eram servidos.

“Pela primeira vez, medimos como os cães fazem avaliações sociais e emocionais das pessoas, sem depender de seu interesse direto”, disse Fujita. Os pesquisadores sugerem que os cachorros são capazes de julgar um indivíduo com base em seu comportamento, um importante traço que ajuda na cooperação social.

Poucas espécies, como os homens e os primatas, apresentam essa capacidade.

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*Fonte: osegredo