Adeus aos insetos da sua infância

Há quanto tempo você não vê um gafanhoto no seu passeio de domingo no campo, ouve os grilos da varanda ou vê um vaga-lume numa caminhada noturna em uma estrada rural? A sensação de estar perdendo essa fauna que tantas gerações associam à sua infância é mais do que isso, é uma realidade. E o que é pior, juntamente com esses animais também estão desaparecendo elementos básicos para o sustento de muitos ecossistemas dos quais todos os seres vivos dependem.

“Não é apenas uma sensação popular, é algo percebido por todos os entomologistas que fazem trabalhos e pesquisas de campo; a diminuição do número de indivíduos de praticamente todos os insetos é brutal”. Isso é confirmado por Juan José Presa, professor de Zoologia da Universidade de Murcia, na Espanha, e coautor de um dos muitos relatórios e estudos recentes que fornecem números sobre o declínio dos artrópodes.

Esse estudo, do começo deste ano, resultado da colaboração entre a União Europeia e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), destaca que quase um terço das espécies de ortópteros avaliadas (gafanhotos, grilos e cigarras, entre outras) está ameaçado, algumas em perigo de extinção.

Wolfgang Wägele, diretor do Instituto Leibniz de Biodiversidade Animal (Alemanha), juntamente com outros colegas, fala na revista Science do “fenômeno do para-brisa”, no qual os motoristas passam menos tempo removendo de seus carros os inúmeros insetos que antes se espatifavam contra qualquer ponto da carroceria. Os pesquisadores citados no artigo estão cientes do declínio generalizado, apesar de reconhecerem, como o resto da comunidade científica, que é muito difícil estabelecer dados mais precisos sobre o declínio das populações devido à variedade de espécies, distribuição e número de indivíduos.

Na Science é citado o caso da Sociedade de Entomologia de Krefeld, na Alemanha, cujas pesquisas de campo constataram que a biomassa de insetos que fica presa em seus diferentes dispositivos de captura diminuiu 80% desde 1989. Juan José Presa leva a constatação ao terreno de suas observações de campo, na província de Pontevedra: “Antes conseguíamos atrair uma enorme quantidade de mariposas com armadilhas de luz, agora muito poucas entram na armadilha”.

“Cerca de três quartos das espécies de borboletas da Catalunha, e isso pode ser extrapolado para o resto da Espanha, estão em declínio e isso é incontestável”. Constantin Stefanescu, do Centro de Pesquisas Ecológicas e Aplicações Florestais e do Museu de Ciências Naturais de Granollers (Barcelona) chegou a essa conclusão depois de mais de duas décadas de trabalhos de campo e de ter estudado, com outros pesquisadores, 66 das 200 espécies presentes na Catalunha. “A redução é alarmante e aumenta a cada ano. Também assustam os dados de 2015 e 2016, os mais baixos desde 1994”, diz Stefanescu.

Ignacio Ribera, do Instituto de Biologia Evolutiva, um centro conjunto do CSIC e da Universitade Pompeu Fabra, especialista em entomofauna de habitats subterrâneos e aquáticos, menciona duas outras espécies que estiveram presentes na infância de muitas gerações: libélulas e percevejos, estes últimos são hemípteros de pernas longas que deslizam sobre a superfície da água. “Quando um rio é canalizado, secam um açude ou cobrem um córrego” – diz o pesquisador – “e esses insetos, entre outros, desaparecem”. Há dez anos, a UICN já advertia que “as libélulas ameaçadas da bacia do Mediterrâneo precisam de medidas urgentes para melhorar sua situação”.

A transformação e a destruição do habitat é sistematicamente apontada, em todos os estudos, como a principal causa dessa hecatombe que afeta muito diretamente as pessoas. Isso pode ser comprovado pelo efeito provocado por certos inseticidas (neonicotinóides) nas populações de abelhas, responsáveis pela polinização de muitas plantas, inclusive 30% das que nos servem de alimento. Em geral, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, “cerca de 84% das culturas para consumo humano precisam de abelhas ou de outros insetos para polinizá-las e aumentar seu rendimento e qualidade”.

Quase um terço das espécies de ortópteros avaliadas está ameaçado, algumas em perigo de extinção

As consequências sobre as redes tróficas que sustentam todos os tipos de ecossistemas, também os agrícolas, de pecuária e florestais, podem ser fatais. É necessário pensar que a fauna de invertebrados também atua como controle de pragas e é fonte de alimento essencial para o resto dos animais. Stefanescu lembra que “muitas aves se alimentam das lagartas de borboletas que estão precisamente em declínio e numerosas vespas e moscas também dependem da fase larval e de crisálida dos lepidópteros”.

Mas a destruição do habitat (urbanização, agricultura intensiva, turismo…) não age sozinha como elemento de distorção, mas também o abandono da zona rural e a mudança climática contribuem para essa situação perigosa. Os cientistas citam, por exemplo, a alteração dos períodos de sincronia entre a floração das plantas e a chegada ou a eclosão dos insetos.

A Sociedade de Entomologia de Krefeld, na Alemanha, constatou que a biomassa de insetos que fica presa em seus diferentes dispositivos de captura diminuiu 80% desde 1989

O problema é que o ritmo de proteção é muito mais lento do que o do declínio, devido à falta de conhecimento mais preciso sobre as populações e à menor relevância, aparente, que os insetos têm. O catálogo nacional de espécies ameaçadas inclui apenas 90 espécies de invertebrados, das quais 35 são insetos e apenas 17 (oito vulneráveis e nove em perigo de extinção) possuem uma categoria de ameaça que permite a ativação de planos de recuperação. A Comunidade Virtual de Entomologia estima em 38.311 o número de espécies de insetos na península Ibérica.

O Atlas e Livro Vermelho dos Invertebrados Ameaçados da Espanha aponta como vulneráveis 69 espécies de insetos na Península Ibérica, 30 em perigo de extinção e 3 em perigo crítico. Enquanto isso, Juan José Presa alerta: “É muito possível que, neste exato momento, depois de um incêndio ou uma fumigação intensiva de culturas, estejamos perdendo espécies que já estavam muito prejudicadas”.

E OS PARDAIS, LAGARTIXAS, RÃS E SALAMANDRAS?

J. R.

O efeito é generalizado. Qualquer conversa com pessoas da zona rural sobre a biodiversidade que as rodeia geralmente contém a frase “aqui antes se viam mais pássaros”. E também eram encontradas – e capturadas com todo tipo de engenhoca – lagartixas, se ouvia com mais frequência o coaxar das rãs, e era possível apreciar o andar das vistosas salamandras em poças, lagoas e valas. Até o outrora muito abundante e onipresente pardal comum está em falta. A Sociedade Espanhola de Ornitologia (SEO/BirdLife) constatou em seus censos as diminuições de aves comuns como pardais, andorinhas, perdizes e rolas, todas elas protagonistas de verões com mais biodiversidade.

Os incêndios, a seca e o fenômeno que multiplica esses dois efeitos, a mudança climática, estão por trás do declínio de répteis, como as lagartixas, e de anfíbios, como a rã comum e a salamandra. Uma análise de 539 estudos científicos nos quais participaram pesquisadores do Museu Nacional de Ciências Naturais (MNCN/CSIC) concluiu que 65% das 313 espécies avaliadas desses dois grupos sofrem os efeitos negativos da mudança climática. Em 2013, um estudo da mesma instituição científica confirmou que o aquecimento global diminui a eficácia dos sinais sexuais da lagartixa carpetana, uma espécie considerada em perigo de extinção.

*Por Javier Rico

 

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*Fonte: elpais

Mistério felino: Os gatos realmente amam seus donos?

Os gatos têm uma fama de serem distantes e continuarem com seus donos somente por conta da comida fácil – e esses são dois motivos pelos quais algumas pessoas simplesmente os detestam. De fato, esses bichanos são muitas vezes mal interpretados, principalmente quando não se conhece a fundo o seu estilo de vida e o modo como eles reagem a estímulos. A fim de resolver o mistério, as pesquisadoras Kristyn Vitale, Lindsay Mehrkam e Monique Udell conduziram experimentos com um grupo de gatos domésticos e selvagens. Se quiser conferir na íntegra, o estudo foi publicado no Science Direct.

Eles foram divididos em dois grupos iguais e observados por duas horas e meia sem nenhum estímulo e, ao fim desse período, os gatos foram expostos a três itens das 4 categorias a seguir: comida, aroma, brinquedos e interação humana. Esses itens foram misturados entre si com o objetivo de entender com clareza as preferências desses animais, pela análise de qual estímulo eles iriam escolher primeiro, por quanto tempo e de que forma eles iriam interagir.

As pesquisadoras ficaram surpresas quando descobriram que 50% dos gatos estudados preferiram a interação humana acima das outras opções disponíveis, inclusive comida – o que, sabemos bem, é algo indispensável para os gatos. Contudo, ao final, 37% deles não conseguiram evitar comer. Foi encontrada uma variabilidade notável entre as escolhas dos bichanos, mas o fato é que a maioria preferiu interagir conosco, meros mortais. Em média, eles gastaram 65% do seu tempo brincando com as pessoas durante a análise.

Segundo as estudiosas, isso demonstra que os gatos realmente gostam dos seres humanos e, se eles agem de uma forma indiferente vez ou outra, não significa que tenham mudado de ideia. Os gatos são diferente de nós, têm condicionamentos e instintos particulares. O estudo sanou uma dúvida que muitos tinham e, além disso, trouxe uma reflexão interessante: é preciso sair da sua caixa para entender como o seu gatinho realmente funciona.

*Por Krilany Gaiato

 

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*Fonte: megacurioso

O clã dos Leões Mapogo

“Nascidos para Reinar” (Brothers in Blodd: The Lions of Sabi Sand) acompanhou por desesseis anos os leões Mapogo, nome dado ao bando. O extenso material captado deu origem a este especial com duas horas de duração. As imagens revelam comportamentos surpreendentes – e por vezes “humanos” – das feras africanas em seu habitat natural e são comentadas por especialistas em felinos.

Essa foto em particular registrou um momento um tanto quanto raro, onde cinco dos seis leões da coalizão aparecem bebendo água um ao lado dom outro.

 

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*Fonte: @fotocracia

Conheça o zoológico onde os seres humanos ficam dentro de jaulas

O ser humano é curioso por natureza. Amamos conhecer tudo que é alheio a nós, tudo o que é diferente de nós. E talvez por isso, boa parte de nós adore ir aos zoológicos. Apesar de oferecer uma oportunidade incrível de conhecer animais de várias espécies diferentes, o zoo não é assim tão bom para os animais.

Afinal, os animais são retirados de seus habitats naturais para viver em um lugar, trancafiados e sem liberdade. Nós concordamos que eles são bem cuidados algumas vezes, mas nada se compara a liberdade de seu lar. E bom, por que isso é justo? Por que animais devem ser trancafiados para o nosso lazer?

Zoos diferentes

Há alguns anos, tem surgido uma nova forma de entreter os humanos no que tange a tratar os animais. Ao invés de os animais ficarem presos em jaulas, enquanto os observamos. Por que não visitá-los em seu habitat natural? Pois é essa a ideia que tem ganhado vida e vez em alguns países.

Os animais ficam soltos e são os humanos que se enjaulam para visitar o local. Dessa forma os visitantes não interferem tanto na vida dos animais. Eles não precisam ficar presos e não têm suas rotinas alteradas. Não precisam ser alimentados por tratadores ou ter que aguentar alguém batendo no vidro frequentemente.

Zoológico invertido na Chile

O Safari Lion Zoo é o primeiro zoológico invertido na América Latina. Os visitantes conhecem o local em caminhões que possuem jaulas de metal, que são sólidas e protegem as pessoas. No local há leões, elefantes, pássaros e outros predadores terríveis!

Para atrair a atenção do animal, os visitantes recebem pedaços de carne crua. O cheiro atrai os animais que veem atrás da comida. Eles não têm medo algum de subir nos caminhões e os visitantes adoram isso! Eles podem fotografar e até mesmo tocar os animais! Claro, os mais corajosos, já que os animais não são treinados ou acostumados com a presença humana. Eles reagem da forma que querem e bom, isso pode ser perigoso.

E você, teria coragem de conhecer um zoológico invertido? Nos conte aqui nos comentários e aproveite para compartilhar com aquele amigo que ama animais!

*Por Letícia Rocha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Milhares de estorninhos em voo tomam forma de ave gigante no céu

O britânico Guy Benson captou em vídeo o voo de um bando de milhares de estorninhos sobre a Reserva Natural de Attenborough, em Nottingham, no Reino Unido. O vídeo mostra a espantosa “dança” das aves no ar, durante a qual o grupo parece assumir diferentes formas, entre as quais a de uma enorme ave.

“Estava com a minha esposa, Anita, ao entardecer, quando um bando de estorninhos apareceu sobre nós. Durante cerca de 20 minutos, estiveram todos a dançar no céu”, contou o britânico ao jornal The Independent.

“A dada altura, o bando tomou a forma de uma ave enorme no céu. É uma forma bem invulgar e acho que foi causada pelos quatro gaviões que estavam continuamente a mergulhar sobre as aves para as separarem e capturarem. Foi uma das cenas mais impressionantes que já vi na natureza.”

“Há cerca de 20 anos, viam-se 40 mil aves num bando, mas, hoje em dia, é mais provável encontrarem-se entre 10 e 20 mil”, explicou Guy Benson, aludindo ao declínio verificado nas populações de aves do continente europeu.

Desde que se reformou, o britânico de 60 anos passa muito do seu tempo a viajar para observar pássaros raros, juntamente com a sua esposa, Anita Benson.

“Nunca vi nada assim”, disse esta. “Ficava-se parado e de boca aberta; foi tão fantástico. Há centenas de milhares de pessoas a viver perto, mas elas não sabem que este tipo de coisas acontece.”

O voo sincronizado dos estorninhos já chamou a atenção muitas vezes, tanto pela sua elegância como pelas imagens impressionantes que, por vezes, as aves parecem formar.

 

 

 

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Confira o vídeo:

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*Fonte: theuniplanet

Quem tem um cachorro em sua vida tem um tesouro

Assim, aprender o que é ter um animal, entender como você os ama e completar a nossa família com a sua presença é uma oportunidade que todos devemos ter em nossas vidas.

Quem tem um cachorro em sua vida tem uma fortuna. Esta é uma declaração em que poucos vão se surpreender, mas é especialmente para aqueles que desfrutaram da companhia de um anjo de quatro patas e que enxergaram a magia que esses seres maravilhosos têm.

Nós recebemos um amor intenso e único deles. E eles se tornam a nossa família: a sabedoria tremenda, eternas crianças e possuem imensa inteligência emocional, portanto, acabam por ser os melhores conhecedores de nossos costumes, sentimentos e pensamentos. Os melhores conhecedores e os maiores merecedores dos nossos sorrisos.

Com apenas um olhar eles decifram nosso estado emocional, nos acompanham, nos divertem e nos fazem sentir especiais, únicos e essenciais. Assim, com suas leis particulares de propriedade (eles têm o direito de tudo) e seus lindos olhos suplicantes, eles obtêm de nós até o que juramos nunca permitir (por exemplo, dormir em nossa cama).

As regras do cão para o seu humano

Existem certas regras que quando você mora com um cachorro são inquestionáveis. É assim que nossos animais nos educam, nos domesticam ou nos treinam.. Eles colocam os princípios da coexistência e a “luta” por seus próprios direitos acaba se tornando uma luta tenra e divertida.

Assim, não podemos deixar de sorrir quando os identificamos com suas regras surpreendentes de ditadores carinhosos da casa. Vamos ver:

Regra #1: Você deve me dar para provar tudo o que você come.

Regra #2: Não me anime e me coloque no banheiro depois, eu mereço uma brincadeira.

Regra #3: Você não vai mais sozinho no banheiro para fazer suas necessidades.

Regra #4: Não me diga para calar a boca quando eu começar a latir, eu tenho minhas razões. Algo está acontecendo lá fora!!

Regra #5: Vou dormir em qualquer lugar da casa, de preferência onde fica em seu caminho.

Regra #6: Você não pode entrar na casa cheirando outros cães e pensar que não terá consequências.

Regra #7: Deixe-me sair sempre que eu perguntar, mesmo se acabei de entrar. Eu preciso ter certeza de que cheirei tudo corretamente.

Regra #8: Você tem permissão para dormir na cama, mas você não precisa se mover, é melhor se colocar em um canto e não me incomodar.

Regra #9: Se cair no chão, é meu!!! Eu vou olhar triste para você se você não me deixar pegar.

Regra #10: Não pense em sair de um quarto sem mim.

A riqueza emocional de compartilhar a vida com um animal
Seja um cachorro, gato ou coelho, compartilhar nossa vida com um animal é uma bênção , porque nos ensina a respeitar, amar e estruturar a vida de uma maneira diferente. Há muitas pessoas que pensam que ter um animal o limita, porque, por exemplo, você não pode ir a qualquer lugar com eles em férias ou você tem que levar em conta muitas outras necessidades.

Mas quem tem um cachorro ou qualquer outro animal sente isso como parte de sua família e os sentimentos compensam todos esses “pequenos inconvenientes”. É verdade que, se não dividíssemos a vida com eles, nosso portfólio seria mais completo, mas nosso coração ficaria mais vazio.

O que eles trazem a você emocionalmente e fisicamente supõe uma enorme riqueza que não pode ser compensada com todo o dinheiro do mundo. Assim, aprender o que é ter um animal, entender como você os ama e completar a nossa família com a sua presença é uma oportunidade que todos devemos ter em nossas vidas.

É claro, sempre com consciência e respeito, saber como os amantes de animais sabem que cuidar e amar um deles é uma responsabilidade que não pode ser ignorada e que nos oferece a possibilidade de adquirir um grande conhecimento em diversas áreas da nossa vida.

“Porque especialmente a nossa maior riqueza quando desfrutamos da sua companhia é a emocional, que é incomparável e nos faz imensamente felizes. Essa é a nossa maior fortuna.”

*Publicado originalmente em: https://rincondeltibet.com/

 

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*Fonte: revistapazes

Contra ‘glorificação’, Quênia troca rostos de políticos por animais em novas moedas

Em vez de políticos, imagens de leões, elefantes, girafas e rinocerontes.

O Quênia retirou os rostos dos presidentes que estampavam as moedas do país e, no lugar deles, gravou as figuras de animais selvagens – no que é visto como tentativa de evitar a glorificação de políticos.

Moedas anteriores traziam efígies dos três ex-governantes do país: Jomo Kenyatta, Daniel arap Moi e Mwai Kibaki.

Críticas

Parte da população, entretanto, via as moedas com imagens de políticos como forma de os líderes se promoverem e de personalizarem o estado.

O presidente Uhuru Kenyatta – filho do primeiro líder do Quênia, Jomo Kenyatta – disse que o novo modelo representa uma “grande mudança” e mostra que a nação “percorreu um longo caminho”.

Seus três antecessores mandaram imprimir seus rostos na moeda enquanto estavam no poder. Kibaki, que venceu as eleições em 2002 – pondo fim a 24 anos de governo de Moi – havia afirmado que não gravaria a própria imagem, mas descumpriu a promessa.

Uma intensa pressão pública no país levou ao estabelecimento de uma nova constituição, adotada em 2010, para reforçar a democracia e os direitos humanos.

Entre outros pontos, o estatuto determina que a moeda “não deve trazer a imagem de nenhum indivíduo”.

O Banco Central cumpriu a exigência no caso das moedas e provavelmente fará o mesmo quando imprimir novas cédulas.

A instituição afirmou que a escolha de animais dá “expressão física a um recém-renascido e próspero Quênia”, e mostra respeito pelo meio ambiente.

 

 

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

Se as aranhas trabalhassem juntas elas poderiam devorar em 1 ano todos os humanos do mundo

Você tem medo de aranhas? Então imagina saber que, se trabalhassem juntas, elas poderiam devorar todos os humanos do mundo em apenas 1 ano – e olha que nem estamos falando sobre aranhas-zumbi.

A novidade que promete deixar qualquer um com pesadelos foi publicada pelo periódico científico Science of Nature. De acordo com um pesquisador dos aracnídeos, o peso total de alimentos consumidos por estes bichanos em um ano é maior do que o peso de toda a população humana.

Os cientistas estimam que as aranhas consumam entre 440,9 e 881,8 milhões de toneladas de presas por ano. Porém, a população humana junta não soma 400 milhões de toneladas. Ou seja, elas poderiam nos devorar e ainda haveria espaço para a sobremesa.

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

“O tempo gasto com gatos nunca é tempo perdido” – Sigmund Freud

Esta citação de Sigmund Freud, o pai da psicanálise, nos diz algo que a maioria de nós, indubitavelmente, já conhece. No entanto, algo que é tão comum, como passar tempo com gatos, às vezes pode chegar a um nível terapêutico, porque é muito reconfortante.

Um bom exemplo vem do Japão. Nesse país, os gatos são admirados e respeitados. Eles são um símbolo de felicidade e os japoneses foram pioneiros no desenvolvimento de centros chamados de “cat cafe”, que agora podem ser encontrados em todo o mundo.

O primeiro “gato café” foi aberto em Taiwan em 1998. O objetivo? Muito simples. O Japão é um país altamente industrializado e orientado para o trabalho. Os dias de trabalho são muito intensos e é comum sofrer de stress e outras deficiências emocionais das quais se deve libertar.

“O tempo gasto com gatos nunca é um desperdício de tempo.”
-Sigmund Freud-

Acariciar um gato é uma ação calmante. Ele regula o estresse, melhora a saúde cardiovascular, acalma a mente e oferece uma oportunidade genuína de expressar afeição e ser cativado por um dos animais domesticados mais interessantes. (Ou talvez seja o contrário, quem sabe?).

Vamos falar sobre a psicologia dos gatos para entender um pouco mais sobre o que esses animais podem nos oferecer.

Sua beleza atrai e sua personalidade fascina

Gatos, ao contrário dos cães, não pertencem a ninguém além de si mesmos. Somos nós que ficamos fascinados por sua arte, sua liderança, seu encanto divino, sua compreensão do espaço e um amor que não é dependente, mas absolutamente fiel.

Você poderia realmente escrever um livro inteiro sobre psicologia de gatos. E enquanto as pessoas sempre dizem que são egoístas e independentes, isso nem sempre é inteiramente verdade. Daí a sua natureza interessante, daí as intrigas que causam em nós.

Gatos vão nos amar, nos respeitar e nos defender como se fôssemos sua própria família. Eles são dominantes quando se trata de seu espaço, suas rotinas e seus donos, mas eles sabem como manter a distância sem serem sufocados ou completamente dependentes de nós.

Eles gostam de ser mimados e amados. Eles buscam afeição diária, mas exigem limites e mostrarão isso em uma demonstração de sua elegância e independência. É claro que eles atraem a atenção com a clareza de seus olhos ou com suas pelagens terapêuticas e calmantes, mas o que mais amamos em gatos é sua personalidade.

Vivemos em um mundo caracterizado por prioridades às vezes inúteis que nos separam do que é realmente importante: a luz do sol, a paz, nós mesmos, nossos entes queridos … Nos preocupamos com os problemas sem importância. Nós colecionamos coisas e perdemos a visão de experiências e emoções …

O mundo está no ritmo certo para os gatos. Vivem uma vida relaxada, medida por momentos de descanso ao sol, deitados ao nosso lado no sofá, indo em uma excursão para aprender e alimentar sua curiosidade. Eles são seres sensíveis que abrem os olhos como janelas cheias de luz e esperança para o mundo.

Às vezes é dito que os gatos são bem versados no mundo do yoga. Eles podem passar longas horas meditando na frente de uma janela ou uma tigela de água. Que verdades eles percebem? Que realidades eles veem que escapam aos sentidos humanos?

Eles passam o tempo sentados, imóveis em seu próprio mundo e passando da autorreflexão para a ação em menos de um segundo. Eles vão da reflexão à atividade tão rapidamente que nos deixam sem fôlego e maravilhados.

O que é cativante é que eles fazem tudo o que fazem com todos os seus sentidos, dos quais certamente não há cinco, mas seis. Porque a sua intuição, a sua capacidade de saltar no nosso colo quando realmente precisamos, é sem dúvida uma virtude que só os gatos têm.

Não são apenas pessoas loucas que têm gatos

Quem foi quem disse que pessoas malucas acabarão tendo 100 gatos? Gatos são criaturas sábias e serenas que tornam a vida mais rica, mais simples e mais interessante para todos que vivem com esses animais com grandes personalidades.

Eles são ideais para crianças e idosos. Eles são companheiros leais para passar uma tarde tranquila com e para relaxar na cama. Eles são excelentes amigos para aprender e viver todos os dias.

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*Fonte: revistapazes

Humanidade já matou 83% dos mamíferos selvagens e metade de todas as plantas do mundo

Se tem uma praga devastadora, ela pode ser chamada de humanidade. Stephen Hawking já sugeriu que a Terra possa virar uma bola de fogo por nossa culpa. E, se você já sabia que estamos causando a extinção das abelhas, pode nem se surpreender ao descobrir que nossa espécie matou 83% dos mamíferos selvagens, além de metade de todas as plantas do mundo.

O levantamento é fruto de um estudo realizado pelo Weizmann Institute of Science de Israel e publicado pelo Proceedings of the National Academy of Sciences, dos Estados Unidos. A pesquisa tinha como objetivo analisar a distribuição da biomassa na Terra, mas suas descobertas vão muito além disso.

Imagem de uma vaca olhando para a câmera.

De acordo com o estudo, apesar de as bactérias responderem por 13% de todos os seres vivos, as plantas são responsáveis pela maior quantidade de matéria, representando 82% da biomassa na Terra. O restante da vida é composto por fungos, animais e outros seres, representando apenas 5% do total.

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Embora a humanidade componha apenas 0,01% desta biomassa, nós somos os responsáveis pela extinção de 83% dos mamíferos selvagens – e o Brasil lidera o número de primatas ameaçados de extinção. Cientistas sugerem que estamos vivendo uma nova era geológica: o antropoceno.

Primatas estão entre os animais que podem ter desaparecido.

Entre os mamíferos restantes, 60% são animais de pecuária, como gado e porcos destinados à alimentação; 36% são humanos e os 4% restantes são animais selvagens.

Quanto às aves, 70% delas são domésticas e apenas 30% das espécies são selvagens. Acredita-se ainda que 60% dos animais terrestres tenha desaparecido em apenas 44 anos.

Para saber mais, confira a pesquisa completa AQUI.

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*Fonte: hypeness

Agrotóxico mais usado no mundo está ajudando a exterminar abelhas

Quando se fala em agrotóxico, na maior parte do tempo estamos tratando de glifosato, o herbicida mais usado no Brasil e no Mundo. Utilizado em 90% das lavouras de soja, alvo de diversas polêmicas e contestações de médicos à ambientalistas, mas fundamental para o agronegócio, está associado à morte das abelhas.

O N-(fosfonometil)glicina, princípio ativo do Roundup da Monsanto e mais uma centena de produtos agrícolas, age ao ser absorvido pela folha das plantas de crescimento rápido, também conhecidos como mato, e inibe a ação de enzimas que possibilitam sua existência.

Por não dependerem dessa enzima, o produto não afeta aos animais. Pelo menos é isso que se pensava. Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Texas, nos EUA, mostra que o mesmo não acontece com microrganismos, muitos dos quais dependem a existência de animais, como as abelhas.

Publicado essa semana no Proceedings of National Academy of Sciences, o artigo explica que, assim como em nós, a saúde das abelhas depende de um ecossistema de bactérias que vive em seu trato digestivo. O glifosato mata algumas dessas bactérias, causando um desequilíbrio que reduz a capacidade do inseto combater infecções.

“Diretrizes atuais consideram que as abelhas não são prejudicadas pelo herbicida”, disse Erick Motta, estudante de pós-graduação que liderou a pesquisa, juntamente com a professora Nancy Moran. “Nosso estudo mostra que isso não é verdade”.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores expuseram as abelhas a níveis normalmente encontrados em plantações e jardins (é grande a chance do jardineiro perto da sua casa usar esse agrotóxico). Pintaram suas costas para que pudessem reconhecê-las e liberaram para seguir sua vida normal.

Recapturadas três dias depois, eles observaram que o herbicida reduziu significativamente a microbiota intestinal saudável. Das oito espécies dominantes de bactérias saudáveis ​​nas abelhas expostas, quatro foram consideradas menos abundantes. A espécie mais atingida, Snodgrassella alvi, ajuda as abelhas a processarem alimentos e a se defenderem contra patógenos.

Mais tarde, ao expor as abelhas a um patógeno oportunista (Serratia marcescens), morreram com mais frequência que as abelhas sem glifosato. Cerca de metade das abelhas com um microbioma saudável ainda estavam vivas oito dias após a exposição ao patógeno, enquanto apenas cerca de um décimo dos insetos cujos microbiomas haviam sido alterados pela exposição ao herbicida ainda estavam vivas.

“Estudos em humanos, abelhas e outros animais mostraram que o microbioma intestinal é uma comunidade estável que resiste à infecção por invasores oportunistas”, disse Moran. “Então, se você interromper a comunidade normal e estável, estará mais suscetível a essa invasão de patógenos”.

A descoberta entra para uma longa lista de polêmicas que envolvem o agrotóxico mais popular do mundo. “Não é a única coisa que causa todas essas mortes de abelhas, mas é definitivamente algo que as pessoas deveriam se preocupar porque o glifosato é usado em todos os lugares”, disse Motta.

São várias a críticas sobre o sistema da Monsanto, que vão da dependência e endividamento de pequenos produtores, desenvolvimento de plantas resistentes à substância, ao extermínio da biodiversidade. É considerado potencialmente cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar da Monsanto (e sua nova controladora Bayer) atestar a segurança do produto com 40 anos de uso no mercado, em agosto a justiça dos Estados Unidos a sentenciou a pagar US$ 289 (cerca de R$ 1,1 bilhão) ao jardineiro Dewayne Johnson que alega ter contraído câncer devido ao uso do Roundup e do RangerPro, um glifosato de segunda linha da Monsanto.

No Brasil, a juíza substituta Luciana Raquel Tolentino de Moura acatou, no dia 3 de agosto, o pedido do Ministério Público Federal, sob a alegação de demora na reavaliação toxicológica do glifosato, e proibiu o uso em todo o País. A ordem para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária era priorizar a reavaliação até o dia 31 de dezembro.

Um dos principais principais interessados no assunto é o ministro da agricultura Blairo Maggi. Um dos maiores produtores de soja do Brasil, ele afirmou que a decisão impediria o plantio de 95% da área de soja, milho e algodão, as três maiores culturas anuais do País. “É muito importante dizer: não há saída sem o glifosato; ou não planta, ou faz desobediência da ordem judicial”, disse Maggi.

No dia 3 de setembro, o presidente em exercício do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), desembargador Kássio Marques, derrubou a liminar. Uma de suas alegações foi que “nada justifica a suspensão dos registros dos produtos” sem a “análise dos graves impactos que tal medida trará à economia do país”.

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*Fonte: revistagalileu

Humanos representam 0,01% dos seres vivos e mataram 83% dos mamíferos

Apesar de representarem apenas 0,01% dos seres vivos do planeta, os humanos são responsáveis pela destruição de muitas espécies. Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Ciência Weizmann, em Israel, e do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, revela, inclusive, que a espécie humana acabou com 83% dos mamíferos selvagens da Terra.

Publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, a pesquisa compila os tipos de biomassa — matéria orgânica — dos reinos animais. “A análise revela uma visão holística da composição da biosfera e nos permite observar padrões de categorias taxonômicas e locais geográficos”, escrevem os cientistas.

Esse é o primeiro relatório a estimar a quantidade de todos os tipos de criaturas vivas. “Eu fiquei surpreso em descobrir que não ainda não existia uma estimativa compreensiva e holística de todos os componentes da biomassa”, disse o pesquisador Ron Milo, do Instituto de Ciência Wrizmann, em entrevista ao jornal The Guardian.

Milo e sua equipe compilaram dados de diversas fontes, como da Organização Internacional de Comida e Agricultura, por exemplo, para estimar a biomassa de cada país e como a industrialização, o êxodo rural e o uso de novas tecnologias pelos humanos colaborou para o fim de outras espécies animais.

Os cientistas concluiram que os 7,6 bilhões de pessoas representam somente 0,01% dos seres vivos, as bactérias, 13% e o restante das criaturas, como insetos, fungos e outros animais equivalem a 5% da biomassa do planeta. O que sobra é das plantas: segundo o estudo, elas representam 82% da matéria viva.

Atualmente, 70% das aves e 60% dos mamíferos do planeta foram criados em cativeiro, enquanto 30% dos pássaros são selvagens, 36% dos mamíferos são humanos e os 4% restantes são selvagens. Ainda de acordo com o relatório, 86% das espécies se encontram em terra, 13% abaixo de superfícies (como bactérias, por exemplo) e somente 1% nos oceanos.

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*Fonte: revistagalileu

Oceanos estão enfrentando uma extinção em massa sem precedentes

“Agora mesmo estamos decidindo, quase sem querer, quais caminhos evolutivos permanecerão abertos e quais serão fechados para sempre. Nenhuma outra criatura jamais havia feito isso, e será, infelizmente, nosso legado mais duradouro”. Elizabeth Kolbert definiu assim o papel que estão desempenhando os seres humanos em A Sexta Extinção, o livro que ganhou o Prêmio Pulitzer no ano passado. O título é bastante expressivo: nos quase 4 bilhões de anos de história da vida na Terra, ocorreram cinco megaextinções, momentos em que muitos dos seres vivos foram arrastados de repente para a desaparição por vários cataclismos. E agora, segundo todos os dados recolhidos pela ciência, a civilização humana está causando uma nova extinção em massa: somos como o meteorito que dizimou os dinossauros do planeta.

Estamos provocando a agonia de numerosas espécies marinhas e escolhendo as que deixarão de evoluir no futuro

E as criaturas dos oceanos não vão conseguir se livrar. Estamos provocando a agonia de numerosas espécies marinhas e, como dizia Kolbert, escolhendo os seres aquáticos que ao desaparecerem deixarão de evoluir no futuro. A este ritmo, os grandes animais que vão povoar os mares dentro de milhões de anos não serão descendentes de nossas baleias, tubarões e atuns porque estamos matando todos eles para sempre. E do mesmo modo que o desaparecimento dos dinossauros deixou um vazio que demorou eras para ser preenchida pelos mamíferos, não sabemos o que vai ser da vida nos oceanos depois de serem arrasados.

“A eliminação seletiva dos maiores animais nos oceanos modernos, algo sem precedentes na história da vida animal, pode alterar os ecossistemas durante milhões de anos”, conclui um estudo apresentado nesta semana pela revista Science. Liderado por pesquisadores de Stanford, o trabalho mostra como esta sexta extinção está acontecendo com os seres aquáticos de maior tamanho. Um padrão “sem precedentes” no registro das grandes extinções e que com muita segurança acontece por causa da pesca: hoje em dia, quanto maior o animal marinho, maior a probabilidade de se tornar extinto.

O cálculo mais trágico compara essa extinção com o desaparecimento dos dinossauros, como explicado na Science

Como explicou para Materia o principal autor do estudo, Jonathan Payne, o nível de perturbação ecológica causada por uma grande extinção depende da percentagem de espécies extintas e da seleção de grupos de espécies que são eliminados. “No caso dos oceanos modernos, a ameaça preferente pelos de maior tamanho poderia resultar em um evento de extinção com um grande impacto ecológico porque os grandes animais tendem a desempenhar um papel importante no ciclo de nutrientes e nas interações da rede alimentar”, disse Payne, referindo-se a que os danos afetariam em cascata todos os ecossistemas marinhos.

Os cenários pessimistas preveem a extinção de 24% a 40% dos gêneros de vertebrados e moluscos marinhos; o cálculo mais trágico é comparável à extinção em massa do fim do Cretáceo, quando os dinossauros desapareceram, como explicado na revista Science.

Para os pesquisadores, é por causa da nossa forma de consumir ecossistemas: ocorreu com a extinção dos mamutes e acontece agora com a pesca

O trabalho deste investigador da Universidade de Stanford e seu grupo foi analisar o padrão de desaparecimento de 2.500 espécies nos últimos milhões de anos. Até agora, o tamanho dos animais marinhos não tinha sido um fator determinante nos cataclismos anteriores, mas nos nossos dias existe uma notável correlação. Para os pesquisadores, é evidente que isso acontece por causa da forma de consumir ecossistemas própria dos seres humanos. Foi o que aconteceu com a extinção dos mamutes e agora acontece com a pesca: cada vez que entramos em um ecossistema primeiro acabamos com os pedaços maiores e à medida que os recursos ficam mais escassos vamos esgotando o resto dos recursos menores.

Os pesquisadores alertam que a eliminação desses animais no topo da cadeia alimentar poderia perturbar o resto da ecologia dos oceanos de forma significativa por, potencialmente, os próximos milhões de anos. “Sem uma mudança dramática na direção atual da gestão dos mares, nossa análise sugere que os oceanos vão sofrer uma extinção em massa de intensidade suficiente e seletividade ecológica para ser incluída entre as grandes extinções”, diz o estudo.

Este paleobiólogo defende que a visão positiva de sua descoberta é que as espécies ameaçadas ainda podem ser salvas da extinção com políticas de gestão eficientes e, a longo prazo, abordando os impactos do aquecimento global e da acidificação dos oceanos. “Podemos evitar esse caminho; com uma gestão adequada, seria possível salvar muitas dessas espécies da extinção”, afirma Payne.

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*Fonte: elpais

Após votação, caça comercial de baleias continua banida

Representantes do Japão que participam da Comissão Internacional das Baleias, ou International Whaling Comission (IWC), que está acontecendo até sexta-feira em Florianópolis (SC), fizeram uma tentativa para acabar com a proibição da atividade baleeira comercial.

Apesar dos esforços, com 67% dos votos, a suspenção não foi aprovada. Além disso, foi criado um novo documento intitulado Declaração de Florianópolis, que reafirma o banimento da caça comercial de baleias em águas internacionais. Foram 40 votos a favor e 27 contra, entre eles Rússia e Japão. A declaração foi submetida por Argentina, Brasil, Colômbia, México, Chile, Costa Rica, Panamá e Peru.

Banimento da caça comercial

A proibição da caça comercial foi estabelecida em 1986 diante da iminência de extinção de diversas espécies por conta da pesca predatória. O Japão alega que as populações de algumas espécies de baleias se recuperaram o suficiente para permitir a retomada da caça de forma “sustentável”.

“A ciência é clara: há certas espécies de baleias cuja população é saudável o suficiente para ser colhida de forma sustentável”, alega a proposta japonesa, intitulada Way Forward. A alteração seria para acabar com a “intolerância” e “confronto” entre os países pró e anti-caça às baleias.

As duras críticas do Japão à proibição atrapalham as relações com países anti-caça, como Austrália e Nova Zelândia, que os acusam de usar seu poder econômico para garantir votos de países membros menores da IWC.

“Pesquisa Científica”

Uma cláusula da proibição da IWC permite que o Japão conduza caças anuais de “pesquisa” e venda carne de baleia no mercado aberto.

Segundo a BBC, o Japão hoje captura entre 300 e 400 animais por ano – e já chegou a abater cerca de 1.000 em 2005 e em 2006. No início deste ano, o país foi bastante criticado por ter matado no Oceano Antártico 122 baleias grávidas, das 333 baleias-anãs capturadas durante uma expedição de quatro meses, 181 eram do sexo feminino – incluindo 53 juvenis.

Em 2014, o tribunal internacional de justiça ordenou a suspensão do abate anual de baleias no Oceano Antártico. Porém, após dois anos o país voltou a caçar, sob um programa que incluiu a redução de sua cota de capturas em cerca de dois terços.

 

 

 

 

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*Fonte: ciclovivo

Como os passarinhos estão se tornando seres urbanos

Atire o primeiro grão de milho quem nunca deu comida aos passarinhos, seja num parque, numa praça ou no quintal de casa. Pois essa prática – muitas vezes condenada, principalmente no caso de pombos que podem se tornar vetores de doenças –, de acordo com cientistas, é um fator preponderante para que as aves estejam se tornando cada vez mais animais urbanos.

Faz todo o sentido. Enquanto no meio rural a alimentação de muitos passarinhos é cada vez mais nociva a eles – por conta dos agrotóxicos aplicados às plantações – e o desmatamento deixa o ambiente inóspito para descansos e o próprio processo de construção de ninhos, as cidades são convidativas: comida farta – cortesia dos humanos – e áreas verdes como parques e praças, geralmente bem-providas de árvores.

Este cenário é apresentado em estudo recém-publicado pelo periódico especializado The Condor: Ornithological Applications. Cientistas da Universidade de Illinois Urbana-Champaign refizeram um levantamento realizado inicialmente entre 1906 e 1909 para compreender as mudanças de habitat das aves do Estado americano de Illinois.

Com base em modelos matemáticos, concluíram que a ocupação territorial dos pássaros mudou – e muito. E, apostam os cientistas, essa amostragem pode ser replicada em qualquer lugar urbanizado do mundo com um enorme grau de semelhança.

No total, foram catalogadas 66 espécies diferentes de aves. E, conforme apontam os resultados, as 40 que se adaptaram aos meios urbanos aumentaram a população – enquanto as outras 26 viram seu tamanho diminuir.

De acordo com o ornitólogo Michael Ward, professor do Departamento de Recursos Naturais e Ciências Ambientais da Universidade de Illinois Urbana-Champaign, isso aconteceu porque, ao longo do século 20, “os habitats urbanos tornaram-se mais favoráveis aos pássaros, à medida que a agricultura se desenvolveu e o gesto de dar comida às aves se tornou mais popular”.

As pequenas e diversificadas plantações, antes um prato cheio para passarinhos, se transformaram em vastas monoculturas de milho e soja com manejo industrial, ou seja, uso intensivo de herbicidas e pesticidas. Um tempero nada agradável, praticamente um recado de que aquilo não era para o seu bico.

“É necessário entender como é que as espécies usam e respondem a mudanças não apenas em seu habitat primário, mas também em habitats só utilizados ocasionalmente”, comenta o ornitólogo. “O que entendemos é que aquelas espécies que podem tirar proveito de habitats alternativos, estas conseguem expandir suas populações.”

O professor diz que o passo seguinte do trabalho agora é compreender justamente quais espécies são capazes dessa adaptação. E quais não são. “Isto nos permitirá prever melhor quais precisam de esforços de conservação. Habitats urbanos são os em que muitas espécies têm conseguido procriar mais. A população em geral, ao fornecer alimentação e um certo abrigo em seus quintais, tem a oportunidade de ajudar uma variedade enorme de espécies.”

Novos olhares

A comunidade acadêmica entende que esse estudo abre um novo leque de possibilidades para a compreensão das populações animais. Isto porque ele quebra um paradigma: o de que necessariamente a transformação de um habitat interfere no tamanho de suas populações. Pode haver uma adaptação – e a consequente troca de um habitat por outro.

“Ao tentar explicar as mudanças no tamanho e na distribuição da população, os biólogos geralmente olham primeiro para as mudanças nos habitats que estão mais intimamente associados com uma espécie. Este estudo, por sua vez, mostra que esses habitats primários, como denominados pelos autores, não necessariamente representam mudanças na população”, comenta a bióloga, zoóloga e ecologista Amanda Rodewald, do Cornell Lab of Ornithology, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.

“Anteriormente”, prossegue a pesquisadora, “a extensão em que uma espécie usa habitats novos ou alternativos, como áreas urbanas, poderia explicar melhor os padrões. Uma implicação importante para a conservação é que rastrear espécies dentro de habitats alternativos pode ajudar os biólogos a entender, antecipar e potencialmente mitigar mudanças populacionais”.

O canto do sabiá

No Brasil, um notório caso de ave silvestre que se adaptou muito bem ao meio urbano é o sabiá-laranjeira. Não à toa, aliás, o pássaro é a ave símbolo do Brasil – oficialmente reconhecido assim desde 2002.

Na capital paulista, o sabiá está entre as mais carismáticas das 285 espécies que vivem na cidade – ao lado de bem-te-vis, maritacas, quero-queros, juritis, sanhaços e pica-paus. É uma ave que prefere os parques, mas mesmo assim pode ser flagrada, vez por outra, descansando nos fios elétricos, ao lado de pardais e pombas.

Em 1966, o ornitólogo Johan Dalgas Frisch, hoje com 88 anos e presidente da Associação de Preservação da Vida Selvagem, encabeçou uma campanha pela preservação dos sabiás pedindo para que as pessoas plantassem árvores frutíferas em seus quintais. “Porque os passarinhos precisam de restaurantes”, argumentava ele.

A campanha deu certo. As aves voltaram a se espalhar pelas cidades.

O que ninguém contava é que essa adaptação ao meio urbano ainda faria da ave um bicho com sintomas similares ao do homem contemporâneo que vive nas grandes cidades: um ser estressado com o trânsito, fazendo hora extra e namorando pouco.

A partir de uma queixa comum da população das grandes cidades, a de que os sabiás estavam cantando durante a madrugada e atrapalhando, assim, o sono dos justos e dos injustos, o Instituto Passarinhar resolveu promover uma pesquisa. E comprovar se isso realmente está acontecendo.

Desde 2013, os pesquisadores colocaram no ar um site colaborativo em que as pessoas podem informar o horário em que ouviram o canto de um sabiá, e a localidade. O balanço mais recente, divulgado há pouco mais de um ano e com dados consolidados de 10 mil registros, mostra que o sabiá paulistano sofre de insônia: começa a cantar cinco horas antes do que seus primos do interior – e essa orquestra só para quatro horas mais tarde do que o fim do expediente. O site está em http://www.horadosabia.com.

Segundo os biólogos responsáveis pelo estudo, nada mais antinatural. Porque na vida rural, digamos assim, o pássaro começa a cantar com o nascer do sol. E interrompe a cantoria ao fim do dia.

Na capital paulista, entretanto, o pico de atividade do sabiá é às 3h da madrugada. Para desespero dos humanos.

A explicação estaria na adaptação. Mas a um problema ao qual muitas pessoas jamais se adaptam: ao trânsito infernal. Na realidade, o barulho causado pelos carros tem feito o sabiá procurar horários alternativos.

O ruído causado pelos carros nas ruas de São Paulo, atualmente, oscila entre 70 e 100 decibéis. Um sabiá-laranjeira consegue cantar, no máximo, a até 70 decibéis. O pássaro canta para conseguir conquistar a fêmea e, assim, acasalar, mas, segundo biólogos, o sabiá paulistano só está encontrando condições para se comunicar, para ouvir e para ser ouvido no silêncio da madrugada.

*Por Edison Veiga

 

 

 

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*Fonte: bbc

Mistério: tubarões aparecem com fígado extraído com precisão cirúrgica

A localização da carcaça de cinco tubarões brancos encontradas em uma praia em Gansbaai, na África do Sul, deixou todo mundo intrigado. Aparentemente intactos, os animais estavam sem o fígado.

De início, a hipótese da caça humana foi cogitada. Mas, como um homem seria capaz de matar um tubarão sem deixar ao menos uma marca? Difícil. A análise da fundação sul-africana Dyer Island Conservation Trust concluiu que, na verdade, os tubarões tiveram o fígado retirado por orcas.

Segundo os pesquisadores, a Orcinus orca recorre ao trabalho em equipe para, primeiro imobilizar o animal de 1 tonelada, na sequência elas rasgam os tubarões e aproveitam sua destreza com os lábios para fazer o corte preciso.

Não é fácil domar um animal desses

“Imaginamos que uma orca abocanhe em seguida uma das barbatanas peitorais, e uma segunda orca faz o mesmo com a outra. As barbatanas são como asas de um avião para os tubarões”, disse à BBC Brasil Alison Towner, membra da Dyer Island Conservation.

Esta é literalmente uma briga de gigantes. Apesar de nadarem sozinhos pelos oceanos, além do peso, o tubarão branco é conhecido pelo instinto predatório. E o fígado do animal marinho pesa cerca de 90 quilos.

Para os pesquisadores, a escolha do fígado dos tubarões se dá pela abundância de energia. O órgão contém vitamina C, B12, A, ferro, niacina, sódio e carboidratos. A carcaça não é consumida, pois elas necessitam preencher apenas o equivalente a 3% do peso diariamente.

As orcas trabalham em equipe para caçar o tubarão.

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Mudanças climáticas poderão extinguir 10% das espécies de anfíbios da Mata Atlântica

Peter Moon | Agência FAPESP – O aquecimento global poderá levar à extinção de até 10% das espécies de sapos, rãs e pererecas endêmicas da Mata Atlântica em cerca de 50 anos. Isso porque regimes de temperatura e chuva previstas para ocorrer entre 2050 e 2070 serão fatais para espécies com menor adaptação à variação climática, que habitam pontos específicos da Mata Atlântica.

Essa é uma das conclusões de um estudo que analisa a distribuição presente e futura de anfíbios (anuros, ou seja, sapos, rãs e pererecas) na Mata Atlântica e no Cerrado, à luz das mudanças climáticas em decorrência do contínuo aquecimento global.

O estudo foi publicado na revista Ecology and Evolution. O trabalho teve como autor principal o herpetólogo Tiago da Silveira Vasconcelos, da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Bauru, e foi feito com apoio da FAPESP no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais.

Colaboraram Bruno Tayar Marinho do Nascimento, também da Unesp, e Vitor Hugo Mendonça do Prado, da Universidade Estadual de Goiás.

“O objetivo maior da pesquisa foi fazer um levantamento de todas as espécies de anfíbios do Cerrado e da Mata Atlântica e caracterizar suas preferências climáticas nas diferentes áreas que habitam. Com os dados em mãos, buscamos fazer modelagens para poder projetar cenários de aumento ou de redução das áreas climáticas favoráveis às diferentes espécies, em função dos regimes climáticos estimados para 2050 e 2070”, disse Vasconcelos.

Conhecem-se atualmente 550 espécies de anfíbios na Mata Atlântica (80% delas, endêmicas) e 209 espécies no Cerrado. Vasconcelos trabalhou com os dados de distribuição espacial de 350 espécies da Mata Atlântica e 155 do Cerrado, aquelas encontradas em ao menos cinco ocorrências espaciais diferentes.

“Desse modo, foi possível identificar as áreas com maior riqueza de espécies de anfíbios, ou com composição de espécies únicas, tanto no Cerrado como na Mata Atlântica. Uma vez identificadas tais áreas, avaliamos a comunidade de anfíbios no cenário de clima atual e futuro, de modo a determinar quais são as áreas de clima favorável para cada uma das 505 espécies analisadas, e se haverá expansão ou redução dessas áreas em 2050 e 2070, em função do aquecimento global”, disse Vasconcelos.

Os dados de distribuição espacial das 350 espécies da Mata Atlântica e 155 do Cerrado foram aplicados em duas métricas de ecologia de comunidade. A primeira, denominada diversidade alfa, é a diversidade local, correspondente ao número de espécies em uma pequena área de hábitat homogêneo. A diversidade beta é a variação na composição de espécies entre diferentes hábitats e que revela a heterogeneidade da estrutura de toda a comunidade.

Vasconcelos conta que o passo seguinte foi usar os dados de clima para fazer a modelagem de nicho climático. Foram usados quatro algoritmos diferentes baseados nas características de clima favorável a cada espécie. Trata-se de algoritmos de modelo linear generalizado, de árvore de regressão, de floresta aleatória e de máquina de vetores de suporte.

Os algoritmos serviram para determinar, na Mata Atlântica e no Cerrado, quais são as áreas de climas semelhantes, gerando um mapa da distribuição das áreas atuais onde cada espécie pode sobreviver.

A seguir foi a vez de calibrar os mesmos algoritmos com os cenários de clima futuro, a partir das estimativas feitas disponíveis no portal WorldClim.

“Para cada cenário futuro, em 2050 e 2070, utilizamos dois cenários de emissão de gás carbônico na atmosfera, um cenário mais otimista, com menor aquecimento global, e outro pessimista e mais quente. Também usamos três modelos de circulação global atmosférica e oceânica”, disse Vasconcelos. Os dados são do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

“Para cada uma das 505 espécies analisadas geramos 24 mapas de distribuição [quatro algoritmos x dois cenários de emissões de CO2 x 3 modelos de circulação global]. Ao todo, foram mais de 12 mil mapas”, disse.

A partir dos resultados dos 24 mapas de distribuição para cada espécie, foi gerado um mapa consensual e, então, uma matriz de presença e ausência de espécies, determinando a ocorrência prevista de cada espécie em 2050 e 2070.

“O primeiro impacto esperado da mudança climática nos anfíbios da Mata Atlântica e Cerrado é a extinção de 42 espécies por meio da perda completa de suas áreas climaticamente favoráveis entre 2050 e 2070”, disse Vasconcelos.

Os dados apontam para a extinção de 37 espécies na Mata Atlântica (ou 10,6% do total) e cinco no Cerrado. Das 42 espécies, apenas cinco são atualmente consideradas como em risco de extinção pelo Ministério do Meio Ambiente.

Homogeneização de anfíbios no Cerrado

A maior riqueza de anfíbios da Mata Atlântica ocorre atualmente na porção sudeste, nos estados do Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Já as regiões interioranas da Mata Atlântica são as áreas com menor riqueza de anfíbios.

Embora os resultados do estudo apontem para a perda de espécies em toda a Mata Atlântica, mesmo as taxas mais altas de perdas no sudeste do bioma não deverão alterar o fato de que esta região específica permanecerá como a mais rica em anfíbios.

Por outro lado, no Cerrado haverá perda generalizada, mas também ganho de biodiversidade em determinadas regiões.

“Os resultados da pesquisa indicam uma expansão das áreas climaticamente favoráveis aos anfíbios, dado que em função do aumento das temperaturas se espera uma expansão das áreas de Cerrado nas direções norte e nordeste, ocupando espaços que hoje são de floresta amazônica. A savanização de porções da floresta amazônica abrirá novas áreas para ocupação dos anfíbios do Cerrado”, disse.

Especificamente, a mudança climática não deverá alterar a área de maior riqueza de anfíbios do Cerrado, que fica na margem sul deste bioma, mas uma considerável perda de espécies é esperada no oeste e sudoeste, que faz contato com as terras baixas do Pantanal Mato-Grossense. Por outro lado, poderá haver ganho de espécies em Tocantins, no norte de Minas Gerais e no oeste da Bahia.

“Os cenários futuros de mudança climática sugerem que poderá haver uma homogeneização da fauna de anfíbios ao longo da extensão do Cerrado. Ou seja, aquelas espécies mais generalistas, adaptadas a diferentes hábitats e que suportam uma variação maior de temperatura e umidade, têm a previsão de expandir suas áreas de ocupação”, disse Vasconcelos.

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*Fonte: fapesp

Cachorros não gostam de quem não gosta dos seus donos

Os cães não são apenas o “melhor amigo” do homem, mas também podem ser”inimigos” de nossos rivais.

Pesquisadores da Universidade de Kyoto, no Japão, descobriram que cachorros não gostam de quem não gosta de seus donos e, além disso, recusam alimentos oferecidos por pessoas que desprezam seus proprietários.

O estudo, que será publicado na revista científica Animal Behaviour até o final do mês, revela a habilidade altamente refinada dos bichos em cooperar socialmente – mesmo com outras espécies -, característica rara entre os animais.

Liderados por Kazuo Fujita, professor de psicologia, os pesquisadores testaram 54 cães, divididos em três conjuntos. O primeiro grupo recebeu alimento de uma pessoa que, na frente deles, se negou a ajudar seu dono a abrir a lata de comida.

Mas, ao mesmo tempo, os animais poderiam escolher a refeição servida por alguém “neutro”, desconhecido do cachorro e que não demonstrou qualquer sentimento na cena.

Em um segundo grupo, os animais tinham as seguintes opções: escolher a comida servida por alguém que ajudou o seu dono a abrir o recipiente de alimentos ou pegar a comida oferecida por uma pessoa neutra.

O último grupo também poderia escolher entre duas pessoas, mas nenhuma delas teve contato prévio com os donos dos animais de estimação.

Em cada conjunto, os pesquisadores repetiram os testes quatro vezes. No primeiro grupo, um único animal escolheu a comida da pessoa que desprezou seu dono. Já nos demais grupos, os cães não demonstraram preferência ou rejeição por quem eram servidos.

“Pela primeira vez, medimos como os cães fazem avaliações sociais e emocionais das pessoas, sem depender de seu interesse direto”, disse Fujita. Os pesquisadores sugerem que os cachorros são capazes de julgar um indivíduo com base em seu comportamento, um importante traço que ajuda na cooperação social.

Poucas espécies, como os homens e os primatas, apresentam essa capacidade.

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*Fonte: osegredo

O que podemos aprender com os gatos?

“O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado” – trecho retirado do texto O Gato e a Espiritualidade. << (clique para ler)

Com a divulgação massiva da crescente adoção dos gatos como pets de milhares de casas, superando até a adoção de cães, temos atualmente uma maior compreensão desse bichano em nossas vidas. Por muitos anos, os gatos foram alvos de preconceitos e, até, de questões religiosas, gerando nas pessoas uma forte aversão aos felinos.

Atualmente, o cenário já está consideravelmente melhor, embora ainda haja muito o que ser melhorado. Quem se abre a convivência com os gatos, consegue facilmente perceber e sentir que há um mistério por trás daqueles belos olhos. Quem me conhece sabe que sou suspeita para falar desse assunto, afinal os gatos estão entre as minhas maiores paixões e tenho 3 amorosos representantes da raça ao meu lado, diariamente, em minha casa.

A questão é que não é mais tão segredo para todos que a espiritualidade está intimamente ligada ao gato, conforme podemos conferir no texto citado no início. Há algo de místico e ancestral nos gatos e sabemos que nos povos antigos, como no Egito, o animal era cultuado pelas pessoas. Os gatos não entram em nossa vida por acaso e assumem uma posição de uma intensa e verdadeira relação conosco, sendo capazes de nos transformar profundamente. Como eu mesma digo: não subestime o amor de um gato, você pode se apaixonar.

Em minhas experiências com os meus 3 filhos felinos que tenho em casa, já vivi intensas e transformadoras situações. A primeira delas, e extremamente significativa, foi a adoção do vegetarianismo como alimentação, estilo e filosofia de vida. Digo, sem vergonha nenhuma que, ao conviver com esses incríveis animais diariamente, meu amor e sensibilidade aumentaram tanto que eu quis estender esses e outros diversos sentimentos a todas as espécies. Outros momentos intensos que tive a bênção de vivenciar foram: ao estar em contato com alguma prática energética e relaxante, como uma meditação ou auto aplicação de Reiki e, ao despertar, perceber um dos meus gatos me olhando (Joey, meu menino)… mas no fundo dos meus olhos, tão fundo, que eu tinha a nítida sensação de que ele podia ver toda a minha alma… e, assim, eu transbordei em lágrimas… mas não de tristeza, não de alegria… no momento, embora não conseguindo descrever concretamente, eu sentia que estava recebendo uma profunda e amorosa limpeza e purificação.

Momentos impagáveis!

Entre ronrons, carinhos, amorosidade e tudo mais de bom que envolve esses peludos de 4 patas, os gatos são capazes de tornar a nossa vida e as energias nossas e de nossas casas muito melhores. Os gatos têm a capacidade de absorver e transmutar energias nocivas no lar, proporcionando limpeza e purificação no ambiente. Além disso, os gatos protegem os donos contra essas energias, seja transmutando o que o dono está carregando em sua aura, seja protegendo o dono quando estiver na presença de pessoas que possam vir a prejudicá-lo. Caso uma visita chegue a casa e o gato sinta e perceba que essa pessoa possui energias prejudiciais, o gato irá circundar o dono, ficar perto dele, para poder protegê-lo.

Há diversas questões que podemos abordar que tenha o gato como centralidade. Mas o que quero trazer aqui hoje são as percepções de certas maneiras felinas e o que podemos aprender com elas para nos tornarmos pessoas melhores e, consequentemente, tornar a nossa vida muito melhor (embora o gatinho já faça isso, por si só, em uma grande porcentagem.

O QUE PODEMOS APRENDER COM UM GATO?

– Gatos permitem-se ser quem são:

O gato simplesmente é. Ao observar um gato, podemos perceber algo de verdadeiro, original e essencial em suas maneiras e atitudes. O gato não finge, não disfarça e sabe o que deve fazer, e seguramente o faz, para garantir que seus desejos sejam notados, se apenas mais uns grãos de ração, se um colo quentinho ou para entrar em um lugar novo para ele. A beleza e o mistério por trás da imagem do gato devem-se, principalmente, pela sua maneira 100% autêntica de ser e agir.

Na vida, temos que lutar por nossos direitos e sonhos, sem medos de preconceitos ou pressões, e jamais hesitar em sermos verdadeiros e originais com aquilo que realmente somos. Quanto desgaste emocional, psicológico e espiritual há em fingir e atuar um papel de alguém que não somos, apenas para agradar ou mudar a nossa imagem… esta que está projetada apenas em nossa mente. Muitas vezes, as pessoas agem de acordo com uma imagem a zelar, e mal percebem que essa imagem é criada por si mesmo, apenas para os outros.

É maravilhoso ver um animal, porque um animal não tem qualquer opinião de si próprio, ele simplesmente é! (Eckhart Tolle)

– Gatos sabem a importância de se cuidarem:

É só parar alguns momentos do dia para perceber quantas horas o gato passa cuidando de si mesmo. O gato sabe da importância de se manter limpo, de manter o seu conforto, de dar aquela boa espreguiçada e alongar todas as partes do corpo. O gato sabe da imensa importância que há em dormir as horas necessárias por dia e se dedica a isso… se entrega aos braços acalentadores e repousantes de um sono profundo, pacífico e relaxante. Ao contemplar o sono do gatinho, estamos contemplando a materialização da paz.

A vida “humana” é tão acelerada, intensa e preocupante, que as pessoas mal reservam um tempo no seu dia para um verdadeiro descanso. E, quando reservam – o momento de dormir, por exemplo – não o fazem por completo, com entrega, não conseguindo desligar-se dos problemas, preocupações e ansiedades do dia a dia. As pessoas não se preparam para descansar e não têm consciência da importância e necessidade de um descanso na sua concepção mais original.

– Gatos sabem a importância de terem um momento somente seu:

O gato não é egoísta e individualista, como muitos taxam. O que o gato sabe, e o faz com confiança, é estar na sua própria companhia. O gato aprecia a solitude (diferente de solidão) tanto quanto aprecia a companhia de seu dono. O gato não tem medo de estar confrontado com o “vazio”, pois no seu mundo essa palavra não existe. O gato sabe da importância da sua essência e a valoriza, permitindo-se ter momentos totalmente dedicados a si mesmo, como uma boa soneca, um bom “auto” banho, uma apreciação da natureza… sem pressa, sem apegos, sem pressão… com respeito. O gato se respeita.

Na vida “humana”, claramente detectamos o quanto as pessoas têm medo de estarem na companhia do “nada”. A vida cotidiana foi preparada para que estejamos sempre na companhia de algo…seja de um smartphone, de uma televisão, do computador, etc. Muitas pessoas têm medo da própria companhia, por puro receio de adentrar nas profundezas do seu ser e se confrontar com tudo que está “mal” cuidado ali. Tirar um momento pra si é tão importante e essencial quanto comer, dormir e tomar banho, entre outras atividades.

“Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não topa com o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério”.

O gato é uma companhia riquíssima de afeto, ensinamentos, introspecção e reflexão.

*Por: blog da Ju Xavier

 

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*Fonte: osegredo

As aves incendiárias que usam o fogo para facilitar a caça

A Austrália é o lar de inúmeras espécies perigosas: de crocodilos a cobras, de aranhas a águas-vivas venenosas.

Três animais aparentemente inofensivos foram acrescentados à lista, de acordo com um novo estudo baseado em diversas observações.

São três espécies de aves de rapina, descritas pelos pesquisadores como “incendiárias”.

Segundo Bob Gosford, ornitologista do Central Land Council (um dos conselhos comunitários que se organizam por região no país, neste caso no Território do Norte) e coautor da pesquisa, as aves são o milhafre-preto (Milvus migrans), o milhafre-assobiador (Haliastur sphenurus) e o falcão-marrom (Falco berigora), que ampliam deliberadamente os incêndios florestais para forçar os animais que moram na floresta a fugir das chamas e, assim, caçá-los com mais facilidade.

Para fazer isso, as aves pegam um galho em chamas com o bico ou com as garras e o deixam cair em uma área ainda não atingida pelo fogo.

Além disso, dizem os pesquisadores, as aves podem ter aprendido a controlar e a usar o fogo a seu favor antes mesmo dos humanos.

O estudo foi publicado na revista científica Journal of Ethnobiology.

Forte evidência

A crença de que essas aves têm a capacidade de espalhar as chamas vem de longa data – e inclusive celebrada em antigas danças cerimoniais nas culturas aborígenes do país.
Image caption Com seu bico ou garras, o falcão-marrom carrega galho em chamas e o deixa em cair área da floresta ainda não atingida pelo fogo para facilitar sua caça

No entanto, quando Gosford publicou o resultado de suas observações iniciais em 2016, muitos especialistas em comportamento de aves reagiram com ceticismo.

Agora, com 20 novos depoimentos, Gosford conseguiu convencer os cientistas que chegaram a questionar as evidências.

Um desses depoimentos é de Dick Eussen, fotojornalista, ex-bombeiro e coautor do estudo, que observou esse comportamento ao tentar apagar um incêndio no Território do Norte, nos anos 1980.

Um dos episódios mais recentes ocorreu em março de 2017, na mesma região, mas os milhafres não alcançaram seu objetivo.

Aves antes dos humanos

Ainda não está claro o quão comum é esse comportamento, mas, de acordo com as evidências, essas aves só recorrem a essa metodologia de caça se o incêndio atingiu seu limite de expansão e ameaça se apagar.

Para saber a frequência e se esta técnica é exclusiva dessas espécies, tanto na Austrália como no resto do mundo, os pesquisadores planejam fazer experimentos em condições controladas.

Outro ângulo interessante que surge das observações é que é bem possível que as aves de rapina tenham aprendido a controlar incêndios antes de nós.

A evidência confirmada mais antiga do uso do fogo por humanos é de 400 mil anos atrás.

No entanto, aves de rapina estiveram no planeta milhões de anos antes, então elas podem ter descoberto antes dos humanos, disse Alex Kacelnik, o especialista em inteligência de pássaros da Universidade de Oxford, no Reino Unido, à revista New Scientist.

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*Fonte: bbc-brasil