Gatos laranjas são realmente mais dóceis?

Existe uma crença popular de que gatos laranja são mais dóceis que os de outra cor. Mas, por muito tempo, não existiam estudos relacionando a cor da pelagem com o comportamento desses animais, para verificar se havia mesmo alguma relação ou se era apenas um “achismo” dos donos de gatos.

E esse mito se manteve assim até 1995, quando a bióloga Dominique Pontier publicou um estudo examinando a frequência da variante do gene laranja entre as populações de gatos. Sabe-se que o gene responsável pela cor laranja está ligado ao sexo. Mas o que isso diz sobre o comportamento desses felinos?

Estudando os gatos

O estudo de Pontier trabalhou com um total de 30 populações de gatos, na França, entre 1982 e 1992. Foram catalogados os dados de 56 a 491 gatos, dependendo de cada população. E entre os resultados, surgiram evidências sobre a possível amabilidade dos gatos laranja.

A primeira informação que o estudo revelou é que os gatos laranja são mais comuns em ambientes rurais (menos densos) do que em ambientes urbanos. Como nesses ambientes o sistema de acasalamento dos gatos é mais polígino — os gatos machos tendem a acasalar com várias gatas, enquanto as fêmeas tendem a acasalar com apenas um macho —, a predominância de gatos laranjas pode indicar um maior sucesso reprodutivo em condições sociais específicas.

Outro resultado é que os gatos laranja são menos comuns em áreas com maior risco de mortalidade. Esta descoberta pode sugerir que animais com essa pelagem podem ser mais propensos a se envolver em comportamentos de risco resultantes em morte. Outra possibilidade é que eles, por serem mais dóceis, tendem a evitar locais e situações de maior risco.

A terceira descoberta serviu para confirmar um estudo anterior, realizado na Austrália. Gatos laranja apresentam maior dimorfismo sexual. Isso significa que os machos laranja pesam mais que os gatos de outras cores e as fêmeas laranja pesam menos que as de outras cores.

Mas, afinal, gatos laranjas são mais dóceis?

O que é possível afirmar com os dados obtidos por Pontier é que, devido a diferenças físicas e comportamentais, os gatos laranja (os machos, em particular) podem contar com uma estratégia reprodutiva diferente. Essa estratégia não estaria diretamente relacionada à maneira como esses animais se relacionam com seres humanos, mas pode ajudar a entender.

Por serem maiores que os demais animais, estarem presentes em maior concentração em ambientes rurais e expostos a menos situações de risco, os gatos laranja machos podem apresentar um comportamento mais ousado. Em situações que outros gatos entendem como arriscadas, os gatos laranja podem se sentir mais confortáveis.

Embora essas associações comportamentais baseadas em cores possam parecer estranhas, elas são relativamente comuns no reino animal. Outros animais, como roedores e pássaros — que possuem estudos conhecidos sobre o tema —, também apresentam a mesma relação que os gatos.

Isso acontece porque alguns genes responsáveis pelo comportamento ou outros atributos físicos (tamanho do corpo, por exemplo) podem ser herdados com os responsáveis pela cor do pelo. Desde 1995, foram realizados poucos estudos buscando compreender essa relação. Porém, os dados obtidos por Pontier podem realmente sugerir que os gatos laranja tendem a ser mais dóceis com os humanos.

*Por Robinson Samulak Alves
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*Fonte: megacurioso

Plástico mata 1 em cada 10 animais marinhos no Brasil

Espécies são afetadas tanto pelos itens descartáveis que boiam e são ingeridos, quanto pelo microplástico que é absorvido pelos organismos

Entre as ameaças aos ecossistemas marinhos e à saúde de nossos oceanos, a poluição por plástico é uma das mais nefastas e preocupantes. A estimativa mundial é de que a cada minuto, um caminhão de lixo plástico seja jogado ao mar. Uma vez nos oceanos, esses itens de plástico descartável, como sacolas, canudos, pratos, talheres, não se restringem à superfície do mar e nem ao local de origem — muito dessa poluição segue arrastada pelas correntes marinhas. Há presença de plástico mesmo em lugares considerados paradisíacos, sem a presença ostensiva de humanos. No trajeto, essa mancha de lixo boiando pode tanto ser ingerida por mamíferos, aves, peixes e tartarugas, quanto se enroscar em seus corpos, tirando sua mobilidade, podendo levá-los à asfixia.

“À medida em que o plástico continua a inundar os oceanos – no Brasil, a estimativa é de 325 mil toneladas/ano -, a lista de espécies marinhas afetadas por detritos plásticos aumenta. Dezenas de milhares de organismos marinhos estão ingerindo plásticos, desde zooplâncton [pequenos animais semelhantes a insetos], peixes e tartarugas, mamíferos e aves marinhas, muitos deles já ameaçados de extinção. As espécies marinhas não apenas estão tendo contato com resíduos da produção humana, mas também estão morrendo devido a eles”, alerta a gerente de campanhas da Oceana Brasil, a engenheira ambiental Lara Iwanicki, uma das autoras do estudo Um Oceano Livre de Plásticos, publicado em 2020 e que se tornou referência sobre o assunto no país.

Plástico acelerando a extinção de animais
O relatório traz alguns números impactantes. Mais de 800 espécies de mamíferos, aves marinhas, peixes e tartarugas estão sendo impactadas pelo emaranhamento de redes de pesca ou pela ingestão de plástico. Cerca de 90% de espécies de aves marinhas e tartarugas já consumiram plásticos. Dezessete por cento das espécies afetadas por tais detritos estão listadas como ameaçadas ou quase ameaçadas de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Pesquisador do Laboratório de Informática da Biodiversidade e Geoprocessamento da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), André Barreto explica que o impacto do plástico na vida marinha tem graus diferenciados e depende da espécie. “Para as tartarugas, com certeza é muito sério, especialmente a tartaruga-verde. Mas para golfinhos e baleias, não estaria entre as principais ameaças à sobrevivência do grupo. Nas aves, também há bastante diferença. Para as aves oceânicas, aparentemente o problema é maior, para as costeiras nem tanto. Tudo depende do modo de vida delas”.

Microplásticos
Essa macro poluição plástica ainda dá origem a um outro problema relevante. Uma vez no mar, o plástico não se decompõe — ele se degrada em pedaços cada vez menores e dá origem aos microplásticos. Um inimigo nem sempre visível a olho nu, mas que tem sido detectado em organismos das mais variadas espécies marinhas e, para espanto da comunidade científica, também no ser humano (já detectado no sangue, na placenta, nos pulmões e, mais recentemente, no leite materno).

Toda essa situação é um alerta mundial para a segurança do ecossistema marinho e de suas espécies, e consequentemente, para a saúde humana. No Brasil, os dados, ainda que subestimados, indicam que 1 em cada 10 animais que apareceram mortos em praias das regiões Sul e Sudeste – únicas que mantêm uma estrutura de pesquisa e monitoramento ligados às bacias da Petrobras – tiveram a ingestão de plástico como causa do óbito.

Essas pesquisas trazem números assustadores sobre animais necropsiados. Entre 2015 e 2019, de 29.010 análises em corpos de golfinhos, baleias, aves e répteis, 3.725 tinham algum tipo de detrito não natural no organismo. Aproximadamente 13% foram a óbito diretamente causado pelo consumo desses poluentes, sendo que 85% eram de espécies ameaçadas de extinção.

Tipos de resíduos plásticos
Essas análises apontaram a presença de diversos materiais. Havia sacolas de embalagens, tampas de caneta e de garrafas PET, botões, buchas de parafuso, pulseiras, canudos, lacres de alimentos embutidos, palitos, copos descartáveis e outros materiais descritos como “plásticos e microplásticos”. Os cientistas também encontraram os polímeros sintéticos que derivam do plástico, a exemplo de fios de nylon, linhas e redes de pesca, esponjas de limpeza, fitas adesivas e isolantes, cordões e fibras sintéticas.

Ameaça às tartarugas marinhas
O processo de ingestão de detritos provoca trauma físico seguido de obstrução no aparelho digestivo. Esse plástico no estômago pode transmitir ao animal a sensação de saciedade, fazendo com que ele pare de buscar alimentos, resultando em inanição e morte. A maioria desses itens boia na superfície, o que ajuda a compreender o fato de que 83% das mortes associadas ao lixo marinho terem sido de tartarugas, que confundem o plástico com alimentos naturais, como as águas vivas, peixes e algas.

“As tartarugas formam o grupo mais afetado. Essa mortalidade extra por causa da poluição torna ainda mais importantes os projetos que protegem as áreas de reprodução. Temos de garantir que estão nascendo filhotes suficientes para poder compensar essa mortalidade extra causada pelo lixo”, aponta André, que, apesar de trabalhar com os dados em laboratórios, ficou impressionado com um caso de uma toninha que morreu de inanição por causa de um lacre de garrafa PET que a impedia de abrir a boca. “Foi o Biopesca, de São Paulo, que achou esse animal”.

Medidas regulatórias no Brasil
O analista de campanhas da Oceana, Iran Magno, explica porque insistir na atual produção de plástico é preocupante: “Estudos apontam que se mantivermos esse ritmo de produção, o volume de plástico acumulado no oceano será quatro vezes maior em 2040. O enfrentamento do problema requer a revisão do modelo produtivo, uma tendência que tem acontecido em diversas regiões do planeta. Países tão distintos como o Canadá e a Índia já estabeleceram medidas regulatórias para o plástico. Precisamos fazer o mesmo no Brasil, com urgência!”, conclui ele.

O país já deu o primeiro passo nesse sentido. Desde setembro deste ano está em trâmite no Senado Federal o Projeto de Lei (PL) 2524/2022, que propõe um marco regulatório para a Economia Circular e Sustentável do Plástico no Brasil. “Agora, precisamos pressionar os parlamentares a abraçarem essa causa e aprovarem esse projeto de lei. Todas as pessoas podem acessar o PL pela internet e reforçar a sua importância, posicionando-se a favor da redução da produção de plástico e de seus graves impactos socioeconômicos e ambientais”, conclui Magno.

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*Fonte: ciclovivo

Você pode se comunicar com seu gato piscando lentamente, diz estudo

Em dois experimentos, pesquisadores britânicos analisaram a técnica conhecida como “sorriso de gato” que, aparentemente, torna o ser humano mais atraente aos felinos

Há quem pense que gatos são animais que não curtem ficar muito próximos a seus donos. Mas isso não é verdade. Se esse parece ser o caso do seu gatinho, a ciência pode ajudar. Pesquisadores de psicologia das universidades de Portsmouth e Sussex, ambas na Inglaterra, conseguiram desvendar em dois experimentos um novo jeito de estabelecer conexão com esses pets.

Publicado em outubro no periódico Nature Scientific Reports, o estudo é o primeiro a avaliar a eficácia de estabelecer intimidade com os gatos a partir do estreitamento de olhos. Essa técnica também é conhecida como “sorriso de gato” e, aparentemente, torna o ser humano mais atraente aos bichanos.

No primeiro estudo, os tutores foram orientados a sentar a uma distância de um metro de seus gatos e, dali, piscarem lentamente para os animais. Ao todo, 21 felinos, sendo 10 machos e 11 fêmeas, de 14 pessoas diferentes participaram. A idade dos bichinhos variava de 4 meses até 16 anos.

Já o segundo experimento contou com um número maior de animais: 24 gatinhos, sendo metade fêmea e metade macho. As idades também eram variadas, de 1 a 17 anos. Ao contrário do primeiro experimento, onde quem piscava para o gato era seu dono, neste quem fazia o ato era um desconhecido.

Um pesquisador se sentava à frente do animal e realizava uma de duas possíveis ações: ou piscava lentamente para o felino, ou o encarava com uma face neutra, sem expressão. Depois, ele estendia sua mão, com a palma virada para cima, enquanto permanecia na frente do animal, encarando-o.

Com o experimento envolvendo apenas os tutores, os cientistas observaram que os gatos são mais propensos a piscar lentamente para seus donos depois que esses piscam lentamente para eles, em comparação a quanto não há qualquer interação.

Já a análise com desconhecidos mostrou que os felinos eram mais propensos a se aproximar do pesquisador que piscava lentamente do que quando ficava com uma postura facial neutra. Dessa forma, ambos os trabalhos mostram que é possível ter uma comunicação positiva entre humanos e gatos apenas com o movimento dos olhos.

Para Tasmin Humphrey, que coliderou o estudo, o ato de estreitar os olhos e receber uma resposta do gato pode ajudar no bem-estar do animal em uma variedade de ambientes, como abrigos e clínicas veterinárias. “Entender as maneiras positivas pelas quais gatos e humanos interagem pode melhorar a compreensão pública dos gatos, melhorar o bem-estar felino e nos contar mais sobre as habilidades sociocognitivas dessa espécie pouco estudada”, destaca, em nota.

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*Fonte: revistagalileu

Comemore! As baleias jubarte já não são mais consideradas em extinção

Apopulação de baleias jubarte do Atlântico Sul não estão mais na lista de risco de extinção e dão reviravolta nas pesquisas ao aumentar em escala o número de sua população.

Consideradas até então com risco de extinção, as baleias saltaram de 450 para 25 mil membros, mostrando assim que a espécie já não é mais considerada ameaçada.

É um motivo para comemorar, pois, diante de tantas tragédias ambientais, tantos crimes ecológicos e tantas espécies sofrendo ameaças, ter as baleias jubarte longe dessa lista é uma vitória.

As baleias jubarte podem chegar a medir 19 metros, classificadas como um cetáceo, da ordem Cetartiodactyla e da família Balaenopteridae.

O gênero mais característico dessas baleias é o Megaptera, com a espécie Megaptera novaeanglieae como a mais comum.

São animais que frequentam o topo de cadeia, que chegam a pesar 30 toneladas e viver por mais de 4 décadas.

Desde o surgimento da indústria baleeira, em 1900, essas baleias corriam risco.

Contudo, em 1960, medidas de proteção a esses animais começaram a ser implantadas e os cientistas passaram a perceber o declínio crítico do número de indivíduos.

Mas foi na década de 80 que a Comissão Internacional da Baleia emitiu uma moratória sobre todas as baleias que se encaixavam na categoria comercial, oferecendo mais segurança para a população em dificuldade.

Recentemente o Japão volto a permitir tais caças às baleias, de modo restrito e consciente, mas qualquer tipo de caça humana é um risco para esses animais, pois sua gestação demora cerca de 11 meses para ser encerrada e os filhotes passam anos para amadurecerem e se tornarem férteis.

Entretanto, o estudo que revelou a saída da lista de extinção das baleias jubarte foi publicado na Escola de Ciências Aquáticas e da Pesca da Universidade de Washington. Segundo o estudo a nova estimativa está mais próxima dos números anteriores à caça às baleias e hoje a população de baleias jubarte cresceu consideravelmente.

Agora são cerca de 25 mil baleias jubarte do Atlântico Sul, livrando a espécie da lista de ameaça a extinção.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

Benefícios à saúde: Gatos ajudam a aliviar estresse de pessoas emotivas

Os benefícios trazidos pelos animais de estimação, sobretudo na saúde mental, já são comprovados cientificamente. No caso de gatos, você sabia que os felinos ajudam a aliviar o estresse de pessoas muito emotivas e altamente reativas ao interagir com elas? É o que afirma um artigo recém-publicado pelos pesquisadores da Washigton State University na revista Anthrozoös.

Durante um programa de visitação de gatos, os cientistas identificaram que diferentes fatores forneceram uma resposta positiva aos felinos, incluindo um traço específico de personalidade: o da emotividade. Esse traço, de acordo com o modelo de psicologia do Cinco Fatores, indica que uma pessoa tem emoções fortes e é altamente sensível a elas.

“Sempre nos disseram que ‘pessoas de gatos’ são diferentes de ‘pessoas de cães’ e que a maioria dos alunos não está interessada em interagir com gatos. Nossos resultados revelaram que alunos estão interessados em interagir com gatos e comprovam que esse interesse pode ser motivado por traços de personalidade”, afirma Patricia Pendry, professora do Departamento de Desenvolvimento Humano da Washington State University e coautora do artigo.

No estudo, foram ouvidos mais de 1.400 estudantes e funcionários de mais de 20 universidades.

“Estamos procurando maneiras de ajudar mais pessoas a reduzir seus níveis de estresse. Adicionar gatos pode ser outra maneira de alcançar um público mais amplo”, garantem os especialistas.

*Por
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*Fonte: hypeness

Espécies brasileiras estão entre as mais ameaçadas do planeta

Será que o Brasil e a comunidade global conseguirão conter a crise de biodiversidade?

Novas análises publicadas a cada dois anos mostram um declínio médio de 69% nos animais silvestres em todo o planeta Terra nas últimas 4 décadas, sendo a principal causa da crise de biodiversidade.

Como os olhos do mundo tendem a se concentrar nos danos causados pelo homem, incluindo a crise de biodiversidade e climática que ameaça nossa própria espécie, outros animais enfrentam um duplo desafio: as consequências de nossas ações, assim como os efeitos de eventos climáticos extremos que pioram seus habitats naturais.

O relatório bianual Living World Report da WWF mostra que nas últimas quatro décadas, as populações de vida selvagem diminuíram em média 69% em todo o mundo. As regiões tropicais foram as que sofreram maiores danos. Entre 1970 e 2018, a população monitorada na América Latina e no Caribe diminuiu em aproximadamente 94%.

Crise de biodiversidade
No Brasil, várias das espécies famosas do país permanecem entre as espécies afetadas pela crise de biodiversidade, como o boto, a onça-pintada do Pantanal, o tatu bola, o gato palheiro, o lagarto da Bahia e até mesmo os recifes de corais. O boto do rio Amazonas (Inia geoffrensis) destaca-se como um dos golfinhos que mais diminuiu nas últimas décadas.

Além da poluição por mercúrio, os golfinhos são vítimas de redes e alvos não intencionais e os ataques são pagos para grupos de pescadores e a captura é usada como isca na pesca pirata. Entre 1994 e 2016, o número de botos cor-de-rosa observados na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, na Amazônia, diminuiu em 65%. A área do Vale do Javari, onde pescadores ilegais mataram o indígena Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips, também foi reduzida.

Mesmo o mascote da Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil, o tatu-bola, não escapou da crise de biodiversidade. A espécie viu sua população diminuir em 50% no Cerrado até 2020. Além disso, “em cinco anos, o cultivo da soja Armadillo na região de Matopiba aumentou 9%”, acrescenta Mariana Napolitano, diretora científica da WWF Brasil.

Outra espécie de savana ameaçada é Pyrrhura pfrimeri, um parente de papagaios e araras, que só é encontrada nos estados de Goiás e Tocantins e já é considerada extinta pelo governo brasileiro. A principal razão é o avanço das atividades agrícolas em áreas com a vegetação original do Cerrado: a perda da principal área natural do Tiriba foi de 70% em quatro décadas.

O jaguar, o maior gato dos Estados Unidos, também reflete a crise de biodiversidade. No Pantanal, a espécie sofre com a perda de habitat, represamento de rios na bacia do Elevado Paraguai e incêndios cada vez mais intensos e frequentes, incluindo o incêndio de 2020 que atingiu 28 habitats. Esses fenômenos e ocupações influenciam a dinâmica das enchentes e favorecem a expansão das pastagens. Segundo o MapBiomas, durante seis meses entre 1985 e 2021, o Pantanal experimentou uma redução de 82% nas enchentes.

Nos Pampas, o Leopardus munoai experimenta o mesmo drama da crise de biodiversidade e do desmatamento da vegetação de pastagem original: entre 1985 e 2021, quase 30% da vegetação original remanescente desapareceu, devido à pressão sobre o habitat da espécie. Além disso, houve um aumento no abate desses animais em situações onde há problemas com avicultores, a propagação de doenças através de animais de criação e acidentes de trânsito.

Descrito pela ciência em 2006, o lagarto-baiano da Caatinga já está criticamente ameaçado devido ao desmatamento, aos incêndios e ao aquecimento global. Mariana aponta que a espécie depende da temperatura do ambiente para manter a capacidade de funcionamento do corpo humano. Segundo o Painel Intergovernamental sobre o Aquecimento Global (IPCC), a Caatinga poderá sofrer uma diminuição de até 22% na precipitação e um aumento da temperatura nos próximos anos. “Isto testa a resiliência natural da biota, expondo sua fauna e flora a condições cada vez mais extremas, aumentando a probabilidade de extinção”, adverte.

De acordo com o relatório, os recifes de coral, que abrigam cerca de 25% das espécies marinhas, e são de grande importância sócio-econômica, estão em um estado alarmante. O aquecimento dos oceanos devido à crise climática é a principal ameaça. As águas quentes causam um fenômeno chamado branqueamento, que em muitos pontos está relacionado ao enfraquecimento do coral, que pode até levar à sua morte.

“No Brasil, as ondas de calor em 2019 e 2020 causaram uma perda de 18,1% da cobertura de corais no município de Maragogi, a maior área marinha protegida do Brasil, da APA Costa dos Corais. O impacto também é sentido em Abrolhos, na Bahia, onde o aumento da temperatura causou mais de 89% das populações da espécie de coral Millepora alcicornis”, disse Mariana Napolitano.

Emergência global
O relatório analisou 32.000 animais de 5.230 espécies de diferentes partes do mundo. As populações remanescentes de gorilas da planície oriental listadas diminuíram cerca de 80% entre 1994 e 2019 no Parque Nacional Kahuzi-Biega, República Democrática do Congo. A população de leões marinhos da Austrália diminuiu em 64% entre 1977 e 2019. Em geral, as populações animais diminuíram 66% na África e 55% na região da Ásia-Pacífico.

“Enfrentamos uma dupla crise antropogênica no mundo: aquecimento global e perda de biodiversidade, ameaçando a paz das gerações passadas e futuras”, disse Marco Lambertini, diretor geral da WWF Internacional, no relatório. Os principais motores do declínio populacional são a degradação e perda do habitat, a exploração, a propagação de espécies invasoras, a poluição, o aquecimento global e as doenças.

“Os motores da perda da biodiversidade são complexos e multidisciplinares, e é importante reconhecer que não existe uma solução única e simples. Isto torna ainda mais importante que o planeta tenha um objetivo universal comum, guiado e impulsionado pela natureza…”. Entre as ações dos governos, das organizações e da sociedade” oferece uma análise.

Portanto, as expectativas são altas para a Conferência de Biodiversidade da COP15, que acontecerá no último mês do ano no Canadá. A iniciativa é para que os governos cheguem a um enorme consenso sobre a conservação da biodiversidade para enfrentar a crise da perda de espécies, assim como o Acordo de Paris foi concebido para enfrentar a crise climática.

*Por Joaldo Idowneé
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*Fonte: socientifica

Como saber a idade do seu gato?

Dizem por aí que o mundo é dividido entre dois tipos de pessoas: as que gostam de cachorros e as que preferem a companhia dos gatos. Se você se enquadra neste segundo time, é provável que em algum momento tenha aberto as portas de casa para um companheiro felino — ou, quem sabe, planeja levar um bichano para casa no futuro próximo.

Em muitos casos, esses gatinhos fofos entram em nossas vidas sem que saibamos muito sobre seus respectivos passados, seja ao resgatá-los das ruas ou adotá-los em feirinhas especializadas. Na imensa maioria das vezes acabamos levando um bichinho para o lar sem saber quando nasceu e, por consequência, quantos anos ele já tem. Neste caso, como saber a idade do seu gato?

Como descobrir a idade do meu gato?
Existem algumas características que ajudam bastante na hora de estimar a idade dos nossos amigos felinos. Obviamente, um veterinário é muito mais qualificado para observar estes aspectos e chegar a uma idade aproximada, mas existem algumas coisinhas que podemos observar por conta própria e determinar se o bichinho é filhote, adulto ou idoso.

Uma das melhores formas de estimar a idade de filhotes é observando sua dentição.

Para começar, o tutor deve conferir os dentes do animal. Se o seu gato é filhote, verifique quais dentes já surgiram. Se somente os dentinhos da frente (incisivos) saíram, é provável que o bichano tenha nascido no máximo 3 semanas atrás. Os demais dentes de leite, incluindo os caninos, surgem até 6ª semana. Entre a 10ª e a 12ª semana os incisivos de leite começam a cair e são substituídos pelos dentes definitivos. Até mais ou menos o quinto e o sétimo mês de vida, todos os dentinhos já serão definitivos.

Ainda em relação aos dentes dos amigos felinos, a condição dentária é um bom indicador de suas idades. Gatos mais jovens costumam ter dentição mais branquinha, enquanto os mais velhos geralmente apresentam dentes mais amarelados. Outro fator importante para saber se um bichano é jovem ou mais vivido é a ausência, ou presença, de tártaro. Este último pode não ser tão relevante para determinar a idade quando o tutor do gato em questão cuida bem da saúda bucal do amigo peludinho.

Outra forma de estimar a idade dos bichanos é a observação de sua maturidade sexual. Machos costumam chega a este estágio por volta do 6º mês de vida e tutores devem observar sinais de que isto já ocorreu quando os felinos começam a fazer xixi para demarcar território e seus testículos ficam maiores. Já as fêmeas atingem maturidade sexual entre o quinto e o nono mês, quando começa seu ciclo estral.

Observar características dos bichanos é essencial para estimar suas idades.

A pelagem do animal também é um bom indicador da idade. Quando mais jovens, seus pelos são mais fininhos e macios; conforme vão ficando mais maduros, seus pelos vão se tornando mais e mais espessos e podem até mesmo mudar de cor. Além disso, gatos são bichos muito preocupados com a própria limpeza e sempre se lambem buscando manter os pelos bastante limpos. Se você perceber que o bichinho parou de limpar os próprios pelos é provável que ele já esteja idoso e sentindo dores que o impedem de manter a própria higiene.

Os olhos do bichano também são bons indicadores: quando filhotes ou ainda adultos mais novos, gatos jovens mantêm seus olhos limpinhos. Adultos mais velhinhos costumam não limpar tanto o próprio rosto, deixando acumular remelas.

Consulte um veterinário
Novamente, é importante frisar que, embora seja possível ter uma ideia por conta própria, é indispensável a consulta veterinária para determinar a idade aproximada do seu amigo felino!

*Por Rodrigo Estevam
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*Fonte: megacurioso

Gigante de transporte marítimo muda rota de navios para proteger baleias

A Mediterranean Shipping Company (MSC), gigante do transporte marítimo no mundo, alterou as rotas de navegação dos seus navios de carga para proteger as baleias azuis e outros cetáceos que vivem e se alimentam nas águas da costa do Sri Lanka, que também serviam de rota de navegação.

O Sri Lanka fica no Oceano Índico, entre a Ásia e a Europa, e o porto de Colombo é um importante centro de transbordo para o comércio global. A logística envolvida nesta mudança é enorme, mas é um exemplo de que é possível – e necessário! – fazer grandes mudanças para preservar o meio ambiente.

A mudança nas rotas da MSC começou em 2022 de forma voluntaria, com os navios que passam pelo Sri Lanka fazendo um novo percurso a aproximadamente 15 milhas náuticas ao sul.

A decisão foi baseada em pesquisas realizadas pelo Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW), com o World Trade Institute (WTI), Biosphere Foundation, Universidade de Ruhuna (Sri Lanka) e apoiada pelo World Wildlife Fund (WWF).

O tráfego de navios no sentido oeste e no sentido leste é agora limitado a latitudes que evitam a passagem por habitats de cetáceos. A área ao largo da costa sul é uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo e também é habitada por grandes populações de baleias, o que significa que esses animais podem estar em risco de colidir com navios.

Simulações mostraram que mover a rota oficial de navegação 15 milhas náuticas para o sul pode reduzir o risco às baleias azuis em 95%. O pedido para que as rotas de embarcações sejam alteradas para proteger a vida marinha é uma luta antiga de ambientalistas e esta ação pode inspirar outras companhias a fazerem o mesmo.

Especificamente no Sri Lanka, a indústria de transporte marítimo regular liderada pelo World Shipping Council, do qual a MSC é membro, defendeu a criação de um novo esquema oficial de tráfego marítimo totalmente separado da área de alimentação das baleias azuis.

As rotas de serviços e transporte foram alteradas para preservarem as áreas de reprodução e alimentação de baleias. Além disso, a velocidade das embarcações também foi reduzida para evitar populações de animais marinhos.

“Acreditamos que o setor de transporte comercial tem um papel importante a desempenhar na proteção de cetáceos, especificamente ajudando a reduzir o risco de colisões de navios com baleias”, disse Stefania Lallai, vice-presidente de sustentabilidade da MSC.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Como os animais sabem quem são seus predadores?

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. A natureza é um mundo selvagem onde todos os dias diversas espécies precisam batalhar por suas chances de sobrevivência. Isso quer dizer que, enquanto predadores precisam de técnicas mirabolantes para capturar suas vítimas, as presas precisam encontrar maneiras de fugir dessas ameaças.

Porém, como é que um animal consegue identificar quem são seus predadores e entender que ele representa um risco? Em termos gerais, as espécies de presas podem identificar seus inimigos com base numa mistura de instinto e experiência. Entenda mais sobre como essas interações acontecem nos próximos parágrafos!

Questão de instinto

Para conseguir escapar da morte iminente, muitas espécies dependem de algumas pistas sensoriais para saber que um predador está por perto. E o que isso significa? Esses sinais são divididos em quatro grandes categorias: pistas visuais, táteis, auditivas e químicas. Algumas criaturas podem apresentar comportamentos de mais de uma categoria ao mesmo tempo, mas tendem a se basear em um predominante.

Normalmente, diferentes tipos de presa conseguem reagir a um objeto próximo por conta de sua visão — identificando movimentos súbitos e entendo eles como uma ameaça. Algumas aranhas e lagartos, por sua vez, conseguem sentir as vibrações dos passos de um predador que esteja por perto.

Os caracóis aquáticos, principalmente as lapas antárticas, podem distinguir o toque e assinatura química de uma estrela-do-mar predadora em qualquer pequeno resquício. Porém, as pistas não dependem só dos predadores. Muitas espécies são programadas para receber o alarme de outras presas ameaçadas, criando um comportamento de proteção em grupo para aumentar as chances de sobrevivência.

Distinguindo ameaças

Para alguns animais, entretanto, é preciso um pouco mais de prática para reconhecer um predador. Principalmente entre espécies que não costumam compartilhar espaço com um grande carnívoro, identificá-lo como uma ameaça torna-se mais difícil e é comum que essas presas não temam seus inimigos tanto assim.

Quando os lobos foram reintroduzidos ao Parque Nacional Grand Teton, nos Estados Unidos, em 1998, os alces da região demoraram para aprender que isso era uma ameaça — achando que o animal poderia ser simplesmente um coiote maior. Foi preciso uma grande quantia de mortes até que o comportamento da espécie mudasse por completo e eles entendessem o que estava acontecendo.

Espécies presas em locais sem predadores demonstram comportamento menos vigilante e menor probabilidade de se mudar para um lugar diferente para se defender. Portanto, esses instintos só se tornam realmente mais aguçados quando a situação mostra que é necessário.

Esse é um problema que faz com que espécies invasoras consigam tomar conta de um território rápido demais, uma vez que os outros animais do ecossistema não estão preparados para tal perigo. As relações predador-presa são complicadas, especialmente quando envolve atividade humana no meio, mas a natureza parece se moldar às condições que surgem com o tempo.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Ursos polares estão comendo mais lixo por causa das altas temperaturas

Aquecimento do Ártico e derretimento do gelo marinho faz os animais passarem fome e encontrarem outras maneiras de se alimentar em lixões

O aquecimento do Ártico continua a causar efeitos desastrosos para a vida selvagem da região, principalmente para os ursos polares. Atualmente, em vez de caçar focas no gelo marinho, os animais passam mais tempo jejuando ou vasculhando lixões, que aparecem com o aumento da atividade humana no norte.

A denúncia é de um artigo publicado na revista Oryx no dia 20 de julho, que compartilha histórias de seis comunidades no Ártico que tiveram interações negativas entre humanos e ursos polares no Canadá, Rússia, Alasca e Noruega. “É surpreendente quantos lugares que nunca tiveram problemas com ursos polares agora estão tendo problemas emergentes”, disse o Andrew Derocher, biólogo da Universidade de Alberta, em entrevista à Reuters.

Para os ursos pretos e marrons, que tiveram seus habitats ocupados por humanos há muito tempo, essa é uma situação normal, sendo comum ver vídeos dos bichanos invadindo casas e carros em busca de lanches. Os autores do artigo afirmam que essa é a primeira análise ampla do problema entre os ursos polares.

O Oceano Ártico está aquecendo quatro vezes mais rápido que o resto do mundo e, como resultado, o gelo marinho do Ártico está derretendo mais cedo a cada primavera e se formando mais tarde a cada outono. Com menos gelo marinho, os ursos não têm como caçar, passam mais fome e acabam ficando mais tempo em terra.

Os ursos vão atrás de lixões, uma tendência que é perigosa para ambos animais e humanos. Durante esse processo, os ursos também ingerem embalagens plásticas de alimentos, madeira, metal e outros materiais não comestíveis que são extremamente nocivos à saúde deles.

Os pesquisadores relatam ainda que, com outros tipos de ursos, quando o acesso a alimentos e lixo é cortado, os animais retornam às suas estratégias naturais de alimentação. Por isso, acreditam que com os ursos polares possa acontecer o mesmo, desde que as comunidades das regiões árticas se mobilizem para resolver o problema.

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*Fonte: revistagalileu

Como saber se uma ave é macho ou fêmea

Observadores de aves comumente desejam ir além da simples identificação das espécies que assistem com tanta dedicação. Mas como eles fazem para saber se uma ave é macho ou fêmea? Desvendar essa diferença necessita de uma observação minuciosa e atenta, pois, ainda que nem todas as espécies tenham diferenças visíveis de gênero, é frequente a chance de determinar, através de sua aparência ou comportamento, o sexo da ave.

Como saber se uma ave é macho ou fêmea pela aparência

Muitas espécies de aves apresentam dimorfismo — ou seja, exibem características visíveis de acordo com seu gênero. Geralmente, os machos possuem cores brilhantes e chamativas, que servem para atrair a atenção das fêmeas. As fêmeas, por sua vez, normalmente têm uma coloração simplória, com menos marcas distintas, servindo para facilitar sua camuflagem no ambiente enquanto elas tomam conta do ninho ou protegem os filhotes.

As diferenças físicas entre os gêneros das aves ficam mais aparentes durante a primavera e verão, no período reprodutivo, quando as cores intensas atraem parceiros de maneira mais eficaz. Cores fortes também são menos perigosas durante os meses do verão, quando aves coloridas também podem misturar-se às flores e folhagens brilhantes. Para algumas espécies, os machos mudam para uma plumagem menos brilhante e mais camuflada a cada outono, mas retornam às cores normais quando chega a primavera. Outra diferença comum entre os gêneros é o tamanho. Em muitos casos, as fêmeas são maiores que os machos, ainda que, para a maioria dos passeriformes — ou seja, as aves canoras —, essa diferença só seja visível quando ficam lado a lado. Espécies maiores de aves de rapina, como a águia dourada, tipicamente possuem diferenças de tamanho bem mais proeminentes entre machos e fêmeas.

Mesmo que o tamanho geral das aves não seja tão diferente, pode haver diferenças de tamanho no comprimento do bico ou em penas específicas, como cristas mais altas ou serpentinas de cauda mais longa.

Como saber se é macho ou fêmea pelo comportamento
Infelizmente, muitas espécies de aves não exibem facilmente as diferenças entre macho e fêmea. Isso ocorre com espécies de gaivotas, chapins e muitos pardais. Mas uma observação atenta do comportamento das aves pode, contudo, oferecer pistas sobre o gênero de cada um.

Machos podem migrar mais cedo do que fêmeas, em vista de demarcar e defender territórios. Essas mesmas aves frequentemente são bem vocais e cantoras talentosas, usando suas canções para atrair companheiras, assim como para alertar sua presença e marcar um território que possa estar sendo disputado. As fêmeas podem se unir ao canto, mas são bem mais silenciosas de maneira geral, especialmente quando no ninho.

Em muitas espécies, durante o cortejo, os machos alimentam as fêmeas da mesma forma que alimentarão os filhotes enquanto elas cuidam dos recém-nascidos. Machos também realizam danças mais elaboradas, posando ou fazendo outras coisas para seduzir as fêmeas que assistem suas performances. Frequentemente, também são mais agressivos que as fêmeas, caçando intrusos ou até mesmo entrando em combates contra outras aves, ou predadores de outros tipos.

Dicas finais
Para saber se uma ave é macho ou fêmea com precisão, o primeiro passo é identificar a espécie. Se a espécie tiver dimorfismo, a tarefa é mais fácil. Se o macho e a fêmea são semelhantes, tome cuidado, pois uma observação mais longa pode ser necessária antes de determinar qual o gênero. Em alguns casos, pode ser quase impossível dizer com certeza qual ave é macho ou fêmea. Mas mesmo que o gênero não possa ser confirmado, uma observação cuidadosa de interações entre os parceiros ajudarão a melhorar essa habilidade de identificação, além de melhorar a experiência de observar essas criaturas.

*Por Elisson Amboni
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*Fonte: socientifica

Salamandras da Califórnia aprenderam a “cair de paraquedas”

Animais que vivem em copas de sequoias, conhecidas por serem as árvores mais altas do mundo, foram observadas por pesquisadores planando no ar; veja vídeo

Salamandras moradoras das copas das árvores mais altas do mundo — as sequoias da costa da Califórnia — desenvolveram habilidades impressionantes de “paraquedismo”. O dom inusitado das criaturas foi flagrado por pesquisadores em vídeo e relatado na revista Current Biology em 23 de maio.

De acordo com as gravações feitas pelos especialistas, os animais adquiriram um comportamento adaptado para planar e manobrar no ar. A habilidade, segundo a equipe, é um modo de se mover pelas árvores, evitando predadores terrestres. A capacidade permite até que as salamandras fiquem de cabeça para baixo — e sem perder a postura.

“Elas são capazes de manter aquela postura de paraquedismo e meio que bombear sua cauda para cima e para baixo para fazer manobras horizontais” descreve Christian Brown, primeiro autor do estudo sobre os anfíbios, em comunicado. “O nível de controle é simplesmente impressionante.”

Algumas salamandras Aneides vagrans, coletadas por biólogos em sequoias, passaram por uma simulação de queda livre dentro de um túnel de vento na Universidade da Califórnia, Berkeley, nos Estados Unidos. As habilidades de “paraquedismo” delas foram comparadas com as de três outras espécies nativas do Norte da Califórnia.

A A. vagrans, que provavelmente passa toda a vida em uma única árvore, se mostrou como a paraquedista mais habilidosa. A A. lugubris, que vive em árvores mais baixas, como carvalhos, foi quase tão eficaz em “paraquedismo” e planagem quanto a espécie anterior. Veja no vídeo as salamandras realizando os saltos:

Por outro lado, salamandras menos arborícolas, como a moradora do chão da floresta, Ensatina eschscholtzii, e a criatura da espécie A. flavipunctatus, que ocasionalmente sobe em árvores, foram ineficazes ao se debaterem no túnel de vento, conseguindo ficar nele somente por poucos segundos.

Todas as salamandras foram filmadas com uma a câmera de vídeo a 400 quadros por segundo. As que realizaram paraquedismo reduziram sua velocidade de queda livre em cerca de 10%. Os anfíbios normalmente caíam em um ângulo acentuado, apenas 5 graus da vertical, o que era suficiente para poderem alcançar um galho ou tronco antes de atingirem o solo.

O comportamento impressionou Robert Dudley, especialista em voo animal, que participou do estudo. Segundo ele, o fenômeno é algo enraizado na resposta motora das salamandras e deve ocorrer em frequências razoavelmente altas para afetar a seleção de tal habilidade. “E não é apenas um paraquedismo passivo, elas não estão apenas saltando de paraquedas. Também estão claramente fazendo o movimento lateral, que é o que chamaríamos de planar”, destaca.

Os pesquisadores ainda querem descobrir em pesquisas futuras se existem muitos outros animais com dons semelhantes e saber como é possível que as salamandras consigam saltar mesmo sem terem adaptações anatômicas óbvias para planar.

A divulgação das habilidades extraordinárias das criaturas pode também contribuir para salvar as sequoias, visto que as árvores estão ameaçadas pela extração de madeira. “Talvez isso ajude não apenas os esforços de conservação de sequoias, mas também a restauração das sequoias, para que possamos realmente ter ecossistemas de copa de árvores”, afirma Brown.

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*Fonte: revistagalileu

Gato preto era sagrado no Egito Antigo e azar é lenda criada na Igreja Católica

Todas as sextas-feiras 13, os donos de gato preto sentem um aperto no coração. Ao contrário do que o senso comum prega, esses animais não dão azar ou má-sorte.

Na verdade, os gatos pretos dão muito amor e carinho para seus tutores e não merecem ser vítimas de violência.

Mas qual é a história da humanidade com os gatos pretos? Como esses animais foram transformados em representações de má-sorte? Por que o seu bichano se tornou um alvo de superstições sem sentido? Tudo isso possui uma justificativa histórica. Nesse artigo, iremos te contar tudo sobre gato preto.

Gato preto – origem da lenda
Os gatos no geral eram considerados sagrados pelos povos egípcios. Sua eficácia na luta contra ratos, insetos e cobras peçonhentas era honrada desde as origens do Kemet unificado e a história conta que Menes, primeiro faraó da história, tinha uma horda de gatos para protegê-lo de animais indesejados.

Os gatos pretos tinham especial significado. Eles eram representados na figura da deusa Bastet, considerada a defensora das mulheres e dos lares. Além disso, ela era vista quase como uma Vênus, que protegia os segredos, a fertilidade e os felinos. Ela era adorada por ambos os gêneros.

As figuras de Bastet eram extremamente populares. Segundo o historiador grego Polineu (que é conhecido por aumentar histórias, mas possui alguma validade), uma batalha importantíssima entre egípcios e persas foi perdida por conta dos gatos.

De acordo com o autor macedônico, o rei Cambises II do Império Aquemênida sabia que os egípcios amavam muito os gatos. Ele ordenou que os seus soldados pintassem seus escudos com figuras de gatos e que todos os felinos encontrados no caminho até Pelúsio, cidade no delta do Nilo. Na hora da batalha, eles soltaram todos os animais e começaram a marchar frente às forças egípcias, que não atacaram os persas por medo de ofender a deusa Bastet. O episódio ocorreu em 525 a.C.

Gato preto – do sagrado ao profano
Não existem justificativas muito bem fundamentadas para que o ódio aos gatos pretos surgisse. Mas, se você tivesse que apostar em algum lugar do mundo para ser a origem dessa lenda, o que você diria? Se você pensou em Europa, acertou.

O mito fundador do ódio ao gato preto data do ano 1230. Em um documento papal, o pontífice da Igreja Católica Gregório IX assinou um documento declarando os gatos pretos como animais demoníacos.

Uma revisão dessa documentação aponta que o inquisidor alemão Conrad von Marburg presenciou um suposto ritual “satânico” onde pessoas beijavam a bunda de um gato (é, Idade Média) e obedeciam aos seus comandos. Ele passou a história para o papa, que não quis arriscar e pediu para que se livrassem de todos os cultos com gatos pretos na cidade de Mainz, na Alemanha. Mas a fofoca se espalhou.

O projeto acabou sendo extremamente eficaz e por volta do século XIII, os gatos eram considerados extintos em algumas da Europa. Sabe outra coisa que aconteceu nessa época? A peste. No Egito e em Roma, os gatos eram usados como formas de controle para ratos. Mas os medievais não pensaram nisso.

E era através da colaboração com os bichanos que havia um controle populacional de ratos no Oriente Médio, por exemplo, onde a peste bubônica ocorreu, mas em escalas diferentes da Europeia. A ausência de felinos domésticos na Europa intensificou e colaborou para a propagação da doença. Contudo, essa tese é debatida por acadêmicos.

O fato é que essa lenda acabou se espalhando por toda a Europa Ocidental e chegou aqui no Brasil importada pelo nosso catolicismo fervoroso e supersticioso. Mas nem na fé católica os gatos pretos são considerados diabólicos e não existe razão alguma para acreditar nessa balela.

Considere adotar um gatinho preto nessa sexta-feira (13); eles são fofos, brincalhões e carinhosos

Por isso, nessa sexta-feira, proteja seus gatinhos pretos de violências e evite que ele saia de casa. Caso você aviste um gatinho preto, tente protegê-lo. Eles são nossos amores e merecem muito carinhos (e até um petisco).

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*Fonte: hypeness

Ciência enxerga capacidade de gatos de reconhecerem os nomes uns dos outros

Uma pesquisa realizada com 48 gatos no Japão concluiu que os felinos são capazes de reconhecer o nome de outros gatos e até mesmo de seus donos – e que “estranham” quando ouvem o nome errado. Realizada por cientistas ligadas a três universidades japonesas, de Kyoto, de Sophie e de Azabu, e publicada na revista científica Scientific Reports, estudando felinos que convivem com vários gatos e pessoas ao mesmo tempo. Para isso, os pesquisadores recorreram aos “gatos cafés”, cafeterias no país onde clientes podem brincar e mesmo adotar os animais que moram nos locais.

A pesquisa mostra que os gatos sabem os nomes de outros gatos – e das pessoas

Além de utilizar os gatos dos cafés, o estudo também trabalhou com felinos que vivem em residências com mais gatos e diversas pessoas, e foi realizado em duas etapas. Inicialmente, os cientistas apresentaram aos gatos imagens de outros felinos conhecidos junto de gravações da voz do dono, chamando o animal primeiro pelo nome correto e, em seguida, por um nome “errado”. A pesquisa concluiu que os animais passaram mais tempo olhando para a imagem na chamada “condição incongruente”, quando o nome não condiz com o animal da foto, do que na “condição congruente”, quando o animal era chamado pelo nome correto.

A pesquisa também apontou uma diferença entre o comportamento dos gatos que vivem nos cafés e os animais dos lares domésticos: os gatos “de casa” passaram mais tempo “intrigados” olhando para a imagem do que os dos cafés. A conclusão sugere que os felinos das cafeterias estão mais acostumados a conviver com outros animais e, assim, com nomes diversos. No segundo momento da pesquisa, o mesmo processo foi realizado com fotos dos tutores humanos no lugar dos animais – e o resultado foi o mesmo.

A segunda etapa foi realizada somente com os animais que moram em residências, e mostrava a foto do “dono” junto de duas gravações, uma com o nome correto, e outra com o nome errado da pessoa. Os animais permaneceram mais tempo olhando para a foto em “condição incongruente” do que para a imagem em na “condição congruente”, quando foto e nome eram compatíveis. “Os felinos não parecem estar escutando as conversas das outras pessoas, mas na verdade eles estão”, afirmou o pesquisador Saho Takagi, da Universidade Azabu, à imprensa local.

No estudo, os gatos “estranham” quando o nome errado é associado a um gato ou uma pessoa

“Esse estudo oferece evidências de que os gatos ligam o nome de uma companhia ao rosto correspondente sem treinamentos explícitos”, diz o texto da pesquisa. “Em outras palavras, a frequência e número de exposição ao estímulo pode tornar a associação rosto-nome mais provável”, concluíram os pesquisadores.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

Cães também sofrem quando perdem um ente querido, diz estudo

Cães também sofrem quando perdem um ente querido, diz estudo

Até que ponto os cães entendem a morte de um ente querido? Como eles costumam se comportar quando isso ocorre?

PESQUISAS RECENTES INDICARAM QUE OS CÃES EXPERIMENTAM UM PROCESSO SEMELHANTE AO LUTO HUMANO, APÓS A MORTE DE “UM DOS SEUS AMIGOS” OU DE SEUS DONOS.

Os dados indicam que as perdas os levam a apresentar mudanças em seu comportamento habitual. Tais modificações estão associadas à tristeza.

Isto foi confirmado por um estudo da Universidade de Milão, liderado pela Dra. Federica Pirrone e seus colegas, e publicado na Scientific Reports.

Os cientistas acampanharam o comportamento dos cães, graças às informações fornecidas pelos seus donos. Dessa forma, foi possível mostrar que os cães sentem dor pela perda de seus pares caninos ou dos humanos que convivem com eles.

Embora os dados disponíveis não possam ser considerados conclusivos, eles constituem uma indicação de que esses animais estão cientes da morte – se não completa, pelo menos até certo ponto.

“Há estudos que revelam que, ao nível da neurociência e da etologia comportamental, quando se tem este tipo de emoções nos animais, são ativadas as mesmas áreas do cérebro que são ativadas nos humanos”. Alaguna Cruz-

OS CÃES, MUITAS VEZES, PERDEM O APETITE QUANDO EXPERIMENTAM O LUTO.

O estudo do luto do cão

O estudo da Universidade de Milão foi baseado em um grupo de 426 donos que tinham dois ou mais cães em casa. Outro fator comum entre eles é que um dos animais sob seus cuidados havia morrido, enquanto o outro ou outros haviam sobrevivido.

Através de questionários criteriosos, verificou-se que 86% desses donos notaram mudanças no comportamento dos cães após a morte de um de seus companheiros.

A característica mais significativa foi o aumento da passividade e o baixo entusiasmo pelo jogo. Houve também mudanças na forma de comer e dormir.

Além do exposto, quase todos os donos de cães sobreviventes disseram que a emoção que parecia predominar em seus animais de estimação após a morte de um dos seus era o medo.

Cerca de 32% dos membros do grupo conseguiram identificar que esse comportamento atípico durou entre dois e seis meses.

Eles também sofrem por seus donos

O estudo da Universidade de Milão também aponta que em alguns casos é possível que os cães adotem essas mudanças porque percebem sofrimento em seus donos. Animais de estimação são muito sensíveis ao humor de seus cuidadores. Pela mesma razão, sofrem muito quando morrem.

Os cães têm um olfato quatro vezes melhor que o dos humanos. Isso permite que eles reconheçam claramente se uma pessoa está viva ou morta.

Como se sabe, um cadáver secreta um grande número de substâncias, todas capturadas pelos caninos. Muitos deles participam de rituais associados à morte.

Nos cães, acontece algo semelhante ao que acontece nos humanos diante de uma perda. Eles nem sempre experimentam a mesma coisa. Se o vínculo for muito forte, a ausência será mais perceptível e haverá mais mudanças de comportamento. Se o vínculo não foi tão cativante, o efeito é menor.

Esses bichinhos sentem mais a morte daqueles que viam como “o alfa” do grupo.

Alguns veterinários dizem que os cães experimentam um forte sentimento de desamparo quando perdem seus donos. Isso é mais intenso se eles não tiverem a oportunidade de estar perto do corpo. Por esta razão, a veterinária Alaguna Cruz disse: “por favor, no dia em que eu morrer, deixe meu cachorro cheirar meu caixão para que ele saiba que estou morto e que não o abandonei”.

Os cães são mais apáticos e passivos no luto. É possível ajudá-los?

UM DOS COMPORTAMENTOS MAIS COMUNS DOS CÃES ENLUTADOS É DORMIR QUASE O TEMPO TODO E COMER MENOS.

Também podem responder as brincadeiras com relutância, ou não responder. De repente, parece que não há atividade que os excita; em geral, são apáticos.

A melhor forma de ajudá-los é tentar manter as rotinas a que já estão acostumados. Embora eles e seu proprietário ou gerente não sintam vontade de sair, é muito conveniente fazê-lo. Se trancar só aumenta a tristeza de ambos.

Os cães precisam sentir que estão no comando de alguém específico. Por isso, é fundamental que outra pessoa assuma o papel de cuidador deles.

Isso reduz o medo e a falta de proteção que eles experimentam. Se as manifestações de luto forem muito graves, será necessário consultar o veterinário.

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*Fonte: seuamigoguru

Como os animais conseguem sobreviver ao frio?

O clima do inverno pode ser bastante imprevisível e trazer sérias ameaças a vários tipos de vida. Por esse motivo, nós costumamos passar boa parte da temporada de temperaturas baixas dentro de casa ou de baixo de muita roupa e cobertores. Na natureza, entretanto, essa não é exatamente uma opção.

Se aguentar temperaturas geladas pode ser um verdadeiro pesadelo para os seres humanos, os animais selvagens desenvolveram-se para conseguir suportar as temperaturas congelantes do inverno com seus próprios corpos. São três estratégias principais: migrar, resistir ao frio por conta própria ou reduzir a taxa metabólica para entrar em um estado de torpor. Vamos entender mais sobre elas!

Migração
Em geral, uma mesma espécie pode desenvolver estratégias mútuas de sobrevivência ao frio. Um grande exemplo disso são os mamíferos e os pássaros, que possuem sangue quente como estratégia de resistência ao frio, mas podem combinar isso com outros tipos de ação.

Algumas dessas criaturas tendem a misturar a migração com o torpor. Morcegos e aves de alta latitude, por exemplo, locomovem-se de uma região para outra durante períodos do ano para escapar do frio e encontrar alimento. Depois dessa fase, podem entrar em hibernação ou em estado de dormência para conversar energia.

As andorinhas, os beija-flores e as toutinegras são clássicas amostras de como esse processo funciona. Ao fim do inverno, essas espécies voltam ao seu habitat natural e recomeçam suas vidas.

Hibernação
A hibernação é uma estratégia bem comum na natureza para criaturas que desejam aumentar as taxas de sobrevivência no frio congelante e garantir o futuro de sua espécie. Nessa estratégia, o corpo desses animais se desenvolveu para reduzir todas as taxas metabólicas e entrar em um estado completo de conservação de energia.

Isso não necessariamente significa que a criatura estará em um sono profundo como a Bela Adormecida, mas sim que ela está se mantendo segura sem gastar recursos desnecessários em um período de escassez. Exemplos disso são os esquilos orientais, que alteram entre um estado de torpor e de atenção total dependendo do estoque de alimento.

Caso tenham conseguido uma boa reserva de comida no frio em seus esconderijos, esses pequenos roedores se manterão acordados por mais tempo. Porém, logo mudarão a chave de seus organismos quando sentirem que a situação está ficando crítica.

Resistência natural
É difícil encontrar um padrão na natureza quando o assunto é resistência ao frio. Porém, podemos dizer que certas espécies simplesmente foram feitas para suportar baixas temperaturas muito melhor do que outras. Nesses casos, a única proteção contra o clima gelado é peitar o frio de frente.

O pinguim-imperador talvez seja o maior exemplo de todos e a única criatura no mundo capaz de se reproduzir em temperaturas beirando os -40 °C. Com meros 1,20 metro de altura e singelos 35 kg, essas pequenas aves da Antártica possui a maior densidade de penas em toda a natureza.

Isso faz com que consigam reter 90% do calor corporal para se manter quente o tempo todo. Eles levantam suas penas quanto estão em terra firme, retendo ar nesse espaço e usando-o como isolante térmico. Além disso, o comportamento de colônia ajuda bastante no clima gelado. Grupos de pinguins podem se ajudar bastante na hora de se esquentar e sobreviver ao inverno extremo.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

O legado emocional que meu cachorro deixou na minha infância

A infância ao lado de um animal de estimação é vivida de forma mais plena e nos dá um legado emocional capaz de nos construir como pessoas.

A FELICIDADE QUE UM ANIMAL NOS OFERECE, SEJA UM CACHORRO OU UM GATO, É TÃO SINCERA E NOBRE QUE TODA CRIANÇA DEVERIA CRESCER COM ESSE PRIVILÉGIO.

De acordo com um estudo publicado no jornal ” The Guardian ” ter um animal de estimação ajuda as crianças a serem mais empáticas. Além disso, de acordo com este mesmo trabalho, eles são menos propensos a sofrer de asma (até 50% se crescerem em uma fazenda).

O meu cão foi o maior companheiro da minha infância, foi o meu cúmplice nas aventuras, o guardião dos meus segredos e aquele que me viu crescer através de um olhar tão puro que ainda hoje continua a dormir no meu coração.

Os animais de estimação são uma fonte de bem-estar para as crianças. Tanto é assim, que temos certeza que hoje você ainda se lembra com carinho daquele animal que deu luz e sorrisos à sua infância. No próximo artigo, convidamos você a refletir sobre isso.

Animais de estimação nos ensinam a socializar

Cães e gatos são mais do que apenas companheiros de brincadeiras. Atualmente, ainda há pais que temem introduzir um animal em casa se houver crianças pequenas, pensando que podem representar um risco. No entanto, não é ruim lembrar que um animal bem cuidado é uma ferramenta terapêutica para nossos filhos.

Dieter Krowatschek, psicólogo infantil e escolar de Marburg (Alemanha), nos oferece um livro interessante intitulado “As crianças precisam de animais de estimação”. Nele, ele nos mostra a capacidade dos cães em favorecer a socialização dos pequenos.

Cachorro é agente terapêutico para crianças

Certos animais, como cães, são agentes terapêuticos em muitos casos para crianças:

Os cães são mais curiosos e menos cautelosos do que os adultos. Eles podem ser os exploradores mais intrépidos e confiantes, ensinando as crianças ao longo do caminho que a melhor atitude em relação à realidade é estar aberto às descobertas.

Por outro lado, são ótimos guardiões e isso os torna companheiros perfeitos para as primeiras escaramuças de nossos pequenos.

Graças aos animais, as nossas crianças desenvolvem uma capacidade empática adequada, compreendendo desde muito cedo o valor de uma carícia, das palavras e da importância dos reforços positivos sobre os negativos.

Algo tão simples como ter um cachorro em casa, contraria o risco de tantas horas de solidão em frente à televisão ou ao computador. Sua forma de se relacionar será mais lúdica, mais aberta.

Animais de estimação são excelentes companheiros para liberação emocional, para canalizar tristeza, medo ou birras. De fato, não podemos esquecer o que muitos estudos nos dizem: os animais têm emoções e, além disso, sabem interpretá-las em nós.

Algo que não podemos ignorar é o grande benefício terapêutico que os cães podem oferecer às crianças com autismo ou transtorno de déficit de atenção.

Permite que eles concentrem sua concentração, desfrutem do contato físico e interajam com o ambiente com mais segurança.

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*Fonte: seuamigoguru

Os seis insetos mais violentos do mundo

Muitas pessoas não gostam de insetos – e por alguns bons motivos. Esses pequenos animais podem ser nojentos, asquerosos e até mesmo perigosos. Os insetos que compõem esta lista têm um motivo a mais para serem temidos: eles podem ser muito violentos, causando medo até mesmo em quem se sente indiferente a essas criaturas.

Se você é do tipo de pessoa que não aprecia os insetos, talvez encontre certa dificuldade para ler este artigo até o final, mas se está morrendo de curiosidade para saber quais são os pequenos animais mais violentos do mundo, continue a leitura e surpreenda-se com os integrantes desta lista.

1. Formiga colhedora Maricopa
Essa espécie de formiga é muito comum na América do Norte e Central, nos Estados Unidos e México. Acredita-se que o veneno desse inseto seja um dos mais tóxicos do mundo; porém, o que chama atenção é a sua agressividade, já que o esse pequeno animal ataca violentamente qualquer criatura que chegue perto de seus ninhos.

2. Vespa-mandarina
A vespa-mandarina, também conhecida como vespa-gigante-asiática, é a maior de sua espécie e pode chegar a 5,5 cm. Trata-se de um inseto nativo do sudeste asiático e de partes do extremo oriente russo. O seu comportamento agressivo, com veneno potente e ataque coordenado em enxames, já foi responsável por dezenas de mortes em lugares onde o animal esteve presente.

3. Lagarta da espécie Megalopyge opercularis
É difícil imaginar uma mariposa compondo a lista dos insetos mais violentos, ainda mais se estivermos falando de sua forma larval. Porém, os estágios iniciais da Megalopyge opercularis conta com um inseto vagaroso, mas extremamente perigoso, que libera esporos responsáveis por causar queimaduras graves apenas com o menor contato. Além de utilizar isso como mecanismo de defesa, a larva usa para ataque.

4. Formiga-cabo-verde
Com seu tamanho avantajado (cerca de 2,5 cm) e picada severa, a formiga Paraponera clavata é utilizada no processo de iniciação de algumas tribos indígenas no Brasil. Uma luva recheada desses pequenos insetos é colocada na mão daqueles que estão passando para a fase adulta, um evento doloroso e muito perigoso. Não há registros de mortes causadas pela formiga-cabo-verde, mas os relatos das pessoas que sofreram suas picadas destacam dor intensa e violência do inseto.

5. Abelha africanizada
Também conhecida como “abelha assassina”, esse inseto é extremamente territorialista e ataca qualquer um que chegar perto de sua colmeia. Embora o seu veneno não seja muito tóxico, o seu ataque, por meio de enxames, é o que torna esse animal tão perigoso. Há diversos casos de mortes na América do Norte e do Sul, regiões em que esses insetos são mais comuns.

6. Formiga-correição
O nome, na verdade, é uma designação para um grupo de cerca de 200 espécies de formigas carnívoras. Esses insetos são notórios por conta de seu comportamento nômade, ou seja, não estabelecem colônias em nenhum lugar e vagam de forma contínua. No cardápio desses animais estão outros insetos, além de pequenas aves e mamíferos.

*Por Eduardo Harada
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*Fonte: megacurioso

Os cães podem prever como está o seu estado de espírito, diz a ciência

Como pode um cãozinho que não pode dizer o que está sentindo, sentir tanto aquilo que sentimos? Os cães podem prever informações implícitas sobre o estado de espírito dos humanos e a partir daí, elaborar como deve reagir, é o que afirma o artigo intitulado Dogs can infer implicit information from human emotional expressions, desenvolvido pelos pesquisadores Natalia Albuquerque e Briseida Resende, do Instituto de Psicologia da USP, e Daniel Mills, Kun Guo e Anna Wilkinson, da Universidade de Lincoln, publicado na revista científica Animal Cognition. As informações são do Jornal da USP.

Acreditava-se que essa habilidade fosse exclusivamente humana, mas as evidências científicas construídas ao longo das últimas décadas mostraram o contrário. A capacidade de reconhecer emoções já havia sido observada em primatas, como chimpanzés, capazes de reconhecer emoções entre si, mas apenas com um estudo de 2016, também conduzido pela pesquisadora Natalia e colaboradores. Nesta pesquisa comprovou-se que os cães vão além: reconhecem emoções humanas, não apenas da sua própria espécie – sendo os únicos animais a atingir esse feito.

Em 2018, outro trabalho da cientista mostrou ainda que os cães respondem a esse reconhecimento de emoções de outra espécie. “Assim, o próximo passo foi saber se eles entendem que o estado emocional de uma pessoa altera a forma como ela se comporta e, portanto, ele pode se ajustar a isso”, explica Natalia ao Jornal da USP.

Emoção neutra, de alegria e raiva: testes mostraram que os cães levam em consideração as expressões faciais humanas para tomar decisões. Foto cedida pelo jornal da USP
Para o experimento, foram necessários 90 cães, duas atrizes, alguns objetos e uma sala no Laboratório do IP. O recrutamento dos animais aconteceu de forma voluntária, segundo alguns critérios como serem saudáveis, não agressivos, acostumados com novos lugares e pessoas e sem problemas de visão – o que dificultaria o teste.

Depois de habituados na sala, os cães observaram uma interação entre duas atrizes, treinadas para, a cada sessão, demonstrarem expressões faciais neutras, positivas (alegria) ou negativas (raiva). Vestidas da mesma maneira, elas passavam objetos uma para a outra, silenciosamente e, em seguida, sentavam-se com um pote de ração em uma das mãos e uma folha de jornal na outra.

A coleira era solta e, então, o cão podia interagir com as atrizes, agora, ambas com expressões neutras. Para conseguir um pouco de ração, os cães precisavam pedir a uma das mulheres – e essa escolha revelou a capacidade desses animais. A maioria tomava a decisão de interagir com a atriz que, no momento da observação, mostrava-se feliz, e evitava contato com a atriz antes com raiva. Os testes mostram que os cães levam em consideração as expressões faciais humanas para tomar decisões, já que pode ser mais fácil conseguir alguns petiscos de alguém mais amigável.

“A pesquisa evidencia que os cães levam em conta as expressões das emoções dos humanos para fazer escolhas. As pessoas poderão perceber o animal como um ser que presta atenção ao que fazemos e que toma suas decisões com base nisso. Desta forma, acho que podemos desenvolver uma relação mais saudável e respeitosa”, afirma a coautora do trabalho, a professora Briseida. Ela destaca que é importante não tratá-lo como humano, e sim respeitá-lo enquanto cão.

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*Fonte: portalraizes

Aquário redondo faz mal para peixe?

Uma empresa francesa especialista em aquários parou de vender o produto em formato redondo por eles enlouquecerem os peixes e os matarem rapidamente.

A líder francesa no mercado de produtos para animais de estimação, a AgroBiothers Laboratoire, irá parar de vender qualquer aquário com capacidade inferior a 15 litros. Além disso, venderão apenas os que forem retangulares, visto que a empresa acredita ser abuso colocar peixes em pequenos repositórios, sem filtragem e oxigenação.

“As pessoas compram um peixinho dourado para os filhos por impulso, mas se soubessem a tortura que é, não o fariam. Girar em círculos em uma aquário pequeno deixa os peixes loucos e os mata rapidamente”, afirmou o CEO da AgroBiothers, Matthieu Lambeaux, para a Reuters.

Os peixes dourados podem chegar até os 30 anos e 25 centímetros em aquários ou lagoas ao ar livre. Porém, em pequenos aquários podem morrer em semanas ou meses. De acordo com Lambeaux, o peixe dourado é um animal social que necessita da companhia de outros peixes, espaço amplo e água limpa.

Ele acrescenta que a França é o maior mercado da Europa para peixes vermelhos de aquário, com aproximadamente 2,3 milhões de indivíduos.

Apesar de a Alemanha e vários outros países europeus terem banido aquários a anos, a França não tem legislação sobre isso.

“É um anacronismo francês, por isso decidimos tomar medidas. Não podemos educar todos os nossos consumidores para explicar que manter um peixe em um aquário é cruel. Consideramos nossa responsabilidade não dar mais essa opção aos consumidores”, afirmou.

A AgroBiothers possui 27% do mercado francês de produtos para animais de estimação e vendeu 50 mil aquários no ano passado. “Há demanda por aquários, mas a realidade é que damos às crianças a possibilidade de ver o peixe dourado morrer vagarosamente”, declarou.

Quais peixes podem viver juntos em um aquário?
Para abrigar dois ou mais peixes juntos deve-se levar em consideração as suas características. Um exemplo é não colocar dois peixes territorialistas, como os ciclídeos africanos e o beta, em um mesmo aquário, porque aumenta a possibilidade de brigas.

Outro fator a ser considerado é o tamanho do aquário. Se ele for grande, com plantas e barreiras visuais, o ambiente se torna repleto de barreiras físicas. Com isso, existe uma menor chance de briga, principalmente entre os peixes territorialistas.

Também precisa ser respeitado o pH ideal de cada espécie, visto que alguns precisam de mais e outros de menos. Por isso, o ideal é adquirir peixes com compatibilidade em relação ao pH.

Além disso, é preciso pensar no comportamento de cada peixe para facilitar os cuidados diários. Deve-se evitar colocar peixes agressivos juntos, como dois beta machos no mesmo aquário.

Uma boa combinação é um aquário com peixes do grupo dos poecilídeos (como espada, plati, molinésias) e o beta. Eles possuem harmonia comportamental e são compatíveis em relação ao pH da água.

Vale destacar que os poecilídeos são apelidados de peixes “para iniciantes”. Por isso, são recomendados para quem está começando o seu primeiro aquário. Em caso de dúvidas, deve-se procurar um especialista em peixes para te ajudar a montar o aquário ideal.

*Por Nathalia Matos
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*Fonte: fatosdesconhecidos

Ciência confirma que cães podem reconhecer uma pessoa má

Cães podem detectar pessoas não confiáveis, de acordo com estudo

Embora os cães possam parecer bobos perseguindo suas próprias caudas, eles são criaturas inteligentes com alta consciência social. Estudos descobriram que os cães podem sentir emoções humanas e diferenciar expressões felizes e zangadas. Eles usam esse senso para considerar uma pessoa confiável ou não. Se a pessoa for considerada não confiável, o cão irá parar de seguir suas instruções.

Um estudo publicado na revista Animal Cognition explorou essa tendência. Akiko Takaoka, da Universidade de Kyoto, no Japão, e sua equipe testaram 34 cães com três rodadas de indicação. Os cães compreendem facilmente o gesto de apontar e, se um proprietário apontar para uma bola ou comida, ele corre para esse local para descobrir o que o proprietário estava apontando.

Na primeira rodada, os pesquisadores apontaram os cães em direção a comida escondida em um recipiente. Durante a próxima rodada, eles apontaram para um recipiente vazio, enganando os filhotes. Quando os pesquisadores apontaram com precisão para um recipiente com comida no terceiro turno, os cães ignoraram a sugestão, considerando-os guias não confiáveis.

Um segundo conjunto de três rodadas começou com um novo experimentador entrando no ringue. Os cães seguiram as dicas dessas pessoas com renovado interesse.

Takaoka explica que ficou surpresa que os cães “desvalorizassem a confiabilidade de um ser humano” tão rapidamente.

“Os cães têm inteligência social mais sofisticada do que pensávamos. Essa inteligência social evoluiu seletivamente em sua longa história de vida com os seres humanos. ”

Ela continua dizendo que o próximo passo é testar uma espécie intimamente relacionada, como lobos. Isso examinaria os “efeitos profundos da domesticação” na inteligência social dos cães.

Cães não confiam em pessoas não confiáveis
John Bradshaw, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, que não participou da pesquisa, comenta o estudo, dizendo que destaca que os cães gostam que as coisas sejam previsíveis. Quando suas vidas se tornam irregulares, eles procuram outra atividade para fazer. Estar constantemente no escuro sobre o que vai acontecer pode deixá-los estressados, agressivos ou assustados. Por isso, Bradshaw explica: “Os cães cujos donos são inconsistentes com eles costumam ter distúrbios comportamentais”.

Ele descreve os cães como “viciados em informação”, e é por isso que os cães ficaram fascinados com seu novo pesquisador e estavam ansiosos para confiar nele.

Segundo Bradshaw, os cães estão cada vez mais sendo inteligentes, mas um tipo diferente de inteligência das pessoas.

“Os cães são muito sensíveis ao comportamento humano, mas têm menos preconceitos” , disse ele à BBC . “Eles vivem no presente, não refletem o passado de uma maneira abstrata ou planejam o futuro.”

Quando os cães entram em uma situação, ele acrescenta, eles reagirão ao que está lá “em vez de pensar profundamente sobre o que isso implica”.

Os cães não seguem sem pensar o que qualquer pessoa aleatória lhes diz, diz Brian Hare, diretor científico da Dognition. “Eles avaliam as informações que fornecemos com base em como é confiável para ajudá-los a alcançar seus objetivos. Muitos cães da família, por exemplo, ignoram seu gesto quando você aponta incorretamente e usa a memória deles para encontrar um petisco escondido. ”

Então, os cães podem perceber pessoas más?
Isso significa que os cães podem farejar assassinos e gênios do mal? Não necessariamente, mas como uma pessoa trata um cachorro pode dizer muito sobre ela. Se você conhece alguém com um cachorro inexplicavelmente agressivo ou se seu próprio filhote parece estressado com um determinado indivíduo, isso pode ser um reflexo negativo do caráter dessa pessoa. Da mesma forma, se seu cão parece amar alguém sem motivo aparente, isso pode ser um sinal de um personagem confiável. São necessárias mais pesquisas para explorar a extensão da consciência social do cão, mas este estudo é promissor.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

5 Ideias ERRADAS que as pessoas têm sobre GATOS

Ter um gato em casa é sempre uma experiência bastante divertida, sobretudo porque os nossos bichanos costumam vir nos mais variados tipos de tamanho, cores, humores e personalidades. Entretanto, nós sempre procuramos novas maneiras de interpretá-los e, por vezes, achamos ter completamente decifrado em nossas cabeças o que é “ser um gato”.

O que muitas pessoas não sabem, porém, é que diversas das ideias que nós temos sobre os gatos estão equivocadas. Pensando nisso, nós fizemos uma lista com cinco ideias que pensamos saber sobre esses felinos, mas não passam de informações incorretas. Olha só!

1. Gatos miam para se comunicar uns com os outros
Apesar de parecer que o seu bichano está utilizando o miado para se comunicar com você ou até mesmo com outros gatos da vizinhança, essa informação não está correta. O ato de miar só é usado pelos os felinos quando ainda são filhotes e precisam chamar a atenção das próprias mães. Fora isso, o miado é uma função que se tornou regular a partir da domesticação pelos humanos.

Quando os gatos querem se comunicar com outros de sua espécie, é mais comum que eles utilizem sinais corporais para manifestar suas intenções. Por exemplo, um gato com a calda para cima provavelmente está indicando uma postura comunicativa e receptiva para com os outros felinos.

2. Gatos não gostam de bebês
Em meados do século XVII, passou-se a difundir a ideia de que os gatos domésticos não gostam, nem um pouco, de bebês. Seja pelo cheiro de leite no hálito das crianças, seja por deixarem de ser o favorito das famílias, “a inimizade viria de berço”. Porém, não é preciso dizer que essa informação é totalmente balela.

Obviamente que acidentes podem acontecer quando se tem um bebê em casa, mas o cuidado com os gatos é o mesmo que você deveria ter com qualquer outro animal. Na maioria das vezes, o seu bichano provavelmente vai se aproximar do seu filho por ser um espaço quente, onde ele poderá descansar em paz.

3. Gatos não se apegam aos seus donos
Outro conceito muito comum de se ouvir por aí é de que os gatos não têm nenhum apreço à sua família de humanos, o que não é verdade — e o interesse não surge só porque você o está alimentando. Quando comparamos com os cachorros, podemos até pensar que os felinos não têm coração, mas na realidade é que eles só manifestam afeto de outro jeito.

Um gato não correrá até a porta para te ver chegar em casa, mas talvez você o encontre pelos cantos dando cabeçadas na sua perna e esfregando o corpo dele no seu como uma bela dose de carinho. Então, preste atenção nos sinais!

4. Gatos pretos são mais difíceis de ser adotados
Esse dado não é exatamente uma mentira. Em boa parte do mundo, de fato existe um preconceito generalizado e uma mística de que o gato preto pode trazer azar. Pouca bobagem, né? Porém, existem algumas culturas que levam esses nossos amigos felinos de cor escura como amuletos.

No Japão, ter um gato preto costuma ser indicador de mais pretendentes para as mulheres. Na Alemanha, por outro lado, um gato preto que cruzar o seu caminho da direita para a esquerda costuma ser um sinal de que boas coisas estão vindo pela frente. Melhor pensar assim!

5. Gatos não gostam de carinho
Muitas pessoas tendem a achar que os gatos detestam serem tocados. Inclusive, um controverso estudo de 2013 chegou a afirmar que o contato físico humano lhes causaria enorme quantidade de estresse. Porém, nenhum dos dados trazidos pelos pesquisadores era preciso.

Tempos depois, o autor do estudo, Rupert Palme, confessou que as medidas de estresse dependiam muito mais da personalidade do felino e do ambiente em que ele estava inserido, ou seja, se o seu gato se mostra receptível ao carinho, não precisa ter medo de dá-lo!

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Muito além do “vamos passear”: cães compreendem uma média de 89 palavras

Se você já achava seu cão esperto por entender as palavras “passear”, “brincar” e “petisco”, fique sabendo que ele é capaz de muito mais.

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Dalhousie, no Canadá, mostrou que os cães compreendem uma média de 89 palavras ou frases. O artigo completo foi publicado na Applied Animal Behaviour Science.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas desenvolveram uma pesquisa online com 172 palavras e frases que os tutores deveriam falar aos seus cachorros. Os voluntários poderiam adicionar palavras e frases extras. Então, cada um dos 165 participantes teria que registrar em uma escala de zero a cinco a reação do animal.

➜ DNA de cachorros ajuda a desvendar personalidade e prevenir doenças
➜ Amor, empatia e felicidade: ciência decifra o sentimento dos cães
O zero deveria ser usado quando o animal não respondesse ao estímulo, enquanto o cinco significava que o pet reconheceu a palavra e reagiu a ela — mesmo quando dita em locais diferentes, por outras pessoas ou em tons distintos. Testes do tipo costumam ser aplicados por pais para avaliar o vocabulário de bebês humanos.

Em média, os cães foram capazes de identificar cerca de 89 palavras e frases. Estudos científicos feitos no passado indicam que, em média, outros animais considerados mais eruditos chegam a casa dos 200. A rigor, cães podem ter um vocabulário comparado ao de bebês de dois anos.

Quase metade das palavras reconhecidas eram comandos, como “sentar” e “ficar”. Há algumas favoritas: as palavras e frases “sente”, “vamos”, “bom garoto/garota”, “deite”, “fique”, “espere”, “não”, “sim” e “solte isso” foram reconhecidas por 90% dos cachorros. O próprio nome do animal também entra nessa lista.

Pelo tamanho da amostra, não dá para cravar se as raças influenciaram no teste. Mas os cientistas observaram que o papel desempenhado pelos cães fazia com que alguns se saíssem melhores do que outros. Por exemplo, cães policiais conheciam mais palavras do que animais domésticos.

Limitações
Antes de os pais de pet acharem que seus bichinhos são gênios por natureza, é bom entender que o estudo traz algumas limitações.

Primeiro, tem o fato de os testes terem sido aplicados pelos próprios tutores, que podem superestimar a capacidade de seus pets. Mas os pesquisadores escolheram seguir dessa forma pois, em aplicações com humanos, já havia sido mostrado que os pais têm maior capacidade de interpretar os filhos. O mesmo serviria para os animais.

Fora isso, existe a possibilidade do cachorro não necessariamente reconhecer a palavra, mas sim incorporar gestos dos tutores ou outras informações inseridas no contexto, como a presença de uma coleira. De toda forma, a equipe acredita que o teste desenvolvido por eles poderá ajudar a prever precocemente o potencial de cães para atribuí-los a profissões caninas.

*Por Carolina Fioratti
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*Fonte: gizmodo

Golfinhos e baleias: drone grava imagens impressionantes

Golfinhos e baleias: drone grava imagens impressionantes
A ideia era ver golfinhos e baleias com imagens feitas pelo drone foi do capitão Dave Anderson, que comanda uma empresa de observação de baleias na Califórnia.

Observação de baleias na Califórnia
O capitão Dave Anderson, que comanda um barco de uma empresa de observação de baleias na Califórnia, Estados Unidos, decidiu ver animais marinhos de uma forma diferente.

Ele acoplou uma câmera em um drone e sobrevoou uma “debandada” de golfinhos. O resultado são cinco minutos de imagens belíssimas de dezenas de golfinhos nadando e saltando juntos.

O vídeo recebeu mais de 3 milhões de acessos em menos de um mês. Coisa parecida só mesmo com o balé aéreo das raias.

Vídeo de golfinhos e baleias já recebeu mais de 3 milhões de acessos
O vídeo mostra os golfinhos reunidos em um grande grupo, mantendo uma formação vertical, claramente identificada nas imagens aéreas.

Esse tipo de agrupamento é comum na espécie. Mas até hoje biólogos ainda não sabem ao certo porque eles se comportam dessa maneira.

As principais hipóteses são para buscar alimentos, se defender de predadores e se aproximar de possíveis parceiros para a reprodução. O vídeo também mostra baleias, inclusive uma nadando junto com seu filhote.

Imagens possíveis graças ao uso de drones
As imagens são possíveis graças ao uso de drones. Esses “robôs” aéreos são usados principalmente em missões militares, gerando controvérsia.

Mas cientistas já veem potencial na utilização para a conservação. “Eu sou apenas um cara com um drone”, disse o capitão Anderson, à National Geographic. “Mas há mais pessoas como eu que gostariam de usar esse equipamento para ver a natureza. Imagine o quanto não podemos conhecer se fizermos isso juntos?”.

Assista ao vídeo:

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte: marsemfim

Pyrosomas inundam mar dos Açores: assustam, mas não mordem

Assemelham-se a um grande tubo, que pode chegar aos oito metros de comprimento. Costumam surgir nas profundezas do oceano, mas estão a aparecer bem perto da costa, o que não é comum. Não são animais, mas um fenómeno da natureza que impõe respeito pelo aspeto

Estão a aparecer pyrosomas em grande número no mar dos Açores, fenómeno que está a ser alvo de um estudo internacional, adiantou à Lusa o investigador da Universidade dos Açores João Pedro Barreiros. O que são? Conforme podemos ver na imagem de capa deste artigo, parecem ser um grande tubo, oco de um dos lados, onde poderia caber perfeitamente uma pessoa. Mas, apesar de parecer assustadora, trata-se de uma estrutura que é inofensiva.

“O que nos chamou a atenção é haver muitos e muito dentro da costa, inclusive a baixíssimas profundidades. Eu cheguei a ser chamado para ver colónias dessas por pessoas que estavam à pesca no porto de Pipas, em Angra do Heroísmo”, na Ilha Terceira, disse o biológo.

Os pyrosomas estão normalmente “a grandes profundidades” e são avistados “esporadicamente ao longo de anos”. Este ano, têm aparecido em abundância e junto à costa açoriana.

“São estruturas que parecem claramente um tubo e podem chegar a oito metros de comprimento. Esse tubo é oco de um dos lados, tem uma abertura, que não é uma boca, porque aquilo é uma colónia de pólipos e, para terem uma ideia da dimensão, uma pessoa cabe lá dentro em algumas dessas colónias maiores”

Em termos de aspeto, “é semitransparente, mas tem alguma coloração que resulta da cor do aparelho digestivo dos pólipos que formam essa colónia”. Seja como for, e apesar de o tamanho ser “assustador”, esse “tubo gelatinoso composto por pequenos organismos marinhos” é completamente “inofensivo”.

“Não são minimamente perigosos, não há qualquer risco. É evidente que alguém que está a mergulhar ou a nadar e dá de caras com uma estrutura, com um tubo transparente de oito metros de comprimento, é capaz de se assustar, mas não há aqui venenos, nem toxinas, nem nada comparável com as águas vivas [alforrecas] ou com as caravelas, nada disso”

Este aparecimento de pyrosomas nos Açores está a ser alvo de um estudo internacional que, nesta fase inicial, vai tentar fazer “a identificação genética” dos exemplares que têm surgido um pouco por todo o arquipélago dos Açores.

“Temos uma série de amostras que, quando chegar ao inverno, serão enviadas para um laboratório nos Estados Unidos para tentarmos perceber se se trata de mais do que uma espécie. Estamos também a mapear com maior precisão possível os avistamentos, as observações dessas colónias. De facto, estamos a compilar uma base de dados muito interessante que mostra uma distribuição imensa desses organismos à volta das ilhas todas”, explicou ainda o biólogo.

Além de João Pedro Barreiros, o estudo está a ser coordenado também por uma bióloga do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, nos Estados Unidos da América e “tem progredido através de um número de observações nunca antes registado”, que poderá ajudar num maior conhecimento sobre ‘pyrosomas’, que servem de alimento a tartarugas e a outros animais marinhos.

“Se há coisa que nós sabemos em relação aos pyrosomas é que não sabemos nada. Não há ninguém no mundo que tenha tido até hoje oportunidade de desenvolver um estudo aprofundado sobre estas colónias porque são de facto muito, muito desconhecidas”

O biólogo tem contado com a colaboração de mergulhadores, caçadores submarinos e turistas para recolher amostras e pede a colaboração de outras pessoas no sentido de serem feitas idênticas recolhas desta estrutura gelatinosa que podem ser feitas à mão. Depois, deve ser colocada num frasco com água do mar e ser entregue na Universidade dos Açores ou junto das autoridades marítimas.

*Por
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*Fonte: iloveazores