Zakk Sabbath – Porto Alegre (Opinião – 15/11)

Em plena noite de feriado de 15 de Novembro, dia da Proclamação da República no Brasil, me junto ao amigo Montini em uma peregrinação rock’n roll ao show do Zakk Wylde no opinião, em Porto Alegre (RS). Dessa vez a empreitada tem uma jogada diferente, o Zacarias Selvagem criou num projeto chamado ZAKK SABBATH, que como o próprio nome já sugere, o “bardo” toca somente covers ou versões (como queiram), de músicas da banda Black Sabbath – mas especificamente, músicas dos primeiros álbuns da banda, da fase do Ozzy Osborne.

A banda conta com o guitarrista e vocalista Zakk Wylde (Ozzy Osbourne, Black Label Society), o baixista Blasko (Ozzy Osbourne, ex-Rob Zombie) e o baterista Joey Castillo (ex- Danzig e Queens Of The Stone Age).

O show começou no horário previsto, para dizer bem a verdade, a alguns poucos minutos após a hora marcada. Bingo! Gosto disso. Isso se costumar chamar de profissionalismo. Não é normal por aqui.

Sem muita conversa o trio chega ao palco e já sai detonando, indo direto ao ponto. A banda mandou-bala em uma série de hits certeiros, não tem como errar tocar Black Sabbath para uma galera ensandecida por música pesada, como a de ontem. Tudo numa boa, banda afiada, gosto muito do Blasko no baixo, acho ele bem melhor do que o DeServio (atual baixista da banda do Zakk Wylde, o Black Label Society) e o mesmo vale para o baterista Joey Castillo, esse é muito phoda!

Não teve trégua, o show uma foi paulada após a outra, galera empolgada, noite agradável, clima bacana no Opinião (nada de treta), sem dúvida uma grande apresentação. Curti que o Zakk não tantos solos “fritados” como ele costuma fazer no B.L.S. – Tá, fez sim, mas em momentos específicos, tipo quando desceu do palco e foi para a galera e não tanto nos solos das próprias músicas by Tony Iommi).

Grande noite, grande show.
Valeu cada níquel.

*Set-list do show de ontem em Porto Alegre (Bar Opinião)

Black Sabbath
Supernaut
Snowblind
A National Acrobat
Embryo
Children of the Grave
Lord of This World
Orchid
Under the Sun/Every Day Comes and Goes
Wicked World
Fairies Wear Boots
Into the Void
Hand of Doom
(Black Sabbath cover) (with Zakk Wylde presenting band members)
Behind the Wall of Sleep
N.I.B.
War Pigs
Room of Nightmares – (Black Label Society )

*Fiz algumas fotos do show de ontem com meu celular (é do tempo em que um celular que também fazia fotos, agora as pessoas tem uma máquina fotográfica que também é um celular). Como evidentemente não ficarm muito boas, tive de pedir ajuda para meu chapa Montini, que me enviou umas imgs a mais de close.
Falow então, confira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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The Who: show em POA está entre 5 melhores da era moderna da banda

Brian Kehew, técnico de instrumentos do The Who, escreveu no blog que mantém no site oficial da banda que o show realizado na terça-feira, 26 de setembro, “certamente está entre as cinco melhores da era moderna do The Who”. A informação foi divulgada pelo gauchazh.

“Desde o primeiro momento, a noite foi completamente elétrica – mágica”, escreve Brian. “Nada sutil sobre isso – esta foi uma das noites míticas que raramente conseguimos ver. Não apenas um show bom, ótimo – foi INCRÍVEL. Sempre há chances que algo dê errado, um aparelho quebre, uma voz falhe. Mas não em uma noite verdadeiramente mágica. A banda tinha facilmente 20 ou 30% a mais de energia do que o habitual, e tocou de maneira intensa e com uma qualidade excepcional. Roger (Daltrey, o vocalista) tem a capacidade de conquistar o público mais tímido, mas nesta noite ele teve a audiência em sua mão desde o início, e, nesta noite, eu o via sorrir tanto quanto nenhuma noite antes”.

Em outra parte da narrativa, ele conta: “Há poucos shows com tamanha força que eu vi desde que entrei para o grupo em 2002. Lembramos com carinho de um show privado no The Orpheum Theatre, em Los Angeles que pode ser um dos maiores que em qualquer década. Palacio de Deportes, em Madri, em 2006, também foi excepcional. E esta noite (Porto Alegre) foi neste nível, certamente está no top cinco dos melhores shows da era moderna do The Who”.

>> Leia o texto completo e CONFIRA VÁRIAS FOTOS (muito legais) do show de Porto Alegre, por Brian (em inglês) no link abaixo.
http://www.thewho.com/backstage-blog/anfiteatro-beira-rio-porto-alegre-brazil-september-26-2017/

12-5

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*Fonte: whiplash

 

Wander Wildner – Anexo Pub (V.Aires – 28/09/2017)

Venâncio Aires é uma cidade pacata mais ou menos no meio do Rio Grande do Sul, cidade pequena de interior, hospitaleira, tranquila e sonolenta, mas por outro lado também a cidade natal do músico Wander Wildner. E nessa quinta-feira de noite teve show dele aqui no Anexo Pub, que é um pico recente para shows ao vivo de bandas e artistas, um lugar não muito grande e até mesmo por isso bem acolhedor. E nas próprias palavras do Wander ao microfone – “Um lugar do caralho”.

Foi um show bem intimista porque havia somente o Wander Wildner em uma cadeira no palco, com uma reluzente Jazzmaster (Zaganin) em seu colo e um pequeno mas poderoso amp ao seu lado, no chão. Nada de banda ou acompanhamento musical, só voz e guitarra. A função começou cedo, por volta das 22h, aos poucos foi embalando, pequenos ajustes deram o tom do que viria e seria a noite à medida que as primeiras músicas foram tocadas. Depois só foi no embalo, hit atrás de hits em meio a alguns comentários sobre as suas próprias letras e músicas, um pouco de política, frases engraçadas e até perguntas sobre pessoas e locais que conhece de sua infância. Sim, ele é um nativo de Venâncio Aires e também meu primo em primeiro grau. Sabe das coisas.

Tocou vários de seus sucessos e versões de músicas consagradas como “I Believe in Miracles” (Ramones), “Candy” (Iggy Pop), “Navegando em Mares de Cerveja” (Barata Oriental), “Um Lugar do caralho” (Jupiter Maçã), etc. O público também entrou na vibe e aos poucos foi se soltando, tanto que perto do final ficou aquela sensação de clima de intimidade onde o Wander era um amigo seu tocando guitarra sentado na sala da sua casa. Uma noite muito boa de punk-rock-brega ou seja lá o que for que você ache mais adequado rotular ao som dele, só sei que estava incrível.

Claro que ao final tive um bom tempo para trocar uma idea com ele, conversas várias e até assuntos de família. Coisas da vida.

Valeu e até a próxima.

*Confira algumas imgs do show da noite