Não, o Sol não é responsável pelo aquecimento global

O gráfico abaixo compara as mudanças globais de temperatura da superfície (linha vermelha) e a energia do Sol recebida pela Terra (linha amarela) em watts (unidades de energia) por metro quadrado desde 1880.

As linhas mais claras / mais finas mostram os níveis anuais enquanto as mais pesadas / linhas mais grossas mostram as tendências médias de 11 anos. As médias de onze anos são usadas para reduzir o ruído natural de um ano para outro nos dados, tornando as tendências subjacentes mais óbvias.

A quantidade de energia solar recebida pela Terra seguiu o ciclo natural de 11 anos de pequenos altos e baixos do Sol, sem aumento líquido desde os anos 50. Durante o mesmo período, a temperatura global aumentou acentuadamente. Portanto, é extremamente improvável que o Sol tenha causado a tendência de aquecimento global observada nos últimos meio século.

O Sol pode influenciar o clima da Terra, mas não é responsável pela tendência de aquecimento que vimos nas últimas décadas. O Sol é um doador da vida; ajuda a manter o planeta quente o suficiente para sobrevivermos. Sabemos que mudanças sutis na órbita da Terra ao redor do Sol são responsáveis pelas idas e vindas das eras glaciais. Mas o aquecimento que vimos nas últimas décadas é rápido demais para ser associado a mudanças na órbita da Terra e grande demais para ser causado pela atividade solar.

Uma demonstração que nos diz que o Sol não está causando o aquecimento global vem da observação da quantidade de energia do Sol que atinge o topo da atmosfera. Desde 1978, os cientistas monitoram isso usando sensores em satélites e o que eles nos dizem é que não houve tendência de aumento na quantidade de energia do Sol que chega à Terra.

Uma segunda demonstração é que, se o Sol fosse responsável pelo aquecimento global, esperaríamos ver aquecimento em todas as camadas da atmosfera, desde a superfície até a atmosfera superior (estratosfera). Mas o que realmente vemos é o aquecimento na superfície e o resfriamento na estratosfera. Isso é consistente com o aquecimento causado por um acúmulo de gases que retêm o calor perto da superfície da Terra, e não pelo sol ficando “mais quente”.

 

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*Fonte: socientifica

Várias simulações sobre mudança climática entraram em modo apocalíptico

Vários modelos computacionais que tentam prever o futuro das mudanças climáticas tiveram uma guinada negativa radical recentemente. Equipes diferentes tiveram como resultado de suas análises que o planeta vai se aquecer de forma muito mais catastrófica do que o antecipado.

Dezenas de modelos climáticos apontavam que a ação humana provavelmente iria causar um aquecimento médio de 3°C, e isso já seria um cenário terrível para o nosso modo de vida.

Em 2019, porém, esses modelos começaram a mostrar que a temperatura média deve subir em 5°C, um cenário apocalíptico para a humanidade e incontáveis outras formas de vida.

Estranhando essas projeções, eles começaram a entrar em contato com outros grupos de pesquisadores para comparar resultados. O principal grupo de pesquisa do Reino Unido, o Met Office Hadley Centre, concluiu que uma duplicação de CO2 liberado provocaria um aquecimento de 5,5 °C. Uma equipe do Departamento de Energia dos EUA terminou com 5,3 °C e o modelo canadense alcançou 5,6 °C. O Centro Nacional de Pesquisas Meteorológicas da França viu sua estimativa subir para 4,9 °C a partir de 3,3 °C.

Este trabalho de confirmação das projeções ainda vai levar alguns meses para ser encerrado, e ainda não há um acordo sobre como interpretar os modelos.

O mais preocupante em relação a este fenômeno é que esses modelos conseguiram projetar o aquecimento global de forma correta desde 1970. Eles continuam a utilizar dados oficiais de governos e objetivos de emissão de gases de efeito estufa, incluindo o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática mais atualizado da ONU.

O que esses modelos estão dizendo é que a mesma quantidade de poluição climática pode trazer um aquecimento mais rápido que imaginado anteriormente, e a humanidade teria menos tempo para evitar os piores impactos ambientais, econômicos e de saúde pública.

Uma estimativa com maiores temperaturas “provavelmente não é a resposta correta”, aponta Klaus Wyser, pesquisador sênior do Instituto Sueco de Meteorologia e Hidrologia. O modelo de Wyser produziu um resultado de 4,3°C de aquecimento, um aumento de 30% em relação à atualização anterior. “Esperamos que esta não seja a resposta correta”, diz ele.

Esses modelos ajudam cientistas a testarem ideias sobre o impacto do derretimento de geleiras, umidade do solo, correntes marítimas e nuvens.

Há mais de cem modelos usados para prever a relação entre o dióxido de carbono e o aquecimento, desenvolvidos por cerca de 25 grupos independentes.

Esses cálculos complexos são feitos em supercomputadores que criam modelos para o ar, terra e mar e analisa as interações entre eles. Caso haja consenso entre os pesquisadores de que as estimativas estão corretas, isso pode alterar a forma que governos e empresas respondem ao risco climático. [Bloomberg]

*Por Juliana Blume

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*Fonte: hypescience

Aquecimento global deve alterar a cor dos oceanos

Após desembarcar de sua nave, em 1961, Yuri Gagarin, o primeiro humano a ir ao espaço, disse a eternizada frase “A Terra é azul!”. Carl Sagan também fala dessa característica de nosso planeta em seu livro “O Pálido Ponto Azul”.

Essa cor característica da Terra é resultado do reflexo da luz do Sol pelos oceanos, que cobrem cerca de 70% da superfície terrestre.

Um estudo publicado na Nature Communications mostra que nas próximas décadas o tom de azul da água dos oceanos mais quentes deve ficar ainda mais forte. Isso ocorrerá porque com o aumento da temperatura média dos oceanos, resultado do aquecimento global, a quantidade de fitoplânctons deve diminuir consideravelmente. A presença desses conjuntos de organismos gera uma tendência ao verde na água.

Em águas mais frias, no entanto, mais próximas aos polos, o tom verde deve ficar mais acentuado.

É previsto que até 2100 haja uma mudança de temperatura de 3°C e até 50% na cor dos oceanos.

Essa diminuição na concentração de fitoplânctons não é nada boa. Eles exercem grande importância não só para a vida marinha, mas também para a vida terrestre. Ele está na base da cadeia alimentar, e produz mais da metade do oxigênio da atmosfera terrestre, além de absorver grande parcela do dióxido de carbono.

As mudanças não serão tão perceptíveis a olho nu, mas irão afetar muito mais a cadeia alimentar marinha e a produção de oxigênio.

*Por Felipe Miranda

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*Fonte: ciencianautas

Oceanos ficarão mais quentes e ácidos com aquecimento global, aponta ONU

Um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas divulgado nesta quarta-feira (25) traz dados preocupantes sobre como as mudanças climáticas vão afetar oceanos e a criosfera, área terrestre coberta por gelo.

Mais de 100 autores de 36 países avaliaram cerca de 7 mil publicações científicas para criar o relatório. Divulgado dois dias após o fim da Cúpula Climática da ONU, que aconteceu em Nova York entre os dias 21 e 23 de setembro, e os protestos globais pelo clima, os organizadores do documento querem reforçar a necessidade de atitudes mais radicais dos governos em torno das emissões de carbono.

“Se reduzirmos as emissões bruscamente, as consequências para as pessoas e seus meios de subsistência ainda serão desafiadoras, mas, potencialmente, mais gerenciáveis ​​para os mais vulneráveis”, disse Hoesung Lee, membro do IPCC, em comunicado. “Aumentaremos nossa capacidade de criar resiliência e, assim, haveá mais benefícios para o desenvolvimento sustentável.”

O nível do mar
Uma das informações que mais chama atenção diz respeito ao aumento do nível do mar, que subiu 15 centímetros no século 20 – o que tem acontecido cada vez mais rápido nos últimos anos.

De acordo com o relatório, mesmo que as emissões de gases de efeito estufa sejam reduzidas e o aquecimento global seja limitado a, no máximo, 2 °C, o nível das águas aumentará entre 30 e 60 centímetros até 2100. Se nada for feito para conter o aquecimento global, esse crescimento pode chegar a 110 centímetros.

A elevação do nível do mar impactará diretamente fenômenos naturais que têm relação com os oceanos, como marés altas, tempestades e ciclones tropicais. Um exemplo disso é o furacão Dorian, que atingiu as Bahamas e os Estados Unidos no início de setembro e, segundo os especialistas, foi particularmente forte por conta das mudanças climáticas.

Cada vez mais, esses eventos colocarão em risco pessoas ao redor do planeta, principalmente quem vive em cidades costeiras e pequenas ilhas. Michael Meredith, da British Antarctic Survey, disse à NewScientist que mesmo os países desenvolvidos sofrerão com o aumento do nível das águas e terão de reforçar a defesa costeira.

Os ecossistemas
O relatório do IPCC também aponta que os oceanos absorveram mais de 90% do excesso de calor causado pelas mudanças climáticas. Isso significa que, mesmo que as emissões de carbono diminuam, até 2100 os mares absorverão de duas a quatro vezes mais calor do que entre 1970 e a atualidade. Entretanto, se o aquecimento global ultrapassar os 2 °C, essa quantidade pode ser até sete vezes maior.

O aumento da absroção de carbono pelas águas afeta diretamente a fauna e a flora dos biomas aquáticos, pois altera não apenas sua temperatura, mas também a acidificação da água e os níveis de oxigênio e nutrientes essenciais para a manutenção de um ecossistema equilibrado.

Isso também é prejudicial para os seres humanos, já que a dieta de diversas populações é baseada na pesca. “O corte das emissões de gases de efeito estufa limitará os impactos nos ecossistemas oceânicos, que nos fornecem alimentos, apoiam nossa saúde e moldam nossas culturas”, explicou Hans-Otto Pörtner, que fez parte da pesquisa.

O permafrost
O solo de permafrost, no Ártico, também está sofrendo com o aumento da temperatura da Terra. Congelado por muitos anos, essa camada de gelo está derretendo em um ritmo preocupante — até o fim do século 21, estima-se que ele deixará de existir.

Os pesquisadores estimam que, mesmo que o aquecimento global seja limitado a menos de 2 °C, cerca de 25% do permafrost próximo à superfície (3 a 4 metros de profundidade) derreterá até 2100. Entretanto, se as emissões de gases de efeito estufa continuarem aumentando, até 70% dessa camada de gelo poderá ser perdida durante o período.

Como explicaram os membros do IPCC, o permafrost ártico e boreal é importante porque retém grandes quantidades de carbono orgânico. Logo, seu derretimento pode resultar em um aumento significativo de gases poluidores lançados na atmosfera.

É preciso agir agora
A conclusão dos especialistas após a publicação do novo documento não foi surpresa para ninguém: é preciso agir agora. “Só conseguiremos manter o aquecimento global bem abaixo de 2 °C (…) se efetuarmos transições sem precedentes em todos os aspectos da sociedade”, apontou Debra Roberts, uma das especialistas.

“Quanto mais decisiva e rapidamente agirmos, mais capazes seremos de enfrentar mudanças inevitáveis, gerenciar riscos, melhorar nossas vidas e alcançar sustentabilidade para ecossistemas e pessoas ao redor do mundo — hoje e no futuro”, disse Roberts.

permafrost

 

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*Fonte: revistagalileu

Aquecimento global pode gerar voos mais turbulentos; entenda o motivo

Aumento da temperatura altera o comportamento das chamadas ‘correntes de jato’, exigindo dos aviões manobras mais bruscas

O aquecimento global, fenômeno que compreende o aumento da temperatura média da atmosfera e dos oceanos terrestres, é um tema em alta no mundo todo. Suas consequências sobre o meio ambiente são, de longe, as que levantam mais discussões e preocupações, mas existe uma outra área que também pode ser gravemente afetada pelo aquecimento da Terra: as viagens aéreas.

No ar, as rotas pré-programadas existem não só para que se mantenha uma ordem no tráfego aéreo, mas também para que os aviões possam economizar tempo e combustível. Neste segundo quesito, entram em ação as “correntes de jato” (jet streams), massas de ar em movimento que se distribuem no globo de forma bastante particular. Elas são fruto de diferenças de temperatura entre os pólos e a região do Equador e podem servir como uma ajudinha extra no percurso.

É por causa desses “atalhos” que voar de Nova York para Los Angeles demora uma hora a mais do que cumprir o roteiro Los Angeles-Nova York, por exemplo. A escolha por usar atalhos do tipo, porém, pode significar uma viagem com mais adversidades. E hoje, com o aumento das temperaturas, essa relação não poderia ser mais clara. Isso porque correntes de jato estão mais agitadas atualmente do que eram em 1979 – ano em que os primeiros dados do tipo foram coletados.

Efeito turbulento

Em estudo publicado na revista científica Nature, meteorologistas da Universidade de Reading, na Inglaterra, analisam correntes de jato do Atlântico Norte, região que compreende as águas atlânticas situadas acima da linha do Equador. Ela é um dos principais corredores aéreos do mundo, por onde cruzam pelo menos 3 mil voos todos os dias, segundo a Superinteressante.

De acordo com os pesquisadores, voar pelo Atlântico Norte vem se tornando uma tarefa mais difícil graças à intensificação das mudanças climáticas. Isso porque o aquecimento das temperaturas médias da Terra diminui a amplitude térmica entre a região polar e a do Equador, enfraquecendo, assim, as correntes de jato polares. Para correntes mais fortes, a diferença nas temperaturas deve ser maior.

A pesquisa aponta que, em correntes de jato mais fracas, os aviões ficam 15% mais suscetíveis (entre 1979 e 2017) ao fenômeno de cisalhamento do vento, uma das principais causas de turbulências em aviões. Ele ocorre quando os ventos mudam de velocidade ou direção bruscamente, por conta de mudanças na altitude do voo, explica a Superinteressante. Isso exige do avião um ganho maior de velocidade, ou uma desaceleração mais intensa, ambas ações que causam turbulência no voo.

O futuro não é favorável

Uma pesquisa anterior, assinada pelo mesmo grupo, sugere que voos turbulentos são um fenômeno que deve se tornar cada vez mais frequente. Se nada for feito para frear as mudanças climáticas, podemos esperar altas de 59% no número de turbulências leves, 94% nas turbulências moderadas e 149% nas turbulências severas.

“Uma intensificação da turbulência pode ter consequências importantes para a aviação. A turbulência pode causar danos às aeronaves e é a causa por trás do medo que muitas pessoas têm de viajar de avião”, diz o estudo.

 

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*Fonte: olhardigital

Como o aquecimento global pode levar à falta de cerveja no mundo

Não é que os cientistas estejam botando água no seu chope. Nem é que o aquecimento global vá terminar esquentando também seu copo. Na realidade, conforme mostra estudo publicado nesta segunda-feira, os fenômenos climáticos contemporâneos podem acabar com os estoques globais de cerveja.

A conclusão, publicada no periódico Nature Plants, é que as secas e ondas de calor concomitantes – que andam agravadas pelo aquecimento global provocado pelo homem – devem levar a declínios bruscos no rendimento das colheitas de cevada, gramínea cerealífera que é o principal ingrediente da apreciada bebida. Principalmente se os níveis de emissão de carbono continuarem como estão hoje.

A perda de produtividade nas colheitas de cevada pode chegar a 17%, o que deve fazer o preço da cerveja dobrar ou até mesmo triplicar em alguns lugares do mundo.

“Embora esse não seja o impacto futuro mais preocupante da mudança climática, extremos climáticos relacionados a isso podem ameaçar a oferta e a acessibilidade econômica da cerveja”, diz o estudo, desenvolvido por cientistas da Universidade da Califórnia, da Universidade Chinesa de Pequim, da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, do Centro Internacional Mexicano para Melhorias do Milho e do Trigo e da Universidade de East Anglia (Inglaterra).

A primeira consequência dessa queda de produção, segundo os modelos matemáticos do estudo, será um intenso aumento nos preços da bebida. A pesquisa avaliou a situação de 34 regiões produtoras de cevada, antes e depois do ano de 2050.

“Chegamos a essa conclusão integrando em nossa pesquisa as informações das mudanças climáticas, das safras de cevada, do comércio internacional e de condições socioeconômicas”, explicou à BBC News Brasil o economista Dabo Guan, professor de Economia das Mudanças Climáticas da Universidade de East Anglia. “Com todos esses dados juntos, pudemos estimar o impacto que o cenário terá na cerveja, um produto essencial para uma quantidade significativa de pessoas no mundo.”

“Nosso estudo não quer dizer que as pessoas vão beber mais cerveja hoje do que amanhã, tampouco que precisaremos nos adaptar para um novo consumo de cerveja”, prossegue Guan. “Na realidade, pretendemos alertar as pessoas, especialmente nos países desenvolvidos, que a segurança alimentar é importante – e que a mudança climática vai afetar seu dia a dia e sua qualidade de vida.”

Ele lembra que, no cenário de aquecimento global, todas as culturas serão afetadas. “Mas neste estudo, utilizamos a cevada para ilustrar esse problema”.

O que priorizar?

Pelas projeções dos cientistas, o cenário considerou como estará o planeta no futuro próximo considerando os níveis atuais de queima de combustíveis fósseis e emissões de dióxido de carbono. Na pior das hipóteses, as regiões do mundo onde mais se cultiva cevada – como pradarias canadenses, regiões da Europa e da Austrália, e a estepe asiática – devem experimentar secas e ondas de calor cada vez mais frequentes.

É importante lembrar que apenas 17% da cevada produzida no mundo é usada para a fabricação da cerveja. O restante é colhido e se torna alimento para gado. Os pesquisadores se perguntam como será o conflito no futuro, diante da escassez da cevada: os produtores deverão priorizar animais com fome ou humanos com sede?

Aplicando o modelo matemático que considera sazonais produções históricas um pouco mais baixas, a conclusão dos cientistas foi que, sim, nessa queda de braço quem costuma ganhar é o gado, e não o homem. Os produtores tendem a privilegiar a cadeia estabelecida do negócio bovino, em vez de destinar os grãos para a cerveja.
Direito de imagem Professor Martin Jones, Universidade de Cambridge
Image caption Plantação em Qinghai, a 3,000 metros acima do nível do mar.

O mesmo modelo ainda aponta como diferentes regiões do mundo devem reagir a seu modo diante da redução da produtividade de cerveja. Países mais ricos e amantes da bebida, como Bélgica, Dinamarca, Polônia e Canadá, por exemplo, devem resolver a equação subindo o preço final.

Nesse cenário, um pacote de seis cervejas comuns pode chegar a custar o equivalente a US$ 20 (R$ 75, na cotação atual), conforme estima o estudo – mesmo assim, populações de nações desenvolvidas talvez conseguissem absorver tal custo. Na média, conforme aponta o estudo, o preço da cerveja deve dobrar. A pesquisa considera que em casos de queda de 4% da produção de cevada, a bebida acaba custando 15% a mais.

Por outro lado, em países de população mais pobre, como a China e o Brasil, o consumo de cerveja tende a cair.

As projeções indicam que o fornecimento de cerveja em todo o mundo deve cair cerca de 16%. Segundo os pesquisadores, isso equivaleria a todo o consumo de cerveja dos Estados Unidos.

O que fazer a respeito?

A cerveja é considerada a terceira bebida mais consumida no mundo – e a primeira entre as alcoólicas -, só perdendo para a água e para o café. São 182 bilhões de litros por ano.

Se na média global, a produção de cerveja responde por 17% das lavouras de cevada, essa parcela varia muito conforme a região. No Brasil, por exemplo, onde não é comum alimentar gado com cevada, 83% do cereal cultivado é destinado para a produção da bebida. Na Austrália, esse número é de apenas 9%.
Direito de imagem Universidade Texas A&M
Image caption As projeções sindicam que o fornecimento de cerveja em todo o mundo deve reduzir em cerca de 16%. Segundo os pesquisadores, isto equivaleria a todo o consumo de cerveja dos Estados Unidos.

“Nosso estudo se concentrou na cevada, que é o principal ingrediente da cerveja. Analisamos a frequência com que vemos condições precárias para cultivar cevada em todo o mundo – anos com calor extremo e seca severa. Esses eventos extremos são muito mais difíceis para os agricultores se adaptarem do que as mudanças médias no clima”, disse à BBC News Brasil o pesquisador Nathan Mueller, professor do Departamento de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia.

“Descobrimos que a incidência e a gravidade dos eventos extremos aumentam substancialmente à medida que as temperaturas médias globais sobem. Combinando um modelo de safra e um modelo da economia global de alimentos, podemos estimar as mudanças nos preços e no consumo de cerveja em todo o mundo resultantes desses eventos extremos.”

Mueller dá uma solução para que a estiagem não chegue aos nossos pobres copos: conscientização ambiental.

“Se conseguirmos diminuir nossas emissões de gases de efeito estufa e limitar a magnitude geral das mudanças climáticas, ajudaremos a evitar os piores cenários que simulamos nesta análise”, vislumbra. “Note que, enquanto os aumentos de preço em uma garrafa de cerveja são modestos em uma perspectiva de baixas emissões de carbono, eles realmente aumentam substancialmente em um mundo de alta emissão.”

*Por Edison Veiga

 

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*Fonte: bbcbrasil

Por que o número de furacões está aumentando com o aquecimento global?

Harvey, Irma, Maria, Florence…Você já teve a impressão que o número de furacões aumentou nos últimos tempos? Se a resposta for sim, saiba que está correto: um estudo publicado na revista Science mostrou que 2017 foi um ano acima da média para esse tipo de fenômeno – e o culpado pode ser o aquecimento global.

De acordo com a pesquisa, o Oceano Atlântico foi palco de seis grandes furacões (com ventos acima de 178 km/h) no ano passado, o dobro da média de três tempestades do gênero, número que vinha se mantendo desde 2000. Antes disso, a incidência era ainda menor: dois grandes furacões por ano.

O estudo simulou vários cenários climáticos em computador. Cruzando os dados obtidos, ele relacionou o aumento da temperatura de uma faixa específica no Atlântico (entre o sul da Flórida e o norte da América do Sul, indo até o oeste da África) tanto com causas naturais quanto as provocadas por humanos, como a queima de carvão, petróleo e gás.

2017 foi o ano com o maior número de grandes eventos meteorológicos na América do Norte. Fonte: NatCat Service

 

Águas quentes funcionam como combustível para furacões. Eles se formam quando a temperatura está acima de 27oC e, quanto mais quente o oceano estiver, maiores são as chances da tempestade se formar – e menores são de ela perder a intensidade com o passar do tempo.

“Vamos ter temporadas de furacões mais ativas, como a de 2017, no futuro”, disse Hiro Murakami, cientista climático do NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA) e principal autor do estudo, em entrevista a agência Associated Press. A pesquisa traçou um cenário preocupante: até 2100, a média de grandes furacões no Atlântico irá aumentar ainda mais, para oito por ano.

A pesquisa recebeu algumas críticas de cientistas da área, que afirmaram que a relação entre fenômenos climáticos extremos e o aquecimento global não é tão simples assim. No entanto, uma coisa é fato: o oceano Atlântico está ficando cada vez mais quente, e num ritmo maior do que os outros.

*Por Rafael Battaglia

 

 

 

 

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*Fonte: superinteressante

Para combater aquecimento global, Suíça vai aspirar CO2 do ar (e reaproveitá-lo como adubo na produção de hortaliças)

Na corrida contra o tempo para combater o aquecimento global e frear o aumento da temperatura em até 2ºC até o fim deste século, como recomendado pela ONU, começam a pipocar mundo afora diferentes alternativas para reduzir e mitigar as emissões de CO2.

Na Suíça, uma opção pra lá de inusitada está causando reboliço: a empresa Climeworks vai inaugurar uma planta comercial capaz de sugar do ar o dióxido de carbono emitido por carros, aviões e trens.

Mais do que isso: a companhia vai revender o material capturado para uma fabricante de legumes e verduras, que usará o gás como fertilizante vegetal, aumentando em até 20% sua produção.

Sim, você não entendeu errado: vão adubar os alimentos com CO2! Polêmico, não?

A Climeworks garante que o processo é seguro para a saúde e que o CO2 capturado pode ser usado ainda para outras finalidades, como combustível e gaseificador de bebidas. Segundo eles, a planta suíça tem capacidade para sugar até 900 toneladas métricas de dióxido de carbono do ar – o equivalente à emissão de 200 carros populares no ano.

A unidade na Suíça é só o começo. Até o ano de 2025, os fundadores da Climeworks assumiram a ousada meta de capturar do ar o equivalente a 1% das emissões globais. Para tanto, vão precisar implementar mais 750 mil plantas como a da Suíça mundo afora. Será que a moda vai pegar?

*Por Débora Spitzcovsky

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*Fonte: thegreenestpost

Cientistas criam bactéria que come o CO2 do ar

Ironicamente, a solução para o aquecimento global pode estar numa criatura que adora calor: a bactéria Pyrococcus furiosus, que vive dentro de vulcões submarinos onde a temperatura chega a 100 graus. Numa experiência feita pela Universidade da Geórgia, nos EUA, esse micróbio recebeu cinco genes de outra bactéria subaquática, a Metallosphaera sedula. E dessa mistura saiu uma criatura capaz de algo muito útil: alimentar-se de CO2.

Exatamente como as plantas (que absorvem luz e CO2), mas com uma vantagem: a bactéria é mais eficiente, ou seja, se multiplica mais rápido e absorve mais CO2 do ar. “Agora podemos retirar o gás diretamente da atmosfera, sem ter de esperar as plantas crescerem”, diz o bioquímico Michael Adams, autor do estudo. Seria possível criar usinas de absorção de CO2, que cultivariam o micróbio em grande escala, para frear o aquecimento global. Depois de comer o gás, ele excreta ácido 3-hidroxipropiônico — que serve para fazer acrílico e é um dos compostos mais usados na indústria química.

Se a bactéria transgênica escapar e se reproduzir de forma descontrolada, poderia consumir CO2 em excesso e esfriar demais a atmosfera. Existe um mecanismo de segurança natural contra isso: ela só consegue comer o gás se a temperatura for de 70 graus (que seria mantida artificialmente nas usinas). Mas sempre existe a possibilidade de que a bactéria sofra uma mutação, supere esse bloqueio — e mergulhe a Terra numa nova era glacial. Talvez seja melhor deixar as plantas cuidando do CO2.

 

 

 

 

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*Fonte: superinteressante

Aquecimento global pode deixar a Terra sem oxigênio

O aumento da temperatura dos oceanos pode ser muito mais perigoso do que, simplesmente, elevar os níveis dos mares. Segundo o pesquisador Sergei Petrovskii, professor de matemática aplicada na Universidade de Leicester, no Reino Unido, o aumento nos termômetros pode modificar consideravelmente a quantidade de oxigênio no ar.

A justificativa para isso, conforme estudo publicado no Boletim de Biologia Matemática, é a relação entre os fitoplânctons e o ar. De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), as plantas marinhas, entre elas os fitoplânctons, produzem, em média, 50% do oxigênio atmosférico da Terra, com a mudança nas temperaturas, a capacidade fotossintética dessas plantas também muda.

De acordo com Petrovskii, se os oceanos aquecerem 6oC, número possível conforme os níveis atuais das emissões de gases de efeito estufa, essas plantas minúsculas parariam a sua produção de oxigênio.

Em suas projeções, o pesquisador diz que, dentro deste padrão, em 21oo a Terra poderia ter níveis de oxigênio atmosféricos semelhantes ao pico do monte Everest, onde é praticamente impossível respirar sem a ajuda de balões de oxigênio.

“Uma característica distinta desta catástrofe é que haverá alguns sinais de alerta e poucas mudanças antes que seja tarde demais. Sob um aumento de dois graus, não vamos perceber mudança alguma. Com um aumento de 4oC, a catástrofe já estaria perigosamente perto”, alertou Petrovskii.

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*Fonte: ciclovivo

 

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Comparativo do derretimento de geleiras nos últimos 100 anos

Um vídeo que mostra o efeito devastador e porque não se dizer, assustador, do derretimento das geleiras em função do aquecimento global. Confira no link abaixo mais informações e imagens que embasaram a pesquisa e levantamento de dados do U. S. Geological Survey, que comparou imagens feitas no final do século 19 e começo do 20 com registros atuais e o resultado é assustador no meio ambiente.

*Fonte: catracalivre