Os 10 melhores discos brasileiros da história segundo o ChatGPT

Perguntamos à inteligência artificial quais são os melhores álbuns brasileiros da história; veja como ficou a lista!

Nos últimos dias, o TMDQA! resolveu perguntar ao ChatGPT quais eram os melhores discos de todos os tempos. Apesar de ter dado uma resposta toda rebuscada e cheia de “poréns”, a plataforma montou a sua classificação e abriu espaço para uma grande discussão, como você pode ver por aqui.

É claro que a nossa curiosidade não acabou por ali, ainda mais levando em conta que nenhum dos discos escolhidos pelo serviço era brasileiro. Mais uma vez, fomos ao site e resolvemos lançar a polêmica, questionando o robô sobre quais são os 10 melhores discos de música brasileira de todos os tempos.

Apesar de destacar outra vez o quanto esse ranking é subjetivo e depende de inúmeros fatores, o ChatGPT cumpriu com o pedido e montou uma lista que você pode conferir ao final da matéria!

Listas de melhores discos nacionais de todos os tempos
Como a própria plataforma faz questão de ressaltar, é praticamente impossível chegar a um consenso quando o assunto é uma lista dos melhores discos nacionais de todos os tempos.

Vale destacar, no entanto, que no ano passado foi divulgada uma lista montada com a opinião de 162 especialistas, e o TMDQA! também participou da seleção. No fim das contas, o primeiro colocado foi diferente do ranking estabelecido pelo ChatGPT e você pode conferir quem foi o vencedor dessa votação por aqui.

Os 10 melhores discos brasileiros da história segundo o ChatGPT
1. Vários artistas – Tropicália ou Panis et Circenses (1968)
2. Milton Nascimento e Lô Borges – Clube da Esquina (1972)
3. Elis Regina e Tom Jobim – Águas de Março (1972)
4. Novos Baianos – Acabou Chorare (1972)
5. Gilberto Gil – Refavela (1977)
6. Caetano Veloso – Transa (1972)
7. João Gilberto – Chega de Saudade (1959)
8. Vital Farias, Elomar, Geraldo Azevedo e Xangai – Cantoria 1 (1984)
9. Chico Buarque – Meus Caros Amigos (1976)
10. Legião Urbana – Dois (1986)

*Por Felipe Eranani
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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Essas são as 5 músicas brasileiras mais tocadas no mundo até hoje

As músicas brasileiras têm o poder de transcender fronteiras e encantar pessoas de diferentes partes do mundo. Neste artigo, entraremos no circuito das melodias que conquistaram os corações além das fronteiras do Brasil.

Cantoras como Anitta têm desempenhado um papel fundamental na história da música brasileira ao popularizar o funk em vários países ao redor do mundo. No entanto, é importante ressaltar que ela não foi a primeira a levar nossa cultura musical para além das fronteiras, uma vez que as canções brasileiras já ecoam há muito tempo entre o público internacional.

Em 2009, a revista Rolling Stone Brasil compilou uma lista atualizada até 2018 com as 100 músicas brasileiras mais tocadas no exterior. Neste artigo, destacaremos cinco dessas canções brasileiras que se tornaram verdadeiros sucessos em diversos continentes, cativando audiências ao redor do mundo. Confira!

Músicas brasileiras mais tocadas no mundo até hoje


1. Mas Que Nada – Jorge Ben
Lançada em 1963, a música rapidamente se tornou um sucesso e se estabeleceu como um clássico da música popular brasileira.

A canção é uma mistura contagiante de samba, bossa nova e ritmos afro-brasileiros, com influências de jazz. Com sua melodia alegre e cativante, “Mas Que Nada” incorpora o espírito festivo do Brasil e é frequentemente associada à celebração e ao carnaval.

A letra de “Mas Que Nada” é em português e também apresenta algumas palavras em iorubá, um idioma africano. A música transmite uma atitude descontraída e despreocupada, exaltando a alegria e o amor pela vida.

Ao longo dos anos, “Mas Que Nada” recebeu inúmeras versões e interpretações de diferentes artistas ao redor do mundo. Uma das versões mais conhecidas é a gravação feita por Sérgio Mendes & Brasil ’66, que alcançou grande sucesso internacional na década de 1960.

2. Asa Branca – Luiz Gonzaga
“Asa Branca” é uma icônica música brasileira escrita por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Lançada em 1947, a canção se tornou um dos maiores sucessos da música nordestina e é considerada um hino do sertão brasileiro.

A música retrata a vida difícil e a seca no sertão nordestino, simbolizando as adversidades enfrentadas pelos nordestinos que são obrigados a deixar suas terras em busca de melhores condições de vida. A expressão “asa branca” refere-se a um pássaro migratório que voa em busca de água e alimento, simbolizando a esperança e a busca por uma vida melhor.

A melodia de “Asa Branca” é marcante, com acordes de baião, um ritmo tradicional do nordeste brasileiro. A voz de Luiz Gonzaga, acompanhada de seu acordeão, traz uma emoção e autenticidade à música, capturando a essência do sertão.

A letra de “Asa Branca” aborda a saudade da terra natal, a seca implacável e a esperança de dias melhores. A canção evoca imagens vívidas da paisagem árida e da vida simples do sertanejo, transmitindo uma forte conexão emocional com o público.

Ao longo dos anos, “Asa Branca” se tornou um verdadeiro clássico da música brasileira, sendo regravada por inúmeros artistas e ganhando projeção internacional. A canção representa não apenas a cultura nordestina, mas também a resiliência e a determinação do povo brasileiro diante das adversidades.

3. Carinhoso – Pixinguinha
“Carinhoso” é uma famosa música brasileira composta por Pixinguinha, um renomado músico e compositor do choro, um gênero musical popular no Brasil. Lançada em 1917, a canção é considerada um clássico do repertório brasileiro e uma das mais importantes composições da música instrumental no país.

“Carinhoso” possui uma melodia delicada e envolvente, com influências do choro e do jazz. A música transmite uma atmosfera romântica e nostálgica, repleta de emoção e sensibilidade. Seu título sugere um sentimento de carinho e afeto, refletindo a essência do amor e do encantamento.

Originalmente instrumental, “Carinhoso” ganhou uma letra em 1937, escrita por Braguinha (também conhecido como João de Barro). A letra acrescenta uma dimensão lírica à música, enfatizando o amor e a saudade.

A composição de Pixinguinha em “Carinhoso” demonstra sua habilidade como melodista e arranjador, combinando virtuosismo técnico com uma sensibilidade melódica única. Sua interpretação no saxofone e no flautim se tornou uma marca registrada da música.

Ao longo dos anos, “Carinhoso” foi regravada e interpretada por inúmeros artistas, tanto instrumentistas como cantores, tornando-se uma das músicas mais gravadas da música brasileira. Sua popularidade atravessou gerações, e a canção é reconhecida como um dos símbolos da música brasileira e um tesouro cultural do país.

“Carinhoso” é um legado duradouro de Pixinguinha, que contribuiu significativamente para a história da música brasileira, deixando um impacto indelével com sua composição atemporal e emocionalmente cativante.

4. Águas de Março – Elis Regina e Tom Jobim
“Águas de Março” é uma música icônica da música popular brasileira, composta por Tom Jobim e interpretada em uma das versões mais famosas pela cantora Elis Regina. Lançada em 1972, a canção é um dos maiores clássicos do repertório brasileiro e é reconhecida internacionalmente como uma das melhores composições da música brasileira.

A letra de “Águas de Março” retrata a simplicidade da vida cotidiana, usando a metáfora das águas de março para representar os altos e baixos, desafios e momentos de renovação que todos enfrentam. A música é uma ode à natureza e à efemeridade da vida, onde a chuva e as folhas caídas simbolizam as mudanças inevitáveis que ocorrem ao longo do tempo.

A melodia de Tom Jobim é delicada e cativante, com uma progressão harmônica sofisticada característica de sua música. A interpretação de Elis Regina acrescenta uma intensidade emocional à canção, com sua voz poderosa e expressiva transmitindo a profundidade da composição.

A combinação da sensibilidade de Tom Jobim como compositor e o talento vocal de Elis Regina resultou em uma interpretação inesquecível de “Águas de Março”.

5. Construção – Chico Buarque
“Construção” é uma poderosa e aclamada música brasileira composta por Chico Buarque. Lançada em 1971, a canção se destaca por sua letra poética e engajada, abordando temas sociais e políticos de forma criativa e impactante.

“Construção” retrata a dura realidade da vida de um operário, narrando sua jornada desde o início do dia até seu trágico fim em um acidente de trabalho. A música utiliza recursos literários como metáforas e jogos de palavras para expressar a desigualdade social, a alienação e a falta de valorização da classe trabalhadora.

*Por Gabriel Pietro
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*Fonte: revistapazes

Venda de CDs tem recuperação e caminha para crescimento em 2023

Números mostram que, em 2023, o mercado está voltando a ser favorável para os formatos físicos

Parece que os CDs realmente estão voltando a ganhar força no mercado da música. De acordo com dados divulgados pela Billboard, este ano tem marcado um aumento nas vendas do formato.

Apesar dos CDs atualmente não serem o formato físico dominante, suas vendas em 2021 chamaram atenção. Como te falamos anteriormente, há dois anos, a venda do produto nos Estados Unidos registrou um recorde pela primeira vez desde 2004.

Segundo os dados, a comercialização do formato em 2021 subiu 6,3%, totalizando 40,59 milhões de unidades vendidas. Para efeito comparativo, em 2020, foram comercializadas 40,16 milhões de unidades.

Os números foram impulsionados pelos grandes lançamentos do Pop daquele ano, incluindo discos de Adele, Taylor Swift, BTS e Olivia Rodrigo. Saiba mais detalhes aqui.

Aumento da venda de CDs em 2023
De acordo com novos dados da Luminate, fornecidos pela Billboard, o mercado parece estar voltando a ser favorável para os CDs em 2023.

O portal relata que, nas primeiras 10 semanas deste ano, as vendas do formato ficaram um pouco à frente de 2022, subindo de 6,8 milhões para 6,9 milhões. Vale destacar que no ano passado o formato apresentou queda de 18% em relação a 2021, mas agora parece estar caminhando para crescer novamente.

Executivos apontam como motivos para essa recuperação os preços dos CDs, que são mais acessíveis do que os do vinil, que costumam ultrapassar o valor de US$30 (cerca de R$150) e também o fato de haver menos atrasos na produção.

Além disso, muitos artistas costumam vender os materiais como um item colecionável e, diferentemente dos discos de vinil, eles são mais fáceis de serem levados na estrada para serem vendidos nos shows.

E você, ainda compra CDs?

*Por Lara Teixeira
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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Jimi Hendrix vira personagem de história em quadrinhos psicodélica

O quadrinho Jimi Hendrix: Purple Haze chega às lojas em novembro e traz o músico como um herói que luta pela liberdade

A história em quadrinhos Jimi Hendrix: Purple Haze chega às lojas em novembro com uma jornada psicodélica e perigosa do ícone da música até o centro do universo.

A elaboração da obra ficou a cargo de duas empresas: a Titan Comics, conhecida por franquias como Blade Runner, Tank Girl e Doctor Who; e a Experience Hendrix L.L.C., liderada pela irmã de Jimi, Janie Hendrix.

Jimi Hendrix: Purple Haze
A nova história em quadrinhos promete misturar os conceitos de ficção científica e afrofuturismo, levando o leitor a uma viagem alucinante que segue Hendrix até o centro do universo.

O objetivo do personagem é colocar as mãos em um talismã mágico e poderoso o suficiente para desbloquear o incrível poder sonoro que habita seu corpo.

Assim, Hendrix usará o rock and roll para libertar a humanidade do domínio de uma força tirânica intergalática, que busca silenciar a música e escravizar toda forma de vida.

“Jimi transcendeu o tempo e o espaço com a sua música. Havia algo sobrenatural nele”, disse Janie Hendrix.

“Então, é emocionante ter uma história de ficção científica apresentando Jimi como um viajante do tempo e músico mágico que luta pela liberdade”, completou a irmã do guitarrista.

O quadrinho Jimi Hendrix: Purple Haze será publicado em 7 de novembro e pode ser adquirido em pré-venda na Amazon pelo valor aproximado de R$ 150.

*Por Fernando Paul
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*Fonte: guitarload

Sting não teme IA porque compor é “trabalho de alma” e “máquinas não têm alma”

As discussões sobre o impacto da inteligência artificial no mercado da música aumentam a cada dia com mais artistas se posicionando sobre a questão. Quem mergulhou no assunto recentemente foi Sting, vocalista do The Police.

Numa entrevista à Music Week, ele foi questionado se acreditava que os computadores são capazes de fazer boas músicas e respondeu: “A analogia para mim é assistir a um filme com CGI [com imagens geradas por computador]. Eu tendo a ficar entediado muito rapidamente, porque sei que os atores não podem ver o monstro. Então, eu realmente sinto o mesmo sobre a IA ser capaz de compor músicas”.

Sting deixou claro que não tem medo dessa nova tecnologia: “Basicamente, é um algoritmo que tem uma quantidade enorme de informações, mas falta a ele apenas essa centelha humana, essa imperfeição, se você quiser, que torna-se única para qualquer artista, então eu realmente não temo isso”.

O cantor acrescentou: “Acho que a dance music ainda pode ser muito eficaz sem envolver humanos. Mas a composição é muito pessoal. É trabalho de alma, e máquinas não têm alma. Ainda não”.

Em outra parte do bate-papo, Sting comentou sobre o recente caso de direitos autorais envolvendo Ed Sheeran com a canção “Thinking Out Loud”, dizendo: “Ninguém pode reivindicar um conjunto de acordes. Ninguém pode dizer: ‘Oh, esse é o meu conjunto de acordes’. Acho que ele [Sheeran] disse: ‘Olha as músicas se encaixam umas nas outras’”. E, então, concluiu: “A verdade é que os músicos roubam uns dos outros, nós sempre roubamos. Não sei quem pode alegar ser dono de um ritmo ou de um conjunto de acordes, isso é praticamente impossível”.

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*Fonte: radiorock89

Bah, ainda não superei a despedida da Rita…

Sei que isso pode parecer estranho, mas não superei. Ando triste, me pego toda hora me lembrando de alguma de suas músicas, entrevistas, aparições na TV e tal. Cara, vai fazer muita falta!

Descobri a Rita Lee ao menos umas 3 vezes em minha vida. Em momentos diferentes. Essa eterna mutante tinha lá as suas manhas de se reinventar SEMPRE! Saca só.
A primeira quando um pré adolescente, ali meio muleque / meio adulto, quando sua músicas tocavam no rádio e eu começava a descobrir o tal rock e tomar gosto pela função. Era já nos anos 80 e portanto sua fase pop. Anos depois, já praticamente rocke man (huahauah…), tocando em bandas com amigos, descobri os Mutantes. Pimba! Banda emblemática, histórica, icônica do rock nacional. Foi a segunda vez que descubro a Rita Lee. Pirei escutando os Mutantes, banda criativa du caramba, muito doido mas sensacional. Agora a terceira vez que descobri a Rita foi mais tarde, quando resolvi pesquisar o seu passado, o começo de sua carreira solo pós Mutantes e escutar Rita Lee & Tutti Frutti. Bah cara, daí a coisa foi forte. Rock’n roll phoda, shuffle du caralho com uma mistura de elementos brazuca no som. Pirei total nessa. A banda brasileira mais rock’n roll que já tinha escutado, som pegado, roots, visceral e com uma mulher liderando. Du caralho!!!! Atemporal. Esse lado da Rita me era desconhecido, sabia dos Mutantes e de sua fase mais pop pós 80’s, ok , normal tudo muito bom e maravilhoso. Mas havia um hiato aí no meio dessa história Rita Lee & Tutti Frutti, especialmente o fantástico álbum “Fruto Proibido”(1975), claro, também subsequente “Entradas e Bandeiras” (1976)….bah!!!!! Isso foi um marco em minha vida. Até hoje escuto esses dois álbuns como se fosse a oitava maravilha do mundo. Uma coisa que ficou impregnada na alma. Não sei explicar mas é por aí.
Thanks Rita.

Rita Lee: o Brasil, ou o que se conhece dele até aqui, morre junto com a cantora

Fosse de um país de língua inglesa e ela seria tão grande – ou maior – do que Madonna, Lady Gaga e Beyonce

Se foi um pedaço da minha vida. Com certeza das nossas vidas. Das vidas de todos que viveram e sobreviveram ao século XX. Rita Lee não foi apenas uma cantora e compositora. Ela foi a mulher que mais vendeu discos no Brasil.

Fica ali, entre os quatro ou cinco primeiros. Algumas listas colocam também Angela Maria. Os outros são Nelson Gonçalves, Roberto Carlos absoluto e a dupla caipira Tonico e Tinoco.

Muito mais do que isso, Rita Lee foi a inventora do rock brasileiro. Antes de tudo e de todos, tanto com sua banda seminal Os Mutantes, quanto em sua carreira solo, incluindo aí a vitoriosa fase com Roberto de Carvalho, seu companheiro de toda a vida.

Fez discos primorosos, canções inesquecíveis. Foi chamada por João Gilberto – o que não é nem de longe pouca coisa – como a cantora mais afinada do Brasil. Tocava vários instrumentos, cantava e fazia vocais e, sobretudo, compunha como ninguém.

Rita Lee inventou a alegria no país do carnaval. Um professor querido me disse certa vez, em seu leito de morte que, se fosse jovem, só ouviria Rita Lee. Não por isso, passamos a tarde ouvindo a cantora.

E ouvir Rita Lee é como se lambuzar de açúcar, dos doces mais deliciosos, sem o menor medo de que suba a glicemia. É devorar os pratos mais finos sem medo de engordar ou subir o colesterol.

Ouvir Rita Lee é, e sempre foi, puro prazer. Assisti a inúmeros shows dela. Era incomparável no palco e fora dele. Tudo nela era feito com tamanho prazer que era impossível não virar fã. Dançava, cantava, tocava e fazia a multidão explodir com um estalar de dedos.

Foi irreverente e carinhosa. Certa vez, durante o aniversário de 450 anos de São Paulo, ela seria a mestre de cerimônias, a grande convidada, com toda a justiça. Rita Lee não se fez de rogada e passou a semana esculhambando a cidade durante uma estada no Rio de Janeiro, onde se apresentava. Justo no Rio, a cidade rival da pauliceia.

No dia do show havia a expectativa de que ela pudesse ser hostilizada pela plateia. Toda a tensão se desfez nos primeiros segundos, quando ela entrou fantasiada e com um estandarte escrito “I love Sampa”, com o tradicional coraçãozinho. Fez um show de arrasar. Provou ser mesmo a mais completa tradução da cidade, que insiste na mania de fazer humor com ela própria.

Desde Os Mutantes, com um rock mais experimental, até os clássicos da fase com Roberto de Carvalho, Rita Lee fez algumas das canções mais inventivas e divertidas do nosso cancioneiro. “Ovelha Negra” foi um hino cantado por inúmeras gerações. Apesar de ser referenciada pela imprensa por excessos, fez “Saúde”, o hino das academias, muito antes disso virar moda. Da geração do amor livre, fez todo o país se apaixonar com “Mania de Você”.

Como bem lembrou o editor da Fórum, Renato Rovai, fosse de um país de língua inglesa e Rita Lee seria tão grande – ou maior – do que Madonna, Lady Gaga e Beyonce. Não fosse Rita Lee e o Brasil não seria tão grande, não teria a mesma graça, não seria, sem dúvida alguma, um lugar tão divertido, apesar de todas as mazelas.

Com a morte de Rita Lee, morremos todos um pouco.

*por Julinho0 Bittencourt
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*Fonte: revistaforum

Bob Dylan divulga single “Watching the River Flow” e data do próximo disco

Bob Dylan, 81, anunciou a previsão de chegada do seu próximo disco Shadow Kingdom (2023), para o próximo dia 2 de junho. O álbum foi extraído do show de mesmo nome, feito dois anos atrás e transmitido on-line no dia 13 de junho de 2021, onde Dylan apresentou clássicos reinterpretados como “It’s All Over Now, Baby Blue” e “Forever Young”. O cantor americano também irá divulgar um longa-metragem, no dia 6 do mesmo mês, também sobre o mesmo show.

O comunicado foi feito junto do lançamento do single de 1971 “Watching the River Flow”, agora em nova roupagem. Neste novo projeto, Dylan é acompanhado de Buck Meek, na guitarra, Janie Cowan, no baixo, e Shazad Ismaily, no acordeão. O projeto poderá ser baixado on-line e adquirido em vinil duplo ou CD.

Em janeiro passado, Dylan divulgou o disco Fragments – Time Out of Mind Sessions (1996-1997): The Bootleg Series, vol. 17 (2023), que une gravações inéditas incluindo takes de estúdio e versões alternativas e versões ao vivo gravadas entre 1997 e 2001.

O artista também irá receber uma cinebiografia, que ainda não tem data de estreia, feita pelo diretor e roteirista estadunidense James Mangold e estrelada por Timothée Chalamet. A produção começará a ser gravada em agosto deste ano, segundo dados da Pitchfork. Veja abaixo a tracklist do próximo disco de Bob Dylan.

01- When I Paint My Masterpiece
02- Most Likely You Go Your Way (And I’ll Go Mine)
03- Queen Jane Approximately
04- I’ll Be Your Baby Tonight
05- Just Like Tom Thumb’s Blues
06- Tombstone Blues
07- To Be Alone With You
08- What Was It You Wanted
09- Forever Young
10- Pledging My Time
11- The Wicked Messenger
12- Watching the River Flow
13- It’s All Over Now, Baby Blue
14- Sierra’s Theme

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*Fonte: noize 

Novo vinil? Pesquisa mostra números impressionantes de vendas de fita cassette nos últimos anos

Depois do aclamado retorno do disco de vinil, a procura por fitas cassette tem surpreendido o mercado da música.

Uma nova pesquisa da British Phonographic Industry aponta que as vendas de K7 atingiram seus níveis mais altos das últimas duas décadas e aumentaram pelo décimo ano consecutivo no Reino Unido.

O estudo mostra ainda que, em 2012, o número total de vendas foi de apenas 3.823 unidades. Já em 2022, o número anual subiu para 195 mil. Apesar disso, as vendas de fitas cassette ainda não se comparam com os de outros formatos, como discos de vinil. Mas será que o futuro é o passado, nesse caso?

O retorno da fita cassette
Muitos artistas que apostaram no lançamento de diferentes formatos para seus novos trabalhos estão tendo um retorno de sucesso.

A pesquisa indica que o álbum mais vendido em cassette de 2022 foi The Car, do Arctic Monkeys, que também aposta bastante em uma vibe vintage para combinar com o formato. Já Harry’s House, de Harry Styles, ficou em segundo lugar, enquanto Florence + The Machine ocupou a terceira posição com Dance Fever.

Entre os artistas que completaram o top 10 das vendas de K7 estão Machine Gun Kelly, Muse, 5 Seconds of Summer, BLACKPINK e mais.

Em entrevista à Sky News (via Rádio Rock), o porta-voz da Indústria Fonográfica Britânica, Paul Williams, falou sobre a busca pelo cassette:

Não muito tempo atrás, as pessoas teriam descartado suas fitas. Mas acho que você tem que aprender as lições do mercado de vinil, que teve um incrível renascimento.

O que notamos com o mercado de fitas é que os artistas que estão indo bem são aqueles que possuem bases reais de fãs.

Como mostra a lista abaixo, várias fitas que integram o Top 10 das mais vendidas foram de lançamentos recentes, provando que a nova geração também está interessada no antigo formato. Vale ficar de olho!

Top 10 das fitas cassette mais vendidas em 2022
1. Arctic Monkeys – “The Car”
2. Harry Styles – “Harry’s House”
3. Florence + The Machine – “Dance Fever”
4. Muse – “Will Of The People”
5. Central Cee– “23”
6. Robbie Williams – “XXV”
7. 5 Seconds of Summer – “5SOS5”
8. Blackpink – “Born Pink”
9. The 1975 – “Being Funny In A Foreign Language”
10. Machine Gun Kelly – “Mainstream Sellout”

*Por Lara Teixeira
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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Crossroads Guitar Festival apresenta lineup impressionante; com tempero brasileiro

Joe Bonamassa, ZZ Top, Santana, John Mayer Trio e muitos outros se juntam a Eric Clapton para a edição de 2023

Para a alegria dos amantes da guitarra elétrica e do blues, o Crossroads Guitar Festival está de volta em 2023 após um hiato de três anos. O festival, organizado por Eric Clapton, apresenta mais de 40 artistas no lineup e sem dúvidas será o maior evento de guitarra do ano.

O evento acontecerá nos dias 23 e 24 de setembro, na Crypto.com Arena, em Los Angeles, e será a sexta edição desde sua criação em 1999. Os ingressos começam a ser vendidos amanhã, no dia 21 de abril.

O lineup deste ano – que é simplesmente impressionante – tem uma grande diversidade de guitarristas no quesito abordagem musical. Entre as atrações, teremos lendas como Joe Bonamassa, ZZ Top, Santana, Christone “Kingfish” Ingram, Marcus King, Buddy Guy, Eric Gales, John Mayer Trio, Gary Clark Jr e muitos outros.

Além disso, o Crossroads Guitar Festival terá um tempero brasileiro com a participação de dois conterrâneos marcando presença entre os gigantes das 6 cordas: Pedro Martins e Daniel Santiago. Vai Brasil!

Programações extras
O Crossroads Guitar Festival não é apenas sobre os artistas, marcas como Fender, Gibson, Martin, BOSS, D’Angelico, Ernie Ball, Focusrite, Ibanez, Mark Bass, Marshall, Mitchell, PRS, Shure, Yamaha e outros, terão um espaço reservado para exposição e demonstração de produtos – mais um ótimo chamariz para unir a comunidade de fãs guitarristas do mundo todo.

Além disso, a Guitar Center, uma das maiores redes de lojas de instrumentos musicais do mundo e co-patrocinadora do evento, hospedará o Guitar Center Festival Village no local adjacente à arena, onde irá expor alguns instrumentos raros de grandes nomes da música. Entre eles estão a famosa Strato “Blackie” de Clapton e a ES-335 cereja, além da Strato “Lenny” de Stevie Ray Vaughan.

O Crossroads Guitar Festival, sem dúvidas é mais do que apenas um festival, é um evento que celebra a guitarra elétrica, sua história e sua evolução.

Lineup completo do Crossroads Guitar Festival
Os artistas já confirmados para o evento são:

Joe Bonamassa
Gary Clark Jr
John Mayer Trio
Eric Gales
Buddy Guy
Marcus King
Christone “Kingfish” Ingram
Santana
ZZ Top
Daniel Santiago
Pedro Martins
John McLaughlin
Doyle Bramhall II
James Bullard
Sheryl Crow
Jerry Douglas
Jakob Dylan
Andy Fairweather Low
Samantha Fish
Sonny Landreth
Albert Lee
Los Lobos
Taj Mahal
Del McCoury Band
Roger McGuinn
Keb’ Mo’
Ariel Posen
Robert Randolph
Vince Gill
Ben Haggard
H.E.R
Sierra Hull
The Bros. Landreth
Robbie Robertson
Kurt Rosenwinkel
Gustavo Santaolalla
Stephen Stills
Molly Tuttle
Jimmie Vaughan
Bradley Walker
The War On Drugs

Infelizmente, participar do evento não é uma realidade simples para nós brasileiros. Até nos contentaríamos com uma transmissão ao vivo, desde que fosse completa. Afinal, cada atração vale muito a pena. Mas ainda não há indícios de que isso aconteça.

De qualquer forma, se estiver ao seu alcance, fique atento para garantir o seu ingresso no site oficial do festival.

*Por Bruno G Custodio
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*Fonte: guitarload

Quem detém a propriedade intelectual das obras produzidas por Inteligência Artificial?

A crescente presença da inteligência artificial tem impactado o mundo dos direitos autorais, especialmente em relação a quem detém os direitos sobre obras criadas por máquinas. A proteção dos direitos autorais é concedida aos criadores de obras intelectuais, porém, a autoria de obras geradas por IA levanta questões importantes sobre proteção da propriedade intelectual e remuneração dos criadores. Soluções possíveis incluem a criação de uma nova categoria de direitos autorais específica para obras geradas por IA ou sistemas de licenciamento para o uso dessas obras.

Com o passar do tempo, a inteligência artificial (IA) tem se tornado cada vez mais presente em nossas vidas e está impactando também no mundo dos direitos autorais. A capacidade crescente da IA em gerar conteúdo levanta uma questão importante: quem detém os direitos autorais sobre obras criadas por máquinas?

Antes de responder essa pergunta, é fundamental compreender como funciona a proteção dos direitos autorais. Segundo as leis internacionais, o direito autoral é o mecanismo de proteção oferecido aos criadores de obras intelectuais, como obras literárias, artísticas, musicais, entre outras. O titular dos direitos autorais tem o direito exclusivo de reproduzir, distribuir e controlar o uso de sua obra.

Com a evolução da IA, surgem novas maneiras de criar obras intelectuais. Por exemplo, softwares podem gerar músicas, textos e até mesmo obras de arte.

Quem seria considerado o criador da obra: a máquina ou o programador que a criou?

A resposta para essa questão ainda não está claramente definida e varia de acordo com as leis de cada país. Em alguns países, como os Estados Unidos e o Brasil, apenas seres humanos são considerados titulares de direitos autorais. Já em outros, como o Reino Unido e a Austrália, empresas também podem ser consideradas titulares, o que poderia abrir espaço para que uma máquina criadora seja reconhecida como titular de direitos autorais.

Independentemente das leis, a questão da autoria de obras criadas por IA levanta outras importantes questões, como a proteção da propriedade intelectual e a remuneração dos criadores. Se uma máquina cria uma obra que é comercializada, quem deve receber os lucros gerados por ela?

Uma possível solução seria criar uma nova categoria de direitos autorais específica para obras criadas por IA. Esses direitos poderiam ser concedidos ao programador da máquina, que seria responsável por gerenciá-los e receber os lucros gerados pela obra. Dessa forma, garantiríamos proteção e remuneração aos criadores, sem desconsiderar a importância das máquinas na criação de novas obras intelectuais.

Outra solução seria criar sistemas de licenciamento específicos para obras geradas por IA, nos quais empresas e criadores pudessem obter licenças para usar obras geradas por máquinas, pagando uma taxa ao detentor dos direitos autorais.

Em suma, a questão dos direitos autorais e IA é complexa e ainda não possui uma resposta definitiva. Contudo, é crucial que a legislação acompanhe os avanços tecnológicos e ofereça formas de proteção e remuneração para todos os envolvidos na criação de obras intelectuais, independentemente de terem sido geradas por seres humanos ou máquinas.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

As 10 maiores bandas Grunge de todos os tempos

De Nirvana a Screaming Trees, confira nosso ranking com as bandas que mais contribuíram para esse gênero tão único

O que é Grunge? Essa resposta é realmente complexa e pode ser que a melhor forma de descrever seja o famoso “só quem viveu sabe”. Afinal de contas, bandas que podem parecer totalmente diferentes à primeira ouvida se encaixam no estilo e foram fundamentais para sua popularização nos anos 90.

Da mesma forma que explodiu naquela época, o Grunge logo desapareceu e deixou poucos rastros, apesar de ter um legado que segue muito vivo. Isso se dá tanto por bandas que continuam ativas, como Pearl Jam e Alice in Chains, quanto pela influência de nomes como Nirvana e Soundgarden.

Ainda que seja tão difícil colocar em palavras o que é o Grunge, criou-se há tempos uma convenção de quais são as bandas que se encaixam nele. Algumas, claro, navegam para dentro e para fora dele constantemente — caso do The Smashing Pumpkins, por exemplo, que nesta lista especificamente não foi considerado parte dessa cena já que passou por diversas mutações ao longo do tempo.

Depois de termos falado por aqui sobre os 10 melhores discos Grunge de todos os tempos, hoje resolvemos elencar as 10 maiores bandas de Grunge da história. Você confere nosso ranking abaixo, junto com uma breve descrição de cada grupo e de sua importância para a música.

Aproveite e conte pra gente no Instagram e Twitter se você concorda com as escolhas!

10. Screaming Trees
Muito conhecido por ter revelado Mark Lanegan para o mundo, o Screaming Trees teve um papel fundamental no Grunge. Além de ter sido uma das primeiras bandas a moldar a sonoridade do estilo, o grupo entregou um verdadeiro clássico com o álbum Sweet Oblivion (1992), que contém músicas como o hit “Nearly Lost You”.

Sua importância também se deu por fazer parte da primeira onda de artistas do estilo a assinar com uma grande gravadora, tendo conseguido bons resultados e ajudando a abrir portas até mesmo para outras bandas desta lista.

9. L7
Com raízes no Punk e no movimento Riot Grrrl, o L7 logo se transformou em uma das bandas mais importantes do Grunge quando lançou o incrível Bricks Are Heavy, de 1992. O álbum contém sucessos como “Pretend We’re Dead” e “Monster”, que estão entre os mais Punks de toda essa era.

Capitaneado por Donita Sparks e Suzi Gardner, o projeto também foi fundamental para abrir caminho para as mulheres no Grunge, gênero que era bastante dominado pelos homens e acabou ganhando ótimas representantes ao longo do tempo.

8. Stone Temple Pilots
Assumindo uma das formas mais comerciais do Grunge, que se liga bastante ao Rock Alternativo, o Stone Temple Pilots teve um sucesso gigantesco desde a sua estreia com o aclamado Core, em 1992. Em 1994, entretanto, Purple viria a nos apresentar um lado bem único desse estilo.

Sem perder as características que marcam o gênero, o grupo liderado por Scott Weiland conseguiu encontrar em músicas como “Interstate Love Song” e “Vasoline” uma simplicidade que os ajudou a dialogar com ainda mais fãs, aumentando sua popularidade e garantindo ao STP um lugar no panteão de grandes nomes do Grunge.

7. Temple of the Dog
É difícil falar da história do Grunge sem mencionar o pioneiro Andrew Wood, que nos deixou cedo demais. Por mais que não tenha se consolidado tanto com o público em geral, o legado do fundador do Mother Love Bone e Malfunkshun foi fundamental para o estilo e, não à toa, Andrew foi homenageado com a criação do Temple of the Dog.

Formado por músicos que se tornariam lendas do gênero (Chris Cornell, Stone Gossard, Jeff Ament, Matt Cameron e, ocasionalmente, Eddie Vedder), o supergrupo teve apenas um disco que se viu transformado em um verdadeiro hinário, com faixas como “Say Hello 2 Heaven” e “Hunger Strike” sendo absolutamente essenciais para o Grunge de forma geral.

6. Hole
Como falamos acima, o L7 teve um papel fundamental para abrir os caminhos do Grunge para mulheres. Não há melhor exemplo disso do que o Hole, que inclusive teve uma integrante, a baterista Caroline Rue, recrutada por Courtney Love em um show da banda citada acima!

Transformando essas referências em algo próprio, a banda sempre navegou em polêmicas — algo bem intrínseco ao gênero, diga-se de passagem — mas conseguiu encontrar uma sonoridade não apenas única, como também acessível e que quebrou barreiras para chegar ao mainstream.

Isso aconteceu em especial, claro, com o disco Celebrity Skin (1998) e hits como a faixa-título e “Malibu”, que seguem influenciando nomes da geração atual como Demi Lovato, que trouxe diversos elementos do Hole em seu disco mais recente, HOLY FVCK (2022).

5. Mudhoney
Apesar de ser provavelmente a banda com menos sucesso comercial nesta lista, o Mudhoney é ao mesmo tempo a mais influente. Sem eles, não haveria Grunge — e isso não é nenhum exagero, ainda mais quando consideramos que a banda surgiu a partir do fim do Green River, considerado por muitos o primeiro expoente do gênero.

A música “Touch Me I’m Sick” é considerada por muitos como a precursora do que viria a ser o estilo, e o EP de estreia Superfuzz Bigmuff, que conta com a canção, foi inclusive citado como um dos preferidos da vida de Kurt Cobain. Difícil não entender a importância disso, né?

Além de tudo, o Mudhoney segue plenamente ativo desde 1988, tendo lançado em 2023 o disco Plastic Eternity, seu 11º na carreira.

4. Alice in Chains
Entramos na parte da lista onde todos dispensam apresentações. O Alice in Chains é sinônimo de Grunge em qualquer lugar do planeta, e o saudoso Layne Staley é tão icônico quanto qualquer outro frontman da história. Mas, além de tudo isso, o grupo também teve um papel fundamental para a popularização do estilo.

Com origens ligadas ao Glam Metal e uma pegada com um pouco mais de conexão ao Hard Rock, o Alice in Chains conseguiu criar seu próprio som já no disco de estreia, o excelente Facelift (1990), que conta com o hit “Man in the Box”. Dois anos depois, lançou aquele que é considerado por muitos o grande álbum da década, Dirt (1992).

A pegada do Alice in Chains é tão única que há quem diga que a banda só é considerada parte do Grunge por ter saído da cena de Seattle, e isso ficou ainda mais forte nos anos recentes; com William DuVall nos vocais, o grupo tem se aproximado de gêneros como Stoner e Sludge Metal em seus trabalhos mais recentes.

Apesar de tudo isso, a banda sempre esteve intimamente associada ao movimento Grunge, inclusive em sua estética e na sua habilidade de se envolver em polêmicas, outra marca registrada do estilo.

3. Soundgarden
Por mais que o Soundgarden não esteja entrando aqui como a maior banda do Grunge, é possível que ela seja a mais importante do estilo. Isso porque o grupo de Chris Cornell foi o primeiro a assinar com uma grande gravadora e ter um lançamento de sucesso, o que escancarou as portas para a cena de Seattle se mostrar ao mundo.

Saindo do underground com o álbum Ultramega OK, a banda estreou na A&M Records com Louder Than Love em 1989 e estourou de vez com Badmotorfinger em 1991, disco que conta com faixas como “Outshined” e “Rusty Cage”. O sucesso continuaria se acumulando nos anos seguintes, com o grande hit “Black Hole Sun” chegando em 1994, no lendário disco Superunknown.

O legado do Soundgarden é tão gigantesco que passa até mesmo por bandas de outros gêneros do Metal e do Rock, graças ao seu estilo único — além de uma sonoridade bem característica, a banda sempre trouxe elementos diferentes, como em “Spoonman”, onde foge do tradicional compasso 4/4 e mostra que é possível conquistar o grande público mesmo assim.

Apesar de um longo hiato e um fim precoce após a morte de Chris, o Soundgarden acertou a mão até mesmo no seu último álbum de estúdio, King Animal (2012), que deu gás para o grupo sair em turnê até 2017.

2. Pearl Jam
Apesar de ter sido formado já quando o Soundgarden estava assinado com uma grande gravadora, o Pearl Jam elevou o gênero de uma forma importantíssima. Incluindo um elemento mais emotivo, a banda logo de cara entregou alguns dos seus maiores sucessos da carreira como parte do disco Ten (1991).

Canções como “Alive”, “Black” e “Jeremy” tinham a dose certa de irreverência em meio a desabafos sinceros de Eddie Vedder, que sempre conseguiu transmitir uma emoção sem igual em seus vocais. O resultado é a carreira mais longeva entre as bandas do Grunge, ao menos no que diz respeito ao sucesso constante em cada etapa de sua trajetória.

Com apenas alguns tropeços aqui e ali na questão dos discos de estúdio, o Pearl Jam também se manteve ao longo dos anos como uma das bandas ao vivo mais empolgantes da cena. Oferecendo setlists dinâmicos e longos, os shows do grupo são sempre uma experiência única e tudo isso engrandece seu legado.

Ainda que outros grupos tenham tido motivos mais do que justificados para se separar, como falecimentos inesperados e problemas internos, a consistência do PJ é louvável e responsável por colocar a banda na segunda posição deste ranking. Vida longa!

1. Nirvana
É claro que o primeiro lugar não poderia ser outro. Desde seu surgimento, o Nirvana incorporou todos os elementos que viriam a ser marca registrada do estilo, tanto em quesito de atitude quanto de sonoridade, que já começou a ser desenhada na estreia Bleach (1989) através de canções como “About a Girl”.

Ainda que o primeiro disco tenha apostado em algo um pouco mais ligado ao Punk e Rock de garagem, o trio logo consolidou sua formação com Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl e encontrou o caminho para moldar sua sonoridade tão característica. O resultado dessa fusão perfeita foi Nevermind, em 1991, o disco mais importante da história do Grunge.

Levando o gênero para as massas, o trabalho que conta com músicas como “Smells Like Teen Spirit”, “Come as You Are” e “Lithium” transcendeu qualquer tipo de barreira e serviu como uma condensação perfeita de tudo que o estilo havia construído até então, desde o próprio Nirvana até os elementos únicos de bandas como Mudhoney, Melvins e afins.

Depois, o grupo ainda nos presenteou com In Utero (1993) antes de seu fim precoce. Mesmo com isso, o legado do Nirvana segue muito vivo — tanto na forma do Foo Fighters, com Dave Grohl e Pat Smear, quanto nas incontáveis pessoas influenciadas pela arte ao mesmo tempo sensível e afiada de Kurt Cobain.

*por Felipe Ernani
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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Metade dos jovens até 23 anos não conhecem David Bowie, Pink Floyd e Bon Jovi, diz estudo

Nos resultados, um número considerável de jovens britânicos também desconhece Beatles

O legado de artistas revolucionários vive para sempre…. Ou pelo menos é nisso que preferimos acreditar. Bandas como Pink Floyd, Bon Jovi, David Bowie, U2 e até Beatles são desconhecidos por uma parcela considerável dos jovens britânicos de até 23 anos, segundo uma pesquisa recente.

O estudo, publicado pela marca de rádios Roberts, analisou o grau de reconhecimento da geração Z (aqui definida como jovens entre 16 e 23 anos) quanto aos artistas de outras épocas.

Se você acredita que só as músicas do passado são boas, os resultados podem ser um tanto desesperadores, pois 34% dos jovens entrevistados concordam que músicas e artistas antigos são entediantes e mais de um terço não possui interesse em ouvir músicas lançadas antes do ano em que nasceram…. O que significa não ter interesse em nada de antes de 2000.

Realizada em uma amostra de duas mil pessoas, a pesquisa escolheu alguns nomes de gerações antigas para descobrir as tendências de gosto musical entre diferentes gerações.

Apenas 40% dos jovens entre 16 e 22 anos conhecem U2, enquanto Bon Jovi e Pink Floyd são reconhecidos apenas por 51,7%. Artistas visionários como David Bowie e Prince são de conhecimento de 53,8 e 53% dos jovens da mesma faixa etária, respectivamente.

Os nomes mais reconhecidos pelos jovens entrevistados são Paul McCartney (57.76%), Elvis Presley (67.24%) e The Beatles (68.97%). Como aponta a Digital Music News, isso significa que uma em cada três pessoas de até 23 anos não conhece os Beatles. Ainda de acordo com a pesquisa da Roberts, a tendência de decréscimo no número de fãs da banda é comum entre as diferentes gerações, mas houve uma queda de 12 % entre a geração anterior (24-42) para o grupo da geração Z (16-23).

*Por Larissa Catharine Oliveira
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*Fonte: wikimetal

Eric Burdon & War featuring Jimi Hendrix (1970)

Eric Burdon & War featuring Jimi Hendrix
Ronnie Scott’s Club  |  London, UK – September 16, 1970

Jimi Hendrix’s last public performance
recorded by Bill Baker.

(1st set)
1. Gun
2. Paint It Black medley
3. Spill The Wine
4. Mystery Train

(2nd set)
1. Gun
2. Paint It Black medley
3. Blues For Memphis Slim (with Jimi Hendrix)
4. Tobacco Road (with Jimi Hendrix)

Em 16 de setembro de 1970, o lendário guitarrista Jimi Hendrix subiu ao palco com o velho amigo Eric Burdon e o show funk da Califórnia War para o final de seu show no Ronnie Scott’s Jazz Club em Londres. Enquanto Hendrix o rasgava, sua performance é mais notável porque foi a última vez que tocou em público desde que Jimi morreu tragicamente dois dias depois.

Jimi Hendrix conversou com Eric Burdon & War em “Tobacco Road” e “Mother Earth”. Burdon detalhou a noite em sua autobiografia, Don’t Let Me Be Misundersained, “Hendrix fez sua estréia durante o segundo set. Houve uma rachadura no ar. Apresentei Jimi ao público … a típica multidão do jazz londrino tentou mostrar indiferença enquanto ele subia ao palco, mas uma onda de aplausos saudou o maior guitarrista do mundo.

“Os caras da Guerra se mantiveram firmes enquanto lançávamos uma versão tripla de‘ Tobacco Road ’”, acrescentou Burdon. “Ter Hendrix no palco fez [o guitarrista do War, Howard Scott] tocar melhor do que nunca. Deslizamos para a ‘Mãe Terra’, um belo blues escrito por Memphis Slim. Terminamos o set com uma geléia ardente. Jimi estava voando. E então acabou. ”

James Marshall “Jimi” Hendrix

Born November 27, 1942
Seattle, Washington
Died September 18, 1970 (aged 27)
Kensington, London, UK