Ozzy – “Patient Number 9”

Confira “Patient Number 9”, a primeira faixa a ser lançada que também dá o nome ao novo álbum de Ozzy Osbourne – com o lançamento previsto para 09/09/2022. O álbum virá recheados com a participação especial de vários guitarristas famosos: Jeff Beck, Tony Iommi, Eric Clapton, Mike McCready e Zakk Wylde. Além de contar ainda com os baixistas Robert Trujillo (Metallica) e Duff McKagan (G&R) e o baterista Chad Smit (RHCP).

O museu dedicado a preservar sons ameaçados de extinção

“Imagine um mundo onde nunca mais ouviremos a inicialização sinfônica de um computador com Windows 95. Imagine gerações de crianças que não estão familiarizadas com a tagarelice dos anjos alojados nas profundezas de uma velha TV de tubo.” Foram esses medos de Brendan Chilcutt que o motivaram a criar o The Museum Of Endangered Sounds, um site que abriga sons de diversas tecnologias antigas.

The Museum Of Endangered Sounds foi criado em 2012.

Lançada em janeiro de 2012, essa espécie de museu virtual tem como objetivo preservar barulhos de equipamentos eletrônicos famosos das décadas passadas. O acervo é composto por registros sonoros de máquinas de escrever, teletipos e vitrolas, além das trilhas de video games antigos, como Pacman e Tetris.

Assim que você entra no site, é recepcionado por um pop-up que contém boas-vindas e instruções. Para escutar algum dos 33 sons disponíveis no museu, basta clicar na miniatura de cada um. Para parar de ouvir, é necessário clicar de novo. Mas também é possível escutar mais de um som ao mesmo tempo: é só clicar em várias miniaturas e aproveitar a sinfonia eletrônica.

Algumas das 33 opções de sons disponíveis, como telefone público, fita cassete e Tamagotchi.

Criado como uma forma de catalogar sons que não são mais populares graças à modernização da tecnologia, o projeto de Chilcutt carrega uma grande atmosfera nostálgica. É uma ótima maneira de relembrar o passado e também de novas gerações o conhecerem pela primeira vez.

*Por Roanna Azevedo
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*Fonte: hypeness

Por que Bowie criou Ziggy Stardust? (em desenho animado)

The rise and fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars, álbum que foi o primeiro sucesso de verdade de David Bowie, chega aos 50 anos na semana que vem, dia 16 de junho. A história do popstar de outro planeta que vem à Terra trazer uma mensagem aos seus fãs e impedir o apocalipse, completa cinco décadas com direito a documentário sobre o cantor previsto para setembro deste ano, Moonage daydream, de Brett Morgen. E deve render mais e mais homenagens ao cara que viu o futuro, numa época tão conturbada em termos políticos, sociais e ecológicos (sobre isso, vale ler este artigo, em inglês, fazendo comparações entre a chegada de Ziggy Stardust e a primeira cúpula climática da ONU, ambos acontecimentos de junho de 1972).

O personagem criado por Bowie, cuja gênese já ganhou um podcast nosso, representou a virada na carreira dele. Mais do que um alterego que mudou a visão que o público tinha dele, foi o personagem que de fato angariou um público real para Bowie – o fãs conquistados com o hit Space oddity (do segundo álbum David Bowie, de 1969) eram uma turma, os poucos que se animaram a ouvir o disco The man who sold the world (1970) eram uma galera diferente, e o quarto LP, Hunky dory (1971), ainda não havia chegado a uma galera tão numerosa.

Em 17 de abril de 1988, o jornalista Joe Smith bateu um papo com Bowie, e um dos assuntos, por acaso, foi o personagem que tirou o cantor do dia a dia de artista que fazia shows para plateias pequenas e vendia poucos discos, para o universo de popstar que encarava multidões e recorria a truques no palco. Em poucos meses após sair o disco, Bowie estaria longe de ser a estrela mal compreendida de músicas como Life on mars? (de 1971, mas que só viraria hit em 1973), e se tornaria o cara que esfregava a verdade daqueles apocalípticos anos 1970 na cara de uma juventude que, antes de tudo, se sentia muito só – sem ídolos, sem ideologia, com vários pré-punks desenturmados.

“Eu nunca me senti como um cantor de rock, ou uma estrela do rock, ou qualquer outra coisa”, Bowie diz a Smith. “Sempre me senti um pouco fora do meu elemento, que é uma maneira ridiculamente arrogante de olhar para isso. Agora, do meu ponto de vista, quando olho para trás, percebo que de 1972 a 1976, eu era a estrela do rock definitiva. Eu não poderia ter sido mais estrela do rock”.

E essa longa introdução é só para avisar que o canal de vídeos Blank On Blank fez uma versão desenho animado da entrevista de Joe Smith com Bowie. O cantor descreve Ziggy como “metade ficção científica, metade teatro japonês” e se recorda que precisou acabar com o personagem antes que não se sentisse capaz de escrever mais nada para ele “ou para o mundo que eu quis criar para ele”.

*Por Ricardo Schott
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*Fonte: popfantasma

Jimi Hendrix seria famoso se surgisse hoje em dia? Rick Beato responde

Famoso produtor musical refletiu sobre como músicos eram valorizados nos anos 1970 e 1980 e como isso mudou nos dias atuais

Jimi Hendrix é sem dúvidas um dos grandes revolucionários da guitarra de todos os tempos e contribuiu para o desenvolvimento do instrumento. Mas será que se o guitarrista surgisse nos dias de hoje ele faria o mesmo sucesso?

Em vídeo em que disserta sobre o assunto, o youtuber e produtor Rick Beato explicou que, em sua visão, na época de Jimi Hendrix os músicos em geral eram mais valorizados e isso dava brecha para que grandes guitarristas lotassem arenas e fizessem muito sucessos.

“Os músicos não são tão valiosos quanto eram nos anos 1970, eles dominavam a indústria. Hoje, isso não conta tanto. Os guitarristas de hoje que fazem sucesso, como Tosin Abasi e Mateus Asato são estrelas, mas não como Eddie Van Halen. Esses antigos tocavam em arenas, que ditavam as regras na indústria. Nos anos 1980, os shows costumavam ter pausas onde o guitarrista solava, para dar um refresco ao cantor”, explicou.

Jimi Hendrix faria sucesso hoje?
Em outro trecho, Rick Beato afirmou que como a música não é tão valorizada atualmente, isso acaba refletindo no valor que os fãs dão aos guitarristas. Esse fator seria determinante para explicar o motivo pelo qual guitarristas de hoje em dia não conseguem o mesmo impacto.

“Agora, dizem que o Jimi Hendrix não seria conhecido se surgisse hoje. Acredito nisso. Antes, as pessoas faziam aulas de guitarra, piano, bateria, baixo etc. Na minha escola era assim. Até os caras que curtiam esportes, tocavam instrumentos. Por causa disso, quando surgia um Van Halen, todos curtiam. Não só as músicas eram legais, mas os músicos também eram reverenciados. Os solos do Brian May, por exemplo, davam para cantar junto. Quero me convencer que o Hendrix seria conhecido, mas não sei. Os jovens que surgem não são desse tamanho”, concluiu.

*Por Gustavo Maiato
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*Fonte: guitarload

Venda de vinil cresce em 27% durante a pandemia

Uma pesquisa intitulada “Revelações sobre a revolução do vinil“, publicada na semana passada pela empresa americana de pesquisa e análise MusicWatch, que atende a indústria da música há quase um quarto de século, e afirmou que cerca de 18 milhões de pessoas acima de 13 anos compraram um disco em 2021 – um aumento de 27% em relação às vendas em 2020.

O maior interesse do público, consequentemente também influenciou outro mercado, o da venda de toca-discos e outros componentes de áudio. O estudo publicado estima que um em cada três proprietários de toca-discos planeja atualizar seus equipamentos pelo próximo ano.

A pesquisa ouviu cerca de 1.400 consumidores nos Estados Unidos, em quase todos os segmentos de estilo de vida, incluindo a população em geral e os entusiastas do vinil. O trabalho foi realizado em parceria com a Recording Industry Association of America (RIAA) e Music Business Association.

“Esta pesquisa histórica conduzida pela MusicWatch ressalta o papel único que os discos de vinil estão desempenhando hoje. O relatório mostra que o vinil ajuda os fãs a apoiar e se conectar com artistas e a música que eles amam, tanto da maneira antiga quanto da nova”, afirma Mitch Glazier, presidente e CEO da RIAA.

Um olhar mais atento aos números do estudo MusicWatch

Entre os itens que o estudo descobriu em sua pesquisa incluem:

– Entre os consumidores de vinil nos últimos dois anos, 71% compraram discos novos e 67% compraram discos de vinil usados.

– Quase todos os consumidores pesquisados ​​(95%) esperam continuar comprando discos no próximo ano.

– Mais de um em cada três compradores compram vinil há mais de 10 anos, e esses consumidores valorizam a “autenticidade e aconchego” que os discos de vinil oferecem.

– O estudo mostra que os consumidores que começaram a comprar discos mais recentemente apreciam a qualidade do som que o vinil oferece, bem como sua embalagem e arte, que compõem a experiência total do disco de vinil.

– A coleta de discos também é popular com 16% dos compradores comprando discos estritamente para possuí-los, enquanto 21% compram discos para possuir seus LPs e ouvir vinil.

– O MusicWatch também diz que os compradores de vinil também estão utilizando uma variedade de outros formatos de compra de música, incluindo as mais recentes soluções de streaming.

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*Fonte: noize

Bob Dylan – Subterranean Homesick Blues (2022 Remake)

Os canais digitais de Bob Dylan compartilharam na manhã desta sexta-feira (06) um novo videoclipe para o clássico “Subterranean Homesick Blues”.

O lançamento celebra os 60 anos da parceria do artista com a gravadora Columbia Records e traz ainda um novo microsite Dylan60 (AQUI), que está disponibilizando o clipe junto com um filtro interativo de lentes de Realidade Aumentada (AR).

“Subterranean Homesick Blues 2022″homenageia o icônico vídeo de Dylan para sua faixa de 1965, que formou a sequência de abertura do documentário Don’t Look Back de D.A. Pennebaker, cineasta pioneiro do “Direct Cinema”, falecido em 2019.

Inspirada nas cartas manuscritas que Dylan mostra no clipe original, uma animação destaca neste novo videoclipe nomes de celebridades criativas como Bruce Springsteen, Patti Smith, Wim Wenders, Noel Fielding, Jim Jarmusch, entre outros.

Confira o novo clipe de Bob Dylan utilizando o player abaixo:

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*Fonte: radiorock

8 inesquecíveis poemas de Mário Quintana

Das utopias
Se as coisas são inatingíveis… ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!
– Mario Quintana, do livro “Espelho mágico”, 1945-1951.

Da observação
Não te irrites, por mais que te fizerem…
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio…
– Mario Quintana, do livro “Espelho mágico”, 1945-1951.

Bilhete
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda…
– Mario Quintana, do livro “Esconderijos do tempo”, 1980.

Seiscentos e sessenta e seis
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…
Quando se vê, já é 6ªfeira…
Quando se vê, passaram 60 anos…
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente…

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
– Mario Quintana, do livro “Esconderijos do tempo”, 1980.

Confissão
Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece…
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!
– Mario Quintana, do livro “Velório sem defunto”, 1990.

Madrigal
Tu és a matéria plástica de meus versos, querida…
Porque, afinal,
Eu nunca fiz meus versos propriamente a ti:
Eu sempre fiz versos de ti!
– Mario Quintana, do livro “Velório sem defunto”, 1990.

Inquietude
Esse olhar inquisitivo que me dirige às vezes nosso próprio cão…
Que quer ele saber que eu não sei responder?
Sou desse jeito… Vivo cercado de interrogações.
Dinheiro que eu tenha, como vou gastá-lo?
E como fazer para que não me esqueças?
(ou eu não te esqueça…)
Sinto-me assim, sem motivo algum,
Como alguém que estivesse comendo uma empada de camarão sem
camarões
Num velório sem defunto…
– Mario Quintana, do livro “Velório sem defunto”, 1990.

Quando eu me for
Quando eu me for, os caminhos continuarão andando…
E os meus sapatos também!
Porque os quartos, as casas que habitamos,
Todas, todas as coisas que foram nossas na vida
Possuem igualmente os seus fantasmas próprios,
Para alucinarem as nossas noites de insônia!
– Mario Quintana, do livro “Velório sem defunto”, 1990.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

“Clube da Esquina” é eleito o melhor álbum brasileiro da história

Completando 50 anos neste ano de 2022, o álbum de estúdio Clube da Esquina (1972), de Lô Borges e Milton Nascimento continua fazendo história por onde passa. Nesta segunda-feira (9), o disco foi eleito o melhor álbum brasileiro da história por uma votação realizada pelo podcast Discoteca Básica.

A decisão foi tomada por 162 especialistas de diferentes áreas ligadas à produção musical (jornalistas, youtubers, podcasters, músicos, produtores e mais) ouvidos pela equipe do podcast. O editor da NOIZE, Ariel Fagundes, estava entre o time que participou da eleição.

Chegando ao resultado final, com 500 discos, os jurados fizeram sua lista pessoal dos 50 melhores álbuns brasileiros. Entre o top 10, estão álbuns de artistas como Racionais MC’s, Novos Baianos, Jorge Ben Jor e mais.

O resultado completo da votação será publicado na obra “Os 500 maiores álbuns brasileiros de todos os tempos“. Para a produção do material, foi criada uma campanha de financiamento coletivo no site Catarse. O responsável pelo projeto, o jornalista Ricardo Alexandre, criador do podcast Discoteca Básica, tinha o objetivo de arrecadar R$ 80 mil, porém a meta já foi ultrapassada e se encontra em mais de R$ 95 mil reais. Para fazer sua doação, é só entrar no site do Catarse.

Confira abaixo o top 10, entre os 500 escolhidos:

1. Clube da Esquina (1972) – Milton Nascimento e Lô Borges

2. Acabou Chorare (1972) – Novos Baianos

3. Chega de Saudade (1959) – João Gilberto

4. Secos & Molhados (1973) – Secos & Molhados

5. Construção (1971) – Chico Buarque

6. A Tábua de Esmeralda (1974) – Jorge Ben Jor

7. Tropicália ou Panis et Circencis (1968) – Vários artistas

8. Transa (1972) – Caetano Veloso

9. Sobrevivendo no Inferno (1997) – Racionais MC’s

10. Elis & Tom (1974) – Elis Regina e Tom Jobim

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*Fonte: noize

Álbum fodástico completa 30 anos!

Ontem completou 30 anos do lançamento desse magnífico álbum de rock – “The Southern Harmony and Musical Companion” – The Black Crowes. Foi o segundo disco da banda e gerou simplesmente 4 músicas de primeiro lugar consecutivos de um único álbum nas paradas dos EUA, só para deixar a dica. Uma aula de como se faz um disco de rock’n roll. Claro que eles fizeram bem direitinho o tema de casa (The Rolling Stones + The Faces + blues e pitadas soul music …).

*Nem sei se a essa altura do championship eu aqui preciso mais mencionar de que se trata de um dos melhores e mais importantes álbuns de rock na minha vida. Sim, seria com certeza um dos 10 que levaria para uma ilha deserta (lembram dessa brincadeira?). De alguma forma me influenciou e mudou minha percepção naquela época. Sim, alguns álbuns podem fazer isso. E olha que da minha coleção de vinil e CDs, poucos foram os álbuns que me fizeram ficar assim de verdade tão fissurado. E nem vou entrar aqui nos inúmeros detalhes e porquês de eu achar esse álbum simplesmente sensacional, poderia ficar falando por horas sobre os timbres de guitarra, o groove, batidas, as sacadas de arranjos, letras, o estilo da banda, da chalaça, dos riffs marcantes e o feeling da coisa toda, mas deixa prá lá. Cada um que tire as suas próprias conclusões.

Então só posso agradecer por esse excelente álbum de rock’n roll, há 30 anos trás ter chegado em minhas mãos. Thanks God – Peace and Love!

*Escute aqui o álbum todo: