Método científico constrói o solo de guitarra perfeito; ouça e tire a prova

Iniciativa da revista britânica Total Guitar contou com análise de 50 solos escolhidos por leitores para montar o produto ideal

Como soaria o solo de guitarra perfeito? Cada pessoa tem uma resposta diferente para essa pergunta, mas há alguns solos tão históricos que podem ser até considerados unânimes entre os fãs do instrumento mais popular do mundo moderno.

Ciente disso, a revista britânica especializada Total Guitar buscou montar o que seria o solo de guitarra perfeito a partir da construção dos melhores – e com base em um método científico. Inicialmente, a publicação fez uma enquete com seus leitores para saber os seus 50 solos favoritos – e o trabalho de Brian May em “Bohemian Rhapsody”, clássico do Queen, ficou em primeiro lugar em uma lista que também tem obras de Guns N’ Roses, Pink Floyd, Metallica e muitos outros.

Em seguida, o corpo editorial da publicação analisou todos os solos escolhidos. Não foram poucos os critérios: melodia, tom e tempo foram alguns dos vários detalhes considerados. Trechos de destaque de todas essas gravações foram retirados para compor o que seria o solo de guitarra perfeito.

A revista explica, por exemplo, como o tempo foi analisado. “Os 50 melhores solos variam entre 64 e 170 batidas por minuto (BPM), então optamos por 120 BPM, perto da média”, diz.

Com relação à sonoridade, eles declaram que a tonalidade maior seria essencial, visto que é utilizada como base para muitos dos solos escolhidos. “Então estamos em mi (E) menor, mas com alguns momentos próximos de mi harmônico menor e mi dórico. Um mínimo de 2,5 oitavas de intervalo de afinação é vital, e cobrimos cerca de três oitavas”, explica.

A construção e a forma como as notas aparecem também foram consideradas. As sonoridades mais graves surgem na etapa inicial do solo, enquanto que as passagens finais são mais agudas – e têm mais notas por compasso, como se o guitarrista “robô” estivesse tocando mais rápido.

As referências do solo de guitarra perfeito
Veja, a seguir, as principais músicas utilizadas pela revista Total Guitar para construir o solo de guitarra perfeito, conforme sua própria explicação:

“Seguindo um lick de abertura melódico, passamos para um arpejo no estilo ‘Comfortably Numb’ (Pink Floyd), notas em staccato no estilo ‘Bohemian Rhapsody’ e tapped bends inspiradas em ‘Crazy Train’ (Ozzy Osbourne).

Em seguida, há palhetadas do tipo ‘Highway Star’ (Deep Purple), com breves licks inspirados em ‘Free Bird’ (Lynyrd Skynyrd) e ‘Sweet Child O’Mine’ (Guns N’ Roses) para levar a uma ideia tipo ‘Fade To Black’ (Metallica).

Os arpejos que se seguem fazem referência ao ‘Hotel California’ (Eagles) em meio a uma progressão de acordes influenciada por ‘While My Guitar Gently Weeps’ (Beatles). Completamos com mais referências a ‘Sweet Child’ e harmônicos no estilo ‘Beat It’ (Michael Jackson). Ufa!”

Com tanta descrição, você já deve estar curioso para ouvir o resultado, não é mesmo? Confira, então, o solo de guitarra perfeito de acordo com a Total Guitar – batizado de “The Franken Solo”, visto que foi montado como um Frankenstein.

*Por Igor Miranda
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*Fonte: rollingstone

13 músicas de David Bowie sobre o espaço

De estrelas a roqueiros que fazem contato com alienígenas, o Universo sempre esteve presente na obra do músico

Os mistérios do Universo eram grande inspiração para Bowie, que escreveu um grande número de músicas fazendo menções espaciais. Abaixo, você confere as músicas que melhor expressam a relação do cantor com a fronteira final. Você pode ouvir todas elas em nossas playlists no Deezer e no Spotify.

Space Oddity (1969): o primeiro grande sucesso de Bowie foi lançado à mesma época que a missão Apollo 11, que chegaria à Lua. Foi um hit instantâneo, que tornou Bowie conhecido na Inglaterra, seu país natal, e no resto do mundo. Na letra, Major Tom é um astronauta que se comunica com o centro de controle sobre sua missão espacial… quando algo dá errado.

Life on Mars? (1971): Escrita para dar uma cutucada em Paul Anka, que comprou os direitos da versão francesa de uma de suas músicas (“Even a Fool Learns to Love”, que nunca foi lançada) e a transformou na famosíssima “My Way”, Life on Mars? foi considerada uma das 100 melhores músicas de todos os tempos no jornal The Daily Telegraph. Apesar de ter os mesmos acordes do clássico de Frank Sinatra, a canção de Bowie não poderia ser mais diferente: fala sobre violência, enfado e sonhos destruídos. Exausto com a realidade, o narrador se pergunta: “existe vida em Marte?”

Ziggy Stardust (1972): Escrita para o álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, essa canção conta a história do roqueiro de mesmo nome, que tocava guitarra ao lado de suas aranhas marcianas e servia de transmissor de mensagens espaciais. Ziggy foi um personagem criado e interpretado pelo próprio Bowie, conhecido pelo seu viés político, glam-rock e bastante sexualizado.

Lady Stardust (1972): Essa balada feita ao piano foi escrita para a turnê de Ziggy Stardust e ficou marcada como a música que, durante os shows, Ziggy se vestia de mulher. É uma balada sobre um rapaz que era ridicularizado pelos outros, até subir nos palcos – quando a “senhorita Stardust”, a versão feminina de Ziggy, cantava junto com ele. Dizem que o rapaz da música é Marc Bolan, um dos ídolos de Bowie e pioneiros do glam rock.

Starman (1972): A letra se refere ao “Starman”, um alienígena que envia mensagens de esperança para a Terra por meio do roqueiro Ziggy Stardust. A história é contada do ponto de vista de um garoto que escuta a palavra de Ziggy. Bowie disse, em uma conversa com o autor de ficção científica William S. Burroughs, que Ziggy não era extraterrestre, ao contrário do que se pensava – apenas um rock star que se comunicava com o espaço. A balada é uma das músicas mais famosas de Bowie e foi vendida como single antes de integrar o álbum “The Rise and Fall…”.

Moonage Daydream (1971-1972): Bowie lançou essa canção como single e a regravou para sua versão mais conhecida integrar “The Rise and Fall…”. Na letra, conhecemos as palavras de um alienígena messiânico falando para aproveitarmos enquanto dá tempo, já que o mundo está prestes a acabar. É uma combinação de tudo que fez Ziggy Stardust ser o fenômeno que foi: uma mensagem sobre rebelião, sexo e paixões sociais.

Five Years (1971-1972): O clima “carpe diem” de Moonage Daydream é consequência do que ouvimos nessa canção aqui, também da turnê de Ziggy Stardust: “o cara do jornal chorou e nos contou / a Terra está realmente morrendo / chorava tanto, seu rosto estava molhado / foi assim que eu soube que ele não estava mentindo”. É uma canção incrível sobre o fim do mundo, com as reações das pessoas à notícia de que o fim virá em apenas cinco anos. Praticamente um filme apocalíptico.

The Prettiest Star (1970): Essa animada canção ficou famosa por ter sido usada por Bowie para pedir sua mulher, Angela, em casamento. “Um dia, talvez um dia / eu e você vamos subir até o alto / Tudo porque você é / A estrela mais brilhante”, cantou ele. O pedido, é claro, funcionou: “Angie” e Bowie foram casados entre os anos 70 e 80.

Ashes to Ashes (1980): A canção tem uma clara referência ao astronauta Major Tom, de Space Oddity, desconstruindo sua imagem de “astronauta hippie” e o reconhecendo como um homem triste e dependente de drogas. Para Bowie, a canção serviu para amarrar todo o seu trabalho dos anos 80: “foi um bom epitáfio”, concluiu ele.

Hallo Spaceboy (1995): Bowie se inspirou na banda Nine-Inch Nails para compor a canção que, de acordo com ele, resultou em algo como “Jim Morrison (da banda The Doors) industrial”. O narrador conversa com um garoto do espaço, falando sobre caos e dias terríveis, mas garante, à guisa de consolo: “poeira da Lua vai cobrir você”.

New Killer Star (2003): A música tem uma referência sutil aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 às torres gêmeas do World Trade Center. A música fala sobre a descoberta de uma nova estrela, enquanto o clipe, de forma surreal, mostra um astronauta quase aterrisando nos Estados Unidos moderno.

The Stars (Are Out Tonight) (2013): Fazendo uma homenagem à primeira fase de seu trabalho, Bowie brinca com o significado da palavra estrela: se refere a pessoas famosas como se fossem astros no céu.

Blackstar (2015): Na música-título de seu último trabalho, Bowie se despediu afirmando que não era uma estrela do rock, e sim uma “estrela negra”. No clipe, lançado em novembro de 2015, uma mulher encontra um astronauta morto e, em tom um tanto quanto lúgubre, realiza rituais com sua caveira. A crítica recebeu seu último trabalho como “maravilhosamente estranho”, como não podia deixar de ser, tratando-se de David Bowie.

*Por Claudia Fusco
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*Fonte: revistagalileu

Jeff Beck – R.I.P.

Puêrra! A desgraceira não tem mais fim.
Hoje quem nos deixou foi Jeff Beck, sem dúvida um dos MAIORES guitarristas do mundo. Dono de uma técnica incrível e apurada, bastam alguns acordes que você já consegue identificar o seu som, de tão especial e diferenciado que é. Sem falar no imenso tamanho e importância para a história da guitarra no rock. Báh! Triste, muito triste.

Gosto bastante de sua carreira solo, logo no começo, quando contava com a presença de Rod Stewart e Ron Wood (Rolling Stones) na banda. E claro, depois também, quando realmente deslanchou para o sucesso, como se pode dizer.

Descanse em, Paz Jeff Beck.

Morre guitarrista Jeff Beck aos 78 anos

Músico do Hall of Fame morre após ataque de meningite bacterian

MorreuJeff Beck nesta terça-feira,10, aos 78 anos. O guitarrista havia contraído meningite e estava enfrentando a doença. A informação é da Rolling Stone EUA

“Em nome de sua família, é com profunda tristeza que compartilhamos a notícia da morte de Jeff Beck”, disse a família de Beck em um comunicado. “Depois de contrair repentinamente meningite bacteriana, ele faleceu pacificamente ontem. Sua família pede privacidade enquanto processa essa perda tremenda”.

Beck, guitarrista do Yardbirds foi indicado oito vezes ao Grammy e duas vezes ao Hall da Fama do Rock, tanto como membro dos Yardbirds quanto por seu trabalho com seu próprio. Em 2011 foi eleito o 5.º melhor guitarrista da história pela revista Rolling Stone EUA.

Em maio do ano passado, o guitarrista fez um show ao lado de Johnny Depp na cidade de Sheffield, no norte da Inglaterra. O ator apareceu com Beck para realizar uma série de covers musicais, incluindo “Isolation”, de John Lennon, uma faixa em que eles colaboraram e lançaram em 2020 (via Uol Splash).

Homenagens
O guitarrista do Black Sabbath, Tony Iommi, prestou condolências ao amigo e disse que ficou “chocado” com a notícia.

“Jeff era uma pessoa tão legal e um excelente guitarrista icônico e genial – nunca haverá outro Jeff Beck. Sua forma de tocar era muito especial e distintamente brilhante! Ele fará falta”, escreveu ele no Twitter.

*Por Fernanda Decaris
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*Fonte: rollingstone

100 anos de Stan Lee: Um legado marcado por heróis icônicos que revolucionaram o mundo das HQ’s

Stan Lee é um dos quadrinistas mais conhecidos no mundo, tendo cocriado heróis marcantes como Homem-Aranha, Thor, Homem de Ferro e Hulk, entre muitos outros, levando a humanidade imperfeita para os personagens e inspirando milhões de pessoas ao redor do mundo.

Com participação em mais de 40 filmes, incluindo animações como “Baymax” e “Homem-Aranha: No Aranhaverso“, hoje, 28 de dezembro de 2023, é comemorado o centenário de nascimento daquele que esteve à frente das maiores bilheterias da Marvel.

Em homenagem aos 100 anos de Stan Lee, o Hypeness preparou uma matéria especial contando um pouco mais sobre a vida do escritor e sua trajetória dentro do mundo das HQs.

Quem foi Stan Lee?
Stanley Martin Lieber, também conhecido como Stan Lee, foi um ícone dentro da indústria de história em quadrinhos. Escritor, editor, produtor e até ilustrador, o quadrinista norte-americano teve sua carreira marcada pela criação de mais de 100 personagens com enredos envolventes que inspiram milhares de pessoas ao redor do mundo.

Mesmo após a sua aposentadoria na Marvel Comics nos anos 90, Stan Lee continuou aparecendo nas produções audiovisuais da marca, sendo um figurante cômico nas adaptações dos quadrinhos. Ele já participou de filmes como “Quarteto Fantástico”, “Homem-Aranha”, “Demolidor”, “X-Men”, “Homem de Ferro”, “Thor”, “Capitão América”, “Vingadores” e “Hulk”, entre outras produções, se tornando uma das pessoas com maior bilheteria do mundo, contabilizando 30,6 bilhões de dólares.

Sua trajetória no mundo dos quadrinhos
A história de Stan Lee no mundo das histórias em quadrinho começa desde muito novo, durante sua infância em Nova York. Stan foi muito influenciado por livros e filmes em que os protagonistas exerciam papéis heroicos. Além disso, o quadrinista chegou a trabalhar na redação de um jornal nova-iorquino como redator de obituários e também como office boy, à semelhança de Peter Parker, um dos personagens criados por ele.

Mas foi graças ao seu tio Robbie Solomon que Stan Lee conseguiu uma oportunidade para ser assistente na Timely Comics pertencente à revista pulp e editora de quadrinhos Martin Goodman, criador da Marvel Comics. Em 1941, Stan teve sua estreia no mundo dos quadrinhos preenchendo texto em “Capitão América frustra a vingança do traidor”.

Stanley Martin Lieber ficou na Marvel até o final dos anos 90, totalizando mais de meio século como cocriador de diversos heróis, diretor executivo de algumas produções da Marvel e também escritor de histórias marcantes que fascinaram gerações.

100 anos de Stan Lee: Centenário é marcado por heróis icônicos que revolucionaram o mundo das HQ’s

DC Comics ou Marvel?
A rivalidade divertida e amigável entre a DC Comics e Marvel Comics gerou frutos para Stan Lee. Em meio à competitividade entre as marcas, o editor Martin Goodman e também fundador da Marvel designou Lee para criar uma leva de heróis para a empresa.

Com isso, Stan Lee e o artista Jack Kirby criaram juntos o Quarteto Fantástico, Hulk, Thor e Homem-Aranha, entre outros, dando toques mais humanos e sentimentais para as personalidades heroicas, o que até então era desconhecido nas HQ’s, fazendo com que cada vez mais pessoas se identificassem com os personagens.

100 anos de Stan Lee: Centenário é marcado por heróis icônicos que revolucionaram o mundo das HQ’s

Quem imagina que as duas empresas se odiavam está muito enganado. Stan Lee foi convidado, em 2001, para recriar os principais heróis da DC Comics, como Batman, Mulher Maravilha, Superman, Lanterna Verde, Flash e Aquaman. A série de quadrinhos batizada de “Stan Lee’s Just Imagine…” é composta por 13 obras.

O escritor teve total liberdade para mudar a forma física dos personagens, os traços dos desenhos e principalmente os nomes. Lee “transformou” Bruce Wayne em Wayne Williams, para que nome e sobrenome começassem com a mesma letra, hábito que já carregava desde os anos 40, com as criações de Peter Parker e Reed Richards.

O centenário de Stan Lee
Um ano e quatro meses após a morte de sua mulher, Joan Boocock Lee, Stan Lee faleceu – em novembro de 2018, aos 95 anos, por problemas cardiorrespiratórios.

Stan Lee completaria hoje 100 anos.

*por Julia Abreu
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*Fonte: hypeness

80 anos de Jimi Hendrix: veja as músicas mais tocadas do artista no Brasil

Dono de um legado na música, artista completaria oito décadas caso estivesse vivo

Um dos maiores nomes do rock mundial, Jimi Hendrix completaria 80 anos neste domingo (27), caso estivesse vivo. O artista que se tornou uma lenda da guitarra, morreu em novembro de 1970, em Londres.

Para homenagear o legado, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), fez um levantamento das músicas mais ouvidas do artista no Brasil.

Segundo o estudo, Jimi Hendrix possui 230 obras musicais e 781 gravações registradas no banco de dados do Ecad. Quase 80% dos rendimentos em direitos autorais no Brasil são oriundos de shows, TV e rádio e estão destinados aos herdeiros do músico.

A faixa “Little Wing” foi a canção mais ouvida de Hendrix em terras brasileiras nos últimos 10 anos. Na lista ainda há destaque para as canções “Purple Haze”, “Foxey Lady” e “Voodoo Child”.

Veja a lista completa:

Top 10 músicas de autoria de Jimi Hendrix mais tocadas no Brasil nos últimos 10 anos nos principais segmentos de execução pública (Rádio, Shows, Sonorização Ambiental, Música ao Vivo, Casas de Festas e Diversão, Carnaval e Festa Junina)

1 – Little wing – Jimi Hendrix
2 – Purple haze – Jimi Hendrix
3 – Foxey lady – Jimi Hendrix
4 – Voodoo child – Jimi Hendrix
5 – Red house – Jimi Hendrix
6 – Fire – Jimi Hendrix
7 – Bleeding heart – Jimi Hendrix
8 – The wind cries Mary – Jimi Hendrix
9 – Bold as love – Jimi Hendrix
10 – Angel – Jimi Hendrix

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*Fonte: ibahia

Jimi Hendrix: Como guitarrista mudou o rock em 4 anos de carreira?

Músico que redefiniu o rock e deixou um legado na indústria completaria 80 anos neste domingo (27); conheça a história do artista

Jimi Hendrix (1942-1970) completaria 80 anos neste domingo (27). Lendário, revolucionário e genial são apenas alguns dos adjetivos atribuídos ao músico que fez história no rock mundial com uma carreira muito breve, que durou apenas quatro anos.

James Marshall Hendrix, filho de pai negro e mãe de ascendência indígena, redefiniu todas as possibilidades da guitarra e teve uma morte prematura, mas ficou marcado eternamente na história da indústria musical.

Como artista, ele incendiava o palco –não somente com sua presença eletrizante, mas também literalmente. Com uma filosofia de que as pessoas sacrificam aquilo que mais amam, ele chegou a colocar foco em suas guitarras diversas vezes durante seus shows.

Seu amor pela música começou cedo, quando encontrou um ukelelê de apenas uma corda, no qual já foi capaz de produzir música. Depois, foi com um violão de apenas US$ 5 (R$ 26, na cotação atual) que ele aprendeu as técnicas e, quando serviu no exército, formou sua primeira banda com Billy Cox e chegou a tocar em pequenos bares.

Ele também se tornou guitarrista de apoio de bandas como The Isley Brothers, Ike & Tina Turner e Little Richard (1932-2020). Mas seu jeito considerado irreverente acabou fazendo com que ele soasse arrogante em vários momentos, levando Hendrix a ser descartado por muitos artistas e o forçando a formar a própria banda.

Os tempos com a The Jimi Hendrix Experience foram momentos de glória do músico. Tocar guitarra com os dentes e até nas costas ficou registrado como uma de suas marcas pessoais, e ele reinou como um verdadeiro fenômeno durante quatro anos.

Suas experimentações o coroaram como um gênio. Seu primeiro álbum é, até hoje, considerado por muitos críticos como o melhor álbum de estreia já produzido na história. Os outros dois, Axis: Bold as Love (1967) e Electric Ladyland (1968) também foram capazes de redefinir o rock em escala mundial.

Seu lugar na história do rock e da música no geral está muito bem guardado. Jimi Hendrix, porém, morreu jovem. Ele foi encontrado morto no hotel Samarkand em Londres, e a necropsia concluiu que ele se asfixiou com o próprio vômito após misturar vinho e pílulas para dormir.

Apesar de brilhante, Hendrix levou uma vida sem escrúpulos e também sem qualquer disciplina. Assim como Brian Jones (1942-1969), Janis Joplin (1943-1970), Jim Morrison (1943-1971), Kurt Cobain (1967-1994) e Amy Winehouse (1983-2011), ele morreu com 27 anos, por isso faz parte do infame Clube dos 27.

Sua breve vida, porém, impactou milhões. Seu trabalho influenciou músicos durante gerações e continua influenciando até os dias atuais. Juntando elementos do blues norte-americano com sua genialidade, ele recondicionou a indústria musical como um todo e deixou um legado avassalador.

*Por
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*Fonte: tangerina

Erasmo Carlos, pioneiro roqueiro que de mau tinha somente a fama, deixa obra gigante e afetuosa

Se a inesperada partida de Gal Costa (1945 – 2022) deixou bamba a mesa que sustenta os integrantes do quarteto Doces Bárbaros, como sintetizou Maria Bethânia em analogia corroborada por Caetano Veloso em entrevista dos artistas ao programa Fantástico (Globo), a morte de Erasmo Carlos, na manhã de hoje, desequilibra a base do rock brasileiro.

Pedra fundamental na construção do gênero norte-americano em solo brasileiro, o pioneiro Erasmo Esteves (5 de junho de 1941 – 22 de novembro de 2022) vivenciou a cultura do rock no subúrbio da cidade natal do Rio de Janeiro (RJ) assim que a revolução sonora capitaneada por Elvis Presley (1935 – 1977) nos Estados Unidos ecoou na mente de jovens cariocas que detectaram no som de Elvis, Jerry Lee Lewis (1935 – 2022) e Little Richard (1932 – 2020) a mais completa tradução da rebeldia que sonhavam ter.

Ao morrer aos 81 anos, Erasmo ainda parecia apegado ao sonho do menino roqueiro que, no balanço frenético das horas, integrou entre 1957 e 1961conjuntos juvenis como The Sputniks – do qual participava também o futuro amigo de fé e parceiro Roberto Carlos, além do invocado Tim Maia (1942 – 1998) – The Boys of Rock e The Snakes.

Foi como integrante desse grupo The Snakes que Erasmo debutou no mercado fonográfico em julho de 1960, com o single de 78 rotações que trazia as músicas Pra sempre (Forever) e Namorando. Esse histórico single saiu três anos antes de o cantor gravar discos como crooner do conjunto Renato e seus Blue Caps.

Com a implantação do reino pop da Jovem Guarda, a partir de agosto de 1965, Erasmo ganhou fama e virou popstar em carreira solo que começara em maio de 1964 com a edição do single Jacaré / Terror dos namorados e que ganhara impulso a partir de outubro de 1964 com o lançamento do single que apresentou o rock Minha fama de mau.

Só que, de mau, Erasmo sempre teve somente a fama alardeada no rock. No trato com as pessoas e o mundo, Erasmo era gentil, doce. Um gigante (pela altura) gentil, como foi apelidado. E como bem pode ser caracterizada a obra humanista que o artista deixa para a posteridade ao sair de cena.

Aberta em 1963 com o rock Parei na contramão, a fundamental parceria de Erasmo com Roberto Carlos conciliou dois universos musicais distintos, ainda que ligados pelo rock e pelo romantismo. Tanto que a discografia de Erasmo evoluiu bem diferente da obra fonográfica de Roberto.

Se as diferenças eram menos nítidas na era da Jovem Guarda, quando Erasmo virou o Tremendão e lançou álbuns como A pescaria com Erasmo Carlos (1965) e Você me acende (1966), discos repletos de testosterona e rebeldia ingênua, elas ficaram mais explícitas ao longo dos anos 1970.

Nessa década em que Roberto virou o rei da canção romântica, Erasmo amadureceu, se permitiu ser hippie, caiu no samba-rock, fez alusões a maconha e enveredou pelo soul e pelo funk, sem jamais renegar o rock, em álbuns que o dissociaram do universo pueril da Jovem Guarda.

Dessa fase de virada, iniciada com o álbum Erasmo Carlos e Os Tremendões (1970), o disco mais cultuado é Carlos, Erasmo… (1971). Mas os maiores hits radiofônicos – Sou uma criança, não entendo nada (Erasmo Carlos e Ghiaroni, 1974), Filho único (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1976) e Panorama ecológico (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1978) – apareceram nos álbuns 1990 – Projeto salva Terra! (1974), Banda dos Contentes (1976) e Pelas Esquinas de Ipanema (1978), respectivamente.

Erasmo Carlos se manteve em alta durante a primeira metade dos anos 1980. Iniciou a década com o disco de duetos Erasmo Carlos convida… (1980) – no qual deu vozes a algumas das mais famosas canções do Roberto (que também eram dele) com Gal Costa, Maria Bethânia, Tim Maia e o próprio Roberto Carlos – e obteve pico de popularidade com o álbum seguinte, Mulher (1981), em cuja ousada capa apareceu sendo amamentado pela mulher Sandra Sayonara Esteves (1946 – 1995), a Narinha, musa de todas as estações e várias canções. Foi o disco da canção-título Mulher (Sexo frágil) (1981) e do rock Pega na mentira (1981).

Erasmo manteve o sucesso no álbum seguinte, Amar para viver ou morrer de amor (1982), do qual saiu o instantâneo clássico Mesmo que seja eu (1982). O álbum Buraco negro (1984) rendeu mais um sucesso radiofônico para o cantor, Close (1984), de letra inspirada na travesti Roberta Close, celebridade da época.

A partir da década de 1990, a discografia de Erasmo perdeu impulso diante do desinteresse das gravadoras, mais voltadas para gêneros como axé e pagode. Tanto que, nessa década, o cantor lançou somente dois álbuns, Homem de rua (1992), com músicas inéditas apresentadas sem repercussão, e o revisionista É preciso saber viver (1996).

Mas o roqueiro de espírito fraterno e sempre jovial entrou no século XXI com fôlego renovado. Entre discos ao vivo, o Tremendão renovou o repertório com os álbuns Pra falar de amor (2001), Santa música (2003) e Rock’n’roll (2009).

Produzido por Liminha, que deu o devido polimento a parcerias inéditas de Erasmo com Nando Reis e Nelson Motta, o jovial álbum Rock’n’roll abriu trilogia revigorante que gerou os álbuns Sexo (2011) – novamente sob a batuta de Liminha – e Gigante gentil (2014), este feito com Kassin.

Com o fôlego renovado, Erasmo lançou em 2018 um dos melhores álbuns da vasta obra, …Amor é isso, gravado sob direção artística de Marcus Preto, também mentor do 33º e último álbum do Tremendão, O futuro pertence à… Jovem Guarda (2022), produzido por Pupillo e lançado em fevereiro com músicas da Jovem Guarda até então nunca gravadas por Erasmo, casos de Alguém na multidão (Rossini Pinto, 1965) e Tijolinho (Wagner Benatti, 1966), destaques de disco agraciado com o Grammy Latino na semana passada.

Erasmo teve tempo de celebrar o prêmio, mas não teve tempo de gravar o álbum de músicas inéditas que já planejara fazer com Marcus Preto.

Pilar do rock brasileiro quando o país ainda nem tinha um mercado de rock propriamente dito, Erasmo Carlos foi gigante que jamais ficou à sombra de Roberto Carlos. Gigante gentil como a obra afetuosa, atravessada pelo amor às mulheres e à natureza. E marcada pelo culto a esse tal de rock’n’roll, paixão juvenil que acompanhou o artista por toda a vida.

*Por Mauro Ferreira
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*Fonte: G1

Você sabia que Os Simpsons é um spin-off?

Algumas de suas séries preferidas são, na verdade, spin-offs. Isso inclui uma das séries mais históricas que temos: Os Simpsons

Para quem gosta de uma certa narrativa e universo, um spin-off é tudo de bom. Isso porque você pode acompanhar os personagens que você tanto gosta ou um estilo de história e ambientação iguais – ou parecidos. Por exemplo, veja o sucesso que House of The Dragon está fazendo após a recordista Game of Thrones. Isso considerando que os personagens são completamente diferentes.

Ao longo dos anos, diversos spin-offs fizeram sucesso e, inclusive, alguns fizeram mais sucesso que a obra original. Esse foi o caso dos Simpsons, um dos maiores seriados de todos os tempos.

Isso mesmo, Os Simpsons é conhecido por ter sido feito inicialmente como uma série de curtas animados de comédia para ser exibida antes e depois das propagandas do Tracy Ullman Show. Assim sendo, o cartunista Matt Groening havia pensado em adaptar sua longa história em quadrinhos Life in Hell para esse propósito.

No entanto, em vez de abrir mão dos direitos de publicação de Life in Hell, ele inventou a família Simpson na hora enquanto esperava para entrar em uma reunião de apresentação. Logo, todo o legado da família amarela começou como curtas engraçadinhos inventados de última hora.

Melhores spin-offs
Acontece, em alguns casos, do spin-off ter mais sucesso que a série original. Veja alguns exemplos.

O Espetáculo de Andy Griffith
Esta comédia dos anos 1960, estrelada pelo comediante titular como o xerife de Mayberry, Andy Taylor, ganhou seis Emmys durante sua exibição e fez muitas listas de “Melhores de todos os tempos” desde então. No entanto, sua série mãe, The Danny Thomas Show, também fez sucesso.

O Flash
A segunda parte do Arrowverse da CW – estrelando Grant Gustin como o super-herói veloz – superou o criador, com quase todas as temporadas com média de mais espectadores do que a temporada equivalente de Arrow.

Lei e Ordem: Unidade de Vítimas Especiais
Nenhum drama do horário nobre americano foi ao ar por mais temporadas do que esta obra da NBC liderada por Mariska Hargitay, nem mesmo o original de grande sucesso Law & Order.

NCIS
NCIS é o raro spinoff com seus próprios spinoffs, um sucessor de JAG (Judge Advocate General) e um antecessor de NCIS: Los Angeles e NCIS: New Orleans. Enquanto JAG durou apenas 10 temporadas, NCIS acabou de encerrar sua 17ª.

Teen Mom 2
O reality show da MTV 16 and Pregnant durou cinco temporadas, mas seus spinoffs Teen Mom e Teen Mom 2 ficaram por mais tempo. De fato, a última série foi ao ar com nove temporadas e 171 episódios até o momento.

The Colbert Report
O “The Daily Show” de Jon Stewart abriu o caminho para o ex-personagem do programa de notícias falsas, o falso correspondente Stephen Colbert, ter seu próprio programa na rede.

Assim, Stewart explicou a diferença entre os dois shows, dizendo: “Na forma como ‘The Daily Show’ é uma espécie de brincadeira na estrutura das notícias, isso é mais uma brincadeira no culto de programas de personalidade”.

Em 2020, “The Colbert Report” ganhou um Emmy de Melhor Série de Variedades, encerrando a série de vitórias de uma década do “The Daily Show”.

Stargate Atlantis
No meio da corrida de 10 anos de “Stargate SG-1”, “Stargate: Atlantis” começou. A história do spin-off começa onde “Stargate SG-1” concluiu sua sétima temporada, com a descoberta dos personagens de um posto avançado antártico criado por alienígenas.

A série de ficção científica militar recebeu quatro indicações ao Emmy durante sua execução, enquanto o original “Stargate SG-1” teve oito indicações.

Frasier
Quando “Cheers” terminou em maio de 1993, o spin-off “Frasier” do personagem principal da série, Dr. Frasier Crane (Kelsey Grammer) estava a apenas alguns meses de sua estreia.

Transmitido na NBC de 1993 a 2004, “Frasier” seguiu o psiquiatra quando ele se mudou para Seattle após um casamento dissolvido em Boston. Uma vez em Washington, Crane tem que cuidar de seu pai ferido, Martin, e navegar em seus sentimentos românticos pela cuidadora de Martin, Daphne.

“Frasier” recebeu 31 Emmys ao longo de 11 anos, superando “Cheers”, que teve 28 vitórias.

*Por Maria Luiza Valeriano
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*Fonte: fatosdesconhecidos