NASA está querendo comercializar a Estação Internacional Espacial

Enquanto o homem ainda não chega à Marte, uma segunda aposta da agência espacial dos Estados Unidos é arranjar formas de lucrar com sua Estação Internacional. Já pensou em ver os astronautas usando novos modelos da Nike nos pés e com cartazes de diversas marcas espalhadas por dentro da nave?

Com essa nova política comercial da NASA, empresas e companhias de capital privado ganham uma maneira de divulgar sua marca e produtos, o que, sem dúvida, vai impactar os cidadãos de todo o mundo.

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“Hoje, há um número de atividades que são proibidas. Não podemos fazer propaganda e marketing ou práticas com propósito de lucrar”, explicou o subdiretor da Estação Internacional Espacial, Robyn Gatens.

“Nós gostaríamos de abrir essa possibilidade, mas precisamos explorar quais mudanças legais precisam ser tomadas. Então, estamos embarcando nessa ideia e desenvolvendo políticas para tornar possível que entidades comerciais utilizem a Estação Internacional como uma nova possibilidade de mercado”, completou.

Isso não quer dizer que a NASA não tenha associação com nenhuma empresa privada. Pelo contrário, a agência tem contrato com as companhias SpaceX e Orbital ATK, que já lançaram missões para o laboratório em órbita. Outro exemplo é o modelo inflável da empresa Bigelow Aerospace, que foi acoplado à Estação Internacional Espacial em 2016.

Esse impulso de comercializar a Estação Internacional está aliado a um desejo de privatizar as atividades da órbita terrestre baixa (LEO, em inglês), uma prioridade do governo de Donald Trump.

Exemplo disso é o pedido de orçamento da Casa Branca para 2019, que elimina o financiamento direto para a Estação Internacional em 2025 e aloca cerca de 150 milhões de dólares para encorajar o desenvolvimento de marcas do setor privado a investir nas plataformas de órbita terrestre baixa.

Essa nova medida orçamentária está sendo vista com ressalva por alguns e ainda será discutida no Congresso norte-americano.

Também há quem diga que, mesmo que ela entre em vigor, isso não significa que a Estação Espacial será ‘desorbitada’ em 2025. “É possível que continuemos a operar certas partes da Estação, ou ela inteira, durante esse novo modelo. A questão é que, devido a forma com que nós administramos a Estação hoje, e considerando que o governo nos regula, a ideia é que ela se torne algo mais comercial”, explicou Gatens.

 

 

 

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*Fonte: revistagalileu

Por que o homem não pisou mais na Lua?

Foi, nas palavras de Neil Armstrong, um pequeno passo para o homem, mas um salto enorme para a humanidade.

Em 21 de julho de 1969, às 2h56 no horário local (0h56 no horário de Brasília), um ser humano – no caso, Armstrong – pisou pela primeira vez na Lua. A notícia estremeceu o mundo. Outras cinco expedições americanas chegaram ali até dezembro de 1972, quando Eugene Cernan fechou o ciclo de alunissagens, ou seja, de pousos na superfície da Lua. Depois dele, nenhum homem voltou ao satélite natural da Terra em mais de 45 anos.

Muitas teorias de conspiração foram criadas deste então para apoiar a ideia de que as alunissagens nunca aconteceram e que as imagens que se difundiram não foram nada mais do que montagens feitas em estúdios de televisão. Mas os motivos, na verdade, são outros: dinheiro, relevância científica e, é claro, questões políticas.

Mas quase meio século depois, o governo dos Estados Unidos anunciou que pretende voltar ao satélite em breve. E que isso pode ser só uma primeira parada em uma jornada para a conquista de Marte.

Na segunda-feira, o presidente Donald Trump aprovou a Diretriz de Política Espacial 1, uma ordem presidencial que autoriza a Nasa a enviar novamente missões tripuladas à Lua.

A previsão é que a diretriz, que foi firmada sem consulta prévia ao Senado, só entre em vigor quando restar ao presidente dois anos na Casa Branca. Mas tendo em vista os prazos para a aprovação dos orçamentos, muitos especialistas temem ela não será efetiva – a menos que Trump seja reeleito em 2020.

Entenda a seguir o que fez os Estados Unidos, e nenhum outro país, não enviarem uma tripulação sequer à Lua em quase meio século – e por que isso pode mudar agora.

Questão de orçamento

Com a façanha de Armstrong, os Estados Unidos foram coroados em sua batalha pela corrida espacial com a então União Soviética, que já havia colocado um cachorro e um tripulante, Yuri Gagarin, no espaço, mas não conseguiu chegar muito além da atmosfera terrestre.

A iniciativa foi, no entanto, extremamente dispendiosa.

“Enviar uma nave tripulada à Lua era extremamente caro, e realmente não há uma explicação verdadeiramente científica para sustentá-la”, explica à BBC Mundo Michael Rich, professor de Astronomia da Universidade da Califórnia em Los Angeles.

De acordo com o especialista, para além do interesse científico, por trás das missões à Lua encontravam-se razões políticas – basicamente a competição pelo controle do espaço.

Ao longo dos anos, com a Lua “conquistada” pelos Estados Unidos, pisar no satélite começou a perder o interesse. “Não havia justificativa científica ou política para retornar”, diz Rich.

George W. Bush propôs em 2004, durante seu mandato, um plano semelhante ao de Trump: enviar uma nova tripulação à Lua e, de lá, abrir as portas para a conquista de Marte.

Mas o projeto se desfez, segundo Rich, pela mesma razão pela qual não havia se repetido antes: seu custo.

O governo Barack Obama, que sucedeu Bush, não se mostrou disposto a gastar os US$ 104 bilhões (o equivalente a R$ 344,44 bilhões) calculados como o custo da empreitada.

“Na prática, é muito difícil convencer o Congresso a aprovar um orçamento tão exorbitante quando, a partir do ponto de vista científico, não havia razões suficientes para retornar à Lua. O projeto Apollo (para levar o homem até lá) foi grandioso, mas pouco produtivo cientificamente falando”, comenta.

Durante os anos do programa, o montante que o governo dos Estados Unidos destinava aos projetos da Nasa representava quase 5% do orçamento federal. Atualmente, corresponde a menos de 1%.

“Naqueles anos, os americanos estavam convencidos de que destinar tal quantia para esses projetos era necessário. Depois disso, acredito que a maioria da população não estivesse muito convencida da ideia de que seus impostos fossem destinados a um passeio pela Lua”, afirma.

Outra razão, comenta, é que a Nasa se viu envolvida em outros projetos mais importantes nos anos que se seguiram: novos satélites, sondas a Júpiter, pôr em órbita a Estação Espacial Internacional, investigações sobre outras galáxias e planetas, ou seja, projetos que tinham mais “relevância científica” do que uma potencial viagem de volta ao satélite.
A nova corrida espacial

As potenciais viagens à Lua começaram, no entanto, a ganhar novamente interesse nos últimos anos.

Há cada vez mais iniciativas estatais e privadas que não só anunciam um retorno ao satélite, mas também planos ambiciosos de colonização, a maioria baseada no barateamento de tecnologias e na fabricação de naves espaciais.

A China, por exemplo, planeja pousar na superfície da Lua em 2018, enquanto a Rússia anunciou que pretende ter uma nave ali em 2031.

Enquanto isso, muitas iniciativas privadas buscam um modelo de negócios espacial que englobe desde explorar os minerais que existem na Lua até vender fragmentos do satélite como pedras preciosas.

E, ao que parece, os Estados Unidos não querem ficar para trás.

Novas justificativas

A agência espacial americana sustenta há anos que ainda existem grandes razões para voltar à Lua.

A Nasa considera que o retorno do homem poderia trazer um maior conhecimento da ciência lunar e permitir a aplicação de novas tecnologias no solo.

Além disso, Laurie Castillo, porta-voz da Nasa, assegurou à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que a agência continua na Lua – mesmo sem a presença humana.

“Temos hoje a Lunar Reconnaissance Orbiter (uma sonda especial americana lançada em 2009 para exploração da Lua), que está fazendo coisas impressionantes”, disse

“Mas quando se leva em conta o desenvolvimento tecnológico que alcançamos, você se pergunta se ainda é necessário enviar um homem fisicamente à Lua para comprovar qualquer tecnologia. Então você conclui que as razões para voltar fogem novamente ao meramente científico”, opina o professor Rich.

Logo, o anúncio feito por Trump tem fundo político, avalia.

“Acredito que ele queira dar a ideia de que os Estados Unidos não ficarão para trás na nova corrida espacial.”

Dados os avanços tecnológicos e a aposta do setor privado na conquista especial, Rich não acredita que uma base na Lua ou em Marte esteja longe da realidade.

“Em menos de cem anos, estou quase certo de que a Lua estará muito próxima e que estaremos explorando outros lugares do Universo.”

 

 

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

Por que o homem nunca voltou à Lua?

Desde 1972 o homem não vai mais à Lua. As missões, que se iniciaram com Apollo 11, em 1969, finalizaram com Apollo 17, Gene Cernan, há 45 anos, e muito se tem questionado sobre o real motivo que levou o Estados Unidos da América (EUA) a, se quer, lançar algum dispositivo no espaço. Algumas especulações sobre o fim do homem na Lua foram feitas, e isso tem levado algumas pessoas a afirmarem que os americanos foram expulsos pelos extraterrestres. Outros rumores afirmam que existe uma base lunar no lado escuro da lua, o lado que nunca vemos da Terra.

Porém, o fim de viagens do homem à Lua acabou devido a mudanças nos planos e prioridades do país. Isso porque os níveis de gastos federais que a NASA havia recebido antes de 1966 haviam se tornado insustentáveis ​​para um público que se tornara financeiramente cauteloso, particularmente quando sofreram uma grande crise do petróleo em 1973, que mudou as prioridades da nação.

As despesas no espaço estavam sofrendo restrições fiscais muito mais do que nunca, limitando a NASA à pesquisa e missões científicas nos próximos anos. Tais programas incluíram o desenvolvimento do programa Skylab em 1973, e o programa de ônibus espacial, bem como um número de sondas robóticas e satélites.

A mudança de prioridades afetou profundamente a força de vontade dos formuladores de políticas para implementar novas missões exploratórias para a Lua e para além dela. Os sonhos otimistas de chegar a Marte haviam morrido há muito tempo e, à medida que a NASA se concentrava no Ônibus Espacial, a infra-estrutura física que suportava as missões lunares desapareceu: os foguetes Saturn V já não eram fabricados e os foguetes não utilizados eram exibidos em museus.

Todo o aparato técnico e de fabricação, que tem apoiado operações militares e civis, também começou a diminuir. As negociações de limitação de armas estratégicas (SALT) e seus sucessores começaram a congelar o número de mísseis que poderiam ser implantados pelos Estados Unidos e pela União Soviética em 1972, e cada país começou a demitir-se de suas operações.

Até recentemente, as operações de vôos espaciais dos EUA estavam focadas inteiramente nas atividades da Baixa órbita terrestre, bem como admiráveis ​​programas internacionais cooperativos, como a Estação Espacial Internacional. E isso tem provocado algumas discussões, já que para algumas pessoas, ir até a Lua podem ser os maiores esforços científicos da nossa existência, já que nos permite compreender melhor a criação de nosso planeta e sistema solar e o mundo maior ao nosso redor. Além disso, isso demonstra a importância do país em investir na ciência. Porém, pelo que tudo indica não existem mais planos para um possível Apollo 18.

Até mesmo as peças utilizadas para o lançamento dos foguetes Saturno V não estão sendo mais fabricadas. Além disso, as máquinas fabricadas e que não foram utilizadas na época estão todas em museus para apreciação do público.

Deixe aqui a sua opinião sobre o assunto. E também não se esqueça de compartilhar com seus amigos.

 

 

 

 

 

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Quais os requisitos para ser astronauta? A NASA responde!

O anúncio que a NASA fez dia 17 de junho, que havia selecionado oito novos astronautas fez algumas pessoas se perguntarem: O que é preciso para tornar-se um astronauta?

A resposta curta, de acordo com a Dr. Janet Kavandi, (uma ex-astronauta que agora dirige as operações da tripulação de voo no Centro Espacial Johnson, em Houston) é que a agência está à procura de homens e mulheres talentosos com “ego pequeno” e que “gostam de fazer coisas difíceis”.

Somos uma plataforma dedicada ao conhecimento que só poderá continuar a existir graças a sua comunidade de apoiadores. Saiba como ajudar.

Claro que, só porque você é modesto e gosta de um desafio não significa que será um astronauta. Para ser candidato num treinamento de astronautas você deve atender a critérios físicos, educacionais e psicológicos muito restritos. Aqui estão as respostas de oito perguntas sobre o que é preciso para ser candidato a astronauta:

1. Eu tenho que ser um cidadão norte-americano?
Sim, você tem que ser americano. Dupla nacionalidade também serve. Se você é um cidadão da Rússia, Canadá, Japão, Brasil ou outro país que possua agência espacial própria, você pode se inscrever através dessas agências. Aqui está uma lista de agências espaciais nacionais e internacionais.

2. Existe alguma restrição quanto a idade?
Não. Antigamente, os astronautas tinham uma faixa etária de 26-46 anos. Hoje, a idade média é 34 anos.

3. É melhor fazer uma faculdade ou universidade em particular?
A NASA não recomenda qualquer faculdade ou universidade em particular, desde que seja credenciada.

4. Existe uma área específica que devo escolher para estudar?
Você deve ter um diploma em engenharia, ciências biológicas, ciências físicas ou matemática.

5. Eu preciso ter experiência em voo?
Não necessariamente. O candidato ou deve ter um mínimo de 1.000 horas de tempo de piloto em aviões a jato ou três anos de experiência profissional numa área relacionada à sua formação acadêmica (por exemplo, três anos trabalhando como engenheiro, após concluir o curso).

6. Que tipo de requisitos físicos são necessários?
Você passará por um rigoroso teste físico. Entre outras coisas, a sua pressão arterial não pode ultrapassar 140/90 e sua altura deve estar entre 1,57 e 1,90 metros. A sua visão deve ser corrigíveis a 20/20 em cada olho. Cirurgia de correção de visão é permitida, desde que tenha sido feita pelo menos a um ano e não tenha complicações e sequelas permanentes.

7. Qual é o salário anual dos astronautas?
Os astronautas são pagos em uma escala governamental (GS-11 a GS-14), com base na sua experiência e formação acadêmica. Atualmente, o astronauta começa ganhando cerca de 5.400 dólares por mês (cargo GS-11). Já o cargo de GS-14, o salário chega até US$ 11.800 por mês.

8. Qual é a concorrência?
Muito alta. Esses oito recém formados astronautas foram selecionados entre mais de 6.100 candidatos. E esse não foi o maior grupo de candidatos na história da NASA.

Publicado no The Huffington Post

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*Fonte: universoracionalista