Eclipse lunar total em breve; veja como acompanhar

Um eclipse lunar total ocorrerá em breve, nos dias 15 (domingo) e 16 (segunda-feira). É um evento raro, no qual a Lua passa pela sombra da Terra, ocasionando um eclipse lunar total.

O evento corresponde a um alinhamento perfeito entre a Lua, a Terra e o Sol. Assim, o eclipse lunar total só pode ocorrer durante a fase da Lua cheia, quando a Terra está entre os dois astros. Na maioria das vezes, esse eclipse é parcial, porque a órbita do satélite fica ao norte ou sul da órbita terrestre.

Nesse caso em específico, a Lua adentra na região de sombra da Terra, que impede que a luz solar atinja sua superfície. Os eclipses lunares ocorrem duas vezes ao ano, mas o eclipse lunar total é algo mais raro.

Esse será o primeiro do ano de 2022, e pode ser total ou penumbral, a depender da localidade. Em algumas áreas das Américas, Europa, África e leste do Pacífico, será possível ver o eclipse lunar total, enquanto na Nova Zelândia, Europa Oriental e Oriente Médio, o eclipse penumbral será visível.

Eclipse lunar total: como acompanhar
É possível assistir a um eclipse lunar total a olho nu, com binóculos ou um telescópio. Diferentemente dos eclipses solares, os lunares costumam durar algumas horas, então há mais tempo para apreciar o evento. Contudo, se o tempo for imprevisível ou você não puder assistir ao eclipse na sua região, há algumas transmissões online onde você pode acompanhar.

No Brasil, o eclipse terá início às 23hrs de domingo e se estenderá até às 3h50 de segunda-feira, segundo o Climatempo.

Caso não consiga ver pessoalmente, é possível acompanhar por transmissões, como a da NASA, que inclui ainda um chat ao vivo e discussão acerca da missão Ártemis, um programa de pouso na Lua. Canais brasileiros também irão disponibilizar uma transmissão, como o do Observatório Nacional e o do Observatório Astronômico Rei do Universo.

O próximo e último eclipse lunar de 2022 vai ocorrer no dia 8 de novembro. Ele será visível, pelo menos parcialmente, na Ásia, Austrália e América do norte, partes do norte e leste da Europa, no Ártico, e na maior parte da América do Sul.

*Por Dominic Albuquerque
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*Fonte: socientifica

Asteroide gigante e ‘potencialmente perigoso’ se aproximará da Terra em maio

Já imaginou se um asteroide gigante se chocasse com a Terra? Pois é exatamente isso que a NASA vem fazendo ao monitorar um asteroide estratosférico que passará “perto” do planeta Terra no mês de maio: reconhecido como um objeto com “poder destruidor” com diâmetro de 1,8 km, o 7335 (1989 JA), como o asteroide foi batizado, se aproximará do nosso planeta no dia 27 de maio. Apesar do alarme e da classificação como “asteroide potencialmente perigoso”, não há, segundo a agência espacial estadunidense, motivos para maiores preocupações.

Atualmente viajando em altíssima velocidade, no dia 27 o 7335 (1989 JA) irá passar “raspando” por nosso planeta, a “somente” cerca de 3,9 milhões de quilômetros de distância, mas, segundo a NASA, a proximidade não é suficiente para de fato ameaçar a Terra. De acordo com o site da agência, um “asteroide potencialmente perigoso” assim é classificado “baseado em parâmetros que medem o potencial do asteroide de se aproximar com perigo da Terra”, estabelecendo o limite em cerca de 7,4 milhões de quilômetros de distância. Qualquer corpo celeste que passe em distância inferior a essa do nosso planeta é classificado como “potencialmente perigoso”.

Outra medida importante para classificar a ameaça é o tamanho do corpo celeste, já que milhares de objetos se aproximam da Terra constantemente: o asteroide precisa ser maior que cerca de 140 metros de diâmetro para alcançar a classificação. Uma fotografia tirada no início de abril mostra o 7335 (1989 JA) a cerca de 57 milhões de quilômetros de distância, mas, no final de maio, a aproximação trará o asteroide para uma proximidade de “somente” 10,5 vezes a distância da Terra para a Lua.

Descoberto pela astrônoma estadunidense Eleanor Helin em maio de 1989, o asteroide em questão possui uma dimensão de quatro vezes o tamanho do edifício Empire State, em Nova York, com seus mais de 440 metros de altura e seus 102 andares, conforme informou a NASA em comunicado. Asteroides são objetos rochosos que orbitam o sol, mas que possuem um tamanho menor que um planeta, porém maior que um meteorito: o 7335 (1989 JA) completa uma volta ao redor do sol a cada 861 dias, ou 2 anos e 4 meses.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

Primeiro eclipse solar de 2022 ocorre neste sábado (30)

Astrofísico da FEI explica o que esperar e como acompanhar o fenômeno celeste!

Neste sábado, dia 30 de abril, ocorrerá o primeiro eclipse solar de 2022. De tipo parcial, ele deve mostrar a Lua cobrindo mais de 50% da forma visível do Sol. E, embora não possa ser acompanhado em sua totalidade no Brasil, o fenômeno celeste deve atrair a atenção de cientistas e astrônomos amadores, ficando mais perceptível no sudeste do Oceano Pacífico e extremo sul da América Latina, principalmente na Argentina, Uruguai, Chile e Bolívia.

“Como seu ápice ocorrerá por volta de 17h40, no horário de Brasília, o fenômeno celeste tem sido chamado de ‘eclipse do pôr do sol’”, explica Cássio Barbosa, astrofísico e professor do departamento de Física da FEI. “Infelizmente, nas grandes cidades brasileiras, não será possível acompanhar a Lua obscurecendo parte da luz do Sol. Mas, se houver condições de visibilidade no dia e for feito o uso de filtros apropriados, será possível ver a Lua cobrindo marginalmente o Sol e os corpos celestes mais próximos, algo que pode ser interessante também”, conta ele.

Conforme esclarece o docente da FEI, eclipses solares acontecem quando, do ponto de vista terrestre, a Lua parece bloquear a luz do Sol, algo que, geralmente, se passa durante a fase de Lua nova. “No caso dos eclipses solares totais, com os dois corpos celestes plenamente alinhados, o disco lunar consegue sobrepor por completo a face da estrela. Já nos eclipses solares parciais, a interposição da Lua atravessa apenas o arco do disco solar”, diz Barbosa.

Ainda de acordo com professor, apesar do evento do próximo sábado (30/04) não ser plenamente visível no Brasil, ele marca a abertura da temporada de observações de fenômenos astronômicos naturais no ano.

“A boa notícia é que este eclipse não vem desacompanhado. Teremos outros três ao longo de 2022, sendo dois eclipses solares e um eclipse lunar, que ocorrerá no próximo dia 16 maio. Inclusive, para este último, não será necessário qualquer tipo de equipamento especial para acompanhar. Um bom binóculo é o suficiente para ver em detalhes”, recomenda.

Como acompanhar
Se não é possível ver com os próprios olhos, ao menos será possível acompanhar na página do Observatório Nacional no Youtube. O fenômeno terá início às 15h45 (horário de Brasília) e retransmissão ao vivo terá início um pouco mais cedo, às 15h.

Em casos em que seja possível avistar o eclipse, fica o alerta da Agência Brasil: a observação de eclipses solares nunca deve ser feita nem a olho nu, nem com óculos escuros, chapas de Raio X ou filmes fotográficos, porque a claridade e o calor do Sol podem danificar seriamente a retina. Uma sugestão dada por especialistas é comprar, em lojas de ferragens ou de materiais de construção, o chamado vidro de solda. A tonalidade desse vidro deve ser, no mínimo, 14. O vidro deve ser colocado diante dos olhos para uma observação segura do Sol.

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*Fonte: ciclovivo

Asteroide com maior risco de impacto poderá atingir a Terra em 2023

O Observatório Astronômico Mount Lemmon, no Arizona, EUA, detectou um asteroide com alto risco de impacto com a Terra. Ele se aproximará da Terra em meados de 2023.

Asteroide com maior risco de impacto poderá atingir a Terra em 2023
O asteroide 2022 AE1, encontrado em 6 de janeiro em uma pesquisa do Observatório Astronômico Mount Lemmon, no Arizona, nos Estados Unidos, segundo os cientistas, tem o maior risco de colisão com a Terra entre todos os objetos próximos da Terra conhecidos.

Os dados sobre o objeto são fornecidos no site do Centro para o Estudo de Objetos Próximos à Terra (CNEOS) do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA.

O tamanho do asteroide 2022 AE1 é comparável ao tamanho do hipotético “meteorito de Tunguska” – cerca de 70 metros, o que equivale à altura de um prédio de 23 andares.

A velocidade de movimento deste corpo cósmico é de 19,83 km/s. A magnitude visual do brilho – 22V, o que o deixa no limite da possibilidade de observação por grandes telescópios. Na última semana devido à lua cheia, o objeto não é visível.

Atualmente, o objeto recebeu um ponto na escala de dez pontos de Turim de perigo que emana de um objeto celestial. Um ponto é o limite da norma. Você deve começar a se preocupar quando a pontuação for de 4 pontos ou mais.

A magnitude do perigo na escala de Turim é determinada com base na probabilidade matemática de uma colisão e na energia cinética de uma colisão – de zero no caso em que a probabilidade de uma colisão está abaixo do erro de observação, a dez quando uma colisão é inevitável.

Uma potencial colisão com a Terra é possível em 4 de julho de 2023. Os cientistas estimam a probabilidade de uma colisão em 1 em 1700.

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*Fonte: ovnihoje

Camada de ozônio está se recuperando e restaurando circulação de ventos

Em meio à enxurrada de más notícias dos últimos dias, eis que temos boas novas para compartilhar! Um levantamento apontou que a camada de ozônio está se recuperando e regenerando a circulação de ventos por todo o planeta, em especial no Hemisfério Sul, e a restauração parece estar associada às medidas acordadas e postas em ação a partir da assinatura do Protocolo de Montreal, em 1987.

Regeneração
O Protocolo de Montreal estabeleceu as diretrizes para frear a fabricação e uso de agentes associados com a destruição da camada de ozônio que envolve o planeta, entre eles os clorofluorocarbonetos – substâncias conhecidas popularmente como CFCs. Já no início dos anos 2000, se registrou uma queda significativa nas concentrações desses materiais na atmosfera, assim como o início da recuperação da camada de ozônio em escala global e da redução do colossal “buraco” que existia nela sobre a Antártida.

Agora, o levantamento apresentado apontou que, na mesma época, o impacto na circulação dos ventos registrado em decorrência das alterações na atmosfera provocadas pelo uso de substâncias envolvidas na rarefação da camada de ozônio começou a se normalizar. Mais precisamente, se notou uma pausa na migração de correntes de ar em direção aos polos terrestres e inclusive uma reversão em algumas das anomalias nos padrões de ventos que vinham sedo registradas até então.

Só para você entender melhor a importância desse resultado, você já deve ter ouvido falar de correntes de ar conhecidas como “correntes de jato”, certo? Elas circulam a grandes altitudes e velocidade entre a troposfera e a estratosfera e fluem em direção aos polos. Pois, por conta da rarefação da camada de ozônio, essas correntes haviam começado a circular mais ao sul do que o normal no nosso hemisfério, afetando, com isso, os padrões de chuva – e possivelmente até os de correntes oceânicas, interferindo, por sua vez, no clima.

O que o levantamento mostrou foi que, pouco mais de 1 década depois de o Protocolo de Montreal entrar em vigor, o deslocamento das correntes de jato parou – e inclusive sofreu reversão em alguns pontos –, mostrando que o esforço conjunto e o compromisso global de parar com a fabricação e emissão de substâncias prejudiciais para a camada de ozônio rendeu excelentes frutos.

Mas, apesar de o resultado do estudo merecer ser celebrado, é importante mencionar que as emissões de gases de efeito estufa continuam sendo um sério problema. Ademais, nos últimos anos, foi detectado um aumento na emissão de outros materiais associados com a rarefação da camada de ozônio, especialmente na China, algo que pode afetar a reversão das correntes aos padrões normais e, na pior das hipóteses, voltar a empurrá-las em direção aos polos.

*Por Maria Tamanini
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*Fonte: tecmundo

A rotação da Terra está diminuindo – e pode ser a razão pela qual temos oxigênio para a vida

Desde sua formação, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a rotação da Terra tem diminuído gradualmente e, como resultado, seus dias têm se tornado progressivamente mais longos.

Embora a desaceleração da Terra não seja perceptível nas escalas de tempo humanas, é o suficiente para operar mudanças significativas ao longo de eras. Uma dessas mudanças, sugere uma nova pesquisa, é talvez a mais significativa de todas, pelo menos para nós: o prolongamento dos dias agora está relacionado à oxigenação da atmosfera terrestre.

Especificamente, as algas azuis (ou cianobactérias) que surgiram e proliferaram há cerca de 2,4 bilhões de anos seriam capazes de produzir mais oxigênio como um subproduto metabólico porque os dias da Terra ficaram mais longos.

“Uma questão persistente nas ciências da Terra é como a atmosfera da Terra obtém seu oxigênio e quais fatores são controlados quando essa oxigenação ocorre”, disse o microbiologista Gregory Dick, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

“Nossa pesquisa sugere que a taxa na qual a Terra está girando – em outras palavras, a duração do dia – pode ter tido um efeito importante no padrão e no tempo de oxigenação da Terra”.

Existem dois componentes principais nessa história que, à primeira vista, não parecem ter muito a ver um com o outro. O primeiro é que a rotação da Terra está diminuindo.

A razão pela qual a rotação da Terra está diminuindo é porque a Lua exerce uma atração gravitacional no planeta, que causa uma desaceleração rotacional, uma vez que a Lua está gradualmente se afastando.

Sabemos, com base no registro fóssil, que os dias duravam apenas 18 horas, há 1,4 bilhão de anos, e eram meia hora mais curtos do que hoje 70 milhões de anos atrás. As evidências sugerem que estamos ganhando 1,8 milissegundos por século.

O segundo componente é algo conhecido como o Grande Evento de Oxigenação – quando as cianobactérias emergiram em tão grandes quantidades que a atmosfera da Terra experimentou um aumento acentuado e significativo de oxigênio. Sem essa oxigenação, os cientistas pensam que a vida como a conhecemos não poderia ter surgido; então, embora as cianobactérias não sejam tão populares para nós hoje, o fato é que provavelmente não estaríamos aqui sem elas.

Ainda há muita coisa que não sabemos sobre este evento, incluindo questões latentes como por que aconteceu na época que aconteceu e não algum tempo antes na história da Terra.

Foram necessários cientistas trabalhando com micróbios cianobacterianos para conectar os pontos. Na dolina da Middle Island, no Lago Huron, América do Norte, podem ser encontrados tapetes microbianos que são considerados análogos das cianobactérias responsáveis ​​pelo Grande Evento de Oxigenação.

As cianobactérias roxas que produzem oxigênio por meio da fotossíntese e os micróbios brancos que metabolizam o enxofre competem em um tapete microbiano no leito do lago. À noite, os micróbios brancos sobem até o topo do tapete microbiano e comem enxofre. Quando o dia amanhece e o Sol se estende alto o suficiente no céu, os micróbios brancos se retraem e as cianobactérias roxas sobem ao topo.

“Agora elas podem começar a fotossintetizar e produzir oxigênio”, disse a geomicrobiologista Judith Klatt, do Instituto Max Planck de Microbiologia Marinha, na Alemanha.

“No entanto, leva algumas horas antes de realmente começarem, havendo uma longa defasagem pela manhã. As cianobactérias acordam mais tarde do que os micróbios com hábitos matutinos, ao que parece”.

Isso significa que a período diurno em que as cianobactérias podem bombear oxigênio é muito limitado – e foi esse fato que chamou a atenção do oceanógrafo Brian Arbic, da Universidade de Michigan. Ele se perguntou se a mudança na duração dos dias ao longo da história da Terra teve um impacto na fotossíntese.

“É possível que um tipo semelhante de competição entre micróbios contribuiu para o atraso na produção de oxigênio na Terra primitiva”, explicou Klatt.

Para demonstrar essa hipótese, a equipe realizou experimentos e análises nos micróbios, tanto em seu ambiente natural quanto em um ambiente de laboratório. Eles também realizaram estudos de modelagem detalhados com base em seus resultados para vincular a luz solar à produção de oxigênio microbiano e a produção de oxigênio microbiano à história da Terra.

“A intuição sugere que dois dias de 12 horas devem ser semelhantes a um dia de 24 horas. A luz do sol sobe e desce duas vezes mais rápido, e a produção de oxigênio segue em compasso”, explicou o cientista marinho Arjun Chennu, do Centro Leibniz de Pesquisa Marinha Tropical na Alemanha.

“Mas a liberação de oxigênio dos tapetes bacterianos não, porque é limitada pela velocidade de difusão molecular. Este desacoplamento sutil da liberação de oxigênio da luz solar está no cerne do mecanismo”.

Esses resultados foram incorporados a modelos globais de níveis de oxigênio, e a equipe descobriu que o aumento dos dias estava relacionado ao aumento no oxigênio da Terra – não apenas o Grande Evento de Oxigenação, mas outra segunda oxigenação atmosférica chamada de Evento Neoproterozoico de Oxigenação em torno de 550 a 800 milhões anos atrás.

“Nós vinculamos as leis da física operando em escalas muito diferentes, da difusão molecular à mecânica planetária. Mostramos que existe uma conexão fundamental entre a duração do dia e a quantidade de oxigênio que pode ser liberado por micróbios que vivem no solo”, disse Chennu.

“É muito emocionante. Desta forma, ligamos a dança das moléculas no tapete microbiano à dança do nosso planeta e sua Lua”.

A pesquisa foi publicada na Nature Geoscience.
*Por: Michelle Starr
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*Fonte: universoracionalista

Cientistas estão prestes a desvendar os mistérios do lado oculto da Lua

Um mistério para a ciência, as características do lado oculto da Lua – também chamado de lado escuro ou lado negro – pode estar prestes a ser desvendado por pesquisadores. Trata-se do hemisfério do satélite que não é visto da Terra.

Em artigo publicado no The Conversation, o professor de geociências na Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, Iraklis Giannakis, explica que essa parte da Lua é de grande importância devido às suas formações geológicas. Outra diferença, em relação ao lado conhecido, é que ela bloqueia todo o ruído eletromagnético da atividade humana, tornando-se o local ideal para a construção de radiotelescópios.
Em 2019, o módulo de pouso Chang’E-4 e seu robô Yutu-2 – enviados em missão espacial pela China – foram os primeiros objetos humanos pousar no lado oposto da superfície lunar.

Uma equipe liderada por Giannakis desenvolveu, então, uma ferramenta capaz de detectar com mais detalhes sobre as camadas abaixo da superfície lunar, algo que os radares orbitais mais antigos são eram capazes de fazer.

De acordo com o especialista, com esse novo modelo é possível “fazer estimativas mais precisas sobre a profundidade da superfície superior do solo lunar, que é uma maneira importante de determinar a estabilidade e a resistência da base do solo para o desenvolvimento de bases lunares e estações de pesquisa”.

Uma das hipósteses da ciência, que poderá ser esclarecida, é que em algum momento a Terra e a Lua tenham colidido, o que levou a aglomeração de materiais que formou o satélite.

Evolução dos métodos de pesquisa
Em seu artigo, o cientista explica que o GPR — ferramenta do rover Yutu-2 usada para penetração no solo — traz uma série de vantagens e pode ser usado para mapear a subsuperfície dos locais de pouso e lançar luz sobre o que está acontecendo abaixo do solo.

Giannakis explica que, para conseguir captar em ainda mais detalhes a complexidade da superfície lunar, a equipe do professor desenvolveu um método inédito. Ele foi usado para processar os dados GPR capturados pelo rover Yutu-2, do Chang’E-4, que pousou na cratera Von Kármán, parte da Bacia Aitken, no polo sul da Lua – a maior e mais velha cratera do local.

“Acredita-se que a cratera tenha sido criada por um impacto de meteoroide que penetrou na crosta da Lua e levantou materiais do manto superior (a camada interna logo abaixo). A nossa ferramenta de detecção revelou uma estrutura em camadas previamente invisível nos primeiros 10m da superfície lunar, que tinha sido entendida ser um bloco homogéneo”, destacou.

Essa estrutura em camadas complexam, recém-descoberta, sugere que pequenas crateras são mais importantes e podem ter contribuído muito mais do que se acreditava anteriormente para os materiais depositados por quedas de meteoritos – e para a evolução geral das crateras lunares.

“Isso significa que teremos uma compreensão mais coerente da complexa história geológica de nosso satélite e nos permitirá prever com mais precisão o que está abaixo da superfície da Lua”, finalizou Giannakis.

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*Fonte: epocanegocios

As tempestades solares estão de volta, ameaçando a vida como a conhecemos na Terra

Poucos dias atrás, milhões de toneladas de gás superaquecido dispararam da superfície do Sol e foram lançados 145 milhões de quilômetros em direção à Terra.

A erupção, chamada de ejeção de massa coronal, não foi particularmente poderosa na escala do clima espacial, mas quando atingiu o campo magnético da Terra desencadeou a tempestade geomagnética mais forte vista em anos. Não houve muita perturbação desta vez – poucas pessoas provavelmente sabiam do que aconteceu – mas serviu como um lembrete de que o Sol acordou de um sono de anos.

Embora invisíveis e inofensivas para qualquer pessoa na superfície da Terra, as ondas geomagnéticas desencadeadas por tempestades solares podem paralisar as redes de energia, interferir nas comunicações de rádio, imbuir as tripulações das companhias aéreas em níveis perigosos de radiação e desequilibrar satélites essenciais. O Sol começou um novo ciclo de 11 anos no ano passado e atingirá seu pico em 2025, crescendo o espectro de um poderoso clima espacial que poderá causar estragos para os humanos, ameaçando o caos em um mundo que se tornou cada vez mais dependente da tecnologia desde as últimas grandes tempestades 17 anos atrás. Um estudo recente sugeriu que a adaptação para reforçar a rede de energia poderia levar a um investimento de US$ 27 bilhões (equivalente a R$ 136 bilhões) para a indústria de energia dos Estados Unidos.

“Ainda é notável para mim o número de pessoas, empresas, que pensam que o clima espacial é ficção de Hollywood”, disse Caitlin Durkovich, assistente especial do presidente dos EUA Joe Biden e diretor sênior de resiliência e resposta do Conselho de Segurança Nacional do país, durante uma palestra em uma conferência sobre o clima solar no mês passado.

O perigo não é hipotético. Em 2017, uma tempestade solar fez com que os rádios amadores ficassem estáticos no momento em que o furacão Irma de categoria 5 assolava o Caribe. Em 2015, tempestades solares derrubaram os sistemas de posicionamento global (GPS) no Nordeste dos Estados Unidos, uma preocupação especial quando os carros autônomos se tornaram uma realidade. Os pilotos de avião correm maior risco de desenvolver catarata quando ocorrem tempestades solares. Tripulações femininas têm taxas mais altas de abortos espontâneos.

Em março de 1989, uma tempestade solar em Quebec causou uma interrupção em toda a província que durou nove horas, de acordo com o site da Hydro-Quebec. Um estudo de 2017 no periódico da União de Geofísica dos Estados Unidos previu apagões causados ​​por severo clima espacial poderia atingir até 66% da população dos EUA, com perdas econômicas atingindo um potencial de US$ 41,5 bilhões (cerca de R$ 209,5 bilhões de reais) por dia.

Para evitar tal catástrofe, o governo do presidente Barack Obama traçou uma estratégia para começar a aumentar a conscientização sobre os perigos das enormes tempestades solares e avaliar os riscos que elas representam. No ano passado, o presidente Donald Trump sancionou o projeto de lei ProSwift, que visa desenvolver tecnologia para melhorar a previsão e medição de eventos climáticos espaciais.

Há um debate entre os cientistas sobre o quanto pode ser feito para proteger as partes vulneráveis ​​da infraestrutura do planeta dos efeitos das tempestades solares. Etapas como o uso de aço não magnético em transformadores e a instalação de mais protetores de sobretensão na rede podem aumentar a resistência, mas no final a melhor defesa contra a catástrofe pode ser uma previsão melhor.

Isso ajudaria muito a ajudar as empresas de serviços públicos a se prepararem para a escassez e a garantir que haja caminhos para fazer backup de seus sistemas no caso de perderem energia. Em semanas, um novo modelo desenvolvido pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, estará online para ajudar a melhorar as previsões terrestres.

No Reino Unido, a National Grid está aumentando seu fornecimento de transformadores sobressalentes e conduzindo testes regulares para lidar com um grande evento climático espacial, disse Mark Prouse, vice-diretor do Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industria.

Nos últimos 15 anos, os EUA e o Reino Unido construíram centros de previsão do clima espacial que oferecem perspectivas diárias sobre o que pode estar vindo do Sol para companhias aéreas, redes de energia, proprietários de satélites e qualquer outra pessoa ameaçada por erupções solares. Embora os observadores ligados à Terra possam ver tempestades explosivas no Sol, eles não podem dizer a verdadeira natureza da ameaça – exatamente o quão potente ela é – até que a erupção alcance um conjunto de satélites a 1,6 milhão de quilômetros do planeta. Nesse ponto, faltariam apenas 60 a 90 minutos para atingir a Terra.

“Nossa capacidade de entender e prever o ciclo solar ainda é muito limitada”, disse William Murtagh, diretor do Centro de Previsão do Clima Espacial dos Estados Unidos.

Assim como as empresas de serviços públicos podem se preparar para uma tempestade severa colocando trabalhadores especializados em reparos nas proximidades, precauções semelhantes podem ser tomadas antes de uma tempestade solar, de acordo com Mark Olson, gerente de avaliação de confiabilidade da North America Electric Reliability Corp., uma organização sem fins lucrativos que responde aos EUA e governos canadenses.

“Você tem potencial para que áreas muito grandes tenham instabilidade de voltagem”, disse Olson. “A consciência situacional é a chave aqui, assim como nos eventos climáticos terrestres”.

As tempestades solares têm suas raízes em um ciclo de 11 anos que muda a polaridade do campo magnético do sol. As forças magnéticas que atuam no Sol se emaranham durante o processo e podem penetrar na superfície, enviando o plasma do Sol para o espaço sideral e potencialmente desencadeando tempestades na Terra.

A tempestade geomagnética mais poderosa já registrada resultou no Evento Carrington de 1859, quando linhas telegráficas eletrificaram, eletrocutando operadores e incendiando escritórios na América do Norte e na Europa. Se uma tempestade dessa magnitude ocorresse hoje, provavelmente cortaria a energia de milhões, senão de bilhões de pessoas.

“Quando comecei nesta estrada e fui informado sobre o clima espacial, fiquei bastante cético”, disse Prouse. “Hoje é muito mais mainstream e parte da mistificação se foi. Agora você pode considerá-lo um risco e não ser ridicularizado”.


*Por Brian K. Sullivan

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*Fonte: universoracionalista

NASA irá desviar asteroide em teste de ‘defesa planetária’

No blockbuster de Hollywood “Armagedom” de 1998, Bruce Willis e Ben Affleck correm para salvar a Terra de ser pulverizada por um asteroide.

Enquanto a Terra não enfrenta esse perigo imediato, a NASA planeja colidir uma espaçonave viajando a uma velocidade de 24.000 km/h em um asteroide no próximo ano em um teste de “defesa planetária”.

O Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo (DART, na sigla em inglês) tem como objetivo determinar se esta é uma maneira eficaz de desviar o curso de um asteroide caso alguém venha a ameaçar a Terra no futuro.

A NASA forneceu detalhes da missão DART, que tem um orçamento de US$ 330 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão), em um conferência de imprensa na quinta-feira.

“Embora não haja um asteroide conhecido atualmente em curso de impacto com a Terra, sabemos que existe uma grande população de asteroides próximos à Terra por aí”, disse Lindley Johnson, oficial de Defesa Planetária da NASA.

“A chave para a defesa planetária é encontrá-los bem antes que se tornem uma ameaça de impacto”, disse Johnson. “Não queremos estar em uma situação em que um asteroide esteja sendo dirigindo à Terra e então ter que testar essa capacidade”.

A espaçonave DART está programada para ser lançada a bordo de um foguete SpaceX Falcon 9 às 22h20, horário do Pacífico (2h20 no horário de Brasília), em 23 de novembro, na Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.

Se o lançamento ocorrer nessa época ou próximo a essa data, o impacto com o asteroide a cerca de 11 milhões de quilômetros da Terra ocorreria entre 26 de setembro e 1º de outubro do próximo ano.

O asteroide alvo, Dimorphos, que significa “duas formas” em grego, tem cerca de 150 metros de diâmetro e orbita em torno de um asteroide maior chamado Didymos, “gêmeo” em grego.

Johnson disse que embora nenhum dos asteroides represente uma ameaça para a Terra, eles são candidatos ideais para o teste por causa da capacidade de observá-los com telescópios terrestres.
As imagens também serão coletadas por um satélite em miniatura equipado com uma câmera, fornecido pela Agência Espacial Italiana, que será ejetado pela espaçonave DART 10 dias antes do impacto.

Um pequeno empurrão
Nancy Chabot, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, que construiu a espaçonave DART, disse que Dimorphos completa uma órbita em torno de Didymos a cada 11 horas e 55 minutos “como um relógio”.

A espaçonave DART, que pesará 549 quilos no momento do impacto, não “destruirá” o asteroide, disse Chabot.

“Isso só vai dar um pequeno empurrão”, disse ela. “Ele vai desviar seu caminho ao redor do asteroide maior”.

“Haverá apenas uma mudança de cerca de um por cento naquele período orbital”, disse Chabot. “Então, o que era 11 horas e 55 minutos antes pode ser 11 horas e 45 minutos”.

O teste é projetado para ajudar os cientistas a entender quanto impulso é necessário para desviar um asteroide no caso de um dia se dirigir para a Terra.

“Nosso objetivo é estar o mais direto possível para causar a maior deflexão”, disse Chabot.

A quantidade de deflexão dependerá até certo ponto da composição de Dimorphos e os cientistas não estão totalmente certos de quão poroso é o asteroide.

Dimorphos é o tipo mais comum de asteroide no espaço e tem cerca de 4,5 bilhões de anos, disse Chabot.

“É como meteoritos condritos comuns”, disse ela. “É uma mistura de grãos finos de rocha e metal juntos”.

Johnson, oficial de defesa planetária da NASA, disse que mais de 27.000 asteroides próximos à Terra foram catalogados, mas nenhum atualmente representa um perigo para o planeta.

Um asteroide descoberto em 1999 conhecido como Bennu, com 503 metros de largura, passará a uma distância da Terra que é a metade da distância entre nós e a Lua no ano de 2135, mas a probabilidade de um impacto é considerada muito pequena.

*Por Julio Batista
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*Fonte: universoracionalista

Colisão de 2 estrelas irá iluminar o céu da Terra como nunca antes aconteceu

Este não é um fenômeno tão raro: aproximadamente a cada dez anos, duas estrelas colidem em nossa galáxia. Mas quase nunca elas estão perto da Terra a ponto do fenômeno ser visível em nosso céu.

No entanto, em 2022 ou antes, a estrela binária KIC 9832227 deve colidir, dizem os astrônomos. Neste caso, o efeito será sim visível da Terra. Reunimos aqui todos os detalhes.

Colisão de 2 estrelas em 2022
O Dr. Matt Walhout, da Calvin College of Michigan, afirma que esta estrela binária irá queimar tão intensamente antes de 2022 que será visível da Terra. As estrelas binárias são, na verdade, duas estrelas orbitando muito próximas umas das outras, em um baricentro comum. Em muitas ocasiões, as estrelas acabam colidindo, como aconteceria neste caso.

Em 2008, um evento similar aconteceu com outra estrela binária, embora não tenha havido nenhum aviso. Os astrônomos, até agora, não têm como prever essas colisões. Esta pode ser a primeira vez que uma colisão deste tipo é anunciada com bastante antecedência.

Isso é possível porque os dados dessa estrela são semelhantes aos da estrela que colidiu em 2008. “As observações do KIC9832227 mostram que seu período orbital vem se acelerando desde 1999 da mesma maneira distintiva”, diz Larry Molnar, também do Calvin College of Michigan. “Chegamos à nossa data esperada, supondo que o mesmo processo esteja acontecendo aqui”, disse ele.

A colisão: 1795 anos atrás
Mas a estrela binária, diz Molnar, está a 1800 anos-luz de distância. Isso significa que sua luz leva 1800 anos para chegar até nós. Nesse caso, a colisão não seria tecnicamente em 2022, mas teria sido no ano 42 ou 43 da Era Comum, 1975 anos atrás. Nesse sentido, olhar para essa colisão será como ver as estrelas há quase 2000 anos.

Por outro lado, além de ser a primeira vez que os astrônomos prevêem uma dessas colisões, seria uma excelente oportunidade para observar como uma colisão dessas se desenvolve. Até agora, não há muita informação sobre como as estrelas binárias se fundem ou sobre os detalhes das colisões.

“Se a previsão de Larry estiver correta, seu projeto demonstrará pela primeira vez que os astrônomos podem capturar certas estrelas binárias no momento da morte, e que podem rastrear os últimos anos da espiral da morte de estrelas até o ponto final da dramática explosão”, disse Walhout em uma conferência.

Mas, além da importância científica dessa colisão, a fusão do sistema binário também proporcionará um espetáculo incrível. A colisão, sendo relativamente próxima, será visível no céu terrestre. E deve haver alguns fenômenos empolgantes neste mundo, como olhar para cima na escuridão da noite e observar os restos da colisão de duas estrelas massivas a 1800 anos-luz.

*Por Giulia Ebohon
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*Fonte: vix

Chuva de meteoros Perseidas atinge pico na madrugada desta quinta-feira

Na madrugada desta quarta-feira (11) para a quinta-feira (12), haverá o pico da chuva de meteoros Perseidas. Segundo a Nasa, o espetáculo astronômico será mais visível no hemisfério norte, porém os fragmentos de rocha espacial poderão ser vistos também no hemisfério sul, inclusive no Brasil, exceto nas regiões a partir do Rio Grande do Sul.

O fenômeno ocorre todos os anos entre os meses de julho e agosto, quando a Terra cruza uma região com grande concentração de detritos do cometa 109P/Swift-Tuttle, que leva 133 anos para orbitar o Sol uma vez. Foi o astrônomo Giovanni Schiaparelli quem percebeu, em 1865, que essa rocha espacial era a fonte da chuva de meteoros.

A Perseidas recebeu seu nome em alusão à constelação de Perseu, localizada na Via Láctea, a 6400 anos-luz de nós. A denominação não ocorre por acaso, pois fica nessa constelação o radiante, que é o ponto no céu de onde temos a impressão de que se originam os meteoros.

A aproximação dos objetos celestes, apelidados de “estrelas cadentes”, é muito esperada por astrônomos e observadores amadores. Isso porque, no escuro é possível ver de 60 a 100 meteoros em uma hora durante o pico do fenômeno.

Neste ano, os brasileiros mais próximos da linha do Equador levam vantagem. Os moradores do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil também poderão observar o acontecimento, mesmo que com menor intensidade em relação ao hemisfério norte. Porém, o que pode atrapalhar a visualização é a nebulosidade, especialmente em espaços urbanos.

Para aumentar as chances de observação, a recomendação é deitar no chão longe das luzes da cidade e tentar localizar o radiante da chuva. O site Time and Date fornece um mapa interativo do céu que pode facilitar essa procura. Mas, caso as condições não te permitam presenciar o encanto dos meteoros com os próprios olhos, a Nasa fará uma transmissão do fenômeno em seus canais oficiais, como Facebook, Twitter e Youtube.

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*Fonte: revistagalileu

NASA alerta que uma mudança na órbita da lua tornará as inundações da Terra piores

A partir da próxima década, dizem os cientistas, uma “oscilação” na órbita da Lua está prestes a tornar as inundações costeiras aqui na Terra muito piores.

Quando a oscilação começar, as cidades costeiras americanas podem repentinamente começar a inundar três ou quatro vezes mais do que agora, de acordo com uma pesquisa da NASA e da Universidade do Havaí publicada na revista Nature Climate Change no mês passado.

No estudo, os cientistas previram que a oscilação lunar causará um aumento nos aglomerados de inundações que interromperão significativamente a vida e danificarão a infraestrutura em cidades costeiras que se aclimataram a inundações muito mais suaves e menos frequentes – um lembrete assustador da estreita relação da Terra com seu satélite natural, e talvez até mesmo uma questão urgente de infraestrutura.

Como relata a Live Science , essa oscilação lunar é, na verdade, um ciclo perfeitamente natural que já se arrasta por eras e continuará a ocorrer por muito tempo depois de nossa partida. A órbita da Lua cria períodos de marés altas e baixas de acordo com um ritmo de aproximadamente 18,6 anos.

O que o torna perigoso desta vez é o fato de que o nível do mar está subindo graças aos efeitos das mudanças climáticas e às emissões descontroladas de gases de efeito estufa. Portanto, quando o próximo período de amplificação da maré começar no início de 2030, as enchentes resultantes provavelmente serão piores, mais persistentes e mais perigosas do que nunca.

“É o efeito acumulado ao longo do tempo que terá um impacto”, disse o pesquisador da Universidade do Havaí e principal autor do estudo, Phil Thompson , em um comunicado à imprensa . “Se inundar 10 ou 15 vezes por mês, uma empresa não pode continuar operando com seu estacionamento submerso. As pessoas perdem seus empregos porque não conseguem trabalhar. Verter fossas se tornou um problema de saúde pública. ”

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Uma manobra extremamente arriscada salvou o telescópio espacial mais poderoso do mundo

A NASA finalmente consertou seu Telescópio Espacial Hubble depois de semanas passando por uma falha misteriosa.

Na sexta-feira, a agência anunciou que o Hubble havia ligado com sucesso o hardware de backup que parou de funcionar há mais de um mês. Agora os engenheiros da NASA estão lentamente retornando o telescópio para o estado totalmente operacional. O processo pode levar alguns dias.

“Eu estava muito preocupado”, disse o administrador associado da NASA Thomas Zurbuchen em uma entrevista na sexta-feira com Nzinga Tull, que liderou a equipe do Hubble através da solução de problemas. “Todos sabíamos que isso era mais arriscado do que normalmente fazemos.”

Hubble é o telescópio espacial mais poderoso do mundo, mas está ficando velho. Foi lançado em órbita em 1990. Ele fotografou o nascimento e mortes de estrelas, avistou novas luas circulando Plutão, e rastreou dois objetos interestelares atravessando nosso Sistema Solar.

Suas observações permitiram aos astrônomos calcular a idade e a expansão do Universo e observar galáxias formadas logo após o Big Bang.

Embora a NASA provavelmente tenha corrigido o problema, é um sinal de que a idade do Hubble pode estar começando a interferir com a ciência que ele nos permite realizar. O telescópio não é atualizado desde 2009, e parte de seu hardware tem mais de 30 anos.

“Esta máquina é antiga, e está meio que nos dizendo: Olha, eu estou ficando um pouco velho aqui, certo? Está falando conosco”, disse Zurbuchen. “Apesar disso, temos mais ciência para fazer, e estamos animados com isso.”

Astronautas visitaram o Hubble para reparos e manutenção em cinco ocasiões. (NASA)
Uma manobra arriscada salvou o telescópio espacial mais poderoso do mundo
O computador de carga do Hubble – uma máquina dos anos 1980 que controla e monitora todos os instrumentos científicos da espaçonave – de repente parou de funcionar em 13 de junho. Engenheiros tentaram e falharam em reiniciá-lo várias vezes.

Finalmente, depois de realizar mais testes de diagnóstico, eles perceberam que o computador não era o problema – algum outro hardware na sonda estava causando o problema.

Ainda não está totalmente claro qual peça de hardware foi a culpada. Os engenheiros suspeitam que uma falha na Unidade de Controle de Energia (PCU, na sigla em inglês) do telescópio instruiu o computador a desligar. A PCU poderia estar enviando a elétrica errada para o computador, ou o próprio sistema contra falhas poderia estar com defeito.

Mas a NASA estava preparada para questões como esta. Cada parte do hardware do Hubble tem um backup instalado no telescópio no caso de falhar. Então os engenheiros tiveram que mudar para o hardware de backup.

A NASA já reiniciou o Hubble usando este tipo de operação antes. Em 2008, após uma queda de computador que tirou o telescópio do ar por duas semanas, os engenheiros mudaram para hardware redundante.

Um ano depois, os astronautas repararam dois instrumentos quebrados enquanto estavam em órbita – essa foi a quinta e última operação de manutençãodo Hubble. (A NASA não tem mais como lançar astronautas para o telescópio espacial.)

Ainda assim, a troca de hardware desta semana foi uma manobra arriscada.

“Você não pode ver a espaçonave, você não pode ver enquanto acontece. Você tem que ter certeza de que seus uploads de comando farão exatamente o que você pretende fazer”, disse Paul Hertz, diretor da divisão de astrofísica da NASA, ao Insider na semana passada.

“Você simplesmente não quer estragar nada acidentalmente”, acrescentou.

O que não ajudou foi o fato que os engenheiros não poderiam simplesmente mudar a PCU com defeito. A unidade está conectada a muitos outros componentes, então a NASA teve que trocar outro hardware, também.

A agência também usou o computador de carga de backup em vez do original, apenas por segurança. Ele ligou corretamente, os engenheiros o carregaram com software atualizado, e agora está em “modo de operações normais”, disse a NASA em sua atualização de sexta-feira

“Eu me sinto super animado e aliviado”, disse Tull. “Fico feliz em ter boas notícias para compartilhar.”

Fazer o Hubble praticar ciência de novo levará alguns dias.
Agora a equipe do Hubble tem que começar a ligar os instrumentos científicos do telescópio. Pode levar até uma semana para voltar às operações completas, de acordo com Hertz.

Ainda há um mistério a ser resolvido: por que o telescópio parou de funcionar?

Seja qual for o hardware defeituoso, o Hubble não tem mais um backup agora. Se falhar de novo, isso pode ser o fim do Hubble.

“Seja qual for esse componente, está em muitos outros satélites”, disse Hertz. “Queremos sempre entender o que funciona e o que não funciona no espaço.” [Science Alert]

*Por Marcelo Ribeiro
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*Fonte: hypescience

Por que cada corpo celeste no espaço é esférico? Quais forças fazem com que tudo gire e se torne esférico?

O fato é que quase todos os corpos celestes em nosso Sistema Solar, incluindo o intruso que está na primeira imagem, estão longe de serem esféricos. No entanto, todos os corpos grandes são esféricos. Bem, há uma dica sobre o que está fazendo com que os corpos se tornem esféricos: a gravidade. Especificamente, quando a gravidade da superfície é forte o suficiente para superar a resistência estrutural do material do corpo (tipicamente alguma forma de rocha), e puxa-a para uma forma esférica (ou, mais frequentemente, elipsoidal).

A União Astronômica Internacional classifica um planeta anão como um corpo em equilíbrio hidrostático com suficiente auto-gravidade interna para puxá-lo para uma forma elipsoidal. Existem cerca de 38 corpos em equilíbrio hidrostático no sistema solar, e provavelmente cerca de 100 ou mais são descobertos ou reclassificados. Mas essa quantidade é muito pequena comparada a um total de milhões de asteroides. Existem pelo menos 1,9 milhão de asteroides de mais de 1 km de comprimento e milhões de asteroides menores.

Então, quão grande um planeta anão precisa ser? Isso depende parcialmente da estrutura, é claro – uma gota de água naturalmente formará uma esfera, não importa quão pequena ela seja – mas para algo sólido… bem, o maior corpo celeste dentre os pequenos que não detinha o status de planeta anão é Vesta, que possui 525 km de dimensão média, tem uma massa de 2.6×10^20 kg (cerca de 1/20.000 da massa da Terra), é quase esferoidal e tem uma gravidade superficial de .025 g.

Em contraste, Ceres é um planeta anão com um raio de 473 km, uma massa de 9.4×10^20 kg e uma gravidade superficial de .029 g, apenas um pouco maior do que a de Vesta.

Quanto a por que tudo está girando: todo corpo celeste é um acúmulo de corpos menores, principalmente do tamanho de manchas de pó, que ao longo de éons tornaram-se gravitacionalmente ligadas a um único corpo celeste. Cada mancha de poeira teve algum movimento em relação ao corpo e, portanto, algum momento angular em relação ao corpo. O momento angular é uma quantidade conservada, e assim o corpo gira.

*Por Ruan Bitencourt Silva
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*Fonte: universoracionalista

Eclipse Lunar e Superlua: Onde será visível o fenômeno de 26 de maio?

A madrugada desta quarta-feira, 26 de maio, será especial. Vai ocorrer o primeiro eclipse lunar de 2021, que também será uma superlua e uma “lua de sangue”.

No Brasil, o eclipse total da Lua não poderá ser visto, mas na maior parte do território será possível observar um eclipse parcial ou penumbral. Já a “lua de sangue” poderá ser vista em qualquer lugar.

Vamos explicar cada fenômeno e onde o eclipse será visível.

Um eclipse lunar total ocorre quando a Terra passa entre a Lua e o Sol, lançando uma sombra na lua. Os três corpos celestes devem estar perfeitamente alinhados para que isso aconteça.

Uma superlua ocorre quando uma lua cheia ou nova coincide com uma maior proximidade do satélite da Terra. Isso faz a Lua parecer maior.

A órbita da Lua é elíptica e um lado (apogeu) está cerca de 50 mil km mais distante da Terra do que o outro mais próximo (perigeu).

Portanto, uma lua cheia que ocorre perto do perigeu é chamada de superlua.

Nesse caso também é conhecida como “superlua das flores”, pois ocorre quando as flores aparecem na primavera do Hemisfério Norte.

Durante o eclipse, a Lua vai aparecer avermelhada porque a luz do sol não chegará diretamente a ela, mas parte dessa luz será filtrada pela atmosfera da Terra e as cores avermelhadas e laranja serão projetadas em nosso satélite.

Este efeito misterioso é popularmente conhecido como “lua de sangue”.

“Esta mudança de cor não se deve a uma mudança física na Lua, mas simplesmente porque a Lua se moverá em direção à sombra da Terra”, explicou Patricia Skelton, astrônoma do Observatório Real de Greenwich, à agência Press Association, de Londres.

“A atmosfera da Terra desvia a luz do Sol e banha a lua com uma luz vermelha.”

ONDE O ECLIPSE SERÁ VISÍVEL?

O eclipse lunar total em 26 de maio durará 15 minutos e será visível em parte da América do Sul e na costa oeste da América do Norte.

Será parcialmente visível em algumas partes da América Central e no oeste da América do Sul.

No Brasil, não será possível observar o eclipse total, mas numa faixa ao oeste será possível ver um eclipse parcial. Entre as capitais onde o eclipse parcial poderá ser observado estão Manaus, Campo Grande, Curitiba e Porto Alegre.

Numa outra faixa, que engloba a maior parte do país, será possível ver apenas um eclipse penumbral, que não encobre a Lua, mas a deixa mais escura que o normal. Entre as capitais onde poderá ser visto o eclipse penumbral estão Belém, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Na ponta leste do Nordeste, numa região que engloba capitais como São Luís, Fortaleza, Natal, Recife e Aracajú, não será possível observar o eclipse.

Além das Américas, o eclipse também poderá ser visto na parte oriental de alguns países asiáticos, bem como na Oceania.

Este será o primeiro de quatro eclipses em 2021. Em 10 de junho acontecerá o próximo, um eclipse solar anular. Outro eclipse lunar ocorrerá em 18 de novembro e o último será um eclipse solar total em 4 de dezembro.

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*Fonte: epoca

Superlua e eclipse total acontecerão ao mesmo tempo dia 26 de maio

O primeiro e único eclipse total da lua deve acontecer no dia 26 de maio, juntamente a uma superlua vermelha. Infelizmente, habitantes do Brasil poderão observar apenas a superlua e uma forma parcial do eclipse, que vai aparecer totalmente apenas para certas regiões da Oceania, oeste dos Estados Unidos e leste da Ásia.

Ainda outro eclipse deve acontecer em novembro deste ano. Contudo esse segundo evento será parcial. O desaparecimento total da Lua pela sobra da Terra, assim, deve acontecer completamente apenas na próxima quarta-feira. Nesse estágio a Lua estará 157 quilômetros mais próxima da Terra do que a última lua cheia, que ocorreu em abril.

Faixas em que é possível observar o eclipse totalmente ou parcialmente. Imagem: NASA
Apesar de não podermos ver esse evento no Brasil, a lua por aqui passará por algumas mudanças também no dia 26. A coloração avermelhada também ocorreu na superlua rosa do dia 26 de abril. Contudo, a lua cheia de maio aparecerá mais nítida no céu, além de parecer levemente maior – uma vez que estará realmente mais perto da Terra.

A partir das 5:47 da tarde (horário baseado no Rio de Janeiro) será possível ver uma parte da Lua encoberta pela sobra da Terra, além da coloração avermelhada durante o nascimento do astro no horizonte.

Eclipse lunar e a cor avermelhada da Lua

Como dito anteriormente, a lua-cheia de maio é aquela que está mais próxima da Terra, no perigeu da órbita. Isso acontece porque os astros celestes traçam órbitas elípticas, com dois focos – um ocupado pela Terra, no caso. Assim, a superlua deste mês irá atingir o ponto mais próximo do nosso planeta na quarta-feira, mas ainda nos outros dias será possível vê-la significativamente maior que o normal.

Já o eclipse acontece devido à propagação da luz no espaço. Ou seja, com o Sol ao nosso lado, há a formação de sombras dos planetas e astros que o orbitam. Assim, quando ocorre o eclipse total da lua, a sombra da Terra encobre o satélite. Nesse sentido, os astros ficam organizados na sequência: Lua, Terra e Sol, respectivamente.

A coloração avermelhada, por conseguinte, acontece devido à própria atmosfera do nosso planeta. Isso porque quando a luz passa no limiar da atmosfera, como uma tangente, parte dos raios solares são “filtrados” – aqueles com menores comprimentos de onda, como azul ou verde. Os que passam por esse filtro são justamente da cor vermelha, laranja e amarela, dando a coloração da superlua durante o nascer do satélite.

Diferentemente do que ocorre com o Sol, não há risco em olhar diretamente para os fenômenos lunares. Ademais, não há necessidade da utilização de binóculos ou telescópios para ver os fenômenos, apesar deles serem bem-vindos para mais detalhes.

*Por Matheus Marchetto

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*Fonte: socientifica

A Terra está girando em ritmo acelerado e 2021 pode ser um dos anos mais rápidos da história

O ano de 2020 será lembrado por muitas coisas – a maioria delas desagradáveis, diga-se de passagem. Mas também ficará na história por ser um dos anos mais rápidos já registrados. E isso tem um motivo: o nosso planeta está girando de maneira bem mais acelerada do que antes. Se essa tendência continuar, isso pode tornar 2021 ainda mais veloz.

De acordo com os cientistas, nossos relógios estão fora de sincroniza porque estão começando a funcionar um pouco mais rápido que o normal. Como resultado, a rotação do nosso planeta vem acelerando ligeiramente. A plataforma colaborativa Time and Date, que reúne horários e fusos dos países, diz que foram precisamente 28 dias que a Terra girou mais rápido em volta de si mesma. A ciência não observava algo assim desde 1960, quando foram registrados os dias mais curtos que sabemos até então.

A Terra leva 24 horas, ou 86.400 segundos, para fazer uma rotação completa em torno de seu eixo, que os cientistas chamam de dia solar médio. O termo “médio” é fundamental, uma vez que pequenas variações ocorrem a cada dia. Isso se tornou aparente na década de 1960 com o desenvolvimento da cronometragem atômica. Os relógios atômicos medem a rotação da Terra em relação a um objeto astronômico distante, normalmente uma estrela fixa. Os cientistas aprenderam que a duração de um único dia pode desviar alguns milissegundos (ms), em que 1 ms é igual a 0,001 segundos.

A variabilidade na rotação do nosso planeta não é nada com que se preocupar, e você certamente não precisa se segurar no sofá por medo de ser jogado para fora no espaço. A variabilidade da velocidade de rotação da Terra é um fenômeno normal e influenciado por vários fatores, como o derramamento interno do núcleo derretido do planeta, movimento dos oceanos, ventos e pressão atmosférica.

Para ser claro, estamos falando de números muito pequenos. Hoje, por exemplo, deve durar 24 horas, 0 minutos e 0,0792 ms, enquanto ontem durou 24 horas, 0 minutos e 0,2561 ms, segundo o Time and Date. Isso é uma diferença de 0,1769 ms, então são diferenças quase que imperceptíveis.

No entanto, alguns dias podem estar errados em um grau incomum, como 5 de julho de 2005, quando a rotação da Terra era 1,0516 ms menor que o dia solar médio. Quanto a isso, o ano de 2020 foi extraordinário, batendo o recorde de 2005 não menos que 28 vezes. O mais curto deles foi em 19 de julho, quando a rotação da Terra estava 1,4602 ms abaixo do dia solar médio.

Curiosamente, podemos esperar dias mais rápidos em 2021. “[Um] dia médio em 2021 será 0,05 ms menor que 86.400 segundos”, relata o Time and Date, o que significa que, ao longo de todo o ano, “os relógios atômicos terão acumulado um atraso de cerca de 19 ms”.

Normalmente, esses relógios funcionam rapidamente em algumas centenas de milissegundos a cada ano, exigindo um segundo bissexto adicional para manter os relógios em sincronia.

“Um segundo bissexto é um segundo adicionado ao Tempo Universal Coordenado (UTC) para mantê-lo sincronizado com o tempo astronômico. UTC é uma escala de tempo atômica, baseada no desempenho de relógios atômicos que são mais estáveis ​​do que a taxa de rotação da Terra”, explica o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA.

A última vez que isso aconteceu foi em 2016. Os segundos bissextos são normalmente adicionados à meia-noite na véspera de Ano Novo. Então, se você comemorou na hora e não esperou um segundo extra, você deu início a 2017 um pouco prematuramente. Não tivemos que invocar um segundo bissexto desde 2016 e, dada a aceleração da rotação da Terra, podemos eventualmente fazer o caminho contrário: tirar um segundo inteiro. Seria algo inédito.

Essa ação teria o mesmo propósito de um segundo bissexto positivo, que é manter o UTC em sintonia com nossos relógios atômicos. Dito isso, o Serviço Internacional de Rotação Terrestre e Sistemas de Referência, que decide sobre tais assuntos, ainda não tem planos para fazer isso acontecer.


*Por George Dvorsky

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*Fonte: gizmodo

O clima mudou o eixo da Terra

O derretimento glacial devido ao aquecimento global é provavelmente a causa de uma mudança no movimento dos pólos que ocorreu na década de 1990.

As localizações dos pólos Norte e Sul não são pontos estáticos e imutáveis ​​em nosso planeta. O eixo que a Terra gira – ou mais especificamente a superfície da qual emerge a linha invisível – está sempre se movendo devido a processos que os cientistas não entendem completamente. A forma como a água é distribuída na superfície da Terra é um fator que impulsiona a deriva.

O derretimento das geleiras redistribuiu água suficiente para fazer com que a direção do vagar polar se virasse e acelerasse para o leste durante meados da década de 1990, de acordo com um novo estudo da Geophysical Research Letters, relatórios de formato curto com implicações imediatas abrangendo todas as ciências da Terra e do espaço.

“O derretimento mais rápido do gelo sob o aquecimento global foi a causa mais provável da mudança direcional da deriva polar na década de 1990”, disse Shanshan Deng, pesquisador do Instituto de Ciências Geográficas e Pesquisa de Recursos Naturais da Academia Chinesa de Ciências, o Universidade da Academia Chinesa de Ciências e autora do novo estudo.

A Terra gira em torno de um eixo como um topo, explica Vincent Humphrey, um cientista do clima da Universidade de Zurique que não esteve envolvido nesta pesquisa. Se o peso de um pião for movido, o pião começará a se inclinar e oscilar conforme seu eixo de rotação muda. A mesma coisa acontece com a Terra quando o peso é deslocado de uma área para outra.

Os pesquisadores foram capazes de determinar as causas das derivas polares a partir de 2002 com base em dados do Experimento de Recuperação de Gravidade e Clima (GRACE), uma missão conjunta da NASA e do Centro Aeroespacial Alemão, lançada com satélites gêmeos naquele ano e uma missão de acompanhamento em 2018. A missão coletou informações sobre como a massa é distribuída ao redor do planeta, medindo mudanças desiguais na gravidade em diferentes pontos.

Estudos anteriores divulgados sobre os dados da missão GRACE revelaram algumas das razões para mudanças posteriores de direção. Por exemplo, a pesquisa determinou que os movimentos mais recentes do Pólo Norte para longe do Canadá e em direção à Rússia são causados ​​por fatores como o ferro derretido no núcleo externo da Terra. Outras mudanças foram causadas em parte pelo que é chamado de mudança de armazenamento de água terrestre, o processo pelo qual toda a água na terra – incluindo água congelada em geleiras e água subterrânea armazenada em nossos continentes – está sendo perdida pelo derretimento e bombeamento de água subterrânea.

Os autores do novo estudo acreditam que essa perda de água na terra contribuiu para as mudanças na deriva polar nas últimas duas décadas, mudando a forma como a massa é distribuída ao redor do mundo. Em particular, eles queriam ver se isso também poderia explicar as mudanças que ocorreram em meados da década de 1990.

Em 1995, a direção da deriva polar mudou de sul para leste. A velocidade média de deriva de 1995 a 2020 também aumentou cerca de 17 vezes em relação à velocidade média registrada de 1981 a 1995.

Agora, os pesquisadores descobriram uma maneira de retroceder no tempo a moderna análise de rastreamento de pólos para descobrir por que essa deriva ocorreu. A nova pesquisa calcula a perda total de água do solo na década de 1990 antes do início da missão GRACE.

“As descobertas oferecem uma pista para estudar o movimento polar impulsionado pelo clima no passado”, disse Suxia Liu, hidróloga do Instituto de Ciências Geográficas e Pesquisa de Recursos Naturais da Academia Chinesa de Ciências. “O objetivo deste projeto, financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia da China, é explorar a relação entre a água e o movimento polar.”

Perda de água e deriva polar

Usando dados sobre a perda de geleiras e estimativas de bombeamento de água subterrânea, Liu e seus colegas calcularam como a água armazenada na terra mudou. Eles descobriram que as contribuições da perda de água das regiões polares são o principal impulsionador da deriva polar, com contribuições da perda de água nas regiões não polares. Juntas, toda essa perda de água explicou a mudança para o leste na deriva polar.

“Acho que isso traz uma evidência interessante para essa questão”, disse Humphrey. “Isso mostra o quão forte é essa mudança de massa – é tão grande que pode mudar o eixo da Terra.”

Humphrey disse que a mudança no eixo da Terra não é grande o suficiente para afetar a vida diária. Isso pode mudar a duração do dia que experimentamos, mas apenas por milissegundos.

O derretimento mais rápido do gelo não pode explicar inteiramente a mudança, disse Deng. Embora eles não tenham analisado isso especificamente, ela especulou que a pequena lacuna pode ser devido a atividades envolvendo o armazenamento de água terrestre em regiões não polares, como o bombeamento de água subterrânea insustentável para a agricultura.

Humphrey disse que esta evidência revela o quanto a atividade humana direta pode ter um impacto nas mudanças na massa de água na terra. A análise revelou grandes mudanças na massa de água em áreas como Califórnia, norte do Texas, região ao redor de Pequim e norte da Índia, por exemplo – todas as áreas que bombearam grandes quantidades de água subterrânea para uso agrícola.

“A contribuição da água subterrânea também é importante”, disse Humphrey. “Aqui você tem um problema de gerenciamento de água local que é detectado por esse tipo de análise.”

Liu disse que a pesquisa tem implicações maiores para a nossa compreensão do armazenamento de água da terra no início do século XX. Os pesquisadores têm 176 anos de dados sobre a deriva polar. Usando alguns dos métodos destacados por ela e seus colegas, seria possível usar essas mudanças de direção e velocidade para estimar quanta água terrestre foi perdida nos últimos anos.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Eugene Shoemaker: o homem que teve as cinzas levadas para a Lua

O norte-americano Eugene Shoemaker foi grande nome da ciência planetária. Atuando incessantemente no desenvolvimento de importantes pesquisas durante o século 20, suas descobertas contribuíram em muito para estudos em diferentes áreas.

Devido ao imenso legado, após sua morte, a comunidade científica realizou algo um tanto bizarro: tornou-o o primeiro e único homem cujos ‘restos mortais’ foram depositados na Lua.

Carreira brilhante

Schoemaker nasceu na cidade de Los Angeles em 28 de abril de 1928. Ele concluiu sua graduação no Instituto de Tecnologia da Califórnia muito cedo, aos 19 anos de idade, com uma tese sobre petrologia em rochas metamórficas pré-cambrianas.

Desde então, passou a atuar em uma pesquisa sobre depósitos naturais de urânio nos estados americanos do Colorado e de Utah, desenvolvida pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Foi nesse período em que teve início seu interesse pela origem das crateras lunares, de modo que começou a desenvolver um trabalho sobre o tema na Universidade de Princeton.

No ano de 1951, casou-se com a também cientista Carolyn Spellman. Três anos depois recebeu seu mestrado e, em 1960, doutorado. A partir de então, passou a se dedicar à área da astrogeologia, inclusive participando do Programa Ranger, que enviava missões espaciais não tripuladas para o espaço com o objetivo de obter imagens da superfície lunar.

Por ter sido diagnosticado com uma doença na época, Eugene foi impossibilitado de seguir seu sonho de ir para a Lua e, então tornou-se professor de Geologia no instituto em que realizara sua graduação.

Em 1993, passou a atuar no Observatório Lowell, localizado em Flagstaff, no Arizona. No mesmo ano o cientista, junto a sua esposa e ao amigo David Levy, descobriu o asteroide Shoemaker-Levy 9 que, em 1994, colidiu com o planeta Júpiter.

Legado

Eugene Shoemaker é tido até os dias de hoje como um dos pais da ciência planetária. Os estudos desenvolvidos foram de importância imensurável para a comunidade científica em diversos temas, até mesmo auxiliando no treinamento de astronautas. E talvez tenha sido isso que motivou o destino dos restos mortais do pesquisador após a sua morte.

O dia 18 de julho de 1997 foi uma data extremamente triste para a ciência. Era uma sexta-feira, quando Shoemaker sofreu um acidente de carro e veio a óbito.

Conforme divulgado pelo site da USGS, para homenageá-lo, os diretores da NASA tiveram a ideia de levar seus restos mortais para o espaço.

Em janeiro do ano seguinte, a sonda lunar Prospector iniciou sua jornada em direção à Lua levando as cinzas de Shoemaker.

Foram 19 meses até que a viagem fosse concluída com a colisão da Prospector com uma cratera no polo sul do satélite natural, a cratera Shoemaker, estudada pelo homenageado, e lá, depositou os restos mortais do cientista.

*Por Giovanna Gomes

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*Fonte: aventurasnahistoria

Veja um bilhão de anos de evolução do nosso planeta em 40 segundos

As placas tectônicas cobrem o nosso planeta como um quebra-cabeça e elas estão em constante mudanças. Um grupo geocientistas divulgaram um vídeo que pela primeira vez mostra um bilhão de anos de evolução do nosso planeta em apenas 40 segundos hipnotizantes!

O vídeo é um dos modelos mais completos de movimentos de placas tectônicas já reunidos.

“Pela primeira vez, um modelo completo de tectônica foi construído, incluindo todas as fronteiras”, disse o geocientista Michael Tetley, que concluiu seu doutorado na Universidade de Sydney, ao Euronews.

“Em uma escala de tempo humana, as coisas se movem em centímetros por ano, mas, como podemos ver na animação, os continentes estiveram em todos os lugares no tempo. Um lugar como a Antártica, que vemos como um lugar frio, inóspito e gelado hoje, na verdade já foi como um bom destino de férias no equador.”
Um bilhão de anos de evolução em nosso planeta

As imagens fornecem uma estrutura científica para a compreensão da habitabilidade planetária. Ele revela um planeta em movimento constante conforme as massas de terra se movem ao redor da superfície da Terra, por exemplo, mostrando que a Antártica já esteve no equador.

O vídeo se baseia em um estudo publicado na revista Earth-Science Reviews. Confira:
Vídeo que mostra o movimento das placas tectônicas da Terra nos últimos bilhões de anos.
(Dr. Andrew Merdith / Universidade de Lyon)

As placas tectônicas

As placas tectônicas são uma espécie de laje maciça de rocha sólida de formato irregular, geralmente composta por litosfera continental e oceânica. O tamanho da placa pode variar muito, de algumas centenas a milhares de quilômetros de diâmetro; as placas do Pacífico e da Antártica estão entre as maiores. A espessura da placa também varia muito, variando de menos de 15 km para a litosfera oceânica jovem a cerca de 200 km ou mais para a litosfera continental antiga.

*Por Damares Alves

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*Fonte: socientifica

Drone Ingenuity, da Nasa, será o primeiro a explorar Marte

O rover Perseverance, que está a caminho de Marte – com previsão de chegada para o próximo dia 18 – traz dentro de si um equipamento que fará sua estreia nas missões de exploração da Nasa. O helicóptero Ingenuity fará os primeiros voos controlados em outro planeta, enquanto registra imagens de um antigo leito marciano.

Quando pousar na cratera Jazero, o Perseverance será o quinto rover a percorrer a superfície do Planeta Vermelho, mas o Ingenuity é o primeiro veículo do seu tipo a ser utilizado fora da Terra – muito mais como demonstração de tecnologia, com um escopo limitado, que custou US$ 85 milhões.

“No futuro, isso poderia transformar a forma como fazemos ciência planetária e, eventualmente, ser como um batedor para que possamos descobrir onde exatamente precisamos enviar nossos robôs”, afirmou o administrador da Nasa, Jim Bridenstine, em uma entrevista coletiva antes o lançamento do rover, em julho de 2020.

O Ingenuity possui quatro pás de fibra de carbono, dispostas em dois rotores que giram em direções opostas a cerca de 2.400 rpm. O helicóptero também conta com células solares, baterias e outros componentes – mas não leva quaisquer instrumentos científicos. O drone é um experimento separado Perseverance.

Como acontece com qualquer tecnologia pioneira, especialmente no espaço, o Ingenuity enfrenta desafios que podem minar sua missão. A fina atmosfera de Marte (99% menos densa que a da Terra) torna difícil conseguir sustentação suficiente. Por isso o Ingenuity tem que ser muito leve (1,8 kg) e com pás muito maiores e que giram muito mais rápido do que seria necessário para um helicóptero com a mesma massa na Terra.

Os aquecedores internos do helicóptero terão que mantê-lo aquecido durante as noites geladas de Marte, que podem chegar a -90°C. Além disso, o Ingenuity não pode ser controlado em tempo real com um joystick, como um drone qualquer. O atraso na comunicação entre Terra e Marte são uma parte inerente do trabalho da Nasa.

O helicóptero tem, inclusive, autonomia para tomar suas próprias decisões sobre como voar até um local de interesse ou se manter aquecido. Os engenheiros projetaram e programaram o Ingenuity para realizar até cinco voos autonomamente, em um período de 30 dias marcianos (aproximadamente um mês na Terra).
Perseverance e Ingenuity na superfície de Marte.

“O Ingenuity é um empreendimento de alto risco e alta recompensa”, avalia Matt Wallace, vice gerente de projetos do Perseverance do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. O seu primeiro voo irá apenas testar se o helicóptero pode sair do solo e pairar cerca de 3 metros no ar. A partir daí, cada teste será mais complexo do que o anterior, culminando em um voo final de 300 metros sobre o solo marciano.

Duas câmeras na parte inferior do drone irão capturar imagens da superfície marciana – uma em cores e outra em preto e branco. Do solo, o Perseverance também observará o drone. “Vamos ser capazes de ver com nossos próprios olhos, com vídeos, esse tipo de atividade acontecendo em outro mundo. E eu simplesmente não posso dizer o quão animado estou”, afirmou Bridenstine.

*Por Renato Mota

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*Fonte: olhardigital

Movimento da Terra fará com que 2021 passe mais rápido

O ano de 2021 deve ser o mais rápido já registrado na história. Com a rotação da Terra sendo guiada por uma velocidade um pouco maior do que a usual, os dias serão, em média, 0,5 milissegundo mais curtos. As informações foram dadas pela Marcella Duarte, do UOL .

O último domingo (3) teve 23 horas, 59 minutos e 59,9998927 segundos. Apesar disso, os dias não têm duração igual. A segunda-feira (4), por exemplo, teve pouco mais de 24 horas.
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Essas pequenas alterações na duração dos dias foram descobertas apenas na década de 1960, depois do desenvolvimento de relógios atômicos superprecisos.

A variação na velocidade de rotação do planeta acontece constantemente e depende de diferentes fatores, como o movimento do núcleo derretido da Terra, dos oceanos e da atmosfera. Além disso, interações gravitacionais com a Lua e o aquecimento global também influenciam o fenômeno.

Quando o processo começou a ser estudado, inicialmente, observou-se que a velocidade de rotação da Terra estava diminuindo. Desde a década de 1970, foram adicionados 27 segundos no tempo atômico internacional para que a contagem se mantivesse sincronizada com o planeta.

Recentemente, o oposto tem acontecido: a velocidade com a qual a Terra gira em torno do próprio eixo, resultando nos dias e nas noites, está aumentando.

Por isso, pode ser necessário “saltar” o tempo para que haja consonância com o movimento do planeta. Nesse caso, seria a primeira vez que um segundo seria deletado dos relógios internacionais.

Os responsáveis por monitorar a rotação do planeta e os 260 relógios atômicos que existem são os oficiais do Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (Iers), em Paris, na França. Eles também avisam quando é necessário adicionar ou deletar algum segundo.

Há um debate na comunidade internacional sobre a necessidade de realizar esse ajuste ou não. Cientistas defendem que, em 2021, os relógios atômicos irão acumular um atraso de 18 milésimos de segundos.

Sem o ajuste, demoraria centenas de anos para uma pessoa comum notar alguma diferença. Os sistemas de navegação e de comunicação por satélite, porém, podem ser impactados pelo descompasso, uma vez que utilizam a posição da Terra, do Sol e das estrelas para funcionar.

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*Fonte: ultimosegundo

Eclipse solar ficará parcialmente visível no Brasil neste dia 14; saiba como acompanhar

Mais um fenômeno astronômico incrível poderá aparecer para os brasileiros na próxima segunda-feira, 14 de dezembro. Por quase 3 horas o sol desaparecerá por completo no céu e moradores da região sul do país terão vista privilegiada.

De acordo com astrônomos, o eclipse iniciará 12h23min (horário de Brasília) e chegará ao seu ápice às 13h51min quando, aos poucos, começará a desaparecer até voltar a forma normal às 15h12min.

“O próximo eclipse do Sol visível em Porto Alegre será em 14 de outubro de 2023, bem menos impressionante que o de agora, pois o obscurecimento máximo será de apenas 17.5%.”, escreveu o astrônomo Luiz Augusto L. da Silva para o portal da Rede Omega Centauri.

Quem não estiver na região sul do Brasil, poderá acompanhar o eclipse em tempo real virtualmente através do perfil oficial do Professor André Lau da Costa. Vale ressaltar que, para quem pretende assistir o fenômeno a olho nú, deve observar apenas com óculos de sol e nunca direcionar os olhos para o sol com qualquer instrumento de aumento de visão.

Se o clima permitir, no dia 21 de dezembro, após o pôr do sol, Júpiter e Saturno parecerão planetas duplos aos nossos olhos. Isso acontecerá porque estes dois astros do Sistema Solar se alinharão e poderão ser vistos a olho nu de qualquer canto da Terra.

Segundo o astrônomo Patrick Hartigan, da Rice University, nos Estados Unidos, o fenômeno acontecerá entre os dias 16 e 25 de dezembro e será mais visível próximo à linha do Equador, no entanto, será possível observá-lo de qualquer canto do mundo com o auxílio de binóculos especialmente após o pôr do sol de 21 de dezembro.

“Na noite de maior aproximação, em 21 de dezembro, eles [Júpiter e Saturno] se parecerão com um planeta duplo, separados por apenas um quinto do diâmetro da lua cheia”, disse ele.

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*Fonte: bonsfluidos

Após 800 anos, Estrela de Belém poderá ser vista perto do Natal deste ano

Uma estrela raríssima vai aparecer nos céus novamente após 800 anos. A estrela é formada pela conjunção de dois planetas, e o grande evento ocorrera no próximo dia 21 de dezembro.

Isso porque depois oito séculos, Júpiter e Saturno estarão praticamente alinhados, formando um ponto de luz.

O efeito é um ponto de vista, porque, na prática, ambos os planetas permanecem distantes por milhões de quilômetros, mas a imagem que formarão juntos para nós aqui na Terra será espetacular.

Os alinhamentos entre eles, conhecidos como ‘conjunção’, é bastante rara, segundo explicou o astrônomo da Rice University, Patrick Hartigan.

A próxima conjunção dois só poderá ser vista novamente daqui 60 anos, em 2080.

Embora visível em todo o mundo, o melhor lugar para ver a conjunção é para quem reside nas proximidades da Linha do Equador, que separa ambos os hemisférios, Sul e Norte.

A última vez que esse evento ocorreu e que foi possível visualizá-lo, aconteceu ainda na Idade Média, no ano de 1226, aproximadamente na manhã do dia 4 de março daquele ano.

“Você pode assistir [os planetas] se moverem, o que é super legal, porque você está realmente vendo planetas em órbita”, explicou Hartigano ao USA Today.

Quem tiver um telescópio, conseguirá observar várias das maiores luas dos planetas que vão aparecer no mesmo campo de visão também nos dias que antecedem o dia 21.

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*Fonte: asomadetodosafetos

Veja o centro da Via Láctea neste incrível vídeo em 360º

Coloque o cinto de segurança e segure firme: você está prestes a ser teleportado para uma representação em 360 graus do centro da nossa galáxia, a Via Láctea.

A visualização de ultra-alta definição é cortesia dos dados coletados pelo Observatório de raios-X Chandra, um observatório espacial que entrou em órbita em 1999. O supercomputador Ames da NASA transformou os dados em uma simulação impressionante que você pode assistir no conforto de sua casa.

No vídeo, você pode observar gases emitindo raios-X e ver explosões de gases que estão próximos ao buraco negro. De acordo com a NASA, esses gases estão a dezenas de milhões de graus Kelvin.

A NASA espera usar esta simulação para estudar o ambiente em torno do buraco negro supermassivo que está no centro da Via Láctea.

*Por Giovane Almeida

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*Fonte: ciencianautas

Muito além de “Cosmos”: as contribuições cósmicas e científicas de Carl Sagan

O legado mais conhecido de Carl Sagan talvez seja seu trabalho para tornar a ciência acessível e popular entre as massas, melhor demonstrado por seu programa de televisão Cosmos: Uma Viagem Pessoal. Originalmente transmitido em 1980, o programa era – e ainda é – amado por apresentar conceitos científicos complexos de uma maneira que os tornava compreensíveis.

Duas décadas após sua morte, a influência de Carl Sagan na investigação, descoberta e compreensão científica ainda é forte atualmente. Embora, sem dúvida, as conquistas científicas de Sagan cheguem a “bilhões e bilhões”, nos limitaremos nesse artigo a apresentar apenas algumas das mais importantes contribuições de Sagan para a ciência.

Marte, o planeta empoeirado

Sagan contribuiu significativamente para o nosso entendimento acerca de Marte. Cientistas já pensaram que Marte era coberta por uma vegetação que mudava com as estações do ano – levando a seus padrões variados de luz e escuridão, como pode ser visto através de telescópios. Sagan examinou novos dados e determinou que as mudanças nos padrões de cores eram causadas pela poeira que sopra ao vento em diferentes elevações. Isso foi confirmado por expedições posteriores ao planeta, que o acharam empoeirado e sem vida.

Luas habitáveis

Sagan foi um dos primeiros a supor que a água estava presente na lua de Saturno, Titã, e na lua de Júpiter, Europa. Essas duas luas são agora a fonte de muita fascinação e especulação, com muitos contemplando a possibilidade de colonização humana, bem como a empolgante ideia de que as luas possam ser capazes de desenvolver a vida independentemente. Embora nenhuma das duas seja atualmente um lugar muito confortável para se viver – ambas têm climas quase inimaginavelmente frios e Europa possui níveis de radiação potencialmente fatais – ambas apresentam possibilidades.

Vênus e o efeito estufa

Pensava-se que Vênus tinha um clima como o da Terra, mas ainda mais tropical. Agora sabemos que é exatamente o oposto – quente, seco e inabitável. Sagan foi o primeiro a sugerir que as nuvens de Vênus podem não ser uma indicação de um clima agradável; seu estudo das emissões de rádio de Vênus o levou a sugerir uma temperatura de superfície de 900 °F (cerca de 480 °C). Mais tarde, ele ajudou a projetar e gerenciar as expedições Mariner da NASA a Vênus, que provaram que Vênus é realmente inabitavelmente quente. Sagan determinou que, embora Vênus possa ter tido água, ela evaporou devido a um intenso efeito estufa – e alertou sobre o perigo de um caminho semelhante aqui na Terra, se o aquecimento global fosse deixado fora de controle.

SETI

Sagan foi um cientista pioneiro na divulgação do SETI, uma série de projetos realizados na esperança de encontrar vida inteligente em outras partes do Universo. Membro do Conselho de Administração do Instituto SETI, ele trabalhou para atrair atenção e compreensão para a busca, com sua mistura característica de advocacia racional e deleite total. Sagan poderia nos dizer o quão cientificamente e culturalmente importante era determinar se compartilhamos o Universo com outros seres inteligente (e nos deixar muito empolgados com a possibilidade).

Desmascarando OVNIs

Fora do fascínio de Sagan pela busca de vida inteligente no Universo, cresceu sua frustração com o culto aos OVNIs. Enquanto ele estava confiante de que a vida inteligente está por aí em algum lugar, ele também tinha certeza de que ela não está circulando pela Terra, abduzindo humanos e fazendo círculos em plantações. Nesta e em muitas outras áreas, Sagan era um cético notável, sempre defendendo o poder da investigação científica sobre a crença cega.

A Sociedade Planetária

Em 1980, Sagan fundou a Sociedade Planetária, juntamente com Bruce Murray e Louis Friedman. Com a missão de inspirar e envolver o público mundial na exploração espacial por meio de projetos científicos e educacionais, a Sociedade é hoje o maior grupo de interesse espacial do mundo. Através de trabalho independente e financiamento privado, a Sociedade Planetária está criando sua própria espaçonave para testar as possibilidades da navegação solar. Também financia outras entidades em uma ampla variedade de esforços, da pesquisa em Marte à ação política.

Dilema da deflexão

Um importante campo de estudo para Sagan e a Sociedade Planetária foram os corpos celestes próximos à Terra (como asteroides e meteoros), que poderiam colidir com a Terra e causar efeitos devastadores. Alguns propuseram a solução cinematográfica de disparar mísseis nucleares que poderiam desviar um meteoro em rota de colisão, alterando seu caminho para que passasse inofensivamente pela Terra. Sagan rebateu essa ideia com o pensamento preocupante de que, se criarmos a capacidade de desviar um meteoro da Terra, também criaremos a capacidade de desviar um deles em direção à Terra – aproveitando assim o poder destrutivo além de qualquer tecnologia atual e colocando em risco a nós mesmos e outras nações. Esse dilema da deflexão é apenas um exemplo das muitas maneiras pelas quais Sagan aplicou princípios científicos a questões políticas, tentando incentivar o pensamento sadio e crítico em todas as áreas.

Escritos

Sagan foi o autor ou coautor de 20 publicações, usando seu estilo de escrita amigável e acessível para tornar a ciência compreensiva para aqueles que não possuem formação avançada em astrofísica. Do seu primeiro aos seus dois últimos trabalhos, brilhantemente escritos enquanto ele estava passando por um tratamento doloroso e estressante da mielodisplasia que levaria sua vida, Sagan procurou compartilhar sua fome de conhecimento para seus leitores. Ele até escreveu um romance, Contato, que foi transformado em um filme bem recebido e premiado, explorando a ideia de Sagan de como nossa primeira experiência com inteligência extraterrestre poderia se desenrolar.

Um senso de maravilhamento

Durante todas as suas enormes realizações científicas e suas aparições públicas populares, Sagan nunca perdeu o que o tornava tão notável e tão amado: seu senso de maravilhamento. Ele não era apenas um cientista porque era brilhante e sabia como fazer seu trabalho; ele também era um cientista porque pensava que a ciência era muito legal. Sua empolgação apareceu em seus discursos e aparições na TV, em suas publicações, descobertas e hipóteses, e em seu entusiasmo ao longo da vida pela ciência. E, sempre, com dois objetivos principais: promover o conhecimento científico e levar esse conhecimento para as pessoas do mundo inteiro.

*Por Ruan Bitencourt Silva

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*Fonte: universoracionalista

A NASA transformou uma foto do Hubble em música e é absolutamente arrepiante

O Universo é um tecido complexo de presenças e ausências: há estrelas e galáxias inteiras, mas também temos vácuo e baixa densidade de partículas. Uma coisa que não existe no espaço é o som, que precisa de moléculas para se propagar.

Para contrabalancear todo esse silêncio, a NASA encontrou um jeito de produzir uma melodia a partir de uma imagem do espaço registrada pelo Telescópio Espacial Hubble em agosto de 2018. Sim, agora é possível escutar imagens do Hubble.

Os cientistas responsáveis pela imagem a descrevem como “um baú do tesouro galáctico”, pela alta concentração de galáxias espalhadas por ela. “Cada pontinho visível de galáxia é a casa de incontáveis estrelas”, diz a explicação da NASA sobre a imagem.

Algumas estrelas mais próximas de nós emitem forte brilho, enquanto um aglomerado massivo de galáxias se reúnem no centro da imagem. Cada elemento da imagem produz um som diferente na melodia espacial. As estrelas e galáxias compactas são representadas por sons cursos e claros, enquanto as galáxias espiraladas emitem notas mais complexas e longas.

“O tempo flui da esquerda para a direita e a frequência do som muda de baixo para cima, variando de 30 a 1.000 hertz”, explicou a NASA nos comentários que acompanham o vídeo.

O aglomerado de galáxias chamado RXC J0142.9+4438 no centro da imagem é o responsável pelos tons médios no meio do vídeo que tornam a melodia interessante.

*Por: Juliana Blume

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*Fonte: ciencianautas

Chuva de meteoros Orionids estará visível entre hoje e amanhã

Os fãs de efeitos visuais no céu podem comemorar: da noite desta segunda-feira (19) até quarta-feira (21), será possível ver a passagem da chuva de meteoros Orionids, resultado de detritos e outros rastros deixados pelo cometa Halley. Esta chuva popular pelos meteoros luminosos está ativa desde o dia 02 de outubro e deve permanecer assim até o dia 07 de novembro – porém, acompanhá-lo a olho nu será mais fácil somente essa semana.

O fenômeno – que tem esse nome por ser visível próximo à constelação de Orion, popularmente onde estão as conhecidas estrelas Três Marias – é resultado de detritos e outros rastros deixados pelo cometa Halley. É possível vê-lo ao menos duas vezes por ano, em períodos específicos nos quais a terra atravessa a órbita do famoso cometa: no segundo semestre, quando é chamado de Orionids; e no primeiro semestre, em que recebe o nome de Eta Aquariidis (ocorre entre abril e maio, tendo seu pico nos primeiros dias do mês das noivas).

“Estamos em num possível periodo de aumento de atividade de meteoros dentro de um ciclo total de 12 anos. Acreditamos que 2020 poderá marcar justamente o aumento dessa atividade, podendo chegar a detecções de vinte a trinta meteoros por hora. É possível ver alguns deles, é claro, desde que se esteja em lugares com pouca luminosidade e com o céu limpo”, explica Marcelo de Cicco, astrônomo, pesquisador e coordenador geral do projeto de doutorado exoss, que trata de estudo de meteoros, ligado ao Observatório Nacional.

O pesquisador garante que nenhum desses eventos é catastrófico ou com potencial de trazer danos à Terra. “Chance zero”, nas próprias palavras dele.

Ainda assim, é claro que num ano tão controverso quanto 2020, algo de inédito deve acontecer. Amanhã (20), além dos efeitos da Orionids, talvez seja possível ver uma potencial chuva associada ao NEO 2015 TB145, que pode ser o núcleo de um cometa extinto que passou pela Terra pela última vez em 2015. O “diferencial” desse corpo celeste é que sua imagem por radar se assemelha à de uma caveira – por isso, ele foi apelidado de ‘Neo Halloween’ da primeira vez em que passou pelo planeta.

Este ano, o fenômeno deve estar visível em um horário muito mais cedo do que as habituais chuvas de meteoros, por volta das 19 horas. Para ter uma ideia, outros eventos como esse atingem seu ápice de visibilidade à meia-noite ou depois disso.

“Para vê-lo, é preciso olhar entre o leste e o sul, regiões em que provavelmente vão surgir meteoros. Com essa passagem, vamos comprovar que esse asteroide realmente era o núcleo de um cometa desativado”, finaliza de Cicco.

*Por Karian Souza

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*Fonte: exame

NASA pode ter detectado uma parede gigante no fim do sistema solar

A espaçonave New Horizons, da Nasa, ajudou cientistas a estudarem um misterioso fenômeno no limite do Sistema Solar, onde partículas do Sol e do espaço interestelar interagem.

Esta região, cerca de 100 vezes mais distante do Sol que a Terra, é onde átomos de hidrogênio não carregados do espaço interestelar se encontram com partículas carregadas do nosso Sol.

No ponto em que os dois interagem, acredita-se que haja um acúmulo de hidrogênio no espaço interestelar. Isso cria uma espécie de “parede”, que dispersa a luz ultravioleta.

Cerca de 30 anos atrás, as sondas Voyagers 1 e 2 da NASA detectaram pela primeira vez este muro, e agora a New Horizons encontrou novas evidências para ele.

A New Horizons fez a detecção usando seu espectrômetro Alice UV, fazendo medições de 2007 a 2017. Ela encontrou um brilho ultravioleta conhecido como uma linha Lyman-alfa, que é produzida quando partículas solares atingem átomos de hidrogênio.

Nós vemos esse brilho ultravioleta por todo o Sistema Solar. Mas nesta região chamada heliopausa, parece haver uma fonte adicional causada pela parede de hidrogênio, criando um brilho maior.

Além da parede, há mais luz ultravioleta do que na frente dela, sugerindo que ela está sendo espalhada pelo “muro”

“Essa fonte distante poderia ser a assinatura de uma parede de hidrogênio, formada perto de onde o vento interestelar encontra o vento solar”, escreveram os pesquisadores.

A teoria ainda não é definitiva. É possível que outra fonte de luz ultravioleta em nossa galáxia possa estar causando esse brilho de fundo. Para ter certeza, a New Horizons continuará procurando pelo muro duas vezes por ano.

Em algum momento, a sonda atravessará a parede, e se existir, a quantidade de luz ultravioleta detectada diminuirá. Isso forneceria alguma evidência adicional de que a parede está realmente lá.

A Voyager 1 e 2 já passaram pela parede agora, então não podem fazer mais detecções. Mas a New Horizons está apenas 42 vezes mais longe do Sol do que a Terra, uma distância que levou cerca de 12 anos para alcançar e está atualmente a caminho de explorar um novo alvo chamado Ultima Thule.

Se nossas estimativas estiverem corretas, então, quando a missão terminar em cerca de 10 a 15 anos, ela deve ter chegado à parede. Nesse ponto, podemos saber com certeza se ela está lá ou não.

*Por Davson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Marte atinge ponto mais próximo da Terra; a próxima vez só em 2035

Marte está o mais perto da Terra possível, em um fenômeno que só vai acontecer novamente daqui a 15 anos, em 2035. Esta semana será o período no qual o planeta vermelho estará ainda mais próximo do nosso, posicionado quase que perfeitamente para ser visto pelos dois hemisférios e com um brilho intenso que permite que ele seja visto no céu à noite.

Na última sexta-feira, 2, um pontinho brilhante embaixo da Lua causou comoção nas redes sociais: e nada mais era do que Marte ao vivo e a cores.

O que acontece é que a cada 15 anos, durante o verão marciano, o planeta fica mais próximo do Sol e também da órbita terrestre. Nesta terça-feira, 6, o planeta estará a uma distância de 62,07 milhões de quilômetros da Terra.

Marte estará visível por boa parte da noite do céu no Sul, sendo que seu pico acontecerá em torno da meia-noite. Se Marte e a Terra tivessem órbitas perfeitamente circulares, a distância mínima entre os dois planetas seria sempre a mesma — mas não é assim que funciona, uma vez que a órbita de ambos os planetas tem um formato parecido com o de um ovo.

Apesar da proximidade, esse não é o número recorde que a Terra e Marte se encontraram tão de perto. Em 2003, o planeta vermelho ficou a 55,7 milhões de quilômetros do nosso — um fenômeno que não acontecia há cerca de 60 mil anos. Agora, para vê-lo tão de perto novamente, só em 2287.

Mas a Nasa pede cuidado: Marte não ficará do tamanho da Lua em nosso céu. “Se isso fosse verdade, teríamos um grande problema, porque teríamos a gravidade da Terra, de Marte e da Lua”, explica a agência americana.

*Por Tamires Vitorio

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*Fonte: exame

Esta animação da NASA mostra como é realmente viajar perto da velocidade da luz

Se você é um fã de ficção científica, é provável que tenha encontrado algumas franquias onde a humanidade se espalhou por todo o Universo conhecido. As naves que permitem isso, talvez usem um warp drive, talvez “dobrem espaço”, talvez tenham um drive mais rápido que a luz (FTL) ou “jump”.

É uma ideia legal, o pensamento de “ir interestelar!” Infelizmente, as leis imutáveis ​​da física nos dizem que isso simplesmente não é possível.

No entanto, a física que governa nosso Universo permite viagens próximas à velocidade da luz, embora chegar a essa velocidade requeira uma quantidade enorme de energia.

Essas mesmas leis, no entanto, também nos dizem que as viagens à velocidade da luz vêm com todos os tipos de desafios. Felizmente para todos nós, a NASA aborda isso em um vídeo animado recém-lançado que cobre todos os fundamentos da viagem interestelar!

Para resumir, de acordo com as leis imutáveis ​​da física (especificamente, a Teoria da Relatividade Especial de Einstein), não há como alcançar ou exceder a velocidade da luz.

Isso significa que se você vai tentar uma viagem interestelar, sua melhor aposta é se estabelecer para o longo curso (ou seja, um navio de geração) ou encontrar um meio de propulsão que pode permitir uma aceleração constante até uma fração da velocidade de luz (velocidade relativística) é atingida.

Por causa deste vídeo, intitulado “Guia da NASA para viagens à velocidade da luz” (mostrado acima), presume-se que o viajante interestelar (que parece ser uma criatura alienígena) construiu uma nave espacial capaz de viajar a 90 por cento da velocidade da luz (0,9 c).

O vídeo é apresentado como um vídeo informativo para um viajante interestelar. É apresentado com a seguinte mensagem:

“Então, você acabou de dar os retoques finais nas atualizações de sua nave espacial e agora ela pode voar quase à velocidade da luz. Não temos certeza de como você conseguiu, mas parabéns! Antes de voar em seu nas próximas férias, no entanto, assista a este vídeo útil para aprender mais sobre considerações de segurança na velocidade da luz, tempos de viagem e distâncias entre alguns destinos populares em todo o universo.”

Deixando de lado a questão de como a espaçonave é capaz de atingir esse tipo de velocidade, o vídeo então se move diretamente para abordar os grandes problemas que surgem com as viagens em um Universo relativístico.

Isso inclui a dilatação do tempo, a necessidade de proteção no meio interestelar e quanto tempo levaria para viajar até mesmo para os destinos mais próximos, como a estrela mais próxima (Proxima Centauri), a galáxia mais próxima (Andrômeda) ou a mais distante (GN- z11).

É certo que esses desafios são muito difíceis e as maiores mentes científicas do mundo ainda estão procurando uma solução. Um bom exemplo é Breakthrough Starshot, uma iniciativa que espera enviar uma vela de luz movida a laser para Alpha Centauri nos próximos anos. Baseando-se na propulsão de energia direcionada, a espaçonave proposta alcançaria 20 por cento da velocidade da luz (0,2 c) e faria a viagem em apenas 20 anos.

Naturalmente, esse plano envolveu pesquisas consideráveis sobre os perigos das viagens interestelares e levou a algumas soluções criativas de como lidar com eles.

Isso inclui (mas não está limitado a) blindagem, comunicações, os tipos de câmeras e instrumentos que produziriam os melhores resultados científicos, o tipo de vela empregada e o formato da vela em si e como a espaçonave desaceleraria quando chega lá.

Enquanto isso, é bom ter recursos educacionais que permitem às pessoas conhecer as realidades científicas que estão por trás (ou em muitos casos, minam) nossas franquias favoritas!

Também é útil quando se trata de aspirantes a físicos e cientistas que esperam ver viagens interestelares acontecerem durante suas vidas. Você tem que saber quais são os desafios se está pensando em vencê-los!

O vídeo foi o trabalho de cientistas e especialistas em mídia do Goddard Media Studios (GMS) do Goddard Space Flight Center (GSFC) da NASA. O esforço foi liderado por Chris Smith, produtor de multimídia e membro da Associação de Pesquisas Espaciais das Universidades (USRA) da divisão de Astrofísica de Goddard. Ele foi acompanhado pelo colega da USRA Krystofer Kim, que era o animador principal do vídeo.

A NASA Goddard também disponibilizou clipes mais curtos do vídeo e cartões postais imprimíveis para download aqui: https://svs.gsfc.nasa.gov/13653.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Ouça o som assombroso detectado do espaço ao redor da Terra

Tem som no espaço?

Como o som não pode viajar através do vácuo, o espaço é silencioso. Ou pelo menos o espaço é silencioso para os nossos ouvidos. O espaço contém muitos sinais eletromagnéticos, como ondas de rádio. Esses sinais são criados por buracos negros, planetas e outras fontes.

Assim como um aparelho de rádio transforma sinais de rádio que você não pode ouvir em ruídos, instrumentos científicos podem converter esses sinais eletromagnéticos do espaço em som. Portanto, embora o espaço seja silencioso, você pode “ouvi-lo”.

Quer saber qual é o som do espaço ao redor da Terra?

A gravação abaixo, realizada durante uma das últimas missões da NASA com sondas exploratórias em órbita, traz o som emitido pela magnetosfera do nosso planeta.

De acordo com o site The Atlantic, ao redor da Terra existe uma série de anéis de plasma que pulsam com ondas de rádio, que são inaudíveis aos ouvidos humanos.

Entretanto, algumas antenas são capazes de capturar essas ondas — como os dispositivos de rádio amador, por exemplo —, que também são conhecidas como “O Coro da Terra”, já que o seu som lembra o de um coral de pássaros cantando pela manhã.

O resultado é, quase literalmente, assustador: um uivo assobiante estranho que abaixa e depois se eleva. Ouça:

Como os astronautas se comunicam no espaço?

Durante caminhadas espaciais, os astronautas conseguem conversar por meio de ondas de radiofrequência. Os sons são normalmente produzidos dentro dos trajes espaciais, pois ali existe oxigênio.

Ao serem captadas por um microfone, as ondas sonoras são convertidas em ondas eletromagnéticas e, então, transmitidas até um receptor.

*Por Davson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Lua e marte farão uma conjunção neste domingo (9) promovendo grande espetáculo nos céus

Para as pessoas que gostam de apreciar os fenômenos que os planetas, astros e estrelas realizam no céu, anote: neste domingo, 9 de agosto (noite de sábado para domingo) o céu vai te presenciar com uma visão única e espetacular.

A lua e Marte estarão emparelhados, alinhados lado a lado, em uma conjunção rara de acontecer e se ver. Para os amantes destes fenômenos que moram no Sul e Sudeste do Brasil, poderão ver algo mais bonito ainda: em certo momento a Lua ficará bem à frente do planeta vermelho Marte, este fenômeno é chamado de ocultação.

Caso você queira observar este belo espetáculo, coloque seu relógio para despertar cedinho, pois este show começa a acontecer às 5:00 h da madrugada.

Prepare-se.

*Por JCS

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*Fonte: sensivelmente