Jaco Pastorius e a trágica genialidade de um dos maiores músicos de todos os tempos

Jaco Pastorius. Talvez você já tenha ouvido falar desse nome, talvez nem faça ideia de que ele tenha existido, mas saiba que o músico nascido em 01 de Dezembro de 1951 nos Estados Unidos foi um dos mais influentes de todos os tempos.

John Francis Anthony Pastorius III adotou o apelido de “Jaco” como homenagem a um juiz de baseball chamado Jocko Conlan, e da adolescência até os 35 anos, quando faleceu de forma trágica, tornou-se um dos baixistas mais relevantes e mais bem vistos do planeta, tanto por conta do seu talento como por causa das inovações que trazia ao instrumento.

Aos 17 anos de idade, Jaco comprou um contra baixo clássico, daqueles de se tocar de pé, mas por causa da umidade na Flórida, onde morava, ele teve dificuldades em mantê-lo intacto, então acabou trocando o instrumento por um Fender Jazz Bass, e a partir daí começou a fazer seu nome.

Jaco

O músico tocou com nomes como Wayne Cochran (da famosa “Last Kiss”, regravada pelo Pearl Jam) e Pat Metheny, além de ter dado aulas de baixo na Universidade de Miami e entrado para a banda Weather Report.

Sua entrada no grupo, inclusive, foi um episódio que mostrou bastante da sua genialidade, já que Jaco foi até um show dos caras e se apresentou ao tecladista Joe Zawinul, dizendo, “Sou John Francis Pastorius III. Sou o melhor baixista do mundo.”

Foi aí, infelizmente, que começaram a surgir hábitos que acabariam com a vida de Jaco, já que ao excursionar com a banda ele passou a ter problemas com drogas e bebidas, e o consumo trouxe à tona problemas psicológicos que até então não haviam se manifestado de forma grave.

Em 1982, após desentendimentos musicais e constantes episódios envolvendo seus problemas com o vício, Jaco deixou a banda e acabou montando um grupo chamado Word Of Mouth.

Word Of Mouth

A ideia com a banda que tinha contrato com a Warner era justamente evidenciar o talento de Jaco, e as pessoas depositavam tanta confiança nele que o deram a oportunidade de montar um grupo com 21 integrantes.

Após uma turnê pelo Japão onde o baixista raspou a cabeça, pintou seu rosto e até arremessou um de seus instrumentos na Baía de Hiroshima, Jaco foi diagnosticado com transtorno bipolar em 1982.

A partir daí a vida do influente músico entrou em decadência, a gravadora não gostou do resultado das vendas do primeiro disco e nem das demos do que seria o próximo e Jaco se viu desempregado. Como os problemas com as drogas e o álcool aumentavam cada vez mais, também acabou nas ruas já que não conseguia trabalho, não tinha dinheiro e não encontrava quem quisesse trabalhar com ele.

Em uma entrevista ele chegou a dizer que apesar de gostar do reconhecimento por conta das suas habilidades, preferia que alguém lhe desse um emprego.

Morte

A trágica morte de Jaco Pastorius veio em um incidente pra lá de bizarro em 1987, durante um show do guitarrista Carlos Santana em 11 de Setembro.

Na apresentação da Flórida, ele entrou sem pagar no show e acabou sendo expulso do local, indo então para um bar em Wilton Manors, onde teria chutado uma porta de vidro e, por isso, sido proibido de entrar no local.

Por lá ele entrou em conflito com o gerente do local, Luc Havan, que era profissional em artes marciais, e foi agredido de forma grave e covarde, indo parar no hospital com várias fraturas no rosto e entrando em coma. Dias depois ele morreu por causa de uma hemorragia no cérebro e os aparelhos que os mantinham vivo foram desligados em 21 de Setembro de 1987, quando Jaco Pastorius morreu cedo demais aos 35 anos de idade.

Luc, o assassino, foi condenado a 22 meses de prisão, mas cumpriu apenas quatro e foi colocado em liberdade condicional por bom comportamento.

*Por Tony Alex

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Allen Woody

Neste dia 3 de outubro também foi data de aniversário de um dos meus baixistas preferidos de todos os tempos, o grande Allen Woody (The Allman Brothers Band / Gov’t Mule), o que é uma pena (já é falecido) e estaria então completando 63 anos de idade. Outro dos “grandes” que foi cedo demais. Mas fica aqui o reconhecimento pela seu trabalho e a sua música. R.I.P. Allen Woody!

Jeff Ament (Pearl Jam) e seu álbum solo

Confira vídeo do o projeto solo do baixista do Pearl Jam, Jeff Ament, que leva o sobrenome dele, “Ament”. O álbum de estreia vai se chamar “Heaven/Hell”, sai no dia 10 de maio.

O primeiro single revelado também na semana passada é “Safe in the Car”, que conta com a colaboração de Angel Olsen nos vocais, além de ter os colegas de Pearl Jam Mike McCready na guitarra e Matt Cameron na bateria.

Flea fala sobre vício em remédios e drogas em novo editorial para a revista Time

Flea, o baixista do Red Hot Chili Peppers, acaba de escrever um intenso editorial para a Time Magazine falando sobre sua antiga luta contra o vício em medicamentos e drogas.

O texto fez parte da Opioid Diaries, uma série criada pela revista para comentar sobre a gravidade da situação da chamada “crise de opioides” nos Estados Unidos.

“Eu estive envolvido com abuso de substâncias desde o dia em que nasci”, escreveu o músico. “Todos os adultos na minha vida regularmente usavam remédios para esquecer dos problemas, e álcool e drogas estavam por toda parte, o tempo todo”.

Eu comecei a fumar maconha quando tinha onze anos, e então comecei a cheirar, injetar, ingerir, fumar e usar [drogas] ao longo da minha adolescência e até meus vinte e poucos anos.

Flea também comentou sobre como utilizava drogas para lidar com problemas de ansiedade e revelou que só decidiu parar após descobrir que se tornaria pai.

Em seguida, o músico falou sobre como enfrentou novos problemas ao utilizar um remédio que havia sido prescrito pelo seu médico para lidar com uma lesão no braço.

Alguns anos atrás eu quebrei meu braço enquanto fazia snowboard e tive que fazer uma grande cirurgia. Meu médico me curou perfeitamente, e graças a ele eu ainda consigo tocar baixo. Mas ele também me deu dois meses de Oxycontin. O rótulo dizia para tomar quatro por dia. Eu ficava muito chapado quando tomava esse remédio. Ele não só acabava com a minha dor física, como também com todas as minhas emoções. Eu só tomava um por dia, mas eu não estava presente para os meus filhos, meu espírito criativo estava decaindo e eu fiquei depressivo. Eu parei de tomar o remédio após um mês, mas eu poderia ter facilmente conseguido um novo refil.

O baixista comentou que um esforço maior precisa ser feito para monitorar e controlar a prescrição de remédios. “Pessoas perfeitamente sãs ficam viciadas nesses medicamentos e acabam morrendo. Advogados, encanadores, filósofos, celebridades — o vício não se importa com quem você é”.

Vício é uma doença cruel, e a comunidade médica, junto do governo, precisam oferecer ajuda para aqueles que precisam. A vida dói. O mundo é assustador e é mais fácil utilizar drogas que trabalhar tendo dor, ansiedade, injustiça e desapontamento. Mas iniciando com gratidão nos tempos difíceis e valorizando as lições das nossas horas difíceis, nós temos a oportunidade de superar os problemas e nos tornarmos indivíduos mais saudáveis e felizes que vivem acima da forte tentação do vício.

Você pode conferir o texto na íntegra clicando aqui.

Vale lembrar que há alguns dias a viúva de Chris Cornell disse que quando o músico se suicidou, havia tido uma recaída e ingerido um número altíssimo de remédios para dormir. Ela culpou os médicos por dar tantos remédios a alguém que lutava contra o vício neles.

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Robert De Leo (S.T.P.)

Ontem foi aniversário do Robert De Leo, o “mano” baixista da banda Stone Temple Pilots, uma das grandes bandas do meu setlist de coração.

E porque o Robert é um cara phoda?
Meu! É só sacar a vibe cool dele tocando, o seu bom gosto para criativas linhas de baixo, seu timbre poderoso, sua técnica e o bom gosto instrumentos bacanudos, sem falar usa o baixo largadão, quase nos joelhos.

Feliz aniversário Robert. E desculpe por não ter postado isso na data certa. Mas tá valendo mermão!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Jaco Pastorius – O Filme (legendado/português)

Com imagens de arquivos e entrevistas, o documentário monta a trajetória do incrível baixista Anthony “Jaco” Pastorius, que desde novo foi imerso no mundo do Jazz, tornando-se não só um grande instrumentista, mas uma pessoa de forte personalidade.

Jaco entrou para a história da música como um dos melhores baixistas do mundo.

 

Sua História:

Era o primeiro filho, dos três filhos, do casal John Francis Pastorius II, que era baterista e Stephanie Katherine Haapala.

Ainda muito jovem, entretanto, mudou-se para Fort Lauderdale, na Florida. Entre outras curiosidades não muito conhecidas, Pastorius foi coroinha no Colégio Católico St. Clement, em Wilton Manors, cidade próxima de Fort Lauderdale, dentro do condado de Broward.

O apelido “Jaco” tem origem em sua ligação com o esporte. Como o apelido de seu pai era Jack, começaram a chamá-lo de Jacko, em referência ao jogador de beisebol, Jocko Colon. Quando o pianista francês Alex Darqui escreveu um recado para Pastorius, utilizou a grafia JACO. Pastorius gostou então dessa forma de soletrar seu apelido e adotou a partir de então: Jaco.

Além de seguir os passos de seu pai como baterista, Pastorius era fã de esportes, e jogava beisebol, basquete e futebol americano desde jovem. Em uma partida de futebol americano, sofreu um acidente onde quebrou seu pulso esquerdo, comprometendo a agilidade como baterista. Nessa época, tocava bateria no conjunto Las Olas Brass. David Neubauer, então baixista do Las Olas, saiu do grupo, permitindo então que Pastorius assumisse sua posição, por volta de 1970. O Las Olas Brass fazia covers de Aretha Franklin, Otis Redding, Wilson Pickett, James Brown.

Segundo as próprias palavras de Pastorius, suas principais influências musicais foram: ” James Brown, The Beatles, Miles Davis, e Stravinsky, nessa ordem.” Além desses, Jaco cita outros nomes como Jerry Jemmott, James Jamerson, Paul Chambers, Harvey Brooks, Tony Bennett, Sinatra, Duke Ellington, Charlie Parker, e cita com especial atenção o nome de Lucas Cottle, um desconhecido baixista neozelandês que tem algumas gravações ao lado de Pastorius.

Em 1974, começou a tocar com Pat Metheny, hoje uma lenda viva da guitarra, chegando a gravar um álbum juntos, “Jaco” (1974), o primeiro álbum da carreira do baixista. Em 1976, Jaco gravou o seu segundo álbum, produzido pela Columby Productions – Epic, instantaneamente reconhecido como um clássico no cenário jazzístico da época. Foi então convidado a fazer parte do Weather Report, onde gravou em 1977 o álbum Heavy Weather, indicado ao Grammy e um dos álbuns de fusion mais famosos de todos os tempos.

Ainda em 1976, Jaco gravou o álbum Bright Size Life, disco de estreia de Pat Metheny. De 1976 é também o álbum Hejira, da cantora e compositora Joni Mitchell, com Jaco numa excepcional performance.

No início da década de 80, Jaco aprofundou um projeto solo, acompanhado de metais, e o desejo de conduzir uma big band com as linhas de baixo deu origem a banda Word of Mouth, que lançou em 1981 um disco homônimo, distribuído pela Warner. O disco foi um hit de costa a costa nos Estados Unidos, com performances virtuosas de Herbie Hancock, Wayne Shorter e Peter Erskine.

O ano de 1984 marca o início do declínio desse gênio dos graves, e após a dissolução da Word of Mouth, cortado da Warner, Jaco produz o material de Holiday for Pans, juntamente com Othelo Molineaux (steel drums), disco que não chegou a ser lançado, pois Jaco não conseguira um contrato com nenhuma distribuidora. Os originais foram roubados e recuperados posteriormente, mas o material já não poderia ser totalmente aproveitado. Um recorte de Holiday for Pans, renomeado de Good Morning Anya, foi incorporado a coletânea Jaco Anthology Punk Jazz, lançada pela Rhino Records, em 2003.

Jaco utilizava um baixo Fender Jazz Bass 62, que foi roubado em 1986, criando-se um mito a respeito do desaparecimento do “Bass of Doom” (como ficou conhecido). Recentemente foi recuperado pelo baixista Robert Trujillo que ainda está com o instrumento [1]. Para algumas faixas, utilizava um efeito “flanger”. Utilizava bastante alternância entre os captadores da ponte e do braço, equilibrando o timbre que desejava utilizar. Certo dia, Jaco resolveu arrancar os trastes de seu baixo elétrico. Não inventou o baixo fretless (ampeg aub 1 1966) mas foi o primeiro a tocar com a precisão de um violoncelista, inovando a técnica e ampliando as possibilidades. Ou, como disse um crítico, trouxe maturidade ao instrumento.

Na metade da década de 80, Pastorius começou a apresentar problemas mentais, e sintomas do chamado distúrbio bipolar, síndrome de pânico e depressão, relacionada ao uso excessivo de drogas e álcool. Esse distúrbio tornou-o mundialmente famoso por seu comportamento exagerado e excêntrico, para não dizer bizarro. Certa vez, quando se apresentavam em Tóquio, foi visto completamente nu e aos gritos sobre uma moto em alta velocidade. Suas performances como instrumentista também mudaram, seu gosto pelo excêntrico e pelas dissonâncias, se tornou exagerado e de certa forma incompreensível. Jaco passa a tocar em clubes de jazz em Nova York e na Flórida, tendo caído no conceito popular e transformado-se na “ovelha negra” do meio musical-jazzístico da época.

O trágico fim de John Francis Anthony Pastorius III inicia-se em 11 de setembro de 1987. Após um show de Carlos Santana, se dirige ao Midnight Bottle Club, em Wilton Manors, Florida. Após ter um comportamento exibicionista e arrogante, entra em uma briga com o segurança do clube, chamado Luc Havan. Como resultado da briga, sofre traumatismo craniano e entra em coma por dez dias. Depois que os aparelhos foram retirados, seu coração ainda bateu por três horas. A morte do mais ilustre baixista de todos os tempos data de 21 de setembro de 1987, faltando 10 semanas para completar 36 anos. Foi enterrado no cemitério Queen of Heaven, em North Lauderdale.

Uma das maiores homenagens prestadas a ele, foi registrada pelo trompetista Miles Davis, que gravou a música Mr. Pastorius, composição do baixista Marcus Miller, lançada no álbum Amandla.

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Jaco Pastorius

Esta semana também foi data também de aniversário do ameriacano Jaco Pastorius, uma dos maiores e mais influentes baixistas de toda a história da música, principalmente se pensarmos em termos de jazz. Jaco que faleceu por traumatismo craniano, quando de uma briga com um segurança de casa noturna num show do guitarrista Carlos Santana, em 11 de setembro de 1987, na Flórida (EUA).

Victor Bailey – R.I.P.

Morreu, aos 56 anos, o baixista Victor Bailey. Ele ficou conhecido após assumir o lugar de Jaco Poastorius no Weather Report, em 1982. Após quatro anos na banda, seguiu carreira solo, além de trabalhar com artistas como Sting, Lenny White, Lady Gaga e Omar Hakin, entre outros.

Bailey sofria há anos de um caso raro de distrofia muscular, que o fez interromper atividades profissionais em 2015.
Seu disco mais recente, Slippin ‘N’ Trippin, saiu em 2010.

Descanse em paz Victor Bailey.

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*Fonte: vandohalen

Bootsy Collins

Hoje é o aniversário do baixista Bootsy Collins (65 anos), um dos maiores baixistas quando o assunto envolve o groove e a música funk americana. Já participou de inúmeras bandas: The J.B.’s, Parliament-Funkadelic, Bootsy’s Rubber Band, Axiom Funk, Praxis, Material.

Collins faz parte do Rock and Roll Hall of Fame, para o qual foi indicado em 1997 com quinze outros membros do Parliament-Funkadelic.

Um forte abraço, mesmo que há distância e o nosso Feliz Aniversário Bootsy Collins!

*Saca só a discografia do querido:
1976 – Bootsy’s Rubber Band – Stretchin’ Out in Bootsy’s Rubber Band (Warner Bros. Records)
1977 – Bootsy’s Rubber Band – Ahh… The Name Is Bootsy, Baby! (Warner Bros. Records)
1978 – Bootsy’s Rubber Band – Bootsy? Player of the Year (Warner Bros. Records)
1979 – Bootsy’s Rubber Band – This Boot is Made for Fonk-N (Warner Bros. Records)
1980 – Bootsy Collins – Ultra Wave (Warner Bros. Records)
1980 – Sweat Band – Sweat Band – (Uncle Jam/Columbia Records)
1982 – Bootsy Collins – The One Giveth, the Count Taketh Away (Warner Bros. Records)
1988 – Bootsy Collins – What’s Bootsy Doin’? (Columbia)
1990 – Bootsy’s Rubber Band – Jungle Bass (4th & Broadway)
1994 – Bootsy’s New Rubber Band – Blasters of the Universe (Rykodisc)
1994 – Zillatron – Lord of the Harvest (Rykodisc)
1995 – Bootsy’s New Rubber Band – Keepin’ Dah Funk Alive 4-1995 (Rykodisc)
1997 – Bootsy Collins – Fresh Outta ‘P’ University (WEA/Black Culture)
1998 – Bootsy’s Rubber Band – Live in Louisville 1978 (Disky)
2002 – Bootsy Collins – Play With Bootsy (WEA International)
2006 – Bootsy’s New Rubber Band – Live In Concert 1998 (ABC Entertainment / A Charly Films Release)
2006 – Bootsy Collins – Christmas Is 4 Ever (Shout Factory)
2008 – Science Faxtion – Living on Another Frequency (Mascot Records)