Os 50 melhores baixistas da história segundo a Rolling Stone

Um dos instrumentos mais importantes da música, em especial em estilos como o Funk, o Jazz e claro, o Rock, o baixo muitas vezes é deixado de lado e grandes nomes são ofuscados por músicos de outros instrumentos.

Mas a revista americana Rolling Stone resolveu reunir um time de especialistas para dar créditos a quem tanto merece e, em conjunto, os jornalistas escolheram uma lista com os 50 maiores baixistas da história.

Claro que a lista conta com vários dos nomes já esperados, como Paul McCartney e Flea (Red Hot Chili Peppers), mas é bem legal ver a representação de nomes da nova geração como Thundercat e de ícones que muitas vezes acabam esquecidos, como Esperanza Spalding, Pino Palladino e James Jamerson, que ficou com o primeiro lugar.

Abaixo, você pode conferir a lista na íntegra e aqui você acessa a matéria completa (em inglês) com um pequeno perfil sobre cada um dos artistas.
Os 50 melhores baixistas da história segundo a Rolling Stone

50. Thundercat
49. Duff McKagan
48. Kim Deal
47. Leland Sklar
46. Peter Hook
45. Esperanza Spalding
44. Joseph Makwela
43. Mike Watt
42. Tony Levin
41. George Porter Jr.
40. Bill Black
39. Kim Gordon
38. Pino Palladino
37. John McVie
36. Les Claypool
35. Louis Johnson
34. Richard Davis
33. Lemmy
32. Sting
31. Bernard Edwards
30. Bob Moore
29. Tina Weymouth
28. Aston “Family Man” Barrett
27. David Hood
26. Israel Cachao López
25. Cliff Burton
24. Geddy Lee
23. Bill Wyman
22. Flea
21. Geezer Butler
20. Rick Danko
19. Verdine White
18. Chris Squire
17. Robbie Shakespeare
16. Charlie Haden
15. Donald “Duck” Dunn
14. John Paul Jones
13. Stanley Clarke
12. Willie Dixon
11. Phil Lesh
10. Ron Carter
9. Paul McCartney
8. Jaco Pastorius
7. Larry Graham
6. Jack Bruce
5. Carol Kaye
4. Bootsy Collins
3. John Entwistle
2. Charles Mingus
1. James Jamerson

James Jamerson

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Jaco Pastorius e a trágica genialidade de um dos maiores músicos de todos os tempos

Jaco Pastorius. Talvez você já tenha ouvido falar desse nome, talvez nem faça ideia de que ele tenha existido, mas saiba que o músico nascido em 01 de Dezembro de 1951 nos Estados Unidos foi um dos mais influentes de todos os tempos.

John Francis Anthony Pastorius III adotou o apelido de “Jaco” como homenagem a um juiz de baseball chamado Jocko Conlan, e da adolescência até os 35 anos, quando faleceu de forma trágica, tornou-se um dos baixistas mais relevantes e mais bem vistos do planeta, tanto por conta do seu talento como por causa das inovações que trazia ao instrumento.

Aos 17 anos de idade, Jaco comprou um contra baixo clássico, daqueles de se tocar de pé, mas por causa da umidade na Flórida, onde morava, ele teve dificuldades em mantê-lo intacto, então acabou trocando o instrumento por um Fender Jazz Bass, e a partir daí começou a fazer seu nome.

Jaco

O músico tocou com nomes como Wayne Cochran (da famosa “Last Kiss”, regravada pelo Pearl Jam) e Pat Metheny, além de ter dado aulas de baixo na Universidade de Miami e entrado para a banda Weather Report.

Sua entrada no grupo, inclusive, foi um episódio que mostrou bastante da sua genialidade, já que Jaco foi até um show dos caras e se apresentou ao tecladista Joe Zawinul, dizendo, “Sou John Francis Pastorius III. Sou o melhor baixista do mundo.”

Foi aí, infelizmente, que começaram a surgir hábitos que acabariam com a vida de Jaco, já que ao excursionar com a banda ele passou a ter problemas com drogas e bebidas, e o consumo trouxe à tona problemas psicológicos que até então não haviam se manifestado de forma grave.

Em 1982, após desentendimentos musicais e constantes episódios envolvendo seus problemas com o vício, Jaco deixou a banda e acabou montando um grupo chamado Word Of Mouth.

Word Of Mouth

A ideia com a banda que tinha contrato com a Warner era justamente evidenciar o talento de Jaco, e as pessoas depositavam tanta confiança nele que o deram a oportunidade de montar um grupo com 21 integrantes.

Após uma turnê pelo Japão onde o baixista raspou a cabeça, pintou seu rosto e até arremessou um de seus instrumentos na Baía de Hiroshima, Jaco foi diagnosticado com transtorno bipolar em 1982.

A partir daí a vida do influente músico entrou em decadência, a gravadora não gostou do resultado das vendas do primeiro disco e nem das demos do que seria o próximo e Jaco se viu desempregado. Como os problemas com as drogas e o álcool aumentavam cada vez mais, também acabou nas ruas já que não conseguia trabalho, não tinha dinheiro e não encontrava quem quisesse trabalhar com ele.

Em uma entrevista ele chegou a dizer que apesar de gostar do reconhecimento por conta das suas habilidades, preferia que alguém lhe desse um emprego.

Morte

A trágica morte de Jaco Pastorius veio em um incidente pra lá de bizarro em 1987, durante um show do guitarrista Carlos Santana em 11 de Setembro.

Na apresentação da Flórida, ele entrou sem pagar no show e acabou sendo expulso do local, indo então para um bar em Wilton Manors, onde teria chutado uma porta de vidro e, por isso, sido proibido de entrar no local.

Por lá ele entrou em conflito com o gerente do local, Luc Havan, que era profissional em artes marciais, e foi agredido de forma grave e covarde, indo parar no hospital com várias fraturas no rosto e entrando em coma. Dias depois ele morreu por causa de uma hemorragia no cérebro e os aparelhos que os mantinham vivo foram desligados em 21 de Setembro de 1987, quando Jaco Pastorius morreu cedo demais aos 35 anos de idade.

Luc, o assassino, foi condenado a 22 meses de prisão, mas cumpriu apenas quatro e foi colocado em liberdade condicional por bom comportamento.

*Por Tony Alex

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Arthur Maia (R.I.P.)

A nota triste de hoje é o falecimento de Arthur Maia, por parada cardíaca. Foi um dos maiores expoentes brasileiros na lida com o contrabaixo elétrico. O músico que era sobrinho do lendário Luizão Maia, da banda de Elis Regina, com quem aprendeu as primeiras técnicas no baixo, Arthur acompanhou, ao vivo ou em estúdio, alguns dos nomes centrais da MPB, como como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Benjor, Djavan, Gal Costa, Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Ivan Lins, Luiz Melodia, Lulu Santos e Marisa Monte. Também integrou uma das formações da Banda Black Rio, a banda pop/rock oitentista Egotrip e o quarteto instrumental Cama de Gato, ao lado de Mauro Senise, Pascoal Meirelles e Rique Pantoja.

Descanse em Paz Arthurzinho Maia!

Allen Woody

Neste dia 3 de outubro também foi data de aniversário de um dos meus baixistas preferidos de todos os tempos, o grande Allen Woody (The Allman Brothers Band / Gov’t Mule), o que é uma pena (já é falecido) e estaria então completando 63 anos de idade. Outro dos “grandes” que foi cedo demais. Mas fica aqui o reconhecimento pela seu trabalho e a sua música. R.I.P. Allen Woody!

P. Bass e a porrada mais famosa da história do rock

Confira o vídeo sobre uma das fotos mais icônicas de capa de álbum da história do Rock, sim, obviamente me refiro aqui a capa do The Clash – “London Calling” (1979). A cena clássica de Paul Simonon prestes a dar uma bela “chapuletada” e destruir seu baixo Fender Precision, no chão – fotografia de Pennie Smith. A arte da capa foi uma criação inspirada/tributo a capa de um álbum do rei do rock – Elvis Presley (mesmas fontes, cores e também uma img PB de fundo).

 

Flea fala sobre vício em remédios e drogas em novo editorial para a revista Time

Flea, o baixista do Red Hot Chili Peppers, acaba de escrever um intenso editorial para a Time Magazine falando sobre sua antiga luta contra o vício em medicamentos e drogas.

O texto fez parte da Opioid Diaries, uma série criada pela revista para comentar sobre a gravidade da situação da chamada “crise de opioides” nos Estados Unidos.

“Eu estive envolvido com abuso de substâncias desde o dia em que nasci”, escreveu o músico. “Todos os adultos na minha vida regularmente usavam remédios para esquecer dos problemas, e álcool e drogas estavam por toda parte, o tempo todo”.

Eu comecei a fumar maconha quando tinha onze anos, e então comecei a cheirar, injetar, ingerir, fumar e usar [drogas] ao longo da minha adolescência e até meus vinte e poucos anos.

Flea também comentou sobre como utilizava drogas para lidar com problemas de ansiedade e revelou que só decidiu parar após descobrir que se tornaria pai.

Em seguida, o músico falou sobre como enfrentou novos problemas ao utilizar um remédio que havia sido prescrito pelo seu médico para lidar com uma lesão no braço.

Alguns anos atrás eu quebrei meu braço enquanto fazia snowboard e tive que fazer uma grande cirurgia. Meu médico me curou perfeitamente, e graças a ele eu ainda consigo tocar baixo. Mas ele também me deu dois meses de Oxycontin. O rótulo dizia para tomar quatro por dia. Eu ficava muito chapado quando tomava esse remédio. Ele não só acabava com a minha dor física, como também com todas as minhas emoções. Eu só tomava um por dia, mas eu não estava presente para os meus filhos, meu espírito criativo estava decaindo e eu fiquei depressivo. Eu parei de tomar o remédio após um mês, mas eu poderia ter facilmente conseguido um novo refil.

O baixista comentou que um esforço maior precisa ser feito para monitorar e controlar a prescrição de remédios. “Pessoas perfeitamente sãs ficam viciadas nesses medicamentos e acabam morrendo. Advogados, encanadores, filósofos, celebridades — o vício não se importa com quem você é”.

Vício é uma doença cruel, e a comunidade médica, junto do governo, precisam oferecer ajuda para aqueles que precisam. A vida dói. O mundo é assustador e é mais fácil utilizar drogas que trabalhar tendo dor, ansiedade, injustiça e desapontamento. Mas iniciando com gratidão nos tempos difíceis e valorizando as lições das nossas horas difíceis, nós temos a oportunidade de superar os problemas e nos tornarmos indivíduos mais saudáveis e felizes que vivem acima da forte tentação do vício.

Você pode conferir o texto na íntegra clicando aqui.

Vale lembrar que há alguns dias a viúva de Chris Cornell disse que quando o músico se suicidou, havia tido uma recaída e ingerido um número altíssimo de remédios para dormir. Ela culpou os médicos por dar tantos remédios a alguém que lutava contra o vício neles.

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Robert De Leo (S.T.P.)

Ontem foi aniversário do Robert De Leo, o “mano” baixista da banda Stone Temple Pilots, uma das grandes bandas do meu setlist de coração.

E porque o Robert é um cara phoda?
Meu! É só sacar a vibe cool dele tocando, o seu bom gosto para criativas linhas de baixo, seu timbre poderoso, sua técnica e o bom gosto instrumentos bacanudos, sem falar usa o baixo largadão, quase nos joelhos.

Feliz aniversário Robert. E desculpe por não ter postado isso na data certa. Mas tá valendo mermão!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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