Peter Grant quase virou filme produzido por Malcolm McLaren

Peter Grant (1935-1995), empresário do Led Zeppelin, costumava ser comparado (quem lembra isso é o jornalista Mick Wall no livro Led Zeppelin – Quando os gigantes caminhavam sobre a Terra) com o cara que cuidava com mãos de ferro da carreira de Elvis Presley, o coronel Tom Parker. Não era bem assim, como o próprio Wall recorda no livro. “G preferiria cortar o próprio braço a jogar seus artistas no rio do lixo comercial em que o coronel vivia colocando Elvis”, escreveu.

Grant foi um cara que nunca teve um núcleo familiar forte, passou por vários problemas na infância, e criou uma “família” ao priorizar o Led Zeppelin e defender a banda de todas as formas. De todas as formas mesmo: Peter Grant mostrava as garras para empresários, jornalistas, radialistas e qualquer pessoa que tratasse o grupo de maneira atravessada. Entrava em lojas de discos e pegava LPs piratas do Led Zeppelin na mão grande – quando não quebrava na frente do vendedor. Após o fim da banda, acumulou problemas de saúde, mas levava uma vida relativamente tranquila, longe dos holofotes e do universo dos shows.

Nos últimos anos de Grant, um projeto que estava para vir à tona era um filme baseado em sua vida, produzido por ninguém menos que Malcolm McLaren, empresário dos Sex Pistols. Olha aí Grant e Malcolm tentando explicar a história numa entrevista de 1994, durante a Canadian Music Week.

O papo abre com o repórter perguntando sobre o lado agressivo de Grant, um sujeito que, em bons dias, era gentil, educado e falava baixo. “Parece mesmo que fiz essas coisas? Bom, o método não importa se dá resultados no final”, explica o empresário.

No vídeo acima, um entediado Malcolm explica a importância de Grant ter transformado o rock num negócio. Só que Grant ouve do entrevistador que o empresário dos Pistols quer fazer o livro baseado na malfadada biografia Hammer of the gods, de Stephen Davis, que entregava toda devassidão e a decadência que cercava o Led – além de altas porradarias envolvendo Grant.

“Não, nada a ver, eu não o deixaria fazer o filme caso fosse associado ao livro”, conta, ouvindo que a ideia do colega era a de que o que acontecia no backstage era mais interessante do que o que rolava no palco. Grant diz que o mais importante é a música.

(aliás, temos episódios do nosso podcast Pop Fantasma Documento sobre Led Zeppelin e sobre Sex Pistols)
O tal filme de McLaren, na verdade, passou por várias idas e vindas até que (diz o livro Bring it on home: Peter Grant, Led Zeppelin, and beyond, de Mark Blake) McLaren resolvesse que a faceta mais hedonista e (vá lá) desagradável do Led e de seu empresário era mais interessante. Uma sinopse do filme (que, no começo, tinha o working title de O poderoso chefão do rock’n roll) circulou por várias produtoras. E surgiu a ideia de que Daniel Day Lewis poderia interpretar Grant (“vamos engordá-lo como fizeram com Robert de Niro em Touro indomável”, dizia McLaren).

A história acabou dando problema justamente por causa da opção de centrar o script original no lado truculento de Grant e de Richard Cole, ex-gerente de turnê do Led. A filha de Grant achou o roteiro “sensacionalista”. McLaren fez uma última tentativa: juntou-se ao diretor do policial Ligações sujas, Mike Figgis, e a Jeremy Thomas, co-produtor de seu filme sobre os Sex Pistols, The great rock´n roll swindle.

Os dois, junto com McLaren (morto, você sabe, em 2010), passaram horas e horas a fio entrevistando Grant na suíte de um hotel. O novo script, baseado nas entrevistas com Grant, acabou tendo que se descartado por um motivo básico: cheio de revelações bizarras, o roteiro acabaria impedindo até que a turma conseguisse liberação para usar músicas do Led Zeppelin no filme. Seja como for, pelo menos o projeto fez com que todo mundo voltasse a procurar Grant para entrevistas. E ele acabou convidado para a semana de música do Canadá – que acabou sendo sua última aparição pública.

Se tiver tempo, segue aí a palestra inteira de Grant na Canadian Music Week. Mais de uma hora de histórias.

E isso aí é Grant alguns anos antes (1988), deixando claro que não gostava de uma das tendências da época: a de empresários que se unem às gravadoras e esquecem de seus contratados. No final, deixa a lição para empresários novos. “Acreditem em seus artistas”, contou o saudoso Grant.

Agora, para se aprofundar mesmo em Peter Grant, pega aí o doc Mr. Rock´n roll, da BBC4 (tem abaixo no YouTube e em outro link, aqui).

*Por Ricardo Schott
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*Fonte: popfantasma

Beatles: Um em cada três jovens britânicos não conhece a banda

A pesquisa tinha o intuito de levantar quantos jovens de 16 a 23 anos conheciam as ‘estrelas mais velhas da música’

Os Beatles são considerados a banda mais influente de todos os tempos — no entanto, uma pesquisa realizada pela empresa Censuswide no Reino Unido apontou que praticamente um em cada três jovens britânicos não conhece o grupo.

A pesquisa foi realizada com 2 mil entrevistados no Reino Unido — e tinha o intuito de levantar quantos jovens de 16 a 23 anos conheciam as “estrelas mais velhas da música.”

O levantamento mostrou que “68,97% da Geração Z estava familiarizada com o trabalho dos Beatles”. O que equivale a um a cada três jovens britânicos — uma ótima média se comparada com Aretha Franklin, já que menos de 40% dos entrevistados conheciam a artista.

Além dos Beatles, Queen,David Bowie e Pink Floyd receberam resposta positiva, acumulando, respectivamente, 66,81%, 53,88% e 51,72% de jovens familiarizados com seus sons.

“Quando perguntamos se as pessoas acham músicas ou artistas antigos chatos, a Gen Z foi a geração que mais concordou que sim, com quase 34% [das respostas]”, explicaram os realizadores da pesquisa.

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*Fonte: rollingstone

Uma em cada três pessoas da geração Z não sabe quem são os Beatles, diz estudo

Um novo estudo encomendado pela companhia britânica Roberts Radio sobre como a música pop trafega através de gerações, descobriu que muitos nomes do universo musical podem se manter em destaque ao longo dos anos, enquanto outros desaparecem quase que completamente. A pesquisa ouviu um total de 2.000 entrevistados no Reino Unido para descobrir o quão familiarizadas as pessoas estão com os principais artistas do mercado mundial.

A Roberts perguntou aos seus entrevistados da Geração Z, que envolve pessoas nascidas entre a segunda metade dos anos 1990 até o início do ano 2010, sobre seu conhecimento a respeito de artistas mais velhos. Sem surpresa, grandes nomes como Beatles, Elvis Presley e Whitney Houston eram bem conhecidos, mas pelo menos uma em cada três pessoas não soube dizer quem são os Beatles e duas em cada três não conheciam o U2.

A pesquisa detectou que o trabalho de nomes como Beach Boys e The Supremes estão perdendo influência entre as gerações mais jovens. O que pode explicar isso é um dado assustador: um terço dos entrevistados da Geração Z disse que não ouviria uma música mais velha do que eles.

É evidente que o mundo da música mudou drasticamente desde os anos 1970 e 1980, mas isso não é um grande problema, pois apenas 18% das pessoas de todas as idades ouvidas pelos pesquisadores admitiram que têm dificuldade em se relacionar com músicas lá do passado.

O estudo completo da Roberts Radio está disponível AQUI e embaixo você tem a lista dos artistas das antigas mais conhecidos por quem nasceu depois dos anos 1990:

1º – Beatles – 68.97%
2º – Elvis Presley – 67.24%
3º – Whitney Houston – 67.24%
4º – Queen – 66.81%
5º – Madonna – 62.07%
6º – Paul McCartney – 57.76%
7º – Prince – 56.03%
8º – David Bowie – 53.88%
9º – Tina Turner – 53.45%
10º – Pink Floyd – 51.72%
11º – Bon Jovi – 51.72%
12º – Blondie – 46.55%
13º – Beach Boys – 42.24%
14º – Phil Collins – 42.24%
15º – Bee Gees – 41.81%

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*Fonte: radiorock

Fito Paez – “Al lado del camino”

Me gusta estar al lado del camino
fumando el humo mientras todo pasa
me gusta abrir los ojos y estar vivo
haber sobrevivido un millones de resacas

Entonces navegar se hace preciso
en barcos que se estrellen en la nada
Vivir atormentado del sentido
creo que esta si
esta si
es la parte mas pesada
En tiempos donde nadie escucha a nadie
en tiempos donde todos contra todos
En tiempos egoístas y mezquinos
En tiempos donde siempre estamos solos
Abra que declararse incompetente
En todas las materias del mercado
y abra que declararse un inocente
y abra que ser abjecto y desalmado

Yo ya no pertenezco a ningún istmo
Me considero vivo y enterrado
yo puse unas canciones en tu wallmank
El tiempo a mi me puso muchos años
Tendré que hacer lo que es y no debido
Y tendré que hacerte bien
y tendrás que hacerme daño
Y no olvides que el perdón es lo divino

y errar aveces suele ser humano
Y no es bueno nunca hacerse de enemigos
que no estén a la altura del conflicto
Que piensan que hacen un guerra
Y se mean encima como chicos
y rondan por siniestros ministerios
Haciendo la parodia del artista
Y que todo lo que brilla en este mundo
tan solo les da caspa y les da envidia
Y yo era un pibe triste y encantado
de beatles caña, leggis y charly garcia
Los libros las canciones y pianos
el cine tus traiciones mis enigmas
mi padre la cerveza las pastillas
los misterios el whisky malo
los odios el amor los escenarios
el hambre el frió el crimen el dinero
y mis 10 tías
Me hicieron este hombre enrevesado
si alguna vez me cruzas por la calle
Regalarme tu beso y no te aflijas che
Si vez que estoy pensando en otra cosa
No es nada malo es que paso una brisa

La brisa de la muerte enamorada
Que ronda como un ángel asesino
Mas no te asuste flaca siempre se me pasa
y es solo la intuición de mi destino

Me gusta estar al lado del camino
fumando el humo mientras todo pasa
Me gusta regresar me del olvido
Para acordarme en sueños de mi casa
Del chico que jugaba a la pelota
del 4 9 5 85
nadie nos prometió un jardín de rosas
hablamos del peligro de estar vivo
no vine a divertir a tu familia mientras el mundo se cae en pedazos
Me gusta estar al lado del camino
me gusta sentirte en mi lado
me estar al lado del camino
dormirte cada noche entre mis brazos.
al lado del camino
al lado del camino
al lado del caminooooo
al lado del caminoooooo