Recorde mundial de velocidade num barco a vela: 51 nós!

Recorde mundial de velocidade num barco a vela: 51 nós!
51 nós equivale a 92 km por hora! Foi esta velocidade incrível que os franceses do L’Hidroptère conseguiram atingir em 2013. Impressionante! Bateram o recorde mundial de velocidade. De acordo com o site sapo.pt ” foi já sob o patrocínio da Audemars Piguet que o L’Hydroptère conquistou o título de veículo à vela mais rápido do planeta.

Trimaran surge em destaque numa exposição
Agora, o trimaran surge em destaque numa exposição dedicada aos destemidos. Eles tentam levar as suas embarcações a voar sobre a água. Cité de la Voile Éric Tabarly – um complexo em Lorient (Bretanha) dedicado às regatas modernas e que deve o seu nome ao skipper francês – dedicou uma exposição temporária a ‘veleiros voadores’.

O veleiro L’Hidroptère
O veleiro L’Hidroptère é tão famoso que tem até site próprio. O site explica algumas coisas em relação ao barco voador: “para entender Hydroptere, uma pequena sessão de revisão é necessária! Primeiro, uma revisão etimológica.

Significado do nome
Em grego, hidros significa “água” e ptère significa “asa”. E então uma revisão matemática, com o princípio de Arquimedes dizendo: um corpo imerso em um líquido é sustentado por uma força (força flutuante) igual ao peso do líquido deslocado. Graças a essa teoria elaborada vinte e cinco séculos atrás por um gênio grego, os barcos tradicionais podem flutuar. Mas com muita resistência para alcançar altas velocidades.

Novidades da tecnologia atual
Era então necessário fazer o barco se levantar acima da superfície do mar. isso para eliminar este arrasto substituindo o impulso flutuante de Archimedes pelo elevador dinâmico da água.

Este fenômeno físico foi analisado em detalhes no início do século XX. Engenheiros aeronáuticos conseguiram sua aplicação à água (800 vezes mais densa do que o ar).

É um dos orgulho da equipe Hydroptère. Para decolar, Hydroptere tem “asas marinhas”. As folhas, que são colocadas sob cada um dos flutuadores do trimaran”.

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte:  marsemfim

Fata Morgana: o efeito que faz barcos voarem no mar

Fata Morgana vem do italiano Fada Morgana. Trata-se de uma feiticeira fictícia, supostamente uma sacerdotisa da Ilha de Avalon, na Bretanha e meia-irmã do lendário Rei Arthur. O efeito leva o nome dela pois, segundo as histórias, Morgana podia utilizar seus poderes para criar imagens de castelos flutuando e enfeitiçar marinheiros. Da mesma forma, este efeito é óptico, e causa “aparições fantasmas” no horizonte. Bom, é claro que possivelmente a magia de Morgana também relacionava-se a efeitos óticos.

Veja, no vídeo abaixo, um barco voando no horizonte. Mas fique tranquilo, não é um barco fantasma. Não tenha medo do Holandês Voador. Trata-se, então, simplesmente de um fenômeno ótico causado pela distorção da luz na atmosfera

Observações da Fata Morgana

Um caso curioso, conforme relatado pela revista Wired, ocorreu uma vez com um um padre jesuíta olhando para o mar, no estreito de Messina (local famoso pelos avistamentos impossíveis), na Itália. Ele viu, em suas palavras, “uma cidade toda flutuando no ar, e tão imensurável e tão esplêndida, tão adornada com edifícios magníficos, todos os quais foram encontrados na base de um cristal luminoso”. Depois, a cidade ainda se transformou em um jardim, uma floresta e depois em uma guerra.

Ele deve ter ficado com medo do que coloram em seu chá. Seria natural que o padre Giardina pensasse ser alguma visão divina – uma espécie de premonição, ou talvez a linha temporal do local. Mas ele e outros religiosos jesuítas enxergaram ciência no fenômeno pela primeira vez. Ele errou, mas tentou se aproximar da verdade. O padre pensou ser um efeito reflexivo pelos sais que evaporavam acima do mar – como um espelho.

Desde sempre a humanidade fascinou-se com o fenômeno. Não só o padre, como diversos outros estudiosos italianos tentaram explicá-lo de alguma forma. Relatos são diversos. O fenômeno se encontra, ainda, na cultura popular e na arte. Um exemplo é a obra de Prokofiev. A sua ópera The Love for Three Oranges inclui uma maldição de Fata Morgana.

Na verdade, o padre não errou completamente. Ele acertou quando referiu-se aos dias quentes acima do mar.

O que acontece?

Imagine um dia muito quente. O ar fica bastante abafado, correto? Mas próximo ao oceano ele esfria um pouco. Isso ocorre pois a água absorve o calor do ar. Como resultado, há um gradiente, um degradê de temperaturas. Próximo a água, o ar permanece mais frio. Mas conforme se distancia da água, permanece gradativamente mais quente.

Além da água ajudar a resfriar o ar, há outro fenômeno que ajuda ainda mais nessa separação de temperatura. Você se lembra das aulas de termodinâmica, no ensino médio? Bom, se não, aqui vai um lembrete rápido. Quando algo aquece, suas moléculas se agitam mais. Como resultado, sua densidade cai, já que uma massa x ocupará um espaço maior.

Note que quando você esquenta água em uma panela, antes mesmo da fervura a água se move. Isso ocorre pela convecção térmica. A água mais próxima do inferior do caneco esquenta e sobe. Ao subir e encontrar a atmosfera, então, esfria. Quando esfria, sua densidade aumenta novamente, e ela volta para o fundo do caneco.

Com o ar há a mesma coisa, só que não com tanta movimentação. Consideremos que simplesmente o ar mais quente permanece no alto e o ar mais frio permanece próximo à superfície, simplesmente por sua densidade. Ah, e isso não ocorre apenas no mar. Ocorre em qualquer local com um distante horizonte.

Quando a luz passa por essas camadas de ar com diferentes temperaturas, há uma refração, ou seja, a luz faz diversos caminhos em diversos ângulos diferentes. Dessa forma, até chegar aos nossos olhos, então, ela se distorceu muito, e a imagem parece diferente do que realmente é, no caso dos horizontes distantes.

*Por Felipe Miranda
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*Fonte: socientifica

Estaleiro holandês apresenta o maior veleiro de alumínio do mundo

Esta semana, o tradicional estaleiro holandês Royal Huisman, com mais de 130 anos de tradição (foi fundado em 1884), apresentou a sua mais recente criação: o Sea Eagle II, de 81 metros de comprimento (266 pés), apresentado como um dos 10 maiores veleiros do mundo e, mais especificamente, como o maior já construído com casco de alumínio.

“O Sea Eagle II abre as asas e deixa o ninho”, brincou o departamento de marketing do estaleiro ao apresentar as suas primeiras imagens, que impressionam com a promessa de um barco moderno, além de belíssimo, com sua proa vertical poderosa. A próxima fase do projeto — assinado pelos arquitetos da Dykstra Naval e pelo designer Mark Whiteley — será a instalação de seus três mastros de fibra de carbono, para então serem realizados os testes no mar.

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*Fonte:

Vela: conheça a história da modalidade

Não se sabe ao certo quando as embarcações a vela surgiram, há registros de que já eram usadas para transporte antes mesmo da Idade Média. Mas foi a partir do século 15 que a vela passou a ser usada como um meio para os povos europeus explorarem o restante do mundo.

Só durante o século 16, quando o rei da Inglaterra Carlos II visitou a Holanda e aprendeu a velejar, a vela tornou-se, de fato, um esporte, também conhecido como iatismo. Pois ao retornar ao seu país, Carlos II recebeu um iate de presente da Companhia das Índias e passou a praticar a modalidade como um hobby.

Em 1661 aconteceu a primeira disputa, na Inglaterra, no Rio Tâmisa. Foi entre o rei inglês e o Duque de York, seu irmão. A partir daí a modalidade foi se difundindo. Em 1720, por exemplo, foi criado o primeiro clube de vela na Irlanda.

Foi em 1845, que o iatismo ganhou mais visibilidade, o clube New York Yatch Club, de Nova York organizou a primeira regata dos Estados Unidos, a precursora de outros campeonatos. Seis anos depois aconteceu a primeira competição internacional, chamada de Copa de 100 Guinés. Os americanos venceram e a competição, que ocorre até hoje, ficou conhecida como “America’s Cup”.

A vela tornou-se um esporte olímpico em 1900, nos Jogos de Paris. Somente em 1948, nos Jogos de Londres, o Brasil levou uma equipe para disputar a modalidade, que foi apresentada ao país por meio dos imigrantes europeus.

Quando se tornou um esporte olímpico a vela tinha apenas três categorias, número que foi mudando com o tempo com os avanços tecnológicos dos barcos, que ficaram mais leves, mais rápidos, menores e que, consequentemente, deram margem para a criação de novas categorias.

As regras básicas determinam que os velejadores naveguem usando a força do vento, sem atrapalhar os adversários. As regatas são disputadas entre embarcações de mesmo modelo para que vença quem estiver mais bem preparado física e estrategicamente, já que é preciso usar o vento a seu favor.

Para realizar ultrapassagens também é preciso seguir algumas regras, que variam de acordo com o lado em que a embarcação está recebendo vento. Durante as competições, os percursos são delimitados por boias, a posição dos barcos em relação a elas varia de acordo com a classe, que pode ser luff (movimentos em ziguezague), outside (quando os barcos passam por fora das boias) ou inside (quando os barcos passam por dentro das boias).

 

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*Fonte: webadventure