“The Beatles: Get Back”: quem é fã vai amar, quem não é vai achar muito chato

A série “The Beatles: Get Back”, editada e remasterizada por Peter Jackson, o mesmo da trilogia “O Senhor dos Anéis“, a partir do 80 horas de filmagens originais realizadas pelo cineasta Michael Lindsay-Hogg, em janeiro de 1969, para o documentário “Let it be” (1970) é, de fato, magistral. Mas devagar com o andor que o santo é de barro.

É, de fato, incrível pra quem é fã da banda. Pra quem, assim como eu e outros tantos milhões mundo afora, convivem com essas canções quase que diariamente há mais de 50 anos, é o maior espetáculo da terra.

Confesso, no entanto, que, pra quem apenas gosta de uma ou outra canção, aqui e acolá, os três episódios de quase três horas cada são um tour de force. O que o espectador vê são horas e horas seguidas de discussões, brigas, piadas e ensaios, que começam com o rascunho das canções e levam séculos para se completarem, até elas se transformarem nas lindas obras que nos acostumamos.

De acordo com Jackson, graças à tecnologia moderna, ele conseguiu recuperar diálogos que Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr tentavam esconder aumentando o som das guitarras. O fio condutor de tudo, revela ele, através de conversas “que são muito pessoais e íntimas, que eles não faziam ideia de que, 50 anos depois, nós conseguiríamos apagar a guitarra e ouvir essas coisas”.

E, de fato, é verdade. Fica, porém, a pergunta no ar: a quem interessa tanto detalhe e intriga. A resposta está dada parágrafos acima, ou seja, aos fãs inveterados. Caro amigo leitor, se você gosta apenas de ouvir “Help”, “Let It Be” e “Yesterday” de vez em quando, fuja de “The Beatles: Get Back”, que você vai se entediar até o limite do insuportável.

Intimidade

Agora, se você é, de fato, fã e, principalmente, músico. Siga comigo. O documentário é capaz de te colocar em um nível de intimidade com os Beatles nunca antes visto. A cada episódio, se tem a impressão nítida de uma certa amizade com eles e muitos dos outros que participam, como as esposas e assistentes.

A chegada do pianista Billy Preston à cena é um dos momentos mais tocantes. O primeiro e único músico a ter os créditos em capas de álbuns da banda (é bom lembrar que até Eric Clapton já havia gravado a canção “While my guitar gently weeps”, de Harrison) vai visitar as sessões de gravações e acaba sendo convidado de surpresa. Assim que Preston dá os primeiros acordes, os Beatles reagem exultantes como crianças em parque de diversão. Um deles dispara: “chegou o cara”, e todos riem.

Outra boa revelação da série é o fato de quebrar o mito de que Yoko Ono, então esposa de Lennon, é a megera que separou a banda. Durante todo o tempo ela permanece quieta sem influenciar nas gravações e tem uma atitude extremamente respeitosa com todos.

No mais, é isso. Os fãs vão fazer jus ao nome da plataforma por demanda que bancou a série, a Disney Plus. Para quem gosta é, de fato uma Disneylândia. Já pra quem não liga tanto ou quase nada, “The Beatles: Get Back” pode ser uma tortura.

*Por Julinho Bittencourt
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*Fonte: revistaforum

‘Get back’, o documentário de Peter Jackson sobre os Beatles, é um acontecimento

É conhecida a tendência de Peter Jackson ao excesso na metragem: sua aclamada trilogia O senhor dos anéis soma nove horas em sua versão comercial, e 11 na estendida. Agora, o diretor nos presenteia com The Beatles: Get back, que estreia nesta quinta-feira na plataforma Disney+, uma imersão de quase oito horas nas sessões de gravação de Let it be em janeiro de 1969, a partir das filmagens de 22 dias de trabalho dos Fab Four. Diz Jackson que pensava em um só filme de duas horas e meia, mas a pandemia lhe deu tempo de sobra para estudar, restaurar, editar e montar um material tão esmagador que desembocou em três capítulos de longa duração.

Os Beatles estão sob forte pressão, incomodados pelas câmeras que os observam sem descanso, indecisos sobre o rumo que devem tomar e, algo que não é tão explícito, próximos do final. E, entretanto, em apenas três semanas são capazes de criar do nada as canções do álbum Let it be e metade do seguinte e último disco, Abbey Road; ainda por cima, nos mostram todas as que foram deixadas de lado (uma pena pela rítmica e antirracista Commonwealth, entre outras), e algumas que acabariam em seus primeiros trabalhos solo (All things must pass, Jealous guy, Another day).

Get back é um acontecimento para a história da música popular, porque traz à luz uma quantidade enorme de material inédito dos Beatles, o mais relevante pelo menos desde Anthology, a trilogia lançada em 1995. E isso porque alcança todos os seus objetivos: mergulhar o espectador no estúdio de ensaio e gravação do grupo mais importante do século XX, observar o processo criativo da dupla mais fecunda produzida pelo pop. E mostrar ao mesmo tempo suas complexas relações pessoais: a camaradagem própria de uns garotos que estavam juntos desde a adolescência e haviam vivido algo extraordinário em apenas sete anos, mas nos quais já se entrevê o desgaste do sucesso e a tendência centrífuga que os levará a se separarem alguns meses depois.

Artesanato
É uma produção impecável e crua, em que apenas alguns subtítulos e um punhado de imagens de arquivo contextualizam o que os Beatles estão fazendo naquele momento e local. Para os melômanos, o gancho é observar o artesanato de cada canção: um traz uma melodia, a toca e a cantarola, porque não escreveu a letra, os outros ajudam a afiná-la ao longo de muitas sessões, até que ganha forma e acaba soando redonda, perfeita. Um dia, Lennon se atrasa, e McCartney começa a improvisar um riff enquanto canta, em uma mensagem ao colega ausente: “Volte para o seu lugar”. Assim nasce a canção que dá título ao filme. Para os fãs, o gancho é essa espécie de Big Brother com os Beatles, que permite observar como um voyeur um McCartney entusiasmado, que tenta se erigir como líder; um Lennon às vezes distante, outras sarcástico e divertido; um Harrison irritável, que se sente desprezado por seus companheiros em seu melhor momento criativo; um Ringo Starr que evita conflitos e está à vontade na sua discrição. Observa-se, e isso é novidade, que a química entre John e Paul funciona até o final: entendem-se, respeitam-se e complementam-se; isso coincide com o fato de George despontar como autor. E lá estão Yoko Ono como a intrusa onipresente (o filme evita apresentá-la como vilã), Linda McCartney com sua filha Heather, o tecladista Billy Preston como o quinto beatle desta etapa, o produtor George Martin e todo um exército de engenheiros, produtores, cinegrafistas, assessores e fotógrafos que pululam pelos estúdios.

Jackson trabalhou a partir de 60 horas de filmagens e 150 horas de som, um material guardado sob chave desde que foi registrado para o filme Let it be, de 1970. Montar tudo isso foi um esforço monumental, que obrigou inclusive à leitura labial para que tudo encaixasse; o resultado é deslumbrante em sua qualidade visual e sonora. Aquele primeiro filme dirigido por Michael Lindsay-Hogg, como o álbum homônimo, foi lançado depois que o quarteto se dissolveu. Por isso, é considerado a crônica do fim dos Beatles, mas na verdade este não foi seu último trabalho, e sim Abbey Road, gravado, já sem câmeras, meses depois.

Um pouco de contexto: em janeiro de 1969, já se passou um ano e meio desde a morte de Brian Epstein, o empresário que tinha cuidado deles; voltaram de um fracassado retiro espiritual na Índia; acabam de lançar o álbum branco (The Beatles), que marca sua volta à simplicidade do rock and roll depois da etapa psicodélica. Estão há três anos sem apresentações ao vivo, um período muito fértil, em que elevaram sua ambição artística. Ter simplificado seu som, em busca das essências, os leva a pensar em subir novamente aos palcos. Mais coisas estavam mudando: Lennon já estava com Yoko Ono e exigia que ela estivesse constante e literalmente ao seu lado; parecia menos comprometido com o projeto comum (acabava de colaborar com os Stones em Rock and Roll Circus; antes da separação oficial, já tinha feito dois shows com Ono e Eric Clapton). McCartney assumiu claramente as rédeas da banda, mas sua liderança é discutida, abertamente por Harrison e de forma mais sutil por John. Eles têm divergências, além disso, sobre quem deve administrar seus negócios, e como.

O filme de Jackson mostra, de início, os Beatles um tanto perdidos. Dão-se um prazo de três semanas para um projeto que não têm claro. É surpreendente que aceitassem ser filmados o tempo todo, frequentemente com as câmeras e microfones ligados quando não há mais ninguém no estúdio (contam que tampavam a luz vermelha da câmera). Ouvimos suas conversas, suas dúvidas, seus momentos de relaxamento e de tédio. Planejam reaparecer em um especial para a televisão, como tinha feito Elvis Presley no ano anterior, mas isso não chegou a acontecer. E, sobretudo, querem voltar a fazer shows em grande estilo. Cogitam diferentes fórmulas, muito a sério —sendo a mais delirante embarcar com o público na Inglaterra e navegar até a Líbia para se apresentar num antigo teatro romano à beira-mar.

A inspiração para as novas canções não aparece sozinha: dedicam muito tempo a improvisar, a revirar cada ideia, a fazer versões (sobretudo de Chuck Berry e outros clássicos dos primórdios do rock; pretendem voltar às raízes, ao que faziam em Hamburgo), às vezes trocam de instrumento (todos passam pela bateria e o piano); inclusive tentam recuperar canções que compuseram muito jovens. Quem chega ao terceiro capítulo vê aonde esse processo aparentemente caótico levou. A ideia de um show de massas sofre uma guinada e acaba numa modesta, mas genial, atuação-surpresa de pouco mais de 40 minutos no terraço do prédio da Apple Corps no centro de Londres, só para quem passava por lá, até que a polícia chega e manda parar. Essa atuação é recuperada na íntegra; é espantoso que no dia seguinte, concluído o projeto, voltem ao estúdio e já estejam falando das próximas canções que gravarão.

Rixas, desconcerto e talento
O Let it be de 1970 era um documentário tecnicamente um tanto rudimentar, que está há décadas sem ser reeditado e nunca teve versão digital. A maior parte de seus 80 minutos é ocupada pelas canções que eles interpretam no estúdio e por sua última apresentação ao vivo. Mas já inclui momentos de brincadeira e de brigas, entre elas a famosa discussão entre Paul e George em que este acaba por lhe dizer: “Vou tocar como você quiser, e se não quiser não toco”. Em Get back, entretanto, temos um relato completo daquela crise. Farto de se sentir humilhado por Paul, George lhe responde em outro momento: “Você precisa do Eric Clapton”. Sai pela porta e vai embora para Liverpool; levará seis dias até ser convencido a voltar. Nesse intervalo, Lennon diz a McCartney que, sim, talvez fosse o caso de chamar Clapton. Percebemos seu desconcerto. Ouvimos uma conversa de lanchonete em que John recrimina Paul por corrigir tanto os outros, sem depois admitir que ninguém diga nada sobre seus arranjos. Paul admite a John: você era o chefe aqui, mas eu tive que assumir isso nestes dois anos, e me custa muito. Meses depois, Lennon consideraria uma traição que fosse McCartney quem anunciasse o fim dos Beatles, da sua banda, a do John.

Dizem que Let it be é uma crônica amarga do final dos Beatles, e que o objetivo de Jackson com Get back era recuperar uma versão mais luminosa desse tempo, demonstrar que apesar dos atritos estavam unidos, que se divertiam juntos e estavam comprometidos com sua obra monumental. Na verdade, nem Let it be é tão sombrio, nem Get back é tão festivo. Nas duas produções vemos luzes e sombras. O que ocorre é que Get back se detém detalhadamente em episódios que foram omitidos ou só aparecem de relance no filme de 1970. Esta nova versão daquele material era necessária porque, na época, não se achou oportuno aproveitá-lo com esta ambição. Foram os próprios Beatles que evitaram uma distribuição mais ampla do filme Let it be, porque não ficaram satisfeitos com a imagem que passava deles. Ganharam um Oscar (melhor trilha sonora), que não foram receber. Ocorre que, visto um relato muito mais extenso daqueles 22 dias, os conflitos não são os protagonistas, embora existam, e sim o extraordinário talento de uns jovenzinhos (não tinham nem 30 anos) que precisaram de apenas três semanas para fazer de tudo.

A objeção que pode ficar a Get back é que foi feito por um fã e dirigido aos fãs. Nem todo o público achará tão legal ouvir oito versões diferentes de uma mesma canção, vê-la crescer ao longo do documentário. A longa duração pode ser dissuasiva; talvez fosse mais digerível em seis ou sete capítulos com pouco mais de uma hora.

Coincidindo com a estreia, saiu o livro The Beatles: Get Back, com textos do próprio Jackson, grandes fotos e a transcrição, dia a dia, de todos os diálogos que aparecem no documentário. Além disso, a gravadora Universal lançou uma edição especial em caixa super deluxe do álbum Let it be, que inclui 27 gravações inéditas até agora.

A Disney+ culmina com este lançamento sua aposta nos Beatles como franquia, ao estilo do que já faz com Star Wars e a Marvel; por sorte, os está explorando com muito mais carinho. A mesma plataforma já lançou McCartney 3, 2, 1, uma minissérie para melômanos em que Paul e o produtor Rick Rubin dissecam algumas de suas canções. Claramente é McCartney quem hoje controla o relato de quem foram os Beatles, mas o tempo transcorrido lhe permite olhar para trás com bom critério, porque os choques de egos não são tão irritantes meio século depois. Peter Jackson trabalhou em comum acordo com os beatles vivos e as viúvas dos falecidos, mas diz ter decidido com total liberdade. Get back completa como já não esperávamos o enorme legado dos Beatles na história da música.

Por Ricardo de Querol
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*Fonte: elpais_brasil

Beatles: ouça música inédita gravada em 1968 por George Harrison e Ringo Starr

Uma canção inédita com dois dos Beatles no auge de sua fama acaba de fazer sua estreia mundial depois de ser redescoberta em um sótão, conforme relata matéria da BBC.

O produtor indiano Suresh Joshi compôs e produziu em 1968 uma canção chamada “Radhe Shaam” para uma trilha sonora. No momento de gravar a faixa em Londres com o cantor indiano Aashish Khan, seu amigo George Harrison apareceu no estúdio se oferecendo para tocar guitarra. E o melhor de tudo, trouxe com ele o baterista Ringo Starr. Na época, os dois estavam fazendo uma pausa na gravação do clássico “Hey Jude”.

Após encontrar no ano passado esse registro com 50% dos Beatles em sua melhor fase na casa de um amigo que visitava, Joshi trabalhou para restaurá-lo e o apresentou no Museu dos Beatles, em Liverpool.

*No player abaixo você ouve a faixa que também apresenta o renomado músico clássico indiano Aashish Khan:

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*Fonte: rádio89

Discografia dos Beatles será guardada em cofre para ser preservada até próximo milênio

Cofre que protegerá obra dos Beatles será instalado no Polo Norte e suportará impactos referentes a uma explosão nuclear

Toda a discografia dos Beatlesserá armazenada em um cofre super resistente por 1000 anos para proteger e preservar a obra do grupo inglês até o próximo milênio.

De acordo com a Billboard, o cofre será instalado em uma ilha próxima ao Polo Norte, no extremo norte do planeta. A estrutura também tentará usar “armazenamento digital à prova de futuro” para proteger a música dos Beatles ao longo dos próximos dez séculos.

A empresa por trás do plano, a Elire Management Group, afirma que o cofre será “construído para suportar o tipo de pulsos eletromagnéticos extremos que poderiam resultar de uma explosão nuclear, e que poderia danificar permanentemente equipamentos eletrônicos e causar estragos em arquivos digitais.”

A Elire Management Group também adianta que não somente a discografia dos Beatles será protegida no cofre, mas também algumas das canções mais amadas da história, de diversos artistas.

A primeira coleção de canções será introduzida no cofre na primavera de 2022. As informações são do site The Express.

*Por Itaici Brunetti
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*Fonte: rollingstone

Veja 5 curiosidades sobre o SGT. PEPPER’S LONELY HEARTS CLUB BAND (Beatles) – lançado 54 anos atrás

O Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, lançado em (Ou, em tradução livre, “A Banda do Clube dos Corações Solitários do Sargento Pimenta”) é o oitavo álbum de estúdio dos Beatles, sendo considerado um dos trabalhos mais lendários do grupo, surpreendendo com criatividade e experimentação musical.

O disco não tem medo de inovar, o que é demonstrado em diversos aspectos, desde o nome excêntrico e a capa icônica até as famosas manipulações de fitas de canções anteriores para adicionar mais elementos musicais – essa última parte, inclusive, é principalmente creditada ao produtor da banda, George Martin, que é apelidado por vezes de “o quinto Beatle” por suas contribuições essenciais ao legado do quarteto.

Assim, não é nenhuma surpresa que Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band é não apenas o álbum mais vendido dos Beatles, mas também um dos discos mais vendidos de todos os tempos.

No aniversário de 54 anos da obra, descubra alguns fatos curiosos a respeito dela.

1. Era McCartney
Ainda que boa parte das músicas do álbum lançado em 26 de maio de 1967 tenha vindo com a assinatura de tanto Paul McCartney quanto John Lennon – como ocorria com a maioria das canções do grupo – muitas das decisões tomadas na criação do disco vieram do primeiro.

De acordo com uma matéria de 2019 da Rolling Stone, por exemplo, foi Paul que, durante um voo, surgiu com o inusual nome “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”.

A ideia teria sido inspirada por algo relativamente mundano: dentro do avião, existia um pacote de sal identificado como “S” e outro de pimenta identificado como “P”. Foi daí que veio “Sargento Pimenta”, com o restante do nome sendo inventado sem seguida.

2. Alter egos

Também veio de McCartney a ideia do grupo adotar “alter egos” no seu novo álbum. Nesse caso, a motivação por trás foi uma vontade de se distanciar do que a banda havia representado no passado.

“Estávamos cansados de ser os Beatles. Realmente detestávamos aquela maldita coisa de nos considerarem meninos, os quatro Mop Tops. Não éramos garotos, éramos homens crescidos. Aquela merda de adolescente já tinha passado, toda aquela gritaria, e não queríamos mais”, contou Paul na sua biografia de 1997, “Many Years From Now”, segundo repercutido pelo site Pop Cultura.

“Tive essa ideia de dar alter-egos para a banda simplesmente para conseguir outra abordagem, de modo que, quando John ou eu fôssemos ao microfone, não seria John ou eu que cantávamos, mas os membros de tal banda. Seria uma libertação”, explicou o músico ainda.

3. Apresentações ao vivo

Outra coisa que o grupo deixou para trás nessa fase foram seus shows. Assim, ainda que a última apresentação dos Beatles tenha sido em 1969, sua última turnê em si foi em 1966.

Na época, os quatro artistas estavam sentindo que as apresentações não conseguiam ter mais a qualidade que eles queriam, porque os elementos musicais colocados em suas canções não podiam ser satisfatoriamente transmitidos no palco com os equipamentos disponíveis então.

A dificuldade foi ainda abordada por George Martin em uma entrevista relembrada pela Rolling Stone em uma matéria de 2019: “Nós estávamos colocando algo em fita que só poderia ser feito em fita”, disse o produtor.


4. Multidão na capa

A famosa capa do disco foi desenhada pelos artistas plásticos Peter Blake e Jann Haworth, que eram especializados em pop arte, e contém uma verdadeira multidão de pessoas rodeando os quatro Beatles.

Algumas das figuras representados na capa são: o psiquiatra Carl Jung, escritor EdgarAllan Poe, ator e dançarino Fred Astaire, cantor Bob Dylan, ator Tony Curtis, atriz e sex symbol Marilyn Monroe, o comediante Max Miller, o filósofo Karl Marx e Sigmund Freud, o pai da psicanálise, apenas para citar alguns. As informações foram documentadas pelo UOL.

5. Homenagem de Jimi Hendrix

Segundo repercutido por um artigo do Globo de 2016, três dias após o lançamento de seu novo disco os Beatles Paul McCartney e George Harrison foram em um show do guitarrista norte-americano Jimi Hendrix, e tiveram uma agradável surpresa quando o músico abriu sua apresentação fazendo um cover da música Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, a canção título do álbum recém-lançado.

Ainda conforme o veículo, McCartney teria revelado mais tarde que o episódio constituíra “uma das maiores honras” de sua carreira.

*Por Ingredi Brunato
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*Fonte: aventurasnahistoria

Ocasião malvista: O polêmico dia em que os Beatles conheceram a Rainha Elizabeth II

Rock, estrelato e quatro amigos. Na década de 1960, a banda inglesa The Beatles chegou ao auge e, sem querer, criou um movimento ao redor do mundo: o Beatlemania. Do fã a mídia, todos queriam saber de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.

Considerada a banda mais influente de todos os tempos, os ‘garotos de Liverpool’ – como ficaram conhecidos devido à origem dos integrantes – emplacaram como primeiro hit ‘Love me do’, em 1962.

Com tanta repercussão, os Fab Four conquistaram também a joia da Família Real Britânica, a Rainha Elizabeth II. Na época, segunda metade do século 20, a monarca já era responsável por modernizar o estilo de vida da nobreza, com encontros não tão formais e eventos acessíveis.

Foi assim que o grande encontro aconteceu. Conforme repercutido pela Rolling Stone, o então primeiro-ministro Harold Wilson, também representante do subúrbio de Huyton, Liverpool, deu um passo para que tudo finalmente acontecesse.

De acordo com o Express UK, Wilson sugeriu que a premiação Member of the Order of the British Empire (MBE), do ano de 1965, fosse dedicada aos integrantes dos Beatles.

Essa homenagem, em tradução Membro da Ordem do Império Britânico, é concedida diante do impacto positivo que seu trabalho tenha causado no mundo. Em 2017, o sortudo foi o cantor britânico Ed Sheeran.

Então, graças ao ministro, a rainha Elizabeth recebeu o quarteto no Palácio de Buckingham, em outubro de 1965. Além da banda, outras 189 pessoas estavam presentes.

Em entrevista ao Anthology, Paul McCartney contou como havia sido a experiência. “Um guarda oficial da rainha nos levou para um canto e nos mostrou o que tínhamos que fazer. ‘Aproxime-se da Sua Majestade assim e nunca dê as costas. E não fale com ela a não ser que ela fale com você’”, relembrou.

“Todas essas coisas, para quatro rapazes de Liverpool, foi: ‘Uau!’. Foi bem engraçado. Mas ela era doce”, disse o astro.
Os Beatles se preparando para a foto famosa na Abbey Road. Crédito: Linda McCartney

Para ele, outro lado da rainha foi revelado naquele dia. “Eu acho que ela pareceu um pouco maternal para nós, porque éramos jovens garotos e ela era um pouco mais velha”, afirmou.

Nesse tempo, Elizabeth tinha apenas 39 anos. Segundo McCartney, os quatro receberam as honrarias como manda o figurino e, ainda, o baterista Ringo Starr conseguiu fazer a rainha rir.

Contudo, a cerimônia não foi vista da mesma maneira por todos. Se de um lado havia muita comemoração, de outro houve repúdio. O coronel Frederick Wagg não gostou de que os músicos tivessem ganhado uma homenagem desse tipo.

Em forma de ‘protesto’, Wagg devolveu as doze medalhas que ganhou servindo pelo exército britânico, e atuando nas duas guerras mundiais.

Pós-evento

Com exceção do sucesso dos Beatles, muita coisa não permaneceu atemporal. Os títulos recebidos por eles, através da família real, foram contestados – por eles mesmos – enquanto a Guerra do Vietnã e a Guerra Civil da Nigéria aconteciam.

Descontente com o envolvimento do país nos conflitos políticos, John Lennon devolveu seu prêmio, que havia ganhado em 1965. Na ocasião, apenas ele tomou essa atitude.

Após a morte de Lennon, McCartney recebeu outro título e se tornou ‘Sir’ da cavalaria real, em 1997. Já Ringo, conquistou o mesmo posto somente vinte anos depois, em 2018.

*Por Larissa Lopes
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*Fonte: aventurasnahistoria

Paul McCartney lança clipe em animação de ‘When Winter Comes’

Paul McCartney acaba de divulgar um clipe em animação do single “When Winter Comes”, que faz parte de seu recém-lançado álbum, McCartney III. O design e direção do vídeo é de Geoff Dunbar. Assista abaixo.

“A melhor coisa para mim sobre esse álbum é que eu não sabia que estava realmente fazendo um álbum e tudo começou com essa faixa, na verdade”, revelou Paul em comunicado. “A música em que eu estava trabalhando era para um curta-metragem de animação sobre a música ‘When Winter Comes’”.

E acrescentou: “Essa música é uma coisa meio idealista, uma existência hippie em uma fazenda, plantando árvores, consertando cercas e vivendo uma boa vida, algo que eu gosto. Eu amo a natureza e amo essa ideia de descer e sujar as mãos”.

McCartney III finaliza a trilogia do ex-beatle que iniciou há 50 anos com seu álbum solo de estreia, McCartney. A continuação chegou em 1980 com McCartney II. O novo trabalho foi produzido e gravado pelo próprio Paul McCartney durante a pandemia, que também tocou todos os instrumentos, assim como ocorreu nos discos anteriores.

*Por Marcos Chapeleta

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*Fonte: ligadoamusica

Abbey Road: 51 anos após foto icônica, veja câmera ao vivo da faixa de pedestres mais famosa do planeta

08 de Agosto de 1969: nessa data, por volta das 11:35 da manhã, um fotógrafo chamado Iain Macmillan recebeu a autorização de 10 minutos para clicar os Beatles e todos entrariam para a história.

Aproveitando um tempo livre nos estúdios de Abbey Road, em Londres, a banda foi para a rua e tirou as fotos que estampariam o décimo primeiro disco de estúdio do grupo.

Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr fizeram a travessia, vários takes foram repetidos e a icônica imagem que estampa o álbum tem os músicos andando da esquerda pra direita, sendo que Paul está descalço e isso fez com que inúmeras teorias fossem criadas a respeito de sua “morte”.

Abbey Road Ao Vivo

Pois há alguns anos uma câmera foi instalada em Abbey Road para filmar as frequentes travessias feitas por fãs no local para replicar uma das capas de discos mais icônicas da música.

Em tempos de pandemia, o movimento tá bem longe de ser o usual, onde várias pessoas se aglomeram na frente do icônico estúdio, mas ainda assim vale passar por lá pra dar uma olhada em um lugar tão importante para os fãs de Beatles.

Para passear sem sair de casa, tá aqui o link da câmera de – Abbey Road ao vivo.

*Por Tony Alex

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Disco raro dos Beatles que pertencia a John Lennon é o terceiro mais caro da história

Em 1966, os Beatles lançavam Yesterday And Today, uma coletânea de músicas dos álbuns Help!, Rubber Soul (ambos de 1965) e Revolver (1966). O disco trouxe faixas como “And Your Bird Can Sing” e “Doctor Robert” antes de serem lançadas oficialmente no disco subsequente.

Mas apesar das músicas inéditas, o que causou furor de verdade foi sua arte de capa. Nela, o quarteto aparecia vestido de branco. Nos seus ombros e colos, bonecas desmembradas e pedaços de carne. A foto ficou conhecida como “A Capa de Açougueiro.”

A teoria mais aceita para a imagem violenta é de que os Beatles faziam uma crítica ao fato de seus álbuns serem desmembrados nas estreias nos Estados Unidos, perdendo, assim, sua continuação e mensagem artística.

O disco com a capa de açougueiro foi enviado para lojistas e rádios de toda a Inglaterra. Porém, pelo conteúdo da imagem, o vinil não foi exposto nas prateleiras e as músicas não foram tocadas na rádio.

Para tentar contornar a situação, a Capitol Records fez um recall e colou um adesivo com uma nova imagem por cima: os quatro posando, e Paul McCartney dentro de uma mala.

Por isso, hoje em dia, as capas originais de Yesterday and Today são raras. Ainda mais se estiverem autografadas. De fato, a única pessoa que tinha uma cópia autografada por McCartney, Ringo Starr e George Harrison era John Lennon.

A capa assinada foi enquadrada por Lennon, e ficava pendurada na parede de seu apartamento em Nova York. Mais tarde, o músico a deu de presente a Dave Morrell, um grande colecionador dos Beatles.

A arte autografada de Yesterday and Today foi vendida nesta quinta, 9, pela quantia de £ 179,200 (cerca de R$ 920 mil). O comprador americano “comprou o disco como um investimento, acreditando que seu valor vai aumentar”.

Esse foi considerado o terceiro disco mais caro da história. O primeiro lugar também pertence aos Beatles: é uma cópia de The White Album que pertenceu a Ringo Starr.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: rollingstone

Um rolê prá lá de rock’n roll

Hoje foi dia de acordar cedo e encarar de frente a friaca que fez pela manhã, pegar a moto e ir até Porto Alegre para visitar o amigo Vladimir. Um rolê bacana e mesmo com esse clima frio da manhã, valeu a pena. Aliás, quem curte andar de moto não 0pode ter medo de frio e calor, nem nada disso.

O bom foi que dessa vez não havia cerração no caminho. Eu e o Pretto saímos cedo e mesmo que ambos estivéssemos bem equipados para o frio, as luvas não deram conta do recado no começo. Nada que uma costumeira parada no caminho para um tradicional café, não ajudasse a superar a situação. Com isso o sol também já tomou fôlego e foi ficando mais forte. Seguimos em frente, passamos pelo templo sagrado – a Arena do Grêmio e fomos até o encontro do Vladi. Demos alguma voltas pela cidade e fomos almoçar na cidade baixa num local muito maneiro que o Vladi nos levou.

Após um farto almoço era chegada então a hora de finalmente conferirmos de perto no Barra Shopping Sul a Exposição “Beatlemania Experience”. Um evento muito bacanudo, que mostrava todas as fases da história dos Beatles. Realmente uma bela experiência pela história dessa incrível banda. Havia muitas fotos, posters, revistas e cartazes de shows da época, capas de LPs, réplicas dos instrumentos e de várias de suas roupas originais. Havia até uma sala com interação em 3D (para a pessoa se sentir como se estivesse em um show da banda), também é claro, como o esperado, diversos produtos antigos com a marca dos Beatles. Sensacional. Uma verdadeira viagem no tempo.

E tudo isso ainda num clima muito bem elaborado, com uma decoração pertinente a cada período da banda, como uma recriação do clima do The Cavern Club, bem como do Submarino Amarelo e outras tantas “referências” de locais e temas clássicos da banda andou. Sempre com muitos dados de turnês, shows e uma enorme montueira de quinquilharias dos Fab Four.

Muito bom mesmo. Essa exposição em Porto Alegre (RS), vai até o dia 12 de junho – fica a dica!

Depois disso era hora de voltarmos para casa. Nos despedimos de nosso anfitrião, marcamos novas empreitadas e assim a vida segue o seu curso. Sempre curtindo bons e divertidos momentos com os amigos, traçando novos planos e empreitadas de moto. A viagem  tanto de ida como a da volta foi tranquila. Enfim, mais um daqueles dias especiais muito bem aproveitados e que com certeza ficarão na memória, junto ao arquivo do bons momentos. Valeu!

*Abaixo algumas imgs do rolê thunde-mega-blaster-bacanudo de hoje.
Não é preciso ir longe para ser feliz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Beatles: Ringo Starr e Paul McCartney se juntam para gravar novo material

Ringo Starr e Paul McCartney se reuniram neste final de semana que passou para gravar material que estará no próximo álbum solo do baterista, ainda sem data de lançamento. Paul McCartney fez contribuições com linhas de baixo.

A ultima vez em que os dois ex-BEATLES se juntaram para gravar algo inédito, foi no álbum Y Not de Ringo, lançado em 2010.

ROCK!

 

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*Fonte: whiplash

ringomacca2017