7 Lições da filosofia para uma vida feliz

Talvez toda a discussão da filosofia ao longo do tempo pudesse ser resumida em algumas perguntinhas simples e enigmáticas: qual o sentido da vida? O que é preciso para nos sentirmos felizes?

Vários filósofos se debruçaram sobre estes questionamentos. Para Sêneca, por exemplo, felicidade significava “viver de acordo com a natureza”. Ele escreveu sobre o tema em um ensaio chamado Sobre a vida feliz, em que discorre sobre algumas lições que considera importantes para quem quer atingir algum tipo de paz de espírito. Neste texto, trazemos algumas de suas ideias, que podem ser importantes para nós até hoje!

1. Olhar para a morte ou para a comédia com o mesmo semblante
Aqui, Sêneca não sugere que a gente ria com a morte ou chore com o humor, mas está nos sugerindo a gerenciar nossos extremos emocionais para que eles não nos controlem.

2. Sustentar a força do corpo pela força de minha mente
Sêneca coloca aqui uma constatação importante e que só foi confirmada nos séculos seguintes: uma boa vida é a que equivale os esforços físicos e os esforços intelectuais. Os idosos só conseguem envelhecer bem à medida que exercitam o cérebro (aprendem coisas novas, leem, se desafiam, etc.) e exercitam o corpo. Ler e caminhar são duas atividades simples que podem ser revolucionárias.

3. Desprezar as riquezas quando não as temos
Aqui, Sêneca não fala exclusivamente de dinheiro ou poder. Ele sugere que, se as riquezas estiverem em outro lugar, não deixe que isso o assombre; se estiverem ao redor, então que não nos torne mais excitados do que deveríamos ser.

Sua lição é sobre o apego: tanto à riqueza quanto à falta dela. Hoje já sabemos que o materialismo em excesso causa depressão, inclusive.

4. Todas as terras pertencem a mim e à humanidade
Dentro do tema do apego, Sêneca aponta que a miséria não vem apenas de se agarrar às coisas, mas de se segurar com muita força ao que se tem. Fala-se aqui sobre a ideia de que a solidariedade é a chave de uma boa vida: todos somos irmãos e irmãs, e assim, dividir deve ser um princípio de vida.

5. Viver para lembrar que nascemos para os outros, e agradecer à Natureza por isso
Nesta lição, Sêneca nos fala sobre o poder da caridade e o quanto ela é um presente para o doador, antes de ser para quem recebe. Servir aos outros é um dos caminhos para encontrar a felicidade – e a ciência já comprovou que a caridade e o voluntariado aumentam o bem-estar.

6. Não fazer nada pela opinião pública, mas pela consciência
Em tempos de hipervisibilidade nas redes sociais, esta é uma lição importantíssima. Ela sugere, primeiramente, que devemos resistir à comparação social. Em segundo, precisamos agir na vida privada da mesma forma que na vida pública.

Fazer o bem visando a aprovação alheia, por exemplo, é entregar-se à hipocrisia e afastar-nos de nossa integridade.

7. Deixar esta vida com a consciência limpa
Sêneca aqui nos aponta que o caminho para uma boa morte é considerar o bem que fizemos ou podemos ainda fazer aos outros. Alguns estudos já mostraram que pessoas que estavam morrendo de câncer tiveram um fim mais pacífico quando viram sua doença como uma oportunidade de dar aos outros – por exemplo, incentivando os amigos, ensinando lições aos netos ou participando de estudos clínicos que poderiam vir a beneficiar mais pessoas.

Provavelmente por isso, a morte de Sêneca pintada por Peter Paul Rubens mostrou o filósofo (que foi forçado a cometer suicídio) morrendo em pé, com ar pacífico.

*Por Maura Martins
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*Fonte: megacuioso

Por que costumamos imitar o sotaque dos lugares que visitamos

Talvez você já tenha conhecido um lugar e percebeu que, de repente, começou a falar como as pessoas dali. Saiba que isso é um fenômeno comum e pode ir além de imitar o sotaque, podendo fazer com que você acrescente novas palavras ao seu vocabulário também.

Conhecido como convergência linguística, isso tem uma explicação social bastante simples. Como nós somos seres sociais, tendemos a fazer o que é necessário para nos sentirmos confortável e acolhidos por outras pessoas. Tentar reproduzir um sotaque é uma maneira que o cérebro encontrou para que não nos sintamos distantes das pessoas de uma determinada região.

Socializando através do sotaque

Não existe uma regra para a convergência linguística. Enquanto algumas pessoas passam a utilizar esse mimetismo assim que têm contato com um sotaque diferente — às vezes sem nem precisar viajar —, outras podem levar mais tempo ou nem mudar o jeito de falar.

Geralmente, esse é um fenômeno que acontece de maneira natural. Nosso cérebro adota a entonação, a velocidade ou as pausas típicas da fala em questão. Já nos casos que nós passamos a adotar palavras específicas, isso é feito de maneira intencional. Assim, a escolha das palavras, ou da incorporação da estrutura gramatical (a maneira como conjugamos os verbos, por exemplo) pode ter vários motivos. Mas a aceitação social tende a ser o mais comum.

Adotar um jeito de falar é uma demonstração de que queremos nos integrar ou pertencer à comunidade em que estamos, mesmo que temporariamente. Pessoas que evitam esse tipo de mudança — conhecido como divergência linguística — estão demonstrando que querem manter uma distância social das pessoas com as quais estão falando.

Para a professora de linguística da Universidade da Pensilvânia, Lacy Wade, essas mudanças na fala, sejam elas consciente ou inconscientemente, são uma tentativa de dizer “Ei, eu sou como você!” Mesmo que possam parecer sutis, as variações na fala expressam uma vontade de aproximação e podem até indicar demonstração de afeto.

Segundo Wade, é comum que as pessoas percebam que seu sotaque está mudando. Conforme elas percebem que isso está trazendo algum benefício social, elas tendem a continuar falando dessa maneira.

Ela também explica que a mudança pode acontecer para facilitar uma conversa. “Nós nos comunicamos melhor quando estamos em sincronia, quando usamos as mesmas palavras, porque entendemos melhor alguém que soa como nós”.

Essa mudança na fala também pode estar relacionada com a intimidade que cada pessoa tem com diferentes sotaques. Uma pessoa que nasceu e passou a vida inteira no Rio de Janeiro, por exemplo, pode ter mais dificuldade para conseguir reproduzir o sotaque gaúcho.

Já pessoas que entendem e falam bem outros idiomas, podem sair de uma sala de cinema reproduzindo um sotaque específico. Assistir a um filme em inglês britânico, pode fazer com que alguém nascido nos Estados Unidos fale daquela maneira por algum tempo.

*Por Robinson Samulak Alves
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*Fonte: megacurioso

Respire fundo e não desista: ainda tem muito mundo pela frente!

Existem dois tipos de pessoas, as que desistem e as que insistem.

Os dois tipos enfrentam, diariamente, uma infinidade de batalhas, mas a diferença é que, as pessoas que insistem, olham para as batalhas como desafios, enquanto as que desistem, olham para tudo o que acontece como catisgo.

Quando você olha para um problema como castigo, ele se multiplica, cresce e se transforma em um obstáculo, aparentemente, impossível de ser vencido.

Mas quando você olha para um problema e se desafia a encontrar uma solução para ele, quem se fortalece é você.

Não seja aquele que desiste no primeiro sinal vermelho que encontra pela frente, aliás, não desista dos seus sonhos, antes que se esgote todas as possibilidades, antes de pedir ajuda a quem realmente pode te ajudar.

Não queira resolver tudo sozinho, ninguém é tão autossuficente a ponto de não precisar das outras pessoas. Muitas vezes, essa tal autossuficiência é apenas um sinal de arrogância.

Todo vencedor teve a ajuda de alguém, e principalmente, teve a humildade de pedir ajuda quando sentiu que não conseguiria sozinho.

Mas aquele que tem a tendência de desistir, infelizmente, não percebe, que vem deixando o ego controlar sua vida, que vem sendo vencido pela própria arrogância, pois talvez acredite, que precisa conquistar seus sonhos sozinho.

Quem não admite a própria arrogãncia, não faz o que precisa ser feito, desanima e procrastina.

Entenda de uma vez por todas:

O sucesso não cai do céu e nem é resultado de sorte. O sucesso sempre será conquistado a muitas mãos. Ele chega para aqueles que, sabiamente, se cercam de pessoas competentes e entusiasmadas, e que desejam compartilhar a sua vitória com todos os envolvidos.

Se você quer vencer na vida, comece vencendo os pensamentos que te levam a acreditar que você precisa conquistar tudo sozinho, e principalmente, não desista.

Traga para perto de você, pessoas honestas e interessadas, e se afaste dos interesseiros e sugadores de energia.

NÃO DESISTA DOS SEUS SONHOS. SEJA COERENTE, PERSISTENTE E PEÇA AJUDA AS PESSOAS CERTAS, AGINDO ASSIM, NÃO TEM COMO DAR ERRADO.

Muitas vezes, o que falta para você conquistar os nossos sonhos é apenas um movimento na direção certa, um pedido de ajuda para a pessoa certa.

Pensou em desistir? Respire fundo!

Se esse é o seu caso, me chame no direct @rhamuche e agende uma sessão de constelação familiar ou terapia, eu posso te ajudar a viver a vida que você deseja e a atingir os objetivos que você sonha, há tanto tempo, mas que vem desistindo por medo de fracassar. Ou será medo do sucesso? Vamos descobrir juntos e vencer todos os limites que vem te impedindo de viver a vida que você merece viver.

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*DA REDAÇÃO RH. Texto de Robson Hamuche, idealizador do Resiliência Humana, terapeuta transpessoal e Constelador Familiar.

Aprendemos com os erros, não com as dúvidas

Se você é uma daquelas pessoas que vive na dúvida, lembre-se de que assumir um certo nível de risco costuma ser uma condição essencial para seguir em frente. Descubra por quê!
Aprendemos com os erros, não com as dúvidas
Você já parou para pensar que nós aprendemos com os nossos erros, e não com as nossas dúvidas? Se você é uma pessoa indecisa, é provável que, em vários momentos da sua vida, tenha olhado com uma grande admiração para aqueles que são mais resolutos e determinados, para aqueles que se jogam mesmo com pontas soltas, mesmo sem possuir todas as habilidades, experiências e certezas necessárias.

A atitude deles pode parecer imprudente ou arriscada para você, mas na verdade são essas pessoas que costumam fazer mais progresso. Afinal, mesmo que elas falhem, todos aprendemos com os erros, mas não com as dúvidas.

O dilema entre correr riscos ou permanecer no conhecido pode surgir em múltiplas situações: ao aceitar um novo emprego, ao iniciar um relacionamento ou expandir o círculo social. Pode nos assaltar quando pensamos em mudar de cidade ou em comprar um imóvel.

Se você é um daqueles que prefere permanecer na dúvida, queremos mostrar-lhe as oportunidades que pode estar perdendo.

Por que continuamos em dúvida?
Analisar e refletir antes de tomar uma decisão é sempre positivo. No entanto, algumas pessoas tendem a ficar presas nesse processo sem nunca ousar dar o passo, mesmo quando o risco é moderado.

Por que esse fenômeno ocorre? Existem diferentes fatores de influência que devemos levar em consideração.

Superproteção
Pessoas que foram superprotegidas durante seu crescimento podem ter mais dificuldade para tomar decisões. Elas não tiveram oportunidade de assumir, de forma gradativa, a responsabilidade pelos seus atos.

Assim, podem não se sentir capazes ou preparadas para dar um rumo à sua vida, e optam por seguir a opinião dos mais próximos ou por permanecer onde estão, mesmo que não gostem.

Perfeccionismo
Se você vai realizar um novo projeto, é importante que se lembre da seguinte frase: “Melhor feito do que perfeito”. Existem aqueles que são freados e limitados pela sua própria demanda. Se você precisa que cada um dos seus passos seja um sucesso, é provável que não ouse começar, já que ninguém pode garantir a perfeição.

Em vez disso, adote uma mentalidade construtiva na qual você perceba que cada experiência traz um aprendizado. Assim, mesmo que não vá do ponto A ao ponto B em um único salto, você saberá avaliar o progresso que fez. Ao aliviar a pressão, você se sentirá mais apto a enfrentar novos desafios.

Medo de falhar
Se você tende a permanecer na dúvida, se deixa de correr riscos para alcançar seus objetivos, talvez seja por causa do medo do fracasso. Às vezes, isso constitui um mecanismo de defesa: “Se eu não tentar, não vou errar”, e essa retirada é mais fácil de assumir do que uma possível derrota.

Analise como você define o erro ou falha e o que acontece no seu diálogo interno. Quando você percebe que cometeu um erro, você considera isso intolerável e vergonhoso? Ou você assume que errar faz parte do caminho para o sucesso?

Falta de confiança
Todos cometemos erros, mas só quem tem boa autoestima pode tirar proveito deles. Quando uma pessoa não confia em si mesma, em suas habilidades e em suas oportunidades, é difícil para ela ultrapassar os limites da chamada zona de conforto.

No fim, o que importa não são os obstáculos que podem aparecer no caminho, mas a segurança pessoal de saber que vamos conseguir enfrentá-los.

Aprendemos com os erros, não com as dúvidas
Você se sentiu identificado com as características anteriores? Você sente que quer mudar de vida, em algum aspecto, mas não se atreve a dar esse passo? Portanto, você deve saber que muitas vezes se aventurar é a opção mais benéfica. Isso se deve aos seguintes motivos:

A dúvida é viciante. Quando você começar a repetir o mesmo processo de análise e reflexão passo a passo, indefinidamente, você se verá envolvido em um círculo sem fim no qual nunca obterá novas conclusões ou soluções. Decidir e agir é a única maneira de sair disso.
Cada vez que você hesita e decide recuar, desistir dos seus sonhos e objetivos, você enfraquece sua autoconfiança. Você não se permite tentar e, portanto, assume que não é capaz. Desta forma, será cada vez mais difícil ousar.
Se você se aventurar a tomar uma decisão ou empreender um projeto e fracassar, ainda assim terá obtido lições valiosas que irão ajudá-lo a continuar no caminho. Agora você sabe para onde não ir, o que modificar e o que manter.
Ao superar seus medos e entrar em ação, você se dá a oportunidade de descobrir que é mais capaz do que pensa e que o “fracasso” não é tão catastrófico e intransponível quanto você imaginava. Quando você cai, se levanta e segue em frente, você começa a fortalecer seu autoconceito. Os desafios a seguir parecem ser muito mais acessíveis.

Saia da dúvida, ouse crescer
Em suma, dar o salto para aquela proposta que tanto te assusta não garante que tudo vai dar certo, mas garante que você vai avançar e crescer pessoalmente. Talvez você esteja se perguntando há dois anos se deve iniciar uma empresa e, neste tempo, você só enfraqueceu. Se você tentar, em dois anos estará repleto de experiências, aprendizados e conhecimentos valiosos.

A vida é movimento; se as dúvidas o estagnam e limitam, trabalhe para superá-las.

Afaste-se das pessoas, lugares e situações que não parecem mais adequados para você e vá em direção àqueles que são, apesar do medo, apesar da incerteza. Afinal, a pior coisa que pode acontecer é você melhorar o seu crescimento pessoal. Lembre-se sempre de que aprendemos com os erros, e não com as dúvidas.

*Por
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*Fonte: amenteemaravilhosa

Journaling: o que é e como isso nos beneficia?

Praticar o journaling todos os dias nos ajuda a liberar o estresse e nos tornar mais conscientes. Contaremos como iniciar esse hábito benéfico.

Journaling: o que é e como isso nos beneficia?
Em algum momento da sua infância você teve um diário? Essa é uma atividade muito comum entre crianças e adolescentes, mas a abandonamos à medida que envelhecemos. Muitas vezes por preguiça e outras porque a consideramos perda de tempo. No entanto, o journaling tem inúmeros benefícios para a saúde emocional. Por esse motivo, mesmo que você já seja adulto, pode ser interessante que você recupere esse costume.

O journaling pode ser definido como o hábito de escrever pensamentos, emoções, sensações, sonhos e reflexões. Na realidade, trata-se de uma atividade muito aberta, que pode ser abordada de diferentes formas e na qual existem apenas dois requisitos: escrever à mão (sem celular, tablet ou computador) e você deve se comprometer a praticá-la todos os dias.

Escrever como foi o dia e como nos sentimos nos ajuda a nos conhecer.

Como o journaling nos beneficia?

Como dissemos, à primeira vista “escrever um diário” pode parecer uma atividade vazia típica de jovens de quinze anos. Mas a verdade é que o journaling facilita uma série de processos internos que contribuem para o bem-estar. Na verdade não se trata de escrever como foi o dia, mas de criar um espaço para nos expressarmos com total liberdade.

Assim, algumas de suas principais vantagens são as seguintes:

1. Conectar-se consigo mesmo
Ao reservar um momento a cada dia para escrever nossas reflexões, cultivamos um relacionamento com nós mesmos. Isso permitirá que nos conheçamos muito melhor, entendamos como pensamos e identifiquemos as crenças e emoções mais frequentes. Seremos capazes de ver com mais clareza quais são nossos medos e sonhos, quais coisas nos afetam e o que é bom para nós.

Ter todas essas informações sobre si mesmo é essencial para poder cuidar de nós mesmos, nos amar e nos acompanhar como merecemos. Assim como queremos que os outros nos vejam, nos descubram e nos entendam, também precisamos ver, ouvir e estar lá para nós mesmos.

2. Liberta a mente
O journaling é muito eficaz para liberar todas as emoções que nos sobrecarregam, nos perturbam e das quais não podemos nos livrar. Medos, tristezas, rancores, frustrações, decepções… Nem sempre nos permitimos sentir esses estados por serem desagradáveis. No entanto, conectar-se com eles e expressá-los é a melhor maneira de recuperar a paz emocional.

Ao escrever em nosso diário, podemos nos expressar sem filtros, sabendo que ninguém nos julgará e dando rédea solta a tudo o que carregamos dentro. Além disso, isso nos permite processar os eventos de uma maneira melhor e reduzir seu impacto sobre nós. Depois, nos sentiremos muito mais leves e com a mente livre para poder continuar com o dia.

3. Ter um dia a dia mais consciente
Praticar o journaling pela manhã pode ajudá-lo a ter um dia mais consciente. O que isso significa: que ao passar um tempo nos observando, vendo como nos sentimos, o que pensamos e o que precisamos, poderemos entender melhor nosso humor e nossas reações ao longo do dia. Isso nos permitirá não agir por impulso e estar mais presentes e em contato com nossas emoções.

4. Atuar em direção aos seus próprios objetivos
Por fim, esta atividade também nos ajuda a nos aproximarmos de nossos objetivos. E é que, tendo um registro escrito das experiências e pensamentos de cada dia, podemos monitorar e detectar o que está nos impedindo e como podemos seguir em frente.

Escrever para onde queremos ir nos permite acompanhar para continuar evoluindo e crescendo.

Como fazer um diário?
Praticar o journaling não é exatamente como escrever um diário, no sentido de que não se trata necessariamente de narrar as experiências do dia. Na verdade, existem várias abordagens:

Começar um diário de gratidão, no qual todos os dias escrevamos as coisas pelas quais nos sentimos gratos.

Dedicar alguns minutos por dia para expressar como se sente e liberar suas emoções por escrito.

Anotar listas de tarefas e usar o diário como meio de organização.


Também é possível criar um rastreador de humor do dia a dia.


Outra boa opção é usar o journaling para planejar o dia, focando em como queremos nos sentir e o que queremos alcançar durante aquele dia. Começar o dia com foco tornará mais fácil para nós atingirmos esses objetivos.

Na verdade, as sugestões acima são apenas algumas ideias, mas você pode combinar várias delas ou desenvolver sua própria prática. A chave para que essa prática seja benéfica não é tanto o que se escreve ou o tempo que se dedica, mas a perseverança. É essencial comprometer-se a criar um hábito e escrever no mesmo horário todos os dias. Em pouco tempo, você verá mudanças em relação ao seu relacionamento consigo mesmo.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Como desacelerar para dormir rápido e melhor

Muitos de nós não conseguem dormir o suficiente todas as noites. No entanto, o que pouca gente sabe é que, embora seja importante dormir o suficiente, dormir bem é um aliado mais influente para acordar disposto.

Um estudo publicado no Journal of Psychosomatic Research concluiu que a qualidade do sono é mais importante do que a quantidade, no que diz respeito à se sentir descansado e rejuvenescido.

Claro, isso não significa que as pessoas podem dormir apenas três horas por noite. A verdade é que cada um de nós precisa de uma quantidade diferente de sono para ser produtivo, e o lance das “oito horas por noite” é mais uma diretriz do que uma regra. De fato, algumas pesquisas sugerem que dormir demais pode ser tão prejudicial para a sua saúde quanto dormir pouco.

Como as orientações para uma boa noite de sono podem ser confusas, trouxemos aos nossos leitores esse guia, que visa ajudar na melhoria do sono ao ponto de que você precisar dormir menos, e o tempo que você passar dormindo ser verdadeiramente repousante.

Como dormir melhor
Por onde começar
Em primeiro lugar, é preciso começar a controlar o seu sono, e encontrar o seu momento de dormir perfeito.

Oito horas de sono é inútil se você gastar todo esse tempo rolando na cama, e só dormir por cerca de 3 a 4 horas. Tentar corrigir maus hábitos de sono indo para a cama mais cedo é como tentar perder peso gastando mais tempo na academia sem fazer qualquer treino extra.
Otimizar o seu sono depende muito de três coisas: preparação (construção de bons hábitos de sono), ambiente (aprimoramento de seu ambiente de sono ideal) e rotina (dormir quando e quanto você precisa).
As dicas abaixo são do Dr. Nitun Verma, especialista em sono da Universidade de Stanford (EUA) e diretor médico do Centro de Distúrbios do Sono Washington Township, em Fremont (EUA), para ajudá-lo a melhorar a qualidade do seu sono a longo prazo.

Preparação
O primeiro passo é construir hábitos que irão ajudá-lo a adormecer mais rápido, dormir mais e ficar mais confortável enquanto você descansa. Por exemplo:

Exercício físico regular. A Fundação Nacional do Sono dos EUA afirma que exercício no período da tarde pode melhorar o sono à noite. Especificamente, praticar atividades físicas de manhã ou à tarde ajuda a adormecer mais rápido, com menos problemas. Apenas certifique-se de não se exercitar logo antes de dormir, já que isso tem o efeito oposto.
Escolha um despertador suave. Esqueça seu despertador irritante e incrivelmente alto, e tente algo novo que vai tornar seu momento de acordar mais fácil e natural. Aplicativos de despertador podem acordá-lo com músicas ou sons suaves. Você também pode tentar uma luz de alerta que sobe lentamente o nível de iluminação na sala, conforme sua hora de despertar se aproxima.
Elimine o álcool, corte a cafeína e largue o cigarro. Um estudo publicado em 1994 abordou os três temas e concluiu que o álcool pode ser relaxante e ajudá-lo a pegar no sono, mas é prejudicial para o ciclo do sono, uma vez que é liberado do corpo. O resultado final é uma noite agitada em que você acorda com mais frequência do que faria normalmente. A cafeína tem um efeito diferente. Ela alonga a 2ª fase de seu ciclo de sono (quando o cérebro começa a reorganizar-se e processar o dia), o que é ótimo para cochilos, mas não para uma noite de sono profundo. Ainda, a cafeína reduz as fases três e quatro do sono, onde o sono REM e o sonho ocorrem. Cigarros, por outro lado, ou especificamente a nicotina, podem ser relaxantes em pequenas doses, mas em grande quantidade te mantém acordado por mais tempo e impedem o início do sono.
Diminua seu tempo na frente das telinhas. Estudo após estudo apontam que os dispositivos eletrônicos prejudicam nossos ciclos de sono. O Dr. Verma sugere desligar seus aparelhos pelo menos 1 a 2 horas antes de dormir. Duas horas é o melhor, mas é bastante impraticável para muitas pessoas. “As telas de tablets, telefones e TVs são tão brilhantes que podem confundir o cérebro. Tanta luz muito tarde da noite pode fazer com que o cérebro pense que é duas da tarde, não duas da manhã. Mesmo se ocorrer o sono, ele não será tão profundo e, portanto, será menos restaurador”.
Medite antes de dormir. Há muitos métodos de meditação orientada para dormir. Tente visualizar um sonho que você gostaria de ter, ou, se acordar no meio da noite, relaxe, concentre-se em dormir, e tente visualizar onde o seu sonho parou.
Melhore o seu ritual noturno. Ter um ritual à noite é importante. Por exemplo, sempre ir ao banheiro antes de dormir, para não acordar com frequência com vontade de ir ao banheiro, o que pode levar ao sono superficial durante toda a noite. Inicie uma rotina de sono saudável, que começa muito antes de sua cabeça bater no travesseiro.

Ambiente
Antes de se deitar para dormir, você também deve se certificar que seu ambiente está propício para uma boa noite de sono.

Certifique-se de que sua cama é realmente confortável. Como a maioria de nós vai gastar uma média de 24 anos de nossas vidas dormindo, sua cama merece um investimento sério. Compre o colchão certo, escolha bons travesseiros e lençóis. Não subestime o poder de uma cama mais confortável. Isso pode realmente melhorar o seu sono.
Ajuste a temperatura. Alguns estudos têm mostrado que a temperatura ótima de dormir para a maioria dos adultos situa-se entre 15 a 20 graus centígrados. Muito mais quente do que isso pode causar insônia. No entanto, você pode procurar o que lhe faz bem. Se você gosta do calor, durma no calor. Se gosta de ligar o ventilador e se cobrir, faça isso, etc.
Filtre a luz. LEDs e luzes de espera de eletrônicos podem causar tanto estrago ao seu ciclo de sono quanto a luz de um tablet ligado. Mesmo que seus eletrônicos estejam desativados, certifique-se de encobrir a luz pulsante de seu laptop enquanto ele está recarregando, ou a luz de espera da TV, etc. Se você mora em algum lugar iluminado a todas as horas, invista em uma máscara de dormir. Isso pode ajudá-lo a obter um melhor descanso.
Corte as distrações. Crianças te acordam? Você pode não ser capaz de fazer muito sobre isso, mas se o seu telefone está te acordando com notificações de novos e-mails, é hora de desligá-lo. Se o seu bairro é barulhento e o impede de dormir, tente um gerador de ruído branco ou uma música suave para ajudá-lo a descansar.

Rotina
Você já sabe que quanto tempo você dorme é importante, mas para ter o melhor sono possível, você deve dormir e acordar na mesma hora todos os dias.

É difícil “repor” sono perdido. O Dr. Verma sugere uma alternativa: “Uma maneira para as pessoas otimizarem seu sono é acordar na mesma hora todos os dias, ou pelo menos dentro da mesma hora. Ao invés de dormir mais em dias de folga, desperte no mesmo tempo e, em seguida, tire uma soneca que permite o sono extra sem interromper a programação normal de acordar”.

Finalmente, se você está tendo problemas para ter um sono de qualidade, ou mesmo se você dorme por longos períodos e não se sente descansado, pode ser hora de falar com o seu médico.

Pode haver um número de questões médicas causando seus problemas de sono, todas tratáveis. Você pode estar sofrendo de insônia crônica, apneia do sono, ou alguma outra condição não diagnosticada que, uma vez tratada, pode transformar seu sono em verdadeiramente repousante.

Depois de ter seus problemas de sono resolvidos, seja por profissionais ou pelas dicas acima, você pode começar a ajustar a quantidade de sono para o quanto você realmente precisa. Se você dormia nove ou dez horas porque era a única maneira de se sentir descansado, e depois da máscara de dormir e de desligar seus eletrônicos se sente mais relaxado com apenas oito, pode começar a diminuir seu tempo de sono, ganhando horas extras em seu dia para fazer as coisas que você deseja. [LifeHacker]

*Por Natasha Romanzoti
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*Fonte: hypescience

Existe ordem certa para comer uma refeição?

Você em algum momento já parou para pensar se a ordem na qual comemos os alimentos de uma refeição pode interferir nos processos metabólicos do nosso organismo? Será que a alteração dos fatores altera o resultado nesta situação?

Normalmente aqui no Brasil misturamos muitos tipos de alimentos de uma vez só e pelo país ser muito grande podem ser encontrados diversos tipos de cultura e costumes, mas geralmente, em uma refeição básica, encontramos a salada no início; e depois o prato principal, que na maioria dos casos possui o arroz, o feijão — ou alimentos feitos à base de algum outro tipo de grão, como cuscuz ou macarrão —, uma proteína, como carne vermelha ou frango, além de acompanhamentos como batata e farofa, para citar alguns poucos.

Na Itália, por exemplo, há um outro hábito: existe um momento antes da refeição principal dedicado a pães, antepastos, queijos e embutidos; depois disso, é servido o primeiro prato principal, geralmente um carboidrato como macarrão ou risoto; depois um segundo prato, composto por carnes e saladas ou legumes, e por fim a sobremesa.

A ordem dos alimentos realmente importa?
Os alimentos devem ser comidos em uma determinada ordem. (Fonte: Shutterstock)

A resposta é sim! De acordo com o que comemos e com a ordem do que ingerimos, o nosso organismo irá funcionar de maneira diferente, principalmente sob a visão da glicemia. De uma maneira geral, a melhor ordem a ser seguida é esta:

1. Proteína
2. Fibra
3. Gordura
4. Carboidrato

Sobre obesidade e diabetes
Pesquisas sobre a ordem da ingestão dos alimentos revelam que a glicemia é um fator muito importante para a nossa saúde alimentar. Para entendermos isso melhor, precisamos ter em mente que nosso corpo possui um hormônio chamado glucagon. Produzido no pâncreas, ele tem um efeito oposto ao da insulina e aumenta o açúcar no sangue, servindo como uma espécie de reserva de glicose.

O consumo de fontes de proteína, seguido por fibras e gorduras atua na secreção de uma substância muito parecida com o glucagon: um peptídeo chamado GLP1. Este peptídeo “engana” o organismo, dando a entender que os níveis de açúcar estão altos e isso impede a liberação do glucagon.

Ou seja: a ingestão de proteínas, fibras e gorduras antes da ingestão do carboidrato é importante, pois há a redução da glicose pós-prandial (aquela que aumenta assim que fazemos uma refeição) que reflete no emagrecimento, atrasa o esvaziamento gástrico e diminui a produção de insulina, cuja função é colocar o açúcar dentro das células, além de trazer melhoras para pacientes diabéticos e obesos.

Sobre a saciedade
Buscar a saciedade poder ser a chave para uma alimentação melhor. (Fonte: Shutterstock)

Outra vantagem de comermos na ordem certa os elementos de uma refeição é a sensação de saciedade, pois ingerimos primeiro os alimentos poucos calóricos e ricos em fibras e nutrientes.

Normalmente, pessoas que desejam emagrecer escolhem comer as saladas, os vegetais e as verduras primeiro, pois são ricos em fibras e têm a função de redução na ingesta energética, além de aumentarem o tempo do esvaziamento gástrico e diminuírem a insulina, regulando a glicemia e aumentando a sensação de estarmos satisfeitos.

Absorção de nutrientes
A ordem da ingestão de alimentos também interage na absorção de nutrientes. Aqui vou explicar algumas situações que podem prejudicar ou beneficiar este processo:

Fatores antinutricionais: são substâncias químicas presentes nos alimentos e que atrapalham na absorção de nutrientes por meio da redução da biodisponibilidade de minerais. São eles: fitatos, oxalatos, taninos, polifenóis etc. contidos em chás, café, vinho, chocolate, feijão (por isso também é indicado deixar o grão de molho por pelo menos 8 horas antes do preparo);
Ferro e vitamina C: frutas que possuem vitamina C, como laranja, abacaxi, acerola, limão etc. ajudam e facilitam na absorção do ferro. Assim, comer um belo prato de comida com um bife e logo em seguida chupar uma laranja ou tomar um suco dessa fruta é uma opção superválida;
Ferro e cálcio: quando ingeridos juntamente, o cálcio pode prejudicar e interferir na absorção do ferro, ou seja, é um fator inibidor da absorção desse elemento. Assim, é recomendado que esses minerais sejam consumidos de forma separada por um período de tempo significante;
Vitaminas lipossolúveis: são vitaminas que precisam de um meio gorduroso para se dissolver. São elas: vitamina A, D, E e K. Por isso, o recomendado é que alimentos que sejam fontes dessas substâncias sejam consumidos com ingredientes que possuam gorduras;
Vitaminas hidrossolúveis: são as que se dissolvem em água, como a B e a C.

Por que a sobremesa é a última coisa que comemos?
Alimentos com muito açúcar devem ser deixados por último nas refeições. (Fonte: Shutterstock)

O mais indicado é que primeiramente devemos consumir alimentos ricos nutricionalmente e só depois ingerir doces, pois a sobremesa dá maior saciedade momentânea. Isso porque ela rica em açúcares, ou seja, carboidratos, fazendo com que sua absorção seja imediata. Assim, os alimentos mais nutritivos que já comemos ajudam a retardar esse processo.

Comer e beber
Para tudo existe o equilíbrio — e o ato de comer e beber simultaneamente é sempre discutido e as dúvidas são bem frequentes. A verdade é que não há problemas em realizar uma refeição com um copo pequeno de água ou até mesmo de suco natural, mas é necessário observar que este volume de líquido deve ser pequeno para evitar uma expansão do estômago e a dificuldade da absorção e da digestão.

Para o consumo de líquidos durante a refeição, é preferível a água, pois as demais bebidas (vinhos, refrigerantes, chás, sucos naturais e artificiais) podem causar um importante aumento calórico e atrapalhar na absorção de minerais.

Investir no momento de cada refeição
Nós nutricionistas respeitamos muito o momento da refeição — ele deve ser preservado, mas por quê? Pelo simples fato que o ato de se alimentar proporciona prazer e dá qualidade de vida. E além disso, é a alimentação que vai nos garantir uma vida equilibrada e saudável.

Porém existem algumas boas dicas para você transformar esse momento em algo melhor e mais bem aproveitado:

Mastigar bem, pois além de facilitar as próximas etapas da digestão, esse processo já começa na boca;
Comer boas variedades de alimentos;
Reservar um local aconchegante e calmo para fazer as refeições;
Prestar atenção no alimento ingerido, saboreá-lo e entendê-lo;
Preparar a comida e sentir prazer ao fazê-la;
Evitar eletrônicos e televisão na hora da refeição;
Não comer rapidamente.

*Por Marcela Andrade Lopes
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*Fonte: megacurioso

Do que as pessoas se arrependem quando estão próximas da morte?

Talvez um dos maiores castigos que nos infligimos seja sacrificar o presente para nos defendermos de todos os nossos medos sobre o futuro quando, na verdade, o futuro é apenas uma suposição e o presente uma realidade. Do que as pessoas se arrependem quando estão próximas da morte?
A lista deste artigo foi compilada por uma enfermeira que trabalhou com cuidados paliativos durante muitos anos. Os seus pacientes tinham uma expectativa de vida de no máximo três meses.

Ela os acompanhava durante os seus últimos dias e fazia com que se sentissem da melhor forma possível, uma vez que percebiam que o fim estava próximo. “É neste momento que as pessoas crescem muito mais do que em toda a sua vida”, afirma.

Não devemos subestimar a capacidade das pessoas para crescer ao chegar a um ponto sem retorno da sua existência. Muitos podem dizer que nesse estado não vale mais a pena, mas, na verdade, o arrependimento ou a gratidão, quando cada segundo se torna mais valioso, ganha ainda mais valor.

Algumas das mudanças que esses pacientes experimentaram foram realmente surpreendentes. Cada um sentiu as emoções de maneira diferente, desde a raiva até a negação, passando pelo medo, pela rendição e pela aceitação. Esta última é o que permite encontrar a paz antes de partir.

Quando a enfermeira perguntava quais eram os seus arrependimentos ou o que eles gostariam que tivesse sido diferente durante os seus anos de vida, na maioria dos casos, ela ouvia temas comuns como resposta. Os mais frequentes foram:

– “Eu gostaria de ter tido a coragem de viver sendo fiel a mim mesmo, não ao que os outros esperavam de mim.”
Esse foi o arrependimento mais recorrente. Quando alguém percebe que a sua existência terrena está prestes a chegar ao fim, é mais fácil ver o passado com clareza, olhar para trás e ver quantos sonhos ficaram por realizar. Foi comprovado que a maioria das pessoas realiza apenas metade dos seus sonhos e morre sabendo que o restante poderia ter sido realizado se tivessem se proposto seriamente e se não tivessem cedido diante do que os outros consideravam correto ou aconselhável.

Viver sendo fiel a si mesmo é um desafio que não devemos deixar de lado. Fazer o que gostamos, apesar do “que os outros vão falar”. Cada um deve aproveitar a sua vida como bem entender. Portanto, não espere até que seja tarde demais para apenas se lamentar. Tenha em mente que a saúde proporciona uma liberdade que nem todos reconhecem até que não a tenham mais.

-“Gostaria de ter trabalhado menos”.
Isso era mais frequente em pacientes do sexo masculino que, na sua opinião, negligenciaram a família e os amigos por trabalharem durante mais de 10 horas por dia.

Não ver o nascimento ou o crescimento dos filhos, não estar em momentos importantes, tais como aniversários e comemorações, sempre pensando no chefe e problemas no trabalho, etc. Todos sentiam falta da juventude, da época em que os filhos eram pequenos ou em que eram recém-casados. No caso das mulheres, isso não acontecia nas gerações passadas, mas talvez aquelas que estão chegando à velhice também possam se arrepender disso.

Simplificar o estilo de vida, tomar decisões precisas ao longo do caminho, perceber que o dinheiro não é tudo neste mundo (embora queiram nos fazer acreditar que sim) fará com que não tenhamos que nos arrepender disso no nosso leito de morte. Ser mais feliz com o que se tem, não querer mais coisas materiais, passar mais tempo com os filhos, com o parceiro, com os pais ou com amigos, aproveitar os dias de folga, não fazer horas extras, etc. Esta é uma ótima maneira de viver.

– “Gostaria de ter tido a coragem para expressar meus sentimentos.”
Quantas vezes ficamos com a amarga sensação de não poder dizer o que sentimos? Muitos suprimem as emoções para ficar em paz com os outros ou por vergonha do que possam responder. Porém, foi comprovado que algumas doenças surgem por “guardar” maus pensamentos, repreensões, palavras que não foram ditas no momento certo, etc. Entretanto, não se trata apenas do que é negativo, mas também das coisas boas, do “eu te amo”, do “me perdoe“, do “preciso de você”.

Não podemos controlar a reação que a outra pessoa pode ter quando dizemos algo, mas o fato é que isso pode nos libertar de um grande peso acumulado no nosso peito ou nas nossas costas. Assim, tanto se for para falar bem quanto para falar mal, não hesite em falar, pois, mais tarde, você vai se lamentar.

-“Gostaria de ter mantido contato com meus amigos”.
As velhas amizades oferecem muitos benefícios. Porém, nem todos podem vê-los, até que chega o último momento de suas vidas e “se lembram” disso. Afinal, ao contrário de antes, agora não há mais problemas no trabalho, agenda lotada, obrigações, conflitos financeiros etc. Nem sempre é possível localizar os amigos quando os moribundos pedem que eles sejam encontrados para que possam dizer o que sentem ou para vê-los uma última vez. Vários pacientes confessaram que não viam os amigos há muito tempo (até mesmo décadas), porque estavam sempre ocupados demais para um encontro.

Por causa do estilo de vida que temos atualmente, você provavelmente não encontrará um “espaço” na sua agenda diária para tomar um drinque ou um café com um amigo de infância. Além disso, com a tecnologia, não há mais reuniões; tudo é dito através das redes sociais. No entanto, falar com um amigo pessoalmente é a melhor lembrança que uma pessoa pode levar para o túmulo. Portanto, organize a sua vida de tal forma que, pelo menos uma vez por mês, você possa se encontrar com os amigos para conversar sobre a vida.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

“Fadiga do ouvido”: por que o silêncio também é importante para você?

Episódios frequentes de dor de cabeça e estresse podem ser reflexos de incessantes barulhos externos. Especialista explica por que um ambiente silencioso faz bem

Da mesma forma que passar tempo demais em frente às telas gera um cansaço no olhar, estar exposto a ruídos o dia todo causa uma fadiga no ouvir. Como resposta, o corpo manifesta dores de cabeça, perda de concentração, além de aumentar os níveis do estresse. Uma alternativa, segundo Dulce Pereira de Brito, médica e head dos programas corporativos de Promoção de Saúde e Bem-estar do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), é trazer o silêncio para a rotina diária, nem que seja por um minuto.

Os barulhos externos geram um cansaço físico, de acordo com a especialista, porque eles acionam o sistema de alarme do organismo, fazendo com que o cérebro precise capturar muitas informações e tente entender o que cada som significa. Nesse processo, comportamentos inadequados podem surgir, mesmo que a pessoa não perceba.

“Quando nos alimentamos em um ambiente ruidoso, como uma praça de alimentação ou um refeitório de uma empresa, com centenas de pessoas consumindo e falando ao mesmo tempo, acabamos comendo mais do que gostaríamos, por causa do barulho”, exemplifica Brito, que também é professora da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do programa de Saúde Mental nas Organizações do HIAE.

O ruído, segundo a médica, também acelera os pensamentos e as ações, ao invés de forçar a atenção ao presente, e o desafio é trazer o silêncio para a rotina. “Quando eu me coloco nesse lugar do silêncio, é um tempo para eu me ouvir e perceber como está a respiração, a fome e o cansaço do corpo. Tem coisas que só percebemos quando desaceleramos e o silêncio é um convite a isso”, destaca.

Como silenciar mais?

Na lista de benefícios, o silêncio é responsável por desacelerar, acalmar, melhorar a concentração, o foco e a memória, além de ajudar o indivíduo a se entender melhor. Para alcançar esses momentos, Brito explica que não é preciso se isolar no alto de uma montanha, mas encontrar lugares de refúgio próprios, como um canto mais isolado da casa ou mesmo no colo de alguém. “Se não tiver ninguém por perto, você mesmo se abraça e tenha autocompaixão. Um jeito de silenciar o falatório externo, e o interno, é quando a pessoa é mais autocompassiva, e não se pune tanto”, sugere.

*Por Amanda Milleo
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*Fonte: revistagalileu

O que acontence se tomarmos 2 ou maios banhos em um dia?

Se você é do tipo de pessoa que adora tomar um banho pela manhã, outro após ir para a academia e mais um antes de dormir, saiba que o consumo excessivo de água não é o único problema que você terá que enfrentar no fim do mês. A verdade é que pessoas que se banham mais do que deveriam estão danificando a pele, cabelo e até mesmo a saúde reprodutiva sem saber.

Portanto, ao longo dos próximos parágrafos, nós te daremos alguns motivos sobre o porquê você deveria estar tomando apenas um banho por dia e quais os maiores riscos que você corre ao entrar debaixo d’água por vários momentos da sua rotina. Veja só!

Problemas no cabelo

Após tomar um banho, os cabelos recém-lavados podem até ficar com um aspecto ótimo. Porém, lavá-los com muita frequência pode fazer com que eles fiquem oleosos. Quando aplicamos o xampu, o couro cabeludo acaba ficando mais ressecado e passa a produzir mais sebo como resposta.

Portanto, se você cria o hábito de lavar seu cabelo toda hora, seu couro cabeludo aprende que precisa estar constantemente produzindo mais óleo para evitar que a pele da cabeça seque demais. Além disso, o uso excessivo de produtos químicos no cabelo como os xampus pode deixar o couro cabeludo irritado e coçando.

Eventualmente, isso pode desencadear um quadro de caspa ou até mesmo de queda capilar. Por fim, secar o cabelo logo após o banho diariamente é algo maléfico para suas madeixas. Caso isso se torne um hábito, seus fios estarão muito mais quebradiços que o normal e será difícil escová-los.

Danos à pele

Ensaboar-se frequentemente tende a fazer mais mal do que bem para os humanos. A união do sabão com a água quente remove bactérias saudáveis e óleos essenciais da pele. Esses óleos ajudam sua pele a permanecer jovem e radiante por mais tempo, e alguns dermatologistas até recomendam tomar banho de 2 a 3 vezes por semana para evitar coceira e pele excessivamente seca.

Isso tudo sem contar que expor seu corpo a alguma sujeira e bactérias fortalece seu sistema imunológico e o ajuda a combater os vírus com mais eficácia. Isso não significa que você deveria ficar sem tomar banho para sempre, mas que perturbar o microbioma do corpo com frequência faz com que a pele fique vermelha, irritada e pareça rachada.

Afetando a saúde reprodutiva

Uma coisa que poucas pessoas sabem é que suas partes íntimas se limpam “sozinhas” apenas com o uso de água e usar sabonetes e géis perfumados para lavá-las pode afetar seus níveis saudáveis de pH — sobretudo se você é uma mulher. Por sua vez, isso pode causar um desequilíbrio bacteriano, irritação e até mesmo afetar sua saúde reprodutiva.

Portanto, é melhor optar por produtos de limpeza suaves e sem perfume para lavar a área ao redor de suas partes íntimas, entendido?

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

6 Benefícios que caminhar diariamente traz para a saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de 150 minutos de exercício por semana para que você tenha uma vida mais saudável. Sabemos que vivendo rotinas atribuladas, nem sempre é fácil adquirir o hábito de realizar alguma atividade física, mas já pensou em caminhar?

Caminhadas, além de serem gratuitas, podem ser feitas ao ar livre, te colocando em contato com o meio ambiente, proporcionando uma pausa da rotina. Ainda por cima, é um exercício de baixo impacto, dos mais fáceis de ser acrescido no dia a dia de quem está fora de forma e possui muitos benefícios.

Para tentar convencer você a criar coragem para acrescentar atividades físicas à sua rotina, vamos, justamente, tratar de tudo que pode acontecer contigo se fizer, pelo menos, 30 minutinhos de caminhada por dia. Então, coloque os tênis, que vamos te contar 6 benefícios que uma caminhada diária pode trazer para sua saúde.

1. Melhora o sono

Praticar caminhada ajuda a melhorar a qualidade do sono. Isso porque os exercícios físicos, como uma simples caminhada, auxilia a regulação do metabolismo e o funcionamento geral do organismo, atuando na redução dos efeitos da insônia, por exemplo.

Desta maneira, quem caminha terá melhores condições para normalizar o sono. Mas lembre-se: exercícios físicos liberam endorfina, que deixa o corpo agitado, então só caminhe à noite se for o único horário disponível. E, de todo modo, opte por uma caminhada leve.

2. Perda de peso

Durante um tempo, houve quem acreditasse que caminhar ajudaria no emagrecimento era um mito. Caminhadas são exercícios aeróbicos que promovem queima calórica, podendo, sim, ser eficiente para a perda de peso.

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda caminhada como atividade para melhora da saúde. Caso deseje optar pela caminhada, um treino de pelo menos 30 minutos por dia já poderá lhe dar bons resultados.

3. Fortalece os músculos

Quem caminha, além de emagrecer, aumenta seu condicionamento físico, preparando o organismo para outros exercícios. No caso da musculatura do corpo, uma boa caminhada de cerca de 30 minutos atua diretamente na tonificação dos músculos das pernas, coxas, abdômen e bumbum.

Você também pode auxiliar os músculos dos braços se, enquanto caminha, fizer movimentos com eles. Isso aumenta sua amplitude de movimento e desloca pressão e peso das articulações para os músculos.

4. Desacelera o declínio cognitivo

Uma extensa pesquisa mostrou que exercícios aeróbicos, como as caminhadas, auxiliar no retardo das alterações cognitivas no cérebro. Isso porque a caminhada age no sistema cardiorrespiratório, contribuindo para a melhora da saúde do cérebro e desacelerando o declínio da substância cinzenta. E todo esse resultado pode ser obtido com apenas 150 minutos de caminhada por semana, isto é, menos de 3 horas.

5. Reforça seus ossos

Uma boa caminhada pode ajudar a fortalecer os ossos, combatendo osteoporose e a osteoartrite, por exemplo. Como é um tipo de atividade física de baixo impacto, a caminhada ainda auxilia no reforço da coluna vertebral, ajudando a garantir que seu sistema musculoesquelético fique saudável e forte, dando conta de sustentar o organismo.

No caso dos idosos, a caminhada é uma das atividades físicas mais recomendadas, pois pode ser realizada com intensidade moderada, até mesmo para quem esteja fora de forma. E é sempre bom lembrar, caminhada é uma atividade física gratuita.

6. Alivia o humor

Precisando rir? Em tempos difíceis, quem é que não precisa, certo? Pois caminhar é uma excelente maneira de você melhorar seu humor. Isso ocorre porque, durante a caminhada, nosso corpo secreta uma quantidade maior de endorfina, um hormônio que é produzido pela hipófise e responsável pela sensação de alegria e relaxamento.

Ao caminhar seu corpo produzirá, automaticamente, endorfina, e quanto mais seu organismo produzir, mais ânimo você sentirá. Repetindo o que dissemos acima, tudo isso você consegue de graça, basta caminhar.

*Por Maura Martins
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*Fonte: megacurioso

Dá para treinar o paladar e gostar de comidas que odiamos?

O ato de comer certamente é uma das necessidades mais versáteis que existe, especialmente quando aliado aos gostos e às preferências pessoais de cada um, sendo possível encontrar todo tipo de refeição, mistura de temperos e uma criatividade absurda para elaborar os pratos mais malucos já vistos.

Porém, em meio a toda essa mistura de opções, existem pessoas que são mais exigentes para comida e dizem gostar apenas do básico ou de combinações muito específicas, a fim de agradar um paladar que não é habituado a experimentar algo novo.

Ao longo de séculos de história, a Gastronomia evoluiu em relação a suas regras sobre o que realmente seria “comer bem” e “comer mal”, bem como adaptou culturas, tradições e o surgimento de novas especiarias em pratos cada vez mais únicos. A culinária, então, ganhou identidade, e o público teve que acompanhá-la nessa jornada, aprimorando seus sentidos sobre os cinco sabores básicos (doce, amargo, azedo, salgado e umami) e sobre os trilhões de cheiros detectados pelo nariz.

Assim, além de tornar-se uma experiência multissensorial, a gastronomia passou a ser vista como uma arte que muda com o tempo, região, estilo de vida do degustador, localização e, até mesmo, genética. Por exemplo, quanto mais velhas as pessoas ficam, menos agradáveis alguns sabores podem se tornar, já que os paladares vão perdendo potência à medida que a idade avança. Recentemente, um estudo da Universidade de Turku, na Finlândia, descobriu que idade, IMC e gênero impactaram no “reconhecimento da modalidade de sabor”, e que homens têm dentes mais sensíveis do que mulheres, reforçando ainda mais a dinâmica dos gostos.

“Para degustadores sensíveis, é possível que genes receptores de sabor e genótipos desempenhem um papel muito importante. Também é possível que crianças criadas na mesma família, sociedade e ambiente cultural possam ser degustadores diferentes, e pequenos detalhes, como genótipos receptores de sabor, podem afetar a percepção do paladar”, esclareceu Mari Sandell, professora de Percepção Sensorial do Fórum de Alimentos Funcionais. “Mas, por outro lado, o alimento disponível depende da cultura alimentar, então as pessoas não têm as mesmas opções para ativar seu senso de paladar”, ela explicou.

Como é possível fazer a comida ter um sabor mais agradável?
Para driblar todos esses obstáculos genéticos e culturais, é importante testar, ajustar e apurar o senso de sabor, criando métodos eficientes para auxiliar o cérebro nesse difícil enfrentamento. Assim, sentir o aroma de óleos essenciais e temperos, observar bem o que está no prato, saborear com calma, descrever as sensações e realizar misturas que se adequem mais ao agrado individual são algumas práticas que podem colaborar para a redução da exigência gustativa.

Vale lembrar que todos os testes devem ter como base não apenas a dieta considerada pelo experimentador, mas também os limites de seu corpo, já que não é esperado que as reações positivas aos novos alimentos venham de imediato. Então é importante ter em mente a necessidade de beber água constantemente, respeitar os rituais para algumas refeições e, principalmente, repetir e não desistir, pois a ideia é que a prática leve à perfeição, e não ao prejuízo da capacidade do paladar.

*Por André Luís Dias Custódio
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*Fonte: megacurioso

LER/DORT: Saiba o que é esse problema e como evitá-lo

Você já ouviu falar nos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT)? Esse é um quadro que engloba uma série de problemas físicos ocasionados por atividades no ambiente profissional, como por exemplo a lesão por esforço repetitivo (LER).

Principalmente para quem trabalha o dia inteiro em frente ao computador, a prática de tarefas contínuas e posturas forçadas por longos períodos podem causar sérias consequências ao nosso bem-estar físico. Para isso, precisamos entender melhor esse problema e aprender a lidar com ele durante nossa jornada de trabalho.

O que é LER?

Por mais inusitada que seja a sigla LER, pertencente ao quadro DORT, essa é uma definição médica para uma série de problemas corriqueiros ocasionados por ações repetitivas no cotidiano. Alguns dos maiores exemplos disso são:

Tendinite
Tenossinovite
Bursite
Epicondilite
Síndrome do túnel do carpo
Dedo em gatilho
Síndrome do desfiladeiro torácico
Síndrome do pronador redondo
Mialgias

Pessoas que sofrem com LER/DORT possuem algum tipo de alteração das estruturas osteomusculares, como os tendões, articulações, músculos e nervos. Isto significa que fortes dores, inflamações ou perda da capacidade funcional da região atingida podem ocorrer por conta de uma sobrecarga no sistema musculoesquelético.

Normalmente, esse quadro de saúde é resultado de atividades desenvolvidas no período de trabalho que exigem excessivamente o uso desse sistema, como esforços repetitivos ou que necessitam de muita força para executá-los. Durante essa etapa, ocorre uma obstrução da circulação sanguínea e a irrigação das artérias e nervos é impossibilitada.


Prevenção e tratamento

O diagnóstico de LER/DORT é comum em quem trabalha em escritórios, mas também para esportistas, músicos, operadores de britadeira ou até mesmo quem realiza atividades manuais como o tricô e o crochê. Normalmente, os principais sintomas desse problema são:

Fadiga muscular
Sensação de peso
Inflamação do tendão
Formigamento ou dormência no corpo
Fraqueza ou insensibilidade para segurar objetos
Mal-estar

Para evitar esse tipo de doença, o recomendado é que a pessoa esteja sempre atenta às questões de ergonomia e às condições de trabalho. Ou seja, tente sempre manter uma postura correta e use o mobiliário adequado para a sua função, além de não exceder o ritmo ou carga de trabalho recomendado. É essencial que existam períodos de pausa entre atividades muito repetitivas.

Caso você tenha reconhecido algum sintoma de LER/DORT busque por um médico especialista para realizar a confirmação do diagnóstico. Os tratamentos podem envolver o uso de remédios anti-inflamatórios, fisioterapia, bloqueio de dor e aplicação de corticoides.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

4 dias de trabalho por semana: veja o resultado desse grande experimento

Durante quatro anos, entre 2015 e 2019, cerca de 2.500 islandeses foram envolvidos em dois grandes experimentos para ver como uma semana de trabalho mais curta afetaria a produtividade. Os resultados saíram – e os experimentos parecem ter sido um sucesso retumbante.

Alguns pontos-chave: reduzir uma semana de trabalho para 35 ou 36 horas não levou a qualquer queda na produtividade ou na prestação de serviços, enquanto o bem-estar do trabalhador melhorou substancialmente em uma série de métricas, incluindo estresse percebido e burnout.

Desde que os experimentos foram realizados, cerca de 86% de toda a força de trabalho na Islândia mudou para uma semana de trabalho mais curta, e há esperança de que essas ideias possam ser aplicadas em outros países também.

“Em ambos os ensaios, muitos trabalhadores expressaram que, depois de começar a trabalhar menos horas, se sentiram melhor, mais energizados e menos estressados, resultando em mais energia para outras atividades, como exercícios, amigos e hobbies”, afirma o relatório.

“Isso então teve um efeito positivo em seu trabalho.”

Uma ampla gama de locais de trabalho estavam envolvidos no período de quatro anos coberto pelos experimentos, de hospitais a consultórios, e mais de 1% de toda a população trabalhadora da Islândia participou. Os trabalhadores recebiam o mesmo salário, mesmo com menos horas de trabalho.

E as horas realmente foram reduzidas – os resultados publicados pela Associação para Sustentabilidade e Democracia (Alda) na Islândia, e pela empresa britânica Autonomy, mostraram que não houve aumento notável nas horas extras para a maioria dos funcionários. Reuniões mais curtas, mudanças de turno e corte de tarefas desnecessárias ajudaram os trabalhadores a manter seus novos horários.

Trabalhar quatro ou cinco horas a menos por semana realmente forçou as pessoas a serem criativas sobre como realizavam seu trabalho – e enquanto alguns participantes dos testes disseram que inicialmente lutaram para se adaptar, a maioria dos envolvidos logo se acostumou com a nova rotina.

“Em vez de fazer as coisas da mesma forma, rotina habitual como antes, as pessoas reavaliaram como fazer as coisas e, de repente, estão fazendo as coisas de maneira muito diferente de antes”, disse um dos participantes dos ensaios.

Do lado do bem-estar, os envolvidos relataram menos estresse no trabalho e um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Em entrevistas de acompanhamento, os participantes mencionaram benefícios, incluindo ter mais tempo para fazer tarefas domésticas, mais tempo para si mesmos e poder praticar mais exercícios.

O relatório publicado declara os experimentos na Islândia “um grande sucesso”, com gestores e funcionários conseguindo passar menos tempo no trabalho sem realmente afetar a quantidade e a qualidade do trabalho – algo já observado em pesquisas anteriores.

E a maioria dos participantes estava interessada em continuar com a nova maneira de trabalhar.

“Tornou-se cada vez mais claro que poucos desejam voltar às condições de trabalho pré-pandemia: o desejo de uma semana de trabalho reduzida está para definir ‘o novo normal’”, conclui o relatório.

*Por Marcelo Ribeiro
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*Fonte: hypescience

Ouvir canto de pássaros melhora sensação de bem-estar

Muitos estudos já comprovaram que passar um tempo em meio à natureza traz benefícios para a saúde mental e, pouco a pouco, surgem novas pesquisas que indicam as razões para isso ocorrer. Em dezembro de 2020, a Universidade Politécnica Estadual da Califórnia, nos EUA, publicou um estudo em que investiga o quanto os sons naturais que os humanos ouvem durante seu tempo ao ar livre contribuem para a sensação de bem-estar.

“Embora o panorama das propriedades restauradoras da natureza provavelmente envolva vários sentidos, nosso estudo é o primeiro a manipular experimentalmente um único (som) no campo e demonstrar sua importância para as experiências humanas na natureza”, afirma Danielle Ferraro, estudante de pós-graduação em biologia, que conduziu a pesquisa.

Focados no efeito do canto de pássaros, os cientistas instalaram alto-falantes em duas trilhas de um parque no Colorado. Os equipamentos reproduziram canções gravadas de um grupo diversificado de pássaros. Em cada seção da trilha, em blocos semanais, os pesquisadores alternaram entre ligar e desligar o canto. Os participantes foram entrevistados após a experiência.

Quem ouviu o canto dos pássaros relatou maior sensação de bem-estar do que aqueles que não ouviram. Na primeira seção da trilha, os caminhantes que ouviram mais o canto dos pássaros simplesmente relataram que se sentiram melhor, mas não comentaram que achavam que mais pássaros viviam naquela parte da trilha. Os caminhantes que ouviram mais o canto dos pássaros na outra seção disseram que achavam que mais pássaros viviam ao longo daquela seção da trilha, e os pesquisadores descobriram que essa percepção de mais espécies era responsável por fazer os caminhantes se sentirem melhor.

“Somos tão animais visuais que desconsideramos essa modalidade de som que temos”, diz o professor de biologia Clinton Francis, que supervisionou a pesquisa. “Ainda estou meio pasmo de que apenas 7 a 10 minutos de exposição a esses sons melhoraram o bem-estar das pessoas. Isso realmente ressalta o quão importante a audição é para nós e provavelmente para outros animais. ”

A equipe de pesquisa ressalta a necessidade de reduzir a poluição sonora humana dentro e fora das áreas protegidas “para contribuir para mais felicidade”. Assim como o canto dos pássaros, ao andar por uma trilha é possível ouvir outros sons da natureza, também relaxantes, assim como o benefício para o cérebro da exposição ao silêncio.

“Nossos resultados ressaltam a necessidade dos gestores dos parques reduzirem a poluição sonora antropogênica, que não é apenas uma forma econômica de melhorar as experiências dos visitantes, mas também pode beneficiar a vida selvagem”, afirma Ferraro.

Para atrair os pássaros, você pode plantar árvores, confira 22 árvores que atraem pássaros, e até fazer um comedouro em seu quintal.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo