O equilíbrio das bicicletas ainda é um misteriosos e inexplicável fenômeno

A maior parte de nós aprende a andar de bicicleta ainda crianças. Este fantástico meio de transporte parece extremamente simples — afinal, seu design permanece praticamente inalterado desde sua invenção, na Alemanha, em 1817.

Basicamente, a bicicleta é um objeto composto por um quadro, duas rodas, um garfo direcionável, um assento, pedais e uma corrente. Sendo uma invenção relativamente simples, isso significa que duzentos anos depois, nós já sabemos tudo sobre ela, certo?

A verdade é que as humildes bicicletas ainda guardam certos mistérios e existem detalhes sobre seu funcionamento que a ciência ainda não sabe explicar — e nós vamos te contar quais são eles!

O misterioso equilíbrio das bicicletas
Os físicos ainda não têm uma explicação definitiva do porque as bicicletas permanecem estáveis quando estão em movimento. E talvez você, leitor, esteja pensando que o responsável por este equilíbrio é a pessoa que está em cima dela. Mas a questão é mais complexa que isto.

Caso faça uma experiência simples, vai notar algo que intriga até hoje os estudiosos: se você “arremessar” uma bicicleta de uma maneira específica, sem ninguém sentado no banco, vai notar que ela é capaz de se mover em equilíbrio por uns bons metros até tombar de lado.

A resposta mais óbvia para entender por que isso acontece remete às leis de Newton, que dizem que um corpo tirado da inércia e posto em movimento tende a continuar em movimento. Só que, neste curto espaço de tempo em que seguem andando, as bicicletas conseguem desviar de certos obstáculos e voltar ao equilíbrio, exatamente como um ciclista faria. E isto é realmente intrigante.

O complicado mecanismo das bicicletas
As primeiras explicações sobre a misteriosa física das bicicletas data da virada do século XX. Entre 1899 e 1910, os matemáticos Francis Whipple, Felix Klein e Fritz Noether publicaram estudos dizendo que a estabilidade da bicicleta se deve à precessão giroscópica, um fenômeno físico que consiste na mudança do eixo de rotação de um objeto. O conceito explica que objetos giratórios resistem no espaço a mudanças de orientação — tal como acontece com um pião, por exemplo.

Os estudos destes matemáticos foram contestados em 1970 pelo cientista David Jones, que constatou erros nos cálculos feitos anteriormente. Segundo ele, estes erros anulavam os efeitos da precessão giroscópica nas bicicletas. Ele levantou a sugestão de que algo mais estava conectado à capacidade de “auto-endireitamento” das magrelas.

Outros pesquisadores trouxeram novas explicações. Foi sugerido também que, além da precessão giroscópica, as bicicletas se mantinham de pé por um chamado efeito cáster, segundo o qual um veículo que está trafegando tende a endireitar as rodas — é por isso, por exemplo, que uma cadeira de computador alinha suas rodas quando é empurrada.

Ainda assim, não há uma explicação definitiva sobre a estabilidade das bicicletas. Hoje há um relativo consenso de que elas se equilibram por uma soma de fenômenos físicos específicos. Descrever o exato funcionamento delas é ainda um mistério para engenheiros e matemáticos.

“Uma bicicleta, na verdade, é extremamente complexa. Entender sua estabilidade, numa comparação muito simplificada, é equivalente a resolver uma equação matemática de quarto grau”, explicou à Superinteressante o professor Andy Ruina, um dos maiores estudiosos da mecânica das bicicletas.

*Por Maura Martins
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*Fonte: megacurioso

8 razões para incluir a bike na sua rotina

Especialistas dão dicas e falam sobre os benefícios de pedalar por aí

O apelo da indústria automobilística é grande, com lançamentos e novidades chegando o tempo todo. Mas o transporte individual em automóveis traz uma série de riscos e impactos negativos, para a gente e para o planeta. Além da emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa, o que prejudica todos nós, a vida dentro de um carro inclui mais engarrafamento, mais gastos com combustível, seguro, manutenção e impostos, e preocupações.

Em centros urbanos existem muitas alternativas, com grandes benefícios para a saúde, para o bolso e para o meio ambiente. O transporte público é uma delas, caminhar sempre que possível é outra. E temos a bicicleta, modal que ganhou espaço durante a pandemia e tem se tornado prioridade no planejamento urbano em cidades de todo o mundo.

O uso da bicicleta diminui os congestionamentos, a poluição do ar, evita possíveis aglomerações em alguns transportes públicos, economiza tempo e de quebra ainda traz a oportunidade de incluir uma atividade física na rotina e observar a cidade com outros olhos.

Por que a bike?
A Tembici, empresa de micromobilidade na América Latina, separou 8 dicas que podem te motivar a tornar a bike parte da sua rotina.

1. Tira você do trânsito
Percorrer distâncias em até 30 minutos pode ser mais rápido do que utilizar transporte público, pois andar de bike permite fugir dos engarrafamentos e reduz o tempo do deslocamento. Além disso, só o fato de fazer uma atividade física enquanto vai ao trabalho já diminui sua irritação nas ruas.

2. Produtividade no trabalho
Outro fator importante que a bike proporciona é que o tempo que você gastaria dirigindo até o seu local de trabalho, poderá gastar cuidando da sua saúde. Além disso, vai economizar muito dinheiro com gasolina! Estudos comprovaram também que pessoas que se exercitam têm uma melhora de 65% na qualidade do sono. A consequência disso? Mais produtividade

3. Melhora o estresse
Quem anda regularmente de bike é mais resistente a doenças emocionais, como a depressão e ansiedade, além de aliviar o estresse. Depois daquela reunião interminável ou aquela DR com o crush, ao invés de ficar remoendo o assunto, dê uma volta no bairro ou vá até o parque mais próximo. Além de te ajudar a refletir, você vai voltar muito mais renovado.

4. Fortalece a musculatura
Se associada a uma dieta saudável, a rotina em pedalar tonifica os músculos, pois ciclismo trabalha musculatura posterior da coxa, panturrilha, glúteos, quadríceps, além do abdômen, ombros, braços e antebraço.

5. Economia
Um ponto onde normalmente gastamos uma parcela considerável do orçamento é nosso deslocamento diário — seja com a utilização transporte público ou com a manutenção de um automóvel, uma despesa ainda maior. E por considerarmos esse um gasto básico e imprescindível, raramente pensamos em mudar a forma de deslocamento, mas vamos avaliar alguns números:

Considerando o valor atual da passagem em São Paulo, por exemplo, uma pessoa que utiliza transporte público duas vezes por dia gasta diariamente R$ 8,80. Em um mês, o custo total é de R$ 176. O plano anual do Bike Sampa custa R$ 160 e você pode fazer viagens ilimitadas.

6. Faz bem para o planeta
A magrela é um veículo movido pela força do condutor, sem precisar de combustível. Assim, a bicicleta não emite gases poluentes na atmosfera que causam o efeito estufa e o aquecimento global.

7. Sensação de liberdade
Não tem sensação melhor que se locomover tranquilamente de bicicleta por aquela fila de carros parados no congestionamento, não se sentir imobilizado no trânsito, poder olhar o chão e o céu, notar casas, pessoas, cheiros, sons, árvores e pássaros.

8. Novas amizades
Existem diversos grupos de ciclistas que pedalam juntos, percorrendo diversas rotas. Cm certeza dá para encontrar um grupo com o mesmo nível de condicionamento físico e intimidade com a bike que você e sair pedalando com a turma, de um jeito seguro e divertido.

Além das amizades com outros ciclistas, dá para dizer que a relação de amizade com a cidade também muda: você passa a reparar melhor nas ruas, calçadas e cantinhos do seu perscurso.

*Por Natasha Olsen
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*Fonte: ciclovivo

Bruxelas vai pagar até 900 euros para quem abandonar carro

Cidade quer incentivar uso de bicicleta, transporte coletivo e compartilhado.

Os cidadãos que vivem na região de Bruxelas, capital da Bélgica, vão receber até € 900 (euros) para cancelarem o registro de seus automóveis. A medida faz parte do “Bruxell’Air”, um programa de apoio financeiro para quem deseja adotar outros modos de transporte.

O Bruxell’Air funciona como um incentivo para que os interessados testem diferentes meios de transporte. Sem colocar a mão no bolso, o beneficiário poderá usar o orçamento para descobrir qual a melhor alternativa ao carro para sua família.

O valor a ser concedido varia de acordo com o perfil familiar. Se o requerente é uma pessoa com deficiência, por exemplo, receberá os € 900 independentemente de seus rendimentos. Este perfil, ou categoria de renda, aparece automaticamente quando a pessoa faz a solicitação.

Ao solicitar a participação, o residente de Bruxelas já preencherá um formulário informando quais alternativas irá testar. Entre as possibilidades, é possível subsidiar o transporte público, se inscrever em um serviço de compartilhamento de carros e até adquirir equipamentos de ciclismo. Ou seja, o dinheiro terá destinações já definidas, não sendo possível gastá-lo como quiser ou para outros fins.

De acordo com o site Time Out, o programa de incentivo está em vigor em Bruxelas desde 2006. A novidade é que, recentemente, o valor máximo quase dobrou de € 500 para € 900.

Apostando em transportes alternativos
Mudar a forma como nos movemos é um verdadeiro desafio, mas é um exercício que muitos podem fazer. Mesclar as diversas opções de mobilidade pode ser uma alternativa viável para desafogar o trânsito e melhorar a qualidade do ar.

Apostar em modais mais ativos, como a bicicleta ou até mesmo andar a pé, ainda contribui para a melhoria na saúde. Em 2017, uma pesquisa revelou que 6 em cada 10 motoristas abririam mão do carro se houvesse transporte público de qualidade. Cabe aos planejadores, criar estruturas adequadas para facilitar esta transição.

*Por Marcia Sousa
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*Fonte: ciclovivo

Conheça a Reevo, bicicleta elétrica sem raios ou garfo nas rodas

Criada pela Reevo, uma bicicleta elétrica, batizada com o mesmo nome da empresa, possui um design bastante original. O grande destaque do dispositivo são suas rodas, mais precisamente os raios e o garfo – na verdade, o que chama a atenção é a falta deles.

Com visual que lembra bastante um projeto futurista, a bike foi projetada em duas variantes, que se diferenciam pela capacidade do motor. Para o mercado europeu, a empresa implementou um motor de 250W que garante uma velocidade máxima de 25 km/h. Essa decisão foi tomada devido à legislação vigente para esse tipo de transporte.

Para o mercado norte-americano, a bicicleta é mais potente, pois conta com um motor de 750W, o que garante velocidade de até 40 km/h. Em ambos os casos, a parte elétrica é alimentada por um motor de 48V que pode ser removido e recarregado em até três horas.

Para evitar que a bicicleta seja roubada, a Reevo implementou algumas funcionalidades de segurança bastante úteis. Quando o equipamento está parado, por exemplo, as rodas ficam completamente bloqueadas.

Somente o dono do equipamento pode ligá-lo, já que há um sensor de impressão digital. Por fim, um sensor detecta qualquer movimento atípico quando a bike está desligada, fazendo com que possa ser encontrada facilmente por meio de um localizador GPS instalado.

A Reevo ainda conta com um sistema de iluminação de lâmpadas de LED, com capacidade de 800 lúmens, nas rodas. Ao detectar que a luz ambiente está baixa, o sistema as acende automaticamente. Luzes de direção e suporte para colocar o smartphone completam o pacote.

Infelizmente, por enquanto, a bicicleta elétrica está à venda por meio de um financiamento coletivo criado pela empresa na plataforma Indiegogo. Apesar das inovações, o equipamento não é muito barato, custando US$ 2 mil (R$ 11 mil em conversão direta).

*Por Luiz Nogueira

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*Fonte: olhardigital

Micro trailer dobrável pode ser acoplado em bike para “escapar” da cidade

Que tal pegar a bicicleta e escapar no fim de semana para curtir a natureza? Esta é a proposta da empresa dinamarquesa Wide Path Campers que lançou um trailer tão pequeno que pode ser puxado até pelo veículo de duas rodas. É como levar a própria casa para onde for.

Apesar de minúsculo, o “Bicycle Camper” é extensível. Não é preciso nenhuma ferramenta: em apenas três minutos é possível converter o trailer dobrável em uma modesta casinha. O espaço interno pode ser usado como sala de estar, como mesa e sofá, como também pode ser transformado em uma cama de 200 x 90 cm, que acomoda duas pessoas.

Se a ideia for acampar, outra possibilidade é montar a mesa com cadeiras do lado externo e até receber convidados. Ao dobrá-lo, o trailer está pronto para ser levado para a próxima aventura.

A mini casa móvel é equipada com espuma semi-isolante, janelas em policarbonato anti-estilhaçamento e piso de madeira compensada resistente à água. Um trilho embutido facilita o transporte da barraca ou tenda solar. Há ainda espaço de armazenamento interno de 300 litros.

Dimensões

Dobrado, o micro trailer mede 1,49 metro de comprimento; enquanto aberto chega a 2,85. Em ambos os casos, a largura é de 97 cm e a altura total é de 1,75, sendo que dentro da cabine a altura é de apenas 142 cm (confortável para estar sentado, mas não para ficar em pé).

A Wide Path Campers vende ainda pacotes adicionais do modelo com painel solar, bateria, lâmpadas LED, ventilador e kit cozinha.

A empresa não aborda questões de segurança. Como será a estabilidade de pedalar enquanto puxa um trailer em estradas íngremes, por exemplo? Outro ponto a ser questionado é o valor – já salgado em coroas dinamarquesas – convertido para reais cada trailer dobrável não sai por menos de 22 mil reais. Para mais informações, acesse o site da companhia.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Bicicleta ganha espaço nas cidades após isolamento social

Muito se debate como será a vida quando a quarentena chegar ao fim, tanto a relação entre as pessoas, o dia a dia do trabalho e estudo, além da economia. Nas cidades em que já está havendo o diminuição do afastamento social, há diversas iniciativas sendo implementadas para evitar nova pandemia.

Muitas dessas ações incluem medidas relacionadas a mobilidade urbana. Projetos que estimulam o uso da bicicleta como principal meio de transporte, em muitas cidades, têm sido protagonistas nos planos públicos de combate a necessidade de uma nova quarentena.

A recomendação de estimular a bicicleta e caminhada para locomoção durante e pós-pandemia é da Organização Mundial da Saúde. Além da bicicleta ser um modal de transporte individual que permite o distanciamento social, também podem são utilizadas ao ar livre e são não-poluentes contribuindo para manter os índices mais baixos de poluição atingidos durante a quarentena.

Iniciativas internacionais

O governo britânico planeja investimento de 2 bilhões de libras dedicados ao estímulo do uso da bicicleta e da caminhada no retorno da rotina de deslocamento ao trabalho. Parte da verba será destinada à implantação de ciclovias temporárias em Londres e outra parte como um incentivo financeiro para pessoas que não pedalam há um tempo poderem reformar suas bicicletas.

A Itália oferecerá até 500 euros para ajudar os moradores de cidades com mais de 50 mil habitantes a comprarem uma bicicleta. Em Paris, foi liberado 22 milhões de euros para a criação de ciclovias temporárias. Cidades da Alemanha ganharam ciclovias extras para que mais pessoas possam se locomover de bicicleta e também para garantir a distância necessária entre os ciclistas. As lojas de consertos de bikes foram consideradas como serviço essencial no país.

Em Nova York, foi registrada uma queda de 50% nas emissões de monóxido de carbono de automóveis comparado ao ano passado, segundo informações da Universidade Columbia. De acordo com a Cetesb, o mesmo fenômeno aconteceu em São Paulo: a poluição atmosférica caiu pela metade após uma semana de quarentena na capital.

Brasileiros aprovam uso da bike

No Brasil, a Tembici, empresa de micromobilidade com atuação na América Latina, fez um levantamento para identificar o perfil dos ciclistas que usam as bikes durante a pandemia e constatou que 45% dos usuários optam por transporte individual e em ambiente aberto como prevenção a Covid-19.

Em todas as cidades de atuação da empresa, como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e Salvador foi constatado que 54% dos usuários utilizam a bike para ir e voltar do trabalho e, em média, 90% dos usuários pretendem continuar utilizando a bike ao término da quarentena.

“Cada vez mais, os brasileiros aderem às bicicletas como modal de transporte ideal. Com a pandemia, as bikes se provaram ainda mais funcionais, por ser um meio de transporte sustentável e com um custo acessível”, diz Tomás Martins, CEO da Tembici.

“Após a pandemia, esse comportamento de prevenção vai se acentuar e iniciativas do poder público que estimulem os deslocamentos com bicicletas serão fundamentais. Nossa operação está preparada para a retomada, já que reforçamos todos os procedimentos de higienização das bicicletas e estações.”, complementa o executivo.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Empresa reaproveita cápsulas de café para fabricar bicicletas

Uma empresa sueca está usando alumínio reciclado para construir suas bicicletas. Mas não se trata de qualquer alumínio não, mas sim do reaproveitamento de cápsulas de café pós consumo. O projeto é realizado em parceria com a Nespresso.

Batizada de RE:CYCLE, cada modelo possui 300 cápsulas recicladas. Aliando design sustentável, a beleza é presente nos detalhes. O sino imita uma cápsula, o quadro roxo, imita um dos aromas da marca e a cesta inclui dois porta-copos.

Segundo a fabricante Vélosophy (que produz também outros modelos), a cada bicicleta vendida outra é doada a uma estudante de um país em desenvolvimento.

“Criamos a Vélosophy com um propósito claro: ter um impacto positivo no mundo. Este propósito impulsiona tudo o que fazemos, desde a nossa promessa de doar bicicletas até a produção de elegantes bicicletas urbanas a partir de alumínio reciclado”, afirma Jimmy Östholm, CEO e fundador da companhia.

A RE:CYCLE tem edição limitada e está sendo vendida por 1.290 euros.

O alumínio é um recurso valioso, uma vez que pode ser derretido e reutilizado infinitamente.

*Por Marcia Sousa

 

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*Fonte: ciclovivo

60 minutos nesta bicicleta podem alimentar sua casa por vinte e quatro horas

Alguma vez você já sonhou em alimentar sua casa sem pagar os enormes custos? Você pode imaginar fazer isso e cuidar da sua figura corporal ao mesmo tempo.

Bem, essa foi a incrível ideia do fundador da bicicleta híbrida Free Electric, Manoj Bhargava. Ele usa energia mecânica da maneira mais simples possível, a fim de transformar uma hora de exercício em fornecimento de energia a uma família rural por 24 horas.

Seu mecanismo é simples – o dínamo é ativado quando você pedala, e isso aciona o gerador e carrega uma bateria.

Sobre a bicicleta:

“A Free Electric é fabricada com peças de bicicleta padrão, o que o torna facilmente reparável por qualquer mecânico ao redor do mundo. A bicicleta é barata, limpa e prática em termos de fornecimento de energia para aqueles que mais precisam em escala global.

Bhargava diz:

“Nosso objetivo é começar com a Índia, mas realmente pode ser usado em qualquer lugar. Existem 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo que ainda vivem sem acesso à eletricidade. ”

Além disso, ele afirma que a Free Electric cria essencialmente “melhor saúde, mais tempo de lazer, melhor acesso à educação e oportunidades de empreendedorismo – poderia literalmente mudar o mundo”.

Você já ouviu falar de uma motivação melhor para começar a se exercitar? O vídeo em destaque oferece a oportunidade de ver esta bicicleta em ação:

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*Fonte: revistasaberesaude

Imagem de bicicleta encontrada em parede de templo de 2.000 anos intriga o mundo

Parece mentira mas não é, uma escultura de uma pessoa sobre uma bicicleta fora encontrada lapidada em uma parede de um templo com mais de 2.000 anos. Fundadores do Templo Panchavarnaswamy, construído durante o período de Chola na Índia, pode ter previsto a chegada da bicicleta centenas de anos antes.

O Homem que a encontrou, chamado Praveen Mohan, postou a imagem em seu canal no YouTube, e disse: “Em um canto escuro em uma das paredes, podemos ver esta incrível escultura de um homem andando de bicicleta.”

“Os historiadores nos disseram que a bicicleta só foi inventada em 1800, ou seja, há apenas 200 anos, mas como essa imagem fora esculpida neste antigo templo que tem cerca de 2.000 anos de idade?”

Aparentemente ninguém sabe ao certo como e quando essa intrigante imagem foi parar neste templo histórico. Mas há uma explicação bem plausível: O Templo Panchavarnaswamy fora reformado nos anos 1920, quando as bicicletas eram um produto de massa na Índia.

E este fato pode ter inspirado um dos escultores que estavam encarregados da reforma, em fazê-la. Contudo, não há qualquer tipo de registro dessa remodelação.

 

 

 

Pedalar mantém o sistema imunológico jovem

A imortalidade talvez seja um dom reservado para os humanos de um futuro muito, muito distante. Mas se manter ativo durante a vida adulta pode ajudar com algo importantíssimo: um sistema imunológico robusto que se parece décadas mais jovem do que o esperado. Essa é a descoberta de um novo estudo publicado na última semana no periódico Aging Cell.

Pesquisadores do Reino Unido examinaram o sangue de 125 pessoas com mais de 55 anos que pedalaram regularmente durante suas vidas, procurando por marcadores de produção da célula T. As células T são as principais defensoras do sistema imunológico, encarregadas de uma série de papéis, como o reconhecimento e neutralização de invasores.

Os cientistas compararam os adultos de meia idade fitness com 75 pessoas saudáveis de idades similares, mas que não se exercitavam. Além disso, também fizeram a comparação com 55 jovens adultos que não eram tão ativos. Os ciclistas mais velhos tinham no geral níveis maiores de células T jovens e recém criadas do que os pares sedentários. A surpresa foi que os níveis eram quase os mesmos encontrados no grupo mais jovem.

A descoberta sugere que o declínio gradual do nosso sistema imunológico, também conhecido como imunossenescência, pode ser algo evitável. “Concluímos que muitas características da imunossenescência podem ser conduzidas pela redução de atividades físicas com o avanço da idade”, escreveram os autores.

O estudo não é o primeiro a mostrar diferenças claras entre pessoas ativas e o restante da população. Outra pesquisa descobriu que um estilo de vida sedentário pode aumentar o risco de uma variedade de doenças crônicas como problemas cardiovasculares, obesidade e certos cânceres, especialmente conforme envelhecemos.

O novo estudo, no entanto, destaca ainda mais o papel de um sistema imunológico forte para que pessoas mais velhas se mantenham saudáveis.

“O sistema imunológico declina cerca de 2% a 3% por ano a partir dos nossos 20 anos, e é por isso que as pessoas mais velhas são mais suscetíveis a infecções, condições como artrite reumatóide e, potencialmente, câncer”, disse à BBC a coautora do estudo Janet Lord, professora e diretora do Instituto de Envelhecimento e Inflamação da Universidade de Birmingham. “O fato dos ciclistas terem um sistema imunológico de um jovem de 20 anos em vez de 70 ou 80 anos significa que conseguiram adicionar proteções a todos esses problemas”.

Nem tudo era igual entre os mais jovens e os aspirantes a modelos fitness. Os ciclistas tinham níveis maiores de memória nas células T. E os níveis de uma determinada população de células imunológicas, conhecidas como células T CD28−ve, CD57+ve, eram iguais entre os idosos ativos e não ativos.

Acredita-se que presença de ambos os tipos de células T aumentam ao passo que somos expostos a mais invasores ao longo da vida, dizem os pesquisadores. Isso sugere que mesmo as pessoas mais ativas mostrarão alguns sinais de desgaste à medida que envelhecem.

Ainda assim, os pesquisadores teorizam que permanecer ativo não só protegem de doenças como câncer, mas também aumenta a eficácia de vacinas. Eles planejam estudar o mesmo grupo de ciclistas para testar sua teoria sobre as vacinas.

 

 

 

 

 

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*Fonte: gizmodo

Onde está sua bicicleta?

A bicicleta está bem distante de ser o principal meio de transporte no Brasil. No entanto, estudo feito em 2016 em algumas capitais brasileiras revela, entre outras coisas, que mais de 60% das pessoas gostariam de usar esse modal para ir ao trabalho. No entanto, ainda sentem falta de segurança, de respeito dos motoristas e de ausência de estrutura nas empresas. Esse é um dado importante que nos incentiva a discutir cada vez mais a mobilidade urbana, em especial em metrópoles como São Paulo.

Cidades orientadas somente ao veículo automotor não fazem mais sentido. A bicicleta deve se tornar mais uma alternativa diante do caos instaurado no trânsito diário. Para distâncias de até cinco quilômetros nas áreas urbanas mais densas das cidades, há pesquisas que constatam que a bicicleta é o modal mais rápido, podendo chegar a uma velocidade entre 12 e 15 km/h.

Incentivar o seu uso, portanto, é pensar em cidades mais inclusivas e com qualidade de vida. Para a ONU, a bicicleta é o transporte mais sustentável do mundo. Além disso, essa prática faz bem para o meio ambiente. São múltiplos benefícios, imediatos e em longo prazo: redução dos congestionamentos e do barulho, melhoria na segurança viária e diminuição significativa da poluição do ar e nas emissões de gases de efeito estufa.

O uso da bicicleta é uma tendência mundial e alguns locais já estão bem desenvolvidos em relação às ciclovias. Em Tóquio e na Holanda, por exemplo, 25% dos trajetos diários são feitos de bike. No Brasil ainda estamos engatinhando nesse assunto, mas iniciativas e pesquisas mostram que há uma demanda ainda mal explorada.

Engana-se quem acha que a introdução da ‘cultura da bicicleta’ deve ser construída prioritariamente pelos órgãos públicos. O incentivo ao uso do modal é responsabilidade de todos. As empresas que adotam o transporte em duas rodas demonstram maior comprometimento com toda a sociedade e podem se tornar referência para outras.

Pedalar faz bem para o planeta, para o bolso e para a saúde, além de aproximar as pessoas. Duvida?

Experimente tirar a sua bike da garagem. Experimente pedalar pelo seu bairro, pela cidade. Incentive o uso do modal na sua casa, nas empresas e nas escolas. É com pequenos gestos que iremos desenvolver mais fortemente essa cultura em nossas comunidades. É um grande desafio que vale a pena. Você pode começar hoje!

 

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*Fonte: pensamentoverde/Leonardo Lorentz