Cycling London’s Bicycle Super Highways

Desde a estréia das primeiras grandes ciclovias da Superhighway em Londres, há dois anos, os resultados são impressionantes. O número de ciclistas que entram no centro de Londres está se aproximando do número de carros. Na hora do rush, 70% de todo o transporte sobre a Blackfriars Bridge são bicicletas. E a atual administração orçou US $ 169 milhões de libras por ano para continuar construindo sua rede de bicicletas e super rodovias, de acordo com Will Norman, comissário de Caminhada e Ciclismo do prefeito de Londres Sadiq Khan.

Existem alguns inconvenientes e críticas. As faixas, embora impressionantemente amplas, já não podem conter o número de ciclistas da hora do rush. As velocidades dos pilotos podem ser rápidas, o que pode ser problemático para os pedestres e desencorajar novos ciclistas de tentar o trajeto. E os defensores da bicicleta dizem que a implementação da rede precisa ser acelerada e conectada com mais força para que “os corajosos” não sejam os únicos por aí.

Mas o visual dos ciclistas postados em clipes no Youtube e no Twitter mostrando os pilotos que passam pelas rotas é de tirar o fôlego. Eu estava lá em 2015 e pensei que Londres tinha uma boa dose de bicicletas. Então a Streetfilms decidiu dar uma olhada rápida em Londres na sexta-feira de junho. Nós conversamos com algumas pessoas do lado do governo, os grupos de defesa e pesquisa e, mais importante, os próprios pilotos para obter sua opinião.

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*Fonte: streetfilms

 

Bicicleta: a escolha do bem

Mais e mais pessoas vêm aderindo à bicicleta como forma de deslocamento nas grandes cidades. Elas vão ao trabalho, escola, passeiam, se divertem e se exercitam. Se quanto mais carros e motos circulando, mais acidentes fatais ocorrem, por analogia, conclui-se que quanto mais bicicletas nas ruas mais acidentes fatais também, certo? Felizmente, conclusão errada!

Em várias cidades do mundo que abraçaram esse meio de transporte tão eficiente chamado bicicleta, as estatísticas mostram um paradoxo: mais ciclistas, menos acidentes. Locais como Amsterdã, Nova Iorque, Londres e São Paulo reduziram não só o percentual de mortes em relação ao número de ciclistas, como o número absoluto de mortes.

As explicações são diversas: os ciclistas ficam mais visíveis; as cidades melhoram a sinalização e destinam vias exclusivas para esse modal; os motoristas entendem que os ciclistas são mais frágeis do que eles e dirigem com mais cuidado; a presença intensa de ciclistas junto aos motoristas força a conscientização e a criação de regras de convivência. Ainda não li a explicação definitiva, se é que ela existe. De qualquer forma, a maior segurança aliada à menor poluição já me deixa suficientemente contente.

Outro ponto importante é que, se as pessoas trocam uma moto por uma bicicleta, a chance de ela sobreviver a um acidente aumenta muito. Um motociclista, quando se acidenta numa avenida, está trafegando no meio de carros e cai a 50-70-90 km/h. Tanto o tombo nessa velocidade, quanto o potencial atropelamento, podem lhe causar sequelas irreversíveis. Já um ciclista, quando cai, está numa via própria ou no canto da via de carros, pedalando a 20-25-30 km/h. Ele vai se ralar, ficar roxo, vai arder na hora do banho, mas ele voltará a pedalar rapidamente.

Grande parte do caos e da violência no trânsito foi causada pelo fomento do uso do automóvel como senhor absoluto das ruas, por anos e anos. Essa realidade equivocada precisa ser transformada. O planejamento viário urbano deve ser focado nas pessoas.

Investimentos em transporte de massa, como metrôs, são fundamentais, mas nós, brasileiros, sabemos da inépcia dos nossos governos nessas obras e da alta competência no desvio dos recursos desses projetos. No planejamento das cidades brasileiras, as ciclovias devem ser prioridades para que a bicicleta tenha um papel essencial no desenvolvimento urbano, social e econômico do país. É o modal do bem, em todos os sentidos.

 

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*Fonte: pensamentoverde / Leonardo Lorentz

 

 

Patchnride

Batizado de Patchnride, nome idêntico ao da empresa fabricante, o produto foi desenvolvido por um grupo de ciclistas. O dispositivo foi para que todos possam consertar suas bicicletas, sem exigir força ou habilidades técnicas especiais.

O produto é prático, tanto que cabe no bolso, e está na pré-venda por 30 dólares e com previsão para ser lançado em setembro deste ano.

*Fonte: ciclovivo