Gary Clark Jr. ganha 3 prêmios e se torna um dos grandes vencedores do Grammy 2020

O guitarrista Gary Clark Jr. se consagrou como um dos grandes vencedores da 62ª edição do Grammy Awards, realizado nos Estados Unidos no último domingo (26).

O músico levou três prêmios para casa: Melhor Álbum de Blues Contemporâneo, Melhor Performance de Rock e Melhor Música de Rock. O primeiro foi pelo álbum “This Land”, enquanto que os dois seguintes foram pela música que dá título ao disco, “This Land”.

O gramofone de Melhor Álbum de Blues Contemporâneo foi conquistado após concorrer com Southern Avenue, Sugaray Rayford, Larkin Poe e Robert Randolph and the Family Band. Para chegar à Melhor Performance de Rock, ele superou Rival Sons, Bones UK, Karen O & Danger Mouse e Brittany Howard. Por sua vez, em Melhor Música de Rock, o guitarrista venceu Tool, The 1975, Vampire Weekend e Brittany Howard.

Foram, no total, quatro prêmios disputados – ou seja, ele só não venceu em uma categoria. Em Melhor Videoclipe Musical, Gary Clark Jr. entrou na disputa com o clipe de “This Land”, mas “Old Town Road” garantiu o troféu para Lil Nas X e Billy Ray Cyrus.

Além de ser bastante premiado, Gary Clark Jr. tocou, durante a cerimônia, a música que rendeu a ele os dois prêmios na categoria de rock. A performance foi realizada ao lado do grupo The Roots. Ele ainda participou da apresentação final, da canção “I Sing The Body Electric”, ao lado de nomes como Cyndi Lauper, John Legend, Camila Cabello e outros mais.

A principal vencedora do Grammy 2020 foi Billie Eilish, que levou 5 prêmios para casa junto de seu irmão Finneas O’Connell: Álbum do Ano, Gravação do Ano, Música do Ano, Artista Revelação e Melhor Álbum de Pop Vocal. A cantora Lizzo também chamou atenção, ao levar três troféus: Melhor Performance Pop Solo, Melhor Performance de R&B Tradicional e Melhor Álbum de Música Urbana Contemporânea.

*Por Igor Miranda

…………………………………………………………….
*Fonte: guitarload

A felicidade de tocar um ‘blues’

Estudo com pianistas de jazz descobre que improvisar um solo triste ativa o módulo cerebral do prazer

Melinda McPherson, Charles Limb e seus colegas da Faculdade de Medicina Johns Hopkins, em Baltimore, e da Universidade da Califórnia em San Francisco não usaram Casablanca para pesquisar a relação entre a criatividade musical e as emoções, e sim 12 pianistas de jazz de carne e osso. Mostraram-lhes fotos em que uma atriz aparece ou triste, ou alegre, ou com uma expressão neutra impenetrável, e pediram a eles que improvisassem um solo de piano que casasse com essas emoções. Enquanto tocavam, examinaram seus cérebros com uma ressonância magnética funcional (fMRI), a técnica que revela os segredos mais ocultos da mente humana.

Os resultados, apresentados na revista Scientific Reports, são nítidos, embora complexos, como tudo o que diz respeito ao nosso cérebro. Por um lado, o mero fato de improvisar um solo desliga o chamado córtex pré-frontal dorsolateral (DLPFC, na sigla em inglês), uma região no alto da testa que evoluiu nos últimos milhões de anos (um piscar de olhos nas escalas geológicas) e que leva décadas até amadurecer totalmente durante o desenvolvimento pessoal. Essa região se ocupa de altíssimas funções intelectuais, como a memória operacional, a flexibilidade cognitiva e o raciocínio abstrato. É curioso que seja preciso desligá-la para improvisar um solo de piano, como se o músico de jazz tivesse que viajar ao passado da espécie para fazer o seu trabalho.

É como se expressar alegria fosse uma tarefa menos executiva, menos intelectual ou mais antiga —em termos evolutivos— do que expressar tristeza

Mais curioso ainda é que o apagamento dessa parte superior da testa é muito mais drástico do que nas improvisações alegres do que nas tristes, como se expressar alegria fosse uma tarefa menos executiva, menos intelectual ou mais antiga — em termos evolutivos — do que expressar tristeza. Apagar o DLPFC, segundo os autores da pesquisa, permite aos músicos entrarem em um estado “de fluxo”, deixar-se levar pelas emoções produzidas pela sua própria música. E os dados revelam que esse automatismo mental ocorre com muito mais força na interpretação de um solo alegre do que de um triste.

Interpretar um solo triste, por outro lado, também tem as suas compensações, mas em uma região do cérebro muito mais antiga, a chamada substância negra (ou substantia nigra em latim), uma região mesencefálica enterrada nas profundezas reptilianas de nossa cabeça, que evoluíram na noite dos tempos e hoje se ocupam — como já faziam então — dos mecanismos de recompensa e, portanto, são responsáveis também pela dependência às drogas, ao jogo, ao sexo e todas as demais. Contra todas as intuições, essa armadilha darwiniana da recompensa é ativada quando se toca um solo triste, mas não quando se toca um solo alegre.

“A emoção e a criatividade estão estreitamente vinculadas”, concluem os pesquisadores, “e os mecanismos neurológicos subjacentes à criatividade dependem do estado emocional”. De fato, os autores do estudo entendem que a capacidade artística de sentir e expressar as emoções é provavelmente a razão fundamental “para a onipresença da arte em todas as culturas ao longo da história humana”.

Talvez seja importante frisar que os 12 pianistas de jazz envolvidos no estudo são músicos profissionais muito experientes. Os resultados teriam sido bem diferentes com um pianista de jazz iniciante, que normalmente estaria tão preocupado em acertar as mudanças do acorde de sétima e a escala menor melódica que teria de tocar o piano usando todo o cérebro e quase o corpo todo.

Sam também era um músico experiente. Pena que se enganou de canção. Ou será que fez isso para obter uma recompensa de seu cérebro reptiliano?

*Por Javier Sampedro

……………………………………………………………………
*Fonte: elpais-brasil

Billy Gibbons – 70 anos

E o aniversariante do dia é Billy Gibbons, uma das figuras mais idolatradas aqui do blog. Mestre da guitarra blues, uma lenda viva na história da música americana – leia-se Texas. Se tem alguém que tem estilo é essa cara. Ah! E bom gosto também, porque além de bom músico e compositor possuiu uma incrível coleção de motos e carros antigos / hot roads. Só prá constar.

Feliz aniversário Billy Gibbons (ZZ Top)!!!