Stevie Ray Vaughan – “Couldn’t Stand The Weather” – 9/21/1985 – Capitol Theatre

Há um bom tempo eu de propósito não escutava mais o som do Stevie Ray Vaughan. Nada contra, sou seu fan e o cara é simplesmente um dos maiores guitarristas de blues da história sem dúvida alguma, mas acontece que já escutei demais e que também muita gente depois copiou o seu estilo numa determinada época, chegando num ponto em que coisa toda cansou. Precisava dar um tempo para a sua música, mas caraca, hoje escutando outra vez só para matar um pouco das saudades…. o cara era mesmo incrível, de outro mundo. Tinha a mão certa, a pegada e blues no espírito.

R.I.P. – S.R.V.

Allen Woody

Neste dia 3 de outubro também foi data de aniversário de um dos meus baixistas preferidos de todos os tempos, o grande Allen Woody (The Allman Brothers Band / Gov’t Mule), o que é uma pena (já é falecido) e estaria então completando 63 anos de idade. Outro dos “grandes” que foi cedo demais. Mas fica aqui o reconhecimento pela seu trabalho e a sua música. R.I.P. Allen Woody!

Stevie Ray Vaughan & Double Trouble – “Change It!”

Hoje se ainda estivesse vivo Stevie Ray Vaughan estaria completando 64 anos (o músico faleceu em 27/08/90). Sem dúvida um dos maiores talentos da guitarra blues ou então do texas schuffle e que nos deixou cedo demais, nos privando assim de seu vasto conhecimento e dom musical. descanse em paz SRV, na certeza de que seu legado até hoje ainda vive com aqueles que curtem e entendem a boa música.

 

 

Morre o guitarrista Otis Rush, um dos maiores nomes do blues

Otis Rush, cantor de blues e guitarrista inovador que teve uma influência profunda não apenas em seus colegas bluesmen, mas também em guitarristas como Eric Clapton e Jimmy Page, do Led Zeppelin, morreu no sábado, 29. Ele tinha 83 anos.

Sua mulher, Masaki Rush, anunciou a morte no site do Rush, dizendo que a causa foi uma complicação de um AVC que ele sofreu em 2003. Ela não disse onde ele morreu.

Um cantor emotivo e um guitarrista de grande habilidade e imaginação, Rush estava na vanguarda de um pequeno círculo de inovadores do final dos anos 50, incluindo Buddy Guy e Magic Sam, cuja música, inspirada no R&B, anunciava uma nova era para o blues de Chicago.
Enquanto Muddy Waters e Howlin ‘Wolf, seus antecessores do lado sul da cidade, popularizaram uma atualização amplificada do som do Delta do Mississippi, a variante modernizada de Rush – que veio a ser chamada de som West Side devido à sua predominância em clubes noturnos, naquela parte da cidade – era ao mesmo tempo mais lírica e mais ritmicamente complexa.

“O som foi um afastamento radical dos discos caseiros que dominavam o mercado na época”, disse o produtor Neil Slaven, contrastando o som de West Side de Chicago com sua contraparte do South Side, nas notas de uma compilação das gravações de Rush dos anos 50 para o selo independente Cobra.

No Cobra, Rush, que nasceu em 29 de abril de 1935, no Mississippi, mostrou suas linhas de guitarras elétricas dilaceradas e vibrantes e seus vocais gritantes inspirados no gospel – gemidos no meio do registro, saltos emocionantes de falsete. Dominando Chicago, sua cidade natal adotiva, essa obra inicial serviu como um rico repositório de material para as bandas de blues-rock dos anos 60.

O grupo britânico John Mayall e os Bluesbreakers, que tinha Clapton na guitarra, incluiu uma versão do shuffle de 1958, All Your Love (I Miss Loving), em 1966, Blues Breakers. O Led Zeppelin reinventou o sucesso de 1956 de Rush, I Can’t Quit You, Baby, em seu álbum de estreia, Led Zeppelin; Os Rolling Stones atualizaram a mesma música em 2016 em seu álbum Blue and Lonesome.

O guitarrista Stevie Ray Vaughan nomeou sua banda após a turnê secundária de Rush, Double Trouble. Virtuosos guitarristas, incluindo Johnny Winter e Duane Allman, também citaram Rush como influência.

Em uma entrevista à revista Rolling Stone, em 1968, o guitarrista Michael Bloomfield disse que as bandas de blues brancas que esperavam se provar na década de 1960 “tinham que ser tão boas quanto Otis Rush”.

Em 2015, a Rolling Stone classificou Otis Rush com o número 53 em sua lista de “100 Melhores Guitarristas”.

*Por Bill Friskics-Warren, The New York Times 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: estadao