Faleceu Dr. John aos 77 anos

Outro famoso músico que faleceu na data de hoje foi o americano Dr. John (Malcolm John Bebennack), que foi participante ativo da cena rock, blues e r&b de New Orleans. Cantor, pianista e guitarrista, ganhou 6 Grammys e entrou para o Hall of Fame do Rock & Roll dos EUA em 2011.

Teve sua carreira solo de sucesso e também acompanhou outros artistas renomados como Grateful Dead, the Band, Van Morrison e The Rolling Stones, quando participou das gravações de “Exile on Main Street” (1972).

 

Netflix contará uma das histórias mais sinistras da música em ‘ReMastered: O Diabo na Encruzilhada’

É possível que você já tenha assistido algum dos longas de “ReMastered”, uma série de documentários da Netflix que abordam a vida, carreira e mistérios de músicos importantes, como Víctor Jara, Bob Marley e Johnny Cash.

As produções começaram a entrar para o catálogo em outubro de 2018 e em 2019 mais uma leva deve chegar ao streaming. Entre as novas histórias, já podemos nos preparar para ver “ReMastered: O Diabo na Encruzilhada”, que contará a vida e a morte do lendário cantor, compositor e guitarrista de blues Robert Johnson.

O trailer já está disponível na plataforma e promete detalhar os mistérios que envolvem o polêmico músico do Mississippi, que logo no início da carreira desapareceu misteriosamente por mais de um ano e quando voltou mostrou habilidades impressionantes na guitarra, superando até mesmo seus mentores.

Lendas dizem que Johnson alcançou o talento após fazer um pacto, colocando sua guitarra em uma encruzilhada e oferecendo sua alma ao Diabo como moeda de troca.

O músico teve uma morte enigmática aos 27 anos, cuja causa nunca foi confirmada e em seu certificado de óbito consta apenas “No Doctor” (Sem Médico). Algumas hipóteses são que ele possa ter morrido por envenenamento, sífilis congenita ou complicações pelo consumo de álcool.

Posteriormente, ele foi reconhecido como um grande músico, ficando em quinto lugar no ranking dos 100 melhores guitarristas de todos os tempos da revista Rolling Stone e influenciando nomes como Bob Dylan, Muddy Waters, Eric Clapton e Jeff Back, além de bandas como Led Zeppelin e Rolling Stones.

A produção que irá explorar a vida, morte e influência de Johnson na história da música estreia em 26 de abril!

*Por Victoria Bravo

 

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*Fonte: metrojornal

Eric Clapton 74 anos

Quando eu ainda era pequeno o meu irmão nos finais de semana era DJ em um famoso clube local de minha cidade (naquela época o DJ tinha de ser conhecedor de rock – não como os dias de hoje (SIC!),  e é claro que foi através dele que tive um primeiro contato mais efetivo com o universo do rock. Foi quando tomei conhecimento mais detalhado do trabalho de alguns artistas interessantes e outros nem tanto da época, seus álbuns, músicas, bandas e também algumas de suas folclóricas histórias. Bem, enfim, foi onde começou de fato todo esse o meu envolvimento e porque não dizer – grande paixão pelo rock. GRATO MANO!

Mas onde quero mesmo chegar é que um determinado momento eu resolvo fazer então a  grande pergunta para meu irmão, de quem era o melhor guitarrista do mundo? Coisa de questionamento de piá. E a resposta dele, na época, foi rápida e sincera – Eric Clapton!

Já tinha escutado uma ou outra música dele até então, mas foi a partir daquele momento que passei a prestar mais atenção na sua música e seus álbuns e realmente o cara era phoda. E a coisa fica ainda mais interessante quando se pesquisa além de sua carreira solo e se chega ao começo de tudo, como quando no começo, em tempos de Yardbirds (não sou muito fan dessa banda – apesar de seu importante legado e usina de guitarristas famosos), depois com John Mayall & Bluesbreakers (aqui sim a sua magia na guitarra blues aparece com força total – criador da fórmula eterna da timbreira phodástica da Les Paul & Marshall) e que guitar heroes como Slash, Jimmy Page, Billy Gibbons, Joe Walsh  e tantos outros o digam…. Daí vem o primeiro power trio clássico de rock “pegado” mesmo, com o Cream, o que confirma e por si só já valeria esse título/apelido de Clapton is God, como foi grafitado em vários locais em Londres na época! E a coisa não par apor aí, com o final do Cream vem mais algumas bandas / projetos com outros músicos e deu um resultados incrível (basta tirar um tempo para escutar e conferir essas obras de arte do rockn roll): “Blind Faith”, “Delaney & Bonnie and Friends” e “Derek and the Dominos”. Puêrra meu! Só o que ele fez até essas bandas, e o interessante aqui é que em termos de datas significa sua carreira apenas até o comecinho dos 70’s, o que tranquilamente já poderia ser definido por excelência como uma carreira musical/artística incrível. Escute esses bandas e seus álbuns e você vai compreender o que digo. E depois finalmente temos então toda a sua carreira solo que segue até os dias atuais, tudo com inúmeros hits, várias participações em álbuns de outros artistas, trabalhos com convidados especiais e também até a criação de um evento chamado Crossroads Guitar Festival, onde reúne em datas específicas, de tempos em tempos, as maiores “feras” do mundo da guitarrista blues.

Fica aqui então o meu agradecimento a esse grande mestre da música e da guitarra blues, Eric Clapton! Meus parabéns e desejos de uma vida feliz. Sou eternamente grato pela sua obra, sua música e incrível história.

E sim, meu irmão estava mesmo certo aquela vez, Eric Clapton era realmente o melhor guitarrista do mundo (até porque Jimi Hendrix já havia morrido e Stevie Ray Vaughan ainda não havia surgido como o talento que posteriormente foi) – aliás, ambos se tornaram grandes e próximos amigos de Clapton. A fruta nunca cai mesmo, muito longe do pé.

Parabéns Clapton!