Eric Clapton 74 anos

Quando eu ainda era pequeno o meu irmão nos finais de semana era DJ em um famoso clube local de minha cidade (naquela época o DJ tinha de ser conhecedor de rock – não como os dias de hoje (SIC!),  e é claro que foi através dele que tive um primeiro contato mais efetivo com o universo do rock. Foi quando tomei conhecimento mais detalhado do trabalho de alguns artistas interessantes e outros nem tanto da época, seus álbuns, músicas, bandas e também algumas de suas folclóricas histórias. Bem, enfim, foi onde começou de fato todo esse o meu envolvimento e porque não dizer – grande paixão pelo rock. GRATO MANO!

Mas onde quero mesmo chegar é que um determinado momento eu resolvo fazer então a  grande pergunta para meu irmão, de quem era o melhor guitarrista do mundo? Coisa de questionamento de piá. E a resposta dele, na época, foi rápida e sincera – Eric Clapton!

Já tinha escutado uma ou outra música dele até então, mas foi a partir daquele momento que passei a prestar mais atenção na sua música e seus álbuns e realmente o cara era phoda. E a coisa fica ainda mais interessante quando se pesquisa além de sua carreira solo e se chega ao começo de tudo, como quando no começo, em tempos de Yardbirds (não sou muito fan dessa banda – apesar de seu importante legado e usina de guitarristas famosos), depois com John Mayall & Bluesbreakers (aqui sim a sua magia na guitarra blues aparece com força total – criador da fórmula eterna da timbreira phodástica da Les Paul & Marshall) e que guitar heroes como Slash, Jimmy Page, Billy Gibbons, Joe Walsh  e tantos outros o digam…. Daí vem o primeiro power trio clássico de rock “pegado” mesmo, com o Cream, o que confirma e por si só já valeria esse título/apelido de Clapton is God, como foi grafitado em vários locais em Londres na época! E a coisa não par apor aí, com o final do Cream vem mais algumas bandas / projetos com outros músicos e deu um resultados incrível (basta tirar um tempo para escutar e conferir essas obras de arte do rockn roll): “Blind Faith”, “Delaney & Bonnie and Friends” e “Derek and the Dominos”. Puêrra meu! Só o que ele fez até essas bandas, e o interessante aqui é que em termos de datas significa sua carreira apenas até o comecinho dos 70’s, o que tranquilamente já poderia ser definido por excelência como uma carreira musical/artística incrível. Escute esses bandas e seus álbuns e você vai compreender o que digo. E depois finalmente temos então toda a sua carreira solo que segue até os dias atuais, tudo com inúmeros hits, várias participações em álbuns de outros artistas, trabalhos com convidados especiais e também até a criação de um evento chamado Crossroads Guitar Festival, onde reúne em datas específicas, de tempos em tempos, as maiores “feras” do mundo da guitarrista blues.

Fica aqui então o meu agradecimento a esse grande mestre da música e da guitarra blues, Eric Clapton! Meus parabéns e desejos de uma vida feliz. Sou eternamente grato pela sua obra, sua música e incrível história.

E sim, meu irmão estava mesmo certo aquela vez, Eric Clapton era realmente o melhor guitarrista do mundo (até porque Jimi Hendrix já havia morrido e Stevie Ray Vaughan ainda não havia surgido como o talento que posteriormente foi) – aliás, ambos se tornaram grandes e próximos amigos de Clapton. A fruta nunca cai mesmo, muito longe do pé.

Parabéns Clapton!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Arc Angels – “Living In A Dream”

Anote aí se quiser, essa é uma das bandas que eu mais curto! Pronto, falei.
Claro, junto com a melhor de todas The Black Crowes e ainda Gov’t Mule e The Cult (Beatles e Stones não contam,, porque estão acima de tudo e todos…rsrsrsrs)

*Tem no time a “cozinha” da banda do Stevie Ray Vaughan e ainda o Doyle Bramhall II que é canhoto e toca ainda com as cordas invertidas. E como toca esse cara!
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