Bob Dylan apresenta novo álbum; Ouça ‘Rough and rowdy ways’

Este é o primeiro material inédito lançado pelo lendário músico em oito anos

Vencedor de Grammys, um Oscar, Um Pulitzer e do Nobel da Literatura, Bob Dylan volta aos holofotes que tanto foge com Rough and rowdy ways. O novo disco do cantor marca o primeiro lançamento de inéditas em oito anos. O álbum possui 10 faixas e 1 hora e 10 minutos de duração e está disponível nas plataformas de streaming.

O disco chega após pegar o público de surpresa em março com o lançamento Murder must foul. A canção de 17 minutos marcou a primeira novidade de Dylan em quase uma década e colocou o artista pela primeira vez no topo das paradas da Billboard. Antes do lançamento completo, ele ainda divulgou False prophet e I contain multitudes.

Bob Dylan, no entanto, não esteve parado durante esses oito anos. Entre o Tempest, de 2012, e o atual Rough and rowdy ways, o músico lançou dois discos de covers de Frank Sinatra em 2015 e 2016, e um álbum triplo de regravações de músicas importantes para a cultura norte-americana chamado Triplicate.

Sonoridade

O novo disco traz de volta o Bob Dylan e as nuances musicais que ele apresenta ao mundo desde os anos 1960. O álbum traz o violão do folk, solos do rock clássico e a pegada blues. De forma simples, é possível dizer que, de certa forma, o trabalho faz referências a diversos trechos da carreira do músico com toda maturidade de uma pessoa a quase 60 anos na estrada e 79 de idade.

Pensando nas diferenças com a obra completa do artista, o novo disco não é mais tão cantado. Bob Dylan recita as letras como se contasse uma história ao ouvinte. Instrumentos com arranjos rebuscados ganham espaço. Em algumas canções é possível ouvir uma arpa, em outras camadas de melodia no piano — talvez uma influência de Sinatra. A gaita dos anos 1960 e 1970 já não é mais usada e mesmo as canções folk são um tanto mais melancólicas se comparadas as que fizeram o inicio da carreira do músico.

A poesia de Dylan permanece um ponto forte das composições, desde o conto de 17 minutos em Murder must foul, em que ele faz um histórico que culmina na morte do presidente John F. Kennedy e consequências deste acontecimento; ou no personagem de um cientista maluco que busca partes de corpos para criar a melhor versão da amada em My own version of you. O artista continua criando e provando uma escolha acertada do Nobel ter escolhido a carreira de um músico e poeta como algo a se agraciar em literatura.

Em tempos de protestos em todos os estados dos EUA, um disco de uma voz potente como Bob Dylan, que grita durante anos pelos direitos civis e foi uma das vozes mais proeminentes e ativas contra a invasão ao Vietnã, é um simbolo cultural e geracional. Dylan ainda é um importante nome no folk, rock e blues norte-americanos e tem agora a oportunidade de se renovar e dialogar com um novo público e, quem sabe, se habituar em ver o nome no topo da Bilboard.

*Por Pedro Ibarra

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*Fonte: correiobraziliense

Bob Dylan hoje completa 79 anos!

Com grande satisfação essa postagem aqui é um simples parabéns / Feliz aniversário para o mestre Bob Dylan, que hoje completa 79 anos. Tem sido tão comum postar sobre o falecimento de algum artista famosos que chega a ser tirste.

Mas hoje não! Hoje celebramos a vida de um super artista, que inclusive, depois de anos em um hiato criativo, há poucos dias atrás lançou dois novos singles (já postados aqui no blog).

Feliz aniversário mestre!

Melhor amigo de Bob Dylan escreve biografia sobre o cantor

Antes do Bob Dylan subir ao palco para o O Último Concerto de Rock, em novembro de 1976, ele procurou Bill Graham, e disse que só tocaria se a equipe do Martin Scorsesse concordasse em filmar duas das quatro músicas que ele planejava tocar durante a sua apresentação. “Vou colocar Louie no palco ao lado de você e Marty”, disse Dylan. “Ele vai te dizer quando você pode me filmar.”

O Louie em questão, era Louie Kemp. O melhor amigo de Dylan desde que se conheceram no acampamento de verão em 1953. Kemp havia cruzado a América com Dylan sendo o produtor do Rolling Thunder Revue, documentário dirigido por Scorsese sobre a turnê de Dylan, e agora ele documentou como foi ser o promotor de shows mais famoso da história ao lado de um maiores diretores da indústria cinematográfica.

Há décadas, os momentos insanos do O Último Concerto de Rock Last Waltz é uma das muitas histórias que Kemp tem contado para os amigos próximos, mas desta vez, ele finalmente documentou tudo em seu novo livro, Dylan & Me: 50 Years of Adventures, que será lançado no dia 15 de agosto.

“Este livro mostra o lado realista de Dylan”, diz Kemp. “Para mim, ele sempre foi Bobby Zimmerman e essas são todas as histórias de Bobby Zimmerman. Bob Dylan é seu lado comercial. Eu queria mostrar uma perspectiva totalmente diferente sobre ele do que qualquer um já ouviu antes. ”

Vários escritores tentaram se aproximar de Kemp nos últimos anos para tentar contar as histórias de Dylan, mas ele recusou todos. “Eu sempre tive no fundo da minha mente de que, um dia, eu escreveria meu próprio livro compartilhando todas essas histórias que eram tão interessantes e significativas para nós”, conta. “Mas sempre empurrei isso pra frente.”

Kemp decidiu publicar o livro para evitar interferências externas. Friedman escreveu a introdução e o ajudou a editar os primeiros capítulos, mas Kemp que escreveu a maioria do livro.

A obra começa com seu primeiro encontro com Dylan no acampamento. “Nós dois viemos do norte de Minnesota”, diz ele. “Nós dois viemos de famílias judias de classe média no mesmo ambiente”. Kemp também fala sobre o momento em que ele considera ser a primeira apresentação pública de Dylan: em 1954, quando ele interpretou “Annie Had a Baby”, do Hank Ballard no Talent Night.

Eles permaneceram juntos durante a faculdade, mas perderam contato em janeiro de 1961, quando Dylan se mudou para Nova York. Em 1974, Kemp foi convidado a se juntar a Dylan na turnê de 1974 com a banda. O músico gostava de viajar pelo país com seu velho amigo e, em determinado momento, pediu para que ele produzisse o Rolling Thunder Revue em 1975. “Você é um homem de negócios de sucesso”, disse Dylan. “Você não pode negar que viu tudo de dentro. Se existe alguém que pode juntar tudo isso, essa pessoa é você.”

Grande parte do livro se concentra em suas aventuras no Rolling Thunder Revue, mas os fãs de Dylan ficarão fascinados com o relato de Kemp sobre a conversão religiosa de Dylan no final dos anos 1970 e seu retorno às raízes judaicas na década seguinte.

“Como a maioria dos amigos, nós temos os nossos desentendimentos”, escreve Kemp no livro. “Nós resolvermos a maioria deles, e ultimamente eles fizeram a nossa amizade ser mais forte.”

“Nós ainda somos amigos, mas não somos ligados como éramos antes”, ele conta. “Já passaram mais de dez anos [desde que eu vi ele pessoalmente]. “[O que aconteceu] é algo que eu não gostaria de falar sobre. Isso é entre Bob e eu.”

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*Fonte: revistarollingstone

Bob Dylan – 78 anos

Saiba que aniversariante ilustre do dia é Bob Dylan, que hoje completa 78 anos. Feliz Aniversário Bob!

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Bob Dylan (nome artístico de Robert Allen Zimmerman; Duluth, 24 de maio de 1941) é um compositor, cantor, pintor, ator e escritor norte-americano.

A música Folk, na cultura norte-americana, atingiu o auge de popularidade nas década de 50 e 60 e Bob Dylan incorporou as tensões dessa época da melhor forma, com foco nos detalhes e humor.

Nascido no estado de Minnesota, neto de imigrantes judeus russos, aos dez anos de idade Dylan escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho. Começou cantando em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi para a Universidade de Minnesota em 1959, voltou-se para a folk music, impressionado com a obra musical do lendário cantor folk Woody Guthrie, a quem foi visitar em Nova Iorque em 1961.

Em 2004 foi eleito pela revista Rolling Stone o 7º maior cantor de todos os tempos e, pela mesma revista, o 2º melhor artista da música de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles, e uma de suas principais canções, “Like a Rolling Stone”, foi escolhida como a melhor de todos os tempos. Influenciou diretamente grandes nomes do rock americano e britânico dos anos de 1960 e 1970. Em 2012, Dylan foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama.

Foi laureado com o Nobel da Literatura de 2016, por “ter criado novos modos de expressão poética no quadro da tradição da música americana”. E, assim, tornou-se o primeiro e único artista na história a ganhar, além do Prêmio Nobel, o Oscar, Grammy e o Globo de Ouro. (Wikipedia)

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*Se for o caso ou quiser saber mais sobre as andanças atuais do Dylan
– confira [ AQUI ]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

bobmoto-02pp

8 frases incríveis de Bob Dylan para explodir seu cérebro

A única pessoa do mundo que foi premiada com um Oscar, um Grammy, o Globo
de Ouro, o pulitzer e o Nobel, Bob Dylan é considerado por muitos, e por mim, o
compositor mais importante dos tempos modernos. E por mais que receber
alguns desses prêmios não queira dizer muita coisa, ser a única pessoa do
mundo a receber todos eles tem lá sua importância.

Mas, independentemente disso, muito antes de receber essa coleção de prêmios,
Bob Dylan já impactava a vida de milhões de pessoas com as suas músicas e a
mensagem que ele passava pelas suas letras.

Quase nada que Bob Dylan diz é preto no branco ou tem uma interpretação
exatamente definida. Ele sempre fez questão de não explicar o significado das
letras para a imprensa e, quando possível, confundir ainda mais.

Mas já vamos entender isso melhor com oito frase geniais que vão: ou mudar a
sua vida, ou explodir a sua cabeça ou… se você tiver sorte, os dois.

1. Não existe sucesso como fracasso e o fracasso não é sucesso de forma
alguma.

Hoje em dia uma das dicas mais propagadas , seja por escritores,
empreendedores ou qualquer um que tenha alcançado o sucesso é que ninguém
chega lá sem fracassar várias e várias vezes, mas nessa frase Bob Dylan nos
lembra do que a maioria se esquece de dizer: fracassar em si não é sucesso de
forma alguma. Só quando aprendemos com o fracasso é que seguimos em
direção ao sucesso.

A definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar
resultados diferentes , mas tem mais: essa frase do Bob Dylan vai alem, vivemos
numa sociedade que valoriza o fracasso, onde ter sucesso é condenável.
Independentemente da forma como esse sucesso se manifesta, as pessoas têm
vergonha de mostrar o que alcançaram, se orgulham de ter pouco dinheiro,
poucas conquistas, etc, e a população no geral apoia esse comportamento.
Vamos pensar naquele caso clássico de um cara que adora uma banda
desconhecida e, quando ela estoura e fica famosa, ele para de ouvir porque a
banda virou “modinha”. A banda só era boa enquanto era fracassada, assim
que alcançou o sucesso, perdeu o seu valor. Então fracassando você é
considerado bom, mas sabemos que o fracasso não é sucesso, é simplesmente
fracasso, por mais glamourizado que seja.

2. Aquele que não está se ocupando em nascer, está se ocupando em morrer

Essa é sem dúvida uma das frases mais famosas de Bob Dylan. Ao primeiro
olhar muitos interpretam o que parece óbvio, mas que mesmo assim surpreende
que a partir do momento em que nascemos estamos começando a morrer, o que
não parece muito bom, principalmente considerando o medo de morte que isso
traz à tona e que muita gente compartilha. Mas, e se na verdade ela tiver um
significado muito mais engrandecedor?

No momento em que paramos de nos reinventar, ou seja, renascer, começamos a
morrer. Não é da morte que devemos ter medo, é do comodismo, da
estagnação. Não podemos ficar parados, devemos estar sempre nos ocupando
em nascer de novo, mudar, evoluir, crescer ou então estaremos nos ocupando
em morrer.

3. Você não precisa de um meteorologista para saber para que lado o vento sopra

Você não precisa de ninguém para te dizer o óbvio ou o que você pode
descobrir por si mesmo. Ainda assim muitas pessoas buscam nos outros uma
forma de aprovação e esperam que os outros os apontem as direções e
decidam os caminhos que elas podem e devem decidir sozinhas.

E essa frase tem uma relação direta com uma das músicas mais famosas de
Bob Dylan, Blowin in the Wind, que foi o primeiro grande sucesso logo no
começo da sua carreira, trazendo uma explosão repentina de fama quando
começaram a vê-lo como um novo profeta, um porta-voz da sua geração.

Em Blowin in the Wind ele faz vários questionamentos sobre a condição humana
e diz que as respostas estão soprando no vento, mas ele sempre recusou os
títulos de profeta, d e porta-voz da suia geração. Então, quando ele diz que você
não precisa de um meteorologista para saber para que lado o vento sopra, ele
diz que você tem que achar as respostas soprando no vento por conta própria e
não esperar que ele ou qualquer outro grupo místico, como vemos muito hoje em
dia, tragam as respostas para você.

4. Roube um pouco e eles te jogam na cadeia, roube muito e eles te fazem rei

Não é exatamente isso que temos vividos agora, ou melhor, que temos vividos
desde sempre? essa frase atemporal de Bob Dylan é simples e crua: ou você
rouba o suficiente para mandar em quem vai te julgar, ou você paga pelos seus
crimes.

Temos quase um réu julgado em segunda instância da Lava Jato sendo solto por
semana, pelo simples fato que eles reinam sobre quem determina as suas
próprias sentenças. É a forma como a sociedade opera e ainda que a palavra
rei seja usada no sentido figurado, podemos transferir essa mesma máxima
para o poder do estado e para cada vez que temos que pagar impostos.

5. Eu era tão mais velho antes, eu sou mais jovem agora

A frase é de cara totalmente contraditória e a ideia é justamente essa. Bob Dylan
se deu conta que não envelheceu com o tempo, mas sim, rejuvenesceu,
deixando para trás velhas ideias e absorvendo, cultivando e desenvolvendo
ideias novas.

Podemos quebrar o feitiço do tempo vivendo assim, sem ficarmos presos no
passado, sem nos apegarmos a ideias que já são ultrapassadas por orgulho,
aceitando que as derrotas não são nada além de aprendizados.

Vivemos uma constante mudança, não somos o que éramos ontem e muito
menos o que éramos ano passado, mas não somos necessariamente mais
velhos. Se simplesmente levarmos em conta que com o tempo deixamos o que
era antigo para trás e nos abrimos para o novo, podemos ficar cada vez mais
jovens.

6. Para viver fora da lei você deve ser honesto

Aqui podemos entender que Bob Dylan fez um trocadilho com viver fora da lei no
sentido jurídico e no sentido social. Quando tantas coisas que discordamos são
impostas como leis pela sociedade, só alguém muito desonesto, com seus
próprios princípios consegue viver bem com isso. Só alguém muito hipócrita
engole todas as convenções e age de acordo com que os outros esperam, e
mesmo assim isso representa a grande maioria das pessoas. São
extremamente raras as que têm coragem de ser honestas o suficiente para viver
fora da lei e desafiar o meio em que vive, ir além das fronteiras do que é
aceitável e quebrar barreiras que até então impedem o crescimento. São esses
foras da lei honestos que impulsionam o mundo para frente

7. Atrás de qualquer coisa bonita existe algum tipo de dor

Eu me lembro da primeira vez em que ouvi essa frase, eu pensei que ela não
podia estar certa, que era pessimista demais, mas aí eu comecei a pensar, e
quanto mais eu pensava, mais verdadeira a frase parecia. Eu não conseguia
encontrar nenhuma exceção, então eu entendi que o pessimismo de Bob Dylan
tava certo, realmente atrás de qualquer coisa bonita existe algum tipo de dor.

Mas foi só depois de rever essa frase mil vezes que eu me dei conta que sim, ela
é a mais pura verdade, mas não é necessariamente pessimista. É só a verdade
sobre de onde nascem as coisas mais bonitas do mundo, sobre o fato de que o
sofrimento, mesmo que inevitável, não determina o resultado. Do sofrimento
mais horrível pode nascer a vitória mais deliciosa, a arte mais maravilhosa e,
como exemplo, temos a própria música de onde essa frase foi retirada: Not Dark
Yet.

8. Não critique o que você não consegue entender

A definição perfeita de um hater, aquele que critica o que não consegue
entender, todo mundo lida com gente assim. Só que mesmo que o termo seja
novo, esse tipo de pessoas sempre existiu e Bob Dylan lidou com eles a vida
inteira. Sempre foi questionado pelo seu sucesso, pelas suas letras, pelas suas
habilidade vocais, pela sua constante mudança de estilo musical , mas deixou
essa resposta simples e direta: Não critique aquilo que você não consegue
entender.

Isso é uma coisa que devemos levar para a vida toda. Sempre que somos
confrontados com algo desconhecido, novo, que desafia os nossos
conhecimentos, nos vemos cara a cara com a nossa própria ignorância e isso
pode ser doloroso, então a nossa tendência é atacar, mas podemos ser
maiores do que isso, principalmente nos tempos de extremismos que vivemos
hoje. Se não entendemos o discurso que vem do outro lado, tudo bem, não
precisamos conhecer tudo, podemos assumir a própria ignorância ao invés de
criticar o desconhecido, essa é a única forma de aprender.

E por mais que tenhamos chegados ao fim, nada começa nem termina quando
se trata de Bob Dylan, então eu vou finalizar com uma frase do próprio, que nos
mostra que provavelmente não ouvimos e nunca ouviremos nem metade do que
ele realmente teria a nos dizer:

“E se meus sonhos e pensamentos pudessem ser vistos, eles provavelmente
colocariam a minha cabeça em uma guilhotina”

Mas, sorte a nossa que o que ele pode nos mostrar sem perder a cabeça, nós já
temos o suficiente para uma vida de aprendizado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: pensarcontemporaneo