6 comidas brasileiras que os gringos simplesmente amam

Você pode tentar achar inúmeros defeitos no Brasil, mas um fato é inegável: a nossa culinária é deliciosamente boa. Algumas receitas brasileiras são tão gostosas que chegam a despertar um pouquinho de inveja em quem vem visitar o país e não consegue encontrar esses pratos de forma alguma em sua terra natal.

Será que você consegue adivinhar algumas das receitas que farão parte desta lista? Confira seis comidas que só existem aqui no Brasil e que a maioria dos gringos adoram. Depois conta para a gente qual é a sua favorita!

1. Pão de queijo
Apesar de ser uma receita tradicional de Minas Gerais, o pão de queijo se tornou um prato típico de todas as regiões do Brasil e encanta qualquer pessoa que o experimenta. Seja para o café da manhã ou na hora do lanche da tarde, esse delicioso quitute é uma explosão de alegria no paladar.

Sua receita consiste em dois elementos simples: polvilho e queijo. Há quem goste de comê-lo acompanhado com uma bela xícara de café ou passando um pouquinho de requeijão. Só de pensar dá água na boca!

2. Coxinha
Massa frita e um recheio de frango desfiado. Isso é tudo que uma coxinha precisa para ficar extremamente deliciosa e fazer você ficar babando por horas. Principalmente em festas de crianças, faltar coxinha é sinônimo de caos e fracasso. Por isso, não há um gringo que a resista.

Mesmo para aqueles que não são tão chegados em frango assim, outras receitas não tão tradicionais atualmente incluem coxinhas de costela bovina ou até mesmo versões veganas para agradar a todos.

3. Farofa
A base da culinária brasileira está na simplicidade e a farofa é a rainha do simples. Além de servir de acompanhamento para diversos pratos locais, esse prato a base de farinha possui intermináveis variedades e sempre se mistura um pouco com a cultura do estado em que está sendo feito.

A farofa, além de ser um prato brasileiro muito tradicional, tem origem indígena e sempre está presente nos churrascos.

4. Feijoada
Falando em farofa, um prato em que ela não pode faltar de jeito algum é a feijoada. E nesse ponto, qual outro prato é tão brasileiro quanto a feijoada? É praticamente impossível chegar a um consenso. Um belo prato de arroz, couve, vinagrete, farofa e o querido guisado de feijão com pedaços de carne fazem o dia de qualquer pessoa.

Historicamente, a feijoada é um prato desenvolvido no Brasil pelos escravizados, que usavam o resto das comidas para criar uma nova receita. Desde então, esse virou um verdadeiro símbolo nacional.

5. Açaí
Comer uma bacia de açaí é a mesma coisa que saborear a terra brasileira. Também chamado de “jussara” em outras regiões do país, essa fruta simplesmente ganhou o mundo em formato de “sorvete”. A sua versão mais tradicional recebe adição de açúcar e costuma vir acompanhada de outras frutas, granola e até mesmo leite em pó.

Um açaí gelado é uma opção certeira para quem está tentando fugir do calor tropical e deseja experimentar uma das deliciosidades que o nosso país pode oferecer.

6. Brigadeiro
Para fechar a lista, não há como deixar de fora a nossa sobremesa mais tradicional: o brigadeiro. Você pode até não ser o maior fã de doce no mundo, mas precisa reconhecer que o brigadeiro é uma das nossas melhores criações e costuma agradar qualquer estrangeiro que visite o Brasil.

Basta um pouco de chocolate ou cacau em pó, leite condensado e uma colher de manteiga para que essa receita possa ir ao fogo. Em questão de minutos, você terá um prato saboroso e irresistível na sua frente.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Pesquisa aponta que metade dos jovens brasileiros possui problemas de saúde mental

Nesta quarta-feira (1), a Pfizer apresentou um estudo feito pela consultoria Ipec que mostra que 39% dos jovens brasileiros com idade entre 18 e 24 anos consideram possuir uma saúde mental “ruim”, enquanto outros 11% se classificam em um estado “muito ruim”.

Dos entrevistados, apenas 4% disseram que sua saúde mental é muito boa. A pesquisa entrevistou 2 mil pessoas com mais de 18 anos na cidade de São Paulo e regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.

O médico e pesquisador do departamento de Psiquiatria da Unifesp, Michel Haddad, afirmou que os transtornos mentais então em crescimento há pelo menos duas décadas e que a pandemia de Covid-19 só escancarou este problema.

O estudo relata que os jovens afirmam ter mais problemas com a saúde mental do que as pessoas mais velhas. Ao considerar o público geral entrevistado, 25% classificou a saúde mental como “ruim”, enquanto outros 5% disseram se enquadrar em “muito ruim”.

De acordo com o jornal O Globo, os entrevistados relataram algumas queixas comuns, são elas: tristeza (42%), insônia (38%), irritação (38%), angústia ou medo (36%), além de crises de choro (21%).

Apenas 11% dos entrevistados fazem acompanhamento médico profissional de maneira contínua, cerca de 21% já chegou a buscar uma ajuda especializada. Ao serem questionados sobre maneiras para lidar com o impacto imposto pela pandemia, 19% disseram que praticam atividades físicas ao ar livre e outros 18% dentro de casa.

Outros 17% acreditam que a leitura de livros pode ajudar na busca por uma solução e investem nesta saída.

Entre todos voluntários, 16% disse ter sido diagnosticado com ansiedade, 8% com depressão, 3% com síndrome do pânico e 2% com fobia social.

*Por Matheus barros
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*Fonte: olhardigital

Cabo submarino que conecta Brasil à Europa começa a funcionar na terça-feira

O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações anunciou que o primeiro cabo submarino de alta capacidade que liga o Brasil ao continente europeu vai começar a funcionar na próxima terça-feira (1º). Uma cerimônia vai ocorrer em Portugal para marcar o início das operações. O ministro Marcos Pontes estará presente no evento.

O cabo construído pela EllaLink conta apoio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e teve o custo estimado em US$ 185 milhões. O equipamento deve conectar Fortaleza, no Brasil, com Sines, em Portugal, com passagens ainda pela Guiana Francesa, Ilha da Madeira, Ilhas Canárias e Cabo Verde.


Cabo submarino brasileiro

Uma das principais vantagens do cabo, apontada pelo ministério, é o fato de as informações não precisarem passar pelos Estados Unidos para chegarem na Europa, como ocorre atualmente com a maior parte das transmissões. No total, o cabo submarino possui 6 mil quilômetros de extensão.


A EllaLink diz que o sistema garante “acesso de alta qualidade aos serviços e aplicações de telecomunicações, por meio de uma conexão direta de alta velocidade e baixíssima latência”. A infraestrutura será usada para educação e pesquisa, mas também para serviços e nuvem e negócios digitais.

A empresa diz que o cabo é capaz de reduzir em 50% a latência da conexão atual. Além da rota pela água, conexões por terra devem ligar o cabo a estados como São Paulo e Rio de Janeiro. Além de Madrid, na Espanha e Marselha, na França.

O projeto do cabo submarino começou a ser pensado em 2013 e o processo de construção teve início em 2018.

 

Estrutura de cabo submarino no Brasil

No Brasil, o primeiro cabo submarino foi inaugurado em 1857. Ele fez parte da primeira linha telegráfica brasileira e interligava a Praia da Saúde, no Rio de Janeiro, à cidade de Petrópolis. Eram 15 km de cabo submarino em uma linha cuja extensão total era de 50 km.

Em 1874, veio o primeiro cabo totalmente submarino do país; inaugurado por D. Pedro II, ele conectava Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Belém. No ano seguinte, foi criada a linha para ligar Recife, João Pessoa e Natal. Ainda em 1875, Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, participou da organização e do financiamento da instalação do primeiro cabo submarino internacional no país; instalado pela British Eastern Telegraph Company, ele conectou o Brasil a Portugal.

Em anos recentes, outros cabos submarinos foram lançados para interligar o Brasil a várias partes do mundo. Os apresentados na figura acima são os principais deles.


Os cabos submarinos atuais são de fibra óptica e permitem o transporte de todo tipo de informação digital — ou seja, telefone, internet e demais dados. Geralmente, eles têm 69 mm de diâmetro e pesam cerca de 10 kg por metro. Para águas profundas, no entanto, são usados cabos mais finos e leves. Todos os continentes, exceto a Antártida, são ligados por eles.

*Por Lucas Soares

 

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*Fonte: ciclovivo

Luis Vagner Guitarreiro, referência da guitarra no Brasil, morre aos 73 anos

Morreu aos 73 anos o músico gaúcho Luis Vagner Guitarreiro, referência da guitarra no samba-rock e no reggae brasileiro. Com décadas de carreira, o artista foi o responsável por introduzir no Brasil, ao lado de seu amigo Jorge Ben Jor, um estilo mais swingado de tocar o instrumento.

A causa da morte específica não foi informada, mas de acordo com o produtor musical e amigo Claudiomar Carrasco Martins, em entrevista ao G1, Luis Vagner Guitarreiro estava debilitado por ter sofrido dois AVCs. O músico faleceu no último dia 9 de maio, em sua casa em Itanhaém, litoral de São Paulo.

Apesar dos recentes problemas de saúde, o artista estava em atividade nos últimos tempos. Em 2020, após hiato de 18 anos, ele lançou o álbum “Samba, Rock, Reggae, Ritmos em Blues e Outras Milongas Mais”.

A carreira de Luis Vagner Guitarreiro

Nascido na cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul, Luis Vagner deu início à sua trajetória como membro da banda Os Jetsons. O grupo seria renomeado para Os Brasas ainda na época da Jovem Guarda.

Já nos anos 1970, o músico passeou por diversos estilos musicais, com destaque ao samba-rock, presente em discos como “Simples” (1974) e “Coisas e Lousas” (1975). Na década de 80, adicionou o reggae jamaicano ao seu repertório.

Guitarrista mixa música somente com pedais e mostra resultado; ouça
Há diversas parcerias com nomes consagrados da música brasileiras em seu currículo, a exemplo de Tim Maia, César Camargo e Mariano. Jorge Bem também era um grande parceiro do artista e chegou a compor a música “Luiz Wagner Guitarreiro”, com a letra “W”, em homenagem ao amigo.

*Texto por Gustavo Maiato / Edição por Igor Miranda
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*Fonte: guitarload

Cachaça, lama e anonimato: vida de Jimmy Page no Brasil vira livro

Se você é fã de Jimmy Page, deve saber bem que o músico tem uma relação duradoura com o Brasil.

Apesar de ter tocado pouquíssimas vezes por aqui, o guitarrista do Led Zeppelin até comprou uma casa no país nos anos 90 — que ele tem até hoje — e passou bastante tempo em terras brasileiras. Agora, o livro Jimmy Page no Brasil, do jornalista e músico Leandro Souto Maior, vai entrar em maiores detalhes sobre essa relação.

A obra conta com relatos tanto de brasileiros, incluindo nomes como Pepeu Gomes e Margareth Menezes, como de ingleses e americanos que sabem várias histórias do cara aqui no país. Vale ressaltar inclusive que Menezes, cantora famosa por aqui, virou amiga bem próxima de Page.

No livro, o guitarrista é relatado como um cara tranquilo, que encontrou em Lençóis, na Bahia, uma vida longe da agitação e virou quase um anônimo. Isso porque, enquanto esteve aqui, conseguia andar pela cidade normalmente, interagindo com os locais como se fosse um também.

Jimmy Page no Brasil ainda conta sobre como Jimmy se vestia mal quando estava aqui — ficou conhecido até como “Jimmy Lama” — e também adorava beber uma cachaça escondido da então esposa, a argentina Jimena Gómez-Paratcha.

*Por Stephanie Hahne

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

“Um ano depois da primeira morte por Covid-19 no país, Brasil não aprendeu nada”, diz médico

Há um ano, em 12 de março de 2020, o Brasil tinha a primeira morte por Covid-19 no país. O óbito só foi reconhecido como decorrente da infecção pelo novo coronavírus três meses depois de acontecer, com confirmação por exames laboratoriais. A vítima era uma mulher de 57 anos, de São Paulo.

Nesta sexta-feira, exatamente um ano depois, o país vive seus piores dias de pandemia. A quantidade diária de falecimentos atual está acima dos 2.200 já há alguns dias e o número total de vítimas da doença no país já se aproxima de 273 mil. Mesmo com a campanha de vacinação em curso, ainda que a passos lentos, não há perspectivas de melhora nesse cenário.

E isso é incompreensível. Desde o início da pandemia, o Brasil assistiu aos acontecimentos de posição privilegiada. “O Brasil teve a sorte de ver tudo antecipadamente, especialmente com o que houve na Europa”, lembra José Rocha, professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

O desenrolar da disseminação da doença no continente europeu foi uma amostra do que poderia acontecer por aqui. “Alguns Estados tomaram medidas de prevenção naquela época e conseguiram até conter o crescimento rápido da epidemia naquele momento.”

Só que isso não foi suficiente: mesmo estando à frente do tempo e tendo a oportunidade de se preparar para enfrentar a chegada e o espalhamento do novo coronavírus, o Brasil não impediu que a doença causasse estragos irreparáveis por aqui. “A gente conseguia, de certa maneira, imaginar o que estava por vir. Mesmo assim, parece que, um ano depois da primeira morte por Covid-19 no país, não aprendemos nada”, avalia Rocha.

Tragédia anunciada

Para o médico, a disseminação de variantes do novo coronavírus na Europa, no segundo semestre de 2020, mostrou que o controle da epidemia só viria com a chegada de uma vacina. O Brasil não ligou: o governo federal desperdiçou a chance de comprar o imunizante por achar que não era necessário e que, se em algum momento tivesse interesse nele, as farmacêuticas nos receberiam prontamente.

Não demorou para a tragédia começar a se desenhar por aqui a partir de novembro: houve eleições e, em seguida, festas de fim de ano e de carnaval. O número de novos casos logo passou a aumentar significativamente. “Até esse momento, tínhamos contado com a sorte. Os encontros nessas datas trouxeram ao Brasil o cenário de tempestade perfeita, com a disseminação da cepa de Manaus por todo o país”, destaca Rocha.

Em outras palavras, a situação atual, de quase esgotamento dos sistemas público e privado de saúde, é consequência da disseminação de uma variante com maior transmissibilidade e da falta de cuidado com o distanciamento social. “O Brasil hoje vai na contramão do mundo. Não há nenhum grande país do mundo que esteja hoje passando o que o Brasil passa. É inadmissível.”

Para Rocha, quando se junta isso à morosidade do governo federal na compra de vacinas, temos o caos instalado no país todo. “Em janeiro, falei para um amigo: Manaus é o Brasil amanhã. Era muito claro. A gente não aprendeu que, sem as medidas de restrição, não há outra forma de controlar a disseminação da doença. Qualquer conduta diferente traz um agravamento do cenário.”

O médico acredita que foi essa sucessão de erros que levou à saturação do sistema de saúde, em termos de estrutura e equipes médicas, e ao esgotamento dos profissionais – em todos os sentidos. “Hoje, um ano depois da primeira morte por Covid-19 no país, o Brasil passa pelo pior cenário. E a perspectiva para as próximas semanas é ruim, já que a vacinação anda a passo de tartaruga porque não há doses disponíveis.”

Rocha lembra que faz cerca de três meses que a primeira britânica foi vacinada. “Por tudo isso, a situação em que estamos chega a ser bizarra”, diz. “É um total descaso da população e do governo federal. No meio disso tudo, estão os serviços de saúde tentando enxugar gelo.”

Necessidade de lockdown

Nas últimas semanas, especialistas têm recomendado a adoção de um lockdown nacional. Algumas cidades do país já apostam na medida porque seus sistemas de saúde não têm mais capacidade para admitir pacientes. O Estado de São Paulo, por exemplo, anunciou na quinta-feira a implantação da fase emergencial, com restrições em diversas atividades.

Para Rocha, o Brasil está agora em uma situação semelhante à que o Reino Unido viveu no fim de dezembro: uma nova cepa começou a se espalhar mais rapidamente por lá e o número de casos diários passou dos 50 mil. A solução? Fechamento total.

O distanciamento, somado à aceleração da campanha de vacinação, tem apresentado resultados animadores no Reino Unido. “Hoje, depois de mais de dois meses, com cerca de 30% da população vacinada, começa a haver uma mudança significativa no cenário”, comenta Rocha.

Compra de novas vacinas

O médico avalia que a autorização e a compra de novas vacinas pelo Brasil, bem como o aumento na capacidade de produção do Instituto Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) podem ajudar no caminho de enfrentamento da pandemia. “O gargalo hoje é a falta de imunizantes. Se chegarmos ao ponto em que o obstáculo for a capacidade de vacinar, pode-se incluir a rede privada nesse esforço.”

Enquanto isso não acontece, porém, é essencial que mesmo quem já estiver imunizado mantenha as medidas de prevenção. “Eu já tomei as duas doses da Coronavac e continuo me cuidando. Não tem nenhuma diferença, inclusive na prática do distanciamento social.”

Apesar da apreensão com a situação do país, Rocha está animado para visitar a avó de 91 anos que não vê há vários meses. “Ela acaba de tomar a segunda dose e penso em visitá-la apenas daqui a duas semanas, quando a imunização dela estiver completa. Mesmo assim, vou manter a máscara e o distanciamento.”

*Por Roseli Andrion

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*Fonte: olhardigital

Cabo submarino que ligará Brasil e Europa é ancorado em Fortaleza

O Ministério das Comunicações anunciou o lançamento de um cabo submarino de fibra ótica que ligará Fortaleza no Ceará a Sines, em Portugal, com previsão de expansão para pontos no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de conexões na África e em outros países europeus, ilhas do Atlântico e Guiana Francesa. A estimativa é de que o projeto esteja concluído até meados de 2021. “Lançamos um cabo submarino de fibra ótica que vai sair de Fortaleza até Sines, em Portugal. Serão mais de 6 mil quilômetros. Estimamos que até o segundo trimestre do ano que vem estará pronto”, disse o ministro das comunicações Fábio Farias.

Atualmente, toda a informação que o nosso país envia para o Velho Continente vai primeiro para os Estados Unidos, e de lá segue para data centers na Europa. Esse percurso leva o dobro de tempo do que é necessário para fazer a conexão direta entre as duas regiões.

A obra será feita pela empresa EllaLink, proprietária e operadora dos serviços que serão oferecidos pela fibra, tão logo esteja com a infraestrutura concluída. A estrutura proporciona o tráfego de dados a 72 Terabits por segundo (Tbps) e latência de 60 milissegundos. Ao todo, serão lançados e ancorados 6 mil quilômetros de cabos de alta capacidade que devem conectar a capital cearense a Portugal.

“O cabo, em alguns lugares, chegará a ter 5 quilômetros de profundidade. É algo impensável, inimaginável, mas agora nós vamos ter uma conexão direta com a Europa. É uma grande entrega do Ministério das Comunicações que vai ajudar o nosso país no escoamento de dados”, afirmou Faria.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

As 20 cidades mais frias do Brasil

Com clima tropical, frio intenso no Brasil é um privilégio para poucos. Por aqui, neves e geadas são raras e, mesmo no inverno, a maioria dos estados registram temperaturas acima de 20°C. Mas, em algumas cidades brasileiras é possível curtir um frio quase europeu. A Revista Bula realizou uma pesquisa e reuniu em uma lista os 20 municípios mais frios do país, de acordo com a temperatura média registrada nos últimos dez anos. Nesses locais, o clima é ameno até mesmo no verão e, durante o fim do outono e início do inverno, os termômetros atingem temperaturas negativas. Entre as cidades mais gélidas, Bom Jardim da Serra (SC), Urubici (SC) e Monte Verde (MG) se destacam também por suas belezas naturais.

1
Urupema, Santa Catarina

Considerada a cidade mais fria do país, Urupema tem uma temperatura média de apenas 8° C. Em fevereiro, mês mais quente, o clima gira em torno dos 18°C. A 1425 metros de altitude, o município é um dos únicos no Brasil que registram a ocorrência de neve e fortes geadas. O clima, a natureza preservada e a bela paisagem da região serrana atraem turistas durante todo o ano para essa pequena cidade de apenas 2,5 mil habitantes.

2
Bom Jardim da Serra, Santa Catarina

Bom Jardim da Serra se localiza na Serra do Rio do Rastro, um dos cartões-postais de Santa Catarina. Em 2017, o clima da cidade atingiu -7,4°C, cobrindo a serra de neve. Com pouco mais de 4 mil habitantes, o município tem muitas atrações para os turistas, como belos cânions e mais de 30 cachoeiras. Para os que gostam de atividades ao ar livre, a cidade é o destino perfeito para a prática de caminhadas, trilhas e cavalgadas.

3
São José dos Ausentes, Rio Grande do Sul

Com cerca de 500 habitantes, São José dos Ausentes tem um dos climas mais frios do país e abriga o pico mais alto do Rio Grande do Sul: o Monte Negro. A cidade registra geadas constantes e neve quase todos os anos. Mesmo no verão, a temperatura média local é de 18 °C. Nos meses de maio, junho e julho, o clima pode atingir -4°C, atraindo muitos turistas ansiosos pelo frio.

4
São Joaquim, Santa Catarina

São Joaquim, a “Capital Nacional da Maçã”, é uma cidade conhecida em todo país pelo frio. Em 2018, os termômetros atingiram -2,7°C. Basta a previsão do tempo indicar a possibilidade de neve, para que os turistas comecem a encher a cidade. Entre as maiores atrações locais estão as vinícolas, as plantações de maçãs e cerejas, e os parques municipais. A cidade possui cerca de 26 mil habitantes.

5
Urubici, Santa Catarina

Localizada no Vale do Rio Canoas, Urubici, também conhecida como a “Terra das Hortaliças”, possui cerca de 11 mil habitantes. Em um dos pontos mais altos de Santa Catarina, a cidade é conhecida por suas belezas naturais: cavernas, cânions, cachoeiras e montanhas. O Morro da Igreja, considerado o local mais frio do país, é a principal atração do município. Durante o inverno, a temperatura média gira em torno de 6°C.

6
São Gabriel, Rio Grande do Sul

Considerada o último reduto dos carreteiros, o mais antigo meio de locomoção criado pelo homem, São Gabriel possui aproximadamente 62 mil habitantes. Durante o inverno, a cidade registra média de 8°C, podendo atingir facilmente temperaturas abaixo de 0°C. Além do frio, os turistas que visitam o município se encantam com a arquitetura local e com os museus e centros de preservação da cultura gaúcha.

7
Inácio Martins, Paraná

Localizado a 1.198 metros de altitude, na Serra da Esperança, Inácio Martins é o município mais alto do Paraná. Colonizada por europeus, a cidade possui hoje cerca de 11 mil habitantes. Entre os principais atrativos turísticos estão as antigas igrejas e as cachoeiras Santinni e Madeirit. Nos meses de inverno, a temperatura média de Inácio Martins é de 10ºC. Em 2013, os termômetros registraram -4,5ºC.

8
Monte Verde, Minas Gerais

Localizada a uma altitude de 1555 metros, Monte Verde possui cerca de 4 mil habitantes. Todos os anos, o município registra as menores temperaturas de Minas Gerais, chegando a 2°C. Além da paisagem deslumbrante e das belezas naturais, o clima frio também atrai muitos turistas. A Pedra Redonda, o cartão-postal da cidade, oferece a vista mais bonita de Monte Verde.

9
Campos do Jordão, São Paulo

Devido ao clima das montanhas de São Paulo, Campos do Jordão é um dos destinos preferidos daqueles que buscam fugir do calor. Batizada de “Suíça Brasileira”, a cidade é a mais fria do Estado de São Paulo e encanta os turistas com o charme da sua arquitetura europeia. Entre junho e agosto, os termômetros da cidade ficam em torno dos 11°C, atingindo até 2°C durante a madrugada.

10 — São Bento do Sul, Santa Catarina
Colonizada por europeus, São Bento do Sul manteve as tradições de seus antepassados na arquitetura e na gastronomia. Além disso, o município possui muitos parques e belezas naturais preservadas, atraindo turistas em todas as estações. Durante o inverno, a temperatura fica ainda mais agradável, em torno de 12°C. À noite, os termômetros podem registrar temperaturas negativas, ocasionando geadas na cidade.

11 — Vacaria, Rio Grande do Sul
Colonizada por missionários jesuítas, Vacaria está a uma altitude de 971 metros e possui aproximadamente 66 mil habitantes. Conhecida como “Porteira do Rio Grande”, é o maior município produtor de maçãs no Brasil. Em dias amenos, a temperatura média local é de 16ºC, e nos dias frios chega a atingir -6,5 ºC. Em vários anos, a ocorrência de neve é registrada.

12 — Quaraí, Rio Grande do Sul
Com uma população estimada de 24 mil habitantes, Quaraí é um dos maiores municípios gaúchos em área territorial. A economia local é baseada, principalmente, na pecuária, com destaque para a criação de ovinos, e na agricultura. A temperatura média da cidade é de 19ºC, mas durante o inverno os termômetros podem atingir -5ºC.

13 — Painel, Santa Catarina
Painel é uma pequena cidade, com população estimada de 3 mil habitantes, conhecida por ser uma das mais frias do Brasil, com ocorrência regular de queda de neve em praticamente todos os invernos. Localizada na serra catarinense, a 1444 metros, o clima de Painel atingiu -4ºC em abril de 2020. A economia local é voltada para a produção de frutas e para o turismo rural.

14— Irati, Paraná
Com população estimada de 60 mil habitantes, Irati foi colonizada por europeus, especialmente poloneses e ucranianos. Com clima temperado, Irati apresenta verões amenos e invernos com ocorrência de geadas severas. No frio, a temperatura média é de 9ºC, mas os termômetros locais registraram -2,2ºC em 2013. O principal setor da economia em Irati é o de comércio e serviços.

15 — São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul
A quase 900 metros de altitude, São Francisco de Paula é o maior produtor de batatas do Brasil, além de se destacar também no plantio de maçãs e hortaliças. A temperatura média ao longo do ano é de 15ºC, mas no inverno os termômetros abaixam. Em 2020, foi registrado -1ºC, com sensação térmica de -3ºC. A cidade tem cerca de 21 mil habitantes.

16 — Curitibanos, Santa Catarina
Localizado a uma altitude de 978 metros, Curitibanos é uma cidade fundada no século 18 e atualmente possui cerca de 40 mil habitantes. É uma grande produtora agrícola em Santa Catarina, com destaque para a produção de cereais e frutas, principalmente maçã, caqui e pêssego. Com geadas anuais e neve eventual, no inverno o município tem a temperatura média de -0,2ºC.

17 — Canela, Rio Grande do Sul
Em Canela, na Serra Gaúcha, os verões são amenos e, mesmo que os dias sejam mais quentes, as noites são sempre agradáveis. O inverno pode atingir temperaturas inferiores a 0ºC, com ocorrência de geadas e ocasionais nevadas. A cidade tem aproximadamente 45 mil habitantes e a economia local gira em torno do turismo.

18 — Amambaí, Mato Grosso do Sul
Único município do Centro-Oeste na lista, Amambaí já registrou as menores temperaturas da região. Em 2020, os termômetros da cidade marcaram -1,9ºC, com sensação térmica de -4ºC. Normalmente, o clima gira em torno de 18ºC. Amambaí possui aproximadamente 37 mil habitantes e tem a economia voltada para a agricultura e pecuária.

19 — Gonçalves, Minas Gerais
Localizada no alto da Serra da Mantiqueira, a uma altitude de 1.350 metros, Gonçalves é uma cidade predominantemente rural e possui cerca de 4 mil habitantes. O verão no município é amenizado pela região serrana e os invernos são secos, com ocorrência de fortes geadas. Em dias mais frios, os termômetros chegam a registrar 0ºC.

20 — Caçador, Santa Catarina
Localizado a 920 metros de altitude, o município de Caçador, em Santa Catarina, possui aproximadamente 79 mil habitantes. Oficialmente, a cidade registrou a menor temperatura já ocorrida no Brasil: -14ºC, em 1952. Hoje, os termômetros atingem, em média, 4ºC durante o inverno. A economia local é voltada para a indústria madeireira.

*Por Mariana Felipe

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*Fonte: revistabula

Brasil precisará aumentar fornecimento de água potável em 1,6% ao ano

O Brasil precisa aumentar o fornecimento de água potável em 4,337 bilhões de metros cúbicos (m³) até 2040. A projeção, a partir da expectativa de crescimento econômico, do aumento da população e do aquecimento global, indica que o crescimento da demanda por água potável nas cidades será de 43,5% até o final da quarta década do século 21 – uma média de incremento de 1,6% ao ano.

O volume é próximo da demanda efetiva de consumo somada nos estados de São Paulo e Minas Gerais em 2017, e equivale ao volume que seria fornecido por 4,4 sistemas do porte do Sistema Cantareira, formado por seis reservatórios que abastecem quase 9 milhões de habitantes da Grande São Paulo.

Os números são do estudo Demanda Futura por Água Tratada nas Cidades Brasileiras – 2019 a 2040, elaborado pelo Instituto Trata Brasil e pela The Nature Conservancy (TNC). O Trata Brasil é uma organização da sociedade civil de interesse público (oscip) formada por empresas da área saneamento básico, e a TNC é uma organização não governamental (ONG) ambiental que tem sede nos Estados Unidos e desenvolve atividades em diversos países, inclusive o Brasil.

A eventual diminuição do desperdício de água tratada nas redes de abastecimento e o uso racional dos recursos hídricos podem ajudar no atendimento da demanda projetada, diz o estudo. O volume de água desperdiçada no ano de 2017 foi calculado em 3,815 bilhões de m³ – 88% do volume que, segundo o estudo, deve ser acrescido até 2040.

A perda de água causa prejuízo de R$ 12 bilhões.

Um indicador do desperdício assinalado no estudo é que a média de consumo de água por habitante no Brasil é de 151,23 litros por pessoa, mais de 41 litros (38%) acima do que estabelece a Organização das Nações Unidas (ONU) como volume necessário para viver confortavelmente (110 litros). O dado sobre a média de consumo inclui o uso residencial e também o gasto de água em diversas atividades econômicas como agricultura (irrigação) e indústria (transformação de produtos).

Para o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, a demanda por mais água exigirá “altos investimentos em reservação [reservatórios de água], tratamento de esgotos e na redução das perdas, com troca de redes e eficiência na distribuição de água potável.”

O material de divulgação do estudo ainda assinala a necessidade de preservação ambiental. “O fortalecimento da infraestrutura verde traz benefícios ambientais extremamente valiosos, como a preservação de rios, a conservação da biodiversidade e a absorção de carbono, o que ajuda a combater as mudanças climáticas”, diz o documento.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

O Brasil finalmente encontrou a solução para a pandemia: ligar o foda-se

Bares lotados, praias abarrotadas e uma vida cotidiana tocada como se nada estivesse acontecendo. Excetuadas as poucas almas que insistem em permanecer em suas casas e em usar máscaras ao sair, seria impossível notar que o Brasil atravessa a maior crise de saúde de sua história. Ora, após quase cinco meses de um isolamento fictício, não há dúvida de que a fadiga e a necessidade de sair em busca do ganha-pão iriam forçar a população engaiolada a voltar às ruas e retomar ostensivamente sua liberdade.

Bastante conhecida no teatro e no cinema, a solução deus ex machina — que, em uma tradução livre, seria algo como “deus que surge da máquina” — é antiga e remete à falta de criatividade em um roteiro. Ao surgirem problemas cujas soluções seriam extremamente complexas, por haver “pontas soltas” no enredo, uma força externa aparece, do nada, e resolve as questões da maneira mais improvável. A expressão em latim vem do teatro clássico grego, que frequentemente usava esse recurso: quando as histórias pareciam não ter mais como serem resolvidas, um mecanismo no teto fazia descer ao palco, repentinamente, um deus que milagrosamente sanava todos os conflitos.

Um exemplo bastante evidente do recurso no cinema está em “Superman: o filme”, de 1978. Quando tudo parece perdido e Lois Lane é morta, o Homem de Aço começa a girar em volta da Terra, fazendo o tempo voltar e, assim, salvando o dia — e sua amada — de uma maneira fantástica e aleatória, nada convencional. O mesmo ocorre na franquia “Senhor dos Anéis”, na qual, em um dos momentos mais tensos da trilogia, Gandalf surge com águias gigantescas, nunca antes mencionadas no enredo, em uma cena bem conveniente e que aparenta não fazer muito sentido (se eles tinham essa alternativa, por que já não foram voando de águia desde o começo para a região de Mordor?). Poderíamos citar ainda as inúmeras histórias que terminam com o protagonista acordando e vendo que tudo não passava de um sonho.

Pois não foi outra a resposta tupiniquim para extirpar de vez o mal que assombra seus filhos. Mátria frátria, como um dia desejou Caetano, a nação acostumada a dar jeitinho em tudo não iria decepcionar no enfrentamento à pandemia. A solução homeopática, com ares de seriedade, é a flexibilização com base na ocupação dos leitos de UTI. Sensato, mas insuficiente. Andar sem máscara e promover aglomerações é mais emocionante do que a tediosa fórmula de se precaver e aguardar pelo socorro da ciência. No imaginário popular, incentivado por muitos blogueiros e gurus do caos, o fim do isolamento ocorre como se a doença tivesse simplesmente desaparecido. As festas clandestinas eclodem país afora e a espantosa maneira de o brasileiro lidar com o vírus é simplesmente tocar o foda-se para a sua existência. Deus ex machina: por ignorância popular, o vírus ficou no passado.

Não é preciso dizer que esse “novo normal” à brasileira contribui fortemente para a estabilização e o prolongamento da alta taxa de mortalidade do país. Mas quem se importa? Apesar do número estratosférico de infectados, as perdas são diminutas em comparação com as vidas salvas, e o povo precisa mesmo é tocar a vida. Viver no foda-se é a solução deus ex machina que o brasileiro encontrou para não ter que suportar o tédio de encarar de forma séria uma crise mundial. Segue o jogo.

Já dizia Mario Quintana: “ser lembrado é como evocar-se um fantasma”. O fantasma brasileiro, pois, é seu próprio senso de empatia com o próximo. Ou a falta disso.

*Por Matheus Conceição

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*Fonte: revistabula

A doença da normalidade: a indiferença pelas mais de cem mil mortes

O Brasil, com menos de 3% da população mundial, já tem 15% dos mortos por coronavírus, o que equivale em mais de cem mil mortes, representando 68 cidades pequenas que teriam desaparecidas do país, e mais três milhões de infectados pela doença, uma das maiores tragédias sanitárias da história brasileira.

A rotina de centenas de mortes diárias está se incorporando ao nosso cotidiano, como se fosse algo normal. A imprensa tem mostrado a dimensão das mortes pelo vírus, através de estatísticas e comparações, contudo, os números de mortes devem ser mais elevados, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação.

A pandemia começou há seis meses, mesmo assim, a sabotagem às medidas de isolamento e a disseminação de fake news ficaram mais acintosas. Por isso, a sociedade se dividiu nos que acreditam na letalidade do vírus e tomam os cuidados sanitários e aqueles que acham que ela é uma farsa, que são os defensores da cloroquina e da aplicação de ozônio para tratar à Covid-19, “remédios” sem nenhuma comprovação científica.

Além disso, algumas autoridades municipais e estaduais cedem à pressão, facilitando a propagação do vírus. Para piorar, certos políticos são suspeitos de desviarem recursos destinados ao combate à doença, ampliando o perigo do contágio. É óbvio, que a pandemia desorganizou as relações sociais, onde de uma hora para outra: o comércio, a indústria, as escolas, etc, foram fechadas ou tiveram restrições para funcionar e a mobilidade urbana ficou circunscrita.

Assim, todos precisam usar máscaras em locais públicos e o contato físico deve ser evitado. Nos hospitais, os pacientes perdem a relação direta com os familiares e as equipes de saúde vivem rotinas exaustivas e angustiantes diante do alto número de mortes e do risco de se infectar e levar o vírus para casa.

No entanto, essa obviedade é desprezada pela necropolítica, que busca vencer pela indiferença e cansaço, em cima de vidas perdidas que acumulam mil cadáveres por dia. Esse cenário é de “normose,” a doença da normalidade, que leva à cegueira social e a busca de respostas messiânicas proferidas por charlatões.

O discurso “normótico” na sociedade brasileira segue impondo as falácias científicas, econômicas e religiosas a respeito da Covid-19. As consequências sobre a saúde mental são visíveis: o aumento da depressão, da neurose de angústia, do esvaziamento do sentido da vida e da sensação de morte.

Enquanto não se enxerga o fim da pandemia, precisamos continuar unidos para diminuir o desamparo social dos mais vulneráveis, que são os indígenas, os trabalhadores informais e os que não puderam deixar de trabalhar, além dos pobres, idosos e pessoas com comorbidades, que têm o acesso desigual ao sistema de saúde.

Porém, a responsabilização por esta tragédia não pode deixar de ser feita. E, finalmente, percebemos, a base de sofrimento e mortes, que sem um sistema de saúde forte e sem um Estado capaz de exigir que a população coopere e acredite na ciência – fica difícil e incerto – administrar a crise pandêmica.

*Por Jackson Cesar Buonocore

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*Fonte: contioutra

A ‘onda histórica de frio’ que fará as temperaturas desabarem do Sul ao Norte do Brasil

Depois de um “ciclone bomba” atingir o Brasil e deixar ao menos 12 mortos há um mês e meio, o país se prepara para receber outro fenômeno meteorológico de grande relevância. Desta vez, será uma massa de ar frio que vai causar chuvas, granizo, um frio histórico e até neve nos próximos dias.

Meteorologistas entrevistados pela BBC News Brasil disseram que a grande massa de ar frio se aproxima do país e vai derrubar as temperaturas na maior parte dos Estados, inclusive no Norte e Nordeste, como Amazonas e Bahia.

Francisco de Assis, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), afirma que grande parte do país será atingido pela onda de frio. Esta é a terceira vez que o fenômeno ocorre no Brasil este ano, mas a primeira com tamanha intensidade e abrangência.

“A dimensão dela será parecida com o frio histórico de 1955, 1963, 1975 e 1985. Não teremos temperaturas muito mais baixas do que já registramos neste ano. Mas a abrangência vai pegar do Norte, onde teremos quedas de até 15ºC nas temperaturas, e com uma condição de geada mais significativa e até neve na região Sul. É uma frente fria que chega até a linha do Equador”, afirmou Assis.

O meteorologista Maicon Veber, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), explica que massas como essa se formam próximas a regiões polares. Elas sobem pelo sul da Argentina e podem se deslocar mais próximas ao oceano ou pelo continente, dependendo das condições.

“Neste caso, ela segue pelo continente e tem a característica de ser mais fria e seca. Amanhã, ela deve chegar no centro-sul do Rio Grande do Sul e se desloca até o sul da Amazônia. Ela ainda pega o Paraguai, Bolívia, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Além dos Estados do Acre e Rondônia”, afirmou Veber.

De acordo com os especialistas, a chegada da massa de ar frio vai causar fortes chuvas na maior parte do país. Isso vai ocorrer porque há um sistema frontal (encontro de massas de ar com características diferentes, como de temperatura — uma mais fria com uma mais quente, por exemplo), carregado com nuvens de chuva do Mato Grosso do Sul até Santa Catarina.

“Quando o ar frio invadir o país e encontrar a região mais úmida, como as serras Gaúcha, de Santa Catarina e do Paraná e isso fará com que haja condições para queda de neve, já que em temperaturas abaixo de 0 grau cai neve em vez de chuva, caso existam condições de instabilidade para isso”, afirmou o meteorologista do Inmet.

Ele explica que em regiões mais quentes, como São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, onde esse sistema frontal está “estacionado”, deve ocorrer temporais entre terça e quarta-feira, inclusive com queda de granizo em algumas áreas. Quando ele avançar totalmente, as chuvas devem parar, o que ocorre a partir de sábado.

Os especialistas dizem que nas regiões mais quentes do país, como o Mato Grosso do Sul, que registrou máximas de 40º nos últimos dias, pode haver “uma queda de temperatura muito grande, de até 15º”.

Geada e neve

Os meteorologistas ouvidos pela reportagem disseram que não é possível afirmar que esse fenômeno é causado pelas mudanças climáticas porque já ocorreram muitas outras vezes no passado. Porém, é consenso de que terá uma grande intensidade.

Maicon Veber diz que uma massa de ar frio normalmente tem pouco mais de 1 km de espessura, que vai da superfície em direção à atmosfera. Por ser fria e pesada, ela se localiza e desloca próxima ao solo.

Já esta coluna de ar frio que se aproxima tem de 5 a 6 km de espessura.

“É uma massa bastante significativa e deve tomar conta de boa parte do continente. O Centro-Oeste e Sudeste devem ter recordes de temperatura mais baixas do ano. Mas vamos ter que esperar para saber se vai ser um frio histórico. Só quando tivermos os dados durante a passagem dela”, afirmou o meteorologista do Inpe.

Ele disse que a diferença mais marcante dessa massa de ar é que há uma chance de nevar no Sul por conta também de um sistema que chegará à região logo após a chegada desse sistema.

“A partir de quinta-feira, um sistema chamado de vórtice de ciclone vai se deslocar e causar instabilidade, além de provocar uma condição de neve. Ele vai reforçar esse ar frio sobre o Sul a uma altitude mais alta e mais úmida que a massa de ar frio e deixar o tempo instável, numa configuração ideal para a formação de neve”, disse Veber.

Ele disse que a partir de sexta-feira também haverá condições de geada de uma maneira mais ampla nos Estados do Sul e Sudeste. Mas conforme a massa vai avançando em direção ao norte do Brasil, ela sofre alterações e enfraquece.

Ainda assim a queda de temperatura será sentida inclusive em Estados do Nordeste, como a Bahia.

Previsão

A previsão do Inmet é que a temperatura nos Estados do Sul caiam a partir desta quarta-feira. A previsão é que Porto Alegre registre temperatura mínima de 6º C na quinta-feira (20/08) e 3º C na sexta (21/08).

Em São Paulo, de acordo com o Inmet, a máxima não deve passar dos 13º C tanto na sexta quanto no sábado, enquanto as mínimas ficam em 9ºC e 8º C, respectivamente. Os dois dias devem ter céu encoberto e chuva.

Em Cuiabá, a previsão é que as temperaturas cheguem a 40º C nesta quarta-feira (19). Na sexta, os termômetros não devem passar dos 20º C, com mínima de 13º C. No sábado, previsão do Inmet é que a mínima chegue a 11º C, com máxima de 25º C.

*Por Felipe Souza

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*Fonte: bbc – brasil

Cupinzeiros iluminados por vaga-lumes no cerrado brasileiro

As responsáveis por tamanha beleza, são as larvas de vaga-lumes, que iluminam os cupinzeiros dando-os uma aparência de castelos encantados.

O fenômeno acontece no Parque das Emas, localizado na região norte de Mato Grosso do Sul, e traz um brilho especial durante a noite.

A explicação de tal fenômeno é a bioluminescência, que nada mais é que a produção de luz por organismos vivos. Mas para entender melhor precisamos conhecer o local onde o fenômeno acontece.

O Parque Nacional das Emas, área de área de conservação de aproximadamente 132 mil hectares, abrange os municípios de Mineiros e Chapadão do Céu, em Goiás, e Costa Rica. Na área existem vários buracos de cumpinzeiros, lá, uma espécie de vagalume deposita seus ovos, quando as larvas nascem, emitem luz verdes que brilham e podem ser vistas durante a noite.

O brilho é tão intenso que os cupinzeiros adquirem um aspecto de castelos, que parecem ter saido literalmente de um conto de fadas,

“Acredito que este fenômeno raro só acontece no Parque Nacional das Emas, sempre entre outubro e dezembro, especialmente no início do período das chuvas. Sem dúvida é uma beleza fantástica que vale a pena conhecer, desde que acompanhado de guias treinados”, disse o pesquisador Keyler Simey Garcia Barbosa, para o Campo Grande News.

Talvez, se olharmos com os olhos poéticos e magia no coração, realmente entendamos que os vagalumes são fadinhas. Como são lindos!

*Veja as imagens que o fotógrafo Alessandro Bearzi conseguiu captar:

 

 

 

 

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Moradores do Sul são os que mais consomem orgânicos

Cerca de 19% dos brasileiros consumiram algum item orgânico entre maio e junho deste ano. Por região, a maior parte (23%) habita o Sul do país. Os dados são do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis).

O Organis divulgou, na última quarta-feira (4), os dados da 2ª Pesquisa do Perfil do Consumidor de Orgânicos. As informações são comparadas à primeira pesquisa realizada em 2017.

A região Sul é seguida pelo Nordeste com 20% dos consumidores de produtos orgânicos. Em terceiro lugar está o Sudeste (19%) e em quarto o Centro-oeste com 17%. O último lugar foi para a região Norte com 14%. A pesquisa entrevistou 1.027 pessoas.

“Podemos dizer que a compra de produtos orgânicos está bastante relacionada a compra de produtos frescos, pois a maioria dos produtos mencionados espontaneamente são produtos ‘FLV’, frutas, legumes e verduras”, afirma a Organis. Essa questão corrobora com o fato de que o público (87%) apontou a feira como local preferido para comprar seus produtos orgânicos.

Para 84% das pessoas, a saúde é a principal motivação dos compradores de produtos orgânicos. O meio ambiente surgiu em somente 9% dos casos.

Dentre as razões para não consumirem mais orgânicos, o preço continua sendo o maior empecilho – apontado por 65% dos entrevistados.

Questionados sobre os itens orgânicos não alimentícios, os produtos de higiene pessoal foram os mais citados.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Crise hídrica pode assolar o Brasil em 2030, afetando milhões de pessoas

Em 2030, aumento da demanda de água poderá conduzir milhões de brasileiros a uma crise hídrica, aponta relatório.

No dia Mundial da Água (22/3), a Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) lançou o relatório temático “Água: biodiversidade, serviços ecossistêmicos e bem-estar humano no Brasil”. O Brasil é o país com a maior reserva mundial de água, concentrando 12% da disponibilidade hídrica superficial do planeta, vastos reservatórios de água subterrânea e uma circulação atmosférica que distribui umidade entre diversas regiões, sendo capaz de regular o clima de todo o continente sul-americano. Embora a pujança neste recurso, o estudo aponta que diferenças regionais e o mal-uso causam escassez e baixa qualidade da água no país. De acordo com o documento, em 2030, a demanda de água terá aumentado 2000% em relação aos últimos 100 anos, o que conduziria milhões de brasileiros a uma crise hídrica, caso nenhuma ação seja tomada.

A economia brasileira é extremamente dependente de seus recursos hídricos e da biota aquática. Cerca de 65% da energia no país é gerada por meio de usinas hidrelétricas e a agricultura, que contribui com 25% do PIB nacional, consome aproximadamente 750 mil litros de água por segundo, sem considerar o abastecimento humano e o uso da água pela indústria. O estudo aponta que a distribuição e a demanda são muito desiguais no país pelos mais diferentes aspectos, tais como ocorrência de secas, inundações, ameaças à biodiversidade, aplicação de instrumentos políticos, além do monitoramento da qualidade e quantidade das águas superficiais e subterrâneas.

O relatório foi preparado por 17 especialistas vinculados a instituições públicas e privadas de diversos setores relacionados à temática. No documento são apontadas as principais ameaças (mudanças climáticas, mudanças no uso do solo, fragmentação de ecossistemas e poluição) e direções para um melhor manejo e conservação dos recursos hídricos no país (mudanças na gestão, integração entre agências e setores envolvidos e desenvolvimento de estratégias de conservação focadas nos múltiplos usos da água).

O trabalho aborda a questão da água sob a dimensão de sua importância como recurso hídrico, mas também como um componente-chave da biodiversidade. Estima-se que cerca de 40% do território nacional possua níveis de moderado a elevado para a biodiversidade aquática. Cerca de 10% das espécies de peixes continentais está sob risco de extinção e mais de 50% das espécies identificadas como ameaçadas no país são de peixes e invertebrados aquáticos. O diagnóstico é acompanhado pelo Sumário para Tomadores de Decisão, documento que traz as principais informações-chave para gestores púbicos e privados.

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*Fonte: socientifica

Caipirinha foi inventada no Brasil durante epidemia de Gripe Espanhola

Em 1918, a pandemia da Gripe Espanhola levava pânico ao mundo. No Brasil, em meio à demora das autoridades para reagir ao surto e tomar providências, algumas pessoas passaram a oferecer suas próprias receitas caseiras contra a doença.

Como lembrado em tempos de Coronavírus, uma dessas receitas ficou bem popular e incluía limão, mel, alho e um pouco de álcool. Reconheceu algo aí? Isso acabou servindo de base para a criação da caipirinha, que viria a se tornar o drink mais popular do Brasil.

Pelo menos é o que uma das inúmeras histórias sobre a origem do drink conta, incluindo uma forte versão do IBRAC, Instituto Brasileiro da Cachaça. Após o “remédio”, versões da bebida começaram a surgir sem o alho e sem o mel, substituído por açúcar já que a cultura canavieira era forte no Brasil.
Origem da Caipirinha

Outras versões da história citam a mistura como uma bebida típica do interior do país (justificando, portanto, o nome “caipirinha”) e, ainda com relação ao nome, existem teorias que falam que a mistura de álcool foi uma ideia do povo interiorano para “facilitar” o uso de limão para curar gripes comuns, prática bem popular na época.

Moradores de Paraty, no Rio de Janeiro, defendem que a caipirinha nasceu por ali com marinheiros misturando cachaça e limão como forma de evitar o escorbuto, causado pela deficiência de Vitamina C.

Já outros historiadores afirmam que foram os fazendeiros paulistanos da região de Piracicaba que inventaram a caipirinha como forma de usar a cana de açúcar, seu principal produto, como substituto do uísque e de vinhos importados.

De toda forma, uma coisa é certa: pelo menos na pandemia atual podemos beber uma versão mais refinada desse icônico drink 100% brasileiro. Saúde!

*Por Felipe Ernani

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

App ensina crianças a identificarem árvores por meio de contos

Aprender a identificar espécies nativas da Mata Atlântica, como embaúba, ipê-amarelo, jequitibá, pau-brasil e pau-ferro, usando o celular. Esta é a proposta do aplicativo Natu Contos, criado em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, ele traz cinco contos sobre tais árvores narrados por grandes cantores brasileiros.

Com o Natu Contos, o público pode realizar uma “caça ao tesouro” por árvores. Depois de baixar o aplicativo e escolher o local de sua expedição, ele seguirá um mapa na tela do celular, integrado ao GPS, até a árvore identificada. Essa caminhada já é uma ótima oportunidade para prestar atenção à natureza local, relaxar e desfrutar dos benefícios que ela oferece.

Quando uma árvore é encontrada, um universo lúdico se abre: um vídeo animado a apresenta e, depois, um conto fica disponível para o adulto ler/ouvir com a criança embaixo da sua copa. Uma vez coletadas, as histórias e as fichas técnicas de cada árvore vão para uma biblioteca e podem ser relidas e ouvidas quantas vezes quiser, em qualquer lugar. A plataforma Natu Contos traz árvores mapeadas em parques e praças das cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Uberaba (MG). No futuro, seus desenvolvedores esperam expandir o projeto para mais cidades do Brasil. Veja como funciona:

Financiamento coletivo

Disponível gratuitamente na plataforma IOS , o aplicativo agora precisa da ajuda do público para seu desenvolvimento na versão Android. Para isso, foi aberto um financiamento coletivo no Catarse. A meta é alcançar R$ 16.522,00. Com doações a partir de R$ 15 quem participar do financiamento terá recompensas, como o plantio de mudas pela SOS Mata Atlântica, livro infantil, poster com ilustração do artista Arthur Daraujo, entre outras.

“Nosso maior objetivo é democratizar o aplicativo, tornando o material educacional acessível para mais adultos, crianças e escolas. Quando o criamos, pensamos em disponibilizar um conteúdo lúdico e original sobre o universo da natureza para reconectar as pessoas com o meio ambiente, principalmente as crianças, que estão cada vez mais distantes do verde nas grandes cidades”, afirma Fernanda Sarkis Coelho, idealizadora do aplicativo.

“Há alguns anos, as pessoas adoravam sentar em uma árvore para ler um livro. Esperamos que muitas pessoas ainda façam isso, mas por quê não aproveitar esta tecnologia tão presente na vida de todos para ouvir algumas histórias sobre aquela espécie que acabou de descobrir? Ao apoiar este aplicativo, queremos propor para as pessoas observarem, sentirem e se relacionarem mais com a natureza de suas cidades. Vivemos tempos em que parece que a natureza não existe mais ou que as árvores não fazem mais sentido, principalmente em ambientes urbanos. Queremos mostrar justamente o contrário”, afirma Cesar Pegoraro, biólogo e educador ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica.

Algumas histórias

Nos contos do aplicativo é possível lembrar como as pessoas já tiveram uma relação diferente com as árvores, qual a relação dos animais com elas e saber mais das transformações que cada espécie passa em cada estação do ano.

Em “Amélia e seu Ipê-amarelo”, de autoria de Índigo com narração de Tiê, por exemplo, Amélia que tinha tudo amarelo, até seu cabelo, adorava um eucalipto, mas não ligava para um ipê-amarelo que tinha em seu sítio. Quando ele floresceu na primavera, isso mudou. Já em “Árvore de Estimação”, de Tiago de Melo Andrade e narração de Lenine, uma menina fica triste por ter perdido o gramado e a sombra fresca de sua árvore de estimação queimada em um incêndio, onde ela tinha seu balanço. Em “À procura do Pau-Brasil”, de Andrea Pelagagi com narração de Fernanda Takai, um irmão e uma irmã tentam de todas as formas descobrir se a árvore que eles acharam era mesmo a espécie que deu nome ao nosso país.

No conto “O pica-pau e o Pau-ferro”, de João Anzanello Carrascoza e narração de Mart’nália, um pica-pau se aventura até a cidade e acha uma árvore diferente das do bosque que morava, pois ela era muito dura. E em “Simãozinho e o pé de Embaúba”, de Claudio Fragata e narração de Ney Matogrosso, o macaco Simãozinho tem medo de altura, mas sonha em subir na árvore para comer seus lindos frutos.

A Mata Atlântica é casa da maioria dos brasileiros, abriga cerca de 72% da população. Além disso, o bioma está presente na maioria dos estados brasileiros (17) e em 3.429 cidades. Ou seja, essa é a floresta que dá oportunidade para boa parte da população ter algum contato com a natureza, além de contribuir para a purificação do ar, a regulação o clima, a proteção do solo, de rios e nascentes, favorecendo o abastecimento de água nas cidades. Por tudo isso, sua conservação é fundamental, pois restam hoje apenas 12,4% da floresta que existia originalmente em bom estado de conservação.

>> Clique aqui para contribuir para o financiamento coletivo

 

The Cult: Banda fará shows no Brasil em Junho

Uhúúúúúú!!!!
Agora sim. Se tem uma banda que eu esteja esperando é essa.

Ah! Já assisti ao vivo em POA antes, mas se virem mais 200 vezes, assisto todas!.
É uma tão importante para mim que se um dia um gênio da lâmpada aparecesse e rolasse aquela função dos 3 pedidos, ahhhh…. um deles iria ser o de que eu fosse o baixista do the Cult. Juro que ficaria bem quietinho, vestido de preto já para não chamar a atenção parado lá no fundo do palco, não importa – só de estar no palco tocando com esses caras…. báh!

Tive muitas horas escutando os LPs: “Love” (dica do meu irmão – foi aí quando descobri a banda e pirei), “Sonic Temple” e do clássico “Electric” – esse está com certeza no meu TOP 10 dos melhores álbuns de rock pau-dureza-master-blaster de todos os tempos (sabe aquela AULINHA GRÁTIS que as atuais bandas de rock-sapatênis não prestaram atenção)! Pois é… está tudo ali…

Depois do the Cult, a minha listinha de “querência” de assistir ainda ao vivo, tem essas:
– The Black Crowes (agora que voltaram a se reunir pela vigésima vez, isso reacendeu a chama da possibilidade de um dia ainda vê-los ao vivo). Estão em tour pelos EUA e depois Europa, não divide de os irmãos Robinson mvirem prpá cá ainda em 2020, hein…..
– Gary Clark Jr
– Markus King
– Gov’t Mule (outra vez)
– The Blackbarry Smoke (ah… queria asistir novamente)
*Assistindo AO VIVO a esses caras por mim tudo bem, pode daí já passar a régua e fechar o caixa, que já me dou por supermegathunder satisfeito em termos de show.

 

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Conforme Jose Norberto Flesch do site Yahoo, a banda inglesa The Cult trará seu show comemorativo de 30 anos do álbum ‘Sonic Temple’ ao Brasil em Junho.

A turnê que celebra os 30 anos do álbum “Sonic Temple”, que consagrou a carreira da banda e o trabalho que chegou ao top 10 da Billboard e, também transformou em hits as canções “Fire Woman”, “Edie (Ciao Baby)” e “Sweet Soul Sister”, chega ao Brasil em Junho, cidades e locais estão sendo definidos.

No ano passado, “Sonic Temple” foi relançado como um box de luxo e um conjunto de cinco CDs, e também como um LP duplo, ambos com faixas não lançadas anteriormente.

A última visita do Cult ao país foi em setembro de 2017, quando o grupo integrou o line up da primeira noite do festival São Paulo Trip, que teve ainda The Who e Alter Bridge.

*Por Geraldo Andrade

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*Fonte: revistafreak

3 contos indígenas para mostrar outra visão de mundo às crianças

Histórias relatam nascimento da Terra e celebração da natureza para as crianças

As lendas indígenas brasileiras são marcadas por histórias que tratam da natureza e da origem das coisas, sempre cercadas de elementos místicos. São contos tão encantadores que até mesmo escritores como Clarice Lispector, Camara Cascudo e Walcyr Carrasco já se debruçaram eles. NOVA ESCOLA reúne aqui três contos indígenas que trazem essa visão de mundo – e que certamente vão levar muita conversa para dentro da sala de aula. Confira:

O nascimento do mundo
Maria de la Luz

No início só havia Kore, a energia, vagando na escuridão do espaço infinito. Então, veio a luz e surgiram Ranginui, o Pai Céu, e Papatuanuku, a Mãe Terra. Rangi e Papa tiveram muitos filhos: Tangaroa, deus das águas; Tane, deus das florestas; Tawhirmatea, deus dos ventos; Tumatauenga, deus da guerra, que deu origem aos seres humanos; e Uru, que não era deus de nada.

 

A dança do arco-íris
João Anzanello Carrascoza

Há muito e muito tempo, vivia sobre uma planície de nuvens uma tribo muito feliz. Como não havia solo para plantar, só um emaranhado de fios branquinhos e fofos como algodão-doce, as pessoas se alimentavam da carne de aves abatidas com flechas, que faziam amarrando em feixe uma porção dos fios que formavam o chão. De vez em quando, o chão dava umas sacudidelas, a planície inteira corcoveava e diminuía de tamanho, como se alguém abocanhasse parte dela.

 

O céu ameaça a terra
Betty Mindlin

Meninos e meninas do povo ikolen-gavião, de Rondônia, sentam-se à noite ao redor da fogueira e olham o céu estrelado. Estão maravilhados, mas têm medo: um velho pajé acaba de contar como, antigamente, o céu quase esmagou a Terra.

Era muito antes dos avós dos avós dos meninos, era no começo dos tempos. A humanidade esteve por um fio: podia ser o fim do mundo. Nessa época, o céu ficava muito longe da Terra, mal dava para ver seu azul.

*Por Soraia Yoshida

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*Fonte: novaescola

Venda de vinis cresce, e fábrica da Baixada Fluminense já produz discos para o Brasil e o exterior

O ruído do disco de vinil girando em um aparelho de som não é mais uma coisa do passado. Só de janeiro a setembro de 2019, a venda de vinis cresceu 15% em relação ao mesmo período do ano passado. E uma fábrica localizada em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, é uma das duas únicas responsáveis no país por ajudar a levar aos ouvidos do público a música embalada nos discos.

Completando dez anos de existência, a Polysom nada de braçadas na onda retrô. A empresa tem a projeção de produzir, até o fim deste ano, 120 mil Long Players (LPs) e compactos, superando a marca de 100 mil unidades, que foi alcançada em 2018.

De acordo com o Luciano Barreira, gerente da fábrica em Belford Roxo, há atualmente três grandes canais para absorver a produção de discos de vinil fabricados na Baixada Fluminense. As maiores demandas são de bandas independentes, clientes que procuram o produto no site da empresa e em sites de grandes lojas, além da venda de coletâneas e de discos licenciados por gravadoras.

— Temos 200 títulos de artistas consagrados que foram licenciados, entre eles Jorge Ben Jor, Novos Baianos e secos e Molhados. Boa parte da nossa produção também atende bandas independentes que encomendam os discos para serem vendidos nos shows. A outra parte vem de vendas em site — explicou Barreira.

Entre os últimos discos fabricados em Belford Roxo estão LPs licenciados de Elza Soares e Humberto Gessinger, que integrou a banda Engenheiros do Hawaii.

— Já estão seguindo para as lojas (os dois discos). Ainda há grande um volume (de público) negociando o digital (CDs), mas boa parte que compra música quer ter o físico e opta pelo vinil. O mercado do vinil está em processo de retomada — vibra Luciano Barreira.

A fábrica também produz vinis por encomenda para o exterior. Entre os países consumidores de discos estão Estados Unidos, na América do Norte, Japão, na Ásia, e ainda parte da Europa.

Para se fabricar um disco de vinil, em Belford Roxo, é necessário, atualmente, um tempo estimado em torno de 45 a 90 dias. A demora é explicada pela calendarização e procura, ou seja, o interessado tem de aguardar em uma fila de espera. A produção dos vinis passa por pelo menos cinco fases na fábrica.

A primeira é feita em um estúdio de corte, onde a gravação recebida é transferida para um vinil provisório. A segunda fase é a da galvanoplastia. Trata-se de eletroformação de uma matriz que será usada em todas as cópias.

Em seguida, é feita a prensagem em um maquinário. Após isto, acontece o controle de qualidade.

Durante este processo, cada faixa gravada no disco é ouvida. Também são feitas checagem de qualidade de rótulo, visual e peso, entre outras coisas. Só então, o produto pode passar por uma espécie de encadernação.

De acordo com a Polysom, a unidade de Belford Roxo é a maior fábrica de vinis em atividade, na América Latina. As gravações são feitas nos discos, na maior parte dos casos, em 33 rotações por minuto (RPM). Há, porém, alguns pedidos, feitos em menor número, por clientes de outros países, para gravação de discos em 45 RPM.

*Por Marcos Nunes

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*Fonte: extra

Cresce o índice de brasileiros conectados à internet

Pesquisa mostra que 70% dos brasileiros estão conectados; smartphones são o principal meio de acesso à rede

Segundo a nova edição da pesquisa TIC Domicílios, divulgada nesta quarta-feira (28), o número de brasileiros conectados à internet subiu de 67% para 70%. O aumento se deve ao fato de que agora metade da população rural e das classes D e E está conectada à internet.

Nas zonas urbanas, 74% dos brasileiros estão conectados, enquanto nas zonas rurais, pela primeira vez, os números chegaram a 48%. As classes D e E também foram acolhidas pelo crescimento, de 42% em 2017 para 48% no ano seguinte. Ou seja, 46,5 milhões de domicílios possuem conexão à rede, o que equivale a 67% do total.

Para acessar a internet, a pesquisa revelou que 97% dos brasileiros utilizam o smartphone. Por cinco anos consecutivos, o telefone celular foi o meio preferencial dos internautas (o dado inclui pessoas que usaram celular e computador e apenas celular). Em 2014, o cenário era completamente diferente, 80% da população utilizava o computador para se conectar à rede. Quatro anos mais tarde, o uso da máquina para este fim sofreu declínio de 37%.

Em domicílios sem acesso à internet, por motivos de falta de conexão, 61% desses brasileiros afirmaram que o preço do serviço é um fator preponderante para a condição, 48% não se diz interessada, 46% argumentam não haver necessidade e 45% alegam não saber usar a internet. A preocupação com a segurança e privacidade (44%) e evitar conteúdo perigoso (41%) também entraram na lista de argumentos dos entrevistados. Apesar do dado positivo sobre aumento do índice, 27% ainda declararam a falta de disponibilidade de Internet na região do domicílio.

A pesquisa é realizada anualmente pelo Centro Regional de Estudos Para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic).

*Por Fabrício Filho

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*Fonte: olhardigital