Janis Joplin esteve no Brasil meses antes de falecer aos 27 anos

Janis Joplin completaria 80 anos de vida nesta quinta-feira (19). Dona de uma voz inconfundível, a norte-americana faleceu aos 27 anos, vítima de uma overdose, em Los Angeles, e entrou para a história como um dos símbolos dos loucos anos da contracultura. Na fronteira entre o blues, o soul e o rock psicodélico, Janis deixou um legado inestimável nos quatro discos de estúdio que gravou. O último deles, “Pearl” (1971), lançado de forma póstuma.

A artista veio para o Brasil sete meses antes de sua morte, e assistiu ao desfile das escolas de samba no centro do Rio de Janeiro. Acompanhada de sua estilista, Linda Gravenites, elas se hospedaram no Copacabana Palace, porém logo foi expulsa por ter pulado pelada na piscina. Em 1970, Joplin tentou organizar uma apresentação particular, com o nome de “Unending Carnival, Get It On“. No entanto, o show não foi autorizado pela Ditadura Militar.

Quando os jornalistas descobriram que a cantora estava no Brasil, Janis organizou uma entrevista coletiva caótica no Copacabana Palace. Joplin depois seguiu para a Bahia, e se encantou tanto pelo artesanato, que tatuou, no pulso esquerdo, o desenho de um bracelete comprado em Salvador (BA)

Para saber mais detalhes da vida de Janis Joplin, é possível ler ótima biografia “Joplin – Sua Vida, Sua Música“, escrita pela jornalista Holly George Warren, lançada pela editora Seoman.

“Antes da passagem um tanto breve de Janis Joplin pelo sucesso, teria sido difícil para essas artistas encontrarem um modelo feminino comparável à beatnik de Port Arthur, Texas. A mistura de musicalidade confiante, sexualidade impetuosa e exuberância natural, que produziu a primeira mulher estrela do rock dos Estados Unidos, mudou tudo”, conta a autora Holly George-Warren na introdução da obra.

Para relatar a vida da cantora, a autora, que também é especialista em biografias de rock, recorreu a familiares da cantora, amigos, colegas de banda, pesquisou arquivos, diários, cartas e entrevistas há muito perdidas. Ela faz, sobretudo, um perfil minucioso detalhando os passos de Janis até a overdose acidental de heroína, que ocorreu em 4 de outubro de 1970.

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Fonte: noize

Roberto Dinamite (R.I.P.)

Mais um de meus grandes ídolos históricos do futebol hoje nos deixou, Roberto Dinamite, grande craque do Vasco da Gama. Esse foi cedo, maldito câncer. Lembro de assistir na TV a diversos duelos dele contra o Flamengo de Zico, bons tempos, um futebol diferente, sem patrocínio nas camisetas, chuteiras pretas e muita raça dentro das 4 linhas. Também era figura certa no Canal 100, uma espécie de resumo jornalístico de alguma rodad de futebol que passava nas salas de cinema, um pouco antes do filme em cartaz começar. E que imagem eram aquelas cenas de jogo imensas num telão… báh!
Descanse em Paz Dinamite

Adiós Copa do Mundo do Qatar

Apesar de todas as expectativas a nossa seleção de futebol do Brasil, deixou hoje a Copa do Mundo do Qatar com a derrota nos pênaltis contra a Croácia. Nada a reclamar dos vencedores, fizeram a sua parte, o seu jogo e apesar de já sabermos ou termos a nítida ideia de como “eles” jogariam, perdemos. Paciência! Coisas do mundo da bola, do futebol, ainda maios em se tratando de Copa do Mundo. Tudo pode acontecer.
Se fiquei triste?
Mais ou menos.
Em Copa do Mundo não existe o “já venceu”, então sabia que seria um jogo truncado, que os croatas jogariam por uma bola, fechariam o meio campo e defesa, enfim, uma nova e melhorada versão do que havia sido o jogo contra a Sérvia. Em determinado momento do jogo até tiveram o domínio da partida. Empate ranhido, disputado e chato, sim, muito chato. E lá pelas tantas, já na prorrogação o Neymar me faz um golaço. Pimba! Já eras…
Mas não foi bem assim.
Como me deixam empatar um jogo desses?
Daí é que me vem o discurso de que o Brasil, apesar de seus jogadres excelentes, seu toque de bola moleque e refinado – pisar na bola, nos falta “aquela garra” que nosso hermanos argentinos tem e de sobra. Coisa que o Dunga de 1994 tinha. Não deixaria esse jogo ser empatado de forma alguma, ainda mais que restava apenas alguns poucos minutos par ao fim da prorrogação. Valeria cabeçada, coice, chutão pro mato, até colocar 11 jogadores debaixo da trave. Mas não….
Enfim, perdemos e ninguém perde sozinho. Ainda muito vai se falar sobre isso, o jogo, esse Copa, as nossas expectativas com esse elenco, muita, muita coisa.
Ah! E a tristeza? Hummm… Um pouco.
Doeu sim, acreditava bastante nesse time, nesse elenco, uma das melhores seleções nacional dos últimos tempos. Uma boa mescla entre veteranos de guerra e a jovialidade contagiante desses muleques. Esse voltam, mas vai ser ainda uma longa jornada de quase 4 anos para uma nova chance em Copa do Mundo. Vão aprender com a dor, mas não precisava ter sido assim. Ah! Com certeza.
Dor mesmo foi a derrota da seleção de 1982, aquilo sim uma injustiça do divino, do acaso, da má sorte, sei lá, uma dor de chorar – sim, chorei! Um time sensacional que não jogava – voava em campo. Duvida? Assista então esses jogos na internet, Youtube, seja lá onde for, mas assista. Aquilo sim era um time de verdade! Você vai ver. Tem uma penca de gols bonitos, dribles incríveis, superação (sim, tiveram de correr atrás do placar), drama e mais golaços. Tem um jogaço contra a Argentina do Maradona e o que é aquela cena do Falcão correndo comemorando o seu gol contra a Itália? Coisa linda. Perderam, mas caíram lutando até o fim e como lutaram. Nunca mais vi um time/seleção tão boa quanto aquela. Me desculpem, mas nem a de 2022.
E essa seleção de agora, o que fez? Eu tinha uma baita expectativa, mas no way. Foram 5 jogos. O primeiro teve um golaço incrivelmente lindão do Pombo, mas no primeiro tempo da partida não apresentaram nada. No seguindo jogo, um gol “achado” do Casemiro. No terceiro jogo uma derrota para Camarões. No quarto, enfim uma vitória convincente pela primeira vez nessa Copa. E ainda assim poderiam ter jogado mais. E hoje, no derradeiro e crucial momento para passarmos de fase, a derrapada e olha que não era um adversário tããããooo complicado assim, convenhamos. A Argentina tinha um adversário muito pior em seu jogo hoje, o mesmo para a França de amanhã. Contando na ponta dos dedos, não foi uma campanha tão show assim não. Ficaram devendo.
Então aí que me refiro, um timaço mas que não provou ser “tão time” assim quanto se poderia imaginar. Dura realidade.
Bem, nada como um dia após o outro. A copa do Mundo continua, teremos bons jogos e quem gosta de futebol segue assistindo e curtindo, afinal é uma festa dos povos e que assim continue sendo. Não tivemos sorte novamente, faz parte, é do jogo, mas mais uma vez a lição que fica é – tem de se ficar atento, nesse mundo da bola ninguém mais é bobo, não dá para ficar enrolando, esperando o jogo, tem é de subir prás cabeças, mostrar as garras e matar de vez o quanto antes.
Até a próxima.

*Brasil / Copa da Espanha de 1982

Erasmo Carlos, pioneiro roqueiro que de mau tinha somente a fama, deixa obra gigante e afetuosa

Se a inesperada partida de Gal Costa (1945 – 2022) deixou bamba a mesa que sustenta os integrantes do quarteto Doces Bárbaros, como sintetizou Maria Bethânia em analogia corroborada por Caetano Veloso em entrevista dos artistas ao programa Fantástico (Globo), a morte de Erasmo Carlos, na manhã de hoje, desequilibra a base do rock brasileiro.

Pedra fundamental na construção do gênero norte-americano em solo brasileiro, o pioneiro Erasmo Esteves (5 de junho de 1941 – 22 de novembro de 2022) vivenciou a cultura do rock no subúrbio da cidade natal do Rio de Janeiro (RJ) assim que a revolução sonora capitaneada por Elvis Presley (1935 – 1977) nos Estados Unidos ecoou na mente de jovens cariocas que detectaram no som de Elvis, Jerry Lee Lewis (1935 – 2022) e Little Richard (1932 – 2020) a mais completa tradução da rebeldia que sonhavam ter.

Ao morrer aos 81 anos, Erasmo ainda parecia apegado ao sonho do menino roqueiro que, no balanço frenético das horas, integrou entre 1957 e 1961conjuntos juvenis como The Sputniks – do qual participava também o futuro amigo de fé e parceiro Roberto Carlos, além do invocado Tim Maia (1942 – 1998) – The Boys of Rock e The Snakes.

Foi como integrante desse grupo The Snakes que Erasmo debutou no mercado fonográfico em julho de 1960, com o single de 78 rotações que trazia as músicas Pra sempre (Forever) e Namorando. Esse histórico single saiu três anos antes de o cantor gravar discos como crooner do conjunto Renato e seus Blue Caps.

Com a implantação do reino pop da Jovem Guarda, a partir de agosto de 1965, Erasmo ganhou fama e virou popstar em carreira solo que começara em maio de 1964 com a edição do single Jacaré / Terror dos namorados e que ganhara impulso a partir de outubro de 1964 com o lançamento do single que apresentou o rock Minha fama de mau.

Só que, de mau, Erasmo sempre teve somente a fama alardeada no rock. No trato com as pessoas e o mundo, Erasmo era gentil, doce. Um gigante (pela altura) gentil, como foi apelidado. E como bem pode ser caracterizada a obra humanista que o artista deixa para a posteridade ao sair de cena.

Aberta em 1963 com o rock Parei na contramão, a fundamental parceria de Erasmo com Roberto Carlos conciliou dois universos musicais distintos, ainda que ligados pelo rock e pelo romantismo. Tanto que a discografia de Erasmo evoluiu bem diferente da obra fonográfica de Roberto.

Se as diferenças eram menos nítidas na era da Jovem Guarda, quando Erasmo virou o Tremendão e lançou álbuns como A pescaria com Erasmo Carlos (1965) e Você me acende (1966), discos repletos de testosterona e rebeldia ingênua, elas ficaram mais explícitas ao longo dos anos 1970.

Nessa década em que Roberto virou o rei da canção romântica, Erasmo amadureceu, se permitiu ser hippie, caiu no samba-rock, fez alusões a maconha e enveredou pelo soul e pelo funk, sem jamais renegar o rock, em álbuns que o dissociaram do universo pueril da Jovem Guarda.

Dessa fase de virada, iniciada com o álbum Erasmo Carlos e Os Tremendões (1970), o disco mais cultuado é Carlos, Erasmo… (1971). Mas os maiores hits radiofônicos – Sou uma criança, não entendo nada (Erasmo Carlos e Ghiaroni, 1974), Filho único (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1976) e Panorama ecológico (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1978) – apareceram nos álbuns 1990 – Projeto salva Terra! (1974), Banda dos Contentes (1976) e Pelas Esquinas de Ipanema (1978), respectivamente.

Erasmo Carlos se manteve em alta durante a primeira metade dos anos 1980. Iniciou a década com o disco de duetos Erasmo Carlos convida… (1980) – no qual deu vozes a algumas das mais famosas canções do Roberto (que também eram dele) com Gal Costa, Maria Bethânia, Tim Maia e o próprio Roberto Carlos – e obteve pico de popularidade com o álbum seguinte, Mulher (1981), em cuja ousada capa apareceu sendo amamentado pela mulher Sandra Sayonara Esteves (1946 – 1995), a Narinha, musa de todas as estações e várias canções. Foi o disco da canção-título Mulher (Sexo frágil) (1981) e do rock Pega na mentira (1981).

Erasmo manteve o sucesso no álbum seguinte, Amar para viver ou morrer de amor (1982), do qual saiu o instantâneo clássico Mesmo que seja eu (1982). O álbum Buraco negro (1984) rendeu mais um sucesso radiofônico para o cantor, Close (1984), de letra inspirada na travesti Roberta Close, celebridade da época.

A partir da década de 1990, a discografia de Erasmo perdeu impulso diante do desinteresse das gravadoras, mais voltadas para gêneros como axé e pagode. Tanto que, nessa década, o cantor lançou somente dois álbuns, Homem de rua (1992), com músicas inéditas apresentadas sem repercussão, e o revisionista É preciso saber viver (1996).

Mas o roqueiro de espírito fraterno e sempre jovial entrou no século XXI com fôlego renovado. Entre discos ao vivo, o Tremendão renovou o repertório com os álbuns Pra falar de amor (2001), Santa música (2003) e Rock’n’roll (2009).

Produzido por Liminha, que deu o devido polimento a parcerias inéditas de Erasmo com Nando Reis e Nelson Motta, o jovial álbum Rock’n’roll abriu trilogia revigorante que gerou os álbuns Sexo (2011) – novamente sob a batuta de Liminha – e Gigante gentil (2014), este feito com Kassin.

Com o fôlego renovado, Erasmo lançou em 2018 um dos melhores álbuns da vasta obra, …Amor é isso, gravado sob direção artística de Marcus Preto, também mentor do 33º e último álbum do Tremendão, O futuro pertence à… Jovem Guarda (2022), produzido por Pupillo e lançado em fevereiro com músicas da Jovem Guarda até então nunca gravadas por Erasmo, casos de Alguém na multidão (Rossini Pinto, 1965) e Tijolinho (Wagner Benatti, 1966), destaques de disco agraciado com o Grammy Latino na semana passada.

Erasmo teve tempo de celebrar o prêmio, mas não teve tempo de gravar o álbum de músicas inéditas que já planejara fazer com Marcus Preto.

Pilar do rock brasileiro quando o país ainda nem tinha um mercado de rock propriamente dito, Erasmo Carlos foi gigante que jamais ficou à sombra de Roberto Carlos. Gigante gentil como a obra afetuosa, atravessada pelo amor às mulheres e à natureza. E marcada pelo culto a esse tal de rock’n’roll, paixão juvenil que acompanhou o artista por toda a vida.

*Por Mauro Ferreira
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*Fonte: G1

As 10 cidades mais antigas do Brasil

As cidades mais antigas do Brasil são ricas em sua história, na preservação dos prédios históricos e nos pontos turísticos que atraem visitantes de todo o país. Elas representam, em grande parte, o período primordial do país enquanto ainda era uma colônia de Portugal, com algumas sendo ricos centros urbanos hoje, como Recife e Salvador.

A grande maioria se localiza no litoral, uma vez que os portugueses ocuparam primeiramente essa área após chegarem ao país. Era através do litoral que eles traziam suas mercadorias e escravos, facilitando o comércio entre a metrópole e a colônia.

Essas cidades guardam a história do nosso país, possuem belíssimas riquezas naturais e culturais, assim como praias deslumbrantes.

Conheça as cidades mais antigas do Brasil

1. Cananéia (São Paulo)
Fundação: 1531
Ainda há certa competição para saber quem ocupa o topo dentre as cidades mais antigas do Brasil entre Cananéia e São Vicente. Isso ocorre porque não há documentos o suficiente para comprovar que Cananéia teve sua fundação cinco meses antes da outra.

Cananéia, além de possuir belas cachoeiras, ilhas e praias, também tem um centro histórico muito interessante para os turistas visitantes da região.

2. São Vicente (São Paulo)
Fundação: 1532
Localizada na região hoje chamada de Baixada Santista, em São Paulo, São Vicente teve sua fundação feita por Martim Afonso de Souza. Além de uma belíssima ilha, a cidade também chama atenção por suas praias, como Itararé e Gonzaguinha.

A fortaleza da casa Martim Afonos, hoje, é preservada e por muitos dita como sendo o marco zero do país, hoje um museu abrigando fotografias e documentos históricos da cidade.

3. Olinda (Pernambuco)
Fundação: 1535
A Unesco determinou Olinda como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, e a cidade foi muito importante durante o período em que o Brasil era uma colônia. Quem fundou a cidade foram os portugueses, mas os holandeses chegaram a invadirem-na e dominarem-na por um certo tempo antes de uma reconquista lusitana.

Além da beleza natural, é também riquíssima em sua história e arquitetura.

4. Vila Velha (Espírito Santo)
Fundação: 1535
Outra das cidades mais antigas do Brasil que também se localiza no sudeste. Quem a fundou foi Vasco Fernandes Coutinho, que detinha a capitania do Espírito Santo no período primordial do Brasil colônia. Suas praias chamam atenção, além dos pontos históricos como o Farol de Santa Luzia e o Convento da Penha.

5. Igarassu (Pernambuco)
Fundação: 1535
Uma das cidades mais antigas do Brasil, seu nome significa “navio” ou “canoa grande” na origem Tupi. Situa-se na área metropolitana do Recife, estado do Peranmbuco, e foi palco de conflitos entre portugueses e índios.

6. Recife (Pernambuco)
Fundação: 1537
Recife, além de ser uma das cidades mais antigas do Brasil, foi também uma das mais importantes no período colonial. Recife era um dos portos do Brasil, por onde muitos produtos, artigos de luxo e escravos entravam no território da colônia. Hoje, a cidade é reconhecida por sua produção cultural, suas belas praias, o carnaval marcante e os prédios históricos.

7. Iguape (São Paulo)
Fundação: 1538
Iguape é a maior cidade em termos de extensão territorial no estado de São Paulo, diferentemente do que se poderia pensar. Suas casas e igrejas fazem parte de conjuntos de arquitetura colonial que foram preservados, possuindo um centro histórico rico no estado.

8. São Mateus (Espírito Santo)
Fundação: 1544
A segunda cidade mais antiga do estado do Espírito Santo, cujo nome foi dado pelo Padre José de Anchieta. Muitos africanos chegavam ao território da colônia através dessa área, que posteriormente também recebeu imigrantes vindos da Itália. As praias de Urussuquara e Guriri são algumas das riquezas naturais da cidade.

9. Salvador (Bahia)
Fundação: 1549
Salvador foi a primeira capital da colônia, funcionando como sede para a administração feita por Portugal. É uma cidade muito rica em história e gastronomia, com alguns dos pontos turísticos mais marcantes do país, como o Largo do Pelourinho. O litoral e o carnaval também são pontos fortes da cidade.

10. Vitória (Espírito Santo)
Fundação: 1551
A atual capital do Espírito Santo, fundada 16 anos após Vila Velha, cujo primeiro nome foi Vila Nova. O arquipélago contém catedrais, casas e igrejas que remetem a diferentes épocas da história brasileira. Suas praias e gastronomia são fatores atrativos da região.

*por Dominic Albuquerque
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*Fonte: socientifica

Espécies brasileiras estão entre as mais ameaçadas do planeta

Será que o Brasil e a comunidade global conseguirão conter a crise de biodiversidade?

Novas análises publicadas a cada dois anos mostram um declínio médio de 69% nos animais silvestres em todo o planeta Terra nas últimas 4 décadas, sendo a principal causa da crise de biodiversidade.

Como os olhos do mundo tendem a se concentrar nos danos causados pelo homem, incluindo a crise de biodiversidade e climática que ameaça nossa própria espécie, outros animais enfrentam um duplo desafio: as consequências de nossas ações, assim como os efeitos de eventos climáticos extremos que pioram seus habitats naturais.

O relatório bianual Living World Report da WWF mostra que nas últimas quatro décadas, as populações de vida selvagem diminuíram em média 69% em todo o mundo. As regiões tropicais foram as que sofreram maiores danos. Entre 1970 e 2018, a população monitorada na América Latina e no Caribe diminuiu em aproximadamente 94%.

Crise de biodiversidade
No Brasil, várias das espécies famosas do país permanecem entre as espécies afetadas pela crise de biodiversidade, como o boto, a onça-pintada do Pantanal, o tatu bola, o gato palheiro, o lagarto da Bahia e até mesmo os recifes de corais. O boto do rio Amazonas (Inia geoffrensis) destaca-se como um dos golfinhos que mais diminuiu nas últimas décadas.

Além da poluição por mercúrio, os golfinhos são vítimas de redes e alvos não intencionais e os ataques são pagos para grupos de pescadores e a captura é usada como isca na pesca pirata. Entre 1994 e 2016, o número de botos cor-de-rosa observados na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, na Amazônia, diminuiu em 65%. A área do Vale do Javari, onde pescadores ilegais mataram o indígena Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips, também foi reduzida.

Mesmo o mascote da Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil, o tatu-bola, não escapou da crise de biodiversidade. A espécie viu sua população diminuir em 50% no Cerrado até 2020. Além disso, “em cinco anos, o cultivo da soja Armadillo na região de Matopiba aumentou 9%”, acrescenta Mariana Napolitano, diretora científica da WWF Brasil.

Outra espécie de savana ameaçada é Pyrrhura pfrimeri, um parente de papagaios e araras, que só é encontrada nos estados de Goiás e Tocantins e já é considerada extinta pelo governo brasileiro. A principal razão é o avanço das atividades agrícolas em áreas com a vegetação original do Cerrado: a perda da principal área natural do Tiriba foi de 70% em quatro décadas.

O jaguar, o maior gato dos Estados Unidos, também reflete a crise de biodiversidade. No Pantanal, a espécie sofre com a perda de habitat, represamento de rios na bacia do Elevado Paraguai e incêndios cada vez mais intensos e frequentes, incluindo o incêndio de 2020 que atingiu 28 habitats. Esses fenômenos e ocupações influenciam a dinâmica das enchentes e favorecem a expansão das pastagens. Segundo o MapBiomas, durante seis meses entre 1985 e 2021, o Pantanal experimentou uma redução de 82% nas enchentes.

Nos Pampas, o Leopardus munoai experimenta o mesmo drama da crise de biodiversidade e do desmatamento da vegetação de pastagem original: entre 1985 e 2021, quase 30% da vegetação original remanescente desapareceu, devido à pressão sobre o habitat da espécie. Além disso, houve um aumento no abate desses animais em situações onde há problemas com avicultores, a propagação de doenças através de animais de criação e acidentes de trânsito.

Descrito pela ciência em 2006, o lagarto-baiano da Caatinga já está criticamente ameaçado devido ao desmatamento, aos incêndios e ao aquecimento global. Mariana aponta que a espécie depende da temperatura do ambiente para manter a capacidade de funcionamento do corpo humano. Segundo o Painel Intergovernamental sobre o Aquecimento Global (IPCC), a Caatinga poderá sofrer uma diminuição de até 22% na precipitação e um aumento da temperatura nos próximos anos. “Isto testa a resiliência natural da biota, expondo sua fauna e flora a condições cada vez mais extremas, aumentando a probabilidade de extinção”, adverte.

De acordo com o relatório, os recifes de coral, que abrigam cerca de 25% das espécies marinhas, e são de grande importância sócio-econômica, estão em um estado alarmante. O aquecimento dos oceanos devido à crise climática é a principal ameaça. As águas quentes causam um fenômeno chamado branqueamento, que em muitos pontos está relacionado ao enfraquecimento do coral, que pode até levar à sua morte.

“No Brasil, as ondas de calor em 2019 e 2020 causaram uma perda de 18,1% da cobertura de corais no município de Maragogi, a maior área marinha protegida do Brasil, da APA Costa dos Corais. O impacto também é sentido em Abrolhos, na Bahia, onde o aumento da temperatura causou mais de 89% das populações da espécie de coral Millepora alcicornis”, disse Mariana Napolitano.

Emergência global
O relatório analisou 32.000 animais de 5.230 espécies de diferentes partes do mundo. As populações remanescentes de gorilas da planície oriental listadas diminuíram cerca de 80% entre 1994 e 2019 no Parque Nacional Kahuzi-Biega, República Democrática do Congo. A população de leões marinhos da Austrália diminuiu em 64% entre 1977 e 2019. Em geral, as populações animais diminuíram 66% na África e 55% na região da Ásia-Pacífico.

“Enfrentamos uma dupla crise antropogênica no mundo: aquecimento global e perda de biodiversidade, ameaçando a paz das gerações passadas e futuras”, disse Marco Lambertini, diretor geral da WWF Internacional, no relatório. Os principais motores do declínio populacional são a degradação e perda do habitat, a exploração, a propagação de espécies invasoras, a poluição, o aquecimento global e as doenças.

“Os motores da perda da biodiversidade são complexos e multidisciplinares, e é importante reconhecer que não existe uma solução única e simples. Isto torna ainda mais importante que o planeta tenha um objetivo universal comum, guiado e impulsionado pela natureza…”. Entre as ações dos governos, das organizações e da sociedade” oferece uma análise.

Portanto, as expectativas são altas para a Conferência de Biodiversidade da COP15, que acontecerá no último mês do ano no Canadá. A iniciativa é para que os governos cheguem a um enorme consenso sobre a conservação da biodiversidade para enfrentar a crise da perda de espécies, assim como o Acordo de Paris foi concebido para enfrentar a crise climática.

*Por Joaldo Idowneé
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*Fonte: socientifica

Como o WhatsApp se tornou uma potência no Brasil e por que não vivemos sem o app

O WhatsApp foi criado em 2009 e começou a ser disponibilizado apenas para celulares com sistema iOS. Porém, mais de 13 anos depois, a rede social está presente na vida de uma grande parcela de brasileiros e pode até mesmo ditar o tipo de conteúdo ou notícias que muitas pessoas consomem.

De acordo com um relatório de abril de 2022, feito em parceria pela We Are Social e pelo Hootsuite, o WhatsApp é a maior rede social do Brasil, com cerca de 165 milhões de usuários ativos no país.

Sua principal função, de fato, são as trocas de mensagens com pessoas em qualquer lugar do mundo, mas com o passar dos anos o app acabou incluindo outros tipos funções, como as ligações de áudio e vídeo e, recentemente, a possibilidade de realizar pagamentos por meio da plataforma.

Uma pesquisa realizada pela Reuters em parceria com a Universidade de Oxford mostrou que mais da metade da população brasileira confia pelo menos um pouco nas notícias que recebe pelo mensageiro.

Cerca de 53% dos dois mil participantes entrevistados disseram “confiar muito” ou “confiar um pouco” nas notícias que recebem pelo WhatsApp. No entanto, vale salientar que muitas fake news começam a se disseminar pela plataforma e é necessário sempre estar atento ao tipo de informação que se espalha pelos grupos.

A importância do WhatsApp na sociedade
Por ser extremamente presente na vida das pessoas, quase ninguém imagina o que faria ou quais as consequências se o WhatsApp desaparecesse. Infelizmente, em outubro do ano passado tivemos uma pequena amostra grátis dessa experiência.

O aplicativo de mensagens, o Instagram e o Facebook, todos de propriedade da Meta, ficaram foram do ar. Em entrevista ao Olhar Digital, a gerente de projetos na Publicis e professora de redes sociais na USP (Universidade de São Paulo), Soraia Lima, relatou que quando esses serviços ficam fora do ar, tendemos a perder o parâmetro de como podemos nos relacionar com pessoas e empresas.

“O ideal é aprendermos com esse tipo de problema, de modo a não ficarmos reféns de mídias sociais. Por isso, incentivamos que as empresas tenham sites e blogs, por exemplo, além de outros serviços de mensagens instantâneas”.

“Muitas empresas confiaram as comunicações com os seus clientes em um aplicativo gratuito e essa queda atinge a economia mundial, os relacionamentos familiares e o lazer. Ou seja, o impacto é enorme na vida e nos negócios, tudo isso pelo excesso de confiança das pessoas, onde não deveria”, ressaltou o CEO da Enetsec e especialista em crimes cibernéticos, Wanderson Castilho.

Empresas trocaram o Facebook pelo WhatsApp
É impossível falar do WhatsApp sem mencionar seu grande sucesso entre as empresas. Não à toa, a rede social lançou sua versão Business, focada em alavancar o relacionamento com os clientes.

Não é necessário do WhatsApp Business para gerar link no WhatsApp

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) revelou que o mensageiro já possui mais contas empresarias que o próprio Facebook. Aparentemente, um dos motivos para essa crescente foi a pandemia de Covid-19, que aumentou a necessidade de estar em contato online com os clientes durante uma compra, por exemplo.

Pensando em facilitar a vida desses empreendedores, a plataforma investiu em se tornar também um sistema de pagamento. O WhatsApp Pay foi lançado no começo de 2021 e permite que os usuários façam transferências bancárias via cartão de débito ou pré-pago.

WhatsApp x WeChat
Além de facilitar a vida das empresas e usuários, a implementação de um sistema de pagamento no WhatsApp também é uma forma de aumentar a concorrência com o WeChat. A rede social chinesa funciona no conceito de “super app”, que pode ser considerado uma plataforma que traz todos os serviços que você precisa no dia a dia.

Além de funcionar como um mensageiro, o WeChat também permite que seus usuários: acessem serviços públicos; agendem consultas médicas; aluguem bicicletas; chamem táxis; agendem voos; comprem ingressos de cinema; transfiram dinheiro; peçam comidas; reservem hotéis; entre outras diversas coisas.

E uma das coisas mais importantes no WeChat é seu vasto e-commerce, que permite que seus usuários comprem diretamente pelo aplicativo.

A relação dos chineses com o aplicativo é tão séria que é possível dizer que o WeChat acabou com o dinheiro em espécie na China, isso porque seus usuários fazem uso frequente da carteira digital da plataforma, deixando de lado outros métodos de pagamento.

Se o foco do WhatsApp é se tornar um super chat é difícil dizer, mas com certeza a plataforma da Meta continuará investindo em novas ferramentas para se manter como a principal rede social do Brasil e uma das mais populares da Índia, outro grande mercado do app. Estima-se que mais de 400 milhões de indianos utilizem a ferramenta.

*Por Matheus Barros
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*Fonte: olhardigital

Rockin’1000: maior banda de rock do mundo toca pela 1ª vez em SP

Você sabe como nasceu a Rockin’1000, a maior banda de rock do mundo? Um dia, um geólogo marinho louco por música na Itália teve um sonho maluco: reunir 1.000 músicos em um campo para tocar “Learn to Fly” dos Foo Fighters, filmá-lo e convencer a banda a vir para sua cidade, Cesena. Em 2015, com uma pequena ajuda de muitos amigos, seu sonho se tornou realidade.

O vídeo se tornou viral (atualmente com 60 milhões de visualizações e contando), o Foo Fighters ficou impressionado e uma data em Cesena foi devidamente adicionada à sua turnê europeia. Mas isso foi só o começo. O sonho gerou um monstro: Rockin’1000, a maior banda de rock da Terra.

Desde então, essa banda monstruosa se tornou uma família global de mais de 40.000 pessoas, agitando estádios e outros locais especiais ao redor do mundo, 1.000 músicos de cada vez, criando experiências incríveis e únicas para os membros da banda e o público.

A partir da ideia original de Fabio Zaffagnini, desenvolvida com os fundadores Claudia Spadoni, Martina Pieri, Mariagrazia Canu e “Cisko” Ridolfi, a Rockin’1000 evoluiu para uma empresa premiada. Entre muitos projetos com parceiros internacionais, produziu um álbum ao vivo com a Sony Music Itália e lançou um filme original, We are The Thousand , dirigido por Anita Rivaroli, que ganhou o Prêmio do Público nos festivais de cinema SXSW e Hot Docs em 2021.

Agora, essa banda incrível se apresenta pela primeira vez na América do Sul em um palco 360º. O show em São Paulo está agendado para rolar no dia 1º de outubro no Allianz Parque, onde os 1000 músicos tocarão os maiores clássicos do rock mundial com um repertório que abrange a história do rock, desde Rolling Stones até AC/DC, Nirvana, Pearl Jam, Red Hot Chilli Peppers, Led Zeppelin, Queen e muitos outros.

Fique ligado na programação da 89 FM para saber mais sobre o evento!

Serviço:
Rockin’1000 São Paulo
Local: Allianz Parque (Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca, São Paulo)
Data: 1 de outubro – Sábado
Horário: portões abrem às 16h
Preço: a partir de R$79
Link de vendas: https://saopaulo.rockin1000.com/en/

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*Fonte: radiorock89

Quatro coisas que aprendemos errado sobre a INDEPENDÊNCIA do BRASIL

Nem tudo sobre a Independência do Brasil ocorreu como muitas pessoas imaginam; confira

No dia 7 de setembro, poderemos celebrar finalmente os 200 anos da Independência do Brasil da coroa portuguesa, tendo sido realizada em 1822 por Dom Pedro I, que viria a se tornar o primeiro imperador brasileiro. No entanto, apesar de toda a narrativa épica sobre o acontecimento, nem tudo aconteceu exatamente como a maioria dos brasileiros têm em mente.

Provavelmente, quando se tenta imaginar como se deu o famoso ‘grito da Independência às margens do Rio Ipiranga’, a maioria das pessoas pensará logo no famoso quadro ‘Independência ou Morte’, do pintor brasileiro Pedro Américo de Figueiredo e Melo, com uma grande quantidade de pessoas na ocasião, todas bem vestidas e com Dom Pedro I segurando uma espada, apontada para o alto, montado em um belo cavalo.

No entanto, o fato aconteceu de uma forma um pouco diferente do que foi retratado, sendo a famosa pintura apenas uma ilustração propositalmente épica do acontecimento. O quadro se encontra hoje no acervo do Museu do Ipiranga, em São Paulo.

Dessa forma, confira a seguir quatro curiosidades sobre a Independência do Brasil, que ocorreram diferentemente do que a maioria das pessoas imagina:

1. Dor de barriga
Uma informação que talvez não seja tão surpreendente, visto que já é comentada há alguns anos por muitas pessoas nessa época próxima ao aniversário da Independência, é que Dom Pedro I estava com dor de barriga no momento em que realizou o tão famoso ‘grito da independência’.

Aparentemente, ele pode ter comido algo no dia anterior que o fez passar mal ao longo de 7 de setembro de 1822, ou mesmo poderia estar se sentindo mal por estar voltando de uma longa e cansativa viagem, na ocasião.

2. Quantas pessoas estavam presentes?
No quadro de Pedro Américo, é possível notar que existem muitas pessoas no local e no momento em que Dom Pedro I teria dado o grito da Independência. No entanto, até mesmo isso na representação é um erro, se considerar a realidade.

Enquanto na pintura a comitiva mostra dezenas de homens montados a cavalo, na realidade somente 14 pessoas estavam presentes no momento histórico.

3. ‘Às margens do rio Ipiranga’?
Outro mito sobre o clássico evento do dia 7 de setembro de 1822 engloba a localização dos participantes — o que talvez não fosse necessário alterar nas representações e histórias contadas.

Ao contrário do que muitos acreditam, o ‘grito da independência’ não ocorreu literalmente às margens do rio Ipiranga. Embora não exista erro em afirmar que tudo ocorreu “às margens do Ipiranga”, como é declarado na maioria dos livros de História, faltam detalhes sobre a localização precisa.

Em estudo, o engenheiro especializado em cartografia histórica Jorge Pimentel Cintra, ligado à Escola Politécnica e ao Museu do Ipiranga, sugeriu um novo ponto para esse evento histórico, após uma longa investigação. Confira o estudo aqui!

4. A grande, bela e imponente mula
Talvez a informação mais chocante seja de que Dom Pedro I, na realidade, não estava montado em um grande e belo cavalo marrom no momento da Proclamação da Independência. Na verdade, provavelmente nenhuma das 14 pessoas presentes na ocasião estava.

Isso porque, na verdade, o imperador brasileiro estava montado em uma simples mula, pois voltava de uma viagem do litoral de São Paulo, na ocasião, já que o animal costumava ser muito utilizado na época em grandes viagens, devido sua resistência.

Além disso, as roupas dos presentes também eram diferentes: enquanto no quadro todos aparecem vestindo uniformes de gala, provavelmente utilizavam peças mais confortáveis.

A fim de trazer detalhes da viagem de 1.400 quilômetros que durou um mês, o historiador e autor Rodrigo Trespach acaba de lançar sua mais nova obra ‘Às margens do Ipiranga’, que tem o selo Aventuras na História e Citadel. Com relatos impressionantes, a obra retrata a longa viagem que a comitiva de Pedro realizou até chegar no momento que entrou para os livros de História, exibindo retratos da época, costumes da população e a também situação sócio-política que o império brasileiro se encontrava naquele momento.

*Por Eric Moreira
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*Fonte: aventurasnahistoria

Os 10 rios mais poluídos do Brasil

Os rios mais poluídos do Brasil são reservatórios d’água que foram contaminados com resíduos químicos, biológicos e até físicos, o que origina danos ao solo, fauna, flora e à vida humana de maneira geral. A qualidade da água é representada por um conjunto de fatores que se medem a termos químicos, físicos e biológicos. Essas características precisam se manter a certos níveis, dentro dos padrões da Origanização Mundial da Saúde estabelecidos para os valores da qualidade da água.

Os rios contêm tanto poluentes orgânicos quanto inorgânicos. Pesticidas e fertilizantes escorrem dos pátios residenciais para os rios. Os poluentes biológicos, tais como resíduos de animais domésticos, sedimentos e resíduos agrícolas também são encontrados em águas poluídas de rios. Nitratos e fosfatos também são contaminantes comuns encontrados nos rios mais poluídos do Brasil. Os resíduos industriais, devido à falta de fiscalização, também são grandes componentes da destruição dos nossos rios.
Problemas de saúde associados à poluição dos rios
Os problemas de saúde podem ser causados pela exposição a algas tóxicas de várias maneiras diferentes. Nadar em água contaminada, lavar as mãos nela ou bebê-la pode causar problemas de saúde leves a graves. Alguns dos problemas mais comuns são problemas estomacais, problemas hepáticos, problemas neurológicos, erupções cutâneas e problemas respiratórios.

Os rios mais poluídos do Brasil
Os rios listados abaixo já estão poluídos e espera-se que a lista cresça à medida que as leis e a fiscalização minimizem práticas ilícitas realizadas por empresas e grandes corporações, que ignoram as preocupações e as leis ambientais. O ecossistema continuará a degenerar nestas áreas fluviais até que sejam tomadas medidas como: melhorar o saneamento básico das cidades; aumentar a limpeza dos rios; proibir e fiscalizar a liberação de mais lixos e toxinas neles.

A lista a seguir foi formulada a partir dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável do IBGE.

1. Rio Tietê, São Paulo
Rio Tietê, São PauloO Rio Tietê tem 1.135 km de extensão, e passa pelo estado de São Paulo de leste a oeste. Na capital, o rio corre de maneira adjacente à Marginal Tietê, por onde dois milhões de carros passam ao dia. É uma área economicamente importante, mas que chama atenção devido aos problemas ambientais em torno do rio. Projetos que visam sua limpeza foram feitos desde 1992, sem sucesso. Partes do rio são consideradas como mortas, devido à falta de oxigênio na água.

2. Rio Iguaçu, Paraná
Rio Iguaçu, ParanáO Rio Iguaçu é um rio afluente que começa no Paraná, sendo o maior rio do estado. Tem 1.320km de extensão, e compartilha uma borda com a Argentina. Na cidade de Foz do Iguaçu se encontram as maiores cachoeiras do mundo, em termos de volume d’água, as Cataratas do Iguaçu.
Em 2000, a Petrobrás vazou 4 milhões de litros de petróleo no rio, causando um grande desastre ambiental.

3. Rio Ipojuca, Pernambuco
Rio Ipojuca, PernambucoIpojuca significa “água de raízes podres”, na língua nativa tupi. O rio corre por mais de 12 municípios, que liberam grandes quantidades de poluidores industriais nele. Essa alta quantidade de detritos domésticos e industriais tornam o Ipojuca um dos rios mais poluídos do Brasil.

4. Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul

Rio dos Sinos, Rio Grande do SulO Rio dos Sinos sustenta mais de 1.3 milhão de habitantes. A maior parte da sua poluição advém da negligência humana com o lixo e esgoto, mas grande parte de resíduos industriais e irrigações agrícolas também se abastecem com o rio. Em 2006, um desastre ambiental matou pelo menos 1 milhão de peixes durante a época reprodutiva. Esse foi o maior desastre ambiental do Rio Grande do Sul nos últimos 40 anos.

5. Rio Gravataí, Rio Grande do Sul
Rio Gravataí, Rio Grande do SulO Rio Gravataí é responsável por manter o abastecimento de água, irrigação dos campos de arroz, diluição do esgoto doméstico e efluentes industriais. Tem 34km de extensão, e 1 milhão de pessoas dependem dele. Essa fonte d’água é o que impulsiona o desenvolvimento de toda a região.

6. Rio das Velhas, Minas Gerais
Rio das Velhas, Minas GeraisO Rio das Velhas foi usado historicamente na época em que o Brasil era colônia, para o transporte de ouro entre as cidades. Hoje, parte da água é usada para as estações de tratamento, enquanto o resto recebe grande parte do esgoto. A degradação ambiental, combinada com a grande quantidade de minério de ferro transformaram uma seção do rio no que é conhecido como as “águas vermelhas”, onde quase não há vida.

7. Rio Capibaribe, Pernambuco
Rio Capibaribe, PernambucoUm dos rios mais poluídos do Brasil, cujo nome vem da língua nativa tupi, e significa “rio das capivaras”. Tem 240km de extensão. A região baixa do rio foi onde se estabeleceram as primeiras lavouras de cana-de-açúcar.

8. Rio Caí, Rio Grande do Sul
Rio Caí, Rio Grande do SulSua cobertura d’água ocupa 1,79% da superfície do estado. A maior parte da poluição se origina da grande presença de indústrias na área, especialmente o ramo da metalurgia e as companhias mecânicas.

9. Rio Paraíba do Sul, estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais
Rio Paraíba do Sul, estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas GeraisO Rio Paraíba do Sul tem 1.120 km de extensão, e passa pela importante região do Vale do Paraíba, que é uma importante região econômica do país, responsável por grande parte do PIB nacional. Dentre os poluidores se encontram os resíduos industriais, a criação de gado e a exploração agropecuária. Há também os danos causados pela mineração de areia, que altera o curso do rio e rebaixa as matas ciliares, causando sedimentação e contribuindo para uma menor navegabilidade.

10. Rio Doce, Minas Gerais
Rio Doce, Minas GeraisO Rio Doce tem 853 km de extensão, e é um dos rios mais poluídos do Brasil. As degradações se devem às contaminações químicas oriundas das indústrias, e aos pesticidas e herbicidas usados nas fazendas, o que ameaça a saúde dos cidadãos locais.

*Por Dominic Albuquerque e Damares Alves
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*Fonte: socientifica

Brasil perdeu quase 800 bibliotecas públicas em 5 anos

Entre 2015 e 2020, o Brasil perdeu ao menos 764 bibliotecas públicas, segundo dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), mantido pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo.

Em 2015, a base de dados contava 6.057 bibliotecas públicas no Brasil, número que caiu para 5.293 em 2020, dado mais recente disponível no site do SNBP.

Para especialistas em biblioteconomia, a queda no número de bibliotecas revela um descaso do poder público com a população mais vulnerável, que não tem acesso a livrarias.

Eles também alertam que o número de bibliotecas fechadas pode ser ainda maior, devido à atual fragilidade do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, após a extinção do Ministério da Cultura, e da falta de controle efetivo pelos sistemas estaduais, cujos dados alimentam o sistema nacional.

Bibliotecas públicas são aquelas mantidas pelos municípios, Estados, Distrito Federal ou governo federal, que atendem a todos os públicos. São consideradas equipamentos culturais e, portanto, estão no âmbito das políticas públicas do governo federal — antes, sob o Ministério da Cultura e atualmente, com a extinção da pasta, sob a Secretaria Especial da Cultura.

Não entram nessa conta as bibliotecas escolares e universitárias, que têm como público-alvo alunos, professores e funcionários das instituições de ensino.

Procurada pela BBC News Brasil, a Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo não respondeu a questionamento sobre o que explica o fechamento de centenas de bibliotecas públicas nos últimos anos, nem qual a política do governo Jair Bolsonaro (PL) para bibliotecas.

O Plano Nacional de Cultura, conjunto de objetivos para o setor em vigência desde 2010 cuja validade foi prorrogada por Bolsonaro até 2024, tem como uma das metas “garantir a implantação e manutenção de bibliotecas em todos os municípios brasileiros”.

A perda de mais de 700 bibliotecas nos últimos anos deixa o país cada vez mais distante desta meta. Bibliotecas públicas no Brasil. País perdeu 764 bibliotecas entre 2015 e 2020.

SP e MG foram os que mais fecharam bibliotecas
Das 764 bibliotecas públicas fechadas em cinco anos, 698 (ou 91% do total) estavam localizadas nos Estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo em sua maioria bibliotecas municipais.

São Paulo tinha 842 bibliotecas públicas em 2015, segundo o SNBP, número que caiu para 304 em 2020, com a perda de 538 unidades em cinco anos. O montante representa 70% de todas as bibliotecas fechadas no país no período.

A SP Leituras, organização social atualmente responsável pela gestão do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB), confirmou que os números registrados no sistema nacional estão corretos e foram fornecidos pelo SisEB, ponderando, porém, que podem tratar-se de dados intermediários e não do recadastramento oficial feito ao final de cada ano.

Segundo a organização, parte da queda no número de bibliotecas é explicada pela pandemia, que levou ao fechamento provisório ou permanente de diversas unidades.

Questionada sobre os motivos dos fechamentos desde 2015, antes da pandemia, a SP Leituras remeteu o questionamento à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

“É difícil concluir o motivo da variação (ou queda) de número de instituições. Sabemos que, infelizmente, muitas bibliotecas foram sendo fechadas ano após ano, mas não podemos afirmar, com certeza absoluta que estes são os números finais”, respondeu a pasta, por e-mail.

Minas Gerais, por sua vez, somava 888 bibliotecas públicas em 2015, número que caiu para 728 em 2020, uma perda de 160 bibliotecas em cinco anos, conforme os dados do SNBP.

Procurada para comentar a queda no número de bibliotecas, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais respondeu que “o Governo de Minas se responsabiliza pelos dados do cadastro estadual, sendo que em Minas Gerais, o número de bibliotecas públicas cadastradas no Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, no dia de hoje [12/7] é de 752 equipamentos”.

Ainda conforme a pasta, a atualização é realizada a cada quatro anos e o novo recadastramento será feito em dezembro de 2022. “Outros cadastros são de responsabilidade dos entes pelos quais são gerados e, cabe aos municípios participarem ou não dos mesmos”, completou a secretaria.

O fechamento de bibliotecas entre 2015 e 2020 no país reverte tendência de anos anteriores.

De 2004 a 2011, período em que durou o Programa Livro Aberto do governo federal em parceria com municípios, 1.705 novas bibliotecas foram criadas no Brasil e 682 modernizadas, segundo informações do próprio site do SNBP.

A BBC News Brasil solicitou ao SNBP a série histórica do cadastro de bibliotecas públicas em funcionamento no Brasil ano a ano, mas não obteve resposta.

O levantamento foi feito então comparando os dados referentes a 2015 disponíveis no antigo site do SNBP arquivado pelo projeto Internet Archive e os dados referentes a 2020, disponíveis atualmente no site do Ministério do Turismo.

‘Descaso com os mais vulneráveis’
Fábio Cordeiro, presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), avalia que o fechamento de bibliotecas no Brasil nos últimos anos é explicado por uma série de fatores.

“Bibliotecas são equipamentos culturais e, durante esse último período, tivemos a eliminação do Ministério da Cultura e uma falta de valorização desses equipamentos”, afirma Cordeiro. “O fechamento das bibliotecas públicas revela a falta de investimento e de interesse do governo.”

Ele cita ainda um descaso com a população de baixa renda, que depende mais das bibliotecas.

“Há uma falta de políticas voltadas para a parte mais vulnerável da população, que não tem acesso a livrarias, não tem renda para poder comprar livros. Justamente quem mais precisa de bibliotecas são as pessoas mais vulneráveis, que não tem o acesso tão fácil ao livro.”

As vendas de livros no Brasil caem ano após ano. Em 2013, ano de melhor desempenho do mercado livreiro nacional na última década, as vendas das editoras para livrarias somaram 279,7 milhões de exemplares, segundo levantamento realizado pela Nielsen BookData para a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel).

No ano passado, foram 191 milhões de livros vendidos, uma queda de 1% em relação aos 193 milhões de livros vendidos em 2020 e recuo de 32% em relação ao pico de 2013.

Também em 2021, o rendimento médio mensal dos brasileiros caiu ao menor patamar desde 2012, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), para R$ 1.353.

Ainda conforme o IBGE, o percentual de municípios brasileiros com bibliotecas públicas caiu de 97,7% em 2014, para 87,7% em 2018, segundo a edição mais recente da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) que incluiu este tema. O percentual subia ano a ano até 2014, quando passou a cair.

Cordeiro cita ainda o avanço das novas tecnologias como um fator que tem reduzido o público das bibliotecas.

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro, em 2019, 68% dos brasileiros diziam nunca frequentar bibliotecas.

Mas o fechamento de unidades parece também influenciar nisso, já que, naquele ano, 45% dos entrevistados diziam não existir biblioteca pública em sua cidade ou bairro, acima dos 20% que davam essa mesma resposta em 2007.

Adriana Ferrari, diretora técnica da Biblioteca Florestan Fernandes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) e vice-presidente da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários (Febab), avalia que há uma fragilidade nos dados disponibilizados pelo SNBP, porque não há uma coleta efetiva de informações.

Atualmente, segundo o SNBP, a coleta é feita em parceria com os Sistemas Estaduais e Distrital de Bibliotecas Públicas.

“Alguns Estados têm um controle mais eficaz sobre seus sistemas estaduais, outros têm um controle mais frágil. Então essa queda maior na região Sudeste pode ser um resultado da qualidade da coleta de dados”, afirma.

“Não me sinto segura em assumir que foram só essas [764] bibliotecas que fecharam. Acredito que esse número pode ser ainda maior, porque vemos um sucateamento há anos de todo o sistema de acesso à informação, à leitura, à cultura e das bibliotecas em si”, diz Ferrari.

A bibliotecária observa que o Plano Nacional de Cultura nunca foi cumprido. E, mesmo após a aprovação da Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), conhecida como Lei Castilho (Lei 13.696/18), sancionada por Michel Temer (MDB), o objetivo de “universalização do direito ao acesso ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas” em nada avançou.

“Não temos nenhuma política pública em pé, não temos o Ministério da Cultura, que é a pasta que gerencia o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. Então, o sistema existe, mas com uma estrutura extremamente fragilizada. Por isso, não avançamos. Pelo contrário, a gente vem retrocedendo”, afirma.

“A biblioteca não é só um espaço do livro e da leitura, ela é uma porta de infinitas possibilidades, de abertura de repertórios culturais. São espaços de encontros, de pertencimento, então elas vão além das coleções”, diz Ferrari, que defende o fortalecimento das políticas públicas para reverter esse cenário de retrocessos.

Durante a Bienal do Livro, realizada neste mês de julho em São Paulo, a CFB lançou a campanha #SouBibliotecaEscolar, que busca o cumprimento da Lei nº 12.244/2010 (Lei da Universalização das Bibliotecas Escolares), que determinou que todas as instituições públicas e privadas de ensino do país passem a contar com bibliotecas, com acervo mínimo de um título por aluno matriculado.

O prazo de cumprimento da lei se esgotou em 2020, sem que a meta fosse atingida.

Já a Febab lança em breve uma plataforma com o objetivo de mapear todas as bibliotecas, de todos os tipos (públicas, escolares, universitárias e comunitárias) do país. A ideia é poder monitorar e ajudar os sistemas estaduais a ter dados mais consistentes sobre esses equipamentos públicos.

– Texto originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62142015

*Por Thais Carrança
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*Fonte: bbc-brasil

Queijo brasileiro é considerado o melhor do mundo

O queijo canastra ficou em primeiro lugar no ranking elaborado pelo site americano The Taste Atlas

O queijo Canastra ganhou, na última quarta-feira (22), o título de melhor queijo do mundo. O produto é feito com leite, “pingo” e sal, tendo um sabor ácido, mas com um fundo meio adocicado. A iguaria costuma ser comida no pão de queijo, com café, com doce de leite ou sozinho mesmo.

O queijo ficou no topo do ranking elaborado pelo site americano The Taste Atlas. O top foi formado por voto popular. O canastra ficou na frente do italiano Parmigiano Reggiano, do francês Mont d’Or e do português Serra da Estrela.

A lista completa tem 50 queijos do mundo todo. O The Taste Atlas é um guia gastronômico e seu conteúdo é consumido por viajantes ao redor de todo o mundo. [ LISTA / AQUI ]

O queijo Canastra tem o nome da serra que circunda as oito cidades fabricantes do alimento. São mais de 70 produtores na região.

O modo artesanal foi registrado como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

*Por Nathalia Matos
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*Fonte: fatosdesconhecidos

“Clube da Esquina” é eleito o melhor álbum brasileiro da história

Completando 50 anos neste ano de 2022, o álbum de estúdio Clube da Esquina (1972), de Lô Borges e Milton Nascimento continua fazendo história por onde passa. Nesta segunda-feira (9), o disco foi eleito o melhor álbum brasileiro da história por uma votação realizada pelo podcast Discoteca Básica.

A decisão foi tomada por 162 especialistas de diferentes áreas ligadas à produção musical (jornalistas, youtubers, podcasters, músicos, produtores e mais) ouvidos pela equipe do podcast. O editor da NOIZE, Ariel Fagundes, estava entre o time que participou da eleição.

Chegando ao resultado final, com 500 discos, os jurados fizeram sua lista pessoal dos 50 melhores álbuns brasileiros. Entre o top 10, estão álbuns de artistas como Racionais MC’s, Novos Baianos, Jorge Ben Jor e mais.

O resultado completo da votação será publicado na obra “Os 500 maiores álbuns brasileiros de todos os tempos“. Para a produção do material, foi criada uma campanha de financiamento coletivo no site Catarse. O responsável pelo projeto, o jornalista Ricardo Alexandre, criador do podcast Discoteca Básica, tinha o objetivo de arrecadar R$ 80 mil, porém a meta já foi ultrapassada e se encontra em mais de R$ 95 mil reais. Para fazer sua doação, é só entrar no site do Catarse.

Confira abaixo o top 10, entre os 500 escolhidos:

1. Clube da Esquina (1972) – Milton Nascimento e Lô Borges

2. Acabou Chorare (1972) – Novos Baianos

3. Chega de Saudade (1959) – João Gilberto

4. Secos & Molhados (1973) – Secos & Molhados

5. Construção (1971) – Chico Buarque

6. A Tábua de Esmeralda (1974) – Jorge Ben Jor

7. Tropicália ou Panis et Circencis (1968) – Vários artistas

8. Transa (1972) – Caetano Veloso

9. Sobrevivendo no Inferno (1997) – Racionais MC’s

10. Elis & Tom (1974) – Elis Regina e Tom Jobim

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*Fonte: noize

Brasil está longe do topo em lista com melhores e piores países para ser mulher

O relatório “Women, Peace and Security Index” (WPS Index), desenvolvido pelo Instituto para Mulheres da Universidade de Georgetown, foi divulgado no último dia 8 de março. O documento, que estuda quais são as condições de vida das mulheres ao redor do planeta, rankeia quais são os melhores países para as mulheres no mundo. O Brasil ficou em 80º na lista, um pouco acima da média mundial em equidade de gênero.

O estudo compara condições de trabalho – como igualdade salarial -, com inclusão na política e na sociedade como um todo, além de levar em consideração proteção contra violência, acesso à justiça e segurança, em index que ao todo soma 11 índices.

Impacto da covid-19 nas desigualdades
O índice é bianual e, em comparação com o biênio 2019-2020, as condições de vida das mulheres pioraram ao redor de todo o planeta e a desigualdade entre os países aumentou drasticamente. Os piores países para ser mulher no mundo são, de acordo com o WPS Index, o Afeganistão, a Síria e o Iêmen. Todos estas nações estão em um processo de guerra civil contínua há pelo menos uma década.

“As tendências do Índice WPS mostram que o avanço global do status das mulheres diminuiu e as disparidades aumentaram entre os países”, diz o documento.

Entretanto, os dados apontam que a pandemia – e seus impactos econômicos e sociais – tornaram a vida das mulheres mais difícil.

“A pandemia catalisou diversas crises e os desafios para as mulheres pioraram em diversos campos; além do aumento da desigualdade de renda e da intensificação do trabalho de cuidado não remunerado, o confinamento também intensificou casos de violência doméstica ao redor do mundo”, explica o relatório.

O Brasil no ranking
O Brasil ficou mal colocado no ranking, figurando na 80ª posição de 170. O país ainda sofre com desigualdade salarial, violência doméstica em índices altíssimos e ínfima participação de mulheres dentro da política institucional.

Nosso parlamento é o mais desigual na questão de gênero em comparação com todos os outros países da América Latinae do Caribe, mostrando que, em 2022, essa situação precisa mudar.

Além disso, toda a nossa região possui um baixo índice de segurança comunitário, com dois terços das mulheres se sentindo ameaçadas ao andar à noite no seu próprio bairro. A nível de comparação, na Noruega, 90% das mulheres se sente segura nesse tipo de situação.

Uma pesquisa do Datafolha mostrou que 25% das mulheres brasileiras sofreram alguma violência de gênero durante o ano de 2020. De acordo com o estudo, 17 milhões de adultas foram vítimas de agressões físicas, verbais, sexuais e psicológicas no ano retrasado.

O Brasil pontuou 0.734 no índice, um pouco acima da média global de 0.721, mostrando que ainda há muito o que ser feito no país nos próximos anos. E um bom exemplo é olhar para os países que foram bem no WPS Index.

Os melhores países para ser mulher no mundo
Os países onde a desigualdade de gênero se mostrou menos violenta foram os nórdicos. Islândia, Noruega, Finlândia e Dinamarca são os quatro primeiros colocados no ranking. Veja a lista completa:

Noruega (0.922)
Finlândia (0.909)
Islândia (0.907)
Dinamarca (0.903)
Luxemburgo (0.899)
Suíça (0.898)
Suécia (0.895)
Áustria (0.891)
Reino Unido (0.888)
Holanda (0.885)

De acordo com a pesquisa, esses países pontuam bem porque possuem políticas públicas que garantem segurança para mulheres e porque combatem a desigualdade através da legislação, além de possuírem forte participação política feminina em suas casas parlamentares.

Essa é Sanna Marin, primeira ministra da Finlândia; país figura em segundo no ranking de igualdade de gênero

“As grandes conquistas nas frentes de inclusão e justiça podem ser atribuídas, pelo menos em parte, a políticas públicas que promovem um modelo de dupla renda. Nos países nórdicos, as diferenças de gênero na participação da força de trabalho são pequenas. Também garantem a licença parental para mães e pais”, explica a pesquisa.

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*Fonte: hypeness

9 Curiosidades sobre o PAU-BRASIL, a ÁRVORE que dá nome ao nosso país

1. Características
O pau-brasil (Paubrasilia echinata) chega a ter entre 10 e 15 metros de altura e era muito abundante na Mata Atlântica na época de nosso descobrimento pelos portugueses. Ele possui um tronco reto e relativamente fino, com uma coloração cinza-escura. A árvore dá flores amarelas e um extrato interior capaz de gerar uma tinta vermelha.

2. Nome antigo e nova nomenclatura
Antigamente, ela se chamava ibirapitanga em tupi-gurani, onde “ybirá” significa “árvore” e “pintanga” representa “vermelho”. Quando os colonizadores descobriram o nosso país, eles se referiram à árvore como “bersil”, que significava “brasa” na época. Aos poucos, ela acabou sendo chamada de pau-brasil, mas também é conhecida como pau-vermelho, pau-de-pernambuco, arabutã, ibirapitã, muirapiranga, orabutã, pau-rosado e pau-de-tinta.

3. Violino
Em 1775, descobriu-se que o pau-brasil era excelente para o feitio de arcos de violino. Foi nesse ano que François Tourte criou, em Paris, o primeiro arco com essa madeira, dando-lhe o nome de Fernambouc, por ter colhido matéria-prima no estado de Pernambuco. Até hoje, são exportadas madeiras de pau-brasil para a Alemanha, a França e os Estados Unidos com a finalidade de virar instrumentos que chegam a custar US$ 10 mil!

4. Data nacional
Por mais de 375, o extrativismo do pau-brasil aconteceu em todo o país, até que a árvore foi declarada patrimônio nacional em 1978, através da Lei nº 6.607, que ainda estipulou o dia 3 de maio como a data oficial da árvore, que é a única protegida por lei em terras tupiniquins. Também se tentou declarar o ipê-amarelo como a flor nacional, mas isso não foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

5. Boa para a saúde?
Na Universidade Federal de Pernambuco, um longo estudo sobre as propriedades medicinais do pau-brasil continua em curso. Acredita-se que a árvore possa ser antineoplásica, ou seja, capaz de combater alguns tipos de tumores. Em estudo com ratos, a incidência da doença diminuiu em até 87%.

6. Pena de morte
Cortar uma árvore de pau-brasil podia ser motivo de pena de morte durante o final dos anos 1700. Mesmo assim, muitas pessoas ainda o vendiam ao preço de 240 réis por quintal, principalmente no estado do Espírito Santo. O quintal era uma unidade de peso que seria equivalente a cerca de 60 quilos nos dias de hoje.

7. Nome de vilas
O botânico Francismar Francisco Alves Aguiar realizou uma expedição em 1981 na qual encontrou diversos vilarejos chamados de Pau-Brasil em nosso país. Em um deles, a 100 quilômetros de Vitória (ES), a árvore curiosamente não existe mais, em virtude de sua extração descontrolada.

8. Extinção
Em 1928, acreditava-se que não havia mais nenhuma árvore de pau-brasil crescendo espontaneamente em território nacional. Nesse ano, entretanto, um estudante de Agronomia encontrou uma única árvore florescendo em uma área que acabou se tornando a Estação Ecológica da Tapacurá, administrada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco.

9. Economia
O primeiro grande ciclo econômico do Brasil foi às custas de nossa madeira-símbolo: muitos se tornaram ricos com o extrativismo que durou até 1875, exportando o pau-brasil para a fabricação de corantes, a construção naval e a marcenaria de luxo. Em 1605, apenas 105 após o descobrimento do Brasil pelos portugueses, já se falava em medidas de proteção, mas elas nunca surtiram muito efeito.

*Por Diego Denk
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*Fonte: megacurioso

13 Fatos sobre a vida de PEDRO ÁLVARES CABRAL e a “DESCOBERTA” do BRASIL

1. Pedro Álvares Cabral nasceu no vilarejo de Belmonte, a 380 km de Lisboa, em 1467 ou 1468 (o ano é incerto). Assim, ele teria entre 32 e 33 anos quando “descobriu” o Brasil, em 1500

2. A lenda conta que a família Cabral é descendente de Carano, o primeiro rei da Macedônia, que governou a região por volta do ano 1100 a.C. Carano, por sua vez, seria descendente de ninguém menos que o semideus Hércules!

3. Apesar da linhagem nobre que possuía, Cabral recebeu o título de Moço Fidalgo do rei D. João II, quando tinha apenas 17 anos

4. Segundo consta, Cabral era inteligente, generoso, humilde e bastante educado, mesmo com inimigos. Porém, ele também é descrito como extremamente vaidoso e com uma gana sem limites para provar seu título de nobreza

5. Como navegador, ele trouxe muitas riquezas a Portugal, virando capitão-mor em 1500, pouco antes do “descobrimento do Brasil”

6. Além das conquistas comerciais, as intenções da coroa portuguesa e de Cabral eram de expandir as crenças católicas e impedir que os mouros conseguissem implementar suas crenças muçulmanas

7. Em 9 de março de 1500, por volta do meio-dia, Cabral zarpou de Lisboa supostamente com destino à Índia, contornando a África – Vasco da Gama, outro célebre navegador, ajudou Cabral com dicas valiosas

8. Em 23 de março, uma das naus da frota de Cabral afundou na costa da África, vitimando mais de 150 marinheiros

9. Cabral desembarcou na nova terra em 22 de abril de 1500. O primeiro local avistado recebeu o nome de Monte Pascoal, já que eles estavam no período da Páscoa. Esse monte tem 536 metros de altura e fica próximo à cidade de Itamaraju (BA)

10. Cabral nomeou a terra de Ilha de Vera Cruz, achando, a princípio se tratar de uma porção de terra menor do que o imaginado – porém, antes de partir rumo à Índia, em 2 de maio, ele já estaria convencido de ter “achado” um continente inteiro

11. Pedro Álvares Cabral não teve reconhecimento imediato de suas descobertas: passou mais de três séculos, até D. Pedro II investigar a história do Brasil, para ele saber a importância de Cabral para o nosso país

12. O próprio D. Pedro II levantou a hipótese de a “descoberta” do Brasil não ter sido acidental, com Cabral sabendo que poderia existir alguma terra inexplorada a oeste da África

13. A causa da morte de Cabral não é muito certa, mas acredita-se que tenha sido de malária, em 1520 – ele estaria com pouco mais de 50 anos

*Por Diego Denk
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*Fonte: megacurioso

Alerta de desmatamento na Amazônia bate recorde em fevereiro

Com 199 km² desmatados, Deter 2022 registra o pior fevereiro da série histórica.

Dados do sistema Deter, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta sexta-feira (11), reafirmam que o desmatamento na maior floresta tropical do planeta segue fora de controle. Entre os dias 1º e 28 de fevereiro, os alertas apontam para um total de 199 km² desmatados.

O desmatamento em fevereiro aponta um aumento de 62% em relação ao mesmo mês de 2021. É a maior área com alertas para o mês desde 2016, quando foram iniciadas as medições do Deter-B. Os alertas de desmatamento se concentram principalmente nos estados de Mato Grosso, Pará e Amazonas.

“Os dois primeiros meses deste ano tiveram áreas recordes da série histórica, no acumulado já são 629 km² mais do que o triplo do que foi observado no ano passado, 206 km² desmatados. Isso tudo em um período no qual o desmatamento costuma ser mais baixo por conta do período chuvoso na região. Este aumento absurdo demonstra os resultados da falta de uma política de combate ao desmatamento e dos crimes ambientais na Amazônia, impulsionados pelo atual governo. A destruição não para”, afirma o porta-voz de Amazônia do Greenpeace Brasil, Rômulo Batista.

Amazônia fevereiro
Área dos alertas de desmatamento do programa DETER-B do mês de fevereiro | Fonte: INPE
Publicado na última segunda-feira (7), um estudo da Universidade de Exeter revelou que a floresta amazônica está perdendo sua capacidade de manutenção, chegando em um “ponto de não retorno”. De acordo com o estudo, três quartos da floresta estão apresentando uma resiliência cada vez menor contra secas e outros eventos climáticos adversos e, portanto, estão menos capazes de se recuperar.

A previsão é de que grandes áreas irão começar a se transformar em um bioma mais parecido com uma área de floresta degradada e mais seca, gerando riscos para a biodiversidade e para o clima em escala global e intensificando a ocorrência de eventos climáticos extremos.

“Na mesma semana em que milhares de pessoas se reuniram em Brasília, no Ato pela Terra, para exigir que o governo e o Congresso parem com o Pacote da Destruição, esse estudo publicado, a aprovação de urgência do PL da mineração em terras indígenas e os recordes dos alertas de desmatamento nos levam a refletir sobre o destino da Amazônia e seus povos”, ressalta Batista.

Segundo ele, quanto mais desmatamento, maior é a contribuição do país com a emissão de gases do efeito estufa, “agravando ainda mais a crise climática e acelerando os eventos extremos como as chuvas torrenciais que vimos esse ano no Brasil. Os dados de fevereiro apontam para mais um ano em que o Brasil caminha na contramão do combate à destruição ambiental e dos direitos dos povos indígenas”, finaliza.

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*Fonte: ciclovivo

10 fatos interessantes sobre Clarice Lispector: Uma das maiores escritoras brasileiras

Escrever em português torna difícil para muitos autores brasileiros obterem reconhecimento mundial. Além disso, grande parte de nossa literatura enfoca questões como a investigação da identidade brasileira, bem como explorações de valores e cultura locais, o que a torna, talvez, menos relevante para leitores de outros países.

As coisas parecem estar mudando, no entanto. O aclamado escritor brasileiro Raduan Nassar, por exemplo, foi indicado para o Prêmio Booker 2016 por Uma Taça de Fúria, publicado no Brasil em 1978.

Clarice Lispector sempre foi uma exceção: uma escritora brasileira conhecida em todo o mundo. Uma das razões para isso é que os enredos e personagens de seus romances estão longe de ser tradicionais; Os personagens de Lispector tendem a embarcar em jornadas interiores cheias de nuances, explorando mundos incrivelmente complexos. Quase nada acontece em termos de ação ou no desenvolvimento de arcos de personagem típicos. Seus livros lançam uma luz única sobre diferentes aspectos da natureza humana. Se o fluxo de consciência que ela costuma usar pode tornar sua prosa um tanto hermética e mais difícil de ler, também permite que suas histórias viajem internacionalmente com mais facilidade.

No entanto, mesmo quem gosta de seu trabalho pode não saber os seguintes fatos sobre a famosa autora:

1. Clarice Lispector se parecia com Marlene Dietrich e escrevia como Virginia Woolf. Seus looks do Leste Europeu eram de fato marcantes e incomuns no Brasil. Sua família havia migrado para o Brasil após a Primeira Guerra Mundial, fugindo dos pogroms contra judeus na região.

2. Sua mãe foi estuprada na Ucrânia durante um desses pogroms e, conseqüentemente, contraiu sífilis, que a levou à morte prematura algumas décadas depois. Parece que Clarice foi concebida como uma possível tentativa de curar a doença (uma superstição comum naquela época dizia que dar à luz uma criança poderia curar a infecção). Claro, isso não surtiu o efeito pretendido, e Clarice carregava o peso da culpa por não ter sido capaz de salvar a mãe pelo resto da vida. A maternidade, ou a falta dela, é um tema recorrente em suas histórias.

3. Foi criada em Recife, cidade do nordeste brasileiro, onde estudou em uma das melhores escolas públicas da região, o Ginásio Pernambucano. Ela tinha 14 anos quando sua família finalmente se mudou para o Rio.

4. Clarice Lispector passou grande parte de sua vida morando em diferentes países e cidades, como esposa do diplomata Maury Gurgel Valente. Ela morou em Naples, Bern e Washington, entre outros lugares. Sua inteligência natural, beleza e modos cultivados, aliados à experiência de morar em diferentes partes do mundo, fizeram dela uma das mulheres mais sofisticadas de seu tempo.

5. Clarice teve dois filhos: Pedro e Paulo. Pedro era tão precoce que em alguns dias aprendeu o dialeto local da empregada doméstica na Suíça, assustando os pais. No entanto, este foi um indicador precoce de problemas mentais e, mais tarde, ele foi diagnosticado com esquizofrenia.

6. Clarice não era uma pessoa muito política, embora estivesse ciente e magoada pelas injustiças e desigualdades que observava em seu país de adoção. No início dos anos mais duros da ditadura no Brasil, no final dos anos 60, ela participou de manifestações e se manifestou contra o golpe militar.

7. Amigos próximos afirmam que Clarice era uma mulher solitária e difícil, principalmente depois que ela deixou o marido no final dos anos 50 e decidiu morar com os filhos no Rio. Ela era viciada em pílulas para dormir, mas quando não conseguia dormir, ligava para as amigas para discutir seus problemas pessoais a qualquer hora do dia ou da noite.

8. Clarice sobreviveu a um incêndio iniciado quando adormeceu com um cigarro aceso na mão. Nessa época ela morava em um apartamento no Leme, um trecho de praia próximo à badalada Copacabana dos anos 1960. As queimaduras de terceiro grau deixaram-na com cicatrizes para o resto da vida, especialmente a mão direita – que ela usava para escrever!

9. Clarice tinha uma forma de escrever totalmente moderna e original. Temas relacionados à maternidade, assim como reflexões sobre a saudade da mãe, figuraram amplamente em seu trabalho. Suas ideias foram fortemente influenciadas pelo filósofo Spinoza e a linguagem que ela usou a tornou uma escritora extraordinariamente criativa e original.

10. Ela escreveu nove livros, uma peça, vários contos e alguma literatura infantil. Ela também era jornalista e tinha colunas em importantes jornais brasileiros, onde costumava escrever crônicas (um gênero tipicamente brasileiro, em que os autores narram fatos sobre experiências simples do cotidiano de maneiras interessantes e originais) ou dava conselhos para leitoras, em seu próprio nome ou pseudônimos. Ela morreu de câncer de ovário em 1977 aos 57 anos.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Comidas que parecem estrangeiras mas são brasileiras!

A culinária brasileira é cheia de comidas com nomes que nos fazem acreditar que se tratam de pratos estrangeiros. Quem nunca comeu uma torta holandesa ou um crepe suíço? Pois saiba que essas receitas de europeias só têm o nome mesmo! Isso porque elas são tão brasileiras quanto a feijoada e o brigadeiro.

Eu duvido que você sequer imaginava que as comidas a seguir não fossem importadas de outro país. Mas afinal, tem coisa mais tupiniquim que dar um nome gringo para um prato regional? Confira agora comidas que parecem estrangeiras, mas são brasileiras:

Beirute
Sabe o beirute? Pois é, ele não é nem um pouco libanês, na verdade, só o pão sirio, porque de resto é uma criação totalmente paulista! A grande invenção surgiu quando dois irmãos libaneses donos de lanchonete perceberam que não tinham mais pão de forma. Por isso utilizaram o sírio e o batizaram de Beirute, assim como a capital do seu país de origem.

Bife à Parmegiana
O bife à parmegiana também não vem da região de Parma, na Itália. Já que carne empanada com farinha e coberta com queijo parmesão não é nada comum no país das massas. Nem o molho à bolonhesa é de lá, inclusive deve ser quase uma heresia, já que o original é feito com ragu e não carne moída.

Pão Francês
O Pão francês nunca foi a França, mas a elite brasileira do século vinte foi bastante e na volta trazia o baguete para os padeiros daqui tentarem copiar e assim nasceu nosso pãozinho preferido. E fala sério, ficou muitoooo melhor!

Torta Holandesa
Este prato só seria holandês se Campinas fizesse parte dos Países Baixos, tendo em vista que o doce foi elaborado por uma mulher na cidade do interior paulista. Silvia Maria só queria deixar o conhecido pavê um pouco mais apetitoso, então aperfeiçoou a torta. Ela a batizou com esse nome apenas para homenagear os anos que passou no país europeu. Obrigada por tudo, Silvia Maria!

Arroz à Piemontese
Quem nunca provou esse prato delicioso que leva arroz cozido, creme de leite, presunto em cubos e queijo? A comida é um verdadeiro sucesso aqui, mas não tem nada a ver com a região italiana de Piemonte. A invenção deliciosa é totalmente brasileira!

Palha Italiana
Se você for à Itália com certeza não irá encontrar uma palha italiana. Afinal, ela não foi inventada lá. O doce feito a partir de brigadeiro e biscoito triturado é bem verde e amarelinho! Eles é que estão perdendo!

Paleta Mexicana
Essa sobremesa gelada fez muito sucesso aqui no país e era possível encontra-lás com diversos recheios. No entanto, de mexicana as paletas não têm nada! Isso porque no México, esses picolés diferenciados não possuem nada dentro.

Com isso, podemos concluir que nem só das comidas típicas vivem os moradores deste país, a gente também gosta de inovar e criar receitas diferentes. Afinal, os brasileiros têm o poder de transformar e adaptar qualquer comida no prato mais delicioso do mundo todo!

*Por Isabela Serra
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*Fonte: fatosdesconhecidos

6 comidas brasileiras que os gringos simplesmente amam

Você pode tentar achar inúmeros defeitos no Brasil, mas um fato é inegável: a nossa culinária é deliciosamente boa. Algumas receitas brasileiras são tão gostosas que chegam a despertar um pouquinho de inveja em quem vem visitar o país e não consegue encontrar esses pratos de forma alguma em sua terra natal.

Será que você consegue adivinhar algumas das receitas que farão parte desta lista? Confira seis comidas que só existem aqui no Brasil e que a maioria dos gringos adoram. Depois conta para a gente qual é a sua favorita!

1. Pão de queijo
Apesar de ser uma receita tradicional de Minas Gerais, o pão de queijo se tornou um prato típico de todas as regiões do Brasil e encanta qualquer pessoa que o experimenta. Seja para o café da manhã ou na hora do lanche da tarde, esse delicioso quitute é uma explosão de alegria no paladar.

Sua receita consiste em dois elementos simples: polvilho e queijo. Há quem goste de comê-lo acompanhado com uma bela xícara de café ou passando um pouquinho de requeijão. Só de pensar dá água na boca!

2. Coxinha
Massa frita e um recheio de frango desfiado. Isso é tudo que uma coxinha precisa para ficar extremamente deliciosa e fazer você ficar babando por horas. Principalmente em festas de crianças, faltar coxinha é sinônimo de caos e fracasso. Por isso, não há um gringo que a resista.

Mesmo para aqueles que não são tão chegados em frango assim, outras receitas não tão tradicionais atualmente incluem coxinhas de costela bovina ou até mesmo versões veganas para agradar a todos.

3. Farofa
A base da culinária brasileira está na simplicidade e a farofa é a rainha do simples. Além de servir de acompanhamento para diversos pratos locais, esse prato a base de farinha possui intermináveis variedades e sempre se mistura um pouco com a cultura do estado em que está sendo feito.

A farofa, além de ser um prato brasileiro muito tradicional, tem origem indígena e sempre está presente nos churrascos.

4. Feijoada
Falando em farofa, um prato em que ela não pode faltar de jeito algum é a feijoada. E nesse ponto, qual outro prato é tão brasileiro quanto a feijoada? É praticamente impossível chegar a um consenso. Um belo prato de arroz, couve, vinagrete, farofa e o querido guisado de feijão com pedaços de carne fazem o dia de qualquer pessoa.

Historicamente, a feijoada é um prato desenvolvido no Brasil pelos escravizados, que usavam o resto das comidas para criar uma nova receita. Desde então, esse virou um verdadeiro símbolo nacional.

5. Açaí
Comer uma bacia de açaí é a mesma coisa que saborear a terra brasileira. Também chamado de “jussara” em outras regiões do país, essa fruta simplesmente ganhou o mundo em formato de “sorvete”. A sua versão mais tradicional recebe adição de açúcar e costuma vir acompanhada de outras frutas, granola e até mesmo leite em pó.

Um açaí gelado é uma opção certeira para quem está tentando fugir do calor tropical e deseja experimentar uma das deliciosidades que o nosso país pode oferecer.

6. Brigadeiro
Para fechar a lista, não há como deixar de fora a nossa sobremesa mais tradicional: o brigadeiro. Você pode até não ser o maior fã de doce no mundo, mas precisa reconhecer que o brigadeiro é uma das nossas melhores criações e costuma agradar qualquer estrangeiro que visite o Brasil.

Basta um pouco de chocolate ou cacau em pó, leite condensado e uma colher de manteiga para que essa receita possa ir ao fogo. Em questão de minutos, você terá um prato saboroso e irresistível na sua frente.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Pesquisa aponta que metade dos jovens brasileiros possui problemas de saúde mental

Nesta quarta-feira (1), a Pfizer apresentou um estudo feito pela consultoria Ipec que mostra que 39% dos jovens brasileiros com idade entre 18 e 24 anos consideram possuir uma saúde mental “ruim”, enquanto outros 11% se classificam em um estado “muito ruim”.

Dos entrevistados, apenas 4% disseram que sua saúde mental é muito boa. A pesquisa entrevistou 2 mil pessoas com mais de 18 anos na cidade de São Paulo e regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.

O médico e pesquisador do departamento de Psiquiatria da Unifesp, Michel Haddad, afirmou que os transtornos mentais então em crescimento há pelo menos duas décadas e que a pandemia de Covid-19 só escancarou este problema.

O estudo relata que os jovens afirmam ter mais problemas com a saúde mental do que as pessoas mais velhas. Ao considerar o público geral entrevistado, 25% classificou a saúde mental como “ruim”, enquanto outros 5% disseram se enquadrar em “muito ruim”.

De acordo com o jornal O Globo, os entrevistados relataram algumas queixas comuns, são elas: tristeza (42%), insônia (38%), irritação (38%), angústia ou medo (36%), além de crises de choro (21%).

Apenas 11% dos entrevistados fazem acompanhamento médico profissional de maneira contínua, cerca de 21% já chegou a buscar uma ajuda especializada. Ao serem questionados sobre maneiras para lidar com o impacto imposto pela pandemia, 19% disseram que praticam atividades físicas ao ar livre e outros 18% dentro de casa.

Outros 17% acreditam que a leitura de livros pode ajudar na busca por uma solução e investem nesta saída.

Entre todos voluntários, 16% disse ter sido diagnosticado com ansiedade, 8% com depressão, 3% com síndrome do pânico e 2% com fobia social.

*Por Matheus barros
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*Fonte: olhardigital

Cabo submarino que conecta Brasil à Europa começa a funcionar na terça-feira

O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações anunciou que o primeiro cabo submarino de alta capacidade que liga o Brasil ao continente europeu vai começar a funcionar na próxima terça-feira (1º). Uma cerimônia vai ocorrer em Portugal para marcar o início das operações. O ministro Marcos Pontes estará presente no evento.

O cabo construído pela EllaLink conta apoio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e teve o custo estimado em US$ 185 milhões. O equipamento deve conectar Fortaleza, no Brasil, com Sines, em Portugal, com passagens ainda pela Guiana Francesa, Ilha da Madeira, Ilhas Canárias e Cabo Verde.


Cabo submarino brasileiro

Uma das principais vantagens do cabo, apontada pelo ministério, é o fato de as informações não precisarem passar pelos Estados Unidos para chegarem na Europa, como ocorre atualmente com a maior parte das transmissões. No total, o cabo submarino possui 6 mil quilômetros de extensão.


A EllaLink diz que o sistema garante “acesso de alta qualidade aos serviços e aplicações de telecomunicações, por meio de uma conexão direta de alta velocidade e baixíssima latência”. A infraestrutura será usada para educação e pesquisa, mas também para serviços e nuvem e negócios digitais.

A empresa diz que o cabo é capaz de reduzir em 50% a latência da conexão atual. Além da rota pela água, conexões por terra devem ligar o cabo a estados como São Paulo e Rio de Janeiro. Além de Madrid, na Espanha e Marselha, na França.

O projeto do cabo submarino começou a ser pensado em 2013 e o processo de construção teve início em 2018.

 

Estrutura de cabo submarino no Brasil

No Brasil, o primeiro cabo submarino foi inaugurado em 1857. Ele fez parte da primeira linha telegráfica brasileira e interligava a Praia da Saúde, no Rio de Janeiro, à cidade de Petrópolis. Eram 15 km de cabo submarino em uma linha cuja extensão total era de 50 km.

Em 1874, veio o primeiro cabo totalmente submarino do país; inaugurado por D. Pedro II, ele conectava Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Belém. No ano seguinte, foi criada a linha para ligar Recife, João Pessoa e Natal. Ainda em 1875, Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, participou da organização e do financiamento da instalação do primeiro cabo submarino internacional no país; instalado pela British Eastern Telegraph Company, ele conectou o Brasil a Portugal.

Em anos recentes, outros cabos submarinos foram lançados para interligar o Brasil a várias partes do mundo. Os apresentados na figura acima são os principais deles.


Os cabos submarinos atuais são de fibra óptica e permitem o transporte de todo tipo de informação digital — ou seja, telefone, internet e demais dados. Geralmente, eles têm 69 mm de diâmetro e pesam cerca de 10 kg por metro. Para águas profundas, no entanto, são usados cabos mais finos e leves. Todos os continentes, exceto a Antártida, são ligados por eles.

*Por Lucas Soares

 

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*Fonte: ciclovivo