Rockin’1000: maior banda de rock do mundo toca pela 1ª vez em SP

Você sabe como nasceu a Rockin’1000, a maior banda de rock do mundo? Um dia, um geólogo marinho louco por música na Itália teve um sonho maluco: reunir 1.000 músicos em um campo para tocar “Learn to Fly” dos Foo Fighters, filmá-lo e convencer a banda a vir para sua cidade, Cesena. Em 2015, com uma pequena ajuda de muitos amigos, seu sonho se tornou realidade.

O vídeo se tornou viral (atualmente com 60 milhões de visualizações e contando), o Foo Fighters ficou impressionado e uma data em Cesena foi devidamente adicionada à sua turnê europeia. Mas isso foi só o começo. O sonho gerou um monstro: Rockin’1000, a maior banda de rock da Terra.

Desde então, essa banda monstruosa se tornou uma família global de mais de 40.000 pessoas, agitando estádios e outros locais especiais ao redor do mundo, 1.000 músicos de cada vez, criando experiências incríveis e únicas para os membros da banda e o público.

A partir da ideia original de Fabio Zaffagnini, desenvolvida com os fundadores Claudia Spadoni, Martina Pieri, Mariagrazia Canu e “Cisko” Ridolfi, a Rockin’1000 evoluiu para uma empresa premiada. Entre muitos projetos com parceiros internacionais, produziu um álbum ao vivo com a Sony Music Itália e lançou um filme original, We are The Thousand , dirigido por Anita Rivaroli, que ganhou o Prêmio do Público nos festivais de cinema SXSW e Hot Docs em 2021.

Agora, essa banda incrível se apresenta pela primeira vez na América do Sul em um palco 360º. O show em São Paulo está agendado para rolar no dia 1º de outubro no Allianz Parque, onde os 1000 músicos tocarão os maiores clássicos do rock mundial com um repertório que abrange a história do rock, desde Rolling Stones até AC/DC, Nirvana, Pearl Jam, Red Hot Chilli Peppers, Led Zeppelin, Queen e muitos outros.

Fique ligado na programação da 89 FM para saber mais sobre o evento!

Serviço:
Rockin’1000 São Paulo
Local: Allianz Parque (Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca, São Paulo)
Data: 1 de outubro – Sábado
Horário: portões abrem às 16h
Preço: a partir de R$79
Link de vendas: https://saopaulo.rockin1000.com/en/

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*Fonte: radiorock89

Quatro coisas que aprendemos errado sobre a INDEPENDÊNCIA do BRASIL

Nem tudo sobre a Independência do Brasil ocorreu como muitas pessoas imaginam; confira

No dia 7 de setembro, poderemos celebrar finalmente os 200 anos da Independência do Brasil da coroa portuguesa, tendo sido realizada em 1822 por Dom Pedro I, que viria a se tornar o primeiro imperador brasileiro. No entanto, apesar de toda a narrativa épica sobre o acontecimento, nem tudo aconteceu exatamente como a maioria dos brasileiros têm em mente.

Provavelmente, quando se tenta imaginar como se deu o famoso ‘grito da Independência às margens do Rio Ipiranga’, a maioria das pessoas pensará logo no famoso quadro ‘Independência ou Morte’, do pintor brasileiro Pedro Américo de Figueiredo e Melo, com uma grande quantidade de pessoas na ocasião, todas bem vestidas e com Dom Pedro I segurando uma espada, apontada para o alto, montado em um belo cavalo.

No entanto, o fato aconteceu de uma forma um pouco diferente do que foi retratado, sendo a famosa pintura apenas uma ilustração propositalmente épica do acontecimento. O quadro se encontra hoje no acervo do Museu do Ipiranga, em São Paulo.

Dessa forma, confira a seguir quatro curiosidades sobre a Independência do Brasil, que ocorreram diferentemente do que a maioria das pessoas imagina:

1. Dor de barriga
Uma informação que talvez não seja tão surpreendente, visto que já é comentada há alguns anos por muitas pessoas nessa época próxima ao aniversário da Independência, é que Dom Pedro I estava com dor de barriga no momento em que realizou o tão famoso ‘grito da independência’.

Aparentemente, ele pode ter comido algo no dia anterior que o fez passar mal ao longo de 7 de setembro de 1822, ou mesmo poderia estar se sentindo mal por estar voltando de uma longa e cansativa viagem, na ocasião.

2. Quantas pessoas estavam presentes?
No quadro de Pedro Américo, é possível notar que existem muitas pessoas no local e no momento em que Dom Pedro I teria dado o grito da Independência. No entanto, até mesmo isso na representação é um erro, se considerar a realidade.

Enquanto na pintura a comitiva mostra dezenas de homens montados a cavalo, na realidade somente 14 pessoas estavam presentes no momento histórico.

3. ‘Às margens do rio Ipiranga’?
Outro mito sobre o clássico evento do dia 7 de setembro de 1822 engloba a localização dos participantes — o que talvez não fosse necessário alterar nas representações e histórias contadas.

Ao contrário do que muitos acreditam, o ‘grito da independência’ não ocorreu literalmente às margens do rio Ipiranga. Embora não exista erro em afirmar que tudo ocorreu “às margens do Ipiranga”, como é declarado na maioria dos livros de História, faltam detalhes sobre a localização precisa.

Em estudo, o engenheiro especializado em cartografia histórica Jorge Pimentel Cintra, ligado à Escola Politécnica e ao Museu do Ipiranga, sugeriu um novo ponto para esse evento histórico, após uma longa investigação. Confira o estudo aqui!

4. A grande, bela e imponente mula
Talvez a informação mais chocante seja de que Dom Pedro I, na realidade, não estava montado em um grande e belo cavalo marrom no momento da Proclamação da Independência. Na verdade, provavelmente nenhuma das 14 pessoas presentes na ocasião estava.

Isso porque, na verdade, o imperador brasileiro estava montado em uma simples mula, pois voltava de uma viagem do litoral de São Paulo, na ocasião, já que o animal costumava ser muito utilizado na época em grandes viagens, devido sua resistência.

Além disso, as roupas dos presentes também eram diferentes: enquanto no quadro todos aparecem vestindo uniformes de gala, provavelmente utilizavam peças mais confortáveis.

A fim de trazer detalhes da viagem de 1.400 quilômetros que durou um mês, o historiador e autor Rodrigo Trespach acaba de lançar sua mais nova obra ‘Às margens do Ipiranga’, que tem o selo Aventuras na História e Citadel. Com relatos impressionantes, a obra retrata a longa viagem que a comitiva de Pedro realizou até chegar no momento que entrou para os livros de História, exibindo retratos da época, costumes da população e a também situação sócio-política que o império brasileiro se encontrava naquele momento.

*Por Eric Moreira
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*Fonte: aventurasnahistoria

Os 10 rios mais poluídos do Brasil

Os rios mais poluídos do Brasil são reservatórios d’água que foram contaminados com resíduos químicos, biológicos e até físicos, o que origina danos ao solo, fauna, flora e à vida humana de maneira geral. A qualidade da água é representada por um conjunto de fatores que se medem a termos químicos, físicos e biológicos. Essas características precisam se manter a certos níveis, dentro dos padrões da Origanização Mundial da Saúde estabelecidos para os valores da qualidade da água.

Os rios contêm tanto poluentes orgânicos quanto inorgânicos. Pesticidas e fertilizantes escorrem dos pátios residenciais para os rios. Os poluentes biológicos, tais como resíduos de animais domésticos, sedimentos e resíduos agrícolas também são encontrados em águas poluídas de rios. Nitratos e fosfatos também são contaminantes comuns encontrados nos rios mais poluídos do Brasil. Os resíduos industriais, devido à falta de fiscalização, também são grandes componentes da destruição dos nossos rios.
Problemas de saúde associados à poluição dos rios
Os problemas de saúde podem ser causados pela exposição a algas tóxicas de várias maneiras diferentes. Nadar em água contaminada, lavar as mãos nela ou bebê-la pode causar problemas de saúde leves a graves. Alguns dos problemas mais comuns são problemas estomacais, problemas hepáticos, problemas neurológicos, erupções cutâneas e problemas respiratórios.

Os rios mais poluídos do Brasil
Os rios listados abaixo já estão poluídos e espera-se que a lista cresça à medida que as leis e a fiscalização minimizem práticas ilícitas realizadas por empresas e grandes corporações, que ignoram as preocupações e as leis ambientais. O ecossistema continuará a degenerar nestas áreas fluviais até que sejam tomadas medidas como: melhorar o saneamento básico das cidades; aumentar a limpeza dos rios; proibir e fiscalizar a liberação de mais lixos e toxinas neles.

A lista a seguir foi formulada a partir dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável do IBGE.

1. Rio Tietê, São Paulo
Rio Tietê, São PauloO Rio Tietê tem 1.135 km de extensão, e passa pelo estado de São Paulo de leste a oeste. Na capital, o rio corre de maneira adjacente à Marginal Tietê, por onde dois milhões de carros passam ao dia. É uma área economicamente importante, mas que chama atenção devido aos problemas ambientais em torno do rio. Projetos que visam sua limpeza foram feitos desde 1992, sem sucesso. Partes do rio são consideradas como mortas, devido à falta de oxigênio na água.

2. Rio Iguaçu, Paraná
Rio Iguaçu, ParanáO Rio Iguaçu é um rio afluente que começa no Paraná, sendo o maior rio do estado. Tem 1.320km de extensão, e compartilha uma borda com a Argentina. Na cidade de Foz do Iguaçu se encontram as maiores cachoeiras do mundo, em termos de volume d’água, as Cataratas do Iguaçu.
Em 2000, a Petrobrás vazou 4 milhões de litros de petróleo no rio, causando um grande desastre ambiental.

3. Rio Ipojuca, Pernambuco
Rio Ipojuca, PernambucoIpojuca significa “água de raízes podres”, na língua nativa tupi. O rio corre por mais de 12 municípios, que liberam grandes quantidades de poluidores industriais nele. Essa alta quantidade de detritos domésticos e industriais tornam o Ipojuca um dos rios mais poluídos do Brasil.

4. Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul

Rio dos Sinos, Rio Grande do SulO Rio dos Sinos sustenta mais de 1.3 milhão de habitantes. A maior parte da sua poluição advém da negligência humana com o lixo e esgoto, mas grande parte de resíduos industriais e irrigações agrícolas também se abastecem com o rio. Em 2006, um desastre ambiental matou pelo menos 1 milhão de peixes durante a época reprodutiva. Esse foi o maior desastre ambiental do Rio Grande do Sul nos últimos 40 anos.

5. Rio Gravataí, Rio Grande do Sul
Rio Gravataí, Rio Grande do SulO Rio Gravataí é responsável por manter o abastecimento de água, irrigação dos campos de arroz, diluição do esgoto doméstico e efluentes industriais. Tem 34km de extensão, e 1 milhão de pessoas dependem dele. Essa fonte d’água é o que impulsiona o desenvolvimento de toda a região.

6. Rio das Velhas, Minas Gerais
Rio das Velhas, Minas GeraisO Rio das Velhas foi usado historicamente na época em que o Brasil era colônia, para o transporte de ouro entre as cidades. Hoje, parte da água é usada para as estações de tratamento, enquanto o resto recebe grande parte do esgoto. A degradação ambiental, combinada com a grande quantidade de minério de ferro transformaram uma seção do rio no que é conhecido como as “águas vermelhas”, onde quase não há vida.

7. Rio Capibaribe, Pernambuco
Rio Capibaribe, PernambucoUm dos rios mais poluídos do Brasil, cujo nome vem da língua nativa tupi, e significa “rio das capivaras”. Tem 240km de extensão. A região baixa do rio foi onde se estabeleceram as primeiras lavouras de cana-de-açúcar.

8. Rio Caí, Rio Grande do Sul
Rio Caí, Rio Grande do SulSua cobertura d’água ocupa 1,79% da superfície do estado. A maior parte da poluição se origina da grande presença de indústrias na área, especialmente o ramo da metalurgia e as companhias mecânicas.

9. Rio Paraíba do Sul, estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais
Rio Paraíba do Sul, estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas GeraisO Rio Paraíba do Sul tem 1.120 km de extensão, e passa pela importante região do Vale do Paraíba, que é uma importante região econômica do país, responsável por grande parte do PIB nacional. Dentre os poluidores se encontram os resíduos industriais, a criação de gado e a exploração agropecuária. Há também os danos causados pela mineração de areia, que altera o curso do rio e rebaixa as matas ciliares, causando sedimentação e contribuindo para uma menor navegabilidade.

10. Rio Doce, Minas Gerais
Rio Doce, Minas GeraisO Rio Doce tem 853 km de extensão, e é um dos rios mais poluídos do Brasil. As degradações se devem às contaminações químicas oriundas das indústrias, e aos pesticidas e herbicidas usados nas fazendas, o que ameaça a saúde dos cidadãos locais.

*Por Dominic Albuquerque e Damares Alves
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*Fonte: socientifica

Brasil perdeu quase 800 bibliotecas públicas em 5 anos

Entre 2015 e 2020, o Brasil perdeu ao menos 764 bibliotecas públicas, segundo dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), mantido pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo.

Em 2015, a base de dados contava 6.057 bibliotecas públicas no Brasil, número que caiu para 5.293 em 2020, dado mais recente disponível no site do SNBP.

Para especialistas em biblioteconomia, a queda no número de bibliotecas revela um descaso do poder público com a população mais vulnerável, que não tem acesso a livrarias.

Eles também alertam que o número de bibliotecas fechadas pode ser ainda maior, devido à atual fragilidade do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, após a extinção do Ministério da Cultura, e da falta de controle efetivo pelos sistemas estaduais, cujos dados alimentam o sistema nacional.

Bibliotecas públicas são aquelas mantidas pelos municípios, Estados, Distrito Federal ou governo federal, que atendem a todos os públicos. São consideradas equipamentos culturais e, portanto, estão no âmbito das políticas públicas do governo federal — antes, sob o Ministério da Cultura e atualmente, com a extinção da pasta, sob a Secretaria Especial da Cultura.

Não entram nessa conta as bibliotecas escolares e universitárias, que têm como público-alvo alunos, professores e funcionários das instituições de ensino.

Procurada pela BBC News Brasil, a Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo não respondeu a questionamento sobre o que explica o fechamento de centenas de bibliotecas públicas nos últimos anos, nem qual a política do governo Jair Bolsonaro (PL) para bibliotecas.

O Plano Nacional de Cultura, conjunto de objetivos para o setor em vigência desde 2010 cuja validade foi prorrogada por Bolsonaro até 2024, tem como uma das metas “garantir a implantação e manutenção de bibliotecas em todos os municípios brasileiros”.

A perda de mais de 700 bibliotecas nos últimos anos deixa o país cada vez mais distante desta meta. Bibliotecas públicas no Brasil. País perdeu 764 bibliotecas entre 2015 e 2020.

SP e MG foram os que mais fecharam bibliotecas
Das 764 bibliotecas públicas fechadas em cinco anos, 698 (ou 91% do total) estavam localizadas nos Estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo em sua maioria bibliotecas municipais.

São Paulo tinha 842 bibliotecas públicas em 2015, segundo o SNBP, número que caiu para 304 em 2020, com a perda de 538 unidades em cinco anos. O montante representa 70% de todas as bibliotecas fechadas no país no período.

A SP Leituras, organização social atualmente responsável pela gestão do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB), confirmou que os números registrados no sistema nacional estão corretos e foram fornecidos pelo SisEB, ponderando, porém, que podem tratar-se de dados intermediários e não do recadastramento oficial feito ao final de cada ano.

Segundo a organização, parte da queda no número de bibliotecas é explicada pela pandemia, que levou ao fechamento provisório ou permanente de diversas unidades.

Questionada sobre os motivos dos fechamentos desde 2015, antes da pandemia, a SP Leituras remeteu o questionamento à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

“É difícil concluir o motivo da variação (ou queda) de número de instituições. Sabemos que, infelizmente, muitas bibliotecas foram sendo fechadas ano após ano, mas não podemos afirmar, com certeza absoluta que estes são os números finais”, respondeu a pasta, por e-mail.

Minas Gerais, por sua vez, somava 888 bibliotecas públicas em 2015, número que caiu para 728 em 2020, uma perda de 160 bibliotecas em cinco anos, conforme os dados do SNBP.

Procurada para comentar a queda no número de bibliotecas, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais respondeu que “o Governo de Minas se responsabiliza pelos dados do cadastro estadual, sendo que em Minas Gerais, o número de bibliotecas públicas cadastradas no Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, no dia de hoje [12/7] é de 752 equipamentos”.

Ainda conforme a pasta, a atualização é realizada a cada quatro anos e o novo recadastramento será feito em dezembro de 2022. “Outros cadastros são de responsabilidade dos entes pelos quais são gerados e, cabe aos municípios participarem ou não dos mesmos”, completou a secretaria.

O fechamento de bibliotecas entre 2015 e 2020 no país reverte tendência de anos anteriores.

De 2004 a 2011, período em que durou o Programa Livro Aberto do governo federal em parceria com municípios, 1.705 novas bibliotecas foram criadas no Brasil e 682 modernizadas, segundo informações do próprio site do SNBP.

A BBC News Brasil solicitou ao SNBP a série histórica do cadastro de bibliotecas públicas em funcionamento no Brasil ano a ano, mas não obteve resposta.

O levantamento foi feito então comparando os dados referentes a 2015 disponíveis no antigo site do SNBP arquivado pelo projeto Internet Archive e os dados referentes a 2020, disponíveis atualmente no site do Ministério do Turismo.

‘Descaso com os mais vulneráveis’
Fábio Cordeiro, presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), avalia que o fechamento de bibliotecas no Brasil nos últimos anos é explicado por uma série de fatores.

“Bibliotecas são equipamentos culturais e, durante esse último período, tivemos a eliminação do Ministério da Cultura e uma falta de valorização desses equipamentos”, afirma Cordeiro. “O fechamento das bibliotecas públicas revela a falta de investimento e de interesse do governo.”

Ele cita ainda um descaso com a população de baixa renda, que depende mais das bibliotecas.

“Há uma falta de políticas voltadas para a parte mais vulnerável da população, que não tem acesso a livrarias, não tem renda para poder comprar livros. Justamente quem mais precisa de bibliotecas são as pessoas mais vulneráveis, que não tem o acesso tão fácil ao livro.”

As vendas de livros no Brasil caem ano após ano. Em 2013, ano de melhor desempenho do mercado livreiro nacional na última década, as vendas das editoras para livrarias somaram 279,7 milhões de exemplares, segundo levantamento realizado pela Nielsen BookData para a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel).

No ano passado, foram 191 milhões de livros vendidos, uma queda de 1% em relação aos 193 milhões de livros vendidos em 2020 e recuo de 32% em relação ao pico de 2013.

Também em 2021, o rendimento médio mensal dos brasileiros caiu ao menor patamar desde 2012, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), para R$ 1.353.

Ainda conforme o IBGE, o percentual de municípios brasileiros com bibliotecas públicas caiu de 97,7% em 2014, para 87,7% em 2018, segundo a edição mais recente da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) que incluiu este tema. O percentual subia ano a ano até 2014, quando passou a cair.

Cordeiro cita ainda o avanço das novas tecnologias como um fator que tem reduzido o público das bibliotecas.

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro, em 2019, 68% dos brasileiros diziam nunca frequentar bibliotecas.

Mas o fechamento de unidades parece também influenciar nisso, já que, naquele ano, 45% dos entrevistados diziam não existir biblioteca pública em sua cidade ou bairro, acima dos 20% que davam essa mesma resposta em 2007.

Adriana Ferrari, diretora técnica da Biblioteca Florestan Fernandes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) e vice-presidente da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários (Febab), avalia que há uma fragilidade nos dados disponibilizados pelo SNBP, porque não há uma coleta efetiva de informações.

Atualmente, segundo o SNBP, a coleta é feita em parceria com os Sistemas Estaduais e Distrital de Bibliotecas Públicas.

“Alguns Estados têm um controle mais eficaz sobre seus sistemas estaduais, outros têm um controle mais frágil. Então essa queda maior na região Sudeste pode ser um resultado da qualidade da coleta de dados”, afirma.

“Não me sinto segura em assumir que foram só essas [764] bibliotecas que fecharam. Acredito que esse número pode ser ainda maior, porque vemos um sucateamento há anos de todo o sistema de acesso à informação, à leitura, à cultura e das bibliotecas em si”, diz Ferrari.

A bibliotecária observa que o Plano Nacional de Cultura nunca foi cumprido. E, mesmo após a aprovação da Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), conhecida como Lei Castilho (Lei 13.696/18), sancionada por Michel Temer (MDB), o objetivo de “universalização do direito ao acesso ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas” em nada avançou.

“Não temos nenhuma política pública em pé, não temos o Ministério da Cultura, que é a pasta que gerencia o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. Então, o sistema existe, mas com uma estrutura extremamente fragilizada. Por isso, não avançamos. Pelo contrário, a gente vem retrocedendo”, afirma.

“A biblioteca não é só um espaço do livro e da leitura, ela é uma porta de infinitas possibilidades, de abertura de repertórios culturais. São espaços de encontros, de pertencimento, então elas vão além das coleções”, diz Ferrari, que defende o fortalecimento das políticas públicas para reverter esse cenário de retrocessos.

Durante a Bienal do Livro, realizada neste mês de julho em São Paulo, a CFB lançou a campanha #SouBibliotecaEscolar, que busca o cumprimento da Lei nº 12.244/2010 (Lei da Universalização das Bibliotecas Escolares), que determinou que todas as instituições públicas e privadas de ensino do país passem a contar com bibliotecas, com acervo mínimo de um título por aluno matriculado.

O prazo de cumprimento da lei se esgotou em 2020, sem que a meta fosse atingida.

Já a Febab lança em breve uma plataforma com o objetivo de mapear todas as bibliotecas, de todos os tipos (públicas, escolares, universitárias e comunitárias) do país. A ideia é poder monitorar e ajudar os sistemas estaduais a ter dados mais consistentes sobre esses equipamentos públicos.

– Texto originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62142015

*Por Thais Carrança
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*Fonte: bbc-brasil

Queijo brasileiro é considerado o melhor do mundo

O queijo canastra ficou em primeiro lugar no ranking elaborado pelo site americano The Taste Atlas

O queijo Canastra ganhou, na última quarta-feira (22), o título de melhor queijo do mundo. O produto é feito com leite, “pingo” e sal, tendo um sabor ácido, mas com um fundo meio adocicado. A iguaria costuma ser comida no pão de queijo, com café, com doce de leite ou sozinho mesmo.

O queijo ficou no topo do ranking elaborado pelo site americano The Taste Atlas. O top foi formado por voto popular. O canastra ficou na frente do italiano Parmigiano Reggiano, do francês Mont d’Or e do português Serra da Estrela.

A lista completa tem 50 queijos do mundo todo. O The Taste Atlas é um guia gastronômico e seu conteúdo é consumido por viajantes ao redor de todo o mundo. [ LISTA / AQUI ]

O queijo Canastra tem o nome da serra que circunda as oito cidades fabricantes do alimento. São mais de 70 produtores na região.

O modo artesanal foi registrado como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

*Por Nathalia Matos
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*Fonte: fatosdesconhecidos

“Clube da Esquina” é eleito o melhor álbum brasileiro da história

Completando 50 anos neste ano de 2022, o álbum de estúdio Clube da Esquina (1972), de Lô Borges e Milton Nascimento continua fazendo história por onde passa. Nesta segunda-feira (9), o disco foi eleito o melhor álbum brasileiro da história por uma votação realizada pelo podcast Discoteca Básica.

A decisão foi tomada por 162 especialistas de diferentes áreas ligadas à produção musical (jornalistas, youtubers, podcasters, músicos, produtores e mais) ouvidos pela equipe do podcast. O editor da NOIZE, Ariel Fagundes, estava entre o time que participou da eleição.

Chegando ao resultado final, com 500 discos, os jurados fizeram sua lista pessoal dos 50 melhores álbuns brasileiros. Entre o top 10, estão álbuns de artistas como Racionais MC’s, Novos Baianos, Jorge Ben Jor e mais.

O resultado completo da votação será publicado na obra “Os 500 maiores álbuns brasileiros de todos os tempos“. Para a produção do material, foi criada uma campanha de financiamento coletivo no site Catarse. O responsável pelo projeto, o jornalista Ricardo Alexandre, criador do podcast Discoteca Básica, tinha o objetivo de arrecadar R$ 80 mil, porém a meta já foi ultrapassada e se encontra em mais de R$ 95 mil reais. Para fazer sua doação, é só entrar no site do Catarse.

Confira abaixo o top 10, entre os 500 escolhidos:

1. Clube da Esquina (1972) – Milton Nascimento e Lô Borges

2. Acabou Chorare (1972) – Novos Baianos

3. Chega de Saudade (1959) – João Gilberto

4. Secos & Molhados (1973) – Secos & Molhados

5. Construção (1971) – Chico Buarque

6. A Tábua de Esmeralda (1974) – Jorge Ben Jor

7. Tropicália ou Panis et Circencis (1968) – Vários artistas

8. Transa (1972) – Caetano Veloso

9. Sobrevivendo no Inferno (1997) – Racionais MC’s

10. Elis & Tom (1974) – Elis Regina e Tom Jobim

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*Fonte: noize

Brasil está longe do topo em lista com melhores e piores países para ser mulher

O relatório “Women, Peace and Security Index” (WPS Index), desenvolvido pelo Instituto para Mulheres da Universidade de Georgetown, foi divulgado no último dia 8 de março. O documento, que estuda quais são as condições de vida das mulheres ao redor do planeta, rankeia quais são os melhores países para as mulheres no mundo. O Brasil ficou em 80º na lista, um pouco acima da média mundial em equidade de gênero.

O estudo compara condições de trabalho – como igualdade salarial -, com inclusão na política e na sociedade como um todo, além de levar em consideração proteção contra violência, acesso à justiça e segurança, em index que ao todo soma 11 índices.

Impacto da covid-19 nas desigualdades
O índice é bianual e, em comparação com o biênio 2019-2020, as condições de vida das mulheres pioraram ao redor de todo o planeta e a desigualdade entre os países aumentou drasticamente. Os piores países para ser mulher no mundo são, de acordo com o WPS Index, o Afeganistão, a Síria e o Iêmen. Todos estas nações estão em um processo de guerra civil contínua há pelo menos uma década.

“As tendências do Índice WPS mostram que o avanço global do status das mulheres diminuiu e as disparidades aumentaram entre os países”, diz o documento.

Entretanto, os dados apontam que a pandemia – e seus impactos econômicos e sociais – tornaram a vida das mulheres mais difícil.

“A pandemia catalisou diversas crises e os desafios para as mulheres pioraram em diversos campos; além do aumento da desigualdade de renda e da intensificação do trabalho de cuidado não remunerado, o confinamento também intensificou casos de violência doméstica ao redor do mundo”, explica o relatório.

O Brasil no ranking
O Brasil ficou mal colocado no ranking, figurando na 80ª posição de 170. O país ainda sofre com desigualdade salarial, violência doméstica em índices altíssimos e ínfima participação de mulheres dentro da política institucional.

Nosso parlamento é o mais desigual na questão de gênero em comparação com todos os outros países da América Latinae do Caribe, mostrando que, em 2022, essa situação precisa mudar.

Além disso, toda a nossa região possui um baixo índice de segurança comunitário, com dois terços das mulheres se sentindo ameaçadas ao andar à noite no seu próprio bairro. A nível de comparação, na Noruega, 90% das mulheres se sente segura nesse tipo de situação.

Uma pesquisa do Datafolha mostrou que 25% das mulheres brasileiras sofreram alguma violência de gênero durante o ano de 2020. De acordo com o estudo, 17 milhões de adultas foram vítimas de agressões físicas, verbais, sexuais e psicológicas no ano retrasado.

O Brasil pontuou 0.734 no índice, um pouco acima da média global de 0.721, mostrando que ainda há muito o que ser feito no país nos próximos anos. E um bom exemplo é olhar para os países que foram bem no WPS Index.

Os melhores países para ser mulher no mundo
Os países onde a desigualdade de gênero se mostrou menos violenta foram os nórdicos. Islândia, Noruega, Finlândia e Dinamarca são os quatro primeiros colocados no ranking. Veja a lista completa:

Noruega (0.922)
Finlândia (0.909)
Islândia (0.907)
Dinamarca (0.903)
Luxemburgo (0.899)
Suíça (0.898)
Suécia (0.895)
Áustria (0.891)
Reino Unido (0.888)
Holanda (0.885)

De acordo com a pesquisa, esses países pontuam bem porque possuem políticas públicas que garantem segurança para mulheres e porque combatem a desigualdade através da legislação, além de possuírem forte participação política feminina em suas casas parlamentares.

Essa é Sanna Marin, primeira ministra da Finlândia; país figura em segundo no ranking de igualdade de gênero

“As grandes conquistas nas frentes de inclusão e justiça podem ser atribuídas, pelo menos em parte, a políticas públicas que promovem um modelo de dupla renda. Nos países nórdicos, as diferenças de gênero na participação da força de trabalho são pequenas. Também garantem a licença parental para mães e pais”, explica a pesquisa.

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*Fonte: hypeness

9 Curiosidades sobre o PAU-BRASIL, a ÁRVORE que dá nome ao nosso país

1. Características
O pau-brasil (Paubrasilia echinata) chega a ter entre 10 e 15 metros de altura e era muito abundante na Mata Atlântica na época de nosso descobrimento pelos portugueses. Ele possui um tronco reto e relativamente fino, com uma coloração cinza-escura. A árvore dá flores amarelas e um extrato interior capaz de gerar uma tinta vermelha.

2. Nome antigo e nova nomenclatura
Antigamente, ela se chamava ibirapitanga em tupi-gurani, onde “ybirá” significa “árvore” e “pintanga” representa “vermelho”. Quando os colonizadores descobriram o nosso país, eles se referiram à árvore como “bersil”, que significava “brasa” na época. Aos poucos, ela acabou sendo chamada de pau-brasil, mas também é conhecida como pau-vermelho, pau-de-pernambuco, arabutã, ibirapitã, muirapiranga, orabutã, pau-rosado e pau-de-tinta.

3. Violino
Em 1775, descobriu-se que o pau-brasil era excelente para o feitio de arcos de violino. Foi nesse ano que François Tourte criou, em Paris, o primeiro arco com essa madeira, dando-lhe o nome de Fernambouc, por ter colhido matéria-prima no estado de Pernambuco. Até hoje, são exportadas madeiras de pau-brasil para a Alemanha, a França e os Estados Unidos com a finalidade de virar instrumentos que chegam a custar US$ 10 mil!

4. Data nacional
Por mais de 375, o extrativismo do pau-brasil aconteceu em todo o país, até que a árvore foi declarada patrimônio nacional em 1978, através da Lei nº 6.607, que ainda estipulou o dia 3 de maio como a data oficial da árvore, que é a única protegida por lei em terras tupiniquins. Também se tentou declarar o ipê-amarelo como a flor nacional, mas isso não foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

5. Boa para a saúde?
Na Universidade Federal de Pernambuco, um longo estudo sobre as propriedades medicinais do pau-brasil continua em curso. Acredita-se que a árvore possa ser antineoplásica, ou seja, capaz de combater alguns tipos de tumores. Em estudo com ratos, a incidência da doença diminuiu em até 87%.

6. Pena de morte
Cortar uma árvore de pau-brasil podia ser motivo de pena de morte durante o final dos anos 1700. Mesmo assim, muitas pessoas ainda o vendiam ao preço de 240 réis por quintal, principalmente no estado do Espírito Santo. O quintal era uma unidade de peso que seria equivalente a cerca de 60 quilos nos dias de hoje.

7. Nome de vilas
O botânico Francismar Francisco Alves Aguiar realizou uma expedição em 1981 na qual encontrou diversos vilarejos chamados de Pau-Brasil em nosso país. Em um deles, a 100 quilômetros de Vitória (ES), a árvore curiosamente não existe mais, em virtude de sua extração descontrolada.

8. Extinção
Em 1928, acreditava-se que não havia mais nenhuma árvore de pau-brasil crescendo espontaneamente em território nacional. Nesse ano, entretanto, um estudante de Agronomia encontrou uma única árvore florescendo em uma área que acabou se tornando a Estação Ecológica da Tapacurá, administrada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco.

9. Economia
O primeiro grande ciclo econômico do Brasil foi às custas de nossa madeira-símbolo: muitos se tornaram ricos com o extrativismo que durou até 1875, exportando o pau-brasil para a fabricação de corantes, a construção naval e a marcenaria de luxo. Em 1605, apenas 105 após o descobrimento do Brasil pelos portugueses, já se falava em medidas de proteção, mas elas nunca surtiram muito efeito.

*Por Diego Denk
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*Fonte: megacurioso

13 Fatos sobre a vida de PEDRO ÁLVARES CABRAL e a “DESCOBERTA” do BRASIL

1. Pedro Álvares Cabral nasceu no vilarejo de Belmonte, a 380 km de Lisboa, em 1467 ou 1468 (o ano é incerto). Assim, ele teria entre 32 e 33 anos quando “descobriu” o Brasil, em 1500

2. A lenda conta que a família Cabral é descendente de Carano, o primeiro rei da Macedônia, que governou a região por volta do ano 1100 a.C. Carano, por sua vez, seria descendente de ninguém menos que o semideus Hércules!

3. Apesar da linhagem nobre que possuía, Cabral recebeu o título de Moço Fidalgo do rei D. João II, quando tinha apenas 17 anos

4. Segundo consta, Cabral era inteligente, generoso, humilde e bastante educado, mesmo com inimigos. Porém, ele também é descrito como extremamente vaidoso e com uma gana sem limites para provar seu título de nobreza

5. Como navegador, ele trouxe muitas riquezas a Portugal, virando capitão-mor em 1500, pouco antes do “descobrimento do Brasil”

6. Além das conquistas comerciais, as intenções da coroa portuguesa e de Cabral eram de expandir as crenças católicas e impedir que os mouros conseguissem implementar suas crenças muçulmanas

7. Em 9 de março de 1500, por volta do meio-dia, Cabral zarpou de Lisboa supostamente com destino à Índia, contornando a África – Vasco da Gama, outro célebre navegador, ajudou Cabral com dicas valiosas

8. Em 23 de março, uma das naus da frota de Cabral afundou na costa da África, vitimando mais de 150 marinheiros

9. Cabral desembarcou na nova terra em 22 de abril de 1500. O primeiro local avistado recebeu o nome de Monte Pascoal, já que eles estavam no período da Páscoa. Esse monte tem 536 metros de altura e fica próximo à cidade de Itamaraju (BA)

10. Cabral nomeou a terra de Ilha de Vera Cruz, achando, a princípio se tratar de uma porção de terra menor do que o imaginado – porém, antes de partir rumo à Índia, em 2 de maio, ele já estaria convencido de ter “achado” um continente inteiro

11. Pedro Álvares Cabral não teve reconhecimento imediato de suas descobertas: passou mais de três séculos, até D. Pedro II investigar a história do Brasil, para ele saber a importância de Cabral para o nosso país

12. O próprio D. Pedro II levantou a hipótese de a “descoberta” do Brasil não ter sido acidental, com Cabral sabendo que poderia existir alguma terra inexplorada a oeste da África

13. A causa da morte de Cabral não é muito certa, mas acredita-se que tenha sido de malária, em 1520 – ele estaria com pouco mais de 50 anos

*Por Diego Denk
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*Fonte: megacurioso

Alerta de desmatamento na Amazônia bate recorde em fevereiro

Com 199 km² desmatados, Deter 2022 registra o pior fevereiro da série histórica.

Dados do sistema Deter, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta sexta-feira (11), reafirmam que o desmatamento na maior floresta tropical do planeta segue fora de controle. Entre os dias 1º e 28 de fevereiro, os alertas apontam para um total de 199 km² desmatados.

O desmatamento em fevereiro aponta um aumento de 62% em relação ao mesmo mês de 2021. É a maior área com alertas para o mês desde 2016, quando foram iniciadas as medições do Deter-B. Os alertas de desmatamento se concentram principalmente nos estados de Mato Grosso, Pará e Amazonas.

“Os dois primeiros meses deste ano tiveram áreas recordes da série histórica, no acumulado já são 629 km² mais do que o triplo do que foi observado no ano passado, 206 km² desmatados. Isso tudo em um período no qual o desmatamento costuma ser mais baixo por conta do período chuvoso na região. Este aumento absurdo demonstra os resultados da falta de uma política de combate ao desmatamento e dos crimes ambientais na Amazônia, impulsionados pelo atual governo. A destruição não para”, afirma o porta-voz de Amazônia do Greenpeace Brasil, Rômulo Batista.

Amazônia fevereiro
Área dos alertas de desmatamento do programa DETER-B do mês de fevereiro | Fonte: INPE
Publicado na última segunda-feira (7), um estudo da Universidade de Exeter revelou que a floresta amazônica está perdendo sua capacidade de manutenção, chegando em um “ponto de não retorno”. De acordo com o estudo, três quartos da floresta estão apresentando uma resiliência cada vez menor contra secas e outros eventos climáticos adversos e, portanto, estão menos capazes de se recuperar.

A previsão é de que grandes áreas irão começar a se transformar em um bioma mais parecido com uma área de floresta degradada e mais seca, gerando riscos para a biodiversidade e para o clima em escala global e intensificando a ocorrência de eventos climáticos extremos.

“Na mesma semana em que milhares de pessoas se reuniram em Brasília, no Ato pela Terra, para exigir que o governo e o Congresso parem com o Pacote da Destruição, esse estudo publicado, a aprovação de urgência do PL da mineração em terras indígenas e os recordes dos alertas de desmatamento nos levam a refletir sobre o destino da Amazônia e seus povos”, ressalta Batista.

Segundo ele, quanto mais desmatamento, maior é a contribuição do país com a emissão de gases do efeito estufa, “agravando ainda mais a crise climática e acelerando os eventos extremos como as chuvas torrenciais que vimos esse ano no Brasil. Os dados de fevereiro apontam para mais um ano em que o Brasil caminha na contramão do combate à destruição ambiental e dos direitos dos povos indígenas”, finaliza.

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*Fonte: ciclovivo

10 fatos interessantes sobre Clarice Lispector: Uma das maiores escritoras brasileiras

Escrever em português torna difícil para muitos autores brasileiros obterem reconhecimento mundial. Além disso, grande parte de nossa literatura enfoca questões como a investigação da identidade brasileira, bem como explorações de valores e cultura locais, o que a torna, talvez, menos relevante para leitores de outros países.

As coisas parecem estar mudando, no entanto. O aclamado escritor brasileiro Raduan Nassar, por exemplo, foi indicado para o Prêmio Booker 2016 por Uma Taça de Fúria, publicado no Brasil em 1978.

Clarice Lispector sempre foi uma exceção: uma escritora brasileira conhecida em todo o mundo. Uma das razões para isso é que os enredos e personagens de seus romances estão longe de ser tradicionais; Os personagens de Lispector tendem a embarcar em jornadas interiores cheias de nuances, explorando mundos incrivelmente complexos. Quase nada acontece em termos de ação ou no desenvolvimento de arcos de personagem típicos. Seus livros lançam uma luz única sobre diferentes aspectos da natureza humana. Se o fluxo de consciência que ela costuma usar pode tornar sua prosa um tanto hermética e mais difícil de ler, também permite que suas histórias viajem internacionalmente com mais facilidade.

No entanto, mesmo quem gosta de seu trabalho pode não saber os seguintes fatos sobre a famosa autora:

1. Clarice Lispector se parecia com Marlene Dietrich e escrevia como Virginia Woolf. Seus looks do Leste Europeu eram de fato marcantes e incomuns no Brasil. Sua família havia migrado para o Brasil após a Primeira Guerra Mundial, fugindo dos pogroms contra judeus na região.

2. Sua mãe foi estuprada na Ucrânia durante um desses pogroms e, conseqüentemente, contraiu sífilis, que a levou à morte prematura algumas décadas depois. Parece que Clarice foi concebida como uma possível tentativa de curar a doença (uma superstição comum naquela época dizia que dar à luz uma criança poderia curar a infecção). Claro, isso não surtiu o efeito pretendido, e Clarice carregava o peso da culpa por não ter sido capaz de salvar a mãe pelo resto da vida. A maternidade, ou a falta dela, é um tema recorrente em suas histórias.

3. Foi criada em Recife, cidade do nordeste brasileiro, onde estudou em uma das melhores escolas públicas da região, o Ginásio Pernambucano. Ela tinha 14 anos quando sua família finalmente se mudou para o Rio.

4. Clarice Lispector passou grande parte de sua vida morando em diferentes países e cidades, como esposa do diplomata Maury Gurgel Valente. Ela morou em Naples, Bern e Washington, entre outros lugares. Sua inteligência natural, beleza e modos cultivados, aliados à experiência de morar em diferentes partes do mundo, fizeram dela uma das mulheres mais sofisticadas de seu tempo.

5. Clarice teve dois filhos: Pedro e Paulo. Pedro era tão precoce que em alguns dias aprendeu o dialeto local da empregada doméstica na Suíça, assustando os pais. No entanto, este foi um indicador precoce de problemas mentais e, mais tarde, ele foi diagnosticado com esquizofrenia.

6. Clarice não era uma pessoa muito política, embora estivesse ciente e magoada pelas injustiças e desigualdades que observava em seu país de adoção. No início dos anos mais duros da ditadura no Brasil, no final dos anos 60, ela participou de manifestações e se manifestou contra o golpe militar.

7. Amigos próximos afirmam que Clarice era uma mulher solitária e difícil, principalmente depois que ela deixou o marido no final dos anos 50 e decidiu morar com os filhos no Rio. Ela era viciada em pílulas para dormir, mas quando não conseguia dormir, ligava para as amigas para discutir seus problemas pessoais a qualquer hora do dia ou da noite.

8. Clarice sobreviveu a um incêndio iniciado quando adormeceu com um cigarro aceso na mão. Nessa época ela morava em um apartamento no Leme, um trecho de praia próximo à badalada Copacabana dos anos 1960. As queimaduras de terceiro grau deixaram-na com cicatrizes para o resto da vida, especialmente a mão direita – que ela usava para escrever!

9. Clarice tinha uma forma de escrever totalmente moderna e original. Temas relacionados à maternidade, assim como reflexões sobre a saudade da mãe, figuraram amplamente em seu trabalho. Suas ideias foram fortemente influenciadas pelo filósofo Spinoza e a linguagem que ela usou a tornou uma escritora extraordinariamente criativa e original.

10. Ela escreveu nove livros, uma peça, vários contos e alguma literatura infantil. Ela também era jornalista e tinha colunas em importantes jornais brasileiros, onde costumava escrever crônicas (um gênero tipicamente brasileiro, em que os autores narram fatos sobre experiências simples do cotidiano de maneiras interessantes e originais) ou dava conselhos para leitoras, em seu próprio nome ou pseudônimos. Ela morreu de câncer de ovário em 1977 aos 57 anos.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Comidas que parecem estrangeiras mas são brasileiras!

A culinária brasileira é cheia de comidas com nomes que nos fazem acreditar que se tratam de pratos estrangeiros. Quem nunca comeu uma torta holandesa ou um crepe suíço? Pois saiba que essas receitas de europeias só têm o nome mesmo! Isso porque elas são tão brasileiras quanto a feijoada e o brigadeiro.

Eu duvido que você sequer imaginava que as comidas a seguir não fossem importadas de outro país. Mas afinal, tem coisa mais tupiniquim que dar um nome gringo para um prato regional? Confira agora comidas que parecem estrangeiras, mas são brasileiras:

Beirute
Sabe o beirute? Pois é, ele não é nem um pouco libanês, na verdade, só o pão sirio, porque de resto é uma criação totalmente paulista! A grande invenção surgiu quando dois irmãos libaneses donos de lanchonete perceberam que não tinham mais pão de forma. Por isso utilizaram o sírio e o batizaram de Beirute, assim como a capital do seu país de origem.

Bife à Parmegiana
O bife à parmegiana também não vem da região de Parma, na Itália. Já que carne empanada com farinha e coberta com queijo parmesão não é nada comum no país das massas. Nem o molho à bolonhesa é de lá, inclusive deve ser quase uma heresia, já que o original é feito com ragu e não carne moída.

Pão Francês
O Pão francês nunca foi a França, mas a elite brasileira do século vinte foi bastante e na volta trazia o baguete para os padeiros daqui tentarem copiar e assim nasceu nosso pãozinho preferido. E fala sério, ficou muitoooo melhor!

Torta Holandesa
Este prato só seria holandês se Campinas fizesse parte dos Países Baixos, tendo em vista que o doce foi elaborado por uma mulher na cidade do interior paulista. Silvia Maria só queria deixar o conhecido pavê um pouco mais apetitoso, então aperfeiçoou a torta. Ela a batizou com esse nome apenas para homenagear os anos que passou no país europeu. Obrigada por tudo, Silvia Maria!

Arroz à Piemontese
Quem nunca provou esse prato delicioso que leva arroz cozido, creme de leite, presunto em cubos e queijo? A comida é um verdadeiro sucesso aqui, mas não tem nada a ver com a região italiana de Piemonte. A invenção deliciosa é totalmente brasileira!

Palha Italiana
Se você for à Itália com certeza não irá encontrar uma palha italiana. Afinal, ela não foi inventada lá. O doce feito a partir de brigadeiro e biscoito triturado é bem verde e amarelinho! Eles é que estão perdendo!

Paleta Mexicana
Essa sobremesa gelada fez muito sucesso aqui no país e era possível encontra-lás com diversos recheios. No entanto, de mexicana as paletas não têm nada! Isso porque no México, esses picolés diferenciados não possuem nada dentro.

Com isso, podemos concluir que nem só das comidas típicas vivem os moradores deste país, a gente também gosta de inovar e criar receitas diferentes. Afinal, os brasileiros têm o poder de transformar e adaptar qualquer comida no prato mais delicioso do mundo todo!

*Por Isabela Serra
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*Fonte: fatosdesconhecidos

6 comidas brasileiras que os gringos simplesmente amam

Você pode tentar achar inúmeros defeitos no Brasil, mas um fato é inegável: a nossa culinária é deliciosamente boa. Algumas receitas brasileiras são tão gostosas que chegam a despertar um pouquinho de inveja em quem vem visitar o país e não consegue encontrar esses pratos de forma alguma em sua terra natal.

Será que você consegue adivinhar algumas das receitas que farão parte desta lista? Confira seis comidas que só existem aqui no Brasil e que a maioria dos gringos adoram. Depois conta para a gente qual é a sua favorita!

1. Pão de queijo
Apesar de ser uma receita tradicional de Minas Gerais, o pão de queijo se tornou um prato típico de todas as regiões do Brasil e encanta qualquer pessoa que o experimenta. Seja para o café da manhã ou na hora do lanche da tarde, esse delicioso quitute é uma explosão de alegria no paladar.

Sua receita consiste em dois elementos simples: polvilho e queijo. Há quem goste de comê-lo acompanhado com uma bela xícara de café ou passando um pouquinho de requeijão. Só de pensar dá água na boca!

2. Coxinha
Massa frita e um recheio de frango desfiado. Isso é tudo que uma coxinha precisa para ficar extremamente deliciosa e fazer você ficar babando por horas. Principalmente em festas de crianças, faltar coxinha é sinônimo de caos e fracasso. Por isso, não há um gringo que a resista.

Mesmo para aqueles que não são tão chegados em frango assim, outras receitas não tão tradicionais atualmente incluem coxinhas de costela bovina ou até mesmo versões veganas para agradar a todos.

3. Farofa
A base da culinária brasileira está na simplicidade e a farofa é a rainha do simples. Além de servir de acompanhamento para diversos pratos locais, esse prato a base de farinha possui intermináveis variedades e sempre se mistura um pouco com a cultura do estado em que está sendo feito.

A farofa, além de ser um prato brasileiro muito tradicional, tem origem indígena e sempre está presente nos churrascos.

4. Feijoada
Falando em farofa, um prato em que ela não pode faltar de jeito algum é a feijoada. E nesse ponto, qual outro prato é tão brasileiro quanto a feijoada? É praticamente impossível chegar a um consenso. Um belo prato de arroz, couve, vinagrete, farofa e o querido guisado de feijão com pedaços de carne fazem o dia de qualquer pessoa.

Historicamente, a feijoada é um prato desenvolvido no Brasil pelos escravizados, que usavam o resto das comidas para criar uma nova receita. Desde então, esse virou um verdadeiro símbolo nacional.

5. Açaí
Comer uma bacia de açaí é a mesma coisa que saborear a terra brasileira. Também chamado de “jussara” em outras regiões do país, essa fruta simplesmente ganhou o mundo em formato de “sorvete”. A sua versão mais tradicional recebe adição de açúcar e costuma vir acompanhada de outras frutas, granola e até mesmo leite em pó.

Um açaí gelado é uma opção certeira para quem está tentando fugir do calor tropical e deseja experimentar uma das deliciosidades que o nosso país pode oferecer.

6. Brigadeiro
Para fechar a lista, não há como deixar de fora a nossa sobremesa mais tradicional: o brigadeiro. Você pode até não ser o maior fã de doce no mundo, mas precisa reconhecer que o brigadeiro é uma das nossas melhores criações e costuma agradar qualquer estrangeiro que visite o Brasil.

Basta um pouco de chocolate ou cacau em pó, leite condensado e uma colher de manteiga para que essa receita possa ir ao fogo. Em questão de minutos, você terá um prato saboroso e irresistível na sua frente.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Pesquisa aponta que metade dos jovens brasileiros possui problemas de saúde mental

Nesta quarta-feira (1), a Pfizer apresentou um estudo feito pela consultoria Ipec que mostra que 39% dos jovens brasileiros com idade entre 18 e 24 anos consideram possuir uma saúde mental “ruim”, enquanto outros 11% se classificam em um estado “muito ruim”.

Dos entrevistados, apenas 4% disseram que sua saúde mental é muito boa. A pesquisa entrevistou 2 mil pessoas com mais de 18 anos na cidade de São Paulo e regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.

O médico e pesquisador do departamento de Psiquiatria da Unifesp, Michel Haddad, afirmou que os transtornos mentais então em crescimento há pelo menos duas décadas e que a pandemia de Covid-19 só escancarou este problema.

O estudo relata que os jovens afirmam ter mais problemas com a saúde mental do que as pessoas mais velhas. Ao considerar o público geral entrevistado, 25% classificou a saúde mental como “ruim”, enquanto outros 5% disseram se enquadrar em “muito ruim”.

De acordo com o jornal O Globo, os entrevistados relataram algumas queixas comuns, são elas: tristeza (42%), insônia (38%), irritação (38%), angústia ou medo (36%), além de crises de choro (21%).

Apenas 11% dos entrevistados fazem acompanhamento médico profissional de maneira contínua, cerca de 21% já chegou a buscar uma ajuda especializada. Ao serem questionados sobre maneiras para lidar com o impacto imposto pela pandemia, 19% disseram que praticam atividades físicas ao ar livre e outros 18% dentro de casa.

Outros 17% acreditam que a leitura de livros pode ajudar na busca por uma solução e investem nesta saída.

Entre todos voluntários, 16% disse ter sido diagnosticado com ansiedade, 8% com depressão, 3% com síndrome do pânico e 2% com fobia social.

*Por Matheus barros
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*Fonte: olhardigital

Cabo submarino que conecta Brasil à Europa começa a funcionar na terça-feira

O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações anunciou que o primeiro cabo submarino de alta capacidade que liga o Brasil ao continente europeu vai começar a funcionar na próxima terça-feira (1º). Uma cerimônia vai ocorrer em Portugal para marcar o início das operações. O ministro Marcos Pontes estará presente no evento.

O cabo construído pela EllaLink conta apoio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e teve o custo estimado em US$ 185 milhões. O equipamento deve conectar Fortaleza, no Brasil, com Sines, em Portugal, com passagens ainda pela Guiana Francesa, Ilha da Madeira, Ilhas Canárias e Cabo Verde.


Cabo submarino brasileiro

Uma das principais vantagens do cabo, apontada pelo ministério, é o fato de as informações não precisarem passar pelos Estados Unidos para chegarem na Europa, como ocorre atualmente com a maior parte das transmissões. No total, o cabo submarino possui 6 mil quilômetros de extensão.


A EllaLink diz que o sistema garante “acesso de alta qualidade aos serviços e aplicações de telecomunicações, por meio de uma conexão direta de alta velocidade e baixíssima latência”. A infraestrutura será usada para educação e pesquisa, mas também para serviços e nuvem e negócios digitais.

A empresa diz que o cabo é capaz de reduzir em 50% a latência da conexão atual. Além da rota pela água, conexões por terra devem ligar o cabo a estados como São Paulo e Rio de Janeiro. Além de Madrid, na Espanha e Marselha, na França.

O projeto do cabo submarino começou a ser pensado em 2013 e o processo de construção teve início em 2018.

 

Estrutura de cabo submarino no Brasil

No Brasil, o primeiro cabo submarino foi inaugurado em 1857. Ele fez parte da primeira linha telegráfica brasileira e interligava a Praia da Saúde, no Rio de Janeiro, à cidade de Petrópolis. Eram 15 km de cabo submarino em uma linha cuja extensão total era de 50 km.

Em 1874, veio o primeiro cabo totalmente submarino do país; inaugurado por D. Pedro II, ele conectava Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Belém. No ano seguinte, foi criada a linha para ligar Recife, João Pessoa e Natal. Ainda em 1875, Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, participou da organização e do financiamento da instalação do primeiro cabo submarino internacional no país; instalado pela British Eastern Telegraph Company, ele conectou o Brasil a Portugal.

Em anos recentes, outros cabos submarinos foram lançados para interligar o Brasil a várias partes do mundo. Os apresentados na figura acima são os principais deles.


Os cabos submarinos atuais são de fibra óptica e permitem o transporte de todo tipo de informação digital — ou seja, telefone, internet e demais dados. Geralmente, eles têm 69 mm de diâmetro e pesam cerca de 10 kg por metro. Para águas profundas, no entanto, são usados cabos mais finos e leves. Todos os continentes, exceto a Antártida, são ligados por eles.

*Por Lucas Soares

 

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*Fonte: ciclovivo

Luis Vagner Guitarreiro, referência da guitarra no Brasil, morre aos 73 anos

Morreu aos 73 anos o músico gaúcho Luis Vagner Guitarreiro, referência da guitarra no samba-rock e no reggae brasileiro. Com décadas de carreira, o artista foi o responsável por introduzir no Brasil, ao lado de seu amigo Jorge Ben Jor, um estilo mais swingado de tocar o instrumento.

A causa da morte específica não foi informada, mas de acordo com o produtor musical e amigo Claudiomar Carrasco Martins, em entrevista ao G1, Luis Vagner Guitarreiro estava debilitado por ter sofrido dois AVCs. O músico faleceu no último dia 9 de maio, em sua casa em Itanhaém, litoral de São Paulo.

Apesar dos recentes problemas de saúde, o artista estava em atividade nos últimos tempos. Em 2020, após hiato de 18 anos, ele lançou o álbum “Samba, Rock, Reggae, Ritmos em Blues e Outras Milongas Mais”.

A carreira de Luis Vagner Guitarreiro

Nascido na cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul, Luis Vagner deu início à sua trajetória como membro da banda Os Jetsons. O grupo seria renomeado para Os Brasas ainda na época da Jovem Guarda.

Já nos anos 1970, o músico passeou por diversos estilos musicais, com destaque ao samba-rock, presente em discos como “Simples” (1974) e “Coisas e Lousas” (1975). Na década de 80, adicionou o reggae jamaicano ao seu repertório.

Guitarrista mixa música somente com pedais e mostra resultado; ouça
Há diversas parcerias com nomes consagrados da música brasileiras em seu currículo, a exemplo de Tim Maia, César Camargo e Mariano. Jorge Bem também era um grande parceiro do artista e chegou a compor a música “Luiz Wagner Guitarreiro”, com a letra “W”, em homenagem ao amigo.

*Texto por Gustavo Maiato / Edição por Igor Miranda
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*Fonte: guitarload

Cachaça, lama e anonimato: vida de Jimmy Page no Brasil vira livro

Se você é fã de Jimmy Page, deve saber bem que o músico tem uma relação duradoura com o Brasil.

Apesar de ter tocado pouquíssimas vezes por aqui, o guitarrista do Led Zeppelin até comprou uma casa no país nos anos 90 — que ele tem até hoje — e passou bastante tempo em terras brasileiras. Agora, o livro Jimmy Page no Brasil, do jornalista e músico Leandro Souto Maior, vai entrar em maiores detalhes sobre essa relação.

A obra conta com relatos tanto de brasileiros, incluindo nomes como Pepeu Gomes e Margareth Menezes, como de ingleses e americanos que sabem várias histórias do cara aqui no país. Vale ressaltar inclusive que Menezes, cantora famosa por aqui, virou amiga bem próxima de Page.

No livro, o guitarrista é relatado como um cara tranquilo, que encontrou em Lençóis, na Bahia, uma vida longe da agitação e virou quase um anônimo. Isso porque, enquanto esteve aqui, conseguia andar pela cidade normalmente, interagindo com os locais como se fosse um também.

Jimmy Page no Brasil ainda conta sobre como Jimmy se vestia mal quando estava aqui — ficou conhecido até como “Jimmy Lama” — e também adorava beber uma cachaça escondido da então esposa, a argentina Jimena Gómez-Paratcha.

*Por Stephanie Hahne

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

“Um ano depois da primeira morte por Covid-19 no país, Brasil não aprendeu nada”, diz médico

Há um ano, em 12 de março de 2020, o Brasil tinha a primeira morte por Covid-19 no país. O óbito só foi reconhecido como decorrente da infecção pelo novo coronavírus três meses depois de acontecer, com confirmação por exames laboratoriais. A vítima era uma mulher de 57 anos, de São Paulo.

Nesta sexta-feira, exatamente um ano depois, o país vive seus piores dias de pandemia. A quantidade diária de falecimentos atual está acima dos 2.200 já há alguns dias e o número total de vítimas da doença no país já se aproxima de 273 mil. Mesmo com a campanha de vacinação em curso, ainda que a passos lentos, não há perspectivas de melhora nesse cenário.

E isso é incompreensível. Desde o início da pandemia, o Brasil assistiu aos acontecimentos de posição privilegiada. “O Brasil teve a sorte de ver tudo antecipadamente, especialmente com o que houve na Europa”, lembra José Rocha, professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

O desenrolar da disseminação da doença no continente europeu foi uma amostra do que poderia acontecer por aqui. “Alguns Estados tomaram medidas de prevenção naquela época e conseguiram até conter o crescimento rápido da epidemia naquele momento.”

Só que isso não foi suficiente: mesmo estando à frente do tempo e tendo a oportunidade de se preparar para enfrentar a chegada e o espalhamento do novo coronavírus, o Brasil não impediu que a doença causasse estragos irreparáveis por aqui. “A gente conseguia, de certa maneira, imaginar o que estava por vir. Mesmo assim, parece que, um ano depois da primeira morte por Covid-19 no país, não aprendemos nada”, avalia Rocha.

Tragédia anunciada

Para o médico, a disseminação de variantes do novo coronavírus na Europa, no segundo semestre de 2020, mostrou que o controle da epidemia só viria com a chegada de uma vacina. O Brasil não ligou: o governo federal desperdiçou a chance de comprar o imunizante por achar que não era necessário e que, se em algum momento tivesse interesse nele, as farmacêuticas nos receberiam prontamente.

Não demorou para a tragédia começar a se desenhar por aqui a partir de novembro: houve eleições e, em seguida, festas de fim de ano e de carnaval. O número de novos casos logo passou a aumentar significativamente. “Até esse momento, tínhamos contado com a sorte. Os encontros nessas datas trouxeram ao Brasil o cenário de tempestade perfeita, com a disseminação da cepa de Manaus por todo o país”, destaca Rocha.

Em outras palavras, a situação atual, de quase esgotamento dos sistemas público e privado de saúde, é consequência da disseminação de uma variante com maior transmissibilidade e da falta de cuidado com o distanciamento social. “O Brasil hoje vai na contramão do mundo. Não há nenhum grande país do mundo que esteja hoje passando o que o Brasil passa. É inadmissível.”

Para Rocha, quando se junta isso à morosidade do governo federal na compra de vacinas, temos o caos instalado no país todo. “Em janeiro, falei para um amigo: Manaus é o Brasil amanhã. Era muito claro. A gente não aprendeu que, sem as medidas de restrição, não há outra forma de controlar a disseminação da doença. Qualquer conduta diferente traz um agravamento do cenário.”

O médico acredita que foi essa sucessão de erros que levou à saturação do sistema de saúde, em termos de estrutura e equipes médicas, e ao esgotamento dos profissionais – em todos os sentidos. “Hoje, um ano depois da primeira morte por Covid-19 no país, o Brasil passa pelo pior cenário. E a perspectiva para as próximas semanas é ruim, já que a vacinação anda a passo de tartaruga porque não há doses disponíveis.”

Rocha lembra que faz cerca de três meses que a primeira britânica foi vacinada. “Por tudo isso, a situação em que estamos chega a ser bizarra”, diz. “É um total descaso da população e do governo federal. No meio disso tudo, estão os serviços de saúde tentando enxugar gelo.”

Necessidade de lockdown

Nas últimas semanas, especialistas têm recomendado a adoção de um lockdown nacional. Algumas cidades do país já apostam na medida porque seus sistemas de saúde não têm mais capacidade para admitir pacientes. O Estado de São Paulo, por exemplo, anunciou na quinta-feira a implantação da fase emergencial, com restrições em diversas atividades.

Para Rocha, o Brasil está agora em uma situação semelhante à que o Reino Unido viveu no fim de dezembro: uma nova cepa começou a se espalhar mais rapidamente por lá e o número de casos diários passou dos 50 mil. A solução? Fechamento total.

O distanciamento, somado à aceleração da campanha de vacinação, tem apresentado resultados animadores no Reino Unido. “Hoje, depois de mais de dois meses, com cerca de 30% da população vacinada, começa a haver uma mudança significativa no cenário”, comenta Rocha.

Compra de novas vacinas

O médico avalia que a autorização e a compra de novas vacinas pelo Brasil, bem como o aumento na capacidade de produção do Instituto Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) podem ajudar no caminho de enfrentamento da pandemia. “O gargalo hoje é a falta de imunizantes. Se chegarmos ao ponto em que o obstáculo for a capacidade de vacinar, pode-se incluir a rede privada nesse esforço.”

Enquanto isso não acontece, porém, é essencial que mesmo quem já estiver imunizado mantenha as medidas de prevenção. “Eu já tomei as duas doses da Coronavac e continuo me cuidando. Não tem nenhuma diferença, inclusive na prática do distanciamento social.”

Apesar da apreensão com a situação do país, Rocha está animado para visitar a avó de 91 anos que não vê há vários meses. “Ela acaba de tomar a segunda dose e penso em visitá-la apenas daqui a duas semanas, quando a imunização dela estiver completa. Mesmo assim, vou manter a máscara e o distanciamento.”

*Por Roseli Andrion

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*Fonte: olhardigital

Cabo submarino que ligará Brasil e Europa é ancorado em Fortaleza

O Ministério das Comunicações anunciou o lançamento de um cabo submarino de fibra ótica que ligará Fortaleza no Ceará a Sines, em Portugal, com previsão de expansão para pontos no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de conexões na África e em outros países europeus, ilhas do Atlântico e Guiana Francesa. A estimativa é de que o projeto esteja concluído até meados de 2021. “Lançamos um cabo submarino de fibra ótica que vai sair de Fortaleza até Sines, em Portugal. Serão mais de 6 mil quilômetros. Estimamos que até o segundo trimestre do ano que vem estará pronto”, disse o ministro das comunicações Fábio Farias.

Atualmente, toda a informação que o nosso país envia para o Velho Continente vai primeiro para os Estados Unidos, e de lá segue para data centers na Europa. Esse percurso leva o dobro de tempo do que é necessário para fazer a conexão direta entre as duas regiões.

A obra será feita pela empresa EllaLink, proprietária e operadora dos serviços que serão oferecidos pela fibra, tão logo esteja com a infraestrutura concluída. A estrutura proporciona o tráfego de dados a 72 Terabits por segundo (Tbps) e latência de 60 milissegundos. Ao todo, serão lançados e ancorados 6 mil quilômetros de cabos de alta capacidade que devem conectar a capital cearense a Portugal.

“O cabo, em alguns lugares, chegará a ter 5 quilômetros de profundidade. É algo impensável, inimaginável, mas agora nós vamos ter uma conexão direta com a Europa. É uma grande entrega do Ministério das Comunicações que vai ajudar o nosso país no escoamento de dados”, afirmou Faria.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

As 20 cidades mais frias do Brasil

Com clima tropical, frio intenso no Brasil é um privilégio para poucos. Por aqui, neves e geadas são raras e, mesmo no inverno, a maioria dos estados registram temperaturas acima de 20°C. Mas, em algumas cidades brasileiras é possível curtir um frio quase europeu. A Revista Bula realizou uma pesquisa e reuniu em uma lista os 20 municípios mais frios do país, de acordo com a temperatura média registrada nos últimos dez anos. Nesses locais, o clima é ameno até mesmo no verão e, durante o fim do outono e início do inverno, os termômetros atingem temperaturas negativas. Entre as cidades mais gélidas, Bom Jardim da Serra (SC), Urubici (SC) e Monte Verde (MG) se destacam também por suas belezas naturais.

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Urupema, Santa Catarina

Considerada a cidade mais fria do país, Urupema tem uma temperatura média de apenas 8° C. Em fevereiro, mês mais quente, o clima gira em torno dos 18°C. A 1425 metros de altitude, o município é um dos únicos no Brasil que registram a ocorrência de neve e fortes geadas. O clima, a natureza preservada e a bela paisagem da região serrana atraem turistas durante todo o ano para essa pequena cidade de apenas 2,5 mil habitantes.

2
Bom Jardim da Serra, Santa Catarina

Bom Jardim da Serra se localiza na Serra do Rio do Rastro, um dos cartões-postais de Santa Catarina. Em 2017, o clima da cidade atingiu -7,4°C, cobrindo a serra de neve. Com pouco mais de 4 mil habitantes, o município tem muitas atrações para os turistas, como belos cânions e mais de 30 cachoeiras. Para os que gostam de atividades ao ar livre, a cidade é o destino perfeito para a prática de caminhadas, trilhas e cavalgadas.

3
São José dos Ausentes, Rio Grande do Sul

Com cerca de 500 habitantes, São José dos Ausentes tem um dos climas mais frios do país e abriga o pico mais alto do Rio Grande do Sul: o Monte Negro. A cidade registra geadas constantes e neve quase todos os anos. Mesmo no verão, a temperatura média local é de 18 °C. Nos meses de maio, junho e julho, o clima pode atingir -4°C, atraindo muitos turistas ansiosos pelo frio.

4
São Joaquim, Santa Catarina

São Joaquim, a “Capital Nacional da Maçã”, é uma cidade conhecida em todo país pelo frio. Em 2018, os termômetros atingiram -2,7°C. Basta a previsão do tempo indicar a possibilidade de neve, para que os turistas comecem a encher a cidade. Entre as maiores atrações locais estão as vinícolas, as plantações de maçãs e cerejas, e os parques municipais. A cidade possui cerca de 26 mil habitantes.

5
Urubici, Santa Catarina

Localizada no Vale do Rio Canoas, Urubici, também conhecida como a “Terra das Hortaliças”, possui cerca de 11 mil habitantes. Em um dos pontos mais altos de Santa Catarina, a cidade é conhecida por suas belezas naturais: cavernas, cânions, cachoeiras e montanhas. O Morro da Igreja, considerado o local mais frio do país, é a principal atração do município. Durante o inverno, a temperatura média gira em torno de 6°C.

6
São Gabriel, Rio Grande do Sul

Considerada o último reduto dos carreteiros, o mais antigo meio de locomoção criado pelo homem, São Gabriel possui aproximadamente 62 mil habitantes. Durante o inverno, a cidade registra média de 8°C, podendo atingir facilmente temperaturas abaixo de 0°C. Além do frio, os turistas que visitam o município se encantam com a arquitetura local e com os museus e centros de preservação da cultura gaúcha.

7
Inácio Martins, Paraná

Localizado a 1.198 metros de altitude, na Serra da Esperança, Inácio Martins é o município mais alto do Paraná. Colonizada por europeus, a cidade possui hoje cerca de 11 mil habitantes. Entre os principais atrativos turísticos estão as antigas igrejas e as cachoeiras Santinni e Madeirit. Nos meses de inverno, a temperatura média de Inácio Martins é de 10ºC. Em 2013, os termômetros registraram -4,5ºC.

8
Monte Verde, Minas Gerais

Localizada a uma altitude de 1555 metros, Monte Verde possui cerca de 4 mil habitantes. Todos os anos, o município registra as menores temperaturas de Minas Gerais, chegando a 2°C. Além da paisagem deslumbrante e das belezas naturais, o clima frio também atrai muitos turistas. A Pedra Redonda, o cartão-postal da cidade, oferece a vista mais bonita de Monte Verde.

9
Campos do Jordão, São Paulo

Devido ao clima das montanhas de São Paulo, Campos do Jordão é um dos destinos preferidos daqueles que buscam fugir do calor. Batizada de “Suíça Brasileira”, a cidade é a mais fria do Estado de São Paulo e encanta os turistas com o charme da sua arquitetura europeia. Entre junho e agosto, os termômetros da cidade ficam em torno dos 11°C, atingindo até 2°C durante a madrugada.

10 — São Bento do Sul, Santa Catarina
Colonizada por europeus, São Bento do Sul manteve as tradições de seus antepassados na arquitetura e na gastronomia. Além disso, o município possui muitos parques e belezas naturais preservadas, atraindo turistas em todas as estações. Durante o inverno, a temperatura fica ainda mais agradável, em torno de 12°C. À noite, os termômetros podem registrar temperaturas negativas, ocasionando geadas na cidade.

11 — Vacaria, Rio Grande do Sul
Colonizada por missionários jesuítas, Vacaria está a uma altitude de 971 metros e possui aproximadamente 66 mil habitantes. Conhecida como “Porteira do Rio Grande”, é o maior município produtor de maçãs no Brasil. Em dias amenos, a temperatura média local é de 16ºC, e nos dias frios chega a atingir -6,5 ºC. Em vários anos, a ocorrência de neve é registrada.

12 — Quaraí, Rio Grande do Sul
Com uma população estimada de 24 mil habitantes, Quaraí é um dos maiores municípios gaúchos em área territorial. A economia local é baseada, principalmente, na pecuária, com destaque para a criação de ovinos, e na agricultura. A temperatura média da cidade é de 19ºC, mas durante o inverno os termômetros podem atingir -5ºC.

13 — Painel, Santa Catarina
Painel é uma pequena cidade, com população estimada de 3 mil habitantes, conhecida por ser uma das mais frias do Brasil, com ocorrência regular de queda de neve em praticamente todos os invernos. Localizada na serra catarinense, a 1444 metros, o clima de Painel atingiu -4ºC em abril de 2020. A economia local é voltada para a produção de frutas e para o turismo rural.

14— Irati, Paraná
Com população estimada de 60 mil habitantes, Irati foi colonizada por europeus, especialmente poloneses e ucranianos. Com clima temperado, Irati apresenta verões amenos e invernos com ocorrência de geadas severas. No frio, a temperatura média é de 9ºC, mas os termômetros locais registraram -2,2ºC em 2013. O principal setor da economia em Irati é o de comércio e serviços.

15 — São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul
A quase 900 metros de altitude, São Francisco de Paula é o maior produtor de batatas do Brasil, além de se destacar também no plantio de maçãs e hortaliças. A temperatura média ao longo do ano é de 15ºC, mas no inverno os termômetros abaixam. Em 2020, foi registrado -1ºC, com sensação térmica de -3ºC. A cidade tem cerca de 21 mil habitantes.

16 — Curitibanos, Santa Catarina
Localizado a uma altitude de 978 metros, Curitibanos é uma cidade fundada no século 18 e atualmente possui cerca de 40 mil habitantes. É uma grande produtora agrícola em Santa Catarina, com destaque para a produção de cereais e frutas, principalmente maçã, caqui e pêssego. Com geadas anuais e neve eventual, no inverno o município tem a temperatura média de -0,2ºC.

17 — Canela, Rio Grande do Sul
Em Canela, na Serra Gaúcha, os verões são amenos e, mesmo que os dias sejam mais quentes, as noites são sempre agradáveis. O inverno pode atingir temperaturas inferiores a 0ºC, com ocorrência de geadas e ocasionais nevadas. A cidade tem aproximadamente 45 mil habitantes e a economia local gira em torno do turismo.

18 — Amambaí, Mato Grosso do Sul
Único município do Centro-Oeste na lista, Amambaí já registrou as menores temperaturas da região. Em 2020, os termômetros da cidade marcaram -1,9ºC, com sensação térmica de -4ºC. Normalmente, o clima gira em torno de 18ºC. Amambaí possui aproximadamente 37 mil habitantes e tem a economia voltada para a agricultura e pecuária.

19 — Gonçalves, Minas Gerais
Localizada no alto da Serra da Mantiqueira, a uma altitude de 1.350 metros, Gonçalves é uma cidade predominantemente rural e possui cerca de 4 mil habitantes. O verão no município é amenizado pela região serrana e os invernos são secos, com ocorrência de fortes geadas. Em dias mais frios, os termômetros chegam a registrar 0ºC.

20 — Caçador, Santa Catarina
Localizado a 920 metros de altitude, o município de Caçador, em Santa Catarina, possui aproximadamente 79 mil habitantes. Oficialmente, a cidade registrou a menor temperatura já ocorrida no Brasil: -14ºC, em 1952. Hoje, os termômetros atingem, em média, 4ºC durante o inverno. A economia local é voltada para a indústria madeireira.

*Por Mariana Felipe

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*Fonte: revistabula

Brasil precisará aumentar fornecimento de água potável em 1,6% ao ano

O Brasil precisa aumentar o fornecimento de água potável em 4,337 bilhões de metros cúbicos (m³) até 2040. A projeção, a partir da expectativa de crescimento econômico, do aumento da população e do aquecimento global, indica que o crescimento da demanda por água potável nas cidades será de 43,5% até o final da quarta década do século 21 – uma média de incremento de 1,6% ao ano.

O volume é próximo da demanda efetiva de consumo somada nos estados de São Paulo e Minas Gerais em 2017, e equivale ao volume que seria fornecido por 4,4 sistemas do porte do Sistema Cantareira, formado por seis reservatórios que abastecem quase 9 milhões de habitantes da Grande São Paulo.

Os números são do estudo Demanda Futura por Água Tratada nas Cidades Brasileiras – 2019 a 2040, elaborado pelo Instituto Trata Brasil e pela The Nature Conservancy (TNC). O Trata Brasil é uma organização da sociedade civil de interesse público (oscip) formada por empresas da área saneamento básico, e a TNC é uma organização não governamental (ONG) ambiental que tem sede nos Estados Unidos e desenvolve atividades em diversos países, inclusive o Brasil.

A eventual diminuição do desperdício de água tratada nas redes de abastecimento e o uso racional dos recursos hídricos podem ajudar no atendimento da demanda projetada, diz o estudo. O volume de água desperdiçada no ano de 2017 foi calculado em 3,815 bilhões de m³ – 88% do volume que, segundo o estudo, deve ser acrescido até 2040.

A perda de água causa prejuízo de R$ 12 bilhões.

Um indicador do desperdício assinalado no estudo é que a média de consumo de água por habitante no Brasil é de 151,23 litros por pessoa, mais de 41 litros (38%) acima do que estabelece a Organização das Nações Unidas (ONU) como volume necessário para viver confortavelmente (110 litros). O dado sobre a média de consumo inclui o uso residencial e também o gasto de água em diversas atividades econômicas como agricultura (irrigação) e indústria (transformação de produtos).

Para o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, a demanda por mais água exigirá “altos investimentos em reservação [reservatórios de água], tratamento de esgotos e na redução das perdas, com troca de redes e eficiência na distribuição de água potável.”

O material de divulgação do estudo ainda assinala a necessidade de preservação ambiental. “O fortalecimento da infraestrutura verde traz benefícios ambientais extremamente valiosos, como a preservação de rios, a conservação da biodiversidade e a absorção de carbono, o que ajuda a combater as mudanças climáticas”, diz o documento.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

O Brasil finalmente encontrou a solução para a pandemia: ligar o foda-se

Bares lotados, praias abarrotadas e uma vida cotidiana tocada como se nada estivesse acontecendo. Excetuadas as poucas almas que insistem em permanecer em suas casas e em usar máscaras ao sair, seria impossível notar que o Brasil atravessa a maior crise de saúde de sua história. Ora, após quase cinco meses de um isolamento fictício, não há dúvida de que a fadiga e a necessidade de sair em busca do ganha-pão iriam forçar a população engaiolada a voltar às ruas e retomar ostensivamente sua liberdade.

Bastante conhecida no teatro e no cinema, a solução deus ex machina — que, em uma tradução livre, seria algo como “deus que surge da máquina” — é antiga e remete à falta de criatividade em um roteiro. Ao surgirem problemas cujas soluções seriam extremamente complexas, por haver “pontas soltas” no enredo, uma força externa aparece, do nada, e resolve as questões da maneira mais improvável. A expressão em latim vem do teatro clássico grego, que frequentemente usava esse recurso: quando as histórias pareciam não ter mais como serem resolvidas, um mecanismo no teto fazia descer ao palco, repentinamente, um deus que milagrosamente sanava todos os conflitos.

Um exemplo bastante evidente do recurso no cinema está em “Superman: o filme”, de 1978. Quando tudo parece perdido e Lois Lane é morta, o Homem de Aço começa a girar em volta da Terra, fazendo o tempo voltar e, assim, salvando o dia — e sua amada — de uma maneira fantástica e aleatória, nada convencional. O mesmo ocorre na franquia “Senhor dos Anéis”, na qual, em um dos momentos mais tensos da trilogia, Gandalf surge com águias gigantescas, nunca antes mencionadas no enredo, em uma cena bem conveniente e que aparenta não fazer muito sentido (se eles tinham essa alternativa, por que já não foram voando de águia desde o começo para a região de Mordor?). Poderíamos citar ainda as inúmeras histórias que terminam com o protagonista acordando e vendo que tudo não passava de um sonho.

Pois não foi outra a resposta tupiniquim para extirpar de vez o mal que assombra seus filhos. Mátria frátria, como um dia desejou Caetano, a nação acostumada a dar jeitinho em tudo não iria decepcionar no enfrentamento à pandemia. A solução homeopática, com ares de seriedade, é a flexibilização com base na ocupação dos leitos de UTI. Sensato, mas insuficiente. Andar sem máscara e promover aglomerações é mais emocionante do que a tediosa fórmula de se precaver e aguardar pelo socorro da ciência. No imaginário popular, incentivado por muitos blogueiros e gurus do caos, o fim do isolamento ocorre como se a doença tivesse simplesmente desaparecido. As festas clandestinas eclodem país afora e a espantosa maneira de o brasileiro lidar com o vírus é simplesmente tocar o foda-se para a sua existência. Deus ex machina: por ignorância popular, o vírus ficou no passado.

Não é preciso dizer que esse “novo normal” à brasileira contribui fortemente para a estabilização e o prolongamento da alta taxa de mortalidade do país. Mas quem se importa? Apesar do número estratosférico de infectados, as perdas são diminutas em comparação com as vidas salvas, e o povo precisa mesmo é tocar a vida. Viver no foda-se é a solução deus ex machina que o brasileiro encontrou para não ter que suportar o tédio de encarar de forma séria uma crise mundial. Segue o jogo.

Já dizia Mario Quintana: “ser lembrado é como evocar-se um fantasma”. O fantasma brasileiro, pois, é seu próprio senso de empatia com o próximo. Ou a falta disso.

*Por Matheus Conceição

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*Fonte: revistabula

A doença da normalidade: a indiferença pelas mais de cem mil mortes

O Brasil, com menos de 3% da população mundial, já tem 15% dos mortos por coronavírus, o que equivale em mais de cem mil mortes, representando 68 cidades pequenas que teriam desaparecidas do país, e mais três milhões de infectados pela doença, uma das maiores tragédias sanitárias da história brasileira.

A rotina de centenas de mortes diárias está se incorporando ao nosso cotidiano, como se fosse algo normal. A imprensa tem mostrado a dimensão das mortes pelo vírus, através de estatísticas e comparações, contudo, os números de mortes devem ser mais elevados, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação.

A pandemia começou há seis meses, mesmo assim, a sabotagem às medidas de isolamento e a disseminação de fake news ficaram mais acintosas. Por isso, a sociedade se dividiu nos que acreditam na letalidade do vírus e tomam os cuidados sanitários e aqueles que acham que ela é uma farsa, que são os defensores da cloroquina e da aplicação de ozônio para tratar à Covid-19, “remédios” sem nenhuma comprovação científica.

Além disso, algumas autoridades municipais e estaduais cedem à pressão, facilitando a propagação do vírus. Para piorar, certos políticos são suspeitos de desviarem recursos destinados ao combate à doença, ampliando o perigo do contágio. É óbvio, que a pandemia desorganizou as relações sociais, onde de uma hora para outra: o comércio, a indústria, as escolas, etc, foram fechadas ou tiveram restrições para funcionar e a mobilidade urbana ficou circunscrita.

Assim, todos precisam usar máscaras em locais públicos e o contato físico deve ser evitado. Nos hospitais, os pacientes perdem a relação direta com os familiares e as equipes de saúde vivem rotinas exaustivas e angustiantes diante do alto número de mortes e do risco de se infectar e levar o vírus para casa.

No entanto, essa obviedade é desprezada pela necropolítica, que busca vencer pela indiferença e cansaço, em cima de vidas perdidas que acumulam mil cadáveres por dia. Esse cenário é de “normose,” a doença da normalidade, que leva à cegueira social e a busca de respostas messiânicas proferidas por charlatões.

O discurso “normótico” na sociedade brasileira segue impondo as falácias científicas, econômicas e religiosas a respeito da Covid-19. As consequências sobre a saúde mental são visíveis: o aumento da depressão, da neurose de angústia, do esvaziamento do sentido da vida e da sensação de morte.

Enquanto não se enxerga o fim da pandemia, precisamos continuar unidos para diminuir o desamparo social dos mais vulneráveis, que são os indígenas, os trabalhadores informais e os que não puderam deixar de trabalhar, além dos pobres, idosos e pessoas com comorbidades, que têm o acesso desigual ao sistema de saúde.

Porém, a responsabilização por esta tragédia não pode deixar de ser feita. E, finalmente, percebemos, a base de sofrimento e mortes, que sem um sistema de saúde forte e sem um Estado capaz de exigir que a população coopere e acredite na ciência – fica difícil e incerto – administrar a crise pandêmica.

*Por Jackson Cesar Buonocore

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*Fonte: contioutra