MotoGP 2020 – Joan Mir / campeão

Hoje na prova de Valência o piloto espanhol Joan Mir (Suzuki – #36), chegando na sétima colocação, sagrou-se campeão da MotoGP 2020, com uma rodada de antecedência.

Parabéns ao Mir pelo título, num ano de campeonato atípico por causa da pandemia do Covid-19, onde tivemos uma paralização, depois o calendário de provas foi devidamente alterado/ajustado, sem a presença de público e sem contar com a grave lesão e ausência de mais da metade do campeonato do favorito para o título – Marc Marquez (Honda – #93). O que de forma alguma desmerece o título de Mir este ano, aliás o campeonato assim ficou bem mais equilibrado e competitivo (E MELHOR!), com vários pilotos se alterando em vitórias nas pistas em belas e emocionantes apresentações.

*Cabe salientar de que “este blog aqui” – torce descaradamente pelo Valentino Rossi (Yamaha – #46) e agora, também pelo ítalo-brasileiro Frank Morbidelli (Yamaha – #21), que aliás, foi o vencedor da prova de hoje, somando assim 3 vitórias nessa temporada.

Toronto Raptors Campeão da NBA 2019

Então ontem no jogo 6 das finais do basquete da NBA de 2019 surgiu o campeão – Toronto Raptors! O time de basquete canadense entrou para a história desse esporte a se sagrar campeão da NBA pela primeira vez, ao vencer o todo poderoso time do Golden State Warriors (Oakland / Califórnia), jogando na casa do adversário. Fato que acredito eu, se deve em grande parte aos tantos desfalques por lesão de algumas das estrelas do time californiano. O que de forma alguma desmerece o jogo, a tática, foco e a pegada dos Raptors, e o grande jogo de Kawhi Leonard & Cia., afinal, eles não tem nada a ver com isso e também tiveram de lidar lá com os jogadores lesionados. Cada um com os seus problemas na hora da decisão. Enfim, um das mais empolgantes finais dos últimos tempos, se bem que em se tratando de final de NBA a coisa via de regra é empolgante e bem jogada até o último minuto.

O Raptors foi o time pelo qual torci nessa final (mas aviso – não é o meu time de basquete da NBA). Aquela coisa que talvez a psicologia explique melhor, de torcer para o mais fraco. Agora sendo já proclamado o vencedor, fato que me parecia bem difícil e quase impossível no começo dessa série, fico bem contente, aliás, vibrei bastante a cada jogo e principalmente na decisão. Por outro lado não tem como não se sensibilizar com os derrotados, um time excelente! Kevin Durant lutou bravamente para se recuperar em tempo para essas finais, até tentou mas só agravou a sua situação. Ontem um dos “Splash Brothers”, Klay Thompson, que também já não estava jogando em seus 100%, lesionou o joelho tendo de abandonar a partida no terceiro tempo. Então a coisa não estava mesmo para o lado deles. Sorte a nossa que assistimos a uma bela série de partidas numa elegante final. Digo isso porque foi um basquete bem jogado, sem brigas, grandes tretas ou discussões. Valeu! Venceu o melhor no momento.

Parabéns ao time do Toronto: Leonard, Lowry, Siakam, Ibaka, Gasol, Van Vleet, Green, Powell e ao técnico Nick Nurse. Que façam agora toda a sua festa!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Grêmio – 3 vezes CAMPEÃO da AMÉRICA

Ontem foi dia de jogo decisivo da copa Libertadores da América de 2017, onde o time do Grêmio sagrou-se campeão diante do argentino do Lanús, pelo placar de 2×1. Já havia vencido na rodada anterior em casa por 1×0.

O time do eterno ídolo tricolor Renato Gaúcho jogava então apenas por um empate para ser campeão, mas o título veio de forma natural, com um time dominante, de forte pegada e marcação já no campo adversário, mesmo jogando fora de casa e em um estádio menor, portanto um ambiente mais arredio para uma final. O Lanús sentiu o golpe já no início da partida, quando não conseguiu se projetar ao ataque com tanta eloquência como em jogos anteriores, quando jogando em casa reverteu largos placares diante de seus adversários. Dessa vez não!

Com um gol Fernandinho depois de uma bela arranca de mais de meio campo, o Grêmio abriu o placar. Isso já serviu para aclamar um tanto os ânimos dos torcedores diante da pressão de um jogo de final fora de casa. Pouco tempo depois e ainda no primeiro tempo do jogo, o craque Luan numa jogada de muita inteligência, calma e sutileza, encobre em um simples toque o goleiro adversário. Goooool.

Com 2×0 no placar no intervalo da partida, mais o placar agregado da primeira partida da final, delineava uma situação favorável para o time já se imaginar com uma das mãos na taça. Mas calma, era apenas o intervalo e ainda restavam mais 45min de bola rolando. No final do primeiro tempo o meio campista Arthur se lesiona, volta no começo do segundo tempo mas não dá mais.  A partir daí confesso que nem assisti mais direito ao jogo, só queria que o meu time chutasse prá longe e prá frente o mais distante possível, afinal – “final de campeonato, bola pro mato”.

Tomamos um gol de pênalti ainda, é verdade, mas isso nem importa, a própria história vai esquecer esse pequeno detalhe e o que ficará com certeza desse dia maravilhoso é o toque sensacional do Luan encobrindo o goleiro adversário tipo em câmera lenta, saca? Uma pintura. O segundo tempo passou e foi um jogo feio sim, até tivemos uma nova chance com o Luan de marcar mais outro gol, mas OK, já estava bom e justo assim o placar. Deixa o tempo correr e esperar pelo apito final do juiz para assim soltar o grito de – é campeão!

E assim foi.

Valeu Grêmio! Serei eternamente grato por mais essa alegria, afinal o futebol é feito desse eterno ciclo de altos e baixo na história. Agora estamos bem, campeões e tal, mas amanhã ninguém sabe. então simbora aproveitar essa fase e alegria que ainda teima em ficar no ar desde a noite mágica dessa inesquecível quarta-feira – (29 de novembro de 2017). que venha o mundial, mas sei lá, nem me preocupo com isso, queria mesmo era ser Campeão da América! Sério.

Também sou grato pelas inúmeras felicitações de amigos torcedores do rival Internacional. Até porque o que seria do Grêmio sem o Inter? Essa dualidade de forças aqui no sul é que movimenta toda uma longa e histórica paixão local pelo futebol. Uma rivalidade interessante (desde que sem brigas é claro). Um forçando o outro a ser sempre melhor, se superar, a eterna roda – onde um está bem e o outro está mal. Faz parte da vida e do esporte. Gracias amigos!

Com esse título o Grêmio soma agora 3 Libertadores da América (1983 /1995 e 2017). Gracias Renato (#7) – campeão como jogador e agora como técnico do mesmo time. Valeu presidente Romildo Bolzan, meta alcançada e com louvor.

É CAMPEÃO! É CAMPEÃO! É CAMPEÃO!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eli Tomac é campeão do AMA Motocross 2017 na 450

Eli Tomac, 24 anos, é o campeão do AMA Motocross 2017 na 450 após 12 etapas realizadas. A final aconteceu neste sábado, 26, na pista de Ironman, estado de Indiana, Estados Unidos.

Tomac não precisava de vitórias na rodada final para ficar com o título, então fez corridas preocupado em manter a vantagem ao invés de cruzar a linha de chegada em primeiro.

Mesmo assim, largou na frente na bateria inicial e brigou com o estreante nos EUA, Jeffrey Herlings, que acabou faturando as duas corridas.

Na bateria final, Tomac não largou muito bem e apenas controlou a situação de longe, enquanto Blake Baggett e Marvin Musquin tentavam ganhar a prova e torciam para um problema em Tomac (só assim poderiam ficar com o título).

Com as coisas sob controle, Tomac fez 5-6 nas baterias e garantiu o troféu do ano, o primeiro de sua carreira na 450 do AMA Motocross. Nesta temporada, ganhou 9 das 24 baterias disputadas e subiu no lugar mais alto do pódio 4 vezes em 12 rodadas.

Marvin Musquin, com o mesmo número de vitórias em etapas e 7 vitórias em baterias, acabou com o vice-campeonato, apenas 2 pontos à frente de Blake Baggett.

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*Fonte: brmx

Parabéns Jimmie Johnson

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*Em tempo: o blog torce descaradamente nas provas da NASCAR pelo piloto Brad Keselowski (Ford – #2), mas reconhece como sendo um piloto incrível e como se diria por aqui – um baita piloto – que é Jimmie Johnson. Parabéns J.J. por mais essa façanha, o sétimo título da categoria principal da NASCAR e melhor, ganho com um primeiro lugar numa prova onde largou da última posição! Phodaman.

Jimmie Johnson campeão pela 7ª vez na NASCAR

Hoje foi um dia de muitas emoções na NASCAR Sprint Cup 2016. Tivemos a última prova, ou seja, a despedida e aposentadoria de Tony Stewart (Chevrolet #14), como piloto, mas que ainda vai seguir como chefe de sua equipe e ainda a decisão da Sprint Cup, a categoria máxima da NASCAR americana.

Dos 4 pilotos possíveis de levarem o título, Bushinho, Edwards, Johnson e Logano – a vitória na prova de hoje em Homestead (Miami) e consequentemente o título de campeão ficou mesmo é com Jimmie Johnson (Hendrick Motorsports – Chevrolet #48) – sendo esse o seu sétimo título. Mazáh galo véio!!!!
Isso é um fato esportivo para entrar para a história, o cara já havia sido seis vezes campeão em anos anteriores e depois de ter sido muito criticado por seu desempenho meia-boca nos últimos anos, agora se consagra campeão novamente depois de ter largado em último na prova de hoje e acabar vencendo.

O blog estava na torcida por ele nesse chase de 2016 e não é que deu certo!
Uhúúúúúúúúúú!!!

*Em tempo: Ontem na categira Xfinity da Nascar, categoria de entrada para a Sprint Cup, quem se sagrou campeão foi o piloto mexicano Daniel Suarez (Joe Gibbs – Toyota #19). É a primeira vez que um piloto não americano ganha um título na NASCAR americana. Um grande feito.
Fica aqui o registro de parabenização para esse grande piloto – Daniel Suarez! Parabéns hermano.

 

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Rubinho campeão!

Todo bom brasileiro gosta de tirar uma onda, de fazer uma boa piada em qualquer ocasião. É como diz aquele velho ditado popular: posso perder o amigo, mas não perco uma boa piada. Síntese brazuca.
E assim foram anos e anos de brincadeiras, fotos alteradas em Photoshop, dizeres engraçados compartilhados nas redes sociais e muitas frases com o emblema do “atrasado”, “looser”, “segundo lugar eterno”, eis que hoje, num domingo qualquer da vida o ex-piloto de F1, Rubinho Barrichello se torna indiscutivel e merecidamente o novo campeão da Stock Car Brasil. Uma pertinente chinelada, um “havaianaço” na cara de muita gente. Chupa essa!
Nós da redação do blog ficamos deveras orgulhosos com o fato. Venceu mais uma vez a perseverança, o empenho, a dedicação do ser humano na busca da superação. Rubinho nunca foi um piloto ruim, verdade se dita, teve sim seus azares, suas fases ruins (ou carros e equipes de F1 ruins!?), foi claramente contratado para ser o segundo piloto na Ferrari na era do grande Schumacher e sei lá, talvez não fosse mesmo a época nem o palco onde ele deveria brilhar. Mas não se esqueçam de que é um dos pilotos com mais GPs na história da F1, deve ter feito uma baita grana e vivido ótimos e intensos momentos nesse show.
E você aí que sempre tira onde dele, ganhou quanto pilotando carros de corrida? Ou aliás, já pilotou uma Ferrari da F1? Não né, é coisa para poucos e ele foi um dos agraciados. Sejamos honestos, a piada é legal sim, sempre foi, mas o cara é gente boa e também um bom piloto, para mim, para nós, não precisa provar mais nada. Aliás, acho que nunca precisou. Sempre foi o mais simpático, sentimental, honesto e brincalhão em suas vitórias do que outros pilotos famosos. Tudo bem, Senna, Piquet e Emerson eram pilotos fantásticos, acima da média, com estrela de campeão e provavelmente muito melhores do que Rubinho. Ok! Mas o cara é gente fina.
Merecido esse título. Sem tapetão, sem chalaça, roubalheira, vitória no braço, no ajuste do carro, no empenho da equipe. Então fica o nosso valeu Rubinho!
E como é bom ver quando alguém taxado de looser, chega a dar esse cala-te boca em muita, muita gente!

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Então tá Lorenzo

O piloto espanhol Jorge Lorenzo é o campeão da MotoGP 2012. É sem dúvida um ótimo piloto, agressivo e sempre disputando a ponta nas corridas, muito regular nas provas e em seus ótimos resultados. Merecido, apesar de eu ainda acreditar na qualidade do semi-aposentado-prematuro Stoner e no eterno master-fucker Valentino Rossi (Sic 58 também era uma forte promessa – R.I.P.). Parabéns Lorenzo! Agora é aguardar o campeonato de 2013 e ver como o Valentino vai se sair em sua volta a equipe oficial Yamaha como companheiro (novamente) de Jorge Lorenzo.
Go Rossi, go!

Moto GP – Valencia

Belíssima esta última prova do MOTO GP de 2011 em Valencia (ESP), mesmo já com um campeão definido, o australiano Casey Stoner (27 – Honda), foi incrível e cheia de surpresas do começo ao fim. Logo na largada o toque e a queda de Bautista (19 – Suzuki), que acabou derrubando também Valentino Rossi (46 – Ducati), Nicky Hayden (69 – Ducati) e o francês Puniet (14 – Ducati), deixando o caminho mais tranquilo para Stoner disparar na liderança da prova, que em determinado momento chegou a abrir 9 segundos de vantagem sobre o segundo colocado. Aliás, a disputa pela segunda posição foi o grande lance desta prova, Pedroza e Dovizioso (ambos Honda) numa briguinha particular, mais o americano Ben Spies (11- Yamaha) , brilhante esta disputa. Nas últimas voltas o show, o americano Spies passa os dois pilotos da Honda e em seguida encosta e utrapassa também o líder Stoner (que havia diminuído a sua larga vantagem na prova), mas em função da pressão de ter Stoner no seu cangote e de uma última curva mal feita, antes da reta da bandeirada, é ultrapassado por Stoner por questão de centímetros. Báh! Que prova esta. Parabéns STONER, grande piloto, o melhor do mundo no momento. Em tempo, não gosto do Lorenzo (Yamaha)

*Teve ainda uma série de eventos em homenagem ao piloto Marco Simoncelli (58 – Honda), que lamentavelmente faleceu em uma acidente na prova anterior do campeonato. Descande em paz Sic #58. Também a despedida das pistas de Loris Capirossi (que correu sua última prova usando o número 58, em uma bela homenagem a Simoncelli).

** Ano que vem as motos devem subir de cilindrada (1.000 cc), muitas mudanças, testes, novos projetos e reformulações nas próprias equipes para 2012. Um ano ruim para Valentino Rossi e a triste perda do ousado Simoncelli (vai fazer muita falta).

Casey Stoner - Campeão Moto GP 2011

 

 

 

 

 

 

11 de setembro de 1983

Sábado, dia 10 de dezembro de 1983, poucas horas antes da decisão que mudaria para sempre a história do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.
A cidade se prepara para uma noite inesquecível. Os gremistas passaram todo o dia de sábado com aquele frio na barriga…até tentaram levar uma vida normal. O natal estava chegando e o centro da cidade borbulhava de pedestres atrás das melhores ofertas de presentes. Para as crianças, a loja Hipo Imcosul estava lançando o triciclo Tico-Tico Bandeirante Universal por apenas 10.490 cruzeiros. Os adultos poderiam adquirir o novíssimo computador pessoal TK-85 com surpreendentes 16 ou 48 K-bytes de memória RAM. Nas lojas J.H. Santos, o Televisor Philco 12 polegadas, giratório, totalmente transistorizado e funcionando a luz e bateria custava apenas 109 mil cruzeiros. Com a partida marcada para a meia-noite, não foram raros os churrascos espalhados pela cidade, afinal, o dia seguinte era domingo.  O horário da partida chegou a atrapalhar a presença de público na apresentação do Presépio Vivo encenado no jardim da Paróquia Menino Deus, em Porto Alegre. Para quem não conseguia esconder a tensão momentos antes do jogo, a solução era pegar um cineminha para tentar relaxar. O cinema Baltimore, na Avenida Osvaldo Aranha, tinha em cartaz o filme A Filha de Ryan. No cine Marrocos, na Getúlio Vargas, e no Presidente (Benjamin Constant) o gremista poderia assistir o filme Tootsie, com Dustin Hoffmann. Boas opções. Para quem ficou em casa, o programa era acompanhar pela TV o capítulo 162 da novela Guerra dos Sexos antes do Jornal Nacional e, logo depois, o capítulo 42 de Champagne. Minutos antes do início da partida, a TV Gaúcha entrou no ar com as imagens ao vivo do estádio Nacional de Tóquio. Narração de Celestino Valenzuela para os gaúchos e Galvão Bueno para o resto do País. Ninguém dormia em Porto Alegre. Bares da capital estavam lotados com as pessoas se acotovelando na frente do aparelho de TV.
No Japão, o time gremista já em campo esperando o início da partida. Os jogadores tentando manter o corpo aquecido para não sentirem os efeitos do frio de quase zero graus. Horas antes da partida, a capital japonesa foi atingida por uma forte nevasca que acabou queimando o gramado do estádio Nacional. A torcida, formada basicamente por orientais, praticamente lotava os 60 mil lugares e se divertia com o som ensurdecedor de milhares de cornetas distribuídas na entrada do estádio. A torcida gremista marcou presença principalmente com as faixas das torcidas organizadas Máquina Tricolor, Super Raça e Garra Jovem.
O jogo começou tenso, muitos erros nos passes. O gramado seco dificultava o toque de bola. Aos 37 minutos, Renato recebeu a bola na direita, driblou a marcação e chutou cruzado, entre o goleiro e a trave esquerda.

Grêmio 1 a 0! No Salão Nobre do Conselho Deliberativo do Grêmio, centenas de conselheiros e dirigentes vibravam na frente do telão disponibilizado pelo Clube. Na pista atlética feita de “tartan” no Estádio Nacional de Tóquio, o técnico Valdir Espinosa, que antes da partida anunciou que deixaria o Grêmio independente do resultado, se abraçou com Renato comemorando a vitória parcial. Na etapa final, o Hamburgo ficou com o domínio das ações, mas praticamente não levou perigo ao gol de Mazarópi que brilhou em algumas intervenções. Já nos minutos finais, o time alemão tentou um ataque pela esquerda. Voltando para ajudar na marcação, Renato conseguiu roubar a bola no campo de defesa e chutou para lateral. No momento em que esticava a perna finalizar o movimento do chute, o craque gremista sentiu fortes cãimbras e deixou o gramado para ser atendido na beira do campo. Neste momento, o único em que Renato estava de fora, o Hamburgo chegou ao empate. Bola levantada na área gremista e Schröeder empurrou para as redes. Eram 40 minutos do segundo tempo. O desânimo desabou sobre os torcedores das organizadas do Grêmio que assistiam a partida na sala do Departamento Eurico Lara, na frente de um pequeno aparelho de TV. Muitos já estavam no pátio de estacionamento esperando o apito final para iniciar a festa. A cerveja já tinha terminado. Os poucos fogos que estouravam na madrugada daquele domingo em Porto Alegre, naquele momento, não eram de gremistas. Qualquer obediência aos critérios táticos já tinha sido deixada de lado por parte dos jogadores gremistas. A vitória chegaria na raça, na vontade…na sorte. A TV japonesa transmitiu os 90 minutos ao vivo para a capital japonesa, mas teve que interromper as transmissões locais, pois a grade de programação não estava programando os 30 minutos de tempo extra. Até hoje existem japoneses que não sabem o resultado final da partida.
No Brasil, a TV Gaúcha continuava com as imagens dos atletas gremistas extenuados atirados ao chão esperando a prorrogação.
Logo aos 3 minutos da primeira etapa, novamente brilhou a estrela de Renato. Ele recebeu na área cruzamento vindo da esquerda. Dominou com o pé direito, driblou a marcação e chutou com a outra perna, no canto do goleiro Stein.
Grêmio 2 a 1! Não dava mais para perder.
Já nos minutos finais, num contra-ataque, o atacante Caio (aquele mesmo que marcou o primeiro gol na final da Libertadores contra o Peñarol) perdeu a chance de colocar de vez seu nome na história do Grêmio como “o artilheiro das decisões”. Ele recebeu a bola logo após a linha divisória do gramado, entrou com ela dominada completamente livre, e, na entrada da área, mandou uma bomba por sobre o travessão.
Por sorte, esse gol não fez falta.
Grêmio Campeão Mundial!

Festa no Japão, festa em Porto Alegre e em todo o Estado do Rio Grande do Sul. Os relógios marcavam quase três horas da manhã quando a torcida gremista tomou conta das ruas da capital gaúcha. O ponto de encontro foi na avenida Érico Veríssimo, esquina com avenida Ipiranga, ao lado do prédio da Zero Hora. Antes de partir para o local da festa, os torcedores das organizadas do Grêmio que viram a partida na sala do Departamento invadiram o Salão Nobre do Conselho para confraternizar com os dirigentes e conselheiros. No vestiário do Estádio Nacional de Tóquio, Renato comemorava o título, os dois gols e a escolha de melhor em campo (o jogador recebeu um carro da Toyota). Os jogadores eram abraçados por torcedores que conseguiram entrar.
Foi uma festa inesquecível. Na segunda-feira, dia 12, às 7h (19h de domingo em Porto Alegre), a delegação gremista embarcou para Los Angeles onde, na terça-feira à noite, participou de um jogo contra o América do México pela cota de 50 mil dólares e o título da Copa Los Angeles. O Presidente Fábio Koff já havia assegurado para o Clube 300 mil dólares pela participação e vitória na Copa Toyota.  A chegada em Porto Alegre estava marcada para o início da tarde de quinta-feira. A delegação chegou no vôo 100 da Varig proveniente do Rio de Janeiro. Nesse momento, o Grêmio inaugurou as comemorações dos títulos no caminhão de bombeiro. Foi assim que os jogadores foram transportados até o Estádio Olímpico, local da festa programada pela direção do Clube. As principais ruas de Porto Alegre foi palco das comemorações da maior conquista do Tricolor até hoje. Em todos os cantos da cidade, milhares de fogos eram estourados naquele início de tarde de quinta-feira, com certeza, naquele momento, eram fogos de gremistas.
Quem viveu, não esquece.
Quem não participou, escuta as histórias dos mais velhos e aguarda a próxima vez. Grêmio Campeão do Mundo, há 26 anos.

*texto: site do Grêmio – [ AQUI ]