Muito além de “Cosmos”: as contribuições cósmicas e científicas de Carl Sagan

O legado mais conhecido de Carl Sagan talvez seja seu trabalho para tornar a ciência acessível e popular entre as massas, melhor demonstrado por seu programa de televisão Cosmos: Uma Viagem Pessoal. Originalmente transmitido em 1980, o programa era – e ainda é – amado por apresentar conceitos científicos complexos de uma maneira que os tornava compreensíveis.

Duas décadas após sua morte, a influência de Carl Sagan na investigação, descoberta e compreensão científica ainda é forte atualmente. Embora, sem dúvida, as conquistas científicas de Sagan cheguem a “bilhões e bilhões”, nos limitaremos nesse artigo a apresentar apenas algumas das mais importantes contribuições de Sagan para a ciência.

Marte, o planeta empoeirado

Sagan contribuiu significativamente para o nosso entendimento acerca de Marte. Cientistas já pensaram que Marte era coberta por uma vegetação que mudava com as estações do ano – levando a seus padrões variados de luz e escuridão, como pode ser visto através de telescópios. Sagan examinou novos dados e determinou que as mudanças nos padrões de cores eram causadas pela poeira que sopra ao vento em diferentes elevações. Isso foi confirmado por expedições posteriores ao planeta, que o acharam empoeirado e sem vida.

Luas habitáveis

Sagan foi um dos primeiros a supor que a água estava presente na lua de Saturno, Titã, e na lua de Júpiter, Europa. Essas duas luas são agora a fonte de muita fascinação e especulação, com muitos contemplando a possibilidade de colonização humana, bem como a empolgante ideia de que as luas possam ser capazes de desenvolver a vida independentemente. Embora nenhuma das duas seja atualmente um lugar muito confortável para se viver – ambas têm climas quase inimaginavelmente frios e Europa possui níveis de radiação potencialmente fatais – ambas apresentam possibilidades.

Vênus e o efeito estufa

Pensava-se que Vênus tinha um clima como o da Terra, mas ainda mais tropical. Agora sabemos que é exatamente o oposto – quente, seco e inabitável. Sagan foi o primeiro a sugerir que as nuvens de Vênus podem não ser uma indicação de um clima agradável; seu estudo das emissões de rádio de Vênus o levou a sugerir uma temperatura de superfície de 900 °F (cerca de 480 °C). Mais tarde, ele ajudou a projetar e gerenciar as expedições Mariner da NASA a Vênus, que provaram que Vênus é realmente inabitavelmente quente. Sagan determinou que, embora Vênus possa ter tido água, ela evaporou devido a um intenso efeito estufa – e alertou sobre o perigo de um caminho semelhante aqui na Terra, se o aquecimento global fosse deixado fora de controle.

SETI

Sagan foi um cientista pioneiro na divulgação do SETI, uma série de projetos realizados na esperança de encontrar vida inteligente em outras partes do Universo. Membro do Conselho de Administração do Instituto SETI, ele trabalhou para atrair atenção e compreensão para a busca, com sua mistura característica de advocacia racional e deleite total. Sagan poderia nos dizer o quão cientificamente e culturalmente importante era determinar se compartilhamos o Universo com outros seres inteligente (e nos deixar muito empolgados com a possibilidade).

Desmascarando OVNIs

Fora do fascínio de Sagan pela busca de vida inteligente no Universo, cresceu sua frustração com o culto aos OVNIs. Enquanto ele estava confiante de que a vida inteligente está por aí em algum lugar, ele também tinha certeza de que ela não está circulando pela Terra, abduzindo humanos e fazendo círculos em plantações. Nesta e em muitas outras áreas, Sagan era um cético notável, sempre defendendo o poder da investigação científica sobre a crença cega.

A Sociedade Planetária

Em 1980, Sagan fundou a Sociedade Planetária, juntamente com Bruce Murray e Louis Friedman. Com a missão de inspirar e envolver o público mundial na exploração espacial por meio de projetos científicos e educacionais, a Sociedade é hoje o maior grupo de interesse espacial do mundo. Através de trabalho independente e financiamento privado, a Sociedade Planetária está criando sua própria espaçonave para testar as possibilidades da navegação solar. Também financia outras entidades em uma ampla variedade de esforços, da pesquisa em Marte à ação política.

Dilema da deflexão

Um importante campo de estudo para Sagan e a Sociedade Planetária foram os corpos celestes próximos à Terra (como asteroides e meteoros), que poderiam colidir com a Terra e causar efeitos devastadores. Alguns propuseram a solução cinematográfica de disparar mísseis nucleares que poderiam desviar um meteoro em rota de colisão, alterando seu caminho para que passasse inofensivamente pela Terra. Sagan rebateu essa ideia com o pensamento preocupante de que, se criarmos a capacidade de desviar um meteoro da Terra, também criaremos a capacidade de desviar um deles em direção à Terra – aproveitando assim o poder destrutivo além de qualquer tecnologia atual e colocando em risco a nós mesmos e outras nações. Esse dilema da deflexão é apenas um exemplo das muitas maneiras pelas quais Sagan aplicou princípios científicos a questões políticas, tentando incentivar o pensamento sadio e crítico em todas as áreas.

Escritos

Sagan foi o autor ou coautor de 20 publicações, usando seu estilo de escrita amigável e acessível para tornar a ciência compreensiva para aqueles que não possuem formação avançada em astrofísica. Do seu primeiro aos seus dois últimos trabalhos, brilhantemente escritos enquanto ele estava passando por um tratamento doloroso e estressante da mielodisplasia que levaria sua vida, Sagan procurou compartilhar sua fome de conhecimento para seus leitores. Ele até escreveu um romance, Contato, que foi transformado em um filme bem recebido e premiado, explorando a ideia de Sagan de como nossa primeira experiência com inteligência extraterrestre poderia se desenrolar.

Um senso de maravilhamento

Durante todas as suas enormes realizações científicas e suas aparições públicas populares, Sagan nunca perdeu o que o tornava tão notável e tão amado: seu senso de maravilhamento. Ele não era apenas um cientista porque era brilhante e sabia como fazer seu trabalho; ele também era um cientista porque pensava que a ciência era muito legal. Sua empolgação apareceu em seus discursos e aparições na TV, em suas publicações, descobertas e hipóteses, e em seu entusiasmo ao longo da vida pela ciência. E, sempre, com dois objetivos principais: promover o conhecimento científico e levar esse conhecimento para as pessoas do mundo inteiro.

*Por Ruan Bitencourt Silva

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*Fonte: universoracionalista

A Equação de Drake confirma: O universo está repleto de vida alienígena!

A Equação de Drake é uma equação criada em 1961 pelo astrônomo Frank Drake que continha uma série de fatores que em conjunto pode produzir um número destinado a indicar quantas civilizações inteligentes podem existir e detectáveis na Via Láctea, que é a nossa casa no Universo .

Esse é o modelo da equação clássica onde todos os factores são multiplicados juntos:

N = R x fp x ne x fl x fi x FC x L Os fatores são os seguintes:

N = número de civilizações alienígenas na Via Láctea

R = número de estrelas em nossa galáxia

fp = fração de estrelas com planetas

ne = número de planetas que onde a vida como a conhecemos pode existir

fl =% desses planetas onde a vida surge

fi =% desses planetas (fl) onde a inteligência se desenvolve

fc =% dessas sociedades que desenvolvem a ciência eletromagnética

fL =% das sociedades que emitem electromagneticamente para o espaço para um longo período de tempo

A equação de Drake realmente é necessária para muitos fatores importantes. Ela também forneceu os meios para quantificar com um valor o número de potenciais civilizações que emitiam algum tipo de sinais inteligentes que podem ser captados por nossa tecnologia atual no momento. Drake tinha formulado essa equação antes de qualquer pesquisa tivesse feita no mundo

Como você pode imaginar e para aqueles que estão familiarizados com a equação, nós não temos dados reais para a maioria dos fatores da equação de Drake, elas são suposições, com base nas tendências humanas, saltos tecnologia humana, e assim por diante. Assim, com apenas um planeta com vida conhecida na época, o nosso, o cálculo do valor final para a Equação de Drake sempre foi uma suposição conservadora com base na comparação com o progresso da civilização humana e os precipícios tecnológicos que enfrentamos.

Naturalmente nós não sabemos ainda se existe uma civilização avançada, embora muitos especulem. Nós representamos um único ponto de dados e apenas um tal ponto não é suficiente para criar uma tendência ou a um entendimento, por isso devemos especular com os pés no chão.

Nós ainda não temos a prova de vida inteligente extraterrestre , mas alguns dos fatores Drake pode ser tratados com mais precisão. Em nossa contagem atual de Exoplanetas nos dá um número total de 3300. Isto é muito emocionante. Originalmente os resultados de caça de planetas eram mais limitados, proporcionando-nos com a capacidade de encontrar apenas os maiores planetas do tamanho de Júpiter. Mas, como técnicas foram afinadas para uma arte mais fina, começamos a encontrar menores e mais planetas parecidos com o tamanho da Terra

No catálogo de Exoplanetas um número razoável de nossos planetas confirmados são conhecidos como “Super-Terras”. O termo é a nomenclatura aplicada a qualquer planeta que é menos de 10 massas terrestres. Super-Terra implica a um planeta parecido com a Terra. Tal planeta poderia ser apenas um paraíso maciço, um turbilhão fervilhante de gases, ou uma pedra sem ar. A capacidade de encontrar tais planetas no entanto representa uma melhoria significativa na capacidade de detecção planetas. Atualmente é teorizado em alguns círculos que até 10% das estrelas em nossa galáxia possa ter planetas de zona habitável adequada, o que é um número entre 10 bilhões e 40 bilhões.

Confira o vídeo para saber mais!

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*Fonte: universocetico

 

Star Stuff: assista ao curta-metragem em homenagem a Carl Sagan

Apresentado em 17 de agosto deste ano — porém, com pouca divulgação —, o curta-metragem, produzido por entusiastas do saudoso Carl Sagan, retrata em filme o que Sagan relatou em seus livros: o início de sua admirável paixão pela ciência, quando descobriu que os pontos que via no céu à noite eram sóis como o nosso — só que muito mais distantes —, e que esses sóis distantes poderiam conter centenas de milhares de mundos como o nosso, com vida se perguntando sobre as estrelas, assim como nós.

O Curta

O curta é focado na evolução da curiosidade de Carl Sagan quando criança. É retratada a influência que seus pais tiverem sobre ele para que essa paixão surgisse e, também, sobre sua famosa história da biblioteca: quando, acompanhado de sua mãe, pediu à bibliotecária um livro que falasse sobre as estrelas. Desatada, a pobre moça lhe oferece um livro que falava sobre as “estrelas de Hollywood”. Porém, não era sobre aquelas estrelas que Sagan estava interessado. Logo ela pensou, e sem hesitar, sorriu para ele e lhe mostrou um livro cativante que falava sobre os infinitos sóis que existiam no Cosmos. Assim, ajudando um dos maiores popularizadores da ciência de todos os tempos a surgir.

É emocionante ver um ícone da ciência ser apresentado de maneira excepcional para o público leigo. Contudo, também ajudando a dar impulso ao filme que a Warner Bros está produzindo, onde será retratada uma história biográfica que contará um pouco de sua carreira e influência para com a popularização da ciência.

 

 

*Fonte: universoracionalista

Warner Bros vai produzir filme sobre a vida de Carl Sagan

A vida do astrônomo Carl Sagan será adaptada às telas. O filme será produzido em forma biográfica e explorará a vida pessoal de um dos mais conhecidos e respeitados divulgadores da ciência do século passado, que conseguiu inspirar toda uma geração de jovens através da série Cosmos.

Nas mãos da Warner Bros, embora ainda seja desconhecida a data do lançamento do filme, segundo o “Conselho de Acompanhamento” o título será Sagan. Em 2016, de fato, acontecerá o vigésimo aniversário da morte de Sagan, que abordou como ninguém os grandes mistérios do universo em “uma viagem pessoal”.

A cinebiografia se concentrará não apenas sobre a vida de Carl Sagan, mas também sobre o seu prodígio aluno Neil deGrasse Tyson, onde ele irá mostrar a sua paixão pela investigação e divulgação científica. Além disso, o filme contará com a colaboração de Ann Druyan, viúva do cientista e pioneiro do programa SETI (sigla em inglês para Busca por Inteligência Extraterrestre).

O cientista também é conhecido por escrever em 1985 Contato, um romance que explora a ideia de como seria fazer contato com a vida alienígena. Em 1997, foi criado um filme, baseado em sua obra, que foi estrelado por Jodie Foster.

Um filme em homenagem a uma pessoa que nunca parou de fazer perguntas, mas também nunca parou de buscar respostas.

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*Fonte/texto: universoracionalista

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