Fabricantes de veículos alcançam melhor resultado desde 2014

Em 2018, as fábricas brasileiras de veículos estão em alta. Elas alcançaram o melhor resultado mensal e trimestral de crescimento desde 2014. A produção do Brasil soma quase 700 mil automóveis, caminhões e ônibus entre os meses de janeiro e março. Isso representa um aumento de 14,6% no mesmo período em relação a 2017.

Este crescimento pouco habitual se deve à alta das vendas domésticas, que teve um aumento de 14,7% neste primeiro trimestre; e a expansão das exportações, que alcançaram 180,2 mil veículos neste período do começo do ano.

O mês de março foi o mais especial para a indústria. Foram produzidos 267,4 mil veículos, o que significou um aumento de 25,3% sobre fevereiro (prejudicado pelo Carnaval e por ter menos dias). Em relação ao ano passado, o resultado de crescimento foi de 13,5%.

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) não alterou a sua projeção do início do ano. O órgão afirma que a produção nacional de veículos deve somar 3 milhões de unidades em 2018, um aumento que, se concretizado, irá significar um crescimento de 13,2% sobre o ano passado.

Ainda assim, em comparação com 2013, 2018 está bem longe. Naquele ano foi alcançado o pico histórico do trimestre, com 862 mil veículos produzidos no território brasileiro.

 

 

 

 

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*Fonte: conectar

C’était un rendez-vous – Os segredos do curta-metragem que é um dos melhores filmes sobre carros já feitos

Esse filme já foi post há alguns anos aqui no blog, mas como a coisa é bacanuda vale um reforço no recado. Agora com um texto do site FlatOut , onde contam com detalhes fatos interessantes dessa produção..

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A sétima arte já contribuiu bastante para entreter os entusiastas — seja com clássicos como “Bullitt”, blockbusters como a interminável saga “Velozes e Furiosos”, franquias consagradas como “Mad Max” ou lançamentos recentes como “Drive” e “Rush – No Limite da Emoção”. No entanto, milhões de fãs de carros e cinema concordam que um dos maiores filmes automotivos já feitos não é uma super-produção hollywoodiana, mas um curta-metragem feito apenas com um carro, uma câmera e muita sensibilidade: Cétait un rendez-vous, clássico francês de 1976.

É surpreendente o quanto há para falar de um curta-metragem de pouco mais de oito minutos mas, para se ter uma ideia, as críticas são impecáveis. Jeremy Clarkson já disse que é o melhor filme de perseguição do mundo — melhor até mesmo do que o próprio “Bullitt” —, mesmo que não seja uma perseguição.

É um filme minimalista. As ruas de Paris, com seus carros, pessoas e belas construções, são tomadas pelo ronco incontrolável de uma Ferrari 275 GTB por volta das 5:30 da manhã. Dá para ver que o motorista sabe se virar ao volante de um carro rápido. Com um ronco destes a centímetros dos ouvidos, em plena década de 1970 — quando crianças viajavam de pé no “chiqueirinho” dos Fuscas e cintos de segurança eram considerados muito mais uma incômoda sugestão do que um equipamento fundamental para se manter vivo —, daria para entender se o dono da Ferrari quisesse apenas aproveitar o trânsito menos intenso das primeiras horas da manhã para curtir seu esportivo italiano.

Ele dirige na contramão, desvia de veículos vindos no sentido contrário, fura sinais vermelhos e percorre vias de mão única pelo lado errado. Claro, é um perigo, mas também é ficção. Não sejamos moralistas de um jeito feio e falso — a gente não faria isto e nem recomenda que seja feito, mas não vamos deixar de apreciar esta bela obra cinematográfica que, em 2016, completa 40 anos. Apague a luz, arranje um bom par de fones de ouvido e apenas assista.

“Era um encontro”, é o que significa o título do filme. E era, mesmo. O motorista dirige alucinadamente enquanto vemos monumentos históricos como Arco do Triunfo, o famoso teatro Palais Garnier e a Praça da Concórdia com seu obelisco. Não faltam ocasiões em que uma tragédia parece prestes a acontecer, e a gente começa a se perguntar o motivo de tanta urgência. Era um encontro e, quando já está quase amanhecendo, a Ferrari estaciona em frente a um passeio, com a Basílica do Sagrado Coração de Paris ao fundo. Uma garota loira vem subindo as escadas e o motorista, apressado, vai até ela. Os dois se abraçam. Era um encontro.

Agora, estamos falando de uma obra de ficção. E isto significa que nem tudo é como parece na tela. Primeiro — talvez você já saiba disso, mas não custa relembrar —, o carro não era uma Ferrari 275GTB. Claro, o ronco que se ouve é do V12 de 3,3 litros e quase 300 cv do esportivo italiano, reduzindo marchas (dá até para escutar o punta-tacco às vezes) e acelerando a até mais de 200 km/h em determinados momentos. Mas o carro que percorreu loucamente as ruas de Paris em 1976 era outro: um Mercedes-Benz 450SEL 6.9, bem mais macio que uma Ferrari

O sleeper alemão já apareceu aqui no FlatOut, quando fizemos uma lista com os melhores sedãs esportivos de todos os tempos. Seu motor V8 M100 de 6,9 litros — derivado daquele usado na limusine ultra-luxuosa 600 Grosser — desenvolvia 290 cv e 55,9 mkgf de torque. Aliado a uma caixa automática de três marchas, o V8 era capaz de levar o grande sedã de quase duas toneladas aos 100 km/h em apenas sete segundos, o que é uma bela marca para um carro enorme lançado em 1975. Aliás, isso significa que o Merc havia acabado de ser lançado quando C’etait… foi gravado, e era mais do que habilitado para “interpretar” uma Ferrari na telona. A propósito, a Ferrari que cedeu a “voz” para o filme pertencia ao próprio diretor, Claude Lelouch.

Assim como Climb Dance, C’était un rendes-vouz faz parte do gênero cinema vérité que, como o nome diz, consiste em documentar a realidade de forma artística e provocadora, fazendo uso de ângulos ousados, trilha sonora envolvente e pouco (ou nenhum) diálogo. No making of abaixo, Lelouch explica um pouco sobre o processo de filmagem do curta e esclarece alguns mistérios.

Foi o próprio diretor quem dirigiu o carro. Como você deve ter suspeitado, tudo foi feito de forma independente e, para quem não notava a câmera enorme no para-choque do carro (olha só como as GoPro de antigamente eram grandes!), se tratava apenas de um maluco acelerando um Mercedes às 5:30 da manhã no centro de Paris. Dois amigos de Lelouch se posicionaram nos pontos mais críticos do trajeto, para avisar Lelouch pelo rádio caso ele precisasse reduzir a velocidade. Só que os rádios não funcionaram e, em um golpe de sorte, todos saíram inteiros da produção.

E quem é a garota? A atriz Gunilla Friden que, na época, era namorada de Lelouch e recebeu apenas a instrução de esperar na Basílica e aparecer quando ele chegasse. Era mesmo um encontro.

C’était un rendez-vous atravessou décadas um tanto desconhecido pelo grande público. Isto mudou em 2003, quando o documentarista Richard Symons conseguiu convencer Lelouch a recuperar o filme de 35mm (cuja capacidade de armazenamento foi o que limitou a duração do curta) e remasterizar a obra e permitir que a companhia de Symons, a Spirit Level Films, a distribuísse em DVD.

Pouco depois, a banda escocesa Snow Patrol pediu permissão à Spirit Level para utilizar imagens de C’était un rendez-vous no clipe de “Open Your Eyes”, single do álbum Eyes Open, lançado em maio de 2006.

Foi a primeira vez que Lelouch permitiu que trechos de sua obra fossem usados comercialmente, o que acabou apresentando o famoso curta-metragem a toda uma nova geração. Por sorte, agora vivemos na era da Internet, e todos podem ter acesso a verdadeiras obras de arte automotivas como esta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: flatout

6 dicas para aumentar a vida útil dos pneus

Transitar nas vias dos grandes centros urbanos exige muita atenção do motorista — por exemplo, com relação aos limites de velocidade, que, obviamente, devem ser respeitados. Mas existem outros fatores que influem na segurança do condutor e da carga que está sendo transportada. Passar “com tudo” sobre lombadas e valetas, às vezes por desatenção, é um deles. No entanto, são os buracos que desafiam a paciência de quem está no comando do veículo e, em todos esses casos, os pneus são os que mais sofrem. Alguns cuidados ajudam a prolongar a vida útil deles.

1 – Se não der para evitar vias esburacadas, ao menos, transite em baixa velocidade nesses pontos. Do contrário a estrutura dos pneus vai pagar o pato.

2 – Acelerar e frear bruscamente, além de ser extremamente perigoso, são hábitos a serem evitados, pois isso desgasta mais os pneus.

3 – Fazendo as manutenções preventivas do veículo, não só os pneus como o sistema de suspensão irão passar por check-ups periódicos. Portanto, não pule as revisões programadas.

4 – Pode parecer bobagem, mas manter a calibragem correta dos pneus evita vários problemas — ainda mais em se tratando de um veículo de carga. Faça isso sempre com os pneus frios, seguindo a pressão indicada pelo fabricante (essa informação pode ser encontrada no manual).

5 – Volante “puxando” para o lado é sinal de falta de alinhamento e balanceamento — problema muitas vezes ocasionado por buracos. Procure a assistência técnica o quanto antes, pois isso também gera desgaste dos pneus.

6 – Especialistas dão a dica: calibre seus pneus a cada dois abastecimentos do carro, para garantir uma boa vida útil deles.

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*Fonte: revistapegn

Youtuber flagra poder de arranque do caminhão elétrico Tesla Semi

Elon Musk anda com tudo ultimamente. Depois de realizar com sucesso o voo experimental do mais poderoso foguete da atualidade com direito a um Tesla Roadster, agora é a vez da demonstração do poder de um dos veículos mais aguardados de 2019: o youtuber Richard Fielder flagrou o momento em que o caminhão elétrico Tesla Semi arranca em uma rua dos Estados Unidos.

O gigante mecânico alcança de 0 a 60 mph (quase 100 km/h) em 5 segundos e em 20 segundos com carga de 36 toneladas, a partir de quatro motores independentes nos eixos traseiros. A versão com autonomia de 300 milhas deve custar US$ 150 mil e a de 500 milhas deve sair por US$ 180 mil — e o gasto médio esperado por milha é de US$ 0,85, bem mais em conta que o transporte por gasolina ou por trilhos, que registram US$ 1,51 nessa comparação.

“Não é apenas suicídio econômico usar um caminhão à diesel. É um suicídio econômico para os trens. O caminhão bate até os trens”, gabou-se Elon Musk, no ano passado. Bom, ele pode, até porque essa confiança toda está bem representada em números. Desde que foi anunciado em novembro do ano passado, o Tesla Semi passou a ser procurado por várias redes corporativas, como a Sysco e a Walmart.

Para ter uma ideia, a Pepsi e a companhia de tráfego de material UPS já encomendaram 100 e 125 unidades, respectivamente. A Tesla Motors espera começar a produção em escala comercial no próximo ano.

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*Fonte: tecmundo

Por que se dirige do lado esquerdo no Reino Unido (e em outros 55 países do mundo)?

Por que se dirige do lado esquerdo no Reino Unido?

“Essa é uma pergunta que sempre me fazem”, diz o britânico Gareth Edmunds, de 59 anos, que vive em Bristol, no oeste da Inglaterra, e é dono de um alojamento para estudantes estrangeiros.

“Quando saio com eles, percebo que ficam assustados quando veem outro carro se aproximando pela direita; acham que vamos bater”, conta.

A realidade não é exclusiva da Inglaterra: também se dirige do lado esquerdo em outros 55 países e territórios na Ásia, África, Europa, Oceania ou nas Américas, segundo o levantamento Ways of the World: A History of the World’s Roads and the Vehicles that Used Them (“Caminhos do Mundo: Uma história das estradas do mundo e os veículos que usam eles”, em tradução livre).

Entre eles, as ex-colônias britânicas são, previsivelmente, maioria: Austrália, Índia, Tailândia, África do Sul, Zimbábue, Guiana, entre outros. Mas também há países que não foram colonizados pela Inglaterra, como Japão e Moçambique.

No início do século 20, muitas dessas antigas colônias, depois de se tornarem independentes, preferiram passar a dirigir do lado direito, mas, em outras, a tradição herdada dos colonizadores permaneceu.

Na prática, segundo um estudo da Universidade de Frankfurt, na Alemanha, um quarto das estradas em todo o mundo foi construída para carros com o volante do lado direito.

Mas de onde vem essa antiga tradição?

As origens

“Minha teoria é de que isso tem a ver com os tempos remotos nos quais, se um estranho se aproximasse de você, você se deslocaria para a esquerda, de modo a não baixar a guarda, uma vez que sua arma seria empunhada do lado direito”, especula Edmunds.

Essa hipótese é compartilhada por Stephen Laing, curador do British Motor Museum, que possui a maior coleção do mundo de carros históricos britânicos. Ele diz que esse hábito remonta aos tempos da Roma Antiga.

“A maioria das pessoas é destra, cavalga com a mão esquerda e precisa deixar a direita livre para lutar”, explica. “Os exércitos romanos, por exemplo, marchavam pela estrada do lado esquerdo e essa é a convenção que permaneceu”, acrescenta.

Com o desenvolvimento urbano, os cavalos e as carruagens continuaram a trafegar do lado esquerdo. Quando os carros apareceram, eram considerados carruagens sem cavalos, então também passaram a circular no lado esquerdo.

Giles Chapman, que escreve sobre automóveis, diz que o British Roads Act de 1835 (uma espécie de Código de Trânsito) estabeleceu por lei que se dirigiria do lado esquerdo no Reino Unido e em suas colônias.

“A regra foi exportada, por exemplo, para o Japão, onde os engenheiros britânicos planejaram que as ferrovias do país fossem conduzidas pela esquerda, o que levou ao estabelecimento de uma regra semelhante para os veículos que trafegavam nas estradas”, explica.

Por que outros países dirigem do lado direito?

No final de 1700, a maior parte do mundo também dirigia do lado esquerdo. Mas, com a chegada da Revolução Francesa, muitos deles passaram a querer se misturar com as classes mais baixas, então começaram a dirigir no centro ou do lado direito.

Muitos países da Europa acabaram seguindo o exemplo da França.

Esse também foi o caso dos Estados Unidos que, embora colonizados pelos britânicos, não dirigem do lado esquerdo.

Ainda em 1700, as carroças puxadas por vários pares de cavalos começaram a ganhar popularidade na então colônia britânica, explica o escritor Fraser McAlpine, especialista em cultura popular.

Não havia assento para o condutor, que se sentava no último cavalo do lado esquerdo, uma vez que habitualmente segurava o chicote com a mão direita. Além disso, por estar sentado à esquerda, naturalmente preferia que outras carroças passassem por esse lado de forma a garantir uma distância segura das rodas de carroças que vinham no sentido contrário. Transitar pelo lado direito da estrada lhe possibilitava isso.

Quanto custaria ao Reino Unido passar a dirigir do lado direito?

O governo britânico avaliou essa possibilidade em 1969, dois anos depois que a Suécia passou a dirigir do lado direito.

Mas a ideia acabou refutada por motivos de custo e de segurança. Naquele ano, o custo da mudança foi calculado pelo governo em 264 milhões de libras. Atualmente, este valor equivaleria a 4 bilhões de libras (ou R$ 18 bilhões).

Trata-se, porém, de uma estimativa conservadora, considerando os grandes avanços na infraestrutura desde 1969.

Stephen Laing, do Museu Britânico de Automóveis, diz que não consegue imaginar uma mudança desse tipo atualmente. “Acredito que estabelecemos nossas regras a ferro e fogo”, diz ele. “Toda nossa infraestrutura foi construída pensando a condução do lado esquerdo; não consigo ver qualquer mudança no futuro”.

Em nota, o Departamento de Transportes do Reino Unido (órgão equivalente ao Ministério de Transportes no Brasil) informou que “não temos uma política a respeito disso porque é algo em que não estamos interessado neste momento”.
Mas por que os britânicos andam pelo lado direito?

O Código de Pedestres do Reino Unido recomenda que, onde houver uma via, “se evite estar ao lado da calçada de costas para o trânsito”. Considerando que os britânicos dirigem do lado esquerdo, obedecer essa regra significa andar do lado direito.

Acrescenta o código: “se não houver calçada, mantenha-se do lado direito da via de forma que possa ver o tráfego que vem em sua direção”.

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*Fonte: bbc Brasil