Morreu Neal Casal

O músico norte-americano Neal Casal morreu ontem, 26 de agosto, aos 50 anos.

Multi-instrumentista, compositor e fotógrafo, Neal Casal lançou numerosos álbuns a solo, gravando também com artistas como Lucinda Williams, James Iha ou Willie Nelson, entre dezenas de outros.

O nativo de New Jersey seria mais conhecido, porém, pelo tempo que passou com os Cardinals, uma das bandas de Ryan Adams, que integrou entre 2005 e 2009.

Ryan Adams foi, de resto, um dos primeiros a dar a notícia da morte do antigo companheiro, num post no Instagram.

Atualmente, Neal Casal tocava com os Circles Around the Sun e a Chris Robinson Brotherhood.

Depois de vários amigos fazerem publicações sobre a sua morte, surgiu uma mensagem na sua conta oficial de Twitter, confirmando o óbito.

“É com grande tristeza que vos dizemos que o Neal Casal faleceu. Como muitos de vós sabem, o Neal era um humano bondoso e cheio de alma que viveu a sua vida com arte e gentileza”, pode ler-se na mensagem.

No passado mês de agosto, Neal Casal havia pedido aos fãs que ajudassem a financiar um disco que estava a gravar com o cantautor Kenny Roby.

A causa da sua morte não foi revelada.

*Por Lia Pereira

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: blitz

Chris Robinson – 51 anos

Hoje é o aniversário do meu chapa Chris Robinson, ex-vocalista da banda The black Crowes, uma das melhores e mais significativas bandas de rock para mim. Atualmente sua banda é a Chris Robinson Brotherhood, só para constar.

Thanks Chris pelos tantos momentos bons tendo como trilha sonora em minha vida a sua música, o conforto que ela traz, as alegrias e tantas outras coisas em termos de sentimentos (até mesmo em momentos ruins) – meu MUITO obrigado.

Feliz aniversário rapá!

 

 

 

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Sugaree

Esta é uma de minhas músicas preferidas dos últimos tempos.
Acho que cansei um pouco daquele esporro de rock barulhento e visceral. Será a idade? Pfffff…. Não importa.

Talvez seja porque eu imagino que para cada fase diferente da vida pela qual passamos, tem-se uma trilha sonora. Será?

Duas frases que terminaram em interrogação. Viram?

Essa última foi de propósito, só para termos uma “terceira” aqui – gosto do número 3.

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>> Aqui então vai “Sugaree” em trocentas versões.

Cada uma a seu modo, seu jeito, com as cores e pinceladas particulares de cada artista. Eu nem me atrevo, iria estragar a música…rsrsrs  (Mentira, já tirei esse som e até que ficou lezgau).
Eu tenho a minha versão preferida e você?

 

 

Brother Chris

Meu amigo Eduardo me mandou o link dessa incrível entrevista com o vocalista Chris Robinson (Black Crowes / Chris Robinson Brotherhood), no site do Estadão (SP). E na condição de grande fan do seu trabalho tanto em carreira solo como no The Black Crowes,  me senti obrigado a compartilhar esse material aqui no blog também. Boa viagem e bom proveito!

*A entrevista original você encontra AQUI: E+ ESTADÃO

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Chris Robinson: é tudo uma questão de liberdade

Como vocalista do Black Crowes, Chris Robinson passou quase 25 anos trabalhando e tocando, nem sempre às boas, com o irmão caçula, Rich. Como o Crowes deu um tempo e não tem data para voltar, o músico se dedica ao Chris Robinson Brotherhood, seu novo grupo, cuja dinâmica é bem diferente. “Se o Black Crowes é uma viagem do show-biz, isto aqui com certeza não é”, diz ele, por telefone, da casa em Los Angeles que divide com a mulher, Allison, e a filha de dois anos, Cheyenne. “É só música. O Black Crowes é uma colaboração entre um monte de gente, com ideias, egos e tal; isso também é, mas a verdadeira conexão é com o pessoal que fica dançando na frente do palco por mais de três horas”.

“A grande piada no Brotherhood é: ‘Cara, imagina se a gente começasse a ganhar dinheiro e a fazer sucesso? Aí podia começar a quebrar o pau um com o outro feito banda de verdade'”, ri Robinson. “Só que não é por aí. É um lance bem bonito, meio inusitado. Essa coisa do Brotherhood tem um lado irônico, mas é assim que tem que ser. Todo mundo na banda se curte, se respeita e se apoia. Ninguém está nessa por causa da fama, da grana, nem nada disso”, ele acrescenta. “A banda começou por causa do que a gente fez e do potencial criativo para continuar produzindo”.

O fato é que com o Chris Robinson Brotherhood, Chris se mostrou prolífico desde o início: o primeiro álbum, Big Moon Ritual, saiu em junho e o segundo, The Magic Door, deve sair em setembro, repertório considerável para o quinteto. Ambos são resultado de meses de aperfeiçoamento do material, experimentos com o grupo na estrada – primeiro na Califórnia e depois pelos EUA, mostrando as canções expansivas, meio improvisadas, mas ainda assim melódicas, conquistando fãs que, segundo Robinson, pelo menos em parte não têm nada a ver com o Black Crowes.

“A gente queria criar um clima, um cenário, que deixasse bem claro para o público a nossa proposta”, explica Robinson, “que ele pudesse enxergar a banda antes de ver os compromissos com gravadoras e contratos, só nós e a nossa música. Foram quase 50 shows em um mês e meio. Cobrimos 21.600 quilômetros, só no estado da Califórnia, sem técnico nem nada. Era a gente que levava os amplificadores”. “Foi assim que a gente conheceu as pessoas”, diz ele. “Deixando bem claro o que era, o que tocava e como era o esquema”.

O Chris Robinson Brotherhood não é o primeiro projeto solo do cantor. Depois dos primeiros anos do Black Crowes – que incluíram o álbum inicial da banda, Shake Your Money Maker (1990), cinco vezes platina, e seu sucessor, o platina duplo The Southern Harmony and Musical Companion (1992), além de participações no H.O.R.D.E. e no Further Festival – a banda fez sua primeira parada em 2002.

Robinson, que de 2000 a 2007 foi casado com a atriz Kate Hudson (com quem tem um filho chamado Ryder, hoje com oito anos), começou colocando uma música chamada The Red Road na trilha sonora de Doidas Demais (2002), estrelado pela mãe de Kate, Goldie Hawn.

A seguir, lançou um álbum solo, New Earth Mud (2002) e formou uma banda com o mesmo nome. Depois veio This Magnificent Disaster (2004) e Chris tocou com Phil Lesh & Friends, do baixista do Grateful Dead, no mesmo ano.

O caminho de volta do Black Crowes começou com uma turnê acústica da dupla Chris e Rich Robinson, e se concretizou em 2005. O grupo então começou a sair em turnê com frequência e constância e lançou dois álbuns novos – Before the Frost… (2009) e … Until the Freeze (2009) – além de trabalhos ao vivo e coletâneas antes de voltar a hibernar em 2010. “Acho que o Black Crowes parece uma criança problemática, esquizofrênica”, dispara Robinson, que prefere não dar prazos para a volta da banda. “Na melhor das hipóteses, faz coisas ótimas, mas, na pior, é terrivelmente frustrante, em parte por causa do histórico da coisa toda. Tem gente que ainda quer o Black Crowes de 1992, mas veja, não dá para ficar parado no tempo”.

Durante a segunda edição do Crowes, conta Robinson, ele passou muitas horas no fundo do ônibus da turnê, compondo – mas o fez com a mente aberta, sem ser específico. “Eu faço música para ver onde estou, para onde estou indo e o que está rolando comigo”, ele explica. “Aprendi muita coisa sentado naquele ônibus. Foi ali que comecei a bolar o som que o Brotherhood teria, em que clima seria, qual a textura e as cores dessas músicas novas… e tudo apontava para a direção oposta à do Black Crowes. Esse fator, combinado com a ruína da indústria da música, é terreno fértil para um cara como eu, que adora ficar independente, solto para usar a imaginação como bem entender”.

Conforme o setor foi se recuperando, Robinson começou a pensar em formar uma banda – e o primeiro músico que recrutou foi Adam MacDougall, tecladista do Black Crowes desde 2007; o baterista George Sluppick foi indicado pelo guitarrista do Crowes, Luther Dickinson, enquanto Neal Casal era um velho conhecido que quase tinha entrado para o Crowes em 2005, antes que Marc Ford voltasse à posição. “Neal abriu uma nova percepção dimensional para mim”, confessa Robinson, “porque é um compositor muito produtivo e confio muito em seus instintos. Sem contar que canta feito um anjo”.

O baixista Mark Dutton, o último a chegar, foi recomendando por um amigo.

“É engraçado montar uma banda com mais de 40 anos nas costas”, brinca Robinson. “E não é só porque você está mais velho, mas sim porque tem que encontrar gente que ainda tenha tempo, esteja disposta a se engajar e tenha visão suficiente para meter as caras num projeto novo. E convencer o pessoal pode ser difícil porque cada um tem um objetivo diferente, já tocou em vários grupos, fez sei lá quantos discos, shows… ter que combinar todas essas experiências de todo mundo e descobrir um meio termo não é fácil. Ao mesmo tempo, é um lance que empolga”, ele confessa. “Dá a sensação de estar construindo alguma coisa do zero. O meu nome pode estar ali, mas é um trabalho que fizemos juntos”. O som do Chris Robinson Brotherhood evoluiu durante o que Robinson chama de “temporada na Califórnia”, com influências do rock, R&B, blues e jazz. Ele reconhece o Grateful Dead como uma “influência superficial” por causa da tendência ao improviso, registrada nas faixas longas de Big Moon Ritual como Rosalee, Star or Stone e Tulsa Yesterday, de quase doze minutos.

De fato, nenhuma das composições do disco tem menos que sete minutos e, mesmo assim, Robinson faz questão de que as nove faixas sejam músicas e não simples viagens musicais. “Uma coisa que os caras do improviso esquecem é que, apesar do ad lib, é preciso ter letras bem feitas e belas melodias”, ensina o cantor. “É preciso que a composição venha em primeiro lugar, senão a casa cai e você se perde”.

“No nosso caso, temos que descobrir como tornar o nosso transporte terreno em algo cósmico”, filosofa Robinson. “É meio que uma grande festa, essa coisa de pegar as músicas do Ricky Nelson, do Buddy Holly, Everly Brothers e Hank Ballard, o espírito dos primeiros anos do rock-‘n’-roll e ajustá-lo ao nosso vocabulário, a nossa cara, essa coisa psicodélica da Califórnia”.

O mesmo acontece em The Magic Door. A maior parte do segundo álbum da banda foi gravada durante as sessões de Big Moon Ritual, seis dias em janeiro com o produtor Thom Monahan que renderam 27 músicas. Algumas faixas, como Appaloosa, fazem parte do repertório de músicas ao vivo do Chris Robinson Brotherhood, enquanto Little Lizzie May foi oferecida ao Black Crowes para Before the Frost ….

A banda até pensou num álbum duplo, mas, no fim, achou melhor separar o material em dois pacotes – e podem vir mais novidades por aí. “A gente pensou que, se era para usar liberdade, tinha que fazer uma coisa legal. Nada de álbum duplo tradicional. Criar algo exclusivo, único, essa é a nossa linha de pensamento e espero que ela nos leve a descobrir caminhos bem interessantes”.

Novo álbum de Chris Robinson

Chris Robinson Brotherhood é a nova banda, é claro, de Chris Robinson (Black Crowes), que deve lançar seu novo álbum solo dia 5 de junho. O álbum se chama “Big Moon Ritual”.

Fonte: Whiplash

Faixas:

1. “Tulsa Yesterday”
2. “Rosalee”
3. “Star Or Stone”
4. “Tomorrow Blues”
5. “Reflections On A Broken Mirror”
6. “Beware, Oh Take Care”
7. “One Hundred Days Of Rain”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Brothagem ao vivo

Estou muito contente porque quase sem querer consegui mais uma pérola para o meu acervo do The Black Crowes. Esses dias navegando por mares distantes e revoltos das ondas da web, encontrei o DVD + CD do show acústico (ou não, como queiram), dos manos Chris Robinson e Rich Robinson – “Brothers of a Feather”. Sei que muita gente não deve curtir um show neste formato, somente os dois irmãos num placo, cantando e tocando apenas violão & guitarra (contam também em alguns sons com o apoio de duas backingvocals e de um saxofonista convidado) – mas quisifucken-se, eu curto e daí!? Foi um trabalho diferenciado, serviu na época para dar um aprouch na veia artística dos brothers que andavam por caminhos separados. Tudo bem, o Black Crowes está novamente numa fase de “stand by” e só Deus sabe quando eles poderão voltar a ativa (ou não) e mandar-bala novamente no rockn roll especiual de sua lavra. Espero que voltem, mas dessa vez não tenho pressa, minha ansiedade pela banda já está dominada, fizeram tantas músicas boas nesse tempo todo de sua carreira que tenho muita coisa excelente ainda para digerir, ouvir, ouvir novamente e ouvir outra vez ainda. Portanto sigo a vida por aqui, escutando (assistindo) os Robinsons destilando seus blues/rock de altíssima vibe e qualidade com selo certificado de mother-fuckers-rockn roll-thunder-master e confesso de que ainda fico imprecionado. Até mais ver bassualdo.

Músicas:

“Horsehead”
“Cursed Diamond”
“Over The Hill” (John Martyn cover)
“Magic Rooster Blues” (new Black Crowes song)
“My Heart’s Killing Me”
“Better When You’re Not Alone” (DVD only)
“Forgiven Song” (Rich Robinson solo song)
“Someday Past The Sunset” (previously unreleased Chris Robinson solo song)
“Welcome to the Goodtimes” (DVD only)
“Roll Um Easy” (Little Feat cover)
“Soul Singing” (DVD only)
“Cold Boy Smile” (new Black Crowes song)
“Bring On Bring On” (DVD only)
“Driving Wheel” (David Wiffen cover, as popularized by Tom Rush)
“Leave It Alone” (Rich Robinson solo Song)
“Polly” (Gene Clark cover)
“Darling Of The Underground Press”
“Jealous Again” (DVD only)
“Forever Young” (DVD only)
“Thorn In My Pride”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Manos separados mas não parados

Ainda ansioso e bem curioso sobre o que os manos Robinson (Chris & Rich), irão aprontar agora separados e muito provavelmente seguindo em carreiras solo depois de mais esse hiato (ou seria o fim!??) do Black Crowes. Uma pena, o Black Crowes para mim é uma das melhores bandas de rock e o time completo tem a vibe certa, “a força”, algo assim como Batman, He-man, Superman, Ben10 ou o Olho de Thundera, ou seja, imbatível! Seja como for, teremos de volta aquele período em que os manos fizeram seus álbuns particulares, que venham então novamente com seus materiais e quem sabe depois, cansados dessa brincadeira, resolvam se reunir novamente e seguir em frente. Abaixo um vídeo do Chris Robinson, ainda da sua fase “solo” (The New Earth Mud), anterior a última reunião do Black Crowes. O legal disso é que conava com Audley Freed na sua banda – mazáh! Esse também é galo prateado na guitarra. É esperar prá ver, melhor, ouvir.