Superpopulação: Entenda como as cidades vão ter que mudar

Em novembro de 2022, o mundo atingiu a marca de 8 bilhões de habitantes. Atualmente, 60% da população mora em vilas ou cidades. Desta forma, até o final do século XXI, as cidades representarão 85% das moradias para as 10 bilhões de pessoas previstas.

No dia 15 de novembro, nasceu uma menina chamada Vinice Mabansag, em Manila, Filipinas. Ela tornou-se, simbolicamente, a oitava bilionésima pessoa do mundo. Assim, ao atingir este número, precisamos pensar em como administrar as cidades que vêm crescendo de forma tão rápida. Além de ter consciência de que não estamos apenas falando de espaço físico, mas também de infraestrutura, transportes públicos, governos funcionais, água, energia elétrica e diversas outras coisas.

Quando as cidades crescem muito rápido, como é o caso de Lagos, a maior cidade da Nigéria, o governo tende a não ter noção da extensão geográfica do local. Do mesmo modo, que as leis, muitas vezes, fiquem defasadas e não contemplem todos os cidadãos, segundo o The Fast Company Brasil.

Crescimento das cidades
Na China, a região da província de Guangdong, em torno do estuário do Rio das Pérolas, une efetivamente 11 cidades, de Macau a Guangzhou, Shenzhen e Hong Kong. Somando a população, está megacidade chega a abrigar 2 milhões de pessoas a mais que o Reino Unido (GB).

Por outro lado, todas estas pessoas estão abrigadas em um território que seria, aproximadamente, um quinto do GB. Assim, o PIB (produto interno bruto) desta megacidade, chegou a US$1,64 trilhão em 2018, sendo 11,6% do total da China.

É preciso entender que as cidades só começaram a realmente crescer em meados do século 18. Já que, nesta época, surgiram as primeiras máquinas, que levaram as pessoas mais longe do que já haviam ido até então. Ultrapassando a marca de um milhão de pessoas na cidade.

Atualmente, algumas cidades crescem verticalmente, com os famosos arranha-céus, como Nova York e Chicago. Da mesma forma que outras, como Los Angeles, crescem apesar da resistência generalizada à ideia de expansão urbana.

Existem também cidades que crescem para dentro, o lugar é compacto e baseado no transporte público e com densidades residenciais altas. Como é o caso de Dar es Salaam, na Tanzânia, e Nairóbi, no Quênia.

*Por Fernanda Lopes Soldateli
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*Fonte: olhardigital

Fanáticos por livros: conheça o ranking das 10 cidades dos sonhos para quem é leitor

Você é um leitor ávido? Você prefere um livro de papel a um digital? Se a resposta for sim, certamente você se interessará em conhecer o estudo realizado pela The Knowledge Academy, que mapeia quais capitais são ideais para amantes de livros.

Para tanto, foram coletados dados sobre quantas livrarias e bibliotecas tem cada uma das capitais pelo mundo. Em seguida, o estudo compara esses números com a população relativa para dar uma classificação de 1 a 10.

Há também um ranking das melhores cidades europeias para leitores ávidos e qual o gasto médio da população de cada capital na Europa com jornais, livros e papelaria em geral.

Conheça o ranking das dez cidades dos sonhos para quem é leitor:

1. Berlim
Livraria Dussmann das KulturKaufhaus, em Berlim

A capital alemã é a número 1 para os amantes de livros. Com nota geral de 9,21 em 10, a cidade também teve a nota mais alta em livrarias (10 em 10) e em bibliotecas (8,42 em 10).

2. Tóquio
Tsutaya Bookstore, em Tóquio

Com uma pontuação geral de 8,69, a capital japonesa é conhecida por sua peculiar cultura literária. Raramente, uma livraria é apenas uma livraria no Japão: muitas exibem também exposições de arte, exposições culturais ou cafés.

3 e 4. Buenos Aires e Roma
Ateneo Grand Splendid, em Buenos Aires

As duas cidades empatam neste ranking com notas de 8,68 em 10. A capital argentina ocupa a 2.ª posição em livrarias (9,47 em 10), enquanto a cidade italiana é a 2.ª melhor posição em bibliotecas (9,47 em 10). Ateneo Grand Splendid, em Buenos Aires, foi reconhecida como a livraria mais bonita do mundo, localizada em um antigo teatro preservado. Mas o Museu do Louvre em Roma é um grande concorrente com sua coleção única de antiguidades e livros.

5. Madri
Biblioteca Nacional de Madrid

Com uma pontuação global de 7,9 em 10, a capital espanhola tem sua alta pontuação em número de livrarias (8,95). Também oferece anualmente aos amantes do livro sua Feira do Livro, que concentra mais de 300 atividades, incluindo leituras, oficinas e sessões de autógrafos.

6. Londres
Kings College Library, em Londres

De Charles Dickens a J.K. Rowling, e do teatro ao ar livre Shakespeare’s Globe ao Sherlock Holmes Museum, a cidade inglesa é um paraíso literário. Possui excelentes notas em bibliotecas e livrarias (ambos 7,37).

7. Seul
Arc.N.Book, em Seul

A capital da Coreia do Sul tem a pontuação mais alta para bibliotecas (10 em 10). Apesar de ser o 3.º país tecnologicamente mais avançado, os donos de livrarias locais encontraram maneiras criativas de manter as pessoas cativadas pela leitura no suporte tradicional – o papel. Lojas instagramáveis ​​como a Arc.N.Book dão boas-vindas aos amantes de livros através de uma entrada de túnel no estilo Harry Potter.

8. Cingapura
National Library, em Cingapura

A cidade-Estado insular localizada na ponta sul da Península Malaia, no Sudeste Asiático, dedica grandes edifícios à leitura: da Moon Library, em Chinatown, à maior livraria de Cingapura, a Kinokuniya Orchard Road. Mesmo assim, obtém apenas nota 5,79 para bibliotecas e 6,32 para livrarias.

9. Cidade do México
Biblioteca Vasconcelos, na Cidade do México

A cidade mexicana ocupa o 9.º lugar na lista com 5,53 de 10. Tem dois espaços incríveis para os leitores, a vasta Biblioteca Vasconcelos ou Librería Porrúa, que oferece aos visitantes uma bela vista do Lago Chapultepec.

10. Lima
Biblioteca Barranco, em Lima

A capital peruana se destaca com uma nota de 5,26 em 10 na geral. Embora o número de bibliotecas seja baixo (3,68), tem mais livrarias do que a Cidade do México, Cingapura ou Seul (6,84). Os amantes de livros podem procurar consolo (e comida) em lugares como o Casatomada Library Café ou a pitoresca livraria El Virrey, em Miraflores.

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*Fonte: hypeness

As 9 cidades que podem sumir até 2030

Há 9 cidades que podem sumir até 2030: pouco menos de dez anos é um tempo que pode ser considerado extenso? No início dos anos 2000 ou na década de 70 a resposta talvez fosse afirmativa, diferentemente de 2022. O tempo medido e o tempo percebido não são a mesma coisa. O filósofo Santo Agostinho (354-430) é tido como o pensador pioneiro em considerar o tempo como subjetivo. A constatação não é difícil de entender: percebemos o tempo de diferentes formas, por vezes, ele pode parecer mais curto numa dada situação ou mais longo numa outra; ou ainda, o que pode ser curto ou longo para alguns, pode não ser para outros.

De qualquer forma, o aquecimento global tem avançado cada vez mais rápido, elevando a temperatura do planeta. Como consequência, as geleiras derretem com mais frequência, aumentando o nível do mar de forma alarmante. Caso a situação não mude radicalmente, o nível do mar pode subir cerca de 2 metros até 2100, chegando a 5 metros em 2150, segundo informações do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU.

Desse modo, algumas cidades estão mais propensas a afundar por conta de fatores relacionados à localização, como baixo relevo, locais costeiros ou ainda áreas sujeitas a inundações de moções. Embora os fatores naturais e a mudança climática tenham feito diversas cidades desenvolver sistemas de defesa, como diques e barragens, os cientistas preveem que algumas cidades poderão ser submersas – algumas partes ou até por completo – até 2030.

Cidades que podem sumir até 2030: 9 lugares vulneráveis que podem ser alagados
A situação climática, sobretudo nas cidades costeiras, pode trazer uma série de danos irreversíveis. A seguir, conheça 9 cidades que podem sofrer inundações problemáticas já nos próximos anos.

1. Veneza, Itália
A bela e milenar Veneza é um dos pontos mais vulneráveis do planeta. A cidade italiana, fundada sobre uma série de ilhotas, é particularmente frágil com relação às mares. De tempos em tempos, ela é alagada, o fenômeno comum que ocorre no outono e inverno é chamado de acqua alta.

No entanto, com as mudanças climáticas e o derretimento das calotas polares, o risco é iminente. Os pesquisadores acreditam que um aumento de 50 centímetros no nível das águas já seria suficiente para alagar de forma permanente a Praça São Marco.

2. Bangkok, Tailândia
A cidade tailandesa Bangkok é naturalmente propensa a inundações, uma vez que foi construída em solo argiloso denso acima de um pântano. Acredita-se que a maioria das áreas costeiras de Tha Kham e Samut Prakan e seu principal aeroporto, Suvarnabhumi International, pode vir a submergir até 2030.

3. Miami, Estados Unidos
Contaminação da água potável e danos à infraestrutura da cidade são os prejuízos em destaque por conta do aumento das inundações. Sérias consequências poderão impactar a famigerada e agitada Miami Beach até 2050. As próximas inundações causadas principalmente pelo aumento do nível do mar, já poderão levar as praias nos próximos anos.

4. Basra, Iraque
Tanto as forças naturais, quanto à localização da principal cidade portuária do Iraque, podem fazer com que Basra seja inundada parcial ou completamente no intervalo de dez anos, segundo previsões dos cientistas.

5. Cidade De Ho Chi Minh, Vietnã
As moções podem ser a principal causa para que a cidade com partes ao longo do Delta do Mekong seja inundada, obrigando a saída de milhares de pessoas de suas casas. As áreas pantanosas são especialmente suscetíveis a submergir completamente até 2030.

6. Nova Orleans, Estados Unidos
Em 1800, Nova Orleans estava totalmente acima do mar. Contudo, em 1895, 5% da cidade estava submersa no oceano, e 30% em 1935. Além disso, um estudo da NASA de 2016 prevê que toda Nova Orleans pode estar submersa até o final do século.

7. Calcutá, Índia
A grande Calcutá está afundando rapidamente. Por conta das imensas inundações, a cidade pode ser desastrosamente inundada antes mesmo de 2030. Estudiosos têm elaborado ações para reverter a situação.

8. Amsterdã, Países Baixos
Extremamente plana, Amsterdã é ameaçada constantemente pelo aumento do nível do mar. Por conta de grandes inundações históricas, um dique com 32 quilômetros foi construído há 80 anos. Porém, o aumento do nível do mar pode fazer com que o recurso seja ineficiente.

9. Georgetown, Guiana
Por ser localizada em área costeira, Georgetown tem o risco de ser inundada completamente em dez anos. Atualmente a cidade precisa reforçar o paredão de 280 milhas de comprimento no mar para que as áreas centrais não sofram danos grandiosos.

*Por Daniela Marinho
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*Fonte: socientifica

Mudanças climáticas: ondas de calor são desafio para gestão das cidades

Altas temperaturas na Europa mostram que mudanças climáticas já chegaram. As cidades estão preparadas?

Cidades mais resistentes a altas temperaturas passaram a ser uma necessidade dos países tropicais e devem ser a realidade do mundo em um ambiente de mudanças climáticas. E a necessidade é urgente, como tem indicado a maior onda de calor da história, que está assolando a Europa.

A Inglaterra viu os termômetros passarem dos 40ºC pela primeira vez. Na Espanha, a temperatura chegou a 45ºC. A população está sentindo na pele os efeitos do calor extremo e tais cenários não devem ser pontuais. Segundo especialistas, a probabilidade de haver calor extremo no continente europeu é 10 vezes maior por causa das mudanças climáticas.

Mais ventilação
De acordo com o pesquisador e especialista em mudanças climáticas da London School of Economics, Bob Ward, em artigo publicado no The Guardian, “o próprio tecido de nossas áreas urbanas as torna propensas ao superaquecimento”. Isso porque, as superfícies escuras, o concreto, os edifícios e as estradas tendem a absorver luz do sol e reter calor. O resultado é a temperatura das áreas urbanas ser mais alta.

“Não podemos simplesmente demolir nossas cidades e reconstruí-las de uma maneira que seja mais adequada ao nosso clima em aquecimento, por isso temos que reajustá-las e adaptá-las”, argumenta Ward.

Tal adaptação não significa, simplesmente, aumentar a quantidade de equipamentos de ar-condicionado em espaços e prédios públicos. Afinal, essa medida acabaria transferindo o problema do aquecimento para outros lados da cidade. “Em vez de remover desesperadamente o excesso de calor dos prédios da cidade, precisaremos impedir que os raios do sol criem o problema em primeiro lugar. Escritórios e residências precisarão de vidros coloridos ou persianas instaladas para impedir a entrada da luz solar. E os telhados brancos devem se tornar padrão para refletir os raios do sol em vez de absorvê-los”, explica Ward.

Espaços verdes são aliados no controle das mudanças climáticas

Cultivar espaços verdes é uma das principais formas de reduzir os efeitos negativos das altas temperaturas, pois as árvores e a grama conseguem ajudar a refração da luz, diminuindo a área que recebe o calor direto do sol. Mas, enquanto plantar árvores é a saída para as calçadas, existem outras partes da cidade para as quais é preciso dar um pouco mais de atenção, é o caso da infraestrutura.

A infraestrutura da cidade sofre tanto com as temperaturas quanto as calçadas e as pessoas. Na Europa, a recente onda de calor conseguiu deformar trilhos de trem e rodovias. Como a substituição de materiais não é possível nesse caso, a saída tem sido pintar os trilhos de trem de branco, o que ajuda a resfriar as barras.

Nas estradas, a alta temperatura amolece o asfalto, bem como favorece os focos de incêndio. As pistas de aeroportos, feitas de asfalto, sofrem o mesmo problema. Em Londres, o aeroporto Luton teve que suspender voos porque uma grande parte da pista ficou deformada com a temperatura.

Repensar o material de toda a infraestrutura da cidade, além de redesenhar os prédios históricos, bem como as construções das estações de metrô, portanto, será necessário.

Chief Heat Officer
Para lidar com o aumento das temperaturas impulsionado pelas mudanças climáticas, cidades ao redor do mundo estão criando um novo cargo: o Chief Heat Officer (CHO).

Seguindo a tendência de gestores focados em área específicas e estratégicas, como o Chief Citizen Experience Officer e o Chief Resilience Officer, o objetivo do CHO é aumentar a conscientização sobre os riscos extremos de calor para proteger os cidadãos mais vulneráveis em sua cidade. Eles planejam e coordenam respostas de curto e longo prazos às ondas de calor, bem como implementam projetos de redução de risco. Em resumo, os chefes de aquecimento têm a tarefa de encontrar soluções para resfriar seus ambientes urbanos.

Os caminhos são diversos, indo desde facilitar para os formuladores de políticas a implementação de medidas de emergência até iniciativas de plantio de árvores. Na Europa, Atenas foi a primeira cidade a ter um CHO, anunciado no meio do ano passado. Localizada no sul do continente, a capital grega é uma das mais vulneráveis à oscilação de temperatura.

“As mudanças climáticas para nossa cidade significam temperaturas extremas mais frequentes e perigosas para moradores e turistas, que são críticos para nossa economia. Infelizmente, Atenas não é única – o calor é uma emergência para as cidades da Europa e do mundo”, comentou o prefeito ateniense, Kostas Bakoyannis, em julho do ano passado ao The Guardian.

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*Fonte: habitability

Infraestrutura natural reduz efeitos de mudanças climáticas nas cidades

O crescimento e adensamento populacional tem se mostrado um fenômeno irreversível no mundo todo. O último relatório das Organizações das Nações Unidas (ONU) sobre a população global projetou que, em 2100, a quantidade de pessoas no planeta pode chegar a 10,9 bilhões, levantando preocupações quanto à pressão sobre as cidades, em especial em áreas sensíveis como o acesso à água.

Uma das alternativas que têm avançado nos últimos anos para ajudar a enfrentar o problema é a chamada infraestrutura natural, que consiste na incorporação de Soluções Baseadas na Natureza (SBN) para resolver questões relacionadas à segurança hídrica e à resiliência.

Por meio da implantação de áreas verdes em pontos estratégicos das cidades, cria-se um sistema natural capaz de absorver a água da chuva, filtrar sedimentos do solo e reduzir custos com saneamento e saúde pública.

O projeto de telhado verde mais conhecido de Blumenau está situado na sede da Cia. Hering e foi idealizado por Burle Marx, um dos principais paisagistas que já atuaram no país.

“Muitas cidades estão pensando em seus sistemas de drenagem porque as tubulações que existem hoje, feitas décadas atrás, não dão conta de escoar o volume atual de água durante grandes tempestades, que acaba provocando enchentes e invadindo edificações. Isso é especialmente importante num cenário de crise climática, em que as chuvas estão cada vez mais intensas e concentradas em curtos períodos, criando uma sobrecarga sobre esses sistemas”, explica o gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, André Ferretti.

“ADOTAR ESTRATÉGIAS QUE USAM A PROTEÇÃO DA NATUREZA COMO SOLUÇÃO ELEVA OS MUNICÍPIOS AO QUE CHAMAMOS DE CIDADES BASEADAS NA NATUREZA.”

A aplicação prática da infraestrutura natural acontece por meio de soluções como jardins de infiltração, parques e telhados verdes, que juntos podem reduzir a quantidade de água que chega aos sistemas de drenagem, gerando ao mesmo tempo benefícios socioeconômicos.

Saúde e economia
“Ao absorverem a água da chuva e diminuírem sua velocidade de escoamento até chegarem às tubulações, essas áreas verdes, com solo altamente permeável, ajudam a prevenir a ocorrência de enchentes e alagamentos, o que evita muitos prejuízos. Esses espaços também servem como áreas de lazer e bem-estar para a população.”

Um estudo do World Resources Institute (WRI Brasil), publicado em 2018 em parceria com diversas entidades, mostrou que o aumento da cobertura florestal em 8% no Sistema Cantareira, na capital paulista, poderia reduzir em 36% a sedimentação.

“Ao impedir que mais sedimentos cheguem aos rios e, consequentemente, às estações de tratamento, a infraestrutura verde também alivia os cofres públicos, reduzindo o custo de tratamento da água que abastece as cidades”, completa André.

Para se ter uma ideia do impacto que isso pode gerar, a Estação de Tratamento de Água do Guandu, a maior do mundo, que fica no Rio de Janeiro, gasta 140 toneladas de sulfato de alumínio, 30 toneladas de cloreto férrico e mais 25 toneladas de cal diariamente para retirar impurezas da água que abastece a Região Metropolitana do Rio.

Ferretti cita ainda o exemplo do movimento Viva Água, que reúne diversos atores para proteger e recuperar ecossistemas naturais e incentivar o empreendedorismo com impacto socioambiental positivo na Bacia do Rio Miringuava, em São José dos Pinhais (PR), minimizando a sedimentação do rio e contribuindo com a segurança hídrica da região.

Entre as principais ações de urbanismo que as grandes cidades estão colocando em prática estão os jardins de infiltração. Também conhecidos como jardins de chuva, são espaços ao longo do território urbano que servem como esponjas, ajudando na absorção da água.

Além do aspecto funcional, contribuem para a valorização do espaço público e das propriedades em seu entorno. O ideal é que sejam instalados em partes mais baixas do terreno, que tendem a ser mais impactados por fortes chuvas.

Opção já bastante conhecida, mas com aplicação ainda pouco disseminada, é o telhado verde. Esse tipo de recurso auxilia na regulação microclimática das edificações e ajuda a acumular a água da chuva, sobretudo quando usado em conjunto com cisternas.

“Essa água pode ser usada para a limpeza das áreas comuns, reduzindo o consumo de água potável. Isso é ainda mais importante nos períodos de seca”, diz Ferretti.

Outra aplicação da infraestrutura natural acontece por meio dos parques e áreas verdes em geral, que além dos benefícios similares de filtragem de sedimentos e retenção de água, geram impacto positivo sobre a saúde e o bem-estar das pessoas, à medida que se tornam espaços de lazer e relaxamento para a população e atuam na redução da poluição sonora e atmosférica.

Além disso, as árvores também reduzem a velocidade de escoamento da água, impedindo que o sistema de drenagem se sobrecarregue rapidamente.

Políticas públicas
“Evitar alagamentos é igual reduzir grandes despesas, desde o tratamento da água até o sistema de saúde. Em um cenário de mudanças climáticas, com chuvas intensas seguidas por longos períodos de estiagem, ter controle sobre a disponibilidade da água é uma questão de sobrevivência”, afirma o gerente da Fundação Grupo Boticário.

De acordo com o DataSUS, em 2018, foram registradas mais de 230 mil internações por doença de veiculação hídrica, provocadas principalmente por falta de saneamento básico ou pelo contato com água suja em enchentes. Entre as doenças estão diarreia, leptospirose e hepatite A. Os gastos com internações com estas enfermidades no Sistema Único de Saúde (SUS) chegou a R$ 90 milhões no mesmo ano, segundo o Painel Saneamento Brasil, do Instituto Trata Brasil.

“O PODER PÚBLICO PRECISA PERCEBER QUE ISSO TEM VALOR. E AGORA, NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS, O ELEITOR PODE AVALIAR E COBRAR DOS CANDIDATOS ESSE TIPO DE COMPROMISSO”, FINALIZA ANDRÉ.

*Por Natasha Olsen
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*Fonte: ciclovivo

As 10 cidades mais poluídas do mundo

As cidades mais poluídas do mundo se encontram em países de renda média ou baixa, onde há pouca regulação da poluição e do trabalho industrial. Normalmente se usa o Material Particulado (PM2.5 e PM10) para medir a poluição geral, especialmente o nível da poluição no ar. Ele é reconhecido como tendo um impacto maior nos indivíduos do que qualquer outro poluidor.

As maiores fontes de poluição do ar em todo o mundo são a queima de combustíveis fósseis em usinas de energia para gerar eletricidade, incluindo carvão, petróleo e gás natural, bem como para alimentar veículos à base de combustíveis fósseis e outros meios de transporte. O processo de queima libera quantidades significativas de poluentes atmosféricos, emissões e produtos químicos para o ar e a atmosfera. Esses poluentes do ar, ou seja, óxidos de nitrogênio, reagem à radiação ultravioleta do Sol e se formam em smog, representando um risco maior de doenças respiratórias. Além dos efeitos profundamente nocivos para o corpo humano, a poluição do ar também pode ter impacto sobre o meio ambiente, causando fenômenos como a chuva ácida e reduzindo o rendimento das colheitas e aumentando as doenças em animais selvagens.

Conheça as 10 cidades mais poluídas do mundo
Os dados foram retirados do Relatório de Qualidade do Ar Mundial 2021 da IQAir, compilado usando dados agregados de mais de 80.000 fontes. A IQAir é uma empresa suíça de tecnologia de qualidade do ar, especializada na proteção contra poluentes transportados pelo ar, desenvolvendo monitoramento da qualidade do ar e produtos de limpeza do ar.

10. Baghpat, Índia
PM2.5: 89.1 µg/m3
Baghpat é uma região industrial e residencial reconhecida, pois a população e empresas da cidade vizinha, Delhi, estão migrando para regiões vizinhas, com Baghpat sendo uma delas. Isso tem aumentado a pressão na cidade, que viu os níveis de poluição aumentar nos últimos anos. Segundo dados do IQAir, os níveis médios de PM2.5 de Baghpat são dez vezes mais altos do que o padrão de qualidade do ar recomendado pela OMS.

9. Pexauar, Paquistão
PM2.5: 89.6 µg/m3
poluicao1De acordo com uma nova pesquisa, Pexauar enfrenta níveis alarmantes de poluição do ar. Os níveis de poluição na cidade, especialmente durante o inverno, estão dentre os mais contaminados no mundo. Isso afeta a saúde de pelo menos cinco milhões de pessoas, o que aumenta os gastos públicos com saúde e reduz o desenvolvimento humano. As principais fontes de poluição são emissões industriais e de veículos.

8. Baaualpur, Paquistão
PM2.5: 91 µg/m3
Baaualpur é uma das cidades mais poluídas do mundo e do Paquistão, com um Índice de Qualidade do Ar de 150-200 na maioria dos dias, colocando populações vulneráveis, inclusive crianças, pessoas doentes e idosos, sob maior risco de dificuldades respiratórias.

O índice aceitável é de 50. As duas maiores causas da poluição do ar são as emissões industriais e de automóveis.

7. Noida, Índia
PM2.5: 91.4 µg/m3
poluicao2Noida é uma das cidades com as piores qualidades do ar no mundo. Os agricultores desta cidade costumam queimar restolho durante a época de colheita para limpar suas terras, que ocorre na estação seca do ano, onde não há chuva e vento para limpar a atmosfera de qualquer tipo de poeira e material particulado. Em segundo lugar, a poluição neste momento é produzida pela prática comum de soltar fogos de artifício durante as celebrações do Diwali. Esses festivais nacionais, que acontecem entre outubro e novembro, contribuem para a deterioração da qualidade do ar.

6. Faiçalabade, Paquistão
PM2.5: 94.2 µg/m3
Faiçalabade é a terceira maior cidade do Paquistão, com população de 3,54 milhões. Está passando por uma expansão substancial, tanto em termos econômicos como populacionais, pois se localiza no centro do país. Além disso, é um polo industrial e de comunicação no Paquistão, com rodovias e ferrovias que conectam a região a outras cidades. Como é de se esperar de uma metrópole em alto crescimento, os níveis de poluição da cidade são altos.

5. Jaunpur, Índia
PM2.5: 95.3 µg/m3
O ar em Jaunpur demonstrou níveis prejudiciais, com dezembro de 2021 valores preocupantes, que podem causar uma ampla gama de problemas de saúde entre os moradores de Jaunpur. Jaunpur é agora a quarta cidade mais poluída da Índia.

4. Delhi, Índia
PM2.5: 96.4 µg/m
poluicao3A média anual de poluição PM2.5 em Nova Délhi é de longe a pior de qualquer capital, sendo ela a única capital dentre as dez cidades mais poluídas do mundo. Dentre as causas se encontram a poluição automotiva, a queima de resíduos vegetais para limpar a terra e o setor industrial, com um grande número de fábricas e plantas de produção, que desempenham um papel significativo na liberação de fumaça na atmosfera.

3. Hotan, China
PM2.5: 101.5 µg/m3
A província de Hotan fica no extremo sul do deserto de Taklimakan, na China, o maior deserto de areia movediça do mundo. O deserto é fonte de ocorrências regulares de eventos climáticos envolvendo areia e poeira, o que têm um impacto significativo na qualidade do ar em Hotan. Além disso, toxinas são liberadas no meio ambiente como resultado da expansão industrial exponencial da área, que afeta os moradores de Hotan.

2. Gaziabade, Índia
PM2.5: 102 µg/m3
Resíduos de construção e estradas não pavimentadas foram listados como as principais causas de poluição em Ghaziabad pelo Conselho de Controle de Poluição de Uttar Pradesh. Poluentes industriais e automotivos, bem como a queima de resíduos ao ar livre, estão contribuindo para a má qualidade do ar em Ghaziabad.

1. Bhiwadi, Índia
PM2.5: 106.2 µg/m3
Bhiwadi, uma cidade industrial do distrito de Alwar, no estado do Rajastão, superou as outras cidades no ranking, ocupando agora o primeiro lugar das cidades mais poluídas do mundo. A qualidade do ar em Bhiwadi foi classificada como “perigosa” no início do segundo trimestre de 2021, com um valor de IQA de 366. A sujeira e a poeira foram responsáveis por 47% da poluição em Bhiwadi. 30% são de indústrias. Os veículos são responsáveis por 12% da poluição. A poluição restante é causada por atividades de construção e queima de resíduos, entre outras coisas.

*Por Dominic Albuquerque
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*Fonte:

Cidades devem pensar em árvores como infraestrutura de saúde pública

Respirar ar puro é o sonho de qualquer morador de uma grande cidade, ainda que ele goste muito do meio urbano. E as ruas arborizadas, além de bonitas e agradáveis, são comprovadamente benéficas para a saúde física e mental. Então, porque não incluí-las nas verbas de financiamento da saúde? É isso que questiona a organização The Nature Conservancy, que criou um documento onde explica e demonstra em números as razões pelas quais isso deve ser feito.

Um White Paper é uma espécie de guia, um documento oficial, que detalha um determinado problema, indicando causas, conceitos e, principalmente, soluções para enfrentá-lo. O documento tem com base os Estados Unidos, onde se gasta menos de um terço de 1% dos orçamentos municipais em plantio e manutenção de árvores e, como resultado, as cidades norte-americanas perdem quatro milhões de árvores por ano.

“Imagine se houvesse uma ação simples que os líderes da cidade pudessem tomar para reduzir a obesidade e a depressão, melhorar a produtividade, aumentar os resultados educacionais e reduzir a incidência de asma e doenças cardíacas entre seus residentes. As árvores urbanas oferecem todos esses benefícios e muito mais” afirma a organização.

Mas, sabemos, alguns só se convencem quando os números entram na jogada. Por isso, foi estimado que gastar apenas oito dólares por pessoa, uma vez por ano, em média, em uma cidade americana poderia suprir a lacuna de financiamento e impedir a perda de árvores urbanas e todos os seus benefícios potenciais. Apesar do número não ser uma sugestão de valor, ele mostra que o investimento não é impossível.

Investimento desigual

O investimento no plantio de novas árvores – ou mesmo em cuidar daquelas que existem – é perpetuamente subfinanciado. Apesar das evidências, diz o relatório, as cidades estão gastando menos em árvores do que nas décadas anteriores.

Além disso, com muita frequência, a presença ou ausência da natureza urbana está ligada ao nível de renda de um bairro, resultando em enormes desigualdades na saúde. Em algumas cidades americanas, as expectativas de vida em diferentes bairros, localizadas a poucos quilômetros de distância, podem diferir em até uma década. Nem toda essa disparidade de saúde está conectada à cobertura arbórea, mas os pesquisadores estão cada vez mais certos de que bairros com menos árvores têm piores resultados de saúde, por isso a desigualdade no acesso à natureza urbana piora estes diferentes níveis de saúde.

Como ter mais árvores na cidade

O documento traz uma série de dicas que podem ser aplicadas pelo poder público e privado. Confira abaixo as principais delas:

– Implementação de políticas para incentivar o plantio privado de árvores.

– Mais trocas municipais que facilitem a colaboração de vários departamentos -, como órgãos de saúde pública e agências ambientais.

– Vincular o financiamento de árvores e parques a metas e objetivos de saúde.

– Invistir tempo e esforço na educação da população sobre os benefícios tangíveis da saúde pública e o impacto econômico das árvores.

*Por Mayra Rosa

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*Fonte: ciclovivo

Temperatura nas cidades vai subir de maneira perigosa

As metrópoles do futuro vão ser cada vez mais quentes e as altas temperaturas vão afetar bilhões de pessoas. Pesquisas mostram que mesmo com o sucesso dos esforços de se reduzir drasticamente o uso de combustíveis fósseis, as temperaturas dos centros urbanos no final do século vai estar pelo menos 2°C acima das medidas atuais.

Caso a tendência atual de uso de combustíveis fósseis seja mantida, o que parece uma perspectiva mais realista, o aumento das temperaturas em cidades como São Paulo, Paris, Londres, Shangai, Bagdá, Lagos, Beijing e Filadélfia pode chegar a 4,4°C em 2100.

As cidades também têm tendência a ficarem mais secas, com as taxas de umidade relativa do ar caindo à medida que as temperaturas sobem. Quem afirma isso são cientistas americanos que usaram dados estatísticos e inteligência artificial pata traçar perspectivas para o futuro das cidades ainda neste século.

Esta pesquisa é literalmente vital para a humanidade, já que as cidades, apesar de cobrirem apenas 3% da superfície da Terra concentram mais de 50% da população. Até 2050, os grandes centros urbanos atuais e novos que estão surgindo vão abrigar 70% da humanidade.

Escala global

“Incorporar variantes climáticas de menor escala nos modelos de análise é fundamental para prever como vai ser o clima das cidades no futuro. Mas incluir essas variações em modelos de análise de escala global, ainda é um desafio”, explica Lei Zhao, engenheiro da Universidade americana Urbana-Champaign.

“As cidades possuem muitas superfícies de concreto e asfalto e retêm muito mais calor do que superfícies naturais, impactando muitos processos biológicos.”
Dr. Lei Zhao

Dr. Zhao e sua equipe publicaram um estudo no Nature Climate Change no qual combinaram uma série de simulações possíveis com dados estatísticos para criar um quadro geral, em escala global, do impacto do clima nos centros urbanos.

Os pesquisadores esclarecem que os resultados tratam de um panorama geral o que não inclui eventos extremos ou possíveis variações locais específicas.

No entanto, o alerta é claro: até 2100, os centros urbanos “vão experimentar o aquecimento mais acentuado já visto, durante o dia e durante a noite”.

O estudo destaca esta variação especialmente para cidades nas regiões central e norte dos Estados Unidos, região sul do Canadá, centro e leste da Europa, centro e sul da Ásia e norte e oeste da China. Na América do Sul, o aquecimento noturno nas cidades será mais intenso.

As cidades localizadas em altas altitudes no hemisfério norte terão um aumento de temperatura durante o inverno. Junto com o aumento das temperaturas, virá uma baixa na umidade relativa do ar durante verão em centros urbanos. Isso pode levar a quadros de calor graves, falta de água e instabilidade no fornecimento de energia.

Esta análise geral com previsões para o futuro dos centros urbanos já havia sido prevista em estudos anteriores sobre as consequências do calor extremo. O aumento de temperaturas de 1,9°C e 4,4°C já é suficientemente alarmante, mas traz também outros efeitos bastante negativos na economia, saúde pública e até taxas de mortalidade nas metrópoles.

Infraestrutura verde

O calor extremo está a caminho e pode ser muito perigoso. O calor aumenta o uso do ar condicionado, o que eleva o consume de energia. As ruas das cidades vão ficar especialmente quentes. Pesquisadores alertam que os maiores impactos serão sentidos nas metrópoles chinesas e no sul da Ásia. Até 2070, cerca de 3 bilhões de pessoas vão enfrentar um nível de calor considerado extremo nos dias de hoje – e que no momento afetam apenas um pequeno grupo de pessoas.

Para aliviar a onda de más notícias, um fator positivo é que com a queda da umidade, os níveis de evaporação nas superfícies das grandes cidades vai ser maior e isso pode ser um mecanismo de resfriamento eficiente em alguns casos. Sendo assim, o que cientistas chamam de infraestrutura verde pode oferecer uma ajuda muito importante: parques e áreas verdes podem se tornar florestas urbanas, e as árvores e jardins terão uma importância cada vez maior nas metrópoles. “Nossas descobertas destacam a importância vital de áreas urbanas que ajudem a melhorar o clima”, reforça Dr. Zhao.

“Este estudo fornece bases científicas para que urbanistas foquem suas atenções no desenvolvimento de infraestrutura e intervenções verdes para reduzir o aquecimento das cidades em larga escala.”
Dr. Leo Zhao

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Cidades estão ficando tão pesadas que começam a afundar

Em um estudo publicado recentemente na Advances, a revista da União Geofísica Americana (AGU), o geofísico Tom Parsons, da United States Geological Survey (USGS), aborda um tema urgente em relação às grandes metrópoles: os impactos na terra sólida e a concentração de peso em áreas relativamente pequenas para suportá-lo.

Como meio de investigação para esse trabalho, Parsons utilizou um estudo de caso, no qual a cidade São Francisco, Califórnia (EUA), serviu como objeto de estudo para provar a sua hipótese de que as grandes cidades estão literalmente afundando sob o seu próprio peso, mesmo desconsiderando a elevação do mar provocada pelas mudanças climáticas.

Em sua coleta de dados, Parsons estimou que São Francisco pode ter afundado até 80 milímetros à medida que a cidade cresceu no decorrer dos tempos. Tendo em vista que a área da baía tem uma perspectiva de elevação do nível do mar, que pode chegar a 300 milímetros em 2050, esse afundamento extra não deixa de ser perturbador.

O peso de São Francisco

O estudo apresenta um cálculo do peso total da área urbana da Baía de São Francisco, realizando um inventário de todos os edifícios da cidade com o seu conteúdo, mas excluindo sua população de 7,75 milhões de habitantes. O total chega a 1,6 trilhão de quilos, o equivalente a 8,7 milhões de Boeings 747.

Para o pesquisador, esse peso sozinho já seria o suficiente para “entortar” a litosfera na qual o centro urbano está apoiado ou mesmo para aumentar as falhas geológicas (rupturas de blocos de rocha que compõem a superfície da Terra). Porém, a situação pode ser mais séria, pois os cálculos do estudo não levaram em conta veículos, pessoas e infraestrutura urbana.

Parsons teoriza que os resultados encontrados em seu estudo para a Baía de São Francisco podem provavelmente ser aplicados a qualquer centro urbano litorâneo, embora com gravidades variadas.

Para ele, “os efeitos da carga antropogênica nas margens continentais tectonicamente ativas são provavelmente maiores do que nos interiores continentais mais estáveis, onde a litosfera tende a ser mais espessa e rígida.”

A subsidência

De uma forma ou de outra, de acordo com o estudo, quando há aumento no peso de determinadas áreas, o principal impacto dessa adição é alguma forma de subsidência, o assentamento gradual para baixo da superfície do solo, que segundo Parsons, não é “insignificante” nas áreas metropolitanas construídas.

Conforme o autor mostra no estudo, à medida que as populações globais se deslocam de forma desordenada e desproporcional em direção às áreas costeiras, ocorre uma subsidência adicional que, conjugada com a elevação esperada do nível dos oceanos, pode agravar o risco de uma potencial inundação.

As inundações são, segundo Parsons, “o maior perigo associado à subsidência”. Para ele, as prováveis zonas de inundação deveriam ser objeto de cuidadosas análises à medida que o nível do mar for se elevando. Para isso, estudos e fotos de satélite ou aéreas poderiam ser utilizadas para subsidiar planos de contingência.

As conclusões do estudo, com base em proporção de populações urbanas e rurais feitas pela ONU, é que cerca de 70% da população mundial vai morar em cidades em 2050. As mudanças mais drásticas estão previstas para a África e o sul da Ásia, mas a urbanização é um processo esperado em praticamente todas as partes do planeta.

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*Fonte: tecmundo

Escolha a cidade e saia caminhando

É algo absolutamente banal: City Walks. Uma câmera subjetiva, perambulando por calçadas, ruas, ruelas e grandes avenidas de diversas cidades pelo mundo.

Porém, apesar dessa simplicidade de uma atividade tão comum e corriqueira na vida da maioria das pessoas, a experiência tem algo de hipnotizante. Por algum motivo, a tal caminhada virtual tem um efeito imersivo instantâneo que nos transporta com muita verdade para a rotina de outras pessoas.
você pode até escolher se prefere durante a Covid ou não

É possível, por exemplo, reparar se as pessoas se sentem seguras onde estão, se o ambiente é mais estressante ou relaxante, se o urbanismo foi de fato planejado, etc. É mais ou menos como olhar as fotos compartilhadas por hóspedes de determinado hotel em sites de review, que trazem a verdade sem filtros e lentes de distorção. E basta uma olhada para saber se o quarto é limpo ou espaçoso de fato. Com o “City Walks” é a mesma coisa: basta um rolezinho de 5 minutos para você ser abraçado, ainda que virtualmente, por alguma outra cidade.

Sei lá, achei poético 🙂 Acho que é confinamento.

O City Walks foi inspirado em outro site, o “Drive & Listen”, que publicamos aqui e que foi um dos mais acessados do site em 2020. A diferença é que nesse o passeio é de carro e você pode ir ouvindo a rádio local em tempo real.

*Por Wagner Brenner

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*Fonte: updateordie

Árvores podem fazer cidades pouparem 500 milhões de dólares ao ano

Quando se fala dos benefícios das árvores nas cidades sempre tem aqueles que pensam “lá vem o ecochato”. O que tais pessoas não imaginam é que os benefícios ambientais se estendem também para o bolso, o que garante mais economia em muitos setores cruciais para o funcionamento de uma cidade. Um estudo publicado em 2017 mostrou os resultados aproximados deste ganho em dólares.

Após estudar 10 megacidades em cinco continentes e levando em consideração a poluição do ar, as águas pluviais, energia e emissões de carbono, os pesquisadores descobriram que as árvores têm um benefício econômico de cerca de 505 milhões de dólares a cada ano.

Estudiosos do SUNY College of Environmental Science and Forestry e Parthenope University of Naples descobriram que as árvores valem 1,2 milhão de dólares por quilômetro quadrado ou 35 dólares per capita.

Usando um aparelho de cobertura de árvores chamado i-Tree, os pesquisadores conseguiram estimaram os diversos benefícios. “As árvores têm benefícios diretos e indiretos para resfriar edifícios e reduzir o sofrimento humano durante as ondas de calor”, afirma o principal autor do estudo, Dr. Theodore Endreny, da Faculdade de Ciências Ambientais e Florestas (ESF) de Nova York.

“O benefício direto é a sombra que mantém a área urbana mais fria, o benefício indireto é a transpiração de águas pluviais que transforma o ar quente em um ar mais frio”, completa Theodore.

A cobertura de árvores em áreas metropolitanas varia de 8.1% para 36%, mas o potencial de tais cidades é muito maior, começando com 15,6%. Para Endreny, as megacidades podem aumentar esses benefícios em média em 85% apenas plantando mais árvores.

Confira alguns números levantados na pesquisa:

– Reduções da poluição do ar gera economia de 482 milhões de dólares por ano

– Redução da quantidade de águas pluviais processadas pelas usinas de águas residuais economiza 11 milhões de dólares

– Redução das emissões de carbono economiza 8 milhões de dólares por ano

– Redução no aquecimento e resfriamento de energia economiza 500 mil dólares por ano.

“Uma consciência mais profunda do valor econômico dos serviços gratuitos fornecidos pela natureza pode aumentar a nossa vontade de investir esforços e recursos na conservação, de modo que a riqueza social, a estabilidade econômica e o bem-estar também aumentariam. Com esta pesquisa conjunta, criamos na nossa universidade um Laboratório de Bem-estar Urbano, administrado conjuntamente por pesquisadores e stakeholders locais”, afirma um dos co-autores, o professor Sergio Ulgiati da Parthenope University of Naples, na Itália.

As cidades estudadas foram: Pequim, China; Buenos Aires, Argentina; Cairo, Egito; Istambul, Turquia; Londres, Grã-Bretanha; Los Angeles, Estados Unidos; Cidade do México, México; Moscou, Rússia; Mumbai, Índia; e Tóquio, Japão.

Falar que é preciso mais espaços verdes para tornar as cidades mais habitáveis ou humanas pode não ser o melhor argumento para os gestores públicos, apesar de serem muito válidos. Neste caso, quando a única conversa que se entende é do dinheiro, vale usar esta pesquisa.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Cidades devem pensar em árvores como infraestrutura de saúde pública

Respirar ar puro é o sonho de qualquer morador de uma grande cidade, ainda que ele goste muito do meio urbano. E as ruas arborizadas, além de bonitas e agradáveis, são comprovadamente benéficas para a saúde física e mental. Então, porque não incluí-las nas verbas de financiamento da saúde? É isso que questiona a organização The Nature Conservancy, que criou um documento onde explica e demonstra em números as razões pelas quais isso deve ser feito.

Um White Paper é uma espécie de guia, um documento oficial, que detalha um determinado problema, indicando causas, conceitos e, principalmente, soluções para enfrentá-lo. O documento tem com base os Estados Unidos, onde se gasta menos de um terço de 1% dos orçamentos municipais em plantio e manutenção de árvores e, como resultado, as cidades norte-americanas perdem quatro milhões de árvores por ano.

“Imagine se houvesse uma ação simples que os líderes da cidade pudessem tomar para reduzir a obesidade e a depressão, melhorar a produtividade, aumentar os resultados educacionais e reduzir a incidência de asma e doenças cardíacas entre seus residentes. As árvores urbanas oferecem todos esses benefícios e muito mais” afirma a organização.

Mas, sabemos, alguns só se convencem quando os números entram na jogada. Por isso, foi estimado que gastar apenas oito dólares por pessoa, uma vez por ano, em média, em uma cidade americana poderia suprir a lacuna de financiamento e impedir a perda de árvores urbanas e todos os seus benefícios potenciais. Apesar do número não ser uma sugestão de valor, ele mostra que o investimento não é impossível.

Investimento desigual

O investimento no plantio de novas árvores – ou mesmo em cuidar daquelas que existem – é perpetuamente subfinanciado. Apesar das evidências, diz o relatório, as cidades estão gastando menos em árvores do que nas décadas anteriores.

Além disso, com muita frequência, a presença ou ausência da natureza urbana está ligada ao nível de renda de um bairro, resultando em enormes desigualdades na saúde. Em algumas cidades americanas, as expectativas de vida em diferentes bairros, localizadas a poucos quilômetros de distância, podem diferir em até uma década. Nem toda essa disparidade de saúde está conectada à cobertura arbórea, mas os pesquisadores estão cada vez mais certos de que bairros com menos árvores têm piores resultados de saúde, por isso a desigualdade no acesso à natureza urbana piora estes diferentes níveis de saúde.

Como ter mais árvores na cidade

O documento traz uma série de dicas que podem ser aplicadas pelo poder público e privado. Confira abaixo as principais delas:

– Implementação de políticas para incentivar o plantio privado de árvores.

– Mais trocas municipais que facilitem a colaboração de vários departamentos -, como órgãos de saúde pública e agências ambientais.

– Vincular o financiamento de árvores e parques a metas e objetivos de saúde.

– Invistir tempo e esforço na educação da população sobre os benefícios tangíveis da saúde pública e o impacto econômico das árvores.

*Por Mayra Rosa

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*Fonte: ciclovivo

As 20 cidades mais frias do Brasil

Com clima tropical, frio intenso no Brasil é um privilégio para poucos. Por aqui, neves e geadas são raras e, mesmo no inverno, a maioria dos estados registram temperaturas acima de 20°C. Mas, em algumas cidades brasileiras é possível curtir um frio quase europeu. A Revista Bula realizou uma pesquisa e reuniu em uma lista os 20 municípios mais frios do país, de acordo com a temperatura média registrada nos últimos dez anos. Nesses locais, o clima é ameno até mesmo no verão e, durante o fim do outono e início do inverno, os termômetros atingem temperaturas negativas. Entre as cidades mais gélidas, Bom Jardim da Serra (SC), Urubici (SC) e Monte Verde (MG) se destacam também por suas belezas naturais.

1
Urupema, Santa Catarina

Considerada a cidade mais fria do país, Urupema tem uma temperatura média de apenas 8° C. Em fevereiro, mês mais quente, o clima gira em torno dos 18°C. A 1425 metros de altitude, o município é um dos únicos no Brasil que registram a ocorrência de neve e fortes geadas. O clima, a natureza preservada e a bela paisagem da região serrana atraem turistas durante todo o ano para essa pequena cidade de apenas 2,5 mil habitantes.

2
Bom Jardim da Serra, Santa Catarina

Bom Jardim da Serra se localiza na Serra do Rio do Rastro, um dos cartões-postais de Santa Catarina. Em 2017, o clima da cidade atingiu -7,4°C, cobrindo a serra de neve. Com pouco mais de 4 mil habitantes, o município tem muitas atrações para os turistas, como belos cânions e mais de 30 cachoeiras. Para os que gostam de atividades ao ar livre, a cidade é o destino perfeito para a prática de caminhadas, trilhas e cavalgadas.

3
São José dos Ausentes, Rio Grande do Sul

Com cerca de 500 habitantes, São José dos Ausentes tem um dos climas mais frios do país e abriga o pico mais alto do Rio Grande do Sul: o Monte Negro. A cidade registra geadas constantes e neve quase todos os anos. Mesmo no verão, a temperatura média local é de 18 °C. Nos meses de maio, junho e julho, o clima pode atingir -4°C, atraindo muitos turistas ansiosos pelo frio.

4
São Joaquim, Santa Catarina

São Joaquim, a “Capital Nacional da Maçã”, é uma cidade conhecida em todo país pelo frio. Em 2018, os termômetros atingiram -2,7°C. Basta a previsão do tempo indicar a possibilidade de neve, para que os turistas comecem a encher a cidade. Entre as maiores atrações locais estão as vinícolas, as plantações de maçãs e cerejas, e os parques municipais. A cidade possui cerca de 26 mil habitantes.

5
Urubici, Santa Catarina

Localizada no Vale do Rio Canoas, Urubici, também conhecida como a “Terra das Hortaliças”, possui cerca de 11 mil habitantes. Em um dos pontos mais altos de Santa Catarina, a cidade é conhecida por suas belezas naturais: cavernas, cânions, cachoeiras e montanhas. O Morro da Igreja, considerado o local mais frio do país, é a principal atração do município. Durante o inverno, a temperatura média gira em torno de 6°C.

6
São Gabriel, Rio Grande do Sul

Considerada o último reduto dos carreteiros, o mais antigo meio de locomoção criado pelo homem, São Gabriel possui aproximadamente 62 mil habitantes. Durante o inverno, a cidade registra média de 8°C, podendo atingir facilmente temperaturas abaixo de 0°C. Além do frio, os turistas que visitam o município se encantam com a arquitetura local e com os museus e centros de preservação da cultura gaúcha.

7
Inácio Martins, Paraná

Localizado a 1.198 metros de altitude, na Serra da Esperança, Inácio Martins é o município mais alto do Paraná. Colonizada por europeus, a cidade possui hoje cerca de 11 mil habitantes. Entre os principais atrativos turísticos estão as antigas igrejas e as cachoeiras Santinni e Madeirit. Nos meses de inverno, a temperatura média de Inácio Martins é de 10ºC. Em 2013, os termômetros registraram -4,5ºC.

8
Monte Verde, Minas Gerais

Localizada a uma altitude de 1555 metros, Monte Verde possui cerca de 4 mil habitantes. Todos os anos, o município registra as menores temperaturas de Minas Gerais, chegando a 2°C. Além da paisagem deslumbrante e das belezas naturais, o clima frio também atrai muitos turistas. A Pedra Redonda, o cartão-postal da cidade, oferece a vista mais bonita de Monte Verde.

9
Campos do Jordão, São Paulo

Devido ao clima das montanhas de São Paulo, Campos do Jordão é um dos destinos preferidos daqueles que buscam fugir do calor. Batizada de “Suíça Brasileira”, a cidade é a mais fria do Estado de São Paulo e encanta os turistas com o charme da sua arquitetura europeia. Entre junho e agosto, os termômetros da cidade ficam em torno dos 11°C, atingindo até 2°C durante a madrugada.

10 — São Bento do Sul, Santa Catarina
Colonizada por europeus, São Bento do Sul manteve as tradições de seus antepassados na arquitetura e na gastronomia. Além disso, o município possui muitos parques e belezas naturais preservadas, atraindo turistas em todas as estações. Durante o inverno, a temperatura fica ainda mais agradável, em torno de 12°C. À noite, os termômetros podem registrar temperaturas negativas, ocasionando geadas na cidade.

11 — Vacaria, Rio Grande do Sul
Colonizada por missionários jesuítas, Vacaria está a uma altitude de 971 metros e possui aproximadamente 66 mil habitantes. Conhecida como “Porteira do Rio Grande”, é o maior município produtor de maçãs no Brasil. Em dias amenos, a temperatura média local é de 16ºC, e nos dias frios chega a atingir -6,5 ºC. Em vários anos, a ocorrência de neve é registrada.

12 — Quaraí, Rio Grande do Sul
Com uma população estimada de 24 mil habitantes, Quaraí é um dos maiores municípios gaúchos em área territorial. A economia local é baseada, principalmente, na pecuária, com destaque para a criação de ovinos, e na agricultura. A temperatura média da cidade é de 19ºC, mas durante o inverno os termômetros podem atingir -5ºC.

13 — Painel, Santa Catarina
Painel é uma pequena cidade, com população estimada de 3 mil habitantes, conhecida por ser uma das mais frias do Brasil, com ocorrência regular de queda de neve em praticamente todos os invernos. Localizada na serra catarinense, a 1444 metros, o clima de Painel atingiu -4ºC em abril de 2020. A economia local é voltada para a produção de frutas e para o turismo rural.

14— Irati, Paraná
Com população estimada de 60 mil habitantes, Irati foi colonizada por europeus, especialmente poloneses e ucranianos. Com clima temperado, Irati apresenta verões amenos e invernos com ocorrência de geadas severas. No frio, a temperatura média é de 9ºC, mas os termômetros locais registraram -2,2ºC em 2013. O principal setor da economia em Irati é o de comércio e serviços.

15 — São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul
A quase 900 metros de altitude, São Francisco de Paula é o maior produtor de batatas do Brasil, além de se destacar também no plantio de maçãs e hortaliças. A temperatura média ao longo do ano é de 15ºC, mas no inverno os termômetros abaixam. Em 2020, foi registrado -1ºC, com sensação térmica de -3ºC. A cidade tem cerca de 21 mil habitantes.

16 — Curitibanos, Santa Catarina
Localizado a uma altitude de 978 metros, Curitibanos é uma cidade fundada no século 18 e atualmente possui cerca de 40 mil habitantes. É uma grande produtora agrícola em Santa Catarina, com destaque para a produção de cereais e frutas, principalmente maçã, caqui e pêssego. Com geadas anuais e neve eventual, no inverno o município tem a temperatura média de -0,2ºC.

17 — Canela, Rio Grande do Sul
Em Canela, na Serra Gaúcha, os verões são amenos e, mesmo que os dias sejam mais quentes, as noites são sempre agradáveis. O inverno pode atingir temperaturas inferiores a 0ºC, com ocorrência de geadas e ocasionais nevadas. A cidade tem aproximadamente 45 mil habitantes e a economia local gira em torno do turismo.

18 — Amambaí, Mato Grosso do Sul
Único município do Centro-Oeste na lista, Amambaí já registrou as menores temperaturas da região. Em 2020, os termômetros da cidade marcaram -1,9ºC, com sensação térmica de -4ºC. Normalmente, o clima gira em torno de 18ºC. Amambaí possui aproximadamente 37 mil habitantes e tem a economia voltada para a agricultura e pecuária.

19 — Gonçalves, Minas Gerais
Localizada no alto da Serra da Mantiqueira, a uma altitude de 1.350 metros, Gonçalves é uma cidade predominantemente rural e possui cerca de 4 mil habitantes. O verão no município é amenizado pela região serrana e os invernos são secos, com ocorrência de fortes geadas. Em dias mais frios, os termômetros chegam a registrar 0ºC.

20 — Caçador, Santa Catarina
Localizado a 920 metros de altitude, o município de Caçador, em Santa Catarina, possui aproximadamente 79 mil habitantes. Oficialmente, a cidade registrou a menor temperatura já ocorrida no Brasil: -14ºC, em 1952. Hoje, os termômetros atingem, em média, 4ºC durante o inverno. A economia local é voltada para a indústria madeireira.

*Por Mariana Felipe

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*Fonte: revistabula

Sem sair de casa, site permite que você ”dirija” em cidades do mundo ouvindo a rádio local

Está cansado da quarentena e ansioso para passear pelo mundo após a reabertura dos aeroportos? Enquanto o coronavírus não dá trégua, uma plataforma deu um jeitinho virtual de atender este desejo — e não estamos falando do clássico Google Street View!

O site Drive & Listen simula uma viagem de carro, através da tela do seu computador, por diferentes cidades do mundo ouvindo a uma rádio local. A experiência proporciona até detalhes imersivos como os sons do transito e passeio por ruas famosas.

Embora a ideia pareça simples, quem estava entediado com a monotonia da quarentena conseguiu se distrair um pouco e ainda conhecer, mesmo que de maneira virtual, outras cidades grandes pelo mundo.

A plataforma conta com passeios virtuais em 50 cidades de países de todos os continentes, inclusive no Brasil, com uma volta por São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Além do Brasil, é possível “passear” por cidades de países pouco visitado por brasileiros como Ucrânia, República Tcheca, Índia além de cidades classicas como NY, Paris, Londres e muito mais.

O responsável pela plataforma é o estudante de 24 anos Erkam Şeker. Ele estava isolado em Munique, na Alemanha, onde cursa um mestrado em biomedicina, quando em abril, decidiu reunir imagens de câmeras que ficam no painel dos carros e criar um site que proporcionasse a experiência de “sair às ruas” durante o lockdown.

*Clique AQUI para acessar o site e desfrutar deste passeio digital.

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*Fonte: bonsfluidos

Bicicleta ganha espaço nas cidades após isolamento social

Muito se debate como será a vida quando a quarentena chegar ao fim, tanto a relação entre as pessoas, o dia a dia do trabalho e estudo, além da economia. Nas cidades em que já está havendo o diminuição do afastamento social, há diversas iniciativas sendo implementadas para evitar nova pandemia.

Muitas dessas ações incluem medidas relacionadas a mobilidade urbana. Projetos que estimulam o uso da bicicleta como principal meio de transporte, em muitas cidades, têm sido protagonistas nos planos públicos de combate a necessidade de uma nova quarentena.

A recomendação de estimular a bicicleta e caminhada para locomoção durante e pós-pandemia é da Organização Mundial da Saúde. Além da bicicleta ser um modal de transporte individual que permite o distanciamento social, também podem são utilizadas ao ar livre e são não-poluentes contribuindo para manter os índices mais baixos de poluição atingidos durante a quarentena.

Iniciativas internacionais

O governo britânico planeja investimento de 2 bilhões de libras dedicados ao estímulo do uso da bicicleta e da caminhada no retorno da rotina de deslocamento ao trabalho. Parte da verba será destinada à implantação de ciclovias temporárias em Londres e outra parte como um incentivo financeiro para pessoas que não pedalam há um tempo poderem reformar suas bicicletas.

A Itália oferecerá até 500 euros para ajudar os moradores de cidades com mais de 50 mil habitantes a comprarem uma bicicleta. Em Paris, foi liberado 22 milhões de euros para a criação de ciclovias temporárias. Cidades da Alemanha ganharam ciclovias extras para que mais pessoas possam se locomover de bicicleta e também para garantir a distância necessária entre os ciclistas. As lojas de consertos de bikes foram consideradas como serviço essencial no país.

Em Nova York, foi registrada uma queda de 50% nas emissões de monóxido de carbono de automóveis comparado ao ano passado, segundo informações da Universidade Columbia. De acordo com a Cetesb, o mesmo fenômeno aconteceu em São Paulo: a poluição atmosférica caiu pela metade após uma semana de quarentena na capital.

Brasileiros aprovam uso da bike

No Brasil, a Tembici, empresa de micromobilidade com atuação na América Latina, fez um levantamento para identificar o perfil dos ciclistas que usam as bikes durante a pandemia e constatou que 45% dos usuários optam por transporte individual e em ambiente aberto como prevenção a Covid-19.

Em todas as cidades de atuação da empresa, como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e Salvador foi constatado que 54% dos usuários utilizam a bike para ir e voltar do trabalho e, em média, 90% dos usuários pretendem continuar utilizando a bike ao término da quarentena.

“Cada vez mais, os brasileiros aderem às bicicletas como modal de transporte ideal. Com a pandemia, as bikes se provaram ainda mais funcionais, por ser um meio de transporte sustentável e com um custo acessível”, diz Tomás Martins, CEO da Tembici.

“Após a pandemia, esse comportamento de prevenção vai se acentuar e iniciativas do poder público que estimulem os deslocamentos com bicicletas serão fundamentais. Nossa operação está preparada para a retomada, já que reforçamos todos os procedimentos de higienização das bicicletas e estações.”, complementa o executivo.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Árvores podem fazer cidades pouparem 500 milhões de dólares ao ano

Quando se fala dos benefícios das árvores nas cidades sempre tem aqueles que pensam “lá vem o ecochato”. O que tais pessoas não imaginam é que os benefícios ambientais se estendem também para o bolso, o que garante mais economia em muitos setores cruciais para o funcionamento de uma cidade. Um estudo publicado em 2017 mostrou os resultados aproximados deste ganho em dólares.

Após estudar 10 megacidades em cinco continentes e levando em consideração a poluição do ar, as águas pluviais, energia e emissões de carbono, os pesquisadores descobriram que as árvores têm um benefício econômico de cerca de 505 milhões de dólares a cada ano.

Estudiosos do SUNY College of Environmental Science and Forestry e Parthenope University of Naples descobriram que as árvores valem 1,2 milhão de dólares por quilômetro quadrado ou 35 dólares per capita.

Usando um aparelho de cobertura de árvores chamado i-Tree, os pesquisadores conseguiram estimaram os diversos benefícios. “As árvores têm benefícios diretos e indiretos para resfriar edifícios e reduzir o sofrimento humano durante as ondas de calor”, afirma o principal autor do estudo, Dr. Theodore Endreny, da Faculdade de Ciências Ambientais e Florestas (ESF) de Nova York.

“O benefício direto é a sombra que mantém a área urbana mais fria, o benefício indireto é a transpiração de águas pluviais que transforma o ar quente em um ar mais frio”, completa Theodore.

A cobertura de árvores em áreas metropolitanas varia de 8.1% para 36%, mas o potencial de tais cidades é muito maior, começando com 15,6%. Para Endreny, as megacidades podem aumentar esses benefícios em média em 85% apenas plantando mais árvores.

Confira alguns números levantados na pesquisa:

– Reduções da poluição do ar gera economia de 482 milhões de dólares por ano

– Redução da quantidade de águas pluviais processadas pelas usinas de águas residuais economiza 11 milhões de dólares

– Redução das emissões de carbono economiza 8 milhões de dólares por ano

– Redução no aquecimento e resfriamento de energia economiza 500 mil dólares por ano.

“Uma consciência mais profunda do valor econômico dos serviços gratuitos fornecidos pela natureza pode aumentar a nossa vontade de investir esforços e recursos na conservação, de modo que a riqueza social, a estabilidade econômica e o bem-estar também aumentariam. Com esta pesquisa conjunta, criamos na nossa universidade um Laboratório de Bem-estar Urbano, administrado conjuntamente por pesquisadores e stakeholders locais”, afirma um dos co-autores, o professor Sergio Ulgiati da Parthenope University of Naples, na Itália.

As cidades estudadas foram: Pequim, China; Buenos Aires, Argentina; Cairo, Egito; Istambul, Turquia; Londres, Grã-Bretanha; Los Angeles, Estados Unidos; Cidade do México, México; Moscou, Rússia; Mumbai, Índia; e Tóquio, Japão.

Falar que é preciso mais espaços verdes para tornar as cidades mais habitáveis ou humanas pode não ser o melhor argumento para os gestores públicos, apesar de serem muito válidos. Neste caso, quando a única conversa que se entende é do dinheiro, vale usar esta pesquisa.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

As cidades devem pensar nas árvores como uma infraestrutura de saúde pública

Plantar árvores é uma forma de melhorar a saúde das pessoas, e uma medida muito fácil e barata de se tomar. As árvores, além de embelezar uma cidade, proporcionam ar fresco e limpo. Por isso deveria se pensar nelas como uma infraestrutura de saúde pública.

Todas as pessoas deveriam poder respirar ar puro. Isso deveria ser possível também nas grandes cidades. As árvores não só ornamentam as ruas como ajudam a manter a saúde física e mental dos seus habitantes, ajudando a criar um ambiente mais saudável.

A organização The Nature Conservancy questiona por que não são incluídos esses conceitos nos orçamentos governamentais direcionados à saúde pública.

Esta organização elaborou recentemente um documento que explica com cifras as razões pelas quais se deve mudar o paradigma das verbas públicas, para incluir o investimento em criação e manutenção de áreas verdes nos gastos de saúde.

Para elaborar este documento usou-se o exemplo dos Estados Unidos, já que nesse país se dedica apenas 1% do seu orçamento para o plantio e manutenção das áreas verdes – e somente um terço disso é realmente investido. Como consequência, as cidades do país norte-americano perdem cerca de 4 milhões de árvores por ano.

Este é um documento oficial que detalha o problema, suas causas, conceitos e as soluções para lutar contra ele.

Se estima que com uma média de 8 dólares por pessoa em cada ano seria possível impedir a perda de árvores no país.

Também seria possível aumentar o aproveitamento dos benefícios que elas geram. O número não sugere o valor, senão apresenta uma mostra de que esse investimento necessário também é possível.

Investimento verde diminuindo

Com respeito aos investimentos, o informe indica que, atualmente, os municípios estão gastando menos com o plantio e o cuidado das árvores, em comparação com o que era gasto em décadas anteriores.

A falta ou presença de árvores em um local muitas vezes está ligada ao nível de renda de um bairro. Isso também cria uma enorme desigualdade nas cifras de saúde.

Nos Estados Unidos, a diferença nas expectativas de vida entre bairros de uma mesma cidade que estão próximos geograficamente pode chegar a ser de até uma década.

Embora a diferença nos índices de saúde não tem a ver somente com a questão das árvores, os investigadores asseguram que os bairros com menos áreas verdes têm piores resultados com relação à saúde de seus residentes. Desta forma, é possível concluir que a desigualdade urbanística pode se refletir em piores níveis saúde.

Entretanto, há outras cidades (como é o caso de Londres) ou países (como é o caso da China ou da Nova Zelândia) onde existe sim uma preocupação em promover o reflorestamento de forma mais massiva.

Medidas para aumentar as áreas verdes numa cidade

O documento propõe uma série de conselhos que podem ser usados pelo poder público e privado, entre os quais estão os seguintes:

Implementar políticas que incentivem o semear de árvores, seja por iniciativa privada ou pública.

Intercâmbios municipais que visem facilitar a colaboração de organismos de saúde pública e agências ambientais.

Relacionar o financiamento de árvores e parques a objetivos e metas das políticas de saúde pública.

Educar a população sobre os benefícios das áreas verdes para a saúde pública, e também sobre o impacto econômico das mesmas.

 

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*Fonte: cartamaior

A solução para a superpopulação do planeta são as cidades subaquáticas

Por quase 100 anos, os cientistas têm fantasiado sobre a criação de casas e cidades submarinas. É uma maneira original de abordar o problema da superpopulação do planeta. A agência russa RBC analisa essas atuais ‘hidropolises’.

Os modernos hidropolises são edifícios no fundo do oceano. Eles podem abrigar casas, hotéis, restaurantes ou laboratórios. A idéia de criar casas submersas chegou aos cientistas depois que viram o problema representado pela superpopulação do planeta. E o número de habitantes aumenta anualmente em 80 milhões de pessoas.

Os cientistas modernos acreditam que o nível crítico de superpopulação da Terra virá em meados do século XXI. Os pesquisadores sustentam que a vida subaquática é muito mais confortável do que em terra: não há fenômenos atmosféricos, nem terremotos, nem mudanças de pressão. Supõe-se que as cidades subaquáticas receberão energia com a ajuda de plantas alimentadas por marés e geradores.

Como estão as hidropólises?

O desejo de se estabelecer no fundo do oceano não se concretizou até hoje, mas as tentativas continuam. Especialmente restaurantes e hotéis.

Jules Undersea Lodge é um hotel subaquático na Flórida (EUA). Os quartos têm um comprimento de 15 metros, uma largura de 6 metros e altura de 3 metros. Ar, água e eletricidade são fornecidos aos quartos da costa por uma mangueira especial.

Em 2012, a empresa japonesa Shimizu apresentou o projeto offshore Ocean Spiral. Se o conceito se tornar realidade, 5.000 pessoas poderão viver no mar. O plano é que a Ocean Spiral inclua uma esfera com um diâmetro de 500 m flutuando na superfície da água. Sob ela, haverá uma trilha em espiral de 15 km de comprimento que a conectará ao centro de pesquisa, localizado a uma profundidade de cerca de 3 ou 4 km. A Ocean Spirals usará a diferença na temperatura da água do oceano e na pressão hidráulica para produzir energia e dessalinizar a água. A execução do projeto exigirá cerca de 26.000 milhões de dólares e cerca de cinco anos.

Outro projeto de hidrópole é o desenvolvido pelo arquiteto britânico Phil Pauley. Ele propõe a construção de uma cidade autônoma chamada Sub-Biosphere no fundo do oceano.

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*Por Any Karolyne Galdino  /  Fonte: engenhariae

Nova York vai ganhar uma frota de veículos autônomos em breve

O complexo industrial-comercial Brooklyn Navy Yard, em Nova York, vai receber a primeira frota de veículos auto-dirigíveis da cidade. A empresa responsável é a Optimus Ride, de Boston, que teve início no prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT).

Apesar de diversas demonstrações de veículos autônomos já terem acontecido em Nova York, a Optimus Prime afirma ser a primeira a levá-los a nível comercial. O estado tem regras bastante restritivas quanto a esse tipo de tecnologia, exigindo que policiais pagos pela empresa acompanhem todo o trajeto do veículo em vias públicas.

Os políticos do estado ainda são bastante resistentes a implantação de veículos auto-dirigíveis como meio de transporte viável, e buscam dar preferência a melhorias no metrô, segundo o portal The Verge. Para evitar conflitos com as autoridades, a Optimus Prime optou por limitar que seus carros circulem apenas dentro de ruas privadas, como as do Brooklyn Navy Yard.

A empresa não revelou quantos veículos serão entregues, nem quais as especificações técnicas dos mesmo, mas afirmou que pretende aumentar gradualmente a frota. Sobre a tecnologia utilizada um representante afirmou que “Optimus Ride utiliza Veículos Eléctricos de Vizinhança (NEV), concebidos para operar em um limite de 25 milhas por hora (40 km/h). O Optimus Ride é independente de veículos e pode integrar as nossas tecnologias de condução automática em qualquer tipo de veículo.”

*Por Carolina Bernardi

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*Fonte: techmundo

9 árvores que são adequadas para o plantio nas cidades

Quem não gosta de uma cidade arborizada em que se remete mais vida e beleza? Além disso, árvores atraem pássaros e polinizadores. Refrescam o ambiente e aumentam a umidade do ar. As árvores também absorvem o gás carbônico. Cada árvore consome em média 180 kg de CO2 por ano, o que reduz consideravelmente os efeitos desse gás no planeta Terra.

Não somente isso, as arvores ajudam na manutenção e recuperação da capacidade produtiva da terra, conservam os lençóis freáticos, preservam as margens dos rios, por isso  a necessidade de preservar matas ciliares e arborizar as margens dos rios e ribeirões que cruzam as cidades.

IMPORTANTE: Antes de plantar qualquer espécie de árvore na sua calçada, vale a pena você conferir a legislação municipal da sua cidade sobre os parâmetros que deverá respeitar – distância entre árvores, distância destas a portões de saída de veículos e postes de iluminação pública, porte das árvores e altura da fiação são alguns itens básicos importantes.

Sem mais delongas, vamos ao TOP 9?

01– Jacarandá Mimoso – Jacarandá mimosifolia

De porte médio, o Jacarandá atinge no máximo 15 metros de altura. É adequada em vias urbana pela floração decorativa, rápido crescimento e por não ter raízes agressivas às calças.

02– Ipê Amarelo – Tabebuia Serratifolia

É a espécie mais comum de ipê amarelo, ela é indicada para calçadas largas. Atinge entre 8 a 20 metros de altura. Não tem raízes agressivas. Pelo porte, deve levar em consideração a rede elétrica. As outras espécies de ipês como o roxo e rosa não são indicadas para calçadas pelo porte da copa e altura, como o roxo e o rosa, que pode chegar a 30 metros.

03– Quaresmeira – Tibouchina Granulosa

Tem com flores roxas e rosa e são indicadas para calçadas largas. Suas raízes são profundas, galhos firmes, dão bom sombreamento e suas folhas retêm impurezas do ar, ajudando a diminuir a poluição. Muito usada na ornamentação urbana pela beleza de suas flores.

04– Noivinha: Euphorbia Leucocephala

Linda arbustiva, alcança até 3 metros de altura, que não agride nem a calçada ou canalizações subterrâneas e nem a rede elétrica aérea.

05– Manacá-da-Serra: Tibouchina Mutabilis

Originária da zona da Mata Atlântica, ela atinge os 6 metros de altura e sua floração, em 3 cores – branco, rosa e roxa – embeleza as cidades atraindo os pássaros.

06– Magnólia: Magnolia SPP

São lindas, aromáticas e de flores persistentes, muito adequadas a algumas situações urbanas como jardins frontais, pequenas ilhas verdes em cantos de calçadas, por exemplo. Pode chegar aos 10 metros de altura. Esta espécie é mais adequada ao clima temperado e subtropical.

07– Pata-de-vaca: Bauhinia Forficata

Tanto a de flores brancas quanto as rosadas, são árvores adequadas para calçadas, pois sua raiz não é agressiva e sua altura não prejudicará a fiação elétrica.

08– Murta: Murraya paniculata

Murta, murta-de-cheiro, jasmim-laranja, murta-da-Índia ou murta-dos-Jardins, é um arbusto grande que pode alcançar até 7 metros de altura. Usada também como cerca-viva, bem fechada e aromática. Por seu aroma que aumenta nas horas noturnas, esta espécie também é conhecida como dama-da-noite.

09– Extremosa ou Resedá: Lagerstroemia Indic

Seu crescimento atinge no máximo 8 metros de altura e esta planta resiste bem às podas drásticas. Suas pequenas flores, muito aromáticas, são de especial atratividade para as abelhas.

Bônus:

Cerejeiras são adequadas para plantio em vias urbanas, mas adapta-se somente em regiões de clima frio e acima com altitudes aceita dos 1000 metros.

*Por Ademilson Ramos

 

 

 

 

 

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*Fonte: engenhariae

Cycling London’s Bicycle Super Highways

Desde a estréia das primeiras grandes ciclovias da Superhighway em Londres, há dois anos, os resultados são impressionantes. O número de ciclistas que entram no centro de Londres está se aproximando do número de carros. Na hora do rush, 70% de todo o transporte sobre a Blackfriars Bridge são bicicletas. E a atual administração orçou US $ 169 milhões de libras por ano para continuar construindo sua rede de bicicletas e super rodovias, de acordo com Will Norman, comissário de Caminhada e Ciclismo do prefeito de Londres Sadiq Khan.

Existem alguns inconvenientes e críticas. As faixas, embora impressionantemente amplas, já não podem conter o número de ciclistas da hora do rush. As velocidades dos pilotos podem ser rápidas, o que pode ser problemático para os pedestres e desencorajar novos ciclistas de tentar o trajeto. E os defensores da bicicleta dizem que a implementação da rede precisa ser acelerada e conectada com mais força para que “os corajosos” não sejam os únicos por aí.

Mas o visual dos ciclistas postados em clipes no Youtube e no Twitter mostrando os pilotos que passam pelas rotas é de tirar o fôlego. Eu estava lá em 2015 e pensei que Londres tinha uma boa dose de bicicletas. Então a Streetfilms decidiu dar uma olhada rápida em Londres na sexta-feira de junho. Nós conversamos com algumas pessoas do lado do governo, os grupos de defesa e pesquisa e, mais importante, os próprios pilotos para obter sua opinião.

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*Fonte: streetfilms

 

Plantar árvores nas cidades devia ser visto como uma medida de saúde pública, diz cientista

E se as cidades conseguissem, com uma só medida, reduzir a obesidade e a depressão, aumentar a produtividade e o bem-estar e diminuir a incidência de asma e doenças cardíacas nos seus habitantes? As árvores urbanas oferecem todos estes benefícios e muito mais: filtram o ar, ajudando a remover as partículas finas emitidas pelos carros e fábricas, retêm a água da chuva e diminuem as despesas com o aquecimento.

Num novo relatório, realizado pela organização The Nature Conservancy, os cientistas defendem que as árvores urbanas são uma importante estratégia para a melhoria da saúde pública nas cidades, devendo ser financiadas como tal.

“Há muito tempo que vemos as árvores e os parques como artigos de luxo; contudo, trazer a natureza de volta para as cidades é uma estratégia crítica para se melhorar a saúde pública”, disse Robert McDonald, cientista da The Nature Conservancy e coautor do relatório.

Todos os anos, entre três e quatro milhões de pessoas morrem, em todo o mundo, devido à poluição atmosférica e aos seus impactos na saúde humana. A poluição do ar aumenta o risco de doenças respiratórias crónicas, havendo estudos que a associam ainda às doenças cardiovasculares e ao cancro. As ondas de calor nas zonas urbanas também fazem milhares de vítimas, por ano. Vários estudos têm demonstrado que o arvoredo urbano pode ser uma solução eficaz em termos de custos para ambos estes problemas.

Apesar de todos os estudos que documentam os benefícios dos espaços verdes, muitas cidades ainda não veem a ligação entre a saúde dos moradores e a presença de árvores no ambiente urbano.
Robert McDonald defende a necessidade da cooperação entre diferentes departamentos e a inclusão da natureza nos debates sobre ordenamento urbano.

“Não é suficiente falar-se apenas das razões que tornam as árvores tão importantes para a saúde. Temos de começar a discutir as razões sistemáticas por que é tão difícil para estes sectores interagirem – como o sector florestal pode começar a cooperar com o de saúde pública e como podemos criar ligações financeiras entre os dois”, disse o investigador.

“A comunicação e a coordenação entre os departamentos de parques, florestas e saúde pública de uma cidade são raras. Quebrar estas barreiras pode revelar novas fontes de financiamento para a plantação e gestão de árvores.”

O cientista dá como exemplo a cidade de Toronto, onde o departamento de saúde pública trabalhou em conjunto com o florestal para fazer frente à ilha de calor urbano. Como muitos edifícios em Toronto não possuem ar condicionado, os dois departamentos colaboraram de forma a colocarem, estrategicamente, árvores nos bairros onde as pessoas estão particularmente vulneráveis ao calor, devido ao seu estatuto socioeconómico ou idade.

O relatório diz ainda que o investimento na plantação de novas árvores – ou até na manutenção das existentes – está perpetuamente subfinanciado, mostrando que as cidades norte-americanas estão a gastar menos, em média, no arvoredo do que nas décadas anteriores. Os investigadores estimaram que despender apenas $8 (7€) por pessoa, por ano, numa cidade dos EUA, poderia cobrir o défice de financiamento e travar a perda de árvores urbanas e dos seus potenciais benefícios.

Outros trabalhos também têm mostrado que o arvoredo urbano tem um valor monetário significativo. Segundo um estudo do Serviço Florestal dos EUA, cada $1 gasto na plantação de árvores tem um retorno de cerca de $5,82 em benefícios públicos.

Num outro estudo, uma equipa de investigadores da Faculdade de Estudos Ambientais da Universidade do Estado de Nova Iorque concluiu que os benefícios das árvores para as megacidades tinham um valor médio anual de 430 milhões de euros (505 milhões de dólares), o equivalente a um milhão por km2 de árvores. Isto deve-se à prestação de serviços como a redução da poluição atmosférica, dos custos associados ao aquecimento e arrefecimento dos edifícios, das emissões de carbono e a retenção da água da chuva.

Com demasiada frequência, a presença ou ausência de natureza urbana, assim como os seus inúmeros benefícios, é ditada pelo nível de rendimentos de um bairro, o que resulta em desigualdades dramáticas em termos de saúde. De acordo com um estudo da Universidade de Glasgow, a taxa de mortalidade entre os homens de meia-idade que moram em zonas desfavorecidas com espaços verdes é inferior em 16% à dos que vivem em zonas desfavorecidas mais urbanizadas.

Para Robert McDonald, a chave é fazer-se a ligação entre as árvores urbanas e os seus efeitos positivos na saúde mental e física. “Um dos grandes objetivos deste relatório é fazer com que diversos serviços de saúde vejam que deviam estar a participar na discussão para tornar as cidades mais verdes”, declarou. “As árvores urbanas não podem ser consideradas um luxo, dado que constituem um elemento essencial para uma comunidade saudável e habitável e uma estratégia fundamental para a melhoria da saúde pública.”

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*Fonte: theuniplanet

Holanda planeja pavimentar suas ruas com plástico recolhido dos oceanos

Que tal despoluir os oceanos e, de quebra, utilizar todo o lixo plástico recolhido da água para construir ruas mais duráveis (e menos esburacadas) nas cidades? Em breve, Roterdã, na Holanda, pode ser usada como piloto para testar a ideia.

O projeto, batizado de PlasticRoad, é da empresa VolkerWessels e sugere aposentar o asfalto e utilizar plástico reciclado (retirado dos oceanos) para a construção de ruas. Segundo a companhia, a mudança garantirá vias até três vezes mais duráveis nas cidades – e, logo, menos custo às prefeituras.

Isso porque o pavimento de plástico reciclado é mais resistente a corrosões químicas e, ainda, suporta uma variação maior de temperatura (de -40ºC a 80ºC). Como consequência, sua vida útil é de 50 anos, enquanto a do asfalto é de cerca de 16 anos. E mais: instalar o material também é mais fácil.

Roterdã que não é boba nem nada já se candidatou para testar o produto, que deve ser finalizado ainda neste ano de 2018. Nós estamos ansiosos para ver o resultado, e você?

*Por Débora Spitzcovsky 

 

 

 

 

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*Fonte: thegreenestpost

10 perguntas e respostas sobre o futuro da mobilidade global

O Instituto PARAR (Pensando Alternativas Responsáveis Administrando Frotas com Resultado) fez 10 perguntas para Lukas Neckermann, um dos mais respeitados consultores de mobilidade do mundo e autor dos livros “The mobility Revolution”, Smart Cities, Smart Mobility” e “Corporate Mobility Breakthrough”.
10 perguntas e respostas sobre o futuro da mobilidade global

*Por Pedro Conte

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PARAR: Quão grande é o mercado de mobilidade, em comparação com o atual mercado global das montadoras de veículos? Esse mercado também existe nos países do hemisfério Sul?

LUKAS NECKERMANN: As estimativas variam bastante nesse mercado – de centenas de bilhões, até mais de 5 trilhões de dólares. Isso realmente depende da quantidade de receitas auxiliares que serão incorporadas nessa estimativa. Incluímos a energia utilizada pelos veículos elétricos, se as montadoras a incluírem em seu preço por quilômetro? Se os passageiros em um veículo autônomo assistirem filmes ao andar, incluímos royalties na indústria do entretenimento? E as mudanças nas infraestruturas que são ativadas pela mobilidade como serviço (MaaS)? O que quer que façamos, é claro, será realizado globalmente. Se há algo que aprendemos com a revolução dos smartphones, é que não há limites geográficos para ideias que melhorem nossa eficiência e nossa qualidade de vida.

PARAR: Que impactos as mudanças de mobilidade terão nas empresas? E quanto aos gestores de frota? Os carros como benefício, por exemplo, ainda serão importantes neste novo cenário?

L.N: Empresas e gestores de frotas têm a oportunidade de liderar essa transformação. Considerações de TCO (custo total de propriedade) rapidamente levarão a uma eletrificação da frota. A eficiência também levará a uma maior progressão na automação da frota. No que diz respeito aos carros benefício, já temos uma mudança de comportamento entre os mais jovens. Os gestores de frota em áreas urbanas podem acabar se surpreendendo ao encontrar funcionários mais jovens sem carteiras de habilitação ou sem interesse em ter seu próprio veículo, desde que existam outras opções de mobilidade disponíveis.

PARAR: Você poderia apontar um caso em que frotas corporativas adotaram soluções como o compartilhamento de carros ou a eletrificação de veículos em larga escala e melhoraram sua eficiência?

L.N: Claro! Eu conheço um gestor de frota do Reino Unido que inicialmente testou veículos elétricos entre 10% de seus condutores. Ele encontrou um menor custo de operação, menos tempo de inatividade, motoristas mais felizes e menos acidentes. Também há o famoso exemplo do Deutsche Post, na Alemanha, que estava tão ansioso para implementar veículos elétricos que acabaram comprando uma empresa e começaram a construir suas próprias vans de entrega totalmente elétricas. No que diz respeito ao compartilhamento de carro, há muitos gestores de frota que, basicamente, trocaram toda a sua frota de carros por opções de compartilhamento corporativo.

PARAR: Quem são os principais impulsionadores dessa revolução da mobilidade? As empresas, o estado, a sociedade? Como cada parte pode desempenhar seu papel para que a revolução ocorra mais rapidamente?

L.N: Não há uma única resposta para isso. A política, a economia e a sociedade têm um papel a desempenhar na adoção de soluções de mobilidade, especialmente em um cenário no qual a tecnologia se desenvolve muito rapidamente. Os governos municipais e nacionais devem criar as condições prévias para veículos elétricos e autônomos. E é preciso haver um de consenso de que essa seja, de fato, a trajetória de longo prazo. É por isso que você vê cada vez mais países se comprometerem em proibir a venda de motores de combustão interna até 2030 ou 2040. Como a tecnologia e a economia são favoráveis, acho que essas mudanças acontecerão mais cedo, mas há aí uma sinalização para o mercado: você pode se sentir seguro ao investir em veículos elétricos e altamente automatizados.

PARAR: Os veículos autônomos já são realidade? Quando você espera que sejam adotados em países como Brasil, China ou Índia?

L.N: Existem vários casos de uso diferentes, e a velocidade de adoção dos autônomos vai variar entre eles. Além dos projetos piloto de táxi autônomo na Pensilvânia e em Singapura, note que veículos totalmente autônomos já estão em funcionamento em minas, como tratores, comboios e até mesmo como ônibus de aeroporto. Ao longo do tempo, veremos que eles se deslocarão dos ambientes off-road controlados para ambientes semi-públicos, como áreas para pedestres e pistas de ônibus. Nossa pesquisa sugere que os veículos comerciais chegarão a autonomia primeiramente nas estradas, e em certas aplicações dos transportes públicos, em seguida. Quando os países do BRIC criarem condições para autonomia total nas ruas públicas, veremos essa transição ser concluída rapidamente.
10 perguntas e respostas sobre o futuro da mobilidade global

PARAR: A revolução da mobilidade pode ocorrer sem o apoio maciço dos governos em infraestrutura e regulação? Que países vão chegar lá primeiro e como seu governo está ajudando nesse assunto?

L.N: Na Europa, Noruega e Holanda podem ser considerados líderes em eletrificação, enquanto a Alemanha e a Itália se encontram terrivelmente atrasadas. Por sua vez, a Alemanha lidera o compartilhamento de carro. No que diz respeito aos veículos autônomos, os EUA, o Reino Unido e a Suécia podem ser considerados os líderes. Por último, todos os olhos estão na Finlândia e em Singapura no que diz respeito à mobilidade como serviço, no momento. Vários países vão liderar em diferentes áreas. Isso ocorre porque cada um tem um ponto de partida diferente, um ponto diferente de “dor”; ou um problema diferente a ser resolvido. No Brasil, uma diminuição nos impostos de veículos com pouca ou nenhuma emissão é uma consideração importante, mas a sinalização dos caminhos a serem tomados também poderia ser importante. Quando as cidades se movem em direção a ônibus elétricos e frotas governamentais, isso envia uma importante mensagem de compromisso.

PARAR: O que vem primeiro: mudanças de políticas ou demandas da indústria e dos consumidores? A razão da minha pergunta é tenho a sensação que tenho de que os decisores políticos estão geralmente atrasados ​​quando enfrentam as mudanças no mercado. Por exemplo, o Uber é uma realidade do mercado, mas ainda não se chegou a um consenso entre os legisladores na maioria dos países. Isso também acontecerá com os veículos autônomos?

L.N: Podemos debater isso para sempre – como a história do ovo e da galinha. A política geralmente segue as demandas dos consumidores. Mas o consumidor geralmente não é muito específico… o consumidor não está dizendo “Eu quero carros elétricos”. Ele diz “Quero um ar mais limpo, menor congestionamento do trânsito e cidades mais habitáveis”. Em seguida, cabe aos formuladores de políticas interpretar isso de uma maneira que orienta a indústria em direção ao objetivo desejado. Uber e outras empresas que representam a empresa demonstraram que havia uma demanda profundamente enraizada para a mobilidade sob demanda. Pessoas que queriam ser conduzidas de forma econômica e segura. Isso realmente define a cena e estabelece as bases para táxis e ônibus autônomos. Aqui, de fato, os legisladores precisam correr atrás. Suas reações iniciais podem ser a de se contrapor a esses disruptores, mas isso irrita os consumidores e sufoca a inovação. O gênio já está fora da lâmpada e os legisladores precisam evoluir seus próprios planejamentos e leis.

PARAR: Como o cenário da “mobilidade como serviço” mudará os aspectos de segurança e dos acidentes de trânsito?

L.N: Na maioria dos países, sabemos que lesões e óbitos geralmente são mais baixos no transporte público. Nós também sabemos que os veículos autônomos, uma vez lançados, terão uma maior consciência espacial e uma melhor capacidade de condução do que os humanos. Portanto, devemos esperar veículos autônomos sob demanda para reduzir acidentes de trânsito e mortes. Sugeri “Zero Acidentes” como o objetivo com o qual devemos trabalhar, embora isso certamente continue sendo uma aspiração por muito tempo.

PARAR: Quais são suas expectativas para as vendas do Tesla Modelo 3? Existem outros modelos e fabricantes que o Brasil deveria estar ansioso?

L.N: A Tesla conseguiu algo notável. Eles garantiram centenas de milhares de pré-compras para um veículo que ninguém havia conduzido anteriormente. Seu desafio agora é produzi-los rapidamente e com qualidade suficiente, ao mesmo tempo em que compram suas redes de carga e manutenção. Não é uma tarefa fácil, mas eles já provaram que são capazes de superar esse tipo de adversidade anteriormente. Mais importante ainda, eles mostraram que novos participantes podem quebrar o oligopólio da indústria automobilística. Em cinco anos, se Tesla falhar ou for bem sucedida – e acho que eles terão sucesso – eles terão aberto o caminho para empresas como BYD, Tata, Geely e outros. Existem barreiras de entrada mais baixas para a construção de veículos elétricos, e também penso que a tecnologia autônoma se tornará rapidamente comercializada e cairá de preço. Como resultado, aguardo com expectativa as notícias sobre novos campeões nacionais, inclusive no Brasil.

PARAR: Que mudanças de infraestrutura, atualmente, são mais importantes para a eletrificação massiva da frota de veículos?

L.N: Obviamente, os pontos de cobrança de vários tipos são fundamentais. O carregamento padrão pode e deve acontecer em casa, no local de trabalho ou nas ruas da cidade, mas estes precisam ser aumentados com capacidades de cobrança rápida em rota. Outras considerações são a geração limpa de energia e a estabilidade da rede elétrica. Eu tendo a acreditar que alcançaremos a paridade de custos muito mais cedo do que a maioria acredita. Isso significa que também precisamos examinar rapidamente questões à jusante, como a reciclagem de bateria, por exemplo.

 

 

 

 

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*Fonte: storia

Seis cidades fanáticas por café

Em muitas das cidades que mais consomem café no mundo, a bebida é objeto de toda uma cultura própria – seja para tomá-la da maneira mais clássica, em um balcão de bar, ou para saboreá-la em uma confortável poltrona na companhia de amigos.

Retiradas das listas de “melhores” de publicações como a revista americana Travel + Leisure e o jornal USA Today, aqui estão seis cidades com uma coisa em comum: a paixão de seus moradores pelo grão tostado.

Taipei (Taiwan)

Os habitantes de Taipei são conhecidos por serem extremamente educados e simpáticos. Como a ilha já foi uma colônia japonesa, é comum que atendentes nas lojas recebam o cliente com um sorriso e uma reverência. E onde essa afabilidade mais transparece? Nos surpreendentes e incomparáveis cafés da cidade.

O Topo Café, no bairro de Tianmu, um canto mais ocidentalizado no norte de Taipei, é tão singular que é até cortado por um pequeno rio cheio de peixes dourados.

Allister Chang, um americano de Washington, morou em Taipei por um ano e documentou suas visitas aos cafés locais no blog Taipei Cafes. Para ele, os melhores endereços estão em torno da estação Zhongxiao Dunhua do metrô, no bairro de Da’an, ao sul da cidade.

“Aqui, os cafés gostam de ter um estilo próprio. O Homey’s, por exemplo, só é encontrado quando você sobe umas escadas de concreto não sinalizadas em um prédio insuspeito. Já o Barbie Café é exatamente como o nome sugere, todo rosa.”

A cultura do café também toma conta das vizinhanças da Universidade Nacional de Taiwan, em Da’an. Um dos lugares mais badalados é o The Puzzle Café, onde o cliente é convidado a montar quebra-cabeças enquanto desfruta de seu cappuccino.

“Esse movimento para criar cafés independentes em Taipei foi conduzido por essa geração mais jovem”, afirma Chang.


Melbourne (Austrália)

A segunda maior cidade da Austrália tem a fama de ser mais amigável do que Sydney ou Perth, e oferece uma enorme variedade de opções de lazer sem a energia exaustiva de outros grandes centros urbanos.

“Não saímos dizendo ‘bom dia’ a todo o mundo, mas não temos medo de olhar as pessoas nos olhos”, exemplifica Lou Pardi, colunista do jornal Melbourne Review.

A cidade é subdividida em áreas chamadas villages (“vilarejos”), cada uma com um perfil bem definido. “Fitzroy é tradicionalmente mais vanguarda e mais bagunçada, Richmond tem uma forte influência vietnamita e grega, Coburg é mais turca e libanesa e Brunswick é o coração hipster”, conta Mike Dundon, dono do Seven Seeds Coffee, no “village” de Carlton.

Independentemente do bairro, é fácil encontrar ótimos cafés. Pardi recomenda o Sonido, um café no estilo sul-americano em Fitzroy, que concentra os melhores baristas.

Já Collingwood, um dos bairros mais antigos de Melbourne, com muitos edifícios do século 19 ainda em uso, reúne profissionais das áreas criativas. O grande point do lugar hoje é o Collingwood Underground Theatre, um teatro montado em uma garagem subterrânea abandonada.


Havana (Cuba)

A capital cubana está vivendo uma revolução econômica, com a expansão de empresas privadas e um boom do turismo internacional. Seus habitantes são orgulhosos de sua nacionalidade e gostam de mostrar sua cultura a visitantes e expatriados.

A energia vibrante da cidade parece vir do “café cubano”, um expresso bem forte servido com açúcar e que acompanha praticamente todas as refeições.

“É muito fácil encontrar bom café em Havana. A maioria dos restaurantes e dos paladares [restaurantes particulares] sabem tirar um café perfeito”, diz Malia Evrette, sócia da empresa de turismo social Altruvistas, que divide seu tempo entre Cuba e a Califórnia.

Evrette dá uma dica preciosa a quem estiver hospedado em um hotel: muitos estabelecimentos têm um bar nos fundos que servem um ótimo expresso, bem melhor do que o café estilo americano servido junto com o café da manhã.

Habana Vieja, o centro histórico da capital, oferece praças que convidam a uma conversa e é também o lugar que mais concentra bares e discotecas, principalmente ao longo da Calle Obispo.

 

Viena (Áustria)

Uma das menores capitais europeias, Viena oferece o melhor dos dois mundos: a vida cultural de uma grande metrópole e a tranquilidade de uma cidade pequena.

Os habitantes são normalmente reservados mas tratam bem os turistas e gostam de ouvir a opinião dos estrangeiros sobre a cidade.

Os cafés locais são o lugar ideal para essas conversas. “Os vienenses valorizam muito o frescor proporcionado por um encontro com visitantes”, afirma Eugene Quinn, britânico radicado na Áustria, que organiza mensalmente um clube de discussões em inglês chamado Vienna Coffeehouse Conversations.

Os elegantes cafés da cidade, como o Café Central, o Landtmann, o Griensteindl e o Demel, são bastante procurados por turistas. Mas os locais preferem se reunir em estabelecimentos menos conhecidos, como o Café Frauenhuber, o Braunerhof e o Sperholf.

“Pelo menos metade dos clientes desses lugares é de frequentadores assíduos”, diz Christina Pritz, que mora perto do Augarten Park.

Tanto Pritz como Quinn recomendam o Café Phil, no 6º Distrito. Forrado de livros que podem ser emprestados, o lugar também abriga concertos de música clássica ou DJs à noite.

Ambos também elogiam o Café Hawelka, no 1º Distrito, onde o espaço pequeno obriga estranhos a se sentarem juntos, o que invariavelmente leva a uma boa conversa.


Seattle (Estados Unidos)

Nenhuma lista de cidades apaixonadas por café estaria completa sem o lugar que deu origem à maior rede de cafeterias do mundo, a Starbucks. Mas apesar de Seattle ser conhecida mundialmente por isso, muitos moradores preferem estabelecimentos independentes que valorizam a produção artística local.

Boa parte da vida social da cidade revolve em torno desses inúmeros cafés. “É onde você vai em um primeiro encontro, onde faz reuniões, onde começa e termina seu dia, onde vai estudar ou simplesmente ver gente”, conta Dayl Eccles, moradora do University District.

É no bairro que está seu café favorito, o Allegro, o primeiro a servir um expresso na cidade, em 1975.

Praticamente todos os bairros de Seattle têm várias opções para quem não pode passar sem um café. Mas os moradores tendem a ser leais com suas respectivas vizinhanças e quase não mudam quando encontram sua turma.

Quem visita a cidade pode escolher entre o divertido bairro de Fremont, o descolado distrito de Ballard e a clássica área de Queen Anne, com suas casas de 1850.


Roma (Itália)

Muitas das palavras associadas à cultura do café, como espresso, cappuccino e barista são italianas, então não é de se estranhar que a capital do país transborde de fãs da bebida.

Mesmo que os moradores pareçam sempre apressados, muitos encontram tempo para se dedicar ao seu ritual de café matinal.

“Em Roma não existe café para viagem”, diz Elizabeth Minchilli, autora de um blog sobre sua experiência de 25 anos na capital italiana.

“Mesmo se for para tomar um café no balcão, os romanos param e saboreiam o que têm à sua frente, sempre aproveitando para puxar conversa com os amigos, o barista ou com quem estiver por perto.”

Uma das áreas da cidade mais convidativas a essa pausa é o centro histórico. Os moradores mais elegantes se reúnem na Piazza San Lorenzo in Lucina, perto do Parlamento, enquanto os cidadãos mais descontraídos lotam os cafés da Piazza Madonna dei Monti.

Qualquer que seja o local escolhido, os italianos têm um código não estabelecido para o que bebem: o cappuccino é para as manhãs e o expresso, para depois da refeição.

À noite, a versão mais pedida é o caffè corretto, um expresso servido com um pouco de grappa ou de conhaque – a maneira perfeita de encerrar o dia ou de começar a balada.

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*Fonte: bbc-brasil