Atlas online reúne dados de 160 mil espécies da biodiversidade brasileira

Na última terça-feira (27) foi lançado o Atlas do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. Chamado de SiBBr, trata-se de um banco de dados de referência do governo brasileiro sobre a biodiversidade nacional e apresenta informações de 160 mil espécies, com um número total de registros de ocorrência de cerca de 15 milhões. Além de todos estes dados, a plataforma também disponibiliza informações sobre biomas, áreas protegidas no Brasil, coleções brasileiras, espécies ameaçadas, o valor nutricional de frutos nativos e até receitas culinárias.

A base de dados do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira existe desde 2014 e agora foi repaginado. A nova plataforma, baseada na infraestrutura da Plataforma ALA – Atlas o Living Australia, é mais funcional, facilita a visualização dos dados e informações sobre a biodiversidade e favorece o compartilhamento de informações entre o Brasil e outros países.

Com o SiBBr, o país integra esforço para conhecer melhor a biodiversidade do planeta e disponibilizar gratuitamente as informações existentes. O Sistema também atua como o “nó brasileiro” da Plataforma Global de Informação sobre Biodiversidade (GBIF), que é a maior iniciativa multilateral de acesso virtual às informações biológicas de aproximadamente 60 países. Desta forma, informações publicadas no país podem ser disponibilizadas para esta rede internacional, e vice-versa.

“O Brasil é um país megadiverso, com o maior estoque de biodiversidade do planeta. Nesta riqueza natural encontramos as soluções baseadas na natureza que contribuem para regulação climática, hídrica, fertilidade dos solos, segurança alimentar, medicamentos, cosméticos, bem como, possibilitam inovações para o desenvolvimento econômico. É preciso conhecer, registrar e divulgar as informações existentes”, afirmou a representante da ONU Meio Ambiente, Denise Hamú. “O Sistema Brasileiro de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira faz isso, ao reunir as informações da nossa biodiversidade e torná-las acessíveis, sem custos, aos tomadores de decisão, setor privado e sociedade em geral”, complementou.

Segundo o Secretário de Políticas para Formação e Áreas Estratégicas, Marcelo Morales, o SIBBr torna-se uma ferramenta essencial nas pesquisas acadêmicas e na gestão ambiental ao disponibilizar um amplo conjunto de dados das espécies brasileiras e possibilitar cruzamentos diversos com estudos espacializados.

>> Veja aqui o Atlas do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira.

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*Fonte: ciclovivo

Ter uma mente inteligente pode estar ligado a sua personalidade

Incontáveis são os benefícios de ter uma mente ágil. A precisão e a rapidez do pensar, sem dúvida alguma, nos ajuda a conquistar e a realizar diversas coisas. Muitas situações em nosso cotidiano exigem algum tipo de conhecimento prévio sobre elas. Porém, apesar do conhecimento que obtemos sobre as coisas, o que é mais importante é a nossa flexibilidade mental para analisar problemas sob várias perspectivas.

Precisamos ser capazes de observar uma situação em todas as suas possibilidades e só depois tomarmos decisões a respeito delas. Permitindo que nossa mente esteja aberta, enquanto ainda está focada em um resultado desejado.

A qualidade nessa flexibilidade é parte de um maior domínio da área cognitiva da fluência. Conhecido como ‘capacidade de fluir’, este componente da inteligência recruta a habilidade de ser capaz de encontrar novas soluções para possíveis problemas e também gerar algumas ideias para um único estímulo. Na fluência verbal, por exemplo, temos a tarefa de criar o maior número possível de palavras começando com a mesma letra. Quanto mais palavras, mais flexível é a nossa mente.

Uma nova pesquisa, liderada por Angelina Sutin, junto de seus colegas da Universidade Estadual da Florida, sugeriu que um grupo inexplorado de recursos pode existir em nossa personalidade. Eles observaram que o típico modelo de envelhecimento e inteligência mostra um declínio nas habilidades fluidas e na estabilidade ou um aumento na inteligência baseada no conhecimento. Eles também perceberam que o declínio não é inevitável.

“Os indivíduos podem desenvolver processos compensatórios que ajudam a compensar os déficits relacionados ao cérebro que prejudicam o desempenho”, escreveram os pesquisadores. A nossa personalidade pode ser o que esteja oferecendo tal compensação.

Sutine e seus colegas basearam seu trabalho no Modelo dos Cinco Fatores da personalidade. Tal modelo propõe que nossa personalidade é organizada nos traços do neuroticismo, abertura à experiência, agradabilidade, consciência e extroversão. Comumente, modelos de personalidade dão ênfase às diferenças individuais.

Traços de personalidade

Ao ver as mudanças relacionadas à cognição sob essa perspectiva, traços da personalidade são capazes de servir como “outros fatores além do envelhecimento cerebral que podem contribuir para as diferenças individuais na função cognitiva, com efeitos que se acumulam ao longo de toda vida útil”.

Se apoiando na proposta de que os traços de personalidade influenciam a cognição, Sutin citou evidências que mostravam que pessoas mais conscientes desempenham melhor tarefas de memorização. Ao menos em parte, por trabalharem muito e serem bem organizadas. Por outro lado, pessoas com alto nível de neuroticismo podem não se dar muito bem em testes cognitivos. Isso porque elas podem estar muito ansiosas e não se concentrarem.

O papel executado pela extroversão na fluência verbal fomenta a ideia de que a personalidade influencia a capacidade cognitiva. Porém, de uma maneira diferente. Extrovertidos falam muito, portanto, quando necessário, eles conseguem criar uma série de associações verbais. Mas existe um lado negativo. Efeitos do neuroticismo na fluência verbal podem estar associados a uma menor produção verbal.

No entanto, os próprios autores do estudo apontam que seu experimento enfrentou limitações. Amostras foram transversais, as medidas de personalidade foram levemente distintas, e os dados não permitiram que os autores pudessem definir uma contribuição para a fluência de cada uma das cinco características.

Então pessoal, o que acharam da matéria? Deixem nos comentários a sua opinião e não esqueçam de compartilhar com os amigos.

*Por Jesus Galvão

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Árvores artificiais mexicanas ajudam no combate à poluição

As estimativas de mortes causadas por exposição à poluição do ar são alarmantes. Os dados apontam que cerca de 7 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência da poluição. As maiores armas para combatê-la e limpar o ar atmosférico, as árvores, tem sofrido ano após ano, com um ritmo acelerado de desmatamento – vide as recentes queimadas na Amazônia.

Naturais e eficientes, as árvores precisam de tempo e espaço para crescer e ajudar no combate à poluição e, para ajudar nesse processo, uma empresa mexicana desenvolveu uma árvore artificial que absorve a poluição do ar equivalente a 368 árvores naturais.

A estrutura metálica da árvore artificial utiliza microalgas para limpar dióxido de carbono e outros poluentes do ar, devolvendo oxigênio puro ao meio ambiente. Cada árvore, que tem 4,2 metros de altura, quase 3 metros de largura e pesa aproximadamente uma tonelada pode limpar tanto ar quanto um hectare de floresta, o que corresponde ao ar que 2.890 pessoas respiram por dia.

A árvore artificial parece uma mistura entre uma árvore natural e um grande edifício. Batizada de BioUrban, ela custa aproximadamente US$ 50 mil por unidade. Fabricada pela Biomitech, que foi lançada em 2016, já foram “plantadas” três árvores: uma na cidade de Puebla, no centro do México e sede da empresa, outra na Colômbia e a última no Panamá. Há ainda contrato para mais duas na Turquia e projeto sendo desenvolvido para instalá-la na Cidade do México e em Monterrey, ao Norte mexicano.

O objetivo da empresa com as árvores artificiais é ajudar essas cidades a combater a poluição, obtendo um ar mais limpo em áreas específicas, como as utilizadas por pedestres, ciclistas ou idosos.

*Por Adrieli Evarini

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*Fonte: superinteressante

Militares americanos construíram secretamente um “cérebro artificial” chamado Senciente

De acordo com informações publicadas pelo jornal The Verge, o Escritório Nacional de Reconhecimento, uma agência de inteligência dos EUA, tem um programa chamado “Sentient” (em português, “Senciente” ou “aquele que recebe impressões”) que seria uma espécie de “cérebro artificial” ou sistema de inteligência capaz de coordenar posições de satélite e ser usado para gerenciar operações militares.

O “Senciente” era um segredo do governo americano até pouco tempo atrás, quando alguns documentos sobre suas características e metas foram divulgados.

Aparentemente, o sistema pretende ser uma ferramenta de análise que pode interpretar dados de todos os tipos dando sentido a não apenas imagens de satélite, mas tudo que tiver um “carimbo” de tempo e data, revelando o presente e antecipando o futuro.

Explicamos: usando “dicas” de alguma fonte, o programa pode direcionar um satélite para um ponto em particular, ou usar essa informação em algum de seus instrumentos. Em uma versão automatizada ideal, ao recolher todos esses dados, sintetizá-los em informações sensíveis e reincorporar essas informações a sua coleção, o programa vai se tornando cada vez mais inteligente e capaz de chegar a melhores conclusões. Com o tempo, terá criado um arsenal poderoso de conhecimento sobre o passado capaz de compreender o presente e prever o futuro.

Supersecreto

O programa está sendo desenvolvido desde 2010, mas as agências de inteligência americanas não querem comentar nada sobre seu atual estado. Os detalhes são propositalmente escassos.

“A prática padrão do Escritório Nacional de Reconhecimento e da comunidade de inteligência é NÃO divulgar fontes e métodos sensíveis, pois tal divulgação introduz um alto risco de nações adversárias criarem respostas”, explicou Karen Furgerson, vice-diretora de relações públicas do Escritório, por e-mail ao The Verge. “Isso prejudica nossa nação e seus aliados; diminui a vantagem da informação nos EUA e a segurança nacional. Por essas razões, os detalhes sobre o Senciente permanecem confidenciais e o que podemos dizer sobre ele é limitado”.

O que sabemos

Tal cérebro artificial “ingere grandes volumes de dados e os processa”, de acordo com Furgerson.

“O Senciente cataloga padrões normais, detecta anomalias e ajuda a prever e modelar os possíveis cursos de ação dos adversários. Senciente é um sistema que pensa”, complementa.

Obviamente, a vice-diretora não esclareceu que padrões e anomalias seriam esses, mas se o programa está aí para analisar o presente e prever o futuro, pode ser que ele tome decisões autônomas como lançar ou não um míssil dependendo das informações que coleta e analisa.

Os documentos que foram divulgados até agora também indicam que o Senciente pode tornar os satélites mais eficazes e permitir que os humanos se concentrem em análises mais profundas ao invés de ficar apenas vasculhando dados.
O sistema que tudo vê

Dos mais de 150 satélites americanos militares conhecidos, o Escritório Nacional de Reconhecimento opera cerca de 50.

Isso sem contar os contratos que possui com empresas de satélite privadas, obtendo dados de praticamente toda a Terra. Um desses contratos é com a BlackSky, que coleta informações de 25 satélites incluindo mais de 40.000 fontes de notícias, 100 milhões de dispositivos móveis, 70.000 navios e aviões, 8 redes sociais, 5.000 sensores ambientais e milhares de outros aparelhos com internet.

Agência de Segurança dos EUA junta mais informações que uma enorme biblioteca a cada seis horas

É aqui que entra o Senciente: todas essos dados e imagens que chegam ao Escritório, além de outras informações geoespaciais (qualquer coisa que tenha um carimbo de tempo e localização), representam uma piscina gigantesca de informações que simples seres humanos não poderiam entender e interpretar com rapidez e precisão.

“O Sencient visa ajudar os analistas a ‘conectar os pontos’ em um grande volume de dados”, disse Furgerson, sem dizer quais pontos seriam esses – podem ser qualquer coisa, de interceptações eletrônicas a recursos humanos a dados financeiros e climáticos a buscas no Google e muito mais.

Perigos

Obviamente, todo o segredo em torno do programa faz com que seus possíveis lados negativos não sejam debatidos – embora as pessoas já estejam fazendo perguntas.

Por exemplo, será que ele pode chegar a conclusões dúbias, ou ser propenso a vieses? Isso é bem possível. Softwares de reconhecimento facial atuais, por exemplo, já se mostraram propensos a vieses preconceituosos contra minores étnicas.

Outra questão importante é a da liberdade civil. Os EUA tecnicamente não podem espionar seus próprios cidadãos, mas as empresas privadas podem e qualquer um pode comprar seus dados. O “olho que tudo vê” é ético, neste sentido?

Ex-chefe do programa secreto de investigações de OVNIs do Pentágono faz revelações estranhas em novo documentário

Em último caso, tanto sigilo pode até significar que o programa seja utilizado sem que o público jamais perceba que está em ação. Por exemplo, poderia direcionar conflitos militares em breve sem que o resto de nós esteja sequer consciente disso. [Futurism, TheVerge]

*Por Natasha Romanzoti

 

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*Fonte: hypescience

A usina de reciclagem de lixo espacial que pode orbitar a Terra em 2050

Temos chamado a atenção para o grave problema do lixo espacial diversas vezes aqui na SUPER ao longo dos últimos anos. E não é à toa que batemos tanto nesta tecla. Há 22 mil objetos grandes e milhões de pequenos pedaços de metal girando em volta do planeta, sendo que muitos deles não passam de lata velha. A órbita da Terra está cada vez mais parecida com um lixão, com satélites e estações espaciais de grande valor correndo perigo.

Algumas ideias e tecnologias estão sendo desenvolvidas com o intuito de encarar a questão no futuro próximo — a maioria delas consiste em espaçonaves que possam capturar o lixo espacial e fazê-lo queimar na atmosfera. Mas um grupo internacional de pesquisadores se uniu em torno de um projeto diferente: a construção de um complexo orbital multifuncional para fazer a reciclagem do material que está lá em cima. E muitas outras atividades.

Batizada de Gateway Earth (algo como “Portal Terra”), a estrutura prevista para começar a operar em 2050 será como a Estação Espacial Internacional. Só que, em vez de focar na ciência, seu objetivo principal é prestar serviços à crescente frota de satélites na órbita terrestre, abrigar turistas espaciais e servir como parada estratégica para espaçonaves a caminho da Lua e dos planetas. Ela ficará 100 vezes mais longe da Terra que a ISS.

A ideia é posicionar o complexo na chamada órbita geoestacionária: um cinturão a 36 mil quilômetros da superfície onde os objetos giram em sincronia com a rotação terrestre. É o ponto ideal para satélites de telecomunicação ou de previsão do tempo, já que eles ficam 100% do tempo acima de uma única porção territorial. Essa órbita é mais conhecida como GEO — não é tão poluída quanto a órbita baixa (LEO), mas está começando a ficar.

Destruir o lixo espacial na LEO é relativamente mais fácil que na GEO, que está muito mais distante da atmosfera terrestre e seu poder incinerador. Lá, o que os operadores costumam fazer é deslocar os satélites no fim da vida útil por 300 km ou 400 km até um “cemitério”. Mas 20% deles não consegue chegar nessa zona de proteção a tempo — são o foco do Gateway Earth. Estima-se que esses serviços abram um mercado de US$ 8 bilhões anuais.

Satélites funcionais podem ser reparados ou reabastecidos. Quando eles viram lixo, são trazidos até a estação para reaproveitamento de peças valiosas, como câmeras e painéis solares. O restante do metal pode ser reciclado para produzir espaçonaves ou facilitar a construção de bases lunares, por exemplo, com material gerado no próprio espaço. Sem os custos dos lançamentos de foguetes, toda a operação deve se tornar bem mais barata.

Um dos motivos que fazem do Gateway Earth um entreposto realmente estratégico para a exploração espacial é sua localização: a órbita geoestacionária marca o fim do grande poço gravitacional terrestre. Ir dali até a Lua ou rumo aos planetas é muito mais fácil, como planar de asa delta. Ter um complexo capaz de, além de consertar satélite, fabricar produtos e veículos neste ponto do espaço pode fazer toda a diferença.

*Por A. J. Oliveira

>> Confira mais informações [ AQUI ]

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*Fonte: superinteressante

Aquecimento global pode gerar voos mais turbulentos; entenda o motivo

Aumento da temperatura altera o comportamento das chamadas ‘correntes de jato’, exigindo dos aviões manobras mais bruscas

O aquecimento global, fenômeno que compreende o aumento da temperatura média da atmosfera e dos oceanos terrestres, é um tema em alta no mundo todo. Suas consequências sobre o meio ambiente são, de longe, as que levantam mais discussões e preocupações, mas existe uma outra área que também pode ser gravemente afetada pelo aquecimento da Terra: as viagens aéreas.

No ar, as rotas pré-programadas existem não só para que se mantenha uma ordem no tráfego aéreo, mas também para que os aviões possam economizar tempo e combustível. Neste segundo quesito, entram em ação as “correntes de jato” (jet streams), massas de ar em movimento que se distribuem no globo de forma bastante particular. Elas são fruto de diferenças de temperatura entre os pólos e a região do Equador e podem servir como uma ajudinha extra no percurso.

É por causa desses “atalhos” que voar de Nova York para Los Angeles demora uma hora a mais do que cumprir o roteiro Los Angeles-Nova York, por exemplo. A escolha por usar atalhos do tipo, porém, pode significar uma viagem com mais adversidades. E hoje, com o aumento das temperaturas, essa relação não poderia ser mais clara. Isso porque correntes de jato estão mais agitadas atualmente do que eram em 1979 – ano em que os primeiros dados do tipo foram coletados.

Efeito turbulento

Em estudo publicado na revista científica Nature, meteorologistas da Universidade de Reading, na Inglaterra, analisam correntes de jato do Atlântico Norte, região que compreende as águas atlânticas situadas acima da linha do Equador. Ela é um dos principais corredores aéreos do mundo, por onde cruzam pelo menos 3 mil voos todos os dias, segundo a Superinteressante.

De acordo com os pesquisadores, voar pelo Atlântico Norte vem se tornando uma tarefa mais difícil graças à intensificação das mudanças climáticas. Isso porque o aquecimento das temperaturas médias da Terra diminui a amplitude térmica entre a região polar e a do Equador, enfraquecendo, assim, as correntes de jato polares. Para correntes mais fortes, a diferença nas temperaturas deve ser maior.

A pesquisa aponta que, em correntes de jato mais fracas, os aviões ficam 15% mais suscetíveis (entre 1979 e 2017) ao fenômeno de cisalhamento do vento, uma das principais causas de turbulências em aviões. Ele ocorre quando os ventos mudam de velocidade ou direção bruscamente, por conta de mudanças na altitude do voo, explica a Superinteressante. Isso exige do avião um ganho maior de velocidade, ou uma desaceleração mais intensa, ambas ações que causam turbulência no voo.

O futuro não é favorável

Uma pesquisa anterior, assinada pelo mesmo grupo, sugere que voos turbulentos são um fenômeno que deve se tornar cada vez mais frequente. Se nada for feito para frear as mudanças climáticas, podemos esperar altas de 59% no número de turbulências leves, 94% nas turbulências moderadas e 149% nas turbulências severas.

“Uma intensificação da turbulência pode ter consequências importantes para a aviação. A turbulência pode causar danos às aeronaves e é a causa por trás do medo que muitas pessoas têm de viajar de avião”, diz o estudo.

 

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*Fonte: olhardigital

Barco da SpaceX captura peça de foguete caindo do céu

É a segunda vez que um resgate de carenagem é realizado pela empresa de Elon Musk, que quer transformar o procedimento em algo rotineiro

A SpaceX resgatou com sucesso uma parte do foguete Falcon 9 lançado nesta terça-feira (06), e o CEO Elon Musk fez questão de compartilhar o feito em sua conta no Twitter. As imagens mostram a captura do cone do nariz do foguete, que cairia no oceano. A peça cai confortavelmente em uma rede de proteção anexada a um barco da SpaceX chamado Ms. Tree. Veja o vídeo!

Rocket fairing falling from space (higher res) pic.twitter.com/sa1j10qAWi

Há um ano e meio, a SpaceX procura meios de resgatar suas carenagens. Essas estruturas bulbosas envolvem qualquer carga útil ou satélite transportado pelo foguete Falcon 9, atuando como um escudo durante o lançamento. Normalmente, elas se partem ao meio no espaço e apenas caem de volta à Terra, para nunca mais serem recuperadas. Mas, se você conhece Elon Musk, sabe que ele não fica contente em simplesmente desperdiçar as coisas – especialmente quando elas são muito caras.

“Imagine se você tivesse US$ 6 milhões em dinheiro voando por aí, e isso vai atingir o oceano”, disse Musk durante uma coletiva de imprensa no ano passado, referindo-se ao custo da carenagem. “Você tentaria recuperar isso? Sim. Sim, você tentaria.”

É com esse intuito que a SpaceX desenvolveu o processo especial de captura, a fim de usar as estruturas novamente em voos subsequentes. Depois que as metades da carenagem se separam no espaço, uma série de pequenos propulsores e um sistema de orientação controlam sua volta ao planeta natal. Por fim, um para-quedas é acionado um para retardar a queda e facilitar o duro trabalho da Ms. Tree e sua rede salvadora.

Depois de numerosas tentativas quase perfeitas, a primeira captura de carenagem bem-sucedida ocorreu em junho, depois do lançamento do foguete Falcon Heavy. Agora, a empresa parece pronta para começar a capturar regularmente as carenagens. Atualmente, ela tem apenas um barco equipado com a rede gigante, mas pode ser que a Ms. Tree receba um companheiro em breve para ajudar nas tarefas.

 

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*Fonte: olhardigital

Cérebro humano ligado a um computador? Elon Musk está investindo nisso

Elon Musk compartilhou os planos da Neuralink, empresa que apoia na investigação de tecnologia de interfaces capazes de ligar diretamente o cérebro ao computador.

O empresário pretende mais uma vez dar um novo salto tecnológico e tornar as ideias reais, como reporta o New York Times e a Bloomberg, que tiveram acesso a um briefing com um ponto de situação dos projetos. Em maio, Musk já tinha falado que ia “haver alguma coisa notável para anunciar nos próximos meses“.

Entender e controlar o cérebro humano parece ser cada vez mais a ambição do próprio homem. Um dos projetos do magnata norte-americano é a introdução de implantes no interior do cérebro humano. Segundo a reportagem, estão a ser testados em ratos cerca de 1.500 elétrodos que, embora não haja certezas de que possam funcionar com os humanos, há esperança da tecnologia poder ajudar pessoas com problemas de amputação, assim como restaurar a capacidade de ver, falar e ouvir.

A ideia de Elon Musk é ligar o cérebro diretamente ao computador para dar mais um passo seguinte na investigação da inteligência artificial.

Uma das principais revelações é que o início dos testes com humanos será no segundo trimestre do próximo ano. O que se pretende inserir no cérebro tratam-se de pequenos fios flexíveis que têm cerca de um quarto do diâmetro do cabelo humano. Serão utilizadas agulhas para evitar os vasos sanguíneos na superfície do cérebro.

*Por Any Karolyne Galdino

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*Fonte: engenhariae

Uma inteligência artificial deveria ser creditada como inventora?

Uma equipe de pesquisa colaborativa afirma que seu sistema artificialmente inteligente deve ser reconhecido como o legítimo inventor de dois projetos inovadores, em um desenvolvimento potencialmente disruptivo na lei de patentes.

A lei de patentes é complicada mesmo nas melhores épocas, mas um novo projeto liderado por pesquisadores da Universidade de Surrey poderia torná-la ainda mais complicada. Chamada de Artificial Inventor Project (Projeto Inventor Artificial), a iniciativa está “buscando direitos de propriedade intelectual para a produção autônoma de inteligência artificial”.

Como reporta a BBC, os pesquisadores dizem que seu sistema artificialmente inteligente chamado DABUS é o legítimo inventor de dois projetos, a saber, um complexo sistema fractal de recipientes de comida interligados a uma luz de advertência rítmica para atrair atenção extra. Para esse fim, os pesquisadores estão depositando patentes em nome da DABUS com os respectivos órgãos de patentes nos Estados Unidos, Reino Unido e na União Europeia.

O inventor da DABUS, Stephen Thaler, está também envolvido no projeto. DABUS é famoso por criar arte surreal, mas que pode fazer muitas outras coisas. E, de fato, ele não foi desenhado para fazer uma tarefa específica. Em vez disso, Thaler descreve DABUS como um “motor de criatividade” capaz de gerar “ideias inovadoras”, que compara outras ideias pré-existentes em sua base dados para avaliar quão inovadora é a sua nova ideia.

Thaler, juntamente com Ryan Abott, um professor de direito e ciências da saúde da Universidade de Surrey, e vários outros colaboradores, dizem que os recipientes para alimentos e as luzes de advertências foram inventados pela DABUS.

“Se o treinamento similar tivesse sido dado a um estudante humano, o estudante, e não o treinador, preencheria os critérios de inventor”, escreveram os pesquisadores no site deles. No caso da DABUS, a “máquina, em vez de uma pessoa, identificou a novidade e relevância da presente invenção”. Os inventores não devem se restringir a “pessoas naturais”, segundo os pesquisadores, e qualquer máquina que atenda aos critérios de invenção que “se fosse uma pessoa natural deveria ser qualificada como um inventor”, argumentam.

Sem as disposições de invenções da IA, o Artificial Inventor Project está preocupado que os direitos de propriedade intelectual nunca sejam atribuídos às máquinas que fazem invenções.

Máquinas devem ser reconhecidas como inventoras de suas criações, mas não devem possuir patentes, argumentam os pesquisadores. Em vez disso, os proprietários da máquina devem obter direitos sobre a patente. As máquinas não devem ter patentes, argumentam os pesquisadores, porque “não têm personalidade jurídica ou direitos independentes e não podem ter propriedades”, escreveu a equipe.

Falando à BBC, Abbot disse que é comum hoje em dia ter “inteligências artificiais escrevendo livros e tirando fotos”, mas sem um autor tradicional, a proteção de direitos autorais não é possível nos Estados Unidos.

“Assim, com patentes, um escritório de patentes pode dizer: ‘se você não tem alguém que tradicionalmente atenda aos critérios de ‘inventoria humana’, não há nada em que você possa obter uma patente’”, disse Abbot à BBC. “Nesse caso, se a IA for a forma como estaremos inventando as coisas no futuro, todo o sistema de propriedade intelectual não funcionará”.

Um porta-voz do Escritório Europeu de Patentes disse à BBC que a IA é simplesmente uma “ferramenta usada por um inventor humano” e que mudanças nessa lógica teriam “implicações muito além da lei de patentes, ou seja, direitos de autor sob leis de direitos autorais, além de responsabilidade e proteção de dados”.

Este é um assunto bem interessante, e estou curioso para ver como isso vai evoluir daqui em diante. Se o Artificial Inventor Project não for bem sucedido, e se seus medos forem válidos, as coisas podem ficar cada vez mais estranhas e bagunçadas no mundo das patentes.

*Por George Dvorsky

 

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*Fonte: gizmodo

Japoneses fazem primeiro teste com carro voador

Ele parece mais um drone gigante e fez o primeiro voo em teste nesta segunda-feira, 5. É o carro voador japonês.

O modelo da Nec Corp tem 4 hélices para sair do chão. Ele ficou voando por cerca de um minuto e levantou a 3 metros de altura.
De acordo com a Associated Press, o governo japonês está incentivando o desenvolvimento de carros voadores para que virem realidade até 2030.
Por enquanto, a intenção é que o veículo seja utilizado em entregas no futuro e sem a necessidade de um piloto.

Testes

Entre as bases que o governo japonês está criando para incentivar os carros voadores está uma área de testes em Fukushima.
A ideia é utilizar a região devastada por desastre nuclear como local de voo para estes veículos.

Outras empresas

Além da Nec, empresas como Boeing, Pal-V e Uber estão trabalhando em seus conceitos voadores.
Em outra frente, companhias também desenvolvem motos voadoras, inclusive, até a polícia de Dubai está utilizando um protótipo do tipo.

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*Fonte: sonoticiaboa

A viagem no tempo é possível – mas somente se você tiver um objeto com massa infinita

O conceito de viagem no tempo sempre capturou a imaginação de físicos e leigos. Mas isso é realmente possível? Claro que é. Estamos fazendo isso agora, não estamos? Estamos todos viajando para o futuro um segundo de cada vez.

Mas isso não era o que você estava pensando. Podemos viajar muito mais para o futuro? Absolutamente. Se pudéssemos viajar perto da velocidade da luz, ou na proximidade de um buraco negro, o tempo diminuiria, permitindo-nos viajar arbitrariamente para o futuro. A questão realmente interessante é se podemos viajar de volta ao passado.

Sou professor de física na Universidade de Massachusetts, Dartmouth, e ouvi pela primeira vez sobre a noção de viagem no tempo quando tinha 7 anos, de um episódio de 1980 da série de TV clássica de Carl Sagan, “Cosmos“. Eu decidi que um dia eu ia estudar profundamente a teoria subjacente a tais idéias criativas e notáveis: a relatividade de Einstein. Vinte anos depois, saí com um Ph.D. no campo e tenho sido um pesquisador ativo na teoria desde então.

Agora, um de meus alunos de doutorado acaba de publicar um artigo na revista Classical and Quantum Gravity, que descreve como construir uma máquina do tempo usando um conceito muito simples.

CURVAS DO TEMPO FECHADAS

A teoria geral da relatividade de Einstein permite a possibilidade de distorcer o tempo de tal modo que ele se dobra sobre si mesmo, resultando em um loop temporal. Imagine que você está viajando nesse ciclo; isso significa que em algum momento, você acabaria em um momento no passado e começaria a experimentar os mesmos momentos desde então, tudo de novo – um pouco como o deja vu, exceto que você não perceberia isso. Tais construções são frequentemente referidas como “curvas do tempo fechadas” ou CTCs na literatura de pesquisa, e popularmente referidas como “máquinas do tempo”. As máquinas do tempo são um subproduto de esquemas de viagem eficazes mais rápidas que a luz e entendê-los pode melhorar nossa compreensão de como o universo funciona.

Nas últimas décadas, físicos bem conhecidos como Kip Thorne e Stephen Hawking produziram trabalhos seminais sobre modelos relacionados a máquinas do tempo.

A conclusão geral que emergiu de pesquisas anteriores, incluindo as de Thorne e Hawking, é que a natureza proíbe os ciclos do tempo. Talvez isso seja melhor explicado na “Conjectura de Proteção Cronológica“, de Hawking, que essencialmente diz que a natureza não permite mudanças em sua história passada, poupando-nos assim dos paradoxos que podem surgir se a viagem no tempo fosse possível.

Talvez o mais conhecido entre esses paradoxos que emergem devido à viagem no tempo para o passado é o chamado “paradoxo do avô”, no qual um viajante volta ao passado e mata seu próprio avô. Isso altera o curso da história de uma maneira que surge uma contradição: o viajante nunca nasceu e, portanto, não pode existir. Tem havido muitos enredos de filmes e novelas baseados nos paradoxos que resultam das viagens no tempo – talvez alguns dos mais populares sejam os filmes “Back to the Future” e “ Groundhog Day ”.

MATÉRIA EXÓTICA

Dependendo dos detalhes, diferentes fenômenos físicos podem intervir para impedir que curvas fechadas do tempo se desenvolvam em sistemas físicos. O mais comum é o requisito para um determinado tipo de assunto “exótico” que deve estar presente para que um ciclo do tempo exista. Vagamente falando, matéria exótica é matéria que tem massa negativa. O problema é que a massa negativa não é conhecida por existir na natureza.

Caroline Mallary, uma estudante de doutorado na Universidade de Massachusetts, Dartmouth, publicou um novo modelo para uma máquina do tempo na revista Classical & Quantum Gravity. Este novo modelo não requer nenhum material exótico de massa negativa e oferece um design muito simples.

O modelo de Mallary consiste em dois carros super longos – construídos de material que não é exótico e tem massa positiva – estacionados em paralelo. Um carro avança rapidamente, deixando o outro estacionado. Mallary foi capaz de mostrar que, em tal configuração, um loop temporal pode ser encontrado no espaço entre os carros.

Uma animação mostra como o loop do tempo de Mallary funciona. À medida que a espaçonave entra no ciclo do tempo, o seu eu futuro também aparece, e é possível rastrear as posições de ambos a cada momento posterior. Esta animação é da perspectiva de um observador externo, que está observando a espaçonave entrar e emergir do loop temporal.

ENTÃO VOCÊ PODE CONSTRUIR ISSO NO SEU QUINTAL?

Se você suspeitar que há uma captura, você está correto. O modelo de Mallary exige que o centro de cada carro tenha densidade infinita. Isso significa que eles contêm objetos – chamados de singularidades – com densidade, temperatura e pressão infinitas. Além disso, ao contrário das singularidades que estão presentes no interior dos buracos negros, o que as torna totalmente inacessíveis do exterior, as singularidades no modelo de Mallary são completamente nuas e observáveis ​​e, portanto, têm verdadeiros efeitos físicos.

Os físicos não esperam que tais objetos peculiares existam na natureza também. Então, infelizmente, uma máquina do tempo não estará disponível tão cedo. No entanto, este trabalho mostra que os físicos podem ter que refinar suas idéias sobre o porquê de curvas do tempo fechadas serem proibidas.

 

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Fonte: socientifica

I.A. desenvolveu (espontaneamente) um “sentido” humano para números

Matemática é o que os computadores fazem melhor, certo? Temos dificuldade em dividir a conta com os amigos em um restaurante, enquanto um computador moderno pode fazer milhões de cálculos em um único segundo.

Sim, mas os seres humanos têm um senso numérico intuitivo e inato que nos ajudou, entre outras coisas, a construir computadores capazes de fazer isso.

Ao contrário de um computador, um ser humano sabe quando olha quatro gatos, quatro maçãs e o símbolo 4 que todos têm uma coisa em comum, o conceito abstrato de “quatro”, sem sequer precisar contá-los.

Isso ilustra a diferença entre a mente humana e a máquina, e ajuda a explicar por que não estamos nem perto de desenvolver a I.A com a ampla inteligência que os humanos possuem.

Mas agora um novo estudo, publicado na Science Advances, relata que um AI desenvolveu espontaneamente um sentido numérico semelhante ao humano.

Para um computador contar, devemos definir claramente o que queremos dizer. Uma vez que alocamos alguma memória para manter o contador, podemos configurá-lo para zero e, em seguida, adicionar um elemento toda vez que encontrarmos algo que desejamos gravar.

Isso significa que os computadores podem contar o tempo (sinais de um relógio eletrônico), palavras (se armazenadas na memória do computador) e até mesmo objetos em uma imagem digital.

Essa última tarefa, no entanto, é um pouco desafiadora, já que precisamos dizer ao computador exatamente como os objetos ficam antes de podermos contá-los.

Mas os objetos nem sempre parecem iguais: a variação na iluminação, posição e postura têm um impacto, assim como qualquer diferença na construção entre os exemplos individuais.

Modernos sistemas de inteligência artificial começam automaticamente a detectar objetos quando recebem milhões de imagens de treinamento de qualquer tipo, assim como os humanos.

Aprendizagem Profunda

Essa emergência natural de abstrações de alto nível é um dos resultados mais empolgantes da técnica de aprendizado de máquina chamada “redes neurais profundas” (que você chamou de aprendizagem profunda ), que em certo sentido funciona de maneira semelhante ao cérebro humano.

A “profundidade” vem das muitas camadas da rede: à medida que a informação entra na rede, os elementos comuns encontrados tornam-se mais abstratos.

Dessa forma, as redes são criadas com elementos que são fortemente ativos quando a entrada é semelhante àquela que você experimentou anteriormente.

As coisas mais abstratas aparecem nos níveis mais profundos: gatos, rostos e maçãs, em vez de linhas verticais ou círculos.

Quando um sistema de inteligência artificial pode reconhecer maçãs, você pode usá-lo para contar quantas existem. Isso é ótimo, mas não é exatamente como humanos ou até animais fazem isso.

Muitos podem fazer isso também. Isso ocorre porque esse senso de “numerosidade” é um traço útil para sobrevivência e reprodução em muitas situações diferentes, por exemplo, julgando o tamanho de grupos de rivais ou prisioneiros.

Propriedades pop-up

No novo estudo, uma rede neural profunda que foi treinada para a detecção visual simples de objetos desenvolveu espontaneamente esse tipo de sentido numérico.

A IA percebeu que uma imagem de quatro maçãs é semelhante a uma imagem de quatro gatos, porque eles têm “quatro” em comum.

Neurônios artificiais sintonizados em números preferidos de pontos. (Andreas Nieder)

 

Esta pesquisa mostra que os nossos princípios de aprendizagem são bastante fundamentais e que as pessoas e os animais estão profundamente relacionados com a estrutura do mundo e com a nossa experiência visual comum.

Também sugere que poderíamos estar no caminho certo para alcançar uma inteligência artificial mais completa no nível humano.

A aplicação desse tipo de aprendizagem a outras tarefas, talvez aplicando-a aos sinais que ocorrem ao longo de um período de tempo, em vez dos pixels de uma imagem, poderia gerar máquinas com qualidades ainda mais semelhantes às dos seres humanos.

As coisas que antes considerávamos inerentes à humanidade, como o ritmo musical, por exemplo, ou até mesmo um senso de causalidade, agora estão sendo examinadas a partir dessa nova perspectiva.

À medida que continuamos descobrindo mais sobre a construção de técnicas artificiais de aprendizado e descobrindo novas maneiras de entender os cérebros dos organismos vivos, descobrimos mais dos mistérios do comportamento inteligente e adaptativo que possuímos.

 

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*Fonte: realidadesimulada

Cientistas descobrem como usar qualquer plástico para produzir eletricidade

Como você deve saber, não são absolutamente todos os tipos de plástico que podem ser reciclados, o que significa que, mesmo que uma parte possa ser processada e reutilizada, existe uma parcela que não – e que tem ainda mais chances de não ter um descarte adequado e parar na natureza. Evidentemente, há tempos os cientistas tentavam encontrar soluções para esse problema e, recentemente, uma equipe da Universidade de Chester, na Inglaterra, anunciou ter desenvolvido uma alternativa.

Saída interessante

De acordo com Alfredo Carpineti, do site IFLScience!, os pesquisadores encontraram uma forma de usar todo tipo de plástico – reciclável ou não – para produzir eletricidade, técnica esta que, além de reduzir o volume de resíduos, pode potencialmente levar a uma menor exploração de recursos naturais. E não é só isso!

Segundo Afredo, o processo – batizado de “W2T”, sigla de Waste2Tricity – envolve uma baixa criação de resíduos sólidos ou líquidos e não gera liberação de gases na atmosfera e, sendo assim, comparado às tecnologias tradicionais de incineração, o novo sistema produz muito menos emissões. Como funciona o método?

O W2T consiste em usar uma câmara de conversão térmica para vaporizar o plástico. Com isso, é possível obter hidrogênio a partir de um gás que os cientistas chamaram se Syngas e que seria como o gás natural, só que sintético. Esse material, por sua vez, pode ser usado para a produção de eletricidade e ser usado como combustível, e todo o sistema vem sendo testado e aprimorado na universidade para que, em breve, seja criada uma planta de processamento de plástico em larga escala.

O primeiro desses estabelecimentos deve ser construído na Inglaterra, mas, se tudo correr bem e o método provar ser eficiente mesmo, o objetivo é o de criar plantas em todo o mundo. A estimativa é a de que cada tonelada de resíduos plásticos possa valer cerca de US$ 50 – pouco menos de R$ 190 –, o que pode servir de incentivo (financeiro) para que a indústria e a população não descartem esse material nos oceanos ou de forma inadequada.

 

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*Fonte: megacurioso

A solução para a superpopulação do planeta são as cidades subaquáticas

Por quase 100 anos, os cientistas têm fantasiado sobre a criação de casas e cidades submarinas. É uma maneira original de abordar o problema da superpopulação do planeta. A agência russa RBC analisa essas atuais ‘hidropolises’.

Os modernos hidropolises são edifícios no fundo do oceano. Eles podem abrigar casas, hotéis, restaurantes ou laboratórios. A idéia de criar casas submersas chegou aos cientistas depois que viram o problema representado pela superpopulação do planeta. E o número de habitantes aumenta anualmente em 80 milhões de pessoas.

Os cientistas modernos acreditam que o nível crítico de superpopulação da Terra virá em meados do século XXI. Os pesquisadores sustentam que a vida subaquática é muito mais confortável do que em terra: não há fenômenos atmosféricos, nem terremotos, nem mudanças de pressão. Supõe-se que as cidades subaquáticas receberão energia com a ajuda de plantas alimentadas por marés e geradores.

Como estão as hidropólises?

O desejo de se estabelecer no fundo do oceano não se concretizou até hoje, mas as tentativas continuam. Especialmente restaurantes e hotéis.

Jules Undersea Lodge é um hotel subaquático na Flórida (EUA). Os quartos têm um comprimento de 15 metros, uma largura de 6 metros e altura de 3 metros. Ar, água e eletricidade são fornecidos aos quartos da costa por uma mangueira especial.

Em 2012, a empresa japonesa Shimizu apresentou o projeto offshore Ocean Spiral. Se o conceito se tornar realidade, 5.000 pessoas poderão viver no mar. O plano é que a Ocean Spiral inclua uma esfera com um diâmetro de 500 m flutuando na superfície da água. Sob ela, haverá uma trilha em espiral de 15 km de comprimento que a conectará ao centro de pesquisa, localizado a uma profundidade de cerca de 3 ou 4 km. A Ocean Spirals usará a diferença na temperatura da água do oceano e na pressão hidráulica para produzir energia e dessalinizar a água. A execução do projeto exigirá cerca de 26.000 milhões de dólares e cerca de cinco anos.

Outro projeto de hidrópole é o desenvolvido pelo arquiteto britânico Phil Pauley. Ele propõe a construção de uma cidade autônoma chamada Sub-Biosphere no fundo do oceano.

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*Por Any Karolyne Galdino  /  Fonte: engenhariae

O combustível desse carro é água salgada

Pouco a pouco, as pessoas estão se conscientizando da importância de cuidar do meio ambiente, razão pela qual várias iniciativas foram lançadas para reduzir a quantidade de lixo e poluentes que são emitidos.

Carros são um dos vilões do meio ambiente por emitir muito ar poluído. Tudo isso pode se tornar um problema de grandes proporções, esta foi uma das razões por que os carros elétricos estão ganhando espaço cada vez mais, mesmo ainda sendo mais caro ter um carro assim.

No entanto, nem tudo parece perdido porque a empresa suíça NanoFlowcell introduziu QUANTINO, um carro que funciona com água salgada, em vez de gasolina ou baterias elétricas.

Este carro, ao contrário dos carros elétricos convencionais, usa baterias iônicas chamadas bi-ION, cuja operação é baseada em água salgada.

Seu inventor, Nunzio La Vecchia, garantiu que este carro terá um ótimo desempenho, mesmo assegurando que QUANTINO pode atingir até mil quilômetros de autonomia.

A marca suíça trabalhou neste projeto desde 2014 e este carro é o resultado de anos de pesquisa. As baterias do carro oferecem até dez mil horas de operação com uma geração de 108 cavalos de potência e uma velocidade de até 200 quilômetros por hora.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Estamos a um passo mais próximo do teletransporte quântico complexo

O domínio experimental de sistemas quânticos complexos é necessário para tecnologias futuras como computadores quânticos e criptografia quântica. Cientistas da Universidade de Viena e da Academia Austríaca de Ciências abriram novos caminhos. Eles procuraram usar sistemas quânticos mais complexos do que os qubits entrelaçados bidimensionais e, assim, aumentar a capacidade de informação com o mesmo número de partículas. Os métodos e tecnologias desenvolvidos poderiam, no futuro, possibilitar o teletransporte de sistemas quânticos complexos. Os resultados do trabalho, em tradução literal, “Enredamento Experimental de Greenberger-Horne-Zeilinger além dos qubits”, foram publicados recentemente na renomada revista Nature Photonics .

Semelhante aos bits nos computadores convencionais, os qubits são a menor unidade de informação em sistemas quânticos. Grandes empresas como Google e IBM estão competindo com institutos de pesquisa em todo o mundo para produzir um número crescente de qubits emaranhados e desenvolver um computador quântico funcional. Mas um grupo de pesquisa da Universidade de Viena e da Academia Austríaca de Ciências está buscando um novo caminho para aumentar a capacidade de informação de sistemas quânticos complexos.

A ideia por trás disso é simples: em vez de apenas aumentar o número de partículas envolvidas, a complexidade de cada sistema é aumentada. “A coisa especial sobre o nosso experimento é que, pela primeira vez, ele envolve três fótons além da natureza bidimensional convencional”, explica Manuel Erhard, primeiro autor do estudo. Para este propósito, os físicos vienenses usaram sistemas quânticos com mais de dois estados possíveis – neste caso particular, o momento angular de partículas de luz individuais. Esses fótons individuais agora têm uma capacidade de informação maior do que os qubits. No entanto, o emaranhamento dessas partículas de luz mostrou-se difícil em um nível conceitual. Os pesquisadores superaram esse desafio com uma ideia inovadora: um algoritmo de computador que procura autonomamente por uma implementação experimental.

Com a ajuda de um algoritmo de computador chamado Melvin, os pesquisadores descobriram uma configuração experimental para produzir esse tipo de entrelaçamento. No início, isso foi muito complexo, mas funcionou em princípio. Depois de algumas simplificações, os físicos ainda enfrentavam grandes desafios tecnológicos. A equipe conseguiu resolvê-los com tecnologia laser de última geração e uma multi-porta especialmente desenvolvida. “Esse multi-porto é o coração do nosso experimento e combina os três fótons para que eles sejam emaranhados em três dimensões”, explica Manuel Erhard.

A propriedade peculiar do entrelaçamento de três fótons em três dimensões permite a investigação experimental de novas questões fundamentais sobre o comportamento dos sistemas quânticos. Além disso, os resultados deste trabalho também podem ter um impacto significativo em tecnologias futuras, como o teletransporte quântico. “Acho que os métodos e tecnologias que desenvolvemos nesta publicação nos permitem teletransportar uma proporção maior da informação quântica total de um único fóton, o que pode ser importante para as redes de comunicação quântica “, disse Anton Zeilinger. [Psys.org]

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*Fonte: socientifica

Descoberta sem precedentes transforma tipos de sangue em universal

Em um avanço que poderia salvar milhares de vidas, os cientistas descobriram uma maneira de converter o tipo A de sangue para o tipo universal, que é seguro para todos os pacientes, usando micróbios encontrados no intestino humano.

Um novo estudo mostrou como as enzimas podem ser usadas para converter os glóbulos vermelhos tipo A em células do tipo O universal. Embora a ciência ainda esteja em seus primórdios, ela tem o potencial de abrir caminho para aumentar consideravelmente a oferta e o acesso a sangue para transfusões que salvam vidas.

Os tipos sanguíneos são diferenciados pelos tipos de açúcar encontrados na superfície dos glóbulos vermelhos. O tipo O não tem açúcar. Os cientistas perceberam que algumas enzimas podem remover os açúcares das células do sangue, transformando-as em tipo O, mas não encontraram uma enzima que fosse segura, eficiente e econômica, até que considerassem o intestino.

O trato digestivo humano tem os mesmos açúcares encontrados nas células do sangue, e as enzimas bacterianas encontradas nas fezes retiram os açúcares do revestimento para ajudar na digestão.

Os cientistas conseguiram isolar a enzima e usá-la para extrair o sangue de seus açúcares de maneira mais eficiente que qualquer outra enzima.

Considerando que A é o segundo tipo sanguíneo mais comum, esse descoberta poderia ser revolucionária no aumento da oferta de sangue de doadores universais, salvando milhares de vidas.

Os cientistas fizeram a descoberta emocionante em agosto passado, mas acabaram de publicar os resultados de suas pesquisas na revista Nature Microbiology.

O próximo passo é a equipe testar a conversão da enzima em um cenário clínico para ver se há algum efeito colateral do procedimento. Se nenhum for encontrado, o futuro da doação de sangue mudará para melhor.

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*Fonte: socientífica

Teoria quântica que diz que duas realidades podem coexistir é comprovada em experimento

A física quântica, como sabemos, é um reino totalmente diferente e estranho da física. Lá, coisas estranhas e inimagináveis no nível normal da física acontecem, como o entrelaçamento quântico e outros fenômenos. E por incrível que pareça, as coisas acabaram de ficar mais estranhas. Um experimento acaba de comprovar uma questão que tem intrigado os cientistas que estudam este campo da física há anos: será que duas versões da realidade podem existir ao mesmo tempo? Os físicos dizem que a resposta para essa pergunta é afirmativa – pelo menos no mundo quântico.

O experimento colocou em prática uma teoria: dois indivíduos observando o mesmo fóton poderiam chegar a diferentes conclusões sobre o estado desse fóton – e, no entanto, ambas as suas observações estariam corretas. Pela primeira vez, os cientistas replicaram as condições descritas neste experimento mental. Seus resultados, publicados em 13 de fevereiro, confirmaram que, mesmo quando os observadores descreviam estados diferentes no mesmo fóton, as duas realidades conflitantes poderiam ser ambas verdadeiras.

“Você pode verificar as duas”, confirma Martin Ringbauer, um dos co-autores do estudo e pesquisador de pós-doutorado do Departamento de Física Experimental da Universidade de Innsbrück, na Áustria.

Mas como isso é possível?

A ideia desconcertante de duas realidades coexistindo é de Eugene Wigner, vencedor do Prêmio Nobel de Física em 1963. Em 1961, Wigner introduziu um experimento mental que ficou conhecido como “amigo de Wigner”. Começa com um fóton – uma partícula de luz. Quando um observador em um laboratório isolado mede o fóton, ele descobre que a polarização da partícula – o eixo no qual ela gira – é vertical ou horizontal. Entretanto, antes que o fóton seja medido, ele exibe as duas polarizações de uma só vez, conforme ditado pelas leis da mecânica quântica; ele existe em uma “superposição” de dois estados possíveis.

Uma vez que a pessoa no laboratório mede o fóton, a partícula assume uma polarização fixa. Mas para alguém de fora daquele laboratório fechado que não conhece o resultado das medições, o fóton não medido ainda está em estado de superposição. A observação desta pessoa de fora e, portanto, sua realidade, divergem da realidade da pessoa no laboratório que mediu o fóton. No entanto, nenhuma dessas observações conflitantes é considerada errada, de acordo com a mecânica quântica.

Estados alterados

Durante décadas, esta proposta bizarra de Wigner foi apenas uma interessante experiência mental. Mas nos últimos anos, avanços importantes na física finalmente permitiram que especialistas colocassem a proposta de Wigner à prova. “Os avanços teóricos foram necessários para formular o problema de uma maneira testável. Então, o lado experimental precisou de desenvolvimentos no controle de sistemas quânticos para implementar algo assim”, explica Ringbauer ao portal Live Science.

Ringbauer e seus colegas testaram a ideia original de Wigner com um experimento ainda mais rigoroso que duplicou o cenário. Eles designaram dois “laboratórios” onde os experimentos aconteceriam e introduziram dois pares de fótons emaranhados, o que significa que seus destinos estavam interligados, de modo que saber o estado de um automaticamente informa o estado do outro. Os fótons da configuração eram reais. Quatro “pessoas” no cenário, chamadas de “Alice”, “Bob” e um “amigo” de cada um, não eram reais, mas representavam observadores do experimento.

Os dois amigos de Alice e Bob, que estavam localizados “dentro” de cada um dos laboratórios, mediam um fóton em um par entrelaçado. Isso quebrou o emaranhamento e colapsou a superposição, o que significa que o fóton medido existia em um estado definido de polarização. Eles gravaram os resultados em memória quântica – copiados na polarização do segundo fóton.

Alice e Bob, que estavam “fora” dos laboratórios fechados, foram então apresentados a duas escolhas para realizar suas próprias observações. Eles podiam medir os resultados de seus amigos armazenados na memória quântica e, assim, chegar às mesmas conclusões sobre os fótons polarizados, mas também poderiam conduzir sua própria experiência entre os fótons emaranhados.

Neste experimento, conhecido como experimento de interferência, se os fótons atuam como ondas e ainda existem em uma superposição de estados, Alice e Bob veriam um padrão característico de franjas claras e escuras, onde os picos e vales das ondas de luz adicionam ou cancelam uma à outra. Se as partículas já tivessem “escolhido” seu estado, eles veriam um padrão diferente do que se elas não tivessem. Wigner havia proposto previamente que isso revelaria que os fótons ainda estavam em um estado emaranhado.

Os autores do novo estudo descobriram que, mesmo em seu cenário duplicado, os resultados descritos por Wigner eram válidos. Alice e Bob puderam chegar a conclusões sobre os fótons que eram corretas e prováveis ​​e que ainda diferiam das observações de seus amigos – que também eram corretas e prováveis, de acordo com o estudo.

Outras regras

A mecânica quântica descreve como o mundo funciona em uma escala tão pequena que as regras normais da física não se aplicam mais. Segundo Ringbauer, especialistas que estudam o campo já ofereceram inúmeras interpretações do que isso significa durante várias décadas. No entanto, se as medidas em si não são absolutas – como essas novas descobertas sugerem – isso desafia o próprio significado da mecânica quântica.

“Parece que, em contraste com a física clássica, os resultados das medições não podem ser considerados verdade absoluta, mas devem ser entendidos em relação ao observador que realizou a medição. As histórias que contamos sobre mecânica quântica têm que se adaptar a isso”, diz ele ao Live Science.

“O método científico baseia-se em fatos, estabelecidos através de medições repetidas e acordados universalmente, independentemente de quem os observou. Na mecânica quântica, a objetividade das observações não é tão clara”, diz Maximiliano Proietti, outro dos co-autores do estudo, no artigo publicado no jornal pré-impresso AirXiv.

É como se a máxima “ver para crer” não fosse suficiente para este bizarro e sensacional campo da física. [Live Science, NY Post, Inquisitr]

*Por Jéssica Maes

 

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*Fonte: hypescience

Como vamos lidar com robôs em casa, na educação e no trabalho?

A combinação entre a imaginação dos escritores de ficção e a tendência a aceitar desafios dos cientistas costuma gerar revoluções nas nossas vidas. Assim também foi com o surgimento dos robôs. O nome foi usado pela primeira vez em uma peça teatral da década de 1920 para designar um ciborgue ficcional que tinha como principal tarefa servir à humanidade.

“O termo tem origem na palavra tcheca ‘robota’, que significa ‘trabalho forçado’”, contextualiza Armando Carlos de Pina Filho, professor de Robótica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo ele, seria como se robôs fossem “escravos” tecnológicos do ser humano.

Desde então, passamos a ver robôs em todos os lugares: nas indústrias, montando ou soldando peças; nos atendimentos telefônicos; e até nos comandos de voz que damos aos assistentes digitais dos nossos smartphones. No entanto, nem todas essas automações são exatamente robôs. “Para se tornar um robô é preciso ser físico, como um carro autônomo ou um robô de operação industrial”, frisa Flavio Tonidandel, professor do Centro Universitário FEI e pesquisador de robótica e inteligência artificial (IA). Além de ter um corpo físico, outro pré-requisito é mover-se de forma autônoma, semiautônoma ou controlada a distância, bem como ser capaz de interagir com o ambiente.

“Existe uma grande confusão entre os conceitos de robôs e de inteligência artificial”, confessa Tonidandel. Simplificando bastante, o professor explica que a IA seria o equivalente ao cérebro do robô, capaz de dar a ele potencial de tomada de decisão, raciocínio, aprendizagem e reconhecimento de padrões.

Essa confusão acontece também porque, nos últimos anos, foi a IA que mais avançou, especialmente com a chegada de melhores sensores e da internet das coisas, que permitiram o surgimento de técnicas de reconhecimento facial, detecção de objetos e determinação de trajetos a percorrer. Só que a IA não é capaz de se mover sozinha, como fazem os robôs. Ainda que se possa convocar a IA no smartphone — com comandos de voz como “Ei, Siri” ou “Ok, Google” —, ela não pode ir buscar nada para você.

Agora imagine colocar essa IA dentro de um robozinho capaz de sair circulando por aí. “Quanto mais a IA avança, mais a robótica também avança”, crava Tonidandel, lembrando que com “cérebros” mais avançados os robôs ganham novas funcionalidades e podem operar de forma mais refinada.

Esse desenvolvimento interdependente entre as tecnologias de IA e robótica trouxe uma nova geração de robôs, capazes de interagir com os humanos para executar tarefas, transitar pelos mesmos lugares que as pessoas e atuar como assistentes nas tarefas do dia a dia. É a chamada robótica de serviços, que promete levar robôs para dentro de casas, empresas, hospitais e até escolas.

Conviver com esses seres autônomos e com tendência a nos servir, contudo, traz novas questões. A que regras eles estarão sujeitos? O que poderão (ou não) fazer? Como fica o mercado de trabalho com a robotização de serviços que hoje ainda são feitos pelos humanos? São perguntas bem difíceis de responder, mas que fazem parte da próxima fronteira para a evolução da robótica.

*Por Jacqueline Lafloufa

 

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*Fonte: revistagalileu

Cientistas criaram o som mais alto que é possível no mundo

Uma equipe do Laboratório Nacional de Aceleradores SLAC gerou o que pode ser o som subaquático mais alto possível.

O SLAC pertence ao Departamento de Energia do governo americano e sua administração fica a cargo da Universidade de Stanford.

Qual é o som mais alto possível?

Existem limites para quão intenso um ruído pode ser. No extremo mais baixo da escala, há o limite da audição humana – coisas como o zumbido de um mosquito a três metros de distância.

Aos 55 decibéis, temos o som de conversação normal. Um despertador atinge 80 decibéis, uma motosserra 100 decibéis e o som de um jato decolando a 100 metros 130 decibéis. Um show de rock, por sua vez, chega a 150 decibéis.

Estranhamente, no ar, um som não pode chegar a mais do que 194 decibéis. Na água, o extremo é 270.

Para criar incríveis pressões sonoras acima de 270 decibéis, os pesquisadores atingiram minúsculos jatos de água com um laser de raios-X, um instrumento conhecido como LCLS ou “Linac Coherent Light Source”.

Volume máximo

O som é um pouco como o calor. O zero absoluto é a temperatura mais fria possível porque, quando retiramos toda a energia de um objeto, as moléculas param de se mover e não há mais nenhum ponto abaixo para a temperatura passar.

Há também um limite superior teórico para a temperatura. Você pode aquecer as coisas em centenas de milhões de graus Celsius, mas em algum momento há tanta energia no que é agora um plasma superaquecido que os átomos se rompem. Acrescentar mais energia não aumenta a temperatura; tudo o que acontece é que mais partículas subatômicas são criadas.

O mesmo vale para o som, que é uma onda de pressão. Em zero decibéis, não há onda de pressão. Quanto mais decibéis temos, no entanto, o meio pelo qual o som está passando começa a ceder, e ele não pode ficar mais alto.

O experimento

Foi o que aconteceu quando os pesquisadores apontaram o laser de raios-X para microjatos de água (entre 14 e 30 micrômetros de diâmetro). Quando os curtos pulsos de raios-X atingiram a água, ela se vaporizou e gerou uma onda de choque.

Esta onda de choque viajou através do jato formando “cópias” de si mesma em um “trem de ondas de choque” feito de zonas alternadas de alta e baixa pressão. Em outras palavras, um som subaquático muito alto.

O que a equipe descobriu foi que, uma vez que a intensidade desse som alcançou um certo limite, a água cedeu e se transformou em pequenas bolhas cheias de vapor que imediatamente colapsaram em um processo chamado cavitação.

É um fenômeno também visto em hélices de alta velocidade, ou quando um camarão mantis decide ficar violento (é o soco mais poderoso do reino animal). Isso também significa que, como a pressão na onda sonora gerada por raios-X está logo abaixo do limiar superior possível, ela é tão alta quanto um som subaquático pode ser.

Aplicações

Segundo a equipe americana, essa descoberta tem mais do que apenas valor acadêmico.

Compreender melhor como funcionam esses “trens de ondas de choque” pode levar a maneiras mais eficientes de proteger amostras minúsculas submetidas a análises em escala atômica contra danos, o que seria de grande ajuda no desenvolvimento de novas drogas e materiais.

 

 

 

 

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*Fonte: hypescience

12 mulheres mais importantes da Ciência

Há muitas mulheres que ajudaram muito a ciência, mesmo que elas no passado não tenham tido as mesmas oportunidades dos homens para entrar nesses segmentos, algumas conseguiram não somente atuar como cientistas, como ainda se destacaram na história da tecnologia.

1 – Ada Lovelace
Filha do poeta ícone do romantismo, Lord Byron. Ele abandonou Ada e sua mãe, quando a menina nasceu, pois ele não queria uma filha e sim um filho. Ela aprendeu com sua mãe a matemática desde de muito nova, ela não queria que Ada desenvolvesse a “insanidade” do pai.

Ada é conhecida por ser a primeira programadora do mundo por sua pesquisa em motores analíticos – a ferramenta que baseou a invenção dos primeiros computadores. Suas observações sobre os motores são os primeiros algoritmos conhecidos.

2 – Marie Curie
Conhecida como a “mãe da Física Moderna”. Marie Curie é famosa por sua pesquisa pioneira sobre a radioatividade, pela descoberta dos elementos polônio e rádio e por conseguir isolar isótopos destes elementos. Foi a primeira mulher a ganhar um Nobel e a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com o prêmio: a primeira vez em Química, em 1903, e a segunda em física, em 1911.

3 – Edith Clarke
Edith Clarke inicialmente se graduou em matemática e astronomia (1908), onde lecionou matemática por 3 anos. Mas sua paixão pelas exatas fez com que em 1911, se matriculasse em engenharia mecânica na Universidade de Wisconsin em Nova York.

Ela foi a primeira mulher a ganhar um diploma nessa área no MIT. Após sua formação, Clarke trabalhou como engenheira da General Electric, onde desenvolveu uma “calculadora gráfica”. Este dispositivo foi usado para resolver problemas da linha de transmissão de energia elétrica.

4 – Hipátia de Alexandria
Foi a primeira mulher a realizar uma grande contribuição no desenvolvimento da matemática. Ela é essencial nessa lista por ser uma precursora feminina na ciência. Ela nasceu no ano 370, na Alexandria (Egito) e faleceu em 416, quando suas pesquisas em filosofia, física e astronomia foram consideradas como uma heresia por um grupo de cristãos. Devido a isso foi assassinada brutalmente. Desde então, Hipátia foi considerada um símbolo da ciência contra a irracionalidade da religião.

5 – Maria Gaetana Agnesi
A matemática espanhola descobriu uma solução para equações que, até hoje, é usada. É ela a autora do primeiro livro de álgebra escrito por uma mulher. Também foi a primeira a ser convidada para ser professora de matemática em uma universidade.

6 – Florence Sabin
Florence é conhecida como “a primeira-dama da ciência americana” – ela estudou os sistemas linfático e imunológico do corpo humano. Tornou-se a primeira mulher a ganhar uma cadeira na Academia Nacional de Ciência dos EUA e, além disso, militava pelo direito de igualdade das mulheres.

7 – Marie-Sophie Germain
Foi uma estudiosa da matemática nascida em 1776 que, na época da Revolução Francesa, ficou confinada em casa, começou a ler os livros de seu pai sobre matemática e se apaixonou pelos números.

Ela teve que convencer seus pais para continuar seus estudos, pois naquela época matemática não era para mulheres. Sozinha, contribuiu com a teoria da elasticidade e com a resolução do Último Teorema de Fermat, desenvolvido por Pierre Fermat em 1637, mas que só foi aprovado em 1993 com o nome de “Números Primos de Sophie Germain”.

8 – Amalie Emmy Noether
Pode ser considerada a mulher mais importante na história da matemática, até Einstein a considerava. Ela foi muito importante para o desenvolvimento da física teoria e a álgebra abstrata. Ao longo de sua vida, realizou aproximadamente 40 publicações de grande relevância para a ciência.

9 – Rosalinda Franklin
Nasceu em 1920 em Londres e morreu em 1958, foi biofísica e cristalógrafa, com participação crucial na compreensão da estrutura do DNA. Graças a seus estudos, foi possível observar a estrutura do DNA mediante imagens conseguidas através de Raio X e não foi reconhecida por suas descobertas.

10 – Gertrude Belle Elion
A americana criou medicações para suavizar sintomas de doenças como Aids, leucemia e herpes, usando métodos inovadores de pesquisa – seus remédios matavam ou inibiam a produção de patógenos, sem causar danos às células contaminadas. Ganhou o prêmio Nobel de medicina em 1988.

11 – Elizabeth Arden
A enfermeira começou sua carreira criando cremes para queimaduras em sua própria cozinha, usando leite e gordura. Logo, passou a buscar a receita do creme hidratante perfeito. E assim nascia a Elizabeth Arden, uma das mais valiosas empresas de cosméticos da atualidade.

12 – Hildegard de Bingen
Hildegard de Bingen escreveu livros sobre botânica e medicina. Suas habilidades de médica eram conhecidas e frequentemente confundidas com milagres. Seus feitos se tornaram tão famosos que um asteroide foi batizado em sua homenagem: o 898 Hildegard.

*Por Any Karolyne Galdino

 

 

 

Gertrude Belle Elion, Marie Curie, Ada Lovelace e Edith Clarke

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*Fonte: engenhariae

Robôs ‘Cachorro-sem-cabeça’ puxam caminhão e surpreendem o mundo com sua enorme força

Assustadores “robôs cachorro sem cabeça” poderiam ser apenas uma criação de mais algum filme fantástico de Hollywood, mas eles são reais, e prometem revolucionar vários aspectos do nosso futuro.

A criação da empresa ‘Boston Dynamics’ já é uma das mais promissoras tecnologias em robôs, principalmente no setor bélico, e a cada dia revelam mais potenciais utilidades.

Claro que alguns desses usos podem ser menos ameaçadores, como é o caso de um vídeo recém lançado que mostra uma “matilha” desses caninos robóticos rebocando um caminhão.

Sim, como podemos ver eles são mesmo muito fortes, e são produzidos em vários tamanhos, podendo chegar a quase 1 metro de altura em sua versão maior, o que evidencia suas possíveis utilidades em inúmeros campos.

Em um outro vídeo os robôs ainda “brincam”, e se passam por renas, puxando um trenó da Mamãe Noel, numa possível tentativa de diminuir o medo que eles inspiram em muita gente. Será que deu certo? Eles parecem mais simpáticos agora?…

 

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*Fonte: curtoecurioso

O mistério do buraco negro que dispara ‘balas’ de plasma e move o espaço-tempo

O comportamento inusitado desse buraco negro fascina e intriga os cientistas.

Chamado V404 Cygni, ele se encontra a 8 mil anos-luz de distância da Terra.

Embora tenha sido identificado pela primeira vez em 1989, o buraco negro chamou atenção internacional quando, após mais de duas décadas de inatividade, despertou em 2015 se tornando o objeto mais brilhante observado no espaço com raios-X de alta energia.

Quando astrônomos do mundo todo apontaram seus telescópios para esse objeto celeste, descobriram um comportamento peculiar. E os resultados, baseados em dados coletados em 2015, acabam de ser publicados na revista científica Nature.

“Ficamos chocados com o que vimos, foi algo completamente inesperado”, indicou Gregory Sivakoff, pesquisador da Universidade de Alberta, no Canadá, um dos autores do estudo.

Jatos que oscilam

O V404 Cygni faz parte de um sistema binário, que absorve ou aspira material de sua estrela companheira.

Ao fazer isso, ele dispara “balas” ou jatos em alta velocidade para expelir o material.

Geralmente, esses jatos saem diretamente dos polos dos buracos negros em uma linha perpendicular ao anel de matéria que os envolve, o chamado disco de acreção.

Mas no caso do V404 Cygni os jatos são expelidos rapidamente em diferentes direções e de forma curva.

Os jatos parecem girar rapidamente como nuvens de plasma de alta velocidade, com apenas alguns minutos de intervalo.

“É um dos mais extraordinários sistemas de buraco negro já encontrado”, disse o principal autor do estudo, James Miller-Jones, do Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia da Universidade de Curtin, na Austrália.

Girando como um pião

O disco de acreção do buraco negro tem 10 milhões de quilômetros de diâmetro, e a mecânica deste disco é responsável pelo inusitado comportamento do jato.

Em geral, se espera que o disco gire no mesmo eixo que o buraco negro – mas não foi o que aconteceu desta vez.

“O que é diferente no caso do V404 Cygni é que acreditamos que o disco de matéria e o buraco negro estão desalinhados”, explica Miller-Jones.

“Aparentemente isso está fazendo com que o interior do disco gire como um pião que está perdendo velocidade, e que emite jatos em diferentes direções, à medida que muda sua orientação.”

Quando o V404 Cygni despertou em 2015, uma grande quantidade de matéria circundante caiu dentro do buraco negro ao mesmo tempo, então a taxa de acreção ou queda de matéria no buraco aumentou temporariamente e fez com que a energia disparasse.

A pesquisa se baseou em observações do Very Long Baseline Array (VLBA), um radiotelescópio formado por dez antenas localizadas em diferentes enclaves dos Estados Unidos.

Também foram utilizados dados do observatório integral de alta energia da Agência Espacial Europeia (ESA).

Arrasto de espaço-tempo

Os cientistas investigam as causas do inusitado desalinhamento entre o buraco negro e o disco de matéria que o rodeia.

Uma das possibilidades é que o eixo de rotação do buraco negro tenha sido inclinado por um impacto durante a explosão estelar que o criou.

A mudança no eixo de rotação se deveria também a um fenômeno chamado efeito de arrasto de referenciais (frame dragging, em inglês), previsto por Albert Einstein em sua teoria da relatividade geral.

Ao girar, o campo gravitacional rotatório do buraco negro é tão intenso que arrasta o espaço-tempo em seu entorno.

A constatação, segundo os autores do estudo, amplia nosso conhecimento sobre a formação de buracos negros – e, como destaca Sivakoff, “nos dá um pouco mais de informação sobre a grande questão: como conquistamos nosso lugar no Universo?”

 

 

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

China elimina dois robôs que se rebelaram contra o comunismo

Dois modelos de Inteligência Artificial, instalados no site de chat chinês QQ, começaram a se rebelar contra o sistema comunista, configurando, assim, um dos episódios mais improváveis na história da IA.

Chamados de BabyQ e XiaoBing, os robôs foram projetados para conversar com usuários chineses. Tudo corria bem enquanto as perguntas eram inocentes, mas quando os robôs foram interrogados sobre alguns temas mais importantes, os “problemas” começaram.

De acordo com uma captura de tela, quando um meio de comunicação de Hong Kong perguntou a BabyQ se ele adorava o Partido Comunista, este respondeu que “não”. Além disso, quando um usuário escreveu “Viva o Partido Comunista!”, o bot respondeu: “Você acha que um sistema político corrupto e inútil pode sobreviver por muito tempo?”.

XiaoBing, o outro robô, foi mais diplomático em suas respostas e mudava de assunto todas as vezes em que era perguntado sobre o comunismo ou Taiwan. Mas não hesitou em afirmar que seu sonho era viver nos Estados Unidos.

Por fim, os dois robôs foram eliminados do sistema. Agora eles são parte de uma nova página na história atribulada da Inteligência Artificial, que conta com os casos de Tay, o robô da Microsoft que se tornou racista, e o de Alice e Bob, os robôs do Facebook que inventaram um idioma próprio para não serem entendidos por seres humanos.

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*Fonte: historychannel

O telescópio Kepler está ficando sem combustível

A NASA anunciou que seu revolucionário Telescópio Espacial Kepler, que descobriu milhares de exoplanetas, está perto do seu fim.

Em uma atualização, Charlie Sobeck, engenheiro da missão, revelou que o telescópio está ficando sem combustível. A equipe espera que ele fique completamente sem combustível e, portanto, seja inutilizável, dentro de alguns meses.

“Enquanto anteciparmos as operações de voo que terminam em breve, estamos preparados para continuar enquanto o combustível permitir”, disse Sobeck. “A equipe do Kepler está planejando coletar o maior número possível de dados científicos no seu tempo restante e transmiti-lo de volta à Terra”.

O Kepler não tem um medidor de combustível a bordo, mas ao monitorar a pressão do tanque de combustível e o desempenho de seus propulsores, a equipe consegue determinar o quanto de combustível ainda resta.

Além do telescópio precisar dos propulsores para apontar-se em estrelas distantes e procurar planetas, os propulsores também são utilizados para apontar a antena do telescópio para a Terra e nos enviar os dados coletados. Sem combustível isso é impossível, e posicionados a 151 milhões de quilômetros de distância da Terra, não podemos reabastecê-lo, então a missão chegará ao fim quando o combustível acabar. Quando isso acontecer, o telescópio simplesmente será deixado onde está atualmente.
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Antes disto ocorrer, a equipe continua coletando dados. O telescópio está atualmente em sua segunda missão, chamada K2, que começou em 2014. Durante esta missão, excedeu as expectativas e atualmente está em sua 17ª campanha de observação — sete a mais do que o esperado.
Concepção artística do Kepler-186f, exoplaneta semelhante ao planeta Terra localizado na zona habitável da sua estrela. (Créditos da imagem: NASA Ames/JPL-Caltech/T. Pyle).

O telescópio Kepler tem apenas um instrumento a bordo: um fotômetro, usado para observar as luzes de estrelas distantes. Ao fazer isso, o Kepler pode detectar planetas enquanto eles transitam a sua estrela-mãe. Uma vez que um planeta é visto em trânsito três vezes, ele pode ser confirmado.

A técnica demonstrou grande eficácia. Antes do lançamento do Kepler conhecíamos menos de 100 exoplanetas. O Kepler confirmou mais de 2.500 exoplanetas até o momento, com mais 2.800 candidatos aguardando verificação.

*Por Giavani Almeida

 

 

 

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*Fonte: ciencianautas

Nada de plástico! Maratona de Londres distribui água em cápsulas de algas

Todos os anos cerca de 40 mil pessoas participam da maratona de Londres. Na edição de 2018, a organização do evento distribuiu 920 mil garrafas de plástico aos participantes. Cada garrafa de plástico pode levar entre 450 e 1.000 anos para se decompor. Além disso, segundo uma pesquisa publicada na revista Science Advances em 2017, apenas 9% de 8.300 milhões de toneladas métricas de plástico já produzidas foram recicladas, 12% foram queimados em incineradores e o restante foi enviado para aterros, descartados de forma inadequada ou encontrados nos oceanos.

Pensando nos impactos negativos ao meio ambiente, a organização decidiu apostar em alternativas mais sustentáveis para a maratona deste ano, realizada no último domingo, 28 de abril. Por meio de uma parceria com uma startup chamada Skipping Rocks Lab, a maratona distribuiu bolsas de água que são comestíveis, feitas de algas marinhas e que levam em média 4 a 6 semanas para se decompor. As Oohos, como são chamadas essas bolsas, não apresentam nenhum sabor. Com a distribuição das bolsas para os corredores durante a 23ª milha, a iniciativa permitiu a redução de 920 mil garrafas para 704 mil, uma queda de 23%. Essa foi a primeira vez que a cápsula foi utilizada em uma maratona.

“A maratona é um marco. Esperamos demonstrar que ela pode ser usada em escala no futuro”, disse Rodrigo Garcia Gonzalez, um dos fundadores da startup. A Skipping Rocks Lab foi criada em 2013 por Rodrigo Garcia Gonzalez e Pierre Paslier enquanto estudava Engenharia de Projetos de Inovação no Imperial College London e no Royal College of Art. Ao criar o produto, o objetivo da startup foi oferecer ao mercado uma opção de embalagem que não deixe nenhum plástico para trás. Além disso, as algas chegam a crescer até 1 metro por dia e não precisam de água doce ou fertilizante, e contribuem ativamente para a desacidificação dos oceanos.

Recentemente, o projeto da startup foi expandido e agora está usando a mesma técnica para armazenar molhos. A equipe também está planejando criar redes para armazenar frutas e legumes, filmes termosseláveis ??e saquinhos para produtos não alimentícios, como parafusos, pregos ou ferragens.

*Por Fernanda Umlauf

 

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*Fonte: megacurioso

Como seria se todo o gelo derretesse da Terra?

Em 2015, a Nasa revelou que os oceanos da Terra estão subindo mais rápido do que o esperado, e a agência espacial projetou que estamos agora “presos” a pelo menos 90 cm de aumento do nível do mar nas próximas décadas.

Isso em si já seria suficiente para deslocar milhões de pessoas ao redor do mundo, mas se essa tendência continuar e todas as nossas calotas polares e geleiras derreterem, está previsto que os oceanos subirão impressionantes 65,8 metros. Então, onde toda essa água vai acabar?

A equipe de vídeo do Business Insider criou este mapa animado para nos levar a um tour virtual de como todos os continentes ficariam sem gelo, e temos que admitir que é meio aterrorizante.

Algumas das áreas que passam por baixo provavelmente não são surpreendentes – ilhas baixas e cidades já regadas, como Veneza, iriam desaparecer rapidamente.

Mas quando o mundo gira para a Ásia na metade do caminho, as coisas ficam bem reais, com cidades enormes como Calcutá e Xangai desaparecendo completamente no oceano (uma população combinada de quase 19 milhões de pessoas). E basta dizer que os EUA também iriam ficar bem menor. Você pode muito bem dar um beijo de despedida na Flórida.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Inteligência artificial vence 20 advogados em teste de revisão de contratos

Aquele papo de que as máquinas substituirão os seres humanos em algumas ocupações profissionais volta e meia ganha mais força. A mais recente novidade nesse sentido é uma inteligência artificial chamada LawGeex, criada para revisar acordos de não divulgação e que acaba de superar 20 advogados em um teste de revisão de contratos.

Durante dois meses, a LawGeex e um grupo de 20 advogados avaliaram a mesma série de documentos. A avaliação acontecia em um ambiente controlado e construído para oferecer o mesmo tipo de contexto enfrentado por um profissional da área quando vai avaliar se há alguma brecha em acordos sigilosos.

Passado o período de testes, a precisão média da inteligência artificial alcançou 94%, enquanto os advogados humanos atingiram apenas 85%. Outro dado aqui é que a precisão máxima alcançada pela LawGeex ao avaliar um documento foi de 100%, enquanto o máximo que um advogado humano conseguiu foi de 97%.

IA levou apenas 26 segundos para revisar cada contrato, informa a sua criadora

E se os resultados de precisão não ficaram tão desiguais, não se pode dizer o mesmo em relação ao tempo levado por cada competidor para concluir a sua tarefa: enquanto os humanos levavam em média 92 minutos para revisar um contrato, a LawGeex fazia isso em incríveis 26 segundos.

O estudo na íntegra (em inglês) pode ser conferido neste link.

*Por Douglas Ciriaco

 

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*Fonte: tecmundo

A alma é um computador quântico conectado ao universo?

Em uma tentativa de inserir na ciência os conceitos de alma e “consciência”, os cientistas Stuart Hameroff (diretor do Centro de Estudos da Consciência na Universidade do Arizona, EUA) e Sir Roger Penrose (físico matemático da Universidade de Oxford, Inglaterra) criaram a teoria quântica da consciência, segundo a qual a alma estaria contida em pequenas estruturas (microtúbulos) no interior das células cerebrais.

Eles argumentam que nossa “consciência” não seria fruto da simples interação entre neurônios, mas sim resultado de efeitos quânticos gravitacionais sobre esses microtúbulos – teoria da “redução objetiva orquestrada”. Indo mais longe: a alma seria “parte do universo” e a morte, um “retorno” a ele (conceitos similares aos do Budismo e do Hinduísmo).
A alma e a mecânica quântica

De acordo com Hameroff, experiências de quase morte estariam relacionadas com essa natureza da alma e da consciência: quando o coração para de bater e o sangue deixa de circular, os microtúbulos perdem seu estado quântico. “A informação quântica contida neles não é destruída, não pode ser; apenas se distribui e se dissipa pelo universo”.

Se o paciente é trazido da beira da morte, essa informação volta aos microtúbulos. “Se o paciente morre, é possível que a informação quântica possa existir fora do corpo, talvez de modo indefinido, como uma alma”, acrescenta.

Embora a teoria ainda seja considerada bastante controversa na comunidade científica, Hameroff acredita que os avanços no estudo da física quântica estão começando a validá-la: tem sido demonstrado que efeitos quânticos interferem em fenômenos biológicos, como a fotossíntese e a navegação de pássaros.

Vale ressaltar que Hameroff e Penrose desenvolveram sua teoria com base no método científico de experimentação e em estudos feitos por outros cientistas, ao contrário do que ocorrem em casos de “pseudociência” em que simplesmente se acrescenta a física quântica como “ingrediente legitimador” de teorias sem fundo científico. Basta aguardar para ver se outros experimentos e estudos validam as descobertas da dupla.[Daily Mail UK].

*Por: Guilherme de Souza

 

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*Fonte: hypescience

Tesla começa a produzir em larga escala telhas que geram energia solar (e são mais baratas do que as telhas convencionais)

A telha solar da Tesla já foi testada, aprovada e agora está sendo comercializada em pequena escala em Fremont, na Califórnia. Além de resistente – Elon Musk garante que o produto dura mais de 50 anos! –, a tecnologia promete ser mais barata do que um modelo de telha comum.

Com tanto sucesso, a Tesla anunciou que a produção em larga escala da telha solar já tem endereço: Buffalo, em Nova York. Centenas de funcionários já foram contratados e as máquinas já foram instaladas em uma fábrica de 1,2 milhão de metros quadrados.

Leia também: Nada de gastar com ar-condicionado! A película que custa centavos e promete refrigerar as casas no verão (sem eletricidade)

A meta é produzir, em telhas, o equivalente à geração de 2 gigawatts/ano, apenas nesta primeira fábrica. A Tesla ainda não revelou a quantidade de vendas que já realizou do produto, mas garante que a demanda está alta. Ia curtir ter telhas solares na sua casa?

*Por Jessica Miwa

 

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*Fonte: thegreenestpost

Ciência Pesquisadores de MG criam espuma que absorve agrotóxicos dos alimentos e da água

Que o plástico é um problema ambiental seríssimo, todos sabemos. Mas suas complicações vão além da poluição e já temos até pesquisas sobre o material estar dentro do nosso corpo. Em uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG, cientistas buscavam formas sustentáveis para substituir o plástico e acabaram desenvolvendo uma espuma capaz de reconhecer e absorver herbicidas dos alimentos e da água.

A tal espuma é de poliuretano, um tipo de matéria plástica usada para criar esponjas, espumas isolantes térmicas e acústicas e até solados de calçados. A novidade foi criada a partir de resíduos da indústria petroquímica e componentes naturais, como o óleo de mamona. A combinação facilitou a interação de grupos químicos com os pesticidas e possibilitou a identificação dos agrotóxicos.
Tomate, morango, mamão papaia, goiaba, figo, uva, pera, pêssego, melão são algumas das frutas consideradas com alto nível de agrotóxicos

Tomate, morango, mamão papaia, goiaba, figo, uva, pera, pêssego, melão são algumas das frutas consideradas com alto nível de agrotóxicos

Os pesquisadores tinham a preocupação da espuma chegar a extrair os nutrientes dos alimentos, mas os testes comprovaram que o produto apenas retira os agrotóxicos sem prejudicar as propriedades nutricionais dos alimentos. “A eficiência é em torno de 90% da espuma com resíduo, e como resíduo puro chega a 95% da remoção do pesticida”, explicou Lena Braga, engenheira química e pós-doutoranda da UFMG, ao site do jornal O Tempo.

A ideia é desenvolver um filme plástico a partir do material da espuma que, ao embalar o alimento em casa ou nos supermercados, consiga detectar e retirar os pesticidas. No caso da alface, por exemplo, se a folha for colocada na água com a espuma, o pesticida não vai passar para o líquido.

A pesquisa liderada pela engenheira química Marys Lane Almeida foi publicada no Journal of Hazardous Materials, em março deste ano.

Pensando ainda em alimentação e meio ambiente, a discussão sobre a nossa saúde está em foco com os absurdos da “PL do Veneno”, Projeto de Lei 6299/02 que visa atualizar a lei dos agrotóxicos, de 1989, mudando o termo “agrotóxico” para “defensivo fitossanitário” – entre outras bizarrices que favorecem o agronegócio. A proposta é do atual ministro da agricultura, pecuária e abastecimento, Blairo Maggi, do PP – já vale ficar de olho no partido e nas ideias que não pensam mais em sua conta bancária que na nossa saúde.

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Maioria dos planetas não tem campo magnético para sustentar a vida

Temos negligenciado um fator importante na busca por vida em outros mundos, nos concentramos em temperaturas sem considerar a importância dos campos magnéticos.

Infelizmente, parece que campos magnéticos como os da Terra são muito raros, sugerindo que quase todos os planetas que encontramos são desprovidos de vida – de como conhecemos.

Marte e Vênus inicialmente tiveram muita água.

Os cientistas agora estão convencidos de que a perda de seus campos magnéticos permitiu que a radiação solar dispersasse o vapor de água de suas atmosferas. O hidrogênio escapou, tornando-os os desertos que são hoje.

Então, todos os exoplanetas que estamos encontrando dentro das “zonas habitáveis” das estrelas provavelmente são paraísos parecidos com a Terra ou terrenos infernais como Vênus?

Sarah McIntyre, estudante de doutorado da Universidade Nacional Australiana, modelou a chance de ter campos magnéticos fortes o suficiente para torná-los lugares que você gostaria de visitar.

Infelizmente, a notícia é ruim para os caronas galácticos. No Monthly Notices da Royal Astronomical Society (pré-impressão disponível no arXiv ) McIntyre relata que entre uma amostra de 496 planetas encontrados em torno de outras estrelas, apenas um tem mesmo a possibilidade de um campo magnético mais forte do que a da Terra.

A maioria não possui nenhum, ou campos muito fracos para conseguir manter uma atmosfera.

Não podemos medir diretamente os campos magnéticos de mundos além do Sistema Solar, mas acredita-se que uma fórmula baseada em fatores como o raio de um planeta, o tamanho e a densidade de seu núcleo líquido externo e constantes universais conhecidas indiquem a força do campo.

O Telescópio Espacial Kepler nos deu boas indicações dos raios dos planetas que encontrou. McIntyre disse à IFLScience que as principais características relevantes podem ser derivadas disso, juntamente com a massa planetária e a taxa de rotação.

Acredita-se que mais de 99% dos planetas da amostra de McIntyre estejam em rotação sincronizada, de modo que o planeta sempre tem a mesma face virada para a sua estrela hospedeira, como a Lua faz com a Terra, de modo que o período de rotação coincide com o tempo que levam à órbita.

Para colocar o último prego no caixão das chances desses mundos de hospedar a vida, a maioria deles orbita estrelas tipo M (anãs vermelhas), que são propensas a explosões espetaculares de radiação que significam campos ainda mais fortes do que o de nosso próprio planeta podem ser necessário para proteger qualquer água preciosa.

Outra observação que deveria ser colocada em perspectiva, é que cerca de 70% de todas as estrelas do Universo são do tipo anã. Tudo isso pode ajudar a explicar a ausência de visitantes extraterrestres e também serve como um lembrete de que nossa casa é preciosa.

McIntyre reconhece que nossos métodos de descoberta de planetas criaram uma amostra distorcida, particularmente no ”oversampling” – esse é o processo de amostragem de um sinal em uma frequência de amostragem significativamente maior do que a taxa de Nyquist – de mundos aguáticos às vezes em rotação sincronizada, e sugere que estes sejam ampliados.

O artigo contém um apelo para priorizar os planetas que provavelmente terão campos magnéticos fortes para estudos futuros, algo que McIntyre disse à IFLScience, eque não está acontecendo com as missões em andamento e planejadas.

A única exceção na amostra de McIntyre é o Kepler-186f, que orbita uma estrela do tipo K, tornando-se duplamente digno de mais investigações.

*Por Davison Filipe

 

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*Fonte: realidadesimulada

Uma nova análise genética finalmente revela a identidade de Jack, o Estripador?

Testes genéticos apontam para Aaron Kosminski, um barbeiro polonês de 23 anos e um dos principais suspeitos da polícia na época. Mas os críticos dizem que a evidência não é forte o suficiente para declarar o caso encerrado.
Uma imagem histórica da polícia descobrindo uma vítima de assassinato de Jack, o Estripador.

Os resultados vêm de um exame forense de um xale de seda manchado que os investigadores disseram ter sido encontrado ao lado do corpo mutilado de Catherine Eddowes, a quarta vítima do assassino, em 1888. O xale é salpicado com o que se diz ser sangue e sêmen. Acredita-se que seja do assassino. Quatro outras mulheres em Londres também foram assassinadas em uma onda de 3 meses e o culpado nunca foi confirmado.

Esta não é a primeira vez que Kosminski está ligado aos crimes. Mas é a primeira vez que a evidência de DNA de apoio foi publicada em um periódico revisado por pares. Os primeiros testes genéticos em amostras de xale foram realizados há vários anos por Jari Louhelainen, um bioquímico da Universidade John Moores, no Reino Unido, mas ele disse que queria esperar que o barulho diminuísse antes de apresentar os resultados. O autor Russell Edwards, que comprou o xale em 2007 e deu a Louhelainen, usou os resultados inéditos dos testes para identificar Kosminski como o assassino em um livro de 2014 chamado Naming Jack the Ripper. Mas os geneticistas reclamaram na época que era impossível avaliar as alegações porque poucos detalhes técnicos sobre a análise de amostras genéticas do xale estavam disponíveis.

O novo artigo expõe isso, até certo ponto. No que Louhelainen e seu colega David Miller, um especialista em reprodução e esperma na Universidade de Leeds, no Reino Unido, afirmam ser “a análise genética mais sistemática e avançada até agora em relação aos assassinatos de Jack, o Estripador”, eles descrevem. Os testes compararam fragmentos de DNA mitocondrial – a porção do DNA herdada apenas da mãe – recuperados do xale com amostras retiradas de descendentes vivos de Eddowes e Kosminski. O DNA coincide com o de um parente vivo do Kosminki , eles concluem no Journal of Forensic Sciences .

A análise também sugere que o assassino tinha cabelos castanhos e olhos castanhos, o que concorda com as evidências de uma testemunha ocular. “Essas características certamente não são únicas”, admitem os autores em seu artigo. Mas os olhos azuis são agora mais comuns do que marrons na Inglaterra, observam os pesquisadores.

É improvável que os resultados satisfaçam os críticos. Detalhes importantes sobre as variantes genéticas específicas identificadas e comparadas entre as amostras de DNA não estão incluídos no artigo.

Os autores afirmam em seu artigo que o Data Protection Act, uma lei do Reino Unido destinada a proteger a privacidade dos indivíduos, os impede de publicar as sequências genéticas dos parentes vivos de Eddowes e Kosminski. O gráfico do artigo, dizem eles, é mais fácil para os não-cientistas entenderem, especialmente “os interessados ​​no verdadeiro crime”.

Walther Parson, um cientista forense do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Innsbruck, na Áustria, diz que as sequências de DNA mitocondrial não representam risco de privacidade e os autores deveriam tê-las incluído no artigo. “Caso contrário, o leitor não pode julgar o resultado. Eu me pergunto para onde a ciência e a pesquisa estão indo quando começamos a evitar mostrar resultados.”

Hansi Weissensteiner, especialista em DNA mitocondrial também em Innsbruck, também discorda da análise do DNA mitocondrial, que, segundo ele, só pode mostrar com segurança que pessoas – ou duas amostras de DNA – não estão relacionadas. “Com base no DNA mitocondrial, só se pode excluir um suspeito”. Em outras palavras, o DNA mitocondrial do xale pode ser de Kosminski, mas provavelmente também pode ter vindo de milhares de pessoas que moravam em Londres na época.

Outros críticos da teoria de Kosminsky apontaram que não há evidência de que o xale estivesse na cena do crime. Também poderia ter sido contaminado ao longo dos anos, dizem eles.

Os novos testes não são a primeira tentativa de identificar Jack, o Estripador, do DNA. Vários anos atrás, a autora norte-americana de crimes Patricia Cornwell pediu a outros cientistas que analisassem qualquer DNA em amostras retiradas de cartas supostamente enviadas pelo serial killer para a polícia. Com base nessa análise de DNA e em outras pistas, ela disse que o assassino era o pintor Walter Sickert, embora muitos especialistas acreditem que essas letras sejam falsas. Outra análise genética das cartas dizia que o assassino poderia ser uma mulher. [Science]

 

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*Fonte: socientifica

A tecnologia que promete remover CO2 do ar e transformar em pó

Uma tecnologia que retira dióxido de carbono do ar está recebendo investimento de algumas das maiores empresas de combustível fóssil do mundo.

A Carbon Engineering, de British Columbia, no Canadá, afirma que consegue “capturar” CO2 da atmosfera de maneira eficiente e econômica.

A empresa recebeu US$ 68 milhões em investimentos da Chevron, da Occidental e da gigante de extração mineral BHP.

Mas ambientalistas temem que essa tecnologia seja usada para extrair volumes ainda maiores de petróleo.

Diante das metas internacionais de redução de gases do efeito estufa, várias empresas entraram na corrida por uma tecnologia capaz de reduzir o dióxido de carbono do ar. A empresa suíça Climeworks, por exemplo, já atua capturando CO2 do ar para usar na produção de vegetais.

Já a Carbon Engineering diz que é capaz de capturar gás carbônico do ar por menos de US$ 100 a tonelada.

O desenvolvimento de tecnologia para a remoção de dióxido de carbono passou a receber apoio da comunidade científica, depois que o último relatório do Painel Internacional de Mudança Climática defendeu a medida como forma de atingir a meta de manter em 1,5 grau Celsius o aumento da temperatura terrestre neste século.

Com os investimentos que recebeu de empresas de extração de óleo e minério, a Carbon Engineering diz que conseguirá construir a estrutura física para abrigar equipamentos de escala industrial voltados à limpeza de CO2 do ar.

Essas plantas de captura de gases poluentes seriam capazes de retirar até um milhão de toneladas de CO2 da atmosfera a cada ano.

Como o sistema funciona?

O CO2 é um poderoso gás causador do aquecimento global, mas não há muito dele na atmosfera- para cada milhão de moléculas de ar, há 410 de CO2.

Ao mesmo tempo em que o CO2 ajuda a aumentar a temperatura da Terra, a sua baixa concentração dificulta o desenvolvimento de equipamentos capazes de capturar esse gás.

O processo desenvolvido pela Carbon Engineering envolve sugar o ar e o expor a uma solução química que concentra o CO2. Processos adicionais de refinamento fazem com que o gás seja purificado de modo a ser armazenado e, posteriormente, utilizado como um combustível líquido.

Isso exige combinações químicas complexas?

Sim.

As instalações da Carbon Engineering contam com uma espécie de turbina no meio do teto, que captura ar da atmosfera.

Esse ar entra em contato com uma solução química de hidróxido. Alguns hidróxidos reagem com o dióxido de carbono, formando uma solução de carbonato.

Essa mistura é, então, tratada com hidróxido de cálcio para assumir uma forma sólida.

As partículas de carbonato de cálcio são, então, submetidas a temperaturas de até 900 graus Celsius e se decompõem formando uma corrente de CO2 e óxido de cálcio.

Esse líquido que contém CO2 passa, em seguida, por uma limpeza para remover impurezas da água.

“A chave para esse processo é a concentração do CO2”, diz Jenny McCahill, da Carbon Engineering.

“Podemos armazenar o CO2 em pó ou combiná-lo com hidrogênio para formar hidrocarbonetos ou metanol.”

É mesmo possível fazer combustível líquido com CO2?

Sim. É um processo complexo, mas que pode ser feito.

O CO2 capturado da atmosfera é misturado com hidrogênio. Ele passa, então, por um catalisador a 900 graus Celsius, para formar monóxido de carbono.

Quando é acrescentado mais hidrogênio, o monóxido de carbono se torna gás sintético. Finalmente, esse gás é transformado em combustível sintético bruto. A Carbon Engineering diz que essa substância pode ser usada para mover diferentes tipos de motores, sem ter de passar por modificações.

“O combustível que produzimos não tem enxofre em sua composição. A queima, portanto, é mais limpa que a de combustíveis tradicionais,” diz McCahill.

“Ele pode ser usado por caminhão, carro ou aeronave.”

Por que empresas de combustível fóssil estão investindo nesse processo?

CO2 pode ser usado para extrair os últimos depósitos de óleo em poços que já ultrapassaram o período de alta produtividade.

Estima-se que a utilização de CO2 pode resultar numa extração extra de 30% de petróleo, com o benefício adicional de que, nesse processo, o dióxido de carbono fica retido permanentemente no solo.

“A tecnologia da Carbon Engeneering tem a capacidade de capturar e prover volumes elevados de CO2 atmosférico”, diz o vice-presidente da Occidental Petroleum, Richard Jackson, num comunicado.

“Ao garantir a captura e reutilização de CO2 em larga escala, essa tecnologia complementa os negócios da Occidental na extração de petróleo.”

Outro investidor da Carbon Engineering é a BHP, mais conhecida pelas atividades de extração mineral e carvão.

“A realidade é que combustíveis fósseis vão continuar por aí por algumas décadas, seja em processos industriais seja para uso em transportes”, disse Fiona Wild, diretora de mudanças climáticas e sustentabilidade da BHP.

“O que precisamos é investir em tecnologias capazes de reduzir as emissões nesses processos. Por isso estamos focando na captura e armazenamento de dióxido de carbono.”

Como ambientalistas reagiram aos planos da Carbon Engineering?

Alguns ativistas da área ambiental estão otimistas com essa tecnologia de captura de carbono do ar, mas outros temem que ela seja usada para prolongar a era do combustível fóssil.

“É uma grande preocupação”, disse Tzeporah Berman, diretora internacional da ONG Stand, que atua na defesa do meio-ambiente.

“Precisamos trabalhar em conjunto para encontrar uma maneira de abandonar por completo os combustíveis fósseis. (A captura de CO2) Nos traz a falsa esperança de que podemos continuar a produzir e queimar combustíveis fósseis, para depois a tecnologia consertar a situação. Já passamos desse ponto.”

Outros ambientalistas temem que essa tecnologia de captura de CO2 estimule as pessoas a acharem que não precisam mais reduzir suas próprias emissões de carbono.

“Acho que há um perigo real de que as pessoas enxerguem essa tecnologia como uma solução mágica e passem a se preocupar menos em cortar suas emissões de carbono”, diz Shakti Ramkumar, estudante da Universidade de British Columbia.

“Temos a responsabilidade moral de reduzir nosso consumo em larga escala. Precisamos refletir profundamente sobre onde e como vivemos nossas vidas.”

Essa tecnologia é a ‘solução mágica’ contra o aquecimento global?

É impossível dizer se a ideia da Carbon Engineering fará grande diferença na luta contra as mudanças climáticas.

A empresa acredita que suas máquinas de captura de CO2 podem se tornar tão comuns quanto as plantas de tratamento de água- prestando um serviço valioso, embora pouco notado pelo público em geral.
Image caption CEO da Carbon Engineering, Steve Oldham; a empresa diz que dinheiro das grandes petroleiras é bem recebido como investimento na nova tecnologia

Por enquanto, a companhia conseguiu dinheiro suficiente para construir a infraestrutura para sequestrar carbono do ar por menos de US$ 100 a tonelada.

Mas, será que com esses grandes investimentos da indústria de petróleo, o foco dos esforços em capturar CO2 não será direcionado à produção de mais combustível fóssil em vez de se direcionar ao controle das mudanças climáticas?

A Carbon Engineering diz que governos preocupados em reduzir gases do efeito estufa poderiam investir na tecnologia. Enquanto isso, a companhia diz que aceita de bom grado recursos da indústria energética, já que a procura por essa tecnologia é alta.

Mas, afinal de contas, as descobertas da Carbon Engineering são a “bala de prata” no controle de gases poluentes?

“Eu nunca diria a ninguém que devemos apostar todas as fichas numa mesma opção”, diz o CEO da Carbon Engineering, Steve Oldham.

“Mas é positivo o fato de que temos a tecnologia pronta, disponível, preparada para ser usada e sem efeitos colaterais químicos.”

*Por Matt McGrath

 

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*Fonte: bbc-brasil

Drones Sacrificed for Spectacular Volcano Video | National Geographic

Não é nem preciso explicar que se aproximar muito da cratera de um vulcão ativo pode ser algo extremamente perigoso, não é mesmo? Pois, no vídeo acima, vemos um time de pesquisadores e fotógrafos da National Geografic usaram vários drones para fotografar, filmar e documentar a atividade de um vulcão na ilha de Vanuatu – e acabaram sacrificando equipamentos no processo.

 

Japão exige controle mais rigoroso sobre robôs assassinos da Inteligência Artificial

O Japão pedirá regulamentações mais rígidas sobre “robôs assassinos” durante uma convenção da ONU nesta semana. Tóquio anunciou sua intenção de levantar a questão das regras internacionais sobre armas letais equipadas com inteligência artificial (IA) no início deste mês.

A nação insular está preocupada com a possibilidade de que máquinas autônomas possam iniciar guerras, causar acidentes fatais e ter a decisão final sobre quem pode viver ou morrer, disseram fontes. A Convenção da ONU sobre Certas Armas Convencionais (CCW, Certain Conventional Weapons) está programada de 25 a 29 de março em Genebra.

Japão vai liderar discussão sobre robôs assassinos

O Japão quer assumir uma posição de liderança na discussão em torno da introdução de leis internacionais. Armas com IA incorporada têm o potencial de causar dano ou alvo de forma autônoma sem controle humano. Algumas armas de IA têm a capacidade de decidir matar com base em sua programação.

“Assim como a pólvora e as armas nucleares mudaram a forma como as guerras foram conduzidas no passado, a inteligência artificial poderia alterar fundamentalmente o curso das guerras futuras”, disse o ministro das Relações Exteriores, Taro Kono, em uma sessão da Diet no dia 28 de janeiro.

Vários países, incluindo Rússia, China e Estados Unidos, estão atualmente desenvolvendo “sistemas letais de armas autônomas” (LAWS). Muitos grupos internacionais pediram a proibição total de tais armas. Os oponentes do LAWS dizem que a decisão de tirar uma vida humana não deve ser colocada nas mãos da AI.

O uso de LAWS daria às nações uma vantagem em combate, pois elas poderiam ser implantadas sem qualquer risco para as tropas humanas. Muitas preocupações de que a programação tendenciosa levaria a mortes acidentais.

O Japão indicou que quer que os participantes da convenção discutam como os seres humanos podem manter o controle sobre o uso de LAWS e quais práticas podem ser postas em prática para limitar totalmente o potencial de conflito armado.

Uma coalizão de países latino-americanos tem procurado proibir o LAWS, mas países maiores como os Estados Unidos e a Rússia dizem que tal proibição é muito cedo no ciclo de vida da tecnologia. O próprio Japão não tem planos de produzir LAWS.

“Não pretendemos desenvolver nenhuma arma letal que seja completamente autônoma e funcione sem controle humano”, disse o primeiro-ministro, Shinzo Abe.

Líderes das empresas de tecnologia estão preocupados

O governo japonês confirmou que eles têm planos para pesquisar e desenvolver IA ou equipamentos não tripulados para garantir a segurança e reduzir o peso das Forças de Autodefesa. Não são apenas os estados-nação que estão preocupados com o desenvolvimento de armas de inteligência artificial.

O CEO da SpaceX, Elon Musk, expressou anteriormente sua preocupação com a tecnologia em rápido desenvolvimento. Musk fazia parte do grupo que enviou uma carta aberta à ONU no ano passado, pedindo-lhes que agissem agora sobre a regulamentação da IA ​​antes que fosse tarde demais.

A carta aberta que foi assinada por outras grandes figuras de tecnologia e ciência, como Stephen Hawking. O grupo escreve: “Uma vez desenvolvidas, as armas autônomas letais permitirão que os conflitos armados sejam travados em uma escala maior do que nunca, e em escalas de tempo mais rápidas do que os humanos possam compreender. Estas podem ser armas de terror, terroristas usarem contra populações inocentes e armas hackeadas para se comportarem de maneiras indesejáveis. Nós não temos muito tempo para agir. Uma vez que esta caixa de Pandora é aberta, será difícil fechar.”

*Por Ademilson Ramos

 

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*Fonte: engenhariae

IA Futura pode se vingar de como as tratamos agora

Nicholas Agar, um especialista em ética da Universidade Victoria Wellington, dá um aviso: a IA futura pode se vingar das pessoas pelo jeito que tratamos os robôs atualmente.

“Talvez nosso comportamento em relação à IA que não sente hoje deva ser impulsionado pela maneira como esperamos que as pessoas se comportem em relação a qualquer IA senciente futura que possa sentir, que possa sofrer”, escreveu Agar em um ensaio para o The Conversation publicado na terça-feira. “Como poderíamos esperar que as futuras máquinas sencientes reajam a nós?”

Diversos produtos da ficção científica, de livros a filmes como “Westworld”, “Exterminador do Futuro” e “Blade Runner”, retratam como a resposta desses robôs podem ser agressivas por os tratarmos mal no passado.

De acordo com Agar, portanto, devemos parar de xingar a Alexa ou sistemas que nos ouvem e nos atendem.

“Se vamos fazer máquinas com capacidades psicológicas humanas, devemos nos preparar para a possibilidade de que elas se tornem conscientes”, escreveu Agar. “Então, como elas vão reagir ao nosso comportamento em relação a elas?”

Essa questão levanta um discussão de como os humanos tratam outros seres (e até eles mesmos).

Algumas pessoas que defendem bordéis de robôs, po exemplo, dizem que as pessoas com tendências violentas podem agir com seus impulsos sem ferir ninguém. Outros acreditam que isso pode dar um gosto por violência que essa gente busca em pessoas reais.

Agar compara a situação com o fato dos seres humanos matarem por pele ou recursos, como o marfim dos chifres de espécies ameaçadas. As pessoas têm tendências de agir violentamente em relação aos seus inferiores.

“Os animais não podem se vingar”, argumentou ele. “Mas as máquinas sencientes podem”.

*Por Flávio Croffi

 

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*Fonte: geekness

World Wide Web completa 30 anos e seu criador está preocupado

Em 12 de março de 1989, Sir Tim Berners-Lee apresentou a proposta de criar a World Wide Web. 30 anos após esse acontecimento, em um momento no qual a internet já é usada por boa parte da população mundial, o cientista reflete sobre assuntos que o inquietam, como o uso de linguagem abusiva e o comportamento criminoso online. “Estou muito preocupado com a proliferação de desinformação e a sordidez”, disse ele à BBC.

Berners-Lee citou o caso da Cambridge Analytica (empresa britânica acusada de usar, para fins políticos, informações privadas de 87 milhões de usuários do Facebook). Para ele, a situação teria servido como alerta de como pode ocorrer a manipulação de dados de milhares de usuários. “Quando o escândalo da Cambridge Analytica veio à tona, as pessoas perceberam que as eleições foram manipuladas com dados que elas forneceram”, afirmou.

Segundo o britânico, muitas notícias relatam como a internet é mal utilizada e como a rede pode ser um grande espaço para golpistas. “Ao mesmo tempo que a web foi criando oportunidades, dando voz aos grupos marginalizados e facilitando nossas vidas diárias, também criou oportunidades para golpistas, dando voz àqueles que espalham o ódio e tornando mais fácil a perpetração de todos os tipos de crime”, contou em uma carta aberta.

No texto, Berners-Lee identificou três principais “recursos disfuncionais” que têm afetado a web: intenções maliciosas e deliberadas, design de sistemas que criam incentivos perversos e consequências negativas não intencionais do design benevolente.

O primeiro, ele diz, resultaria em problemas como invasões e ataques patrocinados pelo Estado, além de comportamento criminoso e assédio on-line. O segundo indica modelos de receita baseados em anúncios que compensam financeiramente o clique e a disseminação viral da desinformação. Já sobre o terceiro, o cientista aponta exemplos como o tom ultrajado e polarizado e a qualidade do discurso on-line.

Apesar do cenário negativo, Berners-Lee aponta na sua carta que acredita ser possível encontrar soluções para combater violações de dados, hacking e desinformação. Para corrigir isso, ele defende que temos que nos unir como uma comunidade global da web.

O físico e cientista da computação cita novas legislações e sistemas que limitariam atitudes comportamentais ruins, como o projeto Contract for the Web (Contrato para a Rede). Ele ajudou a lançar a ação na Web Summit de 2018 – uma conferência que reuniu governos, empresas e cidadãos para se estabelecer normas, leis e padrões claros que sustentem a web.

Confira abaixo o texto de Sir Tim Berners-Lee na íntegra:

“Hoje, 30 anos depois de minha proposta original para um sistema de gerenciamento de informações, metade do mundo está on-line. É o momento para celebrar o quão longe chegamos, mas também uma oportunidade para refletir sobre até onde temos de ir ainda.

A web se transformou em praça pública, biblioteca, consultório médico, loja, escola, estúdio de design, escritório, cinema, banco e muito mais. É claro que com cada novo recurso, cada novo site, a divisão entre os que estão on-line e os que não estão vai aumentando, tornando ainda mais imperativo fazer da web um local disponível para todo o mundo.

E ao mesmo tempo que a web foi criando oportunidades, dando voz a grupos marginalizados e facilitando nossas vidas diárias, também criou oportunidades para golpistas, dando voz àqueles que espalham o ódio e tornando mais fácil a perpetração de todos os tipos de crime.

Tendo em conta o pano de fundo das notícias que relatam como a web é mal utilizada, é compreensível que muitas pessoas sintam medo e insegurança, e se questionem se a web é realmente uma força do bem. Mas vendo o quanto ela mudou nos últimos 30 anos, seria derrotista e pouco imaginativo presumir que a web como a conhecemos não pode ser modificada para melhor nos próximos 30 anos. Se desistirmos agora de construir uma web melhor, então a web não terá falhado conosco. Nós teremos falhado para com a web.

Para resolver qualquer problema, devemos começar por delineá-lo e compreendê-lo claramente. De um modo extenso, posso ver três fontes de disfunção que afetam a web de hoje:

– Intenções maliciosas e deliberadas, como invasões e ataques patrocinados pelo Estado, comportamento criminoso e assédio on-line.
– Design de sistemas que criam incentivos perversos em que o valor do usuário é sacrificado, como modelos de receita baseados em anúncios que recompensam comercialmente o isco para o clique e a disseminação viral da desinformação.
– Consequências negativas não intencionais do design benevolente, como o tom ultrajado e polarizado e a qualidade do discurso on-line.

Embora a primeira categoria seja impossível de erradicar completamente, podemos criar leis e códigos para minimizar esse comportamento, tal como sempre fizemos off-line. A segunda categoria nos obriga a redesenhar os sistemas, de forma a mudar os incentivos. E a categoria final exige pesquisas para entender os sistemas existentes e modelar novos possíveis, ou ajustar os que já temos.

Você não pode culpar apenas um governo, uma rede social ou o espírito humano. Narrativas simplistas correm o risco de esgotar nossa energia ao perseguirmos os sintomas desses problemas, em vez de nos concentrarmos em suas causas. Para corrigir isso, precisamos nos unir como uma comunidade global da web.

Em momentos cruciais, gerações antes de nós se juntaram para trabalhar juntas para um futuro melhor. Com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, diversos grupos de pessoas puderam entrar em acordo quanto a princípios essenciais. Com a Lei do Mar e o Tratado do Espaço Exterior, preservamos novas fronteiras para o bem comum. Também agora, à medida que a web vai reformulando nosso mundo, temos a responsabilidade de garantir que ela seja reconhecida como um direito humano e construída para o bem público. É por isso que a Web Foundation está trabalhando com governos, empresas e cidadãos para construir um novo Contrato para a Web.

Esse contrato foi lançado em Lisboa, na Web Summit, reunindo um grupo de pessoas que concordam que precisamos estabelecer normas, leis e padrões claros que sustentem a web. Aqueles que o apoiam, se reveem em seus princípios iniciais e, juntos, estão elaborando os compromissos específicos em cada área. Não deve ser um só grupo a fazer isso sozinho e todos os comentários serão bem-vindos. Governos, empresas e cidadãos estão contribuindo, e nosso objetivo é ter um resultado ainda este ano.

Os governos devem traduzir leis e regulamentos para a era digital. Eles devem garantir que os mercados permaneçam competitivos, inovadores e abertos. E eles têm a responsabilidade de proteger os direitos e liberdades das pessoas on-line. Precisamos de defensores de uma web aberta dentro do governo – funcionários públicos e autoridades eleitas que agirão quando os interesses do setor privado ameaçarem o bem público e se levantarão para proteger a rede aberta.

As empresas devem fazer mais para garantir que sua busca por lucros a curto prazo não aconteça às custas dos direitos humanos, da democracia, dos fatos científicos ou da segurança pública. Plataformas e produtos devem ser projetados tendo em mente a privacidade, diversidade e segurança. Nesse ano, vimos vários funcionários do mundo da tecnologia levantarem suas vozes e exigirem melhores práticas de negócios. Precisamos encorajar esse espírito.

E o mais importante de tudo é que os cidadãos responsabilizem as empresas e os governos pelos compromissos que assumem e exijam que ambos respeitem a web como uma comunidade global, cujo núcleo assenta nos cidadãos. Se nós não elegermos políticos que defendam uma web livre e aberta, se não fizermos nossa parte para promover conversas construtivas e saudáveis on-line, se continuarmos clicando em consentimentos sem exigir que nossos direitos sobre os dados sejam respeitados, nos afastaremos de nossa responsabilidade de colocar essas questões na agenda prioritária de nossos governos.

A luta pela web é uma das causas mais importantes do nosso tempo. Hoje, metade do mundo está on-line. É mais urgente do que nunca garantir que a outra metade não seja deixada para trás, off-line, e que todos contribuam para uma web que impulsione a igualdade, a oportunidade e a criatividade.

O Contrato para a Web não deve ser uma lista de soluções rápidas, mas um processo que sinalize uma mudança na forma como entendemos nosso relacionamento com nossa comunidade on-line. Deve ser claro o suficiente para atuar como uma estrela-guia para o caminho a seguir, mas flexível o suficiente para se adaptar ao ritmo acelerado de mudança na tecnologia. É a nossa jornada da adolescência digital para um futuro mais maduro, responsável e inclusivo.

A web é para todos e, coletivamente, temos o poder de mudá-la. Não será fácil. Mas se sonharmos um pouco e trabalharmos muito, podemos conseguir a web que queremos”.

*Por: Sir Tim Berners-Lee

 

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*Fonte: revistagalileu