Drone com sementes inteligentes refloresta 1.200 hectares em 5 horas

Um drone com sementes inteligentes está sendo usado para ajudar no reflorestamento de forma rápida, prática e eficaz.

A ótima ideia, diante do desmatamento maciço, está sendo colocada em prática pelo empresário espanhol Juan Carlos Sesma.

O aparelho voador dele é capaz reflorestar 100 mil árvores em apenas 5 horas. O empresário já fez isso em 1.200 hectares de um parque em Guadalajara.

“Estamos diante de um método eficiente para criar ecossistemas, através da criação em série, como se fosse uma fábrica de automóveis”, diz Sesma

Como

Juan Carlos Sesma usa uma seleção de sementes ‘iseed’, ou semente inteligente, que é introduzida em uma cápsula biodegradável.

Ela tem todos os elementos para torná-la viável em sua primeira fase de crescimento, a mais crítica, mas com 80% de chance de sucesso.

Mas não é tão simples como parece. Primeiro é feita uma análise.

O protagonista desta fase executa o projeto mais eficiente, otimizando todas as variáveis em seu banco de dados usando algoritmos para que o futuro ecossistema seja o mais completo, harmonioso e sustentável possível.

O Big Data está presente durante todo o processo antes do plantio. Ele é responsável por escolher o mais adequado para a criação de ecossistemas de sementes nativas.

Com as variáveis escolhidas e as sementes inteligentes criadas, o drone de CO2 entra em ação.

Drone em ação

Com ele é possível que uma zona afetada por um incêndio se recupere completamente.

“Este tem um mini-depósito anexado que lança a iseed, contando com os parâmetros estabelecidos pelo Big Data”, explica Sesma.

Outro ponto a favor da incorporação de drones no trabalho de reflorestamento é que as sementes liberadas podem alcançar lugares que não são facilmente acessíveis pelos humanos.

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*Fonte: sonoticiaboa

Em 2 meses, cientista despoluiu lagoa por completo usando nanotecnologia

Em 2010, o cientista Marino Morikawa deu início a um ambicioso projeto em prol do meio ambiente: a despoluição da lagoa El Cascajo, no Peru, que havia sido transformada em depósito ilegal de lixo.

Após realizar análise aquática da região e contar com a ajuda da comunidade para trabalhos manuais de retirada de resíduos, Morikawa apostou na ciência e, usando a nanotecnologia, criou bombas e biofiltros que despoluíram a lagoa em apenas 2 meses.

Para colocar o projeto em prática, o pesquisador inventou um dispositivo que gera nanobolhas, invisíveis a olho nu, que capturam e eliminam as bactérias que poluem a água. Sua experiência ganhou destaque até em palestras do TEDx Talks.

A redução de contaminantes e matéria orgânica que roubavam o oxigênio da água da lagoa foi tão drástica que, em sete meses, peixes e aves já começaram a voltar ao local, antes abandonado pelos animais.

*Por Paulo Nobuo

 

 

 

 

 

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*Fonte: wix

Confira todos os eventos astronômicos que irão ocorrer no ano de 2019

Não é novidade que o céu nos dá grandes surpresas e shows únicos a cada ano, revelando suas preciosas estrelas, planetas e chuvas de meteoros.

No entanto, às vezes, não sabemos quando esses fenômenos costumam acontecer, portanto, temos para você uma lista dos eventos deste 2019 que você não pode perder. Você precisa apenas estar muito atento às datas e escolher a pessoa com quem você gostaria de olhar para elas.

Então, se você é um amante da astronomia, tome nota deste calendário de 2019 que fizemos para você:

As Quadrantidas – 1 a 5 de janeiro

• Essa chuva de meteoros terá seu ponto de auge em 3 de janeiro. Depois da meia noite é quando você pode observar melhor e se divertir.

Vênus em seu maior elongação ocidental – 6 de janeiro

• Este dia pela manhã será ideal para observar o planeta a olho nu.

Eclipse Solar Parcial – 6 de janeiro

• Poderá ser visto em algumas partes da Ásia e no norte do Oceano Pacífico, mas o melhor ponto para vê-lo será na Rússia, porque terá 62% de cobertura.

Super Lua – 21 de janeiro

• Será a primeira das três superluas que ocorrerão em 2019. A Lua estará mais próxima da Terra e poderá ser vista muito maior e maravilhosa.

Eclipse Total da Lua

• Será melhor observado na América do Norte e na América do Sul.

Super Lua – 19 de fevereiro

• Esta será a segunda super lua de 2019.

Mércurio em sua maior elongação oriental – 27 de fevereiro

• O planeta estará mais perto e ficará muito melhor de se observar á tarde, quando o Sol estiver se pondo.

Super Lua – 21 de março

• Esta será a última das superluas e o satélite poderá ser observado com grande esplendor.

Mercúrio em sua maior elongação ocidental – 11 de abril

• O planeta poderá ser observado como nunca antes no amanhecer.

Líridas – 16 a 25 de abril

• A chuva de meteoros poderá ser vista em toda sua beleza na noite do dia 22 e na manhã do dia 23 de abril.

Eta Aquáridas – 19 a 28 de maio

• Você poderá observar esta chuva muito melhor do hemisfério sul e seu pico a partir de 6 e 7 de maio à noite.

Lua Azul – 18 de maio

• Por estação, são três luas cheias, mas como ocorrem a cada menos de 30 dias, são quatro luas cheias. A lua extra é conhecida como a “lua azul” e ocorre aproximadamente a cada dois anos e meio.

Júpiter na oposição – 10 de junho

• Estará mais perto da Terra e será iluminado pelo sol, então o céu estará mais brilhante. Com um telescópio você pode ver facilmente e até mesmo algumas de suas luas.

Mércurio em sua maior elongação oriental – 23 de junho

• O planeta pode ser observado melhor e mais perto, escondendo o sol.

Eclipse solar total – 2 de julho

• Pode ser visto principalmente no Chile e na Argentina e no resto da América do Sul será visto com menos intensidade.

Saturno na oposição – 9 de julho

• Estará mais perto da Terra e poderá ser visto com binóculos ou um pequeno telescópio, até seus anéis poderão ser observados.

Eclipse lunar parcial – 16 de julho

• Pode ser visto na Europa, Ásia Central, África e no Oceano Índico.

Delta Aquaridas- 12 de julho a 23 de agosto

• Ainda que poderá ser observada em todo este tempo, será possível ver melhor os dias 28 e 29 de julho.

Mercúrio em sua maior elongação ocidental – 9 de agosto

• Antes do amanhecer poderá o ver como nunca.

Perseidas – 17 de julho a 24 de agosto

• Considerada uma das melhores chuvas de meteoros, ela poderá ser observada melhor entre os dias 12 e 13 de agosto.

Netuno em oposição – 9 de setembro

• Ele só pode ser observado como um ponto azul, exceto nos telescópios mais poderosos.

Dracónidas – 6 á 10 de outubro

• Embora seja uma pequena chuva de meteoros, atingirá o pico em 8 de outubro, mas ficará melhor em áreas distantes da cidade.

Mércurio em sua maior elongação oriental – 20 de outubro

• O planeta será visto muito melhor à tarde quando o sol se pôr.

Orionidas – 2 de outubro a 7 de novembro

• Pode ser visto melhor entre 21 e 22 de outubro.

Urano na oposição – 27 de outubro

• Estará mais perto da Terra e muito brilhante, mas só pode ser visto através dos telescópios mais poderosos para capturar detalhes.

Táuridas – 7 de setembro a 10 de dezembro

• Sendo uma das menores, ela só ser vista longe da cidade e chegará ao seu pico no dia 5 de novembro.

Trânsito de Mercúrio através do Sol – 11 de novembro

• Este evento será visto até 2039, o planeta vai passar entre a Terra eo Sol, você poderá observar seu disco com um telescópio e protetor solar, será melhor visto dos Estados Unidos, América Central e América do Sul.

Leonidas 6 a 30 de novembro

• Esta chuva atingirá o pico na noite de 17 e amanhã de 18 de novembro.

Mercúrio em seu maior alongamento ocidental – 28 de novembro

• O planeta pode ser observado como nunca antes no amanhecer.

Gemínidas – 7 a 17 de dezembro

• É conhecido como a melhor chuva de meteoros e atingirá o pico nos dias 13 e 14 de dezembro.

Úrsidas – 17 a 25 de dezembro

• Será melhor observar em 21 e 22 de dezembro em um lugar escuro e remoto.

Eclipse Solar Anular – 26 de dezembro

• Quando a Lua está muito longe para cobrir o Sol, um anel permanece brilhando do lado de fora. Isso vai começar na Arábia Saudita se movendo em direção ao Oceano Pacífico.

Esses serão os eventos astronômicos mais badalados do ano de 2019. E aí, está ansioso para algum deles? Não esqueça de deixar o seu comentário e compartilhar com os seus amigos. Lembrando que transmitiremos aqui em nossa página, alguns desses eventos! 🙂

*Por: Luighi Feodrippe

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*Fonte: fiquesabendo

4 inovações tecnológicas que deixarão seu computador ainda mais rápido

Nos últimos 50 anos, uma previsão de Gordon Moore, um dos fundadores da empresa de tecnologia Intel, dedicada à fabricação de microprocessadores para computadores, está se cumprindo.

Em 1965, o engenheiro disse que, a cada 18 meses, os microprocessadores se tornariam duas vezes mais rápidos, usando metade da energia e teriam metade do tamanho atual.

Pouco depois, ele ajustou o cálculo dizendo que levaria 24 meses e não 18. Foi assim que nasceu a chamada “Lei de Moore”.

O empreendedor chegou a essa hipótese empiricamente, confirmada com a passagem do tempo.

Além de afirmar que a capacidade de processamento por computadores aumentaria exponencialmente, Moore previu que, ao mesmo tempo, o custo de fabricação dos componentes envolvidos diminuiria.

Mas há um problema.

O que pode conter o aumento exponencial

A Lei de Moore acertou ao enxergar que os computadores funcionariam mais e mais rapidamente ao longo dos anos. No entanto, essa progressão tem um limite.

Os transistores (componentes eletrônicos que fazem parte dos circuitos dos microprocessadores e amplificam os sinais elétricos) se tornaram menores com o passar do tempo, mas chegará um momento em que seu tamanho não poderá continuar diminuindo.

Se forem pequenos demais, não poderão funcionar adequadamente. Os elétrons começariam a pular e a chegar a lugares onde não deveriam.

Por outro lado, se são colocados muitos elétrons para que o computador funcione mais rápido, há o risco de que o chip queime.

Os fabricantes de chips estão há muitos anos cientes destas dificuldades à vista. Tanto que tornou-se tão difícil e caro acompanhar o ritmo da Lei de Moore, que muitas empresas do ramo jogaram a toalha.

Isso não significa, no entanto, que a batalha esteja perdida.

A BBC resumiu algumas inovações tecnológicas que devem resolver o problema.

1. A via quântica

Em vez de usar bits (na computação tradicional, trata-se da unidade que alterna “um” e “zero” em sequências longas), a tecnologia quântica trabalha com blocos chamados qubits, ou bits quânticos. Eles usam as propriedades quase mágicas das partículas subatômicas.

Elétrons ou fótons, por exemplo, podem estar em dois estados ao mesmo tempo – um fenômeno chamado superposição. Como resultado, um computador de qubit pode fazer cálculos muito mais rapidamente que um computador convencional.

Seria como se uma pessoa fosse capaz de percorrer cada um dos vários caminhos de um labirinto muito complexo ao mesmo tempo, como alguns cientistas preferem exemplificar a computação quântica.

Os qubits também podem influenciar uns aos outros, mesmo quando não estão fisicamente conectados, um processo chamado “entrelaçamento”. Em termos computacionais, isso lhes dá a capacidade de fazer saltos lógicos que os computadores convencionais jamais conseguiriam.

2. Os processadores de grafeno

Materiais exóticos com potencial para serem usados na eletrônica têm sido progressivamente descobertos.

Um deles é o grafeno, composto por moléculas de carbono e 40 vezes mais resistente que o diamante. Este material é um forte candidato para substituir os chips de silício, porque é ótimo como condutor de eletricidade.

As universidades americanas já fizeram experimentos em que transistores de grafeno trabalharam mil vezes mais rápido que os transistores de silício usados hoje.

Tendo menos resistência elétrica, a velocidade dos processadores de grafeno pode ser aumentada na casa dos milhares e, mesmo assim, usar menos energia do que a tecnologia convencional.

3. O memristor

Trata-se de um componente eletrônico hipotético concebido por Leon Chua, um teórico dos circuitos, no início dos anos 70.

A lógica da proposta? Esse componente gravaria o fluxo de corrente elétrica que circulou, e a resistência se adaptaria a essa memória.

Se organizados da maneira correta, os memristors poderiam substituir os transistores.

E como mais memristors podem ser inseridos em um chip do que os transistores, o computador trabalharia mais rápido e teria mais capacidade de armazenamento com eles.

4. Os chips vivos

Muitos estão trabalhando na construção de computadores inspirados no funcionamento do cérebro.

O projeto Cérebro Humano, por exemplo, é financiado pela União Europeia e dedica-se à pesquisa de novos algoritmos que podem replicar o funcionamento do cérebro.

Mas há alguns que vão ainda mais longe.

É o caso da Koniku, a primeira empresa dedicada ao desenvolvimento de dispositivos eletrônicos usando neurônios de verdade.

Como? Eles modificam o DNA dos neurônios para que tenham certas peculiaridades e que se mantenham vivos por dois anos em um chip.

O objetivo da empresa é criar verdadeiros processadores biológicos que combinariam o poder matemático das máquinas às poderosas capacidades cognitivas do cérebro humano. Na prática, processadores do tipo poderiam ser usados por exemplo para detectar o cheiro de drogas ou explosivos.

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*Fonte: bbc-brasil

O Sol pode acabar com toda a tecnologia criada pelos humanos a qualquer momento

Enquanto você lê este artigo o Sol está se agitando em intensas erupções capazes de eliminar toda a tecnologia de nosso planeta – a qual somos tão dependentes. Tal afirmação foi feita por um estudo publicado recentemente na revista Scientific Reports. E os cientistas descobriram que essas explosões são ainda mais difíceis de prever do que se pensava antes. Com informações da Science Alert.

“Até agora, assumiu-se que as ejeções de massa coronal movem-se como bolhas através do espaço e respondem às forças como objetos únicos“, disse o principal autor do estudo, Mathew Owens, da Universidade de Reading. “Nós descobrimos que elas são mais como uma nuvem de poeira expansiva, ou espirros, constituídos por porções individuais de plasma, todos realizando suas próprias ações“.

Ao descobrir que as erupções são fortemente influenciadas pelos ventos solares, os pesquisadores foram forçados a reconstruir suas previsões meteorológicas espaciais.

Viajando através do Sistema Solar a uma impressionante velocidade de 2.000 km por minuto, as ejeções de massa coronal são explosões poderosas de fluxo magnético e gás carregado que entra em erupção por meio de pontos ativos na superfície do Sol. Elas são capazes de atingir a Terra dentro de um a três dias, podendo ocorrer entre poucas horas quando a atividade solar atinge seu pico. Elas são consideradas uma força motriz do clima espacial extremo, provocando tempestades geomagnéticas que podem “fritar” qualquer rede elétrica e de comunicação, além de expor os astronautas a perigosos níveis de radiação.

Sendo isto suficientemente assustador, um estudo anterior feito pela mesma equipe prevê que uma queda na atividade magnética do Sol tornará a Terra ainda mais vulnerável a estes eventos solares violentos.

Logo, e tendo isso em mente, é necessário que estejamos preparados para sobreviver a este tipo de interrupção. Mas, mesmo que as ejeções de massa coronal comecem a ocorrer com maior frequência, os cientistas ainda não são capazes de prever quando as mais supersônicas atingirão a atmosfera da Terra. E considerando que julgávamos entender como estas coisas funcionam, o estudo provou exatamente o contrário.

Ao rastrear as ejeções de massa coronal, os cientistas assumiram a existência de uma estrutura organizada, semelhante a uma bolha. No entanto, ao olhar mais de perto como se movem pelo espaço, os pesquisadores descobriram que estas ejeções se expandem e se tornam cada vez mais caóticas à medida que se aproximam da Terra.

A equipe examinou de forma detalhada a maneira como essas ejeções de massa coronal viajam pelo espaço e interagem com o vento solar. Ao examinar uma determinada seção transversal de uma delas, os pesquisadores descobriram que as parcelas de plasma se expandem mais rapidamente do que a velocidade das informações dentro da estrutura.

Isso significa que apenas parte das ejeções é afetada pelas forças externas com as quais interage, e não um todo. Logo, o enfraquecimento dessas forças magnéticas em expansão resulta em uma estrutura desorganizada, que ocorre de forma semelhante a um espirro, e não bolhas. Além disso, essas erupções estão mais intimamente ligadas ao vento solar, o que as torna mais difíceis de serem rastreadas.

“Portanto, se queremos nos proteger das erupções solares, precisamos entender mais sobre os ventos solares”, concluiu Owens.

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*Fonte: jornalciência

O que são os ‘rios voadores’ que distribuem a água da Amazônia

Neste momento, rios poderosos levam umidade para vastas regiões da América do Sul. Mas eles não são rios comuns. São “rios voadores”.

É assim que são popularmente conhecidos os fluxos aéreos maciços de água sob a forma de vapor que vêm de áreas tropicais do Oceano Atlântico e são alimentados pela umidade que se evapora da Amazônia.

Eles estão a uma altura de até dois quilômetros e podem transportar mais água do que o rio Amazonas.

Esses rios de umidade, que atravessam a atmosfera rapidamente sobre a Amazônia até encontrar com os Andes, causam chuvas a mais de 3 mil km de distância, no sul do Brasil, no Uruguai, no Paraguai e no norte da Argentina e são vitais para a produção agrícola e a vida de milhões de pessoas na América Latina.

Mas como eles nascem e se movem? E quais efeitos podem ter?

Para entender isso, a BBC Mundo falou com José Marengo, meteorologista e coordenador geral de pesquisa e desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), e Antonio Nobre, pesquisador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ambos do Brasil.

Alta velocidade

“O oceano Atlântico tropical norte é um oceano quente e sua evaporação é muito intensa”, explica Marengo.

Os voluntários que se arriscam salvando vidas na ‘rodovia da morte’

“Você pode imaginar que existam ventos mais ou menos fortes, os ventos alísios, que transportam toda essa umidade nos níveis mais baixos da atmosfera”, diz.

“Em qualquer rio, há áreas muito tranquilas e outras de alta velocidade, que chamamos de jatos de rio”, conta o especialista.

“Quando um rio voador se encontra com os Andes, ele adquire uma maior velocidade em seu núcleo que constitui um low jet level – ou jato de baixo nível – , aquele que transporta uma maior quantidade de umidade mais rápido”.

“Então, ele faz uma curva para o sudeste e chega à Bacia do Rio da Prata, causando chuvas no local”.

Árvores que transpiram

Outro componente essencial dos rios voadores é a umidade produzida pelas árvores da floresta amazônica.

Em artigos, Nobre relatou a incrível função que estas árvores cumprem. “Medimos a evaporação da floresta em milímetros, como se estivéssemos medindo a espessura de uma folha de água acumulada no chão”.

“No caso da Amazônia, o número é de cerca de 4 milímetros por dia. Isso significa que, em um metro quadrado haveria quatro litros de água. Podemos usar esses dados para calcular quanto transpira uma árvore no mesmo período apenas calculando a área ocupada pela sua copa”, disse Nobre à BBC Mundo (o serviço em espanhol da BBC).

Uma árvore frondosa, com uma copa de 20 metros de diâmetro, transpira mais de 1.000 litros em um único dia, acrescenta.

“Na Amazônia, temos 5,5 milhões de quilômetros quadrados ocupados por florestas nativas, com aproximadamente 400 bilhões de árvores dos mais variados tamanhos”.

“Nós fizemos a conta, que também foi verificada de forma independente, e surgiu o incrível número de 20 bilhões de toneladas (ou 20 bilhões de litros) de água que são produzidos todos os dias pelas árvores da Bacia Amazônica”.

O enigma do desmatamento

Mas muitas dessas árvores estão em perigo. Os últimos dados divulgados pelo Inpe indicam que o desmatamento está no seu nível mais alto desde 2008.

E uma das grandes incógnitas é o efeito que isso pode ter sobre os rios voadores. Os dados existentes não permitem que isso seja determinado.

“O que foi identificado é que as chuvas estão mais intensas”, disse Marengo à BBC Mundo.

“Imagine um ônibus que vai parando de lugar em lugar. Agora imagine um ônibus expresso que não para do início ao fim. O que estamos vendo é que as chuvas estão cada vez mais concentradas em alguns dias no sul do Brasil, norte da Argentina, Uruguai”, explicou o meteorologista.

“Parece que os ventos estão mais fortes, que o jato, os rios estão mais fortes. São as conclusões das projeções dos modelos climáticos para o futuro”.

“Isso que nos preocupa. Se houver chuvas mais intensas em áreas vulneráveis ​​como São Paulo ou Rio de Janeiro, a possibilidade no futuro de desastres naturais associados a fortes chuvas, como deslizamentos de terra e inundações em áreas urbanas e rurais, também aumenta”, adverte.

“No Brasil, esses fenômenos causam grandes perdas de vida”.

Chuva em outras frentes

Mas nem toda chuva na região centro-sul da América do Sul ocorre por causa dos rios voadores.

“A chuva do Uruguai, por exemplo, não é exclusivamente da Amazônia. Uma parte vem da Amazônia e outra das frentes frias do sul”, disse Marengo.

“Algo que não poderíamos identificar é o quanto de chuvas vem de uma determinada região. Por exemplo, para o sul do Brasil saem da Amazônia e de outras fontes, como as frentes frias ou brisa do oceano. Ou até mesmo por evaporação de regiões agrícolas do Centro-Oeste e Pantanal”.

“É uma das maiores questões: poder quantificar a água que sai da Amazônia para a Bacia do Prata, que inclui Uruguai, norte da Argentina e sul do Brasil.”

Mas quando a chuva cai em um campo do Uruguai ou Argentina, talvez muitas pessoas não imaginam que parte dessa água começou sua viagem a milhares de quilômetros.

Neste sistema de interconexões tão delicado e profundo, fica claro por que é tão vital para todos proteger a floresta amazônica.

A importância destes fluxos de água se popularizou no Brasil graças ao projeto Rios Voadores, criado pelo aviador e ambientalista Gerard Moss.

Ele se inspirou nas investigações de Marengo e Nobre e voou milhares de quilômetros seguindo as correntes de ar, pegando amostras de vapor de água.

Moss queria que o conhecimento sobre esses fluxos chegasse ao sistema educacional. Seu programa já alcançou cerca de 900 mil crianças no Brasil.

“Fico feliz em ver que, depois de passar pelo programa, uma criança nota pela primeira vez uma grande árvore na frente de sua escola”, disse Moss à BBC Mundo.

“Antes, nem crianças nem adultos tinham a noção de que, sem os rios do céu, secam os rios da terra”, diz, por sua vez, Antonio Nobre.

“Não se entendia que os rios de vapor são tão vulneráveis ​​às perturbações humanas como outros rios”, acrescentou.

“E, principalmente, muitas pessoas não sabiam que as florestas que bombeiam umidade são essenciais para que os rios voadores sigam cruzando a atmosfera”.

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*Fonte: bbc-brasil

Experimento faz tempo andar para trás

Seta do tempo relativa Uma equipe internacional, liderada por físicos brasileiros, realizou um experimento que mostra que a seta do tempo – o desenrolar contínuo do tempo do passado rumo ao futuro – é…

Seta do tempo relativa

Uma equipe internacional, liderada por físicos brasileiros, realizou um experimento que mostra que a seta do tempo – o desenrolar contínuo do tempo do passado rumo ao futuro – é um conceito relativo, e não absoluto.

Em um artigo ainda sendo revisado para publicação, a equipe descreve o experimento e o resultado, e também explica por que suas descobertas não violam a segunda lei da termodinâmica.

O estudo, apesar de não viabilizar uma viagem no tempo propriamente dita, pode ajudar a ciência a compreender melhor por que o universo e tudo o que há nele somente caminha em uma direção, quando o assunto é o tempo. Para o experimento, os pesquisadores decidiram analisar o movimento da energia, seguindo os princípios da entropia.

A segunda lei da termodinâmica estabelece que a entropia, ou desordem, tende a aumentar ao longo do tempo, e é por isso que todo o mundo que nos rodeia parece se desdobrar tempo adiante, nunca dando marcha-a-ré. Ela também explica por que o café quente sempre esfria e nunca se aquece, e coisas desse tipo.

Kaonan Micadei e seus colegas parecem agora ter encontrado uma exceção a essa regra – e uma exceção que funciona de forma a não violar as regras conhecidas da física.

Partículas correlacionadas

A ideia de partículas emaranhadas, ou entrelaçadas, já é bastante conhecida, graças em parte aos esforços para transformá-las em qubits para computadores quânticos.

Mas há uma outra propriedade menos conhecida das partículas subatômicas, ligeiramente diferente do entrelaçamento. É quando as partículas estão correlacionadas, o que significa que elas se ligam de modos que não acontecem no mundo em escala humana. As partículas correlacionadas também compartilham informações, como as partículas entrelaçadas, embora por meio de uma ligação que não é tão forte.

Em seu experimento, os pesquisadores usaram essa propriedade do correlacionamento para mudar a direção da seta do tempo.

O experimento consistiu em mudar a temperatura dos núcleos em dois dos átomos de uma molécula de triclorometano – hidrogênio e carbono – , de modo que a temperatura ficou mais alta no núcleo de hidrogênio do que no núcleo de carbono. Em seguida, a equipe ficou observando como o calor fluía de um núcleo atômico para o outro.

A equipe verificou que, quando os núcleos dos dois átomos não estavam correlacionados, o calor fluiu como esperado, do núcleo mais quente de hidrogênio para o núcleo mais frio de carbono.

Mas, quando os dois estavam correlacionados, ocorreu o oposto – o calor fluiu para trás em relação ao que normalmente é observado. O núcleo quente ficou ainda mais quente, enquanto o núcleo frio ficou mais frio.

Tempo andando para trás

Como é a própria assimetria do fluxo de calor no tempo – a entropia – que determina a seta do tempo, conforme descrito por Arthur Eddington há quase 100 anos, a equipe concluiu que seu experimento inverteu a seta do tempo. Em outras palavras, fez o tempo correr para trás.

“O calor flui neste caso do qubit frio para o quente: a seta do tempo é invertida. Nós caracterizamos quantitativamente a ocorrência dessa inversão calculando o calor real a cada momento,” escreveram Micadei e seus colegas.

“Isso abre a possibilidade de controlar ou até mesmo inverter a seta do tempo dependendo das condições iniciais,” acrescentaram.

Segundo a equipe, seu experimento não violou a segunda lei da termodinâmica porque a segunda lei pressupõe que não existam correlações entre as partículas – e a correlação foi essencial para que o tempo corresse para trás durante o experimento.

Traduzindo a coisa toda, o estudo descobriu um equivalente termodinâmico da reversão do tempo, ainda que limitado a uma escala microscópica. Ainda que a descoberta possivelmente não proporcione estudos que levarão à criação de uma máquina do tempo, o estudo revela que o tempo não caminha absolutamente somente para frente, podendo ser manipulado em condições específicas.

Participaram do trabalho físicos das universidades Federal do ABC, CBPF, USP (Brasil), Nacional de Cingapura, York (Reino Unido) e Erlangen-Nürnberg (Alemanha).

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*Fonte: socientifica

Por que o número de furacões está aumentando com o aquecimento global?

Harvey, Irma, Maria, Florence…Você já teve a impressão que o número de furacões aumentou nos últimos tempos? Se a resposta for sim, saiba que está correto: um estudo publicado na revista Science mostrou que 2017 foi um ano acima da média para esse tipo de fenômeno – e o culpado pode ser o aquecimento global.

De acordo com a pesquisa, o Oceano Atlântico foi palco de seis grandes furacões (com ventos acima de 178 km/h) no ano passado, o dobro da média de três tempestades do gênero, número que vinha se mantendo desde 2000. Antes disso, a incidência era ainda menor: dois grandes furacões por ano.

O estudo simulou vários cenários climáticos em computador. Cruzando os dados obtidos, ele relacionou o aumento da temperatura de uma faixa específica no Atlântico (entre o sul da Flórida e o norte da América do Sul, indo até o oeste da África) tanto com causas naturais quanto as provocadas por humanos, como a queima de carvão, petróleo e gás.

2017 foi o ano com o maior número de grandes eventos meteorológicos na América do Norte. Fonte: NatCat Service

 

Águas quentes funcionam como combustível para furacões. Eles se formam quando a temperatura está acima de 27oC e, quanto mais quente o oceano estiver, maiores são as chances da tempestade se formar – e menores são de ela perder a intensidade com o passar do tempo.

“Vamos ter temporadas de furacões mais ativas, como a de 2017, no futuro”, disse Hiro Murakami, cientista climático do NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA) e principal autor do estudo, em entrevista a agência Associated Press. A pesquisa traçou um cenário preocupante: até 2100, a média de grandes furacões no Atlântico irá aumentar ainda mais, para oito por ano.

A pesquisa recebeu algumas críticas de cientistas da área, que afirmaram que a relação entre fenômenos climáticos extremos e o aquecimento global não é tão simples assim. No entanto, uma coisa é fato: o oceano Atlântico está ficando cada vez mais quente, e num ritmo maior do que os outros.

*Por Rafael Battaglia

 

 

 

 

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*Fonte: superinteressante

Circuito baseado no cérebro fez Inteligência Artificial processar muito mais rápido

Assumimos como certo o vasto poder de computação do nosso cérebro. Mas os cientistas ainda estão tentando levar os computadores ao nível do cérebro.

Foi assim que acabamos parando nos algoritmos de inteligência artificial (ou IA) que aprendem através de neurônios virtuais — a rede neural.

Agora, uma equipe de engenheiros deu mais um passo para emular os computadores em nossos crânios: eles construíram uma rede neural física, com circuitos que se assemelham ainda mais aos neurônios. Quando eles testaram um algoritmo de IA no novo tipo de circuito, descobriram que ele funcionava tão bem quanto as redes neurais convencionais já em uso. Mas o novo sistema integrado de redes neurais completou a tarefa com 100 vezes menos energia do que um algoritmo IA convencional.

Se esses novos circuitos baseados em neurônios decolarem, os pesquisadores de inteligência artificial poderão em breve fazer muito mais computação com muito menos energia. Como usar um estanho para comunicar-se com um telefone real, os chips de computador e os algoritmos de rede neural simplesmente falam línguas diferentes e, como resultado, trabalham mais devagar. Mas no novo sistema, o hardware e o software foram criados para funcionar perfeitamente em conjunto. Assim, o novo sistema IA completou as tarefas muito mais rapidamente do que um sistema convencional, sem qualquer queda na precisão.

Este é um passo adiante em relação às tentativas anteriores de criar redes neurais baseadas em silício. Geralmente, os sistemas de inteligência artificial baseados nesses tipos de chips inspirados em neurônios não funcionam tão bem quanto a inteligência artificial convencional. Mas a nova pesquisa modelou dois tipos de neurônios: um voltado para cálculos rápidos e outro projetado para armazenar memória de longo prazo, explicaram os pesquisadores à MIT Technology Review .

Há boas razões para ser cético em relação a qualquer pesquisador que alega que a resposta à inteligência artificial e à consciência verdadeira é recriar o cérebro humano. Isso porque, fundamentalmente, sabemos muito pouco sobre como o cérebro funciona. E as chances são de que existem muitas coisas em nossos cérebros que um computador acharia inúteis.

Mas, mesmo assim, os pesquisadores por trás do novo hardware neural artificial foram capazes de colher lições importantes de como nosso cérebro funciona e aplicá-lo à ciência da computação. Nesse sentido, eles descobriram como aumentar a inteligência artificial selecionando o que nosso cérebro tem a oferecer sem se sobrecarregar tentando reconstruir toda a maldita coisa.

À medida que a tecnologia suga mais e mais energia, a melhoria de cem vezes para a eficiência energética neste sistema de IA significa que os cientistas serão capazes de realizar grandes questões sem deixar uma pegada tão grande no meio ambiente.

 

 

 

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*Fonte: socientifica

Nasa lança sonda que vai ‘tocar o Sol’ e deve marcar a história da ciência

A missão da Nasa, a agência espacial americana, em direção ao sol finalmente foi iniciada na madrugada deste domingo, depois de ser adiada três vezes.

O objetivo da sonda que decolou sem imprevistos nesta madrugada é inédito: a nave Parker Solar Probe (PSP) será o primeiro objeto construído por um humano a “tocar” o Sol.

O “tocar”, aqui e nos cuidadosos comunicados da Nasa, vai sempre entre aspas porque a engenhoca vai, tecnicamente, apenas se aproximar muito da corona solar. Trata-se da parte mais externa da atmosfera do Sol, que começa a 2,1 mil quilômetros da superfície da estrela do Sistema Solar – e não tem um limite preciso. A corona é aquela aura, composta de plasma e com temperatura que chega a 2 milhões de graus Celsius, que a gente consegue ver quando há um eclipse.

“Chegará mais perto do Sol do que qualquer outra missão anterior”, diz o astrofísico Adam Szabo, um dos cientistas que integram a missão, em conversa com a BBC News Brasil. De acordo com o cronograma da agência espacial americana, daqui a sete anos, a PSP estará no ponto mais próximo da estrela já alcançado por uma espaçonave terrestre: 6,3 milhões de quilômetros da superfície solar.

Se o número parece grande, é preciso pensar nas escalas astronômicas. A distância entre a Terra e o Sol, por exemplo, é de 150 milhões de quilômetros. Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, está a 58 milhões de quilômetros do astro. A atual recordista, a nave Helios 2, chegou, em 1976, a 43,5 milhões de quilômetros do Sol.

Para que servirá a missão

A ousada missão espacial, uma das mais complexas de toda a história de seis décadas da Nasa, deve custar cerca de US$ 1,5 bilhão e, esperam os cientistas, ajudar a responder uma série de dúvidas astronômicas.
Direito de imagem Johns Hopkins University Applied Physics Laborator
Image caption A nave Parker Solar Probe (PSP) será o primeiro objeto construído por um ser humano a “tocar” no Sol

Com os dados obtidos pela PSP, os pesquisadores querem conseguir compreender melhor a origem do vento solar – em termos práticos, essa informação pode ajudar a proteger o funcionamento dos nossos satélites artificiais, tão afetados por tais fenômenos. Vento solar é o nome que se dá para o fluxo de partículas com carga elétrica, como prótons, elétrons e íons, que o Sol irradia pelo Sistema Solar.

“Esta será a primeira vez que vamos estudar, de perto, nossa estrela Sol. Entender como funciona a corona e o vento solar vai nos ajudar a proteger nossa civilização, cada vez mais dependente de tecnologia e satélites de comunicação”, contextualiza o físico e engenheiro brasileiro Ivair Gontijo, cientista da Nasa, à BBC News Brasil. “Variações no vento solar podem causar sérios danos a esses satélites.”

“Esperamos com essa missão entender como a corona acelera o vento solar. Quem sabe poderemos no futuro prever quando o vento solar coloca nossos satélites em risco”, completa Gontijo.

Os cientistas também querem entender por que a corona, mesmo mais distante do núcleo solar, é tão mais quente do que a superfície – 2 milhões de graus Celsius, contra uma variação de 3,7 mil a 6,2 mil graus.

A PSP ainda deve trazer avanços à astrofísica. Com uma observação tão próxima do Sol, deseja-se obter dados que ajudem a compreender melhor como as estrelas funcionam.

“De forma mais geral, entendendo o Sol, estaremos também entendendo como funcionam as outras estrelas”, ressalta Gontijo. “Por isso esta missão trará resultados tanto práticos, para protegermos nossos satélites, quanto científicos, na área de astrofísica estelar.”

Objetivamente, conforme enfatiza o astrofísico Szabo, são três as questões que a missão deve responder. “Um: por que a corona é significativamente mais quente do que a superfície do Sol. Dois: por que o vento solar se afasta do sol a velocidades supersônicas. Três: como as partículas energéticas do sol se aceleram à velocidade próxima à da luz”, pontua.

Como funcionará a aproximação do Sol

“A missão Parker Solar vai se aproximar do Sol como nenhuma outra antes e um escudo protetor de quase 12 centímetros de espessura, feito de composto de carbono, vai protegê-la do intenso calor e da radiação presente”, explica o físico brasileiro.

De acordo com informações da Nasa, a nave PSP pesa 612 quilos e mede 3 metros de comprimento por 2,3 metros de largura. O tal escudo térmico mede 1,3 centímetro de espessura e foi feito com um composto de altíssima tecnologia. E, de acordo com o cientista Szabo, o desenvolvimento dessa proteção foi um dos pontos mais difíceis de todo o projeto. A nave será lançada pelo foguete Delta IV Heavy.

O segredo da aproximação solar da PSP está em Vênus. Na realidade, segundo o projeto dos cientistas, é a gravidade do planeta vizinho que irá “arremessar” a nave, que deve desenvolver uma órbita em espiral, aproximando-se cada vez mais do Sol.

Esse primeiro empurrãozinho de Vênus irá ocorrer em 3 de outubro, quando a PSP se aproximar do planeta. Então, no dia 6 de novembro, a nave vai realizar a primeira aproximação do Sol: estará a 24 milhões de quilômetros do astro, ou seja, já terá batido o recorde de artefato humano que mais se acercou do Sol em toda a história.

Essas órbitas vão se tornar recorrentes. E, então, conforme o cronograma desenvolvido pelos cientistas da Nasa, entre dezembro de 2024 e junho de 2025, em suas últimas voltas ao redor do Sol, é que a nave chegará aos pontos de maior aproximação.

E vai bater ainda outro recorde: terá embalado a 700 mil quilômetros por hora e se tornará o objeto mais rápido já fabricado pelo ser humano – para efeitos de comparação, o planeta Terra viaja a 1 milhão de quilômetros por hora.

O nome da nave

A Parker Solar Probe recebeu esse nome em homenagem ao astrofísico americano Eugene Parker, hoje com 91 anos. Ele foi o primeiro cientista a prever a existência do vento solar.

Em 1958, ele apresentou uma teoria mostrando como as altas temperaturas da corona solar acabavam disseminando partículas energéticas, formando o fenômeno, depois comprovado.

*Por Edison Veiga

 

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*Fonte: bbc

Cientistas encontram sob o gelo da Antártida, algo que pode acabar toda a humanidade

A natureza do nosso planeta é muito surpreendente e incrivelmente misteriosa, o que deixa todos os cientistas perplexos há séculos com suas constantes descobertas. E recentemente, mais uma fora feita sob o gelo da Antártida. E se trata daquela que agora é considerada a maior região vulcânica do planeta, consistindo na quantidade absurda de 91 vulcões e alguns deles com mais de 3850 metros de altura.

Geólogos dizem que o circuito é semelhante ao cume vulcânico existente na África Oriental, que, como se pensava anteriormente, teria a mais densa concentração de vulcões do mundo.

“É inacreditável. Nós não esperávamos encontrar um número tão grande de vulcões. Nós suspeitamos que na camada de baixo das geleiras da Rússia também existam muitos vulcões”, – disse um dos autores do estudo Robert Bingem.

Apesar de não ser capaz de descobrir por enquanto, o quão ativo possam ser esses vulcões, os estudos mais recentes têm mostrado que eles acordam nos períodos em que a Terra está mais quente.

Portanto, os cientistas temem que se o gelo começar a derreter da forma alarmante como está acontecendo, isso poderia levar a um aumento da atividade vulcânica em toda região.

A ideia de encontrar vulcões sob a cobertura de gelo foi apresentada inicialmente por uma estudante do terceiro ano na Universidade de Edimburgo.

“A Antártica é uma das áreas menos estudadas do mundo”, – disse ele.

“Como um jovem cientista, tive o prazer de aprender sobre algo novo e que não é bem compreendida. Depois de examinar os dados existentes sobre a Antártida, comecei a detectar sinais de vulcanismo. Isso é o que me levou a essa descoberta.” revela.

Dr. Robert Bingham ressaltou a importância deste achado, porque agora os cientistas podem descobrir como vulcões afetam o gelo da Antártica.

“A compreensão da atividade vulcânica pode lançar luz sobre os seus efeitos sobre o gelo da Antártida, no passado, presente e futuro”, – disse ele.

Se verificarmos que os vulcões ativos, possam afetar adversamente o gelo da Antártida, isso iria provocar um aumento significativo nos níveis do mar em todo o mundo. Os cientistas vão rastrear agora toda a região, na procura de atividades anormais, assim poderão advertir imediatamente todos no mundo.

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*Fonte: gooru

Você sabia que a inteligência é herdada da mãe?

As pessoas espertas devem agradecer às mães porque, de acordo com algumas pesquisas, elas são as encarregadas de transmitir os genes relacionados à inteligência. Portanto, talvez os estereótipos de gênero que arrastamos ao longo de tantos séculos sejam além de ignorantes, anti-científicos.

As pessoas espertas devem agradecer às mães porque, de acordo com algumas pesquisas, elas são as encarregadas de transmitir os genes relacionados à inteligência. Portanto, talvez os estereótipos de gênero que arrastamos ao longo de tantos séculos sejam além de ignorantes, anti-científicos.

Mães solteiras que querem ter uma criança inteligente não precisam procurar um Prêmio Nobel em um banco de esperma.

Na base dessa teoria está o que é conhecido como “genes condicionados”, que se comportam de maneira diferente de acordo com a origem. Na prática, são genes que têm um tipo de rótulo bioquímico que permite rastrear suas origens e até mesmo revelar se eles estão ativos ou não dentro das células da prole. Curiosamente, alguns desses genes condicionados só funcionam se forem da mãe. Se esse mesmo gene é herdado do pai, é silenciado. Obviamente, outros genes funcionam de maneira oposta; isto é, eles só são ativados se vierem do pai.

As células da mãe são direcionadas para o córtex cerebral, aquelas do pai para o sistema límbico

Sabemos que a inteligência tem um componente hereditário, mas até recentemente se pensava que a inteligência dependia de ambos os pais. No entanto, diferentes investigações revelam que as crianças são mais propensas a herdar a inteligência de sua mãe, uma vez que os genes da inteligência estão no cromossomo X.

Uma das investigações pioneiras nesse campo foi realizada em 1984, na Universidade de Cambridge, embora outras tenham vindo depois. Nestes experimentos, a co-evolução do cérebro e o condicionamento do genoma foram analisados, para concluir que os genes maternos contribuem em maior medida para o desenvolvimento dos centros de pensamento do cérebro.

No primeiro estudo, os pesquisadores criaram embriões de camundongos especiais que tinham apenas os genes da mãe ou do pai. No entanto, quando chegou a hora de movê-los para o útero de um rato, os embriões morreram. Foi assim que se descobriu que havia genes condicionados que eram ativados somente quando eram herdados da mãe e que são vitais para o desenvolvimento adequado do embrião. Por outro lado, o legado genético do pai é essencial para o crescimento dos tecidos que mais tarde formam a placenta.

Naquela época, os pesquisadores sugeriram que, se esses genes fossem tão importantes para o desenvolvimento do embrião, era provável que também desempenhassem papéis relevantes na vida dos animais e das pessoas, talvez até determinassem algumas funções cerebrais. O problema era como demonstrar essa ideia, uma vez que os embriões com genes monoparentais morreram rapidamente.

Os pesquisadores revelaram a solução: descobriram que os embriões poderiam sobreviver se mantivessem as células embrionárias normais e manipulassem o resto. Então eles criaram diferentes ratos geneticamente modificados que, surpreendentemente, não se desenvolveram da mesma maneira.

Aqueles que tinham uma dose extra de genes maternos desenvolveram uma cabeça e um cérebro muito grandes, mas tinham corpos pequenos. Pelo contrário, aqueles que tinham uma dose extra de genes paternos tinham cérebros pequenos e corpos grandes.

Ao investigar essas diferenças, os pesquisadores identificaram células que continham apenas genes maternos ou genes paternos em seis partes diferentes do cérebro que controlavam diferentes funções cognitivas, desde hábitos alimentares até a memória.

Na prática, durante os primeiros dias de desenvolvimento do embrião, qualquer célula pode aparecer em qualquer parte do cérebro, mas à medida que os embriões amadurecem e crescem, as células que tinham os genes paternos se acumulam em algumas áreas do cérebro emocional: o hipotálamo , a amígdala, a zona pré-óptica e o septo. Essas áreas fazem parte do sistema límbico, que é responsável por garantir nossa sobrevivência e está envolvido em funções como sexo, nutrição e agressividade.

Novos estudos, novas luzes

Claro, os cientistas continuaram a investigar essa teoria. Anos mais tarde, Robert Lehrke revelou que grande parte da inteligência dos bebês depende do cromossomo X. Recentemente, pesquisadores da Universidade de Ulm, na Alemanha, estudaram os genes envolvidos no dano cerebral e descobriram que muitos deles, especialmente aqueles relacionados a habilidades cognitivas, estavam no cromossomo X. Na verdade, não é por acaso que a deficiência mental é 30% mais comum no sexo masculino.

No entanto, talvez um dos resultados mais interessantes a esse respeito venha de uma análise longitudinal realizada na Unidade de Ciências Médicas e de Saúde Pública do Conselho de Pesquisa Médica da Escócia. Neste estudo, 12.686 jovens entre 14 e 22 anos foram entrevistados anualmente desde 1994.

Os pesquisadores levaram em conta diferentes fatores, desde a cor da pele e educação até o status socioeconômico. Assim, descobriram que o melhor preditor de inteligência era o Q.I da mãe.

Genética não é a única responsável

Se nos afastarmos do campo genético, também podemos encontrar outros estudos que revelam que a mãe desempenha um papel importante no desenvolvimento intelectual de seus filhos, através do contato físico e emocional. Alguns estudos sugerem que o apego seguro está intimamente ligado à inteligência.

Pesquisadores da Universidade de Minnesota, por exemplo, descobriram que as crianças que desenvolveram um apego seguro com suas mães desenvolvem um jogo simbólico mais complexo na idade de dois anos, são mais perseverantes e mostram menos frustração durante a resolução de problemas.

Isso ocorre porque o suporte seguro dá às crianças a confiança para explorar o suficiente e resolver problemas sem desanimar. Por outro lado, essas mães também oferecem às crianças diferentes níveis de ajuda na resolução de problemas, o que ajuda a estimular ainda mais seu potencial.

A importância do relacionamento afetivo para o desenvolvimento do cérebro foi demonstrada por pesquisadores da Universidade de Washington, eles revelaram pela primeira vez que um apego seguro e o amor das mães é essencial para o crescimento de algumas partes do cérebro. Esses pesquisadores analisaram por 7 anos a maneira como as mães se relacionam com seus filhos e descobriram que quando essas crianças foram apoiadas emocionalmente, aos 13 anos o hipocampo delas foi 10% maior do que de crianças que tiveram mães emocionalmente distantes.

Vale ressaltar que o hipocampo é uma área do cérebro ligada à memória, à aprendizagem e à resposta ao estresse.

Podemos realmente falar sobre inteligência herdada?

Estima-se que entre 40-60% da inteligência seja herdada. Isso significa que o percentual restante depende do ambiente, da estimulação e, claro, das características pessoais. Na verdade, a inteligência nada mais é do que a capacidade de resolver problemas. No entanto, o curioso é que, para resolver problemas, até mesmo um problema matemático ou físico, o sistema límbico também entra em jogo porque o nosso cérebro funciona como um todo. Portanto, embora a inteligência seja uma função intimamente relacionada ao pensamento racional, ela também influencia a intuição e as emoções, que, geneticamente falando, é o ponto em que a contribuição do pai entra.

Por outro lado, não devemos esquecer que, mesmo que uma criança tenha um alto Q.I., é necessário estimular essa inteligência e alimentá-la ao longo da vida com novos desafios. Caso contrário, a inteligência ficará estagnada.

Além do que a genética afirma, os pais não devem ser desencorajados, porque eles também podem contribuir muito para o desenvolvimento de seus filhos, especialmente estando emocionalmente disponíveis e se tornando modelo. O Q.I com o qual nascemos é importante, mas não determinante único do nosso desenvolvimento.

Créditos: Este texto é uma tradução adaptada de Rincon Psicologia

 

 

 

 

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*Fonte: corujaprof

Veja como funcionam os exoesqueletos da Ford

Se você se impressionou com demonstrações de jogos futuristas na E3 como Cyberpunk 2077, saiba que a realidade está bem próxima daquilo do que imaginamos. Um exemplo disso são os exoesqueletos da Ford, que são usados em suas fábricas.

Para tornar o processo de construção de carros mais eficiente, a companhia usa muitas máquinas. No entanto, alguns processos precisam ainda do toque humano. E para eliminar problemas ao repetir determinadas funções com muita frequência, existem esses exoesqueletos.

Chamados de EksoVest, esses dispositivos permitem que um trabalhador exerça funções com muito menos esforço. Para um turno de dez horas, é como eliminar o peso de um carro do ombro todos os dias.

Trata-se de uma medida preventiva para manter a saúde dos funcionários.

 

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*Fonte: geekness

Lendo a mente de humanos”, robô do MIT sabe quando fez algo errado

Um time de engenheiros no MIT criou um projeto experimental que facilita a comunicação entre humanos e máquinas através de ondas cerebrais. A novidade essencialmente faz com que os robôs se adaptem ao controle humano, em vez de fazer com que pessoas aprendam a pensar de certa maneira para controlar as máquinas.

Para isso, a pessoa envolvida no teste precisa vestir uma touca cheia de sensores usados para identificar padrões de ondas cerebrais. Esses sensores estão em busca de um padrão específico, conhecido como “potencial relacionado a erro”, que é essencialmente a forma como o cérebro humano reage quando interpreta algum tipo de erro acontecendo.

Quando a máquina comete algum tipo de erro, a pessoa percebe e, inevitavelmente envia uma mensagem para o robô.

A pessoa então é posicionada ao lado do robô e observa suas atividades semiautomáticas. Quando a máquina comete algum tipo de erro, a pessoa percebe e, inevitavelmente envia uma mensagem para o robô, que pausa suas atividades. O humano então pode corrigir as atividades do robô através de gestos da mão, fazendo com que ele aprenda a fazer suas atividades com mais precisão.

O robô utilizado nesse teste é, na verdade, uma criação da Rethink Robotics, desenvolvido para lidar com ferramentas como uma furadeira. A tarefa dele nesse momento seria fazer furos em locais específicos de uma placa de madeira. Sozinho, a taxa de acerto do robô chega a 70%, e o com o auxílio de um humano, ele atinge a marca dos 97%.

Esse sistema desenvolvido pelo pessoal do MIT funciona com qualquer pessoa, não apenas indivíduos treinados com a máquina. Isso acontece porque o potencial relacionado ao erro é uma reação padrão para o cérebro de qualquer humano, fazendo com que o robô consiga identificar a mensagem facilmente. “Essa máquina se adapta a você, e não você a ela”, comentou Joseph DelPreto líder do projeto. A novidade, segundo DelPreto, “torna a comunicação com um robô mais parecida com a comunicação com outra pessoa”.

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*Fonte: megacurioso

Nova pesquisa inovadora finalmente nos permitirá desenvolver a fotossíntese artificial

Um pesquisador criou um material sintético acessível que imita o processo natural de fotossíntese, absorvendo a luz visível para desencadear uma reação química que limpa o ar ao converter CO2 em energia a partir da luz solar.

Cientistas de todo o mundo vêm tentando ter acesso à fotossíntese artificial. A fotossíntese é o processo natural pelo qual uma planta converte o dióxido de carbono em combustível usando a luz solar. A ideia é usar o processo em um material sintético de uma maneira que poderia ter usos práticos, mas o êxito da empreitada até recentemente vinha obtendo resultados bastante limitados. Agora, os cientistas anunciaram um avanço no campo que irá revoluciona o setor de energia.

Os cientistas sempre chegavam a um obstáculo quando procuravam uma maneira de ativar a reação química necessária para converter a luz visível em energia no processo da fotossíntese artificial. Os materiais empregados que podem absorver os comprimentos de onda da luz eram raros ou caros, tornando o processo financeiramente inviável. Materiais mais baratos usam com luz ultravioleta, mas esse comprimento de onda é responsável ​​por apenas quatro por cento da luz solar.

Em uma pesquisa recentemente publicada no Journal of Materials Chemistry A1, Fernando Uribe-Romo, do Departamento de Química da University of Central Florida’s (UCF) em Orlando, e sua equipe, que é também conta com pesquisadores do Departamento de Química Florida State University em Tallahassee, também no estado da Flórida, revelam como eles conseguiram contornar aquele obstáculo usando um tipo de material sintético chamado estrutura metal-orgânica (também conhecido pela sigla inglesa MOF, Metal-organic frameworks), que foi criado combinando o metal titânio comum com moléculas orgânicas que foram programadas para absorver a luz azul.

Luz azul: ar limpo

Quando eles testaram o MOF dentro de um fotoreator LED azul — um cilindro revestido com tiras de luzes LED azuis — a tão esperada reação química ocorreu. O ar foi limpo e o CO2 foi convertido em dois tipos de combustível solar: formato e formamida.

“Este trabalho é um avanço”, disse Uribe-Romo em um comunicado à imprensa da UCF. “Adaptar materiais que absorvem uma cor específica de luz é muito difícil do ponto de vista científico, mas do ponto de vista social estamos contribuindo para o desenvolvimento de uma tecnologia que pode ajudar a reduzir os gases de efeito estufa”

O poder das plantas para as pessoas

A Terra está se dirigindo rapidamente para os piores níveis de CO2 já existentes em mais de 200 milhões de anos. De fato, em apenas 150 anos de Revolução Industrial, a concentração atmosférica de gases do efeito estufa no planeta aumentou de 280 ppm (partes por milhão) para quase 405 ppm. Se a tendência atual continuar, poderíamos atingir os 2.000 ppm em 2250.

As plantas são nossas aliadas na busca de ar limpo, pois naturalmente convertem o dióxido de carbono, o CO2, em oxigênio. Ser capaz de recriar seu processo natural em uma escala maior e mais direcionada será de inestimável valor na luta contra a mudança climática.

“A ideia seria montar estações que capturam grandes quantidades de CO2, como ao lado de uma usina de energia”, explica Uribe-Romo no comunicado de imprensa. “O gás seria sugado para a estação, passaria pelo processo e reciclaria os gases do efeito estufa enquanto produzia energia que seria colocada de volta na usina”.

Essa capacidade de não apenas eliminar poluentes no ar, mas de também produzir energia limpa, abre novos usos potenciais para o novo material. Talvez pudesse ser usado para alimentar carros ao mesmo tempo em que limpe o ar ao longo das rodovias, ou em tetos solares que manterão as luzes acesas no interior da casa e o ar externo livre de CO2. Uma vez que o aparentemente intransponível obstáculo tenha sido superado, tudo o mais parece ser bem mais simples.

*Por Diógenes Henrique

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*Fonte: socientifica

Inteligência artificial imita voz humana com amostra de apenas 1 minuto

São Paulo – Baseada no Canadá, a Lyrebird é uma startup de inteligência artificial que desenvolveu um algoritmo capaz de imitar a voz humana com amostras breves da voz de uma pessoa. Um minuto já pode ser o suficiente para que uma simulação seja criada–ainda que áudios de algumas horas gerem resultados mais eficazes.

Se você viu a apresentação do Google, na qual o Google Assistente fez chamadas de voz para pessoas sem se identificar como um recurso artificial, sabe que isso pode causar polêmica. A primeira coisa que vem à mente, provavelmente, é o uso indiscriminado dessa tecnologia, que poderia fazer você falar com robôs ao telefone sem saber que não há uma pessoa real do outro lado da linha.

Porém, a startup diz que o recurso pode ser usado para a criação de vozes para chatbots de atendimento ao cliente ou até para dar vozes a personagens de videogame. A companhia tem até uma parceria com a ALS Association, organização sem fins lucrativos que arrecada fundos para pacientes com ELA (esclerose múltipla amiotrófica), para ajudar pessoas com a doença a se comunicar. Esclerose lateral amiotrófica: A doença do físico Stephen Hawking

Para demonstrar sua tecnologia, a Lyrebird divulgou um áudio com vozes simuladas de Donald Trump, Barack Obama e Hillary Clinton conversando sobre a tecnologia da empresa.

Em vídeo da Bloomberg, o jornalista Ashlee Vance tem sua voz copiada e realiza uma ligação para sua mãe, que não percebe estar falando com um robô. Veja-o a seguir. A reportagem continua em seguida.

Os fundadores da Lyrebird, três estudantes da Universidade de Montreal, afirmam que sua tecnologia levanta pontos importantes para a sociedade, incluindo questionamentos sobre a autenticidade de áudios usados como provas judiciais. A solução que a empresa propõe é tornar sua tecnologia “acessível a todos”. Como um Photoshop para voz, os fundadores esperam que, assim como sabemos que pode acontecer hoje com as fotos, as pessoas saberão que áudios também podem ser falsificados.

O número de idiomas disponíveis ainda é limitado. Nem mesmo o francês, falado no Canadá, está disponível na plataforma da Lyrebird. O algoritmo só lida bem com o inglês americano no momento.

A tendência de usar inteligência artificial para voz já é um caminho sem volta. Além de Google e de startups, a Adobe também conta com uma solução para isso. O projeto é chamado Project VoCo e permite editar vozes humanas como editamos imagens no Photoshop. Ainda assim, a amostra necessária de áudio é de 20 minutos, que mostra potencial do algoritmo da startup canadense–apesar de que alguns exemplos soem ainda um tanto robóticos. Outro exemplo dessa tendência da voz entre as empresas de tecnologia é o recurso de guia curva a curva no Waze que usa a voz do próprio usuário, algo que já foi descrito como uma selfie para os seus ouvidos.

A Lyrebird garante, em seu site oficial, que a sua voz digital é somente sua e ninguém mais pode usá-la sem seu consentimento. De qualquer forma, você pode gravar seu um minuto de áudio no site, após um login com e-mail comercial, e ouvir sua voz robótica. Todos os dados podem ser apagados depois que você fizer o teste. Se quiser ouvir sua voz imitada pelo algoritmo da Lyrebird, é possível fazer isso neste link.

*Por Lucas Agrela

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*Fonte: exame.abril

Comprovada a ligação Intestino x Cérebro

Isso vem se falando há muito tempo e no campo das Neurociências já há estudos e confirmação científica suficiente para se começar a tratar do cérebro cuidando do intestino.

Vejam só. Deve ser por isso que temos tanta gente fazendo “asneiras” por aí. Descobriu-se que nos intestinos existem conexões nervosas e químicas, com neurotransmissores e até possibilidade de sinapses, como ocorre no nosso cérebro.

Por isso um estudo publicado dia 19 de Maio na revista Cell Reports mostram que antibióticos fortes o suficiente para matar as bactérias do intestino também podem parar o crescimento de novas células cerebrais no hipocampo, uma parte do cérebro associada à memória.

Os investigadores também descobriram que um tipo de células brancas do sangue parecem agir como um comunicador entre o cérebro, o sistema imunitário, e o intestino. “Descobrimos que um tratamento prolongado com antibióticos pode afetar o funcionamento do cérebro,” diz a autora do estudo, Susanne Asu Wolf do Max-Delbrueck – Centro de Medicina Molecular, em Berlim, Alemanha.

“Mas, por sorte, probióticos e exercícios podem equilibrar a plasticidade do cérebro e deve ser considerada como uma opção de tratamento real junto com os antibióticos” complementou.

Wolf viu pela primeira vez essas pistas que o sistema imunológico poderia influenciar a saúde e o crescimento de células cerebrais através da investigação em células T, quase 10 anos atrás.

Mas haviam poucos estudos que encontrassem uma ligação a partir do cérebro para o sistema imunológico e de volta para o intestino. No novo estudo, os pesquisadores deram a um grupo de ratos antibióticos suficientes para que eles eliminassem quase toda a flora intestinal.

Em comparação com ratos não tratados com antibióticos, os ratos que perderam suas bactérias intestinais saudáveis tiveram um pior desempenho em testes de memória e mostrou uma perda da neurogênese (capacidade de criação de novas células) em uma seção de seu hipocampo, região onde normalmente novas células cerebrais são produzidas ao longo da vida de um indivíduo.

Ao mesmo tempo que os ratos experimentaram perda de memória e da neurogênese, a equipe de pesquisa detectou um nível mais baixo de células brancas do sangue (especificamente monócitos) marcados com Ly6Chi no cérebro, sangue e medula óssea.

Assim, os pesquisadores testaram e confirmaram que foi a perda dos monócitos Ly6Chi que estavam por trás das mudanças na neurogênese e memória.

Em outro experimento, a equipe de pesquisa comparou ratos não tratados com ratos que tinham níveis de bactérias intestinais saudáveis quer devido à genética ou devido ao tratamento com anticorpos. Em ambos os casos, os ratos com níveis baixos de células Ly6Chi mostraram as mesmas deficiências de memória e neurogênese que os ratinhos que tinham perdido as bactérias do intestino na outra experiência com antibióticos

Assim que os níveis de Ly6Chi foram repostos nos ratos tratados com antibióticos, a memória e a capacidade de criar novas células foi restabelecida.

” Para nós foi impressionante encontrar essas células Ly6Chi que viajam da periferia para o cérebro, e se encontra algo de errado no microbioma , as Ly6Chi atuam como uma célula de comunicação “, diz Wolf.

Felizmente, os efeitos secundários adversos dos antibióticos pode ser revertida. Os ratos que receberam probióticos ou que se exercitaram em uma roda após ter recebido antibióticos, tiveram a memória e a neurogênese recuperadas.

“A magnitude da ação dos probióticos sobre as células Ly6Chi , neurogênese e cognição me impressionaram “, diz ela .

“No futuro , os pesquisadores esperam ver mais ensaios clínicos que investiguem se os tratamentos com probióticos irá melhorar os sintomas em pacientes com doenças neurodegenerativas e distúrbios psiquiátricos . “Poderíamos medir o resultado de humor, sintomas psiquiátricos , a composição do microbioma e a função imune celular antes e após o tratamento com probióticos “, diz Wolf.

Agora já podemos perdoar os “enfezados”. Se a cabeça não anda boa, melhor cuidar dos intestinos e evitar antibióticos. Se não tiver jeito, probióticos e malhação para recuperar a capacidade de lembrar das coisas.

Sugiro a leitura de um outro artigo publicado aqui, onde fala dos benefícios e da criação de novas redes neuronais através dos exercícios físicos….já pra esteira!!!

*Por Genaldo Vargas

 

 

 

 

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*Fonte: fasdapsicanalise

Os americanos estão cada vez mais com medo de carros autônomos

Os cidadãos americanos estão com medo quando o assunto é carros autônomos, e cada mês aumenta mais esse receio pela automação dos carros. Os Estados Unidos da América têm sido um dos países onde se tem desenvolvido mais testes de carros sem motorista, são milhares de carros autônomos em fase de testes nas estradas americanas.

Porém, a confiança do público americano em relação aos carros autônomos nunca foi tão baixa como está agora. Em um estudo realizado em Abril pela AAA (American Automobile Association) foi descoberto que 73% dos americanos não confiam nos carros sem condutor. É um aumento de 10% em relação aos 63% que diziam não confiar no final de 2017.

O estudo revela que apenas 20% dos inquiridos entraria em um carro sem condutor. O maior declínio de confiança veio dos mais jovens. Apesar de continuarem a serem a população que mais confia neste tipo de tecnologia, neste momento 64% dos mais jovens afirma que não viajaria em um veículo autônomo, em comparação com os 49% que o afirmavam em 2017.

“Apesar do potencial (dos carros autônomos) para tornar as estradas mais seguras a longo prazo, os consumidores tem as expectativas altas no que concerne a segurança,” afirmou Greg Brannon, o diretor de Engenharia Automóvel da AAA.

“Os nossos resultados mostram que qualquer incidente que envolva um veículo autônomo irá provavelmente alterar a confiança dos consumidores, que é um componente critico para a aceitação maior dos veículos autônomos”.

*Por Any Karolyne Galdino

 

 

 

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*Fonte:

Uma partícula que não deveria existir acabou de ser detectada

Um novo experimento físico produziu a mais firme evidência de uma partícula misteriosa chamada de “neutrino estéril”, um tipo de neutrino que passa pela matéria sem interagir com ela.

A existência dessa partícula foi sugerida pela primeira vez décadas atrás, mas os cientistas nunca conseguiram encontrar provas adicionais que a confirmassem; pelo contrário, muitos experimentos contradisseram esses resultados iniciais.

Agora, os novos dados robustos deixam os pesquisadores em dúvida. Se neutrinos estéreis forem reais, isso significa que há algo estranho acontecendo no universo que está fazendo os experimentos de física mais avançados da humanidade se contradizerem.

Ops, é ele de novo!

Em meados da década de 1990, o Liquid Scintillator Neutrino Detector (LSND), um experimento do Laboratório Nacional Los Alamos, no Novo México, EUA, encontrou evidências de uma misteriosa nova partícula: um “neutrino estéril”.

Esse resultado não pôde ser replicado; outros experimentos simplesmente não encontraram nenhum traço da partícula. Logo, a ideia foi deixada de lado.

Agora, o MiniBooNE, um experimento do Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab), localizado próximo à cidade de Chicago, nos EUA, apontou para a misteriosa partícula novamente. Se os novos resultados se mantiverem, seria algo enorme: precisaríamos rever o Modelo Padrão da Física de Partículas.

Modelo Padrão

O Modelo Padrão domina a compreensão dos cientistas sobre as partículas do universo por mais de meio século. Ele explica como a matéria e a energia interagem no cosmos. Algumas dessas partículas, como quarks e elétrons, são bem fáceis de imaginar: são os blocos de construção dos átomos que compõem tudo o que existe e podemos tocar com nossas mãos.

Outras partículas, como os três neutrinos conhecidos, são mais abstratas: são partículas de alta energia que fluem pelo universo mal interagindo com outras matérias. Por exemplo, bilhões de neutrinos vindos do sol passam pela ponta do seu dedo a cada segundo, mas é muito improvável que tenham algum impacto nas partículas do seu corpo.

Os três neutrinos conhecidos interagem com a matéria através da força fraca (uma das quatro forças fundamentais do universo) e da gravidade. Isso significa que detectores especializados podem encontrá-los. Já os neutrinos estéreis não são identificáveis diretamente, e foram a primeira surpresa para o nosso entendimento deste tipo de partícula.

Neutrinos estéreis: a suposição

Enquanto ondas de neutrinos fluem pelo espaço, elas “oscilam” entre os tipos diferentes dessa partícula. Tanto o experimento LSND quanto o MiniBooNE envolvem disparar feixes de neutrinos em um detector escondido atrás de um isolador para bloquear todas as outras radiações, e depois contar cuidadosamente quantos neutrinos de cada tipo atingem esse detector.

Ambos os experimentos já relataram mais detecções do que a descrição da oscilação de neutrinos do Modelo Padrão pode explicar. Isso sugere que os neutrinos estão oscilando em tipos mais pesados, “estéreis”, que o detector não pode identificar diretamente.

O resultado do MiniBooNE teve um desvio padrão medido em 4,8 sigma, pouco abaixo do limiar de 5,0 que os físicos procuram. Um resultado de 5,0 sigma tem 1 em 3,5 milhões de chances de ser um equívoco, ou seja, alguma flutuação aleatória nos dados.

Segundo dos cientistas do novo experimento, os resultados do MiniBooNE e LSND combinados representam um resultado de 6,1 sigma, embora haja certo grau de ceticismo sobre essa afirmação.

Algo está acontecendo, só temos que descobrir o quê

O maior problema, até agora, é que outros experimentos importantes com neutrinos, como o Oscillation Project with Emulsion-Tracking Apparatus, na Suíça, e o IceCube Neutrino Observatory, na Antártida, não encontraram a anomalia que o LSND e o MiniBooNE descobriram.

Segundo Kate Scholberg, uma física de partículas da Universidade de Duke (EUA) que não esteve envolvida no novo estudo, é possível que a anomalia seja “sistemática, o que significa que há algo na maneira como os neutrinos estão interagindo com a configuração experimental que os cientistas ainda não entendem”.

Mas também é cada vez mais possível que os cientistas tenham que explicar por que tantos outros experimentos não estão vendo evidências de neutrinos estéreis, como o Fermilab e os Los Alamos Lab. Se esse for o caso, eles terão que rever todo o seu entendimento do universo no processo.

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: gooru

“Band-Aid” do futuro: gel elástico que carrega medicamentos é desenvolvido nos EUA

Pesquisadores dos EUA desenvolveram um material semelhante a um gel pegajoso e extensível, que pode ser usado como uma “atadura inteligente”.

Com sensores de temperatura e reservatórios de drogas, o curativo de hidrogel pode liberar medicamentos em resposta às mudanças de temperatura da pele. Além disso, LEDs incorporados ao material acendem para avisar quando os remédios estão acabando.

“Eletrônicos são, geralmente, duros e secos, mas o corpo humano é macio e molhado. Estes dois sistemas têm propriedades drasticamente diferentes”, disse Xuanhe Zhao, um engenheiro mecânico no Massachusetts Institute of Technology (MIT). “Para deixar a eletrônica em contato estreito com o corpo humano, como em aplicações de monitoramento de saúde e entrega de drogas, é altamente desejável fazer os dispositivos eletrônicos macios e elásticos, para que se ajustem ao ambiente do corpo humano. Essa é a motivação para a eletrônica de hidrogel flexível”, completou.

A matriz de hidrogel que compõe a atadura tem numerosas vantagens em relação aos de tecidos convencionais. É altamente flexível e facilmente extensivo, podendo ser aplicado a qualquer área do corpo, incluindo articulações, como os joelhos ou os cotovelos.

O material de borracha é composto, principalmente, de água e pode ser incorporado a uma gama de produtos eletrônicos, tais como fios condutores, chips semicondutores, luzes de LED e sensores de temperatura.

Descrevendo o curativo na revista Advanced Materials, os pesquisadores dizem que o dispositivo possui tubos e furos pelos quais a medicação flui, entregando drogas diferentes para diferentes segmentos da pele, pela influência de sua respectiva temperatura. “É uma matriz muito versátil. Uma capacidade única é que se um sensor detecta algo diferente, como um aumento anormal da temperatura, o dispositivo libera os medicamentos neste local específico, selecionando uma droga a partir dos seus reservatórios. Os medicamentos podem difundir-se na matriz de hidrogel para libertação sustentada ao longo do tempo”, disse Hyunwoo Yuk, um membro da equipe.

O hidrogel seria uma “pomada” eficiente para coisas como queimaduras e doenças da pele, mas, de acordo com os pesquisadores, não está limitado ao uso externo, podendo, teoricamente, ser usado dentro do corpo para abrigar eletrônicos implantados, tais como sensores de glicose ou sondas neurais.

“Atualmente, os pesquisadores estão testando diferentes materiais macios para conseguir, a longo prazo, a biocompatibilidade de dispositivos neurais. Com ajuda dos colaboradores, estamos propondo a utilização de hidrogel como um material ideal para dispositivos neurais, pois ele pode ser projetado com propriedades mecânicas e fisiológicas semelhantes às do cérebro”, concluiu Zhao.

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*Fonte: gooru

A lei da física que controla discretamente sua vida – e pode ajudar a melhorá-la

Por que um cacto tem a forma ideal para viver em um habitat sem água? Por que muitos rios formam curvas ao avançar rumo à sua foz?

Há uma teoria da física que explica isso. Na verdade, não só isso, mas também o comportamento de qualquer coisa em movimento, seja inanimada ou animada.

Trata-se de uma lei da física bem recente e ainda pouco conhecida pelo público em geral: chama-se Lei Constructal e foi formulada em 1996 por Adrian Bejan, professor de Engenharia Mecânica da Universidade Duke, nos Estados Unidos.

Bejan quis torná-la o mais acessível possível para as massas em seu livro A Física da Vida: A evolução de tudo, publicado em 2016. Mas como ela pode explicar praticamente tudo?

Tudo flui sob o mesmo princípio

A essência da teoria é que todo processo em movimento, seja de um ser vivo, como uma planta, ou algo mais intangível ou inanimado, como uma rota migratória ou a comunicação entre computadores, avança rumo a uma maior eficácia.

Esse avanço gera mudanças morfológicas e ajustes que respondem ao mesmo princípio de otimização, da evolução rumo a algo melhor. E isso, segundo escreveu Bejan em seu livro, se aplica a fluxos tão díspares como o “trânsito de uma cidade, o transporte de oxigênio dos pulmões e a fluidez dos pensamentos na arquitetura do cérebro”.

Bejan diz que toda a natureza é formada por sistemas de fluxo que mudam e evoluem com o tempo para se tornarem melhores. Assim, segundo a Lei Constructal, a tendência é sempre a uma fluidez mais fácil e, com o tempo, os fluxos se tornam maiores. E, quanto maiores o fluxos, mais inerentemente eficazes eles se tornam.

Lei ou teoria?

Na física, há muitas teorias, tantas quantas a mente puder imaginar, mas poucas leis. Uma lei deve explicar ou resumir um fenômeno universal, como as leis da dinâmica de Newton. Além disso, segundo o engenheiro, uma lei deveria ser “obedecida” por qualquer sistema imaginável: corpos, rios, máquinas.

Por sua vez, as teorias são previsões sobre como algo deve se dar e estão baseadas em uma lei. Para Bejan, a Lei Constructal explica o funcionamento de qualquer sistema dinâmico e é o motor de campos tão distintos como a evolução, a engenharia e o design.

O engenheiro se inspirou para concebê-la enquanto desenhava um sistema de refrigeração de computadores portáteis: ele se deu conta que as canalizações se ramificavam como se fossem árvores e, a partir daí, nasceu o conceito de sua lei.

Agora, sua proposta está ganhando grande aceitação nos círculos científicos e, segundo disse Bejan em entrevistas, até o momento não foi refutada por publicações especializadas.

Ele acaba de receber a prestigiosa medalha Benjamin Franklin, em parte por sua “teoria constructal, que prevê o design natural e sua evolução nos sistemas engenharia, científicos e sociais”. Segundo o engenheiro, entender melhor essa lei pode nos ajudar a antecipar mudanças, por exemplo, em dinâmicas sociais, nos governos ou na economia.

E como pode melhorar sua vida?

Se uma dinâmica se torna mais eficaz quanto mais fluida e livre for, então, a moral para nossas vidas bem que poderia ser “não pare”.

Bejan, que nasceu e cresceu na Romênia sob um governo comunista, diz que sua Lei Constructal, se aplicada de maneira prática ao nosso dia a dia e ao nosso trabalho, sugere que quanto mais livres, flexíveis e dinâmicos nos tornamos, mais eficazes somos. Da mesma forma, a inação interromperia esse fluxo e deteria o processo de optimização natural.

Segundo disse Bejan há alguns anos à revista Forbes, sua teoria tem incontáveis aplicações, “porque coloca o design biológico e a evolução dentro do campo da física, junto a tudo mais até agora existia sob o guarda-chuva da ‘ciência dura’: a economia, as dinâmicas sociais, os negócios e o governo”.

Uma das frases que ele mais gosta de repetir em conversas e entrevistas, também recorrente em seus livros, é que “a liberdade é boa para o design”. Assim, a mensagem que ele passa é que devemos fluir mais e melhor para nos tornarmos melhores.

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*Fonte: bbc

Como as bactérias que você carrega podem estar afetando seu estado de espírito

Se há algo que nos torna humanos são nossas mentes, pensamentos e emoções.

Um novo conceito controverso que está surgindo, contudo, aponta que as bactérias do intestino também têm um papel importante nisso: elas agiriam como uma espécie de mão invisível em nossos cérebros.

É nesse campo que pesquisadores estão trabalhando ao investigar como os trilhões de micróbios que sobrevivem em nós e nos habitam – o que é chamado de nosso microbioma – afetam a nossa saúde física.

Até mesmo transtornos como depressão, autismo e doenças neurodegenerativas, como o mal de Parkinson, podem de alguma forma estar relacionadas a essas pequenas criaturas.

Nós sabemos há séculos que o modo como nos sentimos afeta o nosso intestino – apenas pense no que acontece com você antes de uma prova ou de uma entrevista de emprego -, mas agora isso está sendo visto como uma via de mão dupla.

Grupos de pesquisadores acreditam estar à beira de uma revolução que usa “micróbios do humor” ou “psicobióticos” para melhorar a saúde mental.

O estudo que deu a partida para esse conceito foi realizado na Universidade de Kyushu, no Japão, em 2004.

Cientistas demonstraram que camundongos “livres de germes” – aqueles que nunca tiveram contato com micróbios – produziram duas vezes a quantidade de hormônio do estresse quando afligidos do que os camundongos normais.

Os animais eram idênticos, exceto pelos micróbios. Isso foi considerado um forte indício de que a diferença era resultado de seus micro-organismos. E o trabalho se tornou a primeira pista do impacto que a medicina microbiana teria na saúde mental.

“Todos nós voltamos sempre àquele primeiro artigo, à primeira leva de neurocientistas japoneses que estudaram os micróbios”, diz Jane Foster, neuropsiquiatra da Universidade McMaster, no Canadá. “Foi realmente muito importante para nós que estavámos estudando depressão e ansiedade.”

Há agora uma rica corrente de pesquisa relacionando camundongos sem germes a mudanças no comportamento e até mesmo na estrutura do cérebro.

Mas a vida completamente estéril deles não é nada parecida ao mundo real. Estamos constantemente entrando em contato com micróbios em nosso meio ambiente – nenhum de nós é livre de germes.

No Hospital Universitário de Cork na Irlanda, o professor Ted Dinan está tentando descobrir o que acontece com o microbioma de seus pacientes deprimidos.

Para os médicos, um microbioma saudável é um microbioma diverso, que contém uma grande variedade de espécies diferentes de micro-organismos.

“Se você comparar alguém que está clinicamente deprimido com alguém que está saudável, há uma diminuição na diversidade da microbiota (flora intestinal)”, diz Dinan.

“Não estou sugerindo que esta seja a única causa da depressão, mas acredito que, para muitos indivíduos, ela contribui para o surgimento da doença.”

O pesquisador argumenta ainda que alguns estilos de vida que enfraquecem nossas bactérias intestinais, como uma dieta pobre em fibras, pode nos tornar mais vulneráveis.

 

Uma pesquisa recente mostra que as pessoas são mais micróbios do que humanas – se você contar todas as células do seu corpo, apenas 43% pertencem à espécie humana.

O resto é o microbioma e inclui bactérias, vírus, fungos e arquea (organismos que eram classificados de forma equivocada como bactérias, mas que têm características genéticas e bioquímicas diferentes).

Isto é conhecido como o “segundo genoma” e também está sendo associado a doenças como Mal de Parkinson, doença inflamatória intestinal, depressão, autismo e ao funcionamento de drogas contra o câncer.

O mistério da depressão

A possível relação de um desequilíbrio no microbioma intestinal com a depressão também é um conceito intrigante.

Para testar esta hipótese, os cientistas do centro de microbiomas APC, na Universidade College Cork, começaram a transplantar o microbioma de pacientes deprimidos para animais. O procedimento é conhecido como transplante fecal.

Ele mostrou que, se você transfere as bactérias, também transfere o comportamento.

“Ficamos muito surpresos com a possibilidade de, apenas pegando amostras de microbioma, reproduzir muitas das características de um indivíduo deprimido em um rato”, diz o professor John Cryan à BBC.

Estas características incluíam, por exemplo, a anedonia – o modo como a depressão pode levar as pessoas a perderem o interesse pelo que normalmente consideram prazeroso.

Para os ratos, esse prazer era obtido com uma água com açúcar que eles queriam beber cada vez mais, mas com a qual passaram a não se importar quando receberam o microbioma de um indivíduo deprimido, diz Cryan.

Evidências semelhantes da relação entre o microbioma, o intestino e o cérebro também estão emergindo em relação ao mal de Parkinson.

A doença é claramente um distúrbio cerebral. Os pacientes perdem o controle de seus músculos à medida que as células cerebrais morrem, e isso os leva a apresentar um tremor característico.

Agora, o professor Sarkis Mazmanian, microbiologista médico do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), tem argumentado que as bactérias intestinais parecem ter um papel nisso.

“Os neurocientistas clássicos considerariam uma heresia pensar que é possível entender os eventos no cérebro pesquisando o intestino”, diz ele, que no entanto encontrou diferenças “muito fortes” entre os microbiomas de pessoas com Parkinson e daquelas sem a doença.

Estudos em animais geneticamente programados para desenvolver o Parkinson mostram que as bactérias intestinais estão ligadas ao surgimento da doença.

E quando as fezes foram transplantadas de pacientes com Parkinson para ratos, estes desenvolveram sintomas “muito piores” do que quando foram usadas fezes provenientes de um indivíduo saudável.

Mazmanian diz à BBC que “as mudanças no microbioma parecem estar induzindo os sintomas motores do Parkinson.”

“Estamos muito animados com isso porque nos permite apontar o microbioma como um caminho para novas terapias”, afirma.

Ainda que fascinante, a evidência que liga o microbioma ao cérebro é, por enquanto, preliminar.

Os pioneiros desse campo de pesquisa veem, entretanto, uma perspectiva interessante no horizonte – uma maneira totalmente nova de influenciar nossa saúde e bem-estar.

Se os micróbios influenciam nossos cérebros, então talvez possamos mudar nossos micróbios para melhor.

Mais estudos necessários

Mas será que alterar as bactérias no intestino de pacientes de Parkinson pode mudar o curso da doença?

Fala-se de psiquiatras que prescrevem micróbios do humor ou psicobióticos – efetivamente um coquetel probiótico de bactérias saudáveis – para impulsionar nossa saúde mental.

A pesquisadora Kirsten Tillisch, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, questiona: “Se mudarmos as bactérias, podemos mudar o modo como reagimos?”.

Ela diz, entretanto, que são necessários estudos muito maiores que realmente investiguem quais espécie e até subespécies de bactérias podem estar exercendo efeito sobre o cérebro e o que elas estão produzindo no intestino.

“Há conexões claras aqui. Acho que nosso entusiasmo e nossa empolgação se explicam porque não tivemos, até agora, tratamentos ótimos (para males como Parkinson). Então é muito empolgante pensar que há um caminho totalmente novo que podemos estudar e com o qual podemos ajudar as pessoas, talvez até para prevenir doenças.”

O microbioma – nosso segundo genoma – está abrindo uma maneira inteiramente nova de se fazer medicina, e seu papel está sendo investigado em quase todas as doenças que se pode imaginar, incluindo alergias, câncer e obesidade.

Impressiona o quão maleável esse segundo genoma é e como isso está em contraste com o nosso próprio DNA.

A comida que comemos, os animais de estimação que temos, os medicamentos que tomamos, como nascemos – tudo modifica nossos habitantes microbianos.

“Prevejo que nos próximos cinco anos, quando você for ao médico fazer seu exame de colesterol, por exemplo, você também vai ter o seu microbioma avaliado. O microbioma é o futuro fundamental da medicina personalizada”, afirma John Cryan.

*Por: James Gallagher

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*Fonte: bbc

Estamos cada vez mais perto da imortalidade?

Os avanços científicos e tecnológicos dos últimos anos levaram certas pessoas a pensar que podemos vencer a morte. Como faremos isso? Como seria uma sociedade de imortais?

Um dos grandes sonhos do ser humano é vencer a morte. São vários os exemplos de personagens (de mitológicos a literários) que tentaram derrotar as parcas e brincar de ser Deus. Hoje, cada vez mais linhas de pesquisa pretendem estender a vida a limites até então impensáveis. Porém, será que isso terá alguma consequência, como nas antigas lendas ou nos modernos livros de ficção científica?

Há alguns anos, começou-se a falar com cada vez maior insistência no transumanismo. Tal teoria dita que os avanços tecnológicos e científicos nos permitirão vencer as limitações do nosso corpo. Em teoria, já somos transumanos: usamos óculos, implantes para a surdez, marca-passos etc. Além disso, a possibilidade de cura das doenças graças à edição genética está começando a se tornar realidade.

Porém, o objetivo do transumanismo vai além: alcançar a pós-humanidade, um estado no qual o ser humano controla seu próprio destino e vence os problemas da vida física.

Nesse sentido, o corpo pode passar a ser unicamente um acessório: alguns dos transumanistas mais famosos, como o multimilionário russo Dmitry Itskov, dizem que acabaremos registrando nossa consciência em um suporte digital para poder trasladá-la a diferentes avatares. Segundo esse visionário, alcançaremos esse estado em menos tempo do que acreditamos, ao redor do ano 2045. Por isso, Dmitry batizou seu ambicioso projeto com essa cifra.

Livrar-nos do “gene da morte”

Outra guru da imortalidade é Cynthia Kenyon, bióloga molecular e vice-presidente de Pesquisas do Envelhecimento da Calico, aposta biotecnológica do Google (Sergey Brin, um dos fundadores do Google, é outro dos magnatas que mais investem nesta busca do “Santo Graal”).

Em 1981, Cynthia Kenyon descobriu os mecanismos reparadores do DNA. Em 1993, dobrou a duração da vida da espécie de verme C. Elegans alterando um único gene, chamado “o gene da morte”. Suas pesquisas conseguiram prolongar a vida de animais de laboratório em mais de 30%.

Com ou sem gene, existem espécies que parecem ter propriedades que as tornam especiais ao longo da vida, do chamado urso de água, que pode sobreviver nas condições mais extremas, até o axolote, a lagosta e o rato-toupeira-pelado. Este último, uma espécie de roedor que vive no Chifre da África, fascina os cientistas, pois não padece de câncer. Recentemente, descobriu-se que, por mais que vivam, não envelhecem: seu risco de morte é o mesmo com quatro ou vinte anos, algo que no ser humano se multiplica quando saltamos de uma década a outra.

Outros pesquisadores decidiram se adiantar e pesquisar diretamente no próprio corpo. Como a norte-americana Elizabeth Parrish, diretora-executiva da start-up Bioviva. Há dois anos, ela anunciou que se submetera a um tratamento de terapia de genes que deixou suas células duas décadas mais novas. Para evitar a dura legislação da Agência de Medicamentos dos EUA (FDA), ela viajou à Colômbia para submeter-se à experiência.

O tratamento envolvia injeções de material genético que permitiam estender os telômeros, regiões do DNA nos extremos dos cromossomos, cuja longitude está relacionada ao envelhecimento celular. Elizabeth Parrish fez o tratamento aos 44 anos. Por isso, será preciso esperar algumas décadas para comprovar o êxito da terapia.

Viver mais de mil anos

No entanto, quem sempre é citado no que se refere ao transumanismo é uma pessoa com imagem e nome exóticos: Aubrey de Grey, que com sua barba comprida parece um personagem da Liga Extraordinária, não um cientista.

Esse técnico em gerontologia dirige a SENS Foundation Research, instituição que pesquisa os problemas associados ao envelhecimento de uma perspectiva mais ampla que a do próximo tratamento contra o Alzheimer ou o câncer, doenças que o próprio Aubrey De Grey afirma que não serão curadas simplesmente por serem manifestações da idade: degradação neuronal ou genética.

No entanto, ele confia cegamente que a medicina será capaz de reparar os danos do corpo e afirma ser mais provável que, quando isso for alcançado, não vivamos apenas duzentos ou trezentos anos, mas mil. Aubrey De Grey é cofundador da Methuselah Foundation (Fundação Matusalém, em honra ao personagem bíblico que chegou a viver quase mil anos) junto a Paul F. Glenn, magnata dono do Cycad Group, fundo de capital de risco tecnológico.

Respaldo científico

Para Antonio Diéguez, catedrático de Lógica e Filosofia da Ciência na Universidade de Málaga (Espanha) e autor do livro Transhumanismo. La búsqueda tecnológica del mejoramiento humano [Transumanismo: A busca tecnológica do aprimoramento humano], esses projetos, embora “não careçam por completo de base racional”, necessitam um respaldo científico que ainda não é muito claro.

Um exemplo: a possibilidade de trasladar a consciência de corpo a corpo. “A noção de mente e consciência que subjaz esse tipo de afirmação é bem discutível”, comenta Antonio Diéguez. “Concebemos a mente como uma espécie de software que pode ser trasladado a diferentes hardwares e continuar funcionando com normalidade”, algo que está “longe de se tornar evidente”.

Mas… seremos capazes de viver tanto?

A expectativa de vida aumentou enormemente no século XX. Na Espanha, por exemplo, em 1919, quando foi criado o primeiro sistema público de previdência e se fixou a idade de aposentadoria em 65 anos, a expectativa de vida não chegava a 50. Hoje, é de 83 anos, superada apenas pelo Japão.

Mas devemos ter em conta que tal aumento se deve sobretudo à redução da mortalidade infantil. Eliminado esse fator, o aumento da longevidade em um século foi de cerca de 20 anos, o que é um dado positivo.

Por outro lado, segundo um estudo demográfico feito em 40 países e realizado pelo Albert Einstein College de Nova York, embora cada vez mais gente supere os cem anos, a vida parece ter alcançado seu ponto máximo nos 122 anos. Essa foi a idade com a qual morreu a pessoa mais longeva que já existiu, Jeanne Calment. Essa francesa faleceu em 1997. Hoje, duas décadas mais tarde, ninguém a superou, embora tenha aumentado o número de indivíduos centenários.

O que faremos quando nos tornarmos imortais?

Antonio Diéguez se mostra crítico com o mundo utópico vendido pelos gurus do transumanismo. Quando poderia se aposentar uma pessoa com expectativa de vida superior a, digamos, 300 anos? “Obviamente, nenhum sistema de bem-estar está preparado para algo assim. Não apenas teríamos que continuar trabalhando muitos mais anos, teríamos também que gerar controles de natalidade bem estritos” e “teríamos que mudar de profissão a cada certo tempo, pois não parece provável que um mesmo trabalho nos satisfaça durante centenas de anos”.

Para ele, a ideia de uma sociedade de seres imortais é “uma distopia, no mínimo, pouco animadora”. Ele não vê claro que os males do ser humano seriam resolvidos: “Os transumanistas tendem a pensar que os problemas sociais terão soluções tecnológicas; são, portanto, promotores mais ou menos involuntários de uma sociedade tecnocrática na qual restaria pouco espaço para a deliberação política de questões centrais.”

É possível intuir, além disso, uma brecha social. “O acesso a essas tecnologias de biomelhoramento ou “ciborguização” estará restringido às pessoas que possam pagá-lo.” E conclui: “É bem duvidoso que a sociedade possa oferecer oportunidades adequadas a todos os indivíduos melhorados tecnologicamente. Nem todos podem ser intelectuais, escritores de sucesso ou grandes artistas, esportistas ou cientistas. O nível de frustração pessoal poderia ser muito grande.”r

É possível que, como diz Aubrey de Grey, já tenha nascido a pessoa que viverá mais de mil anos. O que ainda não sabemos é em que tipo de sociedade ela viverá sua longa vida.

*Por Marcos Domínguez

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*Fonte: thedailyprosper

Startup australiana organiza corrida de carros voadores no deserto

Fórmula 1, caminhão, moto, bicicleta, rolimã… Tem corrida de tudo quanto é coisa, basta essa coisa se mexer. Mas nessa a startup australiana Alauda se superou: ela já está organizando o racha entre carros que ainda nem existem direito: os voadores.

A primeira corrida de quadricópteros pode acontecer em 2019, e no deserto. A empresa começou nesta semana a levantar dinheiro pelo Kickstarter para financiar a empreitada e transformar em realidade não apenas o evento, mas o carro voador em si. Por enquanto, a máquina é um protótipo em tamanho reduzido e ganhou o nome de Mark 1 Airspeeder.

Esse tipo de veículo é nada mais que um drone gigante, com decolagem e pouso na vertical. Por questões de segurança, logística e custo, especialistas têm avaliado esses carros como pouco viáveis em larga escala num futuro próximo, mas o CEO da Alauda, Matt Pearson, discorda. Para ele, colocar esses brinquedos para correr vai empurrar o desenvolvimento da tecnologia, assim como acontece em outras categorias de competição a motor.

O Alauda Mark 1 é um carro elétrico de baixa altitude com formato de veículo de corrida – um Fórmula 1 dos ares, no melhor estilo pod do Star Wars. Ele carrega apenas uma pessoa e chega à velocidade de 200 km/h.

Nos últimos dois anos, a companhia esteve trabalhando às escondidas, mas agora ela acredita que a novidade está madura o suficiente para os primeiros testes sérios. Um voo demonstrativo com piloto já está previsto para acontecer em janeiro de 2018.

Mais do que entrar no circo da velocidade, a Alauda quer chamar a atenção e vencer a corrida pelo mercado. Concorrentes como Airbus e Uber já estão trabalhando em veículos parecidos, mas não têm previsão de quando a tecnologia estará no dia a dia das pessoas.

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*Fonte: storia

Cientistas criam bactéria que come o CO2 do ar

Ironicamente, a solução para o aquecimento global pode estar numa criatura que adora calor: a bactéria Pyrococcus furiosus, que vive dentro de vulcões submarinos onde a temperatura chega a 100 graus. Numa experiência feita pela Universidade da Geórgia, nos EUA, esse micróbio recebeu cinco genes de outra bactéria subaquática, a Metallosphaera sedula. E dessa mistura saiu uma criatura capaz de algo muito útil: alimentar-se de CO2.

Exatamente como as plantas (que absorvem luz e CO2), mas com uma vantagem: a bactéria é mais eficiente, ou seja, se multiplica mais rápido e absorve mais CO2 do ar. “Agora podemos retirar o gás diretamente da atmosfera, sem ter de esperar as plantas crescerem”, diz o bioquímico Michael Adams, autor do estudo. Seria possível criar usinas de absorção de CO2, que cultivariam o micróbio em grande escala, para frear o aquecimento global. Depois de comer o gás, ele excreta ácido 3-hidroxipropiônico — que serve para fazer acrílico e é um dos compostos mais usados na indústria química.

Se a bactéria transgênica escapar e se reproduzir de forma descontrolada, poderia consumir CO2 em excesso e esfriar demais a atmosfera. Existe um mecanismo de segurança natural contra isso: ela só consegue comer o gás se a temperatura for de 70 graus (que seria mantida artificialmente nas usinas). Mas sempre existe a possibilidade de que a bactéria sofra uma mutação, supere esse bloqueio — e mergulhe a Terra numa nova era glacial. Talvez seja melhor deixar as plantas cuidando do CO2.

 

 

 

 

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*Fonte: superinteressante

17 dados preocupantes sobre o desenvolvimento humano e a saúde do planeta

1 – Mais de 1 bilhão de pessoas ainda não têm acesso à água potável;

2 – Se todas as pessoas do mundo trocassem as lâmpadas de suas casas por versões mais econômicas, US$ 120 bilhões seriam economizados anualmente;

3 – Atualmente, a maioria das mortes de adolescentes na África é provocada pelo vírus HIV;

4 – O nível do mar subiu 19 cm no mundo entre os anos de 1901 e 2010, por causa do derretimento das geleiras;

5 – Em cada cinco pessoas no mundo, uma ainda não tem contato com sistemas elétricos modernos;

6 – Uma em cada três pessoas não tem acesso a serviços sanitários básicos, como banheiros com vaso e pia;

7 – Ainda existem 1,5 bilhão de pessoas no mundo que não têm acesso a serviços telefônicos;

8 – Em 2008, a degradação das terras do planeta prejudicou diretamente a vida de 1,5 bilhão de pessoas;

9 – 79% dos produtos que países desenvolvidos importam dos países em desenvolvimento são livres de impostos;

10 – 80% das pessoas que vivem em regiões rurais de países em desenvolvimento ainda apelam para chás de ervas e afins quando estão com problemas de saúde;

11 – Das crianças que vão para a aula em países em desenvolvimento, 66 milhões chegam à escola sentindo fome;

12 – Em 2013, de toda a energia final consumida pelo mundo, 20% veio de fontes renováveis;

13 – Em 2014, 121 milhões de crianças não estavam frequentando a escola;

14 – Em todo o mundo, 828 milhões de pessoas vivem em favelas atualmente, e o número continua crescendo;

15 – O número de pessoas desempregadas mundialmente era 170 milhões em 2007 e passou a ser 202 milhões em 2012;

16 – De toda a comida produzida no mundo anualmente, um terço acaba apodrecendo e indo parar no lixo;

17 – Apenas metade das mulheres que vivem em regiões em desenvolvimento tem acesso a todos os cuidados médicos necessários quando engravidam.

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*Fonte: megacurioso

Morre hoje, na data de nascimento de Einstein, o cosmólogo Stephen Hawking

O reconhecido cosmólogo britânico Stephen Hawking morreu nesta quarta-feira, aos 76 anos, anunciou sua família em um comunicado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Estamos profundamente tristes porque nosso querido pai faleceu hoje”, declararam os filhos do cosmólogo, Lucy Robert e Tim, em um comunicado publicado pela agência britânica Press Association.

“Foi um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado perdurarão por muitos anos”.

História

Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942 em Oxford, na Inglaterra, 300 anos após a morte de Galileu. Quando fez 8 anos de idade, se mudou para St. Albans, cidade localizada a cerca de 30 km de Londres, na Inglaterra.

Um dos mais conhecidos cientistas do mundo, estudou na University College, de Oxford, que também foi a faculdade de seu pai. Stephen queria estudar matemática, enquanto sua família o queria estudante de medicina. Como matemática não estava disponível na grade da universidade, ele escolheu física e se formou em 1962.

Três anos depois, o físico recebeu sua primeira premiação na classe licenciatura em Ciências Naturais – ao longo de sua carreira, recebeu 15 medalhas e prêmios. Ele saiu de Oxford e foi para Cambridge fazer uma pesquisa na área de cosmologia, já que não havia essa área na universidade em que estudava.

Hoje, é doutor em cosmologia. Foi professor de matemática na Universidade de Cambridge, onde é professor lucasiano emérito – mesmo cargo ocupado por grandes cientistas como Charles Babbage, Isaac Newton e Paul Dirac. Ele também é diretor do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica da mesma universidade. Suas principais áreas de especialidade são cosmologia teórica e gravidade quântica.

Hawking também é autor de 14 livros, entre eles “O universo em uma casca de noz” e “Uma nova história do tempo”. Em 2014, sua história de vida foi contada no filme “A teoria de tudo”, vencedor de um Oscar.

Descanse em Paz!

 

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*Fonte: universoracionalista