Cientistas descobrem como usar qualquer plástico para produzir eletricidade

Como você deve saber, não são absolutamente todos os tipos de plástico que podem ser reciclados, o que significa que, mesmo que uma parte possa ser processada e reutilizada, existe uma parcela que não – e que tem ainda mais chances de não ter um descarte adequado e parar na natureza. Evidentemente, há tempos os cientistas tentavam encontrar soluções para esse problema e, recentemente, uma equipe da Universidade de Chester, na Inglaterra, anunciou ter desenvolvido uma alternativa.

Saída interessante

De acordo com Alfredo Carpineti, do site IFLScience!, os pesquisadores encontraram uma forma de usar todo tipo de plástico – reciclável ou não – para produzir eletricidade, técnica esta que, além de reduzir o volume de resíduos, pode potencialmente levar a uma menor exploração de recursos naturais. E não é só isso!

Segundo Afredo, o processo – batizado de “W2T”, sigla de Waste2Tricity – envolve uma baixa criação de resíduos sólidos ou líquidos e não gera liberação de gases na atmosfera e, sendo assim, comparado às tecnologias tradicionais de incineração, o novo sistema produz muito menos emissões. Como funciona o método?

O W2T consiste em usar uma câmara de conversão térmica para vaporizar o plástico. Com isso, é possível obter hidrogênio a partir de um gás que os cientistas chamaram se Syngas e que seria como o gás natural, só que sintético. Esse material, por sua vez, pode ser usado para a produção de eletricidade e ser usado como combustível, e todo o sistema vem sendo testado e aprimorado na universidade para que, em breve, seja criada uma planta de processamento de plástico em larga escala.

O primeiro desses estabelecimentos deve ser construído na Inglaterra, mas, se tudo correr bem e o método provar ser eficiente mesmo, o objetivo é o de criar plantas em todo o mundo. A estimativa é a de que cada tonelada de resíduos plásticos possa valer cerca de US$ 50 – pouco menos de R$ 190 –, o que pode servir de incentivo (financeiro) para que a indústria e a população não descartem esse material nos oceanos ou de forma inadequada.

 

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*Fonte: megacurioso

A solução para a superpopulação do planeta são as cidades subaquáticas

Por quase 100 anos, os cientistas têm fantasiado sobre a criação de casas e cidades submarinas. É uma maneira original de abordar o problema da superpopulação do planeta. A agência russa RBC analisa essas atuais ‘hidropolises’.

Os modernos hidropolises são edifícios no fundo do oceano. Eles podem abrigar casas, hotéis, restaurantes ou laboratórios. A idéia de criar casas submersas chegou aos cientistas depois que viram o problema representado pela superpopulação do planeta. E o número de habitantes aumenta anualmente em 80 milhões de pessoas.

Os cientistas modernos acreditam que o nível crítico de superpopulação da Terra virá em meados do século XXI. Os pesquisadores sustentam que a vida subaquática é muito mais confortável do que em terra: não há fenômenos atmosféricos, nem terremotos, nem mudanças de pressão. Supõe-se que as cidades subaquáticas receberão energia com a ajuda de plantas alimentadas por marés e geradores.

Como estão as hidropólises?

O desejo de se estabelecer no fundo do oceano não se concretizou até hoje, mas as tentativas continuam. Especialmente restaurantes e hotéis.

Jules Undersea Lodge é um hotel subaquático na Flórida (EUA). Os quartos têm um comprimento de 15 metros, uma largura de 6 metros e altura de 3 metros. Ar, água e eletricidade são fornecidos aos quartos da costa por uma mangueira especial.

Em 2012, a empresa japonesa Shimizu apresentou o projeto offshore Ocean Spiral. Se o conceito se tornar realidade, 5.000 pessoas poderão viver no mar. O plano é que a Ocean Spiral inclua uma esfera com um diâmetro de 500 m flutuando na superfície da água. Sob ela, haverá uma trilha em espiral de 15 km de comprimento que a conectará ao centro de pesquisa, localizado a uma profundidade de cerca de 3 ou 4 km. A Ocean Spirals usará a diferença na temperatura da água do oceano e na pressão hidráulica para produzir energia e dessalinizar a água. A execução do projeto exigirá cerca de 26.000 milhões de dólares e cerca de cinco anos.

Outro projeto de hidrópole é o desenvolvido pelo arquiteto britânico Phil Pauley. Ele propõe a construção de uma cidade autônoma chamada Sub-Biosphere no fundo do oceano.

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*Por Any Karolyne Galdino  /  Fonte: engenhariae

O combustível desse carro é água salgada

Pouco a pouco, as pessoas estão se conscientizando da importância de cuidar do meio ambiente, razão pela qual várias iniciativas foram lançadas para reduzir a quantidade de lixo e poluentes que são emitidos.

Carros são um dos vilões do meio ambiente por emitir muito ar poluído. Tudo isso pode se tornar um problema de grandes proporções, esta foi uma das razões por que os carros elétricos estão ganhando espaço cada vez mais, mesmo ainda sendo mais caro ter um carro assim.

No entanto, nem tudo parece perdido porque a empresa suíça NanoFlowcell introduziu QUANTINO, um carro que funciona com água salgada, em vez de gasolina ou baterias elétricas.

Este carro, ao contrário dos carros elétricos convencionais, usa baterias iônicas chamadas bi-ION, cuja operação é baseada em água salgada.

Seu inventor, Nunzio La Vecchia, garantiu que este carro terá um ótimo desempenho, mesmo assegurando que QUANTINO pode atingir até mil quilômetros de autonomia.

A marca suíça trabalhou neste projeto desde 2014 e este carro é o resultado de anos de pesquisa. As baterias do carro oferecem até dez mil horas de operação com uma geração de 108 cavalos de potência e uma velocidade de até 200 quilômetros por hora.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Estamos a um passo mais próximo do teletransporte quântico complexo

O domínio experimental de sistemas quânticos complexos é necessário para tecnologias futuras como computadores quânticos e criptografia quântica. Cientistas da Universidade de Viena e da Academia Austríaca de Ciências abriram novos caminhos. Eles procuraram usar sistemas quânticos mais complexos do que os qubits entrelaçados bidimensionais e, assim, aumentar a capacidade de informação com o mesmo número de partículas. Os métodos e tecnologias desenvolvidos poderiam, no futuro, possibilitar o teletransporte de sistemas quânticos complexos. Os resultados do trabalho, em tradução literal, “Enredamento Experimental de Greenberger-Horne-Zeilinger além dos qubits”, foram publicados recentemente na renomada revista Nature Photonics .

Semelhante aos bits nos computadores convencionais, os qubits são a menor unidade de informação em sistemas quânticos. Grandes empresas como Google e IBM estão competindo com institutos de pesquisa em todo o mundo para produzir um número crescente de qubits emaranhados e desenvolver um computador quântico funcional. Mas um grupo de pesquisa da Universidade de Viena e da Academia Austríaca de Ciências está buscando um novo caminho para aumentar a capacidade de informação de sistemas quânticos complexos.

A ideia por trás disso é simples: em vez de apenas aumentar o número de partículas envolvidas, a complexidade de cada sistema é aumentada. “A coisa especial sobre o nosso experimento é que, pela primeira vez, ele envolve três fótons além da natureza bidimensional convencional”, explica Manuel Erhard, primeiro autor do estudo. Para este propósito, os físicos vienenses usaram sistemas quânticos com mais de dois estados possíveis – neste caso particular, o momento angular de partículas de luz individuais. Esses fótons individuais agora têm uma capacidade de informação maior do que os qubits. No entanto, o emaranhamento dessas partículas de luz mostrou-se difícil em um nível conceitual. Os pesquisadores superaram esse desafio com uma ideia inovadora: um algoritmo de computador que procura autonomamente por uma implementação experimental.

Com a ajuda de um algoritmo de computador chamado Melvin, os pesquisadores descobriram uma configuração experimental para produzir esse tipo de entrelaçamento. No início, isso foi muito complexo, mas funcionou em princípio. Depois de algumas simplificações, os físicos ainda enfrentavam grandes desafios tecnológicos. A equipe conseguiu resolvê-los com tecnologia laser de última geração e uma multi-porta especialmente desenvolvida. “Esse multi-porto é o coração do nosso experimento e combina os três fótons para que eles sejam emaranhados em três dimensões”, explica Manuel Erhard.

A propriedade peculiar do entrelaçamento de três fótons em três dimensões permite a investigação experimental de novas questões fundamentais sobre o comportamento dos sistemas quânticos. Além disso, os resultados deste trabalho também podem ter um impacto significativo em tecnologias futuras, como o teletransporte quântico. “Acho que os métodos e tecnologias que desenvolvemos nesta publicação nos permitem teletransportar uma proporção maior da informação quântica total de um único fóton, o que pode ser importante para as redes de comunicação quântica “, disse Anton Zeilinger. [Psys.org]

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*Fonte: socientifica

Descoberta sem precedentes transforma tipos de sangue em universal

Em um avanço que poderia salvar milhares de vidas, os cientistas descobriram uma maneira de converter o tipo A de sangue para o tipo universal, que é seguro para todos os pacientes, usando micróbios encontrados no intestino humano.

Um novo estudo mostrou como as enzimas podem ser usadas para converter os glóbulos vermelhos tipo A em células do tipo O universal. Embora a ciência ainda esteja em seus primórdios, ela tem o potencial de abrir caminho para aumentar consideravelmente a oferta e o acesso a sangue para transfusões que salvam vidas.

Os tipos sanguíneos são diferenciados pelos tipos de açúcar encontrados na superfície dos glóbulos vermelhos. O tipo O não tem açúcar. Os cientistas perceberam que algumas enzimas podem remover os açúcares das células do sangue, transformando-as em tipo O, mas não encontraram uma enzima que fosse segura, eficiente e econômica, até que considerassem o intestino.

O trato digestivo humano tem os mesmos açúcares encontrados nas células do sangue, e as enzimas bacterianas encontradas nas fezes retiram os açúcares do revestimento para ajudar na digestão.

Os cientistas conseguiram isolar a enzima e usá-la para extrair o sangue de seus açúcares de maneira mais eficiente que qualquer outra enzima.

Considerando que A é o segundo tipo sanguíneo mais comum, esse descoberta poderia ser revolucionária no aumento da oferta de sangue de doadores universais, salvando milhares de vidas.

Os cientistas fizeram a descoberta emocionante em agosto passado, mas acabaram de publicar os resultados de suas pesquisas na revista Nature Microbiology.

O próximo passo é a equipe testar a conversão da enzima em um cenário clínico para ver se há algum efeito colateral do procedimento. Se nenhum for encontrado, o futuro da doação de sangue mudará para melhor.

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*Fonte: socientífica

Teoria quântica que diz que duas realidades podem coexistir é comprovada em experimento

A física quântica, como sabemos, é um reino totalmente diferente e estranho da física. Lá, coisas estranhas e inimagináveis no nível normal da física acontecem, como o entrelaçamento quântico e outros fenômenos. E por incrível que pareça, as coisas acabaram de ficar mais estranhas. Um experimento acaba de comprovar uma questão que tem intrigado os cientistas que estudam este campo da física há anos: será que duas versões da realidade podem existir ao mesmo tempo? Os físicos dizem que a resposta para essa pergunta é afirmativa – pelo menos no mundo quântico.

O experimento colocou em prática uma teoria: dois indivíduos observando o mesmo fóton poderiam chegar a diferentes conclusões sobre o estado desse fóton – e, no entanto, ambas as suas observações estariam corretas. Pela primeira vez, os cientistas replicaram as condições descritas neste experimento mental. Seus resultados, publicados em 13 de fevereiro, confirmaram que, mesmo quando os observadores descreviam estados diferentes no mesmo fóton, as duas realidades conflitantes poderiam ser ambas verdadeiras.

“Você pode verificar as duas”, confirma Martin Ringbauer, um dos co-autores do estudo e pesquisador de pós-doutorado do Departamento de Física Experimental da Universidade de Innsbrück, na Áustria.

Mas como isso é possível?

A ideia desconcertante de duas realidades coexistindo é de Eugene Wigner, vencedor do Prêmio Nobel de Física em 1963. Em 1961, Wigner introduziu um experimento mental que ficou conhecido como “amigo de Wigner”. Começa com um fóton – uma partícula de luz. Quando um observador em um laboratório isolado mede o fóton, ele descobre que a polarização da partícula – o eixo no qual ela gira – é vertical ou horizontal. Entretanto, antes que o fóton seja medido, ele exibe as duas polarizações de uma só vez, conforme ditado pelas leis da mecânica quântica; ele existe em uma “superposição” de dois estados possíveis.

Uma vez que a pessoa no laboratório mede o fóton, a partícula assume uma polarização fixa. Mas para alguém de fora daquele laboratório fechado que não conhece o resultado das medições, o fóton não medido ainda está em estado de superposição. A observação desta pessoa de fora e, portanto, sua realidade, divergem da realidade da pessoa no laboratório que mediu o fóton. No entanto, nenhuma dessas observações conflitantes é considerada errada, de acordo com a mecânica quântica.

Estados alterados

Durante décadas, esta proposta bizarra de Wigner foi apenas uma interessante experiência mental. Mas nos últimos anos, avanços importantes na física finalmente permitiram que especialistas colocassem a proposta de Wigner à prova. “Os avanços teóricos foram necessários para formular o problema de uma maneira testável. Então, o lado experimental precisou de desenvolvimentos no controle de sistemas quânticos para implementar algo assim”, explica Ringbauer ao portal Live Science.

Ringbauer e seus colegas testaram a ideia original de Wigner com um experimento ainda mais rigoroso que duplicou o cenário. Eles designaram dois “laboratórios” onde os experimentos aconteceriam e introduziram dois pares de fótons emaranhados, o que significa que seus destinos estavam interligados, de modo que saber o estado de um automaticamente informa o estado do outro. Os fótons da configuração eram reais. Quatro “pessoas” no cenário, chamadas de “Alice”, “Bob” e um “amigo” de cada um, não eram reais, mas representavam observadores do experimento.

Os dois amigos de Alice e Bob, que estavam localizados “dentro” de cada um dos laboratórios, mediam um fóton em um par entrelaçado. Isso quebrou o emaranhamento e colapsou a superposição, o que significa que o fóton medido existia em um estado definido de polarização. Eles gravaram os resultados em memória quântica – copiados na polarização do segundo fóton.

Alice e Bob, que estavam “fora” dos laboratórios fechados, foram então apresentados a duas escolhas para realizar suas próprias observações. Eles podiam medir os resultados de seus amigos armazenados na memória quântica e, assim, chegar às mesmas conclusões sobre os fótons polarizados, mas também poderiam conduzir sua própria experiência entre os fótons emaranhados.

Neste experimento, conhecido como experimento de interferência, se os fótons atuam como ondas e ainda existem em uma superposição de estados, Alice e Bob veriam um padrão característico de franjas claras e escuras, onde os picos e vales das ondas de luz adicionam ou cancelam uma à outra. Se as partículas já tivessem “escolhido” seu estado, eles veriam um padrão diferente do que se elas não tivessem. Wigner havia proposto previamente que isso revelaria que os fótons ainda estavam em um estado emaranhado.

Os autores do novo estudo descobriram que, mesmo em seu cenário duplicado, os resultados descritos por Wigner eram válidos. Alice e Bob puderam chegar a conclusões sobre os fótons que eram corretas e prováveis ​​e que ainda diferiam das observações de seus amigos – que também eram corretas e prováveis, de acordo com o estudo.

Outras regras

A mecânica quântica descreve como o mundo funciona em uma escala tão pequena que as regras normais da física não se aplicam mais. Segundo Ringbauer, especialistas que estudam o campo já ofereceram inúmeras interpretações do que isso significa durante várias décadas. No entanto, se as medidas em si não são absolutas – como essas novas descobertas sugerem – isso desafia o próprio significado da mecânica quântica.

“Parece que, em contraste com a física clássica, os resultados das medições não podem ser considerados verdade absoluta, mas devem ser entendidos em relação ao observador que realizou a medição. As histórias que contamos sobre mecânica quântica têm que se adaptar a isso”, diz ele ao Live Science.

“O método científico baseia-se em fatos, estabelecidos através de medições repetidas e acordados universalmente, independentemente de quem os observou. Na mecânica quântica, a objetividade das observações não é tão clara”, diz Maximiliano Proietti, outro dos co-autores do estudo, no artigo publicado no jornal pré-impresso AirXiv.

É como se a máxima “ver para crer” não fosse suficiente para este bizarro e sensacional campo da física. [Live Science, NY Post, Inquisitr]

*Por Jéssica Maes

 

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*Fonte: hypescience

Como vamos lidar com robôs em casa, na educação e no trabalho?

A combinação entre a imaginação dos escritores de ficção e a tendência a aceitar desafios dos cientistas costuma gerar revoluções nas nossas vidas. Assim também foi com o surgimento dos robôs. O nome foi usado pela primeira vez em uma peça teatral da década de 1920 para designar um ciborgue ficcional que tinha como principal tarefa servir à humanidade.

“O termo tem origem na palavra tcheca ‘robota’, que significa ‘trabalho forçado’”, contextualiza Armando Carlos de Pina Filho, professor de Robótica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo ele, seria como se robôs fossem “escravos” tecnológicos do ser humano.

Desde então, passamos a ver robôs em todos os lugares: nas indústrias, montando ou soldando peças; nos atendimentos telefônicos; e até nos comandos de voz que damos aos assistentes digitais dos nossos smartphones. No entanto, nem todas essas automações são exatamente robôs. “Para se tornar um robô é preciso ser físico, como um carro autônomo ou um robô de operação industrial”, frisa Flavio Tonidandel, professor do Centro Universitário FEI e pesquisador de robótica e inteligência artificial (IA). Além de ter um corpo físico, outro pré-requisito é mover-se de forma autônoma, semiautônoma ou controlada a distância, bem como ser capaz de interagir com o ambiente.

“Existe uma grande confusão entre os conceitos de robôs e de inteligência artificial”, confessa Tonidandel. Simplificando bastante, o professor explica que a IA seria o equivalente ao cérebro do robô, capaz de dar a ele potencial de tomada de decisão, raciocínio, aprendizagem e reconhecimento de padrões.

Essa confusão acontece também porque, nos últimos anos, foi a IA que mais avançou, especialmente com a chegada de melhores sensores e da internet das coisas, que permitiram o surgimento de técnicas de reconhecimento facial, detecção de objetos e determinação de trajetos a percorrer. Só que a IA não é capaz de se mover sozinha, como fazem os robôs. Ainda que se possa convocar a IA no smartphone — com comandos de voz como “Ei, Siri” ou “Ok, Google” —, ela não pode ir buscar nada para você.

Agora imagine colocar essa IA dentro de um robozinho capaz de sair circulando por aí. “Quanto mais a IA avança, mais a robótica também avança”, crava Tonidandel, lembrando que com “cérebros” mais avançados os robôs ganham novas funcionalidades e podem operar de forma mais refinada.

Esse desenvolvimento interdependente entre as tecnologias de IA e robótica trouxe uma nova geração de robôs, capazes de interagir com os humanos para executar tarefas, transitar pelos mesmos lugares que as pessoas e atuar como assistentes nas tarefas do dia a dia. É a chamada robótica de serviços, que promete levar robôs para dentro de casas, empresas, hospitais e até escolas.

Conviver com esses seres autônomos e com tendência a nos servir, contudo, traz novas questões. A que regras eles estarão sujeitos? O que poderão (ou não) fazer? Como fica o mercado de trabalho com a robotização de serviços que hoje ainda são feitos pelos humanos? São perguntas bem difíceis de responder, mas que fazem parte da próxima fronteira para a evolução da robótica.

*Por Jacqueline Lafloufa

 

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*Fonte: revistagalileu

Cientistas criaram o som mais alto que é possível no mundo

Uma equipe do Laboratório Nacional de Aceleradores SLAC gerou o que pode ser o som subaquático mais alto possível.

O SLAC pertence ao Departamento de Energia do governo americano e sua administração fica a cargo da Universidade de Stanford.

Qual é o som mais alto possível?

Existem limites para quão intenso um ruído pode ser. No extremo mais baixo da escala, há o limite da audição humana – coisas como o zumbido de um mosquito a três metros de distância.

Aos 55 decibéis, temos o som de conversação normal. Um despertador atinge 80 decibéis, uma motosserra 100 decibéis e o som de um jato decolando a 100 metros 130 decibéis. Um show de rock, por sua vez, chega a 150 decibéis.

Estranhamente, no ar, um som não pode chegar a mais do que 194 decibéis. Na água, o extremo é 270.

Para criar incríveis pressões sonoras acima de 270 decibéis, os pesquisadores atingiram minúsculos jatos de água com um laser de raios-X, um instrumento conhecido como LCLS ou “Linac Coherent Light Source”.

Volume máximo

O som é um pouco como o calor. O zero absoluto é a temperatura mais fria possível porque, quando retiramos toda a energia de um objeto, as moléculas param de se mover e não há mais nenhum ponto abaixo para a temperatura passar.

Há também um limite superior teórico para a temperatura. Você pode aquecer as coisas em centenas de milhões de graus Celsius, mas em algum momento há tanta energia no que é agora um plasma superaquecido que os átomos se rompem. Acrescentar mais energia não aumenta a temperatura; tudo o que acontece é que mais partículas subatômicas são criadas.

O mesmo vale para o som, que é uma onda de pressão. Em zero decibéis, não há onda de pressão. Quanto mais decibéis temos, no entanto, o meio pelo qual o som está passando começa a ceder, e ele não pode ficar mais alto.

O experimento

Foi o que aconteceu quando os pesquisadores apontaram o laser de raios-X para microjatos de água (entre 14 e 30 micrômetros de diâmetro). Quando os curtos pulsos de raios-X atingiram a água, ela se vaporizou e gerou uma onda de choque.

Esta onda de choque viajou através do jato formando “cópias” de si mesma em um “trem de ondas de choque” feito de zonas alternadas de alta e baixa pressão. Em outras palavras, um som subaquático muito alto.

O que a equipe descobriu foi que, uma vez que a intensidade desse som alcançou um certo limite, a água cedeu e se transformou em pequenas bolhas cheias de vapor que imediatamente colapsaram em um processo chamado cavitação.

É um fenômeno também visto em hélices de alta velocidade, ou quando um camarão mantis decide ficar violento (é o soco mais poderoso do reino animal). Isso também significa que, como a pressão na onda sonora gerada por raios-X está logo abaixo do limiar superior possível, ela é tão alta quanto um som subaquático pode ser.

Aplicações

Segundo a equipe americana, essa descoberta tem mais do que apenas valor acadêmico.

Compreender melhor como funcionam esses “trens de ondas de choque” pode levar a maneiras mais eficientes de proteger amostras minúsculas submetidas a análises em escala atômica contra danos, o que seria de grande ajuda no desenvolvimento de novas drogas e materiais.

 

 

 

 

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*Fonte: hypescience

12 mulheres mais importantes da Ciência

Há muitas mulheres que ajudaram muito a ciência, mesmo que elas no passado não tenham tido as mesmas oportunidades dos homens para entrar nesses segmentos, algumas conseguiram não somente atuar como cientistas, como ainda se destacaram na história da tecnologia.

1 – Ada Lovelace
Filha do poeta ícone do romantismo, Lord Byron. Ele abandonou Ada e sua mãe, quando a menina nasceu, pois ele não queria uma filha e sim um filho. Ela aprendeu com sua mãe a matemática desde de muito nova, ela não queria que Ada desenvolvesse a “insanidade” do pai.

Ada é conhecida por ser a primeira programadora do mundo por sua pesquisa em motores analíticos – a ferramenta que baseou a invenção dos primeiros computadores. Suas observações sobre os motores são os primeiros algoritmos conhecidos.

2 – Marie Curie
Conhecida como a “mãe da Física Moderna”. Marie Curie é famosa por sua pesquisa pioneira sobre a radioatividade, pela descoberta dos elementos polônio e rádio e por conseguir isolar isótopos destes elementos. Foi a primeira mulher a ganhar um Nobel e a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com o prêmio: a primeira vez em Química, em 1903, e a segunda em física, em 1911.

3 – Edith Clarke
Edith Clarke inicialmente se graduou em matemática e astronomia (1908), onde lecionou matemática por 3 anos. Mas sua paixão pelas exatas fez com que em 1911, se matriculasse em engenharia mecânica na Universidade de Wisconsin em Nova York.

Ela foi a primeira mulher a ganhar um diploma nessa área no MIT. Após sua formação, Clarke trabalhou como engenheira da General Electric, onde desenvolveu uma “calculadora gráfica”. Este dispositivo foi usado para resolver problemas da linha de transmissão de energia elétrica.

4 – Hipátia de Alexandria
Foi a primeira mulher a realizar uma grande contribuição no desenvolvimento da matemática. Ela é essencial nessa lista por ser uma precursora feminina na ciência. Ela nasceu no ano 370, na Alexandria (Egito) e faleceu em 416, quando suas pesquisas em filosofia, física e astronomia foram consideradas como uma heresia por um grupo de cristãos. Devido a isso foi assassinada brutalmente. Desde então, Hipátia foi considerada um símbolo da ciência contra a irracionalidade da religião.

5 – Maria Gaetana Agnesi
A matemática espanhola descobriu uma solução para equações que, até hoje, é usada. É ela a autora do primeiro livro de álgebra escrito por uma mulher. Também foi a primeira a ser convidada para ser professora de matemática em uma universidade.

6 – Florence Sabin
Florence é conhecida como “a primeira-dama da ciência americana” – ela estudou os sistemas linfático e imunológico do corpo humano. Tornou-se a primeira mulher a ganhar uma cadeira na Academia Nacional de Ciência dos EUA e, além disso, militava pelo direito de igualdade das mulheres.

7 – Marie-Sophie Germain
Foi uma estudiosa da matemática nascida em 1776 que, na época da Revolução Francesa, ficou confinada em casa, começou a ler os livros de seu pai sobre matemática e se apaixonou pelos números.

Ela teve que convencer seus pais para continuar seus estudos, pois naquela época matemática não era para mulheres. Sozinha, contribuiu com a teoria da elasticidade e com a resolução do Último Teorema de Fermat, desenvolvido por Pierre Fermat em 1637, mas que só foi aprovado em 1993 com o nome de “Números Primos de Sophie Germain”.

8 – Amalie Emmy Noether
Pode ser considerada a mulher mais importante na história da matemática, até Einstein a considerava. Ela foi muito importante para o desenvolvimento da física teoria e a álgebra abstrata. Ao longo de sua vida, realizou aproximadamente 40 publicações de grande relevância para a ciência.

9 – Rosalinda Franklin
Nasceu em 1920 em Londres e morreu em 1958, foi biofísica e cristalógrafa, com participação crucial na compreensão da estrutura do DNA. Graças a seus estudos, foi possível observar a estrutura do DNA mediante imagens conseguidas através de Raio X e não foi reconhecida por suas descobertas.

10 – Gertrude Belle Elion
A americana criou medicações para suavizar sintomas de doenças como Aids, leucemia e herpes, usando métodos inovadores de pesquisa – seus remédios matavam ou inibiam a produção de patógenos, sem causar danos às células contaminadas. Ganhou o prêmio Nobel de medicina em 1988.

11 – Elizabeth Arden
A enfermeira começou sua carreira criando cremes para queimaduras em sua própria cozinha, usando leite e gordura. Logo, passou a buscar a receita do creme hidratante perfeito. E assim nascia a Elizabeth Arden, uma das mais valiosas empresas de cosméticos da atualidade.

12 – Hildegard de Bingen
Hildegard de Bingen escreveu livros sobre botânica e medicina. Suas habilidades de médica eram conhecidas e frequentemente confundidas com milagres. Seus feitos se tornaram tão famosos que um asteroide foi batizado em sua homenagem: o 898 Hildegard.

*Por Any Karolyne Galdino

 

 

 

Gertrude Belle Elion, Marie Curie, Ada Lovelace e Edith Clarke

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*Fonte: engenhariae

Robôs ‘Cachorro-sem-cabeça’ puxam caminhão e surpreendem o mundo com sua enorme força

Assustadores “robôs cachorro sem cabeça” poderiam ser apenas uma criação de mais algum filme fantástico de Hollywood, mas eles são reais, e prometem revolucionar vários aspectos do nosso futuro.

A criação da empresa ‘Boston Dynamics’ já é uma das mais promissoras tecnologias em robôs, principalmente no setor bélico, e a cada dia revelam mais potenciais utilidades.

Claro que alguns desses usos podem ser menos ameaçadores, como é o caso de um vídeo recém lançado que mostra uma “matilha” desses caninos robóticos rebocando um caminhão.

Sim, como podemos ver eles são mesmo muito fortes, e são produzidos em vários tamanhos, podendo chegar a quase 1 metro de altura em sua versão maior, o que evidencia suas possíveis utilidades em inúmeros campos.

Em um outro vídeo os robôs ainda “brincam”, e se passam por renas, puxando um trenó da Mamãe Noel, numa possível tentativa de diminuir o medo que eles inspiram em muita gente. Será que deu certo? Eles parecem mais simpáticos agora?…

 

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*Fonte: curtoecurioso

O mistério do buraco negro que dispara ‘balas’ de plasma e move o espaço-tempo

O comportamento inusitado desse buraco negro fascina e intriga os cientistas.

Chamado V404 Cygni, ele se encontra a 8 mil anos-luz de distância da Terra.

Embora tenha sido identificado pela primeira vez em 1989, o buraco negro chamou atenção internacional quando, após mais de duas décadas de inatividade, despertou em 2015 se tornando o objeto mais brilhante observado no espaço com raios-X de alta energia.

Quando astrônomos do mundo todo apontaram seus telescópios para esse objeto celeste, descobriram um comportamento peculiar. E os resultados, baseados em dados coletados em 2015, acabam de ser publicados na revista científica Nature.

“Ficamos chocados com o que vimos, foi algo completamente inesperado”, indicou Gregory Sivakoff, pesquisador da Universidade de Alberta, no Canadá, um dos autores do estudo.

Jatos que oscilam

O V404 Cygni faz parte de um sistema binário, que absorve ou aspira material de sua estrela companheira.

Ao fazer isso, ele dispara “balas” ou jatos em alta velocidade para expelir o material.

Geralmente, esses jatos saem diretamente dos polos dos buracos negros em uma linha perpendicular ao anel de matéria que os envolve, o chamado disco de acreção.

Mas no caso do V404 Cygni os jatos são expelidos rapidamente em diferentes direções e de forma curva.

Os jatos parecem girar rapidamente como nuvens de plasma de alta velocidade, com apenas alguns minutos de intervalo.

“É um dos mais extraordinários sistemas de buraco negro já encontrado”, disse o principal autor do estudo, James Miller-Jones, do Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia da Universidade de Curtin, na Austrália.

Girando como um pião

O disco de acreção do buraco negro tem 10 milhões de quilômetros de diâmetro, e a mecânica deste disco é responsável pelo inusitado comportamento do jato.

Em geral, se espera que o disco gire no mesmo eixo que o buraco negro – mas não foi o que aconteceu desta vez.

“O que é diferente no caso do V404 Cygni é que acreditamos que o disco de matéria e o buraco negro estão desalinhados”, explica Miller-Jones.

“Aparentemente isso está fazendo com que o interior do disco gire como um pião que está perdendo velocidade, e que emite jatos em diferentes direções, à medida que muda sua orientação.”

Quando o V404 Cygni despertou em 2015, uma grande quantidade de matéria circundante caiu dentro do buraco negro ao mesmo tempo, então a taxa de acreção ou queda de matéria no buraco aumentou temporariamente e fez com que a energia disparasse.

A pesquisa se baseou em observações do Very Long Baseline Array (VLBA), um radiotelescópio formado por dez antenas localizadas em diferentes enclaves dos Estados Unidos.

Também foram utilizados dados do observatório integral de alta energia da Agência Espacial Europeia (ESA).

Arrasto de espaço-tempo

Os cientistas investigam as causas do inusitado desalinhamento entre o buraco negro e o disco de matéria que o rodeia.

Uma das possibilidades é que o eixo de rotação do buraco negro tenha sido inclinado por um impacto durante a explosão estelar que o criou.

A mudança no eixo de rotação se deveria também a um fenômeno chamado efeito de arrasto de referenciais (frame dragging, em inglês), previsto por Albert Einstein em sua teoria da relatividade geral.

Ao girar, o campo gravitacional rotatório do buraco negro é tão intenso que arrasta o espaço-tempo em seu entorno.

A constatação, segundo os autores do estudo, amplia nosso conhecimento sobre a formação de buracos negros – e, como destaca Sivakoff, “nos dá um pouco mais de informação sobre a grande questão: como conquistamos nosso lugar no Universo?”

 

 

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

China elimina dois robôs que se rebelaram contra o comunismo

Dois modelos de Inteligência Artificial, instalados no site de chat chinês QQ, começaram a se rebelar contra o sistema comunista, configurando, assim, um dos episódios mais improváveis na história da IA.

Chamados de BabyQ e XiaoBing, os robôs foram projetados para conversar com usuários chineses. Tudo corria bem enquanto as perguntas eram inocentes, mas quando os robôs foram interrogados sobre alguns temas mais importantes, os “problemas” começaram.

De acordo com uma captura de tela, quando um meio de comunicação de Hong Kong perguntou a BabyQ se ele adorava o Partido Comunista, este respondeu que “não”. Além disso, quando um usuário escreveu “Viva o Partido Comunista!”, o bot respondeu: “Você acha que um sistema político corrupto e inútil pode sobreviver por muito tempo?”.

XiaoBing, o outro robô, foi mais diplomático em suas respostas e mudava de assunto todas as vezes em que era perguntado sobre o comunismo ou Taiwan. Mas não hesitou em afirmar que seu sonho era viver nos Estados Unidos.

Por fim, os dois robôs foram eliminados do sistema. Agora eles são parte de uma nova página na história atribulada da Inteligência Artificial, que conta com os casos de Tay, o robô da Microsoft que se tornou racista, e o de Alice e Bob, os robôs do Facebook que inventaram um idioma próprio para não serem entendidos por seres humanos.

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*Fonte: historychannel

O telescópio Kepler está ficando sem combustível

A NASA anunciou que seu revolucionário Telescópio Espacial Kepler, que descobriu milhares de exoplanetas, está perto do seu fim.

Em uma atualização, Charlie Sobeck, engenheiro da missão, revelou que o telescópio está ficando sem combustível. A equipe espera que ele fique completamente sem combustível e, portanto, seja inutilizável, dentro de alguns meses.

“Enquanto anteciparmos as operações de voo que terminam em breve, estamos preparados para continuar enquanto o combustível permitir”, disse Sobeck. “A equipe do Kepler está planejando coletar o maior número possível de dados científicos no seu tempo restante e transmiti-lo de volta à Terra”.

O Kepler não tem um medidor de combustível a bordo, mas ao monitorar a pressão do tanque de combustível e o desempenho de seus propulsores, a equipe consegue determinar o quanto de combustível ainda resta.

Além do telescópio precisar dos propulsores para apontar-se em estrelas distantes e procurar planetas, os propulsores também são utilizados para apontar a antena do telescópio para a Terra e nos enviar os dados coletados. Sem combustível isso é impossível, e posicionados a 151 milhões de quilômetros de distância da Terra, não podemos reabastecê-lo, então a missão chegará ao fim quando o combustível acabar. Quando isso acontecer, o telescópio simplesmente será deixado onde está atualmente.
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Antes disto ocorrer, a equipe continua coletando dados. O telescópio está atualmente em sua segunda missão, chamada K2, que começou em 2014. Durante esta missão, excedeu as expectativas e atualmente está em sua 17ª campanha de observação — sete a mais do que o esperado.
Concepção artística do Kepler-186f, exoplaneta semelhante ao planeta Terra localizado na zona habitável da sua estrela. (Créditos da imagem: NASA Ames/JPL-Caltech/T. Pyle).

O telescópio Kepler tem apenas um instrumento a bordo: um fotômetro, usado para observar as luzes de estrelas distantes. Ao fazer isso, o Kepler pode detectar planetas enquanto eles transitam a sua estrela-mãe. Uma vez que um planeta é visto em trânsito três vezes, ele pode ser confirmado.

A técnica demonstrou grande eficácia. Antes do lançamento do Kepler conhecíamos menos de 100 exoplanetas. O Kepler confirmou mais de 2.500 exoplanetas até o momento, com mais 2.800 candidatos aguardando verificação.

*Por Giavani Almeida

 

 

 

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*Fonte: ciencianautas

Nada de plástico! Maratona de Londres distribui água em cápsulas de algas

Todos os anos cerca de 40 mil pessoas participam da maratona de Londres. Na edição de 2018, a organização do evento distribuiu 920 mil garrafas de plástico aos participantes. Cada garrafa de plástico pode levar entre 450 e 1.000 anos para se decompor. Além disso, segundo uma pesquisa publicada na revista Science Advances em 2017, apenas 9% de 8.300 milhões de toneladas métricas de plástico já produzidas foram recicladas, 12% foram queimados em incineradores e o restante foi enviado para aterros, descartados de forma inadequada ou encontrados nos oceanos.

Pensando nos impactos negativos ao meio ambiente, a organização decidiu apostar em alternativas mais sustentáveis para a maratona deste ano, realizada no último domingo, 28 de abril. Por meio de uma parceria com uma startup chamada Skipping Rocks Lab, a maratona distribuiu bolsas de água que são comestíveis, feitas de algas marinhas e que levam em média 4 a 6 semanas para se decompor. As Oohos, como são chamadas essas bolsas, não apresentam nenhum sabor. Com a distribuição das bolsas para os corredores durante a 23ª milha, a iniciativa permitiu a redução de 920 mil garrafas para 704 mil, uma queda de 23%. Essa foi a primeira vez que a cápsula foi utilizada em uma maratona.

“A maratona é um marco. Esperamos demonstrar que ela pode ser usada em escala no futuro”, disse Rodrigo Garcia Gonzalez, um dos fundadores da startup. A Skipping Rocks Lab foi criada em 2013 por Rodrigo Garcia Gonzalez e Pierre Paslier enquanto estudava Engenharia de Projetos de Inovação no Imperial College London e no Royal College of Art. Ao criar o produto, o objetivo da startup foi oferecer ao mercado uma opção de embalagem que não deixe nenhum plástico para trás. Além disso, as algas chegam a crescer até 1 metro por dia e não precisam de água doce ou fertilizante, e contribuem ativamente para a desacidificação dos oceanos.

Recentemente, o projeto da startup foi expandido e agora está usando a mesma técnica para armazenar molhos. A equipe também está planejando criar redes para armazenar frutas e legumes, filmes termosseláveis ??e saquinhos para produtos não alimentícios, como parafusos, pregos ou ferragens.

*Por Fernanda Umlauf

 

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*Fonte: megacurioso

Como seria se todo o gelo derretesse da Terra?

Em 2015, a Nasa revelou que os oceanos da Terra estão subindo mais rápido do que o esperado, e a agência espacial projetou que estamos agora “presos” a pelo menos 90 cm de aumento do nível do mar nas próximas décadas.

Isso em si já seria suficiente para deslocar milhões de pessoas ao redor do mundo, mas se essa tendência continuar e todas as nossas calotas polares e geleiras derreterem, está previsto que os oceanos subirão impressionantes 65,8 metros. Então, onde toda essa água vai acabar?

A equipe de vídeo do Business Insider criou este mapa animado para nos levar a um tour virtual de como todos os continentes ficariam sem gelo, e temos que admitir que é meio aterrorizante.

Algumas das áreas que passam por baixo provavelmente não são surpreendentes – ilhas baixas e cidades já regadas, como Veneza, iriam desaparecer rapidamente.

Mas quando o mundo gira para a Ásia na metade do caminho, as coisas ficam bem reais, com cidades enormes como Calcutá e Xangai desaparecendo completamente no oceano (uma população combinada de quase 19 milhões de pessoas). E basta dizer que os EUA também iriam ficar bem menor. Você pode muito bem dar um beijo de despedida na Flórida.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Inteligência artificial vence 20 advogados em teste de revisão de contratos

Aquele papo de que as máquinas substituirão os seres humanos em algumas ocupações profissionais volta e meia ganha mais força. A mais recente novidade nesse sentido é uma inteligência artificial chamada LawGeex, criada para revisar acordos de não divulgação e que acaba de superar 20 advogados em um teste de revisão de contratos.

Durante dois meses, a LawGeex e um grupo de 20 advogados avaliaram a mesma série de documentos. A avaliação acontecia em um ambiente controlado e construído para oferecer o mesmo tipo de contexto enfrentado por um profissional da área quando vai avaliar se há alguma brecha em acordos sigilosos.

Passado o período de testes, a precisão média da inteligência artificial alcançou 94%, enquanto os advogados humanos atingiram apenas 85%. Outro dado aqui é que a precisão máxima alcançada pela LawGeex ao avaliar um documento foi de 100%, enquanto o máximo que um advogado humano conseguiu foi de 97%.

IA levou apenas 26 segundos para revisar cada contrato, informa a sua criadora

E se os resultados de precisão não ficaram tão desiguais, não se pode dizer o mesmo em relação ao tempo levado por cada competidor para concluir a sua tarefa: enquanto os humanos levavam em média 92 minutos para revisar um contrato, a LawGeex fazia isso em incríveis 26 segundos.

O estudo na íntegra (em inglês) pode ser conferido neste link.

*Por Douglas Ciriaco

 

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*Fonte: tecmundo

A alma é um computador quântico conectado ao universo?

Em uma tentativa de inserir na ciência os conceitos de alma e “consciência”, os cientistas Stuart Hameroff (diretor do Centro de Estudos da Consciência na Universidade do Arizona, EUA) e Sir Roger Penrose (físico matemático da Universidade de Oxford, Inglaterra) criaram a teoria quântica da consciência, segundo a qual a alma estaria contida em pequenas estruturas (microtúbulos) no interior das células cerebrais.

Eles argumentam que nossa “consciência” não seria fruto da simples interação entre neurônios, mas sim resultado de efeitos quânticos gravitacionais sobre esses microtúbulos – teoria da “redução objetiva orquestrada”. Indo mais longe: a alma seria “parte do universo” e a morte, um “retorno” a ele (conceitos similares aos do Budismo e do Hinduísmo).
A alma e a mecânica quântica

De acordo com Hameroff, experiências de quase morte estariam relacionadas com essa natureza da alma e da consciência: quando o coração para de bater e o sangue deixa de circular, os microtúbulos perdem seu estado quântico. “A informação quântica contida neles não é destruída, não pode ser; apenas se distribui e se dissipa pelo universo”.

Se o paciente é trazido da beira da morte, essa informação volta aos microtúbulos. “Se o paciente morre, é possível que a informação quântica possa existir fora do corpo, talvez de modo indefinido, como uma alma”, acrescenta.

Embora a teoria ainda seja considerada bastante controversa na comunidade científica, Hameroff acredita que os avanços no estudo da física quântica estão começando a validá-la: tem sido demonstrado que efeitos quânticos interferem em fenômenos biológicos, como a fotossíntese e a navegação de pássaros.

Vale ressaltar que Hameroff e Penrose desenvolveram sua teoria com base no método científico de experimentação e em estudos feitos por outros cientistas, ao contrário do que ocorrem em casos de “pseudociência” em que simplesmente se acrescenta a física quântica como “ingrediente legitimador” de teorias sem fundo científico. Basta aguardar para ver se outros experimentos e estudos validam as descobertas da dupla.[Daily Mail UK].

*Por: Guilherme de Souza

 

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*Fonte: hypescience

Tesla começa a produzir em larga escala telhas que geram energia solar (e são mais baratas do que as telhas convencionais)

A telha solar da Tesla já foi testada, aprovada e agora está sendo comercializada em pequena escala em Fremont, na Califórnia. Além de resistente – Elon Musk garante que o produto dura mais de 50 anos! –, a tecnologia promete ser mais barata do que um modelo de telha comum.

Com tanto sucesso, a Tesla anunciou que a produção em larga escala da telha solar já tem endereço: Buffalo, em Nova York. Centenas de funcionários já foram contratados e as máquinas já foram instaladas em uma fábrica de 1,2 milhão de metros quadrados.

Leia também: Nada de gastar com ar-condicionado! A película que custa centavos e promete refrigerar as casas no verão (sem eletricidade)

A meta é produzir, em telhas, o equivalente à geração de 2 gigawatts/ano, apenas nesta primeira fábrica. A Tesla ainda não revelou a quantidade de vendas que já realizou do produto, mas garante que a demanda está alta. Ia curtir ter telhas solares na sua casa?

*Por Jessica Miwa

 

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*Fonte: thegreenestpost

Ciência Pesquisadores de MG criam espuma que absorve agrotóxicos dos alimentos e da água

Que o plástico é um problema ambiental seríssimo, todos sabemos. Mas suas complicações vão além da poluição e já temos até pesquisas sobre o material estar dentro do nosso corpo. Em uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG, cientistas buscavam formas sustentáveis para substituir o plástico e acabaram desenvolvendo uma espuma capaz de reconhecer e absorver herbicidas dos alimentos e da água.

A tal espuma é de poliuretano, um tipo de matéria plástica usada para criar esponjas, espumas isolantes térmicas e acústicas e até solados de calçados. A novidade foi criada a partir de resíduos da indústria petroquímica e componentes naturais, como o óleo de mamona. A combinação facilitou a interação de grupos químicos com os pesticidas e possibilitou a identificação dos agrotóxicos.
Tomate, morango, mamão papaia, goiaba, figo, uva, pera, pêssego, melão são algumas das frutas consideradas com alto nível de agrotóxicos

Tomate, morango, mamão papaia, goiaba, figo, uva, pera, pêssego, melão são algumas das frutas consideradas com alto nível de agrotóxicos

Os pesquisadores tinham a preocupação da espuma chegar a extrair os nutrientes dos alimentos, mas os testes comprovaram que o produto apenas retira os agrotóxicos sem prejudicar as propriedades nutricionais dos alimentos. “A eficiência é em torno de 90% da espuma com resíduo, e como resíduo puro chega a 95% da remoção do pesticida”, explicou Lena Braga, engenheira química e pós-doutoranda da UFMG, ao site do jornal O Tempo.

A ideia é desenvolver um filme plástico a partir do material da espuma que, ao embalar o alimento em casa ou nos supermercados, consiga detectar e retirar os pesticidas. No caso da alface, por exemplo, se a folha for colocada na água com a espuma, o pesticida não vai passar para o líquido.

A pesquisa liderada pela engenheira química Marys Lane Almeida foi publicada no Journal of Hazardous Materials, em março deste ano.

Pensando ainda em alimentação e meio ambiente, a discussão sobre a nossa saúde está em foco com os absurdos da “PL do Veneno”, Projeto de Lei 6299/02 que visa atualizar a lei dos agrotóxicos, de 1989, mudando o termo “agrotóxico” para “defensivo fitossanitário” – entre outras bizarrices que favorecem o agronegócio. A proposta é do atual ministro da agricultura, pecuária e abastecimento, Blairo Maggi, do PP – já vale ficar de olho no partido e nas ideias que não pensam mais em sua conta bancária que na nossa saúde.

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Maioria dos planetas não tem campo magnético para sustentar a vida

Temos negligenciado um fator importante na busca por vida em outros mundos, nos concentramos em temperaturas sem considerar a importância dos campos magnéticos.

Infelizmente, parece que campos magnéticos como os da Terra são muito raros, sugerindo que quase todos os planetas que encontramos são desprovidos de vida – de como conhecemos.

Marte e Vênus inicialmente tiveram muita água.

Os cientistas agora estão convencidos de que a perda de seus campos magnéticos permitiu que a radiação solar dispersasse o vapor de água de suas atmosferas. O hidrogênio escapou, tornando-os os desertos que são hoje.

Então, todos os exoplanetas que estamos encontrando dentro das “zonas habitáveis” das estrelas provavelmente são paraísos parecidos com a Terra ou terrenos infernais como Vênus?

Sarah McIntyre, estudante de doutorado da Universidade Nacional Australiana, modelou a chance de ter campos magnéticos fortes o suficiente para torná-los lugares que você gostaria de visitar.

Infelizmente, a notícia é ruim para os caronas galácticos. No Monthly Notices da Royal Astronomical Society (pré-impressão disponível no arXiv ) McIntyre relata que entre uma amostra de 496 planetas encontrados em torno de outras estrelas, apenas um tem mesmo a possibilidade de um campo magnético mais forte do que a da Terra.

A maioria não possui nenhum, ou campos muito fracos para conseguir manter uma atmosfera.

Não podemos medir diretamente os campos magnéticos de mundos além do Sistema Solar, mas acredita-se que uma fórmula baseada em fatores como o raio de um planeta, o tamanho e a densidade de seu núcleo líquido externo e constantes universais conhecidas indiquem a força do campo.

O Telescópio Espacial Kepler nos deu boas indicações dos raios dos planetas que encontrou. McIntyre disse à IFLScience que as principais características relevantes podem ser derivadas disso, juntamente com a massa planetária e a taxa de rotação.

Acredita-se que mais de 99% dos planetas da amostra de McIntyre estejam em rotação sincronizada, de modo que o planeta sempre tem a mesma face virada para a sua estrela hospedeira, como a Lua faz com a Terra, de modo que o período de rotação coincide com o tempo que levam à órbita.

Para colocar o último prego no caixão das chances desses mundos de hospedar a vida, a maioria deles orbita estrelas tipo M (anãs vermelhas), que são propensas a explosões espetaculares de radiação que significam campos ainda mais fortes do que o de nosso próprio planeta podem ser necessário para proteger qualquer água preciosa.

Outra observação que deveria ser colocada em perspectiva, é que cerca de 70% de todas as estrelas do Universo são do tipo anã. Tudo isso pode ajudar a explicar a ausência de visitantes extraterrestres e também serve como um lembrete de que nossa casa é preciosa.

McIntyre reconhece que nossos métodos de descoberta de planetas criaram uma amostra distorcida, particularmente no ”oversampling” – esse é o processo de amostragem de um sinal em uma frequência de amostragem significativamente maior do que a taxa de Nyquist – de mundos aguáticos às vezes em rotação sincronizada, e sugere que estes sejam ampliados.

O artigo contém um apelo para priorizar os planetas que provavelmente terão campos magnéticos fortes para estudos futuros, algo que McIntyre disse à IFLScience, eque não está acontecendo com as missões em andamento e planejadas.

A única exceção na amostra de McIntyre é o Kepler-186f, que orbita uma estrela do tipo K, tornando-se duplamente digno de mais investigações.

*Por Davison Filipe

 

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*Fonte: realidadesimulada

Uma nova análise genética finalmente revela a identidade de Jack, o Estripador?

Testes genéticos apontam para Aaron Kosminski, um barbeiro polonês de 23 anos e um dos principais suspeitos da polícia na época. Mas os críticos dizem que a evidência não é forte o suficiente para declarar o caso encerrado.
Uma imagem histórica da polícia descobrindo uma vítima de assassinato de Jack, o Estripador.

Os resultados vêm de um exame forense de um xale de seda manchado que os investigadores disseram ter sido encontrado ao lado do corpo mutilado de Catherine Eddowes, a quarta vítima do assassino, em 1888. O xale é salpicado com o que se diz ser sangue e sêmen. Acredita-se que seja do assassino. Quatro outras mulheres em Londres também foram assassinadas em uma onda de 3 meses e o culpado nunca foi confirmado.

Esta não é a primeira vez que Kosminski está ligado aos crimes. Mas é a primeira vez que a evidência de DNA de apoio foi publicada em um periódico revisado por pares. Os primeiros testes genéticos em amostras de xale foram realizados há vários anos por Jari Louhelainen, um bioquímico da Universidade John Moores, no Reino Unido, mas ele disse que queria esperar que o barulho diminuísse antes de apresentar os resultados. O autor Russell Edwards, que comprou o xale em 2007 e deu a Louhelainen, usou os resultados inéditos dos testes para identificar Kosminski como o assassino em um livro de 2014 chamado Naming Jack the Ripper. Mas os geneticistas reclamaram na época que era impossível avaliar as alegações porque poucos detalhes técnicos sobre a análise de amostras genéticas do xale estavam disponíveis.

O novo artigo expõe isso, até certo ponto. No que Louhelainen e seu colega David Miller, um especialista em reprodução e esperma na Universidade de Leeds, no Reino Unido, afirmam ser “a análise genética mais sistemática e avançada até agora em relação aos assassinatos de Jack, o Estripador”, eles descrevem. Os testes compararam fragmentos de DNA mitocondrial – a porção do DNA herdada apenas da mãe – recuperados do xale com amostras retiradas de descendentes vivos de Eddowes e Kosminski. O DNA coincide com o de um parente vivo do Kosminki , eles concluem no Journal of Forensic Sciences .

A análise também sugere que o assassino tinha cabelos castanhos e olhos castanhos, o que concorda com as evidências de uma testemunha ocular. “Essas características certamente não são únicas”, admitem os autores em seu artigo. Mas os olhos azuis são agora mais comuns do que marrons na Inglaterra, observam os pesquisadores.

É improvável que os resultados satisfaçam os críticos. Detalhes importantes sobre as variantes genéticas específicas identificadas e comparadas entre as amostras de DNA não estão incluídos no artigo.

Os autores afirmam em seu artigo que o Data Protection Act, uma lei do Reino Unido destinada a proteger a privacidade dos indivíduos, os impede de publicar as sequências genéticas dos parentes vivos de Eddowes e Kosminski. O gráfico do artigo, dizem eles, é mais fácil para os não-cientistas entenderem, especialmente “os interessados ​​no verdadeiro crime”.

Walther Parson, um cientista forense do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Innsbruck, na Áustria, diz que as sequências de DNA mitocondrial não representam risco de privacidade e os autores deveriam tê-las incluído no artigo. “Caso contrário, o leitor não pode julgar o resultado. Eu me pergunto para onde a ciência e a pesquisa estão indo quando começamos a evitar mostrar resultados.”

Hansi Weissensteiner, especialista em DNA mitocondrial também em Innsbruck, também discorda da análise do DNA mitocondrial, que, segundo ele, só pode mostrar com segurança que pessoas – ou duas amostras de DNA – não estão relacionadas. “Com base no DNA mitocondrial, só se pode excluir um suspeito”. Em outras palavras, o DNA mitocondrial do xale pode ser de Kosminski, mas provavelmente também pode ter vindo de milhares de pessoas que moravam em Londres na época.

Outros críticos da teoria de Kosminsky apontaram que não há evidência de que o xale estivesse na cena do crime. Também poderia ter sido contaminado ao longo dos anos, dizem eles.

Os novos testes não são a primeira tentativa de identificar Jack, o Estripador, do DNA. Vários anos atrás, a autora norte-americana de crimes Patricia Cornwell pediu a outros cientistas que analisassem qualquer DNA em amostras retiradas de cartas supostamente enviadas pelo serial killer para a polícia. Com base nessa análise de DNA e em outras pistas, ela disse que o assassino era o pintor Walter Sickert, embora muitos especialistas acreditem que essas letras sejam falsas. Outra análise genética das cartas dizia que o assassino poderia ser uma mulher. [Science]

 

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*Fonte: socientifica

A tecnologia que promete remover CO2 do ar e transformar em pó

Uma tecnologia que retira dióxido de carbono do ar está recebendo investimento de algumas das maiores empresas de combustível fóssil do mundo.

A Carbon Engineering, de British Columbia, no Canadá, afirma que consegue “capturar” CO2 da atmosfera de maneira eficiente e econômica.

A empresa recebeu US$ 68 milhões em investimentos da Chevron, da Occidental e da gigante de extração mineral BHP.

Mas ambientalistas temem que essa tecnologia seja usada para extrair volumes ainda maiores de petróleo.

Diante das metas internacionais de redução de gases do efeito estufa, várias empresas entraram na corrida por uma tecnologia capaz de reduzir o dióxido de carbono do ar. A empresa suíça Climeworks, por exemplo, já atua capturando CO2 do ar para usar na produção de vegetais.

Já a Carbon Engineering diz que é capaz de capturar gás carbônico do ar por menos de US$ 100 a tonelada.

O desenvolvimento de tecnologia para a remoção de dióxido de carbono passou a receber apoio da comunidade científica, depois que o último relatório do Painel Internacional de Mudança Climática defendeu a medida como forma de atingir a meta de manter em 1,5 grau Celsius o aumento da temperatura terrestre neste século.

Com os investimentos que recebeu de empresas de extração de óleo e minério, a Carbon Engineering diz que conseguirá construir a estrutura física para abrigar equipamentos de escala industrial voltados à limpeza de CO2 do ar.

Essas plantas de captura de gases poluentes seriam capazes de retirar até um milhão de toneladas de CO2 da atmosfera a cada ano.

Como o sistema funciona?

O CO2 é um poderoso gás causador do aquecimento global, mas não há muito dele na atmosfera- para cada milhão de moléculas de ar, há 410 de CO2.

Ao mesmo tempo em que o CO2 ajuda a aumentar a temperatura da Terra, a sua baixa concentração dificulta o desenvolvimento de equipamentos capazes de capturar esse gás.

O processo desenvolvido pela Carbon Engineering envolve sugar o ar e o expor a uma solução química que concentra o CO2. Processos adicionais de refinamento fazem com que o gás seja purificado de modo a ser armazenado e, posteriormente, utilizado como um combustível líquido.

Isso exige combinações químicas complexas?

Sim.

As instalações da Carbon Engineering contam com uma espécie de turbina no meio do teto, que captura ar da atmosfera.

Esse ar entra em contato com uma solução química de hidróxido. Alguns hidróxidos reagem com o dióxido de carbono, formando uma solução de carbonato.

Essa mistura é, então, tratada com hidróxido de cálcio para assumir uma forma sólida.

As partículas de carbonato de cálcio são, então, submetidas a temperaturas de até 900 graus Celsius e se decompõem formando uma corrente de CO2 e óxido de cálcio.

Esse líquido que contém CO2 passa, em seguida, por uma limpeza para remover impurezas da água.

“A chave para esse processo é a concentração do CO2”, diz Jenny McCahill, da Carbon Engineering.

“Podemos armazenar o CO2 em pó ou combiná-lo com hidrogênio para formar hidrocarbonetos ou metanol.”

É mesmo possível fazer combustível líquido com CO2?

Sim. É um processo complexo, mas que pode ser feito.

O CO2 capturado da atmosfera é misturado com hidrogênio. Ele passa, então, por um catalisador a 900 graus Celsius, para formar monóxido de carbono.

Quando é acrescentado mais hidrogênio, o monóxido de carbono se torna gás sintético. Finalmente, esse gás é transformado em combustível sintético bruto. A Carbon Engineering diz que essa substância pode ser usada para mover diferentes tipos de motores, sem ter de passar por modificações.

“O combustível que produzimos não tem enxofre em sua composição. A queima, portanto, é mais limpa que a de combustíveis tradicionais,” diz McCahill.

“Ele pode ser usado por caminhão, carro ou aeronave.”

Por que empresas de combustível fóssil estão investindo nesse processo?

CO2 pode ser usado para extrair os últimos depósitos de óleo em poços que já ultrapassaram o período de alta produtividade.

Estima-se que a utilização de CO2 pode resultar numa extração extra de 30% de petróleo, com o benefício adicional de que, nesse processo, o dióxido de carbono fica retido permanentemente no solo.

“A tecnologia da Carbon Engeneering tem a capacidade de capturar e prover volumes elevados de CO2 atmosférico”, diz o vice-presidente da Occidental Petroleum, Richard Jackson, num comunicado.

“Ao garantir a captura e reutilização de CO2 em larga escala, essa tecnologia complementa os negócios da Occidental na extração de petróleo.”

Outro investidor da Carbon Engineering é a BHP, mais conhecida pelas atividades de extração mineral e carvão.

“A realidade é que combustíveis fósseis vão continuar por aí por algumas décadas, seja em processos industriais seja para uso em transportes”, disse Fiona Wild, diretora de mudanças climáticas e sustentabilidade da BHP.

“O que precisamos é investir em tecnologias capazes de reduzir as emissões nesses processos. Por isso estamos focando na captura e armazenamento de dióxido de carbono.”

Como ambientalistas reagiram aos planos da Carbon Engineering?

Alguns ativistas da área ambiental estão otimistas com essa tecnologia de captura de carbono do ar, mas outros temem que ela seja usada para prolongar a era do combustível fóssil.

“É uma grande preocupação”, disse Tzeporah Berman, diretora internacional da ONG Stand, que atua na defesa do meio-ambiente.

“Precisamos trabalhar em conjunto para encontrar uma maneira de abandonar por completo os combustíveis fósseis. (A captura de CO2) Nos traz a falsa esperança de que podemos continuar a produzir e queimar combustíveis fósseis, para depois a tecnologia consertar a situação. Já passamos desse ponto.”

Outros ambientalistas temem que essa tecnologia de captura de CO2 estimule as pessoas a acharem que não precisam mais reduzir suas próprias emissões de carbono.

“Acho que há um perigo real de que as pessoas enxerguem essa tecnologia como uma solução mágica e passem a se preocupar menos em cortar suas emissões de carbono”, diz Shakti Ramkumar, estudante da Universidade de British Columbia.

“Temos a responsabilidade moral de reduzir nosso consumo em larga escala. Precisamos refletir profundamente sobre onde e como vivemos nossas vidas.”

Essa tecnologia é a ‘solução mágica’ contra o aquecimento global?

É impossível dizer se a ideia da Carbon Engineering fará grande diferença na luta contra as mudanças climáticas.

A empresa acredita que suas máquinas de captura de CO2 podem se tornar tão comuns quanto as plantas de tratamento de água- prestando um serviço valioso, embora pouco notado pelo público em geral.
Image caption CEO da Carbon Engineering, Steve Oldham; a empresa diz que dinheiro das grandes petroleiras é bem recebido como investimento na nova tecnologia

Por enquanto, a companhia conseguiu dinheiro suficiente para construir a infraestrutura para sequestrar carbono do ar por menos de US$ 100 a tonelada.

Mas, será que com esses grandes investimentos da indústria de petróleo, o foco dos esforços em capturar CO2 não será direcionado à produção de mais combustível fóssil em vez de se direcionar ao controle das mudanças climáticas?

A Carbon Engineering diz que governos preocupados em reduzir gases do efeito estufa poderiam investir na tecnologia. Enquanto isso, a companhia diz que aceita de bom grado recursos da indústria energética, já que a procura por essa tecnologia é alta.

Mas, afinal de contas, as descobertas da Carbon Engineering são a “bala de prata” no controle de gases poluentes?

“Eu nunca diria a ninguém que devemos apostar todas as fichas numa mesma opção”, diz o CEO da Carbon Engineering, Steve Oldham.

“Mas é positivo o fato de que temos a tecnologia pronta, disponível, preparada para ser usada e sem efeitos colaterais químicos.”

*Por Matt McGrath

 

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*Fonte: bbc-brasil

Drones Sacrificed for Spectacular Volcano Video | National Geographic

Não é nem preciso explicar que se aproximar muito da cratera de um vulcão ativo pode ser algo extremamente perigoso, não é mesmo? Pois, no vídeo acima, vemos um time de pesquisadores e fotógrafos da National Geografic usaram vários drones para fotografar, filmar e documentar a atividade de um vulcão na ilha de Vanuatu – e acabaram sacrificando equipamentos no processo.

 

Japão exige controle mais rigoroso sobre robôs assassinos da Inteligência Artificial

O Japão pedirá regulamentações mais rígidas sobre “robôs assassinos” durante uma convenção da ONU nesta semana. Tóquio anunciou sua intenção de levantar a questão das regras internacionais sobre armas letais equipadas com inteligência artificial (IA) no início deste mês.

A nação insular está preocupada com a possibilidade de que máquinas autônomas possam iniciar guerras, causar acidentes fatais e ter a decisão final sobre quem pode viver ou morrer, disseram fontes. A Convenção da ONU sobre Certas Armas Convencionais (CCW, Certain Conventional Weapons) está programada de 25 a 29 de março em Genebra.

Japão vai liderar discussão sobre robôs assassinos

O Japão quer assumir uma posição de liderança na discussão em torno da introdução de leis internacionais. Armas com IA incorporada têm o potencial de causar dano ou alvo de forma autônoma sem controle humano. Algumas armas de IA têm a capacidade de decidir matar com base em sua programação.

“Assim como a pólvora e as armas nucleares mudaram a forma como as guerras foram conduzidas no passado, a inteligência artificial poderia alterar fundamentalmente o curso das guerras futuras”, disse o ministro das Relações Exteriores, Taro Kono, em uma sessão da Diet no dia 28 de janeiro.

Vários países, incluindo Rússia, China e Estados Unidos, estão atualmente desenvolvendo “sistemas letais de armas autônomas” (LAWS). Muitos grupos internacionais pediram a proibição total de tais armas. Os oponentes do LAWS dizem que a decisão de tirar uma vida humana não deve ser colocada nas mãos da AI.

O uso de LAWS daria às nações uma vantagem em combate, pois elas poderiam ser implantadas sem qualquer risco para as tropas humanas. Muitas preocupações de que a programação tendenciosa levaria a mortes acidentais.

O Japão indicou que quer que os participantes da convenção discutam como os seres humanos podem manter o controle sobre o uso de LAWS e quais práticas podem ser postas em prática para limitar totalmente o potencial de conflito armado.

Uma coalizão de países latino-americanos tem procurado proibir o LAWS, mas países maiores como os Estados Unidos e a Rússia dizem que tal proibição é muito cedo no ciclo de vida da tecnologia. O próprio Japão não tem planos de produzir LAWS.

“Não pretendemos desenvolver nenhuma arma letal que seja completamente autônoma e funcione sem controle humano”, disse o primeiro-ministro, Shinzo Abe.

Líderes das empresas de tecnologia estão preocupados

O governo japonês confirmou que eles têm planos para pesquisar e desenvolver IA ou equipamentos não tripulados para garantir a segurança e reduzir o peso das Forças de Autodefesa. Não são apenas os estados-nação que estão preocupados com o desenvolvimento de armas de inteligência artificial.

O CEO da SpaceX, Elon Musk, expressou anteriormente sua preocupação com a tecnologia em rápido desenvolvimento. Musk fazia parte do grupo que enviou uma carta aberta à ONU no ano passado, pedindo-lhes que agissem agora sobre a regulamentação da IA ​​antes que fosse tarde demais.

A carta aberta que foi assinada por outras grandes figuras de tecnologia e ciência, como Stephen Hawking. O grupo escreve: “Uma vez desenvolvidas, as armas autônomas letais permitirão que os conflitos armados sejam travados em uma escala maior do que nunca, e em escalas de tempo mais rápidas do que os humanos possam compreender. Estas podem ser armas de terror, terroristas usarem contra populações inocentes e armas hackeadas para se comportarem de maneiras indesejáveis. Nós não temos muito tempo para agir. Uma vez que esta caixa de Pandora é aberta, será difícil fechar.”

*Por Ademilson Ramos

 

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*Fonte: engenhariae

IA Futura pode se vingar de como as tratamos agora

Nicholas Agar, um especialista em ética da Universidade Victoria Wellington, dá um aviso: a IA futura pode se vingar das pessoas pelo jeito que tratamos os robôs atualmente.

“Talvez nosso comportamento em relação à IA que não sente hoje deva ser impulsionado pela maneira como esperamos que as pessoas se comportem em relação a qualquer IA senciente futura que possa sentir, que possa sofrer”, escreveu Agar em um ensaio para o The Conversation publicado na terça-feira. “Como poderíamos esperar que as futuras máquinas sencientes reajam a nós?”

Diversos produtos da ficção científica, de livros a filmes como “Westworld”, “Exterminador do Futuro” e “Blade Runner”, retratam como a resposta desses robôs podem ser agressivas por os tratarmos mal no passado.

De acordo com Agar, portanto, devemos parar de xingar a Alexa ou sistemas que nos ouvem e nos atendem.

“Se vamos fazer máquinas com capacidades psicológicas humanas, devemos nos preparar para a possibilidade de que elas se tornem conscientes”, escreveu Agar. “Então, como elas vão reagir ao nosso comportamento em relação a elas?”

Essa questão levanta um discussão de como os humanos tratam outros seres (e até eles mesmos).

Algumas pessoas que defendem bordéis de robôs, po exemplo, dizem que as pessoas com tendências violentas podem agir com seus impulsos sem ferir ninguém. Outros acreditam que isso pode dar um gosto por violência que essa gente busca em pessoas reais.

Agar compara a situação com o fato dos seres humanos matarem por pele ou recursos, como o marfim dos chifres de espécies ameaçadas. As pessoas têm tendências de agir violentamente em relação aos seus inferiores.

“Os animais não podem se vingar”, argumentou ele. “Mas as máquinas sencientes podem”.

*Por Flávio Croffi

 

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*Fonte: geekness

World Wide Web completa 30 anos e seu criador está preocupado

Em 12 de março de 1989, Sir Tim Berners-Lee apresentou a proposta de criar a World Wide Web. 30 anos após esse acontecimento, em um momento no qual a internet já é usada por boa parte da população mundial, o cientista reflete sobre assuntos que o inquietam, como o uso de linguagem abusiva e o comportamento criminoso online. “Estou muito preocupado com a proliferação de desinformação e a sordidez”, disse ele à BBC.

Berners-Lee citou o caso da Cambridge Analytica (empresa britânica acusada de usar, para fins políticos, informações privadas de 87 milhões de usuários do Facebook). Para ele, a situação teria servido como alerta de como pode ocorrer a manipulação de dados de milhares de usuários. “Quando o escândalo da Cambridge Analytica veio à tona, as pessoas perceberam que as eleições foram manipuladas com dados que elas forneceram”, afirmou.

Segundo o britânico, muitas notícias relatam como a internet é mal utilizada e como a rede pode ser um grande espaço para golpistas. “Ao mesmo tempo que a web foi criando oportunidades, dando voz aos grupos marginalizados e facilitando nossas vidas diárias, também criou oportunidades para golpistas, dando voz àqueles que espalham o ódio e tornando mais fácil a perpetração de todos os tipos de crime”, contou em uma carta aberta.

No texto, Berners-Lee identificou três principais “recursos disfuncionais” que têm afetado a web: intenções maliciosas e deliberadas, design de sistemas que criam incentivos perversos e consequências negativas não intencionais do design benevolente.

O primeiro, ele diz, resultaria em problemas como invasões e ataques patrocinados pelo Estado, além de comportamento criminoso e assédio on-line. O segundo indica modelos de receita baseados em anúncios que compensam financeiramente o clique e a disseminação viral da desinformação. Já sobre o terceiro, o cientista aponta exemplos como o tom ultrajado e polarizado e a qualidade do discurso on-line.

Apesar do cenário negativo, Berners-Lee aponta na sua carta que acredita ser possível encontrar soluções para combater violações de dados, hacking e desinformação. Para corrigir isso, ele defende que temos que nos unir como uma comunidade global da web.

O físico e cientista da computação cita novas legislações e sistemas que limitariam atitudes comportamentais ruins, como o projeto Contract for the Web (Contrato para a Rede). Ele ajudou a lançar a ação na Web Summit de 2018 – uma conferência que reuniu governos, empresas e cidadãos para se estabelecer normas, leis e padrões claros que sustentem a web.

Confira abaixo o texto de Sir Tim Berners-Lee na íntegra:

“Hoje, 30 anos depois de minha proposta original para um sistema de gerenciamento de informações, metade do mundo está on-line. É o momento para celebrar o quão longe chegamos, mas também uma oportunidade para refletir sobre até onde temos de ir ainda.

A web se transformou em praça pública, biblioteca, consultório médico, loja, escola, estúdio de design, escritório, cinema, banco e muito mais. É claro que com cada novo recurso, cada novo site, a divisão entre os que estão on-line e os que não estão vai aumentando, tornando ainda mais imperativo fazer da web um local disponível para todo o mundo.

E ao mesmo tempo que a web foi criando oportunidades, dando voz a grupos marginalizados e facilitando nossas vidas diárias, também criou oportunidades para golpistas, dando voz àqueles que espalham o ódio e tornando mais fácil a perpetração de todos os tipos de crime.

Tendo em conta o pano de fundo das notícias que relatam como a web é mal utilizada, é compreensível que muitas pessoas sintam medo e insegurança, e se questionem se a web é realmente uma força do bem. Mas vendo o quanto ela mudou nos últimos 30 anos, seria derrotista e pouco imaginativo presumir que a web como a conhecemos não pode ser modificada para melhor nos próximos 30 anos. Se desistirmos agora de construir uma web melhor, então a web não terá falhado conosco. Nós teremos falhado para com a web.

Para resolver qualquer problema, devemos começar por delineá-lo e compreendê-lo claramente. De um modo extenso, posso ver três fontes de disfunção que afetam a web de hoje:

– Intenções maliciosas e deliberadas, como invasões e ataques patrocinados pelo Estado, comportamento criminoso e assédio on-line.
– Design de sistemas que criam incentivos perversos em que o valor do usuário é sacrificado, como modelos de receita baseados em anúncios que recompensam comercialmente o isco para o clique e a disseminação viral da desinformação.
– Consequências negativas não intencionais do design benevolente, como o tom ultrajado e polarizado e a qualidade do discurso on-line.

Embora a primeira categoria seja impossível de erradicar completamente, podemos criar leis e códigos para minimizar esse comportamento, tal como sempre fizemos off-line. A segunda categoria nos obriga a redesenhar os sistemas, de forma a mudar os incentivos. E a categoria final exige pesquisas para entender os sistemas existentes e modelar novos possíveis, ou ajustar os que já temos.

Você não pode culpar apenas um governo, uma rede social ou o espírito humano. Narrativas simplistas correm o risco de esgotar nossa energia ao perseguirmos os sintomas desses problemas, em vez de nos concentrarmos em suas causas. Para corrigir isso, precisamos nos unir como uma comunidade global da web.

Em momentos cruciais, gerações antes de nós se juntaram para trabalhar juntas para um futuro melhor. Com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, diversos grupos de pessoas puderam entrar em acordo quanto a princípios essenciais. Com a Lei do Mar e o Tratado do Espaço Exterior, preservamos novas fronteiras para o bem comum. Também agora, à medida que a web vai reformulando nosso mundo, temos a responsabilidade de garantir que ela seja reconhecida como um direito humano e construída para o bem público. É por isso que a Web Foundation está trabalhando com governos, empresas e cidadãos para construir um novo Contrato para a Web.

Esse contrato foi lançado em Lisboa, na Web Summit, reunindo um grupo de pessoas que concordam que precisamos estabelecer normas, leis e padrões claros que sustentem a web. Aqueles que o apoiam, se reveem em seus princípios iniciais e, juntos, estão elaborando os compromissos específicos em cada área. Não deve ser um só grupo a fazer isso sozinho e todos os comentários serão bem-vindos. Governos, empresas e cidadãos estão contribuindo, e nosso objetivo é ter um resultado ainda este ano.

Os governos devem traduzir leis e regulamentos para a era digital. Eles devem garantir que os mercados permaneçam competitivos, inovadores e abertos. E eles têm a responsabilidade de proteger os direitos e liberdades das pessoas on-line. Precisamos de defensores de uma web aberta dentro do governo – funcionários públicos e autoridades eleitas que agirão quando os interesses do setor privado ameaçarem o bem público e se levantarão para proteger a rede aberta.

As empresas devem fazer mais para garantir que sua busca por lucros a curto prazo não aconteça às custas dos direitos humanos, da democracia, dos fatos científicos ou da segurança pública. Plataformas e produtos devem ser projetados tendo em mente a privacidade, diversidade e segurança. Nesse ano, vimos vários funcionários do mundo da tecnologia levantarem suas vozes e exigirem melhores práticas de negócios. Precisamos encorajar esse espírito.

E o mais importante de tudo é que os cidadãos responsabilizem as empresas e os governos pelos compromissos que assumem e exijam que ambos respeitem a web como uma comunidade global, cujo núcleo assenta nos cidadãos. Se nós não elegermos políticos que defendam uma web livre e aberta, se não fizermos nossa parte para promover conversas construtivas e saudáveis on-line, se continuarmos clicando em consentimentos sem exigir que nossos direitos sobre os dados sejam respeitados, nos afastaremos de nossa responsabilidade de colocar essas questões na agenda prioritária de nossos governos.

A luta pela web é uma das causas mais importantes do nosso tempo. Hoje, metade do mundo está on-line. É mais urgente do que nunca garantir que a outra metade não seja deixada para trás, off-line, e que todos contribuam para uma web que impulsione a igualdade, a oportunidade e a criatividade.

O Contrato para a Web não deve ser uma lista de soluções rápidas, mas um processo que sinalize uma mudança na forma como entendemos nosso relacionamento com nossa comunidade on-line. Deve ser claro o suficiente para atuar como uma estrela-guia para o caminho a seguir, mas flexível o suficiente para se adaptar ao ritmo acelerado de mudança na tecnologia. É a nossa jornada da adolescência digital para um futuro mais maduro, responsável e inclusivo.

A web é para todos e, coletivamente, temos o poder de mudá-la. Não será fácil. Mas se sonharmos um pouco e trabalharmos muito, podemos conseguir a web que queremos”.

*Por: Sir Tim Berners-Lee

 

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*Fonte: revistagalileu

O Pólo Magnético da Terra tem se movido com velocidade incomum e ninguém sabe o porque

Em 2015, os geólogos atualizaram os mapas de navegação para acompanhar o movimento lento do pólo magnético do norte. Esse mapa duraria até 2020, quando mais uma vez os modelos deveriam ser atualizados. Mas algo estranho está acontecendo no norte da Terra e forçou os geólogos a atualizarem o mapa este ano.

De acordo com a pesquisa publicada na revista Nature, o pólo magnético tem se movido com velocidade incomum do Canadá para a Sibéria, “impulsionado misteriosamente pelo ferro líquido que se estende até o núcleo do planeta”, ela relatou a publicação.

Portanto, os geólogos se reunirão em 15 de janeiro para atualizar os mapas de navegação, que são a base para a construção de modelos de veleiros que fazem viagens nos oceanos e para o Google Maps. Mas o fechamento do governo dos Estados Unidos forçou a adiar a reunião até 31 de janeiro.

O que está acontecendo?

A mudança da posição do pólo magnético começou a se registrar em 2016, apenas um ano após a atualização dos modelos de navegação.

O que aconteceu em 2016 foi, nas palavras da Nature, que “parte do campo magnético acelerou temporariamente nas profundezas do norte da América do Sul e do leste do Oceano Pacífico”.

E é que os movimentos nas profundezas do nosso planeta definem em grande parte o que acontece no pólo magnético. Esse “batido líquido” dos metais em ebulição é o principal responsável pelo campo magnético, que varia com o tempo à medida que os fluxos profundos mudam.

Para isso é adicionado o movimento naturalmente imprevisível do pólo magnético. Em meados da década de 1990, o pólo aumentou sua velocidade, de cerca de 15 quilômetros por ano para cerca de 55 quilômetros por ano. Em 2001, havia entrado no Oceano Ártico, onde, em 2007, uma equipe pousou um avião no gelo marinho na tentativa de localizar o pólo.

Mas por que isso acontece?

Esta é talvez a questão mais fascinante: ninguém sabe ao certo. Existem hipóteses, é claro. Os pesquisadores acreditam que o que aconteceu em 2016 pode ser atribuído às ondas “hidromagnéticas”, que surgem das profundezas do núcleo e geram pulsos magnéticos na superfície.

Diante de movimentos recentes, acredita-se que eles poderiam estar ligados a “um jato de ferro líquido em alta velocidade no Canadá”. Este jato poderia estar enfraquecendo o pólo magnético sob o Canadá, fazendo com que o outro campo magnético, na Sibéria, se tornasse o novo pólo.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Cientistas transformam CO₂ em carvão na Austrália

Pesquisadores usaram metais líquidos para transformar o dióxido de carbono de volta em carvão sólido, em um primeiro avanço mundial que poderia transformar nossa abordagem de captura e armazenamento de carbono. A equipe de pesquisa liderada pela RMIT Universidade de Melbourne, na Austrália, desenvolveu uma nova técnica que pode converter eficientemente o CO2 de um gás em partículas sólidas de carbono.

Publicado na revista Nature Communications, a pesquisa oferece um caminho alternativo para a remoção segura e permanente do gás de efeito estufa de nossa atmosfera. As tecnologias atuais de captura e armazenamento de carbono concentram-se na compactação do CO2 em forma líquida, transportando-o para um local adequado e injetando-o no subsolo. Mas, a implementação tem sido dificultada por desafios de engenharia, questões relacionadas à viabilidade econômica e preocupações ambientais sobre possíveis vazamentos dos locais de armazenamento.

“Enquanto não podemos literalmente voltar no tempo, transformar o dióxido de carbono novamente em carvão e enterrá-lo de volta no solo é como rebobinar o relógio das emissões”, afirma o pesquisador da RMIT, Dr. Torben Daeneke. Até o momento, o CO2 só foi convertido em sólido a temperaturas extremamente altas, tornando-o industrialmente inviável.

“Usando metais líquidos como catalisadores, mostramos que é possível transformar o gás novamente em carbono à temperatura ambiente, em um processo que é eficiente e escalável. Embora mais pesquisas precisam ser feitas, é um primeiro passo crucial para a entrega de armazenamento sólido de carbono”, explica o cientista.

Mais detalhes do estudo, você encontra aqui (em inglês).

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*Fonte: ciclovivo

Primeiro trem solar da América Latina vai conectar Argentina a Cusco

Em fevereiro de 2018 começaram as instalações de vias que vão receber o primeiro trem solar turístico da América Latina. Chamado de “Tren de la Quebrada”, o veículo sairá da província de Jujuy, na Argentina, uma região famosa pela montanha colorida “Cerro de los 7 Colores”. Este é segundo trem solar que se tem notícia. O primeiro deles foi inaugurado na Austrália, veja aqui.

A primeira parte da construção está prevista para ser concluída em agosto de 2019. Ela unirá a localidade de Volcán com Purmamarca e Maimará, em uma rota de 20 quilômetros pelo norte argentino. O passo seguinte seria chegar à Bolívia e, posteriormente, em Cusco. O destino final será o histórico Machu Picchu.

A primeira ferrovia solar da região inicialmente terá dimensões reduzidas, sendo para um vagão com capacidade aproximada de 240 passageiros. Por ser um trem turístico, ele desenvolverá uma velocidade de apenas 30 quilômetros por hora.

Para o seu funcionamento, painéis fotovoltaicos serão acoplados nos telhados. A propulsão será realizada através de energia solar e diesel hidráulico. O desenvolvimento da tecnologia envolveu especialistas internacionais que participaram da construção do trem solar de Byron Bay, na Austrália.
Modelo de trem solar da Austrália. Foto: Byron Bay Train

“Este é um grande desafio, porque estamos desenvolvendo uma nova tecnologia para o transporte ferroviário do futuro”, afirma o engenheiro Pablo Rodríguez Messina. Segundo ele, “o trem solar seguirá a ferrovia Belgrano Cargas, que foi desativada há 25 anos na Trilha Inca e que foi a primeira rota comercial na América do Sul”.

 

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*Fonte: ciclovivo

Agricultores atraem aves e morcegos para campos para reduzir uso de pesticidas e aumentar produção

Os agricultores de diversos países estão a virar-se para a natureza para reduzir o uso e o impacto ambiental dos pesticidas e, em alguns casos, aumentar a produtividade das suas plantações.

O que isto significa, em concreto, é que estão a atrair aves e outros vertebrados para as suas explorações agrícolas, para que estes animais mantenham as pragas longe das suas culturas.

Um novo estudo, publicado na revista científica Agriculture, Ecosystems and Environment, apresenta alguns dos melhores exemplos desta prática no mundo.

Em Michigan, por exemplo, a instalação de caixas-ninho atraiu o peneireiro-americano – uma pequena espécie de falcão – para as explorações de mirtilos e para os pomares de cerejeiras. Os pequenos predadores alados alimentam-se de muitas espécies que prejudicam estas culturas, incluindo gafanhotos, roedores e estorninhos. Nos cerejais, os peneireiros-americanos reduziram significativamente a abundância de aves que comem as frutas.

Na Indonésia, as aves e os morcegos ajudam os agricultores a poupar grandes quantias de dinheiro na prevenção de pragas. Também se registou um aumento de 132 kg por acre nos rendimentos das plantações indonésias de cacau – igualando cerca de 240€ por acre –, graças à presença das aves e morcegos nos campos.

“A nossa análise de estudos mostra que os vertebrados consomem inúmeras pragas das culturas e reduzem os estragos provocados nas colheitas, o que é um serviço de ecossistema essencial”, disse a bióloga Catherine Lindell, que liderou o estudo.

Na Jamaica, o facto de as aves comerem um dos “inimigos” das plantações de café resultou em poupanças estimadas de 15€ a 102€ por acre, anualmente.

Na Espanha, a construção de caixas-abrigo perto dos arrozais aumentou a população de morcegos e reduziu as pragas locais.

Os viticultores neozelandeses ajudaram a restabelecer o falcão-de-nova-zelândia – uma espécie classificada pela UICN como “quase ameaçada” – nas regiões de planície usadas para o cultivo da vinha. Trabalhando em conjunto com a organização Marlborough Falcon Trust, estes agricultores estão a ajudar a conservar a população em declínio desta ave, através da educação, ativismo e angariação de fundos, enquanto protegem as suas vinhas.

“Agora que reunimos estes estudos, precisamos mesmo de definir uma agenda de investigação para quantificar as melhores práticas e tornar os resultados acessíveis para as principais partes interessadas, como os agricultores e os ambientalistas”, disse Catherine Lindell. “Espero que isto suscite um grande interesse.”

“Estes cientistas demonstraram uma situação vantajosa para os agricultores e para as aves”, afirmou Betsy Von Hole, da instituição científica que financiou o estudo. “O aumento das aves de rapina nativas nas zonas agrícolas pode ajudar a controlar as pragas de insetos que prejudicam as culturas, reduzindo, potencialmente, o uso dispendioso de pesticidas. Para espécies de aves com populações em declínio, estes esforços podem aumentar o sucesso reprodutivo das aves, ao mesmo tempo que se produzem culturas fruteiras atrativas para os consumidores.”

 

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*Fonte: theuniplanet

A dopamina que suas músicas favoritas liberam

Sabe aquela sensação boa que você sente ao dar play nas suas músicas favoritas? Aquelas que fazem seu dia melhor e te fazem sorrir. A ciência explica que se trata de aumento dos níveis de dopamina no cérebro.

Um estudo conduzido pela Universidade de Lyon, na França, indica que ouvir as músicas que gostamos estimula a produção de dopamina.

A dopamina é um neurotransmissor que desempenha um papel importante em nossa função cognitiva, emocional e comportamental.

“Na vida cotidiana, os humanos buscam regularmente a participação em experiências altamente complexas e prazerosas, como ouvir música, cantar ou tocar, que não parecem ter nenhuma vantagem específica de sobrevivência. Compreender como o cérebro traduz uma sequência estruturada de sons, como a música, em uma experiência agradável e gratificante é, portanto, uma questão desafiadora e fascinante”, explica autora do estudo Laura Ferreri, professora de psicologia cognitiva na Universidade de Lyon.

No estudo, os pesquisadores manipularam a transmissão de dopamina através de farmacológicos em 27 voluntários enquanto ouviam música.

Os participantes foram divididos em três grupos. Com intervalo de uma semana, cada um recebeu via oral, levedopa (estimulante de dopamina), risperidona (inibidor de dopamina) e placebo (grupo de controle).

Ao avaliar os resultados, os pesquisadores registraram um aumento de produção do hormônio em voluntários que receberam o estimulante, enquanto quem recebeu o inibidor encontrou limitações em apreciar músicas.

“É importante ressaltar que não estávamos procurando por uma pílula mágica capaz de aumentar os sentimentos de prazer enquanto ouvíamos música. Estávamos interessados ​​em encontrar os mecanismos neuroquímicos que sustentam o prazer evocado pela música, e usamos uma abordagem farmacológica para tratar essa questão”, acrescentou Ferreri.

Ou seja, o estudo não indica que dopamina induzida através de farmacológicos pode aumentar seu prazer musical. Mas as músicas que você ama são capazes de produzi-la naturalmente.

Essa é também a explicação porque ouvimos repetidas vezes as músicas que gostamos, e até mesmo um dos benefícios que tocar instrumentos musicais proporcionam.

*Por Raquel Rapini

 

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*Fonte: geekness

Cérebro de 3 pessoas foram conectados permitindo que compartilhassem pensamentos

Neurocientistas ligaram com sucesso uma conexão cerebral de três vias para permitir que três pessoas compartilhassem seus pensamentos. A equipe de cientistas acredita que a pesquisa pode ser ampliada para conectar redes inteiras de pessoas, mesmo que isso soe algo tão estranho quanto disseram há décadas que um dia nós estaríamos conectados por uma rede virtual – a internet.

A técnica funciona com a combinação de Eletroencefalograma, para registrar impulsos nervosos que indicam a atividade cerebral e também a Estimulação Magnética Transcraniana, onde neurônios são estimulados usando campos magnéticos.

Os cientistas apelidaram o feito de BrainNet. Eles dizem que eventualmente um dia as mentes poderão ser conectadas usando a web, da mesma forma que ocorre atualmente com a internet.

Além de abrir novos caminhos, a BrainNet poderia nos ensinar sobre como o cérebro humano funciona em um nível mais profundo: “Nós apresentamos a BrinNet. Até onde sabemos, é a primeira interface direta entre cérebros de forma não invasiva de multipessoas”, disse o pesquisador em publicação científica na Cornel University.

“A interface permite que três seres humanos colaborem e resolvam uma tarefa usando a comunicação direta de cérebro para cérebro”, revelou.

Como ocorreu a conexão?

Os participantes foram conectados com eletrodos e estimulados a jogarem o famoso e antigo Tetris. Eles tinham que decidir se cada bloco precisava ou não ser girado. Para fazer isso, dois participantes tiveram que olhar para um dos dois LEDs que ficava piscando em ambos os lados da tela – um piscando a 15 Hz e outro a 17 Hz – o que produzia sinais elétricos diferentes no cérebro – registrados no eletroencefalograma.

Essas escolhas foram então transmitidas para uma única pessoa, através da Estimulação Magnética Transcraniana que poderia gerar flashes de luz na mente do receptor, conhecido na neurologia como “fantasmas de fosfenos”.

O receptor (voluntário que recebia os pensamentos dos outros dois participantes) não podia ver toda a área do jogo, mas ele precisava girar os blocos cada vez que um sinal de luz fosse enviado pelos outros dois participantes conectados ao seu cérebro. Em cinco grupos de três pessoas cada, os cientistas atingiram um nível médio de precisão de 81,25% já na primeira tentativa, o que deixou os pesquisadores perplexos.

Para tornar o teste mais complexo, os participantes que enviavam o pensamento poderiam adicionar uma segunda rodada de pensamentos, indicando se o receptor tinha feito de fato a escolha certa.

Os receptores conseguiram detectar qual dos remetentes era o mais confiável entre os dois com base apenas na comunicação cerebral, o que para os neurologistas é algo promissor para o desenvolvimento de sistemas que lidam com cenários do mundo real onde a falta de confiabilidade humana é um fator preocupante – como em julgamentos de criminosos, por exemplo, bem como diversas outras aplicabilidades.

E o futuro?

Apesar de ser possível, com o sistema atual, ser transmitido apenas um flash de dados de cada vez, os pesquisadores da Universidade de Washington e da Universidade de Carnegie Mellon, acreditam que a configuração pode ser expandida no futuro.

Anteriormente, a mesma equipe já havia conseguido conectar dois cérebros humanos onde os participantes jogavam um jogo de 20 perguntas um com o outro. Mais uma vez, os flashes de “fastamas de fosfenos” foram usados para transmitir as informações de “sim ou não”.

Por enquanto, o progresso é lento e o trabalho precisa melhorar e avançar, além de ser abraçado pela comunidade neurocientífica mundial, mas é um vislumbre de algumas maneiras incríveis de enxergar como será o futuro da tecnologia na Terra.

A intenção primordial é, um dia, existir uma rede de cérebros humanos conectados visando resolver problemas e soluções em grupo.

*Por Ötto Valverde

 

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*Fonte: jornalciencia

12 coisas que acontecem com seu cérebro durante um orgasmo

Embora você não precise ter um orgasmo para experimentar o prazer íntimo, a sensação, de fato, ainda é um ótimo bônus. Mas, você já se perguntou o que acontece com seu corpo durante o clímax?

Segundo informações da Business Insider, pesquisadores utilizaram imagens feitas por meio de dispositivos de FMRI (Imagem por Ressonância Magnética Funcional) ou PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons), capazes de medir o fluxo sanguíneo e a atividade dos neurônios, para determinar o que exatamente acontece no cérebro durante orgasmo. Veja abaixo:

1 – A parte lógica é completamente desligada

Há uma razão para as pessoas se sentirem mais ousadas e menos desinibidas durante o sexo. Isso ocorre porque a parte do cérebro responsável pelas habilidades de raciocínio é temporariamente desativada.

De acordo com o psicólogo clínico Daniel Sher, o córtex orbitofrontal lateral torna-se menos ativo durante o sexo. “Essa é a parte do cérebro responsável pela razão, pela tomada de decisões e pelos juízos de valor. A desativação dessa parte do cérebro também está associada à diminuição do medo e da ansiedade”.

2 – Um orgasmo envolve múltiplas e remotas partes do corpo

De acordo com a psicóloga Kayt Sukel, os pesquisadores descobriram que o córtex sensitivo genital, as áreas motoras, o hipotálamo, o tálamo e a substância negra, se ativam durante o orgasmo. Enquanto o tálamo ajuda a integrar informações sobre o toque e movimentos associados, o hipotálamo produz ocitocina – o hormônio do prazer, do relaxamento, do amor… – que pode ajudar a coordenar a excitação.

3 – O cérebro libera uma onda de dopamina

Durante um orgasmo, o cérebro trabalha muito para produzir uma série de diferentes hormônios e neurotransmissores, entre eles a dopamina, relacionada a sentimentos de prazer, desejo e motivação. Esse hormônio é formado em uma região do cérebro chamada área segmentar ventral, e é liberado em outras partes, como o núcleo accumbens e córtex pré-frontal.

4 – A ocitocina é liberada durante o orgasmo (e amamentação)

Segregado pela glândula pituitária, o hormônio ocitocina é liberado no hipotálamo, promovendo sensação de afeto. Também liberado durante a amamentação, ele é conhecido por facilitar sentimentos de amor e apego.

Curiosamente, durante o sexo também é liberado a prolactina, um hormônio responsável pela produção de leite após a gravidez. No sexo, por outro lado, ele desempenha um papel diferente, produzindo a sensação de satisfação que acompanha o orgasmo.

5 – Ter um orgasmo estimula o cérebro da mesma forma que usar drogas ou ouvir sua música favorita

Aparentemente, a mesma parte do cérebro que te faz sentir bem após comer uma sobremesa ou ganhar uma partida de futebol são as mesmas ativadas durante o orgasmo. De acordo com os pesquisadores, o sexo prazeroso ocorre porque os caminhos de recompensa em nosso cérebro são ativados, levando ao orgasmo. “Essas são as mesmas redes que são ativadas em resposta ao uso de drogas, consumo de álcool, jogos, ouvir sua música favorito ou desfrutar de uma refeição deliciosa“, explicou Sher.

6 – O cérebro libera substâncias que nos tornam menos sensíveis à dor

“À medida que a glândula pituitária é ativada, a liberação de endorfinas, ocitocina e vasopressina promove a redução da dor, aumentando intimidade e vínculo“, disse Jess O’Reilly, sexólogo. Isso poderia explicar por que coisa como bater ou puxar os cabelos podem ser aceitáveis e até mesmo prazerosas durante o sexo, mas não fora dele.

7 – O orgasmo e dor ativam as mesmas áreas do cérebro

Embora a relação entre dor e orgasmo ainda não seja totalmente compreendida pela ciência, alguns estudos mostram que a estimulação vaginal pode reduzir a sensibilidade à dor em algumas pessoas.

8 – Após um orgasmo, o cérebro libera hormônios que causam felicidade e sonolência

Uma vez que o orgasmo acontece, o cérebro tende a desacelerar. De acordo com Sher, isso ocorre porque é sinalizado ao sistema nervoso parassimpático que comece a regular (ou acalmar) o corpo. Basicamente, isso está relacionado ao aumento dos níveis de ocitocina, para facilitar o apego, proximidade e vínculo.

Além disso, há a liberação de serotonina, um hormônio conhecido por promover bom humor, relaxamento e, em algumas pessoas, sonolência – por isso alguns homens tendem a dormir.

9 – O cérebro das mulheres continua liberando ocitocina mesmo após o orgasmo

“Nas mulheres, a ocitocina tende a continuar sendo liberada após o orgasmo, o que pode explicar a motivação para os abraços pós-coito”, observou Sher.

10 – Em pessoas incapazes de sentir estimulação genital, o cérebro pode se remapear para alcançar o orgasmo

Embora acreditemos que o orgasmo e o prazer sexual dependem da estimulação dos genitais, isso não é inteiramente verdade. Em alguns casos, o cérebro pode criar novos caminhos para o prazer que não envolvam os órgãos sexuais.

De acordo com O’Rielly, em pessoas que tiveram os órgãos removidos ou feridos, o cérebro tende a remapear os sentidos para que estas possam experimentar sensações orgásticas em outras partes do corpo, por exemplo, através da estimulação da pele do braço ou mamilos.

11 – O orgasmo é uma maneira que a natureza tem de nos “enganar” para estimular a reprodução

“Se você pensar objetivamente, a ideia de arriscar sua vida e sua saúde para que um ser exista e cresça dentro de você por 9 meses, e após isso décadas de dedicação, é algo muito trabalhoso. A Mãe Natureza pode estar “nos enganando” para garantir que a espécie não morra“, disse Sukel.

12 – Bom orgasmo = cérebro saudável

“Também pode ser que, evolutivamente falando, uma vez que essa atividade aumenta o fluxo sanguíneo no cérebro de forma tão dramática, pode ter se desenvolvido em parte para ajudar a manter o cérebro saudável também“, acrescentou Sukel.

*Por Merelyn Cerqueira

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*Fonte: jornalciencia

Fim das baterias? Pesquisadores do MIT conseguem ligar aparelho usando sinais de wi-fi

As baterias e os carregadores estão com os dias contados. Isso se estiverem certos os pesquisadores da universidade americana Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) que estudam a transmissão de energia usando sinais de wi-fi.

“Apresentamos uma nova maneira de dar energia a sistemas eletrônicos no futuro – simplesmente captando energia wi-fi de uma maneira que pode ser facilmente integrada a áreas abrangentes”, explica o cientista Tomás Palacios, professor do Departamento de Engenharia Elétrica e Ciências da Computação do MIT, que há tempos dedica-se a estudar formas mais econômicas e inteligentes de energia elétrica.

A pesquisa foi tema de artigo publicado nesta segunda-feira pelo periódico científico Nature.

Antena flexível de rádiofrequência

Os cientistas partiram da mesma ideia dos transformadores capazes de converter ondas eletromagnéticas de corrente alternada em eletricidade de corrente contínua. Em seu modelo, utilizaram um dispositivo com uma antena flexível de rádiofrequência, capaz de captar tais ondas.

Esse receptor foi conectado a um dispositivo feito de um semicondutor bidimensional extremamente fino – apenas três átomos de espessura.

Esse semicondutor converte o sinal em tensão elétrica contínua, pronta para alimentar baterias recarregáveis ou, diretamente, circuitos eletrônicos. Ou seja: o dispositivo não tem bateria, mas captura os sinais de wi-fi presentes no local e os transforma, de forma passiva, em corrente elétrica.

Nas experiências realizadas em laboratório, os cientistas conseguiram obter 40 microwatts de energia elétrica quando o dispositivo estava exposto aos 150 microwatts de uma rede wi-fi convencional. É potência elétrica mais que suficiente para manter ligada uma tela de tablet ou fazer funcionar pequenos chips eletrônicos.
Uso para fins médicos

Esse formato bidimensional e flexível do dispositivo é o que parece empolgar mais os pesquisadores. “E se pudéssemos desenvolver sistemas eletrônicos e envolver uma ponte ou uma rodovia inteira? Ou as paredes de nosso escritório? Traríamos inteligência eletrônica a tudo ao nosso redor”, prevê Palacios.

Entre os usos do sistema, além de aparelhos eletrônicos do dia a dia, estão os sensores para gadgets integrados à chamada “internet das coisas”.

No caso de celulares, uma novidade assim vem de encontro aos avanços da indústria no design de aparelhos flexíveis e cada vez mais finos.

O pesquisador Jesús Grajal, da Universidade Técnica de Madri, coautor do estudo, lembra que também seria possível utilizar o dispositivo para fins médicos. Não só para manter alimentados os equipamentos de um dia a dia hospitalar mas também para futuros gadgets que precisam ser muito pequenos para uma bateria convencional.

Um exemplo: atualmente, há pesquisadores desenvolvendo pílulas que podem ser engolidas pelos pacientes para coletar e transmitir, com precisão, dados de saúde dos mesmos – para fins de diagnóstico. Uma solução de energia assim seria a ideal em casos específicos como este.

Nesses casos, as preocupações vão além do tamanho das baterias convencionais. “O ideal é não usar baterias para alimentar esses sistemas, porque se houver um vazamento de lítio, o paciente pode morrer”, afirma Grajal. “Desta forma, é muito mais seguro colher energia do ambiente para ligar esses minúsculos laboratórios dentro do corpo.”

Composto inorgânico

O material utilizado pelos pesquisadores para a construção desse eficiente transformador de correntes é o MoS2, ou dissulfeto de molibdênio. Trata-se de um composto inorgânico, que é encontrado no mineral molibdenita – as principais jazidas estão na República Checa, na Noruega, na Suécia, na Austrália, na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Os pesquisadores criaram um dispositivo de MoS2 com apenas três átomos de espessura, o suficiente para que ele funcione, como um dos semicondutores mais finos do mundo. Isso ocorre porque os átomos do material se comportam de uma maneira particular, se reorganizando como um interruptor.

Os pesquisadores envolvidos acreditam que o material tenha capacidade para capturar e converter até 10 GHz de sinais sem fio.

“Esse dispositivo é rápido o suficiente para abranger a maior parte das bandas de frequência utilizadas hoje, de sinais de celular, de bluetooth, de wi-fi e muitos outros”, afirma o pesquisador Xu Zhang, principal autor do estudo.

A eficiência energética obtida com o modelo é de 30%. O grupo agora pretende testar novos modelos e materiais em busca de melhorar esse potencial e diminuir a perda energética.

Em entrevista à BBC News Brasil, Zhang explicou que ainda é preciso um longo processo para que o dispositivo ganhe um versão comercial, ou seja, esteja ao alcance do usuário comum. “Precisamos desenvolver um único dispositivo para uma série de conversões e otimizar o processo tanto do projeto quanto da fabricação de circuitos. Só então será viável usar algo assim para os eletrônicos do dia a dia”, afirmou.

*Por Edison Veiga

 

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*Fonte: bbc-brasil

Adeus aos insetos da sua infância

Há quanto tempo você não vê um gafanhoto no seu passeio de domingo no campo, ouve os grilos da varanda ou vê um vaga-lume numa caminhada noturna em uma estrada rural? A sensação de estar perdendo essa fauna que tantas gerações associam à sua infância é mais do que isso, é uma realidade. E o que é pior, juntamente com esses animais também estão desaparecendo elementos básicos para o sustento de muitos ecossistemas dos quais todos os seres vivos dependem.

“Não é apenas uma sensação popular, é algo percebido por todos os entomologistas que fazem trabalhos e pesquisas de campo; a diminuição do número de indivíduos de praticamente todos os insetos é brutal”. Isso é confirmado por Juan José Presa, professor de Zoologia da Universidade de Murcia, na Espanha, e coautor de um dos muitos relatórios e estudos recentes que fornecem números sobre o declínio dos artrópodes.

Esse estudo, do começo deste ano, resultado da colaboração entre a União Europeia e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), destaca que quase um terço das espécies de ortópteros avaliadas (gafanhotos, grilos e cigarras, entre outras) está ameaçado, algumas em perigo de extinção.

Wolfgang Wägele, diretor do Instituto Leibniz de Biodiversidade Animal (Alemanha), juntamente com outros colegas, fala na revista Science do “fenômeno do para-brisa”, no qual os motoristas passam menos tempo removendo de seus carros os inúmeros insetos que antes se espatifavam contra qualquer ponto da carroceria. Os pesquisadores citados no artigo estão cientes do declínio generalizado, apesar de reconhecerem, como o resto da comunidade científica, que é muito difícil estabelecer dados mais precisos sobre o declínio das populações devido à variedade de espécies, distribuição e número de indivíduos.

Na Science é citado o caso da Sociedade de Entomologia de Krefeld, na Alemanha, cujas pesquisas de campo constataram que a biomassa de insetos que fica presa em seus diferentes dispositivos de captura diminuiu 80% desde 1989. Juan José Presa leva a constatação ao terreno de suas observações de campo, na província de Pontevedra: “Antes conseguíamos atrair uma enorme quantidade de mariposas com armadilhas de luz, agora muito poucas entram na armadilha”.

“Cerca de três quartos das espécies de borboletas da Catalunha, e isso pode ser extrapolado para o resto da Espanha, estão em declínio e isso é incontestável”. Constantin Stefanescu, do Centro de Pesquisas Ecológicas e Aplicações Florestais e do Museu de Ciências Naturais de Granollers (Barcelona) chegou a essa conclusão depois de mais de duas décadas de trabalhos de campo e de ter estudado, com outros pesquisadores, 66 das 200 espécies presentes na Catalunha. “A redução é alarmante e aumenta a cada ano. Também assustam os dados de 2015 e 2016, os mais baixos desde 1994”, diz Stefanescu.

Ignacio Ribera, do Instituto de Biologia Evolutiva, um centro conjunto do CSIC e da Universitade Pompeu Fabra, especialista em entomofauna de habitats subterrâneos e aquáticos, menciona duas outras espécies que estiveram presentes na infância de muitas gerações: libélulas e percevejos, estes últimos são hemípteros de pernas longas que deslizam sobre a superfície da água. “Quando um rio é canalizado, secam um açude ou cobrem um córrego” – diz o pesquisador – “e esses insetos, entre outros, desaparecem”. Há dez anos, a UICN já advertia que “as libélulas ameaçadas da bacia do Mediterrâneo precisam de medidas urgentes para melhorar sua situação”.

A transformação e a destruição do habitat é sistematicamente apontada, em todos os estudos, como a principal causa dessa hecatombe que afeta muito diretamente as pessoas. Isso pode ser comprovado pelo efeito provocado por certos inseticidas (neonicotinóides) nas populações de abelhas, responsáveis pela polinização de muitas plantas, inclusive 30% das que nos servem de alimento. Em geral, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, “cerca de 84% das culturas para consumo humano precisam de abelhas ou de outros insetos para polinizá-las e aumentar seu rendimento e qualidade”.

Quase um terço das espécies de ortópteros avaliadas está ameaçado, algumas em perigo de extinção

As consequências sobre as redes tróficas que sustentam todos os tipos de ecossistemas, também os agrícolas, de pecuária e florestais, podem ser fatais. É necessário pensar que a fauna de invertebrados também atua como controle de pragas e é fonte de alimento essencial para o resto dos animais. Stefanescu lembra que “muitas aves se alimentam das lagartas de borboletas que estão precisamente em declínio e numerosas vespas e moscas também dependem da fase larval e de crisálida dos lepidópteros”.

Mas a destruição do habitat (urbanização, agricultura intensiva, turismo…) não age sozinha como elemento de distorção, mas também o abandono da zona rural e a mudança climática contribuem para essa situação perigosa. Os cientistas citam, por exemplo, a alteração dos períodos de sincronia entre a floração das plantas e a chegada ou a eclosão dos insetos.

A Sociedade de Entomologia de Krefeld, na Alemanha, constatou que a biomassa de insetos que fica presa em seus diferentes dispositivos de captura diminuiu 80% desde 1989

O problema é que o ritmo de proteção é muito mais lento do que o do declínio, devido à falta de conhecimento mais preciso sobre as populações e à menor relevância, aparente, que os insetos têm. O catálogo nacional de espécies ameaçadas inclui apenas 90 espécies de invertebrados, das quais 35 são insetos e apenas 17 (oito vulneráveis e nove em perigo de extinção) possuem uma categoria de ameaça que permite a ativação de planos de recuperação. A Comunidade Virtual de Entomologia estima em 38.311 o número de espécies de insetos na península Ibérica.

O Atlas e Livro Vermelho dos Invertebrados Ameaçados da Espanha aponta como vulneráveis 69 espécies de insetos na Península Ibérica, 30 em perigo de extinção e 3 em perigo crítico. Enquanto isso, Juan José Presa alerta: “É muito possível que, neste exato momento, depois de um incêndio ou uma fumigação intensiva de culturas, estejamos perdendo espécies que já estavam muito prejudicadas”.

E OS PARDAIS, LAGARTIXAS, RÃS E SALAMANDRAS?

J. R.

O efeito é generalizado. Qualquer conversa com pessoas da zona rural sobre a biodiversidade que as rodeia geralmente contém a frase “aqui antes se viam mais pássaros”. E também eram encontradas – e capturadas com todo tipo de engenhoca – lagartixas, se ouvia com mais frequência o coaxar das rãs, e era possível apreciar o andar das vistosas salamandras em poças, lagoas e valas. Até o outrora muito abundante e onipresente pardal comum está em falta. A Sociedade Espanhola de Ornitologia (SEO/BirdLife) constatou em seus censos as diminuições de aves comuns como pardais, andorinhas, perdizes e rolas, todas elas protagonistas de verões com mais biodiversidade.

Os incêndios, a seca e o fenômeno que multiplica esses dois efeitos, a mudança climática, estão por trás do declínio de répteis, como as lagartixas, e de anfíbios, como a rã comum e a salamandra. Uma análise de 539 estudos científicos nos quais participaram pesquisadores do Museu Nacional de Ciências Naturais (MNCN/CSIC) concluiu que 65% das 313 espécies avaliadas desses dois grupos sofrem os efeitos negativos da mudança climática. Em 2013, um estudo da mesma instituição científica confirmou que o aquecimento global diminui a eficácia dos sinais sexuais da lagartixa carpetana, uma espécie considerada em perigo de extinção.

*Por Javier Rico

 

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*Fonte: elpais

Divulgado primeiro raio X colorido feito em humanos

Cientistas realizaram o primeiro raio X colorido e 3D em humanos. Veja o resultado impressionante.

O primeiro raio X colorido feito em partes do corpo humano foi revelado esse mês. As imagens históricas foram feitas com uma tecnologia absolutamente inovadora chamada MARS, um scanner de espectro raio x.

Uma dupla composta por pai e filho, da Nova Zelândia, construíram o primeiro raio x colorido adaptando a tecnologia utilizada na busca pelo Boson de Higgs.Phil, o pai, e Anthony, o filho, são das universidade de Canterbury e Otago. Ambos dedicaram 10 anos inteiros na construção do raio x 3D. Finalmente, no dia 10 de julho, eles lançaram ao mundo o resultado do projeto inédito.Espera-se que a máquina chamada MARS ajude médicos no diagnóstico e no tratamento do câncer, bem como no tratamento de doenças do coração, dado que o aparelho oferece imagens coloridas que são muito mais próximas do que o corpo humano realmente parece.

O raio x MARS pode mostrar gordura, cálcio, e muitas evidências de doenças no corpo. Nos próximos meses, o raio x scanner irá passar pelos primeiros testes clínicos em pacientes de ortopedia e reumatologia em Christchurch, na Nova Zelândia.

Tecnologia de raio x colorido

A primeira pessoa que passou pelo raio x colorido foi ninguém menos que o próprio Phill. Ele fez um scan do seu quadril e do seu punho. O resultado apresentou uma riqueza absurda de detalhes, incluindo até o raio x do relógio que estava usando.O raio x do seu pé foi tão preciso quanto o de seu punho. “Os raios x tradicionais permitem medir somente a densidade e o formato do que é retratado”, disse Anthony.

O pesquisador ainda mencionou que os pesquisadores estão atualmente utilizando uma versão menor do MARS para estudar o câncer e outras doenças vasculares. Resultados iniciais desses estudos sugerem que o MARS irá aperfeiçoar e promover diagnósticos mais precisos e tratamentos mais personalizados. Phil e Anthony também estão desenvolvendo um aparelho que faz um scan do corpo inteiro.A tecnologiaA tecnologia utilizada chama-se CERN Medipix3.

A família Butler aplicou a tecnologia citada que foi utilizada pela organização europeia de pesquisa nuclear em busca da “partícula de Deus” ou Boson de Higgs.O chip da Medipix foi originalmente desenvolvido para ajudar numa colisão mais forte entre as partículas nos processos de aceleração. Nos últimos 20 anos, desde que ele começou a ser desenvolvido, ele passou por muitas transformações.Nos últimos tempos, o chip foi adotado por muitos outros campos de estudo além da física nuclear. No caso do MARS, o CERN MEdipix3 mostra sua relevância no campo médico. O Medipix3 é a versão mais avançada do chip. Phillip afirmou que a tecnologia coloca o MARS à parte, pois ele produz imagens que nenhuma outra máquina de raio x consegue produzir.

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*Fonte: gentside