Colisão de 2 estrelas irá iluminar o céu da Terra como nunca antes aconteceu

Este não é um fenômeno tão raro: aproximadamente a cada dez anos, duas estrelas colidem em nossa galáxia. Mas quase nunca elas estão perto da Terra a ponto do fenômeno ser visível em nosso céu.

No entanto, em 2022 ou antes, a estrela binária KIC 9832227 deve colidir, dizem os astrônomos. Neste caso, o efeito será sim visível da Terra. Reunimos aqui todos os detalhes.

Colisão de 2 estrelas em 2022
O Dr. Matt Walhout, da Calvin College of Michigan, afirma que esta estrela binária irá queimar tão intensamente antes de 2022 que será visível da Terra. As estrelas binárias são, na verdade, duas estrelas orbitando muito próximas umas das outras, em um baricentro comum. Em muitas ocasiões, as estrelas acabam colidindo, como aconteceria neste caso.

Em 2008, um evento similar aconteceu com outra estrela binária, embora não tenha havido nenhum aviso. Os astrônomos, até agora, não têm como prever essas colisões. Esta pode ser a primeira vez que uma colisão deste tipo é anunciada com bastante antecedência.

Isso é possível porque os dados dessa estrela são semelhantes aos da estrela que colidiu em 2008. “As observações do KIC9832227 mostram que seu período orbital vem se acelerando desde 1999 da mesma maneira distintiva”, diz Larry Molnar, também do Calvin College of Michigan. “Chegamos à nossa data esperada, supondo que o mesmo processo esteja acontecendo aqui”, disse ele.

A colisão: 1795 anos atrás
Mas a estrela binária, diz Molnar, está a 1800 anos-luz de distância. Isso significa que sua luz leva 1800 anos para chegar até nós. Nesse caso, a colisão não seria tecnicamente em 2022, mas teria sido no ano 42 ou 43 da Era Comum, 1975 anos atrás. Nesse sentido, olhar para essa colisão será como ver as estrelas há quase 2000 anos.

Por outro lado, além de ser a primeira vez que os astrônomos prevêem uma dessas colisões, seria uma excelente oportunidade para observar como uma colisão dessas se desenvolve. Até agora, não há muita informação sobre como as estrelas binárias se fundem ou sobre os detalhes das colisões.

“Se a previsão de Larry estiver correta, seu projeto demonstrará pela primeira vez que os astrônomos podem capturar certas estrelas binárias no momento da morte, e que podem rastrear os últimos anos da espiral da morte de estrelas até o ponto final da dramática explosão”, disse Walhout em uma conferência.

Mas, além da importância científica dessa colisão, a fusão do sistema binário também proporcionará um espetáculo incrível. A colisão, sendo relativamente próxima, será visível no céu terrestre. E deve haver alguns fenômenos empolgantes neste mundo, como olhar para cima na escuridão da noite e observar os restos da colisão de duas estrelas massivas a 1800 anos-luz.

*Por Giulia Ebohon
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*Fonte: vix

Os animais pensam como nós? Veja o que diz a ciência!

Os animais são capazes de pensar? É bem provável que você já tenha ouvido dizer que eles são movidos apenas por reflexos e que reagem a determinados estímulos. Mas o que diz a ciência sobre isso? Será que seu bichinho de estimação compartilha alguma característica cognitiva com você?

Encontrar respostas para essas e outras perguntas têm sido motivo de estudos de cientistas nas últimas décadas. E algumas descobertas interessantes já surgiram!

Sim, eles são seres pensantes
Para Marc Hauser, professor de psicologia da Universidade de Harvard, os animais são seres pensantes. É claro que tudo depende de como o pensamento é definido. É por isso que os cientistas preferem usar o termo habilidades cognitivas no lugar de pensamentos. Seja como for, os bichos na natureza conseguem entender o ambiente onde vivem.

Hauser tem muita base científica para sua afirmação, afinal, ele estuda a cognição dos animais desde 1980. Para o professor e pesquisador a forma como os bichos encaram o mundo é bem parecida com a dos seres humanos. Ele aponta os chimpanzés como um bom exemplo disso, especialmente devido à vida social agitada e rica desses primatas.

Outra linha de pesquisa conduzida por Hauser e sua equipe é sobre como definir quais os processos de raciocínio são únicos dos seres humanos e quais compartilhamos com os animais. Nesse sentido, o pesquisador ressalta que os animais têm pensamentos estimulantes, mas que a única forma por meio da qual podem transmiti-los é via gestos, grunhidos e vocalizações estranhas.

Sendo assim, a linguagem surge como um fator muito importante para o raciocínio: o ser humano, por exemplo, conseguiu desenvolver mais as suas funções cognitivas e a própria autoconsciência graças ao feedback entre o pensamento e a linguagem.

Mais semelhanças que diferenças
Para o renomado professor e ecologista marinho, Carl Safina, autor de vários livros sobre o reino animal, incluindo Além das palavras: o que os animais pensam e sentem, os animais desenvolveram processos de cognição, sentimentos e conexões sociais que são tão importantes para eles quanto para nós.

Por exemplo, em várias situações eles sabem quem são seus rivais na natureza, os seus amigos e, principalmente, quem eles próprios são. No livro citado, Safina ainda aponta outras correlações entre a forma de pensar e agir de um animal e a do ser humano, como o fato de terem ambições e sempre buscarem um status mais elevado em seu grupo.

Ou seja, tal como nós, os animais têm um “plano de carreira” e pensam nos melhores caminhos para atingirem seus objetivos. Em palavras mais simples, tentam permanecer vivos, obter comida e abrigo, além de criar alguns jovens para a próxima geração passando os conhecimentos adquiridos. Interessante, não é?

Sentimentos próprios, mas nem tanto
Devido à capacidade de pensar e até analisar situações os animais desenvolvem sentimentos e emoções próprios, por exemplo, ficando tristes ou alegres. Porém, eles também são influenciados e até podem copiar atitudes dos humanos.

Um estudo publicado no periódico Plos One, intitulado Dogs’ Social Referencing towards Owners and Strangers, apontou que cães e gatos tendem a observar seus donos antes de decidirem por uma resposta emocional.

Aliás, essa forma de agir é ainda mais evidente e importante para os bichos quando eles são apresentados ou colocados ante uma situação desconhecida.

A química por trás dos pensamentos e emoções dos animais
Como acontece com os humanos, pensar, sentir e agir depende muito da química cerebral. Isso significa que os comportamentos que unem pessoas, assim como aqueles que unem os animais, são baseados em uma variedade de moléculas absorvidas de diversas formas pelo cérebro.

A oxitocina, popularmente conhecida como hormônio do amor, é um exemplo que vale a pena ser comentado. Em todos os mamíferos, incluindo nos humanos, seus níveis aumentam no organismo diante de situações específicas como, por exemplo, no parto, na amamentação e na excitação sexual.

Por isso, entender como determinados hormônios influenciam na forma como os animais pensam e agem é algo fundamental para ampliar nosso conhecimento sobre o tema e, quem sabe, até mudar a maneira como tratamos e observamos o reino animal.

Foram as pesquisas nessa linha que nos permitiram saber que os cães não somente têm um aumento significativo de oxitocina quando estão com outros de sua espécie, mas, também, quando interagem com os seres humanos.

E sabe o mais curioso? Isso é o oposto do que acontece no cérebro de quase todos os demais mamíferos quando se aproximam de nós.

Talvez, não seja por acaso que costumamos dizer que o cachorro é o melhor amigo do homem, até porque o que acontece no cérebro do nosso amigo de quatro patas sugere que ele pensa algo parecido com relação a nós.

*Por Denisson Antunes Soares
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*Fonte: megacurioso

Inteligência Artificial está aprendendo a ler sua mente – e a mostrar o que se observa

A Inteligência Artificial tem nos levado cada vez mais perto das máquinas de leitura da mente da ficção científica. Desta vez, os pesquisadores desenvolveram algoritmos de deep learning – basicamente modelados sobre o cérebro humano – para decifrar, você sabe, o cérebro humano.

Primeiro, eles construíram um modelo de como o cérebro codifica a informação. Depois colocaram três mulheres para assistir centenas de vídeos curtos, enquanto uma máquina funcional MRI media sinais de atividade no córtex visual e em outros lugares. Um tipo popular de rede neural artificial foi usado para o processamento de imagens, que aprendeu a associar imagens de vídeo com a atividade cerebral. Quando as mulheres assistiam a clipes adicionais, a atividade prevista do algoritmo correlacionava com a atividade atual em uma dúzia de regiões cerebrais. Isso também ajudou os cientistas a visualizar quais características cada área do córtex estava processando.

Outra rede decodificou sinais neurais: com base na atividade cerebral de um participante, puderam prever, com cerca de 50 por cento de precisão, o que ele estava assistindo (selecionando uma das 15 categorias, que incluíam pássaros, aviões e exercícios). Se a rede tivesse sido treinada em dados do cérebro de uma mulher diferente, ela ainda poderia classificar a imagem com cerca de 25 por cento de precisão, relataram os pesquisadores neste mês na Cerebral Cortex.

A rede também pode reconstruir parcialmente o que um participante viu, transformando a atividade cerebral em pixels, embora as imagens resultantes tenham sido pouco mais do que bolhas brancas. Os pesquisadores esperam que seu trabalho conduza à reconstrução de imagens mentais, que usa alguns dos mesmos circuitos cerebrais como processamento visual.

Traduzir da imagem mental para bits pode permitir que as pessoas expressem pensamentos ou sonhos vívidos para computadores ou para outras pessoas sem utilizar palavras ou cliques de mouse, e pode ajudar aqueles que não conseguem realizar outra forma de comunicação.

Por Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira
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*Fonte: universoracionalista

Cientistas criam tinta capaz de eliminar a necessidade de ar-condicionado

“Espelho, espelho, meu, existe tinta mais branca do que eu?”, perguntou a tinta branca. Sim, responderam os cientistas de um laboratório da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos. Eles criaram uma tinta branca, tão branca, que ela entrou para o livro de recordes mundiais do Guinness.

Mas, por que alguém iria querer pintar sua casa com uma tinta extrabranca? Para os cientistas, a resposta é reduzir ou até mesmo eliminar a necessidade de ar-condicionado. Ou seja, economia na luz e preservar o meio-ambiente.

“Quando iniciamos este projeto há cerca de sete anos, tínhamos em mente a economia de energia e o combate às mudanças climáticas”, disse Xiulin Ruan, professor de Engenharia Mecânica em Purdue, em um comunicado.

Vale lembrar que, nos Estados Unidos, o carvão ainda é a principal fonte de energia elétrica em muitos estados.

Como a tinta funciona?
A ideia inicial dos pesquisadores era fazer uma tinta que refletisse a luz do sol. Atualmente, as tintas com essa finalidade só conseguem rejeitar de 80% a 90% da luz solar. Além disso, elas não conseguem tornar as superfícies mais frias do que a temperatura ambiente.

Porém, para tornar essa tinta realmente reflexiva era necessário também que ela fosse muito branca. Para isso, os pesquisadores usaram uma concentração muito alta de sulfato de bário com partículas em diferentes tamanhos. Para se ter uma ideia, esse é um composto químico também usado em papel fotográfico e cosméticos.

Com isso, os pesquisadores da universidade conseguiram criar uma tinta capaz de refletir 98,1% da radiação solar enquanto também emite calor infravermelho.

Assim, como a tinta absorve menos calor do que emite, uma superfície revestida com essa tecnologia consegue ser resfriada abaixo da temperatura ambiente. E o melhor: sem consumir energia para isso.

Por exemplo, usar a tinta em um telhado com cerca de 9 metros quadrados pode resultar em uma potência de resfriamento de 10 kW. “Isso é mais poderoso do que os [aparelhos] de ar-condicionado usados ​​pela maioria das casas”, explicou Ruan.

Agora, a ideia dos cientistas é colocar essa tinta extrabranca no mercado. Para isso, eles anunciaram já terem feito uma parceria com uma empresa.

*Por Layse Ventura
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*Fonte: olhardigital

7 mitos e meio sobre o cérebro derrubados

Existem ideias que duram porque têm o potencial de revelar conceitos surpreendentes, enquanto outras não sobrevivem ao rigor científico.

No século 4 a.C., Aristóteles (384 a.C. — 322 a.C.) considerava o cérebro um órgão secundário que servia para resfriar o sangue que o coração usava para funções mentais. Mas era também um lugar onde o espírito circulava livremente e onde estava, em sua visão, o sensus communis (ou “senso comum”).

Séculos de pesquisa depois, o médico romano Galeno de Pérgamo (c.130-c.210 d.C.) concluiu que o cérebro era o grande responsável por nossas funções mentais e não o coração, como Aristóteles havia sugerido.

O sensus communis, no entanto, sobreviveu. No século 16, quando Leonardo da Vinci (1452 – 1519) estava desenhando e estudando o cérebro, um de seus objetivos era encontrar sua localização; filósofos como Tomás de Aquino, Locke e Kant o exploraram; a psicologia o acolheu, e os cientistas continuaram a testar o conceito daquele sexto sentido que refina a informação percebida por nossos cinco sentidos até hoje.

Mas há outras noções que, embora a ciência já tenha determinado que estão erradas, permanecem teimosamente ressoando, não graças às evidências, mas à repetição e à crença.

O cérebro, aquela “obra-prima da criação”, como disse o cientista dinamarquês Nicolaus Steno em 1669, é um daqueles campos minados de tais falsos conhecimentos e imprecisões.

Como não estamos imunes a isso, consultamos a renomada neurocientista Lisa Feldman Barrett, autora do livro Seven and a Half Lessons About the Brain” (“Sete lições e meia sobre o cérebro”, no qual ela desmistifica “aquela grande massa cinzenta entre nossas orelhas”.

Perguntamos a ela se é verdade, por exemplo, que nascemos com um certo número de neurônios, que eles não se renovam, já que não se reproduzem como as outras células do corpo.

½. Neurônios limitados
Isso é quase verdade.

“Os humanos perderam a capacidade de regenerar neurônios… exceto em alguns lugares do cérebro”, assinala a neurocientista.

E não apenas nós.

“Animais de vida longa tendem a perder essa capacidade porque, quando novos neurônios substituem os antigos, as memórias são perdidas”.

“Não é que cada neurônio guarde uma memória, mas se trata de um conjunto que se comunica, ou seja, se um falta, essa relação molecular se perde e com ela parte do que foi aprendido”.

O engraçado é que outros animais regeneram neurônios constantemente ao longo de sua vida.

“Os pássaros são animais muito interessantes porque há partes do cérebro deles, nas quais os neurônios se regeneram a cada ano para aprender novas canções para atrair parceiros. Na verdade, foi assim que a plasticidade (do cérebro) foi descoberta”.

“Na Universidade Rockefeller (Estados Unidos), pesquisadores notaram que o tamanho dos núcleos cantantes — os núcleos em seus cérebros que são responsáveis por controlar sua respiração e seu aparelho vocal e seus corpos para que possam cantar — estavam se expandindo e diminuindo a cada ano, e constataram que eles estavam criando novos neurônios naquela época do ano”.

“Os pesquisadores presumiram então que a criação de neurônios só ocorria nas aves, mas não nos mamíferos. Na verdade, ela não só ocorre nos mamíferos, mas também nos primatas e até nos humanos, embora apenas em partes específicas do cérebro como o hipocampo, por exemplo”.

Em todo caso, você já deve ter ouvido falar que só usamos parte dos neurônios daqueles que temos. Isso é verdade?

1. Neurônios desperdiçados
“A ideia de que usamos apenas 5% ou 10% dos nossos neurônios simplesmente não é verdade.

“Entre outras coisas, seria metabolicamente ineficiente. Seu cérebro é seu órgão mais dispendioso: responde por cerca de 20% de seu gasto metabólico diariamente. Imagine desperdiçar 90% de sua capacidade!

“Isso é um absurdo e não faz o menor sentido”.

“Usamos o cérebro o tempo todo e não um neurônio, mas milhões e milhões a cada momento.”

Claro, armazenando tudo que nossos sentidos percebem, não?

2. Seus olhos veem, seus ouvidos ouvem, sua pele sente
Não exatamente.

Todas as nossas sensações são interpretações do cérebro.

“Você precisa de algum tipo de superfície sensorial, algum tipo de receptor, para levar informações para o cérebro”, como as orelhas, a pele, o nariz, os olhos.

Mas esses sinais — ondas de luz, som — que eles captam não fazem sentido até que o cérebro os processe.

“É por isso que existem condições como a cegueira cortical, em que os olhos funcionam bem, mas há danos nas partes do cérebro que são importantes para criar a visão.”

Você não vê com os olhos, nem ouve com os ouvidos, nem sente com a pele: você o faz com o cérebro, que combina o que está na sua cabeça e os dados sensoriais detectados pelos seus órgãos.

Mas não é só isso…

3. Suas emoções estão em seu coração

Quando a emoção o invade, “quando você sente o batimento cardíaco, não o sente no peito, mas na cabeça”.

“É difícil de entender, mas você não sente nada em seu corpo, tudo o que você sente está em seu cérebro.”

A dor, a alegria… tudo, porque o cérebro é quem escreve a história, ele é o narrador.

E abriga as paixões nas profundezas de sua parte mais antiga…

4. Você tem uma ‘besta interior’

Bem… não é assim.

É verdade que existe um modelo conhecido como “cérebro trino”, que consiste no complexo reptiliano, no sistema límbico e no neocórtex, sendo que o primeiro controla o comportamento e o pensamento instintivo para a sobrevivência, o segundo encarrega-se de regular as emoções, a memória e as relações sociais, e o terceiro é responsável pelas funções mais sofisticadas.

“Por anos, os cientistas pensaram que a parte reptiliana envolvida no circuito límbico era o lar de nossa besta interior, a parte mais reativa de seu ser que tinha que ser controlada pela razão”.

“Segundo essa hipótese, seu cérebro é um campo de batalha entre sua besta interior e seu eu racional superior. Quando a racionalidade vence, você é moral, virtuoso e saudável, mas quando sua besta interior vence, você é imoral, porque não se esforçou o suficiente ou você está doente, porque a racionalidade não conseguiu controlar sua besta interior”.

“Toda essa narrativa é um mito completo”.

“Mas o que é realmente interessante é que as regiões do cérebro que foram marcadas como sua besta interior são, na verdade, aquelas que controlam seu corpo — seus pulmões, seu coração, seu sistema imunológico, seu metabolismo… seu corpo físico inteiro. E alguns de eles estão no centro da memória, tomada de decisão, racionalidade e percepção”.

“Essas regiões estão praticamente envolvidas em tudo que seu cérebro faz.”

Então, elas estão envolvidas na função principal do cérebro, o raciocínio?

5. O cérebro é para pensar
Se você se pergunta para que o cérebro é importante, pode responder “pensar” ou “sentir” ou “a capacidade de perceber o mundo”.

“Na verdade, a tarefa mais importante do seu cérebro é mantê-lo vivo. Pense, sinta e perceba para controlar os sistemas internos do seu corpo para que você sobreviva, se mantenha saudável e, eventualmente, procrie — do ponto de vista evolutivo — e/ou prospere — do ponto de vista individual”.

O curioso é que para fazer isso…

6. Seu cérebro reage
Uma das coisas que mais surpreendeu Lisa Feldman Barrett foi aprender que o cérebro funciona por meio de previsões.

“Não pude acreditar porque não gasto meu tempo fazendo previsões e depois reagindo a elas, mas experimentando algo e reagindo naquele momento”.

“Mas a verdade é que você não reage às coisas do mundo”.

“Seu cérebro está executando um padrão interno que aprendeu, contingências dos sinais sensoriais aos quais foi exposto ao longo de sua vida, e está constantemente adivinhando o que vai acontecer”.

“Ele faz isso automaticamente, disparando sinais de seus próprios neurônios para antecipar os dados dos sentidos de seus serviços sensoriais. Então, quando os dados chegam, ele faz comparações”.

“Não é que você nunca encontre coisas novas, mas você não sai por aí se surpreendendo a vida inteira”.

“Quando há uma surpresa, o que acontece é que seu cérebro tenta prever, como sempre, mas os sinais não são previstos, e essa é uma oportunidade de aprender algo novo.”

E finalmente…

7. Seu cérebro trabalha sozinho
Acontece que seu cérebro trabalha secretamente com o de outras pessoas.

Sua família, amigos, vizinhos e até estranhos contribuem para a estrutura e a função de seu cérebro e ajudam a manter seu corpo funcionando.

Experimentos mostraram que mudanças no corpo de uma pessoa frequentemente causam mudanças em outra, quer vocês dois estejam romanticamente envolvidos, sejam apenas amigos ou estranhos se encontrando pela primeira vez.

Quando você está com alguém de quem gosta, sua respiração e seus batimentos cardíacos são sincronizados. Esse tipo de conexão física ocorre entre bebês e seus cuidadores, entre terapeutas e seus pacientes e entre pessoas que fazem uma aula de ioga ou cantam juntas em um coral.

Se, por outro lado, as pessoas não se bicam, seus cérebros são como parceiros de dança que não param de pisar em seus pés.

*Por Dalia Ventura
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*Fonte: bbc-brasil

Alta do nível do mar na previsão do relatório do IPCC

Alta do nível do mar na previsão do último relatório do IPCC
Os dados deste post têm como origem um artigo publicado por Jeff Tollefson para a revista Nature, em agosto de 2021, e republicado pelo site Scientific American. Trata-se da primeira avaliação que encontramos na net sobre a alta do nível do mar cuja base é o último relatório do IPCC. Como não poderia deixar de ser, os dados são preocupantes.

Alta do nível do mar no relatório do IPCC
Compilado por mais de 200 cientistas e aprovado por representantes de governos de 195 países, o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) deixa poucas dúvidas de que os humanos estão alterando o funcionamento do planeta – e que as coisas vão piorar muito se os governos não tomarem medidas drásticas, dizem os pesquisadores do clima.

Os cientistas dizem que, com base nas políticas atuais, os governos não conseguirão cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Paris de 2015 para limitar o aquecimento global a 1,5–2°C acima dos níveis pré-industriais.

E este é apenas o primeiro de um trio de relatórios que, em conjunto, farão a sexta maior avaliação do clima desde 1990. Os dois próximos serão, respectivamente, sobre os impactos e a adaptação, e sobre os esforços de mitigação, e serão publicados em 2022.

O grande problema é que até agora os esforços dos governantes em cortar as respectivas emissões não deram o resultado esperado. Segundo a avaliação de Jeff Tollefson, ‘o mundo está a caminho de quase 3°C de aquecimento’.

Relatório do IPCC de 2019
De acordo com Tollefson, ‘o mundo teve uma prévia de como os níveis do mar da Terra podem subir quando o IPCC divulgou um relatório especial em 2019’.

‘A ciência apresentada, que sem dúvida será incluída no lançamento da próxima semana, dizem os especialistas, apontou para uma elevação dos níveis médios do mar global entre 0,3 metros e 1,1 metros até 2100, dependendo das emissões de gases de efeito estufa’.

‘Isso é apenas um pouco mais alto do que as projeções anteriores, mas o relatório também citou estudos recentes que analisaram as opiniões de especialistas na área, que declararam que uma elevação de 2 metros não pode ser descartada’.

‘É difícil determinar o aumento do nível do mar’

Tollefson explica que ‘determinar o aumento do nível do mar é difícil porque depende de questões complexas sobre se os mantos de gelo na Groenlândia e na Antártida entrarão em colapso – e, em caso afirmativo, com que rapidez’.

A perde de gelo na Groenlândia, chegamos ao ponto de inflexão? Imagem, NASA, Maria-José Viñas.
Para alguns comentaristas a Groenlândia já teria atingido o ponto de inflexão. E a temperatura aumenta ano a ano na Antártica.

Jeff Tollefson explica: ‘os mantos de gelo na Groenlândia e na Antártica são tão grandes que exercem um efeito gravitacional que faz com que os oceanos inchem ao seu redor.

‘Quando parte do gelo derrete, o inchaço local diminui e a água é redistribuída em outros lugares, como no nordeste dos Estados Unidos – levando ao aumento do nível do mar ali.

Para Michael Oppenheimer, cientista climático da Universidade de Princeton em Nova Jersey e autor do relatório especial do IPCC, ‘é a primeira vez que o IPCC faz uma análise abrangente de todos esses efeitos locais e regionais’, diz Oppenheimer.

A informação é importante, diz ele, porque mesmo aumentos aparentemente pequenos nos níveis locais do mar podem ter impactos significativos – particularmente nas inundações durante as tempestades.

‘Enchentes anuais’
Segundo Oppenheimer, as enchentes que ocorrem uma vez a cada século se tornarão eventos anuais no final do século, mesmo sob os cenários climáticos mais otimistas.

Para Tollefson ‘há apenas uma década, os cientistas tendiam a questionar quando inquiridos sobre a ligação entre o aquecimento global e qualquer evento climático extremo, exceto para dizer que devemos esperar mais deles à medida que o clima esquenta’.

‘Duas coisas aconteceram para impulsionar essa mudança. A primeira é que os cientistas do clima desenvolveram modelos e métodos estatísticos aprimorados para determinar a probabilidade de que qualquer evento climático possa ocorrer, com ou sem mudança climática induzida pelo homem’.

Mas tão importante quanto, diz Seneviratne, a mudança climática em si está avançando, e estudos recentes mostram que eventos climáticos cada vez mais extremos estão surgindo acima do ruído da variabilidade natural.

Ou, nas palavras de Corinne Le Quéré, uma cientista do clima da Universidade de East Anglia em Norwich, Reino Unido, agora podemos ver os impactos do aquecimento global “com nossos próprios olhos”.

Que os líderes mundiais estejam muito inspirados para a COP 26, em Glasgow, Escócia.

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte: marsemfim

Policial voador estilo Homem de Ferro pode se tornar realidade na Inglaterra

Pode parecer algo saído de um filme da Marvel, mas ter policiais voando atrás de criminosos em trajes a jato pode se tronar realidade nas ruas da Inglaterra em breve. A demonstração do “guarda voador”, que você confere no vídeo aí embaixo, aconteceu no Laboratório de Ciência e Tecnologia de Defesa (DSTL) do Reino Unido.

O homem no papel de policial é o fundador e piloto de testes da Gravity, uma empresa inglesa que fabrica jetpacks desde 2017. As mochilas a jato utilizam propulsores com 1.000 cv de potência montados nas mãos do usuário, permitindo um controle preciso dos movimentos durante voos em alta velocidade.

“A aplicação de um traje a jato é infinita. Conseguir mover pessoal especializado em um ambiente urbano muito rapidamente em um espaço tridimensional, seja em um telhado, sobre um rio ou terreno acidentado, para conter uma ameaça é algo realmente poderoso”, afirma o presidente do Conselho Nacional de Chefes de Polícia da Inglaterra, Martin Hewitt.

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Homem de Ferro?
O jetpack da Gravity Industries possui cinco turbinas independentes que podem atingir 120 mil rotações por minuto. Elas funcionam em um sistema que utiliza o equilíbrio natural do corpo humano para controlar o voo, algo muito parecido de fato com o traje do Homem de Ferro usado por Tony Stark nos quadrinhos e no cinema.

Durante a demonstração, o equipamento atingiu uma velocidade de 88 km/h, mas, segundo a fabricante, ele pode chegar a 136 km/h. Em vez de um “Reator Arc”, como nas histórias da Marvel, o traje de verdade é movido a óleo diesel ou combustível de jato (JET A-1).

A mochila completa pesa pouco mais de 27 kg, um peso razoável para alguém carregar nas costas durante trajetos curtos. Aliás, um dos pontos fracos do traje a jato é o tempo limitado de voo, com uma autonomia que varia entre 5 e 10 minutos, dependendo a velocidade empregada pelo usuário.


Mundo real

Apesar das demonstrações de uso militar, a ideia é utilizar as mochilas a jato em serviços de entregas e transporte urbano no futuro. A Gravity já oferece alguns cursos de pilotagem em seu site oficial, além de planejar até uma competição de velocidade para testar os limites do seu equipamento.

Segundo seu fundador, Richard Browning, a empresa possui mais de 50 clientes nos Estados Unidos e no Reino Unido, e já participou de algumas missões de busca e resgate em colaboração com as Forças Armadas dos dois países. Em maio deste ano, Richard fez uma apresentação do jetpack aos Fuzileiros Navais da Inglaterra (vídeo).

“É sempre a mesma reação: quase descrença de que você pode ver um ser humano se movendo daquela maneira quando seu único ponto de referência mais próximo da realidade é provavelmente um filme de super-herói da Marvel. Pessoas voando por aí não é mais uma exclusividade do cinema”, encerra Browning.

*Por Gustavo Minari
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*Fonte: canaltech

Qual é a influência das fases da Lua na agricultura?

O Sol, a enorme “bola de fogo” que ilumina nosso Sistema Solar, é um dos grandes responsáveis pelo sucesso (ou falta dele) na agricultura. Entretanto, existe outro astro que também tem grande influência nesse processo: a Lua. Sendo um satélite natural, a Lua apenas reflete a luz solar, mas mesmo assim a proximidade dela com nosso planeta é causadora de diversos efeitos.

Além do fato de que ela é responsável por ditar o ritmo das marés, a crença popular diz que as fases lunares também são ótimos indicativos da fertilidade feminina ou até mesmo do período certo para cortar o cabelo. Então, o que é que nós realmente sabemos sobre o efeito da Lua no cultivo de safras? As teorias são as mais diversas.


Conhecimento geracional

Apesar de não existir nenhum artigo científico que comprove qualquer influência da Lua na agricultura, o hábito de reservar certas colheitas para uma das quatro fases do satélite em específico é algo que se passa de geração em geração dentro das famílias de produtores rurais.

Porém, esse também pode ser um processo delicado, visto que nem sempre as condições meteorológicas serão as ideais na fase da Lua mais indicada para determinada safra. Na visão de alguns especialistas, a força gravitacional que o astro exerce sobre a Terra tem grande impacto sobre todos os tipos de ciclo e fertilização em nosso planeta — incluindo os das plantas.

Por esses motivos, os produtores mais atentos ficarão de olho para ver quando essa atração magnética estará mais forte ou mais fraca. Além disso, a iluminação lunar, apesar de ser bem mais fraca do que a solar, também penetra o solo e ajuda no crescimento das colheitas.


Fases da Lua

São quatro fases da Lua para os agricultores ficarem de olho: cheia, minguante, nova e crescente. Na teoria, cada uma delas tem um determinado nível de particularidade que impacta diretamente no sucesso das safras. De acordo com as teorias criadas pelos especialistas no campo, isto é o que cada uma delas significa:

Cheia — fase com maior iluminação e força gravitacional devido ao alinhamento da Terra com o Sol. Época em que a seiva do caule está mais perto dos frutos, sendo o período ideal para a colheita.

Minguante — baixa influência da Lua sobre a Terra. Nesse período, a seiva tem mais dificuldade de subir pelo caule. Melhor fase para o plantio de raízes e tubérculos, pois nascem debaixo do chão.

Nova — com todos os astros alinhados, a força gravitacional volta a ficar forte. Torna-se um ótimo período para a plantação de árvores, principalmente aquelas com o intuito da produção de madeira.

Crescente — fase com aumento gradual da iluminação lunar, apesar da baixa força gravitacional. Nessa etapa, a seiva que subiu para o topo do caule ainda flui vagarosamente. Ótima etapa para o desenvolvimento de ramos e folhas.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Chuva de meteoros Perseidas atinge pico na madrugada desta quinta-feira

Na madrugada desta quarta-feira (11) para a quinta-feira (12), haverá o pico da chuva de meteoros Perseidas. Segundo a Nasa, o espetáculo astronômico será mais visível no hemisfério norte, porém os fragmentos de rocha espacial poderão ser vistos também no hemisfério sul, inclusive no Brasil, exceto nas regiões a partir do Rio Grande do Sul.

O fenômeno ocorre todos os anos entre os meses de julho e agosto, quando a Terra cruza uma região com grande concentração de detritos do cometa 109P/Swift-Tuttle, que leva 133 anos para orbitar o Sol uma vez. Foi o astrônomo Giovanni Schiaparelli quem percebeu, em 1865, que essa rocha espacial era a fonte da chuva de meteoros.

A Perseidas recebeu seu nome em alusão à constelação de Perseu, localizada na Via Láctea, a 6400 anos-luz de nós. A denominação não ocorre por acaso, pois fica nessa constelação o radiante, que é o ponto no céu de onde temos a impressão de que se originam os meteoros.

A aproximação dos objetos celestes, apelidados de “estrelas cadentes”, é muito esperada por astrônomos e observadores amadores. Isso porque, no escuro é possível ver de 60 a 100 meteoros em uma hora durante o pico do fenômeno.

Neste ano, os brasileiros mais próximos da linha do Equador levam vantagem. Os moradores do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil também poderão observar o acontecimento, mesmo que com menor intensidade em relação ao hemisfério norte. Porém, o que pode atrapalhar a visualização é a nebulosidade, especialmente em espaços urbanos.

Para aumentar as chances de observação, a recomendação é deitar no chão longe das luzes da cidade e tentar localizar o radiante da chuva. O site Time and Date fornece um mapa interativo do céu que pode facilitar essa procura. Mas, caso as condições não te permitam presenciar o encanto dos meteoros com os próprios olhos, a Nasa fará uma transmissão do fenômeno em seus canais oficiais, como Facebook, Twitter e Youtube.

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*Fonte: revistagalileu

Nikola Tesla provou que era possível. Agora a eletricidade sem fio é uma realidade

Uma startup de energia chamada Emrod diz que está trazendo eletricidade sem fio para a Nova Zelândia , mais de um século depois que Nikola Tesla demonstrou pela primeira vez que era possível . Como as conexões de Internet via satélite de melhor desempenho, o link do Emrod precisa apenas de uma linha de visão desimpedida.

Em um comunicado, o fundador do Emrod Greg Kushnir diz que foi motivado pelo conjunto particular de habilidades da Nova Zelândia, à la Liam Neeson em Taken .

“Temos uma abundância de energia hídrica limpa, solar e eólica disponível em todo o mundo, mas existem desafios caros que vêm com o fornecimento dessa energia usando métodos tradicionais, por exemplo, parques eólicos offshore ou o Estreito de Cook aqui na Nova Zelândia que requerem cabos subaquáticos que são caros para instalar e manter. ”

Ao eliminar a necessidade de longos trechos de fiação de cobre tradicional, Emrod diz que pode levar energia para terrenos mais difíceis e lugares que simplesmente não podem pagar um certo nível de infraestrutura física. Pode haver ramificações ambientais também, uma vez que muitos locais que estão fora da rede acabam usando geradores a diesel, por exemplo.

No momento, Emrod está testando em uma “minúscula” longa distância – enviando “ alguns watts ” para frente e para trás a cerca de 40 metros, disse Kushnir ao New Atlas . A linha de visão é importante porque a tecnologia se baseia em um feixe claro e contido de um ponto a outro.

“A energia é transmitida através de ondas eletromagnéticas por longas distâncias usando a modelagem de feixe, metamateriais e tecnologia de retina proprietária da Emrod ”, explica Emrod .

A “retena” transforma ondas magnéticas em eletricidade. Um elemento quadrado montado em um poste atua como o ponto de passagem que mantém o feixe de eletricidade, e uma área de superfície mais ampla captura a onda inteira, por assim dizer. O feixe é cercado por uma cerca de laser de baixa potência para não atingir pássaros ou veículos de passageiros. Se houver uma interrupção, Emrod diz que pode retirar uma retina montada em um caminhão para compensar a falta de pernas do relé.

Normalmente, uma tecnologia como essa pareceria implausível por causa de problemas como a perda de fidelidade do sinal na transmissão pelo ar e depois por uma série de tecnologias de mediação. Mas a tecnologia de relé do Emrod, que diz “reorienta o feixe”, não usa nenhuma energia e quase não perde.

Kushnir disse ao New Atlas :

“A eficiência de todos os componentes que desenvolvemos é muito boa, perto de 100 por cento. A maior parte da perda está no lado da transmissão. Estamos usando estado sólido para o lado da transmissão, e são essencialmente os mesmos elementos eletrônicos que você pode encontrar em qualquer sistema de radar, ou mesmo no seu micro-ondas em casa. No momento, eles estão limitados a cerca de 70% de eficiência. Mas há muito desenvolvimento em andamento, principalmente impulsionado por comunicações, 5G e assim por diante. ”
O projeto é auxiliado pelas concessionárias de energia elétrica da Nova Zelândia e pelo governo.

“O protótipo recebeu algum financiamento do governo e foi projetado e construído em Auckland em cooperação com a Callaghan Innovation”, diz Emrod em seu site, referindo-se à “agência de inovação” do governo da Nova Zelândia. “Ele recebeu uma indicação ao Royal Society Award, e a segunda maior empresa de distribuição de eletricidade da Nova Zelândia, a Powerco, será a primeira a testar a tecnologia Emrod. “

Kushnir diz que a distância e a carga de energia serão, a princípio, bastante baixas – enviando alguns quilowatts em distâncias menores dentro da Nova Zelândia. Mas, diz ele, o limite hipotético para distância e carga de energia aumentará para quantidades quase insondáveis. Tudo que Emrod precisa fazer é fazer retenes maiores.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

O modelo matemático que diz ser possível voltar ao passado

Por enquanto, viajar é apenas um exercício mental que nos ajuda a entender as leis do universo

Imagine que você tem uma máquina do tempo com a qual pode viajar ao passado.

Nesse momento, você teria a possibilidade de voltar ao final de 2019 e evitar o desencadeamento da pandemia do coronavírus. Sua missão seria encontrar o paciente zero, pouco antes de ele ser infectado.

Parece bom, não? O problema é que um pequeno detalhe o impediria de completar essa missão.

É verdade que algumas interpretações da física teórica afirmam que a viagem no tempo é possível. Albert Einstein, por exemplo, estava ciente de que suas equações permitiam, em princípio, viagens no tempo.

Essa possibilidade teórica, entretanto, esbarra no que os cientistas chamam de “paradoxo”, que tornaria logicamente impossível que a viagem acontecesse.

Esses paradoxos são um desmancha prazeres para os entusiastas de viagens no tempo, mas agora novas pesquisas afirmam que eles podem ser evitados.

Quais são esses paradoxos e por que este novo estudo afirma que é possível evitá-los para viajar ao passado?

Um neto que mata seu avô
Para entender o que é um paradoxo, vamos voltar à história da pandemia

Se você viajar ao passado e evitar que o paciente zero seja infectado, um paradoxo é criado imediatamente.

Ou seja, se você conseguisse impedir o início da pandemia, hoje não teríamos uma pandemia, portanto, não haveria motivo para viajar ao passado. Assim, você não viajaria ao passado e não poderia evitar que a pandemia se desencadeasse.

Esse é o paradoxo, um ciclo infinito que cria uma inconsistência lógica e destrói a ilusão da viagem no tempo.

Existem muitos paradoxos, mas este é um dos mais famosos. É chamado de “paradoxo do avô”, porque sua versão original apresenta um cenário em que um neto viaja ao passado para matar seu avô antes de ele ter seu pai.

O problema é que se ele matasse o avô, o viajante jamais poderia ter nascido. E, se ele não nascesse, sua viagem no tempo também não seria possível.


Evitar o paradoxo

Para resolver este paradoxo, vários exercícios mentais foram propostos, mas agora, dois pesquisadores na Austrália propõem uma solução matemática para evitá-lo.

Os pesquisadores queriam analisar como a dinâmica de um corpo, ou seja, seu movimento no espaço-tempo, se comporta ao entrar em uma curva de viagem ao passado.

Para isso, criaram um modelo matemático com o qual calcularam que um “agente” que entra em um ciclo de viagem ao passado poderia seguir caminhos diferentes sem alterar o resultado de suas ações.

O exercício abstrato mostra que vários agentes podem se comunicar no passado e no presente, sem uma relação de causa e efeito.

Isso significa que “os eventos se ajustam, de modo que sempre haverá uma solução única e consistente”, diz Germain Tobar, estudante de física da Universidade de Queensland, na Austrália, e autor do estudo, supervisionado pelo professor Fabio Costa, filósofo e físico teórico.

E o que isso significa?
Voltando ao exemplo da pandemia, o que o estudo diz é que se você viajar ao passado, poderia fazer o que quiser, mas seria impossível mudar o resultado dos eventos.

Ou seja, você teria livre arbítrio, mas não conseguiria evitar que a pandemia se desencadeasse.

Poderia acontecer, por exemplo, que enquanto você estivesse tentando deter o paciente zero, outra pessoa se contagiaria, ou mesmo você.

De acordo com o modelo de Tobar, os eventos mais relevantes seriam calibrados constantemente para evitar qualquer inconsistência (paradoxo) e, assim, atingir sempre o mesmo resultado, neste caso, o início da pandemia.

Entendendo o universo
O estudo de Tobar é aplicável apenas de forma abstrata no campo da matemática.

“É um trabalho interessante”, diz Chris Fewster, professor de matemática da Universidade de York, no Reino Unido, que estuda modelos de viagem no tempo.

Fewster, no entanto, adverte que agora “resta saber se as condições abstratas que (os autores) impuseram são satisfeitas nas teorias da física atualmente conhecidas”.

Segundo Tobar, esse é exatamente o desafio que eles têm agora: colocar seu modelo à prova.

Por enquanto, embora seu trabalho esteja longe de tornar a viagem no tempo uma realidade, Tobar argumenta se tratar de um passo rumo à compreensão das leis que governam o Universo.

*Por Carlos Serrano
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*Fonte: bbc-brasil

Os humanos estão evoluindo mais rápido do que nunca. O motivo não é genético, afirma o estudo

À mercê da seleção natural desde o início da vida, nossos ancestrais se adaptaram, se acasalaram e morreram, transmitindo minúsculas mutações genéticas que acabaram por tornar os humanos o que somos hoje.

Mas a evolução não está mais ligada estritamente aos genes, sugere um novo estudo. Em vez disso, a cultura humana pode estar conduzindo a evolução mais rápido do que as mutações genéticas podem funcionar.

Nessa concepção, a evolução não requer mais mutações genéticas que conferem uma vantagem de sobrevivência, sendo transmitidas e disseminadas. Em vez disso, os comportamentos aprendidos transmitidos pela cultura são as “mutações” que fornecem vantagens de sobrevivência.

Essa chamada evolução cultural pode agora moldar o destino da humanidade de forma mais forte do que a seleção natural, argumentam os pesquisadores.

“Quando um vírus ataca uma espécie, ele normalmente se torna imune a esse vírus por meio da evolução genética”, disse ao Live Science o co-autor do estudo Zach Wood, pesquisador de pós-doutorado na Escola de Biologia e Ecologia da Universidade do Maine.

Essa evolução funciona lentamente, pois aqueles que são mais suscetíveis morrem e apenas aqueles que sobrevivem passam seus genes.

Mas hoje em dia, a maioria dos humanos não precisa se adaptar geneticamente a essas ameaças. Em vez disso, nos adaptamos desenvolvendo vacinas e outras intervenções médicas, que não são o resultado do trabalho de uma pessoa, mas sim de muitas pessoas construindo sobre as “mutações” acumuladas do conhecimento cultural.

Ao desenvolver vacinas, a cultura humana melhora seu ” sistema imunológico ” coletivo , disse o co-autor do estudo Tim Waring, professor associado de modelagem de sistemas sócio-ecológicos da Universidade do Maine.

E às vezes, a evolução cultural pode levar à evolução genética. “O exemplo clássico é a tolerância à lactose”, disse Waring ao Live Science. “Beber leite de vaca começou como um traço cultural que impulsionou a evolução [genética] de um grupo de humanos.”

Nesse caso, a mudança cultural precedeu a mudança genética, não o contrário.

O conceito de evolução cultural começou com o próprio pai da evolução , disse Waring. Charles Darwin compreendeu que os comportamentos podem evoluir e ser transmitidos aos filhos da mesma forma que os traços físicos, mas os cientistas de sua época acreditavam que as mudanças nos comportamentos eram herdadas. Por exemplo, se uma mãe tinha uma característica que a inclinava a ensinar uma filha a procurar comida, ela passaria essa característica herdada para sua filha. Por sua vez, sua filha teria maior probabilidade de sobreviver e, como resultado, essa característica se tornaria mais comum na população.

Waring e Wood argumentam em seu novo estudo, publicado em 2 de junho na revista Proceedings of the Royal Society B , que em algum ponto da história humana, a cultura começou a arrancar o controle evolucionário de nosso DNA . E agora, dizem eles, a mudança cultural está nos permitindo evoluir de uma forma que a mudança biológica por si só não poderia.

Eis o porquê: a cultura é orientada para o grupo e as pessoas nesses grupos conversam, aprendem e imitam umas às outras. Esses comportamentos de grupo permitem que as pessoas transmitam as adaptações que aprenderam através da cultura mais rápido do que os genes podem transmitir benefícios de sobrevivência semelhantes.

Um indivíduo pode aprender habilidades e informações com um número quase ilimitado de pessoas em um pequeno período de tempo e, por sua vez, espalhar essas informações para muitas outras pessoas. E quanto mais pessoas disponíveis para aprender, melhor. Grandes grupos resolvem problemas mais rápido do que grupos menores, e a competição entre grupos estimula adaptações que podem ajudar esses grupos a sobreviver.

À medida que as ideias se espalham, as culturas desenvolvem novos traços.

Em contraste, uma pessoa só herda a informação genética de dois pais e causa relativamente poucas mutações aleatórias em seus óvulos ou espermatozoides, o que leva cerca de 20 anos para ser transmitido a seu pequeno punhado de filhos. É apenas um ritmo de mudança muito mais lento.

“Esta teoria já existe há muito tempo”, disse Paul Smaldino, professor associado de ciências cognitivas e da informação na Universidade da Califórnia em Merced, que não era afiliado a este estudo. “As pessoas vêm trabalhando há muito tempo para descrever como a biologia evolutiva interage com a cultura.”

É possível, sugerem os pesquisadores, que o surgimento da cultura humana represente um marco evolutivo fundamental.

“O grande argumento deles é que a cultura é o próximo estado de transição evolutiva”, disse Smaldino ao Live Science.

Ao longo da história da vida, os principais estados de transição tiveram enormes efeitos no ritmo e na direção da evolução. A evolução das células com DNA foi um grande estado de transição e, então, quando células maiores com organelas e estruturas internas complexas chegaram, o jogo mudou novamente. A fusão das células em plantas e animais foi outra grande mudança radical, assim como a evolução do sexo, a transição para a vida na terra e assim por diante.

Cada um desses eventos mudou a forma como a evolução agia, e agora os humanos podem estar no meio de outra transformação evolutiva. Podemos ainda evoluir geneticamente, mas isso pode não controlar muito a sobrevivência humana.

“No longo prazo, sugerimos que os humanos estão evoluindo de organismos genéticos individuais para grupos culturais que funcionam como superorganismos, semelhantes a colônias de formigas e colmeias”, disse Waring em um comunicado.

Mas a genética impulsiona as colônias de abelhas, enquanto o superorganismo humano existirá em uma categoria própria. Não está claro como será esse superorganismo em um futuro distante, mas provavelmente será preciso muita gente para descobri-lo.

*Por ScienceAlert

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*Fonte: pensarcontemporaneo

NASA alerta que uma mudança na órbita da lua tornará as inundações da Terra piores

A partir da próxima década, dizem os cientistas, uma “oscilação” na órbita da Lua está prestes a tornar as inundações costeiras aqui na Terra muito piores.

Quando a oscilação começar, as cidades costeiras americanas podem repentinamente começar a inundar três ou quatro vezes mais do que agora, de acordo com uma pesquisa da NASA e da Universidade do Havaí publicada na revista Nature Climate Change no mês passado.

No estudo, os cientistas previram que a oscilação lunar causará um aumento nos aglomerados de inundações que interromperão significativamente a vida e danificarão a infraestrutura em cidades costeiras que se aclimataram a inundações muito mais suaves e menos frequentes – um lembrete assustador da estreita relação da Terra com seu satélite natural, e talvez até mesmo uma questão urgente de infraestrutura.

Como relata a Live Science , essa oscilação lunar é, na verdade, um ciclo perfeitamente natural que já se arrasta por eras e continuará a ocorrer por muito tempo depois de nossa partida. A órbita da Lua cria períodos de marés altas e baixas de acordo com um ritmo de aproximadamente 18,6 anos.

O que o torna perigoso desta vez é o fato de que o nível do mar está subindo graças aos efeitos das mudanças climáticas e às emissões descontroladas de gases de efeito estufa. Portanto, quando o próximo período de amplificação da maré começar no início de 2030, as enchentes resultantes provavelmente serão piores, mais persistentes e mais perigosas do que nunca.

“É o efeito acumulado ao longo do tempo que terá um impacto”, disse o pesquisador da Universidade do Havaí e principal autor do estudo, Phil Thompson , em um comunicado à imprensa . “Se inundar 10 ou 15 vezes por mês, uma empresa não pode continuar operando com seu estacionamento submerso. As pessoas perdem seus empregos porque não conseguem trabalhar. Verter fossas se tornou um problema de saúde pública. ”

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Uma manobra extremamente arriscada salvou o telescópio espacial mais poderoso do mundo

A NASA finalmente consertou seu Telescópio Espacial Hubble depois de semanas passando por uma falha misteriosa.

Na sexta-feira, a agência anunciou que o Hubble havia ligado com sucesso o hardware de backup que parou de funcionar há mais de um mês. Agora os engenheiros da NASA estão lentamente retornando o telescópio para o estado totalmente operacional. O processo pode levar alguns dias.

“Eu estava muito preocupado”, disse o administrador associado da NASA Thomas Zurbuchen em uma entrevista na sexta-feira com Nzinga Tull, que liderou a equipe do Hubble através da solução de problemas. “Todos sabíamos que isso era mais arriscado do que normalmente fazemos.”

Hubble é o telescópio espacial mais poderoso do mundo, mas está ficando velho. Foi lançado em órbita em 1990. Ele fotografou o nascimento e mortes de estrelas, avistou novas luas circulando Plutão, e rastreou dois objetos interestelares atravessando nosso Sistema Solar.

Suas observações permitiram aos astrônomos calcular a idade e a expansão do Universo e observar galáxias formadas logo após o Big Bang.

Embora a NASA provavelmente tenha corrigido o problema, é um sinal de que a idade do Hubble pode estar começando a interferir com a ciência que ele nos permite realizar. O telescópio não é atualizado desde 2009, e parte de seu hardware tem mais de 30 anos.

“Esta máquina é antiga, e está meio que nos dizendo: Olha, eu estou ficando um pouco velho aqui, certo? Está falando conosco”, disse Zurbuchen. “Apesar disso, temos mais ciência para fazer, e estamos animados com isso.”

Astronautas visitaram o Hubble para reparos e manutenção em cinco ocasiões. (NASA)
Uma manobra arriscada salvou o telescópio espacial mais poderoso do mundo
O computador de carga do Hubble – uma máquina dos anos 1980 que controla e monitora todos os instrumentos científicos da espaçonave – de repente parou de funcionar em 13 de junho. Engenheiros tentaram e falharam em reiniciá-lo várias vezes.

Finalmente, depois de realizar mais testes de diagnóstico, eles perceberam que o computador não era o problema – algum outro hardware na sonda estava causando o problema.

Ainda não está totalmente claro qual peça de hardware foi a culpada. Os engenheiros suspeitam que uma falha na Unidade de Controle de Energia (PCU, na sigla em inglês) do telescópio instruiu o computador a desligar. A PCU poderia estar enviando a elétrica errada para o computador, ou o próprio sistema contra falhas poderia estar com defeito.

Mas a NASA estava preparada para questões como esta. Cada parte do hardware do Hubble tem um backup instalado no telescópio no caso de falhar. Então os engenheiros tiveram que mudar para o hardware de backup.

A NASA já reiniciou o Hubble usando este tipo de operação antes. Em 2008, após uma queda de computador que tirou o telescópio do ar por duas semanas, os engenheiros mudaram para hardware redundante.

Um ano depois, os astronautas repararam dois instrumentos quebrados enquanto estavam em órbita – essa foi a quinta e última operação de manutençãodo Hubble. (A NASA não tem mais como lançar astronautas para o telescópio espacial.)

Ainda assim, a troca de hardware desta semana foi uma manobra arriscada.

“Você não pode ver a espaçonave, você não pode ver enquanto acontece. Você tem que ter certeza de que seus uploads de comando farão exatamente o que você pretende fazer”, disse Paul Hertz, diretor da divisão de astrofísica da NASA, ao Insider na semana passada.

“Você simplesmente não quer estragar nada acidentalmente”, acrescentou.

O que não ajudou foi o fato que os engenheiros não poderiam simplesmente mudar a PCU com defeito. A unidade está conectada a muitos outros componentes, então a NASA teve que trocar outro hardware, também.

A agência também usou o computador de carga de backup em vez do original, apenas por segurança. Ele ligou corretamente, os engenheiros o carregaram com software atualizado, e agora está em “modo de operações normais”, disse a NASA em sua atualização de sexta-feira

“Eu me sinto super animado e aliviado”, disse Tull. “Fico feliz em ter boas notícias para compartilhar.”

Fazer o Hubble praticar ciência de novo levará alguns dias.
Agora a equipe do Hubble tem que começar a ligar os instrumentos científicos do telescópio. Pode levar até uma semana para voltar às operações completas, de acordo com Hertz.

Ainda há um mistério a ser resolvido: por que o telescópio parou de funcionar?

Seja qual for o hardware defeituoso, o Hubble não tem mais um backup agora. Se falhar de novo, isso pode ser o fim do Hubble.

“Seja qual for esse componente, está em muitos outros satélites”, disse Hertz. “Queremos sempre entender o que funciona e o que não funciona no espaço.” [Science Alert]

*Por Marcelo Ribeiro
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*Fonte: hypescience

9 coisas que você precisa saber sobre Nikola Tesla

Nascido em 1856 na região da atual Croácia, Nikola Tesla foi um inventor, físico e engenheiro elétrico sérvio-americano. Tesla é famoso pelas contribuições para o projeto do sistema de eletricidade de corrente alternada e por invenções que até hoje chamam a atenção da cultura popular.

O inventor nutria o interesse por sistemas de iluminação sem fio e seus experimentos exploravam a distribuição de energia de alta tensão e frequência. Também foi uma das primeiras pessoas a manifestar a possibilidade de comunicação sem fio intercontinental e tentou colocar essa ideia em prática na época, sem sucesso. A tentativa ficou conhecida como o projeto da Torre Wardenclyffe.

Em 1960, a Conferência Geral sobre Pesos e Medidas introduziu o termo “tesla” ao Sistema Internacional de Unidades para a medida de intensidade do campo magnético. Vários fatos e curiosidades como essa rondam o nome e a reputação do inventor. Confira:

1. Tesla nasceu durante uma tempestade de raios
Nikola Tesla nasceu em 10 de julho de 1856, durante uma tempestade de raios bem forte. Ironicamente, a parteira afirmou que o garoto seria uma “criança da escuridão”, por considerar a tempestade um sinal ruim. A mãe retrucou dizendo “não, da luz”.

2. Ele foi um ambientalista
Além de se preocupar com o consumo desenfreado de recursos do planeta, o inventor defendia o desenvolvimento de combustíveis renováveis e pesquisou métodos de gerar energia pelo solo e pelo ar, alternativas que poderiam substituir o consumo e impacto do combustível fóssil. Tesla também apoiava melhorias na qualidade de vida humana sem o objetivo de criar fortuna: talvez por isso, apesar de suas contribuições à sociedade, morreu pobre.

3. Imaginou a internet sem fio (em 1901)
Enquanto desenvolvia um rádio transatlântico, Tesla imaginou um sistema que coletasse informações e pudesse transmiti-las para aparelhos portáteis. Muitas de suas ideias nunca iam além da sua imaginação, já que algumas não tinham como ser aplicadas, mas o conceito elaborado por ele era basicamente o que conhecemos como internet móvel hoje em dia.

4. Tinha hábitos obsessivo-compulsivos e sofria de misofobia
Ao longo da vida, Tesla demonstrou ser um profissional bastante disciplinado e mantinha uma rotina bem delimitada. Alguns acreditam que ele só dormia duas horas por noite, talvez porque não conseguia dormir mais ou porque se forçava a isso. Também era obcecado pelo número 3 e usava 18 guardanapos, um número divisível por 3, para limpar sua sala de jantar antes das refeições — possível sintoma de misofobia, a aversão a germes e sujeira.

5. Tinha ótima memória
A memória de Tesla era eidética, ou seja, fotográfica, e ele conseguia lembrar o conteúdo de livros inteiros e imagens em grandes detalhes.


6. O governo americano ainda guarda documentos secretos que pertenciam a ele
Quando Tesla morreu, em 1943, um dos escritórios do governo americano recolheu todos os pertences do inventor. A maioria das coisas foi devolvida a sua família e outros itens foram doados para o Museu Tesla em Belgrado, capital da Sérvia. Curiosamente, vários documentos pessoais dele continuam nas mãos dos Estados Unidos e nunca foram divulgados.

7. Ele acreditava que quase tinha provocado um terremoto em Manhattan
Em seu desafio de criar eletricidade mais eficiente, Tesla chegou a pensar que havia inventado uma máquina de terremotos, que sacudiram seu prédio e vizinhos em Manhattan ao conduzir experimentos. Mais tarde, ele percebeu que os tremores eram efeito de seu oscilador de alta frequência, gerador elétrico movido a vapor.


8. Apagou uma estação de energia em Colorado
Quando transferiu suas operações para a cidade de Colorado Springs, em 1899, Tesla produziu experimentos em um laboratório com uma torre e um mastro de metal com 43 metros, formando raios artificiais que supostamente teriam criado trovões e faíscas a até 15 quilômetros de distância. O teste teria assustado moradores e causado o apagão em uma companhia de energia da região.


9. Thomas Edison e Tesla não foram arqui-inimigos

Os dois aclamados inventores nunca foram adversários de verdade e até trabalharam juntos no desenvolvimento de geradores de corrente contínua. A relação entre os dois poderia ser descrita, no máximo, como “rivalidade de negócios”.

*Por Humberto Abdo
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*Fonte: revistagalileu

Caneta que possibilita a criação de letras e desenhos perfeitos

Uma incrível tecnologia chamada AxiDraw V3 possibilita a criação de letras e desenhos perfeitos.A nova ferramenta possui rodas de rolamento suave em extrusões de alumínio, tudo especialmente concebido para alta precisão e leveza. Sua construção oferece qualidade e permite ser operada até duas vezes mais rápido do que o modelo anterior.

A atual AxiDraw V3 é moderna, precisa e versátil, capaz de escrever ou desenhar em praticamente qualquer superfície plana. Ela pode utilizar canetas, marcadores permanentes, e outros instrumentos de escrita para lidar com uma variedade infinita de aplicações.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Obras científicas inestimáveis de Stephen Hawking serão preservadas em um arquivo especial

O legado de uma das estrelas mais brilhantes do campo da física foi garantido.

Cerca de 10.000 páginas dos ensaios e estudos do lendário físico teórico Stephen Hawking serão preservadas em um arquivo especial da Biblioteca da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Isso incluirá um projeto de digitalização, a ser disponibilizado gratuitamente online.

Além disso, o escritório e itens pessoais de Hawking foram adquiridos pelo Museu da Ciência do Reino Unido.

As duas aquisições foram feitas como parte de um acordo financeiro, no qual os herdeiros de uma propriedade podem compensar seu imposto sobre herança doando itens significativos para o país. Nesse caso, os estudos foram avaliados em £ 2,8 milhões (quase R$ 20,5 milhões) e o escritório em £ 1,4 milhão.

Claro, essas quantias são amplamente excedidas pelo valor cultural inestimável do trabalho do professor Hawking. Nenhum cientista opera no vácuo, mas Hawking é amplamente considerado uma das maiores mentes científicas da história.

Ter acesso a seus documentos pessoais – incluindo um primeiro rascunho de seu livro de ciência popular, Uma Breve História do Tempo – nos dá um vislumbre íntimo de como essa mente surpreendente funcionava.

Rascunho original da primeira página do primeiro capítulo do livro Uma Breve História do Tempo. Crédito: Universidade de Cambridge.
“O arquivo nos permite entrar na mente de Stephen e viajar com ele pelo cosmos para, como ele disse, ‘entender melhor nosso lugar no Universo’”, disse a bibliotecária da Universidade de Cambridge, Jessica Gardner.

“Ele dá uma visão extraordinária sobre a evolução da vida científica de Stephen, desde a infância até o estudante de pesquisa, desde ativista da prevenção a deficiência e da proteção dos direitos das pessoas com deficiência até o cientista mundialmente renomado”.

A coleção de itens pessoais, a ser abrigada no Museu da Ciência, inclui sintetizadores de voz, seis cadeiras de rodas personalizadas, livros de referência, memorabilia de Star Trek e uma jaqueta de remo que um jovem Hawking estava usando quando caiu em um rio (na época em que estava sendo acometido pela doença).

O Museu da Ciência planeja colocar alguns desses itens em exibição e, eventualmente, reconstruir o escritório do jeito que Hawking usava.

“Ao preservar o escritório de Hawking e seu conteúdo histórico como parte da Coleção do Grupo do Museu da Ciência, as gerações futuras poderão mergulhar a fundo no mundo de um físico teórico líder mundial que desafiou as leis da medicina para reescrever as leis da física e tocar o coração de milhões”, disse Sir Ian Blatchford, diretor do Grupo do Museu da Ciência.

Um quadro negro no antigo departamento do professor Hawking. Crédito: Universidade de Cambridge.
A papelada inclui correspondências, rascunhos de ensaios e estudos científicos, fotografias de Hawking com figuras notáveis ​​e roteiros de Os Simpsons (no qual Hawking atuou como ator convidado quatro vezes).

Ela ficará guardada ao lado dos arquivos de Isaac Newton e Charles Darwin, cujo entre os túmulos as cinzas de Hawking foram enterradas, após sua morte aos 76 anos de idade em 2018.

“Nossa esperança é que a carreira científica de nosso pai continue a inspirar gerações de futuros cientistas a encontrar novas perspectivas sobre a natureza do universo, com base no trabalho notável que ele produziu em sua vida”, disseram os filhos de Hawking, Lucy, Tim e Robert, em um comunicado.

“Por décadas, nosso pai fez parte da trama da vida na Universidade de Cambridge e foi um membro notável do Museu da Ciência, então parece certo que essas relações, tão queridas para ele e para nós, continuarão por muitos anos mais”.

Quem sabe o que as gerações futuras conseguirão alcançar ficando em pé nos ombros deste gigante.
*site da Universidade de Cambridge.

*Por Michelle Starr / Publicado na ScienceAlert
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*Fonte: universoracionalista

Nosso cocô tem mais de 50 mil espécies de vírus, diz estudo

A situação da pandemia pelo mundo causada pela Covid-19 foi um alerta para algo que muita gente não sabia: na natureza, existem vírus ainda não conhecidos pelo ser humano e, inclusive, vários estão dentro do nosso corpo.

Os cientistas do Joint Genome Institute e da Universidade Stanford, nos EUA, analisaram o material genético presente em 11.810 amostras de fezes de pessoas de 24 países, que estão disponíveis em um banco de dados público.

A ideia do estudo era de criar algo como um “catálogo” dos vírus que compõem a nossa microbiota, que é conjunto de micro-organismos que habita o intestino. Depois de sequenciar o genoma do “nosso cocô”, os pesquisadores identificaram que há 54.118 espécies de vírus vivendo em nosso intestino, sendo que 92% eram desconhecidas.

A descoberta foi publicada esta semana no periódico Nature Microbiology e você pode ficar tranquilo! Esses vírus não trazem grande risco à saúde e também não vão exigir que você aumente os cuidados de higiene. De acordo com os cientistas, a grande maioria dos vírus em nosso intestino são bacteriófagos, sendo assim, infectam apenas bactérias e não podem “atacar” células humanas, são até importantes para o equilíbrio da flora intestinal, que é “povoada” por bactérias boas e ruins.

Eles ligaram os vírus presentes a seus hospedeiros, validando que as espécies virais mais abundantes são as que “atacam” as espécies de bactérias presentes em nossa microbiota, como as das “famílias” (filos) Firmicutes e Bacteroidetes.

Por que essa descoberta importa?
Depois de saber que há mais de 50 mil vírus no nosso cocô, a questão que deve estar na sua cabeça é: por que é importante? Bom, os micro-organismos presentes em nosso intestino é cada vez mais associada à nossa saúde e bem-estar.

Portanto, atuam na imunidade, participam do processo de digestão, da absorção de nutrientes, da eliminação de toxinas e da sinalização neurológica. Agora, se estiverem em desequilíbrio, são associados a quadros de diarreia, alterações no humor e podem desencadear problemas como o ganho de peso.

Ademais, a disbiose (desequilíbrio das bactérias) intestinal já foi identificada em pacientes que sofrem de depressão, ansiedade e Alzheimer. Por fim, conhecer quais vírus estão presentes no nosso intestino podem abrir portas para a terapia fágica, para tratar infecções ou diminuir o número de bactérias ruins e manter o equilíbrio da microbiota.

*Por Gabriela Bulhões
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Fonte: olhardigital

Balão gigante vai levar turistas à “beira” do espaço

As viagens para o espaço, ainda mais as turísticas, podem até parecer coisa de filme, só que agora se aproximam da realidade. Inclusive, se por acaso pensou que seria em um foguete, saiba que há outras opções. A empresa Space Perspective anunciou que fará uma viagem até a “beirada” do espaço com um balão gigante.

Após o primeiro teste, o qual chegou a uma altitude de 33 quilômetros, a empresa de viagens espaciais disse que oferecerá o passeio a partir de 2024. O valor da passagem será de US$ 125 mil, ou R$ 613,5 mil, na cotação atual.

O custo pode soar caro e inclui o transporte de outras sete pessoas durante seis horas no balão, chamado de Spaceship Neptune. A estrutura conta com um bar e banheiro, com expectativa de que chegue a altura de 30 quilômetros, que é quase três vezes a de um avião normal.

A empresa explicou que o lançamento será feito a partir do Aeroporto Regional da Costa Espacial, na Flórida, próximo do Kennedy Space Center, que é de onde saem os foguetes da Nasa e da SpaceX. Porém, o destino ainda é incerto e depende de como os ventos vão se comportar na ocasião.

Já a aterrissagem poderá acontecer no oceano Atlântico ou próximo ao Golfo do México, local onde o teste realizado pela Space Perspective no último 18 de junho parou.

Ao site “Space News”, a cofundadora da empresa, Jane Poynter, revelou que foram registradas 25 inscrições de pessoas interessadas durante um evento online de anúncio da novidade e que o número total já seria “muito maior”.

A ideia de ter o passeio pelo espaço é mais uma na disputa pelo mercado de turismo espacial. Tanto que pela Blue Origin, Jeff Bezos (CEO da Amazon) anunciou que irá viajar para o espaço no próximo dia 20 de julho junto do irmão.

Ademais, o Spaceship Neptune chegará a cerca de 30 quilômetros, enquanto as empresas com foguetes alcançarão a linha de Kármán (100 quilômetros), que define o limite entre a atmosfera da Terra e o espaço.

Mas, cá entre nós, dessa altitude, já vai dar para ver a curvatura da Terra e a cor real do espaço profundo, podendo ser considerado como “espaço” para muita gente.

*Por Gabriela Bulhões
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*Fonte: olhardigital

Tamanho da pupila surpreendentemente ligado às diferenças na inteligência

O que você pode dizer olhando nos olhos de alguém? Você pode notar o humor, sinais de cansaço, ou talvez que eles não estejam curtindo algo ou alguém.

Mas além de avaliar um estado emocional, os olhos de uma pessoa também podem fornecer pistas sobre sua inteligência, sugere uma nova pesquisa. Um estudo realizado no Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA) mostra que o tamanho das pupilas está “intimamente relacionado” às diferenças de inteligência entre indivíduos.

Cientistas descobriram que pupilas maiores podem estar correlacionadas à inteligência superior, como demonstrado por testes que mediram habilidades de raciocínio, memória e atenção. Na verdade, os pesquisadores afirmam que a relação da inteligência com o tamanho da pupila é tão pronunciada, que pode ser observada a olhos nus, sem quaisquer instrumentos científicos adicionais. Você deve ser capaz de dizer quem obteve nota maior ou mais menor em testes cognitivos apenas olhando para seus olhos, dizem os pesquisadores.

A ligação entre pupila e QI
A conexão foi notada pela primeira vez em tarefas de memória, olhando para dilatações pupilas como sinais de esforço mental. Os estudos envolveram mais de 500 pessoas entre 18 e 35 anos da área de Atlanta, EUA. Os tamanhos da pupila dos voluntários foram medidos por rastreadores oculares, que usam uma câmera e um computador para capturar a luz refletindo a pupila e a córnea. Como os cientistas explicaram na Scientific American, os diâmetros das pupilas variam de dois a oito milímetros. Para determinar o tamanho médio da pupila, eles fizeram medições dos alunos em repouso quando os participantes estavam olhando para uma tela em branco por alguns minutos.

Outra parte do experimento envolveu colocar os voluntários para realizar uma série de testes cognitivos que avaliaram a “inteligência fluida” (a capacidade de raciocinar quando confrontados com novos problemas), “capacidade de memória de trabalho” (quão bem as pessoas poderiam lembrar informações ao longo do tempo) e “controle de atenção” (a capacidade de manter a atenção focada mesmo sendo distraída). Um exemplo deste último envolve um teste que tenta desviar o foco de uma pessoa em uma carta que vai desaparecendo, mostrando um asterisco piscante em outra parte da tela. Se uma pessoa prestar muita atenção no asterisco, pode perder a carta.

As conclusões da pesquisa foram de que ter um tamanho maior de pupila de linha de base estava relacionado a maior inteligência fluida, mais controle de atenção e ainda maior capacidade de memória de trabalho, embora em menor grau. Em uma troca de e-mails com o Big Think, o autor Jason Tsukahara apontou: “É importante considerar que o que encontramos é uma correlação — que não deve ser confundida com causalidade”.

Os pesquisadores também descobriram que o tamanho da pupila parecia diminuir com a idade. As pessoas mais velhas tinham pupilas mais restritas, mas quando os cientistas padronizavam a idade, a conexão entre tamanho da pupila e inteligência ainda permanecia.


Por que as pupilas estão ligadas à inteligência?

A conexão entre o tamanho da pupila e o QI provavelmente reside dentro do cérebro. O tamanho da pupila foi previamente conectado ao lócus coeruleus, uma parte do cérebro responsável por sintetizar o hormônio e neurotransmissor norepinefrina (noradrenalina), que mobiliza o cérebro e o corpo para a ação. A atividade no lócus coeruleus afeta nossa percepção, atenção, memória e processos de aprendizagem.

Como explicam os autores, essa região do cérebro “também ajuda a manter uma organização saudável da atividade cerebral para que regiões cerebrais distantes possam trabalhar juntas para realizar tarefas e objetivos desafiadores”. Por ser tão importante, a perda de função no lócus coeruleus tem sido associada a condições como doença de Alzheimer, Parkinson, depressão clínica e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Os pesquisadores afirmam que as pessoas que têm pupilas maiores em um estado de repouso, como olhar para uma tela de computador em branco, têm “maior regulação da atividade pelo lócus coeruleus“. Isso leva a um melhor desempenho cognitivo. Mais pesquisas são necessárias, no entanto, para realmente entender por que ter pupilas maiores está relacionado com maior inteligência.

Tsukahara disse: “Se eu tivesse que especular, eu diria que são pessoas com maior inteligência fluida que desenvolvem pupilas maiores, mas novamente neste momento só temos dados correlacionais.”

Outros cientistas acreditam nisso?
Como os cientistas apontam no início de seu artigo,suas conclusões são controversas e, até agora, outros pesquisadores não foram capazes de duplicar seus resultados. A equipe de pesquisa aborda essa crítica explicando que outros estudos tiveram questões metodológicas e examinaram apenas a capacidade de memória, mas não a inteligência fluida, que é o que eles mediram.

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

Cientista sugere que a consciência humana cria a nossa realidade

Existe uma realidade física que é independente de nós? A realidade objetiva existe? Ou a estrutura de tudo, incluindo o tempo e o espaço, é criada pelas percepções do observador? A afirmação inovadora vem de um novo artigo cintífico publicado no Journal of Cosmology and Astroparticle Physics.

Os autores do artigo incluem Robert Lanza, especialista em células-tronco e medicina regenerativa, famoso pela teoria do biocentrismo, que argumenta que a consciência é a força motriz para a existência do universo. Ele acredita que o mundo físico que percebemos não é algo que está separado de nós, mas que é criado por nossas mentes enquanto o observamos. De acordo com sua visão biocêntrica, o espaço e o tempo são um subproduto do “turbilhão de informações” em nossa cabeça que é tecido pela nossa mente de uma maneira coerente.

Seu novo artigo, com a co-autoria de Dmitriy Podolskiy e Andrei Barvinsky, teóricos da gravidade quântica e cosmologia quântica, mostra como os observadores influenciam a estrutura de nossa realidade.

De acordo com Lanza e seus colegas, os observadores podem afetar dramaticamente “o comportamento de quantidades observáveis” tanto em escalas microscópicas quanto massivas. Na verdade, uma “mudança profunda em nossa visão de mundo cotidiana comum” é necessária, escreveu Lanza em uma entrevista ao Big Think. O mundo não é algo que se forma fora de nós, simplesmente existindo por conta própria. “Os observadores finalmente definem a estrutura da própria realidade física”, afirmou.

Como os observadores podem criar a realidade?
Como isso funciona? Lanza afirma que uma rede de observadores é necessária e é “inerente à estrutura da realidade”. Como ele explica, observadores — você, eu e qualquer outra pessoa — vivem em um universo gravitacional quântico e vêm com “um modelo cognitivo globalmente de acordo” com a realidade, trocando informações sobre as propriedades do espaço-tempo. “Pois, uma vez que você mede algo”, escreve Lanza, “a onda de probabilidade de medir o mesmo valor da quantidade física já sondada torna-se ‘localizada’ ou simplesmente ‘colapsa’”. É assim que a realidade se torna consistentemente real para todos nós. Uma vez que você continue medindo uma quantidade várias vezes depois, sabendo o resultado da primeira medição, você verá o mesmo resultado.

“Da mesma forma, se você aprender com alguém sobre os resultados de suas medições de uma quantidade física, suas medidas e as de outros observadores influenciam uns aos outros congelando a realidade de acordo com esse consenso”, acrescentou Lanza, explicando ainda que “um consenso de opiniões diferentes sobre a estrutura da realidade define sua própria forma, moldando a espuma quântica subjacente”, explicou Lanza.

Em termos quânticos, um observador influencia a realidade através da decoerência, que fornece a estrutura para ondas de probabilidade em colapso, “em grande parte localizadas nas proximidades do modelo cognitivo que o observador constrói em sua mente ao longo de sua vida”, acrescentou.

Lanza diz: “O observador é a primeira causa, a força vital que colapsa não só o presente, mas a cascata de eventos espaço-temporais que chamamos de passado. Stephen Hawking estava certo quando disse: “O passado, como o futuro, é indefinido e existe apenas como um espectro de possibilidades.”


O universo poderia ser uma simulação?

Poderia uma entidade artificialmente inteligente sem consciência estar sonhando nosso mundo? Lanza acredita que a biologia desempenha um papel importante, como ele explica em seu livro The Grand Biocentric Design: How Life Creates Reality, que ele escreveu com o físico Matej Pavsic.

Enquanto um robô poderia ser um observador, Lanza acha que uma entidade viva consciente com capacidade de memória é necessária para estabelecer a seta do tempo. “‘Um observador sem cérebro’ não experimenta tempo e/ou decoerência com qualquer grau de liberdade”, escreve Lanza. Isso leva à causa e efeito, relacionamentos que podemos notar ao nosso redor. Lanza acha que “só podemos dizer com certeza que um observador consciente realmente colapsa uma função de onda quântica”.

A Equação de Deus
Como Robert Lanza também escreveu ao Big Think, outro aspecto fundamental de seu trabalho é que ele resolve “a incompatibilidade exasperante entre a mecânica quântica e a relatividade geral”, que era uma impossibilidade até mesmo para Albert Einstein.

A aparente incongruência dessas duas explicações do nosso mundo físico — com a mecânica quântica olhando para os níveis moleculares e subatômicos e a relatividade geral nas interações entre estruturas cósmicas maciças como galáxias e buracos negros — desaparece uma vez que as propriedades dos observadores são levadas em conta.

Embora tudo isso possa parecer especulativo, Lanza diz que suas ideias estão sendo testadas usando simulações de Monte Carlo em poderosos aglomerados computacionais do MIT e em breve serão testadas experimentalmente. [Big Think]

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

Por que cada corpo celeste no espaço é esférico? Quais forças fazem com que tudo gire e se torne esférico?

O fato é que quase todos os corpos celestes em nosso Sistema Solar, incluindo o intruso que está na primeira imagem, estão longe de serem esféricos. No entanto, todos os corpos grandes são esféricos. Bem, há uma dica sobre o que está fazendo com que os corpos se tornem esféricos: a gravidade. Especificamente, quando a gravidade da superfície é forte o suficiente para superar a resistência estrutural do material do corpo (tipicamente alguma forma de rocha), e puxa-a para uma forma esférica (ou, mais frequentemente, elipsoidal).

A União Astronômica Internacional classifica um planeta anão como um corpo em equilíbrio hidrostático com suficiente auto-gravidade interna para puxá-lo para uma forma elipsoidal. Existem cerca de 38 corpos em equilíbrio hidrostático no sistema solar, e provavelmente cerca de 100 ou mais são descobertos ou reclassificados. Mas essa quantidade é muito pequena comparada a um total de milhões de asteroides. Existem pelo menos 1,9 milhão de asteroides de mais de 1 km de comprimento e milhões de asteroides menores.

Então, quão grande um planeta anão precisa ser? Isso depende parcialmente da estrutura, é claro – uma gota de água naturalmente formará uma esfera, não importa quão pequena ela seja – mas para algo sólido… bem, o maior corpo celeste dentre os pequenos que não detinha o status de planeta anão é Vesta, que possui 525 km de dimensão média, tem uma massa de 2.6×10^20 kg (cerca de 1/20.000 da massa da Terra), é quase esferoidal e tem uma gravidade superficial de .025 g.

Em contraste, Ceres é um planeta anão com um raio de 473 km, uma massa de 9.4×10^20 kg e uma gravidade superficial de .029 g, apenas um pouco maior do que a de Vesta.

Quanto a por que tudo está girando: todo corpo celeste é um acúmulo de corpos menores, principalmente do tamanho de manchas de pó, que ao longo de éons tornaram-se gravitacionalmente ligadas a um único corpo celeste. Cada mancha de poeira teve algum movimento em relação ao corpo e, portanto, algum momento angular em relação ao corpo. O momento angular é uma quantidade conservada, e assim o corpo gira.

*Por Ruan Bitencourt Silva
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*Fonte: universoracionalista

Descoberta radical sugere que a expectativa de vida máxima do ser humano é de 150 anos

Sonhamos com uma época em que a medicina moderna permitirá aos humanos viver muito além da expectativa de vida que conhecemos hoje. Mas existe um limite superior do que é biologicamente possível?

Sim, de acordo com um novo estudo, que sugere que a expectativa de vida máxima humana provavelmente chega aos 150 anos de idade.

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A pesquisa explora a ideia de envelhecimento biológico ou senescência – a rapidez com que nossos corpos se deterioram, o que pode ou não corresponder à nossa idade cronológica (quantos aniversários celebramos).

Nesse caso, os cientistas desenvolveram uma nova maneira de interpretar as variações no número de diferentes tipos de células sanguíneas, resultando em uma medida que eles chamaram de indicador dinâmico do estado do organismo (DOSI, do inglês dynamic organism state indicator).

Com o tempo, ele mostra a resiliência de nossos corpos diminuindo lentamente – um dos motivos pelos quais leva mais tempo para se recuperar de doenças e lesões quando ficamos mais velhos.

Presumindo que possamos evitar doenças, desastres e coisas como assassinato ao longo de nossa vida, o DOSI é um método confiável para mostrar quando essa resiliência acabaria completamente, dizem os pesquisadores.

“A extrapolação dessa tendência sugeriu que o tempo de recuperação do DOSI e a variação divergiriam simultaneamente em um ponto crítico de 120-150 anos de idade, correspondendo a uma perda completa de resiliência”, explicaram os pesquisadores em seu estudo.

As informações de contagem de células sanguíneas de mais de meio milhão de pessoas retiradas de bancos de dados de pesquisa no Reino Unido, Estados Unidos e Rússia foram analisadas, juntamente com dados de contagem de passos de 4.532 indivíduos para medir a taxa de declínio na aptidão do corpo das pessoas.

A contagem de células sanguíneas pode indicar uma série de problemas no corpo. Para garantir que fosse um bom indicador geral de saúde e recuperação do corpo, a equipe usou os dados de contagem de passos para verificar novamente seu raciocínio.

Outra descoberta feita a partir dos dados foi uma mudança nas trajetórias de envelhecimento a partir dos 35 anos, e novamente a partir dos 65 anos. Isso está de acordo com alguns dos limites que existem na sociedade, como a idade em que as pessoas tendem a se aposentar dos esportes de elite e a idade em que as pessoas geralmente se aposentam do trabalho em tempo integral.

Mais adiante, os pesquisadores disseram que o estudo poderia ser usado para informar tratamentos que podem ter como alvo doenças e enfermidades sem afetar a resistência biológica, e talvez um dia até mesmo estender o tempo de vida máximo possível. No entanto, precisaremos de muito mais pesquisas e muito mais dados primeiro.

A nova análise está geralmente de acordo com estudos anteriores que mencionaram uma vida útil máxima de cerca de 120-140 anos – embora, em qualquer tipo de análise numérica como essa, haja um certo grau de suposições e estimativas fundamentadas.

No momento em que este artigo foi escrito, a idade mais velha que alguém alcançou nos registros é de 122 anos e 164 dias, da francesa Jeanne Calment. O que este estudo postula é que, sem algumas mudanças bastante radicais em nossos corpos em um nível fundamental, seria difícil forçar muitos anos a mais em nossas formas frágeis.

“Concluímos que a criticidade que resulta no fim da vida é uma propriedade biológica intrínseca de um organismo que é independente de fatores de estresse e significa um limite fundamental ou absoluto da expectativa de vida humana”, escreveram os pesquisadores.

A pesquisa foi publicada na Nature Communications.

*Por Julio Batista
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*Fonte: universoracionalista

Geleira da Antártica chega a um ponto sem volta: o nível do mar subirá mais de três metros

O alarme já havia sido disparado há algum tempo, durante anos … Mas agora os pesquisadores confirmaram pela primeira vez que a geleira Pine Island, no oeste da Antártica, está em seu ponto de inflexão. O derretimento do gelo é rápido e irreversível e terá consequências significativas para o nível do mar em todo o mundo.

Não se trata mais de cenários apocalípticos de filmes, mas da realidade.

Estamos falando em particular da Geleira Pine Island, que tem cerca de dois terços do tamanho do Reino Unido, o que é particularmente preocupante, pois está perdendo mais gelo do que qualquer outra geleira na Antártica. Atualmente, a Ilha Pine e a vizinha Thwaites Glacier são responsáveis ​​por cerca de 10% do aumento do nível do mar global em curso.

Os cientistas há muito argumentam que essa região da Antártica logo alcançaria um ponto crítico, passando por um recuo irreversível do qual nunca se recuperaria. E agora aconteceu. Tal recuo, uma vez iniciado, inevitavelmente leva ao colapso de todo o manto de gelo da Antártica Ocidental , que contém gelo suficiente para elevar o nível global do mar em mais de três metros.

Agora, pesquisadores da Northumbria University mostraram, pela primeira vez, que esse é realmente o caso. Suas descobertas foram publicadas no jornal The Cryosphere e mostram que a geleira tem pelo menos três pontos de inflexão distintos. O terceiro e último evento, desencadeado pelo aumento da temperatura do oceano em 1,2 ° C, leva a um recuo irreversível de toda a geleira.

Os pesquisadores dizem que as tendências de aquecimento e escalonamento de longo prazo em águas circumpolares profundas, combinadas com mudanças nos padrões de vento no Mar de Amundsen, podem expor a plataforma de gelo da geleira da Ilha Pine a águas mais quentes por períodos mais longos, fazendo mudanças de temperatura dessa magnitude cada vez mais provável.

“Esse processo pode já ter sido ativado na região do Mar de Amundsen, onde as geleiras Pine Island e Thwaites dominam a atual perda de massa da Antártica, mas as técnicas de modelagem e observação não foram capazes de estabelecê-lo de forma rigorosa, levando a visões divergentes sobre a futura perda de massa do manto de gelo da Antártica Ocidental. Aqui, pretendemos preencher essa lacuna de conhecimento conduzindo uma investigação sistemática do Regime de Estabilidade da Geleira da Ilha Pine. Para este fim, demonstramos que os indicadores de alerta precoce em simulações de modelo detectam de forma robusta o início da instabilidade da camada de gelo do mar. Somos, portanto, capazes de identificar três pontos de inflexão distintos em resposta ao aumento do degelo induzido pelo oceano.

“Nosso estudo é o primeiro a confirmar que a geleira de Pine Island realmente cruza esses limites críticos. Muitas simulações de computador diferentes ao redor do mundo estão tentando quantificar como as mudanças climáticas podem afetar a camada de gelo da Antártica Ocidental, mas identificar se um período de recuo nesses modelos é o ponto de inflexão é um desafio. No entanto, é uma questão crucial e a metodologia que usamos neste novo estudo torna muito mais fácil identificar potenciais pontos de inflexão futuros ”, explica Sebastian Rosier, vice-chanceler do Departamento de Geografia e Ciências Ambientais da Northumbria,

Se a geleira entrasse em recuo instável e irreversível, o impacto no nível do mar poderia ser medido em metros e, como mostra este estudo, uma vez iniciado o recuo, pode ser impossível parar.

Então é. E nunca queremos lembrar disso … nós dissemos a você.

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*Fonte: UNIVERSIDADE DE NORTHUMBRIA / A Criosfera
pensarcontemporaneo

Eclipse Lunar e Superlua: Onde será visível o fenômeno de 26 de maio?

A madrugada desta quarta-feira, 26 de maio, será especial. Vai ocorrer o primeiro eclipse lunar de 2021, que também será uma superlua e uma “lua de sangue”.

No Brasil, o eclipse total da Lua não poderá ser visto, mas na maior parte do território será possível observar um eclipse parcial ou penumbral. Já a “lua de sangue” poderá ser vista em qualquer lugar.

Vamos explicar cada fenômeno e onde o eclipse será visível.

Um eclipse lunar total ocorre quando a Terra passa entre a Lua e o Sol, lançando uma sombra na lua. Os três corpos celestes devem estar perfeitamente alinhados para que isso aconteça.

Uma superlua ocorre quando uma lua cheia ou nova coincide com uma maior proximidade do satélite da Terra. Isso faz a Lua parecer maior.

A órbita da Lua é elíptica e um lado (apogeu) está cerca de 50 mil km mais distante da Terra do que o outro mais próximo (perigeu).

Portanto, uma lua cheia que ocorre perto do perigeu é chamada de superlua.

Nesse caso também é conhecida como “superlua das flores”, pois ocorre quando as flores aparecem na primavera do Hemisfério Norte.

Durante o eclipse, a Lua vai aparecer avermelhada porque a luz do sol não chegará diretamente a ela, mas parte dessa luz será filtrada pela atmosfera da Terra e as cores avermelhadas e laranja serão projetadas em nosso satélite.

Este efeito misterioso é popularmente conhecido como “lua de sangue”.

“Esta mudança de cor não se deve a uma mudança física na Lua, mas simplesmente porque a Lua se moverá em direção à sombra da Terra”, explicou Patricia Skelton, astrônoma do Observatório Real de Greenwich, à agência Press Association, de Londres.

“A atmosfera da Terra desvia a luz do Sol e banha a lua com uma luz vermelha.”

ONDE O ECLIPSE SERÁ VISÍVEL?

O eclipse lunar total em 26 de maio durará 15 minutos e será visível em parte da América do Sul e na costa oeste da América do Norte.

Será parcialmente visível em algumas partes da América Central e no oeste da América do Sul.

No Brasil, não será possível observar o eclipse total, mas numa faixa ao oeste será possível ver um eclipse parcial. Entre as capitais onde o eclipse parcial poderá ser observado estão Manaus, Campo Grande, Curitiba e Porto Alegre.

Numa outra faixa, que engloba a maior parte do país, será possível ver apenas um eclipse penumbral, que não encobre a Lua, mas a deixa mais escura que o normal. Entre as capitais onde poderá ser visto o eclipse penumbral estão Belém, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Na ponta leste do Nordeste, numa região que engloba capitais como São Luís, Fortaleza, Natal, Recife e Aracajú, não será possível observar o eclipse.

Além das Américas, o eclipse também poderá ser visto na parte oriental de alguns países asiáticos, bem como na Oceania.

Este será o primeiro de quatro eclipses em 2021. Em 10 de junho acontecerá o próximo, um eclipse solar anular. Outro eclipse lunar ocorrerá em 18 de novembro e o último será um eclipse solar total em 4 de dezembro.

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*Fonte: epoca

A Terra está girando em ritmo acelerado e 2021 pode ser um dos anos mais rápidos da história

O ano de 2020 será lembrado por muitas coisas – a maioria delas desagradáveis, diga-se de passagem. Mas também ficará na história por ser um dos anos mais rápidos já registrados. E isso tem um motivo: o nosso planeta está girando de maneira bem mais acelerada do que antes. Se essa tendência continuar, isso pode tornar 2021 ainda mais veloz.

De acordo com os cientistas, nossos relógios estão fora de sincroniza porque estão começando a funcionar um pouco mais rápido que o normal. Como resultado, a rotação do nosso planeta vem acelerando ligeiramente. A plataforma colaborativa Time and Date, que reúne horários e fusos dos países, diz que foram precisamente 28 dias que a Terra girou mais rápido em volta de si mesma. A ciência não observava algo assim desde 1960, quando foram registrados os dias mais curtos que sabemos até então.

A Terra leva 24 horas, ou 86.400 segundos, para fazer uma rotação completa em torno de seu eixo, que os cientistas chamam de dia solar médio. O termo “médio” é fundamental, uma vez que pequenas variações ocorrem a cada dia. Isso se tornou aparente na década de 1960 com o desenvolvimento da cronometragem atômica. Os relógios atômicos medem a rotação da Terra em relação a um objeto astronômico distante, normalmente uma estrela fixa. Os cientistas aprenderam que a duração de um único dia pode desviar alguns milissegundos (ms), em que 1 ms é igual a 0,001 segundos.

A variabilidade na rotação do nosso planeta não é nada com que se preocupar, e você certamente não precisa se segurar no sofá por medo de ser jogado para fora no espaço. A variabilidade da velocidade de rotação da Terra é um fenômeno normal e influenciado por vários fatores, como o derramamento interno do núcleo derretido do planeta, movimento dos oceanos, ventos e pressão atmosférica.

Para ser claro, estamos falando de números muito pequenos. Hoje, por exemplo, deve durar 24 horas, 0 minutos e 0,0792 ms, enquanto ontem durou 24 horas, 0 minutos e 0,2561 ms, segundo o Time and Date. Isso é uma diferença de 0,1769 ms, então são diferenças quase que imperceptíveis.

No entanto, alguns dias podem estar errados em um grau incomum, como 5 de julho de 2005, quando a rotação da Terra era 1,0516 ms menor que o dia solar médio. Quanto a isso, o ano de 2020 foi extraordinário, batendo o recorde de 2005 não menos que 28 vezes. O mais curto deles foi em 19 de julho, quando a rotação da Terra estava 1,4602 ms abaixo do dia solar médio.

Curiosamente, podemos esperar dias mais rápidos em 2021. “[Um] dia médio em 2021 será 0,05 ms menor que 86.400 segundos”, relata o Time and Date, o que significa que, ao longo de todo o ano, “os relógios atômicos terão acumulado um atraso de cerca de 19 ms”.

Normalmente, esses relógios funcionam rapidamente em algumas centenas de milissegundos a cada ano, exigindo um segundo bissexto adicional para manter os relógios em sincronia.

“Um segundo bissexto é um segundo adicionado ao Tempo Universal Coordenado (UTC) para mantê-lo sincronizado com o tempo astronômico. UTC é uma escala de tempo atômica, baseada no desempenho de relógios atômicos que são mais estáveis ​​do que a taxa de rotação da Terra”, explica o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA.

A última vez que isso aconteceu foi em 2016. Os segundos bissextos são normalmente adicionados à meia-noite na véspera de Ano Novo. Então, se você comemorou na hora e não esperou um segundo extra, você deu início a 2017 um pouco prematuramente. Não tivemos que invocar um segundo bissexto desde 2016 e, dada a aceleração da rotação da Terra, podemos eventualmente fazer o caminho contrário: tirar um segundo inteiro. Seria algo inédito.

Essa ação teria o mesmo propósito de um segundo bissexto positivo, que é manter o UTC em sintonia com nossos relógios atômicos. Dito isso, o Serviço Internacional de Rotação Terrestre e Sistemas de Referência, que decide sobre tais assuntos, ainda não tem planos para fazer isso acontecer.


*Por George Dvorsky

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*Fonte: gizmodo

Aviões com esse motor poderão voar a 21 mil km/h

Pesquisadores da UCF (EUA) dizem que contiveram uma detonação explosiva sustentada, no local, pela primeira vez, transformando sua enorme força em impulso: um novo motor de detonação de ondas oblíquas que poderia impulsionar uma aeronave até 17 vezes a velocidade do som, potencialmente superando o scramjet como um método de propulsão hipersônica.

A deflagração – a queima de combustível com oxigênio em alta temperatura – é uma maneira relativamente lenta, segura e controlada de liberar energia química e transformá-la em movimento. Mas se você quiser liberar a energia máxima possível de uma unidade de combustível, o melhor negócio é uma explosão.

A detonação é rápida, caótica e frequentemente destrutiva. Não precisa necessariamente de oxigênio, apenas um único material explosivo e algum tipo de cutucada energética grande o suficiente para quebrar as ligações químicas que mantém unida uma molécula já instável. Ele cria ondas de choque exotérmicas que chegam a velocidades supersônicas, liberando enormes quantidades de energia.

Há mais de 60 anos tentamos usar a explosão, a forma mais poderosa de combustão, como propulsão. Mas conter uma bomba é extremamente difícil. Motores de detonação em pulso criam uma série de explosões de forma semelhante a um jato em pulso — estes já foram testados em aeronaves — notavelmente no projeto “Borealis” da Scaled Composites Long-EZ construído pelo Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA e soluções científicas inovadoras incorporadas em 2008.

Motores de detonação rotativos, nos quais as ondas de choque de uma detonação são ajustadas para desencadear novas detonações dentro de um canal em forma de anel, foram considerados impossíveis de construir até que pesquisadores da Universidade da Flórida Central (UCF, na sigla em inglês) demonstraram um protótipo no ano passado em operação sustentada. Os motores de detonação rotativo devem ser mais eficientes do que os motores de detonação de pulso porque a câmara de combustão não precisa ser limpa entre as detonações.

Agora, outra equipe da UCF, incluindo alguns dos mesmos pesquisadores que construíram o motor de detonação rotativo no ano passado, diz que conseguiu uma demonstração mundial de um complexo terceiro tipo de motor de detonação que poderia superar todos eles, teoricamente abrindo o caminho para aeronaves voando a velocidades de até 21.000 km/h, ou 17 vezes a velocidade do som.


O motor de detonação de ondas oblíqua (OWDE, na sigla em inglês), visa produzir uma detonação contínua estável e fixa no espaço, tornando um sistema de propulsão extremamente eficiente e controlável gerando significativamente mais energia e usando menos combustível do que a tecnologia atual permite.

A equipe da UCF afirma que estabilizou com sucesso uma onda de detonação sob condições de fluxo hipersônico, mantendo-a no lugar.


Para isso, a equipe construiu um protótipo experimental que chamou de High-Enthalpy Hypersonic Reacting Facility – ou HyperReact. Com menos de um metro de comprimento, o HyperReact pode ser descrito como um tubo oco, dividido em três seções, cada uma com um interior precisamente moldado.

 

“Esta é a primeira vez que uma detonação se mostra estabilizada experimentalmente”, diz Kareem Ahmed, professor associado do Departamento de Engenharia Mecânica e Aeroespacial da UCF e um dos autores do novo artigo de pesquisa. “Finalmente conseguimos conter a detonação … em forma de detonação oblíqua. É quase como congelar uma intensa explosão no espaço físico.”

 

O OWDE tem sido suposto teoricamente há algum tempo, como uma forma potencialmente superior de propulsão hipersônica. Scramjets tendem a perder eficiência à medida que a velocidade do ar sobe, potencialmente atingindo em torno de Mach 14. Os resultados experimentais divulgados pela UCF apontam para uma aeronave “Sodramjet” (jato de detonação oblíqua) capaz de voar entre Mach 6 e Mach 17.

O que isso significa? A tecnologia permitirá que os aviões espaciais voem eficientemente até a órbita sem serem conectados a foguetes. E nenhum sistema de defesa de radar ou mísseis no mundo poderia lidar com um míssil hipersônico até o momento. Além disso, você nem precisaria de uma ogiva para causar níveis de devastação próximos ao de uma bomba nuclear. “Toda essa velocidade e toda essa inércia transforma qualquer plataforma de pesquisa, unidade de reconhecimento ou aeronave de passageiros em uma potencial arma cinética”, escreve Szondy. “Eles não precisam de explosivos para destruir um alvo. Tudo o que eles têm que fazer é acertar. Em outras palavras, qualquer veículo hipersônico é uma arma intrínseca dadas as modificações adequadas.”



De fato, a pesquisa foi financiada não só pela National Science Foundation e pela NASA, mas pelo Escritório de Pesquisa Científica da Força Aérea, todas instituições dos EUA. Então esses motores de explosão são claramente uma questão de interesse militar.

O artigo científico foi publicado na revista PNAS. [New Atlas]

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*Fonte: hypescience

Esse poder é verdadeiro? Um estudo sobre precognição que sacudiu a ciência

Entre os estudos científicos que surgiram na última década, talvez nenhum tenha sido mais controverso do que o artigo de 2011 do psicólogo americano Dr. Daryl Bem. Ele provou uma noção explosiva, que a precognição, a capacidade de ver eventos futuros, é verdadeiramente real, desencadeando um período conturbado entre psicólogos que ainda persiste até hoje. Como pode um eminente professor da Universidade Cornell chegar a tal conclusão, que está tão diretamente fora da ciência tradicional e sustentar a parapsicologia? Seus experimentos, que pareciam seguir procedimentos aceitos e métodos sonoros para chegar a essa prova inesperada, poderiam ser replicados?

O artigo “Feeling the Future: Experimental Evidence for Anomalous Retroactive Influences on Cognition and Affect” (Sentindo o futuro: evidências experimentais de influências retroativas anômalas na cognição e no afeto, em tradução livre), relatou nove experimentos envolvendo mais de mil participantes, com oito deles mostrando com sucesso que as respostas de uma pessoa poderiam ser influenciadas por eventos estimulantes que aconteceram após as respostas já terem sido feitas e gravadas.

Essa possibilidade apoiou fortemente a noção de precognição, onde os indivíduos parecem obter informações ou transferência de energia que nenhum processo físico ou biológico que conhecemos explica que eles devem ter.

Os experimentos que pareciam provar a tese de Daryl variaram em sua abordagem. Alguns dos estímulos utilizados eram de natureza erótica, com um experimento inicial que consistia em fazer que os voluntários do estudo olhassem para um par de cortinas em um computador. Eles deveriam adivinhar qual deles tinha uma imagem pornográfica por trás, com a resposta correta sendo escolhida aleatoriamente depois que o aluno tomou sua decisão. Curiosamente, os alunos tiveram um desempenho ligeiramente melhor do que a simples adivinhação teria produzido, com 53% escolhendo a localização correta da imagem.

Outro experimento fez com que os alunos examinassem conjuntos de palavras que eles teriam que digitar. De alguma forma, os alunos se saíram melhor no início lembrando as palavras que digitariam mais tarde. É como se ter a segunda oportunidade de praticar e lembrar que as palavras tinham benefícios que retrocedem no tempo.

O professor de neurociência cognitiva Chris Chambers, um dos críticos de Bem (e havia muitos), chamou a conclusão do artigo de “ridícula”. E ainda, “isso é realmente interessante porque se um artigo como este que está fazendo tudo normalmente e corretamente pode acabar produzindo uma conclusão ridícula, então quantos outros artigos que usam exatamente esses mesmos métodos que não chegaram a conclusões ridículas são igualmente falhos?” Chambers perguntou em uma entrevista. [Big Think]

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

Japoneses estão desenvolvendo tecnologia de transmissão de energia sem fio proveniente de painéis solares espaciais

Já imaginou não ter que se preocupar em ter que recarregar o seu celular todo dia? É provável que no futuro isso seja possível. Engenheiros no Japão têm concentrado esforços no desenvolvimento de um sofisticado sistema que consegue enviar grandes quantidade de energia elétrica a distâncias consideráveis.

O objetivo da pesquisa, eventualmente, é criar um enorme painel solar baseado no espaço que não é afetado pelos sistemas meteorológicos e que, constantemente, possa coletar grandes quantidades de energia e enviá-las aos receptores na Terra via microondas.

Durante a feira de eletrônicos Ceatec, que acontece no Japão nesta semana, a J Space Systems apresentou algumas das antenas que usa para receber as transmissões de microondas de alta potência. Batizadas de “Rectenna”, elas são antenas planas sintonizadas na frequência de 5.8GHz.

A empresa conseguiu com sucesso transmitir energia a uma distância de cerca de 50 metros usando o sistema, apesar de apresentar perdas consideráveis. A antena envia 1.8 kilowatts, mede 1,2 metros quadrados e consegue colher 340 watts de uma antena receptora que tinha 2,6 metros por 2,3 metros.

A Mitsubishi Heavy Industries também está a frente de uma pesquisa similar e no ano passado conseguiu enviar 10kW de energia a uma distância de cerca de 500 metros, um recorde para pesquisadores japoneses. Para fazer isso, ela usou amplas matrizes de transmissão e recepção.

Se a tecnologia continuar a progredir, haverá uma série de usos para ela. Um deles é usar a curta distância para enviar energia em torno das fábricas, permitindo que máquinas, sensores e estações de trabalho facilmente sejam configurados sem ter que executar novos cabos de alimentação.

Outra uso bem útil dessa tecnologia é enviar energia para áreas atingidas por desastres naturais através de balões. Mas tudo isso soa pequeno quando comparado a ideia futurística de painéis solares orbitantes capazes de coletar grandes quantidades da energia do sol e enviá-las a Terra.

A grande tarefa para que essa tecnologia chegue no estágio desejado é reduzir perdas de transmissão.

A agência espacial japonesa, que está atrás da ideia, admite que a ideia de colheita de energia solar no espaço não é nova. Projetos anteriores em outros países chegaram perto, mas devido a falta de suporte para um sistema como esse não evoluíram.

Mesmo assim, a agência espacial está continuando a direcionar pesquisadores para a tecnologia. Mas se mantém realista: “levará tempo significativo e esforços para superar os muitos obstáculos no caminho para a concretização de um sistema de energia solar espacial”, disse.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Pesquisadores criam a tinta mais potente para resfriar superfícies

Engenheiros da Purdue University estão, há anos, dedicados a criar uma tinta branca com maior eficiência para resfriar edifícios do que a tinta comum. Na última quinta-feira (15), eles anunciaram o que chamam de a “pintura mais branca já registrada”.

Em 2020, os mesmos pesquisadores já haviam criado uma tinta capaz de refletir até 95,5% da luz solar e resfriar superfícies em até 8°C. A nova formulação é ainda mais eficiente do que os pesquisadores haviam demonstrado.

A tinta “ultra-branca” reflete 98,1% da luz solar e desvia o calor infravermelho, desta forma os edifícios resfriam abaixo da temperatura do ar circundante. Seu poder de resfriamento é graças ao sulfato de bário – um pigmento derivado do mineral barita.

Os testes mostraram que a tinta é capaz de manter superfícies 4°C mais frias do que sua temperatura ambiente à luz do sol do meio-dia e até 10°C mais fria à noite.
Câmera infravermelha mostra como a tinta ultra-branca resfria a placa abaixo da temperatura ambiente. Imagem: Purdue University | Joseph Peoples

“Se você usasse essa tinta para cobrir uma área de telhado de cerca de 92 m² estimamos que você poderia obter uma potência de resfriamento de 10 quilowatts. Isso é mais poderoso do que os condicionadores de ar centrais usados na maioria das casas”, garante Xiulin Ruan, professor de engenharia mecânica da Purdue.

Para se ter ideia, as tintas disponíveis no mercado – mesmo quando projetadas para reduzir o calor – refletem apenas de 80% a 90% da luz solar. Além disso, não são capazes de fazer com que as superfícies fiquem mais frias do que o ambiente circundante.

O objetivo é que, com a nova formulação de tinta, os edifícios possam ser menos dependentes do ar condicionado e contribuir para amenizar as ilhas de calor em grandes cidades.


Sulfato de bário

Ao contrário do dióxido de titânio usado nas tintas brancas tradicionais, a formulação inclui alta concentração de sulfato de bário, um composto químico também usado para fazer papel fotográfico e cosméticos brancos. Ao longo da pesquisa vários produtos comerciais foram analisados. “Descobrimos que usando sulfato de bário, você pode, teoricamente, tornar as coisas muito, muito reflexivas, o que significa que elas são muito, muito brancas”, explica o pesquisador Xiangyu Li, pós-doutorando do Instituto Massachusetts de Tecnologia (MIT).

Segundo os estudiosos, as partículas de sulfato de bário são todas de tamanhos diferentes na tinta e o quanto cada partícula espalha a luz depende de seu tamanho. Ou seja, uma gama mais ampla de tamanhos de partículas permite que a tinta espalhe mais do espectro de luz do sol.

Mas, é preciso equilíbrio para não comprometer a textura da pintura. “Embora uma concentração mais alta de partículas seja melhor para fazer algo branco, você não pode aumentar muito a concentração. Quanto maior a concentração, mais fácil é para a tinta quebrar ou descascar”, prossegue Li.
Potencial

Os pesquisadores mostraram em seu estudo que a tinta à base de sulfato de bário pode potencialmente lidar com as condições externas. Não haverá também problemas em ser adotada em escala industrial uma vez que a técnica usada para criar a tinta é compatível com o processo de fabricação de tintas comerciais.

Ao The Guardian, a Purdue University afirmou que a tinta “ultra-branca” pode estar disponível no mercado em um ou dois anos e o melhor: com preço comparável ao da tinta convencional.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Cientistas descobrem como fazer luz atravessar objetos sólidos

Por que o açúcar não é transparente? Porque a luz que penetra em um bloco de açúcar é espalhada, alterada e desviada de uma forma extremamente complicada. No entanto, como uma equipe de pesquisa da TU Wien (Viena) e da Universidade de Utrecht (Holanda) já foi capaz de mostrar, há uma classe de ondas de luz muito especiais para as quais isso não se aplica: para qualquer meio desordenado específico — como o cubo de açúcar que você pode ter colocado em seu café — feixes de luz sob medida podem ser criados que praticamente não são alterados por este meio, mas apenas atenuados. O feixe de luz penetra no meio, e um padrão de luz chega do outro lado que tem a mesma forma, como se o meio não estivesse lá.

Essa ideia de “modos de luz invariantes de dispersão” também pode ser usada para examinar especificamente o interior dos objetos. Os resultados foram publicados na revista Nature Photonics.

Um número astronômico de possíveis formas de onda

As ondas na superfície turbulenta da água podem assumir um número infinito de formas diferentes — e de forma semelhante, ondas de luz também podem ser feitas de inúmeras formas diferentes. “Cada um desses padrões de ondas de luz é alterado e desviado de uma maneira muito específica quando você a envia através de um meio desordenado”, explica o Prof. Stefan Rotter, do Instituto de Física Teórica da TU Wien.

Juntamente com sua equipe, Stefan Rotter está desenvolvendo métodos matemáticos para descrever tais efeitos de dispersão de luz. Conhecimento para produzir e caracterizar tais campos de luz complexos foi trazido pela equipe em torno do Prof. Allard Mosk na Universidade de Utrecht. “Como meio de dispersão de luz, usamos uma camada de óxido de zinco — um pó branco opaco de nanopartículas completamente organizadas aleatoriamente”, explica Allard Mosk, chefe do grupo experimental de pesquisa.

Primeiro, você tem que caracterizar essa camada precisamente. Você emite sinais de luz muito específicos através do pó de óxido de zinco e mede como eles chegam ao detector atrás dele. A partir disso, você pode então concluir como qualquer outra onda é alterada por este meio — em particular, você pode calcular especificamente qual padrão de onda é alterado por esta camada de óxido de zinco exatamente como se a dispersão de ondas estivesse totalmente ausente nesta camada.

“Como pudemos mostrar, há uma classe muito especial de ondas de luz — os chamados modos de luz invariante de dispersão, que produzem exatamente o mesmo padrão de onda no detector, independentemente de a onda de luz ter sido enviada apenas pelo ar ou se teve que penetrar na complicada camada de óxido de zinco”, diz Stefan Rotter. “No experimento, vemos que o óxido de zinco realmente não muda a forma dessas ondas de luz totalmente — elas ficam um pouco mais fracas no geral”, explica Allard Mosk.

Uma constelação estelar no detector de luz

Por mais especiais e raros que esses modos de luz invariantes possam ser, com o número teoricamente ilimitado de possíveis ondas de luz, ainda se pode encontrar muitas delas. E se você combinar vários desses modos de luz invariante de dispersão no arranjo certo certa, você terá uma forma de onda invariante de dispersão.

“Desta forma, pelo menos dentro de certos limites, você tem bastante liberdade para escolher qual imagem você quer enviar através do objeto sem interferência”, diz Jeroen Bosch, que trabalhou no experimento como um estudante de doutorado. “Para o experimento, escolhemos uma constelação como exemplo: a Ursa Maior. E, de fato, foi possível determinar uma onda invariante que envia uma imagem da Ursa Maior para o detector, independentemente de a onda de luz estar espalhada pela camada de óxido de zinco ou não. Para o detector, o feixe de luz parece quase o mesmo em ambos os casos.”


Olhando no interior de uma célula

Este método de encontrar padrões de luz que penetram em um objeto grande e imperturbável também poderia ser usado para procedimentos de imagem. “Em hospitais, os raios-X são usados para olhar dentro do corpo — eles têm um comprimento de onda mais curto e, portanto, podem penetrar em nossa pele. Mas a forma como uma onda de luz penetra um objeto depende não apenas do comprimento de onda, mas também da forma de onda”, diz Matthias Kühmayer, que trabalha como doutorando em simulações de computador de propagação de ondas. “Se você quer focar a luz dentro de um objeto em certos pontos, então nosso método abre possibilidades completamente novas. Conseguimos mostrar que, usando nossa abordagem, a distribuição de luz dentro da camada de óxido de zinco também pode ser especificamente controlada.” Isso pode ser interessante para experimentos biológicos, por exemplo, onde você quer introduzir luz em pontos muito específicos, a fim de olhar profundamente dentro das células.

O que a publicação conjunta dos cientistas dos Países Baixos e da Áustria já mostra é o quão importante é a cooperação internacional entre teoria e experimento para alcançar o progresso nesta área de pesquisa. [Phys]

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience