Por que o número de furacões está aumentando com o aquecimento global?

Harvey, Irma, Maria, Florence…Você já teve a impressão que o número de furacões aumentou nos últimos tempos? Se a resposta for sim, saiba que está correto: um estudo publicado na revista Science mostrou que 2017 foi um ano acima da média para esse tipo de fenômeno – e o culpado pode ser o aquecimento global.

De acordo com a pesquisa, o Oceano Atlântico foi palco de seis grandes furacões (com ventos acima de 178 km/h) no ano passado, o dobro da média de três tempestades do gênero, número que vinha se mantendo desde 2000. Antes disso, a incidência era ainda menor: dois grandes furacões por ano.

O estudo simulou vários cenários climáticos em computador. Cruzando os dados obtidos, ele relacionou o aumento da temperatura de uma faixa específica no Atlântico (entre o sul da Flórida e o norte da América do Sul, indo até o oeste da África) tanto com causas naturais quanto as provocadas por humanos, como a queima de carvão, petróleo e gás.

2017 foi o ano com o maior número de grandes eventos meteorológicos na América do Norte. Fonte: NatCat Service

 

Águas quentes funcionam como combustível para furacões. Eles se formam quando a temperatura está acima de 27oC e, quanto mais quente o oceano estiver, maiores são as chances da tempestade se formar – e menores são de ela perder a intensidade com o passar do tempo.

“Vamos ter temporadas de furacões mais ativas, como a de 2017, no futuro”, disse Hiro Murakami, cientista climático do NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA) e principal autor do estudo, em entrevista a agência Associated Press. A pesquisa traçou um cenário preocupante: até 2100, a média de grandes furacões no Atlântico irá aumentar ainda mais, para oito por ano.

A pesquisa recebeu algumas críticas de cientistas da área, que afirmaram que a relação entre fenômenos climáticos extremos e o aquecimento global não é tão simples assim. No entanto, uma coisa é fato: o oceano Atlântico está ficando cada vez mais quente, e num ritmo maior do que os outros.

*Por Rafael Battaglia

 

 

 

 

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*Fonte: superinteressante

Circuito baseado no cérebro fez Inteligência Artificial processar muito mais rápido

Assumimos como certo o vasto poder de computação do nosso cérebro. Mas os cientistas ainda estão tentando levar os computadores ao nível do cérebro.

Foi assim que acabamos parando nos algoritmos de inteligência artificial (ou IA) que aprendem através de neurônios virtuais — a rede neural.

Agora, uma equipe de engenheiros deu mais um passo para emular os computadores em nossos crânios: eles construíram uma rede neural física, com circuitos que se assemelham ainda mais aos neurônios. Quando eles testaram um algoritmo de IA no novo tipo de circuito, descobriram que ele funcionava tão bem quanto as redes neurais convencionais já em uso. Mas o novo sistema integrado de redes neurais completou a tarefa com 100 vezes menos energia do que um algoritmo IA convencional.

Se esses novos circuitos baseados em neurônios decolarem, os pesquisadores de inteligência artificial poderão em breve fazer muito mais computação com muito menos energia. Como usar um estanho para comunicar-se com um telefone real, os chips de computador e os algoritmos de rede neural simplesmente falam línguas diferentes e, como resultado, trabalham mais devagar. Mas no novo sistema, o hardware e o software foram criados para funcionar perfeitamente em conjunto. Assim, o novo sistema IA completou as tarefas muito mais rapidamente do que um sistema convencional, sem qualquer queda na precisão.

Este é um passo adiante em relação às tentativas anteriores de criar redes neurais baseadas em silício. Geralmente, os sistemas de inteligência artificial baseados nesses tipos de chips inspirados em neurônios não funcionam tão bem quanto a inteligência artificial convencional. Mas a nova pesquisa modelou dois tipos de neurônios: um voltado para cálculos rápidos e outro projetado para armazenar memória de longo prazo, explicaram os pesquisadores à MIT Technology Review .

Há boas razões para ser cético em relação a qualquer pesquisador que alega que a resposta à inteligência artificial e à consciência verdadeira é recriar o cérebro humano. Isso porque, fundamentalmente, sabemos muito pouco sobre como o cérebro funciona. E as chances são de que existem muitas coisas em nossos cérebros que um computador acharia inúteis.

Mas, mesmo assim, os pesquisadores por trás do novo hardware neural artificial foram capazes de colher lições importantes de como nosso cérebro funciona e aplicá-lo à ciência da computação. Nesse sentido, eles descobriram como aumentar a inteligência artificial selecionando o que nosso cérebro tem a oferecer sem se sobrecarregar tentando reconstruir toda a maldita coisa.

À medida que a tecnologia suga mais e mais energia, a melhoria de cem vezes para a eficiência energética neste sistema de IA significa que os cientistas serão capazes de realizar grandes questões sem deixar uma pegada tão grande no meio ambiente.

 

 

 

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*Fonte: socientifica

Nasa lança sonda que vai ‘tocar o Sol’ e deve marcar a história da ciência

A missão da Nasa, a agência espacial americana, em direção ao sol finalmente foi iniciada na madrugada deste domingo, depois de ser adiada três vezes.

O objetivo da sonda que decolou sem imprevistos nesta madrugada é inédito: a nave Parker Solar Probe (PSP) será o primeiro objeto construído por um humano a “tocar” o Sol.

O “tocar”, aqui e nos cuidadosos comunicados da Nasa, vai sempre entre aspas porque a engenhoca vai, tecnicamente, apenas se aproximar muito da corona solar. Trata-se da parte mais externa da atmosfera do Sol, que começa a 2,1 mil quilômetros da superfície da estrela do Sistema Solar – e não tem um limite preciso. A corona é aquela aura, composta de plasma e com temperatura que chega a 2 milhões de graus Celsius, que a gente consegue ver quando há um eclipse.

“Chegará mais perto do Sol do que qualquer outra missão anterior”, diz o astrofísico Adam Szabo, um dos cientistas que integram a missão, em conversa com a BBC News Brasil. De acordo com o cronograma da agência espacial americana, daqui a sete anos, a PSP estará no ponto mais próximo da estrela já alcançado por uma espaçonave terrestre: 6,3 milhões de quilômetros da superfície solar.

Se o número parece grande, é preciso pensar nas escalas astronômicas. A distância entre a Terra e o Sol, por exemplo, é de 150 milhões de quilômetros. Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, está a 58 milhões de quilômetros do astro. A atual recordista, a nave Helios 2, chegou, em 1976, a 43,5 milhões de quilômetros do Sol.

Para que servirá a missão

A ousada missão espacial, uma das mais complexas de toda a história de seis décadas da Nasa, deve custar cerca de US$ 1,5 bilhão e, esperam os cientistas, ajudar a responder uma série de dúvidas astronômicas.
Direito de imagem Johns Hopkins University Applied Physics Laborator
Image caption A nave Parker Solar Probe (PSP) será o primeiro objeto construído por um ser humano a “tocar” no Sol

Com os dados obtidos pela PSP, os pesquisadores querem conseguir compreender melhor a origem do vento solar – em termos práticos, essa informação pode ajudar a proteger o funcionamento dos nossos satélites artificiais, tão afetados por tais fenômenos. Vento solar é o nome que se dá para o fluxo de partículas com carga elétrica, como prótons, elétrons e íons, que o Sol irradia pelo Sistema Solar.

“Esta será a primeira vez que vamos estudar, de perto, nossa estrela Sol. Entender como funciona a corona e o vento solar vai nos ajudar a proteger nossa civilização, cada vez mais dependente de tecnologia e satélites de comunicação”, contextualiza o físico e engenheiro brasileiro Ivair Gontijo, cientista da Nasa, à BBC News Brasil. “Variações no vento solar podem causar sérios danos a esses satélites.”

“Esperamos com essa missão entender como a corona acelera o vento solar. Quem sabe poderemos no futuro prever quando o vento solar coloca nossos satélites em risco”, completa Gontijo.

Os cientistas também querem entender por que a corona, mesmo mais distante do núcleo solar, é tão mais quente do que a superfície – 2 milhões de graus Celsius, contra uma variação de 3,7 mil a 6,2 mil graus.

A PSP ainda deve trazer avanços à astrofísica. Com uma observação tão próxima do Sol, deseja-se obter dados que ajudem a compreender melhor como as estrelas funcionam.

“De forma mais geral, entendendo o Sol, estaremos também entendendo como funcionam as outras estrelas”, ressalta Gontijo. “Por isso esta missão trará resultados tanto práticos, para protegermos nossos satélites, quanto científicos, na área de astrofísica estelar.”

Objetivamente, conforme enfatiza o astrofísico Szabo, são três as questões que a missão deve responder. “Um: por que a corona é significativamente mais quente do que a superfície do Sol. Dois: por que o vento solar se afasta do sol a velocidades supersônicas. Três: como as partículas energéticas do sol se aceleram à velocidade próxima à da luz”, pontua.

Como funcionará a aproximação do Sol

“A missão Parker Solar vai se aproximar do Sol como nenhuma outra antes e um escudo protetor de quase 12 centímetros de espessura, feito de composto de carbono, vai protegê-la do intenso calor e da radiação presente”, explica o físico brasileiro.

De acordo com informações da Nasa, a nave PSP pesa 612 quilos e mede 3 metros de comprimento por 2,3 metros de largura. O tal escudo térmico mede 1,3 centímetro de espessura e foi feito com um composto de altíssima tecnologia. E, de acordo com o cientista Szabo, o desenvolvimento dessa proteção foi um dos pontos mais difíceis de todo o projeto. A nave será lançada pelo foguete Delta IV Heavy.

O segredo da aproximação solar da PSP está em Vênus. Na realidade, segundo o projeto dos cientistas, é a gravidade do planeta vizinho que irá “arremessar” a nave, que deve desenvolver uma órbita em espiral, aproximando-se cada vez mais do Sol.

Esse primeiro empurrãozinho de Vênus irá ocorrer em 3 de outubro, quando a PSP se aproximar do planeta. Então, no dia 6 de novembro, a nave vai realizar a primeira aproximação do Sol: estará a 24 milhões de quilômetros do astro, ou seja, já terá batido o recorde de artefato humano que mais se acercou do Sol em toda a história.

Essas órbitas vão se tornar recorrentes. E, então, conforme o cronograma desenvolvido pelos cientistas da Nasa, entre dezembro de 2024 e junho de 2025, em suas últimas voltas ao redor do Sol, é que a nave chegará aos pontos de maior aproximação.

E vai bater ainda outro recorde: terá embalado a 700 mil quilômetros por hora e se tornará o objeto mais rápido já fabricado pelo ser humano – para efeitos de comparação, o planeta Terra viaja a 1 milhão de quilômetros por hora.

O nome da nave

A Parker Solar Probe recebeu esse nome em homenagem ao astrofísico americano Eugene Parker, hoje com 91 anos. Ele foi o primeiro cientista a prever a existência do vento solar.

Em 1958, ele apresentou uma teoria mostrando como as altas temperaturas da corona solar acabavam disseminando partículas energéticas, formando o fenômeno, depois comprovado.

*Por Edison Veiga

 

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*Fonte: bbc

Cientistas encontram sob o gelo da Antártida, algo que pode acabar toda a humanidade

A natureza do nosso planeta é muito surpreendente e incrivelmente misteriosa, o que deixa todos os cientistas perplexos há séculos com suas constantes descobertas. E recentemente, mais uma fora feita sob o gelo da Antártida. E se trata daquela que agora é considerada a maior região vulcânica do planeta, consistindo na quantidade absurda de 91 vulcões e alguns deles com mais de 3850 metros de altura.

Geólogos dizem que o circuito é semelhante ao cume vulcânico existente na África Oriental, que, como se pensava anteriormente, teria a mais densa concentração de vulcões do mundo.

“É inacreditável. Nós não esperávamos encontrar um número tão grande de vulcões. Nós suspeitamos que na camada de baixo das geleiras da Rússia também existam muitos vulcões”, – disse um dos autores do estudo Robert Bingem.

Apesar de não ser capaz de descobrir por enquanto, o quão ativo possam ser esses vulcões, os estudos mais recentes têm mostrado que eles acordam nos períodos em que a Terra está mais quente.

Portanto, os cientistas temem que se o gelo começar a derreter da forma alarmante como está acontecendo, isso poderia levar a um aumento da atividade vulcânica em toda região.

A ideia de encontrar vulcões sob a cobertura de gelo foi apresentada inicialmente por uma estudante do terceiro ano na Universidade de Edimburgo.

“A Antártica é uma das áreas menos estudadas do mundo”, – disse ele.

“Como um jovem cientista, tive o prazer de aprender sobre algo novo e que não é bem compreendida. Depois de examinar os dados existentes sobre a Antártida, comecei a detectar sinais de vulcanismo. Isso é o que me levou a essa descoberta.” revela.

Dr. Robert Bingham ressaltou a importância deste achado, porque agora os cientistas podem descobrir como vulcões afetam o gelo da Antártica.

“A compreensão da atividade vulcânica pode lançar luz sobre os seus efeitos sobre o gelo da Antártida, no passado, presente e futuro”, – disse ele.

Se verificarmos que os vulcões ativos, possam afetar adversamente o gelo da Antártida, isso iria provocar um aumento significativo nos níveis do mar em todo o mundo. Os cientistas vão rastrear agora toda a região, na procura de atividades anormais, assim poderão advertir imediatamente todos no mundo.

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*Fonte: gooru

Você sabia que a inteligência é herdada da mãe?

As pessoas espertas devem agradecer às mães porque, de acordo com algumas pesquisas, elas são as encarregadas de transmitir os genes relacionados à inteligência. Portanto, talvez os estereótipos de gênero que arrastamos ao longo de tantos séculos sejam além de ignorantes, anti-científicos.

As pessoas espertas devem agradecer às mães porque, de acordo com algumas pesquisas, elas são as encarregadas de transmitir os genes relacionados à inteligência. Portanto, talvez os estereótipos de gênero que arrastamos ao longo de tantos séculos sejam além de ignorantes, anti-científicos.

Mães solteiras que querem ter uma criança inteligente não precisam procurar um Prêmio Nobel em um banco de esperma.

Na base dessa teoria está o que é conhecido como “genes condicionados”, que se comportam de maneira diferente de acordo com a origem. Na prática, são genes que têm um tipo de rótulo bioquímico que permite rastrear suas origens e até mesmo revelar se eles estão ativos ou não dentro das células da prole. Curiosamente, alguns desses genes condicionados só funcionam se forem da mãe. Se esse mesmo gene é herdado do pai, é silenciado. Obviamente, outros genes funcionam de maneira oposta; isto é, eles só são ativados se vierem do pai.

As células da mãe são direcionadas para o córtex cerebral, aquelas do pai para o sistema límbico

Sabemos que a inteligência tem um componente hereditário, mas até recentemente se pensava que a inteligência dependia de ambos os pais. No entanto, diferentes investigações revelam que as crianças são mais propensas a herdar a inteligência de sua mãe, uma vez que os genes da inteligência estão no cromossomo X.

Uma das investigações pioneiras nesse campo foi realizada em 1984, na Universidade de Cambridge, embora outras tenham vindo depois. Nestes experimentos, a co-evolução do cérebro e o condicionamento do genoma foram analisados, para concluir que os genes maternos contribuem em maior medida para o desenvolvimento dos centros de pensamento do cérebro.

No primeiro estudo, os pesquisadores criaram embriões de camundongos especiais que tinham apenas os genes da mãe ou do pai. No entanto, quando chegou a hora de movê-los para o útero de um rato, os embriões morreram. Foi assim que se descobriu que havia genes condicionados que eram ativados somente quando eram herdados da mãe e que são vitais para o desenvolvimento adequado do embrião. Por outro lado, o legado genético do pai é essencial para o crescimento dos tecidos que mais tarde formam a placenta.

Naquela época, os pesquisadores sugeriram que, se esses genes fossem tão importantes para o desenvolvimento do embrião, era provável que também desempenhassem papéis relevantes na vida dos animais e das pessoas, talvez até determinassem algumas funções cerebrais. O problema era como demonstrar essa ideia, uma vez que os embriões com genes monoparentais morreram rapidamente.

Os pesquisadores revelaram a solução: descobriram que os embriões poderiam sobreviver se mantivessem as células embrionárias normais e manipulassem o resto. Então eles criaram diferentes ratos geneticamente modificados que, surpreendentemente, não se desenvolveram da mesma maneira.

Aqueles que tinham uma dose extra de genes maternos desenvolveram uma cabeça e um cérebro muito grandes, mas tinham corpos pequenos. Pelo contrário, aqueles que tinham uma dose extra de genes paternos tinham cérebros pequenos e corpos grandes.

Ao investigar essas diferenças, os pesquisadores identificaram células que continham apenas genes maternos ou genes paternos em seis partes diferentes do cérebro que controlavam diferentes funções cognitivas, desde hábitos alimentares até a memória.

Na prática, durante os primeiros dias de desenvolvimento do embrião, qualquer célula pode aparecer em qualquer parte do cérebro, mas à medida que os embriões amadurecem e crescem, as células que tinham os genes paternos se acumulam em algumas áreas do cérebro emocional: o hipotálamo , a amígdala, a zona pré-óptica e o septo. Essas áreas fazem parte do sistema límbico, que é responsável por garantir nossa sobrevivência e está envolvido em funções como sexo, nutrição e agressividade.

Novos estudos, novas luzes

Claro, os cientistas continuaram a investigar essa teoria. Anos mais tarde, Robert Lehrke revelou que grande parte da inteligência dos bebês depende do cromossomo X. Recentemente, pesquisadores da Universidade de Ulm, na Alemanha, estudaram os genes envolvidos no dano cerebral e descobriram que muitos deles, especialmente aqueles relacionados a habilidades cognitivas, estavam no cromossomo X. Na verdade, não é por acaso que a deficiência mental é 30% mais comum no sexo masculino.

No entanto, talvez um dos resultados mais interessantes a esse respeito venha de uma análise longitudinal realizada na Unidade de Ciências Médicas e de Saúde Pública do Conselho de Pesquisa Médica da Escócia. Neste estudo, 12.686 jovens entre 14 e 22 anos foram entrevistados anualmente desde 1994.

Os pesquisadores levaram em conta diferentes fatores, desde a cor da pele e educação até o status socioeconômico. Assim, descobriram que o melhor preditor de inteligência era o Q.I da mãe.

Genética não é a única responsável

Se nos afastarmos do campo genético, também podemos encontrar outros estudos que revelam que a mãe desempenha um papel importante no desenvolvimento intelectual de seus filhos, através do contato físico e emocional. Alguns estudos sugerem que o apego seguro está intimamente ligado à inteligência.

Pesquisadores da Universidade de Minnesota, por exemplo, descobriram que as crianças que desenvolveram um apego seguro com suas mães desenvolvem um jogo simbólico mais complexo na idade de dois anos, são mais perseverantes e mostram menos frustração durante a resolução de problemas.

Isso ocorre porque o suporte seguro dá às crianças a confiança para explorar o suficiente e resolver problemas sem desanimar. Por outro lado, essas mães também oferecem às crianças diferentes níveis de ajuda na resolução de problemas, o que ajuda a estimular ainda mais seu potencial.

A importância do relacionamento afetivo para o desenvolvimento do cérebro foi demonstrada por pesquisadores da Universidade de Washington, eles revelaram pela primeira vez que um apego seguro e o amor das mães é essencial para o crescimento de algumas partes do cérebro. Esses pesquisadores analisaram por 7 anos a maneira como as mães se relacionam com seus filhos e descobriram que quando essas crianças foram apoiadas emocionalmente, aos 13 anos o hipocampo delas foi 10% maior do que de crianças que tiveram mães emocionalmente distantes.

Vale ressaltar que o hipocampo é uma área do cérebro ligada à memória, à aprendizagem e à resposta ao estresse.

Podemos realmente falar sobre inteligência herdada?

Estima-se que entre 40-60% da inteligência seja herdada. Isso significa que o percentual restante depende do ambiente, da estimulação e, claro, das características pessoais. Na verdade, a inteligência nada mais é do que a capacidade de resolver problemas. No entanto, o curioso é que, para resolver problemas, até mesmo um problema matemático ou físico, o sistema límbico também entra em jogo porque o nosso cérebro funciona como um todo. Portanto, embora a inteligência seja uma função intimamente relacionada ao pensamento racional, ela também influencia a intuição e as emoções, que, geneticamente falando, é o ponto em que a contribuição do pai entra.

Por outro lado, não devemos esquecer que, mesmo que uma criança tenha um alto Q.I., é necessário estimular essa inteligência e alimentá-la ao longo da vida com novos desafios. Caso contrário, a inteligência ficará estagnada.

Além do que a genética afirma, os pais não devem ser desencorajados, porque eles também podem contribuir muito para o desenvolvimento de seus filhos, especialmente estando emocionalmente disponíveis e se tornando modelo. O Q.I com o qual nascemos é importante, mas não determinante único do nosso desenvolvimento.

Créditos: Este texto é uma tradução adaptada de Rincon Psicologia

 

 

 

 

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*Fonte: corujaprof

Veja como funcionam os exoesqueletos da Ford

Se você se impressionou com demonstrações de jogos futuristas na E3 como Cyberpunk 2077, saiba que a realidade está bem próxima daquilo do que imaginamos. Um exemplo disso são os exoesqueletos da Ford, que são usados em suas fábricas.

Para tornar o processo de construção de carros mais eficiente, a companhia usa muitas máquinas. No entanto, alguns processos precisam ainda do toque humano. E para eliminar problemas ao repetir determinadas funções com muita frequência, existem esses exoesqueletos.

Chamados de EksoVest, esses dispositivos permitem que um trabalhador exerça funções com muito menos esforço. Para um turno de dez horas, é como eliminar o peso de um carro do ombro todos os dias.

Trata-se de uma medida preventiva para manter a saúde dos funcionários.

 

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*Fonte: geekness

Lendo a mente de humanos”, robô do MIT sabe quando fez algo errado

Um time de engenheiros no MIT criou um projeto experimental que facilita a comunicação entre humanos e máquinas através de ondas cerebrais. A novidade essencialmente faz com que os robôs se adaptem ao controle humano, em vez de fazer com que pessoas aprendam a pensar de certa maneira para controlar as máquinas.

Para isso, a pessoa envolvida no teste precisa vestir uma touca cheia de sensores usados para identificar padrões de ondas cerebrais. Esses sensores estão em busca de um padrão específico, conhecido como “potencial relacionado a erro”, que é essencialmente a forma como o cérebro humano reage quando interpreta algum tipo de erro acontecendo.

Quando a máquina comete algum tipo de erro, a pessoa percebe e, inevitavelmente envia uma mensagem para o robô.

A pessoa então é posicionada ao lado do robô e observa suas atividades semiautomáticas. Quando a máquina comete algum tipo de erro, a pessoa percebe e, inevitavelmente envia uma mensagem para o robô, que pausa suas atividades. O humano então pode corrigir as atividades do robô através de gestos da mão, fazendo com que ele aprenda a fazer suas atividades com mais precisão.

O robô utilizado nesse teste é, na verdade, uma criação da Rethink Robotics, desenvolvido para lidar com ferramentas como uma furadeira. A tarefa dele nesse momento seria fazer furos em locais específicos de uma placa de madeira. Sozinho, a taxa de acerto do robô chega a 70%, e o com o auxílio de um humano, ele atinge a marca dos 97%.

Esse sistema desenvolvido pelo pessoal do MIT funciona com qualquer pessoa, não apenas indivíduos treinados com a máquina. Isso acontece porque o potencial relacionado ao erro é uma reação padrão para o cérebro de qualquer humano, fazendo com que o robô consiga identificar a mensagem facilmente. “Essa máquina se adapta a você, e não você a ela”, comentou Joseph DelPreto líder do projeto. A novidade, segundo DelPreto, “torna a comunicação com um robô mais parecida com a comunicação com outra pessoa”.

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*Fonte: megacurioso

Nova pesquisa inovadora finalmente nos permitirá desenvolver a fotossíntese artificial

Um pesquisador criou um material sintético acessível que imita o processo natural de fotossíntese, absorvendo a luz visível para desencadear uma reação química que limpa o ar ao converter CO2 em energia a partir da luz solar.

Cientistas de todo o mundo vêm tentando ter acesso à fotossíntese artificial. A fotossíntese é o processo natural pelo qual uma planta converte o dióxido de carbono em combustível usando a luz solar. A ideia é usar o processo em um material sintético de uma maneira que poderia ter usos práticos, mas o êxito da empreitada até recentemente vinha obtendo resultados bastante limitados. Agora, os cientistas anunciaram um avanço no campo que irá revoluciona o setor de energia.

Os cientistas sempre chegavam a um obstáculo quando procuravam uma maneira de ativar a reação química necessária para converter a luz visível em energia no processo da fotossíntese artificial. Os materiais empregados que podem absorver os comprimentos de onda da luz eram raros ou caros, tornando o processo financeiramente inviável. Materiais mais baratos usam com luz ultravioleta, mas esse comprimento de onda é responsável ​​por apenas quatro por cento da luz solar.

Em uma pesquisa recentemente publicada no Journal of Materials Chemistry A1, Fernando Uribe-Romo, do Departamento de Química da University of Central Florida’s (UCF) em Orlando, e sua equipe, que é também conta com pesquisadores do Departamento de Química Florida State University em Tallahassee, também no estado da Flórida, revelam como eles conseguiram contornar aquele obstáculo usando um tipo de material sintético chamado estrutura metal-orgânica (também conhecido pela sigla inglesa MOF, Metal-organic frameworks), que foi criado combinando o metal titânio comum com moléculas orgânicas que foram programadas para absorver a luz azul.

Luz azul: ar limpo

Quando eles testaram o MOF dentro de um fotoreator LED azul — um cilindro revestido com tiras de luzes LED azuis — a tão esperada reação química ocorreu. O ar foi limpo e o CO2 foi convertido em dois tipos de combustível solar: formato e formamida.

“Este trabalho é um avanço”, disse Uribe-Romo em um comunicado à imprensa da UCF. “Adaptar materiais que absorvem uma cor específica de luz é muito difícil do ponto de vista científico, mas do ponto de vista social estamos contribuindo para o desenvolvimento de uma tecnologia que pode ajudar a reduzir os gases de efeito estufa”

O poder das plantas para as pessoas

A Terra está se dirigindo rapidamente para os piores níveis de CO2 já existentes em mais de 200 milhões de anos. De fato, em apenas 150 anos de Revolução Industrial, a concentração atmosférica de gases do efeito estufa no planeta aumentou de 280 ppm (partes por milhão) para quase 405 ppm. Se a tendência atual continuar, poderíamos atingir os 2.000 ppm em 2250.

As plantas são nossas aliadas na busca de ar limpo, pois naturalmente convertem o dióxido de carbono, o CO2, em oxigênio. Ser capaz de recriar seu processo natural em uma escala maior e mais direcionada será de inestimável valor na luta contra a mudança climática.

“A ideia seria montar estações que capturam grandes quantidades de CO2, como ao lado de uma usina de energia”, explica Uribe-Romo no comunicado de imprensa. “O gás seria sugado para a estação, passaria pelo processo e reciclaria os gases do efeito estufa enquanto produzia energia que seria colocada de volta na usina”.

Essa capacidade de não apenas eliminar poluentes no ar, mas de também produzir energia limpa, abre novos usos potenciais para o novo material. Talvez pudesse ser usado para alimentar carros ao mesmo tempo em que limpe o ar ao longo das rodovias, ou em tetos solares que manterão as luzes acesas no interior da casa e o ar externo livre de CO2. Uma vez que o aparentemente intransponível obstáculo tenha sido superado, tudo o mais parece ser bem mais simples.

*Por Diógenes Henrique

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*Fonte: socientifica

Inteligência artificial imita voz humana com amostra de apenas 1 minuto

São Paulo – Baseada no Canadá, a Lyrebird é uma startup de inteligência artificial que desenvolveu um algoritmo capaz de imitar a voz humana com amostras breves da voz de uma pessoa. Um minuto já pode ser o suficiente para que uma simulação seja criada–ainda que áudios de algumas horas gerem resultados mais eficazes.

Se você viu a apresentação do Google, na qual o Google Assistente fez chamadas de voz para pessoas sem se identificar como um recurso artificial, sabe que isso pode causar polêmica. A primeira coisa que vem à mente, provavelmente, é o uso indiscriminado dessa tecnologia, que poderia fazer você falar com robôs ao telefone sem saber que não há uma pessoa real do outro lado da linha.

Porém, a startup diz que o recurso pode ser usado para a criação de vozes para chatbots de atendimento ao cliente ou até para dar vozes a personagens de videogame. A companhia tem até uma parceria com a ALS Association, organização sem fins lucrativos que arrecada fundos para pacientes com ELA (esclerose múltipla amiotrófica), para ajudar pessoas com a doença a se comunicar. Esclerose lateral amiotrófica: A doença do físico Stephen Hawking

Para demonstrar sua tecnologia, a Lyrebird divulgou um áudio com vozes simuladas de Donald Trump, Barack Obama e Hillary Clinton conversando sobre a tecnologia da empresa.

Em vídeo da Bloomberg, o jornalista Ashlee Vance tem sua voz copiada e realiza uma ligação para sua mãe, que não percebe estar falando com um robô. Veja-o a seguir. A reportagem continua em seguida.

Os fundadores da Lyrebird, três estudantes da Universidade de Montreal, afirmam que sua tecnologia levanta pontos importantes para a sociedade, incluindo questionamentos sobre a autenticidade de áudios usados como provas judiciais. A solução que a empresa propõe é tornar sua tecnologia “acessível a todos”. Como um Photoshop para voz, os fundadores esperam que, assim como sabemos que pode acontecer hoje com as fotos, as pessoas saberão que áudios também podem ser falsificados.

O número de idiomas disponíveis ainda é limitado. Nem mesmo o francês, falado no Canadá, está disponível na plataforma da Lyrebird. O algoritmo só lida bem com o inglês americano no momento.

A tendência de usar inteligência artificial para voz já é um caminho sem volta. Além de Google e de startups, a Adobe também conta com uma solução para isso. O projeto é chamado Project VoCo e permite editar vozes humanas como editamos imagens no Photoshop. Ainda assim, a amostra necessária de áudio é de 20 minutos, que mostra potencial do algoritmo da startup canadense–apesar de que alguns exemplos soem ainda um tanto robóticos. Outro exemplo dessa tendência da voz entre as empresas de tecnologia é o recurso de guia curva a curva no Waze que usa a voz do próprio usuário, algo que já foi descrito como uma selfie para os seus ouvidos.

A Lyrebird garante, em seu site oficial, que a sua voz digital é somente sua e ninguém mais pode usá-la sem seu consentimento. De qualquer forma, você pode gravar seu um minuto de áudio no site, após um login com e-mail comercial, e ouvir sua voz robótica. Todos os dados podem ser apagados depois que você fizer o teste. Se quiser ouvir sua voz imitada pelo algoritmo da Lyrebird, é possível fazer isso neste link.

*Por Lucas Agrela

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*Fonte: exame.abril

Comprovada a ligação Intestino x Cérebro

Isso vem se falando há muito tempo e no campo das Neurociências já há estudos e confirmação científica suficiente para se começar a tratar do cérebro cuidando do intestino.

Vejam só. Deve ser por isso que temos tanta gente fazendo “asneiras” por aí. Descobriu-se que nos intestinos existem conexões nervosas e químicas, com neurotransmissores e até possibilidade de sinapses, como ocorre no nosso cérebro.

Por isso um estudo publicado dia 19 de Maio na revista Cell Reports mostram que antibióticos fortes o suficiente para matar as bactérias do intestino também podem parar o crescimento de novas células cerebrais no hipocampo, uma parte do cérebro associada à memória.

Os investigadores também descobriram que um tipo de células brancas do sangue parecem agir como um comunicador entre o cérebro, o sistema imunitário, e o intestino. “Descobrimos que um tratamento prolongado com antibióticos pode afetar o funcionamento do cérebro,” diz a autora do estudo, Susanne Asu Wolf do Max-Delbrueck – Centro de Medicina Molecular, em Berlim, Alemanha.

“Mas, por sorte, probióticos e exercícios podem equilibrar a plasticidade do cérebro e deve ser considerada como uma opção de tratamento real junto com os antibióticos” complementou.

Wolf viu pela primeira vez essas pistas que o sistema imunológico poderia influenciar a saúde e o crescimento de células cerebrais através da investigação em células T, quase 10 anos atrás.

Mas haviam poucos estudos que encontrassem uma ligação a partir do cérebro para o sistema imunológico e de volta para o intestino. No novo estudo, os pesquisadores deram a um grupo de ratos antibióticos suficientes para que eles eliminassem quase toda a flora intestinal.

Em comparação com ratos não tratados com antibióticos, os ratos que perderam suas bactérias intestinais saudáveis tiveram um pior desempenho em testes de memória e mostrou uma perda da neurogênese (capacidade de criação de novas células) em uma seção de seu hipocampo, região onde normalmente novas células cerebrais são produzidas ao longo da vida de um indivíduo.

Ao mesmo tempo que os ratos experimentaram perda de memória e da neurogênese, a equipe de pesquisa detectou um nível mais baixo de células brancas do sangue (especificamente monócitos) marcados com Ly6Chi no cérebro, sangue e medula óssea.

Assim, os pesquisadores testaram e confirmaram que foi a perda dos monócitos Ly6Chi que estavam por trás das mudanças na neurogênese e memória.

Em outro experimento, a equipe de pesquisa comparou ratos não tratados com ratos que tinham níveis de bactérias intestinais saudáveis quer devido à genética ou devido ao tratamento com anticorpos. Em ambos os casos, os ratos com níveis baixos de células Ly6Chi mostraram as mesmas deficiências de memória e neurogênese que os ratinhos que tinham perdido as bactérias do intestino na outra experiência com antibióticos

Assim que os níveis de Ly6Chi foram repostos nos ratos tratados com antibióticos, a memória e a capacidade de criar novas células foi restabelecida.

” Para nós foi impressionante encontrar essas células Ly6Chi que viajam da periferia para o cérebro, e se encontra algo de errado no microbioma , as Ly6Chi atuam como uma célula de comunicação “, diz Wolf.

Felizmente, os efeitos secundários adversos dos antibióticos pode ser revertida. Os ratos que receberam probióticos ou que se exercitaram em uma roda após ter recebido antibióticos, tiveram a memória e a neurogênese recuperadas.

“A magnitude da ação dos probióticos sobre as células Ly6Chi , neurogênese e cognição me impressionaram “, diz ela .

“No futuro , os pesquisadores esperam ver mais ensaios clínicos que investiguem se os tratamentos com probióticos irá melhorar os sintomas em pacientes com doenças neurodegenerativas e distúrbios psiquiátricos . “Poderíamos medir o resultado de humor, sintomas psiquiátricos , a composição do microbioma e a função imune celular antes e após o tratamento com probióticos “, diz Wolf.

Agora já podemos perdoar os “enfezados”. Se a cabeça não anda boa, melhor cuidar dos intestinos e evitar antibióticos. Se não tiver jeito, probióticos e malhação para recuperar a capacidade de lembrar das coisas.

Sugiro a leitura de um outro artigo publicado aqui, onde fala dos benefícios e da criação de novas redes neuronais através dos exercícios físicos….já pra esteira!!!

*Por Genaldo Vargas

 

 

 

 

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*Fonte: fasdapsicanalise

Os americanos estão cada vez mais com medo de carros autônomos

Os cidadãos americanos estão com medo quando o assunto é carros autônomos, e cada mês aumenta mais esse receio pela automação dos carros. Os Estados Unidos da América têm sido um dos países onde se tem desenvolvido mais testes de carros sem motorista, são milhares de carros autônomos em fase de testes nas estradas americanas.

Porém, a confiança do público americano em relação aos carros autônomos nunca foi tão baixa como está agora. Em um estudo realizado em Abril pela AAA (American Automobile Association) foi descoberto que 73% dos americanos não confiam nos carros sem condutor. É um aumento de 10% em relação aos 63% que diziam não confiar no final de 2017.

O estudo revela que apenas 20% dos inquiridos entraria em um carro sem condutor. O maior declínio de confiança veio dos mais jovens. Apesar de continuarem a serem a população que mais confia neste tipo de tecnologia, neste momento 64% dos mais jovens afirma que não viajaria em um veículo autônomo, em comparação com os 49% que o afirmavam em 2017.

“Apesar do potencial (dos carros autônomos) para tornar as estradas mais seguras a longo prazo, os consumidores tem as expectativas altas no que concerne a segurança,” afirmou Greg Brannon, o diretor de Engenharia Automóvel da AAA.

“Os nossos resultados mostram que qualquer incidente que envolva um veículo autônomo irá provavelmente alterar a confiança dos consumidores, que é um componente critico para a aceitação maior dos veículos autônomos”.

*Por Any Karolyne Galdino

 

 

 

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*Fonte:

Uma partícula que não deveria existir acabou de ser detectada

Um novo experimento físico produziu a mais firme evidência de uma partícula misteriosa chamada de “neutrino estéril”, um tipo de neutrino que passa pela matéria sem interagir com ela.

A existência dessa partícula foi sugerida pela primeira vez décadas atrás, mas os cientistas nunca conseguiram encontrar provas adicionais que a confirmassem; pelo contrário, muitos experimentos contradisseram esses resultados iniciais.

Agora, os novos dados robustos deixam os pesquisadores em dúvida. Se neutrinos estéreis forem reais, isso significa que há algo estranho acontecendo no universo que está fazendo os experimentos de física mais avançados da humanidade se contradizerem.

Ops, é ele de novo!

Em meados da década de 1990, o Liquid Scintillator Neutrino Detector (LSND), um experimento do Laboratório Nacional Los Alamos, no Novo México, EUA, encontrou evidências de uma misteriosa nova partícula: um “neutrino estéril”.

Esse resultado não pôde ser replicado; outros experimentos simplesmente não encontraram nenhum traço da partícula. Logo, a ideia foi deixada de lado.

Agora, o MiniBooNE, um experimento do Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab), localizado próximo à cidade de Chicago, nos EUA, apontou para a misteriosa partícula novamente. Se os novos resultados se mantiverem, seria algo enorme: precisaríamos rever o Modelo Padrão da Física de Partículas.

Modelo Padrão

O Modelo Padrão domina a compreensão dos cientistas sobre as partículas do universo por mais de meio século. Ele explica como a matéria e a energia interagem no cosmos. Algumas dessas partículas, como quarks e elétrons, são bem fáceis de imaginar: são os blocos de construção dos átomos que compõem tudo o que existe e podemos tocar com nossas mãos.

Outras partículas, como os três neutrinos conhecidos, são mais abstratas: são partículas de alta energia que fluem pelo universo mal interagindo com outras matérias. Por exemplo, bilhões de neutrinos vindos do sol passam pela ponta do seu dedo a cada segundo, mas é muito improvável que tenham algum impacto nas partículas do seu corpo.

Os três neutrinos conhecidos interagem com a matéria através da força fraca (uma das quatro forças fundamentais do universo) e da gravidade. Isso significa que detectores especializados podem encontrá-los. Já os neutrinos estéreis não são identificáveis diretamente, e foram a primeira surpresa para o nosso entendimento deste tipo de partícula.

Neutrinos estéreis: a suposição

Enquanto ondas de neutrinos fluem pelo espaço, elas “oscilam” entre os tipos diferentes dessa partícula. Tanto o experimento LSND quanto o MiniBooNE envolvem disparar feixes de neutrinos em um detector escondido atrás de um isolador para bloquear todas as outras radiações, e depois contar cuidadosamente quantos neutrinos de cada tipo atingem esse detector.

Ambos os experimentos já relataram mais detecções do que a descrição da oscilação de neutrinos do Modelo Padrão pode explicar. Isso sugere que os neutrinos estão oscilando em tipos mais pesados, “estéreis”, que o detector não pode identificar diretamente.

O resultado do MiniBooNE teve um desvio padrão medido em 4,8 sigma, pouco abaixo do limiar de 5,0 que os físicos procuram. Um resultado de 5,0 sigma tem 1 em 3,5 milhões de chances de ser um equívoco, ou seja, alguma flutuação aleatória nos dados.

Segundo dos cientistas do novo experimento, os resultados do MiniBooNE e LSND combinados representam um resultado de 6,1 sigma, embora haja certo grau de ceticismo sobre essa afirmação.

Algo está acontecendo, só temos que descobrir o quê

O maior problema, até agora, é que outros experimentos importantes com neutrinos, como o Oscillation Project with Emulsion-Tracking Apparatus, na Suíça, e o IceCube Neutrino Observatory, na Antártida, não encontraram a anomalia que o LSND e o MiniBooNE descobriram.

Segundo Kate Scholberg, uma física de partículas da Universidade de Duke (EUA) que não esteve envolvida no novo estudo, é possível que a anomalia seja “sistemática, o que significa que há algo na maneira como os neutrinos estão interagindo com a configuração experimental que os cientistas ainda não entendem”.

Mas também é cada vez mais possível que os cientistas tenham que explicar por que tantos outros experimentos não estão vendo evidências de neutrinos estéreis, como o Fermilab e os Los Alamos Lab. Se esse for o caso, eles terão que rever todo o seu entendimento do universo no processo.

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: gooru

“Band-Aid” do futuro: gel elástico que carrega medicamentos é desenvolvido nos EUA

Pesquisadores dos EUA desenvolveram um material semelhante a um gel pegajoso e extensível, que pode ser usado como uma “atadura inteligente”.

Com sensores de temperatura e reservatórios de drogas, o curativo de hidrogel pode liberar medicamentos em resposta às mudanças de temperatura da pele. Além disso, LEDs incorporados ao material acendem para avisar quando os remédios estão acabando.

“Eletrônicos são, geralmente, duros e secos, mas o corpo humano é macio e molhado. Estes dois sistemas têm propriedades drasticamente diferentes”, disse Xuanhe Zhao, um engenheiro mecânico no Massachusetts Institute of Technology (MIT). “Para deixar a eletrônica em contato estreito com o corpo humano, como em aplicações de monitoramento de saúde e entrega de drogas, é altamente desejável fazer os dispositivos eletrônicos macios e elásticos, para que se ajustem ao ambiente do corpo humano. Essa é a motivação para a eletrônica de hidrogel flexível”, completou.

A matriz de hidrogel que compõe a atadura tem numerosas vantagens em relação aos de tecidos convencionais. É altamente flexível e facilmente extensivo, podendo ser aplicado a qualquer área do corpo, incluindo articulações, como os joelhos ou os cotovelos.

O material de borracha é composto, principalmente, de água e pode ser incorporado a uma gama de produtos eletrônicos, tais como fios condutores, chips semicondutores, luzes de LED e sensores de temperatura.

Descrevendo o curativo na revista Advanced Materials, os pesquisadores dizem que o dispositivo possui tubos e furos pelos quais a medicação flui, entregando drogas diferentes para diferentes segmentos da pele, pela influência de sua respectiva temperatura. “É uma matriz muito versátil. Uma capacidade única é que se um sensor detecta algo diferente, como um aumento anormal da temperatura, o dispositivo libera os medicamentos neste local específico, selecionando uma droga a partir dos seus reservatórios. Os medicamentos podem difundir-se na matriz de hidrogel para libertação sustentada ao longo do tempo”, disse Hyunwoo Yuk, um membro da equipe.

O hidrogel seria uma “pomada” eficiente para coisas como queimaduras e doenças da pele, mas, de acordo com os pesquisadores, não está limitado ao uso externo, podendo, teoricamente, ser usado dentro do corpo para abrigar eletrônicos implantados, tais como sensores de glicose ou sondas neurais.

“Atualmente, os pesquisadores estão testando diferentes materiais macios para conseguir, a longo prazo, a biocompatibilidade de dispositivos neurais. Com ajuda dos colaboradores, estamos propondo a utilização de hidrogel como um material ideal para dispositivos neurais, pois ele pode ser projetado com propriedades mecânicas e fisiológicas semelhantes às do cérebro”, concluiu Zhao.

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*Fonte: gooru

A lei da física que controla discretamente sua vida – e pode ajudar a melhorá-la

Por que um cacto tem a forma ideal para viver em um habitat sem água? Por que muitos rios formam curvas ao avançar rumo à sua foz?

Há uma teoria da física que explica isso. Na verdade, não só isso, mas também o comportamento de qualquer coisa em movimento, seja inanimada ou animada.

Trata-se de uma lei da física bem recente e ainda pouco conhecida pelo público em geral: chama-se Lei Constructal e foi formulada em 1996 por Adrian Bejan, professor de Engenharia Mecânica da Universidade Duke, nos Estados Unidos.

Bejan quis torná-la o mais acessível possível para as massas em seu livro A Física da Vida: A evolução de tudo, publicado em 2016. Mas como ela pode explicar praticamente tudo?

Tudo flui sob o mesmo princípio

A essência da teoria é que todo processo em movimento, seja de um ser vivo, como uma planta, ou algo mais intangível ou inanimado, como uma rota migratória ou a comunicação entre computadores, avança rumo a uma maior eficácia.

Esse avanço gera mudanças morfológicas e ajustes que respondem ao mesmo princípio de otimização, da evolução rumo a algo melhor. E isso, segundo escreveu Bejan em seu livro, se aplica a fluxos tão díspares como o “trânsito de uma cidade, o transporte de oxigênio dos pulmões e a fluidez dos pensamentos na arquitetura do cérebro”.

Bejan diz que toda a natureza é formada por sistemas de fluxo que mudam e evoluem com o tempo para se tornarem melhores. Assim, segundo a Lei Constructal, a tendência é sempre a uma fluidez mais fácil e, com o tempo, os fluxos se tornam maiores. E, quanto maiores o fluxos, mais inerentemente eficazes eles se tornam.

Lei ou teoria?

Na física, há muitas teorias, tantas quantas a mente puder imaginar, mas poucas leis. Uma lei deve explicar ou resumir um fenômeno universal, como as leis da dinâmica de Newton. Além disso, segundo o engenheiro, uma lei deveria ser “obedecida” por qualquer sistema imaginável: corpos, rios, máquinas.

Por sua vez, as teorias são previsões sobre como algo deve se dar e estão baseadas em uma lei. Para Bejan, a Lei Constructal explica o funcionamento de qualquer sistema dinâmico e é o motor de campos tão distintos como a evolução, a engenharia e o design.

O engenheiro se inspirou para concebê-la enquanto desenhava um sistema de refrigeração de computadores portáteis: ele se deu conta que as canalizações se ramificavam como se fossem árvores e, a partir daí, nasceu o conceito de sua lei.

Agora, sua proposta está ganhando grande aceitação nos círculos científicos e, segundo disse Bejan em entrevistas, até o momento não foi refutada por publicações especializadas.

Ele acaba de receber a prestigiosa medalha Benjamin Franklin, em parte por sua “teoria constructal, que prevê o design natural e sua evolução nos sistemas engenharia, científicos e sociais”. Segundo o engenheiro, entender melhor essa lei pode nos ajudar a antecipar mudanças, por exemplo, em dinâmicas sociais, nos governos ou na economia.

E como pode melhorar sua vida?

Se uma dinâmica se torna mais eficaz quanto mais fluida e livre for, então, a moral para nossas vidas bem que poderia ser “não pare”.

Bejan, que nasceu e cresceu na Romênia sob um governo comunista, diz que sua Lei Constructal, se aplicada de maneira prática ao nosso dia a dia e ao nosso trabalho, sugere que quanto mais livres, flexíveis e dinâmicos nos tornamos, mais eficazes somos. Da mesma forma, a inação interromperia esse fluxo e deteria o processo de optimização natural.

Segundo disse Bejan há alguns anos à revista Forbes, sua teoria tem incontáveis aplicações, “porque coloca o design biológico e a evolução dentro do campo da física, junto a tudo mais até agora existia sob o guarda-chuva da ‘ciência dura’: a economia, as dinâmicas sociais, os negócios e o governo”.

Uma das frases que ele mais gosta de repetir em conversas e entrevistas, também recorrente em seus livros, é que “a liberdade é boa para o design”. Assim, a mensagem que ele passa é que devemos fluir mais e melhor para nos tornarmos melhores.

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*Fonte: bbc

Como as bactérias que você carrega podem estar afetando seu estado de espírito

Se há algo que nos torna humanos são nossas mentes, pensamentos e emoções.

Um novo conceito controverso que está surgindo, contudo, aponta que as bactérias do intestino também têm um papel importante nisso: elas agiriam como uma espécie de mão invisível em nossos cérebros.

É nesse campo que pesquisadores estão trabalhando ao investigar como os trilhões de micróbios que sobrevivem em nós e nos habitam – o que é chamado de nosso microbioma – afetam a nossa saúde física.

Até mesmo transtornos como depressão, autismo e doenças neurodegenerativas, como o mal de Parkinson, podem de alguma forma estar relacionadas a essas pequenas criaturas.

Nós sabemos há séculos que o modo como nos sentimos afeta o nosso intestino – apenas pense no que acontece com você antes de uma prova ou de uma entrevista de emprego -, mas agora isso está sendo visto como uma via de mão dupla.

Grupos de pesquisadores acreditam estar à beira de uma revolução que usa “micróbios do humor” ou “psicobióticos” para melhorar a saúde mental.

O estudo que deu a partida para esse conceito foi realizado na Universidade de Kyushu, no Japão, em 2004.

Cientistas demonstraram que camundongos “livres de germes” – aqueles que nunca tiveram contato com micróbios – produziram duas vezes a quantidade de hormônio do estresse quando afligidos do que os camundongos normais.

Os animais eram idênticos, exceto pelos micróbios. Isso foi considerado um forte indício de que a diferença era resultado de seus micro-organismos. E o trabalho se tornou a primeira pista do impacto que a medicina microbiana teria na saúde mental.

“Todos nós voltamos sempre àquele primeiro artigo, à primeira leva de neurocientistas japoneses que estudaram os micróbios”, diz Jane Foster, neuropsiquiatra da Universidade McMaster, no Canadá. “Foi realmente muito importante para nós que estavámos estudando depressão e ansiedade.”

Há agora uma rica corrente de pesquisa relacionando camundongos sem germes a mudanças no comportamento e até mesmo na estrutura do cérebro.

Mas a vida completamente estéril deles não é nada parecida ao mundo real. Estamos constantemente entrando em contato com micróbios em nosso meio ambiente – nenhum de nós é livre de germes.

No Hospital Universitário de Cork na Irlanda, o professor Ted Dinan está tentando descobrir o que acontece com o microbioma de seus pacientes deprimidos.

Para os médicos, um microbioma saudável é um microbioma diverso, que contém uma grande variedade de espécies diferentes de micro-organismos.

“Se você comparar alguém que está clinicamente deprimido com alguém que está saudável, há uma diminuição na diversidade da microbiota (flora intestinal)”, diz Dinan.

“Não estou sugerindo que esta seja a única causa da depressão, mas acredito que, para muitos indivíduos, ela contribui para o surgimento da doença.”

O pesquisador argumenta ainda que alguns estilos de vida que enfraquecem nossas bactérias intestinais, como uma dieta pobre em fibras, pode nos tornar mais vulneráveis.

 

Uma pesquisa recente mostra que as pessoas são mais micróbios do que humanas – se você contar todas as células do seu corpo, apenas 43% pertencem à espécie humana.

O resto é o microbioma e inclui bactérias, vírus, fungos e arquea (organismos que eram classificados de forma equivocada como bactérias, mas que têm características genéticas e bioquímicas diferentes).

Isto é conhecido como o “segundo genoma” e também está sendo associado a doenças como Mal de Parkinson, doença inflamatória intestinal, depressão, autismo e ao funcionamento de drogas contra o câncer.

O mistério da depressão

A possível relação de um desequilíbrio no microbioma intestinal com a depressão também é um conceito intrigante.

Para testar esta hipótese, os cientistas do centro de microbiomas APC, na Universidade College Cork, começaram a transplantar o microbioma de pacientes deprimidos para animais. O procedimento é conhecido como transplante fecal.

Ele mostrou que, se você transfere as bactérias, também transfere o comportamento.

“Ficamos muito surpresos com a possibilidade de, apenas pegando amostras de microbioma, reproduzir muitas das características de um indivíduo deprimido em um rato”, diz o professor John Cryan à BBC.

Estas características incluíam, por exemplo, a anedonia – o modo como a depressão pode levar as pessoas a perderem o interesse pelo que normalmente consideram prazeroso.

Para os ratos, esse prazer era obtido com uma água com açúcar que eles queriam beber cada vez mais, mas com a qual passaram a não se importar quando receberam o microbioma de um indivíduo deprimido, diz Cryan.

Evidências semelhantes da relação entre o microbioma, o intestino e o cérebro também estão emergindo em relação ao mal de Parkinson.

A doença é claramente um distúrbio cerebral. Os pacientes perdem o controle de seus músculos à medida que as células cerebrais morrem, e isso os leva a apresentar um tremor característico.

Agora, o professor Sarkis Mazmanian, microbiologista médico do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), tem argumentado que as bactérias intestinais parecem ter um papel nisso.

“Os neurocientistas clássicos considerariam uma heresia pensar que é possível entender os eventos no cérebro pesquisando o intestino”, diz ele, que no entanto encontrou diferenças “muito fortes” entre os microbiomas de pessoas com Parkinson e daquelas sem a doença.

Estudos em animais geneticamente programados para desenvolver o Parkinson mostram que as bactérias intestinais estão ligadas ao surgimento da doença.

E quando as fezes foram transplantadas de pacientes com Parkinson para ratos, estes desenvolveram sintomas “muito piores” do que quando foram usadas fezes provenientes de um indivíduo saudável.

Mazmanian diz à BBC que “as mudanças no microbioma parecem estar induzindo os sintomas motores do Parkinson.”

“Estamos muito animados com isso porque nos permite apontar o microbioma como um caminho para novas terapias”, afirma.

Ainda que fascinante, a evidência que liga o microbioma ao cérebro é, por enquanto, preliminar.

Os pioneiros desse campo de pesquisa veem, entretanto, uma perspectiva interessante no horizonte – uma maneira totalmente nova de influenciar nossa saúde e bem-estar.

Se os micróbios influenciam nossos cérebros, então talvez possamos mudar nossos micróbios para melhor.

Mais estudos necessários

Mas será que alterar as bactérias no intestino de pacientes de Parkinson pode mudar o curso da doença?

Fala-se de psiquiatras que prescrevem micróbios do humor ou psicobióticos – efetivamente um coquetel probiótico de bactérias saudáveis – para impulsionar nossa saúde mental.

A pesquisadora Kirsten Tillisch, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, questiona: “Se mudarmos as bactérias, podemos mudar o modo como reagimos?”.

Ela diz, entretanto, que são necessários estudos muito maiores que realmente investiguem quais espécie e até subespécies de bactérias podem estar exercendo efeito sobre o cérebro e o que elas estão produzindo no intestino.

“Há conexões claras aqui. Acho que nosso entusiasmo e nossa empolgação se explicam porque não tivemos, até agora, tratamentos ótimos (para males como Parkinson). Então é muito empolgante pensar que há um caminho totalmente novo que podemos estudar e com o qual podemos ajudar as pessoas, talvez até para prevenir doenças.”

O microbioma – nosso segundo genoma – está abrindo uma maneira inteiramente nova de se fazer medicina, e seu papel está sendo investigado em quase todas as doenças que se pode imaginar, incluindo alergias, câncer e obesidade.

Impressiona o quão maleável esse segundo genoma é e como isso está em contraste com o nosso próprio DNA.

A comida que comemos, os animais de estimação que temos, os medicamentos que tomamos, como nascemos – tudo modifica nossos habitantes microbianos.

“Prevejo que nos próximos cinco anos, quando você for ao médico fazer seu exame de colesterol, por exemplo, você também vai ter o seu microbioma avaliado. O microbioma é o futuro fundamental da medicina personalizada”, afirma John Cryan.

*Por: James Gallagher

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*Fonte: bbc

Estamos cada vez mais perto da imortalidade?

Os avanços científicos e tecnológicos dos últimos anos levaram certas pessoas a pensar que podemos vencer a morte. Como faremos isso? Como seria uma sociedade de imortais?

Um dos grandes sonhos do ser humano é vencer a morte. São vários os exemplos de personagens (de mitológicos a literários) que tentaram derrotar as parcas e brincar de ser Deus. Hoje, cada vez mais linhas de pesquisa pretendem estender a vida a limites até então impensáveis. Porém, será que isso terá alguma consequência, como nas antigas lendas ou nos modernos livros de ficção científica?

Há alguns anos, começou-se a falar com cada vez maior insistência no transumanismo. Tal teoria dita que os avanços tecnológicos e científicos nos permitirão vencer as limitações do nosso corpo. Em teoria, já somos transumanos: usamos óculos, implantes para a surdez, marca-passos etc. Além disso, a possibilidade de cura das doenças graças à edição genética está começando a se tornar realidade.

Porém, o objetivo do transumanismo vai além: alcançar a pós-humanidade, um estado no qual o ser humano controla seu próprio destino e vence os problemas da vida física.

Nesse sentido, o corpo pode passar a ser unicamente um acessório: alguns dos transumanistas mais famosos, como o multimilionário russo Dmitry Itskov, dizem que acabaremos registrando nossa consciência em um suporte digital para poder trasladá-la a diferentes avatares. Segundo esse visionário, alcançaremos esse estado em menos tempo do que acreditamos, ao redor do ano 2045. Por isso, Dmitry batizou seu ambicioso projeto com essa cifra.

Livrar-nos do “gene da morte”

Outra guru da imortalidade é Cynthia Kenyon, bióloga molecular e vice-presidente de Pesquisas do Envelhecimento da Calico, aposta biotecnológica do Google (Sergey Brin, um dos fundadores do Google, é outro dos magnatas que mais investem nesta busca do “Santo Graal”).

Em 1981, Cynthia Kenyon descobriu os mecanismos reparadores do DNA. Em 1993, dobrou a duração da vida da espécie de verme C. Elegans alterando um único gene, chamado “o gene da morte”. Suas pesquisas conseguiram prolongar a vida de animais de laboratório em mais de 30%.

Com ou sem gene, existem espécies que parecem ter propriedades que as tornam especiais ao longo da vida, do chamado urso de água, que pode sobreviver nas condições mais extremas, até o axolote, a lagosta e o rato-toupeira-pelado. Este último, uma espécie de roedor que vive no Chifre da África, fascina os cientistas, pois não padece de câncer. Recentemente, descobriu-se que, por mais que vivam, não envelhecem: seu risco de morte é o mesmo com quatro ou vinte anos, algo que no ser humano se multiplica quando saltamos de uma década a outra.

Outros pesquisadores decidiram se adiantar e pesquisar diretamente no próprio corpo. Como a norte-americana Elizabeth Parrish, diretora-executiva da start-up Bioviva. Há dois anos, ela anunciou que se submetera a um tratamento de terapia de genes que deixou suas células duas décadas mais novas. Para evitar a dura legislação da Agência de Medicamentos dos EUA (FDA), ela viajou à Colômbia para submeter-se à experiência.

O tratamento envolvia injeções de material genético que permitiam estender os telômeros, regiões do DNA nos extremos dos cromossomos, cuja longitude está relacionada ao envelhecimento celular. Elizabeth Parrish fez o tratamento aos 44 anos. Por isso, será preciso esperar algumas décadas para comprovar o êxito da terapia.

Viver mais de mil anos

No entanto, quem sempre é citado no que se refere ao transumanismo é uma pessoa com imagem e nome exóticos: Aubrey de Grey, que com sua barba comprida parece um personagem da Liga Extraordinária, não um cientista.

Esse técnico em gerontologia dirige a SENS Foundation Research, instituição que pesquisa os problemas associados ao envelhecimento de uma perspectiva mais ampla que a do próximo tratamento contra o Alzheimer ou o câncer, doenças que o próprio Aubrey De Grey afirma que não serão curadas simplesmente por serem manifestações da idade: degradação neuronal ou genética.

No entanto, ele confia cegamente que a medicina será capaz de reparar os danos do corpo e afirma ser mais provável que, quando isso for alcançado, não vivamos apenas duzentos ou trezentos anos, mas mil. Aubrey De Grey é cofundador da Methuselah Foundation (Fundação Matusalém, em honra ao personagem bíblico que chegou a viver quase mil anos) junto a Paul F. Glenn, magnata dono do Cycad Group, fundo de capital de risco tecnológico.

Respaldo científico

Para Antonio Diéguez, catedrático de Lógica e Filosofia da Ciência na Universidade de Málaga (Espanha) e autor do livro Transhumanismo. La búsqueda tecnológica del mejoramiento humano [Transumanismo: A busca tecnológica do aprimoramento humano], esses projetos, embora “não careçam por completo de base racional”, necessitam um respaldo científico que ainda não é muito claro.

Um exemplo: a possibilidade de trasladar a consciência de corpo a corpo. “A noção de mente e consciência que subjaz esse tipo de afirmação é bem discutível”, comenta Antonio Diéguez. “Concebemos a mente como uma espécie de software que pode ser trasladado a diferentes hardwares e continuar funcionando com normalidade”, algo que está “longe de se tornar evidente”.

Mas… seremos capazes de viver tanto?

A expectativa de vida aumentou enormemente no século XX. Na Espanha, por exemplo, em 1919, quando foi criado o primeiro sistema público de previdência e se fixou a idade de aposentadoria em 65 anos, a expectativa de vida não chegava a 50. Hoje, é de 83 anos, superada apenas pelo Japão.

Mas devemos ter em conta que tal aumento se deve sobretudo à redução da mortalidade infantil. Eliminado esse fator, o aumento da longevidade em um século foi de cerca de 20 anos, o que é um dado positivo.

Por outro lado, segundo um estudo demográfico feito em 40 países e realizado pelo Albert Einstein College de Nova York, embora cada vez mais gente supere os cem anos, a vida parece ter alcançado seu ponto máximo nos 122 anos. Essa foi a idade com a qual morreu a pessoa mais longeva que já existiu, Jeanne Calment. Essa francesa faleceu em 1997. Hoje, duas décadas mais tarde, ninguém a superou, embora tenha aumentado o número de indivíduos centenários.

O que faremos quando nos tornarmos imortais?

Antonio Diéguez se mostra crítico com o mundo utópico vendido pelos gurus do transumanismo. Quando poderia se aposentar uma pessoa com expectativa de vida superior a, digamos, 300 anos? “Obviamente, nenhum sistema de bem-estar está preparado para algo assim. Não apenas teríamos que continuar trabalhando muitos mais anos, teríamos também que gerar controles de natalidade bem estritos” e “teríamos que mudar de profissão a cada certo tempo, pois não parece provável que um mesmo trabalho nos satisfaça durante centenas de anos”.

Para ele, a ideia de uma sociedade de seres imortais é “uma distopia, no mínimo, pouco animadora”. Ele não vê claro que os males do ser humano seriam resolvidos: “Os transumanistas tendem a pensar que os problemas sociais terão soluções tecnológicas; são, portanto, promotores mais ou menos involuntários de uma sociedade tecnocrática na qual restaria pouco espaço para a deliberação política de questões centrais.”

É possível intuir, além disso, uma brecha social. “O acesso a essas tecnologias de biomelhoramento ou “ciborguização” estará restringido às pessoas que possam pagá-lo.” E conclui: “É bem duvidoso que a sociedade possa oferecer oportunidades adequadas a todos os indivíduos melhorados tecnologicamente. Nem todos podem ser intelectuais, escritores de sucesso ou grandes artistas, esportistas ou cientistas. O nível de frustração pessoal poderia ser muito grande.”r

É possível que, como diz Aubrey de Grey, já tenha nascido a pessoa que viverá mais de mil anos. O que ainda não sabemos é em que tipo de sociedade ela viverá sua longa vida.

*Por Marcos Domínguez

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*Fonte: thedailyprosper

Startup australiana organiza corrida de carros voadores no deserto

Fórmula 1, caminhão, moto, bicicleta, rolimã… Tem corrida de tudo quanto é coisa, basta essa coisa se mexer. Mas nessa a startup australiana Alauda se superou: ela já está organizando o racha entre carros que ainda nem existem direito: os voadores.

A primeira corrida de quadricópteros pode acontecer em 2019, e no deserto. A empresa começou nesta semana a levantar dinheiro pelo Kickstarter para financiar a empreitada e transformar em realidade não apenas o evento, mas o carro voador em si. Por enquanto, a máquina é um protótipo em tamanho reduzido e ganhou o nome de Mark 1 Airspeeder.

Esse tipo de veículo é nada mais que um drone gigante, com decolagem e pouso na vertical. Por questões de segurança, logística e custo, especialistas têm avaliado esses carros como pouco viáveis em larga escala num futuro próximo, mas o CEO da Alauda, Matt Pearson, discorda. Para ele, colocar esses brinquedos para correr vai empurrar o desenvolvimento da tecnologia, assim como acontece em outras categorias de competição a motor.

O Alauda Mark 1 é um carro elétrico de baixa altitude com formato de veículo de corrida – um Fórmula 1 dos ares, no melhor estilo pod do Star Wars. Ele carrega apenas uma pessoa e chega à velocidade de 200 km/h.

Nos últimos dois anos, a companhia esteve trabalhando às escondidas, mas agora ela acredita que a novidade está madura o suficiente para os primeiros testes sérios. Um voo demonstrativo com piloto já está previsto para acontecer em janeiro de 2018.

Mais do que entrar no circo da velocidade, a Alauda quer chamar a atenção e vencer a corrida pelo mercado. Concorrentes como Airbus e Uber já estão trabalhando em veículos parecidos, mas não têm previsão de quando a tecnologia estará no dia a dia das pessoas.

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*Fonte: storia

Cientistas criam bactéria que come o CO2 do ar

Ironicamente, a solução para o aquecimento global pode estar numa criatura que adora calor: a bactéria Pyrococcus furiosus, que vive dentro de vulcões submarinos onde a temperatura chega a 100 graus. Numa experiência feita pela Universidade da Geórgia, nos EUA, esse micróbio recebeu cinco genes de outra bactéria subaquática, a Metallosphaera sedula. E dessa mistura saiu uma criatura capaz de algo muito útil: alimentar-se de CO2.

Exatamente como as plantas (que absorvem luz e CO2), mas com uma vantagem: a bactéria é mais eficiente, ou seja, se multiplica mais rápido e absorve mais CO2 do ar. “Agora podemos retirar o gás diretamente da atmosfera, sem ter de esperar as plantas crescerem”, diz o bioquímico Michael Adams, autor do estudo. Seria possível criar usinas de absorção de CO2, que cultivariam o micróbio em grande escala, para frear o aquecimento global. Depois de comer o gás, ele excreta ácido 3-hidroxipropiônico — que serve para fazer acrílico e é um dos compostos mais usados na indústria química.

Se a bactéria transgênica escapar e se reproduzir de forma descontrolada, poderia consumir CO2 em excesso e esfriar demais a atmosfera. Existe um mecanismo de segurança natural contra isso: ela só consegue comer o gás se a temperatura for de 70 graus (que seria mantida artificialmente nas usinas). Mas sempre existe a possibilidade de que a bactéria sofra uma mutação, supere esse bloqueio — e mergulhe a Terra numa nova era glacial. Talvez seja melhor deixar as plantas cuidando do CO2.

 

 

 

 

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*Fonte: superinteressante

17 dados preocupantes sobre o desenvolvimento humano e a saúde do planeta

1 – Mais de 1 bilhão de pessoas ainda não têm acesso à água potável;

2 – Se todas as pessoas do mundo trocassem as lâmpadas de suas casas por versões mais econômicas, US$ 120 bilhões seriam economizados anualmente;

3 – Atualmente, a maioria das mortes de adolescentes na África é provocada pelo vírus HIV;

4 – O nível do mar subiu 19 cm no mundo entre os anos de 1901 e 2010, por causa do derretimento das geleiras;

5 – Em cada cinco pessoas no mundo, uma ainda não tem contato com sistemas elétricos modernos;

6 – Uma em cada três pessoas não tem acesso a serviços sanitários básicos, como banheiros com vaso e pia;

7 – Ainda existem 1,5 bilhão de pessoas no mundo que não têm acesso a serviços telefônicos;

8 – Em 2008, a degradação das terras do planeta prejudicou diretamente a vida de 1,5 bilhão de pessoas;

9 – 79% dos produtos que países desenvolvidos importam dos países em desenvolvimento são livres de impostos;

10 – 80% das pessoas que vivem em regiões rurais de países em desenvolvimento ainda apelam para chás de ervas e afins quando estão com problemas de saúde;

11 – Das crianças que vão para a aula em países em desenvolvimento, 66 milhões chegam à escola sentindo fome;

12 – Em 2013, de toda a energia final consumida pelo mundo, 20% veio de fontes renováveis;

13 – Em 2014, 121 milhões de crianças não estavam frequentando a escola;

14 – Em todo o mundo, 828 milhões de pessoas vivem em favelas atualmente, e o número continua crescendo;

15 – O número de pessoas desempregadas mundialmente era 170 milhões em 2007 e passou a ser 202 milhões em 2012;

16 – De toda a comida produzida no mundo anualmente, um terço acaba apodrecendo e indo parar no lixo;

17 – Apenas metade das mulheres que vivem em regiões em desenvolvimento tem acesso a todos os cuidados médicos necessários quando engravidam.

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*Fonte: megacurioso

Morre hoje, na data de nascimento de Einstein, o cosmólogo Stephen Hawking

O reconhecido cosmólogo britânico Stephen Hawking morreu nesta quarta-feira, aos 76 anos, anunciou sua família em um comunicado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Estamos profundamente tristes porque nosso querido pai faleceu hoje”, declararam os filhos do cosmólogo, Lucy Robert e Tim, em um comunicado publicado pela agência britânica Press Association.

“Foi um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado perdurarão por muitos anos”.

História

Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942 em Oxford, na Inglaterra, 300 anos após a morte de Galileu. Quando fez 8 anos de idade, se mudou para St. Albans, cidade localizada a cerca de 30 km de Londres, na Inglaterra.

Um dos mais conhecidos cientistas do mundo, estudou na University College, de Oxford, que também foi a faculdade de seu pai. Stephen queria estudar matemática, enquanto sua família o queria estudante de medicina. Como matemática não estava disponível na grade da universidade, ele escolheu física e se formou em 1962.

Três anos depois, o físico recebeu sua primeira premiação na classe licenciatura em Ciências Naturais – ao longo de sua carreira, recebeu 15 medalhas e prêmios. Ele saiu de Oxford e foi para Cambridge fazer uma pesquisa na área de cosmologia, já que não havia essa área na universidade em que estudava.

Hoje, é doutor em cosmologia. Foi professor de matemática na Universidade de Cambridge, onde é professor lucasiano emérito – mesmo cargo ocupado por grandes cientistas como Charles Babbage, Isaac Newton e Paul Dirac. Ele também é diretor do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica da mesma universidade. Suas principais áreas de especialidade são cosmologia teórica e gravidade quântica.

Hawking também é autor de 14 livros, entre eles “O universo em uma casca de noz” e “Uma nova história do tempo”. Em 2014, sua história de vida foi contada no filme “A teoria de tudo”, vencedor de um Oscar.

Descanse em Paz!

 

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*Fonte: universoracionalista

Este robô constrói o mobiliário dos sonhos das pessoas

Enquanto a carpintaria se tornou mais segura ao longo dos anos, um grupo de engenheiros do MIT quer reduzir o risco de perda de dedos, cortes e contusões ainda mais. O novo sistema também modificou a tecnologia comumente encontrada, incluindo peças do famoso robô automatizado Roomba.

O sistema de robôs AutoSaw permite que os carpinteiros não habilidosos projetem o mobiliário que eles querem em um ambiente seguro. O sistema dá aos usuários a capacidade de personalizar uma variedade de modelos para cadeiras, mesas e outros móveis, de acordo com um comunicado de imprensa da universidade. O AutoSaw pode até ser usado para projetos maiores, como construir uma varanda, por exemplo.

O sistema ainda oferece aos usuários a capacidade de personalizar seus móveis em casas e espaços de forma única. A equipe do MIT disse que até proporcionaria a alguém a capacidade de criar uma mesa interessante para se adequar a um espaço em uma cozinha pequena.

No entanto, a AutoSaw pode combinar a precisão do software com a manobrabilidade das ferramentas manuais. Ele aproveita anos de conhecimento especializado sobre design e deixa robôs para fazer as partes mais arriscadas. Ele usa CAD OnShape para fins de design. Uma vez que um usuário está contente com seu design, eles podem enviá-lo para o sistema robótico para levar esses desenhos à realidade.

A equipe também foi capaz de fazer uma mesa com precisão humana sem precisar de um humano para se aproximar de uma lâmina.

 

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*Fonte: engenhariae

NASA está querendo comercializar a Estação Internacional Espacial

Enquanto o homem ainda não chega à Marte, uma segunda aposta da agência espacial dos Estados Unidos é arranjar formas de lucrar com sua Estação Internacional. Já pensou em ver os astronautas usando novos modelos da Nike nos pés e com cartazes de diversas marcas espalhadas por dentro da nave?

Com essa nova política comercial da NASA, empresas e companhias de capital privado ganham uma maneira de divulgar sua marca e produtos, o que, sem dúvida, vai impactar os cidadãos de todo o mundo.

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“Hoje, há um número de atividades que são proibidas. Não podemos fazer propaganda e marketing ou práticas com propósito de lucrar”, explicou o subdiretor da Estação Internacional Espacial, Robyn Gatens.

“Nós gostaríamos de abrir essa possibilidade, mas precisamos explorar quais mudanças legais precisam ser tomadas. Então, estamos embarcando nessa ideia e desenvolvendo políticas para tornar possível que entidades comerciais utilizem a Estação Internacional como uma nova possibilidade de mercado”, completou.

Isso não quer dizer que a NASA não tenha associação com nenhuma empresa privada. Pelo contrário, a agência tem contrato com as companhias SpaceX e Orbital ATK, que já lançaram missões para o laboratório em órbita. Outro exemplo é o modelo inflável da empresa Bigelow Aerospace, que foi acoplado à Estação Internacional Espacial em 2016.

Esse impulso de comercializar a Estação Internacional está aliado a um desejo de privatizar as atividades da órbita terrestre baixa (LEO, em inglês), uma prioridade do governo de Donald Trump.

Exemplo disso é o pedido de orçamento da Casa Branca para 2019, que elimina o financiamento direto para a Estação Internacional em 2025 e aloca cerca de 150 milhões de dólares para encorajar o desenvolvimento de marcas do setor privado a investir nas plataformas de órbita terrestre baixa.

Essa nova medida orçamentária está sendo vista com ressalva por alguns e ainda será discutida no Congresso norte-americano.

Também há quem diga que, mesmo que ela entre em vigor, isso não significa que a Estação Espacial será ‘desorbitada’ em 2025. “É possível que continuemos a operar certas partes da Estação, ou ela inteira, durante esse novo modelo. A questão é que, devido a forma com que nós administramos a Estação hoje, e considerando que o governo nos regula, a ideia é que ela se torne algo mais comercial”, explicou Gatens.

 

 

 

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*Fonte: revistagalileu

Reversão dos polos magnéticos da Terra está atrasado; e não estamos preparados para quando acontecer!

O campo magnético da Terra, que ocorre em razão ao núcleo do planeta, é como uma grande bolha que nos protege contra a radiação vinda do espaço, mais especificamente do Sol, conforme observado pela BBC Brasil.

No entanto, essa “bolha protetora” está sujeita à instabilidade, de modo que já passou por centenas de reversões magnéticas ao longo da história do planeta. Fato é que se tornou muito habilidoso em inverter suas polaridades norte e sul – de tempos em tempos.

De acordo com a Futurism, nos últimos 20 milhões de anos, essa reversão ocorreu a cada 200.000 – 300.000 anos, e de maneira bem-sucedida. Há cerca de 40.000 anos, os polos fizeram uma tentativa infrutífera de inversão, enquanto que a última completa foi registrada há cerca de 780 mil. Logo, com base em um padrão estabelecido, especialistas acreditam que estamos um pouco atrasados para uma nova reversão.

De fato, o campo magnético do planeta já está mudando, o que poderia significar que os polos estão se preparando para virar. No entanto, enquanto ainda não podemos confirmar se a inversão está próxima, ela é real e não podemos fugir deste fenômeno natural e de suas consequências. Embora não seja incomum para a Terra, dessa vez a reversão poderia ter sérias implicações para a humanidade.

Para tentar determinar a iminência do evento, cientistas começaram a usar imagens de satélite e cálculos complexos para estudar o deslocamento do campo magnético. Eles descobriram que o ferro líquido incandescente e o níquel, presentes no núcleo do planeta, estão drenando a energia da região onde é gerado o campo magnético.

Eles também descobriram que o polo magnético ao norte é mais turbulento e imprevisível do que o ao sul. Então, se ambos se tornassem fortes o suficiente para enfraquecer o dipolo (sistema constituído de duas cargas separadas por uma distância), inevitavelmente mudariam de lado.

Entretanto, embora os cientistas não saibam se essa mudança acontecerá em breve, essa atividade no núcleo da Terra sugere que é possível que ocorra em futuro próximo.

Como a mudança dos polos nos afetaria?

O campo magnético permite que a vida seja possível na Terra, uma vez que estamos protegidos dos raios solares e cósmico. Quando eles alternam, este escudo protetor pode ser reduzido até um décimo de sua habilidade natural.

O processo, que poderia demorar séculos, irá expor a Terra à radiação. Eventualmente, quando essa radiação atingisse a superfície, tornaria regiões inabitáveis e causaria a extinção milhares de espécies.

Embora nada disso tenha acontecido durante a existência da humanidade, é possível que um campo magnético enfraquecido afete os sistemas de satélite em órbita, causando efeitos em redes elétricas e, consequentemente, apagões mundiais com décadas de duração. Neste cenário, poderíamos contar que celulares, computadores, eletrodomésticos, GPS, instalações hospitalares e até mesmo militares teriam seu funcionamento comprometido, o que é problemático, uma vez que estamos cada vez mais dependentes da tecnologia e armazenamento de dados. Logo, a vida como conhecemos poderia mudar para sempre.

Entretanto, nossa capacidade de reconhecer essa possibilidade antecipadamente nos permite nos preparar para isso. Para começar, empresas de satélites poderiam começar a colaborar umas com as outras, compartilhando ideias sobre como equipar satélites mais modernos que estariam à prova dessa inversão.

Governos, empresas e comunidades poderiam se unir para formar planos de ação, encontrando maneiras de armazenar energia. Já o governo deveria garantir para que o público seja educado adequadamente sobre o tema da reversão dos polos de modo que, quando acontecesse, não incitasse pânico generalizado – evitando assim suicídios em massa.

Os polos da Terra estão mudando há milhões de anos, e eles continuarão a fazer isso para sempre. Sendo assim, o melhor que podemos fazer é nos preparar para a próxima vez.

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*Fonte: jornalciencia

4 grandes diferenças entre os dois hemisférios terrestres

Os hemisférios norte e sul da Terra estão divididos por uma linha imaginária denominada Equador. E há grandes diferenças entre os dois:

A Lua
Enquanto no hemisfério sul é possível aplicar uma regra mnemônica – quando a Lua tem forma de C está em sua frase crescente e quando tem forma de D está em fase minguante – no hemisfério norte, é exatamente o contrário. Naturalmente, isso se refere à forma da Lua e não às suas fases, que são as mesmas para o mundo inteiro.

As estrelas
Para a observação do espaço, o hemisfério norte se mostra mais adequado que o sul, porque está mais distante do centro da galáxia e, portanto, a contaminação luminosa é menor. Porém, as estrelas são mais brilhantes e visíveis no hemisfério sul.

O Sol
Apesar de o Sol nascer no leste e se pôr no oeste no mundo inteiro, a sombra que ele projeta se move em sentido horário para o hemisfério norte e em sentido contrário para o hemisfério sul. Além disso, enquanto, no hemisfério norte, o Sol alcança sua posição máxima apontando para o sul, no hemisfério sul ele aponta para o norte.

As estações
As estações ocorrem de forma contrária nos hemisférios. No norte, a primavera tem início em 21 de março, dia em que começa o outono no hemisfério sul. Do mesmo modo, em 21 de setembro inicia o outono no hemisfério norte, enquanto, nesse mesmo dia, começa a primavera no hemisfério sul. Por último, em 21 de junho tem início o verão no hemisfério norte, dia em que começa o inverno no hemisfério sul.

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*Fonte: seuhistory

Os planetas são redondos e não se trata de uma simples coincidência

O mundo é uma bola. Ou, pelo menos, parece uma. Mas o formato arredondado não é exclusividade da Terra entre os planetas do sistema solar. Mercúrio, Marte, Vênus, Júpiter e os demais também são redondos.
Por que os planetas são redondos?

Pode parecer estranho, mas uma das razões para que planetas sejam globos é a mesma que explica por que bolhas de sabão são redondas: um conceito conhecido como “energia mínima”. A esfera é a mais estável de todas as formas geométricas encontradas na natureza e, por isso, as partículas necessitam da menor quantidade de energia para chegar a esse formato.

Mas o que torna a esfera tão estável? “Ela é a única figura onde todos os pontos da superfície estão à mesma distância do núcleo”, diz o astrônomo Ronaldo Mourão, do Museu de Astronomia do Rio de Janeiro. Para os planetas, isso é imprescindível. Como são corpos com uma quantidade enorme de massa, eles têm um campo gravitacional fortíssimo, que suga tudo para o seu centro. Assim, o formato esférico é a única maneira de garantir que o que está na superfície não seja sugado para o centro do planeta pela força da gravidade.

Os planetas, no entanto, não são esferas perfeitas. A distorção no formato original acontece por causa do movimento de rotação, que os achata um pouco perto dos pólos.

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*Fonte: realidadesimulada

Por que às vezes damos um ‘pulo violento’ quando estamos quase dormindo?

Trata-se de um fenômeno conhecido como espasmo hípnico e pode ser acompanhado por uma alucinação visual

Todos nós já devemos ter experimentado aqueles movimentos súbitos que o corpo faz quando estamos adormecendo. A sensação é comum e, se combinada com um sonho, pode dar a sensação que você se moveu ou caiu.

Durante o sono, nossos corpos estão paralisados e ficamos indiferentes aos eventos no exterior. O controle de nossos músculos, por sua vez, não é desligado tão facilmente assim.

Uma área do cérebro, conhecida como sistema de ativação reticular, controla funções básicas, como respirar, e nos diz para ficarmos alertas ou não. Outra, o núcleo ventrolateral preóptico, localizado perto do nervo ótico, decide se estamos ou não cansados.

À medida que caímos no sono, o sistema reticular abre mão do controle, que é assumido pelo núcleo ventrolateral preóptico.

O processo é como a diminuição da luz de um quarto com um interruptor do tipo dimmer, que controla a intensidade da iluminação.

Os pulsos de energia aparecem sob a forma de espasmos, por razões que ainda não compreendemos bem.

O que é espasmo hípnico?

Por que temos a sensação de que estamos caindo quando adormecemos?

O espasmo hípnico é um espasmo ou contração involuntária dos músculos, que desperta violentamente uma pessoa. Mioclonia é um termo que se refere a contrações repentinas, curtas, incontroláveis e involuntárias de um músculo ou grupo de músculos. Por conta disso, esse fenômeno também pode ser chamado de “puxão mioclônico”.

Geralmente, ocorre em estágios mais leves do sono, muitas vezes no momento em que estamos adormecendo, já entrando no estágio REM ou começando a ingressar em um sono mais profundo.

Função evolutiva

Esse despertar brusco nos permite vigiar pela última vez nosso ambiente, dá-nos a oportunidade de garantir que é realmente seguro dormir, criando uma resposta semelhante a um sobressalto. Afinal, é possível que tenhamos adormecido sem querer em um lugar perigoso.

Função evolutiva da qual falamos é que isso nos permitia – ou pelo menos permitia aos nossos primeiros ancestrais – comprovar a estabilidade de nossa posição corporal antes de dormir, principalmente se começávamos a adormecer em uma árvore. O espasmo nos permitia comprovar nosso “ponto de apoio” antes de entrar na inconsciência.

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*Fonte: realidadesimulada

Descubra as principais curiosidades sobre o sol

O sol está presente cotidianamente em nossas vidas e impacta todo ecossistema do nosso planeta: é fundamental para a agricultura, para manter a Terra em uma temperatura habitável e até mesmo para nos fornecer vitaminas.

Sua história é imensa e perpassa todos os povos da humanidade, para muitos na antiguidade chegou até mesmo a ser considerado um deus. Mas mesmo o sol sendo o nosso astro rei, você deve ter muitas dúvidas e curiosidades a serem descobertas, não é mesmo?

Compilamos nesse texto uma série de informações relevantes e interessantes sobre o sol que você gostará de saber. Afinal, mesmo sendo apenas uma das mais de 200 bilhões de estrelas da nossa galáxia, o sol é responsável por dar luz e vida à nós, ao nosso planeta e muitos outros.

1 – Você sabia que pode existir sol à meia noite?

Esse fenômeno é chamado de “sol da meia noite”, e ocorre nas datas próximas ao solstício de verão. Durante o seu ápice, o sol pode ser visualizado durante 24 horas ininterruptas, tanto ao norte no Círculo Polar Ártico quanto ao sul no Círculo Polar Antártico.

Aqui no Hemisfério Sul esse fenômeno não é observado, somente por cientistas e militares fixados em bases na Antártica. Porém, países como Noruega, Finlândia, Suécia e até Estados Unidos, o sol da meia noite pode ser apreciado.

O número de dias do ano com sol de meia-noite é maior, quanto mais próximo se está do polo. Por isso cada país tem uma experiência diferente desse fenômeno. Mas, sim, um dia pode ter 24 horas de sol!

2 – 1543: O ano em que o sol virou protagonista.

Até meados da idade média acreditava-se que a Terra era o centro do universo. Certamente você já ouviu ou leu essa história antes, mas talvez não lembre como que esse pensamento foi descartado para que o sol fosse reconhecido como referência multiplanetária.

O período dessa transformação durou 67 anos. Começou em 1543 quando Nicolau Copérnico fundamentou em seu livro a hipótese de que os astros orbitavam ao redor do sol e não da Terra.

Porém apenas em 1610 que essa tese foi confirmada, dessa vez por Galileu Galilei. Foi então que surgiu o modelo heliocêntrico, irrefutável até os dias de hoje.

3 – E sol a pino, o que é?

O sol a pino é uma expressão popular que descreve uma situação astronômica bastante peculiar: o sol no zênite!

Mas o que é esse tal de zênite? Zênite é uma palavra que vem do árabe e descreve o ponto mais alto do céu, exatamente em cima de nossas cabeças.

Embora utilizemos muito essa expressão, na maioria das vezes ele é utilizada de forma incorreta. Pois não basta apenas o sol estar em um ponto alto ou estar muito calor para ser sol a pino, mas sim estar no ponto mais alto do céu.

O sol só fica a pino nas zonas tropicais em dois dias do ano. Para saber se realmente o sol está a pino basta olhar para as sombras dos objetos. Quando o sol está a pino não há sombra. Ou melhor, ela existe, mas está exatamente abaixo do objeto que a produz.

4 – É verdade que o sol pode produzir energia infinita para o planeta?

O sol é indiscutivelmente a principal fonte de energia da Terra. Seu calor aquece o planeta e promove a formação de padrões climáticos, o aquecimento dos mares, a formação de correntes oceânicas e o movimento da atmosfera.

Sua energia é responsável direta ou indiretamente por todas as formas de vida, como por exemplo mantendo a água no estado líquido e permitindo assim que ocorra a fotossíntese.

Mas, além da fotossíntese, a energia solar pode ser capturada de outras maneiras, para outras finalidades.

A Terra recebe 1 410 W/m² de energia do sol, sendo que disso 19% é absorvido pela atmosfera e 35% refletido pelas nuvens. Esses dados são muito distantes de nossa realidade e fica difícil entender dessa forma como o sol pode ser responsável por toda energia da Terra, não é mesmo?

Então anote essa informação: o sol envia para a Terra 10 mil vezes mais energia que a humanidade consome.

Se fôssemos comparar a capacidade energética do sol com uma usina hidrelétrica, teríamos que ter 10 bilhões de Itaipus para alcançar o potencial de produção da estrela.

Ainda que venha crescendo, o aproveitamento desse enorme potencial ainda é ínfimo. A energia que vem do sol pode ser convertida em energia térmica e elétrica. A energia térmica utiliza coletores solares para aquecimento da água que utilizamos em nossas casas e empresa.

Já a conversão da irradiação solar em energia elétrica pode ser feita através do efeito fotovoltaico, onde módulos convertem a irradiação solar em corrente elétrica, gerando energia elétrica para serem utilizados para alimentar equipamentos elétricos.

Quer saber mais curiosidades sobre o sol?

Sabemos que o assunto é interminável, mas separamos mais uma pequena lista de dados sobre o sol para que você saiba ainda mais informações do nosso astro mais importante. Confira abaixo:

– A luz do Sol demora 8 minutos e 18 segundos para chegar até a Terra.

– Sua temperatura chega a 5.500º C. Calcula-se que em seu centro, o sol tenha uma temperatura de 15 milhões de graus centígrados.

– A distância entre o Sol e a Terra é de 149,45 milhões de quilômetros. Durante o inverno, o Sol fica 4,83 milhões de quilômetros mais perto da Terra.

– As sombras dos objetos são maiores no inverno do que no verão.

– O sol pesa 1 milhão de vezes mais que a Terra e a distância de seu centro para a sua superfície é 109 vezes maior do que a de nosso planeta.

– O sol leva 200 milhões de anos para completar uma volta no movimento de translação que faz em torno da Via Láctea.

– Fica a 30 mil anos-luz do centro de nossa galáxia. Para se ter uma ideia da distância: um ano-luz equivale a 9.460.5000.000.000 de quilômetros. Impossível imaginar!

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*Fonte: incentivesolar

Ação assustadora a distância de Einstein está se tornando prática

O entrelaçamento ou emaranhamento quântico é algo tão bizarro que Albert Einstein inicialmente chamou a ideia de “ação assustadora à distância”, ou “ação fantasmagórica à distância”.

Agora, não só já provamos que o fenômeno é real, como estamos muito perto de torná-lo prático, com aplicações muito interessantes em computação e criptografia.

Pesquisadores do Centro de Dinâmica Quântica da Universidade Griffith, na Austrália, demonstraram como testar rigorosamente se pares de fótons exibem a ação assustadora à distância, mesmo em condições adversas.

A verificação desse efeito, mesmo quando muitos dos fótons são perdidos por absorção ou dispersão à medida que viajam através de um canal de fibra óptica, é essencial para o desenvolvimento de redes globais de informação de máxima segurança.

A teoria e sua aplicação

O entrelaçamento quântico é importante em redes de transmissão de informações, às quais potentes computadores quânticos podem ser vinculados.

Fótons podem ser usados para formar uma ligação quântica entre dois locais. Quando um par de fótons é “entrelaçado”, a medição de um deles determina as propriedades do seu gêmeo ao longo de um canal de comunicação.

Para transmitir com segurança uma informação, no entanto, essa ligação quântica precisa passar por um teste exigente que confirma a presença da “ação à distância” entre as partículas em qualquer extremidade.

“Falhar no teste significa que um espião pode estar infiltrando a rede”, explica um dos autores do estudo, Geoff Pryde.

 

O obstáculo

À medida que o comprimento do canal quântico cresce, cada vez menos fótons passam com sucesso através da ligação, porque nenhum material é perfeitamente transparente, e sempre há algum nível de absorção e dispersão.

Este é um problema para técnicas de verificação existentes. Cada fóton perdido torna mais fácil para um espião infiltrar a mensagem, imitando o entrelaçamento quântico.

Desenvolver um método para testar esse emaranhamento mesmo com a perda de fótons tem sido um desafio para a comunidade científica.

A nova equipe contornou a dificuldade usando teletransporte quântico. Os pesquisadores selecionaram os poucos fótons que sobreviveram à passagem pelo canal e teletransportaram as partículas “sortudas” para outro canal quântico, limpo e eficiente.

“Lá, um teste de verificação chamado de direção quântica pode ser feito sem qualquer problema”, explicou a principal autora do estudo, Dra. Morgan Weston.

Técnica

O esquema da equipe registra um sinal adicional que permite que os cientistas saibam se os fótons passaram através do canal de transmissão.

Logo, os falhados podem ser excluídos, permitindo que a comunicação seja implementada com segurança mesmo na presença de alta perda.

Parece simples, mas não é – o teletransporte exige pares de fótons adicionais de alta qualidade. Estes pares devem ser gerados e detectados com uma eficiência extremamente alta, a fim de compensar a linha de transmissão com perdas.

O avanço somente foi possível graças à incrível tecnologia de detecção de fótons codesenvolvida com o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA.

 

No futuro

Embora o experimento tenha sido realizado em laboratório, os pesquisadores testaram canais com perda de fótons equivalentes a cerca de 80 km de fibra óptica de telecomunicações.

O próximo passo é colocar o método à prova em condições reais, em redes quânticas sendo atualmente desenvolvidas pelo Centro de Pesquisa Australiano para Excelência da Computação Quântica e Tecnologia da Comunicação.

Um artigo detalhando o estudo foi publicado na revista Science Advances. [ScienceDaily]

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*Fonte: hypescience