Inteligência artificial cria um universo perfeito e assusta seus criadores

Astrofísicos usaram pela primeira vez inteligência artificial para gerar simulações em 3D do universo. Os resultados foram tão rápidos, precisos e robustos que nem os próprios pesquisadores entendem como eles aconteceram.

O projeto se chama Modelo de Deslocamento de Densidade Profunda, ou D3M. A velocidade e precisão do modelo não foram surpreendentes para os pesquisadores, mas sim a habilidade em simular de forma correta como o universo ficaria se alguns parâmetros fossem alterados.

O mais interessante é que o modelo nunca recebeu nenhum dado de treinamento sobre como esses parâmetros variavam.

“Seria como treinar um software de reconhecimento de imagem com várias imagens de gatos e cães, e aí ele consegue reconhecer elefantes”, compara Shirley Ho, co-autora do estudo e professora da Universidade Carnegie Mellon (EUA). “Ninguém sabe como ele faz isso, e é um enorme mistério a ser resolvido”, complementa ela.

O modelo foi apresentado no dia 24 de junho na publicação Proceedings of the National Academy of Sciences. O autor principal do estudo foi Siyu He, analista do Instituto Flatiron (EUA).

Ho e He trabalharam em colaboração com Yin Li e Yu Feng da Universidade da Califórnia em Berkeley, com Wei Chen do Instituto Flatiron, Siamak Ravanbakhsh da Universidade de British Columbia (Canadá) e Barnabás Póczos da Universidade Carnegie Mellon.

Esse tipo de simulação do D3M é muito importante para a astrofísica teórica.

Cientistas querem saber como o cosmo pode se desenvolver em vários cenários, como por exemplo se a energia escura do universo variasse com o passar do tempo.

Esse tipo de estudo exige que milhares de simulações sejam feitas, portanto um modelo computacional rápido e confiável é o sonho de consumo dos astrofísicos modernos.

Depois de treinar o D3M, pesquisadores fizeram simulações de um universo com formato de cubo com 600 milhões de anos-luz de lado e compararam os resultados com modelos rápidos e lentos que já existiam.

O modelo lento e mais confiável leva centenas de horas de cálculos, enquanto o sistema rápido leva poucos minutos. Já o D3M completou a simulação em 30 milissegundos.

Além disso, o D3M também teve precisão impressionante. Quando comparado com o modelo lento, ele teve uma taxa de erro de 2.8%.

Já o sistema rápido teve uma taxa de 9,3% de erros quando comparado com o modelo lento. Ou seja: o sistema rápido parece ter sido passado para trás pelo D3M.

Os pesquisadores agora querem saber por que o modelo que foi treinado para identificar “gatos e cachorros” está conseguindo identificar também “elefantes”.

“Nós podemos ser um playground interessante para um aprendiz de máquina ver porque esse modelo extrapola tão bem. É uma via de mão dupla entre ciência e deep learning”, diz Ho.

*Por Davson Filipe

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*Fonte:

Vídeo simula impacto de asteroide de 500 Km contra a Terra

Um dos maiores temores da humanidade é que a Terra esteja em rota de colisão com algum asteroide gigante que tenha o potencial de nos aniquilar por completo.

O medo não é de forma alguma infundado: estes monstros existem mesmo no espaço e podem, sim, se chocar contra nós.

Na verdade, a história do nosso planeta é repleta desses impactos. Enquanto ainda estava em formação, a Terra era bombardeada com maior frequência, e acredita-se que a Lua tenha sido formada graças a um destes eventos.

De acordo com o Jet Propulsion Laboratory, da NASA, 556 asteroides pequenos cruzaram a atmosfera de 1994 até 2013.

A maioria deles se desintegra, no entanto alguns conseguem chegar até a superfície e provocar estragos, como o objeto que atingiu a cidade de Chelyabinsk, na Rússia, há dois anos.

Mas o que aconteceria com o nosso planeta se colidisse com um asteroide realmente grande?

O Discovery Channel fez uma simulação que dá uma resposta a esta dúvida.

O vídeo mostra um asteroide com diâmetro de 500 quilômetros (quase a distância de São Paulo a Belo Horizonte) se chocando contra o Oceano Pacífico e produzindo ondas de choque que viajam em velocidades hipersônicas.

Um episódio destes decretaria o fim da vida na Terra. A força do impacto seria tamanha que romperia completamente a crosta terrestre da região, lançando os detritos ao espaço.

Eles entrariam em uma órbita baixa e, conforme fossem caindo, destruiriam toda a superfície.

Como se o cenário não fosse catastrófico o bastante, a destruição não para por aí: uma tempestade de fogo se espalharia pela atmosfera e vaporizaria qualquer forma de vida em seu caminho.

Em apenas um dia, o planeta inteiro se tornaria inabitável.

O mais chocante de tudo é a quantidade de vezes que os cientistas acreditam que tal apocalipse tenha acometido a Terra ao longo de sua história – seis.

*Por Davson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Japão supera os EUA com supercomputador mais rápido do mundo

Fugaku’ ‘é quase três vezes mais veloz que o norte-americano ‘Summit’

O supercomputador japonês “Fugaku“, desenvolvido pelo instituto público de pesquisas Riken em associação com o grupo de informática Fujitsu, foi considerado o mais rápido do mundo, segundo ranking divulgado pelo Top500.

Com isso, o “Fugaku” ultrapassou o até então líder “Summit”, supercomputador projetado nos Estados Unidos pela IBM e instalado no Laboratório Nacional de Física Nuclear, em Oak Ridge, no Tennessee. O Summit ocupou a primeira posição nas últimas quatro edições do Top500 – os rankings são divulgados duas vezes por ano.

Sobre o “Fugaku”

O supercomputador foi batizado em homenagem ao monte Fuji, também chamado de Fugaku, em japonês. Sua velocidade é aproximadamente 2,8 vezes maior do que a do norte-americano “Summit”. Em comparação, são 415,53 petaflops do “Fugaku” contra 148,6 petaflops do “Summit”. Lembrando que um pentaflop corresponde a um trilhão de operações por segundo.

Por enquanto, o supercomputador japonês ainda não atingiu toda sua capacidade. Espera-se que, até 2021, “Fugaku” atinja 100% de rendimento. Apesar disso, a máquina já está em uso no país, auxiliando em pesquisas sobre o novo coronavírus.

*Por Vinicius Szafran

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*Fonte: ciclovivo

Sibéria atinge 38 ºC e bate recorde de temperatura

Localizada na Sibéria, a cidade russa de Verkhoiansk chegou a atingir 38 graus Celsius no último sábado (20). Mesmo sendo verão por lá, a situação é anormal. Verkhoiansk junto a Oymyakon são conhecidos como os lugares habitáveis mais frios do planeta.

Meteorologistas já afirmavam que este seria um provável recorde de temperatura mais alta já registrada no Círculo Polar Ártico. As temperaturas da região são colhidas desde 1885 e o recorde anterior era de 37.3°C. A Organização Meteorológica Mundial (OMM), que certifica os registros de temperatura, confirmou o recorde.

O serviço meteorológico russo “Tempo e Clima”, informa que o normal é que a temperatura média mensal em junho fique em 13,2°. Entretanto, a temperatura média tem sido de 17.6°. Mesmo a média alta de junho não passa de 20°.

A temperatura mais baixa (-1,7°) foi registrada em 1 de junho e a temperatura mais alta até agora (38°) foi em 20 de junho, o primeiro dia do verão no Hemisfério Norte. No dia seguinte, domingo (21), a temperatura chegou a 35,2°.

Sibéria em chamas

É importante ressaltar que temperaturas acima da média já vinham sendo registradas no inverno e primavera. Na última quarta-feira (17), uma matéria no The Guardian alertava para as altas temperaturas que vinham sendo registradas no Ártico. Segundo o jornal britânico, o calor da Sibéria está levando 2020 para a marca de ano mais quente já registrado. Preocupante em tempos de redução de emissões globais – em consequência à pandemia – que deveria ao menos estabilizar temporariamente a crise climática.

Enquanto isso, o permafrost está derretendo lentamente e fazendo recuar o gelo ártico.

Falar de calor na Sibéria sempre acende os holofotes, mas a questão é que diversos lugares do mundo registram temperaturas anormais. É previsto para esta semana, por exemplo, uma semana excepcionalmente quente na região da Escandinávia.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Registro da rotação terrestre

ESPETACULAR! 🌎
Sabemos que a Terra gira em torno de seu eixo e também em torno do Sol, mas não conseguimos sentir esta rotação. Um astrofotógrafo alinhou o suporte de rastreamento equatorial do telescópio com a estrela Polaris, e clicou fotos a cada 12 segundos durante três horas. A câmera está olhando para o mesmo ponto da Via Láctea e, portanto, parece estacionária. O movimento da Terra finalmente é percebido:

*Imgs: Aryeh Nirenberg

‘Robô pedreiro’ consegue construir casa em até 48 horas

Braço mecânico consegue assentar até 200 tijolos por hora

Desenvolvido em 2015, o braço robótico Hadrian X tem a promessa de reinventar a construção civil. Com melhorias de software e alterações de hardware, a criação agora consegue assentar 200 tijolos por hora. De acordo com a Fastbrick Robotics (FBR), empresa responsável pelo projeto, isso significa que uma casa completa pode ser construída em até 48 horas.

Aplicando uma espécie de argamassa adesiva, a máquina consegue construir estruturas de vários tamanhos. Além disso, o robô trabalha usando sensores que a Fastbrick chama de Dynamic Stabilization Technology (DST). De acordo com a empresa, eles servem para ajustar “vento, vibração e outros fatores ambientais instantaneamente, permitindo o posicionamento preciso de objetos”.

Para que os projetos sejam construídos, o computador de bordo do robô deve ser alimentado com uma renderização em 3D do edifício planejado. Com isso, o sistema DST ajuda a máquina a realizar o projeto da maneira que foi pensado. No vídeo, o braço robótico coloca os tijolos sem qualquer tipo de ligação entre eles. Mas, como já dito, ele pode argamassar cada um dos itens antes da aplicação.

Custo e força de trabalho são alguns dos fatores mais importantes para a indústria da construção. Se considerarmos o tempo para que os tijolos sejam assentados, a máquina ainda fica atrás de alguns pedreiros. Como é o caso do americano Bob Boil que conseguiu assentar 915 tijolos em uma hora em 1987 – considerado o maior recorde até hoje.

Considerando isso, a FBR disse que não pretende parar por aí. Com alterações no software da máquina, a empresa informa que planeja aumentar o número de tijolos por hora. Em um cenário futuro, há proposta para até mil tijolos no período.

*Por Luiz Nogueira

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*Fonte: olhardigital

A Lua é fedida, segundo astronautas da Apollo

“Macia como a neve, embora estranhamente abrasiva”; “Cheira a pólvora queimada”; essas duas colocações sobre a Lua foram feitas pelo astronauta Eugene Cernan, da Apollo 17, a última missão para o satélite natural.

Não era possível sentir o odor lunar na Lua, claro, pois além da quase falta de atmosfera, eles utilizavam trajes. Mas ao chegar na nave, podiam sentir o cheiro da poeira aderida ao traje e das amostras coletadas; e não era nada bom.

“Tudo o que posso dizer é que a impressão imediata do cheiro era de pólvora queimada, não que fosse ‘metálica’ ou ‘picante’”, disse o astronauta Harrison Schmit, também da Apollo 17.

Buzz Aldrin, piloto do módulo lunar da primeira missão a pousar na Lua, relatou o cheiro como “carvão queimado”, ou “cinzas de uma lareira”.

Mas por que a poeira lunar tem esse cheiro?

A hipótese do engenheiro químico e astronauta Donald Pettit é de que, como na nave a poeira — que estava seca por bilhões de anos na superfície lunar — entra em contato com a água, são liberados esses odores “guardados”. Outra hipótese é de que ao entrar em contato com o oxigênio, ela oxide, semelhantemente a uma queima, dando-a esse cheiro de carvão ou pólvora queimada.

Risco de explosão?

Antes da Apollo 11, os cientistas se preocupavam com a coleta de poeira lunar, pois havia uma chance de que a poeira lunar fosse explosiva, ainda antes de se conhecer o cheiro. Caso isso fosse real, ela poderia entrar em combustão espontânea e explodir na nave após a pressurização, ao se encontrar com o ar.

Por isso, os astronautas da Apollo 11 ficaram atentos durante a pressurização. No caso de qualquer sinal de combustão, eles automaticamente encerrariam o processo e atirariam a poeira para fora da nave. Como nada aconteceu, as coletas puderam ser possíveis.

*Por Felipe Miranda

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*Fonte: ciencianautas

Sol pode estar acordando após emitir a luz mais forte já detectada

Sol pode estar despertando após emitir a maior luz já detectada. Fenômeno foi registrado na última sexta-feira (29) pela sonda Solar Synamics Observatory (SDO) da Nasa

Na última sexta-feira (29), o Sol emitiu a luz mais forte desde outubro de 2017, resultado de uma erupção solar detectada pela sonda Solar Synamics Observatory (SDO) da Nasa.

Essas explosões de radiação se originam nas manchas solares, regiões escuras e relativamente frias na superfície da estrela, que pode finalmente estar despertando.

As explosões são classificadas em três categorias: C, M e X, com cada uma sendo 10 vezes mais poderosa que a anterior. A que aconteceu na última semana se enquadra na classe M.

Como não era voltada para a Terra, não há chance da formação de auroras sobrecarregadas. Apesar disso, pode ser um sinal de que o Sol está entrando na fase mais ativa de seu ciclo de 11 anos.

Atualmente no Ciclo Solar 24, os cientistas atribuem o início de um novo ciclo ao chamado “mínimo solar”, momento em que a estrela possui menos manchas e atividade.

“No entanto, são necessários pelo menos seis meses de observações e contagem de manchas solares para saber quando isso ocorre”, escreveram os oficiais da Nasa.

“Como esse momento é definido pelo menor número de manchas solares em um ciclo, os cientistas precisam ver os números aumentarem consistentemente antes de que possam determinar quando exatamente aconteceu”, acrescentaram os pesquisadores.

Portanto, apenas após mais observações que se saberá se o Sol realmente está no Ciclo Solar 25. Até lá, porém, só resta observar.

*Por Davson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Vídeo mostra rotação da Terra em timelapse centralizado no céu

Sequência hipnotizante foi feita na Namíbia

Que o planeta Terra gira em torno de si mesmo, o movimento conhecido como rotação, todos sabem, e diversos vídeos já foram feitos para registrar o feito em diversas perspectivas. Agora, o fotógrafo Bartosz Wojczynski decidiu inovar e se concentrou no céu de Tivoli, na Namíbia, para criar um timelapse hipnotizante.

Para conseguir tal efeito, o fotógrafo polonês focou sua câmera em um ponto da atmosfera, registrando uma imagem por minuto. Para criar a versão final do vídeo, Wojczynski repetiu a sequência de fotos 60 vezes, construindo uma sequência com 24 minutos.

Este não é seu único vídeo nesse estilo. O fotógrafo possui um canal no YouTube com diversos registros impressionantes, mostrando, inclusive, o seu processo de criação.

*Por Guilherme Preta

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*Fonte: olhardigital

Cientistas da NASA detectam evidências de universo paralelo

Partículas estranhas observadas por um experimento na Antártica podem ser evidências de uma realidade alternativa em que as leis da física funcionam de maneira contrária

Em um cenário que parece ter saído de um filme de ficção científica, um grupo de cientistas da Nasa detectou evidências da existência de um universo paralelo, em que as regras da física são opostas às nossas.

Esse ‘mundo invertido’ foi descoberto durante um experimento realizado na Antártica.

Usando a Antena Impulsiva Transiente da Antártica (Anita), da Nasa, os especialistas tinham a intenção de detectar o constante “vento” de partículas de alta energia vindas do espaço.

O ar frio e seco do local oferecia o ambiente perfeito para que não houvessem distorções na captação desse fenômeno.

Devido à baixa energia e massa próxima a zero, os neutrinos subatômicos podem passar completamente pela Terra. No entanto, uma variante de alta energia é interrompida pela matéria sólida do nosso planeta.

Isso significa que elas só podem vir do espaço, já que, se estivessem por aqui, seriam barradas pelos elementos sólidos presentes. Porém, o que chocou os especialistas foi que detectaram um ruído vindo da Terra. Ao analisarem os dados, encontraram neutrino de alta energia saindo do chão.

Viagem no tempo

A descoberta implica que essas partículas podem estar realmente viajando para trás no tempo, sugerindo evidências de um universo paralelo, em que as leis da física funcionam de forma contrária às nossas.

Peter Gorham, físico experimental de partículas da Universidade do Havaí e um dos principais pesquisadores por trás do projeto Anita, sugeriu que a única maneira do neutrino de alta energia se comportar dessa maneira é se ele se transformasse em um tipo diferente de partícula antes de passar pela Terra.

Ao descrever o fenômeno, o especialista disse que alguns colegas que presenciaram o acontecido ainda estavam céticos, mas que ficaram intrigados com a descoberta.

De acordo com ele, a explicação mais simples para o acontecido é que, no momento do Big Bang, explosão que deu origem a tudo, dois universos foram formados: o nosso e um que, da nossa perspectiva, apresenta regras opostas da física.

Porém, pelo menos por enquanto, não há como ter certeza de que há um universo paralelo coexistindo com o nosso. Mesmo assim, essa descoberta não deve ser ignorada. Estudos mais aprofundados talvez possam esclarecer essa questão.

*Por Davson Filipe

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*Fonte:

Cientistas desenvolvem “Olho biônico”, que poderá devolver a visão para milhões de pessoas

Cientistas desenvolvem “Olho biônico”, que poderá devolver a visão para milhões de pessoas

De Andy Corbley

Quase tão sensível quanto os olhos humanos reais, um artigo recente da revista Nature publicou os testes de um olho biônico desenvolvido por uma equipe de engenheiros de robótica que poderia restaurar a visão para cerca de 285 milhões de pessoas cegas.

Com a hipótese de estar disponível em 5 anos, o EC-EYE – abreviação de ElectroChemical EYE – é quase tão sensível quanto a retina humana, que é um dos tecidos mais sensíveis que possuímos, fornecendo até 80% de todas as informações sobre o ambiente.

A prótese visual desenvolvida por engenheiros de Hong Kong e EUA oferece esperança às centenas de milhões de pessoas em todo o mundo que perderam a capacidade de ver devido a diversas doenças como degeneração macular relacionada à idade e acidentes com armas de fogo.

O olho biônico imita a forma abobadada da retina humana, que aprimora o foco e reduz a propagação da luz à medida que passa por dez milhões de células fotorreceptoras por centímetro quadrado.

Até agora, essas características naturais eram impossíveis de replicar com materiais artificiais.

O olho Biônico

O autor e engenheiro Zhiyong Fan, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, e seus colegas desenvolveram uma série de fotorreceptores de alta densidade colocados dentro dos poros do óxido de alumínio, um mineral quase tão duro quanto os diamantes que funcionariam para imitar a retina.

Mais uma vez, imitando a biologia, fios elétricos nervosos formados a partir de metal líquido são selados dentro de tubos de borracha que correm para o circuito externo para processar a imagem.

O próprio globo ocular é feito de silício no qual a tecnologia da retina é colocada, o espaço intermediário é ocupado pelo líquido iônico que simula o gel biológico que forma um amortecedor entre a lente e a retina atrás dela.

Tempo para chegar ao mercado

O professor Fan e seus colegas preveem que a tecnologia se tornará prática para fabricar e implantar dentro de cinco anos – e, surpreendentemente, o EC-EYE poderia superar a capacidade do olho humano normal, simplesmente aumentando a densidade dos sensores de detecção de luz.

“Esperamos melhorar ainda mais nosso dispositivo em termos de biocompatibilidade, estabilidade e desempenho”, disse o professor Fan.

“Ele tem o potencial de elevar nossa capacidade visual a um nível muito mais alto”.

A ciência está evoluindo a passos largos, como nunca antes vimos, devemos comemorar e valorizar os cientistas!

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*Fonte: seuamigoguru

SpaceX coloca dois astronautas em órbita e realiza um feito na corrida espacial privada

A história voltou a decolar no sábado desse pedaço de terra, sepultado agora em uma densa nuvem de vapor e uma descarga de decibéis deixados, em seu caminho ao espaço exterior, pela extraordinária criatura de um excêntrico sonhador bilionário. Esse lugar se conecta com a história da Humanidade e com o imaginário coletivo norte-americano. Terra de furacões e jacarés, na costa oriental da Flórida, esse ponto do mapa foi escolhido mais de meio século atrás como trampolim ao espaço. No Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, foi construída a Plataforma de Lançamento 39. Daqui decolou o Apollo 11 que levou o homem à Lua e aqui, no sábado, ressuscitou o sonho americano do espaço. Quando o relógio marcava 15h22, hora local (16h22 de Brasília), em uma segunda tentativa após o adiamento de quarta-feira, decolaram os primeiros seres humanos colocados em órbita por uma empresa privada.

A nova era do espaço, a da corrida espacial comercial, atingiu hoje seu feito mais importante com a decolagem da primeira missão tripulada privada à Estação Espacial Internacional (EEI), em uma viagem que deve demorar 19 horas. É a primeira vez em quase uma década que os Estados Unidos enviam astronautas ao espaço de solo norte-americano. A história se repete, mas, ao mesmo tempo, tudo é diferente.

Doug Hurley e Bob Behnken, os primeiros astronautas da NASA em voar para uma empresa privada, não chegaram no tradicional Astrovan, e sim em um Tesla Model X fabricado pela empresa de seu chefe. Através de uma passarela elevada a 70 metros do solo, vestidos com seus estilosos trajes brancos projetados pela SpaceX, com logos da NASA, embarcaram na cápsula Crew Dragon colocada em cima do foguete Falcon 9, batizado em homenagem à Millennium Falcon de Han Solo.

O lançamento ocorre em meio à pandemia do coronavírus, quando os Estados Unidos já ultrapassaram o simbólico número de 100.000 mortos. A NASA decidiu prosseguir com o lançamento apesar da pandemia, e havia pedido aos fãs, habitualmente reunidos nas praias próximas em cada lançamento, que dessa vez acompanhassem o acontecimento em suas telas. O presidente Donald Trump e o vice-presidente Mike Pence estavam na reduzidíssima lista de convidados VIP para contemplar a decolagem ao vivo. “É possível que aqui exista uma oportunidade para a América de, talvez, fazer uma pausa, e olhar para cima e ver um brilhante, resplandecente momento de esperança sobre como se vê o futuro, e que os Estados Unidos podem fazer coisas extraordinárias até mesmo em tempos difíceis”, disse Jim Bridenstine antes do lançamento, administrador da NASA, propondo uma injeção de moral em um momento em que o país está submerso nos protestos raciais contra a violência policial racista, após a morte de George Floyd em Minneapolis.

Terminada a contagem regressiva, o Falcon 9 subiu pelo céu como um dardo incandescente, três dias depois de abortar o lançamento previsto pelo tempo ruim. A cápsula Crew Dragon aderida a sua ponta, que o foguete soltou no espaço antes de aterrissar de pé em uma embarcação-drone, é uma variação da Cargo Dragon, não tripulada, com a qual a empresa coloca regularmente satélites em órbita para clientes e envia mercadorias à Estação Espacial Internacional, por seu contrato com a NASA. Antes desse dia histórico, o Falcon 9, com nove motores e de 68,4 metros de altura, já voou 85 vezes nos últimos 10 anos. A Crew Dragon tem capacidade para transportar sete passageiros, mas nessa primeira viagem voaram somente dois veteranos do espaço com muita experiência.

Robert Behnken, 49 anos, de St. Ann (Missouri), casado com a também astronauta Megan MacArthur, é doutor em engenharia mecânica e coronel da Força Aérea norte-americana, onde serviu antes de se incorporar à NASA em 2000. Voou na nave Endeauvour (2008 e 2010) e acumula 708 horas no espaço, 37 delas fora da nave.

Doug Hurley, nascido em Endicott (Nova York) há 53 anos, ex-marine, foi o piloto da última missão da Atlantis, em 2011, que acabou com o programa de naves espaciais. É casado com a astronauta Karen Nyberg e é pai de um filho.

“Vamos acender essa mecha”, disse Hurley antes da ignição, repetindo as palavras pronunciadas por Alan Shepard em 1961, na primeira viagem norte-americana tripulada ao espaço.

Mas há um terceiro protagonista: Elon Musk. O bilionário que, com sua empresa SpaceX, fundada em 2002, entra agora na exclusiva liga de entidades que enviaram astronautas ao espaço depois da Rússia, Estados Unidos e China, nessa ordem. Musk (Pretoria, África do Sul, 1971) sequer havia nascido quando Neil Armstrong pisou pela primeira vez na Lua em 20 de julho de 1969. Fundador da PayPal e da Tesla, empresa de carros elétricos que ainda dirige, Musk cresceu consumindo ficção científica e compreendeu que a mesma tecnologia que o tornou rico lhe permitia realizar seus sonhos infantis alimentados pelas façanhas da NASA.
Duas pessoas com camiseta da NASA assistem a decolagem do ‘Dragon Crew’, neste sábado na Flórida.

“É um sonho tornado realidade, para mim e para todos na SpaceX”, disse Musk. “Não é algo que pensei que aconteceria. Não acreditei que esse dia chegaria. Se me dissessem que eu estaria aqui hoje, nunca teria pensado que ocorreria”.

Os Estados Unidos voltam ao espaço com uma inovação não só tecnológica, e sim política e filosófica. A NASA entrega a responsabilidade de levar astronautas ao espaço a uma empresa privada. A era Apollo, alimentada pela rivalidade da Guerra Fria, foi sucedida pelo programa Shuttle e sua decadência, consumada nas chamas da nave espacial Challenger, que explodiu no céu em 28 de janeiro de 1986 diante dos olhos do mundo cohttps://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/06/ciencia/1517949727_209708.htmlm sete astronautas dentro. Depois veio a tragédia do Columbia (2002). E em 8 de julho de 2011, foi lançada a última nave espacial Atlantis e não foram mais enviados seres humanos à Lua de solo norte-americano. Desde então, até hoje, os astronautas americanos viajam à Estação Espacial Internacional com escala na Rússia a bordo do Soyuz, o programa espacial de quem foi o arqui-inimigo galáctico.

Sábado foi o princípio de uma viagem histórica, mas também o final de outra. Os desafios técnicos foram colossais, e ficaram evidentes no passado. A Boeing, a outra empresa contratada pela NASA para levar astronautas ao espaço, falhou em dezembro em seu teste não tripulado no Starliner por problemas de software que impediram sua ancoragem na EEI. A própria SpaceX sofreu uma explosão no ano passado que destruiu uma de suas cápsulas durante um teste.
Jovens observam da praia o lançamento do ‘Dragon Crew’, na Flórida.
Jovens observam da praia o lançamento do ‘Dragon Crew’, na Flórida.JOE RIMKUS JR / Reuters

Depois que os Estados Unidos cederam quase completamente à Rússia e à China o negócio de lançar foguetes comerciais, hoje a SpaceX envia rotineiramente e traz de volta foguetes reutilizáveis para vários clientes, amealhando 70% do mercado. E lançou 19 missões de mercadorias à EEI para a NASA.

Se a missão de sábado for concluída com sucesso, consumará uma mudança na relação do ser humano com o espaço. Os passageiros são da NASA. A agência supervisionou tudo, e poderia ter ordenado abortar o lançamento se visse algo perigoso. Mas é a SpaceX, seu pessoal, sua tecnologia, quem dirige essa aventura. Já existem duas empresas que anunciaram seus planos para contratar lançamentos na cápsula Crew Dragon da SpaceX, e enviar turistas ao espaço. Tom Cruise expressou seu interesse em rodar um filme na Estação Espacial Internacional. E uma missão bem-sucedida injetará confiança nos próximos objetivos. O primeiro: voltar a enviar astronautas à Lua, objetivo que a NASA fixou para 2024.

*Por Pablo Guimón

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*Fonte: elpais

Nem plana nem circular: você sabe a verdadeira forma da Terra?

Qual é a forma da Terra? Parece uma pergunta bastante básica, mas é mais complexa de responder do que você imagina.

O que consideramos como “Terra”

Para começar, precisamos definir o que queremos dizer com “a Terra”. Talvez você não considere isso com frequência, mas há uma grande parte da atmosfera que realmente faz parte do nosso planeta.

O fato de que a porção do nosso planeta acima de nós é gasosa e as coisas abaixo de nós são sólidas é apenas um acaso de nossa densidade. Se fôssemos feitos de hélio, por exemplo, estaríamos todos flutuando e raramente nos incomodando com o material sólido abaixo de nós. Além disso, todos concordam que Júpiter é um planeta massivo, embora em grande parte seja composto por gás.

Dito isto, não é fácil escolher uma extremidade satisfatória da atmosfera para definir a forma do planeta. Outra possibilidade seria usar a superfície do solo (elevação / profundidade do fundo do mar), contudo este aspecto sempre sofre alterações, quando ocorrem um deslizamento de terra ou erupção vulcânica.

A forma esférica da Terra

Dessa forma, escolhemos uma superfície mais intuitiva para explorar a forma da Terra: o nível do mar. Esta é uma boa referência, porque a água flui para que sua superfície fique “plana” em relação à direção da gravidade.

Exemplificando, o líquido em sua xícara de café não pode acumular-se de um lado, porque a gravidade o puxará para baixo até que nenhum ponto seja maior que outro. Embora isso faça as coisas parecerem planas em pequena escala, já que a força da gravidade em ambos os lados da xícara aponta quase exatamente na mesma direção, em grande escala, a superfície é curva.

O que realmente está acontecendo aqui é que a atração da Terra está produzindo uma “superfície equipotencial”, em outras palavras, uma superfície de igual potencial gravitacional. O líquido fluirá para se equiparar em todos os pontos. A superfície do mar, portanto, é uma superfície equipotencial chamada de “Geoide”: a forma nocional da Terra.

O que é a forma do geóide?

Primeiramente, é importante entendermos que é pouco provável que uma esfera matematicamente perfeita seja encontrada em todo o universo. Essa concepção é, basicamente, uma construção do intelecto humano e dificilmente se apresenta de forma exata na natureza.

Tendo isso em mente, também temos que refletir que se a Terra fosse um corpo estático e uniforme, a gravidade a puxaria para a forma de uma esfera. No entanto, o nosso planeta também está girando em seu eixo, o que significa que a força da gravidade interna é equilibrada pela força centrífuga externa, no equador. Dessa forma, a esfera ‘incha’. Já nos pólos, a força gravitacional não é desafiada, então puxa a forma nessa direção.

Sendo assim, o modelo mais exato para expressar a forma da Terra é o geoide, ou seja, um formato quase esférico, mas com deformações, causadas por diferenças em determinados pontos e acúmulo de massa de maneira irregular ao longo de seu volume total. Além disso, as diferenças de altitude e profundidade não permitem também que o planeta seja exatamente esférico.

Vale destacar ainda que, as deformações do planeta dependem da escala em que a análise será feita. Se for vista de, mas em uma posição muito aproximada, a Terra apresentará mais claramente suas altitudes e depressões, sendo possível perceber, até mesmo, que o nível das águas dos oceanos varia muito de uma região à outra. Por outro lado, se considerarmos o planeta visto de longe, essas deformações tornam-se praticamente nulas.

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*Fonte: socientifica

Você é uma pessoa que odeia abraço? A ciência descobriu por que você é assim.

Porque é assim que o mundo é, ele é basicamente dividido entre aqueles que gostam de abraçar e outros que não gostam. E de acordo com especialistas, a razão pela qual uma pessoa pode ou não gostar reside em quanto amor e abraços eles receberam como filhos de seus pais.

De acordo com especialistas, se você gosta ou não de abraços depende de como seus pais o trataram.

Há pessoas que mal conhecem alguém e já abraçam sem qualquer problema. Enquanto para os outras, a pior coisa que poderia acontecer é ter que abraçar alguém que elas não conhecem. Porque é assim que o mundo é, ele é basicamente dividido entre aqueles que gostam de abraçar e outros que não gostam. E, de acordo com especialistas, a razão pela qual uma pessoa pode ou não gostar reside em quanto amor e abraços eles receberam como filhos de seus pais.
“Nossa tendência a participar do contato físico, seja nos abraçar, dar tapinhas nas costas de alguém ou ser carinhoso com um amigo, é muitas vezes um produto de nossas experiências infantis”. – Suzanne Degges-White, conselheira na University of Northern Illinois at Time .

De acordo com Dogge-White, quando as famílias não são muito demonstrativas de seu afeto na forma física, é muito provável que, quando a criança crescer e tiver seus próprios filhos, ela os trate da mesma maneira. Mas também podem crescer e atuar de forma totalmente contrária:

“Algumas crianças crescem e sentem ‘fome’ por contato e se tornam “cuddlers “sociais que não podem cumprimentar um amigo sem um abraço ou um toque no ombro”. – Suzanne Degges-White, conselheira e conselheira da University of Northern Illinois.

E as razões vão além de simplesmente ter sido abraçadas ou não, mas também tem a ver com fatores biológicos das crianças. Darcia Narváez, da Universidade de Notre Dame, explica que existem duas características fundamentais presentes em uma criança que recebeu pouco carinho.

Primeiro, é possível que você tenha a região responsável pela transmissão de impulsos emocionais menos desenvolvida, fazendo com que a capacidade de ser carinhoso e sentir compaixão seja diminuída. A segunda característica é a menor liberação de oxitocina, o “hormônio do amor”, responsável por formar laços com outras pessoas.

Mesmo assim, Narváez insiste que é bom encorajar o contato físico quando são crianças, porque “as pessoas que estão mais abertas ao contato físico com os outros tendem a ter níveis mais altos de autoconfiança”.

Então você sabe, abrace todas as crianças que puder!

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*Fonte: asomadetodososafetos

Enzima mutante pode decompor resíduos plásticos em poucas horas

A cada dia que passa, nós chegamos mais perto do colapso ambiental. Problemas no meio ambiente, como aquecimento global e buraco na camada de ozônio, são uma ameaça à vida humana, como também é um perigo para a permanência de qualquer ser vivo no planeta Terra. Mas um dos problemas ambientais que mais preocupam é a poluição, e suas consequências.

Dessas, uma forma que está mais evidente é a poluição de plástico que é descartado na natureza. O material pode demorar até mais de 600 anos para se decompor no meio ambiente. De acordo com o estudo de especialistas no assunto, o tempo médio de biodegradação do plástico é de 50 anos para copos plásticos, 200 anos para canudinhos e cerca de 450 anos para garrafas plásticas.

A poluição de plástico acarreta uma infinidade de consequências naturais. Por isso mesmo, o homem deveria ter mais cuidado com o que faz com os produtos ou resíduos de plástico.

Para tentar resolver esse problema, pesquisadores da empresa de desenvolvimento industrial Carbios criaram uma enzima bacteriana mutante que consegue quebrar garrafas de plástico para serem recicladas em apenas algumas horas.
Ação

A reciclagem é uma forma de reaproveitar as matérias-primas que são descartadas e nesse sentido, reciclar significa diminuir a quantidade de resíduos que vêm dos produtos que já foram consumidos pelo ser humano.

A enzima criada pela empresa consegue quebrar garrafas PET de plástico em seus compostos químicos individuais. E eles podem ser neutralizados depois para que se possa fazer novas garrafas.

O plástico reciclável que é feito pelo processo convencional, chamado “termomecânico”, não tem uma qualidade suficientemente alta para que possa ser usado de novo para fazer outras garrafas. Por isso ele é suado para fazer outros produtos, como por exemplo roupas e tapetes.

A reutilização desse plástico também não é só uma questão ambientalista. As empresas podem economizar se beneficiando dessa enzima. Por isso a Carbios fez uma parceria com os principais líderes da indústria, incluindo grandes empresas como Pepsi e L’Oreal, para que eles a ajudassem a desenvolver a tecnologia. E a revista “Nature” publicou um artigo falando sobre essa descoberta.
Enzima

Chamada “PET hydrolase” essa enzima pode quebrar 90% dos polímeros PET em somente 10 horas. “Esta enzima otimizada e altamente eficiente supera todas as hidrolases de PET relatadas até agora”, diz o resumo do artigo.

Essa nova enzima foi identificada pela primeira vez em 2012 em um monte de folhas compostadas.”Foi completamente esquecido, mas acabou sendo o melhor”, disse Alain Marty, da Université de Toulouse, na França, e o diretor científico da Carbios.

Além da vantagem conhecida, essa nova enzima é bem econômica em termos de produção. Segundo os pesquisadores, fabricar um plástico novo a partir do petróleo seria 25 vezes mais caro.

“É um verdadeiro avanço na reciclagem e fabricação de PET”, disse Saleh Jabarin, professor da Universidade de Toledo, Ohio e membro do Comitê Científico da Carbios.

De acordo com Marty, os pesquisadores esperam conseguir testar o potencial industrial e comercial desse material em 2021.

“Nosso objetivo é estar em operação até 2024, 2025, em larga escala industrial”, disse o vice-executivo da Carbios Martin Stephan.

*Por Bruno Dias

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Não, o Sol não é responsável pelo aquecimento global

O gráfico abaixo compara as mudanças globais de temperatura da superfície (linha vermelha) e a energia do Sol recebida pela Terra (linha amarela) em watts (unidades de energia) por metro quadrado desde 1880.

As linhas mais claras / mais finas mostram os níveis anuais enquanto as mais pesadas / linhas mais grossas mostram as tendências médias de 11 anos. As médias de onze anos são usadas para reduzir o ruído natural de um ano para outro nos dados, tornando as tendências subjacentes mais óbvias.

A quantidade de energia solar recebida pela Terra seguiu o ciclo natural de 11 anos de pequenos altos e baixos do Sol, sem aumento líquido desde os anos 50. Durante o mesmo período, a temperatura global aumentou acentuadamente. Portanto, é extremamente improvável que o Sol tenha causado a tendência de aquecimento global observada nos últimos meio século.

O Sol pode influenciar o clima da Terra, mas não é responsável pela tendência de aquecimento que vimos nas últimas décadas. O Sol é um doador da vida; ajuda a manter o planeta quente o suficiente para sobrevivermos. Sabemos que mudanças sutis na órbita da Terra ao redor do Sol são responsáveis pelas idas e vindas das eras glaciais. Mas o aquecimento que vimos nas últimas décadas é rápido demais para ser associado a mudanças na órbita da Terra e grande demais para ser causado pela atividade solar.

Uma demonstração que nos diz que o Sol não está causando o aquecimento global vem da observação da quantidade de energia do Sol que atinge o topo da atmosfera. Desde 1978, os cientistas monitoram isso usando sensores em satélites e o que eles nos dizem é que não houve tendência de aumento na quantidade de energia do Sol que chega à Terra.

Uma segunda demonstração é que, se o Sol fosse responsável pelo aquecimento global, esperaríamos ver aquecimento em todas as camadas da atmosfera, desde a superfície até a atmosfera superior (estratosfera). Mas o que realmente vemos é o aquecimento na superfície e o resfriamento na estratosfera. Isso é consistente com o aquecimento causado por um acúmulo de gases que retêm o calor perto da superfície da Terra, e não pelo sol ficando “mais quente”.

 

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*Fonte: socientifica

É possível prever absolutamente tudo no universo?

De acordo com um novo estudo liderado por Tjarda Boekholt, da Universidade de Coimbra em Portugal, mesmo os melhores computadores imagináveis não podem resolver certos problemas com sistemas caóticos, como o problema dos três corpos, e portanto não podem prever absolutamente tudo no universo.

O problema dos três corpos

Um sistema caótico é aquele em que mesmo uma pequena mudança nas condições iniciais dos objetos, como suas posições ou velocidades, tem um efeito enorme sobre como eles se movem ao longo do tempo – algo também conhecido como “efeito borboleta”.

O problema dos três corpos representa a questão matemática de como três objetos podem orbitar uns aos outros segundo as leis de movimento de Newton, e há muito caos envolvido nisto.

Logo, é extremamente difícil prever como esse sistema de três corpos irá evoluir, ou mesmo “retrocedê-los” matematicamente para descobrir como e onde começaram.

O estudo

Uma grande parte da dificuldade em prever tais sistemas caóticos é que mesmo nossos melhores computadores têm precisão limitada, o que significa que mesmo incertezas minúsculas podem arruinar uma simulação.

Logo, Boekholt e sua equipe decidiram investigar se a falta de precisão era o único problema para nossa previsão de sistemas caóticos, ou seja, se um computador preciso o suficiente (do tamanho do universo, por exemplo) poderia simulá-los com eficácia.

O “problema dos três corpos”, que deixou astrônomos perplexos desde Newton, foi desvendado em menos de um minuto por inteligência artificial

Resultados

Os pesquisadores começaram com a simulação de três buracos negros orbitando uns aos outros a uma distância de um parsec, ou cerca de 3 anos-luz. Depois de um tempo, tentaram “retroceder” essa simulação a sua configuração inicial. Eles fizeram isso 1.212 vezes.

Com a tecnologia atual, revelou-se impossível retornar à configuração inicial do sistema, o que significa que ele é imprevisível.

A equipe então utilizou esses dados para calcular que precisão seria necessária para retornar a tal configuração, descobrindo que, em cerca de 5% dos casos de sistemas triplos, seria necessário medir a configuração com uma precisão de menos de um comprimento de Planck (ℓP) – a menor unidade de medida possível para o comprimento e cerca de 10 a 51 vezes a distância inicial entre os buracos negros.

“Isso significa que esses sistemas são profundamente imprevisíveis. Mesmo se você tiver uma diferença de um comprimento de Planck, que é uma quantidade ridiculamente pequena, algumas situações ainda são irreversíveis. Não podemos ser mais precisos que a natureza”, conclui Boekholt.

Em outras palavras, existe um limite para o nosso poder de previsão – mesmo o computador mais poderoso possível não poderia simular nada abaixo de um comprimento de Planck, e, portanto, não poderia simular absolutamente todos os sistemas do universo.

A seta do tempo

A descoberta pode ter implicações que vão além desses sistemas caóticos, incluindo o próprio tempo.

“Se pudéssemos reverter 100% dos casos dos problemas de três corpos, não seria possível determinar a seta do tempo – não seria possível distinguir para frente e para trás. Mas, em 5% dos casos, você pode avançar, mas não ir para trás, então existe essa assimetria que está intimamente ligada à seta do tempo”, argumenta Boekholt.

É isso – mais um dia se passa em que não podemos desafiar o andamento do tempo e viajar para o passado. [NewScientist]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Camada de ozônio está se recuperando

A recuperação da camada de ozônio acima da Antártica continua lenta e constante. Um sintoma claro desta recuperação é a mudança na circulação atmosférica registrada por pesquisadores da Universidade de Colorado Boulder e publicada na revista Nature.

Com a destruição da camada observada no século XX, padrões dos ventos de latitudes médias se alteraram no hemisfério sul, gradualmente se concentrando no Polo Sul. A célula de Hadley, circulação diretamente relacionada com os ventos alísios, às zonas tropicais úmidas e desertos subtropicais, estava ocupando uma área cada vez maior.

Alterações nesses fluxos influenciam o clima por alterar a temperatura atmosférica e as chuvas, o que pode causar mudanças na temperatura e na concentração salina do oceano.

A pesquisadora Antara Benerjee e sua equipe de pesquisadores constataram que essas duas tendências atmosféricas começaram a se reverter ligeiramente em 2000 e continuam até hoje. Esta reversão começou 12 anos após a aprovação do Protocolo de Montreal, que baniu a produção de substâncias que destroem a camada de ozônio.

Apesar de já termos ultrapassado o ponto de reversão há duas décadas, hoje observamos uma camada de ozônio equivalente aos níveis da década de 80. A regeneração completa da camada deve acontecer apenas em 2030 no hemisfério norte e em 2050 no hemisfério sul, sendo que o buraco da Antártica deve ser recuperar no final da década de 2060.

A regeneração da camada é lenta porque as substâncias destruidoras de ozônio têm vidas muito longas na atmosfera. [New Scientist]

*Por Juliana Blume

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*Fonte:

Geladeira de argila ecológica atinge -8º Celsius e se tornou a melhor invenção da década

Depresa é uma empresa mexicana que visa em criar produtos que podem facilitar a vida de seus consumidores, principalmente aqueles mais ecológicos ou que possuem baixa renda, por isso desenvolveram a Ecoplanet, uma ‘geladeira’ feita com lama e pedra, 100% ecológica que chega a atingir -8º Celsius.

A marca tem como foco principal abranger aquelas famílias que moram em residências humildes onde não há eletricidade, para que assim os alimentos possam ser conservados por mais tempo.

A geladeira parece um jarro, visualmente falando e funciona com a física básica: uma mistura de cascalho, granzol, mármore, areia úmida e terra é depositada entre dois contêineres e colocada em meia sombra, assim os raios solares evaporam a água da areia úmida, removendo também o calor dos alimentos armazenados ali.

Desde 2015 os produtos da empresa podem ser encontrados no mercado e a boa notícia é que a Ecoplanet foi aceita pelos governos nos planos de desenvolvimento social, com objetivo de garantir uma melhor qualidade de vida para os menos favorecidos ou que moram em áreas rurais.

Os fabricantes distribuíram algumas dessas geladeiras ecológicas pelas cidades mais carentes do México, mas afirmam que a ajuda do governo é essencial para garantir a produção em massa do produto.

*Por Rafael Dávila

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*Fonte: criatives

Newton descobriu Teoria da Gravidade durante quarentena em 1665

Em 1665, a Inglaterra vivia um momento complicado: a Grande Praga de Londres. Por isso, diversas universidades mandaram os alunos para casa, como a Trinity College, em Cambridge. Foi o caso do jovem Isaac Newton, que deve de voltar para Woolsthorpe Manor, propriedade na qual vivia a família.

Como relata o The Washington Post, por causa da doença, Newton teve de ficar mais de um ano longe da universidade – período que, mais tarde, seria chamado de “ano miraculoso”.

Ele seguiu com estudos de matemática e foi durante essa “quarentena” que ele decidiu sentar embaixo da árvore que o faria elaborar a Teoria da Gravidade, quando a maçã caiu na cabeça do matemático.

Newton só pode voltar aos estudos em 1667. Ele chegou a Cambridge com sua teoria escrita e, em dois anos, já era professor. Entre 1665 e 1666, um quarto da população de Londres morreu por causa da doença.

*Por Anita Efrain

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*Fonte: yahoo

Filmes do pouso na Lua teriam sido impossíveis de falsificar. Aqui está o porquê.

Faz meio século desde o magnífico pouso na Apollo 11 na Lua, mas muitas pessoas ainda não acreditam que isso realmente aconteceu. As teorias de conspiração sobre o evento que datam da década de 1970 são de fato mais populares do que nunca. Uma teoria comum é que o diretor de cinema Stanley Kubrick ajudou a NASA a falsificar as imagens históricas de seus seis desembarques bem-sucedidos na Lua.

Mas seria realmente possível fazer isso com a tecnologia disponível na época? Segundo o cineasta Howard Berry , Chefe de Pós-Produção e Líder do Programa de Produção de Cinema e Televisão MA, Universidade de Hertfordshire, é impossível que sa imagens tenham sido falsificadas.

Aqui estão algumas das crenças e perguntas mais comuns – e por que elas não se sustentam.

 

1. “Os desembarques da lua foram filmados em um estúdio de TV.”

Existem duas maneiras diferentes de capturar imagens em movimento. Um é o filme, tiras reais de material fotográfico nas quais uma série de imagens é exposta. Outro é o vídeo, que é um método eletrônico de gravação em vários meios, como a movimentação de fita magnética. Com o vídeo, você também pode transmitir para um receptor de televisão. Um filme cinematográfico padrão grava imagens a 24 quadros por segundo, enquanto a transmissão de TV geralmente é de 25 ou 30 quadros, dependendo de onde você estiver no mundo.

Se concordarmos com a ideia de que os desembarques da lua foram gravados em um estúdio de TV, então esperamos que eles sejam vídeo de 30 quadros por segundo, que era o padrão de televisão na época. No entanto, sabemos que o vídeo do primeiro pouso na Lua foi gravado a dez quadros por segundo em SSTV (televisão Slow Scan) com uma câmera especial.

2. “Eles usaram a câmera especial Apollo em um estúdio e depois abrandaram a filmagem para dar a impressão de que havia menos gravidade.”

Algumas pessoas podem argumentar que, quando você olha para pessoas que se movem em câmera lenta, elas parecem estar em um ambiente de baixa gravidade. Retardar o filme requer mais quadros do que o normal, então você começa com uma câmera capaz de capturar mais quadros em um segundo do que em um normal – isso é chamado de overcranking ou captura-em-tempo-muito-lento. Quando isso é reproduzido na taxa de quadros normal, essa gravação é reproduzida por mais tempo. Se você não pode girar sua câmera, você pode gravar em uma taxa de quadros normal e pode artificialmente abrandar a filmagem, mas você precisa de uma maneira de armazenar os quadros e gerar novos quadros extras para retardá-lo.

No momento da transmissão, os gravadores de discos magnéticos capazes de armazenar filmagens em câmera lenta só podiam capturar 30 segundos no total, para uma reprodução de 90 segundos de vídeo em câmera lenta. Para capturar 143 minutos em câmera lenta, você precisaria gravar e armazenar 47 minutos de ação ao vivo, o que simplesmente não era possível.


3. “Eles poderiam ter um gravador de armazenamento avançado para criar filmagens em câmera lenta. Todo mundo sabe que a NASA recebe a tecnologia antes do público.

Bem, talvez eles tivessem um gravador de armazenamento extra secreto – mas um quase 3.000 vezes mais avançado? Duvidoso.


4. ‘Eles filmaram em filme e abrandaram a gravação. Você pode obter quantos filmes quiser para fazer isso. Então eles converteram o filme para ser exibido na TV.

Isso é um pouco de lógica, finalmente! Mas filmar em filme exigiria milhares de metros de rolo. Um rolo típico de filme de 35 mm – a 24 quadros por segundo – dura 11 minutos e tem 1.000 pés de comprimento. Se aplicarmos isso a um filme de 12 quadros por segundo (o mais próximo de dez que conseguiremos com o filme padrão) rodando por 143 minutos (esse é o tempo de duração da filmagem da Apollo 11), precisaríamos de seis e meio rolos.

Estes então precisariam ser colocados juntos. As junções de emenda, transferência de negativos e impressão – e potencialmente grãos, partículas de poeira, cabelos ou arranhões – instantaneamente cedem o jogo. Não há nenhum desses artefatos presentes, o que significa que não foi filmado em filme. Quando você leva em conta que os pousos subseqüentes da Apollo foram feitos a 30 quadros por segundo, então fingir seria três vezes mais difícil. Então a missão Apollo 11 teria sido a mais fácil.

5. Mas a bandeira está soprando ao vento e não há vento na lua. O vento é claramente de um ventilador dentro do estúdio. Ou foi filmado no deserto.

Não é. Depois que a bandeira é solta, ela se acomoda suavemente e, em seguida, não se move de forma alguma na filmagem restante. Além disso, quanto vento há dentro de um estúdio de TV?

Há vento no deserto, eu aceito isso. Mas em julho, o deserto também é muito quente e normalmente você pode ver ondas de calor presentes em imagens gravadas em lugares quentes. Não há ondas de calor nas imagens de pouso na lua, por isso não foi filmado no deserto. E a bandeira ainda não está se movendo de qualquer maneira.

MAIS SOBRE A LUA E ALÉM

Una-se a nós enquanto mergulhamos nos últimos 50 anos de exploração espacial e nos 50 anos que virão. Do primeiro passo histórico de Neil Armstrong na superfície lunar até os planos atuais de usar a Lua como plataforma de lançamento para Marte, ouça especialistas acadêmicos que dedicaram suas vidas a estudar as maravilhas do espaço.

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‘A iluminação na filmagem claramente vem de um holofote. As sombras parecem estranhas.

Sim, é um holofote – um holofote a 150 milhões de km de distância. É chamado o sol. Olhe para as sombras na filmagem. Se a fonte de luz fosse um holofote próximo, as sombras se originariam de um ponto central. Mas como a fonte está tão distante, as sombras são paralelas na maioria dos lugares, em vez de divergirem de um único ponto. Dito isto, o sol não é a única fonte de iluminação – a luz também é refletida do solo. Isso pode fazer com que algumas sombras não apareçam paralelas. Isso também significa que podemos ver objetos que estão na sombra.

Bem, todos nós sabemos que Stanley Kubrick filmou isso.

Stanley Kubrick poderia ter sido solicitado a falsificar as aterrissagens lunares. Mas como ele era tão perfeccionista, ele teria insistido em filmar no local. E está bem documentado que ele não gostava de voar… Próximo?
“A Terra é plana. As imagens que vemos da Lua e do Sol, na verdade, são hologramas que são projetados no domo.”

Desisto.

*Por Felipe Sérvulo

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*Fonte: misteriosdouniverso

 

Robô humanóide Atlas completa 10 anos, veja como foi sua evolução

De caixote com pernas a um impressionante ginasta, robô da Boston Dynamics passou por vários estágios documentados em vídeos no YouTube

Quem vê o robô Atlas, da Boston Dynamics, realizando movimentos de Parkour em um vídeo no YouTube aparentemente sem nenhum esforço não percebe, mas a versão atual da máquina é fruto de muitos anos de pesquisa e desenvolvimento.

Uma década atrás, Atlas não existia. Seu ancestral direto foi o Petman, que começou como uma esquisita “caixa” com pernas, que cambaleava enquanto tentava caminhar em uma esteira, preso por cabos de segurança.

Quatro anos depois, em 2014, Petman já tinha uma forma humanóide. Ele aparece em um vídeo vestido com um traje Hazmat (usado por equipes de resgate em locais contaminados por substâncias perigosas, sejam químicas ou biológicas), caminhando e se agachando. Um desavisado poderia até acreditar que se trata de uma pessoa dentro do traje, até o robô ser revelado aos 17 segundos do vídeo.

Atlas aparece pela primeira vez no mesmo ano, em um vídeo onde percorre um terreno irregular e se equilibra em uma perna só, enquanto é atingido por um peso de 20 kg. Sua aparência é menos humanóide que a de Petman, mas seus sistemas são mais avançados.

Hoje, Atlas é capaz de correr, saltar sobre obstáculos, subir escadas em alta velocidade e dar cambalhotas e piruetas como um ginasta humano. Tudo isso sem nenhum tipo de cabo ou apoio.

As proezas do robô são tão impressionantes que inspiraram até vídeos de paródia como os da “Bosstown Dynamics”, onde ele se rebela contra os maus-tratos de seus criadores.

Ao contrário de Spot, o “cão-robô” da Boston Dynamics, Atlas ainda é um protótipo, e não um produto comercial. Segundo a empresa, ele está sendo criado para atuar em missões de busca e resgate, mas seu desenvolvimento contou com investimento da Darpa, a agência de pesquisas avançadas do Departamento de Defesa dos EUA.

*Por Rafael Rigues

 

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*Fonte: olhardigital

Conheça o plano de Elon Musk para a corrida espacial do século 21

Elon Musk não tenta esconder que um dos seus principais objetivos é colonizar Marte. E é com essa missão que a SpaceX vem trabalhando nas últimas 2 décadas. A empresa teve um crescimento importante no desenvolvimento de sistemas aeroespaciais, sendo uma das clientes da NASA. Em uma recente entrevista ao Ars Technica, o CEO conversou sobre seu ambicioso projeto de levar pessoas a Marte.

Porém, antes de pousar em outro planeta, a SpaceX precisa aprimorar ainda mais suas próprias naves, e, para o empreendedor, só existe um caminho para isso acontecer: realizar muitos testes. Por isso, é tão importante, antes de pensar em pousar no planeta vermelho, conseguir produzir naves com mais rapidez.

“Uma alta taxa de produção resolve muitos problemas”, disse ele. “Se você tem uma alta taxa de produção, tem uma alta taxa de iteração. Para praticamente qualquer tecnologia, o progresso é uma função de quantas repetições você possui e quanto progresso você faz entre cada repetição. Se você tem uma alta taxa de produção, possui várias repetições”, acrescentou.

E o quão alta deve ser essa taxa de produção? De acordo com o Musk, o objetivo é conseguir construir 1 nave por semana até o final de 2020. Recentemente, a SpaceX contratou mais de 200 novos funcionários, dobrando a força de trabalho, com o objetivo de acelerar esse processo. Atualmente, a empresa conta com 2 tendas do tamanho de 1 campo de futebol americano para tornar esse processo mais rápido; uma 3.ª tenda já está sendo levantada (veja o local no vídeo abaixo).

“É realmente uma loucura, eu concordo”, disse Musk. “Os paradigmas espaciais convencionais não se aplicam ao que estamos fazendo aqui. Estamos tentando construir uma frota massiva para tornar Marte habitável, para tornar a vida multiplanetária. Acho que precisamos, provavelmente, da ordem de mil naves, e cada uma dessas naves teria mais carga útil do que o Saturn V — e seria reutilizável”, ele afirmou.

Vale lembrar que a empresa ainda está em fase inicial do desenvolvimento de um foguete completo, capaz de fazer uma viagem até Marte. As naves que se pretende desenvolver semanalmente são apenas o estágio superior do foguete Super Heavy da SpaceX. No entanto, por ser esse o estágio que entrará em órbita e levará os astronautas, conseguir uma nave por semana é um progresso enorme.

No fim de fevereiro, o primeiro desses foguetes enfrentou seu primeiro teste. O objetivo não era colocá-lo em órbita (e ele não havia sido construído em 1 semana), mesmo assim o protótipo do Starship SN1 implodiu devido a problemas de pressão. Agora, os modelos SN2 e SN3 já estão em desenvolvimento, com Musk incentivando seus engenheiros a produzirem em menor tempo e com mais qualidade. Os planos agora se resumem a fazer mais testes para voar em uma missão orbital, com a SN5 ou a SN6, antes do final de 2020.

Uma vida multiplanetária

Tudo isso, para Elon, é o primeiro passo da humanidade em sentido à exploração de novos planetas para habitar. E tudo começa com Marte. Para ele, é necessário pensar em como atingir essa meta, criando cidades autossustentáveis no planeta vermelho. Por isso, enquanto as cidades marcianas dependerem da Terra por qualquer motivo, a vida em Marte não será uma realidade para a humanidade.

“O ponto em que se diz que o objetivo é tornar a vida multiplanetária significa que precisamos ter uma cidade autossustentável em Marte”, disse o CEO. “Essa cidade tem que sobreviver se as naves de reabastecimento deixarem de vir da Terra por qualquer motivo. Não importa o porquê. Se essas naves de reabastecimento pararem de chegar, a cidade morre ou não? Para criar algo autossustentável, você não pode perder nada, você deve ter todos os ingredientes. Não pode ser ‘bem, esse lugar é autossustentável, exceto por uma coisinha que não temos’”.

O empresário reconhece que ainda estamos muito longe de atingir esse ponto. Entretanto, se ele conseguir ver os primeiros passos já considerará isso uma vitória.

“Provavelmente, estarei morto, há muito tempo, antes que Marte se torne autossustentável, mas gostaria de pelo menos estar por aqui para ver várias das minhas naves desembarcando lá”, concluiu Musk.

*Por Robinson Samulak Alves

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*Fonte: megacurioso

A primeira vida alienígena que encontrarmos provavelmente será inteligente. Saiba por que

Segundo cientistas do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), é mais provável que encontremos evidências de vida extraterrestre inteligente antes de encontrarmos microrganismos aliens, por exemplo.

Por quê?

Vida simples x vida inteligente

Se você costuma ler notícias sobre a busca científica por vida alienígena, deve saber que os pesquisadores andam apostando suas fichas em descobrir alguma bactéria microscópica no solo de Marte, ou então algum organismo muito simples nos mares da lua Europa, de Júpiter.

Enquanto podemos assumir, intuitivamente, que formas simples de vida são mais abundantes no universo e é tal tipo de organismo alienígena que encontraremos primeiro, os cientistas explicam que nossa busca por essas formas de vida é muito limitada.

O problema é que a tecnologia que temos disponível hoje (bem como a que teremos em um futuro próximo) não nos permite olhar (ou vasculhar) muito longe no sistema solar, menos ainda em sistemas de estrelas próximas.

“Existem dois cavalos na corrida para encontrar vida além da Terra. O primeiro é a busca por assinaturas químicas em planetas e o segundo é a busca por inteligência extraterrestre. A vida inteligente tem vantagem, pois pode ser detectada em toda a galáxia”, disse Andrew Siemion, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), na conferência Association for the Advancement of Science em Seattle.

Assinaturas tecnológicas

Outra questão sobre a busca por vida alienígena é que assinaturas químicas encontradas em outros planetas podem ser ambíguas. Como poderemos ter certeza se o metano ou produtos químicos similares que detectarmos em outros planetas são realmente produzidos por seres vivos?

Assinaturas tecnológicas, por outro lado, são mais claras. Estas seriam evidências de tecnologia ou vida inteligente extraterrestes enviadas pelo cosmos através de ondas de rádio, pulsos de laser e outras formas de radiação eletromagnética.

Os cientistas do SETI, por exemplo, se concentram em tentar detectar tais sinais que não poderiam ser criados pela natureza, bem como outros vestígios de tecnologia alienígena.

E, enquanto ainda não obtiveram sucesso, Siemion é otimista com relação ao futuro, especialmente porque nossa capacidade de detecção deve ser três ordens de magnitude maior até a próxima década.

“Vimos uma explosão dramática no número de observatórios, no número de cientistas que estão trabalhando neste campo”, afirmou.

Apesar disso…

Apesar das apostas de Siemion, os pesquisadores podem de fato acabar encontrando vida alienígena simples no nosso sistema solar primeiro.

Se isso acontecer, os cientistas precisarão refletir sobre o que isso significa para o medo humano de estarmos “sozinhos” no universo: a descoberta pode muito bem apontar para uma conjetura na qual a vida no cosmos é de fato abundante, só que raramente sobrevive por tempo suficiente para evoluir inteligência ou desenvolver a capacidade de ir além de seu próprio mundo. [Forbes]

*Por Natash Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Cientistas estão projetando uma Internet Quântica

Os primeiros dados transmitidos pela Arpanet, precursora da Internet, passaram de um computador da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA, na sigla em inglês), para outro no Instituto de Pesquisa Stanford (SRI, na sigla em inglês), em Palo Alto, em 29 de outubro de 1969.

Naquela noite, a equipe da UCLA telefonou para a equipe do SRI e começou a digitar “LOGIN”.

“Digitamos o L e perguntamos: ‘você conseguiu o L?’”, lembrou o cientista da computação da UCLA, Leonard Kleinrock. “‘Sim!’, respondeu a equipe do SRI. Digitamos o O e perguntamos: ‘você recebeu o O?’ e, novamente, responderam que sim. Digitamos o G e perguntamos: ‘você conseguiu o G?’ Batida! O host do SRI caiu. Assim foi a primeira mensagem que causou a revolução que agora chamamos de Internet.”

A capacidade das redes de transmitir dados — bem como sua tendência a travar, ou se comportar de maneira imprevisível — sempre fascinou Stephanie Wehner. “Em um único computador, as coisas vão acontecer de forma agradável e sequencial”, disse Wehner, física e cientista da computação da Universidade de Tecnologia de Delft. “Em uma rede, muitas coisas inesperadas podem acontecer.”

Isso é verdade em dois sentidos: os programas nos computadores conectados interferem entre si, com efeitos surpreendentes. E os usuários das redes são criativos. Com a internet, observou Wehner, inicialmente “as pessoas pensavam que a usaríamos para enviar alguns arquivos”.

Wehner ficou online pela primeira vez em 1992 e na época já era uma hábil programadora de computadores. Ela logo se tornou uma hacker nessa incipiente Internet. Aos 20 anos, ela conseguiu um emprego como “hacker do bem”, eliminando vulnerabilidades de rede em nome de um provedor de Internet. Então ela ficou entediada com hackers e buscou uma compreensão mais profunda da transmissão de informações e redes.

Wehner é agora uma das líderes intelectuais do esforço para criar um novo tipo de Internet a partir do zero. Ela está trabalhando para projetar a “Internet quântica”, uma rede que transmitirá, em vez de bits clássicos com valores de 0 ou 1, bits quânticos nos quais ambas as possibilidades, 0 e 1, coexistem.

Esses “qubits” podem ser feitos de fótons que estão em uma combinação de duas polarizações diferentes. A capacidade de enviar qubits de um lugar para outro através de cabos de fibra óptica pode não transformar a sociedade tão completamente quanto a Internet clássica, mas mais uma vez revolucionaria muitos aspectos da ciência e da cultura, da segurança à computação e à astronomia.

Wehner é a coordenadora da Quantum Internet Alliance, uma iniciativa da União Europeia para construir uma rede de transmissão de informações quânticas em todo o continente. Em um artigo publicado na Science, ela e dois coautores estabeleceram um plano de seis estágios para a realização da Internet quântica, onde cada estágio de desenvolvimento suportará novos algoritmos e aplicativos.
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O primeiro estágio já está em andamento, com a construção de uma rede quântica de demonstração que conectará quatro cidades na Holanda — uma espécie de análogo da Arpanet.

Tracy Northup, membro da Quantum Internet Alliance da Universidade de Innsbruck, elogiou “a amplitude da visão de Stephanie e seu compromisso com a construção do tipo de estruturas em larga escala que farão isso acontecer”.

Depois de hacker, Wehner foi para a Holanda estudar ciência da computação e física. Ela ouviu o teórico da informação quântica John Preskill fazer uma palestra em Leiden descrevendo as vantagens dos bits quânticos para a comunicação. Alguns anos mais tarde, depois de obter seu doutorado, deixou para trás os bits clássicos e ingressou no grupo de Preskill no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) já com o pós-doutorado.

Na Caltech, além de provar vários teoremas notáveis ​​sobre informações quânticas, criptografia quântica e a natureza da própria mecânica quântica, Wehner emergiu como “uma líder natural”, disse Preskill, que “costumava ser a cola que unia as pessoas”, depois de um cargo de professora em Cingapura, ela se mudou para Delft, onde começou a colaborar com experimentalistas para estabelecer as bases para a internet quântica.

Os pesquisadores não pretendem substituir a internet que temos hoje, mas sim adicionar funcionalidades novas e especiais. Existem todos os tipos de aplicações de redes quânticas que serão descobertas no futuro. [Quanta Magazine].

*Por Giovane Almeida

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*Fonte: ciencianautas

NASA abre processo seletivo para classe de astronautas

Já pensou curtir uma temporada no espaço estando próximo da superfície da Lua e trabalhar na Estação Espacial Internacional? Agora é a chance de ir atrás desse sonho! A NASA abriu, oficialmente, vagas para a classe de astronautas de 2021, e o período de inscrições, que se iniciou ontem (3), estará aberto até o dia 31 de março, podendo ser realizada a matrícula no site USA Jobs.

A seleção faz parte de um dos meios de facilitar a operação do Programa Artemis, que busca levar astronautas à superfície lunar e lá realizar pousos até 2024. Além disso, há a missão Mars Recover, prevista para 2030, a qual coletará amostras do solo marciano para ser estudadas na Estação Espacial.

“Desde os anos 1760, a NASA selecionou 350 pessoas a fim de treiná-las como astronautas para suas crescentes missões desafiadoras de exploração espacial. Com 48 astronautas no corpo ativo, mais serão necessários para tripular espaçonaves com múltiplos destinos e impulsionar a exploração como parte das missões Artemis e além”, declarou a agência em comunicado oficial.

Teste para astronauta

É importante reforçar que o processo seletivo para trabalhar na agência espacial é um dos mais difíceis conhecidos atualmente, com milhares de aplicações, mas apenas uma dezena de selecionados. Caso seja necessário, utilize como referência a última seleção: houve 18,3 mil inscrições e apenas 12 indivíduos foram escolhidos para integrar o time. Dessa forma, pode-se estimar que, nessa atual oferta, de 8 a 12 candidatos serão aprovados pela agência.

Infelizmente, alguns brasileiros só vão ler a matéria até aqui, já que, para participar do processo, a cidadania americana ou a dupla cidadania (com a americana devidamente inclusa) é um requisito obrigatório para a participação nos testes. Além disso, é exigido um nível de mestrado em algum campo STEM, incluindo Engenharia, Ciências Biológicas, Física, Ciências da Computação e Matemática.

Para quem não tiver mestrado, mas tiver um mínimo de 2 anos de doutorado em campos STEM, doutorado completo em Medicina ou curso de piloto de testes reconhecido nacionalmente, ainda há chances de integrar a equipe de astronautas da NASA. Porém, não para por aí, já que é necessário 2 anos de experiência na área de atuação ou mil horas de voo como piloto de avião a jato, além do longo processo de entrevistas, exames e treinamentos.

*Por Andre Luis Dias Custodio

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*Fonte: megacurioso

Stephen Hawking: Ganância e estupidez são o que acabará com a raça humana

O físico e cosmólogo de renome mundial, Stephen Hawking (1942-2018) deixou para trás uma trilha de citações famosas, palavras sábias e ditados inspiradores antes de sua morte.

Em 2016, durante uma entrevista com Larry King, do programa de entrevistas Larry King Now , Hawking disse que a humanidade sempre foi seu maior problema. Estamos conscientemente nos aproximando demais de um momento em que as mudanças climáticas seriam irreversíveis e, infelizmente, não há avanços à vista.

“Certamente não nos tornamos menos gananciosos ou menos estúpidos”, disse Hawking. “ Seis anos atrás eu estava preocupado com poluição e superlotação. Isso piorou desde então. A população cresceu meio bilhão desde a nossa última reunião [seis anos antes], sem fim à vista. Nesse ritmo, serão onze bilhões até 2100.

Em outra entrevista à BBC , Hawking disse: “Estamos perto do ponto crítico em que o aquecimento global se torna irreversível. A ação de Trump poderia levar a Terra à beira do abismo, para se tornar como Vênus, com uma temperatura de duzentos e cinquenta graus e chovendo ácido sulfúrico. ”…

“A mudança climática é um dos grandes perigos que enfrentamos e podemos evitar se agirmos agora.”

Realocação interplanetária como a única solução plausível

Embora ainda possa haver uma chance de salvar a Terra, Hawking estava convencido de que a humanidade nunca veria razões para tomar ações sólidas, unidas e bem direcionadas. Nas suas palavras, “[…] a evolução incorporou ganância e agressão ao genoma humano. Não há sinal de diminuição de conflitos, e o desenvolvimento de tecnologia militarizada e armas de destruição em massa pode tornar isso desastroso. ”

A única maneira de preservar nossa espécie seria garantir algum tipo de planeta reserva por um tempo em que a Terra se tornasse completamente habitável.

“A melhor esperança para a sobrevivência da raça humana pode ser colônias independentes no espaço.”

Sobre poluição e abuso de IA

Hawking mencionou que a poluição do ar estava ficando rapidamente fora de controle, pois a curva de crescimento havia subido constantemente nos últimos cinco anos.

” A poluição do ar aumentou nos últimos cinco anos” , disse ele. ” Mais de 80% dos habitantes das áreas urbanas estão expostos a níveis inseguros de poluição do ar”.

A poluição do ar é o maior contribuinte para o clima. Hoje, a principal causa da poluição do ar é a combustão de combustíveis fósseis, um subproduto da industrialização e, como a humanidade a governou, não há como voltar atrás dos avanços da era moderna.

Hawking também discutiu a inteligência artificial com King, afirmando que os governos mundiais estão se envolvendo perigosamente em ” uma corrida armamentista da IA”.

“Pode ser difícil parar uma IA desonesta ” , disse o físico. ” Precisamos garantir que a IA seja projetada eticamente com as salvaguardas em vigor”.

A inteligência artificial tem muitos benefícios, mas quando usada para cumprir a agenda errada, pode se tornar uma ferramenta de invasão e destruição em massa.

De acordo com a pesquisadora Kate Crawford em 2017, “Assim como estamos vendo uma função de etapa aumentar na disseminação da IA, algo mais está acontecendo: a ascensão do ultra-nacionalismo, autoritarismo de direita e fascismo “, disse ela ao The Guardian

Stephen Hawking (QI-162 estimado) era mais conhecido por suas contribuições aos campos da cosmologia, relatividade geral e gravidade quântica, especialmente no contexto de buracos negros . O cientista formado em Cambridge e Oxford foi diagnosticado com uma forma de progressão lenta da esclerose lateral amiotrófica ou da doença de Lou Gehrig, uma doença da motoneurona que o deixou paralisado por grande parte de sua vida.

Ele causou um impacto permanente no mundo da ciência e da física, deixando inúmeros livros de autoria e citações inspiradoras em seu nome.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Citroën lança carro elétrico compacto que custa apenas R$ 100 por mês

Com velocidade máxima de 45 km/h, veículo é ideal para pequenos deslocamentos dentro das cidades

Prometendo oferecer “mobilidade 100% elétrica para todos”, a Citroën está lançando na Europa o Ami, um veículo elétrico urbano compacto e de baixo custo, que pode ser dirigido por qualquer um acima de 14 anos (na França) mesmo sem carteira de motorista.

O Ami é um “carrinho” de 2 lugares, com apenas 2,4 metros de comprimento, equipado com uma bateria de 5,5 kWh. A autonomia é de até 70 km com uma carga, viajando a até 45 km/h. Não, não é um carro para os amantes da velocidade, ou mesmo para a estrada, mas sim para pequenos deslocamentos dentro das cidades. Ou seja, para ir e voltar do trabalho, ao shopping center, ao supermercado, etc.

Segundo a Citroën, a recarga completa da bateria pode ser feita em três horas em qualquer tomada de 220 volts, sem necessidade de um carregador especial. O interior do veículo é fechado e aquecido, e segundo a fabricante “muito iluminado e confortável”. A aparência pode ser customizada com pacotes de acessórios para mudar a cor do carro.

Mas o principal destaque do Ami é o preço: na França será possível adquirir um por apenas 19,99 Euros mensais (cerca de R$ 98), mediante o pagamento de uma entrada de 2.644 Euros (cerca de R$ 13 mil). O governo francês oferece uma dedução de 900 Euros (cerca de R$ 4.400) pelo fato de ser elétrico, o que leva o total a 1.744 Euros ou R$ 8.600 . O veículo também estará disponível para locação, com preço de 0,26 Euro (cerca de R$ 1,30) o minuto, através da locadora Free2Move.

O Citroën Ami poderá ser comprado “100% online”, como entrega na casa do comprador, e também estará disponível em lojas como a Fnac e Darty. A montadora começará a aceitar pedidos em 30 de março, com previsão de entrega das primeiras unidades na França em junho.

*Por Rafael Rigues

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*Fonte: olhardigital

Espanhol inventa motor de dois tempos que promete mudar o setor automotivo

Um engenheiro de Granada (não a explosiva, mas da cidade espanhola), inventou um novo tipo de motor a combustão que promete mudar tudo o que entendemos sobre eficiência energética

Se você acha que os motores a combustão interna estão com os seus dias contados, é bom colocar o pé no freio e prestar atenção neste invento.

O engenheiro mecânico Juan Garrido Requena, através de sua empresa INNengine, apresentou um novo conceito de motor dois tempos, mas com tamanho compacto, baixas emissões, alto desempenho e arquitetura diferenciada. Segundo o inventor, o motor promete potências equivalentes aos 2.0 L comuns, mas com um quarto dessa capacidade volumétrica, 25% do seu tamanho e ainda com quase nenhuma vibração.

Segundo entrevista publicada pelo site Motor.es, Juan Garrido já trabalha no desenvolvimento do conceito há uma década e construiu o seu protótipo para fazer os primeiros testes em um Mazda MX-5.

Até aqui, o dois-tempos tem apresentado resultados tão satisfatórios e promissores que, segundo a matéria, até a Fórmula 1 cogita a utilização do conceito em um futuro.

Uma prova de que o conceito está sendo bem aceito é que a gigante de energia saudita Aramco está de olho na invenção, pois estima-se que, se produzida em série, poderia resolver vários problemas do mercado e dar sobrevida aos motores à combustão.

Vantagens

Para entender o que este invento impactaria a nível mundial, precisamos colocar alguns números na mesa: praticamente todos os 100 milhões de carros produzidos anualmente no mundo têm motores de combustão interna, exceção feita apenas aos modelos elétricos. Além disso, motores de combustão interna ainda são aplicados em motocicletas, geradores elétricos, cortadores de grama, barco a motor, moto-serras e ferramentas de vários tipos.

Com o avanço da eletrificação, muitos países já sinalizaram com a abolição dos veículos movidos à combustão em um futuro próximo sob a alegação da diminuição da emissão de poluentes na atmosfera. Já com o novo motor dois tempos, os veículos à combustão podem ganhar uma sobrevida e a hibridização parece ser o caminho mais eficiente de curto a médio prazo, deixando os elétricos para aplicações mais seletivas até que as cidades estejam melhores preparadas para recebê-los.

Características

O motor Granadino pesa apenas 35 kg e, segundo o inventor, gera potência equivalente ao de capacidade cúbica quatro vezes maior e que pesa cerca de 150 quilos. Downsizing que fala, né?

Ele também não tem bielas, virabrequim ou cabeçote com válvulas. Os pistões são contrapostos e são montados sempre em pares e a energia rotativa é gerada através de uma curva cinemática.

Um dos mistérios de seu desempenho é que, ao eliminar todas essas partes, quase três quartos, o atrito é bastante reduzido, a manutenção é menor, a possibilidade de avarias diminui e as forças não se dissipam e se perdem. Por outro lado, um motor de quatro tempos fornece sua energia a cada duas voltas do motor, o motor de dois tempos comum faz isso a cada ciclo, enquanto essa nova arquitetura oferece dois ‘pulsos de energia’ a cada volta.

Apesar de ser capaz de mover um veículo sozinho, o inventor diz que a ideia principal é utilizar o novo motor como um gerador para motores elétricos, usando este segundo como tração para o carro.

Segundo Garrido, várias marcas já se interessaram por esse mecanismo, chamado “1Stroke Internal Combustion Engine (1S ICE)” e não apenas carros, mas também para uso em aviões e drones. O mecanismo já foi apresentado no Salão Automóvel de Genebra, e obteve a patente para a Índia, China, Estados Unidos, Europa, Coréia e Japão.

O cérebro da ideia promete mais para o futuro com uma maior evolução de sua invenção, e revela que grande parte dos gases de escape não passa de energia dissipada que pode ser recuperada. “Isso vai revolucionar tudo”, finaliza Garrido.

*Por Fernando Naccari

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*Fonte: naccar

Dispositivo gera eletricidade a partir do “ar”

Pesquisadores da Universidade de Massachusetts em Amherst nos Estados Unidos, desenvolveram um dispositivo chamado de “Air-gen” que pode gerar eletricidade usando basicamente nada.

A tecnologia é baseada no fenômeno natural de uma bactéria capaz de criar eletricidade com nada além da presença de ar no meio em que a mesma se encontra.

“Estamos literalmente produzindo eletricidade do nada. O Air-gen gera energia limpa 24 horas por dia, 7 dias por semana”, disse o engenheiro eletricista Jun Yao.

Geobacter sulfurreducens

A bactéria, chamada de Geobacter sulfurreducens, foi descoberta décadas atrás nas margens do rio Potomac, nos Estados Unidos. Os cientistas logo notaram que ela tinha a habilidade de produzir magnetita na ausência de oxigênio.

No entanto, mais tarde, descobriram que o organismo notável também podia produzir outras coisas, como nanofios que conduziam eletricidade.

E é graças a esses nanofios de proteínas eletricamente condutivos da G. sulfurreducens que os pesquisadores conseguiram criar seu gerador movido a ar.

Mas como funciona?

O Air-gen consiste em um filme fino de nanofios com apenas 7 micrômetros de espessura, posicionado entre dois eletrodos e exposto ao ar.

Devido à exposição ao ar, o filme é capaz de adsorver – sim, com “d”, adsorver significa a adesão de moléculas de um fluido a uma superfície sólida – vapor de água a partir da atmosfera, o que por sua vez permite que o dispositivo gere uma corrente elétrica contínua entre os dois eletrodos.

A carga é criada pela umidade atmosférica. De acordo com os pesquisadores, a manutenção do gradiente de umidade, que é fundamentalmente diferente de qualquer coisa vista em sistemas anteriores, explica a saída contínua de tensão do dispositivo de nanofios.

“Descobri que a exposição à umidade atmosférica era essencial e que os nanofios de proteínas absorviam água, produzindo um gradiente de voltagem no dispositivo”, explicou o engenheiro Yao.

Quais são suas aplicações?

Em estudos anteriores, pesquisadores geraram energia hidrovoltaica usando outros tipos de nanomateriais como por exemplo o grafeno, mas estas tentativas produziram apenas rajadas curtas de eletricidade, algo por alguns segundos.

Já o Air-gen produz uma tensão sustentada de cerca de 0,5 volts, com uma densidade de corrente de cerca de 17 microamperes por centímetro quadrado.

Não é muito, mas diversos dispositivos conectados poderiam gerar energia suficiente para carregar coisas como celulares e outros eletrônicos, necessitando de nada além de umidade ambiente – e isso até mesmo em regiões secas como por exemplo no deserto do Saara.

“O objetivo é criar sistemas em larga escala. Quando chegarmos a uma escala industrial para a produção de nanofios, espero que possamos fazer grandes sistemas que darão uma grande contribuição à produção sustentável de energia”, afirmou Yao, acrescentando que futuros esforços poderiam usar a tecnologia para alimentar casas via nanofios incorporados na pintura de paredes.

Por enquanto, uma das limitações da tecnologia é a quantidade de nanofios que a G. sulfurreducens é capaz de produzir.

Os cientistas já estão trabalhando esta questão. O microbiologista Derek Lovely, que identificou a bactéria pela primeira vez nos anos 1980, está conduzindo uma pesquisa na qual modifica geneticamente organismos como o E. coli para desempenhar a mesma tarefa mas de forma massiva.

“Transformamos o E. coli em uma fábrica de nanofios de proteínas. Com este novo processo escalável, o fornecimento de nanofios não será mais um gargalo para o desenvolvimento dessas aplicações”, afirma o microbiologista Lovley.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Conheça a moto elétrica com performance equivalente a um avião a jato

Novidade da Zero Motorcycles possui motor com 110 cavalos de potência que garantem uma velocidade máxima de 200 km/h

A empresa californiana Zero Motorcycles anunciou uma nova motocicleta totalmente elétrica e de longo alcance. Para se ter ideia do que a máquina é capaz de fazer, a fabricante compara a experiência de pilotagem do lançamento a um avião a jato.

O modelo SR/S, é uma evolução de um projeto anterior da marca, lançado no ano passado, a SR/F. A motocicleta possui um motor elétrico aprimorado que possui 110 cavalos de potência que garantem uma velocidade máxima de 200 km/h.

Sua bateria conta com suporte a um sistema opcional de carregamento rápido de 12kW. Com isso, é possível que ela vá de 0% a 95% em cerca de uma hora. Pelo método tradicional, é possível carregá-la completamente em quatro horas.

Com uma carga completa, a autonomia da moto chega a 260 quilômetros na cidade e 130 quilômetros em rodovias. É possível, ainda, aumentar a distância percorrida adquirindo o Power Tank, um sistema que estende a duração da bateria para até 323 quilômetros na rua e 165 quilômetros em rodovias.

Assim como os carros mais modernos, a motocicleta conta com uma tela digital, aplicativo para smartphone e sistema de conectividade que permite atualizações sem fio e coleta de estatísticas de pilotagem em tempo real.

A SR/S está disponível a partir de US$ 19.995 (cerca de R$ 89 mil em conversão direta). O upgrade de bateria chega no começo de março, e vai custar US$ 2.895 (aproximadamente R$ 13 mil em conversão direta).

>> https://www.zeromotorcycles.com/

*Por Luiz Nogueira

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*Fonte: olhardigital

Estudo revela que ferrugem bloqueia radiação cósmica

A ferrugem bloqueia radiação cósmica, de acordo com um estudo recente realizado por cientistas. Para quem não sabe, a radiação cósmica é o tipo de radiação que bombardeia astronautas e seus equipamentos no momento em que eles saem da atmosfera da Terra.

Proteger os astronautas é um elemento crucial para realizar missões no espaço, especialmente se quiserem enviar alguém para Marte ou além disso. Com a tecnologia atual, a proteção que há disponível não é suficiente. Ou ficaria extremamente caro e pesado para criar um escudo realmente efetivo contra a radiação.

Metal oxidado, porém, especialmente o óxido de gadolínio (III), bloqueia mais radiação do que qualquer outra coisa, de acordo com uma pesquisa publicada no mês passado na revista Radiation Physics and Chemistry.

O estudo, um esforço conjunto da Lockheed Martin e da Universidade Estadual da Carolina do Norte, poderia oferecer aos engenheiros uma nova ferramenta para manter os tripulantes em segurança durante longas incursões no espaço.

A ideia de usar ferrugem diminuiria o peso usado para criar este “escudo protetor”.

“Nossa abordagem pode ser usada para manter o mesmo nível de proteção contra radiação e reduzir o peso em 30% ou mais, ou você pode manter o mesmo peso e melhorar a proteção em 30% ou mais – em comparação com as técnicas de proteção mais amplamente usadas” disse o engenheiro nuclear do Estado da Carolina do Norte, Rob Hayes, em um comunicado à imprensa. “De qualquer forma, nossa abordagem reduz o volume de espaço ocupado pela blindagem.”

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*Fonte: geekness

Os átomos e as limitações humanas

Muito já se foi questionado sobre quais são os blocos fundamentais da matéria no decorrer da história humana. Essa jornada se iniciou na Grécia antiga, com filósofos como Demócrito e Leucipo. Eles, e outros filósofos do pensamento atomista, trouxeram à tona um novo conceito sobre a natureza da realidade: se começarmos a dividir a matéria em pedaços menores, chegaremos a um componente que não pode ser dividido, e esse componente eles denominaram átomo. E o mundo, segundo eles, era formado por átomos e espaço vazio. Claro, na época, não se tinha nenhuma evidência concreta para a existência desses inusitados componentes da realidade. Tudo que se podia fazer era especular, uma vez que as ferramentas necessárias para a compreensão da natureza ainda não estavam disponíveis para o ser humano nesse período. Mas, se pararmos para pensar, tal jornada — que começou, justamente, na Grécia antiga — foi a fundação para o que chamamos hoje de ciência. E, com o passar do tempo nós começamos a desenvolver métodos e ferramentas para desvendar os mistérios do mundo físico, entendendo cada vez mais o seu funcionamento.

Muito tempo se passou desde os átomos dos gregos e os nossos. Diferente dos primeiros, hoje conseguimos provar que eles realmente existem. E, além disso, descobrimos que eles não são tão indivisíveis quanto os atomistas pensavam. Sabemos hoje que os átomos são compostos por um núcleo, que contém prótons — partículas de carga elétrica positiva — e nêutrons — partículas que não possuem carga elétrica, como o nome sugere. Em volta do núcleo estão os elétrons, partículas muito menores que as citadas anteriormente e que possuem carga elétrica negativa. Mas, não para por aí: os prótons e os nêutrons são formados por componentes ainda menores, os quais são denominados quarks. Claro que tudo isso é muito mais complexo do que eu faço parecer. Porém, o importante é compreender que utilizando o método científico foi possível enxergar o que não se via antes. Conseguimos, através desses métodos, ampliar o escopo de nossa compreensão, indo do incompreensivelmente gigante — galáxias e o próprio universo — até o indescritivelmente pequeno – átomos, elétrons e quarks.

Assim como todos os outros aspectos da realidade estudados por nós, seres humanos, os componentes atômicos são apenas modelos que criamos para explicar como esse atributo da natureza funciona. E esse modelo tem funcionado extraordinariamente bem para esse propósito. O fato de não conseguirmos enxergar os átomos com nossos próprios olhos não diminui nenhum pouco a existência destes (é só lembrar do espectro eletromagnético como exemplo). A sociedade tecnológica em que vivemos hoje só se tornou possível através da compreensão de como os átomos funcionam e interagem no mundo do pequeno. Desde a eletricidade e a radioatividade até medicamentos e tratamento de doenças, sem tal modelo, nunca teríamos nem mesmo sonhado com as tecnologias criadas através dos átomos. Entretanto, sabemos que o nosso conhecimento, por mais eficaz e realista que pareça ser, pode não ser toda a imagem do quebra-cabeça da realidade. A história do pensamento humano é prova disso. Houve um tempo que pensávamos ser o centro do Universo, que relâmpagos eram sinais da ira dos deuses e que os seres vivos eram imutáveis. No final, descobrimos respostas ao mesmo tempo mais simples e mais explicativas para tais eventos. Quem sabe, um dia, descobriremos que os átomos são apenas uma peça em um enorme e mais amplo quebra-cabeça e que o que conseguimos medir e interpretar como sendo um átomo, um próton, nêutron ou elétron é, de fato, apenas uma simples fagulha do que realmente existe ao nosso redor. A nossa imaginação nem se compara com o que a natureza é, realmente, capaz de fazer. Só é importante sabermos diferenciar hipóteses da realidade. Especular é saudável, mas só quando não perdemos de vista o objetivo principal: desvendar como a natureza funciona.

É sempre importante fazermos perguntas como “até onde podemos ir?” e “qual o limite de nossa compreensão?”. E, de fato, só existe uma forma de descobrirmos as respostas a essas perguntas. Devemos extrapolar ainda mais as fronteiras do nosso conhecimento. Aumentar ainda mais, como já disse o físico Marcelo Gleiser, no livro “A Ilha do Conhecimento Humano”. O oceano do desconhecido pode ser grande — até mesmo infinito. E sabemos que toda nova descoberta suscita novas perguntas. Porém, obter respostas a perguntas desafiantes faz parte de uma das nossas maiores qualidades como espécie: a curiosidade. Vamos ver até onde ela nos leva.

*Por Weslley Victor

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*Fonte: ciencianautas