8 marcas irão abandonar totalmente a gasolina

Com a preocupação em reduzir a emissão do dióxido de carbono, que contribui tanto para o aquecimento global quanto com o efeito estufa, algumas marcas irão abandonar totalmente a gasolina.

Além disso, diversas marcas também estão inovando quando se trata de trazer mais carros elétricos ao mercado, como a Tesla, que foi a primeira montadora a vender veículos elétricos em grande escala.
Confira as 8 marcas que abandonarão totalmente a gasolina

Desse modo, as marcas que irão abandonar definitivamente irão trazer ainda mais inovações no mercado dos veículos elétricos.

Em seguida, confira as 8 marcas:

1. Audi
A Audi deverá abandonar a gasolina em 2036, enquanto isso lançará seus “últimos” carros movidos a gasolina.

A empresa alemã tem como objetivo lançar apenas veículos elétricos após 2036.

O primeiro carro totalmente elétrico da marca foi Audi E-Tron, lançado no ano de 2018, com autonomia de até 436 quilômetros
marcas que abandonarão totalmente a gasolina audi e-tron

2. Bentley faz parte das marcas que irão abandonar totalmente a gasolina
Uma das marcas que irão abandonar a gasolina logo será a Bentley, que fabrica carros de luxo.

A montadora também irá produzir somente carros elétricos a partir de 2026, e para os próximos quatro anos, serão produzidos veículos híbridos.

3. Ford (Europa) será uma das marcas que irá abandonar totalmente a gasolina
Na Europa, a Ford também irá terminar em breve a sua transição para carros elétricos, em 2026.

No entanto, nos Estados Unidos, a Ford ainda não realizou nenhum anúncio sobre o assunto, seguindo com a produção de veículos tradicionais e também híbridos.

4. General Motors
Outra empresa que irá demorar um pouco mais para abandonar a gasolina é a General Motors (RM), transformando seus veículos em elétricos até 2035.

O anúncio foi realizado em janeiro deste ano (2021).

5. Daimler/Mercedes-Benz
A Daimler, que é responsável pela Mercedes-Benz irá começar a produzir veículos elétricos somente em 2040.

A informação foi divulgada em 2019, e por enquanto a montadora não irá parar de produzir ou diminuir o número de veículos convencionais.

6. Jaguar
A Jaguar também anunciou no começo deste ano que irá levar até 2030 para que seus veículos sejam totalmente elétricos.

A empresa atualmente conta com somente um modelo que é 100% a bateria, o Jaguar I-PACE.

7. Volvo
Outra empresa que irá abandonar a gasolina até 2030 é a Volvo, que apresentou há pouco seu segundo veículo movido a bateria.

O modelo C40 Recharge representa o futuro da Volvo, segundo Henrik Green, diretor de tecnologia da montadora sueca.

8. Volkswagen também é uma das marcas que irão abandonar totalmente a gasolina

A Volkswagen anunciou que ao menos 80% dos carros sejam elétricos até o ano de 2030, sendo a transição uma prioridade para a empresa.

O anúncio foi feito à revista alemã Automobilwoche, por Ralf Brandstätter, o CEO da Volkswagen.

*Por Rafael Pires Jenei

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*Fonte: engenhariahoje

Cientistas inventam pasta de hidrogênio que pode substituir a gasolina

Se você acha que o futuro são apenas veículos elétricos, pode estar enganado. Cientistas inventaram uma pasta de hidrogênio que armazena até dez vezes mais energia que baterias.

Os pesquisadores responsáveis pela invenção dessa pasta são do Fraunhofer Institute for Manufacturing Technology and Advanced Materials (IFAM), na Alemanha e nomearam como Power Paste.

A pasta é uma forma segura de se usar o hidrogênio e não é poluente. Também é uma mistura em pó de magnésio e hidrogênio que resulta em hidreto de magnésio, que incluído um éster, é possível armazenar em um cartucho.

Benefícios

– Não evapora se deixar o carro sob a luz do Sol
– Densidade de armazenamento de energia superior à fornecida por um tanque de alta pressão
– Reabastecimento rápido com apenas uma troca de cartucho
– Transporte de unidades extras
– Sem necessidade de postos de combustíveis

Piloto de Power Paste em 2021

O IFAM está atualmente construindo uma planta de produção para Power Paste no Centro de Projetos Fraunhofer para Armazenamento de Energia e Sistemas ZESS. Prevista para entrar em operação neste ano, esta nova instalação será capaz de produzir até quatro toneladas de Power Paste por ano.

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*Fonte: engenhariahoje

Sistema transforma plástico do oceano em combustível

Todos os anos milhões de toneladas de resíduos plásticos entram nos oceanos. Se nada for feito, até 2050 a quantidade de plástico pode ser maior do que a de peixes, segundo a Fundação Ellen MacArthur. Para a startup alemã Biofabrik, a solução está em reaproveitar o lixo marinho para a produção de combustível.

Com a Biofabrik, um quilograma de lixo plástico vira um litro de combustível e cada litro de combustível fornece cerca de 3,5 kWh de energia elétrica. Isso é possível graças ao processo de pirólise, ou seja, na decomposição por meio do calor. Os compostos de hidrocarbonetos dos resíduos plásticos são quebrados por altas temperaturas com a exclusão de oxigênio. O resultado do processo é um plástico transformado em líquido ou gasoso, que pode ser usado no motor marítimo. Também o combustível em geradores ou turbinas pode ser convertido em energia elétrica.

Biofabrik

O sistema de pirólise plástica da startup foi batizado de “WASTX”. A técnica passou por seis anos de desenvolvimento para chegar à versão atual, mas, para chegar até aqui, diferentes reatores foram testados e descartados, sendo o manuseio de plásticos não puros, comuns no gerenciamento de resíduos, o maior desafio encontrado. Hoje, a Biofabrik, que é totalmente automatizada, afirma que é capaz de reciclar tipos de plásticos que antes não eram possíveis.

A fábrica compacta está localizada na cidade de Dresden, capital do estado da Saxónia, às margens do rio Elba, e deve começar a produção em breve. “Estamos orgulhosos de ter chegado a este ponto depois de mais de seis anos de desenvolvimento. Nosso objetivo foi desenvolver uma solução rentável para o problema dos resíduos plásticos que pode ser implantada remotamente”, afirma Oliver Riedel, fundador da startup. O próximo passo é processar até uma tonelada de resíduos plásticos por dia.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

O inovador plano para transformar ar poluído em combustível para aviões

“Este é o futuro da aviação”, diz Oskar Meijerink em um café no aeroporto de Roterdã.

A empresa dele, em parceria com os proprietários do aeroporto, está planejando a primeira produção comercial de combustível para aviação feita, em parte, a partir de dióxido de carbono (CO2).

Com base no aeroporto, esse projeto funcionará capturando CO2 do ar, o principal gás que contribui para o aquecimento global.

Em um processo separado, a eletrólise separa a água em hidrogênio e oxigênio. O hidrogênio é misturado com o CO2 capturado para formar gás de síntese (syngas), que pode ser transformado em combustível de aviação.

O projeto piloto, que tem como objetivo produzir 1 mil litros de combustível de aviação por dia, receberá energia de painéis solares.

Os parceiros do projeto esperam produzir o primeiro lote de combustível em 2021.

Eles argumentam que o combustível de aviação produzido por eles terá um impacto de CO2 muito menor que o combustível comum.

“A beleza da captura direta de ar é que o CO2 é reutilizado de novo, e de novo, e de novo”, diz Louise Charles, da Climeworks, empresa que fornece a tecnologia de captura direta de ar.

Alto custo

Meijerink admite que esse processo de produção do combustível ainda está longe de ser competitivo comercialmente.

“O principal elemento é o custo”, diz Meijerink, da empresa de combustível de aviação SkyNRG.

“O combustível fóssil é relativamente barato. Capturar CO2 do ar ainda é uma tecnologia incipiente e cara.”

Outras empresas estão trabalhando em sistemas semelhantes de captura direta, incluindo a Carbon Engineering, do Canadá, e a Global Thermostat, dos Estados Unidos.

No entanto, os ativistas ambientais são altamente céticos.

“Com certeza soa incrível. Parece uma solução para todos os nossos problemas. Mas não é”, disse Jorien de Lege, do Friends of the Earth.

“Se você pensar bem, este projeto pode produzir mil litros por dia com base em energia renovável. São cerca de cinco minutos de voo em um Boeing 747.”

Enquanto as empresas estão testando ferramentas de alta tecnologia para capturar CO2 do ar, já existe uma maneira muito simples e eficiente de fazer isso: o cultivo de plantas.

E muitas aeronaves já estão voando com combustíveis renováveis ​​feitos a partir de biomassa vegetal.

Cana de açúcar, grama ou óleo de palma e até resíduos de animais — de fato, qualquer coisa que contenha carbono — podem ser processados ​​e usados.

Mas será que esses combustíveis alternativos substituirão totalmente o tradicional combustível fóssil de aviação?

“Sim, mas é muito difícil estabelecer um prazo”, diz Joris Melkert, professor de engenharia aeroespacial da Delft University of Technology.

Ele diz que os combustíveis alternativos se tornarão competitivos se os custos ambientais forem incluídos na tarifa do voo, mas isso significará passagens mais caras.

“Vai depender muito da pressão social, mas não há objeções técnicas”, diz. “Basicamente, se você observar as maneiras de tornar o transporte mais sustentável, a aviação é a mais difícil de mudar.”

As viagens aéreas representam de 3% a 5% por cento das emissões globais de CO2. E essas emissões estão crescendo rapidamente.

Alternativas

Em resposta, a Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata, na sigla em inglês) estabeleceu metas para reduzir as emissões em 50% até 2050 e as companhias aéreas estão estudando muitas maneiras de reduzir o uso de combustíveis fósseis.

A companhia aérea escandinava SAS pretende fazer voos domésticos com biocombustíveis e reduzir as emissões em 25% na próxima década.

A KLM está incentivando as pessoas a não voarem, e sugere que os clientes façam viagens de trem ou realizem videoconferências pela internet.

Recentemente, a holandesa low-cost Transavia começou a pesar passageiros no aeroporto de Eindhoven, em um experimento projetado para calcular melhor a quantidade de combustível necessária, com o objetivo de reduzir as emissões de CO2.

A Transavia também será o primeiro cliente do combustível de aviação produzido pela operação experimental no aeroporto de Roterdã.

Alguns esperam que aviões elétricos ou híbridos sejam a resposta.

A EasyJet, em parceria com a Wright Electric, com sede nos EUA, está desenvolvendo aviões elétricos que poderiam fazer rotas de curta distância a partir de 2030.

Mas Joris acredita que os biocombustíveis têm mais chance de reduzir a dependência da indústria de combustíveis convencionais.

“Não há bala de prata”, diz Joris. “Mas os combustíveis renováveis ​​darão os maiores passos para reduzir o impacto ambiental da aviação.”

“No momento, é muito caro. O tamanho da pressão vai ditar a rapidez com que as companhias aéreas vão se ajustar.”

‘Escolhas difíceis’

Nem todo mundo está convencido de que essas mudanças tecnológicas serão a solução para tornar os voos mais sustentáveis.

“A única solução que temos é simplesmente voar menos”, diz Lege, da Friends of the Earth.

“Compreendo as razões pelas quais precisamos voar ao redor do mundo, mas as mudanças climáticas estão acelerando a um ritmo assustador. Precisamos fazer escolhas difíceis. Precisamos pensar em mudanças no sistema. Estou confiante de que podemos viver nossas vidas de forma muito confortável ​​sem voar, será apenas diferente.”

*Por Anna Holligan

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*Fonte: bbc-brasil

O combustível desse carro é água salgada

Pouco a pouco, as pessoas estão se conscientizando da importância de cuidar do meio ambiente, razão pela qual várias iniciativas foram lançadas para reduzir a quantidade de lixo e poluentes que são emitidos.

Carros são um dos vilões do meio ambiente por emitir muito ar poluído. Tudo isso pode se tornar um problema de grandes proporções, esta foi uma das razões por que os carros elétricos estão ganhando espaço cada vez mais, mesmo ainda sendo mais caro ter um carro assim.

No entanto, nem tudo parece perdido porque a empresa suíça NanoFlowcell introduziu QUANTINO, um carro que funciona com água salgada, em vez de gasolina ou baterias elétricas.

Este carro, ao contrário dos carros elétricos convencionais, usa baterias iônicas chamadas bi-ION, cuja operação é baseada em água salgada.

Seu inventor, Nunzio La Vecchia, garantiu que este carro terá um ótimo desempenho, mesmo assegurando que QUANTINO pode atingir até mil quilômetros de autonomia.

A marca suíça trabalhou neste projeto desde 2014 e este carro é o resultado de anos de pesquisa. As baterias do carro oferecem até dez mil horas de operação com uma geração de 108 cavalos de potência e uma velocidade de até 200 quilômetros por hora.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Veja 6 exemplos de combustíveis sustentáveis que você já pode usar no seu carro

O uso de combustível sustentável já é uma realidade, e todos deveriam pensar na possibilidade de ter essas alternativas como forma de abastecer seu automóvel. Isso porque os combustíveis tradicionais, principalmente a gasolina, poluem e são produzidos por meio da extração do petróleo.

Em outras palavras, podemos dizer que o uso de combustíveis tradicionais prejudica o meio ambiente de duas formas: por meio da extração de um bem natural e pelo aumento da poluição atmosférica e gases do efeito estufa. Por isso, buscar por alternativas sustentáveis para abastecer o seu carro é uma atitude que ajuda a diminuir os poluentes eliminados. Vale destacar, inclusive, que alguns desses combustíveis são inclusive mais eficientes que a gasolina.
Quais combustíveis sustentáveis podem ser usados no seu carro?

Eletricidade

Os carros elétricos são uma ótima alternativa àqueles movidos a gasolina, pois tudo o que ele precisa para funcionar é de energia elétrica. Esse tipo de veículo resolve bem o problema da poluição, já que não emite carbono. Para carregar, basta conectar o carro a uma tomada convencional, igual fazemos com um celular.

Biocombustível

São carros movidos por meio elementos naturais — como a cana de açúcar (mais popularmente utilizada), a mamona, a soja, a mandioca e o babaçu. Como utilizam produtos naturais e que são fáceis de repor, podendo ser produzidos em larga escala, são considerados uma alternativa interessante à gasolina. Os biocombustíveis emitem um pouco de poluentes, mas em escala bem menor que os combustíveis que utilizamos diariamente.

Etanol celulósico

Este pode ser considerado um tipo de biocombustível. No Brasil, ainda passa por adaptações para se tornar mais eficiente, mas já vem sendo considerado o etanol de segunda geração. É produzido por meio da quebra de fibras vegetais. É considerado ainda mais sustentável pois aproveita as folhas e o bagaço da cana, que sobrariam após a produção do etanol de primeira geração. Ou seja: além de produzir um combustível sustentável ainda ajuda na reutilização de algo que seria descartado.

GNV

Conhecido como Gás Natural Veicular, o GNV é uma alternativa sustentável aos combustíveis fósseis. Produzido a partir do metano, proporciona uma alta redução na emissão de poluentes e pode ser instalado em qualquer veículo. Além disso, é uma opção mais em conta, tendo um preço mais baixo que a gasolina e o diesel.

Ar comprimido

É uma novidade na França, sendo produzido por uma única empresa e direcionado para carros menores que transportam até três pessoas. O ar é o combustível, que permite que o carro funcione e não há nenhuma emissão de gases poluentes.

Hidrogênio

O hidrogênio também é uma alternativa de combustível sustentável e já existem veículos criados para funcionar a partir desse componente. A eletricidade motriz é produzida a partir do hidrogênio, permitindo que o carro se movimente normalmente. Outra vantagem está no fato da existência de grande quantidade desse componente na atmosfera terrestre, o que tornaria o combustível mais barato. Não há a emissão de gases poluentes.

 

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*Fonte: pensamentoverde

Quais são os países com a gasolina mais cara e mais barata do mundo?

Passar por um posto de gasolina para encher o tanque é algo corriqueiro na maioria dos países, mas financeiramente a experiência pode ser bem diferente dependendo de onde você estiver.

Ainda que a gasolina seja um produto “globalizado”, vendido no mundo inteiro, as condições que determinam seu preço em cada país são bem distintas, assim como as possíveis repercussões de um súbito aumento deste.

O México, por exemplo, esteve recentemente no noticiário internacional por causa dos protestos no país contra o “gasolinaço” – o aumento do preço de combustíveis em até 20%.

Manifestantes foram às ruas, houve saques a lojas e foram erguidos bloqueios em estradas e barricadas em postos e instalações da petroleira estatal Pemex.

Desde 1º de janeiro, a Pemex perdeu o monopólio da venda de gasolina no México, sempre com preço determinado – e subsidiado – pelo governo.

A ideia é liberar o preço e a venda, e acabar com os subsídios milionários do governo para manter o preço baixo do produto.

O caso do México não é uma exceção. Ao redor do mundo, o preço dos combustíveis está sujeito a variáveis como subsídios ou impostos, o preço do barril de petróleo e mesmo políticas de combate à inflação.
Direito de imagem Reuters

No Brasil, por exemplo, a Petrobras congelou o preço do combustível para controlar o aumento da inflação durante o governo de Dilma Rousseff.

No governo de Michel Temer, a empresa assumiu uma nova política de preços de ajustes periódicos de acordo com a dinâmica dos mercados nacional e internacional.

No entanto, as duas reduções de preços da gasolina e do diesel feitas pela companhia nas refinarias, em outubro e novembro do ano passado, não se traduziram nos valores cobrados do consumidor nas bombas dos postos.

São essas variáveis que fazem com que o preço do litro da gasolina varie radicalmente ao redor do planeta; em determinado país ela pode custar quase 200 vezes mais do que em outro. E também é preciso levar em conta o poder aquisitivo do consumidor.

Ainda que o preço seja muito alto na Holanda e muito baixo na Bolívia, isso não signfica que, para os holandeses, a gasolina seja muito cara nem que seja muito barata para os bolivianos.

Os mais baratos

Segundo a consultoria Global Petrol Prices, a Venezuela é o país com a gasolina mais barata no mundo, entre 166 países e territórios analisados pela em seu mais recente relatório semanal, divulgado em 9 de janeiro.
Os países onde a gasolina é mais barata

1 Venezuela

2 Arábia Saudita

3 Turcomenistão

4 Argélia

5 Egito e Kuwait

Fonte: Global Petrol Prices (09/01/2017)

A US$ 0,01 por litro, a gasolina continua a ser incrivelmente barata na Venezuela, país que enfrenta um difícil momento econômico, com inflação galopante.

O país tem as maiores reservas petrolíferas comprovadas do planeta. E, em meio ao colapso econômico pelo qual passa o país, o governo segue empenhado em subsidiar massivamente o uso do combustível.

As outras quatro nações com a gasolina mais barata do mundo também são quase todas grandes produtoras de petróleo.

Na Arábia Saudita, o país com a segunda maior reserva de petróleo do mundo, paga-se 24 vezes mais do que na Venezuela, mas o preço continua bem baixo: US$ 0,24 por litro.

A gasolina também é muito barata no Turcomenistão (US$ 0,29/litro) e na Argélia (US$ 0,32/litro), dois grandes produtores na Ásia e na África, respectivamente, e no Egito e no Kuwait (US$ 0,35/litro).

São países que acabam comprometendo recursos fiscais para subsidiar a gasolina para seus cidadãos, porque, ao vendê-la a preços baixos internamente, renunciam a receitas que seriam obtidas na exportação de petróleo de acordo com os preços internacionais.

No último ano, o valor internacional do petróleo in natura se manteve relativamente baixo. Mas, caso ele se eleve substancialmente em 2017, como alguns preveem, o custo para manter a gasolina tão barata poderá ser ainda maior para essas nações.

 

Os mais caros

Talvez seja mais surpreendente a lista dos países em que a gasolina é mais cara.
Os países onde a gasolina é mais cara

1 Hong Kong

2 Noruega

3 Islândia

4 Mônaco, Israel, Holanda, Grécia

Fonte: Global Petrol Prices (09/01/2017)

O primeiro lugar fica com o território chinês de Hong Kong, onde o litro custa US$ 1,93, segundo a Global Petrol Prices, ou seja, 193 vezes mais do que na Venezuela.

Entre os motivos disso, estão os impostos, o alto custo de imóveis e outros gastos operacionais, segundo o jornal South China Morning Post.

Mais intrigante ainda é o país em segundo lugar: a Noruega, onde se paga US$ 1,86 por litro. O surpreendente é que a nação é um dos grandes produtores e exportadores de petróleo do mundo.

Graças a suas jazidas no mar do Norte, o país está entre os 20 principais produtores do planeta. Mas, em vez de subsidiá-lo, criou restrições que tornam muito caro ter um automóvel privado, em prol de políticas que incentivam o transporte público.

Suas exportações de petróleo alimentam o Fundo Soberano da Noruega, usado para diversificar sua economia tendo em vista o dia em que as reservas se esgotarão.

Na terceira posição está a Islândia (US$ 1,75/litro), nação em que impostos e a consciência ambiental ajudam a explicar por que é tão caro encher o tanque no país.

A mesma lógica se aplica a Mônaco e Holanda, empatados em quarto com Israel e Grécia, com um preço de US$ 1,65/litro.

Israel, por sua vez, é um país que aplica impostos altos na gasolina vendida nos postos e produz muito pouco petróleo, dependendo majoritariamente de importações.

No entanto, segundo o próprio governo israelense, o petróleo “é um recurso majoritariamente produzido por países que não são amigos e são até mesmo hostis” a esta nação.

A Grécia entrou na lista depois de se ver obrigada a aumentar impostos a fim de ajustar suas finanças e cumprir as rigorosas condições impostas por seus credores para obter empréstimos.

O Brasil ocupa a 116ª posição do ranking, com um preço médio de US$ 1,18 por litro, o mesmo valor cobrado atualmente na Romênia e na Sérvia.

 

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*Fonte: bbc.com

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