Kustom Kulture Forever (2017)

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Razonite: uma enfermidade grave que está se espalhando pelo mundo

Razonite é uma doença altamente contagiosa que causa uma inflamação da razão e disfunções cerebrais sérias, além de um desequilíbrio emocional que torna as pessoas agressivas, intolerantes e impacientes. Sua principal característica é um forte impulso de querer ter razão, custe o que custar.

Uma pandemia é uma epidemia descontrolada que se espalha pelo mundo. E é o que está acontecendo com a razonite, que tem se alastrado por todos os continentes de uma forma assustadora.

A pandemia de razonite é um problema sério, que afeta cada dia mais pessoas e que põe em risco o bem-estar de toda a humanidade.

O que é a razonite?

Razonite é uma doença altamente contagiosa que causa uma inflamação da razão e disfunções cerebrais sérias, além de um desequilíbrio emocional que torna as pessoas agressivas, intolerantes e impacientes. Sua principal característica é um forte impulso de querer sempre ter razão, custe o que custar.

Pessoas que sofrem de razonite comportam-se de maneira pouco sociável, são provocativas, hostis, com tendências coléricas e insultuosas.

Em estágios mais avançados, o transtorno pode levar à perda de qualquer senso de realidade. A capacidade de comunicação e a empatia do paciente são extremamente limitadas ou completamente perdidas e, não raramente, se registra uma propensão à violência verbal e psicológica ou mesmo física.

Por que a razonite é perigosa?

Porque pode se alastrar, contagiando mais e mais gente e nos colocando numa situação na qual todos achariam que têm razão, atacando uns aos outros e destruindo a si mesmos e tudo que há de bom neste mundo.

Mais problemático ainda é quando a enfermidade atinge pessoas com papel-chave na sociedade, como políticos, jornalistas, professores ou qualquer um que tenha acesso ao poder ou grande influência sobre outras pessoas.

Os principais sintomas da razonite

Quem sofre de razonite costuma apresentar os sintomas listados a seguir:

.Tendência severa e irracional de querer sempre ter razão.
Narcisismo extremo.
. Agressividade, intolerância e impaciência/nervosismo acentuados sem motivos reais que justifiquem tal comportamento.
. Perda da capacidade de ver cores, o que faz com que o paciente comece a ver tudo em preto e branco. Até mesmo a capacidade de enxergar vários tons de cinza pode ser extremamente restringida ou suprimida.
. Problemas de comunicação, com o paciente perdendo a capacidade de argumentar e formar novas frases, o que o leva a repetir todo o tempo a mesma coisa, o que é conhecido na medicina moderna como Síndrome do Disco Arranhado.
. Também o sistema auditivo do paciente é atingido pela infecção, causando-lhe uma surdez seletiva, que o impede de escutar argumentos alheios, por mais óbvios que sejam, sempre que contradigam sua opinião.
. Perda de qualquer senso de realidade, fuga para uma bolha de supostas verdades, fatos criados ou torcidos e teorias conspirativas.
. Vitimismo crônico e mania de perseguição (“quem não concorda comigo tem algo contra mim!”).
. Teimosia e insistência, com tendência a querer discutir ou mesmo brigar até que o outro ceda e aceite que ele tem razão, perdendo a paciência e insultando quando isso não ocorre.
. Falta de empatia.
. Comportamento arrogante para disfarçar suas frustações.

Como ocorre a infecção

A infecção com a razonite ocorre normalmente já dentro de casa, na família, que muitas vezes já tem a enfermidade e a passa para as crianças.

Uma infecção pode ocorrer também mais tarde, em outros meios sociais, como no círculo de amizades, no trabalho ou mesmo numa igreja, seita ou em grupos ideológicos.

Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa da Razonite (Razonite International Research Institute), redes sociais como Facebook são hoje o principal canal de infecção da doença. Dr. Robert Stopandthink, diretor do instituto, relata que as redes sociais têm contribuído de uma forma extrema para que esse transtorno se espalhe rapidamente pelo planeta.

“A pessoa, que muitas vezes já carrega consigo uma predisposição para a razonite, entra numa rede social, participa de alguma discussão com pessoas infectadas e passa a pensar e agir como elas, aceitando os delírios de outros enfermos como se fossem seus e querendo ter razão de qualquer maneira, não medindo esforços para isso e se sentindo dono exclusivo da verdade”, explicou Robert Stopandthink.
Razonite é uma coinfecção!

Um dos problemas da razonite é que ela não surge sozinha. Pessoas que se contaminam com esse mal normalmente já tinham o organismo afetado por outras infecções.

É muito comum, por exemplo, que pessoas com razonite tenham se contaminado anteriormente com o vírus vaidadis imbecilis, que causa um excesso de vaidade e egocentrismo anormal.

Estudos indicam que muitos pacientes com razonite carregam também consigo uma bactéria chamada complexus fragilis, adquirida ainda na infância (essa bactéria é normalmente passada aos filhos pelos pais) e que é responsável pelo complexo de inferioridade que igualmente acomete essas pessoas.

Diagnóstico diferencial

A razonite é um transtorno que atinge normalmente pessoas em idade adulta e não deve ser confundida com o comportamento birrento de crianças, mesmo que alguns sintomas sejam muito semelhantes.

Tratamento

O tratamento da razonite é difícil, principalmente porque demora muito até que o paciente perceba que foi infectado (muitos terminam levando toda sua vida sem perceber que têm o transtorno). Tentativas de pessoas próximas ao paciente de alertá-lo sobre seus sintomas claros são ignoradas ou vistas por ele como uma afronta que deve ser combatida.

Indicada como parte importante do tratamento da razonite seria uma psicoterapia, no intuito de ajudar o paciente a reconhecer que sofre da enfermidade e entender quando foi infectado e que estratégias poderiam ajudá-lo a recuperar o tempo e o desenvolvimento perdidos por causa da doença.

Outro tratamento, infelizmente nem sempre eficaz, seria confrontar o paciente com seu comportamento e com as bobagens que anda dizendo e escrevendo por aí. Isso nem sempre funciona por causa da teimosia e da tendência ao vitimismo do paciente (ao ser confrontado com a realidade, ele se sentirá atacado e tentará assumir o papel de vítima!), mas principalmente por causa do narcisismo, que também é um sintoma comum desse distúrbio.

A terapia mais eficaz é o tratamento de choque: o paciente é trancado em um recinto fechado, sem janelas, juntamente com várias outras pessoas também infectadas com razonite e em estado mais grave que o dele. Depois de passar uns dias batendo boca (e a cabeça!) com os outros, o paciente termina esgotando toda sua energia de “dono da verdade” e tem a chance de perceber que algo está errado, de reconhecer o absurdo do próprio comportamento e, assim, começar a mudá-lo.

Chances de cura

Quanto mais cedo o paciente reconhecer que está afetado pela doença, maiores são suas chances de cura.

Especialistas têm observado que pacientes de idade mais avançada, que não raramente já carregam a razonite consigo por muitas décadas, têm uma maior dificuldade de admitir que estão transtornados, já que os sintomas teimosia e perda do senso de realidade tendem a aumentar com o tempo.

Pacientes terminais

Algumas pessoas que sofrem de razonite se encontram num estágio tão avançado que não têm mais chances de cura. Um diálogo não é possível, qualquer forma de tratamento/ajuda é recusada pelo paciente e insistir pode fazer com que ele parta para a violência.

Nesses casos, Dr. Robert Stopandthink recomenda a isolação da pessoa afetada, devendo-se evitar qualquer forma de contato, já que a vida é muito curta para ficar se ocupando com gente contaminada pelo mal de querer ter razão o tempo todo. Sem falar do risco de se contagiar e se tornar um deles.

O PROBLEMA DO MUNDO DE HOJE É QUE AS PESSOAS INTELIGENTES ESTÃO CHEIAS DE DÚVIDAS E AS PESSOAS IDIOTAS ESTÃO CHEIAS DE CERTEZAS.
Charles Bukowski

 

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*Fonte: caminhos

Viajar é mudar a roupa da alma

“Navegar é preciso, viver não é preciso“. A célebre frase atribuída a Fernando Pessoa teria sido originalmente dita pelo general romano Pompeu. Claro que naquela época o navegar não tinha nenhum sentido figurado: o ato era necessário para o transporte de alimentos entre províncias, permitindo que todos ficassem bem alimentados. Hoje, embora não dependamos mais das navegações para ficar de barriga cheia, há quem fique de coração vazio quando não está com o pé na estrada.

São pessoas como esta aventureira dos anos 1920 que viajou por mais de 80 países, apesar das barreiras enfrentadas pelas mulheres na época. A canadense Idris Welsh, que ficaria conhecida pelo nome artístico Aloha Wanderwell, tinha apenas 16 anos quando começou a viagem ao lado do explorador polonês Valerian Johannes Piecynski, mais conhecido como Walter Wanderwell. A jovem até mesmo dirigiu o próprio carro, um Ford Model-T, durante boa parte do trajeto. O intuito da viagem era promover a paz mundial, passando por lugares como França, Egito, Alemanha, Palestina, Índia, Sibéria e até o Brasil.

Aloha não foi a única a vencer barreiras para embarcar em uma viagem dos sonhos. A argentina Sara Vallejo também decidiu encarar uma viagem pela América do Sul em motorhome e sem data para terminar. Até aí, nada de anormal, a não ser o fato de que a expedição teve início em comemoração ao aniversário de 80 anos de Sara, que é professora de inglês aposentada. Ao longo do caminho, as histórias da viagem serão contadas através de sua página do Facebook, 80 Años No Son Nada.

Assim como Sara, Norma Jean Bauerschmidt decidiu viajar mesmo com uma idade avançada. Aos 90 anos, ela foi diagnosticada com câncer e decidiu trocar a quimioterapia por uma viagem em motorhome pelos Estados Unidos, acompanhada do filho e da nora.

A aventura em família foi narrada através da página do Facebook Driving Miss Norma, que também noticiou seu falecimento, após um ano na estrada. Durante esse tempo, o grupo visitou parques, feiras e diversas cidades do país.

Outro aposentado também encarou uma aventura extrema. Aos 60 anos, o russo Serguêi Lukianov decidiu dar a volta ao mundo a pé. Foram cerca de 22 meses e 24 mil quilômetros caminhados durante a viagem. Ele andava cerca de 50 a 60 km por dia, o que permitiu conhecer aproximadamente 20 países – entre eles China, Vietnã, Indonésia, Singapura, Uruguai, Brasil, Argentina, Tunísia, Itália, Eslováquia e Polônia.

Antes de empreender a viagem, Serguêi era treinador na Rússia e já possuía alguns recordes nacionais na caminhada de quase 100 km, segundo a Gazeta Russa. Apesar do condicionamento físico, ele precisou passar por uma cirurgia de hérnia antes mesmo de deixar seu país e chegou a ter todas as suas coisas roubadas no meio do percurso, mas nada o impediu de realizar o sonho de dar a volta ao mundo a pé.

Para que cada vez mais pessoas possam viajar sem se preocupar com suas condições de saúde, um grupo de jovens dos Estados Unidos criou uma mochila adaptada para levar seu amigo com atrofia muscular à Europa. A mochila permitia que o jovem Kevan Chandler fosse levado nas costas de um dos amigos durante os passeios.

A viagem do grupo durou três semanas e certamente irá ficar na memória deles para sempre. A história dessa aventura, que inclui passagens pela Irlanda, Inglaterra e França, já foi narrada em no blog We Carry Kevan e espera-se que ela dê origem a um livro e um filme para inspirar outras pessoas e mostrar que é possível ser feliz e viajar o mundo, independentemente das adversidades.

Difícil mesmo é encontrar algum viajante que não goste de registrar suas descobertas pelo mundo. Pensando nisso, o experiente fotógrafo Bob Holmes, com mais de 35 anos de carreira fotografando para publicações como LIFE, Time e National Geographic, decidiu dar dicas para que iniciantes possam melhorar suas fotografias.

O vídeo foi gravado para o canal do Youtube Advancing Your Photography e traz dicas sobre a importância de conhecer bem a própria câmera, a necessidade de exercitar o olhar e o fato de que improvisar e não se ater tanto às regras pode dar origem a fotos ainda melhores. O vídeo completo, em inglês, você confere abaixo (e nós traduzimos as principais dicas dele aqui).

Ninguém discorda que viajar é mesmo uma experiência enriquecedora. Porém, infelizmente nem todos temos a disposição ou a vontade para colocar o pé na estrada todos os dias. Mesmo assim, nós do Hypeness buscamos sempre contar histórias inspiradoras como as que reunimos aqui para lembrar que qualquer pessoa pode viajar, basta ter vontade.

Pode ser que em alguns casos, como o de Kevan, as limitações físicas dificultem o trajeto; ou pode ser que todo mundo ache uma loucura por causa da sua idade, como aconteceu com Sara. Mas, assim como no caso de Serguêi, nós vemos todos os dias que viajar é muito mais do que apenas explorar o mundo, é realizar sonhos e conquistar uma nova saúde, mesmo que para isso seja necessário quebrar muitas barreiras.

Afinal, um sonho é uma das poucas coisas que ninguém poderá realizar por você!

 

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*Fonte: hypeness

 

 

 

7 características em comum entre as pessoas mais felizes do mundo

Fala a verdade: você é feliz? A busca da felicidade é um dos nortes da humanidade, mas algumas pessoas constantemente parecem tomar caminhos mais tortuosos para isso, permanecendo longos períodos em estado de melancolia e tristeza. Aqui no Mega, já trouxemos dicas da neurociência para a felicidade verdadeira, além de outras técnicas para melhorar o humor.

Segundo alguns pesquisadores, 40% da felicidade está diretamente sob nosso controle – o resto depende de fatores genéticos ou de ações que estão fora de nosso alcance. Por isso, é importante que saibamos ao menos aproveitar ao máximo esse potencial que está em nossas mãos e nunca o deixar cair.

 

Para melhorar seu estado de espírito, atente para esses 7 pontos:

1. Relacionamentos são essenciais

O departamento de psiquiatria da Universidade de Harvard analisou mais de 450 homens ao longo de quatro gerações e mais de 70 anos para determinar que as relações sociais são extremamente importantes para nos mantermos felizes. Quanto mais sólidos esses laços afetivos, mais chances teremos de ficar bem!

2. Tempo é mais importante que dinheiro

Estudos feitos pelas Universidades da Califórnia em Los Angeles e da Pensilvânia com quase 4,5 mil pessoas mostraram que elas preferem ter mais tempo livre a dinheiro de sobra – isso porque ninguém perguntou nada para mim. Afinal, não adianta nada estar nadando na grana se você não consegue uma folguinha para gastá-lo, né?

3. Dinheiro para pagar as contas é o suficiente

Claro que o item acima não quer dizer que as pessoas felizes não se importam com o dinheiro: ele é fundamental para manter a felicidade da pessoa, mas em quantidade suficiente para poder se livrar de todas as contas e não precisar esquentar a cabeça no final do mês.

4. Curtir os detalhes

De acordo com a Associação Americana de Psicologia, uma característica comum entre as pessoas felizes é que elas dão atenção a detalhes do mundo que muita gente acostuma e acaba ignorando. Você já sentiu o cheiro das flores hoje? Já pisou na grama? Tentou descobrir desenhos em nuvens? Comportamentos assim são deixados de lado quando crescemos, mas são fundamentais para nos mantermos conectados com o mundo.

5. Altruísmo

“Fazer o bem sem olhar a quem”. Esse ditado batido se provou extremamente eficaz na elevação do estado de espírito de quem segue essa filosofia, portanto mãos à obra! Ao colocar um sorriso no rosto de algum desconhecido, o efeito acaba sendo revertido para você mesmo!

6. Praticar exercício físico

Que a prática de esportes é importante para a saúde do corpo, todo mundo já está careca de saber, mas muita gente se esquece que os exercícios físicos também são ótimos para a saúde mental! Além de prevenir doenças neurológicas, a descarga de adrenalina e suor faz com que você se sinta recompensado no final.

7. Dinheiro compra a felicidade, mas na forma de experiências

Um estudo publicado em 2014 mostrou que as pessoas são mais felizes quando investem seu dinheiro em experiências pessoais em vez de itens materiais. Os bens só ajudam quando são para praticar alguma coisa nova, por exemplo, quem compra sapatos de escalada para sair em uma aventura. Livros que te levam a outros mundos também são modelos de bens materiais ligados a experiências pessoais.

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*Fonte: megacurioso

Vídeo resume as mentiras que se escondem por trás do que postamos nas redes sociais

Que a maioria das postagens que vemos nas redes sociais não é a realidade do que as pessoas vivem todos sabemos. Mas se todos sabemos, por que continuamos a encenar a preferência por uma vida que não é real? Por que a vida real não é a campeã de likes? Por que não tentamos de fato viver a vida que queremos então? Você está vivendo uma Insta Lie, ou uma mentira no Instagram?

 

 

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*Fonte: hypeness

5 expressões para cortar uma discussão pela raiz

Enquanto alguns consideram que “a discussão é a morte do diálogo”, como é o caso de Emil Ludwig, outros acreditam que não apenas é inevitável, mas que também pode ser positiva. Será verdade? Vamos tentar encontrar as respostas.

O professor Javier Escrivá Ivars, diretor do Mestrado em Casamento e Família da Universidade de Navarra e docente da Universidade de Valencia, na Espanha, considera que discutir é bom, mas brigar é destrutivo. Isto é, na discussão não deveríamos quebrar certas leis, se não quisermos que a troca de opiniões se transforme em algo destrutivo. E para isso, existem frases que podem ser muito úteis.

“Às vezes o confronto é necessário, e eu gosto disso.”
-Louis Bourgeois-

Expressões que podem cortar uma discussão pela raiz

A seguir, apresentamos uma série de expressões que podem cortar uma discussão pela raiz, antes que se transforme em uma briga. Mas, evidentemente, não são varinhas mágicas. Portanto, não se esqueça, se a conversa esquentar, como diz o professor Escrivá Ivars, procure colocar um ponto a mais de humildade e generosidade, e não se esqueça da empatia. São ferramentas indispensáveis se você deseja melhorar a sua vida, seu convívio e suas discussões. Caso contrário, uma conversa inicialmente tranquila pode se transformar em um inferno.

 

“Você tem razão no que diz…”

Esta é uma frase que expressa a capacidade individual de reconhecer pontos em comum com a outra pessoa. Assim, durante uma discussão, no momento em que surgir um conflito, não estaremos potencializando o distanciamento, e sim o acordo.

De qualquer forma, recomendo que você só use esta frase quando realmente estiver de acordo com o que irá destacar a seguir. Como diz Escrivá, não atire feito maluco para ver se você acerta, pois dessa forma não surtirá efeito, ou pelo menos não o efeito desejado. Cheque se você realmente concorda com os argumentos que aponta e aceite humildemente seus erros para encontrar pontos de concordância verdadeiros.

“Me sinto (assim) quando você diz isso…”

A maior parte das discussões que temos em nossas vidas acontece com pessoas próximas. Sendo assim, e pela importância que têm para nós, estes momentos de falta de entendimento produzem inquietude e sentimentos opostos. Por que não dizer isso com toda a sinceridade?

Durante uma discussão é importante dizer para o outro como nos sentimos. Se alguma coisa machuca e dói daquilo que ouvimos, é preciso comunicar isso para conversar de forma positiva e não deixar que o assunto saia de controle.

Esta declaração durante uma discussão nos permite ser responsáveis e conscientes do nosso estado emocional. Contudo, é preciso cuidar para não responsabilizar as outras partes. É possível expressar o mal-estar sem aprofundar naquilo que cria distância.

“Sinto muito se isso o incomodou. Me diga como você se sente para que eu possa compreendê-lo melhor…”

Outra frase que pode ser um ponto de inflexão em uma discussão. Talvez a posição do seu interlocutor lhe pareça absurda, mas se você começar a ridicularizá-lo, por exemplo, fará mais mal do que bem.

Por outro lado, se você tentar criar empatia e racionalizar os sentimentos da pessoa com quem está discutindo, talvez visualize um pano de fundo que antes não enxergava. Assim, você pode analisar a situação com mais profundidade e entender perfeitamente o que está acontecendo, onde surge o mal-estar e como encontrar soluções em comum.

“Lembre-se de que cada discussão tem pelo menos três pontos de vista: o seu, o do outro, e o das outras pessoas.”
-Napoleón Hill-

“Por que não procuramos nos apoiar?”

Outra expressão útil em cenários de discussão. Às vezes é melhor priorizar os pontos em comum e deixar de lado as diferenças. Desta forma, o seu interlocutor percebe que você é uma pessoa sincera que na verdade busca um entendimento, não uma briga.

Neste caso mostra-se bom ânimo por ser positivo e não por insistir nos pontos que separam aqueles que discutem. De fato, esta expressão é muito útil para transformar uma briga verbal em um relacionamento cooperativo.

“Errei e sou muito consciente disso”

Não existe a pessoa perfeita. Assim, como seres imperfeitos que somos, todos erramos. Sem dúvida, uma discussão é o momento ideal para reconhecê-lo, especialmente se temos parte da culpa da situação que se gerou.

Assim, a melhor coisa a fazer é usar a sinceridade e a humildade, não há dúvida de que a outra pessoa agradecerá. Contudo, não é fácil reconhecer os erros, pior ainda em momentos muito fervorosos. Contudo, o resultado fará o esforço valer a pena.

O seu companheiro ou a sua família estão em constante discussão? Você não gosta de discutir ou acha que poderia tornar o relacionamento mais leve? Ouse colocar em prática estas frases, mas faça-o de verdade, com o coração. Certamente, com o tempo e a prática, a sua situação irá melhorar.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Agradeça ao seu ex, por ter lhe ensinado o que não é o amor!

A passagem do tempo irá nos acalmar e nos fazer perceber com clareza que algumas pessoas passavam longe de ser quem nos merecia, quem nos acrescentaria, quem nos seria vital. Elas foram importantes somente para nos mostrar o que não podemos aceitar como amor.

De início, lembremos aquele famigerado senso comum que nos diz para termos a consciência de que, muitas vezes, quem perde está ganhando. Costumamos enxergar tudo no calor do momento, tendo o imediatismo do que nos acontece como a única forma possível de as coisas acontecerem. No entanto, isso é uma inverdade, porque o tempo acaba por nos mostrar que muita coisa era o oposto do que imaginávamos.

É assim com tudo, é assim também com o amor. Quantos de nós não nos prendemos a um relacionamento sufocante, desgastante, com alguém que parecia ser um grande amigo(a), um parceiro(a) perfeito(a), como se não pudéssemos encontrar nada melhor, como se viver sem aquela pessoa nos fosse inimaginável. E, passado um tempo sem aquela presença, percebemos que nossa vida ficou melhor, que perdíamos tempo à toa.

Tudo tem uma razão de ser, o que nos acontece, o que nos fazem, o quanto sofremos, sorrimos, o tanto que lutamos, é tudo parte de nosso aprendizado, para que nos tornemos pessoas melhores e mais certas quanto ao que queremos ou não para nós. O que é bom nos aponta a certeza do que e de quem teremos de manter junto. O que é ruim, por outro lado, serve como lição – embora dolorida – de tudo e de todos que deveremos evitar, que teremos de manter afastados, lá longe.

Por isso é que, muitas vezes, embora inevitável, sofrer por quem não nos quer mais, por quem já usou e abusou de nosso melhor, de quem nos teve e nos dispensou feito objetos em desuso, inevitavelmente se tornará algo de que acabaremos nos arrependendo. A passagem do tempo irá nos acalmar e nos fazer perceber com clareza que aquela pessoa passava longe de ser quem nos merecia, quem nos acrescentaria, quem nos seria vital. Elas foram importantes somente para nos mostrar o que não podemos aceitar como amor.

Não conseguiremos passar incólumes pelos términos de relacionamento que enfrentaremos, uma vez que, quando estamos ali dentro de tudo, de muito perto, é difícil enxergar com firmeza todos os vazios e machucados em que estamos inseridos. No entanto, com o passar dos dias, conseguiremos nos libertar de quem já nem está junto, dando-lhe a devida importância: nenhuma. É assim que sobrevivemos, que nos fortalecemos e nos preparamos para o encontro arrebatador com o verdadeiro amor de nossas vidas.

 

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*Fonte: osegredo

Como se tornar o idiota da selfie

Enquanto seguro meu garfo cheio de um suculento macarrão, me belisco e olho para o lado, apenas para checar se aquele momento de divindade gastronômica é real. Imediatamente desejo não ter me virado. A cena bizarra se repete novamente: uma moça bonita aciona a câmera frontal do celular e o estica frente a seus seios fartos, realçados por um vestido a vácuo, enquadrando-os junto a um prato de sobremesa. Ao longo da última hora, aquele deveria ser o quinquagésimo autorretrato (sou do tempo em que “fotinha” era retrato).

De repente, começo a me sentir um extraterrestre naquele restaurante descolado e com boa música ao vivo. Quase ninguém olhava para os músicos — que tocavam um samba de gafieira — a não ser para fotografá-los e postá-los em tudo quanto é canto cibernético. Ninguém comia sem antes registrar a comida, ou matava a sede antes de clicar o drink apoiado na mão e com o bar ao fundo. Era um show de Truman voluntário, uma bolha de registros milimetricamente calculados.

Beicinhos, caretas, piscadelas, cabelos jogados, ângulos corretos… Autorretratos em grupo, em casa, na cama, na piscina, em frente ao espelho, na academia, no funeral (!), após o sexo (sim!, tem isso agora), com o cachorro (milhares com o cachorro, meu Deus), com roupa de festa, com roupa íntima, sem roupa alguma (!), virado do avesso… Essa coisa de “selfie” tomou uma proporção tão maluca que, em 2013, foi eleita pelo dicionário Oxford como a palavra do ano, uma vez que sua popularidade havia crescido — pasme! — 17.000% em 365 dias. E cá estou eu, já alguns anos depois, mais perdida que cego em tiroteio, achando tudo meio artificial e esquisito. É o crescimento exponencial do ego.

Confesso que sempre que vejo uma “selfie” bem linda — e são várias em minha timeline — fico imaginando a luta da pessoa até consegui-la. Podem ser horas procurando a iluminação adequada, treinando a cara no espelho, batendo cabelo pra lá e pra cá, enquanto o braço quase gangrena de tanto segurar o celular para cima. Sei disso por experiência própria. Precisava obter algumas para uma divulgação e foi um martírio inesquecível. Segurar um “carão” é arte para poucos.

O problema não é se registrar para a eternidade, a modernidade está aí e não acompanhar faz nenhum sentido. O problema é retratar a vida sem realmente vivenciá-la, estar presente sem estar. É preocupante que as pessoas precisem se autorretratar infinitamente para sentir que estão ali de fato, muitas vezes crendo intimamente a qualidade daquele momento só será convalidada a depender do número de curtidas. Narcisos sofredores, narcisos drogados, embriagados de si mesmos e embevecidos num perigoso “egotrip”.

O crescimento exponencial do ego costuma carregar uma mortalha pesada: o vazio existencial. Nunca se esteve tão frágil e tão exposto ao mesmo tempo. Está aí a depressão — o mal do século — para comprovar. Talvez estejam sobrando registros externos e faltando os internos, num mundo com menos autorretratos e mais autoanálises. É hora de engolir a câmera e deixar que ela registre o que há de mais importante, mas quem tem realmente coragem para fazer essa viagem?

Posso estar ficando velha, chata e ranzinza. Posso estar saindo do otimismo cibernético para a crítica anacrônica, mas, da próxima vez em que você estiver saboreando um delicioso macarrão, pergunte-se sinceramente qual é a necessidade de se autorretratar ao comê-lo.

*Por: Lara Brenner

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*Fonte: revistabula

Pessoas que gostam de ficar sozinhas são as mais inteligentes e leais que você pode conhecer

Na verdade, a inteligência os torna capazes de viver contentes mesmo na solidão. Estou cansada de escutar toda aquela conversa negativa sobre pessoas que gostam de passar um tempo sozinhas. Que elas são doentes, estranhas ou más companhias. Carregamos um estigma só porque gostamos de passar mais tempo sozinhos do que com outras pessoas, e isso não é justo.

 

Não tem nada de errado em gostar de ficar sozinho:

Você está errado se pensa que tem alguma coisa de errado com pessoas que gostam de ficar sozinhas, e isso não é apenas a minha opinião, é um fato! Primeiro quero deixar claro que não estou atacando ninguém, só estou defendendo uma parcela da população que vem sendo intimidada há muito tempo. Gostaria que você conhecesse um pouco mais sobre essas pessoas.

 

Existem dois tipos de pessoas que gostam de ficar sozinhas:

As pessoas que gostam de ficar sozinhas nem sempre são introvertidas, na verdade algumas são bem extrovertidas e têm uma grande habilidade em fazer amigos, socializar e receber atenção. Sim! Elas também têm amigos! Pessoas que gostam de ficar sozinhas podem fazer grandes amigos, já que escolhem com cuidado suas amizades, também podem ter um grupo seleto de amigos em quem confiam.

Geralmente amam aprender mais sobre si mesmos e sobre a vida, gostam de conversas interessantes e não têm muita paciência para conversas fiadas, e isso não significa que sejam egoístas. Também há aqueles que são mais introvertidos, esses geralmente não gostam de multidões, sentem-se mais seguros quando estão sozinhos, e preferem um animal como companhia. Isso não significa que eles não dão a mínima para os outros, apenas que têm um jeito singular de interagir com o mundo. São pessoas inteligentes e socializam através de redes sociais ou grupos na internet, ir a um evento ou a show é simplesmente devastador para a sua paz de espírito, por isso eles preferem ficar sozinhos.

 

Muitas pessoas acham que não é saudável passar tanto tempo sozinho:

Elas acham que as pessoas que passam muito tempo sozinhas têm depressão ou ansiedade. Eu as entendo, pois já experienciei um ataque de pânico quando fui a um parque de diversões quando era mais jovem. Isso ocorre porque os introvertidos sentem-se sobrecarregados quando são expostos a muitos estímulos ao mesmo tempo. Não há nada de errado em passar um tempo sozinho, essas pessoas geralmente têm muito autoconhecimento e sabem bem do que gostam.

Ufa!
Espero que isso ajude tanto a você quanto a mim, para ser honesta, existem muitas outras razões pelas quais alguém escolhe passar mais tempo sozinho. Pode ser pelo desejo de mais privacidade ou até mesmo como resultado de não ter tantos amigos, mas gostar de ficar sozinho não é a mesma coisa que se sentir sozinho. Eu, por exemplo, passei um ano inteiro como mãe solteira por causa da custódia dos meus filhos. Eu sentia saudade dos meus filhos quando eles estavam longe, mas não porque estava sozinha. Nas semanas em que eu fiquei sozinha, eu me encontrei. Isto foi de valor inestimável para mim, pois descobri que não precisava de ninguém para me dizer quem eu sou ou como devo interagir com os outros. Passei um tempo comigo mesma e encontrei uma base sólida sobre a qual construí minha vida e abracei quem eu sou verdadeiramente.

As pessoas que gostam de ficar sozinhas são algumas das pessoas mais intelectuais e leais que você pode encontrar. Essas pessoas se conhecem muito bem e sabem do que são capazes, constroem a vida em cima do conhecimento e da solidão, não são intimidadas quando se trata de conhecimento, só têm um jeito diferente de ser, é melhor respeitarmos as diferenças, pois é aí que mora a verdadeira inteligência e lealdade.

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*Fonte: resilienciamag
HigherPerspective traduzido e adaptado por Psiconlinews

 

23 das mais magníficas sensações de nossa existência. Confira se já as sentiu!

As pessoas vivem e sentem suas experiências de forma particular e única. Entretanto, existem algumas sensações que pensamos ser praticamente uma unanimidade entre as mais agradáveis e/ou necessárias.

É claro que a maneira como as coisas acontecem é diferente em outras culturas, mas pensando aqui, nesse nosso mundinho mais próximo, penso que a descrição oferecida pela jornalista Elizabeth Costa, e escrita por motivo da proximidade de seu aniversário, vai ao encontro de muito o que nós todos pensamos.

Das 26 sensações listadas pela autora reproduzimos, abaixo, as 23 que consideramos mais marcantes. Obrigada Elisabeth por tornar esse material lindo algo público!

1. A sensação de viajar para um lugar novo.
Poucas coisas são mais emocionantes que explorar territórios desconhecidos, seja em outro país ou na sua própria cidade. A ciência confirma: pesquisas mostram que as pessoas são mais felizes quando gastam dinheiro com experiências do que com bens materiais.

2. A sensação de rir até a barriga doer.
É o melhor tipo de barato. O riso é realmente o melhor remédio. Estudos sugerem que ele pode melhorar seu sistema imunológico, reduzir a pressão arterial e, sim, aumentar seus níveis de felicidade.

3. A sensação ao ouvir “eu te amo”.
Não importa se quem disse foi seu par, seus pais ou seu melhor amigo: o amor é uma experiência que une biologicamente mente e corpo. É a sensação realmente universal.

4. A sensação de fazer uma gentileza aleatória.

Colocar um sorriso no rosto de alguém pode ter impacto sobre o seu nível de felicidade. Sem falar que você também está fazendo o mundo um lugar melhor.

5. A sensação de receber uma gentileza.
Mantenha o ciclo.

6. A sensação de falar o que realmente pensa.
Pesquisa sugerem que pensar demais pode não só gerar mais estresse mas também atrapalhar a execução de tarefas simples. Você tem todo o direito de expressar seus pensamentos e opiniões. Afirme-os claramente e com convicção.

7. A sensação quando alguém te entende.

O resultado é que você se torna uma pessoa muito melhor: um estudo de 2011 mostrou que estar junto do seu melhor amigo ajuda a reduzir o estresse.

8. A sensação de se apreciar a si mesmo.
Pesquisas mostram que a autoaceitação é a chave para uma vida mais feliz, mas o hábito que as pessoas menos cultivam.

9. A sensação de um coração partido.
É impossível passar a vida inteira tendo apenas sensações agradáveis. Ela também é feita de fases difíceis, incluindo a dor do coração. Mas são nestes momentos que mais aprendemos sobre nós mesmos.

10. A sensação de relaxamento total.
A estafa é real, e a melhor maneira de combatê-la é separar um tempo para apenas ser.
Relaxar não é bom somente para a sua saúde física e mental, é simplesmente uma delícia.

11. A sensação de acordar depois de uma ótima noite de sono.
Dormir é para os fortes. Acordar descansado te ajuda a enfrentar o dia com entusiasmo (sem falar que faz bem para a saúde. Ninguém acorda exausto dizendo: “Me sinto espetacular!”

12. A sensação de curtir intensamente o momento.

Aquele show incrível. Uma conversa com um amigo. Brincar com seus filhos no playground. Permitir-se viver no aqui e agora. Estar presente tem muito poder.

13. A sensação de transformar um lugar novo em um lar.
Pesquisadores há muito estudam a saudade de casa. Segundo eles, trata-se de uma forma de ansiedade. Como relata a CNN, o fenômeno se explica “pela nossa necessidade instintiva de amor, proteção e segurança – sensações normalmente associadas ao lar”.

Portanto, quando você de adaptar a um novo ambiente, aquela ânsia pelo que é família se dissipa porque sua nova casa é o que é familiar – e isso é uma forma excepcional de crescimento.

14. A sensação de fracasso.
A vida não é escrita a lápis. Você não vive se cometer erros que não podem ser corrigidos. O que importa é como você muda depois deles. Isso constrói o caráter e te ajuda a ter sucesso.

15. A sensação depois de uma sessão de exercícios.
Não tente brigar com a ciência: as endorfinas são reais. Você fica mais feliz depois de se exercitar.

16. A sensação da raiva.
Conter a raiva não é necessariamente bom para seu bem-estar.

Às vezes é um alerta. Isso não significa que você tenha de dar porrada em quem te contrariou, mas talvez seja um sinal para reavaliar as circunstâncias (e a pessoa) que te fizeram sentir-se assim.

17. A sensação de fazer uma nova amizade.
Essa ligação não está só na sua cabeça. Estudos mostram que conexões sociais ativam o centro de recompensas do cérebro.

18. A sensação do sucesso.
Não importa se ele é grande ou pequeno, você merece se sentir realizado. Um truque para atingir seus objetivos: coloque-os no papel. Pesquisas mostram que isso te ajuda a manter-se no caminho certo.

19. A sensação de aceitação.
Ser aceito é uma sensação muito importante. Isso não vale só para os outros, mas também para você (veja o item sobre a auto aceitação). Você é o seu maior fã.

20. A sensação de conseguir o emprego dos sonhos.
Os funcionários ficam mais felizes quando se envolvem com o trabalho. Você passa muitas horas por dia trabalhando e merece sentir-se satisfeito com seu emprego.

21. A sensação de validação.Não deixe que os outros confirmem que você realmente é. Suas opiniões são válidas. Seu trabalho é válido. E, sim, seus sentimentos são válidos.

22. A sensação de estar sozinho.Não confunda com solidão. Ficar sozinho faz bem. Passar um tempo na própria companhia é saudável para seu bem-estar mental. Você é incrível. Por que não ficar um tempo consigo mesmo?

23. A sensação da felicidade plena.Porque, acima de tudo, você merece sentir felicidade.

 

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*Fonte: contioutra

Contardo Calligaris: não devemos buscar a felicidade

Considerando a tendência de pensadores como Gilles Lipovetsky Eduardo Giannetti, que ministraram conferência no Fronteiras do Pensamento 2017, reflexões sobre o culto à felicidade são sempre pertinentes, pois dizem respeito à vida de todos nós.

O filósofo francês e Contardo Calligaris, psicanalista italiano, têm muitos pontos em comum ao pensar o ideal de felicidade nos tempos atuais: a busca por realização no consumo, o constante surgimento de novos desejos – tão logo os desejos anteriores são atendidos – e a consequente frustração e sentimento de vazio, quando constatamos que nossos objetos de desejo não nos tornaram mais felizes.

Em entrevista concedida à revista Claudia, Calligaris se aprofunda, trazendo sua visão como doutor em psicologia clínica e psicanalista, na importância de vivermos integralmente – o que inclui vivenciar os sentimentos negativos. O italiano, hoje residente no Brasil, fala sobre a necessidade de se construir uma vida interessante, pela qual tenhamos apreço de fato, e não projetar nossa busca por motivação e significado naquilo que não possuímos.

Contardo Calligaris foi conferencista da edição especial do Fronteiras do Pensamento em Salvador, em 2015.
Confira a entrevista na íntegra, abaixo.

 

O que é felicidade hoje?

Não gosto muito da palavra felicidade, para dizer a verdade. Acho que é, inclusive, uma ilusão mercadológica. O que a gente pode estudar são as condições do bem-estar. A sensação de competência no exercício do trabalho, já se sabe, é a maior fonte de bem-estar, mais que a remuneração. Nós temos um ideal de felicidade um pouco ridículo.

Um exemplo é a fala do churrasco. Você pega um táxi domingo ao meio-dia para ir ao escritório e o taxista diz: “Ah, estamos aqui trabalhando, mas legal seria estar num churrasco tomando cerveja”. Talvez você ou o taxista sofram de úlcera, e não haveria prazer em tomar cerveja. Nem em comer picanha.

Mesmo que não vissem problema, pode ser que detestassem as pessoas lá e não se divertissem. Em geral, somos péssimos em matéria de prazer. Por exemplo, estamos sempre lamentando que nossos filhos seriam uma geração hedonista, dedicada a prazeres imediatos, quando, de fato, vivemos numa civilização muito pouco hedonista. Por isso, nos queixamos de excessos e nos permitimos prazeres medíocres ou muito discretos.

Mas continuamos acreditando que ser feliz é ter esses prazeres que não nos permitimos. E agora?

Ligamos felicidade à satisfação de desejos, o que é totalmente antinômico com o próprio funcionamento da nossa cultura, fundada na insatisfação. Nenhum objeto pode nos satisfazer plenamente.

O fato de que você pode desejar muito um homem, uma mulher, um carro, um relógio, uma joia ou uma viagem não tem relevância. No dia em que você tiver aquele homem, aquela mulher, aquele carro, aquele relógio, aquela joia ou aquela viagem, se dará conta de que está na hora de desejar outra coisa. Esse mecanismo sustenta ao mesmo tempo um sistema econômico, o capitalismo moderno, e o nosso desejo, que não se esgota nunca. Então, costumo dizer que não quero ser feliz.. Quero é ter uma vida interessante.

Mas isso inclui os pequenos prazeres?

Inclui pequenos prazeres, mas também grandes dores. Ter uma vida interessante significa viver plenamente. Isso pressupõe poder se desesperar quando se fica sem alguma coisa que é muito importante para você. É preciso sentir plenamente as dores: das perdas, do luto, do fracasso. Eu acho um tremendo desastre esse ideal de felicidade que tenta nos poupar de tudo o que é ruim.

O que adianta garantir uma vida longa se não for para vivê-la de verdade? É isso que temos de nos perguntar?

Quem descreveu isso bem foi (o escritor italiano) Dino Buzatti, no romance O Deserto dos Tártaros. Conta a história de um militar que passa a vida inteira em um posto avançado diante do deserto na expectativa de defender o país contra a invasão dos tártaros, que nunca chegam. Mas tem um lado simpático na ideologia do preparo. É que está subentendida a ideia de que um dia a pessoa viverá uma grande aventura. Mas o que acontece, em geral, é que a preparação é a única coisa a que a gente se autoriza.

Então, pelo menos há um desejo de viver uma aventura?

Mas os sonhos estão pequenos. A noção de felicidade hoje é um emprego seguro, um futuro tranquilo, saúde e, como diz a música dos aniversários, muitos anos de vida. Acho estranho quando vejo alguém de 18 anos que, ao fazer a escolha profissional, leva em conta o mercado de trabalho, as oportunidades, o dinheiro… Isso nem passaria pela cabeça de um jovem dos anos 1960.

A julgar pela quantidade de fotos colocadas nas redes sociais de pessoas sorridentes, elas têm aproveitado a vida e se sentem felizes. Ou, como você aborda em uma crônica, hoje mais importante do que ser é parecer feliz?

O perfil é a sua apresentação para o mundo, o que implica um certo trabalho de falsificação da sua imagem e até autoimagem. Nas redes sociais, a felicidade dá status. Mas esse fenômeno é anterior ao Facebook. Se você olhar as fotografias de família do final do século 19, início do 20, todo mundo colocava a melhor roupa e posava seriíssimo. Ninguém estava lá para mostrar que era feliz. Ao contrário, era um momento solene. É a partir da câmera fotográfica portátil que aparecem as fotos das férias felizes, com todo mundo sempre sorridente.

E a gente olha para elas e pensa: “Eu era feliz e não sabia”.

Não gosto dessa frase porque contém uma cota de lamentação. E acho que a gente nunca deveria lamentar nada, em particular as próprias decisões. Acredito que, no fundo, a gente quase sempre toma a única decisão que poderia tomar naquelas circunstâncias. Então, não vale a pena lamentar o passado. Mas é verdade que existe isso.

As escolhas ao longo da vida geram insegurança e medo. Em relação a isso, você diz que há dois tipos de pessoa: os “maximizadores”, que querem ter certeza antes de que aquela é a opção certa, e a turma do “suficientemente bom”. O segundo grupo sofre menos?

Tem uma coisa interessante no “maximizador”: é como se ele acreditasse que existe o objeto mais adequado de todos, aquele que é perfeito. Mas é claro que não existe.

A busca da perfeição não gera frustração, pois sempre haverá algo que a gente perdeu?

Freud dizia que o único objeto verdadeiramente insubstituível para a gente é o perdido. E não é que foi perdido porque caiu do bolso. Ele fala daquilo que nunca tivemos. Então, faz sentido que nossa relação com o desejo seja esta: imaginamos existir algo que nunca tivemos, mas que teria nos satisfeito totalmente. Só não sabemos o que é.

Como nos livrar desse sentimento?

Temos de tornar cada uma de nossas escolhas interessante. Isso só é possível quando temos simpatia pela vida e pelos outros – o que parece básico, mas não é no mundo de hoje. Não por acaso, o grande espantalho do nosso século é a depressão. A falta de interesse pelo mundo e pelos outros é o que pode nos acontecer de pior.

Complica ainda mais o fato de, como você já abordou, enfrentarmos um dilema eterno: desejamos a estabilidade e também a aventura. Então, entramos em uma relação ou um emprego, mas sofremos porque nos sentimos presos e achamos que estamos deixando de viver grandes aventuras. Isso tem solução?

Não sei se tem solução. A gente vive mesmo eternamente nesse conflito. Agora, como cada um o administra é outra história. Pode-se optar por uma espécie de inércia constante, que será sempre acompanhada da sensação de que você está realmente desperdiçando seu tempo e sua vida, porque toda a aventura está acontecendo lá fora e, a cada instante, você está perdendo os cavalos encilhados que passam e não passarão nunca mais. Viver dessa maneira não é uma das opções. Mas você pode também, em vez disso, permitir se perder.

Permitir se perder no sentido de transformar a vida em uma eterna aventura?

Mas também nesse caso você terá coisas a lamentar. Eu, pessoalmente, fui mais por esse caminho. Mas o preço foi muito alto. Por exemplo, eu não estive presente na morte de nenhum dos meus entes próximos, porque morava em outro país e sempre chegava atrasado, no avião do dia seguinte. Hoje, por sorte, meu filho – que é grande, tem 30 anos – vive perto de mim. Por acaso, ele decidiu vir para o Brasil. Mas não o vi crescer realmente.

Para ser feliz, enfim, o segredo é não buscar a felicidade?

Isso eu acho uma excelente ideia. A felicidade, em si, é realmente uma preocupação desnecessária. Se meu filho dissesse “quero ser feliz”, eu me preocuparia seriamente.

Preferia que dissesse o quê?

Só gostaria que ele me dissesse: “Estou a fim de…” A partir disso, qualquer coisa é válida. O que angustia é ver falta de desejo nas pessoas, em particular nos jovens. Agora, se ele está a fim de algo, mesmo que isso pareça muito distante do campo do possível dentro da vida que leva, eu acho ótimo.

 

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*Fonte: fronteiras

Por que não vamos com a cara de algumas pessoas sem conhecê-las?

Existem certas pessoas cujos atos, ideologia ou aspecto nos causam uma imediata rejeição, embora não as conheçamos. Nesses casos, sua simples imagem pode gerar um sentimento de repulsa que, de algum modo, somos capazes de entender. Mas há ocasiões em que alguém nos cai mal e não podemos encontrar as razões. Não se trata de que seja alguém repulsivo: certamente cairá muito bem para muitas outras pessoas − mas não para nós. Nestes casos em que o sentimento próprio não corresponde à tônica geral, pensamos: o que faz com que as pessoas nos caiam bem ou mal à primeira vista? Fala-se muito das paixões e do amor à primeira vista, mas menos do fenômeno contrário. Como se explica isso de antipatizar logo de cara com alguém?

Segundo José Manuel Sánchez Sanz, diretor do Centro de Estudos de Coaching de Madri (Espanha), essa “flechada” negativa funciona como “um mecanismo de sobrevivência que nos põe em alerta diante de circunstâncias que nosso cérebro tem catalogadas como perigosas ou ameaçadoras”. Embora existam situações ou objetos universais que geram repúdio, cada um de nós tem seu próprio catálogo pessoal de aversões mais ou menos conscientes: “O rechaço será nossa resposta corporal para situações desagradáveis ou inquietantes”. Com a sensação ruim a respeito de alguém, “procuraremos evitar um dano físico ou psicológico posterior”.

No nível fisiológico, aludindo à teoria daquele que é considerado o pai do estudo da inteligência emocional, Daniel Goleman, a reação natural de alerta surgirá na amígdala cerebelosa, “uma região do cérebro responsável, em grande medida, pelos julgamentos rápidos que emitimos a respeito das pessoas”, explica Sandra Burgos, da 30k Coaching. “Qualquer emoção que nos leve a comportamentos viscerais está sendo administrada diretamente por essa glândula, por isso a resposta automática não é racional, e sim espontânea e instintiva”.

 

Quem essa pessoa me lembra?

“Há pessoas que sentem antipatia pelos chefes, e há quem tenha aversão às pessoas loiras ou altas, jovens ou que sempre sorriem. A lista é infinita”, afirma Sánchez Sanz. Mas por que será que alguém sobre quem não temos nenhuma informação pode nos parecer uma ameaça? “Em muitos casos, trata-se de sinais que a outra pessoa emite e evocam em nós lembranças de experiências ou de pessoas desagradáveis com as quais tivemos contato em outro momento de nossas vidas”, explica o pesquisador. Assim, um traço facial, um cheiro, um timbre de voz ou até mesmo um tique ao falar bastaria para fazer essa glândula reagir e disparar o alerta. O percurso de vida de cada um determinaria, então, quais estereótipos lemos em uma ou outra direção.

Da próxima vez que antipatizar com alguém à primeira vista, reflita sobre que parte de você seria bom mudar

Um dos detonantes mais claros da evocação é o cheiro. O olfato, segundo Teresa Baró, especialista em comunicação não verbal, é um dos sentidos mais desenvolvidos, mas menos levados em conta na hora de analisar sua influência em nosso comportamento: “É uma via de comunicação pela qual geramos sensações agradáveis ou desagradáveis”.

 

Aquilo que rejeitamos nos delata

Outro condicionante subjetivo é que as características visíveis dessa pessoa que nos cai mal sejam aquelas que rejeitamos de nós mesmos: “Boa parte do que evitamos energicamente no outro tem a ver com aspectos de nós mesmos dos quais não gostamos, embora não queiramos reconhecer”, revela Sánchez Sanz. Se isso ocorre mesmo sem que tenhamos certeza de que essas características odiadas estão presentes na outra pessoa, a explicação pode estar em um estudo da Wake Forest University, nos EUA. Segundo esse estudo, o ser humano tende a projetar nos outros alguns dos traços de sua personalidade.

Um dos detonantes mais claros é o cheiro: o olfato é um dos sentidos mais desenvolvidos, mas menos levados em conta

Assim, da próxima vez que antipatizar com alguém à primeira vista, reflita sobre que parte de você seria bom mudar. “As pessoas com autocontrole não deixam que a amígdala cerebelosa as domine, nem diante de alguém cujos sinais corporais, verbais ou estéticos provoquem nelas uma rejeição automática.”

O que nos transmitem sem falar

Além dos julgamentos iniciais ligados à experiência subjetiva, para alguns especialistas existem características pessoais (algumas modificáveis e outras não) que podem inclinar a balança para o rechaço ou a atração por alguém desconhecido. Autores como Paul Ekman, psicólogo pioneiro no estudo das emoções e de sua manifestação no rosto, consideram determinante a linguagem corporal: “Mesmo quando não dizemos nada verbalmente, continuamos comunicando, e podemos emitir sinais não verbais que gerem rejeição em outros”, recorda Sandra Burgos. Os pesquisadores consideram que há algumas posturas que podem causar má impressão em outras pessoas. Por exemplo, “aquelas indicadoras de uma atitude distante ou pouco afável, como cruzar os braços ou as pernas em direção contrária ao lugar onde nos encontramos”, assinala a diretora da 30k Coaching. A presença de microexpressões faciais de ira ou desprezo atua como um repulsivo natural, ao contrário do que ocorre com uma expressão amável ou de amizade.

Outro elemento que se deve levar em conta é se a pessoa combina ou não com o ambiente. Para Álvaro e Víctor Gorda, diretores do centro universitário Imagen Pública, no México, “uma imagem que destoe da que se espera de nós em uma determinada situação poderia causar rejeição por violar a norma implícita do evento ou situação”.

 

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*Fonte: elpais

Pelo menos no Brasil as pessoas ainda se beijam, se abraçam, se tocam e fazem amor

Eram duas mulheres jovens, de pele de cereja, elegantes. Estavam sendo exibidas, em sua casa em Tóquio, por um japonês de meia-idade. Ele as chamava de “minhas meninas”. Eram, no entanto, apenas duas frias bonecas de silicone. Perguntado se fazia sexo com elas, o japonês, surpreso, respondeu: “Claro que sim”.

A cena apareceu no último sábado, na reportagem Amor e Sexo no Japão, da Globo News. Uma fotografia crua do drama vivido pelos jovens com menos de 30 anos daquele país rico, empreendedor, de vanguarda tecnológica. Os jovens preferem o sexo virtual, solitário, ao contato físico. Relacionar-se com máquinas em vez de fazê-lo com corpos de carne e osso. Já não fazem sexo, ou quase não fazem, entre eles, nem querem mais ter filhos.

A reportagem mais parecia ficção, uma história de algo que aconteceu em outro planeta. Houve aqueles que não suportaram assistir ao programa inteiro, pois dava calafrios. Em 2015, Abigail Hayworth perguntou em um artigo, “por que os jovens japoneses pararam de fazer sexo?”. Desde então, a situação piorou, pois, de acordo com a reportagem da Globo News, hoje os jovens já não sabem se relacionar afetivamente entre eles.

Vão a prostíbulos não para fazer sexo, mas para descansar por três minutos a cabeça no colo de uma mulher e experimentar o que se sente. E para aprender a falar com uma menina de verdade, não virtual, algo de que estão esquecendo.

As moças pagam um jovem para fazer um passeio no parque de mãos dadas, algo inusual para eles. Não sabem beijar ou tocar-se. O pior é que nem o querem. As jovens afirmam que não querem se casar, ou tem um marido, ou filhos, porque para elas a coisa mais importante é ter sucesso no trabalho. Por isso a taxa de natalidade está diminuindo. Fala-se de “síndrome do celibato”.

De acordo com um estudo realizado pela Associação de Planejamento Familiar do Japão em 2014, 45% das mulheres entre 16 e 24 anos daquele país “desprezam o contato sexual”, bem como 25% dos homens. A maioria atinge essa idade sem ter experimentado um relacionamento íntimo.

As meninas, mesmo que muitas considerem o casamento como “o túmulo da mulher”, não perderam, no entanto, o gosto de viver a cerimônia do seu casamento com vestido branco de cauda longa, fotógrafos e banquete, mas sem noivo. Elas gostam disso assim. Dizem que se sentem felizes como noivas sozinhas, sem homem.

O paradoxo é que os japoneses estão entre os maiores exportadores de pornografia do mundo. Eles vivem o sexo intensamente, mas virtual. O que a Igreja Católica antigamente chamava de “vício solitário”.

É apenas uma moda passageira ou algo destinado a crescer e influenciar o mundo além do Japão na forma de fazer sexo e dos seres humanos se relacionarem? Há quem tema que isso possa ser uma tendência mais geral. Que o sexo virtual, mais fácil, com menos compromissos, realizado sozinho, sem julgamento e sem medo de se comprometer, possa se tornar uma moda.

Na Europa, sociólogos e psicólogos advertem, há certo tempo, sobre o aumento da taxa de jovens impotentes, com pouca libido para o sexo, influenciados pelo excesso de pornografia fácil ao alcance da mão.

Talvez o que mais me impressionou na reportagem da Globo News foi a dificuldade dos jovens japoneses em viver e desfrutar do sentido do tato com o corpo real. Via-se entre os jovens casais que apareceram no documentário a aparente incapacidade, nem falo de beijar e abraçar, mas simplesmente de tocar. Imaginava que poderia ser algo parecido com o que sentiríamos ao ter de beijar e abraçar um alienígena.

Fui dormir com um turbilhão de pensamentos. Não tinha dúvida de que algo grave está mudando nas relações humanas depois do tsunami virtual que envolve o mundo. Entre os meus pensamentos, quis trazer um a esta coluna. Reconciliei-me naquela noite com a índole dos brasileiros hoje conturbados e amargurados diante do terremoto da corrupção política que assola o país. Pelo menos eles ainda mantêm o calor humano, não o de silicone. Sabem beijar, homens e mulheres, jovens e velhos. Abraçar-se, tocar-se, andar de mãos dadas. E, claro, eles ainda sabem fazer sexo sem necessidade de bonecas sem vida, por mais macias e perfeitas que sejam. Sabem correr o risco da responsabilidade que implicam o amor e o sexo de verdade.

Vendo o rio de afeto que no domingo correu em abundância na Avenida Paulista na já tradicional e massiva Marcha do Orgulho Gay e lembrando os milhões de preservativos oferecidos pelo Governo no último Carnaval, “os mais carnais do mundo”, como os qualificou o Prêmio Nobel de Literatura, Vargas Llosa, disse a mim mesmo que o Brasil ainda está vivo porque não se sente impotente para o afeto, o sexo e o amor. O dia em que também o pesadelo da corrupção política deixar de flagelar o país, os brasileiros terão muito a ensinar ao mundo sobre o jogo eterno do afeto. Acho difícil que o Brasil se entusiasme, por exemplo, com o romance dos anos trinta, Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, que parece querer reviver no Japão moderno. Um mundo onde o sexo é proibido e a reprodução humana fica à mercê de máquinas artificiais. Onde o sexo e a morte são vistos como banais e onde a família, a maternidade e os laços emocionais foram varridos da cultura.

Os brasileiros, felizmente, continuam preferindo crianças reais, nascidas do ventre do amor. Eles ficam assustados com muitas coisas, mas não com o sexo ou o afeto, o que não é pouco, se nos refletimos no que o Japão está vivendo. Alguém dirá que no Brasil de hoje não só se ama, mas também se odeia. É que o ódio é a outra face do amor. As máquinas não odeiam, mas tampouco amam.

 

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*Fonte: elpais / texto: Juan Arias

10 Coisas que você nunca deve tolerar da vida!

Muitas pessoas permitem que sua felicidade seja prejudicada, trabalhando em um emprego que odeiam, cercando-se com pessoas negativas ou tendo muito medo de sair de sua zona de conforto. É importante lembrar que você é responsável pela sua própria felicidade.

Aqui estão 10 coisas que você nunca deve tolerar da vida:

 

1. Tentar agradar outras pessoas

Quando você constantemente busca a aprovação dos outros, está diminuindo o poder de sua própria opinião. É impossível fazer todos felizes, 100% do tempo. Tentar agradar os outros só o conduzirá a um caminho para a infelicidade. Em vez de se preocupar com as opiniões dos outros, concentre-se no que o faz feliz.

 

2. Negligenciar sua saúde

A verdadeira felicidade interior começa com a maneira como você se trata. Se você não for saudável, não será capaz de desfrutar de todas as coisas maravilhosas na vida. Tenha uma dieta equilibrada, durma o suficiente, beba muita água e permaneça ativo. Sempre trate sua mente, corpo e alma com respeito.

 

3. Deixar as pessoas pisarem em você

Ser bondoso é uma coisa. Mas permitir-se tornar-se um capacho dos outros mostra uma falta de respeito por si mesmo. Se alguém estiver te usando ou tirando proveito de você, fale. Se não resolver, deixe-o ir.

 

4. Permanecer em sua zona de conforto

É fácil ficar preso em sua zona de conforto, porque é onde você se sente seguro. Mas, a fim de aprender, crescer e experimentar coisas novas, você precisa sair da caixa. Tenha coragem suficiente para permitir-se experimentar o mundo.

 

5. Trabalhar em um emprego que você odeia

Todos nós temos contas a pagar, mas se contentar com um trabalho que você odeia, só porque você tem um salário estável prejudica a sua felicidade. Mesmo que você ganhe menos dinheiro seguindo suas paixões, você sempre pode ajustar seu estilo de vida para trabalhar melhor com sua renda. Um trabalho estressante que você odeia pode ter um impacto emocional, físico e espiritual.

 

6. Deixar o dinheiro governar sua vida

Muitas pessoas deixam o dinheiro ditar suas vidas inteiras. Colocar o dinheiro acima de tudo pode afetar a sua qualidade de vida. Na próxima vez que você estiver estressado com o dinheiro, lembre-se que não pode levá-lo com você. Há muitas outras coisas na vida que são muito mais importantes.

 

7. Ter que se explicar constantemente

Independentemente de quanto você tente convencê-las, algumas pessoas nunca vão entender ou apoiar seus objetivos ou aspirações. Lembre-se de que você não precisa da validação de outra pessoa para viver sua vida ou ir atrás do que quer.

 

8. Comunicação interna negativa

Quando essa pequena voz dentro de sua cabeça fala, ela pode te dar confiança ou destruí-la. Seus pensamentos criam sua realidade. Seja gentil consigo mesmo. Aprenda com seus erros, mas não se culpe por eles. Pratique amor próprio e autoaceitação. Pode fazer toda a diferença em termos de sua felicidade.

 

9. Amigos críticos

Verdadeiros amigos irão levantar-se, apoiá-lo e estar lá para você quando mais precisar. Se você tem um círculo de amigos que critica suas ideias, zomba de seus sonhos ou ignora suas realizações, é hora de cortá-lo de sua vida. Saiba que você merece estar em torno de pessoas positivas que se preocupam com você e querem ver você ter sucesso.

 

10.Não estar feliz

Muitas pessoas estão infelizes dia após dia, vivendo uma vida que as coloca para baixo. Lembre-se que você sempre pode mudar suas circunstâncias. Nunca se contente com uma vida que não te faz feliz. Siga seus sonhos, trabalhe duro e viva suas paixões.

 

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*Fonte: osegredo / David Wolfe

Reclamar demais pode fazer mal para a saúde, diz estudo

Todos nós vivemos cercados por hábitos, que determinam ações cotidianas e também pensamentos. Grande parte das reclamações que fazemos ao longo do dia, por exemplo, fazem parte de um ecossistema de negatividade difícil de ser quebrado.

De acordo com o cientista e filósofo Steve Parton, do Psych Pedia, esses hábitos negativos reestruturam o cérebro, facilitando o surgimento de novos pensamentos ruins no futuro, de forma aleatória. Inclusive, reclamar demais pode até enfraquecer o sistema imunológico, provocando o aumento da pressão arterial.

Parton explica que as informações dentro do cérebro fluem de um neurônio para o outro através das sinapses. Estas, por sua vez, são separadas por um intervalo chamado fenda sináptica. Quando você tem um pensamento, um pulso elétrico sinaliza a sinapse para disparar uma reação através da fenda para a outra sinapse, formando uma ponte para o sinal elétrico.

“Toda vez que essa carga elétrica é acionada, as sinapses ficam mais juntas, diminuindo a distância que a carga elétrica tem que atravessar”, afirma Parton. Dessa forma, quanto mais você faz comentários ruins e reclamações, mais facilmente esses pensamentos serão repetidos pelo seu cérebro.

 

“Pela repetição do pensamento, você aproxima cada vez mais as sinapses que representam essas inclinações negativas e, quando surgir o momento oportuno, o pensamento que surgirá primeiro será o que tem a menor distância para percorrer, o que irá criar uma ponte entre sinapses mais rápido”, explicou o cientista.

 

Além disso, a raiva e a frustração geradas pelas reclamações fazem o organismo liberar cortisol, o hormônio do estresse. O aumento do cortisol no organismo contribui para uma maior pressão arterial e colesterol, enfraquecimento do sistema imunológico e problemas de aprendizagem e memória, de acordo com Parton. Os efeitos do cortisol podem também contribuir para o aumento do risco de diabetes, doenças cardíacas e obesidade.

O cientista também alerta que conviver com pessoas negativas e que reclamam muito pode ter um efeito ruim igualmente ruim na sua saúde. Isso acontece por causa da empatia, que mesmo inconscientemente nos faz compartilhar as emoções de nossos amigos, realizando sinapses semelhantes em nossos próprios cérebros.

 

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*Fonte: minhavida

Nossos filhos nos esquecerão?

“O tempo é um animal estranho. Se parece a um gato que deseja ser conquistado. Te olha sagaz e indiferente, vai embora quando tu suplicas que pare e para quando suplicas que se vá. Às vezes te morde quando demonstra carinho e te arranha quando o acaricia.

O tempo, pouco a pouco, me liberou de ter filhos pequenos. Das noites sem dormir e dos dias sem repouso. Mas não fez esquecer das mãos gordinhas que me agarravam sem parar, subiam no meu pescoço, me agarravam, me conquistaram sem restrições e sem duvidar. Dos corpinhos que encheram meus braços e dobraram minhas costas. Das muitas vezes que me chamavam e não permitiam atrasos, espera, nem vacilações.

O tempo há de me devolver o ócio dos domingos e das chamadas repetidas de “mãe, mãe, mãe…”, que deram-me o privilégio e afastavam o medo da solidão. O tempo talvez alivie o peso da responsabilidade que me oprime o peito. O tempo, sem embargo, inexoravelmente esfriará outra vez minha cama que já esteve quente de corpos pequenos e respiros apressados. Esvaziará os olhos dos meus filhos que transbordaram um amor poderoso e incontrolável.

Mas o tempo tirará de seus lábios meu nome que fora gritado e cantado, chorado e pronunciado cem, mil vezes. Cancelará, pouco a pouco, e de repente, a intimidade da sua pele com a minha, a confiança absoluta que nos fez um único corpo com o mesmo cheiro, acostumados a misturar nosso espírito e coragem, no mesmo espaço em que respirávamos.

O Tempo separou, para sempre, o pudor e a vergonha com o prejulgamento da consciência adulta de nossas diferenças. Como se fosse um rio que escava o seu leito, o tempo colocará em risco a confiança de seus olhos em mim, como se eu já não fosse uma pessoa onipotente, capaz de parar o vento e acalmar o oceano, regular o irregulável e curar o incurável.

Deixarão de me pedir ajuda, porque não mais crerão que eu possa salvá-los. Pararão de imitar-me porque não gostarão de parecer comigo. Deixarão de preferir a minha companhia pelas dos outros (e, olhe, tenho que seguir…).

Foram-se as paixões, as raivas passageiras e o zelo, o amor e o medo. Apagaram-se os ecos dos risos e das canções, o acalanto e os “Era uma vez…” hoje ecoam na eternidade. Com o passar do tempo, meus filhos descobriram que tenho muitos defeitos e, se tiver sorte, algum deles me perdoará.

Sábio e cínico, o tempo fará com me esqueçam. Esquecerão, ainda que não queiram. As cócegas e o “corre-corre”, os beijos nas pálpebras e os choros que, de repente, cessavam com um abraço. As viagens e os jogos, as caminhadas e a febre alta. As danças, as tortas, as carícias enquanto dormem em silêncio.

Meus filhos se esqueceram que os amamentei, e os protegi durante um tempo até que o sono chegasse. Que lhe dei de comer, os consolei e levantei-os depois de cair. Esqueceram que dormiram sobre meu peito de dia e de noite, que houve um tempo em que necessitaram tanto de mim como o ar que respiram. Esqueceram, porque isto é o que fazem os filhos, porque é isso que o tempo faz. E eu, eu tenho que aprender a recordar esse tempo também por eles, com ternura e sem arrependimentos, com imensa gratidão! E que o tempo, astuto e indiferente, seja amável com esta mãe que não quer ESQUECER”.

Autora desconhecida

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*Fonte: portalraizes

Estamos formando uma geração de egoístas, egocêntricos, alienados e inconsequentes

Acabaram as festas, janeiro começou e em breve o ano letivo ganhará vida. Novos calouros ávidos por uma “nova” vida de descobertas desembarcarão em Adamantina. Nem faz um ano uma garota, em sua primeira semana de aula na faculdade, teve suas pernas queimadas em um dia de acolhimento de calouros. Jovem, em seus 17 anos e feliz por realizar o sonho de ingressar em uma faculdade. Mas em um dia que deveria ser de festa foi interceptada por “colegas” veteranos. Foi pintada com tintas e esmalte até que sentiu que jogaram um líquido em suas pernas. Nada notou até que a água da chuva, por ironia, em lugar de lavar e limpá-la provocou uma reação química que resultou em queimaduras de terceiro grau em suas duas pernas. O mesmo aconteceu com uma colega de turma que teve as pernas queimadas e outro rapaz que correu o risco de perder a visão. O líquido? Uma provável mistura de creolina e ácido!

Casos amplamente noticiados pela imprensa local, regional e nacional. Mas relatos contam mais sobre este dia trágico, como inúmeros casos registrados de coma alcoólico, além de meninas que tiveram suas roubas rasgadas e sofreram toda uma série de constrangimentos.

Fatos como estes contribuem para nos trazer de volta a realidade e, guardadas as devidas proporções, ilustra que vivemos sim em um país onde a “barbárie” ganha força e impera em diversos núcleos de nossa sociedade e se alastra com uma rapidez de rastilho de pólvora. Casos se repetem em diversos estados e cidades, o caso dos calouros da FAI de Adamantina não é e nem será o último, quantas tristes histórias já foram relatadas, como a do o jovem morto atirado em uma piscina da USP, amanhã mais um gay ou um negro, ou mais uma mulher que não se “deu o valor” e andou por aí exibindo seu corpo.

 

Vivemos em uma sociedade de alienados, sujeitos que não conseguem sequer interpretar um texto, nossas crianças são “condicionados nas escolas” jamais educados. Infelizmente não há cultura neste país da desigualdade. Parece que perdemos a capacidade de raciocinar, de entender o contexto e complexidade de tudo os que nos cerca. Ninguém discute com seriedade o que está levando a nossa sociedade a viver na idade das trevas.

 

O apresentador Chico Pinheiro do Bom dia Brasil, revoltado com os trotes violentos, afirmou que estes alunos deveriam voltar para o ensino fundamental. Discordo radicalmente dele, estes alunos deveriam voltar para o seio de suas famílias e lá, sim, receber educação básica, educação para a vida.

Os pais estão terceirizando a educação de seus filhos e, em um mundo sem tempo e repleto de culpa delegam a educação de seus filhos a professores que não podem ser responsabilizados e muito menos tem competência e formação para isso. Professores são facilitadores da inteligência coletiva, pais são os educadores na/da/para a vida!

Nos dias de hoje o tempo passa rápido demais. Muito rápido, tão rápido que nem dá tempo de tentar entender e processar o que foi vivido nas poucas horas atrás.

A molecada acorda cedo, vai pra escola. Chega em casa, almoça ao mesmo tempo que assiste TV, atualiza a conversa no WhatsApp, checa sua ‘TimeLine’ no Facebook, curte páginas dos amigos, coloca em dia as curtidas do Instagram e comenta de forma superficial – pois não compreende o contexto e complexidade – as reportagens da TV. Se perguntar quem dividiu a mesa com eles (os pais também estão brincando com o celular) é possível que nem tenham se dado conta, pois estão mais próximos dos amigos “virtuais” do que daqueles que compartilham o mesmo espaço, a mesma mesa e a mesma comida com eles. Mas o mais trágico nisso tudo é que os pais, também, estão sentados à mesa assistindo TV, atualizando a conversa no WhatsApp, checando sua ‘TimeLine’ no Facebook, colocando em dia as curtidas do Instagram e comentando de forma superficial as reportagens da TV.

Depois do almoço os pais irão para o trabalho e os filhos para a aula de computação, inglês, academia…

À noite ficarão no quarto em frente ao note navegando por sites que jamais se lembrarão, conversando pelo skype, jogando on line, até a hora de dormir.

No final de semana estes jovens dormirão a maior parte do tempo para se preparar para a noite, para a balada, onde pegarão todos e todas e beberão até cair.

Estes jovens entram muito cedo em sua vida pretensamente “adulta”. Já “brincam” de papai e mamãe antes mesmo de brincar de casinha. Estes jovens são lançados da infância, cada vez mais curta, direto para a vida “adulta”, passando sem piscar pela adolescência.

Qual estrutura e base estes jovens terão para superar conflitos pessoais? Comportam-se como adultos aos 13, 14, 15 anos e, em muitos casos são tratados como adultos, mas não são adultos, são crianças e adolescentes que não sabem absolutamente nada da vida, mas são cobrados como se soubessem de tudo e pior, acreditam que sabem sobre tudo. Eles querem ser aceitos, infelizmente querem ser aceitos em um mundo irreal de aparências!

Nesse “nosso” mundo do “parecer”, do “fake”, do consumo do corpo perfeito, da mentira perfeita, do dinheiro a qualquer custo, do consumir e exibir, da exposição sem limites, da falsa propaganda que vende vidas “perfeitas” somos “forçados” a fazer parte dessa sociedade de “mentirinha”.

Na sociedade do consumo do corpo perfeito, da vida perfeita, do ser perfeito, não existe espaço pra “ser humano”, não existe lugar “para sermos quem somos”, aqueles que exibem suas imperfeições, pois o imperfeito não cabe na aparência perfeita do mundo da mentira.

Todos nós queremos fazer parte de algo, ser parte de algo. Principalmente quando somos jovens. Nossa turma é nossa razão de ser e estar no mundo. Comportamo-nos como tribos, somos territorialistas e, fazer parte deste “algo” nos confere identidade. E aí para fazer parte desse mundo, o jovem segue a turma, mesmo em muitos casos, sem saber por que está fazendo isso, mesmo sabendo que muitas coisas que fazem são erradas, vale a pena correr o risco para “ser” parte da turma!

E neste mundo, empoeirado, intenta-se forçar o sujeito a aderir sem contestação ao padrão de ser e estar neste “mundo”, reduzindo sublimes e maravilhosas peculiaridades e particularidades, ou seja, nossas magníficas diferenças, em uma uniformidade que se encaixa na perfeita adequação a uma sociedade tamponada, uniforme, opaca, moralista, hipócrita. É a construção de um mundo baseado em mentiras e sem alicerce.

As inquietudes de nossa alma deveriam ser tratadas em nossas relações cotidianas, primeiro no seio carinhoso da família, depois nas escolas, nos relacionando com os professores e com os colegas de aula, com os amigos e também com os inimigos, com os namorados, patrões… Vivendo nossas experiências boas e más, aprendendo a entendê-las. Passamos por frustrações a aprendemos a superá-las.

Este é o ciclo natural das coisas, é preciso viver para compreender a vida, viver todas as emoções, boas e más, sorrir, chorar, vencer, perder, amar, rejeitar, ser rejeitado, ter amigos, inimigos, construir alianças, quebrá-las… Cabe a família dar o suporte, fornecer o alicerce para que este ser, mesmo em épocas de tempestade, não desmorone. E na convivência cotidiana, construirá seu edifício interno, com janelas, portas, divisórias, que poderá balançar em muitos casos, mas jamais desabar se bem estruturado.

Mas como educar se os pais não têm “tempo” para ajudar estes jovens a construir sua estrutura?

 

Os filhos não têm “tempo” para escutar o que os pais têm pra dizer, talvez uma conferência familiar pelo Whats ou Skype, quem sabe…

Os amigos não têm todas as respostas

E talvez o mais triste para esta geração

O Google não tem todas as respostas.

 

Nossos jovens produzem eventos para postar, ser curtido e comentado. Situações são criadas para movimentar e dar liquidez ao “mercado” da popularidade, as “ações pessoais na bolsa virtual” crescem conforme o número de “posts, comments e likes”. Uma sociedade baseada no consumismo, que valora cada ser humano por seus bens de consumo e potencial de exibição do produto, passou a consumir avidamente “vidas”. Vidas são colocadas em exposição, para o deleite do consumidor e regozijo daquele que se expõe, pois quanto mais visto, mais é consumido, assim, ganha popularidade, consequentemente “poder”. Uma sociedade sem amor, sem paz e sem alma.

A alma não está sendo vendida para o diabo, mas sim, depositada em sites de relacionamento e eventos que precisam ser constantemente alimentados para nutrir o mercado. Se não existe um evento, tudo bem, faz-se imagem de si mesmo, pois a imagem é tudo neste mundo baseado no TER, SER não importa, o que vale é PARECER e, para parecer e aparecer é preciso exibir.

É imperativo que estes jovens compreendam que eles NÃO têm o valor do que é “consumido” ou do que consomem em imagens, exposição, “likes”, compartilhamentos e “comments”. O seu valor não é “subjetivo e líquido”, pois este “valor” está na forma como ele se constitui enquanto ser humano real. SER REAL não é nada fácil no mundo “líquido”, mas precisamos tentar, não apenas com os jovens, mas também em relação a nossas vidas, pois creio que se hoje estas moças e moços vivem dessa forma, não são nada diferente de quem os criou, pois nossa sociedade vive de ter e exibir, nossa juventude nada mais é do que reflexo de uma sociedade “adoentada”.

Pois nossas crianças já nascem sem tempo, extremamente competitivas, presas em escolas integrais que garantirão seu “futuro”. E dessa forma continuarão a lubrificar as engrenagens de nossa sociedade doente e “medicada” que confunde saúde com remédios, consumo com qualidade de vida, amor com bens de consumo. Estamos formando uma geração de egoístas, alienados e inconsequentes, que se preocupam mais com sua imagem do que em “ser” humano.

Quando somos jovens, acreditamos que sabemos tudo, que estamos prontos para a vida, mas viver nos ensina que a gente não sabe NADA sobre a vida. Compreender e aceitar que não somos e nunca seremos perfeitos, que simplesmente não sabemos de quase nada e nem temos certeza de tudo, nos torna mais abertos, mais humanos, mais doces, mais amorosos e tolerantes, com nós mesmos e com os outros.

Mas para que nossos jovens possam compreender tudo isso, precisamos cria-los para que sejam mais humanos, colaborativos, criativos, transgressores, mas para isso, precisarão ser ensinados que serão alguém, não pela quantidade de bens que possuírem e exibirem, mas sim, por “ser” humano, “ser” como verbo de ação!

 

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*Fonte: resilienciamag / por Isabel Cristina Gonçalves

Estudo sugere 5 sinais para saber se você é mais inteligente que os demais com quem convive

Pessoas inteligentes vivem mais

Um estudo realizado com 2 mil voluntários no Reino Unido constatou que pessoas com QI mais alto tem mais chances de ter uma vida longa. A pesquisa, realizada em parceria pelas universidades de Edimburgo e Aberdeen, consistiu em coletar dados de uma batelada de testes de inteligência aplicados em 1932, os Scottish Mental Surveys, aos quais praticamente todas as crianças de 11 anos da Escócia foram submetidas na época. Os estudiosos, então, cruzaram os resultados dos testes com a idade em que os participantes morreram.

O mais interessante é que, mesmo quando fatores econômicos e sociais eram levados em conta, as crianças mais “espertas” acabaram se dando melhor em comparação com quem teve resultados mais baixos no teste. Este não é o primeiro teste que relaciona QI e longevidade: mais de vinte pesquisas, também realizadas a longo prazo, já apontaram a mesma correlação.

De acordo com o artigo publicado no British Medical Journal, os dados comprovam que “participantes que morreram antes de janeiro de 1997 tinham QI consideravelmente mais baixo aos 11 anos do que quem está vivo até hoje”. A expectativa de vida de pessoas com QI mais elevado (por volta dos 115 pontos) é de 76 anos.

Vale lembrar que esta é uma área delicada de estudos, especialmente porque a pontuação de testes de QI não são necessariamente indicadores de inteligência, que pode ser afetada por conta de fatores sociais, educacionais e culturais. Contudo, está claro que essa relação existe – e a ciência ainda está tentando descobrir o porquê. (Via Science Alert)

 

5 sinais de que você é mais inteligente do que o resto das pessoas

Você provavelmente continuou lendo esta matéria porque acredita ser mais inteligente do que a média. E há grandes chances de isso ser verdade: uma série de estudos mostra as estatísticas de uma pessoa ser mais inteligente do que o restante. O Business Insider separou oito deles, veja abaixo.
Você é mais inteligente se…

1 – …for o filho mais velho. Um estudo realizado em 2007 na Noruega mostra que os filhos mais velhos tendem a ter um QI mais alto do que os mais novos. Segundo os pesquisadores, o que muda não é nascer primeiro, mas sim a criação como filho mais velho.

2 – …teve aulas de música quando era criança. Em 2011, pesquisadores observaram a comunicação verbal de crianças com idades entre 4 e 6 anos de idade que tinham lições de música era maior do que a das que não tinham.

3 – …não fuma. Ao avaliar 20 mil homens com idades entre 18 e 21 anos, cientistas israelenses descobriram que os que fumavam tinham 94 pontos de QI, enquanto os não fumantes tinham 101.

4 – …é canhoto. Um estudo conduzido pelo psicólogo Stanley Scoren mostra que pessoas canhotas tendem a pensar mais fora da caixa do que as destras.

5 – …tem um gato. Um estudo conduzido por cientistas da Universidade Carroll, nos Estados Unidos, revela que donos de cachorros tendem a ser mais extrovertidos, enquanto donos de gatos costumam ser mais inteligentes.

 

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*Fonte: portalraizes

A incrível geração das mulheres chatas

Não faz nem um mês eu disse aqui que a melhor desculpa de uma mulher que está sozinha é que não tem homem no mercado. É muito boa. Mas tem uma que disputa à faca o primeiro lugar: estou sozinha porque os homens têm medo de mulheres independentes. Uma ova.

E posso afirmar: a cada minuto que você reclama, tem outra mulher também independente e bem sucedida – mas muito mais esperta do que você – sendo bem sucedida na dança do acasalamento. E você aí, sozinha no bar com as suas amigas independentes, com suas bolsas caras, indo dormir sozinhas, reclamando da morte da bezerra e dos homens. Aqueles ingratos.

Não sei de onde tiraram essa ideia de que a vida só mudou para as mulheres. Não é possível que a gente acredite mesmo que fomos criadas para ganhar o mundo, estudar, disputar vagas de trabalho, fazer o imposto de renda, encarar hora extra, sair sozinha com as amigas, e que ninguém contou nada aos homens. Enquanto isso, os pobres empacaram no tempo e, portanto, hoje temos que conviver com trogloditas que ainda esperam casar com a dona Baratinha.

Tenho um irmão 11 meses mais novo do que eu. Crescemos na mesma casa, com os mesmos pais. Nós dois vimos minha mãe trabalhar a vida inteira, chegar em casa muitas vezes depois de todo mundo, dividir as contas da família no papel, fazer uma comida mais ou menos, viajar sozinha no Carnaval porque meu pai sempre detestou os dois.

Saídos da mesma fôrma, eu ganhei o mundo. Meu irmão casou antes dos 20 anos. Não estou contando nenhuma história que não seja a mesma de quase todo mundo que eu conheço. Esse discurso de que os homens não estão preparados para essa nova mulher seria revolucionário na época da minha avó, que se separou aos 50 anos, decidiu aprender a dirigir, fez vestibular para educação física e foi procurar emprego – porque, até então, o único duro da vida da dona Dorah tinha sido criar quatro filhos. Talvez tenha ficado mal falada na cidade. Mas era a minha avó, no tempo da minha avó.

Quando é que a gente vai cansar de se fazer de vítima e parar de encarar os homens como incapazes? Se a gente se adaptou aos novos tempos, eles também. Ainda precisamos de ajustes aqui e ali, mas está tudo bem.

Eu não convivo com homens despreparados para essa nova mulher que sou eu, você e quase todo mundo. Tenho amigos homens, e eles querem, sim, mulheres parceiras e não dependentes. Choram no meu ombro por causa de pé na bunda.

Reclamam de mulher que não vale nada. Ficam perdidos sem saber como agradar essa fulana que, na verdade, não sabe o que quer porque cresceu acreditando que pode querer tudo. E pode. Só deveria parar de encher o saco.

Fizemos as nossas escolhas, eles fizeram as deles. Nenhuma mulher é igual.

Assim como qualquer cara pode vir com mil variações do que a gente aprendeu a conhecer por macho. Tem todo tipo por aí. Mas com todos os requisitos que a tal nova mulher – que de nova não tem nada – quer, não sobra um na face da terra que baste.

Inteligente. Óbvio. Antenado. Com certeza. Remediado. Tem remédio? Fodão. O tempo todo. Bem humorado. É o mínimo. Frágil. Nem pensar. Imaturo. Socorro. Machista. Deus me livre. Glúten free. Pra quê? Fiel. Possível. Rico. Com a graça de deus. Comprometido. Por que não?

Esqueça.

Eu agradeço por nunca ter tido um único namorado que não me quisesse da forma como eu fui criada. Ganho o meu dinheiro, bebo uísque, gosto de futebol, dirijo super bem, cuido do meu imposto de renda sozinha. Sei pregar botão, ainda que torto, não sei nem por onde começa a receita de suflê de cenoura, só vou ao supermercado pra comprar vinho e no dia em que tive que aprender a diferença de alvejante e água sanitária, dei um Google.

Compro bolsas caras, saio sozinha com as minhas amigas e nunca fui cobrada por ter que trabalhar domingo ou terça à noite. Neste momento em que escrevo e tomo vinho tem um cara lá na cozinha preparando o jantar. Um cara que me escolheu do jeito que eu sou, que vibra com as minhas vitórias e me salvou de jantar miojo ou cerveja pelo resto da vida.

Meus pais nunca perguntaram quando eu iria casar ou quando lhes daria netos. Mas sempre torceram que eu encontrasse um companheiro para dividir a vida. Eles se orgulham muito do caminho que eu quis seguir e nunca me fizeram pensar que escolher ser bem sucedida significaria ser mal amada. Conheço uma penca de gente que tem os dois porque isso aqui não é uma competição. Todo mundo quer a mesma coisa. Eu, você, o Arthur, o Marco, o Fernando, o Rodrigo, o João, a Cris, a Camila.

Todo mundo quer um chinelo velho pro seu pé cansado. Quer sossegar o rabo num relacionamento feliz e cheio de cumplicidade, de parceria, de mãos dadas no cinema, de silêncios que signifiquem enfim sós.

Chega desse discurso de ser mal compreendida pelo mundo e pelo homens. Tem muita gente avulsa por aí. Dos dois lados, por inúmeras razões. Se você acredita mesmo que ninguém te quer porque é independente e porque os homens não sabem lidar com isso, só quero lhe dizer uma coisa: você está sozinha porque é chata.

Vou jantar, porque depois tem uma pia de louça me esperando. Justo.

 

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*Fonte: resilienciamag

 

Não acabem com a caligrafia: escrever à mão desenvolve o cérebro

Pediatra acredita que é preciso cuidado para que o mundo digital não leve embora experiências significativas que tem impacto no desenvolvimento das crianças

As crianças que vivem no mundo dos teclados precisam aprender a antiquada caligrafia?

Há uma tendência a descartar a escrita à mão como uma habilidade que não é mais essencial, mesmo que os pesquisadores já tenham alertado para o fato de que aprender a escrever pode ser a chave para, bem, aprender a escrever.

E, além da conexão emocional que os adultos podem sentir com a maneira como aprendemos a escrever, existe um crescente número de pesquisas sobre o que o cérebro que se desenvolve normalmente aprende ao formar letras em uma página, sejam de forma ou cursivas.

Em um artigo publicado este ano no “The Journal of Learning Disabilities”, pesquisadores estudaram como a linguagem oral e escrita se relacionava com a atenção e com o que é chamado de habilidades de “função executiva” (como planejamento) em crianças do quarto ao nono ano, com e sem dificuldades de aprendizagem.

Virginia Berninger, professora de Psicologia Educacional da Universidade de Washington e principal autora do estudo, contou que a evidência dessa e de outras pesquisas sugere que “escrever à mão – formando letras – envolve a mente, e isso pode ajudar as crianças a prestar atenção à linguagem escrita”.

No ano passado, em um artigo no “Journal of Early Childhood Literacy”, Laura Dinehart, professora associada de Educação da Primeira Infância na Universidade Internacional da Flórida, discutiu várias possibilidades de associações entre boa caligrafia e desempenho acadêmico: crianças com boa escrita à mão são capazes de conseguir notas melhores porque seu trabalho é mais agradável para os professores lerem; as que têm dificuldades com a escrita podem achar que uma parte muito grande de sua atenção está sendo consumida pela produção de letras, e assim o conteúdo sofre.
Mas podemos realmente estimular o cérebro das crianças ao ajudá-las a formar letras com suas mãos?

Em uma população de crianças pobres, diz Laura, as que possuíam boa coordenação motora fina antes mesmo do jardim da infância se deram melhor mais tarde na escola.

Ela diz que mais pesquisas são necessárias sobre a escrita nos anos pré-escolares e sobre as maneiras para ajudar crianças pequenas a desenvolver as habilidades que precisam para realizar “tarefas complexas” que exigem coordenação de processos cognitivos, motores e neuromusculares.

Esse mito de que a caligrafia é apenas uma habilidade motora simplesmente está errado. Usamos as partes motoras do nosso cérebro, o planejamento motor, o controle motor, mas muito mais importante é a região do órgão onde o visual e a linguagem se unem, os giros fusiformes, onde os estímulos visuais realmente se tornam letras e palavras escritas

As pessoas precisam ver as letras “nos olhos da mente” para produzi-las na página, explica ela. A imagem do cérebro mostra que a ativação dessa região é diferente em crianças que têm problemas com a caligrafia.

Escaneamentos cerebrais funcionais de adultos mostram que uma rede cerebral característica é ativada quando eles leem, incluindo áreas que se relacionam com processos motores. Os cientistas inferiram que o processo cognitivo de ler pode estar conectado com o processo motor de formar letras.

Larin James, professora de Ciências Psicológicas e do Cérebro na Universidade de Indiana, escaneou o cérebro de crianças que ainda não sabiam caligrafia. “Seus cérebros não distinguiam as letras; elas respondiam às letras da mesma forma que respondiam a um triângulo”, conta ela.

Depois que as crianças aprenderam a escrever à mão, os padrões de ativação do cérebro em resposta às letras mostraram mais ativação daquela rede de leitura, incluindo os giros fusiformes, junto com o giro inferior frontal e regiões parietais posteriores do cérebro, que os adultos usam para processar a linguagem escrita – mesmo que as crianças ainda estivessem em um estágio muito inicial na caligrafia.

“As letras que elas produzem são muito bagunçadas e variáveis, e isso na verdade é bom para o modo como as crianças aprendem as coisas. Esse parece ser um dos grandes benefícios da escrita à mão”, conta Larin James.

Especialistas em caligrafia vêm lutando com a questão de se a letra cursiva confere habilidades e benefícios especiais, além dos fornecidos pela letra de forma. Virginia cita um estudo de 2015 que sugere que, começando por volta da quarta série, as habilidades com a letra cursiva ofereciam vantagens tanto na ortografia quanto na composição, talvez porque as linhas que conectam as letras ajudem as crianças a formar palavras.

Para crianças pequenas com desenvolvimento típico, digitar as letras não parece gerar a mesma ativação do cérebro. À medida que as pessoas crescem, claro, a maioria faz a transição para a escrita em teclados. No entanto, como muitos que ensinam na universidade, eu me questiono a respeito do uso de laptops em sala de aula, mais porque me preocupo com o fato de a atenção dos alunos estar vagando do que com promover a caligrafia. Ainda assim, estudos sobre anotações feitas à mão sugerem que “alunos de faculdade que escrevem em teclados estão menos propensos a se lembrar e a saber do conteúdo do que se anotassem à mão”, conta Laura Dinehart.

Virginia diz que a pesquisa sugere que crianças precisam de um treinamento introdutório em letras de forma, depois, mais dois anos de aprendizado e prática de letra cursiva, começando na terceira série, e então a atenção sistemática para a digitação.

Usar um teclado, e especialmente aprender as posições das letras sem olhar para as teclas, diz ela, pode muito bem aproveitar as fibras que se intercomunicam no cérebro, já que, ao contrário da caligrafia, as crianças vão usar as duas mãos para digitar.

O que estamos defendendo é ensinar as crianças a serem escritoras híbridas. Letra de forma primeiro para a leitura – isso se transfere para o melhor reconhecimento das letras –, depois cursiva para a ortografia e a composição. Então, no final da escola primária, digitação

Como pediatra, acho que pode ser mais um caso em que deveríamos tomar cuidado para que a atração do mundo digital não leve embora experiências significativas que podem ter impacto real no desenvolvimento rápido do cérebro das crianças.

Dominar a caligrafia, mesmo com letras bagunçadas e tudo, é uma maneira de se apropriar da escrita de maneira profunda.

“Minha pesquisa global se concentra na maneira como o aprendizado e a interação com as palavras feitas com as próprias mãos têm um efeito realmente significativo em nossa cognição”, explica Larin James. “É sobre como a caligrafia muda o funcionamento do cérebro e pode alterar seu desenvolvimento.”

 

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*Fonte: psicologiasdobrasil

12 coisas que todo mundo deveria fazer sozinho pelo menos uma vez

1. Sair para comer.
Isso provavelmente pode ser estranho no começo, e você pode pensar que cada pessoa no restaurante (especialmente o seu garçom) está olhando/julgando/com pena de você, mas apenas relaxe. Se eles estão olhando para você, é porque eles estão pensando: ‘Uau, que legal, essa pessoa deve ser muito confiante e à vontade consigo mesma; um dia eu espero que eu também possa jantar sozinho’. Bônus se for uma longa refeição com entrada, prato principal e sobremesa.
Isso provavelmente pode ser estranho no começo, e você pode pensar que cada pessoa no restaurante (especialmente o seu garçom) está olhando/julgando/com pena de você, mas apenas relaxe. Se eles estão olhando para você, é porque eles estão pensando: “Uau, que legal, essa pessoa deve ser muito confiante e à vontade consigo mesma; um dia eu espero que eu também possa jantar sozinho”. Bônus se for uma longa refeição com entrada, prato principal e sobremesa.

 

2. Tomar uma bebida.
Há poucas coisas tão emocionantes quanto ir sozinho a um bar. De alguma forma isso parece transgressor. ‘Estou realmente fazendo isso?’, você pensa consigo mesmo, olhando ao redor. Vou apenas me sentar no bar e pedir uma bebida e beber sozinho e ninguém vai me interromper? E isso é exatamente o que você vai fazer. Traga um livro, caderno, palavras cruzadas, tricô, qualquer coisa. Você vai descobrir que isso é surpreendentemente relaxante. Esteja avisado, no entanto, de que há pessoas vão ler a sua solidão como um convite para paquera. Corte isso imediatamente (a menos que você esteja a fim, então, nesse caso, vá em frente).
Há poucas coisas tão emocionantes quanto ir sozinho a um bar. De alguma forma isso parece transgressor. “Estou realmente fazendo isso?”, você pensa consigo mesmo, olhando ao redor. Vou apenas me sentar no bar e pedir uma bebida e beber sozinho e ninguém vai me interromper? E isso é exatamente o que você vai fazer. Traga um livro, caderno, palavras cruzadas, tricô, qualquer coisa. Você vai descobrir que isso é surpreendentemente relaxante. Esteja avisado, no entanto, de que há pessoas vão ler a sua solidão como um convite para paquera. Corte isso imediatamente (a menos que você esteja a fim, então, nesse caso, vá em frente).

 

3. Viajar.
Vamos ser honestos, essa é definitivamente uma das perspectivas mais assustadoras. Mas a recompensa é muito maior. Assim que chegar, vá para o seu hotel (ou melhor ainda, um albergue, mas falaremos mais sobre isso mais tarde), e se aventure pela cidade — você terá uma imensa uma sensação de liberdade. Você pode ir onde quiser, comer o que quiser, acordar e ir dormir quando quiser. Não há negociação de itinerários, e você pode planejar toda a viagem na hora ou improvisar conforme viaja. Se as coisas perderem o rumo, você vai se virar — e você ficará se sentindo como se pudesse resolver qualquer coisa.
Vamos ser honestos, essa é definitivamente uma das perspectivas mais assustadoras. Mas a recompensa é muito maior. Assim que chegar, vá para o seu hotel (ou melhor ainda, um albergue, mas falaremos mais sobre isso mais tarde), e se aventure pela cidade — você terá uma imensa uma sensação de liberdade. Você pode ir onde quiser, comer o que quiser, acordar e ir dormir quando quiser. Não há negociação de itinerários, e você pode planejar toda a viagem na hora ou improvisar conforme viaja. Se as coisas perderem o rumo, você vai se virar — e você ficará se sentindo como se pudesse resolver qualquer coisa.

 

4. Ficar em um albergue.
Quando você viaja sozinho, é tentador mimar-se com um bom hotel privado. E, certamente, desfrutar disso. Mas vale a pena ir sozinho a um albergue de jovens pelo menos uma vez, até mesmo porque eles são bem mais baratos. Provavelmente, você vai encontrar outros viajantes independentes dormindo ao seu lado, e esses companheiros de quarto podem se transformar em amigos de viagem e, eventualmente, talvez, amigos de longa data. Além disso, os albergues atendem aos viajantes jovens e são ótimos lugares para descobrir mais sobre as para atividades locais, passeios diários ou eventos ao vivo.

 

5. Ver um filme.
Sentar-se sozinho em um cinema não só é relaxante (embora seja, surpreendentemente), como também te dá tempo para processar o que você acabou de ver antes de ouvir as opiniões dos outros. Você pode apenas relaxar até os créditos se quiser! E se você estiver se sentindo especialmente aventureiro, vá no meio da tarde. É mais barato e é até uma coisa meio chique.
Sentar-se sozinho em um cinema não só é relaxante (embora seja, surpreendentemente), como também te dá tempo para processar o que você acabou de ver antes de ouvir as opiniões dos outros. Você pode apenas relaxar até os créditos se quiser! E se você estiver se sentindo especialmente aventureiro, vá no meio da tarde. É mais barato e é até uma coisa meio chique.

 

6. Ir a um show ao vivo.
Idealmente, este show é em um lugar escuro e apertado com muita dança, onde não há nenhuma pressão para conhecer as pessoas ao seu redor, porque tal tarefa seria quase impossível de qualquer maneira. Ninguém perceberá que você está sozinho, porque eles (assim como você) estarão muito ocupados apenas ~desfrutando~ da música. Além disso, há algo muito libertador sobre dançar com um grupo de pessoas que você provavelmente nunca verá de novo.
Idealmente, este show é em um lugar escuro e apertado com muita dança, onde não há nenhuma pressão para conhecer as pessoas ao seu redor, porque tal tarefa seria quase impossível de qualquer maneira. Ninguém perceberá que você está sozinho, porque eles (assim como você) estarão muito ocupados apenas ~desfrutando~ da música. Além disso, há algo muito libertador sobre dançar com um grupo de pessoas que você provavelmente nunca verá de novo.

 

7. Ir ao shopping.
Fazer compras sozinha é libertador. Você não tem que se sentar para esperar sua amiga experimentar cada camisola daquela loja que você odeia e, da mesma forma, você não tem que colocar alguém que você ama nessa situação também. Você pode passear durante o tempo que quiser, sabendo que você está confiando em nada além de seus próprios instintos (e orçamento).
Fazer compras sozinha é libertador. Você não tem que se sentar para esperar sua amiga experimentar cada camisola daquela loja que você odeia e, da mesma forma, você não tem que colocar alguém que você ama nessa situação também. Você pode passear durante o tempo que quiser, sabendo que você está confiando em nada além de seus próprios instintos (e orçamento).

 

8. Ir à praia…
…ou ao lago ou ao parque. Basicamente, em uma das raras ocasiões em que seu dia de folga coincide com um clima agradável, parta para um piquenique rápido e relaxe na natureza. Leia um livro. Tire um cochilo. Traga uma câmera! Você estará tão entretido com seu entorno que você nunca mais vai querer ir embora.
…ou ao lago ou ao parque. Basicamente, em uma das raras ocasiões em que seu dia de folga coincide com um clima agradável, parta para um piquenique rápido e relaxe na natureza. Leia um livro. Tire um cochilo. Traga uma câmera! Você estará tão entretido com seu entorno que você nunca mais vai querer ir embora.

 

9. Fazer exercício.
A melhor coisa de se exercitar é que essa uma ótima oportunidade de entrar em sintonia consigo mesmo. Seu corpo está basicamente gritando para ser ouvido, e a melhor maneira de prestar atenção é fazendo isso sozinho. Seu treino atual se beneficiará de seu foco, e você vai se sentir super capaz — especialmente se você estiver na academia.
A melhor coisa de se exercitar é que essa uma ótima oportunidade de entrar em sintonia consigo mesmo. Seu corpo está basicamente gritando para ser ouvido, e a melhor maneira de prestar atenção é fazendo isso sozinho. Seu treino atual se beneficiará de seu foco, e você vai se sentir super capaz — especialmente se você estiver na academia.

 

10. Ir a uma festa.
Então, nenhum de seus amigos vai deixar você arrastá-lo para aquela festa que seu conhecido ou novo colega de trabalho está promovendo. E DAÍ? Basta aparecer elegantemente tarde (para garantir que as outras pessoas realmente estarão lá), dizer Olá para o anfitrião e, em seguida, beber e se interagir. Fale sobre aquele artigo que você leu. Ou a nova temporada de Game of Thrones. Ou experimente uma nova piada. Quem sabe? Você é um convidado interessante, inteligente e amigável, e o anfitrião te convidou porque existe motivo para isso.
Então, nenhum de seus amigos vai deixar você arrastá-lo para aquela festa que seu conhecido ou novo colega de trabalho está promovendo. E DAÍ? Basta aparecer elegantemente tarde (para garantir que as outras pessoas realmente estarão lá), dizer Olá para o anfitrião e, em seguida, beber e se interagir. Fale sobre aquele artigo que você leu. Ou a nova temporada de Game of Thrones. Ou experimente uma nova piada. Quem sabe? Você é um convidado interessante, inteligente e amigável, e o anfitrião te convidou porque existe motivo para isso.

 

11. Visitar um museu.
Tire um tempo para passear nas exposições que te interessam. Pule aquelas que não te atraem. Faça uma pausa para um lanche no café, passe pela loja de presentes e depois volte para ver mais. Não vá embora até que esteja escuro lá fora.
Tire um tempo para passear nas exposições que te interessam. Pule aquelas que não te atraem. Faça uma pausa para um lanche no café, passe pela loja de presentes e depois volte para ver mais. Não vá embora até que esteja escuro lá fora.

 

12. Cozinhar uma refeição em casa.
Se você sempre quis ter a certeza de sua autossuficiência, cozinhe uma refeição completa para si mesmo em casa. Há, provavelmente, muitas pessoas que fazem isso regularmente (e para você eu digo: isso é incrível, como é a sua vida?), mas para aqueles que são mais dependentes de marmitas, entregas e pratos congelados, essa façanha pode ser altamente empoderadora. Não precisa ser uma receita muito maluca e você certamente não precisa ser um chef de cozinha. Mas todo o processo — de encontrar a receita, comprar os ingredientes, juntá-los e depois apreciar a refeição, talvez com uma taça de vinho e um pouco de música — deixará você feliz e à vontade.
Se você sempre quis ter a certeza de sua autossuficiência, cozinhe uma refeição completa para si mesmo em casa. Há, provavelmente, muitas pessoas que fazem isso regularmente (e para você eu digo: isso é incrível, como é a sua vida?), mas para aqueles que são mais dependentes de marmitas, entregas e pratos congelados, essa façanha pode ser altamente empoderadora. Não precisa ser uma receita muito maluca e você certamente não precisa ser um chef de cozinha. Mas todo o processo — de encontrar a receita, comprar os ingredientes, juntá-los e depois apreciar a refeição, talvez com uma taça de vinho e um pouco de música — deixará você feliz e à vontade.

 

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*Fonte: buzzfeed

O que ninguém conta sobre mudar de cidade

Já faz alguns anos que deixei Brasília, cidade onde cresci e construí quase todas as minhas relações.

Morar quase a vida toda na mesma cidade tem muitos pontos positivos. Sabemos onde as coisas estão, conhecemos quase todo mundo – mesmo que seja apenas de vista – e sabemos a história de quase tudo por ali. Por mais que às vezes não gostemos, nossa cidade traz um senso de comunidade, sendo uma extensão do que forma nossa ideia de lar. O lugar que moramos e os acontecimentos à nossa volta adicionam um elemento extra de identidade à nossa personalidade.

Mas chega o dia que crescemos e, pelos embaraços da vida, precisamos nos mudar.  É assim na vida de muita gente, também foi assim na minha vida. A gente pode até achar que está preparado e sabe o que virá pela frente, mas existem alguns detalhes que só descobri quando chegou minha vez.

Pode ter sido só comigo, mas se puder confortar outras pessoas que sentiram-se dessa forma, já vale a pena compartilhar essas experiências que não vejo ninguém contando por aí.

 

Seus amigos mudam

Uma das coisas que parecem óbvias, mas nos surpreende quando chega nossa vez, é que nossos amigos mudam bastante quando estamos distantes. Não é como se permanecessem os mesmos sempre, mas quando estamos acompanhando diariamente nos acostumamos às pequenas e constantes mudanças.

Um dia voltamos para visitá-los e eles têm assuntos que não conseguimos mais acompanhar. Nossos interesses não cruzam como antes e tudo parece meio fora de sincronia. O peso da amizade de tantos anos faz o trabalho de manter a união, mas sentimos que o compasso vai se perdendo.

Por algum tempo ainda faz sentido continuar o contato com esses amigos, mas às vezes as diferenças tornam-se tão grandes que acabamos deixando de lado. O carinho e a nostalgia do passado ainda existem, mas agora cada um de fato seguiu um caminho distinto.

 

Você muda

Não são apenas nossos amigos assumem traços novos, nós também. Numa nova cidade é fácil entrar em contato com outras ideias, diferentes perspectivas e interesses que nem sabíamos que existiam.

Ao passo em que vemos nossos amigos mudando, nós também desenvolvemos um comportamento diferente do que eles estão acostumados. Cooperando para a quebra de ritmo entre os dois referenciais. Percebo com frequência o choque de amigos quando me encontram depois de um longo tempo sem me ver. O sentimento de amizade é certamente presente, mas as diferenças na forma de agir e pensar acabam causando alguns sustos.

Essas diferenças trazem diversas formas de desconforto, já que pessoas esperam que você se comporte de uma forma que já não é mais compatível, da mesma forma que acabamos criando a mesma expectativa quando nossos amigos estão diferentes.

Dos dois lados resta o sentimento de que estamos nos afastando de alguém que já foi muito importante.

 

Existe um vazio de pertencimento

Um dos efeitos mais inesperados de mudar, pelo menos para mim, foi a perda da noção de pertencer a um lugar.

No meu caso, um dia voltei para visitar Brasília, como já havia feito tantas outras vezes, mas algo ali estava diferente. As pessoas nas ruas, a jeito que se vestiam, os novos costumes e programas de final de semana. De repente, tudo aquilo não era mais parte de mim. Não existia mais conexão.

O esperado é que a nova cidade substituísse a antiga, mas não foi o que aconteceu. Eu não apenas deixei de me identificar com Brasília, como ainda não tinha vínculos com o lugar onde estava morando.

É um vazio estranho.

Não sei dizer se esse sentimento de não ter mais um “lugar para voltar”, uma referência inicial de cidade, vai passar em algum momento. O que sei até agora é que poderia morar em qualquer outro lugar do mundo, porque a cidade já não faz mais tanta diferença assim.

 

As coisas novas não importam para os amigos antigos

Por mais que você mantenha contato constante com seus amigos de sua cidade original, sua vida nova não importa para eles como antes. Você até vai contar algumas novidades e atualizá-los do que for mais importante, mas dificilmente os detalhes farão algum sentido maior.

É até compreensível que seja assim, essas pessoas não fazem parte dos detalhes e, mesmo que você conte, não tem como existir a mesma ligação. Os locais, pessoas e referências que você está citando são apenas uma ideia distante, é como contar um episódio de um seriado de TV. Para quem não acompanha bem de perto, a parte recortada da trama não tem muita graça, falta aquela conexão emocional.

Com isso, a gente acaba sentindo que o interesse dos amigos pela nossa vida já não é mais o mesmo, o que – é claro – nem sempre é o caso. Não adianta também ficar chateado ou cobrar atenção, isso só tornará as coisas mais estranhas e artificiais.

Vez ou outra surge o gancho perfeito e começam bons papos como nos velhos tempos. Mas fora isso, a gente fica ali vendo a amizade meio de longe.

 

Você não é um turista

Quando visitamos uma cidade nova, é normal correr contra o tempo para visitar todos os pontos turísticos, fazer programas interessantes e conhecer o máximo de coisas novas.

Ao pensar em mudar de cidade, é fácil achar que também fará toda essa peregrinação turística e aproveitará as surpresas do local. Só que infelizmente, o poder da rotina costuma ser mais forte que nossa vontade de explorar opções.

Reclamamos da falta de alternativas interessantes da cidade anterior, mas quando chegamos num lugar diferente, acabamos não aproveitando o que há disponível. Fica evidente que na maioria das vezes o problema da falta de atrações é nosso apego ao cotidiano, a rotina que consome nossa curiosidade e o famoso “depois eu faço”.

Morei meses em Santiago, no Chile, mas as únicas vezes que fiz programas turísticos foi quando vinham visitas do Brasil. Quando estava perto de voltar, senti que não tinha curtido a cidade como deveria. Hoje, morando em Londrina, penso que preciso mudar isso, mas quando percebo estou no mesmo restaurante pedindo os mesmos pratos de sempre.

 

O mundo se torna um lugar maior

Apesar de ter focado nos impactos que soam mais negativos, existe um ponto positivo que é capaz de superar todos os outros.

Mesmo quando mudamos para uma cidade que fica apenas um estado de distância, podemos observar como as diferenças culturais são gigantescas. Desde as pequenas tradições locais, costumes e formas de lidar com problemas, até a organização política e econômica que movimenta a região.

É muito bonito ver essas barreiras sendo quebradas e voltar a enxergar o mundo como um lugar gigantesco. Essa sensação de que conhecer apenas uma cidade de cada país não é o bastante, queremos conhecer cada cidadezinha pequena dos países mais remotos, suas nuances e histórias.

O mundo, ainda que mais conectado pela globalização, vai se mostrando como um lugar cada vez mais rico e excitante.

 

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*Fonte: papodehomem/ Alberto brandão

Você se auto sabota?

Achamos que queremos ser felizes. Mas , quando a vida oferece oportunidades de crescimento pessoal e profissional, por medo de enfrentar novos desafios , acabamos, muitas vezes, nos boicotando com atitudes aparentemente despretensiosas e inocentes, mas que revelam muito dos nossos piores medos e conflitos internos.

Antes de uma entrevista de trabalho importante, você aceita ir ao bar com os amigos? Você encara os elogios que te fazem sempre como uma estratégia para te pedirem um favor? Diante da possibilidade de crescer na carreira, você recua?

Você utiliza do perfeccionismo para arquivar ou adiar projetos? Você se agarra a decepções para se fechar para novas relações amorosas? Você prioriza amigos mais ou menos em detrimento do seu melhor amigo? Quando você está num relacionamento amoroso harmonioso, você pisa na bola, criando oportunidades para conflitos desnecessários?
Se grande parte das respostas acima for positiva, provavelmente você se auto sabota.

Achamos que queremos ser felizes. Mas , quando a vida oferece oportunidades de crescimento pessoal e profissional, por medo de enfrentar novos desafios , acabamos, muitas vezes, nos boicotando com atitudes aparentemente despretensiosas e inocentes, mas que revelam muito dos nossos piores medos e conflitos internos. Sob o viés da Psicanálise, não existem gestos sem importância. Coisas aparentemente simples como tamborilar enquanto o outro fala ou esquecer o nome de uma pessoa ou trocar uma palavra por outra ou fazer uma piada tem um sentido importante. Mas vamos aos exemplos acima?

Exemplo 1: Se tenho uma entrevista de trabalho , o natural é que descanse bastante para ela , com o objetivo de estar bem disposto e apresentar o melhor resultado possível. Se aceito ir ao bar justamente na véspera da entrevista , estou criando brechas para o “azar”. Estou criando a possibilidade de acordar no dia seguinte de ressaca ou muito cansado por dormir poucas horas. Posso ainda perder a hora. Em suma: eu crio as condições para me sair mal e depois ficar lamentando que eu perdi uma boa oportunidade.

Exemplo 2: Tudo bem que nem todos os elogios são sinceros. Tudo bem que muita gente elogia mesmo antes de pedir um favor. Por outro lado, muito elogios são verdadeiros. Quem se imagina sempre manipulado, não acredita nos próprios méritos . Não se enxerga como alguém digno de receber um elogio sincero.

Exemplo 3: Algumas pessoas vivem reclamando que não são valorizadas na empresa onde trabalham, mas quando surge a chance de receber uma promoção ou mudar de emprego, a pessoa se acovarda. Perde a data para enviar o currículo ou simplesmente não envia porque tem certeza de que não conseguirá a vaga.

Exemplo 4: Muitas pessoas se escondem atrás do perfeccionismo para não tentarem coisas novas. Elas respaldam a falta de ousadia para novas empreitadas com o argumento de que são perfeccionistas , de que ainda não estão prontas para executarem com a maior competência certas tarefas. Porém, nós nunca estamos totalmente preparados para nada. Estamos em constante aprendizado.

Exemplo 5: O amor , ou melhor dizendo, o desamor pode nos ferir profundamente deixando buracos na alma. Por outro lado, usar como pretexto uma decepção amorosa para nunca mais se envolver com ninguém, talvez seja , uma das mais severas formas de auto sabotagem.

Exemplo 6: Temos amigos e amigos em nossa vida. Alguns são entre aspas e outros são para valer mesmo. Com alguns , a gente vai conseguir apenas compartilhar algumas cervejas geladas e umas risadas. Pessoas que colocam em pé de igualdade amigos sociais com amigos de verdade , para todas as horas, corre o risco de ficar sozinho quando precisar de um apoio moral ou qualquer outro tipo de ajuda.

Exemplo 7: Algumas pessoas custam a encontrar o amor, mas quando finalmente encontram e estão bem, criam armadilhas para estragar a relação, para roubar a paz e a harmonia. Podemos sabotar uma relação amorosa de muitas formas , entre elas, criticando excessivamente o parceiro, fazendo piadas bobas que o ridicularizam na frente de terceiros, desmarcando compromissos na última hora, provocando de alguma forma o ciúme do outro.

Os exemplos aqui apresentados são apenas uma amostra de tudo que podemos fazer para estragar relações felizes , desmerecer amizades verdadeiras , impedir nosso desenvolvimento profissional.

Com o medo da perda , muitas pessoas preferem já abrir mão de quem e do que lhes faz feliz. Sabe aquele mecanismo da tragédia grega? Temos tanto medo de algo que acabamos conquistando para nós justamente aquilo que nos provoca mais terror?

 

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*Fonte: resilienciamag

 

Os olhos de um animal têm o poder de falar uma língua única

Quando olho para os olhos do meu cachorro, do meu gato ou de qualquer outro animal, não vejo um “animal”. Vejo um ser vivo como eu, um amigo, uma alma que sente, que entende afetos e medos e que merece o mesmo respeito que qualquer outra pessoa.

O poder de um olhar transcende muito além do sentido da visão. Por incrível que pareça, os nossos nervos ópticos estão intimamente ligados ao hipotálamo, essa estrutura delicada e primitiva onde se localizam as nossas emoções e a nossa memória. Quem olha sente, e isto é algo que acontece também com os animais.

Se os olhos são a janela da alma, então algo me diz que os animais também a têm, porque eles sabem usar essa linguagem que não necessita de palavras como ninguém: é o idioma do afeto e do respeito mais sincero.

Todos nós, em algum momento da nossa vida, já experimentamos o seguinte: ir adotar um cachorro ou um gato e estabelecer de imediato uma conexão muito intensa com um deles só de o olhar nos olhos. Sem saber como, eles nos cativam e nos conquistam. No entanto, os cientistas dizem que existe algo mais profundo e intrigante do que tudo isto.

 

Os olhos dos animais, uma conexão muito antiga

Os cachorros e os gatos são dois dos animais habituados há muitos anos a conviver com o ser humano. Já não surpreende a ninguém a forma tão sábia, e por vezes atrevida, que eles têm de interagir conosco. Eles nos olham nos olhos fixamente e são capazes de expressar desejos e necessidades através de todo tipo de carinhos, gestos, movimentos do rabo e vários tipos de cumplicidades.

Temos harmonizado comportamentos e linguagens para nos compreendermos, e isto não é um ato casual.  É mais um resultado de uma evolução genética onde espécies diferentes se acostumaram a conviver juntas para benefício mútuo. Algo que também não nos surpreende é o que nos revelou um interessante estudo realizado pelo antropólogo Evan MacLean: os cachorros e os gatos são bastante capazes de ler as nossas próprias emoções só de nos olharem nos olhos.

Os nossos animais de estimação são mestres dos sentimentos. Eles podem identificar padrões gestuais básicos para os associar a uma determinada emoção e raramente falham. Além disso, este estudo também explica que as pessoas costumam estabelecer um vínculo com os seus cachorros e gatos muito parecido com o que criam com uma criança pequena.

Nós os criamos, entendemos e estabelecemos um laço forte como se fossem membros da família, algo que, por incrível que pareça, foi proporcionado pelos nossos mecanismos biológicos depois de tantos anos de interação mútua.

As nossas redes neurológicas e a nossa química cerebral reagem do mesmo modo como se estivéssemos cuidando de uma criança ou de uma pessoa que necessita de atenção: liberamos oxitocina, o hormônio do carinho e do cuidado. Por sua vez, os animais também agem da mesma forma: nós somos o seu grupo social, a sua família, os humanos amáveis com que eles compartilham o sofá e as sete vidas de um gato.

 

A biofilia, a conexão com a natureza e os animais

O mundo é muito mais bonito visto através dos olhos de um animal. Se todas as pessoas tivessem a excepcional habilidade para se conectar com eles deste modo, “recordaríamos” aspectos que antes eram inatos e que agora esquecemos devido à agitação da civilização.

A nossa sociedade está agarrada ao consumismo, à exploração exagerada dos recursos, e isto fere o planeta Terra que os nossos netos deveriam herdar com a beleza do passado, com os seus ecossistemas intactos, com a sua natureza tão bela, viva e reluzente, e não com tantas fraturas quase impossíveis de recuperar.
Quando ter um animal significava sobreviver melhor como espécie

Edward Osborne Wilson é um entomologista e biólogo norte-americano conhecido por ter criado o termo “biofilia”. Esta palavra define o amor por todos os seres vivos que, em geral, é algo que a maioria das pessoas que gostam de animais já experimentou. Segundo o cientista, a afinidade que estabelecemos com os nossos animais tem a sua origem nos primeiros períodos evolutivos da nossa espécie.

Ao olhar nos olhos de um animal nasce dentro de nós, de forma inconsciente, uma ancoragem emocional e genética. O ser humano estabeleceu um tipo de vinculação muito íntima com certos tipos de animais, sendo o cão um dos mais relevantes nessas épocas remotas, onde a nossa máxima prioridade era sobreviver.

Uma das teorias de Edward Osborne é que as pessoas que contavam com a companhia de vários cachorros nos seus grupos sociais tinham mais chances de viver mais tempo, em comparação com aqueles que não dispunham deste vínculo.

As pessoas que eram capazes de conquistar um animal, de domesticá-lo e de construir uma relação de afeto e respeito mútuo estavam muito mais unidas à natureza, aos seu ciclos, a esses segredos sobre encontrar mais recursos para seguir em frente: água, caça, plantas comestíveis…

 

É possível que nos dias de hoje os nossos cachorros já não sejam mais úteis para conseguir alimento. No entanto, para muitas pessoas a proximidade e a companhia de um cachorro ou gato continua a ser imprescindível para “sobreviver”.

Eles nos dão carinho, doses imensas de companhia, aliviam sofrimentos, conferem alegrias e nos recordam todos os dias por que é tão reconfortante olhá-los nos olhos. Eles não precisam de palavras, pois a sua linguagem é muito antiga, muito básica e até maravilhosamente primitiva: o amor.

Não deixe de desfrutar dos seus olhares, veja o seu reflexo neles todos os dias e você vai descobrir tudo o que há de bom em você.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

As quatro insanidades que a sociedade prega pra você ser um burro motivado

Observador contumaz das manias humanas, Roberto Shinyashiki está cansado dos jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias. Nas entrevistas de emprego, por exemplo, os candidatos repetem o que imaginam que deve ser dito. Num teatro constante, são todos felizes, motivados, corretos, embora muitas vezes pequem na competência. Dizem-se perfeccionistas: ninguém comete falhas, ninguém erra.

Como Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa) em Poema em linha reta, o psiquiatra não compartilha da síndrome de super-heróis. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada na vida (…) Toda a gente que eu conheço e que fala comigo nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, nunca foi senão príncipe”, dizem os versos que o inspiraram a escrever Heróis de verdade. Farto de semideuses, Roberto Shinyashiki faz soar seu alerta por uma mudança de atitude. “O mundo precisa de pessoas mais simples e verdadeiras.”

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Por Roberto Shinyashiki
Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus. A sociedade quer definir o que é certo e o que não é. São quatro insanidades da sociedade que fazem de você um verdadeiro ” burro motivado “:

A primeira é: instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta é: Você tem de fazer as coisas do jeito certo.

Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas.

As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.

Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo à praia ou ao cinema, ou simples ser feliz sem fazer absolutamente nada.

 

Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?

O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas:

A primeira é precisar de aplauso,
a segunda é precisar se sentir amada e,
a terceira é buscar segurança.

Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.

A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”.

Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.

Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, ou por não ter comprado isto ou aquilo, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.

Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.

 

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*Fonte: pensadoranonimo

 

coisaspequenas

Data Selfie, o Big Data de seu comportamento no Facebook

Data Selfie é uma extensão para Google Chrome que utiliza seu comportamento no Facebook para fazer inferências sobre seu posicionamento político preferências e análise preditiva utilizando algoritmos do IBM Watson e da Universidade de Cambridge.

Ele não leva em consideração apenas o que você curte e compartilha, mas também no que você clica, o que você escreve, o que você olha e por quanto tempo, enquanto consome (e produz) conteúdos no Facebook.

Como diz o projeto, é uma forma interessante de acessar os bastidores do big data a seu respeito.

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*Fonte: upodateordie

 

Pessoas boas costumam se ferrar, mas sempre estão felizes!

Infelizmente, quem possui uma essência por demais bondosa inevitavelmente será vítima do mau uso de suas ofertas por parte daqueles que só pensam em se aproveitar, em maldizer, em puxar tapetes, passando por muitas situações difíceis em que terá que confrontar o bem que possui com o mal que rodeia sua vida.

Mesmo que soe a clichê, a filosofia de botequim, não dá para fugirmos à constatação de que a bondade é a porta de entrada de incontáveis decepções. Porque o mundo atual vale-se da distorcida esperteza como válvula de sucesso, ou seja, muitos usam dessa esperteza com má fé, justamente em relação àqueles que confiam neles, àqueles que ingenuamente julgam o coração de todo mundo de acordo com o próprio.

E, por pessoa boa, não se relaciona, aqui, a alguém bonzinho, mas a uma pessoa com olhos limpos e generosos, com mãos que se estendem, com ouvidos atentos e coração leve. Trata-se daquele tipo de pessoa que não se nega a ajudar, que compartilha conhecimento, que divide riquezas da alma, sem apego emocional. Desapegam-se de si mesmas, porque somente se sentem humanas quando são parte de um todo.

São aqueles amigos que nunca demonstram desinteresse por nós, os colegas de trabalho que não são capazes de guardar para si algum tipo de conhecimento, os familiares que se lembram de nós mesmo do outro lado do mundo. Pessoas boas, gratas, sensíveis, com empatia suficiente para saírem de seus mundos e abraçarem o mundo de qualquer pessoa que precise de algo.

Infelizmente, quem possui uma essência por demais bondosa inevitavelmente será vítima do mau uso de suas ofertas por parte daqueles que só pensam em se aproveitar, em maldizer, em puxar tapetes, passando por muitas situações difíceis em que terá que confrontar o bem que possui com o mal que rodeia sua vida, a nossa vida, a vida de quem quer que seja. Triste, mas inevitável, a doçura da amabilidade sempre encontrará a contrariedade ferrenha do ódio amargo dos infelizes.

Pessoas bondosas costumam acreditar no melhor de cada um, pintando a vida com as cores leves da humildade e do acolhimento, desejando a felicidade alheia, pois querem que todos sejam tão felizes quanto elas próprias se sentem. E, ao longo do percurso, irão se deparar com o pior do ser humano, com a mentira, com a inveja, com a mesquinhez, com o mau humor e a maldade daqueles que jamais serão capazes de sorrir com gratidão.

Mesmo assim, continuarão a sorrir, a caminhar tranquilamente, a acordar com o propósito de ser e de fazer gente feliz, porque é assim que sua alma se torna cada vez mais rica e agraciada com as bênçãos que só quem é alegre com verdade está pronto para receber. Todos os dias.

 

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*Fonte: osegredo

walking2

A deliciosa arte de ligar o Fodômetro

Dominar a técnica de ligar o fodômetro é uma das poucas lições que deveríamos realmente aprender na vida! Mas não se iluda caro leitor. Ela exige muita prática e muita disciplina. Não é do dia para a noite que se incorpora a deliciosa conduta de mandar a PQP o que deu errado. Provavelmente, muitas tentativas e erros serão necessários antes de uma habilitação quase que perfeita. Mas não desanime. Se investimos tanto tempo, dinheiro e energia em coisas completamente supérfluas, por que não se dedicar a algo realmente libertador?

Não me amou? Que pena. Nem todo mundo tem bom gosto. Não gosta de mim? Que coincidência! Também não gosto de você! Não respeita as minhas opiniões? Vai se fazer o quê? Unanimidade é uma utopia. Não me contrataria para a sua empresa? Existem muitas outras bem mais bacanas! Acha que devo fazer sexo contigo para conseguir a vaga que quero? Não me ofendo. Você é só mais um babaca que quer apenas sexo comigo. Falou mal de mim pelas costas? Acontece. Falamos mesmo. Faz parte da raça humana falar e falar para depois pensar.

Não tem tempo para tomar um café comigo? Ok. Talvez você não goste de café ou prefere outro tipo de companhia. Mais uma vez penso no lance da unanimidade. Aquela oportunidade que eu tanto esperei não saiu? Não foi a primeira nem será a última. Enquanto isso, tomo meu vinho vendo um filme de arte ou conversando com uma amiga louca. O restaurante que adoro está caro demais para o meu orçamento? De duas uma: como salsicha o mês todo para poder pagar um jantar espetacular ou aceito a frustração de não poder frequentar um lugar caro.

Não deu para ver a peça teatral que eu queria pois os convites estão esgotados? Compro ingresso para outra e se um dia esta peça voltar a entrar em cartaz, dou pulos de alegria. Minha melhor amiga não me compreende? Arrumo outra. A roupa da moda me deixa um horror? Compro uma que não está ou uso uma velhinha mesmo. Vejo pelo lado bom: economizo e talvez até consiga pagar aquele restaurante bacana.

Não tenho com quem sair no final de semana? Saio comigo mesmo ou fico em casa fazendo qualquer coisa que me agrada. A vida acontece na rua ou em casa. A vida acontece onde a gente estiver se pusermos um pouco de imaginação. Estou namorando? Que delícia! A noite promete! Estou sem namorar? Beleza! Posso ficar mais uma semana sem me depilar.

Um amigo está se tornando inconveniente demais? Não é preciso ser mal educado. Basta evitá-lo. Ficam dizendo o tempo todo como devemos viver? Beleza! Podemos escutar mas não devemos processar a informação. Depois vale a pena dar um bom gelo no chato de plantão. Me invejam? Que joia! Ser invejado é para poucos! Estou sem namorar? Saio com os amigos! Pode ser bem mais divertido! Estou namorando? Arrumo um jeito de deixar meu namorado completamente excitado num local público. É uma experiência e tanto!

Aquela jaquetinha fashion não tem no meu número? Perfeito! Economizo! A vendedora de repente descobriu um último exemplar abandonado no estoque? Maravilha! O restaurante que sempre vou está lotado? Talvez seja a oportunidade para conhecer um lugar novo. Ganhei? Muito bom! Ganhar é sensacional. Perdi? Paciência. Pelo menos aprendi alguma coisa. Em resumo: quem aprende a ligar o fodômetro percebe que nada é tão urgente assim e que ganhando ou perdendo a vida continua sempre em frente. Deveríamos nos cobrar menos e nos permitir mais. Deveríamos nos culpar menos e nos divertir mais. Deveríamos lembrar e esperar menos e viver mais. Mais vale o prazer de um provolone à milanesa que existe do que a projeção de um castelo na Itália. Capisce?

 

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*Fonte: resilienciamag

fodase345

17 coisas que as pessoas emocionalmente fortes NÃO fazem

A vida é composta por uma série de histórias sendo que cada um de nós tem uma única história para contar .  Existem bilhões e bilhões de histórias mas nenhuma é exatamente igual. Se a história de sua vida teve mais momentos  tristes do que os felizes, é hora de mudar isso. E o melhor lugar para começar essa mudança é dentro de sua cabeça.

Pode parecer mentira, mas você tem o poder de modificar diversas coisas em sua vida. Para isso, uma habilidade fundamental que irá ajudá-lo a chegar lá é aprender a tornar-se emocionalmente forte. A boa notícia é que a força emocional é como um músculo: quanto mais você usá-la, mais forte ela se torna.

A seguir, verá uma lista de 17 coisas que as pessoas emocionalmente fortes não fazem  ou, pelo menos, evitam fazer:

 

Pessoas emocionalmente fortes não imploram por atenção

Força emocional significa confiança, e as pessoas confiantes não precisam ser constantemente o centro das atenções. Eles estão confortáveis em sua própria pele.

Lembre-se que compartilhar coisas com pessoas queridas é algo bom, o ruim é imploram por atenção de pessoas que não querem estar com você.


Elas não permitem que outros as “derrubem” facilmente

Pessoas emocionalmente fortes ignoraram os inimigos e os pessimistas. Eles extirpam essas pessoas e se cercam de pessoas positivas e com quem possam construir coisas. Ou seja, evitam os famosos “vampiros emocionais”.


Elas não deixam de acreditar em si mesmas

De alguma forma, eu não posso acreditar que existam alturas que não podem ser escaladas por um homem que conhece os segredos de fazer sonhos se tornarem realidade. Este segredo especial, parece-me, pode ser resumido em quatro “c”s. Eles são curiosidade, confiança, coragem e constância, e o maior de todos é a confiança. Quando você acredita em uma coisa, acreditá nela por todo o caminho, implícita e inquestionavelmente.

– Walt Disney

Banhe-se com estas palavras surpreendentes de Walt Disney. A crença é a qualidade mais importante de força emocional.


Elas não têm medo de amar

O amor é a força que transforma e melhora a Alma do Mundo.

– Paulo Coelho

As pessoas que possuem força emocional na maioria das vezes já sofreram grandes desgostos. Isso as tornou mais fortes. Só porque você foi ferido, não significa que você deve deixar de amar em sua vida. Abra seu coração e reconheça sua vulnerabilidade.


Elas não têm medo de desacelerar

Às vezes você precisa dar um passo atrás para recuperar forças, analisar a situação e refletir sobre as próximas medidas a serem tomadas. Desacelerar, longe de ser um sinal de fraqueza, pode ser um grande sinal de força e inteligência. Permita-se um tempo de reflexão e relaxamento. Ao contrário do que pode parecer, nem todas as decisões têm que ser tomadas imediatamente.


Recusam-se a ser vítimas das circunstâncias

Ser emocionalmente forte significa que se recusam a dar desculpas. Reconhecem os erros do passado e tentam aprendem com eles. Porém, o mais importante é que deixam o passado para trás e se concentram em obter algo  para melhorar  a cada dia.


Eles não têm problema em dizer não

Dizer não é uma das coisas mais importantes que você tem que aprender a fazer. Concentre-se em suas prioridades e dizer não a todo o material que faz com que você perca seu tempo e energia vital. Quem realmente gosta de você entenderá, mesmo que não seja no dia.


Elas não recusam desafios

Pessoas emocionalmente fortes veem os desafios como oportunidades para crescer e melhorar a sua vida . Desafios acontecem por uma razão. E quando os transpomos percebemos nossa real força e capacidade interna.

Elas não fazem as coisas que eles não querem fazer

Se você quiser manter o seu equilíbrio emocional e sanidade intacta, faça o que você ama. Livre-se da bagagem e compromissos que estão fazendo você infeliz ou reduza essa carga ao mínimo possível. Se não consegue se livrar de algo agora, tenha planos para mudar, mas nunca se acomode com a infelicidade.


Elas não se esquecem de que a felicidade também envolve uma decisão

Pessoas emocionalmente fortes sabem que a felicidade envolve escolhas. Elas entendem e respeitam as coisas que realmente precisam para serem mais felizes . Elas escolhem uma vida de simplicidade, produtividade e paixão.


Elas não perdem tempo

Abraham Lincoln disse:

“Não são os anos em sua vida que contam. É a vida em seus anos. “

As pessoas emocionalmente fortes não perdem tempo fazendo coisas onde não acham sentido. Elas vivem conscientemente no presente e tentam aproveitar a vida no seu hoje.


Elas não têm medo de pedir ajuda

Cada uma das grandes mentes da história, desde Einstein até Edison, tiveram ajuda ao longo do caminho. Pessoas emocionalmente fortes não são orgulhosas e reconhecem o valor da ajuda e da colaboração mútua.


Elas não se colocam “para baixo”

Autopiedade é um traço comum entre as pessoas emocionalmente frágeis. Pessoas frágeis têm uma lista de desculpas para justificar suas inadequações em vez de encontrar maneiras de melhorá-las. Se você quer mudar alguma coisa, pare de prender-se ao que não tem, às suas fraquezas ou ao seu passado. Apenas comece. Pequenas vitórias levam a grandes mudanças.


Elas não se importam em trabalhar um pouco mais “duro” do que os outros

As alturas alcançadas e mantidas pelos grandes homens não foram encontradas de maneira súbita. Enquanto seus companheiros dormiam, os grandes homens estavam labutando no meio da noite.

– Henry Wadsworth Longfellow

Mergulhe nestas palavras poéticas de Longfellow. Entenda o que quer e coloque-se para trabalhar. Planeje-se, tenha metas realistas e você obterá os resultados que você está procurando.


Elas não reagem de forma exagerada aquando as coisas saem de seu controle

Charles Swindoll disse:

“A vida é 10% o que acontece comigo e 90% de como eu reajo a isso.”

Pense em quantas vezes por dia você exagerar a em reações com coisas que nem são tão importantes. Quando você começar a sentir o seu sangue ferver, respire fundo e pergunte a si mesmo: “Isto realmente vale o meu nervosismo?” Noventa e nove por cento do tempo, você vai perceber que a resposta é não.


Elas não se contentam com uma vida medíocre

Pessoas emocionalmente fortes não se contentam com a mediocridade. Eles se esforçam para alcançar a grandeza.


Elas nunca, jamais desistem

Ser emocionalmente forte significa encarar as adversidades de frente, aprender com seus erros, e viver para lutar no outro dia. Vou deixá-lo com esta citação inspiradora de Harriet Beecher Stowe:

Quando você chegar em um lugar apertado e tudo for contra você, mesmo quando parecer que você não pode aguentar nem mais um minuto, nunca desista. Então, essa será a hora e o lugar em que a maré vai virar.

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*Fonte: osegredo

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10 histórias sobre formas contemporâneas de escravidão

Lendo estas histórias, você provavelmente chegará à conclusão de que a escravidão não foi, de fato, abolida.

 

Cartões de crédito

João L. ganha o equivalente a cerca de 500 dólares por mês, mas tem alguns cartões de crédito que, juntos, acumulam 2 mil dólares em dívidas. Só de anuidade, João paga mensalmente 15% do seu salário, ou seja, 75 dólares.

Pagar gradualmente a fatura e deixar de pagar os juros da dívida não é uma possibilidade para João. Em primeiro lugar, ele é prisioneiro de algo chamado ’pagamento mínimo’: caso não o realize ao menos uma vez, então deverá viver apenas com metade do seu salário durante um ano (ou mais) e João simplesmente não pode permitir isso.

Por outro lado, o mundo no qual vive João é cheio de tentações. É tanta coisa que se pode comprar que ele não vê outra saída senão continuar deixando que os bancos ’engordem’ às suas custas. .

Um dado curioso: faz tempo que João sonha em abrir seu próprio negócio mesmo se a rentabilidade anual for de 30% ou menos. Mas para fazer isso, ele precisaria antes quitar a dívida. E, bem, ele não consegue pagar o que deve porque o sistema não o permite.

 

Automóveis

Carlos G. adora automóveis. Antes, ele usava transporte público, mas economizou para comprar um carro usado. No entanto, não se sentia bem com o automóvel e logo depois comprou um esportivo zero quilômetro financiado. Ele anda sem dinheiro e, às vezes, precisa cortar gastos importantes, como férias ou despesas médicas, mas Carlos não pode imaginar sua vida sem o seu carro.

Ele precisa pagar mensalmente o financiamento que fez para comprar seu automóvel novo, além dos custos com os acessórios vendidos pela concessionária e com o seguro, que é absurdamente caro. Precisa ainda lidar com vários pequenos problemas com estacionamento, arranhões na pintura, troca de óleo e pequenos reparos. Sem contar que enche o tanque de combustível 3 vezes por semana.

Carlos não reclama muito, pois crê que cada centavo investido em seu carrinho vale muito a pena. Acontece que, se ele calculasse quanto custa manter o seu tesouro, se daria conta de que seu amigo de quatro rodas consome um terço de seu salário e metade do seu tempo livre.

Carlos poderia ter comprado um carro usado em bom estado, ou mesmo um novo em versão econômica, para viver tranquilamente e não precisar pagar o seguro do financiamento (além do financiamento em si). Além disso, sairia muito mais barato fazer reparos caso aparecesse um arranhão ou um pouco de ferrugem, e não seria tão caro comprar peças de reposição. Sem falar que ele poderia ficar tranquilo por parar o carro praticamente em qualquer lugar sem medo de ter peças roubadas, e consertá-lo em qualquer oficina de bairro sem pagar muito nem precisar agendar atendimento.

Sim, ele poderia ter feito isso, mas se você disser a Carlos que ele tem um automóvel que não é compatível com sua renda, é capaz que ele lhe mande catar coquinhos. Ou então, pode ser que ele apenas levante as sobrancelhas, resmungue e faça uma cara de: ’você está louco’.

 

Pequenos gastos

Ivan H. trabalha como encanador em domicílio ganha o equivalente a 30 dólares aqui, 60 dólares ali e 15 dólares acolá. No fim das contas, isso deveria render um salário mensal bastante considerável, mas Ivan anda sempre com pouco dinheiro, apenas uns trocados no bolso e nada mais.

Por quê?

Porque Ivan gasta como ganha: sem contar. 15 dólares num táxi para casa, 30 para almoçar num restaurante. Como ele diz, ’trabalha, trabalha, mas não vê a cor do dinheiro’.

Se Ivan tivesse um pequeno caderno para anotar quanto recebe e quanto gasta, ficaria surpreso e à beira de um desmaio, pois perceberia que fazer refeições em restaurantes todos os dias não custa apenas 30 dolarezinhos por dia, e sim, um pouco menos que 8 mil dólares por ano (considerando que ele almoce em casa nos fins de semana). Além disso, Ivan veria que andar de táxi é cômodo e prático, mas se usasse ônibus e metrô durante dois meses, teria dinheiro para comprar o computador novo com que vem sonhando há tempos, e ainda sobraria dinheiro para roupa nova. Mas, como todo escravo do sistema, Ivan não consegue controlar seu dinheiro.

 

Casamentos e aniversários

Lúcia P. está para se casar. Ela trabalha como assistente de contabilidade e seu noivo é técnico junior em manutenção. O orçamento da nova família gira em torno do equivalente a 800 dólares por mês.

O casamento vai custar 9 mil dólares.

Não seria melhor que Lúcia e seu noivo fossem tranquilamente a um cartório, se casassem e celebrassem a união em algum restaurante bonito e romântico? Para que você precisa de um mestre de cerimônias, uma orquestra ao vivo, uma multidão de bêbados e colegas de trabalho que nem sabiam que ela existia?

Para que se afundar em dívidas, arruinar os próprios pais e alimentar pessoas que, sejamos sinceros, podem comer por conta própria? Lúcia não é boba e sabe que, se não celebrasse seu casamento, ninguém lhe daria a menor importância, dariam de ombros e esqueceriam no dia seguinte.

Os motivos de Lúcia para torrar o orçamento anual de sua nova família são dois: primeiro, é o que manda o sistema de tradições e costumes; segundo, Lúcia quer exibir a todos seu vestido branco e acha que o equivalente a um ano de trabalho de duas pessoas é um preço justo para aproveitar durante algumas horas e tirar algumas fotos para guardar de lembrança.

É claro que os defensores da ingênua garota poderiam dizer que o casamento é algo que só acontece uma vez na vida, mas no fim das contas há também aniversários, velórios, festas de Ano Novo, etc. Quanto dinheiro Lúcia irá gastar todos os anos com essas celebrações?

 

Álcool

Fernando M. se olha no espelho com frequência e pensa que já é hora de entrar numa academia, perder a barriguinha de cerveja e tonificar os músculos fazendo um pouco de exercício físico. Por outro lado, ele trabalha cinco dias por semana e, depois do trabalho, sempre toma alguns copos de cerveja.

Não que ele seja alcoólatra. Fernando acha que o álcool, em pequenas doses, se não faz um grande bem para a saúde, pelo menos não causa nada de ruim.

Assim, o trabalho e o álcool ocupam seus dias de tal maneira que não tem tempo de se inscrever na academia, e nem lhe restam forças para fazer algo além de tomar uma cervejinha depois do trabalho.

Não há nenhuma razão convincente para fazer com que Fernando mude de vida. A única, claro, é o fato de ele se sentir 15 anos mais velho do que é e de se sentir mal o tempo todo. Mas, de maneira geral, está tudo ok. O sistema prendeu Fernando com uma luva de aço, e as possibilidades que ele tem de se soltar são, digamos, muito pequenas.

 

Publicidade

Helena F. bebe Coca-Cola, fuma Marlboro, masca gomas Trident e adora os hambúrgueres do McDonald’s. Ela está sempre usando o último perfume da Dolce & Gabbana, e carrega seu iPhone dentro de sua bolsa Louis Vuitton.

Helena acha — ou melhor — tem a certeza de que a publicidade não causa nela nenhum efeito. Seus quilos a mais e dinheiro a menos são coisas que ela escolheu.

As garras predadoras da televisão apoiam a ingênua Helena: “Você, querida, é uma mulher livre, inteligente, independente e bonita, sempre toma suas próprias decisões e ninguém pode lhe dizer a quem de nós você irá trazer obedientemente o seu salário. Como você é livre!”

 

Objetos caros

Jorge R. não é rico o suficiente para comprar coisas baratas. Na verdade, de rico ele não tem nada. Jorge é um ’liso’, que frequentemente não tem dinheiro nem para comprar um café na máquina presente em seu escritório.

Mesmo assim, não sabe como dizer a si mesmo: ’esqueça, é muito caro e você não pode pagar’. Por isso, ele está sempre comprando coisas que o fazem parecer mais endinheirado do que é na realidade. Um casaco de couro que custa dois meses do seu salário? Bem, Jorge não é tão rico para comprar coisas baratas, e não importa que ele não faça ideia do que lhe cai bem e o que não. Por isso, ele compra o casaco, e quando o usa, sente-se como um girino dentro de uma meia.

“O último lançamento da informática em forma de um computador que custa 1.500 dólares? Claro! Eu não sou tão rico para comprar coisas baratas: faço um empréstimo com juros exorbitantes, comerei arroz com ovo durante dois meses e andarei pendurando no ônibus lotado, mas terei meu laptop prateado em casa para que fique acumulando poeira e que eu possa entrar no Facebook”, diz Jorge.

Nós poderíamos perguntar: por que ele não baixa um pouco o nível de exigência consigo mesmo e compra coisas que são igualmente úteis, mas que custam 10 vezes menos?

A resposta é muito simples: Jorge tem preguiça de passar algumas horas comparando preços e características, vantagens e desvantagens daquilo que planeja comprar. Para ele, é mais fácil agir como um galã de novela e dizer ’Eu decidi e vou comprar’. Além disso, se não levarmos em consideração que ele usa sapatos furados e óculos colados com fita adesiva, mas também um casaco de mil dólares, ele não tem a menor condição de chamar alguém de ’liso’.

 

Reformas

Claudia S. acha que os imóveis em seu país são muito caros, e só ela sabe quanto esforço foi necessário para que ela e sua família conseguissem comprar seu novo apartamento. Agora, Claudia está fazendo reformas.

Vamos usar a cozinha como exemplo:

É possível ir até uma loja de construção e comprar a cozinha mais econômica por, digamos, 400 dólares. Por este valor, Claudia compraria gabinetes simples feitos de aglomerado, sem grandes toques de design, mas que servem para guardar panelas e frigideiras.

Ela pode ir a outra loja, mais famosa, e escolher algo um pouco melhor se estiver disposta a pagar cerca de mil dólares. A qualidade, claro, não é nada de outro mundo, mas se contratar um bom marceneiro que faça um ajuste aqui e outro ali, terá armários decentes, talvez até bonitinhos.

Ela pode ainda visitar alguma fábrica de móveis e escolher uma cozinha sob encomenda. Isso custaria uns 4 mil dólares, mas suas amigas, isso sim, usariam suas línguas de serpente para elogiar a iluminação interior e os acabamentos.

Poderia também ir a uma loja de móveis italianos e sucumbir ao discreto encanto da burguesia. Os preços partem de 15 mil dólares, ou se tiver sorte, é possível encontrar algo da coleção anterior com um desconto considerável.

Nós poderíamos perguntar: por que diabos, tendo tantas opções, Claudia decidiu comprar uma cozinha de 10 mil dólares? Este valor é quanto o marido dela ganha em um ano (sim, um ano inteiro!). Além disso, sua família não consegue economizar e ela precisou fazer um empréstimo para tentar acabar a reforma antes do fim do ano.

Tudo bem, eu entendo que uma cozinha bonita é importante, já que é usada muito e por muito tempo. Entendo também que, se é italiana, é de qualidade, mas se Claudia não pode aumentar ao menos um pouco o preço do seu apartamento com semelhante melhora, poderia pelo menos pagá-la tranquilamente? É sério, se Claudia tivesse gasto 3.500 dólares em vez de 35 mil, não estaria mais tranquila, cozinhando e vivendo em um lugar digno, porém mais simples?

 

As reclamações

Ernesto P. sempre conta aos seus conhecidos uma história mais incrível que a outra: sobre crise econômica, algum político ou sobre protestos populares. Ernesto está sempre discordando. Para ele, sempre há alguém que não tem razão, seja seu chefe, o policial de trânsito ou os políticos.

É claro que vivemos em um país livre, e Ernesto tem todo o direito de irritar os seus amigos e encher a paciência dos outros com suas palavras, mas há um pequeno problema: o pobre Ernesto sempre anda sofrendo por problemas alheios, e é justamente esse costume de meter-se na vida dos outros que faz com que ele tenha essa sensação de impotência, pelo fato de saber que em algum lugar há algo de errado e ele não pode fazer nada a respeito.

Se alguém explicasse para ele que o mundo é um lugar injusto, e que a única maneira de melhorá-lo é começar por si mesmo, certamente o pobre Ernesto já ocuparia algum cargo de direção em sua empresa, pois ele é do tipo inteligente e cheio de energia.

Mas Ernesto, infelizmente, prefere gastar sua energia não criando nem desenvolvendo algo novo, mas julgando e condenando (ao menos mentalmente) aqueles que, segundo ele, não têm razão.

A família de Ernesto sabe que ele é uma pessoa muito capaz: capaz de fazer escândalos e ser cabeça dura, e até de brigar usando a força física, se for necessário. Os amigos olham para ele com tanta pena que já nem conseguem esconder, por ele ter essa ’habilidade’ de fazer uma tempestade num copo d’água, brigar e até mesmo ter problemas com a lei por coisas realmente ridículas.

 

A falta de sono

Ana C. dorme 5 horas por dia, às vezes até 4. A primeira coisa que ela faz ao abrir os olhos é tomar uma xícara de café. Depois, é hora de mergulhar na agitação até altas horas da noite!

Outra garota em seu lugar já teria dado conta há muito tempo de que algo não está, digamos, tão bem quanto deveria. Mas há anos Ana não dorme o suficiente, e há muito tempo ela sequer pensa no assunto. Quando tem algum tempo livre, toma outra xícara de café (ou alguma outra bebida energética) e fica passando o tempo: vê televisão, navega na Internet ou simplesmente fica encarando as paredes e pensando bobagens.

Aparentemente, sair do círculo vicioso é tão simples quanto entrar embaixo das cobertas à meia-noite e dormir o suficiente durante duas semanas (no mínimo). Se fizesse isso, Ana ficaria irreconhecível: se tranquilizaria, ficaria mais amável e deixaria de ser rude com as pessoas. Isso sem falar na melhora em seu rendimento no trabalho.

Maaaaas, para poder fazer isso, seria preciso ter um pouco de força de vontade e acabar de fazer tudo o que há para ser feito antes das onze da noite. A pobre (e sonolenta) Ana não é capaz de fazer algo assim.

Ela, que como sempre não dormiu o suficiente, irá desperdiçar algumas horas do seu dia em algo inútil, e por haver perdido tempo; não conseguirá ir para a cama antes das duas horas da manhã, tendo de acordar, como sempre, às 7h15, tomar seu café e correr para o trabalho. Dedicar um tempo para analisar a própria vida, tomar decisões que irão influenciar em seu futuro ou pensar em algo que lhe permita ter mais estabilidade econômica, então, nem pensar. Estes são apenas sonhos, e para sonhar é preciso dormir.

 

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*Fonte: incrivelclub

 

escravo-moderno

Sua vida muda totalmente quando você deixa de esperar

Em seu artigo Como permitir que os milagres entrem em sua vida, ou a vida sem expectativas, Evgenia Medvedeva, autora de vários cursos de autoajuda, reflete sobre a importância de liberar a consciência das eternas expectativas e de suas consequências.

Nós, do Incrível.club, esperamos que estas palavras motivadoras façam com que você passe a reagir com simplicidade frente às surpresas da vida.

Eu parei de viver no modo de espera… E imediatamente senti uma leveza absoluta em minha alma, como se só naquele momento eu começasse a viver de verdade. Antes disso, eu só pensava em como tinha de viver, mas só então eu comecei a viver de fato. Deixei de esperar algo de mim. Antes, esperava que algum dia iria explorar todo meu potencial, que escreveria mil artigos, ou melhor, escreveria uns 10 livros, que criaria algo maravilhoso, e coisas do tipo.

Deixei de esperar resultados de mim mesma.
E deixei de esperar algo dos outros: que me valorizem, que façam algo bom por mim, que sejam simpáticos comigo, que sejam responsáveis… Deixei de esperar um determinado comportamento do meu companheiro: antes, desejava que ele sempre me entendesse e fizesse tudo o que eu quisesse…

Deixei de esperar o dinheiro, aceitei a quantidade que tinha.
Deixei de esperar e de exigir da vida o que ela não me dava… eu me sentia injustamente privada de algumas coisas, achava que me esforçava muito em ter sucesso, enquanto outras pessoas obtinham melhores resultados que eu sem fazer nada.

Também deixei de esperar que amanhã tudo fosse ser maravilhoso, e que não tivesse mais problemas.
A parte infantil da minha alma queria tranquilidade e serenidade. Até que a parte adulta se deu conta de que tranquilidade e serenidade já existiam no meu interior, e que eram independentes dos assuntos externos que eu tinha a resolver.

Deixei de viver no modo de espera…
Não me importo mais com o que irá acontecer amanhã. Antes, eu queria que só coisas boas acontecessem e que tudo estivesse bem. Isso porque eu tinha medo de que acontecesse algo com o qual eu não conseguisse lidar. E abandonei minhas expectativas sobre o futuro, dizendo a mim mesma: «Aconteça o que acontecer, tudo se resolverá da melhor forma para mim». É claro que tenho alguns planos que desejo realizar, mas a verdade é que meus planos e o que eu penso deles são ridículos em comparação com as oportunidades que a vida me reserva.

As expectativas represam a energia, focando-a em pouquíssimas opções.
De forma geral, em algo que já está em sua mente. Isso não deixa que sua energia flua, impedindo que sua vida se desenrole da melhor forma para você. E a ’melhor forma’ quase nunca é aquela que você tem esperado.

Eu estava sempre esperando algo, minha mente criava uma cadeia de coisas que eu queria que acontecessem em minha vida. Logo, minha cabeça estava sempre trabalhando sob pressão para seguir atendendo as minhas expectativas, sem deixar nada para trás.

A pergunta «Como?» me atormentava o tempo todo, porque eu não sabia como conquistar aquilo que eu mesma esperava de mim. O mais curioso disso tudo é que eu encontrava as respostas só quando deixava de pensar na pergunta, pois, de antemão, queria saber como os acontecimentos iriam se desenrolar. E isso é algo simplesmente impossível.

Antes, para poder fazer algo, eu precisava passar por um processo de preparo mental muito longo e doloroso, e muitas vezes esse processo demorava tanto que me deixava sem forças para agir. É como quando você se esforça ao máximo se preparando para uma prova, passa tanto tempo revisando as anotações, que quando chega a hora da prova em si, você já está extremamente cansado, ficando impossibilitado de atingir o resultado que poderia. Quando eu cansei desta situação, permiti que uma revolução tomasse conta do meu íntimo:

Seja o que for, aconteça o que acontecer… E você não faz ideia do alívio que eu senti quando deixei de me perguntar «como?»… Relaxei! Afinal, vai acontecer o que tiver que acontecer…

Desde então, pequenos ’milagres’ passaram a acontecer na minha vida:

Passei a ouvir melhor a mim mesma, e comecei a ter ideias interessantes. Passei a ouvi-las e me dei conta de que podia realizá-las, ainda que não entendesse como. Porém, o processo de tentar transformar minhas ideias em realidade sempre se desenrolava da melhor maneira.
Comecei a ser mais eficiente e a fazer mais coisas, pois já não me preparo mentalmente para fazê-las. Apenas faço. Me surpreendi quando tudo passou a sair melhor.
Passei a pedir somente aquilo de que precisava no momento, rejeitando o supérfluo, e já não me importo mais com o que os outros pensam disso.
Foram tantas coisas que começaram a acontecer em minha vida que hoje quase não tenho tempo livre. Ainda assim, a maior surpresa é que consigo fazer tudo com o mínimo de esforço. Sem falar que eu mesma passei a moldar acontecimentos importantes, em vez de apenas reagir às coisas que me acontecem.
E quanta gente interessante eu conheci! Ainda me surpreendo quando conheço gente nova nas ruas, no supermercado, nos elevadores, em qualquer lugar, e não me pergunto mais: «como e onde eu poderia conhecer pessoas?».
E comecei a me ver frequentemente no lugar certo e na hora certa! As coisas boas passaram a se alinhar perfeitamente, levando-me aonde eu queria chegar naquele exato momento.
Meus gastos com supermercado caíram pela metade: antes, eu comprava um monte de coisas, e ao mesmo tempo, sentia que elas não eram suficientes. Hoje compro apenas produtos de qualidade, mas na quantidade suficiente para as minhas necessidades.

Minha vida começou a ficar repleta de coisas novas, que surgem por conta própria. Até mesmo ideias que antes não deram certo, voltaram a fazer sentido. Eu não percebia os presentes que a vida me oferecia e, ao mesmo tempo, me lamentava e reclamava de tudo aquilo que ela não me dava. Simplesmente não me dava conta e não via os favores do destino, sempre esperando algo além e buscando uma resposta para a pergunta «como conseguir isso?».

Tudo ficou mais simples: eu decidi que não precisava mais controlar minha vida nem saber como todas as coisas iriam acontecer. Apenas abandonei todas as minhas expectativas, porque sei que tudo se resolverá da melhor forma para mim. Passei a sentir como a vida flui, como ela muda e se ajusta. Aprendi a aceitar o que a vida me oferece naquele exato momento.

 

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*Fonte: incrivelclub

vidaboa

A triste geração que tudo idealiza e nada realiza

Demorei sete anos (desde que saí da casa dos meus pais) para ler o saquinho do arroz que diz quanto tempo ele deve ficar na panela. Comi muito arroz duro fingindo estar “al dente”, muito arroz empapado dizendo que “foi de propósito”. Na minha panela esteve por todos esses anos a prova de que somos uma geração que compartilha sem ler, defende sem conhecer, idolatra sem porquê. Sou da geração que sabe o que fazer, mas erra por preguiça de ler o manual de instruções ou simplesmente não faz. Sabemos como tornar o mundo mais justo, o planeta mais sustentável, as mulheres mais representativas, o corpo mais saudável. Fazemos cada vez menos política na vida (e mais no Facebook), lotamos a internet de selfies em academias e esquecemos de comentar que na última festa todos os nossos amigos tomaram bala para curtir mais a noite. Ao contrário do que defendemos compartilhando o post da cerveja artesanal do momento, bebemos mais e bebemos pior.

Entendemos que as BICICLETAS podem salvar o mundo da poluição e a nossa rotina do estresse. Mas vamos de carro ao trabalho porque sua, porque chove, porque sim. Vimos todos os vídeos que mostram que os fast-foods acabam com a nossa saúde – dizem até que tem minhoca na receita de uns. E mesmo assim lotamos as filas do drive-thru porque temos preguiça de ir até a esquina comprar pão. Somos a geração que tem preguiça até de tirar a margarina da geladeira.

Preferimos escrever no computador, mesmo com a letra que lembra a velha Olivetti, porque aqui é fácil de apagar. Somos uma geração que erra sem medo porque conta com a tecla apagar, com o botão excluir. Postar é tão fácil (e apagar também) que opinamos sobre tudo sem o peso de gastar papel, borracha, tinta ou credibilidade.

Somos aqueles que acham que empreender é simples, que todo mundo pode viver do que ama fazer. Acreditamos que o sucesso é fruto das ideias, não do suor. Somos craques em planejamento Canvas e medíocres em perder uma noite de sono trabalhando para realizar.

Acreditamos piamente na co-criação, no crowdfunding e no CouchSurfing. Sabemos que existe gente bem intencionada querendo nos ajudar a crescer no mundo todo, mas ignoramos os conselhos dos nossos pais, fechamos a janela do carro na cara do mendigo e nunca oferecemos o nosso sofá que compramos pela internet para os filhos dos nossos amigos pularem.

Nos dedicamos a escrever declarações de amor públicas para amigos no seu aniversário que nem lembraríamos não fosse o aviso da rede social. Não nos ligamos mais, não nos vemos mais, não nos abraçamos mais. Não conhecemos mais a casa um do outro, o colo um do outro, temos vergonha de chorar.

Somos a geração que se mostra feliz no Instagram e soma pageviews em sites sobre as frustrações e expectativas de não saber lidar com o tempo, de não ter certeza sobre nada. Somos aqueles que escondem os aplicativos de meditação numa pasta do celular porque o chefe quer mesmo é saber de produtividade.

Sou de uma geração cheia de ideais e de ideias que vai deixar para o mundo o plano perfeito de como ele deve funcionar. Mas não vai ter feito muita coisa porque estava com fome e não sabia como fazer arroz.

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*Fonte: criacionismo / (Marina Melz, revista Pazes)

celulagirls

16 sinais de que ELA não está a fim de você

Mulheres têm fama de misteriosas mas, se reparar com cuidado, vai perceber que elas emitem sinais o tempo todo. Por mais que concordemos que seria muito mais fácil se elas simplesmente falassem o que passa por suas mentes, sabemos que na realidade muitas mulheres preferem mandar recado nas entrelinhas. Por isso, se você está saindo com uma mulher que não é direta, observá-la cautelosamente pode de dar um aval sobre o quanto ela está a fim – ou não – de você. Achou difícil? A gente facilita. Fizemos uma pesquisa com nossas leitoras e elas nos contaram como reagem quando não estão a fim de um cara.

Eis aqui alguns desses sinais:

1. Você conhece as amigas delas e percebe que elas não fazem ideia de quem você é.

2. Você a elogia e ela só sorri de volta.

3. Sempre que a chama para algum programa, ela está ocupada.

4. Ela não puxa assunto com você, apenas responde educadamente as coisas que pergunta ou faz comentários profundos do tipo: “Legal.”

5. Enquanto conversam, ela olha pros lados e não pro seus olhos.

6. Ela te conta sobre seus casos amorosos atuais e pede conselhos sobre eles.

7. Evita ficar sozinha com você e sempre carrega amigos pra encontros com potencial de virar algo íntimo.

8. Quando você a convida para algum programa ela fala algo do tipo “Ah, vamos marcar sim, com certeza” – mas jamais confirma uma data.

9. Ela está online no Facebook mas, sempre que você vai falar com ela, a cor verde vira vermelha.

10. Você passa na casa dela por algum motivo e ela te atende de pantufas.

11. Se estiverem numa balada, ela diz que vai ao banheiro e já volta.

12. Ela demora muito, esquece ou simplesmente não responde seus SMS.

13. Ela te conta que vai num show, festival ou evento legal e não te convida pra ir junto.

14. Ela sempre mantém uma distância “segura” de você – se você dá um passo mais pra perto dela, ela discretamente dá um passo pra trás.

15. Você pediu pra ser amigo dela no Facebook há mais de uma semana e ela ainda não aceitou.

16. Vocês vão comer algo juntos e ela deixa escapar um arroto ou pergunta se o dente dela tá sujo – coisas que você só faz com quem é amigo.

 

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*Fonte: casalsemvergonha

gatatrolha

Como identificar um falso amigo

“A falsidade tem asas e voa, e a verdade a segue engatinhando, de modo que quando percebemos o engano, já é tarde demais”
(Miguel de Cervantes)

Muitas vezes é difícil diferenciar uma bolsa de uma marca famosa de uma imitação. Elas têm a mesma forma, mesma cor, a mesma costura, as mesmas medidas e até a etiqueta é igual a da marca original. Mas há pequenos detalhes que vão se revelando ao longo do tempo. Quando exposta ao sol ou molhada, a bolsa imitação se desmancha: as divisões internas se descosturam e causam desconforto; até a alça que utilizamos para carregá-la no ombro já não é tão confortável quanto antes.
E o que podemos fazer? Sentimos pena de jogar fora, mas não podemos usá-la em nenhum evento importante.

O mesmo vale para as relações com os falsos amigos.
No início, os falsos amigos parecem perfeitos, mas aos poucos, sem que percebamos a razão, começam a causar mais problemas e aborrecimentos do que se espera de alguém com quem compartilhamos conversas interessantes. Eles parecem mudar com o tempo.
Começam as discussões e as desavenças por coisas banais. Seu comportamento fica estranho, mas você não quer “abrir os olhos “. Ninguém gosta de perder os amigos.

Aqui, damos algumas orientações para que você identifique os “falsos amigos”.

 

Dicas para identificar o falso amigo

Fique de olhos bem abertos. Eles são muito sutis e agradáveis e acreditamos que não há motivo para preocupações. No entanto, antes que a situação se torne insuportável, como acontece com a bolsa falsa que acaba se desmanchando, resolva essa situação. Afaste-se e tire-o da sua lista de contatos.

Seu amigo parece feliz em falar com você, mas sempre fala mal dos outros. Nunca tem nada de bom para comentar, está sempre destilando seu veneno.

Curiosamente, essa mesma pessoa o elogia na sua frente, mas o critica quando não está presente.

Não conversa sobre vários assuntos, mas fala muito da vida das outras pessoas. É impossível ter uma conversa que não o leve a analisar a vida dos outros em comparação com a sua.

Ele não é honesto com os seus sentimentos e isso é confuso e desgastante.

Ele lhe diz para ser alegre e positivo, mas ele próprio não age dessa forma. Não quer demonstrar suas fraquezas e faz parecer que não precisa da sua amizade.

Faz comentários desagradáveis como: “o meu estava melhor”, “eu já passei por isso”, “eu já lhe disse isso”, “não é para tanto”. Seu nível de maturidade é 100 e ele diz que o seu é 0. Diz que só quer lhe ajudar, mas não faz nada isso.

Dá importância exagerada às relações sociais, quer ajudar sempre, mas quando age assim se sente entediado. Não sabe dizer não e quando o assunto é sério parece hesitar.

Está sempre ao seu lado nas dificuldades, lhe diz que você tem muitas virtudes, que o aprecia muito, mas basta você melhorar e as coisas mudam. “Isso sempre acaba mal”, “Seja realista”; parece que não gosta de vê-lo feliz.

Não tem senso de humor, principalmente com você. Se comentar sobre algo engraçado ou que lhe fez rir, provavelmente ele lhe dirá que não achou graça nenhuma.

Pergunta sobre seus outros amigos, sua família, sempre com a intensão de julgá-los. É insistente e quer saber de todos os detalhes que não lhe dizem respeito.

Repete a mesma história várias vezes, como se não se lembrasse para quem já a contou.

No meio de muitas pessoas chega a dizer: “Este é um assunto muito delicado, não contem para ninguém”. Não é um modo correto de agir. Se não contar, não há necessidade de pedir segredo.

Não aceita discutir política ou religião. Já tem frases prontas e acaba com qualquer discussão.

É uma pessoa muito desagradável, vive se queixando e não é carinhoso. Tem muita dificuldade para dizer que ama e dar um abraço.

Ele diz que é muito forte, que já passou por muita coisa na vida, e desqualifica suas preocupações.

Porém, você já chegou a um ponto em que não aguenta mais e acredita que precisa melhorar esse relacionamento, mas se sente culpado por comentar esse problema com outras pessoas.

Você não sabe de nada. Ele já falou mal de você para os amigos e conhecidos da forma mais baixa possível.

Mesmo que machuque um pouco, não se preocupe. Não perca seu tempo com pessoas assim. Talvez seja a hora de encontrar novos amigos.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

falsidade

Uma geração de covarde e traidores

É só olhar para o lado: quantos amigos e amigas você tem que já traíram alguém? Que namoram, no regime de exclusividade, mas de mão única, claro? Você pode muito bem ser um desses casos. Eu conheci uma garota nos seus 23 anos que tinha 2 namorados. Relação séria mesmo, de conhecer os pais de todos. Falava na maior normalidade: era mais fácil ela morrer de tédio por transar com o mesmo cara todo dia do que de algum remorso por enganá-los. Como não tinha jeito pra sair caçando uma noite só na balada, mantinha namorados paralelos em círculo de amigos diferentes.

A traição sempre aconteceu e não é uma exclusividade dos tempos modernos. Mas hoje, e essa é a frase mais triste que eu poderia dizer sobre esse assunto – é normal. É normal brincar com o coração alheio, a traição já virou rotina, aquela uma vez por semana na balada da quinta-feira, quando é mais fácil dar a desculpa sem imaginação do ‘trabalhei até tarde’. Já ouvi de mais de um amigo o conselho – não importa se ele disse que vai almoçar com a mãe, se vai no futebol ou fazer cerão no escritório: se ele não está com você, ele está te traindo.

Isso, meus amigos, é porque somos uma geração de covardes. Trair é almejar um estilo de vida que você não tem colhões para assumir. Não existe nada de errado em comer uma por noite, se é isso o que você quer. A parte cruel, a parte que realmente determina que seu caráter é praticamente inexistente, é manter uma pessoa ali por segurança. É brincar com as expectativas, com os sentimentos daquele único cara que se importou o suficiente para ficar.

Agora me diz: em que ponto da nossa vida nos tornamos completos idiotas sem compaixão? Estúpidos sem qualquer sentimento de identificação e simpatia com o outro a esse grau? É aí que entra o problema de uma geração inteira de homens e mulheres que hoje têm entre 25 e 35 anos. Meu marido costuma dizer uma frase muito bonita, cheio de orgulho quando lembra do pai e da mãe, já falecidos. Ele diz que os dois ‘o criaram para ser um homem de bem’. A maioria de nós fomos criados assim, não? Mas os pais de alguns também nos criaram para ter tudo da vida.

Existem estudos sobre essa geração X (agora já existe até uma Z, mas essa ainda é uma mistério pra mim) que se refletem muito no que eu vejo por aí. São os filhos tratados na base do ‘como você é inteligente!’, ao invés de ‘como você se esforçou pra fazer isso!’. São os predestinados, os que acham que já têm por direito um lugar no mundo, e que não precisam se esforçar para ser ‘um homem/mulher de bem’ para conquistar a vida. Tudo o que precisam fazer é chegar e pegar o que bem entenderem. É uma geração completamente mimada e, por consequência, covarde, que não tem coragem para crescer. Eternos infantilóides desmamados.

Ninguém mais se assume. O mundo está mais me parecendo uma grande sala da mãe, em que as crianças continuam ocupadas em quebrar o vaso preferido dela e esconder debaixo do sofá para que ninguém descubra. Eu tenho uma novidade: sua mãe não manda mais aqui, você está sozinho. Se ela não te disse isso, eu faço as vezes de professora dessa grande creche que se tornou o mudo e digo – você é adulto o suficiente para fazer, seja adulto o suficiente para assumir. Assuma os seus atos. Assuma a sua vida. Tem um problema com alguém? Diga na cara e tenha bolas para se aventurar por esse caminho antes tão natural e hoje tão esquecido, o caminho da honestidade. Não passe a vida evitando ser você. E, por favor, cresça antes que alguém que não fez nada além de te amar seja mais uma grande vítima dessa sua geração covarde.

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Fonte: casalsemvergonha/ texto: VanaMedeiros

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A verdade sobre a traição

Traição pode até ter perdão, mas definitivamente não tem justificativa.
Sou muito mais um pé na bunda de cara limpa do tipo “eu não gosto mais de você” ou até as velhas conversas fiadas de “tentei me relacionar, mas tenho um bloqueio emocional”, do que uma escapadinha no quintal do vizinho para comprovar o óbvio: o respeito aqui passou longe da palavra amor. O problema é que quando o outro decide espiar pela fresta da janela só para ter certeza de que o conforto de dentro de casa ainda é mais emocionante do que a vida lá fora, todo o alicerce de uma parceria já foi por água abaixo junto com a curiosidade. O que mata um romance muitas vezes nem é a traição em si, mas o fato inquestionável de que em algum momento desta travessia um voto precioso de confiança foi quebrado.

Tudo, absolutamente tudo nesta vida é questão de escolha.
Justamente por isso é inútil tentar se defender ou se desvencilhar do erro quando as máscaras já caíram. Você decidiu namorar, você optou por se envolver, então não venha com o discurso ultrapassado de que a bebida definiu por você ou que aquela noite não significou nada. Costumo dizer que todo mundo tem um breve lapso de sobriedade antes de fazer alguma “cagada”. Sabe-se as consequências, as rupturas, e todas as tempestades que aquela omissão pode gerar e ainda assim se faz. Então, não existem justificativas para uma atitude que foi de certa forma calculada. Assume, reconhece, se desculpa pela bagunça e vai embora (ou conquiste de novo o seu lugar).

O que me dói é a troca de acusações, a vitimização de quem pulou a cerca que acaba por ferir a autoestima do outro.
Traição, acima de todos os sentimentos, é um caminho que a gente decide ou não seguir. Sozinhos. Transferir a culpa, a responsabilidade, os destroços do vendaval para alguém que por mais insatisfeito que estivesse segurou a onda até ali, mais do que imaturidade é falta de bom senso. Você foi homem/mulher o suficiente para bater na porta e pedir licença para entrar, pois tenha a decência de saber sair com dignidade.

Para você foi apenas um passeio “sem importância” pelo universo da novidade.
Para quem ficou sentado à mesa de jantar esperando para servir a lasanha feita com tanto cuidado e carinho para tentar resgatar o romance, foi perda de vida, de oportunidades, de energia e principalmente, de tempo. Enquanto você se divertia pulando de galho em galho e claro, voltando para o aconchego de um amor que sabia que estava a sua espera, a pessoa que se escolheu para dividir oficialmente os lençóis está ali, brincando sem querer de fazer papel de trouxa.

Traição é uma babaquice sem tamanho.
Ninguém é obrigado a nada, está algemado, amordaçado, ou sendo ameaçado para permanecer contra a sua vontade em um relacionamento. Entrar e sair sempre foram duas opções bem evidentes e bem libertadoras por sinal. O que não dá é para ficar no meio termo da conveniência, curtindo todos os benefícios de se estar solteiro, mas mantendo intocável dentro de casa alguém para suprir as carências momentâneas. Quer se relacionar, ótimo, faça por onde, posicione-se como tal, e acima de tudo respeite a outra metade. Assim como você, alguém optou por abandonar toda uma vida de descompromissos para se dedicar a um sentimento.

Não justifique, não repita, simplesmente não faça.
Não existe necessidade. Está balançado(a)? Arca com os custos do desconhecido e abandona o caminho de vez, nem que seja para se arrepender depois. Somos todos humanos, feitos de sentimentos que se misturam a todo o momento, de um punhado de hormônios malucos, e temos todo o direito de sentir a vida chacoalhar as nossas certezas de vez em quando. Mas quando a gente envolve outra pessoa na história deixa de ser uma inconsistência individual, para se tornar um sofrimento conjunto. Por piores que sejam os motivos pessoais, muito melhor sair de um relacionamento sem ostentar mentiras ou causar constrangimentos, do que deixar um legado de rancor. Na dúvida tenha no mínimo caráter, não dói, não pesa, e faz uma diferença danada para a saudade que você vai deixar. Gente que vale a pena não trai nem a si mesmo e isto é sinônimo de integridade, aquilo que falta em muita gente que se olha diariamente no espelho.

 

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*Fonte: casalsemvergonha / texto: Danielle Daian

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Por que as mulheres competem entre si?

No curso primário, tinha um grupo de amigas – nosso apelido era as Sensational Six. Como força dominante no nosso pequeno universo, nos achávamos importantes e exclusivas; éramos um grupo fechado que se distinguia por seus agasalhos tricotados à mão. O tempo passou e eu e todos os meus colegas de classe fomos tomando consciência de que puberdade ia nos transformando de crianças desajeitadas em jovens homens e mulheres, em favorecidos e não favorecidos.

Tive um crescimento rápido inicial e superei os meninos da minha classe em uma cabeça, deixando as meninas lá em baixo. Com isto me tornei uma desfavorecida; durante toda a minha vida tentei encolher e ser igual às minhas amigas, pequenas e adoráveis. Um dia, enquanto conversava no ônibus com uma colega do grupo das Sensational Six, observei que ela examinava as nossas pernas, apoiadas no assento à nossa frente. “Olhe”, ela disse inocentemente, “suas pernas são duas vezes mais compridas que as minhas”. E estava certa.

As mulheres competem, comparam, sabotam e menosprezam suas semelhantes – pelo menos esta é a ideia predominante da nossa maneira de interagir. É considerado um fato excepcional, ou pelo menos digno de nota, que mulheres famosas como Amy Schumer, Beyoncé e Taylor Swift admitam que as outras mulheres são talentosas, e frequentemente trabalhem com elas sem, na maioria dos casos, serem traiçoeiras. Isto as torna verdadeiras heroínas feministas. Manter-se em guarda em relação às outras mulheres é normal para muitas e, ao mesmo tempo, muito desgastante. Eu me senti desgastada durante anos tentando compreender como outras garotas podiam ter mudado a ponto de minhas maiores aliadas terem se tornado inimigas atrozes. Escrevo uma coluna de aconselhamento e recebo inúmeras perguntas de mulheres que querem saber como devem se comportar quando não confiam em outras mulheres, portanto, não estou sozinha nesta situação.

Muitas pesquisas foram feitas sobre a competitividade feminina, partindo de uma premissa paternalista ou mesmo reveladora. Uma resenha de literatura de Tracy Vaillancourt, de 2013, concluiu que as mulheres expressam em geral uma agressão indireta em relação às outras mulheres, e esta agressão é uma combinação de “autopromoção”, para aparecerem mais atraentes, e de “detração das rivais”, mostrando-se traiçoeiras com outras mulheres.

Há duas teorias principais a respeito do motivo pelo qual as mulheres são competitivas de maneiras indiretamente agressivas. A psicologia da evolução, que utiliza a seleção natural para explicar os nossos comportamentos modernos, afirma que as mulheres precisam se proteger (leia-se: proteger o próprio ventre) do perigo físico, de modo que a agressão indireta nos protege rebaixando a casta das outras mulheres. A psicologia feminista atribui esta agressão indireta à interiorização do patriarcalismo. Noam Shpancer escreve em Psychology Today: “Como as mulheres hoje consideram o fato de serem apreciadas pelos homens sua fonte fundamental de força, valor, realização e identidade, são obrigadas a combater outras mulheres a fim de conquistarem o prêmio”. Em suma, quando o nosso valor está vinculado a quem pode nos engravidar, nós nos viramos umas contra as outras.

Vi isto acontecer entre nós, do grupo das Sensational Six – observei enquanto nossos passatempos mudaram : deixamos a mania pateta de cantar juntas, e passamos a experimentar roupas, apontar nossos defeitos recíprocos, a nos enfeitar na frente de um espelho, e por fim, a fazer os meninos rirem. Continuávamos amigas, mas de repente tomamos consciência de uma nova dimensão. Eu fui para uma escola do ensino médio diferente da das minhas amigas, e a nova dimensão persistiu, com a exceção de que agora eu a via com novos olhos. E por causa do meu tamanho e do meu status de novata, me tornei uma outsider.

A esta altura apelei para a natureza, e decidi que minha agressão indireta, em vez de procurar a auto promoção ou de descontar nas minhas rivais, tomaria a forma do que chamamos de coloração de advertência. Não me envolvi no confronto. Fiquei de fora. Como não era atraente, comecei a sinalizar – como as borboletas que usam seus sinais de advertência – que não deveria ser considerada uma adversária que valesse a pena. Seria feia à minha própria maneira. Passei a usar roupas rasgadas propositalmente, botas de soldado e calças de homens velhos.

No colégio, decidi que todas as minhas amigas mulheres eram idiotas e as troquei por amigos homens. Adorava os filmes de horror e heavy metal, e usei estes interesses para me tornar a “garota dos caras”. Eu achava que segregando-me, me protegeria da consciência de que nunca seria bonita/perfeita/ legal o bastante, e ocasionalmente conseguiria me entender com algum sujeito porque, afinal, os hormônios corriam soltos. Quando outra garota dos caras entrou no grupo, nos tornamos logo amigas, lamentando a estupidez das outras meninas, e quando conhecíamos caras novos, fazíamos de tudo para flertar com eles. Fiquei revoltada quando ela fez isso comigo, e senti um arrepio de poder quando fiz isto com ela.

Em vez de odiar abertamente as mulheres, usei o equivalente sorrateiro do ódio e disse a mim mesma que tinha pena das mulheres que dão um duro danado para serem convencionalmente atraentes, que tinham empregos em que exploravam suas artimanhas femininas, que eram “excessivamente infantis”. “Coitada” comentava nas festas, “querendo chamar a atenção dessa maneira ridícula. Quem será que a magoou? Vamos falar dessa banda de rock arte que ouvi na semana passada”. Autopromoção. Menosprezo das rivais.

Depois dos 20, havia duas moças no meu grupo social em Nova York – lindas, ousadas – que conquistavam todo ambiente onde entravam. Eu as odiei de cara, embora não conseguisse tirar os olhos delas. Achava que tinham algo mágico, mas uma espécie de magia negra que poderia roubar meu marido. Certa vez, me encontrei sozinha com elas na toalete de um bar e, sentindo-me encurralada por sua perfeição espetacular, murmurei alguma coisa. Uma respondeu elogiando meu casaco; a outra começou a falar do cara com o qual ela estava e do seu comportamento engraçado. Eu as vi como realmente eram: criaturas generosas, adoráveis, mas também de certo modo obsessivas e esquisitas. Meu conceito negativo não tinha nada a ver com elas. Era apenas um espelho distorcido.

As pesquisas nos mostram que as mulheres se sentem impelidas a nivelar o campo de ação de muitas maneiras necessárias para assegurarem o acesso ao melhor material genético, mas como estas não são preocupações reais na nossa vida moderna, nossa competitividade se torna um pouco mais privada e compreensível.

Esta é a terceira teoria da competitividade feminina que gostaria de propor: em última análise, nós não estamos competindo com outras mulheres, mas conosco mesmas – com o que pensamos de nós mesmas. Muitas de nós olhamos as outras mulheres e vemos uma versão de nós mesmas, melhor, mais bonita, mais inteligente, algo mais. E não vemos absolutamente a outra mulher.

É um espelho de parque de diversões, que reflete uma versão distorcida de quem somos, mas acabamos olhando para ela de qualquer maneira, porque é mais fácil. Entretanto, não precisamos rebaixar a casta das outras mulheres, quer para o futuro da espécie quer para a nossa própria psique. Quando cada uma de nós tem como principal objetivo ser a força dominante no seu próprio universo, e não invadindo universos alheios, todas nós ganhamos.

Emily V. Gordon é a autora de “Super You: Release Your Inner Superhero” e é a produtora executiva de “The Meltdown With Jonah and Kumail”
Tradução de Anna Capovilla

 

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*Fonte: estadao

Alerta aos pessimistas: pensamentos negativo tem poder!

Gatilho hormonal é disparado no cérebro quando a pessoa crê que algo vai dar errado!

“Ó, vida, ó, azar!”, queixava-se a hiena Hardy Har Har, no clássico desenho animado, prevendo que as coisas não dariam certo. Agora, uma pesquisa provou que, de alguma forma, Hardy tinha razão. Se um paciente pensa que o tratamento não vai funcionar, ele provavelmente não irá, mesmo com as melhores técnicas ou os mais potentes medicamentos.

Uma antiga crença popular acaba de ganhar comprovação científica. Publicado em fevereiro na revista Science Translational Medicine, um estudo liderado pela Universidade de Oxford, da Grã-Bretanha, com a participação de outras três instituições européias, mostrou que o pensamento negativo pode, sim, ter conseqüências nocivas. Pelo menos quando o assunto é saúde.

Decididos a desvendar os mistérios do cérebro e a testar se as convicções dos pacientes podem alterar o resultado de um tratamento, os cientistas reuniram 22 voluntários para uma bateria de exames. No laboratório, sem que os envolvidos soubessem, manipularam suas expectativas em relação à dor.

Os resultados foram surpreendentes.

Imagine a cena: acomodados em um aparelho de ressonância magnética, com tubos intravenosos nos braços, os participantes foram expostos a uma dor física, provocada por uma fonte de calor. Pela corrente sanguínea, passaram a receber um analgésico potente.

Em determinado momento, ficaram sabendo que o medicamento seria cortado repentinamente. Quando isso aconteceu, os relatos de sofrimento aumentaram vertiginosamente. Nada demais, não fosse um pequeno detalhe: eles continuavam medicados.

O mais curioso é que, por meio de imagens da atividade cerebral dos voluntários, os estudiosos confirmaram que eles realmente sentiam o desconforto relatado. Em outras palavras, a certeza de que a situação iria piorar anulou o efeito do remédio.
— Isso mostra que os médicos não podem subestimar a influência das expectativas negativas que os pacientes têm sobre o resultado de um tratamento —, declarou a professora Irene Tracey, do Centro de Ressonância Magnética Funcional do Cérebro da Universidade de Oxford, que comandou o trabalho.
Pessimistas

A conclusão também reforça algo que outras pesquisas já vinham apontando. Um levantamento desenvolvido em 2010 pela International Stress Management Association (Isma) revelou que, entre pessimistas inveterados, as chances de desenvolver moléstias — como problemas gástricos, dores musculares, arritmia e taquicardia — são maiores.

— Na ciência, classificamos os pessimistas como pessoas que interpretam as dificuldades como fracassos e sempre esperam o pior. Eles sofrem muito. Acham que o mundo é injusto, são inflexíveis e obsessivos — , destaca a presidente da Isma no Brasil e Ph.D. em psicologia, Ana Maria Rossi.

Não raro, quanto mais pensamentos negativos nutrem, mais pessimistas ficam. Mas o que está por trás disso? O neurologista Pedro Schestatsky diz que a explicação passa por um conjunto de fatores. Em geral, sempre que uma pessoa crê que algo vai dar errado e vive uma situação de estresse, um gatilho hormonal é disparado no cérebro, e substâncias como cortisol e adrenalina são liberadas. É como se o órgão percebesse que há algo ruim por vir e preparasse o corpo para a guerra — mantendo-o em estado de hipervigilância.

Em pessoas saudáveis, essas descargas são comuns e até benéficas. O problema é que, no caso dos pessimistas, passam a ser contínuas. O resultado da cascata hormonal é a diminuição da capacidade de suportar a dor e o enfraquecimento do sistema imunológico, abrindo brechas a doenças. Por essa e por outras razões, Schestatsky comemora o resultado da pesquisa britânica:
— O estudo comprova o quanto é importante o médico conversar com seu paciente, entender o que se passa na cabeça dele e trabalhar isso. Não adianta atendê-lo em cinco minutos e prescrever um remédio sem um vínculo terapêutico. Se a expectativa for ruim, tem tudo para dar errado.

 

Saiba mais

Dos versos melancólicos e negativos do poeta inglês Lord Byron à saga de Luis da Silva, protagonista de Angústia, de Graciliano Ramos, os conflitos vividos por homens e mulheres de mal com o mundo perpassam gerações e pululam livros, filmes e programas de TV. Até os fãs dos desenhos animados se acostumaram a rir do velho e choroso bordão “ó, céus, ó, vida, ó, azar”, de Hardy Har Har, a impagável hiena criada pelos estúdios Hanna-Barbera.

 

A técnica

Para ajudar pacientes a superarem o negativismo, a psicóloga Ana Maria Rossi costuma ensinar um método simples, desenvolvido na década de 80, chamado de técnica da visualização. Funciona assim:

1. Sempre que você estiver em uma situação que desencadeie algum pensamento negativo, pare o que está fazendo e respire fundo.

2. A idéia é que você “engane” seu cérebro. Em função de fatores neurológicos, ele não diferencia o real do imaginado. Para isso, antes que ele comece a produzir os hormônios relacionados ao pessimismo, substitua o pensamento negativo por um positivo e visualize a cena.

3. Repita o processo sempre que necessário e se programe para agir dessa forma até que passe a ser algo natural.

Problema tem solução
Pessimistas são como peixes presos a uma rede em alto-mar. Não é fácil se libertar da trama e dar um basta aos pensamentos negativos, afirmam os médicos. Mas não é impossível.

— O problema é que quando o pessimista vê uma luz no fim do túnel, acha que é a locomotiva que vem vindo. Ele se alimenta de fatos negativos. É um obsessivo —, diz a psicóloga Ana Maria Rossi.
O neurologista Pedro Schestatsky, coordenador do Comitê de Dor da Sociedade Européia de Neurologia, vai mais longe: muitos desses pacientes, na verdade, têm transtorno de personalidade catastrófica:

— Eles supervalorizam a dor, como aqueles sujeitos que têm uma unha encravada e acham que vão morrer.
Não raro, complementa o psiquiatra Fernando Lejderman, o quadro está associado a depressão ou ansiedade. Dependendo da gravidade dos sintomas, o paciente só supera a situação com terapia e medicamentos.

— É difícil, mas se a pessoa reconhecer o problema, consegue vencer — ressalta Lejderman.

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*Fonte: osegredo
Publicado no Jornal Zero Hora de 29/03/11.
Juliana Bublitz {nossolar}

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Enxergamos o mundo e as pessoas de acordo com aquilo que somos

O mundo sempre nos sacode e, nesse momento, sambamos de um lado para o outro entre as pessoas, sem sabermos ao certo qual será o ponto final dessa paragem.

Que possamos saber descer na parada correta, não nos esquecendo de que o que vemos refletido, muitas vezes é o mundo embriagado que guardamos em nós.

 

Será que somos pessoas tão boas como imaginamos?
Ou ao contrário: será que somos tão cheios de defeitos quanto alguns julgam? Ninguém é perfeito, mas podemos e devemos ser sempre pais generosos conosco…

Como você se trata? Com desenvoltura, com cuidado, com carinho, com ternura?
Será que você tem sido bondoso consigo mesmo?

Sabe, eu tenho reparado no mundo que me circunda, o quanto algumas pessoas comportam-se de maneira agressiva, ou muitas vezes explosiva, e muito mais do que isso, muitas vezes elas não enxergam nada. Preferem muitas vezes fazerem-se de vítimas, ou agem como coitadas, culpando o mundo pelos seus insucessos.

Uma pessoa dotada de discernimento saberá agir de maneira mais prudente e, como consequência, de maneira mais acertada.

Algumas pessoas realmente precisam de um chacoalhar bem dado, para que, de alguma forma despertem de seus amargos pesadelos. Ninguém pede para receber tais avisos, mas acreditem, eles chegam e geralmente, ao contrário do que se pensa, são para seu próprio bem.

Sei bem que ninguém quer ser acordado com um belo balde de água fria, mas ficar banhando-se em águas quentinhas, recheadas de mentiras, não servirá para que você possa dar uma reviravolta em sua vida, que encontra-se estacionada e que mostra-se, por via dos fatos, um tanto quanto ilusória.

É preciso que acordemos de nossos sonhos utópicos, é preciso que olhemos para bem dentro de nós e que decidamos poder fazer algo pela situação evidenciada. Existem pessoas, em contrapartida, que são excelentes tutores para suas almas, que sabem tratar-se bem, que não se sufocam com as autocríticas. O mundo está cheio de pessoas assim.

Então peço encarecidamente, por mim e pelo coletivo, que você se ame, que você se respeite, para que, como consequência, possa você respeitar as pessoas à sua volta. É preciso que você, com muito cuidado, vasculhe as suas gavetas e jogue fora tudo que esteja estagnado, que não preste, e que não se aproveite mais.

 

Sacuda essa gaveta, revolucione-se

Aprenda a ser ético, impute aos valores do mundo, as suas verdades mais caras, o mundo precisa de você são, de você saudavelmente regozijado. Penso que, se lhe fizeram mal na infância, experimente rever, ponderar, e não continuar fazendo com você o que um dia lhe fizeram.

Aja com prudência, com inteligência; o mundo gira sistematicamente de forma linear, e ele não esperará pela sua boa vontade de fazer diferente, ele provavelmente passará por você, semelhante a um trator em movimento. Convém que você faça alguma coisa por si, convém que você seja legal de cuca, convém que você seja uma pessoa amistosa, generosa, e pronta para encarar os desafios que cheguem sem ofertar avisos prévios.

Somos o que sentimos. As verdades que propagamos retornarão de alguma forma a nós próprios um dia. Pergunte-se sempre, o que eu tenho feito de realmente útil por mim e pelo mundo? Saiba que um dia a vida irá lhe cobrar, irá lhe indagar sobre qual a sua utilidade vivenciada cotidianamente.

Já parou para pensar que os verdadeiros vencedores são as pessoas que decidiram, de alguma forma, sair de suas cômodas posições de expectadores para começar a fazer parte do grande time, e que ficar sentado no banco de reservas não fará ninguém de fato feliz?
Como sair do banco de reservas?

Engana-se que pensa que só são chamados os melhores. São muitos os melhores, não existiria lugar para todos, muito embora exista um lugarzinho especial para todo aquele que decida acreditar em seu potencial…

Mas acredito que exista uma característica fundamental para quem deseja um dia poder chegar lá: a força de vontade. Seria uma aspiração indômita, que não permitiria forçosos fracassos. A pessoa que acredita chega lá, sem sombra nenhuma de dúvidas.

Gostaria que você refletisse um pouco sobre como você enxerga o mundo à sua volta…

O vê belo, fácil, difícil, engenhoso, feio, ilustrado, eficiente?
Você é capaz de ver que notamos o mundo de acordo com o que somos?
Que enxergamos as pessoas conforme miramos o nosso mundo interno?
Que muitas vezes os outros são espelhos capazes de nos mostrar tudo que temos trancafiados em nós?
Será que é tão difícil notar que todos somos iguais?
Que nascemos sem roupa e que a vestimenta, na hora de nossa morte, não nos servirá mais para absolutamente nada, com exceção de fazer as vestes para que sejamos enterrados com dignidade?

Saiba que o mundo será generoso com você quando você decidir colocar-se no colo e fornecer a si próprio as necessidades básicas tão necessárias para a sua sobrevivência…

A vida é fantástica, a vida é sublime, pois apesar de todo o erro que acontece na alma do planeta, ela traz em si a alma de todos nós juntos.

Saibamos que juntos somos melhores e que podemos ofertar sempre o nosso melhor como recompensa. Saiba que, apesar da insanidade de algumas pessoas, existem aqui pessoas dotadas de índoles excepcionais. Apesar da estatística apontar verdadeiras aberrações e atrocidades, existirá aí dentro de você a força de que você necessita para, mais uma vez, seguir adiante.

Acredite na força inviolável de seu caráter e de sua consciência, que será capaz de exemplificar traços de um ser humano notável, onde a dignidade, a bondade, a tolerância e a compreensão, serão peças chaves fundamentais para que possamos juntos seguir rumo a um lugar onde a atmosfera que irá pairar será a benevolência fluídica do respirar o ar, do grande pulmão que abriga o mundo.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa / ThianaFurtado

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