De acordo com estudo, a juventude termina aos 34 anos

Não importa que você não tenha rugas, cabelos grisalhos ou algum outro sinal de envelhecimento físico, pois são as proteínas que compõem seu sangue que anunciam quando seu corpo se despede da juventude. E lamentamos informar que isso acontece depois de 34 anos.


Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Stanford, na Califórnia, explica que as proteínas presentes no sangue fornecem informações importantes sobre o estado de nossa saúde.

Os pesquisadores então, começaram a investigar como os níveis de proteína no sangue podem ajudar a determinar o momento exato em que começamos a envelhecer.

Anteriormente, acreditava-se que essas mudanças eram progressivas. Em outras palavras, foram dados aos poucos, constante e uniformemente ao longo de nossas vidas.

No entanto, cientistas da Universidade de Stanford descobriram que a trajetória do envelhecimento não é contínua ou uniforme, mas tem três picos principais que marcam o início de três estágios nos ciclos de vida das pessoas: a idade adulta jovem, o final da meia-idade e a velhice.

Existem três ciclos

Três ciclos vitais existem: a idade adulta, o final da meia-idade e a velhice.

Por outro lado, o estudo também forneceu informações que reforçam o fato de homens e mulheres envelhecerem de forma diferente. De acordo com as proteínas analisadas, os pesquisadores descobriram que as mudanças em seus níveis eram mais perceptíveis em um sexo do que no outro.

Com essa análise também constataram que o sangue, além de fornecer informações sobre o envelhecimento funcional de cada pessoa, tem papel importante nesse mesmo processo. Os pesquisadores descobriram 46 proteínas diretamente relacionadas ao envelhecimento. Essa descoberta permitirá que façam pesquisas futuras focadas em como podem ser feitas intervenções nessas proteínas, que ajudam a reverter ou retardar o processo de envelhecimento.

Sim, como você suspeita (e talvez tema), as pessoas dizem tchau, tchau aos jovens de 34 anos, que é quando começam as primeiras mudanças repentinas no plasma. Você sabe, oficialmente, os 34 anos são bem-vindos à idade adulta.

Mais informações em We Fashion Trends

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*Fonte: floresepoesias

Um impactante curta nos brinda com uma das lições mais importantes da vida: saber quando desistir

A vida não é uma corrida de velocidade, mas de resistência. Isso significa que para chegar mais longe e em melhor forma é necessário manter um certo equilíbrio: saber quando é hora de apertar o passo e quando é necessário desacelerar ou mesmo parar para recuperar a força. No entanto, a verdade é que manter esse equilíbrio é difícil, especialmente quando as emoções são mediadas.

A armadilha do “investimento emocional”
Uma das armadilhas mortais em que normalmente caímos está na “inversão emocional”. Na prática, não queremos abandonar um projeto, um relacionamento ou qualquer outra coisa a que nos sentimos amarrados, simplesmente porque investimos tempo, esforço e sentimentos nele.

Na verdade, é uma armadilha muito comum no campo dos negócios. Uma pessoa investiu tanto em uma atividade que, embora não funcione mais e gere perdas, a pessoa se recusa a reconhecê-la e continua investindo em uma barca furada.

No campo dos relacionamentos, isso também acontece. Muitas pessoas pensam que passaram tantos anos juntos que não há como separar. Elas acreditam que perderão esse “investimento emocional”, e ainda estão imersos em um relacionamento que está realmente desgastando e que tira o desejo de viver.

Este curta-metragem mostra-nos, de maneira inequívoca, que às vezes não sabemos quando é hora de parar e permanecemos obcecados com o nosso objetivo, sem perceber que a vida pode ser desperdiçada nele. Também nos mostra a enorme influência que os hábitos podem ter nas decisões que tomamos, então preferimos permanecer ligados a eles, em vez de mudar.


Desistir a tempo não é fracassar

Embora associemos a palavra “desistir” com o fracasso ou falta de vontade, a verdade é que às vezes é a decisão mais inteligente. Você tem que saber quando você pode continuar a investir emocionalmente e quando é hora de parar. Se não formos capazes de reconhecer esse ponto, podemos literalmente arruinar nossas vidas.Felizmente, existem alguns sinais que indicam que talvez tenha chegado a hora de mudar de rumo:

1. Os resultados esperados estão cada vez mais distantes. Se você está dando o seu melhor e tem lutado por um longo tempo, mas os resultados que espera estão cada vez mais longe, talvez seja melhor reavaliar seus objetivos ou o caminho que você tomou.

2. O desgaste que você está sofrendo não vale a pena. Cada objetivo geralmente representa um desafio, para alcançar algo que realmente vale a pena, um certo nível de compromisso e esforço é necessário. No entanto, tudo tem um limite, então se o desgaste que você está sofrendo é muito grande, você pode ter que se perguntar se realmente faz sentido continuar se sacrificando.

3. As circunstâncias mudaram. Às vezes você pode estar tão absorvido em um projeto ou em um relacionamento que você perde de vista o contexto e não percebe que as circunstâncias mudaram, fazendo o seu esforço em vão. Portanto, de vez em quando, é conveniente parar e reavaliar a viabilidade de seus objetivos.

Estou Aprendendo A Não Reagir A Tudo Que Me Incomoda

Lentamente estou aprendendo que a energia que eu gasto para reagir a cada coisa ruim que acontece me esgota e me impede de ver o lado bom da vida. Eu estou aprendendo que não preciso machucar de volta quem me machucou.

Às vezes, o sinal máximo de maturidade é virar as costas ao invés de pagar na mesma moeda. Eu estou aprendendo que não posso agradar todo mundo, e tudo bem com isso. Eu estou aprendendo que tentar ganhar a afeição de todo mundo é uma perda de tempo e de energia, e que me enche apenas de vazio.

Eu estou aprendendo que não reagir não significa que eu estou bem com as coisas, e sim que eu apenas estou lidando com elas. Eu estou escolhendo tirar isso como lição e aprender com a situação. Eu estou escolhendo ser melhor. Escolhendo a minha paz de espírito porque é o que eu realmente preciso.

Não quero mais drama. Não preciso de ninguém me fazendo sentir que não sou boa o suficiente. Eu não preciso de brigas e discussões. Eu estou aprendendo que, de vez em quando, não dizer nada diz tudo.

Eu estou aprendendo que reagir ao que me faz mal dá poder para outra pessoa sobre as minhas emoções. Você não pode controlar o que os outros fazem, mas pode controlar como você responde, como você lida, como você interpreta e quanto disso você leva para o lado pessoal. Eu estou aprendendo que na maior parte do tempo, essas situações não dizem nada a respeito de mim, mas sim a respeito do outro.

Eu estou aprendendo que talvez todas essas decepções são simplesmente para me ensinar a me amar, porque esse amor é a armadura e o escudo que eu preciso contra quem tenta me derrubar. É o que me salva quando alguém tenta diminuir minha confiança ou questionar o meu valor.

Eu estou aprendendo que mesmo que eu reaja, isso não vai mudar nada, não vai fazer ninguém me amar ou respeitar e não vai magicamente mudar a mente de ninguém. Às vezes é melhor simplesmente deixar estar, deixar pessoas irem, não lutar por fechamento, não pedir explicações, não procurar respostas e não esperar que alguém entenda a minha história.

Eu estou aprendendo que a vida é melhor vivida quando eu não foco no que está acontecendo ao meu redor, e sim quando eu foco em mim mesma. Trabalhar em mim e na minha paz interior me faz perceber que não reagir a toda pequena coisa que me incomoda é o primeiro ingrediente para viver uma vida feliz e saudável.

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*Texto de Thought Catalog, traduzido e adaptado por Portal Raízes

Tédio social ou por que não vamos mais com a cara de ninguém depois da pandemia

Já sabemos que a pandemia impactou em mais áreas da nossa vida, além da nossa saúde. Obviamente, também o fez em nossa economia e em nossas perspectivas de curto prazo. Mas também o fez em nossas relações pessoais. Com amigos, parceiros ou familiares. Mas se déssemos uma olhada nas redes sociais, poderíamos dizer que o fenômeno é um pouco maior, algo mais generalizado. Existe um tédio social. Algo como se depois da pandemia fôssemos um pouco menos com a cara de todo mundo do que antes. Como se estivéssemos decepcionados com a sociedade.

“As consequências sociais da pandemia foram variadas, marcadas pela ambivalência entre o positivo e o negativo”, explica Juan Antonio Roche Cárcel, presidente do Comitê de Sociologia das Emoções da Federação Espanhola de Sociologia (FES). O sociólogo, que publicou vários estudos sobre as consequências sociais do coronavírus, insiste que houve uma “tensão entre as forças individualizantes e comunitárias”. Em outras palavras, “existem aspectos de maior egoísmo individual e aspectos de maior sentido comunitário”. Mas parece que, no final das contas, alguns nos impactaram mais do que outros.

Os confrontos não aconteceram apenas nas varandas dos bares ou nas reuniões familiares. Tampouco apenas nos grupos de WhatsApp. Toda a sociedade parece ter se polarizado na hora de opinar sobre novos assuntos, como o uso correto ou não das máscaras ou a aplicação das vacinas. Cada um com seus argumentos. “Houve uma polarização do político que também afeta a esfera privada”, insiste Juan Antonio Roche Cárcel. Pois o debate de nossos políticos passou das discussões nos meios de comunicação às nossas videoconferências. Mas principalmente às nossas discussões no Twitter, com muitos desconhecidos. “As redes sociais serviram, por um lado, para conectar famílias ou amigos, mas também para gerar fake news, uma exacerbação das emoções, uma intensificação dos ódios, o desrespeito pelo diferente. Esta situação gerou medo e solidariedade, que são duas das grandes respostas sociais que estiveram presentes nestes meses”, insiste o sociólogo.

Tudo isso impactou também nos meios de comunicação. No início da pandemia, nos aferrávamos às imagens dos aplausos para os profissionais da saúde, das comunidades de moradores fazendo compras para os idosos ou dos restaurantes distribuindo refeições gratuitas aos mais necessitados. A estas alturas, as imagens predominantes da pandemia são as de festas ilegais, as frases com desculpas impossíveis para desrespeitar as restrições ou as pessoas que chegaram a enfrentar até mesmo a polícia. Ambas as realidades representam apenas grupos de pessoas e nem sempre as maiorias. No entanto, onde o foco da atenção é colocado, marca a nossa forma de entender a sociedade em seu conjunto.

Amplificação das emoções
Para além de todos os fatores externos, o tédio social também tem a ver com o cansaço emocional que implicou ver nossas vidas transtornadas durante um tempo tão longo. Como exemplo, o estudo da Ipsos Digital para a Unilever concluiu que 61% dos espanhóis consideram que seu bem-estar mental diminuiu.

“Depois deste longo período de pandemia, embora pareça que finalmente começamos a ver a luz e deveríamos ter muita vontade de nos relacionarmos, existe um estado de apatia social generalizada”, reflete a psicóloga Eli Soler. “A situação de confinamento minou o moral de muitas pessoas. Algumas até se acostumaram com o pouco contato social e afirmam que têm preguiça de voltar a se relacionar”.

A especialista acrescenta que a pandemia trouxe uma maior suscetibilidade e uma amplificação das emoções. Ficamos trancados, com uma rotina restrita. Algo parecido com o que aconteceu nas primeiras edições do Big Brother, em que os participantes repetiam que “aqui dentro tudo se intensifica”. “Esta semelhança é um exemplo muito bom, principalmente a primeira edição. Nós, como sociedade, também não esperávamos um confinamento tão longo nem tão estrito. Depois da primeira fase de euforia e da sensação de aproveitar o tempo que nos era dado, com o passar das semanas veio o desespero e o desgaste. Veio aquilo de ficar em casa usando um eterno pijama, como os participantes desse reality show, e de não ter vontade de fazer nada além de comer e assistir Netflix”.

O ambiente de polarização e a sensação de desgaste individual também marcaram a forma como nos comunicamos e nos entendemos. Ou melhor, a forma de gerar mal-entendidos. Principalmente nas redes sociais, onde a falta de linguagem não verbal, de expressões e entonações muitas vezes leva a perverter as mensagens.

“Estivemos muito mais irritáveis, tensos e tudo isso nos levou a discutir mais com nossa família ou com nosso parceiro”, insiste Eli Soler a respeito dos casos que continua atendendo em seu consultório. “As redes sociais foram uma janela externa para a vida social, mas em muitas ocasiões foram usadas mais como via de escape do que como ferramenta social funcional.” Acontece que em um momento que socializávamos, o fazíamos justamente com os assuntos que mais nos levavam a discutir. Tudo isso levou a que nos fechássemos mais em nós mesmos e em nossas opiniões, a que perdêssemos o contato e a confiança com algumas pessoas próximas e, definitivamente, que perdêssemos a perspectiva sobre algo fundamental: a empatia. Porque nem todo mundo atravessava a mesma situação, nem tinha as mesmas circunstâncias familiares ou financeiras ou não sabia administrar suas emoções da mesma forma.

“Mas está terminando, pouco a pouco”, acrescenta como um raio de luz a psicóloga, tendo em vista a realidade europeia. Ela insiste que agora que as vacinas estão chegando para proteger nossa saúde física é um bom momento para abordar nossa saúde mental. “Por isso, para sair desse estado cinza, a melhor coisa a fazer é se ativar, entrar em movimento. Obrigar-se a reencontrar os amigos, voltar a fazer as atividades que antes nos motivavam e obrigar-se a seguir uma rotina regular. Porque cuidar das nossas emoções é cuidar da nossa saúde mental”, conclui a especialista.

*Por Silvia C. Carpallo
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*Fonte: elpais

Seis comportamentos que fazem as pessoas se afastarem de nós

A maioria de nós gosta de ter sucesso em nossas relações pessoais. Mas ter a atitude certa é crucial para esse fim. Na verdade, existem certos comportamentos que, se reiterados, podem acabar afastando os demais do nosso convívio. O psicólogo José Elías Fernández González, membro do Colégio de Psicólogos de Madri, na Espanha, nos conta quais são os mais habituais desses comportamentos, e o que podemos fazer para melhorar essas características caso as tenhamos.

1. Levar as coisas a ferro e fogo

Podemos nos magoar, por exemplo, quando um chefe reconhece os resultados de um colega, mas não os nossos. É preciso, porém, aprender a relativizar essas pequenas punhaladas no ego e “não autoquestionar nosso valor nem se subvalorizar”, recomenda o especialista.

Para lidar com isso, é preciso ser capaz de pensar que não somos os melhores em tudo. Só assim conseguiremos tirar um grande peso de cima: “Seria exaustivo se todos sempre recorressem a nós”, diz o psicólogo. “Além disso, não podemos ser especialistas em todos os aspectos profissionais e pessoais. Há pessoas que têm ideias melhores que as nossas em determinados assuntos.”

Também devemos tentar não levar tudo para o terreno pessoal, porque não somos o umbigo do mundo. Devemos tentar manter o controle sobre nossas emoções e não reagir exageradamente aos acontecimentos cotidianos.

2. Ser ciumento por natureza

O monstro de olhos verdes tampouco ajuda a criar um círculo de amizades saudável. No âmbito social, muitas vezes o ciúme é entendido como uma amostra de que nos importamos com os outros, mas neles só encontramos frustração e mal-estar. “Geram sentimentos de inveja, obsessão ou controle que de maneira inconsciente e involuntária se manifestam e projetam nos outros, o que pode levá-los a fugir de nós”, esclarece Fernández González.

Para combater o ciúme, devemos aprender a valorizar nossos pontos fortes e virtudes, assim como as coisas boas que nos acontecem. “É preciso evitar comparações com os outros.”

3. Necessitar de constantes elogios

Todo mundo gosta de receber elogios ou afagos de quem nos cerca. Mas cuidado, porque, se nossa autoestima depender da validação constante por parte dos outros, ela se voltará contra nós. Ser viciado em elogios também pode turvar suas amizades.

Fernández González afirma que não cabe às pessoas que nos cercam nos manter motivados e com o ego alimentado. “Cada um é único e irrepetível, e não temos por que sempre contentar a todos, e sim a nós mesmos.”

O amor próprio é a chave. Isso tampouco significa que devamos nos tornar vaidosos ou egocêntricos, só que tenhamos consciência de que a forma como os outros nos veem é apenas uma amostra da realidade, que nem sempre é a correta.

4. Não aceitar críticas construtivas

Ninguém gosta de ter suas falhas ressaltadas, mas de vez em quando vai bem que nos chamem a atenção para elas. Entretanto, não devemos confundir isso com a atitude daquelas pessoas que só veem o que está ruim, já que isso pode acabar sendo negativo para o crescimento pessoal.

Como disse Joe E. Brown a Jack Lemmon em Quanto Mais Quente Melhor, “ninguém é perfeito”. “Reconhecer nossos defeitos é uma força que gera autoestima e nos ajuda a adotar mecanismos para superá-los”, observa Fernández González.

O psicólogo afirma que, se não aprendermos a aceitar os comentários negativos, nunca tentaremos superar e eliminar nossas desvantagens. Também insiste na necessidade de uma boa comunicação com os outros, já que são os bons amigos que nos ajudam a ter uma visão mais objetiva dos nossos comportamentos e nos motivam a melhorá-lo: “É fundamental para o sucesso nas relações, e também para ter uma visão saudável sobre nós mesmos”.

5. Fazer-se constantemente de vítima

Assumir esse papel para causar pena ou compaixão funcionará durante pouco tempo. Segundo o especialista, há uma realidade: “Todos queremos estar com pessoas alegres e felizes”. Isto não significa que você nunca possa compartilhar as fases ruins ou as coisas negativas com seus amigos. Porém, se abraçarmos a negatividade como filosofia e o vitimismo como atitude perante a vida, os outros fugirão de nós “como da peste”.

“Alguns só podem ver a parte negativa das coisas que lhes acontecem, ou sempre se antecipam ao que vai acontecer no futuro, e isso não lhes permite ser felizes. Se dependesse deles, o mundo já não existiria mais”, afirma o psicólogo.

Para evitar isso, não podemos atribuir ao exterior ou ao destino tudo o que nos acontece de ruim, pois determinadas variáveis estão ao nosso alcance e devemos ter consciência de que muitas das coisas que nos ocorrem são consequência de nossos pensamentos e ações. Só uma atitude positiva poderá nos ajudar e também fará os outros confiarem em nós.

6. Ser muito sincero, mesmo se ninguém tiver pedido a sua opinião.

Disseminar nossa opinião sobre qualquer tema sem que ninguém peça —por exemplo, como é horrorosa a calça do seu amigo ou o penteado da sua colega de trabalho— nos transforma em seres odiosos.

O que se conhece como “não ter filtro”, ou seja, emitir juízos gratuitos a torto e a direito, pode magoar os que nos cercam ou fazê-los se sentirem incômodos. Em geral, falar demais não é uma qualidade elogiada socialmente, segundo o especialista: “Não se pode dizer a primeira coisa que nos passa pela cabeça nem julgar as pessoas levianamente, sem pensar que podemos ofender”, afirma Fernández González.

É preciso aprender a ser mais prudente, respeitoso e empático, recomenda o especialista. Também é bom saber valorizar as qualidades e capacidades dos outros: “Melhor pecar por prudência que por excesso nos julgamentos que emitimos sobre os outros. Não temos só que estar atentos ao que dizemos, mas também ao jeito que empregamos”, esclarece.

*Por Alejandra Sánches Mateos
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*Fonte: elpais

Os sonhos refletem várias memórias e antecipam eventos futuros

Os sonhos resultam de um processo que muitas vezes combina fragmentos de múltiplas experiências de vida e antecipa eventos futuros, de acordo com novas evidências de um novo estudo.

Os resultados mostram que 53,5% dos sonhos foram atribuídos a uma memória, e quase 50% dos relatos com uma fonte de memória foram conectados a várias experiências passadas.

O estudo também descobriu que 25,7% dos sonhos estavam relacionados a eventos iminentes específicos e 37,4% dos sonhos com uma fonte de eventos futuros estavam adicionalmente relacionados a uma ou mais memórias específicas de experiências passadas.

Os sonhos orientados para o futuro tornaram-se proporcionalmente mais comuns no final da noite.

“Os humanos têm lutado para entender o significado dos sonhos há milênios”, disse a principal investigadora Erin Wamsley, que tem um doutorado em neurociência cognitiva e é professora associada no departamento de psicologia e programa de neurociência na Furman University em Greenville, Carolina do Sul.

“Apresentamos novas evidências de que os sonhos refletem uma função de processamento de memória. Embora se saiba há muito tempo que os sonhos incorporam fragmentos de experiências passadas, nossos dados sugerem que os sonhos também antecipam eventos futuros prováveis. ”

O estudo envolveu 48 alunos que passaram a noite no laboratório para avaliação do sono noturno por meio de polissonografia. Durante a noite, os participantes foram acordados até 13 vezes para relatar suas experiências durante o início do sono, sono REM e sono não-REM. Na manhã seguinte, os participantes identificaram e descreveram as fontes de vida desperta para cada sonho relatado na noite anterior. Um total de 481 relatórios foram analisados.

“Esta é uma nova descrição de como os sonhos são derivados simultaneamente de várias fontes da vida em vigília, utilizando fragmentos de experiências passadas para construir novos cenários, antecipando eventos futuros”, disse Wamsley.

De acordo com Wamsley, o aumento proporcional de sonhos orientados para o futuro no final da noite pode ser impulsionado pela proximidade temporal dos eventos que se avizinham. Embora esses sonhos raramente representem eventos futuros de forma realista, a ativação e a recombinação de fragmentos de memória relevantes para o futuro podem, no entanto, servir a uma função adaptativa.

O resumo da pesquisa foi publicado recentemente em um suplemento online da revista Sleep e será apresentado como um pôster a partir de 9 de junho durante o Virtual SLEEP 2021. SLEEP é o encontro anual das Associações Profissionais de Sono, uma joint venture da Academia Americana de Sono Medicine and the Sleep Research Society.

*Por
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*Fonte: pensarcontemporaneo

“Pare de controlar” o curta-metragem que nos ensina a abraçar a vida

Criamos manuais para praticamente tudo e achamos que podemos planejar tudo, influenciando assim nossas habilidades de criar, pensar e sentir. O curta “Pare de controlar” nos ensina que é preciso parar de interferir no natural se quisermos evoluir e crescer .

Gostamos de exercer controle. Vivemos com o propósito de manipular cada pequena coisa, esperamos que as coisas funcionem exatamente como queremos e como planejamos. Mas a verdade é que, se esperamos que nossos projetos se tornem realidade, devemos estar cientes de que não podemos ter 100% de certeza do que fazemos ou decidir fazer funcionar.

Um curta para refletir sobre a nossa maneira de ver a vida
Este curta-metragem conta a história de Dechen, um pequeno monge budista em preparação, que tem uma grande paixão pela jardinagem. No vídeo você poderá apreciar como uma flor é plantada, observá-la e cuidar dela com total dedicação. Vamos ver o que acontece em “Pare de controlar”:

Como você já deve ter visto no curta-metragem , a planta de Dechen vai perdendo força aos poucos, apesar dos cuidados dispensados ​​a ela pelo pequeno monge. A partir do momento em que é trazida para o templo, a flor começa a murchar, causando mal-entendidos e desconsolação em nosso protagonista.

Dechen não consegue aceitar a situação e, por isso, o líder dos monges Angmo é obrigado a intervir e repreender o seu pupilo. Felizmente, Dechen percebe que, ao remover a necessidade de poder e controle, sua flor começa a florescer novamente.

Abraçar a vida, uma matéria a ser ensinada
Para abraçar a vida, devemos desfazer as correntes que prendem a aleatoriedade, porque se fingirmos ter tudo sob nosso controle, nos privaremos do prazer da serendipidade, da flexibilidade e da inovação.

Freqüentemente reiteramos que muitas coisas acontecem quando menos esperamos e que mesmo que tudo exija esforço e trabalho , devemos deixar que aconteçam. Não podemos deixar de exercer o controle e acabar exagerando pelo medo da incerteza.

É simplesmente uma questão de “afrouxar” os limites que impomos a nós mesmos e tornar nossos pensamentos mais flexíveis. Aqui está uma série de conceitos sobre os quais você precisa ter clareza:

Não se trata de fazer um relacionamento tal como o idealizamos, pois cada pessoa é um mundo e, portanto, cada relacionamento será único.

Todos querem o melhor para os seus filhos e, por isso, procuramos encaminhá-los para o caminho que consideramos mais adequado. No entanto, o que há de mais positivo para uma criança é que ela sempre tenha a seguinte mensagem clara: VOCÊ DEVE SER VOCÊ MESMO.

O mesmo acontece com os projetos, quando vemos apenas um caminho acabamos perdendo uma infinidade de oportunidades que giram em torno de nós.

Por exemplo: queremos nosso parceiro do jeito que ele é ou como o idealizamos? Estamos permitindo que nossos filhos decidam e construam sua própria autonomia ou estamos exercendo um controle excessivo ao orientá-los no caminho que queremos que sigam? Quantas maneiras de embarcar nessa jornada existem e o que estamos fazendo?

Com isso queremos dizer que, às vezes, no esforço de acertar, acabamos desnaturando os eventos. Porque, afinal, para ter sucesso e ser brilhante, temos que ser ” loucos ” e deixar de lado o “bom senso”; só assim poderemos ver com outros olhos a realidade que todos veem, pois em cada história existem tantas facetas quantas pessoas e circunstâncias.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Poluição por plástico está perto de ser irreversível, diz estudo

A poluição global por resíduos plásticos está a caminho de um “ponto irreversível”, de acordo com um estudo publicado nesta sexta-feira (02/07) na revista científica Science. Ano a ano, a geração mundial de lixo plástico só aumenta, e resíduos já podem ser encontrados nos locais mais inóspitos da Terra, como nos desertos, nos picos de montanhas, nas profundezas dos oceanos e até no Ártico.

Os pesquisadores apelaram para uma mudança de comportamento. Politicamente, a União Europeia (UE) deu um passo inicial: a partir de sábado, diversos produtos feitos de plástico estão proibidos no bloco comunitário europeu, entre eles canudos, talheres, pratos e copos descartáveis.

De acordo com os pesquisadores do estudo, a poluição anual de plásticos em águas e na terra pode quase dobrar de 2016 a 2025, caso a população mundial mantenha os hábito atuais.


A equipe de pesquisa foi composta por cientistas da Alemanha, Suécia e Noruega. Ela divulgou a estimativa de que entre 9 e 23 milhões de toneladas de resíduos plásticos poluíram rios, lagos e oceanos em 2016. Uma quantidade similar – entre 13 e 25 milhões de toneladas – acabou no meio ambiente terrestre naquele ano.

Apesar do alarme mundial disparado pelas imagens chocantes de rios e mares inundados com lixo plástico, o problema pode já estar próximo de um ponto sem volta, alertam os pesquisadores. Eles afirmam que “as taxas de emissões de plástico em todo o mundo podem desencadear efeitos que não seremos capazes de reverter”.

“O plástico está profundamente enraizado em nossa sociedade e se infiltra no meio ambiente em todos os lugares, mesmo em países com boa infraestrutura de tratamento de resíduos”, diz Matthew MacLeod, da Universidade de Estocolmo e o autor principal do estudo.


Segundo o relatório, as emissões tendem a aumentar, ainda que a consciência sobre a poluição do plástico na ciência e na população tenha aumentado significativamente nos últimos anos.

“Reciclagem de plásticos tem muitas restrições”
Do lado alemão, participaram do estudo pesquisadores do Instituto Alfred Wegener (Centro Helmholtz de Pesquisa Polar e Marinha – AWI, na sigla em alemão), localizado em Bremerhaven, e do Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental (UFZ, na sigla em alemão), situado em Leipzig.

A pesquisadora Mine Tekman, do AWI, alerta contra a impressão de que tudo pode ser reciclado “magicamente” caso o lixo seja separado corretamente. “Tecnologicamente falando, a reciclagem de plásticos tem muitas restrições e os países com boa infraestrutura exportam seus resíduos plásticos para países com instalações mais precárias”, explica.

Os governos da Malásia e das Filipinas estão entre os que nos últimos anos devolveram – com declarações públicas de irritação – carregamentos de lixo despachados de países como Canadá e Coreia do Sul.

Tekman diz que a produção de “plástico virgem” deve ser limitada e pleiteou por medidas drásticas, como a proibição da exportação de resíduos plásticos, a menos que ela seja feita para um país com uma melhor infraestrutura de reciclagem.

Além disso, há um problema fundamental com materiais não biodegradáveis. Áreas remotas são particularmente ameaçadas por resíduos plásticos, conforme explica a pesquisadora Annika Jahnke, do UFZ.

Nestas regiões, os resíduos plásticos não podem ser removidos por equipes de limpeza. E o desgaste de grandes pedaços de plástico também causa inevitavelmente a liberação de um grande número de micro e nanopartículas e à lixiviação de produtos químicos que foram deliberadamente adicionados ao plástico na produção.

Desequilíbrio da bomba biológica
A equipe de pesquisa também alerta que, combinado com outros danos ambientais imediatos, o lixo plástico pode ter efeitos de longo alcance ou até mesmo globais mesmo em áreas remotas.

É possível que os resíduos plásticos causem uma influência na biodiversidade do mar e na climaticamente tão importante bomba biológica. O termo se refere ao processo através do qual o carbono liberado na atmosfera é armazenado nas profundezas oceânicas por meio de processos biológicos.

A biologia marinha possui um papel muito importante no chamado “sequestro de carbono” – os oceanos armazenam aproximadamente 50 vezes mais carbono que a atmosfera. E o plástico atua como um estressor adicional, que pode causar um desequilíbrio nos oceanos.

“O custo de ignorar o acúmulo de poluição persistente de plástico no meio ambiente pode ser enorme”, diz MacLeod. “A coisa mais sensata que podemos fazer é agir o mais rápido possível para reduzir a quantidade de plástico que polui o meio ambiente.”


Alguns produtos fabricados com plástico descartável estarão proibidos a partir deste sábado na UE. A regulamentação afeta itens para os quais existem alternativas, como canudos e talheres e pratos descartáveis. Certos copos e recipientes descartáveis de isopor também não poderão mais ser produzidos ou colocados no mercado. Os bens existentes e previamente adquiridos ainda podem ser vendidos.


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*Fonte: dw

Por que é mais difícil fazer amigos depois dos 30 (e como resolver isso)?

Quando criança, fazer amigos era fácil. Eram os vizinhos, os colegas de escola ou os primos, pessoas da sua idade com as quais você ficava muito tempo e a quem muitas vezes bastava perguntar diretamente se queriam ser seus amigos. Na adolescência e aos 20 anos, a situação continuava propiciando o surgimento de novas amizades: no colégio, à noite, na universidade… No entanto, depois dos 30 anos muita gente começa a sentir que fazer novos amigos é quase impossível. Além disso, muitos dos amigos de toda a vida começaram a desaparecer, exatamente como na canção 20 de abril, da banda espanhola Celtas Cortos: “Hoy no queda casi nadie de los de antes, y los que hay, han cambiado” (Hoje não resta quase ninguém de antes, e os que ficaram, mudaram).

Um estudo realizado pelas universidades de Aalto (Finlândia) e Oxford (Reino Unido) em 2016 confirmou essa sensação de que com a idade nosso círculo de contatos se reduz. Os pesquisadores analisaram os telefonemas feitos dos celulares dos participantes do estudo e concluíram que nossos círculos de amizades atingem seu pico aos 25 anos. A partir daí começa uma queda vertiginosa, especialmente no caso dos homens, que mantêm menos amigos quando entram nos trinta. O problema não é apenas perdermos os contatos, mas também não os substituirmos.

Natàlia Cantó, especialista em sociologia das emoções e professora da Universidade Aberta da Catalunha (UOC), também confirma que a sensação de que é mais difícil fazer amigos depois dos 30 anos é verdadeira. Mas acredita que “não tem tanto a ver com a idade como com as circunstâncias da vida”. Não perdemos habilidades sociais, mas geralmente “começamos a trabalhar regularmente” e, às vezes, “deixamos de morar com nossos pais, por nossa conta ou dividindo moradia para viver com nosso parceiro e/ou nossos filhos”.

Segundo a pesquisadora, isso faz com que “o horizonte de nossas responsabilidades” mude completamente e “o tempo que podemos dedicar para cultivar novas amizades, e até para cuidar daquelas que já temos, se torna escasso”.

Maternidade e afinidades
Cristina Vidal, psicóloga e diretora do centro PsiCo Lleida, explica que as amizades de adultos vêm mais de afinidades do que dos acasos da infância. “Para conhecer gente depois dos 30 é mais fácil procurar pessoas em contextos afins ou que desempenhem papéis semelhantes aos nossos”, diz ela. “Se temos filhos, com pessoas com filhos, e se não, com pessoas sem filhos.” Da mesma forma, se, por exemplo, você leva “uma vida saudável e pratica esportes”, você se encaixará mais “com as pessoas que têm esse mesmo estilo de vida”.

Borja Carrasco, de 35 anos, de Madri, está ciente de que na sua idade é mais difícil fazer amigos porque socialmente “você se relaciona com menos gente”. No entanto, diz que conseguiu “na base de ir todo fim de semana no mesmo bar” e sempre se encontrar “com as mesmas pessoas”. Agora também estão fora desse contexto: “Saímos para comer e convidamos uns aos outros para aniversários e tudo mais”, diz ele.

Outro local em que as amizades podem surgir a partir dos 30 anos é no trabalho. Embora a pesquisadora Natàlia Cantó ressalve que “às vezes é um ambiente cheio de armadilhas para a amizade”, é um lugar em que as pessoas passam mais horas do dia. Juan Vázquez, 45 anos, conheceu um de seus melhores amigos assim, de forma inesperada. “No começo eu me sentia péssimo, coisas do trabalho. Depois comecei a perceber que tínhamos um senso de humor parecido, ríamos com as mesmas coisas e tínhamos interesses parecidos. E papo vai, papo vem, chegou à intimidade. E era meu chefe!”

Marta Cabrera é das que fizeram amizades com outras mães. Esta moça de 35 anos da Galícia, morando em Saragoça, cercou-se de “outras mães com as quais compartilha a forma de educar”. No começo da “escola ou da piscina, ou música, entre centenas de pais” com os quais convive, os que têm afinidades se aproximam e “surge e amizade”.

Antia Paz, também de 35 anos, está em situação de vida parecida. Para ela, “a maternidade é muito solitária”, especialmente quando não se está perto da família. “Percebi muito a necessidade de criar novas amizades”, conta. E conseguiu um pouco por acaso, quando lhe deram de presente um sling (porta-bebê) e não tinha ideia de como usá-lo. Então, ela foi assistir a uma aula na qual não só aprendeu sobre esse sistema de transporte que garante contato constante entre o bebê e o adulto, mas a garota que dava o curso lhe explicou que as mães constituíam “uma pequena tribo”. Lá ela encontrou pessoas com interesses comuns e, pouco a pouco, a amizade foi surgindo.

Carlos Álvarez, de 46 anos, fez amizades entre os pais dos amigos de seu filho. Além disso, acrescenta uma outra nuance: “A ideia que têm de você os amigos que você faz depois de uma certa idade é radicalmente diferente daquela dos de toda a vida”.

Mais improvável, mas mais segura
As novas amizades de maturidade tendem a ser diferentes das dos jovens. Geralmente, como já mencionamos, são amizades mais baseadas em afinidades. Mas, também, explica a psicóloga Cristina Vidal, nessa idade as pessoas são mais “seletivas” porque cada um “se conhece melhor e sabe melhor o que lhe agrada”.

Isso retarda um pouco a passagem da amizade superficial para a íntima — não se faz amizade com qualquer um —, o que faz com que seja “menos provável”, mas “mais segura”. “Depois dos 30 anos, acumulamos decepções e somos mais cautelosos quando se trata de confiar”, acrescenta Vidal.

Nessas novas amizades, Borja Carrasco, o entrevistado que fez um círculo de amigos frequentando um mesmo lugar, afirma que quando mais velhos temos a vantagem de nos conhecermos melhor e não precisar fingir. “Isso os demais agradecem e você agradece que façam o mesmo. Se você conhece alguém de quem gosta e com quem tem química, é provável que a amizade se mantenha, já que você não vai mudar da noite para o dia”, comenta.

Juan Vázquez, aquele que fez amizade com o chefe, diz que “uma vantagem de ter mais de 35 anos é que se vai deixando de lado algumas pessoas: essas amizades que se faziam aos 20, com as quais nem sequer havia muito em comum, a não ser ir à mesma escola ou faculdade”. Além disso, com estes novos amigos não há “nostalgia absurda e ninguém julga o outro por ser alguém que não era”.

*Por Ana Bulnes
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*Fonte: elpais

Algumas pessoas nos fazem sentir que já as conhecemos de outras vidas!

Algumas pessoas nos fazem sentir que já as conhecemos de outras vidas!

Vocês já conheceram alguém e assim que vocês bateram os olhos nela sentiram algo inexplicável? Como se vocês já se conhecem antes ou em outras vidas?

Os sentimentos variam entre paz extraordinária, admiração sem precedentes, paixão arrebatadora e amor à primeira vista ou, até mesmo, um sentimento contrário nasce na gente, uma pontinha injustificável de ódio, quando sentimos que o “santo não bate”.

Esse sentimento a primeira vista pode surgir por um novo colega de trabalho, por um novo membro da família, ou até mesmo por um estranho que cruzou o nosso caminho e nem sequer conhecemos direito.

Geralmente, essas pessoas nos impressionam tanto, que a primeira impressão é a que acaba ficando.

Elas se transformam em grandes amigos, num verdadeiro amor, ou então em um desafeto em potencial.

Mas o melhor mesmo é quando elas se tornam pessoas insubstituíveis por serem pessoas tão especiais e inesquecíveis.

Bom mesmo é quando elas plantam em nós as suas sementes de amor e nos deixam seus legados de afeto.

Bom mesmo é quando elas se tornam um belo exemplo de vida ou prestam uma ajuda espontânea, vão com a nossa cara de graça, e são capazes de agregar um grande valor em nossas vidas.

Existe um imenso mistério nas afinidades da vida, é um verdadeiro encanto o que nos prende ou nos afasta.

Caso à não afinidade aconteça à primeira vista, nesse caso, qualquer tentativa de agradar pode se tornar desgastante e em vão, mas existem exceções à regra, casos extraordinários de pessoas que foram pré-julgadas e após um período de convivência, conseguiram desfazer má impressão do início.

Há, no entanto, a possibilidade de nascer ali uma grande amizade.

Esse sentimento de que já conhecemos aquela pessoa de algum lugar é natural e recorrente, mas existe explicação para isso?

Não conseguimos explicar porque isso acontece, mas sabemos e temos muitos exemplos de pessoas que surgiram do nada em nossa vida e mudaram tudo para melhor, como se já estivessem nela há muito tempo. Chegamos até a pensar que as conhecemos de outra vida, mas não temos como comprovar essa tese, porém, é exatamente o que parece.

Independentemente de a conexão foi de afinidade positiva ou repulsiva, podemos notar que essa sensação interna se manifesta em todos nós intensamente.

A partir dessa sensação, podemos escolher nos aproximar e viver essa dádiva, pode-se escolher viver essa dádiva de exuberante alegria ou recusar quando a intuição alertar sofrimento à vista.

Estudos em psicologia mostram que a primeira impressão é a que fica e esta é dificilmente desfeita.

Se queremos construir boas relações precisamos nos atentar para a impressão que causamos em um contato inicial, e entender que causar uma boa primeira impressão é imprescindível em qualquer área da vida.

Se você deseja causar uma boa impressão por onde for, seja gentil, ouça mais e fale menos, tenha atitudes empáticas, coloque o seu ponto de vista e respeite a opinião do outro, cuide da sua aparência, seja simpático, educado, generoso, pontual e não julgue de modo a parecer inconveniente. Aprenda a se colocar no lugar do outro e seja prestativo, não invasivo.

Psicólogos do mundo todo concordam que apenas 30 segundos bastam para causar um impacto positivo no outro, assim que conhecemos alguém. Especialistas afirmam que este tempo é suficiente para deixar uma emoção ou sentimento psicológico na mente de um ser humano.

É no primeiro contato que passamos credibilidade. A confiança adquirida, ou não, neste primeiro momento será importante para o futuro dessa relação. Essa informação vale para todas as áreas da nossa vida.

Existem pessoas que nos reconhecem no primeiro olhar e que parecem fazer parte da nossa vida e conhecer a nossa história mesmo que não tenhamos dito uma palavra. Mas existem outras que dificilmente conseguimos nos conectar, e a máxima dos 30 segundos precisará ser aplicada a elas.

Por tanto, esteja atento para saber diferenciar uma pessoa da outra, e entenda que essas pessoas que parecemos conhecer de outras vidas são raras!

Valorize essas pessoas, esteja presente na vida delas, e as mantenha sempre por perto. No entanto, não pense que todos te entenderão, todos te aceitaram exatamente como você é. Sempre aparecerão na sua vida aqueles que não conseguem te decifrar, e que irão te julgar a primeira vista.

Tenha cuidado nos primeiros 30 segundos, e redobre o cuidado nas próximas horas para não se deixar levar por falsas aparências.

Se preocupe em mostrar o que você tem de melhor, e se apresente com os seus defeitos de forma autentica, a sua verdade sempre será melhor aceita do que um personagem que você inventar só para ser aceito.

Para encerrar este texto cito a frase de Tom Peters, uma das maiores autoridades no assunto:

“Você nunca terá uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão.”


*Por Idelma da Costa

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*Fonte: seuamigoguru

Esse teste japonês vai te ajudar a conhecer as profundezas do seu inconsciente

Esse teste japonês vai te ajudar a conhecer as profundezas do seu inconsciente

Para fazer esse teste, pegue lápis e papel para escrever suas respostas.

Quem é você de verdade? Como você se relaciona com os outros? Quais são as prioridades da sua vida? Com este teste psicológico, você pode entrar nas profundezas do seu inconsciente e descobrir algo novo sobre você.

Teste psicológico japonês:
Agora pegue papel e lápis, eles podem te ajudar. Em seguida, feche os olhos, relaxe e se imagine cruzando um DESERTO.

Ao seu redor, existe uma grande extensão de areia que atinge o horizonte. Acima de você está o céu. Como você descreve esse deserto?

Agora você verá um BALDE na sua frente.

Qual é a aparência do seu balde? É grande, pequeno, largo? Do que é feito? É colorido ou transparente? Está na areia ou no ar?

Lembre-se de escrever as respostas a essas perguntas em sua folha de papel.

Agora imagine uma ESCADA.

A que distância está a escada do balde? Do que é feita? Escreva tudo!

Agora imagine um CAVALO.

Qual é a posição do cavalo em relação ao balde e à escada? O cavalo é manso ou bravo? O que ele faz? Escreva também esses detalhes na folha.

Em algum lugar neste cenário, FLORES aparecem.

Quantas? A que distância você está do balde? E quanto aos outros elementos? Anote também essas informações.

E no final, vem uma TEMPESTADE.

Você consegue ouvir? A que distância estão o balde, a escada, o cavalo e as flores?

A resposta do teste psicológico:
O deserto representa o mundo ao seu redor, ou melhor, como você o vê e o percebe.

O tamanho do balde representa o tamanho do seu ego. A cor ou falta de cor indica o seu nível de satisfação, quão “aberto” você é e quão fácil é para os outros lidar com você. Quanto mais alto for o balde da terra, melhor será a sua opinião sobre si mesmo.

A distância entre o balde e a escada fornece informações sobre sua amizade e simboliza o quão próximo é seu relacionamento com seus amigos. Se a escada estiver perto do balde, significa que seus amigos podem contar com você.

O cavalo representa seu amor. A distância entre o cavalo e o balde representa o seu grau de participação no relacionamento.

Se o cavalo é bravo, indica a necessidade de verificar uma das partes de sua relação.

Se o cavalo é manso, isso significa que você se sente seguro em seu relacionamento.

As flores representam seus filhos ou o desejo de tê-los. Quanto mais perto o balde e as flores estiverem, mais forte será o vínculo com seus filhos ou maior será seu desejo de ter filhos.

A tempestade representa o estresse e sua maneira de lidar com situações estressantes.

Quanto mais terrível e ameaçador for, maior será o medo e a ansiedade em você.

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*Fonte: equilibrioemvida

Acordar mais cedo reduz em 23% a chance de depressão

Há muitos anos sabemos que a qualidade e a duração do sono afetam diretamente a nossa condição psicológica. Mais recentemente, pesquisas mostraram que a constância e o horário do sono também causam efeito no humor. Por conseguinte, uma nova pesquisa da Universidade do Colorado mostrou que acordar mais cedo pode reduzir em 23% o risco de depressão.

A pesquisa, feita em parceria com o MIT e a Universidade de Harvard utilizou bancos de dados online para quantificar o sono da população britânica e americana. Para isso, os autores utilizaram os dados do Biobanco do Reino Unido e da empresa 23 and me, que realiza testes genéticos. Com essas ferramentas, a pesquisa teve acesso a dados do sono de mais de 850.000 indivíduos.

Destes, 85.000 possuíam dados de monitoramento de sono e 250.000 responderam perguntas sobre preferências de sono. Com essas informações, os pesquisadores utilizaram uma técnica de randomização mendeliana para avaliar o efeito genético sobre os padrões de sono dos indivíduos.

Acordar e dormir uma hora mais cedo pode reduzir a chance de depressão em até 23%. Imagem: Tati Halabi/Pixabay
Ademais, destes 850.000 indivíduos, pouco mais de 33% se identificaram como pessoas que acordam cedo. Outros 9% preferiram madrugar, enquanto o restante ficou no meio do caminho, com horários de sono variados ou não tão extremos. A partir disso os pesquisadores puderam concluir que acordar mais cedo pode diminuir em 23% o risco de depressão.

Acordar mais cedo para quem já acorda cedo, adianta?
De acordo com a pesquisa, quem dorme tarde e acorda tarde pode se beneficiar mais profundamente dos efeitos de uma mudança de escala de sono. Por exemplo, alguém que durma à 1 da manhã pode reduzir em 23% a chance de depressão dormindo à meia noite. Indo dormir às 11 da noite, ademais, o risco cai em 40% nessa mesma situação, mantendo-se a duração total do sono.

Contudo, os pesquisadores não identificaram efeitos significativos em indivíduos que já acordam cedo. Por exemplo, se você acorda às 5:30, acordar às 4:30 provavelmente não trará o mesmo efeito sobre a sua saúde mental como no caso supracitado.

Os pesquisadores ainda afirmam que a sociedade moderna – incluindo horários de trabalho – é estruturada para pessoas que acordam cedo. Isso faz com que indivíduos que durmam mais tarde sintam-se deslocados, o que pode ter um impacto severo na chance de condições psicológicas.

Para evitar esses problemas, então, Celine Vetter (autora sênior do artigo) afirma que é importante manter a regulação de luz que se recebe ao longo do dia. De acordo com a pesquisadora é preciso manter os dias claros e as noites escuras, de forma a evitar perturbações no ciclo circadiano.

Por Mateus Marchetto
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*Fonte: socientifica

Buscar a espiritualidade é praticar o cuidado com a nossa alma!

Espiritualidade não é religião é a prática de cuidar da nossa alma! É uma fonte de virtudes e valores para a nossa mente e corpo.

É importante considerar que a prática da espiritualidade é um modo de ajudar as pessoas em busca da cura, pois existem religiões com intensos valores terapêuticos, que orientam seus fiéis na direção do autoconhecimento e de sua importância na criação divina.

As religiões que buscam a realização humana se constituem como aquelas que constroem “pontes” para religar o ser ao espírito de Deus, porque são conduzidas de forma honesta pelos clérigos, que compreendem que a espiritualidade é anterior à institucionalização das crenças, e do ponto de vista teológico não exaltam o sofrimento e o sacrifício mais que o amor.

A espiritualidade é a práxis do cuidado com a alma, que nos dá o entendimento de que somos seres transcendentais à vida terrena, e nos auxilia a refletir de onde viemos e para onde vamos.

Ela é uma fonte de virtudes e valores para a nossa mente e corpo, que fortalece a nossa criatividade e vitalidade de conviver com os nossos semelhantes.

Portanto, espiritualizar-se é trilhar um caminho não egoísta e nem excessivamente altruísta, que nos abastece de energias positivas para viver melhor na escola, no trabalho, na família e na comunidade, obtendo a serenidade nessas relações.

Por isso, o exercício da espiritualidade é saudável ao nosso psiquismo, visto que o poder castrador de nossa sociedade não é só de ordem sexual, mas espiritual.

É como está escrito no livro de Gálatas, do Novo testamento: “Mas o fruto do espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei.”

Sendo assim, cristãos, judeus, islamitas, budistas, hinduístas e outros podem desenvolver sua espiritualidade vinculadas às suas religiões, já que a fé de cada um se baseia em rituais, que conectam com o luminoso, desde que não seja de maneira neurótica ou psicótica.

É indiscutível a influência da espiritualidade em nossa vida, contribuindo no discernimento do que é certo ou errado, que nos fornece o ponto de equilíbrio para enfrentar os momentos difíceis que vivemos.

É como disse o terapeuta e sacerdote Jean-Yves Leloup:

“SE A MINHA RELIGIÃO ME TORNA MAIS INTELIGENTE, MAIS AMOROSO, MAIS VIVO E MAIS LIVRE, ELA É FRUTO DO ESPÍRITO”.

Enfim, a espiritualidade ligada a uma religiosidade psiquicamente sadia incorpora os princípios, que bloqueiam os nossos instintos de morte, como: a violência, o preconceito, o fanatismo e a cobiça. E fortalecem os nossos instintos de vida, entre eles: a sabedoria, a paz interior e a compaixão.

*Por Jackson Cesar Buonocore
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*Fonte: seuamigoguru

O Verdadeiro Charme De Uma Pessoa: “Seus Traços De Loucura”

*Gilles Deleuze disse certa feita que “O verdadeiro charme das pessoas reside nos seus traços de loucura”. Algo parecido diz o suíço, Alain de Botton, o qual fala que “As pessoas só ficam realmente interessantes quando começam a sacudir as grades de suas gaiolas”. Essas ideias referem-se ao que há de belo no ser humano, não em sua superficialidade, e sim, nas suas entranhas, no seu interior.

A loucura citada pelos filósofos pode ser traduzida como as idiossincrasias que formam uma pessoa. Ou seja, tudo aquilo que ela possui de único e insubstituível. As características peculiares, as quais nos tomam o pensamento e nos fazem sentir saudade. Aquilo que quando vemos parecido em alguém, automaticamente nos faz lembrar a pessoa. Todavia, é bom que se diga parecido, porque as idiossincrasias são únicas e singulares, de modo que se torna impossível buscar em outros lugares, o que apenas o ser carrega dentro de si.

Por isso, Deleuze afirma que só amamos de verdade uma pessoa quando percebemos a sua loucura. A bem da verdade, é extremamente difícil encontrar pessoas que demonstrem a sua loucura e outras capazes de percebê-las. A maior parte de nós prefere viver de acordo com a normalidade, seguindo as regras, os padrões, se adequando e, portanto, sendo igual. Dessa forma, os traços de loucura, as idiossincrasias, são sufocados, quando não, mortos, pois acreditamos que a demonstração das nossas longitudes é um disparate sem tamanho, uma verdadeira “loucura”.

Sendo assim, acabamos nos tornando completamente iguais uns aos outros e, por conseguinte, desinteressantes, já que, como dito, o que nos faz enxergar alguém de um modo diferente e se sentir atraído está naquilo que percebemos de singularmente novo e que nos faz perceber que será inútil procurar em outros lugares aquilo que sabemos onde encontrar.

É por isso que existem pessoas insubstituíveis em nossas vidas, porque elas guardam dentro de si uma espécie de magia que se reverbera no encanto das suas peculiaridades. Entretanto, sentimos enorme dificuldade em perceber isso como a maior beleza que existe nas pessoas. Acreditamos que são defeitos, coisas que devem permanecer ocultas, mas as idiossincrasias significam intimidade, entrega, libertação, desejo e poesia. É o que permite que as lembranças sejam criadas, que a saudade se instaure, porque convenhamos, saudade do absolutamente igual não possui rosto.

Sabe, o que eu acho é que temos medo de descobrir que as nossas loucuras são maravilhosas, que não precisamos de tralhas para nos destacarmos, precisamos sacudir as grades e assumir o que somos, demonstrar sem medo as nossas “imperfeições” e enxergar no outro as suas coisas simples, bobas e unicamente maravilhosas, porque é sempre magnífico quando as águas saem do subterrâneo e explodem na superfície e, então, nos tornamos rios profundos de loucuras idiossincraticamente belas, como um quadro pintado na lucidez de um sonho.

PS – Gilles Deleuze nasceu na França e viveu de 1925 a 1995. Notável filósofo e professor de Filosofia em diversas Faculdades, publicou estudos sobre pensadores como Nietzsche, Kant e Spinoza, sendo apontado como um dos responsáveis pelo crescente interesse pela obra de Nietzsche. Habituado a ler e a espreitar de perto esses grandes pensadores, Deleuze tem como certo que “todos nós somos meio dementes” e que não se pode se apaixonar por uma pessoa quando não se percebe, nela, um essa “demência”, que é o seu “charme”.

*Por Erik Morais
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*Fonte: portalraizes

Ame sem possuir, acompanhe sem invadir e viva sem depender

O maior sinal do amor é deixar a pessoa amada ser ela mesma. É também uma enorme amostra de maturidade psicológica. E é algo muito difícil de alcançar, já que nossa sociedade “nos programa” para a posse. Em uma cultura onde vale mais quem tem mais, é difícil não extrapolar esse conceito para as relações interpessoais. Então nos tornamos possessivos.

A origem da possessividade está no medo da perda
Basta-nos apenas termos algo, apenas sentirmos que algo é nosso, que já somos tomados pelo medo de perdê-lo. E quanto mais nos apegamos a essa posse ou quanto mais amamos a pessoa, maior é esse medo.

Em muitos casos, esse medo da perda remonta a experiências passadas, especialmente a infância, que deixaram cicatrizes dolorosas em nosso cérebro. Apreciou-se que as pessoas que sofreram perdas na infância ou que não receberam atenção suficiente tendem a desenvolver um apego inseguro que as leva a depender dos outros ou a controlar suas vidas. Essas pessoas exigem atenção constante e não querem compartilhar a pessoa especial com mais ninguém por medo que lhe “roubem” e desapareçam com ela de sua vida, o que as fará experimentar os sentimentos de desamparo que sentiam quando crianças.

No entanto, pode haver outras razões para uma pessoa desenvolver esse relacionamento possessivo. De fato, a possessividade sempre implica em insegurança e baixa auto-estima. Pessoas inseguras tendem a ser mais possessivas porque têm mais medo de perder o que conquistaram porque, no fundo, acham que não merecem isso.

O problema é que essas pessoas, em vez de analisar de onde vem essa possessividade, tentam neutralizar seus medos e inseguranças com mais controle.

A dinâmica perversa do controle
Houve uma vez um monge seguidor de Buda. O monge costumava perambular dia e noite em busca de iluminação. Ele carregava consigo uma estátua de madeira de Buda que ele próprio esculpira e todos os dias queimava incenso em frente à estátua e adorava o Buda.

Um dia ele chegou a uma cidade tranquila e decidiu passar alguns dias lá. Ele se estabeleceu em um templo budista onde havia várias estátuas de Buda. O monge seguiu sua rotina diária, assim também queimou incenso em frente a sua estátua no templo, mas não gostou da ideia de que o incenso que queimava por sua estátua chegasse às outras estátuas.

Então uma ideia lhe ocorreu: ele colocou um funil na frente de sua estátua para que o cheiro do incenso só chegasse a ela. Depois de alguns dias, ele percebeu que o nariz de sua estátua estava preto e feio da fumaça do incenso.

Essa simples parábola nos mostra o que pode acontecer quando a possessividade nos cega. Na verdade, não é difícil cair em um comportamento do monge e acabar sufocando a pessoa que amamos. No entanto, o curioso sobre o controle é que quanto mais você aplicá-lo, mais controle você quer, porém mais ilusório se torna.

Para amar e deixar ser, é necessário mudar nossa mentalidade

– Não confunda apego com amor. A possessividade geralmente vem da confusão: interpretamos erroneamente nosso apego como amor. O apego é uma emoção superficial que nos une, enquanto o amor é uma emoção mais profunda que nos liberta. Amar alguém é deixá-lo ir, amarrar alguém é experimentar apego. É por isso que a possessividade é uma forma de apego que não reflete o amor, mas sim nosso desejo e necessidade de controle.

– Deixe a necessidade de controle. Possessividade surge da insegurança, que tentamos atenuar através do controle, porque nos dá a falsa ilusão de segurança. No entanto, quando você percebe que na realidade o controle que você exerce é mínimo, porque a qualquer momento a vida pode arrebatar qualquer coisa ou qualquer pessoa, então você entende que não faz sentido desperdiçar tanta energia inutilmente. Naquele momento, um pequeno milagre ocorre: em vez de se esforçar para controlar, você se esforça para desfrutar mais dessa pessoa ou de suas posses.

– Cultive seu “eu”. A dependência emocional do outro e o desejo de controlá-lo surgem quando sentimos que não somos capazes de satisfazer nossas necessidades. Quando temos um “eu” amadurecido, quando confiamos em nossas habilidades e nos conectamos com nossas emoções, a possessividade desaparece, simplesmente porque não precisamos disso, não tem razão de ser. Portanto, para amar sem dominação ou dependência, é necessário realizar um profundo trabalho interior.

– Suponha que todos tenham o direito de ser. Nós não fazemos bem aos outros quando impomos nossas opiniões e maneiras de fazer. Portanto, não caia no erro de tentar impor sua maneira de ver o mundo para “ajudar” o outro. Ninguém é obrigado a atender às nossas expectativas, de modo que o maior presente que podemos dar àqueles que amamos é deixá-los ser e aceitá-los incondicionalmente.

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*Fonte: pensamentocontemporaneo

O Que Você Herdou Dos Seus Filhos?

O que você herdou dos seus filhos? Eu herdei paciência. Capacidade de suportar desorganização e caos. Frieza pra lidar em situações críticas, como fraturas e cortes com sangue jorrando.

Herdei “desnojo” para limpar vômito e caca, e comer biscoito babado. Herdei medo de morrer. Medo de trânsito. Medo da noite. E o único medo de perder verdadeiro. Mas herdei coragem também. Muita.

De um, herdei a necessidade de desacelerar. De outro, herdei atenção difusa. E de outro, sagacidade para responder questões difíceis. Eu herdei vontade de montar árvores de natal, de aprender a fazer bolo de festa e assistir desenho animado.

Herdei a capacidade de fazer remédio a partir de beijo, desespero e lágrimas. Eu herdei rugas, varizes, olheiras e estrias. E as gargalhadas mais incríveis. Herdei emoções colhidas nas coisas mais bobas. Herdei força sobre-humana. Herdei sentidos mais apurados. Herdei um grito que se acha poderoso o suficiente para parar um trem
Herdei uma capacidade ilimitada de sentir culpa. E o cacoete irremediável de sempre olhar quando alguém grita ‘mãe’”.

Texto de Rita Almeida, psicóloga e psicanalista com ênfase nos seguintes temas: psicanálise, saúde pública, saúde mental, educação, educação inclusiva, teorias da aprendizagem

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*Fonte: portalraizes

Reflita “Migalhas afetivas: a pessoa conversa com você ou só te responde?”

Quando me deparei com esse texto, entendi a importância de refletir as migalhas afetivas. A pessoa realmente conversa contigo, ou só te responde? Sabe a diferença?

Esse texto foi escrito por Fabiola Simões no site A SOMA DE TODOS OS AFETOS. Lá tem o texto na integra!

“Em maior ou menor grau, somos seres que esperam. Que desejam e fazem planos. Que acreditam ou têm fé no que virá. Em diferentes proporções, somos pessoas que vivem não somente no hoje, mas também no amanhã. E, querendo ou não, nosso futuro ficou incerto, nebuloso; foi, de alguma forma, cancelado. E mesmo que estejamos tirando de letra esse período, há momentos em que a impossibilidade – de qualquer coisa – nos aflige.

Se antes podíamos ir e vir, com a quarentena muita coisa se reduziu ao espaço da nossa casa, e grande parte da nossa conexão com o mundo ficou restrita à tela do celular. Assim, toda ansiedade, angústia e excesso de expectativas que tínhamos antes, ganhou proporções ainda mais agudas com o novo arranjo dos dias.

No meio disso, as relações que temos uns com os outros – mas principalmente com aqueles que nos interessam – se somou à incerteza do momento e tornou-se ainda mais difícil, ganhando contornos nem sempre explícitos, nem sempre claros, muitas vezes confusos e incompreensíveis.

Não é errado você querer se sentir bem, sem angústia ou ansiedade. Não é ruim você desejar que sua expectativa em algo se resolva, e que você possa adquirir um tipo de prazer que vai dar novo sentido ao seu dia, à sua semana. Porém, muitas vezes esse momentâneo prazer será seguido por uma gigantesca frustração que pode lhe arrastar como uma onda desoladora.

Às vezes é preciso abrir mão do prazer imediato, que é o prazer que vou ter em mandar aquela mensagem ou visualizar aquele story… e entender que depois pode vir uma ressaca moral ainda maior, gerada pela falta de reciprocidade.

Os sinais existem, e a gente sabe disso. Porém, muitas vezes preferimos não enxergar. Ou enxergamos, mas ainda não estamos prontos para aceitar. Pois criamos expectativas. E mesmo dizendo para nós mesmos que não esperamos nada, lá dentro ainda há uma vozinha de esperança. […]

Muitas vezes nos contentamos com migalhinhas afetivas porque simplesmente estamos tão angustiados com nossas incertezas que acreditamos que aquele prazer em receber um “bom dia” seco e sem graça pode aliviar um pouco nossa inquietação. Mas não alivia. Na verdade, só piora.

Às vezes precisa doer de uma vez para parar de doer. Contentar-se com migalhinhas afetivas, com respostas monossilábicas à mensagens elaboradas, com falta de posicionamento da outra pessoa, com falta de conexão e conversas mais abrangentes, além de um simples “bom dia” ou “boa noite”… é sofrer de forma parceladinha. Às vezes é preferível ter um sofrimento total, com uma boa dose de tristeza e luto, do que ficar preso à uma dor a conta gotas, que não nos liberta para seguir em frente.

Pare de falar que não vai criar expectativas. Só de falar isso, você já as criou. Talvez fosse mais honesto encarar que você espera sim, que você aguarda uma resposta sim, que você deseja mais desse alguém que só responde suas mensagens, mas nunca, em hipótese nenhuma, conversa realmente com você.

Admitir que isso dói, que isso não te faz bem, que isso aumenta sua angústia ao invés de aliviá-la é o primeiro passo para arcar com as consequências das expectativas que você cria. Respeite sua tristeza, sofra total e não parceladamente, e decida, de uma vez por todas, se isso lhe basta.”

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*Fonte: floresepoesias

“Pessoas felizes não precisam consumir”, a afirmação brutal do filósofo Serge Latouche

O ideólogo do decrescimento analisa como nossa sociedade criou uma religião em torno do crescimento e do consumismo.

Nascido em Vannes (França) há 70 anos, diante de uma platéia que escutava sentada nos corredores de acesso ao salão do Colegio Larraona de Pamplona, ​​salientando que o ritmo atual de crescimento da economia global é tão insustentável como a deterioração e a falta de recursos no planeta.

Convidados pelo coletivo Dale Vuelta-Bira Beste Aldera, sob o título de sua palestra “A diminuição, uma alternativa ao capitalismo?”, Ele afirmou que a sociedade estabelecesse uma autolimitação do seu consumo e exploração ambiental. Do seu ponto de vista, não se trata de propor uma involução, mas de acoplar a velocidade do gasto dos recursos naturais com a sua regeneração.

Especialista em relações econômicas Norte/Sul, o prêmio europeu de sociologia e ciências sociais Amalfi, seu movimento decrescentista, nascido nos anos 70 e estendido na França, defende a sobriedade na vida e a preservação dos recursos naturais antes de sua exaustão.

Em sua opinião, se a queda não for controlada, “a queda que já estamos experimentando” será o resultado do colapso de uma forma insustentável de capitalismo, e também será excessiva e traumática.

Uma bomba semântica. Serge Latouche afirma que o termo decrescimento é um slogan, “uma bomba semântica causada para neutralizar a intoxicação do chamado desenvolvimento sustentável”, uma forma de pensar, sustentabilidade, estendida pelo economismo liberal dos anos 80, e que favorece o pagamento de tudo.

“Por exemplo, no caso do trigo, obriga-nos a pagar pelo excedente, pelo seu armazenamento e também temos de pagar para destruir o excedente.”

“Devemos falar sobre o A-crescimento”, ele disse como um convite para refletir sobre nosso estilo de vida, incluindo a exibição do supérfluo e do enriquecimento excessivo.

Do seu ponto de vista “vivemos fagotizados pela economia da acumulação que leva à frustração e a querer o que não temos e não precisamos”, o que, diz ele, leva a estados de infelicidade.

“Detectamos um aumento de suicídios na França em crianças”, acrescentou ele, para referir-se à concessão por bancos de empréstimos ao consumidor para pessoas sem salários e ativos, como aconteceu nos Estados Unidos no início da crise econômica global. . Para o professor Latouche, “pessoas felizes geralmente não consomem”.

Seus números como economista dizem que ele está certo: todos os anos há mais habitantes no planeta, enquanto os recursos estão diminuindo, sem esquecer que consumir significa produzir resíduos e que o impacto ambiental de uma pessoal equivale a 2,2 hectares, e que a cada ano 15 milhões de hectares de floresta são consumidos “essenciais para a vida”.

“E se vivemos nesse ritmo, é porque a África permite isso”, enfatizou. Para o professor Latouche, qualquer tipo de escassez, alimentos ou petróleo, levará à pobreza da maioria e ao maior enriquecimento das minorias representadas nas grandes empresas petrolíferas ou agroalimentares.

Trabalhe menos e produza de forma inteligente.

Tachado de ingênuo por seus detratores, postulou trabalhar menos e distribuir melhor o emprego, mas trabalhar menos para viver e cultivar mais a vida, insistiu.

A partir de um projeto qualificado como “ecossocialista”, além de consumir menos, a sociedade deve consumir melhor, para qual propos que se produzisse perto de onde mora e de forma ecológica evitar que por qualquer fronteira entre Espanha e França circule até 4 mil caminhões uma semana “com tomates da Andaluzia cruzando com tomates holandeses”.

Ele terminou com um louvor ao estoicismo representada em Espanha por Seneca: “A felicidade não é alcançada se não podemos limitar nossos desejos e necessidades.”

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*Fonte: pensarcontemporaneo

A Felicidade não é intuitiva

Para ser feliz precisamos aprender a contrariar a nossa natureza.

Uma das vantagens de ter crescido em Belo Horizonte, é que eu não precisava ir muito longe para achar uma trilha. Na adolescência, esse era um dos programas favoritos da minha turma de amigas. Com menos de 30 minutos de caminhada, chegávamos a um mirante maravilhoso, escolhíamos uma pedra para sentar, e os assuntos rendiam a tarde inteira. Em uma dessas ocasiões, eu estava andando entre as pedras quando uma cobra passou bem na minha frente. É curioso como o corpo reage nessas horas. As minhas pernas e braços congelaram e os segundos viraram horas, como se o mundo passasse em câmera lenta.

O que me marcou sobre essa história é que eu só percebi que uma cobra havia passado depois que tudo estava bem. Informações de perigo são processadas de forma tão rápida pelo nosso cérebro que primeiro reagimos e depois entendemos o porquê. Neste caso, o pânico fez com que eu ficasse imóvel e passasse despercebida. Para ameaças do tipo cobra, o pânico é adaptativo. Mas quando o que te assusta é uma apresentação no trabalho, a coisa não é bem assim. É que, infelizmente, o sistema que lida com diferentes medos é o mesmo. E nosso cérebro foi programado para lidar com problemas antigos demais.

É deste cérebro que depende a nossa felicidade. Um cérebro recheado de mecanismos automáticos, programados há milhares de anos para garantir a nossa sobrevivência. E garantir significa que essas programações não pedem nossa permissão para acontecer. Por isso, ser feliz não é uma tarefa simples. Temos uma série de vieses automáticos inscritos no nosso DNA que não contribuem para o nosso bem-estar. Para sermos felizes, precisamos contornar esses vieses, e para isso, é necessário conhecê-los em primeiro lugar.

Não damos valor para o que temos
Uma programação evolutiva que atrapalha a felicidade é a tendência à adaptação. Logo que perdemos ou ganhamos, ficamos felizes ou deprimidos. Depois, acostumamo-nos. É assim também com os estímulos neurais, neurônios deixam de responder a estímulos constantes. Se o objetivo é sobreviver, faz sentido que sejamos mais sensíveis às mudanças do que aquilo que já temos. É o desejo da conquista que nos põe em marcha. E para não desistirmos de lutar, a antecipação do prazer se fez maior do que o prazer da conquista de fato.

Quem já testemunhou o desejo da criança por um novo brinquedo, sabe que erramos grosseiramente quando estimamos a felicidade que a próxima conquista é capaz de nos dar. As pesquisas demonstram que o dinheiro, por exemplo, contribui para a felicidade até conseguirmos dar conta das nossas necessidades básicas. Para além delas, a corrida é em vão. A promoção, ou um novo relacionamento, tendem a nos encantar por antecipação, mas à medida que nos acostumamos com o novo patamar, os benefícios se tornam nossos por direito, parte do que é normal e esperado. Então, passamos a desejar algo que ainda não temos, esquecendo de aproveitar o que já está bom, hoje. E segundo a ciência, é no tempo presente que a felicidade está. Mas somos programados para acreditar que a felicidade está onde ainda não chegamos.

Queremos impressionar
Robert Frank explica que uma das razões por que corremos tanto é porque usamos o consumo e a conquista para ganhar status e relevância social. As pessoas querem o último IPhone não porque ele seja mais útil do que o modelo anterior, mas pelo que as pessoas pensam sobre quem já conquistou o último lançamento. Queremos sentir que somos especiais. E se o valor está na exclusividade, cada pessoa que consegue comprar o objeto do desejo desvaloriza a conquista dos demais. Então passamos a querer o que é ainda mais difícil para o outro, mas que também é difícil demais para nós. Um corpo mais jovem do que a própria idade, uma conta bancária com saldo maior do que podemos gastar, um cargo que demanda mais tempo do que você tem.

Achamos que estamos perseguindo a felicidade quando na verdade a nossa busca é por status, outra de nossas heranças evolutivas. Pessoas com status conseguiram mais favores, seguidores, recursos e vantagens no jogo da sobrevivência. Por isso, desenvolvemos mecanismos cerebrais automáticos que avaliam nossa posição social e a opinião do outro a nosso respeito, inconscientemente, inclusive. O pesquisador Erzo Luttmer descobriu que, entre pessoas que tinham o mesmo salário, as que moravam em bairros mais ricos se consideravam menos felizes do que as que moravam em bairros modestos. É que as pessoas se sentem piores quando ganham menos que seus pares. Tanto que em outra pesquisa, voluntários preferiram a hipótese de ganhar 90 mil por ano em uma empresa onde os colegas ganhariam 70 mil, do que ganhar 100 mil por ano se isso significasse que os colegas ganhariam 150 mil. O desejo por status, e não por felicidade, governa nossos comportamentos. Como resultado, encontramos estresse, ansiedade e burnout.

O negativo pesa mais que o positivo
Para o pesquisador Roy Baumeister, se você deseja ser feliz, precisa encarar uma terceira herança evolutiva. Para o seu cérebro, o negativo pesa mais que o positivo. Viés negativo é a tendência universal humana de sermos mais afetados pelo que é ruim do que pelo que é bom. Por exemplo, sofremos mais quando perdemos 100 reais, do que ficamos felizes quando achamos a mesma quantia. Preferimos um desconto de 50% na compra de dois produtos do que comprar um produto e ganhar o segundo grátis. Na prática, a matemática é a mesma, a diferença é que você interpreta o desconto como uma oportunidade de perder menos e o produto grátis, como oportunidade para ganhar mais. E quando temos escolha, preferimos não perder do que ganhar.

Isso acontece porque quando o foco é sobrevivência, é melhor priorizar o negativo do que o positivo. Ao longo da nossa evolução, poderíamos perder uma oportunidade de alimentação, mas se a cobra passasse despercebida, este poderia ser o nosso último erro. A questão é que nossa atenção é limitada, não conseguimos processar tudo o que acontece a todo momento. Então se o cérebro direcionar a atenção para o negativo o tempo inteiro, limitamos e empobrecemos a nossa experiência. E desta forma, não há felicidade que resista. Até porque o negativo não nos chama atenção apenas quando acontece. A antecipação sobre as coisas ruins que podem acontecer é uma das maiores causas de depressão e ansiedade. É o famoso sofrer por antecedência.

E porque pensamos mais no negativo do que no positivo, acreditamos que coisas ruins tem mais probabilidade de acontecer. Confundimos a probabilidade dos eventos com a presença deles na nossa imaginação. O que pode dar errado entra com mais peso na nossa conta. Erramos na avaliação de risco e nos tornamos irracionalmente cautelosos. Não tentamos algo que nos faria feliz por medo de falhar. Acreditamos mais em notícias ruins do que em notícias boas. Ficamos desmotivados para encarar um novo projeto porque focamos nas coisas que temos que abdicar para alcançar novas metas.

Tomando as rédeas da felicidade
De acordo com as pesquisas, os eventos negativos têm em média 2 a 3 vezes a intensidade emocional de eventos positivos de importância similar. Por isso, para quem tem o intuito de ser mais feliz, Baumeister sugere a Regra dos Quatro. Compense cada briga com quatro momentos agradáveis, e cada crítica, com quatro elogios.

Uma segunda estratégia com respaldo científico — e que também costuma ser desvalorizada por sua simplicidade — é a prática da gratidão. O diário da gratidão é uma das atividades com melhor custo-benefício quando o assunto é bem-estar. Basta escrever diariamente 3 coisas pelas quais você é grato e porque você é grato por elas. Pesquisas sugerem que a prática nos deixa mais atentos ao que temos de bom hoje, reduzindo a tendência de adaptação e o viés negativo também. Além de mais otimismo, manter um diário de gratidão por três meses ajudou voluntários a construir relacionamentos mais fortes, lidar com adversidades, aumentar a frequência das emoções positivas, dormir melhor, fazer mais exercícios, aumentar a imunidade, melhorar a saúde mental e claro, tornarem-se naturalmente mais gratos.

Outra forma de aumentar os níveis de felicidade é estar mais atento aos automatismos. Quando conhecemos a natureza dos nossos pensamentos e desejos automáticos, temos mais chances de tomar as rédeas dos nossos comportamentos. Escolhendo, por exemplo, aquilo que nos faz feliz em vez do que nos ajudou a sobreviver em um passado remoto. Como recurso, considere a meditação. A meditação traz um distanciamento emocional com relação à nossa experiência, e isso é suficiente para que consigamos escolher melhor as nossas ações. A terapia e a escrita são outros recursos que ajudam a conhecer e colocar os pensamentos em xeque.

Felicidade dá trabalho
Certamente sabemos, ou já ouvimos falar, sobre as escolhas que podem trazer felicidade. Sabemos que a felicidade é sobre aproveitar o que já temos, sobre ter tempo para relacionamentos saudáveis, sobre fazer o que amamos, sobre descobrir que o significado da vida está além da nossa própria. Mas saber muda pouca coisa, porque na prática é difícil agir assim. Felicidade dá trabalho porque ela não é intuitiva. Não fomos programados para sermos felizes. É preciso contrariar nossos automatismos, tarefa das mais difíceis. E mesmo que continuemos a ser governados por nossas heranças evolutivas, cada passo no sentido de mais felicidade vale a pena. Vale a pena treinar a gratidão e aprender a meditar. Vale a pena escrever e ter como norte a Regra dos Quatro. Para ser mais feliz vale a pena inclusive fazer terapia.

*Por: Adriana Drulla é Mestre em Psicologia Positiva pela Universidade da Pennsylvania (EUA) e pós graduada em Terapia Focada em Compaixão pela Universidade de Derby (Inglaterra), onde teve como mentores Martin Seligman, psicólogo fundador da psicologia positiva, e Paul Gilbert, psicólogo criador da Terapia Focada em Compaixão. Semanalmente fala sobre psicologia e mente compassiva no podcast Crescer Humano.
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*Fonte: vidasimples

7 emoções humanas do passado que já não sentimos mais

Tendemos a pensar que as deginições das emoções são fixas e universais. Porém, variam de país a país e também mudam com o tempo.

Considere, por exemplo, a palavra schadenfreude, que só existe em alemão e que descreve o desfrute da desgraça alheia.

Além disso, novos tipos de emoções surgem a todo momento – vide as novidades constantes nos emoticons, que tanto usamos para expressar nossos sentimentos.

A BBC Radio 3 conversou com Sarah Chaney, especialista do Centro para a História das Emoções, no Reino Unido, sobre as emoções do passado e como elas podem nos ajudar a entender como nos sentimos hoje.

 

Essas são algumas delas.


1 – Acédia
A acédia era uma emoção sentida por homens muito específicos na Idade Média: monges que viviam em monastérios. Esta emoção surgia, em geral, devido a uma crise espiritual. Quem era acometido pela acédia sentia inquietação, desânimo, apatia e, sobre tudo, um forte desejo de abandonar a vida santa.

“É possível que, hoje em dia, isso seja catalogado como depressão”, explica Chaney. “Mas a acédia estava especificamente associada a uma crise espiritual e à vida no monastério.”

Certamente, era uma fonte de preocupação para os abades, que ficavam desesperados com a indolência que acompanhava a acédia.

Com o passar do tempo, o termo “acédia” foi se tornando intercambiável com “preguiça”, um dos sete pecados capitais.

 

2 – Frenesi

“Esta é outra emoção medieval”, diz Chaney. “É como a ira, mas é mais específica que a ira – da forma que a compreendemos hoje. Alguém que sentia frenesi ficava muito agitado. Tinha ataques violentos de fúria, fazendo birra e muito barulho.”

Assim, era impossível sentir frenesi e ficar quieto.

Esta emoção não faz refletir sobre nossa tendência atual a ver as emoções como algo essencialmente interno, que podemos esconder. Isso era algo que não ocorria com o frenesi, que tinha manifestações exteriores.

Muitas emoções estão ligadas a um tempo e um lugar, e não aparecem mais hoje em dia.

 

3 – Melancolia
Melancolia é uma palavra que usamos para descrever uma espécie de tristeza calma, ou um estado contemplativo.

“Mas, no passado, a melancolia era diferente”, assinala Chaney. “No começo da era moderna, acreditava-se que a melancolia era uma aflição física, caracterizada pelo temor.”

Até o século 16, pensava-se que a saúde era afetada pelo equilíbrio de quatro fluidos corporais: sangue, fleuma, bílis amarela e bílis negra. A melancolia aparecia quando a pessoa tinha muita bílis negra.

“Um dos sintomas da melancolia naquela época era o medo. Em alguns casos, as pessoas tinham pavor de se mover, porque pensavam que eram feitas de cristal, que poderia se romper”, conta Chaney.

O rei Carlos 4º, da França, sofria de melancolia. E, por isso, havia determinado que costurassem barras de ferro em sua roupa, de modo a evitar que se machucasse de forma acidental.

 

4 – Nostalgia
Esta é outra emoção que você pode, à primeira vista, acreditar que já conhece. Mas “usamos a palavra ‘nostalgia’ de maneira muito frequente nas conversas de hoje em dia – quando começou a ser usada se referia a algo que se pensava ser uma enfermidade física”, afirma Chaney.

“Era uma doença de marinheiros do século 18. Algo que sentiam quando estavam muito longe de casa. E estava ligada ao desejo de regressar.”

Um caso grave de nostalgia poderia até levar à morte. Assim, não se compara com nossa definição atual de nostagia, que descreve a saudade de bons tempos passados.

 

5 – Neurose de guerra
Essa era uma emoção sentida pelos soldados que lutaram nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial.

Assim como a melancolia, a nostagia e outras experiências emotivas ao longo da história, a neurose de guerra já chegou a ser considerada uma doença.

“As pessoas que sentiam neurose de guerra tinham espasmos estranhos. E, com frequência, perdiam a capacidade de ver e escutar – embora não tivessem nenhum problema físico que limitasse visão e audição”, explica Chaney.

“No começo da guerra, pensava-se que esses sintomas decorriam das explosões que haviam sacudido o cérebro. Porém, mais tarde, acreditou-se que os sintomas eram provocados pelas experiências que o paciente havia vivido e seu estado emocional”, acrescenta a especialista. Seria algo mais próximo do que hoje se entende como o estresse pós-traumático sofrido por soldados que regressam da batalha.

 

6 – Hipocondria
A hipocondria era outra condição médica que, no século 19, havia adquirido associações puramente emocionais. “Era basicamente a versão masculina do que os médicos vitorianos chamavam de histeria”, fala Chaney.

“Acreditava-se que provocava cansaço, dor e problemas digestivos. Nos séculos 17 e 18, pensava-se que a hipocondria estivesse ligada ao baço. Mais tarde, porém, foi associada aos nervos.”

Apesar de os sintomas serem físicos, eram a mente e as emoções que estavam doentes, segundo as concepções da época.

 

7 – Demência moral
O termo “demência moral” foi cunhado pelo médico James Cowles Prichard, em 1835. “Efetivamente, significa ‘loucura moral’, porque por muito tempo a palavra ‘moral’ significou ‘psicológica’, ‘emocional’ e também ‘moral’ no sentido que usamos agora”, explica Chaney. Assim, seria como uma demência psicológica.

Os pacientes que Prichard considerava “dementes moralmente” eram aqueles que atuavam de forma errática ou pouco usual, sem mostrar sintomas de uma desordem mental.

“Ele sentia que havia um grande número de pacientes que podiam funcionar como qualquer outra pessoa, mas que não podiam controlar suas emoções, ou cometiam crimes de forma inesperada.”

A cleptomania, por exemplo, em mulheres educadas da alta sociedade, podia ser vista como um sinal de demência moral porque eram mulheres que não teriam motivos para roubar. Era um termo que servia para descrever muitas emoções extremas e se aplicava com frequência a crianças “difíceis”.

 

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*Fonte: bbc-português

Ao longo da vida, cada um de nós vive 3 amores

Alguém disse uma vez que: “O amor é apenas uma palavra até que alguém vem e dá sentido”, e embora o ditado seja curto e direto, parece ser totalmente irrelevante. Outra crença bem conhecida é que os seres humanos só se apaixonam por três pessoas ao longo de suas vidas, e que esses três amores distintos são todos necessários para aprender como amar e como ser amado adequadamente.

1- Primeiro amor.
A maioria das pessoas experimenta esse tipo de amor no início da vida, geralmente no ensino médio. Ironicamente, esse amor é mais sobre viver de acordo com ideais sociais e enredos de filmes de Hollywood do que amar verdadeiramente outro ser humano. No entanto, faz-nos sentir como se fosse a coisa mais verdadeira do mundo, puro e inquebrável, levando você a acreditar que aquele sentimento durará para toda eternidade. E é nessa fase que vivemos os nossos primeiros sonhos clichês, o de casar com o escolhido, ter filhos e morar numa casinha branca de varanda. Nesse tempo nem desconfiamos que ainda poderemos viver outras paixões, que aquela pessoa a qual julgamos ser o grande amor, provavelmente não significará nada para nós no futuro, mas está servindo no momento para iniciarmos nossas primeiras experiências e preparativos para os amores seguintes.

2- Segundo amor.
Esse tipo de amor é um tipo de amor mais difícil, e isso nos obriga a compreender quem somos realmente como indivíduos, quem realmente são nossos parceiros e aonde você quer ir (e está indo) na vida. Além disso, isso nos obriga a entender o tipo de pessoa que queremos amar no presente e no futuro, e que seja da mesma forma correspondida. Mas também é um amor difícil porque geralmente dói; Normalmente existem mentiras, outros enganos e até mesmo manipulações. As pessoas podem ficar “presas” com esse tipo de amor por um longo tempo e até se envolver com uma série de parceiros diferentes, mesmo que esse tipo de amor tende a ser insalubre, desequilibrado ou mesmo narcisista. Nessa fase, às vezes, insistimos em permanecer acreditando que há como viver de remendar a relação, mas chega um momento em que não resta mais nada do tecido original que compunha o amor, então já é hora de dar um basta.


3 – Último amor.

A maioria das pessoas não vê esse tipo de amor chegando, porque muitas vezes ocorre com alguém que não parece certo para você, e para quem você também não parece certo (não importa em que perspectiva você esteja vendo as coisas). E, no entanto, este é um tipo de amor “fácil” que parece acontecer naturalmente, quer queira ou não. É impossível explicar a atração e conexão mútua, mas é incontestavelmente lá – e tangível – no entanto. Isso pode ser porque nenhum de vocês esperava se apaixonar pelo outro, e nenhum de vocês tentou, então nunca houve nenhuma pressão ou procedimentos de corte torpes. Seja como for, é um tipo de amor que não pode ser negado, explicado ou preparado; Simplesmente se sente bem, de uma forma extremamente inegável.

No entanto, a explicação mais fácil pode ser que você nunca tenha experimentado esse tipo de amor antes, porque você realmente nunca entendeu o que era o amor genuíno antes. E, talvez, não seja algo que você possa perceber antes de experimentá-lo de qualquer maneira. Seja qual for o caso, não se estabeleça ou pare antes de encontrar um amor que o surpreenda, que persevera, não importa o que, e isso ensina o verdadeiro amor mútuo. Como outro “alguém” disse com tanta eloquência: “Você encontrou partes de mim que eu não sabia que existiam e em você encontrei um amor que eu não acreditava mais era real”.

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*Fonte: revistapazes

Fofoca é a vingança e a narrativa dos fracassados – Por Leandro Karnal

Transcrevemos uma fala do professor Leandro Karnal sobre o livro “Sapiens – Uma breve história da humanidade“, que postula que o Ser Humano começou a viver em grupo a partir do que conhecemos hoje como fofoca:

“Segundo o autor israelense,o excelente livro Sapiens, a partir da revolução cognitiva – 70 mil anos atrás, os homens começaram a espécie sapiens, que se tornou depois a única espécie do gênero homo, se transformou no que ela é em função da linguagem. E a linguagem que é comum a quase todos os animais, se tornou muito sofisticada entre nós. Ele dá como exemplo no livro que alguns macacos aprenderam que determinados guinchos [som do macaco] falam que ‘vem vindo um predador’, e que alguns macacos, inclusive, mentem ‘vem vindo um predador’, e o grupo foge para árvore e pega as bananas que estão no chão.

Mas a capacidade de mentir elaboradamente… [pertence aos homens] Lembrando que a fofoca pode ser verdadeira ou falsa. Às vezes eu espalho uma notícia negativa que é verdadeira e, às vezes,eu espalho uma notícia negativa que é falsa, mas nós gostamos dela porque ela nos protege: ‘eu sei que o outro também tem defeitos’, e é também a última vingança dos fracos. Quando alguém muito famoso, muito importante ou muito bonito diz algo e nós falamos da vida dele, falamos das suas questões pessoais, que é a nossa defesa. Na verdade a fofoca é a narrativa do fracassado”.

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*Fonte: portalraizes

Como formamos memórias falsas nas quais acreditamos sem saber?

A maioria dos seres humanos tende a acreditar que possui uma boa memória ou que sabe detalhar um acontecimento do passado com precisão. Entretanto, é bastante improvável que essa seja uma informação verdadeira. Isso ocorre pois o nosso cérebro costuma alterar as nossas lembranças com o passar do tempo, desenvolvendo memórias falsas.

Sendo assim, muito do que achamos ser fatos concretos hoje na verdade faz parte de distorção ou fabricação de lembranças, podendo ser completamente falso ou imaginário. Na maior parte das vezes, esse processo ocorre pois outras memórias começam a interferir no armazenamento de informação ou outras peças de informação fornecidas por outras pessoas começam a ser incluídas.

Definição de falsa memória

De maneira curta e resumida, a psicologia define uma memória falsa como qualquer peça de informação armazenada pela sua cabeça que experiências passadas das quais as pessoas acreditam serem verdadeiras mas não são. Isso pode incluir detalhes simples, como aquele questionamento se você trancou a porta de casa, ou se agravar para casos criminais que envolvem peças de memória fundamentais.

A falsa memória também é a responsável por causar o que chamamos de “Efeito Mandela”, um fenômeno psicológico onde as pessoas passam a acreditar em uma versão inexistente de uma acontecimento histórico — como foi o caso da possível morte do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela enquanto estava na cadeia.

O surgimento de memórias falsas não é algo realmente extraordinário entre os seres humanos e costuma acontecer com certa frequência. Por fim, essa confusão se destaca não pelo fato de esquecermos ou misturarmos detalhes, mas sim pelo fato de nos lembrarmos de coisas que nunca vivenciamos antes.

Criando uma memória falsa

Se as falsas memórias são algo tão comum, de onde é que elas surgem? Em suma, um dos fatores responsáveis pela existência desse fenômeno é a desinformação e má atribuição da fonte original das informações. Além disso, cada conhecimento adquirido e novas memórias absorvidas podem gerar certo impacto naquelas que já estão armazenadas há tempo.

Uma falsa memória também pode ser criada através da “sugestão”. É como no famoso ditado “quanto mais repetimos uma mentira, mais verdadeira ela se torna”. Nesse caso, uma informação falsa que é contada inúmeras vezes para outras pessoas aos poucos passa a ficar mais vivida e forte na lembrança coletiva.

Por fim, quem também exerce forte influência na maneira como guardados dados são as nossas emoções. Acontecimentos emocionantes costumam sempre vir mais fortes na nossa cabeça, mas o excesso de sentimentos pode levar a memórias equivocadas ou não confiáveis.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Como o tempo mudou nossas noções de tristeza, timidez e até beleza

Esportes não são recomendáveis a senhoras que passaram dos 30 por serem um risco à saúde e uma “indecência”. Leques são itens essenciais ao flerte. A tristeza pode ter origem no fígado.

Estas afirmações podem soar absurdas para você, internauta do século 21, mas representam crenças sociais sobre a beleza e as emoções comuns no início do século passado.

Entender como atributos aparentemente inquestionáveis como feio, bonito, alegre, triste, gordo e magro foram construídos no último século faz parte do trabalho de Denise Bernuzzi de Sant’Anna, uma “historiadora das emoções” que dá aulas na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e se prepara para lançar um novo livro, dessa vez sobre sentimentos tristes e depressão.

“No passado, as experiências tristes tinham nomes diversos e podiam ser males da alma, do espírito ou às vezes até do próprio corpo, como a ideia de uma bile (fluido produzido pelo fígado) amarga”, explicou a historiadora em entrevista à BBC News Brasil por telefone.

“Nos anos 1910, 1920, havia remédios, como o veronal, que buscavam tratar de sentimentos tristes que teriam origem em um problema físico, como no fígado ou estômago, uma tradição que remonta à Grécia Antiga.”

“Ou, no Brasil, até um problema de nutrição, como raquitismo ou anemia. O Jeca Tatu, personagem de Monteiro Lobato, uma figura magra, desnutrida, apática, representa isso. Com isso, vem toda a propaganda da época de fortificantes, como o Biotônico Fontoura. E, com Getúlio Vargas, a construção da nação é atrelada a produção de um brasileiro – especialmente crianças – forte, robusto e, sobretudo, alegre.”

As coisas começam a mudar, no Brasil e no mundo, após a Segunda Guerra, quando começam a surgir medicamentos antidepressivos e manuais de psiquiatria.

Estes manuais tiveram como marco inicial uma publicação de 1952 da Associação Americana de Psiquiatria (APA), que desde então ganhou diversas versões. Elas trazem classificações de distúrbios mentais e seus sintomas, e sua influência foi desde estatísticas governamentais a planos de saúde.

Mas estas publicações também são cercadas de críticas: em 2013, quando a quinta e mais recente versão da APA foi lançada, e alguns psiquiatras denunciaram que os manuais estaria transformando em doenças comportamentos até agora considerados comuns.

Bernuzzi diz que historicamente os textos passaram a tratar de como estados emocionais como tédio, timidez, mal estar, luto ou desilusões amorosas podem eventualmente ser classificadas como transtornos, medicalizados e relacionados a um fundo fisiológico.

‘Males do espírito’ em baixa

Só que agora, vinculados a uma outra parte do corpo.

“O cérebro virou um fato social, ganhou uma centralidade nas nossas preocupações com a saúde. Na nossa rotina, discutimos os elementos bioquímicos do cérebro: serotonina, endorfina…”, exemplifica a historiadora.

“Há uma disputa aí, porque por muitos séculos, estes males eram coisas da alma. E a alma tem qualquer coisa de sobrenatural. Hoje, as moléculas e os neurônios superaram a ideia dos males do espírito. Vivemos uma era muito mais materialista nesse aspecto.”

“Isso tem uma relação forte com o declínio da transcendência: mesmo nas igrejas evangélicas, que crescem muito hoje, a ênfase na vida atual (em contraposição a outros planos) é muito forte. A gente tende a fazer mais jejuns do corpo do que da alma.”

Uma consequência “terrível” deste novo cenário é, para a pesquisadora, uma “intolerância muito maior à tristeza”.

“Ela se tornou mais intolerável porque nós a desnaturalizamos. À medida que a tristeza vira uma doença, um distúrbio, um desequilíbrio, não só algo que simplesmente faz parte da vida, fica mais difícil aceitá-la.”

“Você vê por algumas palavras que desapareceram, o que indica uma experiência que não existe mais. Uma delas é o ‘resguardo’, fase pela qual as mulheres passavam quando tinham filhos. Elas ficavam isoladas, eram alimentadas com canja por 20 dias, algumas tampavam o ouvido para não ouvir barulhos.”

“Não tem ‘resguardo’ hoje. Nós eliminamos cada vez mais da nossa vida espaços que consideramos altamente entediantes, improdutivos, até doentios.”

Mas esta não pode ser uma leitura saudosista? Bernuzzi diz “insistir” em destacar que, entre passado ou presente, não há algum cenário que seja melhor: o interessante é perceber o que mudou.

Pintura em preto e branco mostra mulher deitada com bebê recém-nascido no colo, e menina ajoelhada ao lado brincando com neném

O que é bonito?

Outro conceito que mudou radicalmente no último século foi o de beleza, tema de estudo de Bernuzzi em seu doutorado na Universidade Paris VII, na França. A pesquisa resultou anos depois no livro a História da Beleza no Brasil (Editora Contexto, 2014).

Como em boa parte de seu trabalho, a historiadora se baseou em publicações na imprensa, propagandas e documentos da área médica, como teses e boletins.

Isso, ela reconhece, acaba refletindo na predominância da história de certos grupos sociais em detrimento de outros, como os indígenas “exterminados”. Assim, há tradições que acabam não capturadas: “Um grande desafio do historiador é fazer história dessas populações que não tiveram voz.”

Bernuzzi destaca que, do início do século até hoje, houve uma transição do corpo como pertencente a uma comunidade – “ficando, assim, dependente da aprovação desta” – para uma propriedade mais individual.

No Brasil do final do século 19 e início do 20, por exemplo, um elogio importantíssimo era ser “elegante” – o que se refletia, entre a população abastada, no uso de produtos e roupas rebuscadas, como itens comprados em São Paulo na Casa Garraux, que importava de Paris pós de arroz, águas de colônia e perfumes.

Mas, no cenário tropical, a importação destes hábitos não era perfeita: vestidos com cauda ficavam sujos com facilidade e levavam para dentro de casa a poeira das ruas das cidades que efervesciam; penteados complicados duravam pouco e o pó de arroz podia se tornar uma pasta com o calor.

Falando no calor, outro item essencial naquele tempo eram os leques, mas sua função ia muito além de refrescar.

“Saber usar um leque implicava conhecer os significados e os poderes dos gestos de abri-los e fechá-los. Havia significados distintos para leques fechados, abanados rapidamente ou lentamente. Equipamento essencial ao flerte, o seu desuso representou o esquecimento de um meio de comunicação”, diz a historiadora no livro.

Bernuzzi mostra também como episódios históricos expressam noções de beleza, como a proclamação da República, consolidada em 1889. A elite monarquista, que ficava para trás, era simbolizada pela velhice e era conquistada pela mocidade republicana.

Um trecho de Ordem e progresso, de Gilberto Freyre (1900-1987), reproduzido no livro de Bernuzzi, diz que o período imperial havia morrido “sob as barbas brancas e nunca maculadas pela pintura do imperador D. Pedro 2º, ao passo que, em seu lugar, resplandeciam as barbas escuras dos jovens lideres republicanos, ávidos do poder”.

Lembra até acontecimentos recentes da política brasileira, em que o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) se viu rachado entre os “cabeças brancas”, nomes mais antigos e tradicionais da sigla; e os “cabeças pretas”, a ala mais jovem e fonte de uma proposta de novos rumos para o partido.

Influência americana

Com o passar das décadas, a influência dos Estados Unidos na economia, política e cultura se reflete também nos ideais estéticos, inclusive no Brasil. Isso se consolida na década de 50, com o chamado american way of life – o “estilo de vida americano”, que se pauta em um discurso meritocrático, visando a qualidade de vida e abundância material.

A beleza, que sempre se escreveu no feminino, lembra Bernuzzi, indicando como atributo. O tema foi predominantemente relacionado às mulheres e ganhou novos modelos também para os homens.

As guerras mundiais catapultam o modelo viril dos soldados e o tórax forte como atributo desejável.

Mas não é que antes não houvesse tendências de beleza para eles. O Brasil do início do século 20, por exemplo, tinha um ícone do dandismo para chamar de seu, o pintor e fotógrafo Ernesto Quissak (1891-1960).

Um dândi se vestia de maneira ousada e cheia de personalidade: a forma encontrada por jovens boêmios e românticos para se opor à predominância do ideal requintado da burguesia.

Décadas depois vieram outras chacoalhadas nas definições de feminino e masculino, como as trazidas pela contracultura das décadas de 60 e 70 e pelo rock’n’roll. Gestos, roupas e adereços até então mais associados às mulheres foram potencializados por estrelas como os músicos David Bowie e Freddie Mercury; e no Brasil, Ney Matogrosso, exemplifica Bernuzzi.

A contracultura, na verdade, foi um marco para todos. Até para as grávidas.

“A barriga grávida não era uma imagem valorizada. Isso muda com a contracultura, os movimentos de aceitação do próprio corpo, o feminismo. No Brasil, Leila Diniz foi um marco”, aponta Bernuzzi, lembrando da atriz cuja imagem na praia, não só preterindo o maiô ao biquini – ainda em processo de aceitação –, como também grávida, se tornou icônica.

O cenário da foto da década de 70, o mar do Rio de Janeiro, expressava também o protagonismo da capital fluminense como centro irradiador de modas para todo o país, entre elas, o uso de tangas.

As musas da literatura

Cabelos molhados, soltos, às vezes cheios, assim como corpos pouco cobertos, ganharam brilho nesse contexto de liberação corporal, o que, para Bernuzzi, vai ao encontro de um ideal particularmente brasileiro de beleza.

“Temos esse mito de uma beleza natural muito forte, como se a mulher brasileira fosse um retrato de sua natureza: selvagem, indomável. A literatura alimenta isso, com mitos fundadores como Iracema, lábios de mel”, diz a historiadora, fazendo referência à personagem título de romance homônimo de José de Alencar (1829-1877), descrita por ele como “a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.”

A pesquisadora já mapeou outros símbolos, na arte brasileira, de ícones e expressões da beleza ao longo da história.

Guta, adolescente e uma das protagonistas do romance As três Marias, de Rachel de Queiroz (1910-2003), simbolizou a repressão das famílias, no início do século passado, diante de novidades como usar maquiagem ou fazer penteados ousados. Guta tinha truques com as amigas para burlar as regras, como enrolar a saia comprida na altura da cintura para mostrar as pernas na saída da escola.

Beatriz, personagem de Jorge Amado (1912-2001) em Tereza Batista cansada de guerra, escandalizou sua vizinha por fazer cirurgias plásticas, algo ainda novo naquele tempo. Ao rejuvenescer o rosto e os seios, se tornou a “glorificação ambulante da medicina moderna”, nas palavras do autor.

Jacira, mote do impiedoso título do conto Feia demais, de Nelson Rodrigues (1912-1980), explicita o tratamento hoje escandaramente cruel às mulheres consideradas feias. Rodrigues conta a história de um rapaz “bem apanhado”, que se apaixonou por uma mulher “feiíssima”, “um bucho horroroso”. Depois de casados, ele se arrependeu de tê-lo feito após vê-la diante do espelho.

Na verdade, a exigência de beleza revela como, neste campo, há uma “aliança nem sempre visível” entre prazeres e sofrimentos, direitos e deveres, como aponta a historiadora.

‘Perseguição especular’

Hoje é difícil imaginar, por exemplo, como seria um mundo sem espelhos ou tantas imagens nas telas – e sem a pressão que eles fazem.

“As pessoas não se viam tanto em outros séculos, não havia espelho em toda parte, essa perseguição especular. Nos anos 1910, 1920, espelhos eram caros, ainda mais de corpo inteiro. As elites tinham no guarda-roupa.”

“O hábito de se olhar em espelhos maiores dentro de casa se banaliza mesmo depois dos anos 70.”

A multiplicação de imagens também pressiona para que toda imagem do ser humano seja fotogênica – mesmo que venha de dentro do corpo.

“Mesmo sendo um feto na barriga, tem que ser algo que já nos dê uma sensação boa. Não vou dizer bonito, mas tem que ser harmonioso.”

“Um outro exemplo disso [da pressão sobre toda parte do corpo] são os mamilos nas [revistas] Playboys. Até um certo ponto, os seios das mulheres são os mais diversos. Depois, inclusive por causa da cirurgia estética, há uma padronização nos anos 90, 2000. Há a exigência de uma fotogenia estandarte.”

“Como se não bastasse, há uma cobrança às vezes nas partes internas do corpo, como a que motiva cirurgias estéticas ginecológicas.”

No Brasil, a adesão às cirurgias plásticas vai muito além deste procedimento. Somos o segundo país do mundo no volume de cirurgias estéticas (1,4 milhão em 2017), pouco atrás dos Estados Unidos (1,5 milhão).

Segundo a historiadora, no país, artigos na imprensa já anunciavam nomes de cirurgiões e financiamentos para operações na década de 60 e 70, mas foi só nos anos 80 que a prática foi impulsionada.

É uma ascensão associada à “globalização” da publicidade de corpos jovens e longilíneos e à criação da medicina estética inicialmente na França e nos EUA.

“E o Brasil tem uma certa facilidade em aceitar novas tecnologias. Isso em todos os meios, inclusive o médico. Na França, as pessoas fazem cirurgia plástica também, mas há um nível de precaução maior, como com a anestesia geral. A grande preocupação aqui no Brasil é se vai ficar bom.”

“A nossa intolerância à idade é muito grande. Somos um país jovem. A disputa no mercado amoroso, no mercado de trabalho, é muito mais cruel.”

*Por Mariana Alvim
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*Fonte: bbc-brasil

Por que jovens da geração Z estão abandonando seus smartphones

Enquanto o mundo parece cada vez mais controlado e dominado por smartphones – e nós, cada vez mais viciados nos gadgets -, um movimento de abandonar tais aparelhos vem ganhando força e adeptos entre os jovens, principalmente após o início da pandemia. É isso que afirma uma matéria da revista Huck, como tendência crescente entre a chamada “geração Z” como uma maneira de combater os efeitos do uso contínuo e incessante dos smartphones que, segundo pesquisas, podem provocar tristeza, ansiedade e depressão.

A matéria conversou com pessoas que não somente desligaram simplesmente seus aparelhos: algumas trocaram os tais telefones inteligentes – com conexão à internet e os tantos aplicativos disponíveis – pelos velhos “tijolões”, telefones vintage que somente fazem chamadas e enviam mensagens de texto. Alguns personagens entrevistados na reportagem escolheram o caminho do meio: ainda possuem um smartphone, mas o deixam em casa quando saem, usando-o somente para comunicação e notícias, como meio de combater a dependência.

Não é por acaso que desafios para testar quem suporta passar algum tempo sem smartphones se fazem cada vez mais recorrentes, e pela primeira vez as vendas dos antigos telefones celulares cresceram no ano passado pela primeira vez em anos: os malefícios comprovados do uso excessivo dos smartphones se agravarem no contexto da atual pandemia, na qual tudo é feito pelos aparelhos, e os quadros de depressão e ansiedade também se multiplicam. Quem largou o smartphone, no entanto, garante na matéria que os benefícios aparecem rapidamente.

“Em pouco tempo eu percebi uma melhora imensa no meu humor e na minha liberdade de pensamento”, diz Eden, personagem da reportagem, que aos 22 anos largou o smartphone depois que seu iPhone quebrou no início do ano passado – e desde então vem se sentido “um milhão de vezes maior”. A falta dos mapas e dos aplicativos de direcionamento são especialmente sentidas, mas a grande ausência entre os relatos é mesmo da música e das boas câmeras fotográficas: o próximo passo, quem sabe, será a retomada das icônicas câmeras digitais dos anos 90 e dos iPods.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

Quanto Mais Inteligente É Uma Pessoa, Menos Sociável Ela É

Graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e doutor pela Universidade de São Paulo, o professor Leandro Karnal disserta sobre a inteligência e a sociabilidade. Neste vídeo ele afirma que as pessoas simples são mais sociáveis, enquanto as pessoas que se aprofundam na cultura e conhecimento acabam por se distanciar das demais pessoas, e acabam vivendo sozinhos, pois constroem uma visão de mundo muitas vezes pouco compartilhada com os demais. Confira:

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*Fonte: portalraizes

Heurísticas e vieses cognitivos

Uma heurística é um atalho mental que permite às pessoas resolver problemas e fazer julgamentos com rapidez e eficiência.

Uma heurística é um atalho mental que permite às pessoas resolver problemas e fazer julgamentos com rapidez e eficiência. Essas estratégias práticas reduzem o tempo de tomada de decisão e permitem que as pessoas funcionem sem parar constantemente para pensar sobre o próximo curso de ação. As heurísticas são úteis em muitas situações, mas também podem levar a vieses cognitivos.

Estar ciente de como as heurísticas funcionam, bem como das tendências potenciais que elas introduzem, pode ajudá-lo a tomar decisões melhores e mais precisas.

Primeiras definições de heurísticas
Foi durante a década de 1950 que o economista e psicólogo cognitivo vencedor do Prêmio Nobel Herbert Simon introduziu originalmente o conceito de heurística quando sugeriu que enquanto as pessoas fazem escolhas racionais, o julgamento humano está sujeito a limitações cognitivas. Decisões puramente racionais envolveriam pesar todas as alternativas, como custos potenciais e possíveis benefícios.

Mas as pessoas são limitadas pela quantidade de tempo que têm para fazer uma escolha, bem como pela quantidade de informações que temos à nossa disposição. Outros fatores, como inteligência geral e precisão das percepções, também influenciam o processo de tomada de decisão.

Durante a década de 1970, os psicólogos Amos Tversky e Daniel Kahneman apresentaram suas pesquisas sobre vieses cognitivos. Eles propuseram que esses preconceitos influenciam o modo como as pessoas pensam e os julgamentos que as pessoas fazem.

Como resultado dessas limitações, somos forçados a confiar em atalhos mentais para nos ajudar a dar sentido ao mundo. A pesquisa de Simon demonstrou que os humanos eram limitados em sua capacidade de tomar decisões racionais, mas foi o trabalho de Tversky e Kahneman que introduziu o estudo das heurísticas e as formas específicas de pensamento nas quais as pessoas dependem para simplificar o processo de tomada de decisão.

Por que usamos heurísticas
A heurística desempenha papéis importantes tanto na resolução de problemas quanto na tomada de decisões, pois frequentemente recorremos a esses atalhos mentais quando precisamos de uma solução rápida.

Aqui estão algumas teorias diferentes de psicólogos sobre por que confiamos nas heurísticas.

Substituição de atributo: As pessoas substituem perguntas mais simples, porém relacionadas, por perguntas mais complexas e difíceis.

Redução de esforço: As pessoas utilizam a heurística como um tipo de preguiça cognitiva para reduzir o esforço mental necessário para fazer escolhas e tomar decisões.

Rápido e econômico: As pessoas usam heurísticas porque podem ser rápidas e corretas em certos contextos. Algumas teorias argumentam que as heurísticas são, na verdade, mais precisas do que tendenciosas.

Para com a tremenda quantidade de informações que encontramos e acelerar o processo de tomada de decisão, o cérebro depende dessas estratégias mentais para simplificar as coisas, para que não tenhamos que gastar quantidades infinitas de tempo analisando cada detalhe.

Você provavelmente toma centenas ou até milhares de decisões todos os dias. O que você deve comer no café da manhã? O que você deve vestir hoje? Você deve ir de carro ou pegar o ônibus? Felizmente, as heurísticas permitem que você tome essas decisões com relativa facilidade, sem muita agonia.

Por exemplo, ao tentar decidir se você deve dirigir ou pegar o ônibus para o trabalho, você pode repentinamente lembrar que estão rolando umas obras na rota do ônibus. Você percebe que isso pode diminuir a velocidade do seu deslocamento e fazer com que você se atrase para o trabalho. Portanto, você sai mais cedo e dirige para o trabalho em uma rota alternativa. A heurística permite que você pense nos resultados possíveis rapidamente e chegue a uma solução.

Tipos de heurísticas
Existem muitos tipos diferentes de heurísticas, incluindo a heurística de disponibilidade, a heurística de representatividade e a heurística de afeto. Embora cada tipo desempenhe um papel na tomada de decisões, eles ocorrem em contextos diferentes. Compreender os tipos pode ajudá-lo a entender melhor qual deles você está usando e quando.

Disponibilidade
A heurística de disponibilidade envolve a tomada de decisões com base na facilidade de trazer algo à mente. Quando estiver tentando tomar uma decisão, você pode se lembrar rapidamente de uma série de exemplos relevantes. Como eles estão mais facilmente disponíveis em sua memória, você provavelmente julgará esses resultados como sendo mais comuns ou de ocorrência frequente.

Por exemplo, se você está pensando em voar e de repente pensa em uma série de acidentes aéreos recentes, pode achar que viajar de avião é muito perigoso e decidir viajar de carro. Como esses exemplos de desastres aéreos vêm à mente com tanta facilidade, a heurística de disponibilidade leva você a pensar que acidentes aéreos são mais comuns do que realmente são.

Representatividade
A heurística de representatividade envolve a tomada de decisão comparando a situação atual com o protótipo mental mais representativo. Quando estiver tentando decidir se alguém é confiável, você pode comparar aspectos da pessoa a outros exemplos mentais que possui. Uma doce mulher mais velha pode lembrá-lo de sua avó, então você pode supor imediatamente que ela é gentil, gentil e confiável.

Afeto
A heurística do afeto envolve fazer escolhas que são influenciadas pelas emoções que um indivíduo está experimentando naquele momento. Por exemplo, pesquisas mostraram que as pessoas têm mais probabilidade de ver as decisões como benefícios e menores riscos quando estão de bom humor. As emoções negativas, por outro lado, levam as pessoas a se concentrarem nas desvantagens potenciais de uma decisão, e não nos possíveis benefícios.

Ancoragem
O viés de ancoragem envolve a tendência de ser excessivamente influenciado pelo primeiro bit de informação que ouvimos ou aprendemos. Isso pode dificultar a consideração de outros fatores e levar a escolhas erradas. Por exemplo, o viés de ancoragem pode influenciar quanto você está disposto a pagar por algo, fazendo com que você salte na primeira oferta sem procurar um negócio melhor.

Como a heurística pode levar ao viés
Embora a heurística possa nos ajudar a resolver problemas e acelerar nosso processo de tomada de decisão, ela pode introduzir erros. Como você viu nos exemplos acima, a heurística pode levar a julgamentos imprecisos sobre como as coisas ocorrem e sobre o quão representativas certas coisas podem ser.

Só porque algo funcionou no passado não significa que funcionará novamente, e confiar em uma heurística existente pode tornar difícil ver soluções alternativas ou apresentar novas ideias.

A heurística também pode contribuir para coisas como estereótipos e preconceito. Como as pessoas usam atalhos mentais para classificar e categorizar pessoas, elas frequentemente ignoram informações mais relevantes e criam categorizações estereotipadas que não estão em sintonia com a realidade.

Fique atento e conheça mais a sua maneira de raciocinar 😉

*Por Wagner Brenner

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*Fonte: updateordie

As 5 qualidades que definem as pessoas de caráter

Joan Halifax é uma ativista social, humanitária, antropóloga, ecologista, autora e mestre budista. Ela é uma grande defensora de um mundo mais consciente e evoluído, e afirma que o mundo está sofrendo não porque não existem boas pessoas trabalhando pelo bem comum, mas porque essas pessoas boas se perderam no meio de sua jornada.

Halifax acredita que existem 5 grandes qualidades que formam as pessoas de caráter, e que elas podem ajudar na transformação do mundo, criando uma realidade positiva e sem sofrimento para todos nós. Essas qualidades algumas vezes podem acabar trabalhando contra nós, mas precisamos encontrar uma solução para nos recuperarmos e continuar em frente em nossa caminhada.
Explicamos abaixo as 5 qualidades das pessoas de caráter, de acordo com Joan Halifax.

1. Integridade

Integridade é uma característica que qualifica as pessoas que seguem os princípios morais com retidão.

Muitas vezes, a integridade pode trabalhar contra nós. Isso acontece quando nos colocamos em um paradoxo moral. Por exemplo, nossa tendência natural pode ser demonstrar reprovação e indignação em relação às pessoas que violaram as normas éticas sociais ou pessoais, mas muitas vezes os nossos princípios pessoais nos impedem de fazer isso.

O que podemos fazer para que esse sentimento continue trabalhando a nosso favor é dar-nos a permissão de mostrar “fraqueza” em alguns momentos. Fraqueza nesse contexto significa permitir sentir seus sentimentos e compartilhá-los com as pessoas ao seu redor, mesmo que possam ser interpretados como “reclamações insignificantes”. Entenda o seu lado humano e não permita que os seus princípios o prendam em uma realidade que não o faz completo.

2. Altruísmo

Altruísmo é o comportamento instintivo que nos incentiva a nos preocuparmos com as pessoas ao nosso redor, fazendo nossa parte para que tenham uma vida menos complicada.

Eu achava que nunca iria superar certas coisas que hoje nem me abalam
A importância de dizer “não”

Como é um sentimento muito intenso, a falta de limite para sua manifestação em nossas vidas pode acabar tendo efeitos opostos do que o esperado, deixando-nos cansados e ressentidos, o que prejudica nosso relacionamento para com as pessoas que desejamos ajudar.

Para nos recuperarmos da fase ruim do altruísmo, é necessário fazermos algo que pode parecer desagradável no começo, tomar algumas atitudes egoístas pensando em nosso próprio bem. Por exemplo, fazermos algo que sempre desejamos, sem pedir opinião ou aprovação de ninguém. Precisamos entender que para podermos realmente ajudar alguém, precisamos estar bem com nós mesmos em primeiro lugar.

3. Empatia

Empatia é a habilidade de se colocar no lugar da outra pessoa e compreender seus sentimentos.

Os problemas com a empatia começam a acontecer quando envolvemos demais nos problemas e dificuldades de outra (s) pessoa (s), e deixamos de nos importar com nossas próprias vidas.

Para superar as dificuldades da empatia, é fundamental seguir uma medida de ação de dois passos fundamentais: estabelecer uma distância saudável entre os problemas de outras pessoas e sua própria vida e praticar mindfulness. Aprenda a dominar seus sentimentos para poder ajudar outras pessoas, sem prejudicar sua saúde emocional no processo.

4. Respeito

Respeitar alguém é saber lidar com as diferenças e agir com maturidade no relacionamento interpessoal, colocando a boa convivência em primeiro lugar. O respeito também pode ser aplicado em nossos relacionamentos com nós mesmos e aos princípios da vida.

O ponto baixo do respeito é quando chegamos ao ponto do desrespeito passivo. Ele acontece quando nos sentimos obrigados a desrespeitar as coisas e pessoas que não seguem nossas crenças. Dessa maneira, nós, de certa forma, privamos o outro da liberdade de viver suas próprias vidas de acordo com seus desejos particulares.

Para superar esse lado negro do respeito, devemos focar no desenvolvimento da humildade. Nenhuma pessoa jamais será totalmente perfeita para nós, assim como nós também não conseguiremos agradar a todos. Dentro desse contexto, é fundamental mantermos o respeito como prioridade.

5. Engajamento

Engajamento é a qualidade de buscar sempre estar envolvido com diferentes coisas, seja na vida pessoal, com os amigos ou entes queridos ou até mesmo em assuntos que são de relevância universal.

Quando não estabelecemos um limite em nosso engajamento, podemos sofrer consequências como exaustão, desânimo, falta de tempo e desesperança.

Para superar essa situação, é importante fazer uma organização de suas prioridades. Crie um cronograma saudável, que o permita tempo para descansar, refletir, organizar sua mente. Para isso, você precisará entender que não pode dizer “sim” a tudo, e que essa não é uma medida fácil, mas que tornará sua vida muito mais feliz.

Depois de fazer essa leitura, você se considera uma pessoa de caráter forte?

*Por Luiza Fletcher

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*Fonte: oamor

Hora de dormir

Para além das necessidades diárias, podemos confiar no sono como um lugar de entrega e reconexão.

Cresci rodeado pela falsa ideia de que dormir é um desperdício de tempo. E tempo era o que eu mais queria. Mais horas para estar em casa, para assistir séries, ler livros, brincar com os filhos, dedicar-se a uma atividade paralela, apertar o parafuso que prende o cabo na chaleira. Dormir, portanto, ocupava apenas um lugar semelhante ao de outras ações biológicas do dia, como se alimentar ou fazer a higiene pessoal. É triste constatar que nos habituamos com facilidade a cometer o equívoco de não olhar com a devida atenção aquilo que é essencial.

Fui entender o sono como sagrado quando minha primeira filha nasceu, poucos anos atrás. E por ela fui conduzido a uma entrega que o fechar dos olhos todas as noites exige. “Dormir é, de fato, entregar-se a um estado de consciência mínima, com sonhos que trabalham tanto com nossos resíduos diurnos quanto com os do nosso inconsciente”, explica o médico antroposófico e consultor da Weleda, Fabrício Dias.

Dormir é também confiar, sentimento que vem sendo complexo a tantas pessoas, especialmente neste período que vivemos. “Aqueles que não conseguem alcançar a paz interna nem a mínima consciência do seu ser próprio, sentem muito receio de se entregar ao sono. Além disso, pode haver o medo de morrer. Porque todo dia a gente morre para acordar no dia seguinte”, conta a terapeuta holística Mônica Louvison.

Para que possamos pensar o sono a partir de uma visão mais subjetiva, que vá além do aspecto estritamente médico, é necessária a permissão de olhar nossa configuração como a somatória de corpos, do físico a outros mais sutis. Dentro de culturas oriundas da Ásia, por exemplo, um fenômeno abordado seria o do prana, a energia vital presente em todo o cosmo e responsável, em uma explicação mais simples, por regular a fisiologia sutil que abasteceria o corpo físico em tudo o que necessita. Essa energia é captada quando respiramos e durante o dormir, no plano extrafísico. Portanto, quanto mais entregues ao sono e mais equilibrados, melhor seria essa reconexão. Não que a prática seja fácil. “É uma tarefa que exige intenso desprendimento de conceitos sociais adquiridos e preconceitos inconscientes”, completa o Dr. Fabrício.

Dando colo para sua criança
Em muitas noites, minha filha mais velha pede para dormir comigo. Na cama que ainda compartilhamos, por escolha própria, com a mais nova, acabamos por dormir os quatro. É fascinante que somente agora, ao produzir este texto, eu tenha compreendido o porquê de me ser tão alentador estar junto a elas no momento do sono. “Um dos privilégios de poder ser pai, ser mãe, é conseguir revisitar lugares da própria história e, de fato, dar colo para a sua criança interior. E que bom que sua filha, generosamente, permite que você se abrace ao abraçá-la”, orienta Cacá Correa, pediatra de abordagem humanizada e neonatologista.

Sem dúvida, quando pensamos em sono e crianças, não se pode desassociar o papel dos pais para que essa conexão flua. “Isso é algo tão simples e, ao mesmo tempo, tão difícil de se explicar. A segurança verdadeira não está em texto ou em fala, mas em uma condição de ambiente emocional. A criança faz a leitura desse ambiente seguro nos olhos dos pais”, enfatiza Cacá.

Dessa forma, se diante de momentos como agora os pais fingem uma normalidade, acabam transferindo insegurança aos pequenos, que, por sua vez, não conseguirão ter o sono restaurador. Em sua opinião, é melhor um sincero “não sei”, como resposta ao filho que questiona o que está a se passar no mundo agora, do que criar um cenário fantasioso. “A consciência da morte, da fragilidade, é o grande desafio da experiência do momento atual. É como se lembrássemos de novo que somos mortais, uma finitude que não está mediada pelo tempo. Essa condição de finitude sempre existiu, mas agora esse assunto ficou claro. E é como estou me relacionando com isso neste momento que vai me facilitar o dormir”, diz Cacá.

Conexão pelo cheiro
Mesmo que tenhamos consciência da necessidade do sono para restauração do nosso corpo físico e emocional, nem sempre pode ser simples esse processo. Por esse motivo, recorrer a métodos naturais como a aromaterapia pode ser um facilitador. A aromaterapeuta Renata Maria Badin conta que, muito antes da capacidade de pensar, o cérebro humano já havia desenvolvido o sistema límbico, onde se situa o olfato. “Os cheiros foram, desde muito tempo, um referencial de orientação para o homem, exercendo uma poderosa influência em nossa natureza emocional, agindo direto no subconsciente”, aponta.

Um óleo essencial pode exercer ações diversas no corpo humano, como antibióticas, anti-inflamatórias e antioxidantes, por exemplo. Estudos apontam que também carregam funções ansiolíticas, calmantes, tranquilizantes, sedativas e antidepressivas. “Os óleos essenciais são ‘vivos’ porque contêm em si a energia vital da planta. Costumo dizer que elas estão aqui há milhões de anos, conhecem o Sol, a Lua, as estrelas, os quais guardam dentro de si e nos oferecem essa energia para a nossa cura, nosso bem-estar e nosso crescimento.”

A dica de Badin para se entregar ao sono é que, meia hora antes de dormir – de preferência por volta das 22h –, você desligue a televisão, o celular e o computador para fazer um ritual com os óleos em escalda-pés, em massagens ou banhos. Os que têm dificuldade de dormir devem aproveitar o ritual para “inalar, inspirar bem os aromas, fazer respirações conscientes e se concentrar apenas no momento”, observa a aromaterapeuta. Enfim, o sono parece mesmo um lugar de mistério e restauro que nos faz um chamado cada vez mais necessário. Seja lá o que optemos por fazer, aromaterapia, meditação, ioga ou nenhuma dessas opções – ou todas –, desejo que possamos nos entregar ao sono com a alegria e a confiança de um bebê que encontra um lugar de segurança no fechar os olhos. Por enquanto, fica aqui meu boa-noite. Durma bem.

*Por GUSTAVO RANIERI aprendeu com suas crianças a passar dias e noites sonhambulando.
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*Fonte: vidasimples

Somos todos imperfeitos

Olhar para dentro e encarar que somos imperfeitos, nos faz perceber que não somos infalíveis e que existe uma grande beleza e sabedoria nisso

O poeta Manoel de Barros dizia que para entender a intimidade do mundo era preciso desinventá-lo. Isso porque antes do alfabeto, das casas, das pessoas, o mundo foi feito de água, luz, árvores e depois lagartixas. Dar importância àquilo que achamos desimportante, talvez seja o primeiro passo para conhecer nossa intimidade e ela, na maioria das vezes, esconde-se em nosso avesso, onde nem tudo é perfeito.

Ou seja, a descoberta é que dentro dessa possível imperfeição que somos há espaços vazios, abertos, feito janelas em dia de sol à espera do encontro mais importante de nossas vidas: aquele com nós mesmos. Foi isso que aconteceu com a Natália. Um dia, ela decidiu riscar sem medo de ferir o papel. Riscar sem medo de não ser aceita. Riscar e descobrir que, dentro da sua imperfeição, existia uma estética que, justamente por não se adequar aos padrões e às necessidades do que é perfeito, aceitou-se plena e imperfeita.

Como enxergar o mundo?
Natália Bianchi, artista visual, vem conversar comigo numa manhã cinza e chuvosa. Logo me diz que não vê a chuva, apenas a ouve. Natália tem uma doença rara que a faz ver apenas em preto e branco, a acromatopsia, além de ter entre 15 ou 20% de visão. Conta que as pessoas perguntam se ela não sente falta de ver o mundo de modo completo. Ainda assim, nessas horas, sorri e devolve a questão: “o que é ver o mundo completo e perfeito?”

Quando era criança, Natália não tinha consciência de que enxergava menos. Via o mundo com suas texturas e volumes. Muito depois, descobriu que não enxergava as formas e as cores. Então foi rotulada como sendo deficiente. “E ter uma deficiência é estar fora do padrão, é ser inútil”, diz ela, enquanto abre uma pasta com suas obras. São riscos, traços em aquarela e nanquim, que trazem para o papel o modo como vê.

Experimentos imperfeitos
Suas criações são dotadas de distorções, movimentos e estranhamentos. Desse modo, desacomodam o olhar acostumado a ver o mundo com linhas e contornos definidos. As bordas nos contém. “O perfeito encerra um traço que modela a imagem, eu trabalho com o caos e o acaso. Minha obra é mais afetada e afeta mais. Não sei se vejo o mundo diferente, sei que o vejo do meu jeito”. Natália trabalha com a estética da imperfeição e suas obras são uma experiência visual imperfeita.

No início da carreira, criava quadros com elementos figurativos, que a maioria das pessoas gosta, porque são conhecidos, mas o problema é que eram desconhecidos para ela. Debatia-se com a questão: “por que dar forma àquilo que não tem forma para mim?”. Portanto, seu segundo desafio na arte foram as cores. “Para uma pessoa que no máximo alcança os tons de cinza, como entender do que se trata a teoria das cores?”, brinca.

Entretanto, para não se apegar às regras, costuma riscar os nomes das cores nos tubos de tinta. Depois espalha pela paleta e pinta, livremente. “As cores nasceram sem nome para mim; por que agora que tenho consciência da minha doença eu iria me importar com isso?”. Como resultado, da sua imaginação e liberdade brotam vermelhos, amarelos, azuis. Afinal, a visão é também um ato poético do olhar.

Criar pelo avesso
Foi quebrando regras, abandonando moldes e preferindo a desproporção que Ana Júlia Poletto descobriu-se uma ceramista do imperfeito e do “desútil”, termo muito presente na obra do poeta Manoel de Barros. Assim, amassar a argila, não usar o torno e passar para a peça suas emoções e sentimentos a motivam a criar pelo avesso.

Além disso, Ana Júlia faz peças em cerâmica, artefatos imperfeitos que lembram as lunações do poeta Herberto Helder, as desutilidades de Manoel de Barros, os desassossegos de Fernando Pessoa, a coragem de Adélia Prado. “É preciso renascer e reconstruir para deixar o avesso à mostra”, diz Ana. De certa forma, para ela, o barro é visceral. Ao tocar nele, ela acredita que toca na vida, em si mesma, nos seus medos – e assim aprende a conhecê-los.

Porque suas peças são irregulares, suas formas guardam silêncios e ressonâncias de mundos internos e distantes, suas texturas nos convidam ao toque. “Foi o barro que me ensinou como ele queria ser modelado e continua me ensinando que para aceitar o inacabado, o avesso, o imperfeito, é preciso motivação e intimidade.Trabalhar com o barro é saber e aceitar que o processo é mais lento, que é preciso criar um vínculo com a matéria-prima e estar presente no momento da criação com mente e essência, sem se preocupar se ficará bonito no final”, acredita a artista, que para aceitar-se imperfeita e inacabada teve, primeiramente, que seguir em direção a si mesma.

Somos Imperfeitos
Para a psicoterapeuta Gilla Bastos, toda pessoa para viver em sociedade, pertencer a grupos e estar dentro dos padrões sociais aceitos acaba por esconder seu lado imperfeito. “Só que ele é a nossa parte mais humana”, afirma. Para ela, aceitar que somos imperfeitos e incompletos é também deixar os nossos vazios existirem, mas envoltos de afetos, de compreensão e de amor. “É na imperfeição que encontramos a nossa subjetividade. E é nas brechas do imperfeito que há espaço para a existência e o convívio com o outro”.

Aceitar a incompletude, afinal, faz de nós o que somos. Viver é confuso e dá medo dos quartos fechados dentro de nós. O escuro pode ser o nosso avesso. No entanto, diferentemente do que passamos uma vida toda ouvindo, o avesso – ao contrário do lado perfeito e polido – guarda sua plenitude justamente por ser assimétrico e inacabado.

Enfim, somos imperfeitos e a não linearidade abre brechas em que o encontro se torna possível, onde o outro pode se fazer presente. A imperfeição nos ensina a beleza da simplicidade e é ela que nos empurra para a transformação e o crescimento. Parafraseando Manoel de Barros, são os nossos olhos que renovam o mundo.

*Por Adriana Antunes

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*Fonte: vidasimples

Os quatro C’s para encontrar a felicidade em vez do prazer

Que alegria. Meses economizando dinheiro e finalmente ele é seu. Exceto massagem nos pés, faz de tudo. E pudera, com o dinheiro que custou. Mas ali está, tão elegante, tão novo. O smartphone de último modelo. Ou o carro. Ou o casaco. O capricho. A sensação de felicidade é inenarrável. Entorpece, preenche. Mas é felicidade? Os especialistas afirmam que não. Que isso que você sente é prazer, e que o prazer é efêmero. Porque, rapidamente, lançarão uma versão melhor do seu celular, um modelo mais completo do seu carro ou você encontrará um casaco mais bonito em qualquer loja, devolvendo-o ao ponto de partida. E, como se não fosse o bastante, começará a não saber o que é a verdadeira felicidade.

Contra a ditadura do bem-estar

Um assunto desagradável. “O prazer está relacionado com as sensações cruas, pontuais, à flor da pele, e por isso, tem uma duração muito curta”, explica Rosana Pereira, psicóloga do escritório Haztúa e especialista em psicologia positiva e gestão dos sentimentos, que completa: “Ao contrário, a felicidade é uma forma de vida em médio e longo prazo”.

Os dois estados são determinados pelos hormônios; a dopamina, neurotransmissor que desencadeia no cérebro as sensações de euforia e recompensa, é o motor do prazer, enquanto a serotonina, relacionada com a calma e a satisfação, é responsável pela sensação de felicidade. Mas — e agora vem o problema — a dopamina suprime a serotonina, ou, colocando de outra maneira, a busca do prazer pelo prazer nos afasta da felicidade autêntica.

Logo, tantas horas felizes em bares e tantos emoticons sorridentes revelam-se como manchas na procura do bem-estar momentâneo, que acostumam mal o indivíduo e colocam pedras no caminho da felicidade real. “A sociedade atual está focada unicamente no prazer, na satisfação em curto prazo, em não ter que dar nada em troca”, afirma Pereira, que aponta para a raiz do problema de muitas pessoas frustradas e deprimidas.

Pereira explica também o conceito de roda hedônica, a capacidade do ser humano de se adaptar ao prazer pelo prazer: “Como se fosse uma droga, cada vez mais precisamos de mais para experimentar o mesmo nível de bem estar”, afirma, e exemplifica com as primeiras saídas com os amigos na adolescência. Naquele momento, qualquer plano era uma caravana de novas sensações agradáveis; ir ao cinema, tomar um refrigerante… tudo valia. Prazer em estado puro. Mas, conforme o tempo passa, os planos precisam ser mais elaborados para conseguirmos desfrutar.


Frente ao hedonismo vazio, os quatro C’s

O americano especialista em saúde e bem estar Robert Lustig tem uma proposta para redirecionar e ordenar a dicotomia prazer-felicidade. Em seu livro, The Hacking Of The American Mind — algo como O saque da mentalidade americana ­—, o cientista investigou a dependência da dopamina e o hedonismo e propõe um caminho alternativo para abandonar a busca pela felicidade por meio de ações que, na verdade, sabotam as possibilidades de alcançá-la. E estabelece um plano em torno de quatro C’s: conectar, contribuir, cuidar-se e cozinhar.

Em primeiro lugar, encoraja a conexão com o mundo, mas de verdade. Nada de consultar o Facebook compulsivamente para estar em dia com as vidas das pessoas que não nos importam, nem de inundar o Whatsapp com simpáticas bolinhas amarelas de aspecto exultante. Para nos conectarmos de verdade, Lustig advoga relações pessoais, cara a cara, e, como reforça Rosana Pereira, do Haztúa, “a encontrar momentos de qualidade com os outros que nos levem a gerar empatia, um motor básico para a produção de serotonina e, portanto, de felicidade duradoura”.

Lustig também aconselha a contribuir, colaborar, dar algo aos demais sem pedir nada em troca. “Dar ao outro e comprovar como sua contribuição faz as outras pessoas felizes permitem se concentrar internamente, pensar no que se tem e não no que falta”, afirma Pereira. Porque a felicidade, afirma, é dar, enquanto que o prazer é baseado unicamente em receber.

O próximo C: cuidar-se. “É o básico. Se a máquina que o move não tem uma boa manutenção, é difícil que o resto funcione bem”, confirma Pereira, que também encoraja, agora sim, a não demonizar completamente o hedonismo: “A vida não tem que ser sempre sacrifício; por isso, a combinação da felicidade com o prazer encontra aqui o seu melhor ponto”. Por sua vez, Lustig sublinha como a falta de sono e descanso, o estresse ou a sobrecarga de tarefas aumentam o cortisol, motor da depressão. Por isso, convida ao cuidado e a não negligenciar a única pessoa que nos acompanhará, incondicionalmente, a vida inteira: nós mesmos.

Por último, talvez o C mais surpreendente: cozinhar. Novamente, para trabalhar na geração de serotonina. Afirma o especialista que o triptofano presente nos ovos ou nos peixes, os ácidos de gordura omega 3 e a frutose são geradores deste hormônio e, por isso, a cozinha — saudável, equilibrada — é uma prática precursora da felicidade. Ao contrário, a má alimentação é o motor do prazer. “Um hambúrguer industrial, com seus aditivos e potencializadores de sabor, nos dará um forte bem-estar pontual, mas, em longo prazo, levantará uma barreira entre nós e a felicidade”, afirma a psicóloga Pereira.

Mas também não nos tornemos cartuxos

O prazer é visceral; a felicidade, etérea. O prazer é receber; a felicidade, dar. O prazer é individual; a felicidade se compartilha. E o ânimo por se dar prazer é insaciável porque o corpo e a mente sempre querem mais. Um celular melhor, um carro com mais extras, um casaco mais caro. Embora tudo cumpra sua função, novamente, o equilíbrio é a chave: “O prazer não é ruim. Como seria? Fazer um capricho a si mesmo, comer, praticar sexo…o ruim é quando a vida se concentra unicamente neste sentido”, conclui Rosana Pereira.

Por isso, os quatro C’s e alguma permissividade não são um problema. Mas tem que ser pontual, se não quisermos terminar profundamente miseráveis. Como provavelmente terminou morrendo Arístipo de Cirene, discípulo de Sócrates e fundador da corrente filosófica do hedonismo. Sim, certamente desfrutou de maravilhosos banquetes, incríveis orgias e consagrou sua vida com os mais altos [ou baixos] prazeres terrenos. Mas talvez tenha morrido, na opinião dos especialistas, sentindo-se um autêntico miserável.

*Por Alejandro Tovar

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*Fonte: elpais

Por que as mulheres mais jovens costumam preferir homens mais velhos

Por que homens mais velhos adoram namorar mulheres mais jovens e muitas pessoas não pensam nisso? No entanto, as mulheres mais jovens que adoram namorar caras mais velhos costumam ser estereotipadas.

Alguns dizem que essas mulheres mais jovens têm problemas com o pai quando querem alguém mais velho, mas nem sempre é esse o caso. Outros dizem que estão apenas interessadas em dinheiro.

Os estereótipos devem ser deixados de lado para percebermos que algumas mulheres preferem um cara mais velho simplesmente por causa de sua maturidade.

A sociedade tende a aceitar uma pequena diferença de idade, que varia de 5 a 10 anos de diferença. No entanto, o que acontece com as mulheres que namoram homens com idade suficiente para serem seus pais?

EXISTE UM LIMITE PARA AS RESTRIÇÕES DE IDADE E COMO SABER SE A DIFERENÇA DE IDADE É DEMAIS PARA UM RELACIONAMENTO?

Existem motivos evolutivos e sociais por trás de uma mulher que deseja um homem mais velho. Independentemente do motivo, ambas as partes terão que superar muitos julgamentos para estarem juntos.

Em alguns casos, pensam que a mulher está interessada em obter ajuda na promoção de sua carreira ou obter um determinado status social na vida. Nem todos os relacionamentos são sobre dinheiro ou influência.

Na verdade, muitas pessoas estão juntas porque se amam e nada mais. O verdadeiro amor não olha para a idade cronológica e vê qualquer diferença, pois está mais focado no coração.

Um estudo investigou sobre por que algumas mulheres queriam o homem mais velho como parceiro. Das 173 participantes neste estudo, 44 estavam namorando homens pelo menos uma década mais velhos do que elas e a maioria delas tinha um bom relacionamento com seus pais e não precisavam buscar consolo ou um relacionamento pai/filha com um homem mais velho.

Cerca de 75% das mulheres disseram que não estavam procurando uma figura paterna, mas preferiam a companhia de um homem mais velho para se sentirem seguras.

MULHERES MAIS JOVENS QUEREM RELACIONAMENTOS AGRADÁVEIS E FORTES – INDEPENDENTEMENTE DA IDADE

Um casal com qualquer diferença de idade pode ter um relacionamento saudável, satisfatório e amoroso. Claro, há casais em que uma mulher mais jovem deseja namorar o homem mais velho por motivos ocultos ou porque procuram um casamento de conveniência. No entanto, é injusto agrupar todas as relações com as diferenças de idade nesta categoria. Na maioria das vezes, as pessoas se reúnem porque se amam.

CINCO RAZÕES PELAS QUAIS MULHERES MAIS JOVENS GOSTAM DE HOMENS MAIS VELHOS

1. PERFIS GENÉTICOS FORTES

Supõe-se que as mulheres mais jovens ainda estão em idade fértil. Ao procurar alguém para ser o pai de uma criança, você deseja alguém que envelheça bem, seja financeiramente seguro e tenha uma vida inteira. Com certeza é mais fácil do que estar com alguém jovem que não tem nada a oferecer.

Segurança é um dos maiores motivos da atração por um homem mais velho, embora não se trate de quanto está no banco.


2. HOMENS MAIS VELHOS TÊM CONFIANÇA

Um senhor mais velho já passou por muitas tempestades na vida e desenvolveu uma aura de confiança . Eles têm muita experiência e são mais sábios além da idade. Para a jovem que tem muito a experimentar na vida, pode melhorar as coisas estar com alguém bem experiente.

3. ELES SABEM COMO TRATAR UMA MULHER

Talvez uma das coisas mais atraentes sobre os cavalheiros mais velhos é que eles sabem como tratar uma dama. Voltando até duas décadas atrás, os homens ainda abriam as portas para as mulheres e a tratavam como uma rainha. A geração mais velha viveu em tempos muito diferentes.

Claro, eles também esperam uma refeição na mesa quando chegam em casa do trabalho, mas não têm problemas em mimar a princesa. Os caras hoje em dia têm uma moral e valores diferentes que não se parecem em nada com aqueles nascidos antes de 1980. Alguns homens mostram que o cavalheirismo ainda está vivo, mas são poucos os que o praticam.

4. HOMENS MAIS VELHOS TAMBÉM ESTÃO INTERESSADOS NA MENTE

Hoje em dia, as pessoas ficam íntimas no primeiro encontro. A menos que você tenha algo que vá além daquele caso de uma noite, o relacionamento pode fracassar. As mulheres amam a intimidade tanto quanto os homens, mas também querem alguém interessado em suas mentes.

O homem mais velho gosta de uma boa conversa e companheirismo. Embora estejam interessados em um relacionamento sensual, eles estão mais interessados em encontrar alguém com quem gostem de conversar durante um café ou qualquer outra ocasião.

5. ELES TÊM ESTILO

O que aconteceu com os dias em que os homens sabiam se vestir? Poucas mulheres acham atraente quando os homens têm as calças penduradas cinco centímetros abaixo da cueca ou buracos na roupa. Alguns dos estilos do passado devem retornar, pois rivalizam com qualquer tendência atual.

O homem mais velho sabe como se arrumar para um dia no parque ou na praia, mas também sabe como deixar tudo chique para uma noite na cidade. Se as mulheres mais jovens desejam a sensação de ser uma princesa, ela deseja alguém que seja seu equivalente a um príncipe.

O VERDADEIRO AMOR NÃO TEM A VER COM IDADE, COR DA PELE, RIQUEZA OU RELIGIÃO.

É sobre uma conexão mental, física e espiritual entre duas pessoas que supera todos os obstáculos em seu caminho. Quem somos nós para julgar esses casais?

Se você tiver a sorte de encontrar alguém nesta vida que o faz se sentir melhor consigo mesmo, lhe dá um motivo para sorrir e segura sua mão nos dias mais sombrios, então você encontrou um tesouro que é muito maior do que qualquer rótulo que a sociedade possa dar a você.

*Por Marcia Lourenço

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*Fonte: ideiasnutritivas

De espelho quebrado ao número 13: Veja 4 Superstições Famosas e suas origens

Ao longo dos anos algumas superstições tomaram conta do imaginário popular e se tornaram uma espécie de crença e tradição em algumas culturas ao redor do mundo.

Portanti, provavelmente, você já deve ter escutado que quebrar o espelho dá azar, que o número 13 é sinônimo de falta de sorte e muito mais. Mas afinal, você sabe ao certo quais sãos as origens das superstições mais famosas do mundo?

Pensando nisso, o site Aventuras na História selecionou 4 superstições amplamente conhecidas e as histórias por trás delas.

Confira abaixo.

1. Espelho quebrado
De acordo com o site Superinteressante, a arte de fazer supostas advinhações, utilizando espelhos e o reflexo na água, era muito comum na Antiguidade. No entanto, se o objeto quebrasse ou caísse na água, era sinal de azar. Já os sete anos de falta de sorte foi incorporado pelos romanos, que acreditavam que corpo humano se renovava dentro deste período.

2. Chinelo virado
Considerada uma das superstições mais famosas do Brasil, a crença de que o chinelo virado traria a morte da matriarca, ganhou força no país por volta da década de 1960, quando o calçado se popularizou nacionalmente. O objetivo era fazer com que os filhos não deixassem seus chinelos espalhados de qualquer jeito pela casa.

3. Passar debaixo da escada
Assim como boa parte das outras supertições, passar sob a escada também está associada a crenças religiosas. Reza a lenda, que andar debaixo deste objeto traz azar. Contudo, a origem está diretamente ligada ao triângulo que a escada faz ao estar aberta. Segundo a Superinteressante, para a Igreja Católica, tal fato representa uma ameaça ao equilíbrio entre o Pai, Filho e Espírito Santo.

4. Número 13
Ao longo dos séculos, o número 13 foi visto como algo ruim em diversas crenças. Na cultura nórdica, por exemplo, 12 divindades estariam participando de um banquete, quando Loki — símbolo da trapaça — teria aparecido de forma inesperado e causado desconforto entre as divindades, tornando-se o 13º membro no banquete — que terminou em tragédia.

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*Fonte: aventurasnahistoria

São as pessoas empáticas que nos inspiram a ser melhores!

São as pessoas empáticas que nos inspiram a ser melhores!

Pessoas empáticas sabem como se colocar no lugar dos outros. Elas não apenas os entendem intelectualmente, mas também experimentam as emoções das pessoas ao seu redor.

Elas são pessoas muito sensíveis que se conectam com outras pessoas e captam suas necessidades emocionais de uma maneira especial.

A empatia amplia seus horizontes e pensamentos. Ao compreender outras experiências e pontos de vista, essas pessoas podem expandir sua perspectiva e abraçar novas ideias, uma habilidade chave para enfrentar com sucesso os desafios da vida.

Na verdade, não é por acaso que psicólogos da Universidade de Istambul descobriram que os alunos mais empáticos tendem a obter melhores resultados acadêmicos. A boa notícia é que você não nasce sendo um empata, você aprende a ser.

Qual é o perfil de uma pessoa empática?

1. Eles sentem as emoções dos outros

A principal característica das pessoas empáticas é sua capacidade de perceber e sentir as emoções dos outros.

Em muitos casos, essas pessoas absorvem literalmente os estados emocionais das pessoas ao seu redor, tornando-se uma espécie de esponja emocional.

Elas são capazes de captar e compreender o que alguém está sentindo, mesmo que essa pessoa tenha dificuldade em expressá-lo por meio de palavras.

Pessoas empáticas se conectam em um nível mais profundo com os outros, permitindo-lhes sentir a alegria ou a dor dos outros em primeira mão e torná-las suas.

De fato, tudo parece indicar que no «cérebro empático» os neurónios-espelho são muito mais ativos, o que facilitaria, através de mecanismos de imitação inconsciente, a tarefa de se colocar no lugar dos outros.

2. Elas são muito intuitivas e sabem interpretar a linguagem corporal

Pessoas empáticas costumam ser muito intuitivas. Frequentemente, são levadas por um “sexto sentido” em seus relacionamentos interpessoais.

Por terem a capacidade de ver além das aparências, eles podem perceber melhor as intenções e motivações dos outros.

Na verdade, elas são especialmente hábeis em capturar e interpretar os sinais emocionais que as pessoas enviam a partir das pequenas pistas que fornecem em sua comunicação extraverbal.

Pessoas empáticas podem perceber pequenas mudanças nas expressões faciais, no tom de voz ou nos movimentos corporais do interlocutor que passam despercebidos pelos outros.

Essa capacidade permite que elas detectem inconsistências, mentiras ou dissimulações.

3. Elas estão curiosas sobre estranhos

Pessoas empáticas costumam ter curiosidade sobre estranhos. É por isso que muitas vezes puxam conversa com quem está sentado ao lado delas no ônibus ou no banco de um parque. Elas estão genuinamente interessadas ​​na pessoa ao seu lado porque retêm aquela curiosidade natural das crianças e o desejo de explorar as relações interpessoais.

“Curiosidade empática” não é fofoca, é uma atitude aberta mas respeitosa para com o outro, uma vontade de se conectar respeitando os limites estabelecidos pelo interlocutor.

Este tipo de curiosidade leva ao encontro de duas visões e mundos diferentes que enriquecem ambas as pessoas através de momentos de ligação especial, mesmo que sejam dois completos estranhos.

4. Elas desafiam os preconceitos procurando um terreno comum.

Todos nós fazemos suposições uns sobre os outros e usamos tags para se encaixar em certas categorias.

Não podemos nos livrar completamente de nossas expectativas e preconceitos. No entanto, as pessoas empáticas são muito mais abertas e menos propensas a julgar os outros, sempre dando-lhes o benefício da dúvida.

Ao se colocar no lugar dos outros, os preconceitos dão lugar à compreensão. Elas são capazes de colocar de lado suas opiniões para abraçar as perspectivas dos outros e entender os medos, preocupações e motivações de seu interlocutor.

Na verdade, as pessoas empáticas tendem a se concentrar nas semelhanças, em vez de nas coisas que as diferenciam e separam. São pessoas que constroem pontes em seu caminho, em vez de queimá-las.

5. Esteja totalmente presente e pratique a escuta ativa


Pessoas empáticas podem nos fazer sentir que somos a pessoa mais importante do mundo, pelo menos durante os momentos em que estamos juntos.

Isso porque eles geralmente estão totalmente presentes em suas interações, dando-nos toda a sua atenção e tempo, um presente raro no mundo hiper-distraído em que vivemos.

Pessoas empáticas praticam a escuta ativa naturalmente. Elas se esforçam para tentar entender as prioridades, preferências e motivações de seu interlocutor.

Elas ouvem sem julgamento, com o objetivo de compreender e ajudar. Na verdade, elas geralmente substituem conselhos que podem ser invasivos ou defensivos por perguntas como:

Como você se sente? Que queres dizer? Como você acha que deveria reagir? Como posso te ajudar?

6. Elas são vulneráveis

Uma das características das pessoas empáticas é que elas não têm medo de mostrar sua vulnerabilidade.

Elas têm consciência de que para se conectar em um nível profundo não basta ouvir o outro com atenção e entender o que ele sente, mas que é preciso contribuir com algo pessoal para essa interação, para se expor emocionalmente.

Pessoas empáticas geralmente removem suas máscaras sociais para revelar seus sentimentos e criar aquele vínculo especial que é gerado quando duas realidades humanas se tocam das profundezas de sua fragilidade.

Na verdade, a empatia é uma via de mão dupla que envolve compartilhar tristezas e alegrias sem medo de que o outro tire vantagem de nossas supostas fraquezas.

7. Elas tendem a se sentir oprimidas

Se as pessoas empáticas não aprenderem a controlar essa sensibilidade especial, podem ficar profundamente oprimidas pelas emoções dos outros.

Absorver a raiva, a dor, o sofrimento ou a frustração de outra pessoa pode ser emocionalmente desgastante, a ponto de desenvolver a Síndrome de Burnout de Empatia.

Na verdade, as pessoas empáticas não só demonstram essa sensibilidade quando estabelecem uma relação direta com alguém, mas também podem absorver as emoções que flutuam em um espaço público ou se chocar com imagens e notícias que refletem uma tragédia humana.

Geralmente, essa emoção surge de forma inesperada e os oprime completamente, pois são capazes de se colocar no lugar da pessoa que está sofrendo ou sentindo ansiedade ou estresse com especial intensidade.

Por isso, é necessário que desenvolvam técnicas de gerenciamento emocional que lhes permitam proteger seu equilíbrio psicológico.

*DA REDAÇÃO SAG. Com informações RPFoto de Avery Cocozziello no Unsplash

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*Fonte: seuamigoguru

Tsundoku: A mania de comprar e acumular mais livros do que pode ler

Se isso soa como você, você pode estar involuntariamente envolvido em tsundoku – um termo japonês usado para descrever uma pessoa que possui uma grande quantidade de literatura não lida.

O Prof Andrew Gerstle ensina textos japoneses pré-modernos na Universidade de Londres.

Ele explicou à BBC que o termo pode ser mais antigo do que você pensa – pode ser encontrado na imprensa já em 1879, o que significa que provavelmente já estava em uso antes disso.

A palavra “doku” pode ser usada como verbo para significar “ler”. Segundo o Prof Gerstle, o “tsun” em “tsundoku” tem origem em “tsumu” – uma palavra que significa “empilhar”.

Então, quando colocado junto, “tsundoku” tem o significado de comprar material de leitura e empilhá-lo.

“A frase ‘tsundoku sensei’ aparece no texto de 1879 de acordo com o escritor Mori Senzo”, explicou o professor Gerstle. “O que é provavelmente satírico, sobre um professor que tem muitos livros, mas não os lê.”

Tsundoku é nada mais que a intenção de ler livros e eventualmente ir criando uma coleção. Qualquer pessoa que tenha em casa livros (empoeirados e nunca abertos) comprados na melhor das intenções vai entender.

Mas o que leva a esse comportamento? Compulsão?

Sentida em várias partes do mundo, mas por que só os japoneses definiram?

A definição original só se aplica a livros físicos e suas empoeiradas pilhas, que vão se amontoando à espera de leitura, ou às estantes abarrotadas pelas obras aguardando por atenção.

Mas,Tiro por mim, que esse termo já pode ser perfeitamente usado no mundo virtual. Tenho no tablet uma série de downloads nunca explorados ou sites e conteúdos salvos que provavelmente não serão lidos.

Há uma série de fatores que podem justificar esse fenômeno: a escassez de tempo cada vez mais sentida. Não podemos desprezar a concorrência desleal com as comunicações urgentes em nosso cotidiano, como: whatsapp, e-mails e mídias sociais. Difícil disputar com os conteúdos imediatistas como: a venda do Neymar, o novo clip do Justin Bieber ou a pegadinha do momento… Isso sem menosprezar o velho aliado do consumismo, a publicidade, que cria em nós uma necessidade de comprar maior do que a capacidade de consumir. Hoje isso ainda vem potencializado pelo filho mais velho, o marketing, e o caçula marketing digital

Para a urgência do capitalismo editorial pouco importa o destino que terão as obras nas mãos de seus consumidores, daí a ausência ou pouca divulgação de pesquisas qualitativas sobre a assimilação deste conteúdo editorial. Nada contra a quantidade de vendas, geram divisas, empregos para toda uma cadeia editorial. Maravilha!

O que você pode fazer para mudar isso? Primeiro, se você ainda não acumulou tantos livros quanto gostaria aproveite para refletir sobre a necessidade de cada desejo literário. Será que aquele livro que você tanto quer não está disponível online? Será que não há uma biblioteca em seu bairro onde você poderia pegá-lo emprestado? Aliás, essa dica também vale para o caso de você já ter uma quantidade razoável de livros em casa: empreste. Esqueça a besteira de ter ciúmes de livros. Conhecimento está aí para isso mesmo, ser compartilhado. Aqueles livros que você nunca leu e nem tem a intenção de ler, nem pense duas vezes: doe.

Aprenda a viver mais leve. Disponha as publicações organizadas e visíveis (será mais fácil se ela for menor). E por fim, sinta o prazer de ter uma biblioteca pequena, mas que é realmente usada. Afinal, pior que ter centenas de livros entulhados em caixas é deixá-los sem uso pegando pó.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Qual a diferença entre simpatia e empatia?

Simpatia e empatia são duas palavras constantemente utilizadas quando queremos descrever os nossos sentimentos perante outras pessoas, mas podem ser termos que causam certa confusão. Aliás, quando você está sendo somente simpático e em que hora suas emoções começam a ser empáticas?

A resposta é mais simples do que parece. Se o gato de algum conhecido morre, por exemplo, é bem possível que você se sinta simpático aos seus sentimentos. Entretanto, caso você também tenha perdido seu pet recentemente, as suas emoções talvez sejam melhor descritas como empáticas. Entenda só!

Simpatia no dicionário

De maneira geral, a simpatia frequentemente está relacionada aos sentimentos de pena e similares que são gerados quando alguma pessoa sofre algo desagradável. A empatia, por outro lado, está mais ligada ao fato de se colocar no lugar dessa outra pessoa e sentir as dores dela como se fossem suas.

Porém, essas são definições que só começaram a ficar explicitas recentemente. Segundo os dicionários de língua portuguesa, a palavra simpatia pode ser utilizada para descrever o sentimento de solidariedade e de boa disposição para com outras pessoas ou causas. Também pode estar relacionada a ideia de apreço ou admiração.

Apesar de o termo “simpatia” não necessariamente estar ligado aos seres humanos, normalmente era utilizado para isso. Escritores sempre utilizaram-na em conjunto com amor, desgraça e tristeza. Não à toa, a palavra esteve ligada ao mesmo significado de empatia por muito tempo.

Significado de empatia

Surgindo um pouco depois do conceito de simpatia, a palavra empatia foi originária do termo alemão Einfûhlung, criada pelo filósofo Robert Vischer em 1870 para explicar sua teoria de como os seres humanos absorvem prazer da arte e também da natureza. Desde então, seu conceito foi adaptado para outras línguas, como o português.

Em sua essência, o termo mostra que nós, de maneira involuntária, reagimos a algo inanimado injetando nossos sentimentos sobre ele. Posteriormente, a palavra empatia começou a ser representada no português para mostrar como os humanos refletem seus sentimentos uns nos outros e o desenvolvimento das relações interpessoais.

Entre os acadêmicos pensadores da área etimológica, entretanto, ainda não existe um consenso para dizer qual a real diferença de significado entre as palavras simpatia e empatia. Portanto, se você ainda não sabe se encaixar como uma pessoa empática ou simpática, sinta-se livre para utilizá-las como quiser e desfrutar dos seus mais puros sentimentos humanos.

*Por Pedro Freitas

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*Fonte:

‘Influencers’ mirins: a vida de uma geração presa ao celular

“Meu primeiro celular foi bem tarde, com 9 ou 10 anos, mas nunca usei muito. Passo só de 5 a 6 horas por dia com ele”, diz Julia Pereira, uma catarinense de 12 anos. Ela é uma das mais de 24 milhões de crianças e adolescentes brasileiros (o equivalente a 82% da população de jovens do país, de acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil) que vivem conectados. Mas Julia tem algo a mais: conhecida na Internet como Julia Jubz, ela faz parte do seleto, mas crescente grupo de influenciadores digitais mirins, que mantêm canais no YouTube e perfis no Facebook e no Instagram, atraindo a atenção de milhares de seguidores —e de empresas com “mimos” para merchandising—.

Apesar de garantir que não é “muito ligada” no mundo online e que poderia passar três dias sem bateria no smartphone, Julia, que tem 354.000 seguidores em seu canal no YouTube, grava os vídeos com o celular na mão. Ela também administra o perfil no Instagram, com quase 80.000 followers. “Antes de postar o primeiro vídeo, há um ano, meu canal já tinha 200 seguidores. Aí percebi que poderia ser uma influencer”, conta. “Eu que faço o conteúdo, mas sempre consulto meus pais e meus irmãos”, acrescenta. Nas suas redes, ela dá dicas de maquiagem, posta brincadeiras e desafios com os irmãos e mostra sua rotina.

Algo parecido aconteceu com o goiano Ernani Coelho, de 11 anos. Como parte do processo para se recuperar de uma depressão —que surgiu depois que quebrou o braço, aos 9 anos, e que passou por quatro cirurgias— ele começou a posar para a irmã fotógrafa. Quando postou a primeira foto no Instagram, em 2016, dormiu com 10 seguidores e acordou com 10.000. Hoje, são 38.000. O sucesso instantâneo rendeu-lhe o prêmio de Maior Influenciador Mirim naquele ano, além de trabalhos como modelo e contratos de marketing com grandes marcas de moda. “Eu sempre gostei de tirar fotos e sempre acompanhei muitos youtubers, então tinha vontade de fazer algo assim”, conta para o EL PAÍS em uma entrevista por Skype, em um tablet, mas sem tirar as mãos e os olhos do celular.

Ernani ganhou o primeiro aparelho aos 9 anos e, segundo sua mãe, Luciana Moreira, passava quase 24 horas com ele na mão. “Às vezes, nem queria almoçar para passar mais tempo conectado”, conta ela. Quando o filho virou influencer, a rotina mudou. “Sou eu que controlo as contas nas redes sociais, até mesmo para bloquear usuários inapropriados, principalmente homens, e moderar os comentários. O celular de Ernani é bloqueado. Só tem acesso a jogos e um WhatsApp familiar”, diz.

Já Amanda Carvalho, paulistana de 13 anos, é a responsável por administrar o próprio canal no YouTube, Vida de Amy, e seu perfil no Instagram, somando mais de meio milhão de seguidores. Para ela, que nasceu com deficiência auditiva, mas é uma surda oralizada, o primeiro celular, aos 7 anos, foi uma forma de refugiar-se do bullying que sofria no playground do condomínio. Com ele, descobriu o YouTube e veio a vontade de criar o próprio canal, que se concretizou aos 9 anos, depois de muitas negativas por parte da mãe. “A vida dela era estudar, passear comigo e ficar no celular. No final, ela insistiu tanto para ter o canal, que acabei deixando”, conta Scheilla Carvalho em videoconferência desde Orlando, na Califórnia, para onde se mudaram há seis meses.

Amanda criou o canal em 2014 para mostrar os presentes e brinquedos que ganhava —típicos de uma criança de classe média alta— e logo passou a gravar vídeos sobre seus passeios em parques de diversão, viagens ao exterior e outros aspectos de sua rotina. Não demorou para que a youtuber transformasse o conteúdo em um livro, Vida de Amy – a diversão e a imaginação não têm limites, esgotado em algumas das maiores livrarias do país. “Minha filha já chegou a ganhar mais do que eu, que tenho duas faculdades e um mestrado”, comenta Scheilla.

Mas Amanda conta que nem sempre quer gravar vídeos mais. Prefere alimentar o perfil do Instagram com fotos e stories. “Fico muito no celular, mas nem posto tanto nas redes, só faço mais stories básicos. Uso muito para falar com os amigos, para fazer Snapchat com eles. Depende do meu mood (humor, em inglês). Mas eu realmente uso [o smartphone] o dia inteiro. Quando acaba a bateria, já dá aquele desespero”, confessa. Ela se preocupa, no entanto, em separar sua vida online da vida real. “Entendo que são coisas totalmente diferentes. Na escola, por exemplo, prefiro que meus colegas não saibam que sou uma influencer digital”.

Os riscos da cultura de likes

Scheilla Carvalho conta que quando a filha tinha 11 anos conversou com ela sobre o poder e os riscos da internet. “Falo muito sobre a responsabilidade de ser uma influenciadora, principalmente para um público jovem. Não quero que ela se exponha de uma maneira hipersexualizada, como fazem outras meninas dessa idade. Ela não é uma escrava em busca de likes. Eu me preocupo com isso mais do que ela”, diz.

Luciana Moreira também se preocupa em respeitar os limites do filho influencer mirim. Ela critica os responsáveis e agências que trabalham com essas crianças Não tenho medo de gerar frustração, ele está fazendo o que ele gosta. E eu trabalho no tempo dele. “Algumas dessas crianças têm agendas muito pesadas, fazem sessões de fotos em que têm que ficar sem comer nem beber água para a barriga não ficar inchada. Outros fazem 100 abdominais antes das fotos. Eu nunca quis fazer isso com meu filho”. Ela diz que não teme a possibilidade de que Ernani se frustre com a busca de seguidores e atenção nas redes. “Acho que isso não vai acontecer, ele está simplesmente fazendo o que gosta”.

Especialistas em psicologia infantil e redes sociais alertam, no entanto, que mesmo a supervisão parental não isenta os jovens de sofrer as consequências da cultura de likes. “O celular e a internet nos viciaram em recompensas rápidas, e o like é uma delas. Ele representa a satisfação da expectativa de reconhecimento alheio para que o indivíduo se sinta importante, pertencente a um grupo. As crianças passam a não se valorizarem por si mesmas, o que gera frustração e pode levar até a uma depressão”, explica a psicóloga da infância Ana Flávia Fernandes, autora do blog Terapia de Criança.

Outros risco são os problemas de compreensão cognitiva e de desenvolvimento da identidade. “É como se a tela do celular fosse como um espelho para eles”, acrescenta Evelyn Eisenstein, pediatra especialista no consumo de novas tecnologias. As especialistas explicam que, enquanto os adolescentes se questionam se o “eu” representado nas redes sociais é verdadeiro, as crianças expostas a esse mundo digital sequem chegar a formar a própria identidade.

É consenso entre as sociedades internacionais de Psicologia que o tempo recomendável de exposição a telas (celulares, tablets, televisão, videogames etc) para crianças é de no máximo uma hora até os 6 anos de idade; duas horas até os 12 anos e, depois, no máximo quatro horas por dia. “Mas a dependência não se caracteriza só pela quantidade de horas que se passa online e, sim, pela qualidade de convívio. O problema é que há uma dissociação cognitivo-afetiva: elas perdem a capacidade de expressar suas emoções para além do uso dos emojis”, matiza Eisenstein.

Embora concordem que tirar o celular das crianças é um tema “delicado”, ambas propõem uma abordagem que pode ser considerada ainda mais “radical”: não dar os aparelhos a elas, já que não são necessários. Demoramos 50 anos para provar que a nicotina provoca câncer. Com a internet, já estamos vendo claramente seus riscos. A vida se tornou quantos likes você tem”, lamenta a pediatra.

Amanda Carvalho —ou Amy— se diz pronta para parar de contá-los. “Acho que vou deixar de ser influencer em algum momento, quero fazer outras coisas”, afirma. “Mas jamais abandonaria o celular. Não posso viver sem ele”, afirma, aos risos.

*Por Joana Oliveira

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*Fonte: elpais

Fracasso é um “pré-requisito essencial” para o sucesso

Um novo estudo da Universidade Northwestern (EUA) descobriu que o fracasso é um “pré-requisito essencial para o sucesso”.

Não, você não leu errado.
Ao que tudo indica, não basta só trabalhar muito e persistir – é preciso errar e aprender com esses erros para ser bem-sucedido.

Metodologia

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram uma quantidade enorme de dados envolvendo sucesso e fracasso em diversos cenários diferentes – por exemplo, examinaram 776.721 pedidos de bolsas para pesquisa apresentados aos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA de 1985 a 2015, além de 46 anos de investimentos em startups de capital de risco e até 170.350 ataques terroristas realizados entre 1970 e 2017.

Depois de vasculhar todas essas informações, os cientistas descobriram que “todo vencedor começa como um perdedor”.

Mais do que isso: vencedores e perdedores tentaram o mesmo número de vezes, então não é sobre persistência após o fracasso. É sobre aprender com seus erros.

“Você precisa descobrir o que funcionou e o que não funcionou e depois se concentrar no que precisa ser melhorado, em vez de se debater e mudar tudo. As pessoas que falharam não necessariamente trabalham menos [do que as que tiveram sucesso]. Eles podem realmente ter trabalhado mais; é que fizeram mais alterações desnecessárias”, explicou Dashun Wang, professor de administração e organização da Universidade Northwestern.

Modelo matemático

Os pesquisadores analisaram, entre outras coisas, quantas vezes um pesquisador pediu por financiamento, o que mudou nesses pedidos e quão espalhadas foram suas tentativas. No domínio das startups, olharam coisas como oferta pública inicial, fusões de alto valor e aquisições. Por fim, no caso dos ataques terroristas, sucesso era matar pelo menos uma pessoa, enquanto fracassos eram tentativas sem casualidades.

A ideia do estudo era formular um “modelo matemático” explorando os “mecanismos que governam a dinâmica do fracasso”. A equipe identificou estatísticas que separavam grupos bem-sucedidos dos fracassados.

Por exemplo, um indicador de sucesso era o tempo entre as tentativas fracassadas. Quanto mais rápido uma pessoa falha, melhor suas chances de sucesso. Quanto mais tempo se passa entre as tentativas, mais propensa ela fica a falhar de novo.

Trabalhando com dados em tão larga escala, Wang e sua equipe puderam identificar pontos críticos em comum às diversas tentativas falhas, entendendo qual caminho leva ao progresso e qual leva ao fracasso.

Segundo os pesquisadores, a existência de tais pontos de inflexão contraria as explicações tradicionais sobre fracasso e sucesso, que envolvem fatores como sorte ou hábitos de trabalho.

“O que estamos mostrando aqui é que, mesmo na ausência de tais diferenças, você ainda pode ter resultados muito diferentes”, disse Wang. O que importa é como as pessoas falham, como respondem à falha e aonde essas falhas levam.

No futuro

De acordo com Albert-László Barabási, da Universidade Northeastern, o modelo desenvolvido por esse estudo pode ser usado em outras pesquisas e ferramentas.

“Existem inúmeros trabalhos tentando entender como as pessoas e os produtos são bem-sucedidos. No entanto, há muito pouco entendimento do papel do fracasso. O trabalho de Wang reescreve fundamentalmente nossa compreensão do sucesso, mostrando o papel principal que o fracasso desempenha nele, oferecendo finalmente uma estrutura metodológica e conceitual para colocar o fracasso onde ele pertence dentro do cânone do sucesso”, argumenta.

O próximo passo da pesquisa é refinar o modelo para quantificar outras características individuais e organizacionais que podem influenciar no sucesso, além de aprender com erros passados.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature. [ScientificAmerican]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Certifica-te de que és um fator de soma na vida das pessoas que participas

O ser humano carrega a necessidade de buscar para si um ideal. Geralmente, recorre à procura de aquilo que lhe falta. De acordo com Platão, existem dois tipos de bens que são preciosos na vida do homem: os bens divinos e os humanos.

O ideal do homem seria, portanto, conciliar essa balança procurando o “justo meio” entre ambos. Isto é, não se pode voltar, apenas, para o viés espiritual porque o ser humano vive em sociedade e, como tal, tem o dever de respeitar as leis e manter o estado harmônico de convivência com os seus pares. Por outro lado, o homem não poderia voltar os seus interesses, unicamente, para o viés materialista porque, ao encarar as pessoas ou situações da vida como objetos, perderia a sensibilidade e o senso de altruísmo para com o seu semelhante.

Assim como a árvore precisa do ar que está acima dela e das raízes que estão fincadas no solo abaixo, nós, seres humanos, temos a necessidade de nos conectarmos com os valores espirituais que trazemos conosco e, ao mesmo tempo, precisamos garantir o nosso sustento material.

O ideal espiritual deve estar presente em todos os nossos atos. O ser humano está ciente de que o viver envolve a responsabilidade de tomar a consciência dos seus próprios atos. Vive não apenas para si, mas também para ajudar todos os seres que estão no seu entorno. Reconhece, portanto, que está interconectado com o universo ao seu redor. A força viva da sua natureza o move ao desejo irresistível de propagar o bem refletido por suas ações.

Jung nos fala que é mais fácil começar do zero e levar o homem à lua do que começar do zero e levar o homem ao interior de si mesmo. Entretanto, não há como correr do encontro com a sua essência. A conscientização do dever moral requer momentos de introspecção, no qual o homem entra em contato consigo e decide aprender a gostar do que lhe faz bem. Se está apto a conviver melhor consigo, naturalmente, irá conviver melhor com as outras pessoas. Deixará de ver o outro como um ser à parte, mas passará a percebê-lo como um companheiro de jornada. As pessoas ou situações que parecem difíceis de serem enfrentadas, passarão a ser vistas como provas que irão contribuir para o seu crescimento.

Afinal, o homem possui um magnetismo e atrai para si as experiências que precisa passar para se tornar um ser melhor. Se alguma situação chegou até ele, por mais difícil que seja, é porque o mesmo tem perfeitas condições de enfrentá-la.

O homem constrói a si mesmo por meio dos seus atos. Cabe a cada um de nós refletirmos o ideal de ser humano que estamos formando.

Quem você imagina ser? Quais são os seus sonhos mais grandiosos para com a vida? Como você tem contribuído para a evolução da humanidade?

Você é aquele que decide ser – o ato de vontade decide para onde você deve ir.

Até onde você quer chegar?

Conhece-te a ti mesmo, domina-te a ti mesmo, transforma-te a ti mesmo para que, então, concluas, como afirmou Cícero, de que:

“És um fator de soma na vida das pessoas que participas.”

*Por Dr. Saulo de Oliveira

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*Fonte: vidaemequilibrio

Argumento de autoridade, o recurso de quem não tem argumentos

Todos nós, em algum ponto, sucumbimos ao argumentum ad verecundiam ou argumento de autoridade. Não é difícil, pois em nossa sociedade muitas vezes se dá mais atenção à fonte do discurso do que à sua veracidade. Achamos que se alguém “importante” disse isso, será verdade. Infelizmente, essa é uma armadilha relativamente comum na qual caímos sem perceber. Assim, acabamos aceitando ideias falsas ou incorretas sem questioná-las.

Qual é o argumento da autoridade?

O argumento ad verecundiam, também conhecido como argumentum ad auctoritatem, consiste em defender que uma ideia só é verdadeira porque quem a cita é uma autoridade na matéria que nos inspira respeito. Na verdade, mais do que um argumento, é uma falácia. Falácias são aparentemente razões válidas para provar ou refutar uma ideia, embora na realidade essas razões não tenham fundamento lógico.

Muitas pessoas usam falácias intencionalmente para tentar persuadir ou manipular os outros, embora tenham plena consciência de que seus argumentos carecem de rigor e veracidade. O problema é que algumas dessas falácias podem ser muito persuasivas, portanto nem sempre são fáceis de detectar. Esse é o caso do argumento da autoridade.

As 2 armadilhas que o argumento ad verecundiam contém

O argumento ad verecundiam é um recurso que se baseia em depoimentos ou citações de pessoas, geralmente famosas ou de reconhecido prestígio ou autoridade, ou mesmo especialistas no assunto. Basicamente, sua lógica é a seguinte:

• Tudo o que X diz é verdade
• Se X disse “isso”,
• Portanto, “isso” é verdade.

No entanto, esse argumento aparentemente lógico começa com um erro, já que “tudo o que X diz” não precisa ser necessariamente verdade. Não apenas porque X pode mentir, mas também porque pode estar errado ou ter uma visão tendenciosa.

Apesar disso, o argumento de autoridade é frequentemente usado para dois propósitos:

1. Antecipar possíveis opiniões contrárias , desmontando-as de antemão simplesmente porque não provêm de uma fonte de autoridade, para que se feche qualquer possibilidade de diálogo.

2. Reforçar a ideia ou tese que pretende defender , baseando-se não em argumentos, razões e explicações mas sim numa pessoa que goza de algum respeito ou prestígio na sociedade.

Poder do referente, o fenômeno psicológico que sustenta essa falácia

A falácia ad verecundiam não é um fenômeno novo. Dizem que os pitagóricos costumavam recorrer a ela para apoiar seus conhecimentos. Quando alguém pediu que se explicassem, eles simplesmente responderam que “o professor disse isso”. É por isso que essa falácia também é conhecida pela frase latina “magister dixit”.

Na época medieval, a expressão ” Roma locuta, causa finita “, que significava ” Roma falou, a questão está resolvida “, também se baseava nesta falácia. Ele estava se referindo ao fato de que uma vez que a Igreja Católica definiu uma verdade, ela automaticamente se tornou um dogma que não aceitava questionamentos. Portanto, não era necessário explicar esta “verdade” ou procurar as suas causas, bastava recorrer à Igreja para silenciar qualquer tentativa de discussão ou crítica construtiva .

Infelizmente, a ciência também carece de exemplos de argumentos de autoridade. No ensino que se ministrava nas universidades medievais, não podiam ser questionadas as ideias reunidas nos manuais dos antigos escritores, como no caso do conhecimento de Galeno na Medicina ou de Ptolomeu na Astronomia.

Obviamente, o recurso ao argumento da autoridade impede uma discussão construtiva que leve à mudança ou melhoria da ideia original. Embora tenhamos deixado a Idade Média para trás, essa falácia continua a nos acompanhar. E caímos nessa toda vez que pensamos que algo é verdade só porque uma autoridade governamental, um especialista ou mesmo uma figura famosa o disse.

Na verdade, é a estratégia que muitas campanhas de marketing usam quando usam pessoas importantes em seus anúncios, que são uma referência para determinados grupos de compradores. É implicitamente assumido que, se essa pessoa alegar que aquele produto ou serviço é bom, isso será verdade.

Na realidade, esse fenômeno se baseia em uma tendência humana profundamente arraigada de buscar referências externas para orientar nossos comportamentos ou decisões. Quando somos jovens, por exemplo, e não sabemos como reagir a uma nova situação, procuramos em nossos pais sinais que nos dizem o que fazer.

Como adultos, embora tenhamos adquirido mais experiência de vida, continuamos a procurar esses pontos de referência, principalmente quando passamos por momentos de grande incerteza ou nos encontramos em situações inéditas. Porém, é precisamente nesses momentos que devemos estar mais atentos do que nunca, porque qualquer um pode tornar-se “referência” sem ser um ponto de referência confiável.

Na verdade, em certos sistemas de organização social, como as ditaduras, o argumento da autoridade pode se tornar o único argumento existente, de modo que uma única visão de como as coisas devem ser impostas é imposta. Esse mesmo fenômeno é replicado em famílias autoritárias. Nesses casos, os filhos não recebem uma explicação lógica das normas e regras que se impõem em casa, mas sim ouvem: “Porque eu falei, ponto final!”

O argumento ad verecundiam é sempre falso?

Existem diferentes tipos de argumentos de autoridade e nem todos são falsos. É importante aprender a distinguir afirmações verdadeiras daquelas que não são, mesmo que sejam apoiadas pelo poder do referente.

Podemos dizer, por exemplo, que pi (π) é 3,14 porque Arquimedes o disse usando o típico “magister dixit”. A afirmação de que pi é igual a 3,14 é verdadeira, mas o argumento que usamos para sustentá-la não é válido. Na verdade, teríamos que explicar o método usado para calcular pi.

Claro, vale esclarecer que não se trata de desacreditar os especialistas nos diversos campos de ação, pois em muitos casos eles podem ter um conhecimento mais amplo e sólido do que o nosso. No entanto, aceitar certas ideias só porque alguém importante as disse, sem tentar compreendê-las, não é dialético nem inteligente.

Einstein disse que ” se você não consegue explicar de maneira simples, não entende bem “. Todas as ideias, mesmo as mais complexas em Física Quântica ou Engenharia Social, podem ser explicadas de forma simples para que todos possam entendê-las. Usar o argumento da autoridade para fugir dessas explicações implica manter-nos nas sombras da ignorância.

As seis perguntas críticas de Walton para desmascarar o argumento de autoridade

O filósofo Douglas Walton explicou que o argumento da autoridade envolve o uso do “poder” como arma, em vez de recorrer à razão e à cognição. Afirmou que se trata de “ mau uso do recurso a uma autoridade como fonte para tentar prevalecer injustamente ou ‘silenciar a oposição’ em uma discussão ”.

Para evitar cair nessa falácia, Walton ofereceu uma lista de seis questões críticas para avaliar o argumento de autoridade apresentado pela pessoa “A” usando o poder do referente de “X”:

Experiência – Quão confiável X é como fonte especializada?
Campo – X é um especialista no campo de que A está falando?
Opinião – O que A está implicando no que X disse?
Confiabilidade – X é uma fonte confiável e honesta ou pode ser tendencioso?
Consistência – A é consistente com o que outros especialistas dizem?
Provas – A afirmação de X é baseada em provas?

Com essas questões em mente, poderíamos analisar se uma ideia é válida ou, pelo contrário, é apenas uma falácia baseada na potência do referente ou mesmo se quem está nos transmitindo essa ideia a está deformando a seu bel-prazer. Sem dúvida, nestes tempos, existem seis perguntas que devemos nos colocar com frequência.

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*Fonte: pensarcontemporaneo