6 sinais de que a espiritualidade está tentando entrar em contato com você!

6 sinais de que a espiritualidade está tentando entrar em contato com você!

Muitas vezes, estamos vivendo de forma displicente e nem nos atentamos para as mensagens que a espiritualidade quer nos passar. É nesse momento, de desconexão que nos sentimos perdidos, confusos e começamos a trocar os pés pelas mãos. Quando tudo parece dar errado, a verdade por trás disso é que não estamos dando ouvidos aos sinais.

Por isso, separei aqui 6 possíveis sinais da espiritualidade para que você fique atento e comece a estabelecer uma conexão mais profunda:

1 – Você tem sonhos e, ou visões nítidas durante a meditação.
As pessoas que possuem o hábito de meditar todos os dias, desenvolvem capacidades psiquicas que as outras pessoas não possuem, uma delas é lembrar dos sonhos com mais frequencia que o habitual e outra é começar a enxergar coisas, cores, lugares, ou pessoas, mesmo com os olhos fechados. Essas situações são sinais claros de que a espiritualidade está tentando estabelecer um contato, abrindo o seu “terceiro olho” e pedindo para você confiar na sua intuição.

2 – Seus sentidos são reforçados.
A maioria das pessoas comuns estão ligadas no piloto automático e não costumam dar atenção para os seus pensamentos, sentimentos e emoções. Essa falta de atenção faz com elas acumulem tudo e somatizem as emoç~~oes de uma forma que a percepção da realidade passa a ficar distocida.

No caso das pessoas que estão sendo chamadas ao trabalho de amor e caridade e estão sendo convocadas a vibrar positivamente, os sinais começam a ser percebidos através de sensações físicas e passam pelo crivo da percepção emocional. Essas pessoas começam a viver o presente e passam a perceber a realidade com mais amor. Mesmo diante das situações mais desafiadoras.

3 – Eletrodomésticos começam a quebrar.
Acontece muito de pessoas que estão vibrando em uma frequencia mais baixa, influenciadas por energias negativas, começarem a perceber em seus lares que seus eletrodomésticos, de uma hora para outra, começam a apresentar defeitos. Alguns ligam sozinhos, outros queimam e muitos, passam a entrar em curto. Esses são sinais claros de que a pessoa deve realizar uma limpeza energética, tanto em seu lar, quanto em seu campo espiritual. Essa intereção, nem sempre vem de fontes positivas, mas sim, de fontes malígnas.

4 – Você alcança um inexplicável conhecimento.
Muitas pessoas que buscam iluminar as suas sombras e desenvolver um contado mais seguro com a espiritualidade, contam que, em determinados momentos da vida, alcançaram um conhecimento inexplicável. Em um momento estavam envolvidas em muitos problemas e, bastou um momento de conexão amorosa com a espiritualidade, para encontrarem soluções simples para todos eles, como em um passe de mágica.

5 – Arrepios e calafrios frequentemente.
Pessoas sensitivas, dizem sentir arrepios, calafrios, nojo, ânsia de vômito e até dores de cabeça quando entram em ambientes muito lotados, ou até em lugares vazios.

Esses são alguns sinais de que existe ali, energias densas ou até mesmo, uma vontade de comunicação espiritual, indicando alguma necessidade não atendida.

É preciso estar vigilante para não se tornar uma”esponja” da espiritualidade desasistida, é preciso aprender a não tomar para si, todas as enegias que se aproximam.

Para que isso não se torne uma armadilha em sua vida e a impeça de transitar por todos os lugares, a pessoa necessita vibrar no amor e se conectar com as energias positivas, pensando o bem, fazendo o bem e alimentando sentimentos bons.

6 – Você é guiado por sincronicidade.
Uma pessoa que possui forte conexão com a espiritualidade está sempre sendo guiada pelas sincronicidades da vida. Ela pensa em uma coisa, logo, essa coisa acontece. Ela precisa de algo, logo, esse algo aparece. Alguém precisa dela, logo, ela sente que deve enviar uma mensagem ou fazer uma videochamada.

Caso você tenha se identificado com alguma dessas opções, isso indica que VOCÊ possui uma ligação com a espiritualidade amorosa e, isso é fruto do seu mérito por alimentar bons pensamentos, sentimentos e de sua boa ação diante das provações da vida.

*Por Iara Fonseca
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*Fonte: seuamigoguru

5 Ideias ERRADAS que as pessoas têm sobre GATOS

Ter um gato em casa é sempre uma experiência bastante divertida, sobretudo porque os nossos bichanos costumam vir nos mais variados tipos de tamanho, cores, humores e personalidades. Entretanto, nós sempre procuramos novas maneiras de interpretá-los e, por vezes, achamos ter completamente decifrado em nossas cabeças o que é “ser um gato”.

O que muitas pessoas não sabem, porém, é que diversas das ideias que nós temos sobre os gatos estão equivocadas. Pensando nisso, nós fizemos uma lista com cinco ideias que pensamos saber sobre esses felinos, mas não passam de informações incorretas. Olha só!

1. Gatos miam para se comunicar uns com os outros
Apesar de parecer que o seu bichano está utilizando o miado para se comunicar com você ou até mesmo com outros gatos da vizinhança, essa informação não está correta. O ato de miar só é usado pelos os felinos quando ainda são filhotes e precisam chamar a atenção das próprias mães. Fora isso, o miado é uma função que se tornou regular a partir da domesticação pelos humanos.

Quando os gatos querem se comunicar com outros de sua espécie, é mais comum que eles utilizem sinais corporais para manifestar suas intenções. Por exemplo, um gato com a calda para cima provavelmente está indicando uma postura comunicativa e receptiva para com os outros felinos.

2. Gatos não gostam de bebês
Em meados do século XVII, passou-se a difundir a ideia de que os gatos domésticos não gostam, nem um pouco, de bebês. Seja pelo cheiro de leite no hálito das crianças, seja por deixarem de ser o favorito das famílias, “a inimizade viria de berço”. Porém, não é preciso dizer que essa informação é totalmente balela.

Obviamente que acidentes podem acontecer quando se tem um bebê em casa, mas o cuidado com os gatos é o mesmo que você deveria ter com qualquer outro animal. Na maioria das vezes, o seu bichano provavelmente vai se aproximar do seu filho por ser um espaço quente, onde ele poderá descansar em paz.

3. Gatos não se apegam aos seus donos
Outro conceito muito comum de se ouvir por aí é de que os gatos não têm nenhum apreço à sua família de humanos, o que não é verdade — e o interesse não surge só porque você o está alimentando. Quando comparamos com os cachorros, podemos até pensar que os felinos não têm coração, mas na realidade é que eles só manifestam afeto de outro jeito.

Um gato não correrá até a porta para te ver chegar em casa, mas talvez você o encontre pelos cantos dando cabeçadas na sua perna e esfregando o corpo dele no seu como uma bela dose de carinho. Então, preste atenção nos sinais!

4. Gatos pretos são mais difíceis de ser adotados
Esse dado não é exatamente uma mentira. Em boa parte do mundo, de fato existe um preconceito generalizado e uma mística de que o gato preto pode trazer azar. Pouca bobagem, né? Porém, existem algumas culturas que levam esses nossos amigos felinos de cor escura como amuletos.

No Japão, ter um gato preto costuma ser indicador de mais pretendentes para as mulheres. Na Alemanha, por outro lado, um gato preto que cruzar o seu caminho da direita para a esquerda costuma ser um sinal de que boas coisas estão vindo pela frente. Melhor pensar assim!

5. Gatos não gostam de carinho
Muitas pessoas tendem a achar que os gatos detestam serem tocados. Inclusive, um controverso estudo de 2013 chegou a afirmar que o contato físico humano lhes causaria enorme quantidade de estresse. Porém, nenhum dos dados trazidos pelos pesquisadores era preciso.

Tempos depois, o autor do estudo, Rupert Palme, confessou que as medidas de estresse dependiam muito mais da personalidade do felino e do ambiente em que ele estava inserido, ou seja, se o seu gato se mostra receptível ao carinho, não precisa ter medo de dá-lo!

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Nova teoria propõe que esquecer é na verdade uma forma de aprendizado

Criamos inúmeras memórias enquanto vivemos nossas vidas, mas muitas delas esquecemos. Por quê? Contrariando a suposição geral de que as memórias simplesmente decaem com o tempo, ‘esquecer’ pode não ser uma coisa ruim – isso de acordo com cientistas que acreditam que pode representar uma forma de aprendizado.

Os cientistas por trás da nova teoria – delineada hoje na importante revista internacional Nature Reviews Neuroscience – sugerem que as mudanças em nossa capacidade de acessar memórias específicas são baseadas em feedback ambiental e previsibilidade. Em vez de ser um bug, o esquecimento pode ser uma característica funcional do cérebro, permitindo que ele interaja dinamicamente com o ambiente.

Em um mundo em mudança como o que nós e muitos outros organismos vivemos, esquecer algumas memórias pode ser benéfico, pois isso pode levar a um comportamento mais flexível e a uma melhor tomada de decisão. Se as memórias foram adquiridas em circunstâncias que não são totalmente relevantes para o ambiente atual, esquecê-las pode ser uma mudança positiva que melhora nosso bem-estar.

Então, com efeito, os cientistas acreditam que aprendemos a esquecer algumas memórias enquanto retemos outras que são importantes. Esquecer, é claro, tem o custo de informações perdidas, mas um corpo crescente de pesquisas indica que, pelo menos em alguns casos, o esquecimento se deve ao acesso alterado à memória, e não à perda de memória.

A nova teoria foi proposta pelo Dr. Tomás Ryan, Professor Associado da Escola de Bioquímica e Imunologia e do Trinity College Institute of Neuroscience no Trinity College Dublin, e pelo Dr. Hospital para Crianças Doentes em Toronto.

Tanto o Dr. Ryan quanto o Dr. Frankland são bolsistas da organização canadense de pesquisa global CIFAR, que possibilitou essa colaboração por meio de seu programa Child & Brain Development, que está realizando um trabalho interdisciplinar nesta área.

Dr Ryan, cuja equipe de pesquisa está sediada no Trinity Biomedical Sciences Institute (TBSI), disse:

“As memórias são armazenadas em conjuntos de neurônios chamados ‘células de engrama’ e a recuperação bem-sucedida dessas memórias envolve a reativação desses conjuntos. A extensão lógica disso é que o esquecimento ocorre quando as células do engrama não podem ser reativadas. As próprias memórias ainda estão lá, mas se os conjuntos específicos não puderem ser ativados, eles não poderão ser recuperados. É como se as memórias estivessem armazenadas em um cofre, mas você não consegue lembrar o código para desbloqueá-lo.

“Nossa nova teoria propõe que o esquecimento é devido à remodelação do circuito que muda as células do engrama de um estado acessível para um estado inacessível. Como a taxa de esquecimento é afetada pelas condições ambientais, propomos que o esquecimento seja na verdade uma forma de aprendizado que altera a acessibilidade da memória de acordo com o ambiente e o quão previsível ela é.”

Dr. Frankland acrescentou:

“Existem várias maneiras pelas quais nossos cérebros esquecem, mas todas elas agem para tornar o engrama – a personificação física de uma memória – mais difícil de acessar.”

Falando sobre o caso do esquecimento patológico na doença, o Dr. Ryan e o Dr. Frankland observam:

“Importantemente, acreditamos que esse ‘esquecimento natural’ é reversível em certas circunstâncias, e que em estados de doença – como em pessoas que vivem com a doença de Alzheimer, por exemplo – esses mecanismos naturais de esquecimento são sequestrados, o que resulta em uma acessibilidade muito reduzida das células de engrama e perda de memória patológica”.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

“A educação não pode se ocupar só do intelecto, mas deve formar pessoas mais solidárias” – Claudio Naranjo

Educação é um termo que vem sempre sendo discutido nos últimos tempos. Ainda mais agora, em que o lema/slogan do novo governo foi definido como “Brasil, pátria educadora”.

É clássico assumir que o segredo para um país desenvolvido é o investimento em educação. Fala-se nisso há anos e mesmo assim os índices mostram que o Brasil ainda é o aluno bagunceiro do fundão da sala que está repetindo de ano.

Mas o que é educação, na verdade? Como fazer educação? Há uma reflexão sendo feito a respeito desse conceito pelo psiquiatra chileno Claudio Naranjo, autor de 19 títulos e um dos indicados ao Nobel da Paz de 2015.

A frase do título é dele. O chileno concedeu uma entrevista à Época onde falou algumas verdades doloridas sobre o conceito de educação que está sendo disseminado.

“A educação funciona como um grande sistema de seleção empresarial. É usada para que o estudante passe em exames, consiga boas notas, títulos e bons empregos. É uma distorção do papel essencial que a educação deveria ter”.

Confunde-se educação com inteligência nas escolas, com melhor desempenho, melhores notas e melhores recomendações para os currículos. A pessoa com o QI mais alto do mundo é também a mais educada? Provavelmente não, e é esse o ponto martelado por Naranjo.

“Temos um sistema que instrui e usa de forma fraudulenta a palavra educação para designar o que é apenas a transmissão de informações […] É um sistema que quer um rebanho para robotizar. A criança é preparada, por anos, para funcionar num sistema alienante, e não para desenvolver suas potencialidades intelectuais, amorosas, naturais e espontâneas”.

Sabendo disso, como quebrar essa escrita? O psiquiatra indaga qual a necessidade dessa aberração, nas palavras dele, de as escolas fazerem com que os alunos passem horas inertes, ouvindo como é a flora num local distante ou os nomes dos afluentes de um grande rio em detrimento a conhecimentos muito mais próximos e úteis, de acordo com as capacidades e necessidades de cada um.

A principal crítica que Claudio Naranjo faz é a da escola, em geral, optar por uma educação massificada e não pessoal, eliminando as individualidades e características que cada pessoa, como ser único, possui. Já a principal motivação sua é combater esse sistema e transformar os educadores em profissionais mais amorosos, acolhedores e afetivos.

“O objetivo é preparar os professores para que eles se aproximem dos alunos de forma mais afetiva e amorosa, para que sejam capazes de conduzir as crianças ao desenvolvimento do autoconhecimento, respeitando suas características pessoais. Comprovamos por meio de pesquisas que esse é o caminho para formar pessoas mais benévolas, solidárias e compassivas”.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Like não é afeto, seguir de volta não é amizade e rede social não é vida real!

Like não é afeto, seguir de volta não é amizade e rede social não é vida real!

Estamos carentes. No fundo, somos carentes. Embora a gente tente viver sem ter que contar muito com os outros, existem momentos que parecem pedir a presença de alguém.

É perfeitamente possível ir ao cinema, a bares, a shoppings e a baladas sozinho, bem como curtir a própria casa sem companhia alguma. Porém, em determinadas situações, poder contar com alguém faz diferença.

Com a pandemia, as redes sociais foram importantes para que pudéssemos manter o contato com as pessoas que amamos, muitos de nós precisamos nos conectar online, relegando os encontros da vida real ao quase esquecimento.

É possível bater papo em chats virtuais, inclusive escolhendo assuntos de interesse, entre outros, o que traz a ilusão de companhia verdadeira. Mas não: há uma tela separando os interlocutores, o que encoraja muitos a fingir, mentir, mascarar.

NÃO DÁ PARA CONFIAR APENAS NO QUE O OUTRO DIGITA, OU MESMO EXPÕE VIA WEBCAM.

Somos seres gregários, somos sentimentos e precisamos de troca de energia, de sentidos, de contato, de afeto. Precisamos de proximidade, de olho no olho, de abraços apertados.

Pode ser até bom conversar virtualmente com alguém que parece nos entender e nos conhecer bem, porém, o calor humano jamais será substituído por palavras ao longe.

Saber que tem alguém que virá até nós, quando assim for preciso, acalenta e acalma a nossa alma.

Sua conta no Instagram pode ter milhares de seguidores, sua lista de amigos no Facebook pode ser imensa, você pode participar de inúmeros grupos no WhatsApp, mas quem realmente se importa com você, a ponto de responder, ali ao lado, às suas chamadas doloridas, muito provavelmente é a pessoa que faz questão de se encontrar pessoalmente com você.

E, para essa pessoa, não importa a duração ou a frequência desses encontros e sim a intensidade da verdade que seu afeto carrega.

A GENTE ACHA QUE SE BASTA, QUE NÃO PRECISA DE NINGUÉM, MAS NEM SEMPRE É ASSIM, AMIZADE VERDADEIRA É FÔLEGO PARA A ALMA E FORTALECE O CORAÇÃO.

Quando o abismo abre sob nossos pés, a gente tenta procurar mãos que nos sustentem e abraços que nos confortem.

Um amigo, um irmão, um amor, não importa: nossa escuridão acaba procurando a luz no olhar de um outro além de nós.

A fé nos fortalece e é imprescindível, mas a luz de uma amizade que se importa com a gente nos empurra, faz a gente esperançar coisas melhores.

*Por Robson Hamuche
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*Fonte: resilienciamag

7 histórias zen que dissolvem o ego o fazem ver as coisas de forma diferente

Zen Flesh Zen Bones é meu livro favorito para organizar a mente, a primeira parte é uma transcrição de 101 histórias Zen. A segunda parte é chamada de portal sem porta – que é uma série de koans, que são declarações, histórias ou perguntas curtas e paradoxais que podem ser usadas para ajudar na meditação ou para dar a um aluno algo em que se concentrar intensamente, o que pode ajudar no obtenção da iluminação.

A última seção é chamada de 10 touros e é sobre como encontrar seu propósito. Cada um dos 10 touros é uma metáfora para um passo em sua jornada e pode realmente ajudá-lo a descobrir onde você está em seu caminho e o que você precisa fazer para ir mais longe ou, de fato, o que você não deveria estar fazendo.

Abaixo estão 7 histórias retiradas das 101 histórias zen, que farão você parar e pensar sobre como você vê o mundo.

UMA XÍCARA DE CHÁ

Nan-in, um mestre japonês da era Meiji (1868-1912), recebeu um professor universitário que veio perguntar sobre o zen.

Nan-in serviu chá. Ele encheu a xícara de seu visitante e continuou a servir.

O professor observou o transbordamento até não poder mais se conter. “Está cheia. Não entrará mais! ”

“Como esta xícara,” Nan-in disse, “você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como posso mostrar o Zen a menos que você primeiro esvazie sua xícara? ”

SOLDADOS DA HUMANIDADE

Certa vez, uma divisão do exército japonês estava engajada em uma batalha simulada, e alguns dos oficiais acharam necessário fazer seu quartel-general no templo de Gasan.

Gasan disse ao cozinheiro: “Deixe os oficiais comerem apenas a mesma comida simples que comemos”.

Isso irritou os militares, pois estavam acostumados a um tratamento muito deferente. Um veio a Gasan e disse: “Quem você pensa que somos? Somos soldados, sacrificando nossas vidas por nosso país. Por que você não nos trata de acordo? ”

Gasan respondeu severamente: “Quem você pensa que somos? Somos soldados da humanidade, com o objetivo de salvar todos os seres sencientes. ”

O TUNEL

Zenkai, filho de um samurai, viajou para Edo e lá tornou-se o criado de um alto oficial. Ele se apaixonou pela esposa do oficial e foi descoberto. Em legítima defesa, ele matou o oficial. Então ele fugiu com a esposa.

Os dois mais tarde se tornaram ladrões. Mas a mulher era tão gananciosa que Zenkai ficou enojado. Finalmente, deixando-a, ele viajou para longe, para a província de Buzen, onde se tornou um mendicante errante.

Para expiar seu passado, Zenkai resolveu realizar algumas boas ações durante sua vida. Sabendo de uma estrada perigosa sobre um penhasco que causou a morte e ferimentos de muitas pessoas, ele resolveu abrir um túnel na montanha ali.

Mendigando comida durante o dia, Zenkai trabalhava à noite cavando seu túnel. Quando trinta anos se passaram, o túnel tinha 2.280 pés de comprimento, 6 metros de altura e 9 metros de largura.

Dois anos antes de o trabalho ser concluído, o filho do oficial que ele havia matado, que era um espadachim habilidoso, encontrou Zenkai e foi matá-lo como vingança.

“Vou te dar minha vida de boa vontade”, disse Zenkai. “Só me deixe terminar este trabalho. No dia em que for concluído, você pode me matar. ”

Então o filho esperou o dia. Vários meses se passaram e Zenkai continuou cavando. O filho se cansou de não fazer nada e começou a ajudar na escavação. Depois de ajudar por mais de um ano, ele passou a admirar a força de vontade e o caráter de Zenkai.

Por fim, o túnel foi concluído e as pessoas puderam usá-lo e viajar com segurança.

“Agora corte minha cabeça”, disse Zenkai. “Meu trabalho está feito.”

“Como posso cortar a cabeça do meu próprio professor?” perguntou o jovem com lágrimas nos olhos.

A LUA NÃO PODE SER ROUBADA

Ryokan, um mestre Zen, vivia o tipo de vida mais simples em uma pequena cabana ao pé de uma montanha. Uma noite, um ladrão visitou a cabana apenas para descobrir que não havia nada para roubar.

Ryokan voltou e o pegou. “Você pode ter percorrido um longo caminho para me visitar”, disse ele ao vagabundo, “e não deve voltar de mãos vazias. Por favor, leve minhas roupas de presente. ”

O ladrão ficou perplexo. Ele pegou as roupas e foi embora.

Ryokan estava sentado nu, olhando a lua. “Pobre sujeito”, ele meditou, “Eu gostaria de poder dar a ele esta linda lua.”

O VERDADEIRO MILAGRE

Quando Bankei estava pregando no templo Ryumon, um sacerdote Shinshu, que acreditava na salvação por meio da repetição do nome do Buda do Amor, tinha ciúmes de sua grande audiência e queria debater com ele.

Bankei estava conversando quando o padre apareceu, mas o sujeito fez tanto barulho que bankei interrompeu seu discurso e perguntou sobre o barulho.

“O fundador de nossa fé”, gabou-se o padre, “tinha poderes tão miraculosos que segurou um pincel na mão em uma margem do rio, seu assistente ergueu um papel na outra margem e o professor escreveu o santo nome de Amida pelo ar. Você pode fazer uma coisa tão maravilhosa? ”

Bankei respondeu levianamente: “Talvez sua raposa possa fazer esse truque, mas essa não é a maneira do zen. Meu milagre é que quando estou com fome eu como e quando estou com sede eu bebo. ”

NADA EXISTE

Yamaoka Tesshu, como um jovem estudante de Zen, visitava um mestre após o outro. Ele chamou Dokuon de Shokoku.

Desejando mostrar sua realização, ele disse: “A mente, Buda e os seres sencientes, afinal, não existem. A verdadeira natureza dos fenômenos é o vazio. Não há realização, nem ilusão, nem sábio, nem mediocridade. Não há dar e nada a ser recebido. ”

Dokuon, que estava fumando silenciosamente, não disse nada. De repente, ele bateu em Yamaoka com seu cachimbo de bambu. Isso deixou o jovem muito zangado.

“Se nada existe”, perguntou Dokuon, “de onde veio essa raiva?”

NÃO APEGO

Kitano Gempo, abade do templo de Eihei, tinha noventa e dois anos quando faleceu no ano de 1933. Ele se esforçou toda a sua vida para não se apegar a nada. Como um mendicante errante, aos vinte anos, ele conheceu por acaso um viajante que fumava tabaco. Enquanto caminhavam juntos por uma estrada na montanha, eles pararam sob uma árvore para descansar. O viajante ofereceu um cigarro a Kitano, que ele aceitou, visto que estava com muita fome no momento.

“Como é agradável fumar”, comentou. O outro deu-lhe um cachimbo extra e tabaco e eles se separaram.

Kitano sentiu: “Coisas tão agradáveis ​​podem perturbar a meditação. Antes que isso vá longe demais, vou parar agora. ” Então ele jogou fora a roupa de fumar.

Quando ele tinha vinte e três anos, ele estudou I-King, a doutrina mais profunda do universo. Era inverno na época e ele precisava de roupas pesadas. Ele escreveu a seu professor, que morava a 160 quilômetros de distância, contando-lhe sua necessidade, e deu a carta a um viajante para entregar. Quase todo o inverno passou e nem resposta nem roupas chegaram. Então Kitano recorreu à presciência de I-King, que também ensina a arte da adivinhação, para determinar se sua carta havia abortado ou não. Ele descobriu que era esse o caso. Posteriormente, uma carta de seu professor não fez menção a roupas.

“Se eu realizar um trabalho determinativo tão preciso com I-King, posso negligenciar minha meditação”, sentiu Kitano. Então ele desistiu desse ensino maravilhoso e nunca mais recorreu a seus poderes.

Quando tinha 28 anos, estudou caligrafia e poesia chinesas. Ele se tornou tão hábil nessas artes que seu professor o elogiou. Kitano ponderou: “Se eu não parar agora, serei um poeta, não um professor zen”. Portanto, ele nunca escreveu outro poema.

*Truth Theory
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*Fonte: pensarcontemporaneo 

O exercício altera a química do cérebro para proteger as sinapses do envelhecimento

Quando os idosos permanecem ativos, seus cérebros têm mais de uma classe de proteínas que aumentam as conexões entre os neurônios para manter a cognição saudável, descobriu um estudo da Universidade da Califórnia em San Francisco.

Esse impacto protetor foi encontrado até mesmo em pessoas cujos cérebros na autópsia estavam crivados de proteínas tóxicas associadas ao Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.

“Nosso trabalho é o primeiro a usar dados humanos para mostrar que a regulação da proteína sináptica está relacionada à atividade física e pode conduzir os resultados cognitivos benéficos que vemos”, disse Kaitlin Casaletto, Ph.D., professora assistente de neurologia e autora principal em o estudo, que aparece na edição de 7 de janeiro da revista Alzheimer’s & Dementia .

Os efeitos benéficos da atividade física na cognição foram demonstrados em ratos, mas são muito mais difíceis de demonstrar em pessoas.

Casaletto, neuropsicólogo e membro do Weill Institute for Neurosciences, trabalhou com William Honer, MD, professor de psiquiatria da University of British Columbia e autor sênior do estudo, para alavancar dados do Memory and Aging Project da Rush University em Chicago. Esse projeto rastreou a atividade física na idade avançada de participantes idosos, que também concordaram em doar seus cérebros quando morressem.

“Manter a integridade dessas conexões entre os neurônios pode ser vital para evitar a demência, uma vez que a sinapse é realmente o local onde a cognição acontece”, disse Casaletto. “A atividade física – uma ferramenta disponível – pode ajudar a impulsionar esse funcionamento sináptico.”

Mais proteínas significam melhores sinais nervosos
Honer e Casaletto descobriram que os idosos que permaneceram ativos tinham níveis mais elevados de proteínas que facilitam a troca de informações entre os neurônios. Este resultado coincidiu com a descoberta anterior de Honer de que as pessoas que tinham mais dessas proteínas em seus cérebros quando morreram eram mais capazes de manter sua cognição mais tarde na vida.

Para sua surpresa, disse Honer, os pesquisadores descobriram que os efeitos vão além do hipocampo, a sede da memória do cérebro, para abranger outras regiões do cérebro associadas à função cognitiva.

“Pode ser que a atividade física exerça um efeito de sustentação global, apoiando e estimulando a função saudável de proteínas que facilitam a transmissão sináptica por todo o cérebro”, disse Honer.

Sinapses protegem cérebros mostrando sinais de demência
O cérebro da maioria dos adultos mais velhos acumula amilóide e tau, proteínas tóxicas que são as marcas da patologia da doença de Alzheimer. Muitos cientistas acreditam que a amilóide se acumula primeiro, depois a tau, fazendo com que as sinapses e os neurônios se desintegrem.

Casaletto descobriu anteriormente que a integridade sináptica, seja medida no fluido espinhal de adultos vivos ou no tecido cerebral de adultos autopsiados, parecia diminuir a relação entre amiloide e tau, e entre tau e neurodegeneração.

“Em adultos mais velhos com níveis mais elevados de proteínas associadas à integridade sináptica, essa cascata de neurotoxicidade que leva ao mal de Alzheimer parece ser atenuada”, disse ela. “Juntos, esses dois estudos mostram a importância potencial de manter a saúde sináptica para apoiar o cérebro contra a doença de Alzheimer.”

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*Fonte: sabersaude

Os pais estão formando mais príncipes herdeiros do que sucessores empreendedores

Muito se tem discutido contemporaneamente a respeito da abrangência do conceito de “família” e sobre a dissolução do seu modelo tradicional, modelo cuja falência (ao que parece já decretada) implicaria, na opinião de alguns, na má formação moral das futuras gerações.

Entretanto, enquanto nos perdemos em discussões improfícuas nessa seara, nos degladiando por conta de formalidades às quais alguns se apegam, não raro, em função de preconceitos infantis, fechamos os olhos para a discussão que realmente importa: o caráter da educação que temos dado às nossas crianças.

Foi nesse sentido, a fim de recolocar em pauta a reflexão sobre o papel da família na formação das crianças (papel que hoje se cumpre mal, em razão da fragilidade cada vez maior das relações sociais e da nossa pressa característica) que Içami Tiba, proeminente psicoterapeuta e escritor do campo da educação, edificou sua obra.

Içami Tiba foi um médico psiquiatra, psicodramatista, colunista, escritor de livros sobre Educação, familiar e escolar, e palestrante brasileiro. Professor em diversos cursos no Brasil e no exterior, criou a Teoria da Integração Relacional, que facilita o entendimento e a aplicação da psicologia por pais e educadores. Faleceu em 2015, vitíma de cancer.

Segue abaixo texto de sua autoria, excertado de entrevista concedida por ele sobre o livro “Educação Familiar – Presente e futuro”.

“As famílias não estão sendo sustentáveis nem os filhos constroem suas sustentabilidades em tempo adequado. Os pais estão formando mais príncipes herdeiros do que sucessores empreendedores. A autoridade da força física é diferente da autoridade educativa que provém da liderança. Quando um filho erra, pouco educativos são a surra, o grito, a ofensa, o simples perdão etc. Para se ter uma educação sustentável o filho tem que aprender a não errar mais. Os pais, no lugar de descarregar frustração e raiva, poderiam dizer: “Você tem que aprender a fazer o certo” e ensinar qual seria a ação mais adequada que o filho teria que praticar para aprender. Uma vez aprendido, o filho nunca mais errará por ignorância, e fará o correto. O melhor aprendizado é quando se faz, mais do que simplesmente ouvir ou ver… Assim, os pilares da educação sustentável são: Quem ouve esquece; Quem vê imita; Quem justifica não faz; Quem faz aprende; Quem aprende produz; Quem produz inova; Quem inova sustenta e Quem sustenta é feliz!”

*Por Içami Tiba
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*Fonte: pensarcontemporaneo

5 fases pelas quais você está passando, se estiver evoluindo como pessoa

Os 5 estágios de crescimento pessoal que levam à mudança interna

O processo de evolução pessoal é uma jornada de descoberta interior que dura a vida toda porque não é um destino, mas um caminho. Ao longo dessa jornada, estamos adquirindo diferentes ferramentas psicológicas que nos permitem observar nossa mente, nos entender melhor e aprender a acompanhar as mudanças que ocorrem em nossas vidas.

Este caminho de crescimento é único. Na verdade, existem diferentes maneiras de percorrê-lo. Existem aqueles que recorrem a sessões de coaching, meditação, yoga, filosofia, outros preferem se inscrever em um curso de desenvolvimento pessoal ou mesmo seguir professores espirituais. No entanto, independentemente do caminho escolhido, para alcançar uma mudança interior transcendental, todos nós passamos por uma série de estágios de Crescimento Pessoal que sustentam essa transformação. Conhecê-los nos permitirá entender onde estamos no caminho.

As fases de desenvolvimento pessoal que promovem mudanças libertadoras

1. Autoconsciência
Muitas pessoas vivem sem se conhecerem, são verdadeiros estranhos para si mesmos. Eles escolhem o caminho da negação, ignorância e recusa de problemas, conflitos internos e fraquezas. Como resultado, não é estranho que acabem desenvolvendo comportamentos autodestrutivos, que se sintam presos em suas vidas ou que esqueçam da possibilidade da felicidade.

Portanto, o primeiro passo no caminho do desenvolvimento pessoal é olhar para dentro. O autoconhecimento é vital para perceber nossas falhas e fragilidades, bem como ter orgulho de nossas conquistas. Permite-nos descobrir quem realmente somos, a fim de desenvolver uma compreensão profunda de nós próprios e da vida que levamos.

Só então podemos começar a enfrentar nossos problemas, em vez de ignorá-los ou evitá-los, e tomar nota de nossas forças e potencial para nos tornarmos a pessoa que queremos ser e construir a vida que desejamos.

2. Aceitação das sombras
A aceitação é geralmente um dos maiores desafios no caminho do desenvolvimento pessoal, porque é difícil para nós reconhecermos e aceitarmos as nossas sombras, aquelas partes de nós que não gostamos ou que até rejeitamos. No entanto, o autoconhecimento deve andar de mãos dadas com a aceitação.

Se tentarmos mudar sem nos aceitarmos, não conseguiremos superar a culpa ou a vergonha e não nos sentiremos completamente satisfeitos ou felizes com os resultados, mesmo que tenhamos alcançado nossos objetivos.

A aceitação é, de certa forma, semelhante ao perdão, porque não implica que gostemos de algumas de nossas características ou que justifiquemos nossas decisões erradas, mas apenas abandonamos a raiva, o desprezo ou a repulsa associados. É aceitar quem somos, sem nos julgarmos, com neutralidade e amor, e depois empreendermos as mudanças que nos permitem crescer.

Esse tipo de aceitação leva a um profundo senso de amor próprio e nos impede de desperdiçar uma energia valiosa lutando contra nós mesmos ou nos punindo por quem somos ou pelo que fizemos, para evitar ficar preso a esses sentimentos negativos.

3. Assuma a responsabilidade por nosso bem-estar
” Viver significa assumir a responsabilidade de encontrar a resposta correta para os problemas que isso representa ” , escreveu Viktor Frankl. Crescer implica assumir o controle de nossa vida porque entendemos que nossa felicidade e bem-estar psicológico dependem em grande parte da atitude que assumimos para com o mundo.

Nesse estágio de crescimento pessoal, finalmente entendemos que, embora não possamos escolher as circunstâncias, podemos decidir como reagir a elas. No entanto, entender que somos os maiores responsáveis ​​por nossas vidas e nossa felicidade pode ser assustador porque significa parar de procurar bodes expiatórios para culpar por nossas insatisfações e fracassos.

No entanto, quando paramos de desperdiçar energia com coisas que não podemos mudar, podemos nos concentrar naquelas que realmente fazem a diferença. Quando assumimos a responsabilidade por nossas vidas, tomando nossas próprias decisões, paramos de viver reativamente para começar a viver proativamente.

4. Planejamento e implementação
Conhecer-se e aceitar-se é de pouca utilidade se não levar a uma mudança comportamental e de atitude. No entanto, a maioria das pessoas tende a ficar parada nesta fase de desenvolvimento pessoal. Eles sabem o que fazer, mas não o fazem, geralmente por falta de disciplina e motivação ou porque não têm um plano claro a seguir.

Como resultado, eles acabam voltando aos velhos hábitos. Antigos padrões de pensamento recuperam força e nossas mentes podem nos sabotar, destruindo todo o trabalho feito para reativar o espectro de velhos medos, inseguranças e culpa.

Por isso, é importante que todo caminho de desenvolvimento pessoal tenha também uma projeção externa e seja acompanhado de planos concretos que nos permitam dar os passos necessários para construir a vida que queremos. Canalizar essa mudança interior em ações nos permitirá aumentar a autoeficácia e nos reafirmar em nosso caminho.

5. Encontre o significado pessoal
Nesse estágio de crescimento pessoal, aprendemos a viver com propósito e intenção. Vivemos com mais consciência, nos aceitamos e assumimos a responsabilidade pelas nossas decisões mas, acima de tudo, encontramos o propósito que dá sentido à nossa existência.

Trata-se de encontrar o que Viktor Frankl chamou de “vontade de fazer sentido”, o que implica saber discernir o essencial do supérfluo, ter clareza sobre nossos valores e definir metas significativas para o futuro para não nos deixarmos vencer. pelas circunstâncias, não importa o quão severo seja.

Claro, esta fase de desenvolvimento pessoal não é o ponto final, porque nunca paramos de crescer e aprender sobre nós mesmos, mas implica que alcançamos um ponto em nossa vida onde desenvolvemos paciência, perseverança, sabedoria, coragem, humildade e força necessário para seguir o nosso caminho, aquele que nós mesmos escolhemos.

*Traduzido e adaptado de Rincón de la Psicología

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*Fonte: equilibrioemvida

A armadilha da sociedade em que todos caímos, de acordo com Alan Watts

Somos filhos do nosso tempo. É praticamente impossível escapar de sua influência. A sociedade – queiramos ou não – nos “força” por meio de mecanismos mais ou menos sutis a compartilhar suas normas e modos de fazer as coisas sob pena de exclusão social. No entanto, ” nosso tempo é uma época de frustração, ansiedade, agitação e vício em narcóticos ” , escreveu o filósofo Alan Watts para nos alertar sobre o maior vício dos tempos modernos e o terrível perigo que nos espera se cairmos nele.

O Homo Consumens sujeito à ilusão de felicidade
“Homo consumens é o homem cujo objetivo principal não é principalmente possuir coisas, mas consumir mais e mais, e assim compensar sua vacuidade interior, passividade, solidão e ansiedade. ”
“Essa forma de nos drogar é chamada, pelo nosso alto padrão de vida, de uma estimulação violenta e complexa dos sentidos, que nos torna cada vez menos sensíveis e, portanto, mais necessitados de um estímulo ainda mais violento. Ansiamos por distração, um panorama de imagens, sons, emoções e excitação em que tantas coisas quanto possível devem ser empilhadas no menor tempo possível.

“Para manter esse nível, a maioria de nós está disposta a suportar modos de vida que consistem principalmente em empregos enfadonhos, mas nos fornecem os meios para buscar alívio do tédio em intervalos frenéticos e caros de prazer.

“A civilização moderna é, em quase todos os aspectos, um ciclo vicioso. Ela tem apetites insaciáveis ​​porque seu modo de vida a condena à frustração perpétua. A raiz dessa frustração é que vivemos no futuro e o futuro é uma abstração.

“O sujeito perfeito para efeito dessa economia é quem ouve rádio continuamente, de preferência aparelhos portáteis que podem ser carregados para qualquer lugar. Seus olhos fixam-se incansavelmente na tela da televisão, no jornal, na revista, mantendo-se em uma espécie de orgasmo sem alívio.

“Tudo é fabricado de forma semelhante para atrair sem buscar satisfação, para substituir toda gratificação parcial por um novo desejo.

“Esta corrente de estimulantes é projetada para produzir anseios pelo mesmo objeto em quantidade cada vez maior, embora mais ruidosamente e rapidamente, e esses desejos nos forçam a fazer um trabalho que não nos interessa por causa do dinheiro que produz … para comprar mais luxuosos rádios Carros mais brilhantes, revistas mais chamativas e melhores aparelhos de televisão, todos conspirarão para nos persuadir de que a felicidade está chegando, desde que compremos mais um item.

” Os milagres da tecnologia nos fazem viver em um mundo frenético e mecânico que viola a biologia humana e não nos permite fazer nada mais do que perseguir o futuro com velocidade cada vez maior .”


Uma estimulação violenta dos sentidos para escapar de nós mesmos

Watts refere-se à busca constante por experiências, de forma frenética, para desfrutá-las rapidamente e passar para a próxima. Tire uma foto sem aproveitar o site para passar rapidamente para o próximo cenário, do qual também não iremos lembrar de nada. Compre para usar por um tempo limitado, jogue fora e compre novamente. Faça uma farra das séries para avançar rapidamente para a próxima produção audiovisual da moda …

A estimulação constante dos sentidos torna-se um vício porque nos mantém em um estado de alerta em que não há espaço para ficarmos sozinhos conosco. Esse estímulo se torna uma droga à qual recorremos para evitar pensar. Manter-se ocupado fazendo algo torna-se uma estratégia de enfrentamento evitativa que nos permite manter as preocupações sob controle.

No entanto, manter esse ritmo frenético de atividade nos impede de nos conectarmos com nós mesmos, de modo que não resolvamos nossos problemas. Em vez disso, nos imbuímos de um estilo de vida alienante, no qual nos tornamos meros consumidores de produtos que prometem felicidade ilusória e efêmera. Como resultado, quando essa euforia passar, precisamos de uma nova “dose” de produtos.

Para manter esse padrão de vida precisamos trabalhar mais, muitas vezes em empregos que não nos satisfazem ou até geram desconforto. Se não percebermos esse círculo vicioso, podemos correr o risco de viver presos nesse fluxo de estímulos e produtos por toda a nossa vida, perdendo a oportunidade de nos conectarmos conosco mesmos e encontrarmos um significado vital além do material. A decisão é nossa.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

14 dicas para se tornar minimalista

Fumio Sasaki transformou sua vida quando adotou o minimalismo e decidiu compartilhar o que aprendeu

Fumio Sasaki é um japonês que vivia estressado no trabalho, inseguro e constantemente estava comparando sua vida com a dos outros. Até que um dia ele decidiu jogar fora tudo o que realmente não precisava e tudo mudou.

Sasaki hoje é adepto do minimalismo. Sua mudança de vida é compartilhada em seu livro “Goodbye, Things”, mas algumas dicas você pode ver abaixo. Esse é talvez o empurrão que falta para quem quer viver com menos e ter uma vida menos complicada.

1. Se livre da ideia de que você não pode descartar suas coisas
Pensamos que somos incapazes de “abandonar” nossas posses, mas todos nós somos capazes, só precisamos tomar consciência das razões pelas quais não conseguimos fazer isso até agora.

Você certamente não é culpado. Você é simplesmente inexperiente. A questão é aprender algumas técnicas e desenvolver um hábito de se livrar do excesso.

2. Quando você descarta algo, você ganha mais do que você perde
Há mais coisas a ganhar com a eliminação do excesso do que você imagina: tempo, espaço, liberdade e energia, por exemplo.

3. Pergunte a si mesmo por que você não pode se separar de suas coisas
Da mesma maneira que devemos nos perguntar se realmente precisamos de alguma coisa antes de comprá-la, podemos repetir esta pergunta para aquilo que já temos. Nem sempre o que nos serviu em algum momento, vai continuar nos servindo. O motivo de algo ter entrado na nossa casa não é definitivo.

4. Há limites para a capacidade de seu cérebro, sua energia e seu tempo
Muitas vezes nos perguntamos se iremos dar conta de fazer tudo o que precisamos ou conseguir tudo o que queremos. Mas nos esquecemos que nossas escolhas definem estas “tarefas”. Na hora de decidir o que vai fazer e o que quer ter, lembre-se que para isso vai precisar dedicar seu tempo e energia, que são limitados.

5. Descarte algo agora
Achamos que não podemos nos tornar minimalistas até que nossas vidas tenham ganham certa estabilidade. Mas, na verdade, é o contrário: Nós não seremos capazes de nos acalmar até vivermos uma vida minimalista. É questão de prática. Comece praticando hoje.

6. Não há um único item que você vai se arrepender de ter jogando fora
Depois que você joga alto fora, isso deixa de fazer parte da sua rotina e abre espaços novos. E, se em algum momento precisar daquilo que se foi, lembre-se que é uma necessidade momentânea. Você pode pegar emprestado, alugar, pedir de volta por um dia caso tenha doado e depois devolver.

7. Comece com coisas que são claramente lixo
Começar a desapegar daquilo que guardamos não é sempre fácil. Uma dica é fazer um ranking das coisas, pelo grau de apreço e utilidade e começar a descartar aquilo que faz menos sentido para você.

8. Minimize qualquer coisa que você tem em múltiplos
É mais fácil reduzir o que você sabe que tem a mais. Pode ser a mesma blusa em cores diferentes ou quem sabe dois ou três pares de tesoura encostados na gaveta. Separe aquilo que você tem de similar e guarde as coisas preferidas.

9. Se livre do que você não usou em um ano
Aquilo que você não usou no último ano provavelmente não vai ser usado no próximo. Muito provavelmente não te serve mais, talvez em mais de um sentido. Se estiver na dúvida sobre se desfazer de alguma coisa pergunte-se quando foi a útlima vez que usou. Se foi há mais de um ano, tchau!

10. Diferencie as coisas que você quer e as coisas que você precisa
Em um mundo que nos estimula o tempo todo a desejar coisas, diferenciar vontade e necessidade é fundamental. A publicidade nos chega de formas cada vez mais variadas e nos leva a pensar que precisamos de coisas que não nos faziam falta há um mês atrás. Saber o que realmente é necessário para você vai te poupar muita energia e dinheiro.

11. Tire fotos dos itens que são difíceis de jogar fora e guarde lembranças
Não existe problema nenhum em gostar do que temos. Aliás se temos alguma coisa devemos aproveitar ao máximo. Mas, se algo que você gosta não está mais sendo usado como deveria, doe para alguém que vai aproveitar mais. Uma foto do meomento da entrega é uma boa lembrança, assim como fotos de quando o item era importante.

12. Organizar não é minimizar
Em vez de confiar em técnicas da organização, você deve primeiramente se focar em diminuir a quantidade de coisas que você tem. Depois de fazer isso, seu espaço naturalmente se tornará menos confuso e o ciclo de bagunça será quebrado. Organizar é muito mais fácil e rápido depois de minimizar.

13. Substitua ninhos de bagunça por espaços vazios
Identifique locais onde o acumulo de coisas começa a se transformar em bagunça e escolha o que deve ficar e o que pode ir embora. Depois de abrir espaço, mantenha este espaço vazio. Não caia na armadilha de preencher com novas coisas, que em breve se tornam uma nova bagunça.

14. Diga adeus a quem você costumava ser
Ao descartar qualquer coisa, é importante considerar se é algo que você precisa agora. As suas necessidade mudam, de acorod com as suas mudanças pessoais.

Agarrar-se às coisas do passado é o mesmo que apegar-se a uma imagem de si que já mudou. Se você busca mudanças pessoais, comece a ter coragem de deixar as coisas irem e fluírem. Guarde com você apenas o que faz sentido no momento presente.

*Por Marcia Sousa
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*Fonte: ciclovivo

Já parou pra pensar que muita gente queria estar onde você está e ter o que você tem?

Já parou pra pensar que muita gente queria estar onde você está e ter o que você tem?

CHEGOU A HORA DE SER MAIS GRATO E RECLAMAR MENOS.

Se deu certo, agradeça, se deu errado, agradeça também. O tempo é de Deus não seu! Não seja ingrato e saiba dar valor a tudo! O que é seu está guardado, apenas tenha paciência.

Saber esperar é um exercício de paciência. Enfrentar filas diariamente, ficar preso no trânsito ou demorar para ser atendido são hipóteses corriqueiras que faz qualquer um perder a paciência.

Vivemos em um momento que devemos fazer tudo rápido, ultrapassando os limites do corpo e da saúde. Mas não podemos acelerar o ritmo da vida ou manipular o tempo; por isso, precisamos ter paciência para poder viver o aqui e o agora, desfrutando de bons momentos.

A maioria das hipóteses dispensa o imediatismo, mas estamos sempre com uma sensação de urgência. E isso provoca ansiedade e estresse, diminuindo a paciência.

Temos vários estressores que não temos dificuldade em chegar a um objetivo, por isso é importante identificar os gatilhos que minam a nossa paciência para conseguir ter mais autocontrole.

A ANSIEDADE ESTÁ INTIMAMENTE LIGADA À FALTA DE PACIÊNCIA, UM IMEDIATISMO PSÍQUICO. OS MECANISMOS DE APRESSAMENTO QUE NOS RODEIAM SÃO O OPOSTO DA ESPERA.

A paciência é uma habilidade que pode ser desenvolvida e, nos dias de hoje, pode ser considerada uma virtude essencial para agir com serenidade nos momentos de estresse.

É preciso desenvolver formas de sobrepor a razão à emoção exacerbada para que o impaciente tenha uma qualidade de vida melhor.

A primeira medida é sentido como razões que levam à intolerância, a fim de trabalhar essa questão interiormente.

O impaciente patológico precisa trabalhar como explosões para buscar um equilíbrio entre a emoção e a razão para não comprometer o desenvolvimento das tarefas diárias.

Algumas pessoas são mais capazes de ter paciência e de não se apressarem das intensas demandas sociais dos dias atuais. E para haver paciência é preciso que haja autocontrole, autoestima estruturada, maturidade para lidar com as hipóteses e, principalmente, controle da ansiedade.

Uma pessoa com boa autoestima, tem mais segurança para passar por períodos de privação sem perder a confiança.

É essencial aprender a viver sem atropelar os fatos e pensamentos, aproveitando as oportunidades no momento em que elas ocorrem, sabendo analisar e tomar decisões corretas.

Comece a pensar diferente, muitas pessoas queriam ter o que você tem e estar onde você está, pensar assim te faz ser mais grato por tudo e te leva a um outro nível de satisfação com a própria vida.

*Por Robson Hamuche
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*Fonte: resilienciamag

O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para o cérebro

A pesquisa da neurocientista Maryanne Wolf aponta que “não há nada menos natural do que ler” para os seres humanos — mas isso não é de forma alguma ruim.

“A alfabetização é uma das maiores invenções da espécie humana”, diz a especialista americana. Além de útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes: “Ler literalmente muda o cérebro”, diz ela.

O avanço da tecnologia e a proliferação das mídias digitais, contudo, têm modificado profundamente a forma como lemos.

Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca — uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares e computadores, e muita coisa é lida “por alto”.

Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas, entre outros motivos, porque a transformação de novas informações em conhecimento consolidado nos circuitos cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura “digital”.

Um universo de símbolos
Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição, não existe uma programação genética nos humanos para aprender a ler.

Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam umas com as outras, sua linguagem será naturalmente ativada. O mesmo não acontece com a leitura, que implica a aquisição de um código simbólico completo, visual e verbal.

É uma invenção relativamente recente — “é uma piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil anos”, diz Wolf.

“Começou de forma simples, para marcar quantas taças de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente de armazenar e compartilhar conhecimento.”

“Ler é um conjunto adquirido de habilidades que literalmente muda o cérebro”, ressalta a neurocientista.

“Permite fazer novas conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem, regiões de pensamento e emoção”, completa.

Essa transformação “começa com cada novo leitor”. “(A habilidade de ler) Não existe dentro de nossa cabeça. Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo circuito em seu cérebro.”

E isso abre portas para um novo mundo.

Saúde mental

“A leitura traz três poderes mágicos: criatividade, inteligência e empatia”, pontua Cressida Cowell, escritora de literatura infantil e autora da série Como Treinar Seu Dragão.

“Ler por prazer é um dos fatores-chave para o sucesso financeiro de uma criança na vida adulta. É mais provável que ela não acabe na prisão, que vote, que tenha casa própria…”

Além disso, “ler uma grande história é muito mais do que entretenimento”, acrescenta a biblioterapeuta Ella Berthoud.

“A leitura, na verdade, tem muitos benefícios terapêuticos. Seu cérebro entra em um estado meditativo, um processo físico que retarda o batimento cardíaco, acalma e reduz a ansiedade”, diz Berthoud.

Para ela, por exemplo, ler o romance Zorba, o Grego, de Níkos Kazantzákis, funciona como um remédio conta “claustrofobia, raiva e exaustão”.

A arte de prescrever ficção para curar as doenças da vida, batizada de biblioterapia, foi reconhecida no Publisher’s Illustrated Medical Dictionary, um dicionário médico ilustrado publicado nos Estados Unidos em 1941.

A prática remonta à Grécia Antiga, quando avisos eram afixados nas portas das bibliotecas para alertar os leitores de que estavam prestes a entrar em um local de cura da alma.

No século 19, psiquiatras e enfermeiras prescreveram todos os tipos de livros para seus pacientes, desde a Bíblia até literatura de viagem e textos em línguas antigas.

Vários estudos mais recentes, dos séculos 20 e 21, mostraram que a leitura aguça o pensamento analítico, o que nos permite aprimorar nossa capacidade de discernir padrões, uma ferramenta muito útil diante de comportamentos desconcertantes dos outros e de nós mesmos.

A ficção, em particular, pode transformar os leitores em pessoas mais socialmente habilidosas e empáticas. Os romances, por sua vez, podem informar e motivar, os contos confortam e ajudam a refletir, enquanto a leitura de poesia já demonstrou estimular partes do cérebro relacionadas à memória.

Muitos desses benefícios, no entanto, dependem de um estado conhecido como “leitura profunda”.

Pensamento analítico
“Quando lemos em um nível superficial, estamos apenas obtendo a informação. Quando lemos profundamente, estamos usando muito mais do nosso córtex cerebral”, explica Maryanne Wolf.

“Leitura profunda significa que fazemos analogias e inferências, o que nos permite sermos humanos verdadeiramente críticos, analíticos e empáticos.”

Em seu livro Proust and the Squid: The Story and Science of the Reading Brain (“Proust e a Lula: a História e a Ciência por Trás do Cérebro que Lê”, em tradução livre), a especialista em neurobiologia da leitura explica como, “a certa altura, quando uma criança vai da decodificação à leitura fluente, o caminho dos sinais através do cérebro muda”.

“Em vez de percorrer um trajeto dorsal (…), a leitura passa a se deslocar por um caminho ventral, mais rápido e eficiente. Como o tempo depreendido e o gasto de energia cerebral são menores, um leitor fluente será capaz de integrar mais seus sentimentos e pensamentos à sua própria experiência”, escreve.

“O segredo da leitura está no tempo que ela libera para que o cérebro possa ter pensamentos mais profundos do que antes.”

Mas, enquanto o processo de aprender a ler muda nosso cérebro, o mesmo acontece com o que lemos e como lemos.

Tempos modernos
Há aqueles, contudo, que acreditam que as novas plataformas são parte da solução, e não do problema.

Para Chris Meade, autor que utiliza vários tipos de mídia para veicular seu trabalho, “pensamos no livro como a obra, mas o livro é apenas um mecanismo de entrega”.

A narrativa transmídia é um tipo de história em que o enredo se desenrola por meio de múltiplas plataformas — aplicativos, livros digitais, games, quadrinhos, blogs — e na qual os consumidores podem assumir um papel ativo no processo de construção.

“As novas mídias estão dando voz a uma nova geração de escritores. Elas impedem que nos condicionemos a pensar que existe apenas um tipo de ‘boa escrita’ e permitem que as pessoas simplesmente compartilhem histórias e experiências”, opina Natalie A. Carter, cofundadora do clube do livro Black Girls Book Club.

“Não importa o meio, é a história que importa”, emenda Melissa Cummings-Quarry, também cofundadora do Black Girls Book Club.

“O romance está evoluindo. Há todo tipo de livro incrível sendo escrito especificamente para ser lido no celular”, afirma Berthoud.

“O livro talvez passe a ilusão de que ele é tudo. Nunca foi, é uma forma de entrar em um processo de pensamento”, diz Meade.

Ainda assim, os cientistas afirmam que a leitura digital pode ter um custo para o cérebro do leitor.

Fragmentação
“Reunimos acadêmicos e cientistas de mais de 30 países para pesquisar o impacto das mídias digitais na leitura”, afirma Anne Mangen, à frente da E-READ (Evolução da Leitura na Era da Digitalização), organização cujo objetivo é melhorar a compreensão científica das implicações da digitalização da cultura.

Faz parte do programa internacional da Cooperação Europeia em Ciência e Tecnologia (ou COST, sigla para European Cooperation in Science and Technology), que considera a leitura um “tema urgente”.

Segundo o programa, “a pesquisa mostra que a quantidade de tempo gasto na leitura de textos longos está diminuindo e, devido à digitalização, a leitura está se tornando mais intermitente e fragmentada”, algo que poderia “ter um impacto negativo nos aspectos cognitivos emocionais da leitura”.

“Descobrimos que existe o que se chama de inferioridade na tela”, destaca Anne Mangen.

“Há muitas coisas que podem ser lidas igualmente bem no smartphone, como as notícias mais curtas, mas, quando se trata de algo que é cognitiva ou emocionalmente desafiador, ler em uma tela leva a uma compreensão de leitura pior do que ler no papel”, diz ela.

Maryanne Wolf concorda, dizendo que “a realidade é que não é apenas o que ou o quanto lemos, mas como lemos que é realmente importante”.

“O próprio volume [de informação disponível nas plataformas digitais] está tendo efeitos negativos porque, para absorver tanto, há uma propensão a se ler ‘por alto’. O cérebro leitor tem um circuito plástico, que refletirá as características do meio em que se lê. As características do digital caminham para que sejam refletidas no circuito.”

Em outras palavras, assim como ao aprender a ler da maneira tradicional o cérebro formata e registra os itinerários da razão e os caminhos para a emoção, ao aprender a ler da maneira como fazemos nas mídias digitais o cérebro traçará diferentes trajetórias e, se deixarmos a leitura profunda de lado, ele apagará as anteriores, caso tenham um dia existido.

“Se não treinarmos essas habilidades, podemos acabar perdendo a capacidade de entender conteúdos mais complexos e, talvez, de nos envolvermos e usarmos a imaginação”, destaca Mangen.

Então, o que o futuro reserva para os livros e para o cérebro da leitura?

“A imaginação humana é uma coisa fantástica, somos muito flexíveis. Encontramos maneiras de fazer o que queremos com a tecnologia disponível”, pontua Chris Meade.

Para Natalie Carter, o futuro trará “muito mais coleções de contos, e acho que veremos muito mais livros curtos”.

Nesse sentido, Cressida Cowell diz já ter sentido a mudança: “Mudei a maneira como escrevo, porque o tempo de atenção das crianças diminuiu. Os livros têm capítulos curtos e são incrivelmente visuais, brilhantes, como doces”.

Para a neurocientista Maryanne Wolf, “assim como as pessoas podem ser bilíngues e trilíngues, minha esperança é que desenvolvamos um cérebro ‘biletrado’. Podemos nos disciplinar para escolher o meio que melhor se adapta ao que estamos lendo e, assim, não perder o dom extraordinário que a leitura deu à nossa espécie”.

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*Fonte: bbc-brasil

Bom seria se todos se relacionassem com mais honestidade!

A honestidade é a base de todo relacionamento, seja de amor, de amizade, de trabalho, seja familiar. Isso traz segurança.

Em um mundo de aparências, como o nosso, fica difícil saber em quem confiar de verdade. Esse contexto de futilidades forma um terreno propício para que as relações interesseiras proliferem.

Status, fama, popularidade, beleza física, tudo isso é superestimado e buscado nos relacionamentos, em detrimento do amor, da lealdade e do companheirismo.

Nessa época de descarte de coisas, pessoas e sentimentos, pouco se luta na manutenção de um relacionamento. Ao primeiro sinal de contrariedade, separa-se, perde-se a amizade.

O tempo é célere, tudo tem urgência, ou seja, não se encontra mais tempo para sentar e resolver as coisas. Não podemos perder tempo, as tarefas de trabalho nos consomem, as postagens nas redes não podem esperar, a academia, o instagram, as séries, a novela, a estética, são muitos compromissos.

Não temos espaço na agenda para os sentimentos, para o café em família, para ouvir o colega, para escutar o nosso coração.

Infelizmente, essa correria robótica nos esvazia de afetividade. E, nessa toada, o que é superficial impera. Daí a irrelevância da honestidade nos espaços ilusórios em que navegamos. Porque ser honesto requer olhar para dentro, saber o que se sente, ser essência, ser de dentro.

Mas o que vem de dentro não pode ser postado, ostentado, nem receber curtidas ou viralizar.

E então a honestidade fica relegada a um segundo plano, porque, antes, é preciso parecer ser aquilo que agrada ao público, comprar o que está em alta, cuidar da imagem lá fora.

E é assim que muitos relacionamentos se perdem, nos diálogos que foram negligenciados, nos sentimentos que foram ignorados, nos olhares que ninguém viu. E é assim que a honestidade termina, junto com tudo o que é verdadeiro. Com tudo o que vem de dentro.

Não podemos deixar de viver o que somos verdadeiramente, ou ninguém mais nos reconhecerá.

A HONESTIDADE É A BASE DE TODO RELACIONAMENTO, SEJA DE AMOR, DE AMIZADE, DE TRABALHO, SEJA FAMILIAR. ISSO TRAZ SEGURANÇA.

Pessoas seguras dão o melhor de si, porque sabem que não usarão suas verdades contra elas. Sem falsidade, não há medo. Tudo fica mais leve.

*Por Prof. Marcel Camargo
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*Fonte: seuamigoguru

5 segredos para lidar com pessoas que sempre pensam que estão certas

Cansado de bater o rosto na parede? Discutir não é agradável, principalmente quando o fazemos com uma pessoa que não escuta. Aqui, nós o ajudamos a lidar com esses tipos de conflitos.

Quando discutimos com uma daquelas pessoas que pensam que estão sempre certas, é fácil acabarmos exaustos. Encarar o rosto contra uma parede não é agradável para ninguém, muito menos quando essa parede se opõe a nós e nos diz que estamos na defensiva. Portanto, neste artigo, queremos dar a você algumas chaves para lidar com pessoas que sempre acreditam que estão certas.

Desde o início, deve-se entender que é uma questão de inteligência emocional.

QUANDO UMA PESSOA PERMANECE NA CASA DOS TREZE ANOS SEM OUVIR OS ARGUMENTOS EXPOSTOS PELOS OUTROS, PROVAVELMENTE NÃO TEM A SENSIBILIDADE NECESSÁRIA PARA IDENTIFICAR O QUE A OUTRA PESSOA ESTÁ SENTINDO. EM OUTRAS PALAVRAS, ELES TÊM UMA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL SUBDESENVOLVIDA.


A chave está na inteligência emocional

Isso não é algo que deveria justificar o comportamento do sabe-tudo, mas lança alguma luz sobre o assunto. E é que, de acordo com Marta Krajniak, psicóloga da Farleigh Dickinson University, as pessoas que tendem a controlar excessivamente o ambiente ao seu redor apresentam mais dificuldade em ajustar seu comportamento com certas pessoas.

A psicóloga americana afirma que a baixa inteligência emocional pode ser uma das causas pela qual esse tipo de pessoa não consegue dar o braço para torcer.

Como lidar com pessoas que sempre acham que estão certas
É preciso entender que as relações interpessoais se caracterizam por serem líquidas e de difícil qualificação. Levando em consideração essa característica como parte da maioria dos contextos, queremos apresentar uma série de estratégias que provavelmente o ajudarão a redirecionar a situação:

1. Não diagnostique nenhum transtorno de personalidade na outra pessoa
É verdade que alguns desses comportamentos são típicos de certos transtornos de personalidade, mas isso não significa que a pessoa com quem você está discutindo tenha essa imagem. Portanto, não se preocupe em tentar diagnosticar a outra pessoa. Porque, mesmo que você tenha um transtorno, apontar algo assim é a pior coisa que podemos fazer.

2. Leve em consideração que a outra pessoa tem uma inteligência emocional subdesenvolvida.
Como dizemos, lembre-se de que todas essas situações tendem a ser devido à baixa inteligência emocional . Não queremos dizer que os comportamentos do intransigente são justificados. Talvez seja melhor exibir nossa própria inteligência emocional para que a outra pessoa possa ser infectada.

3. Não se preocupe
Já asseguramos que a pior coisa que se pode fazer nessas situações é ficar chateado ou zangado com a pessoa que está discutindo conosco . Nosso primeiro impulso será esse, mas devemos combatê-lo para que o clima da discussão não se torne ainda mais rarefeito. Mais uma vez, você precisa trazer à tona sua inteligência emocional para ver se algo se aplica à sua contraparte.

4. Considere por um segundo que você pode ser aquele que está errado.
Todas essas ferramentas que oferecemos não significam que devemos parar por um segundo para considerar se somos os errados. Insistimos, não se trata de passar por cima do outro, mas de poder recuar ou adotar uma postura mais prudente quando necessário.

E quem sabe, talvez, em alguma ocasião, você tenha sido a pessoa que estava errada. Não há nada pior do que entrar em uma discussão feia e depois perceber o quão confusos estávamos.

5. Cuide da comunicação
Como tudo na vida, a comunicação é essencial, ainda mais neste tipo de conflito, pois seremos obrigados a dividir o espaço com aquela pessoa. Principalmente se for um amigo ou familiar. Nesses casos, é melhor ter a mão esquerda e estar disposto a ouvir e se relacionar. Você ficará surpreso com quantas vezes poderá concordar com essa outra pessoa.

Como você verá, esses tipos de conflito geralmente estão intimamente relacionados à inteligência emocional. Uma falha importante da outra pessoa pode ser um obstáculo para que ela nos escute. Afinal, esse oponente não consegue entender o que você pode sentir naquele momento.

A falta de inteligência emocional é a causa, mas o desenvolvimento dela pode ser, ao mesmo tempo, a solução para essas situações desagradáveis.

Se mostrarmos nossa própria inteligência emocional nessas discussões, não entraremos no jogo. E, acima de tudo, podemos ser capazes de arrastar a outra pessoa para o campo da empatia e da compreensão.

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*Fonte: seuamigoguru

A impressionante técnica psicológica que revela o que você ignora sobre si mesmo

Compreender nossa vida e o ponto exato em que nos encontramos supõe compreender os acontecimentos que ocorreram ao longo do tempo e que nos conduziram em uma direção e não em outra. Infelizmente, nem sempre olhamos para trás sistematicamente, mas simplesmente nos permitimos ser agredidos por memórias desconexas e esporádicas.

Como resultado, não é estranho que muitas vezes nos sintamos presos na vida ou tenhamos a sensação de estarmos perdidos. Essa falta de continuidade temporal também atua como uma barreira que nos impede de nos compreendermos melhor, entender nossos valores e decisões, bem como nossas crenças ou estereótipos mais arraigados. A linha da vida é uma técnica psicológica muito valiosa que nos ajudará a expandir muito o conhecimento que temos sobre nós mesmos.

Qual é a linha da vida?
A linha da vida é uma técnica psicológica em que a pessoa traça uma linha que representa sua vida e escreve eventos passados, geralmente momentos de mudança e experiências significativas, que de alguma forma o marcaram. Por meio dessa ferramenta, as experiências são recapituladas para elaborá-las, dar-lhes sentido e aprender com elas. Também permite que você projete experiências no futuro que sejam mais gratificantes.

Como fazer uma linha de vida?
Os passos para fazer uma linha de vida são muito simples. Basta traçar uma linha em um pedaço de papel e começar a incluir as experiências mais significativas em ordem cronológica até chegar ao presente. Se você não se lembra dos anos exatos, pode fazer a linha por períodos de tempo, como: primeiros anos da infância, infância, adolescência, juventude, idade adulta e terceira idade.

Idealmente, você deve voltar à experiência mais antiga de que se lembra. Você deve incluir tudo, desde os fatos positivos aos negativos. Tudo o que você lembra e que o impactou, aqueles eventos que de alguma forma fizeram de você a pessoa que é hoje.

Na verdade, é importante que você anote tudo de que se lembrar, porque é provável que essa experiência, mesmo que pareça insignificante, o marcou emocionalmente a tal ponto que permanece ativo em sua memória. Portanto, lembre-se de que traçar uma linha vital exaustiva pode levar vários dias, pois, aos poucos, eventos mais significativos irão surgir em sua mente.

É importante lembrar que esta técnica psicológica não inclui elementos subjetivos ou opiniões, pelo menos a princípio, mas apenas os fatos ou decisões que tomamos. Portanto, deve ser redigido em linguagem clara e concisa. Porém, num segundo momento, a chave é refletir sobre esses acontecimentos, procurando compreender suas consequências no curso de nossas vidas, as emoções que geraram e, sobretudo, os traços em termos de crenças, padrões de pensamento ou estereótipos que tenham deixou.

Para que serve essa técnica psicológica?
A linha da vida é uma excelente ferramenta psicológica para nos reconectarmos com nossas experiências e reviver as emoções que elas geraram, o que facilita um diálogo interno pensativo sobre aqueles momentos de nossa vida que talvez “fechemos” muito rapidamente sem estarmos totalmente cientes de seu impacto psicológico.

Essa técnica nos permite entender por que somos como somos. Isso nos ajuda a organizar nossas informações vitais, atribuindo um lugar para cada evento. Desse modo, podemos tomar consciência de eventos significativos que provavelmente não percebemos, mas que nos marcaram a ponto de continuar a arrastar suas consequências.

Essa técnica psicológica também nos permite reavaliar nossas decisões e experiências à luz do presente. Essa reavaliação não deve se tornar um “acerto de contas” para recriminar a nós mesmos, mas sim um ato de aprendizagem que nos ajuda a tomar melhores decisões para o futuro. É aprender com a nossa história para construir um amanhã melhor.

A linha da vida também serve como uma espécie de prisma que nos permite verificar o aspecto efêmero dos problemas e conflitos. Ajuda-nos a assumir um distanciamento psicológico para melhor enfrentar os problemas atuais. Percebemos que não existe mal que dura cem anos e que tudo passa, embora quando estamos no meio da tempestade pareça terrível e eterno.

Na verdade, também podemos usá-lo para mudar nosso foco. Quando estamos passando por um período difícil, a linha da vida pode nos ajudar a focar nas emoções positivas que experimentamos em outros momentos para nos libertar daquele nó de pessimismo que nos mantém paralisados ​​ou sofrendo desnecessariamente.

Porém, a linha da vida também pode revelar conflitos latentes que não resolvemos ou problemas que continuamos a arrastar porque não tivemos coragem de resolvê-los. Na verdade, essa técnica psicológica não precisa necessariamente durar uma vida inteira. Podemos estabelecer limites de tempo ou até mesmo focar na evolução de uma esfera específica, como o trabalho ou a dois. Uma linha de vida mais específica permite-nos representar melhor a situação em que nos encontramos, rastrear as causas de um problema específico e poder resolvê-lo. Portanto, também pode ser uma ferramenta de solução de problemas muito útil.

Finalmente, essa técnica psicológica pode nos ajudar a descobrir algumas das crenças mais arraigadas sobre nós mesmos, aquelas que operam abaixo do nível de nossa consciência, mas geralmente orientam nossas decisões. Por exemplo, uma linha de vida pode sugerir crenças como “Eu sou um fracasso” ou “ninguém me ama”. Ou pode revelar padrões de comportamento prejudiciais para nós, como procrastinar continuamente na tomada de decisões ou tendência a fugir de nossas responsabilidades. Compreender essas “sombras” é o primeiro passo para mudá-las, construir a vida que queremos e nos tornar a pessoa que queremos ser.

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*Fonte: vidaemequilibrio

O significado da vida de acordo com Jung

De acordo com Carl Jung, o sentido da vida diz respeito à transcendência ou essência do indivíduo. Quando essa necessidade não é satisfeita de forma satisfatória, surge um desconforto e um vazio que se torna incômodo.

No século XX, as questões existenciais ultrapassaram as fronteiras da arte, literatura ou círculos de intelectuais. É um exemplo do sentido da vida de acordo com Jung . O colapso progressivo dos valores absolutos, a decepção derivada da crueldade humana e a falta de pontos de referência estáveis ​​alimentaram a necessidade de encontrar uma resposta.

Em cenário semelhante, o psiquiatra suíço Carl Jung identificou a inquietação geral e elaborou uma hipótese sobre a questão fundamental da vida, com uma resposta capaz de dar sentido à existência.

De acordo com Jung, o aspecto fundamental de nossa existência é a transcendência. Ou seja, segundo o filósofo, o indivíduo precisa sentir que sua vida tem um sentido para além do momento presente , que suas ações podem ecoar no mundo, que impactam a realidade.

Afirmou ainda que, quando a vida é percebida como um simples conjunto de momentos, sem um projeto de longo prazo que vá além de pequenas metas sem importância, surge a angústia existencial . A sensação de que nada faz sentido.

Antes da chegada da modernidade, eram as religiões que davam sentido à vida . A existência das pessoas não terminava com a morte , mas ia além com uma forma de vida espiritual em que tudo o que havia sido feito na vida terrena seria julgado, portanto recompensado ou punido.

Com a crise gradativa das crenças religiosas, o ser humano se viu nu diante da realidade. Esse aspecto começava a ser visível na época de Jung, que se propôs a dar forma para encontrar uma resposta à grande questão existencial.

“Quanto mais o homem corre atrás de bens falsos e quanto menos sensível ao que é essencial, menos satisfatória é sua vida.“

-Carl Jung-

Qual é o significado da vida de acordo com Jung
A questão existencial a nos colocar de acordo com Carl Jung é: a existência de uma determinada pessoa tem uma relação com o infinito? Mesmo sem saber, a maioria de nós está procurando uma conexão com o infinito no curso de nossa existência. Nós o buscamos por meio da fé religiosa, do trabalho, de nossas crenças, etc.

O infinito é um conjunto ou uma série com uma conclusão e com fronteiras que não conhecemos. A vida humana termina com a morte, mas todos sabemos que existem realidades que nos transcendem. Eles estavam lá antes de nascermos e ainda estarão lá depois que partirmos.

A religião foi uma das respostas mais naturais para estabelecer contato com o infinito. Acreditar em um Deus nos permite responder à pergunta fundamental sobre a vida. Para quem não acredita ou para quem Deus não é uma presença fundamental, as coisas complicam-se.

O infinito, portanto, é buscado nos descendentes: os filhos prolongam a vida. Também pode residir em um contexto específico, como no local de trabalho ou social.

A importância do sentido de transcendência

Desde os primórdios da história, o homem sempre quis estabelecer esse contato com o infinito. Por medo, por incapacidade de aceitar a ideia da morte ou de consolidar uma autoridade a que todos os humanos devem obedecer.

Ao lado da religião, até o amor era uma fonte para encontrar resposta à questão fundamental da vida. No entanto, o ser humano percebeu que se o objeto de seu amor é algo ou alguém finito e mortal, o sentimento está condenado a causar sofrimento.

Na medida em que o objeto de amor tem fim, o sentido da transcendência está condenado à morte, causando uma perda inevitável. Por esta razão, os seres humanos criaram divindades para tudo e as adoraram. Como imortais, o destino não poderia ter nos privado de sua companhia. Aqui é estabelecido um vínculo com o infinito.

Mais tarde e com o desenvolvimento das ciências e das artes, para muitos o conceito de Deus ficou em segundo plano. Em particular, as ciências e as artes tornaram-se um novo infinito capaz de oferecer transcendência à vida .

A resposta de Jung ao significado da vida oferece uma forma de bem-aventurança que não pode ser alcançada de nenhuma outra maneira. Esse conceito foi bem explicado pelo filósofo Spinoza , que o descreveu de forma mais do que clara.

A esse respeito, disse: “Nossa felicidade ou infelicidade depende apenas da qualidade do objeto de nosso amor (…). Mas o amor por um objeto eterno e infinito alimenta a mente com uma forma de pura alegria, desprovida de traços de tristeza ”.

Adaptado de La Mente è Meravigliosa
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*Fonte: pensarcontemporaneo

Como Obter O Que Você Deseja Da Vida?

Como Obter O Que Você Deseja Da Vida?

“A Maioria Das Pessoas Sonha Com A Vida, Sem Nunca Questionar Ou Avaliar A Vida Que Construiu Para Si Mesma. Eternamente Distraído Pela Próxima Dose De Dopamina.”

No momento, estamos vivendo em tempos muito confusos – mas emocionantes.

Cada setor está se acelerando rapidamente, o que aumenta a quantidade de conhecimento acumulado e a complexidade das ferramentas em qualquer campo. Mais conhecimento e ferramentas significam mais (confusas) escolhas sobre como lidar com os desafios da nossa vida.

Vamos encarar; Embora mais opções nos permitam fazer melhores, há muita porcaria confusa por aí para ter certeza das ações que estamos tomando.

Então, como fazemos nosso próprio mapa para conseguir o que queremos da vida? E sem perder a cabeça?

Como podemos manter a vida simples quando a realidade real que tentamos compreender é complexa?


Um Sistema De Feedback Para Sua Vida

Recentemente, reli o livro “princípios” de Ray Dalio e assisti a essa conversa com Elon Musk e o que vi é que ambos recomendam ter algum tipo de sistema de feedback para conseguir o que quer da vida, o que achei muito interessante.

Obviamente – sendo o nerd de listas que sou – reuni o máximo possível de informações sobre isso e fiz minha própria versão, e é isso que estou compartilhando aqui.

Não sei necessariamente se você vai encontrar tanta utilidade nisso quanto eu (só acho que as pessoas que compartilham traços de personalidade analíticos / listadores semelhantes vão realmente ler isso).

Mas, pelo menos, espero poder fazer você ver o valor de ter um sistema que permite que você tome suas próprias decisões críticas de vida e que permita que você desperte quando estiver se afastando muito do caminho.

Mas antes, gostaria de começar com esta ótima citação de Mark Manson;

“Nossa cultura de mídia social hoje está obsessivamente focada em expectativas positivas irrealistas: Seja mais feliz. Seja mais saudável. Seja o melhor, melhor do que o resto. Seja mais inteligente, mais rápido, mais rico, mais sexy, mais popular, mais produtivo, mais invejado e mais admirado.

Seja perfeito e incrível e cague pepitas de ouro de doze quilates antes do café da manhã todas as manhãs, enquanto dá um beijo de despedida em seu cônjuge pronto para selfies e em duas crianças e meia. Em seguida, voe seu helicóptero para o seu trabalho maravilhosamente gratificante, onde você passa seus dias fazendo um trabalho incrivelmente significativo que provavelmente salvará o planeta um dia.

Ironicamente, essa fixação no positivo – no que é melhor, no que é superior – só serve para nos lembrar continuamente do que não somos, do que nos falta, do que deveríamos ter sido, mas deixamos de ser.

Todos nós temos nossos próprios pontos fortes e fracos. Mas o fato é que muitos de nós somos medianos na maioria das coisas que fazemos. Mesmo que você seja realmente excepcional em uma coisa – digamos, matemática, pular corda ou ganhando dinheiro com o mercado negro de armas – as chances são de que você esteja na média ou abaixo da média na maioria das outras coisas.

Essa é apenas a natureza da vida. Para se tornar realmente ótimo em algo, você precisa dedicar tempo e energia a isso. E porque todos nós temos tempo e energia limitados, poucos de nós se tornam verdadeiramente excepcionais em mais de uma coisa, se é que alguma vez em alguma coisa.

Podemos então dizer que é uma improbabilidade estatística completa que qualquer pessoa possa ter um desempenho extraordinário em todas as áreas de sua vida, ou mesmo em muitas áreas de sua vida. isso não existe.

Simplesmente não acontece.

Homens de negócios brilhantes costumam ser prejudicados em suas vidas pessoais. Atletas extraordinários costumam ser superficiais e estúpidos como uma rocha lobotomizada.

A maioria das celebridades provavelmente é tão ignorante sobre a vida quanto as pessoas que olham boquiabertas para elas e seguem todos os seus movimentos.

Somos todos, na maior parte, pessoas bem comuns. São os extremos que ganham toda a publicidade. Todos nós sabemos intuitivamente disso, mas raramente pensamos e / ou falamos sobre isso.

A GRANDE MAIORIA DE NÓS NUNCA SERÁ VERDADEIRAMENTE EXCEPCIONAL EM QUALQUER COISA. E TUDO BEM. PARA CONSEGUIR O QUE VOCÊ DESEJA VOCÊ SÓ PRECISA SER CONSISTENTE.

O que nos leva a um ponto importante: que a mediocridade, como objetivo, é uma emboscada. Mas a mediocridade, como resultado, está OK.

Todas as porcarias que escrevo neste blog (todas as porcarias que estão sendo escritas na internet, na verdade) são ótimas e tal. Mas como você pode não sentir constantemente que está fazendo tudo errado por causa disso?

Não quero que este post dê a você outro sentimento de ‘sou um miserável’. O que é algo que tenho aprendido ultimamente com muitas coisas de autoaperfeiçoamento. E estou farto disso.

EU QUERO ACEITAR SER MENOS.

Quero menos entrada de informações de melhoria para mais saída de qualidade de vida. Eu simplesmente quero mais paz de espírito. Mais retorno para o meu eu fanfarrão de auto-aperfeiçoamento, por assim dizer.

No final das contas, eu só quero um sistema gerenciável para me manter no caminho certo e corrigir meu curso sempre que necessário e ler alguns livros / seguir pessoas interessantes ao lado. E é isso.

E isso é tudo que deveria ser.

Por Que Você Precisa De Um Sistema De Feedback?

Sinto que muitas pessoas passam mais tempo planejando suas próximas férias do que avaliando sua vida e trabalhando construtivamente em direção às metas que estabeleceram para si mesmas.

Muito menos gente faz isso de forma consistente.

Fo#a-se, que a maioria não tem nenhuma pista / nem preocupação onde colocam seu tempo e energia. E então, de alguma forma, eles se perguntam por que não alcançaram seus “objetivos”.

Eu gostaria de fazer os seguintes argumentos (não-científicos) em favor de ter um sistema de feedback;

SEM UM PLANO DE LONGO PRAZO PARA SUA VIDA, VOCÊ CAIRÁ NO PENSAMENTO DESTRUTIVO DE CURTO PRAZO POR PADRÃO (BUSCANDO ESTÍMULO E SEDAÇÃO).

Um sistema de feedback força você a fazer as perguntas certas – o que força seu cérebro a executar um “script” em vez de cantarolar em sua configuração padrão. (sua vida é planejada ou padrão?)

Com uma visão clara, você sempre saberá o melhor uso de seu tempo e energia, para que não fique preso na “agenda de outras pessoas” e continue trabalhando em prol da vida que deseja.

É como um filtro para saber onde melhor gastar seu tempo / energia / dinheiro (três recursos mais valiosos).

Ele permite que você avalie claramente seu progresso / realizações ao longo do tempo, o que – em retrospecto – adiciona um valor tremendo à sua vida. (mensurável, o crescimento progressivo é um grande fator para a felicidade).

Dá a sensação de que está realmente indo a algum lugar e que seus dias são importantes.

Uma sensação de envolvimento na vida como um gladiador, em vez de vê-la passar como um espectador.

De modo geral, a vida parece mais “organizada” e você tem mais confiança em sua capacidade de se controlar quando as coisas ficam difíceis (autossuficiência).

Não estou dizendo que você precisa usar meu sistema de feedback. Estou dizendo que você deve construir um pra você / fazer um que funcione pra você. Isso já basta para você conseguir o que você deseja.

*Por Simonsonlai Mente
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*Fonte: seuamigoguru

Para quem quiser julgar o meu caminho, empresto os meus sapatos

Não devemos deixar que os julgamentos alheios condicionem a nossa vida. Embora as críticas construtivas possam nos ajudar a crescer, devemos aprender a ignorar aquelas que só pretendem nos fazer mal.

Quantas vezes você já teve que enfrentar os julgamentos alheios? Em algumas ocasiões, não conseguimos nem lidar com o caminho que somos obrigados a seguir todos os dias, e muito menos “carregar” também as opiniões de terceiros sobre o que fazemos ou deixamos de fazer.

Dizer que isso não nos afeta pode ser uma mentira.
Fingir que somos surdos diante destes comentários que se atrevem a julgar nossas ações como se tivessem o dom da sabedoria universal nem sempre é fácil. Principalmente se a opinião vier de pessoas importantes em nossas vidas: nossa família, nossos amigos, etc.

É claro que ninguém será um autêntico amigo ou um familiar importante se se atreve a nos julgar sem conhecer nossas emoções, ou todos os momentos vividos que carregamos em nossas costas e em nosso coração.

Empreste a eles seus sapatos, porque ninguém conhece como você a dor das pedras que você tem carregado, os rios que tem cruzado, às vezes sem pedir ajuda a ninguém… Hoje, em nosso espaço, convidamos você a refletir sobre isso.

O caminho que construímos e as trilhas vitais que nos definem
Você não é somente essa mulher cujo reflexo vê no espelho. Não é simplesmente a sua forma de vestir, nem as palavras que profere aos demais.

Você é o seu caminho e todas as suas experiências vividas e integradas no mais fundo do seu ser… Essas sobre as quais ninguém sabe, somente você, e que ninguém mais deve conhecer se você não quiser.

Ninguém anda por este mundo falando a cada momento de tudo que teve superar, ninguém tem motivos para proclamar as suas decepções, suas derrotas ou suas vitórias. Então… Por que há pessoas que se atrevem a nos julgar sem saber?

-As pessoas acostumadas a julgar os demais costumam ser, em geral, as mais frustradas.

-Costumam ser personalidades insatisfeitas com elas mesmas, que projetam, por sua vez, a sua necessidade de controle e intervenção em vidas alheias.

-É comum que muitos de nossos familiares tenham o costume de nos julgar. “Você confia demais, por isso essas coisas acontecem com você”, “Você fez tudo errado desde o começo, você acredita que pode enfrentar tudo, e não é assim”.

-Julgam-nos com a intenção de nos ajudar e nos oferecer um aprendizado, mas na realidade desejam nos controlar e fazer com que nos “encaixemos” na sua forma de pensar, nas suas diretrizes.

-Em algumas ocasiões, quem julga o seu caminho tenta justificar a própria vida criticando os demais. É algo muito comum.

-Na realidade, quando nos julgam não nos dão argumentos válidos que sirvam de ajuda. Quase sempre buscam o ataque, a afronta ou o desprezo. Seu raciocínio costuma ser muito reducionista.

-Falta de autocrítica. Não são capazes de valorizar seus próprios atos, suas próprias palavras para ver que cometem erros ou que são capazes de causar dano. Limitam-se a projetar toda a crítica nos demais.

-Em geral, as pessoas acostumadas a julgar o nosso caminho não têm uma vida autêntica, de hobbies e paixões que os ajudem a relativizar as coisas e deixar de focar tanto nos demais.


Como defender-se dos julgamentos alheios
Com frequência dizemos que “isso não me afeta”, e realmente pode ser assim, sempre que o julgamento seja feito por um colega de trabalho ou por uma pessoa com a qual não temos um vínculo íntimo. Iremos esquecer o seu comentário com facilidade.

Entretanto, o que acontece quando um amigo, um parceiro ou um familiar é capaz de julgar o seu caminho?

Nestes casos é comum nos sentirmos ofendidos, e até feridos. A primeira coisa a fazer é manter a calma e focar em si mesma através de verbalizações como as seguintes:

“Eu sei quem sou, eu sei o que superei, e me sinto orgulhosa de cada passo dado, de cada aprendizado obtido com meus erros”. “Ninguém, a não ser eu, tem o direito de me julgar, porque somente eu sei o que sinto e como sou feliz com a minha forma de ser e com tudo que consegui”.

-Uma vez que você tenha reafirmado e protegido a sua autoestima, evite lançar comentários para ferir os outros. Se demonstrarmos desprezo ou raiva, os sentimentos negativos demorarão mais em desaparecer e nos machucarão ainda mais.

-Demonstre decepção. Deixe claro que ninguém tem o direito de julgar você desta maneira e que o simples fato de fazê-lo não significa que o conhecem.

-Quem se atreve a criticar o seu caminho e todas as trilhas pelas quais você passou não foi um bom companheiro de viagem. E não importa se foi a sua mãe, um irmão ou o seu parceiro.

-Quem não aceita que você tenha errado em alguma ocasião e o julga por isso claramente tem uma autoestima muito baixa. Quem vê a si mesmo como alguém que nunca comete erros ou toma más decisões certamente não tem autocrítica e empatia.

Se no dia a dia você só ouvir julgamentos de valor por parte daqueles que o rodeiam, ao final você se sentirá escravizado pelas opiniões dos outros. Não permita que isso aconteça.

Nestes casos você deve refletir e decidir se não vale a pena impor distância daqueles que são incapazes de ver o quanto você vale e a luz que você transmite.

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*Fonte: fasdapsicanalise

Por que você deve parar tudo e respirar fundo agora

Na maior parte do tempo, respiramos sem nem se dar conta de que estamos respirando. Mas respirar faz muito mais do que apenas fornecer oxigênio ao cérebro e ao corpo.

A cada inspiração e expiração, temos a capacidade de mudar, em segundos, a maneira como pensamos e sentimos. Controlar a respiração — o tempo em que inspiramos e a profundidade como o fazemos — também pode combater o estresse e até mesmo tornar nossa mente mais aguçada.

Tente agora: respire fundo por quatro segundos… agora, expire por seis segundos. Pratique isso por alguns minutos e você sentirá uma diferença.

A respiração afeta quase todos os órgãos do nosso corpo. Pode alterar nossa frequência cardíaca, diminuir a pressão arterial, reduzir níveis de estresse, combater a ansiedade, reduzir a sensação de dor e até mesmo alterar a química do cérebro para tornar nossa mente mais aguçada.

Não é por acaso que os exercícios respiratórios formam a base de muitas práticas antigas, da meditação à respiração na yoga.

Reiniciar o cérebro
Quando estamos estressados, os níveis de uma substância química chamada noradrenalina aumentam no cérebro, e suas redes de atenção são interrompidas. Isso causa um tipo de pensamento distraído.

Algumas pessoas prendem a respiração sob estresse, o que agrava ainda mais o problema. Os níveis de dióxido de carbono no sangue começam a subir, e isso dá o pontapé inicial para a ação do locus coeruleus, uma região específica do cérebro que começa a produzir ainda mais noradrenalina.

À medida que os níveis de noradrenalina aumentam mais e nossas redes de atenção começam a funcionar fora de sincronia, fica muito difícil se concentrar em apenas uma coisa.

Quando você respira fundo, interrompe todo o sistema. Respirar fundo é o botão de reinicialização do seu cérebro.

Monja Coen: ‘Não adianta querer que as coisas sejam como antes, porque a Terra não volta para trás’
Se você parar e inspirar contando até quatro e expirar contando até seis, você afeta o locus coeruleus, reduzindo os níveis de noradrenalina no cérebro. Suas redes de atenção podem trabalhar novamente em sincronia.

“É o produto farmacêutico mais preciso que você poderia administrar a si mesmo, sem efeitos colaterais”, diz o neurocientista Ian Robertson, professor da Universidade de Dublin, na Irlanda. “É incrivelmente potente. Você pode fazer isso em uma reunião, e ninguém precisa saber.”

O poder da respiração
Controlar a respiração pode ajudá-lo a recuperar sua própria confiança, dando uma sensação de que está no controle.

“Dá a você um pouco de senso de controle sobre seu próprio cérebro, suas próprias emoções e seu próprio pensamento”, diz Robertson. Depois de respirar fundo por alguns segundos, sua confiança começa a crescer. “De repente, talvez suas emoções não sejam o grande terrorista sobre o qual você não tem controle.”

Robertson diz que a chave não é lutar para controlar a respiração e sim apenas prestar atenção nela. Se você não fizer nada além de expirar por mais segundos do que quando você inspira, você está no caminho certo.

Da próxima vez que você se sentir sob pressão, lembre-se de que você tem o poder de mudar a química do seu cérebro com algumas respirações profundas, quando e onde quiser.

Os benefícios de controlar a respiração

1. Reduz níveis de estresse e combate a ansiedade
Acalme os pensamentos que correm pela sua cabeça diminuindo a frequência cardíaca e reduzindo sua resposta instintiva ao estresse. Isso quebrará o ciclo vicioso do pensamento de pânico e fará com que você se sinta com maior controle sobre sua mente e corpo.

2. Melhora a memória e a tomada de decisão
Controlar a maneira como você respira melhora a memória e a capacidade de resolução de problemas. Se você precisar pensar com mais clareza no momento, tente desacelerar sua respiração. Seus pensamentos devem então clarear.

Você também pode usar a respiração lenta para te ajudar a tomar melhores decisões de imediato. Um estudo envolvendo um grupo de alunos de uma escola de negócios francesa descobriu que fazer exercícios de respiração profunda melhorou os resultados dos estudantes em uma tarefa que envolvia a tomada de decisão em quase 50% apenas dois minutos depois de fazerem o exercício.

3. Ajuda a reduzir a sensação de dor crônica
A dor crônica e o estresse crônico estão intimamente ligados. Quanto mais estressado você estiver, mais seu corpo ficará em um estado de vigília. Você fica mais sensível aos sinais de dor que surgem de seu corpo. Uma maneira de quebrar este ciclo é se concentrar em sua respiração e diminuir sua resposta ao estresse em repouso.

4. Ajuda a voltar a dormir
Se você acordar no meio da noite e estiver com dificuldades para voltar a dormir, a respiração lenta pode ser algo que você pode fazer para tentar acalmar o cérebro, reduzir o estímulo ao locus coeruleus, diminuir seu estado de alerta e ajudá-lo na jornada para dormir outra vez.

5. Traz benefícios a longo prazo
Seja através da meditação focada na respiração, exercícios respiratórios ou mesmo no trabalho de respiração como parte de aulas de canto, prestar atenção à sua respiração pode ter benefícios duradouros. Além de torná-lo melhor no controle de sua resposta ao estresse, com o tempo isso colocará seu corpo em um estado de repouso mais calmo, com um profundo impacto em sua saúde geral – desde melhorar a saúde do coração até reduzir a inflamação crônica.

*Por Michael Mosley
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*Fonte: bbc-brasil

Desculpa, não estou querendo ser melhor que ninguém. Só estou vivendo meu momento

Desculpa, mas estou no momento em que não estou querendo machucar, ser deselegante, indiferente, imperceptível.

Eu estou meio do avesso, estou meio que descomplicando o que anda meio perturbável, estou aqui desvendando os mistérios de Deus diante da minha fé.

Estou precisando me olhar mais de um jeito menos crítico, sem achar que tenho a obrigação de carregar o mundo nas costas.

Desculpa se eu não estou podendo estar assim tão próxima, se não estou podendo reler muitas coisas e nem estou podendo estar tão atenta ao que acontece por aí.

Aqui dentro está tudo meio confuso, mas ao mesmo tempo, se ajeitando dentro dos planos do Divino.

Tem dias que eu ando pela casa, tem dias que eu saio e só sinto os pés seguindo com o fluxo do caminho.

Sigo conversando com meus pensamentos tentando entender aonde estou e em que posição fiquei. O que falta, o que preciso, o que me eleva para que eu descanse mais e não sofra tanto por antecipação.

Enquanto isso eu ajo dentro do pretexto do que tiver de ser será e que eu tenho que aprender a controlar minha ansiedade, controlar mais os sentimentos que por vezes se colidem, pelas coisas que descem seco goela adentro.

Estou me desvendando e sabendo que também estou presente dentro do processo de amadurecimento, e ele é tão real quanto o dia que nasce a minha frente me mostrando que eu posso investir ou desistir.

O que foi desperdiçado, ficou infelizmente em algum lugar que não percebi ou não encontrei motivos para reagir.

Eu estou aqui conflitando, mas também me salvando neste momento que pertence a mim.

Sinto que estou em uma grande estação olhando o vaivém das pessoas, ouvindo o apito da sirene, o chamado para a próxima viagem.

Não tenho hora marcada e nem pressa para algumas coisas. Mas eu continuo tentando com meu jeito de ser.

Desculpa, mas eu não estou querendo ser melhor que ninguém. Só estou vivendo meu momento, o que foi imposto, o que foi mostrado.

NÃO ESTOU EMPURRANDO PARA OS OUTROS O QUE É PROBLEMA MEU. SÓ QUERO QUE TODO MUNDO FIQUE BEM.

*Por Sil Guidorizzi
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*Fonte: seuamigoguru

Com o tempo, você aprende a amar mais, mas menos pessoas

É um segredo bem conhecido que os verdadeiros amigos podem ser contados com os dedos de uma mão e que, ao longo dos anos, a qualidade dos relacionamentos conta mais do que a quantidade.

É por isso que dizemos que, com o tempo, aprendemos a amar mais, mas menos pessoas.

As experiências de vida “nos forçam” a estreitar nosso círculo social, a ser mais seletivo e a administrar distâncias e proximidade mais precisamente e de acordo com nossas necessidades.

Não somos tímidos, nem anti-sociais, mas, na verdade, não nos interessa mais ter tantas pessoas ao nosso redor. Queremos estar cercados por aqueles que realmente importam para nós.

As decepções têm algo a ver com isso, mas as circunstâncias da vida também. Não temos o mesmo tempo de vínculo aos 15, 30 ou 40 anos. As prioridades mudam e isso resulta em um processo mais rigoroso de seleção de amigos.

Quanto mais profunda a amizade, mais agradável é

É muito comum se sentir sozinho, mas acompanhado. Da mesma forma, é frequente que esse sentimento seja mais comum e presente com o passar dos anos.

De fato, existem estudos que afirmam que a cada ano que passa nos ajuda a priorizar a qualidade sobre a quantidade.

Digamos que acabamos selecionando e priorizando as pessoas com quem nos damos melhor e que sentimos que nos trazem bem-estar em todos os níveis: social, emocional, cognitivo etc.

De certa forma, nosso conceito de amizade muda ao longo da vida. Quando somos pequenos, todo mundo é nosso amigo, a menos que um dia brigássemos por um brinquedo.

Com o tempo, construímos um grupo de referências, pessoas que seguimos e com quem trocamos e nos relacionamos, compartilhando sentimentos , pensamentos, interesses e jogos variados.

Em geral, todo mundo passa por estágios ou momentos em que se sente desconectado do ambiente e das pessoas que deveriam ser “amigas”.

Isso acontece em particular desde a pré-adolescência e a adolescência propriamente ditas, porque todos estão à procura de seu lugar na sociedade.

Mais tarde, em nossa juventude , continuamos tentando compor e recompor as peças do nosso quebra-cabeça. De acordo com pesquisadores de desenvolvimento evolucionário como Erikson, nesta fase, ainda existe uma grande confusão.

Aos poucos, estamos deixando de lado grandes reuniões, festas loucas e excessos sociais, e estamos procurando pessoas com quem discutir e com quem compartilhar nossas preocupações pessoais e psicossociais.

Com o tempo, preferimos ficar mais à vontade, sentir-nos amados e importantes, concordar com interesses e pensamentos, estimular nossa mente a partir de debates e administrar nosso mundo de uma maneira muito mais madura.

As pessoas e amizades que gostamos

As amizades que gostamos e nos trazem coisas têm aquelas que não precisam tirar uma foto permanente para publicá-las nas redes sociais .

Os amigos de quem gostamos são os que nos dizem o que realmente pensam, mesmo quando discordam ou ficam com raiva, aqueles que não têm medo de aliviar seus sentimentos e esclarecer mal-entendidos.

Em uma amizade, há tudo, até argumentos, se necessário, porque duas pessoas nem sempre conseguem concordar com seus pensamentos, crenças, sentimentos ou maneiras de fazer as coisas.

São amizades que acabam se tornando relacionamentos de irmãos e irmãs, uniões profundas e distantes de pensamentos sombrios ou preocupações ocultas. Eles são os que merecem os abraços mais bonitos e os olhares mais cúmplices.

Estas são as pessoas que nos ensinam a amar mais, a quem consideramos membros de nossa família, a quem acompanhamos nos bons e nos maus momentos, com quem nos comprometemos e de quem não queremos partir.

Eles são os primeiros a quem emprestamos o giz do nosso quadro, para que nos ensinem ou nos distraiam, para que nos atraiam um ônibus espacial que nos permita compartilhar o mesmo destino.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

As ’doses diárias de natureza’ que podem diminuir seu estresse

Após mais de um ano de isolamento dentro de nossas casas, muitos de nós renovamos o apreço pela natureza.

E não é para menos. Mais e mais evidências sugerem que espaços verdes podem reduzir o estresse, revigorar o humor, melhorar a concentração e até têm o potencial de estimular nosso sistema imunológico.

Se você já é um ávido amante da natureza, deve ter notado como seu corpo se acalma com a visão dela. Quando você está em um espaço verde, você para, escuta, respira.

Sua frequência cardíaca diminui, você se sente mais calmo e seu pensamento fica mais claro. Passar mais tempo em áreas verdes pode ter um impacto duradouro em sua saúde e bem-estar – reduzindo o número de visitas ao médico e até melhorando seu humor a longo prazo.

Pesquisas têm consistentemente mostrado que mesmo períodos menos frequentes na natureza têm efeitos mensuráveis ​​em seu corpo e cérebro. Elas sugerem que passar um total de 120 minutos por semana na natureza é a chave para maximizar seus benefícios a longo prazo.

Um estudo recente no Reino Unido envolvendo cerca de 20 mil pessoas descobriu que aqueles que passavam pelo menos duas horas por semana em uma área verde eram significativamente mais propensos a relatar boa saúde e maior bem-estar psicológico.

Pode ser um parque, bosque ou floresta – contanto que sejam duas horas por semana, você terá benefícios.

Algumas sugestões: você pode passar mais tempo em um parque local durante a hora do almoço, passear com o cachorro no parque, viajar no fim de semana para um lugar verde ou até fazer um desvio de cinco minutos por uma pracinha arborizada a caminho do supermercado. Isso pode realmente torná-lo mais saudável e feliz.

A evidência dos benefícios de passar tempo na natureza é agora tão convincente que médicos em algumas partes da Escócia prescrevem a atividade a seus pacientes com condições de doenças cardíacas e depressão.

‘Banho de floresta’

A prática também é indicada como terapia no Japão, onde ganhou até um termo próprio. Os “banhos de floresta”, ou shinrin-yoku, surgiram nos anos 1980 como uma forma de terapia psicológica e física. O “banho” significa passar tempo na floresta absorvendo sua atmosfera com o objetivo de atingir um certo estado de bem-estar e reconectar com as áreas verdes do país.

Vários estudos investigaram os benefícios da prática japonesa. Os cientistas descobriram que o “banho de floresta” tem um impacto significativo no seu sistema imunológico, aumentando em 50% as chamadas “células exterminadoras naturais”, um tipo de linfócito necessário para o funcionamento do sistema imunitário inato. O mecanismo exato que causa isto ainda está sob investigação.

Os estudos envolveram dois grupos. O primeiro fez uma viagem em um fim de semana prolongado para uma floresta próxima. Ali, os participantes fizeram uma bela caminhada de duas horas em uma floresta durante três dias consecutivos.

Os participantes do segundo grupo fizeram uma viagem igualmente atraente para a cidade mais próxima como turistas. Eles exploraram a cidade a pé pela mesma duração e nos mesmos horários do dia.

No final das viagens, uma série de exames de sangue revelou que a viagem à floresta aumentou a atividade das células assassinas protetoras naturais dos participantes em impressionantes 56% – e elas permaneceram 23% mais altas do que antes, mesmo um mês após o retorno do grupo. Já a viagem pela cidade não surtiu efeito.

A professora Ming Kuo, da Universidade de Illinois em Urbana e Champaign, nos Estados Unidos, vem explorando os benefícios da natureza para a saúde há mais de uma década, observando seus efeitos na suscetibilidade a infecções, bem como na saúde mental.

Segundo Kuo, respirar certos micróbios que têm o potencial de melhorar o seu humor e são encontrados no solo pode fazer a diferença.

Produtos químicos antimicrobianos liberados pelas plantas – chamados fitocidas – também podem contribuir positivamente para nossa saúde.

Sair para combater o estresse
A longo prazo, a natureza pode reduzir de forma perceptível os níveis de estresse dos seres humanos.

Estudos descobriram que a exposição a espaços verdes pode impactar significativamente os níveis de cortisol presente na saliva, que é um marcador de estresse.

Outros demonstraram que a exposição a espaços verdes está associada a reduções na pressão arterial e na frequência cardíaca, algo que tem um impacto significativo no risco de doenças cardíacas.

E não são apenas as paisagens verdes que têm um impacto profundo em nossos corpos e cérebros – parece que mesmo apenas os sons da natureza podem realmente mudar nossa atividade cerebral também.

Cada vez que você ouve os sons suaves do canto dos pássaros ou de um riacho, as ressonâncias cerebrais mostram que sua atenção se desvia naturalmente para fora, você fica menos envolvido com seus próprios pensamentos – e isso ajuda a reduzir os níveis de ansiedade.

Raya
Na série Just One Thing (Uma Única Coisa), da Rádio 4 da BBC, o médico Michael Mosley aborda em diferentes episódios o que você poderia fazer por sua saúde se tivesse apenas uma escolha.

*Por Michael Mosley
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*Fonte: bbc-brasil

Os filhos são o motor que nos impulsiona a continuar, não importa o que aconteça

Os filhos, aqueles seres que trazemos ao mundo em milhares de sonhos e projetos, muitas vezes tornam-se tudo o que precisamos para nos levantar e seguir em frente. Certamente todos nós temos aquela força interior que nos impulsiona, que nos motiva, mas quando temos filhos, esse estímulo se multiplica e vemos como nossas habilidades se multiplicam, como nossas forças vêm de onde não sabemos e como podemos continuar, não importa o que aconteça.

Existem muitos tipos de amor, mas somente quem tem filhos entende a motivação que eles representam, o impulso que eles dão e a impossibilidade de se render a qualquer circunstância, não apenas por querer dar-lhes o melhor, incluindo o melhor exemplo, mas por causa da necessidade de tornar suas vidas melhores, e quando os pais estão bem, os filhos estão bem.

Não importa quantos anos eles tenham, nós somos o suporte natural de nossos filhos e de qualquer forma eles entendem e percebem quando não estamos passando por um bom tempo. Então, deixar qualquer situação negativa se torna uma prioridade para os pais.

Muitas vezes podemos sentir que o mundo desmorona diante de nossos olhos, mas depois nos voltamos e vemos aquele olhar daquele ser que veio de nós e tudo muda, sabemos que não precisamos de nada mais do que aquela força que nos faz sentir importante na vida daqueles que mais amamos e para eles a nossa visão do mundo, mesmo desmoronando, simplesmente muda.

A vida tem um significado particular para cada pessoa e propósitos muito variáveis, mas quem tem filhos sabe que há um antes e um depois, que as prioridades mudam, que queremos ser melhores a cada dia, de uma necessidade diferente, já não se trata apenas de nós, mas de alguém que veio através de nós e cujo mundo e visão dependerão em grande parte do que nós, como pais, podemos mostrar a ele.

Se você está passando por um momento ruim, você tem filhos e ainda não consegue encontrar a força para se levantar ou seguir em frente, inicie aquele motor natural que é ativado apenas olhando nos olhos daquele ser que confia em nós, até mais do que podemos fazer por nós mesmos, tenha em mente que seus passos não apenas determinam seu caminho, mas de longe determinarão a vida daqueles pequeninos que trouxemos ao mundo. Agradeça àquela energia que não precisa de muito para ativar e continua o caminho.

*do Rincón del Tibet
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Fonte: pensarcontemporaneo

Zygmunt Bauman: somos aquilo que podemos comprar

Via Pensar Contemporâneo

Zygmunt Bauman é um sociólogo e filósofo polonês que se debruça sobre os problemas do capitalismo, ou melhor, sobre a face mais perversa e doentia do capitalismo insano e selvagem: a ideia de que somos aquilo que podemos comprar. Ele observa que a sociedade atual, bombardeada pela propaganda incessante, vive em estado de estresse e ansiedade, pressionada a consumir cada vez mais. A sociedade atual sequer consegue pensar em soluções para seus problemas, afinal, não há tempo para isso. Temos muitas contas para pagar e perdemos completamente o poder de decidir nossas vidas.

Aliados a essa mentalidade, os bancos se dedicam aos clientes que não conseguem pagar suas contas, preferindo que o indivíduo faça um empréstimo para pagar outro empréstimo, pois, afinal, lucram (e muito) com os juros. O indivíduo disciplinado que paga suas contas precisa ser capturado pela lógica do endividamento, pois é uma ameaça ao lucro das instituições financeiras. Aqueles que não podem pagar não têm acesso aos shoppings centers, os santuários espirituais das sociedades de consumo. Nossa época reflete, segundo Bauman, um momento onde o poder político desvinculou-se do poder econômico. Assim, a política tornou-se ilusão, pois as decisões políticas devem ser do interesse do poder econômico.

Se no passado o capitalismo era norteado pela cultura da poupança, onde as pessoas faziam sacrifícios para obter aquilo que necessitavam, hoje vivemos a ilusão do “aproveite agora e pague depois”. E pague, de preferência, por coisas que não precisa. A criação de necessidades é uma especialidade desse esquema cruel e excludente.

Contudo, até mesmo o supremo poder econômico, que tudo domina, irá consumir a si mesmo. Estamos, segundo Bauman, em uma época sem líderes ou política, orientados tão somente pelo consumismo, sem direção ou objetivos. Somente após o previsível colapso de nossas sociedades de consumo é que buscaremos soluções mais sensatas.

*Por Alfredo Carneiro
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*Fonte: provocacoesfilosoficas

“Pessoas felizes não precisam consumir”, a afirmação brutal do filósofo Serge Latouche

O ideólogo do decrescimento analisa como nossa sociedade criou uma religião em torno do crescimento e do consumismo.

Nascido em Vannes (França) há 70 anos, diante de uma platéia que escutava sentada nos corredores de acesso ao salão do Colegio Larraona de Pamplona, ​​salientando que o ritmo atual de crescimento da economia global é tão insustentável como a deterioração e a falta de recursos no planeta.

Convidados pelo coletivo Dale Vuelta-Bira Beste Aldera, sob o título de sua palestra “A diminuição, uma alternativa ao capitalismo?”, Ele afirmou que a sociedade estabelecesse uma autolimitação do seu consumo e exploração ambiental. Do seu ponto de vista, não se trata de propor uma involução, mas de acoplar a velocidade do gasto dos recursos naturais com a sua regeneração.

Especialista em relações econômicas Norte/Sul, o prêmio europeu de sociologia e ciências sociais Amalfi, seu movimento decrescentista, nascido nos anos 70 e estendido na França, defende a sobriedade na vida e a preservação dos recursos naturais antes de sua exaustão.

Em sua opinião, se a queda não for controlada, “a queda que já estamos experimentando” será o resultado do colapso de uma forma insustentável de capitalismo, e também será excessiva e traumática.

Uma bomba semântica. Serge Latouche afirma que o termo decrescimento é um slogan, “uma bomba semântica causada para neutralizar a intoxicação do chamado desenvolvimento sustentável”, uma forma de pensar, sustentabilidade, estendida pelo economismo liberal dos anos 80, e que favorece o pagamento de tudo.

“Por exemplo, no caso do trigo, obriga-nos a pagar pelo excedente, pelo seu armazenamento e também temos de pagar para destruir o excedente.”

“Devemos falar sobre o A-crescimento”, ele disse como um convite para refletir sobre nosso estilo de vida, incluindo a exibição do supérfluo e do enriquecimento excessivo.

Do seu ponto de vista “vivemos fagotizados pela economia da acumulação que leva à frustração e a querer o que não temos e não precisamos”, o que, diz ele, leva a estados de infelicidade.

“Detectamos um aumento de suicídios na França em crianças”, acrescentou ele, para referir-se à concessão por bancos de empréstimos ao consumidor para pessoas sem salários e ativos, como aconteceu nos Estados Unidos no início da crise econômica global. . Para o professor Latouche, “pessoas felizes geralmente não consomem”.

Seus números como economista dizem que ele está certo: todos os anos há mais habitantes no planeta, enquanto os recursos estão diminuindo, sem esquecer que consumir significa produzir resíduos e que o impacto ambiental de uma pessoal equivale a 2,2 hectares, e que a cada ano 15 milhões de hectares de floresta são consumidos “essenciais para a vida”.

“E se vivemos nesse ritmo, é porque a África permite isso”, enfatizou. Para o professor Latouche, qualquer tipo de escassez, alimentos ou petróleo, levará à pobreza da maioria e ao maior enriquecimento das minorias representadas nas grandes empresas petrolíferas ou agroalimentares.

Trabalhe menos e produza de forma inteligente.

Tachado de ingênuo por seus detratores, postulou trabalhar menos e distribuir melhor o emprego, mas trabalhar menos para viver e cultivar mais a vida, insistiu.

A partir de um projeto qualificado como “ecossocialista”, além de consumir menos, a sociedade deve consumir melhor, para qual propos que se produzisse perto de onde mora e de forma ecológica evitar que por qualquer fronteira entre Espanha e França circule até 4 mil caminhões uma semana “com tomates da Andaluzia cruzando com tomates holandeses”.

Ele terminou com um louvor ao estoicismo representada em Espanha por Seneca: “A felicidade não é alcançada se não podemos limitar nossos desejos e necessidades.”

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Pessoas fofoqueiras são semeadoras de discórdias, evite-as.

Pessoas fofoqueiras são semeadoras de discórdias, evite-as.

Não existe fofoca santa, quem fala mal dos outros têm um vazio enorme no coração, e um desejo grande de prejudicar alguém.

Pessoas fofoqueiras carregam rancor e fracasso dentro de si, e o seu intuito é sempre denegrir, causar desafetos, e semear discórdias.

A fofoca é um ato covarde de alguém que não respeita sentimentos, nem se importa com o bem-estar de ninguém.

INFELIZMENTE, HÁ MUITAS PESSOAS FOFOQUEIRAS E DE CORAÇÃO RUIM NESSE MUNDO!

Não seja um instrumento de divulgação da maldade alheia, nem abrigo de seus venenos.

Pior do que o fofoqueiro é aquele que repassa o que não sabe, nem viu, é aquele que se aproveita a situação para levantar falso testemunho contra alguém que mal conhece.

Pior do que as fofoqueiras de plantão são aqueles que, em vez de cortar o mal pela raiz, cultiva a ruindade e a espalha sem respeito algum pelo outro.

PESSOAS FOFOQUEIRAS NÃO FAZEM AMIGOS, FAZEM VÍTIMAS!

E provavelmente você só será mais uma de suas prioridades futuras, quando por algum motivo, elas ficarem insatisfeitas com você.

Toda pessoa que faz fofoca, se disfarça de gente do bem, e ainda tem a audácia de dizer, que só ouviu falar, mas que não gosta de falar mal de ninguém. Vive exibindo um caráter que não tem.

“As pessoas que nos trazem assuntos ditos por terceiros sobre nós mesmos – imbuídas no suposto intuito de nos ajudar e de alertar sobre alguma coisa – são normalmente as pessoas mais perigosas. Usam a autoproclamada “experiência” ou a “vivência da idade” a fim de espalhar a mais pura e odiosa fofoca. Jamais se esqueçam: quem traz, também sempre leva”. Andre Rodrigues Costa Oliveira

Pessoas fofoqueiras são semeadoras de discórdias, evite-as.

*Por Cecilia Sfalsin
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*Fonte: seuamigoguru

É fundamental pensar sobre o futuro…

Você já percebeu que sempre estamos pensando no futuro, fazendo projetos para ele, e mesmo tentando prevê-lo? Pois é… Essa é uma característica natural do ser humano, ou seja, a necessidade de procurar antecipar os tempos vindouros sempre está presente em nós. Assim, sempre proliferaram magos, adivinhos, horóscopos, etc. Tal comportamento faz parte de nossa natureza de seres pensantes, mas, segundo um provérbio árabe “aquele que prevê o futuro mente mesmo quando fala a verdade.”

Então sabemos que é impossível prever o futuro. Mas podemos prospectá-lo, com ferramental adequado, e então determinar com razoável precisão o que está para vir de encontro a nós. E mais: desvelando prováveis futuros, será possível preparar e moldar o futuro que nos toca mais proximamente… E isso é tremendamente importante! Mas o que seria prospectar? Segundo a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – o ato de prospectar, ou prospectiva, é realizar “tentativas sistemáticas para observar a longo prazo o futuro da ciência, da tecnologia, da economia e da sociedade com o propósito de identificar tecnologias emergentes que provavelmente produzam maiores benefícios econômicos e sociais”. Repare no verbo observar, para procurar identificar futuras tendências que possam resultar em progresso e “maiores benefícios econômicos e sociais”… Ou seja, segundo Maurice Blondel (1861 – 1949), polêmico filósofo francês que, dentre várias teorias por ele desenvolvidas, procurou estudar as relações entre a ação e o pensamento humanos e sua orientação histórica e social: “O futuro não é previsto. Ele é preparado”. Que afirmativa importante e verdadeira!

Pois é… Para tal, a prospectiva utiliza um ferramental bastante amplo, envolvendo várias áreas do conhecimento humano e observações detalhadas na área que se quer prospectar. Na realidade, ela não se preocupa com o futuro em si, mas sim com as tendências que possam ser aproveitadas com proveito para moldar o futuro, como Blondel citou. Um exemplo, mesmo que simples e carinhoso: é comum perguntar a uma criança: “O que você vai ser quando crescer”? Pergunta impossível de responder, mesmo para nós adultos, em relação ao que nos resta de tempo nesse mundo… No entanto, se observarmos bem a resposta e continuamente monitorarmos o comportamento da criança, poderemos descobrir nela tendências para uma moldagem de futuro, como dotes artísticos, habilidades marcantes, etc. E aí, quem sabe, ajudá-la em sua evolução, através da educação e formação acadêmica adequadas.

Outro exemplo, também muito comum: eu estava acompanhando minha esposa em algumas compras de roupas em uma loja de fábrica. Nós, maridos, sabemos como isto pode ser complicado e demorado, não é? Mas então, conversando com uma vendedora, perguntei como atualizam o estoque, e ela me respondeu que através do estudo detalhado de revistas femininas, viagens a grandes centros, observação de concorrentes, conversas com clientes, etc. Ou seja, prospectiva da próxima moda, na descoberta das novas tendências, para que os negócios da loja não sejam ultrapassados pela concorrência, ou mesmo para se sobrepujar a ela…

Ou seja, procurar enxergar as tendências nos permitirá planejar o que fazer para moldar nosso futuro, reduzindo incertezas e melhorando nosso conhecimento sobre algo que possa nos interessar em nossa carreira, no futuro de nossos filhos, no sucesso de nosso negócio. Prospectar é não esperar que a mudança aconteça para tomar providências, que podem ser tardias, mas sim atuar proativamente, até mesmo provocando a mudança desejada.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

Ciência explica por que é tão difícil dizer não

Quando era estudante universitária em Nova York, nos Estados Unidos, Vanessa Bohns foi encarregada da temida tarefa de coletar dados de pesquisa na Estação Ferroviária da Pensilvânia, como parte de um projeto de pesquisa acadêmica.

Cada vez que se aproximava de uma pessoa, ela esperava ouvir um suspiro de exasperação ou o murmúrio de um insulto. Mas raramente as reações eram ruins; muito mais pessoas estavam dispostas a responder aos questionários do que ela esperava.

Seria possível que a maioria de nós subestimasse a disposição dos demais para atender aos nossos pedidos?

Ao longo da década seguinte, Bohns realizou diversos estudos que confirmaram esse fato: em muitas situações diferentes, as pessoas são muito mais propensas a cooperar que imaginamos.

À primeira vista, seus resultados pareciam fornecer uma visão otimista e agradável da natureza humana. “Começou como algo positivo – não é ótimo que as pessoas sejam mais propensas a ajudar você do que pensamos?”, relata ela.

Mas, desde então, Bohns acabou percebendo que seus resultados refletem uma tendência mais ampla de subestimar a influência que as nossas palavras têm sobre os demais, seja pedindo que elas realizem boas ou más ações. Muitas vezes, as pessoas só nos atendem porque acham muito embaraçoso dizer ‘não’, mesmo quando se sentem desconfortáveis com os nossos pedidos.

Essa compreensão pode ajudar a entender como os nossos pedidos poderão afetar os demais – particularmente no ambiente de trabalho – e ajustá-los adequadamente, para respeitar os limites de cada pessoa.

Testando nossa disposição de ajudar

O trabalho de Bohns – que ela agora transformou em um novo livro, intitulado Você tem mais influência do que pensa (em tradução livre do inglês) – baseia-se na pesquisa de Ellen Langer na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, na década de 1970.

Naquele estudo, os participantes tentaram “furar” a fila da fotocopiadora da biblioteca da universidade. Comoé de se esperar, um grande número de pessoas concordou em ter a fila furada se a pessoa que fez o pedido tivesse uma boa desculpa. 94% das pessoas permitiram que o participante passasse à frente se ele dissesse que estava “com pressa” – contra 60% quando a pessoa não forneceu o motivo do seu pedido.

Mas, surpreendentemente, quase o mesmo percentual de pessoas – 93% – permitiu que o participante passasse à frente se ele dissesse que “precisava fazer algumas cópias”, o que, na verdade, não é desculpa nenhuma. O experimento sugeriu que as pessoas não prestam atenção aos detalhes do que os outros dizem e, por isso, podem ser influenciadas por explicações superficiais.

“Desde que se siga um roteiro geral, nós não necessariamente processamos se tudo faz sentido. Nós apenas deixamos acontecer”, afirma Bohns, que agora é professora de comportamento organizacional na Universidade Cornell, nos Estados Unidos.

A pesquisa de Bohns sobre a influência e a complacência começou no final dos anos 2000.

O primeiro experimento tentou reproduzir sua própria experiência na estação ferroviária. Os participantes precisavam abordar estranhos no campus da universidade e pedir a eles que respondessem a uma pesquisa. Tudo o que eles podiam dizer era: “Você pode preencher um questionário?” Para obter 5 respostas, a maioria das pessoas estimava que precisaria pedir a pelo menos 20 pessoas. Na prática, esse número foi de cerca de 10.

Em outro experimento, os participantes saíam do laboratório para pedir a um estranho que andasse com eles até uma academia de ginástica nas proximidades, explicando que eles não conseguiam encontrá-la. Em média, os participantes imaginavam que precisariam abordar cerca de 7 pessoas até que alguém concordasse em servir de acompanhante.

Mas, quando os participantes realizaram a tarefa, eles descobriram que cerca de uma a cada duas pessoas se ofereceram para sair do seu trajeto para ajudar. “Eles pareciam assustados e, às vezes, tinham um pouco de raiva porque precisavam fazer isso”, relembra Bohns. “E retornavam muito antes do esperado para o laboratório.”

Para examinar esse fenômeno em um ambiente natural, entre um grupo mais diverso de participantes que os estudantes universitários, Bohns pediu às pessoas que arrecadassem dinheiro para a Sociedade de Leucemia e Linfoma dos Estados Unidos. Em média, os voluntários previram que precisariam abordar cerca de 210 pessoas para cumprir com a meta de arrecadação de US$ 2.100 a US$ 5 mil (R$ 11,7 mil a R$ 28 mil). Na verdade, eles conseguiram fazer contato com apenas 122 pessoas para atingir seu objetivo.

Como evitar constrangimentos
É fácil compreender por que Bohns e seus colegas ficaram tão animados com esses resultados iniciais. Conhecer a disposição das pessoas para ajudar poderá nos dar mais confiança para administrar projetos profissionais, por exemplo.

Mas, após alguns anos de pesquisa, ela decidiu examinar se podemos também usar nossa influência de forma antiética, sem perceber a facilidade com que outras pessoas seriam influenciadas pelos nossos pedidos, ou como elas se sentiriam desconfortáveis para dizer ‘não’.

Em um experimento, ela forneceu aos participantes livros falsos da biblioteca e pediu que eles abordassem estranhos com o seguinte pedido: “Olá, estou tentando pregar uma peça em alguém, mas ele conhece a minha letra. Você poderia rapidamente escrever ‘veja isso’ nesta página deste livro da biblioteca?”

Bohns suspeitava que muito poucas pessoas concordariam e os participantes compartilhavam do mesmo ceticismo. Mas, como ocorreu com o questionário, essas previsões estavam erradas. Apesar de levantarem algumas objeções, mais da metade das pessoas abordadas pelos participantes concordou em cometer o pequeno ato de vandalismo.

Esse não foi um incidente isolado. Outro dos estudos de Bohns concluiu que as pessoas estavam dispostas a falsificar documentos acadêmicos por simples solicitação de um estranho.

E ela encontrou padrões similares utilizando uma plataforma online, na qual os participantes precisaram examinar suas reações em diversos cenários. Os participantes relataram que se sentiriam mais confortáveis para cometer um ato antiético se alguém pedisse que eles o fizessem. Mas eles frequentemente subestimaram o quanto suas palavras poderiam influenciar as decisões das outras pessoas.

Por que isso acontece?
Bohns suspeita que as pessoas muitas vezes atendem aos nossos pedidos por medo de criar conflito. Para ela, “somos uma espécie social e não queremos fazer coisas que possam causar prejuízos aos nossos relacionamentos”.

Particularmente, podemos recear que, dizendo ‘não’, estamos sugerindo de alguma forma que a outra pessoa é egoísta ou imoral, fazendo com que ela se sinta humilhada – um fenômeno conhecido como “ansiedade da insinuação”.

“Realmente, seria embaraçoso para ambos”, segundo Bohns. “Por isso, podemos sugerir que não nos sentimos confortáveis com alguma coisa, mas é muito mais difícil chegar e dizer ‘não, não vou fazer isso’.”

Esta é a realidade. Quando nos perguntam como prevemos que alguém reagirá a um pedido, nós desconsideramos o seu medo do constrangimento e subentendemos que a outra pessoa seria mais corajosa do que realmente é – o que nos leva a subestimar nosso poder potencial de persuasão dos demais para que ajam contra a sua própria natureza.

Deixar espaço para a recusa
Bohns acredita que a nossa tendência de subestimar a nossa influência é muito importante no ambiente de trabalho. Se você pedir a um colega que lhe faça um favor em prejuízo da sua atenção ao seu próprio trabalho, por exemplo, você pode imaginar que ele pode simplesmente recusar, mas o medo que ele tem de criar constrangimentos poderá fazer com que ele aceite.

É preciso enfatizar que estes são padrões gerais. As diferenças individuais da influência das pessoas e sua percepção desse poder naturalmente dependerão de muitos fatores e do contexto específico da situação.

Nos estudos de Bohns, os participantes quase sempre tinham a mesma posição social. Mas, claramente, a dinâmica de poder desempenha um papel importante. Por definição, pessoas em posição superior deverão ter mais influência sobre as pessoas em posição inferior dentro de uma hierarquia.

É importante notar que a pesquisa de Bohns sugere que essas pessoas podem não compreender como alguém pode se sentir desconfortável para responder ‘não’ aos seus pedidos. Por isso, elas podem acabar pedindo demais aos seus colegas mais jovens, mesmo sem intenção de abusar da sua posição.

Bohns acredita que, em muitas situações, devemos criar oportunidades reais para que as pessoas discordem. Isso pode significar a mudança do meio empregado para fazer nossos pedidos. As pessoas são mais propensas a responder positivamente à sua solicitação se você pedir pessoalmente ou por telefone, enquanto elas poderão se sentir mais confortáveis para negar o seu pedido por email.

É claro que você ainda pode decidir que gostaria de fazer o pedido pessoalmente – o que talvez seja mais educado ou permita que você explique o seu caso com mais detalhes -, mas você poderia pelo menos dar à pessoa o tempo de refletir e responder mais tarde. “Você pode dar à pessoa um pouco mais de espaço para ordenar seus pensamentos”, afirma ela.

Ian MacRae, psicólogo do trabalho e autor do recente livro O sombrio social: o lado mais sombrio do trabalho, da personalidade e das redes sociais (em tradução livre do inglês), afirma que está muito interessado nas pesquisas de Bohns.

Ele concorda que dar espaço para a discordância é fundamental. Para ele, os chefes deverão ter muita cautela para fazer um pedido em público, pois isso dificultará ainda mais para o funcionário dizer ‘não’. “Isso gerará acúmulo de ressentimentos e terá consequências negativas mais tarde.”

E, se você for o funcionário que precisar recusar um pedido, MacRae sugere que você poderá reduzir o desconforto agradecendo ao colega pela oportunidade e fornecendo uma razão construtiva para a sua recusa.

Imagine que o seu chefe tenha surpreendido você com uma tarefa urgente, quase impossível de ser realizada, que causará enorme nível de estresse. “Você poderá dizer que está muito satisfeito por acreditarem que você é capaz de realizar a tarefa e que, no futuro, você ficará feliz em fazê-la, mas que você precisaria ser avisado com ‘X’ dias de antecedência ou ter recursos adicionais para cumpri-la com eficiência”, aconselha MacRae.

“Dessa forma, não será uma rejeição, mas sim uma conversa sobre como a tarefa pode ser realizada”, segundo ele.

Bohns espera conscientizar mais pessoas sobre as formas em que as nossas palavras afetam os demais – e nossa tendência de subestimar a dificuldade de recusa – para que respeitemos com mais facilidade os limites dos demais.

“Se quisermos concordância real, devemos sempre pensar nas formas em que podemos facilitar para que as outras pessoas digam ‘não’.”

A nossa influência muitas vezes pode ser invisível para nós, mas, com um pouco de treino, todos poderemos exercer esse poder com mais compaixão e responsabilidade.

*Por David Robson – escritor de ciências residente em Londres. O seu próximo livro, O efeito da expectativa: como o seu pensamento pode transformar a sua vida (em tradução livre do inglês) será publicado pela editora britânica Canongate/Henry-Holt no início de 2022. Sua conta no Twitter é @d_a_robson.

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*Fonte: bbc-brasil

Não existe pior prisão do que uma mente fechada

Carl Jung disse certa vez que “Todos nós nascemos originais e morremos cópias”. Ao analisar a frase de Jung à luz da contemporaneidade, poderíamos encontrar um enorme problema, uma vez que vivemos em um mundo regido sumariamente pela liberdade. Isto é, o fundamento maior da nossa sociedade é a liberdade, que se ramifica em diversos aspectos, desde o econômico até o comportamental. Entretanto, se olharmos com profundidade, perceberemos que essa estrutura de mundo “livre” existe tão somente no plano teórico e, assim, somos só reprodutores da ordem vigente ou simplesmente cópias, como argumenta Jung.
Obviamente, a nossa cosmovisão sofre influências externas, esse é um processo natural. Da mesma maneira que a vida em sociedade necessita de regras a fim de manter o convívio social dentro de certos limites éticos. Sendo assim, pensar no exercício da liberdade como algo ilimitado é impossível, já que todas as coisas possuem o seu contraponto e limitações. Apesar disso, a existência de pontos limitadores não implica a inexistência da liberdade e o condicionamento irrestrito a valores passados por uma ordem “superior”.

Todavia, é isso que tem acontecido, temos sido escravizados ou, lembrando o João Neto Pitta, “colonizados pelo pensamento alheio”. E pior, por uma ideologia extremamente nociva para nós enquanto seres humanos. Fomos reduzidos a estatística, na qual somos divididos entres os condicionados e os condicionáveis. Ou seja, não existe nessa estrutura a concepção de um ser livre, que exerce a capacidade de raciocínio e afeto para discernir sobre o que quer e deseja. Todos são domesticáveis em potencial.

Esse controle é feito por meio da conversão à sociedade de consumo e seus valores fundamentais, que reduz tudo a um valor mercadológico precário, rotativo e obsoleto. A mídia com todos os seus tentáculos está a serviço do grande capital, que não visa outra coisa a não ser a conversão de mais pessoas, contemplando o deus consumo em seu templo maior: os shoppings centers. Lugar de alegria, satisfação, preenchimento de vazios e liberdade irrestrita, pelo menos teoricamente ou midiaticamente. Mas, em um mundo regido também pelas aparências, pelo espetáculo, o importante não é o que é, e sim, o que aparenta ser, sobretudo, aos olhos dos outros.

Aliás, nesse esquema, não basta ter, é necessário parecer que tenha, expor, mostrar, iludir, ganhar aplausos, tapinhas nas costas, sorrisos falsos e olhar invejosos. Em outras palavras, é preciso confessar ao mundo que você é um vencedor, que é um bom filho de “Deus”, que é recompensado por seguir os seus preceitos, ir ao seu templo e contemplá-lo 24 horas por dia. E existem ferramentas muito úteis para isso, as redes sociais que o digam.

Toda essa teatralidade da vida cotidiana, montada com cortinas que nunca se fecham, é apresentada como verdade e nós — com nossa psique altamente fragilizada — a compramos com extrema facilidade. Para os mais duros na queda, nada que mil repetições não sejam capazes de construir, afinal, como disse Joseph Goebbels, ministro da propaganda na Alemanha Nazista: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

Apesar disso, a grande maioria de nós não está revoltada com a sua condição, pelo contrário, aceitamos o jugo de bom grado. Ou pior, o buscamos. É claro que não possuímos o domínio das relações de força na sociedade, não controlamos as leis, o sistema jurídico, tampouco, a mídia. Somos “apenas” espectadores vorazes de uma batalha desigual e opressora. Entretanto, será que não há o que ser feito? Será que não existem alguns pontos de luz que tentam nos iluminar? Eu sei o quanto é difícil se libertar e quão alto é o preço que se paga pela liberdade. Mas de que adianta ter o conforto de uma vida “segura”, se é por meio dessa “segurança” que a servidão e os males decorrentes desta se tornam possíveis?

Como disse Rosa Luxemburgo: “Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem”. É preciso, então, se movimentar, correr, gesticular, falar, até que o som das correntes seja insuportável e nós consigamos despertar de um sonho ridículo que apresenta um espetáculo celestial em meio a um inferno cercado de grades manchadas com sangue, suor e sofrimento. Se uma mente que se abre jamais volta ao tamanho original, a que se liberta jamais aceita retornar à prisão; porque por mais que as condições sejam adversas, o princípio da autonomia está dentro de nós, quando decidimos romper o medo de abrir os olhos e passamos a enxergar. Sendo assim, o cárcere não é criado do lado de fora, é criado do lado de dentro, já que a chave que prende é a mesma que liberta, pois não existe pior prisão do que uma mente fechada.

*Por Erick Morais
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*Fonte: pensarcontemporaneo

Muitas vezes, o Universo manda os sinais, mas você está distraído e nem percebe!

Você sabe reconhecer os sinais do Universo? Muitas vezes, o Universo manda os sinais, mas você está distraído e não percebe!

Ontem eu conversava com uma mentorando da Jornada da Deusa. A primeira aula, geralmente, é sobre como eu cheguei a jornada e uma pequena base teórica do que eu uso durante o processo. Conversávamos sobre Jung e a teoria da sincronicidade. Até me lembrei de contar a história de como ele chegou à teoria da sincronicidade.

Ele estava atendendo uma paciente de difícil manejo e há tempos não via uma melhora dela. Um dia, ela começou a contar um sonho que tivera com um escaravelho dourado. Ele se lembrou de que esse era um símbolo do Egito antigo, que aparece em vários hieróglifos e começou a conversar sobre estes arquétipos com ela.

Durante a sessão ele sentia estar ouvindo algo batendo na janela. Ela estava fechada porque os dias frios de já haviam começado, mas, intrigado, foi ver o que era. E qual não foi a surpresa dele quando viu um escaravelho – levemente dourado – que batia incansavelmente na sua janela.

A sincronicidade é uma coincidência sim – o mesmo bicho do sonho batendo a janela – mas que traga algo de significativo. Aquele pequeno animal não era típico nem do local e nem da época do ano em que estavam. Era coincidência, mas falava diretamente a paciente dele naquele momento. Era como uma confirmação de tudo o que estavam conversando.

QUEM NUNCA PEDIU A DEUS UMA LUZ? E FICOU ESPERANDO – AS VEZES SEM RECEBER NADA, MAS, MUITAS VEZES, RECEBENDO UMA RESPOSTA ATRAVÉS DE SINAIS.

As respostas podem ser simbólicas, como no caso do escaravelho, ou mais diretas. Mas se não estamos atentos, nem percebemos os sinais.

Pode ser uma conversa que alguém resolve ter com você. Pode ser um filme, um sonho, uma conversa que você escuta num restaurante enquanto almoça. Pode até mesmo ser um paciente que se senta na sua cadeira com o exato mesmo problema pelo qual você está passando.

A verdade é que sim, recebemos respostas sempre que nos disponibilizamos a ver e a ouvir. Sempre que tentamos e conseguimos entender o porquê de alguma coisa, sempre que nos abrimos para que o Universo nos responda às nossas dúvidas.

*Por Andrea Pavlovitsch

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*Fonte: seuamigoguru

Todos já passamos por isso

No decorrer dos dias vemos tanta má vontade das pessoas que começamos a pensar que não existem mais seres humanos com bondade no coração. Entretanto, são nos momentos de dificuldades- acidentes, doenças ou mesmo graves problemas financeiros- que verdadeiros “anjos” aparecem.

Veja esse filme com um lindo e inesperado final e lembre-se de que ainda há bondade no mundo.

Nunca deixe de acreditar. Afinal, quem nunca passou por isso?


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*Fonte: contioutra

Toda segunda-feira é uma aposta

Desde a época em que o homem resolveu organizar o tempo de acordo com estações climáticas, meses, semanas, horas e anos, a divisão das tarefas e dos períodos de descanso ficaram divididos de maneira que olhamos para o que passou e para o que virá com uma ideia de começo, meio e fim. Aí dizemos que passou mais um dia, que passou mais um mês e, quando menos esperamos, já se passou mais um ano.

Outro dia eu li que, mesmo com as cidades tendo a divisão do dia em horas, essas horas só ficaram organizadas de maneira a serem compatíveis de um lugar para o outro depois da revolução trazida pela máquina à vapor. Afinal, o trem tinha um horário para sair e outro para chegar e esse horário precisava ser o mesmo entre as cidades que os trilhos percorriam ou aconteceria a maior confusão.

Atualmente, para a maioria das pessoas os dias que seguem de segunda a sexta, às vezes sábado também, são dias de trabalho. Já o domingo, na teoria, seria um dia para recuperar o fôlego e se preparar para um novo ciclo, uma nova semana de trabalho que sempre chega e começa na segunda-feira. E, nessa história, tem gente que adoro um domingão. Outros, entretanto,o enxergam como um dia triste e melancólico, um tempo que passa arrastado e com cara de sofá e programas de tevê de pouca qualidade.

Nos momentos de lazer as pessoas fazem de tudo ou fazem nada. E viva o ócio criativo! Tem gente que pratica um hobby, tem gente que sai pra fazer trilha, tem gente que faz churrasquinho, tem gente que acessa e brinca na melhor casa de apostas online, vê filmes variados, maratona séries nos canais de streaming, ou passeia com o cachorro. Tem gente que até aproveita o tempo e arruma briga com o namorado. Cada um com as suas manias, né.

Agora, uma verdade costuma ser unânime; toda segunda-feira é uma aposta. É na segunda que são iniciadas as promessas de regime e perda de peso, é na segunda-feira que muita gente para de fumar e de beber, é na segunda-feira que a pessoa se propõe a iniciar uma rotina de atividades físicas, é na segunda-feira que começam os empregos novos, é na segunda-feira que a pessoa chega descansada e se propõe a arrumar a agenda. A gente nunca sabe exatamente o que acontecerá na terça-feira, mas a segunda-feira é sempre uma promessa de dias melhores.

A segunda-feira, talvez, seja como o dia primeiro do ano. Um lugar onde nossos sonhos são depositados e onde entendemos que, daqui pra frente, tudo será diferente. Talvez o nosso aniversário talvez seja uma espécie de segunda-feira.

Assim, num espaço de sete dias, sempre passa um cometa. Fica por nossa conta pegarmos em sua cauda, fazemos nossos pedidos e colocarmos tudo em prática. E, vale lembrar, a terça, quarta, a quinta, a sexta e o sábado também acontecem toda a semana. Ou seja, se a segunda-feira já passou você pode apostar na terça! E assim por diante. No fim das contas, o que importa é sempre acreditar que existem motivos para nos aperfeiçoarmos e continuar.

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*Fonte:  contioutra

Quer que o seu relacionamento dure? Sejam grandes amigos!

Quer que o seu relacionamento dure? Sejam grandes amigos!

Sejam grandes amigos. Não tenham medo de cutucar o outro e dizer: – Bonita aquela mulher. Nao tenham medo de ouvir: – Olha aquele cara que estiloso.

Dividam os pensamentos sem medo, tratem-se como tratam um melhor amigo: Grandes amizades são para sempre porque não precisamos esconder coisas. Quer ter um grande relacionamento? Tenha um grande amigo do seu lado.

Vai ter momentos de ciúmes? Claro que vai, mas o ciúmes passa, a mentira não. Seja sempre sincero mesmo que a curto prazo isso cause um estresse.

Lembre-se que se essa for a pessoa da sua vida você viverá todos os seus dias com ela, você precisará então mais do que um amor carnal, você precisará de uma intensa amizade, de um relacionamento baseado em confiança.

Dá para viajar pelo mundo e se aventurar com uma grande amiga. Dá para rir e passar a noite em claro se divertindo com um grande amigo.

Dá para ficar bêbado e passar mal enquanto seu grande parceiro segura seu cabelo para não sujar. Dá para ter noites de sexo incrível com essa sua amiga, amante, namorada.

FAÇA DELA SUA GRANDE AMIGA. FAÇA DELE SEU CONFIDENTE.
TENHAM SEGREDOS SIM… MAS JUNTOS. SEGREDOS DE VOCÊS.

Não dependam da companhia de outros casais, dependam só de vocês dois. Emanem alegria um ao outro. Sejam testemunhas da vida incrível a qual vocês escolheram dividir.

Seja um grande homem. Seja uma grande mulher. Sejam dois sem se anular, mas sintam que juntos vocês são muito mais. E tenham orgulho dessa alegria que aprenderam a sentir juntos.

Esse trecho foi retirado do livro “O Poder do chá de sumiço”. Ele está aí para te ajudar. Ele tem técnicas capazes de fazer qualquer homem se apegar a você: chá de sumiço, chá de desprezo, chá de apego, chá de exclusão, e mais outras técnicas inéditas.

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*Fonte: seuamigoguru

Eu! Eu! Eu! A era do narcisismo digital

Se Narciso, o personagem mitológico que caiu na água por estar contemplando sua reflexão, vivesse hoje, inundaria suas redes sociais com selfies nas quais apareceria em primeiro plano mostrando seu físico invejável e sua vida perfeita.

Vivemos em uma época em que o narcisismo penetrou profundamente: buscamos a aprovação de amigos – embora seja mais apropriado dizer seguidores, o que não é o mesmo – em redes sociais, para nos sentirmos bem em relação a nós mesmos. E toda vez que recebemos um “like”, nosso ego cresce. Para obter esses “gostos”, muitas pessoas projetam uma versão idealizada de si mesmas, alimentando o personagem que desejam e não o que realmente são.

O que é narcisismo digital?
Com a chegada das tecnologias da informação e, em particular, das redes sociais, o narcisismo digital proliferou. É um conjunto de práticas de comunicação típicas do universo 2.0, baseado em um egocentrismo tão acentuado que faz fronteira com o patológico.

O narcisismo digital é expresso por meio de uma série de ações “extremas”, como tirar um grande número de selfies ou compartilhar momentos, que poderíamos classificar como muito íntimos, de suas vidas, praticamente todos os dias.

Compartilhar – ou melhor, compartilhar excessivamente – é o modo que esses narcisistas digitais têm de estar no mundo, torna-se um gesto instantâneo, impensável, uma extensão natural de si mesmo. Ensinar – às vezes de maneira espetacular, e quanto mais espetacular, melhor – tornou-se a principal forma de existir: elas só existem se puderem ser vistas e reconhecidas.

O psiquiatra Serge Tisseron referiu-se a esse fenômeno como “extimidade”, conceito que emprestou de Jacques Lacan e que indica o “desejo de mostrar fragmentos de sua privacidade a partir dos quais ignoramos o valor, com o risco de causar desinteresse ou mesmo rejeição”. nos interlocutores, mas com a esperança de que o olhar deles reconheça o seu valor e o torne realidade diante dos nossos olhos “.

Portanto, a extinção on-line tem um propósito específico: buscar aprovação e admiração, que é expressa através da quantidade de “curtidas” que você obtém para cada foto e os elogios que confirmam a imagem e a ideia que você quer transmitir de si mesmo. mesmo.

Isso cria um loop que se autoalimenta, especialmente quando recebem respostas positivas, confirmando a teoria de usos e gratificações, que diz que quanto mais uma pessoa percebe que um meio satisfaz algumas de suas necessidades, mais ele a usará precisamente para esse fim, especialmente se essa pessoa acredita que não é capaz de satisfazer essas necessidades no mundo real da mesma maneira.

Raio X do narcisista digital
“Ferozmente competitivo em sua reivindicação de aprovação e aplauso, ele desconfia da competição porque inconscientemente associa isso a um desejo excessivo de destruição. […] ganancioso enquanto seus desejos não conhecem limites, exige satisfação imediata e vive em um estado de desejo inquieto e permanente. insatisfeitos “, de modo que o sociólogo Christopher Lasch descreveu o narcisista moderno.

O narcisista digital encontra nas redes sociais o meio ideal para satisfazer suas necessidades, e estas, por sua vez, realimentam essas necessidades, como confirmado por um estudo realizado nas universidades de Swansea e Milão. Esses pesquisadores descobriram que dois terços das pessoas tendem a usar as redes sociais principalmente para publicar selfies, o que mostra que as redes sociais servem como multiplicadoras do desejo de ser o centro das atenções e satisfazer essa profunda necessidade de admiração.

Nesse mesmo estudo, também foi apreciado, pela primeira vez, que participantes que publicaram um número excessivo de selfies apresentaram 25% a mais de traços narcísicos, indo além do limite clínico do que é considerado um transtorno de personalidade narcisista.

No entanto, as redes sociais não atraem todos os tipos de narcisismo de forma igual. Outro estudo realizado na Universidade de Florença concluiu que as redes sociais atraem principalmente narcisistas vulneráveis, aqueles que se sentem mais inseguros e têm baixa autoestima, já que no ambiente online se sentem mais confiantes do que nas interações reais, Assim, eles usam as redes sociais como meio de obter a admiração que desejam.

O desaparecimento do Outro e a angústia existencial
O fenômeno do narcisismo digital é complexo. O filósofo e sociólogo Jean Baudrillard Reims acreditava que parte da explicação está no desaparecimento do Outro, que se deve – entre outros fatores – à disponibilidade absoluta de outros, apesar das distâncias.

Na prática, com as tecnologias que transcendem as distâncias, cria-se uma presença constante, há um sentimento de que o Outro está “imediatamente presente” mas ao mesmo tempo “implicitamente inexistente”. É um paradoxo porque o fato de os outros poderem estar presentes – sem estar fisicamente – quase imediatamente, faz com que o exercício mental de imaginar o outro seja inútil.

Nós não precisamos imaginar o que podemos ter virtualmente diante de nós. Mas o virtual não é completamente real. Essa dicotomia implicaria a queda do Outro dando lugar a um reforço do especular, do narcisismo. A ausência do Outro se traduz em pessoas obsessivamente preocupadas consigo mesmas, que, diante do medo da solidão e do desamparo, são atormentadas pela angústia existencial que resulta de estar mais conectado, mas sozinho.

O narcisismo digital seria, afinal, a expressão de um egocentrismo extremo alimentado pela angústia existencial que gera uma sociedade individualista e competitiva em que as pessoas são cada vez menos valorizadas pelo que são e mais pelo que aparecem. Uma sociedade em que não é construída para dentro, mas para fora, deixando o interior tão vazio que tem que ser sustentado por “eu curti” em imagens artificiais.

Pior de tudo, muitos dos narcisistas digitais não estão totalmente conscientes disso. Imersos no paradoxo “hipermoderno”, consideram-se “pessoas maduras, responsáveis, organizadas, eficazes e adaptáveis; adultos abertos, críticos e céticos; mas ao mesmo tempo são desestruturados, instáveis, influenciáveis, frívolos e superficiais “, como aponta o filósofo e sociólogo Gilles Lipovetsky.

Qual é o antídoto para o narcisismo digital?
É importante estar ciente de que é difícil – se não impossível – salvar aqueles que não querem ser salvos. Portanto, não faz sentido começar uma cruzada contra o narcisismo digital porque deveria ser um processo de desconstrução individual.

Os narcisistas digitais devem ter em mente, no entanto, que a imagem que estão projetando não é realista e, portanto, a aprovação que recebem é uma reflexão, não eles mesmos. Isso leva ao desapontamento, na melhor das hipóteses, e a falsas ilusões de grandeza que o desconectam completamente do mundo, no pior dos casos.

Viver para posar não é viver, significa perder as experiências mais autênticas da vida. Deixar a auto-estima e o humor flutuar de acordo com a quantidade de “likes” que recebeu a última selfie publicada envolve colocar-se completamente nas mãos de uma massa que às vezes pode se tornar particularmente cruel. A personalidade narcisista, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é construída para ser à prova de balas, mas é uma frágil armadura de vidro.

A melhor maneira de se livrar do narcisismo digital é aprender a se desconectar, a se conectar com o mundo real. Não se trata de abandonar as redes sociais, mas de usá-las em sua medida adequada, e não se concentrar apenas em uma, mas desenvolver uma abordagem mais ampla.

A autenticidade também é um bom antídoto para conjurar o narcisismo digital dos tempos modernos. No final do dia, como Carl Jung disse: “o privilégio de sua vida é se tornar quem você realmente é”, tudo o mais é banal.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

10 ‘empregos do futuro’ que a pandemia antecipou

Lista do Centro do Futuro do Trabalho da Cognizant inclui detetive de dados, auditor de imparcialidade de algoritmos e facilitador de home office

Mesmo com o avanço da vacinação e a pandemia parecendo estar cada vez mais sob controle, e apesar de as empresas estudarem que tipo de modelo de trabalho será adotado em definitivo, algumas profissões parecem que vieram para ficar. Mesmo após o longo período de trabalho remoto mandatório, que empregos digitais persistirão?

Uma série de relatórios publicados pelo Centro do Futuro do Trabalho da Cognizant tentou identificar as funções que ao longo da próxima década serão centrais para as empresas e colaboradores ao redor do mundo. E que, para alguns delas e devido ao coronavírus, já se tornaram “trabalhos do agora”.

Facilitador de home office
Antes de 2020, estimava-se que menos de 5% das empresas tinham políticas de trabalho remoto. Agora, com a expectativa de que essa modalidade continue a ser a norma no período pós-pandêmico, as empresas querem atualizar suas condutas com base nas lições aprendidas no último ano, a fim de otimizar a experiência dos colaboradores. O facilitador de home office é uma figura inegavelmente essencial nos dias de hoje.

Conselheiro de comprometimento fitness
Muitas pessoas se sentem incomodadas com os quilos extras adquiridos durante os meses de pandemia. Para remediar a situação, é cada vez maior o número de conselheiros que adotam uma abordagem preditiva e preventiva. Eles se aliam a wearables, como Apple Watch e FitBit, e usam gráficos para ajudar os clientes a manter a forma física. De acordo com o índice da Cognizant, a demanda por essa função cresceu 28,7% no primeiro trimestre de 2021.

Gerente de projetos domésticos inteligentes
A profissão de gerente de projetos domésticos inteligentes ascenderá à medida que as casas forem construídas – ou recondicionadas – com espaços dedicados a escritórios domiciliares, repletos de roteadores no lugar certo, isolamento acústico, entradas separadas comandadas por voz. Até mesmo telas de parede feitas de Gorilla Glass, um vidro fino, mas mais resistente a danos e riscos.

Conselheiro de imersão em realidade estendida
Estes profissionais trabalharão com artistas, técnicos, engenharia de software, treinamento e colaboração, a fim de escalar maciçamente a adoção do melhor da realidade aumentada e da realidade virtual. Tudo para treinar e colaborar com funcionários no estilo aprenda-fazendo (em plataformas como Strivr), ou no modelo de aprendizado, com o uso, por exemplo, do Mursion (ambiente de realidade virtual), para tornar os colaboradores produtivos em menos tempo.

Arquiteto do ambiente de trabalho
Na era pós-covid, tudo será repensado na arquitetura dos escritórios, desde exames de saúde até as “viagens de elevador”. Será crucial para o futuro do trabalho que as empresas deem a devida importância ao impacto que o mobiliário e o imobiliário têm no bem-estar dos colaboradores. Fica evidente que o novo design tem de estar centrado no ser humano.

Auditor de imparcialidade de algoritmos
O estilo de vida pessoal e profissional “tudo on-line o tempo todo” acelerou a vantagem competitiva derivada dos algoritmos de empresas digitais ao redor do globo. No entanto, haja vista a crescente vigilância do uso de dados, é quase certo que, quando se trata da estrutura desses algoritmos, a verificação por meio de auditoria poderá assegurar que os profissionais do futuro sejam profissionais justos.

Detetive de dados
Cientistas de dados continuam com o emprego de crescimento mais rápido na categoria “algoritmos, automação e inteligência artificial”. Segundo o índice da Cognizant, essa profissão cresceu 42% no primeiro trimestre de 2021. Dada a alta demanda também são escassos, e é aí que os detetives de dados ajudam a preencher essa lacuna expressiva, para levar as empresas a investigar os mistérios do big data.

Previsor de calamidades cibernéticas
Além da covid-19, outra grande catástrofe de 2020 foram os ataques cibernéticos. A capacidade de prever esses eventos e alertar sobre os perigos é tão fundamental que, segundo o índice da Cognizant, houve um crescimento de 28% das vagas de previsores de calamidades cibernéticas ao longo do primeiro trimestre de 2021.

Arquiteto de maré
O desafio global da mudança climática e da elevação do nível do mar seguirá onipresente. Os arquitetos especializados em marés trabalharão com a natureza – e não contra ela – em alguns dos maiores projetos de engenharia civil do século 21. O Índice do Futuro do Trabalho indica que as vagas para esses arquitetos cresceram 37% no primeiro trimestre.

Técnico de robótica
Com ou sem pandemia, a ascensão de robôs no local de trabalho continua constante. Os gerentes de equipes homem-máquina trabalharão na intersecção de pessoas e robôs, a fim de criar colaborações sem atritos. A abertura de vagas para cargos precursores como esse cresceu aproximadamente 50%, de acordo com o índice.

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*Fonte: itforum

Como sua reação aos “Likes” do Facebook está relacionada a sua autoestima

Há cerca de 4,5 bilhões de “Likes” gerados diariamente no Facebook, com a metade de todos os usuários que gostam de, pelo menos, um post todos os dias, de acordo com o Pew Research Center. E, como a maioria das pessoas que já postaram uma foto no Facebook podem atestar, ganhar “Likes” nos faz sentir bem, enquanto ser ignorado por todos os seus amigos on-line pode ser potencialmente deprimente. Agora, um novo estudo lança mais luz sobre a forma de como todos estes “Likes” nos fazem sentir, achando que aqueles com um senso de propósito são menos suscetíveis de serem afetados.

“Descobrimos que ter um senso de propósito permite que as pessoas naveguem o feed de notícias virtual com mais rigidez e persistência. Com um senso de propósito, eles não são tão maleáveis quanto o número de “Likes” que recebem”, explica o professor da Universidade Cornell Anthony Burrow, o coautor do estudo. “Purposeful people noticed the positive feedback, but did not rely on it to feel good about themselves”. [“Pessoas com senso de propósito olham o feedback positivamente, mas não contam com ele para se sentir bem sobre si mesmas”].

O que é um “senso de propósito”? Para Burrow e sua equipe, são pessoas que concordaram com afirmações do tipo: “Para mim, todas as coisas que eu faço valem a pena” e “Eu tenho muitas razões para viver”. Basicamente, são pessoas orientadas para seus objetivos com uma motivação interna.

Em contraste, se você continuar olhando para o seu telefone para ver quantos gostaram de sua foto mais recente das férias, você pode estar se preparando para algumas emoções negativas.

O professor Burrow declarou:

“…Caso contrário, nos dias em que você receber poucos “Likes”, você vai se sentir pior. Sua autoestima seria dependente do que as outras pessoas dizem e pensam. A longo prazo, isso não é saudável, pois não é adaptável. Você irá querer se expor com rigidez… : “Eu sei quem eu sou e me sinto bem com isso”.

Os pesquisadores propõem que, porque as pessoas orientadas para seus objetivos veem suas realizações no futuro, elas são menos propensas a ficar animadas ou chateadas com recompensas imediatas que os “Likes” do Facebook proporcionam.

70% dos usuários do Facebook entram no site com frequência diária.

Como os pesquisadores chegaram a suas conclusões? Primeiro, eles estudaram as respostas de cerca de 250 usuários ativos do Facebook, medindo a sua autoestima e seu senso de propósito. Aqueles que foram considerados como tendo propósito não se importam muito sobre quantos “Likes” possuem, enquanto que aqueles com níveis mais baixos de propósito relataram uma maior autoestima quando recebem mais “Likes”.

Em um segundo estudo, os pesquisadores envolvidos uma rede social simulada chamada “Faces of the Ivies“, com 100 alunos da Cornell University, foram convidados a tirar um selfie e postá-los no site. Estudantes com menos propósito ficaram animados em receber “Likes” e sentiram um impulso na sua autoestima.

“Na verdade, os com mais senso de propósito não mostraram elevação em sua autoestima, mesmo quando eles foram informados que receberam um elevado número de ‘Likes’ “, disse Burrow.

Ser menos reativo a afirmações positivas de redes como o Facebook como não pode soar como uma grande jogada, mas ter um senso de propósito tem benefícios claros. Na verdade, se você não tiver propósito, você pode realmente agir contra os seus próprios interesses, mesmo quando coisas boas acontecerem.

Nicolette Rainone, coautora do estudo e assistente de programas para o “Program for Research on Youth Development and Engagement” [Programa de Pesquisas sobre o Desenvolvimento e Engajamento da Juventude] no “Cornell’s Bronfenbrenner Center for Translational Research” [Centro Bronfenbrenner de Investigação translacional da Cornell] explicou:

“Por exemplo, se eu estou estudando para um grande exame e obtenho uma boa pontuação em um teste prático, isto pode fazer-me pensar, ‘Oh, eu realmente não precisava estudar’. O que pode vir a diminuir a minha pontuação final, porque eu parei de persistir. Ter um objetivo mantêm-o emocionalmente estável, o que é essencial para o desempenho acadêmico e de trabalho bem-sucedido”.


*Por Iran Filho
(Paul Ratner / Publicado no Big Think)
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*Fonte: universoracionalista

5 formas com que pessoas inteligentes sabotam seu próprio sucesso

Alguns comportamentos podem atrapalhar o sucesso profissional e até pessoal. Veja dicas de como solucionar cada um deles

Ser brilhante não é a garantia definitiva do sucesso. É comum que muitas pessoas inteligentes não atinjam seus objetivos e, segundo a psicóloga e escritora Alice Boyes, isso frequentemente acontece por elas minarem a si mesmas, sutil porém gradualmente.

Em artigo no site Harvard Business Review, ela destaca cinco fatores que contribuem para o não aproveitamento de todo seu potencial. Entender esses pontos fracos, explica Boyes, é o necessário para contorná-los. Ela inclusive oferece recomendações para quem identifica cada um dos comportamentos em si mesmo.

#1 Desvalorizar outras habilidades
Desvalorizar outras habilidades, como as interpessoais, e se concentrar demais no intelecto é o primeiro fator apontado pela especialista. Pessoas inteligentes às vezes não veem outras competências como importantes. Isso não é do nada, nem incomum. “A maioria das pessoas tem um viés natural em relação ao desejo de capitalizar seus pontos fortes e, inversamente, prefere evitar pensar em áreas nas quais não são naturalmente tão fortes.”

Na maioria das funções, é preciso mais do que inteligência “crua” para avançar e crescer. Concentrar-se apenas em sua maior força, em vez de também abordar suas fraquezas, tende a ser autossabotativo, segundo Boyes.

Solução proposta:
Utilize pontos fortes para superar suas fraquezas. Aprender com facilidade, por exemplo, pode ser vantajoso para essa etapa. Não precisa transformar completamente sua personalidade, apenas exercitar comportamentos que fortaleçam a competência que não está tão desenvolvida.

#2 Achar o trabalho em equipe frustrante
Quem capta conceitos novos rapidamente pode sentir dificuldades ao trabalhar com outras pessoas que levam mais tempo para processar informações. As pessoas inteligentes também às vezes acham difícil delegar por sentirem que podem realizar melhor a tarefa – independentemente de isso ser realmente verdadeiro). Tendência bastante provável, de acordo com a psicóloga, para quem tem tendência forte ao perfeccionismo.

Solução proposta:
Identifique suas reações internas e entenda de onde elas vêm, mas também aprenda a apreciar genuinamente as muitas vantagens que a diversidade pode trazer para uma equipe, destaca Boyes.

#3 Atribuir toda sua autoestima à inteligência
“As pessoas inteligentes muitas vezes atribuem grande parte de sua autoestima a serem inteligentes, o que pode diminuir sua resiliência.” Assim, qualquer situação que desencadeie uma sensação de não ser tão brilhante – como trabalhar com outras pessoas inteligentes – é tida como altamente ameaçadora.

Solução proposta:
Tenha uma visão objetiva dos benefícios de trabalhar com pessoas que, em alguns aspectos, são mais inteligentes do que você. “Se você está se cercando de pessoas inteligentes, você está fazendo algo certo”, afirma a psicóloga, “lembre-se, o ferro afia o ferro.” Além disso, desenvolva relacionamentos com pessoas em quem confia para fornecerem feedback construtivo. Quanto mais você se acostumar a receber críticas de quem acredita em seu talento e capacidade, mais fácil se tornará.

#4 Entendiar-se facilmente
“Ser inteligente não é exatamente o mesmo que ser curioso, mas se você tem essas duas qualidades, você pode se sentir facilmente entediado com a execução das mesmas atividades várias vezes.” Alguns tipos de sucesso resultam da criatividade, mas outros tipos vêm de se tornar um especialista, o que inclui repetir tarefas.

Solução proposta:
Em vez de tentar mudanças drásticas, decida quando tolerar curtos períodos (alguns minutos ou horas) de tédio pode ter um impacto muito benéfico no seu sucesso. Por exemplo, dedique cinco horas por semana a uma atividade monótona, mas vantajosa, pelo menos a longo prazo. Além disso, certifique-se de ter possibilidade de aprender com frequência nos principais campos da sua vida.

#5 Considerar que refletir profundamente é a chave para qualquer problema
Tão acostumadas a encontrarem soluções a partir da reflexão, as pessoas inteligentes podem ter dificuldade de visualizar quando uma abordagem diferente é mais adequada e benéfica.

Solução proposta:
Considere quando outras estratégias além do pensamento são mais prováveis ​​de resultar em sucesso. “Experimente fazer pausas para soltar-se e permita-se aprender fazendo, em vez de pesquisar exaustivamente”, diz Boyes. Quando perceber que está sem encontrar solução e com reflexões majoritariamente negativas, por sua vez, ela indica realizar uma atividade que utilize toda sua capacidade, como montar um quebra-cabeça.

*Matéria originalmente publicada no portal parceiro Na Prática

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*Fonte: epocanegocios

O que é o metaverso? Entenda tudo sobre a tecnologia que está mobilizando o Facebook

Qual é o futuro da tecnologia? Uma tecnologia como a internet já era prevista por cientistas desde o início do século passado, mas qual será a próxima grande revolução tecnológica. Segundo Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, o futuro está no conceito de metaverso, mas o que isso significa? O que é o metaverso?

O metaverso é um conceito extremo de realidade virtual; basicamente, trata-se da possibilidade de se criar um universo alternativo mediado pela internet, onde as pessoas poderiam trabalhar, se comunicar e se entreter de forma inteiramente digital, criando um universo alternativo ao que vivemos no momento.

O Facebook está contratando milhares de funcionários na União Europeia para desenvolver essa tecnologia que, segundo Zuckerberg, será coletiva e não estritamente privada. Segundo o bilionário, diversas empresas e desenvolvedores devem se engajar na construção desse espaço virtual coletivo e compartilhado pelas pessoas.

Em entrevista ao The Verge, Zuckerberg descreve que “ao invés de apenas visualizar o conteúdo, você estará nele. E você irá se sentir presente com outras pessoas como se estivesse em outros lugares, tendo experiências diferentes que não podem ser realizadas em um aplicativo ou em um site, como dançar, por exemplo, ou realizar exercícios”.

A empresa anunciou um investimento de 50 milhões de libras esterlinas para investir em grupos sociais que têm a missão de tornar o metaverso um ambiente seguro. Mas ainda existem diversas questões éticas (e tecnológicas) que circundam essa tecnologia que, parece que, arriscadamente, deseja criar uma nova realidade.

“O metaverso não é a penas uma realidade virtual. Será acessível em diversas formas de acesso, como em óculos de Realidade Virtual, celulares, consoles de video-game e computadores. E a tecnologia não será exclusivamente destinada para games ou para entretenimento, mas tenho certeza de que isso será maior. Será um processo permanente, um ambiente síncrono em que poderemos estar juntos, e me parece que será um híbrido entre plataformas sociais que vemos hoje, mas em um ambiente corporal para ela”, explica.

De acordo com artigo do BBC, críticos afirmam que a medida é uma tentativa de reposicionar a empresa depois de diversos escândalos envolvendo privacidade e saúde mental de seus usuários.

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*Fonte: hypeness

6 dicas práticas para controlar a ansiedade

A pandemia alterou as rotinas das pessoas no dia a dia e interferiu negativamente em suas emoções e pensamentos. Por isso, nestes quase 15 meses, no mundo todo, a saúde mental da população passou a ser um tema central e amplamente debatido por corporações, profissionais e entidades do setor. E, dentro deste cenário, um dos sintomas mais visíveis e preocupantes é o aumento de pessoas sofrendo com a ansiedade.

“A ansiedade tem uma relação direta com o tempo. É a nossa mente focada não no presente, mas no que vai acontecer no momento seguinte, seja ele próximo ou distante. A gente quer controlar o que vai acontecer no futuro, e faz isso com medo. Será que as coisas vão acontecer do jeito que eu quero?”, exemplifica a terapeuta Catia Simionato, responsável pelo Canal Ser Felicidade.

“Isso acontece, por exemplo, quando assistimos a um filme de suspense. Repare que a gente não sabe o que vai acontecer e, por isso, sentimos medo, mudamos a nossa forma de respirar, nossos ombros ficam tensos e até perdemos o contato dos pés com o chão, prejudicando o fluxo da nossa energia interna. Diante dessa situação, nosso cérebro, inconscientemente, entende que estamos enfrentando um perigo real e nos coloca nessa posição instintiva de lutar ou fugir. A ansiedade causa isso tudo na gente”, acrescenta Catia.

Quando a ansiedade atrapalha nossas atividades diárias é o momento de ficar atento.
Um bom exemplo de como a ansiedade avança perigosamente pelo planeta é um estudo divulgado pela tradicional revista científica The Lancet, no Reino Unido. Segundo a pesquisa, em 2020 foram registrados cerca de 76 milhões de novos casos de ansiedade em todo o mundo. Esse número indica um crescimento de 26% sobre os casos relatados no ano anterior.

UM DOS RISCOS DA ANSIEDADE ELEVADA É CAUSAR DOENÇAS FÍSICAS: AS CHAMADAS DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS

Catia Simionato

“Um dos riscos da ansiedade elevada é deixar a pessoa em um estado emocional tão afetado que pode até causar doenças físicas. São as chamadas doenças psicossomáticas, quando nossas emoções são somatizadas e atacam diretamente o nosso corpo. Essas doenças começam na mente e depois dominam nossas emoções. E, na maioria das vezes, são apenas histórias que criamos a respeito do futuro porque a gente não sabe nada a respeito do futuro”, afirma a criadora do Canal Ser Felicidade.
Algumas mudanças no cotidiano podem auxiliar na redução da ansiedade.

Controlar a ansiedade é possível, mas o principal desafio é se manter o máximo possível vivendo o momento presente, sem se deixar levar pelos medos e histórias que a mente nos conta o tempo todo.

É importante uma avaliação médica para identificar o melhor tratamento, mas algumas mudanças no cotidiano podem auxiliar na redução e controle da ansiedade. Catia Simionato sugere 6 dicas simples e práticas, confira abaixo:

Colocar a atenção nos cinco sentidos.

Colocar a atenção em cada um dos cinco sentidos é um jeito fácil de manter o estado de presença. Usar o tato, por exemplo, para perceber a temperatura e a textura de um objeto. Estimular o olfato com incensos ou odorizadores de ambientes. Despertar mais o paladar saboreando melhor as refeições, observando os sabores diferentes entre um alimento e outro.

Ouvir uma boa música, ou mesmo cantar e dançar, ajudam a desenvolver a audição. E, por fim, a visão. Na natureza é mais fácil estimular esse sentido, apreciando uma bela paisagem, com uma praia ou uma montanha, por exemplo. Mas, mesmo em casa ou na rua, é possível procurar pela beleza que toca o coração de cada um.

Sentir os pés no chão.

Essa dica traz mais resultados se for feita na natureza, caminhando na grama, terra, areia ou mesmo sobre grandes pedras ou rochas, mas também é possível praticá-la em casa.

É preciso ficar descalço, com os dois pés apoiados no chão, e colocar a atenção na textura do piso, nas suas irregularidades e sentir se ele é quente ou frio, por exemplo.

Comparar o medo com o que realmente está acontecendo no presente.

Mesmo se algo de ruim estiver realmente acontecendo, é importante saber como lidar com a situação. Se são contas que não podem ser pagas, por exemplo, a pessoa precisa aceitar essa realidade com mais serenidade. E simplesmente não pagar as contas.

A partir disso, deve procurar um jeito de resolver essa situação, mas com um plano prático e objetivo, sem ficar especulando sobre os piores cenários possíveis. Neste exemplo, a solução pode ser definir uma estratégia para procurar um emprego, estabelecer uma meta realística para economizar dinheiro ou mesmo estar aberto a uma mudança de padrão de vida para encontrar mais tranquilidade e equilíbrio.

Respirar melhor.

A ansiedade “encurta” a respiração, que fica mais concentrada na parte alta do pulmão, e isso não é saudável, deixando a pessoa num estado permanente de “alerta”, como se estivesse sob perigo iminente. Uma dica simples é realizar pelo menos uma longa respiração (durante uns 15 segundos, aproximadamente) por hora, enchendo bem os pulmões de ar.

Meditar.

Entre muitos outros benefícios, a prática diária da meditação é altamente recomendável para controlar a ansiedade, por ser uma excelente ferramenta para nos conectar com o presente. Meditação significa tirar a atenção da enxurrada de pensamentos da mente e colocar a atenção em outra coisa. O mais simples de qualquer meditação é simplesmente direcionar a atenção para a respiração. Isso coloca a pessoa no momento presente e, quando isso acontece, a mente tende a desacelerar e até silenciar completamente.

O ideal é começar com alguns minutos apenas. Não é fácil tirar a atenção da mente. Por isso, a pessoa deve começar a meditar de um a três minutos nas primeiras sessões, colocando toda a sua atenção na respiração. E, quando estiver confortável, dias depois, aumentar para 5, depois para 7 minutos e assim por diante. Uma dica é a caminhada meditativa, que ela mesma pratica. A ideia é caminhar diariamente por qualquer lugar uns 10, 15 ou 20 minutos, prestando muita atenção no que encontrar pelo caminho, como se fosse a primeira vez que a pessoa vê tudo aquilo. Isso vai tirar a atenção da mente e levar para as coisas ao redor.

Exercitar-se. A prática regular de exercícios físicos é fundamental para a saúde física e mental. Além de ajudar a prevenir doenças, proporciona a sensação de bem-estar e relaxamento, que contribuem com a qualidade de vida. O sedentarismo ainda leva a maiores taxas de ansiedade. A prática esportiva também contribui para manter a pessoa no estado de presença por mais tempo.

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Fonte: ciclovivo