Por que quanto mais envelhecemos, mais difícil é suportar as pessoas? Um estudo parece ter a resposta

As amizades são uns dos bens mais preciosos que podemos conseguir, no entanto, elas estão sempre se transformando, bem como a nossa relação com os amigos.

Quando somos mais novos, queremos passar cada minuto do dia ao lado dos nossos amigos. Sentimos que a vida não é a mesma sem eles, e amamos aproveitar todos os instantes ao seu lado, mesmo que não tenhamos nada para fazer. É nesse período que começam as “noites do pijama” nas casas e os fins de semana juntos, que aproveitamos bastante.

Crescendo um pouco e assumindo novas responsabilidades, como trabalho e faculdade, nosso tempo para estar com os amigos diminui bastante, mas ainda assim fazemos questão de os encontrar toda semana, aproveitando os dias de descanso ao seu lado, seja para ficar em casa ou em eventos.

As coisas começam a mudar mesmo quando ficamos um pouco mais velhos, criamos nossa própria família e passamos a nos desconectar um pouco mais das redes sociais, preferindo o conforto de nossa casa a noites em claro na rua.
Você sente que já está vivendo essa última fase? Se sim, saiba que isso é algo bastante normal, e não significa que ficou “chato”, apenas que está aproveitando a sua vida de uma maneira diferente.

As mudanças em nossas amizades com o passar do tempo também são algo que intriga os cientistas, e levou alguns deles a conduzir um estudo bastante interessante sobre o tema.

Para esse estudo, cientistas da Universidade de Aalto (Finlândia) e da Universidade de Oxford (Inglaterra) se uniram. Uma matéria do The Independent resumiu os pontos mais interessantes da pesquisa que analisou as ligações de homens e mulheres em determinado período.

O estudo mostrou que homens e mulheres continuam fazendo novos amigos até os 25 anos, e que a partir dessa idade, a quantidade de amigos diminui rapidamente e continua a decrescer pelo resto da vida.

Os pesquisadores pontuaram que um homem com idade média de 25 anos procura em média 19 pessoas diferentes pelo celular a cada mês, e as mulheres, na mesma idade, em média 17,5 pessoas.

Esses números despencam bastante quando eles atingem 39 anos, em que as procuras por telefone se mantêm em 12 pessoas para homens e 15 para mulheres. Aos 80 anos, essas médias são de oito para homens e seis para mulheres.

Os pesquisadores acreditam que essa queda ocorre porque as pessoas mais velhas provavelmente mantêm um contato maior com os filhos e netos crescidos do que com os amigos, com quem nem sempre têm o mesmo relacionamento de antigamente.

O estudo também defende que a razão pela qual começamos a perder amigos é que durante a juventude conhecemos muita gente e experimentamos muitas coisas, antes de nos tornar adultos de fato.

“Os indivíduos exploram a gama de oportunidades (tanto para amizades quanto para parceiros reprodutivos) disponíveis para eles antes de finalmente se estabelecer com aqueles considerados ideais ou mais valiosos”, explica.
Esse estudo é bastante interessante para compreendermos que nossas relações vão se transformando com o tempo porque escolhemos permanecer apenas com as pessoas com quem temos uma conexão real, o que indiretamente sugere que deixamos de “suportar” todos que estão ao nosso redor, sendo muito mais seletivos nas amizades.

Se você chegou à fase mencionada pelos pesquisadores, com certeza entendeu que, quando se trata de amizades, qualidade é muito melhor do que quantidade, e hoje mantém um curto círculo social, mas com quem realmente sabe que pode contar.

*Por Luiza Fletcher
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*Fonte: osegredo

8 coisas que as mulheres só fazem quando estão apaixonadas

Homens e mulheres realmente são seres individuais e particulares, e é por isso que não podemos esperar que se comportem de maneira parecida.

O ser humano por sua vez, tende a agir de uma forma diferente, e fujir do convencional quando está apaixonados, os seus hormônios mudam, os níveis de componentes químicos em seu cérebro se alteram e uma série de reações passam a acontecer em nosso organismo.

1- Repassa mentalmente os seus melhores momentos juntos a cada 1 hora
Quando se está apaixonado, é difícil não pensar na pessoa que amamos. E as mulheres em especial, tendem a gostar de repassar e consequentemente reviver alguns momentos em sua mente, apenas para sentir mais uma vez aquela emoção que sentiu quando as coisas de fato aconteceram.

2- Fala sobre ele o tempo todo, visto que praticamente tudo a faz se lembrar da sua existência
Se alguém fala em chocolate, você se lembra da vez que saíram para a sorveteria e ele escolheu aquele sabor, que é o seu favorito e etc.

Você acaba falando sobre ele a cada 5 minutos, até porque simplesmente tudo te faz se lembrar dos momentos que viveram juntos.

3- Abre mão dos rolinhos e dos demais caras da geladeira
Sim! Um preciso sinal que pode indicar que uma garota realmente está apaixonada, é o fato dela simplesmente abrir mão de todos os seus rolos e pretendentes, porque literalmente não sente que precisa de nenhum deles, e que agora dará certo e será feliz apenas com você.

4- Passa a se arrumar ainda mais quando sabe que irá se encontrar com ele
As mulheres já são vaidosas por natureza, mas quando estão apaixonadas então, obviamente passam a se cuidar a ainda mais, pois agora, elas possuem mais um motivo para isso.

5- Ela passa a se interessar por assuntos que antes não gostava apenas para fazer ainda mais parte do seu universo
Ela se torna mais suscetível e interessada nos assuntos que ele adora e se interessa. Esse ato por sua vez, tende a ocorrer de maneira espontânea e quase inconsciente, visto que tudo que é relacionado a ele, perante os nossos olhos, se torna algo divertido.

6- Ela aceita experimentar coisas novas ao seu lado
Sexy long legs of a caucasian woman wearing garter belt and stockings.With high heels shoes with golden rhinestones.

Quando uma mulher está amando, ela se questiona menos e se entrega mais. Além disso, a grande maioria das coisas realmente se tornam mais divertidas quando sabemos que a faremos ao lado e com quem estamos amando.

7- Ela tende a ser mais espontânea
As risadas, as piadas, os comentários bobos, todas essas coisas fluem naturalmente es espontaneamente entre vocês, até porque ela simplesmente não consegue segurar tudo aquilo que pensa ou sente quando está ao seu lado.

8- Se permite ser mais vulnerável e acessível para ele
Toda mulher tem lá a sua casquinha de proteção, que geralmente criamos quando saímos de outros relacionamentos ou sofremos grandes decepções.

Por outro lado quando uma mulher começa a se apaixonar novamente, ela tende a se deixar vulnerável, mas não da maneira negativa, o que ela faz é se abrir para a outra pessoa e se entregar a aquilo que realmente sente.

E então queridos leitores, vocês já sabiam que as mulheres ficavam exatamente assim quando apaixonadas? E vocês meninas, adicionariam algum outro item a essa lista? Conta pra gente aqui em baixo pelos comentários.

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*Fonte: vidaemequilibrio

11 chaves para evitar ser manipulado

“Para efetivamente manipular as pessoas, é necessário fazer todos acreditarem que ninguém as manipula” -John Kenneth Galbraith-

A arte da manipulação é uma área perigosa intimamente ligada às capacidades comunicativas e sedutoras da pessoa que a exerce.

Os grandes manipuladores de todas as idades se tornaram especialistas graças às suas habilidades com linguagem e sedução , atuando como verdadeiros encantadores de serpentes.

Joseph Goebbels era o Ministro da Propaganda de Adolf Hitler e o verdadeiro “poder por trás do trono” no mundo nazista. Ele se considera o estrategista que transformou um grupo marginal em um gigantesco movimento de massas, com as terríveis consequências que todos conhecemos.

A capacidade questionável de Goebbels era a manipulação e identificação de vários mecanismos de sugestão, o que lhe permitiu implementar táticas manipulativas altamente eficazes.

Na Alemanha nazista, os cidadãos acabaram fazendo parte de um projeto político patológico, enquanto internamente sentiam-se portadores de verdades universais.

Talvez você pense que é história. Afinal, Goebbels morreu há muito tempo e os fatos acabaram desmascarando a insanidade implícita no regime nazista. Mas a realidade mostra o oposto.

Os esquemas de manipulação implementados continuam em vigor e continuam sendo usados ​​na política para capturar a consciência dos cidadãos.

Como você pode reconhecer essas táticas sombrias?

Vamos rever os onze princípios de propaganda postulados por Goebbels e você saberá se eles coincidem com as práticas de alguns dos atuais políticos.

1. Princípio da simplificação e do inimigo único : escolha um adversário e reúna a ideia de que essa é a fonte de todo o mal. Por exemplo: “imigrantes”, “a direita” ou “a esquerda”.


2. Princípio do método de contágio : associar todos os opostos na mesma categoria, ignorando as nuances e colocando-os em um único grupo: o único inimigo. Por exemplo, “muçulmanos” ou “terroristas”.

Esta estratégia é possível usando generalizações e extremos.

3. Princípio da transposição : Acusar o adversário de forma incisiva de erros ou defeitos. O ladrão chama seu oponente de ladrão para que, quando ele responder, ele seja visto como o clássico “afogado que se esperneia”.


4. Princípio do exagero e desfiguração : Converta qualquer anedota, ainda que pequena e banal, em um fato do qual depende a sobrevivência da sociedade. Pretende-se que cada ato do adversário seja visto como suspeito e ameaçador.


5. Princípio da vulgarização : “Toda propaganda deve ser popular, adaptando seu nível ao menos inteligente dos indivíduos a quem é dirigida. Quanto maior a massa a ser convencida, menor deve ser o esforço mental. A capacidade receptiva das massas é limitada e sua compreensão é escassa; além disso, a massa tem grande facilidade para esquecer “(Goebbels)


6. Princípio da orquestração : “A propaganda deve ser limitada a um pequeno número de idéias e repetida incansavelmente, apresentada repetidas vezes a partir de diferentes perspectivas, mas sempre convergindo para o mesmo conceito. Nenhuma fissura ou dúvida. “(Goebbels)

Daí também as famosas frases: “Se uma mentira é repetida o suficiente, acaba se tornando verdade” e “Minta, minta, minta que algo permanecerá. Quanto maior a mentira, mais as pessoas vão acreditar. ”


7. Princípio da renovação : consiste em publicar notícias e idéias que denigram o adversário, em grande quantidade e a grande velocidade. Assim, o contraditório estará se defendendo o tempo todo.

Tão básico e simples quanto a transmissão de um boato ou crítica.


8. Princípio da probabilidade : apresentar informação aparentemente sustentada em fontes sólidas, mas que no fundo é distorcida ou parcialmente mostrada.

O que está envolvido é criar uma grande confusão que os cidadãos tenderão a resolver pela explicação mais simples.

“Melhor uma mentira que não pode ser negada do que uma verdade implausível”


9. Princípio do silenciamento : trata-se de não realizar debates sobre questões em que não há argumentos e, ao mesmo tempo, empalidecer as notícias que favorecem o adversário.

“Se você não pode negar as más notícias, invente outras que te distraiam”


10. Princípio da transfusão : usar mitos ou preconceitos nacionais ou culturais para despertar um componente visceral que incentive certas práticas políticas. Deixe que as ideias acabem sendo apoiadas por emoções primitivas.


11. Princípio da unanimidade : convencer os cidadãos de que eles pensam “como todo mundo”, criando uma falsa unanimidade. O desejo instintivo de pertencer a um grupo fará o resto.

O esquema de Goebbels e seus seguidores é complementado por líderes carismáticos e slogans altamente emocionais e muito simples. Também com rituais chocantes onde a cor e o som são decisivos.

Tudo isso consegue imergir cidadãos livres em uma espécie de hipnose que, infelizmente, acabam despertando quando é tarde demais.

Edith Sánchez – La mente es maravillosa

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Viver espremendo cada minuto: a enlouquecida gestão que fazemos do tempo

Ser produtivos a todo instante, tirar o máximo rendimento, também, dos momentos de lazer. Vários ensaios estudam um dos males do ser humano pós-moderno

O filósofo Blaise Pascal disse: “A infelicidade do ser humano se baseia somente em uma coisa: ser incapaz de ficar quieto em seu quarto”. Pascal viveu no século XVII e as pessoas estavam obcecadas em fazer algo, em vez de não fazer nada. Quatro séculos depois, a atividade cotidiana aumentou notavelmente, apoiada nos avanços tecnológicos que colonizam todos os aspectos de nossa vida. Há um culto à produtividade, não só no âmbito do trabalho, e sim também no chamado tempo “livre”, do qual, como se viu nos confinamentos pandêmicos, tentamos tirar máximo proveito através da criação artística, das aulas de pilates e do nobre ofício da panificação doméstica. Houve quem lembrasse à população que Shakespeare escreveu Rei Lear durante uma reclusão por peste bubônica. O objetivo geral é trabalhar mais, consumir mais, nos formar mais e vivenciar mais experiências das que é possível colocar nas redes sociais. O minuto é espremido ao máximo, e a vida se encurta em relação ao seu conteúdo desejado. Mas a infelicidade de Pascal continua lá.

O sistema capitalista sempre esteve disposto a fomentar a produtividade pessoal. “Mas os desenvolvimentos mais recentes eliminaram alguns dos apaziguadores que evitavam a colonização de toda a vida pelo impulso de ser produtivo: os sindicatos e o Estado de bem-estar estão em queda”, opina o escritor Oliver Burkeman, autor de Four Thousand Weeks: Time Management for Mortals (4.000 semanas: administração do tempo para mortais). O surgimento da gig economy, em que se dá um vínculo muito mais estreito entre a eficiência pessoal e os ganhos, gera novas ansiedades no uso dessas 4.000 semanas que, como nota Burkeman, são as que uma vida tem em média. “Somos o tempo que nos resta”, escreveu o poeta Caballero Bonald e, do ponto de vista do culto à produtividade, o que produzimos nesse tempo, em um contexto de segurança vital decrescente, será o que somos e temos, onde chegamos. Toda nossa atividade parece precisar estar dirigida a uma finalidade concreta, enquanto gera culpa, e pode até ser suspeito, isso de “perder” o tempo.

A tecnologia nos permite fazer mais coisas em menos minutos, e faz com que a exigência de trabalho e a possibilidade de realizar muitas atividades nos acompanhe em cada momento e lugar: nos dá a impressão de que podemos aproveitar muito mais nossos dias. Ao mesmo tempo, pelo processo chamado infoxicação, pode nos superestimular através de contínuas mensagens, avisos, e-mails, notificações, e minar nossa capacidade de atenção em troca de pequenas doses de dopamina, fazendo com que estejamos em tudo e em nada ao mesmo tempo. Para muitos, já é difícil traçar uma linha que separe claramente o que é o tempo de trabalho, e o tempo de lazer e cuidados. Fazemos várias coisas ao mesmo tempo e saltamos de uma para outra, sejam tarefas e entretenimentos, a toda velocidade. “Nós nos movemos cada vez mais rápido, mas nos tornamos mais impacientes e frustrados, porque à medida que nos aproximamos da miragem da ‘produtividade total’ e da otimização perfeita, se torna cada vez mais irritante que nunca consigamos totalmente”, diz Burkeman. Em vídeos do YouTube e nas prateleiras das livrarias nos são oferecidos manuais e tutoriais para tirar tudo de nosso tempo e, paralelamente, métodos para tentar parar: o veneno com o antídoto. O fato de se estar no mundo é cada vez mais problemático.

A épica do empreendimento e os slogans do pensamento positivo colocam toda a responsabilidade sobre os indivíduos e nem tanto sobre suas circunstâncias: penalizam quem não “triunfa” e quem está com problemas é visto como “culpado” de sua própria situação, ao mesmo tempo que cresce a precariedade e a instabilidade vital. “Não tem nada de ruim se formar, adquirir habilidades e conhecimentos, o problema está na lógica que o move”, diz o sociólogo Jorge Moruno, autor de livros como Não tenho tempo. Geografias da precariedade. As pessoas se veem impelidas a construir constantemente sua marca pessoal, a dar uma imagem de sucesso, a se adaptar às exigências do mercado em todos os aspectos da vida. O curso na internet para falar em público gerando impacto, a foto no Instagram do crepúsculo na praia, as horas de fitness para exibir uma imagem atrativa, o divertido desafio proposto pelo TikTok na semana, a formação constante durante a vida de trabalho para se adaptar a um mercado cada vez mais mutável, ao compasso das contínuas inovações tecnológicas (que não têm por que se identificar sempre com o progresso). “Mas nunca se questiona se o mercado responde às necessidades que a sociedade exige, porque age como um Deus onipresente emancipado de qualquer controle democrático”, diz o sociólogo.

Curiosamente, o foco na produtividade constante não tem porque resultar em uma produtividade efetiva maior, e em uma vida melhor: temos limites e precisamos de descansos corporais e mentais. “Ainda que pensemos que correndo e ocupados estamos fazendo muito mais e sendo mais virtuosos, a ciência do comportamento descobriu que a escassez de tempo cria um fenômeno chamado túnel”, diz Brigid Schulte, autora de Overwhelmed: Work, Love and Play When No One Has the Time (Sobrecarregados: trabalhar, amar e brincar quando ninguém tem tempo) e diretora do laboratório Better Life Lab at New America. É como se a visão periférica se obscurecesse (metaforicamente) e avançássemos em uma escuridão em que é difícil tomar decisões acertadas, levando em consideração todo o quadro e não só a pincelada. Como informa Schulte, quando estamos dentro desse túnel nosso quociente intelectual pode chegar a cair 13 pontos. “De modo que a confusão não nos faz produtivos. Não melhora nossas vidas. Mas é muito difícil às pessoas sair do burburinho porque vivemos em culturas que o valorizam muito”, diz a autora.

Existem outras opções para ocupar nosso tempo. Por exemplo, a artista Jenny Odell, que mora no movimentado Vale do Silício, se rebela contra esse culto à produtividade em seu livro Como não fazer nada. Resistir à economia da atenção. A inação é para ela uma forma de protesto ao capitalismo desbocado que dominou cada rincão de nosso tempo: atividades simples que redundem no bem-estar pessoal e nada mais, como observar os pássaros (um de seus passatempos) e se dedicar a dar longos passeios, podem melhorar nossa vida e até serem consideradas como um ato íntimo de resistência política. “Se a população do século XX se vinculou com o direito ao trabalho, a do século XXI tem que fazê-lo com o direito ao tempo: o direito a viver com dignidade como algo garantido à margem da situação do trabalho”, diz Moruno. Quando, em nosso tempo livre, nos atacar essa insidiosa voz interior para que façamos algo útil, às vezes convém dizer, seguindo o escrevente Bartleby criado por Herman Melville: “Prefiro não fazer”.

*Por Sergio C Fanjul
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*Fonte: elpais-brasil

Gostar da própria solidão é a manifestação mais clara de que chegou aos 40 anos

Gostar da própria solidão é a manifestação mais clara de que chegou aos 40 anos. Não precisa mais sair de casa para ser feliz, não é mais tributário do barulho e da multidão para se ver acompanhado.

Gosta do silêncio e de não fazer nada demais. Gosta do espaço vazio e da liberdade de não ter a agenda cheia.

Passa a filtrar os convites, a peneirar as festas, a abrir a porta para a rua somente quando realmente é indispensável.

Não sofre mais em dizer não. Prefere receber os amigos em casa, em pequenos e semelhantes grupos, a virar a madrugada em baladas com estranhos.

Dispensou o bordel dentro de si. Tem como princípio sexo com qualidade, não mais pela quantidade. Não está mais desesperado para transar toda noite, toda semana. Busca criar um clima para o clímax, acima de tudo. A música de qualidade e a conversa inteligente são preliminares indispensáveis antes de qualquer amasso.

Perdeu também a ganância de enriquecer, o olho de águia do sucesso, opta por ganhar menos e se incomodar menos.

Mudou a sua concepção de prosperidade, paz é prosperidade.

O que fazia quando estava gripado, de permanecer na cama lendo um livro ou emendando episódios de uma série, agora ocupa a maior parte de seus dias sadios. Preocupa-se em aguar as plantinhas, em aprender idiomas, em comprar verduras sem agrotóxico nas feirinhas de bairro.

Nem para tomar vinho acredita que depende de companhia. As quatro décadas revelam a satisfação de um cálice sentado na varanda, sem ninguém para apressar os goles. Finalmente está solto no seu mundo de pensamentos para degustar a safra e descobrir os taninos.

Sei que meus amigos sopraram as quarenta velinhas quando decidem se dedicar a cerveja artesanal. Largam os botecos e a zona de desconforto da boemia pela produção caseira de sua bebida. Ostentam experimentos e guardam as provas para limitados convidados. São cientistas do isolamento, explicando, depois de cumprida a missão, o passo-a-passo de sua incubadora com ostensivo orgulho.

Alguns encontram tempo para maturar queijos, outros se aventuram a assar pães ou pizzas, com sacerdócio de mestre-cucas. Se antes reclamavam da submissão doméstica das mães e avós, que colocavam tortas a esfriar nas janelas, agora não acham nem um pouco inconveniente o hábito de cozinhar, ainda que seja para o seu consumo.

Aliás, é simbólico nesta faixa etária querer produzir a sua própria comida. A cozinha torna-se a parte mais importante da residência, com aquisição de fornos potentes e panelas inquebrantáveis.

O discernimento da meia-idade surge com a renúncia. Entende-se que perder a agitação é ganhar autoconhecimento. A experiência traz a clareza do que é bom e do que é ruim, de que não vale realizar coisa alguma na contrariedade, de que nada mais será feito para agradar o outro.

Gostar-se é o início de uma nova vida. Longeva vida, com a adrenalina da simplicidade.

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Texto de Fabrício Carpinejar

O ignorante, infelizmente, sempre acha que já sabe tudo!

O ignorante, infelizmente, sempre acha que já sabe tudo!

Quando não sabemos ou não temos conhecimento sobre um assunto, devemos perguntar a quem sabe, pior seria falar o que não sabe, fingindo que sabe, não acha?

O IGNORANTE NÃO ACEITA QUE NÃO SABE, ELE ACREDITA QUE SABE! ELE TEM RESPOSTAS PRONTAS PARA TUDO, E ELAS SÃO CARREGADAS DE PRÉ-CONCEITOS.

Muitas pessoas evitam de fazer perguntas porque acreditam que o que vão perguntar vai ser recebido pelo outro, que já sabe, como uma besteira, uma banalidade, e que poderá ser julgado de qualquer forma, como ignorante ou burro.

Essa vergonha de perguntar o que não sabe faz muita gente passar uma vergonha ainda maior quando concordam com coisas totalmente fora de propósito apenas porque não sabem nada sobre o assunto e por isso, acabam se deixando manipular, ou quando discordam de algo totalmente fundamentado pela ciência, e tenta impor argumentos fracos e com pouco conteúdo embasado.

PERGUNTAR NÃO AGRIDE E NÃO OFENDE, MAS AFIRMAR BOBAGENS SIM.

Portanto, sempre que não souber algo ou não tiver argumentos suficientes para defender uma tese, não se acanhe, pergunte, essa foi uma das melhores lições que aprendi durante os anos que cursei jornalismo.

Aprender a fazer perguntas e as direcionar às pessoas certas, que realmente podem trazer respostas sábias, é assumir um poder imensurável.

Perceba que eu disse “pessoas certas”, porque não adiantará em nada você perguntar algo sobre psicologia para um oficial do exército, é óbvio que se esse oficial tiver alguma formação na área, ou tiver feito terapia a vida toda, ele terá algo produtivo a te dizer, esse foi só um exemplo, o que eu quis dizer é que você deve se direcionar as pessoas que possuem experiência na área que você quer conhecer.

Como jornalista, se eu preciso saber quais são as novas descobertas da ciência em relação a mente humana eu procuro um especialista em neurociência, se eu quero saber sobre política, eu procuro um especialista em ciências políticas, e assim por diante. Não adiantará nada eu perguntar para o meu “tio”, “amigo”, “vizinho” o que eles acham do governo atual, porque eles trarão divagações e distorções que são em sua maioria, “achismos”.

O que quero dizer é que devemos perguntar sim, tudo o que não sabemos, mas para as pessoas que possuem condições de nos trazer respostas e não para aquelas que nos colocarão mais dúvidas.

Uma boa pergunta é capaz de dissolver a ignorância. Tem o poder de te tirar da ilusão e te trazer para a realidade dos fatos.

O ignorante não faz perguntas, ele tira as próprias conclusões e acaba se tornando arrogante, pois passa a defender linhas de pensamento um tanto quanto fantasiosas.

Não podemos tirar nossas conclusões sem que antes se esgotem as perguntas. E só poderemos dizer que formamos uma opinião sólida a respeito de qualquer assunto para que possamos falar sobre ele com propriedade e credibilidade, quando as respostas que recebemos forem realmente pautadas na verdade e embasadas em estudos consistentes.

Caso contrário serão apenas distorções da verdade, criadas pelo ego inflado ou pelo ego ferido que quer a todo custo estar certo.

Não seja essa pessoa ignorante que tira conclusões precipitadas, culpa e julga os outros sem ter argumentos comprovatórios, e ainda se sente no direito de ser arrogante com as pessoas que possuem opiniões contrárias.

Perguntar o que não sabe, não é besteira, é sinal de humildade, de interesse, de vontade em aprender, em evoluir, em ser melhor.

Portanto, não se acanhe, pergunte sempre que você tiver alguma dúvida, mas pergunte para as pessoas certas, ok? Não se deixe envenenar ou enganar.

Mas se você não consegue fazer perguntas, se você tem vergonha, o melhor é fazer pesquisas online em sites verificados, e não, nunca, jamais, em sites que sejam tendenciosos para um lado ou para o outro. Outra coisa que o jornalismo me ensinou é que devemos sempre buscar a verdade e que a verdade nunca tem apenas um lados, sempre existem pelo menos dois pontos de vistas para um única questão ou fato. Por isso, precisamos sempre ouvir os dois lados.

Para ouvir os dois lados precisamos desenvolver algo extremamente difícil para o ego, a humildade. Mas como desenvolver a humildade em um mundo tomado pelo egoísmo?

Direi a você:

1 – Aceitando suas limitações – Admita que você não é o melhor em tudo – nem em nada. Não importa o quão talentoso você seja, quase sempre há alguém que pode fazer algo melhor do que você. Isso não é um exercício de comparação, ok? É apenas uma constatação e uma motivação para buscar melhorar todos os dias e para não tentar se sobrepor aos outros.

2 – Admira os seus erros – Uma pessoa humilde nunca culpa os outros, sempre assume as responsabilidades diante dos acontecimentos da sua vida. Ela sabe que não é fácil admitir pra si mesmo, mas também sabe que jogar a culpa no outro vai a impedir se tornar uma pessoa melhor.

3 – Não fique na defensiva – a pessoa que está sempre na defensiva, morre de medo de ser responsabilizado por algo, ou de assumir a sua culpa, ou de ser descoberto, ela quer ser vista como perfeita e está sempre se gabando por aí. Não seja essa pessoa! Se você tiver feito algo, assuma a responsabilidade, só assim você poderá aprender e se tornar melhor, caso contrário, você se tornará a cada dia, um pouco pior.

4 – Não queira o reconhecimento só para si – Ninguém faz nada sozinho, por mais que você tenha feito mais ou tido a ideia, aprenda a reconhecer que você precisa dos outros, e que sem eles não seria possível chegar onde você chegou.

5 – Seja grato pelo que você tem e por tudo o que você aprendeu – A vida é uma caixinha de surpresas e quanto mais somos gratos, mais surpresas boas que nos darão motivos para agradecer se apresentam em nossa vida!

Busque sempre a verdade e lembre-se:

PERGUNTAR NÃO OFENDE, NÃO AGRIDE, E NÃO É MOTIVO DE VERGONHA, MAS AFIRMAR O QUE NÃO SABE SIM, É VERGONHOSO E DEMONSTRA IGNORÂNCIA E ARROGÂNCIA!

Por tanto, pergunte com humildade, e pergunte para quem tem conhecimento para te responder, não para quem vai divagar e discursar embasado apenas nos seus próprios interesses e controlado pelo ego.

Não se contente com um olhar ignorante diante da vida, busque experimentar algumas doses de sabedoria.

*DA REDAÇÃO RH. Texto de Iara Fonseca, jornalista, escritora, editora de conteúdo dos Resiliência Humana, Seu Amigo Guru, Homem na Prática e taróloga. Para consultas com o Tarô Espiritual envie um direct para @escritoraiarafonseca.. Foto de Carlos Román Ruíz Basulto no Unsplash
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*Fonte: resilienciamag

A ciência explica como o hábito de reclamar adoece o nosso cérebro

Por que as pessoas se queixam? Certamente que não é apenas para torturar os outros com sua negatividade, como muitos poderiam pensar. Muitas pessoas têm o hábito de reclamar, talvez para exteriorizar suas emoções e pensamentos, talvez para desabafar e se sentir melhor, e até aí, tudo bem, é importante mesmo expressar suas emoções.


Mas a ciência sugere que existem algumas falhas graves nesse raciocínio. Porque ao tornar a queixa uma constante, não apenas expressa uma carga enorme de negatividade que, além de não fazer a pessoa se sentir melhor, também contagia os ouvintes, fazendo com que eles se sintam piores. “As pessoas não peidam em elevadores mais do que precisam. ficar se queixando o tempo todo é semelhante a peidar emocionalmente em uma área fechada. Parece uma boa ideia, mas é muito danoso”, disse o psicólogo Jeffrey Lohr, elucidando a tese de forma memorável.

Dessa forma a ciência afirma que o hábito de reclamar não nos faz bem. Expressar essa negatividade pode fazer com que nos sintamos ainda pior. Desabafar por meio das emoções pode parecer uma boa ideia, porém, geralmente, não é. Tanto para quem se queixa o tempo todo, como para quem ouve.

O filósofo e cientista da computação, o americano Steven Parton também decidiu estudar por que o hábito de reclamar altera negativamente o humor da pessoa, podendo criar um estado permanente de baixo-astral em alguns indivíduos. Segundo ele, o cérebro constrói suas conexões com base em tudo a que é repetidamente exposto. Portanto, se alguém está habituado a fazer reclamações e ter pensamentos negativos, o órgão buscará fazer isso novamente, já que esse é o caminho mais fácil, pois ele já saberá por onde seguir. A boa notícia é que isso também acontece da forma contrária, com o pensamento positivo e a gratidão. Aqui estão três das maneiras que ele afirma que reclamar prejudica sua saúde:


1 – Queixas consolidam as sinapses da negatividade
Neste instante nosso cérebro está produzindo muitíssimas sinapses. Quando pensamos um neurônio libera uma série de neurotransmissores, por meio dos quais um neurônio se comunica com outro. E, assim, estabelece uma espécie de ponte através da qual passa um sinal elétrico. Desta forma é transmitida a informação no cérebro.

É interessante observar que a cada vez que se produz uma sinapse, esse caminho se completa. Desta forma são criadas verdadeiras autopistas neurais em nosso cérebro. São elas que nos permitem, por exemplo, dirigir de maneira automática ou caminhar sem ter de pensar como movemos os pés.

Estes circuitos não são estáticos. A função prática pode mudar, debilitar-se ou consolidar-se. Obviamente que, quanto mais sólida seja essa conexão, mais rápida chegará a informação e mais eficiente seremos ao realizar essa atividade.

O problema é o seguinte: quando nos queixamos, nossos pensamentos negativos enchem a nossa mente. E estaremos alimentando, precisamente, as redes neurais maléficas. Neste caso, quando alimentamos a negatividade ela traz de volta a depressão. Quanto mais nos queixamos, mais escuro veremos o mundo, porque são exatamente esses caminhos neurais que estamos potencializando em detrimento de outros muito mais positivos e benéficos para a nossa saúde emocional.

Investigadores da Universidade de Yale constataram que nas pessoas submetidas a um grande estresse ou que sofrem depressão, ocorre um desequilíbrio das sinapses que produz a atrofia neural. No cérebro destas pessoas aumenta a produção do fator de transposição chamado GATA1, que diminui de tamanho. As projeções e a complexidade das dendrites são essenciais para transmitir as mensagem entre os neurônios.

2 – Você é o reflexo de quem está a sua volta
As reclamações não somente afetam as conexões neurais da pessoa que se lamenta, como também de quem está ao seu redor. É provável que depois de haver ouvido um amigo se queixar durante várias horas, você se sinta como se ele houvesse drenado a sua energia vital. É provável que nesse momento também tenha tido uma visão um pouco mais pessimista do mundo.

Isto se deve ao fato de que o nosso cérebro está programado para ser empático. Os neurônios espelhos nos fazem experimentar as mesmas sensações que a pessoa transmite. Ou seja, alegria, tristeza ou raiva. Nosso cérebro tenta imaginar o que sente e pensa essa pessoa e, em consequência, o cérebro atua no sentido de modular nosso comportamento.

Nestes casos, a empatia se converte em uma “faca de dois gumes” apontada contra nós mesmos. Quando ouvimos uma pessoa se queixar, o nosso cérebro libera os mesmos neurotransmissores do queixoso. Desta forma, acabamos prisioneiros de suas queixas.

3 – O cérebro é o comando que controla o corpo
As queixas consolidam as sinapses “negativas” do cérebro e estas provocam um grande impacto em nossa saúde. Quando alimentamos a tristeza, o ressentimento, a raiva, o ódio e a ira, todas essas emoções se refletem em nosso corpo. Um grupo de pesquisadores da Universidade de Aalto idealizou um mapa corporal das emoções, no qual se pode ver como estas emoções se refletem em zonas específicas do corpo,

Também não podemos nos esquecer de que detrás desses sentimentos e emoções negativos se escondem, muitas vezes, o cortisol. Um neurotransmissor que também atua como hormônio e serve para ajudar o organismo a controlar o estresse, reduzir inflamações, contribuir para o funcionamento do sistema imunológico e mantém os níveis de açúcar no sangue, assim como regula a pressão arterial.


No entanto, não devemos esquecer que por trás dos sentimentos negativos e emoções, um sistema imunitário deprimido aumenta a pressão arterial e o risco de desenvolver doenças tal como o câncer e as desordens cardiovasculares. O cortisol também prejudica a memória, aumenta o risco de depressão e ansiedade e, obviamente, diminui a esperança de vida.

Estudo publicado no site Inc. – com tradução livre do Portal Raízes. Se você gostou do texto, curta, compartilhe com os amigos, e não se esqueça de comentar. Pois isto contribui para que continuemos trazendo conteúdos incríveis para você. Siga o Portal Raízes também no Facebook, Youtube e Instagram.

Pesquisas: Science and Pseudoscience in Clinical Psychology

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*Fonte: portalraizes

Memória funciona melhor (ou pior) dependendo da hora do dia, sugere estudo

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, identificou um gene em camundongos que influencia a memória, o BMAL1. Os cientistas descobriram que ele torna os ratos mais esquecidos imediatamente antes de acordarem. O estudo, publicado na revista Nature Communications, sugere que pode ser um passo para descobrir mais informações sobre o esquecimento humano.

De acordo com os autores da pesquisa, há duas categorias de esquecimento: uma relacionada ao aprendizado, ou seja, se você não aprendeu algo e, por isso, a informação não “entrou” na sua memória; e outra ligada à recuperação de informações armazenadas em seu cérebro, ou seja, se você não lembra de algo que sabe.

“Nós projetamos um teste que pode diferenciar entre não aprender e não ser capaz de lembrar”, disse Satoshi Kida, um dos autores do estudo, em comunicado. Os testes foram realizados com ratos com e sem o BMAL1. Os níveis da proteína normalmente variam: antes de dormir ela está em alta e, ao acordar, em baixa.

O resultado aponta que camundongos sem BMAL1 ficaram ainda mais esquecidos logo antes de acordarem. Segundo Kida, a comunidade de pesquisa em memória já suspeitava que esse “relógio interno” é responsável pelo aprendizado e a formação da memória.

“Se conseguirmos identificar maneiras de aumentar a recuperação da memória por esse caminho do BMAL1, poderemos pensar em aplicações para doenças humanas com déficit de memória, como demência e doença de Alzheimer”, acrescentou o especialista.

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*Fonte: revistagalileu

O que influencers sacrificam pela fama — e o que ganham com isso

O que pode acontecer por trás da vida aparentemente idílica de um “influenciador” de sucesso?

A maquiadora americana Michelle Phan tem a resposta. Ela conta que teve que parar de fazer seus populares vídeos de maquiagem e beleza no YouTube porque estava “exausta”.

Mas não era só isso.

“Tornou-se cada vez mais difícil para mim fingir que era feliz”, diz ela. “E (como resultado) me tornei uma pessoa tóxica, tanto nos meus relacionamentos quanto nas minhas amizades. Tinha chegado ao meu limite.”

Phan, de 34 anos, faz alusão aos anos de 2017 a 2019, quando decidiu dar uma pausa na postagem de seus vídeos tutoriais.

Ela alega que precisava se liberar da pressão constante de caçar mais e mais visualizações e curtidas produzindo conteúdo novo.

Hoje seu canal homônimo no YouTube tem 8,84 milhões de assinantes em todo o mundo, e Phan, baseada em Los Angeles, orienta e apoia outras pessoas que estão fazendo vídeos para as redes sociais.

Ela diz que muitos se sentem estressados com a falta de ideias e compelidos a produzir conteúdos novos várias vezes por dia.

Mas quem são exatamente os chamados “influencers”?

Não existe uma definição rígida, mas em essência é alguém que tem seguidores suficientes nas redes sociais, mais especificamente no YouTube, Instagram ou TikTok, e que pode fazer dinheiro com isso.

A receita vem de duas fontes principais — uma parcela da receita de publicidade gerada por seu próprio conteúdo e contratos com empresas para promover suas marcas.

Em relação ao primeiro, no YouTube, qualquer um pode se inscrever para começar a receber uma parte das receitas dos anúncios veiculados em seus vídeos, desde que tenha mais de mil assinantes e 4 mil horas assistidas.

A plataforma de vídeo não divulga quanto paga, mas, segundo fontes do mercado, o valor varia entre US$ 3 a US$ 5 (R$ 16 a R$ 26) por cada mil visualizações.

E, quando se trata de acordos com marcas, o que importa, mesmo, além do conteúdo, é o número de seguidores, claro.

No Instagram, se você tiver mais de 1 milhão de seguidores, é possível ganhar mais de US$ 10 mil (R$ 52 mil) por apenas uma postagem promovendo determinado produto.

A BBC conversou com Phan e quatro outros influenciadores sobre suas experiências.

Embora a possibilidade de ganhar muito dinheiro seja alta, Phan diz que os criadores de conteúdo “precisam determinar seus próprios limites e cuidar de si mesmos”, em vez de postar o tempo todo.

Essa preocupação é repetida pela analista de mídia Rebecca McGrath, da empresa de pesquisas Mintel.

Segundo ela, alguns influenciadores, no afã de ganhar dinheiro fácil e rápido, postam “mesmo que não tenham nada de novo para criar ou dizer”.

Phan também adverte que é preciso ter estômago de ferro para lidar com os trolls online “escrevendo coisas horríveis sobre seus vídeos”.

“Você também está exposto a comentários odiosos, para os quais acho que as pessoas não estão preparadas”, diz.

Esse foi o ponto levantado em julho pela influenciadora britânica Em Sheldon, quando falou para parlamentares na Câmara dos Comuns (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil).

Um comitê de parlamentares continua investigando o crescimento da cultura de influenciadores.

Nesse contexto, o TikTok é a ‘bola da vez’ entre os grandes sites de mídia social — estando disponível apenas fora da China desde 2018. Com mais de 1 bilhão de usuários ao redor do mundo, a plataforma é sinônimo de sucesso entre gerações mais jovens: passa-se mais tempo ali do que no YouTube, por exemplo.

Os irmãos Colin e Dylan McFarland, e seu pai Dan, produzem esquetes cômicos e danças para o aplicativo de vídeo desde 2019.

Conhecido como The McFarlands, o trio de Louisville, no Estado americano do Kentucky, agora tem 2,6 milhões de seguidores no TikTok.

“Os influenciadores são uma nova onda de pessoas em quem você pode confiar na Internet”, diz Colin, de 27 anos.

“Se você está vendendo um produto ou dando conselhos, as pessoas vão confiar nas pessoas que veem em seus telefones todos os dias.”

Dylan, de 25 anos, acrescenta que seu humor fez com que marcas como Colgate e Gillette “quisessem trabalhar conosco, e ver o que poderíamos fazer, porque estamos genuinamente agindo como somos com nossa família”.

Nos últimos dois anos, o dinheiro que ganharam permitiu que os dois irmãos abandonassem seus empregos diários, comprassem casas e até investissem em outras propriedades.

“Acredito sinceramente que qualquer um pode fazer isso”, diz Colin, que começou editando os vídeos em seu iPhone. “Basta encontrar o seu nicho e mantê-lo.”

Morador de Toronto, o youtuber Kevin Parry leva uma boa vida fazendo vídeos de animação stop-motion para seus 936 mil assinantes e outros espectadores.

Em seu primeiro ano, ele alega ter faturado mais de 100 mil dólares canadenses (R$ 412 mil).

Parry, de 32 anos, que já trabalhou com Disney, Apple, Amazon e Lego, diz que 90% de sua receita vêm de contratos publicitários. Os 10% restantes vêm da publicidade do seu próprio canal e de uma agência que reivindica receitas de pessoas roubando e monetizando seu conteúdo.

Ele adverte os possíveis influenciadores a não compartilhar muito de sua vida pessoal.

“Se as pessoas não gostam de um vídeo que fiz, pelo menos isso é apenas um trabalho criativo, e posso tentar melhorar nessa habilidade, em vez de compartilhar minha vida e as pessoas não gostarem”, diz ele.

“Como você compensa e conserta isso? Não dá.”

Parry aconselha os criadores a aprimorarem um conjunto de habilidades específicas, como produção de filmes ou carpintaria, e compartilhar essa paixão, em vez de falar sobre sua vida cotidiana.

A autora Shan Boodram tem falado sobre sexo e questões de relacionamento em seu canal do YouTube, Shan Boody, desde 2012. Ela tem 664 mil assinantes e seus vídeos foram assistidos mais de 71 milhões de vezes.

Boody diz que os novos youtubers devem reconhecer se estão em uma situação ruim, e não criar conteúdo, se for o caso. E em relação ao que postar, ela tem uma regra de ouro: “Pense na última pessoa que você gostaria de ver primeiro esse conteúdo.

Apesar das desvantagens de ser um influenciador — a necessidade de sempre postar mais vídeos ou comentários, sem falar no provável abuso online — muitas pessoas gostariam de ser um. Pode ser uma maneira divertida e lucrativa de ganhar a vida.

Ainda assim, o psicólogo Stuart Duff, da consultoria de psicologia empresarial Pearn Kandola, adverte que você precisa de uma certa personalidade para esperar ter sucesso nisso.

“É claro que há uma grande diversidade de influenciadores de sucesso, em termos de estilo e personalidade, mas para ser realmente bem sucedido, o influenciador usará uma grande dose de psicologia para influenciar seus seguidores”, diz ele.

“Eles precisam ser altamente relacionáveis, contar ótimas histórias, ter uma marca forte e única e se manter fiéis à mensagem. Também não pode faltar paixão pelo que querem dizer e parecem sempre saber o que seu público quer ouvir.”

Phan começou a postar vídeos no YouTube em 2007 e, em grande parte graças ao seu sucesso, ela agora possui e dirige sua própria empresa multimilionária, a EM Cosmetics.

“Se você é um bom contador de histórias, você pode ter uma legião de seguidores e mudar sua vida”, diz ela.

*Por Kathryn Kyte
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*Fonte: bbc-brasil

Viver é um ato contínuo de amar

O modo de viver virtuoso envolve, necessariamente, dar o melhor de si para se sentir realizado quanto ao seu propósito. Cada ser humano, portanto, se comporta como detentor de qualidades únicas, imbuído de uma natureza eterna que lhe conduz para o caminho da realização. Contanto, para alcançar o seu objetivo fundamental, precisa ver a si como uma consciência coletiva, inserida em um contexto social, ativa quanto aos seus deveres sociais e comunitários.

Neste sentido, move-se em favor de realizar o bem para si, conscientizando-se que, em meio a esse processo, o seu ideal de vida perpassa, necessariamente, pelo do seu semelhante. Aquilo que lhe oferece a genuína felicidade, portanto, não deve ser voltado para um fim meramente egoísta. Convence-se que o seu sonhar só se torna suficientemente forte quando carrega ao lado pessoas dispostas a juntas compartilhar um sonho em comum. O bom viver envolve reconhecer que a felicidade não deve ser buscada longe de si, mas deve seguir o caminho em direção ao interior, mergulhando no âmago do ser com o objetivo de encontrar as respostas em si para uma melhor caminhada.

O ser humano anda com o seu próximo, lado a lado, e a conquista obtida por uma das partes, reflete-se na outra. O ganho que um tem, soma-se com o do seu semelhante. Qualquer iniciativa que isole o ser humano, recolhendo-o na sua concha, impede-o de encontrar o seu verdadeiro significado da vida. Perde de vista que o viver é um ato contínuo de amar. O amor puxa o homem para além de si e o faz percorrer um caminho novo que lhe leva ao encontro do outro. Depara-se, à sua frente, com um universo infindo de possibilidades, o qual se vê tentado a desnudar com o ímpeto de descobri-lo por inteiro. Vasculha cada uma das suas partes, sacode-o de baixo para cima, revira-o para os lados, até o momento que se convence que aquilo que procura está para além daquilo que se vê, mas está situado no espaço intocável do ser, o qual poderá apenas ser sentido. E, para participar do ato, convoca o ser digno da sua atenção para que se expresse. Interrompe as suas iniciativas, diminui o tom da sua voz e cede o seu lugar ao outro, à espera que o responda ao seu próprio ritmo.

E nesse espaço do dito e do não dito, capta a sua essência e permite que se torne aquilo que se é: um ser eterno que imortaliza a sua singular canção da felicidade ao descortinar a vida.

*Por Saulo de Oliveira
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*Fonte: equilibrioemvida

Quando a gente fala,”entra por um ouvido e sai pelo outro”, o melhor é deixar pra lá?

Quando o que falamos entra por um ouvido e sai pelo outro o melhor é deixar pra lá?

Pode ser exasperante quando você está tentando se comunicar com alguém, mas você sabe que o que está dizendo é “entrar por um ouvido e sair pelo outro”.

Você pode estar oferecendo conselhos ou instruções sobre como concluir uma tarefa, mas a outra pessoa já se decidiu ou acha que o caminho que ela escolheu é o melhor e não vai considerar nenhum outro ponto de vista.

Quando isso acontecer, você pode jogar as mãos para o alto e ir embora ou ser paciente e fazer um esforço para garantir que ele acabe aceitando sua mensagem.

Há ocasiões em que você quase pode perdoar a obtusidade deliberada ou a audição “seletiva” de seu ouvinte e até consegue deixar pra lá.

Mas não consigo imaginar que haja um pai por aí que não tenha pronunciado as palavras “Tem certeza que quer fazer isso? Você já tentou fazer assim …?” enquanto observam seus filhos ignorarem as consequências negativas cegamente óbvias de um empreendimento malsucedido.

Deixar pra lá é como jogar sujeira debaixo do tapete

Lembro-me de ter 16 anos e de ter descartado com confiança a opinião de meu pai de que havia maneiras menos perigosas de limpar a corrente da minha motocicleta do que segurar um pano embebido em óleo com uma das mãos e soltar a embreagem com a outra.

Houve um intervalo de tempo surpreendentemente pequeno entre minha mão ser arrastada até os dentes da roda dentada e perceber que o velho tinha razão!

No local de trabalho, porém, as razões pelas quais as pessoas não ouvem, ou não querem ouvir, não podem ser explicadas pela confiança perdida dos jovens. Em vez dito isso, pode ser atribuído a coisas como arrogância, orgulho, atitude defensiva ou falta de vontade de admitir erros.

O melhor é deixar pra lá?

O site Mind Tools pediu para seus seguidores responderem como eles lidam com pessoas que não ouvem. E suas respostas revelaram um grupo compreensivo e paciente! Aqui está uma seleção de suas principais dicas:

Kantharaj Kanth, no Facebook, deu o tom para muitas de suas respostas quando disse: “Você precisa fazer perguntas abertas, ou perguntar o ponto de vista dos outros, para que ele / ela fique mais atento para ficar ligado no presente”.

Assumir a responsabilidade pela situação e tentar entender a falta de engajamento da outra pessoa é um ponto de vista popular entre os seguidores do MindTools no Twitter.

@yorkshireot sugeriu: “Procure primeiro entender, depois seja compreendido”. Foi uma visão compartilhada por @richardwnewton, que escreveu: “1. Conheça a pessoa e entenda o porquê 2. Explique de maneira diferente 3. Compreenda / explique de sua perspectiva.”

@somajurgensen aconselhou: “Ouça-os primeiro.

#covey [autor @StephenRCovey ] diz ‘Procure primeiro entender.’ #liderança.”

@Lucid8LgSkills disse: “Reconsidere sua própria comunicação. Ouça-os ativamente (para variar?).”

Na mesma linha, ouvimos de @HugoHeij: “Pare de dizer coisas a eles e comece a fazer perguntas. Escute-os.”

@Tirunelvelikara: “Entenda as necessidades emocionais e faça com que ele ouça com as explicações apropriadas.
Embora pareça fácil, é praticamente difícil.”

@ElizabethLStein : “Valorize onde ele ou ela está. Conecte e nunca force – isso se desenvolve através da criação de relacionamentos significativos – confiança.”

Vários de vocês sugeriram tentar um canal diferente de comunicação, pois as pessoas têm diferentes formas preferenciais de aprender ou compreender.

@igarcerant disse: “Duas dicas: comunique-se por escrito e [envolva outras pessoas] para trazer um pouco de objetividade”.

@AshfieldDisplay recomendou, “Use uma forma visual de transmitir sua mensagem.”

As dicas de @Rufusmay eram. “A) fazer algo inesperado b) escrever para eles c) pedir uma reunião com os amigos presentes ou d) ouvir atentamente e não interrompê-los.”

@PennyGundry disse: “Permita o silêncio, mantenha o ‘espaço’, seja um ator, não um reator”.

Espero que vocês achem as dicas uns dos outros informativas e esclarecedoras. Espero que haja ideias suficientes para inspirar @ChloeWooles, que disse: “Mal posso esperar para ver as sugestões sobre este tópico! É algo com que lido muito.”

Acho que a última palavra vai para @Chitailova, embora eu não tenha certeza de como levar a sério a sua sugestão “Fique bêbado com eles! Bom vinho costuma ser um bom negócio!”. Certamente abre o diálogo, mas talvez, o outro fique ainda mais eloquente e não pare para te ouvir, pensou nisso?

O Seu Amigo Guru se pauta na Comunicação Não Violenta para atribuir narrativas a partir da compreensão profunda das necessidades dos outros e das nossas, observando e não interpretando os fatos com bases em julgamento de valor.

APRENDER A FAZER UM PEDIDO E NÃO UMA EXIGÊNCIA AJUDA MUITO NA COMUNICAÇÃO ASSERTIVA E TRAZ MELHORES RESULTADOS.

Entender que você não é o dono da verdade e que as suas necessidades não são as mesmas do outro antes de tecer uma opinião te ajudará a fazer com que as suas opiniões sejam acatadas com credibilidade. Visto que você não estará interessado em provar que está certo, mas sim, em contribuir com o bem-estar de todos.

Quando decidimos deixar pra lá é porque não queremos ouvir o que o outro sente de verdade. Aprender a ouvir e refletir sobre o que foi dito, sem reagir com interpretações do ego é o caminho para que a nossa comunicação faça sentido para o outro, é a tal da empatia sendo colocada em prática com compaixão e senso de misericórdia.

Quando ouvimos com atenção, temos acesso às ferramentas e podemos validar o que para nós faz sentido, nos questionar continuamente se o que o outro diz condiz com os nossos próprios valores é importante, nos faz rever nossos comportamentos e nos leva a aprender a fazer escolhas melhores.

Quando o que falamos “entra por um ouvido sai pelo o outro”, devemos rever como estamos falando e para quê estamos falando.

Insistir no mesmo comportamento é desgastar a relação, mas deixar pra lá é acatar a nossa própria arrogância de nos achar melhor do que o outro, é achar que sabemos o que é melhor para ele, só que nem sempre o melhor para nós é o melhor para o outro. Talvez por isso religiosos e espiritualistas concordem que só quem sabe o melhor é Deus.

REVER A SUA POSTURA DIANTE DO OUTRO É FUNDAMENTAL PARA QUE VOCÊ COMECE A TER ALGUM SUCESSO, ENQUANTO VOCÊ O CULPAR E O JULGAR, VOCÊ APENAS FARÁ COM QUE ELE NÃO QUEIRA TE OUVIR NUNCA MAIS. OUÇA MAIS, FALE MENOS!

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*Fonte: seuamigoguru

Estudo: consumo de álcool pode causar distúrbio imediato no ritmo cardíaco

Uma pesquisa da UC San Francisco revelou que o consumo de álcool aumenta significativamente a chance de ocorrer distúrbio do ritmo cardíaco em poucas horas após sua ingestão. Segundo os autores, a descoberta é a primeira evidência que vai contra a antiga – e dividida – percepção de que o álcool pode ser “cardioprotetor.”

De acordo com o artigo, publicado na revista Annals of Internal Medicine, uma única taça de vinho pode rapidamente causar a chamada fibrilação atrial (FA), “ao contrário da crença comum de que a FA está associada ao consumo excessivo de álcool, parece que mesmo uma bebida alcoólica [em pouca quantidade] pode ser suficiente para aumentar o risco”, explicou Gregory Marcus, professor de medicina na Divisão de Cardiologia da UCSF.

“Nossos resultados mostram que a ocorrência de fibrilação atrial pode não ser aleatória nem imprevisível”, acrescentou ele. “Em vez disso, pode haver maneiras identificáveis ​​e modificáveis ​​de prevenir um episódio agudo de arritmia cardíaca.”

Estudo: consumo de álcool pode causar distúrbio imediato no ritmo cardíaco. Imagem: Shutterstock
Foram observados 100 pacientes com FA documentada que consumiram pelo menos uma dose de bebida alcoólica por mês. Com um monitor de eletrocardiograma (ECG) e um sensor de álcool de registro contínuo foi possível acompanhar cada ingestão de álcool dos participantes, que acionavam um botão toda vez que bebiam álcool. Os voluntários consumiram em média uma bebida por dia durante todo o período.

Os resultados apontaram que um episódio de FA já estava associado a chances duas vezes maiores ao ingerir uma dose de bebida alcoólica, e três vezes maiores com duas ou mais doses dentro de quarto horas. Episódios de FA também foram associados a um aumento na concentração de álcool no sangue.

“Os efeitos parecem ser bastante lineares: quanto mais álcool consumido, maior o risco de um evento agudo de FA”, disse Marcus. “Essas observações refletem o que foi relatado por pacientes por décadas, mas esta é a primeira evidência objetiva e mensurável de que uma exposição modificável pode influenciar agudamente a chance de ocorrer um episódio de FA”.

Segundo informações do Medical Xpress, a FA pode levar à perda de qualidade de vida, custos significativos de saúde, derrame e morte, no entanto, as pesquisas feitas até agora se concentravam apenas nos fatores de risco para o desenvolvimento da doença e nas terapias para tratá-la, em vez de fatores que determinassem quando e onde um episódio poderia ocorrer.

Os autores admitiram algumas limitações do estudo, levando em consideração que os pacientes podem não ter registrado o consumo ao apertar o botão, seja por esquecimento ou por constrangimento. Além disso o levantamento considerou apenas pacientes com FA registrada e não a população geral.

*Por Tamires Ferreira
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*Fonte: olhardigital

Aquele que culpa os outros por tudo, nunca se responsabiliza por nada!

Aquele que culpa os outros por tudo, nunca se responsabiliza por nada!

“A responsabilidade e a culpa por tudo o que acontece comigo são sempre dos outros.”

“Os outros são responsáveis ​​pelos meus infortúnios. Não tenho nada a ver com isso”.

Essas frases são familiares para você?

Você se reconhece nelas ou reconhece alguém em seu ambiente que pensa assim?

Quando não se pode supor que quem dirige sua vida, quem escolhe, quem age é você mesmo … dificilmente você terá a iniciativa de assumir o controle de seu destino. Nestes casos, há sempre um culpado para todos os seus infortúnios: claro, sempre alguém de fora.

A culpa é da minha parceira, da minha mãe, da minha cunhada, daquela pessoa que conheci … A gama de culpados é ampla. Tão ampla quanto quisermos.


A CEGUEIRA MAIS LIMITANTE É A DE NÃO CONSEGUIR ASSUMIR AQUELA PARTE QUE NOS PERTENCE, QUE FELIZMENTE, NOS PERTENCE E, QUE NÃO PERTENCE AOS OUTROS NEM AO ACASO.

É a negação mais absoluta e a convicção teimosa de que a culpa pelo mal que me acontece é sempre do outro.

Quem projeta sua parte de responsabilidade para não assumi-la?

Usando engenhosidade, existem verdadeiros artistas que procuram amenizar à realidade para justificar o que dizem a si próprios: que a responsabilidade pelo que lhes aconteceu não é deles.

Eles não têm problemas ou escrúpulos em cair na auto ilusão, em parte, porque estão tão acostumados a isso que passam pelo processo um tanto inconscientemente. No entanto, o autoengano ainda é uma limitação importante que confunde a realidade e a torna cada vez menos clara. Mais caótica, mais hostil.

Perdemos o norte quando colocamos nossa responsabilidade sobre os outros. Quando agimos por capricho. Quando ficamos frustrados porque o outro não consegue responder como gostaríamos às nossas demandas.

O outro não pode ou não quer. E essa não é a nossa guerra. O outro é livre para agir como quiser. Somos os únicos que devemos agir em conformidade.

Essas pessoas passam muito tempo reclamando.

A reclamação é sua bandeira. Nunca é suficiente. Eles podem reclamar até dos menores detalhes.

EXISTE, NESSAS PESSOAS, UMA INCAPACIDADE ABSOLUTA DE DIGERIR A FRUSTRAÇÃO. ELAS SE TORNAM VERDADEIROS TIRANOS DE SEU REINO. O PIOR DE TUDO É QUE O DANO COMEÇA A AFETAR A ELES MESMOS E SE ESTENDE PARA AS PESSOAS QUE OS AMAM.

Os outros nem sempre vão atender às minhas necessidades

Isso tem muito a ver com não se conhecer, com não ter se aprofundado em si mesmo e com sentir as próprias sombras como estranhas.

Conhecer-se e aceitar que você está de forma concreta, agora, neste momento, é o primeiro passo para poder mudar. Se não conhecer suas necessidades, seus impulsos e de onde vêm suas ações, será difícil buscar e encontrar uma solução.

Se você as ignorar, as pessoas o chutarão como uma criança, chamarão sua atenção, procurarão estar presentes a todo custo.

Todos ou quase todos os meios de comunicação contribuem nesta guerra. O outro tem que vê-lo como é. E quando o outro não lhe dá o que precisa, você fica furioso. Você deseja a ele todo o dano possível e o culpa por sua frustração; Se ele não puder ou não quiser dar a você o que você quer, você vai culpá-lo para que ele não o desaponte novamente.

Essa frustração surge quando alguém não abandona tudo e se esforça para satisfazer suas necessidades. Por outro lado, em alguns casos, as pessoas ao seu redor podem tentar te ajudar tão cedo que, você nem percebe a necessidade de pedir ajuda e nem reconhece que ela foi fornecida. Além disso, quando isso acontece, não é estranho que tenha a sensação de que nada têm a agradecer, pois era obrigação do outro atender às suas demandas.

Recupere as flechas que você atirar e ganhará em maturidade

Pessoas que culpam os outros não percebem o outro como um ser separado deles. Elas percebem o outro como um escravo que deve satisfazer suas necessidades de tirania.

“Eu ordeno e você obedece às minhas ordens”. E se você não obedecer, cuidarei de fazer você se sentir culpado e responsável pelo meu infortúnio. Esta é a sua linha de pensamento.

“Eu faço o meu e você faz o seu. Não estou neste mundo para cumprir suas expectativas e você não está neste mundo para cumprir as minhas. Você é você e eu sou eu e se por acaso nos encontrarmos, é lindo. Se não, não há mais nada a fazer” -Fritz Perls-

No momento em que você se preocupara em recuperar todas as flechas que você disparou na direção dos outros e trouxer para você a responsabilidade por tudo o que acontece em sua vida, você poderá adquirir mais consciência das situações e remediar aquela cegueira incapacitante que você fez ser sua bandeira.

Seu ponto de partida em toda comunicação com o exterior e sobre o qual construíram seus esquemas mentais precisa se pautar na autorresponsabilidade.

Estamos falando de um hábito difícil de romper, amadurecido com o tempo, mas que pode ser superado se a pessoa receber a ajuda adequada.

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*Fonte: resilienciamag

O exercício regular pode reduzir o risco de desenvolver ansiedade em quase 60%

Uma rápida pesquisa online por maneiras de melhorar nossa saúde mental geralmente apresenta uma miríade de resultados diferentes. No entanto, uma das sugestões mais comuns apresentadas como um passo para alcançar o bem-estar – e prevenir problemas futuros – é a prática de exercícios físicos, seja uma caminhada ou um esporte coletivo.

Estima-se que os transtornos de ansiedade – que normalmente se desenvolvem no início da vida de uma pessoa – afetem aproximadamente 10% da população mundial e sejam duas vezes mais comuns em mulheres do que em homens. E embora o exercício seja apresentado como uma estratégia promissora para o tratamento da ansiedade, pouco se sabe sobre o impacto da dose, intensidade ou nível de aptidão física do exercício sobre o risco de desenvolver transtornos de ansiedade.

Para ajudar a responder a esta pergunta, pesquisadores na Suécia publicaram um estudo em Fronteiras em psiquiatria para mostrar que aqueles que participaram da maior corrida de esqui cross-country do mundo (Vasaloppet) entre 1989 e 2010 tiveram um “risco significativamente menor” de desenvolver ansiedade em comparação com os não esquiadores durante o mesmo período.

O estudo é baseado em dados de quase 400.000 pessoas em um dos maiores estudos epidemiológicos de toda a população em ambos os sexos.

Achado surpreendente entre as esquiadoras
“Descobrimos que o grupo com um estilo de vida mais ativo fisicamente teve um risco quase 60% menor de desenvolver transtornos de ansiedade ao longo de um período de acompanhamento de até 21 anos”, disse a primeira autora do artigo, Martine Svensson, e sua colega e investigador principal, Tomas Deierborg, do Departamento de Ciências Médicas Experimentais da Universidade de Lund, Suécia.

“Essa associação entre um estilo de vida fisicamente ativo e um menor risco de ansiedade foi observada em homens e mulheres.”

No entanto, os autores encontraram uma diferença notável no nível de desempenho do exercício e no risco de desenvolver ansiedade entre esquiadores masculinos e femininos.

Embora o desempenho físico de um esquiador não pareça afetar o risco de desenvolver ansiedade, o grupo de esquiadoras com melhor desempenho teve quase o dobro do risco de desenvolver transtornos de ansiedade em comparação com o grupo que era fisicamente ativo em um nível de desempenho inferior.

“É importante”, disseram, “o risco total de ficar ansioso entre as mulheres de alto desempenho ainda era menor em comparação com as mulheres mais inativas fisicamente na população em geral”.

Essas descobertas cobrem um território relativamente desconhecido para a pesquisa científica, de acordo com os pesquisadores, uma vez que a maioria dos estudos anteriores enfocou a depressão ou doença mental em oposição a transtornos de ansiedade especificamente diagnosticados. Além disso, alguns dos maiores estudos que analisaram este tópico incluíram apenas homens, eram muito menores em tamanho de amostra e tinham dados de acompanhamento limitados ou nenhum para rastrear os efeitos de longo prazo da atividade física na saúde mental.

Próximas etapas para pesquisa
A descoberta surpreendente de uma associação entre o desempenho físico e o risco de transtornos de ansiedade em mulheres também enfatizou a importância científica dessas descobertas para pesquisas de acompanhamento.

“Nossos resultados sugerem que a relação entre sintomas de ansiedade e comportamento de exercício pode não ser linear”, disse Svensson.

“Os comportamentos de exercício e os sintomas de ansiedade são provavelmente afetados por fatores genéticos, psicológicos e traços de personalidade, fatores de confusão que não foram possíveis de investigar em nossa coorte. São necessários estudos que investiguem os fatores que impulsionam essas diferenças entre homens e mulheres quando se trata de comportamentos de exercício extremo e como isso afeta o desenvolvimento de ansiedade. ”

Eles acrescentaram que estudos randomizados de intervenção, bem como medidas objetivas de longo prazo de atividade física em estudos prospectivos, também são necessários para avaliar a validade e causalidade da associação que relataram.

Mas isso significa que esquiar em particular pode desempenhar um papel importante em manter a ansiedade sob controle, ao contrário de qualquer outra forma de exercício? Não é bem assim, disseram Svensson e Deierborg, visto que estudos anteriores também mostraram os benefícios de manter a forma em nossa saúde mental.

“Achamos que esse grupo de esquiadores cross-country é um bom indicador para um estilo de vida ativo, mas também pode haver um componente de estar mais ao ar livre entre os esquiadores”, disseram eles.

“Estudos com foco em esportes específicos podem encontrar resultados e magnitudes ligeiramente diferentes das associações, mas isso provavelmente se deve a outros fatores importantes que afetam a saúde mental e que você não pode controlar facilmente em análises de pesquisa.”

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Geração Z compra mais discos de vinil que os millennials, mostra pesquisa

Um novo estudo mostra que a Geração Z, aquela nascida entre 1997 e 2015, compra mais discos de vinil do que a geração anterior, os Millennials.

A pesquisa foi conduzida pela MRC Data (via MixMag), uma empresa de dados que trabalha com informações sobre vendas musicais. O estudo contou com mais de 4 mil pessoas a partir dos 13 anos de idade, que foram questionadas sobre seus hábitos com a música.

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15% dos entrevistados que pertencem à Geração Z revelaram que compraram discos de vinil nos últimos 12 meses. Já dos Millennials, apenas 11% disseram o mesmo. Que surpresa, hein?

Geração Z e o vinil
Uma explicação plausível para este resultado é o quanto a nova geração adere às tendências, assim como transforma elementos já “antigos” em novas febres.

O TikTok é um baita exemplo, já que até o ABBA chegou aos mais jovens através do aplicativo. Por lá, bandas, músicas, artistas, produtos e afins podem viralizar do dia pra noite, e o serviço tem sido responsável por colocar várias faixas novas ou antigas no topo das paradas.

Um breve passeio pelo aplicativo mostra que lá, também, os discos de vinil estão ganhando força e virando item de estética para muitos. E você, tem comprado muitos por aí?

*Por Stephanie Hahne
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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Segredo de uma vida rica pode estar escondido nas coisas ‘inúteis’

Todos nós temos passatempos que às vezes consideramos caprichos aos quais podemos renunciar. Mas essas ‘inutilidades’ podem levar ao desenvolvimento pessoal

Foi em Stanford, em 2005. Steve Jobs pronunciou um discurso que uma década depois é considerado um clássico do desenvolvimento pessoal. Um pequeno manual de filosofia prática no qual, em apenas 15 minutos, fala do amor, dos sonhos, da perda, da morte ou da importância de manter o inconformismo. O discurso começa enfatizando a importância de ligar os pontos, a importância do tesouro oculto que existe em todas aquelas coisas que aparentemente não servem para nada. Jobs nos confessa como essas coisas insignificantes transformaram sua vida e, em certa medida, a da informática. Quando deixou a universidade, decidiu frequentar um curso de caligrafia. Não tinha nenhuma razão para isso; simplesmente gostava da ideia, achava-a interessante e sutilmente bela, explicou. Na época, não pensou que a decisão fosse ter a menor incidência em sua vida. Mas anos mais tarde, quando desenhou o primeiro computador, tudo o que tinha aprendido permitiu que revolucionasse o aspecto dos aparelhos. Como ele mesmo afirmou: “Se nunca tivesse largado aquele curso na universidade, o Mac jamais teria tido múltiplas tipografias nem caracteres com espaçamento proporcional”.


Faça as pequenas coisas com muito amor

Madre Teresa de Calcuta

Acabamos de narrar uma experiência particular de ligar os pontos. Mas não é a única; cada um pode encontrar a sua. Há exemplos ilustres. De Mick Jagger e seus estudos de finanças, que ajudaram os Rolling Stones a se consolidar e a rentabilizar a carreira mais bem-sucedida da história do rock, até as artes marciais que servem para Zlatan Ibrahimovic marcar gols impossíveis usando técnicas de caratê. Mas também podemos encontrar casos anônimos de transformação, seja o de uma pessoa que combina a paixão por contos infantis com o marketing e se torna um especialista da narrativa, ou quem usa tudo o que aprendeu nas aulas de dança de salão para negociar com seus fornecedores. Dá no mesmo quais forem: cada um tem seus pontos. O importante é combinar e ligá-los no nosso dia a dia para ter uma vida mais rica, mágica e surpreendente.

Princípios que ajudam a ligar os pontos
Por distantes que pareçam dois pontos, eles podem ser ligados. O realmente importante é ter vários deles. Quantos mais os possuamos, mais possibilidades de ligação haverá. E quem pensa que não tem interesses especiais na vida pode começar por estes três princípios:

– Reconectar-se com antigos interesses. Se formos sinceros conosco mesmos, encontraremos ao nosso interior motivações que fomos abandonando com o passar dos dias. As rotinas e a espiral das obrigações diárias fazem com que deixemos de lado esses passatempos que aparentemente não servem para nada. Talvez seja tocar violão, pintar ou montar miniaturas de aviões. É importante estabelecer novas conexões com afetos que, como os primeiros amores, provocam uma sensação especial quando recordamos deles. Voltemos a eles e, certamente, aconteça o que for, nos produzirão uma experiência enriquecedora.

– Ter curiosidade pelos interesses dos outros é uma boa maneira de incorporar novos pontos em nossas vidas; interesses que talvez não tivéssemos descoberto por nós mesmos. Além disso, quando nos mantemos abertos aos hobbies alheios e escutamos com atenção as pessoas que nos rodeiam, nossas relações melhoram e acontece o milagre do enriquecimento mútuo.

– Fazer sem pensar. Uma vez que restabelecemos as conexões com nossos afetos e adotamos uma atitude de interesse em relação às pessoas que nos rodeiam, chega o momento mais complicado: agir. Devemos fazê-lo sem pensar muito se tal coisa servirá para isto ou para aquilo. Sem pensar se estamos ou não perdendo tempo. Porque se pensarmos muito nisso, não o faremos. E se não o fizermos, certamente estaremos perdendo algo.

Devemos trabalhar nossos afetos com paixão, amor e interesse enquanto durar o que estivermos fazendo. Voltemos uma vez mais ao discurso de Steve Jobs. “Não se pode ligar os pontos para adiante, só se pode fazê-lo para trás. Assim, você tem de acreditar que eles se ligarão alguma vez no futuro. É preciso acreditar em algo: no seu instinto, no destino, na vida, no carma, no que for”, afirmou então.

Lazer em 3Ds
O tempo é o principal inconveniente com o qual nos deparamos para preencher nossa vida de pontos para ligar. Todos nós temos essa frustrante sensação de que as horas nos escapam, os dias se diluem e, quando queremos nos dar conta, várias semanas passaram sem termos feito o que nos tínhamos proposto. Apesar de vivermos, supostamente, imersos na cultura do lazer. E exatamente aí está a chave. Cada vez são mais numerosas as vozes que nos alertam que os lazeres não são iguais e que nem todos têm os mesmos benefícios. Podemos diferenciar dois grandes grupos:

Lazer passivo. É o tipo de entretenimento do qual recebemos os estímulos, mas não interagimos de forma ativa com ele. O mais claro exemplo é a televisão, embora hoje em dia isso possa ser comparado com assistir vídeos no YouTube, observar as vidas alheias no Facebook ou consumir manchetes de poucos caracteres no Twitter, como se comêssemos um pacote de batatas fritas. O lazer passivo nos deixa, como esse pacote de batatas, eternamente insatisfeitos e com a sensação de termos perdido tempo. Esse tipo de entretenimento é uma espécie de desaguadouro pelo qual o tempo nos escapa. Segundo diversos estudos, o tempo que dedicamos ao lazer passivo não para de aumentar ao nosso redor. É um tipo de passatempo que não somente nos distancia de preencher nossa vida de pontos interessantes, mas que se tornou a principal causa do sedentarismo, uma das grandes epidemias que pairam sobre a nossa sociedade.

O sábio uso do lazer é um produto da civilização e da educação
Bertrand Russell

Lazer ativo. Quando praticamos esse tipo de entretenimento, nos tornamos receptores e emissores de estímulos positivos. Fazemos parte da própria ação. Antes falávamos de tocar violão, pintar ou montar miniaturas. Mas esses pontos podem incluir também estudar algo que sempre nos interessou ou caminhar pela montanha. Definitivamente, tudo aquilo que implique em nos manter vivos e conectados conosco mesmos.

Esse tipo de lazer existe em três dimensões e permite, por seu lado, que avancemos em nosso desenvolvimento pessoal:

– Descanso. Porque é praticado no nosso tempo livre e nos permite desconectar das obrigações da rotina.

– Diversão. Como é uma atividade escolhida, nos entretém, nos interessa e nos dá prazer. Se não for assim, é que não estamos fazendo bem alguma coisa ou não é a atividade da qual necessitamos.

– Desenvolvimento. O lazer ativo, além disso, permite que progridamos como pessoas, assim como cultivar outro tipo de relações sociais. Estas, por sua vez, enriquecerão e nos produzirão essa sensação de descanso que provoca o fato de desconectar da rotina.

O círculo virtuoso dos 3Ds do lazer ativo nos permitirá encher a nossa vida de pontos. Se conseguirmos minimizar os momentos de descanso passivo, descobriremos que contamos com mais tempo para encher nossa vida de coisas interessantes, renunciando às inércias do entretenimento imóvel. Vamos imaginar que somos uma horta. Temos de nos cultivar, nos cuidar e nos mimar. Além disso, devemos procurar não ser uma plantação somente de tomates, mas de muitas e muito variadas hortaliças. Dessa maneira, nossos pratos serão mais saborosos, mais variados, mais interessantes e terão mais matizes. E tudo começa com uma pequena semente, com esses pontos que devemos ligar em nossa vida. O mágico é que podemos começar a cultivar a partir de agora mesmo.

PARA SABER MAIS
Canção
Aquellas pequenas coisas
Joan Manuel Serrat

Livros
Steve Jobs: A Biografia
Walter Isaacson (Companhia das Letras)
Uma das figuras mais geniais e inspiradoras dos últimos tempos.
Amor em minúscula
Francesc Miralles (Editoria Record)
Um canto aos pequenos afetos e detalhes que tornam grande a nossa vida.

*Por Gabriel Garcia de Oro
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*Fonte: brasil-elpais

Estudo revela quanto se exercitar para compensar as horas sentado

Muitos empregos exigem horas a fio de trabalho sentado em frente ao computador. Com a pandemia e o aumento do home office, muitos trabalhadores passaram a ficar ainda mais tempo em casa: da cadeira do escritório para o sofá, do sofá para a cama. Um ciclo sedentário altamente prejudicial à saúde. Mas, o que é possível fazer para amenizar esta questão? Um novo estudo revela que é possível “neutralizar” o tempo sentado com exercícios físicos.

Publicado no jornal acadêmico British Journal of Sports Medicine, que cobre ciência e medicina esportiva, o estudo aponta especificamente que é preciso de 30 a 40 minutos de atividade física moderada a vigorosa. Incluir essa mudança na rotina pode prolongar a expectativa de vida.

A pesquisa buscou examinar a associação entre atividade física, tempo sedentário e mortalidade. Para isso, realizou uma meta-análise de nove estudos anteriores de quatro países. Foram acompanhados 44.370 homens e mulheres, de quatro a 14 anos, sendo que 3.451 participantes morreram ao longo deste tempo.

Todos os indivíduos registraram suas atividades em rastreadores de condicionamento físico, eliminando parte do risco de parcialidade ou erros por meio de autorrelato. Em todos os dados, a atividade moderada a vigorosa foi inversamente correlacionada com o risco de morte para aqueles que levaram uma vida mais sedentária. Ou seja, este é mais um estudo que confirma que pessoas que se exercitam menos correm mais risco de morte.

“Maior tempo de sedentarismo está associado a maior mortalidade em indivíduos menos ativos. Cerca de 30 a 40 minutos por dia atenuam a associação entre o tempo sedentário e o risco de morte, que é menor do que as estimativas anteriores”, conclui o estudo.


Mais tempo em casa = mais sedentarismo

O home office eliminou uma parte importante do trabalho no escritório: levantar para tomar um café, uma água e até bater papo com o colega. Entretanto, tem contribuído para trabalhadores se manterem seguros em casa, em meio à pandemia, sem perderem suas fontes de renda. De forma que a melhor alternativa é buscar o equilíbrio. Fazer paradas ao longo do trabalho para se movimentar é importante assim como encaixar na rotina um tempo para se exercitar fora de casa, seja andando de bicicleta, corrida ou mesmo uma simples caminhada. Dentro de casa, as tarefas domésticas de limpeza e o cuidado com a horta também contam como atividades. Além da saúde do corpo, a atividade física é essencial para a saúde mental.

Segundo a OMS, até 5 milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas se a população em todo o mundo fosse mais ativa. “A atividade física regular é fundamental para prevenir e controlar doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e câncer, bem como para reduzir os sintomas de depressão e ansiedade, reduzir o declínio cognitivo, melhorar a memória e exercitar a saúde do cérebro”, afirma o órgão da ONU.

Atenta aos efeitos da população passar mais tempo em casa, a OMS lançou em 2020 novas diretrizes sobre atividade física. A recomendação é de pelo menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa por semana para todos os adultos e uma média de 60 minutos por dia para crianças e adolescentes.

*Por Marcia Sousa
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*Fonte: ciclovivo

Gente bem resolvida

Quanto mais gente melhor.

“ Veja se dá para entender: a gente, para a gente mesmo, é a gente. Raramente consegue ser o outro. A gente, para o outro, não é a gente, é o outro. Deve estar confuso. Tento de novo. Cada um de nós vive uma ambiguidade fundamental: ser a gente e ao mesmo tempo, ser o outro. Pra gente, a gente é a gente. Para o outro, a gente é o outro.”
( Artur da Távola )

Gente bem resolvida não precisa do outro. Quem inventou isto? Eu penso que gente bem resolvida precisa de todo mundo. Outro dia ouvi a seguinte frase: “Estou com ele não porque eu precise, mas porque quero. Não sou carente.” Ora, todo mundo é um pouco carente e um pouco alforriado. Parece que precisar de alguém é fraqueza. Pura bobagem. À medida que vamos amadurecendo, ficando autônomos, independentes no sentir, vamos percebendo que precisar é também uma forma de felicidade. Eu particularmente quanto mais livre fiquei mais precisei do outro. Precisei de amigos para rir das decisões equivocadas que tomei, precisei de amores para dividir a vida. Precisei e quis.

Precisar de alguém é ótimo, é troca no melhor dos sentidos. A auto-suficiência exagerada é tediosa. Precisamos de amores e amigos, precisamos inclusive dos ex, são eles quem nos lembram dos caminhos percorridos, erros, acertos e evoluções. O tempo nos ensina a notar delicadezas; detalhes compartilhados.

Sem a percepção do outro nos perdemos em uma linha reta e dura. Saber ficar só não significa não precisar do outro. Coçar as costas com régua, escova ou mãozinha de madeira, resolve, mas não é tão prazeroso como dizer: Mais para esquerda, mais para o centro, aí, aí.

Na qualidade de seres incompletos que somos, brotamos na presença do outro, com o afeto do outro. Ter um amigo para dividir a preguiça ou a emergência é delicioso; um amor para dividir as implicâncias e o edredom é aconchegar a existência; um ex amor para lembrar a data esquecida ou a velha piada faz parte de saber-se existido. A existência requer o outro. Há pessoas que ficam, há pessoas que partem, mas ninguém parte ou fica apenas, há sempre um pouco de nós espalhado em lembranças. Somos, portanto, muitos. Ter pessoas enchendo nossa vida e algumas vezes nossa paciência é muito bom. Nossa vida é composta de imprescindibilidades que desprezamos sem nos dar conta: A ligação da mãe para perguntar se você já almoçou; o cafezinho que a secretária nos leva no meio do desespero de papeladas sem fim; a massagem nos pés depois de um dia terrível; o sorriso e a reclamação do filho; o abanar do rabo do seu cachorro ou o ronronar do seu gato; o amigo que você telefona depois de beber todas; o amor que você liga para esvaziar a raiva, aliviar o aperto no peito ou dizer que ama.

Todos os detalhes importantes e inesquecíveis da vida têm o outro; de alguma forma o outro está. Tem aquele que ficará pra sempre, que ficará por uns instantes ou por um tempo, não importa, todos os detalhes importantes e inesquecíveis da vida, do café ao amor, tem o outro, porque a gente quer e precisa.

*Por Luciana Chardelli

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*Fonte: obvious

Sua vida vai mudar se passar um mês inteiro sem reclamar

Queixa vem do latim, de quassiare, de quassare, que significa golpear violentamente, quebrantar, e expressa uma dor, uma pena, o ressentimento, a inquietação… Um amplo espectro de sensações, mas com um nexo comum: seu caráter negativo. E esse leva ao ódio e, como é bastante sabido, o ódio leva ao lado escuro. Com isso em mente, os amigos Thierry Blancpain e Pieter Pelgrims decidiram estabelecer em fevereiro o projeto Complaint Restraint February. Um mês de 28 dias em que não poderiam reclamar por besteiras.

Os benefícios dessa atitude têm duas caras. Por um lado, aumenta a sensação de felicidade. Por outro, as pessoas se dão conta de que certos conhecidos são muito negativos e te fazem mais infeliz

“Pieter e eu somos amigos há 10 anos, e temos trabalhado juntos em muitos projetos e, no inverno de 2010, tivemos a ideia de deixar de nos queixar por um mês”, conta Blancpain, por e-mail. Esse suíço criador de tipografias não sabe de quem foi a sugestão, mas diz que um dos dois estava dando aborrecimento e o outro pediu que se calasse durante um mês. “Como depois nos sentimos mais felizes, decidimos repetir no ano seguinte”. Em 2014, perguntaram a alguns amigos se queriam se juntar e, depois de verem que também sentiam os efeitos, em 2015 abriram ao público com um site para que divulgassem o experimento. Esperavam ter 50 inscrições. No fim, foram 1.750.

Depois de esclarecer que reclamar não é ruim por si só, Blancpain explica que sua ideia é deixar de reclamar por coisas pequenas que, na verdade, não importam. “A chuva, o bebê que chora no restaurante, o chefe que te faz ficar uma hora a mais no escritório, o ônibus que você perdeu na hora de ir trabalhar”. Acontecimentos que “vistos com perspectiva não têm importância, e que reclamar é uma perda de tempo e de energia”. “Se temos comida, casa, família, amigos… não deveríamos ser felizes?”.

Ainda que reclamar em si não seja ruim, a ideia é não reclamar pelas pequenas coisas. “Se temos comida, casa, família, amigos… não deveríamos ser felizes?”

Segundo Blancpain, os benefícios dessa atitude têm duas caras. Por um lado, aumenta “a sensação de felicidade” e diminui a de “estar esgotado”. Por outro, adquirimos “conhecimentos sobre a forma como nos comunicamos e como se comunicam as pessoas do nosso entorno”. Durante esse mês, afirma que se dá conta de que certos conhecidos são muito negativos e o fazem mais infeliz. “Pode soar duro, mas acho que não é razoável passar tempo com uma pessoa com a qual nos sentimos pior depois”.

Sem serem especialistas em psicologia, Blancpain e Pelgrims têm o conhecimento resultante de anos de prática. Um truque é transformar reclamações em sugestões positivas. “Se alguém vem e me conta alguma pequena coisa negativa sobre seu trabalho, pergunto se não acha que seu chefe horrível é sinal de que deve procurar um novo emprego”. Quando você está mal e não pode estar na rua, sugere ir “ver um filme”. Alguns vão um pouco mais longe e levam um elástico ao redor do punho com o qual causam dor cada vez que se queixam alto, para se condicionar. “No mínimo ajuda, mas o importante não é deixar completamente [isso Blancpain considera impossível], e sim se dar contar e redirecionar essa energia” para aspectos positivos.

Os criadores da iniciativa têm o conhecimento de anos de prática. Um truque é transformar as reclamações em sugestões positivas

Esse foi o primeiro ano que abriram ao grande público. Estimam que foi um êxito. Alguns enviaram e-mails assegurando que tinham tornado suas vidas melhores, outros comentaram que viram um efeito negativo em suas vidas ao se dar conta de que tinham pessoas muito negativas em seu entorno. O sucesso os pegou de surpresa, de forma que na próxima edição pensam em preparar materiais, artigos, experiências… para ajudar a quem quiser se unir.

Escolheram fevereiro por ser o mês mais curto do ano, e seria mais fácil de conseguir, mas parar de reclamar não está limitado a esse período. “Pode deixar de reclamar agora mesmo, esteja onde estiver, e ter um melhor março, abril ou junho”. Só lembre que, se algo “realmente ruim” acontecer em sua vida, melhor “contar a seus amigos”. Supõe-se que tem que se sentir feliz, não miseravelmente sozinho.

*Por Carlos Carbaña
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*Fonte: brasil-elpais

24 sinais de que você é um vencedor (embora ainda não saiba)

Mesmo em épocas de alegre chegada do tempo bom, paradoxalmente vivemos dias de crise nos quais lamentamos nossa situação. Seja isso uma astenia primaveril ou desânimo, nessas situações nos tornamos chorões e tendemos a filosofar sobre nossa vida, não precisamente em tom jovial. Os especialistas em psicologia positiva observam como muitas vezes nos queixamos por vício e sem que exista um motivo verdadeiro.

Em algumas ocasiões também protestamos até quando as coisas estão indo bem. “Embora o sucesso seja medido por cada um de nós, o importante é o prazer que sentimos em cada momento, saber identificar e expressar os próprios talentos, sentir qual é o propósito de nossa vida e dispor de relações construtivas com as quais compartilhá-la”, explicam com base nessa orientação.

Como disse Napoleão Bonaparte, “o sucesso não está em vencer, mas em não desanimar nunca”. O governante francês punha ênfase na persistência e em manter o esforço, apesar das dificuldades. É a mesma opinião de Dafne Cataluña, psicóloga e coach do Instituto Europeu de Psicologia Positiva, que esclarece que não existe uma definição universal do sucesso, mas isso depende do que nos rodeia: “da cultura, do entorno e da própria forma de ser”. Especificamente, o triunfo é definido por cada um de nós, levando em conta aspirações, metas, sonhos e valores. “Algumas pessoas têm como objetivo a glória de se sentir plenas com sua vida, outras em conseguir ser pai, algumas em encontrar uma profissão que as preencha e muitas outras em ter amigos ou companheiros com os quais se sintam com a liberdade de serem elas mesmas”, observa a especialista.

A felicidade também tem uma definição subjetiva, mas existem alguns indicadores de que as coisas vão bem, até mesmo melhor do que poderíamos pensar. A coach e escritora norte-americana Shannon Kaiser, especialista em conseguir a conexão de seus clientes com o próprio “eu” para que possam viver seu verdadeiro objetivo vital, descreve, entre os sinais de sucesso, alguns dos estados cotidianos de nossa realidade nos quais nem sequer reparamos, mas que se relacionam com aquilo que, segundo a psicologia positiva, facilita a sensação de plenitude.

Sucesso e felicidade… material?
Madonna não parece ser a única material girl. Na realidade, todos tendemos a medir o quanto estamos bem em função de nosso poder aquisitivo, sendo esse um fenômeno global próprio da sociedade de consumo: vivemos para consumir e ansiamos pela acumulação material, por ser a que nos dá o status e a segurança. Mas não somos mais felizes do que nossos antepassados que viveram uma carestia real. Por que isso acontece? A psicologia explica isso pelo princípio da habituação, que aplicado a este caso significa o seguinte: “Por mais que eu goste de algo, quanto mais eu o tiver, menos me impressiona”. Ou, o que dá no mesmo: nós nos acostumamos a tê-lo, então, com o tempo, nos parece normal, por isso deixamos de apreciá-lo como no começo. Pode ser que isso aconteça pelo fato de a novidade nos causar excitação e sempre procurarmos conseguir o que não temos.

SOBRE A EXIGÊNCIA PRÓPRIA E ALHEIA

1. Deixou de culpar-se por essa viagem frustrada há semanas. Haverá mais opções…

2. Cada vez controla melhor sua ira e faz menos dramas

3. Deixar de ser mileurista (com renda mensal por volta de mil euros, o equivalente a 3 mil reais) seria bom, mas não é sua prioridade

4. Aceita os defeitos de seus pais com naturalidade

5. Quando se deparou com sua ex há meses e a encontrou feliz, se alegrou (e não foi encenação)

Com essas atitudes conseguiu relaxar o nível de exigência, permitindo que a magia triunfe no que se refere a não se sentir culpado por não conseguir certos objetivos, além de liberar de culpa os demais.

SOBRE O AMOR PRÓPRIO

6. Você não está gordinho: é só um amante dos prazeres da vida, alguém que adora comer

7. Vista-se como quiser, sem se importar com o que digam

8. Festejou a última promoção de seu colega de trabalho

9. Quando elogiam a sua inteligência, não enrubesce. Sim, é verdade!

Quando a necessidade de aprovação diminui, a insegurança se transforma em autoestima e a pessoa fica satisfeita com o que é, independentemente das conquistas e da opinião dos demais.

SOBRE O ENTORNO

10. Pediu ajuda naquela vez em que precisou

11. É capaz de se colocar no lugar do outro

12. Quando chega o domingo, tem a quem telefonar para tomar um café

Comunicar as necessidades pessoais com empatia incrementa as possibilidades de criar e manter relações satisfatórias. Perder o medo de pedir ajuda favorece as relações satisfatórias. Tan Bem Shahar, professor da Universidade Harvard, descreve os “perfeccionistas” como pessoas que não têm finalidade, já que sempre se propõem metas cada vez mais altas e objetivos mais difíceis. Em seu livro Seja Mais Feliz, Shahar observa como, no entanto, “quando conseguem suas metas não sentem a satisfação nem a felicidade que esperavam, já que essa expectativa idealizada se esmigalha e o equilíbrio entre o esforço e o desfrute se torna negativo ao ter o esforço um peso desproporcional”. Conclusão: menos ambição e mais amigos.


SOBRE A ACEITAÇÃO

13. Quando chega a sua casa, suspira: “Ufa, enfim em casa”.

14. Decorou a sala de um modo que você gosta

15. Não acontece todos os dias, mas, às vezes, fica surpreso com a própria beleza no reflexo do espelho

16. Sabe com fundamento que é um bom trabalhador

Claro, não só de amigos vive o homem. Assim, é necessário que em seu canto de casa e do trabalho impere uma certa ordem. Isso não se traduz em habitar uma mansão de sonhos ou ser o funcionário mais brilhante da empresa, mas em, como proclamava o empresário Henry Ford, “desfrutar do que se obtém como a chave do sucesso”. Pense em sua última conquista no trabalho, e festeje.


SOBRE A REBELIÃO

17. Reconhece as más pessoas e as expulsa de sua vida

18. Não se lamenta pelos males do fumo: simplesmente, deixou o cigarro

19. Recorda perfeitamente da última vez que disse “não”

A aceitação só é positiva se for acompanhada de assertividade, uma palavra que agora todos os especialistas em psicologia usam para definir o ponto exato em que somos capazes de nos fazer respeitar sem recorrer à agressividade

SOBRE OS SONHOS COMPATÍVEIS COM O TALENTO

20. Ao falhar naquele exame, estudou mais para o próximo

21. Tem metas para cumprir

Não se acovardar ante a adversidade é uma grande conquista. Em geral, isso significa conhecer aquilo em que é bom e, além disso, o faz se sentir bem: “Conhecer nossos pontos fortes tem um impacto positivo no bem-estar”, explica a diretora do Instituto Europeu de Psicologia Positiva. Já detectou os seus pontos fortes e estabelece os seus objetivos de acordo com eles? Então, você é uma pessoa de sucesso.

SOBRE O AMOR

22. Pode enumerar, pelo menos, cinco pessoas que o amam

23. Diz-lhes “te amo” com frequência

24. Em todas as ocasiões, essa declaração é verdadeira

A capacidade de amar e ser amado é uma das 24 forças pessoais descritas pelos psicólogos Seligman e Peterson. Sentir-nos queridos significa também nos sentirmos seguros. Como também dizia o psicólogo Bowbly em seus estudos das relações do apego na infância, “quando criamos um apego seguro com as pessoas que se encarregaram de nosso cuidado na infância, as possibilidades de desenvolver relações afetivas e saudáveis são muito maiores”.

Esclarecidos os termos de felicidade e vitória, é hora de passar para o teste infalível. Porque, sim, há uma série de sinais que às vezes ignoramos, e que dizem que você é uma pessoa bem-sucedida. Se você se reconhece neles, diga adeus à melancolia e dê as boas-vindas a um grande vencedor.

*Por Patricia Peyro Jimenez
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*Fonte:

A técnica cognitiva que ajuda a não pensar demais nos problemas

Ter um “branco” na hora de fazer uma prova para a qual você vinha se preparando havia seis meses, se preocupar com uma eventual reação adversa da vacina, lembrar-se que sua mãe ainda não telefonou hoje (será que aconteceu alguma coisa?), estressar-se por que seu filho não come nada, que sua cabeça dói (seria um tumor?)…

As preocupações estão por toda parte em nossa vida, quase o tempo todo. São preocupações pequenas e grandes, as razoáveis e as excessivas, as bem fundamentadas e as estapafúrdias… existem todos os tipos.

Elas se comportam como uma goteira irritante que cai ruidosamente em nossa mente, como se esta fosse um balde de metal que, no final das contas, pode transbordar com tantos pensamentos.

A boa notícia é que a maioria das nossas preocupações geralmente não se convertem em realidade.

Cientistas da Pennsylvania State University (EUA) realizaram um estudo sobre as preocupações mais recorrentes de um grupo de pacientes e, com o passar do tempo, verificou se elas se comprovaram em fatos reais.

O resultado? 91% de suas preocupações nunca se materializaram. Eles sofreram em vão.


Cérebro e irrealidade

Mas ainda há os 9 pontos percentuais restantes para dar asas à imaginação de muitos.

“Todos nós podemos ter ansiedade, tristeza ou depressão em maior ou menor grau”, explica à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) Juan Ramos Cejudo, professor de psicologia da Universidade Camilo José Cela (Madrid) e diretor do centro Mindlab.

Todos nós podemos sofrer com medo e ansiedade antecipados mesmo em casos que parecem pouco importantes, como ir a uma festa onde você não conhece ninguém, conversar com seu chefe ou falar em público. São situações normais em que não haveria necessidade de se preocupar demais.

Paradoxalmente, para preservar uma boa saúde mental, a primeira coisa é não confiar tanto em nosso cérebro.

“Se colocarmos em dúvida o que estamos vendo ou sentindo, teremos mais condições de obter bem-estar”, diz Ramos Cejudo.

Ele explica: “Nem tudo o que o nosso cérebro nos diz é real. Percebemos a realidade através dos nossos sentidos e o nosso cérebro processa conclusões com muitos erros — ele está constantemente errado”.

No entanto, é difícil ter esse discernimento, ainda mais nestes tempos turbulentos.

Estima-se que, antes da pandemia de covid, 284 milhões de pessoas em todo o mundo sofriam de algum tipo de transtorno de ansiedade, com uma taxa de prevalência nos países que varia de entre 2% e 7% da população, de acordo com o Global Burden of Disease, um estudo envolvendo mais de 3 mil pesquisadores de 145 países e coordenado pela Universidade de Washington.

Esses dados foram pulverizados pela pandemia.

A revista científica Psychiatry Research publicou uma análise baseada em 55 estudos internacionais com mais de 190 mil pessoas que constatou que a prevalência de ansiedade é quatro vezes maior agora (15,5% da população contra 3,6% antes da pandemia, segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS)

O artigo destaca que o transtorno de estresse pós-traumático (16%) e a depressão (16%) também foram respectivamente cinco e três vezes mais frequentes na comparação com a situação antes da pandemia.

O papel da metacognição

Estes dados não surpreendem o psicólogo Jesús Matos, professor do Instituto Superior de Estudos Psicológicos (Isep) e diretor da clínica En Equilibrio Mental de Madrid (Espanha).

“O paciente com ansiedade generalizada é alguém que não começa a se preocupar de repente, mas é alguém que pensa assim durante toda a vida”, explica ele em entrevista à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. “Mas é uma pessoa que consegue funcionar bem, até que aconteça algo, um evento, que faz tudo desmoronar. E com a pandemia tivemos um grande evento desencadeador.”

O elemento-chave da terapia metacognitiva não é focar em um pensamento específico que nos desequilibra, mas na maneira como o pensamos.

“Nos últimos anos, os psicólogos perceberam que não é tão importante o que as pessoas pensam, mas como elas pensam. Não é tão importante que eu ache que sou desajeitado ou que vou ter um ataque de ansiedade (cognição simples ou pensamento), mas sim o estilo de raciocínio que leva a essa reflexão”, explica Ramos Cejudo, autor do livro Terapia Cognitiva junto com seu sócio José Martín Salguero Noguera.

“Uma metacognição é uma avaliação que fazemos sobre ter esses pensamentos”, diz ele.

Ele dá alguns exemplos desse tipo de pensamento: “Posso me preocupar porque tenho uma prova, é uma cognição simples. Mas posso acabar me preocupando que sempre fico assim com qualquer prova, e que, se eu continuar me preocupando desse jeito, vou acabar ficando doente. Tudo isso são metacognições.”

E qual é o problema dessas metacognições?

“[O problema é] que geralmente esse conteúdo desencadeia a resposta de ansiedade e a percepção de falta de controle a longo prazo. Sei o quanto me preocupo muito, mas também com o que não consigo controlar, tenho uma cognição sobre outra cognição que aumenta a ansiedade.”

“Foi o professor Adrian Wells da Universidade de Manchester quem desenvolveu essa teoria nos anos 1990”, diz Jesús Matos.

Tradicionalmente, os transtornos de ansiedade (fobias, pânico, transtornos obsessivos, etc.) têm sido tratados “com grande sucesso, cerca de 70%-80% com terapia cognitivo-comportamental”, explica.

Mas no caso do transtorno de ansiedade generalizada — aquele em que o indivíduo se preocupa excessivamente com problemas comuns e cotidianos, como saúde, dinheiro, trabalho e família, quase diariamente por pelo menos seis meses, conforme definido pela Library National Medicine dos EUA —, “essa eficácia cai até 50% e há um problema de recaídas”.

“A terapia metacognitiva aumenta a eficácia para cerca de 80% e consegue isso com poucas sessões, de 8 a 12, de acordo com os estudos”, afirma o professor do Isep.

Como a terapia metacognitiva é aplicada

Matos diz que “a terapia metacognitiva mostra ao paciente que a preocupação é controlável e não perigosa, e também que se preocupar em nada adianta”.

Ela é “herdeira” da terapia cognitivo-comportamental e ambas podem ser aplicadas em conjunto, explicam os especialistas. Mas em vez de focar na modificação do conteúdo dos pensamentos (como faz a terapia cognitivo-comportamental), a terapia metacognitiva foca na reestruturação do processo associado aos pensamentos.

E consegue isso, entre outras coisas, com técnicas baseadas em algo chamado Atenção Plena do Desapego (Detached Mindfulness, em inglês).

“Basicamente, consiste em observar o primeiro pensamento que surge e não tentar contrariar esse pensamento”, diz.

O paciente tem que aprender técnicas de observação do pensamento.

Uma delas, explica o psicólogo, é adiar a preocupação que vem à mente em um determinado horário do dia por um período máximo de 15 minutos.

“Assim, a pessoa aprende que a preocupação não é perigosa, que é controlável porque pode ser adiada, e quebramos a associação entre o pensamento intrusivo que aparece e a resposta à preocupação. O pensamento intrusivo é automático, mas a resposta é controlável pela gestão da atenção.”

“Pensamentos intrusivos são como visitantes”, ele brinca: “Você não pode expulsá-los porque é rude, mas não precisa alimentá-los se quiser que eles saiam.”


Quando procurar ajuda

Mas, então, quando isso deixa de ser um problema comum e passa a ser motivo para se buscar ajuda?

A linha entre preocupação administrável e transtorno de ansiedade é tênue em alguns casos, alertam os especialistas.

A resposta à ansiedade aparece de “forma multidimensional”, explica Ramos Cejudo, da Universidade Camilo José Cela.

Primeiro, existem os sintomas cognitivos: isto é, os pensamentos — as preocupações e os pensamentos negativos repetitivos que estão gerando grande desconforto.

Em seguida, aparecem os sintomas fisiológicos, a boca seca, tremores, sudorese, palpitações, etc.

E, finalmente, a resposta comportamental — o que faço quando tenho ansiedade ou medo.

Essa última etapa é fundamental, avisa Ramos Cejudo.

Quando remoer problemas resulta em um “medo tão intenso que interfere no comportamento do sujeito, quando ele evita se expor a situações que geram preocupação e medo de forma frequente, intensa e duradoura, é quando isso se torna um distúrbio psicológico”.

Os transtornos de ansiedade são alguns dos “mais prevalentes” quando se trata de saúde mental.

Dicas para gerenciar pensamentos e ansiedade

O primeiro conselho que os especialistas dão pode parecer contraintuitivo: não tente suprimir os pensamentos incômodos.

“Tentar não pensar em algo faz com isso fique na cabeça, como não tentar pensar em um elefante rosa, por exemplo”, explica Ramos Cejudo.

E a supressão emocional também não é uma boa ideia. “Expressar nossas ideias geralmente ajuda, alivia, mas algumas pessoas têm tanto medo desses pensamentos que os calam e, portanto, pioram tudo”, acrescenta.

O objetivo é mais sutil, explica Jesús Matos. “O segredo não é tentar parar os pensamentos, mas observá-los e deixá-los em paz até que sumam.”

Para conseguir “deixar seus pensamentos desencadeadores em paz”, a psicóloga especializada Pi Callesen, da Universidade de Manchester, oferece algumas ferramentas em seu livro Viva Mais Pense Menos: Como superar a depressão e a tristeza com a terapia metacognitiva.

Trata-se de treinar a mente e perceber que você tem controle dos pensamentos.

O exercício de sons

Este exercício ajuda os pacientes de Pi Callesen a “descobrir sua capacidade de se concentrar seletivamente, mudar rapidamente de assunto e dividir sua atenção entre várias coisas”, explica ela.

A primeira coisa a fazer é escolher três ou mais sons ambientes (tráfego, canto de pássaros, som de televisão, som de canteiro de obras ou qualquer outro). É útil que alguns dos ruídos escolhidos fiquem próximos e mais altos, e outros mais distantes.

Com a ajuda de um cronômetro (talvez o do seu celular), concentre sua atenção em um desses sons por 10 segundos. E então pule para outro e depois para outro, sucessivamente. Pode-se tentar por dois minutos, e se der certo, tente mais dois minutos, mas dessa vez pulando mais rápido de um som para outro, “por dois ou quatro segundos”, descreve a autora.

Você também pode incluir como um dos sons escolhidos a gravação de uma palavra-chave do pensamento que desencadeia ansiedade. Use-o como mais um som.

“O objetivo deste exercício é familiarizar-se com a mudança na atenção e ganhar experiência em gerenciá-la.”

O exercício da janela

Outro exercício que Pi Callesen usa com seus pacientes é o “exercício da janela”.

Isso envolve escrever os pensamentos desencadeadores no vidro da janela com uma caneta que você pode apagar mais tarde.

“Os pensamentos desencadeadores podem ser, por exemplo, ‘O que há de errado comigo?’ ‘Estou preocupado que meus colegas não gostem de mim.’ ‘Por que me sinto tão triste?’.”

“Peço a meus pacientes que se concentrem totalmente em seus pensamentos desencadeadores e percebam o céu azul ou a casa do outro lado da janela, e não foquem no que está escrito.”

Depois, o foco é mudado, é preciso olhar através dos pensamentos escritos e se concentrar no que se vê por trás do texto. Seja nas árvores em frente da casa, nos carros na rua ou nos detalhes do prédio em frente.

“O paciente agora percebe como os pensamentos desencadeadores se tornam diferentes. Eles ainda estão lá, não desaparecem, mas ele pode se concentrar em outras coisas e ver além deles. Então ele entende que pode controlar sua atenção”, descreve.

Então, o elefante rosa desaparece. Mas se isso não passar e os pensamentos afetarem sua vida na forma de insônia ou da sensação de sofrimento excessivo, não hesite em procurar ajuda. Todos os especialistas concordam com isso.

*Por Jesús Moreno
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*Fonte: bbc-brasil

ESQUEUMORFOS: O que são e por que estão em toda parte?

Você já ouviu falar ou tem alguma ideia do que significa a palavra “esqueumorfo”? Talvez isso soe confuso para você agora, mas eu te garanto que no fim do texto você verá que sempre esteve familiarizado com esse tema. Por mais que esse não seja um termo que usamos no dia a dia, os esqueumorfos estão presentes na nossa vida em todos os momentos.

Portanto, vamos juntos nos aprofundar sobre o significado dessa palavra, qual é a sua origem e quais são os principais exemplos de esqueumorfos à nossa volta. Não se preocupe, a partir de agora você conseguirá identificar o que é um esqueumorfo sem grandes dificuldades.


Etimologia da palavra

A palavra “esqueumorfo” tem origem do grego skeuos, que significa “ferramenta” ou “recipiente”, e também de morphé, que pode ser traduzido para “forma”. Por mais que, em um primeiro momento, isso não diga nada, esse termo é usado há muito tempo, sobretudo por historiadores e arqueólogos.

Conforme trazido em reportagem da BBC, o especialista em Idade Média Serafín Moralejo Álvarez explica em seu livro Eloquent Forms que a palavra “esqueumorfo” se refere à “presença em um objeto de características formais que carecem de motivação em relação às suas funções ou condições de sua produção e que só podem ser explicadas como atavismos em relação a um modelo diversificado em seu uso ou em condições técnicas”.

Em outras palavras, os esqueumorfos nada mais são do que objetos dentro de uma linha de produção que continuarão a ser produzidos apenas para que as pessoas continuem familiarizadas com sua forma original e continuem a fazer associações dentro do cérebro. Se ainda não está claro, nós listamos alguns exemplos.


Esqueumorfos no dia a dia

Por exemplo, você sabe para que serve aquelas estranhas peças de metal que ficam próximas ao bolso da sua calça jeans? Os rebites, como são chamados, são uma herança estética da época em que os jeans eram muito grossos para serem unidos apenas com o uso de linha e precisavam de outra ferramenta para a finalização.

Embora não sejam mais necessários nas linhas de produção atuais, eles continuam aparecendo nos modelos atuais de calças. E por que isso? É porque esse é um claro exemplo de um esqueumorfo no seu cotidiano. Logicamente, isso não para por aqui.

Os aros sempre foram ferramentas essenciais para manter as rodas dos carros antigos e das bicicletas funcionando corretamente. Porém, os modelos mais modernos de veículos não precisam de um aro para cumprir a sua função. Então, qual é o nome que nós podemos dar para os aros? Exatamente, um esqueumorfo.

E como chamar o lustre de uma igreja que substituiu as velas de verdade por elétricas? Por que não simplesmente mudar para uma lâmpada? É porque um esqueumorfo ajuda as pessoas a continuarem familiarizadas com um ambiente ou objeto da forma que ele construiu sua imagem historicamente.


Era digital

Engana-se quem pensa que os esqueumorfos só estão presentes em objetos físicos. Olhe bem para a Área de Trabalho do seu computador e tente identificar um esqueumorfo. Conseguiu? Se você teve alguma dificuldade, pode ficar tranquilo que nós vamos te ajudar.

Ao excluímos um arquivo digital, nós automaticamente enviamos ele para a “Lixeira” — que literalmente tem o ícone de uma lata de lixo. Porém, quando os computadores foram inventados, os criadores poderiam ter dado qualquer nome para esse espaço. Afinal, tudo era muito novo e nenhum desses conceitos havia sido introduzido antes.

Sendo assim, as “lixeiras digitais” nada mais são do que mais um esqueumorfo para compreendermos sua função e nos acostumarmos com mais facilidade. Agora que você já sabe o que esse termo significa, é bem provável que encontre vários desses exemplos no seu cotidiano!

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Seja feliz com o ‘hygge’, o método do bem-estar ativo dinamarquês

Transforme qualquer lugar num lugar cálido e confortável para desfrutar de um momento em total confiança

O imprescindível filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard advertia que a maioria de nós busca o prazer com tanta velocidade que, nessa pressa, passamos por ele sem perceber. Com certeza essa é uma boa base para começar a buscar o hygge. Nós o temos mais perto do que pensamos. Na verdade, ele sempre esteve aqui. Ok, mas o que é? O que significa? Bem, essa não é uma pergunta tão simples, porque hygge é uma palavra que nem sequer tem tradução em nosso idioma, embora exista uma aproximação: comodidade, familiaridade, conforto… Quando um dinamarquês tenta nos explicar o que é o hygge, costuma recorrer a uma cena como esta: imagine que você está sentado numa poltrona em frente a uma lareira, tomando uma xícara de chá enquanto lê um livro envolto numa dessas mantas que conforta a nossa vista só de olhar para ela. Isso é o hygge, e essa é a ideia: transformar qualquer lugar num lugar cálido, confortável e agradável onde seja possível curtir o momento em total confiança. E quando dizemos qualquer lugar, é qualquer lugar. Porque o hygge não se pratica só em casa. Pode ser no local de trabalho, numa reunião de amigos no bar, numa noite solitária num pequeno hotel e, claro, nesse lugar em que vivemos sempre: nosso corpo. Porque hygge é sair com uma roupa confortável, não com uma que nos faça sentir embutidos, tensos e com predisposição para o mau humor. Todos sabemos do que estamos falando, e isso é o legal do hygge, porque tudo o que temos de saber para sermos um pouquinho mais dinamarqueses já sabemos. Tudo o que temos que ter já temos. E está em nossas mãos colocar um dinamarquês em nossa vida para nos ajudar a viver de forma mais… hygge.

Façamos de qualquer lugar o nosso refúgio. Não por acaso, o hygge nasceu num país com um clima adverso. Invernos longos, duros e exigentes que obrigaram os dinamarqueses a olhar para dentro de seus lares a fim de se sentirem seguros e confortáveis, experimentando a familiaridade.

Essa mudança de direção no olhar, para o interior, permitiu-lhes não apenas trabalhar no desenho dos espaços e das coisas que os habitam, mas também nas relações e seus círculos de amizades para ampliar o conceito de refúgio onde quer que se encontrem. Talvez lá fora caia neve e estejamos a 20 graus negativos, mas não em nosso refúgio. Talvez o mercado de trabalho seja inclemente e não tenha sentimentos, mas em nosso círculo não é assim. E é possível que estejamos fora de casa, passando a noite num hotel, mas podemos buscar a familiaridade e encontrá-la ao desfrutar desse momento. Porque talvez o mundo seja cruel e imprevisível, por vezes frio e impessoal, mas nesse lugar onde estamos podemos nos esforçar para sermos geradores de bem-estar ativo.

O bem-estar ativo é, simplesmente, realizar de forma consciente aquilo que nos faz bem. Pode ser tomar uma xícara de chá, comprar o romance que nos chamou a atenção ou respirar um pouco de ar puro num passeio noturno. Cada um saberá o que é, mas o que todos sabemos é que, para sermos geradores de bem-estar ativo, precisamos ser caçadores de momentos especiais que acontecem aqui e agora. Celebrar o cotidiano como parte de um momento que não se repete, conectar com essa parte de nós que gosta de calma, sossego, tranquilidade. Mesmo que seja só de vez em quando, poder frear a ânsia da hipercomunicação, do hiperconsumismo e da hipervelocidade dos nossos dias para curtir o momento. Porque, no final das contas, como dizia Cesare Pavese, não recordamos dias; recordamos momentos. E esses momentos são nosso melhor refúgio.

A cordialidade como princípio, começando por nós mesmos. Hoje, o hygge está tão na moda que podemos encontrar velas hygge, calças hygge, mantas hygge e agências de viagem hygge. É o sinal do nosso tempo: qualquer coisa se transforma em bem de consumo. Mas, além das exigências do mercado, o grande segredo hygge é a cordialidade, e isso não podemos encontrar em nenhuma loja. Devemos buscar em nosso interior. Essa é a grande mudança de olhar que devemos fazer. Ser cordiais, começando por nós mesmos. Dar-nos esse gesto simples e possível que nos arranque um sorriso. Cuidar de nossa alimentação, sem que por isso tenhamos de abrir mão de tudo continuamente. Ser cordiais com nosso corpo, dando-lhe de presente, de vez em quando, essa massagem que nos faz tão bem ou esse banho que nos relaxa. Ser cordiais com os demais, fazendo com que se sintam confortáveis – isso também é ser cordial consigo mesmo. Ser cordiais com o meio ambiente, com os animais e com tudo o que nos cerca. A cordialidade é o princípio do hygge porque, a partir dela, é possível construir um refúgio onde habitar. E a cordialidade em grandes quantidades ampliará nosso refúgio até abranger todos os âmbitos de nossa vida. Isso é o hygge – e todos nós podemos ativá-lo agora mesmo. Ou, melhor dizendo, conectar com isso porque está mais dentro de nós que nas coisas que nos rodeiam, como costuma acontecer com tudo aquilo que nos faz sentir, simplesmente, bem.

*Por Gabriel Garcia de Oro
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*Fonte: brasil-elpais

Suas experiências de infância afetam quem você se torna quando adulto

Suas experiências de infância afetam quem você se torna quando adulto.

Se você sentiu muita dor ou trauma emocional quando criança, você se importará em se encontrar preso a certas situações em sua vida adulta.

Nossas feridas emocionais de infância geralmente se originam da dinâmica relacional entre nós e nossos cuidadores.

Embora existam vários tipos diferentes de feridas emocionais, três feridas comuns estão relacionadas à independência, afeição e autoestima.

1. Independência:

Se sua liberdade e independência foram severamente limitadas quando você era criança, você poderia ter dificuldades em sua vida adulta.

Crescer em um ambiente onde suas habilidades de tomada de decisão sempre foram questionadas e criticadas pode ter efeitos negativos em você como um adulto; ou seja, você pode não ter confiança para tomar decisões e tomar iniciativas em sua vida adulta.

Além disso, sua natureza passiva e sua indecisão podem tornar mais fácil para as pessoas controlá-lo ou tirar vantagem de você.

2. Carinho:

Uma criança privada de amor, afeto e apoio cresce sentindo-se solitária, isolada e inadequada. Na vida adulta, eles crescem buscando validação externa para se livrar da crença de que não são bons o suficiente.

Isso significa que eles podem crescer para agradar as pessoas e / ou excessivamente preocupados com o que as pessoas pensam deles.

Em outras palavras, os adultos com feridas emocionais na infância relacionadas ao afeto lutam contra o amor-próprio.


3. Autoestima:

As feridas emocionais relacionadas à autoestima geralmente resultam da rejeição. Uma criança que foi rejeitada consistentemente por seus cuidadores terá grandes dificuldades em sua vida adulta.

Ser culpado, criticado, humilhado e desvalorizado é extremamente prejudicial e pode até ser traumático.

Como adultos, as pessoas que enfrentaram a rejeição de seus entes queridos tendem a ter uma autoconfiança extremamente baixa .

O PRIMEIRO PASSO PARA SUPERAR E CURAR SUAS FERIDAS EMOCIONAIS É VÊ-LAS E RECONHECÊ-LAS.

Depois de fazer isso, você pode trabalhar para descobrir de onde vêm e como você permite que afetem sua vida adulta.

Muitas vezes, as pessoas precisam buscar a ajuda de um profissional que saberá orientá-las e facilitar a percepção de padrões.

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*Fonte: seuamigoguru

Até que ponto somos controlados pelo inconsciente

Às vezes, quando me pergunto por que fiz determinada escolha, percebo que, na verdade, eu não sei. Até que ponto somos regidos por coisas das quais não temos consciência? — Paul, 43 anos, Londres.

Por que você comprou um carro? Por que você se apaixonou pelo seu parceiro?

Quando começamos a analisar a base de nossas escolhas de vida, sejam elas importantes ou bastante triviais, podemos chegar à conclusão de que não fazemos muita ideia.

Podemos até mesmo nos perguntar se realmente conhecemos nossa própria mente e o que se passa nela fora da nossa percepção consciente.

Felizmente, a ciência da psicologia nos oferece insights importantes e talvez surpreendentes. Uma das descobertas mais importantes vem do psicólogo americano Benjamin Libet (1916-2007) na década de 1980.

Ele concebeu um experimento que era aparentemente simples, mas gerou um enorme debate desde então.

Os participantes foram convidados a se sentar de maneira relaxada em frente a um relógio adaptado. No mostrador do relógio, havia uma pequena luz girando em torno dele.

Tudo o que os participantes tinham que fazer era flexionar o dedo sempre que sentissem vontade de fazer isso e lembrar qual era a posição da luz no mostrador do relógio neste momento.

Ao mesmo tempo em que tudo isso acontecia, a atividade cerebral dos participantes era registrada por meio de um eletroencefalograma (EEG), que detecta níveis de atividade elétrica no cérebro.

O que Libet conseguiu mostrar foi que o tempo fornece uma pista importante sobre se o inconsciente desempenha ou não um papel significativo no que fazemos.

Ele mostrou que a atividade elétrica no cérebro se desenvolvia muito antes de as pessoas conscientemente terem a intenção de flexionar o dedo e o flexionarem.

Em outras palavras, os mecanismos inconscientes, por meio da preparação da atividade neural, nos preparam para qualquer ação que decidamos realizar.

Mas tudo isso acontece antes de termos conscientemente a intenção de fazer algo. Nosso inconsciente parece reger todas as ações que realizamos.

No entanto, à medida que a ciência avança, somos capazes de rever e aprimorar o que sabemos.

Agora sabemos que há vários problemas fundamentais com as configurações do experimento que sugerem que as alegações de que nosso inconsciente rege fundamentalmente nosso comportamento são significativamente exageradas.

Por exemplo, ao corrigir os vieses nas estimativas subjetivas da intenção consciente, a lacuna de tempo entre as intenções conscientes e a atividade cerebral é reduzida.

No entanto, as descobertas originais ainda são valiosas, mesmo que não possam ser usadas para afirmar que nosso inconsciente rege completamente nosso comportamento.

Outra forma de avaliar se somos, em última análise, governados por nosso inconsciente é analisar as situações em que podemos esperar que ocorra a manipulação inconsciente.

Na minha pesquisa, perguntei às pessoas que situações seriam essas. O exemplo mais comum foi propaganda e marketing.

Pode não ser uma surpresa, visto que muitas vezes nos deparamos com termos como “propaganda subliminar”, que sugere que somos orientados a fazer escolhas de consumo de maneiras pelas quais não temos nenhum controle consciente.

James Vicary, que foi profissional de marketing e psicólogo na década de 1950, deu vida ao conceito.

Ele convenceu um dono de cinema a usar seu dispositivo para projetar mensagens durante a exibição de um filme.

Mensagens como “beba Coca-Cola” apareciam por frações de segundo — e ele alegou que as vendas da bebida dispararam depois que o filme acabou.

Após um grande furor a respeito da ética desta descoberta, Vicary contou a verdade e admitiu que tudo era uma farsa — ele havia inventado os dados.

Na verdade, é notoriamente difícil mostrar em experimentos de laboratório que projetar palavras abaixo do limiar da percepção consciente pode nos induzir até mesmo a pressionar botões em um teclado que estão associados a esses estímulos, quanto mais nos manipular para mudarmos escolhas no mundo real.

O aspecto mais interessante em torno dessa polêmica é que as pessoas ainda acreditam, como tem sido demonstrado em estudos recentes, que métodos como a propaganda subliminar estão em uso, quando, na verdade, existe uma legislação que nos protege dela.

Mas tomamos decisões sem pensar conscientemente?

Para descobrir, os pesquisadores investigam três áreas: até que ponto nossas escolhas são baseadas em processos inconscientes, se esses processos inconscientes são fundamentalmente enviesados (por exemplo, sexistas ou racistas) e o que, se houver algo, pode ser feito para melhorar nossa tomada de decisão enviesada a e inconsciente.

Para o primeiro ponto, um estudo analisou se as melhores escolhas feitas em ambientes de consumo eram baseadas ou não no pensamento ativo.

A descoberta surpreendente foi que as pessoas fazem escolhas melhores quando não pensam, especialmente em ambientes de consumo complexos.

Os pesquisadores argumentaram que isso acontece porque nossos processos inconscientes são menos limitados do que os processos conscientes, que demandam muito do nosso sistema cognitivo.

Os processos inconscientes, como a intuição, funcionam de maneira que sintetizam automática e rapidamente uma variedade de informações complexas, e isso oferece uma vantagem sobre o pensamento deliberado.

Assim como o estudo de Libet, esta pesquisa despertou grande interesse.

Infelizmente, as tentativas de replicar essas descobertas foram extremamente difíceis, não apenas nos contextos originais de consumo, como também em áreas em que se considera que haja uma ampla utilização de processos inconscientes: na detecção de mentiras, em decisões médicas e decisões românticas arriscadas.

Dito isso, é claro que existem fatores que podem influenciar nossas decisões e direcionar nosso pensamento aos quais nem sempre prestamos muita atenção, como emoções, humor, cansaço, fome, estresse e crenças existentes.

Mas isso não significa que somos regidos por nosso inconsciente — é possível ter consciência desses fatores.

Às vezes, podemos até neutralizá-los colocando os sistemas certos em funcionamento ou aceitando que contribuem para o nosso comportamento.

Mas e quanto ao viés na tomada de decisão?

Um estudo mostrou que, por meio do uso de uma técnica agora amplamente utilizada, chamada teste de associação implícita (IAT, na sigla em inglês), as pessoas nutrem atitudes inconscientes e enviesadas em relação a outras pessoas (como discriminação racial ou de gênero).

Também sugeriu que essas atitudes podem, na verdade, motivar decisões enviesadas, como em questões de trabalho, jurídicas, médicas e que afetam a vida de outros.

No entanto, ao analisar mais de perto pesquisas sobre o tema, há dois problemas críticos com o teste de IAT.

Em primeiro lugar, se você observar as pontuações de um indivíduo no teste de IAT, e pedir para ele repetir o teste, os dois resultados não coincidem de forma consistente — isso é conhecido como confiabilidade teste-reteste limitada.

Além disso, foi demonstrado que os resultados do teste de IAT são um indicador frágil do comportamento real de tomada de decisão, o que significa que o teste tem baixa validade.

Também há esforços para tentar melhorar a maneira como tomamos decisões em nossa vida cotidiana (como alimentação saudável ou economizar para a aposentadoria), na qual nossos processos inconscientes enviesados podem limitar nossa capacidade de fazer isso.

Neste sentido, o trabalho de Richard Thaler, ganhador do prêmio Nobel de economia, e Cass Sunstein foi revolucionário.

A ideia básica por trás do trabalho deles vem do cientista cognitivo Daniel Kahneman, outro ganhador do Prêmio Nobel, que argumentou que decisões precipitadas são motivadas principalmente de maneira inconsciente.

Para ajudar a melhorar a forma como tomamos decisões, dizem Thaler e Sunstein, é preciso redirecionar processos inconscientemente enviesados na direção da melhor decisão.

A maneira de fazer isso é dando um “empurrão” suave nas pessoas para que possam detectar automaticamente qual opção é a melhor a escolher.

Por exemplo, você pode tornar os doces menos acessíveis em um supermercado do que as frutas.

Esta pesquisa foi adotada globalmente por muitas instituições públicas e privadas.

Um estudo recente da minha própria equipe mostra que as técnicas do “empurrão” muitas vezes falham consideravelmente. E também saem pela culatra, levando a resultados piores do que se não fossem usadas.

Há várias razões para isso, como aplicar o “empurrão” errado ou entender mal o contexto. Parece que é necessário mais para mudar o comportamento do que dar um empurrãozinho.

Dito isso, os defensores do “empurrão” nos levam a acreditar que somos mais facilmente influenciados do que pensamos — e do que realmente somos.

Um aspecto fundamental de nossas experiências psicológicas é a crença de que somos os agentes de mudança, seja em circunstâncias pessoais (como ter uma família) ou externas (como as mudanças climáticas antropogênicas).

No geral, preferimos aceitar que temos liberdade de escolha em todos os tipos de contextos, mesmo quando percebemos que isso está sob a ameaça de mecanismos que nos manipulam inconscientemente.

No entanto, ainda acreditamos estrategicamente que temos menos diligência, controle e responsabilidade em determinadas áreas, com base no quanto elas nos são importantes.

Por exemplo, preferimos reivindicar controle e diligência conscientes sobre nosso voto político do que sobre o cereal matinal que estamos comprando.

Então, podemos argumentar que nossa escolha infeliz para o café da manhã se resumiu à propaganda subliminar. No entanto, estamos menos inclinados a aceitar que fomos manipulados a votar de uma determinada maneira pelo poder das empresas de rede social.

Descobertas científicas em psicologia que ganham manchetes sensacionalistas muitas vezes não ajudam porque contribuem com a ideia de que somos fundamentalmente regidos por nosso inconsciente.

Mas a evidência científica mais robusta indica que somos provavelmente mais governados pelo pensamento consciente do que pelo pensamento inconsciente.

Podemos ter a sensação de que nem sempre estamos totalmente cientes de por que fazemos o que fazemos.

Isso pode ser porque nem sempre estamos prestando atenção aos nossos pensamentos e motivações internas.

Mas isso não é equivalente a nosso inconsciente reger todas as nossas decisões.

Embora eu ache que não, digamos que somos mesmo governados pelo inconsciente.

Neste caso, há uma vantagem em alimentar a crença de que temos mais controle consciente do que não.

Nas situações em que as coisas dão errado, acreditar que podemos aprender e mudar as coisas para melhor depende de aceitarmos um certo nível de controle e responsabilidade.

Nos casos em que as coisas dão certo, acreditar que podemos repetir ou aprimorar ainda mais nossas conquistas depende de aceitarmos que temos um papel a desempenhar nelas.

A alternativa é nos submeter à ideia de que forças aleatórias ou inconscientes ditam tudo o que fazemos e, no longo prazo, isso pode ser mentalmente devastador .

Então, por que você se apaixonou pelo seu parceiro?

Talvez ele tenha feito você se sentir forte ou segura, desafiada de alguma forma ou ele cheirava bem.

Como qualquer outra questão importante, ela é multifacetada e não há uma resposta única.

O que eu diria é que é improvável que seu “eu” consciente não tenha nada a ver com isso.

* Magda Osman é professora de psicologia experimental na Universidade Queen Mary em Londres, no Reino Unido.

Este artigo é parte da série Life’s Big Questions, do site de notícias acadêmicas The Conversation, que está sendo copublicada pela BBC Future. A série busca responder perguntas de leitores sobre a vida, o amor, a morte e o Universo.
Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.

‘Positividade tóxica’ pode aumentar riscos de depressão e ansiedade

Todo mundo já ouviu, ao menos uma vez, que é necessário “olhar para o lado bom das coisas”, mesmo que em uma situação muito difícil, como, por exemplo, a pandemia de Covid-19. De fato, o feito é muito importante, mas também é necessário enfrentarmos e entendermos os sentimentos ruins.

Isso é o que afirma a doutoranda em psicologia da Universidade do Quebec em Montreal, no Canadá, Andrée-Ann Labranche. Em sua pesquisa, a especialista aponta que a ‘positividade tóxica’ se tornou um grande risco para saúde mental dos seres humanos.

De acordo com o estudo, é muito comum entrar nas redes sociais e se deparar com diversas frases motivacionais alegando que para se viver é necessário “ser positivo”, deixando frustrações, angústias e tristeza de lado.

A psicóloga relata que focar apenas em boas emoções pode ser denominado como invalidação emocional. O termo vem da atitude das pessoas em procurarem uma aprovação sobre seus sentimentos, já que externar as emoções ajuda a compreendê-las e aceitá-las de uma melhor maneira.

Fator necessário também para aquelas emoções presentes em momentos difíceis, como o término de um relacionamento, perda de um ente querido e frustações do cotidiano. Labranche afirma que nestes casos, é comum que terceiros não queiram ouvir as lamentações e passem a ignorar ou criticar os sentimentos da outra pessoa.

O estudo aponta que pessoas frequentemente invalidadas tendem a apresentar sintomas depressivos e de ansiedade, dificuldade em tolerar pensamentos e emoções difíceis, além de passar a se defender desnecessariamente em situações comuns.

Andrée-Ann Labranche ressalta que suprimir ou evitar sentimentos ruins e aderir a ‘positividade tóxica’, na verdade, são a chave para viver o efeito contrário. “As emoções tendem a retornar com mais frequência e intensidade”, explica.


A negatividade faz parte da vida

O estudo relata ainda que o ser humano, normalmente, possui mais lembranças ruins e negativas do que positivas. De acordo com a pesquisa, o feito acontece, pois, há muito tempo a nossa sobrevivência dependia da capacidade de evitar situações de perigo, tidas como negativas.

Ou seja, somos projetados para nos atentarmos a situações negativas e prejudiciais, como uma forma de defesa. Este instinto também é muito importante para compreensão de sentimentos de terceiros.

É possível notar que o vocabulário de qualquer pessoa é mais rico no momento de descrever situações negativas. Outro exemplo, é a capacidade aumentada dos pais em interpretar e julgar emoções negativas dos seus filhos.

Fim da ‘positividade tóxica’

A autora lembra que nem todo estímulo positivo deve ser interpretado como prejudicial, mas que é possível realizar essa diferenciação em frases do cotidiano enquanto conversamos com alguém próximo.

Um dos exemplos mais claros da ‘positividade tóxica’ é dizer: “Não veja o lado negativo, pense nas coisas boas”. Invés disso, devemos escutar e utilizar expressões que validem os sentimentos de terceiros, como: “É normal sentir isso depois de um dia (ou situação) difícil, vamos tentar dar um sentido a isso”.

Vale lembrar que fazer acompanhamento profissional é de extrema importância para aumentar a capacidade de entender e aprender a lidar com emoções e sentimentos difíceis.

>> Se quiser acompanhar a pesquisa completa, clique aqui.

*Por Matheus Barros
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*Fonte: ciclovivo

Pessoas deveriam ouvir pelo menos 78 minutos de música por dia, diz estudo

Que música faz bem ao corpo e à mente a gente já sabe, né? Agora, um estudo está nos mostrando até a dose diária ideal para ficar bem feliz.

A Deezer encomendou uma pesquisa com a British Academy of Sound Therapy que aponta o tipo de música e o tempo necessário de escuta para obter benefícios ao bem-estar físico e emocional.

A pesquisa analisou a relação entre a música e saúde e estudou vários fatores, incluindo estilos, humores e gêneros musicais. A análise foi feita a partir de dados coletados em entrevistas feitas com mais de 7.500 pessoas, distribuídas por todo o Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Egito.

O estudo ainda mostra que o bem estar independe de gosto musical, e aponta a quantidade de minutos necessárias para cada sentimento, comparando com a “Dose Diária Recomendada” (RDA – Recommended Daily Allowance).

14 minutos de músicas animadas para se sentir mais feliz (18% de seu RDA)
16 minutos de músicas relaxantes para se sentir mais tranquilo (20,5% do RDA)
16 minutos de qualquer música para superar a tristeza (20,5% da sua música RDA)
15 minutos de músicas motivadoras para ajudar na concentração (19% da RDA)
17 minutos de qualquer música para ajudar a controlar a raiva (22% de RDA)

Incrível, não? Frederic Antelme, vice-presidente de conteúdo e produção da Deezer, falou um pouco sobre os dados:

A música influencia nossas vidas e, na Deezer, tentamos entender e abraçar o relacionamento que as pessoas têm com suas faixas favoritas. Agora, fomos capazes de aprofundar ainda mais esse relacionamento e ver como as pessoas usam a música para gerenciar diferentes estados mentais. É um estudo fascinante. Os resultados oferecem uma ideia de como a música pode ser usada para administrar nossa saúde emocional e mental diariamente, especialmente quando você tem uma ampla biblioteca na ponta dos dedos.

O estudo descobriu que, em média, as pessoas devem ouvir um mínimo de 11 minutos de música para desfrutarem de seus benefícios terapêuticos. A única exceção foi a felicidade — os participantes relataram sentirem-se mais felizes em apenas cinco minutos depois de ouvir faixas alegres. Eles também relataram que se sentem com mais satisfação em relação à vida (86%), com mais energia (89%) e mais disposição a dar risadas (65%) após ouvirem músicas com uma pegada ‘good vibes’.

E o Rock?
É claro que o estilo também aparece com destaque na pesquisa. Um terço dos entrevistados (28%) relatou que o Rock ajuda a processar sentimentos de raiva, com “Highway to Hell”, do AC/DC, apontada como a melhor escolha de música para se ouvir.

Faz todo sentido, hein?

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Ler nos torna mais felizes

Os leitores estão mais contentes e satisfeitos que os não leitores, de modo geral são menos agressivos e mais otimistas, diz estudo

“Aleitura nos torna mais felizes e nos ajuda a enfrentar melhor a nossa existência. Os leitores vivem mais contentes e satisfeitos do que os não leitores, e são, em geral, menos agressivos e mais otimistas”. A afirmação é dos responsáveis por uma análise efetuada recentemente pela Universidade de Roma III a partir de entrevistas com 1.100 pessoas. Aplicando índices como o da medição da felicidade de Vennhoven e escalas como a Diener para medir o grau de satisfação com a vida, os pesquisadores chegaram a essas conclusões, que demonstram, como afirma Nuccio Ordine, autor do manifesto A Utilidade do Inútil, que “alimentar o espírito pode ser tão importante quanto alimentar o corpo”. E que precisamos, bem mais do que se imagina, dessas experiências e conhecimentos que não se traduzem em benefícios econômicos.

Como nos sentimos e quais mudanças experimentamos ao mergulhar em uma história? Há um efeito transformador? Os protagonistas das ficções nos levam a que enxerguemos as nossas contradições e nossos desejos? Fazem com que nos recordemos de coisas essenciais, talvez esquecidas?

A ciência possui cada vez mais recursos para responder a essas perguntas. Artigos publicados em revistas especializadas expõem resultados de ressonâncias magnéticas que revelam a alta conectividade que se estabelece no sulco central do cérebro, região do motor sensorial primário, e no córtex temporal esquerdo, área associada à linguagem, enquanto lemos um livro e depois de acaba-lo.

O estresse se reduz e a inteligência emocional sai ganhando, assim como o desenvolvimento psicossocial, o autoconhecimento e o cultivo da empatia, segundo uma equipe de neurocientistas da Universidade de Emory, em Atlanta, que monitoraram as reações de 21 estudantes durante 19 dias seguidos. A leitura pode até mesmo alterar comportamentos por meio da identificação com os protagonistas das histórias lidas, defende Keith Oatley, romancista e professor de Psicologia Cognitiva da Universidade de Toronto.

“É muito custoso, para nós, colocarmo-nos no lugar do outro no dia a dia, mas quantas vezes já não nos colocamos na pele de um personagem de romance? Criamos uma empatia com ele, e isso nos ajuda a compreender melhor os sinais emitidos pelos outros”, argumenta Antonella Fayer, psicóloga e coach especializada no desenvolvimento de liderança, para quem “as lições sobre dilemas morais e emocionais que encontramos na literatura são necessárias para todas as pessoas, e muito especialmente para líderes e políticos, que estão convencidos de que não têm tempo. Atuam, avaliam e fazem discursos, mas seria conveniente para eles mesmos se conseguissem parar um pouco e fazer leituras para melhorar a sua compreensão dos outros”, assinala Fayer, fazendo uma alusão às palavras de Alan Brew, ex-editor do Financial Times: “Ler os grandes autores faz de você uma pessoa mais bem preparada para tomar decisões criativas, interessantes e educadas”.

O convencimento quanto aos benefícios gerados pela leitura é o que move a School of Life, um centro londrino de biblioterapia que prescreve livros para ajudar na superação de conflitos (rupturas, disputas…). Como diz o filósofo Santiago Alba Rico, autor de Leer con niños (Ler com crianças), um ensaio que estimula nos pais o prazer de compartilhar histórias com seus filhos, a leitura, como a paixão, é um “vício virtuoso”. Quando conhecemos o bem que ela nos proporciona, não conseguimos deixar de praticá-la. Voltemo-nos, portanto, para a literatura, como convidava Cortázar, “como se vai aos encontros mais essenciais da existência, como se vai ao encontro do amor e às vezes da morte, sabendo que fazem parte de um todo indissolúvel e que um livro começa e termina muito antes e muito depois de sua primeira e de sua última página”.

*Por Emma Rodriguez
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*Fonte: elpais-brasil

Seis chaves para ser feliz, segundo a Universidade de Harvard

Parece cada vez mais claro que a nova febre do ouro não está ligada a ficar milionário ou encontrar a fonte da juventude eterna. O tesouro mais cobiçado de nossos tempos é a felicidade, um conceito abstrato, subjetivo e difícil de definir, mas que está na boca de todos. Como ser feliz é até objeto de estudo da prestigiosa Universidade Harvard.

Alguns dos estudantes de psicologia dessa universidade americana têm sido um pouco mais felizes há vários anos, não apenas por estudar numa das melhores faculdades do mundo, mas também porque de fato aprenderam com um curso. Seu professor, o doutor israelense Tal Ben-Shahar, é especialista em psicologia positiva, uma das correntes mais presentes e aceitas no mundo e que ele próprio define como “a ciência da felicidade”. De fato, Ben-Shahar diz que a alegria pode ser aprendida, do mesmo modo como uma pessoa aprende a esquiar ou a jogar golfe: com técnica e prática.

Com seu best-seller Being Happy e suas aulas magistrais, os princípios tirados dos estudos de Tal Ben-Shahar já deram a volta ao mundo sob o lema “não é preciso ser perfeito para levar uma vida mais rica e mais feliz”. O secreto parece estar em aceitar a vida tal como ela é; isso, segundo Ben-Shahar, “o libertará do medo do fracasso e das expectativas perfeccionistas”.

Embora mais de 1.400 alunos já tenham passado por seu curso de Psicologia da Liderança, ainda seria o caso de fazer a pergunta: será que alguma vez temos felicidade suficiente? “É precisamente a expectativa de sermos perfeitamente felizes que nos faz ser menos felizes”, ele explica.

Seguem os seis conselhos principais do professor para ajudar as pessoas a se sentirem afortunadas e contentes:

1.Perdoe seus fracassos. E mais: festeje-os! “Assim como é inútil se queixar do efeito da gravidade sobre a Terra, é impossível tentar viver sem emoções negativas, já que fazem parte da vida e são tão naturais quanto a alegria, a felicidade e o bem-estar. Aceitando as emoções negativas, conseguiremos nos abrir para desfrutar a positividade e a alegria”, diz o especialista. Temos que nos dar o direito de ser humanos e perdoar nossas fraquezas. Ainda em 1992, Mauger e seus colaboradores estudaram os efeitos do perdão, constatando que os baixos níveis de perdão estão relacionados à presença de transtornos como depressão, ansiedade e baixa autoestima.

Aceitar a vida como ela é o libertará do medo do fracasso e das expectativas perfeccionistas Tal Ben-Shahar, professor de Harvard

2.Não veja as coisas boas como garantidas, mas seja grato por elas. Coisas grandes ou pequenas. “Essa mania que temos de achar que as coisas são garantidas e sempre estarão aqui têm pouco de realista.”

3.Pratique esporte. Para que isso funcione, não é preciso malhar numa academia até se cansar ou correr 10 quilômetros por dia. Basta praticar um exercício suave, como caminhar em passo rápido por 30 minutos diários, para que o cérebro secrete endorfinas, essas substâncias que nos fazem sentir-nos “drogados” de felicidade, porque na realidade são opiáceos naturais produzidos por nosso próprio cérebro, que mitigam a dor e geram prazer. A informação é do corredor especialista e treinador de easyrunning Luis Javier González.

4. Simplifique, no lazer e no trabalho. “Precisamos identificar o que é verdadeiramente importante e nos concentrar sobre isso”, propõe Tal Ben-Shahar. Já se sabe que quem tenta fazer demais acaba conseguindo realizar pouco, e por isso o melhor é se concentrar em algo e não tentar fazer tudo ao mesmo tempo. O conselho não se aplica apenas ao trabalho, mas também à área pessoal e ao tempo de lazer: “É melhor desligar o telefone e se desligar do trabalho nessas duas ou três horas que você passa com a família”.

5. Aprenda a meditar. Esse simples hábito combate o estresse. Miriam Subirana, doutora pela Universidade de Barcelona, escritora e professora de meditação e mindfulness, assegura que “no longo prazo, a prática regular de exercícios de meditação ajuda as pessoas a enfrentar melhor as armadilhas da vida, superar as crises com mais força interior e ser mais elas mesmas baixo qualquer circunstância”. Ben-Shahar acrescenta que a meditação também é um momento conveniente para orientar nossos pensamentos para o lado positivo; embora não haja consenso de que o otimismo chegue a garantir o êxito, ele lhe trará um grato momento de paz.

6. Treine uma nova habilidade: a resiliência. A felicidade depende de nosso estado mental, não de nossa conta corrente. Concretamente, “nosso nível de felicidade vai determinar aquilo ao qual nos apegamos e a força do sucesso ou do fracasso”. Isso é conhecido como locus de controle, ou “o lugar em que situamos a responsabilidade pelos fatos” – um termo descoberto e definido pelo psicólogo Julian Rotter em meados do século 20 e muito pesquisado com relação ao caráter das pessoas: os pacientes depressivos atribuem seus fracassos a eles próprios e o sucesso a situações externas à sua pessoa, enquanto as pessoas positivas tendem a pendurar-se medalhas no peito, atribuindo os problemas a outros. Mas assim perdemos a percepção do fracasso como “oportunidade”, algo que está muito relacionado à resiliência, conceito que se popularizou muito com a crise e que foi emprestado originalmente da física e engenharia, áreas nas quais descreve a capacidade de um material de recuperar sua forma original depois de submetido a uma pressão deformadora. “Nas pessoas, a resiliência expressa a capacidade de um indivíduo de enfrentar circunstâncias adversas, condições de vida difíceis e situações potencialmente traumáticas, e recuperar-se, saindo delas fortalecido e com mais recursos”, diz o médico psiquiatra Roberto Pereira, diretor da Escola Basco-Navarra de Terapia Familiar.

*Por Patricia Peyro Jimenez
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*Fonte: brasil-elpais

Caminhamos para novos anos loucos de hedonismo pós-covid-19?

Ampliemos o foco. Hoje nos espantamos com as interrupções de vacinas que acreditávamos infalíveis, com os procedimentos para demissões e alterações nos contratos de trabalho, as máscaras, as distâncias, o cansaço e mil
outras coisas que poderíamos pôr nesta lista. Que estamos cheios de colocar nessa lista. Mas vamos nos afastar alguns anos do momento atual e tentar nos situar em 2030, por exemplo, para olhar para trás, para a década que mal está começando. É um exercício. E talvez nem tudo seja tão voraz quanto pensamos.

Os paralelismos com a década equivalente do século XX tornaram irresistível a proclamação de uma espécie de repetição do fenômeno dos loucos anos 20, imortalizados em O Grande Gatsby, romance de Scott Fitzgerald que não teve muita sorte no filme estrelado por Leonardo DiCaprio em 2013. Não importa. Serve para que compreendamos um ícone daqueles anos em que, após a Primeira Guerra Mundial e uma pandemia de gripe que custou milhões de vidas, o Ocidente mergulhou num mundo vibrante de oportunidades, de crescimento espetacular na bolsa de valores, de consumo, de hedonismo, excessos, esperança e vitalidade, embora tenha acabado como acabou. Hoje, graças à ciência e às vacinas, também esperamos sair de uma pandemia que parou o relógio da economia e de nossas vidas. As projeções econômicas já indicam boas perspectivas de crescimento: 6% em 2021 e 4,4% em 2022 em âmbito global, segundo os prognósticos do FMI.

O dinheiro guardado pelas famílias em forma de poupança —108,8 bilhões de euros (717 bilhões de reais) só na Espanha, segundo o INE— começará a fluir assim que for possível novamente nos socializarmos. Espera-se que um aumento nos gastos e no consumo venha acompanhado de um novo estado de espírito mais ansioso, no qual os relacionamentos, o lazer compartilhado, as viagens, a moda e o prazer voltem a tomar ímpeto. A indústria está pronta, segundo especialistas, para um salto tecnológico que, além do mais, vai trazer mudanças surpreendentes nesta década. Também para um cuidado com o meio ambiente que passa por outra forma de comer, voar, nos aquecermos ou escolher um veículo. Anos loucos estão chegando em termos de mudanças, sim, mas também um sério perigo de dualidade, pois as brechas que já são profundas estão se alargando e enviam enormes sinais de alerta sobre o capitalismo como o conhecemos.


Poderíamos abordar este assunto com o otimismo de cientistas, especialistas em tecnologia e peritos que celebram as oportunidades que estão prestes a surgir e que a pandemia acelerou; ou com o pessimismo ou realismo dos filósofos, analistas sociais, com os dados que nos lembram a nossa habitual incapacidade de calcular limites. Provavelmente tudo é verdade, como foram louquíssimos os anos vinte do XX em avanços muito positivos, e nem por isso se evitou o crash de 1929. Vejamos tudo isso.

A disseminação da eletricidade permitiu o surgimento dos primeiros aparelhos eletrodomésticos que tornavam a vida mais fácil; carros de combustão ou caminhões deram amplo impulso à movimentação da população e o transporte de mercadorias; as linhas de montagem multiplicaram a produção; o rádio invadiu as residências e transmitiu tanto a música mais contagiante como o rápido aumento das ações na bolsa de valores, o que incentivou a especulação. Aquilo acabou como acabou, sim, mas desta vez pelo menos já sabemos disso.

Como na época, hoje estão chegando mudanças vertiginosas, também aceleradas graças ao trabalho remoto que a pandemia fez avançar sete anos, segundo levantamento da consultoria McKinsey com base em entrevistas com executivos. “Nestes anos 20, vai ser consolidada a quarta revolução industrial, pela nanotecnologia, a biotecnologia, a engenharia genética e a inteligência artificial”, diz Nuria Oliver, doutora em Inteligência Artificial pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). “A própria vacina é resultado desses avanços, e se várias foram conseguidas ao mesmo tempo, é graças a esta quarta revolução industrial, que continuará avançando e transformando a sociedade. Por isso é uma revolução industrial.”

 

Uma geladeira ou máquina de lavar não parecem uma revolução, e, no entanto, foram. Enquanto elas permitiam economizar tempo na compra de alimentos frescos ou na limpeza das roupas, os caminhões percorriam o Ocidente para transportar produtos em massa. Hoje são os dados, a nuvem e a inteligência artificial que nos trarão saltos impressionantes: medicina e fármacos personalizados, telemedicina, implantes cocleares, retinais ou de estimulação cerebral que nos levarão a terrenos novos na ética, como a possibilidade de ouvir mais frequências ou aumentar nossa memória, diz Oliver. É assim que teremos mudado em uma década: educação sob demanda e mais horizontal, direção de carros sem motorista, e isto sem falar nos veículos que deixam de vez os combustíveis fósseis para trás. “Nem híbrido nem elétrico, é preciso ir ao hidrogênio, muito mais compatível com os recursos que temos no planeta”, diz Margarita del Val, provavelmente a virologista mais conhecida da Espanha, do Centro Molecular Severo Ochoa e do CSIC.

Equipe médica trata um paciente com telemedicina em um hospital em Aachen (Alemanha), em janeiro último.
Equipe médica trata um paciente com telemedicina em um hospital em Aachen (Alemanha), em janeiro último.INA FASSBENDER / AFP VIA GETTY IMAGES
Os loucos anos 20 do século XX, diz Del Val, foram “uma fuga para a frente porque não se aprendeu com a pandemia. E agora temos que aprender com ela, não sobre como se aplica uma injeção num braço, mas sobre o valor da pesquisa”. A cientista acredita que a chamada gripe espanhola foi um fracasso: “Não está registrada, não tem literatura nem arte, e é importante que haja um legado”. Virão mais pandemias, garante, e se conseguirmos transferir a energia científica coletiva da qual ela se admira e que possibilitou essas vacinas para a prevenção, poderemos enfrentá-las melhor. “É preciso contratar engenheiros de computação e colocá-los para administrar a saúde pública, há tamanha quantidade de dados que se soubéssemos ordená-los saberíamos exatamente quantos coágulos sanguíneos existem todos os dias em cada lugar, por gênero, por idade, por exemplo.”

Rastrear bactérias resistentes a antibióticos, monitorar o que circula, lubrificar a produção de vacinas para todos os coronavírus que surgirem serão pontos de destaque nesta década se houver investimento sustentado, porque isso não se improvisa como um hospital de campanha.

Até agora, as possíveis invenções da década: a mineração de dados e a inteligência artificial no papel dos antigos motores de combustão que mudaram vidas há um século. Mas qual ser á o charleston desta época, além das coreografias domésticas que circulam no TikTok? Qual o futurismo, o jazz ou a moda que marcam com ousadia esta era? O Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra, foi celebrado ao som da Original Dixieland Jazz Band, um ritmo que ganhou força naquela década em que se tornou “música festiva, lúdica e dançante”, assim como o tango se espalhou, “por seus componentes muito sensuais, carnais, e também dançantes”, lembra Fernando Neira, especialista em música. As pessoas queriam dançar, se divertir, e Josephine Baker conseguiu, por exemplo, dançar com suas saias de banana como um ícone do explícito, da diversão, de dar tudo como se não houvesse amanhã. “Agora posso antever novamente uma cultura do hedonismo, da evasão, de um certo conteúdo sensual, principalmente depois da música muito torturada que se criou no confinamento”, diz Neira.


Para Luis Vidal, arquiteto de grande projeção internacional, a década vai ser a mais trepidante que conhecemos porque, diz ele, viveremos em 10 anos o equivalente aos últimos 100. E ele dá cinco motivos: porque a pandemia já está causando mudanças em nossas cidades; pelo meio ambiente, que definirá a agenda; pela inteligência artificial, que irá acelerar nossas sociedades; por recursos financeiros que nunca foram investidos de forma tão global e transversal em todos os setores; e pela revolução social. “Temos a oportunidade de melhorar substancialmente a forma como a sociedade habita, ocupa e usa o planeta.” A arquitetura, ele argumenta, visa, em última instância, melhorar a qualidade de vida das pessoas, e é isso que fará.

O mesmo otimismo se respira no mundo da moda, que pode preparar-se para uma nova explosão diante da fome de luxo despertada após a escuridão da pandemia e o tédio do moletom, segundo preconizou Anna Wintour, editora da Vogue e guru do setor. Isabel Berz, diretora do Centro de Pesquisa e Educação do Instituto Europeu de Design, acredita que a incerteza gerada criou o espaço perfeito para a reinvenção. “Na moda estamos sem compradores há duas temporadas, estruturas caíram e ainda assim a criatividade ilimitada está sendo potencializada, um renascimento do empreendedorismo espontâneo, uma relação de um com outro, de pessoa a pessoa, graças ao Instagram. Viveremos um grande momento para a criação de autor, a autenticidade, a relação direta e sem intermediários, em contrapartida a um sistema de produção industrial.”

As compras online, que explodiram na pandemia, não só não recuarão, mesmo que a mobilidade retorne, mas irão evoluir para um novo formato mais inclusivo, que Sophie Hackford, pesquisadora e especialista em tendências, em Oxford, descreve como um universo mais próximo dos videogames do que os websites atuais: “A nova internet desta década oferecerá experiências mais ricas e cinematográficas que deixarão o 2D para trás. Tomando como modelo os videogames de grande orçamento, vamos passar o tempo em incríveis mundos virtuais fazendo compras, curtindo com amigos, nos reunindo ou em consultas médicas. Serão novos parques temáticos onde comprar, trabalhar e passar o tempo, e não em páginas planas da web. Poderemos sentir os dados, cheirá-los, ouvi-los. Será uma década pós-pixel em que viveremos dentro da máquina e sem olhar para ela. O mundo se transformará em um computador. E a pandemia o acelerou”.


A aceleração é um motor indiscutível. Carlos Sallé, engenheiro industrial e especialista em meio ambiente, ressalta que é também o motor da conscientização. “A pandemia foi um despertar, acelerou a consciência de que não resolveremos os problemas mundiais se não estivermos todos nisso. Que é preciso colocar o ser humano no centro.” Sallé constatou avanços consideráveis em mobilidade, como as pesquisas em hidrogênio, em baterias elétricas para aviões, biocombustíveis, a ampliação do uso de bicicletas, carros compartilhados e carros elétricos, a limitação que a França fará em voos curtos, como a Noruega já fez, bem como nos fertilizantes, cimento não poluente ou carne artificial que ajuda a baixar esse “altíssimo nível de proteína que não tínhamos antes da Segunda Guerra”.

Mas vamos olhar também para os obstáculos. Vejamos as ameaças neste exercício de prospecção em que não devemos fazer esforços excessivos para vislumbrar o que pode ser o nosso particular 1929: a desigualdade, o desemprego, a dívida pública elevada, as brechas digitais, sanitárias e educacionais, e a própria desconfiança num sistema que já nos falhou muitas vezes e não desperta esperança. “O diferente nessa crise é que ela se sobrepõe a outras crises”, lembra Txetxu Ausín, doutor em Filosofia e pesquisador do CSIC. “E assim como nos anos 20 do século XX havia otimismo, confiança e grandes esperanças em um capitalismo em desenvolvimento máximo, agora temos grandes incertezas, a ideia de progresso e crescimento é questionada.”


O sistema enfrenta seus limites, reflete Ausín, marcados pela crise climática e ecológica ou pela sobrevivência do próprio planeta. E a segurança se rompeu, até mesmo na ciência. “Os felizes anos 20 deram lugar aos sombrios anos 30, e essa incerteza e medo estão causando uma polarização exacerbada, a busca de soluções simples para problemas complexos.” É um terreno fértil perfeito para o populismo e a simplificação que também triunfaram depois de 1929 na forma do fascismo e do totalitarismo, observa Ausín. Cuidado.

O alerta que Txetxu Ausín lança está sobre a mesa. E encontra resposta em um grande conhecedor da economia como Emilio Ontiveros, que percebe que os Governos ou instituições como o FMI finalmente entenderam que “a economia não está a serviço de nenhuma ideologia, mas a serviço de minimizar os danos”, e que percebe nas empresas que não basta mais ganhar dinheiro, mas que isso tem que ser compatível com limitar os danos ao planeta e as desigualdades.

“O sistema entendeu que os excessos são perniciosos para a sobrevivência do próprio sistema. Demoraram para perceber isso, mas a lição funcionou”, diz Ontiveros. “E não porque o sistema se tornou uma irmã de caridade, é claro. Mas porque viu as orelhas do lobo.” O economista constata avanços como a flexibilização das empresas graças ao trabalho remoto ou o debate sobre a obsolescência da idade de aposentadoria.


Esperança ou pessimismo? Anos loucos ou uma arma nas têmporas do próprio sistema? As soluções já estão escritas, destacam todos: nos objetivos ante as mudanças climáticas, a Agenda 2030, no investimento na ciência, na educação e no uso adequado da tecnologia e da robótica. Esta década tecnológica não precisa ser um pesadelo. “Não é uma força inevitável que estamos obrigados a absorver. Não precisamos caminhar como sonâmbulos para um futuro indesejável”, diz a pesquisadora de Oxford Sophie Hackford.

A questão é que entre a euforia, o charleston que vier, a moda deslumbrante e a promiscuidade social que ansiamos após o confinamento não imitemos Gatsby quando ele disse, enquanto apontava para as estrelas no céu: “Minha vida tem que ser assim, sempre em ascensão”. Olhar sempre ao redor, e não só para cima, nos poupará desgostos.

*Por Berna González Harbour
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*Fonte: brasil-elpais

Ninguém nos decepciona, nós é que criamos expectativas demais!

Chega um tempo na vida que a gente aprende que ninguém nos decepciona, nós é que criamos expectativas demais sobre as pessoas! Cada um é o que é e oferece apenas o que tem para oferecer.

Você justifica o injustificável, perdoa o imperdoável, aceita o inaceitável. Você sofre, mas não é capaz de impor limites; sente que te faz mal, mas tem medo de exigir demais e perder; quer algo melhor para sua vida, mas ainda nutre esperanças que o outro mude e tudo se transforme.

Há uma frase que diz mais ou menos assim:

“NADA É ETERNO. O CAFÉ ESFRIA, O CIGARRO APAGA, O TEMPO PASSA, AS PESSOAS MUDAM…”

Somos especialistas em criar expectativas, em gerar realidades fictícias que, em um grande número de ocasiões, acabamos acreditando.

Às vezes, esperamos que tudo aconteça como pensamos, para sermos tratados como merecemos. O problema é que a realidade não se rende à nossa vontade, não leva em conta nossos desejos.

Portanto, em vez de esperar que a magia aconteça sozinha, é melhor nutrir nossas intenções, focar em nossos atos e sair em busca deles.

Confie no fluxo que você mesmo pode criar, escolha viver na energia do amor, do bem.

TENHA FÉ NA VIBRAÇÃO POSITIVA QUE IMPERA NA VIDA DAQUELES QUE NÃO CONSPIRAM CONTRA NINGUÉM, NÃO PRATICAM A INVEJA, O NEGATIVISMO E O RANCOR.

Acima de tudo, que a gratidão seja verdadeiramente cultivada no seu coração.

*Por Robson Hamuche
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*Fonte: resilienciamag 

O ignorante, infelizmente, sempre acha que já sabe tudo!

O ignorante, infelizmente, sempre acha que já sabe tudo!

Quando não sabemos ou não temos conhecimento sobre um assunto, devemos perguntar a quem sabe, pior seria falar o que não sabe, fingindo que sabe, não acha?

O IGNORANTE NÃO ACEITA QUE NÃO SABE, ELE ACREDITA QUE SABE! ELE TEM RESPOSTAS PRONTAS PARA TUDO, E ELAS SÃO CARREGADAS DE PRÉ-CONCEITOS.

Muitas pessoas evitam de fazer perguntas porque acreditam que o que vão perguntar vai ser recebido pelo outro, que já sabe, como uma besteira, uma banalidade, e que poderá ser julgado de qualquer forma, como ignorante ou burro.

Essa vergonha de perguntar o que não sabe faz muita gente passar uma vergonha ainda maior quando concordam com coisas totalmente fora de propósito apenas porque não sabem nada sobre o assunto e por isso, acabam se deixando manipular, ou quando discordam de algo totalmente fundamentado pela ciência, e tenta impor argumentos fracos e com pouco conteúdo embasado.

PERGUNTAR NÃO AGRIDE E NÃO OFENDE, MAS AFIRMAR BOBAGENS SIM.

Portanto, sempre que não souber algo ou não tiver argumentos suficientes para defender uma tese, não se acanhe, pergunte, essa foi uma das melhores lições que aprendi durante os anos que cursei jornalismo.

Aprender a fazer perguntas e as direcionar às pessoas certas, que realmente podem trazer respostas sábias, é assumir um poder imensurável.

Perceba que eu disse “pessoas certas”, porque não adiantará em nada você perguntar algo sobre psicologia para um oficial do exército, é óbvio que se esse oficial tiver alguma formação na área, ou tiver feito terapia a vida toda, ele terá algo produtivo a te dizer, esse foi só um exemplo, o que eu quis dizer é que você deve se direcionar as pessoas que possuem experiência na área que você quer conhecer.

Como jornalista, se eu preciso saber quais são as novas descobertas da ciência em relação a mente humana eu procuro um especialista em neurociência, se eu quero saber sobre política, eu procuro um especialista em ciências políticas, e assim por diante. Não adiantará nada eu perguntar para o meu “tio”, “amigo”, “vizinho” o que eles acham do governo atual, porque eles trarão divagações e distorções que são em sua maioria, “achismos”.

O que quero dizer é que devemos perguntar sim, tudo o que não sabemos, mas para as pessoas que possuem condições de nos trazer respostas e não para aquelas que nos colocarão mais dúvidas.

Uma boa pergunta é capaz de dissolver a ignorância. Tem o poder de te tirar da ilusão e te trazer para a realidade dos fatos.

O ignorante não faz perguntas, ele tira as próprias conclusões e acaba se tornando arrogante, pois passa a defender linhas de pensamento um tanto quanto fantasiosas.

Não podemos tirar nossas conclusões sem que antes se esgotem as perguntas. E só poderemos dizer que formamos uma opinião sólida a respeito de qualquer assunto para que possamos falar sobre ele com propriedade e credibilidade, quando as respostas que recebemos forem realmente pautadas na verdade e embasadas em estudos consistentes.

Caso contrário serão apenas distorções da verdade, criadas pelo ego inflado ou pelo ego ferido que quer a todo custo estar certo.

Não seja essa pessoa ignorante que tira conclusões precipitadas, culpa e julga os outros sem ter argumentos comprovatórios, e ainda se sente no direito de ser arrogante com as pessoas que possuem opiniões contrárias.

Perguntar o que não sabe, não é besteira, é sinal de humildade, de interesse, de vontade em aprender, em evoluir, em ser melhor.

Portanto, não se acanhe, pergunte sempre que você tiver alguma dúvida, mas pergunte para as pessoas certas, ok? Não se deixe envenenar ou enganar.

Mas se você não consegue fazer perguntas, se você tem vergonha, o melhor é fazer pesquisas online em sites verificados, e não, nunca, jamais, em sites que sejam tendenciosos para um lado ou para o outro. Outra coisa que o jornalismo me ensinou é que devemos sempre buscar a verdade e que a verdade nunca tem apenas um lados, sempre existem pelo menos dois pontos de vistas para um única questão ou fato. Por isso, precisamos sempre ouvir os dois lados.

Para ouvir os dois lados precisamos desenvolver algo extremamente difícil para o ego, a humildade. Mas como desenvolver a humildade em um mundo tomado pelo egoísmo?

Direi a você:

1 – Aceitando suas limitações – Admita que você não é o melhor em tudo – nem em nada. Não importa o quão talentoso você seja, quase sempre há alguém que pode fazer algo melhor do que você. Isso não é um exercício de comparação, ok? É apenas uma constatação e uma motivação para buscar melhorar todos os dias e para não tentar se sobrepor aos outros.

2 – Admira os seus erros – Uma pessoa humilde nunca culpa os outros, sempre assume as responsabilidades diante dos acontecimentos da sua vida. Ela sabe que não é fácil admitir pra si mesmo, mas também sabe que jogar a culpa no outro vai a impedir se tornar uma pessoa melhor.

3 – Não fique na defensiva – a pessoa que está sempre na defensiva, morre de medo de ser responsabilizado por algo, ou de assumir a sua culpa, ou de ser descoberto, ela quer ser vista como perfeita e está sempre se gabando por aí. Não seja essa pessoa! Se você tiver feito algo, assuma a responsabilidade, só assim você poderá aprender e se tornar melhor, caso contrário, você se tornará a cada dia, um pouco pior.

4 – Não queira o reconhecimento só para si – Ninguém faz nada sozinho, por mais que você tenha feito mais ou tido a ideia, aprenda a reconhecer que você precisa dos outros, e que sem eles não seria possível chegar onde você chegou.

5 – Seja grato pelo que você tem e por tudo o que você aprendeu – A vida é uma caixinha de surpresas e quanto mais somos gratos, mais surpresas boas que nos darão motivos para agradecer se apresentam em nossa vida!


Busque sempre a verdade e lembre-se:

PERGUNTAR NÃO OFENDE, NÃO AGRIDE, E NÃO É MOTIVO DE VERGONHA, MAS AFIRMAR O QUE NÃO SABE SIM, É VERGONHOSO E DEMONSTRA IGNORÂNCIA E ARROGÂNCIA!

Por tanto, pergunte com humildade, e pergunte para quem tem conhecimento para te responder, não para quem vai divagar e discursar embasado apenas nos seus próprios interesses e controlado pelo ego.

Não se contente com um olhar ignorante diante da vida, busque experimentar algumas doses de sabedoria.

*Por Iara Fonseca
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*Fonte: resilienciamag

Quem vive evidenciando os defeitos alheios, está tentando esconder os próprios!

Quem vive evidenciando os defeitos alheios, está tentando esconder os próprios!

Toda vez que eu viro a lanterna em outra direção, eu me coloco na sombra.

E é assim que muita gente gosta de viver, nas sombras; à margem de si mesmo, camuflando sua verdadeira face do mundo.

Como se ao apontar os defeitos alheios tivessem os próprios defeitos amenizados.

Eu falo do outro para não dar brecha para falarem de mim; eu aponto para o outro, para desviar a atenção de mim.
Pois eu corro muito de gente assim.

De “santos” e gente “perfeita” o inferno está cheio.

Fica a reflexão.

Mas uma coisa é certa:

NÃO ESPERE MAIS CONDESCENDÊNCIAS DE UMA MULHER QUE APRENDEU A SE CURAR SOZINHA QUANDO LHE VIRARAM AS COSTAS E A CRITICARAM DE TODAS AS MANEIRAS POSSÍVEIS.

Muitas vezes, apelam para o nosso bom senso, para o nosso lado mais humano e gentil, porque nós mulheres temos essa característica forte de agregar, de cuidar de todos, de colocarmos todo mundo embaixo das asas.

Mas não podemos deixar que usem nossos nobres sentimentos para nos aprisionar, para nos escravizar.

Tudo precisa ter um limite. A condescendência também.

Quando uma mulher descobre a força que tem e que é plenamente capaz de viver bem sozinha, de segurar a onda, de dar conta da própria vida, ela encontra um caminho sem volta para quem a feriu, para quem a deixou quando mais precisava.

E principalmente, quem a criticou e evidenciou seus defeitos para se sentir superior escondendo seus próprios defeitos.

Não permita que essas pessoas te usem para esconder a verdade sobre elas mesmas.

Fuja de gente assim!

Aprender a ficar sozinho é um processo transformador.

Fácil não é, mas é totalmente possível aprender a ficar sozinho e se tornar seu melhor amigo.

Se faltam pessoas que te elogiam, não aceite ficar com as que te criticam.

*Por Bruna Stamato
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*Fonter: seuamigoguru

Epifenomenalismo: uma das idéias mais perturbadoras da filosofia

E se você não importa? E se todos os seus pensamentos, sentimentos preciosos, grandes sonhos e medos terríveis forem completamente, totalmente, espetacularmente irrelevantes? Será que toda a sua vida mental é apenas um espectador inútil, olhando enquanto seu corpo faz as coisas importantes para mantê-lo vivo e correndo? Qual é realmente o objetivo de um pensamento?

Essa é a visão do “epifenomenalismo” e pode ser apenas uma das idéias mais perturbadoras de toda a filosofia.


O toque inútil do relógio

Em qualquer dia, tomaremos milhares de decisões e realizaremos inúmeras ações. Movemos nossas pernas para andar, abrimos nossas bocas para comer, sorrimos para nossos amigos, beijamos nossos entes queridos e assim por diante. Hoje, sabemos o suficiente sobre neurociência e fisiologia para dar um relato completo e completo de como isso acontece. Podemos apontar as partes do cérebro que são ativadas, a rota que os sinais nervosos percorrerão para cima e para baixo no corpo, a forma como os músculos se contraem e como o corpo reagirá. Podemos, em resumo, dar um relato físico completo de tudo o que fazemos.

A questão, então, é: qual é o objetivo de nossa consciência? Se pudermos explicar todo o nosso comportamento de maneira bastante feliz (ou “suficientemente”, como os filósofos gostam de dizer) com causas físicas, o que resta para nossos pensamentos fazerem?

O antropólogo Thomas Huxley argumentou que nossos pensamentos são um pouco como o carrilhão de um relógio a cada hora. Faz um som, mas não faz nenhuma diferença na hora. Da mesma forma, nossos pensamentos e sentimentos subjetivos podem ser muito agradáveis ​​e parecer muito especiais para nós, mas são completamente alheios.

O problema do dualismo mente-corpo
Tudo isso se origina de um problema fundamental do dualismo, que é a ideia filosófica de que a mente e o corpo são coisas diferentes. Há algo intuitivo nessa ideia. Quando imagino um dragão voador com hálito de fogo e asas coriáceas, isso é totalmente diferente do mundo físico dos lagartos, velas e morcegos. Ou, dito de outra forma, você não pode tocar com o dedo ou cortar com uma faca o que acontece na sua cabeça. Mas não gostamos de acreditar que nossos pensamentos não existem. Então, quais são eles?

O problema no dualismo é entender como algo mental, não físico e subjetivo pode afetar o mundo físico e especialmente meu corpo físico. No entanto, isso acontece claramente. Por exemplo, se eu quiser um cupcake, movo minha mão em sua direção.

Então, como o imaterial pode afetar o material? Este “problema de interação causal” não é facilmente resolvido, e por isso alguns filósofos preferem a resposta epifenomenalista: “Talvez nossas mentes não façam nada.” Se quisermos manter a ideia de que nossas mentes existem, mas de uma maneira completamente diferente do mundo físico, então seria mais palatável descartar a ideia de que elas fazem qualquer coisa.

Teoria da informação integrada
Então, qual é o objetivo da consciência? Existem alguns, como o neurocientista Daniel De Haan e os filósofos Giulio Tononi e Peter Godfrey-Smith, que argumentam que a consciência pode ser melhor explicada pela “teoria da informação integrada”.

Nessa teoria, consciência é algo que emerge da soma de nossos processos cognitivos – ou, mais especificamente, da “capacidade de um sistema de integrar informações”, como escreve Tononi . Em outras palavras, a consciência é um produto líquido de todas as outras coisas que nossa mente está fazendo, como sincronizar entradas sensoriais, concentrar-se em objetos específicos, acessar vários tipos de memória e assim por diante. A mente é um supervisor no centro de uma enorme teia e é o resultado ou subproduto de todas as coisas incrivelmente complexas que precisa fazer.

Mas esse tipo de teoria “emergentista” (uma vez que a mente “emerge” de suas operações) nos deixa com algumas questões epifenomenais. Parece sugerir que a mente existe, mas pode ser totalmente explicada e explicada por outros processos físicos. Por exemplo, se supomos que nossa consciência é o produto de nossas entradas sensoriais complexas e variadas, como Godfrey-Smith oferece, então o que o pensamento consciente realmente adiciona à equação de que nossa visão, cheiro, interocepção e assim por diante já não estão fazendo ? Por analogia, se “engarrafamento” é apenas o termo para uma coleção de carros e caminhões parados, o que o conceito de “engarrafamento” acrescenta que todos esses veículos ainda não oferecem? Um engarrafamento não tem um papel causal a desempenhar.

Isso não quer dizer que a consciência seja um erro ou não tenha valor. Afinal, sem ele, eu não seria eu e você não seria você. O prazer não existiria. Não haveria mundo algum. Não podemos nem imaginar uma vida sem consciência. E o epifenomenalismo acredita que eventos físicos, como nossas faíscas sinápticas e interações neuronais, causam nossos eventos mentais.

Mas se o epifenomenalismo estiver correto, isso significa que nossos pensamentos não acrescentam nada ao mundo físico que ainda não esteja em andamento. Isso significa que estamos trancados em nossas cabeças. Todos os pensamentos e sentimentos são, em última análise, sem sentido ou sem sentido. Somos como crianças fingindo que dirige um carro – pode ser muito divertido, mas realmente não estamos no comando.

*Por Jonny Thomson  (ensina filosofia em Oxford. Ele administra uma conta popular no Instagram chamada Mini Philosophy (@ philosophia ).
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*Fonte: pensarcontemporaneo

A sociedade líquido-moderna sob a ótica de Zygmunt Bauman

Zygmunt Bauman, sociólogo e filósofo polonês, defendia que vivemos em uma sociedade líquido-moderna, caracterizada por mudanças rápidas, incertezas constantes e vínculos frágeis. A modernidade líquida apresenta como traço marcante o incentivo ao consumismo desenfreado. Fundamenta-se a partir de moldes capitalistas e, de acordo com a lógica econômica vigente, os objetos consumidos perdem a sua utilidade em um período curto de tempo e são apressadamente substituídos por outros mais novos.

Deste modo, o ser humano nutre a expectativa íntima de satisfazer permanentemente os seus desejos com a nova aquisição material, contudo se decepciona ao perceber que o seu objetivo nunca é alcançado, tendo em vista a renovação constante pela qual se processa a sua vontade interior. O modo de agir que, inicialmente, visa o suprimento de uma necessidade instantânea acaba por se transformar em uma compulsão ou um vício de caráter.

O dinamismo econômico presenciado na sociedade atual está provocando, inclusive, impactos negativos nas interrelações humanas. Bauman referia que a fluidez está presente nos relacionamentos de hoje devido a falta de consistência dos vínculos formados e as bases de amorosidade pouco sólidas. Nota-se que a união afetiva, para alguns, assemelha-se a um dado objeto que pode ser trocado facilmente e a qualquer instante.

O comportamento contínuo de substituir um objeto por outro evidencia, na realidade, o excesso de medo que o indivíduo carrega consigo de modo inconsciente. A insegurança enfrentada na resolução de problemas no século atual, as decepções e frustrações experienciadas no decorrer da trajetória e as dúvidas referentes ao próprio valor são fatores que motivam algumas pessoas a desejarem ter um maior controle sobre a sua vida. Com o objetivo de preencherem esta lacuna, muitos recorrem ao consumismo graças à falsa sensação de poder e de aparente segurança experimentada. Contudo, decorrido algum tempo, percebe-se que não traz a verdadeira fonte de felicidade e paz de espírito.

Conclui-se, portanto, que a serenidade e o convívio harmônico consigo mesmo não será encontrado fora do ser humano, no entanto, o estado pacífico que busca será descoberto dentro de si. O sentimento de paz, amor e bem-estar nunca estiveram distantes do homem, contudo sempre andaram junto com ele, lado a lado, guardado no seu coração. É necessário não se perder de vista quem nós somos, afinal, como nos exorta o filósofo Friedrich Nietzsche:

“Nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo.”

*Por Saulo de Oliveira
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*Fonte: vidaemequilibrio

Qual é a sua Inteligência? Você pode ter mais de uma, diz psicólogo de Harvard

Nós não somos todos naturalmente hábeis nas mesmas coisas. Alguns são mais atléticos e têm melhor coordenação. Alguns aprendem a linguagem e as palavras mais rápido em uma idade jovem, enquanto outros são bons com números e padrões de visualização.

Mas a maioria das pessoas não entende completamente sua gama de habilidades e, como resultado, pode acabar nas carreiras erradas. Ou podem gostar de seu trabalho, mas se esforçam para identificar técnicas eficazes de aprendizado que os ajudem a se destacar ainda mais.

A teoria das inteligências múltiplas
Para ter uma noção melhor de suas habilidades e capacidades, geralmente recomendo começar com a teoria das inteligências múltiplas. Apresentado pela primeira vez em seu livro “Frames of Mind”, de 1983, Howard Gardner, psicólogo e professor da Universidade de Harvard , afirma que existem oito tipos de inteligência humana – cada um representando diferentes maneiras de como uma pessoa processa melhor as informações.
Abaixo estão os oito tipos de inteligência identificados por Gardner. Conforme você passa por cada um, avalie-se em uma escala de um (não vem naturalmente) a cinco (vem muito naturalmente).

1. Inteligência espacial
A inteligência espacial pode ser definida como a capacidade de entender o mundo de forma tridimensional, física e mental. Essa inteligência se relaciona com a capacidade que a pessoa tem para lidar com aspectos como cor, linha, forma, figura, espaço e a relação que existe entre eles. Opções de carreira em potencial: Piloto, Designer de moda, Arquiteto, Cirurgião, Artista, Engenheiro.

2. Inteligência cenestésica corporal
A capacidade de usar seu corpo de uma forma que demonstra destreza física e atlética. Se você tem essa habilidade, pode ser um atleta correndo sem esforço por um campo e passando uma bola, ou um dançarino executando perfeitamente uma rotina complicada. Opções de carreira em potencial: Dançarino, Fisioterapeuta, Atleta, Mecânico, Construtor, Ator.

3. Inteligência musical
Sensibilidade ao ritmo, altura, metro, tom, melodia e timbre. Isso pode envolver a habilidade de cantar e / ou tocar instrumentos musicais . Pessoas famosas com inteligência musical incluem Beethoven, Jimi Hendrix e Aretha Franklin. Opções de carreira em potencial: Cantor, Maestro musical, DJ, Professor de música, Compositor, Compor.

4. Inteligência linguística
Às vezes chamado de “inteligência da linguagem”, isso envolve sensibilidade ao significado das palavras, a ordem entre as palavras e o som, ritmos, inflexões e métrica das palavras. Aqueles que têm pontuação alta nesta categoria são normalmente bons em escrever histórias, memorizar informações e ler. Opções de carreira em potencial: Poeta, Romancista, Jornalista editor, Advogado, Professor de letras.

5. Inteligência lógico-matemática
A capacidade de analisar problemas de forma lógica, realizar operações matemáticas e investigar questões cientificamente. Pessoas com essa inteligência, como Albert Einstein e Bill Gates , são hábeis no desenvolvimento de equações e provas e na solução de problemas abstratos. Opções de carreira em potencial: Programador de computador, Matemático, Economista, Contador, Cientista, Engenheiro.

6. Inteligência interpessoal
A capacidade de interagir efetivamente com outras pessoas. Sensibilidade ao humor, sentimentos, temperamentos e motivações das outras pessoas. Essencialmente, é ser capaz de entender e se relacionar com as pessoas ao seu redor. Opções de carreira em potencial: Líder de equipe, Negociador, Político, Publicitário, Vendedor, Psicólogo.

7. Inteligência intrapessoal
Sensibilidade aos próprios sentimentos, objetivos e ansiedades e capacidade de planejar e agir à luz de suas próprias características. A inteligência intrapessoal não é particular para carreiras específicas; em vez disso, é uma meta para cada indivíduo em uma sociedade moderna complexa, onde cada um deve tomar decisões importantes por si mesmo. Opções de carreira em potencial: Terapeuta, Conselheiro, Psicólogo, Empreendedor, Filósofo, Teórico.

8. Inteligência naturalista
A capacidade de compreender as nuances da natureza, incluindo a distinção entre plantas, animais e outros elementos da natureza e da vida. Indivíduos notáveis ​​com inteligência naturalista incluem Charles Darwin e Jane Goodall. Opções de carreira em potencial: Geólogo, Agricultor, Botânico, Biólogo, Conservacionista, Florista.

Entenda e desenvolva seus pontos fortes
Se você teve dificuldade para se avaliar, peça às pessoas mais próximas que façam suas observações. Ou considere as coisas pelas quais você gravitou durante sua juventude. (Normalmente é quando somos crianças que aprendemos atividades intimamente ligadas às nossas habilidades inatas.)

Lembre-se de que este é apenas um exercício rápido e simples para lhe fornecer uma noção mais clara de seus pontos fortes. Suas principais habilidades e interesses se alinham à sua vida e carreira? Se não, como você pode usá-los para chegar onde deseja? Quando adquirimos uma compreensão mais profunda de nossos talentos naturais, temos mais chance de descobrir como atingir metas em nossa vida pessoal e profissional.


*Da redação de Portal Raízes. As informações contidas neste artigo são apenas para fins educacionais e informativos e não têm como objetivo aconselhamento profissional Sempre consulte um especialista qualificado a respeito de qualquer dúvida que possa ter. Se você gostou do texto, curta, compartilhe com os amigos, e não se esqueça de comentar. Pois isto contribui para que continuemos trazendo conteúdos incríveis para você. Siga o Portal Raízes também no Facebook, Youtube e Instagram.

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*Fonte: portalraizes

Dá para treinar o paladar e gostar de comidas que odiamos?

O ato de comer certamente é uma das necessidades mais versáteis que existe, especialmente quando aliado aos gostos e às preferências pessoais de cada um, sendo possível encontrar todo tipo de refeição, mistura de temperos e uma criatividade absurda para elaborar os pratos mais malucos já vistos.

Porém, em meio a toda essa mistura de opções, existem pessoas que são mais exigentes para comida e dizem gostar apenas do básico ou de combinações muito específicas, a fim de agradar um paladar que não é habituado a experimentar algo novo.

Ao longo de séculos de história, a Gastronomia evoluiu em relação a suas regras sobre o que realmente seria “comer bem” e “comer mal”, bem como adaptou culturas, tradições e o surgimento de novas especiarias em pratos cada vez mais únicos. A culinária, então, ganhou identidade, e o público teve que acompanhá-la nessa jornada, aprimorando seus sentidos sobre os cinco sabores básicos (doce, amargo, azedo, salgado e umami) e sobre os trilhões de cheiros detectados pelo nariz.

Assim, além de tornar-se uma experiência multissensorial, a gastronomia passou a ser vista como uma arte que muda com o tempo, região, estilo de vida do degustador, localização e, até mesmo, genética. Por exemplo, quanto mais velhas as pessoas ficam, menos agradáveis alguns sabores podem se tornar, já que os paladares vão perdendo potência à medida que a idade avança. Recentemente, um estudo da Universidade de Turku, na Finlândia, descobriu que idade, IMC e gênero impactaram no “reconhecimento da modalidade de sabor”, e que homens têm dentes mais sensíveis do que mulheres, reforçando ainda mais a dinâmica dos gostos.

“Para degustadores sensíveis, é possível que genes receptores de sabor e genótipos desempenhem um papel muito importante. Também é possível que crianças criadas na mesma família, sociedade e ambiente cultural possam ser degustadores diferentes, e pequenos detalhes, como genótipos receptores de sabor, podem afetar a percepção do paladar”, esclareceu Mari Sandell, professora de Percepção Sensorial do Fórum de Alimentos Funcionais. “Mas, por outro lado, o alimento disponível depende da cultura alimentar, então as pessoas não têm as mesmas opções para ativar seu senso de paladar”, ela explicou.

Como é possível fazer a comida ter um sabor mais agradável?
Para driblar todos esses obstáculos genéticos e culturais, é importante testar, ajustar e apurar o senso de sabor, criando métodos eficientes para auxiliar o cérebro nesse difícil enfrentamento. Assim, sentir o aroma de óleos essenciais e temperos, observar bem o que está no prato, saborear com calma, descrever as sensações e realizar misturas que se adequem mais ao agrado individual são algumas práticas que podem colaborar para a redução da exigência gustativa.

Vale lembrar que todos os testes devem ter como base não apenas a dieta considerada pelo experimentador, mas também os limites de seu corpo, já que não é esperado que as reações positivas aos novos alimentos venham de imediato. Então é importante ter em mente a necessidade de beber água constantemente, respeitar os rituais para algumas refeições e, principalmente, repetir e não desistir, pois a ideia é que a prática leve à perfeição, e não ao prejuízo da capacidade do paladar.

*Por André Luís Dias Custódio
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*Fonte: megacurioso

LER/DORT: Saiba o que é esse problema e como evitá-lo

Você já ouviu falar nos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT)? Esse é um quadro que engloba uma série de problemas físicos ocasionados por atividades no ambiente profissional, como por exemplo a lesão por esforço repetitivo (LER).

Principalmente para quem trabalha o dia inteiro em frente ao computador, a prática de tarefas contínuas e posturas forçadas por longos períodos podem causar sérias consequências ao nosso bem-estar físico. Para isso, precisamos entender melhor esse problema e aprender a lidar com ele durante nossa jornada de trabalho.

O que é LER?

Por mais inusitada que seja a sigla LER, pertencente ao quadro DORT, essa é uma definição médica para uma série de problemas corriqueiros ocasionados por ações repetitivas no cotidiano. Alguns dos maiores exemplos disso são:

Tendinite
Tenossinovite
Bursite
Epicondilite
Síndrome do túnel do carpo
Dedo em gatilho
Síndrome do desfiladeiro torácico
Síndrome do pronador redondo
Mialgias

Pessoas que sofrem com LER/DORT possuem algum tipo de alteração das estruturas osteomusculares, como os tendões, articulações, músculos e nervos. Isto significa que fortes dores, inflamações ou perda da capacidade funcional da região atingida podem ocorrer por conta de uma sobrecarga no sistema musculoesquelético.

Normalmente, esse quadro de saúde é resultado de atividades desenvolvidas no período de trabalho que exigem excessivamente o uso desse sistema, como esforços repetitivos ou que necessitam de muita força para executá-los. Durante essa etapa, ocorre uma obstrução da circulação sanguínea e a irrigação das artérias e nervos é impossibilitada.


Prevenção e tratamento

O diagnóstico de LER/DORT é comum em quem trabalha em escritórios, mas também para esportistas, músicos, operadores de britadeira ou até mesmo quem realiza atividades manuais como o tricô e o crochê. Normalmente, os principais sintomas desse problema são:

Fadiga muscular
Sensação de peso
Inflamação do tendão
Formigamento ou dormência no corpo
Fraqueza ou insensibilidade para segurar objetos
Mal-estar

Para evitar esse tipo de doença, o recomendado é que a pessoa esteja sempre atenta às questões de ergonomia e às condições de trabalho. Ou seja, tente sempre manter uma postura correta e use o mobiliário adequado para a sua função, além de não exceder o ritmo ou carga de trabalho recomendado. É essencial que existam períodos de pausa entre atividades muito repetitivas.

Caso você tenha reconhecido algum sintoma de LER/DORT busque por um médico especialista para realizar a confirmação do diagnóstico. Os tratamentos podem envolver o uso de remédios anti-inflamatórios, fisioterapia, bloqueio de dor e aplicação de corticoides.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Falta de exercício físico gera nova ameaça mundial, alerta estudo

Fazer exercício físico ou praticar algum esporte traz benefícios enormes, não só em nível físico, mas também mental. Reduz o risco de sofrer doenças cardiovasculares, a pressão arterial e o estresse, ajuda a controlar o colesterol e nos faz descansar melhor. Entretanto, nos últimos anos a luta contra o sedentarismo se estagnou, conforme publicou a revista The Lancet em uma série de três artigos sobre o tema. Em nível global, os problemas decorrentes da falta de exercício físico e o sedentarismo são responsáveis por mais de cinco milhões de mortes por ano, além de acarretarem gastos sanitários superiores a 280 bilhões de reais ―dos quais mais de 160 bilhões provêm do setor público.

Os dois primeiros estudos se centram nos jovens de até 24 anos e nas pessoas com alguma deficiência, dois grupos populacionais cruciais. O primeiro, pelo triplo benefício gerado pela prática esportiva: ter uma melhor saúde hoje, no futuro e na geração seguinte. No caso das pessoas com deficiências, elas enfrentam maior risco de sofrer problemas cardíacos, diabetes ou obesidade, por isso fazer atividade física é uma forma simples de se proteger. O terceiro trabalho analisa as políticas esportivas que acompanharam a realização dos Jogos Olímpicos nos últimos anos e o efeito que tiveram na rotina dos cidadãos do país onde elas ocorreram.

Segundo a publicação, o nível de atividade física nos adolescentes permanece estagnado desde 2012, e 80% dos jovens não seguem a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de fazer uma hora de exercício físico por dia. Cerca de 40% dos estudantes nunca vão a pé para a escola, e 25% passam mais de três horas por dia sentados depois de assistirem às aulas e fazerem a lição de casa. O estudo também analisa o uso de telas entre os jovens de 38 países europeus: em média, 60% dos meninos e 56% das meninas passam mais de duas horas por dia vendo televisão, e 51% dos meninos e 33% das meninas dedicam mais de duas horas por dia a jogar videogame. Para Esther van Sluijs, autora desse primeiro estudo, “os dados sugerem que o uso de telas está substituindo outras atividades sedentárias, como ler livros e revistas ou ouvir rádio, mas não necessariamente substitui a atividade física”.

Os problemas decorrentes da falta de exercício físico e o sedentarismo são responsáveis por mais de cinco milhões de mortes por ano, além de acarretarem gastos sanitários superiores a 280 bilhões de reais com saúde
No caso das pessoas portadoras de deficiência, os pesquisadores determinaram que sua chance de não seguir as recomendações sobre a atividade física diária são entre 16% e 62% maiores. É uma margem grande, que depende da renda nacional, do sexo e do nível e quantidade de deficiências de cada indivíduo. “Precisamos de mais estudos centrados em pessoas com deficiências, assim como políticas concretas e coesivas para assegurar que os direitos destas pessoas se mantenham e que se permita a elas participar de atividades físicas”, diz em nota Kathleen Martin Ginis, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá) e uma das autoras.

O trabalho lamenta que os grandes eventos esportivos (principalmente os Jogos Olímpicos, embora também se mencione a Eurocopa e a Copa América de futebol realizadas há poucas semanas) não sejam usados pelos países organizadores para promover a prática esportiva por parte da população. Com exceção dos Jogos de 2008 em Pequim (China) e os de Inverno de 1998 em Nagano (Japão), em nenhum país organizador a participação popular em atividades esportivas cresceu. “Os grandes eventos fazem as pessoas se interessarem por exercício, mas alguns podem achar que esse esporte está acima das suas capacidades ou das suas habilidades, por isso temos que oferecer programas para pessoas de todas as idades e níveis de atividade”, propõe Adrian Bauman, pesquisador da Universidade de Sydney (Austrália) e um dos autores desse trabalho.

A The Lancet também menciona a pandemia como uma oportunidade perdida para o esporte. Apesar de ter se tornado uma atividade essencial em alguns países durante o confinamento, os governos não aproveitaram esse interesse crescente. “As primeiras campanhas governamentais durante a pandemia da covid-19 motivavam o público a sair e fazer exercício. Por que então os governos não podem se comprometer a promover a atividade física como uma necessidade humana essencial, além e independentemente da covid-19?”, pergunta-se o artigo.

Jesús del Pozo, professor de Atividade Física da Universidade de Sevilha (Espanha), atribui esse estancamento à digitalização dos últimos anos. “Basicamente vivemos uma revolução tecnológica na qual intensificamos o uso de telas, e isso implica que estamos intensificando o nível de sedentarismo”, diz. Para o pesquisador, este problema vem de longe, embora tenha se acentuado com a covid-19. “As crianças passam pelo menos seis ou sete horas sentadas”, diz. “O ser humano não foi desenhado para ficar sentado, e nós desenvolvemos nossas vidas nos baseando no sedentarismo”, conclui.

Para Del Pozo, este estudo é um chamado de atenção ao mundo científico para apontar os rumos dos próximos estudos. “Não existem evidências de como se produz a transição quando você passa de adolescente para adulto, nem quais estratégias deveríamos seguir”, aponta o pesquisador. Del Pozo também sugere revisar as recomendações da OMS: “Talvez seja preciso voltar a estudar o impacto dessas diretrizes em termos de saúde. Não está tão claro que se você tiver 18 anos e fizer mais de 150 minutos de atividade física moderada por semana isso terá um impacto positivo na saúde.”

*Por Alberto Quero
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*Fonte: elpais