Restrição de calorias pode prolongar a expectativa de vida, sugere estudo

Cortar calorias que você come pode expandir sua expectativa de vida, e agora nós temos uma ideia do porquê. Um estudo em que as pessoas comeram quinze por cento menos calorias do que o habitual descobriu que comer muito menos tem grandes efeitos sobre o que acontece com o corpo durante o sono.

Muitos estudos descobriram que a restrição calórica estende a expectativa de vida de animais como vermes (especialmente no nematelminto Caenorhabditis elegans), moscas, camundongos e até macacos. As descobertas têm incentivado milhares de pessoas a optar por comer cerca de 15 a 18 por cento menos calorias do que o limite diário recomendado, na esperança de que conseguirão viver mais e com vidas mais saudáveis — e há alguma evidência de que essas pessoas têm melhores colesterol e níveis de glicose no sangue.

Para investigar isso ainda mais, Leanne Redman, do Centro de Pesquisa Biomédica Pennington, em Louisiana, e seus colegas aleatoriamente atribuíram dietas normais ou com calorias restritas a 53 adultos. Por dois anos, 34 dessas pessoas comeram quinze por cento menos calorias, enquanto os outros comiam tanto quanto queriam.

A dieta calórica-restritiva parecia causar alguns efeitos interessantes. No segundo ano do estudo, aqueles que comem menos calorias mostraram uma queda dramática em suas taxas metabólicas à noite, e uma queda pequena, mas significativa, em sua temperatura corporal noturna. “O metabolismo medido durante o sono foi reduzido em dez por cento”, disse Redman.

Menos estresse celular

As análises das amostras de sangue dos participantes da pesquisa revelaram que essas pessoas também experimentaram uma queda de vinte por cento no estresse oxidativo — danos às células causadas pelos subprodutos do metabolismo. Pensa-se que os danos ao DNA e às células causados pelo estresse oxidativo são as características chaves do envelhecimento.

Redman acha que uma dieta de baixa caloria pode levar o corpo a ter uma taxa metabólica de repouso menor. Este pode ser um mecanismo evolutivo para economizar energia quando o alimento é escasso, como é visto em animais que hibernam.

“Este estudo é o primeiro a mostrar que os humanos respondem à restrição calórica por uma redução na taxa metabólica de repouso”, diz Luigi Fontana da Universidade de Washington, no Missouri, à New Scientist. Mas ele diz que esta queda no metabolismo não é necessariamente o que causa o aumento da longevidade em animais em dietas restrições calóricas. Ele acha que as mudanças em como as células sentem a disponibilidade de alimentos são susceptíveis de ser mais importante.

No entanto, mesmo que se foi descoberto que funciona bem em pessoas, a restrição calórica não é para todos. No início, isso requer planejamento muito cuidadoso de refeição, e os efeitos colaterais podem incluir uma perda de libido e sensação de frio.

…………………………………………………………
*Fonte: sociedadecientifica

A origem de bater na madeira para afastar maus pensamentos

Porque é que as pessoas batem na madeira para afastar os maus pensamentos?

Bater três vezes na madeira para afastar a má sorte, é um costume com séculos de existência, que sobreviveu até aos dias de hoje!

Há cerca de 4 mil anos atrás, os índios da América do Norte verificaram que o carvalho era a árvore mais atingida pelos raios.

Concluíram, então, que a imponente árvore era a morada dos deuses na Terra e toda vez que se sentiam culpados por alguma coisa, batiam no tronco dos carvalhos com os nós dos dedos, para chamar os deuses e pedir perdão.

 

 

 

 

…………………………………………………..
*Fonte: brasilkk

Por trás da química entre duas pessoas existe lições a serem compreendidas

Ter química com alguém é bicho brabo viu! Algo que tira o juízo e faz qualquer um de gato e sapato. Cria-se um vínculo movido pela atração que não se sabe explicar muito bem de onde vem e não há nada que possa ser feito de imediato. Fica difícil evitar.

O fato é que, pessoas não passam por nossas vidas por uma obra do acaso, elas sempre trazem um propósito, uma história, uma lição a ser aprendida, uma experiência a ser vivida, ainda mais àquelas que trazem a química como atração principal.

Por isso, não há como ignorar que algo será revelado nessa alquimia toda. É inegável o fato de que esta pessoa será àquela que mais vai trazer lições para a nossa vida, pois serão elas que de maneira ou outra, ficarão um tempo a mais em nossos lençóis, quartos e espaços íntimos… será com elas que criaremos algum tipo de laço íntimo e que irão trazer os nossos problemas para a superfície.

Elas irão refletir o nosso recôndito da alma, pois um relacionamento nos dá um espelho de nossas emoções íntimas.

E esta necessidade química é mesmo uma droga. Entorpece, vicia e gera uma dependência surreal. Ao tentar se desfazer o ser é passível de sofrer por abstinência, e assumir o risco de sentir que só ali ele pode ser feliz.

E a química é a oportunidade devassa, deslavada e descarada que o “universo” encontrou para aproximar pessoas que precisam trocar experiências.

Relacionamentos serão sempre portas para grandes revelações e lições a serem compreendidas a fim de um amadurecimento pessoal e uma versão mais completa de nós;

As lições aparecem de formas desafiadoras, e nem sempre teremos o fim que queremos idealizados no amor romântico.

Por meio da química, é possível desbravar selvagemente o caminho do amor, e por meio dele trabalhar as questões reveladas pelo nosso ego.

Por vezes o amor se revela na soltura, no perdoar – o parceiro ou a nós mesmos – ou nos próprios desafios expostos pelo mestres do amor.

Sentimentos como insegurança, medo, desprezo, são os que mais serão despertados por quem mais desejamos. São sensações egoicas que se bem trabalhadas poderão lapidar um novo eu.

Àqueles por quem mais somos atraídos, mais tem lições a nos passar.

Aprenda a estar aberto aos ensinamentos e tire proveito para o seu desenvolvimento pessoal. O propósito da vida é o amadurecimento da alma, e ela acontece por meio das vivência obtidas nas relações humanas.

É uma prova de fogo, difícil e deliciosa de se enfrentar e que trará inúmeros aprendizados.

Por isso, jamais ignore o poder de atração que você tem com alguém. Este será sem dúvida o seu grande mestre do amor.

 

 

 

 

……………………………………………….
*Fonte: contioutra

Sentar é nocivo para o cérebro também, e não apenas para o metabolismo e o coração

Sentar-se demais está ligado a mudanças em uma parte do cérebro que é crítica para a memória, de acordo com um estudo preliminar feito por pesquisadores da UCLA de pessoas de meia-idade e idosos.

Estudos mostram que sentar-se demais, como fumar, aumenta o risco de doenças cardíacas, diabetes e morte prematura. Os pesquisadores queriam ver como o comportamento sedentário influencia a saúde do cérebro, especialmente as regiões do cérebro que são críticas para a formação da memória.

Os pesquisadores da UCLA recrutaram 35 pessoas com idades entre 45 e 75 anos e perguntaram sobre seus níveis de atividade física e o número médio de horas por dia que passaram sentados na semana anterior. Cada participante fez uma ressonância magnética de alta resolução, que fornece uma visão detalhada do lobo temporal medial, ou MTL na sigla em inglês, uma região do cérebro envolvida na formação de novas memórias.

Os pesquisadores descobriram que o comportamento sedentário é um preditor significativo de afinamento do lobo temporal medial e que a atividade física, mesmo em níveis elevados, é insuficiente para compensar os efeitos nocivos de se sentar por períodos prolongados.

Este estudo não prova que sentar demais causa estruturas cerebrais mais finas, mas sim que mais horas gastas sentadas estão associadas a regiões mais finas, disseram os pesquisadores. Além disso, os pesquisadores se concentraram nas horas passadas sentadas, mas não perguntaram aos participantes se faziam intervalos durante esse período.

O próximo passo dos pesquisadores é seguir um grupo de pessoas por um período mais longo para determinar se a sentar causa o afinamento e qual o papel que o gênero, a raça e o peso podem ter na saúde cerebral relacionada à capacidade de se sentar.

O afinamento do lobo temporal medial pode ser um precursor do declínio cognitivo e da demência em adultos de meia-idade e idosos. Reduzir o comportamento sedentário pode ser um alvo possível para intervenções destinadas a melhorar a saúde do cérebro em pessoas com risco de doença de Alzheimer, disseram os pesquisadores.

 

…………………………………………………………………..
*Fonte: sociedadecientifica

Schadenfreude: o prazer na desgraça do outro

Já dizia Napoleão Bonaparte que “a inveja é uma declaração de inferioridade”. Mas se quem está enfrentando dificuldade é alguém que te fez mal ou simplesmente te desagrada, é possível que você fique feliz com o outro não se dando bem. Isso é inferioridade, é inveja? Não, segundo a ciência isso é Schadenfreude.

Digo mais. Até certo ponto é normal e natural sentir um pouco de alegria diante de certas desgraças alheias. Isso é, na verdade, exatamente o que significa essa palavra da língua alemã que define a curiosa sensação que estamos expondo aqui. Descubramos um pouco mais sobre ela.

“Se houvesse um só homem que fosse imortal, ele seria assassinado pelos invejosos.”
-Chumy Chúmez-

O que é Schadenfreude

Como dissemos, esse termo em alemão é uma palavra composta por duas que, unidas, significam a alegria pelo dano. Dano é schaden em alemão, e alegria é freude. Mas é normal, ou é algo positivo, sentir isso?

A verdade é que seus significados podem soar maliciosos, invejosos ou demonstrar inferioridade. A sensação não necessariamente, no entanto, denota maldade nem más intenções da pessoa que a sente. Se o mal acontece para uma pessoa que não merece o bem, por ter feito algum mal ou alguma outra situação do gênero, a sensação estaria relacionada com um sentimento de restabelecimento da ordem natural, trazendo de volta o equilíbrio de alguma forma.

Além disso, falamos de uma reação que poderíamos classificar inclusive como natural. Ela acontece devido ao fato da dopamina estar presente, o neurotransmissor que guarda relação com a recompensa e o prazer. Desse modo, se vemos alguém desagradável sofrer, é como se isso fosse um prêmio para nós, uma recompensa.

Não obstante, o psicólogo e pesquisador Agustín Ibáñez, do Centro de Neurociência da Universidade Adolfo Ibáñez, considera essa sensação como parte das emoções humanas morais. Ou seja, ela estaria relacionada com a comparação social que fazemos com os outros, além da atribuição de valor que também fazemos. Nisso o Schadenfreude se diferencia do medo, da tristeza e da alegria.

Por que o Schadenfreude acontece?

Seguindo essa linha de pensamento, há razões particulares pelas quais ocorre esse bem-estar diante da desgraça alheia. Como veremos logo a seguir, se sempre que ficarmos com essa reação natural perante determinadas situações não houver nenhuma participação direta nossa no mal ocorrido ou para que ele se perpetue, não há nada de negativo nisso.

Alívio

Essa situações nos provocam um certo alívio. Ou seja, se o mal está acontecendo com aquela pessoa, significa que não está acontecendo comigo.

Desse modo, ainda que aconteça algo com uma pessoa desconhecida, como tropeçar na rua ou cair água da janela em cima de sua cabeça, sabemos que poderia ter sido conosco e não foi. Nesse sentido, é possível que não apenas sintamos alívio, mas também que acabemos rindo se acharmos graça no que acabou de acontecer.

Inveja

Infelizmente não é só o alívio uma das razões desse bem-estar passageiro. A inveja, especialmente nas pessoas que costumam senti-la frequentemente, também é um dos motivos.

Desse modo, o fato de que alguém que não possui um recurso de que precisa e tem que pedi-lo a outra pessoa encontre uma recusa já pode ser mais do que suficiente para que se sinta bem pelo mal-estar alheio. Por outro lado, em relação à inveja também poderia ocorrer o pensamento “eu não tenho, mas o outro também não tem”, por exemplo. Desse modo, a carência do outro aliviaria um sentimento de inferioridade.

“O que é um invejoso? Um ingrato que detesta a luz que o ilumina e aquece.”
-Victor Hugo-

Autoestima baixa

A baixa autoestima também pode motivar a aparição desse fenômeno. De fato, diversas pesquisas já elucidaram que essa forma de ver o mal alheio que não atinge a si próprio pode servir para ganhar confiança em si mesmo.

Não obstante, também poderia servir como um gatilho para perder confiança, já que algumas pessoas podem olhar e se dar conta de que os outros são vítimas de desgraças, assim como elas. Ou seja, serve para reafirmar uma situação, ainda que por um momento sintam um certo alívio de não serem as únicas vítimas da desgraça.

Vingança

Não poderia faltar a vingança aqui. Quando alguém nos faz mal, se logo em seguida acontece algo ruim com esse alguém, podemos chegar a sentir que houve um castigo justo, quase como se estivéssemos vendo uma justiça divina.

Essa situação pode ocorrer em diferentes contextos. Ou seja, poderia acontecer desde em algo cotidiano entre amigos, entre companheiros de trabalho ou inclusive familiares que não estão entre os mais queridos, mas também em situações mais traumáticas, inclusive fora da lei.

E você, já sentiu Schadenfreude alguma vez? Você se alegra com o mal alheio que acontece com outras pessoas que não fazem bem para você ou não gostam de você? Se sim, já sabe que isso é algo totalmente normal, que você não é um monstro por sentir isso, nem uma pessoa pior. É uma emoção natural, de modo que, como todas as outras, deve ser ouvida e regulada para que sua energia não tome o controle de nossas ações nem de nossos pensamentos.

………………………………………………………
*Fonte: amenteemaravilhosa

9 Frases que pessoas inteligentes nunca usam em uma conversa

Todos nós já dissemos coisas que as pessoas interpretam de forma muito diferente do que queríamos. Estes comentários aparentemente suaves levam à sensação horrível que somente são percebidos quando a semente da má palavra já saiu da sua boca.

Deslizes verbais ocorrem frequentemente porque nós dizemos sem pensar nas consequências. As palavras, mesmo as sutis, podem carregar uma carga negativa. Entender essas implicações requer consciência social – a capacidade de se colocar nas emoções e experiências de outras pessoas.

A Talent Smart, empresa americana de consultoria, testou a inteligência emocional (EQ) de mais de um milhão de pessoas e descobriu que a consciência social é uma habilidade que falta em muitos de nós.

Temos falta de consciência social porque nós estamos tão focados no que vamos dizer, e na maneira em que as outras pessoas estão dizendo, que somos afetados ao ponto de perdemos a noção do que vamos dizer em seguida.

Este é um problema porque as pessoas perdem facilmente o senso do equilíbrio verbal. O melhor, nestas ocasiões, é esperar a outra dizer o que pensa. E depois falar com calma e segurança para não magoar o outro.

A beleza da consciência social é que você pode fazer alguns ajustes simples para melhorar o que diz em seus relacionamentos com as outras pessoas.

Para isso, existem algumas frases que as pessoas emocionalmente inteligentes evitam em uma conversa casual. As frases seguintes são os piores crimes que você pode cometer numa conversação.

Você deve evitá-las a todo custo.

1. “Você está cansado”

Pessoas cansadas são incrivelmente desagradáveis. Têm olhos caídos, cabelo bagunçado e apresentam dificuldade de concentração. E são ranzinzas e, muitas vezes, brutas. Dizer a alguém que ele parece cansado implica dizer que ele apresenta todos os sintomas acima.

Em vez disso, diga: “Está tudo bem?”. A maioria das pessoas pergunta se alguém está cansado porque querem ser útil de alguma forma, por isso, de verdade, desejam saber se a outra pessoa está bem. Quando perguntamos: Está tudo bem? Ela tem a chance de se abrir e compartilhar o que está sentindo. Mais importante ainda: a outra pessoa vai perceber que se preocupa com ela em vez de sua indelicadeza quando pergunta: Você está cansada?

2. “Nossa, você perdeu uma tonelada de peso!”

Mais um comentário que, apesar de bem intencionado, dá a impressão de que está sendo crítico e, até, com uma dose de sarcasmo. Ao dizer que a pessoa perdeu tanto peso, sugere que você costuma olhar a gordura como pouco atraente. Em vez disso, diga: “Você continua ótima”. Esta é uma observação mais agradável. Pela simples razão: Em vez de comparações você demonstra que a vê como era.

3. “Você era muito bom para ele”

Quando alguém corta os laços de uma relação de qualquer tipo, pessoal ou profissional, este comentário implica dizer, em primeiro lugar, que ela tem mau gosto ou fez uma escolha errada.

Em vez disso, diga: “Lamento a sua perda, conte comigo!”. Isso demonstra apoio e solidariedade, sem qualquer crítica implícita.

4. “Você sempre …” ou “Você nunca …”

Ninguém sempre fez ou nunca faz nada. Isso está além dos seus limites. As pessoas não se veem unidimensional.

É um erro você tentar defini-las como tal. Estas frases põem as pessoas na defensiva e elas acabam se fechando. É uma coisa muito ruim de ouvir porque você, provavelmente, usa essas frases quando quer discutir.

Basta apontar o que a outra pessoa fez. Atenha-se aos fatos sem o erro da generalização.

A frequência deste comportamento é um problema. Em vez disso, diga: “Percebo que você fez isso muitas vezes” ou “Noto que você faz isso muitas vezes”.

5. “Você está ótima para a sua idade”

Usando “para a sua” como um qualificador sempre soa como deselegante e rude.

Ninguém precisa ser inteligente para ser um atleta ou estar em boa forma em relação a outras pessoas que estão batendo à porta de morte. As pessoas simplesmente querem ser inteligentes e capazes.

Em vez disso, diga: “Você está muito bem”. Esta é uma observação simples e agradável.

Elogios genuínos não precisam de adjetivos.

6. “Eu já falei isso antes, mas…”

Todos nós, de vez em quando, nos esquecemos de alguma coisa. Esta frase “Eu já falei isso antes…” faz parecer um insulto por deixar claro que está chateado em repetir o que já disse.

É difícil para quem a ouve, mesmo que seja alguém interessado em ouvir o seu ponto de vista. Primeiro se sente diminuído por ter que se explicar. E repetir sugere que, ou você é inseguro ou o arrogante que se acha o melhor de todos. Ou que ambas as hipóteses são verdadeiras. Em vez disso, diga “Eu não fui muito feliz em dizer o que eu queria.

Se você puder me ouvir de novo vou tentar dizer de forma mais interessante”. Dessa forma vão se lembrar do que você disse.

7. “Boa sorte”

Esta é uma forma que tem pouca ou quase nenhuma utilidade. Certamente que não é o fim do mundo se você deseja boa sorte a alguém.

Mas você pode fazer melhor porque esta frase diz que a outra pessoa vai precisar de sorte para obter sucesso. E isso não depende somente das suas habilidades.

Em vez disso, diga: “Vá em frente, eu sei que você já sabe o que tem de fazer”. O que sugere que ela tem as habilidades necessárias para ter sucesso.

Isto é melhor do que desejar-lhe sorte. Essa resposta dá mais confiança do que apenas lhe desejar “boa sorte!”.

8. “Não tenho opinião” ou “É você quem sabe”

Embora você possa ser indiferente, a sua opinião quando lhe é pedida por alguém para decidir alguma coisa, é importante para a pessoa que a solicita. Caso contrário ela não teria pedido a sua opinião. Em vez disso, diga: “Posso não ter a melhor opinião. De qualquer maneira, poderemos considerar essa questão juntos”.

Quando você der uma opinião – mesmo sem você ter a resposta pronta – isso demonstra que você se preocupa com a pessoa que solicita.

9. “Eu nunca faria isso…”

Esta frase é uma maneira agressiva para desviar a atenção do seu próprio erro. Quando a gente aponta um erro do passado de outra pessoa, provavelmente sem muita importância, demonstramos que não o perdoamos no passado. Em vez disso, diga: “Sinto muito, mas também já errei”.

Confessar que também erra é a melhor maneira de ser racional e trazer a pessoa para o seu lado. Admitir os mesmos erros é a melhor maneira de levar a discussão para um aspecto mais racional. E demonstra serenidade para que vocês possam resolver as coisas. Admitir nossa culpa é uma forma incrível para impedir o açodamento.

Juntando tudo

Na conversação diária são as pequenas coisas que fazem toda a diferença. Experimente estas sugestões para se dirigir aos outros. Você vai se surpreender com a resposta positiva que vai ganhar.

Quais as outras frases que as pessoas devem evitar? Por favor, compartilhe seus pensamentos na seção de comentários abaixo. Tanto eu quanto você podemos aprender juntos a melhor forma em lidar com as outras pessoas.

*Texto do doutor Travis Bradberry publicado originalmente em The Good Men Project. Livre adaptação de Doracino Naves para o Portal Raízes

……………………………………………………………..
*Fonte: fasdapsicanalise

Tempo não é questão de preferência, é falta de vontade mesmo.

Ontem, cheguei em casa mais cedo do que em dias normais. Tomei um banho, comi um pão de sal com manteiga e café. Sentei no sofá e me bateu uma preguiça, decidi ir para a cama antes das nove da noite.

Naquele canto só meu, eu virava de um lado para o outro e pensava na agenda do dia seguinte. Não contei carneirinhos, mas comecei a colocar tudo na ponta dos meus pensamentos e descobri que estou em débito comigo mesma.

Percebi que não me dou de presente noites livres para não fazer nada, porque estou me ocupando com o que não precisa.

Descobri que tenho amigos que não ligo para eles há quase um mês. Lembrei que a conversa com a minha Tia Marta está sendo trocada por mensagens no celular.

Fiquei com vergonha de mim mesma, porque percebi que eu tenho despachado minha irmã quando ela me liga. Fiquei contando minhas pendências e só não contei amores, porque já tenho um para sempre e o passado adormeceu.

Refletir dói. Refletir nos faz sentirmos culpados. Pensar é gratuito, mas pode custar arrependimento e saudade. Um travesseiro, um colo, uma noite solitária, uma taça de Bordô, nos faz confrontarmos com aquilo que precisa de reparos.

É isso… Uma noite atípica para mim, me deu a oportunidade de prestar atenção no que eu precisava ver e sentir.

Eu estou em falta com o mundo que construí. Estou trocando vida por trabalho e prazer por dinheiro. E, que mal tem? Nenhum, desde que eu não estivesse remoendo dentro de mim no silêncio escuro do meu quarto.

Estou sendo negligente comigo mesma ao me perder em horas extras, ao mergulhar por completo em compromissos que podem esperar, ao correr desesperada e derrubar meu tempo.

Somos negligentes quando a ocupação diária é mais importante do que deitar na cama mais cedo e pensar em nada, relaxar entre uma música e o travesseiro. Tempo não é questão de preferência, pode ser falta de vontade mesmo, de acomodação.

Pensamos muito na vida e nos afazeres, mas esquecemos de refletir no que nos faz bem. Estamos cercados de números, conquistas, sonhos, projetos e estamos esquecendo os sentimentos, os carinhos e o viver bem. Estamos esquecendo que repousar é tão importante quanto trabalhar dez, doze horas por dia.

Quando podemos descansar sem muita preocupação, não conseguimos e achamos estranho. Muito estranho ir para a cama cedo demais e não dormir. Estamos esquecendo que dormir, ficar olhando para o teto, pensar na vida e sair mais cedo do trabalho são sinônimos de viver também.

Estamos esquecendo que uma noite, um dia de presente de nós para nós mesmos, vale mais do que um mês de férias, alivia mais o estresse e cura qualquer aflição.

Só se vê bem com os olhos do coração, disse Exúpery. E só vive bem quem admite que é preciso parar e reconciliar com o tempo e com o descanso.

*Por Simone Guerra

 

 

 

 

……………………………………………………
*Fonte: fasdapsicanalise

6 maneiras de treinar seu cérebro para lidar com a ansiedade, mal que afeta 13 milhões de brasileiros

Sofrer com a ansiedade é mais comum do que muitos imaginam: somente no Brasil, cerca de 13,3 milhões de pessoas têm distúrbios de ansiedade, doença que atrapalha relacionamentos, desempenho profissional e o bem-estar físico e emocional do indivíduo.

No ano passado, 6,4% da população brasileira sofria com transtornos do tipo, bem mais que a média global, de 3,9%, de acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mas o que é um transtorno de ansiedade e como diferenciá-lo da ansiedade natural? De acordo com Olivia Remes, doutoranda e pesquisadora do Departamento de Saúde Pública e Cuidados Primários da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, transtornos de ansiedade generalizada são caracterizados por sensações frequentes de medo, inquietação, e de “sentir-se no limite”.

“Quando uma pessoa tem um prazo apertado ou uma emergência no trabalho, ela se sente ansiosa e isso é normal. Mas há pessoas que se preocupam com cada ponto de suas vidas e não conseguem se livrar disso”, explica. “Pessoas com esse transtorno se preocupam muito mais frequentemente e com mais intensidade que aquelas com uma boa saúde mental.”

‘Abalou minha fé na humanidade’: foto de rinoceronte morto para roubo de chifre vence concurso
Como falar com as crianças sobre sexo e relacionamento: as dicas de psicólogos

Apesar dos distúrbios de ansiedade serem um problema sério, que muitas vezes demanda acompanhamento com especialistas, é possível desenvolver habilidades para lidar com o transtorno.

Abaixo, Remes compartilha diferentes estratégias para enfrentar o problema, com base em um estudo recente que liderou.

1. Monitore os seus pensamentos

Quem sofre com transtornos de ansiedade geralmente se vê tomado por pensamentos negativos que invadem a mente sem aviso. “Pessoas com transtornos de ansiedade são pessimistas. Elas acreditam que algo ruim está prestes a acontecer, mesmo que não haja nenhuma evidência que aponte para isso. Elas temem o futuro e acham muito difícil evitar esse tipo de preocupação”, descreve a pesquisadora.

Para contornar tal situação corriqueira aos ansiosos, Remes sugere não lutar contra os pensamentos negativos, mas escolher uma hora do dia como o “momento da preocupação” e se permitir um período limitado de tempo para ruminar. Como exemplo, Remes recomenda designar o horário das 16h para as preocupações e dar a si mesmo 20 minutos para preocupar-se.

“A literatura psicológica mostra que nossos pensamentos murcham se não os alimentamos com energia. Ao empurrar esses pensamentos para um outro momento do dia, quando você chegar no momento designado para a preocupação, eles talvez não pareçam tão confusos ou preocupantes como pareciam quando brotaram em sua mente pela primeira vez”, explica Remes.

2. Faça atividades físicas e pratique meditação

A famosa citação latina “uma mente sã num corpo são” não é gratuita. Saúde mental e física são codependentes, afirma Remes, e a prática de exercícios físicos é um aliado essencial para o bem-estar psíquico. Em conjunto com exercícios regulares, a meditação consciente também pode ajudar mentes ansiosas.

Um estudo da Universidade de Nova Jersey, publicado recentemente na revista Nature, mostrou que apenas duas sessões semanais de meditação e atividades físicas, de 30 minutos cada, reduziram drasticamente sintomas depressivos nos 52 participantes da pesquisa. Os pesquisadores concluíram que, ao cabo de oito semanas, além de auxiliar aqueles com depressão, a prática também poderia ser útil para aqueles que tendem a ruminar pensamentos, algo comum entre os ansiosos.

“Eu realmente fiquei muito surpresa com esse estudo, com o quanto essas mudanças de hábito podem ter um impacto tão grande”, afirma Remes. “Quando você se exercita, você diminui seus níveis de ansiedade e você tem mais energia. Você simplesmente se sente melhor como um todo”, aponta.

3. Encontre um propósito – nem que seja cuidar de seu animal de estimação

Em 1946, o médico austríaco Viktor Frankl publicou o livro Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração, no qual narrou suas experiências como prisioneiro em Auschwitz. Frankl também analisa a resposta psicológica de diferentes prisioneiros expostos ao campo de concentração nazista e argumenta que encontrar sentido no cotidiano é uma forma de lidar com a adversidade.
Image caption Estudo de Remes notou que pessoas com senso de coesão, de propósito e que enxergavam sentido em suas vidas, tinham menos distúrbios de ansiedade

De acordo com Remes, pessoas com distúrbios de ansiedade muitas vezes não conseguem identificar um propósito claro em suas vidas e nem sempre acreditam que vale a pena investir esforços para endereçar os desafios que encontram. Em seu estudo recente sobre níveis de ansiedade em mulheres que vivem em situações de privação econômica, Remes encontrou que aquelas que tinham senso de coesão, de propósito e que enxergavam sentido em suas vidas, tinham menos distúrbios de ansiedade, mesmo vivendo situações difíceis.

Para a pesquisadora, as lições de Frankl, mesmo extraídas de uma experiência dramática, são um mecanismo útil para aqueles que sofrem com ansiedade. “Nos relatos de Frankl, um traço de personalidade que diferenciava os prisioneiros eram aqueles que conseguiam manter um propósito mesmo naquela situação. Para um era saber que sua filha o aguardava, então ele precisava sobreviver para ela e isso lhe deu esperança. Para outra, era saber que ela tinha um trabalho importante para finalizar”, afirma.

No cotidiano, ter a sensação de que você é necessário para a vida de outra pessoa ou para uma atividade específica auxilia na construção de propósito. Tal senso de conexão pode ser traduzido em atividades de voluntariado, em cuidados com um familiar enfermo, na educação de uma criança ou mesmo nos cuidados com um animal de estimação, aponta Remes.

“Quando você coloca seu foco em algo além de você, esse ato te ajuda a dar um tempo de si mesmo”, explica. “Ter outras pessoas em mente é muito importante, porque torna um pouco menos penoso passar pelos momentos mais difíceis.”

4. Veja o lado bom da vida (por mais que isso seja desafiador)

Por mais clichê que possa soar, adotar uma atitude positiva perante à vida, com foco nos aspectos bons ao invés dos ruins, é essencial para lidar com a ansiedade. Para domar a mente e espantar os pensamentos negativos, Remes recomenda olhar para elementos que te dão prazer, ao invés daqueles que te irritam ou que te deprimem.

Embora controlar quais pensamentos te veem à mente seja impossível, é possível dialogar com eles uma vez que se fazem presente. Se, ao chegar em um ambiente, algo negativo te chamar a atenção, busque encontrar algo que seja positivo. Se no caminho para o trabalho o trânsito estiver estressante, busque ouvir uma música que te conforte – ou mesmo mude a maneira de se deslocar ao trabalho. Essa atitude positiva perante os pequenos momentos da vida tendem a reverberar também no bem estar emocional do indivíduo, aponta Remes.

Nas situações em que pensamentos negativos intensos invadem a mente, focar em outras atividades do corpo, como a respiração, também é uma forma de amenizar seus efeitos. “Reconheça que esses pensamentos catastróficos que vêm à mente, que te fazem se sentir péssimo, são apenas eventos mentais que irão passar”, diz Remes.

5. Viva no presente

A prática de ruminar pensamentos e ser constantemente tragado por memórias do passado tende a alimentar a ansiedade. Preocupar-se com o que pode ocorrer no futuro também pode deixar o indivíduo mais ansioso. Embora muitas vezes esses pensamentos sejam difíceis de controlar, Remes aponta que é importante manter um foco constante no que você está fazendo agora.

“Estudos mostram que, quando nós vivemos no passado, revivendo memórias antigas, essa atitude nos deixa depressivos e menos felizes. Na verdade, ficamos mais felizes quando vivemos no momento presente. Se você está trabalhando, simplesmente foque naquilo que você está fazendo. Simplesmente viva no presente”, diz.

6. Busque terapia

Nem sempre é possível lidar sozinho com distúrbios de ansiedade, e a terapia é uma grande aliada para melhorar a saúde mental. Em casos assim, uma possibilidade é a terapia cognitivo-comportamental, cujo princípio básico é buscar uma postura construtiva do paciente.

Nesse sistema de psicoterapia, a hipótese central aponta que a forma como entendemos eventos internos e externos – e não o evento em si – é que determina nossas respostas emocionais e comportamentais.

De acordo com Remes, a solução é preferencial ao consumo de medicamentos, quando for possível optar. “Em muitos casos, medicamentos não funcionam, ou funcionam apenas no curto prazo e os problemas retornam depois de um tempo”, aponta. Para a pesquisadora, trabalhar para desenvolver habilidades de enfrentamento à ansiedade e buscar terapia são as melhores formas de lidar com o transtorno.

…………………………………………………………….
*Fonte: bbc

A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma

O resfriado acomete quando o corpo não chora. A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições. O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.

O diabetes invade quando a solidão dói. O corpo engorda quando a insatisfação aperta. A dor de cabeça oprime quando as duvidas aumentam. O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar. A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.

O peito aperta quando o orgulho escraviza. A pressão sobe quando o medo aprisiona. As neuroses afastam as pessoas de nós quando a “criança interna” emudece. A sensação de febre surge quando as autodefesas da negatividade detonam as fronteiras da imunidade. Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra. O câncer mata quando não se é capaz de perdoar, quando não se é perdoado e/ou quando se cansa de viver.

E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?

A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção. O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos. Existem semáforos chamados Amigos. Lanternas de alerta de chamadas Família. Um kit de Primeiros Socorros chamado Decisão. Um potente motor chamado Boa Vontade Para Consigo Mesmo. Um bom seguro chamado Determinação.

Um combustível inesgotável chamado Paciência. E um maravilhoso Condutor chamado Poder Superior: evoque-o.

*Autor desconhecido.

 

 

 

…………………………………………………
*Fonte: portalraizes

10 Coisas que mulheres maduras fazem que deixam os homens loucos

1. Econonomizam
Uma mulher independente, que trabalha e gera os próprios rendimentos sabe como administrá-los. E sempre tem suas economias para qualquer emergência.

2. São responsáveis
Toda mulher m@dura é responsável, cumpre com todos os seus compromissos sem faltar nenhum. Nunca deixa nada para depois.

3. Fazem planos a longo prazo
A mulher m@dura já não pensa somente no divertimento e em viver apenas o momento. Ela pensa em assuntos mais sérios e faz planos para o futuro.

4. Expressam os seus sentimentos
Apesar de ser difícil para uma mulher expressar os seus sentimentos, com o tempo e a maturidade ela vai aprendendo que não vale a pena ficar guardando dentro do peito o que sentem e já não tem medo de partilhar.

5. Relacionamento estável
Quando uma mulher m@dura resolve encontrar um parceiro ela não se fixa em trivialidades como o aspecto físico. Ela busca outras coisas como um homem inteligente, com futuro e que a faça se sentir segura.

6. Não se importam com a fofoca alheia
Em nenhum momento estão preocupadas com o que os outros pensam delas. Elas são assim e ponto final. Elas são seguras de si.

7. Elas têm vida própria
Não necessitam necessariamente da companhia de alguém para fazer as coisas que gostam, não dependem de ninguém para serem felizes.

8. Resolvem seus problemas com autonomiaAinda que peçam conselhos, as mulheres m@duras resolvem os seus problemas. Não ficam de braços cruzados à espera de alguém que venha resolver.

9. Identificam suas virtudes e defeitosA mulher m@dura sabe que não é perfeita e sabe lidar com os seus defeitos sem maiores problemas, trabalhando em suas deficiências para superá-las.

10. Entendem a diferença entre liberdade e libertinagemEntendem perfeitamente o que é ter liberdade para fazer as coisas que gostam e a libertinagem de fazer coisas que acabem por afetá-las a longo prazo.

………………………………………………………
*Fonte: sejahomem

Os tipos e formas de mentiras

Identificar os mentirosos que nos rodeiam pode melhorar e facilitar muito as nossas vidas.

Infelizmente, todos os dias falamos com muitas pessoas, e é possível que mais de uma delas esteja mentindo.

Nossa mente é um detector de mentiras natural

As razões pelas quais as pessoas mentem são diferentes em cada momento e circunstância; assim, compreender suas verdadeiras razões pode ser uma tarefadifícil, já que muitas vezes nem elas mesmas sabem. O que sabemos é que todos vivemos situações onde uma pessoa nos diz coisas que parecem completamenterazoáveis, mas não chegam a nos parecer reais ou não acreditamos nelascompletamente.

Este é um sinal que nosso cérebro nos envia para nos proteger. Apesar de a nossamente não saber qual é a realidade, está decodificando os sinais para nos ajudar atomar as decisões corretas.

Devemos lembrar que nos comunicamos através das palavras e da linguagem física.Quando nossa mente descobre que estas duas formas de comunicação se contradizemou não se apoiam, ela nos avisa que há uma mentira.

 

Tipos de mentirosos:

Existem diferentes tipos e formas de mentiras e mentirosos. Os psicólogos classificaram os mentirosos em quatro tipos muito específicos:

1. O mentiroso eventual.
Todos fomos alguma vez. Este tipo de mentiroso não costumamentir, mas pode fazê-lo para se proteger ou proteger alguma outra pessoa. Suamentira é uma maneira de enfrentar o medo de alguma parte da sua realidade. Omentiroso eventual costuma pensar muito bem no que vai dizer para evitarcontradições, mas como não está acostumado a mentir, seu corpo o trai.

2. O mentiroso frequente.
Diferente do mentiroso eventual, este mentiroso não perdetempo para analisar seus argumentos, porque está sempre mentindo e já sabe como fazê-lo. Apesar de sua experiência, seu corpo e expressões corporais muitas vezes contradizem suas palavras e ações.

3. O mentiroso natural.
Este tipo de pessoa mente continuamente e às vezes já não é capaz de diferenciar as mentiras das verdades. Costumam cair em contradições óbviasque depois tratam de corrigir com argumentos muito sofisticados.

Diferentemente do mentiroso frequente, os sinais físicos do mentiroso natural parecem apoiar os argumentos verbais, pois a conexão com as suas mentiras é muito forte. No entanto, quando é pressionando com perguntas, seus sinais corporais demonstram a contradição.

4. O mentiroso profissional.
Este tipo de pessoa mente para conseguir um objetivo específico. Tende a estudar os nossos argumentos e sabe o que dizer. Além disso,costuma treinar para dominar sua linguagem corporal e passar a imagem que deseja.

Pode se dedicar a atividades ilegais (como golpista), mas também pode ser umprofissional de sucesso que depende da mentira para sobreviver (como vendedor oupolítico). Apesar de seu treinamento, existem pequenas características e detalhes que revelam as suas mentiras.

…………………………………………………………….
*Fonte: amenteemaravilhosa

Não há nada mais deselegante que a mentira

Como é feio mentir…
Não há nada mais deselegante que a mentira.

 

Ela é traidora, corrompida, descarada, prepotente e ainda se acha a espertalhona.

Mentir para quem a se ama então é mais triste ainda, pois há tacitamente um contrato de respeito e lealdade, onde qualquer mentira sobrepõe ao que é verdadeiro e bonito entre pessoas que se amam.

Mentir para escapar de um flagra, mentir para omitir, mentir para enganar, mentir para não se aborrecer, mentir para permanecer…
De fato, a mentira carrega inúmeras justificativas, e só quem mente sabe o quanto deve se justificar, não para o outro, mas para si mesmo, pois quem mente, não vive na verdade, vive na ilusão, na fantasia, no egoísmo, no medo.

Quem mente deve carregar uma consciência extra, pois o fardo de uma única consciência deve pesar tanto que não caberia numa só.

Quem mente, vive na densidade, e assim não consegue ter uma vida leve, solta e feliz.

Pior que ser a pessoa enganada é o mentiroso, pois cedo ou tarde, tudo cai à luz da verdade, e o que tava no escuro será iluminado para ser esclarecido.
Quem não sabe mentir direito tem consigo coração puro, já quem entende do assunto é bom se avaliar.

Mentira não tem pé nem cabeça, é bicho estranho, sem coração, sem respeito que prega peça e acha que está tudo bem.

Não deveria haver dia para celebrar tal impostura.

Mentira só traz prejuízo. É preferível viver a dor de uma verdade que acreditar numa boba mentira.

*Por: Anieli Talon

 

 

 

 

…………………………………………………….
*Fonte: osegredo

6 frases que podem mudar sua vida

O poder das palavras é inestimável. Graças a elas você pode experimentar emoções, desejos e sentimentos imensuráveis. Elas são capazes de fazer você rir alto e chorar amargamente. Formam frases que podem mudar sua vida, dando-lhe um sentido até então incerto.

Há frases que colocam um fim a guerras; outras, que as começam. Muitas delas determinam o destino de uma pessoa, afundando-a na lama ou incentivando-a a dar o seu melhor. Estas últimas são os que se transformam no motor do mundo.

As frases que podem mudar sua vida são aquelas que promovem a coragem, a honestidade e a nobreza. Elas incentivam você a dar o melhor de si mesmo, a não esquecer quem você é e nem o que quer. Elas podem parecer banais no início, mas têm valores fundamentais para o desenvolvimento do ser humano.

6 frases que podem mudar sua vida

1. Ninguém pode fazer você se sentir inferior sem o seu consentimento

Esta frase irônica e sábia pertence à política e escritora norte-americana Eleanor Roosevelt. Como ela mesmo disse, ninguém tem o poder de fazer você se sentir inferior, a menos que você lhe dê esse poder.

Não deixe que ninguém pise em você. Nenhuma pessoa tem o direito de humilhar os outros, e quem faz isso demonstra muito pouca educação e respeito pelo próximo. Se você não permitir que os comentários maldosos o afetem, eles perderão todo o seu poder malicioso.

2. O pior na vida não é acabar sozinho, mas acabar com alguém que faz você se sentir sozinho

Robin Williams é o arquiteto desta triste apreciação. Atualmente, vivemos em uma sociedade que nos diz que não ter um parceiro ideal é sinônimo de fracasso. Somos feitos para acreditar que precisamos estar com outra pessoa, mesmo que isso nos faça infelizes, porque, de outra forma, não estamos completos. Mas isso é completamente falso.

É necessário aprender a estar sozinho, porque assim podemos evitar a dependência emocional e os consequentes relacionamentos nocivos. Estar com alguém deve ser uma questão de escolha, nunca de necessidade.

3. Errar é aprender

Muitas pessoas são incapazes de aceitar seus erros. Elas acreditam que errar é para os fracos, quando realmente é para os sábios. As crianças pequenas precisam cair mais que uma vez até aprender a andar. O mesmo acontece com os adultos. Um erro também é uma oportunidade.

Se você não erra, é porque você não tentou. Para avançar, é preciso aprender a cair e a aceitar as derrotas.

“O erro do passado é a sabedoria e o êxito do futuro.”
-Dale Turner-

4. Amar a si mesmo é o princípio de uma história de amor eterna

Ame-se. Ame-se como você amaria o amor da sua vida, porque no final das contas, esse alguém é você. Oscar Wilde defendia que é necessário tratar a si mesmo com respeito e compreensão. Cuide do seu corpo e da sua alma, e não permita que ninguém diga que você não tem valor.

Amar a si mesmo significa também eliminar da sua vida aqueles hábitos e pessoas que só fazem mal. Pense que você tem que velar pelo seu bem-estar, e o que não for benéfico, jogue fora.

5. Encontre o que você ama e deixe que isso o mate

Essa frase do escritor Charles Bukowski é um canto à motivação. Encontre algo que te inspire, que faça você se sentir apaixonado pela vida. Mergulhe nisso de cabeça e dê o melhor de si mesmo. Trabalhe duro e se apaixone pelo que você está fazendo.

Não se esqueça que também não é bom ficar obcecado. Sentir-se motivado é algo muito benéfico, mas existem outras vertentes da sua vida que também precisam da sua atenção; não as ignore.

6. Se você não tem inimigos, significa que você nunca lutou por nada

Winston Churchill sabia que certas decisões podiam lhe render muitas inimizades. Ainda assim, ele escolheu agir conforme seus princípios, pois considerava que era o correto.

Lute por aquilo que você considera necessário. Haverá pessoas que vão te encorajar e outras que não vão concordar com você. Respeite essas últimas, mas não permita que elas interfiram em seus propósitos se considerar que eles são nobres.

A autoestima é o valor fundamental que estas frases promovem, e que pode mudar sua vida. Ame e respeite a si mesmo, lute por aquilo que te faz feliz e não permita que os outros decidam a sua vida por você. A luta pela felicidade não é isenta de fracassos, mas o importante é continuar caminhando.

……………………………………………………………….
*Fonte: amenteemaravilhosa

A síndrome da superioridade ilusória. Os profissionais de palco.

Desde tempos remotos personalidades como Sócrates, Darwin, Russell, Santo Agostinho e até Thomas Jefferson, entre outros, tem alertado a humanidade sobre o a ignorância e as suas características.

“Só sei que nada sei” de Sócrates (o filosofo grego). À medida que vamos acumulando experiência sobre um assunto, vamos percebendo o quanto ainda temos para aprender sobre ele.

“Charles Darwin disse que “a ignorância gera mais frequentemente confiança do que o conhecimento”. Isto é, quanto menos sabemos de um determinado assunto maior a tendência para pensarmos que sabemos tudo.

No século XX, o filósofo inglês Bertrand Russell escreveu: “O problema com o mundo é que os estúpidos são excessivamente confiantes, e os inteligentes são cheios de dúvidas”

É um pouco o reverso da medalha do que disse Santo Agostinho com “o reconhecimento da própria ignorância é a primeira prova de inteligência”

“He who knows most, knows best how little he knows” – Thomas Jefferson

René Descartes “Daria tudo que sei por metade do que ignoro”

Dunning e Kruger dois psicólogos da Universidade de Cornell estudaram este fenômeno e realizaram experiências até enunciar a sua hipótese conhecida como o efeito Dunning-Kruger. Para eles este fenômeno é um distúrbio cognitivo pelo qual indivíduos que possuem pouco conhecimento sobre um assunto acreditam saber mais que outros mais bem preparados, porém esta própria incompetência os restringe da habilidade de reconhecer os próprios erros. Estas pessoas sofrem de superioridade ilusória.

Numa sociedade onde a forma se valoriza mais do que o conteúdo a gente pode terminar contratando ou seguindo os conselhos de um suposto especialista “incompetente” que aparenta saber muito, tomando decisões erradas e chegando a resultados catastróficos.

Os portadores dessa síndrome receberam de Dunning o carinhoso apelido de “idiotas confiantes”. “Os incompetentes são frequentemente abençoados com uma confiança inadequada, afiançada por alguma coisa que, para eles, parece conhecimento.”

Este tipo de pessoas falham em:

– Reconhecer sua própria falta de habilidade e as suas limitações;
– Reconhecer as habilidades genuínas em outras pessoas, pessoas que não escutam;
– Reconhecer a extensão de sua própria incompetência;
– Reconhecer e admitir sua própria falta de habilidade, depois que forem treinados para aquela habilidade.

Os verdadeiros especialistas raramente se referem a eles como tal e são substancialmente mais modestos do que aqueles que assim se intitulam.

Os verdadeiros especialistas sabem que ainda têm um longo caminho a percorrer até o serem, se é que algum dia o serão. Sabem que haverá sempre quem seja melhor e pior do que todos nós em todas as atividades e que, por isso, devemos evitar os rótulos.

Todos nós reconhecemos ou vivenciamos uma situação semelhante. Afinal, quem nunca se deparou com alguém, totalmente ignorante em alguma área do conhecimento, que nunca leu nada sobre o assunto, agir como um sábio e tentar refutar ou debater ideias bem estabelecidas, conhecidas e elaboradas por estudiosos e talentosos especialistas?

Isso em educação é um clássico, muitos profissionais muito reconhecidos são péssimos professores, acontece que o fato de conhecer os conteúdos da sua área de estudo não faz deles especialistas em educação e muito menos bons professores.

Vivemos na sociedade do conhecimento e no império da complexidade onde o todo de qualquer cenário de atuação é muito mais do que a somatória das partes, e o conhecimento é considerado como algo transitório. Por esse motivo, esta sociedade tem como característica fundamental a reflexão, que é considerada como uma porta aberta a mudança e ao reconhecimento de que o que ontem dávamos por sabido amanha pode ser considerado um completo erro.

Ou o que é bom e certo num contexto pode ser um completo desastre em outro contexto, algo que os ignorantes de plantão nem sequer reconhecem já que não desenvolveram a sua capacidade de reflexão.

Uma sociedade onde o diálogo, a capacidade de escutar e de duvidar são os métodos por excelência para crescer e aprender a aprender; quando nos abrimos a escutar e a refletir é como se pedíssemos emprestada a mente dos outros cheia de conhecimentos e experiências para nos enriquecer.

Lamentavelmente nesta sociedade nos deixamos guiar pela aparência. E as aparências enganam.

Tanta é a quantidade de conhecimento que circula na sociedade atual que ao invés de reconhecer as nossas limitações e nos associarmos com outras pessoas que sabem o que não sabemos para completar-nos terminamos perdendo a capacidade de reconhecer os nossos limites.

Lamentavelmente possuir um titulo, seja de uma universidade nacional ou estrangeira reconhecida não configura nenhuma garantia de conhecimento, e o que é pior encontramos muita gente ocupando cargos de altíssimo nível que não entendem do que falam e que ficam possuídos com gente que pensa diferente, os ignorando e até combatendo.

Existem hoje muitos profissionais de palco como diz Felipe Machado, que são bons para apresentações, emocionam e cativam o público, mas que em muitos casos não teriam conteúdo a agregar além de frases de efeito e ideias vazias.

Uma coisa é certa somos todos aprendizes e mestres, ao mesmo tempo, quando nos topamos com profissionais cheios de si que se apresentam como gênios é um bom momento para começar a duvidar já que ninguém, ninguém sabe tudo.

Uma das qualidades mais importantes de um profissional hoje é aprender a aprender e isso só se consegue com humildade, aprendendo a escutar.

…………………………………………………………
*Fonte: Daniel Luzzi – Linkedin

A linda falsa vida que muitos sentem a necessidade de mostrar

Tem gente que anda tão preocupado em se mostrar bem e agradar, que acaba se perdendo de si mesmo. Quando a pessoa se deixa seduzir pelas tentações do ego e da vaidade, acaba entregando a vida para uma viagem só de ida. Só na tela.

São tantos que vivem iludidos por espelhos de pequenas ilusões e escondidos atrás de cortinas de grandes mentiras, que com o passar do tempo perdem a noção da realidade. Já não conseguem viver sendo verdadeiros. É há uma cobrança coletiva por baixo disso. Somos cobrados pelo sucesso alheio e incentivados a sermos iguais. Mal sabemos que, em algumas situações, por detrás de uma foto postada, quase sempre há máscaras, quase sempre há pessoas com a alma ferida, tentando se mostrar fortalecidas.

Quando a pessoa se deixa seduzir pelas tentações do ego e da vaidade, acaba entregando a vida para uma viagem só de ida. Só na tela. Tentar competir com o mundo é a melhor e mais rápida maneira de ser derrotado.

Existe um enquadramento relacionado entre as redes sociais e sua fábrica de ilusões. Parece absurdo, mas, na maioria das vezes, só postamos aquilo que queremos que os outros vejam. Postamos aquilo que queremos ser (e muitas vezes não somos). A verdade nem sempre é mostrada. Poses e mais poses, filtros e mais filtros para se chegar na foto perfeita. Quantas são as vezes que em busca de aprovação de outras pessoas, pintamos um quadro totalmente disforme da realidade. Nem sempre é o que parece, por vezes as pessoas estão prestes a cair num precipício, mas querem que todos pensem o contrário. A busca doentia por “likes” transforma fulanos e fulanas em reféns de suas próprias mentiras.

A postagem dos outros se torna uma provocação e é preciso se mostrar melhor. Mudar a aparência não é mais suficiente, é preciso fingir outra vida.

Na verdade, há casos em que a diferença de imagem entre a pessoa real e a pessoa mostrada na tela do computador é tão grande, que, na grande parte das vezes, é algo inacreditável. São figuras distintas, quase que irreconhecíveis quando colocadas lado a lado. A sociedade se reconfigura quando se projeta uma imagem vitoriosa. Há uma aceitação maior. Há uma glorificação da figura do ser bonito, rico e perfeito e não se enquadrar nisso é dolorido para pessoas (em sua maioria) com a autoestima abalada demais ou elevada demais. Umas de um lado, outras de outro. Paradoxos difíceis de compreender. Um sonho de consumo que faz muitos se sentir inseguros e tristes. Um sonho de consumo que faz muitos se mostrar alegres e bem-sucedidos. Um sonho de ser além do que as outras pessoas comuns aparentemente são.

Os perfis são tão perfeitos, as pessoas tão alegres, as fotos tão bonitas, as comidas tão gostosas, as selfies mais incríveis, as festas mais chiques, os amigos tão sorridentes, as famílias tão impecáveis, empregos poderosos, romances maravilhosos, viagens inesquecíveis, as roupas mais caras: A melhor vida possível! Depois desse prazer dos diversos likes, essas ações viciam e tendem a se repetir.

Quando tudo isso é verdadeiro e realmente vivemos e temos essa vida, é bom demais expor as conquistas.
Ostentar sucesso e trabalhar o marketing pessoal, pode fazer parte, saudavelmente, do dia a dia do vaidoso. Quando é sem muitos exageros, melhor ainda. O perigo é quando muita parte do que é exibido não é real, é montado, disfarçado, é fake. Existe o risco de ser descoberto e o castelo cair, o prazer pode virar dor, a luxúria pode virar amargura, aplausos viram vaias, beleza vira vergonha e sorrisos viram choro.

É complicado pensar que atualmente os níveis de felicidade, realização e sucesso das pessoas são calculados pelo número de likes e coraçõezinhos em seu perfil. Cliques esses, muitas vezes feitos por pessoas que nem se conhecem.

Fica mais difícil saber que isso também nos atinge. Essa falsa prosperidade que muitas vezes encontramos na vida dos outros, nós tentamos concretizar na vida da gente também e nem sempre conseguimos.

A vida não nos cobra perfeição, mas a sociedade sim, os amigos sim, a família sim e com isso projetamos uma imagem de vencedor para agradar. Esse limite entre o real e o virtual, nos traz para uma reflexão sobre o que fazemos e o quanto ficamos invejosos sobre o que os outros fazem melhor do que nós. É como se a felicidade interior só tivesse alguma serventia se as outras pessoas vissem e curtissem. Como se a felicidade alheia fosse algo para incitar inveja.

Muitas vezes a gente se sente assim, insuficiente. Sentimos inveja. Sentimos que não chegamos lá. Mas não queremos assumir e não pretendemos nos esconder. Mas, se você precisa mudar seu jeito e esconder suas verdades para caber no mundo, saiba que jamais nada disso o deixará mais feliz, nem mais aceito, nem mais bonito ou bem-sucedido.

Quando você se mostra grande em cima de algo que você não construiu, a queda é certa e sua pequenez será exposta algum dia. Não existe quem não precise de melhorias, sempre deve haver uma inspiração que nos guie aos acertos, mas é preciso repelir os erros, é preciso aceitar quem somos.

Se a gente tiver um coração do bem, ele se abre e cria espaço para receber energia positiva e somente um coração cheio de alegria e verdades pode fazer uma alma repleta de felicidade.
A alma é que deve se mostrar feliz e não aquela foto maquiada da rede social. Só por isso já vale a pena a gente lutar para se mostrar como é. Não deixe que as vaidades o impeçam de andar somente pelos caminhos da verdade. Somente a verdade deve ser mostrada, mesmo que ela não o enobreça, mesmo que ela não o cresça, mesmo que ela não o coloque em palanques e palcos, não lhe traga prêmios e palmas. Mas entenda que só ela importa. Só ela é nobre. Só ela interessa.

A imagem verdadeira é a única coisa que a gente deve ter de melhor e mais belo a se mostrar.

………………………………………………………………..
*Fonte: osegredo

O que você leva dessa vida são as experiências que você viveu. Só.

Viva a vida! O que você leva dessa vida são as experiências que você viveu. Só.
Os amores que você amou, os lugares por onde você andou, o caminho que você percorreu até chegar aqui, o aprendizado que você conquistou.

Por isso, viva, sonhe os sonhos do coração, faça o que o faz feliz, ame as pessoas como elas são, mas incondicionalmente, aceite-as como são, o que incomoda nelas pode lhe ensinar muito sobre si mesmo.

Seja quem você verdadeiramente é, na sua pura essência, desapegue de antigos valores e seja como você realmente quer ser.

Não tenha medo do que os outros vão dizer, eles não têm nada ver com você, a felicidade é sua, não deles.

Então, faça-a acontecer! Se estiver triste ou feliz, quem estará vivendo é você, só você, então, não deixe que os outros interfiram em suas escolhas!

Use coisas, não pessoa. As pessoas estão tão acostumadas a controlar tudo que sentem, como se fosse um erro, um pecado, que elas passaram a usar as pessoas só para se manterem protegidas. Seja sincero com suas emoções, não tenha orgulho, entregue-se para a vida, não tenha medo de sofrer. Quem tem medo, não vive.

Se você ama alguém especial, diga isto a este alguém, o tempo está passando e o que vale é compartilhar nossa felicidade com quem amamos. Muitas vezes, pessoas preferem não amar por medo de perder seu controle.

Mas é isso aí! Perca o controle, ame quem for, aceite o seu amor como ele é. Temos diferenças e elas existem para serem aceitas, acima da razão.
Não seja uma pessoa vazia, sua essência é de amor e luz! Preencha-se dessa beleza e olhe ao mundo com amor, seja amor!

Tudo fica aqui, dinheiro, status, vícios e nada disso o leva até você, até a sua fonte. Isso tudo o afasta da sua verdade, engana seus olhos, engane a sua mente, são apenas armadilhas do ego para desviá-lo do seu verdadeiro centro.

Se quer ser feliz, voe, saia da gaiola, olhe fora da caixinha, você não tem raízes, você é livre, você não tem posses, você não tem poder social, nada pertence a você. Quem “pensa que tem algo” é o seu ego, mas é pura ilusão.

Viaje o mundo, viajar sempre nos ajuda a encontrar respostas. Ninguém consegue conhecer a si mesmo preso à rotina.

Não se apegue a nada, nem a coisas, nem a pessoas, tudo é passageiro. Tudo que pertence a este mundo, fica.
Dance. Grite. Corra. Ame. Não reprima seus desejos, não ignore a verdade, não controle seus sentimentos. Permita tirar um tempo para você, conheça a si mesmo, encontre-se, encontre aquilo que lhe traz paz. Aquilo que você procura está dentro de você.

Pois você não leva nada dessa vida, mas pode levar o que viveu, não o que comprou, não o que conquistou socialmente, só o que viveu, só o que aprendeu, só o que encontrou dentro de si, só o que experimentou.

Então, viva a vida, viva o agora!

……………………………………………………………
*Fonte: osegredo

Amélie Poulain: O Propósito da Vida

Construído em tom de fábula pelo cineasta Jean-Pierre Jeunet, o filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” percorre através da perspectiva de uma jovem sonhadora, Amélie Poulain (Audrey Tautou), o caminho que leva às belezas da vida. Cheio de nuances, o filme nos leva por uma viagem intimista, lúdica e poética sobre o real sentido da vida e sobre a necessidade de enfrentá-la por mais que seja dura, solitária e cruel.

Criada com praticamente nenhum contato social e afeto, Amélie se torna introspectiva e na tentativa de fugir de uma realidade que se apresenta extremamente cruel e escura, cria um mundo de fantasias, onde as coisas são muito mais interessantes e coloridas. Esse tom lúdico é reforçado pela bela fotografia criada por Bruno Delbonnel, cheia de cores vivas, sobretudo, o verde e o vermelho, assim como, a trilha sonora. Outro fator que influencia na beleza e na atmosfera do filme reside nele ter sido filmado em locações, o que permite mostrar as belezas e idiossincrasias de Paris.

Sendo assim, Amélie sente enorme dificuldade em relacionar-se mais profundamente com alguém, não por falta de afeto, mas por timidez e dificuldade de encarar um mundo diferente do seu. Os traumas causados na sua infância pelos seus pais, os quais representam o mundo exterior, impedem, portanto, Amélie de encarar a realidade de um mundo que parece lhe assustar.

“Isso se chama encarar a realidade. Mas isso Amélie não sabe fazer.”

Se de um lado as dificuldades de relacionamento são um problema para Amélie, de outro o seu isolamento lhe permitiu viver todas as suas estranhezas e “imperfeições”, dando-lhe um caráter único e uma personalidade autêntica, contrariando a padronização a que nos submetemos e que acaba por tolhir o que possuímos de único e mais bonito. A idiossincrasia da nossa heroína permite que ela tenha um olhar mais íntimo sobre o que a cerca, desenvolvendo, assim, uma perspectiva ao mesmo tempo melancólica e poética que percorre os detalhes mais simples e suaves das situações, bem como, a faz percorrer um caminho próprio a sua felicidade, a qual não se constitui em grandes coisas ou lugares comuns, e sim em pequenas coisas que na maioria das vezes passam despercebidas, mas guardam belezas únicas para quem consegue percebê-las.

“Destino estranho esse de uma moça privada de si mesma. Mas tão sensível aos encantos discretos das pequenas coisas da vida.”

No entanto, por mais que essa constituição torne Amélie uma personagem tão bela e encantadora, a sua solidão e isolamento a impedem de viver a realização do que há de mais divino na vida, a saber, as relações humanas, o que só é possível a partir do momento em que estamos dispostos a imergir em mundos diferentes. Obviamente, criar laços é muito mais difícil para Amélie, já que ao ser privada do convívio com outras crianças e criar o seu universo, passa a existir um medo intrínseco de encarar um mundo tão desacolhedor para os sonhadores.

O medo que Amélie sente é o mesmo que sentimos, acima de tudo, se possuirmos uma constituição sonhadora como a sua, a qual, por mais que não se queira, nos coloca em uma posição de estranhos no ninho. Entretanto, é preciso coragem para romper o medo de encarar um mundo que é duro, principalmente com quem parece não se adequar muito bem a ele, para podermos ir além de nós mesmos e ter laços com pessoas reais, de carne e osso, que fazem parte de um mundo triste e, portanto, podem nos decepcionar, chorar e fazer retornar ao conforto do nosso mundo; mas também fazem parte de um mundo belo, cheio de amor e poesia e, assim, podem trazer muito mais alegria e ternura ao nosso coração.

Dessa forma, é preciso coragem para romper os muros da covardia, pois a vida é sofrimento, a felicidade é apenas lacuna. Todavia, essas lacunas só são percebidas se estivermos atentos às raras oportunidades que a vida nos oferece. Não em grandes acontecimentos, mas nas entrelinhas, nas sutilezas, nos pequenos detalhes, os quais Amélie era tão atenta, embora lhe faltasse coragem para agarrar as oportunidades, já que:

“Oportunidades são como a corrida da França. Esperamos muito, depois ela passa rápido. Então, quando o momento chegar, é preciso pular o obstáculo sem exitar.”

Faltava a nossa heroína, portanto, coragem. Coragem para encarar o mundo exterior, a realidade, os outros. Coragem para sair do seu mundo e mergulhar em mares obscuros de outros “eus”. Coragem para se arriscar, para cair, para se machucar, para se ferir. Coragem para não ter uma vida que não passe de rascunhos. Coragem para não ter uma vida de lembranças guardadas apenas em uma caixa velha. Coragem para renunciar ao direito inalienável de estragar a própria vida.

O tempo passa muito depressa e como é dito no filme, de repente, sem nos darmos conta, já temos cinqüenta anos. Assim, é preciso estar atento aos pequenos detalhes que guardam a magia de um mundo que na maioria das vezes parece tão frio. Estar atento aos detalhes que ninguém presta atenção, as pequenas coisas que podem fazer um coração feliz, como entregar uma caixinha com brinquedos guardada há quase cinqüenta anos ou ajudar um senhor cego a atravessar a rua, mostrando-lhe cada detalhe que há muito tempo ele não vê.

Amélie nos mostra o lado lúdico e poético da vida, as pequenas belezas que deixamos passar, a ternura que ainda existe no mundo, a essência daquilo que realmente possui valor. Mas, acima de qualquer coisa, nos mostra que a vida é única e não comporta reprises, de modo que precisamos ser corajosos para vivê-la, para senti-la naquilo que ela possui de melhor, sabendo que não possuímos ossos de vidro e, portanto, podemos suportar os baques que a vida traz, pois se há magia no mundo, além de enxergá-la, é preciso buscá-la, sobretudo, a maior magia de todas, os laços humanos, antes que o coração se torne seco e quebradiço e as emoções do presente sejam apenas pele morta das emoções do passado.

*Por Erick Morais

 

 

 

……………………………………………………..
*Fonte: genialmentelouco

Fotografia – Arte

Uma peça da casa só, pessoas diferentes, estilos de vida diferentes, países diferentes e uma visão “de cima” captada pelo artista.

*O ponto triste e lamentável aqui é que não sei informar que é o artista, o autor dessas belas sequência de imgs. Sorry.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A epidemia de jovens reclusos em seus quartos

O fenômeno dos “hikikomori”, jovens em autorreclusão, torna-se uma epidemia no Japão, atinge um milhão de pessoas, e avança no Ocidente. Quais suas bases?

Eles estão entre os 14 e 25 anos e não estudam nem trabalham. Não têm amigos e passam a maior parte do dia em seus quartos. Dificilmente falam com os pais e parentes. Eles dormem durante o dia e vivem à noite para evitar qualquer confronto com o mundo exterior. Eles se refugiam nos meandros da Web e das redes sociais com perfis falsos, único contato com a sociedade que abandonaram. São chamados de hikikomori, palavra japonesa para “ficar de lado”. Na Terra do Sol Nascente já atingiram a cifra alarmante de um milhão de casos, mas é equivocado considerá-lo um fenômeno limitado apenas às fronteiras japonesas.

“É um mal que assola todas as economias desenvolvidas – explica Marco Crepaldi, fundador do Hikikomori Itália, a primeira associação nacional de informação e apoio sobre o tema. – As expectativas de interação social são uma espada de Dâmocles para todas as novas gerações do século XXI: há aqueles que conseguem suportar a pressão da competição na escola e no trabalho e aqueles que, em vez disso, largam tudo e decidem se autoexcluir”.

As últimas estimativas falam de milhares de casos italianos de hikikomori, um exército de presos que pede ajuda. Um número que tende a aumentar se não conseguirmos dar ao fenômeno uma clara posição clínica e social.
Um fenômeno de contornos ainda pouco claros

Associações como a Hikikomori Itália já há anos estão fazendo todo o possível para sensibilizar a opinião pública sobre um desconforto que é muitas vezes confundido com incapacidade e falta de iniciativa das novas gerações. Um equívoco que encontrou terreno fértil no debate político, legislatura após legislatura, criando estereótipos como “bamboccioni” (adulto com comportamento infantil e mimado, ndt) , um termo cunhado em 2007 pelo então ministro da Economia, Tommaso Padoa-Schioppa, ou “jovens italianos choosy” (exigentes) da ex-ministra do trabalho, Elsa Fornero, até chegar ao limite da sigla Neet, (em português, são os chamados “nem-nem”, ndt) os jovens que não têm “nem trabalho nem estudo”, que de acordo com uma pesquisa da Universidade Católica de 2017 seriam cerca de 2 milhões em todo o país.

Também do ponto de vista médico, o hikikomori sofre de uma classificação nebulosa. No Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), a “Bíblia” da psiquiatria, ainda está registrada como síndrome cultural japonesa: uma imprecisão que tende a subestimar a ameaça do distúrbio no resto do mundo e cria consequências perigosas.

“Muitas vezes é confundido com síndromes depressivas e, nos piores casos o jovem é carimbado com o rótulo de dependência em internet – explica Crepaldi – Um diagnóstico desse tipo geralmente leva ao afastamento forçado de qualquer dispositivo eletrônico, eliminando, dessa forma, a única fonte de comunicação com o mundo exterior para o doente: uma verdadeira condenação para um garoto hikikomori”.

Como alguém se torna um hikikomori?

O ambiente escolar é um lugar vivenciado com sofrimento especial pelos hikikomoris, não surpreendentemente a maioria deles se inclina ao isolamento forçado durante seus anos finais do ciclo fundamental e durante o ensino médio. É neste período que geralmente ocorre o ‘fator precipitante’, que é o evento-chave que inicia o movimento gradual de afastamento dos amigos e familiares. Pode ser um episódio de bullying ou uma nota ruim na escola, por exemplo.

“Um evento inofensivo aos olhos de outras pessoas, mas contextualizado dentro de um quadro psicológico frágil e vulnerável, assume uma importância muito significativa – explica Crepaldi – É a primeira fase do hikikomori: o garoto começa a faltar dias de aula usando qualquer desculpa, abandona todos as atividades esportivas, inverte o ciclo vigília-sono e se dedica a compromissos monótonos solitários como o consumismo desenfreado das séries de TV e videogames”.

É importante intervir exatamente nesse primeiro estágio do distúrbio quando se manifestam os primeiros sinais de alarme. Nessa fase, os pais e os professores desempenham um papel crucial na prevenção: investigar a fundo as motivações íntimas do desconforto e, se necessário, buscar rapidamente o apoio de um profissional externo para evitar a transição para uma fase mais crítica, quando seria necessária uma intervenção que poderia durar até anos.
Itália e Japão: duas faces da mesma moeda

É inegável que a cultura japonesa historicamente tem se caracterizado por uma série de fatores que aumentam a dimensão do fenômeno, a ponto se ser já possível se falar de duas gerações de hikikomori, a primeira desenvolvida na década de 1980. O sistema social e escolar extremamente competitivo e o papel da figura paterna muitas vezes ausente por causa de horários de trabalho extenuantes estão na base das expectativas opressivas e muitas vezes não concretizadas. Mesmo considerando as devidas proporções, mesmo na Itália as pressões sociais são muito fortes. Determinantes desde os primeiros casos de hikikomoris diagnosticados em 2007, são a diminuição dos nascimentos com o consequente aumento de filhos únicos, geralmente submetidos a pressões maiores, a crise econômica que torna muito distante o ingresso (real) no mercado de trabalho e a explosão de cultura da imagem, exacerbada pela disseminação capilar das redes sociais.

Na Itália a síndrome não afeta só os homens, como no Japão, mas inclui também um discreto número de hikikomori-mulheres, com uma proporção de 70 para 30. “Por uma questão cultural as famílias consideram, no entanto, a reclusão da filha como um problema menor – diz Crepaldi – provavelmente porque a veem como uma futura dona de casa ou esperam que um dia se case e saia de casa”.

No contexto italiano, aliás, existem diferenças entre uma região e outra: os hikikomoris do norte da Itália têm, de fato, características diferentes daqueles do sul. Justamente por isso, o site Hikikomori Itália disponibiliza salas de chat regionais, onde os jovens podem discutir problemas com os seus conterrâneos que sofrem da mesma síndrome.

Existe apenas uma regra dentro do chat: quem entra não é obrigado a interagir, mas é apreciada uma breve apresentação. Aqueles que não a respeitam são “bloqueados”. Para aqueles que querem contar a sua história também tem um Fórum, aberto tantos aos jovens como aos pais: um mundo paralelo, silencioso, impalpável.

Uma tela de pedidos de ajuda e de sofrimento, mas também histórias de sucesso. Como a de Luca, 25 anos:

“O dia e noite eram idênticos, eu dormia quando sentia vontade, comia quando queria. Eu perdi todos os meus amigos e a tela era um “Stargate” para outro universo. O tempo se dilatava quando eu clicava no teclado e eu nunca queria parar. Quando precisava tomar banho ficava ansioso debaixo do chuveiro para voltar logo a jogar.

Eu passei mais de dois anos jogando Wow [World of Warcraft, um jogo de estratégia, nde] em total isolamento. Eu não conseguia mais nem andar. Tudo isso aconteceu sem que minha mãe percebesse: trabalhava das 8 às 17 e eu fingia que ia à escola. Eu já não queria mais ir. Muita pressão.

O isolamento é uma batalha que no final torna-se uma cura. Crescia dentro de mim como uma onda, lentamente, até o momento em que tudo começou a me incomodar, eu detestava tudo o que eu fazia, eu não suportava mais quem eu era.

Hoje eu estou fora, eu moro no exterior e tenho uma linda namorada. Sou ou fui um hikikomori? Eu não sei, mas o que eu sei é que a força para combater esse demônio está e existe apenas dentro de você, ninguém pode ajudá-lo, na taberna de alguma montanha virtual onde você se perdeu, com a sensação de paz que envolve a sua mente.

O único conselho que acho que posso deixar é: fujam do computador”.

 

*Por Matteo Zorzoli | Tradução: Luisa Rabolini (IHU Online)

………………………………………………………….
*Fonte: outraspalavras

Alcoolismo juvenil: por que nossos jovens precisam se embriagar?

Desculpe falar assim “na lata”, mas álcool é droga, sinto muito. Pior que isso, o álcool é uma droga lícita, aceita, louvada e, muitas vezes, seu uso é incentivado pelos próprios familiares. Para ficar ainda pior, custa extremamente barato. É possível comprar uma garrafa de cachaça em qualquer esquina do Brasil por menos de dez reais.

Beber álcool é um hábito visto com olhos muito pouco críticos, como se fosse algo inofensivo. Aliás, a grande maioria das pessoas acredita que diversão e vida social não são coisas possíveis sem um copinho de birita na mão. Bem… antes fosse apenas um copinho.

As bebidas alcoólicas constituem as drogas legalizadas mais consumidas em nosso país. Brasileiro parece ter absoluta certeza de que festa sem algumas doses, não é festa. Bebe-se antes, durante e depois das refeições, bebe-se para comemorar, bebe-se para relaxar, bebe-se para esquecer. Acontece que essa insanidade coletiva não fica apenas na conta dos adultos; nossos jovens estão adquirindo o hábito de beber cada vez mais precocemente.

Mas afinal, o que pode levar um jovem, em plena melhor fase da vida, com um corpo cheio de energia vital e com incontáveis possibilidades de escolha para passar o tempo e aproveitar a vida, a achar que é uma boa ideia entorpecer o cérebro e matar alguns muitos neurônios afogados em porres de vodka, cerveja e tequila?!

O jovem bebe porque tem acesso, porque tem exemplo e porque desenvolve a crença errônea de que ficar embriagado vai resolver seus problemas de autoestima, timidez e falta de desenvoltura social. Quando está sozinho e pode refletir, o jovem até sabe que o álcool é prejudicial e que aquele efeito entorpecente não há de ser benéfico. Mas, quando está cercado pela turma, a teoria morre afogada no primeiro “shot”.

Por lei, menores de idade não podem comprar bebida alcoólica no Brasil. No entanto, a coisa mais fácil do mundo é sair de um supermercado de ambiente feliz e familiar com garrafas e latinhas, cuja quantidade seria suficiente para deixar de pilequinho a vizinhança inteira. E, se a lei não é cumprida, quem vai se responsabilizar pelo consumo de álcool dos menores? A família, que anda cada vez mais omissa? A escola, que finge que não vê o problema? Os órgãos de saúde, que andam mais trôpegos que um bebum em fim de balada?

Basta dar uma chegadinha em qualquer festinha, barzinho ou balada frequentada por jovens com idade entre 13 e 17 anos para observar a quantidade de meninos e meninas embriagados, andando pelo meio dos carros, completamente desorientados, agarrados a litros de bebida, passados de mão em mão e tragados com desenvoltura, diretamente no gargalo.

Dados inéditos de uma pesquisa sobre o uso de drogas entre os alunos de escolas particulares da cidade de São Paulo revelam que um em cada três estudantes do ensino médio se embriagou pelo menos uma vez no mês anterior ao levantamento.

Uma pesquisa realizada pelo Cebrid (Centro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) da Unifesp, ouviu mais de cinco mil alunos do ensino fundamental e médio de trinta e sete escolas particulares da cidade de São Paulo; os dados são alarmantes. Entre os estudantes do ensino fundamental (8º e 9º anos), o total dos que se embriagaram ao menos uma vez no último mês é de 24%. Os jovens ouvidos têm entre 13 e 15 anos.

O pileque, ao contrário do que muita gente quer acreditar, não é uma brincadeira inocente. Sua prática, em verdade, é uma consequência imediata do conceito absurdo que beber é uma prática social. Crianças brasileiras crescem assistindo seus familiares entornando copos de bebida nos mais variados eventos.

É por isso que nossos meninos e meninas chegam à adolescência acreditando que ter um copo de álcool na mão é símbolo de status e de maturidade. Acontece que essa crença distorcida pode vir acompanhada de tragédias anunciadas: jovens morrem atropelados por estarem embriagados, jovens atropelam pessoas inocentes por estarem embriagados, crimes de estupro e abusos crescem assustadoramente em ambientes regados a bebida alcoólica.

O uso costumeiro de álcool desencadeia um processo inflamatório no cérebro, alterando as reações químicas e, consequentemente, as ações provenientes de sinapses neuronais. Jovens habituados a beber têm prejuízos de memória, concentração, atenção e podem desenvolver distúrbios de aprendizagem e transtornos de humor.

E é por isso que nós, os adultos, precisamos acordar e entender que é nossa responsabilidade prevenir e proteger nossas crianças dos perigos iminentes que o uso dessa droga lícita pode oferecer. E acontece que campanha nenhuma vai funcionar enquanto as mídias sociais continuarem inundadas de publicidade que associa o consumo de bebida à prazer, poder e liberdade. Nada será suficiente para alertar essa garotada, enquanto ficar alcoolizado for uma prática recorrente em festas familiares.

*Por Ana Macarini

…………………………………………………………………
*Fonte: contioutra

Filósofo defende importância de ficar em silêncio e caminhar nos dias de hoje

O pensador francês, autor de livros como El silencio e Elogio del caminar, descreve o seu ideário nesta entrevista concedida ao Grupo Joly, antes de pronunciar uma conferência em La Térmica.

O pensador francês David Le Breton é doutor em Sociologia pela Universidade Paris VII e professor na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Ciências Humanas Marc Bloch, de Estrasburgo. Ele publicou recentemente um livro chamado El silencio, Elogio del caminar e Desaparecer de sí: una tentación contemporánea, no qual afira que, a fim de combatermos a desumanização dos dias atuais, é preciso apostar em formas concretas de resistência.

Dentre um dos tipos de resistência sugeridos, Le Breton destaca o silêncio.

Boa parte da nossa relação com o ruído procede do desenvolvimento tecnológico, especialmente em seu caráter mais portátil: sempre carregamos sobre nós dispositivos que nos recordam que estamos conectados, que nos avisam quando recebemos uma mensagem, que organizam os nossos horários com base no ruído. Esta circunstância veio incorporar-se às que já haviam tomado forma no século XX como hábitos contrários ao silêncio, especialmente nas grandes cidades, governadas pelo tráfego de veículos e por numerosas variedades de contaminação acústica. Neste contexto, o silêncio implica uma forma de resistência, uma maneira de manter a salvo uma dimensão interior frente às agressões externas. O silêncio permite-nos ser conscientes da conexão que mantemos com esse espaço interior, o silêncio a visibiliza, enquanto o ruído a esconde. Outra maneira de nos conectarmos com o nosso interior é o caminhar, que transcorre no mesmo silêncio. O maior problema, provavelmente, é que a comunicação eliminou os mecanismos próprios da conversação e se tornou altamente utilitarista com base nos dispositivos portáteis. E a pressão psicológica que suportamos para os armazenar é enorme.

saber ficar sozinho – Filósofo defende importância de ficar em silêncio e caminhar nos dias de hoje

O pensador destaca que diferentes culturas tendem a encarar o silêncio de maneira diferente. Por exemplo, na tradição japonesa existe uma noção muito importante de disciplina interior, cristalizada em sistemas de pensamento como a filosofia zen.

O silêncio é a expressão mais verdadeira e efetiva das coisas inomináveis. E a tomada de consciência de que há determinadas experiências para as quais a linguagem não serve, ou que a linguagem não alcança, é um traço decisivo do conhecimento. Nesse sentido, tradições como a cristã, em que o silêncio é muito importante, tornam-se reveladoras: a sabedoria dirige-se a compreender o que não se pode dizer, o que transcende a linguagem. Nessa mesma tradição, o silêncio é uma via de aproximação de Deus, o que também se pode interpretar como um conhecimento. Podemos utilizar o silêncio para nos conhecermos melhor, para nos distanciarmos do ruído. E este é um valor a reivindicar no presente.

Mas como abrir espaço para o silêncio em nossas vidas? O pensador defende a meditação como uma forma de nos encontrarmos com nós mesmos, e assim criarmos um espaço de reflexão em nosso cotidiano. Para Le Breton, ter feito o caminho de Compostela foi um experiência que mudou a sua vida, nesse sentido.

A minha melhor experiência nesse sentido, a definitiva, foi no Caminho de Santiago: quando cheguei enfim a Compostela, compreendi que eu havia me transformado completamente, depois de numerosos dias em marcha e em absoluto silêncio. Foi um renascimento.

Além do silêncio, o pensador defende a livre caminhada ou, como ele gosta de chamar, o vagar sem uma meta concreta.

Caminhar é outra forma de tomar consciência de si, de reparar no próprio corpo, na respiração, no silêncio interior. Na Idade Média havia aqueles que se dispunham intensamente a caminhar no deserto. Porém, a prática do caminhar nas cidades encerra conotações relacionadas ao prazer. Trata-se de desfrutar daquilo que você percebe, de se deleitar com os atrativos que a cidade lhe oferece pelos sentidos. É uma atividade hedonista.

O pensador comenta que atualmente o planejamento das cidades parecem se opor cada vez maior ao ato de caminhar sem rumo, pois criam obstáculos à caminhada, sob a figura de shoppings e outros centros comerciais.

O fato de caminhar por suas ruas sem nenhum interesse em comprar ou em gastar dinheiro, somente em vagar sem rumo, daqui até ali, porque sim, também é uma forma de deixá-las mais humanas, de rebelar-se contra as ordens que convertem todas e cada uma das interações humanas num processo econômico

Para o pensador francês, é possível resistir à velocidade do cotidiano e retomar controle sobre a própria vida cultivando o silêncio e a caminhada. Em seus livros, ele aprofunda a sua reflexão e comenta como tem mantido esses hábitos em sua vida. Mas nós queremos saber: como você encara isso? Você concorda com Le Breton? Pratica o silêncio e a caminhada? Acredita que essas práticas ajudariam você na sua vida?

……………………………………………………………………
*Fonte: maisvibes

Sem educação, os homens “vão matar-se uns aos outros”, diz António Damásio

O neurocientista António Damásio advertiu que “se não houver educação maciça, os seres humanos vão matar-se uns aos outros”. O neurocientista português falava no lançamento do seu novo livro A Estranha Ordem das Coisas, que decorreu esta terça-feira em Lisboa, na Escola Secundária António Damásio, e defendeu perante um auditório cheio que é preciso educarmo-nos para contrariar os nossos instintos mais básicos, que nos impelem a pensar primeiro na nossa sobrevivência.
PUB

“O que eu quero é proteger-me a mim, aos meus e à minha família. E os outros que se tramem. […] É preciso suplantar uma biologia muito forte”, disse o neurocientista, associando este comportamento a situações como as que têm levado a um discurso anti-imigração e à ascensão de partidos neonazis de nacionalismo xenófobo, como os casos recentes da Alemanha e da Áustria. Para António Damásio, a forma de combater estes fenómenos “é educar maciçamente as pessoas para que aceitem os outros”.

A Escola Secundária António Damásio foi o sítio escolhido pelo neurocientista português para lançar em Portugal a sua nova obra, que volta a falar da importância dos sentimentos, como a dor, o sofrimento ou o prazer antecipado.

“Este livro é uma continuação de O Erro de Descartes, 22 anos mais tarde. Em ‘O Erro de Descartes’ havia uma série de direcções que apontavam para este novo livro, mas não tinha dados para o suportar”, explicou António Damásio, referindo-se ao famoso livro que, nos finais da década de 90, veio demonstrar como a ausência de emoções pode prejudicar a racionalidade.

O autor referiu que aquilo que fomos sentindo ao longo de séculos fez de nós o que somos hoje, ou seja, os sentimentos definiram a nossa cultura. António Damásio disse que o que distingue os seres humanos dos restantes animais é a cultura: “Depois da linguagem verbal, há qualquer coisa muito maior que é a grande epopeia cultural que estamos a construir há cem mil anos.”

O neurocientista acredita que o sentimento – que trata como “o elefante que está no meio da sala e de quem ninguém fala” – tem um papel único no aparecimento das culturas. “Os grande motivadores das culturas actuais foram as condições que levaram à dor e ao sofrimento, que levaram as pessoas a ter que fazer alguma coisa que cancelasse a dor e o sofrimento”, acrescentou António Damásio.

“Os sentimentos, aquilo que sentimos, são o resultado de ver uma pessoa que se ama, ou ouvir uma peça musical ou ter um magnífico repasto num restaurante. Todas essas coisas nos provocam emoções e sentimentos. Essa vida emocional e sentimental que temos como pano de fundo da nossa vida são as provocadoras da nossa cultura.”

No novo livro o autor desce ao nível da célula para explicar que até os microrganismos mais básicos se organizam para sobreviverem. Perante uma plateia com centenas de alunos, o investigador lembrou que as bactérias não têm sistema nervoso nem mente mas “sabem que uma outra bactéria é prima, irmã ou que não faz parte da família”.

Perante uma ameaça, como um antibiótico, “as bactérias têm de trabalhar solidariamente”, explicou, acrescentando que, se a maioria das bactérias trabalha em prol do mesmo fim, também há bactérias que não trabalham. “Quando as bactérias (trabalhadoras) se apercebem que há bactérias vira-casaca, viram-lhes as costas”, concluiu o neurocientista, sublinhando que estas reacções são ao nível de algo que possui “uma só célula, não tem mente e não tem uma intenção”, ou seja, “nada disto tem a ver com consciência”.

E é perante esta evidência que o investigador conclui que “há uma colecção de comportamentos – de conflito ou de cooperação – que é a base fundamental e estrutural de vida”.

Durante o lançamento do livro, o investigador usou o exemplo da Catalunha para criticar quem defende que o problema é uma abordagem emocional e não racional: “O problema é ter mais emoções negativas do que positivas, não é ter emoções.”

………………………………………………………..
*Fonte: publico

Uma nova classe de pessoas deve surgir até 2050: a dos inúteis

Com o avanço da inteligência artificial, os humanos serão substituídos na maioria dos trabalhos que hoje existem. Novas profissões irão surgir, mas nem todos conseguirão se reinventar e se qualificar para essas funções. O que acontecerá com esses profissionais? Como eles serão ocupados? Yuval Noah Harari, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém e autor do livro Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, pensa ter a resposta.

Em artigo publicado no The Guardian, intitulado O Significado da Vida em um Mundo sem Trabalho, o escritor comenta sobre uma nova classe de pessoas que deve surgir até 2050: a dos inúteis. “São pessoas que não serão apenas desempregadas, mas que não serão empregáveis”, diz o historiador.

De acordo com Harari, esse grupo poderá acabar sendo alimentado por um sistema de renda básica universal. A grande questão então será como manter esses indivíduos satisfeitos e ocupados. “As pessoas devem se envolver em atividades com algum propósito. Caso contrário, irão enlouquecer. Afinal, o que a classe inútil irá fazer o dia todo?”.

Uma das possíveis soluções, apontadas pelo professor, são os games de realidade virtual em 3D. “Na verdade, essa é uma solução muito antiga. Por centenas de anos, bilhões de humanos encontraram significados em jogos de realidade virtual. No passado, chamávamos esses jogos de ‘religiões’”, afirma Harari. “Se você reza todo dia, ganha pontos. Se você se esquece de rezar, perde pontos. Se no fim da vida você ganhou pontos o suficiente, depois que morrer irá ao próximo nível do jogo (também conhecido como céu)”.

Mas a ideia de encontrar significado na vida com essa realidade alternativa não é exclusividade da religião, como explica o professor.

“O consumismo também é um jogo de realidade virtual. Você ganha pontos por adquirir novos carros, comprar produtos de marcas caras e tirar férias fora do país. E, se você tem mais pontos que todos os outros, diz a si mesmo que ganhou o jogo”.

Para o escritor, um exemplo de como funcionará o mundo pós-trabalho pode ser observado na sociedade israelense. Alguns judeus ultraortodoxos não trabalham e passam a vida inteira estudando escrituras sagradas e realizando rituais religiosos. Esses homens e suas famílias são mantidos pelo trabalho de suas esposas e subsídios governamentais. “Apesar desses homens serem pobres e nunca trabalharem, pesquisa após pesquisa eles relatam níveis de satisfação mais altos que qualquer outro setor da sociedade israelense”, afirma Harari.

Segundo o professor, o significado da vida sempre foi uma história ficcional criada por humanos, e o fim do trabalho não irá necessariamente significar o fim do propósito. Ao longo da história, muitos grupos encontraram sentido na vida mesmo sem trabalhar. O que não será diferente no mundo pós-trabalho, seja graças à realidade virtual gerada em computadores ou por religiões e ideologias. “Você realmente quer viver em um mundo no qual bilhões de pessoas estão imersas em fantasias, perseguindo metas de faz de conta e obedecendo a leis imaginárias? Goste disso ou não, esse já é o mundo em que vivemos há centenas de anos”.

………………………………………………………………….
*Fonte: epocanegocios

Ciência perto de comprovar que pessoas absorvem energia de outras

No Mundo da Ciência, é comum ouvirmos dizer que tudo é energia, o que não seria diferente em nós e para nós.

O artigo trata de uma experiência feita em algas, e com o resultado, a doutora e terapeuta Olivia Bader Lee, sugere que o mesmo pode se aplicar aos humanos.

A equipe de pesquisa da Universidade de Bielefeld, na Alemanha, fez uma interessante descoberta mostrando que as plantas podem absorver fontes de energias alternativas de outras plantas.

Essa descoberta pode causar um grande impacto no futuro da bioenergia, eventualmente fornecendo a evidência de que pessoas absorvem energias de outras, da mesma maneira.

Membros da pesquisa biológica do Professor Olaf Kruse, confirmaram pela primeira vez que uma planta, Chlamydomonas Reinhardtii, não apenas realiza a fotossíntese, mas também tem uma fonte alternativa de energia, que pode absorver de outras plantas, conforme publicado no site Nature.com.

As flores precisam de água e luz para crescerem, e as pessoas não são diferentes.

Nossos corpos físicos são como esponjas, absorvendo o ambiente a nossa volta.

“É exatamente por isso que há pessoas que se sentem desconfortáveis onde há um certo grupo com mistura de energias e emoções”, disse a psicóloga e terapeuta Dr. Olivia Bader Lee.

Plantas produzem a fotossíntese a partir do dióxido de carbono, água e luz. Em uma série de experimentos, Professor Ola Kruse e sua equipe, cultivaram a alga microscopicamente pequena, Chlamydomonas Reinhardtii, e observaram quequando expostas à falta de energia, essas plantas de células únicas podem absorver energia de vegetais ao redor.

A alga ‘digere’ as enzimas de celulose, tornando-as pequenos componentes de açúcar, sendo então transportados para células e transformados em fontes de energia.

“Essa é a primeira vez que esse comportamento é confirmado em um organismo vegetal. Essas algas poderem digerir a celulose, contradiz todos os livros anteriores. Até certo ponto, o que estamos vendo é plantas se alimentando de plantas”, diz Professor Kruse.

Dr. Bader Lee diz que quando os estudos sobre energia se tornarem mais avançados nos próximos anos, nós poderemos ver toda essa ação sendo traduzida também para os seres humanos.

Bader Lee complementa: “O organismo humano é bastante similar à uma planta, que suga, absorve a energia necessária para alimentar seu estado emocional, e isso pode energizar as células ou causar o aumento de cortisol e catabolizar, alimentar as células dependendo da necessidade emocional.”

 

Finalizando, Dr. Bader fala da conexão do homem com a natureza, que se perdeu durante os anos mas que está se reencontrando novamente, afirmando que o ser humano pode absorver e curar através de outros seres humanos, animais e qualquer parte da natureza. É por isso que estar perto da natureza é frequentemente tonificante, curativo e energizante para tantas pessoas.

Ao contrário do que pensam muitos ‘cientistas’ da idade moderna, que clamam conhecer tudo, se existe o Mundo Espiritual, ele não é separado da Ciência, e sim separado da ciência reduzida do homem.

Por conta de inúmeros relatos de pessoas com capacidades ‘paranormais’ para o padrão moderno do mundo, pesquisadores da Universidade de Granada, na Espanha, conduziram um estudo sobre o fato de pessoas que afirmam verem a aura de outras, conforme publicado no site MedicalXpress.

O fenômeno neuropsicológico ‘Synesthesia’, é uma condição na qual um padrão cognitivo leva a outro, misturando seus sentidos. Dessa maneira, as pessoas que possuem essa capacidade, podem ver ou até mesmo sentir o som, ouvir um cheiro, ou associar pessoas a um tipo de cor ou música.

Vemos que não se trata apenas de uma suposição, mas algo sendo descoberto pelos cientistas e afirmado por outros, o que há milênios se sabia nas culturas orientais, por exemplo.

Sendo assim, o nosso campo áurico pode tanto afetar quanto ser afetado não só por pessoas ao nosso redor, mas também por objetos, já que conforme afirma a Ciência, tudo é energia.

O BioField Global, fala detalhadamente sobre os nossos corpos mais sutis, do conhecimento dos antigos hindus, e do aprofundamento dos estudos da aura com o auxílio da moderna tecnologia.

……………………………………………………….
*Fonte: contioutra

Pessoas que preferem ficar em casa são mais inteligentes, segundo estudo

Um estudo científico afirma que as pessoas que preferem ficar em casa em vez de sair para festejar são as mais inteligentes. Esta análise, realizada pela revista científica British Journal of Psychology, valida o estilo de vida dos mais introvertidos. Eles explicam que, apesar dos indivíduos que socializam mais serem proporcionalmente mais felizes, isso não se aplica para os mais inteligentes, que são os que ficam mais em casa. Já podemos dar essa desculpa para cancelar todos os nossos planos de fim de semana?

A pesquisa estudou 15 mil pessoas de uma ampla variedade de lugares, religiões, etnias, situação financeira, gênero etc. O resultado final foi que o desejo de ficar em casa coincide muito frequentemente com um QI maior, o suficiente para associar ambos os fatores. “Os seres mais inteligentes experimentam uma satisfação menor com o aumento do contato interpessoal com seus amigos ou conhecidos”, foi uma das conclusões dos psicólogos.

A equipe de especialistas, liderada pelos psicólogos Satoshi Kanazawa e Norman Li, também descobriu que, enquanto as pessoas que vivem em áreas com alta densidade populacional são menos felizes do que aqueles que vivem em comunidades menores, passar tempo com amigos deu a maioria dos participantes sentimentos de prazer e satisfação. No entanto, quando deixaram aqueles com QIs elevados em casa experimentaram os mesmos sentimentos de prazer e satisfação.

Os inteligentes não têm muita “satisfação” se socializando e preferem estar sozinhos. Essas descobertas podem nos tornar mais conscientes da maneira como nossos cérebros foram desenvolvidos para enfrentar estilos de vida modernos. Com base em sua análise sobre “a teoria da felicidade da savana”, os pesquisadores chegaram à teoria de que o modo de vida de nossos antepassados caçador-coletor ainda tem uma influência sobre a forma como vivemos no mundo.

A vida na savana africana, por exemplo, seria drasticamente diferente da vida da cidade. Pensa-se que as pessoas viviam então em grupos dispersos de aproximadamente 150 indivíduos e que a socialização dentro da sua própria tribo era crucial para a sobrevivência em termos de alimentação e reprodução. São esses princípios e sistemas de nossos antepassados que Kanazawa e Li basearam suas últimas conclusões.

Embora uma grande parte da sociedade consiga conforto, prazer e satisfação nas mesmas coisas, como um pequeno grupo com o qual possa se socializar e compartilhar espaços de lazer, os resultados do estudo sugerem que aqueles com maiores coeficientes intelectuais se desenvolveram além dessas necessidades. As mudanças nos cérebros e os requisitos do “extremamente inteligente” vieram com as constantes mudanças e exigências dos tempos modernos.

“Os indivíduos mais inteligentes possuem níveis mais elevados de QI e, portanto, uma maior capacidade de resolver problemas evolutivamente inovadores”, explicaram os pesquisadores. “[Eles] enfrentam menos dificuldade para entender e lidar com situações evolutivamente novas”, disse Kanazawa para a mídia. Embora dependamos mais do que nunca de nossa conexão com o mundo, parece que o cérebro está se preparando para uma vida na solidão.

Em outras palavras, de acordo com Kanazawa e Li, as pessoas mais inteligentes preferem passar o tempo no conforto de sua casa porque suas mentes se adaptaram melhor ao estilo de vida moderno, separado dos hábitos de nossos antepassados.

………………………………………………………….
*Fonte: portalraizes

A obsessão por ver séries está absorvendo a nossa vida?

Quantas séries você está acompanhando atualmente? Quantas delas você acha importantes? Quantas continuará recordando com o passar do tempo? A seriefilia deixou de ser uma maldição para virar uma tortura que aflige até os mais fanáticos. Não é raro acabarmos chafurdando em conversas cheias de lamentações sobre o pouco tempo que temos para nos atualizar, como se estar em dia com os lançamentos fosse não mais um prazer, e sim uma exigência.

A pergunta é evidente: esse vício está nos destruindo? Já cansados da Igreja, do futebol e dos programas de celebridades, nós, da imprensa, temos de vez em quando a mania de coroar o novo ópio do povo. Fazemos isso inclusive literalmente, a tal ponto de que uma vez por ano costuma haver uma febre de artigos surpreendendo-se com a volta da heroína às ruas. Pode ser que meter As Séries — assim mesmo, com as devidas maiúsculas — nessa roda-gigante de clichês seja um absurdo, mas não é demais questionarmos o lugar que dedicamos a elas em nossas vidas.

Pensemos.

Você sai para trabalhar. Pega o transporte público. Senta-se. Pronto, em meia hora chegará ao seu destino. Enquanto revira a bolsa ou a mochila em busca daquele livro com o qual pretende se distrair no trajeto, as luzes do ônibus ou do metrô lhe parecem escassas para a leitura, o que o deixa indignado, porque você se sente no direito de exigir uma iluminação digna para ler esses míseros dois parágrafos obrigatórios antes de cochilar. E, olha, que indignação a sua! A alienação da vida moderna faz com que você dedique uma grande importância a esses dois parágrafos de vida interior zumbi. É um placebo de cultura leprosa que se desfaz na sua cabeça como um comprimido efervescente; a armadilha de acreditar que você dá sentido aos momentos mortos da rotina, que um minuto depois acabam se necrosando em uma sesta.

Assim como os ‘junkies’, mentimos para nós mesmos quando vemos que esse novo vício assume o controle das nossas vidas. “Bom, pelo menos é cultura”, dizemos para nós mesmos.

Depois você chega em casa. E aí? Vai reabrir o livro? Ah, bem poderia. Mas não seria melhor deixá-lo para logo antes de ir dormir? Ler na cama, essa quimera. Se você já pega no sono por aí, nas esquinas do transporte público, o que espera que aconteça quando se posicionar entre lençóis cada vez menos frios e mais aclimatados ao seu corpo alquebrado? O que você faz ao chegar em casa não é ler. O que você faz é preparar quatro tranqueiras para o jantar e se colocar na frente desses serviços de streaming tão legais que você contratou por um preço ridículo. Todas as séries do mundo por menos de 30 reais por mês.

E um filme? Quanto tempo faz que você não vê um filme em casa? Ah, você está bem cansado, não vai aguentar duas horas. Além disso, falaram bem dessa série que tem só dez capítulos por temporada e… puxa vida. Vicia. Tinha razão aquele colega, aquele thread do Twitter, aquele amigo da sua namorada, aquela matéria do EL PAÍS que havia botado a série nas nuvens. Você põe mais um capítulo. E mais um. Você não tinha tempo para dedicar sua atenção completa a uma história de 90 minutos, e de repente se vê, como um maníaco salivante, engolindo seis capítulos de 50 minutos cada um, todos eles repletos de subtramas absurdas.

É óbvio que há séries extraordinárias; e é óbvio também que muitas delas, como antes nas décadas de 1950 ou 80, se concentram numa espécie de época dourada, de momentum. A proliferação de plataformas digitais de conteúdo, dispostas a brigar com os serviços de TV cabo, está dando lugar a um excesso que acaba virando um hábito bulímico de consumo. Não é só algo que nos proporciona prazer; é algo que, além disso, nos dá certo status. Permite simular uma espécie de erudição portátil que preenche o papo do elevador, do escritório ou do balcão do bar, já que todos estamos vendo séries e, frequentemente, todos estamos vendo as mesmas séries.

Isto, por um lado, é positivo. A democratização da cultura derruba barreiras e enriquece as pessoas. Fenômenos populares como a seriefilia facilitam novas vias de conversação, de debate e inclusive de trolagem. E, sim, é verdade que ver muitas temporadas de algo (o que quer que seja) nos tira tempo para outras coisas, como ler, mas até que ponto queixar-se disso não é um sinal de esnobismo classista? Pretender que duas obras de arte sejam vistas por cima do ombro é puramente um exercício estúpido. As séries ruins são tão ruins quanto os romances ruins, e o mesmo acontece com as séries e romances (e filmes e discos) medíocres ou brilhantes.

Agora, a histeria viral que acompanha a seriefilia se torna repelente quando nivela o critério para enfrentar a linguagem. Não vemos séries, as seguimos. A cineasta Lucrecia Martel disse recentemente que as séries eram “um passo atrás”. Guillermo del Toro afirmou, em outra declaração recente à imprensa, que recordava muitos grandes momentos televisivos, mas pouquíssimas imagens indeléveis. É verdade que, na era da TV paga e da ficção por streaming, os roteiristas são os autênticos autores; e quase parece que, ouvindo esses cineastas, a realização dos roteiros fica nas mãos de vários operários que têm diante de si a tarefa quase industrial de traduzir suas arrevesadas e complexas tramas em uma sucessão de beabás visuais. Como se a profundidade aristotélica fosse sistematicamente passada pelo moedor do campo/contracampo.

Há muitas exceções; cada vez mais, aliás. Von Trier, Soderberg e Fukunaga se puseram à frente de temporadas inteiras (para não falarmos de Lynch e a odisseia inabarcável de Twin Peaks: O Retorno). Mas, deixando de lado esse ponto de vista meio territorial dos próprios cineastas, várias séries que seguem a linha de trabalho de alternar diretores revelaram momentos visuais comoventes ou belíssimos. Better Call Saul, Hannibal e The Leftovers são alguns exemplos em que a realização é tão importante quanto o roteiro. Então por que nos custa reter essa beleza? Talvez pelo excesso; o costume de ir às séries como o menino guloso vai às bolachas da avó. Colocamos a mão em um frasco de cultura e a levamos à boca com um furor doce e animal.

Quantas vezes você adiou o trabalho daquele projeto pessoal “por um capítulo a mais”? Quantos antissistema se derretem com maratonas de ‘Mr. Robot’?

Por isso, ao chegarmos moídos em casa seguimos as recomendações da nossa plataforma de streaming. Com a fé de encontrarmos um novo dínamo emocional, procuramos desconectar não mais por duas horas, e sim por duas temporadas. Ou quatro. Ou seis. Assim como os junkies, mentimos para nós mesmos quando vemos que esse novo vício assume o controle das nossas vidas. “Bom, pelo menos é cultura”, dizemos para nós mesmos, quando, com triste frequência, o que ativamos em nossas telas é um protetor de tela inteligente que reproduz os mesmos argumentos-clichês que já haviam nos prendido alguma vez (Isto explicaria o sucesso narcótico de Ozark entre os órfãos de Breaking Bad).

Quantos casais dissimulam esses últimos meses anteriores à separação em meio ao espesso nada do binge-watching? Quantas vezes você adiou o trabalho daquele projeto pessoal “por um capítulo a mais”? Quantos antissistema, desses que rimam “televisão” com “manipulação”, se derretem com maratonas de Mr. Robot?

A cultura mais desafiadora é a que nos dá aquilo que não sabemos que queremos, ao passo que as séries, inclusive as melhores séries, vivem por natureza de cumprir uma expectativa que alimentam constantemente. Por esse ralo deixamos que se perca, em espiral, o que há de cinza em nossa rotina. E nos sentimos, isso sim, mas descolados, mais cultos e mais felizes.

*Por: Anxo F. Couceiro

…………………………………………………………………
*Fonte: elpais / Brasil

A síndrome de Burnout

A síndrome de Burnout é a sensação de esgotamento total, de que toda a energia já foi queimada e o corpo e a mente chegaram à exaustão. É uma condição psiquiátrica com sintomas físicos e emocionais causada pelo estresse interpessoal crônico, ou seja, estresse contínuo em todas as atividades que envolvem o contato pessoal, principalmente o trabalho.

Um único evento não leva a Burnout. Outro mito é dizer que a síndrome é o ápice do estresse, mas a pessoa pode chegar a esse estágio e desenvolver outras doenças, como a Síndrome do Pânico. Por isso, a síndrome de Burnout não é só estresse ou cansaço, são alguns fatores que levam a esse quadro.

Os fatores para se chegar a esse problema são divididos em duas categorias:

– Fatores Organizacionais: jornada de trabalho (a noturna costuma dar mais consequências); ambientes estressantes ou insalubres; pouca autonomia; desorganização

– Fatores Pessoais: ansiedade; pessoas idealistas, empolgadas (quanto mais envolvidas no trabalho, mais dedicação, maior a decepção também).
Os sintomas são vários, físicos e emocionais, e são divididos em três esferas:

– Exaustão Emocional: fadiga intensa, falta de forças para enfrentar o dia de trabalho e sensação de ser exigido além dos limites emocionais.
– Despersonalização: distanciamento emocional e indiferença.

– Diminuição da realização pessoal: falta de perspectiva para o futuro, frustração, sentimento de incompetência e fracasso.

Outros sintomas podem aparecer com frequência: dor de cabeça, gastrite, tontura, falta de ar, insônia, palpitações, irritabilidade, dificuldade de concentração e desânimo. Quando a capacidade do corpo é muito forçada, em algum momento ele não aguenta mais. Por isso, a pausa é importante. Atividade física precisa de descanso para os músculos. O trabalho também precisa, mas para a mente.

Dicas
O ideal é saber o que incomoda e tratar a origem do problema, identificar os agentes estressores, mapear as situações e fazer pequenos ajustes (que fazem grandes diferenças):

– Converse com o chefe e colegas;
– Aponte os problemas antes que eles fiquem insuportáveis;
– Procure por tratamento médico e psicológico;
– Dê um tempo do trabalho (ou uma licença ou férias). Quando voltar, volte com calma ou em outra função.

Reação no corpo
Para o corpo, tanto faz se é Burnout ou estresse, ele reage da mesma forma. O organismo está preparado para lidar com o estresse, que é importante porque os “estressados” sobreviveram à seleção natural. Conseguiram fugir do leão porque o estresse deu o gatilho para a fuga.

O problema é o estresse contínuo, em que o sistema de defesa é acionado sempre e desgasta o organismo. Quando estamos em uma situação de estresse, o sistema adrenérgico é acionado. O coração dispara, os vasos sanguíneos se fecham e aumenta a pressão arterial. O coração bate mais rápido para chegar mais sangue aos músculos e aumentar a força para a fuga. Não importa se é uma situação que precisa de fuga ou não, o organismo sempre reage assim quando colocado sob estresse.

O estresse contínuo e intenso pode causar aumento da pressão e problemas cardíacos. A Síndrome de Takotsubo (coração dilata e fica mais fraco) pode ocorrer em uma situação de estresse intenso e agudo. Se a pessoa tiver a coronária entupida, também pode enfartar.

O que ajuda?
Além de reconhecer o agente estressante e resolver esse problema, o exercício físico é um ótimo aliado, porque diminui o nível de estresse. A atividade física regula a frequência cardíaca, deixando-a mais baixa, então quando se tem um evento estressante ela aumenta menos. Por exemplo: uma pessoa que faz atividade tem a frequência em 60, na situação de estresse ela dobra para 120. Quem é sedentário já tem a frequência normal em 90 e no evento de estresse sobe muito mais rápido para 160 batimentos por minuto.

………………………………………………………………….
*Fonte: fasdapsicanalise

Tomar café com um amigo: uma das melhores terapias do mundo!

Não há quem possa manter um mínimo de equilíbrio sem ter ao menos uma pessoa com quem dividir momentos de descontração e divertimentos, como um cafezinho ou uma cervejinha, para espairecer e se esquecer, por breves momentos que sejam, do montante de dissabores que fazem parte da vida.

É cada vez mais difícil alguém conseguir ter algum tempinho de sobra ao longo do dia. Tudo é tão corrido, tão urgente, que as pessoas não mais têm tempo para desfrutar de um passatempo, de uma amizade, para não fazer absolutamente nada, apenas descansar. Trabalha-se mais, acumula-se serviço, enquanto os relacionamentos humanos se esvaziam cada vez mais.

Ninguém aguenta, por muito tempo, passar as horas tão somente num pique atarefado e comprometido com responsabilidades que não trazem algum sossego. Por mais que se goste de trabalhar, o corpo e a mente precisam de descanso, de um intervalo em que se consiga tirar um pouco de peso dos ombros. E nada melhor do que um amigo verdadeiro para ajudar essa vida a se tornar menos densa e pesada.

Não há quem possa manter um mínimo de equilíbrio sem ter ao menos uma pessoa com quem dividir momentos de descontração e divertimentos, mesmo que simples, como um cafezinho ou uma cervejinha, para espairecer e se esquecer, por breves momentos que sejam, do montante de dissabores que fazem parte da vida. Rir com verdade, conversar sobre amenidades, lembrar-se de momentos especiais, tudo isso alivia a carga massacrante que o cotidiano nos obriga a enfrentar.

Amigos não devem servir somente para consolar e ouvir nossas agruras, mas também podem ser ótimas companhias para as ocasiões em que dividimos amenidades frugais, sem nada de sério pairando sobre a conversa, apenas sorvendo aquele ócio que recarrega nossas baterias e nossas energias. Amigos nos ajudam nos momentos de escuridão, mas também nos alegram quando precisamos apenas estar com alguém para dividir café e risadas.

Não podemos deixar de lado a necessidade de desfrutar momentos de lazer, junto a pessoas boas e verdadeiras, para que não sucumbamos diante dos inúmeros problemas que lotam nossa vida de entraves. Nosso emocional precisa de refresco e serão as pessoas que nos amam sem ressalvas os calmantes especiais que tornarão nossos passos mais seguros. Nada como um café com a pessoa certa.

*Por: Marcel Camargo

…………………………………………………………
*Fonte: revistapazes

Umberto Eco alerta: “Nem todas as verdades são para todos os ouvidos.”

Uma das maiores dificuldades comunicativas diz respeito à capacidade de expor pontos de vista sem exagerar no tom impositivo ou mesmo agressivo com que se defendem argumentos, mesmo os mais incoerentes. Cada vez mais intolerantes, as pessoas parecem precisar revestir seus discursos de agressividade, para que pareçam convincentes.

Com o advento da Internet, todos possuímos espaços virtuais onde podemos nos expressar, expondo nossos pontos de vista sobre assuntos vários. Ilusoriamente protegidos pela distância que a tela fria traz, muitas vezes excedemos no radicalismo com que pontuamos nossos comentários, sem levar em conta a maneira como aquelas palavras atingirão o outro.

A frieza do cotidiano e a concorrência de mercado acabam por contaminar nocivamente os relacionamentos humanos, que se tornam cada vez menos afetivos, tão robóticos quanto as máquinas de café que nos entopem os sentidos. Importamo-nos quase nada com os sentimentos alheios, com a historia de vida alheia, com a necessidade de entender as razões que não são nossas, pois queremos a todo custo extravasar tudo isso que se acumula dentro de nós em meio à velocidade estressante de nossas vidas.

Nesse contexto, quando expomos aquilo que pensamos sobre determinado assunto, principalmente relacionados à política e/ou à religião, acabamos sendo vítimas de contra-ataques violentos que não rebatem o que expusemos, mas tão somente tentam neutralizar nossa verdade com destemperos emocionais isentos de criticidade. Aceitável seria, entretanto, uma contra-argumentação pautada por reflexões plausíveis, o que não ocorre, em grande parte dos casos.

O fato é que poucos estão dispostos a se abrir ao que o outro tem a oferecer, a dizer, a mostrar, a trazer de diferente para suas vidas, porque é trabalhoso refletir sobre idéias já postas e cristalizadas dentro de nós, ao passo que manter intacto aquilo que carregamos há tempos é cômodo e tranquilo. E quem não quer não muda, não recebe o novo, somente dá em troca o pouco que tem e, pior, muitas vezes de forma deselegante e depreciativa.

Portanto, é necessário que aprendamos a nos expressar e a debater nossas ideias com quem realmente estiver pronto para trocar conhecimentos, com quem possui uma postura receptiva para com o novo e que não se importa com a quebra de certezas. Não percamos nosso precioso tempo com quem só ouve o que quer e da forma que lhe convém, diminuindo-nos por conta da diversidade de opiniões. Esses definitivamente não merecem nem mesmo nossa presença.

*Por: Manoel Camargo

…………………………………………………………………….
*Fonte:

10 coisas impressionantes que o seu CÃO sabe sobre você

Qualquer amante do cães irá dizer que seus melhores amigos têm um sexto sentido quando se trata de necessidades emocionais humana. Quando você se sente mal, um cão pode muitas vezes atua como um confidente melhor do que qualquer outro ser humano. Também escutam melhor, respondem adequadamente às suas emoções e realmente parecem se importar com seus sentimentos. Não deveria surpreendê-los que os cães sejam capazes de mostrar sentimentos intensos. Eles são altamente sociais e exibem fortes ligações com outros cães. Eles têm suas próprias estruturas sociais e rituais de vínculo, muitos dos quais refletem as estruturas sociais humanas.

As mesmas conexões emocionais que cães experimentam em grupos podem ser facilmente transferidas para qualquer outro ambiente, incluindo situações entre as espécies. Para o seu cão, você é uma família. É simples assim. Claro, existem muitas outras coisas fascinantes que seu cão entende sobre você que você pode nem saber. Às vezes, suas habilidades podem ser incríveis, mas há explicações científicas contundentes para o comportamento do seu cão. Entender como o seu cão percebe você pode ajudá-lo a se relacionar melhor com seu animal de estimação.

1. Os cães sabem quando você está triste

Quando você se sente triste, o seu cão imediatamente percebe e ajusta seu comportamento em conformidade. Ele pode se tornar mais moderado do que o habitual, perdem o interesse em seus brinquedos e até mesmo rejeitam sua comida. Em um estudo de cognição animal, os pesquisadores descobriram que um cão se aproxima mais de uma pessoa que está chorando que alguém cantarolando ou falando. Além disso, os cães respondem ao choro com o comportamento submisso. Em outras palavras, os cães parecem estar tentando acalmar alguém que está chateado. Além do mais, os cães vão abordar qualquer pessoa que se senta mal, independentemente de ser ou não o seu dono.

2. Eles podem sentir suas intenções

Todos já sentimos a capacidade quase psíquica de um cão em sentir quando algo desagradável está para acontecer. Mesmo antes de você ligar o chuveiro ou pegar sua toalha, seu cão vai saber que você pretende dar-lhe um banho e vão imediatamente se esconder. O mesmo vale para tosa, unhas ou remédios. Por outro lado, o seu cão também vai entender se suas intenções são puras e se você faz as coisas para seu próprio bem. A maioria deles se submetem a experiências desagradáveis, tais como cortes de unha, se seu dono estiver por perto e dizer algo para tranquilizá-lo.

3. Ele pode sentir as doenças que você pode ter

Se seu cão foi está prestando especial atenção a uma determinada área do seu corpo, talvez você deva visitar um médico para se certificar de que esteja tudo bem. Vários estudos têm confirmado que os cães têm a capacidade de detectar certas doenças, como o câncer, através do seu sentido de faro afiado. Alguns podem até mesmo ser treinados para alertar os pacientes epilépticos quando eles estão prestes a terem uma convulsão.

4. Sabem quando você sente medo

Se você sentir medo, o seu cão vai saber em um instante. O nariz sensível dos cães pode captar aromas sutis, como a adrenalina, que é associada ao medo e ao perigo. Se você tiver um Rottweiler ou um Doberman, então seu corpulento protetor provavelmente entrará em ação e virá a seu resgate. Os cães menores ou aqueles com temperamento nervoso, seguirão seu exemplo e começarão a ficar com medo. Seu cão procura obter orientação sobre como reagir em determinadas situações, por isso, se você quiser que o seu cão seja corajoso, você terá que dar um exemplo.

5. Eles sabem quando você está sendo injusto

Um estudo realizado na Áustria testou o que aconteceria se um cão fosse recompensado por um truque, enquanto outro não foi dado qualquer coisa, por fazer a mesma tarefa. Os cães que não recebiam uma recompensa, se agitavam ao ver seus companheiros receberam guloseimas. Eles respondiam se coçando e lambendo-se com impaciência. Em outras palavras, eles reconheceram a injustiça da situação. Se um cão recebe uma salsicha enquanto outro recebeu pão, ambos ficam mais do que felizes com seu prêmio. Lembre-se, os cães são tão inteligentes quanto uma criança de cerca de dois anos de idade.

6. Eles sabem quando você tem outras prioridades

Os cães que passaram a maior parte de suas vidas sendo mimados e adorados por seus proprietários, compreendem, até certo ponto, se a atenção deles, de repente, se volta a uma nova prioridade. Um bebê novo, um namorado, um hobby ou até mesmo um novo animal de estimação pode levar seu amado cão a ter sentimentos de inveja e ressentimento. Alguns cães são ainda conhecidos por se inserir fisicamente entre dois amantes, a fim de trazer de volta a atenção para eles. Depois de assinalar que os cães são capazes de reconhecer e lidar com mudanças nas suas prioridades, lembre-se que eles não querem ser negligenciados. Você é a coisa mais importante na vida de seu animal de estimação.

7. Eles sabem quando você está irritado

Proprietários que estão com seus cães durante vários anos, muitas vezes não precisam dizer uma palavra para mostrar a eles que estão chateados. Quando chegam em casa e descobrem que seu cão fez alguma travessura, colocar as mãos nos quadris e lançar um olhar de desaprovação é suficiente para transmitir a sua ira. Quando o cão percebe qualquer sinal de desconforto, muitas vezes, se agacham, tremem, gemem e podem até perder o controle de sua bexiga. Claramente, você pode sentir raiva, mas eles nem sempre podem entender a razão.

8. Eles sabem se você é uma pessoa generosa

Assim como nós julgamos os outros com base em suas ações, os cães também prestam atenção em como você age em relação aos outros. Um experimento organizado pela Universidade de Milão permitiu ao cães observarem os humanos em diferentes situações sociais. Situações de generosidade, justiça, bem como bondade. Também se tratou do tom de voz, a raiva, e todas as coisas discutidas. A conclusão é que o seu cão sabe quando você está sendo generoso e quando está sendo mesquinho.

9. Ele sabe se você é fácil de convencer

Algumas raças mais enérgicas, como labradores e pitbulls, requerem um disciplinador firme para domar seu comportamento selvagem. Raças maiores, por vezes, não entendem sua própria força e pode ser perigosas se você de repente decidem surpreender uma criança ou uma pessoa idosa com um abraço. No entanto, mesmo sendo bem educado por seu dono, um cão não terá por que agir da mesma maneira com os demais. Os cães gostam de testar os limites regularmente. Se encontram alguém que não os castigue puxando sua coleira, eles vão cavar o jardim ou comer o lixo, eles vão tirar proveito de sua nova liberdade.

10. Eles podem sentir quando uma mulher está grávida

Há centenas de histórias de mulheres que notaram mudanças no comportamento do seu cão durante a gravidez. Muitas proprietárias relatam que seus cães de repente se tornam muito protetores, atenciosos e dedicados. Também começam a acompanhá-las onde quer que forem. Eles também podem farejar sua barriga e repousar a cabeça sobre ela. Eles são capazes de perceber alterações hormonais, como quando uma mulher está menstruada, portanto sua capacidade de farejar uma gravidez não é tão exagerada.

……………………………………………………………………
*Fonte: paracuriosos

Facebook e seu novo algoritmo: a distopia total

Por que o novo algoritmo converte a rede social mais poderosa do mundo em algo que combina a vigilância total, de George Orwell, com o anestesiamento permanente, de Aldous Huxley?

 

Ao se construir uma distopia, é bem difícil deixá-la aos moldes tanto de Orwell quanto de Huxley ao mesmo tempo. Mas, com as mudanças recentemente anunciadas no feed de notícias do Facebook, Mark Zuckerberg parece ter realizado esta façanha.

Os mundos assustadores de George Orwell (1984) e Aldous Huxley (Admirável mundo novo) são, de muitas maneiras, opostos simétricos. Um trata de um Estado de vigilância que controla o que as pessoas conhecem da história ao literalmente reescrever os jornais. O outro, trata do controle de seus cidadãos ao fazê-los usar uma droga dissociativa chamada soma.

Em seu esforço de “melhorar” o Facebook, Zuckerberg agora tenta ambas as táticas. Ele está reduzindo o acesso dos usuários às notícias reais — no século XX, chamávamos isso de censura — ao passo que aumenta a probabilidade de você visualizar apenas as notícias terrivelmente falsas postadas por aquele seu tio maluco. Porque, oras, conteúdo postado pela família lhe faz feliz, e apenas queremos que você seja feliz, certo?

O algoritmo, como já sabemos, nos vigia tão de perto quanto o Big Brother jamais foi capaz. Cada amizade, cada curtida, o tempo que você gasta lendo alguma coisa, se você interage com ela — tudo isso vai para a sua ficha permanente. (Ao menos com as teletelas, Orwell disse, se sabia que eles não estavam vigiando todo o tempo.)

O fato de que o Facebook vai simplesmente nos mostrar menos notícias já o torna mais eficiente que o Estado totalitário descrito por Orwell. Os líderes do Partido no Ministério da Verdade devem estar se lamentando: fazer com que bilhões de pessoas vejam notícias através das mídias sociais e depois simplesmente eliminar esse tipo de conteúdo? Sem reescrever o The Times, sem necessidade de qualquer buraco de memória, apenas fazer com que as notícias desapareçam dos meios digitais? Como não pensamos nisso?

Um breve lembrete da importância disto. Em agosto de 2017, de acordo com o Pew Research Center, 67% dos estadunidenses acessaram notícias nas mídias sociais — um aumento de 5% em relação ao ano anterior. No Facebook, 68% dos usuários acessaram notícias a partir do feed. Pela primeira vez na pesquisa Pew, a maioria dos norte-americanos com mais de 50 anos passou a acessar notícias a partir das mídias sociais.

Tornar-se a maior fonte de informações e depois simplesmente sumir com as notícias não é apenas uma escandalosa recusa de responsabilidade cívica. É também parte do manual da distopia.

Uma parte frequentemente esquecida e descaracterizada do clássico de Orwell: a vasta maioria da sociedade da Oceânia, os Proles, não recebia quaisquer notícias, nem mesmo falsas. Eles eram mantidos em estado de felicidade através de uma dieta constante de canções ruins e histórias lúgubres. O Facebook agora superou o Partido: os feeds serão igualmente repletos de porcarias, conteúdos rasos, mas os Proles serão seus produtores. E o Facebook ainda ganha dinheiro com isso!

Admirável novo feed de notícias

“O mundo infinitamente amável, muito colorido e aconchegante do soma. Que gentis, que bonitos e deliciosamente alegres todos estavam!” — Aldous Huxley, Admirável mundo novo

Substitua “soma” por “mídia social” e você verá por que Huxley foi ainda mais profético do que nós acreditamos.

O soma, droga fictícia, o tornou sociável. Ela o fez sentir-se conectado aos amigos e estranhos próximos — de modo extremamente falso. Ela o levou ao que os personagens do livro repetidamente descrevem como um “feriado perfeito”.

O Facebook que Zuckerberg agora parece projetar fará o mesmo. As pessoas mostram o melhor de si no Facebook; elas postam fotos cuidadosamente escolhidas de suas férias “perfeitas”. E agora elas poderão fazer isso sem a intromissão daquelas notícias nojentas.

“A pesquisa mostra que quando usamos as mídias sociais para entrar em contato com as pessoas que gostamos, isto pode ser bom para o nosso bem-estar,” escreveu Zuckerberg. Ele esqueceu de mencionar a pesquisa que mostra que o Facebook, na verdade, nos deprime quando vemos fotos das férias ou dos bebês perfeitos de outras pessoas.

Não importa o quanto você goste da pessoa em questão, o Facebook impele à comparação — o que, por sua vez, leva à ansiedade de status. Nós podemos postar “parabéns” nos comentários, o que o algoritmo conta como uma grande vitória. Grandes pontos por envolvimento! Mas o que nós estamos realmente pensando ou sentindo frente a estas coloridas fotos — o despertar repentino da nossa inveja, nossa autoaversão, nossa depressão — permanece escondido do olho-que-tudo-vê do Facebook.

E assim como num experimento sórdido, contudo, nós insistimos nisso. Deixe o soma do Facebook ajudar a nos aniquilar e nos deixar levar pelo feriado perfeito dos outros — que gentis, que bonitos e deliciosamente alegres eles são.

Agora, Zuckerberg quer que fiquemos naquele estado mental sem a terrível intrusão da “experiência passiva” — palavras que ele usa para se referir ao que acontece quando você está lendo ou assistindo algo que o faça pensar e refletir, em vez de simplesmente digitar “parabéns!”

O pior de tudo é que Zuck acha que está sendo nobre. Ele realmente acha que está “fazendo a coisa certa.” Ele quer que seus filhos pequenos olhem para trás um dia e digam que o Facebook salvou o mundo.

Talvez eles o façam. Pois todos que consomem conteúdo no Facebook, com as empresas de mídia que buscam a verdade retiradas do feed de notícias e falidas, não sobrará ninguém para apontar o despropósito de toda esta falsa conexão. A próxima geração de Zuckerbergs pode muito bem viver em infinitos feriados soma.

Parabéns, Mark!

……………………………………………………………………..
*Fonte: outraspalvras / Chris Taylor

Há pessoas que nunca deveriam levantar cedo, diz pesquisa

O cronotipo reflete o horário do dia em que o indivíduo preferencialmente encontra-se mais disposto à realizar diversas tarefas. Há pessoas que, antes de o sol nascer, tomam o café da manhã, limpam a casa e organizam a sua agenda. No entanto, para a maioria das pessoas, sair da cama com os primeiros raios do sol é um sacrifício. Na verdade, algumas pessoas são exatamente o oposto: eles são muito mais eficientes e produtivos durante a noite.

Os genes determinam as enzimas de síntese, os quais, por sua vez, aceleram ou desaceleram as reações químicas no interior das células do hipotálamo. Estas reações químicas são reciclados e determinam o período do nosso “relógio interno”. Mas, lembre-se, dia e noite ajustam-se continuamente a velocidade do ciclo. Outro fator poderoso é a sociedade que dita padrões de horários de trabalho, determina quando a pessoa deve ser produtiva, mas isso é um processo biológico polar de grupos de indivíduos. Todos os empresários, industriários, banqueiros e etc deveriam ler esta pesquisa e começarem a fazer estudo do cronotipo de seus funcionários e fazer a escala de trabalho de acordo com os horários de melhor produção de cada grupo.

Você é uma cotovia ou uma coruja?

Os cientistas criaram dois grupos opostos: os cotovias, que acordam cedo e tiram o máximo proveito de manhã e os corujas da noite, que aumentam o seu desempenho ao longo do dia e têm explosões de energias exclusivas à noite. Mas agora um estudo realizado no Instituto de Pesquisa de Biologia Molecular e Biofísica da Academia de Ciências da Rússia revelou que, na realidade, há muito mais por trás desses chronotypes e que certas pessoas nunca devem cedo.

Para biólogo Arkady Putilov e seus colegas da Academia Russa de Ciências pediu 130 pessoas para não dormirem por 24 horas seguidas. Os sujeitos indicariam por meio de um questionário, como eles se sentiram após tantas horas sem dormir e como foi o desempenho de suas atividades durante a experiência.

Assim, eles descobriram que há pessoas que passam o dia todo com baixo consumo de energia, são os categorizados como “letárgicos”, enquanto outros ficam ativos apesar da privação do sono e, independentemente da hora em que eles acordaram, estes foram chamados de “enérgicos”.

Estas pesquisas indicam que para as pessoas letárgicas – com menos energia – seria desastroso para elas serem obrigadas a se levantarem cedo, mas elas podem ser muito produtivas à noite. É provável que seu problema é porque o seu ritmo circadiano não é bem sincronizado com o ciclo natural de luz e escuridão. Basicamente, a luz solar é uma espécie de relógio natural que estimula o nosso corpo a produzir melatonina, o hormônio que provoca sono e algumas pessoas são exclusivamente produzem melatonina com mais velocidade e assim ficam com sono durante o dia mesmo que tenham dormido a noite inteira.

As pessoas energéticas atingem picos de atividade ao meio-dia. A luz solar, quando mais intensa, mais se sentem energizadas. No entanto, à noite essas pessoas não seriam produtivas, seu desempenho é aumentando lentamente ao longo do dia e diminui no final da tarde. O que muitos chamam de “melancolia do entardecer” é por causa disso.

Estas diferenças são devido, entre outros fatores, ao nosso DNA. De acordo com uma pesquisa realizada no Centro Nacional de Neurologia e Psiquiatria, em Tóquio, o gene PER-3, um dos genes do nosso relógio biológico, determina a propensão a subir mais tarde ou mais cedo, assim como o nosso nível de energia durante todo do dia e/ou à noite.

Os chamado “corujas” depois de 24 horas acordados, eles ainda sentem que seu “dia doméstico” não terminou, então eles estão dispostos a trabalhar mais tempo e ir para a cama mais tarde. “Cotovias”, por outro lado, alcançam seu “dia doméstico” antes do final astronômico, mas porque eles são propensos a uma atividade mais cedo. Podem acordar, por exemplo, às 5 da manhã e sentirão bem dispostos até o final da tarde.

Geralmente o cronotipo de cada pessoa é colocado ao nível genético. Por exemplo, os cientistas descobriram um gene que faz com que a pessoa tenha o ritmo de sono perturbado. Isto já é conhecida como DSPD (Delayed Disorder Sleep Phase) que afeta cerca de 3 pessoas em cada 2000.


Mas se o seu cronotipo não se encaixa em cotovia e nem coruja?

Muitas pessoas não podem ser atribuídas aos cronotipos de “corujas” ou “cotovia”. Para eles, outro cronotipo fornecido.

Um terceiro cronotipo é chamado de “Pombas” – aqueles que facilmente reorganizam o ritmo da vida em quaisquer circunstâncias. Este grupo de pessoas ainda está em estudos.

Você deve conhecer e adaptar o seu estilo de vida para o seu cronotipo

Conhecer o seu cronotipo lhe permitirá trabalhar seguindo o seu ritmo circadiano natural, que não só afeta sua produtividade, mas também o seu humor e sua saúde. Na verdade, tem sido mostrado que quando um ritmo circadiano é incompatível com o ritmo de atividade da pessoa, ela fica mais propensa a obesidade, diabetes e alguns tipos de câncer. Além disso, se a você estudar o seu cronotipo e adaptar seus horários de atividades ao seu ritmo circadiano, resultará positivamente no seu estado de espirito e sua saúde mental e emocional.

Na verdade, o ritmo circadiano é tão importante que os médicos do Hospital Paul Brousse, em Paris afirmaram que a quimioterapia deve ser aplicada em conformidade com este ciclo, pois é sabido que as células de certos tipos de linfoma tendem a dividir mais entre 9 e 22:00. Pelo contrário, as células intestinais tendem a fazê-lo às 7 da manhã e medula óssea ao meio-dia. Portanto, se a quimioterapia é aplicada no momento, seria mais eficaz e menos tóxico.

*Publicado originalmente por Julia Ruzmanova – Tradução e livre adaptação de Portal Raízes

…………………………………………………………….
*Fonte: portalraizes

O Mito da Caverna – (Platão)

É Platão quem nos dá uma idéia magnífica sobre a questão da ordem implícita e explícita no seu célebre “Mito da Caverna” que se encontra no centro do Diálogo A República.

O Mito da Caverna

Vejamos o que nos diz Platão, através da boca de Sócrates:

Imaginemos homens que vivam numa caverna cuja entrada se abre para a
luz em toda a sua largura, com um amplo saguão de acesso. Imaginemos que esta caverna seja habitada, e seus habitantes tenham as pernas e o pescoço amarrados de tal modo que não possam mudar de posição e tenham de olhar apenas para o fundo da caverna, onde há uma parede. Imaginemos ainda que, bem em frente da entrada da caverna, exista um pequeno muro da altura de um homem e que, por trás desse muro, se movam homens carregando sobre os ombros estátuas trabalhadas em pedra e madeira, representando os mais diversos tipos de coisas. Imaginemos também que, por lá, no alto, brilhe o sol. Finalmente, imaginemos que a caverna produza ecos e que os homens que passam por trás do muro estejam falando de modo que suas vozes ecoem no fundo da caverna.

Se fosse assim, certamente os habitantes da caverna nada poderiam ver além das sombras das pequenas estátuas projetadas no fundo da caverna e ouviriam apenas o eco das vozes. Entretanto, por nunca terem visto outra coisa, eles acreditariam que aquelas sombras, que eram cópias imperfeitas de objetos reais, eram a única e verdadeira realidade e que o eco das vozes seriam o som real das vozes emitidas pelas sombras.

Suponhamos, agora, que um daqueles habitantes consiga se soltar das correntes que o prendem. Com muita dificuldade e sentindo-se freqüentemente tonto, ele se voltaria para a luz e começaria a subir até a entrada da caverna. Com muita dificuldade e sentindo-se perdido, ele começaria a se habituar à nova visão com a qual se deparava. Habituando os olhos e os ouvidos, ele veria as estatuetas moverem-se por sobre o muro e, após formular inúmeras hipóteses, por fim compreenderia que elas possuem mais detalhes e são muito mais belas que as sombras que antes via na caverna, e que agora lhes parece algo irreal ou limitado.

Suponhamos que alguém o traga para o outro lado do muro. Primeiramente ele ficaria ofuscado e amedrontado pelo excesso de luz; depois, habituando-se, veria as várias coisas em si mesmas; e, por último, veria a própria luz do sol refletida em todas as coisas. Compreenderia, então, que estas e somente
estas coisas seriam a realidade e que o sol seria a causa de todas as outras coisas.

Mas ele se entristeceria se seus companheiros da caverna ficassem ainda em sua obscura ignorância acerca das causas últimas das coisas. Assim, ele, por amor, voltaria à caverna a fim de libertar seus irmãos do julgo da ignorância e dos grilhões que os prendiam. Mas, quando volta, ele é recebido como um louco que não reconhece ou não mais se adapta à realidade que eles pensam ser a verdadeira: a realidade das sombras. E, então, eles o desprezariam….

Platão

……………………………………………………………….
*Fonte: holos

Por que a culpa não é do Tinder

Estava conversando com meu sobrinho sobre aplicativos de encontros, trocando ideias e experiências, quando ele me disse: “os aplicativos sempre servindo para nos apresentar pessoas interessantes… só que não”. Respondi a ele que os aplicativos são apenas ferramentas e que não podem fazer milagre. Eles nos mostram quem está disponível no “mercado” e supostamente interessado em ter um relacionamento afetivo ou sexual.

Há uma tendência generalizada de se “culpar” os aplicativos, a internet ou a tecnologia de forma geral pela queda na qualidade dos relacionamentos de hoje em dia. É como se o fato de usarmos um aplicativo para celular pudesse nos transformar em pessoas piores, passíveis de descartar outras pessoas em um piscar de olhos. Aliás, não… é como se isso acontecesse com todos os outros – menos com a gente. O que mais se vê são pessoas reclamando que não encontram outras pessoas interessantes, mas, por que será que essas pessoas não se encontram? Se quase todo mundo comenta a mesma coisa, quem são esses outros, afinal?

Os aplicativos de encontros são apenas mais uma forma de conhecer pessoas. Eles têm vantagens e desvantagens com relação a outras formas mais tradicionais de se buscar possibilidades de relacionamentos afetivos. Não é melhor em tudo, nem pior em tudo. É só mais uma forma. Facilita o descarte de pessoas – já pensou se cada cara mala que viesse nos abordar em um bar pudéssemos arrastar para a esquerda com um “nope” gigante? No bar, fica mais complicado. As pessoas selecionam mais, até porque, o descarte é mais difícil. Por outro lado, o aplicativo ajuda os tímidos. Poderia ficar aqui enumerando dezenas de vantagens e desvantagens, mas não é esse o ponto. A grande questão é: o problema não é o Tinder. O problema são as pessoas que usam o Tinder.

Quando dizemos “hoje em dia” ninguém quer mais relacionamento, estamos comparando com “antigamente”. Se dizemos que hoje é assim, é porque consideramos que antes não era. Ora, não era mesmo. Antes as pessoas se casavam por outros motivos – que não necessariamente o amor – e não se separavam. Não havia a possibilidade de buscar relacionamentos de melhor qualidade. Casava-se e vivia-se casado para sempre. Isso garantia felicidade? Obviamente, não. Novamente, temos vantagens e desvantagens. Havia a segurança, mas não havia a liberdade. Porém, essa tal liberdade que conquistamos hoje não é garantidora de felicidade, afinal. Porque você nunca sabe direito se está agindo certo ou não. Porque você não é obrigado a seguir script, o que lhe dá um número absurdo de possiblidades que você simplesmente não sabe se serão boas ou ruins.

Vivemos hoje a angústia descrita por Sartre, de sermos “condenados à liberdade”. Temos opções que não tínhamos antes, o que é ótimo, mas isso vem com uma carga de responsabilidade e maturidade que talvez as pessoas não tenham percebido. Vem também com uma questão interessante: afinal, o que você espera de um relacionamento? O quanto está disposto a se doar também?

Zygmunt Bauman em seu livro Amor Líquido cita a seguinte frase: “poucas coisas se parecem tanto com a morte quanto o amor realizado”, de Ivan Klima. Ele diz que no amor – assim como na morte – só sabemos como é vivendo. Se a morte é uma experiência única, ou seja, só morremos uma vez, o amor não necessariamente é assim. No entanto, cada história de amor é única. “Não se pode aprender a amar, assim como não se pode aprender a morrer”, diz Bauman.

Há um alto grau de insegurança ao se embarcar em uma relação. Diante disso, “em vez de haver mais pessoas atingindo mais vezes os elevados padrões do amor, esses padrões foram baixados. Como resultado, o conjunto de experiências às quais nos referimos com a palavra amor expandiu-se muito”, continua Bauman. Então, vive-se a ilusão de que pode-se “ganhar experiência” com o amor, aprender a amar. No entanto, “amar significa abrir-se ao destino, a mais sublime de todas as condições humanas, em que o medo se funde ao regozijo num amálgama irreversível”.

Em outras palavras, há um medo generalizado dessa insegurança, desse frio na barriga que vem junto com o amor correspondido. Há uma vontade de ter o lado bom do relacionamento, mas sem ter o lado ruim – ou seja, a possibilidade iminente de sofrimento. As pessoas querem ter, mas não querem depender. Tem coisa pior do que depender? Bauman diz que as pessoas querem “comer o bolo e ao mesmo tempo conservá-lo; desfrutar das doces delícias de um relacionamento evitando, simultaneamente, seus momentos mais amargos e penosos”.

Bauman cita, então, uma frase de Erich Fromm que diz: “A satisfação no amor individual não pode ser atingida sem a humildade, a coragem, a fé e a disciplina verdadeiras. Em uma cultura na qual são raras essas qualidades, atingir a capacidade de amar será sempre, necessariamente, uma rara conquista”. Essa frase praticamente resume o que quis dizer quando afirmei que o problema não é o Tinder, mas as pessoas que usam o Tinder.

A ideia de que “eu mereço uma pessoa que faça isso ou aquilo e não aceito menos que isso” é completamente coerente com os tais “amores de bolso” que Bauman cita, com o consumo de pessoas que satisfaçam nossos anseios. Arrisco a dizer que a maioria das pessoas não está, mesmo, preparada para o amor, mas não por causa do Tinder; nunca estiveram.

Rilke, no livro Cartas a um jovem poeta, um dos livros mais bonitos que já li, escreve que o amor é algo para o qual nós nos preparamos durante toda a vida. “O amor de duas criaturas humanas talvez seja a tarefa mais difícil que nos foi imposta, a maior e última prova, a obra para a qual todas as outras são apenas uma preparação. (…) O amor é uma ocasião sublime para o indivíduo amadurecer, tornar-se algo em si mesmo, tornar-se um mundo para si, por causa de outro ser; é uma grande e ilimitada exigência que se lhe faz, uma escolha e um chamado para longe”.

Ele também compara o amor à morte. “Quem examina a questão com seriedade acha que, como para a morte, que é difícil, também para o difícil amor não foi encontrada até hoje uma luz, uma solução, um aceno ou um caminho. Não se poderá encontrar, para ambas estas tarefas (…) nenhuma regra comum, baseada em qualquer acordo”.

Essas cartas do Rilke foram escritas entre 1903 e 1908, muito antes do Tinder, o que mostra que o problema mesmo está nas pessoas, sempre esteve, e que os aplicativos somente são mais uma forma de explicitar isso.

……………………………………………………………………………
*Fonte: genialmentelouco/ Juliana Santin

Brasileiro não é apaixonado por carros, é apaixonado por status

Ao longo dos anos nos acostumamos com a afirmação de que nós brasileiros somos apaixonados por carros.

Por conta da minha vivência e trabalho com o público, me acostumei a fazer uma análise mais fria sobre o assunto. Levo em conta alguns aspectos que acabam escapando do senso comum.

Cheguei a uma conclusão um pouco diferente sobre o tema. Aprendi que o brasileiro, mais do que ser apaixonado por carros, é apaixonado pelo status que o carro confere, ou seja, leva uma pseudo-vida de falsas aparências.

Quem efetivamente gosta de carros, leva em consideração muitos aspectos na hora de escolher um bom modelo. Entre eles está a segurança, a confiabilidade da marca, o projeto mecânico. Também o histórico de vendas e o relacionamento do fabricante e distribuidores com os clientes.

O brasileiro, via de regra, define o carro pelo valor. Já cansei de ouvir alguns amigos se gabando de comprar veículos de valor expressivo a acabarem se frustrando em pouco tempo.

A crise é reveladora

Com a crise, o mercado se contraiu. A indústria automobilística foi um dos setores que mais sentiu o golpe.

O brasileiro, louco por carros (ou melhor, louco pelo glamour que o carro confere), passou a não ter mais a opção de financiá-los com a mesma facilidade de antes. Conclusão: a venda dos novos despencou.

Se já antes muitos “compravam” seu carro e na maioria do tempo o mantinham na garagem por não dispôr de recursos para poder usá-lo frequentemente, agora a situação está ainda mais crítica para esses, e não são poucos neste perfil.

O brasileiro, em nome do status gasta sua vida a serviço do seu objeto de manutenção de um falso status, e não o contrário, que deveria ser a questão lógica, quando o carro deveria estar aí para servir a quem o possui.

Em muitas outras sociedades essa realidade brasileira é até mesmo incompreensível, pois se relatar que há pessoas que deixam de investir em si mesmas, que deixam de viajar, investir em estudos, livros, e o pior delas, deixam de se alimentar como deveriam para servir ao carro, chegam a ser vista como piada por cidadão de outros países, como o Japão, por exemlo.

O preço pago é alto, num simples cálculo feito sobre a forma de financiamento que a maioria dos brasileiros adquirem seus carros, em que pagam juros altíssimos, chega-se a um resultado incrédulo, onde a gritante maioria acaba pagando 3 vezes o valor do carro que ele terá quando o financiamento será quitado, isso quando chega a ser quitado. ( ex: Financia um carro de 30 mil, acaba pagando mais de 45 mil, e quando terminar de quitar o mesmo, já estará valendo menos de 15 mil, ou seja, vai ter pago 3 x o valor do carro que terá em mãos). Isso é algo inteligente? Gastar tamanho tempo de vida em algo que é só despesa e perda de valor não aparenta ser nem mesmo razoável.

Mas é claro, muitos discordarão disso, pois sabemos que a pior escravidão é aquela em que o acorrentado não enxerga, ou não quer enxergar, as correntes da escravidão moderna às quais está preso. Saber diferenciar o que é viver e saber aproveitar a vida da mera luta pela sobrevivência, primeiramente, requer vontade para tal, e sobre isso Platão retrata claramente neste texto sobre o “Mito da Caverna” (clique no link para ler).

Em pleno século 21, a maioria ainda nasce, vive e morre sem sair da era das cavernas.

……………………………………………………………………………………………….
*Fonte: pensadoranonimo/ Ademir Fabio Quinot Ströher

Já não se fazem mais móveis, nem amores, como antigamente…

Um dos pressupostos que mais ouvimos falar é o de que o dinheiro é capaz de colocar ao nosso redor os estímulos necessários para que sejamos felizes, principalmente objetos.

Esse texto eu vi na FastCo.Exist, uma divisão da revista FastCompany, uma revista digital focada em inovação, tecnologia, ética econômica, liderança e design.

Na casa dos meus pais existe um aparador e um espelho que fazem parte da nossa história. Minha mãe tirou uma foto de frente para ele no dia em que se casou e eu também fiz parceria com ele quando, aos treze anos, dancei pela primeira vez uma valsa na festa de uma amiga debutante.

Os móveis duravam muito mais antes. Suportavam as mudanças, muitas vezes feitas em caçambas de caminhões, sacolejando até seu novo destino, amarrados, quando muito, por algumas cordas.
A madeira era de lei. O tecido que cobria as cadeiras e os sofás eram de ótima qualidade, chegavam a suportar duas gerações de crianças saltitantes sem rasgarem-se.

Tecidos de sofá lembram-me uma das histórias mais bonitas que já ouvi dentro do consultório quando uma – então paciente – hoje colega contou que, a cada relacionamento que terminava, ela mandava trocar o tecido do sofá. Foram três “casamentos” e muitas mudanças de endereço e com elas, ia junto o indestrutível sofá que, envolto em um novo tecido, simbolizava um recomeço. Iam-se os tecidos, mas o sofá ficava. Ela foi dessas mulheres que recebeu nome de rainha, que a natureza fez nascer bonita, que buscou incessantemente um amor tão forte quanto o sofá até descobrir o amor próprio, que hoje caminha com ela junto da beleza que também não a abandonou.

Ah, já não se fazem mais móveis, nem tampouco amores como os de antigamente, que duravam uma ou duas vidas, que suportavam as várias trocas de tecido, as várias camadas de verniz e a quantidade de viagens que fossem necessárias nos carretos informais.

Hoje, nem os móveis, nem os casamentos resistem ao fim do contrato de aluguel.

Antes que as caixas de presentes sejam todas abertas e colocadas para o uso, a relação despedaçou-se feito aquele emaranhado de resto de madeira que chamam de compensado quando enfrenta a primeira “tempestade”. Os casamentos terminam antes que se quebrem todos os copos do armário, antes que os lençóis da cama precisem ser trocados, antes que a madeira da mesa sofra o primeiro arranhão.

Não há mais como apegar-nos aos móveis como fazíamos na casa das nossas avós. As minhas mantiveram por muitos anos o mesmo jogo de jantar e os mesmos quadros na parede. Tínhamos uma identidade, e assim como os móveis da família, tínhamos uma história.

Hoje em dia vejo pessoas de vinte e poucos anos que já carregam na ficha dois casamentos, e uns dez relacionamentos abandonados. Deletam fotos e vivem como se cada um deles fosse um rascunho que se apaga e se joga fora diante da primeira adversidade.

Relacionamentos e móveis tornaram-se descartáveis hoje em dia e as fotos na parede sequer existem mais.
A geração nascida nos anos oitenta já trocou de aparelho celular muitas vezes e sequer conhece o que é ter o mesmo aparelho telefônico fixo, preso à parede por um fio que durava dez, vinte, trinta anos.

E por isso, tornaram-se imediatistas e consumistas. Não sabem o que é ter um sapato comprado há mais de dez anos e jamais viveram como eu, a particular experiência de usar na minha festa de quinze anos uma peça de roupa que minha mãe usou em sua formatura e que foi bordada pela minha tia avó.

As relações se sustentam tais quais aqueles móveis que sob o juramento do montador que diz profeticamente: este móvel não suporta uma mudança, se for desmontado não “para em pé” de novo. Tudo culpa do compensado de retalhos de madeira.

As estantes não suportam mais o peso dos livros, os jogos de jantar não são mais feitos para serem usados, os sofás desmoronam antes que se possa trocar o tecido e os aparadores com os espelhos perderam espaço. Não precisam mais durar em um mundo onde relações duram menos do que eles.

Vivemos em um mundo de descartáveis, nos quais raramente encontramos pessoas – como aquela dona do sofá que tem nome de rainha – dispostas a reciclar e reciclarem-se na busca de construir uma história na qual haja perseverança, fé, apego e força. Pessoas capazes de carregar suas lembranças mesmo nos dias difíceis da mudança, capazes de dar chances e tempo a si e ao outro para escrever um livro da vida e não um rascunho que se descarta diante da primeira nova opção.

………………………………………………………….
*Fonte: resilienciamag

A escolha mais importante da sua vida, de acordo com um neurocientista

De acordo com o neurocientista Moran Cerf, da Universidade Northwestern (EUA), a maneira mais fácil de maximizar a sua felicidade não tem nada a ver com experiências, bens materiais ou filosofia pessoal. Cerf estuda o processo de tomada de decisões há mais de uma década.

De acordo com o pesquisador, a chave para fazer boas escolhas, e consequentemente ser feliz, é eleger com sabedoria com quem você passa mais tempo.

 

Por quê

Existem duas premissas que levam Cerf a acreditar que esse é o fator mais importante para a satisfação a longo prazo.

A primeira é que a tomada de decisões é muito cansativa. Diversas pesquisas descobriram, por exemplo, que os seres humanos têm uma quantidade limitada de energia mental para dedicar ao ato de fazer escolhas.

Todos os dias precisamos fazer diversas deliberações: que roupa vestir, onde comer, o que comer quando chegamos lá, que música ouvir, entre milhões de outras coisas simples ou complexas que precisamos ponderar. Sim, é exaustivo.

A segunda premissa é que os humanos acreditam falsamente que estão no controle de sua felicidade ao fazer essas escolhas. Em outras palavras, nós pensamos que, se fizermos as escolhas corretas, ficaremos bem.

Não é bem assim

Cerf não crê nisso. A verdade é que a tomada de decisões é repleta de preconceitos que atrapalham nosso julgamento.

As pessoas confundem experiências ruins como boas, e vice-versa. Elas também deixam suas emoções transformarem uma escolha racional em uma irracional. Por fim, usam pistas sociais, mesmo inconscientemente, para fazer escolhas que de outra forma evitariam.

Como escapar de todos esses obstáculos, e fazer boas escolhas inconscientemente?

Diga-me com quem andas, e te direi quem és

A pesquisa de Cerf revelou que, quando duas pessoas estão na companhia um do outro, suas ondas cerebrais começam a parecer quase idênticas.

Um estudo em particular, com espectadores de cinema, mostrou que os trailers mais envolventes produziram padrões semelhantes no cérebro das pessoas.

Ou seja, apenas estar ao lado de certas pessoas, realizando alguma atividade juntos, já pode alinhar seu cérebro com os delas.

“Isso significa que as pessoas com quem você anda realmente têm um impacto no seu envolvimento com o cotidiano além do que você pode explicar”, afirma Cerf.

Não pense no que fazer, mas com quem fazer

Você pode reparar neste efeito por conta própria: quando um mal-humorado chega em um ambiente, o humor de todas as pessoas em volta piora; quando alguém que fala rápido entra em uma conversa, o ritmo da conversa aumenta; um comediante consegue fazer com que as pessoas ao seu redor se sintam mais leves ou engraçados e etc.

A partir dessas premissas, a conclusão de Cerf é que, se as pessoas querem maximizar sua felicidade e minimizar o estresse, elas devem fazer menos decisões ao se cercarem de pessoas que possuem as características que elas preferem.

Ao longo do tempo, naturalmente, elas passarão a ter atitudes e comportamentos parecidos com os de suas companhias, que são os desejáveis. Ao mesmo tempo, podem evitar decisões triviais que prejudicam a energia necessária para escolhas mais importantes.

Em outras palavras, se você deseja se exercitar mais, aprender um instrumento musical ou tornar-se mais sociável, encontre pessoas que fazem o que você quer fazer e comece a andar com elas. [ScienceAlert ]

……………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

Às vezes a nossa estranheza encanta alguém

É extremamente difícil encontrar alguém que consiga se abrir para o nosso ser na sua completude. Nem todos possuem a capacidade de escutar os nossos silêncios, assim como, nem todos conseguem nos enxergar de dentro para fora. Por esse motivo, na grande maioria das vezes, sentimos aquela sensação de estar só, mesmo estando em meio a outras pessoas, já que quando o outro é incapaz de nos enxergar com todas as peculiaridades que nos forma, dificilmente nos sentiremos em companhia de outra alma.

Como disse Drummond: “Todo ser humano é um estranho ímpar”. Sendo assim, todos possuímos características próprias, trejeitos, maneirismos, esquisitices que nos caracterizam enquanto seres únicos e insubstituíveis. São as idiossincrasias que trazem essência ao nosso ser, que nos dão charme e nos tornam verdadeiramente atraentes aos olhos daqueles que se permitem ver e enxergar. O grande problema, contudo, está nisso: quantos de nós possuem olhos capazes de interpretar as “estranhezas” do outro como algo essencial a sua pessoa?

A bem da verdade, boa parte de nós sente dificuldade, seja em observar, demonstrar e absorver esse terreno de coisas peculiares que forma o que somos. E no meio desse problema cognitivo das lâmpadas da alma, sentimo-nos como que perdidos no meio de “tudo”. Sim, porque a gente se relaciona, está cercado de pessoas quase que o tempo inteiro, mas dessas, quantas de fato nos mostramos? E quantas nos dão guarida, sobretudo, no campo das nossas estranhezas?

O resultado disso se reverbera em relacionamentos inexpressivos e mecânicos, mergulhando sempre nas águas rasas da mesmice. Se a intimidade é o último refúgio, conhecemo-la muito pouca, embora acreditemos ter com ela muitas vezes. Entretanto, isso não ocorre como queríamos, uma vez que isso dependeria de um olhar mais abrangente para o outro, a fim de que dentro de nós os seus delírios encontrassem acolhida. Afinal – “É isto que amamos nos outros: o lugar vazio que eles abrem para que ali floresçam as nossas fantasias” – lembrando Rubem Alves.

E nesse espaço que se abre – não do lado de fora, mas na interioridade de alguém, e somente nele – que nos sentimos livres para nos despir de qualquer subterfúgio que utilizamos para encarar as banalidades do existir. Aliás, neste momento as próprias trivialidades mudam de sentido, porque tudo que fazemos, por mais simples que seja, revela as bases sólidas do nosso ser. Existe liberdade para ser e sensibilidade para sentir, porque o corpo está desperto, a alma se contorce em cócegas e a boca sussurra o gozo.

E, desse modo, encontramos o refúgio da intimidade, de almas que entendem que só é possível estar e sentir verdadeiramente alguém permitindo que ele seja o seu eu por completo, sem fugas ou restrições. Com todas as loucuras, esquisitices e sonhos, já que sem eles somos tão somente a penumbra da vida. Não vale a pena, assim, se esconder em padrões para agradar quem não aprecia as suas idiossincrasias, sabemos que isso só traz mais vazio. É necessário estar desperto para ouvir aqueles que entendem das melodias da alma, já que são nestas que as nossas estranhezas mostram o seu encanto. Precisamos de pessoas que saibam interpretá-las.

………………………………………………………………………….
*Fonte: genialmentelouco / Erick Morais