Aprenda a não revidar, deixe que a vida faça isso por você

Aprenda a não revidar, deixe que a vida faça isso por você. E ela sempre fará, porque ninguém sai dessa vida sem pagar a devida conta de seus atos. Quando o erro não é seu, apenas relaxe.

Não é fácil mantermos a calma quando existe alguém nos incomodando com maldade, agressividade, falsidade ou tudo isso junto. Parece que a energia negativa da pessoa contamina o ambiente e quem estiver por perto, fazendo com que todo mundo ao seu redor fique se rebaixando ao seu nível. E isso não faz bem para ninguém.

Um dos maiores favores que conseguiremos fazer para nós mesmos será conseguirmos ignorar, deixar quieto, deixar pra lá. Silenciarmos, enquanto o outro espera que gritemos e nos desequilibremos, tem uma incrível capacidade de neutralizar o peso que gente ruim carrega para lá e para cá. Como ocorre com tudo nessa vida, o mal, ao não encontrar reciprocidade, vai embora.

A vida anda difícil, sobrecarregada, retirando-nos as forças, enquanto nos equilibramos em meio à correria célere do cotidiano esmagador que nos preenche os dias. Poucos conseguem obter real prazer enquanto se dedica ao trabalho, num ambiente em que as pessoas estão se tornando cada vez mais complicadas. O mundo policia cada um de nossos atos, cada palavra que falamos e escrevemos, aguardando algum possível deslize que possa ser usado contra nós.

Com isso, confiamos pouco no outro, quase não nos abrimos com as pessoas, por medo, insegurança e cautela. E isso tudo vai se acumulando dentro da gente, tornando nossos passos cada vez mais pesados e solitários. A gente acaba não aguentando tanto sentimento represado dentro do peito e, muitas vezes, desconta em quem não merece. A gente se isola e vive a solidão em meio a uma multidão solitária.

Isso contribui para que laços afetivos não se firmem, ou seja, não construímos um relacionamento verdadeiro com as pessoas. Assim, pouco nos importamos com os sentimentos do outro, pouco nos colocamos no lugar de alguém, pouco nos importa que magoemos as pessoas. Para muitos, o outro é apenas alguém que pode vir a ser interessante, caso possa ser usado em seu favor de alguma forma.

Há, como se vê, uma urgente necessidade de não propagar essa ausência de afeto que paira sobre nós, não entrando no jogo de quem só quer disseminar discórdia. Aprenda a não revidar, deixe que a vida faça isso por você. E ela sempre fará, porque ninguém sai dessa vida sem pagar a devida conta de seus atos. Quando o erro não é seu, apenas relaxe.

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*Fonte: resilienciamag

A gente sempre acha que terá tempo de sobra…

Recentemente recebi um texto lindo por Whatsapp intitulado “Vá aos encontros felizes”. Nele, a autora, Monica Moro Harger, fazia uma bela reflexão acerca da necessidade de irmos ao encontro daqueles que amamos, aproveitando as boas oportunidades de nos reunirmos na alegria, e não somente nos momentos tristes. Como ela ressaltava, “nos encontros tristes você irá. Quando alguém morre, todos vão. Por protocolo, por obrigação ou por amor (e dor). Mas é bom que seja assim também, e, principalmente, nos momentos felizes”.

O texto de Monica é perfeito, singular, redondo. Não quero aqui acrescentar nada ao que ela já disse, pois seria desnecessário. O texto _ curto, certeiro e muito bonito_ é um alerta àqueles que acham que têm tempo de sobra, tempo demais para brindarem a vida junto àqueles que amam ou simplesmente abraçar as pessoas que lhes são caras. Infelizmente, a verdade é que nunca há tempo suficiente.

Tive um namorado “muito confiante” que dizia que teríamos o resto da vida juntos, e por isso priorizava os amigos à nossa relação. Certamente era uma desculpa dele, mas o fato é que escolhemos aquilo que queremos priorizar, e muitas vezes deixamos para depois pessoas e momentos importantes que nunca mais irão voltar. Meu namoro não durou, é claro, mas o fato dele achar que teríamos tempo de sobra no futuro, fez com que o presente fosse deixado de lado, e isso contribuiu para nosso rompimento.

Como eu disse, nós escolhemos nossas prioridades. Escolhemos colocar trabalho à frente de família, rede social à frente de amigos verdadeiros, sofá à frente de oportunidades de brindar à vida. Nos acomodamos em nossas desculpas e argumentos vagos e não percebemos que nem tudo estará ao nosso alcance por muito tempo. Os filhos crescem, as pessoas se despedem, os amigos vão embora, as oportunidades de abraçar aqueles que amamos se esgotam.

No primeiro fim de semana de agosto terei meu anual encontro de turma. Lá se vão vinte e dois anos de formados, e me reabasteço a cada reunião. Sinto orgulho dos colegas que viajam centenas de quilômetros para estarem conosco. Alguns vêm de avião, outros, acompanhados de seus filhos pequenos, cortam estados inteiros na estrada para passarmos dois dias juntos. Ano passado, um dos nossos grandes amigos saiu do hospital, depois de um infarto, direto para o encontro! No olhar de cada um, enxergo a resolução de que nossas reuniões sejam prioridade. Apesar do cansaço, dos afazeres, da vida corrida e da falta de grana, uma vez por ano reservamos um fim de semana para estarmos juntos. Uma vez por ano, abrimos mão de tudo que poderíamos estar fazendo e declaramos que o mais importante é rever nossa velha família e voltar a ser quem éramos aos vinte anos.

Doutora Ana Claudia Quintana Arantes, médica especialista em cuidados paliativos, cita que, entre os cinco maiores arrependimentos das pessoas antes de morrer, estão: “Eu gostaria de não ter trabalhado tanto” _ Ela conta que ouviu isso de todos os pacientes homens com quem trabalhou. Eles sentiam falta de ter aproveitado mais a juventude dos filhos e a companhia de suas parceiras_ e “Eu gostaria de ter ficado em contato com meus amigos”. Segundo Ana Cláudia, “muitos tiveram muitos arrependimentos profundos por não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo.”

Assim, acredito que quando você diz que “não tem tempo” para alguma coisa, na verdade você está dizendo que não escolhe aquilo como prioridade. Simples assim.

“Falta de tempo” já virou desculpa para muita coisa: desinteresse, desimportância, descaso, desapego. As pessoas reservam vagas na agenda para aquilo que acham que merece atenção, envolvimento, tempo. Nem sempre fazem escolhas acertadas, e um dia, tarde demais, podem perceber que privilegiaram coisas supérfluas às coisas importantes.

A gente sempre acha que terá tempo de sobra, mas a verdade é que ninguém tem. De uma hora para outra percebemos que o correr da vida nos engole por completo, e por isso é urgente não adiar nem tardar o perdão, as manifestações de afeto, a nossa presença plena e integral junto àqueles que amamos.

No dicionário, priorizar é definido como “privilegiar”, “garantir vantagem”. Que você privilegie as coisas certas, eternas, valiosas. Que dê vantagem àquilo que realmente é importante, que não pode ser ignorado, que é relevante demais para ser considerado segunda opção. Que nunca se engane com a ordem das coisas, e coloque em primeiro lugar o que torna-se primordial hoje e nunca, jamais, poderá ser resgatado depois.

Pois depois… Depois a casa fica vazia, as marcas na parede denunciando o crescimento do menino se apagam, as músicas do velho amor são substituídas por uma batida barulhenta nova. Depois a porcelana quebra, a prata escurece e os guardanapos de uma noite feliz voltam para a gaveta. Depois os quintais perdem o encanto, os porta retratos empoeiram e a certeza de que a visita do tempo é implacável se consolida.

Então não deixe para depois o que merece ser reverenciado, amado, vivido. Não adie as mãos dadas, o beijo de boa noite, a conversa de boteco, a receita de família enchendo a cozinha de vapores. Não recuse a bola no quintal, a oração na cama dos pequenos, o ritual de enxugar a louça enquanto sua mãe lava. Troque o sofá pelos “encontros felizes” e nunca se esqueça que a contabilidade que realmente importa é baseada nas experiências vividas, nos laços criados e nas prioridades assumidas.

*Por Fabíola Simões

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*Fonte: psicologiadobrasil

4 ensinamentos do Tao para lidar com pessoas difíceis

Dentro dos ensinamentos do Tao estão também aqueles sábios conselhos para tratar e lidar com pessoas difíceis, aquelas presenças que nos roubam energia e que muitas vezes colocam uma cerca nos nossos caminhos. De acordo com os princípios de Lao-Tse, nestes casos, é melhor manter a serenidade, esvaziada de emoções negativas e remover o poder de quem gosta de arrebatar a calma.

Se dermos uma olhada nas publicações mais recentes que falam sobre como melhorar nosso estilo de comunicação e como alcançar o sucesso no trabalho, há um tema recorrente: a necessidade de aprender a gerenciar pessoas difíceis. Agora, estamos cientes de que este rótulo dá nome a uma pequena caixa de desastre e que, portanto, é conveniente definir, em primeiro lugar, o que entendemos por personalidades difíceis.

Dentro do mundo dos negócios e do coaching, temos a prova de que, para sobreviver em nossos contextos sociais, devemos coexistir vigorosamente com perfis de personalidade muito específicos. Referimo-nos a pessoas passivo-agressivas e pessoas narcisistas. São presenças que pululam em quase todos os cenários, que fazem uso do abuso verbal, da manipulação e que, às vezes, sua mera presença já nos obscurece.

Nos últimos anos, muitas das publicações que visam nos ensinar como lidar com esse tipo de situação são nutridas pelos ensinamentos do Tao por várias razões. O primeiro pelo bom manejo das emoções, o segundo pelo manejo adequado dos estados com os quais podemos, em última análise, enfrentar o abuso de poder, estabelecer limites e melhorar nossos estilos de comunicação.

Não importa que os textos de Lao-Tse tenham tantos séculos. Este legado continua sendo muito útil.

1. Controle pessoas difíceis sem ter que lutar com elas

“Controlar o inimigo sem lutar com ele é a maior habilidade.”
-Gichin Funakoshi-

Dentro dos ensinamentos do Taoísmo é exaltado o símile de que viver é como fluir através de um rio. Deixar-nos guiar pelo seu canal sem resistência faz parte dessa harmonia que todos devemos desfrutar.

No entanto, conceitos como luta, confronto ou resistência são a antítese dessa ideia, desse conceito em que somos simplesmente encorajados a avançar com coragem e flexibilidade. Assim, quem escolher, por exemplo, fazer uso da discussão, da constante afronta com pessoas difíceis, só terá mais desânimo e tremenda frustração.

Optar por “não lutar” não significa ceder ou deixar-se sobrecarregar. Significa, acima de tudo, não dar poder àqueles que não o merecem, escolhendo a sabedoria sobre a violência e optando pela calma antes de abrir as comportas, bem abertas, para que a ansiedade nos inunde.

2. Esvazie sua taça de emoções negativas

“O vazio é o melhor ponto de partida … Então abandone todos os seus preconceitos e seja neutro. Você sabe por que esse copo é tão útil? Porque está vazio. ”
-Bruce Lee-

Pessoas difíceis muitas vezes estragam nosso dia com uma única palavra ou um comentário. Não importa quão irracional seja sua mensagem, a inadequação de suas ações nos afeta sim ou sim. Uma das dicas que transmite os ensinamentos do Tao é que quanto menos reativos somos, mais espaço teremos para fazer uso do julgamento.

Vamos, portanto, tentar controlar a angústia, as emoções negativas. Uma vez que a pessoa difícil tenha realizado sua manobra, contaremos até 10 e respiraremos profundamente. Ninguém tem o direito de estragar o nosso dia, por isso vamos nos esvaziar de raiva, despeito e mau humor, um por um …

A mente deve permanecer como uma sala clara, onde o vento contaminado entra através de um portal e desaparece no segundo através do outro.

3. Seja proativo, não reativo

Pessoas difíceis às vezes nos fazem vítimas de suas artes doentias. Pouco a pouco, acumulamos tanto ódio, desconforto e frustração que corremos o risco de reagir da pior maneira possível. Não é adequado. Mais cedo ou mais tarde, vamos nos arrepender dessa reação e, especialmente, não ter definido limites de antemão.

“Não seja escravo de nada nem de ninguém, alcance a verdadeira liberdade.”
-Certo do Jeet Kune Do-

O Tao recomenda que aprendamos a ser proativos. O que isso significa exatamente? Isso significa que devemos aprender a assumir o controle dos eventos, em vez de observar as coisas acontecerem.

Um conselho que Tao nos ensina é que toda vez que vemos uma pessoa difícil, tentemos nos colocar em seu lugar usando a seguinte frase: “não deve ser fácil”.

Essa frase pode nos ajudar a entender muitas coisas: “Não deve ser fácil para o meu colega de trabalho adoecer a todos, ter tão pouca paciência e tão pouco controle de suas emoções”. “Não deveria ser fácil para o meu irmão ficar sem trabalho, com uma dívida e também ter aquele caráter complicado”.

Compreender a perspectiva dos outros nos permitirá estar preparados para controlar melhor a situação. Isso fará com que, quando estivermos prontos para dar ajuda, isso seja mais oportuno do que quando fazemos uma crítica construtiva … isso é mais preciso e motivador.

4. A força do bambu

“Há momentos em que, quando tudo o mais falha, não há escolha senão ser contundente. Como o bambu que ganha força depois de ser dobrado “.
O Tao da Liderança

Às vezes acontece, nossas circunstâncias com pessoas difíceis atingem um limite e nós não somos apenas encurralados, mas nos sentimos inclinados, até mesmo completamente humilhados. Nesses momentos, o Tao nos recomenda visualizar um bambu.

Eles também se dobram, eles também recebem o impacto do vento forte que quer controlá-los e tê-los sob seu poder. No entanto, isso nunca acontece, porque o bambu obtém sua força de sua flexibilidade. O fato de que ele se inclina torna mais forte a reação.

Nós também podemos fazer isso. Quando sentimos que alcançamos o limite, é hora de subir com mais força para gerar uma mudança. Não usaremos violência, porque força não é violência, é capacidade de resposta, é saber nos posicionar com coragem diante daqueles que ousam nos tornar algo que não somos: pessoas fracas.

Para concluir, os ensinamentos do Tao contêm maravilhosas brasas de conhecimento que continuam a inflamar nossa capacidade de aprender, iluminando-nos com sua temperança para lidar com maior sabedoria com as complexidades do mundo de hoje.

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*Fonte: pensamentocontemporaneo

Existem pessoas cruéis disfarçadas de boas pessoas

Existem pessoas cruéis disfarçadas de boas pessoas. São seres que machucam, que agridem por intermédio de uma chantagem emocional maquiavélica baseada no medo, na agressão e na culpa. Aparentam ser pessoas altruístas, mas na verdade escondem interesses ocultos e frustrações profundas.

Muitas vezes ouve-se dizer que “quem machuca o faz porque em algum momento da vida também já foi machucado”. Que quem foi magoado, magoa. No entanto, ainda que por trás destas ideias exista uma base verídica, existe outro aspecto que sempre nos custa admitir: A maldade existe. As pessoas cruéis, por vezes, dispõem de certos componentes biológicos que as empurram em direção a determinados comportamentos agressivos.

“Não há maldade mais cruel que a que nasce das sementes do bem.”
-Baldassare Castiglione-

O cientista e divulgador Marcelino Cereijudo nos assinala algo interessante. “Não existe o gene da maldade, porém há certos aspectos biológicos e culturais que a podem propiciar”. A parte mais complexa deste tema é que muito frequentemente tendemos a buscar rótulos e patologias em comportamentos que simplesmente não entram dentro dos manuais de psicodiagnóstico.

Os atos maliciosos podem ocorrer sem que exista necessariamente uma doença psicológica subjacente. Todos nós, em algum momento da nossa vida, já conhecemos uma pessoa com este tipo de perfil. Seres que nos presenteiam com bajulação e atenção. Pessoas agradáveis, com êxito social, mas que em privado delineiam uma sombra obscura e alargada. Na profundeza dos seus corações respira a crueldade, a falta de empatia, e até mesmo a agressividade.

As pessoas cruéis e a molécula da moral

Tal como dissemos anteriormente, até hoje ninguém conseguiu identificar a existência do gene da maldade. No entanto, nos últimos anos aumentaram os estudos sobre um aspecto fascinante: a denominada “molécula da moral”. Para compreender melhor o que é esta estrutura, iremos nos contextualizar a partir de uma história real. Uma história terrível, que lamentavelmente acontece com muita frequência.

Hans Reiser é um programador norte-americano famoso por ter criado os arquivos ReiserFS. Atualmente, e desde 2008, está na prisão de Mule Creek por ter assassinado sua esposa. Ele não teve problema em se declarar culpado e em revelar onde enterrou o corpo de Nina Reiser. Como dado curioso, vale a pena dizer que este especialista em programação dispõe de uma inteligência prodigiosa, ao ponto de ter iniciado os seus estudos universitários ainda adolescente.

Depois de um julgamento rápido e de ter ingressado na prisão de San Quintín, decidiu preparar ele próprio o seu recurso. Através de 5 folhas escritas à mão, argumentou que o seu cérebro funcionava de maneira diferente. Reiser tinha conhecimento dos estudos que estavam a ser realizados sobre a oxitocina e a utilizou como argumento. Segundo ele, tinha nascido com o seguinte problema: o seu cérebro não produzia a chamada molécula da moral. Carecia de empatia.

Obviamente, e como era de se esperar, este argumento não o impediu de cumprir a pena perpétua. No entanto, o tema sobre a origem da maldade voltou a entrar em debate. Nos dias de hoje, dá-se pleno valor ao fato de que a oxitocina é o hormônio que faz de nós seres “humanos” na sua vertente mais autêntica. Pessoas educadas e preocupadas em ajudar, cuidar e empatizar com os nossos semelhantes.

Como se defender da crueldade camuflada

No nosso cotidiano, nem sempre nos relacionamos com pessoas tão cruéis como a anteriormente citada. Porém, somos vítimas de outro tipo de interações: as de falsa bondade, a agressividade encoberta, a manipulação, o egoísmo sutil, a ironia mais daninha, etc.

“O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.”

-Albert Einstein-

Estes comportamentos podem ser resultado de vários aspetos. Carência de inteligência emocional, um ambiente pouco afetivo onde a pessoa cresceu ou até mesmo um déficit na liberação da oxitocina. Tudo isto talvez determinará essa agressividade mais ou menos encoberta. De qualquer forma, não podemos esquecer que quando falamos de agressividade, não estamos nos referindo exclusivamente ao dano físico.

A agressão emocional, a instrumental ou a verbal são feridas menos denunciáveis devido à necessidade de serem provadas, mas são mais corriqueiras e por isso temos que nos defender. Explicaremos como.

Pessoas cruéis: saber reconhecê-las e evitá-las

Todos podemos ser vítimas das pessoas cruéis. Não importa a idade, o status ou as nossas experiências anteriores. Este tipo de pessoa pode ser encontrado no meio da família, em ambientes de trabalho e em qualquer outro cenário. No entanto, podemos identificá-las de várias formas.

•A pessoa de coração obscuro nos seduzirá com a mentira. Elas irão se camuflar por trás de palavras bonitas e atos nobres, mas pouco a pouco surgirá a chantagem. E mais tarde, a criação do medo, da culpa e da violência mental.

•Perante estes mecanismos, cabe apenas uma opção: a não-tolerância. Não importa que seja a nossa irmã, nossa parceira ou um colega de trabalho. Os perturbadores da calma e do equilíbrio só buscam uma coisa: acabar com a nossa autoestima para ter o controle.

•Teremos a sensação clara de que não há saída. De que elas nos têm sob suas redes. No entanto, vale recordar que “é mais poderoso aquele que é dono de si mesmo”. Por isso, é importante acabar com o jogo da dominação e da agressividade com determinação.

Os jogos da dominação e da agressividade encoberta são muito complexos. No entanto, é necessário agir com rapidez para remover armadilhas e reagir a ameaças veladas. No momento em que sentirmos desconforto ou preocupação em relação a certos comportamentos, só existe uma opção: a distância.

*Por Valéria Amado

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*Fonte: resilienciamag

Respeito não é concordar. Respeito não é incentivar. Respeito não é aceitar. Respeito é só respeito!

Respeito e liberdade, é o que eu quero e desejo para essa humanidade que luta pela igualdade, que batalha para ser livre, mas que não aprendeu ainda, a respeitar a liberdade dos outros.

Eu desejo um mundo onde as pessoas possam ser livres em sua essência e verdade. Eu desejo que as pessoas possam amar e serem amadas da maneira que quiserem e por quem quiserem. E que o amor de uns não provoque o ódio em outros. Eu desejo de verdade, um mundo mais consciente, mais tolerante, mais sensível a dor, a imperfeição e as escolhas alheias.

Eu desejo respeito, e para isso entendo que preciso também respeitar, mesmo o que não me agrada.

Orientação sexual. Time de futebol. Escolhas políticas. Religião. Diferentes percepções. Livre árbitro.

Vamos tentar um pouquinho mais a cada dia, a respeitar as pessoas da maneira como são, mesmo que a gente não concorde com alguns aspectos de suas vidas. Não cabe a nós julgar. Repito, não cabe a nós julgar nenhuma escolha, decisão ou vontade alheia. Respeito não é concordar. Respeito não é incentivar. Respeito não é aceitar. Respeito não é obrigação de se conviver com o que ou quem você não gosta ou não concorda. Respeito é só respeito ! Um valor essencial e primordial.

Respeito é entender que cada um tem uma perspectiva diferente, opiniões diferentes, e está tudo bem! As minhas opiniões, as minhas escolhas, as minhas vontades, não anulam a relevância das suas e vice versa.

Respeito é a decência de não fazer aos outros o que não gostaríamos que fizessem com a gente.

Sem respeito ao próximo não existirá respeito mútuo e sem respeito mútuo, teremos uma sociedade intolerante, agressiva e estagnada. Pois sem respeito, compaixão e tolerância, não há evolução e desenvolvimento humano.

E de nada adianta tecnologias revolucionárias se o espírito e comportamento humano continuarem na pré-história.

*Por Wandy Luz

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*Fonte: revistapazes

Empatia depende do bom funcionamento do cérebro, diz estudo

Certamente você deve ter ouvido falar muito em empatia, definida como a capacidade de se colocar no lugar do outro, de perceber o estado ou a condição de outra pessoa e, por meio dessa habilidade, conseguir sentir a mesma emoção. Mas, nos últimos anos, a neurociência tem evidenciado que a empatia é na verdade uma combinação de atos conscientes e inconscientes do nosso cérebro e que depende do bom funcionamento de certas regiões cerebrais.

Um estudo, publicado na revista científica Plos One, mostrou que pessoas com traços específicos de personalidade, como altruísmo e afetuosidade, por exemplo, são mais bem habilitadas para reconhecerem os estados emocionais de outras pessoas, devido a uma maior atividade em regiões importantes do cérebro, como a junção temporoparietal e o córtex pré-frontal medial.

Outra pesquisa, publicada no Journal of Neuroscience, apontou que embora o egocentrismo seja uma característica considerada normal no ser humano, existe uma área do cérebro que ajuda a regular nosso egoísmo, chamada de giro supramarginal. Quando há pleno funcionamento dessa estrutura, por exemplo, a falta de empatia é identificada e corrigida. Por outro lado, danos nessa região reduzem de forma significativa a capacidade de se colocar no lugar do outro.

Empatia e tolerância andam juntas

Segundo a neuropsicóloga Thaís Quaranta, a empatia vai muito além da capacidade de se colocar no lugar do outro. “A primeira questão envolvida na empatia é entender que o outro é um ser independente de nós, como suas particularidades e diferenças. Assim, a empatia é quando imaginamos como seria estar no lugar do outro, compartilhamos seus sentimentos, mas permanecemos conscientes de que não é a nossa própria experiência”.

Isso quer dizer que ser empático não é imaginar o que você faria se estivesse no lugar do outro, mas sim entender e aceitar a decisão do outro para aquela questão.

“A empatia depende de uma outra habilidade, a tolerância. Aceitar as diferenças em todos os sentidos é ser empático. Precisamos levar em consideração o contexto de vida das outras pessoas, seus valores, suas crenças, sua personalidade, suas opiniões e saber interpretar corretamente cada situação e sem a tolerância isso não ocorre”, comenta Thaís.

Empatia pode ser aprendida?

Sabe-se que a empatia é multidimensional, ou seja, ela depende de conexões neuronais, assim como é influenciada pelo ambiente e pelas interações sociais. A infância é uma fase crucial para desenvolver habilidades empáticas.

Os processos neurais podem ser modificados por meio da estimulação social e emocional

“A criança deve ser ensinada a se importar com os sentimentos dos outros desde pequena. Por exemplo, se ela bate ou morde o amiguinho, é mais adequado dizer que o colega está triste porque doeu, porque lhe machucou, do que simplesmente obrigar a criança a pedir desculpas. Pedir desculpas apenas por pedir não ajuda a criança a reconhecer ou a se colocar no lugar do outro”, recomenda Thaís.

Mas, mesmo depois da chamada “janela de oportunidade”, que se dá na infância e na adolescência, a empatia pode ser desenvolvida, segundo um estudo publicado no Journal Social Neuroscience. A pesquisa mostrou que os processos neurais podem ser modificados por meio da estimulação social e emocional, independente da idade.

“A empatia abre portas para nossos relacionamentos em todos os âmbitos, como o familiar, o amoroso, o profissional e o social. É uma característica bastante valorizada nas empresas, assim como é essencial para construir e para fortalecer nossos vínculos. E, felizmente, pode ser treinada com a ajuda da psicoterapia”, finaliza Thaís.

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*Fonte: ciclovivo

5 traços das pessoas negativas

Seria injusto afirmar que uma pessoa é negativa na sua essência. Todos os seres humanos têm algum valor e não existe nenhuma pessoa que poderíamos classificar como impossibilitada ou deficiente por si mesma. Quando falamos dos traços das pessoas negativas, o que se questiona é a atitude, não as pessoas em si.

Também é válido esclarecer que nada nos seres humanos é um estado puro nem ocorre de maneira contínua, sobretudo a nível emocional. Portanto, nenhuma pessoa é totalmente negativa ou positiva. Ambas as atitudes coabitam em cada um de nós. O que acontece é que cada um decide dar destaque a uma ou outra postura.

“Somos nosso próprio demônio e fazemos desse mundo o nosso próprio inferno.”
-Oscar Wilde-

Neste artigo, tentaremos expor as principais características que são identificadas em pessoas que têm posturas negativas. O principal prejudicado com essas atitudes é a própria pessoa. Por isso, vale a pena analisar se estamos cometendo algumas dessas atitudes e reconhecer que poderíamos ganhar muito mais se mudássemos a nossa postura. Para isso, vamos analisar os cinco principais traços das pessoas negativas.

Principais traços das pessoas negativas

1. Querer resolver o impossível, uma perspectiva muito negativa

Há muitas coisas impossíveis na vida, mas algumas pessoas não estão dispostas a aceitar este fato. Elas não aceitam que a frustração faz parte da existência e que nem sempre conseguimos aquilo que desejamos.

Talvez quiséssemos ter nascido numa família milionária ou ter crescido num ambiente com muita compreensão. Se não foi assim, não podemos fazer nada para mudar o passado. E se nos focarmos na nostalgia por tudo o que não foi, só conseguiremos nos encher de amargura e dor.

A mesma coisa acontece quando voltamos nosso olhar para objetivos impossíveis. Por exemplo, nos empenhamos em parecer jovens quando já somos mais velhos. Ou tentamos fazer com que outra pessoa se comporte como achamos que ela deve se comportar.

Os objetivos impossíveis trazem apenas frustração e, portanto, mal-estar e sofrimento. Esses são estados que alimentam uma atitude negativa.

2. Desistir quando houver obstáculos

Assim como não é sensato nos focarmos em objetivos impossíveis, também não é adequado nos rendermos quando tentarmos conseguir alguma coisa e nos depararmos com um obstáculo difícil. Não devemos nos esquecer de que todo grande objetivo exige grandes esforços, e de que boa parte das conquistas se baseiam na perseverança.

Muitas vezes, na vida, a tentação de se render nos persegue. Mas esta não é uma opção quando estamos diante de metas que, em termos objetivos, podem ser conquistadas, mesmo que impliquem a superação de muitas dificuldades. A psicóloga Hillary White afirma: “Desistir faz a pessoa se sentir derrotada. Não importa como vai acabar, enfrentar as dificuldades já aumenta a confiança”.

3. Levar as coisas muito a sério

Quando ainda não tivermos fortalecido suficientemente o nosso amor próprio e a nossa maturidade, teremos um ego muito sensível. Não suportamos passar vergonha e sentimos muito medo de parecer ridículos. As críticas também não nos caem bem, mesmo que sejam verdadeiras e tenham como objetivo nos ajudar.

Levar as coisas muito a sério só ajuda a aumentar uma atitude negativa em relação às pessoas e a si mesmo. É preciso humildade para não levar tão a sério esses pequenos disparates sociais. Parecer ridículo ou errar só marca pessoas que dão mais importância a essas situações do que elas realmente merecem.

4. As reclamações como forma de vida das pessoas negativas

Todos nós reclamamos uma vez ou outra. O problema surge quando se adota a reclamação como forma de vida. Nesses casos, a visão fica nublada e tudo o que se vê fica negativo. Não existem outras opções nem possibilidades. A atenção se volta para as desgraças, o sofrimento e a incapacidade do indivíduo.

Já não se trata de manifestar um estado de sofrimento, mas de adotar uma posição existencial negativa em relação ao mundo. Na verdade, é uma estratégia muito utilizada pelas pessoas negativas para justificar a ausência de progressos.

O mal-estar se transforma em uma permissão para não progredir, para evitar se comprometer com objetivos que incluam superação.
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5. Comparar a si mesmo e ser hostil com os outros

Viver em função das comparações com os outros é um dos maiores traços das pessoas negativas. Implica falta de autonomia e de critério próprio.

Através da comparação, o indivíduo analisa e julga o que faz apenas em função do que os outros fazem. Uma experiência injusta e frustrante que conduz apenas a uma postura de conflito constante.

O pior é que muitas dessas comparações têm como objetivo apenas menosprezar os outros como um meio para exaltar a si mesmo. Em outras palavras, as desgraças que acontecem com os outros se transformam em uma fonte de satisfação própria porque deixam os demais em um estado de carência ou erro, e a si mesmo em uma posição superior e privilegiada.

Como vemos, sustentar uma posição negativa frente à realidade nos leva apenas a um estado de insatisfação constante que impede de progredir e estabelecer relações positivas. Um círculo vicioso que não leva a nenhum lugar.

Se você percebeu algum destes traços das pessoas negativas em você, não hesite em trabalhar para mudar. Ter uma atitude negativa não traz nenhum ganho, apenas faz você se perder de si mesmo.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Uma risada falsa é identificada por pessoas de qualquer lugar do mundo

Não importa em qual lugar do globo você esteja – uma risada forçada não engana ninguém. Essa é a conclusão a que chegaram pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos. O principal autor do artigo, Greg Bryant, estuda há quase uma década a risada e o que ela diz sobre a evolução humana. Para ele, esse é um sinal universal que dá pistas sobre nosso comportamento e afinidade com outras pessoas.

Nesse último estudo, publicado em julho de 2018 na revista científica Psychological Science, a ideia era provar que indivíduos de qualquer parte do mundo sabem identificar um riso genuíno de um forçado. O experimento incluiu 884 homens e mulheres de 21 países, localizados em todos os continentes.

Primeiramente, Greg e sua equipe extraíram trechos de risadas verdadeiras de amigas que conversavam em inglês. Já os risos falsos foram tirados de gravações em que as mulheres tinham que rir quando recebessem um comando. Os áudios foram expostos aleatoriamente aos voluntários, e todos conseguiram distinguir as risadas reais daquelas que não saíram naturalmente. Mas alguns tiveram um pouco mais de dificuldade: habitantes de Samoa, uma ilha na Oceania, acertaram que uma risada era verdadeira em 56% das vezes; os japoneses, por sua vez, miraram na opção correta em 69% das oportunidades.

No geral, quem vive em países menos industrializados se saiu melhor em reconhecer um “riso falsiane”. Segundo Bryant, isso sugere que, nesses lugares, as pessoas se ligam emocionalmente umas às outras com maior frequência e usam sinais como a risada para prever o comportamento alheio. Já em regiões mais desenvolvidas, o sorriso falso é tido como um ato de educação no caso de relações entre indivíduos que não se conhecem, mas convivem apenas por status.

Mecanismos diferentes

Rir de forma espontânea e forçada não se difere apenas na expressão do seu rosto – cada uma dessas manifestações vem de mecanismos vocais diferentes e tem características próprias.

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*Fonte: superinteressante

Eduque o seu filho para ser feliz e não para ser perfeito

Quando se busca a perfeição, a felicidade fica em segundo plano e não se aproveita a vida. Apenas se busca um fantasma que não existe, uma perfeição que nunca chega. Se uma criança é educada na perfeição, em vez de ser feliz, ela irá se tornar uma pequena pessoa triste, frustrada e insegura.

A importância de encontrar o equilíbrio
Alguns pais exigentes apenas irão conseguir com que seus filhos sintam ansiedade por não satisfazê-los. Mas não vão encontrar a satisfação pessoal de fazer as coisas bem feitas. Eles estarão roubando a oportunidade de aprender com os erros, de sentir essa maravilhosa sensação de que se você errar, nada acontece.

Um erro nos ensina nossas fraquezas e nos permite ver o caminho para alcançar os nossos pontos fortes. Nesse sentido, temos de encontrar um equilíbrio em que a criança seja capaz de cometer erros e aprender com eles. Mas não para buscar a perfeição, e sim para superar a si mesma a cada dia um pouco mais.


A perfeição do imperfeito

Se eu tivesse que escolher a perfeição na vida, eu iria escolher o imperfeito. Porque o imperfeito faz nos sentirmos livres, nos faz ver quem somos e como somos, ajuda a nos conhecer melhor e a conhecer as outras pessoas. O imperfeito é sinônimo de respeito e também de diversidade. O imperfeito é visto com bons olhos. Sem dúvida, é o mais maravilhoso e perfeito que pode existir nas crianças.

Uma criança não deve ser educada para tirar dez em todos as suas provas. Uma criança deve ser educada para se esforçar dentro de suas possibilidades e tentar se superar sempre, sem levar em conta as notas, que são apenas um número… uma classificação. A perfeição da imperfeição está em estudar, tirar uma nota de acordo com o que foi estudado e perceber que pode fazer mais e melhor… e se superar.

No imperfeito, nos encontramos com pais que não castigam seus filhos se eles não conseguirem fazer uma prova ou se não são os melhores no jogo de basquete. Mas pais que proporcionam ferramentas para fazer melhor da próxima vez. E eles conseguem. É a imperfeição do perfeito, porque para poder se superar deve ser imperfeito, e também amar uns aos outros. Sem comparações, sem rótulos.


A felicidade está no agora

É necessário educar as crianças para que saibam que sua felicidade não deve depender das notas de uma prova, ou se ela está em uma posição melhor em uma carreira ou se ela ganha ou não ganha um prêmio no recital de música. É essencial educar as crianças para que elas saibam que a felicidade está no agora, em viver o momento presente, em saborear o que está acontecendo, o que fazem, o que sentem.

Porque a felicidade não é uma meta, é um caminho. É importante que as crianças entendam que para serem felizes devemos amar uns aos outros, nos respeitar e aprender que errar não é algo ruim. Os erros nos ensinam o caminho e devemos ser humildes para vê-lo e segui-lo porque é assim que se chega ao sucesso.


Educar para ser feliz

Educar para ser feliz significa viver em um mundo onde as emoções são as protagonistas. Um mundo onde a empatia e assertividade devem estar andando de mãos dadas, onde as crianças saibam se colocar no lugar dos outros. Mas, primeiro, deverão conhecer a si mesmas, se valorizar e se respeitar. Um caminho em que a disciplina positiva irá ajudar a alcançar tudo isso.

Como pais, devemos deixar de lado a competitividade que essa sociedade tenta nos introduzir. Em vez disso, devemos permitir que nossos filhos decidam, errem, chorem, tomem decisões, aprendam, sintam frustração e também satisfação… porque para ser feliz, temos que ser imperfeitos.

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*Fonte: revistapazes

Por que as mulheres se estressam mais que os homens?

O estresse é o mal moderno. Vivemos, ou acreditamos que vivemos, em um mundo sitiado por perigos, perigos potenciais que nos cercam e esperam que baixemos a guarda para nos atacar. Isso gera um estado de alerta constante que nos deixa tensos e irritados. No entanto, nem todos reagem da mesma maneira. O estresse nas mulheres se manifesta de forma diferente e é frequentemente mais intenso do que os sintomas de estresse nos homens. Existem diferenças de gênero no modo de experimentar e enfrentar esse estado de ansiedade.

O nível de estresse nas mulheres duplica o estresse nos homens

Psicólogos da Universidade de Cambridge conduziram um estudo no qual descobriram que as mulheres ocidentais são quase duas vezes mais estressadas do que os homens. Esses pesquisadores analisaram 48 estudos anteriores sobre transtornos de ansiedade para identificar quais grupos experimentam mais estresse, levando em conta fatores como sexo, idade, condições médicas e transtornos mentais.

Foi revelado que 4 em cada 100 pessoas sofrem algum grau de ansiedade, do estresse à ansiedade generalizada. No entanto, para cada homem estressado, há 1,9 mulheres que sofrem de um transtorno de ansiedade, e as mulheres com menos de 35 anos são as mais afetadas.

Curiosamente, as mulheres casadas também relatam níveis mais altos de estresse do que as mulheres solteiras: 33% versus 22%, respectivamente. Além disso, as mulheres solteiras têm uma maior percepção de controle sobre suas vidas e sentem que estão fazendo o que é necessário para gerenciar o estresse. Pelo contrário, as mulheres casadas relatam maior afetação devido ao estresse, sofrendo mais episódios de choro, irritação, raiva, fadiga e dores de cabeça.

Os sintomas do estresse nas mulheres

Homens e mulheres reagem de maneira diferente ao estresse, tanto física quanto mentalmente. Tentam controlar o estresse seguindo estratégias muito diferentes e também percebem sua capacidade de lidar com problemas, bem como as coisas que estão em seu caminho, de maneiras muito diferentes. Essas diferentes formas de perceber e lidar com contratempos determinam os sintomas de estresse nas mulheres.

1. pensamentos negativos recorrentes. As mulheres tendem a girar mais as coisas, o que significa que elas têm pensamentos intrusivos mais recorrentes, como mostrou um estudo realizado na Universidade do Colorado. Essa tendência a ruminar piora o estresse e aumenta as chances de sofrer de depressão.

2. Tristeza e ansiedade. As mulheres tendem a reagir mais emocionalmente ao estresse. Um estudo da Universidade de Yale descobriu que muitas vezes se sentem mais tristes ou mais ansiosas quando estão tensas e estressadas. Essa inundação emocional muitas vezes as sobrecarrega, gerando uma sensação de falta de controle.

3. Somatização. Um dos sintomas mais característicos de estresse nas mulheres é a somatização. As mulheres geralmente relatam mais sintomas somáticos relacionados à tensão e ansiedade, como demonstrado por um estudo realizado na Universidade de La Laguna. Na verdade, eles não são meras experiências subjetivas, descobriu-se que as mulheres respondem com um aumento na freqüência cardíaca ao estresse e relatam dores de cabeça mais emocionais.

Por que as mulheres se estressam mais?

As diferenças hormonais são apenas uma variável na equação que exacerba os sintomas de estresse nas mulheres. As diferenças no modo de viver o estresse e lidar com ele desempenham um papel mais importante em seu impacto no bem-estar feminino.

– Sensibilidade a conflitos interpessoais

As mulheres são mais sensíveis aos conflitos e problemas nos relacionamentos interpessoais, porque tendem a conferir maior importância a elas. 84% das mulheres dizem que manter um bom relacionamento familiar é muito importante, comparado a 74% dos homens. Curiosamente, elas também relatam mais estresse quando precisam se conectar com outras pessoas e passar tempo com a família e os amigos.

Portanto, não é surpreendente que a pesquisa conduzida na Universidade da Califórnia sugere que a maioria dos eventos estressantes que desencadeiam o estresse em mulheres estão relacionados com a sua rede social nas proximidades, como problemas no relacionamento, a criação dos filhos ou a perda de uma pessoa próxima.

– Significado dos sintomas físicos

Em muitos casos, os sintomas de estresse nas mulheres são intensificados devido à importância que elas dão a eles. Na prática, ao focar mais nelas e conferir-lhes um papel mais protagônico, a percepção de desconforto e insatisfação aumenta, fechando assim um círculo vicioso.

Por exemplo, embora a insônia atinja homens e mulheres, 75% delas relatam que o sono é muito importante, uma opinião compartilhada apenas por 58% dos homens. Isso significa que o impacto psicológico e físico da insônia acabará sendo mais pronunciado nas mulheres. Não podemos esquecer que tudo em que focamos nossa atenção é amplificado.

– Estratégias de enfrentamento do estresse

Há muitas razões para serem enfatizadas, por isso é importante ter boas estratégias de enfrentamento. Se não tivermos boas ferramentas psicológicas para lidar com contratempos e adversidades, o estresse aumentará. Mais uma vez, homens e mulheres muitas vezes se comportam de maneira diferente quando chega a hora de lidar com o estresse.

As mulheres tendem a usar estratégias de enfrentamento mais emocionais e evitativas. Também são menos racionais quando avaliam a situação e têm mais dificuldade em praticar o desapego. Não é estranho uma vez que um estudo conduzido na Universidade da Pensilvânia, no qual mais de 1.000 imagens do cérebro foram analisadas, revelou que o cérebro feminino é melhor “conectado” para reter detalhes emocionais, o que permite que eles se conectem melhor com os outros, mas também se converte em uma barreira ao estabelecer uma distância psicológica. Os homens, por outro lado, tendem a inibir emoções e praticar estratégias diretas de enfrentamento.

– Sentimento de falta de controle

Talvez uma das variáveis que mais influenciam a percepção do estresse em mulheres e homens seja o autocontrole. Embora tanto mulheres como homens estressados indiquem que a principal barreira para fazer mudanças positivas em seu estilo de vida que afastam o estresse é a força de vontade, muitas mulheres reconhecem que a falta de autocontrole é o principal obstáculo para lidar com o estresse.

O problema é que quando percebemos que não temos controle sobre a nossa vida, indefesa aprendida logo aparecerá, o que nos faz perder a confiança em nossas habilidades para superar a adversidade. Sentir que somos uma folha movida pelo vento gera ainda mais estresse.

A melhor estratégia para lidar com o estresse: Contextualizar Existe uma maneira de lidar melhor com o estresse do que outra? Tudo depende da situação. Por exemplo, um estilo de enfrentamento direto pode ser útil em algumas circunstâncias e em outras pode ser mais adaptativo assumir um estilo de enfrentamento evitativo. Às vezes é necessário se deixar levar por emoções e outras vezes é melhor ser mais racional.

Além das diferenças nas estratégias de enfrentamento e nos sintomas de estresse em mulheres e homens, o mais importante é conhecer nossos pontos fracos, trabalhar para reforçá-los e analisar cada situação para responder da maneira mais assertiva possível. Afinal, você não precisa se envolver em todas as batalhas e não precisa vencer todas as contendas.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Como ser um caroneiro exemplar e fazer bonito com os passageiros

Quando a gente recebe visita em casa, é básico oferecer um lugar confortável para ela se sentar, um cafezinho e até uma música ambiente para deixar o papo fluir. No carro não é diferente! Troque o café quentinho por uma bala, ou um chiclete, e o resto é tudo igual!

Caroneiro bacana é aquele motorista que deixa os passageiros bem relax. Além de ter bom papo, mantendo as diferenças para fora da carcaça de metal – ainda mais nos tempos atuais – é importante seguir as normas do trânsito, ser gentil com os outros motoristas e não dar bobeira com distrações.

E já que estamos na Semana da Mobilidade, que tem como objetivo diminuir a quantidade de carros por aí, que tal fazer bonito no trânsito e virar o caroneiro em que todos confiam? A Youse e a Catraca Livre listaram algumas dicas maneiras e infalíveis!

Transmita segurança

1 – Antes de dar partida e sair com o carro, coloque o cinto de segurança e peça gentilmente para os outros passageiros fazerem o mesmo

2 – Se quiser bater papo, está liberado! Mas, apesar da conversa, mantenha os olhos atentos ao trânsito

3 – Se você for homem e estiver oferecendo carona a uma mulher, nunca, em hipótese alguma, tente passar uma cantada ou forçar uma aproximação física. Em vez de conquistá-la, você irá assustá-la! Carro não é lugar pra começar xaveco

4 – Para evitar quebras e incômodos, mantenha a manutenção de seu carro em dia, o tanque com combustível suficiente e o ambiente limpo e confortável

Seja gentil

5 – Pode colocar música? Pode! Mas que tal encontrar o gosto musical em comum com os passageiros? Também é importante que o volume seja agradável para todos os presentes

6 – Ar condicionado pode ser uma benção ou um pesadelo! O ideal é sentir o clima – literalmente! – e encontrar uma temperatura que agrade todos

7 – Não adianta ser gentil com o passageiro e sair xingando tudo quanto é motorista que compartilha a rua com o seu carro! Gentileza gera gentileza: dê passagem, ria das “barbeiragens” e, se o trânsito engarrafar, lembre-se que você tem companhia e aproveite para abstrair. Afinal, podia ser muito pior estar sozinho nessa!

8 – Balinha ou chiclete sempre caem bem, né? Se tiver, ofereça =)

9 – Evite assuntos polêmicos que podem causar desconfortos irreparáveis. Se for pra falar de política, religião ou futebol, que seja apenas para compartilhar pontos de vistas diferentes e respeitar a opinião alheia. Se não der, nem insista – ou melhor: nem comece!

Comunicação é fundamental

10 – Para evitar mal-entendidos, todo os detalhes devem estar bem claros: pontos de encontro, divisão de custos, tempo limite de espera e frequência da carona

11 – Caso tenha alterações no trajeto do dia a dia e não seja possível evitar a mudança de caminho, informe os passageiros com antecedência

Saiba mais sobre a #HoraDaMobilidade, um movimento que estimula empresas a doar uma hora para seus colaboradores e deixar mais flexível o horário de trabalho. Veja como apresentar a ideia ao seu chefe e confira as empresas participantes em www.horadamobilidade.com.br.

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*Fonte: catracalivre

Humilhar os outros não te faz forte, te faz infeliz

Como é de esperar, na vida nos deparamos com tudo, vivenciamos de tudo e aprendemos constantemente, isso é viver. Nas nossas relações durante a vida, nós iremos interagir com pessoas amáveis, generosas, que nos farão evoluir como seres humanos, mas, em contrapartida, nos depararemos também com pessoas amargas que, por se sentirem inseguras, ferem os outros.

Geralmente essas pessoas têm um complexo de inferioridade, consciente ou inconsciente, e por isso abusam de alguma posição entendida como privilegiada para descontar sua frustração em cima das outras, principalmente quando a vítima está em posição vulnerável.

Quando uma pessoa tenta humilhar outra de propósito, significa que:

1 – Ela tem um complexo de inferioridade em relação a quem ela tenta humilhar.

2 – Ela mesma é totalmente insegura sobre si mesma e em relação as realizações de quem ela tenta humilhar. Constranger e humilhar a outra pessoa é uma forma dela satisfazer seu complexo, criando uma falsa sensação de que seja superior.

3 – Sente-se ameaçada perante o potencial da suposta vítima e agir assim é uma forma de “botar o outro no seu devido lugar”.

Submeter outra pessoa a uma situação de humilhação não é um indicador de superioridade, mas o contrário é válido. A imagem que você vai conseguir passar de si mesmo é apenas a de uma pessoa fraca, frustrada e talvez com muito medo da outra pessoa a qual você esteja destratando.

Avalie-se e veja se o desdém, o descaso e o nojo que você coloca no seu tratamento em relação a uma pessoa de posição hierarquica inferior, não é apenas um modo de “marcar territótio”, um modo de mostrar quem manda, quando na verdade só está incoscientemente procurando se auto-afirmar perante si mesmo.

Humilhar outra pessoa não vai te blindar, não vai criar uma armadura impenetrável onde você possa se proteger de seus prórpios demônios. Fazendo isso você apenas estará escancarando sua personalidade frágil, mostrando aos outros o quanto é infeliz e que precisa pisar em alguém para se sentir um pouco melhor.

O certo é que você jamais terá o respeito daqueles a quem você constrange; talvez, no máximo, consiga despertar medo e, com certeza, muito ódio e desprezo daqueles a quem você humilha. Mas, se causar esse tipo de sentimento dos outros em relação a você é o que te apraz, deve ser porque, com certeza, você é uma pessoa com sérios problemas e deveria procurar ajuda.

Quem já esteve em situação de ser humilhado sabe que a “vítima” nunca enxerga aquele a quem lhe humilha como superior, portanto, tentar se impor por essas vias com o propósito de se afirmar sobre a outra, é apenas uma forma de mostrar sua fraqueza diante dela, que não reage por outros motivos que implicam em perdas e prejuízos a si ou a outrém a quem queira preservar e proteger, jamais pelo respeito que, evidentemente, não tem mesmo pelo humilhador.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

5 Lições do Surf para a Vida

Em tudo na vida podemos tirar lições, principalmente da natureza. Quando a parte da natureza que você observa para entender sua vida é o mar… São oceanos de ensinamentos literalmente que chegam até você.

Surfar talvez seja a coisa que eu faça a mas tempo em minha vida, logo era o local onde eu mais poderia experienciar isso, então fiz dessa observação um hábito e em cada sessão de surf ou apenas uma caminhada na praia começaram a surgir sutilezas que sempre me ajudavam no momento que eu estava vivendo.

Algumas lições foram coisas tão sutis que seria impossível descreve-las aqui, outras tão específicas que dariam um post para cada uma delas. Então, para esse post selecionei 5 grandes lições que pude observar, meditar e sentir em cima da prancha.

1 – APROVEITAR O AGORA (Não se pré ocupe)

Foram longos anos sem a maturidade “surf-ciente” para entender isso. Por muito tempo fiquei no outside apenas de corpo, minha mente estava fora d’água devido os problemas que a vida nos traz.

Então se eu tivesse com algo não resolvido, minha mente vagava sobre o que iria fazer depois do surf, qual obrigação ainda tinha para terminar, problemas com a namorada, se alguém viu a vaca que eu levei… Qualquer coisa menos ficar dentro d’água. Foi quando percebi inutilidade da preocupação.

Analisando a palavra “preocupação” você entende o quanto é inútil você ficar pré ocupado. Você literalmente se ocupa com uma coisa que ainda nem aconteceu, ou que talvez nem aconteça.

Não estou falando de não se preparar para as coisas ou se importar com algo ou alguém. Se preparar é agir, é se ocupar trabalhando para aquilo que possa vir acontecer. Se importar é algo mais sutil, é trazer para dentro de si, ou seja, algo ou alguém importante para você é uma coisa ou uma pessoa que você importou para dentro de si.

Quando percebi que eu estava sempre pré ocupado com alguma coisa fora d’água da qual eu não podia resolver dentro dela, eu tinha duas possibilidades.

A primeira era sair do mar e resolver logo isso que estava ocupando minha mente, a segunda era saber que aquele era o momento de surfar e aproveitar a natureza com toda sua beleza e ao sair do mar poderia me dirigir a esse problema. Quase sempre eu escolhia a segunda opção.
qualidade de vida no trabalho e surf

Eu nem dentro nem fora d’água completamente
ANOTE E ESQUEÇA

Então, se você se identificou com esse mesmo problema seja em qualquer área da sua vida, fica uma dica para ajudar com suas preocupações. Mantenha uma agenda ou caderneta com todas as coisas que você precisa fazer ou resolver durante o dia, anote tudo e depois esqueça. Quando terminar o que está fazendo, abra a agenda e vá para o próximo item.

O hábito da agenda ajuda a mudar seu estado mental de ansiedade e lhe focará apenas onde você pode resolver as coisas, que é no presente. Deste modo, logo você estará agindo dessa forma naturalmente e aproveitando muito mais seu surf.

2 – RESPEITAR MEUS LIMITES (A dor é uma aliada)

Você pode saber surfar, mas saber surfar em todas condições é bem difícil. Às vezes entramos no excesso de autoconfiança ou na vaidade de achar que podemos fazer tudo, mas a realidade é bem diferente.

Podemos detonar em ondas até um certo tamanho e achar que estamos preparados para tudo, mas acredite a diferença entre surfar uma onda de 2 metros e uma onda de 4 metros ou mais, não é apenas o tamanho.

Muitas vezes envaidecido por estar surfando com amigos e não querer dar uma de “amarelão” eu me joguei em certas ondas que eu sabia que estavam acima da minha habilidade. Os resultados foram vacas históricas e muitas chegando até risco de morrer.

Eu poderia terminar como Narciso, afogado por minha vaidade. Porém, o que não nos mata nos fortalece, e levar umas vacas da vida às vezes é bom para nos vacinar contra certas atitudes idiotas no futuro.

“Violentar meus instintos e princípios é uma maneira forte e didática de, durante muito tempo, me vacinar contra estas mesmas atitudes no futuro.” – Sidão Tenucci (O surfista peregrino)

Logo logo a dor vai mostrar que estava errado.
A DOR

A sensação de dor em uma vaca seja na onda ou na vida é uma grande aliada, a dor nos mostra nossos limites. Você pode imaginar que uma vida sem dor seria um paraíso, mas não é bem assim. Se nós não sentíssemos dor, morreríamos em poucas horas.

É a dor que te avisa que sua mão está em cima de uma chapa quente e que se você não tirar a mão de lá, poderá perder a mão toda. Da mesma forma a dor de estômago te avisa que você ultrapassou seus limites na quantidade de feijoada.

A dor é apenas uma mensagem que seu corpo e sua vida te dão falando mais ou menos assim: “ Ei, amigo(a)! Para de fazer o que você está fazendo que está dando errado.” Tente levar isso para todos aspectos na sua vida. A dor emocional também é um aviso assim como a dor física. Então, toda vez que você sentir uma dor seja ela de qual origem for, repense suas atitudes para não morrer afogado nelas.

3 – NÃO PUXAR O BICO (O perigo de ser morno)
(Puxar o bico na gíria do surf é remar para a onda e na última hora desistir, na maioria das vezes por medo)

Pode parecer contraditório esse item com o segundo, mas a vida é quase sempre contraditória. Porém, quando eu falo de “não puxar o bico” me refiro a uma atitude não ceder ao medo e não de ser inconsequente e não respeitar seus limites. No fundo todo mundo sabe quando não faz uma coisa por medo ou por saber que não está ao seu alcance fazê-lo.

Quem já surfou ondas mais cavadas sabe que chega um certo momento que é um caminho sem volta, que é melhor arriscar tudo do que puxar o bico da prancha, pois a força da onda é tanta que mesmo tentando voltar ela vai te puxar por cima do lip e a vaca vai ser muito pior.

Tentando dropar aquele buraco você pode conseguir completar o drope ou vacar. De toda forma você sai ganhando experiência de como aquela onda funciona. Sabendo como se posicionar da próxima vez.

“Embora quem tente possa errar, quem não tenta já errou.”

Chega um momento que a pior atitude que você pode tomar é puxar o bico.

Na vida às vezes temos que arriscar tudo e muitas vezes sermos radicais em nossas visões. Muita gente pegou aversão a palavra radical, mas ser radical em suas atitudes nem sempre é ruim. Veja os exemplos de Jesus, Buda, Gandhi… entre outros líderes que foram radicais em seus posicionamentos pacifistas.

Se eles não fossem radicais e batessem o pé afirmando que o amor ao próximo era a saída, em pouco tempo eles seriam desacreditados. Porém, cuidado com o “extremismo” que força os outros a pensar da mesma forma que você pensa.
SE JOGUE

Então, se você quer realizar uma determinada coisa, foque nela e não puxe o bico. Não seja morno(a)! Ser morno é o caminho mais fácil é o caminho que a maioria das pessoas trilham.

Ser morno é a zona de conforto, é aceitar que você não pode superar aquilo que está a sua frente e não batalhar por isso. Ser morno é ser mais um e cair na mesmice das massas em vez acender o potencial único que existe dentro de cada pessoa.

No mundo competitivo de hoje, do marketing e do empreendedorismo muito se fala no “diferencial”. Quer ter um diferencial? Descubra seu potencial único e seja você mesmo, mas para isso é preciso não ser morno, principalmente paras as coisas que realmente importam na vida, que não são as coisas.

“A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos… Tudo bem!

O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum… é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.” – Chico Xavier

4 – TUDO TEM SEU TEMPO

Quem surfa há algum tempo já sabe que tem que esperar a hora da maré que se ajusta melhor ao pico. Não adiantar se preparar todo, passar protetor solar, parafina na prancha… se a hora da maré ainda não bateu. Esse é um conceito básico para quem surfa, mas levando para o vida terminamos não pensando assim.

Podemos ir nos preparando para o momento de surfar e isso sempre é válido, mas precisamos saber que isso não vai mover em nenhum milímetro o ponteiro do relógio. Então, ajustes todas suas coisas antes e esteja sempre atento. Se prepare com cuidado, preste atenção em cada etapa que precisa passar, e viva ela. As únicas coisas que você pode fazer para garantir seu surf dê tudo certo está no agora.

“Se te contentas com os frutos ainda verdes,
toma-os, leva-os, quantos quiseres.
Se o que desejas, no entanto, são os mais saborosos,
maduros, bonitos e suculentos, deverás ter paciência.
Senta-te sem ansiedades.
Acalma-te, ama, perdoa, renuncia, medita e guarda silêncio. Aguarda. Os frutos vão amadurecer.” – Professor Hermógenes

SE AJUSTE COM A NATUREZA

Se você coloca uma semente hoje em um vazo com terra, não adianta olhar para terra a cada hora para ver se a semente brotou. Ela precisa do tempo dela. Assim como o primeiro surfista a chegar na praia, pode ser o primeiro a voltar. Simplesmente por que a maré ainda não está nas condições certas.

Assim como tentar subir na prancha antes da onda chegar, certamente você afundará por não respeitar o ritmo das coisas. Suas expectativas e suas ansiedades não vão ajudar em nada. Pelo contrário, apenas irão atrapalhar o seu momento atual.

Sempre que estiver ansioso(a) pergunte-se “Pra quê?”. De que vai adiantar tanta ansiedade? Até onde sei, isso não vai mudar em nada as condições da maré (vida).

A natureza tem seu tempo, e muito provavelmente é diferente do seu, simplesmente por que você tenta se impor diante dela. Relaxe! Nós não podemos mudar isso, o máximo que podemos fazer é surfar junto com ela.

5- RECONHECER E ACEITAR AS COISAS COMO SÃO (Deixar fluir)

Houve um tempo que alguns amigos ao chegar no pico em que as condições não estavam favoráveis ou até quando o vento maral entrava eles começavam a esbravejar, eu mesmo já fiz muito isso. Logo começa ficar um clima chato, era só errar uma manobra ou vacar que ficavam culpando as condições. Olhando de fora essas atitudes, podemos perceber que isso não faz muito sentido, não?

De ante de uma situação dessas, só existem duas coisas sensatas a se fazer. Você muda o que você não aceita (mudar de pico) ou aceita o que não pode mudar (curte o que tem). Porém, na vida muitas vezes não temos a opção de mudar e o que nos resta é aceitar as coisas como estão.

A aceitação que falo não é um conformismo, é fazer o que se pode fazer e saber que você não tem poder sobre tudo (Ler sobre isso). Então, depois de fazer tudo que pode, relaxe e aproveite o momento.
skate garota equilíbrio

Se sua vida não está dando onda, reconheça isso e abra os olhos para outras formas de surfar nela.

PARE DE RESMUNGAR

Em muitos mosteiros budistas existem placas com o aviso: “Proibido resmungar!”. Esse aviso deixa claro que o resmungar vai quebrar a energia do ambiente, além de não resolver nada. Um ótimo exercício é observar sua fala e seu próprio pensamento.

Pergunte se esse pensamento vai ajudar de alguma forma, se não vai, é apenas um resmungo ou uma fofoca. Esse tipo de hábito vai te ajudar a treinar sua mente, te deixando uma pessoa muito mais positiva, agradável e produtiva, já que com o tempo aprenderá a não perde tempo com pensamentos e conversas que não vão ajudar em nada.

Depois de silenciar mais a mente e aceitar as coisas da forma que elas se apresentam, você aprende a dar valor aos detalhes das coisas que está vivendo e assim realmente você aprende, seja no momento bom ou ruim. Posso dizer por experiência própria, nos momentos ruins é que aprendemos as coisas mais valiosas.

São em condições de mar ruins que você aprende a ter um melhor equilíbrio devido o maior balançado do mar, aprende a extrair o máximo da onda e aprende a se livrar de vários perrengues que só uma condição tenebrosa te traz.

Porém, para isso é preciso estar atento e trabalhar com o que tem, pois logo a maré ruim vai passar. Foi ruim, mas não foi em vão. Afinal quem gosta de arco-íris tem que aprender a gostar da chuva.

Arco-íris surf bem estar

DIVIDINDO PARA MULTIPLICAR

Compartilho essas lições por que me ajudaram e ainda me ajudam muito no meu dia a dia. Espero que você possa também testar na sua vida e sentir se isso lhe serve. Somos pessoas diferentes, mas sempre temos algumas conexões, algo que nos aproxima.

Quem sabe você e eu estamos compartilhando a mesma onda e dividindo essa experiência podemos multiplicar nossos conhecimentos. E aí? tem algo para contar?

Muitas lições ficaram de fora, mas onda é o que não falta nesse portal pra gente compartilhar. Em breve terão mais.

Até logo! 🙂
Boas ondas! Aloha \o/

*Por: Danillo Spindola

 

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*Fonte: alonesurf

Pessoas invejosas: o tributo da mediocridade ao talento

Era uma vez um homem a quem foi dado uma horta para que ele pudesse tirar seu sustento. No entanto, os dias passaram e o homem não cultivou. Semanas se passaram e ele não se preocupou em cultivá-la ou fertilizá-la. Depois de alguns meses, as ervas daninhas cobriram quase todo o campo.

Quando o inverno se aproximava e a hora da colheita chegava, o homem não tinha nada para colher. Desesperado e com raiva, ele olhou para o céu perguntando:

– O que eu fiz de errado, oh Deus, por você me tratar desse jeito? Que mal fiz para me enviar este infortúnio? Olhe para os campos do meu vizinho como eles são férteis e olhe para o meu quão seco e murcho!

Esta história, encontrada no livro “Diálogos com Abul Beka”, mostra-nos perfeitamente o modo de agir e raciocinar, muitas vezes bastante irracional, de pessoas invejosas.

Inveja, um dos sete pecados capitais, é um ressentimento profundo e muitas vezes hostil em relação a uma pessoa que possui algo que desejamos. É um anseio pelo que alguém tem, mas se sentindo inferior e incapaz de alcançá-lo.
Os 5 tipos de pessoas invejosas

1. O invejoso sarcástico.
Aparentemente, essa pessoa assume tudo com um grande senso de humor, mas na realidade elas estão camuflando sua inveja através do sarcasmo, que é sua arma favorita para fazer os outros se sentirem mal. Ela não atacará diretamente, mas sempre estará atento para destacar suas fraquezas ou erros com um sorriso em seus lábios. É a sua maneira de se sentir inferior. E se você perguntar a ela o que quis dizer, provavelmente ficará ofendida e aborrecida.

2. O direto invejoso.
Essa pessoa ataca diretamente, para fazer você se sentir mal. Normalmente são pessoas inseguras, com uma personalidade agressiva, que cuidam de detalhar seus defeitos para tentar que você não possa aproveitar o que conseguiu. Eles permanecem atentos, de modo que, a qualquer pequeno sinal de sucesso, o lembrarão de uma falha ou erro anterior. Este tipo de pessoas invejosas é muito cuidadoso porque não hesitará em colocar obstáculos no seu caminho, para evitar que você seja mais bem-sucedido.

3. O invejoso pessimista.
Seu objetivo é minar seu moral e arruinar sua motivação. Qualquer notícia positiva que você dê e que possa gerar inveja, irá refutá-la recorrendo a argumentos negativos com o único propósito de deprimi-lo.

4. O competitivo invejoso.
Essa pessoa não lhe dirá nada abertamente, mas sua atitude e ações dizem tudo. Ele está ciente de cada pequeno detalhe de sua vida, para imitar você. Se você comprar um celular, corre para comprar outro que seja muito melhor, se você trocar de sofá, corre para comprar outro maior e de melhor qualidade. É o tipo de pessoas invejosas que nunca estão satisfeitas com o que têm, então elas continuamente querem o que os outros têm e até fingem gerar inveja em você.

5. O invejoso à espreita.
Essa pessoa também não lhe dirá nada, pelo menos no começo. Ele se torna um tipo de voyeur silencioso, que assiste sua vida passar com inveja. Quando você finalmente cometer um erro, falhar ou algo der errado, aproveita esse momento de queda para colocar o dedo na ferida. Sua frase favorita é: “Eu lhe falei!”, Que esconde uma satisfação profunda porque se sente superior.
A inveja não é “invejável”: na mente da pessoa invejosa

Jorge Luis Borges destacou que em espanhol, para dizer que algo é muito bom, afirma-se que “é invejável”. No entanto, a inveja é um dos sentimentos mais prejudiciais que existe. Ela causa danos a quem a experimenta e também a quem quer que seja o objeto dela, porque muitas vezes essa pessoa é forçada a superar todos os tipos de obstáculos que pessoas invejosas colocam em seu caminho.

A inveja é um sentimento corrosivo que pode arruinar a vida. Carrie Fischer resumiu brilhantemente com estas palavras: “A inveja é como beber veneno e esperar que a outra pessoa morra”.

Agora os investigadores do Instituto Nacional de Ciências Radiológicas do Japão verificaram que, de fato, a inveja causa muito dano àquele que a alimenta. Esses neurocientistas pediram a um grupo de pessoas que imaginasse que eram protagonistas de diferentes dramas sociais nos quais eles tinham um status social muito baixo e outras pessoas aceitavam os méritos.

Eles descobriram que a inveja ativou as mesmas regiões do cérebro relacionadas à dor física. E quanto mais inveja os participantes relatavam, mais essas áreas eram ativadas.

Ao mesmo tempo, quando se pedia a essas pessoas que imaginassem que outras fracassaram, os circuitos de recompensa foram ativados em seus cérebros, o que significa que a infelicidade da pessoa invejada ativa os centros de prazer nos invejosos. Em outras palavras: aproveite a infelicidade dos outros.

O problema é que a pessoa com inveja tem dificuldade em apreciar as coisas boas de sua vida, simplesmente porque ela está muito ocupado se preocupando com as coisas boas que acontecem na vida dos outros. Harold Coffin disse: “A inveja é a arte de contar as bênçãos do outro em vez das próprias”.

A pessoa invejosa sente-se inferior, e no fundo acredita que nunca pode se tornar tão feliz, poderosa, capaz ou preparada como os outros, e é por isso que ela alimenta a inveja. De fato, um estudo muito interessante realizado na Universidade Carlos III de Madri revelou que pessoas otimistas ou que têm grande autoconfiança têm menos probabilidade de sentir inveja porque tendem a ser mais cooperativas e altruístas em suas relações sociais.

No entanto, as pessoas invejosas geralmente são muito competitivas, sempre querem ter mais do que outras, mas, ao contrário de outras, não escolhem estratégias colaborativas, mas preferem ir por conta própria, mesmo que isso signifique piores resultados para todos. Desta forma, alimentar a inveja é como cavar o poço onde decidimos enterrar a felicidade. Portanto, a inveja nunca é invejável.

Como lidar com pessoas invejosas?

Nós não podemos impedir alguém de nos invejar. E, em muitos casos, não podemos fazer nada para mitigar a inveja dos outros, porque essas pessoas têm uma maneira muito peculiar de entender o mundo. O sociólogo austríaco Helmut Schoeck disse: “O invejoso acha que se seu vizinho quebra uma perna, só pode ter sido para andar melhor”.

Pessoas invejosas têm uma maneira de ver o mundo tão egocêntrico e distorcido que até os erros dos outros às vezes parecem “bênçãos”. Portanto, o mais inteligente é tentar ficar longe delas e estar atento ao tropeço que pode nos colocar no caminho.

Outra alternativa é destacar suas próprias forças e sucessos, com a esperança de que a pessoa invejosa compreenda que somos todos diferentes e que temos habilidades diferentes. Não é necessário comparar porque não precisamos ser melhores que os outros, mas apenas melhores que nós mesmos.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Estudo prova que ser “esquecido” é, na verdade, um sinal de inteligência acima da média

Ter uma falha de memória é algo que não dá jeito nenhum na escola, quando estamos a realizar multiplicações matemáticas complicadas de cabeça… Pode também ser algo bastante útil quando estamos no local de trabalho, e nos tentamos recordar do nome de um colega…

Dito isto, esquecermo-nos de nomes, ou termos pequenos lapsos de memória é algo que acontece aos melhores!

Contudo, quando nos acontece, sentimo-nos sempre um pouco atordoados. Afinal de contas, não há nada pior do que nos deslocarmos ao supermercado ou à mercearia com um propósito e esquecermo-nos do que fomos lá fazer. Se, como todos nós, também tu te questionas porque te esqueces de pequenas coisas, a resposta é muito simples: não há nada de errado contigo.

Na verdade, um estudo divulgado, recentemente, pelo jornal científico Neuron Journal sugere que o esquecimento é um processo natural do cérebro que pode, até, tornar-nos mais inteligentes no final do dia!

O estudo, conduzido por um professor da Universidade de Toronto concluiu que ter uma memória perfeita não está, em nada, relacionado com o facto de ter mais ou menos inteligência. Na verdade, esquecermo-nos de pequenas coisas é algo que vai ajudar-nos a tornarmo-nos mais inteligentes.

Tradicionalmente falando, a pessoa que lembra sempre de tudo e que tem uma memória sem falhas, é tida como uma pessoa mais inteligente. O estudo, no entanto, conclui o contrário: as pessoas que têm pequenas falhas de memórias podem, a longo prazo, tornar-se mais inteligentes.

Os nossos cérebros são, na realidade, muito mais complexos do que pensamos. O hipocampo (a zona onde guardamos a memória), por exemplo, precisa de ser ‘limpo’, de vez em quando. Na verdade, como a CNN colocou a questão pode ajudar-te a entender:

“Devemos agarrar-nos ao que é importante e deixar fora o que não é.” Isto faz sentido quando pensamos, por exemplo, em como é importante lembrarmo-nos do rosto de uma pessoa, em detrimento do seu nome. Claro que, em contexto social serão sempre os dois importantes, mas se falarmos num contexto animal, o rosto será fundamental à sobrevivência e o nome não.

Portanto, o cérebro não só filtra o que é importante, como descarta o que não é, substituindo-o por memórias novas. Quando o cérebro está demasiado cheio de memórias, o mais provável é que entre em conflito na altura da tomada eficiente de decisões.

Reter grandes memórias está a tornar-se para nós, humanos, cada vez mais complicado, resultado do uso cada vez mais frequente das novas tecnologias e do acesso à informação. É mais útil para nós sabermos como se escreve no Google a expressão para procurar como se faz uma instalação de banheira do que é recordar como se fazia há 20 anos.

Portanto, não há qualquer problema ter pequenas falhas de memórias. Da próxima vez que te esqueceres de alguma coisa, lembra-te: é perfeitamente normal, é o cérebro a fazer apenas o seu trabalho!

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*Fonte: fasdapsicanalise

A sociedade corrupta que reclama da corrupção

O assunto político tem tomado grandes proporções ultimamente. As mídias sociais estão repletas de revoltas contra os políticos em geral e afirmações extremas sobre os mesmos, o ódio contra a corrupção que afeta a população é mais do que aceitável, é necessário. As páginas nas redes sociais pedindo impeachment (mesmo que escrito errado) da presidente e esbravejando contra a corrupção dos poderosos ganham milhares e milhares de seguidores todos os dias e defensores mais que calorosos. Pessoas que votaram em um candidato se sentem superiores e adoram gritar aos quatro ventos que não colaboraram com o caos regrado à corrupção que temos vivido atualmente. Será?

Quando nos perguntamos o porquê de ser praticamente impossível encontrar um candidato com a ficha limpa bem posicionado no Brasil, dificilmente obtemos respostas. O problema em geral está na população. É isso aí, somos nós mesmos, que não apenas tememos o desconhecido como colaboramos diretamente para a corrupção geral.

Sabe aquele dinheiro que você, mesmo vendo o rapaz derrubar, botou no bolso correndo antes que ele percebesse que caiu? Aquele dinheiro que, ao dar o troco, o atendente do supermercado te passou sobrando e você manteve silêncio e se sentiu satisfeito, sortudo? Àquele produto que você comprou baratinho mesmo desconfiando que era roubado, àquela prestação que você espera “caducar” no sistema de proteção de crédito e não pretende pagar nunca? E aquele dia que você fingiu estar dormindo no banco colorido do ônibus para não precisar ceder o lugar para a gestante ou o idoso que entrou? Você entrou pelas portas traseiras do ônibus se sentindo o maioral e ainda é cheio de desculpas? Pois é. Sabia que os políticos corruptos também inventam um monte de desculpas para justificar seus atos? Você é tão corrupto e egoísta quanto os odiosos políticos que você acusa com tanto ardor.

Você sai por ai, esbravejando contra todos e se sentindo vítima da corrupção que você mesmo alimenta, mas está sempre tentando levar vantagem em tudo. A diferença entre você e os nossos políticos é que você tem menos poder. Do contrário, seria mais um se divertindo com o dinheiro público. Se você aproveita todas as oportunidades, mesmo que incorretas, para se dar bem nas situações, comece a pensar em suas atitudes antes de sair acusando por aí. Vamos aprimorar nosso próprio caráter para garantir melhores pessoas no poder futuramente, a começar por nós mesmos?

*Por Jannine Dias

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*Fonte: provocacoesfilosoficas

Só uso Facebook para falar com meus avós: pesquisa mostra o que mudou na relação entre jovens e redes sociais nos EUA

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira revela como a relação entre adolescentes americanos e a tecnologia, especialmente as redes sociais, evoluiu nos últimos anos e modificou a forma como os jovens se comunicam com amigos e familiares.

Em 2012, quando o estudo foi feito pela primeira vez, somente um terço dos adolescentes entrevistados dizia usar redes sociais mais de uma vez por dia. Agora, são 70%, sendo que 16% afirmam acessar “quase constantemente”.

“As redes sociais são hoje uma parte muito maior da vida dos adolescentes do que eram em 2012”, disse à BBC News Brasil um dos autores do levantamento, Michael Robb, diretor de pesquisas da Common Sense, organização sem fins lucrativos que promove tecnologia segura para crianças.

Robb afirma que um dos motivos por trás desse aumento é o fato de que o percentual de jovens americanos com smartphone saltou de 41% para 89% no período.

O pesquisador ressalta que não apenas a frequência mudou, mas também as preferências dos jovens. Há seis anos, o Facebook era apontado como a principal rede social por 68% dos adolescentes. Hoje, apenas 15% dizem o mesmo.

Uma das entrevistadas na pesquisa, uma menina de 16 anos, resumiu o sentimento, ao afirmar que só usa o Facebook para se comunicar “com seus avós”.

Atualmente, 41% dos adolescentes preferem o Snapchat, e 22% apontam o Instagram (comprado pelo Facebook em 2012) como rede preferida.

“O Instagram é principalmente para os pontos altos da minha vida, as coisas realmente importantes que acontecem. E o Snapchat é para as coisas pequenas… como quando vou almoçar com amigos ou fazer compras. E eu uso o Facebook para (me comunicar com) minha família”, detalhou outra entrevistada, de 15 anos.

Como se comunicam com amigos

A pesquisa, intitulada Social Media, Social Life: Teens Reveal Their Experiences (“Mídia Social, Vida Social: Adolescentes Revelam suas Experiências”, em tradução livre), foi feita em março e abril deste ano com 1.141 adolescentes de 13 a 17 anos nos Estados Unidos.

Robb diz ter ficado surpreso com o declínio na interação cara a cara entre os jovens. Em 2012, metade dos entrevistados dizia que essa era sua maneira preferida de se comunicar com amigos. Hoje, apenas 32% afirmam o mesmo, e 35% preferem mensagens de texto.

O percentual de jovens que preferem se comunicar via redes sociais saltou de 7% para 16%, e o dos que preferem interagir por chat de vídeo passou de 2% para 10%. Somente 5% afirmam que telefonemas são sua maneira favorita de se comunicar com os amigos.

“Acho que o instinto é olhar para essa estatística com preocupação, e pretendo continuar observando se essa tendência se mantém no futuro. Se essa mudança for real, vale a pena investigar o que ganhamos e o que perdemos ao mudar nossas preferências na maneira como nos comunicamos”, salienta Robb.

Um terço dos jovens diz que as redes sociais são “extremamente” ou “muito” importantes em suas vidas, enquanto 19% afirmam não usar redes sociais.

E apesar de 47% dos entrevistados que possuem smartphone dizerem ser “viciados” em seus telefones, apenas 24% se consideram “viciados” nas redes sociais.

Quase dois terços dos entrevistados dizem encontrar mensagens de conteúdo racista, sexista, homofóbico ou de intolerância religiosa, e 13% afirmam ter sofrido cyberbullying nas redes sociais.

Mas Robb observa que os jovens são mais propensos a dizer que as redes sociais têm efeito positivo do que negativo em suas vidas: 25% afirmam sentir-se menos sozinhos e 16%, menos deprimidos, enquanto 3% se sentem mais sozinhos ou mais deprimidos ao usar as redes. No geral, 18% dizem sentir-se melhor sobre si mesmos, e apenas 4% afirmam o contrário.

“Acho que esses dados contradizem a percepção que a maioria das pessoas tem”, salienta Robb. “A maioria das pessoas se preocupa sobre como as redes sociais podem prejudicar os jovens e aumentar a solidão ou a ansiedade, mas talvez estejam subestimando vários impactos potencialmente positivos.”

O pesquisador destaca ainda que tanto efeitos positivos quanto negativos são ampliados em adolescentes vulneráveis emocionalmente.

Manipulação e distração

Os jovens parecem conscientes sobre os impactos das redes sociais em outras atividades do dia a dia: 72% dizem acreditar que as empresas de tecnologia manipulam os usuários para que fiquem mais tempo em seus dispositivos, 57% concordam que o uso os distrai quando deveriam estar fazendo a lição de casa e 54% se dizem distraídos quando deveriam estar prestando atenção às pessoas que estão com eles.

O problema não afeta somente os jovens: 33% dizem que gostariam que seus pais passassem menos tempo com seus telefones celulares.

Mais de metade dos adolescentes afirma que desligam ou silenciam seus dispositivos para dormir, e 42% fazem o mesmo durante refeições com outras pessoas. Mas 26% nunca abandonam o telefone para dormir e 31% mantêm o dispositivo ligado durante as refeições.

Na conclusão da pesquisa, os autores ressaltam que as redes sociais são centrais em diferentes aspectos da vida dos adolescentes, o instrumento por meio do qual “falam com seus amigos, fazem planos para depois da escola, coordenam atividades extracurriculares, ficam por dentro das notícias, mantêm contato com primos, tios e tias, se organizam politicamente, aprendem sobre novos estilos e moda, se conectam com as pessoas com quem têm interesses comuns, documentam e compartilham os pontos altos de suas vidas, ganham inspiração e expressam sua criatividade”.

Para o CEO e fundador da Common Sense, James Steyer, o estudo mostra que, assim como os próprios adolescentes, o papel das redes sociais é complexo e desafia “julgamentos simplistas”.

“Por um lado, os adolescentes sentem que as redes sociais fortalecem seus relacionamentos com amigos e familiares, oferecem um importante caminho para autoexpressão e os fazem sentir-se menos sozinhos e mais conectados. Ao mesmo tempo, reconhecem que às vezes os afastam de interações cara a cara e os fazem sentir-se deixados de lado e ‘menos’ que seus pares”, destaca Steyer.

Segundo os autores, o estudo não pode afirmar com certeza se as redes sociais causam mal ou melhoram o bem-estar dos adolescentes. “Para muitos jovens, as redes sociais são fonte de conexão e inspiração, uma oportunidade de compartilhar sua criatividade e aliviar a solidão. No entanto, para alguns outros, às vezes podem aumentar ansiedade e depressão.”

“Enquanto a quantidade de tempo que os jovens devotam às redes sociais é uma importante medida, não é a única. Reduzir a relação entre redes sociais e bem-estar dos jovens à noção de que menos tempo nas redes vai por si só resolver depressão e ansiedade entre adolescentes é muito simplista – e talvez até perigoso”, afirmam os autores.

*Por Alessandra Corrêa

 

 

 

 

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*Fonte: bbc/brasil

Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas respeito é fundamental!

Tem muita gente desocupada nesse mundo, não é possível; não há outra razão para que tantos se sintam incomodados com quem não cuida da vida de ninguém, com quem apenas vive as próprias verdades da forma que bem entende.

Parece que o mundo anda se esquecendo de uma regra básica da convivência em sociedade: o respeito.

Não dá para manter um mínimo de harmonia em qualquer ambiente, caso não se respeitem as diferenças de credo, de religião, de opinião, de tudo enfim. Não conseguiremos gostar de todo mundo nessa vida, mas respeitar o espaço do outro é uma obrigação de todos nós.

Basta dar uma zanzada pelos comentários que inundam posts polêmicos pelas redes sociais, para percebermos que as diferenças vêm sendo rechaçadas e menosprezadas, por meio de ofensas e de agressões explícitas. Tem muita gente que não tolera ser contrariado, ser discordado, como se sua opinião tivesse que prevalecer sobre as demais, de qualquer jeito. E assim vão condenando todos que apenas expõem um ponto de vista, simplesmente porque pensam o oposto e agem de forma antagônica ao que os donos da verdade postulam como o mais adequado e correto.

O pior é notar que grande parte dessa verborragia violenta que muitos utilizam contra opiniões diversas não contém um mínimo de estofo argumentativo, visto serem vazias de embasamento coerente, sendo tão somente ofensas isentas de base que não seja xingamento raso. Lotam-se as redes sociais de lugares comuns, de juízos de valor, cujo mote vem a ser um preconceito cego e infantil. Soam a brigas de pré-adolescentes, cujo vocabulário é sofrível e ínfimo.

*Por Prof. Marcel Camargo

 

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*Fonte: bmm

Por que os robôs não vão assumir nossas tarefas domésticas tão rápido quanto gostaríamos

As tarefas domésticas são um fardo para muita gente.

Quem reclama que falta tempo e energia para se dedicar à manutenção da casa dificilmente recusaria uma ajudinha, por exemplo, para dobrar as roupas recém-lavadas, certo? Pois saiba que a tecnologia já permite que robôs dobrem calças e camisetas.

A versão hoje mais famosa é japonesa, uma máquina batizada de Laundroid. Ela recentemente ganhou uma concorrente americana, que funciona com um software desenhado pela Universidade da Califórnia em Berkeley e hardware da empresa Rethink Robotics.

Mas não se empolgue muito. Enquanto os robôs têm grande capacidade de se concentrar nas tarefas para as quais foram desenhados, seu ritmo é às vezes angustiantemente lento. O Laundroid leva 4 minutos para dobrar uma peça. O ajudante da Rethink Robotics, quinze.

Os robôs podem estar chegando, mas talvez demore até chegar ao ponto em que farão toda a faxina.

Desenvolver robôs para ajudar em casa é algo útil não apenas para organizar o guarda-roupa – permite que pesquisadores entendam problemas centrais da inteligência artificial como um todo.

Um robô capaz de dobrar roupas tem vocação para uma série de outras tarefas, mais críticas, como atuar em situações de emergência, em cenários de recuperação de desastres ou no cuidado de doentes e idosos.
Direito de imagem Berkeley AI Research Lab/Berkeley Robot Learning
Image caption Quando ganhar agilidade, o ajudante da Rethink Robotics poderá fazer mais que dobrar roupas

Isso porque desenvolver assistentes para ajudar com tarefas domésticas é mais complicado do que parece. Enquanto esses afazeres são relativamente fáceis para os humanos, são surpreendentemente difíceis para um sistema autônomo.

Esse é o paradoxo, diz Mariana Pestana, cocuradora da mostra O Futuro Começa Aqui, no Museu Victoria & Albert em Londres, onde os robôs estão expostos até 4 de novembro deste ano. “(O robô desenvolvido pela Rethink Robotics) vem de um aprendizado profundo, com uma universidade que está na vanguarda da inteligência artificial, mas leva 15 minutos para realizar uma tarefa que fazemos inconscientemente em segundos.”

Uma casa-padrão tem elementos que variam constantemente – como crianças que não necessariamente entendem o sistema do robô e que podem dar-lhe objetos aos quais não estão habituados (pense nos pedidos que Siri, da Apple, recebe).

“Um assistente autônomo, para funcionar bem nesse contexto, teria que ser versátil, adaptável a mudanças no ambiente e fácil de se trabalhar”, diz Siddharth Srivastava, que ajudou a desenvolver o robô com uma equipe de cientistas em Berkeley.

Um dos desafios encontrados por ele e sua equipe era fazer o robô entender o nível de sofisticação das tarefas que lhe poderiam ser pedidas. “Assim como todo mundo que trabalha em equipe sabe, um assistente não ajuda muito se precisa de instruções a todo minuto”, diz.

Os robôs obviamente não têm um conhecimento “inato”. Por mais que gostássemos de dizer apenas “lave as roupas” ao assistente, o robô precisaria de muito mais informações, desde como mexer cada “articulação” até para onde olhar conforme realiza cada operação, além de como usar suas câmeras e sensores.

Essas dificuldades se complicam se queremos que o robô faça algo além de lavar as roupas.

Então um robô realmente útil precisa entender e desempenhar um leque variado de tarefas.

A questão, por outro lado, é que não é possível pré-programar o robô para que alterne automaticamente seus afazeres. “Em vez disso, precisamos desenvolver algoritmos para que ele faça um planejamento hierarquizado, com percepção e lógica que permitiram que ele detecte o que precisa fazer para realizar uma tarefa”.

Isso está longe de ser um problema resolvido – é uma área ativa de pesquisa, com diversas equipes desenvolvendo e testando possíveis soluções.

Se Srivastava consegue visualizar um futuro em que robôs domésticos sejam comuns? Para ele, a mudança será gradual, acompanhando outras aplicações robóticas e de inteligência artificial autônomas, como carros que se dirigem sozinhos. Aspiradores de pó robóticos já existem. Assim como assistentes virtuais inteligentes, como Alexa, da Amazon, capaz de interagir por voz.

A complexidade, para a ciência da computação, do raciocínio e planejamento durante períodos longos de tempo, entretanto, é mais alta do que a da tecnologia hoje disponível – e envolve problemas que hoje não são críticos para os produtos já disponíveis.

Robôs precisam ser fáceis de usar e adaptáveis aos diferentes níveis de habilidade de quem eventualmente irá operá-los – pessoas que, na maioria dos casos, não terão um nível avançado de conhecimento de inteligência artificial ou robótica.

Além disso, eles precisam realizar tarefas que seus criadores possam não ter planejado.

“Diferentemente do domínio de operações dos robôs industriais e daqueles usados nos carros, os domésticos são muito menos estruturados e com uma expectativa de comportamento mais difícil de definir”, diz Srivastava.

“Para colocar em prática o potencial do benefício social dos sistemas de assistência de inteligência artificial, precisamos desenvolver novos princípios para desenhá-los de uma maneira que os torne mais fáceis de se trabalhar, entender e manter”.

Quando essas questões forem sanadas, porém, há uma série de possibilidades para outras aplicações: robôs podem ajudar a tratar ferimentos, a administrar de remédios e no preparo de comida para dietas especiais.

Muitos problemas precisam ser resolvidos antes que isso se torne uma realidade – mas pode haver um dia em que veremos os robôs que dobram roupas como o começo do fim das tarefas domésticas para a humanidade.

*Por Helene Schumacher

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: bbc/brasil

Assistir a shows aumenta expectativa de vida, diz estudo

Não é preciso ser um grande cientista ou um sábio para se ter certeza de que experiências prazerosas, de aprendizado e expansão de nossos conhecimentos, fazem bem à saúde. Ainda assim, é um alento quando pesquisas comprovam aquilo que o inconsciente coletivo desconfia e pratica. É o caso do estudo realizado por um professor da Universidade Goldsmith, de Londres, que confirmou que assistir a shows de música ao vivo aumenta nossa expectativa de vida. O efeito, no entanto, vai muito além do mero prazer.

Conduzida pelo professor Patrick Fagan, em parceria com a produtora inglesa O2, a investigação sugere que passar ao menos 20 minutos em um show aumenta em 21% a percepção subjetiva de bem-estar, o que, se mantido em longo prazo, pode ampliar nossa expectativa de vida em até 9 anos. O estudo foi realizado com um grupo de voluntários, que tiveram sua saúde monitorada como um todo, tanto física quanto mental.

A pesquisa comparou três atividades distintas entre os voluntários: passear com um cachorro, praticar yoga e ir a um concerto. O grupo que foi assistir música ao vivo aumentou em 25% sua autoestima com relação aos demais, tendo também um acréscimo de 75% em sua atividade mental.

Outros estudos corroboram o resultado da pesquisa inglesa, como o experimento realizado no ano passado com mil australianos, que comprovou que frequentar shows regularmente leva a uma vida mais longa e feliz. Ir a um show ou um concerto, portanto, não é somente uma questão de lazer ou prazer: é se preocupar com a própria saúde, como a ciência comprova.

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*Fonte: reverb

Conversar consigo mesmo pode ser um sinal de inteligência superior, segundo estudos científicos

Você já falou sozinho? Você se pega fazendo perguntas e até se dando conselhos? Você tem medo de ser rotulado como uma aberração?

Bem, não se preocupe. De acordo com algumas pesquisas científicas, conversar consigo mesmo pode ser um sinal de inteligência superior e maior QI que a média.

Uma pesquisa científica mostrou que as pessoas que tendem a falar consigo mesmas têm, na verdade, um QI maior do que as que não falam sozinhas.

Segundo Einstein.org, Einstein “costumava repetir suas frases para si mesmo com suavidade”. Continue lendo para descobrir as 5 razões que falar consigo mesmo é um ato de inteligência.

5 benefícios da autoconversa, de acordo com a ciência:

1. Seu cérebro funciona melhor.

De acordo com um estudo publicado no Jornal Trimestral de Psicologia Experimental, Daniel Swigley e Gary Lupyan, renomados psicólogos, descobriram que conversar consigo mesmo é realmente saudável.

Um experimento interessante foi conduzido, onde cerca de 20 pessoas receberam o nome de uma coisa; uma batata, uma maçã ou um queijo, e foi pedido para encontrarem o item no supermercado.

No primeiro caso, eles tiveram que fazê-lo silenciosamente, enquanto no segundo caso eles foram autorizados a falar e dizer o nome do objeto atribuído.

Na segunda vez, eles completaram a tarefa com muito mais eficiência, porque falar em voz alta ajudou o ouvido a ouvir o item e tornou mais fácil para o cérebro retê-lo.

Então, da próxima vez que você quiser se lembrar de algo melhor e mais rápido, repita em voz alta.

2. Dá maior clareza mental.

Gary Lupyan, um psicólogo cognitivo popular da Wisconsin Madison University, diz:

“Falar consigo mesmo não é sempre útil, se você não souber realmente como é um objeto, dizer o nome dele pode não ter efeito ou até mesmo te atrasar. Se, por outro lado, você souber que as bananas são amarelas e têm uma forma particular, ao dizer banana, você está ativando essas propriedades visuais no cérebro para ajudá-lo a encontrá-las”.

Assim, apenas pensar sobre o que você está procurando não é suficiente, porém, quando você diz o nome, visualiza automaticamente e dá uma forma para o objeto.

Isso torna mais fácil para a sua mente ter em perspectiva o que você está realmente procurando, e lhe dá clareza para pensar de uma forma muito realista e realizável.

Ao pensar em voz alta, você está ajudando sua mente a visualizar seus pensamentos e a pensar sobre eles de maneira muito mais clara.

3. Ajuda você a aprender melhor e mais rápido.

De acordo com a Live Science, “o discurso autodirecionado pode ajudar a orientar o comportamento das crianças, com as crianças muitas vezes fazendo o passo a passo em tarefas como amarrar os cadarços, como se lembrassem de se concentrar no trabalho”.

Tente lembrar da primeira vez que você jogou um jogo de tabuleiro. Você deve ter ficado confuso, já que é um novo processo, e então, enquanto você dizia os passos em voz alta enquanto jogava, passou a entender melhor a situação.

Esta é a razão pela qual você se lembrou da vez seguinte que jogou.

É exatamente assim que falar consigo mesmo ajuda você a aprender melhor, sua mente reexamina o que você aprendeu e ensina a si mesma.

Este processo de aprendizagem, avaliação e ensino cria uma compreensão muito melhor sobre o assunto que você aprendeu.

4. Organiza a conversa caótica em sua mente.

A psicóloga Linda Sapadin diz que, quando pensamos, pesamos silenciosamente as possibilidades. Isso é importante. Você deve falar consigo mesmo porque consegue priorizar o que quer.

Quando está preso em uma encruzilhada, você tem que escolher apenas um caminho e falar em voz alta vai torná-lo mais ordenado.

Você aprenderá a gerenciar melhor a sobrecarga de responsabilidade de muitas opções.
Ao conversar consigo mesmo, está dando ordem aos seus pensamentos e, ao dar ordem, você consegue ver e comparar melhor as diferentes escolhas.

Isso lhe dá uma escolha mais rápida e melhor, exigindo muito menos energia do que enfrentar muitas opções diferentes silenciosamente.

5. Motiva você a conseguir o que deseja.

Todos nós temos certas coisas que sonhamos alcançar. Apenas ter uma ideia não fará seus sonhos realidade. Você precisa agir e, às vezes, agir é difícil. Você não tem inspiração, motivação e vontade. Todos nós temos momentos de fraqueza.

Em tais casos, ter um mentor ou alguém para incentivá-lo pode fazer a diferença entre alcançar seus objetivos e desistir. Mas como nem todos nós temos alguém para nos incentivar nesses momentos, falar consigo mesmo é a melhor coisa.

Conversar consigo mesmo, dar conselhos e motivar a si mesmo pode lhe dar impulso suficiente para dar aquele passo extra quando não tiver motivação e vontade.

E quem te conhece melhor do que você, quem conhece seus gatilhos e botões, quem conhece o fogo de suas emoções? Ninguém. Você se conhece melhor do que ninguém!
É por isso que você precisa se motivar. E ao fazer isso em voz alta, está enganando sua mente a pensar que alguém está te empurrando para frente. Dessa forma, você ficará motivado e perderá menos tempo. Você vai se concentrar nas coisas que importam e não nas pequenas coisas.

Então, se você fala consigo mesmo, não se preocupe. Ande no caminho do sucesso de Einstein e logo você alcançará seus objetivos. Continue falando!

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*Fonte: vidaemequilibrio

A renúncia é a libertação. Não querer é poder

Que me pode dar a China que a minha alma me não tenha já dado? E, se a minha alma mo não pode dar, como mo dará a China, se é com a minha alma que verei a China, se a vir? Poderei ir buscar riqueza ao Oriente, mas não riqueza de alma, porque a riqueza de minha alma sou eu, e eu estou onde estou, sem Oriente ou com ele.

Compreendo que viaje quem é incapaz de sentir. Por isso são tão pobres sempre como livros de experiência os livros de viagens, valendo somente pela imaginação de quem os escreve. E se quem os escreve tem imaginação, tanto nos pode encantar com a descrição minuciosa, fotográfica a estandartes, de paisagens que imaginou, como com a descrição, forçosamente menos minuciosa, das paisagens que supôs ver. Somos todos míopes, excepto para dentro. Só o sonho vê com (o) olhar.

No fundo, há na nossa experiência da terra duas coisas — o universal e o particular. Descrever o universal é descrever o que é comum a toda a alma humana e a toda a experiência humana — o céu vasto, com o dia e a noite que acontecem dele e nele; o correr dos rios — todos da mesma água sororal e fresca; os mares, montanhas tremulamente extensas, guardando a majestade da altura no segredo da profundeza; os campos, as estações, as casas, as caras, os gestos; o traje e os sorrisos; o amor e as guerras; os deuses, finitos e infinitos; a Noite sem forma, mãe da origem do mundo; o Fado, o monstro intelectual que é tudo… Descrevendo isto, ou qualquer coisa universal como isto, falo com a alma a linguagem primitiva e divina, o idioma adâmico que todos entendem.

Mas que linguagem estilhaçada e babélica falaria eu quando descrevesse o Elevador de Santa Justa, a Catedral de Reims, os calções dos zuavos, a maneira como o português se pronuncia em Trás-os-Montes? Estas coisas são acidentes da superfície; podem sentir-se com o andar mas não com o sentir. O que no Elevador de Santa Justa é universal é a mecânica facilitando o mundo. O que na Catedral de Reims é verdade não é a Catedral nem o Reims, mas a majestade religiosa dos edifícios consagrados ao conhecimento da profundeza da alma humana. O que nos calções dos zuavos é eterno é a ficção colorida dos trajes, linguagem humana, criando uma simplicidade social que é em seu modo uma nova nudez. O que nas pronúncias locais é universal é o timbre caseiro das vozes de gente que vive espontânea, a diversidade dos seres juntos, a sucessão multicolor das maneiras, as diferenças dos povos, e a vasta variedade das nações.

Transeuntes eternos por nós mesmos, não há paisagem senão o que somos. Nada possuímos, porque nem a nós possuímos. Nada temos porque nada somos. Que mãos estenderei para que universo? O universo não é meu: sou eu.

s.d.
Livro do Desassossego por Bernardo Soares. Vol.II. Fernando Pessoa. (Recolha e transcrição dos textos de Maria Aliete Galhoz e Teresa Sobral Cunha. Prefácio e Organização de Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1982. – 390.

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*Fonte: revistapazes

Mantenha distância de quem não torce por você

Já se disse que manter por perto as pessoas que nos tornam melhores será uma das melhores atitudes que poderemos tomar nesta vida. Isso porque essa é uma forma certa de nos cercarmos de boas energias, de sentimentos verdadeiros, de sorrisos sinceros. Quem torce verdadeiramente por nós raramente irá nos decepcionar.

Por outro lado, se prestarmos atenção, sempre existirá alguém que parece torcer contra os nossos sonhos, como se desejasse que nunca saíssemos do lugar. Trata-se daquela pessoa que joga baldes diários de água fria sobre nossas cabeças, sempre que sonhamos alto ou conquistamos algo. Em vez de parabenizar, já listam tudo o que pode vir a dar errado dali em diante.

Infelizmente, existe muita maldade por aí, dentro de pessoas que jamais imaginávamos poder agir de uma forma cruel. Sim, há pessoas cruéis disfarçadas de bondade e companheirismo, mas que se mostram o oposto do que eram, a partir do momento em que avançamos na vida, ou mesmo traçamos sonhos maiores para nós. Não conseguem animar, motivar, muito pelo contrário.

Talvez sejam pessoas infelizes demais e desejam jogar para fora de si aquele sentimento ruim, pois não conseguem respirar direito, não se aguentam. Não aceitam, com isso, que o outro consiga sorrir, sonhar, avançar e conquistar, uma vez que elas próprias não conseguem sair do lugar, de tanto que prestam atenção na vida alheia, deixando suas vidas passarem em branco.

Pensar somente em si mesmo nunca será saudável para ninguém, porém, o excesso oposto também não. Quem se esquece de si mesmo, focando somente as vidas ao lado, fatalmente acabará se achando pior do que todo mundo. E, como esse tipo de gente nunca aprendeu a correr atrás dos seus desejos, somente poderá tentar atrapalhar o sucesso do outro, muitas vezes de maneira desumana, plantando fofoca e maldade.

Sendo assim, o tipo de pessoa com quem convivermos de perto determinará o tanto de momentos felizes que pontuarão nossa jornada. Sempre será providencial nos afastarmos de gente invejosa, pois é assim que sobrará espaço para aconchegarmos aqueles que torcem pela nossa felicidade com verdade e amor. É isso que nos move, afinal.

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*Fonte: resilienciamag

Pessoas mais felizes conversam com desconhecidos no transporte público

Se você é incapaz de ficar muito tempo em silêncio, adora fazer novos amigos e não resiste a uma boa conversa no ônibus ou no metrô, mesmo com estranhos, saiba que, de acordo com a ciência, você é pessoa muito feliz.

Conversar com estranhos no ônibus ou metrô pode te deixar feliz

Pesquisadores orientaram participantes de um estudo a conversarem com desconhecidos em um trem, se sentar sozinhos e em silêncio ou agir normalmente para, depois, responder a um questionário sobre seus sentimentos. Os dados foram recolhidos em viagens em meios de transporte público de Chicago, EUA.

O levantamento, divulgado pelo site Scientific American, mostrou que as pessoas que conversavam com estranhos relataram ter experiências mais prazerosas do que as que ficaram sozinhas e caladas.

Perguntados sobre os cenários opostos, os passageiros que agiram normalmente no experimento concordaram que o bate-papo no coletivo poderia realmente deixar o dia deles mais feliz.

A pesquisa ainda descobriu que, apesar de ser considerado um hábito prazeroso, as pessoas evitam puxar conversa com estranhos no transporte público porque acreditam que os colegas de assento não estão dispostos a dialogar.

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*Fonte: corujaprof

Por que pessoas que se sentem mais jovens do que são podem viver mais

Imagine por um momento que você não tenha uma certidão de nascimento e que sua idade pudesse ser determinada apenas pela maneira como você se sente por dentro. Quantos anos você diria que tem?

Assim como sua altura ou tamanho de sapato, o número de anos que se passaram desde que você chegou ao mundo é um fato que não pode ser mudado. Mas as experiências diárias sugerem que nós frequentemente não vivemos a idade da mesma forma, com muitas pessoas se sentindo mais velhas ou mais jovens do que realmente são.

Cientistas estão cada vez mais interessados nisso. Eles estão descobrindo que nossa “idade subjetiva” pode ser essencial para entender porque algumas pessoas parecem ficar mais jovens com a idade e outras esmorecem com o passar do tempo.

“O quão mais jovens adultos mais velhos se sentem pode influenciar em decisões importantes para seu presente e futuro”, diz Brian Nosek, professor de Psicologia da Universidade de Virgínia.

Há estudos que mostam que nossa “idade subjetiva” pode ser um indicador antecedente importante para questões relacionadas à saúde, incluindo as estimativas de risco de vida. De certa forma, dizem os especialistas, você realmente “é tão velho quanto sente que é”.

Motivados por esses resultados, muitos pesquisadores estão tentando determinar os fatores biológicos, psicológicos e sociais que moldam a experiência do envelhecimento – e como esse conhecimento pode nos ajudar a ter vidas mais longas e saudáveis.

Esses esforços estão em marcha há décadas. Alguns dos primeiros estudos sobre a diferença entre “idade psicológica” e a cronológica apareceram nos anos 1970 e 1980.

O ritmo se intensificou nos últimos dez anos, quando um grande volume de novos estudos investigou os potenciais efeitos psicológicos e físicos dessa discrepância.

Uma das correntes mais intrigantes dessa pesquisa tem explorado a forma como a “idade subjetiva” influencia nossa personalidade. O atual senso comum diz que as pessoas tendem a amadurecer conforme envelhecem, se tornando menos extrovertidas e abertas a experiências novas.

Essas mudanças, contudo, seriam menos acentuadas em pessoas “jovens de alma” e mais nítidas em pessoas com “idade subjetiva” mais avançada que a biológica, de acordo com os cientistas.

O interessante é que pessoas com “idade subjetiva” menor, por outro lado, também seriam mais cuidadosas e menos neuróticas – transformações positivas que constumam vir naturalmente com o envelhecimento biológico.

Assim, ter uma “idade subjetiva” menor não seria necessariamente sinônimo de uma permanente imaturidade.

Se sentir mais jovem que a idade real teria ainda impacto positivo sobre a saúde mental e reduziria o risco de depressão e de doenças como a demência.

Yannick Stephan, da Universidade de Montpellier, na França, examinou dados de três estudos longitudinais – conduzidos no decorrer de vários anos, para avaliar o impacto do tempo sobre os resultados – que, juntos, avaliaram mais de 17 mil pessoas de meia idade e idosos.

Neles, a maioria dos entrevistados se sentia oito anos mais jovem do que sua idade cronológica real.

Alguns, contudo, sentiam-se mais velhos – e as consequências, nesses casos, eram sérias. Uma “idade subjetiva” entre 8 e 13 anos maior que a idade biológica elevava o risco de morte entre 18% e 25% durante os períodos do estudo, mesmo quando controlados outros fatores demográficos como educação, raça e estado civil.

Para Stephan, o peso da “idade subjetiva” sobre nossa saúde pode ser um resultado direto das mudanças que ela provoca no nossa personalidade. Alguém mais jovem “de espírito” estaria aberto a um leque mais amplo de atividades – viajar, aprender um hobby novo, por exemplo -, mesmo com a passagem do tempo. “Estudos apontaram, por exemplo, que a ‘idade subjetiva’ prediz padrões de atividade física”, acrescenta o pesquisador.

Ele ressalta que o mecanismo que liga bem-estar físico e mental à “idade psicológica” atua em ambas as direções. Se você se sente deprimido e fisicamente vulnerável, é provável que se sinta mais velho. O resultado disso pode ser um ciclo vicioso, com fatores psicológicos e físicos contribuindo para uma “idade subjetiva” mais avançada e uma saúde pior, o que faz com que nos sintamos ainda mais velhos e mais vulneráveis.

A análise de Stephan, que foi publicada no Journal of Psychosomatic Medicine – publicação da American Psychosomatic Society -, é o maior estudo dedicado ao efeito da “idade subjetiva” sobre as taxas de mortalidade até hoje. “Essas associações são comparáveis ou mais fortes que a contribuição da idade cronológica (para as questões relacionadas à saúde)”, diz ele.

Em outras palavras, a “idade subjetiva” pode ser um indicativo melhor sobre a situação da nossa saúde do que a data impressa na certidão de nascimento.

Com isso em mente, muitos cientistas estão tentando identificar os fatores sociais e psicológicos que determinam esse complexo processo. Quando passamos a sentir que nossos corpos e nossas mentes estão operando em escalas diferentes? E por que isso acontece?

Juntamente com a professora Nicole Lindner, Nosek, da Universidade da Virgínia, investigou as formas como a discrepância entre as idades subjetiva e cronológica evoluem durante a vida.

Eles constataram, por exemplo, que a maioria das crianças e adolescentes se sentem mais novos do que realmente são, algo que só aumenta com o tempo. Conforme Nosek e Lindner escrevem no estudo, “é como se o envelhecimento subjetivo acontecesse em Marte, e um ano na Terra valesse 5,3 anos marcianos”.

Alguns psicólogos acreditam que uma “idade subjetiva” mais jovem seria uma forma de autodefesa, nos protegendo de estereótipos negativos de idade – como visto em um estudo feito por Anna Kornadt, da Universidade de Bielefeld, na Alemanha.

Em sua pesquisa, ela perguntou aos participantes se eles se sentiam mais velhos ou mais jovens do que realmente são em diferentes áreas da sua vida – no trabalho, na vida pessoal, por exemplo.

E constatou que as “idades subjetivas” das pessoas eram mais baixas quando os estereótipos negativos de idade eram mais prevalentes – como trabalho, saúde e finanças -, reforçando a ideia de que esse pensamento ajudaria as pessoas a se distanciarem das conotações negativas do seu grupo etário.

Acreditar que “eu posso ter 65, mas me sinto com 50” pode significar que você está menos preocupado com sua performance no trabalho, por exemplo. Kornadt também descobriu que pessoas com uma “idade psicológica” menor tendem a imaginar seu futuro eu de uma forma mais positiva.

 

 

 

 

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*Fonte: resilienciamental

Por que pobre que deixa de ser pobre gosta de pisar em pobre?

Uma coisa que eu, infelizmente, observo muito: pessoas que melhoram sua situação financeira e sobem um ou alguns degraus da escada social parecem esquecer rapidamente que há pouco tempo também eram pobres e sofreram o mesmo desprezo que agora estão dispensando a quem é mais pobre que elas.

Já vi gente que saiu da favela e falava mal dos favelados e motorista de primeiro carro novo comprado em sessenta prestações rindo de quem esperava na chuva pelo ônibus, o mesmo ônibus que ele pegava para ir trabalhar, em um passado não muito remoto.

Tem gente frustrada em seu emprego por ser maltratada pelos patrões, mas que não perde a oportunidade de esnobar ela mesma outras pessoas, assim que se vê do outro lado (do lado “mais forte“), tratando mal vendedores em lojas, zeladores em prédios ou pedintes na rua.

Já é incompreensível ver gente rica de muito tempo tratando pobre como gente de segunda categoria, numa desumanidade que assusta. Isso já é difícil de entender, mas, agora, ver gente que conheceu a pobreza se vestindo de arrogância e prepotência para se achar melhor que outros que (ainda) não conseguiram sair da pobreza é que não dá para entender mesmo.

Parece que isso está enraizado na cabeça de nosso povo, essa mentalidade arcaica de que quem tem mais é mais, como se ter e ser fossem a mesma coisa. E quem quer ser mais necessita de alguém que seja menos, já que quem se compara precisa de uma referência e seria meio amargo alguém se comparar com quem tem mais que ele. Assim, a consequência lógica é rebaixar quem tem menos para se sentir mais elevado, enfeitando um pouco sua pobre existência.

Tem a história do Dr. Armando, que era advogado, mas não era doutor coisa nenhuma, porém, ele fazia questão de ser chamado assim. Um rapaz pobre do interior da Bahia, que foi para Salvador para estudar e que, para se formar, comeu o pão que o chifrudo amassou, limpou fossa e foi ajudante de pedreiro, serviu comilões no Habib’s na Praia de Piatã, foi placa de anúncio ambulante para os novos condomínios na Avenida Paralela e até picolé na praia ele vendeu.

Pois bem, esforçado ele foi, pisoteado também, e se formou em Direito aos troncos e barrancos. Com o canudo na mão, o Armandinho voltou para sua terra natal como Dr. Armando, o advogado, que, como dito, não era doutor, pois não tinha doutorado, mas que era cheio de doutorice e exigia que todos abaixo dele na hierarquia o tratassem dessa forma. Até de certos clientes ele exigia isso, numa arrogância sem fim. Agora, com um diploma que ele escondia na gaveta, pois suas notas não foram tão boas e ele se envergonhava disso, e um escritoriozinho perto do centro de uma cidade média de interior, ele se via flutuando numa nuvem, por cima dos mortais. Somente perante o juiz, o delegado ou os poderosos do lugar ele baixava a crista e parecia um menino nervoso que tinha feito algo errado.

O pior de tudo é que ele era colérico e tratava muito mal seus empregados, principalmente os domésticos, gritando com eles, os classificando de burros e preguiçosos e supondo que iriam morrer pobres, pois burrice e preguiça não levariam ninguém a lugar algum. E vivia dizendo que detestava pobreza.

Assustadora também era a passividade dos subalternos, que, calados, aceitavam as insultas do patrão. Por um lado, claro, eles eram dependentes, alguns até moravam em sua propriedade. Mas, por outro, seria bom ter mais coragem e impor limites ao novo rico que se comportava como um coronel de segunda categoria.

Mas nem precisamos de exemplos extremos como esse. Esse fenômeno acontece muitas vezes no dia-a-dia, quase despercebido, como aquele sujeito pobre que recebe um dinheiro extra, resolve ir jantar com a namorada num restaurante chique, com tudo que se tem direito, mas achando que tem o direito também de já entrar no restaurante tratando mal os garçons, sentindo-se rico por um momento e acreditando que “ser rico” implicaria também em tratar mal quem o serve.

Acredito que muita gente se comporta assim por não conhecer diferente. Quando ainda pobres, por terem sido explorados e maltratados e experimentado de perto a exclusão e os preconceitos contra a pobreza, aprenderam que é desse modo que a sociedade funciona: quem está em cima, pisa em quem está em baixo. E, agora, que conseguiram subir um pouco, eles também têm vontade de pisar. Se levo isso em consideração, até acho tal comportamento plausível. Mas plausível não quer dizer que seja bom.

Acho estranho e repudio qualquer ato que suponha a superioridade ou a inferioridade de quem quer que seja, mas, ao mesmo tempo, sei que todo efeito tem uma causa e que isso aí é efeito de alguma coisa. Não seria o efeito de um endurecimento de nossa sociedade, de uma mentalidade de consumo e de identificação social pelo que se possui, de dignidade comprada, onde quem tem pouco automaticamente vale menos? Não costumamos definir o sucesso de alguém pela riqueza que acumula? E ainda não fazemos a bobagem de aceitar essa ideia absurda como normalidade?

Penso que é essa distorção de valores, que afeta a sociedade como um todo, que faz com que também um pobre que emerge queira também pisar em outros para se sentir alguém.

Se queremos mudar isso, então seria essencial mudar exatamente essa mentalidade, essa forma estranha de convivência social que inventamos, mas que só serve para descaracterizar o lado humano de nossa sociedade.

Os pobres deixarão de tratar mal outros mais pobres no dia em que todos pararmos para perceber que é preciso bem mais que ter para ser e que poder material não torna ninguém melhor que ninguém. Os pobres aprenderão a respeitar outros mais pobres no dia em que eles mesmos perceberem que se é respeitado por ser quem é (um ser humano que tem uma dignidade inviolável!) e não pelo que se tem, já que ninguém aprende a respeitar se ele nunca foi respeitado.

Precisamos é retomar nossos valores e recuperar nossa humanidade, entendendo que a verdadeira superioridade não pode ser comprada e não se adquire através de riqueza material. A verdadeira superioridade nasce é dentro de nós. Uma pessoa verdadeiramente superior não é aquela que se acha melhor, mas sim que a entende que esse negócio de gente melhor ou pior não existe, tanto faz se rica ou pobre.

*Por Gustl Rosenkranz

 

 

 

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*Fonte: fasdapsicanalise

Tsundoku: Mania de acumular mais livros do que pode ler

Comprar livros, livros e mais livros. Investir na formação educacional e cultural é importante, mas e quando a gente “perde a mão” e acumula leituras que jamais chegará a ler? Para esta prática, os japoneses têm um nome e se chama Tsundoku. Com origem no século 19, “tsunde oku” significa empilhar e deixar de lado por um tempo e “doku” corresponde ao verbo ler.

Tsundoku é nada mais que a intenção de ler livros e eventualmente ir criando uma coleção. Qualquer pessoa que tenha em casa livros (empoeirados e nunca abertos) comprados na melhor das intenções vai entender. Apesar do termo não ter uma conotação negativa, o CicloVivo traz algumas reflexões sobre o tema. A intenção não é que você abandone seus livros, pelo contrário: que você invista mais tempo em leituras e menos em coleções sem propósito.

Cultura ou status?

O hábito de empilhar livros e mais livros em prateleiras é antigo. Parece que quanto maior a livraria, maior o conhecimento -, o que não é necessariamente verdade. Enquantos alguns gostam de se exibir, outros enganam a si próprios ao acreditar que lerá sim aquele novo livro super recomendado (por mais que o tema nem lhe chame tanta atenção).

Há ainda os que acreditam que ter mais livros do que é capaz de ler em uma vida é uma forma de humildade, algo como: “quanto mais leio, mais entendo que não sei de nada”. Em outras palavras, seria uma forma de manter-se ciente de que é impossível deter o conhecimento. Filosofias à parte, a prática de acumular publicações pode ser “cult”, mas é preciso se segurar para não ser vazio de sentido.

Sugestões para os maníacos por livros

O que você pode fazer para mudar isso? Primeiro, se você ainda não acumulou tantos livros quanto gostaria aproveite para refletir sobre a necessidade de cada desejo literário. Será que aquele livro que você tanto quer não está disponível online? Será que não há uma biblioteca em seu bairro onde você poderia pegá-lo emprestado? Aliás, essa dica também vale para o caso de você já ter uma quantidade razoável de livros em casa: empreste. Esqueça a besteira de ter ciúmes de livros. Conhecimento está aí para isso mesmo, ser compartilhado. Aqueles livros que você nunca leu – e nem tem a intenção de ler-, nem pense duas vezes: doe.

Aprenda a viver mais leve. Disponha as publicações organizadas e visíveis (será mais fácil se ela for menor). E por fim, sinta o prazer de ter uma biblioteca pequena, mas que é realmente usada. Afinal, pior que ter centenas de livros entulhados em caixas é deixá-los sem uso pegando pó. Se este for o seu caso, assuma nesta semana mesmo o compromisso de dar um jeito na bagunça e iniciar uma rotina de leitura diária. Não tem tempo? Não seja por isso: limite o tempo de uso de redes sociais ou TV à noite, faça um chazinho e curta seus minutos extras com uma aconchegante leitura.

*Por Marcia Souza

 

 

 

 

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*Fonte: ciclovivo

A vida é aprender a conviver com uns e sobreviver sem outros

A vida é como uma viagem de trem, com suas estações e mudanças de pista, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns casos e tristezas profundas em outros… Quando nascemos, pegamos o trem e conhecemos nossos pais, acreditamos que eles sempre viajarão ao nosso lado, mas eles vão sair em alguma estação e continuaremos a viagem. De repente nos encontraremos sem sua companhia e amor insubstituível.

No entanto, muitas outras pessoas especiais e significativas estarão no caminho da nossa vida. Alguns tomarão o trem para descer na próxima estação e passarão despercebidos, nem sequer notamos que eles desocuparam seus assentos. Outros vão azedar a viagem, são aqueles parceiros irritantes que queremos sair o mais rápido possível.

Outros, ao descerem, deixarão um vazio definitivo. E até verão que alguns, embora sejam pessoas que você ama, ficarão em carros diferentes dos nossos. Durante toda a jornada eles permanecerão separados, a menos que decidamos nos aproximar e nos sentarmos ao seu lado. De fato, se realmente nos importamos, é melhor corrermos para fazer isso antes que outra pessoa chegue e assuma essa posição.

A jornada continua cheia de desafios, sonhos, fantasias, alegrias, tristezas, esperas e despedidas … No entanto, é importante tentar manter um bom relacionamento com todos os passageiros, procurando em cada um o melhor que eles têm para oferecer. Com o tempo, precisamos aprender a conviver com alguns e sobreviver sem os outros. Temos de aprender a lidar com as pessoas que não queremos ter ao nosso lado e também devemos avançar, apesar das perdas e da dor.

Quando você não pode coexistir com pessoas que te incomodam…

Ao longo da vida, encontraremos muitas pessoas que não compartilham nossos valores e pontos de vista. Essas são pessoas que podem ser profundamente egoístas, manipuladoras ou mesmo totalmente tóxicas. No entanto, ficar com raiva não vai ajudar. Pelo contrário, isso vai nos prejudicar.

Precisamos aprender a viver com essas pessoas sem afetar nosso equilíbrio emocional. Nós não podemos mudar de lugar toda vez que uma pessoa faz algo que nos incomoda. Se o fizermos, vamos acabar correndo de um carro para outro no caminho de nossas vidas, permanecendo oprimidos e com raiva.

De fato, um dos maiores ensinamentos da vida é precisamente aprender a lidar com as pessoas que nos incomodam. Com o passar do tempo, não apenas nos tornamos pessoas mais tolerantes, mas também aprendemos a nos concentrar nos aspectos positivos daqueles que nos rodeiam. Não se trata de sofrer passivamente, mas de se tornar mais sábio e mais equilibrado. Com o passar do tempo, entendemos que outras pessoas cometem erros e são imperfeitas, como nós, e aprendemos a nos concentrar em pontos em comum, em vez de diferenças. Assim tudo fica mais fácil.
Quando você não pode sobreviver sem as pessoas que se foram…

Há pessoas que gostaríamos de ter sempre ao nosso lado. Infelizmente, isso quase nunca acontece. Todo mundo tem sua própria estação e devemos aprender a deixá-los ir. É difícil, mas se não curarmos essa ferida, ela permanecerá continuamente aberta. Desta forma, não permitiremos que outras pessoas fantásticas se aproximem, pois cada vez que o fizerem, a ferida supurante arderá e nós recuaremos.

Essas novas pessoas não vão tomar o lugar daqueles que nos deixaram. Temos muito espaço em nossos corações para armazenar memórias e criar novos laços. Nós apenas temos que aprender a deixar ir e praticar o desapego um pouco mais. Se ficarmos presos nessa dor, o trem da vida continuará enquanto perdemos as belas paisagens e a companhia dos viajantes.

De fato, o grande mistério é que não sabemos em que época devemos viajar, e trancados nessa dor, podemos perder tudo o que temos para oferecer às pessoas que continuam ao nosso lado. Quando não podemos deixar ir aqueles que nos abandonaram, seja por nossa própria decisão ou por razões da vida, nossa viagem perderá seu significado e não valerá a pena.

Portanto, vamos fazer essa viagem ser melhor. Não devemos apenas nos esforçar para criar boas lembranças para aqueles que estão ao nosso lado, mas também para nos fornecer boas lembranças. Tenha sempre em mente que há outra estação além, e você não sabe quando será a última. Portanto, aproveite cada momento da viagem.

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*Fonte: psicologiasdobrasil

Como os passarinhos estão se tornando seres urbanos

Atire o primeiro grão de milho quem nunca deu comida aos passarinhos, seja num parque, numa praça ou no quintal de casa. Pois essa prática – muitas vezes condenada, principalmente no caso de pombos que podem se tornar vetores de doenças –, de acordo com cientistas, é um fator preponderante para que as aves estejam se tornando cada vez mais animais urbanos.

Faz todo o sentido. Enquanto no meio rural a alimentação de muitos passarinhos é cada vez mais nociva a eles – por conta dos agrotóxicos aplicados às plantações – e o desmatamento deixa o ambiente inóspito para descansos e o próprio processo de construção de ninhos, as cidades são convidativas: comida farta – cortesia dos humanos – e áreas verdes como parques e praças, geralmente bem-providas de árvores.

Este cenário é apresentado em estudo recém-publicado pelo periódico especializado The Condor: Ornithological Applications. Cientistas da Universidade de Illinois Urbana-Champaign refizeram um levantamento realizado inicialmente entre 1906 e 1909 para compreender as mudanças de habitat das aves do Estado americano de Illinois.

Com base em modelos matemáticos, concluíram que a ocupação territorial dos pássaros mudou – e muito. E, apostam os cientistas, essa amostragem pode ser replicada em qualquer lugar urbanizado do mundo com um enorme grau de semelhança.

No total, foram catalogadas 66 espécies diferentes de aves. E, conforme apontam os resultados, as 40 que se adaptaram aos meios urbanos aumentaram a população – enquanto as outras 26 viram seu tamanho diminuir.

De acordo com o ornitólogo Michael Ward, professor do Departamento de Recursos Naturais e Ciências Ambientais da Universidade de Illinois Urbana-Champaign, isso aconteceu porque, ao longo do século 20, “os habitats urbanos tornaram-se mais favoráveis aos pássaros, à medida que a agricultura se desenvolveu e o gesto de dar comida às aves se tornou mais popular”.

As pequenas e diversificadas plantações, antes um prato cheio para passarinhos, se transformaram em vastas monoculturas de milho e soja com manejo industrial, ou seja, uso intensivo de herbicidas e pesticidas. Um tempero nada agradável, praticamente um recado de que aquilo não era para o seu bico.

“É necessário entender como é que as espécies usam e respondem a mudanças não apenas em seu habitat primário, mas também em habitats só utilizados ocasionalmente”, comenta o ornitólogo. “O que entendemos é que aquelas espécies que podem tirar proveito de habitats alternativos, estas conseguem expandir suas populações.”

O professor diz que o passo seguinte do trabalho agora é compreender justamente quais espécies são capazes dessa adaptação. E quais não são. “Isto nos permitirá prever melhor quais precisam de esforços de conservação. Habitats urbanos são os em que muitas espécies têm conseguido procriar mais. A população em geral, ao fornecer alimentação e um certo abrigo em seus quintais, tem a oportunidade de ajudar uma variedade enorme de espécies.”

Novos olhares

A comunidade acadêmica entende que esse estudo abre um novo leque de possibilidades para a compreensão das populações animais. Isto porque ele quebra um paradigma: o de que necessariamente a transformação de um habitat interfere no tamanho de suas populações. Pode haver uma adaptação – e a consequente troca de um habitat por outro.

“Ao tentar explicar as mudanças no tamanho e na distribuição da população, os biólogos geralmente olham primeiro para as mudanças nos habitats que estão mais intimamente associados com uma espécie. Este estudo, por sua vez, mostra que esses habitats primários, como denominados pelos autores, não necessariamente representam mudanças na população”, comenta a bióloga, zoóloga e ecologista Amanda Rodewald, do Cornell Lab of Ornithology, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.

“Anteriormente”, prossegue a pesquisadora, “a extensão em que uma espécie usa habitats novos ou alternativos, como áreas urbanas, poderia explicar melhor os padrões. Uma implicação importante para a conservação é que rastrear espécies dentro de habitats alternativos pode ajudar os biólogos a entender, antecipar e potencialmente mitigar mudanças populacionais”.

O canto do sabiá

No Brasil, um notório caso de ave silvestre que se adaptou muito bem ao meio urbano é o sabiá-laranjeira. Não à toa, aliás, o pássaro é a ave símbolo do Brasil – oficialmente reconhecido assim desde 2002.

Na capital paulista, o sabiá está entre as mais carismáticas das 285 espécies que vivem na cidade – ao lado de bem-te-vis, maritacas, quero-queros, juritis, sanhaços e pica-paus. É uma ave que prefere os parques, mas mesmo assim pode ser flagrada, vez por outra, descansando nos fios elétricos, ao lado de pardais e pombas.

Em 1966, o ornitólogo Johan Dalgas Frisch, hoje com 88 anos e presidente da Associação de Preservação da Vida Selvagem, encabeçou uma campanha pela preservação dos sabiás pedindo para que as pessoas plantassem árvores frutíferas em seus quintais. “Porque os passarinhos precisam de restaurantes”, argumentava ele.

A campanha deu certo. As aves voltaram a se espalhar pelas cidades.

O que ninguém contava é que essa adaptação ao meio urbano ainda faria da ave um bicho com sintomas similares ao do homem contemporâneo que vive nas grandes cidades: um ser estressado com o trânsito, fazendo hora extra e namorando pouco.

A partir de uma queixa comum da população das grandes cidades, a de que os sabiás estavam cantando durante a madrugada e atrapalhando, assim, o sono dos justos e dos injustos, o Instituto Passarinhar resolveu promover uma pesquisa. E comprovar se isso realmente está acontecendo.

Desde 2013, os pesquisadores colocaram no ar um site colaborativo em que as pessoas podem informar o horário em que ouviram o canto de um sabiá, e a localidade. O balanço mais recente, divulgado há pouco mais de um ano e com dados consolidados de 10 mil registros, mostra que o sabiá paulistano sofre de insônia: começa a cantar cinco horas antes do que seus primos do interior – e essa orquestra só para quatro horas mais tarde do que o fim do expediente. O site está em http://www.horadosabia.com.

Segundo os biólogos responsáveis pelo estudo, nada mais antinatural. Porque na vida rural, digamos assim, o pássaro começa a cantar com o nascer do sol. E interrompe a cantoria ao fim do dia.

Na capital paulista, entretanto, o pico de atividade do sabiá é às 3h da madrugada. Para desespero dos humanos.

A explicação estaria na adaptação. Mas a um problema ao qual muitas pessoas jamais se adaptam: ao trânsito infernal. Na realidade, o barulho causado pelos carros tem feito o sabiá procurar horários alternativos.

O ruído causado pelos carros nas ruas de São Paulo, atualmente, oscila entre 70 e 100 decibéis. Um sabiá-laranjeira consegue cantar, no máximo, a até 70 decibéis. O pássaro canta para conseguir conquistar a fêmea e, assim, acasalar, mas, segundo biólogos, o sabiá paulistano só está encontrando condições para se comunicar, para ouvir e para ser ouvido no silêncio da madrugada.

*Por Edison Veiga

 

 

 

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*Fonte: bbc

Como identificar e se proteger de pessoas arrogantes

Aqueles que se sentem confortáveis com pessoas arrogantes levantem suas mãos. Se fizermos essa pergunta em um grupo de 10, 100 ou 1000 pessoas, não nos surpreenda que ninguém tenha levantado a mão.

A maioria das pessoas não gosta de pessoas arrogantes, entre outras coisas porque nos fazem sentir mal, nos desprezam e geram o sentimento de inferioridade. De fato, a arrogância é uma crença de superioridade e autoestima exagerada que se manifesta com afirmações excessivas e presunçosas.

No entanto, a atitude arrogante se desenvolve muito cedo na vida. Um estudo realizado na Universidade de Yale descobriu que crianças entre 5 e 7 anos já demonstram algum pensamento arrogante porque acreditam que podem saber mais sobre adultos. Em algum ponto do desenvolvimento, abandonamos essa postura autocentrada e formamos uma imagem mais objetiva de nós mesmos e do mundo.

Aparentemente, a pessoa arrogante não dá esse passo amadurecendo, ainda acredita que sempre pode vencer e, o que é pior, acredita que merece vencer sempre. Isso indica que, na base da arrogância, existe uma atitude infantil e um problema de autoestima. De fato, pensar-se superior é geralmente um mecanismo de defesa que mostra que, na realidade, essa pessoa não tem tanta autoconfiança. A este respeito, Fulton John Sheen disse que “a arrogância é a manifestação da fraqueza, o medo secreto em relação aos rivais”.

Como é uma pessoa arrogante?

A pessoa arrogante pode parecer atraente e agradável no começo, pois geralmente transmite uma imagem de segurança e confiança. Portanto, é normal que caíssemos em suas redes, até percebermos que tudo começa a girar em torno deles e paramos de nos sentir bem em sua companhia, porque nos sentimos menores e cada vez mais inferiorizados.

1. Desejo exagerado de receber elogios

Uma característica distintiva das pessoas arrogantes é que elas constantemente buscam a admiração dos outros. A arrogância se alimenta de lisonja, então essas pessoas sempre tentarão trazer à tona suas conquistas, sejam elas reais ou fictícias. Portanto, não gostam das pessoas seguras que são indiferentes e não caem a seus pés.

2. Fale constantemente sobre você

A arrogância está intimamente ligada ao egocentrismo. Portanto, o assunto favorito de uma pessoa arrogante é sobre si mesma. Essa pessoa tentará monopolizar a conversa para atrair a atenção para si. Quando o assunto muda, ele tentará redirecioná-lo para suas realizações, mesmo que isso signifique interromper os outros. Obviamente, essa pessoa não demonstra muita empatia, assume relações interpessoais em uma direção: os outros devem dar e ela só deve receber.

3. Intolerância para com os diferentes

Pessoas arrogantes criticam os outros, enfatizam os erros e fraquezas daqueles que não cumprem seus altos padrões. O problema é que sua autoestima é baseada nos “defeitos” dos outros porque elas precisam sentirem superiores. Na base dessa intolerância está um pensamento arrogante e dicotômico. Muitas vezes essas pessoas pensam que as coisas só podem ser feitas de uma maneira, o que revela uma falta de profundidade e discernimento para apreciar a diversidade.

Como tratar uma pessoa arrogante?

Se você permitir que pessoas arrogantes entrem em sua vida e lhes dê demasiada importância, elas podem acabar destruindo sua autoestima, fazendo você se sentir inferior e de pouco valor. No entanto, desde que você não possa escapar delas, a coisa mais inteligente a fazer é aprender a lidar com suas atitudes arrogantes.

1. Não desista do controle. Ninguém pode fazer você se sentir inferior sem o seu consentimento. Portanto, trata-se de detectar os mecanismos psicológicos postos em prática pela pessoa arrogante e não permitir que eles afetem você. Aprenda a dar cada comentário ou atitude, a importância que merece, nem mais nem menos. Não culpe o outro por fazer você se sentir inferior, em vez disso, pergunte a si mesmo qual botão tocou dentro do que você precisa reforçar.

2. Não siga o jogo. O orgulho é nutrido por elogios e admiração. Portanto, a atitude arrogante é combatida pela eliminação do combustível que permite que ela cresça. Isso significa que você não deve ficar impressionado com suas supostas conquistas e habilidades.Para lidar com uma pessoa arrogante, devemos estar cientes de que somos todos diferentes, temos diferentes capacidades e fraquezas. E isso não nos faz melhores ou piores que os outros.

3. Defenda sua posição. É importante saber quais batalhas valem a pena lutar e quais só relatam um desconforto desnecessário. Quando valer a pena, fique firme em sua posição. Se você perceber que não é possível manter uma discussão civilizada, pode resolver o problema dizendo que respeita a posição deles, mas não a compartilha.

4. Faça-o olhar no espelho. Se as palavras ou atitudes da pessoa arrogante o tiverem prejudicado, não tenha medo de colocá-lo diante de um espelho, no sentido figurado. Explique o que você pensa sobre a atitude dela e os efeitos que tiveram em você. Não se trata de tomar um tom recriminatório e acusativo, mas de expressar sua opinião e sentimentos, para que essa pessoa possa perceber o dano que causa com sua atitude arrogante.

5. Rir. O senso de humor é um excelente escudo contra pessoas que, consciente ou inconscientemente, querem nos prejudicar. Portanto, use seu senso de humor como uma arma a seu favor para proteger sua integridade psicológica. Encontrar o lado absurdo dos comentários e atitudes de pessoas arrogantes ajudará você a não se sentir intimidado.

*Texto traduzido e adaptado de Rincon Psicologia

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*Fonte: psicologiasdobrasil

Síndrome de sabe-tudo: o ego excessivo que impede o crescimento

*Este texto é uma tradução adaptada de Rincon Psicologia
Há pessoas inteligentes e sensíveis que, embora tenham mais conhecimento e recursos, não deixam as outras desmotivadas , mas gerenciam bem os protocolos para que os outros não se sintam desconfortáveis. E há também o sabe-tudo que adota uma atitude arrogante, que presume saber demais e, portanto, diz explicar tudo, em qualquer momento ou lugar, beirando a insolência, e acaba frequentemente ofendido, abatido ou desesperado por aqueles que o escutam.

Os psicólogos da Universidade de Michigan analisaram essa atitude para determinar se os sabe-tudo sabem realmente mais do que outras e se essa crença de superioridade lhes permite aplicar melhores estratégias de aprendizagem que lhes permitam aprofundar o conhecimento. Em outras palavras, eles queriam saber se essa arrogância intelectual nasceu do conhecimento e trouxe-lhes algum benefício.

Eles descobriram que algumas pessoas, mesmo quando não entendiam direito algo, afirmavam saber mais do que outras e insistiam em buscar informações para confirmar sua visão parcial, ignorando os dados que as tornavam menos especialistas. Em outras palavras, essa atitude arrogante intelectualmente não vem do conhecimento, mas sim da sua ausência.

Quanto menos sabemos, mais nos apegamos às nossas crenças
Na pesquisa, os participantes tiveram que preencher uma série de questionários para demonstrar seus conhecimentos sobre política, mas os psicólogos inseriram algumas armadilhas: termos inventados. Curiosamente, as pessoas inteligentes selecionaram mais termos falsos e insistiram que os conheciam. Pelo contrário, as pessoas que demonstravam um conhecimento mais sólido costumavam assumir uma atitude mais humilde e às vezes até subestimavam seus conhecimentos.

Isso lembra as palavras do filósofo britânico Betrand Russell: “O maior problema do mundo é porque os ignorantes e os fanáticos estão muito seguros de si mesmos e as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas”. Em psicologia, isso é conhecido como efeito Dunning-Kruger.

Em outra fase da investigação, alguns participantes leram um artigo sobre um tema controverso que concordava com seu ponto de vista e outro grupo leu um ensaio que diferia de suas ideias.

Uma pessoa inteligente, quando encontra informação que contradiz seus pontos de vista, deve buscar um ponto de equilíbrio e refletir sobre suas crenças iniciando um pensamento crítico. No entanto, os psicólogos descobriram que pessoas que se dizem especialistas costumavam escolher os dados que sustentavam suas crenças e ignoravam aqueles que os contradiziam.

Obviamente, esse modo de lidar com a realidade alimenta seu senso de superioridade intelectual, além de fazê-los perder oportunidades de ampliar conhecimentos integrando outros pontos de vista. Em outras palavras, as pessoas que sabem tudo, se trancaram em seu sistema de conhecimento e crenças, que assumem como uma verdade absoluta, e se recusam a valorizar outras ideias que não combinam com as deles.

Um “eu” maduro quando está errado, reconhece e muda
Até certo ponto, todos nós tendemos a fugir dos argumentos que refutam nossas crenças porque nosso cérebro odeia a dissonância cognitiva. Não há dúvida de que validar nossas crenças é bom, ao passo que vê-las desafiadas gera desconforto, especialmente quando se trata de crenças importantes ou profundamente arraigadas.

No entanto, uma pessoa inteligente permanece aberta a novas oportunidades e, se cometer um erro, reconhece o seu erro, porque sabe que, para crescer e progredir, é necessário deixar muitas certezas. As pessoas inteligentes, ao contrário, caem em sua própria armadilha: baseando sua auto-estima em seu “conhecimento vasto”, quando são questionadas, sentem-se inferiores, entram em crise e precisam desesperadamente validar esse conhecimento para voltar a se sentir importante.

O problema com esperteza é que, no final, essa estratégia de intimidação intelectual é uma máscara para esconder uma profunda insegurança pessoal. Para reconhecer nossos erros e mudar nossas crenças, precisamos de um “eu” maduro e autoconfiante que não tenha medo de constantes atualizações ou de deixar de lado as certezas para se abrir à incerteza.

A solução para as pessoas espertas está em quebrar esse círculo vicioso. Entenda que se apegar a certas crenças na verdade impede que continuemos explorando, descobrindo e aprendendo. É um passo difícil, mas não impossível.

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*Fonte: revistapazes

7 truques envolvendo linguagem corporal que te ajudarão em diversas situações

A linguagem corporal é uma forma de comunicação não-verbal muito importante pois fornece uma incrível quantidade de informações. Através dela, é possível comunicar qualquer mensagem utilizando expressões faciais, movimentos com as mãos e gestos corporais.

Em muitas situações importantes que passamos, como uma entrevista de emprego ou uma conversa importante, a linguagem corporal pode ser usada a nosso favor. No entanto, se você não souber utilizá-la de forma correta, ela poderá te atrapalhar e sua mensagem não será captada.

1 – Dê um aperto de mão firme
Muitas mensagens positivas podem ser transmitidas através de um aperto de mão firme. Através do gesto você consegue demonstrar confiança e honestidade. As impressões negativas criadas no primeiro contato com uma pessoa, podem ser totalmente modificadas através de um aperto de mão. Lembre-se que o gesto não pode ser nem muito delicado e nem forte demais.

2 – Olhe diretamente para a pessoa que você está conversando
O contato visual é de extrema importância em todas as situações de nossas vidas. Mudar a direção do olhar para o relógio ou para o pé por exemplo, pode causar a impressão de que você não está tão interessado no assunto ou não está levando a sério aquela pessoa ou situação.

3 – Evite cruzar as pernas
É recomendado que os dois pés fiquem apoiados no chão quando estamos conversando com alguém ou até mesmo aguardando alguma pessoa. Quando ficamos com as pernas cruzadas por muito tempo, acabamos cansando e descruzamos com frequência. Ao fazermos isso, podemos causar uma impressão de inquietação. Não é essa imagem que você deseja passar, certo?

4 – Sente-se em linha reta
Uma boa postura é fundamental em qualquer situação pois transmite coragem, confiança e capacidade de liderança. Mesmo estando em pé ou sentado, é necessário manter as costas retas e o peito aberto, da forma mais natural possível.

5 – Sinta-se à vontade para sorrir quando apropriado
Um sorriso pode abrir muitas portas. Além de ser um gesto de simpatia, ele pode gerar interações, boas conversas e quem sabe iniciar grandes amizades. Com ele, a mensagem que está sendo transmitida, é recebida com mais disposição. É importante ressaltar que existem situações que não cabem um sorriso, mas quando apropriado é interessante usar esse truque.

6 – Varie seus padrões de voz
Falar de forma monótona pode cansar as pessoas a sua volta. Mudar os padrões de voz pode lhe ajudar a deixar uma conversa ou um momento menos cansativo. A dica é falar usando uma variedade de tons pois através desses, é possível manifestar melhor suas emoções.

7 – Use gestos para enquadrar suas palavras, mas não exagere
É fato que os humanos são atraídos pelo movimento. Usar as mãos para enquadrar uma palavra pode ser um truque bastante útil para demonstrar positividade e sensatez. Quando você afirma algo como uma capacidade sua por exemplo, ao falar e gesticular ao mesmo tempo, é bem provável que as pessoas que estão te ouvindo levarão você mais a sério. Contudo, exagerar nos gestos pode parecer que você está tentando chamar a atenção das pessoas de forma bastante forçada. Usá-los com equilíbrio é o grande segredo.

 

 

 

 

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*Fonte:

O ser humano está fazendo menos sexo e esses são os motivos

Fazer sexo faz bem para a saúde. A prova disso está na nossa matéria com as 9 razões para ter relações sexuais todos os dias da sua vida. Não podemos negar que o sexo é uma das nossas necessidades fisiológicas mais básicas, certo? Mas vem cá, sem ofensas, qual foi a última vez que você teve relações? Milhões de pessoas passam um bom tempo sem sexo e isso pode ser consequência de alguns problemas, como a baixa auto estima, por exemplo.

Um pesquisador de comportamento humano chamado Shervin Assari descobriu que evitar sexo influencia vários aspectos do nosso bem estar. Além disso, através de pesquisas ele concluiu que as pessoas evitam sexo por várias razões, algumas das quais podem ser facilmente abordadas. A gente conta mais sobre essas razões para vocês.

As razões pelas quais as pessoas evitam sexo

Alguns dos benefícios do sexo são alta auto estima, qualidade e satisfação com a vida. Mas as pessoas que fazem menos sexo podem ter problemas ligados a angústia psicológica, ansiedade, depressão e é claro, problemas de relacionamento.

Em um estudo feito por Alfred Kinsey, foi descoberto que cerca 19% dos adultos não tem relações sexuais. Mas isso varia muito de acordo com o sexo e o status de relacionamento, com quase nenhum homem casado sem fazer sexo por um longo período.

Muitas mulheres são propensas a evitar o sexo por causa dos abusos que sofreram quando ainda eram crianças. As grávidas tem medo de abortar ou prejudicar o feto e em muitos casos elas evitam por causa da falta de interesse ou mesmo fadiga.

Entre os homens, as razões mais comuns para evitar as relações sexuais são a disfunção erétil, condições médicas crônicas e falta de oportunidade (risos).

Porém, tanto para homens e mulheres, as maiores razões para não praticarem sexo são as condições médicas.

Pacientes com doenças cardíacas, por exemplo, evitam as relações pelo fato de terem medo de ter um ataque cardíaco. Outros por terem condições cerebrovasculares, como um derrame.

A dor crônica diminui o prazer e interfere diretamente na limitação de posições. Já o estresse e a depressão que são causados como consequência, podem atrapalhar. Ah, os remédios para dor crônica também são problemas. Agora os transtornos de personalidade, vício e abuso de substâncias e a má qualidade do sono também têm papéis importantes no interesse sexual.

Bom, cada pessoa lida de uma maneira com seus problemas, mas se algum desses problemas afeta a sua vida sexual, caro amigo, a nossa dica é procurar um especialista para você se tornar uma pessoa mais feliz!

Por Mateus Graff

 

 

 

 

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*Fonte: fatosdesconhecidos

O Feng Shui recomenda que você elimine essas 7 coisas da sua casa

O Feng Shui é uma crença chinesa antiga, que busca a harmonia de espaços para promover a energia positiva em pessoas que habitam-los. De acordo com essa crença, existem objetos que você deve manter fora de sua casa para que ela seja espaçosa e cheia de energia boa.

Leia com muita atenção a lista de objetos que você deve eliminar.

Papéis, pacotes, e-mails
Use pastas e armazene os papéis que você sabe que são importantes, os papéis restantes, como itens promocionais, panfletos e outros documentos que você recebe na rua, bem como correspondências e recibos antigos, remova-os. Comece a fazer isso semanalmente com artigos que são antigos, as revistas podem distribuí-los ou doá-los: a poeira faz com que as energias se estancem. Leve-o para um centro de reciclagem de papel.

Os papéis acumulados estagnam as energias da sua casa.
A embalagem de produtos de beleza, como perfumes e cremes, deve ser removida de sua casa e levada para reciclagem. Outros, como maionese ou geléia, podem ser encontrados em outro uso.

Flores murchas
É bom manter flores no quarto e em outras dimensões da casa, no entanto, uma vez que estejam murchas, você deve jogá-las fora. Eles não parecem bons e atraem energias negativas.

Roupa velha
As camisas descoloridas, as meias com buracos ou sem par, toalhas manchadas. Tudo isso leva espaço e não permite que você armazene a boa energia que entra em sua casa. Dê-lhe se estiver tudo bem ou use-o como esfregão e jogue-o fora.

Eles parecem ruins e atraem energias negativas.

Cosméticos e joias de fantasia quebradas
Se você deve dar uma segunda chance para produtos de beleza que foram quebrados ou faltando alguma peça. O mesmo acontece com acessórios quebrados que não possuem um par. Procure por eles agora. Mas se você não encontrar, jogue fora.

Objetos duplicados
É normal ter duas ou mais cópias de um único tipo de item, mas você deve se livrar dos itens duplicados que estão em sua casa. Dê-lhes

Mensagens nas redes sociais
É importante verificar suas notificações por e-mail e mídias sociais toda semana para remover todo o conteúdo de spam que você armazenou lá. Você também deve fazê-lo com as fotografias, documentos e arquivos que estão no computador e você não precisa deles.

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*Fonte: revistapazes

Humanos consomem recursos mais rápido do que o planeta os regenera

Todos os anos os humanos consomem — e esgotam — mais recursos naturais do planeta. Segundo relatório da organização Global Footprint Network, a humanidade está gastando os recursos 1,7 vezes mais rápido do que os ecossistemas consegurem se regenerar, o que equivaleria a usar 1,7 Terras em vez de uma só.

“Os custos desse excesso global de gastos ecológicos estão se tornando cada vez mais evidentes em todo o mundo, manifestando-se em desmatamentos, secas, escassez de água potável, erosão do solo, perda de biodiversidade e o acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera”, afirmam os organizadores do Earth Overshoot Day (Dia da Sobrecarga da Terra).

O EOD representa a data em que a “demanda anual da humanidade por recursos excede o que o planeta Terra é capaz de regenerar naquele ano”. A cada ano, o dia vem chegando mais cedo: de 1997 para 2018, a data foi de setembro para 1º de agosto.

“Estamos pegando os recursos futuros da Terra emprestados para operar nossas economias no presente. Isso funciona por um tempo mas, conforme nações, empresas e casas vão se afundando em dívida, esse esquema tende a desmoronar”, disse o CEO do Global Footprint Network, Mathis Wackernagel, em entrevista ao jornal The Guardian.

Para reverter o quadro, a organização sugere que ações políticas são tão importantes quanto as individuais. De acordo com o relatório, trocar 50% do consumo de carne da rotina por uma dieta vegetariana faria com que o Dia da Sobrecarga da Terra fosse cinco dias depois. Já reduzir o carbono atrasaria a data em três meses.

Em seu site, o Global Footprint Network dá mais dicas de quais ações as pessoas podem tomar para contribuir para a causa. Confira aqui.

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*Fonte: revistagalileu

Médico alerta: É erradíssimo levantar cedo e ir logo correr

O maior risco à qualidade do sono “é a falta de respeito que há por ele”, quem faz esse alerta é a Associação Portuguesa do Sono, considerando que é necessário combater “uma cultura enraizada” na população de dormir pouco e sem regra.

Segundo o Dr. Joaquim Moita, presidente da associação, diz que a população não valoriza o sono como algo de suma importância para o bem-estar e a saúde, nos últimos anos houve aumento nos indices de doenças como a síndrome de apneia obstrutiva (49% dos homens e 25% das mulheres têm ou virão a ter) e a insónia crónica (10% dos adultos).

Ele destaca que sem qualidade no sono começam a surgir vários outros problemas, cardíacos – “em cada dez AVC, três ou quatro são em indivíduos que tem a apneia do sono”.

“Achamos que trabalhar é mais importante que dormir. Mas depois qual vai ser a rentabilidade no trabalho? O que é que se produziu do ponto de vista físico e intelectual? Se não dorme oito horas, a rentabilidade é mais baixa, e as empresas regem-se cada vez mais pela rentabilidade do que pelo número de horas”, frisou Dr. Joaquim

Além disso, o presidente da Associação Portuguesa do Sono salienta que é necessário não ir atrás de “manias e modas”, que vão surgindo, como “o disparate de levantar cedíssimo e ir logo correr – é caminho andado para um enfarte”.

Em uma sociedade cada vez mais industrializada, são poucas as pessoas que seguem a regra das 8 a 9 horas de sono diárias, a maioria da população já adquiriu hábitos e situações laborais que potencializam uma má qualidade do sono.

Normalmente, o ritmo endógeno do ser humano diz que “às 06 horas está na altura de se preparar para acordar”, produzindo cortisol (hormona associada à atividade e movimento), sendo que perto das 21 horas, começa a ser libertada melatonina (associada ao sono), que atinge o seu pico por volta das 00.00 horas, explicou.

Diante desse processo, o sol acaba sendo uma espécie de “marcador do tempo”, que ajuda a fazer a sincronização entre o ambiente e o ritimo interno de cada um.

“Então quando temos o hábito de estarmos a noite em frente ao computador, telefone celular e televisões, a emissão da luz azul acaba inibindo a produção da melatonina.”, explica Joaquim Moita.

O Coordenador do Centro de Medicina do Sono de Coimbra, explica que temos que ter o bom senso: sete a nove horas de sono, deitar-se sempre à mesma hora e procurar logo o sol (devido à produção de cortisol) e acordar sempre à mesma hora (ao fim de semana pode ter-se “um desconto de uma hora”, refere).

“Há uma hora para descansar e uma hora para estar acordado, mas as sociedades modernas não respeitam muito esses nossos relógios e ritmos. É preciso combater essa desregulação”, frisou.

* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

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*Fonte: revistasabervivermais