Quais características fazem um café ser especial?

Por definição, o café especial é aquele livre de amargor, feito somente com grãos maduros, colhidos manualmente. Porém, o café especial vai muito além disso

café é a bebida mais consumida no mundo depois da água. E aqui no Brasil não poderia ser diferente. Além de sermos o maior produtor e exportador mundial do grão, nós brasileiros temos uma relação íntima com essa frutinha que já foi a locomotiva econômica do país. Afinal, quem nunca ouviu a expressão “Aqui tem café no bule”?

Pois é, falar sobre café é um desafio enorme, e sabe por que? Porque, como é paixão nacional, todo brasileiro se acha especialista no assunto, exatamente como acontece com futebol, churrasco e, mais recentemente, política. Portanto, a partir desta primeira coluna, meu principal objetivo é desmistificar o chamado café especial e trazer informações e tendências desse novo queridinho do brasileiro que busca qualidade e um novo jeito de degustar a bebida.

Por definição, o café especial é aquele livre de amargor, feito somente com grãos maduros, colhidos manualmente. Porém, para mim vai muito além disso. É especial porque, diferentemente do que é produzido como commodity, existe uma atenção e carinho totalmente voltados para cada etapa do manejo. Ou seja, esse café não é só especial por seu sensorial (aroma, sabor, corpo e finalização), mas principalmente pela sua cadeia produtiva e por seu valor agregado.

Por isso é tão importante sua desmistificação. Quanto mais informação o consumidor tiver, mais envolvido ele estará. Acredito que a tendência a partir de 2023 em relação à produção de café especial será justamente essa: a maior fomentação da conexão entre quem produz e quem compra, entendendo e melhorando questões socioeconômicas das regiões produtoras, trazendo crescimento sustentável para seus habitantes. Na prática, isso funciona em diversas esferas.

No meu caso, como Coffee Hunter, costumo dizer que após comprar algumas safras de um mesmo produtor e não encontrar nenhuma melhoria em sua realidade, seja na propriedade, em equipamentos ou moradia, eu não estarei desenvolvendo meu papel da forma correta. Pois é minha responsabilidade também a evolução do meu parceiro. Se extrapolarmos este raciocínio para maiores esferas, em pouco tempo teremos um desenvolvimento sustentável em toda a cadeia, impactando diretamente uma região inteira.

E isso tem se mostrado verdadeiro. Lugares que antes nem sequer produziam cafés de qualidade ou eram considerados os “patinhos feios” para cafés especiais, hoje têm papéis protagonistas na cena, como Espírito Santo e Rondônia, de onde saíram os ganhadores da edição deste ano do aguardado Coffee of the Year Brasil. Já a Etapa Internacional do Cup of Excellence 2022 consagrou o cafeicultor Antônio Rigno, de Piatã, na Chapada Diamantina (BA), que venceu a competição pela quarta vez, num feito inédito. Inclusive, conheci Seu Antônio em uma de minhas expedições para a Chapada, mas essa história fica para as outras colunas com dois dedos de café para tingir o beiço.

*Caio Tucunduva é Coffee Hunter da No More Bad Coffee e mestre em sustentabilidade.
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*Fonte: exame

Por que jovens da geração Z estão abandonando seus smartphones

Enquanto o mundo parece cada vez mais controlado e dominado por smartphones – e nós, cada vez mais viciados nos gadgets -, um movimento de abandonar tais aparelhos vem ganhando força e adeptos entre os jovens, principalmente após o início da pandemia. É isso que afirma uma matéria da revista Huck, como tendência crescente entre a chamada “geração Z” como uma maneira de combater os efeitos do uso contínuo e incessante dos smartphones que, segundo pesquisas, podem provocar tristeza, ansiedade e depressão.

Vício em smartphone
O vício em smartphones pode provocar depressão e ansiedade, entre outros sintomas

A matéria conversou com pessoas que não somente desligaram simplesmente seus aparelhos: algumas trocaram os tais telefones inteligentes – com conexão à internet e os tantos aplicativos disponíveis – pelos velhos “tijolões”, telefones vintage que somente fazem chamadas e enviam mensagens de texto. Alguns personagens entrevistados na reportagem escolheram o caminho do meio: ainda possuem um smartphone, mas o deixam em casa quando saem, usando-o somente para comunicação e notícias, como meio de combater a dependência.

Telefones celulares antigos
Os telefones antigos e menos conectados vêm reconquistando usuários

Não é por acaso que desafios para testar quem suporta passar algum tempo sem smartphones se fazem cada vez mais recorrentes, e pela primeira vez as vendas dos antigos telefones celulares cresceram no ano passado pela primeira vez em anos: os malefícios comprovados do uso excessivo dos smartphones se agravarem no contexto da atual pandemia, na qual tudo é feito pelos aparelhos, e os quadros de depressão e ansiedade também se multiplicam. Quem largou o smartphone, no entanto, garante na matéria que os benefícios aparecem rapidamente.

Na pandemia, tudo é feito pelo smartphone, e assim os efeitos colaterais se agravam

“Em pouco tempo eu percebi uma melhora imensa no meu humor e na minha liberdade de pensamento”, diz Eden, personagem da reportagem, que aos 22 anos largou o smartphone depois que seu iPhone quebrou no início do ano passado – e desde então vem se sentido “um milhão de vezes maior”. A falta dos mapas e dos aplicativos de direcionamento são especialmente sentidas, mas a grande ausência entre os relatos é mesmo da música e das boas câmeras fotográficas: o próximo passo, quem sabe, será a retomada das icônicas câmeras digitais dos anos 90 e dos iPods.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

Por que nos lembramos mais lendo em papel do que em uma tela?

Durante a pandemia, muitos professores universitários abandonaram as tarefas dos livros impressos e se voltaram para textos digitais ou cursos multimídia.

Como professora de linguística , venho estudando como a comunicação eletrônica se compara à impressão tradicional quando se trata de aprendizado. A compreensão é a mesma se uma pessoa lê um texto na tela ou no papel? E ouvir e visualizar o conteúdo é tão eficaz quanto ler a palavra escrita ao cobrir o mesmo material?

As respostas para ambas as perguntas geralmente são “não”, como discuto em meu livro “ How We Read Now ”, lançado em março de 2021. Os motivos estão relacionados a uma variedade de fatores, incluindo concentração diminuída, mentalidade de entretenimento e tendência a multitarefas enquanto consome conteúdo digital.

Impressão versus leitura digital
Ao ler textos de várias centenas de palavras ou mais, o aprendizado geralmente é mais bem -sucedido quando está no papel do que na tela. Uma cascata de pesquisas confirma essa descoberta.

Os benefícios da impressão brilham particularmente quando os experimentadores passam de tarefas simples – como identificar a ideia principal em uma passagem de leitura – para aquelas que exigem abstração mental – como tirar inferências de um texto. A leitura impressa também melhora a probabilidade de lembrar detalhes – como “Qual era a cor do cabelo do ator?” – e lembrando onde em uma história os eventos ocorreram – “O acidente aconteceu antes ou depois do golpe político?”

Estudos mostram que tanto os alunos do ensino fundamental quanto os universitários supõem que obterão pontuações mais altas em um teste de compreensão se tiverem feito a leitura digitalmente. E, no entanto, eles realmente pontuam mais alto quando lêem o material impresso antes de serem testados.

Os educadores precisam estar cientes de que o método usado para testes padronizados pode afetar os resultados. Estudos com alunos da décima série norueguesa e alunos da 3ª a 8ª série dos EUA relatam pontuações mais altas quando os testes padronizados foram administrados em papel. No estudo dos EUA, os efeitos negativos dos testes digitais foram mais fortes entre alunos com baixa pontuação de desempenho em leitura, alunos de inglês e alunos de educação especial.

Minha própria pesquisa e a de colegas abordaram a questão de forma diferente. Em vez de pedir aos alunos que lessem e fizessem um teste, perguntamos como eles percebiam seu aprendizado geral quando usavam materiais de leitura impressos ou digitais. Tanto os alunos do ensino médio quanto os universitários julgaram a leitura em papel como melhor para a concentração, aprendizado e memorização do que a leitura digital.

As discrepâncias entre os resultados impressos e digitais estão parcialmente relacionadas às propriedades físicas do papel. Com o papel, há literalmente uma imposição de mãos, junto com a geografia visual de páginas distintas. As pessoas muitas vezes ligam sua memória do que leram a até que ponto o livro estava ou onde estava na página.

Mas igualmente importante é a perspectiva mental, e o que os pesquisadores de leitura chamam de “ hipótese superficial ”. De acordo com essa teoria, as pessoas abordam textos digitais com uma mentalidade adequada às mídias sociais casuais e dedicam menos esforço mental do que quando estão lendo impressos.

Podcasts e vídeos online
Dado o aumento do uso de salas de aula invertidas – onde os alunos ouvem ou assistem ao conteúdo das palestras antes de vir para a aula – juntamente com mais podcasts disponíveis publicamente e conteúdo de vídeo on-line, muitas tarefas escolares que anteriormente envolviam leitura foram substituídas por ouvir ou assistir. Essas substituições se aceleraram durante a pandemia e migram para o aprendizado virtual.

Pesquisando professores universitários dos EUA e da Noruega em 2019, a professora da Universidade de Stavanger Anne Mangen e eu descobrimos que 32% dos professores dos EUA estavam substituindo textos por materiais de vídeo e 15% relataram fazê-lo com áudio. Os números foram um pouco menores na Noruega. Mas em ambos os países, 40% dos entrevistados que mudaram os requisitos do curso nos últimos cinco a 10 anos relataram atribuir menos leitura hoje.

A principal razão para a mudança para áudio e vídeo é que os alunos se recusam a fazer leituras atribuídas. Embora o problema não seja novo , um estudo de 2015 com mais de 18.000 alunos do último ano da faculdade descobriu que apenas 21% geralmente concluíam todas as leituras do curso atribuídas.

O áudio e o vídeo podem parecer mais envolventes do que o texto e, portanto, os professores recorrem cada vez mais a essas tecnologias – digamos, atribuir uma palestra TED em vez de um artigo da mesma pessoa.

Maximizando o foco mental
Psicólogos demonstraram que, quando os adultos leem notícias ou transcrições de ficção , eles se lembram mais do conteúdo do que se ouvissem peças idênticas.

Os pesquisadores encontraram resultados semelhantes com estudantes universitários lendo um artigo versus ouvindo um podcast do texto. Um estudo relacionado confirma que os alunos fazem mais divagações ao ouvir áudio do que ao ler.

Os resultados com alunos mais jovens são semelhantes, mas com uma diferença. Um estudo em Chipre concluiu que a relação entre as habilidades de ouvir e ler muda à medida que as crianças se tornam leitores mais fluentes. Enquanto os alunos da segunda série tiveram melhor compreensão com a audição, os alunos da oitava série apresentaram melhor compreensão na leitura.

A pesquisa sobre a aprendizagem de vídeo versus texto ecoa o que vemos com áudio. Por exemplo, pesquisadores na Espanha descobriram que alunos do quarto ao sexto ano que liam textos mostravam muito mais integração mental do material do que aqueles que assistiam a vídeos. Os autores suspeitam que os alunos “leem” os vídeos de forma mais superficial porque associam o vídeo ao entretenimento, não ao aprendizado.

A pesquisa coletiva mostra que as mídias digitais têm características comuns e práticas de usuários que podem restringir o aprendizado. Isso inclui concentração diminuída, mentalidade de entretenimento, propensão a multitarefas, falta de um ponto de referência físico fixo, uso reduzido de anotações e revisão menos frequente do que foi lido, ouvido ou visto.

Textos digitais, áudio e vídeo têm funções educacionais, especialmente quando fornecem recursos não disponíveis na versão impressa. No entanto, para maximizar a aprendizagem onde o foco mental e a reflexão são necessários, os educadores – e os pais – não devem presumir que todas as mídias são iguais, mesmo quando contêm palavras idênticas.

Naomi S. Baron , Professora de Linguística Emérita, American University
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*Fonte: sabersaude

A Revolta É O Grande Remédio Para A Depressão – Diz Psiquiatra

António Coimbra de Matos é o maior nome da psicanálise portuguesa, comprometido a estudar e a tentar compreender a condição humana. Focado no futuro, amor, saúde, doença, vida e a morte. Fez do amor o seu manta, dedicou a vida a estudar um dos lados mais obscuros da vida, a depressão. E promete continuar, a estudar, a investigar, a guiar os seus pacientes como se fosse um farol e um catalisador. Selecionamos alguns excertos da entrevista que ele concedeu à jornalista Carolina Reis, do *Jornal Expresso.

A depressão é um luto patológico
Comecei a ver através dos meus pacientes que as teorias que havia — mesmo na psicanálise — não explicavam bem o fenômeno. E comecei a procurar eu próprio. Há uma coisa que, geralmente, é confundida pelos psiquiatras e pelos psicanalistas com a depressão que é o luto. Freud dizia que a depressão é um luto patológico. O luto é uma reação perante a perda real de uma pessoa, o paradigma é a morte de uma pessoa amada. A depressão é a reação perante a perda do afeto de uma pessoa. É a ruptura afetiva.

Há depressões normais e depressões patológicas
Há depressões normais e depressões patológicas. E lutos normais e lutos patológicos. O luto normal é de memória e de substituição. Eu vou-me esquecendo do meu pai que faleceu e substituo por um professor, amigos mais velhos. E há lutos patológicos, em que fico eternamente a pensar que me faz muita falta o meu pai que já morreu. A depressão é a mesma coisa. Nas normais, quando perco o afeto de uma pessoa importante para mim, deprimo. Mas na depressão patológica atribuo a culpa a mim.

A depressão atinge todas as classes sociais
Sim, mas aumenta com o sentimento de opressão, de que se está limitado. A pobreza aumenta a depressão, é a falta de esperança. […] A revolta é o grande remédio para a depressão. Começamos a melhorar quando começamos a revoltar. Há um estudo interessante do Durkeim, da primeira década do século XX, que diz que nos grandes períodos de guerra, os suicídios diminuem. Porque a revolta é permitida [Isso se refere a chamada raiva produtiva que nos arranca da zona de conforto. “Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda”, dizia Freud].

Como é que se trata a depressão?
Em alguns casos graves, será necessária alguma medicação. Mas fundamentalmente pela reestruturação da pessoa pelo meio psicoterapêutico, restaurar a autoestima ferida. É que no luto a autoestima não é atingida, na depressão é. Isso já Freud tinha reparado. É um trabalho demorado, difícil. Nem sempre é necessário uma psicanálise, no divã, pode ser psicoterapia face a face. Depende dos casos, se é mais ligeiro, mais recente, consegue-se tratar face a face. Quanto antes buscar ajuda, melhor.

Trata-se conversando?
Não é só conversa. É perceber como é que a pessoa se deprimiu e como é que pode sair disso. A psicoterapia esteve muito presa às causas, hoje pensamos nisso, mas sobretudo nas soluções. O que é que a pessoa pode fazer para sair da depressão. Levar a pessoa a perceber que aconteceu aquilo, mas a vida não acaba aí. Há outros interesses, o futuro.

A solução, a cura, está dentro de nós?
Está. Mas o analista não é, como se julgou durante muito tempo, um guia, um orientador, um pai, um professor, um padre. Costumo defini-lo em duas funções: de farol, que ilumina e deixa o paciente escolher o seu caminho; e de catalisador, capaz de procurar o processo de mudança, com possibilidade de sucessos. O psicanalista tem de ter uma atitude tal que o paciente sente que se pode abrir. […]Tem de se ter a capacidade de ser um bom ouvinte, que não critica, não castiga, leva o paciente a abrir-se. Ser suficientemente sensível para aceitar pôr-se na pele do paciente. É a chamada empatia. É pôr-se na pele do paciente e ter a resposta afetiva adequada, que não seja culpabilizante nem desvalorizante.

Não há pacientes resistentes, há analistas incompetentes
Em princípio, o paciente tem sempre razão. Vamos ver é se essa razão é total ou se não. Se ele fez qualquer coisa, lá tinha os seus motivos, a sua razão. Vou procurar essa razão, antes de julgar pela minha razão. Se um paciente me diz que bate todos os dias no filho eu fico um bocado irritado, mas devo pensar: ele deve ter alguma razão. O filho faz-lhe ciúmes porque é mais inteligente do que ele? O filho faz-lhe lembrar alguém de quem ele não gostava? Não se deve começar logo por criticar qual é a razão do paciente. É tentar compreendê-lo. Não há pacientes resistentes, há analistas incompetentes. Lembro-me de um texto antigo, de um discípulo de Freud, Wilhelm Stekel, que tem um livro, de 1911, que se chama “A Mulher Frígida.” E acaba com um parágrafo em que diz: mulheres frígidas não existem, existem homens incompetentes.

A gente existe quando se sente amado
Isso é importante porque [não se sentir amado] é uma das causas da depressão. Já reparou que quando os namorados se despedem no aeroporto ambos dizem: não te esqueças de mim. É a importância que o outro nos leva, que o outro pense em nós, que o outro exista. Ou que nós existamos para o outro. Durante muito tempo pensou-se que o importante era a introjeção do objeto, tenho a minha mãe, o meu namorado, dentro de mim. Mas mais importante é eu ter a certeza que estou no interior do meu objeto, que a minha mãe pensa em mim, que a minha namorada pensa em mim. Chamo-lhe a constância do sujeito no interior do seu objeto. Aliás, tenho um livro que se chama “Vária. Existo Porque Fui Amado”.

É difícil amar?
Não é fácil, mas é bom. E se não se amar não se vive. Tive uma analisanda — professora de psicologia — que um dia me disse que tinha descoberto que eu era religioso, que o meu deus era o Amor. Acho que é verdade. É a coisa que nos mantém, que nos entusiasma e pelo qual vale a pena lutar.

Como sabemos se é amor verdadeiro?
É um amor ablativo, que se propõe a dar. Mais do que captar. As relações são boas quando são recíprocas. No amor, na amizade, nas relações pessoais evoluídas, o mais importante é a pessoa. Enquanto que em relações mais primárias, mais biológicas, o que interessa é o que a pessoa nos dá. Uma coisa é eu gostar daquela pessoa como pessoa, e gostar de estar com ela, da companhia dela, de fazer projetos com ela. Outra coisa é estar a pensar em ir para a cama com ela.

A dor é boa para a nossa construção?
É inevitável. Existe. É um sinal de que as coisas não estão a correr bem e temos de fazer qualquer coisa para ultrapassar. A ideia da civilização judaico-cristã é a de que a dor nos esculpe a vida. Nascemos no pecado, a culpa é secundária e o principal impulso é a busca, de explorar o mundo. Depois é que vem o medo. A culpa é emoção inibitória, tal como o medo, a culpa e a vergonha.

Qual é a pior?
Todas são más. O medo é necessário, mas é preciso ultrapassar o medo. Todos nós perante uma emoção nova temos uma reação, por um lado medo, isto é algo que eu desconheço, pode ser perigoso. Por outro lado, isto é novo pode trazer coisas bestiais. Se somos mais saudáveis, predomina o entusiasmo, vamos à conquista. Se somos mais doentes predomina o medo, retraímo-nos. Varia de pessoa para pessoa e consoante o contexto da vida. Se a criança tem pais compreensivos diminui o medo e pode lançar-se na aventura.

Temos perturbações da sociedade moderna?
É uma coisa muito discutida. Na sociedade urbana, o convívio é menor, desapareceu o convívio de bairro. Há um maior isolamento em relações mais próximas. Este individualismo leva a uma certa solidão, a um certa desconfiança, leva a paranoia, a pessoa pode ser prejudicada pelo outro. As relações afetivas são menos consistentes. São mais superficiais, menos espessas, mais finas, mais delgadas. Partem facilmente.

Que balanço faz da condição humana?
A parte boa: a capacidade de amar, de criar. A parte má: o egoísmo, a vaidade, a sacanice. Podemos ter tudo numa só pessoa, mas há predomínios. Há duas coisas importantes, a capacidade de nos interessarmos pelo outro, em que o mais importante são as pessoas de quem gosto. E depois há o narcisismo, os outros que se lixem. E todos nós temos um bocado dos dois. Quando somos mais saudáveis, somos melhores pessoas. Predomina a capacidade de a pessoa se interessar pelo outro, ajudar a sociedade, criar um mundo melhor. Aí também se mete a questão da morte. Quando o indivíduo tem a capacidade de deixar um legado, há uma certa imortalidade simbólica.

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*Fonte: portalraizes

7 Lições da filosofia para uma vida feliz

Talvez toda a discussão da filosofia ao longo do tempo pudesse ser resumida em algumas perguntinhas simples e enigmáticas: qual o sentido da vida? O que é preciso para nos sentirmos felizes?

Vários filósofos se debruçaram sobre estes questionamentos. Para Sêneca, por exemplo, felicidade significava “viver de acordo com a natureza”. Ele escreveu sobre o tema em um ensaio chamado Sobre a vida feliz, em que discorre sobre algumas lições que considera importantes para quem quer atingir algum tipo de paz de espírito. Neste texto, trazemos algumas de suas ideias, que podem ser importantes para nós até hoje!

1. Olhar para a morte ou para a comédia com o mesmo semblante
Aqui, Sêneca não sugere que a gente ria com a morte ou chore com o humor, mas está nos sugerindo a gerenciar nossos extremos emocionais para que eles não nos controlem.

2. Sustentar a força do corpo pela força de minha mente
Sêneca coloca aqui uma constatação importante e que só foi confirmada nos séculos seguintes: uma boa vida é a que equivale os esforços físicos e os esforços intelectuais. Os idosos só conseguem envelhecer bem à medida que exercitam o cérebro (aprendem coisas novas, leem, se desafiam, etc.) e exercitam o corpo. Ler e caminhar são duas atividades simples que podem ser revolucionárias.

3. Desprezar as riquezas quando não as temos
Aqui, Sêneca não fala exclusivamente de dinheiro ou poder. Ele sugere que, se as riquezas estiverem em outro lugar, não deixe que isso o assombre; se estiverem ao redor, então que não nos torne mais excitados do que deveríamos ser.

Sua lição é sobre o apego: tanto à riqueza quanto à falta dela. Hoje já sabemos que o materialismo em excesso causa depressão, inclusive.

4. Todas as terras pertencem a mim e à humanidade
Dentro do tema do apego, Sêneca aponta que a miséria não vem apenas de se agarrar às coisas, mas de se segurar com muita força ao que se tem. Fala-se aqui sobre a ideia de que a solidariedade é a chave de uma boa vida: todos somos irmãos e irmãs, e assim, dividir deve ser um princípio de vida.

5. Viver para lembrar que nascemos para os outros, e agradecer à Natureza por isso
Nesta lição, Sêneca nos fala sobre o poder da caridade e o quanto ela é um presente para o doador, antes de ser para quem recebe. Servir aos outros é um dos caminhos para encontrar a felicidade – e a ciência já comprovou que a caridade e o voluntariado aumentam o bem-estar.

6. Não fazer nada pela opinião pública, mas pela consciência
Em tempos de hipervisibilidade nas redes sociais, esta é uma lição importantíssima. Ela sugere, primeiramente, que devemos resistir à comparação social. Em segundo, precisamos agir na vida privada da mesma forma que na vida pública.

Fazer o bem visando a aprovação alheia, por exemplo, é entregar-se à hipocrisia e afastar-nos de nossa integridade.

7. Deixar esta vida com a consciência limpa
Sêneca aqui nos aponta que o caminho para uma boa morte é considerar o bem que fizemos ou podemos ainda fazer aos outros. Alguns estudos já mostraram que pessoas que estavam morrendo de câncer tiveram um fim mais pacífico quando viram sua doença como uma oportunidade de dar aos outros – por exemplo, incentivando os amigos, ensinando lições aos netos ou participando de estudos clínicos que poderiam vir a beneficiar mais pessoas.

Provavelmente por isso, a morte de Sêneca pintada por Peter Paul Rubens mostrou o filósofo (que foi forçado a cometer suicídio) morrendo em pé, com ar pacífico.

*Por Maura Martins
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*Fonte: megacuioso

Teoria da autodeterminação: por que autoconhecimento é a melhor ferramenta para encontrar motivação

No início do ano, muita gente naturalmente pensa nas metas para os próximos meses. E, ao fazer isso, vale a pena prestar atenção não só nos desafios em si, como também nos motivos que nos levam a persegui-los.

Digamos que você esteja planejando escrever um romance, por exemplo. Você pretende escrever pelo puro prazer de criar um mundo de ficção habitado por personagens curiosos? Ou por que você adora literatura e quer deixar uma contribuição valiosa para a cultura?

Talvez você queira simplesmente provar para si mesmo que é capaz de ter um livro publicado. Ou quem sabe você anseie pela fama, e escrever um best-seller pareça um ótimo caminho para reconhecimento.

A teoria da autodeterminação afirma que cada uma dessas questões representa uma fonte diferente de motivação com consequências distintas — boas e ruins — para o nosso desempenho e bem-estar.

As pesquisas indicam que, escolhendo as metas certas, pelas razões certas, você será mais engajado e determinado, obtendo maior satisfação com seu sucesso.

Uma recompensa em si
Como muitas ideias científicas, a teoria da autodeterminação vem sendo elaborada há anos.

Ela surgiu em estudos dos anos 1970, mas só começou a atrair interesse de verdade depois da publicação de um artigo pioneiro no ano 2000, que descreveu alguns dos seus principais conceitos relativos à motivação, desempenho e bem-estar.

A teoria parte da noção otimista de que a maioria dos seres humanos tem o desejo natural de aprender e se desenvolver.

“Ela se baseia na premissa de que as pessoas são orientadas para o crescimento”, explica Anja Van den Broeck, professora da Faculdade de Economia e Negócios da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica.

A orientação para o crescimento é mais visível no interesse insaciável das crianças pequenas pelo mundo à sua volta. Mas os adultos também podem sentir fascínio e curiosidade inerentes por certas atividades, fazendo com que a simples realização de uma tarefa seja sua própria recompensa.

Pense em uma ocasião em que você ficou tão envolvido em uma atividade que não notou o tempo passar. Esta é a chamada motivação intrínseca.

Mas, muitas vezes, nossa motivação intrínseca pode não ser suficiente para realizar uma tarefa necessária para atingir nossos objetivos. Nestes casos, precisamos nos incentivar — ou ser incentivados — com diferentes formas de motivação extrínseca, como:

Identificação: você pode não gostar da atividade em si, mas ela pode ser importante para seus valores e objetivos mais amplos, o que fornece outra forma de motivação.

Para um professor, por exemplo, o reconhecimento da importância da educação e seu papel para melhorar o futuro dos alunos pode motivá-lo a passar mais horas corrigindo deveres de casa. Para o aspirante a romancista, a sensação de estar criando uma obra literária importante pode fazer com que ele revise seu original, mesmo se o ato de escrever propriamente dito possa, às vezes, parecer trabalhoso.

Introjeção: às vezes, nós nos pressionamos para preservar nosso ego e autoimagem. “Sua autoestima pode depender da atividade”, explica van den Broeck. Você receia que, se não atingir seu objetivo, sentirá vergonha e uma sensação de fracasso.

Regulação externa: às vezes, a motivação vem simplesmente de recompensas externas, como fama e fortuna.

Em alguns ambientes de trabalho, a regulação externa pode vir na forma de bônus de desempenho e aumentos salariais. Você continua a se concentrar no trabalho para conseguir o dinheiro, mesmo se achar que as tarefas em si são maçantes e sem sentido.

Se as pessoas não forem influenciadas por esses fatores, vem a desmotivação. E, como se pode esperar, pessoas desmotivadas normalmente apresentam baixa produtividade e comprometimento.

A desmotivação pode ser evidente na educação, com estudantes que aproveitam qualquer oportunidade para faltar aula e não têm intenção de se esforçar nos estudos.

Os psicólogos que estudam a teoria da autodeterminação elaboraram diversos questionários para avaliar cada um desses tipos de motivação em vários contextos diferentes. E, ao longo das últimas duas décadas de pesquisa, surgiram alguns padrões muito claros.

Van den Broeck, por exemplo, analisou recentemente 104 documentos que examinam a motivação no ambiente de trabalho. E, como era esperado, a motivação intrínseca — o interesse ou prazer inerente causado pelo trabalho em si — previa uma melhor satisfação profissional, dedicação e proatividade, além de proteger fortemente contra o burnout.

A identificação — sensação de que o trabalho é importante ou significativo — também foi excelente para o bem-estar, e provou ser ainda mais importante para o desempenho profissional.

Já os efeitos dos outros tipos de motivação tendem a ser mais ambíguos.

A introjeção (a relação entre o trabalho e a autoestima) parece garantir um melhor desempenho profissional, mas também aumenta o estresse e o risco de burnout, o que é um preço alto a pagar pelo sucesso profissional.

E a regulação externa — os incentivos puramente financeiros para alcançar um bom desempenho — provou ter as piores consequências. Como fonte principal de motivação, seus efeitos sobre o engajamento e o desempenho se mostraram limitados, além de prejudicar o bem-estar.

Há até algumas evidências de que as pessoas que são motivadas unicamente pelas recompensas extrínsecas são mais propensas a agir com desonestidade, como mentir sobre seu desempenho, para conseguir o reconhecimento que desejam.

O que você realmente quer?
É importante fazer uma ressalva ao analisar estas conclusões, segundo o psicólogo do trabalho Ian MacRae, autor de livros como Motivation and Performance (“Motivação e desempenho”, em tradução livre), em parceria com Adrian Furnham.

Embora observe a importância de distinguir os diferentes tipos de motivação, MacRae destaca que sua importância relativa dependerá das circunstâncias mais gerais.

Por exemplo, se alguém estiver enfrentando dificuldade com a crise do custo de vida, motivações “externas” como a promessa de um pacote de aumento salarial podem fazer toda a diferença.

“Você precisa ter cuidado ao tirar conclusões para todos os setores do mercado de trabalho”, ele adverte.

Mas, se as suas necessidades básicas estiverem sendo atendidas, a motivação intrínseca se torna muito mais significativa, segundo MacRae. Por isso, se você estiver em uma posição financeira relativamente estável, talvez possa repensar começar um projeto ou aceitar um cargo novo apenas pelo dinheiro extra — a menos que você ache que a proposta também despertaria sua curiosidade ou ofereceria sensação de propósito e significado.

MacRae sugere que, ao questionar suas fontes de motivação, você pode melhorar sua experiência no seu emprego atual.

“A autoconsciência tem importância fundamental. Um dos principais pontos é entender o que você realmente quer do trabalho — se é uma questão de relacionamento profissional com outras pessoas ou de aprender e se desenvolver, por exemplo.”

Você pode então procurar oportunidades para capitalizar esses elementos.

Do ponto de vista da gestão, MacRae afirma que é essencial que os líderes ouçam atentamente quando seus funcionários expressam essas motivações — e devem fazer um esforço genuíno para fornecer os recursos necessários que permitam aos funcionários buscar esses interesses.

Isso pode ser muito mais eficaz para revitalizar a força de trabalho do que oferecer um bônus de final de ano ao membro mais produtivo da equipe.

Van den Broeck concorda. Ela destaca que oferecer senso de autonomia aos funcionários influencia as formas intrínsecas e de identificação da motivação.

Isso não significa dar aos funcionários total liberdade para fazer o que quiserem, mas que é possível oferecer alguma possibilidade de escolha dentro das atividades que realizam, e explicar o propósito das tarefas inevitáveis que forem atribuídas a eles — para que possam pelo menos entender como seu trabalho se encaixa na missão da equipe.

O princípio do prazer
A teoria da autodeterminação não se refere apenas ao mundo do trabalho. Ela também pode servir para os nossos hobbies.

Você pretende aprender uma língua estrangeira, por exemplo, simplesmente para impressionar as pessoas? Ou porque você tem um interesse genuíno pela cultura ou uma necessidade específica de se comunicar com falantes daquele idioma?

Se a sua inspiração for esta última, você vai achar o inevitável trabalho árduo muito menos penoso do que alguém que quer aprender o mesmo idioma pelo status social de ser poliglota.

Já em relação à preparação física, você talvez possa se pressionar a fazer a atividade mais difícil que puder, simplesmente porque quer provar suas habilidades para si mesmo ou para outras pessoas — e pode sentir que está fracassando de alguma forma se não se esforçar ao máximo.

Mas nenhuma dessas razões reflete muita motivação intrínseca. Por que então não escolher uma atividade um pouco menos extenuante, mas muito mais prazerosa? Pesquisas recentes indicam que as pessoas que escolhem seus exercícios físicos desta forma apresentam maior persistência do que as que não consideram seus interesses ou prazer nas atividades.

Por isso, mesmo que as sessões sejam um pouco menos cansativas, se você tiver mais chance de continuar praticando a atividade, o compromisso de longo prazo renderá dividendos maiores.

Afinal, a vida é curta, e há um limite para o que podemos alcançar com o tempo que nos é dado. A teoria da autodeterminação é um lembrete de que precisamos ser seletivos em relação às atividades que buscamos realizar.

Se você se concentrar nas metas que sejam pessoalmente mais significativas e agradáveis, ignorando as que foram inspiradas ou impostas por outras pessoas, o autodesenvolvimento não precisa ser uma obrigação — mas, sim, uma fonte de alegria.

*Por David Robson
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*Fonte: bbc-brasil

“Não existe felicidade. O que existe são momentos de alegria” por Rubem Alves

A vida é uma causa perdida no sentido de que vamos morrer, mas até lá ela é um desafio, uma aventura e está cheia de algo maravilhoso que é a alegria. Guimarães Rosa disse que a alegria só existe em raros momentos de distração. A alegria nunca vem em coisas grandes. Eu, por exemplo, tive momentos grandes em minha vida, como a formatura, ganho de medalhas etc., porém, não tenho a menor memória de felicidade nesses momentos.

Não existe felicidade. O que existe são momentos de alegria. O dramaturgo alemão Bertolt Brecht estava deprimido porque estava sendo perseguido, então escreveu um poema em que usou o termo “felicidades”, ou seja, não existe felicidade, mas, sim, momentos felizes.

A felicidade de uma manhã no inverno é estar embaixo de quentinhas cobertas, é fazer xixi quando estamos com vontade de fazê-lo, é tomar um banho quente… essas são felicidades fantásticas nas quais não prestamos atenção.

Portanto, a vida não é uma causa perdida porque encontramos suas coisas essenciais em cada momento, se soubermos prestar a devida atenção.

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Fonte: provocacoesfilosoficas

Música estimula a mesma região que sexo e drogas no cérebro

Um estudo publicado no periódico Scientific Report confirmou o que qualquer amante de “sexo, drogas e rock ‘n roll” já sabia: música estimula o mesmo sistema de recompensa das drogas e do sexo no cérebro.

Uma equipe de neurocientistas, coordenados por Adiel Mallik, da Universidade McGill, do Canadá, recrutou 21 estudantes para o experimento, que deveriam trazer uma lista com suas músicas preferidas. Metade dos alunos tomou naltrexona — uma droga que bloqueia os receptores opióides do cérebro e reduz as emoções positivas e negativas, usada no tratamento de dependentes químicos —; a outra metade tomou um placebo.

Além de ouvir as músicas trazidas por elas próprias, as cobaias também escutaram dois sons emocionalmente neutros, escolhidos pelos pesquisadores. Foram observadas as ações fisiológicas, como expressões e sorrisos, e subjetivas, medidas através de um dispositivo que mensurava o quanto eles haviam gostado do som. Com os dados, os cientistas descobriram que os opioides são os responsáveis pelo prazer de escutar música.

“O fato de escutar música desencadear uma resposta neuroquímica bem definida sugere uma origem evolutiva para a música”, escreveram os autores, enfatizando as ressalvas: “Mas também é possível que a música tenha se desenvolvido para explorar um sistema de recompensa já existente que evoluiu para outros fins, como reconhecer e responder apropriadamente a várias vocalizações animais e humanas”.

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*Fonte: revistagalileu

Cientistas mapearam 13 emoções que a música causa nas pessoas; entenda

Enquanto ‘As quatro estações’, de Vivaldi, faz as pessoas se sentirem energizadas, a trilha sonora do filme ‘Psicose’, de Alfred Hitchcock, evoca medo

O que você sente ao ouvir axé é o mesmo que quando escuta os últimos lançamentos do rock, ou relembra os clássicos da MPB? Foi exatamente isso que um grupo de especialistas da Universidade Berkeley, nos Estados Unidos, quis responder em uma nova pesquisa.

Segundo o artigo, publicado no periódico científico PNAS, as músicas causam ao menos 13 emoções diferentes nas pessoas. “Imagine organizar uma biblioteca de música massivamente eclética por emoção e capturar a combinação de sentimentos associados a cada faixa. Isso é essencialmente o que nosso estudo fez”, disse Alan Cowen, um dos autores da pesquisa, em comunicado.

Para realizar a investigação, os especialistas contaram com a ajuda de 2,5 mil voluntários norte-americanos e chineses. Os participantes classificaram cerca de 40 amostras de música com base em 28 categorias diferentes de emoção, bem como em uma escala de positividade e negatividade, e em níveis de excitação que elas causam.

Entre as canções estavam títulos como Shape of you, do cantor Ed Sheeran, o hino dos Estados Unidos, Careless Whispers, de George Michael, Rock the Casbah, do The Clash, Somewhere over the Rainbow, de Israel (Iz) Kamakawiwoʻole e As quatro estações, de Vivaldi.

Os especialistas perceberam que 13 emoções se destacaram. São elas: diversão, alegria, erotismo, beleza, relaxamento, tristeza, sonho, triunfo, ansiedade, medo, aborrecimento, desafio e animação. “Documentamos rigorosamente a maior variedade de emoções universalmente sentidas pela linguagem da música”, contou Dacher Keltner, membro da equipe.


Cientistas mapearam 13 emoções causadas pela música

Os pesquisadores acreditam que a pesquisa poderá ser útil em terapias psicológicas e psiquiátricas, por exemplo. O estudo também poderá ser utilizado por serviços de streaming, permitindo que as plataformas criem playlists mais personalizadas e coerentes.

A equipe ressalta que os sentimentos que cada canção evoca, entretanto, podem mudar de acordo com a cultura em que o ouvinte está inserido. “Pessoas de diferentes culturas podem concordar que uma música transmite raiva, mas podem diferir se esse sentimento é positivo ou negativo”, explicou Cowen.

Além disso, os pesquisadores reconhecem que algumas associações feitas pelos ouvintes podem estar baseadas no contexto em que os participantes do estudo ouviram a canção anteriormente. “A música é uma linguagem universal, mas nem sempre prestamos atenção suficiente ao que ela está dizendo e como está sendo entendida”, pontuou Cowen. “Queríamos dar um primeiro passo importante para resolver o mistério de como a música pode evocar tantas emoções sutis.”

Mapa interativo
As músicas analisadas foram organizadas em um site que pode ser acessado pelo público. Nele, os internautas passam o cursor sobre um mapa de áudio interativo, no qual é possível ouvir as canções de acordo com o sentimento que causam.

Enquanto As quatro estações, de Vivaldi, faz as pessoas se sentirem energizadas, Let ‘s Stay Together, de Al Green, evoca sensualidade, e Somewhere over the Rainbow, de Israel (Iz) Kamakawiwoʻole, provoca alegria. Já a trilha sonora do filme Psicose, de Alfred Hitchcock, evoca medo.

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*Fonte: revistagalileu

“Somos inundados de informação e famintos de sabedoria”- Zygmunt Bauman

“Eu me pergunto se somos mais sábios que Aristóteles. Eu não sou, tenho certeza disso, mas e quanto aos outros? Não é muito claro. Winston, um grande biólogo, costumava falar que nós somos inundados por informações e famintos por sabedoria, e ele estava certo.

Quando eu era jovem, eu e a minha geração acreditávamos que o que nos impedia de resolver todas as questões do mundo era a ausência do conhecimento correto. Nós precisávamos de mais pesquisa, mais recursos para pesquisas, mais dados, mais informações. Agora, eu acredito que é ao contrário: o nosso principal obstáculo é o excesso de conhecimento. Todo dia a quantidade de nova informação produzida, de acordo com algumas estatísticas, é mil vezes maior do que a capacidade do cérebro humano de assimilá-la. Então, quando eu coloco uma pergunta no Google com uma informação sobre algo qualquer, eu recebo dúzias de bilhões de respostas. O que eu aprendi com o Google é que eu nunca saberei o que eu deveria saber.

Isso não necessariamente significa que eu sou mais sábio do que antes. Claro que eu tenho um acesso muito fácil à informação: eu não preciso ir até a biblioteca procurar por centenas de livros para encontrar aquela informação que eu estou procurando, pois tudo está ao alcance dos meus dedos. Isso significa que eu sou mais sábio? Eu não tenho certeza. Ao contrário, eu me sinto humilhado ao redor dos outros, não só por não ser mais sábio do que eu sou, mas também pela impossibilidade de adquirir a sabedoria que nos permite realmente, autoritariamente e responsavelmente responder à pergunta que está à nossa frente.

Felizmente, nós temos o Mark Zuckerberg com o Facebook, o Google e outras coisas que nos auxiliam com tranquilizantes, os quais tratam de doenças que sofremos como solidão, falta de conhecimento e outras. Nós podemos ter um substituto. O Google tem a maior biblioteca do mundo, mas não é a maior biblioteca de livros, e, sim, de trechos, de citações, de partes e pedaços desconectados.

Atualmente, nós podemos ter, muito rapidamente, cada pedaço desses trechos quando quisermos, mas, se isso nos dá uma maior capacidade de conhecimento, eu não sei. Eu não acredito que nós resolvemos as questões completamente, não só agora como também em épocas passadas. Gordon Allport uma vez disse que nós não resolvemos os problemas, nós só nos cansamos e os abandonamos. Esse é um lado da questão; o outro é que todas as respostas que somos capazes de dar são, até segunda ordem, destinadas a ser deixadas para trás pelo desenvolvimento do conhecimento, pois tudo é temporário.

O problema de poder adquirir o conhecimento completo de qualquer coisa é atenuado pelos serviços de tranquilizantes, porque o que nos é oferecido não é tarefa de conseguir a visão da totalidade, mas, sim, uma grande quantidade de notas de rodapé sobre o que estamos escrevendo. Se há duzentas notas de rodapé em um trabalho, pronto, é científico.”

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*Fonte: provocacoesfilosoficas

15 técnicas para acabar com o acúmulo em sua vida

Viver com menos coisas pode ser mais libertador do que você imagina.

Você já percebeu que muitas vezes a bagunça toma conta de sua vida e junto com ela leva seu tempo, dinheiro e energia?

Coisas não param de entrar em nossas casas, inevitavelmente, e se não mantermos a ordem, acabamos perdidos. Viver com menos “tralhas” pode ser mais libertador do que você imagina.

O norte-americano Joshua Becker, autor de um blog sobre viver uma vida minimalista, criou uma lista com rotinas simples e básicas que podem facilitar o seu dia a dia, fazendo com que você gaste tempo com o que é realmente importante em sua vida.

1- Separe todas as correspondências indesejadas já na caixa de correios, como panfletos publicitários, e jogue-os imediatamente em uma lixeira para reciclagem. Aproveite e veja se está recebendo materiais desnecessários, como extrato de banco, boletos e contas, em muitos casos você pode solicitar o recebimento destes tipos de documentos por e-mail.

2- Deixe os aparelhos eletrodomésticos fora de vista. Torradeiras, liquidificador, máquinas de café… Embora possa parecer que eles não tomem muito espaço, você notará a diferença depois que preparar uma refeição sem eles presentes. Se você acha que vai ser uma trabalheira guardá-los todos os dias, não: menos de 6 segundos é tempo necessário para colocar cada aparelho em seu lugar.

3- Retire 10 artigos de vestuário de seu armário hoje. Se você é prático, levará cerca de 5 minutos para selecionar dez itens que você não usa mais e colocá-los em uma caixa. As roupas que ficarem caberão melhor em seu armário, que poderá respirar novamente. Se você escrever “Para caridade” na caixa, quando estiver pronta, irá se sentir ainda melhor e você se sentirá inspirado a fazer isso com mais frequência.

4- Dobre roupas limpas e separe as roupas sujas imediatamente. Não deixe roupas espalhadas pela casa e pelo chão. Retire a roupa suja e coloque-as na mesma hora no cesto para lavar. Pendure ou guarde na gaveta as roupas limpas que não foram usadas. É realmente muito simples.

5- Brinquedos nos quartos das crianças devem ficar guardados em armários ou baús. Não no chão ou sobre a cômoda. Quando o móvel estiver muito cheio, quer dizer que está na hora de retirar alguns brinquedos para ganhar mais espaço. Uma dica: geralmente os brinquedos que ficam embaixo das pilhas são os que as crianças menos brincam.

6- Ensine as crianças a recolherem seus brinquedos toda a noite. Isto tem inúmeros benefícios: 1) Ele ensina responsabilidade. 2) Ele ajuda as crianças a perceberem que mais não é sempre melhor. 3) A casa está limpa para a mãe e o pai, quando as crianças forem dormir. 4) É uma clara indicação de que o dia chegou ao fim.

7- Crie o hábito de recolher o máximo de lixo de sua casa e colocá-lo para fora. Limpe a geladeira e a despensa de comidas velhas e vencidas, jogue fora a papelada do escritório, livre-se de caixas e sacolas que só entulham. Separe o que for para reciclagem. Crie um exercício semanal de sempre deixar a lixeira o mais cheia possível, claro, apenas com coisas que não possam ser doadas.

8- Reduza suas decorações pela metade. Pegue uma caixa e caminhe pela sua sala de estar. Remova decorações das prateleiras, mesas e paredes que não forem absolutamente belas ou significativas. Veja o que você acha da sua sala sem elas. Pode ser que você ache que ficou muito melhor. Se não, é só colocá-las de volta.

9- Lave a louça imediatamente. Lavar a louça manualmente leva menos tempo do que colocá-las na máquina de lavar. Se você juntar tudo para lavar após as refeições, irá gastar mais tempo e pode acabar deixando a louça empilhada na pia, o que não é legal para ninguém. Se você prefere utilizar a lava-louças, enxagúe imediatamente os utensílios e deixe-os dentro da máquina até encher.

10- Combine jogos de pratos, xícaras, copos, tigelas e talheres. A uniformidade contribui para uma melhor empilhamento e armazenamento. Não misture um monte de jogos de canecas e talheres perdidos. A falta de identidade visual faz com que tudo fique mais desorganizado.

11- Mantenha a superfície de suas mesas limpas e sem nada em cima. Gavetas podem abrigar adequadamente a maioria das coisas necessárias para manter sua mesa funcional. É um sistema de arquivamento simples e a próxima pessoa que se senta para usar a mesa irá agradecer.

12- Tire de sua vista toda a parafernália de áudio e vídeo, como cds, dvds, jogos de game e controles. Destine um local para eles, já que você os usa muito menos do que você pensa.

13- Sempre deixe um pouco de espaço em seu armário. Uma das razões para as roupas, casacos e sapatos estarem espalhados por sua casa, pode ser o seu próprio armário, que, por estar sempre cheio, vira um aborrecimento para tirar e colocar as coisa de volta. Acaba que cai roupa do cabide, amassa camisas… Portanto, deixe espaço livre para que você possa colocar e tirar os itens rapidamente.

14- Mantenha as superfícies planas livres. Balcões de cozinha, banheiro, bancadas, cômodas, tampos de mesa. É certo que recibos, moedas e papeladas não param de chegar, mas fica cada dia mais fácil manter a ordem se você fizer disso um exercício diário.

15- Assim que terminar de ler uma revista ou jornal, encaminhe para a reciclagem. Se tiver algum artigo ou receita interessante, destaque apenas a página que lhe interessa. Você também pode tirar fotos e guardar online ou procurar o conteúdo na internet. Pilhas de revistas e jornais de pouco servem na vida.

*Por Mayra Rosa
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*Fonte: ciclovivo

Superpopulação: Entenda como as cidades vão ter que mudar

Em novembro de 2022, o mundo atingiu a marca de 8 bilhões de habitantes. Atualmente, 60% da população mora em vilas ou cidades. Desta forma, até o final do século XXI, as cidades representarão 85% das moradias para as 10 bilhões de pessoas previstas.

No dia 15 de novembro, nasceu uma menina chamada Vinice Mabansag, em Manila, Filipinas. Ela tornou-se, simbolicamente, a oitava bilionésima pessoa do mundo. Assim, ao atingir este número, precisamos pensar em como administrar as cidades que vêm crescendo de forma tão rápida. Além de ter consciência de que não estamos apenas falando de espaço físico, mas também de infraestrutura, transportes públicos, governos funcionais, água, energia elétrica e diversas outras coisas.

Quando as cidades crescem muito rápido, como é o caso de Lagos, a maior cidade da Nigéria, o governo tende a não ter noção da extensão geográfica do local. Do mesmo modo, que as leis, muitas vezes, fiquem defasadas e não contemplem todos os cidadãos, segundo o The Fast Company Brasil.

Crescimento das cidades
Na China, a região da província de Guangdong, em torno do estuário do Rio das Pérolas, une efetivamente 11 cidades, de Macau a Guangzhou, Shenzhen e Hong Kong. Somando a população, está megacidade chega a abrigar 2 milhões de pessoas a mais que o Reino Unido (GB).

Por outro lado, todas estas pessoas estão abrigadas em um território que seria, aproximadamente, um quinto do GB. Assim, o PIB (produto interno bruto) desta megacidade, chegou a US$1,64 trilhão em 2018, sendo 11,6% do total da China.

É preciso entender que as cidades só começaram a realmente crescer em meados do século 18. Já que, nesta época, surgiram as primeiras máquinas, que levaram as pessoas mais longe do que já haviam ido até então. Ultrapassando a marca de um milhão de pessoas na cidade.

Atualmente, algumas cidades crescem verticalmente, com os famosos arranha-céus, como Nova York e Chicago. Da mesma forma que outras, como Los Angeles, crescem apesar da resistência generalizada à ideia de expansão urbana.

Existem também cidades que crescem para dentro, o lugar é compacto e baseado no transporte público e com densidades residenciais altas. Como é o caso de Dar es Salaam, na Tanzânia, e Nairóbi, no Quênia.

*Por Fernanda Lopes Soldateli
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*Fonte: olhardigital

Como os sites de apostas esportivas monitoram os jogos ao vivo?

Há toda uma engenharia desenvolvida em um site de apostas. Em uma partida de futebol, por exemplo, muitos sites disponibilizam opções apostas pré-jogo, e também ao vivo, se tornando um diferencial e expandindo o leque de possibilidades para se apostar durante um evento esportivo.

Em vários sites da área, é possível observar em cada jogo disponível um “radar” com informações, indicando qual time está com a posse de bola, se é um ataque perigoso, indicando um gol, um tiro esquinado, entre outras opções. Além disso, em lances de perigo, para aqueles que estão assistindo o evento ao vivo ou pela televisão, o site “trava” possíveis novas entradas ao vivo, pelo fato de um acontecimento importante que muda as apostas oferecidas.

Quem suspende as possibilidades ao vivo?
Em muitos casos, as casas de apostas contratam uma pessoa para acompanhar a partida in loco, preferencialmente de forma presencial. Este profissional fica com a função de fazer as alterações como gols, escanteios e outros lances, e fica também com a responsabilidade de travar possíveis novas apostas até que o evento importante seja finalizado. Com isso, esta pessoa consegue enviar informações em tempo real para a casa de apostas operar normalmente durante um evento esportivo.

Atrasos intencionais
Em alguns casos menos comuns, mais comuns em apostas voltadas para esportes eletrônicos como League of Legends, DotA, FIFA, CS:GO e outros jogos, há um atraso maior por parte do evento em sua transmissão. Em contrapartida, as casas de apostas conseguem a informação antes, e ajustam suas probabilidades mediante a situação, evitando um acompanhamento maior por parte de quem opta por entradas ao vivo.

E se não tiver cobertura?
Eventos de menor porte, que são realizados em locais de difícil acesso acabam tendo as apostas ao vivo suspensas pelas casas de apostas, pelo fato de que estas não conseguem regular as probabilidades ao vivo, o que poderia prejudicar as casas. Com isso, o jogo não fica disponível no momento, e seu resultado é confirmado alguns minutos após o término.

Eventos de grande porte com mais opções
Para grandes eventos esportivos, que possuem espectadores em vários lugares do planeta como Copa do Mundo e UEFA Champions League, há um vasto número de opções para entradas ao vivo, principalmente envolvendo estatísticas como determinado jogador para finalizar, desarmar, marcar gols ou assistências. Isto ocorre pelo fato do evento ser um grande atrativo e contar com um imenso número de sites e serviços de análise com dados, que possibilitam um controle eficiente das casas de apostas sobre todas as probabilidades em aberto.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

Mulheres têm mais empatia do que homens? Este estudo diz que sim

Mulheres têm mais empatia que os homens. Pelo menos, essa é a afirmação de um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) na última segunda-feira (26). Uma pessoa empática é intelectualmente capaz de entender o que a outra está pensando ou sentindo, ou seja: consegue se colocar no lugar do outro. E para chegar à descoberta, os pesquisadores conduziram alguns testes cognitivos em mais de 300 mil pessoas de 57 países diferentes.

O teste ajuda a medir a capacidade de reconhecer o estado mental ou as emoções de outra pessoa. Na prática, os participantes devem olhar fotos da área ao redor dos olhos de alguém, e indicar se está esboçando alguma expressão facial, identificar o que essa pessoa está pensando ou sentindo a partir disso.

Em 36 países, as mulheres tiveram uma pontuação mais alta em empatia cognitiva do que os homens. Em 21 dos países, as pontuações de mulheres e homens foram semelhantes. Curiosamente, o estudo não apresentou um único país em que os homens pontuassem melhor, em média, do que as mulheres.

“Nossos resultados fornecem algumas das primeiras evidências de que o conhecido fenômeno — que as mulheres são, em média, mais empáticas do que os homens — está presente em uma ampla gama de países em todo o mundo”, afirmam os pesquisadores por trás do artigo.

Os pesquisadores teorizam que as diferenças sexuais na empatia cognitiva podem resultar de fatores biológicos e sociais. No entanto, vale o alerta de que que os resultados são apenas uma média, e que nada impede que um homem possa ser mais empático que uma mulher, especificamente falando.

Os responsáveis pelo artigo também reconhecem que as descobertas levantam novas questões para pesquisas futuras sobre os fatores sociais e biológicos que podem contribuir para a diferença média observada entre os sexos na empatia cognitiva.

*Por Nathan Vieira
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*Fonte: canaltech

Do Pinheiro de Natal à Lentilha do Revéillon: Como surgiram as “tradições” de Fim de Ano

Descubra as origens dos costumes que permeiam nossas celebrações do Natal e do Ano Novo

As comemorações do Natal e do Ano Novo são repletas de tradições, incluindo decorações, roupas e comidas típicas. Os significados por trás desses costumes, que por vezes repetimos sem pensar muito a respeito, remontam a séculos ou até milênios atrás.

Essas curiosidades históricas foram explicadas por Leonardo Lousada — que é pós-graduado em Ciências da Religião e também um cofundador do Conhecimentos da Humanidade, um canal do Youtube que se propõe a descrever os elementos sociais que “ajudaram a construir o mundo que conhecemos hoje” — em uma entrevista exclusiva ao site Aventuras na História.

Então é Natal
Muitas coisas sobre a vida são incertas, mas, mesmo durante os anos de acontecimentos mais incomuns, é possível ter uma certeza: durante o mês de dezembro, todos os espaços públicos serão preenchidos por decorações natalinas.

Parques, lojas, shopping centers e condomínios se preparam para a festa tradicional cristã com a adoção de fantoches de Papai Noel, renas, luzes coloridas, presentes de mentirinha, penduricalhos e, o mais importante — o imponente pinheiro de Natal.

A árvore, que aqui no Brasil costuma ser de plástico mesmo, é decorada com globos vermelhos, verdes e dourados, laços, pisca-pisca e uma estrela na ponta.

Embora muitos desses pingentes tenham sido desenvolvidos com o tempo, vale mencionar que aqueles na coloração vermelha datam de antes mesmo da chegada do cristianismo, quando a comemoração ainda não havia sido atrelada ao nascimento de Jesus Cristo.

Conforme contado por Leonardo Lousada, as populações do hemistério norte, onde a estação do mês de dezembro é o inverno, cortavam e levavam os pinheiros para dentro de suas casas para guardarem um pouco de vegetação consigo enquanto, lá fora, as temperaturas cruéis destruíam todo o resto.

[Eles] traziam uma árvore para dentro de casa para simbolizar a vida que eles esperavam que continuasse depois do inverno e colocavam enfeites vermelhos ou até frutos vermelhos porque isso simbolizava o sangue da vida, a vida que eles esperavam que ressurgisse depois deste período de inverno que começa perto do Natal”, explicou ele.

“Depois de três meses de inverno, que era um inverno rigoroso da Europa, as pessoas tinham essa esperança: acabou o inverno, a vida vai voltar. O verde das árvores e o vermelho dos frutos vão voltar. É por isso que a cor verde e a vermelha começaram a ser usadas no natal”, acrescentou Lousada.

Essas decorações vermelhas foram posteriormente ressignificadas pelo cristianismo, para quem os pingentes dessa cor simbolizam o “o sangue de Cristo” e também o seu amor pela humanidade, ambos partes do famoso sacrifício do Messias descrito nas passagens bíblicas.

Já os presépios provavelmente teriam surgido como uma ferramenta didática útil para explicar o nascimento de Jesus e o significado do Natal dentro da religião cristã.

Existe uma lenda associada a isso que São Francisco de Assis, por volta do ano 1220, estaria na Itália em uma região e montou um presépio de argila para explicar para as pessoas que ele estava conversando sobre cristianismo como foi o nascimento de Jesus. Não temos dados históricos disso, mas é uma possibilidade. Pegando o gancho da lenda, isso mostra que as pessoas construíam os presépios para mostrar, contar a história do Natal”, pontuou o pós-graduado em Ciências da Religião.
Um detalhe curioso é que um terceiro elemento importante da celebração, que é a aguardada ceia à meia-noite, é na verdade um toque brasileiro à data da passagem do Papai Noel.

Isso porque, em outras partes do mundo, o Natal é comemorado no dia 25 de dezembro mesmo, que em geral é marcado por um grande almoço em família. É apenas no Brasil que, em vez da refeição diurna, temos uma ceia na véspera.

“Então, essa questão de ser meia noite, é justamente por isso, para que seja a passagem do dia 24 para o dia 25, tem a festa, a comemoração no dia 24, mas se aproveita para fazer a meia noite , que entra no dia 25, data oficialmente comemorativa”, explicou Leonardo.

O ano termina e começa outra vez
O Réveillon — que, aliás, é uma palavra de origem francesa que significa “despertar” — não possui uma caracterização tão forte quanto o Natal, mas ainda tem seus costumes típicos.

Aqui no Brasil, muitos deles são, na verdade, conectados às religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé. É o caso as cores das roupas usadas, que são conectadas com significados específicos, simbolizando o que cada um quer em sua vida naquele ano que está nascendo.

“As cores são associadas aos orixás e da qualidade que esses orixás representam. Acabamos passando o ano novo de branco por simbolizar a paz, mas também por simbolizar a luz que temos associada a figuras que usam branco em religiões como umbanda e candomblé, como é o caso de Oxalá, que é o sol. Ele representa a questão do velho e do novo. O Oxalá tem dois aspectos: Oxalufan e Oxaguiam, um é velho, outro é novo, então também representa esse ano velho e ano novo que estão nascendo”, conta Lousada.

Assim como ocorre com o Natal, todavia, que é muitas vezes celebrado por pessoas que não são adeptas ao cristianismo, esses costumes pegos emprestados das religiões de matriz africana se tornaram parte da cultura popular brasileira, sendo exercidos até por quem nunca pisou em um terreiro.

Claro que com o tempo perde a raiz religiosa e passa a ser uma tradição cultural de um povo. Muita gente usa roupas nessas cores associando apenas a qualidade, mas não sabe de onde vem”, reflete o especialista.
A tradição de pular as sete ondinhas, da mesma forma, vem do culto à deusa Iemanjá, a orixá do mar. É também para ela que são as flores por vezes deixadas na praia durante o Ano Novo.

Tem uma ligação do fato de Exu ser o filho de Iemanjá e estar relacionado ao número sete, então também é uma forma de pedir ajuda para Exu em algumas vertentes das religiões afro, que associam a areia da praia a Exu porque é o que faz a transferência de um caminho para outro, do mar para a terra, ou seja, é como se fosse um caminho do meio, e aí você pula na areia as sete ondinhas”, explicou o pós-graduado.
Por fim, assim como temos o peru como comida típica natalina, o Réveillon brasileiro é marcado pelo tradicionalprato de lentilha. Neste caso, se trata de um elemento originado da cultura italiana, que foi trazida para o país pelos imigrantes.

Esses imigrantes comiam lentilha logo após a meia noite para trazer prosperidade. Primeiro, a lentilha é um grão e os grãos são muito associados à fertilidade, à prosperidade. E a lentilha lembra uma moeda, então, associavam a forma da lentilha à uma moeda, há muitas moedas, logo isso trazia muita prosperidade”, concluiu Leonardo Lousada.

*Por Ingredi Brunato
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*Fonte: aventurasnahistoria

10 dicas para cuidar da saúde mental no fim de ano

Além das festas e encontros, o final do ano traz tensão financeira, pressão social e correria – veja como manter o equilíbrio!

Chegou o final de ano. Época de fechamento de um ciclo, normalmente acompanhada de muitos compromissos profissionais e pessoais. Natal, ano novo, comemorações, encontros, presentes… Estes momentos são de muita festa, mas também trazem uma carga intensa: questões financeiras, pressão social, muitas tarefas e a sensação de que a felicidade “prometida” se confunde com ansiedade ou cansaço.

As reflexões sobre o ano que passou e as expectativas pelo ano que vai começar também podem gerar uma mistura de sentimentos. Ou seja, o mês de dezembro pode ser também um período difícil para muita gente e a “pressão” social para que todo mundo esteja feliz e celebrando só piora a situação.

Dezembrite
Existe inclusive um nome para este período: dezembrite, uma síndrome que pode ter como sintomas cansaço, ansiedade, impaciência e tristeza.

Para ajudar na tarefa de que as celebrações de final de ano sejam realmente felizes e tenham um impacto positivo na nossa vida, separamos algumas dicas de especialistas no assunto.

Catherine Mogil, psicóloga e professora clínica assistente do Instituto Semel de Neurociência e Comportamento Humano da Universidade da Califórnia em Los Angeles, e a psiquiatra Maria Fernanda Caliani.

“Apesar da “dezembrite” não ser uma doença, ela pode tanto prejudicar como piorar problemas de saúde, pois o nosso corpo é extremamente sensível ao que a gente vive, o aumento da ansiedade, angústia. A frustração estimula a liberação na nossa corrente sanguínea dos hormônios do estresse, como a adrenalina e cortisol, que podem interferir diretamente em qualquer sistema do meu corpo, no quadro de qualquer doença. No caso do coração, por exemplo, eles aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial, e isso favorece infartos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais”, explica a Dra. Caliani.

1. Fuja do perfeccionismo
É claro que queremos que tudo corra da melhor maneira possível. A melhor ceia, o melhor presente, momentos perfeitos… Mas, com tanta coisa acontecendo, é natural que tenhamos imprevistos no meio do caminho, ou que alguma ciosa não saia como o esperado. Idealizar tudo pode levar à decepção. Então seja gentil consigo mesmo em vez de julgar rapidamente suas deficiências e reconheça que você está fazendo o melhor que pode – e que isso é mais do que suficiente!

Exercite com você a compreensão que tem com os outros. “Dê a si mesmo a graça de não ter tudo perfeito”, diz Catherine.

2. Mantenha algumas rotinas
Os seres humanos se beneficiam das rotinas. Pesquisas revelam que hábitos consistentes e saudáveis ​​– como comer bem, fazer exercícios e dormir o suficiente – reduzem o estresse, melhoram a saúde mental e tornam nossas vidas mais significativas. Quando você come e bebe mais durante as férias, é fácil perder a noção, o que pode atrapalhar seu relógio biológico do sono e de outras funções corporais essenciais.

Vai ter aquele dia de esquecer tudo e se entregar, mas tente manter alguns comportamentos que te ajudam a manter o equilíbrio. David Spiegel, MD, presidente assistente de psiquiatria e ciências comportamentais e diretor do Centro de Estresse e Saúde da Universidade de Stanford, explica que o descanso e a nutrição tornam nossos sistemas de resposta ao estresse mais flexíveis. Tente dormir pelo menos sete horas, limite o álcool e equilibre guloseimas açucaradas com frutas e vegetais coloridos.

3. Valorize os pontos positivos
Como as ansiedades menores (e às vezes maiores) tendem a se acumular durante este período, é importante reconhecer os aspectos positivos. Catherine recomenda pensar em três coisas – grandes ou pequenas, novas ou antigas – pelas quais você é grato todas as manhãs. Uma pesquisa revelou que a gratidão ajuda a aumentar a sensação de felicidade e a resiliência ao estresse.

Pense no que te faz feliz – sua cama confortável, um animal de estimação fofinho, um encontro com alguém que te faça bem ou relembrar momentos com as pessoas que amamos.

4. Faça algo pelos outros
Ajudar os outros quando você precisa de ajuda pode parecer contraditório, mas algumas pesquisas sugerem que a gentileza pode melhorar nosso humor. A gentileza pode vir de um trabalho voluntário, de doações de Natal para quem precisa, ou até em “pequenos” hábitos do dia a dia, como abrir a porta para alguém, fazer um elogio ou outras formas de fazer com que as pessoas à sua volta se sintam bem.

Todos estão sujeitos à uma ansiedade maior neste época do ano e o cuidado com os outros se torna ainda mais importante.

5. Pratique atividade física
Exercícios físicos liberam endorfina e hormônios que dão a sensação de bem-estar e disposição. Escolha atividades que te tragam prazer. O contato com a natureza durante os exercícios pode potencializar a sensação de bem estar.

Meditar é uma das maneiras de viver o presente. Praticar exercícios, fazer caminhadas ou mesmo ter um hobby que tome 100% da sua atenção – essas coisas focam você no momento e evitam que você pense no que poderia ter sido e não foi e nas possibilidades do futuro, coisas que costumam intensificar a ansiedade e o estresse.

6. Faça pausas
Avalie sempre como você está se sentindo e qual o seu nível de estresse e disponibilidade para compromissos. Se estiver se sentindo sobrecarregado, afaste-se um pouco da correria. Reconheça e respeite os seus limites.

Catherine sugere agendar um horário para uma atividade que te faça bem e te ajude a relaxar. Dê tchau para qualquer culpa e peça licença para fazer algo restaurador ou revigorante, como correr ou caminhar, tirar uma soneca, ler um livro ou assistir um filme. Se isso não for possível, passe alguns minutos extras no chuveiro ou faça alguns exercícios de respiração profunda.

7. Programe-se
Evite marcar muitos compromissos para o mesmo dia. Se tiver muitos convites, priorize aquilo que tenha mais vontade de fazer e que seja mais importante para você.

Pense em todas as suas tarefas, coloque em um papel e planeje com antecedência. Assim você evita o estresse e a sensação de sobrecarga tão comum nesta época do ano.

8. Descanse
Muita gente volta das férias ainda mais cansada. Isso porque leva para o período de descanso a mesma carga de atividades que tem no dia a dia de trabalho. Por isso, mesmo com as festas, tente dormir pelo menos 7 horas por noite. Para garantir uma boa noite de sono, comece a diminuir o ritmo duas horas antes de deitar e faça o que os médicos chamam de higiene do sono: diminuir a intensidade da luz, evitar telas antes de dormir, principalmente na cama, não deixe relógio do lado da cama ou à vista, faça refeições leves à noite, vá desligando o corpo aos poucos, tome chá, medite, e evite o café depois das 17h.

9. Esteja presente
É comum fazer uma coisa pensando no que está por vir. No final das contas, acabamos não estando presentes nos momentos que estamos vivendo. Para evitar isso, foque no aqui e agora. Procure se desconectar de mensagens, redes sociais e outras demandas e aproveite a companhia de quem está pessoalmente ao seu lado.

Construa memórias: estar presente de verdade pode ser o melhor presente que você pode dar para os outros – e para você mesmo!

10. Respire
A ansiedade e estresse normalmente vem acompanhados de uma respiração ofegante. Retomar o controle da sua respiração pode, no caminho inverso, acalmar sua mente. Respire fundo algumas vezes quando sentir que está nervoso.

“Aceite que não teremos o controle de tudo. E que tudo bem. Diminua seu nível de exigência consigo mesmo: faça só o que é capaz de dar conta. E não se culpe pelo que deixou de fazer. Valorize e destaque aspectos positivos e as conquistas do ano, mesmo que não tenha atingido o objetivo principal”, finaliza Maria Fernanda Caliani.


*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Infelicidade e solidão pode envelhecer mais que o cigarro

A depressão traz um sofrimento terrível a quem tem esta doença. Isto provavelmente você já sabe. Mas o que os pesquisadores estão descobrindo agora é que ela pode ter outros efeitos, como envelhecer o doente – até mais do que faz o cigarro, por exemplo.

Estudos recentes sugerem que, quanto mais velha cronologicamente for a pessoa, mais propensa ela está a ter algumas doenças que podem levar à morte. Mas agora novas pesquisas estão colocando mais um elemento relacionado ao envelhecimento: a saúde psicológica.

A relação entre a infelicidade e o envelhecimento

O que os pesquisadores estão pontuando é que se sentir infeliz, solitário ou mesmo deprimido pode acelerar os processos de envelhecimento, da mesma que forma que faz o tabagismo e outras doenças. Eles estão levantando como fatores para a velhice, além da idade cronológica, baseada em quando uma pessoa nasceu, a idade biológica, influenciada pela genética, pelo estilo de vida e outros fatores.

Novos estudos sugerem que, quando maior for a idade biológica, maior será o fator de risco a doenças que podem inclusive levar ao risco de morte. Agora, os pesquisadores dizem estar criando um “modelo digital de envelhecimento”, que pode calcular a idade de uma pessoa a partir destes dois fatores.

O relógio do envelhecimento

Pesquisadores da Universidade de Stanford e da Universidade de Hong Kong têm trabalhado em uma startup chamada Deep Longevity. Eles dizem ter criado um “relógio do envelhecimento” a partir de dados coletados com 4846 adultos em 2015. Por meio deste estudo, eles chegaram em 16 biomarcadores sanguíneos relacionados à saúde, como níveis de colesterol, glicose, índice da massa corporal, sexo e medidas da função pulmonar.

Em seguida, eles compararam a idade cronológica dos indivíduos pelo modelo previsto pela sua idade. Os resultados sugeriram que fatores ligados à idade cronológica, o que envolve dados da saúde mental e do nível de satisfação com a vida, interferiram no ritmo do envelhecimento. “Demonstramos que fatores psicológicos, como sentir-se infeliz ou solitário, somam 1,65 anos à idade biológica”, escreveram em um estudo.

Embora o número seja apenas uma estimativa, o estudo revela que cuidar do estado psicológico é fator crucial em relação ao envelhecimento. Outra constatação é que os fumantes tendem a ser 15 meses mais velhos do que os não-fumantes com a mesma idade cronológica.

Os pesquisadores também apontaram mais fatores que são relacionados a esse relógio: o casamento tende a reduzir a idade em sete meses, enquanto a vida em ambiente rural tende a aumentar cinco meses na idade biológica, em relação às pessoas que vivem em centros urbanos.

Andrew Steptoe, professor da Universidade College London, destacou que o trabalho pode trazer uma importante contribuição à sociedade. “Os resultados são interessantes e se somam às evidências existentes na América do Norte e na Europa de que fatores como estresse e baixa posição socioeconômica estão relacionados ao envelhecimento acelerado”, afirmou.

*por Maura Martins
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*Fonte: megacurioso

Gatos laranjas são realmente mais dóceis?

Existe uma crença popular de que gatos laranja são mais dóceis que os de outra cor. Mas, por muito tempo, não existiam estudos relacionando a cor da pelagem com o comportamento desses animais, para verificar se havia mesmo alguma relação ou se era apenas um “achismo” dos donos de gatos.

E esse mito se manteve assim até 1995, quando a bióloga Dominique Pontier publicou um estudo examinando a frequência da variante do gene laranja entre as populações de gatos. Sabe-se que o gene responsável pela cor laranja está ligado ao sexo. Mas o que isso diz sobre o comportamento desses felinos?

Estudando os gatos

O estudo de Pontier trabalhou com um total de 30 populações de gatos, na França, entre 1982 e 1992. Foram catalogados os dados de 56 a 491 gatos, dependendo de cada população. E entre os resultados, surgiram evidências sobre a possível amabilidade dos gatos laranja.

A primeira informação que o estudo revelou é que os gatos laranja são mais comuns em ambientes rurais (menos densos) do que em ambientes urbanos. Como nesses ambientes o sistema de acasalamento dos gatos é mais polígino — os gatos machos tendem a acasalar com várias gatas, enquanto as fêmeas tendem a acasalar com apenas um macho —, a predominância de gatos laranjas pode indicar um maior sucesso reprodutivo em condições sociais específicas.

Outro resultado é que os gatos laranja são menos comuns em áreas com maior risco de mortalidade. Esta descoberta pode sugerir que animais com essa pelagem podem ser mais propensos a se envolver em comportamentos de risco resultantes em morte. Outra possibilidade é que eles, por serem mais dóceis, tendem a evitar locais e situações de maior risco.

A terceira descoberta serviu para confirmar um estudo anterior, realizado na Austrália. Gatos laranja apresentam maior dimorfismo sexual. Isso significa que os machos laranja pesam mais que os gatos de outras cores e as fêmeas laranja pesam menos que as de outras cores.

Mas, afinal, gatos laranjas são mais dóceis?

O que é possível afirmar com os dados obtidos por Pontier é que, devido a diferenças físicas e comportamentais, os gatos laranja (os machos, em particular) podem contar com uma estratégia reprodutiva diferente. Essa estratégia não estaria diretamente relacionada à maneira como esses animais se relacionam com seres humanos, mas pode ajudar a entender.

Por serem maiores que os demais animais, estarem presentes em maior concentração em ambientes rurais e expostos a menos situações de risco, os gatos laranja machos podem apresentar um comportamento mais ousado. Em situações que outros gatos entendem como arriscadas, os gatos laranja podem se sentir mais confortáveis.

Embora essas associações comportamentais baseadas em cores possam parecer estranhas, elas são relativamente comuns no reino animal. Outros animais, como roedores e pássaros — que possuem estudos conhecidos sobre o tema —, também apresentam a mesma relação que os gatos.

Isso acontece porque alguns genes responsáveis pelo comportamento ou outros atributos físicos (tamanho do corpo, por exemplo) podem ser herdados com os responsáveis pela cor do pelo. Desde 1995, foram realizados poucos estudos buscando compreender essa relação. Porém, os dados obtidos por Pontier podem realmente sugerir que os gatos laranja tendem a ser mais dóceis com os humanos.

*Por Robinson Samulak Alves
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*Fonte: megacurioso

Mulheres estão ficando mais ‘bravas’? O que mostram 10 anos de pesquisa

Um levantamento anual do instituto de pesquisa Gallup indica que mulheres em todo o mundo estão ficando mais bravas nos últimos 10 anos. Mas por que isso está acontecendo?

Dois anos atrás, Tahsha Renee estava de pé em sua cozinha quando foi tomada por uma sensação incontrolável de raiva — ela acabou dando um grito a plenos pulmões.

“A raiva sempre foi uma emoção fácil de explorar”, diz.

Foi no meio da pandemia e ela estava farta. Passou os 20 minutos anteriores andando pela casa listando em voz alta tudo o que a deixava com raiva.

Mas depois do grito ela sentiu uma intensa liberação física.

Tahsha, uma hipnoterapeuta e life coach, desde então tem reunido mulheres de todo o mundo no zoom para falar sobre tudo o que lhes dá raiva e depois extravasar.

De acordo com um levantamento da BBC de 10 anos de dados da Gallup World Poll, as mulheres estão ficando mais irritadas.

Todos os anos, a pesquisa entrevista mais de 120 mil pessoas em mais de 150 países, perguntando, entre outras coisas, que emoções elas sentiram durante grande parte do dia anterior.

Quando se trata de sentimentos negativos em particular — raiva, tristeza, estresse e preocupação — as mulheres relatam senti-los com mais frequência do que os homens.

A análise da BBC descobriu que, desde 2012, mais mulheres do que homens vêm relatando sentir tristeza e preocupação, embora isso tenha aumentado para ambos os gêneros.

No entanto, quando se trata de raiva e estresse, a diferença com os homens está aumentando. Em 2012, ambos os sexos relataram raiva e estresse em níveis semelhantes. Nove anos depois, as mulheres estão mais irritadas — por uma margem de seis pontos percentuais — e também mais estressadas. E houve uma variação particular na época da pandemia.

Isso não surpreende a terapeuta americana Sarah Harmont. No início de 2021, ela reuniu um grupo de pacientes do sexo feminino para gritarem juntas.

“Sou mãe de dois filhos pequenos e trabalhava em casa. Sentia uma frustração intensa e profunda que estava se transformando em raiva total”, diz ela.

Um ano depois, ela entrou em campo novamente. “Esse foi o grito que viralizou”, diz ela. Foi captado por um jornalista em um dos grupos online de sua mãe participava e, de uma hora para outra, Sarah passou a receber telefones de repórteres de todo o mundo.

Ela acredita que tocou em algo que as mulheres de todos os lugares estavam sentindo, uma intensa frustração de que o fardo da pandemia estava caindo desproporcionalmente sobre elas.

Uma pesquisa de 2020 com quase 5 mil pais em relacionamentos heterossexuais na Inglaterra descobriu que as mães assumiram mais responsabilidades domésticas durante o lockdown do que os pais. Como resultado, elas reduziram suas horas de trabalho. Isso acontecia mesmo quando elas eram as que mais ganhavam na família.

Em alguns países, a diferença entre mulheres e homens que dizem ter sentido raiva no dia anterior é muito maior do que a média global.

No Camboja, a diferença foi de 17 pontos percentuais em 2021, enquanto na Índia e no Paquistão foi de 12.

A psiquiatra Lakshmi Vijayakumar acredita que este é o resultado de tensões que surgiram à medida que mais mulheres nesses países se tornaram educadas, empregadas e economicamente independentes.

“Ao mesmo tempo, elas estão amarrados por sistemas e cultura arcaicos e patriarcais”, diz ela. “A dissonância entre um sistema patriarcal em casa e uma mulher emancipada fora de casa causa muita raiva.”

Todas as sextas-feiras à noite, na hora do rush em Chennai, na Índia, ela testemunha essa dinâmica em ação.

“Você vê os homens relaxando, indo a uma casa de chá, fumando. E você encontra as mulheres correndo para o ônibus ou estação de trem. Elas estão pensando no que cozinhar. Muitas mulheres começam a cortar legumes no caminho de volta para casa no trem.”

No passado, diz Lakshmi, não era considerado apropriado que as mulheres dissessem que estavam com raiva, mas isso está mudando. “Agora há um pouco mais de capacidade de expressar suas emoções, então a raiva é maior.”

O efeito da pandemia no trabalho das mulheres também pode estar causando impacto. Antes de 2020, havia um progresso lento na participação das mulheres na força de trabalho, de acordo com Ginette Azcona, cientista de dados da ONU Mulheres.

Mas em 2020 parou. Este ano, o número de mulheres no trabalho está projetado para ficar abaixo dos níveis de 2019 em 169 países.

Progresso para as mulheres?

Para marcar o 10º aniversário do BBC 100 Women, a BBC encomendou a Savanta ComRes que pedisse às mulheres em 15 países que comparassem o presente com 10 anos atrás.

Pelo menos metade das mulheres entrevistadas em cada país dizem que se sentem mais capazes de tomar suas próprias decisões financeiras do que há 10 anos

Pelo menos metade em cada país, exceto os EUA e o Paquistão, também acha que é mais fácil para as mulheres discutir consentimento com um parceiro romântico


Na maioria dos países, pelo menos dois terços das mulheres entrevistadas disseram que a mídia social teve um impacto positivo em suas vidas — nos EUA e no Reino Unido, porém, o número ficou abaixo de 50%.


Em 12 de 15 países, 40% ou mais das mulheres entrevistadas dizem que a liberdade de expressar suas opiniões é uma área em que sua vida mais progrediu nos últimos 10 anos


46% dos entrevistados nos EUA acham que é mais difícil para as mulheres acessar o aborto medicamente seguro do que há 10 anos

“Temos um mercado de trabalho segregado por sexo”, diz a autora feminista americana Soraya Chemaly, que escreveu sobre a raiva em seu livro de 2019, Rage Becomes Her (Raiva se torna ela, em tradução livre).

Ela vê muito do esgotamento relacionado à pandemia acontecendo em setores dominados por mulheres, como assistência.

“É um trabalho pseudo-maternal e mal pago. Essas pessoas registram níveis muito altos de raiva reprimida, suprimida e desviada. E tem muito a ver com a expectativa de trabalhar incansavelmente. E sem nenhum tipo de limite legítimo”.

“Dinâmicas semelhantes são frequentemente encontradas no casamento heterossexual”, diz ela.

Nos Estados Unidos, muito foi escrito sobre o peso da pandemia sobre as mulheres, mas os resultados da Gallup World Poll não indicam que as mulheres são mais raivosas do que os homens.

“As mulheres nos Estados Unidos sentem uma vergonha muito profunda pela raiva”, pontua Chemaly, e podem ser mais propensas a relatar sua raiva como estresse ou tristeza.

Talvez por isso as mulheres americanas relatem níveis mais altos de estresse e tristeza do que os homens.

Isso é verdade em outros lugares também. Muito mais mulheres do que homens disseram estar estressadas no Brasil, Uruguai, Peru, Chipre e Grécia.

No Brasil, mais especificamente, quase seis em cada 10 mulheres disseram ter se sentido estressadas durante grande parte do dia anterior, em comparação com pouco menos de quatro em cada 10 homens.

Bolívia, Peru e Equador também viram uma grande diferença entre os sexos. Na Bolívia e no Equador, quase metade das mulheres disseram ter se sentido tristes durante grande parte do dia anterior — 15 pontos percentuais a mais do que os homens.

A tendência das mulheres relatarem emoções negativas com mais frequência do que os homens remonta pelo menos a 2012 nesses países e em muitos parece estar piorando.

Mas Tahsha Renee acha que muitas mulheres nos Estados Unidos e em outros lugares já chegaram a um ponto em que podem dizer: “Chega!”

“De uma forma que está realmente facilitando a mudança. E elas estão usando sua raiva para fazer isso”, argumenta.

“Você precisa de fúria e raiva”, concorda Ginette Azcona da ONU Mulheres. “Às vezes você precisa disso para agitar as coisas e fazer com que as pessoas prestem atenção e ouçam.”

Metodologia
A Gallup faz um levantamento anual com mais de 120 mil pessoas em mais de 150 países e áreas, representando mais de 98% da população adulta mundial, usando amostras representativas nacionalmente selecionadas aleatoriamente. As entrevistas são realizadas presencialmente ou por telefone. A margem de erro para os resultados varia segundo o país e a pergunta. Quando os tamanhos das amostras são menores, por exemplo, ao dividir um conjunto de respostas por sexo, a margem de erro será maior. Tabelas de dados completas para a pesquisa Gallup de 2021 podem ser baixadas aqui.

Savanta ComRes entrevistou 15.723 mulheres com mais de 18 anos online no Egito (1.067), Quênia (1.022), Nigéria (1.018), México (1.109), EUA (1.042), Brasil (1.008), China (1.025), Índia (1.107), Indonésia (1.061), Paquistão (1.006), Arábia Saudita (1.012), Rússia (1.010), Turquia (1.160), Reino Unido (1.067) e Ucrânia (1.009) entre 17 de outubro e 16 de novembro de 2022. Os dados foram ponderados para serem representativos de mulheres em cada país por idade e região. A margem de erro para os resultados de cada país é de +/- 3. Tabelas de dados completas podem ser encontradas aqui.

O BBC 100 Women nomeia 100 mulheres inspiradoras e influentes em todo o mundo todos os anos.

*Por Stephanie Hegarty
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*Fonte: bbc-brasil

5 paradoxos reais que vão te assombrar

Você quer testar as estruturas lógicas do seu cérebro? Quer ampliar seu olhar com uma série de paradoxos que desafiaram até mesmo Stephen Hawking? Essa é precisamente a oportunidade que lhe damos com este artigo!

A vida é, em si, um estranho paradoxo. Nos esforçamos para conseguir um bom emprego, para suprir nossas necessidades mais básicas ou para que as pessoas que amamos estejam bem. No entanto, esse processo nos custa a saúde e dificilmente temos tempo para aproveitar o que conquistamos. A existência, se a observarmos com uma lupa, é uma eterna contradição.

A própria essência dos paradoxos serve a esse propósito. Faz-nos pensar naquelas ideias, construtos ou realidades que contêm uma ideia em si… e o seu contrário. As pessoas trabalham para viver, mas mal temos tempo para aproveitar a vida. Algo semelhante acontece quando observamos a escuridão das noites.

Como pode haver tanta escuridão quando existem tantos astros de hidrogênio explodindo em chamas no infinito do universo? Será que as estrelas não bastam para iluminar tudo o que nos rodeia? Parece que não. Seja como for, o jogo dos paradoxos apresenta-se como um convite original e estimulante a uma reflexão profunda em que nem sempre há respostas claras ou conclusivas.

Como Sócrates disse uma vez, “só sei que nada sei”. E admiti-lo, assumir que o ser humano nunca terá uma explicação objetiva para cada uma das dúvidas que o assaltam ao olhar para o céu ou para si mesmo também é um exercício de sabedoria. Portanto, e se aguçarmos um pouco nossa engenhosidade e capacidade analítica com uma série de propostas teóricas desse tipo?

“Casa de ferreiro, espeto de pau. Não há mal que não venha para um bem. Vista-me devagar porque estou com pressa.” Nossos provérbios e linguagem popular estão repletos de curiosos paradoxos dos quais nem sempre temos consciência, mas que são um exemplo da complexidade de nossa realidade.

O pensamento paradoxal às vezes nos obriga a explicar o quão absurdas são algumas coisas que parecem óbvias.

Paradoxos que irão ampliar sua mente
Se há uma figura reconhecida que insiste em nossos constantes erros de pensamento, é o psicólogo e Prêmio Nobel Daniel Kahneman. É a ele que devemos entender como os vieses cognitivos afetam os julgamentos e a tomada de decisões. Não faz muito tempo, ele nos presenteou com seu último livro, Ruído, uma falha no julgamento humano (2021).

Nele, ele nos explicava como as pessoas fazem julgamentos diferentes diante de realidades semelhantes. Conforme descrito nesse trabalho, existem médicos, psiquiatras e juízes que emitem opiniões divergentes diante de eventos semelhantes. O que está acontecendo? A que se deve? A resposta é simples. Nossa mente está cheia de ruídos, vieses de pensamento e automatismos dos quais não somos conscientes.

Pensamos rápido, pensamos mal e chegamos a conclusões erradas movidos pela impulsividade e pelas emoções. Devemos aprender a ser mais meticulosos, analíticos, desenvolvendo, por sua vez, um pensamento mais flexível e lento. Daí propostas como as seguintes. Existem paradoxos que vão ampliar sua mente e permitir que você analise a realidade de forma mais ampla e crítica ao mesmo tempo. Por que não tentar?

Em sua época, José Ortega y Gasset comentou que não há ironia maior do que aquela que afeta todos os funcionários públicos. Uma vez promovidos, tornam-se misteriosamente incompetentes. Atualmente, essa realidade é definida como o paradoxo de Peter.

1. O paradoxo da felicidade
O hedonismo foi uma escola de pensamento que nos dizia que somente quando buscamos o prazer é que encontramos a felicidade. Mais tarde, a filosofia utilitária de Jeremy Bentham argumentou que os comportamentos moralmente bons são os que acabam produzindo a verdadeira felicidade.

Pois bem, Viktor Frankl mais tarde nos deu outra lição ao afirmar que a felicidade não se busca nem parte de nenhum comportamento moralmente positivo. O pai da logoterapia afirmou que a melhor maneira de ser feliz é esquecer de tentar ser feliz e deixar a felicidade acontecer (aparecer) por conta própria.

O que nos resta então?

2. O paradoxo do buraco negro
Entre os paradoxos que vão ampliar sua mente, não poderia faltar aquele que era o preferido de Stephen Hawking. Para abordá-lo, vamos pensar em um buraco negro e no que se diz sobre eles: tudo que chega perto de sua borda desaparece. Basta que uma partícula se mova em direção a esse horizonte de eventos para deixar de existir.

Recordemos a teoria da relatividade geral de Einstein, segundo a qual a força atrativa de um buraco negro é tão forte que nada pode escapar dela. Agora, a física quântica é construída com base na suposição de que a informação nunca desaparece, que as partículas podem se transformar, mas nunca desaparecem completamente. Então, como resolvemos esse enigma?

3. Borboletas sociais: o curioso paradoxo da amizade
Um estudo publicado no MIT Technology Review analisou o chamado paradoxo da amizade. Pode não acontecer com você, mas de acordo com modelos matemáticos e estatísticos existe um princípio que sempre ocorre. É o seguinte: seus amigos têm mais amigos que você e se divertem ainda mais.

Esse princípio foi descoberto pelo sociólogo Scott Feld em 1991. Segundo ele, o paradoxo é que grande parte das pessoas tem poucos amigos, enquanto um grupo menor de pessoas tem uma rede social maior. Por probabilidade, pode ser que tenhamos pelo menos um amigo que seja uma verdadeira borboleta social, ou seja, alguém com muitos contatos e que adora festas. Qual é a sua opinião sobre isso?

4. O paradoxo do aviador louco
Entre os paradoxos que vão alargar a sua mente, esse é sem dúvida o mais original. Ele aparece no romance de Joseph Heller intitulado Catch-22. Nesse romance contam-nos a história de um jovem aviador da Segunda Guerra Mundial que quer sair do exército. Para isso, planeja se comportar de forma delirante para que a avaliação psiquiátrica conclua que ele é “louco” e que, portanto, não está apto.

No entanto, o médico explica que só os aviadores loucos são os que são treinados para serem pilotos de caça. O jovem está bloqueado pela contradição sem saber o que fazer.

Esse paradoxo nos lembra um pouco o que acontece com os jovens quando procuram emprego. É-lhes exigido experiência quando, na realidade, poucos têm a oportunidade de a ter.

Os paradoxos da física quântica são os que mais tiram o sono dos cientistas.

5. O paradoxo da tolerância
Não podemos terminar esta lista de paradoxos capazes de ampliar o foco do seu olhar sem nos referirmos àquele que gira em torno do conceito de tolerância. Vamos nos colocar no contexto. Consideramos democrática qualquer sociedade que defenda a tolerância; porém, por essa regra geral, a qualquer momento também acabará sendo tolerante com a intolerância.

E mais, no momento em que a intolerância for tolerada, essa sociedade acabará sendo exatamente o contrário do que defende, ou seja, “intolerante”. Longe de ser um jogo de palavras, se o analisarmos com cuidado, contém uma grande verdade. Finalmente, podemos apenas admitir que os paradoxos têm sua curiosa utilidade…

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Estamos todos com fome de abraços

Em um dos seus versos, Pablo Neruda disse que “Se nada nos salva da morte, pelo menos que o amor nos salve da vida”. Talvez seja ridículo dizer o quanto isso é óbvio, mas andamos tão esquecidos, tão sobressaltados, tão desmemoriados, que é preciso dizer o óbvio, a fim de que os nossos olhos consigam sair de nós e enxergar além das grandiosidades vazias que nos cercam.

Nos outros, em nós, nos lugares mais próximos, nos lugares mais distantes, não importa aonde se vá, estão todos perdidos. Todos perambulando, andando por aqui, acolá. Cortando as multidões, em que muitos se veem, mas poucos se enxergam. As pessoas não parecem satisfeitas, os seus olhares procuram algo perdido. Será a humanidade cada vez mais distante?

Mas, ninguém para, ninguém questiona, ninguém ousa andar em sentido contrário, afinal, ninguém quer ser visto como fugitivo. Os fugitivos são perigosos, eles incitam as pessoas a pensarem. E quem pensa, desorganiza, perturba a ordem, quebra a normalidade de uma vida cheia de banalizações. Sabemos bem que o sistema não costuma gostar de sujeitos subversivos.

E como somos bastante obedientes, ficamos quietinhos. Podemos até chorar, mostrar a nossa insatisfação com a vida, a nossa desesperança, a nossa fragilidade. Mas é preciso que seja em silêncio, claro. O sistema não gosta de alardes e as lágrimas costumam sempre mostrar os esconderijos da alma, algo que – convenhamos – não deve ser mostrado, já que vivemos como máquinas.

Vivemos como máquinas e tudo que nos faça pensar ou recuperar o humano deve ser esquecido, apagado da vida e da memória. Além disso, o que há para fazer? Somos ensinados desde logo que boi sozinho se lambe melhor, a não despregar os olhos de nós mesmos, ainda que para que possamos nos enxergar seja necessário ir além dos nossos próprios reflexos.

Assim, o sistema de desvínculos que nos circunda torna-se perfeito, porque não enxergamos o humano no outro, o outro não enxerga o humano em nós, de modo a ficar todos perdidos e todos famintos. Com fome de gente. Com fome de toque. Com fome de abraços.

E não adianta tentar preencher o vazio com outras coisas, por mais que diga que se pode, porque afeto não é mercantilizável, embora os mercadores do amor tentem sempre arrumar uma nova forma de vendê-lo e nós obedientemente novas formas de comprá-lo.

No entanto, sempre chega o momento em que o algo que fala em nós grita que não há como viver de forma tão banal, desinteressante, solitária, egoísta. Não dá para viver apenas enganando o estômago. Uma hora, ele quer pão, assim como a alma quer abraços. É o instante em que se ainda não conseguimos enxergar a humanidade nas pessoas, ao menos enxergamos a fome que domina os seus olhos, repletos de secura.

Nesse instante, em que a alma cansada de chorar em silêncio se coloca para fora; percebemos que ser fugitivo é a única possibilidade de liberdade e que o toque é o que humaniza a nossa existência, pois se o amor é capaz de criar um escudo contra a morte, é preciso que o utilizemos para que – como falou Neruda – salvemo-nos da vida.

*Por Erick Morais
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*Fonte: provocacoesfilosoficas

Sabia que as pessoas distraídas têm cérebros mais eficazes?

A ciência estabeleceu uma relação curiosa entre a atenção e a eficácia. Segundo a pesquisa de 3 investigadores, os cérebros mais eficazes são os das pessoas mais distraídas. A conclusão até foi acidental. Daniel Levinson e Richard Davidson, pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, e Jonathan Smallwood, pesquisador do Instituto Max Planck, na Suíça, observaram essa relação durante um estudo científico sobre
a memória.

O estudo, publicado na prestigiada revista Psychological Science, mostrou que as pessoas que mais facilmente absorvem novas informações e trabalham nelas são também as pessoas que mais facilmente se distraem.
Os pesquisadores concluíram que existe uma conexão entre a memória operacional, ou memória de trabalho, e a tendência do cérebro em se dispersar por outros pensamentos. Uma descoberta que valida um outro estudo associando a dificuldade de concentração a uma maior inteligência.

Desse jeito, quanto mais rotineira é a tarefa, mais a pessoa se distrai, pois “os cérebros tentam alocar recursos nos problemas mais prementes”, explica Jonathan Smallwood.

Conexão entre memória e atenção
“Os nossos resultados sugerem que o tipo de planificação que as pessoas fazem frequentemente na vida diária, como quando estão no ônibus ou tomam duche, é provavelmente realizado com a memória operacional”, continua o pesquisador.
O que acontece? Quando a pessoa faz algo rotineiro, o cérebro fica redefinindo prioridades, através da memória de trabalho. E assim a pessoa se distrai e fica menos capaz de memorizar nova informação fornecida pela tarefa rotineira.

Na pesquisa, os participantes precisavam realizar tarefas básicas. Por exemplo, sempre que aparecia determinada letra na tela eles tinham de carregar em um botão. Após os experimentos, os pesquisadores mediram a memória operacional. Os participantes tinham que memorizar séries de letras ao mesmo tempo que resolviam problemas
matemáticos. Os pesquisadores analisaram os resultados e notaram que os participantes com maior memória de trabalho foram os que mais esqueceram um livro que haviam lido durante o experimento.

“É como se a atenção estivesse tão concentrada em outros pensamentos que o cérebro da pessoa não teve espaço para memorizar o que havia lido”, resume Daniel Levinson. Note que isso é bem diferente de ‘editar’ a memória, como faz o pesquisador de Montreal que criou um método para apagar a memória ruim de uma separação amorosa. A pesquisa de Levinson, Davidson e Smallwood revelou que, quando a memória operacional aumenta a capacidade da pessoa realizar vários pensamentos ao mesmo tempo, a concentração se dispersa.

Ou, dito de forma mais simples, as pessoas mais distraídas têm os cérebros mais eficazes.

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*Fonte: equilibrioemvida

Por que costumamos imitar o sotaque dos lugares que visitamos

Talvez você já tenha conhecido um lugar e percebeu que, de repente, começou a falar como as pessoas dali. Saiba que isso é um fenômeno comum e pode ir além de imitar o sotaque, podendo fazer com que você acrescente novas palavras ao seu vocabulário também.

Conhecido como convergência linguística, isso tem uma explicação social bastante simples. Como nós somos seres sociais, tendemos a fazer o que é necessário para nos sentirmos confortável e acolhidos por outras pessoas. Tentar reproduzir um sotaque é uma maneira que o cérebro encontrou para que não nos sintamos distantes das pessoas de uma determinada região.

Socializando através do sotaque

Não existe uma regra para a convergência linguística. Enquanto algumas pessoas passam a utilizar esse mimetismo assim que têm contato com um sotaque diferente — às vezes sem nem precisar viajar —, outras podem levar mais tempo ou nem mudar o jeito de falar.

Geralmente, esse é um fenômeno que acontece de maneira natural. Nosso cérebro adota a entonação, a velocidade ou as pausas típicas da fala em questão. Já nos casos que nós passamos a adotar palavras específicas, isso é feito de maneira intencional. Assim, a escolha das palavras, ou da incorporação da estrutura gramatical (a maneira como conjugamos os verbos, por exemplo) pode ter vários motivos. Mas a aceitação social tende a ser o mais comum.

Adotar um jeito de falar é uma demonstração de que queremos nos integrar ou pertencer à comunidade em que estamos, mesmo que temporariamente. Pessoas que evitam esse tipo de mudança — conhecido como divergência linguística — estão demonstrando que querem manter uma distância social das pessoas com as quais estão falando.

Para a professora de linguística da Universidade da Pensilvânia, Lacy Wade, essas mudanças na fala, sejam elas consciente ou inconscientemente, são uma tentativa de dizer “Ei, eu sou como você!” Mesmo que possam parecer sutis, as variações na fala expressam uma vontade de aproximação e podem até indicar demonstração de afeto.

Segundo Wade, é comum que as pessoas percebam que seu sotaque está mudando. Conforme elas percebem que isso está trazendo algum benefício social, elas tendem a continuar falando dessa maneira.

Ela também explica que a mudança pode acontecer para facilitar uma conversa. “Nós nos comunicamos melhor quando estamos em sincronia, quando usamos as mesmas palavras, porque entendemos melhor alguém que soa como nós”.

Essa mudança na fala também pode estar relacionada com a intimidade que cada pessoa tem com diferentes sotaques. Uma pessoa que nasceu e passou a vida inteira no Rio de Janeiro, por exemplo, pode ter mais dificuldade para conseguir reproduzir o sotaque gaúcho.

Já pessoas que entendem e falam bem outros idiomas, podem sair de uma sala de cinema reproduzindo um sotaque específico. Assistir a um filme em inglês britânico, pode fazer com que alguém nascido nos Estados Unidos fale daquela maneira por algum tempo.

*Por Robinson Samulak Alves
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*Fonte: megacurioso

Por que insistimos em escolher parceiros errados para nos relacionar?

Teoricamente, somos livres pra escolher o tipo de pessoas que amamos. Nós podemos escolher qualquer um pois não estamos sendo forçados a entrar em um relacionamento por convenções sociais, casamentos arranjados ou imperativos de dinastia. Mas na realidade, nossa escolha é menos livre do que imaginamos.

Algumas restrições muito reais sobre sobre quem podemos amar e nos atrair vem de um lugar no qual nós podemos não pensar em olhar: nossas infâncias. Nosso histórico psicológico nos predispõe fortemente a nos apaixonar apenas por certos tipos de pessoas.

Nós amamos segundo os caminhos formados na infância. Procuramos por pessoas que recriem os sentimentos de amor que conhecemos quando éramos pequenos. O problema é que o amor que recebemos na infância dificilmente é composto de generosidade, carinho e bondade.

Dada a forma como o mundo é, o amor tende a vir entranhado com certos aspectos dolorosos: um sentimento de não ser bom o suficiente; um amor por pais que eram frágeis ou deprimidos; a sensação de que não se pode ser totalmente vulnerável perto de um cuidador.

Isso nos predispõe a procurar na idade adulta por parceiros que não necessariamente serão gentis conosco mas que vão – mais importante – nos parecer familiares; o que pode ser sutil, mas é importantemente diferente.

Podemos ser levados a desviar o olhar de potenciais candidatos por que eles não satisfazem um anseio pelas complexidades que associamos ao amor. Podemos descrever alguém como “não sexy” ou “chato” quando na verdade, queremos dizer: “dificilmente vai me fazer sofrer do jeito que eu preciso para sentir que o amor é real”.

É comum aconselharmos pessoas que estão atraídas por candidatos complicados a simplesmente deixá-los e tentar encontrar alguém mais saudável. Isso é atraente na teoria mas impossível na prática.

Não podemos magicamente redirecionar o que nos atrai. Ao invés de buscar por uma transformação nos tipos de pessoas aos quais nos atraímos, pode ser mais sensato simplesmente ajustar como reagimos e nos comportamos ao redor das ocasionais características difíceis de quem nosso passado ordena que vamos achar atraentes.

Nossos problemas são frequentemente gerados por que continuamos a responder a pessoas atraentes da forma como aprendemos a nos comportar quando crianças ao redor desses modelos. Por exemplo, talvez nós tivemos pais raivosos que costumavam levantar a voz. Nós os amávamos e reagíamos sentindo que quando eles estavam com raiva, nós deveríamos nos sentir culpados. Ficamos tímidos e retraídos.

Agora, se um parceiro (alguém que estamos atraídos) fica irritado, respondemos como crianças intimidadas: nos entristecemos, sentimos que é nossa culpa, nos sentimos merecedores do criticismo, acumulamos um monte de ressentimento. Talvez, tenhamos nos atraído por alguém com pavio curto – o que nos faz estourar também. Ou, se tivemos um pai ou mãe vulnerável, que se machucava fácil, nós prontamente terminamos com um parceiro que também é um tanto fraco e exige tomemos conta dele; mas então, ficamos frustrados com a sua fraqueza – nós tentamos encorajá-lo e tranquilizá-lo (como fazíamos quando éramos pequenos) mas também condenamos essa pessoa por não ser merecedora.

Nós provavelmente não podemos mudar nossos modelos de atração. Mas ao invés de procurar reformular nossos instintos, o que podemos fazer é tentar aprender a reagir a candidatos atraentes não como fazíamos quando crianças, mas de formas mais maduras e construtivas como um adulto racional reagiria. Existe uma oportunidade enorme de mudarmos nossa resposta em relação às dificuldades às quais nos atraímos de um padrão infantil para um mais adulto.

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*Fonte: provocacoesfilosoficas

Por que pessoas altamente inteligentes sofrem de mais transtornos mentais e físicos

A sensibilidade elevada de seu cérebro pode torná-lo perceptivo e criativo. Mas é uma faca de dois gumes, descobriram os pesquisadores.

Pessoas com alto QI são consideradas como tendo uma vantagem em muitos domínios. Prevê-se que elas tenham maior nível de escolaridade, melhores empregos e um nível de renda mais alto. Ainda assim, descobriu-se que um QI alto também está associado a várias doenças mentais e imunológicas, como depressão, transtorno bipolar, ansiedade, TDAH, bem como alergias, asma e distúrbios imunológicos. Por que isso?

Um novo artigo publicado na revista Intelligence revisa a literatura e explora os mecanismos que possivelmente estão por trás dessa conexão.

Os autores do estudo compararam dados retirados de 3.715 membros da American Mensa Society (pessoas que pontuaram nos 2% melhores testes inteligentes) com dados de pesquisas nacionais para examinar a prevalência de vários distúrbios naqueles com maior inteligência em comparação com o população média.

Os resultados mostraram que pessoas altamente inteligentes têm 20% mais chances de serem diagnosticadas com transtorno do espectro do autismo (TEA), 80% mais chances de serem diagnosticadas com TDAH, 83% mais chances de serem diagnosticadas com ansiedade e 182% mais chances de desenvolver pelo menos um transtorno de humor.

Quando se trata de doenças fisiológicas, pessoas com altas habilidades cognitivas têm 213% mais chances de ter alergias ambientais, 108% mais chances de ter asma e 84% mais chances de ter uma doença auto-imune.

Os pesquisadores se voltaram para o campo da psiconeuroimunologia (PNI) para buscar algumas das respostas. PNI examina como o estresse crônico acumulado em resposta a fatores ambientais influencia a comunicação entre o cérebro e o sistema imunológico.

Os pesquisadores apontam que pessoas muito inteligentes têm tendências para “superexcitabilidades intelectuais” e uma hiper-reatividade do sistema nervoso central. Por um lado, isso dá às pessoas com alto QI uma consciência elevada que ajuda seu trabalho criativo e artístico. Na verdade, o campo da habilidade cognitiva reconhece que um aspecto das pessoas altamente inteligentes é “uma capacidade mais ampla e profunda de compreender o que está à sua volta”.

Essa hiper-reatividade, entretanto, também pode levar a depressões mais profundas e problemas de saúde mental. Isso é particularmente verdadeiro para poetas, romancistas e pessoas com alta inteligência verbal. Sua intensa resposta emocional ao meio ambiente aumenta as tendências para ruminação e preocupação, fatores que predizem depressão e transtornos de ansiedade.

Respostas psicológicas intensificadas podem afetar a imunidade, escrevem os pesquisadores. Pessoas com superexcitabilite podem ter reações fortes a estímulos externos aparentemente inofensivos, como uma etiqueta de roupa irritante ou um som. Essa reação pode se transformar em estresse crônico de baixo nível e lançar uma resposta imunológica inadequada.

Quando o corpo acredita que está em perigo (independentemente de ser objetivamente real como uma toxina ou imaginário como um som irritante), ele lança uma cascata de respostas fisiológicas que incluem uma miríade de hormônios, neurotransmissores e moléculas de sinalização. Quando esses processos são ativados cronicamente, eles podem alterar o corpo e o cérebro, desregular a função imunológica e levar a condições como asma, alergias e doenças autoimunes.

A literatura científica tem confirmado a associação entre crianças superdotadas e um aumento do índice de alergias e asma. Um estudo mostra que 44% das pessoas com QI acima de 160 sofriam de alergias, em comparação com 20% dos colegas da mesma idade. O estudo exploratório feito pelos autores deste último artigo apóia ainda mais essa conexão.

Com base em suas descobertas e estudos anteriores, os pesquisadores denominaram esse fenômeno de teoria da integração hipercérebro / hiper-corpo, explicando que:

As superexcitabilidades específicas para aqueles com alta inteligência podem colocar esses indivíduos em risco de hipersensibilidade a eventos ambientais internos e / ou externos. A ruminação e a preocupação que acompanham essa consciência intensificada podem contribuir para um padrão crônico de lutar, fugir ou congelar as respostas, que então lançam uma cascata de eventos imunológicos. […] Idealmente, a regulação imunológica é um equilíbrio ideal da resposta pró e antiinflamatória. Deve se concentrar na inflamação com força e, em seguida, retornar imediatamente a um estado de calma. Naqueles com as superexcitabilidades discutidas anteriormente, incluindo aqueles com TEA, esse sistema parece não conseguir atingir o equilíbrio e, portanto, os sinais inflamatórios criam um estado de ativação crônica.

Os autores concluem que é importante estudar mais a relação entre alta inteligência (particularmente os 2% mais ricos) e doença, especialmente para demonstrar a causa e trazer à luz os aspectos negativos de ter um QI alto. Como se costuma dizer, “este presente pode ser um catalisador para o empoderamento e autoatualização ou pode ser um indicador de desregulação e debilitação” e, para servir a este grupo, é importante “reconhecer os estrondos do trovão que se seguem em o despertar de seu brilho. “

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Você pode se comunicar com seu gato piscando lentamente, diz estudo

Em dois experimentos, pesquisadores britânicos analisaram a técnica conhecida como “sorriso de gato” que, aparentemente, torna o ser humano mais atraente aos felinos

Há quem pense que gatos são animais que não curtem ficar muito próximos a seus donos. Mas isso não é verdade. Se esse parece ser o caso do seu gatinho, a ciência pode ajudar. Pesquisadores de psicologia das universidades de Portsmouth e Sussex, ambas na Inglaterra, conseguiram desvendar em dois experimentos um novo jeito de estabelecer conexão com esses pets.

Publicado em outubro no periódico Nature Scientific Reports, o estudo é o primeiro a avaliar a eficácia de estabelecer intimidade com os gatos a partir do estreitamento de olhos. Essa técnica também é conhecida como “sorriso de gato” e, aparentemente, torna o ser humano mais atraente aos bichanos.

No primeiro estudo, os tutores foram orientados a sentar a uma distância de um metro de seus gatos e, dali, piscarem lentamente para os animais. Ao todo, 21 felinos, sendo 10 machos e 11 fêmeas, de 14 pessoas diferentes participaram. A idade dos bichinhos variava de 4 meses até 16 anos.

Já o segundo experimento contou com um número maior de animais: 24 gatinhos, sendo metade fêmea e metade macho. As idades também eram variadas, de 1 a 17 anos. Ao contrário do primeiro experimento, onde quem piscava para o gato era seu dono, neste quem fazia o ato era um desconhecido.

Um pesquisador se sentava à frente do animal e realizava uma de duas possíveis ações: ou piscava lentamente para o felino, ou o encarava com uma face neutra, sem expressão. Depois, ele estendia sua mão, com a palma virada para cima, enquanto permanecia na frente do animal, encarando-o.

Com o experimento envolvendo apenas os tutores, os cientistas observaram que os gatos são mais propensos a piscar lentamente para seus donos depois que esses piscam lentamente para eles, em comparação a quanto não há qualquer interação.

Já a análise com desconhecidos mostrou que os felinos eram mais propensos a se aproximar do pesquisador que piscava lentamente do que quando ficava com uma postura facial neutra. Dessa forma, ambos os trabalhos mostram que é possível ter uma comunicação positiva entre humanos e gatos apenas com o movimento dos olhos.

Para Tasmin Humphrey, que coliderou o estudo, o ato de estreitar os olhos e receber uma resposta do gato pode ajudar no bem-estar do animal em uma variedade de ambientes, como abrigos e clínicas veterinárias. “Entender as maneiras positivas pelas quais gatos e humanos interagem pode melhorar a compreensão pública dos gatos, melhorar o bem-estar felino e nos contar mais sobre as habilidades sociocognitivas dessa espécie pouco estudada”, destaca, em nota.

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*Fonte: revistagalileu

Estudo revela que roqueiros são pessoas mais “gentis” do que a média

Estudo mostra como os gêneros musicais podem dizer muito sobre a sua personalidade

Você sabia que o tipo de música que ouvimos pode influenciar em nossas personalidades?

Isso é o que um novo estudo realizado pela Very Well Mind (via Louder Sound) aponta depois de analisar respostas de 36 mil pessoas.

Os participantes avaliaram mais de 104 estilos musicais diferentes ao preencher questionários relacionados aos traços de personalidade do “Big 5”, que são divididos em cinco características básicas: extroversão, agradabilidade, abertura, conscienciosidade e neuroticismo.

Após os participantes compartilharem informações sobre suas músicas favoritas, a pesquisa revela uma forte ligação entre a psique de uma pessoa e seus hábitos de escuta, mas aponta que outras diferenças individuais também influenciam nos resultados.

Roqueiros são mais gentis e fãs de Pop são mais extrovertidos

Os resultados mostraram que os fãs de Rock pesado, por exemplo, são pessoas “gentis”, revelando-se também “criativos” e “introvertidos”, mas com “baixa auto-estima”, apesar do gênero normalmente projetar imagens de “raiva, bravura e agressão”.

Já os ouvintes de Pop foram descritos como tendo “autoestima elevada” com personalidades “extrovertidas” e apresentam traços “honestos”, “convencionais” e “trabalhadores”. O estudo diz:

As pessoas podem fazer julgamentos precisos sobre os níveis de extroversão, criatividade e abertura da mente de um indivíduo depois de ouvir 10 de suas músicas favoritas.

A pesquisa ainda compartilha uma dica para aqueles que pretendem redefinir e mudar sua personalidade:

Na próxima vez que você estiver montando uma playlist para pegar a estrada ou treinar, considere como sua personalidade pode ser refletida em suas escolhas musicais.

Tente ouvir estilos de música que você normalmente não prefere; pesquisas sugerem que isso pode ter um impacto positivo duradouro no cérebro.

O estudo também revela traços de personalidades ligados a estilos musicais como Rap, Indie, música clássica e muito outros. Você pode ler o relatório completo por aqui.

*Por Lara Teixeira
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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

9 coisas que os bem-sucedidos fazem de diferente no dia a dia

As pessoas de sucesso têm processos para executar suas obrigações no empreendedorismo, no trabalho e na vida

O que garante o sucesso, em termos psicológicos e comportamentais? Há padrões que podem ser percebidos e aprendidos? A resposta é sim, segundo a psicóloga americana Heidi Grant Halvorson, autora do livro Succeed: How We Can Reach Our Goals (Seja bem sucedido: Como Podemos Atingir Nossos Objetivos, numa tradução livre).

Em um texto escrito para a Harvard Business Review, ela elenca nove coisas que as pessoas bem-sucedidas fazem diferente do resto. Não são tarefas desumanas. Elas revelam que os bem-sucedidos têm processos para executar suas obrigações e refletem, mesmo que inconscientemente, sobre sua condição e como melhorá-la para ter mais eficiência.

Leia a lista e confronte-se. O que você faz diferente?

Seja específico.
Ao impor metas, seja o mais específico possível. A precisão dá uma medida clara do que é o sucesso. Perder cinco quilos é mais preciso que perder algum peso. Saber exatamente o que tem de ser alcançado mantém a motivação. Pense também em ações específicas que vão ajudar na realização das metas. Dormir menos, comer menos, exercitar-se mais – são todas promessas vagas demais. Já definir um horário fixo para se deitar todas as noites não deixa margem para outras possibilidades. Transposto para a vida profissional, o processo de autodisciplina funciona da mesma maneira.

Não desperdice oportunidades.
O homem moderno é um ser muito atarefado. Ele pratica uma espécie de malabarismo com as oportunidades. Ele pega uma, trabalha nela um pouco e a joga para o alto. Ao mesmo tempo, ele pega outra oportunidade, trabalha nela um outro tanto e a joga para o alto… Apenas para apanhar a primeira oportunidade. Nós perdemos muitas chances de agir simplesmente porque não notamos que estavam em nossas mãos. Imagine aquele contato comercial que se distância. Será que realmente você não tem tempo para pegar o telefone e ligar para ele? Atingir os objetivos significa agarrar as oportunidades – as grandes e as pequenas – antes que elas escorram pelos dedos.

Saiba exatamente o quanto falta no caminho.
Para atingir metas é preciso um monitoramento honesto e regular do próprio progresso. Se não há ninguém para lhe dar esse feedback, avalie a si mesmo. Se você não souber o quão bem está indo, não conseguirá ajustar suas estratégias corretamente. Confira seu progresso com olhos rigorosos e em bases frequentes – diariamente, dependendo do objetivo.

Seja um otimista realista.
Ninguém determina objetivos sem se envolver numa rede de pensamento positivo. Acreditar na capacidade de ser bem-sucedido é fundamental para criar e manter a motivação. Mas nunca subestime as dificuldades de atingir metas. A maioria exige tempo, planejamento, esforço e persistência. Estudos mostram que pensar que as coisas vão fluir facilmente e sem esforço deixa o empreendedor mal preparado para missão, aumentando as chances de fracasso.

Concentre-se em melhorar, não em ser bom.
É importante a pessoa acreditar que tem a habilidade para atingir as metas, mas também importa muito que ela confie que é possível aprender a habilidade. A maioria das pessoas acredita que a inteligência, a personalidade e as aptidões são coisas fixas, que não podem ser melhoradas. O resultado: o foco nas metas se direciona a provar a própria capacidade, em vez de desenvolver e adquirir novas competências. Ainda bem que caiu por terra a percepção de que as habilidades nos são determinadas por natureza e imutáveis (confira meu post anterior). Aceitar o fato de que é possível mudar e melhorar ajuda a fazermos escolhas melhores e atingir pleno potencial. “Pessoas cujas metas sejam melhorar, em vez de ser bom, tomam a dificuldade como estímulo e apreciam a jornada tanto quanto o destino”, diz Heidi.

Seja firme.
É a vontade de se comprometer com objetivos de longo prazo e persistir diante de dificuldades que distingue os bem-sucedidos. Pessoas firmes geralmente aproveitam melhor a educação que receberam e expressam isso em resultados. A boa notícia é que, se você nunca foi um dos mais esforçados, existem maneiras de melhorar a situação. Pessoas sem essa “pegada” geralmente pensam que não têm as qualidades intrínsecas dos bem-sucedidos. “Está errado”, diz Heidi. Como já foi dito, esforço, planejamento, persistência e boas estratégias são as chaves para o sucesso. Abraçar essa percepção não irá apenas ajudar a enxergar as metas mais nitidamente, como a ganhar a firmeza necessária.

Malhe sua força de vontade.
Seus músculos de autocontrole são como qualquer outro músculo em seu corpo – quando não é exercitado, fica flácido com o tempo. Mas quando é usado, cresce forte e mais adequado para ajudá-lo a atingir os objetivos. Para tonificar a força de vontade, tome desafios que exijam coisas que você prefira não fazer. Sempre que uma tarefa não lhe parecer atraente, ou exija muito esforço, faça.

Não jogue com as tentações.
Não importa quão sólida se tornou sua força de vontade. É importante manter em perspectiva de que ela é limitada e, se você se sobrecarregar, vai acabar sem energia. Não tente tomar duas tarefas desafiadoras ao mesmo tempo. É possível parar de fumar e entrar em dieta ao mesmo tempo? E não se coloque em apuros que não podem ser remediados, em situações cheias de tentações. “Pessoas de sucesso sabem como não tornar as metas mais difíceis do que já são”, diz Heidi.

Foco no que vai fazer, não no que não vai fazer.
Você quer perder peso, parar de fumar ou domar seu temperamento? Então planeje como substituir seus hábitos ruins por outros bons. É bem melhor que ficar refletindo apenas sobre suas falhas, seus erros. Tentar evitar um pensamento só faz com que ele fique ainda mais ativo na mente. O mesmo é verdadeiro quando falamos de comportamento. Ao tentar não fazer algo ruim, o hábito se fortalece. Se você quer mudar seu jeito de ser, pergunte a si mesmo: em vez disso, o que posso fazer?

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*Fonte: pegn

Falta de sono está tornando sociedade mais egoísta; entenda relação

A explicação para o egoísmo humano pode estar na cama: mais precisamente, no sono. Uma série de estudos realizados por cientistas da Universidade da Califórnia concluiu que uma noite mal dormida, com uma quantidade insuficiente de horas de sono, afeta diretamente a probabilidade de alguém ajudar outra pessoa.

O estudo foi publicado na revista científica PLOS Biology no dia 23, e trabalhou com um banco de dados e análise da atividade cerebral de 124 participantes.

O estudo foi dividido em três fases com 124 participantes, além de um imenso banco de dados

Horário de verão
A primeira parte do trabalho se debruçou sobre informações de três milhões de pessoas em um banco de dados a respeito de doações de caridade realizadas entre 2001 e 2016.

De acordo com a pesquisa, após o horário de verão houve uma queda de 10% nas doações, tendência que não foi observada em regiões que não alteram os relógios no período. Na segunda parte da pesquisa, 24 pessoas tiveram suas atividades cerebrais observadas através de ressonância magnética após noites diversas de sono.

Noites sem dormir ou de baixa qualidade de sono se revelaram determinantes para nossa generosidade
Pouco sono ou de baixa qualidade se revelaram determinantes para nossa generosidade

Os participantes foram submetidos a uma noite plena com oito horas de sono e, em seguida, uma noite sem dormir, e os resultados mostraram que a rede neural pró-social, parte do cérebro responsável por considerar as necessidades e emoções de outras pessoas, ficou menos ativa após a noite em vigília.

“Mesmo apenas uma hora de perda de sono foi mais do que suficiente para influenciar a escolha de ajudar outra pessoa”, afirmou Eti Ben Simon, pós-doutoranda em psicologia no Center for Human Sleep Science e uma das líderes do estudo.

O sono interfere na rede neural pró-social, parte do cérebro responsável pelas relações

Por fim, a terceira parte da pesquisa estudou o sono de 100 pessoas por três a quatro noites, para concluir, através de um questionário, que, mais do que a quantidade de horas, a qualidade do sono é determinante para “ativar” a generosidade em nosso cérebro.

“Essas descobertas podem sugerir que, uma vez que a duração do sono aumenta acima de uma quantidade nominal básica, então parece ser a qualidade desse sono que é mais crítica para ajudar e apoiar nosso desejo de ajudar outras pessoas”, afirmou Simon.

Epidemia global
Segundo Matthew Walker, professor e diretor do Centro de Ciências do Sono Humano da universidade e também líder do estudo, a conclusão da pesquisa é especialmente relevante diante do que chama de “epidemia global de perda de sono”, na qual mais da metade das pessoas em países dito desenvolvidos dormem pouco durante os dias de trabalho.

Excesso de uso de telas, especialmente próximo à hora de dormir, pode prejudicar o sono

Segundo Walker, a perda do sono “altera radicalmente como somos enquanto seres sociais e emocionais”, dado que ele aponta como parte da “própria essência da interação humana e o que significa viver uma existência humana plena e significativa”.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

Respire fundo e não desista: ainda tem muito mundo pela frente!

Existem dois tipos de pessoas, as que desistem e as que insistem.

Os dois tipos enfrentam, diariamente, uma infinidade de batalhas, mas a diferença é que, as pessoas que insistem, olham para as batalhas como desafios, enquanto as que desistem, olham para tudo o que acontece como catisgo.

Quando você olha para um problema como castigo, ele se multiplica, cresce e se transforma em um obstáculo, aparentemente, impossível de ser vencido.

Mas quando você olha para um problema e se desafia a encontrar uma solução para ele, quem se fortalece é você.

Não seja aquele que desiste no primeiro sinal vermelho que encontra pela frente, aliás, não desista dos seus sonhos, antes que se esgote todas as possibilidades, antes de pedir ajuda a quem realmente pode te ajudar.

Não queira resolver tudo sozinho, ninguém é tão autossuficente a ponto de não precisar das outras pessoas. Muitas vezes, essa tal autossuficiência é apenas um sinal de arrogância.

Todo vencedor teve a ajuda de alguém, e principalmente, teve a humildade de pedir ajuda quando sentiu que não conseguiria sozinho.

Mas aquele que tem a tendência de desistir, infelizmente, não percebe, que vem deixando o ego controlar sua vida, que vem sendo vencido pela própria arrogância, pois talvez acredite, que precisa conquistar seus sonhos sozinho.

Quem não admite a própria arrogãncia, não faz o que precisa ser feito, desanima e procrastina.

Entenda de uma vez por todas:

O sucesso não cai do céu e nem é resultado de sorte. O sucesso sempre será conquistado a muitas mãos. Ele chega para aqueles que, sabiamente, se cercam de pessoas competentes e entusiasmadas, e que desejam compartilhar a sua vitória com todos os envolvidos.

Se você quer vencer na vida, comece vencendo os pensamentos que te levam a acreditar que você precisa conquistar tudo sozinho, e principalmente, não desista.

Traga para perto de você, pessoas honestas e interessadas, e se afaste dos interesseiros e sugadores de energia.

NÃO DESISTA DOS SEUS SONHOS. SEJA COERENTE, PERSISTENTE E PEÇA AJUDA AS PESSOAS CERTAS, AGINDO ASSIM, NÃO TEM COMO DAR ERRADO.

Muitas vezes, o que falta para você conquistar os nossos sonhos é apenas um movimento na direção certa, um pedido de ajuda para a pessoa certa.

Pensou em desistir? Respire fundo!

Se esse é o seu caso, me chame no direct @rhamuche e agende uma sessão de constelação familiar ou terapia, eu posso te ajudar a viver a vida que você deseja e a atingir os objetivos que você sonha, há tanto tempo, mas que vem desistindo por medo de fracassar. Ou será medo do sucesso? Vamos descobrir juntos e vencer todos os limites que vem te impedindo de viver a vida que você merece viver.

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*DA REDAÇÃO RH. Texto de Robson Hamuche, idealizador do Resiliência Humana, terapeuta transpessoal e Constelador Familiar.

#FicaADica: Ciência explica por que nosso cérebro acredita em mentiras

Uma reportagem do jornal norte-americano The Washington Post buscou especialistas para justamente desvendar essa pergunta. E concluiu que, como de costume, a resposta está no nosso cérebro. Por conta de nossa formação cognitiva e como utilizamos atalhos para agilizar nossos julgamentos, a verdade, segundo a reportagem, é que tendemos a acreditar em tudo que ouvimos – e isso faz sentido, na média, pois a maioria das informações que recebemos são verdadeiras.

As redes sociais ajudam a espalhar as mentiras e a tingi-las com um verniz que faz parecer verdade

Acontece que tal tendência nos leva a crer que, uma informação que nos beneficia, e principalmente se for repetida diversas vezes, deve ser verdadeira – e, no contexto político, e com o poder de amplificação e acesso das redes sociais, tal conclusão forma a imensa rede de fake news que tanto nos pauta atualmente. Em resumo, quanto mais ouvimos a mesma afirmação, mais ela nos parecerá familiar e verdadeira – mesmo se for completamente falsa.

As desinformações sobre a vacinação dão a dimensão do problema, já que causaram diversas mortes

“Há apenas tipicamente uma versão verdadeira de uma reinvindicação e um número infinito de maneiras que você poderia falsificá-la, certo?”, questionou Nadia Brashier, professora de Psicologia da Universidade Purdue, do Estado de Indiana. “Então, se você ouvir algo uma e outra vez, por probabilidade, será a coisa verdadeira”, sugeriu. E uma vez que acreditamos em uma mentira, ela seguirá nos influenciando, mesmo após ser revelada como farsa, já que uma explicação verdadeira não apaga de nosso cérebro a informação da afirmação falsa. Complexo, né?

Estamos, portanto, lutando contra os limites da memória humana quando buscamos corrigir falsidades do imaginário público – já que, com o tempo, a correção poderá simplesmente desaparecer, e ficaremos com a informação que melhor se encaixa no sistema de crenças que utilizamos para compreender o mundo, mesmo que ela seja mentira.

“Se é um componente importante para seu modelo mental, é cognitivamente muito difícil simplesmente arrancar a informação falsa”, afirma Stephan Lewandowsky, psicólogo cognitivo da Universidade de Bristol.

Como proteger nosso cérebro
Se a correção não é suficiente, o que precisamos fazer para proteger nosso cérebro de inverdades? Uma das sugestões da reportagem é se informar sobre técnicas de manipulação e falácias utilizadas em argumentações, como incoerências, falsas dicotomias, ataques pessoais, uso de bodes expiatórios e manipulações emocionais.

Outro caminho importante é se atentar para a precisão, correção e conclusão das informações que nos são oferecidas, em vez de buscar o que queremos ouvir. Então, que tal repassar esta matéria para aquele grupo do WhatsApp que ainda precisa ouvir certas verdades? #FicaADica

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

Benefícios à saúde: Gatos ajudam a aliviar estresse de pessoas emotivas

Os benefícios trazidos pelos animais de estimação, sobretudo na saúde mental, já são comprovados cientificamente. No caso de gatos, você sabia que os felinos ajudam a aliviar o estresse de pessoas muito emotivas e altamente reativas ao interagir com elas? É o que afirma um artigo recém-publicado pelos pesquisadores da Washigton State University na revista Anthrozoös.

Durante um programa de visitação de gatos, os cientistas identificaram que diferentes fatores forneceram uma resposta positiva aos felinos, incluindo um traço específico de personalidade: o da emotividade. Esse traço, de acordo com o modelo de psicologia do Cinco Fatores, indica que uma pessoa tem emoções fortes e é altamente sensível a elas.

“Sempre nos disseram que ‘pessoas de gatos’ são diferentes de ‘pessoas de cães’ e que a maioria dos alunos não está interessada em interagir com gatos. Nossos resultados revelaram que alunos estão interessados em interagir com gatos e comprovam que esse interesse pode ser motivado por traços de personalidade”, afirma Patricia Pendry, professora do Departamento de Desenvolvimento Humano da Washington State University e coautora do artigo.

No estudo, foram ouvidos mais de 1.400 estudantes e funcionários de mais de 20 universidades.

“Estamos procurando maneiras de ajudar mais pessoas a reduzir seus níveis de estresse. Adicionar gatos pode ser outra maneira de alcançar um público mais amplo”, garantem os especialistas.

*Por
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*Fonte: hypeness

Ex-dono do Twitter cria nova rede social, a Bluesky; saiba tudo

Jack Dorsey, um dos criadores do Twitter, está trabalhando no lançamento da plataforma que promete ser inovadora para as redes sociais

O Twitter pode estar ganhando um rival no setor das redes sociais nos próximos meses. Após a oficialização da compra da plataforma pelo empresário Elon Musk por US$ 44 bilhões (cerca de R$ 235 bilhões), novos serviços devem ganhar notoriedade e um deles é a Bluesky – em tradução livre, céu azul.

A nova rede social é uma criação de Jack Dorsey, um dos criadores do Twitter e CEO da empresa até o ano passado. Ele lançou a Bluesky sem chamar muita atenção e fez uma referência à sua antiga criação, que possui um passarinho azul no logo.

De acordo com Dorsey, a Bluesky promete ser um objeto de reinvenção da estrutura atual das redes sociais e revela que a plataforma utiliza a tecnologia blockchain, que também é usada em criptomoedas. Nesse modelo, trata-se de um processo mais seguro e transparente entre a divulgação de informações e com isso, o novo serviço propõe ser acolhedor aos influenciadores, usuários e desenvolvedores.

“Estamos construindo o AT Protocol, uma nova base para redes sociais que gera aos criadores independência de plataformas, aos desenvolvedores a liberdade de construir e aos usuários uma escolha em sua experiência”, afirma o site oficial da Bluesky.

Nesse sentido, a nova plataforma de Jack Dorsey tem a expectativa de ser uma rede social descentralizada, indo de encontro ao padrão atual de outras empresas como o Facebook e o Google, que procuram manter seus usuários isolados perante os serviços. Na Bluesky, haveria uma migração de dados dinâmica e maior controle sobre o recebimento de conteúdo no feed.

A futura plataforma ainda está se desenvolvendo e os usuários podem fazer o cadastro para serem selecionados para o estágio de testes beta da rede social. A inscrição para os testes da Bluesky é gratuita pelo site oficial e segundo a empresa, um grupo considerável de pessoas estão na lista de espera, com os escolhidos podendo experimentar o serviço antes da liberação definitiva para o público – os selecionados serão notificados pelo e-mail.

Vale ressaltar que a Bluesky não surgiu após os primeiros envolvimentos de Musk com o Twitter. As primeiras menções de Dorsey sobre a plataforma começaram em 2019, quando o desenvolvedor citou que estava financiando uma equipe independente em meio ao novo projeto para as mídias sociais.

Dorsey deixou o cargo de CEO do Twitter em 2021, passando a faixa para o recém-demitido Parag Agrawal, e rompeu de maneira definitiva com o conselho da plataforma no início deste ano. O desenvolvedor, desde então, vem se concentrando em suas empresas, como o próprio Bluesky.

*por Luann Motta Carvalho
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*Fonte: olhardigital

Aprendemos com os erros, não com as dúvidas

Se você é uma daquelas pessoas que vive na dúvida, lembre-se de que assumir um certo nível de risco costuma ser uma condição essencial para seguir em frente. Descubra por quê!
Aprendemos com os erros, não com as dúvidas
Você já parou para pensar que nós aprendemos com os nossos erros, e não com as nossas dúvidas? Se você é uma pessoa indecisa, é provável que, em vários momentos da sua vida, tenha olhado com uma grande admiração para aqueles que são mais resolutos e determinados, para aqueles que se jogam mesmo com pontas soltas, mesmo sem possuir todas as habilidades, experiências e certezas necessárias.

A atitude deles pode parecer imprudente ou arriscada para você, mas na verdade são essas pessoas que costumam fazer mais progresso. Afinal, mesmo que elas falhem, todos aprendemos com os erros, mas não com as dúvidas.

O dilema entre correr riscos ou permanecer no conhecido pode surgir em múltiplas situações: ao aceitar um novo emprego, ao iniciar um relacionamento ou expandir o círculo social. Pode nos assaltar quando pensamos em mudar de cidade ou em comprar um imóvel.

Se você é um daqueles que prefere permanecer na dúvida, queremos mostrar-lhe as oportunidades que pode estar perdendo.

Por que continuamos em dúvida?
Analisar e refletir antes de tomar uma decisão é sempre positivo. No entanto, algumas pessoas tendem a ficar presas nesse processo sem nunca ousar dar o passo, mesmo quando o risco é moderado.

Por que esse fenômeno ocorre? Existem diferentes fatores de influência que devemos levar em consideração.

Superproteção
Pessoas que foram superprotegidas durante seu crescimento podem ter mais dificuldade para tomar decisões. Elas não tiveram oportunidade de assumir, de forma gradativa, a responsabilidade pelos seus atos.

Assim, podem não se sentir capazes ou preparadas para dar um rumo à sua vida, e optam por seguir a opinião dos mais próximos ou por permanecer onde estão, mesmo que não gostem.

Perfeccionismo
Se você vai realizar um novo projeto, é importante que se lembre da seguinte frase: “Melhor feito do que perfeito”. Existem aqueles que são freados e limitados pela sua própria demanda. Se você precisa que cada um dos seus passos seja um sucesso, é provável que não ouse começar, já que ninguém pode garantir a perfeição.

Em vez disso, adote uma mentalidade construtiva na qual você perceba que cada experiência traz um aprendizado. Assim, mesmo que não vá do ponto A ao ponto B em um único salto, você saberá avaliar o progresso que fez. Ao aliviar a pressão, você se sentirá mais apto a enfrentar novos desafios.

Medo de falhar
Se você tende a permanecer na dúvida, se deixa de correr riscos para alcançar seus objetivos, talvez seja por causa do medo do fracasso. Às vezes, isso constitui um mecanismo de defesa: “Se eu não tentar, não vou errar”, e essa retirada é mais fácil de assumir do que uma possível derrota.

Analise como você define o erro ou falha e o que acontece no seu diálogo interno. Quando você percebe que cometeu um erro, você considera isso intolerável e vergonhoso? Ou você assume que errar faz parte do caminho para o sucesso?

Falta de confiança
Todos cometemos erros, mas só quem tem boa autoestima pode tirar proveito deles. Quando uma pessoa não confia em si mesma, em suas habilidades e em suas oportunidades, é difícil para ela ultrapassar os limites da chamada zona de conforto.

No fim, o que importa não são os obstáculos que podem aparecer no caminho, mas a segurança pessoal de saber que vamos conseguir enfrentá-los.

Aprendemos com os erros, não com as dúvidas
Você se sentiu identificado com as características anteriores? Você sente que quer mudar de vida, em algum aspecto, mas não se atreve a dar esse passo? Portanto, você deve saber que muitas vezes se aventurar é a opção mais benéfica. Isso se deve aos seguintes motivos:

A dúvida é viciante. Quando você começar a repetir o mesmo processo de análise e reflexão passo a passo, indefinidamente, você se verá envolvido em um círculo sem fim no qual nunca obterá novas conclusões ou soluções. Decidir e agir é a única maneira de sair disso.
Cada vez que você hesita e decide recuar, desistir dos seus sonhos e objetivos, você enfraquece sua autoconfiança. Você não se permite tentar e, portanto, assume que não é capaz. Desta forma, será cada vez mais difícil ousar.
Se você se aventurar a tomar uma decisão ou empreender um projeto e fracassar, ainda assim terá obtido lições valiosas que irão ajudá-lo a continuar no caminho. Agora você sabe para onde não ir, o que modificar e o que manter.
Ao superar seus medos e entrar em ação, você se dá a oportunidade de descobrir que é mais capaz do que pensa e que o “fracasso” não é tão catastrófico e intransponível quanto você imaginava. Quando você cai, se levanta e segue em frente, você começa a fortalecer seu autoconceito. Os desafios a seguir parecem ser muito mais acessíveis.

Saia da dúvida, ouse crescer
Em suma, dar o salto para aquela proposta que tanto te assusta não garante que tudo vai dar certo, mas garante que você vai avançar e crescer pessoalmente. Talvez você esteja se perguntando há dois anos se deve iniciar uma empresa e, neste tempo, você só enfraqueceu. Se você tentar, em dois anos estará repleto de experiências, aprendizados e conhecimentos valiosos.

A vida é movimento; se as dúvidas o estagnam e limitam, trabalhe para superá-las.

Afaste-se das pessoas, lugares e situações que não parecem mais adequados para você e vá em direção àqueles que são, apesar do medo, apesar da incerteza. Afinal, a pior coisa que pode acontecer é você melhorar o seu crescimento pessoal. Lembre-se sempre de que aprendemos com os erros, e não com as dúvidas.

*Por
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*Fonte: amenteemaravilhosa

Gente feliz não incomoda ninguém

Gente feliz não se incomoda com o sucesso alheio, com a roupa que fulana vai vestir, com a última postagem de ciclano na rede social, com as escolhas da Maria, com as desistências do João, com a felicidade de quem quer que seja. Gente feliz vibra por você, e não torce o nariz quando te vê crescer.

Outro dia, ao ser indagado sobre sua ex namorada, um amigo me respondeu: “torço pela felicidade dela. Gente feliz não enche o saco de ninguém”.

A frase e o contexto em que foi respondida me fisgaram. Pois é isso mesmo. Por mais difícil que tenha sido um término, ele pode se tornar ainda mais difícil e doloroso se uma das partes estiver profundamente infeliz.

Do mesmo modo, qualquer relacionamento pode se tornar tóxico ou insuportável se uma das partes for insegura, ter baixa autoestima ou estiver atravessando um período complicado.

É preciso entender que nem sempre o relacionamento é ruim; muitas vezes, o sentimento interno das pessoas envolvidas é que o tornam ruim.

Quantas vezes não estamos bem, e acabamos tendo uma percepção distorcida do mundo ao nosso redor? Quantas vezes nossa infelicidade ou insatisfação atinge a visão que temos das pessoas e das coisas, e acabamos filtrando de forma deturpada palavras e ações de quem está ao nosso lado?

É importante estarmos atentos às nossas próprias emoções, pois muitas vezes interferimos de forma negativa em nossos relacionamentos devido à dificuldade de lidarmos com nosso mundo interno.

Gente feliz não se incomoda com o sucesso alheio, com a roupa que fulana vai vestir, com a última postagem de ciclano na rede social, com as escolhas da Maria, com as desistências do João, com a felicidade de quem quer que seja. Gente feliz vibra por você, e não torce o nariz quando te vê crescer.

Quando meu filho era pequeno, qualquer lugar – por melhor que fosse – se tornava um péssimo lugar se ele não estivesse bem (com sono, fome ou qualquer outro incômodo). Porém, qualquer lugar – por pior que fosse – se tornava o melhor lugar se ele estivesse calmo e feliz. Assim era meu pequeno; assim somos nós.

A felicidade não é determinada pelo que acontece fora de você, e sim dentro.

Quantas vezes você experimentou começar um relacionamento com alguém por quem não tinha tanto interesse, e percebeu – automaticamente – a outra pessoa ficar completamente apaixonada por você? E, ao contrário, quantas vezes você afugentou alguém por estar completamente obcecada por essa pessoa?

A resposta para esse fenômeno está no peso de nossas emoções. Quando temos interesse, bate também o medo de perder, e com isso… perdemos.

É preciso cuidar mais de nós. Amparar nossos medos, soltar nossas inseguranças, resgatar nosso amor-próprio. Curar nossas feridas, ventilar nossas culpas, libertar nossos ressentimentos.

Entender que o mundo que temos à nossa disposição é o reflexo do nosso mundo interno, e se temos tanta necessidade de controlar a vida alheia, talvez seja o momento de nos perguntarmos: que emoções estão fragilizadas dentro de mim?

Quem carrega medo dentro de si, quer dividir o medo com você

Quem carrega tristeza dentro de si, quer dividir infelicidade com você

Quem carrega amargura dentro de si, quer fazer da vida do outro um inferno

Quem carrega amor dentro de si, quer dividir amor com o mundo

Quem carrega felicidade dentro de si, quer dividir otimismo e alegria com você

Quem tanto quer cuidar da vida do outro, é quem precisa cuidar mais de si.

GENTE FELIZ NÃO SE INCOMODA COM O SUCESSO ALHEIO. GENTE FELIZ VIBRA POR VOCÊ, E NÃO TORCE O NARIZ QUANDO TE VÊ CRESCER.

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*Fonte: seuamigoguru

Adoro conversar com pessoas inteligentes

Eu adoro conversar com pessoas inteligentes. Elas conseguem debater com elegância e argumentos.

Não se trata de diplomas na parede, mas de saber escutar e falar, de te enxergar, de saber ser.

A inteligência tem mais a ver com a maneira como você se coloca perante o outro do que com a quantidade de livros que você leu. A inteligência é elegante, sensível e, sobretudo, empata.

Digo isso porque, sem se colocar no lugar de outro, a pessoa não consegue adequar sua fala à escuta de quem está ali ao lado.

É preciso perceber as pessoas à sua volta, para que você possa ser ouvido, ouvir e estabelecer interação.

Quem age e fala somente de dentro para fora, sem se importar com ninguém, não será ouvido, não será levado em consideração. No máximo, essa pessoa apenas conseguirá machucar alguns, de maneira egoísta e desrespeitosa.

Pessoas inteligentes não se preocupam em convencer a qualquer preço, porque sabem que trocas são mais eficazes do que imposições.

Quando alguém nos escuta, temos a tendência a ouvi-lo também. Perceba que parecemos criar uma barreira quando o outro vem querer forçar que aceitemos o que ele quer, sem dar espaços a nossas falas.

A inteligência dialoga, interage, cria laços de mão dupla, em que as trocas são a base da relação estabelecida.

Por isso é que não costumo atrelar a inteligência tão somente a escolaridades, diplomas, conhecimento enciclopédico.

Conheço gente super bem informada, estudada, diplomada, que não consegue ouvir ninguém, apenas precisa de ego alimentado enquanto explana sozinha de seu pedestal.

Quem não consegue alcançar o maior número de pessoas e suas variedades não vai alcançar muita coisa. Pessoas inteligentes saem da bolha. E isso é necessário para a oxigenação constante de ideias.

NÃO TEM COMO NÃO GOSTAR DE QUEM NOS OLHA E NOS ENXERGA. DE QUEM NOS ENTENDE E NOS ESCUTA. DE QUEM NOS ACOLHE SEM JULGAMENTOS. DE QUEM PERCEBE NOSSA DOR.

Não tem como não valorizar quem usa seus saberes para ajudar e espalhar amor.

INTELIGÊNCIA É AMOR. SEJA QUEM ACOLHE, NÃO QUEM CONDENA.

O mundo precisa de sabedoria sem arrogância, de sensibilidade, de solidariedade. E isso a gente consegue com o exemplo de pessoas que são realmente inteligentes. Tão necessárias.

*Por Prof Marcel Camargo
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*Fonte: resilienciamag

Por que algumas pessoas mentem escancaradamente?

Por que algumas pessoas mentem escancaradamente?

Há mil e uma razões para mentir. Há quem diga “ mentiras brancas ” para “proteger” o outro de uma dura verdade e há quem minta para evitar as consequências de seu comportamento. Mas também há pessoas que mentem desnecessariamente, pelo menos aparentemente.

Falar com quem mente escancaradamente, muitas vezes, é como andar na areia movediça, porque nunca sabemos quando estão apontando fatos, ou quando estão criando para se beneficiarem de alguma maneira.

No entanto, entender por que uma pessoa está mentindo desnecessariamente é o primeiro passo para levar a conversa para o reino da verdade.

As 3 razões mais comuns pelas quais as pessoas mentem

A mentira patológica não é um fenômeno recente. No início do século 20, o psiquiatra William Healy escreveu sobre um jovem paciente:

“Ao longo de nosso relacionamento com Adolf, sabíamos que sua palavra não era confiável. Muitas vezes ele contou a seus amigos mentiras bastante desnecessárias, o que não fez nada além de afetar sua opinião sobre ele. Suas invenções repetidas não serviram a nenhum propósito comprovável”.

Mentir desnecessariamente ainda é um hábito relativamente difundido. Um estudo realizado na Universidade do Texas, por exemplo, revelou que mais de 91% das 251 pessoas entrevistadas indicaram conhecer um mentiroso patológico. Essas pessoas acreditavam que aproximadamente 49% das mentiras não tinham motivo ou razão aparente.

No entanto, é importante notar que nossa incapacidade de encontrar razões para uma mentira não significa necessariamente que o mentiroso não tenha “razões” para sua desonestidade.

O fato de não encontrarmos um sentido racional para a mentira não implica a ausência de motivações. Para entender por que uma pessoa mente “desnecessariamente”, é essencial se colocar no lugar dela.

1. Chame a atenção para se sentir importante

Todos nós precisamos de um certo grau de atenção, validação e aprovação social, mas algumas pessoas tentam satisfazer essas necessidades de maneiras não naturais, recorrendo a mentiras.

NA VERDADE, MENTIROSOS PATOLÓGICOS GERALMENTE MENTEM PARA CHAMAR ATENÇÃO.

Se não recebem a quantidade de atenção que desejam, muitas vezes recorrem ao exagero ou mesmo à fabricação para impressionar os outros.

Em muitos casos, essas pessoas são apresentadas como heróis das situações, aventureiros intrépidos ou mesmo como pobres vítimas. Para dar força ao seu caráter, costumam construir histórias que beiram o fantástico, mas temperam com detalhes mais convincentes para chamar a atenção e serem percebidos como mais importantes.

Geralmente são pessoas preocupadas em perder o respeito ou a admiração das pessoas ao seu redor. Na verdade, muitas das pessoas que mentem realmente só querem agradar, impressionar e/ou ser valorizadas positivamente. Em vez disso, eles se preocupam que dizer a verdade alienará ou desapontará os outros.

2. Reforçar a autoestima frágil

Décadas atrás, o psiquiatra Charles Ford argumentou que quando as pessoas experimentam uma necessidade excessiva de melhorar sua auto-estima, podem recorrer à mentira, chegando até a estados patológicos.

Na prática, embora todos ao seu redor achem que é uma questão inconsequente, o mentiroso está convencido de que é uma questão crítica. Ele tem uma visão distorcida, o que o leva a enfatizar determinadas situações para ganhar relevância aos olhos dos outros e aumentar artificialmente sua autoestima.

NA VERDADE, DESCOBRIU-SE QUE A MAIORIA DAS PESSOAS QUE MENTEM DESNECESSARIAMENTE MENTEM SOBRE SI MESMAS. ISSO INDICA QUE O CONTEÚDO DESSAS MENTIRAS É UMA FORMA DE REAFIRMAÇÃO PESSOAL, PARA ESCORAR UMA AUTOESTIMA FRÁGIL.

3. Confunda a mentira com a verdade

Na mente da pessoa que mente desnecessariamente, as fronteiras entre realidade e fantasia geralmente não são muito bem definidas. De fato, nossas memórias em um sentido geral geralmente não são muito confiáveis.

Nossa memória está sujeita à influência de muitos fatores, por isso não é incomum sofrermos de alguma forma de dismnésia ; isto é, que nossas memórias mudam ao longo do tempo, pois são reconstruídas cada vez que as recordamos.

Essas sutis distinções entre o que aconteceu e as reinterpretações que fazemos dos fatos podem levar uma pessoa a dizer coisas que não são verdadeiras, mas que em sua imaginação eram ou pelo menos gostariam que fossem.

ESSAS PESSOAS TENDEM A REMODELAR CONTINUAMENTE SEU PASSADO, ENTÃO SUAS VERSÕES DO QUE ACONTECEU ESTÃO MUDANDO CONSTANTEMENTE À MEDIDA QUE ADICIONAM DETALHES QUE NUNCA ACONTECERAM.

Às vezes, essa tendência pode se tornar tão intensa que quase parece que a pessoa recriou um mundo paralelo em sua cabeça, um passado mutável que se adapta às suas necessidades e crenças atuais.

Como lidar com uma pessoa que mente desnecessariamente?

Obviamente, lidar com uma pessoa que mente desnecessariamente – pelo menos do nosso ponto de vista – é muitas vezes frustrante. No entanto, vale a pena analisar seu comportamento a partir da teoria tripartite da desonestidade.

De acordo com essa teoria, as pessoas mentem quando esperam que essa mentira lhes traga algum valor, pensam que as chances de os outros perceberem são pequenas e assumem que os custos da mentira, tanto social quanto internamente em termos de culpa ou constrangimento, são baixos ou toleráveis.

Isso significa que, embora nos pareça que uma pessoa mente desnecessariamente, na realidade há uma razão que não podemos ver.

Portanto, se queremos entendê-la, devemos nos perguntar por que essa mentira é importante para ela, por que ela precisa ou o que quer ganhar.

As pessoas não costumam mentir desnecessariamente, o que acontece é que muitas vezes achamos suas razões absurdas.

Se quisermos estabelecer um relacionamento baseado na honestidade, em vez de apontar suas mentiras e fazê-los se sentir encurralados, podemos perguntar: Por que isso é importante para você?

Comunicar empatia pode ajudar essa pessoa a baixar suas defesas e entender que pode dizer a verdade porque não corre o risco de ser julgada ou rejeitada.

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*Fonte: seuamigoguru

Controlar os pensamentos ou deixá-los passar: o que é mais apropriado?

Quando os pensamentos negativos nos afetam, podemos tentar controlá-los ou simplesmente aceitá-los sem julgamento. Qual é a estratégia mais eficaz? Nós lhe diremos a seguir.

Os pensamentos formam nosso diálogo interno, deles depende como interpretamos a realidade e, portanto, como sentimos e agimos. Quando eles se tornam intrusivos, quando são desagradáveis ou nos causam desconforto, queremos apenas nos livrar deles. No entanto, pode surgir a pergunta: é melhor controlar os pensamentos ou deixá-los passar?

É natural que você não saiba qual caminho escolher, pois mesmo as perspectivas da própria psicologia, as recomendações oferecidas às vezes parecem contraditórias. Devo assumir o controle do que penso e sinto ou devo simplesmente deixar fluir? A verdade é que ambas as opções podem ser úteis e eficazes, tudo depende das circunstâncias.

Controlar os pensamentos: as técnicas cognitivas
A história da psicologia é longa e suas abordagens ao sofrimento mental vêm mudando. Portanto, podemos encontrar propostas muito diferentes.

O cognitivismo faz parte das chamadas “terapias de segunda geração” que surgiram por volta de 1970. A partir dessa abordagem, considera-se que os pensamentos desempenham um papel fundamental no bem-estar da pessoa, pois condicionam a forma como interpreta sua realidade e como responde a isso.

Para dar um exemplo, alguém que sofre de fobia social tem um medo enorme de ser julgado. Em situações sociais, seus pensamentos giram em torno de “estou fazendo papel de bobo”, “eles vão rir de mim”, “estão pensando que sou estranho ou inútil”. Como resultado desse discurso interno, surgem a ansiedade e o desconforto, mas também comportamentos evitativos.

Portanto, a proposta do cognitivismo é identificar esses pensamentos “errados”, analisá-los e trabalhá-los, para substituí-los por outros mais funcionais. Seguindo essa linha, surgem diversas técnicas, como:

Detenção do pensamento
A detenção do pensamento é uma técnica simples e amplamente utilizada para controlar pensamentos ruminativos. Ou seja, para aqueles momentos em que repassamos um assunto, sem poder parar e sem chegar a nenhuma conclusão. Consiste simplesmente em dizer com firmeza a palavra “basta” ou outra semelhante quando esses pensamentos aparecem ou entramos nesse ciclo mental.

A pessoa também pode esbofetear ou beliscar a si mesma enquanto diz a palavra, para tornar a interrupção do pensamento mais eficaz. Então ela deve se dedicar a uma atividade diferente.

A detenção do pensamento é uma técnica muito útil para interromper a ruminação.

Reestruturação cognitiva
A reestruturação cognitiva é uma das ferramentas mais utilizadas nas consultas de psicologia devido a sua grande eficácia. Consiste em identificar pensamentos irracionais ou desadaptativos, que causam desconforto à pessoa, para posteriormente questioná-los e substituí-los por outros mais adequados.

Em outras palavras, busca moldar o pensamento, eliminando ideias e crenças prejudiciais que estão mantendo o problema e aprendendo a interpretar o que está acontecendo de maneira mais flexível e adequada.

Distração
Esta é outra técnica muito simples. É usada para reduzir a ansiedade em crianças antes de procedimentos médicos, mas suas aplicações são múltiplas.

Nesse caso, o objetivo é desviar a atenção de pensamentos prejudiciais ou emoções desagradáveis, concentrando-a em outros aspectos externos. Por exemplo, descrever em detalhes um objeto à nossa frente ou iniciar um exercício mental, como contar de 100 a 0 de trás para frente.

O descrito acima são apenas alguns exemplos das muitas técnicas em que o objetivo é controlar os pensamentos. Ou seja, procuramos detê-los ao nosso capricho, livrar-nos deles ou trocá-los por outros. A realidade é que as técnicas cognitivas têm se mostrado muito eficazes no tratamento de vários distúrbios, mas não são a única abordagem disponível.

Deixar passar os pensamentos: as terapias de terceira geração
Uma nova abordagem surgiu por volta de 1990 com propostas como mindfulness ou terapia de aceitação e compromisso. Essa terceira onda de terapias busca mudar a forma como a pessoa percebe o problema, mas não a partir do controle, mas da observação e aceitação.

Ou seja, nesse caso não há julgamentos, os pensamentos não são avaliados como corretos ou incorretos, como desejáveis ou indesejáveis. Pela mesma razão, não há tentativa de eliminá-los ativamente ou substituí-los por outros. A proposta é simplesmente deixá-los ser, deixá-los passar e observá-los sem se identificar com eles.

O desconforto é aceito como uma realidade presente e não combatida, não se gera resistência. Isso funciona por vários motivos:

Ajuda a pessoa a permanecer no momento presente, sem dedicar recursos para alimentar medos futuros que ainda não ocorreram.
Ao deixar de lutar contra os pensamentos, a pessoa não se desgasta. Ao não julgar o que pensa, não se sente culpada. Não há mais necessidade de controlar o conteúdo da mente (que é tão difícil de controlar) e isso traz descanso.
Ao deixar os pensamentos serem, também os deixamos passar. Muitos problemas de ansiedade surgem quando a pessoa dá credibilidade às suas ideias negativas, fica viciada nelas e, portanto, as perpetua e as mantém. Se os deixarmos em paz, veremos que assim que chegam eles partem, e que não temos que tomá-los como nossos nem fazer nada a respeito.

Tomar distância de nossos pensamentos nos ajuda a diferenciar nossos medos e preocupações da realidade.


Controlar os pensamentos ou deixá-los passar: qual é a coisa certa a fazer?

Como você pode ver, são duas abordagens muito diferentes e aparentemente contraditórias. No entanto, elas podem se complementar para alcançar os melhores resultados, dependendo da pessoa e das circunstâncias específicas. Há momentos em que é possível identificar, analisar e controlar os pensamentos; mas outros onde não é.

Quando a mente parece fora de controle e qualquer tentativa de combater os pensamentos negativos é inútil, aceitá-los pode ser a melhor estratégia. Existem aspectos de nossas vidas que não podemos mudar e parar de lutar contra eles pode restaurar o bem-estar que perdemos.

Portanto, na prática clínica, ambas as abordagens podem coexistir. Para algumas pessoas, uma abordagem pode ser mais apropriada e para outras, uma diferente. De qualquer forma, a prática e a perseverança são essenciais para que qualquer uma dessas técnicas nos ajude a lidar com nossos pensamentos. Um profissional qualificado pode acompanhá-lo e ajudá-lo a escolher as opções que melhor se ajustem ao seu caso.

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*Fonte: amenteemaravilhosa