Razões para amar um animal com tanta intensidade

O famoso psiquiatra Sigmund Freud disse que as razões que nos levam a amar um animal com tanta intensidade são compreensíveis quando vemos que o amor delas é incondicional.

A relação que temos com nossos animais é libertada dos conflitos insuportáveis ​​da cultura. Freud estava certo quando disse que “os cães não têm a personalidade dividida, nem a crueldade do homem civilizado nem vingança deste último contra as restrições que a sociedade impõe.”

Ele corretamente disse que um cachorro contém a beleza de uma existência completa. E que um sentimento de afinidade íntima, de solidariedade indiscutível, existe muito claramente.

“As emoções simples e diretas de um cachorro, quando ele abana o rabo para expressar sua alegria ou latidos para mostrar seu descontentamento, são muito mais agradáveis. Os cães nos lembram dos heróis da história e talvez seja por isso que eles frequentemente recebem seus nomes. “

-Sigmund Freud-

O cachorro vive em média 12 anos … Por que é tão injusto?

O fato de um cão ou gato viver apenas 12 anos em média é incompreensível e injusto. Por quê? Porque perder a oportunidade de continuar a compartilhar a vida com uma pessoa de quatro patas é extremamente doloroso.

Quando amamos um animal, todo o tempo que passamos com ele não é suficiente. Porque quando estamos com ele, quando olhamos para ele com ternura e amor, percebemos que o tempo passa rápido demais.

Percebemos essa sensação de tempus fugit quando, a cada carícia, sentimos o coração do nosso animal agitar-se no nosso. No entanto, o contraste aparece quando, após cada olá e depois de cada momento compartilhado, entendemos que esse amor é infinito.

Suas superpotências, armas de bondade maciça

Pensamos, com ternura, que nossos queridos animais têm superpoderes. Isso nos faz amá-los muito. Quando fazemos uma lista mental de tudo o que nos surpreende em casa, não podemos deixar de sorrir.

Quando amamos um animal, muitas coisas nos surpreendem e nos amolecem. Sua capacidade de prever o futuro ou “sentir” quando vamos para casa . Sua empatia e capacidade de estar em sintonia com o nosso estado emocional. Sua habilidade em nos confortar e nos motivar …

É difícil deixar nossos animais sozinhos em casa. Seus olhos suplicantes nos enchem de dificuldade. Mas a alegria deles em nos ver nos inunda de felicidade.

Os animais são, sem dúvida, os melhores terapeutas possíveis para muitas pessoas. Sua nobreza e bondade não têm limites. Se não temos um animal para amar, parte da nossa alma está adormecida. Mas esta reservou um espaço para amar os animais. Para desfrutar de seu amor incondicional e suas lições.

A declaração “ninguém jamais amará você mais do que a si mesmo” perde seu significado. Porque os animais são verdadeiros mestres na arte do amor. Cada segundo gasto com eles é um presente. Amar um animal é uma das mais belas experiências. Aqueles que viveram sabem disso.

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*Fonte: pensacontemporaneo

13 maneiras de espantar a energia negativa da sua casa

Sabe aquele sentimento constante de desânimo e um clima pesado no ar? Veja algumas dicas para espantar a energia negativa do seu lar:

1. Abra as portas e janelas
Pode parecer óbvio, mas deixar o ar circular, mesmo que esteja frio lá fora, é o primeiro passo para mandar embora as energias ruins de dentro de casa.

2. Acenda um incenso
O hábito de queimar incensos faz parte de práticas espirituais e de rituais de meditação. Pode ajudar a melhorar a energia do ambiente e criar uma atmosfera mais calma e serena.

3. Livre-se das coisas quebradas
Manter móveis e objetos quebrados pode atrair e manter energias negativas em casa. Mesmo que tenha algum valor sentimental, está na hora de dar um jeito nessas peças: repare-as ou remova-as de casa.

4. Use spray de óleo de laranja
Aquele cheirinho cítrico da laranja remete a um dia ensolarado. O aroma é capaz de espantar a energia negativa do ambiente e melhorar o humor das pessoas. Dilua um pouco óleo de laranja na água e espalhe pela casa.

5. Arrume a bagunça
Em desordem, os objetos são capazes de reter energias que podem nos bloquear fisicamente, mentalmente, emocionalmente e espiritualmente.

6. Use cristais para manter a harmonia
Cada cristal tem uma função. O quartzo rosa, por exemplo, é capaz de facilitar na substituição das emoções e sentimentos negativos por positivos.

7. Pinte uma parede de amarelo
Pode parecer meio radical, mas a cor é capaz de neutralizar as energias ruins do ambiente. Além disso, o amarelo pode fazer com que o ambiente pareça maior.

8. Coloque sal nos cantos
Especialistas dizem que para absorver energias negativas, basta colocar um pouquinho de sal em cada canto de um ambiente e deixar por 48 horas. Depois disso, é só varrer e jogar no lixo.

9. Faça uma boa faxina
A dica é sempre que comprar ou alugar um imóvel novo, antes mesmo de começar a levar as mudanças, dedique um tempo para fazer uma boa faxina. Isso pode ajudar a remover qualquer tipo de energia do morador anterior.

10. Tente reduzir as pontas
Uma das indicações do Feng Shui são os móveis sem pontas. Além de serem mais seguros, caso alguém esbarre neles, a energia gerada pela ponta, que lembra uma flecha, não é aconchegante. A dica é investir em objetos de decoração, como luminárias e vasos redondos, para trazer mais energias positivas.

11. Invista em espelhos
Acredita-se que eles podem atrair ainda mais energias positivas e também ajudar a limpar a mente. Mas não se esqueça de optar pelos de pontas redondas.

12. Opte por cores neutras
Às vezes, cores escuras podem sobrecarregar quando tudo o que você precisa é de um ambiente relaxante.

13. Proteja as entradas
As portas e as janelas são entradas para as energias. Para manter essas áreas purificadas e protegidas, é recomendado limpar as maçanetas e janelas com a mistura de água, sal, vinagre branco e suco de limão.

*Marina Paschoal com Bruna Menegueço

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*Fonte: casa&jardim

É muito desagradável a pessoa jogar na nossa cara o que fez pela gente

A gratidão faz um bem enorme, tanto para quem a oferta, quanto para quem a recebe, isso é fato. Quando somos reconhecidos pelo que fizemos, a gente se sente super bem. Quando reconhecemos o que o outro fez por nós, também nos sentimos bem. No entanto, nada disso poderá ser forçado, carregado de cobranças, simplesmente porque nada do que tiver que acontecer por insistência tem muito valor.

Não precisamos ficar provando o nosso valor para os outros. Não merecemos ter que convencer as pessoas de que temos algo a oferecer, de que somos importantes para elas. O nosso coração tem que estar tranquilo e a nossa consciência tem que estar em paz. Se estivermos seguros em relação ao que somos, a aprovação alheia será irrelevante. Ajudemos e ofertemos o nosso melhor, sem esperar nada em troca, afinal, o bem que fizermos sempre ficará em nós também.

Caso a pessoa ajude esperando reconhecimento, muito provavelmente sofrerá e se decepcionará, afinal, nem todo mundo possui gratidão dentro de si. Nós geralmente nos decepcionamos porque esperamos que o outro faça por nós o que faríamos por ele, mas não é sempre assim. Algumas pessoas, inclusive, acham que temos a obrigação de ajudá-las, ou seja, ainda se voltarão contra nós na primeira oportunidade em que não pudermos ajudá-las.

E, caso fiquemos aguardando demonstrações explícitas de gratidão por parte das pessoas, iremos acumular muita mágoa dentro do peito. Então, uma ou outra hora, aquilo tudo que nos incomoda virá à tona, da pior forma possível, quando cobraremos reconhecimento por parte do outro, listando todas as vezes em que o ajudamos, acusando-o de ser ingrato e insensível. E provavelmente o faremos de uma maneira indelicada e ríspida.

É desanimador quando nada do que fazemos pela pessoa é reconhecido. Mas também é muito chato quando a pessoa joga na cara da gente algo que ela fez por nós e usa de chantagem emocional, para se sentir superior. Se a pessoa sempre age pensando no que receberá em troca, o problema é dela, as expectativas são dela. Ninguém tem a obrigação de corresponder às expectativas alheias. O natural é haver gratidão, mas sem cobranças. Continue fazendo o bem, afinal, ninguém perde por ajudar, perde quem acha que o mundo é seu empregado. Siga no bem, não tem erro.

*Por Marcel Camargo

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*Fonte: contioutra

Desde o tempo de Galileu, negação da ciência passou do campo religioso para o político, diz astrofísico

No dia 22 de junho de 1633, o astrônomo Galileu Galilei, considerado por muitos o criador do método científico, recebia sua sentença frente a um tribunal da Inquisição. Pela acusação de defender o modelo de Copérnico, em que a Terra girava em torno do Sol, Galileu foi considerado um herético, forçado a repudiar as ideias heliocêntricas e sentenciado a prisão domiciliar, além de ter sua obra Diálogo incluída no Índice de Livros Proibidos do Vaticano.

Pouco menos de 400 anos após esses acontecimentos, uma pesquisa do Instituto Datafolha realizada em julho de 2019 apontou que 7% dos brasileiros acreditam que a Terra seja plana. O número representa um movimento que ganhou impulso nos últimos anos, o dos chamados terraplanistas, que questionam o formato esférico do planeta, noção que já era consenso inclusive na época de Galileu.

Foi com o intuito de analisar o ressurgimento de movimentos de negação a resultados científicos como esse que o astrofísico romeno Mario Livio lançou no início de maio o livro Galileo and the Science Deniers (Galileu e os negacionistas da ciência, editora Simon & Schuster, a ser lançado em português pela editora Record), no qual faz uma nova leitura da vida e descobertas de Galileu e compara a resistência que enfrentou na época ao negacionismo existente hoje.

Uma das principais diferenças, segundo ele, é que a oposição à ciência deixou de ter cunho prioritariamente religioso.

“Quando falamos sobre a negação das mudanças climáticas hoje ou olhamos para algumas das respostas iniciais à pandemia do Covid-19, fica claro que essas ações são motivadas em grande parte por conservadorismo político”, afirma o autor à BBC News Brasil.

Livio é astrofísico, escritor e palestrante, membro da Associação Americana de Avanço da Ciência, e vive na cidade de Baltimore (EUA). Ele atuou por 24 anos como astrofísico no Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, centro instituído pela Nasa para operar o telescópio Hubble. Também é autor de livros como Por quê? O que nos torna curiosos (Editora Record, 2018) e A equação que ninguém conseguia resolver (Editora Record, 2008).

Confira os principais trechos da entrevista.

BBC News Brasil – Por que é importante neste momento lançarmos um novo olhar sobre a vida de Galileu?

Mario Livio – Em primeiro lugar, é sempre bom analisar a vida de Galileu porque ele era uma pessoa fascinante. Ele foi um dos maiores defensores da liberdade intelectual, uma luta que é sempre relevante. Mas, na verdade, claro que o mais importante de olharmos para esse período em particular é que hoje ainda vemos muito negacionismo em relação à ciência no mundo.

Acredito que isso também seja verdade para o Brasil, pelo pouco que sei sobre a situação política que vocês estão atravessando.

A luta de Galileu foi contra a negação da ciência. Portanto, é importante entender, antes de tudo, que esse não é um fenômeno recente e analisar as semelhanças e diferenças entre a negação da ciência que existia no tempo de Galileu e a que existe no nosso tempo atual.

BBC News Brasil – O que podemos aprender sobre a luta de Galileu que pode ser aplicado à nossa realidade?

Livio – As motivações para se rejeitar as descobertas da ciência no tempo de Galileu e hoje são diferentes. No tempo de Galileu, o principal problema costuma ser descrito como um enfrentamento entre ciência e religião. Isso não é verdade, e ele mesmo nunca enxergou o conflito dessa forma.

Galileu era uma pessoa religiosa. O conflito que ocorria na realidade era entre a ciência e as interpretações literais da Bíblia feitas pela Igreja Católica. Era contra isso que ele lutava. O argumento de Galileu era de que a Bíblia não tinha sido escrita como um livro científico, e sim buscando a nossa salvação. Consequentemente, foi escrita em uma linguagem que possa ser compreendida por pessoas comuns.

Ele apontava que mesmo os planetas não eram nomeados na Bíblia e que a maior parte do conteúdo do livro era dito em metáforas, não deveria ser considerada de forma literal. Ele insistia que a Bíblia não continha erros. O erro era nosso de interpretar de maneira literal.

Quando olhamos para os negacionistas da ciência hoje, vemos que as motivações são diferentes. Quero dizer, existem casos que são parecidos. Por exemplo, há nos Estados Unidos pessoas que insistem em ensinar o criacionismo na escola junto com a teoria da evolução de Darwin. Essas pessoas também são motivadas pela religião.

Porém, quando falamos sobre a negação das mudanças climáticas hoje ou olhamos para algumas das respostas iniciais à pandemia do covid-19, fica claro que essas ações são motivadas em grande parte por conservadorismo político. Estamos em um ano de eleição presidencial nos EUA e existe uma vontade de se satisfazer os apoiadores.

Então as motivações são diferentes, mas o efeito é o mesmo, porque significa que a ciência está sendo posta de lado e os conselhos gerados com base científica não estão sendo levados a sério.

BBC News Brasil – Em 1992, o papa João Paulo 2o finalmente reconheceu que a Igreja Católica errou ao condenar Galileu. Mesmo com um certo atraso, e considerando essas diferenças que o senhor acaba de apontar, isso indica que a religião está deixando de ser a principal força antagonista da ciência e esse papel está passando hoje definitivamente para o campo da política?

Livio – Sim, você está absolutamente certo. Recentemente, o papa Francisco declarou que nem o Big Bang nem a teoria da evolução de Darwin estão em conflito com a fé. Então acho que a Igreja Católica é muito menos negacionista hoje do que era antigamente.

Mesmo aquelas pessoas que, por causa da religião, querem ensinar o criacionismo nas aulas de ciência vão contra as declarações do próprio papa. A motivação religiosa do lado da Igreja é muito menos pronunciada hoje, e é muito mais por causa do conservadorismo político que vemos esse negacionismo.

BBC News Brasil – Por que é importante para líderes populistas como Trump e Bolsonaro confrontar a ciência e disseminar a desinformação dessa maneira?

Livio – Olha, eu gostaria muito de saber a resposta para essa pergunta. Trump quer ser reeleito e claramente tenta agradar sua base eleitoral. Imagino que ele acredite fortemente que seus seguidores compartilham visões semelhantes a essas. Ele também tem levado em consideração questões financeiras e de negócios acima de qualquer tipo de dilema moral ou mesmo, até certo ponto, da preservação de vidas humanas.

Eu não estou totalmente familiarizado com a evolução da covid-19 no Brasil, mas sei que vocês estão enfrentando graves problemas. Nos EUA, a resposta inicial do governo foi dizer: ‘Ah, estamos só com 15 casos agora e logo isso cairá zero. Não precisamos mudar muita coisa, estamos fazendo um bom trabalho’.

Claro que esse pensamento era completamente falso. Sabemos agora, de acordo com modelos matemáticos sérios, que se a resposta inicial tivesse sido mais rápida e clara, muitas vidas teriam sido salvas.

Neste momento, já tivemos no país uma resposta mais robusta para a pandemia, mas agora corremos o risco de uma reabertura apressada da economia. Não acredito que isso seja somente motivado pela necessidade de ajudar os trabalhadores americanos. Enquanto as pessoas não estiverem seguras o suficiente para retomar suas atividades, não importa muito se os negócios estarão abertos ou não. A população precisa se sentir segura para que isso dê certo.

O governo americano emitiu regras segundo as quais os negócios devem reabrir, mas ele não seguiu as próprias diretrizes. Quase 20 Estados começaram a reabrir num momento em que o número de casos estava crescendo constantemente ao longo de duas semanas inteiras.

Então a reeleição e os interesses das grandes corporações parecem ser mais importantes para essa administração do que seguir os conselhos ditados pela ciência, e acredito que algo parecido esteja acontecendo no Brasil neste momento.

BBC News Brasil – O negacionismo é maior hoje em dia do que era algumas décadas atrás?

Livio – Não acredito que esse número tenha aumentado. Uma pesquisa recente do Instituto Gallup mostrou que pouco mais de 30% dos americanos acreditam que os seres humanos foram criados há menos de dez mil anos. Esse dado ainda é incrivelmente alarmante, mas, por outro lado, essa porcentagem está em seu nível mais baixo da história. Então, não temos mais pessoas acreditando nisso do que antes e não acredito que existam mais negacionistas hoje do que em gerações anteriores.

O que acontece, porém, é que os negacionistas atualmente têm muito mais visibilidade. Estão, por exemplo, dentro do governo americano em um número muito maior do que em administrações anteriores. Espero que isso seja apenas uma moda passageira. Quero dizer, que isso seja menos uma ideologia de fato do que uma posição tomada puramente por conveniência política.

BBC News Brasil – Por se tratar de questões de saúde, esse negacionismo hoje acaba tendo um impacto muito mais forte do que na época de Galileu?

Livio – No tempo de Galileu, um dos principais conflitos entre ciência e religião envolvia o sistema de Copérnico, que dizia que todos os planetas, incluindo a Terra, giravam em torno do Sol, em oposição ao de Aristóteles, um sistema em que tudo girava em torno da Terra. A Terra como centro parecia melhor para a ortodoxia católica porque o ser humano estaria no centro da criação divina, numa visão antropocêntrica do universo.

Eu não sou epidemiologista nem médico. Sou astrofísico, então não finjo entender bem a ciência de uma pandemia. Mas, como cientista, sei analisar números. Acredito muito nos números.

Compare o caso dos EUA com o da Coreia do Sul, por exemplo. Olhei os números dos dois países até o dia 14 de maio. A Coreia do Sul tem uma população de 52 milhões de pessoas. Lá, eles tinham uma média de cinco mortes por milhão de habitantes até essa data. Nos EUA, que têm uma população de 322 milhões, a média nessa mesma data era de 264 por milhão.

Por que isso? O que os epidemiologistas me dizem é que desde o começo da pandemia na Coreia houve uma insistência para a criação de medidas de controle de contato físico e de isolamento de casos comprovados da doença, com rastreamento dos infectados. Por isso eles conseguiram controlar. Os EUA não fizeram praticamente nada até o início de março, então muito tempo foi perdido.

Isso é muito perturbador. No tempo de Galileu, claro que houve grandes consequências pessoais para ele devido aos que negavam suas descobertas. Ele ficou em prisão domiciliar durante oito anos e meio e seus livros foram proibidos. Hoje, no entanto, estamos falando de muitas vidas humanas.

É inacreditável que existam pessoas que arrisquem a vida de seus filhos por rejeitarem a aplicação de vacinas. Mesmo considerando a questão das mudanças climáticas, é uma coisa que afeta o futuro da vida na Terra. A vida não vai ser extinta por isso, mas um país como Bangladesh ou mesmo o estado da Flórida podem ficar debaixo d’água.

Nunca foi uma boa ideia apostar contra a ciência. Mas quando vidas humanas e o próprio futuro do planeta estão em jogo, essa aposta fica ainda mais injusta. Essa é uma lição importante que podemos aprender com o caso de Galileu.

BBC News Brasil – Galileu era uma figura complexa. Ele não era apenas versado em ciências, mas também se interessava por artes e era bastante religioso. Para alguns historiadores, a defesa de suas descobertas científicas era inclusive uma tentiva de ajudar a Igreja, impedindo que cometessem um erro ao interpretar a Bíblia de forma literal. Quanto de verdade há nisso?

Livio – Acredito que isso seja verdade. No livro Galileo and the Science Deniers, aponto que Galileu era uma pessoa complexa. Nem sempre era a pessoa mais agradável. Era muito solidário com os membros de sua própria família, mas podia ser bem cruel com os que discordassem dele.

Ele era um homem do Renascimento. Tinha grande interesse por música e era um ótimo tocador de alaúde. Sabia de cor passagens inteiras da obra de Dante, Ariosto e Tasso, e escreveu um ensaio sobre a poesia italiana. Também tinha muitos amigos pintores, como Artemisia Gentileschi.

Não podemos ser ingênuos, Galileu lutou primariamente por aquilo em que acreditava. Ele era muito honesto e acreditava estar o tempo todo certo, e que os outros estavam errados. Mas é verdade também que, ao assumir essa luta, ele pensou estar impedindo a Igreja de cometer um erro grave.

Ele tinha medo de que, se as pessoas interpretassem literamente a Bíblia, acreditariam, por exemplo, que o Sol em determinado momento parou sobre a cidade de Gibeão, como diz o livro de Josué. Como depois seria provado que é a Terra que gira em torno do Sol, as pessoas passariam a crer que havia erros na Bíblia. Galileu queria impedir que isso ocorresse apontando que a Bíblia não deveria ser lida de forma literal. Numa frase que ficou famosa, ele também disse não acreditar que o mesmo Deus que nos deu os sentidos, inteligência e raciocínio fosse nos proibir de usá-los.

BBC News Brasil – Em um dos últimos capítulos do livro, o senhor faz uma comparação entre as visões de Galileu e Einstein sobre religião. Pode falar sobre isso?

Livio – As posições de Galileu e Einstein sobre religião eram bastante diferentes. Galileu era religioso, mas sabia que a Bíblia não era um livro científico. Para ele, a religião tinha mais a ver com comportamento moral e ético.

Einstein, por outro lado, acreditava no Deus de Spinoza. Ele admirava e reverenciava a existência do Universo e das leis que o regiam. Essa era a sua religiosidade. Ele não acreditava em um Deus que interferia nos acontecimentos mundanos e recompensava ou castigava de acordo com o comportamento humano. Então, de certa forma, eles enxergavam a religião de formas opostas.

BBC News Brasil – No livro, o senhor menciona a importância da invenção da imprensa para a disseminação de descobertas científicas e, em determinado ponto, a compara à criação das mídias sociais. É irônico que hoje elas sejam usadas para informação e também para desinformação por meio de fake news?

Livio – Na realidade, não é muito diferente do que aconteceu com a invenção da imprensa. Se é verdade que a imprensa ajudou a difundir livros de ciência, literatura e poesia, mesmo naquela época as pessoas já imprimiam muitas obras que promoviam a desinformação. Claro que não tinham um alcance tão grande quanto a internet hoje, mas a semelhança existia.

A diferença é que, como a internet é tão acessível para todo mundo, essas teorias da conspiração acabam alimentando muito mais os negacionistas. Foi o que aconteceu, por exemplo, com histórias como a de que o coronavírus foi fabricado em um laboratório na China. Uma vez que a história foi divulgada, muitos começaram a repeti-la. O problema é que muito poucos acompanham quando a verdade sobre aquilo é revelada.

O mesmo aconteceu no caso das vacinas. Espalhou-se em certo ponto uma pesquisa científica errada que transmitia a ideia de que certas vacinas podiam causar autismo. Mais tarde, houve a admissão desse erro. Mas, como isso só aconteceu muito tempo depois, ainda há muitas pessoas que acreditam nisso até hoje.

É lamentável, mas não sei exatamente o que se pode fazer. As redes sociais criaram mecanismos para excluir conteúdo de ódio, mas é virtualmente impossível apagar tudo.

BBC News Brasil – Mesmo no tempo de Galileu, já era estabelecida a noção de que a Terra é redonda. No momento, temos um grupo de pessoas que acreditam que ela seja plana, os chamados terraplanistas. Isso representa um passo para trás?

Livio – Isso é algo quase inacreditável. Temos imagens da Terra vista do espaço. Do topo do monte Everest, é possível inclusive enxergar a curvatura da Terra. Então esse é um fenômeno que eu nem sei exatamente como descrever. Acredito que tenha a ver com pessoas querendo se sentir especiais, porque não consigo enxergar uma razão clara para existirem terraplanistas hoje em dia. Por sorte, eles não representam um grupo muito grande, mas um só que acredite nisso talvez seja gente demais.

BBC News Brasil – Para Galileu, era muito importante que toda descoberta científica fosse baseada em evidências. O negacionismo vem de uma falta de compreensão das evidências conseguidas pela ciência, que ainda hoje é distante do dia a dia da população em geral?

Livio – Acredito que o papel da ciência, em grande parte, é também fazer com que as descobertas e o conhecimento científico sejam conhecidos pelo público. Galileu era extremamente bom nisso. Ele escreveu a maioria de seus livros em italiano em vez de latim para que pessoas comuns fossem capazes de lê-los. Ele também enviou telescópios para toda a Europa, com instruções de uso, para que as pessoas pudessem ver com seus próprios olhos aquilo sobre o que ele escrevia.

Claro que há alguns ramos da ciência hoje que podem ser complexos demais e requerem um conhecimento muito detalhado de matemática, mas os conceitos gerais poderiam ser aprendidos por todos. Acredito que os telescópios espaciais, como o Hubble, fizeram um ótimo trabalho em criar imagens incríveis que todos podem apreciar mesmo sem entender completamente a ciência por trás delas.

BBC News Brasil – Essa é uma forma eficaz de lutar contra o negacionismo, explicar com mais afinco conceitos básicos para o público geral, eliminando muitas dessas ideias erradas?

Livio – Sim, e tem sido essa a minha intenção. Até o momento publiquei sete livros com apelo popular sobre ciência, todos voltados para pessoas comuns, que não são versadas em ciências.

BBC News Brasil – Esse problema tem ligação com um ponto que o senhor discute no livro, a respeito da separação entre as ciências e disciplinas de humanidades?

Livio – Sim, essa é uma separação que existe até hoje entre esses dois tópicos. Isso foi apontado pelo químico e escritor C. P. Snow em uma palestra e em seu livro Duas Culturas.

Segundo Snow, um grupo de literatos na Inglaterra, a partir da década de 1930, começou a denominar seus membros de intelectuais, ao mesmo tempo em que excluíam os cientistas desse grupo. Eles não perceberam que, enquanto reclamavam que cientistas não eram familiarizados com trabalhos da área de humanidades, eles mesmos desconheciam completamente o teor de trabalhos científicos.

Uma das coisas que tento fazer ao escrever livros de apelo popular é tentar reduzir um pouco essa distância entre as duas áreas de conhecimento. Galileu não teve esse problema, ele era um cientista e um humanista. Muitas pessoas do Renascimento, como Leonardo da Vinci, também eram assim.

Hoje acredito que esse fenômeno represente uma falha no sistema educacional, porque esse é o lugar onde deveríamos aprender que tanto as humanidades quanto as ciências fazem parte de uma única cultura humana. É preciso que todos conheçam ao menos o básico de ambas para que não continuemos vendo pessoas defendendo absurdos como a Terra plana.

Ao mesmo tempo em que todo mundo deve aprender sobre os trabalhos de Shakespeare, de poetas e artistas como Van Gogh, as pessoas também precisam entender as ciências, conhecer as leis da natureza às quais todo o universo deve obedecer. E, mais do que isso, entender a importância da ciência em nossas vidas. Para se ter uma ideia desse impacto da ciência, basta ver que a expectativa de vida na época de Galileu era aproximadamente a metade do que é hoje.

BBC News Brasil – Alguns defendem que colocar em dúvida conceitos científicos é uma questão de opinião, um exercício de liberdade de pensamento. O que o senhor responderia a isso?

Livio – Para ser honesto, acredito que seja um argumento bobo. Todos têm direito às suas opiniões, claro, mas não têm o direito de negar fatos comprovados. Isso é ingenuidade, não um exercício de liberdade de pensamento nem de expressão. Se você disser hoje que a Terra não gira em torno do Sol, isso não é liberdade de pensamento, já que é um fato que a Terra gira em torno do Sol.

A famosa filósofa Hannah Arendt escreveu um livro sobre as origens do totalitarismo. Nele, ela diz que o principal objetivo do totalitarismo não é convencer nazistas ou comunistas, mas sim aquelas pessoas para quem a distinção entre fato e ficção, verdade ou mentira, já não existe mais.

É uma afirmação muito poderosa, que fala sobre a importância dos fatos, aos quais só se chega por meio de uma observação experimental cuidadosa e paciente, analisando depois as informações conseguidas. Essa é a única maneira.

Hoje estamos vivendo algo que pode ser chamado de morte dos fatos, o que considero extremamente perigoso. Basicamente, a mensagem que nos chega de Galileu é: acredite na ciência. Acho que essa mensagem pode ser interessante também para o Brasil nas circunstâncias atuais.

*Por Leonardo Neiva

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*Fonte: bbc-brasil

Prefeito doa todo o seu salário há 5 anos para instituições de caridade

Existem prefeitos e PREFEITOS!

Este PREFEITO resolveu cumprir uma de suas promessas de campanha, a qual disse que: se fosse eleito destinaria todo o seu salário para as instituições de caridade de Veneza, Itália.

O nome dele é Luigi Brugnaro, prefeito de Veneza, Itália. Quando foi eleito fez a promessa, e desde que tomou posse da prefeitura em 2015 começou a doar todo o seu salário, até hoje, já doou cerca de 433 mil euros ( cerca de R$ 2.6 milhões de reais)- estes salários foram para um fundo de solidariedade social.

“Prometi na campanha eleitoral. O dinheiro é destinado a um fundo restrito para pessoas em dificuldade que moram na região”, afirmou Luigi.

O dinheiro tem sido distribuído entre 60 projetos sociais que apoiam vários bairros da cidade e para 150 associações que ajudam as pessoas na região.

“Anunciei na campanha eleitoral e agora mantenho essa promessa. Trabalhei de 15 a16 horas por dia, mas sempre disse que não receberia um euro de dinheiro público. A única coisa que recebo do município é um café”, revelou o prefeito.

Novos doadores

Luigi Brugnaro tomou outra atitude, resolveu doar a contribuição que recebe por ser vice-presidente da Bienal de Veneza.

E numa campanha do bem, pediu para que seus colegas políticos seguissem o seu exemplo. E assim começaram a surgir outros políticos que doavam seus salários também.

Um grupo de vereadores resolveu doar seus salários para ajudar as instituições de caridade.

Outro vereador, Paolo Pellegrini, disse que vai contribuir com 62 mil euros, assim, o valor que será enviado ao fundo aumentará para 475 mil euros.

“Tenho orgulho de saber que o dinheiro será destinado a projetos de um fundo público, dos quais não participei, que ajudarão pessoas necessitadas e associações voluntárias envolvidas na área”, festejou o prefeito Luigi Brugnaro.

*Por JCS

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*Fonte: sensivelmente

O que sonhos eróticos realmente significam, segundo sexólogas

Não sei você, mas quando acordo, raramente lembro meus sonhos eróticos. É uma pena, porque meus parceiros de cama já disseram que costumo gemer e me contorcer dormindo. Falando cientificamente, geralmente temos sonhos eróticos durante o sono REM, a fase do sono ligado a sonhos vívidos – quando o fluxo sanguíneo aumenta nos genitais, o que provoca o tesão.

De muitas maneiras, sonhos ainda são um mistério. Não lembramos muito deles porque nosso cérebro não quer confundi-los com a realidade. Segundo a psicóloga e sexóloga Laura Duranti, a qualidade e conteúdo dos sonhos eróticos depende de quem você é e sua relação com a própria sexualidade. Duranti explicou que nosso cérebro não se separa completamente da realidade durante o sono, mas “integra estímulos internos que recebe”, como a temperatura, o quarto em que você está dormindo ou o que (ou quem) você está tocando.

A posição durante o sono também é importante. “Alguns estudos, como o de Calvin Kai-Ching Yu da Hong Kong Shue Yan University, sugere que dormir de barriga pra baixo encoraja sonhos eróticos”, disse Duranti. Dormir de barriga pra baixo restringe a respiração e coloca pressão nos genitais, basicamente lembrando ao cérebro as sensações durante o sexo.

Quando são intensos o suficiente, esses sonhos podem fazer algumas pessoas gozarem. Algumas mulheres relatam que não conseguem atingir o orgasmo na vida real, mas o experimentam (ou algo similar) em seus sonhos. “Elas podem ser fisicamente capazes de gozar, mas não encontram o estímulo que precisam na vida real, seja com masturbação ou de outra pessoa”, disse Duranti.

A psicóloga e sexóloga Marilena Iasevoli disse que sexo é “uma liberação de energia” tanto no mundo dos sonhos como na realidade. “Nos sonhos é mais fácil se livrar de inibições, e abordar suas necessidades e desejos sem o monitoramento do corpo ou pensamentos – ou do parceiro”, ela disse. Segundo Duranti, isso é especialmente verdade quando nossos sonhos são sobre fantasias que não podemos realizar na vida real – estando num relacionamento ou não.

“Sexo pode ser um jeito de relaxar, e pode compensar ou até reparar assuntos inacabados com um parceiro, um ex ou uma pessoa fora do casal”, disse Iasevoli. Mas também podemos ter sonhos eróticos com pessoas por quem não sentimos atração na vida real. É tentador acreditar que nossos sonhos sempre revelam desejos subconscientes que não estamos prontos pra aceitar, mas é mais provável ser uma questão não resolvida com alguém. Se recentemente você sonhou que estava transando com um amigo querido, alguém de quem você não gosta ou por quem não sentiria atração normalmente, “o sonho também pode representar um laço forte que você tem com essa pessoa, um talento que inveja nela, ou um lado feminino ou masculino dela de que você gostaria de se apropriar”, explicou Iasevoli.

Mas nossos sonhos nem sempre são tão desinibidos quanto gostaríamos. Duranti diz que inseguranças também podem surgir nos sonhos, especialmente pra quem experimenta um profundo bloqueio emocional com sua sexualidade, tem medo de perder poder ou de se soltar. As duas especialistas concordam que o único jeito de viver completamente suas fantasias é descobrir o que está causando o bloqueio na vida real.

É importante lembrar que sonhos eróticos nem sempre são uma expressão dos nossos desejos mais profundos e sombrios. Muitas vezes, é simplesmente o cérebro tentando tirar sentido do que experimentamos naquele dia. Filmes, personagens de um livro ou até músicas que evocam fantasias sexuais enquanto você dorme. Então, dá próxima vez que você sonhar que está se pegando com um alienígena sensual – deixa rolar. Pode não significar nada.

*Tradução do inglês por Marina Schnoor

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*Fonte: vice

Nós estamos cansados

Cobranças demasiadas, expectativas não alinhadas, vergonha de se mostrar vulnerável: o que está te distanciando do próprio eixo? Buscar essa resposta a partir de um mergulho profundo em si mesmo é um caminho para lidar com o estresse que tomou conta dos nossos dias

“Mais um dia, menos um dia”. Esse foi o lema que adotei como meu nas primeiras semanas de quarentena. A cada fim de tarde, imaginava que estava a menos um anoitecer de reencontrar as pessoas que amo e retomar a rotina que levava antes de tudo isso acontecer. Não que ela fosse perfeita, porque a gente sempre está aparando as arestas e isso é reflexo da nossa evolução. Mas, no geral, estava satisfeita.

Acontece que, depois de tanto tempo (já são mais de quatro meses sem sair de casa), percebi que colocar todo o meu foco no momento em que, finalmente, poderíamos nos dizer livres de pandemia não estava me deixando mais calma. Pelo contrário. Essa talvez tenha sido uma estratégia (ou uma fuga?) inconsciente para não precisar me debruçar sobre os meus próprios incômodos. Logo me percebi acumulando: trabalho, expectativas, emoções, frustrações. Não queria deixar a peteca cair, mas, depois, entendi que não é sobre mantê-la sempre no ar. É mais sobre reconhecer que, se eu canalizar toda a minha energia para cuidar da peteca, quem terminará no chão será eu mesma.

As causas também estão dentro da gente

Então, minha sugestão é que a gente busque identificar o porquê de tantos acúmulos. Será que são só as muitas demandas externas as responsáveis por isso? Refletindo sobre o trabalho, por exemplo, me deparei com um trecho de O caminho do artista (Sextante). Nele, a autora Julia Cameron diz que “embora já tenha sido reconhecida como um vício, a obsessão por trabalho ainda recebe certo apoio em nossa sociedade. A verdade é que frequentemente estamos trabalhando para evitar a nós mesmos, nossos cônjuges, nossos verdadeiros sentimentos”.

O livro foi publicado pela primeira vez em 1992, há quase três décadas, mas segue fazendo muito sentido. Sim, a sobrecarga existe e muitas empresas ainda estão descobrindo como se adaptar ao trabalho remoto, mas nós também temos a nossa parcela de responsabilidade ao não saber frear as demandas e limitar nossos espaços. E, talvez, essa dificuldade esteja justamente no fato de que, ao passar horas em frente ao computador, não precisamos ouvir os barulhos que moram dentro da gente ou desatar um nó que vai exigir boas doses de paciência e resiliência.

Muitas dicas são válidas para melhorar a nova relação com o ofício que desempenhamos: buscar um lugar confortável que não seja nossa cama, trocar de roupa ao acordar, fazer pequenas pausas ao longo do dia, cuidar da postura corporal, alimentar-se bem, exercitar-se na medida do possível, beber bastante água, meditar. Mas penso que, além de todas essas alterações práticas, a gente precisa alinhar outras questões um tanto mais subjetivas.

O problema pode estar na cobrança desmedida

O desequilíbrio não é só de atividades e tarefas, é também interno e, especialmente, hormonal. Quando algo não vai bem, o corpo percebe e responde. O estresse, por exemplo, que altera os níveis de cortisol e adrenalina, é uma resposta do nosso organismo à combinação das características do ambiente externo com as particularidades de cada um. É por isso que, mesmo que as condições sejam as mesmas, pessoas reagem de formas distintas aos acontecimentos.

Pode ser que você conheça alguém que esteja lidando muito bem com tudo isso – o que te deixa ainda mais aborrecido. Mas sentir muito não é sinal de fraqueza. Se suas emoções estão mais descompensadas e você está com dificuldade de equilibrar os pratinhos, não significa que não sabe reagir bem às dificuldades que surgem pelo caminho. Quem me explicou isso foi a psiquiatra Andressa Covolan. Ela me disse que o principal é a gente ir com calma.

“Costumo fazer uma analogia com meus pacientes. Em tempos pré-pandemia, quando colocávamos o celular para carregar, assim que o tirávamos da tomada, ele estava com a bateria cheia. Agora, ao tirarmos, por mais que tenha ficado um bom tempo ligado à fonte de energia, ele não ultrapassa os 60% da carga”, afirma a psiquiatra. “O mesmo acontece com o nosso corpo. É difícil restabelecer a mesma energia que tínhamos quando não precisávamos lidar com o que estamos enfrentando agora”, completa. Tem gente que consegue seguir sem muitas adaptações com essa carga reduzida, mas outros precisam de um pouco mais de tempo até se reajustarem.

Tempo de assimilação

De fato, nós sempre estamos suscetíveis a problemas e imprevistos – e os obstáculos fazem parte da vida de todo mundo. Mas é preciso entender que essa é a primeira vez que nossa geração vivencia algo dessa proporção. Não é um problema exclusivamente meu, seu ou dos nossos vizinhos. É de todos nós. E estamos, de alguma forma, reaprendendo a viver. Seja por concentrar todas as tarefas dentro de um mesmo ambiente, seja pelos novos cuidados de higiene, seja por precisar andar acompanhado de um novo acessório no rosto, seja pela ausência dos beijos e abraços, seja por ver nossos planos frustrados, seja por ter que se despedir de pessoas queridas… Tantas adaptações assim pedem um tempo de assimilação – e, vale lembrar, essa medida não é universal. Cada um encontrará a sua.

O que você espera fazer é possível de ser feito?

Outro ponto importante, me conta Andressa, é alinhar as expectativas. Por uma autocrítica exacerbada ou pelo excesso de comparação com a vida alheia, tentarmos ser bons em tudo e, frequentemente, não aceitamos menos do que o ideal de perfeição que preestabelecemos. Sabe aquela história do oito ou oitenta? Pois é. Assim, ao percebermos que o resultado final está distante do que esperávamos, ficamos frustrados e estressados.

Aqui, o segredo está em definir pequenas metas possíveis. Por exemplo, se você quer passar menos tempo conectado às redes sociais, uma mudança brusca pode não ser o melhor caminho. Se você passa cinco horas por dia com o celular na mão, experimente ficar quatro amanhã, três semana que vem, até chegar ao que considera ideal para você.

O mesmo vale se seu desejo é ter uma alimentação mais saudável. Comece fazendo alterações no cardápio de uma das refeições, como o almoço. Não adianta querer que, do dia para a noite, os preparos industrializados do freezer deem lugar aos orgânicos e frescos. Vá fazendo trocas graduais até que as novas práticas se tornem hábitos e estejam incorporados na rotina. Assim, fica mais fácil ser fiel a eles e não colocar tudo a perder na mesma rapidez com quem optou pela transformação.

Lembra-se da nossa conversa sobre trabalho? Aqui também é essencial que a gente redefina o conceito de produtividade. O canadense Chris Bailey, autor de Hiperfoco: Como Trabalhar Menos e Render Mais (Benvirá), afirma que ser produtivo é cumprir o que você se propôs a fazer – e não fazer tudo. Por vezes, a gente assume tarefas que não são nossas por um desejo inconsciente de dar conta de todas as demandas e, assim, mostrar valor. “A gente já faz coisas demais. Temos que aprender a ficar sem produzir nada”, reitera ele.

Seja vulnerável

Por fim, Andressa recomenda que a gente assuma a vulnerabilidade que nos habita. Não daremos conta de tudo, nem sempre acertaremos, deixaremos a desejar em alguns momentos. “É importante falarmos sobre isso com outras pessoas”, diz a médica. “Dá medo, vergonha, mas compartilhar as fraquezas é uma forma de nos fortalecermos, porque reconhecemos que há mais gente enfrentando as mesmas questões”, reconhece. Gosto muito de Super-herói de verdade, poema de Allan Dias Castro. Ele começa dizendo “as pessoas mais fortes não são as que fazem mais força para esconder suas fraquezas. São as que encontram na vulnerabilidade a sua maior defesa”. Está aí: assumir essa nossa condição é um caminho para reduzir a pressão que colocamos sobre nós mesmos.

Allan ainda convida: “vamos trocar essa cobrança de que a gente tem que ser forte o tempo inteiro e não engolir desaforo pelo superpoder de ser feliz de quem não engole o choro. Pra que a gente possa botar para fora tudo, tudo de bom que está aqui dentro, vem dessa leveza a força que é preciso. Ai, de vez em quando, sai até um sorriso”. Desejo que saiam muitos sorrisos de você.

*Por Nara Siqueira

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*Fonte: vidasimples

Você nunca vai agradar a todos. Aprenda a não ligar para isso

A verdadeira liberdade pode residir em conseguir ser feliz sem precisar da aprovação alheia

UM DOS LIVROS mais populares dos últimos anos no Japão reúne as conversas entre um jovem insatisfeito e um filósofo que lhe ensina, entre outras questões, a arte de não agradar aos outros. É um tema sensível numa cultura tão complacente como a nipônica, mas este compêndio de conversações entrou também nas listas de mais vendidos dos Estados Unidos, e no Brasil foi publicado como A Coragem de Não Agradar (Sextante).

O mestre é Ichiro Kishimi, especialista em filosofia ocidental e tradutor de Alfred Adler, um dos três gigantes da psicologia junto com Freud e Jung. E é justamente o pensamento de Adler que articula o diálogo com o jovem Fumitake Koga sobre como se emancipar da opinião alheia sem se sentir marginalizado por causa disso.

O debate socrático que eles mantêm ao longo das mais de 260 páginas do livro parte dessa ideia central: todos os problemas têm a ver com as relações interpessoais. Nas palavras do próprio Adler, “se as pessoas querem se livrar dos seus problemas, a única coisa que pode fazer é viver sozinhas no universo”. Como isso é impossível, sofremos por alguma destas razões ao nos relacionarmos com os outros:

– Sentimos um complexo de inferioridade em relação a quem “conseguido mais” do que nós.

– Sentimo-nos injustamente tratados por pessoas que amamos ou ajudamos e que não nos correspondem como esperamos.

– Tentamos desesperadamente agradar os outros para obtermos sua aprovação.

Este último ponto se transformou em um vício generalizado. Podemos vê-lo claramente nas redes sociais, onde publicamos posts procurando a aprovação dos outros na forma de curtidas e comentários. Quando uma foto ou uma reflexão importante para nós obtém poucas reações, podemos chegar a nos sentir ignorados. Também nas relações analógicas, muitos problemas interpessoais têm a mesma origem: não recebemos do outro o que acreditamos merecer. O fato de não nos agradecerem suficientemente por alguma delicadeza que fizemos, por exemplo, pode desatar o ressentimento e esfriar uma amizade.

Sob este desejo de concessões há uma ânsia de reconhecimento. Se o outro me agradecer, se apreciar o meu trabalho, se corresponder ao meu favor com um ato amável, então me sentirei reconhecido. Se isso não acontecer, interpreto como se eu não tivesse feito nada, como se não existisse para o outro. Essa visão é um poderoso gerador de problemas, já que as relações nunca são totalmente simétricas. Há pessoas que desfrutam dando, e outras que transmitem a impressão, mesmo que incorreta, de que não querem receber nada. Isso provoca muitos mal-entendidos, somado ao fato de que cada indivíduo tem uma forma diferente de expressar seu amor e gratidão. Há pessoas que verbalizam de maneira imediata e direta o que sentem por nós, e outras que nos apreciam igualmente, mas têm menos facilidade para expressar amor, ou o fazem de forma diferida, quando encontram o momento e lugar adequados.

Todas as opções são corretas, sempre que nos liberemos da ânsia por encontra uma compensação imediata e equitativa, como em um comércio no qual será preciso receber imediatamente pela mercadoria entregue.

Conforme afirma o professor Ichiro Kishimi, “quando uma relação interpessoal se alicerça na recompensa, há uma sensação interna que diz: ‘Eu lhe dei isto, então você tem que me devolver aquilo’”, o que é uma fonte inesgotável de conflitos.

Porque, além das diferentes maneiras de expressar afeto, encontraremos pessoas que simplesmente não nos entendem ou inclusive não gostam de nós. Fazer um drama por causa disso transformará nosso dia a dia em um terreno fértil para os desgostos. A verdadeira liberdade inclui não nos importarmos com o fato de algumas pessoas não irem com a nossa cara, porque estatisticamente é impossível agradar a todos. Deixar de nos preocupar com o que os outros acham de nós, especialmente os que não nos entendem, é o caminho para a serenidade.

“Quando desejamos tão intensamente que nos reconheçam, vivemos para satisfazer as expectativas dos outros”, afirma Ichiro Kishimi, e com isso já deixamos de ser livres. Não exigir contrapartidas e se permitir viver à sua maneira, dando-se inclusive o direito de não agradar, é algo que traz liberdade, paz mental e, afinal, melhores relações com demais.

Não leve para o pessoal

– Em Los Cuatro Acuerdos, célebre ensaio publicado em 1998 por Miguel Ruiz, a segunda lei diz: “Não leve nada para o lado pessoal”. O médico mexicano argumenta que para manter o equilíbrio emocional e mental não se pode dar importância ao que ocorre ao nosso redor, já que “quando você encara as coisas de forma pessoal, sente-se ofendido e reage defendendo suas crenças e criando conflitos. Faz uma montanha a partir de um grão de areia”.

– Deixar de lado a necessidade de ter razão. Parar de gastar energia em tentar convencer os outros, que têm suas próprias crenças, é profundamente libertador. Quem anda pelo mundo levando tudo para o lado pessoal vê inimigos por toda parte e nunca consegue ficar verdadeiramente tranquilo, já que sempre tem contas pendentes que circulam por sua mente, causando sofrimento.

– Segundo Miguel Ruiz, nada do que as outras pessoas fizerem ou disserem deveria nos fazer mal se assumimos o seguinte axioma: “Você nunca é responsável pelos atos de outros; só é responsável por si mesmo”.

*Por Francesc Miralles – é escritor e jornalista experiente em psicologia.

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*Fonte: elpais

O filósofo Alan Watts: “Por que a educação moderna é uma farsa”

Explore a visão de um filósofo lendário sobre como a sociedade falha em nos preparar para a educação e o progresso.

Um prolífico orador, escritor e filósofo, Alan Watts foi uma das primeiras figuras contemporâneas no início do século XX a levar a filosofia e o pensamento Zen Oriental a um grande público ocidental. Ele foi uma figura instrumental na revolução da contracultura dos anos 60 e continuou a escrever e filosofar até sua morte em 1973. Suas palestras e escritos hoje parecem estar vendo um ressurgimento da popularidade.

Com incontáveis horas de suas extensas palestras online, testadas na música dos sonhos do chillwave e na similaridade de sua voz, ele até aparece como um I.A avançado no filme Her, parece que Alan Watts ainda tem muito a nos dizer.

O conselho de Alan Watts sobre educação é mais presciente agora do que nunca

Em nossa era atual de ansiedade industrializada em massa, tanto estudantes quanto educadores estão trabalhando em horas mais extenuantes e improdutivas, enquanto, ao mesmo tempo, ainda estão com desempenho ruim quando comparados a sistemas educacionais mais relaxados e produtivos, como os da Escandinávia.

Aqui está um pronunciamento de Alan Watts que resume uma grande parte de sua perspectiva filosófica.

“Se a felicidade sempre depende de algo esperado no futuro, estamos perseguindo um fogo-fátuo que jamais alcançaremos, até o futuro, e nós mesmos desapareceremos no abismo da morte.”

Levando em conta algumas das filosofias de Watts, podemos mudar nossos pontos de vista sobre o tema da vida, aprendizagem e educação através de um ponto de vista mais inspirado e caprichoso.

O ciclo interminável da escola para nos preparar para o que está por vir

Para a grande maioria de nós, nossos primeiros anos de vida foram definidos pelas escalas sempre crescentes que progredimos, desde o ensino fundamental até o ensino médio e assim por diante. Estes eram os nossos símbolos internos de classificação e status à medida que avançávamos nas grandes mudanças biológicas e mentais de nossa vida, mudando de um degrau bem colocado para outro e seguindo as ordens de nosso professor, se quiséssemos acompanhar o caminho já estabelecido para nos tornarmos um membro de sucesso da sociedade.

Alan Watts achava essa ideia uma progressão estranha e antinatural de nossos primeiros anos de vida, e algo que indicava uma questão muito mais profunda em como vemos a natureza da mudança e da realidade. Watts diz:

“Vamos fazer a educação. Que farsa. Você tem uma criança, você vê, e você a coloca em uma armadilha e a envia para a creche. E na creche, você diz à criança: ‘Você está se preparando para ir adiante. E então vem o primeiro grau, e segundo, e terceiro grau ‘. Você está gradualmente subindo a escada em direção ao progresso, e então, quando chega ao final dessa etapa, você diz: ‘agora você está realmente indo em frente’. Certo? Errado.”

Quer conscientemente reconheçamos isso ou não, essa natureza progressiva e expectante da realidade que fomentamos durante nossos anos de escola é algo que se torna um tecido inegável da maneira como vivemos e pensamos. Ela fica conosco toda a nossa vida.

Estamos constantemente avançando para uma meta que está fora de alcance – nunca no agora, sempre mais tarde, ou depois disso ou daquilo que foi alcançado.

Watts acreditava que essa mesma lógica se aplica a nós quando deixamos o sistema escolar em camadas. Ele continua dizendo:

“Mas na direção dos negócios, você vai sair para o mundo e ter a sua pasta e seu diploma. E então você vai para sua primeira reunião de vendas, e eles dizem ‘Agora saia e venda essas coisas’, porque então você está subindo a escala nos negócios, e talvez você consiga uma boa posição, e você a vende e aumenta sua cota.

“E então, por volta dos 45 anos, você acorda certa manhã como vice-presidente da empresa e diz para si mesmo olhando no espelho: ‘Eu cheguei. Mas me sinto um pouco enganado porque eu sinto o mesmo que sempre senti…’”

Já cheguei?

Aqui, Alan Watts aborda um pouco da filosofia budista clássica – a ideia de que realmente não há de fato nada para se esforçar e desejar. Watts vincula esse aspecto ao desejo de superação do sistema educacional que penetra em nossas vidas profissionais. Este é um exemplo do enfado interminável da busca materialista de alguma forma ou de outra.

Alan Watts continua dizendo:

“Alguma coisa está faltando. Eu não tenho mais um futuro.” “Uh uh” diz o vendedor de seguros: “Eu tenho um futuro para você. Esta apólice permitirá que você se aposente confortavelmente aos 65 anos, e você será capaz de esperar por isso.” E você está encantado, e você compra a apólice e, aos 65 anos, se aposenta pensando que essa é a realização do objetivo da vida, exceto que você tem problemas de próstata, dentes falsos e pele enrugada.

“E você é um materialista. Você é um fantasma, você é um abstracionista, você não está em nenhum lugar, porque nunca lhe disseram, e nunca percebeu que a eternidade é agora.”

Agora, ao invés de cair em um niilismo passivo (que é onde o pensamento budista pode levar), Alan Watts, ao contrário, argumenta por estar dentro do aqui e agora. Aprenda por aprender! A eternidade é agora … isto é, tornar-se parte integral do processo – seja o que for – e não se concentrar em um objetivo final sempre ilusório.

Não nos amarrarmos ao resultado final é algo que a maioria das pessoas nunca entenderá porque é contra-intuitivo. Este ideal foi um foco central da filosofia de Alan Watts.

No capítulo de abertura de seu livro The Wisdom of Insecurity, ele cunhou o termo “lei reversa”, da qual ele diz:

“Quando você tenta ficar na superfície da água, você afunda; mas quando você tenta afundar você flutua.”

Este koan dele ilustra que quando colocamos muita pressão em nós mesmos para encontrar algum ideal ou objetivo no futuro espectral, nós diminuímos o processo de trabalho em questão. Isso nunca será alcançado porque o que precisa ser feito não é nosso foco central.

Por outro lado, por estar completamente envolvido no presente, essas metas ilusórias no futuro poderiam um dia vir a ser concretizadas. É aí que o conceito fica confuso para alguns.

Mas isso pode ser resumido da seguinte maneira: não olhar para o futuro irá prepará-lo para isso.

Um sistema falho desde o início

Alan Watts comparou a educação compulsória ao sistema penal.

Alan Watts sentia que o sistema educacional falhava conosco, da mesma forma que nos preparava para esperar pelo resto de nossas vidas. Uma versão idealizada que ele inventou em sua cabeça sobre a aparência de uma grande educação educacional pode ser extraída dessa passagem:

“Quando trazemos crianças para o mundo, jogamos jogos terríveis com elas. Em vez de dizer: ‘Como você está? Bem-vindo à raça humana. Agora, meu querido, estamos jogando alguns jogos muito complicados, e essas são as regras de o jogo que estamos jogando, eu quero que você os entenda, e quando você os aprender quando ficar um pouco mais velho, você poderá pensar em algumas regras melhores, mas, por enquanto, quero que você jogue segundo nossas regras.

“Em vez de sermos diretos com nossos filhos, dizemos: ‘Você está aqui em liberdade condicional, e você deve entender isso. Talvez, quando crescer um pouco, você seja aceitável, mas até então você deve ser visto e não ouvido. Você é uma porcaria, e você tem que ser educado e instruído até que você seja humano. ‘”

Ele chegou a comparar o sistema educacional compulsório com fortes ressonâncias religiosas.

“‘Olhe, você está aqui sofrendo. Você está em liberdade condicional. Você ainda não é um ser humano.’ Então, as pessoas sentem isso bem na velhice e imaginam que o universo é presidido por esse terrível Deus-pai ”.

Muito disso ainda ressoa conosco hoje. Os sábios conselhos de Alan Watts sobre educação podem ser a coisa que precisamos rever se quisermos escapar da realidade monótona da educação moderna.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

O Sol é o antidepressivo natural mais eficaz contra a tristeza, sabia?

A deficiência de vitamina D é um dos fatores que causam o desequilíbrio na psique da pessoa e entrar em contato com o Sol, nem que seja por alguns minutos por dia, pode ajudar a resolver essa tristeza que você está sentindo.

Falar sobre os extraordinários benefícios da exposição à luz solar para aumentar profundamente a produção de serotonina, uma substância química do cérebro que é um potente potenciador de humor é fundamental. A pesquisa mais notável sobre esse assunto foi conduzida pelo Dr. Gavin Lambert e seus colegas na Austrália. Eles mediram os níveis de serotonina em resposta a diferentes graus exposição ao Sol.

Para fazer isso, eles coletaram amostras de sangue das veias jugulares internas de 101 homens e compararam a concentração de serotonina no sangue com as condições climáticas e as estações do ano. Os resultados foram perceptíveis: homens que foram medidos em um dia muito claro produziram oito vezes mais serotonina do que aqueles que foram medidos em um dia nublado e cinzento. Eles também observaram que o efeito da luz emitida pelo Sol era imediato. Os níveis de serotonina também foram sete vezes mais altos no verão do que no inverno.

Mas e os medicamentos?

Os medicamentos antidepressivos mais populares também funcionam mantendo os níveis de serotonina altos, mas existem efeitos colaterais alarmantes. A Food and Drug Administration (FDA) indica que medicamentos antidepressivos conhecidos como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs) podem aumentar a depressão em alguns casos e causar até pensamentos suicidas. Algumas das marcas envolvidas nesses péssimos efeitos colataterais são Paxil, Lexapro, Prozac, Effexor, Zoloft, Wellbutrin, Luvox, Celexa e Serzone, apesar da FDA listar 34 medicamentos, ela também produziu uma lista de vários avisos e informações adicionais sobre esses mesmos medicamentos:

– Os antidepressivos aumentam o risco de pensamentos e comportamentos suicidas em crianças e adolescentes com TDM (transtorno depressivo maior) e outros transtornos psiquiátricos.

– Qualquer pessoa que considere o uso de um antidepressivo em uma criança ou adolescente para qualquer uso clínico deve equilibrar o risco de aumento do suicídio com a necessidade clínica.

– Os pacientes que iniciam o tratamento para detectar piora clínica, suicídio ou alterações incomuns no comportamento devem ser observados de perto.

– As famílias devem ser aconselhadas a observar atentamente o paciente e entrar em contato com o médico ao notar qualquer sinal de mudança.

Como o Sol influencia?

A falta de exposição ao sol em alguns países nórdicos é uma das principais causas de depressão da sua população, na medida em que durante vários invernos são prescritas doses de três meses de vitamina D para combater os efeitos físicos causados ​​pela ausência do Sol.

A deficiência de vitamina D também apresenta sintomas que podem incluir dores musculares ósseas, comprometimento cognitivo em idosos, um risco de asma grave em crianças e infecções respiratórias e estomacais debilitantes.

Só posso obter vitamina D com o Sol?

A deficiência de vitamina D não pode ser combatida com os alimentos, pois eles não contribuem com as quantidades necessárias para equilibrar nosso sistema. Portanto, ele só pode ser tratado com a ingestão em sua versão sintética. A vitamina D é muito difícil de obter através dos alimentos, pois é encontrada apenas em peixes gordurosos, alguns fungos e na soja orgânica. No entanto, a maneira mais eficaz é, sem dúvida, através de ficar em exposição ao Sol, uma vez que é produzido fotoquimicamente na pele a partir do 7-desidrocolesterol.

Alguns dos benefícios do Sol contra a depressão.

A exposição de todo o corpo ao Sol por meia hora pode nos ajudar a produzir entre 10.000 e 20.000 unidades de vitamina D, devido a uma reação com raios ultravioleta.

A melhor maneira de obter os benefícios do Sol, além de combater a depressão, é sair para o parque, fazer pequenas caminhadas, ler ou realizar qualquer tipo de atividade que permita receber os raios do Sol por um tempo e, assim, evitar uma deficiência de vitamina D. Além desse tipo de atividades, isso também ajuda você a se distrair de pensamentos tristes enquanto recebe uma dose de felicidade solar.

Portanto, sempre que puder, fique exposto ao Sol. Claro, não importa a temperatura, use filtro solar.

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*Fonte: asomadetodosafetos

6 alimentos para consumir no inverno

Dar preferência aos produtos típicos de uma estação pode ser um caminho para uma vida mais saudável e sustentável

A ida a uma feira orgânica ou de pequenos agricultores, em comparação com as gôndolas de supermercados, mostra, além de tantas outras, uma diferença marcante em relação a limitação na variedade de produtos. É porque nessas feiras, os produtores respeitam o ciclo da natureza – e os produtos surgem de acordo com a estação vigente no ano.

O respeito ao ciclo natural de amadurecimento dos alimentos, nas condições climáticas ideais, faz com sejam mais saborosos, aromáticos e tenham mais valor nutricional. Isso acontece porque o uso de fertilizantes durante o processo de produção, que permite a presença constante de alimentos fora de suas estações tradicionais, aumentam o teor de água, reduzindo os nutrientes.

Os produtos químicos também estão ligados ao empobrecimento do solo a longo prazo, já que essas plantações necessitam cada vez mais de adubação e de agrotóxicos para se desenvolver. Para o consumidor final, os produtos da estação ainda apresentam o benefício do baixo custo, devido a alta oferta, explica Giovanna Oliveira, nutricionista da Clínica Dra. Maria Fernanda Barca.

Abaixo, listamos alguns produtos típicos do inverno para você acrescentar no seu dia a dia. Mas lembre-se: a quantidade e como fazer isso deve ser acordada com um profissional de saúde de confiança.

Lista de alimentos para o inverno

Brócolis

Uma substância presente nesta verdura, chamada glicosinolato, atenua o acúmulo de gordura no fígado e inflamação – fatores presentes na obesidade e síndrome metabólica. O brócolis também conta com vitamina C – antioxidante natural e aliado na produção de colágeno, o que ajuda a evitar o envelhecimento precoce da pele.

Fonte de vitamina A e K, magnésio e zinco, auxilia na manutenção de ossos saudáveis e, por causa disso, é importante para combater a osteoporose.

Laranja e mexerica

As frutas cítricas, em especial nessa estação mexerica e laranja, contém vitamina C, flavonoides e ácido cítrico. Ou seja, uma combinação capaz de agir contra radicais livres, e de estimular o sistema imunológico. São também antioxidantes e anti-inflamatórios no organismo.

Abóbora, mamão e cenoura

A carotenoide, substância química presente na abóbora, no mamão e na cenoura, é responsável pela coloração desses alimentos. Apresenta potente efeito antioxidante, sendo capaz de reduzir os danos causados pelo estresse oxidativo nas células. O carotenoide é igualmente capaz de promover a melhora da resposta imunológica e reduzir o risco de infecções.

*Por Lucas Vasconcellos

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*Fonte: vidasimples

A arrogância te fortalece por um dia, humildade para sempre

A arrogância geralmente está ligada a pessoas de caráter forte, seguras de si mesmas, com controle cênico e bom manejo de situações. No entanto, por trás de toda pessoa arrogante, há uma falta de humildade, um grande complexo de inferioridade, que se traduz na necessidade de mostrar a si e aos outros que alguém é superior ao resto.

A humildade é uma das melhores condições do ser humano, por isso não demonstramos fraqueza, rendição ou submissão, simplesmente mostramos nossa natureza humana na expressão mais simples, através do reconhecimento de nossas limitações, de nossos erros, de oportunidades de crescimento e melhoria …

Saber que você não sabe, isso é humildade. Pensar que você sabe o que não sabe, isso é doença. – Lao Tsé

Sendo humildes, somos capazes de apreciar os outros sem inveja, sem ressentimento, somos capazes de aprimorar as virtudes e características positivas dos outros sem nos sentirmos intimidados ou desconfortáveis.
Pelo contrário, a arrogância limita a visão que podemos ter dos outros, enquanto pensamos que ninguém pode fazer melhor do que nós ou que ninguém sabe mais do que nós, simplesmente sentimos falta das coisas que são colocadas em nossos narizes. aprender, complementar nosso conhecimento, ver outras visões de mundo e nos tornar pessoas melhores, com a devida aceitação das pessoas que fazem parte ou que de uma maneira ou de outra afetam nossas vidas.

Onde houver orgulho, haverá ignorância; mas onde houver humildade, haverá sabedoria. – Salomão

Se é verdade que existem muitas pessoas autoconscientes de suas habilidades, conhecimentos, físico ou qualquer aspecto que as caracterize, e elas podem, sozinhas, por causa de sua insegurança, sentirem-se desconfortáveis ​​por qualquer pessoa que considerem ameaçadora e que não É necessário que você encontre alguém arrogante para se sentir desconfortável, também é verdade que a arrogância nos torna seres amargos e gera rejeição nas pessoas ao nosso redor, mesmo quando elas têm sua auto-estima e autoconfiança bem plantadas.

A humildade nos torna grandes, livres, flexíveis e fortes … A humildade é um dom, é cultivada com nossas ações, com nossa percepção da vida, com maturidade, quanto maior for o espírito, mais humildes seremos, mais conscientes de que todos fazemos parte do mesmo, que estamos aqui para aprender individual e coletivamente através de diferentes experiências.

Viver sem apreciar a bondade dos outros, com a arrogância que caracteriza os donos da verdade é uma limitação real, essas pessoas geralmente vivem tentando ou fingindo ser melhores que os outros, em vez de se esforçar para ser a melhor versão de si mesmas.

“Quanto maior a humildade, mais próximos estamos da grandeza” – Rabindranath Tagore

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*Fonte:

Não é o isolamento social que afasta as pessoas. É a indiferença.

São dias difíceis. Sabemos disso. O contato físico está restrito, as demonstrações de afeto precisam ser feitas a distancia e a saudade é o sentimento mais comentado nos últimos meses. Atitudes, aliás, necessárias para conter uma pandemia gravíssima que tomou conta do mundo. O problema é que muitos estão confundindo isolamento social com indiferença e insistido em relacionamentos amorosos que já acabaram há tempos.

Embora a “nova vida” exija novos comportamentos, ser indiferente não é um deles. O fato de estarmos isolados não justifica atitudes frias e apáticas uns com os outros. Já falei isso em outro momento, mas acho oportuno repetir: distância, falta de dinheiro ou aparência não diminuem sentimentos. O que diminui sentimento é a indiferença e a falta de respeito.

Ouso dizer que muitas pessoas aproveitaram esse isolamento social para “sumirem do mapa” jogando a culpa na distância, no vírus e no governo quando na verdade não queriam continuar o relacionamento e não tiveram coragem de terminar. Temos aqui um grande problema: por um lado estão aqueles que se afastaram por opção, mesmo sabendo que poderiam dizer que não queriam continuar a relação e, por outro, temos os que sofrem sem entender o motivo que levou o parceiro a se afastar.

A verdade é que no fundo, bem lá no fundo, sabemos que não é o isolamento social nem a distância que separa as pessoas. É a indiferença, é o descaso, é o tanto faz. Porque como disse Érico Veríssimo: o oposto do amor não é o ódio e sim a indiferença. Mas, frágeis que somos fingimos não acreditar na razão e buscamos desculpas que justifiquem o comportamento alheio.

Entenda que não importa o motivo que fez o outro se afastar, o que importa é como será daqui em diante.

A indiferença dói. Talvez pelo fato de estar associada à insensibilidade e ao desapego, características contrárias às atitudes naturais humanas, a indiferença fere muito e deixa marcas profundas na alma.

Dói saber que o outro cansou, que desistiu, que não nos ama mais. Dói saber que os planos não sairão do papel, que o casamento acabou e que a rotina irá mudar. Claro que dói! A boa notícia é que isso passa e o que parece ser o fim agora é o recomeço de uma nova história.

Então, permita-se viver o novo. Supere o término, seja grato pelo relacionamento e seja livre de sentimentos pesados como a culpa, o medo ou a rejeição. A vida costuma nos surpreender quando estamos com a alma leve e dispostos a viver o inesperado.

*Por Pamela Comocardi

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*Fonte: contioutra

Síndrome da superioridade ilusória: acreditar-se superior a todos e a tudo, apesar de incompetente

Chamam isso de síndrome da superioridade ilusória ou do efeito Dunning Kruger, típico daqueles que, embora totalmente incompetentes, se consideram superiores a todos, superestimando sua inteligência e conhecimento.

As pessoas que têm essa síndrome acreditam que suas habilidades são muito mais altas que a média, mesmo quando elas claramente não entendem o que estão falando. Elas não têm a humildade de reconhecer sua necessidade de melhoria. Elas também não reconhecem o potencial daqueles que as rodeiam, pois seu egoísmo os impede.

Primeiro sintoma: superestimar seu próprio desempenho. Aqueles que sofrem de superioridade ilusória tendem a acreditar que são preparados e habilidosos, mesmo em setores que eles nem conhecem.

Ao mesmo tempo, e chegando ao segundo sintoma, tendem a subestimar outras pessoas, acreditando que elas são inferiores e, em geral, menos preparadas ou competentes, sem nem se dar ao trabalho de checar. Daí um sentimento de desprezo geral pelas pessoas.

É evidente que o terceiro sintoma é a arrogância ou uma atitude arrogante, devido a essa autoconfiança incondicional, mas ilusória. De fato, a pessoa que sofre desse distúrbio não se dá conta de seus limites, não tem ideia de quais são seus erros e fraquezas.

Quarto sintoma, a incapacidade de ouvir os outros que, não sendo considerados em sua própria altura, nem merecem consideração.

Sem mencionar que esse tipo de pessoa tende a aprender pouco, porque considera que já sabe tudo, quinto sintoma! Característica muito insidiosa que corre o risco de piorar a situação … e incompetência real.

O sexto sintoma é a tendência de impor as idéias. A pessoa que se sente superior não expressa opiniões, é incapaz de manter um diálogo construtivo, porque tende a acreditar em suas próprias “opiniões” verdades absolutas.

O sétimo sintoma é um nível exagerado de autoconfiança, que no entanto esconde uma enorme fragilidade.

Não sabemos o que ignoramos

A que se deve esse efeito? Como explica Dunning Kruger num artigo publicado na revista Pacific Standard, as pessoas menos qualificadas num setor nem sequer têm a experiência necessária para saber o que estão fazendo de errado.

Não só isso: uma mente ignorante não é vazia, e sim repleta de ideias preconcebidas, experiências, fatos, intuições, vieses e pressentimentos, além de conceitos que importamos de outras áreas do conhecimento. Com tudo isso, construímos histórias e teorias que nos dão a impressão de serem um conhecimento confiável.

E, de fato, confiamos nelas: um estudo da Universidade Yale mostrou que a maioria das pessoas não sabe quase nada sobre nanotecnologia. Isso é normal. O que não é tão normal é que quase ninguém hesitava em opinar se os benefícios dessa tecnologia compensavam os riscos.

Como disse Dunning numa ocasião, a conclusão de seu estudo é que desconhecemos os limites de nossa incompetência, não a dos outros. A graça então não é identificar as vítimas desse erro, e sim levar em conta que é muito provável que nós o estejamos cometendo em algum aspecto de nossas vidas, sem nem ao menos saber.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Dalai Lama estreia no topo da Billboard com seu primeiro álbum

Sabe quem acaba de fazer uma estreia bombástica no mundo da música colocando seu primeiro trabalho já no topo da Billboard? Dalai Lama.

Pois é, colegas! O recém-lançado disco do líder espiritual, Inner World, que saiu em 6 de julho, dia de seu aniversário, está no primeiro lugar da parada New Age Albums.

Além disso, Dalai Lama também tem nesta semana a oitava posição do ranking World Albums e a 98º do Album Sales. Isso tudo porque, entre vendas físicas, digitais e execuções nos serviços de streaming, bateu dois mil plays nos primeiros sete dias do material disponível.

Dalai Lama

O disco de Dalai Lama combina os mantras e ensinamentos do líder espiritual budista através de falas e algumas canções, e foi gravado em parceria com os músicos neozelandeses Junelle e Abraham Kunin.

Aliás, foi de Junelle a ideia de colocar Dalai Lama em um estúdio e gravar o material. “Ele estava tão empolgado!”, revelou sobre o processo de produção.

Ele realmente me explicou como a música é importante e como pode ajudar as pessoas de uma maneira que ele não pode, transcendendo as diferenças e retornando à sua verdadeira natureza e bom coração.

Você pode ouvir o primeiro álbum de Dalai Lama, Inner World, número um na Billboard, logo abaixo:

*Por Felipe Tellis

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

A ansiedade dos excessos

Como descobrir o que é essencial para cada um de nós pode abrir caminhos para uma vida menos ansiosa e com mais propósito

Quando pequena, gostava muito dos jogos de tabuleiro. Sentava com minha mãe no chão da sala e, por alguns deliciosos momentos, entrávamos em um universo paralelo comandado pela nossa imaginação. Ao fim da brincadeira, era hora de partir para outra atividade. Tenho a sensação de que perdemos um pouco dessa noção de uma coisa por vez, de começo e final. O tudo-aqui-e-agora, a um clique de distância, nos colocou em uma zona agitada de excessos.

Isso lembrou-me de uma fala do escritor Greg McKeown. No livro Essencialismo (Sextante), ele afirma que nossa maior prioridade é proteger a capacidade de priorizar. Se todas as coisas se tornam urgentes, perdemos a noção do que é realmente importante. À medida que ocupamos nossos dias – e nossa mente – com tarefas diversas, sem qualquer ordem para executá-las, assumimos mais o papel de apagador de incêndios do que o de protagonista da própria vida. Assim, o sol se põe e estamos exaustos, mas, ao mesmo tempo, carregamos a sensação de não ter conseguido finalizar tarefa alguma – e isso funciona como um gatilho para a ansiedade.

Gosto da analogia do supermercado que me foi apresentada pela psicóloga Jéssica Barbosa. Imagine que você tem uma tarde livre para andar pelos muitos corredores de um supermercado. Decide, então, gastar seu tempo enchendo o carrinho sem muito critério: conforme enxerga algo que o agrade, pega para si. Ao chegar em casa com as sacolas abarrotadas, percebe que, com os produtos escolhidos, não é possível fazer nenhuma receita. Os ingredientes não têm relação entre si. Os armários ficam cheios, mas sua fome não é saciada.

Quando os excessos escondem ausências

Ao andar lado a lado, essas sensações de sobrecarga e de improdutividade, que, a princípio, pareciam excludentes, despertam sentimentos como angústia e irritação. “Sabemos que algo está errado, mas é difícil identificar exatamente o que está acontecendo para nos sentirmos assim. Daí, vem a inquietação”, afirma Jéssica.

E como lidar com esse incômodo interno? Greg McKeown sugere um começo: buscar aquilo que é essencial. Para ele, uma pessoa essencialista rejeita a ideia de dar conta de tudo. Ela sabe que, para realizar aquilo que quer, precisa abrir mão de outras ofertas. É mais ou menos como entrar no supermercado com uma lista de compras e evitar passar pelos corredores que não fazem parte do roteiro, uma vez que você não precisa de nada do que está lá – mesmo que sejam alimentos muito apetitosos.

Saiba escolher

Se trouxermos essa visão para a realidade que enfrentamos hoje, de uma pandemia assolando o mundo sem tantas perspectivas de melhora, fica mais fácil perceber que, mesmo que nossas opções sejam limitadas, como no que diz respeito aos espaços físicos nos quais podemos transitar, ainda assim é preciso fazer escolhas. Não é saudável aceitar todos os acúmulos porque, de alguma forma, há uma espécie de caos instalado do lado de fora.

Essas escolhas passam, primeiro, por uma observação sincera de quem você é e o que deseja. Tente listar tudo aquilo que é importante para você. Não precisa ser nada grandioso, foque nas simplicidades. Por vezes, tomar um banho bem quente e em silêncio é que o te reconforta. Ou fazer uma pausa no meio da tarde para um café com bolo. Ou ainda reservar trinta minutos por dia para estudar. Enfim, não há respostas certas ou erradas, mas aquilo que ressoa em você.

Depois, no mesmo papel, faça uma coluna ao lado com todas as atividades que estão pendentes. Agora, é hora de cruzar as informações: dentro daquilo que precisa ser feito, o que é realmente importante? “Esse exercício faz com que a gente perceba a quantidade de tempo que gastamos com coisas que não fazem o menor sentido para os anseios da nossa essência”, revela a psicóloga. “Por isso, ficamos tão ansiosos. Porque estamos distantes do que verdadeiramente nos alimenta. Cumprimos obrigações dia após dia, mas, na completa ausência de um porquê, a felicidade se esvai e tudo fica mais nebuloso – dentro e fora da gente”, termina.

Você não é o que você faz

A segunda parte do exercício é aprender a postergar. Deixar para depois nem sempre é sinônimo de uma procrastinação patológica. Pelo contrário, é também sinal de que você está alinhado com suas prioridades. Se não deu para lavar os banheiros hoje porque está na hora da sua novela favorita, lave amanhã. Se o livro que pegou para ler estava tão bacana que você nem se deu conta do horário, peça um delivery para jantar ao invés de ir para a cozinha. Faça escolhas conscientes dentro das suas possibilidades.

Um outro passo é o do desapego das tarefas. Se for possível delegar para alguém que está mais tranquilo e pode fazer isso por você, por que não? Abrir mão de determinadas atividades pode nos trazer um desconforto quando acreditamos que nosso valor está diretamente relacionado ao cumprimento delas. É como se, ao deixar que outra pessoa as faça, perdêssemos aquilo que nos tornava necessários para os outros. Nestes casos, é importante procurarmos também por ajuda profissional para lidar com as inseguranças que tornam a nossa autoestima e a percepção que temos de nós mesmos dependente do quanto somos capazes de fazer, produzir ou ofertar.

Ao encontro do propósito

Por fim, Greg McKeown defende que uma boa estratégia contra a ansiedade é a disciplina. Se, todos os dias, você olhar para essa lista de prioridades e buscar segui-la, mesmo que no dia anterior tudo tenha saído do eixo, terá a percepção de que está dedicando seu tempo àquilo que lhe é verdadeiramente útil, ao seu propósito. Aquela sensação de terminar o dia exausto, mas com um vazio no peito, tomará outro rumo para não mais te atormentar. Porque não se trata só de dizer não ao que não importa, mas de se dedicar rotineiramente ao que faz sentido. Essa é a busca pelo seu porquê.

Equilíbrio pela natureza

Além do acompanhamento com um profissional da saúde, outros auxílios externos são de grande valia para os momentos em que percebemos que está difícil recuperar o equilíbrio sozinhos. E, muitas vezes, eles podem ser encontrados na natureza. No século XVIII, o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe, em uma viagem à Itália, trouxe à luz o conceito da planta primordial, uma entidade espiritual, que não pode ser encontrada em nenhum lugar do mundo físico, presente em cada planta. Esse olhar diz respeito a uma dinâmica de forças que existem nos vegetais para além das características que podemos enxergar.

O conceito inspirou o filósofo Rudolf Joseph Lorenz Steiner na criação da antroposofia, uma ciência espiritual moderna, que acredita que os seres humanos compartilham semelhanças com os outros seres do reino mineral, animal e vegetal. É por isso que a interação com a natureza é capaz de nos trazer de volta ao nosso próprio eixo. Quem me explicou isso foi Rodolfo Schleier, especialista técnico-científico da Weleda, marca de cosméticos e medicamentos naturais que tem Steiner como fundador filosófico.

Para acalmar a ansiedade

Um dos gêneros de plantas que a Weleda utiliza em suas formulações é o Bryophyllum, que, na visão antroposófica, está relacionado à energia vital, aquela que reúne as forças responsáveis por todo o princípio da vida. “No nosso corpo, ela estimula os processos de vitalidade e regeneração, seja físico ou mental. Esse reequilíbrio energético faz com que seja possível tratar sintomas como angústia, ansiedade e irritação de maneira natural e orgânica”, diz Rodolfo.

Foi assim que a Weleda criou o Bryophyllum Argento cultum*, um ansiolítico com ingredientes naturais. No entanto, até que o medicamento possa ser consumido, os vegetais são cultivados por três anos em terra enriquecida com prata, um metal capaz de refletir luz. “Nosso cérebro é a imagem viva da prata”, conta Rodolfo. “Ele consegue captar as sensações que nos são externas e refleti-las no corpo”, continua. Ao unir as potencialidades que habitam nos vegetais e minerais, nosso corpo tem um reencontro com sua própria natureza e consegue se recuperar do que está descompensado. Lembre-se de que é muito importante sempre conversar com seu médico e farmacêutico antes de consumir qualquer medicamento.

*Por Nara Siqueira
Esse conteúdo foi produzido pela Vida Simples em parceria com a Weleda.

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*Fonte:

Narciso (David Eagleman)

Na vida depois da morte você recebe uma resposta clara sobre nosso propósito na Terra: nossa missão é coletar dados.

Todos nós fomos colocados nesse planeta como sofisticadas cameras móveis.

Somos equipados com lentes poderosas, que produzem imagens em alta-resolução, calculando formas e profundidades a partir de ondas de luz. As cameras dos olhos são montadas em corpos, que as carregam por aí. Corpos que podem escalar montanhas, mergulhar em cavernas, cruzar paisagens.

Temos também orelhas, para captar ondas de ar e traduzir em sons. E um grande tecido sensível ao toque, para coletar dados sobre temperaturas e texturas. Fomos desenhados com cérebros analíticos, capazes de transportar esse equipamento acima das nuvens, abaixo dos oceanos e na superfície da Lua. Assim, cada observador, de qualquer ponto, contribuí com uma pequena parcela na vasta coleção de dados sobre a superfície planetária.

Fomos colocados aqui pelos cartógrafos, cujos livros sagrados seriam o que nós reconhecemos como mapas.

Nosso papel é cobrir cada centímetro da superfície do planeta.

A medida que nos deslocamos, vamos gravando dados através de nossos orgãos sensoriais e essa é a única razão pela qual existimos.

No momento em que morremos, acordamos em uma sala de interrogatório. Nela é feito o download de toda nossa coleção de dados e a correlação com os dados de outros que morreram antes. Através desse método os cartógrafos juntam bilhões de pontos de vista em uma uma imagem única e dinâmica, de alta resolução, do nosso planeta. Há muito tempo perceberam que o melhor método para se conseguir um mapa global, seria espalhando pequenos dispositivos móveis com capacidade de multiplicação rápida e assim explorar qualquer ponto do planeta. Para garantir que nos espalhássemos o máximo possível, nos fizeram insaciáveis, vigorosos e fecundos.

Ao contrário das versões anteriores das cameras móveis, nos deram a possibilidade de nos erguer, de girar nossos pescoços para poder mirar nossas lentes em cada detalhe, nos tornaram curiosos e com livre arbítrio para desenvolver novas ideias e aprimorar nossa mobilidade. A genialidade do design foi permitir que nossas vontades mais instintivas não fossem predeterminadas, ao contrário, fomos submetidos a uma seleção natural, desenvolvendo assim estratégias inéditas para enfrentar os desafios.

Os cartógrafos não se importam com quem vive ou quem morre, desde que tragam a maior cobertura possível. Ficam irritados com adorações e religiões; atrapalham e deixam a coleta de dados mais lenta.

Quando acordamos na gigantesca sala esférica sem janelas, leva-se algum tempo até entendermos que não estamos em um céu, acima das nuvens. Na verdade estamos exatamente no centro da Terra. Os cartógrafos são muito menores que nós. Eles vivem nas profundezas da Terra e são avessos à luz. Nós somos os maiores equipamentos que eles conseguiram fazer. Para eles, somos gigantes, grandes o bastante para saltar sobre montanhas e escalar penhascos, uma máquina incrível, ideal para uma exploração planetária.

Com muita paciência os cartógrafos nos carregaram até um ponto na superfície e nos observaram durante milênios enquanto nos esparramávamos como tinta pela superfície do planeta, até que cada área fosse coberta pela cor humana, até que todas as regiões estivessem sob a observação de seus sensores móveis compactos.

Estimando nosso sucesso de sua base de comando, os engenheiros responsáveis pelas cameras portáteis se cumprimentavam pelo trabalho bem feito. Porém, apesar do sucesso inicial, os cartógrafos são profundamente frustrados com os resultados. Mesmo com a eficiente cobertura do planeta, conseguida através de várias gerações, o sistema de cameras portáteis coletam poucos dados relevantes ou úteis para a cartografia. Ao invés disso, os aparelhos direcionam suas sofisticadas lentes compactas para outras lentes compactas, numa irônica banalização da tecnologia.

Quanto ao sofisticado tecido sensível, querem apenas que sejam tocados. Os geniais sensores de ondas de ar se viram na direção de sussurros de amantes ao invés de coletar dados críticos sobre o planeta. E apesar do design propício a exploração ao ar livre, preferem usar sua energia para construir abrigos em que possam ficar juntos. Constroem redes de comunicação para ver fotos uns dos outros, quando estão separados.

Dia após dia, com o coração apertado, os cartógrafos examinam pilhas e pilhas de dados inúteis. O arquiteto do sistema foi demitido. Criou uma maravilha da engenharia que só tira fotos dela mesma.

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Esse texto é de David Eagleman, neurocientísta e escritor, autor do melhor livro que lí em 2013: SUM. São contos curtos como esse, sempre sobre o mesmo assunto: o que acontece depois que a gente morre. Existe uma edição em português, com a capa mais horrorosa que já ví na vida, uma pena. Se for confortável, prefira a edição original em inglês.

*Por Wagner Brenner

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*Fonte: updateordie

Viva com mais calma

Viver com mais calma talvez seja um desejo universal. Parece tão reconfortante tomar um café da manhã saboreando sem pressa o pedaço de bolo preferido, ter um dia de trabalho sem colegas que amolam a nossa paciência, voltar para casa com ruas livres — ou mesmo sem ninguém atravancando o lado esquerdo da escada rolante do metrô. Somos recebidos em casa com um sorriso doce de quem amamos, os filhos estão de banho tomado e, no final do jantar, nem deixam comida no prato. Você aproveita a noite para assistir à sua série favorita ou dedicar um tempo a uma boa leitura.

Parece que a vida seria muito mais fácil de manejar — e de aproveitar — se ela se desenrolasse assim, sem sobressaltos que nos tirassem do sério. Seríamos pessoas mais centradas e calmas (imagine ligar para a operadora de telefonia e ter seu problema resolvido pelo primeiro atendente, sem nem dar tempo de decorar a musiquinha da espera…).

Situações de estresse

O doloroso é que, bem, não é assim que as coisas acontecem. E é pouco provável que o mundo se torne assim, sem um desafio, mesmo se você decidir se mudar para uma casa no meio da montanha. Porque não é somente o lugar de fora, e sim esse espaço mental interno que torna a vida mais conflituosa ou saborosa. Mas a parte boa é que, se quem manda na percepção de como as coisas são é a mente, então podemos desenvolver habilidades para ganhar uma compreensão melhor sobre nós e sobre o outro, nos tornando menos ansiosos e mais tolerantes.

O que a gente quer contar a seguir é que viver com mais leveza e menos irritação diante dos contra-tempos é possível, mas antes precisamos compreender por que uma fechada no trânsito nos estressa tanto, ou por que podemos ser grosseiros e insuportáveis justamente com quem mais amamos. E é essencial saber: nos tornarmos pessoas calmas não significa que nunca mais uma situação de estresse vai nos atingir, mas sim que, aos poucos, desenvolveremos um estado de espírito mais apropriado para lidar com os desafios que resolverem empacar no lado livre da escada rolante da vida.

A expectativa, mãe da frustração

Um motivo essencial pelo qual muita coisa nos tira a nossa paz é a ilusão de que podemos controlar o mundo e a expectativa de viver sem contratempos, em que nada dá errado e ninguém nos incomoda. “Se olharmos mais de perto, vamos ver que não é a situação que está nos incomodando, e sim a nossa forma de enxergá-la. Nós nos sentimos infelizes não só porque algo ruim aconteceu mas também por causa do turbilhão de pensamentos sobre o que aconteceu”, escreve o monge zen-budista Haemin Sunin no livro As Coisas Que Você Só Vê Quando Desacelera (Sextante).

Conversei com ele para entender melhor essa ideia de que é a nossa mente que cria estados mais calmos ou mais caóticos, e como isso pode influenciar o nosso jeito de perceber o mundo também. Ele me respondeu: “Observe que, quando sua mente está ocupada, o mundo parece estar ocupado. Em contraste, quando sua mente está quieta, o mundo lhe parece muito pacífico. Não há como controlar todos os elementos do mundo. Isso é impossível. No entanto, é possível para nós cultivar o coração e a mente pacíficos, diminuindo a velocidade e apreciando verdadeiramente o que está diante de nós. Mesmo se você estiver na parte mais bela e pacífica do mundo, o mundo parecerá ocupado quando sua mente estiver muito ocupada”, ele diz. Desacelerar nossos pensamentos, sugere, nos ajudaria a nos tornarmos menos reativos e raivosos com o que se passa conosco.

Manter a calma

“Só quando desaceleramos é que é possível ver com clareza nossos relacionamentos, nossos pensamentos e nossa dor. À medida que notamos mais e mais aspectos do momento presente, chegamos à percepção mais profunda de que há um observador silencioso dentro de nós”, diz. Manter a calma não quer dizer que vamos ver a situação adversa como algo agradável, mas entender que bufar, sair de si ou espumar de raiva nos afasta da possibilidade de desenvolver uma compreensão mais leve do problema.

O preço da nossa intolerância

Acho meio vergonhoso aceitar, mas provavelmente as pessoas que mais amamos são aquelas que mais nos veem descontrolados e irritados. Se temos um dia ruim no trabalho, a nossa fúria tem grandes chances de respingar nos filhos, no companheiro, nos pais. São eles que melhor conhecem a nossa face mais dura. “Em nenhuma outra circunstância tendemos a nos comportar tão mal quanto em nossos relacionamentos. Neles, nos tornamos pessoas que nossos amigos mal reconheceriam. Descobrimos uma capacidade assustadora de sentir angústia e raiva, nos tornamos frios ou furiosos, saímos batendo portas. Gritamos e dizemos coisas que machucam”, diz o texto no livro Calma, produzido pela The School of Life e publicado pela Sextante.

A obra explora como a expectativa que criamos sobre algo que vai acontecer tem uma estreita relação com a nossa capacidade de perder a calma. Se a previsão de chuva era evidente e mesmo assim decidimos ir à praia, talvez não fiquemos tão descontrolados se as gotas caírem assim que os pés pisarem na areia. Mas abrir a gaveta onde você sempre deixa as chaves do carro e não encontrá-las lá pode gerar uma reação bem mais explosiva. “Você fica morto de raiva porque em algum lugar da sua mente há uma fé perigosa num mundo em que as chaves do carro simplesmente nunca somem. Cada uma das nossas esperanças — formadas inocente e misteriosamente — se abre para uma vasta possibilidade de sofrimento.”

Emaranhando de mal-entendidos

E aí o problema dos relacionamentos é que não há ninguém de quem esperamos mais. Eles estão no topo da nossa expectativa. Pensamos que eles serão magicamente compreensivos quando quisermos ficar sós depois de um dia de trabalho cansativo, ou que sempre entenderão o nosso olhar mesmo que não tenhamos sido explícitos em comunicar as nossas necessidades com clareza. O caminho, sugere a obra, é aceitar que sermos mal compreendidos é bastante normal — e que um bom relacionamento não significa estar em acordo o tempo todo.

Quando a nossa perda de paciência gira em torno de detalhes aparentemente pequenos — como as migalhas de pão que ficaram sobre a mesa —, podemos refletir por que é que aquilo nos tira tanto do sério. “Ao desenvolvermos nossa prática olhando para a causa por trás das nossas emoções, podemos chegar a uma compreensão mais profunda”, observa Haemin. Olhar para os defeitos do nosso parceiro com mais tolerância, sem achar que eles estão ali para propositalmente nos desagradar, também pode tornar a convivência mais leve e harmônica.

“Quase todos nós somos bondosos com crianças. Em contrapartida, somos intolerantes com os aspectos imaturos da nossa vida adulta. Quando entendemos melhor o que realmente estava acontecendo, qual era a intenção do outro, o que ele pensava que nós pensávamos, ao compreendermos um pouco melhor o emaranhado de mal-entendidos, não nos sentimos mais tão zangados e desesperados”, aponta o livro Calma.

Não foi de propósito

Não só nos relacionamentos pessoais mas também entre aqueles que nem conhecemos, é bem comum pensarmos que fomos desagradados “de propósito”. De maneira geral, temos dificuldade em distinguir o “mal intencional” do “mal acidental”, como aquela fechada que você leva no trânsito, ou alguém que sem querer pisa no seu pé (ou no seu calo). Outra armadilha a que nossa mente pouco lúcida costuma se entregar é achar que o mundo está conspirando contra nós quando algo dá errado.

Sabe aquele estilo de frase “Justo hoje que eu decidi ir para a academia a pé, tomei uma baita chuva?”. Então…“Nossa inclinação a enxergar tramas sombrias contra nós pode ser atribuída a um problema pelo qual merecemos compaixão: não gostamos muito de nós mesmos. Esse pano de fundo de autodesprezo nos leva imediatamente a desconfiar que os outros querem nos derrubar. Afinal de contas, por que seriam mais bondosos conosco do que nós mesmos?”, aponta o livro Calma. As situações externas também podem ser tão irritantes simplesmente porque ainda carregamos a lembrança de quando éramos crianças e nossas necessidades eram prontamente atendidas ao nosso menor sinal de irritação — o que agora já não acontece mais.

Não temos o controle de tudo. E, se por um lado isso traz uma impiedosa sensação de impotência, veja só, por outro também pode trazer imensa liberdade. No auge de um momento que pede calma, respirar também pode ser uma saída. A dica parece banal (“Respirar fundo? Ahn, tá…”), mas tem recebido cada vez mais atenção por ser mesmo poderosa. Danny Penman, instrutor de meditação e autor de A Arte de Respirar (Sextante), me explicou por que dedicar alguns minutos para inspirar e expirar pode ajudar tanto.

Emoções refletidas na respiração

“Tornar algumas respirações conscientes dá início ao sistema nervoso parassimpático do corpo, que é a parte que rege o relaxamento. Concentrar-se conscientemente na respiração diminui rapidamente o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea. Isso aumenta o sentimento de relaxamento e diminui drasticamente a ansiedade e o estresse, evitando explosões de raiva”, me contou, por e-mail. Danny explica como a respiração é uma prática essencial de atenção plena, que nos ajuda a vi- ver com mais calma e tranquilidade.

Ele me relatou que todas as nossas emoções estão refletidas no jeito como respiramos. E sugere que tiremos alguns momentos durante o dia para ficar à sós com a gente através da respiração, capaz de ampliar ou dissolver nossas emoções mais destrutivas. “Essa técnica tremendamente poderosa pode ser usada em qualquer lugar, não apenas durante a meditação. Da próxima vez que você se sentir estressado, ou quando surgirem pensamentos ou emoções difíceis, simplesmente gaste algumas respirações prestando atenção à sua mente e depois siga com seu dia”, ensina. “É melhor notar o estresse no início e vê-lo se dissolver, em vez de tentar lidar com as consequências explosivas mais tarde.”

Uma rotina muito agitada

Talvez seu trabalho demande demais. Ou a rotina da casa seja bastante exaustiva, e você já se vê no domingo ansioso pelas inúmeras tarefas que o esperam ao longo da semana. Os nossos modelos de vida atuais parecem exigir cada vez mais que sejamos produtivos. E, aí, querer uma vida mais calma pode soar como um desejo de alguém meio fraco ou preguiçoso, que não suporta as demandas da vida moderna.

Mas avaliar com sinceridade a forma como temos vivido pode apontar pistas para trazer para perto a calma de que a gente precisa. “Cada pessoa pode ter uma definição diferente para uma ‘vida tranquila’. Para mim, a vida tranquila tem o elemento de ser capaz de apreciar o que eu tenho agora, em vez de tentar chegar a algum outro lugar ou conseguir algo além do que estou fazendo neste momento”, diz o monge zen-budista Haemin. “Além disso, eu faço minhas tarefas devagar, seja comer, caminhar ou limpar as folhas que caem no quintal. Eu vejo mais graça em fazer a tarefa do que propriamente em terminá-la”, me diz.

É como ir a um restaurante que você desejava muito. Mas, ao chegar lá, comer tão depressa que sai sem nem ter conseguido sentir o sabor da comida. Qual seria a graça da refeição e, também, da vida? Para Haemin, se prestarmos atenção verdadeira na nossa atividade do agora, qualquer coisa pode se tornar interessante, bela e até misteriosa.

Aprecie com calma

Também podemos desenvolver a calma ao apreciar a beleza de algo grandioso, como uma cachoeira, uma montanha ou mesmo o céu, com suas incontáveis nuvens e estrelas. É o nosso contato com o sublime, com algo que pode nos deixar impressionados por ser muito maior e mais poderoso do que nós. “O que o sublime faz é colocar em primeiro plano nosso envolvimento com os horizontes mais amplos da existência. Por algum tempo, os fatores irritantes locais e imediatos perdem o poder de nos incomodar”, sugere o livro Calma.

Recorrer a um demorado abraço de alguém querido também é capaz de apaziguar a nossa inquietação e ansiedade. Ser envolvido fisicamente pode recriar parcialmente o ambiente mais livre de estresse que já experimentamos: o útero. Até a infância, é muito comum que os pequenos recorram aos abraços e ao colo dos mais velhos quando se sentem ameaçados ou em perigo.

Mas, curiosamente, entendemos que na vida adulta essa necessidade pode ser infantil, de alguém ainda muito frágil. Mas receber um abraço pode nos transmitir a sensação de proteção, de que tudo bem não sermos capazes de resolver tudo sozinhos. Oferecer um abraço é como um gesto de confiança, de compreensão com o outro e com suas dificuldades. “O abraço é um símbolo do que falta em nossa cultura individualista e hipercompetitiva. É a aceitação positiva de nossa dependência e fragilidade.” É curioso lembrar como, na infância, as músicas de ninar também tinham algum efeito calmante sobre nós.
A vida não para

Mais do que o significado da letra, era a melodia que compreendíamos e que nos embalava na hora de dormir. Apesar de hoje a música ter ganhado destaque pelo seu aspecto do entretenimento e da diversão, por muito tempo ela foi estudada a fim de compreender seus efeitos relaxantes sobre nosso estado de espírito. Sons que remetem à natureza, composições instrumentais ou mesmo mantras, cuja entonação também gera alterações positivas em nós, podem ser incluídos na próxima playlist que você fizer quando quiser relaxar.

Por aqui, me lembrei de uma composição do Lenine que traduz um pouco do que a gente quis compartilhar. “Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma, a vida não para”. Que a gente possa ver os dias passarem com a calma que é possível desenvolver dentro da gente, conosco e com o outro. Porque, como continua a canção, “a vida é tão rara”.

*Por Débora Zanelato

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*Fonte: vidasimples

A lei da atração funciona assim: você não atrai o que você quer, você atrai o que você é

Quem nós pensamos que somos está intimamente ligado a como nos consideramos tratados pelos outros. Muitas pessoas se queixam de que não recebem um tratamento bom o bastante.

“Não me tratam com respeito, atenção, reconhecimento, consideração. Tratam-me como se eu não tivesse valor”, elas dizem.

Quando o tratamento é bondoso, elas suspeitam de motivos ocultos. “Os outros querem me manipular, levar vantagem sobre mim. Ninguém me ama.”

Quem elas pensam que são é isto: “Sou um pequeno eu’ carente cujas necessidades não estão sendo satisfeitas.” Esse erro básico de percepção de quem elas são cria um distúrbio em todos os seus relacionamentos. Esses indivíduos acreditam que não têm nada a dar e que o mundo ou os outros estão ocultando delas aquilo de que precisam.

Toda a sua realidade se baseia num sentido ilusório de quem elas são. Isso sabota situações, prejudica todos os relacionamentos. Se o pensamento de falta – seja de dinheiro, reconhecimento ou amor – se tornou parte de quem pensamos que somos, sempre experimentaremos a falta. Em vez de reconhecermos o que já há de bom na nossa vida, tudo o que vemos é carência. Detectarmos o que existe de positivo na nossa vida é a base de toda a abundância.

O fato é o seguinte: seja o que for que nós pensemos que o mundo está nos tirando é isso que estamos tirando do mundo. Agimos assim porque no fundo acreditamos que somos pequenos e que não temos nada a dar.

Se esse for o seu caso, experimente fazer o seguinte por duas semanas e veja como sua realidade mudará: dê às pessoas qualquer coisa que você pense que elas estão lhe negando – elogios, apreço, ajuda, atenção, etc. Você não tem isso? Aja exatamente como se tivesse e tudo isso surgirá.

Logo depois que você começar a dar, passará a receber. Ninguém pode ganhar o que não dá. O fluxo de entrada determina o fluxo de saída. Seja o que for que você acredite que o mundo não está lhe concedendo você já possui. Contudo, a menos que permita que isso flua para fora de você, nem mesmo saberá que tem. Isso inclui a abundância. A lei segundo a qual o fluxo de saída determina o fluxo de entrada é expressa por Jesus nesta imagem marcante: “Dai, e dar-se-vos-á.

Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada, sacudida e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também.” A fonte de toda a abundância não está fora de você. Ela é parte de quem você é. Entretanto, comece por admitir e reconhecê-la exteriormente. Veja a plenitude da vida ao seu redor. O calor do sol sobre sua pele, a exibição de flores magníficas num quiosque de plantas, o sabor de uma fruta suculenta, a sensação no corpo de toda a força da chuva que cai do céu.

A plenitude da vida está presente a cada passo. Seu reconhecimento desperta a abundância interior adormecida. Então permita que ela flua para fora. Só fato de você sorrir para um estranho já promove uma mínima saída de energia. Você se torna um doador. Pergunte-se com frequência: “O que posso dar neste caso?

Como posso prestar um serviço a esta pessoa nesta situação? Você não precisa ser dono de nada para perceber que tem abundância. Porém, se sentir com frequência que a possui, é quase certo que as coisas comecem a acontecer na sua vida. Ela só chega para aqueles que já a têm.

Parece um tanto injusto, mas é claro que não é. É uma lei universal. Tanto a fartura quanto a escassez são estados interiores que se manifestam como nossa realidade. Jesus fala sobre isso da seguinte maneira: “Pois, ao que tem, se lhe dará; e ao que não tem, se lhe tirará até o que não tem.”

(Eckhart Tolle)

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*Fonte: asomadetodososafetos

Pesquisa aponta que o ser humano está cada vez menos inteligente

Pesquisadores noruegueses, após analisarem mais de 730 mil avaliações de QI (Quociente de Inteligência), chegaram à conclusão de que as pessoas estão cada vez menos inteligentes. O estudo verificou uma diminuição de praticamente 7 pontos de uma geração a outra, sendo a última a que apresentou menor inteligência.

O fenômeno é uma reversão do chamado Efeito Flynn. Este conceito diz respeito ao aumento constante do índice de acerto nos testes de QI verificado entre a população mundial durante o século XX. A partir de 1900, a humanidade registrava um aumento médio de três pontos de QI a cada década. O efeito foi batizado em homenagem ao cientista James Flynn, que observou esses dados.

A pesquisa norueguesa, realizada pelo Centro Ragnar Frisch de Pesquisa Econômica, sugere que o ápice do Efeito Flynn foi registrado entre pessoas nascidas no meio da década de 1970. Depois disso, verificou-se um declínio nos índices de QI. “Esta é a prova mais convincente de uma reversão do efeito Flynn”, disse o psicólogo Stuart Ritchie, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, que não participou da pesquisa. “Se você assumir que o modelo deles está correto, os resultados são impressionantes e preocupantes”, completou.

O estudo sugere que mudanças no estilo de vida podem ser a causa da queda nos índices de QI. Isso inclui fatores como o tipo de educação oferecida às crianças de hoje em dia e as atividades exercidas por elas (menos tempo gasto com leitura, por exemplo). Outra possibilidade é que os testes de QI não se adaptaram para quantificar com precisão a inteligência das pessoas modernas. Essas avaliações favoreceriam formas de raciocínio que podem ser menos enfatizadas na educação contemporânea e no estilo de vida dos jovens.

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*Fonte: brhistoryplay

A felicidade mora nas relações

Os laços que mantemos com os amigos, a família e a comunidade nos tornam mais alegres e saudáveis. A psicóloga canadense Susan Pinker estuda o poder das conexões sociais sobre nós

Encontrar os amigos com regularidade, estar perto da família ou mesmo cultivar breves conversas com o vizinho enquanto levamos o cachorro para passear pode nos trazer mais alegria e mais saúde do que a gente imagina. Na conversa com a psicóloga canadense Susan Pinker sobre o poder que as conexões sociais têm de nos trazer pertencimento e qualidade de vida não há como não se impressionar; isolamento social, ela me diz, é mais perigoso que fumar, ser hipertenso ou nunca praticar atividade física.

Em época de tanta conectividade — afinal, o WhatsApp apita a todo instante, no Instagram curtimos e seguimos a vida de tanta gente —, ela diz que uma conversa olho no olho ainda é essencial. Um abraço, insubstituível. Depois de anos de pesquisa, inclusive nos vilarejos da Sardenha, cheios de pessoas centenárias, Susan colocou no papel todas essas descobertas e publicou The Village Effect: Why Face to Face Contact Matters, ainda sem tradução no Brasil. Ela esteve por aqui para divulgar essas ideias a convide do Fronteiras do Pensamento e também tem viajado o mundo para falar que o que mais importa são mesmo as relações.

Entrevista com Suzana Pinker

Você diz que isolamento social é um problema de saúde. Desde quando isso tem acontecido?

Isolamento social sempre foi um problema porque homens são animais feitos para se desenvolverem e conviverem juntos. Há 10 mil anos vivemos em grupos, e a pior punição possível é Excluir um dos membros. Ainda hoje, quando uma turma quer fazer alguém sofrer, ela o exclui. Nas escolas, não sentam na mesma mesa. Então a exclusão afeta nosso corpo, nosso cérebro, e, agora, vivemos um momento em que as pessoas estão vivendo muito mais sozinhas que 40 anos atrás. Seja por trabalho, seja por estudo, mais gente tem se visto só. E isso influencia nosso risco de estresse e até de ter depressão.

Viver só faz mal à saúde em muitos aspectos?

Sim. Ao longo dos anos essa solidão traz um impacto à saúde. Por exemplo, se você se sente sozinha ou vive sozinha, ou passa muito tempo só, você tem 30% mais chances de morrer em comparação com pessoas com uma vida social ativa. É mais perigoso estar isolado e se sentir sozinho que fumar diariamente um maço de cigarros, ou nunca praticar atividade física. Ou mesmo que ter hipertensão e não tomar remédios. Pessoas que se comprometem a estar com outras aumentam sua expectativa de vida.

De que tipo de relações estamos falando: vizinhos, família, amigos…?

Dois tipos diferentes: seus amigos próximos e família, e pessoas da comunidade. É preciso ter ao menos três pessoas com as quais podemos contar em momentos difíceis, pessoas para quem você pode ligar pedindo ajuda. Essa era a média nos anos 1980, por exemplo; hoje, são duas ou menos. Estamos nos tornando mais solitários. Uma coisa que me surpreendeu é que precisamos de pessoas que achamos não precisar. Conversas com a vizinhança enquanto leva seu cachorro para passear, ou com colegas da igreja, do trabalho voluntário, do time de futebol também são muito importantes. Ter contato com uma diversidade de pessoas é muito benéfico.

E quando a internet é a única forma de comunicação entre amigos que moram longe? Ela não é importante?

Ela é bem importante, e é um jeito de manter o relacionamento vivo até que se possa ver a pessoa novamente. Então você tem essas pessoas, você as conhece. Você não está conversando com estranhos. Vocês já tem um relacionamento à parte disso. Então a internet ajuda a sustentar isso. Mas é importante que vocês se vejam em um determinado tempo, senão a amizade pode morrer. É como uma planta, que precisa de água, senão morre. Contato é necessário para que as coisas continuem.

O legal da internet é que ela faz essa intermediação, só que não serve para repor certas coisas. Se você não pode ver, é uma boa ajuda. Mas não substitui o contato pessoal. Porque a relação não é só sobre o conteúdo do que se diz, também tem o aspecto da presença. É muito mais difícil de transmitir confiança, empatia e solidariedade através da internet. Se alguém está sofrendo de depressão, uma conversa pela internet muitas vezes não vai ser suficiente, mais eficaz que um abraço, por exemplo. O contato físico é essencial, a mensagem que eu transmito face a face, a presença, a sensação de ter alguém ali por você.

Quais efeitos negativos, por exemplo, de manter só relações virtuais?

Acho que há um certo abuso, por exemplo, por parte de pessoas sem habilidades sociais. Elas preferem se comunicar pela internet porque não precisam olhar nos olhos, demonstrar empatia, não precisam ler emoções. É mais fácil porque só precisam digitar. Então é muito comum, ao conhecer uma pessoa depois de teclar com ela, notar que ela é totalmente diferente. E de maneira geral a internet nos dá outra sensação. Por exemplo, eu não sou alta, e já encontrei pessoas que me conheciam pela internet e ficaram surpresas ao verem que sou baixinha. Disseram “Nunca pensei que você fosse tão pequena”. Por quê? Provavelmente porque elas veem minhas opiniões tão fortes, meus posicionamentos, e imaginam alguém fisicamente assim também. Temos diferentes expectativas através das redes.

E é por isso, por exemplo, que aplicativos de paquera podem trazer boas surpresas, mas também podem ser bem mentirosos. Outro desafio é expressar emoções, e sermos lidos da mesma forma com que escrevemos. Nossas próprias emoções influenciam o jeito com que certo conteúdo nos afeta. Às vezes você nem está sendo rude, mas, se quem lê interpreta a partir desse sentimento, a comunicação tem um conflito.

Inclusive pequenas conversas com gente desconhecida, por exemplo?

Sim! Eu nunca estive no Brasil antes, estou aqui há quase uma semana. E o que eu já percebi é que aqui não se tem receio em falar com estranhos. Então, se você está em um restaurante, no ponto de ônibus, no avião, essas conversas acontecem. E elas são muito importantes! Mesmo que você nem veja essas pessoas novamente. São importantes porque nos ajudam a relaxar, e porque essa variedade de visões diferentes, idades, classes sociais, referências culturais também faz a diferença.

Em um momento em que as pessoas estão cada vez mais polarizadas, ter esse contato é muito valioso. Ajuda a proteger o nosso sistema biológico. E tem o benefício da interação, de se sentir de certa maneira aceito. Eu estava no avião indo de Porto Alegre para o Rio de Janeiro. E sentei entre duas pessoas. Minha intenção era aproveitar aquela hora para trabalhar, mas não foi o que aconteceu. Essas pessoas queriam conversar. E, no final do voo, nós estávamos amigas. É revigorante. Mas acho também que a violência tem deixado as pessoas com receio de manter esse contato. Sair nas ruas e falar com estranhos é algo que não fazemos nem tanto por falta de interesse, mas por não sentirmos que é seguro.

Você diz que o contato olho no olho é muito importante. Por quê?

Porque os olhos expressam emoção e também interesse. Então estamos conversando e sou olhada nos olhos, inconscientemente sinto que você está interessada em mim, no que estou falando. E não é só o olhar, mas o jeito que responde a mim fisicamente, a entonação. São sinais que dizem que o falante é importante. Então isso nos traz o sentimento de sermos valorizados e as relações se aprofundam. E, quando alguém te olha nos olhos, isso também traz o sentimento de que você pode confiar nessa pessoa. Imagine que você está conversando comigo, mas eu estou olhando para o lado. O senso de por isso, por exemplo, que aplicativos de paquera podem trazer boas surpresas, mas também podem ser bem mentirosos.

Outro desafio é expressar emoções, e sermos lidos da mesma forma com que escrevemos. Nossas próprias emoções influenciam o jeito com que certo conteúdo nos afeta. Às vezes você nem está sendo rude, mas, se quem lê interpreta a partir desse sentimento, a comunicação tem um conflito. Ainda em relação a doenças, você diz que até mesmo um tratamento contra o câncer pode ser afetado pelas nossas conexões. Sim, o câncer e outras doenças. As relações são importantes durante o tratamento porque o que aprendemos recentemente é que contato social afeta os hormônios, a química que circula no cérebro, no sangue, e isso influencia a imunidade, o sistema imunológico.

Quando eu vejo você, eu toco você, coisas acontecem em meu corpo, em meu sistema. Então isso afeta até o jeito que um tumor cresce. Se mais rápido ou menos rápido. Uma rede de apoio, de fato, ajuda a passar por situações assim. E como você observa isso na medicina, nos cuidados médicos?

É preciso contatos sociais

Hoje em dia é muito comum que os médicos tenham na tela do computador todos os dados sobre o paciente, mas não saibam olhar para ele. Perguntam algo, mas continuam olhando para a tela enquanto você fala. Se estou depressivo, ou tenho marcas de abuso no meu rosto porque apanhei do meu marido… o médico não vai perceber se não me olhar verdadeiramente. Ele perde parte da comunicação que é feita através da minha presença, do meu corpo. Há médicos que fazem diagnósticos errados porque estão olhando só para uma parte do corpo, ou porque escutam o que o paciente diz, mas não investigam, não fazem as perguntas certas.

Como podemos começar a mudar o nosso entorno, a valorizar mais as relações? É uma questão que envolve toda a sociedade, mas precisamos começar de alguma forma, e há coisas básicas que podem ser feitas. Se você está procurando por uma nova casa ou escritório, por exemplo.

Muita gente se preocupa com o tamanho do lugar, a quantidade de quartos, se os armários da cozinha são novos ou velhos, quantos carros comporta a garagem. Nós nos apegamos a coisas muito concretas, mas que tal saber se a vizinhança é gentil, se vizinhos costumam conversar entre si, se tem um lugar próximo no qual possamos nos juntar a mais gente, como um parque, uma praça? Isso afeta nossa qualidade de vida mais do que a gente imagina. Então podemos repensar, por exemplo, qual é o lugar mais desejável para viver.

Existem áreas que são como bolhas. Isoladas, sem cafés, sem mercadinhos, sem vizinhança. Completamente escuras e desertas durante a noite. Você acaba vivendo em seu pequeno espaço privado. E eu entendo isso, moramos em grandes cidades, queremos mais privacidade, mas é preciso pensar que contatos sociais também são importantes para meu dia. Ao trocar ideias com mais gente, coisas boas acontecem.

Políticos também têm papel importante para melhorar o poder das nossas relações e conexões?

Sim, é algo complexo que envolve várias frentes. Inclusive de políticos que olham para isso e enxergam que é importante. É preciso que se destine verba para melhorar o planejamento das cidades. Departamentos municipais precisam cuidar para que tenhamos centros que sejam seguros, em que haja policiamento, e que a polícia não seja corrupta, que vejamos nela alguém em quem confiar. Isso também ajuda nos relacionamentos, porque não ter senso de confiança ou a quem pedir ajuda caso precisemos nos impede de estar em locais públicos.

Aquelas áreas construídas nas calçadas, chamadas parklets, são muito interessantes. São lugares na cidade onde as pessoas podem ficar. Porque hoje vejo que se usam restaurantes para fazer isso. Então não são mais lugares em que você vai para comer, pagar e ir embora. Aqui não, as pessoas continuam nas mesas para terem onde conversar. E isso porque não se sentem seguras em outras partes. Então nos restaurantes estão pessoas lendo, grupos fazendo reuniões de trabalho, amigos jogando conversa fora. As pessoas acabam ficando em locais privados, pois é onde elas se sentem mais seguras. As cidades acabaram construindo isso. Então os políticos precisam prover infraestrutura para que uma mudança possa acontecer.
Internet

E em relação ao uso da internet, principalmente em casa? Podemos limitar o tempo que as crianças passam nas telas. Não permitir que elas fiquem no celular enquanto comem, ou que levem os aparelhos para a cama. É bem difícil controlar isso, inclusive porque nós mesmos temos esse hábito. Ou seja, é mau para meu filho, mas para mim, não… Só que no Vale do Silício, por exemplo, os líderes da tecnologia não permitem que os filhos passem tanto tempo na internet. Constroem casas supertecnológicas e milionárias, mas têm controle do acesso à internet. Assim, ninguém fica online depois de um determinado horário. Por quê? Porque eles sabem que, não só para as crianças mas para eles também, aquilo é viciante, é prejudicial.

*Por Débora Zanelato

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*Fonte: vidasimples

Ser resiliente não é ter força para avançar; é avançar, mesmo que não tenha força

Você já se sentiu tão exausto, dividido, desiludido ou desamparado que pensou que não poderia seguir em frente? Você se sentiu à beira do precipício sem escolha a não ser se render ou emocionalmente embaixo ?

Acontece com todos nós: às vezes a vida nos ultrapassa. Por mais que lutemos, não vislumbramos a saída, nos sentimos presos. No entanto, quando passamos por essas situações extremas, é quando descobrimos nossa verdadeira força. Um ditado popular já disse: nenhum mar calmo fez um marinheiro experiente.

A força que vem da adversidade

Maurice Vanderpol, ex-presidente da Sociedade e Instituto Psicanalítico de Boston, analisou um dos capítulos mais sombrios da história da humanidade: o Holocausto. Ele descobriu que as vítimas que conseguiram sair dos campos de concentração mentalmente saudáveis ​​tinham algo em comum que ele chamou de “escudo plástico”.

Esse escudo era composto de várias peças, incluindo um senso de humor, muitas vezes um humor negro que, no entanto, ajudou a adotar um senso crítico de perspectiva. Outras características centrais que ajudaram essas pessoas a enfrentar a adversidade foram sua capacidade de estabelecer laços interpessoais significativos e a construção de um espaço psicológico interno que os protegia de intrusões abusivas.

Obviamente, ninguém quer que a adversidade bata à sua porta. Mas mais cedo ou mais tarde isso acontecerá, por isso é melhor estar preparado para enfrentar problemas e contratempos da melhor maneira possível. De fato, quando tentamos evitar adversidades, também eliminamos um dos ingredientes mais importantes para cultivar nossa resiliência.

“ Coisas ruins acontecem, mas a maneira como eu respondo define meu caráter e minha qualidade de vida. Posso optar por ficar preso na tristeza perpétua, imobilizado pela seriedade da minha perda, ou superar a dor e salvaguardar o presente mais precioso que tenho: a vida em si ” , segundo o escritor americano Walter Anderson.

É por isso que, em vez de evitar a adversidade, precisamos abraçá-la, entender que é uma espécie de combustível essencial para cultivar a força interior . Nós não temos que gostar dela. Nós não temos que gostar disso. Mas temos que confiar em seu potencial para transformar uma tempestade em uma fonte de força. A aprendizagem que vem da adversidade é o terreno ideal para dar um salto qualitativo em nossas vidas.

Quando acreditamos que não podemos fazer mais, mas ainda assim avançamos, nos damos uma grande lição de coragem que se tornará uma coluna sólida para sustentar nossas vidas. Não jogar a toalha hoje nos fortalece para futuras batalhas.

5 benefícios que você pode extrair da adversidade

Precisamos parar de ver a adversidade como um inimigo e começar a vê-la simplesmente como uma situação. As situações não são simplesmente um lugar onde estamos ou uma circunstância pela qual estamos passando, mas implicam a maneira como assumimos esses fatos, assim como os pensamentos e emoções que vêm à nossa mente naquele momento.

Isso significa que cada situação é um microcosmo que inclui, por um lado, os fatos e, por outro, nossa reação ao que nos acontece. Portanto, uma mudança em uma dessas variáveis ​​nos levará a uma situação diferente, para outro microcosmo. Às vezes não podemos mudar os fatos, mas podemos mudar a maneira como reagimos. E isso geralmente é o suficiente para sair da situação angustiante que tira nosso oxigênio psicológico.

Um bom ponto de partida é assumir a adversidade como uma oportunidade para conhecer melhor uns aos outros e enriquecer nossa mochila com novas ferramentas psicológicas para a vida. Para fazer isso, devemos entender que a adversidade:

• Nos ajuda a construir resiliência. A resiliência não é o produto de uma vida simples, mas é forjada nas circunstâncias mais difíceis, quando expandimos nossas forças para avançar, apesar de tudo e de todos. Todos os desafios que enfrentamos e superamos fortalecem nossa vontade e desenvolvem nossa capacidade de superar os obstáculos que aparecerão no futuro.

• Fortalece a autoconfiança. Superar a adversidade nos ajuda a sustentar a força interior. Somos o que somos por causa das experiências que vivemos e da maneira como lidamos com elas. Enfrentar a adversidade com sucesso nos dá a autoconfiança necessária para superar novos problemas sem desmoronar, com a certeza de que teremos sucesso, seja ele qual for.

• Aprendemos a nos sentir mais confortáveis ​​na incerteza. A adversidade nos tira da nossa zona de conforto , enfrentando face a face com a incerteza. Isso nos permite aprender a lidar com o desconforto gerado pelo incerto e pelo desconhecido, de modo que, no final, nossa zona de conforto seja cada vez mais ampla.

• Isso nos permite descobrir nossos pontos fortes. As situações limítrofes podem trazer à luz nossas melhores habilidades e pontos fortes, qualidades que de outra forma teriam permanecido na sombra. A adversidade nos encoraja a superar nossos limites e a descobrir um novo “eu”. Não é por acaso que um estudo realizado na Universidade McGill irá revelar uma estreita relação entre resiliência e autoconsciência.

• Estimula a aceitação incondicional. A adversidade é inevitável, faz parte da vida. Resistir ou negar isso só fará com que volte com uma força destrutiva crescente. É por isso que os problemas são uma excelente oportunidade para praticar a aceitação radical , para assumir que há coisas que não podemos mudar, mas ainda assim podemos continuar a viver e até a desfrutar a vida.

Não devemos esquecer que a adversidade é uma das forças mais poderosas da vida. Pode trazer o melhor ou o pior de nós. A decisão é nossa.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Privação de sono está relacionada à maior consumo calórico diário, mostra estudo

Dormir pouco atrapalha o corpo como um todo: aumenta doenças cardiovasculares, traz mais dores, enfraquece o sistema imunológico e ainda traz danos quando o assunto é emagrecimento! Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia concluíram que pessoas que sofrem provação de sono chegam a consumir até 550 calorias a mais no dia. Os resultados desse estudo foram publicados na edição de Julho do jornal Sleep.

Para chegar a essas conclusões os estudiosos recrutaram 225 adultos com idade entre 22 e 50 anos, que ficaram por cinco dias no laboratório do sono da universidade, dormindo apenas das 4 às 8 horas da manhã. Eles podiam comer o que quisessem nesse período, enquanto os monitores do laboratório mantinham um registro dessa alimentação. Enquanto isso, um grupo de controle também foi colocado com a mesma disponibilidade de alimentos, só que dormindo o quanto quisessem.

No fim do período estipulado, eles perceberam que no tempo em que normalmente estariam dormindo, as pessoas consumiam cerca de 550 calorias a mais e davam preferência a alimentos bem mais gordurosos, o que resultou em um maior ganho de peso nesse período.

A conclusão a que eles chegaram é que a culpa está na desregulagem dos hormônios grelina e leptina, responsáveis respectivamente pela fome e pela saciedade, um fato já conhecido. Eles acreditam, inclusive, que fora do laboratório o ganho de peso deve ser maior, já que os voluntários estão expostos a comida de hospital e no dia a dia é mais fácil ter acesso a itens mais calóricos.

Confira os outros prejuízos

Se o emagrecimento não é argumento suficiente para você tentar dormir melhor, confira que outros problemas a privação de sono provoca.

Afeta o emagrecimento

Durante o sono nosso organismo produz a leptina, um hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade ao longo do dia. Por isso, pessoas que dormem pouco produzem menores quantidades desse hormônio. Além disso, quem tem o sono restrito produz mais quantidade do hormônio grelina, que provoca fome e reduz o gasto de energia. “A consequência é a ingestão exagerada de calorias durante o dia, pois o corpo não se sente satisfeito”, explica a endocrinologista Alessandra Rasovski, da Sociedade Brasileira e Endocrinologia e Metabologia. Segundo um estudo feito na Universidade de Chicago, pessoas que dormem de seis a oito horas por dia queimam mais gorduras do que aquelas que dormem pouco ou tem o sono fragmentado. A pesquisa afirma que a falta de sono reduz em 55% a queima de gordura.

Impede a conservação da memória

“O sono é uma etapa crucial para o cérebro transformar a memória de curto prazo relevante em memória de longo prazo”, afirma o neurologista André Felicio, da Academia Brasileira de Neurologia. O especialista explica que, durante a noite, o cérebro faz uma varredura entre as informações acumuladas, guardando aquilo que considera primordial, descartando o supérfluo e fixando lições que aprendemos ao longo do dia. “Por esse motivo, quem dorme mal costuma sofrer para se lembrar de eventos simples, como episódios do dia anterior ou nomes de pessoas próximas”, diz.

Enfraquece a imunidade

É durante o sono que acontecem diversos processos em nosso organismo, dentre elas a produção de anticorpos. De acordo com um estudo da Universidade de Chicago (EUA), dormir pouco reduz a função imune e o número de leucócitos, células responsáveis por combater corpos estranhos em nosso organismo. Segundo a pesquisa, quem dormia quatro horas por noite por uma semana tinham os anticorpos reduzidos pela metade, quando comparados aqueles que dormiram até oito horas.

Altera o funcionamento do metabolismo

As mudanças no ciclo do sono podem atrapalhar a síntese dos hormônios de crescimento e do cortisol, já que ambos são produzidos enquanto dormimos. “Os maiores efeitos dessa deficiência são despertar cansado, a dificuldade de raciocínio e a ansiedade, que podem interferir na realização de tarefas do cotidiano, levando a problemas como déficit de atenção, acidentes de trânsito, indisposição física, irritabilidade e sonolência”, diz a endocrinologista Alessandra.

Leva ao envelhecimento precoce

Durante o sono, produzimos hormônios “rejuvenescedores”, como a melatonina e o hormônio do crescimento. “Esses hormônios exercem funções reparadoras e calmantes para a pele, e a falta de sono impede que o corpo descanse adequadamente”, afirma a endocrinologista Alessandra. Os maiores resultados disso são uma pele sem viço e com olheiras. O estresse provocado pela falta de sono também favorece o aparecimento de rugas.

Interfere na produção de insulina

Pessoas com diabetes que tem um sono insuficiente desenvolvem uma maior resistência insulínica, tornando o controle da doença mais difícil. É o que afirma um estudo feito pela Northwestern University, dos Estados Unidos. Os pesquisadores concluíram que portadores de diabetes que dormem mal tinham 82% mais resistência à insulina que os portadores com sono de qualidade. Além disso, a falta de sono adequado pode favorecer o aparecimento de diabetes tipo 2 em quem não tem a doença. “É durante o sono que o corpo estabiliza os índices glicêmicos, por isso quem não tem um sono de qualidade sofre com o descontrole do nível de glicose, podendo desenvolver diabetes”, explica a endocrinologista Alessandra.

Desregula a pressão arterial

A neurologista Rosa Hasan, responsável pelo Laboratório do Sono do Hospital São Luiz, explica que a dificuldade em descansar durante a noite é equivalente a um estado de estresse, aumentando a atividade da adrenalina no corpo. “Uma noite mal dormida deixa o organismo em estado de alerta, aumentando a pressão sanguínea durante a noite”, explica a especialista. Ela afirma que com o tempo essa alteração na pressão sanguínea se torna permanente, gerando a hipertensão.

Afeta o desempenho físico

“Um sono incompleto é uma das principais causas de fadiga ou baixo desempenho motor”, afirma o neurologista André. Quando dormimos profundamente e sem interrupções, nosso corpo começa a produzir o hormônio GH, responsável pelo nosso crescimento, e que começa a ser sintetizado só 30 minutos depois de começarmos a dormir. “O hormônio do crescimento tem como funções ajudar a manter o tônus muscular, evitar o acúmulo de gorduras, melhorar o desempenho físico e combater a osteoporose”, explica a endocrinologista Alessandra.

Prejudica o humor

“A falta de sono faz com que o cérebro não descanse plenamente, prejudicando a comunicação entre os neurônios”, explica o neurologista André. E os neurônios são os responsáveis por produzir os neurônios relacionados ao nosso bem-estar, como a serotonina. “Por isso que um sono deficiente impacta o nosso bom-humor de forma direta, podendo até favorecer quadros de depressão.”

 

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*Fonte: minhavida

O silêncio é a única resposta que devemos dar aos tolos

Não devemos discutir com quem demonstra total ignorância e falta de sensibilidade em relação ao que a gente sente. Quando percebemos que estamos sendo incompreendidos, que não estão querendo ouvir, ou pouco se importam com algo que para nós é muito importante, devemos nos retirar em silêncio.

Nenhum esforço vai valer a pena nesse caso.

Muitas pessoas passam pela nossa vida, ou até permanecem, só que não querem realmente ficar. Ficam porque estão, de algum modo, esperando por algo melhor, e constantemente, agem com indiferença quando o assunto não diz respeito a elas.

Elas não conseguem nada melhor porque ainda não perceberam que esse algo melhor não existe, e sempre buscarão por coisas impossíveis, porque os padrões de felicidade que impuseram para si próprios, desde a infância, são muito altos, por isso vivem frustrados, por isso, precisam descontar essa frustração nos outros.

Seria simples resolver esse problema interno, a solução seria apenas diminuir esses padrões, mas elas não sabem como, e isso realmente é difícil de ser feito, é necessário querer. E elas não querem. Tentamos uma aproximação gentil, mas sempre levamos uma pancada e recebemos aquela palavra arrogante de desdém. Eles são assim e estão fechados para balanço.

Essas pessoas estão mergulhadas na própria infelicidade. E se mostram inteiros dentro do seu egoísmo mesquinho. Já diziam os sábios: Onde a ignorância faz morada, não há espaço para a inteligência dar palpites. Por tanto, não palpite.

Vejo muitas pessoas se desesperando, quebrando a cabeça para tentar se fazer entender e sofrendo por tentar mudar a atitude do outro. Mas contra fatos não há argumentos. Não se pode forçar o outro a te tratar bem. Ponto.

Aquela sensação de afeto e vontade de fazer o bem só é manifestada por quem possui dentro de si a beleza da gentileza. São raras as pessoas que possuem esse poder. Elas são magnificas, estão prontas para ajudar e amar, se colocam a disposição e se sentem muito úteis quando percebem que ajudaram alguém.

Fiquei encantada outro dia quando meu filho chegou da escola todo empolgado dizendo que era um ótimo professor. Eu perguntei por quê, e ele respondeu: Mãe sabe aquela minha amiga da escola que eu sempre converso no whatsapp? Eu disse que sim. Ele então continuou: Ela não sabia nada de geografia e a prova dela era hoje, daí eu sentei com ela no recreio e comecei a explicar a matéria e sabe quanto ela conseguiu tirar na prova? 9.0 mãe! Não é demais? Eu sou um ótimo professor!

Muito emocionada e orgulhosa eu disse: Filho, você realmente é um ótimo professor, parabéns por se colocar à disposição em ajudá-la! E sabe de uma coisa? Ela também é uma ótima aluna! Porque só aprende aquele que está disposto a aprender.

Esse exemplo foi apenas uma ilustração para mostrar que não adianta perder tempo com gente tola. Geralmente os tolos não estão abertos para aprender nada que não seja massagem para o seu ego. Não sabem receber críticas, mas criticam o tempo todo. Então não vale a pena dispender energia falando e tentando os convencer com seus argumentos. Eles possuem um bloqueio descomunal, só escutam o que querem e você vai gastar um tempo precioso da sua vida e não surtirá efeito algum.

Não estou dizendo para você desistir dessa pessoa se ela for realmente importante para você, estou dizendo para não forçar a barra. Esse tipo de pessoa precisa estar totalmente envolvida para que você comece a falar sobre um assunto que ela não quer. Não fique dando indiretas, elas odeiam pessoas chatas e você será uma delas se começar a fazer isso. Não comece um assunto importante quando ela estiver fazendo uma coisa que ela gosta, interromper um hobby de um tolo para falar sobre você é tolice.

Fale apenas quando ela estiver com os ouvidos abertos só para você, isso é raro, e pode ser que ela ainda saia e te deixe falando sozinha. E aí? Você acha que vale realmente a pena? O que ela espera de você? Que você se humilhe e fique falando por horas na cabeça dela. E você faz exatamente isso.

Quando você acatar o silêncio como o melhor remédio, talvez, eu disse, talvez, ela sinta que algo esteja diferente e perceba que você não vai mais aturar ignorância ou desamor.

Mas olhe… Eu disse talvez…

*Por Iara Fonseca

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*Fonte: resilienciamag

A estranha história da mulher que tocou violino por 4 anos em uma orquestra que não existia

O técnico de som do estúdio de televisão entrou em pânico.

Com a transmissão ao vivo prestes a começar, ele não conseguia ouvir nenhum dos instrumentos da orquestra que estava prestes a tocar, como parte de um evento de caridade organizado pela rede de televisão americana PBS.

Mas o que parecia uma terrível falha técnica na verdade era algo comum para o conjunto de músicos.

Eles estavam em turnê pelo país fingindo tocar música clássica enquanto uma faixa gravada estava tocando. Já o público pensava que eles estavam tocando ao vivo.

“Essa prova de som nos denunciou, mas ainda estamos no ar”, disse a violinista Jessica Hindman à BBC.

Compositor misterioso

Durante quatro anos, entre 2002 e 2006, Hindman “tocou” o violino com a orquestra em lugares tão diversos quanto shopping centers e grandes auditórios. Eles viajaram pelos Estados Unidos e até visitaram a China.

Ela descreveu sua experiência no livro “Sounds Like Titanic” (Soa como Titanic, em tradução livre), publicado em 2019, que é mais uma biografia do que uma denúncia: o diretor da orquestra que inventou o truque nunca é mencionado, por exemplo.
‘Compositor’ é um personagem complexo no livro de Hindman, no qual ela narra sua passagem pela orquestra falsa (Foto: Getty Images via BBC)

‘Compositor’ é um personagem complexo no livro de Hindman, no qual ela narra sua passagem pela orquestra falsa (Foto: Getty Images via BBC)

No livro, ele aparece como Compositor, um personagem complexo em uma narrativa em que Hindman tenta justificar seus anos de fantasia.

“Tudo se resume ao fato de que eu precisava de dinheiro”, diz ela. “Minha história não era sobre o Compositor.”

“Não havia a necessidade de nomeá-lo, especialmente depois que outros músicos me disseram que ele não era o único a fazer isso (fingir ter músicos tocando ao vivo) dentro da indústria.”

Mudança de carreira

Hindman, que se formou como violinista clássica, já havia desistido de uma carreira musical quando conseguiu um emprego na orquestra de Nova York.
Hindman tinha dois empregos e até vendeu óvulos para morar em Nova York (Foto: Divulgação)

Ela tinha se formado em Estudos sobre Oriente Médio na Universidade Columbia na esperança de se tornar jornalista.

Para cobrir os custos da faculdade e morar em Nova York, uma das cidades mais caras do mundo, ela tinha dois empregos e até vendeu seus óvulos para uma clínica de fertilização.

Em 2002, Hindman tinha 21 anos e procurava um terceiro emprego quando viu um anúncio em um fórum de estudantes na internet.

Eles procuravam violinistas e flautistas para “tocar em uma banda premiada”.

Bom demais para ser verdade

O fato de ter conseguido o emprego sem uma única entrevista e sem tocar uma única nota na frente de alguém a surpreendeu.

“Sim, eu tocava violino e fazia aulas há 13 anos, mas nunca a ponto de fazer isso profissionalmente”, explica.

Mas o pagamento que eles ofereceram dobrou sua renda. E ela sonhava em tocar violino desde a infância.

Até que ela se deu conta de que, como membro dessa orquestra em particular, ela não precisava tocar.

Seu primeiro trabalho, no dia seguinte à sua contratação, foi ajudar nas vendas de CDs durante um show ao ar livre em uma pequena cidade no Estado de New Hampshire.

Os dois músicos responsáveis ​​pela música ao vivo estavam tocando muito alto e perfeito demais pelo que saiu do sistema de som.

“Mesmo com meu treinamento musical, levei um tempo para descobrir o que estava acontecendo”, diz ela.

“O Compositor queria que a música soasse perfeita e que os músicos parecessem jovens e frescos”.

Enquanto isso, os CDs com música do Compositor eram vendidos feito pães quentes.

“As pessoas gostavam muito da música. Sim, elas não ouviam os músicos tocando ao vivo, mas as faixas gravadas eram músicas originais feitas no estúdio por músicos reais”, explica Hindman.

“Isso tinha que ser dito.”

Este é um dos momentos da entrevista em que ela demostra uma certa admiração pelo Compositor.

Hindman acredita que seu empregador prestou um serviço ao levar música clássica para o público que, de outra forma, nunca teria tido acesso a ela.

“O Compositor aproveitou uma lacuna no mercado”, argumenta. “As pessoas que vieram nos ver realmente queriam ouvir música clássica, mas talvez não pudessem pagar os ingressos … ou talvez se sentissem intimidadas pela formalidade dos concertos mais tradicionais.”

É legal

Também é importante observar que não é ilegal usar faixas pré-gravadas — ou reproduzir — em shows. Esse é um recurso que até grandes estrelas da música como Beyoncé às vezes usam durante suas apresentações ao vivo.

Os músicos clássicos também fazem o mesmo: em janeiro de 2009, um grupo liderado pelo aclamado violoncelista Yo-Yo Ma usou uma faixa pré-gravada durante a posse do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Temia-se que o tempo frio pudesse desafinar ou até danificar os instrumentos.

Ainda assim, Hindman e os outros músicos imitavam regularmente na frente de microfones silenciados. Mas isso teve seu preço.

“Como estávamos apenas imitando os temas, tínhamos tempo para pensar sobre o que estava acontecendo e a falsidade de tudo passava pela minha cabeça”, admite.

“Havia alguns músicos realmente bons que fizeram isso porque tinham dificuldade de encontrar trabalho em outro lugar.”

‘Êxito’

Também não causou problemas de imagem: para as pessoas que moravam em sua pequena cidade natal, na região dos Apalaches, uma das mais desfavorecidas socialmente do país, Hindman havia “triunfado na cidade grande” contra a maré e o vento.

“Meus pais e conhecidos me enviaram mensagens doces ​​dizendo que me viram na televisão e não sabiam dizer o que estava acontecendo. Me senti pressionada a ser vista como um sucesso. De certa forma, isso me fez semelhante ao Compositor.”

E acrescenta: “ele podia compor, mas apenas um pouco. Ainda assim, ele encontrou uma maneira de ter sucesso. Eu fiz o mesmo com o violino.”

Para lidar com as duras horas de trabalho e longas viagens por todo o país, Hindman desenvolveu um vício em cocaína e anfetaminas que contribuíram para a deterioração de sua saúde mental.

Os ataques de pânico se tornaram um companheiro de viagem, até que ela deixou a orquestra e voltou para a casa de seus pais.

Ela tinha 26 anos.

Mais tarde, Hindman conseguiu um emprego como secretária, que também pagava as mensalidades da faculdade para ela.
Segundo Hindman, uma das peças do Compositor ‘pegou emprestado’ passagens da popular canção do filme Titanic (Foto: Getty Images via BBC)

Segundo Hindman, uma das peças do Compositor ‘pegou emprestado’ passagens da popular canção do filme Titanic (Foto: Getty Images via BBC)

Seus estudos em escrita criativa a inspiraram a escrever Soa como Titanic, com base nas reações da plateia a uma das peças do Compositor. Os comentários, ao que parece, não foram equivocados, pois ele “emprestou” trechos da música popular My Heart Will Go On do filme de James Cameron, de 1997, sobre o naufrágio.

Alguns meios de comunicação dos Estados Unidos afirmaram ter identificado o Compositor, mas sua identidade nunca foi confirmada oficialmente.

Embora Hindman tenha entrado em contato com seus ex-colegas enquanto escrevia seu livro, ela nunca mais falou com o Compositor.

“Espero que você concorde com o livro”, diz Hindman, que dá aulas de redação criativa na Northern Kentucky University desde 2014. “Ele não entrou em contato comigo depois que o livro foi publicado, e alguém me disse que ele ainda estava em turnê.”

Mas desta vez, conta ela, parece que seus músicos estão realmente tocando os instrumentos ao vivo.

*Por Fernando Duarte

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*Fonte: epocanegocios

A síndrome do pequeno poder: arrogância e cinismo

Abraham Lincoln, 16º Presidente dos Estados Unidos, afirmou “se você quer testar o caráter de um homem, dê-lhe poder.” Essa máxima traz uma intensa relação com a síndrome do pequeno poder, que se expande por meio de suas técnicas de dominação nas relações sociais, causando danos psicológicos e morais nas pessoas e grupos.
O termo síndrome vem do grego “syndromé”, que significa “reunião.” É um conceito utilizado para caracterizar os sintomas que definem alguma doença ou condição. Nesse contexto, a síndrome do pequeno poder se refere às atitudes autoritárias de indivíduos, quando lhes sãos conferidos uma menor parcela de poder, que mesmo assim geram medo e sofrimento em suas vítimas.

Trata-se de um problema psicossocial, sendo que essa síndrome quer controlar a liberdade de outrem, abusando de sua autoridade na convivência humana. Poder é uma palavra que se originou da expressão latina “possum”, que representa “ser capaz de”, um conceito que é aplicado em diversas áreas.

Não é que o poder seja ruim, já que nem todos usam para fins perversos. Mas, na síndrome do pequeno poder ele é usado com soberba por aqueles que possuem chefias em órgãos públicos, empresas, famílias, escolas, igrejas, partidos políticos etc, azedando o relacionamento interpessoal.

Na família tal síndrome exerce a violência doméstica, que desrespeita os direitos fundamentais de mulheres, crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência. Isso se deve a concepção patriarcal de que os homens são seres superiores e detêm a força física, econômica e verbal.

É como se o poder fosse uma droga, impulsionando os sujeitos a ficarem mais egoístas, mais cínicos e mais dispostos a praticar atos imorais, uma vez que acreditam que as suas prerrogativas lhes dão o direito de pisar em seus “subordinados”.

Na verdade, os portadores da síndrome do pequeno poder escondem o seu complexo de inferioridade. Essa síndrome não é propriamente uma patologia, contudo, pode provocar um perturbador sentimento de culpa, visto que nenhum ser humano consegue viver desse jeito o tempo todo.

O grande erro está em colocar gente desqualificada em funções de liderança, que utiliza o seu comando para dificultar ou prejudicar a vida dos que se obrigam a conviver com elas por necessidade laboral, financeira e afetiva.

Livrar-se das ações de sujeitos com a síndrome do pequeno poder não é fácil, pois eles fazem qualquer coisa para se manterem nos cargos e ainda não se importam se forem lembrados como maus-caracteres.

Sempre que esses líderes extrapolam os limites do pequeno poder, é porque se tornaram políticos ou executivos, entretanto, continuam indivíduos arrogantes e indiferentes com o bem-estar dos outros e não sentem empatia ou culpa, só que agora ocupam altos cargos públicos ou são CEOs de grandes empresas.

Porém, é como diz o provérbio: “A Justiça tarda, mais não falha” e têm revelado que essas criaturas não dispõem de tanto poder como acreditam. Não é à toa, que ouvimos que determinados fulanos decaíram ou cometeram suicídios por não suportarem a perda do poder.

*Por Jackson César Buonocore

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*Fonte: contioutra

A tentativa de transformar o sofrimento em patologia é o grande marketing da indústria dos psicofármacos

A depressão dá lucro: é o que diz a indústria patologizante que medicaliza o afeto, a tristeza, o sono, os amores, o sentimento de vazio e vende uma ideia de bem-estar, mas que, em algum momento, o sujeito terá que lidar com os sentimentos de uma outra forma.

E medicam tanto que não se tem ânimo para sair de casa, cuidar de si, investir numa relação, fazer rupturas e lidar com perdas. E não se trata aqui de negar que existem casos onde a medicalizacão é necessária.

A sensação de melhora rápida adia aquilo que precisa ser dito e reeditado. Os consultórios, que em um momento de Pandemia foram deslocados, estão vivos (on-line) e repletos de pessoas procurando um lugar de escuta e também de fala para suas dores. Eles estão se dando conta de que não dá para ser forte o tempo todo, solucionar tudo, resolver tudo, não chorar, não sofrer… Perceber que a fragilidade faz parte de nós e, portanto, pedir ajuda não é sinônimo de fracasso.

A tentativa de transformar o sofrimento em patologia é o grande marketing da indústria dos psicofármacos, que vende suas tarjas pretas, que limita o sujeito nas suas possibilidades e saídas para o mal-estar. A ideia do normal e do patológico, precisa ser investigado melhor, assim como uma leitura melhor acima dos diagnósticos e seus efeitos para além das cápsulas.

A psicanálise propõe que o sujeito deprimido volte a fantasiar, faça uma travessia, que facilite o acesso ao imaginário, abrindo espaços para que possa falar das suas dores. Expô-las, ao invés de encobri-las. Todo mundo tem algo a dizer, mesmo que por algum tempo isso não lhe venha à lembrança.

*Por Iza Junqueira Rezende

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*Fonte: revistapazes

3 razões para você conversar mais com seu cachorro

Eu, particularmente, adoro conversar com cachorros. Bater um papo com esses animais melhora o meu humor, diminui o meu estresse e sempre me deixa muito feliz.
Além disso, uma pesquisa recente chegou à conclusão de que conversar com animais é uma forma de exercitar o cérebro e é um sinal de inteligência.

Quer mais motivos para conversar com o seu cachorro, pois nós vamos te dar mais três:

1 – Falar com cachorros ajuda na saúde e nas relações humanas

No caso dos idosos, a conversa com os cães ajuda com que eles se mantenham ativos e com a cabeça focada no presente. No caso das crianças, conversar com um cão pode ajudá-las a ter mais confiança. O cão sempre irá escutar a criança sem repreendê-la e sem fazer julgamentos.

Os cachorros também têm uma habilidade especial para obter a comunicação de algumas crianças que possuem certas condições que as tornam relutantes em interagir com os seres humanos, com aquelas que possuem autismo.

Conversar com um cão também pode ajudar a resolver conflitos internos e dar coragem para se abrir sobre certos assuntos. Incluir um cão na discussão pode adicionar humor e deixar o clima mais leve.

2 – Faz bem para o cachorro

Cachorros conseguem compreender muito do que falamos através do nosso tom de voz e de nossa linguagem corporal. (Foto: Reprodução / 4knines)

Existem muitas maneiras de se relacionar com seu cachorro, porém, é comprovado que pessoas que conversam com seus animais estão mais intimamente ligadas a eles e tendem a ter um vínculo maior com o cão. Conversar com seu animal é uma forma de dar atenção a ele e também pode fazer com que ele sinta ainda mais o seu afeto por ele.

Além disso, os cães fazem grandes esforços para entender a fala humana e nossos gestos, por isso é justo que se tire um tempinho para conversar com seu cachorro. E tente conversar assim como você fala com outros humanos, com atenção e olhando para o animal. Fique atento também ao seu tom de voz na hora que for falar com seu animal, pois é através do seu tom que ele vai entender se você está feliz, animada ou com raiva.

3 – Os cães podem entender muito do que dizemos mesmo sem compreender as palavras

Ao se comunicar, o ser humano usa muito de linguagem corporal, além de ter um tom de voz diferente para certos assuntos. E isso os cães conseguem pegar de forma mais fácil.

Os cães possuem um alto nível de sensibilidade ao conteúdo emocional. Segundo pesquisas, seres humanos e cachorros usam a mesma área do cérebro para processar o significado emocional de certos padrões de fala.

*Por Andrezza Oestreicher

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*Fonte: Dogster / portaldodo

Atrações físicas são comuns, mas conexões mentais são raras

Você conhece alguém que faz você sentir aquele friozinho na barriga, alguém que, com o toque, faça você estremecer? É comum vermos bocas que nos atraiam, sorrisos que nos desmontam e olhares que nos encantam. É comum nos atrairmos pelo perfume bom que fica em nós depois do abraço.

Mas como é difícil aquela conexão mental daquela conversa boa de que você não quer se despedir. De quem faz você abrir o seu coração; aquela conversa boa que permite que você seja simplesmente você. Como é raro ter alguém para falar das nossas paixões malucas, dos nossos gostos peculiares e dizer ao outro o quanto detestamos dieta. É raro encontrar alguém com quem a gente possa falar sem medo da reprovação e que ri da nossa risada de porquinho.

Como é bom e raro ter alguém que ache os nossos planos incríveis, enquanto muitos veem como bobagem. É raro ver alguém interessado em nos ouvir e não apenas em nos beijar, quem queira realmente nos conhecer do avesso e não com beijos calorosos que dão sinal para outra coisa. É raro alguém que queira conhecer a nossa alma, o nosso caráter, e que veja o nosso coração e não apenas o nosso corpo.

É raro quem olha para nossa alma e queira escutar as nossas histórias. É raro quem queira rir conosco das bobagens dessa vida e que divida as suas piadas mais sem graça nos fazendo rir.

É comum quem chega e arrepia com um beijo ao pé do ouvido, difícil é quem vem e nos arrepia com uma conversa boa, daquelas que você não se cansa, daquelas que dispensa o beijo e aguça o desejo de conhecer mais sobre esse alguém. É fácil quem vem e faz com que nos apaixonemos pelo jeito que nos olha, difícil é quem vem e queira olhar para a nossa alma e nossa história.

Em um mundo de tantos disfarces e coisas passageiras, é raro quem “perde” o seu tempo com uma conversa boa e, mais ainda, quem nos faz “perder” tempo com ideias interessantes, sonhos cativantes. É raro pessoas que no fazem querer sempre mais e mais e que entendam as nossas dores. Atrações físicas não são uma raridade, mas conexões mentais, gente que acolhe o nosso sofrimento e que sempre vê algo por detrás do nosso sorriso, não é só raro como nobre e bonito.

Sim, atração física é importante, mas não é tudo e está longe de sustentar uma conversa. Está longe de ser amor ou de nos fazer ter confiança nesse alguém. Porque bom mesmo é podermos ser nós mesmos e termos alguém que desperte aquela vontade de sermos sempre melhores. Difícil é quem não olha apenas para as curvas, mas contempla o nosso sorriso, a nossa inteligência e se interesse pelos nossos sonhos. Alguém que se interesse pela nossa vida e que queira escutar sobre o nosso dia a dia tão comum.

Como é empolgante conhecer alguém assim, cuja conversa flui, as ideias coincidem e, mesmo que haja discordância, o outro sabe como respeitar as diferenças, sem tentar impor, sem tentar convencer. E, então, esse alguém se torna cada vez mais interessante, não pelo beijo, pelo toque ou pelo perfume, mas pela conversa, pela forma como se interessa em nos conhecer de fato.

*Por Thamilly Rozendo

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*Fonte: contioutra

Bubba Wallace é ameaçado de morte após protesto racista, e Nascar abre investigação

Em dia de carreata a favor do uso da bandeira associada ao racismo nos Estados Unidos, uma corda de enforcar é encontrada na garagem da equipe do único piloto negro do circuito

Uma ameaça racista contra o piloto Bubba Wallace fez a Nascar abrir uma investigação no fim deste domingo. Após carreata de um grupo de americanos em favor da bandeira associada por muitos ao racismo e à escravidão nos Estados Unidos, uma corda com laço foi encontrada na garagem da equipe do piloto, uma alusão ao enforcamento, forma cruel como milhares de negros foram assassinados durante o período de segregação racial no país.

A manifestação com muitas bandeiras confederadas aconteceu do lado de fora do circuito de Talladega, no Alabama, onde foi realizada a prova GEICO 500. A Nascar adotou a proibição do uso nos circuitos após Bubba se manifestar semanas atrás em meio aos protestos contra o racismo no mundo.

– O desprezível ato de racismo e ódio de hoje me deixa incrivelmente triste e serve como um lembrete doloroso de quanto mais temos que ir como sociedade e quão persistentes devemos ser na luta contra o racismo. Nada é mais importante e não será dissuadido pelas ações repreensíveis daqueles que procuram espalhar o ódio. Como minha mãe me mandou hoje, “eles estão tentando te assustar”. Isso não vai me quebrar. Eu não vou desistir nem vou recuar. Vou continuar orgulhosamente defendendo o que acredito – declarou Bubba em suas redes sociais.

A Nascar manifestou indignação com o ocorrido e abriu investigação imediata para identificar os responsáveis. De acordo com a CNN, a área de garagem onde a corda com laço foi encontrado é restrita ao pessoal essencial, que inclui equipes de corrida.

– No final da tarde, a NASCAR foi informada de que uma corda com laço foi encontrado na garagem da equipe 43. Estamos angustiados e indignados e não podemos afirmar com força suficiente o quão seriamente levamos esse ato hediondo. Iniciamos uma investigação imediata e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para identificar a pessoa responsável e eliminá-la do esporte. Não há lugar para o racismo na Nascar, e esse ato apenas fortalece nossa decisão de tornar o esporte aberto e acolhedor a todos – diz a nota oficial da organização.

Muitas atletas manifestaram repúdio e deixaram mensagens de apoio ao único piloto negro da Nascar. Um deles foi Lebron James, astro do Los Angeles Lakers que tem sido um dos principais ativistas esportivos na luta contra o racismo.

– Doentio! Meu irmão Bubba, saiba que você não está sozinho! Estou aqui com você e com todos os outros atletas. Eu só quero continuar dizendo como estou orgulhoso de você por continuar defendendo a mudança aqui na América e no esporte! Nascar, eu também te saúdo.

 

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*Fonte: globoesporte

Confie no processo da vida, você está exatamente onde deveria estar

Muitas vezes pensamos que tomamos o caminho errado, podemos reclamar das decisões que nos trouxeram consequências que preferiríamos não viver, podemos lamentar o tempo investido em algo … Podemos nos arrepender e culpar, mesmo que não seja com um papel de protagonista, podemos sentir saudades de algo perdido ou estradas não viajadas.

No entanto, é importante perceber que nada nos acontece de maneira casual, que tudo tem uma razão e que cada uma de nossas experiências, nossos relacionamentos, nossos passos, tem a intenção de nos colocar exatamente onde deveríamos estar para o nosso crescimento, e devemos valorizar a vida e seus milagres.

Devemos confiar no processo da vida. Obviamente, não se trata de cruzar os braços e esperar pelo que temos que viver passar por nós, não, nossos caminhos são ajustados ao nosso crescimento para o benefício que extraímos de nossas experiências;

Nós não devemos recriminar p nosso passado, o que fizemos na época foi a única coisa que poderíamos ter feito com os recursos e conhecimentos que possuíamos, então, além de ser um desperdício energético, é totalmente inútil rever o passado para sentir culpa ou remorso, pois lembre-se das tristezas. Devemos apenas usar nosso passado para fins práticos, aprender o máximo possível com ele, ver o quanto crescemos e quais pontos fortes nós desenvolvemos.

Por mais enigmática que seja a vida, não devemos perder de vista o objetivo principal:

Ser feliz! Temos de aprender a manter a compostura apesar da tempestade…

A felicidade é o produto de uma perspectiva carregada de maior consciência, onde podemos apreciar cada momento e aceitá-la como é sem fingir que é diferente. Felicidade é a ausência de resistência ao que não é como nós queremos, é dar o melhor de nós para o que nós queremos, sempre apostando no fato de que talvez a gente não possa mudar nada em particular, mas que, alterando nossa maneira para percepção, já sentiremos a paz necessária para passar por qualquer situação.

Traduzido e adaptado do site Rincón Del Tibet

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*Fonte: asomadetodososafetos

Quando você ama alguém, você descobre um futuro juntos

Quando você ama alguém, precisa se certificar de que ambos estão pensando o mesmo sobre o futuro. Você precisa garantir que suas visões estejam alinhadas. Você precisa se certificar de compartilhar os mesmos objetivos.

Vocês podem estar loucamente apaixonados um pelo outro, mas se quiserem coisas completamente diferentes do que elas querem daqui a cinco anos, não pertencerão a longo prazo.

Não importa o quanto você os ame, você não quer desistir de seus sonhos por eles. Você também não quer que eles se ressentam por mudar de ideia sobre seus sonhos.

No entanto, se você já concordou que está na mesma página, se decidiu manter seu compromisso um com o outro, precisará navegar no futuro juntos.

Você precisa tomar decisões em equipe. Você precisa conversar sobre suas opções para garantir que cada passo que você dê juntos seja um passo à frente.

Mesmo sendo duas pessoas separadas, o momento em que você se compromete é o momento em que precisa começar a pensar como uma dupla.

Você não deve tomar decisões momentâneas sem a contribuição delas.

Você não deve deixar o emprego por um capricho ou concordar em viajar pelo país para visitar um amigo por um mês sem discutir o assunto com sua pessoa antes do tempo.

Não, a pessoa com quem você está namorando não o controla.

Não, tecnicamente você não precisa da permissão deles antes de tomar uma grande decisão. Mas você deve respeitá-los o suficiente para obter a opinião deles de qualquer maneira.

Afinal, a casa dela é a sua casa. Seu futuro é o futuro dela. Vocês estão nisso juntos.

Depois de se comprometer seriamente com alguém, cada uma de suas ações os afeta.

Se você fizer uma escolha arriscada e autodestrutiva, não será o único que terá que lidar com as consequências.

A pessoa que está do seu lado também terá. Ela vai enfrentar a tempestade ao seu lado quando a merda atingir o ventilador.

Você deve estar atento aos pensamentos, sentimentos e opiniões de seu parceiro – mas, no final, sempre faça o que achar melhor.

Você deve ir com seu próprio pensamento. Mas, pelo menos, seja respeitoso o suficiente com seu parceiro para conversar sobre as coisas importantes, como se você for aceitar um novo emprego em outro país ou foi convidado por seus pais a morar em sua casa de férias por seis meses.

Não importa a seriedade do seu relacionamento, você nunca deve esquecer quem você é.

Você nunca deve perder seu senso de independência.

Só porque você está em um relacionamento comprometido, isso não significa que você precisa concordar com todas as decisões. Mas você deve pelo menos conversar sobre suas decisões. Você deve pelo menos pensar no seu futuro juntos.

Afinal, se você estiver com a pessoa certa, ela vai encorajá-lo a fazer o que achar melhor. Ela vai ter fé em sua tomada de decisão. Ela vai confiar em você para fazer a coisa certa.

Quando você ama alguém, você descobre um futuro juntos. Vocês trabalham em equipe. Vocês se comunicam.

*Por Holly Riordan

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*Fonte: seuamigoguru

14 mitos e verdades sobre a ansiedade

1. Animais de estimação podem ajudar pessoas ansiosas

VERDADE. Sabe aquela alegria ao encontrar seu animal de estimação ao chegar em casa? Pois é, estudos apontam que conviver com um bichinho traz inúmeros benefícios para a saúde — entre eles, diminuir a ansiedade. Segundo uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Virgínia (EUA), após sessões de recreação e terapia assistida com os pets, pacientes com distúrbios psicóticos, do humor e outros transtornos foram avaliados e apresentaram reduções significativas nos índices de ansiedade.

2. Certas bebidas amenizam e outras intensificam os sintomas da ansiedade

MEIA VERDADE. Água com açúcar, chás, bebidas com cafeína… Dependendo do momento e da sua situação, é bem provável que uma bebida quente traga algum conforto. Porém, é preciso dizer: chá de camomila e suco de maracujá, por exemplo, têm apenas efeito placebo (aquele sentimento de cura que não tem comprovação científica), ou nenhum efeito. “De maneira geral, para apresentar algum resultado, essas bebidas precisam ser ingeridas em grande quantidade”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva.
Já substâncias como a cafeína, presentes em alguns tipos de chás, refrigerantes em geral, achocolatados e, principalmente, no cafezinho, interferem nos níveis de vários neurotransmissores, funcionando como estimulantes. Em alguns casos, é possível associar a cafeína à ansiedade, dependendo da quantidade ingerida e do organismo de cada indivíduo.

3. A ansiedade está ligada ao envelhecimento

MEIA VERDADE. Não é que a pele fique mais enrugada instantaneamente ou que os pés de galinha se multipliquem. Mas, em nível celular, esse envelhecimento precoce pode mesmo acontecer. Transtornos de ansiedade podem ter conexão com o envelhecimento precoce das células de pessoas de meia-idade — é isso que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Bringham and Women’s Hospital, ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Durante a pesquisa, o envelhecimento celular precoce era uma característica comum em todas as mulheres que descreveram sintomas do transtorno de ansiedade. Nessas participantes, as células aparentavam ser seis anos mais velhas que o normal.

4. Afastar-se da causa da ansiedade faz com que ela suma

MITO. Evitar a ansiedade tende a reforçá-la. De acordo com a Anxiety and Depression Association of America (ADAA), suprimir seus pensamentos torna-os mais fortes e frequentes. Esquivar-se do sentimento não é uma boa saída, pois passa a impressão de que nada está acontecendo — e quanto mais se evita o problema, pior ele fica. Inclusive, em fobias, as técnicas costumam ser de enfrentamento e não de evitação – passo a passo o paciente é aproximado do motivo da fobia.

5. Exercícios respiratórios podem ajudar durante crises

VERDADE. A respiração é um dos mecanismos de controle durante uma crise de ansiedade, mas seus efeitos variam para cada pessoa. Os exercícios respiratórios se mostram eficazes e estão presentes na terapia cognitivo-comportamental e na meditação, ambas eficazes no tratamento da ansiedade.

6. Bebidas alcoólicas ajudam a combater a ansiedade

MITO. Após um longo dia de trabalho, uma cerveja gelada no bar não é nenhum pecado, não é mesmo? Só que nem sempre aquele happy hour é inocente. Em muitos casos, as pessoas com ansiedade podem recorrer a artifícios como as bebidas, para tentar escapar de uma sensação, que, na verdade, precisa de acompanhamento médico. A impressão de tranquilidade trazida após goles e goles é passageira – e pode acarretar ainda mais problemas, como a dependência. Um artigo publicado pelo Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo (EUA) explica que pessoas com altos níveis de ansiedade relatam que o álcool as ajuda a se sentir mais confortáveis em situações sociais. Assim, não é surpreendente que indivíduos com transtorno de ansiedade social clinicamente diagnosticado tenham uma maior incidência de problemas relacionados ao álcool do que a população em geral, graças ao alívio temporário.

7. Impotência e ejaculação precoce são sintomas de ansiedade

MEIA VERDADE. Um grau leve da sensação pode ser positiva para homens e mulheres – induz a excitação e pode até facilitar o orgasmo. No entanto, casos mais graves de ansiedade são realmente prejudiciais. Homens com ejaculação precoce podem ter até 2,5 vezes mais chance de ter ansiedade grave. Há estudos que indicam prevalência de homens que apresentam disfunções sexuais entre os diagnosticados com transtornos de ansiedade.

8. Ter um hobby combate a ansiedade

MEIA VERDADE. Hobbies e passatempos em geral podem auxiliar pessoas com sintomas de ansiedade. Entretanto, se o indivíduo já foi diagnosticado com transtorno de ansiedade, apenas atividades ocupacionais ou de lazer não serão suficientes para que ele se cure. “Quando você usa medicação, psicoterapia e acrescenta hobbies, você ajuda o tratamento. Mas sempre temos que diferenciar a ansiedade sintoma da ansiedade doença”, afirma Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. Ou seja, apenas um ansioso não patológico pode melhorar.

9. Lugares, objetos e até cheiros podem gerar crises de ansiedade

VERDADE. Uma pessoa com transtorno de ansiedade pode ficar mais sensível até diante de uma situação corriqueira. De acordo com o presidente da ABP, lugares, objetos e cheiros podem, sim, agir como gatilhos para o aparecimento de sintomas da ansiedade e estão relacionados às vivências anteriores de cada indivíduo.

10. Ansiedade pode ter relação com doenças gastrointestinais

VERDADE. De acordo com um estudo realizado na McMaster University, no Canadá, o intestino humano abriga quase 100 trilhões de bactérias que são essenciais para a saúde — inclusive para sua cabeça. As vias de comunicação estabelecidas pelo intestino incluem, por exemplo, o sistema nervoso e o sistema imunológico. A pesquisa sugere, com base em recentes descobertas, que a microbiota intestinal é um importante fator na forma como o corpo influencia o cérebro e interfere no risco de doenças, incluindo ansiedade e transtornos de humor.

11. Maconha causa ansiedade

MEIA VERDADE. O uso da maconha pode despertar ansiedade da mesma forma que pode aliviar a tensão, tudo depende de como é usada: quantidade, experiência prévia e contexto. Pesquisas têm demonstrado o envolvimento da maconha na regulação das emoções. O artigo publicado pelo periódico científico Revista da Biologia, da USP, explica que o uso da cannabis pode causar efeitos ansiolíticos, ansiogênicos ou ocorrência de ataques de pânico. Usuários crônicos, de acordo com a publicação, relatam uma redução na ansiedade e alívio da tensão após
o consumo, uma das razões para o uso contínuo da maconha.
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12. Drogas sintéticas como LSD podem funcionar em tratamentos contra ansiedade

MEIA VERDADE. A revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA publicou um estudo no final de 2016 que aponta que, em muitos distúrbios psiquiátricos, o cérebro age em padrões automatizados e rígidos. Nesses casos, as substâncias alucinógenas trabalham para quebrar as desordens. Ou seja: as drogas podem desligar os padrões que causam os transtornos e, assim, atuar no tratamento de problemas psicológicos. Vale lembrar que possíveis terapias teriam de ser acompanhadas por profissionais.

13. A ansiedade tem causas genéticas e ambientais

VERDADE. Os transtornos de ansiedade também estão relacionados à hereditariedade, ou seja, às informações genéticas que você recebe de seus pais. Fatores ambientais, como a exposição ao chumbo, “atuam como desencadeadores da patologia”, como afirma o presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva.

14. Tentar se distrair ajuda a acalmar pessoas ansiosas

MEIA VERDADE. Ações que distraem (como espreguiçar-se, contar o número de lâmpadas do ambiente ou enumerar objetos que estejam ao redor) são capazes de relaxar e retirar as pessoas do foco. Mas, atenção: isso só é válido para uma crise de ansiedade comum, diferente de crises em que a ansiedade já está no estágio de transtorno ou doença.

*Por Brenda Vidal e Renata Cardoso

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*Fonte: superabril

Atrações físicas são comuns, mas conexões mentais são raras

Você conhece alguém que faz você sentir aquele friozinho na barriga, alguém que, com o toque, faça você estremecer? É comum vermos bocas que nos atraiam, sorrisos que nos desmontam e olhares que nos encantam. É comum nos atrairmos pelo perfume bom que fica em nós depois do abraço.

Mas como é difícil aquela conexão mental daquela conversa boa de que você não quer se despedir. De quem faz você abrir o seu coração; aquela conversa boa que permite que você seja simplesmente você. Como é raro ter alguém para falar das nossas paixões malucas, dos nossos gostos peculiares e dizer ao outro o quanto detestamos dieta. É raro encontrar alguém com quem a gente possa falar sem medo da reprovação e que ri da nossa risada de porquinho.

Como é bom e raro ter alguém que ache os nossos planos incríveis, enquanto muitos veem como bobagem. É raro ver alguém interessado em nos ouvir e não apenas em nos beijar, quem queira realmente nos conhecer do avesso e não com beijos calorosos que dão sinal para outra coisa. É raro alguém que queira conhecer a nossa alma, o nosso caráter, e que veja o nosso coração e não apenas o nosso corpo.

É raro quem olha para nossa alma e queira escutar as nossas histórias. É raro quem queira rir conosco das bobagens dessa vida e que divida as suas piadas mais sem graça nos fazendo rir.

É comum quem chega e arrepia com um beijo ao pé do ouvido, difícil é quem vem e nos arrepia com uma conversa boa, daquelas que você não se cansa, daquelas que dispensa o beijo e aguça o desejo de conhecer mais sobre esse alguém. É fácil quem vem e faz com que nos apaixonemos pelo jeito que nos olha, difícil é quem vem e queira olhar para a nossa alma e nossa história.

Em um mundo de tantos disfarces e coisas passageiras, é raro quem “perde” o seu tempo com uma conversa boa e, mais ainda, quem nos faz “perder” tempo com ideias interessantes, sonhos cativantes. É raro pessoas que no fazem querer sempre mais e mais e que entendam as nossas dores. Atrações físicas não são uma raridade, mas conexões mentais, gente que acolhe o nosso sofrimento e que sempre vê algo por detrás do nosso sorriso, não é só raro como nobre e bonito.

Sim, atração física é importante, mas não é tudo e está longe de sustentar uma conversa. Está longe de ser amor ou de nos fazer ter confiança nesse alguém. Porque bom mesmo é podermos ser nós mesmos e termos alguém que desperte aquela vontade de sermos sempre melhores. Difícil é quem não olha apenas para as curvas, mas contempla o nosso sorriso, a nossa inteligência e se interesse pelos nossos sonhos. Alguém que se interesse pela nossa vida e que queira escutar sobre o nosso dia a dia tão comum.

Como é empolgante conhecer alguém assim, cuja conversa flui, as ideias coincidem e, mesmo que haja discordância, o outro sabe como respeitar as diferenças, sem tentar impor, sem tentar convencer. E, então, esse alguém se torna cada vez mais interessante, não pelo beijo, pelo toque ou pelo perfume, mas pela conversa, pela forma como se interessa em nos conhecer de fato.

*Por Thamilly Rozendo

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*Fonte: contioutra

Os maiores luxos da vida: ter saúde e estar perto de quem amamos

Nenhuma riqueza jamais será tão valiosa como a saúde e a possibilidade de compartilharmos nossas vidas com as pessoas que amamos.

Algumas vezes, pode ser muito fácil perder de vista as coisas que realmente valem a pena na vida. Somos frequentemente expostos a todo o tipo de estímulos, necessidades e desejos, e podemos facilmente seguir pelo caminho errado, que apenas nos afasta da felicidade e de uma vida de plena.

Acreditamos que o nosso valor está diretamente ligado ao que nós possuímos, e que se quisermos ser felizes, devemos conquistar a aprovação das pessoas à nossa volta, especialmente daquelas das quais queremos nos tornar mais próximos.

Pensamos dessa maneira porque é isso que a sociedade nos ensina, que se não tivermos nada e não formos bem relacionados, não temos valor algum e nunca conseguiremos nada de realmente bom na vida.

No entanto, esse não é o jeito certo de viver. Não podemos adotar esse modo de vida apenas porque a todo momento ele é mostrado para como o único caminho.
Os maiores bens da vida, aquelas coisas que realmente fazem cada um de nossos dias valerem a pena, não têm nada a ver com prestígio ou influência, mas, sim, com simplicidade.

Costumamos pensar que luxo é ter o carro do ano, o colchão mais confortável e a casa melhor equipada, mas estamos enganados. É claro que é muito bom ter todas as coisas que o dinheiro comprar, mas, no fim do dia, o que realmente faz a vida valer a pena são as coisas que não têm preço.

A tranquilidade de ter saúde e a alegria de estar perto de pessoas que amamos e que fazem nossas vidas mais felizes é a verdadeira definição de sorte e luxo. Afinal, os bens materiais podem se perder com o tempo, mas as boas companhias estarão conosco, mesmo nos piores momentos da vida.

Faça uma avaliação de sua vida e perceba o quanto você é sortudo por acordar todos os dias com saúde e ser capaz de se levantar e ir atrás de seus objetivos, ter pessoas ao seu lado para comemorar as conquistas com você e consolá-lo nos momentos tristes.

Muitas pessoas gostariam de estar em seu lugar. Valorize tudo aquilo que você já tem e lembre-se sempre de que a felicidade começa primeiro de si.
Não adianta nada ter tudo o que deseja, se interiormente você é uma pessoa triste.

Encontrar a realização dentro de si mesmo o faz descobrir que você não precisa de riquezas ou de amizades por interesse para chegar onde deseja, basta valorizar o simples, a sua saúde e as pessoas boas que estão ao seu lado.

O verdadeiro luxo da vida é encontrado na simplicidade.

*Por Luiza Flecther

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*Fonte: osegredo

Porque os amigos nos fazem pessoas mais felizes e saudáveis

Às vezes, brigamos com os nossos amigos, sentimos inveja deles, ou mesmo fazemos fofocas sobre eles. Então, por que nos preocupamos com os amigos?

Porque eles nos fazem explodir de rir em nossos piores momentos. Porque eles estão lá para nos dar um tapa nas costas e levantar um copo quando temos boas notícias. E porque eles desempenham um papel de protagonistas em algumas das nossas memórias mais preciosas.

Embora os verdadeiros benefícios das amizades não possam ser medidos (como você calcula quanta alegria o seu melhor amigo lhe proporcionou ao longo dos anos?), estudos após estudos mostram que as amizades aumentam nossa felicidade e até mesmo a nossa saúde.

Abaixo estão algumas das razões pelas quais as pessoas precisam de amigos:
As pessoas mais felizes são as mais sociais

Uma evidência convincente desse fenômeno vem de Ed Diener e Martin Seligman, dois especialistas líderes no campo da pesquisa da felicidade. Quando compararam as pessoas mais felizes e menos felizes, descobriram que o primeiro grupo era altamente social e tinha laços de relacionamento mais fortes. De fato, boas relações sociais eram uma necessidade para as pessoas se sentirem felizes. Da mesma forma, outros psicólogos escreveram que a necessidade de pertencer é “fundamental”.

Se um amigo nosso está feliz, provavelmente, também estaremos. Um estudo da Harvard Medical School com 5.000 pessoas ao longo de 20 anos descobriu que a felicidade de uma pessoa se espalha através de seu grupo social até três graus, e que o efeito dura até um ano. Por outro lado, a tristeza não é tão contagiosa: enquanto ter um amigo feliz melhora sua probabilidade de ser feliz em 15%, ter alguém infeliz reduz suas chances em apenas 7%. Fascinante!

Amigos encurtam as fofocas – e isso nos faz felizes

Claro, todos conversamos com nossos amigos, mas quando há algo sério para discutir, esperamos poder confiar naqueles a quem recorremos. Isso é importante porque as pessoas com os mais altos níveis de bem-estar têm conversas mais “importantes” do que fofocas, de acordo com um estudo de 2010 em Psychological Science.

Recorremos aos amigos quando estamos estressados

Isto é especialmente verdadeiro para mulheres, segundo pesquisadores da UCLA. As mulheres são muito mais propensas do que os homens a buscarem apoio social (geralmente de outras mulheres) quando estão preocupadas ou machucadas, o que pode explicar porque o estresse afeta mais a saúde masculina.

Nossos amigos nos ajudam a ser otimistas

Os pesquisadores dizem que o apoio social diário é um fator chave para se sentir otimista. O otimismo, por sua vez, aumenta nossa satisfação com a vida e reduz nosso risco de depressão. Outro estudo publicado no Journal of Experimental Social Psychology mostrou que quando sentimos que temos suporte social, nossa percepção visual dos desafios realmente muda: as montanhas se parecem mais com pequenos obstáculos.

Amizades melhoram nossa saúde

Aqueles de nós que têm suporte social são mais propensos a manter um plano de exercícios por mais de um ano após iniciá-lo. As pessoas menos “socialmente integradas” experimentam declínio de memória duas vezes mais rápido que aqueles que estão mais conectados. O apoio social protege a depressão e o suicídio. As pessoas solitárias tendem a ter maior pressão arterial e outros fatores de risco para doenças cardíacas, e são mais propensas a “desistir” ou “parar de tentar” lidar com um estressor, como uma doença.

Nossos amigos nos ajudam a viver mais tempo

Um estudo sueco descobriu que, quando os homens recebem apoio social suficiente durante os momentos estressantes, tendem a viver mais tempo do que aqueles que não têm ninguém em quem se apoiar. Há uma ampla evidência de que as amizades não apenas melhoram nossas vidas, elas podem realmente tornar nossas vidas mais longas. As mulheres que têm pelo menos um confidente sobrevivem mais tempo após a cirurgia de câncer de mama, por exemplo. E uma revisão de 148 estudos descobriu que as pessoas com relações sociais mais fortes têm um risco 50% menor de mortalidade.

Agora que se sente grato por seus amigos, aproveite a oportunidade para experimentar algumas atividades divertidas para fortalecer suas amizades. Ambos colherão os benefícios!

*Por Luiza Fletcher

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*Fonte: osegredo

Camaleões Sociais: Pessoas que mudam de acordo com as circunstâncias

Os camaleões sociais são campeões em causar uma boa impressão. Por isso, eles não hesitam em praticar esse tipo de mercantilismo emocional, através do qual escondem seus próprios sentimentos , pensamentos e opiniões, a fim de serem aceitos e terem a aprovação dos outros. É um tipo de prática que provoca efeitos colaterais na dignidade pessoal.

É muito provável que muitos dos nossos leitores se lembrem de um curioso filme de Woody Allen chamado “Zelig”. Neste último, o protagonista apresenta uma estranha habilidade sobrenatural: ele é capaz de mudar completamente sua aparência para se adaptar a qualquer ambiente em que se encontre. Finalmente, um jovem psicanalista percebe o verdadeiro problema de Leonard Zelig, ou seja, sua extrema insegurança que o leva a se esconder entre as pessoas para se sentir aceito e integrado.

“Aquele que é autêntico assume a responsabilidade de ser o que é e se reconhece livre para ser quem ele é. ” -Jean-Paul Sartre

Este é, sem dúvida, um caso extremo, uma divertida reflexão audiovisual que Allen trouxe para a tela para falar sobre psicologia, problemas de identidade e nossa sociedade. No entanto, há um fato que não podemos negar: somos todos, de certo modo, camaleões sociais.

Mostrar a nós mesmos como somos, sem a menor fissura e com transparência total nem sempre é fácil. Temos medo do “que vamos dizer”, desapontar as pessoas, atrair a atenção ou não ser o que os outros esperam de nós. Viver na sociedade exige que nos encaixemos em um molde, todos nós sabemos disso. No entanto, devemos lembrar que a chave é aprender a ser pessoas, não personagens. Ser uma pessoa significa saber respeitar os outros com suas nuances, suas opiniões, suas qualidades e sua estranheza. Também significa ser capaz de praticar essa honestidade sem diluir nossa identidade e valores para sermos aceitos.

Camaleões sociais e o preço psicológico

Mark Snyder , um renomado psicólogo social da Universidade de Minnesotta, é especialista em um estudo: a necessidade universal de ser socialmente aceito. Um aspecto interessante que ele nos revela em primeiro lugar é que camaleões sociais são pessoas extremamente infelizes. Vamos pensar sobre eles por um momento, imagine alguém que o obrigue a ser como todo mundo ao seu redor, dia após dia.

Para conseguir isso, essa pessoa terá que se acostumar a pensar e sentir uma coisa e fazer o oposto, a viver em constante contradição, a oscilar entre a face privada e a máscara pública, a rir quando ela não quer, mentir compulsivamente … Este comportamento quase viciante que leva a causar uma boa impressão contínua raramente permite estabelecer ligações duradouras e satisfatórias. Além disso, muitas vezes faz com que se sinta exaustão psicológica genuína.

Não podemos esquecer que, para “mimetizar”, o camaleão social deve estar atento aos códigos sociais de cada contexto. Ele deve observar, ler as linguagens implícitas e explícitas, imitar, mas, acima de tudo, demonstrar uma plasticidade extraordinária, que lhe permitirá ser muito convincente.

Ser a pessoa certa em todos os momentos requer estar em sintonia com a forma como os outros reagem; é por essa razão que os camaleões controlam sua vida social a cada momento, ajustando-a para obter os efeitos desejados. Como podemos deduzir, o desgaste que isso implica, a curto e longo prazo, é imenso.

Para verdadeiros camaleões sociais, tudo é possível. Perdem a sua dignidade, os seus princípios e até a sua escala de valores para alcançar o sucesso, para se sentirem integrados ou para serem reconhecidos. No entanto, por imitar e representar a si mesmos através de tantos papéis, eles nunca serão capazes de estabelecer relacionamentos autênticos, ter amigos reais, relacionamentos estáveis para mostrar sua verdadeira face, sem qualquer máscara. …

Camaleões sociais ou zebras sociais, você tem a escolha

Existem profissões para as quais, gostemos ou não, precisamos desse tipo de habilidade cameleônica para criar impacto, seduzir, capturar clientes, construir confiança e até, por que não, manipular. Assim, atividades como política, direito, o mundo do marketing e da publicidade, teatro ou diplomacia precisam desses malabarismos psicológicos em que imitar é sinônimo de sobrevivência e até de triunfo.

Como já mostramos no início, todos fomos forçados, de certa forma, a agir como camaleões sociais em algum momento de nossas vidas. No entanto, especialistas nesta área, como o Dr. Mark Snyder, dizem-nos que, se queremos ter uma verdadeira saúde emocional, sabedoria e equilíbrio, devemos aprender a ser “zebras sociais”.

Não importa onde esteja uma zebra, não importa o que esteja ao lado dela, ela sempre será igual a si mesma, suas listras nunca mudarão. Isso, naturalmente, significa ser uma presa fácil para os predadores e, como sabemos, esses não faltam em nossos contextos sociais. Portanto, é possível que nossas “listras” não agradem, que nossa pele, nosso estilo, nosso caráter e nosso tom de voz não sejam o gosto de todos, mas as pessoas que serão cativadas por nossa autenticidade serão nossos melhores aliados.

Para concluir, poucas coisas podem ser tão infrutíferas e exaustivas como agradar a todos, para ser esta peça capaz de se encaixar em cada quebra-cabeça ou porca que se aplica a todas as engrenagens. Tal habilidade não é possível nem saudável. Vamos aprender a viver sem máscaras, ser coerentes e corajosos, ser criaturas únicas e excepcionais com cada uma das nossas “listras” ou com nossos fabulosos casacos …

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*Fonte: pensarcontemporaneo