10 comidas populares em países específicos e os lugares de onde realmente vieram

Todos nós temos uma comida favorita e algumas são muito populares em cada país. Mas será que ali está a receita original? De onde vem de fato cada item que é tão típico de cada lugar do mundo. Quando se trata da origem dos alimentos, geralmente temos uma ideia baseada na história e na cultura, mas o que pode nos surpreender é que as origens dos alimentos não são tão óbvias quanto parecem.

Aqui no Brasil, por exemplo, muitas das receitas hoje tidas como regionais na verdade foram incorporadas das culturas que se misturaram no processo de invasões pelos europeus e pela vinda forçada de comunidades inteiras de africanos ao país.

Só para citar alguns, o cuscuz tem origem no norte da África, mas aqui teve a farinha de semolina de trigo substituída pela de milho. Já os doces tradicionais brasileiros eram os de tacho, mas por uma campanha de marketing muito bem explicada no podcast “A Moça da Lata”, do Joio e o Trigo, mostra como receitas portuguesas como o pudim e o quindim entraram para nossa história.

Voltando às receitas pelo mundo, a empresa CDA, do Reino Unido, deu um mergulho profundo em alguns alimentos populares que são amados em todo o mundo, para descobrir se eles realmente são tão autênticos quanto pensamos que são.

Aqui estão dez das origens alimentares fascinantes que vão te fazer questionar tudo:


Churros
De onde achamos que são os churros: Espanha
De onde os churros são realmente: China

Um clássico da culinária espanhola de comida de rua que está em todo o mundo hoje, não é realmente espanhol. A receita vem de um dos itens favoritos do café da manhã chinês, o youtiao – que na verdade é um pouco salgado em vez de doce. As tiras de massa fritas foram levadas para a Espanha via Portugal no século 17 e ali ganhou uma nova casa – e a camada açucarada que conhecemos hoje.

Croissants
De onde achamos que são os croissants: França
De onde são realmente os croissants: Áustria

Quer você coma seus croissants salgados, doces, ou vazios o delicioso pão servido no café da manhã à base de massa folhada, tão enraizado na cultura francesa, foi na verdade criado em Viena, na Áustria. O kipferl é conhecido como o ancestral espiritual do croissant e é fácil perceber porquê. Muitos historiadores acreditam que a guloseima em forma de lua remonta às padarias do mosteiro e foi assada como parte dos costumes pagãos para celebrar a Páscoa – com a massa mencionada pela primeira vez no século XII.

Donuts
De onde achamos que são os donuts: EUA (Nova York)
De onde são realmente os donuts: Grécia

Os EUA são responsáveis apenas pelas grandes marcas das clássicas rosquinhas doces, mas os donuts não são as estrelas hollywoodianas que você pensou que eram. Embora eles não tivessem a forma de rosquinha, a versão mais antiga desta que conhecemos hoje geralmente remonta a quando os colonos holandeses os levaram da Europa para Nova York (ou Nova Amsterdã, como era conhecida então).

Mas a Grécia é onde está o coração do donut. Loukoumades, como são conhecidos, são essencialmente pequenas bolas de donut cobertas de mel e nozes. Eles também são considerados a sobremesa mais antiga registrada, remontando aos primeiros Jogos Olímpicos em 776 aC, onde foram apresentados aos vencedores como “tokens de mel”.

Fish And Chips (ou Peixe com Batatas fritas)
De onde achamos que é o fish & chips: Reino Unido
De onde vem o fish & chips: Portugal

Se há uma coisa pela qual a costa britânica é famosa, é pelo peixe e batatas fritas. Seria difícil encontrar uma cidade litorânea que não tenha pelo menos uma loja vendendo a iguaria. O peixe com batatas fritas tornou-se um alimento tão básico na Grã-Bretanha que, durante a Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill isentou o prato do racionamento. Mas pode ser surpreendente saber que o fish and chips não é britânico, mas português.

Diz-se que os judeus sefarditas portugueses compraram um prato andaluz secular chamado peshkado frito para o Reino Unido em 1400, quando fugiam da perseguição religiosa. Peixe branco era frito em uma fina camada de farinha pronta para o sábado e quando a batata se tornou popular em 1800, nasceu o acompanhamento perfeito.

Sorvete
De onde achamos que é o sorvete: Itália
De onde é realmente o sorvete: Mongólia

Os italianos são conhecidos em todo o mundo pela qualidade de seus sorvetes e gelatos – e estaríamos perdoados por pensar que eles foram de fato os inventores desse delicioso doce. Mas esse prêmio na verdade vai para a Mongólia… ou assim diz a história.

Não é exatamente o sorvete que conhecemos e amamos hoje – e aconteceu completamente por acaso também. Dizem que os cavaleiros mongóis carregavam leite de búfalo ou iaque pelo deserto de Gobi em contêineres como provisões, mas à medida que a temperatura caía e eles galopavam, o leite congelava enquanto era agitado. À medida que o império mongol se expandiu nos anos 1200, o mesmo aconteceu com a popularidade dessa nova iguaria de leite ou creme gelado e diz-se que Marco Polo levou a ideia de volta à Itália no final do século XIII.

Massa
De onde pensamos que é a massa: Itália
De onde é realmente a massa: China

Desculpe Itália, você também não pode ter este. Dizem que o macarrão estava ganhando popularidade na Itália por volta do século 13 e provavelmente foi introduzido por viajantes europeus. Esses viajantes provavelmente descobriram o macarrão de ovo graças aos árabes nômades que foram responsáveis ​​por trazer as primeiras formas de massa da Ásia para o oeste.

O que diferencia a massa italiana de outros macarrão, porém, é o uso de trigo duro. Macarrão de ovo há muito era uma parte básica da dieta chinesa, que remonta ao século I aC. Mas, o refinamento do processo e a adição de trigo duro tornaram o macarrão acessível, versátil e, quando seco, deu-lhe uma longa vida útil, também tem um ótimo sabor quando combinado com alimentos nativos do Mediterrâneo – firmemente enraizado como um grampo cultural em italiano cozinha.

Bolovo (Ovos Escoceses no Reino Unido)
De onde achamos que são os bolovos: Escócia
De onde são realmente os ovos escoceses: Índia

Não está claro como essas belezas carnudas e ovadas ganharam uma origem popular escocesa – pelo menos no Reino Unido por que aqui é comida de boteco há tempos.

Parece que o quitute foi inspirado no prato Nargisi kofta, que foi mencionado pela primeira vez na cultura indiana por volta de 500 aC. Nargisi kofta é composto de um ovo cozido que é envolto em carne de kofta temperada, que é então frita. É provável que os britânicos tenham encontrado a iguaria enquanto viajavam pela Índia séculos depois. Uma teoria sobre o lanche popularizado em Londres é que eles foram nomeados após os guardas escoceses estacionados em um quartel do exército local, onde desenvolveram um gosto pelo lanche. Qualquer semelhança com a coxinha é mera coincidência.

Almôndegas suecas
De onde pensamos que são as almôndegas: Suécia
De onde são realmente as almôndegas suecas: Turquia

Pelo nome, você provavelmente poderia considerá-los uma das exportações mais emblemáticas do país escandinavo nos dias de hoje – mas na verdade eles vêm da região hoje conhecida como Turquia. A ideia de enrolar a carne em bolas para torná-la mais fácil de comer não é única (a China vem fazendo isso há séculos), mas foi a oferta turca que os suecos mais adoraram.

Diz-se que a receita turca foi levada para a Escandinávia no século 18 pelo rei Carlos XII. Conhecidas como köfte, as almôndegas turcas são feitas com carne bovina e cordeiro com ingredientes comuns, como cebola, ovos, salsa, panko, pão ralado e sal a gosto – as almôndegas suecas hoje em dia geralmente são à base de carne de porco.

Tikka masala
De onde pensamos que é tikka masala: Bangladesh
De onde é realmente o tikka masala: Reino Unido (Glasgow)

Parece que a Ásia Ocidental e a Escócia podem ter algum tipo de acordo comercial quando se trata de equívocos sobre a origem dos alimentos. O frango tikka definitivamente se originou no subcontinente indiano durante o Império Munghal (a área agora conhecida como Bangladesh), tornando-se popular por volta de 1600, o que está bem documentado. Mas tikka masala é uma história diferente. Onde tikka é geralmente um prato seco de carne marinada em especiarias que é cozida em brasas, tikka masala é picante, rico e cremoso. Diz-se que na década de 1970, um chef indiano estava trabalhando em Glasgow, e foi lá que ele desenvolveu o prato que os ocidentais passaram a considerar um deleite indiano típico.

Vindaloo
De onde pensamos que vindaloo é: Índia
De onde vem o vindaloo: Portugal

Começa a parecer que Portugal não recebe o crédito que merece quando se trata de comida “nativa”. Embora muitos alimentos tenham sido retirados da Índia e adaptados ao longo do tempo, Vindaloo não é um deles. Considerado um dos favoritos do takeaway indiano, diz-se que o seu próprio nome é na verdade uma pronúncia distorcida do prato português, Carne de Vinha D’alhos – um prato de carne marinado em vinagre de vinho e alho.

*Por Gabrilea Rassy
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*Fonte: hypeness

Óleo de cozinha: Qual é a diferença entre os óleos vegetais

Se alguém lhe pedisse para ir ao mercado comprar óleo de cozinha, provavelmente, você compraria óleo de soja, certo? Esse é o óleo mais popular e consumido no Brasil. Contudo, isso não significa que ele seja o único óleo que existe ou o mais indicado para as frituras.

Na verdade, existem muitas opções de óleos comestíveis. Alguns são mais caros, outros são considerados mais saudáveis e existem óleos que estão na moda, como o óleo de coco. Para evitar que você escolha o produto errado, vamos listar essas opções e indicar as suas principais características, mas antes, precisamos entender o que é o ponto de fumaça.

O que é ponto de fumaça?

O ponto de fumaça, também conhecido por “ponto de queima”, ocorre quando o óleo aquecido começa a queimar, soltando fumaça. Além de ficar com um gosto amargo, esse óleo começa a liberar acroleína, um composto químico que, com o passar do tempo, pode fazer mal à saúde. E não é só a acroleína: o óleo em ponto de queima libera compostos polares, também considerados nocivos.

Para evitar esse problema, é importante evitar que o óleo aqueça até a sua temperatura de ponto de fumaça. Até o óleo mais saudável se torna ruim quando atinge esse nível, não se esqueça disso.

Óleo de palma ou óleo de dendê
Esse é o óleo mais usado no planeta. Só em 2020, foram usadas 73 milhões de toneladas desse produto no mundo todo. No Brasil, o conhecemos como óleo de dendê. Além da culinária, ele é usado em diversas indústrias, como a de cosméticos. Rico em vitamina E, seu ponto de fumaça é aos 235 °C.

O óleo de palma tem níveis elevados de ácidos graxos, semelhantes ao da margarina. Sendo assim, ele não é considerado uma opção saudável para usarmos no dia a dia, como no tempero de saladas — é melhor deixá-lo para o preparo de pratos especiais, como a moqueca ou o acarajé.

Um outro problema do óleo de dendê é que por ele ser muito usado, seu cultivo está associado ao desmatamento de florestas. Por isso, alguns produtos vêm com o selo “livre de óleo de palma”. Isso não significa que sejam mais saudáveis, apenas que usam outro óleo.

Óleo de coco
Está na moda como uma opção saudável, embora não existam estudos que comprovem essa hipótese. Isso significa que o óleo de coco deve ser consumido com moderação, como qualquer outro tipo de gordura. Além disso, ele não pode ser a única fonte de gordura da dieta de uma pessoa.

Por outro lado, ele é um excelente hidratante para pele e cabelos. Usá-lo em processos de hidratação pode ser uma boa saída, inclusive mais barata, que o uso de determinados produtos. No entanto, lembre-se de ser cuidadoso para evitar excessos, pois eles podem obstruir os poros e gerar acne. Na dúvida, é sempre melhor conversar com dermatologistas antes, fugindo das receitas caseiras.

Seu ponto de fumaça é de apenas 175 °C, o que o torna pouco viável para uso em preparos culinários quentes, mas pode ser usado desde que você não o queime. É um bom produto para molhos de salada.

Óleo de soja
O mais usado no Brasil. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, ele tem gorduras boas em sua composição, mas seu consumo deve ser moderado, pois, como todos os óleos, ele é muito calórico. Seu ponto de fumaça é de 234 °C.

Por si só, o óleo de soja não faz mal à saúde. O problema é o excesso de consumo, como em frituras. Ele é rico em vitamina E — isso significa que, se usado com moderação, como em molhos de salada ou na hora de refogar os alimentos, pode ajudar em dietas nutritivas.

Óleo de canola
Outro óleo famoso por ser considerado mais saudável do que os outros. A canola é uma planta “melhorada” a partir do desenvolvimento genético de um outro vegetal, a colza. De fato, esse óleo tem menos quantidade de gordura saturada que os demais, incluindo o azeite de oliva.

O óleo de canola também é fonte de ômega 3, gordura considerada boa para o corpo. Contudo, isso não significa que deva ser usado de forma exagerada, pois ainda é um óleo.

Tem ponto de fumaça elevado — 220 °C —, por isso é comum em cozinhas profissionais de outros países, em que seu preço seja mais competitivo frente a outros óleos. Praticamente não tem sabor, o que faz com que seja uma espécie de coringa nas receitas.

Óleo de semente de linhaça e óleo de cártamo
Ambos têm ponto de fumaça baixo: apenas 107 °C. Embora a linhaça tenha ganhado espaço em dietas devido ao seu valor nutricional, o óleo ainda não é tão popular. Ele é rico em gorduras boas, como o ômega 3, sendo considerado uma opção mais saudável do ponto de vista nutricional.

Contudo, para que o óleo de linhaça seja rico nutricionalmente, ele precisa ser feito de forma profissional e com ingredientes de qualidade. Se a produção não for adequada, ele não se torna mais saudável do que outros óleos vegetais.

Já o óleo de cártamo tem sido usado como suplemento alimentar, consumido em cápsulas, pois também é rico em nutrientes. Alguns estudos sugerem que esse óleo pode ajudar a controlar a diabetes e o colesterol alto.

Ademais, esse óleo não libera radicais livres ao ser superaquecido, ainda que tenha ponto de fumaça baixo. Por isso, ele é considerado mais saudável que outros óleos.

Independentemente do óleo que você escolha para a sua dieta, lembre-se que ele perderá nutrientes ao ser aquecido. Por isso, é mais saudável consumi-lo em saladas e outros pratos frios. Alguns liberam radicais livres ao serem esquentados e todos eles não devem ser consumidos caso tenham atingido o ponto de fumaça.

*Por Everton Lima
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*Fonte: megacurioso

Comidas que parecem estrangeiras mas são brasileiras!

A culinária brasileira é cheia de comidas com nomes que nos fazem acreditar que se tratam de pratos estrangeiros. Quem nunca comeu uma torta holandesa ou um crepe suíço? Pois saiba que essas receitas de europeias só têm o nome mesmo! Isso porque elas são tão brasileiras quanto a feijoada e o brigadeiro.

Eu duvido que você sequer imaginava que as comidas a seguir não fossem importadas de outro país. Mas afinal, tem coisa mais tupiniquim que dar um nome gringo para um prato regional? Confira agora comidas que parecem estrangeiras, mas são brasileiras:

Beirute
Sabe o beirute? Pois é, ele não é nem um pouco libanês, na verdade, só o pão sirio, porque de resto é uma criação totalmente paulista! A grande invenção surgiu quando dois irmãos libaneses donos de lanchonete perceberam que não tinham mais pão de forma. Por isso utilizaram o sírio e o batizaram de Beirute, assim como a capital do seu país de origem.

Bife à Parmegiana
O bife à parmegiana também não vem da região de Parma, na Itália. Já que carne empanada com farinha e coberta com queijo parmesão não é nada comum no país das massas. Nem o molho à bolonhesa é de lá, inclusive deve ser quase uma heresia, já que o original é feito com ragu e não carne moída.

Pão Francês
O Pão francês nunca foi a França, mas a elite brasileira do século vinte foi bastante e na volta trazia o baguete para os padeiros daqui tentarem copiar e assim nasceu nosso pãozinho preferido. E fala sério, ficou muitoooo melhor!

Torta Holandesa
Este prato só seria holandês se Campinas fizesse parte dos Países Baixos, tendo em vista que o doce foi elaborado por uma mulher na cidade do interior paulista. Silvia Maria só queria deixar o conhecido pavê um pouco mais apetitoso, então aperfeiçoou a torta. Ela a batizou com esse nome apenas para homenagear os anos que passou no país europeu. Obrigada por tudo, Silvia Maria!

Arroz à Piemontese
Quem nunca provou esse prato delicioso que leva arroz cozido, creme de leite, presunto em cubos e queijo? A comida é um verdadeiro sucesso aqui, mas não tem nada a ver com a região italiana de Piemonte. A invenção deliciosa é totalmente brasileira!

Palha Italiana
Se você for à Itália com certeza não irá encontrar uma palha italiana. Afinal, ela não foi inventada lá. O doce feito a partir de brigadeiro e biscoito triturado é bem verde e amarelinho! Eles é que estão perdendo!

Paleta Mexicana
Essa sobremesa gelada fez muito sucesso aqui no país e era possível encontra-lás com diversos recheios. No entanto, de mexicana as paletas não têm nada! Isso porque no México, esses picolés diferenciados não possuem nada dentro.

Com isso, podemos concluir que nem só das comidas típicas vivem os moradores deste país, a gente também gosta de inovar e criar receitas diferentes. Afinal, os brasileiros têm o poder de transformar e adaptar qualquer comida no prato mais delicioso do mundo todo!

*Por Isabela Serra
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*Fonte: fatosdesconhecidos