Time-lapse | Eclipse solar

Esse vídeo mostra o nascer do sol e o eclipse solar ocorrido em 20 de março de 2015 na capital islandesa Reykjavík.

De acordo a NASA, eclipses solares ocorrem normalmente duas vezes ao ano, com o máximo de ocorrências sendo cinco vezes ao ano. Isso é raro, entretanto. Só aconteceu 25 vezes nos últimos 5.000 anos. A última vez foi em 1935, e a próxima será em 2206.

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*Fonte: hypescience

Documentário sobre Quentin Tarantino estreia em dezembro

Sem dúvidas, Quentin Tarantino é um dos diretores mais respeitados atualmente. Mesmo com poucos filmes lançados (se compararmos com outros cineastas), o cara tem obras aclamadas pelo público e crítica.

Agora, quem curte o trabalho de Tarantino vai poder conhecer mais de sua vida no documentário “QT8: The First Eight”, que estreia ainda esse ano.

Com duas horas de duração, a produção promete passear pelos 21 anos de carreira do diretor, abordando seu modo de trabalho, sua visão sobre cinema e sua singularidade. Para isso, serão utilizadas entrevistas de vários colegas de profissão e atores que trabalharam com Tarantino.

Christoph Waltz, Michael Madsen, Diane Kruger, Zoë Bell, Bruce Dern, Samuel L. Jackson, Jennifer Jason Leigh, Jamie Foxx, Lucy Liu, Eli Roth, Tim Roth, Kurt Russell e vários outros nomes dão seus depoimentos no documentário.
VEJA: Esculpindo diretores famosos

O nome escolhido para a produção faz referência aos oito filmes feitos pelo diretor até o final das filmagens: Cães de Aluguel (1992), Jackie Brown (1997), Kill Bill (2003 e 2004), À Prova de Morte (2007), Bastardos Inglórios (2009), Django Livre (2012) e Os Oito Odiados (2015).

Com “Era Uma Vez em… Hollywood”, lançado no Brasil em agosto deste ano, o cineasta chega à marca de nove filmes, mas ele não entra na conta do documentário.

“QT8: The First Eight” chega às plataformas de streaming no dia 3 dezembro deste ano.

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Por Álisson Boeira
*Fonte: revistak7

Analista explica sucesso financeiro do Coringa de Joaquin Phoenix: ‘Alienação, solidão e raiva’

Coringa se tornou um fenômeno de bilheteria, arrecadando cerca de US$ 744 milhões ao redor do mundo pouco depois de um mês de estreia e com grandes chances de se tornar o filme +18 mais lucrativo da história, um feito que parece difícil de se compreender.

Porém, para o analista de mídia sênior em Relações com Expositores Jeff Bock, que falou à Variety, os motivos para o sucesso do Palhaço do Crime são evidentes: “Coringa com certeza está rindo por último”. O primeiro fator do sucesso foi o orçamento conservador, de US$ 62,5 milhões para o filme.

“Não se consegue comprar uma adaptação de quadrinhos por esse preço, ainda assim a Warner Bros. fez funcionar contando uma boa história”, disse Bock. Mesmo ao considerar que publicidade e distribuição aumentaram o orçamento do filme em US$ 100 milhões, o investimento total continua sendo uma fração dos lucros.

O investimento “baixo” se deve aos temas sombrios e conteúdo muito mais perturbador do que a média de filmes de quadrinhos, motivando uma abordagem mais cautelosa da WarnerBros.. E este foi justamente outro ingrediente no sucesso do filme de Joaquin Phoenix.

“Eles fizeram uma aposta e deu certo. Coringa atingiu em cheio o Zeitgeist de hoje e está coletando os frutos disso”, afirmou Bock. “Estamos falando sobre temas universais, de alienação, solidão e raiva que continuam a alimentar a bilheteria desse monstro.”

A forma de representação da violência em Coringa já é algo que dava certo em outros gêneros do cinema também, segundo Bock.

“Públicos mais jovens estão defendendo esse filme de maneira muito parecida com os jovens que assistiram Assassinos Por Natureza [1994], ou Laranja Mecânica [1994] ou Pulp Fiction [1971]. Cada um desses filmes, violentos de maneiras próprias, tinha algo a dizer sobre as falhas da sociedade, tornando-os muito mais interessantes e duradouros.”

Por último, a campanha de marketing do longa dirigido por Todd Phillips merece destaque. Nas semanas anteriores a estreia, Coringa levantou muitas críticas sobre a possível romantização de um assassino em massa, e as famílias das vítimas do massacre na exibição de Cavaleiro das Trevas Ressurge, que aconteceu na cidade de Aurora em 2012, falaram contra o filme.

A Warner então aumentou a divulgação do filme nas redes sociais, numa tentativa de limitar as manchetes bombásticas e, em vez disso, aumentar o diálogo. Essa abordagem deu certo, já que notícias negativas não impactaram as vendas de ingresso, apesar do marketing direcionado ser mais custoso.

Jeff Bock também menciona o formato inovador de Coringa para o gênero, ao falar do futuro da Warner: “Agora eles [Warner Bros.] tem um modelo viável, o qual a Marvel e a Disney tem medo de fazer – adaptações +18 de quadrinhos.”

“Nos últimos anos, a Disney, como uma entidade, não conseguiu reunir de forma bem-sucedida as multidões adultas que gostam de explorar temas sombrios, conhecidos como PG-13 e além”.

 

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*Fonte: revistarollingstone

A mitologia de Tolkien explicada em 10 minutos

A mitologia de Tolkien compreende uma bagagem de histórias densas e abundantes: mitos, épicos, linguagens (com seus próprios alfabetos) e incontáveis personagens. O genial escritor britânico foi capaz de criar um dos universos ficcionais mais extensos e consistentes da história da literatura.

Durante décadas este produto da imaginação do autor inspirou escritores e leitores do mundo todo. A Terra Média criada por sua mente incansável abrange um universo de histórias complexas, repletas de reviravoltas e personagens cuidadosamente desenvolvidos.

O Youtuber CGP Gray sintetizou os elementos mais importantes dessas histórias em dois vídeos que servem com uma breve introdução para os livros O Hobbit, a trilogia Senhor dos Anéis e O Silmarillion. É preciso ressaltar que nada se compara a mergulhar dentro da narrativa destas obras.

As legendas automáticas para português podem ser ativadas no ícone de configurações de cada vídeo.

No primeiro, é narrado o surgimento da Terra Média desde os seres sobrenaturais que deram vida aos magos, homens, elfos, anões e hobbits. Mitos que podem (e devem) ser explorados com mais profundidade no livro O Silmarillion, uma coleção de textos de Tolkien publicados postumamente pelo seu filho.

*Por raquel Rapini

 

 

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*Fonte: geekness

Biblioteca que passou 200 anos oculta é descoberta na Bélgica!

Um especialista em arte descobriu uma sala repleta de livros do século XVII e XIX que havia permanecido intacta. Na biblioteca, havia livros de geografia, velhos atlas, obras que falavam sobre cultura, povos e regiões. Todos datam da mesma época e ficaram trancados durante os últimos 200 anos em uma biblioteca particular em Bouillon, um pequeno município belga, próximo da fronteira com a França.

A coleção conta com 182 livros, incluindo um velho atrás de Abraham Ortelius. O cartógrafo e geógrafo, conhecido como o Ptolomeu do século XVI, foi um padre da cartografia flamenca junto com Gerardus Mercator. O livro descoberto data de 1575 e é considerado o primor do atás moderno.

E como esta biblioteca ficou oculta por tanto tempo? Não se sabe. O que se sabe é que, de um dia para o outro, os descendentes da família decidiram abrir seu acervo que está aos pés de um dos castelos mais imponentes de sua época, o Castelo de Bouilon, o exemplo mais antigo de arquitetura feudal da Bélgico, construído no século VIII, por onde de Caros Martel. Todos os livros da coleção serão colocados a venda logo após uma exposição que aconteceu no Hotel de Ventes Horta de Bruxelas.

“A primeira vez que abri a porta da biblioteca fiquei surpreso pela autenticidade da atmosfera que prevalecia no século XVIII. Estive dois dias para fazer um inventário completo. Segurei cada livro em minhas mãos, com muito cuidado para evitar danos”, disse Godts a Le Vif, responsável por cuidar do acervo.

Mais informações:
https://soybibliotecario.blogspot.com/2017/06/la-biblioteca-que-paso-200-anos-oculta.html?fbclid=IwAR38qJqMhs7fWEsuloiljwNRjxpb7q7LksQ4BH6LtzkJvWQj_N4JNdJI4nM

*Por Luiz Antônio Ribeiro

 

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*Fonte: notaterapia

Jimmy Page mergulha profundamente na carreira no novo livro de sua “antologia”

Jimmy Page anunciou uma publicação assinada de um livro de 384 páginas, em edição limitada, que oferece uma espiada no material raro de seus arquivos pessoais. Jimmy Page: The Anthology é narrado inteiramente pela lenda do Led Zeppelin, com fotos de seis décadas.

“Neste livro, eu queria incluir itens do meu arquivo pessoal que fizeram parte da minha história geral, para dar os detalhes por trás dos detalhes”, disse Page em comunicado à imprensa.

Vários elementos-chave de sua coleção são retratados em Jimmy Page: The Anthology, entre eles suas guitarras (incluindo o “Dragon” Telecaster e “Number One” Gibson Les Paul), figurinos, pôsteres raros, pôsteres raros, prensas de vinil, correspondência e entradas de diário, bem como fotos de arquivo invisíveis.

Page coloca tudo isso em contexto com lembranças íntimas, levando os fãs a uma jornada musical notável, do amante do bliff-playing blues ao trabalho com os Yardbirds e o Zeppelin, às colaborações subsequentes com a Firm, Coverdale-Page e Robert Plant.

 

Jimmy Page: The Anthology será publicado em uma edição limitada de 2.500 cópias numeradas, cada uma assinada por Page. O livro é encadernado em couro preto, com bloqueio de folhas de ouro e bordas em páginas douradas. O design slipcase revestido a feltro foi inspirado no estojo Selmer da primeira guitarra elétrica de Page, uma Resonet Futurama de 1958.

 

Com preço de £ 395 (ou cerca de US $ 480), Jimmy Page: The Anthology já está disponível para pré-venda. O livro está programado para ser lançado em dezembro.

 

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*Fonte: ultimateclassicrock

Vídeo mostra chineses de zero a 100 anos de idade

O canal Imagine Videoclips reúne uma série de vídeos com a temática “0-100 years”, isto é, filmes que mostram uma pessoa de cada idade, de zero a 100 anos, em diversas partes do mundo – como a China, por exemplo:

O perfil do canal no YouTube apresenta a página da seguinte maneira:“Como nós vivemos, como nós envelhecemos? Do bebê aos mais velhos, nós, seres humanos, somos tão diferentes e, ao mesmo tempo, tão iguais. Todos nós temos um tempo limitado, portanto gaste-o bem, com respeito ao planeta e todas as criaturas que o habitam. E divirtam-se!”

A versão chinesa do vídeo foi gravada há pouco tempo – em abril deste ano – e mostra bebês, crianças, jovens, adultos e idosos do país. A título de curiosidade, vale mencionar aqui que o aumento da expectativa de vida na China foi o maior já visto nos últimos anos. O número subiu em 42 anos durante um período de tempo de sete anos, chegando a 76,25 anos em 2019. Na frente dela, estão apenas Japão, com 83,98 anos, e Estados Unidos, com 78,69 anos.

Para quem curtiu o projeto, a coleção de 0 a 100 anos já conta com vídeos gravados no Marrocos, França, Espanha, Catalunha e New York, além de versões só com homens e outra só com mulheres. Todas estão disponíveis no canal Imagine Videoclips.

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*Fonte: updateordie

Sandman, clássica HQ de Neil Gaiman, vai virar série de TV pela Netflix

Em acordo milionário com a Warner Bros., a Netflix transformará a clássica história em quadrinhos de Neil Gaiman, Sandman, em uma série de televisão.

Até o momento, nenhuma das empresas comentaram sobre o acordo, que ainda precisa ser formalizado.

A Warner tenta adaptar Sandman desde a década de 1990, sem sucesso. Da última vez, o roteirista Eric Heisserer abandonou o projeto por acreditar que a história de Morpheus não caberia em um longa.

“Cheguei à conclusão de que a melhor versão desta propriedade é uma série da HBO ou uma série limitada, mas não como um filme ou uma trilogia”, ele declarou.

A HQ de Neil Gaiman consolidou o gênero dos quadrinhos adultos, misturando horror, fantasia e mitologia.

A adaptação da Netflix traz Allan Heinberg (Mulher Maravilha e Grey’s Anatomy) como roteirista, enquanto o próprio Gaiman assume o posto de produtor-executivo ao lado de David Goyer (Batman: o Cavaleiro das Trevas).

Segundo fontes da revista The Hollywood Reporter, este seria o programa o mais caro já realizado pela Warner. Ainda não há previsão de estreia para a série.

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*Fonte: revistarollingstone

Morre o cantor e compositor João Gilberto

Morreu ontem no Rio de Janeiro, aos 88 anos, o cantor e compositor João Gilberto, considerado um dos pais da bossa nova.

Segundo amigos da família, João Gilberto passava por um exame, que teve complicações. Os advogados da filha Bebel Gilberto, que trava uma disputa com o irmão João Marcelo, estão a caminho da casa do cantor. O corpo deve passar por uma autópsia.

O estado do cantor se agravou nos últimos meses — desde a perda da amiga e ex-mulher Miúcha, também cantora, que morreu em dezembro do ano passado.
*Por Guilherme Amado
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*Fonte: epoca

Uma das bibliotecas mais lindas do mundo fica no Brasil

Com seus mais de 350 mil livros, o Real Gabinete Português de Leitura, no Centro do Rio de Janeiro, foi eleito pela revista Time a quarta mais bonita biblioteca do mundo.

O prédio, que tem arquitetura neomanoelina e foi construído entre 1880 e 1887, reserva o maior acervo de autores portugueses fora de Portugal e se tornou um símbolo incrível da História do Brasil que pode ser vista de pertinho pelos visitantes.

Real Gabinete Português de Leitura: imponência e história

Foi em 1837 que um grupo de portugueses fundou o Real Gabinete Português de Leitura, a exemplo dos gabinetes de leitura (que, depois, se tornaram as bibliotecas públicas) de Portugal.

“É a associação mais antiga criada pelos portugueses do Brasil após a independência de 1822”, de acordo com o site da biblioteca.

O arquitetônico do prédio, que ainda hoje se impõe no Centro do Rio de Janeiro, foi elaborado pelo arquiteto português Raphael da Silva e Castro. Internamente, ele tem grandes galerias com livros, vitrais e decoração que veja bem, de tirar o fôlego.

O Gabinete Português de Leitura tem uma obra valiosa: um exemplar da primeira edição de “Os Lusíadas”, do escritor Luís de Camões, que pertenceu à Companhia de Jesus.

Funcionamento e consulta

O Real Gabinete Português de Leitura fica na Rua Luís de Camões, número 30, no Centro do Rio de Janeiro, e funciona das 9 às 18 horas de segunda a sexta-feira.

A consulta ao acervo pode ser feita via site ou pessoalmente, neste caso, com o o auxilio do responsável pela biblioteca.

>> site: http://www.realgabinete.com.br/#Inicio

 

*Por Ademilson Ramos

 

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*Fonte: engenhariae

Por uma educação que nos ensine a pensar e não a obedecer

Na escola, nós aprendemos que a filosofia é a mãe de todas as ciências. Aprendemos sobre a importância da filosofia na formação do pensar humano em todas as vertentes, desde das questões sobre o homem e o universo, até discussões acerca do amor e da política. Dada a sua importância, deveríamos ter uma educação com viés filosófico. Ou seja, uma educação que buscasse desenvolver em nós um olhar crítico para o mundo que nos cerca e o nosso mundo interior. Entretanto, o que recebemos de forma contrária, é uma educação acrítica e completamente tecnicista, que tem como função primordial criar soldados bem treinados para o famoso “mercado de trabalho” ou em uma tradução livre – “campo de batalha do capitalismo selvagem”.

A polêmica reforma no ensino médio promovida recentemente pelo Governo Temer, para muitos – professores, inclusive – é de se temer, com o perdão do trocadilho. Uma mudança tão significativa na sociedade (já que a educação é ou pelo menos deveria ser vista como o principal vetor de transformação social) deveria passar por uma discussão mais profunda, com ampla participação dos principais interessados, estudantes e professores. O que não ocorreu em momento algum, mesmo sob fortes protestos dos excluídos da sua própria pauta, levando-nos, até mesmo, a pensar na nossa fragilidade democrática.

Mas o fato é que ela foi aprovada e está apta para entrar em prática. E, é bom que se diga, a educação de fato precisava de mudanças, transformações. Digo mais, não só no ensino médio, mas na educação como um todo. No entanto, essa reforma vai tornar a educação melhor em que sentido? No sentido filosófico ou tecnicista?

Não há problema em preparar os jovens para o mercado de trabalho, mas uma educação transformadora, vai muito além disso. Dessa maneira, por mais que a reforma no ensino médio torne a educação mais eficaz na preparação técnica dos jovens, sobretudo, por haver uma divisão do trabalho, digo, estudo em áreas do conhecimento específicas; ela apagará totalmente a brasa da esperança de uma educação crítica. Isso ocorrerá porque não há como pensar filosoficamente sem que todas as áreas do conhecimento possuam a mesma importância e valorização, sem interdisciplinaridade (a base no Enem), sem a provocação para o aluno e que a partir disso o levará ao aprofundamento de certa área ou certo saber que mais lhe apraz e o faz se sentir vivo enquanto sujeito individual e coletivo.

Ao subjugar alguns saberes, como filosofia, sociologia e história, mas não apenas estes, a um patamar de inferioridade em relação à língua portuguesa e inglês, por exemplo, a mensagem que o governo passa é de que o importante é saber fazer alguma coisa, isto é, aprender os “comos”, deixando de lados os “porquês”. Isso me lembra o mundo distópico de Fahrenheit 451 de Ray Bradbury, em que os livros e todo o pensamento crítico e poético incutido neles são queimados, a fim de haja a manutenção da ordem em uma sociedade tecnicista em que fazer perguntas é coisa de gente “maluca”.

Sendo assim, perdemos mais uma oportunidade de promover modificações realmente significativas na educação brasileira. E não adianta dizer que perguntas não ajudam ninguém a arrumar um trabalho, já que isso é uma constatação óbvia, afinal, o que o mercado quer são profissionais excelentes na arte de obedecer, sem jamais questionar. Mas o que você, caro ser “pensante”, não consegue perceber é quão necessárias são as perguntas para que se questione todas as problemáticas existentes na sociedade e, assim, se consiga combater os males na origem, ao invés de ficar comprando verdades como mentiras, como dizia Orwell.

Certa feita foi dito no cinema por um professor que palavras e ideias podem mudar o mundo. Bom, eu acredito nisso e, portanto, acredito em uma educação filosófica, em que todos os saberes e todas as ciências sejam importantes e utilizados na formação de mais do que estudantes, de indivíduos capazes de se perceberem enquanto agentes sociais imprescindíveis para que o mundo continue em uma rota evolutiva. Apesar disso, muitos continuarão acreditando que o que precisamos mesmo é de mais soldados capazes de manter o campo de batalha intacto, protegido e sem ataques. Assim, só me restam as palavras de Símon Bolívar, duras e mais do que nunca, verdadeiras, já que:

“Um povo ignorante é o instrumento cego da sua própria destruição. ”

*Por Erick Morais Morais

 

 

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*Fonte: revistapazes

30 provérbios chineses que podem te deixar mais sábio

1 – Um pouco de perfume sempre fica nas mãos de quem oferece flores.

2 – Não há que ser forte, há que ser flexível.

3 – Nós não herdamos o mundo de nossos antepassados, nós o pegamos emprestado dos nossos filhos.

4 – O passado é história; o futuro, um mistério; e o presente, uma dádiva.

5 – Aquele que faz e promove o bem cultiva o seu próprio êxito.

6 – Ser pedra é fácil, o difícil é ser vidraça.

7 – Se alguém está tão cansado que não possa te dar um sorriso, deixa-lhe o teu.

8 – O medíocre discute pessoas. O comum discute fatos. O sábio discute ideias.

9 – A mente tem o passo ligeiro, mas o coração vai mais longe.

10 – Se houver um general forte, não haverá soldados fracos.

11 – Se o vento soprar de uma única direção, a árvore crescerá inclinada.

12 – Lembre-se de que grandes realizações e grandes amores envolvem grandes riscos.

13 – Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier.

14 – Todas as flores do futuro estão contidas nas sementes de hoje.

15 – Lembre-se de cavar o poço bem antes de sentir sede.

16 – Se você não mudar a direção, terminará exatamente onde partiu.

17 – A língua resiste porque é mole; os dentes cedem porque são duros…

18 – O burro nunca aprende, o inteligente aprende com sua própria experiência e o sábio aprende com a experiência dos outros.

19 – Sem o fogo do entusiasmo, não há o calor da vitória.

20 – Visão sem ação é sonho. Ação sem visão é pesadelo.

21 – O homem só envelhece quando os lamentos substituem seus sonhos.

22 – A palavra é prata, o silêncio é ouro.

23 – As más companhias são como um mercado de peixe; acabamos por nos acostumar ao mau cheiro.

24 – Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso de uma mulher para se fazer um lar.

25 – Jamais se desespere em meio às sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.

26 – O cão não ladra por valentia e sim por medo.

27 – Quem abre o coração à ambição fecha-o à tranquilidade.

28 – Se não queres que ninguém saiba, não o faças.

29 – Se quiser derrubar uma árvore na metade do tempo, passe o dobro do tempo amolando o machado.

30 – Procure acender uma vela em vez de amaldiçoar a escuridão.

 

*Por João Pedrada

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*Fonte: megacurioso

Quem não sofre com o fechamento de uma livraria não gosta de livros

Quem não sofre com a crise das livrarias pode gostar de tudo, inclusive de sexo, mas não gosta de livros. O melhor amigo do homem, depois do cachorro e do gato, é o livro, portanto as livrarias

As livrarias são templos para crentes e ímpios. Adquirir livros pela internet é mais fácil, pois não é preciso sair de casa. Mas o frequentador de livrarias é um ser diferente. Eventualmente, até compra obras pelos sites, mas o que gosta mesmo é de andar pelos corredores das livrarias, olhando, folheando e lendo trechos de obras variadas. Busca, por vezes, o conhecido, aquilo que tem certeza que vai adquirir, mas, mexendo nas estantes, acaba descobrindo novidades. O prazeroso desconhecido. Compra, afinal, não apenas um ou dois livros, mas de seis a dez.

A visita às livrarias permite ao leitor o contato com o inusitado. Recentemente, estive na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo. Havia pensado em comprar apenas uma obra, “Livrarias — Uma História da Leitura e de Leitores” (Bazar do Tempo, 296 páginas, tradução de Silvia Massimini Felix), de Jorge Carrión. O livro menciona inclusive a bela livraria de Pedro Herz. Acabei por folhear uma biografia da excelente escritora escocesa Muriel Spark (1918-2006) — “Muriel Spark: The Biography” (Northwestern University Press, 627 páginas), de Martin Stannard —, que Paulo Francis ajudou a divulgar no Brasil, e uma biografia do escritor uruguaio Mario Benedetti (1920-2009). Não levei, porque os preços são impraticáveis, mas depois me arrependi. Ao lembrar que estava lendo “Tantos Caminhos — Autobiografia” (Martins Fontes, 458 páginas, tradução de Hildegard Feist), de Paul Bowles, que adquiri em 13 de outubro de 2001 — há dezessete anos —, pensei: os livros sobre Muriel Spark e Mario Benedetti podem aguardar.

Enquanto esperava Candice Marques de Lima, minha companheira que participava de um seminário na USP, li cerca de 50 páginas de “Mario Benedetti: Un Mito Discretísimo — Biografía” (Alfaguara, 376 páginas), de Hortensia Campanella. Trata-se de uma edição em espanhol. O levantamento da vida do escritor é excelente. Tanto que não percebi, de imediato, que se tratava de um livro “usado” (não sei se lido). A Livraria Cultura estaria colocando livros usados em suas estantes? Não sei. Sugiro ao leitor, ao visitar a unidade da Avenida Paulista, que dê uma olhada. A edição que tive nas mãos é velhíssima, amarelada. Não é nova. Coisas da Estante Virtual? Não se sabe. Afinal, livros novos também, um dia, ficam velhos, amarelados, ressequidos, com aquele cheirinho que irrita as narinas.

Depois da Livraria Cultura, próxima do Mercure onde estava hospedado, visitei e “orei” na Livraria da Vila, na Alameda Lorena, e na Livraria Martins Fontes, na Avenida Paulista. Se a Livraria Cultura quase não tinha lançamentos (agora tem de pagar à vista para as editoras), optando por divulgar best sellers, as outras duas, que estão escapando da crise, são verdadeiros manás-oásis em termos de novidades — inclusive a edição especial do romance “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos. O livro completou 80 anos e reli cerca de 20 páginas, saboreando o cheiro da belíssima edição especial (a Record caprichou). Pode anotar: em termos de permanência literária, pensando mais em qualidade do que em sucesso, “Vidas Secas” continua sendo uma obra-prima poderosa. Parece ter nascido ontem, ou melhor, se disserem que completou 18 anos, e não 80 anos, quem há de duvidar? A prosa é vivíssima, as personagens são ricas, apesar da pobreza em termos materiais.

Folheando “Vidas Secas”, a edição comemorativa, pensei, fissurado por livros e, sobretudo, pela prosa de Graciliano Ramos: “Não há a menor dúvida de que a edição é fantástica, mas, pô, tenho duas edições, ambas devidamente anotadas, inclusive uma edição especial em capa dura. Por que levar mais uma?” Acabei não levando, porque estava com pouco dinheiro, mas senti comichões de Alexandria. Ao reler a prosa desenxabida de Graciliano Ramos — sabendo que desenxabida não é o mote justo para nomeá-la —, lembrei-me de um motorista da Uber, que, sergipano, mora em São Paulo há vários anos. Mas não perdeu a linguagem de seu Estado, de sua cidade. Ele disse a mim e a Candice que um xingamento forte no pequeno Estado do Nordeste é: “Ô seu filho de um cabrunco”. Olhei seu rosto e percebi que não parecia com Fabiano, e sim com Riobaldo.

Na Martins Fontes, descobri, na parte de cima da livraria, que havia uma promoção de livros. Promoção de verdade, parecendo aquelas de sábado na Livraria Bertrand (citada por Jorge Carrión como a mais antiga em funcionamento), a do Chiado, em Lisboa. Pensei: deveria comprar alguns livros e pagar com o cartão de crédito — afinal quem visita livrarias e não compra livros não sai de lá feliz; sai acabrunhado. Acabei adquirindo dois livros, por considerar que ia começar a ler “Jane Bowles — Un Pecadillo Original” (Circe, 413 páginas, tradução de Ángela Pérez), de Millicent Dillon. A autora menciona como amiga de Jane e Paul Bowles a cantora brasileira Elsie Houston, que morava nos Estados Unidos e havia sido casada com um poeta francês. Numa carta, Jane Bowles fala da farofa brasileira (página 79). Leio minha anotação: “17 de julho de 2014, quinta-feira, frio mas sem chuva, sebo da Avenida Corrientes, Buenos Aires”. Pois o livro foi adquirido há quatro anos e só agora está sendo lido. Por isso recomendei-me, contra minha vontade, que comprasse menos livros.

As livrarias são eternas como os diamantes

E se as livrarias acabarem? Felizmente, não acabarão. Ficarão menores, por certo, mas resistirão. A tendência é que as grandes lojas fechem suas portas e seus donos, adiante, abram livrarias menores. Em Goiânia, no Setor Universitário, há uma livraria pequena, mas de excelente qualidade — a Palavrear. O acervo, embora nada amplo, é ótimo. Porque prima-se pela qualidade, não pela quantidade. Encontrei inclusive boas edições de livros publicados em Portugal. Recomendo apenas um espaço mais adequado para poesia, por exemplo, com as ótimas traduções da Editora Iluminuras.

O que acontecerá com a Livraria Saraiva e com a Livraria Cultura? A minha torcida é para que resistam. Os apaixonados por livros preferem a Livraria Cultura, a Livraria da Vila, a Livraria Travessa (no Rio de Janeiro) e, pelo acervo diversificado, a Livraria Martins Fontes. A Livraria Saraiva aposta muito em best sellers, até para tentar sobreviver, mas não é ruim. Pelo contrário, é uma boa livraria. O atendimento nunca foi perfeito, nenhuma livraria tem mais atendimento de alta qualidade — salários baixos e rotatividade impedem a qualificação. Mas o que importa mesmo é o acervo e, no geral, o da Livraria Saraiva nunca foi ruim, embora não seja como o das outras livrarias arroladas.

Por que as grandes livrarias estão em crise no Brasil (nos Estados Unidos também)? Porque o capitalismo “diz” ao empresário: “Você precisa crescer”. Para expandir os negócios, é necessário pegar dinheiro nos bancos e, depois de certo prazo de carência, é obrigatório começar a pagar as parcelas dos empréstimos. Pode-se falar que, no capitalismo, há uma espécie de “armadilha do crescimento”. Uma vez enredado, no abraço da sucuri, não há escapatória. As sedes gigantes, instaladas em shoppings nos quais os preços dos alugueis são estratosféricos e que exigem mão de obra farta, estão com as finanças em frangalhos. Com a recuperação judicial, as livrarias não têm de pagar seus credores — momentaneamente —, sejam editoras, sejam bancos, sejam donos de imóveis.

Os brasileiros estão lendo mais, tanto que editoras portuguesas estão interessadas no mercado do país de Machado de Assis. O Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes, enquanto Portugal tem pouco mais de 10 milhões.

Uma livraria que deve 674 milhões de reais, caso da Livraria Saraiva, tem como escapar da falência? Talvez sim. Talvez não. Minha aposta é pelo “sim”, mas a razão sugere que a chance de prevalecer o “não” é muito maior. Se rolando a dívida com a barriga, pagando juros, quando era possível, não estava dando para tocar o negócio de maneira qualitativa — tanto que a dívida chegou a mais de meio bilhão de reais —, como, em recuperação judicial, vai escapar da crise? Com o processo judicializado, fica mais fácil negociar com os credores, que têm de aceitar determinadas regras (não podem pedir bloqueio de contas, por exemplo). Entretanto, como a Livraria Saraiva fará para ter acesso a novos produtos? Basta uma visita à Livraria Saraiva para verificar que praticamente não há lançamentos. A falência não é positiva para ninguém, notadamente para as editoras. A livraria deve R$ 18.638.315,67 para a Editora Companhia das Letras e R$ 18.241.167,49 para a Editora Record. Impagável, praticamente. Bancos sabem contabilizar à perfeição suas perdas (se brincar, viram lucros).

A Livraria Cultura deve menos — 285 milhões de reais. Mesmo assim, é um valor muito alto. Dificilmente terá condições de pagar a dívida e, aparentemente, a família não tem patrimônio suficiente para usá-lo para abatê-la.

Falência à vista? Não é o que espero. Mas o setor livreiro, o que se agigantou, dificilmente terá escapatória se não mudar o modelo de negócio — tornando-se menor e escapando do gigantismo dos shoppings. As livrarias decerto continuarão, ainda que menores, e com a expansão do negócio pela internet — seguindo o trabalho bem-sucedido tanto da Livraria Cultura quanto da Amazon.

Mas diga, leitor: quem não sofre com a crise das livrarias pode gostar de tudo, inclusive de sexo, mas não gosta de livros. O melhor amigo do homem, depois do cachorro e do gato, é o livro, portanto as livrarias.

*Por Euler de França Belém

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*Fonte: revistabula

 

Quando a ignorância critica, a sabedoria observa e sorri

Orson Welles disse que “muitas pessoas são educadas demais para falar com a
boca cheia, mas não se preocupam em fazê-lo com a cabeça vazia”. O diretor
americano não foi o primeiro a se referir à ignorância e seus ataques.

O escritor espanhol Baltasar Gracián havia dito ” o primeiro passo da ignorância é
presumir saber ” e Antonio Machado afirmou que ” tudo o que é ignorado é
desprezado “. A ignorância não é uma doença, mas podemos classificá-la como tal
porque seus efeitos são tão incapacitantes que impedem a pessoa de crescer
enriquecendo-se com novas perspectivas. A armadilha da ignorância é que ela
envolve a pessoa em uma gaiola de ouro, na qual ele está tão confortável que nem
percebe que está prisioneiro da rigidez de seu pensamento.

Como são pessoas ignorantes?

Ignorância não é propriedade exclusiva de pessoas que não tiveram acesso à
educação. De fato, podemos encontrar pessoas que não têm estudos, mas são
profundamente sábias e de mente aberta, assim como podemos encontrar
professores e cientistas que são profundamente ignorantes.

O filósofo inglês Karl Popper explica o porquê: “a ignorância não é a ausência de
conhecimento, mas a recusa em adquiri-lo “. Isto é, a ignorância implica abraçar um
pensamento rígido, idéias preconcebidas e rejeitar o resto. Esse modo de entender
a ignorância é um sinal de alerta que nos diz para permanecermos vigilantes
porque todos e cada um de nós podem adotar atitudes ignorantes.

Ignorância é rejeitar argumentos ou idéias das quais não sabemos nada ou sobre
as quais não temos dados para chegar a conclusões lógicas. Nesse caso, em vez
de nos esforçarmos para captar e compreender todo o quadro, preferimos nos
apegar ao pequeno fio de “verdade” que achamos que temos. Entrincheirados
nessa posição, não apenas atacamos os outros, mas também semeamos as
sementes da intolerância, já que a ignorância sempre rejeita o que é diferente, o
que não compreende.

Ignorância emocional

Não é uma ignorância que faz ainda mais danos: a ignorância emocional das
pessoas mais próximas que julgam e criticam-nos sem ter andado em nossos
sapatos ou saber todos os detalhes da situação de uma visão parcial da realidade.

Há uma ignorância que causa ainda mais danos: a ignorância emocional das pessoas mais próximas a nós que nos julgam e criticam sem ter andado com nossos sapatos ou nem conhece todos os detalhes da situação, a partir de uma visão parcial da realidade.

Essas pessoas não são capazes de se colocar no lugar do outro e nem sequer
tentam conhecer sua história, necessidades e ilusões para entender o porquê de
seu comportamento. Essa ignorância dói muito mais e deixa feridas emocionais
profundas, já que normalmente a opinião dessas pessoas é geralmente importante.

Em face da ignorância, é melhor agir com cautela

Um estudo muito interessante de PsychTests analisou como 3.600 pessoas
responderam a críticas. Esses psicólogos descobriram que 70% admitem que se
sentem magoados quando recebem uma crítica e 20% a rejeitam com raiva.
Apenas 10% das pessoas refletem sobre críticas e deixam ir quando não
contribuem com nada.

Também foi apreciado que as mulheres são duas vezes mais propensas a aceitar
as críticas como algo pessoal e a assumi-las como uma demonstração de que elas
não são capazes de fazer algo certo. Pelo contrário, os homens tendem a pensar
que a crítica está errada e a responder agressivamente.

No entanto, o mais interessante é que as pessoas que adotam uma atitude
defensiva em relação às críticas são também aquelas que se sentem menos
felizes, têm baixa auto-estima e apresentam um desempenho pior no trabalho.

Aparentemente, quando as pessoas têm baixa auto-estima, elas bloqueiam a parte
construtiva da crítica e se concentram apenas nos aspectos negativos. Por outro
lado, aqueles que se defendem das críticas muitas vezes sentem que estão
perdendo o controle, o que afeta ainda mais sua autoconfiança.

Portanto, quando a crítica vem da ignorância, a coisa mais sábia é responder com
calma.

Para palavras tolas, ouvidos inteligentes

Como a crítica ignorante pode causar muitos danos, é essencial não cair no seu
jogo. As palavras nocivas, as críticas maliciosas e as opiniões infundadas não
devem encontrar um terreno fértil em nossa mente. Devemos lembrar que ninguém
pode nos prejudicar sem o nosso consentimento. Portanto, o melhor é não dar
crédito a eles.

O problema das pessoas ignorantes é que elas não estão abertas para ouvir outras
opiniões, portanto, qualquer tentativa de se defender ou fazê-las cair em seus
sentidos é muitas vezes deixada de lado. Isso nos fará desperdiçar energia
inutilmente e é provável que no final ficaremos com raiva. É por isso que é quase
sempre melhor aprender a ignorá-los.

O sábio sabe que batalhas valem a pena lutar, ele não desperdiça sua energia. Ele
também está ciente de que a crítica muitas vezes diz mais sobre quem critica do
que sobre quem é criticado, então ele assume uma atitude desinteressada, valoriza
a verdade que a opinião contém e, se considerar irrelevante e prejudicial, não
permite que isso o afete.

E quando é necessário responder à ignorância, as pessoas sábias fazem isso com
firmeza e respeito. A melhor maneira de superar a ignorância é provar a ele que ele
não tem poder sobre nós.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Por que a pasta de dente vem dentro de uma caixa?

A pasta de dente, ou creme dental, é usada diariamente por dois terços da população mundial. Recentemente uma pergunta se espalhou nas redes sociais. Por que a pasta de dente vem embalada em uma caixa? Se o conteúdo fica dentro de um tubo, para que colocá-lo dentro de outra caixa de papelão? E a resposta é: para que fique bonita na prateleira.

Tudo começou após um vídeo de um canal chamado Alan’s Theory ter viralizado na web. Alan questiona a razão de se produzir um invólucro praticamente inútil, que faz o produto ficar mais caro tanto para a indústria, como para o consumidor. A única coisa que acontece com a caixa, após aberta, é ser descartada.

Segundo Alan, são cerca de 900 milhões de caixas por ano somente nos Estados Unidos (considerando 3 tubos por pessoa). No brasil, onde temos o hábito de escovar os dentes de duas a três vezes ao dia, esse número é ainda maior.

Um exemplo de que é possível reverter esse desperdício foi aplicado na Islândia. Lá, as mesmas marcas que estão presentes no mundo inteiro, vendem seus produtos sem caixa. Isso porque o governo e a população fizeram diversas exigências para a indústria com relação às embalagens. Isso significa que a mudança é perfeitamente possível de ser replicada mundialmente.

Esse é um ótimo exemplo de como as pessoas podem começar a questionar todo o excesso de embalagens extras e itens inúteis que consomem nossos recursos naturais, e as redes sociais são grandes aliadas nesse sentido.

“Às vezes parece que vivemos em uma sociedade que está fora de nosso controle, mas a verdade é que grandes mudanças começam com ideias e motivação. Aqui está uma ideia, vamos nos livrar das caixas de pasta de dente. Está dentro?”, disse Alan na página de uma petição que ele criou para pressionar indústria e governos.

O que fazer então para aderir à campanha?

Compre apenas cremes dentais que vêm sem caixa -, já existem alguns no mercado.

Divulgue notícias, mande e-mails para o SAC das empresas, assine petições, fale com vereadores para criação de leis nesse sentido.

Outras alternativas para higiene bucal

Evite cremes dentais que contenham esferas microplásticas. Além de contaminar o meio ambiente, parte desse material acaba sendo ingerido.

Prefira cremes dentais menos agressivos para à saúde e livres de metais pesados e químicos cancerígenos. Já existem diversas opções de marcas naturais, veganas e até mesmo receitas para você produzir seu próprio creme dental.

Experimente pastas de dente sólidas livres de embalagens plásticas, elas já são vendidas no Brasil. Há também cremes dentais em pastilhas (conheça aqui).

E lembre-se de colocar o tubo para a reciclagem. No Brasil, esse material costuma virar uma chapa plástica, mas o fato é que reciclamos apenas 3% de todos nossos resíduos gerados, então, simplesmente eliminá-los é a melhor opção. Já o papelão da caixinha também pode ser reciclado, porém, muitas embalagens possuem diversas aplicações de tintas metalizadas e camadas de plástico, o que dificulta ainda mais sua reciclagem.

 

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*Fonte: ciclovivo