Como a pandemia, a televisão e o Spotify ‘mataram’ os grupos musicais

Qualquer um que tenha crescido com os grandes grupos de rock e pop do passado se contorcerá na cadeira diante de uma evidência tão funesta: atualmente não há bandas como Queen, The Jam, The Police, Nirvana ou Oasis. Há escassez de novas formações —surgidas, digamos, nos últimos cinco anos— que se igualem às de antigamente em proezas comerciais. São tempos de Sheerans, Lipas, Swifts, Weeknds, Bunnies, Eilishs. De Rosalías, Tanganas, Alboranes, Aitanas, Amaias … Os solistas, ao que parece, se apoderaram das paradas.

Em março, após declarações de Adam Levine, cantor do Maroon 5 (“Dá a sensação de que não há mais bandas, somos uma espécie em extinção”, lamentou), o jornal britânico The Guardian dedicou um artigo à questão, com o seguinte título expressivo: “Por que os grupos estão desaparecendo”. O pessimismo de Levine pode ser sustentado por dados. Os 30 artistas mais ouvidos no Spotify em 2020 eram todos solistas, exceto um, o combo sul-coreano BTS (com sete integrantes que não tocam instrumentos). Foi preciso fazer uma minuciosa inspeção do ranking para localizar o Maroon 5 em 33º e o Queen em 34º. Desde março de 2019, quando o Jonas Brothers foi o número um com Sucker, até hoje, passados dois anos, apenas um outro grupo liderou a parada de singles da Billboard (Estados Unidos): o já citado BTS.

Eu, eu, eu!
Ao contrário do que acontecia décadas atrás, pop e rock não são os estilos mais em voga. Rap, trap, R&B e reggaeton… —gêneros interpretados por solistas— ganharam terreno. Todo o rock novo já é alternativo; não é mais mainstream. “À medida que o pop e o rock morrem, no que se refere a vendas milionárias, morrem as bandas, que são as que fazem pop e rock”, explica Javier Portugués, veterano A&R (responsável por Artistas e Repertório) que trabalha com a Sony Music. Colaborou com solistas como Joaquín Sabina, Marwan, Dani Martín, Rozalén e Malú e grupos como Estopa e Maldita Nerea. “Tem a ver com as idiossincrasias dos gêneros”, acrescenta. “No rap, antes de começar com o primeiro verso, você já disse seu nome e o nome do produtor 10 vezes. É uma exaltação de si mesmo.”


Os festivais podem ser considerados o último reduto de grupos de pop e rock, mas, apesar da natureza nostálgica de muitos desses eventos, mesmo os mais importantes não têm escolha a não ser seguir a corrente dominante. Na última edição do Primavera Sound (Barcelona), sete dos nove artistas de destaque eram solistas: Erykah Badu, os rappers Future e Cardi B, Solange, Janelle Monáe, J Balvin e Rosalía (os grupos eram o Interpol, formado em 1997, e Tame Impala , na verdade, um projeto do cantor e multi-instrumentista australiano Kevin Parker).

Essa mudança de regime foi bem recebida pela indústria: lidar com solistas é mais prático. “Para uma gravadora, quando se trata da promoção de um evento, mudar um cara ou uma garota em vez de uma banda inteira é mais ágil e mais barato”, diz Pablo Cebrián, produtor de David Bisbal e Amaia Romero, entre outros. Também é mais eficaz. “Em termos de marketing, é mais fácil vender uma única pessoa, um ícone”, diz Alizzz, produtor de C. Tangana.

A dinâmica interna das bandas às vezes é bastante complexa, o que contrasta com a flexibilidade dos solistas. “Cada pessoa em um grupo tem seus movimentos, e para a indústria é muito mais cômodo lidar com solistas”, continua Cebrián. “De um disco para outro, um solista pode mudar de produtor. Numa banda, essas voltas são muito mais difíceis: quando uns querem ir para um lado e outros para outro, surgem tensões.”

Discos feitos no quarto
Os avanços tecnológicos tornam mais fácil para qualquer adolescente que sente vontade de compor canções não só conseguir fazer uma gravação muito correta com as ferramentas digitais, como também postá-la nas plataformas, sem intermediários. “Agora a música é feita em um quarto”, explica Pablo Cebrián. “Pelo que tenho visto ao meu redor, as novas tecnologias têm uma grande influência”, concorda Alizzz. “Muitos artistas produzem as próprias músicas, por exemplo, eu mesmo. O que estou acostumado é a trabalhar no estúdio com um cantor, só ele ou ela e eu. Para as gravadoras, além disso, gravar uma banda sai mais caro.”


Miguel Blanes, 22 anos, vocalista e guitarrista do Mentira, banda emergente que desde 2020 lançou vários singles e um EP pela Subterfuge Records, reconhece essa supremacia: “É uma tendência superevidente. Surgiam muito mais bandas na década de 2010 do que agora. Em parte, acho que é porque a forma de compor está mudando. Com todos os recursos que temos, uma única pessoa pode fazer uma canção supercompleta. Não precisa se reunir com mais instrumentistas para formar um projeto”.

Os membros do Trashi (entre 21 e 23 anos) realizam uma mistura original de indie pop e música urbana com autotune, e lançaram vários singles pelo selo independente Helsinkipro. Cresceram admirando grupos como The 1975 e The Vamps no YouTube, “bandas formadas por amigos que se juntavam para fazer música”, dizem quase em uníssono. Eles atribuem a atual hegemonia dos solistas ao fato de que “agora qualquer um pode fazer música em casa. Trabalhar sozinho é sempre mais fácil do que em grupo: você pode fazer o que te agrada. As pessoas buscam mais projetos solo por causa disso “, declaram.

O imediatismo proporcionado pelas tecnologias modernas vai bem com os novos hábitos de consumo. “Hoje você começa a ver uma série, no segundo capítulo você se desinteressa um pouco e deixa de segui-la. É a mesma coisa com a música “, compara Pablo Cebrián. Como exemplo de velocidade, ele cita o caso de Billie Eilish, que alcançou o primeiro lugar nas paradas nos Estados Unidos em abril de 2019 com seu primeiro álbum, When we all fall asleep, where do we go?. “Uma menina que, com o irmão, no quarto de casa, escreve músicas e as sobe na internet … Encurta-se um caminho que há 30 anos era uma via crucis: você tinha que ensaiar a música com o seu grupo, arranjar alguém para bancar um estúdio, masterizar seu disco, editá-lo… Agora isso está nas mãos das pessoas. Todos os anos você vê casos de garotos que postam algo que criaram e recebem uma quantidade brutal de reproduções.” Como diz Javier Portugués, “90% do mercado acaba se concentrando no que está bombando em nível de streaming [reproduções em plataformas como o Spotify], e são todos solistas”.

Solistas colaborando com solistas
As individualidades encontram acomodação especial em uma prática dominante ultimamente: as colaborações. Em geral, os grupos não tomam parte delas. “Desde que entramos na era do consumo digital, nove entre 10 lançamentos, para ter um volume de streaming significativo, são colaborações. Solistas colaborando entre si. É o novo protótipo de artista”, afirma Javier Portugués. No Top 100 Canções da Promusicae de 25 de março a 1º de abril, apenas quatro singles dos 20 mais vendidos não eram colaborações, mas faixas solo.


Não se deve esquecer o papel que desempenham neste cenário desequilibrado os programas de talentos na televisão, uma plataforma de lançamento de novos artistas já faz algum tempo. “Os shows de talentos são focados no artista individual. O que mais chama a atenção do público, que não se detém para analisar outras coisas, é o cantor”, diz Natalia Lacunza, 22 anos, que ficou em terceiro lugar no OT 2018. Após assinar contrato com a Universal Music, foi número um em vendas com seu álbum EP2 e escolhida Artista Revelação Pop pelos Prêmios Odeón 2020. Lacunza escolheu fazer carreira solo simplesmente porque, depois de se mudar para Madri (ela é de Navarra), não conhecia ninguém com quem começar uma aventura em conjunto. Só agora recrutou uma banda que deseja que participe da composição e dos arranjos. “O mais marcante agora são os nomes de artistas solo”, opina, “mas a importância das bandas ainda continua aí, mesmo que de maneira implícita nos projetos dos solistas. Apesar de terem ficado em segundo plano, contribuem muito para o momento ao vivo”.

No entanto, as apresentações ao vivo foram reduzidas ao mínimo por causa da pandemia. Apesar da situação transitória, muitos fãs podem ter se acostumado a escutar música no computador em vez de em uma sala de shows, o que também não ajuda a resgatar as bandas. “Assim como o trabalho remoto se normalizou, na música se tornou normal a ausência de shows ao vivo”, se queixa o produtor Pablo Cebrián.

Para completar o quadro, as redes sociais, onde os artistas combinam a promoção de sua música com cenas de sua intimidade, potencializam a autonomia. Como observa Javier Portugués, “a última rede social em que havia sentimento de grupo era o MySpace. Era um lugar onde grupos musicais postavam suas canções. Não havia ali o exibicionismo público que alimenta a vaidade. Era uma rede a serviço do grupo. O Instagram, e agora o TikTok, trazem tudo de volta ao aspecto pessoal. Nas redes, a diferença de seguidores entre a conta do líder do grupo e a da banda é enorme. Sempre foi um pouco assim: todos nós entendíamos que The Police era o Sting, mas sabíamos quem era o baterista e quem era o guitarrista. Hoje, as redes sociais teriam eliminado os dois componentes que não eram o Sting”.

Um futuro só de solistas?
Com esse panorama, as bandas se sentem, como Levine comentou, uma espécie em extinção? “Poderiam dizer que sim”, responde Miguel Blanes, da Mentira. “Não acho que vão começar a desaparecer, mas, sim, perder a popularidade que costumavam ter. Existe uma tendência de mudança de formato. Eu mesmo estou consumindo mais música de solistas.” O produtor Pablo Cebrián, que começou como guitarrista do grupo Fabula (com quem lançou dois álbuns pela Warner Music e foi banda de abertura de shows do REM), teria formado uma banda se agora estivesse dando seus primeiros passos na música? “Como não sou cantor, tenho certeza que teria começado como produtor muito antes e não teria passado por uma banda. Com certeza Iván, que era nosso cantor, teria feito carreira solo e eu seria seu produtor. Não há mais referências”, afirma.

Cabe questionar se essa ausência de modelos de banda de sucesso pode incutir nos mais jovens com ambições musicais a noção de que é “normal” adotar a configuração solista. “Na nossa infância, os ídolos eram os Beatles, os Stones, o Supertramp, o Pink Floyd … As grandes bandas de rock e pop da vida toda”, argumenta Javier Portugués. “E você dava como certo que se quisesse se dedicar à música tinha que comprar uma bateria, um amplificador de guitarra, encontrar um lugar para ensaiar … Era assim que você tinha que fazer para ser parte daquele universo mágico que tinha te deslumbrado desde pequeno. Agora, esse universo é um talent show de solistas. Não sentem necessidade de se reunir para bolar um projeto. Esse é o novo paradigma e temos que conviver com isso.”

*Por Miguel Ángel Bargueño
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*Fonte: bbc-brasil

ESQUEUMORFOS: O que são e por que estão em toda parte?

Você já ouviu falar ou tem alguma ideia do que significa a palavra “esqueumorfo”? Talvez isso soe confuso para você agora, mas eu te garanto que no fim do texto você verá que sempre esteve familiarizado com esse tema. Por mais que esse não seja um termo que usamos no dia a dia, os esqueumorfos estão presentes na nossa vida em todos os momentos.

Portanto, vamos juntos nos aprofundar sobre o significado dessa palavra, qual é a sua origem e quais são os principais exemplos de esqueumorfos à nossa volta. Não se preocupe, a partir de agora você conseguirá identificar o que é um esqueumorfo sem grandes dificuldades.


Etimologia da palavra

A palavra “esqueumorfo” tem origem do grego skeuos, que significa “ferramenta” ou “recipiente”, e também de morphé, que pode ser traduzido para “forma”. Por mais que, em um primeiro momento, isso não diga nada, esse termo é usado há muito tempo, sobretudo por historiadores e arqueólogos.

Conforme trazido em reportagem da BBC, o especialista em Idade Média Serafín Moralejo Álvarez explica em seu livro Eloquent Forms que a palavra “esqueumorfo” se refere à “presença em um objeto de características formais que carecem de motivação em relação às suas funções ou condições de sua produção e que só podem ser explicadas como atavismos em relação a um modelo diversificado em seu uso ou em condições técnicas”.

Em outras palavras, os esqueumorfos nada mais são do que objetos dentro de uma linha de produção que continuarão a ser produzidos apenas para que as pessoas continuem familiarizadas com sua forma original e continuem a fazer associações dentro do cérebro. Se ainda não está claro, nós listamos alguns exemplos.


Esqueumorfos no dia a dia

Por exemplo, você sabe para que serve aquelas estranhas peças de metal que ficam próximas ao bolso da sua calça jeans? Os rebites, como são chamados, são uma herança estética da época em que os jeans eram muito grossos para serem unidos apenas com o uso de linha e precisavam de outra ferramenta para a finalização.

Embora não sejam mais necessários nas linhas de produção atuais, eles continuam aparecendo nos modelos atuais de calças. E por que isso? É porque esse é um claro exemplo de um esqueumorfo no seu cotidiano. Logicamente, isso não para por aqui.

Os aros sempre foram ferramentas essenciais para manter as rodas dos carros antigos e das bicicletas funcionando corretamente. Porém, os modelos mais modernos de veículos não precisam de um aro para cumprir a sua função. Então, qual é o nome que nós podemos dar para os aros? Exatamente, um esqueumorfo.

E como chamar o lustre de uma igreja que substituiu as velas de verdade por elétricas? Por que não simplesmente mudar para uma lâmpada? É porque um esqueumorfo ajuda as pessoas a continuarem familiarizadas com um ambiente ou objeto da forma que ele construiu sua imagem historicamente.


Era digital

Engana-se quem pensa que os esqueumorfos só estão presentes em objetos físicos. Olhe bem para a Área de Trabalho do seu computador e tente identificar um esqueumorfo. Conseguiu? Se você teve alguma dificuldade, pode ficar tranquilo que nós vamos te ajudar.

Ao excluímos um arquivo digital, nós automaticamente enviamos ele para a “Lixeira” — que literalmente tem o ícone de uma lata de lixo. Porém, quando os computadores foram inventados, os criadores poderiam ter dado qualquer nome para esse espaço. Afinal, tudo era muito novo e nenhum desses conceitos havia sido introduzido antes.

Sendo assim, as “lixeiras digitais” nada mais são do que mais um esqueumorfo para compreendermos sua função e nos acostumarmos com mais facilidade. Agora que você já sabe o que esse termo significa, é bem provável que encontre vários desses exemplos no seu cotidiano!

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

É um hábito secular culpar os jovens por estarem”arruinando tudo”

Recentemente, surgiu uma discussão na internet sobre o que é considerado “cringe” pela geração Z que os millennials fazem. No entanto, já é antigo para os “velhos” que os jovens são responsáveis por estragarem as coisas que eles gostam.

Tornou-se comum para os millennials culparem os Z por tudo estar tão “chato e problematizado”. Por isso muitos consideram os que nasceram a partir da década de 1990 como uma geração preguiçosa, superficial, disruptiva e “insuportável”.

Em contraponto, os Z se enxergam como mais engajados politicamente e em questões estruturais que permaneceriam enrijecidas na sociedade se eles não tivessem a visão visionária o suficiente para fazerem a mudança acontecer.

Raízes passadas

Apesar de a ideia de que os jovens estão arruinando a sociedade pareça uma discussão recente, já é antigo o desejo de culpá-los. Isso já ficava claro na poesia do autor medieval Geoffrey Chaucer, que viveu e trabalhou em Londres na década de 1380.

Em seu trabalho The House of Fame, ele retrata uma falha massiva na comunicação de ambos os lados da sociedade, em que verdades e mentiras circulam de maneira indiscriminada em uma casa de vime que gira. A casa, na verdade, é uma metáfora para a representação da Londres medieval, que crescia em tamanho e complexidade política de maneira espantosa para a época.

Chaucer reafirma de maneira mais direta a culpa dos jovens em poemas como Troilus and Criseyde, em que ele demonstra sua preocupação com relação às gerações futuras que destruiria sua poesia devido à mudança de linguagem — o que hoje poderia ser considerado como linguagem informal.

No século XIV, cresceu na Inglaterra o medo de que uma nova classe considerada “mais burocrática” estivesse destruindo a própria ideia da verdade. Richard Firfth Green, no livro A Crisis of Truth, pontua que a centralização do governo inglês mudou a verdade que passava de uma pessoa a outra para uma realidade objetiva localizada em documentos. As pessoas da época não aceitavam que promessas verbais não eram mais o suficiente, e que era preciso declarar tudo por escrito. Hoje, a documentação é um processo naturalizado.

O fim do que era bom

Como se a política não fosse o bastante, o romancista inglês Thomas Malory, do final do século XV, também ressaltou que os jovens destruíram o sexo. Em A Morte de Arthur, um livro sobre o Rei Arhur e a Távola Redonda, ele reclama que os jovens amantes são rápidos demais para “pular na cama”, escrevendo que antes o amor não costumava ser assim.

Esse tipo de questionamento serviu para aglutinar a ansiedade existencial que existia no final da Idade Média, e que hoje em dia pode parecer ridículo para os millennials que criticam tudo o que está sendo “corrompido”.

Enquanto aqueles tempos são lidos como repleto de fanatismo religioso, sofrimento, tortura e loucura para autores como Chaucer e Malory, era o futuro moderno que representava a catástrofe e sua influência sobre o presente.

De acordo com Eric Weiskott, professor especializado em poesia inglesa da Universidade de Boston: “a ansiedade com relação aos jovens é equivocada, não porque nada muda, mas porque a mudança histórica não pode ser prevista”. E a maneira como os millennials se posicionam do outro lado dessa “placa tectônica” social é mesma resposta secular dos mesmos sentimento de mudança que querem evitar.

O mundo continuará mudando de maneiras imprevisíveis ou inexplicáveis, porque o status quo é algo móvel, para melhor ou pior. E, no final das contas, sempre haverá uma geração para culpar a outra.

*Por Julio Cezar de Araujo
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*Fonte: megacurioso

Por que é preciso estudar História?

A história que estudamos na escola não serve apenas para passar em concursos e no vestibular. Ela amplia o mundo no qual vivemos, dá sentido a ele, oferece outros sentidos que as notícias ou o jornal das 7 não consegue dar. E isso é fundamental para criarmos futuros que não estão previstos por este presente tão difícil em que vivemos.

A história da sala de aula vai muito além do ENEM dos concursos.Foto: Bill Wegener /Unplash.
Ao abrir os jornais nos deparamos insistentemente com notícias provenientes de diversas partes do mundo que falam de desemprego, pandemias, conflitos sociais motivados por episódios de machismo e racismo, guerras entre Estados, disputas comerciais, eleições marcadas por fake news e movimentos sociais lutando contra a sua criminalização.

Como chegamos até aqui? Porque existe racismo? Porque existe machismo, homofobia e feminicídios? Porque existem ricos e pobres, conflitos, guerras e eleições? Será que a vida das pessoas sobre a Terra sempre foi do modo como é hoje? Quem inventou essas coisas todas nas quais acreditamos ou às quais apenas ouvimos falar? Eis que o estudo da História pode nos ajudar. Ela não vai nos dar todas as respostas, mas pode, ao menos, nos ajudar a compreender melhor o comportamento humano, afinal de contas, nossas ações do mundo são informadas e formadas com base em ideias sociais que são históricas, isso é, ideias que são construídas ao longo do tempo e que são sempre marcadas por contextos.

A história que estudamos na escola não serve simplesmente e apenas para passar nas provas vestibulares, para concluir e ganhar um diploma do Ensino Fundamental, para realizar a prova do Enem e tentar um futuro em uma universidade brasileira. A história que estudamos na escola amplia o mundo no qual vivemos, dá sentido a ele, oferece outros sentidos que as notícias ou o jornal das 7 não consegue dar. E isso é fundamental para criarmos futuros que não estão previstos por este presente tão difícil em que vivemos.

…… Continue lendo em:
https://www.cafehistoria.com.br/porque-ainda-e-preciso-estudar-historia/ ISSN: 2674-5917.

*Referências
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo (Nova edição). São Paulo: editora Companhia das Letras, 2019.

PEREIRA, Nilton Pereira. Porque é preciso estudar História? (Artigo). In: Café História. Publicado em 5 de julho de 2021.

Aposentadoria? Tarantino fala sobre parar de dirigir

Não é de hoje que Quentin Tarantino, 58, fala sobre o desejo de se aposentar em breve. O cineasta, ao longo dos últimos anos, já comentou sobre a ideia de encerrar a carreira após o décimo filme e, em entrevista ao Pure Cinema Podcast, reafirmou o plano de encerrar a carreira enquanto está em boa forma. “Os últimos filmes da maioria dos diretores são péssimos”, comentou.

“Normalmente, os piores filmes dos diretores são os seus últimos. É o caso da maioria dos diretores da Era de Ouro (do cinema norte-americano), que acabaram fazendo seus últimos filmes no final dos anos 1960 e 1970”, analisou. Tarantino também considera que o mesmo ocorreu com cineastas que fizeram parte do momento da Nova Hollywood que fizeram seus últimos filmes no final dos anos 1980 e 1990.

Como exemplo, Tarantino citou ‘Perseguidos por Acaso’ (1989), de Arthur Penn, diretor do clássico ‘Bonnie & Clyde’ (1967). “Não sou um grande fã desse diretor, mas o fato de o último filme de Arthur Penn ser ‘Perseguidos por Acaso’ é uma metáfora sobre o quão miseráveis foram os filmes derradeiros dos cineastas da Nova Hollywood”, observou.

“Talvez eu não devesse fazer outro filme porque ficaria muito feliz em largar o microfone”, disse, acrescentando também que, atualmente, o pensamento de viajar mundo afora para filmar é menos interessante.

“Sinto como se fosse o terceiro ato [da minha vida], um momento para me inclinar um pouco mais para a literatura, o que seria bom como um novo pai, como um novo marido”, disse em entrevista em 2020. “Eu não pegaria minha família e os levaria para a Alemanha ou Sri Lanka, ou onde quer que a próxima história acontecesse”.

Parte desse plano de aposentadoria já está em andamento. A adaptação literária do seu mais recente e nono filme, ‘Era uma vez em… Hollywood’, terá lançamento global no dia 29 de junho. No Brasil, ele sai pela Intrínseca e já está em pré-venda.

Os (quase) dez filmes de Tarantino
Embora diga que quer parar de dirigir no décimo filme da carreira e que não ainda não tem certeza sobre a história, Quentin Tarantino já acumula, em tese, dez filmes. Porém, ele considera os dois ‘Kill Bill’, lançados em 2003 e 2004, como um filme só. E, aliás, um ‘Kill Bill 3’ é uma das possibilidades para fechar a carreira.

A conta passa de dez filmes se consideramos, ainda, ‘Grande Hotel’ (1995), que reúne quatro histórias dirigidas por diferentes cineastas, sendo Tarantino um deles. De todo modo, enquanto ele não escolhe qual será o seu próximo filme, e nem mesmo está decidido se será o último, confira a lista de longas com a assinatura:

‘Cães de Aluguel’ (1992)
‘Pulp Fiction’ (1993)
‘Grande Hotel’ (1995)
‘Jackie Brow’ (1997)
‘Kill Bill – Volume 1’ (2003) e ‘Kill Bill – Volume 2’ (2004)
‘À prova de Morte’ (2007)
‘Bastardos Inglórios’ (2009)
‘Django Livre’ (2012)
‘Os Oito Odiados (2015)
‘Era Uma Vez em… Hollywood’

*Por Breno Pessoa

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*Fonte: olhardigital

Fugindo do óbvio, nado artístico do Brasil tenta vaga nas Olimpíadas ao som de Sepultura

Você já imaginou ver uma apresentação da equipe brasileira de nado artístico ao som de heavy metal? Se não, pode se preparar porque isso vai acontecer.

As atletas titulares Laura Miccuci e Luísa Borges, junto à reserva Maria Bruno, decidiram realizar sua performance no evento pré-olímpico com músicas da aclamada banda brasileira Sepultura.

Sabemos que muitas vezes atletas brasileiros de categorias que envolvem música acabam escolhendo para suas apresentações gêneros mais óbvios como Samba ou Bossa Nova, mas as profissionais de nado artístico deste ano optaram por algo que conseguisse transmitir a força do esporte.

O Globo Esporte promoveu um encontro virtual entre as atletas e os integrantes do Sepultura Andreas Kisser e Paulo Xisto. Durante o bate-papo, Luísa explicou a escolha da banda para a competição que acontecerá em Barcelona, na Espanha, de 10 a 13 de Junho:

A gente fez um estudo do que a gente poderia representar lá fora, o que transmitiria essa energia, essa força, então a gente escolheu o Sepultura por conta disso, porque vocês no palco conseguem transmitir isso, e a gente quer transmitir isso dentro da piscina.

O guitarrista comentou a decisão das meninas e falou sobre a falta de reconhecimento do heavy metal como uma música que representa o Brasil.

É muito legal, porque o heavy metal geralmente não é considerado como uma música representativa do Brasil. Mas o Sepultura sempre foi assim, a gente sempre teve essa vontade e essa possibilidade de representar a música brasileira à nossa maneira.

Nado artístico ao som de Sepultura
As faixas escolhidas pelas nadadoras foram “Ambush” e “Attitude”, do disco Roots (1996) e “Desperate Cry”, de Arise (1991).

Segundo Maria Bruno, as músicas do Sepultura ajudam as atletas principalmente naquele momento em que elas estão um pouco mais cansadas e precisam “dessa explosão”, para finalizar “muito bem” a coreografia.

As garotas revelaram que caso conquistem a vaga nas Olimpíadas de Tóquio, elas irão manter as músicas escolhidas.

Ao final da conversa virtual, Andreas fez questão de convidar as atletas para assistirem a um show do Sepultura qualquer dia. Aceitando o convite, Maria Bruno brincou:

É só montar uma piscina, que a gente dá o nosso show junto com o show de vocês.

Vamos torcer para que brasileiras fiquem com uma das sete vagas do nado artístico e coloquem o som do Sepultura nas alturas em Tóquio!

*Por Lara Teixeira
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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Sem educação emocional não adianta saber resolver equações – Alerta um professor

Os jovens com maior domínio de suas emoções têm melhor desempenho acadêmico, maior capacidade de cuidar de si e dos outros, predisposição para superar as adversidades e menor probabilidade de se engajar em comportamentos de risco.

De acordo com Rafael Guerrero, que é um dos poucos professores da Universidade Complutense de Madrid a ensinar seus alunos de Magistério, que serão futuros professores, as técnicas da educação emocional..

Ele o faz voluntariamente porque o programa acadêmico dos mestrados em Educação Infantil e Primária de Bolonha não inclui nenhum assunto com esse nome.

“Muitos dos problemas dos adultos se devem às dificuldades em regular as emoções e isso não é ensinado na escola”, explica Guerrero.

Trata-se de ensinar futuros professores a entender e regular suas próprias emoções para que possam direcionar crianças e adolescentes nessa mesma tarefa.

“Meus alunos me dizem que ninguém lhes ensinou como se regular emocionalmente e que desde jovens, quando tinham que enfrentar um problema, se trancavam em uma sala para chorar, essa era a maneira deles de se acalmar”, diz o professor.

Insegurança, baixa auto-estima e comportamentos compulsivos são algumas das conseqüências da falta de ferramentas para gerenciar emoções.

“Quando atingem a idade adulta, eles têm dificuldade em se adaptar ao ambiente, tanto ao trabalho quanto às relações pessoais. Temos que começar a treinar professores com a capacidade de treinar crianças no domínio de seus pensamentos “.

Sem educação emocional, não serve saber como resolver equações O cérebro precisa ficar animado para aprender

Inteligência emocional é a capacidade de sentir, entender, controlar e modificar o humor de si mesmo e dos outros, de acordo com a definição daqueles que cunharam o termo no início dos anos 90, os psicólogos da Universidade de Yale Peter Salovey e John Mayer.

A inteligência emocional é traduzida em habilidades práticas, como a habilidade de saber o que acontece no corpo e o que sentimos, o controle emocional e o talento para nos motivar, assim como empatia e habilidades sociais.

“Quando pensamos no sistema educacional, acreditamos que o importante é a transmissão de conhecimento de professor para aluno, ao qual ele dedica 90% do tempo. O que há de errado com o equilíbrio emocional? Quem fala disso na escola? ”, Diz Rafael Bisquerra, diretor do Programa de Pós-Graduação em Educação Emocional da UB e pesquisador do GROP.

Os jovens com maior domínio de suas emoções apresentam melhor desempenho acadêmico, maior capacidade de cuidar de si e dos outros, predisposição para superar as adversidades e menor probabilidade de se engajar em comportamentos de risco – como o uso de drogas -, segundo a resultados de diversos estudos publicados pelo GROP.

“A educação emocional é uma inovação educacional que responde às necessidades que os assuntos acadêmicos comuns não cobrem.”

“O desenvolvimento de competências emocionais pode ser mais necessário do que saber como resolver equações de segundo grau “, diz Bisquerra.

Os objetivos da educação emocional, de acordo com as diretrizes de Bisquerra, são adquirir um melhor conhecimento das próprias emoções e dos outros, para prevenir os efeitos nocivos das emoções negativas – o que pode levar a problemas de ansiedade e depressão -, e desenvolver a capacidade de gerar emoções positivas e auto-motivação.

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*Fonte: pensarcomtemporaneo

5 hábitos para quem deseja começar a escrever

Ter uma grande ideia para um livro é só o primeiro passo. Veja como colocar no papel.

Já ouviu a expressão “Há três coisas que todo mundo deve fazer na vida: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”? Atribuída ao poeta cubano José Marti, ela sempre foi sinônimo de realizar objetivos. Ainda que ter filhos seja algo que nem todos desejam, as outras duas ações são bem mais simples de concretizar. Até mesmo escrever um livro. Engana-se quem pensa que esta é uma tarefa destinada apenas a poucos. Ao contrário, com disciplina e vontade, é possível tirar aquela sua ideia da cabeça e colocar na ponta do lápis. Para isso, Adoro Papel separou cinco hábitos que podem te ajudar na hora de escrever sua história.

1 – Faça um planejamento

Antes de tudo, é preciso se organizar. Mas, calma que não é nada muito complicado.. Montar um planejamento pode ser tão divertido quanto escrever seu livro. Por isso, entender bem como irá fazer todos os passos, como pesquisar, estruturar a história, fazer um rascunho e revisar são passos importantes. Para não se perder e poder manter uma visão geral do estágio de cada um desses passos (e de outros que considerar necessário), estabeleça prazos para cada um e mantenha-os em dia.

2 – Tenha dias e horários certos para escrever

Se você deixar para fazer apenas quando achar que possui um “tempinho livre”, tem chance de não dar certo. Você pode programar duas horas por dia para escrever, por exemplo, e inserir dentro do seu planejamento. Porém, se passar esse tempo olhando para um cursor piscando em uma tela branca, não estará realmente produzindo. Uma ótima maneira de ver seu progresso diariamente é observar quantas palavras você está escrevendo. Estabeleça uma meta, nem que seja pequena, para que sua produção seja efetiva.

3 – Revise depois

Para que o segundo passo seja efetivo, o ideal é que não pense em cada frase vinte vezes se quiser avançar sua escrita. Escreva primeiro e revise depois. Por isso, não edite frase por frase enquanto escreve. Escreva um primeiro rascunho, considerando-o apenas como um rascunho mesmo. Aqui vale avançar na sua história. Com isso, você consegue escrever muito mais antes de começar a avaliar cada palavra que está escrita. Ao deixar a revisão por último, você também precisa avaliar a estrutura de seus parágrafos e seções.

4 – Faça anotações durante sua leitura

Muitas vezes, mexer em uma parte da história pode afetar outras que estão mais pra frente. Por isso, pode ajudar muito você fazer anotações enquanto lê o seu trabalho. O ideal é que você deixe uma lista de todas as mudanças que realizou em um personagem ou no andamento da história e cheque toda vez que pensar em mudar uma parte. Assim, você garante que tudo estará em perfeita continuidade e também que não haja atitudes ou ações em algum personagem que fuja muito de suas características.

5 – Inspire-se, mas não copie

Uma boa maneira de treinar é começar a escrever em estilos diferentes. Para isso, você pode se inspirar em seus autores favoritos. Pense em uma ideia e tente imaginar como esse autor colocaria isso em forma de texto. Além de ser divertido, essa prática fará com que você se acostume a escrever mais rapidamente e em um volume maior. Porém, lembre-se de fazer isso apenas como um exercício. O mais importante é sempre criar sua própria voz e ter um estilo próprio. Isso não significa que não possa se inspirar sempre nos livros e autores que mais gosta.

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*Fonte: adoropapel

Conheça os curtas de animação indicados ao Oscar 2021

Descubra os diferentes estilos dos cinco curtas de animação indicados à 93ª edição dos prémios da Academia de Hollywood

Poucas premiações são tão aguardadas, especuladas e assistidas quanto o Oscar. Embora a maioria dos olhos estejam voltados para as estatuetas mais cobiçadas, como a de Melhor Filme, Diretor, Ator e Atriz, a seleção da Academia também traz obras excelentes nas categorias menos badaladas.

Melhor Curta-Metragem de Animação não é exceção. Nesta 93ª edição dos prémios da Academia de Hollywood, há produções de quatro países na categoria . independentes e de grandes estúdios -, conectadas por uma característica comum: a beleza gráfica a serviço da contação de histórias. Confira!

Burrow, dirigido por Madeline Sharafian

Esta animação 2D da Pixar é parte da série Sparkshots e conta com a colaboração de um brasileiro – o gaúcho Heitor Pereira é quem assina a música.

A história de aproximadamente seis minutos gira em torno de uma coelha que tenta construir a toca dos seus sonhos. Quanto mais cava, porém, mais problemas encontra. No final, ela aprende uma lição preciosa.

Você pode vê-la no Disney+.

Genius Loci, dirigido por Adrien Merigeau

Neste curta da Kazak Productions, Reine, uma jovem solitária, percebe uma entidade que parece viva, como uma espécie de guia. A cada quadro, o diretor Adrien Merigeau pinta uma espécie de aquarela em movimento. O resultado é de encher os olhos.

Não por acaso, a produção recebeu diversos prêmios: Vienna Shorts, Festival Internacional de Hong Kong, Animasivo, entre outros. Para quem não sabe, Genius Loci é um termo latino que significa “espírito do local”.

If Anything Happens I Love You, dirigido por Will McCormack e Michael Govier

Esta animação 2D acompanha o luto de um casal que tenta superar a morte da filha após um tiroteio em sua escola. A estética é minimalista e muitos elementos são apenas esboçados, talvez na intenção de refletir a incompletude dos protagonistas.

Outro aspecto que chama a atenção é a ausência de falas. Há apenas a música de fundo, interrompida pela canção 1950, de King Princess, e pelo som de tiros.

O projeto teve apoio da Everytown for Gun Safety, organização norte-americana sem fins lucrativos que defende o controle e a prevenção à violência armada e pode ser visto na Netflix. Em português, recebeu o título de Se Algo Acontecer… Te Amo.

Opera, dirigido por Erick Oh

Segundo o próprio diretor, o sul-coreano Erick Oh, Opera é uma edição contemporânea e animada dos afrescos renascentistas.

A obra, parte filme, parte instalação, consiste num ciclo de 9 minutos que pode ser reproduzindo infinitamente. Nele, Oh tem a ambiciosa missão de retratar “nossa sociedade e história, repleta de beleza e absurdo”.

Yes-People, dirigido por Gísli Darri Halldórsson

O título original, Já-fólkið, faz referência a única palavra dita por seus personagens: já, o equivalente islandês para “sim”.

Única produção em 3D da categoria, Yes-People mostra a rotina de seis vizinhos e como cada um gasta suas horas de forma diferente. Apesar da premissa simples, rende boas risadas.

São 23 as categorias que irão a concurso na cerimónia que irá decorrer a 25 de abril de 2021, a partir de diversos locais da cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos. Inicialmente, o evento deveria acontecer a 28 de fevereiro, mas acabou por ser adiado por causa da pandemia. Conheça aqui todos os indicados.

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*Fonte: domestika

‘Falta de privacidade mata mais que terrorismo’: alerta professora de Oxford

Em Privacy Is Power, a professora Carissa Véliz fez um levantamento chocante de quantos dados íntimos estamos entregando. Mas ela tem um plano para quem quer se livrar disso.

“Praticamente tudo o que fazemos é espionado e controlado por empresas que, por sua vez, compartilham todas essas informações pessoais entre si e com vários governos.”

Não se trata apenas de venderem os seus dados pessoais, mas do imenso poder de influenciar que isso lhes confere.

“Se você está lendo este livro, provavelmente já sabe que seus dados pessoais estão sendo coletados, armazenados e analisados”, começa Carissa Véliz, em Privacy Is Power. Seu desafio, como escritora e defensora da privacidade, é nos livrar de nossa complacência; para nos persuadir a ver isso não como um sacrifício necessário na era digital, mas uma invasão intolerável. Pelo medo crescente que senti ao ler Privacidade é poder, eu diria que ela teve sucesso.

Antes mesmo de você sair da cama ou desligar o alarme do seu celular, muitas organizações já sabem a que horas você vai acordar, onde dormiu e até com quem.

Desde o momento em que você acorda e verifica seu telefone pela primeira vez, aos profissionais de marketing que inferem seu humor a partir de suas escolhas musicais, ao alto-falante inteligente que compartilha suas conversas privadas ou à televisão que as escuta (a partir dos termos e condições de um Smart TV Samsung : “Esteja ciente de que se suas palavras faladas incluírem informações pessoais ou outras informações confidenciais, essas informações estarão entre os dados capturados”), não há nenhum lugar para se esconder – ou mesmo apenas estar – nesta paisagem infernal hiperconectada. As empresas podem rastreá-lo tanto pelo seu rosto quanto pela sua pegada digital, seus registros médicos podem ser entregues à Big Tech e os anunciantes podem saber de sua separação antes de você.

Esses assuntos são abordados em Privacy is Power (ou Privacidade é poder), o livro que acaba de ser publicado no Reino Unido pela filósofa mexicana-espanhola Carissa Véliz, professora do Instituto de Ética e Inteligência Artificial da Universidade de Oxford.

Em seu livro, Véliz, muitas vezes se volta para a segunda pessoa, habilmente enfatizando seu ponto: é impossível não se imaginar navegando cegamente nesse horror, então você se lembra – você já está nele.

Seus dados podem já estar sendo usados ​​contra você, diz Véliz, com implicações de longo alcance para a confiança, igualdade, justiça e democracia. “Não importa se você acha que não precisa de privacidade”, diz ela. “Sua sociedade precisa de privacidade.”

Nascida no México em uma família espanhola que teve que deixar a Espanha após a Guerra Civil e encontrar refúgio naquele país, Véliz se interessou por privacidade quando começou a investigar a história de seus parentes em arquivos da Espanha.

Em 2013, enquanto pesquisava a história de sua família, ela descobriu alguns detalhes surpreendentes sobre seu falecido avô que ela só poderia supor que ele não queria que ela descobrisse. “Comecei a me perguntar se tinha o direito de saber todas essas coisas que meus avós não me contaram.”

Hoje ela é uma especialista em privacidade e no imenso poder que nossos dados pessoais conferem a empresas e governos.

Preocupado com sua privacidade online? Algumas etapas fáceis que você pode seguir

• Pense duas vezes antes de compartilhar. Antes de postar algo, pense em como isso pode ser usado contra você.

• Respeite a privacidade dos outros. Peça consentimento antes de postar uma foto nas redes sociais. O reconhecimento facial pode identificar você e outras pessoas com ou sem uma etiqueta.

• Não autorize a coleta de seus dados pessoais em sites e aplicativos. Suponha que todas as configurações de produtos e serviços sejam hostis à privacidade por padrão e altere-as.

• Bloqueie cookies em seu navegador, especialmente cookies de rastreamento entre sites.

• Não use o e-mail comercial para fins não relacionados ao trabalho. Procure a criptografia, considere o país no qual o provedor está baseado.

• Pare de usar o Google como seu mecanismo de pesquisa principal. As opções de privacidade incluem DuckDuckGo e Qwan

• Use navegadores diferentes para atividades diferentes. Os navegadores não compartilham cookies entre eles. Brave é um navegador projetado com privacidade em mente. Firefox e Safari, com os complementos apropriados, também são boas opções.

Privacy is Power (ou Privacidade é poder) é um livro fino sobre um assunto vasto e complexo, que se tornou mais poderoso quando Véliz aceitou seus limites. (“O Facebook violou nosso direito à privacidade tantas vezes que uma conta abrangente mereceria um livro em si”, escreve ela.) É altamente legível, mostrando claramente um problema que muitos de nós já perdemos de vista. “Quando as empresas coletam seus dados, não dói, você não sente a ausência, não os vê fisicamente”, diz Véliz. “Temos que aprender porque temos experiências ruins.”

Ela escreve sobre uma espanhola, vítima de roubo de identidade, que passou anos sendo puxada para dentro e para fora de delegacias de polícia e tribunais por crimes cometidos em seu nome. “Minha vida foi arruinada”, diz a mulher, apenas um entre quase 225.000 casos registrados no Reino Unido no ano passado.

No mês passado, um homem de Detroit foi preso por engano com base em um algoritmo de reconhecimento facial. (“Acho que o computador errou”, disse um detetive.) No Japão no ano passado, um homem agrediu sexualmente uma estrela pop, alegando que havia identificado sua localização analisando os reflexos em seus olhos em fotos que ela postou online. E Véliz descreve um cientista de dados em treinamento com a tarefa de investigar um estranho, simplesmente pelo exercício: “Ele acabou estudando a fundo um cara em Virginia , que, ele soube, tinha diabetes e estava tendo um caso. ”

O problema é difícil de administrar mesmo dentro de nossas instituições cívicas, que olham para a tecnologia como resposta para tudo, mesmo quando não é totalmente compreendido (o fiasco do resultado do exame é um exemplo recente). “Quando alguém diz que a IA é ‘vanguarda’, muitas vezes o que está dizendo é: ‘Não testamos o suficiente para saber se funciona’”, diz Véliz. “Não deve ser testado em uma população inteira sem nosso conhecimento, consentimento ou compensação … Estamos sendo tratados como cobaias.”

Privacy is Power foi lançado no momento em que o governo do Reino Unido lançou seu novo aplicativo de rastreamento de contatos. Véliz diz que há poucos indícios de que será eficaz – e certamente não sem o acompanhamento de testes em massa – porque, quando as pessoas forem alertadas de que entraram em contato com um caso confirmado, já terão infectado outros.

“O primeiro aplicativo foi um fiasco total e todos sabiam que seria”, diz Véliz. Resta saber se o segundo é uma melhoria, mas os riscos de privacidade e segurança são uma certeza. Pesquisadores do Imperial College estimam que rastreadores instalados nos telefones de apenas 1% da população de Londres podem ser responsáveis ​​pela localização em tempo real de mais da metade da cidade.

Como a história mostra, é mais fácil para os governos minar as liberdades civis em tempos de convulsão social, e muitos não podem ser confiáveis ​​com as informações que coletam; apenas neste mês, 18.000 pessoas tiveram informações pessoais publicadas online por engano pela Public Health Wales. “É muito caro obter a tecnologia certa e a maioria dos governos não tem dinheiro ou experiência … estamos fornecendo dados muito confidenciais a instituições que não são capazes de mantê-los seguros”, diz Véliz. “Parece que não estamos prontos para esse tipo de poder.”

Mas o uso indevido de nossos dados não é a única ameaça à nossa privacidade. Cooperação entre órgãos públicos e empresas – como o contrato de controle de fronteira concedido à Palantir, a empresa de tecnologia que auxilia o governo Trump na deportação de migrantes dos Estados Unidos; ou o apoio da polícia do Reino Unido para que o Uber receba uma licença em troca de seus dados – deve ser motivo de preocupação constante. “É uma instituição pública de apoio à tecnologia que pode, no geral, ser prejudicial à sociedade”, afirma Véliz.

Um especialista em tecnologia pode ter ficado tentado a se concentrar nos porquês e comos de nossa vigilância estrutural, ao fazê-lo (mesmo inadvertidamente), afirmando a necessidade dela. Enquadrada por um filósofo como uma questão ética, é obviamente intolerável. “Isso não é publicidade: isso me mantém acordada à noite”, diz ela.

Ainda assim, Véliz insiste em que há motivos para ter esperança. “As pessoas não achavam que o GDPR seria possível, achavam que a privacidade estava morta, era uma coisa do passado – e obviamente não é. Estou muito otimista de que este nível de intrusão não é sustentável. ”

O que ela deseja é que mais pessoas exerçam seu arbítrio sobre como seus dados são usados, tanto para se proteger quanto para enviar um extrato maior. Mesmo as maiores empresas de tecnologia dependem da cooperação das pessoas, ela ressalta: “Se buscarmos alternativas amigáveis ​​à privacidade, elas irão prosperar”.

Ela apresenta etapas práticas para retomar o controle, como trocar o Google por mecanismos de pesquisa amigáveis ​​à privacidade, como o DuckDuckGo, gravar sua webcam quando não estiver em uso, pedir permissão às pessoas antes de postar sobre elas online, usando gerenciadores de senha e VPNs para ocultar seu endereço IP e escolher dispositivos “burros” em vez de dispositivos “inteligentes”. (Privacy Is Power me convenceu de que o Amazon Alexa não oferece nenhum benefício suficiente para justificar sua presença sinistra. Verifique a previsão você mesmo.)

“É uma coisa difícil de fazer se você fizer tudo e perfeitamente – mas você não precisa fazer nada para fazer uma grande diferença”, diz Véliz. Embora a regulamentação continue a ser necessária, é revigorante ver soluções práticas para uma situação sobre a qual é difícil não se sentir impotente – bem como um lembrete de que isso continuará a menos que deixemos claro que é inaceitável.

“Devíamos estar indignados. As empresas estão muito preocupadas com o que as pessoas pensam. Se as pessoas tweetarem sobre isso, falarem sobre isso, escolherem produtos melhores, as coisas podem mudar em questão de poucos anos ”, diz Véliz. Pode ser falso, mas um anúncio recente da Apple alardeando a importância da privacidade é a prova de que, pelo menos, eles sabem que o público está preocupado.

O primeiro passo para a revolução pode ser simplesmente tornar-se mais consciente da liberdade com que você entrega seus dados e para quem. Você precisa clicar em “sim” para o pop-up de cookies? Você deveria contar a todo o Twitter onde você está? A sua geladeira realmente precisa estar conectada à internet? Quando questionada sobre seu endereço de e-mail, Véliz costuma dar noneofyourbusiness@privacy.com, “para deixar claro”.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Time-lapse | Demolição de barragem

A demolição da barragem de Condit, no estado americano de Washington, ocorreu em 26 de outubro de 2011. Com quase 100 anos de idade, ela foi destruída a partir da base com 318 kg de dinamite. A drenagem do reservatório levou cerca de duas horas. No vídeo, esse processo é acelerado, mostrando como o rio White Salmon pode fluir livremente mais uma vez.

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*Fonte: hypescience

Pai filma filhos por uma década e o resultado é um vídeo fantástico

Um emocionante e criativo vídeo time-lapse da infância à adolescência.

O fotógrafo e cineasta holandês Frans Hofmeester filmou seus filhos, um casal, uma vez por semana durante dez anos, desde quando eles eram ainda bebês até a adolescência. Sua filha, Lotte, ele filmou até seus 14 anos de idade. Já seu filho Vince foi filmado até seus 11 anos. Ele, então, editou os clipes num fantástico vídeo time-lapse, que mostra a infância de ambos. Confira!

*Por Rejane Borges

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*Fonte: obviousmag

Joe Bonamassa terá história contada no documentário ‘Guitar Man’

Um documentário sobre a trajetória de Joe Bonamassa, um dos grandes guitarristas de blues rock da atualidade, será lançado no próximo dia 8 de dezembro. O filme, chamado ‘Guitar Man’, chega a público por meio da Paramount Home Entertainment.

‘Guitar Man’ focará no trabalho duro e incansável de Joe Bonamassa, um dos guitarristas mais produtivos de seu segmento, desde a juventude até o momento atual.

Em 1989, com apenas 12 anos, Bonamassa foi convidado para abrir 20 shows do rei do blues, B.B. King. A partir daí, sua carreira se desenvolveu – de início, em ritmo mais lento, pois ele precisava concluir os estudos, mas não demorou até que ele se tornasse um músico profissional.

Com 23 anos, em 2000, o guitarrista lançou seu álbum de estreia, ‘A New Day Yesterday’. Desde então, ele lançou dezenas de discos, entre trabalhos de estúdio e ao vivo em carreira solo, parcerias com artistas como Beth Hart e ao lado de bandas como Black Country Communion.

O trailer de ‘Guitar Man’ pode ser assistido a seguir. Não foi informado se o filme terá lançamento específico no Brasil.

*Por Igor Miranda

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*Fonte: guitarload

3 poemas selecionados do livro “Tradutor de Chuvas” – de Mia Couto

A Editora Caminho assim apresenta o livro do qual os poemas abaixo foram selecionados: “O primeiro livro que Mia Couto publicou – Raiz de Orvalho, 1986 – era (e) um livro de poesia. Depois disso publicou 21 livros em prosa em vários gêneros – romance, conto, crônica, ensaio – sem nunca sair da poesia, que e onde se sente bem .

Em 2007 voltou a poesia propriamente dita com Idades, Cidades, Divindades, e agora volta lá de novo com este Tradutor de Chuvas. Livro que tem muito de autobiográfico, permite aos leitores mais atentos de Mia Couto descobrir as pontes da sua extraordinária obra literária.”

Seguem 3 poemas selecionados:

DANOS E ENGANOS
Aquele que acredita ter visto o mundo,
não aprendeu a escutar-se no vento.
Aquele que se deitou na terra,
vestiu sonhos como se fossem vidas
e tudo o mais fossem regressos.
Mas aquele que tocou o fruto
provou a inicial doçura do tempo.
E quando tombou
de si mesmo se fez semente.

POEMA DIDÁTICO
Já tive um país pequeno,
tão pequeno
que andava descalço dentro de mim.
Um país tão magro
que no seu firmamento
não cabia senão uma estrela menina,
tão tímida e delicada
que só por dentro brilhava.
Eu tive um país
escrito sem maiúscula.
Não tinha fundos
para pagar a um herói.
Não tinha panos
para costurar bandeira.
Nem solenidade
para entoar um hino.

Mas tinha pão e esperança
para os viventes
e sonhos para os nascentes.
Eu tive um país pequeno,
tão pequeno
que não cabia no mundo.

TRADUTOR DE CHUVAS
Um lenço branco
apaga o céu.
A fala da asa
vai traduzindo chuvas:
não há adeus
no idioma das aves.
O mundo voa
e apenas o poeta
faz companhia ao chão.

*Por Mia Couto

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*Fonte: revistapazes

8 frases incríveis de Bob Dylan para explodir seu cérebro

A única pessoa do mundo que foi premiada com um Oscar, um Grammy, o Globo de Ouro, o pulitzer e o Nobel, Bob Dylan é considerado por muitos, e por mim, o compositor mais importante dos tempos modernos. E por mais que receber alguns desses prêmios não queira dizer muita coisa, ser a única pessoa do mundo a receber todos eles tem lá sua importância.

Mas, independentemente disso, muito antes de receber essa coleção de prêmios, Bob Dylan já impactava a vida de milhões de pessoas com as suas músicas e a mensagem que ele passava pelas suas letras.

Quase nada que Bob Dylan diz é preto no branco ou tem uma interpretação
exatamente definida. Ele sempre fez questão de não explicar o significado das letras para a imprensa e, quando possível, confundir ainda mais.

Mas já vamos entender isso melhor com oito frase geniais que vão: ou mudar a sua vida, ou explodir a sua cabeça ou… se você tiver sorte, os dois.

  1. Não existe sucesso como fracasso e o fracasso não é sucesso de forma alguma.

Hoje em dia uma das dicas mais propagadas , seja por escritores,
empreendedores ou qualquer um que tenha alcançado o sucesso é que ninguém chega lá sem fracassar várias e várias vezes, mas nessa frase Bob Dylan nos lembra do que a maioria se esquece de dizer: fracassar em si não é sucesso de forma alguma. Só quando aprendemos com o fracasso é que seguimos em direção ao sucesso.

A definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar
resultados diferentes , mas tem mais: essa frase do Bob Dylan vai alem, vivemos numa sociedade que valoriza o fracasso, onde ter sucesso é condenável. Independentemente da forma como esse sucesso se manifesta, as pessoas têm vergonha de mostrar o que alcançaram, se orgulham de ter pouco dinheiro, poucas conquistas, etc, e a população no geral apoia esse comportamento.
Vamos pensar naquele caso clássico de um cara que adora uma banda
desconhecida e, quando ela estoura e fica famosa, ele para de ouvir porque a banda virou “modinha”. A banda só era boa enquanto era fracassada, assim que alcançou o sucesso, perdeu o seu valor. Então fracassando você é
considerado bom, mas sabemos que o fracasso não é sucesso, é simplesmente fracasso, por mais glamourizado que seja.

  1. Aquele que não está se ocupando em nascer, está se ocupando em morrer

Essa é sem dúvida uma das frases mais famosas de Bob Dylan. Ao primeiro
olhar muitos interpretam o que parece óbvio, mas que mesmo assim surpreende que a partir do momento em que nascemos estamos começando a morrer, o que não parece muito bom, principalmente considerando o medo de morte que isso traz à tona e que muita gente compartilha. Mas, e se na verdade ela tiver um significado muito mais engrandecedor?

No momento em que paramos de nos reinventar, ou seja, renascer, começamos a morrer. Não é da morte que devemos ter medo, é do comodismo, da estagnação. Não podemos ficar parados, devemos estar sempre nos ocupando em nascer de novo, mudar, evoluir, crescer ou então estaremos nos ocupando em morrer.

  1. Você não precisa de um meteorologista para saber para que lado o vento sopra

Você não precisa de ninguém para te dizer o óbvio ou o que você pode
descobrir por si mesmo. Ainda assim muitas pessoas buscam nos outros uma forma de aprovação e esperam que os outros os apontem as direções e
decidam os caminhos que elas podem e devem decidir sozinhas.

E essa frase tem uma relação direta com uma das músicas mais famosas de
Bob Dylan, Blowin in the Wind, que foi o primeiro grande sucesso logo no
começo da sua carreira, trazendo uma explosão repentina de fama quando
começaram a vê-lo como um novo profeta, um porta-voz da sua geração.

Em Blowin in the Wind ele faz vários questionamentos sobre a condição humana e diz que as respostas estão soprando no vento, mas ele sempre recusou os títulos de profeta, d e porta-voz da suia geração. Então, quando ele diz que você não precisa de um meteorologista para saber para que lado o vento sopra, ele diz que você tem que achar as respostas soprando no vento por conta própria e não esperar que ele ou qualquer outro grupo místico, como vemos muito hoje em dia, tragam as respostas para você.

  1. Roube um pouco e eles te jogam na cadeia, roube muito e eles te fazem rei

Não é exatamente isso que temos vividos agora, ou melhor, que temos vividos desde sempre? essa frase atemporal de Bob Dylan é simples e crua: ou você rouba o suficiente para mandar em quem vai te julgar, ou você paga pelos seus crimes.

Temos quase um réu julgado em segunda instância da Lava Jato sendo solto por semana, pelo simples fato que eles reinam sobre quem determina as suas próprias sentenças. É a forma como a sociedade opera e ainda que a palavra rei seja usada no sentido figurado, podemos transferir essa mesma máxima para o poder do estado e para cada vez que temos que pagar impostos.

  1. Eu era tão mais velho antes, eu sou mais jovem agora

A frase é de cara totalmente contraditória e a ideia é justamente essa. Bob Dylan se deu conta que não envelheceu com o tempo, mas sim, rejuvenesceu, deixando para trás velhas ideias e absorvendo, cultivando e desenvolvendo ideias novas.

Podemos quebrar o feitiço do tempo vivendo assim, sem ficarmos presos no
passado, sem nos apegarmos a ideias que já são ultrapassadas por orgulho,
aceitando que as derrotas não são nada além de aprendizados.

Vivemos uma constante mudança, não somos o que éramos ontem e muito
menos o que éramos ano passado, mas não somos necessariamente mais
velhos. Se simplesmente levarmos em conta que com o tempo deixamos o que era antigo para trás e nos abrimos para o novo, podemos ficar cada vez mais jovens.

  1. Para viver fora da lei você deve ser honesto

Aqui podemos entender que Bob Dylan fez um trocadilho com viver fora da lei no sentido jurídico e no sentido social. Quando tantas coisas que discordamos são impostas como leis pela sociedade, só alguém muito desonesto, com seus próprios princípios consegue viver bem com isso. Só alguém muito hipócrita engole todas as convenções e age de acordo com que os outros esperam, e mesmo assim isso representa a grande maioria das pessoas. São extremamente raras as que têm coragem de ser honestas o suficiente para viver fora da lei e desafiar o meio em que vive, ir além das fronteiras do que é aceitável e quebrar barreiras que até então impedem o crescimento. São esses foras da lei honestos que impulsionam o mundo para frente

  1. Atrás de qualquer coisa bonita existe algum tipo de dor

Eu me lembro da primeira vez em que ouvi essa frase, eu pensei que ela não podia estar certa, que era pessimista demais, mas aí eu comecei a pensar, e quanto mais eu pensava, mais verdadeira a frase parecia. Eu não conseguia encontrar nenhuma exceção, então eu entendi que o pessimismo de Bob Dylan tava certo, realmente atrás de qualquer coisa bonita existe algum tipo de dor.

Mas foi só depois de rever essa frase mil vezes que eu me dei conta que sim, ela é a mais pura verdade, mas não é necessariamente pessimista. É só a verdade sobre de onde nascem as coisas mais bonitas do mundo, sobre o fato de que o sofrimento, mesmo que inevitável, não determina o resultado. Do sofrimento mais horrível pode nascer a vitória mais deliciosa, a arte mais maravilhosa e, como exemplo, temos a própria música de onde essa frase foi retirada: Not Dark Yet.

  1. Não critique o que você não consegue entender

A definição perfeita de um hater, aquele que critica o que não consegue
entender, todo mundo lida com gente assim. Só que mesmo que o termo seja novo, esse tipo de pessoas sempre existiu e Bob Dylan lidou com eles a vida inteira. Sempre foi questionado pelo seu sucesso, pelas suas letras, pelas suas habilidade vocais, pela sua constante mudança de estilo musical , mas deixou essa resposta simples e direta: Não critique aquilo que você não consegue entender.

Isso é uma coisa que devemos levar para a vida toda. Sempre que somos
confrontados com algo desconhecido, novo, que desafia os nossos
conhecimentos, nos vemos cara a cara com a nossa própria ignorância e isso pode ser doloroso, então a nossa tendência é atacar, mas podemos ser
maiores do que isso, principalmente nos tempos de extremismos que vivemos hoje. Se não entendemos o discurso que vem do outro lado, tudo bem, não precisamos conhecer tudo, podemos assumir a própria ignorância ao invés de criticar o desconhecido, essa é a única forma de aprender.

E por mais que tenhamos chegados ao fim, nada começa nem termina quando se trata de Bob Dylan, então eu vou finalizar com uma frase do próprio, que nos mostra que provavelmente não ouvimos e nunca ouviremos nem metade do que ele realmente teria a nos dizer:

“E se meus sonhos e pensamentos pudessem ser vistos, eles provavelmente
colocariam a minha cabeça em uma guilhotina”

Mas, sorte a nossa que o que ele pode nos mostrar sem perder a cabeça, nós já temos o suficiente para uma vida de aprendizado.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Não acabem com a caligrafia: escrever à mão desenvolve o cérebro

As crianças que vivem no mundo dos teclados precisam aprender a antiquada caligrafia?

Há uma tendência a descartar a escrita à mão como uma habilidade que não é mais essencial, mesmo que os pesquisadores já tenham alertado para o fato de que aprender a escrever pode ser a chave para, bem, aprender a escrever.

E, além da conexão emocional que os adultos podem sentir com a maneira como aprendemos a escrever, existe um crescente número de pesquisas sobre o que o cérebro que se desenvolve normalmente aprende ao formar letras em uma página, sejam de forma ou cursivas.

Em um artigo publicado este ano no “The Journal of Learning Disabilities”, pesquisadores estudaram como a linguagem oral e escrita se relacionava com a atenção e com o que é chamado de habilidades de “função executiva” (como planejamento) em crianças do quarto ao nono ano, com e sem dificuldades de aprendizagem.

Virginia Berninger, professora de Psicologia Educacional da Universidade de Washington e principal autora do estudo, contou que a evidência dessa e de outras pesquisas sugere que “escrever à mão – formando letras – envolve a mente, e isso pode ajudar as crianças a prestar atenção à linguagem escrita”.

No ano passado, em um artigo no “Journal of Early Childhood Literacy”, Laura Dinehart, professora associada de Educação da Primeira Infância na Universidade Internacional da Flórida, discutiu várias possibilidades de associações entre boa caligrafia e desempenho acadêmico: crianças com boa escrita à mão são capazes de conseguir notas melhores porque seu trabalho é mais agradável para os professores lerem; as que têm dificuldades com a escrita podem achar que uma parte muito grande de sua atenção está sendo consumida pela produção de letras, e assim o conteúdo sofre.

Mas podemos realmente estimular o cérebro das crianças ao ajudá-las a formar letras com suas mãos?

Em uma população de crianças pobres, diz Laura, as que possuíam boa coordenação motora fina antes mesmo do jardim da infância se deram melhor mais tarde na escola.

Ela diz que mais pesquisas são necessárias sobre a escrita nos anos pré-escolares e sobre as maneiras para ajudar crianças pequenas a desenvolver as habilidades que precisam para realizar “tarefas complexas” que exigem coordenação de processos cognitivos, motores e neuromusculares.

Esse mito de que a caligrafia é apenas uma habilidade motora simplesmente está errado. Usamos as partes motoras do nosso cérebro, o planejamento motor, o controle motor, mas muito mais importante é a região do órgão onde o visual e a linguagem se unem, os giros fusiformes, onde os estímulos visuais realmente se tornam letras e palavras escritas

Virginia Berninger

As pessoas precisam ver as letras “nos olhos da mente” para produzi-las na página, explica ela. A imagem do cérebro mostra que a ativação dessa região é diferente em crianças que têm problemas com a caligrafia.

Escaneamentos cerebrais funcionais de adultos mostram que uma rede cerebral característica é ativada quando eles leem, incluindo áreas que se relacionam com processos motores. Os cientistas inferiram que o processo cognitivo de ler pode estar conectado com o processo motor de formar letras.

Larin James, professora de Ciências Psicológicas e do Cérebro na Universidade de Indiana, escaneou o cérebro de crianças que ainda não sabiam caligrafia. “Seus cérebros não distinguiam as letras; elas respondiam às letras da mesma forma que respondiam a um triângulo”, conta ela.

Depois que as crianças aprenderam a escrever à mão, os padrões de ativação do cérebro em resposta às letras mostraram mais ativação daquela rede de leitura, incluindo os giros fusiformes, junto com o giro inferior frontal e regiões parietais posteriores do cérebro, que os adultos usam para processar a linguagem escrita – mesmo que as crianças ainda estivessem em um estágio muito inicial na caligrafia.

“As letras que elas produzem são muito bagunçadas e variáveis, e isso na verdade é bom para o modo como as crianças aprendem as coisas. Esse parece ser um dos grandes benefícios da escrita à mão”, conta Larin James.

Especialistas em caligrafia vêm lutando com a questão de se a letra cursiva confere habilidades e benefícios especiais, além dos fornecidos pela letra de forma. Virginia cita um estudo de 2015 que sugere que, começando por volta da quarta série, as habilidades com a letra cursiva ofereciam vantagens tanto na ortografia quanto na composição, talvez porque as linhas que conectam as letras ajudem as crianças a formar palavras.

Para crianças pequenas com desenvolvimento típico, digitar as letras não parece gerar a mesma ativação do cérebro. À medida que as pessoas crescem, claro, a maioria faz a transição para a escrita em teclados. No entanto, como muitos que ensinam na universidade, eu me questiono a respeito do uso de laptops em sala de aula, mais porque me preocupo com o fato de a atenção dos alunos estar vagando do que com promover a caligrafia. Ainda assim, estudos sobre anotações feitas à mão sugerem que “alunos de faculdade que escrevem em teclados estão menos propensos a se lembrar e a saber do conteúdo do que se anotassem à mão”, conta Laura Dinehart.

Virginia diz que a pesquisa sugere que crianças precisam de um treinamento introdutório em letras de forma, depois, mais dois anos de aprendizado e prática de letra cursiva, começando na terceira série, e então a atenção sistemática para a digitação.

Usar um teclado, e especialmente aprender as posições das letras sem olhar para as teclas, diz ela, pode muito bem aproveitar as fibras que se intercomunicam no cérebro, já que, ao contrário da caligrafia, as crianças vão usar as duas mãos para digitar.

O que estamos defendendo é ensinar as crianças a serem escritoras híbridas. Letra de forma primeiro para a leitura – isso se transfere para o melhor reconhecimento das letras –, depois cursiva para a ortografia e a composição. Então, no final da escola primária, digitação

Virginia Berninger

Como pediatra, acho que pode ser mais um caso em que deveríamos tomar cuidado para que a atração do mundo digital não leve embora experiências significativas que podem ter impacto real no desenvolvimento rápido do cérebro das crianças.

Dominar a caligrafia, mesmo com letras bagunçadas e tudo, é uma maneira de se apropriar da escrita de maneira profunda.

“Minha pesquisa global se concentra na maneira como o aprendizado e a interação com as palavras feitas com as próprias mãos têm um efeito realmente significativo em nossa cognição”, explica Larin James. “É sobre como a caligrafia muda o funcionamento do cérebro e pode alterar seu desenvolvimento.”

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*Fonte: contioutra

“Teu riso”, um poema de Pablo Neruda capaz de tirar o fôlego de quem ouve ou lê

O teu riso

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

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*Pablo Neruda

Esta animação da NASA mostra como é realmente viajar perto da velocidade da luz

Se você é um fã de ficção científica, é provável que tenha encontrado algumas franquias onde a humanidade se espalhou por todo o Universo conhecido. As naves que permitem isso, talvez usem um warp drive, talvez “dobrem espaço”, talvez tenham um drive mais rápido que a luz (FTL) ou “jump”.

É uma ideia legal, o pensamento de “ir interestelar!” Infelizmente, as leis imutáveis ​​da física nos dizem que isso simplesmente não é possível.

No entanto, a física que governa nosso Universo permite viagens próximas à velocidade da luz, embora chegar a essa velocidade requeira uma quantidade enorme de energia.

Essas mesmas leis, no entanto, também nos dizem que as viagens à velocidade da luz vêm com todos os tipos de desafios. Felizmente para todos nós, a NASA aborda isso em um vídeo animado recém-lançado que cobre todos os fundamentos da viagem interestelar!

Para resumir, de acordo com as leis imutáveis ​​da física (especificamente, a Teoria da Relatividade Especial de Einstein), não há como alcançar ou exceder a velocidade da luz.

Isso significa que se você vai tentar uma viagem interestelar, sua melhor aposta é se estabelecer para o longo curso (ou seja, um navio de geração) ou encontrar um meio de propulsão que pode permitir uma aceleração constante até uma fração da velocidade de luz (velocidade relativística) é atingida.

Por causa deste vídeo, intitulado “Guia da NASA para viagens à velocidade da luz” (mostrado acima), presume-se que o viajante interestelar (que parece ser uma criatura alienígena) construiu uma nave espacial capaz de viajar a 90 por cento da velocidade da luz (0,9 c).

O vídeo é apresentado como um vídeo informativo para um viajante interestelar. É apresentado com a seguinte mensagem:

“Então, você acabou de dar os retoques finais nas atualizações de sua nave espacial e agora ela pode voar quase à velocidade da luz. Não temos certeza de como você conseguiu, mas parabéns! Antes de voar em seu nas próximas férias, no entanto, assista a este vídeo útil para aprender mais sobre considerações de segurança na velocidade da luz, tempos de viagem e distâncias entre alguns destinos populares em todo o universo.”

Deixando de lado a questão de como a espaçonave é capaz de atingir esse tipo de velocidade, o vídeo então se move diretamente para abordar os grandes problemas que surgem com as viagens em um Universo relativístico.

Isso inclui a dilatação do tempo, a necessidade de proteção no meio interestelar e quanto tempo levaria para viajar até mesmo para os destinos mais próximos, como a estrela mais próxima (Proxima Centauri), a galáxia mais próxima (Andrômeda) ou a mais distante (GN- z11).

É certo que esses desafios são muito difíceis e as maiores mentes científicas do mundo ainda estão procurando uma solução. Um bom exemplo é Breakthrough Starshot, uma iniciativa que espera enviar uma vela de luz movida a laser para Alpha Centauri nos próximos anos. Baseando-se na propulsão de energia direcionada, a espaçonave proposta alcançaria 20 por cento da velocidade da luz (0,2 c) e faria a viagem em apenas 20 anos.

Naturalmente, esse plano envolveu pesquisas consideráveis sobre os perigos das viagens interestelares e levou a algumas soluções criativas de como lidar com eles.

Isso inclui (mas não está limitado a) blindagem, comunicações, os tipos de câmeras e instrumentos que produziriam os melhores resultados científicos, o tipo de vela empregada e o formato da vela em si e como a espaçonave desaceleraria quando chega lá.

Enquanto isso, é bom ter recursos educacionais que permitem às pessoas conhecer as realidades científicas que estão por trás (ou em muitos casos, minam) nossas franquias favoritas!

Também é útil quando se trata de aspirantes a físicos e cientistas que esperam ver viagens interestelares acontecerem durante suas vidas. Você tem que saber quais são os desafios se está pensando em vencê-los!

O vídeo foi o trabalho de cientistas e especialistas em mídia do Goddard Media Studios (GMS) do Goddard Space Flight Center (GSFC) da NASA. O esforço foi liderado por Chris Smith, produtor de multimídia e membro da Associação de Pesquisas Espaciais das Universidades (USRA) da divisão de Astrofísica de Goddard. Ele foi acompanhado pelo colega da USRA Krystofer Kim, que era o animador principal do vídeo.

A NASA Goddard também disponibilizou clipes mais curtos do vídeo e cartões postais imprimíveis para download aqui: https://svs.gsfc.nasa.gov/13653.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Quando a única coisa que evolui é o atraso: para incentivar a leitura no Brasil, governo quer aumentar o preço dos livros

A literatura, definitivamente, não é o entretenimento que mais seduz o brasileiro. Com a concorrência da internet e de serviços de streaming como a Netflix, a leitura fica relegada a um terceiro ou quarto plano na preferência dos que aqui têm a sorte de serem letrados — e, sim, no Brasil, isso é um privilégio. Como se não fosse suficiente esse cenário desanimador, o mercado literário atravessa ainda uma crise vinda desde antes da pandemia, o que pode ser percebido claramente pelo pedido de recuperação judicial das duas maiores livrarias do país, a Cultura e a Saraiva. É partindo desses pressupostos que se chega à conclusão de que o novo tributo proposto pelo governo é absurdo, podendo representar a pá de cal que faltava para destruir o mercado brasileiro de livros.

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil confirma algo que se percebe no cotidiano: o brasileiro lê pouco. Apesar de uma melhora dos índices em relação à mostra anterior, dados revelam que 44% da população não têm o hábito da leitura e 30% sequer compram livros. O patamar de 4,96 livros lidos anualmente por pessoa, em média — sendo apenas metade deles lidos até o fim —, demonstra que estamos longe de ser uma pátria preocupada com a educação de seu povo. Diferente de lugares como Buenos Aires, por exemplo, onde há basicamente uma livraria em cada esquina, por aqui parece reinar a indiferença com relação ao incentivo da leitura para a população. Há quem diga que enobrecer o espírito crítico do cidadão seria um tiro no pé para os dirigentes políticos, já que poderia ser prejudicial aos fins eleitoreiros dos governantes em um país cuja taxa de analfabetismo ainda está em quase 7%. Faz um pouco de sentido.

Reflexo disso e de outros fatores, a indústria literária passa por uma crise profunda. Além da quebra das grandes empresas, a alteração do perfil do leitor com a adoção de novas tecnologias fez surgir um período de adaptação no setor. Em meio a tudo isso, é evidente que escrever no Brasil é verdadeiramente um ato de amor. O mercado editorial não permite que os autores façam dinheiro como em outras profissões, mas ainda assim o objeto final acaba encarecido. O livro, no país, é consideravelmente caro. Por causa do mercado consumidor pequeno, as vendas seguem a mesma proporção, mas a confecção dos exemplares não custa menos por isso. Existem gastos fixos que, devido à tiragem tradicionalmente baixa, fazem com que o preço final acabe pesando para o consumidor.

Esse panorama, que já é lamentável em todo o seu ciclo, agora pode se tornar ainda mais insustentável. Apesar de a Constituição prever imunidade tributária para livros, não havendo, portanto, incidência de impostos sobre eles, um projeto de lei visa instituir uma contribuição que, no fim das contas, implicará uma taxação das obras literárias. É que, apesar de imunes a tributos, eles não são isentos de contribuições sociais, e essa manobra interpretativa resultaria no encarecimento de seu valor final. Seria uma quebra na tradição nacional de favorecer o conhecimento por intermédio da isenção tributária de bens que promovam a disseminação de conhecimentos, num retrocesso tão absurdo quanto desarrazoado.

É importante lembrar que em outros países essa imunidade tributária se faz presente justamente graças à sua fundamental importância para o crescimento intelectual da sociedade. O barateamento dos livros é de interesse de qualquer nação que valorize a leitura como método transformador, uma vez que ler é o caminho mais prático para se desenvolver uma comunidade culturalmente forte e plural. Com a criação da contribuição sobre os livros, o Brasil apenas demonstra que ser uma pátria educadora não está entre suas prioridades. A devastação no setor será grande, mas os reflexos em uma sociedade de evolução intelectual já notoriamente precária serão ainda piores.

O país das prioridades invertidas subverte sempre a lógica, e dá inveja a qualquer enredo trágico de livro. Ou de série da Netflix, que é uma alternativa mais barata e politicamente mais aceitável.

*Por Matheus Conceição

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*Fonte: revistabula

5 motivos para assistir Sons of Anarchy, novidade no Amazon Prime Video

Criada e protagonizada por Kurt Sutter, a série foi transmitida entre 2008 e 2014 pelo canal FX, nos Estados Unidos, e agora está disponível no streaming

Na última quinta, 15, chegou um dos maiores destaques do mês de julho no Amazon Prime Video: Sons of Anarchy, série que teve sete temporadas e foi transmitida entre 2008 e 2014 pelo canal FX, nos Estados Unidos. O programa foi criado por Kurt Sutter, que também atua como um dos personagens.

Sons of Anarchy é protagonizada por Charlie Hunnam, intérprete de Jax Teller, e se passa em Charming, cidade fictícia do norte da Califórnia, Estados Unidos, onde existe um clube de motociclistas, que leva o mesmo nome da série. O grupo trabalha no mundo do crime, eles se envolvem com tráfico de drogas e de armas, assassinatos, filmes pornô, entre outros. O grupo é liderado por Clay Morrow, personagem de Ron Perlman.

Os integrantes do Sons of Anarchy precisam conciliar a vida criminosa com a família de cada um. Claro, a série mostra diversos conflitos internos, como Clay Morrow sempre optar pela tradição violenta, já Jax adota uma mentalidade revolucionária, como o falecido pai, John Teller.

Sem mais delongas, veja abaixo 5 motivos para assistir Sons of Anarchy.

Personagens e atores

Um dos maiores pontos positivo da série são os personagens. Cada um tem personalidades distintas e parecem que eles realmente são pessoas existentes no mundo real. Além disso, é bastante achar um personagem em Sons of Anarchy que seja totalmente insuportável e/ou descartável.

Os personagens principais, como Jax, Clay, Tara e Gemma dão bastante vida à série, mas os secundários trazem uma magia simplemente genial ao programa. Os maiores destaques vão para Tib, Chibs, Juice, Opie, entre muitos outros.

Para trazer personagens tão ricos, o elenco não deixa a desejar. Todos na série entregam atuações dignas de ganhar toda e qualquer premiação. Charlie Hunnam, ator principal, brilha – e muito – em todas as sete temporadas de Sons of Anarchy.

Trilha sonora

Atualmente, é bastante difícil ver uma série com uma trilha sonora de extrema qualidade, como era o caso de Sons of Anarchy. É impossível esquecer quando toca “Hey,Hey My My”, música de Neil Young performada por Battleme.

A abertura, com “This Life”, canção de Curtis Stigers e The Forest Rangers, também é algo inesquecível e bastante marcante. Músicas como “Till It’s Gone”, “Coal War”, “Big Fellah” e “The Whistler” se destacam.

Participações especiais

Além do elenco, tanto principal quanto secundário, ser absolutamente bem escolhido e talentoso, Sons of Anarchy também traz convidados de ponta.

Nomes como Courtney Love, Dave Navarro, David Hasselhof, Danny Trejo, Marilyn Manson, Ralph Hubert “Sonny” Barger (fundador do Hells Angels, clube de motociclistas), Stephen King, Lea Michele, entre outros.

Reviravoltas e roteiro ótimo

Boa parte da série, principalmente aos finais de algumas temporadas, é cercada de reviravoltas importantíssimas para o desenvolvimento da série.

Todo e qualquer ponto de virada em Sons of Anarchy faz total sentido dentro do que é oferecido ao público e deixa o espectador cada vez mais empolgado em continuar a ver o seriado.

Sem spoilers, o plot twist do final da terceira temporada é de explodir cabeças de tão bom.

Spin-off

Sim, Sons of Anarchy é mais uma daquelas séries que ganharam um spin-off. A produção fez tanto sucesso e foi tão bem de crítica e público que mereceu um outro seriado no mesmo universo.

A série se chama Mayans M.C., e conta a história da gangue rival de mesmo nome dos Sons of Anarchy. A trama se passa quatro anos depois do seriado original.

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*Fonte: rollingstone

Livro “100 Grandes Álbuns do Rock Gaúcho”

Será lançada na sexta (31/7), ainda dentro das comemorações do dia mundial do rock, a campanha de financiamento coletivo com o objetivo de captar recursos para a publicação do livro 100 Grandes Álbuns do Rock Gaúcho. O projeto, que é idealizado pelo jornalista e escritor Cristiano Bastos (um dos autores de Gauleses Irredutíveis – Causos e Atitudes do Rock Gaúcho; e das biografias Júpiter Maçã: A Efervescente Vida & Obra; Julio Reny – Histórias de Amor & Morte; e Nelson Gonçalves – O Rei da Boemia), terá projeto gráfico do designer Rafael Cony.

Os 100 Grandes Álbuns do Rock Gaúcho serão eleitos por meio de um corpo de jurados (músicos, jornalistas, produtores) do RS e também do Brasil. Será colocada em votação a produção discográfica produzida no Rio Grande do Sul desde anos 1950 (quando se tem o registro da primeira música “rock” feita no Estado: Stupid Cupid, com o Conjunto Farroupilha) até os dias hoje.

Segundo Bastos, que tem passagens por revistas como a Rolling Stone Brasil, Bizz, entre outros veículos da imprensa musical, ainda que o nome “rock” intitule o livro, outros gêneros musicais – do pop ao soul, do metal ao punk, do funk ao samba rock – não ficarão de fora.

Ao corpo de jurados será fornecido uma listagem com a sugestão de centenas álbuns de bandas e artistas para auxiliá-los na escolha. A previsão de lançamento do livro100 Grandes Álbuns do Rock Gaúcho (que terá formato de luxe e a dimensão de um disco de vinil: capa dura, papel couchê, colorido) é em meados de 2021. Objeto de colecionador, a tiragem da obra, cujo objetivo é que tenha mais de um volume, será de mil cópias.

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*Fonte: rogerlerina

John Fogerty (Creedence): “eu não vou morrer pelo Donald Trump”

John Fogerty, lendário músico americano e fundador do Creedence Clearwater Revival, não está nem um pouco tranquilo em meio à crise do Coronavírus.

Justamente por isso, o ícone deu uma declaração em que garante que não irá se arriscar e muito menos “morrer pelo Donald Trump“, se referindo por nome ao atual presidente americano. Ele também destacou que “não vai morrer pela economia” e você pode ler tudo que ele falou a seguir (via Rolling Stone):

O Coronavírus é tão real e assustador e ameaçador. Eu ainda não vi uma solução que irá funcionar enquanto procuramos uma vacina. Eu acho que sou mais paciente do que alguns. Eu continuo dizendo à minha família, se fossem leões e tigres andando por aí, você poderia vê-los, então isso te prepara psicologicamente e você percebe que não quer sair e ser imprudente. Toda essa coisa da reabertura é bem assustadora para mim. Eu estou com medo de provavelmente acabarmos andando pra trás. E eu não quero ser o cara que contribui com isso. Você vai a um show com 10 mil pessoas, e aí descobre depois que alguns deles morreram? Eu não acho que nenhum de nós estará realmente pronto até termos uma vacina e as pessoas se sentirem seguras novamente. Eu sou uma pessoa mais velha, e muitas pessoas da minha idade morreram. Talvez algum outro cara ache que é uma boa ideia, mas eu não vou morrer pelo Donald Trump. Eu não vou morrer pela economia. Como você pode ter qualquer tipo de plateia?

John Fogerty e questões sociais

Além de suas visões sobre a pandemia, Fogerty tem se mostrado antenado nas questões raciais. Em um vídeo recente no qual ele toca um clássico de Bill Withers com seus filhos, o músico declarou seu apoio aos manifestantes que tomaram conta dos EUA nos últimos tempos.

Ele ainda deixou bem claro que não se trata de uma questão política, e sim de “direitos humanos” se posicionar em meio a tudo isso. Você pode conferir tudo, inclusive a linda performance em um visual estonteante, por aqui.

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Time-lapse | A garota Lotte, do nascimento aos 18 anos

O cineasta holandês Frans Hofmeester fez um pequeno vídeo de sua filha Lotte toda semana, de seu nascimento até os 18 anos de idade. Esse é um dos mais interessantes e longos time-lapse que existem.

O projeto ainda está em andamento – um novo vídeo de Lotte até os 20 anos deve aparecer em breve. As filmagens se tornaram virais na internet desde o lançamento da primeira delas, quando a garota ainda tinha 12 anos.

Hofmeester está fazendo o mesmo com seu filho, Vince, agora com 16 anos.

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*Fonte: hypescience

Sol pode estar acordando após emitir a luz mais forte já detectada

Sol pode estar despertando após emitir a maior luz já detectada. Fenômeno foi registrado na última sexta-feira (29) pela sonda Solar Synamics Observatory (SDO) da Nasa

Na última sexta-feira (29), o Sol emitiu a luz mais forte desde outubro de 2017, resultado de uma erupção solar detectada pela sonda Solar Synamics Observatory (SDO) da Nasa.

Essas explosões de radiação se originam nas manchas solares, regiões escuras e relativamente frias na superfície da estrela, que pode finalmente estar despertando.

As explosões são classificadas em três categorias: C, M e X, com cada uma sendo 10 vezes mais poderosa que a anterior. A que aconteceu na última semana se enquadra na classe M.

Como não era voltada para a Terra, não há chance da formação de auroras sobrecarregadas. Apesar disso, pode ser um sinal de que o Sol está entrando na fase mais ativa de seu ciclo de 11 anos.

Atualmente no Ciclo Solar 24, os cientistas atribuem o início de um novo ciclo ao chamado “mínimo solar”, momento em que a estrela possui menos manchas e atividade.

“No entanto, são necessários pelo menos seis meses de observações e contagem de manchas solares para saber quando isso ocorre”, escreveram os oficiais da Nasa.

“Como esse momento é definido pelo menor número de manchas solares em um ciclo, os cientistas precisam ver os números aumentarem consistentemente antes de que possam determinar quando exatamente aconteceu”, acrescentaram os pesquisadores.

Portanto, apenas após mais observações que se saberá se o Sol realmente está no Ciclo Solar 25. Até lá, porém, só resta observar.

*Por Davson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Desafio melhores livros do século 21: você leu no máximo 4 desses 50 livros

A Revista Bula realizou duas enquetes — em 2018 e 2019 — para descobrir quais são, na opinião dos leitores, os melhores livros publicados no século 21. As consultas foram feitas a colaboradores, assinantes — a partir da newsletter —, e seguidores da página da revista no Facebook e no Twitter. Os 50 livros mais lembrados pelos leitores foram reunidos em uma lista, composta, predominantemente, por obras de ficção. A seleção abrange livros nacionais e estrangeiros, que foram publicados a partir do dia 1 de janeiro de 2001, sendo que todas elas tiveram tradução para o português. De acordo com um levantamento prévio feito pelos editores da Bula, pouquíssimas pessoas já leram mais do que quatro livros presentes na lista. Para descobrir se você é uma exceção, basta contabilizar quantas obras você já leu dentre as 50 listadas.

1 — Reparação (2001), de Ian McEwan

2 — Não me Abandone Jamais (2005), de Kazuo Ishiguro

3 — A Estrada (2006), de Cormac McCarthy

4 — A Amiga Genial (2011), de Elena Ferrante

5 — Pornopopeia (2009), de Reinaldo Moraes

6 — Complô Contra a América (2004), de Philip Roth

7 — A Visita Cruel do Tempo (2012), de Jennifer Egan

8 — O Filho Eterno (2007), de Cristóvão Tezza

9 — A Vegetariana (2007), de Han Kang

10 — Plataforma (2001), de Michel Houellebecq

11 — As Correções (2001), de Jonathan Franzen

12 — 1Q84 (2009), Haruki Murakami

13 — Cinzas do Norte (2005), de Milton Hatoum

14 — A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao (2007), de Junot Díaz

15 — Meio Sol Amarelo (2006), de Chimamanda Ngozi Adichie

16 — 2666 (2004), de Roberto Bolaño

17 — Austerlitz (2001), de W—G— Sebald

18 — O Pintassilgo (2013), de Donna Tartt

19 — Wolf Hall (2009), de Hilary Mantel

20 — Argonautas (2015), de Maggie Nelson

21 — Os Possessos (2012), de Elif Batuman

22 — O Vendido (2017), de Paul Beatty

23 — Gilead (2004), Marilynne Robinson

24 — Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios (2005), de Marçal Aquino

25 — Esboço (2014), de Rachel Cusk

26 — O Ano do Pensamento Mágico (2005), de Joan Didion

27 — A Morte do Pai (2009), Karl Ove Knausgård

28 — Outras Vidas que não a Minha (2010), de Emmanuel Carrère

29 — Estação Atocha (2016), de Ben Lerner

30 — Middlesex (2002), de Jeffrey Eugenides

31 — O Livro do Sal (2003), de Monique Truong

32 — Garota Exemplar (2012), de Gillian Flynn

33 — Na Ponta dos Dedos (2002), de Sarah Waters

34 — Os Lança-Chamas (2014), de Rachel Kushner

35 — O Mundo Conhecido (2003), de Edward P— Jones

36 — O Simpatizante (2015), de Viet Thanh Nguyen

37 — Barba Ensopada de Sangue (2012), de Daniel Galera

38 — NW (2012), de Zadie Smith

39 — A Longa Caminhada de Billy Lynn (2012), Ben Fountain

40 — O Drible (2013), de Sérgio Rodrigues

41 — A Linha da Beleza (2006), de Alan Hollinghurst

42 — O Sentido de um Fim (2011), de Julian Barnes

43 — A Peculiar Tristeza Guardada num Bolo de Limão (2013), de Aimee Bender

44 — Ossos do Inverno (2006), de Daniel Woodrell

45 — O Ódio que Você Semeia (2017), de Angie Thomas

46 — Uma História de Amor Real Supertriste (2011), de Gary Shteyngart

47 — Como ser as Duas Coisas (2014), de Ali Smith

48 — Nove Noites (2002), de Bernardo Carvalho

49 — Americanah (2013), de Chimamanda Ngozi Adichie

50 — Suíte Francesa (2004), de Irène Némirovsky

*Por Mariana Felipe

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*Fonte: revistabula

Clipe oficial de Redemption Song é feito com 2.747 desenhos

Como celebração dos 40 anos da famosa música Redemption Song, de Bob Marley, um clipe oficial foi laçado pela gravadora compilando nada menos que 2.747 desenhos originais criados por Octave Marsal e Theo De Gueltzl.

Eles usam símbolos poderosos para representar esta incrível música atemporal que teve e ainda tem muita importância no mundo.

Lançada em outubro de 1980, “Redemption Song” foi apresentada no álbum final de Marley, Uprising. Ele morreu no ano seguinte de câncer.

O videoclipe é a primeira parte de “Marley75”, uma celebração de um ano do aniversário da lenda do reggae, que completaria 75 anos em 6 de fevereiro.

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*Fonte: geekness

Sem educação emocional, não adianta saber resolver equações – Alerta um professor

Os jovens com maior domínio de suas emoções têm melhor desempenho acadêmico, maior capacidade de cuidar de si e dos outros, predisposição para superar as adversidades e menor probabilidade de se engajar em comportamentos de risco.

De acordo com Rafael Guerrero, que é um dos poucos professores da Universidade Complutense de Madrid a ensinar seus alunos de Magistério, que serão futuros professores, as técnicas da educação emocional..

Ele o faz voluntariamente porque o programa acadêmico dos mestrados em Educação Infantil e Primária de Bolonha não inclui nenhum assunto com esse nome.

“Muitos dos problemas dos adultos se devem às dificuldades em regular as emoções e isso não é ensinado na escola”, explica Guerrero.

Trata-se de ensinar futuros professores a entender e regular suas próprias emoções para que possam direcionar crianças e adolescentes nessa mesma tarefa.

“Meus alunos me dizem que ninguém lhes ensinou como se regular emocionalmente e que desde jovens, quando tinham que enfrentar um problema, se trancavam em uma sala para chorar, essa era a maneira deles de se acalmar”, diz o professor.

Insegurança, baixa auto-estima e comportamentos compulsivos são algumas das conseqüências da falta de ferramentas para gerenciar emoções.

“Quando atingem a idade adulta, eles têm dificuldade em se adaptar ao ambiente, tanto ao trabalho quanto às relações pessoais. Temos que começar a treinar professores com a capacidade de treinar crianças no domínio de seus pensamentos “.

Sem educação emocional, não serve saber como resolver equações O cérebro precisa ficar animado para aprender

Inteligência emocional é a capacidade de sentir, entender, controlar e modificar o humor de si mesmo e dos outros, de acordo com a definição daqueles que cunharam o termo no início dos anos 90, os psicólogos da Universidade de Yale Peter Salovey e John Mayer.

A inteligência emocional é traduzida em habilidades práticas, como a habilidade de saber o que acontece no corpo e o que sentimos, o controle emocional e o talento para nos motivar, assim como empatia e habilidades sociais.

“Quando pensamos no sistema educacional, acreditamos que o importante é a transmissão de conhecimento de professor para aluno, ao qual ele dedica 90% do tempo. O que há de errado com o equilíbrio emocional? Quem fala disso na escola? ”, Diz Rafael Bisquerra, diretor do Programa de Pós-Graduação em Educação Emocional da UB e pesquisador do GROP.

Os jovens com maior domínio de suas emoções apresentam melhor desempenho acadêmico, maior capacidade de cuidar de si e dos outros, predisposição para superar as adversidades e menor probabilidade de se engajar em comportamentos de risco – como o uso de drogas -, segundo a resultados de diversos estudos publicados pelo GROP.

“A educação emocional é uma inovação educacional que responde às necessidades que os assuntos acadêmicos comuns não cobrem.”

“O desenvolvimento de competências emocionais pode ser mais necessário do que saber como resolver equações de segundo grau “, diz Bisquerra.

Os objetivos da educação emocional, de acordo com as diretrizes de Bisquerra, são adquirir um melhor conhecimento das próprias emoções e dos outros, para prevenir os efeitos nocivos das emoções negativas – o que pode levar a problemas de ansiedade e depressão -, e desenvolver a capacidade de gerar emoções positivas e auto-motivação.

 

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*Fonte: pensarcontemporaneo