“Dia De Los Muertos” – by Whoo Kazoo

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Quatro músicos e um motorhome: como fazer uma série para o Rock in Rio

O processo criativo por trás da série “Na Rota do Rock”, produzida pela La Casa de la Madre para a SKY | (por Camila Anfilo)

O desafio era enorme: budget reduzido, equipe reduzida, projeto megalomaníaco. O cenário perfeito para dar tudo errado.

A série, com 5 episódios de até 6 minutos, nasceu de uma ideia concebida pelo time de criação da agência Ampfy para a SKY, patrocinadora do festival Rock in Rio. O objetivo era acompanhar a jornada de quatro jovens músicos a caminho da Cidade do Rock. Ninguém se conhecia, nenhum deles sabia o que estava por vir. A única coisa que os unia era a paixão pela música.
Roteiro

A agência queria que documentássemos a viagem dos músicos até o festival Rock in Rio. A partir desta premissa, começamos uma extensa pesquisa de personagens, entre mais de 60 músicos. Foi fundamental o trabalho de encontrar traços de personalidades que se cruzassem e possibilitassem o desenvolvimento de uma narrativa fluida.

Com os personagens selecionados e aprovados, o diretor Jorge Brivilati e o roteirista André Castilho elaboraram juntos várias situações fictícias para acontecer “espontaneamente” no decorrer da viagem, sem que os músicos soubessem, para que suas reações genuínas fossem registradas. Então, ora o pneu do ônibus furava, ora tínhamos o Supla pedindo carona ou o Rogério Flausino aparecendo de sopetão dentro de um barco, em Paraty.

Além disso, foi preparado um roteiro documental de perguntas a serem feitas para os músicos – influências musicais, família, sentimentos, sonhos, receios, etc. -, o que foi essencial não apenas para criar uma dinâmica entre eles, mas para levar o espectador às camadas mais profundas dos personagens.

>> Confira mais [ AQUI ] nesse link.

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Uma escola que produz analfabetos

Da população brasileira, entre 15 e 64 anos, 75% é analfabeta funcional. São quase 110 milhões de pessoas. É o equivalente à soma das populações da Argentina, da Colômbia e da Venezuela. Trata-se da chamada “população potencialmente ativa”. E nossa população potencialmente ativa é composta em 75 por cento de analfabetos funcionais.

Quem é analfabeto funcional? Segundo a Unesco: “uma pessoa funcionalmente analfabeta é aquela que não pode participar de todas as atividades nas quais a alfabetização é requerida para uma atuação eficaz em seu grupo e comunidade, e que lhe permitem, também, continuar usando a leitura, a escrita e o cálculo a serviço de seu próprio desenvolvimento e do desenvolvimento de sua comunidade”.

O analfabeto funcional é diferente do analfabeto pleno. O analfabeto pleno nunca teve nenhum contato sistemático com a leitura, a escrita e o cálculo, nunca frequentou a escola e, por isso, não domina essas habilidades. Pelas últimas sondagens, o Brasil contaria com 8% de analfabetos plenos.

 

Receita de sucesso garantido

O analfabeto funcional, por outro lado, frequentou a escola, pode até mesmo ter chegado ao final de alguns dos níveis do sistema escolar, pode ter concluído o ensino fundamental, por exemplo, mas não se apoderou plenamente das habilidades da leitura e da escrita (e também do cálculo).

As pesquisas revelam, além disso, que 38% dos estudantes universitários podem ser classificados de analfabetos funcionais. Para muitos analistas, isso se deve à multiplicação vertiginosa de faculdades particulares a partir dos anos 1990, as quais, como toda empresa privada, visam primordialmente o lucro e não a qualidade do serviço que prestam. Já se tornou folclórico o caso de um pedreiro plenamente analfabeto que foi aprovado no vestibular de Direito de uma universidade particular do Rio de Janeiro.

Diante desses números, temos de perguntar: se o analfabeto funcional frequentou a escola, que escola é essa? Uma escola que, depois de quatro ou cinco anos, é incapaz de alfabetizar plenamente as pessoas que a frequentam é uma escola que, pura e simplesmente, produz analfabetos funcionais. Essa é a realidade da educação pública no Brasil, uma educação pública que não cumpre com sua tarefa primordial: promover a cidadania ao promover o acesso das pessoas à leitura, à escrita e ao cálculo. Darcy Ribeiro disse que “a crise na educação não é uma crise, é um projeto”. E tudo o que o atual desgoverno instaurado por um golpe de Estado pretende é transformar esse projeto numa realidade ainda mais cruel do que já é.

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*Fonte: carosamigos/ Por Marcos Bagno

Os 10 nus femininos mais importantes da história da arte

O corpo feminino inspirou diferentes artistas ao longo da história. Relembrando algumas obras em que ele é representado de uma maneira mais crua, no entanto sublime, o crítico de arte Johathan Jones realizou uma seleção das obras mais bonitas de nudez de mulheres. A lista foi publicada no jornal britânico “The Guardian”, e conta com obras de diferentes estilos e formatos. A primeira colocada é a pintura clássica de Ticiano, “Vênus de Urbino” (1538), seguida do retrato contemporâneo “Vivienne Westwood” (2013), de Juergen Teller. O terceiro lugar é ocupado pela famosa “Louise O’Murphy” (1752), de François Boucher, uma representação da amante do Rei Luís XV, da França.

Esse cara tem trabalhado os últimos 30 anos em uma animação

Phil Tippett passou uma vida na indústria cinematográfica trabalhando como modelista, supervisor de efeitos visuais, diretor e animador de stop-motion. Ele participou de projetos como Star Wars, Jurassic Park e RoboCop. Mas a dua verdadeira paixão está na animação stop-motion feita de modo artesanal.

Nos últimos 30 anos, Tippett tem trabalhado em um filme incrivelmente detalhado chamado “Mad God”, feito sem pressa para acabar. Apesar de todo o trabalho árduo, Tippett vê Mad God como uma forma de terapia e uma maneira de se reconectar com um tempo em que os efeitos especiais e a animação eram feitos à mão.

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*Fonte: ideiafixa

7 coisas sobre a história do Brasil que te ensinaram totalmente errado na escola

A história do Brasil é marcada, desde o princípio, por fatos lamentáveis e tragédias que aconteceram desde a colonização. Quem é que não se lembra de ter estudado sobre a chegada de Pedro Álvares Cabral em nossas Terras, e de todos os episódios que viriam a seguir? Toda a exploração de nossos recursos naturais, de nossos povos nativos, enfim… A verdadeira invasão que aconteceu em nosso país.

Acontece que, algumas das histórias que conhecemos não estão exatamente certas, aliás, são muito mal contadas e nos são repassadas nas próprias escolas como verdade absoluta. Foi pensando exatamente nisso que nós separamos logo abaixo, 7 coisas sobre nossa história que as escolas nos ensinaram, e continuam ensinando, totalmente errado. Dá uma olhada!

1 – Não, a feijoada não foi criada pelos escravos

A nossa gastronomia é muito rica e talvez seja uma das mais saborosas de todo o mundo, mas dentro de tudo isso, também existem muitas lendas e mentiras a respeito da criação de alguns pratos, sendo que um bom exemplo, é a nossa tão amada feijoada.

Desde muito pequenos somos ensinados que a feijoada foi inventada pelos escravos, que pegavam os restos de carne que sobravam dos nobres baquetes portugueses, e misturavam ao pouco feijão que tinham, porém, essas partes do porco que geralmente eram desprezadas pela culinária de muitos países (orelhas, rabo, pés, língua), sempre foram consideradas como nobres para muitos europeus. Os registros mostram que os escravos tinham uma alimentação muito restrita, baseada apenas em farinha em água, e raramente tinham acesso a qualquer tipo de carne que seja.

Por outro lado, os europeus desde muito tempo já tinha a prática de fazer pratos com diferentes misturas de carne, o que mais tarde, levou à  criação da feijoada. Por mais que tenha sido criada por eles, é claro que nós demos um gostinho especial ao prato, dando a ele nossa identidade.

2 – O mito de Aleijadinho

Certamente você já estudou em suas matérias de artes sobre as obras de Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, porém, tudo indica que o artista não passa de uma história inventada e muito bem contada. Ele teria nascido por volta de 1738, mas ninguém sabe a data correta pois não existe nenhum registro que comprove isso de fato. Acontece que Guiomar de Grammont, que é autora do livro O Aleijadinho e o Aeroplano, publicado alguns anos atrás, afirma que as provas registradas e documentadas sobre o escultor, não são suficientes para afirmar autenticidade sobre nenhuma de suas supostas obras.

Ela ainda afirma que Aleijadinho não era apenas um, mas teria que ser 10, já que seria preciso viver 10 vidas para que ele conseguisse esculpir tudo aquilo que é tido como obra sua, ou dividir o trabalho com muitos outros artistas. Na época, a teoria de Grammont não foi bem aceita pela população, muito menos pelos mineiros, mas são provas bem sucintas e que fazem sentido. Ela apenas desconstruiu a história que conhecemos.

3 – Bananas não são frutas brasileiras

Desde pequenos aprendemos sobre a origem das frutas, e é comum que as escolas ensinem que a banana é uma das originárias de nosso país, até porque, em diversas pinturas que ilustram a chegada dos portugueses em nosso país, bananeiras são retratadas, como se já existissem aqui há tanto tempo quanto se possa imaginar, mas a verdade é bem diferente.

Acontece que essas foram frutas trazidas pelos colonizadores para nosso país, e as que consumimos hoje em dia, provavelmente são de sementes que tiveram origem da Ásia, onde a fruta é cultivada há bem mais de 4 mil anos, sendo levada à Europa bem mais tarde.

4 – Nem todos os negros eram escravizados

Sempre aprendemos que os portugueses caçavam os os negros na África e os traziam para o país, com o propósito de servirem como escravos, mas na verdade, não era exatamente assim. Os próprios africanos possuíam uma espécie de comercialização de escravos, e os portugueses mantinham negócios com eles. Por muito tempo esse tipo de comércio movimentou a economia africana.

Quando negros vinham ao Brasil e eram descendentes de monarcas de seu país, não sofriam nenhum tipo de maus tratos, sendo que alguns deles poderiam ainda ter territórios e seus próprios escravos. Houve um caso em que os filhos do rei nigeriano Kosovo, enviou seus filhos para o Brasil com o intuito de que estudassem.

5 – Tiradentes não foi nenhum herói

Aprendemos na escola que Joaquim José da Silva Xavier se transformou em um dos maiores símbolos da Inconfidência Mineira por lutar a favor do fim da escravidão e da independência de nosso país, mas relatos indicam que ele nunca foi a favor da abolição da escravidão e não fazia questão nenhuma de que isso de fato acontecesse.

Ele não era um homem pobre, acumulando certa fortuna e inclusive, pertencia a uma das famílias mais importantes do Vale do Rio das Mortes. Na verdade, ele participava de um movimento caracterizado como elitista , pedindo pelo fim da elevada cobrança de impostos. Era um trapaceador nato e meio fanfarrão, mas a questão é que quando foi preso, nem mesmo resistiu, apenas tentou se esconder.

6 – O carnaval não foi criado pela população

Nós aprendemos que o carnaval surgiu como uma festa popular no Brasil Colônia, em que todo mundo saía às ruas para festejar mesmo e fazer todo tipo de folia que quisessem, sendo que homens podiam até mesmo se fantasiar de mulher, e era tudo apenas pelo prazer da bagunça. Acontece que as coisas foram um pouquinho diferente.

O carnaval foi “inventado” por Getúlio Vargas e acredite, com inspiração nazista! Na época em que o samba começou a ganhar força, ainda não tinha uma identidade muito bem definida sendo apenas a mistura de alguns ritmos, então Getúlio viu a oportunidade aí, de criar uma identidade brasileira de enaltecimento em cima do movimento.

Acontece que no ano de 1933, o ministro de Relações Exteriores viajou para a Alemanha na intenção de conhecer todo o regime instaurado por Hitler, e quando voltou, o presidente teve a ideia de criar um novo sistema de propaganda que se parecesse com o usado pelos nazistas. Tudo foi definido de maneira antecipada: os blocos, o ritmo, enredo… Tudo.

7 – O descobrimento do Brasil não foi por acidente

Aprendemos que Cabral navegava em busca da Índia, mas que por supostamente conhecer um atalho, navegou acidentalmente em direção ao Brasil, julgando estar no caminho certo. Quando chegaram, os portugueses achavam mesmo que estavam na índia e por isso chamaram os habitantes desta terra de índios.

Na verdade, tudo indica que eles sabiam muito bem para onde estavam indo. Registros mostram que Vasco da Gama já havia constatado que poderiam haver terras desconhecidas. Cristóvão Colombo então, sugeriu em alguns de seus manuscritos que poderia existir algo ao sul da República Dominicana, sendo que mais tarde, vieram em busca de nossa terra, sabendo muito bem que não era a Índia, e que seria um ótimo local de exploração.

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*Fonte: fatosdesconmhecidos

 

Por que o governo japonês está fechando cursos de humanas?

Nos últimos dois anos, mais de 20 universidades japonesas anunciaram cortes nos seus departamentos de ciências humanas e sociais. A medida acompanha uma orientação do governo que vem sendo contestada: a de focar investimentos produção de conhecimento científico que atende às necessidades mais imediatas da sociedade.

Desde a publicação de uma nota do Ministro da Educação do Japão, Hakubun Shimomura, em 2015, pelo menos 26 das 60 universidades no Japão que possuíam departamentos de ciências humanas fecharam esses cursos ou reduziram o corpo docente. No texto, o ministro recomenda que a administração das universidades “tomem medidas para abolir organizações de ciências humanas e sociais ou convertê-las para servir a áreas que atendem melhor às necessidades da sociedade”.

A partir desta nova orientação, de acordo com uma pesquisa realizada pelo jornal japonês The Yomiuri Shimbun, pelo menos 17 universidades aboliram os processos seletivos de alunos para os cursos de ciências humanas e sociais, incluindo cursos como Direito e Economia.

O presidente da Universidade de Osaka, Nishio Shojiro, foi um dos primeiros a apoiar a ideia e, na ocasião, incentivou a administração de demais instituições a “pensar de modo proativo sobre o que podem fazer” para adequar o perfil das universidades. Com formação e carreira em tecnologia, o líder da maior universidade do país afirmou que estudos na área de humanidades não costumam ter “um foco forte em responder às demandas da sociedade”.

A posição é alinhada à do primeiro-ministro, Shinzo Abe, que é caracterizado por um perfil voltado para resultados e focado em reassegurar a conjuntura política e econômica do país.

“Em vez de aprofundar pesquisas acadêmicas que são altamente teóricas, vamos conduzir uma educação mais prática e vocacional, que antecipa melhor as demandas da sociedade”, declarou Abe.

O enxugamento das áreas de ciências humanas e sociais é parte do plano do primeiro-ministro de colocar pelo menos 10 universidades japonesas no ranking das 100 melhores universidades do mundo na próxima década. Hoje, apenas a Universidade de Tokyo e a Universidade de Kyoto estão no ranking, em 39º e a 91º lugar, respectivamente.

Reação

Mas são justamente as duas universidades melhores posicionadas nos rankings mundiais que lideram a resistência contra o fim das ciências humanas e fazem parte da parcela de instituições que mantém os investimentos na área. Para a presidente da Universidade de Shiga, Sawa Takamitsu, o perfil do governo japonês é “anti-intelectual” e diminui as chances das instituições alcançarem melhores posições no ranking mundial.

“Acredito que se o Japão leva a sério o objetivo de ter 10 das suas universidades no ranking mundial das 100 melhores, seria muito mais eficaz e vantajoso promover, ao invés de abolir ou cortar a educação e pesquisa em ciências humanas e sociais”, defende Takamitsu em editorial publicado no Japan Times.

 

O objetivo, segundo acadêmicos do país, falha por manter o foco no curto prazo, priorizando apenas posições em rankings, sem se voltar para uma reforma de longo prazo que resolva efetivamente os problemas estruturais da educação superior.

Segundo Takamitsu, o Ministério da Educação do Japão sugeriu que os estudantes de ciências humanas das universidades japonesas deveriam estudar programação de softwares de contabilidade em vez de livros de economia e desenvolver habilidades de tradução simultânea entre o japonês e o inglês em vez de ler as obras de Shakespeare. “Essas propostas são revoltantes e não consigo tolerar anti-intelectuais distorcendo as políticas governamentais relacionadas a educação”, critica Takamitsu.

Entidades do setor da educação do país também são contrárias às mudanças. O Conselho de Ciência do Japão, organização multidisciplinar de cientistas japoneses, publicou uma declaração expressando oposição e “profunda preocupação” em relação ao que isso representa para o meio acadêmico.

“A academia contribui para a criação de uma sociedade culturalmente e intelectualmente mais rica. Vemos como a nossa missão produzir, aperfeiçoar e compartilhar percepções equilibradas e aprofundadas de conhecimento acerca da natureza, dos seres humanos e da sociedade. Portanto, ciências humanas e sociais fazem uma contribuição essencial para o conhecimento acadêmico como um todo”, diz a declaração.

Reflexo natural

A tendência japonesa de minimizar as ciências humanas em detrimento das ciências naturais não vem de hoje. Esse enfoque nas áreas voltadas pra o desenvolvimento tecnológico é reflexo de medidas instauradas durante a Segunda Guerra Mundial, quando o então primeiro-ministro, Kishi Nobusuke, determinou que todos os departamentos de ciências humanas e sociais fossem abolidos das instituições de ensino públicas para que pudessem focar em ciências naturais e engenharia.

A resolução foi parte de uma série de medidas do governo japonês que levaram o país a se recuperar do impacto econômico da guerra – hoje, o país é a terceira maior economia do mundo por Produto Interno Bruto (PIB) nominal.

Ao mesmo tempo, o Japão passa por dois processos de aumento dos gastos públicos: de um lado, o envelhecimento demográfico, associado a uma política de imigração restritiva, diminui a mão de obra no mercado; do outro, um número cada vez menor de jovens ingressam no ensino superior. A expectativa dos defensores da proposta é de que os cortes em humanidades levem esses jovens para as ciências naturais e acelerem o desenvolvimento das inovações em ciência e tecnologia, aquecendo a economia do país.

Mas as políticas econômicas do primeiro-ministro japonês, que impulsionaram as mudanças nas universidades, não têm trazido a reforma esperada na economia do país: tentativas de aceleração da produtividade não foram suficientes para aumentar a inflação do país, que permanece abaixo dos 2%, refletindo o baixo índice de compra da população. Do mesmo modo, o crescimento do PIB até abril foi de 0,3%, e a popularidade de Abe caiu para 30%.

 

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*Fonte: gazetadopovo

Um Brasil sem Melodia

O cantor carioca Luiz Melodia morreu nesta sexta-feira, aos 66 anos, em decorrência de um câncer de medula óssea, no Rio de Janeiro. Um dos maiores compositores brasileiros, Melodia é autor de sucessos da Música Popular Brasileira como Pérola Negra e Estácio, Holly Estácio, essa última uma homenagem ao local onde nasceu, o bairro do Estácio.

Luiz Melodia se definia como um compositor “da perifa do Rio”. “Eu sou um compositor de tudo, mas [antes de tudo] sou um negro”, disse, certa vez, na casa do cantor Zeca Pagodinho, por quem tinha muita admiração. “Quando um compositor do porte do Zeca dá esta oportunidade é emocionante”, afirmou, sobre o sambista interpretar suas músicas. “A invisibilidade [do compositor] não importa”.

Com mais de 40 anos de carreira, o felino negro tinha um estilo único, que mesclava suingue com MPB. Estourou quando a cantora Gal Costa interpretou Pérola Negra, em 1971. Dois anos mais tarde, Melodia lançava seu primeiro álbum, que ganhou o mesmo nome da canção: Pérola Negra (1973).

Filho do sambista e funcionário público Oswaldo Melodia, de quem herdou o nome artístico, Luiz Carlos do Santos lançou 16 álbuns ao longo da carreira. Seu pai, a quem Luiz Melodia se referia como “um compositor genial”, queria que ele fosse “doutor”. Mas o filho seguiu os passos artísticos do pai. Além dos álbuns, participou de novelas e minisséries e realizou turnês pela Europa. Em 2015, ganhou o Prêmio Música Popular Brasileira, na categoria Melhor Cantor. A morte de Luiz Melodia foi lamentada por grandes nomes da música brasileira, como o cantor Gilberto Gil, que em seu Twitter publicou uma foto com o compositor.

Após o diagnóstico do miolema múltiplo, nome técnico deste tipo raro de câncer no sangue, Melodia iniciou o tratamento com quimioterapia em abril deste ano. Em maio, porém, fora submetido a um transplante de medula óssea, pois não estava respondendo bem ao tratamento com quimioterapia. A cirurgia fora bem-sucedida, mas a doença não regrediu.

Enquanto esteve internado, sua casa na zona sul do Rio fora invadida por bandidos que levaram alguns pertences do cantor, incluindo o computador onde estava guardado todo seu acervo histórico, como a biografia em inglês, releases de lançamento de Pérola Negra, além de toda a discografia.

Luiz Melodia era casado com a compositora, cantora e produtora Jane Reis e era pai do rapper Mahal Reis.

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*Fonte: elpais

“Como Vejo o Mundo” – um texto profundamente filosófico de Albert Einstein

“Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro por que estou nesta terra, mas às vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente, mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes às minhas.

E cada dia, milhares de vezes, sinto minha vida — corpo e alma — integralmente tributária do trabalho dos vivos e dos mortos. Gostaria de dar tanto quanto recebo e não paro de receber. Mas depois experimento o sentimento satisfeito de minha solidão e quase demonstro má consciência ao exigir ainda alguma coisa de outrem. Vejo os homens se diferenciarem pelas classes sociais e sei que nada as justifica a não ser pela violência. Sonho ser acessível e desejável para todos uma vida simples e natural, de corpo e de espírito.

Recuso-me a crer na liberdade e neste conceito filosófico. Eu não sou livre, e sim às vezes constrangido por pressões estranhas a mim, outras vezes por convicções íntimas. Ainda jovem, fiquei impressionado pela máxima de Schopenhauer: “O homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode querer o que quer”; e hoje, diante do espetáculo aterrador das injustiças humanas, esta moral me tranquiliza e me educa. Aprendo a tolerar aquilo que me faz sofrer. Suporto então melhor meu sentimento de responsabilidade. Ele já não me esmaga e deixo de me levar, a mim ou aos outros, a sério demais. Vejo então o mundo com bom humor. Não posso me preocupar com o sentido ou a finalidade de minha existência, nem da dos outros, porque, do ponto de vista estritamente objetivo, é absurdo. E no entanto, como homem, alguns ideais dirigem minhas ações e orientam meus juízos. Porque jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo.

Em compensação, foram ideais que suscitaram meus esforços e me permitiram viver. Chamam-se o bem, a beleza, a verdade. Se não me identifico com outras sensibilidades semelhantes à minha e se não me obstino incansavelmente em perseguir este ideal eternamente inacessível na arte e na ciência, a vida perde todo o sentido para mim. Ora, a humanidade se apaixona por finalidades irrisórias que têm por nome a riqueza, a glória, o luxo. Desde moço já as desprezava.

Tenho forte amor pela justiça, pelo compromisso social. Mas com muita dificuldade me integro com os homens e em suas comunidades. Não lhes sinto a falta porque sou profundamente um solitário. Sinto-me realmente ligado ao Estado, à pátria, a meus amigos, a minha família no sentido completo do termo. Mas meu coração experimenta, diante desses laços, curioso sentimento de estranheza, de afastamento e a idade vem acentuando ainda mais essa distância. Conheço com lucidez e sem prevenção as fronteiras da comunicação e da harmonia entre mim e os outros homens. Com isso perdi algo da ingenuidade ou da inocência, mas ganhei minha independência. Já não mais firmo uma opinião, um hábito ou um julgamento sobre outra pessoa. Testei o homem. É inconsistente.

A virtude republicana corresponde a meu ideal político. Cada vida encarna a dignidade da pessoa humana, e nenhum destino poderá justificar uma exaltação qualquer de quem quer que seja. Ora, o acaso brinca comigo. Porque os homens me testemunham uma incrível e excessiva admiração e veneração. Não quero e não mereço nada. Imagino qual seja a causa profunda, mas quimérica, de seu sentimento. Querem compreender as poucas idéias que descobri. Mas a elas consagrei minha vida, uma vida inteira de esforço ininterrupto.

Fazer, criar, inventar exigem uma unidade de concepção, de direção e de responsabilidade. Reconheço esta evidência. Os cidadãos executantes, porém, não deverão nunca ser obrigados e poderão escolher sempre seu chefe.

Ora, bem depressa e inexoravelmente, um sistema autocrático de domínio se instala e o ideal republicano degenera. A violência fascina os seres moralmente mais fracos. Um tirano vence por seu gênio, mas seu sucessor será sempre um rematado canalha. Por esta razão, luto sem tréguas e apaixonadamente contra os sistemas dessa natureza, contra a Itália fascista de hoje e contra a Rússia soviética de hoje. A atual democracia na Europa naufraga e culpamos por esse naufrágio o desaparecimento da ideologia republicana. Aí vejo duas causas terrivelmente graves. Os chefes de governo não encarnam a estabilidade e o modo da votação se revela impessoal. Ora, creio que os Estados Unidos da América encontraram a solução desse problema. Escolhem um presidente responsável eleito por quatro anos. Governa efetivamente e afirma de verdade seu compromisso. Em compensação, o sistema político europeu se preocupa mais com o cidadão, com o enfermo e o indigente. Nos mecanismos universais, o mecanismo Estado não se impõe como o mais indispensável. Mas é a pessoa humana, livre, criadora e sensível que modela o belo e exalta o sublime, ao passo que as massas continuam arrastadas por uma dança infernal de imbecilidade e de embrutecimento.

A pior das instituições gregárias se intitula exército. Eu o odeio. Se um homem puder sentir qualquer prazer em desfilar aos sons de música, eu desprezo este homem… Não merece um cérebro humano, já que a medula espinhal o satisfaz. Deveríamos fazer desaparecer o mais depressa possível este câncer da civilização. Detesto com todas as forças o heroísmo obrigatório, a violência gratuita e o nacionalismo débil. A guerra é a coisa mais desprezível que existe. Preferiria deixar-me assassinar a participar desta ignomínia.

No entanto, creio profundamente na humanidade. Sei que este câncer de há muito deveria ter sido extirpado. Mas o bom senso dos homens é sistematicamente corrompido. E os culpados são: escola, imprensa, mundo dos negócios, mundo político.

O mistério da vida me causa a mais forte emoção. É o sentimento que suscita a beleza e a verdade, cria a arte e a ciência. Se alguém não conhece esta sensação ou não pode mais experimentar espanto ou surpresa, já é um morto-vivo e seus olhos se cegaram. Aureolada de temor, é a realidade secreta do mistério que constitui também a religião. Homens reconhecem então algo de impenetrável a suas inteligências, conhecem porém as manifestações desta ordem suprema e da Beleza inalterável. Homens se confessam limitados e seu espírito não pode apreender esta perfeição. E este conhecimento e esta confissão tomam o nome de religião. Deste modo, mas somente deste modo, soa profundamente religioso, bem como esses homens. Não posso imaginar um Deus a recompensar e a castigar o objeto de sua criação. Não posso fazer idéia de um ser que sobreviva à morte do corpo. Se semelhantes idéias germinam em um espírito, para mim é ele um fraco, medroso e estupidamente egoísta.

Não me canso de contemplar o mistério da eternidade da vida. Tenho uma intuição da extraordinária construção do ser. Mesmo que o esforço para compreendê-lo fique sempre desproporcionado, vejo a Razão se manifestar na vida.”

Texto extraído do livro Como Vejo o Mundo, da editora Nova Fronteira.

 

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*Fonte: pensamentocontemporaneo

 

Estamos formando uma geração de egoístas, egocêntricos, alienados e inconsequentes

Acabaram as festas, janeiro começou e em breve o ano letivo ganhará vida. Novos calouros ávidos por uma “nova” vida de descobertas desembarcarão em Adamantina. Nem faz um ano uma garota, em sua primeira semana de aula na faculdade, teve suas pernas queimadas em um dia de acolhimento de calouros. Jovem, em seus 17 anos e feliz por realizar o sonho de ingressar em uma faculdade. Mas em um dia que deveria ser de festa foi interceptada por “colegas” veteranos. Foi pintada com tintas e esmalte até que sentiu que jogaram um líquido em suas pernas. Nada notou até que a água da chuva, por ironia, em lugar de lavar e limpá-la provocou uma reação química que resultou em queimaduras de terceiro grau em suas duas pernas. O mesmo aconteceu com uma colega de turma que teve as pernas queimadas e outro rapaz que correu o risco de perder a visão. O líquido? Uma provável mistura de creolina e ácido!

Casos amplamente noticiados pela imprensa local, regional e nacional. Mas relatos contam mais sobre este dia trágico, como inúmeros casos registrados de coma alcoólico, além de meninas que tiveram suas roubas rasgadas e sofreram toda uma série de constrangimentos.

Fatos como estes contribuem para nos trazer de volta a realidade e, guardadas as devidas proporções, ilustra que vivemos sim em um país onde a “barbárie” ganha força e impera em diversos núcleos de nossa sociedade e se alastra com uma rapidez de rastilho de pólvora. Casos se repetem em diversos estados e cidades, o caso dos calouros da FAI de Adamantina não é e nem será o último, quantas tristes histórias já foram relatadas, como a do o jovem morto atirado em uma piscina da USP, amanhã mais um gay ou um negro, ou mais uma mulher que não se “deu o valor” e andou por aí exibindo seu corpo.

 

Vivemos em uma sociedade de alienados, sujeitos que não conseguem sequer interpretar um texto, nossas crianças são “condicionados nas escolas” jamais educados. Infelizmente não há cultura neste país da desigualdade. Parece que perdemos a capacidade de raciocinar, de entender o contexto e complexidade de tudo os que nos cerca. Ninguém discute com seriedade o que está levando a nossa sociedade a viver na idade das trevas.

 

O apresentador Chico Pinheiro do Bom dia Brasil, revoltado com os trotes violentos, afirmou que estes alunos deveriam voltar para o ensino fundamental. Discordo radicalmente dele, estes alunos deveriam voltar para o seio de suas famílias e lá, sim, receber educação básica, educação para a vida.

Os pais estão terceirizando a educação de seus filhos e, em um mundo sem tempo e repleto de culpa delegam a educação de seus filhos a professores que não podem ser responsabilizados e muito menos tem competência e formação para isso. Professores são facilitadores da inteligência coletiva, pais são os educadores na/da/para a vida!

Nos dias de hoje o tempo passa rápido demais. Muito rápido, tão rápido que nem dá tempo de tentar entender e processar o que foi vivido nas poucas horas atrás.

A molecada acorda cedo, vai pra escola. Chega em casa, almoça ao mesmo tempo que assiste TV, atualiza a conversa no WhatsApp, checa sua ‘TimeLine’ no Facebook, curte páginas dos amigos, coloca em dia as curtidas do Instagram e comenta de forma superficial – pois não compreende o contexto e complexidade – as reportagens da TV. Se perguntar quem dividiu a mesa com eles (os pais também estão brincando com o celular) é possível que nem tenham se dado conta, pois estão mais próximos dos amigos “virtuais” do que daqueles que compartilham o mesmo espaço, a mesma mesa e a mesma comida com eles. Mas o mais trágico nisso tudo é que os pais, também, estão sentados à mesa assistindo TV, atualizando a conversa no WhatsApp, checando sua ‘TimeLine’ no Facebook, colocando em dia as curtidas do Instagram e comentando de forma superficial as reportagens da TV.

Depois do almoço os pais irão para o trabalho e os filhos para a aula de computação, inglês, academia…

À noite ficarão no quarto em frente ao note navegando por sites que jamais se lembrarão, conversando pelo skype, jogando on line, até a hora de dormir.

No final de semana estes jovens dormirão a maior parte do tempo para se preparar para a noite, para a balada, onde pegarão todos e todas e beberão até cair.

Estes jovens entram muito cedo em sua vida pretensamente “adulta”. Já “brincam” de papai e mamãe antes mesmo de brincar de casinha. Estes jovens são lançados da infância, cada vez mais curta, direto para a vida “adulta”, passando sem piscar pela adolescência.

Qual estrutura e base estes jovens terão para superar conflitos pessoais? Comportam-se como adultos aos 13, 14, 15 anos e, em muitos casos são tratados como adultos, mas não são adultos, são crianças e adolescentes que não sabem absolutamente nada da vida, mas são cobrados como se soubessem de tudo e pior, acreditam que sabem sobre tudo. Eles querem ser aceitos, infelizmente querem ser aceitos em um mundo irreal de aparências!

Nesse “nosso” mundo do “parecer”, do “fake”, do consumo do corpo perfeito, da mentira perfeita, do dinheiro a qualquer custo, do consumir e exibir, da exposição sem limites, da falsa propaganda que vende vidas “perfeitas” somos “forçados” a fazer parte dessa sociedade de “mentirinha”.

Na sociedade do consumo do corpo perfeito, da vida perfeita, do ser perfeito, não existe espaço pra “ser humano”, não existe lugar “para sermos quem somos”, aqueles que exibem suas imperfeições, pois o imperfeito não cabe na aparência perfeita do mundo da mentira.

Todos nós queremos fazer parte de algo, ser parte de algo. Principalmente quando somos jovens. Nossa turma é nossa razão de ser e estar no mundo. Comportamo-nos como tribos, somos territorialistas e, fazer parte deste “algo” nos confere identidade. E aí para fazer parte desse mundo, o jovem segue a turma, mesmo em muitos casos, sem saber por que está fazendo isso, mesmo sabendo que muitas coisas que fazem são erradas, vale a pena correr o risco para “ser” parte da turma!

E neste mundo, empoeirado, intenta-se forçar o sujeito a aderir sem contestação ao padrão de ser e estar neste “mundo”, reduzindo sublimes e maravilhosas peculiaridades e particularidades, ou seja, nossas magníficas diferenças, em uma uniformidade que se encaixa na perfeita adequação a uma sociedade tamponada, uniforme, opaca, moralista, hipócrita. É a construção de um mundo baseado em mentiras e sem alicerce.

As inquietudes de nossa alma deveriam ser tratadas em nossas relações cotidianas, primeiro no seio carinhoso da família, depois nas escolas, nos relacionando com os professores e com os colegas de aula, com os amigos e também com os inimigos, com os namorados, patrões… Vivendo nossas experiências boas e más, aprendendo a entendê-las. Passamos por frustrações a aprendemos a superá-las.

Este é o ciclo natural das coisas, é preciso viver para compreender a vida, viver todas as emoções, boas e más, sorrir, chorar, vencer, perder, amar, rejeitar, ser rejeitado, ter amigos, inimigos, construir alianças, quebrá-las… Cabe a família dar o suporte, fornecer o alicerce para que este ser, mesmo em épocas de tempestade, não desmorone. E na convivência cotidiana, construirá seu edifício interno, com janelas, portas, divisórias, que poderá balançar em muitos casos, mas jamais desabar se bem estruturado.

Mas como educar se os pais não têm “tempo” para ajudar estes jovens a construir sua estrutura?

 

Os filhos não têm “tempo” para escutar o que os pais têm pra dizer, talvez uma conferência familiar pelo Whats ou Skype, quem sabe…

Os amigos não têm todas as respostas

E talvez o mais triste para esta geração

O Google não tem todas as respostas.

 

Nossos jovens produzem eventos para postar, ser curtido e comentado. Situações são criadas para movimentar e dar liquidez ao “mercado” da popularidade, as “ações pessoais na bolsa virtual” crescem conforme o número de “posts, comments e likes”. Uma sociedade baseada no consumismo, que valora cada ser humano por seus bens de consumo e potencial de exibição do produto, passou a consumir avidamente “vidas”. Vidas são colocadas em exposição, para o deleite do consumidor e regozijo daquele que se expõe, pois quanto mais visto, mais é consumido, assim, ganha popularidade, consequentemente “poder”. Uma sociedade sem amor, sem paz e sem alma.

A alma não está sendo vendida para o diabo, mas sim, depositada em sites de relacionamento e eventos que precisam ser constantemente alimentados para nutrir o mercado. Se não existe um evento, tudo bem, faz-se imagem de si mesmo, pois a imagem é tudo neste mundo baseado no TER, SER não importa, o que vale é PARECER e, para parecer e aparecer é preciso exibir.

É imperativo que estes jovens compreendam que eles NÃO têm o valor do que é “consumido” ou do que consomem em imagens, exposição, “likes”, compartilhamentos e “comments”. O seu valor não é “subjetivo e líquido”, pois este “valor” está na forma como ele se constitui enquanto ser humano real. SER REAL não é nada fácil no mundo “líquido”, mas precisamos tentar, não apenas com os jovens, mas também em relação a nossas vidas, pois creio que se hoje estas moças e moços vivem dessa forma, não são nada diferente de quem os criou, pois nossa sociedade vive de ter e exibir, nossa juventude nada mais é do que reflexo de uma sociedade “adoentada”.

Pois nossas crianças já nascem sem tempo, extremamente competitivas, presas em escolas integrais que garantirão seu “futuro”. E dessa forma continuarão a lubrificar as engrenagens de nossa sociedade doente e “medicada” que confunde saúde com remédios, consumo com qualidade de vida, amor com bens de consumo. Estamos formando uma geração de egoístas, alienados e inconsequentes, que se preocupam mais com sua imagem do que em “ser” humano.

Quando somos jovens, acreditamos que sabemos tudo, que estamos prontos para a vida, mas viver nos ensina que a gente não sabe NADA sobre a vida. Compreender e aceitar que não somos e nunca seremos perfeitos, que simplesmente não sabemos de quase nada e nem temos certeza de tudo, nos torna mais abertos, mais humanos, mais doces, mais amorosos e tolerantes, com nós mesmos e com os outros.

Mas para que nossos jovens possam compreender tudo isso, precisamos cria-los para que sejam mais humanos, colaborativos, criativos, transgressores, mas para isso, precisarão ser ensinados que serão alguém, não pela quantidade de bens que possuírem e exibirem, mas sim, por “ser” humano, “ser” como verbo de ação!

 

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*Fonte: resilienciamag / por Isabel Cristina Gonçalves

Somos todos idiotas confiantes

O problema da ignorância é que ela passa uma sensação muito parecida com a da especialidade. Um pesquisador pioneiro na psicologia do erro humano nos desengana.

No último mês de março, durante o enorme festival de música South by Southwest em Austin, Texas, o programa de entrevistas de fim de noite Jimmy Kimmel Live! enviou uma equipe de filmagem para as ruas, visando a flagrar hipsters blefando sobre seu conhecimento musical. “As pessoas que vão a festivais musicais se orgulham de saber quem são os grupos novos na cena”, Kimmel disse para a sua audiência de estúdio, “mesmo quando não sabem de fato quem eles são”. Então, o apresentador fez com que sua equipe perguntasse a alguns dos frequentadores sua opinião sobre bandas que não existem.

“Quem está fazendo um grande alvoroço nas ruas”, disse um dos entrevistadores de Kimmel para um homem usando óculos de aro grosso e uma camiseta irônica, “é a Dermatite de Contato. Você acha que eles têm o que é preciso para chegar ao topo?”

“Com certeza”, veio a resposta do fã aturdido.

A brincadeira era um episódio do quadro “Notícias de falso testemunho”, o qual consistia em fazer a pedestres uma série de perguntas com falsas premissas. Em outro episódio, a equipe de Kimmel perguntou às pessoas no Hollywood Boulevard se elas pensavam que o filme Godzilla, de 2014, era insensível aos sobreviventes do ataque de 1954 de um lagarto gigante a Tóquio; em um terceiro, perguntaram se Bill Clinton recebe o crédito que merece por pôr fim à guerra da Coreia, e se, por ter aparecido como um juiz no America’s Got Talent danificaria o seu legado. “Não”, respondeu uma mulher a essa última pergunta. “Isso o tornará ainda mais popular.”

Não se pode senão se compadecer das pessoas que caem na armadilha de Kimmel. Algumas parecem dispostas a dizer qualquer coisa em frente às filmadoras para esconder a sua ignorância sobre o assunto em questão (o que, é claro, tem o efeito oposto). Outros parecem ansiosos em agradar, não querendo deixar o entrevistador na mão dando a resposta mais entediante e apropriada: não sei. Mas, para alguns desses entrevistados, a armadilha se torna ainda mais profunda. Os que soaram mais confiantes, com frequência parecem pensar que efetivamente têm alguma pista – como se houvesse algum fato, alguma memória, alguma intuição que lhes assegurasse que sua resposta seria razoável.

Em um ponto do South by Southwest, a equipe de Kimmel se aproximou de uma jovem séria de cabelos castanhos. “Que você ouviu sobre Tonya e os Hardings?” perguntou o entrevistador. “Você soube que eles são meio sinceros?” Sem compreender essa dica, a mulher lançou-se numa resposta elaborada sobre a banda fictícia. “Sim, muitos homens estão falando deles, dizendo que estão realmente impressionados”. E continuou: “eles em geral não são fãs de bandas femininas, mas elas estão realmente passando uma mensagem”. Com base em alguma teia de aranha mental, ela foi capaz de tecer uma resenha de Tonya e os Hardings incorporando certos fatos detalhados: que são reais, que são mulheres (ainda que, digamos, Marilyn Manson e Alice Cooper não o sejam); e que são uma banda intransigente e inovadora.

Decerto, os produtores de Kimmel devem pôr no ar somente as entrevistas mais risíveis. Mas os programas ao fim da noite não são os únicos lugares em que se pode pegar pessoas improvisando sobre assuntos dos quais nada sabem. Nos confins mais solenes de um laboratório de pesquisa da Universidade de Cornell, os psicólogos Stav Atir, Emily Rosenzweig e eu conduzimos pesquisas em andamento que equivalem a uma versão mais cuidadosa e menos vistosa que a de Jimmy Kimmel.

Em nosso trabalho, perguntamos aos entrevistados se estão familiarizados com conceitos técnicos da física, da biologia, da política e da geografia. Boa parte deles afirma estar familiarizada com termos genuínos como força centrípeta e fóton. Mas, interessantemente, também afirmam estar um pouco familiarizados com conceitos completamente inventados, tais como placas de paralaxe, ultralipídio, e cholarine. Em um estudo, por volta de 90% dos participantes afirmaram ter algum conhecimento de pelo menos nove conceitos fictícios sobre os quais lhes perguntamos. De fato, quanto mais versados os entrevistados se consideravam em um assunto geral, mais familiaridade afirmavam ter com os termos sem sentido associados a ele na pesquisa.

É curioso ver pessoas que afirmam ter perícia política dizer que conhecem tanto Susan Rice (a conselheira de segurança nacional do presidente Barack Obama) quanto Michel Merrington (uma série de sílabas agradáveis ao ouvido). Mas não é tão surpreendente. Por mais de 20 anos, pesquisei o entendimento que as pessoas têm de sua própria perícia—formalmente conhecido como o estudo da metacognição, os processos pelos quais os seres humanos avaliam e regulam o seu conhecimento, o seu raciocínio e o seu aprendizado—e os resultados têm sido, com frequência, duros, às vezes, cômicos, e nunca maçantes.

O autor e aforista americano William Feather escreveu uma vez que ser instruído significa “ser capaz de distinguir entre o que se sabe e o que não se sabe.” Ocorre que esse ideal simples é extremamente difícil de atingir. Embora o conhecimento seja algo perceptível para quem detém esse conhecimento, muitas vezes os contornos amplos desse conhecimento são invisíveis. Em grande medida, malogra-se em reconhecer a frequência e o âmbito da própria ignorância.

Em 1999, no Jornal de Personalidade e Psicologia Social, o meu então estudante de pós-graduação Justin Kruger e eu publicamos um artigo que documentava como, em muitas áreas da vida, pessoas incompetentes não reconhecem—apaga isso, não podem reconhecer—quão incompetente elas são, um efeito que se tornou conhecido como efeito Dunning-Kruger. A própria lógica exige essa falta de autoconhecimento: para que os inaptos reconhecessem sua inaptidão seria necessário que tivessem justamente a perícia de que carecem. Para saber quão habilidoso ou inabilidoso se é no uso das regras da gramática, por exemplo, é preciso ter um bom conhecimento prático dessas regras, uma impossibilidade entre os incompetentes. Inaptos—e somos todos inaptos em algumas coisas—não conseguem ver as falhas em seu raciocínio nem as respostas de que carecem.

O curioso é que, em muitos casos, a incompetência não deixa as pessoas desorientadas, perplexas ou cautelosas. Pelo contrário, os incompetentes são frequentemente abençoados com confiança inapropriada, inspirada por alguma coisa que lhes dá a sensação de conhecimento.

Isso não é só uma teoria de sofá. Toda uma bateria de estudos conduzidos por mim e por outros confirmou que as pessoas que não sabem muito sobre determinado conjunto de habilidades cognitivas, técnicas ou sociais tendem a superestimar grosseiramente a sua maestria e o seu desempenho, seja na gramática, na inteligência emocional, no raciocínio lógico, no cuidado e na segurança de armas de fogo, no debate ou na inteligência financeira. Estudantes universitários que entregam provas que lhes renderão Ds e Fs tendem a pensar que o seu esforço será merecedor de notas muito mais altas; jogadores inaptos de xadrez, de bridge, estudantes de medicina e pessoas idosas que se inscrevem para renovar a carteira de motorista similarmente superestimam muito a sua competência.

Às vezes, pode-se ver essa tendência em funcionamento mesmo em movimentos amplos da história. Entre suas muitas causas, a crise financeira de 2008 foi acelerada pelo colapso épico de uma bolha imobiliária estocada pelas maquinações dos financistas e pela ignorância dos consumidores. E uma pesquisa recente sugere que a ignorância financeira de muitos americanos é da variedade da confiança inapropriada. Em 2012, o National Financial Capability Study, conduzido pela Autoridade Reguladora da Indústria Financeira (com o Tesouro dos Estados Unidos) pediu a cerca de 25.000 entrevistados que dessem uma nota para o seu próprio conhecimento financeiro e que depois seguissem para a avaliação de seu conhecimento financeiro efetivo.

Em torno de 800 inquiridos que disseram ter declarado falência nos últimos dois anos pontuaram lamentavelmente no teste – 37%, em média. Mas classificaram o próprio conhecimento financeiro mais, e não menos, positivamente que os outros inquiridos. A diferença foi pequena, mas acima de dúvida estatística: 23 por cento dos inquiridos recentemente falidos deram a si mesmos a nota mais alta possível; entre os outros inquiridos, apenas 13 por cento o fez. Por que essa autoconfiança? Como as vítimas de Jimmy Kimmel, os inquiridos falidos eram particularmente alérgicos a dizer “não sei”. De maneira clara, quando erravam uma questão, eles eram 67 por cento mais propensos a endossar uma falsidade do que os seus pares. Assim, com a cabeça cheia de “conhecimento”, eles consideravam o seu conhecimento financeiro bom o suficiente.

Porque é muito fácil julgar a idiotice alheia, pode ser muito tentador pensar que ela não se aplica a si. Mas o problema da ignorância não reconhecida visita a todos. E, ao longo dos anos, fiquei convencido de um fato chave e abrangente sobre a mente ignorante. Não se deve pensar nela como desinformada. Em vez disso, deve-se pensar nela como mal-informada.

Uma mente ignorante não é um receptáculo vazio e impecável, mas precisamente um receptáculo que está preenchido com a desordem de experiências de vida, de teorias, de fatos, de intuições, de estratégias, de algoritmos, de metáforas, de heurísticas, de palpites, todos irrelevantes e indutores ao erro, mas que, lamentavelmente, têm a aparência de conhecimento útil e seguro. Essa desordem é uma infeliz consequência de uma das nossas maiores forças como espécie. Somos desenfreados reconhecedores de padrões e teorizadores libertinos. Frequentemente, nossas teorias são boas o suficiente para chegar ao fim do dia, ou ao menos a uma idade em que possamos procriar. Mas nossa genialidade para a narração criativa de histórias, somada à nossa inabilidade de detectar a nossa própria ignorância, pode por vezes levar a situações constrangedoras, infelizes ou totalmente perigosas— especialmente em uma sociedade democrática complexa e tecnologicamente avançada que investe imenso poder destrutivo (ver: crise, financeira; guerra, Iraque) em crenças populares incorretas. Como o humorista Josh Billings disse uma vez, “não é o que você não sabe que lhe causa problemas; é o que você sabe com certeza que simplesmente não é assim”. (Ironicamente, uma coisa que muitas pessoas “sabem” sobre essa citação é que foi proferida primeiro por Mark Twain ou Will Rogers—o que simplesmente não é assim).

Por causa da maneira como somos constituídos, e por causa da maneira como aprendemos com o ambiente, somos todos máquinas de crenças incorretas. E quanto melhor entendermos como nossa máquina maravilhosa funciona (porém mais complicada que o necessário e cheia de gambiarras), melhor poderemos controlá-la rumo a um entendimento mais objetivo da verdade.

NASCIDOS ERRADOS

Algumas de nossas intuições mais profundas sobre o mundo vêm desde o berço. Antes de seu segundo aniversário, os bebês já sabem que dois objetos sólidos não podem coexistir no mesmo espaço. Sabem que objetos continuam a existir quando fora da vista, e que caem se deixados sem sustentação. Sabem que as pessoas podem se levantar e se mover como seres autônomos, mas que o computador na mesa não o pode. Mas nem todas as nossas intuições primeiras são tão sólidas.

Crianças muito jovens também carregam crenças incorretas que guardarão, em algum grau, pelo resto da vida. O seu raciocínio, por exemplo, é marcado por uma forte tendência de falsamente atribuir intenções, funções e propósitos a organismos. Na mente de uma criança, o aspecto mais importante de um ser vivo é a função que ele tem no reino de toda a vida. Se perguntadas sobre por que os tigres existem, as crianças enfatizarão que foram “feitos para ficar em um zoológico”. Se perguntadas sobre por que as árvores produzem oxigênio, as crianças dirão que as árvores o fazem para permitir que os animais respirem.

Toda educação convencional de biologia ou de ciências naturais tentará mitigar essa inclinação ao raciocínio-função. Mas ela nunca nos deixa. Adultos com pouca educação formal mostram um viés semelhante. E, quando pressionados, mesmo cientistas profissionais começam a cometer erros de raciocínio-função. A psicóloga da Universidade de Boston Deborah Kelemen e alguns de seus colegas assim o demonstraram num estudo que envolveu 80 cientistas—pessoas com empregos universitários em geociências, química e física—solicitados para avaliar 100 afirmações distintas sobre “por que as coisas ocorrem” no mundo material como verdadeiras ou falsas. Entre as explicações, havia explicações-função, tais como “o musgo se forma ao redor das rochas para impedir a erosão do solo” e “a Terra tem uma camada de ozônio para protegê-la da luz ultravioleta”. Os participantes do estudo foram autorizados a lidar com a tarefa em seu próprio ritmo ou receberam somente 3.2 segundos para responder a cada item. Pressionar os cientistas os levou a endossar o dobro de falsas explicações-função, de 15 para 29 por cento.

Esse engano do raciocínio-função causa particulares estragos nas tentativas de ensinar um dos conceitos mais importantes da ciência moderna: a teoria da evolução. Mesmo as pessoas leigas que endossam a teoria com frequência creem numa falsa versão dela. Eles atribuem um nível de agência e de organização à evolução que simplesmente não está ali. Se se pergunta a muitas pessoas leigas o seu entendimento de por que, diga-se, os guepardos podem correr tão rápido, explicarão que é porque os gatos supuseram, quase como um grupo, que poderiam pegar mais presas se pudessem correr mais rápido, e por isso adquiriram o atributo e o passaram aos seus filhotes. Dessa perspectiva, a evolução é essencialmente um jogo de estratégia de espécies.

Essa ideia de evolução malogra em compreender o papel essencial desempenhado pelas diferenças individuais e pela competição entre membros de uma espécie em resposta a pressões ambientais: guepardos específicos que podem correr mais rápido capturam mais presas, vivem mais, e se reproduzem mais rápido; guepardos mais lentos são desfavorecidos e se extinguem—deixando a espécie seguir rumo a se tornar mais rápida no geral. A evolução é o resultado de diferenças aleatórias e de seleção natural, não de agência nem de escolha.

Mas a crença no modelo “agência” de evolução é difícil de repelir. Embora educar as pessoas sobre a evolução possa certamente transformá-las de desinformadas para bem informadas, em alguns casos teimosos a educação também as leva à categoria de mal informadas que se veem como bem informadas. Em 2014, Tony Yates e Edmund Marek publicaram um estudo que rastreou o efeito de aulas de biologia na compreensão que 536 secundaristas de Oklahoma tinham da teoria da evolução. Os estudantes foram rigorosamente avaliados quanto ao seu conhecimento da evolução antes de fazer um curso introdutório de biologia e, depois deste, mais uma vez. Não surpreendentemente, a confiança dos estudantes em seu conhecimento disparou depois da instrução e eles endossaram um número maior de afirmações verdadeiras. Até aqui, tudo bem.

O problema é que o número de ideias incorretas que o grupo endossou também disparou. Por exemplo, a instrução fez a percentagem de estudantes que concordavam convictamente com a afirmação verdadeira de que “a evolução não pode fazer as características de um organismo mudarem durante o seu tempo de vida” subisse de 17 para 20 por cento—mas também fez com que os que discordavam fortemente dela crescessem de 16 para 19 por cento. Em resposta à afirmação também verdadeira de que “a variação entre indivíduos é importante para que a evolução ocorra”, a exposição à instrução produziu um aumento na concordância forte de 11 para 22 por cento, mas a discordância forte também subiu de nove para 12 por cento. Eloquentemente, a única resposta que caiu de maneira uniforme depois da instrução foi “não sei”.

E não é somente a evolução que atormenta os estudantes. Mais uma vez, as pesquisas descobriram que as práticas educacionais convencionais amplamente malograram em erradicar muitas das crenças incorretas que vêm do berço. A educação não consegue corrigir as pessoas que creem que a visão se torna possível somente porque o olho emite alguma energia ou substância no ambiente. Malogra em corrigir intuições comuns sobre a trajetórias de objetos que caem e em desenganar estudantes da ideia de que a luz e o calor estão sujeitos às mesmas leis que as substâncias materiais. O que a educação com frequência parece fazer, contudo, é nos imbuir com confiança nos erros que fixamos.

 

REGRAS APLICADAS INCORRETAMENTE

Imagine que a ilustração abaixo representa um tubo curvo posicionado horizontalmente numa mesa:

Num estudo de física intuitiva feito em 2013, Elanor Williams, Justin Kruger e eu apresentamos às pessoas muitas variações dessa imagem do tubo curvo e lhes pedimos para identificar a trajetória que uma bola faria (marcada A, B ou C na ilustração) depois que tivesse viajado por cada um. Algumas tiveram nota máxima, e pareciam saber disso, estando muito confiantes em suas respostas. Algumas pessoas foram um pouco pior—e também pareciam saber, pois a sua confiança foi muito mais comedida.

Mas uma coisa curiosa começou a ocorrer conforme voltamos o olhar para as pessoas que foram muito mal em nosso teste. Você talvez seja capaz de prever: essas pessoas expressaram mais, e não menos, confiança em seu desempenho. De fato, as pessoas que não acertaram nenhum item expressaram uma confiança que igualou à dos que alcançaram melhor desempenho. Certamente, esse estudo produziu o exemplo mais dramático do efeito Dunning-Kruger que já vimos: quando se olha apenas para a confiança das pessoas que acertaram 100 por cento e das que acertaram 0 por cento, é quase sempre impossível saber quem está em qual grupo.

Por quê? Porque ambos os grupos “sabiam alguma coisa”. Eles sabiam que havia uma regra rigorosa e consistente que uma pessoa deve seguir para predizer as trajetórias das bolas. Um grupo sabia o princípio newtoniano correto: que a bola continuaria na direção em que estava no instante em que saiu do tubo: o caminho B. Livre da constrição do tubo, a bola simplesmente iria reto.

As pessoas que erraram todos os itens tipicamente responderam que a bola seguiria o caminho A. Essencialmente, a sua regra era que o tubo transmitiria algum ímpeto curvo à trajetória da bola, o qual ela continuaria a seguir após sua saída. Essa resposta é claramente incorreta—mas um sem-número de pessoas a endossa.

Essas pessoas estão em boa companhia. Em 1500 a.C., o caminho A seria a resposta aceita entre pessoas sofisticadas com interesse por física. Tanto Leonardo da Vinci quanto o filósofo francês Jean Buridan a endossaram. E faz sentido. Uma teoria do ímpeto curvo explicaria quebra-cabeças comuns e quotidianos, tais como por que rodas continuam a rodar mesmo depois que se para de empurrar o carrinho, ou por que os planetas continuam a sua órbita perfeita e regular ao redor do Sol. Com esses problemas “explicados”, é um passo simples transferir essa explicação para outros problemas como aqueles envolvendo tubos.

O que esse estudo ilustra é outra maneira geral—em adição aos erros de berço—em que os humanos frequentemente geram crenças erradas: importamos conhecimento de lugares apropriados para lugares em que é inapropriado.

Eis outro exemplo: de acordo com Pauline Kim, um professor na Faculdade de Direito de Washington, as pessoas tendem a fazer inferências sobre a lei baseadas no que sabem sobre normas sociais mais informais. Isso frequentemente os leva a entender errado os seus direitos—e em áreas como direito do trabalho, a superestimá-los grandemente. Em 1997, Kim apresentou a cerca de 300 residentes de Búfalo, Nova Iorque, uma série de hipóteses moralmente horrorosas no local de trabalho—por exemplo, um funcionário é demitido por denunciar que um colega de trabalho anda roubando da companhia—que eram, não obstante, legais no regime de trabalho “sem vínculo empregatício” do estado. De 80 a 90 por cento dos bufalonianos identificaram incorretamente cada uma dessas hipóteses desagradáveis como ilegais, revelando quão pouco entendiam sobre quanta liberdade os empregadores tinham para demitir seus empregados. (Por que isso importa? Pesquisadores legais defenderam as regras do emprego sem vínculo empregatício porque os empregados dão o consentimento a elas em massa sem buscar melhores termos de trabalho. O que Kim mostrou é que os empregados raramente entendem com o que estão consentindo).

Médicos também estão muito familiarizados com o problema do conhecimento inapropriadamente transferido quando lidam com pacientes. Frequentemente, não é a condição médica em si que um médico precisa vencer, mas as concepções incorretas do paciente que a protegem. Pacientes idosos, por exemplo, muitas vezes se recusam a seguir a orientação médica de se exercitar para aliviar a dor—uma das eficazes estratégias disponíveis—porque a sensibilidade e o desconforto que sentem quando se exercitam é uma coisa que associam com o ferimento e a deterioração. Uma pesquisa do economista comportamental Sendhil Mullainathan descobriu que as mães na Índia frequentemente deixavam de dar água aos bebês com diarreia porque elas erradamente os concebiam como baldes furados—em vez de criaturas desidratadas precisando desesperadamente de água.

 

RACIOCÍNIO MOTIVADO

Algumas das nossas crenças incorretas mais teimosas surgem não de intuições infantis primitivas nem de erros descuidados de categoria, mas dos próprios valores e mundivisões que definem quem somos como indivíduos. Cada um de nós tem determinadas crenças fundamentais—narrativas sobre o eu, ideias sobre a ordem social—que essencialmente não podem ser violadas: contradizê-las seria pôr em questão nosso próprio valor. Como tal, essas concepções exigem fidelidade de outras opiniões, e toda informação que recolhemos do mundo é corrigida, distorcida, diminuída ou esquecida de modo que garanta que essas crenças sacrossantas permaneçam inteiras e incólumes.

Uma crença sacrossanta muito comum, por exemplo, é alguma coisa assim: sou uma pessoa capaz, boa e atenciosa. Toda informação que contradiga essa premissa está sujeita a encontrar uma resistência mental séria. Também crenças políticas e crenças ideológicas com frequência migram para o reino do sacrossanto. A teoria antropológica da cognição cultural sugere que as pessoas em toda parte tendem a se classificar ideologicamente em concepções culturais divergentes ao longo de um par de eixos: são individualistas (favorecem a autonomia, a liberdade e a autossuficiência) ou são comunitaristas (dão mais peso aos benefícios e aos custos arcados por toda a comunidade); e são hierarquistas (favorecem a distribuição de deveres sociais e de recursos ao longo de hierarquistas (favorecem a distribuição de deveres sociais e de recursos ao longo de uma classificação fixa de posição social) ou são igualitários (rejeitam a ideia mesma de classificação de pessoas de acordo com a posição social). De acordo com a teoria da cognição cultural, os humanos processam informações de uma maneira que não somente reflete esses princípios organizadores, mas que também os reforça. Esses pontos de ancoragem ideológicos podem ter um impacto profundo e abrangente no que as pessoas creem, e até no que elas “sabem” que é verdadeiro.

Talvez não seja tão surpreendente ouvir que os fatos, a lógica e o conhecimento podem ser dobrados para corresponder à subjetiva concepção de mundo de uma pessoa; afinal, acusamos nossos oponentes políticos desse tipo de “raciocínio motivado” o tempo todo. Mas o grau dessa dobra pode ser incrível. Em um trabalho em andamento com o cientista político Peter Enns, o meu laboratório descobriu que a política de uma pessoa pode deformar outros conjuntos de crenças lógicas ou de crenças factuais tanto que eles entram em franca contradição. Em um levantamento conduzido no final de 2010 com cerca de 500 americanos, descobrimos que 1/4 dos liberais (mas somente seis por cento dos conservadores) endossaram tanto a frase “as políticas do presidente Obama já criaram um forte restabelecimento na economia” quanto a frase “estatutos e regulamentos promulgados pela administração presidencial republicana anterior tornaram uma recuperação econômica forte impossível.” As duas afirmações são agradáveis aos olhos liberais e honram à ideologia liberal, mas como Obama já pode ter criado uma recuperação forte que as políticas republicanas tornaram impossível? Entre os conservadores, 27 por cento (relativamente a somente 10 por cento dos liberais) concordaram tanto com “as habilidades retóricas do Presidente Obama são elegantes, mas insuficientes para influenciar grandes questões internacionais” quanto com “o presidente Obama não fez o suficiente para usar as suas habilidades retóricas para efetuar mudanças no regime do Iraque”. Mas se as habilidades de Obama são insuficientes, por que ele deveria ser criticado por não as usar para influenciar o governo iraquiano?

Compromissos ideológicos sacrossantos também podem nos levar a desenvolver opiniões rápidas e intensas sobre assuntos sobre os quais não sabemos virtualmente nada—assuntos que, à primeira vista, não têm nada que ver com ideologia. Considere-se o campo emergente da nanotecnologia. A nanotecnologia, definida grosso modo, envolve a fabricação de produtos no nível atômico ou molecular que têm aplicações na medicina, na produção de energia, nos biomateriais e nos eletrônicos. Como praticamente toda tecnologia nova, a nanotecnologia traz a promessa de grandes benefícios (recipientes antibacterianos de comida!) e o risco de sérios pontos negativos (tecnologia de nanovigilância!).

Em 2006, Daniel Kahan, um professor na Faculdade de Direito de Yale, realizou com alguns colegas um estudo sobre a percepção pública da nanotecnologia. Ele descobriu, como outras pesquisas já haviam feito antes, que a maioria das pessoas sabia pouco ou nada sobre o campo. Também descobriu que a ignorância não impediu as pessoas de opinar sobre se os riscos da nanotecnologia superavam os seus benefícios.

Quando Kahan perguntou aos entrevistados desinformados, as suas opiniões variaram muito. Mas quando ele deu a outro grupo de respondentes uma descrição muito breve e meticulosamente equilibrada das promessas e dos perigos da nanotecnologia, a impressionante atração gravitacional de crenças sacrossantas profundamente sustentadas se tornou aparente. Com apenas dois parágrafos de informação escassa (mas precisa) para prosseguir, as concepções das pessoas sobre nanotecnologia se dividiram marcadamente—e se alinharam com as suas concepções de mundo globais. Hierarquistas e individualistas se descobriram vendo a nanotecnologia mais favoravelmente. Igualitários e coletivistas adotaram a posição contrária, insistindo que a nanotecnologia tem mais potencial para o mal que para o bem.

Por que seria assim? Por causa de crenças subjacentes. Hierarquistas, que têm disposição favorável a pessoas em posição de autoridade, podem vir a respeitar líderes científicos e industriais que anunciam aos quatro ventos as promessas não provadas da nanotecnologia. Igualitários, por outro lado, podem temer que a nova tecnologia poderia apresentar uma vantagem para somente algumas poucas pessoas. E os comunitaristas podem temer que as empresas de nanotecnologia não prestarão suficiente atenção aos efeitos da indústria no meio ambiente e na saúde pública. A conclusão de Kahan: se dois parágrafos de texto são suficientes para lançar as pessoas no caminho deslizante da polarização, então apenas dar aos membros do público mais informação provavelmente não os ajudará a chegar a um entendimento compartilhado e neutro dos fatos, somente reforçará as suas concepções enviesadas.

Poder-se-ia pensar que opiniões sobre uma tecnologia esotérica seriam difíceis de adquirir. Certamente, saber se a nanotecnologia é uma dádiva para a humanidade ou um passo para o apocalipse exigiria algum tipo de conhecimento de ciência de materiais, de engenharia, de estrutura industrial, de questões regulatórias, de química orgânica, de ciência de superfície, de física dos semicondutores, de microfabricação e de biologia molecular. Todo dia, contudo, as pessoas se baseiam mentalmente na desordem cognitiva—seja um reflexo ideológico, seja uma teoria aplicada incorretamente, sejam intuições de berço—para responder a questões técnicas, políticas e sociais nas quais elas têm pouca ou nenhuma perícia. Nunca estamos lá muito longe de Tonya e os Hardings.

 

VENDO ATRAVÉS DA DESORDEM

Infelizmente para todos, políticas e decisões fundadas em ignorância têm uma forte tendência, mais cedo ou mais tarde, de explodir em nossa cara. Então, como governantes, professores, e o resto de nós pode passar por cima de todo o conhecimento falso—o nosso e o de nossos vizinhos—que está no caminho de nossa habilidade de ter juízos verdadeiramente informados?

A maneira como tradicionalmente concebemos a ignorância—como ausência de conhecimento—nos leva a pensar na educação como seu antídoto natural. Mas a educação, mesmo quando bem-feita, pode produzir confiança ilusória. Eis um exemplo particularmente terrível: os cursos de formação de motoristas, particularmente aqueles destinados a lidar com manobras de emergência, tendem a aumentar, em vez de diminuir, as taxas de acidentes. Eles o fazem porque treinar as pessoas para lidar com, digamos, neve e gelo as deixa com a impressão duradoura de que são especialistas no assunto. De fato, as suas habilidades geralmente erodem rapidamente depois que saem do curso. E então, meses ou mesmo décadas depois, elas têm confiança, mas pouca competência restante quando as suas rodas começam a girar.

Em casos como esse, a atitude mais esclarecida, como proposto pelo pesquisador sueco Nils Petter Gregersen, pode ser simplesmente evitar ensinar essas habilidades. Em vez de treinar os motoristas a lidar com as condições do gelo—deviam afugentar estudantes inexperientes de dirigir em condições de inverno em primeiro lugar, e deixar por isso mesmo.

Mas, claro, proteger as pessoas de sua própria ignorância ao isolá-las dos riscos da vida é raramente uma opção. Fazer as pessoas efetivamente se livrarem de suas falsas crenças é uma tarefa muito mais difícil e muito mais importante. Felizmente, uma ciência que poderia ajudar está surgindo, liderada por estudiosos como Stephan Lewandowsky na Universidade de Bristol e Ullrich Ecker da Universidade da Austrália Ocidental.

Na sala de aula, algumas das melhores técnicas para desarmar falsas concepções são essencialmente variações do método socrático. Para eliminar as falsas crenças mais comuns, o instrutor pode começar uma aula com elas—e, então, mostrar aos estudantes as lacunas explicativas que essas crenças incorretas deixam ou as conclusões implausíveis a que levam. Por exemplo, um instrutor pode começar a discussão sobre evolução expondo a falácia da evolução-função, impelindo a classe a questioná-la. Como as espécies magicamente sabem que vantagens devem desenvolver para passar aos seus descendentes? Como conseguem decidir trabalhar em equipe? Essa atitude pode tornar a teoria correta mais memorável quando desvendado, e pode impulsionar melhorias gerais nas habilidades analíticas.

Então, claro, há o problema da informação incorreta desenfreada em lugares que, ao contrário das salas de aula, são difíceis de controlar—como a Internet e os meios de comunicação. Nesse contexto de Velho Oeste, é melhor simplesmente não repetir falsas crenças comuns. Dizer às pessoas que Barack Obama não é muçulmano malogra em mudar a sua mentalidade, porque elas frequentemente se lembram de tudo o que foi dito—menos do crucial qualificador “não”. Ao contrário, erradicar com sucesso uma falsa crença exige não somente removê-la, mas também preencher o vazio deixado por ela (“Obama foi batizado em 1988 como um membro da Igreja Unida de Cristo”). Se repetir a crença falsa for absolutamente necessário, os pesquisadores descobriram que ajuda fornecer claros e repetidos avisos de que a crença é falsa. Eu repito, falsa.

As concepções incorretas mais difíceis de se desfazer são, claro, são as que refletem crenças sacrossantas. E a verdade é que essas noções frequentemente não podem ser mudadas. Pôr uma crença sacrossanta em dúvida põe o eu inteiro em dúvida, e as pessoas defenderão ativamente as concepções que lhes são caras. Esse tipo de ameaça a uma crença central, contudo, pode às vezes ser aliviada dando às pessoas a oportunidade de sustentar a sua identidade em outro lugar. Pesquisadores descobriram que pedir às pessoas que descrevam aspectos de si mesmas que as deixa orgulhosas ou que relatem valores que lhes são caros pode fazer qualquer ameaça vindoura parecer menos ameaçadora.

Por exemplo, em um estudo conduzido por Geoffrey Cohen, David Sherman e outros colegas, americanos autodeclarados patriotas eram mais receptivos a afirmações sobre um relatório crítico da política externa norte americana se, de antemão, escrevessem um ensaio sobre aspectos importantes de si mesmos, tais como a sua criatividade, seu senso de humor ou sua família e explicassem por que esse aspecto era particularmente significativo para eles. Em um segundo estudo, no qual estudantes universitários pró-escolha discutiram sobre como deveria ser a política federal de aborto, os participantes fizeram mais concessões a restrições ao aborto depois de escrever ensaios autoafirmativos semelhantes.

Em alguns casos, os pesquisadores descobriram também que as próprias crenças sacrossantas podem ser mobilizadas para persuadir um sujeito a reconsiderar um conjunto de fatos com menos preconceito. Por exemplo, os conservadores tendem a não endossar políticas que preservam o meio ambiente tanto quanto os liberais o fazem. Mas conservadores efetivamente se importam com questões que envolvem “pureza” no pensamento, no dever e na realidade. Formular a proteção ambiental como uma oportunidade para presentar a pureza da Terra faz com que conservadores favoreçam muito mais essas políticas, como sugere a pesquisa de Matthew Feinberg e de Robb Willer da Universidade de Stanford. Numa veia similar, os liberais podem ser persuadidos a aumentar o gasto militar se essa política é ligada de antemão a valores progressistas como justiça e equidade—ao notar, por exemplo, que os militares oferecem aos recrutas uma saída da pobreza, ou que os padrões de promoção militar se aplicam igualmente para todos.

Mas eis o desafio real: como podemos aprender a reconhecer nossa própria ignorância e nossas crenças incorretas? Para começar, imagine que se é parte de um pequeno grupo que precisa tomar uma decisão sobre alguma questão importante. Cientistas comportamentais frequentemente recomendam que grupos pequenos elejam alguém para servir de advogado do diabo—uma pessoa cujo trabalho é questionar e criticar a lógica do grupo. Enquanto esse método pode prolongar as discussões do grupo, irritar o grupo e ser desconfortável, as decisões a que os grupos chegam são geralmente mais precisas e mais solidamente justificadas do que o seriam de outro modo.

Individualmente, o truque é ser o seu próprio advogado do diabo: pensar pormenorizadamente sobre como suas conclusões favoráveis podem estar equivocadas; perguntar a si mesmo como se pode estar errado, ou como as coisas podem ocorrer diferentemente do que se espera. Ajuda praticar o que o psicólogo Charles Lord chama “considerar o oposto”. Para fazer isso, frequentemente me imagino num futuro em que errei numa decisão, e então considerar qual era o caminho que mais provavelmente me levou ao erro. E, por último: busque conselhos. Outras pessoas podem ter suas próprias falsas crenças, mas uma discussão pode frequentemente ser suficiente para livrar uma pessoa séria de suas concepções incorretas mais notáveis.

 

CIVILIDADE PARA IDIOTAS ESCLARECIDOS

Numa edição de “Notícias de falso testemunho” janeiro passado, as equipes de filmagem de Jimmy Kimmel foram às ruas de Los Angeles no dia anterior ao que estava agendado para o presidente Barack Obama fazer o seu discurso anual do Estado da União. Perguntou-se aos entrevistados sobre a soneca de John Boehner durante o discurso e sobre o momento no final em que Obama fingiu um ataque cardíaco. As análises do discurso fictício iam de “incrível” a “poderoso” e também a “regular”. Como sempre, os produtores não tiveram problema em encontrar pessoas que estivessem dispostas a dissertar sobre eventos dos quais não poderiam saber nada.

Comediantes americanos como Kimmel e Jay Leno têm uma longa história de ridicularização da ignorância de seus compatriotas. De tempos em tempos, durante pelo menos o século passado, vários grupos de pessoas circunspectas conduziram estudos de alfabetização cívica—perguntando ao público sobre a história e o governo da nação—e expõem os resultados como causa de grave preocupação sobre o declínio e a degradação culturais. Em 1943, depois de uma pesquisa com 7.000 calouros universitários descobriu que apenas seis por cento conseguia identificar as 13 colônias originais (com alguns deles acreditando que Abraham Lincoln, “nosso primeiro presidente”, “emaciou os escravos”), o New York Times lamentou a “ignorância aterradora” da juventude na nação. Em 2002, depois que um teste nacional em que estudantes da quarta, oitava e décima segunda séries produziram resultados similares, o Weekly Standard chamou os estudantes da América de “burros como pedras”.

Em 2008, o Instituto de Estudos Intercolegiados entrevistou 2.508 americanos e descobriu que 20 por cento deles acham que o colegiado eleitoral “treina os aspirantes a melhores cargos políticos” ou “foi estabelecido para supervisionar o primeiro debate televisionado de presidenciáveis”. Alarmes foram mais uma vez acionados sobre o declínio da alfabetização cívica. Ironicamente, como escreveu o historiador de Stanford Sam Wineburg, as pessoas que lamentam a crescente ignorância da própria história na América são eles mesmos ignorantes sobre quantos antes deles também se lamentaram; um olhar para trás sugere, não uma queda abaixo de alguma base de grandeza americana, mas um nível constante de desajeitamento com os fatos.

O impulso para se preocupar com todas essas respostas erradas faz certo sentido dado que o assunto é civilidade. “As questões que eliminaram tantos estudantes”, lamentou o Secretário de Educação Rod Paige depois de um exame em 2001, “envolve o conceito mais fundamental de nossa democracia, nosso crescimento como uma nação e o nosso papel no mundo”. Uma questão implícita e vergonhosa parece ser: que pensariam os Pais Fundadores sobre esses descendentes mergulhados nas trevas da ignorância?

Mas penso que já se sabe o que os Pais Fundadores pensariam. Como bons cidadãos do Iluminismo, eles valorizavam reconhecer os limites do próprio conhecimento pelo menos tanto quanto valorizavam acumular fatos. Thomas Jefferson, lamentando a qualidade do jornalismo político em seus dias, observou uma vez que quem evitasse os jornais seria mais bem informado que um leitor diário, porque quem “não sabe nada está mais perto da verdade que aquele cuja mente está cheia de falsidades e de erros”. Benjamin Franklin escreveu que “um imbecil instruído é mais imbecil que um imbecil ignorante”. Outra citação por vezes atribuída a Franklin é “o degrau de entrada do templo da sabedoria é o conhecimento de nossa própria ignorância”.

As características embutidas de nosso cérebro, e as experiências de vida que acumulamos, efetivamente enchem a nossa cabeça com um conhecimento imenso; o que elas não oferecem é a percepção das dimensões de nossa ignorância. Como tal, a sabedoria pode não envolver fatos e fórmulas tanto quanto a agilidade para reconhecer quando um limite foi atingido. Tropeçar por toda a nossa desordem cognitiva somente para reconhecer um verdadeiro “eu não sei” pode não constituir malogro tanto quando constituiria um sucesso invejável, um sinal que nos mostra que estamos viajando na direção certa rumo à verdade.

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*Fonte: universoracionalista
por David Dunning / Tradução de Israel Vilas Bôas

Esqueça um livro e espalhe conhecimento

Amigos,
Precisamos de voluntários de várias partes do Brasil para “esquecer” livros no dia  25/07/2017″.
É o dia do:
“Esqueça um livro e espalhe conhecimento.”

Vamos?
Deixe no restaurante, no ponto de ônibus, dentro do metrô, sobre a bancada do banco , no táxi. A escolha é livre.
Vale um bilhetinho, explicando o projeto e o presente !

Modelo de Bilhetinho:
Ei, você que achou este livro!
Agora ele é SEU !
A iniciativa faz parte de um projeto de incentivo à leitura e compartilhamento de conhecimento.

Em 25 de janeiro de 2016, houve a primeira edição e foi um sucesso.
Participe da segunda edição no dia
25 DE JULHO DE 2017.
VAMOS COMPARTILHAR TAMBÉM ESSA CAMPANHA, É SÓ COPIAR E COLAR.

 

SÉRIE: Humano, Demasiado Humano – Martin Heidegger: Projeto Para Viver

Documentário
Humano, Demasiado Humano – Martin Heidegger: Projeto Para Viver

O projeto do tratado Ser e Tempo, foi publicado em 1927 no mesmo ano que Minha Luta (Adolf Hitler). Este programa examina a vida e a filosofia de Martin Heidegger, descreve a sua ascensão a proeminência intelectual, expondo os motivos do seu envolvimento no partido Nazi. Entrevistas com o seu filho, Hermann Heidegger, George Steiner autor de uma influente critica da sua filosofia, contado também com o seu biógrafo Hugo Ott; e ex-aluno de Hans-Georg Gadamer, fornecem novas ideias enquanto se faz uma reconstrução dos momentos chaves da vida de Heidegger. Vida e história de um homem cujos apologistas e os antagonistas ainda amargamente se dividem.

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*Fonte: revistaprosaversoearte

 

SÉRIE: Humano, Demasiado Humano – Friedrich Nietzsche: Além do bem e do mal

Documentário
Humano, Demasiado Humano – Friedrich Nietzsche: Além do bem e do mal

A semente do pensamento disseminado por Nietzsche no século 19 prefigurava o piloto do século 20 sobre os conceitos do existencialismo e da psicanálise. Este programa conta com entrevistas de grandes estudiosos do pensamento do Nietzsche sendo eles: Ronald Hayman e Leslie Chamberlain (biógrafos de Nietzsche), Andrea Bollinger (arquivista), Reg Hollingdale (tradutor), Will Self (escritor) e Keith Ansell Pearson (filosofa) que sonda a vida e os escritos de Nietzsche. Além de mostrar também o papel da irmã de Nietzsche na edição das suas obras para o uso como propaganda nazi. Conta também com partes de prosas aforísticas extraídas de obras como a parábola de um louco e assim falou Zaratustra.

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*Fonte: revistaprosaversoearte

SÉRIE- Humano, Demasiado Humano (Jean Paul Sartre)

Documentário
Humano, Demasiado Humano – Jean-Paul Sartre: O Caminho Para a Liberdade

Neste episódio é abordada a vida e a obra do mais famoso filósofo existencialista europeu, Jean-Paul Sartre (1905-1980). O homem que passou a vida a desafiar a lógica convencional amava os paradoxos. O documentário expõe estes paradoxos da sua vida e da sua obra, ao mesmo tempo em que ambos são questionados. A pergunta central que é colocada é: Se o ser humano é livre para fazer o que quiser, como justifica Sartre, então como devemos viver as nossas vidas no dia-a-dia?

 

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*Fonte: revistaprosaversoearte

 

Quem lê mais vive mais. E basta meia hora por dia.

Seus amigos reclamam quando você deixa de encontrar com eles para ficar em casa lendo? Não fique triste, leitor: uma pesquisa de Yale revela que o hábito de ler mais está ligado a uma longevidade maior – ou seja, seus livros queridos não só são divertidos: eles te fazem viver mais.

O estudo, chamado Um capítulo por dia, foi realizado nos EUA, ao longo de 12 anos – e analisou a relação entre a longevidade e os hábitos de leitura de 3.635 pessoas com mais de 50 anos. Essa mesma turma também estava participando de uma outra pesquisa maior, a Health and Retirement Study, que tem investigado, desde 1990, a saúde de americanos que passam dos 50 anos.

Em Um capítulo por dia, os pesquisadores dividiram as 3.635 pessoas em três grupos: os “não leitores” (quem não tinha o hábito de ler), os “leitores” (que liam por até três horas e meia na semana) e os “super leitores” (quem lia mais de três horas e meia por semana). Para definir os grupos, os participantes responderam a algumas perguntas simples sobre quanto tempo passavam lendo livros, revistas e jornais por semana.

Aí, 12 anos depois, os cientistas compararam esses hábitos aos dados de saúde do Health and Retirement Study, e descobriram o seguinte: os não leitores haviam morrido mais cedo do que os leitores, e bem mais cedo do que os super leitores.

Quem lia até 3h30 por semana, segundo o estudo, tinha 17% menos chances de morrer antes dos 62 anos do que quem não lia nada – e quem fazia parte do grupo dos super leitores tinha 23% menos chances de bater as botas antes dos 62. Além disso, esse resultado foi geral – não tinha a ver com gênero, classe social, problemas psicológicos nem nível de educação.

Fazendo as contas, dá para ver que não precisa de muito trabalho para ser um super leitor: um pouco mais de meia hora de leitura por dia já é o suficiente para fazer parrte desse grupo. Mas tem um truque aí: não adianta ler qualquer coisa, porque a mágica só funciona com livros – quando os cientistas compararam o tempo de vida das pessoas que liam apenas jornais e revistas, mesmo que fosse muita leitura, a longevidade não era tão grande quanto a dos super leitores de livros.

Então sai já dessa tela!

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*Fonte: superinteressante / Helô D’Angelo

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Paramount cria canal no youtube com 180 filmes que podes ver gratuitamente

Um dos maiores estúdios de cinema do mundo criou um canal próprio no youtube, onde colocou filmes grátis, disponíveis para todo o público. São mais de 180 filmes, ao dispor de um click, sem qualquer custo. No ano passado o canal tinha cerca de 150 filmes, agora há mais 30 filmes para todos os gostos.

Esta é também uma forma de chegar até ao espectador e uma nova maneira de ceder às novas tendências do público, que procura algo cada vez mais rápido e no conforto do lar. O canal Paramount Vault foi lançado recentemente e tem vindo a ganhar cada vez mais importância entre os utilizadores, já tem cerca de 319 000 seguidores e 5,6 milhões de visualizações.

Nota: para visualizares os filmes tens de fazer login numa conta do youtube e o Paramount Vault não está teoricamente disponível fora dos Estados Unidos, mas podes ver os filmes na mesma só tens de instalar a extensão ProxMate no teu browser. Concluída a instalação adicionas uma extensão para que ela funcione com o YouTube.

*Fonte: comunidadeculturaearte

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44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro

Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil anuncia resultados de sua 4.ª edição em seminário em São Paulo; livro com análise será publicado na Bienal do Livro de São Paulo
índice de leitura

Há um pouco mais de leitores no Brasil. Se em 2011 eles representavam 50% da população, em 2015 eles são 56%. Mas ainda é pouco. O índice de leitura, apesar de ligeira melhora, indica que o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano – desses, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria. Do total de livros lidos, 2,43 foram terminados e 2,53 lidos em partes. A média anterior era de 4 livros lidos por ano. Os dados foram revelados na tarde desta quarta-feira, 18, e integram a quarta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.

Realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro, entidade mantida pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), a pesquisa ouviu 5.012 pessoas, alfabetizadas ou não, mesma amostra da pesquisa passada. Isso representa, segundo o Ibope, 93% da população brasileira.

Para a pesquisa, é leitor quem leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses. Já o não leitor é aquele que declarou não ter lido nenhum livro nos últimos 3 meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses.

A Bíblia é o livro mais lido, em qualquer nível de escolaridade. O livro religioso, aliás, aparece em todas as listas: últimos livros lidos, livros mais marcantes. 74% da população não comprou nenhum livro nos últimos três meses. Entre os que compraram livros em geral por vontade própria, 16% preferiram o impresso e 1% o e-book. Um dado alarmante: 30% dos entrevistados nunca comprou um livro.

Para 67% da população, não houve uma pessoa que incentivasse a leitura em sua trajetória, mas dos 33% que tiveram alguma influência, a mãe, ou representante do sexo feminino, foi a principal responsável (11%), seguida pelo professor (7%).

As mulheres continuam lendo mais: 59% são leitoras. Entre os homens, 52% são leitores. Aumentou o número de leitores na faixa etária entre 18 e 24 anos – de 53% em 2011 para 67% em 2015. A pesquisa não aponta os motivos, mas Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional de Editores, disse ao Estado que o boom da literatura para este público pode ter ajudado no aumento do índice – mais do que uma ação para manter o aluno que sai da escola interessado na leitura.

Entre as principais motivações para ler um livro, entre os que se consideram leitores, estão gosto (25%), atualização cultural ou atualização (19%), distração (15%), motivos religiosos (11%), crescimento pessoal (10%), exigência escolar (7%), atualização profissional ou exigência do trabalho (7%), não sabe ou não respondeu (5%), outros (1%). Adolescentes entre 11 e 13 anos são os que mais leem por gosto (42%), seguidos por crianças de 5 a 10 anos (40%).

Os fatores que mais influenciam na escolha de um livro estão tema ou assunto (30%), autor (12%), dicas de outras pessoas (11%), título do livro (11%), capa (11%), dicas de professores (7%), críticas/ resenhas (5%), publicidade (2%), editora (2%), redes sociais (2%), não sabe/não respondeu (8%), outro (1%). O item O “tema ou assunto” influencia mais a escolha dos adultos e daqueles com escolaridade mais alta, atingindo 45% das menções entre os que têm ensino superior. Já o público entre 5 e 13 anos escolhe pela capa. Dicas de professores funcionam melhor que todas as outras opções para crianças entre 5 e 10 anos. E blogs respondem por menos de 1%.

Lê-se mais em casa (81%), depois na sala de aula (25%), biblioteca (19%), trabalho (15%), transporte (11%), consultório e salão de beleza (8%) e em outros lugares menos expressivos. E lê-se mais livros digitais em cyber cafés e lan houses (42%) e no transporte (25%).

Aos não leitores, foi perguntado quais foram as razões para eles não terem lido nenhum livro inteiro ou em partes nos três meses anteriores à pesquisa. As respostas: falta de tempo (32%), não gosta de ler (28%), não tem paciência para ler (13%), prefere outras atividades (10%), dificuldades para ler (9%), sente-se muito cansado para ler (4%), não há bibliotecas por perto (2%), acha o preço de livro caro (2%), tem dinheiro para comprar (2%), não tem local onde comprar onde mora (1%), não tem um lugar apropriado para ler (1%), não tem acesso permanente à internet (1%), não sabe ler (20%), não sabe/não respondeu (1%).

A leitura ficou em 10º lugar quando o assunto é o que gosta de fazer no tempo livre. Perdeu para assistir televisão (73%), que, vale dizer, perdeu importância quando olhamos os outros anos da pesquisa: 2007 (77%) e 2011 (85%). Em segundo lugar, a preferência é por ouvir música (60%). Depois aparecem usar a internet (47%), reunir-se com amigos ou família ou sair com amigos (45%), assistir vídeos ou filmes em casa (44%), usar WhatsApp (43%), escrever (40%), usar Facebook, Twitter ou Instagram (35%), ler jornais, revistas ou noticias (24%), ler livros em papel ou livros digitais (24%) – mesmo índice de praticar esporte. Perdem para a leitura de um livro: desenhar, pintar, fazer artesanato ou trabalhos manuais (15%), ir a bares, restaurantes ou shows (14%), jogar games ou videogames (12%), ir ao cinema, teatro, concertos, museus ou exposições (6%), não fazer nada, descansar ou dormir (15%).

A principal forma de acesso ao livro é a compra em livraria física ou internet (43%). Depois aparecem presenteados (23%), emprestados de amigos e familiares (21%), emprestados de bibliotecas de escolas (18%), distribuídos pelo governo ou pelas escolas (9%), baixados da internet (9%), emprestados por bibliotecas públicas ou comunitárias (7%), emprestados em outros locais (5%), fotocopiados, xerocados ou digitalizados (5%), não sabe/não respondeu (7%).

A livraria física é o local preferido dos entrevistados para comprar livros (44%), seguida por bancas de jornal e revista (19%), livrarias online (15%), igrejas e outros espaços religiosos (9%), sebos (8%), escola (7%), supermercados ou lojas de departamentos (7%), bienais ou feiras de livros (6%), na rua, com vendedores ambulantes (5%), outros sites da internet (4%), em casa ou no local de trabalho, com vendedores “porta a porta” (3%), outros locais (6%) e não sabe/não respondeu (7%). O preço é o que define o local da compra para 42% dos entrevistados. Na pesquisa anterior, isso valia para 49%.

A pesquisa perguntou a professores qual tinha sido o último livro que leram e 50% respondeu nenhum e 22%, a Bíblia. Outros títulos citados: Esperança, O Monge e o Executivo, Amor nos tempos do cólera, Bom dia Espírito Santo, Livro dos sonhos, Menino brilhante, O símbolo perdido, Nosso lar, Nunca desista dos seus sonhos e Fisiologia do exercício. Entre os 7 autores mais lembrados, Augusto Cury, Chico Xavier, Gabriel Garcia Márquez, Paulo Freire, Benny Hinn, Ernest W. Maglischo e Içami Tiba.

Quando extrapolamos para a amostra total, os títulos mais citados como os últimos lidos ou que estão sendo lidos foram Bíblia, Diário de um banana, Casamento Blindado, A Culpa é das Estrelas, Cinquenta Tons de Cinza, Ágape, Esperança, O Monge e o Executivo, Ninguém é de ninguém, Cidades de Papel, O Código da Inteligência, Livro de Culinária, Livro dos Espíritos, A Maldição do Titã, A Menina que Roubava Livros, Muito mais que cinco minutos, Philia e A Única Esperança.

Quando a questão é sobre os livros mais marcantes, os religiosos continuam ali e a Bíblia segue como referência, mas a lista fica um pouco diferente, com alguns clássicos e infantojuvenis: Bíblia, A Culpa é das Estrelas, A Cabana, O Pequeno Príncipe, Cinquenta Tons de Cinza, Diário de um banana, Turma da Mônica, Violetas na Janela, O Sítio do Pica-pau Amarelo, Crepúsculo, Ágape, Dom Casmurro, O Alquimista, Harry Potter, Meu pé de laranja lima, Casamento Blindado e Vidas Secas.

Entre os escritores preferidos dos brasileiros estão Monteiro Lobato, Machado de Assis, Paulo Coelho, Maurício de Sousa, Augusto Cury, Zibia Gasparetto, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Chico Xavier, John Green, Ada Pellegrini, Vinícius de Moraes, José de Alencar e Padre Marcelo Rossi.

*Fonte: estadaoblogsbabel / Maria Fernanda Rodrigues

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Desenhos feitos com café

A artista Maria A. Aristidou tem uma arte peculiar, ela desenha tendo o café como diferentes tons de tinta em seus trabalhos. Confira abaixo alguns de seus magníficos trabalhos.

Encontra a artista na web:
Instagram:  https://instagram.com/ma_aris/
Facebook:  https://www.facebook.com/Maria.A.Aristidou

 

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*Fonte: Updateordie