What It Is Like to Be

Como é ser uma escultura anamórfica feita de 144 tiras de vidro pintadas à mão. A peça cúbica mostra quatro imagens fragmentadas, cada uma montando a cada 90 ° de volta. As tiras de vidro são moldadas em um suporte de concreto que fica em uma tigela de madeira. Todos os fragmentos foram pintados separadamente nas tiras com cores acrílicas. O cubo tem um comprimento lateral de cerca de 30 cm.

Mais aqui: thomasmedicus.at/what-it-is-like-to-be/

 

E se o futebol não fosse popular no Brasil?

O esporte de Pelé reúne a receita perfeita para ser amado pelas massas: sabe ser emocionante, tem regras fáceis de entender e, principalmente, precisa de pouco para acontecer. Na ausência de bola, qualquer coisa minimamente redonda serve. Faltou um par de traves? Chinelos podem facilmente assumir o posto. Não à toa, a Fifa tem mais países-membros que a ONU (211 a 193).

No Brasil, a prática do futebol foi importada da Inglaterra – mas nunca item de luxo. Os primeiros fãs de futebol em território nacional eram operários britânicos, trabalhando na construção de ferrovias. Habituados a gritar gol em sua terra natal, eles fizeram o futebol virar o esporte do trabalhador, e ganhar o país pelos trilhos do trem ainda no final do século 19.

Os primeiros clubes nacionais ainda tinham DNA da rainha: fundados por ingleses, frequentados por ingleses, eles foram os primeiros a profissionalizar o futebol brasileiro. Surgiram os campeonatos oficiais e as regras se firmaram de vez. Amadores viraram atletas, que se tornaram craques, que faziam sucesso. Era o início de um processo de ascensão social que vale até hoje: sendo bom com a bola nos pés, pobre podia jogar ao lado de membro da elite.

O futebol emplacou de cara no Brasil – mas poderia ter perdido essa chance exatamente aí, caso chutar a bola de couro fosse coisa de rico. Em grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo, movimentos de elitização do futebol tentaram, a princípio, impedir o acesso do povão aos gramados oficiais. As primeiras ligas teimavam em barrar analfabetos – 65% da população no começo do século 20. Os clubes também não aceitavam negros que, até 1923, só podiam assistir.

Foi mais ou menos esse o caminho percorrido por outros esportes, como o rúgbi e o críquete – modalidades também queridas por Charles Miller, brasileiro que, após passar uma temporada na Inglaterra, disseminou as regras do futebol no Brasil. Além de restritivo, o rúgbi ainda pegava mal com os brasileiros: era considerado muito violento. Por aqui, nenhum desses esportes fez mais do que reafirmar a identidade da colônia inglesa.

Se esses impeditivos tivessem vingado, o futebol ficaria mais restrito à várzea, perdendo o potencial de espetáculo. Afinal, é preciso movimentar grana pesada para justificar grandes investimentos dos clubes. O futebol dependia da adesão de um público fiel – demanda impossível de suprir apenas com os mais abastados. É só comparar o tamanho da Premier League ao também britânico torneio de Wimbledon.

A existência de menos arquibancadas para se ocupar aos domingos faria outras formas de entretenimento ganharem mais destaque. O cinema, tão popular quanto o futebol na primeira metade do século 20, poderia ter permanecido como refúgio no fim de semana. Salas em bairros, assim, resistiriam por mais tempo à popularização dos shoppings.

No âmbito esportivo, competiríamos de perto com países do Leste Europeu no polo aquático. Com sorte, veríamos uma versão made in Brazil de Michael Phelps acumular medalhas. Isso porque os esportes aquáticos, naturais candidatos a tirar proveito do nosso clima, também nasceriam com mais destaque.

A primeira grande confederação esportiva nacional foi a Federação Brasileira de Sociedades de Remo, que na primeira década do século 20 organizava também polo aquático e natação. Em um país sem futebol, clubes de regatas como Botafogo, Flamengo e Vasco da Gama seguiriam sua vocação original – e só chegariam à fama se revelassem remadores de elite.

“O remo foi uma verdadeira febre em certo momento: os remadores passaram a ser conhecidos como nossos jogadores de futebol são hoje. Fortes, saudáveis, bonitos, eles eram assunto nos jornais, os heróis da época”, diz Victor Melo, professor de história comparada da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Por falar em heróis, sem Ronaldos e Ronaldinhos competindo pelo apreço dos narradores, o peso de nomes como Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi seria ainda maior – bem como a paixão nacional por automobilismo.

É possível que o futebol brasileiro tentasse se desenvolver tardiamente, como se vê hoje na China e na Índia. A popularidade da ideia dependeria inicialmente de investidores cheios da grana, capazes de trazer jogadores consagrados em final de carreira para abrilhantar a liga nacional. Cenas como o francês David Trezeguet, com 36, vestindo as cores do Atlético Mineiro e o italiano Alessandro Del Piero fazendo gols pela Chapecoense aos 40 se tornariam comuns. Ambos foram reforços de peso da Superliga Indiana em 2014. Poderiam ter brilhado aqui – pelo menos, até que as pratas da casa despontassem.

O impacto na economia também seria brutal: em 2010, o futebol era responsável por 1,1% do PIB nacional, segundo estimativas da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Daríamos adeus aos R$ 5 bilhões em receitas que o Brasileirão movimenta por ano entre transferências, patrocínios e direitos de transmissão.

A cultura também seria menos rica: perderíamos as contribuições de Nelson Rodrigues, Mario Filho e João Saldanha à crônica esportiva. As redações jornalísticas no rádio, que começam a se estruturar com as transmissões de futebol, só nasceriam anos mais tarde.

É certo também que a língua portuguesa ficaria um pouco mais pobre. Dos 228,5 mil verbetes listados no Dicionário Houaiss, 502 possuem a palavra “futebol” em suas explicações. Mandando para escanteio esses termos, escritores e poetas precisariam entrar de sola para marcar seus gols na literatura.

*Por Guilherme Eler

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*Fonte: superinteressante

Os celulares espiam e transmitem nossas conversas, mesmo desligados

Richard Stallman é uma lenda: criou o primeiro sistema operacional aberto e impulsionou o ‘copyleft’. Acha que os telefones inteligentes nos fizeram regredir dez anos em termos de privacidade.

Ele nos encontra no apartamento de amigos em Madri. O pai do software livre é um viajante empedernido: difunde os princípios de seu movimento onde o chamam. Dias antes da entrevista, Richard Stallman (Nova York, 1953) participou do Fórum da Cultura de Burgos e retomará sua turnê europeia após dar uma conferência em Valencia. Ele nos recebe com sua característica cabeleira despenteada e com uma de suas brincadeiras de praxe: “Té quiero”, diz em seu espanhol fluente com sotaque gringo, lançando um olhar a sua fumegante xícara de chá quando detecta uma cara de desconcerto no interlocutor. “Ahora té quiero más”, nos dirá quando for buscar mais bebida. (A brincadeira é um jogo de palavras entre a expressão ‘Te quiero’ – te amo em espanhol – e a palavra Té – chá).

Seu peculiar senso de humor, que cultiva nos seis ou sete idiomas que domina, traz muita naturalidade ao encontro. Parece como se ele mesmo quisesse descer do pedestal em que a comunidade de programadores o colocou. Para esse coletivo, é uma lenda viva. Stallman é o pai do projeto GNU, em que está o primeiro sistema operacional livre, que surgiu em 1983. Desde os anos noventa funciona com outro componente, o Kernel Linux, de modo que foi rebatizado como GNU-Linux. “Muitos, erroneamente, chamam o sistema somente de Linux…”, se queixa Stallman. Sua rivalidade com o finlandês Linus Torvalds, fundador do Linus, é conhecida: o acusa de ter levado o mérito de sua criação conjunta, nada mais nada menos do que um sistema operacional muito competitivo cujo código fluente pode ser utilizado, modificado e redistribuído livremente por qualquer pessoa e cujo desenvolvimento teve a contribuição de milhares de programadores de todo o mundo.

A verdade é que o revolucionário movimento do software livre foi iniciado por Stallman. O programador, que estudou Física em Harvard e se doutorou no MIT, bem cedo foi apanhado pela cultura hacker, cujo desenvolvimento coincidiu com seus anos de juventude. O software livre e o conceito de copyleft (em contraposição ao copyright) também não seriam os mesmo sem esse senhor risonho de visual hippie.

Ataque à privacidade

Seu semblante muda à mais severa seriedade quando fala de como o software privado, o que não é livre, se choca com os direitos das pessoas. Esse assunto, a falta absoluta de privacidade na era digital, o deixa obcecado. Não tem celular, aceita que tiremos fotos somente depois de prometer a ele que não iremos colocá-las no Facebook e afirma que sempre paga em dinheiro. “Não gosto que rastreiem meus movimentos”, frisa. “A China é o exemplo mais visível de controle tecnológico, mas não o único. No Reino Unido, há mais de dez anos acompanham os movimentos dos carros com câmeras que reconhecem as placas. Isso é horrível, tirânico!”.

O software livre é sua contribuição como programador à luta pela integridade das pessoas. “Ou os usuários têm o controle do programa, ou o programa tem o controle dos usuários. O programa se transforma em um instrumento de dominação”, afirma.

Ele se deu conta dessa dicotomia quando a informática ainda estava engatinhando. “Em 1983 decidi que queria poder usar computadores em liberdade, mas era impossível porque todos os sistemas operacionais da época eram privados. Como mudar isso? Só me restou uma solução: escrever um sistema operacional alternativo e torná-lo livre”. Foi assim que começou o GNU. Mais de três décadas depois, a Free Software Foundation, que ele mesmo fundou, tem dezenas de milhares de programas livres em catálogo.

“Conseguimos liberar computadores pessoais, servidores, supercomputadores…, mas não podemos liberar completamente a informática dos celulares: a maioria dos modelos não permite a instalação de um sistema livre. E isso é muito triste, é uma clara mudança para pior nos últimos dez anos”, diz Stallman.

“Os celulares são o sonho de Stalin, porque emitem a cada dois ou três minutos um sinal de localização para seguir os movimentos do telefone”, diz. O motivo de incluir essa função, afirma, foi inocente: era necessário para dirigir ligações e chamadas aos dispositivos. Mas tem o efeito perverso de que também permite o acompanhamento dos movimentos do portador. “E, ainda pior, um dos processadores dos telefones tem uma porta traseira universal. Ou seja, podem enviar mudanças de software à distância, mesmo que no outro processador você use somente programas de software livre. Um dos usos principais é transformá-los em dispositivos de escuta, que não desligam nunca porque os celulares não têm interruptor”, afirma.

Nos deixamos observar

Os celulares são somente uma parte do esquema. Stallman se preocupa pelo fato de os aparelhos conectados enviarem às empresas privadas cada vez mais dados sobre nós. “Criam históricos de navegação, de comunicação… Existe até um aplicativo sexual que se comunica com outros usuários através da Internet. Isso serve para espiar e criar históricos, claro. Porque além disso tem um termômetro. O que um termômetro dá a quem tem o aplicativo? Para ele, nada; para o fabricante, saber quando está em contato com um corpo humano. Essas coisas são intoleráveis”, se queixa.

Os grandes produtores de aparelhos eletrônicos não só apostam maciçamente no software privativo: alguns estão começando a evitar frontalmente o software livre. “A Apple acabou de começar a fabricar computadores que barram a instalação do sistema GNU-Linux. Não sabemos por que, mas estão fazendo. Hoje em dia, a Apple é mais injusta do que a Microsoft. As duas são, mas a Apple leva o troféu”, afirma.

O Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) europeu é uma resposta acertada a essa situação? “É um passo no caminho certo, mas não é suficiente. Parece muito fácil justificar o acúmulo de dados. Os limites deveriam ser bem rígidos. Se é possível transportar passageiros sem identificá-los, como fazem os táxis, então deveria ser ilegal identificá-los, como faz o Uber. Outra falha do RGPD é que não se aplica aos sistemas de segurança. O que precisamos é nos proteger das práticas tirânicas do Estado, que coloca muitos sistemas de monitoramento das pessoas”.

O escândalo do Facebook e a Cambridge Analytica não o surpreendeu. “Sempre disse que o Facebook e seus dois tentáculos, o Instagram e o WhatsApp, são um monstro de seguir as pessoas. O Facebook não tem usuário, tem usados. É preciso fugir deles”, finaliza.

Não podemos aceitar, diz Stallman, que outros tenham informações sensíveis sobre como vivemos nossa vida. “Existem dados que devem ser compartilhados: por exemplo, onde você mora e quem paga a luz de um apartamento para resolver os pagamentos. Mas ninguém precisa saber o que você faz no seu dia a dia. Muito menos os produtos que você compra, desde que sejam legais. Os dados realmente perigosos são quem vai aonde, quem se comunica com quem e o que cada um faz durante o dia”, frisa. “Se os fornecermos, eles terão tudo”.

*Por Manuel G. Pascual

 

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*Fonte: elpais

Estamos realmente ficando mais burros à medida que os dispositivos se tornam mais inteligentes?

O mundo vê novos dispositivos inteligentes ganhando vida todos os dias. Não há muitos domínios restantes sem dispositivos inteligentes.

Esses dispositivos variam de smartphones, smart TVs, lâmpadas inteligentes e até mesmo banheiros inteligentes. Esses dispositivos de vida inteligentes são projetados para trazer conforto às nossas vidas.

Mas as vantagens sob​_re as desvantagens desses dispositivos podem ser questionadas. Eles são adequados para uso a longo prazo? O uso desses dispositivos significa que estamos ficando preguiçosos ou significa que temos tempo para fazer coisas melhores e criativas?

O famoso efeito Flynn

Existem várias visões sobre o uso de dispositivos inteligentes. No entanto, seria interessante notar se há alguma evidência sobre o aumento ou diminuição do QI ao longo do tempo. Nesse caso, entender o efeito Flynn pode ser útil.

Nomeado em homenagem ao famoso pesquisador James Flynn, o efeito Flynn mostra como o número de testes de QI de pessoas aumentou em média nos últimos séculos. Os pesquisadores que fizeram mais estudos sobre esse efeito notaram que houve poucas exceções no efeito Flynn e raramente é discutido. Existem muitas explicações e percepções das causas do efeito Flynn.

Alguns dizem que é por causa dos fatores ambientais, enquanto há uma escola de pensamento que dá crédito ao sistema educacional. Existem ainda outras teorias que consideram as mudanças na sociedade ou a nutrição como uma razão para o aumento do nível de QI nas pessoas.

No entanto, de acordo com alguns dos resultados do teste, as crianças na segunda metade do século XX, que tinham um ou dois anos de idade, tiveram um desempenho muito melhor e mostraram sinais de melhorar em seu QI. Portanto, isso nega a importância dada ao sistema educacional para melhorar a inteligência de um indivíduo. Melhoria nos níveis nutricionais pode ser considerada uma razão para isso.

Não há evidência concreta mostrando as razões para a melhoria do QI das pessoas ao longo dos séculos. Mas as últimas décadas viram uma melhoria nos níveis de inteligência das pessoas em geral.

A reversão do efeito Flynn

De acordo com os pesquisadores do Centro Ragnar Frisch de Pesquisa Econômica, quando 730.000 militares noruegueses receberam alguns testes de QI, um declínio no QI foi observado no período entre 1970 e 2009. Mas não havia muitos smartphones ou laptops nos anos 70. Então a tecnologia não pode ser totalmente culpada por esse declínio.

De fato, as crianças dependem mais de mecanismos de busca como o Google do que sua memória, mas isso não significa uma diminuição de sua inteligência. Por isso, é uma questão importante refletir sobre o que está errado no sistema atual, que está causando uma reversão do efeito Flynn.

Alguns cientistas acreditam que as mudanças no tipo de comida que as pessoas consomem, o ambiente da mídia e o sistema educacional podem ser responsáveis ​​por esse declínio. No entanto, a tecnologia também pode ser uma causa significativa desse declínio.

Outro estudo descobriu que as pessoas poderiam reter mais quando seus smartphones não estavam com eles. Este estudo também mostrou que simplesmente desligar o telefone ou guardá-lo em suas malas não era suficiente.

Eles tinham que se certificar de que os dispositivos não estavam próximos para ver a diferença.

No final, a questão crucial a ser abordada é se o Efeito Flynn está realmente se revertendo. Os dispositivos inteligentes têm impacto na inteligência das pessoas?

Em outras palavras, estamos confiando tanto nesses dispositivos que estamos perdendo nossa capacidade de pensar ou nutrir nossas habilidades de resolução de problemas?

Bem, graças aos smartphones que estão sempre em nossas mãos, podemos tentar usá-los para as menores coisas. Usamos um smartphone como calculadora, despertador, mapas e muito mais.

Quase todo mundo confia na pesquisa do Google para obter informações. Mas isso pode ser bom e ruim.

É bom que todos nós tenhamos uma infinidade de informações à nossa disposição em todos os momentos. A vida se tornou mais confortável com um dispositivo inteligente cuidando de tudo.

Isso se torna ainda melhor quando adicionamos mais dispositivos de vida inteligentes a essa lista. Por exemplo, banheiros inteligentes sabem quando lavar ou uma casa inteligente liga o ar-condicionado quando é hora de você voltar para casa.

Da mesma forma, muitas outras coisas adicionam luxo à sua vida. Assim, no mundo ideal, pode-se ter muito tempo extra e conforto para trabalhar na expansão de suas habilidades e conhecimentos.

Portanto, deve melhorar o QI geral dos indivíduos. Então, por que isso não aconteceu?

Pesquisadores da Universidade de Waterloo descobriram que os pensadores intuitivos que usam smartphones frequentemente usam o mecanismo de busca de seus dispositivos, em vez de usar sua própria inteligência para tomar decisões. Isso os torna ainda mais preguiçosos do que normalmente seriam.

Outra pesquisa perspicaz da Universidade de Zurique sugere que o aumento da capacidade de tocar, clicar e rolar a tela tem um impacto incomum em nossos cérebros e no desempenho motor.

Então, o seu telefone é melhor que você?

Vamos admitir que há também uma desvantagem para a tecnologia. Com tanto luxo e conforto, muitas vezes tendemos a nos tornar preguiçosos. Nós confiamos principalmente em nossos dispositivos inteligentes para fazer o trabalho para nós, e acabamos por não fazer nada.

Embora a causa de nosso declínio de QI continue sendo um mistério, a desvantagem dos dispositivos de vida inteligentes não pode ser ignorada como uma das possíveis razões para a reversão do Efeito Flynn.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Cantor Serguei morre aos 85 anos

Morreu nesta sexta-feira, 7, aos 85 anos, o roqueiro Serguei. Ele estava internado há um mês por desidratação e pneumonia no Hospital Doutora Zilda Arns Neumann, em Volta Redonda, no Sul Fluminense. O músico sofria de Alzheimer.

Nome artístico de Sérgio Augusto Bustamante, Serguei foi comissário de bordo antes de começar a carreira musical, nos Estados Unidos, para onde se mudou para morar com a avó quando criança. A alcunha artística veio de um apelido dado a ele por um amigo russo que não conseguia pronunciar seu nome de batismo.

Esteve no Festival de Woodstock, em 1969, mesmo ano em que contava ter conhecido e se tornado amigo de Janis Joplin, Jimi Hendrix e Jim Morrison. Ele afirmava, também, que tinha tido um relacionamento com Janis.

Lançou, no total, onze discos e ficou conhecido por músicas como Eu Sou Psicodélico e Mamãe, Não Diga Nada ao Papai. O cantor se apresentou na programação principal de duas edições do Rock in Rio, em 1991 e em 2001. Em 2011 e em 2013, fez shows na programação paralela do festival.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como seria se todo o gelo derretesse da Terra?

Em 2015, a Nasa revelou que os oceanos da Terra estão subindo mais rápido do que o esperado, e a agência espacial projetou que estamos agora “presos” a pelo menos 90 cm de aumento do nível do mar nas próximas décadas.

Isso em si já seria suficiente para deslocar milhões de pessoas ao redor do mundo, mas se essa tendência continuar e todas as nossas calotas polares e geleiras derreterem, está previsto que os oceanos subirão impressionantes 65,8 metros. Então, onde toda essa água vai acabar?

A equipe de vídeo do Business Insider criou este mapa animado para nos levar a um tour virtual de como todos os continentes ficariam sem gelo, e temos que admitir que é meio aterrorizante.

Algumas das áreas que passam por baixo provavelmente não são surpreendentes – ilhas baixas e cidades já regadas, como Veneza, iriam desaparecer rapidamente.

Mas quando o mundo gira para a Ásia na metade do caminho, as coisas ficam bem reais, com cidades enormes como Calcutá e Xangai desaparecendo completamente no oceano (uma população combinada de quase 19 milhões de pessoas). E basta dizer que os EUA também iriam ficar bem menor. Você pode muito bem dar um beijo de despedida na Flórida.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Drones Sacrificed for Spectacular Volcano Video | National Geographic

Não é nem preciso explicar que se aproximar muito da cratera de um vulcão ativo pode ser algo extremamente perigoso, não é mesmo? Pois, no vídeo acima, vemos um time de pesquisadores e fotógrafos da National Geografic usaram vários drones para fotografar, filmar e documentar a atividade de um vulcão na ilha de Vanuatu – e acabaram sacrificando equipamentos no processo.

 

É possível que um país se desconecte completamente da internet?

Desativar completamente a internet de um país é difícil, mas pode ser feito, diz Ben Segal, um dos pioneiros da rede mundial de computadores criada há exatamente 30 anos.

A World Wide Web foi criada exatamente há 30 anos, quando o cientista britânico Tim Berners-Lee desenvolveu sua primeira proposta para uma rede mundial de computadores. Já em 1989, Berners-Lee estabeleceu a primeira conexão entre um cliente e um servidor através de um protocolo HTTP.

Caixa de pandora

“E ele ainda tem essa motivação, é claro, ele ficou um pouco desapontado, como muitos de nós, por causa do que aconteceu com a internet, a informação é poder, do ponto de vista político, achamos que seria no espírito da democracia em certo sentido, é, mas hoje vemos que pode causar danos, eu não gosto de dizer isso, mas vou dizer: nós reunimos tudo, incluindo todo o lixo, e isso é difícil de controlar “, lamentou o criador.

A primeira linha entre dois continentes

Sigal também disse que a primeira linha de comunicação entre a Europa e os Estados Unidos foi fornecida pela IBM, a renomada empresa de tecnologia dos EUA.

“A linha de comunicação tinha uma velocidade revolucionária de 1,5 megabytes por segundo na época, custava cerca de dois milhões de francos suíços por ano e a IBM pagou por três anos, mas não foi aberta ao público. Realizamos investigações “, explicou Sigal.

O fim da internet

Segal explicou ao Sputnik que “a internet foi projetada para usar conexões de backup, então é difícil desativá-la completamente, mas é possível”.

“Um problema real seria uma explosão nuclear no espaço, em alta altitude, que não causaria a morte de pessoas, mas destruiria os sistemas eletrônicos e de comunicação … Isso é conhecido há muito tempo “, disse Segal ao Sputnik.

O especialista apontou que só seria possível desabilitar completamente a Internet com uma guerra nuclear, que também destruiria toda a humanidade.

“Mas sem destruir o mundo, desabilitar a internet é difícil porque, como eu disse, a internet foi criada para funcionar com várias fontes, e desde que haja um sinal de rádio, cabo, laser, é possível se comunicar através desses protocolos”, explicou.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Os 6 traços de personalidade associados ao sucesso no trabalho

Você é curioso, consciente e competitivo? Você também tem qualidades mais misteriosas, como “fácil adaptação”, “aceitação de ambiguidade” e “abordagem de riscos”? Se sim, parabéns! Segundo uma pesquisa de psicologia, esses seis traços constituem uma personalidade de “alto potencial” que o levará longe na vida.

A verdade, obviamente, tem um pouco mais de nuances. É que os mesmos traços, em excesso, também podem prejudicar sua performance, e talvez o verdadeiro segredo para o sucesso seja saber exatamente onde você está em cada espectro e como aproveitar melhor suas forças e responder por suas fraquezas. Mas essa nova estratégia promete ser um passo importante para entendermos como nossos traços de personalidade afetam nosso trabalho.

Há um longo histórico de tentativas de entender nossa personalidade no trabalho. Um dos testes mais populares utilizados hoje é o Indicador de Tipos Myers-Briggs (MBTI), que classifica as pessoas de acordo com vários estilos de pensamento, como “introversão/extroversão” e “pensamento/sentimento”. Nove em cada dez empresas americanas usam o teste Myers-Briggs para classificar seus funcionários.

Infelizmente, muitos psicólogos sentem que a teoria por trás das diferentes categorias é atrasada e não inclui as medidas reais de performance. Um estudo sugeriu que o MBTI não é bom na previsão de sucesso de gestão. Alguns críticos até dizem que se trata de pseudociência.

“Como início de conversa é uma boa ferramenta, mas se você está usando em larga escala para prever uma performance ou para tentar encontrar candidatos de alta performance, não funciona”, diz Ian MacRae, um psicólogo e coautor do livro High Potentia (Alto Potencial, em tradução livre).

Pensando que avanços recentes nas pesquisas de psicologia poderiam ser melhores, MacRae e Adrian Furnham, da UCL (University College London), recentemente identificaram seis traços que estão consistentemente ligados ao sucesso no trabalho e que foram agora acrescentados ao Indicador de Traços de Alto Potencial (HPTI).

MacRae diz que, em casos extremos, cada traço pode ter limitações, o que significa que há um valor ideal para cada um. Ele também enfatiza que a importância relativa de cada traço será determinada pelo trabalho que você está fazendo, então os limites teriam que ser adaptados a depender da área em que você queira se dar bem em um cargo técnico, por exemplo. Mas a versão do teste que eu vi era focada em posições de liderança.

Com isso em mente, os seis traços são:

Consciência

Pessoas conscientes se dedicam aos seus planos e os levam até o fim. Elas são boas em controlar seus impulsos e pensar sobre a sabedoria de suas decisões a longo prazo. Depois de QI, a consciência é frequentemente considerada um dos melhores indicadores de sucesso educacional. No trabalho, uma alta consciência é essencial para um bom planejamento estratégico, mas em excesso pode significar que você é muito rígido e inflexível.

Adaptação

Todo mundo tem ansiedades, mas as pessoas com capacidade alta de adaptação conseguem lidar melhor com elas sob pressão sem deixar que elas influenciem negativamente seu comportamento e suas decisões. Pessoas com pontuações baixas nessa escala parecem ter uma performance ruim no trabalho, mas você pode combater esses efeitos com a mentalidade certa. Vários estudos mostraram que encarar uma situação estressante como uma potencial fonte de crescimento – em vez de uma ameaça ao seu bem-estar – pode ajudar as pessoas a se recuperarem de situações negativas mais rapidamente e de maneira mais produtiva.

Aceitação de ambiguidade

Você é o tipo de pessoa que prefere que as tarefas sejam bem definidas e previsíveis? Ou você gosta do desconhecido? Pessoas com uma tolerância alta para ambiguidade podem incorporar mais pontos de vista antes de tomar uma decisão, o que significa que elas são menos dogmáticas e suas opiniões têm mais nuances.

“Uma tolerância menor a ambiguidade pode ser considerada um tipo de característica ditatorial”, afirma MacRae. “Eles vão tentar destilar mensagens complicadas em um argumento fácil de vender e isso pode ser um traço típico de liderança destrutiva.”

O mais importante é que alguém capaz de aceitar ambiguidade achará mais fácil reagir a mudanças – como um clima econômico em evolução ou o surgimento de uma nova tecnologia – e lidar com problemas complexos e multifacetados. “Nós estamos tentando identificar a habilidade de líderes de ouvir opiniões diferentes, ouvir argumentos complexos e tentar entendê-los de uma maneira proativa em vez de simplificá-los”, acrescenta MacRae. “E nós descobrimos que, quanto mais sênior você é em uma posição de liderança, mais importante isso se torna para a tomada de decisão”.

Mas uma aceitação menor de ambiguidade nem sempre será um problema. Em algumas áreas, como em regulação, pode ser melhor ter uma estratégia de ordem que passa tudo a limpo no processo. Saber onde você está nesse espectro pode evitar que você saia muito de sua zona de conforto.

Curiosidade

Comparada a outros traços mentais, a curiosidade foi negligenciada por psicólogos. Ainda assim, pesquisas recentes mostram que um interesse inerente em novas ideias traz mais vantagens no local de trabalho: pode significar que você é mais criativo e flexível nos procedimentos que usa, pode ajudá-lo a aprender com mais facilidade, aumenta sua satisfação com o trabalho de maneira geral e o protege do burnout.

Em excesso, porém, a curiosidade também pode levá-lo a ter uma “mente borboleta” – que voa de projeto em projeto sem entrar de cabeça.

Abordagem de risco (ou coragem)

Você fugiria de um confronto potencialmente desagradável? Ou você encara sabendo que o desconforto de curto prazo resolverá a situação, trazendo benefícios a longo prazo? Previsivelmente, a capacidade de lidar com situações difíceis é crucial para posições de gestão nas quais você precisa agir por um bem maior, mesmo quando há oposição.

Competitividade

Há uma linha tênue entre buscar sucesso profissional e ter uma inveja não saudável dos outros. Na melhor das hipóteses, a competitividade pode ser uma motivação poderosa que o leva além; na pior, pode dividir equipes.

Juntos, esses seis traços consolidam a maior parte do conhecimento que temos até hoje das diferentes qualidades que influenciam a performance no trabalho, particularmente para aqueles que buscam posições de liderança.

Tão interessante quanto esses citados são os traços de personalidade que MacRae e Furnham não incluíram. A escala de extroversão-introversão, por exemplo, pode determinar como lidamos com algumas situações sociais, mas parece fazer pouca diferença na performance geral do trabalho. Nossa capacidade de concordar com os outros também não parece influenciar no sucesso profissional.

Para medir cada traço no Indicador de Traços de Alto Potencial (HPTI), os participantes precisam marcar quanto concordam ou discordam de uma série de afirmações, como “Eu fico frustrado quando não sei exatamente o que é esperado de mim no trabalho” (para descobrir a aceitação de ambiguidade) ou “meus objetivos pessoais vão além dos da minha organização” (o que mede consciência).

Líderes de multinacionais

MacRae agora validou o HPTI em vários setores, acompanhando a performance de líderes de organizações multinacionais ao longo de vários anos, por exemplo.

A pesquisa ainda está em andamento, mas outra pesquisa publicada no ano passado indicou que esses traços podem prever medidas subjetivas e objetivas de sucesso. Em uma análise, as respostas dos participantes explicaram cerca de 25% da variação de renda – o que é uma correlação razoavelmente forte (e comparável à influência da inteligência) mesmo que isso deixe muitas diferenças sem explicação. Nesse estudo, competitividade e aceitação de ambiguidade se tornaram indicadores mais fortes de remuneração, enquanto consciência pareceu prever melhor as medidas subjetivas de satisfação.

Os pesquisadores também examinaram a relação desses traços com o QI – outro fator importante em relação ao sucesso profissional – encontrando uma pequena correlação entre os dois.

Como parte de um processo de recrutamento, o HPTI pode ser usado para avaliar candidatos de alto potencial, mas MacRae diz que isso também pode ajudar no desenvolvimento pessoal, para que você possa identificar suas próprias forças e fraquezas e como lidar com elas. Também pode ser útil para construir uma equipe equilibrada, que reflete o espectro inteiro dos traços de “alto potencial”, considerando a fartura de pesquisas indicando que grupos se beneficiam com estilos diferentes de pensamento. Quase todos não terão todas as qualidades em níveis excelentes, mas isso não precisa ser um problema se temos colegas que podem nos dar um reforço.

Mas alguém chega a ser aprovado em todos esses critérios? MacRae me disse que ele pensa em algumas pessoas que passam em todos os critérios, incluindo o CEO de um banco do Canadá. “Ele era excelente em todos os traços”, diz MacRae. “E eu devo dizer que isso era muito intimidador”. Apesar desse sentimento assustador, os benefícios dessa personalidade única ficaram aparentes na reunião. “Mesmo que seja um pouco assustador trabalhar com esse tipo de pessoa, você sabe exatamente o que esperar – é alguém que você pode acreditar, confiar e respeitar.”

*Por David Robson

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*Fonte: bbc-brasil

Esta planta-robô busca por conta própria o contato com a luz para sobreviver

Durante o iminente apocalipse robótico, a humanidade vai ter que lutar contra androides super-rápidos, cães robóticos, seja lá o que for isso aqui, e, segundo o que uma nova pesquisa do MIT sugere, sistemas híbridos de plantas-robôs quase autônomos e móveis.

Conheça o Elowan, um híbrido de robô e planta feito por Harpreet Sareen e Pattie Maes, ambos do MIT Media Lab. O sistema é um verdadeiro organismo cibernético, embora não do tipo que estamos acostumados a ver: em vez de juntar o homem com a máquina, estes pesquisadores alavancaram os sinais elétricos internos produzidos pelas plantas para controlar as ações de uma plataforma robótica de duas rodas. Em testes, o Elowan foi capaz de se mover em direção a uma fonte de luz — uma ação desencadeada pela própria planta.

As plantas podem parecer meio paradonas, mas elas são surpreendentemente elétricas por natureza. Nossas amigas que vivem por meio da fotossíntese são equipadas com circuitos biológicos capazes de transmitir sinais bioeletroquímicos entre tecidos e órgãos. Esses sinais são acionados em circunstâncias especiais, como quando a planta é exposta à luz, uma mudança na gravidade (ou orientação), uma força mecânica (como o toque) e mudanças na temperatura, quando feridas. Na verdade, as plantas podem não ser móveis ou exibir consciência, mas estão armadas com uma variedade de truques para ajudá-las a prosperar e sobreviver. A transmissão interna de sinais bioeletroquímicos excita as células e tecidos dentro das células das plantas, estimulando certas ações ou respostas, como a regeneração tecidual (crescimento), a extensão das folhas em direção à luz ou o desencadeamento de uma defesa contra ameaças.

Essa rede de sinal ativo, como mostra esse novo experimento de “botânica ciborgue”, também pode ser usada para aumentar as capacidades naturais de uma planta. Neste caso, o movimento da planta é baseado em sinais bioeletroquímicos internos, que fazem com que a base robótica com rodas se mova em direção a uma fonte de luz.

Nessa demonstração, Sareen e Maes usaram eletrodos de prata nos caules, folhas e sistema radicular das plantas. Um dispositivo de interface processava e amplificava os sinais fracos emitidos pelas plantas e transmitia esses sinais para o dispositivo robótico. Nos testes, as lâmpadas foram colocadas em ambos os lados do Elowan. A planta podia sentir a luz vinda do lado iluminado, resultando em uma resposta de sinal que acionava o movimento em direção à luz. Assim, o híbrido planta-robô ia tanto para a esquerda quanto para a direita — o “agente do movimento é a planta”, nas palavras dos pesquisadores.

Para ser justo , o uso do termo “agente” pode ser um pouco exagerado. As plantas não têm “agência”, no sentido de conseguirem tomar decisões ou exercer o livre arbítrio. Em vez disso, seus circuitos internos e processos são acionados por estímulos externos, tornando-as autômatas irracionais. A alegação de que o circuito interno do Elowan está conduzindo o processo é justa, no entanto.

É um experimento bem legal, tanto em termos científicos quanto artísticos (Sareen é um artista visual e professor assistente na Parsons School of Design), mas o sistema pode ser expandido ou modificado para aplicações práticas. Parte da ideia por trás do projeto era alavancar as habilidades naturais das plantas como uma forma de aumentar ainda mais suas capacidades.

Sareen imagina extensões de plantas cibernéticas que poderiam permitir que elas crescessem e se defendessem de formas novas. Além disso, esses sistemas simbióticos poderiam ser usados para potencializar futuros sistemas eletrônicos, resultando em dispositivos com capacidades de autoalimentação, autorreparo e autocrescimento.

É tudo muito empolgante, e estamos finalmente preparando o cenário para uma singularidade tecnológica baseada em plantas. Eu, por exemplo, estou ansioso para receber nossos novos senhores vegetais.

*Por George Dvorsky

 

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*Fonte: gizmodo

91% das pessoas não relacionam produção de alimento com ameaça ambiental

91% das pessoas não reconhecem a conexão entre a produção e o consumo de alimentos –incluindo o desperdício- como a maior ameaça ao estado da vida no planeta. Essa é a conclusão de uma pesquisa divulgada pelo WWF nesta terça, Dia Mundial da Alimentação.

O sistema alimentar, que inclui a produção, o consumo e o desperdício, é o maior consumidor de recursos naturais e o maior emissor de gás de efeito estufa: usa 34% do solo e 69% da água dos rios disponíveis, e é a principal causa de desmatamento e de perda de habitat. Ao mesmo tempo, um terço de todos os alimentos produzidos nunca é consumido. O sistema alimentar é também responsável por cerca de um quarto de todas as emissões de gases de efeito de estufa um terço dos quais provém apenas dos alimentos desperdiçados.

A pesquisa encontrou uma desconexão preocupante entre os jovens: 11% dos entrevistados com idades entre 18 e 24 anos não consideram o sistema alimentar uma ameaça à natureza. Somando todas as faixas etárias, 40% das pessoas acreditam que a ameaça é “menos que significativa”. Cerca de 60% das pessoas com mais de 55 anos têm mais consciência sobre o assunto.

“A boa notícia é que podemos fazer esse sistema alimentar funcionar para as pessoas e para a natureza. Se a comida for produzida de maneira mais sustentável, distribuída de forma justa e consumida de maneira mais responsável, podemos alimentar todos sem destruir mais florestas, rios e oceanos. Precisamos aumentar a conscientização das pessoas sobre de onde a comida vem e mudar nossos comportamentos para garantir o funcionamento adequado de todo o sistema”, afirma o brasileiroJoão Campari, líder global da prática de Alimentos do WWF.

Foto: iStock by GettyImages

Encomendada pelo WWF e realizada pela YouGov, a pesquisa entrevistou 11.000 pessoas na Austrália, Brasil, Colômbia, Índia, Indonésia, Malásia, Holanda, África do Sul, Reino Unido e EUA. A escolha dos países se deveu ao fato de que eles têm sua segurança alimentar ameaçada por danos à natureza, além de oferecer contribuições significativas nos danos por meio da produção, consumo ou desperdício de alimentos.

“Na semana passada, um importante relatório da ONU destacou as ameaças causadas pelo sistema de alimentos às mudanças climáticas e o curto prazo que temos para agir. Embora haja muito sendo feito para melhorar o sistema alimentar, devemos trabalhar em todos os setores em maior escala e com maior urgência”, complementa Campari.

Segundo o levantamento, 80% dos entrevistados sentem que pode ser feito mais para resolver o problema, 66% querem especificamente que os governos tenham mais ações e 60% querem que as empresas aumentem seus esforços .

“Trabalhando juntos para realizar a Food 2.0, um sistema alimentar evoluído, todos nós temos o poder de levar a comida ao topo da agenda de conservação e ajudar a proteger nossa segurança alimentar global”, continuou Campari.

Para trabalhar em prol da Food 2.0, o WWF já possui cerca de 100 programas relacionados a alimentos em todo o mundo, em parcerias com governos, produtores de alimentos, empresas e outras organizações não-governamentais, e introduzirá vários programas globais nos próximos meses. O WWF está adotando uma abordagem sistêmica para alcançar mudanças transformadoras no setor de alimentos, concentrando-se em três áreas principais: Produção Sustentável, Dietas Sustentáveis e Perda de Alimentos e Resíduos.

 

Pensando em como os alimentos são produzidos e consumidos… qual seria a ameaça à natureza ou ao planeta, caso exista?
total Idades entre18-24 25-34 35-44 45-54 55+
Nenhuma ameaça 10% 11% 11% 10% 7% 10%
Nenhuma ameaça significante 29% 29% 27% 28% 28% 31%
Total considerando que a ameaça é menos que significante 39% 40% 38% 38% 35% 41%
Ameaça significante 52% 50% 50% 53% 57% 52%
A maior ameaça 9% 9% 12% 10% 8% 6%

 

Para cada um dos grupos, por favor, indique se você acha que eles estão fazendo muito, muito pouco ou o suficiente para garantir que todos tenham comida o suficiente enquanto protegem a natureza e o planeta da produção e consumo dos alimentos.
Governos ONGs Empresas Produtores de alimentos Consumidores
Fazendo muito menos que o necessário 32% 12% 27% 18% 22%
Fazendo menos que o necessário 34% 30% 33% 33% 37%
Fazendo o suficiente 10% 19% 10% 16% 12%
Fazendo mais que o suficiente 9% 14% 11% 13% 11%
Fazendo muito mais que o suficiente 5% 6% 7% 8% 7%
Não sei 11% 19% 13% 12% 12%

*Pontos percentuais arredondados para facilidade de referência e visualização

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*Fonte: ciclovivo

Cingapura-Nova York: como é viajar no voo mais longo do mundo

Andar de avião já é um desafio. Horas de fila, banheiros apertados, cadeiras desconfortáveis, comida sem graça… Imagine, então, como é a linha Singapura-Nova York, que começa a funcionar na próxima quinta (11).

Com 16,7 mil km de extensão e 19 horas de voo, a linha, que será operada pela Singapore Airlines, ocupará o posto de mais longa do mundo. Antes, quem detinha o título era a conexão Doha (Catar)-Auckland (Nova Zelândia), que a Qatar Airways inaugurou no ano passado e que dura pouco mais de 17 horas.

Levantando voo

A equipe responsável pelo voo fez uma parceria com um spa, o Canyon Ranch, para diminuir os danos nos corpos dos passageiros: exercícios guiados de alongamento e um cardápio leve, ainda que atraente, com pratos como camarão, lagosta e vitela.

A equipe será composta por 13 funcionários. Mas calma, não vai haver nenhum tipo de abuso ou horas extras não pagas: eles terão quatro horas de descanso durante a viagem, e ficarão em Nova York por pelo menos dois dias antes de encarar a jornada de volta.

Preços salgados

A extensa rota não é novidade: a Singapore realizava essa mesma viagem, porém cancelou a linha cinco anos atrás. O motivo foi a alta no preço nos barris de petróleo, que tornam viagens longas caras e pouco vantajosas. Agora, o barril está cotado a US$75, contra os mais de US$100 da época.

Além disso, a tecnologia deu uma ajudinha. Os aviões agora são mais leves, armazenam mais combustível e consomem menos. O modelo que vai realizar o voo mais longo do mundo é a aeronave A350-900 Ultra Long Range, que possui menos assentos e mais espaço para passageiros que o normal. Serão 67 poltronas para a classe executiva e outros 94 para a econômica premium (uma espécie de “mini-executiva”).

Isso mesmo que você leu: não haverá assentos de classe econômica comum. A passagem de ida e volta mais em conta para a linha sairá por R$ 15 mil. Haja milha para juntar no cartão.

*Por Rafael Battaglia

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*Fonte: superinteressante

Cientistas encontram sob o gelo da Antártida, algo que pode acabar toda a humanidade

A natureza do nosso planeta é muito surpreendente e incrivelmente misteriosa, o que deixa todos os cientistas perplexos há séculos com suas constantes descobertas. E recentemente, mais uma fora feita sob o gelo da Antártida. E se trata daquela que agora é considerada a maior região vulcânica do planeta, consistindo na quantidade absurda de 91 vulcões e alguns deles com mais de 3850 metros de altura.

Geólogos dizem que o circuito é semelhante ao cume vulcânico existente na África Oriental, que, como se pensava anteriormente, teria a mais densa concentração de vulcões do mundo.

“É inacreditável. Nós não esperávamos encontrar um número tão grande de vulcões. Nós suspeitamos que na camada de baixo das geleiras da Rússia também existam muitos vulcões”, – disse um dos autores do estudo Robert Bingem.

Apesar de não ser capaz de descobrir por enquanto, o quão ativo possam ser esses vulcões, os estudos mais recentes têm mostrado que eles acordam nos períodos em que a Terra está mais quente.

Portanto, os cientistas temem que se o gelo começar a derreter da forma alarmante como está acontecendo, isso poderia levar a um aumento da atividade vulcânica em toda região.

A ideia de encontrar vulcões sob a cobertura de gelo foi apresentada inicialmente por uma estudante do terceiro ano na Universidade de Edimburgo.

“A Antártica é uma das áreas menos estudadas do mundo”, – disse ele.

“Como um jovem cientista, tive o prazer de aprender sobre algo novo e que não é bem compreendida. Depois de examinar os dados existentes sobre a Antártida, comecei a detectar sinais de vulcanismo. Isso é o que me levou a essa descoberta.” revela.

Dr. Robert Bingham ressaltou a importância deste achado, porque agora os cientistas podem descobrir como vulcões afetam o gelo da Antártica.

“A compreensão da atividade vulcânica pode lançar luz sobre os seus efeitos sobre o gelo da Antártida, no passado, presente e futuro”, – disse ele.

Se verificarmos que os vulcões ativos, possam afetar adversamente o gelo da Antártida, isso iria provocar um aumento significativo nos níveis do mar em todo o mundo. Os cientistas vão rastrear agora toda a região, na procura de atividades anormais, assim poderão advertir imediatamente todos no mundo.

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*Fonte: gooru

Cientistas criam a Super Madeira: mais resistente e mais leve que aço

Cientistas de Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, desenvolveram um processo que torna a madeira muito mais densa do que ela é. Os resultados divulgados na Nature indicam que o processo final entrega uma super madeira, mais resistente e leve que o aço.

Para chegar ao resultado, a equipe ferveu a madeira em uma mistura de sulfato de sódio e hidróxido de sódio para quebrar as ligações naturais das células da planta. Após esse processo, a madeira é aquecida e comprimida para “um colapso total das paredes das células e uma completa densificação da madeira natural”, dizem os pesquisadores.

O principal desafio agora é a criação em massa da super madeira

Em comparação, o novo material é 10 vezes mais forte e até 20 vezes mais rígido do que a madeira comum. Além disso, ela é menos propensa a absorver água e ao inchaço, tornando a super madeira ótima para a construção de casas e outras edificações.

Outro ponto interessante da descoberta? A super madeira consegue parar projéteis disparados por armas de fogo. Como nota o BGR, se comparada com o Kevlar [material usado em coletes à prova de bala], a super madeira oferece uma proteção um pouco inferior com a mesma densidade — ou seja: o custo é o interessante aqui, já que ela custa uma fração do valor do Kevlar.

O principal desafio agora é a criação em massa da super madeira.

 

 

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*Fonte: tecmundo

Descubra o tempo de decomposição do papel na natureza

O Brasil produz grandes quantidades de lixo por ano, sendo que a maior parte dos materiais que são jogados no meio ambiente se mistura com os recursos naturais e acarretam uma série de problemas nos ecossistemas e na sociedade. Dentre esses materiais, o papel é um dos que mais prejudica o meio ambiente, uma vez que sua utilização é contínua, enquanto o descarte é inadequado e frequente.

Grande parte do problema associado ao descarte inadequado de papel diz respeito ao seu tempo de decomposição na natureza: a duração do processo é de quatro a seis meses, podendo até demorar mais tempo dependendo das substâncias que compõem o material. Ao longo desse período, o papel fica acumulado na natureza, causando poluição e diversos prejuízos ambientais.

A melhor alternativa para minimizar os problemas causados pelo uso excessivo e descarte inadequado de papel é a reciclagem. Entenda melhor a seguir:

Por que investir na reciclagem de papel?

O primeiro aspecto que deve ser levado em conta para entender a importância de reciclar papel são as substâncias utilizada na fabricação do papel, especialmente as que não são biodegradáveis e demoram mais tempo para se decompor naturalmente. Uma vez que os ecossistemas tendem a reutilizar os materiais que são descartados em seus espaços, um papel que não é biodegradável ou sustentável acaba interferindo nesse aproveitamento.

Outro detalhe está no acúmulo de lixo. Por mais que muitas cidades contem com serviços de coleta de lixo, esse material nem sempre é descartado de maneira apropriada, e muito papel acaba indo parar em rios, córregos, solos férteis, locais verdes e outras áreas onde a fauna e a flora são gravemente afetadas.

Além da contaminação, o papel acumulado no ambiente atrai pragas e resulta na exploração massiva de recursos naturais para produzir o papel. As pragas se proliferam com mais intensidade para os espaços públicos e até recursos que esses seres vivos dependem para sobreviver são eliminados para que o papel seja fabricado. Isso interfere no ciclo ecológico e deixa o ecossistema completamente irregular, podendo demorar meses ou até anos para se restabelecer a uma convivência tranquila.

Como solucionar o problema do descarte incorreto de papel?

A reciclagem de papel pode ser executada de maneira bem simples (clique aqui e descubra como fazer a reciclagem de papel). Além disso, o ideal é sempre dar preferência pelo uso de papéis biodegradáveis, que favorecem o reaproveitamento, causam menos danos ambientais e são até bem mais baratos que um papel comum.

A realização do descarte inteligente também é indicada, e separar o que dá para reciclar ou não já é uma excelente forma de começar. A redução do consumo de papel também é outra grande opção, para que a produção de lixo não seja em larga escala e necessite um esforço maior para fazer sua eliminação. Colabore!

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*Fonte: pensamentoverde

9 Frases que pessoas inteligentes nunca usam em uma conversa

Todos nós já dissemos coisas que as pessoas interpretam de forma muito diferente do que queríamos. Estes comentários aparentemente suaves levam à sensação horrível que somente são percebidos quando a semente da má palavra já saiu da sua boca.

Deslizes verbais ocorrem frequentemente porque nós dizemos sem pensar nas consequências. As palavras, mesmo as sutis, podem carregar uma carga negativa. Entender essas implicações requer consciência social – a capacidade de se colocar nas emoções e experiências de outras pessoas.

A Talent Smart, empresa americana de consultoria, testou a inteligência emocional (EQ) de mais de um milhão de pessoas e descobriu que a consciência social é uma habilidade que falta em muitos de nós.

Temos falta de consciência social porque nós estamos tão focados no que vamos dizer, e na maneira em que as outras pessoas estão dizendo, que somos afetados ao ponto de perdemos a noção do que vamos dizer em seguida.

Este é um problema porque as pessoas perdem facilmente o senso do equilíbrio verbal. O melhor, nestas ocasiões, é esperar a outra dizer o que pensa. E depois falar com calma e segurança para não magoar o outro.

A beleza da consciência social é que você pode fazer alguns ajustes simples para melhorar o que diz em seus relacionamentos com as outras pessoas.

Para isso, existem algumas frases que as pessoas emocionalmente inteligentes evitam em uma conversa casual. As frases seguintes são os piores crimes que você pode cometer numa conversação.

Você deve evitá-las a todo custo.

1. “Você está cansado”

Pessoas cansadas são incrivelmente desagradáveis. Têm olhos caídos, cabelo bagunçado e apresentam dificuldade de concentração. E são ranzinzas e, muitas vezes, brutas. Dizer a alguém que ele parece cansado implica dizer que ele apresenta todos os sintomas acima.

Em vez disso, diga: “Está tudo bem?”. A maioria das pessoas pergunta se alguém está cansado porque querem ser útil de alguma forma, por isso, de verdade, desejam saber se a outra pessoa está bem. Quando perguntamos: Está tudo bem? Ela tem a chance de se abrir e compartilhar o que está sentindo. Mais importante ainda: a outra pessoa vai perceber que se preocupa com ela em vez de sua indelicadeza quando pergunta: Você está cansada?

2. “Nossa, você perdeu uma tonelada de peso!”

Mais um comentário que, apesar de bem intencionado, dá a impressão de que está sendo crítico e, até, com uma dose de sarcasmo. Ao dizer que a pessoa perdeu tanto peso, sugere que você costuma olhar a gordura como pouco atraente. Em vez disso, diga: “Você continua ótima”. Esta é uma observação mais agradável. Pela simples razão: Em vez de comparações você demonstra que a vê como era.

3. “Você era muito bom para ele”

Quando alguém corta os laços de uma relação de qualquer tipo, pessoal ou profissional, este comentário implica dizer, em primeiro lugar, que ela tem mau gosto ou fez uma escolha errada.

Em vez disso, diga: “Lamento a sua perda, conte comigo!”. Isso demonstra apoio e solidariedade, sem qualquer crítica implícita.

4. “Você sempre …” ou “Você nunca …”

Ninguém sempre fez ou nunca faz nada. Isso está além dos seus limites. As pessoas não se veem unidimensional.

É um erro você tentar defini-las como tal. Estas frases põem as pessoas na defensiva e elas acabam se fechando. É uma coisa muito ruim de ouvir porque você, provavelmente, usa essas frases quando quer discutir.

Basta apontar o que a outra pessoa fez. Atenha-se aos fatos sem o erro da generalização.

A frequência deste comportamento é um problema. Em vez disso, diga: “Percebo que você fez isso muitas vezes” ou “Noto que você faz isso muitas vezes”.

5. “Você está ótima para a sua idade”

Usando “para a sua” como um qualificador sempre soa como deselegante e rude.

Ninguém precisa ser inteligente para ser um atleta ou estar em boa forma em relação a outras pessoas que estão batendo à porta de morte. As pessoas simplesmente querem ser inteligentes e capazes.

Em vez disso, diga: “Você está muito bem”. Esta é uma observação simples e agradável.

Elogios genuínos não precisam de adjetivos.

6. “Eu já falei isso antes, mas…”

Todos nós, de vez em quando, nos esquecemos de alguma coisa. Esta frase “Eu já falei isso antes…” faz parecer um insulto por deixar claro que está chateado em repetir o que já disse.

É difícil para quem a ouve, mesmo que seja alguém interessado em ouvir o seu ponto de vista. Primeiro se sente diminuído por ter que se explicar. E repetir sugere que, ou você é inseguro ou o arrogante que se acha o melhor de todos. Ou que ambas as hipóteses são verdadeiras. Em vez disso, diga “Eu não fui muito feliz em dizer o que eu queria.

Se você puder me ouvir de novo vou tentar dizer de forma mais interessante”. Dessa forma vão se lembrar do que você disse.

7. “Boa sorte”

Esta é uma forma que tem pouca ou quase nenhuma utilidade. Certamente que não é o fim do mundo se você deseja boa sorte a alguém.

Mas você pode fazer melhor porque esta frase diz que a outra pessoa vai precisar de sorte para obter sucesso. E isso não depende somente das suas habilidades.

Em vez disso, diga: “Vá em frente, eu sei que você já sabe o que tem de fazer”. O que sugere que ela tem as habilidades necessárias para ter sucesso.

Isto é melhor do que desejar-lhe sorte. Essa resposta dá mais confiança do que apenas lhe desejar “boa sorte!”.

8. “Não tenho opinião” ou “É você quem sabe”

Embora você possa ser indiferente, a sua opinião quando lhe é pedida por alguém para decidir alguma coisa, é importante para a pessoa que a solicita. Caso contrário ela não teria pedido a sua opinião. Em vez disso, diga: “Posso não ter a melhor opinião. De qualquer maneira, poderemos considerar essa questão juntos”.

Quando você der uma opinião – mesmo sem você ter a resposta pronta – isso demonstra que você se preocupa com a pessoa que solicita.

9. “Eu nunca faria isso…”

Esta frase é uma maneira agressiva para desviar a atenção do seu próprio erro. Quando a gente aponta um erro do passado de outra pessoa, provavelmente sem muita importância, demonstramos que não o perdoamos no passado. Em vez disso, diga: “Sinto muito, mas também já errei”.

Confessar que também erra é a melhor maneira de ser racional e trazer a pessoa para o seu lado. Admitir os mesmos erros é a melhor maneira de levar a discussão para um aspecto mais racional. E demonstra serenidade para que vocês possam resolver as coisas. Admitir nossa culpa é uma forma incrível para impedir o açodamento.

Juntando tudo

Na conversação diária são as pequenas coisas que fazem toda a diferença. Experimente estas sugestões para se dirigir aos outros. Você vai se surpreender com a resposta positiva que vai ganhar.

Quais as outras frases que as pessoas devem evitar? Por favor, compartilhe seus pensamentos na seção de comentários abaixo. Tanto eu quanto você podemos aprender juntos a melhor forma em lidar com as outras pessoas.

*Texto do doutor Travis Bradberry publicado originalmente em The Good Men Project. Livre adaptação de Doracino Naves para o Portal Raízes

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*Fonte: fasdapsicanalise

Pedalar mantém o sistema imunológico jovem

A imortalidade talvez seja um dom reservado para os humanos de um futuro muito, muito distante. Mas se manter ativo durante a vida adulta pode ajudar com algo importantíssimo: um sistema imunológico robusto que se parece décadas mais jovem do que o esperado. Essa é a descoberta de um novo estudo publicado na última semana no periódico Aging Cell.

Pesquisadores do Reino Unido examinaram o sangue de 125 pessoas com mais de 55 anos que pedalaram regularmente durante suas vidas, procurando por marcadores de produção da célula T. As células T são as principais defensoras do sistema imunológico, encarregadas de uma série de papéis, como o reconhecimento e neutralização de invasores.

Os cientistas compararam os adultos de meia idade fitness com 75 pessoas saudáveis de idades similares, mas que não se exercitavam. Além disso, também fizeram a comparação com 55 jovens adultos que não eram tão ativos. Os ciclistas mais velhos tinham no geral níveis maiores de células T jovens e recém criadas do que os pares sedentários. A surpresa foi que os níveis eram quase os mesmos encontrados no grupo mais jovem.

A descoberta sugere que o declínio gradual do nosso sistema imunológico, também conhecido como imunossenescência, pode ser algo evitável. “Concluímos que muitas características da imunossenescência podem ser conduzidas pela redução de atividades físicas com o avanço da idade”, escreveram os autores.

O estudo não é o primeiro a mostrar diferenças claras entre pessoas ativas e o restante da população. Outra pesquisa descobriu que um estilo de vida sedentário pode aumentar o risco de uma variedade de doenças crônicas como problemas cardiovasculares, obesidade e certos cânceres, especialmente conforme envelhecemos.

O novo estudo, no entanto, destaca ainda mais o papel de um sistema imunológico forte para que pessoas mais velhas se mantenham saudáveis.

“O sistema imunológico declina cerca de 2% a 3% por ano a partir dos nossos 20 anos, e é por isso que as pessoas mais velhas são mais suscetíveis a infecções, condições como artrite reumatóide e, potencialmente, câncer”, disse à BBC a coautora do estudo Janet Lord, professora e diretora do Instituto de Envelhecimento e Inflamação da Universidade de Birmingham. “O fato dos ciclistas terem um sistema imunológico de um jovem de 20 anos em vez de 70 ou 80 anos significa que conseguiram adicionar proteções a todos esses problemas”.

Nem tudo era igual entre os mais jovens e os aspirantes a modelos fitness. Os ciclistas tinham níveis maiores de memória nas células T. E os níveis de uma determinada população de células imunológicas, conhecidas como células T CD28−ve, CD57+ve, eram iguais entre os idosos ativos e não ativos.

Acredita-se que presença de ambos os tipos de células T aumentam ao passo que somos expostos a mais invasores ao longo da vida, dizem os pesquisadores. Isso sugere que mesmo as pessoas mais ativas mostrarão alguns sinais de desgaste à medida que envelhecem.

Ainda assim, os pesquisadores teorizam que permanecer ativo não só protegem de doenças como câncer, mas também aumenta a eficácia de vacinas. Eles planejam estudar o mesmo grupo de ciclistas para testar sua teoria sobre as vacinas.

 

 

 

 

 

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*Fonte: gizmodo

Você sabia que o Polo Norte está se movendo em direção à Inglaterra?

Todo mundo aprendeu que o Polo Norte da Terra se encontra, bem, no Polo Norte, certo? No entanto, a verdade é que a localização exata dos polos terrestres não é assim tão estável como parece, e exploradores e cientistas vêm monitorando sua movimentação desde 1899. Aliás, só para você ter uma ideia, ao longo de todo o século 20, os pesquisadores perceberam que o Polo Norte estava se movendo em direção ao Canadá.

Agora, de acordo com Kata Karáth, do portal New Scientist, novos levantamentos revelaram que o Polo Norte está se movendo gradualmente em direção ao Reino Unido. Segundo os especialistas, é possível que a mudança de endereço seja resultado da forma como o aquecimento global está afetando a maneira como o nosso planeta gira sobre o próprio eixo devido às alterações na distribuição de água no mundo e contínuo degelo das regiões polares.

Mudança de endereço

Segundo Fiona MacDonald, do portal Science Alert, após passar quase um século seguindo cerca de 10 centímetros por ano em direção à Baía de Hudson, no Canadá, os cientistas responsáveis por monitorar a posição dos polos detectaram uma rápida mudança de direção há cerca de 15 anos.

Foi então que, repentinamente, o Polo Norte sofreu um redirecionamento — de 75 graus para o leste — e começou a se mover com quase o dobro da velocidade anterior, ou seja, 17 centímetros por ano, para o Meridiano de Greenwich. A mudança abrupta pegou todo mundo de surpresa, e foi só agora que um grupo de cientistas na NASA conseguiu descobrir quem está por trás do fenômeno. Alerta de spoiler: o Papai Noel não tem nada a ver com isso!

Ações humanas

A equipe avaliou imagens de satélite capturadas entre 2003 e 2015 e descobriu que existe uma forte ligação entre a distribuição de água no planeta e o eixo de rotação da Terra. Na realidade, os cientistas já suspeitavam que essa podia ser a causa da mudança de posicionamento dos polos, mas, até então, todos acreditavam que ela estava associada ao derretimento do manto de gelo da Groelândia e à perda de gelo na Antártida.

Não só somos responsáveis em grande parte pelo aquecimento global, como estamos alterando o eixo de rotação do planeta!

Contudo, uma análise mais minuciosa apontou que o degelo dessas duas regiões não era suficiente para gerar a energia necessária para mover o eixo de rotação da Terra tão para o leste. Os pesquisadores descobriram, então, na verdade, que mudanças na distribuição de água em terra, mais precisamente, em uma área entre a Ásia e a Europa, também exercem uma forte influência no redirecionamento do polo.

Variações na distribuição de água no mundo

Segundo os cientistas, o subcontinente indiano e a região do Mar Cáspio estão perdendo uma enorme quantidade de água — e, dessa forma, contribuindo para que o eixo da Terra se mova para o leste. Mas, apesar de a notícia sobre a mudança de endereço do Polo Norte parecer alarmante, os pesquisadores afirmaram que os terráqueos não têm há nada a temer, já que as nossas vidas cotidianas não serão afetadas.

Entretanto, saber onde, exatamente, os polos se encontram e como a Terra gira é de extrema importância no que diz respeito ao posicionamento de satélites, assim como aos sistemas de navegação e GPS. Além disso, o monitoramento permitirá que os cientistas possam mapear as mudanças na distribuição da água sofridas pelo nosso planeta nas últimas décadas.

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*Fonte: mundocurioso

Pesquisadora passou anos no 4chan para explicar o cinismo que domina a web

Em novo livro, professora americana destrincha a ambivalência e a mordacidade niilista que impera nos memes e discursos online.

The Ambivalent Internet [A Internet Ambivalente, em tradução livre] é um livro teórico que compara a cultura online ao folclore, um meio desregrado porém profundamente tradicional em que histórias (ou memes, no caso) são transmitidas de geração em geração e evoluem a cada narração.

Os autores Ryan Milner e Whitney Phillips, professores de Comunicação e Estudos Literários, exploram o ato de contar histórias na rede, dos contos da creepypasta ao Xeroxlore, de Harambe a Hulk Hogan. O estudo trabalha o tema da ambiguidade linguística: se queremos mesmo dizer o que publicamos na internet e, em caso negativo, o que então queremos dar a entender.

Conversei com Phillips via Skype. Ela é professora assistente da Universidade Mercer, na Geórgia, Estados Unidos, e autora do livro This is Why We Can’t Have Nice Things, estudo sobre trollagem e seu contexto cultural. Ela se infiltrou no 4chan por anos a fio para pesquisar e escrever.

“O folclore oferece ferramentas perfeitas para descrever comportamentos cambiantes, [como, por exemplo] como pessoas interagem entre si, e como as tradições mudam com o tempo”, ela comentou.

O que se destaca no livro é o tratamento da internet enquanto cultura escrita, uma tapeçaria de ficção colaborativa. Phillips vê as redes sociais como uma tela desordenada, em constante mudança, algo difícil de definir, quanto mais compreender. “As ferramentas da escrita online permitem que as pessoas não só coloquem mais significados em jogo, como criem coisas completamente novas… As pessoas agora fazem parte da produção cultural e não só respondem a ela”, diz.

Milner e Phillips optaram por entregar a versão final do livro no dia após as eleições americanas de 2016. “De certa forma, o livro foi escrito em outra era — a era Trump tem vida própria, embora os conceitos discutidos no livro ainda sejam relevantes”, disse ela. Com efeito, o texto aborda a ascensão de um tipo específico de sectarismo online em que a ambivalência serve de véu para discursos de ódio. Os jornalistas têm dificuldades em entender o “humor” da nova direita, a chamada alt-right, ao passo que qualquer pessoa que se magoe vira um “bunda-mole sensível”.
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“Se foi com cinismo e ironia que chegamos até aqui, não será assim que sairemos dessa. Ok, corremos o risco de soar piegas, mas qual é a alternativa?”

Phillips mapeia o trajeto dessa vertente de cinismo niilista nas comunidades de trollagem, que emergiu depois do atentado de 11 de setembro. Em 2003, enquanto as guerras no Afeganistão e no Iraque pegavam fogo, o presidente Bush aconselhou o público a combater o terrorismo com passeios na Disney. Na época, o 4chan começou a desenvolver seu tom característico, aquele que nada além do “kkkkkkk” importa.

Por fim, esse niilismo todo foi absorvido por alguns segmentos de massa. “A ironia e o cinismo foram incorporados no DNA de boa parta da cultura online”, explicou Phillips. “E o fato desse tom ter emergido no momento em que emergiu, e ainda prevalecer, pelo menos em certas comunidades, não é coincidência — o folclore é sempre um reflexo de seu tempo.”

A influência do 4chan culmina no capítulo final do livro sobre um vídeo intitulado “Trump Effect” [Efeito Trump]. Inspirado na franquia de games Mass Effect, o clipe é uma orgia de hipérboles militaristas. Aparecem veteranos sem-teto e uma águia ao som de um coro. Eis que surge Hillary gargalhando, Ben Carson sonolento e uma bandeira dos Estados Unidos toda rasgada, tudo narrado por um Martin Sheen malévolo. Capaz que o vídeo seja uma sátira; capaz que seja apoio fanático. O próprio Trump o retuitou.

Ainda que o livro mantenha distância acadêmica, a própria Phillips defende a sinceridade com unhas e dentes. “Esse tipo de cinismo não envelheceu bem em 2017. Nunca passou de ladainha; representou sempre uma posição privilegiada para se tomar. Para as pessoas sob ameaça, não há tempo e espaço para ser irônico. Elas não têm escolha além de se importar”, diz.

Phillips acredita que a mudança está por vir e que a ambivalência tem seus limites. “Se foi assim que chegamos até aqui, com cinismo e ironia, não será assim que sairemos dessa. OK, corremos o risco de soar piegas, mas qual é a alternativa?”, disse ela.

A mudança pertence àqueles que ousam clamá-la: “Não há nada mais vulnerável nas redes do que dizer que você se importa. Isso demanda certa coragem, sobre a qual nada sabe o cinismo.”

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*Fonte: motherboard

8 regras simples para se comunicar com um manipulador

Os manipuladores têm a capacidade de cultivar em nós o sentimento de culpa, nos chantagear e mentir descaradamente. Acabamos fazendo o que eles querem e mandam, mesmo que para isso seja preciso ultrapassar nossos próprios limites, como se nossa vontade nem sequer existisse. Esse jogo pode durar anos, envenenando a vida quem é manipulado.

Para que você se defenda deste tipo de pessoa, algumas “normas de segurança” que foram criadas pelo expert em comunicação e treinamento Preston Ni:

Lembre-se de seus direitos inalienáveis

Você tem direito a ser respeitado por outras pessoas.

Tem direito a expressar seus sentimentos, opiniões e vontades

Tem direito de estabelecer suas prioridades.

Tem o direito de dizer “não” sem que se sinta culpado.

Tem direito de receber aquilo pelo que pagou.

Tem direito a expressar seus pontos de vista, mesmo que eles sejam diferentes dos demais.

Tem direito de se proteger de ameaças físicas, morais e emocionais.

E você tem direito a construir sua vida de acordo com sua própria noção de felicidade.

Estes são os limites do seu espaço pessoal. Claro que os manipuladores são grandes destruidores dos nossos limites, que não respeitam nem reconhecem nossos direitos. Porém apenas nós mesmos somos os responsáveis por nossas próprias vidas.

Mantenha distância

Durante a comunicação, um manipulador mudará sua máscara o tempo todo: com uma pessoa pode ser extremamente educado, enquanto com outro pode reagir com violência e grosseria. Em uma situação se fará passar por alguém indefeso, enquanto em outra deixará aparecer seu lado agressivo.

Se você já percebeu que a personalidade de alguém tem a tendência de refletir este tipo de extremos, o melhor que você pode fazer é manter uma distância segura dessa pessoa e não se relacionar com ela a menos que seja realmente necessário.

O mais comum é que os motivos que levam a este comportamento sejam complexos e tenham raízes na infância. Corrigir, educar ou salvar um manipulador não é problema seu.

Não leve-o a sério

A tarefa de um manipulador é brincar com suas fraquezas. Não surpreende se, na presença de alguém assim, você passar a sentir sua “incapacidade” e até tentar culpar a si mesmo por não obedecer às ordens daquela pessoa.

Identifique essas emoções e lembre que o problema não está em você. Estão te manipulando para fazer com que você sinta que não é suficientemente bom, e por isso deveria estar disposto a se submeter às vontades de outro alguém, chegando a renunciar aos seus próprios direitos.

Analise sua relação com um manipulador respondendo mentalmente às seguintes perguntas:

Esta pessoa me demonstra verdadeiro respeito?

Suas exigências e solicitações são bem fundamentadas?

É uma relação equilibrada? Talvez você seja um dos que se esforça enquanto o outro só recebe os benefícios?

Esta relação me impede de manter uma boa relação comigo mesmo?

As respostas a estas perguntas ajudarão você a entender de quem é o problema, se ele está em você ou na outra pessoa.

Faça-o perguntas para testar

Os manipuladores sempre tentarão coagir você com suas solicitações ou pedidos, fazendo com que você se esqueça de si mesmo e das suas necessidades. Se o manipulador tenta te ofender ou refutar seus argumentos, mude o foco de atenção: de você mesmo para seu interlocutor.

Faça-o algumas perguntas de teste e ficará mais claro para você se tal pessoa tem ao menos um pouco de autocrítica e/ou vergonha.

“Você acha que é justo o que está me pedindo?”

“Você acha que isso é justo comigo?”

“Posso ter minha própria opinião a respeito disso?”

“Você está perguntando ou afirmando?”

“O que eu recebo em troca?”

“Você acha mesmo que eu… (reformule o pedido do manipulador)…?”

Fazer estas perguntas é como colocar o manipulador em frente a um espelho, onde a pessoa verá o “reflexo”, a verdadeira natureza de seu pedido.

Ainda assim, existe um tipo único de personagem que sequer se dará ao trabalho de ouvir você, e insistirá constantemente em favor próprio. Nesse caso, siga os seguintes conselhos:

Não se apresse!

Outra das estratégias preferidas do manipulador é forçar você a responder ou agir de imediato. Numa situação em que o tempo passa rápido, é mais fácil para ele manipular para conseguir o que deseja (na linguagem de vendas, seria como dizer “fechar logo o negócio”).

Se você sente que estão te pressionando, não se apresse a tomar uma decisão. Use o fator tempo a seu favor, retire a chance de ter sua vontade coagida. Você manterá o controle da situação dizendo apenas “eu vou pensar”.

São palavras muito eficientes! Faça uma pausa para analisar prós e contras: determine se você quer continuar discutindo sobre o assunto ou dar um “não” definitivo.

Aprenda a dizer ‘não’

Saber dizer ‘não’ é a parte mais importante na arte da comunicação. Uma negação clara permite que você se mantenha imóvel em sua opinião, criando uma boa relação com seu interlocutor (se as intenções dele forem saudáveis).

Lembre-se de que você tem o direito de estabelecer suas prioridades, tem direito a dizer ‘não’ sem por isso sentir qualquer tipo de culpa. Você tem direito a escolher seu próprio caminho à felicidade.

Fale-o sobre as consequências

Como resposta às intromissões grosseiras no seu espaço pessoal e à dificuldade em aceitar seu ‘não’, fale ao manipulador sobre as consequências de seus atos.

A capacidade de identificar e expor de forma convincente os possíveis resultados é um dos métodos mais eficientes de truncar o jogo do manipular. Você o colocará num beco sem saída, obrigando-o a mudar de atitude com relação a você ou até a revelar qual era seu plano, inviabilizado-o.

Defenda-se de zombarias e ofensas

Às vezes os manipuladores chegam a ofender ou até zombar diretamente, tentando assustar suas vítimas ou causar nelas algum tipo de sofrimento. O mais importante é lembrar que as pessoas assim se apegam ao que acreditam ser uma fraqueza. Enquanto você for passivo e obediente, será um alvo fácil diante de seus olhos.

O curioso sobre isso é que, na maior parte dos casos, este tipo de pessoa é, na realidade, covarde: logo que a vítima começa a demonstrar personalidade e a defender seus direitos, o manipulador se retira. Esta regra funciona em qualquer esfera da sociedade, seja na escola, na família, ou até no trabalho.

Lembre-se que não vale a pena entrar numa briga, basta manter a calma e deixar clara sua opinião.

De acordo com estudos, muitos abusadores foram ou são vítimas de abusos. É óbvio que esta condição não justifica de maneira alguma seu comportamento, mas é importante lembrar para responder a seus atos com sangue frio e sem remorso algum.

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*Fonte: resilienciamag

Alimentos processados: os inimigos errados

No mundo da alimentação e da saúde, a palavra “processado” é praticamente um palavrão.

Publicitários, empresas e até autores costumam alertar sobre os perigos do processamento de alimentos, mas as pessoas sequer sabem o que isso realmente significa, e porque, na maioria das vezes, é uma coisa boa.

Definição

Segundo o Instituto de Tecnólogos de Alimentos dos EUA, o processamento de alimentos é simplesmente “a alteração de alimentos do estado em que são colhidos ou cultivados para melhor preservá-los e alimentar os consumidores”.

Isto pode incluir “lavar, moer, misturar, refrigerar, armazenar, aquecer, congelar, filtrar, fermentar, extrair, centrifugar, fritar, secar, concentrar, pressurizar, irradiar, colocar no micro-ondas e embalar”.

Só a partir desta explicação, já fica claro que os seres humanos começaram a processar alimentos pelo menos 790 mil anos atrás. Cozinhar carne de caça, inclusive, é mencionado pelos cientistas como um avanço inestimável para nossa evolução.

O cozimento queimou bactérias e fez a carne e os músculos mais facilmente mastigáveis e digeríveis, e é provável que graças a essa forma rudimentar de processamento que nosso cérebro cresceu tanto e se tornou tão grande.

Mecânico x químico

É claro, os “críticos” dos alimentos processados diriam que eles não se preocupam com os processados mecanicamente, apenas os processados quimicamente. Alimentos alterados em laboratório não são “alimentos naturais”, eles argumentam.

Essa diferenciação é muito simplificada. Por exemplo, o óleo de coco é tão “natural” quanto qualquer alimento hoje em dia, e é composto 82% de gordura saturada.

“Quão natural é um alimento é completamente irrelevante para o quão saudável ele é”, afirmou o Dr. Steven Novella, presidente da New England Skeptical Society. “Estamos fazendo com que as pessoas se concentrem na coisa errada, e eu acho que isso é altamente problemático”.

Stacey Nelson, gerente de nutrição clínica no Massachusetts General Hospital, afiliado à Universidade de Harvard, concorda. “Ignore o marketing na frente do pacote, e vá diretamente à lista de ingredientes”.

Lá, juntamente com a leitura dos fatos nutricionais, você pode tomar uma decisão esclarecida sobre o que colocar no seu corpo. Alimentos com alto teor de açúcar, gordura saturada e sódio, mas com baixa fibra, proteína e minerais, você provavelmente deve comer menos.

Vantagens

O processamento pode ser uma força tanto para o bem quanto para o mal da nossa saúde.

Ele nos deu batatas fritas, refrigerantes, biscoitos e toda a porcaria disponível por aí, mas também concedeu a milhões de pessoas acesso a frutas e vegetais, uma vez que a preservação e o congelamento químicos permitem que eles sejam transportados por milhares de quilômetros.

Além disso, a pasteurização significa que as pessoas já não ficam doentes por beber leite. E adicionar vitaminas e minerais a produtos como pães e cereais contribuiu incontestavelmente para a saúde de todos.

“Se o enriquecimento e a fortificação não estivessem presentes, grandes porcentagens da população teriam ingestões inadequadas de vitaminas A, C, D, E, tiamina, folato, cálcio, magnésio e ferro”, a Sociedade Americana de Nutrição declarou recentemente.

Conclusão

O processamento de alimentos não é inerentemente bom ou ruim; é uma ferramenta. Olhando para o futuro, cientistas podem criar amidos que resistem à digestão e, portanto, possuem menos calorias. Também podem alterar a estrutura do sal para dar o mesmo sabor enquanto adiciona menos sódio aos alimentos. E podem utilizar novas tecnologias como radiação ionizante, processamento de alta pressão e processamento de campo elétrico pulsado para esterilizar alimentos, mantendo os nutrientes intactos.

Infelizmente, as grandes empresas de alimentos estão bem conscientes de que os consumidores valorizam o gosto acima de tudo, e podem prontamente projetar alimentos com um sedutor coquetel de sal, gordura e açúcar – os chamados alimentos “ultraprocessados” – que contribuem muito para a obesidade.

Mas isso não significa que devemos demonizar alimentos processados. Precisamos deles; dos certos. [RealClearScience]

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*Fonte: hypescience

 

Por que o governo japonês está fechando cursos de humanas?

Nos últimos dois anos, mais de 20 universidades japonesas anunciaram cortes nos seus departamentos de ciências humanas e sociais. A medida acompanha uma orientação do governo que vem sendo contestada: a de focar investimentos produção de conhecimento científico que atende às necessidades mais imediatas da sociedade.

Desde a publicação de uma nota do Ministro da Educação do Japão, Hakubun Shimomura, em 2015, pelo menos 26 das 60 universidades no Japão que possuíam departamentos de ciências humanas fecharam esses cursos ou reduziram o corpo docente. No texto, o ministro recomenda que a administração das universidades “tomem medidas para abolir organizações de ciências humanas e sociais ou convertê-las para servir a áreas que atendem melhor às necessidades da sociedade”.

A partir desta nova orientação, de acordo com uma pesquisa realizada pelo jornal japonês The Yomiuri Shimbun, pelo menos 17 universidades aboliram os processos seletivos de alunos para os cursos de ciências humanas e sociais, incluindo cursos como Direito e Economia.

O presidente da Universidade de Osaka, Nishio Shojiro, foi um dos primeiros a apoiar a ideia e, na ocasião, incentivou a administração de demais instituições a “pensar de modo proativo sobre o que podem fazer” para adequar o perfil das universidades. Com formação e carreira em tecnologia, o líder da maior universidade do país afirmou que estudos na área de humanidades não costumam ter “um foco forte em responder às demandas da sociedade”.

A posição é alinhada à do primeiro-ministro, Shinzo Abe, que é caracterizado por um perfil voltado para resultados e focado em reassegurar a conjuntura política e econômica do país.

“Em vez de aprofundar pesquisas acadêmicas que são altamente teóricas, vamos conduzir uma educação mais prática e vocacional, que antecipa melhor as demandas da sociedade”, declarou Abe.

O enxugamento das áreas de ciências humanas e sociais é parte do plano do primeiro-ministro de colocar pelo menos 10 universidades japonesas no ranking das 100 melhores universidades do mundo na próxima década. Hoje, apenas a Universidade de Tokyo e a Universidade de Kyoto estão no ranking, em 39º e a 91º lugar, respectivamente.

Reação

Mas são justamente as duas universidades melhores posicionadas nos rankings mundiais que lideram a resistência contra o fim das ciências humanas e fazem parte da parcela de instituições que mantém os investimentos na área. Para a presidente da Universidade de Shiga, Sawa Takamitsu, o perfil do governo japonês é “anti-intelectual” e diminui as chances das instituições alcançarem melhores posições no ranking mundial.

“Acredito que se o Japão leva a sério o objetivo de ter 10 das suas universidades no ranking mundial das 100 melhores, seria muito mais eficaz e vantajoso promover, ao invés de abolir ou cortar a educação e pesquisa em ciências humanas e sociais”, defende Takamitsu em editorial publicado no Japan Times.

 

O objetivo, segundo acadêmicos do país, falha por manter o foco no curto prazo, priorizando apenas posições em rankings, sem se voltar para uma reforma de longo prazo que resolva efetivamente os problemas estruturais da educação superior.

Segundo Takamitsu, o Ministério da Educação do Japão sugeriu que os estudantes de ciências humanas das universidades japonesas deveriam estudar programação de softwares de contabilidade em vez de livros de economia e desenvolver habilidades de tradução simultânea entre o japonês e o inglês em vez de ler as obras de Shakespeare. “Essas propostas são revoltantes e não consigo tolerar anti-intelectuais distorcendo as políticas governamentais relacionadas a educação”, critica Takamitsu.

Entidades do setor da educação do país também são contrárias às mudanças. O Conselho de Ciência do Japão, organização multidisciplinar de cientistas japoneses, publicou uma declaração expressando oposição e “profunda preocupação” em relação ao que isso representa para o meio acadêmico.

“A academia contribui para a criação de uma sociedade culturalmente e intelectualmente mais rica. Vemos como a nossa missão produzir, aperfeiçoar e compartilhar percepções equilibradas e aprofundadas de conhecimento acerca da natureza, dos seres humanos e da sociedade. Portanto, ciências humanas e sociais fazem uma contribuição essencial para o conhecimento acadêmico como um todo”, diz a declaração.

Reflexo natural

A tendência japonesa de minimizar as ciências humanas em detrimento das ciências naturais não vem de hoje. Esse enfoque nas áreas voltadas pra o desenvolvimento tecnológico é reflexo de medidas instauradas durante a Segunda Guerra Mundial, quando o então primeiro-ministro, Kishi Nobusuke, determinou que todos os departamentos de ciências humanas e sociais fossem abolidos das instituições de ensino públicas para que pudessem focar em ciências naturais e engenharia.

A resolução foi parte de uma série de medidas do governo japonês que levaram o país a se recuperar do impacto econômico da guerra – hoje, o país é a terceira maior economia do mundo por Produto Interno Bruto (PIB) nominal.

Ao mesmo tempo, o Japão passa por dois processos de aumento dos gastos públicos: de um lado, o envelhecimento demográfico, associado a uma política de imigração restritiva, diminui a mão de obra no mercado; do outro, um número cada vez menor de jovens ingressam no ensino superior. A expectativa dos defensores da proposta é de que os cortes em humanidades levem esses jovens para as ciências naturais e acelerem o desenvolvimento das inovações em ciência e tecnologia, aquecendo a economia do país.

Mas as políticas econômicas do primeiro-ministro japonês, que impulsionaram as mudanças nas universidades, não têm trazido a reforma esperada na economia do país: tentativas de aceleração da produtividade não foram suficientes para aumentar a inflação do país, que permanece abaixo dos 2%, refletindo o baixo índice de compra da população. Do mesmo modo, o crescimento do PIB até abril foi de 0,3%, e a popularidade de Abe caiu para 30%.

 

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*Fonte: gazetadopovo

“Como Vejo o Mundo” – um texto profundamente filosófico de Albert Einstein

“Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro por que estou nesta terra, mas às vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente, mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes às minhas.

E cada dia, milhares de vezes, sinto minha vida — corpo e alma — integralmente tributária do trabalho dos vivos e dos mortos. Gostaria de dar tanto quanto recebo e não paro de receber. Mas depois experimento o sentimento satisfeito de minha solidão e quase demonstro má consciência ao exigir ainda alguma coisa de outrem. Vejo os homens se diferenciarem pelas classes sociais e sei que nada as justifica a não ser pela violência. Sonho ser acessível e desejável para todos uma vida simples e natural, de corpo e de espírito.

Recuso-me a crer na liberdade e neste conceito filosófico. Eu não sou livre, e sim às vezes constrangido por pressões estranhas a mim, outras vezes por convicções íntimas. Ainda jovem, fiquei impressionado pela máxima de Schopenhauer: “O homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode querer o que quer”; e hoje, diante do espetáculo aterrador das injustiças humanas, esta moral me tranquiliza e me educa. Aprendo a tolerar aquilo que me faz sofrer. Suporto então melhor meu sentimento de responsabilidade. Ele já não me esmaga e deixo de me levar, a mim ou aos outros, a sério demais. Vejo então o mundo com bom humor. Não posso me preocupar com o sentido ou a finalidade de minha existência, nem da dos outros, porque, do ponto de vista estritamente objetivo, é absurdo. E no entanto, como homem, alguns ideais dirigem minhas ações e orientam meus juízos. Porque jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo.

Em compensação, foram ideais que suscitaram meus esforços e me permitiram viver. Chamam-se o bem, a beleza, a verdade. Se não me identifico com outras sensibilidades semelhantes à minha e se não me obstino incansavelmente em perseguir este ideal eternamente inacessível na arte e na ciência, a vida perde todo o sentido para mim. Ora, a humanidade se apaixona por finalidades irrisórias que têm por nome a riqueza, a glória, o luxo. Desde moço já as desprezava.

Tenho forte amor pela justiça, pelo compromisso social. Mas com muita dificuldade me integro com os homens e em suas comunidades. Não lhes sinto a falta porque sou profundamente um solitário. Sinto-me realmente ligado ao Estado, à pátria, a meus amigos, a minha família no sentido completo do termo. Mas meu coração experimenta, diante desses laços, curioso sentimento de estranheza, de afastamento e a idade vem acentuando ainda mais essa distância. Conheço com lucidez e sem prevenção as fronteiras da comunicação e da harmonia entre mim e os outros homens. Com isso perdi algo da ingenuidade ou da inocência, mas ganhei minha independência. Já não mais firmo uma opinião, um hábito ou um julgamento sobre outra pessoa. Testei o homem. É inconsistente.

A virtude republicana corresponde a meu ideal político. Cada vida encarna a dignidade da pessoa humana, e nenhum destino poderá justificar uma exaltação qualquer de quem quer que seja. Ora, o acaso brinca comigo. Porque os homens me testemunham uma incrível e excessiva admiração e veneração. Não quero e não mereço nada. Imagino qual seja a causa profunda, mas quimérica, de seu sentimento. Querem compreender as poucas idéias que descobri. Mas a elas consagrei minha vida, uma vida inteira de esforço ininterrupto.

Fazer, criar, inventar exigem uma unidade de concepção, de direção e de responsabilidade. Reconheço esta evidência. Os cidadãos executantes, porém, não deverão nunca ser obrigados e poderão escolher sempre seu chefe.

Ora, bem depressa e inexoravelmente, um sistema autocrático de domínio se instala e o ideal republicano degenera. A violência fascina os seres moralmente mais fracos. Um tirano vence por seu gênio, mas seu sucessor será sempre um rematado canalha. Por esta razão, luto sem tréguas e apaixonadamente contra os sistemas dessa natureza, contra a Itália fascista de hoje e contra a Rússia soviética de hoje. A atual democracia na Europa naufraga e culpamos por esse naufrágio o desaparecimento da ideologia republicana. Aí vejo duas causas terrivelmente graves. Os chefes de governo não encarnam a estabilidade e o modo da votação se revela impessoal. Ora, creio que os Estados Unidos da América encontraram a solução desse problema. Escolhem um presidente responsável eleito por quatro anos. Governa efetivamente e afirma de verdade seu compromisso. Em compensação, o sistema político europeu se preocupa mais com o cidadão, com o enfermo e o indigente. Nos mecanismos universais, o mecanismo Estado não se impõe como o mais indispensável. Mas é a pessoa humana, livre, criadora e sensível que modela o belo e exalta o sublime, ao passo que as massas continuam arrastadas por uma dança infernal de imbecilidade e de embrutecimento.

A pior das instituições gregárias se intitula exército. Eu o odeio. Se um homem puder sentir qualquer prazer em desfilar aos sons de música, eu desprezo este homem… Não merece um cérebro humano, já que a medula espinhal o satisfaz. Deveríamos fazer desaparecer o mais depressa possível este câncer da civilização. Detesto com todas as forças o heroísmo obrigatório, a violência gratuita e o nacionalismo débil. A guerra é a coisa mais desprezível que existe. Preferiria deixar-me assassinar a participar desta ignomínia.

No entanto, creio profundamente na humanidade. Sei que este câncer de há muito deveria ter sido extirpado. Mas o bom senso dos homens é sistematicamente corrompido. E os culpados são: escola, imprensa, mundo dos negócios, mundo político.

O mistério da vida me causa a mais forte emoção. É o sentimento que suscita a beleza e a verdade, cria a arte e a ciência. Se alguém não conhece esta sensação ou não pode mais experimentar espanto ou surpresa, já é um morto-vivo e seus olhos se cegaram. Aureolada de temor, é a realidade secreta do mistério que constitui também a religião. Homens reconhecem então algo de impenetrável a suas inteligências, conhecem porém as manifestações desta ordem suprema e da Beleza inalterável. Homens se confessam limitados e seu espírito não pode apreender esta perfeição. E este conhecimento e esta confissão tomam o nome de religião. Deste modo, mas somente deste modo, soa profundamente religioso, bem como esses homens. Não posso imaginar um Deus a recompensar e a castigar o objeto de sua criação. Não posso fazer idéia de um ser que sobreviva à morte do corpo. Se semelhantes idéias germinam em um espírito, para mim é ele um fraco, medroso e estupidamente egoísta.

Não me canso de contemplar o mistério da eternidade da vida. Tenho uma intuição da extraordinária construção do ser. Mesmo que o esforço para compreendê-lo fique sempre desproporcionado, vejo a Razão se manifestar na vida.”

Texto extraído do livro Como Vejo o Mundo, da editora Nova Fronteira.

 

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*Fonte: pensamentocontemporaneo

 

8 sons misteriosos em alto-mar que a ciência ainda não explicou

Esses ruídos captados em mar aberto viraram um mistério científico e ganharam até nome.

 

Pato, sapo ou lula?
NOME DO SOM Quacker
ONDE Atlântico Norte e Ártico

Durante a 2ª Guerra Mundial, umsubmarinosoviético registrou estranhos ruídos descritos pelos tripulantes como “quacking” – a onomatopeia que os russos usam para representar o coaxar de umsapo. Mas os sonares não detectaram nada! A melhor hipótese dos cientistas era que se tratava de umalula-gigante, que não foi captada no sonar por não ter ossos. O mistério perdura…


Abalou geral

NOME DO SOM Bloop
ONDE Oceano Pacífico

Foi registrado uma única vez, em 1997, pela NOAA, mas fascinou pelo seu alcance gigantesco: mais de 5 km! Muitos acharam que era um monstro marinho. Entretanto, pesquisadores garantiram que nenhum animal poderia produzir um som tão intenso. Hoje, supõe-se que foi um “icequake” (uma rachadura gigante num iceberg) que aconteceu na Antártida


Quase parando

NOME DO SOM Slow Down
ONDE Pacífico

Também de 1997, ganhou esse nome (“desacelerar”, em inglês) porque sua frequência diminuiu lentamente por cerca de sete minutos. Era alto o suficiente para ser captado a uma distância de 2 km, mas nunca mais foi ouvido. A ciência recorreu a duas hipóteses tradicionais: primeiro, pensou-se numa lula-gigante; agora acham que era um iceberg que foi freado bruscamente pelo leito marítimo


Engole o choro!

NOME DO SOM Julia
ONDE Pacífico Equatorial

Em 1º de março de 1999, hidrofones autônomos gravaram algo bem estranho. Parecia… uma pessoa choramingando? Ele teve duração de cerca de 15 segundos, com frequência entre 0 e 50 hertz. Cientistas da NOAA acham que era um iceberg gigante da Antártida arrastando-se no fundo do oceano


Thor está furioso

NOME DO SOM Mistpouffers
ONDE EUA, Bangladesh e Japão

Descritos como rajadas decanhõesdisparadas a distância, esses estrondos foram testemunhados em vários locais, como o lago Seneca, em Nova York. Por isso, também ficou conhecido como “Armas do Seneca”. Gases submersos cujas bolhas estouram na superfície poderiam criar algo assim, mas não tão alto. Na falta de explicações, já teve até gente dizendo que era martelada dodeus nórdicoThor


Baleia paramédica

NOME DO SOM Upsweep
ONDE Pacífico Sul

Quando esse efeito sonoro foi gravado, em agosto de 1991, as primeiras suspeitas recaíram sobre asbaleias. Mas sons emitidos por seres vivos têm variação no tom. Esse estranho ruído não tinha – ele apenas lembrava uma sirene deambulância. A dúvida continua até hoje. Uma hipótese recente diz que pode ter sido causado pela evaporação de água em contato com a lava ultraquente de erupções vulcânicas submarinas


Meio século de dúvidas

NOME DO SOM Biopato
ONDE Oceano Antártico

Desde a década de 60 um estranho som intrigava os pesquisadores do NOAA. Ele parecia umpatograsnando e costumava ser captado por submarinos durante o inverno e a primavera. Mistério resolvido em 2014: não era um pato, e sim baleias-minke se comunicando entre si quando vinham à superfície. A descoberta deve ajudar a ciência a entender melhor o comportamento desse bicho


A pleno vapor

NOME DO SOM Train e Whistle
ONDE Pacífico Equatorial

Dois sons ouvidos em 1997 (sim, 1997 de novo!) lembravam o de vapor sendo expelido com grande força. O primeiro, em março, soava como uma locomotiva. A teoria mais aceita é a de que seja resultado do atrito de um iceberg com o fundo do mar. O segundo, em julho, remetia a uma chaleira. O mais provável é que esteja ligado avulcõesem atividade nas profundidades marinhas

 

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*Fonte: mundoestranho