Gravidade da apneia do sono reduzida pela reutilização de medicamentos existentes

Uma nova pesquisa publicada no The Journal of Physiology mostra que os pesquisadores reaproveitaram com sucesso dois medicamentos existentes para reduzir a gravidade da apnéia do sono em pessoas em pelo menos 30 por cento.

A apnéia do sono é uma condição em que as vias aéreas superiores da parte de trás do nariz até a garganta se fecham repetidamente durante o sono, restringindo a ingestão de oxigênio e fazendo com que as pessoas acordem 100 vezes ou mais por hora.

Aqueles com apneia do sono não tratada têm maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, demência e depressão, e duas a quatro vezes mais probabilidade de bater um carro do que a população em geral.

Apesar de quase trinta anos de pesquisa, não existem medicamentos aprovados para tratar a doença.

O professor Danny Eckert, principal cientista-pesquisador da NeuRA e professor e diretor do Adelaide Institute for Sleep Health da Flinders University, aproximou os cientistas ao reaproveitar dois medicamentos existentes para testar sua eficácia em pessoas com apnéia do sono.

Pesquisas anteriores mostraram que duas classes de medicamentos, reboxetina e butilbromida, eram capazes de manter os músculos ativos durante o sono em pessoas sem apnéia do sono e auxiliar sua capacidade de respirar.

Ao reaproveitar os medicamentos, os pesquisadores usaram uma infinidade de instrumentos de registro para medir se a reboxetina e o brometo de butil poderiam atingir com sucesso as principais causas da apnéia do sono.

Isso incluiu o equilíbrio da atividade elétrica dos músculos ao redor das vias aéreas, evitando o colapso da garganta enquanto as pessoas dormiam e melhorando a regulação do dióxido de carbono e da respiração durante o sono.

Os resultados do estudo mostraram que esses medicamentos de fato aumentaram a atividade muscular ao redor das vias aéreas dos participantes, com os medicamentos reduzindo a gravidade da apnéia do sono dos participantes em até um terço.

Quase todas as pessoas que estudamos tiveram alguma melhora na apnéia do sono. A ingestão de oxigênio das pessoas melhorou, o número de paradas respiratórias foi um terço ou mais menos.

Essas novas descobertas permitem aos pesquisadores refinar ainda mais esses tipos de medicamentos para que tenham um benefício ainda maior do que o que foi encontrado atualmente.

Comentando sobre o estudo, o professor Eckert disse:

“Ficamos emocionados porque as opções atuais de tratamento para pessoas com apnéia do sono são limitadas e podem ser uma jornada dolorosa para muitos”, disse ele. A seguir, veremos os efeitos desses e de medicamentos semelhantes em longo prazo. Avaliaremos se podemos aproveitar os benefícios de um medicamento sem precisar usar os dois. “

” Da mesma forma, testaremos se esses tratamentos podem ser combinados com outros medicamentos existentes para ver se podemos melhorar ainda mais sua eficácia “, continuou ele.

Até agora, a principal terapia para apneia do sono envolve o uso de uma máscara para dormir, ou Terapia de Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas (CPAP), que beneficia milhões. No entanto, muitas pessoas acham isso desconfortável e metade das pessoas que tentam acham difícil de tolerar .

Além disso, a eficácia das terapias de segunda linha, como protetores bucais colocados por dentistas, pode ser imprevisível e cara.

Fonte: The Physiological Society

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*Fonte: revistasabersaude

Beber muito café pode causar demência, aponta estudo

A cafeína é a droga psicoativa mais consumida no mundo e também que é tem o uso melhor aceito socialmente, porém, no longo prazo, seus efeitos vão além de deixar as pessoas mais ligadas e menos dispersas para realizar suas tarefas. Um novo estudo demonstrou que o hábito de tomar muito café pode estar ligado a um risco mais alto de desenvolvimento de demência.

Para a construção do estudo, uma equipe de pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália analisou os registros médicos de mais de 17 mil voluntários cadastrados no UK Biobank, um banco de dados de acesso livre com dados médicos de cidadãos britânicos. Entre as pessoas que bebiam sete ou mais xícaras de café por dia, houve um aumento de 53% no risco de demência.

E os riscos vão além da demência, segundo os pesquisadores, também há uma ligação entre o consumo excessivo de café e uma maior prevalência de alterações físicas no cérebro e outras doenças neurológicas. Os resultados assustaram até mesmo os próprios cientistas, já que o café é uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo.

“Levando em conta todas as permutações possíveis, descobrimos consistentemente que o consumo mais alto de café estava significativamente associado ao volume cerebral reduzido”, declarou a autora principal do estudo, a neurocientista Kitty Pham. “Essencialmente, beber mais de seis xícaras de café por dia pode colocá-lo em risco de doenças cerebrais, como demência e derrame”.


Uma ou duas xícaras

Apesar da correlação, os pesquisadores ainda não conseguiram definir ao certo o porquê de beber muito café estar relacionado a um maior risco de demência e outros problemas cerebrais. Além disso, eles ponderam que o que pode causar problemas neurológicos é o consumo excessivo, ou seja, não é necessário parar de tomar café, mas é bom consumir com moderação.

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“O consumo diário típico de café está entre uma e duas xícaras de café padrão”, disse a coautora do estudo, Elina Hyppönen. “É claro que, embora as medidas da unidade possam variar, algumas xícaras de café por dia geralmente é algo bom. Mas se você está descobrindo que seu consumo de café está subindo para mais de seis xícaras por dia, é hora de repensar”, completou Hyppönen.

*Por Kaique Lima
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*Fonte: olhardigital

Começar o dia com chocolate pode ter benefícios inesperados

Comer chocolate ao leite todos os dias pode soar como uma receita para ganho de peso, mas um novo estudo com mulheres na pós-menopausa descobriu que comer uma quantidade concentrada de chocolate durante uma estreita janela de tempo pela manhã pode ajudar o corpo a queimar gordura e diminuir os níveis de açúcar no sangue .

Para descobrir os efeitos de comer chocolate ao leite em diferentes horários do dia, os pesquisadores do Brigham colaboraram com pesquisadores da Universidade de Murcia, na Espanha.

Juntos, eles conduziram um estudo randomizado, controlado e cruzado com 19 mulheres na pós-menopausa que consumiram 100g de chocolate pela manhã (dentro de uma hora após acordar) ou à noite (dentro de uma hora antes de dormir). Eles compararam o ganho de peso e muitas outras medidas a nenhuma ingestão de chocolate.

Os pesquisadores relatam que entre as mulheres estudadas:

A ingestão de chocolate pela manhã ou à noite não levou ao ganho de peso;

Comer chocolate pela manhã ou à noite pode influenciar a fome e o apetite, a composição da microbiota, o sono e muito mais;

Uma alta ingestão de chocolate durante as horas da manhã pode ajudar a queimar gordura e reduzir os níveis de glicose no sangue.

O chocolate noturno alterou o metabolismo de repouso e exercício na manhã seguinte.

“Nossas descobertas destacam que não apenas ‘o que’, mas também ‘quando’ comemos pode impactar os mecanismos fisiológicos envolvidos na regulação do peso corporal”, disse Scheer.

“Nossos voluntários não ganharam peso apesar do aumento da ingestão calórica. Nossos resultados mostram que o chocolate reduziu a ingestão de energia ad libitum, consistente com a redução observada na fome, apetite e desejo por doces demonstrada em estudos anteriores ”, disse Garaulet.

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*Fonte: revistasaberesaude

A mulher que deu a volta ao mundo andando

“Por quê?” É uma pergunta simples, que as pessoas fazem com frequência a Angela Maxwell.

No entanto, até recentemente, a americana tinha dificuldade de apontar o motivo exato que a fez abrir mão de tudo para ir em busca de um grande sonho.

Mas, para Maxwell, é uma pergunta que vale a pena responder. Afinal, ela embarcou em uma jornada que poucas pessoas se atreveriam a enfrentar: em 2013, ela decidiu dar a volta ao mundo — andando e sozinha.

Uma caminhada solo dessa magnitude não era algo que Maxwell havia planejado. Na verdade, ela partiu nesta aventura nove meses depois de ter ouvido uma conversa em seu curso de arte sobre um homem que supostamente havia dado a volta ao mundo andando.

A jornada de Maxwell não nasceu de um momento de perda, derrota ou crise pessoal. Quando ela decidiu embarcar em uma caminhada de longa distância, ela estava na casa dos 30 anos, tinha um negócio de sucesso e estava em um relacionamento.

“Achava que estava feliz”, diz ela, “mas fazendo uma retrospectiva, percebi que estava à procura de algo mais… de uma conexão mais profunda com a natureza e as pessoas — vivendo com menos e me conectando com o mundo ao meu redor.”

A melhor maneira de descobrir isso, ela imaginou, era dando um passo atrás do outro.

Inspiração
Caminhar minimizaria sua pegada de carbono, além do que o ritmo lento significava que ela poderia mergulhar totalmente na natureza, conhecer pessoas e entender outras culturas de uma forma que é única para andarilhos.

Enquanto se preparava, Maxwell descobriu todo um universo de mulheres exploradoras para encoraja-la. Ela se apaixonou pela escrita e pelo estilo slow travel de Robyn Davidson, que atravessou a Austrália em um camelo.

Ela aprendeu sobre a andarilha Ffyona Campbell; e leu sobre Rosie Swale-Pope, que viajou de carona da Europa ao Nepal, deu a volta ao mundo velejando, cruzou o Chile a cavalo e, aos 59 anos, começou a dar a volta ao mundo correndo.

“Eu li seus livros na esperança de encontrar incentivo — e encontrei —, ao aprender sobre seus desafios e dificuldades, assim como seus triunfos. A história de cada mulher era muito diferente e isso me deu a confiança para tentar minha caminhada”, conta Maxwell.

Assim que tomou a decisão de ir, ela vendeu todos os seus pertences e organizou o equipamento necessário. Encheu um carrinho de mão com 50 quilos de equipamento para acampar, comida desidratada, filtro de água de padrão militar e roupas para as quatro estações do ano.

Maxwell deixou Bend, sua cidade natal no Oregon, em 2 de maio de 2014 e partiu para uma aventura tão grande que era provavelmente melhor que não soubesse exatamente o que a esperava ao longo do caminho.

‘Ambição, teimosia e paixão’

Quando falai com Maxwell pela primeira vez em junho de 2018, ela já estava viajando há quase quatro anos. Tinha caminhado mais de 20 mil quilômetros por 12 países em três continentes.

Curioso, perguntei a ela que tipo de pessoa é preciso ser para dar a volta ao mundo andando. Ela brincou: “Teimosa”.

Em seguida, acrescentou: “É provavelmente uma combinação de ambição, um pouco de teimosia e uma pitada de paixão — não pela caminhada como um esporte, mas como autoconhecimento e aventura”.

Maxwell contou que, embora ela rapidamente tenha encontrado sua rotina — acordar por volta do nascer do sol, tomar duas xícaras de café instantâneo acompanhadas por uma tigela de mingau de aveia no café da manhã, empacotar tudo, caminhar, armar o acampamento para passar a noite, comer macarrão instantâneo e se aconchegar no saco de dormir — nenhum dia era igual ao outro.

Inicialmente, ela traçou um plano, mas logo percebeu que os desvios faziam parte da aventura. É por isso que, apesar de seguir uma direção geral, ela sempre confiaria em sua intuição sobre onde virar à esquerda ou à direita.

Maxwell sofreria queimaduras do sol e insolação no deserto australiano e pegaria dengue no Vietnã; seria atacada e estuprada por um nômade que invadiu sua tenda na Mongólia; ouviria tiros ao acampar na Turquia; e aprenderia a dormir com um olho e um ouvido bem abertos, para não ficar à mercê da vulnerabilidade do sono profundo.

‘Estava decidida a não desistir do meu sonho’

Maxwell havia previsto provações de todos os tipos, embora fosse impossível saber quais seriam.

“Mesmo assim”, diz ela, “não comecei a andar porque era destemida — mas, sim, porque estava apavorada. Tinha mais medo de não seguir meu coração do que de perder tudo o que possuía e amava.”

Lidar com o trauma do abuso sexual acabou se tornado um momento decisivo, no qual Maxwell decidiu continuar caminhando. Embora ela ainda estivesse com medo, as histórias de perseverança e força de outras mulheres a ajudaram a continuar:

“Estava decidida a não deixar que aquilo me obrigasse a desistir do meu sonho e a voltar para casa. Tinha deixado todo o meu mundo para trás, não tinha nada para voltar e compreendia os riscos inerentes à minha jornada.”

Maxwell estava caminhando para descobrir o quão forte seu corpo e mente poderiam ser, mesmo diante da violência. Ao longo do caminho, o ritmo lento permitiu que ela fosse atraída — brevemente, mas profundamente — por outras culturas.

Encontros interculturais

Ela percorreu pequenos vilarejos à beira-mar ao longo do Mar Tirreno, na Itália, absorvendo a atmosfera vibrante e aceitando convites para conversar, sentar e tomar vinho.

No Vietnã, exausta depois de chegar ao topo da montanha Hai Van Pass, ela foi saudada por uma senhora idosa que a convidou para descansar em sua pequena cabana de madeira no cume durante a noite.

Uma relação de amizade nasceu na fronteira entre a Mongólia e a Rússia, levando a um reencontro anos depois na Suíça. Maxwell até se tornou madrinha da filha de uma mulher que conheceu na Itália.

Independentemente de esses encontros interculturais durarem sete minutos ou sete dias, Maxwell sempre manteve duas coisas em mente. Primeiro, ser uma boa ouvinte para aprender.

“Andar me ensinou que tudo e todos têm uma história para compartilhar, só temos que estar dispostos a ouvir”, observa.

Ao longo de sua jornada, ela aprendeu receitas tradicionais de família em um vilarejo italiano, apicultura na Geórgia e tratamento de camelos na Mongólia na histórica Rota da Seda.

Em segundo lugar, Maxwell aprendeu a importância da contribuição. Ela cortou lenha na Nova Zelândia e distribuiu comida para moradores de rua na Itália. Na Sardenha, ela ajudou um fazendeiro italiano a reformar sua casa.

‘Desistir nunca foi opção’

Na maioria das vezes, no entanto, as histórias de Maxwell foram sua maior contribuição. Ela falou em encontros informais, em escolas e universidades, e até mesmo no palco do TEDx em Edimburgo, na Escócia, compartilhando suas experiências para inspirar outras pessoas.

Ela se tornou uma voz pelo empoderamento feminino, especialmente depois que decidiu continuar caminhando apesar do ataque na Mongólia. “Desistir nunca foi uma opção”, diz ela.

Ao longo de sua peregrinação, Maxwell coletou doações para ONGs como a World Pulse e Her Future Coalition, que se dedicam a apoiar meninas e mulheres jovens. No total, ela arrecadou cerca de US$ 30 mil.

Abraçar a curiosidade e a mente aberta, sugere Maxwell, é uma maneira poderosa de “vivenciar mais profundamente o mundo e seus habitantes”.

Por seis anos e meio, Maxwell escolheu um estilo de vida de curiosidade, incerteza e extrema vulnerabilidade. E ela fez isso em busca de algo que nunca poderia ter certeza de encontrar: felicidade pessoal e uma conexão mais profunda com o mundo ao seu redor.

Em 16 de dezembro de 2020, a peregrinação de Maxwell chegou ao fim exatamente onde começou: na casa de sua melhor amiga Elyse em Bend.

Assim como ela atendeu ao chamado para começar sua jornada, ela sabia que era a hora certa para encerrá-la. Ela sabia, também, que essa aventura havia se tornado um modo de vida ao qual ela poderia retornar a qualquer momento.

Por enquanto, porém, ela está trabalhando em um livro, planejando futuras viagens e criando maneiras de as mulheres encontrarem, expressarem e incorporarem coragem em suas vidas diárias.

Quer uma caminhada leve ao outro lado do mundo ou só até o fim da rua, Maxwell mostrou o verdadeiro valor de desacelerar, prestar mais atenção e dar mais do que recebemos ao longo do caminho.

*Por Floriam Srturm
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*Fonte: bbc-brasil

5 coisas que você não sabia sobre ‘O Pequeno Príncipe’

Muito já foi dito sobre Antoine de Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe. Conheça alguns fatos curiosos sobre a vida dele e os trabalhos que produziu:

1. Saint-Exupéry jamais ficava satisfeito com o que escrevia. A célebre frase “On ne voit bien qu’avec le cœur. L’essentiel est invisible pour les yeux”, que pode ser traduzida como “só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”, foi reescrita mais de dez vezes antes de alcançar sua forma final. Os manuscritos originais de O Pequeno Príncipe foram editados pelo próprio autor incontáveis vezes. No processo, páginas inteiras foram concentradas em uma única frase, reduzindo a obra a metade de seu tamanho original.

2. O autor costumava trabalhar na madrugada, e acordava seus amigos sem constrangimento para pedir conselhos e sugestões sobre as passagens mais difíceis. Era comum que começasse a trabalhar às duas da manha e fosse dormir no nascer do sol, quando sua secretária chegava e digitava seu trabalho com ele dormindo no sofá. Ele adorava receber amigos nas refeições, mas era comum que os convidados chegassem à uma da tarde à sua casa e precisassem acordar o anfitrião exausto.

3. Saint-Exupéry era aviador, e morreu servindo a força aérea francesa no final da Segunda Guerra Mundial . Decolou da da ilha da Córsega, às 8h45 do dia 31 de julho de 1944, para uma missão de reconhecimento sobre o território francês ocupado pelo exército nazista. Ele coletava informações para preparar um desembarque dos aliados em Provença. Seu avião foi abatido pelo piloto alemão Horst Rippert, que admitiu, arrependido, aos 88 anos, ser o autor dos disparos. Os destroços do caça P-38 foram encontrados só 60 anos depois da data de seu desaparecimento, no litoral da Marselha. A insígnia do esquadrão de reconhecimento GR I/33, um dos quais o autor fez parte, leva uma ilustração do Pequeno Príncipe em sua insígnia, e hoje é operado com drones.

4. A primeira tradução brasileira de O Pequeno Príncipe foi feita pelo monge beneditino Dom Marcos Barbosa em 1954, e publicada pela Editora Agir. Durante 60 anos ela foi a única disponível no mercado, e eternizou uma interpretação questionável. Na frase “Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé” , traduzida como “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, a palavra apprivoisé não significa cativar na acepção mais delicada e emocional da palavra, mas sim algo como “domesticar” ou “domar”, como se faz com um bicho de estimação.

5. O Pequeno Príncipe foi traduzido para uma série de línguas inusitadas. Uma delas foi o Toba, um idioma indígena do norte da Argentina que até então só possuía uma tradução do Novo Testamento da Bíblia. Outra versão curiosa é em Latim. Até o Esperanto, idioma artificial criado com a intenção de ser uma língua franca internacional, ganhou sua versão. Há 47 traduções coreanas para a obra, e mais de 50 versões chinesas. Essa imensa variedade de versões torna o livro um objeto frutífero para estudos tradutórios comparativos.

*Com supervisão de Isabela Moreira
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*Fonte: revistagalileu

Nosso cocô tem mais de 50 mil espécies de vírus, diz estudo

A situação da pandemia pelo mundo causada pela Covid-19 foi um alerta para algo que muita gente não sabia: na natureza, existem vírus ainda não conhecidos pelo ser humano e, inclusive, vários estão dentro do nosso corpo.

Os cientistas do Joint Genome Institute e da Universidade Stanford, nos EUA, analisaram o material genético presente em 11.810 amostras de fezes de pessoas de 24 países, que estão disponíveis em um banco de dados público.

A ideia do estudo era de criar algo como um “catálogo” dos vírus que compõem a nossa microbiota, que é conjunto de micro-organismos que habita o intestino. Depois de sequenciar o genoma do “nosso cocô”, os pesquisadores identificaram que há 54.118 espécies de vírus vivendo em nosso intestino, sendo que 92% eram desconhecidas.

A descoberta foi publicada esta semana no periódico Nature Microbiology e você pode ficar tranquilo! Esses vírus não trazem grande risco à saúde e também não vão exigir que você aumente os cuidados de higiene. De acordo com os cientistas, a grande maioria dos vírus em nosso intestino são bacteriófagos, sendo assim, infectam apenas bactérias e não podem “atacar” células humanas, são até importantes para o equilíbrio da flora intestinal, que é “povoada” por bactérias boas e ruins.

Eles ligaram os vírus presentes a seus hospedeiros, validando que as espécies virais mais abundantes são as que “atacam” as espécies de bactérias presentes em nossa microbiota, como as das “famílias” (filos) Firmicutes e Bacteroidetes.

Por que essa descoberta importa?
Depois de saber que há mais de 50 mil vírus no nosso cocô, a questão que deve estar na sua cabeça é: por que é importante? Bom, os micro-organismos presentes em nosso intestino é cada vez mais associada à nossa saúde e bem-estar.

Portanto, atuam na imunidade, participam do processo de digestão, da absorção de nutrientes, da eliminação de toxinas e da sinalização neurológica. Agora, se estiverem em desequilíbrio, são associados a quadros de diarreia, alterações no humor e podem desencadear problemas como o ganho de peso.

Ademais, a disbiose (desequilíbrio das bactérias) intestinal já foi identificada em pacientes que sofrem de depressão, ansiedade e Alzheimer. Por fim, conhecer quais vírus estão presentes no nosso intestino podem abrir portas para a terapia fágica, para tratar infecções ou diminuir o número de bactérias ruins e manter o equilíbrio da microbiota.

*Por Gabriela Bulhões
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Fonte: olhardigital

Quanto tempo cada alimento dura na geladeira?

Inegavelmente, a geladeira foi uma invenção do ser humano que revolucionou a forma como armazenamos comida. Até por isso, tornou-se bastante comum que as pessoas acabem esquecendo certos alimentos dentro desses eletrodomésticos e continuarem achando que eles estão em boas condições apenas por estarem sendo mantidos em baixas temperaturas.

O problema, entretanto, é que na prática as coisas não funcionam bem assim. Laticínios, carnes, vegetais e qualquer outro tipo de alimento estão sujeitos a sofrer deterioração e possuem um tempo estimado para serem consumidos de maneira segura e é sobre isso que falaremos nesse texto.

Atenção no mercado

O primeiro passo para evitar com que os alimentos estraguem na geladeira começa ainda dentro do mercado. Mantenha-se sempre atento na hora das compras e busque por sinais que mostrem que o produto adquirido permanece próprio para consumo após sair das prateleiras.

No caso de vegetais, frutas, saladas e produtos não industrializados, o ideal é ficar de olho na aparência. Veja se nenhum deles já está estragado ou amassado. Sobretudo, as cascas desses alimentos devem estar sempre intactas para assegurar a integridade. Já para carnes embaladas à vácuo, escolha sempre aquelas sem sinais de bolhas de ar, com aspecto liso e de cor avermelhada.

Por fim, outro ponto essencial para prestar atenção são os rótulos dos produtos industrializados. Além das tradicionais informações sobre data de fabricação e data de validade, alguns rótulos trazem dados importantes sobre a maneira como cada alimento deve ser conservado e sobre o tempo máximo de consumo após aberto.

Tempo de consumo

Pensando na segurança dos consumidores brasileiros, o Serviço Social do Comércio (Sesc) desenvolveu uma série de cartilhas educativas do programa “Mesa Brasil – Segurança Alimentar e Nutricional” para estabelecer a temperatura e o tempo máximo de armazenamento de produtos refrigerados. Então, atente-se para os seguintes detalhes na sua geladeira após estes produtos serem abertos:

Leites e derivados: 5 dias a 7?°C
Ovos: 7 dias a 10?°C
Carnes: 3 dias a 4?°C
Frutas, verduras e legumes: 3 dias a 5?°C
Produtos de panificação e confeitaria: 5 dias a 5?°C
Frios e embutidos: 3 dias a 4?°C
Sobremesas e preparações com laticínios: 3 dias a 4?°C
Maionese: 2 dias a 4?°C

*OBS: Vale ressaltar que o consumo de alimentos impróprios pode resultar em diarreia, cólicas abdominais, náuseas, vômitos e perda de apetite. Em caso de um desses sintomas, busque ajuda médica imediatamente.


*Por Pedro Freitas

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*Fonte: megacurioso

15 fatos curiosos sobre os gatos

Fortes, ágeis, independentes e curiosos. Estes são só alguns dos adjetivos que podem ser usados para descrever um gato. Para conhecer melhor um dos mais populares animais de estimação, preparamos uma lista especial com fatos curiosos sobre a vida dos felinos.

Curiosidades sobre gatos

1. O gato passa, em média, 2/3 de seu dia dormindo. Ou seja, em nove anos de vida, ele fica acordado por apenas três.

2. O felino é capaz de produzir cerca de cem sons diferentes, enquanto um cachorro faz em torno de dez.

3. De acordo com uma lenda hebraica, Noé pediu a Deus por uma solução para proteger de ratos a comida da Arca. Deus, então, fez um leão espirrar e dali nasceu o gato.

4. O bichinho consegue correr a 49 km/h e pode saltar cinco vezes a sua altura em um único pulo.

5. Quando o felino roça no humano, ele não quer apenas demonstrar afeto. Essa atitude também serve para marcar território.

6. Os gatos pretos são sinal de boa sorte na Austrália e no Reino Unido.

7. A menor raça da espécie é a Singapura com cerca de 1,8 kg. Já a maior é a Maine Coon com um peso médio de 12 kg.

8. Sabe como o gato sai para passear e consegue retornar para casa? Os especialistas acreditam em duas teorias para explicar este fato: o bichinho usa o ângulo da luz do sol para encontrar o caminho de volta ou o seu cérebro conta com células magnéticas que atuam como uma bússola.

9. Em média, um em cada três donos de gatos acreditam que ele pode ler a sua mente.

10. Os felinos têm 32 músculos no ouvido externo e 230 ossos em seu corpo. Em comparação, os humanos possuem 6 músculos e 206 ossos.

11. O gato que mais viveu até hoje foi o Crème Puff. O animal faleceu três dias após o seu 38º aniversário.

12. O bichinho mais rico do mundo é Blackie, que recebeu 15 milhões de libras de herança de seu dono, Ben Rea.

13. Quando um gato está atrás de sua presa, ele mantém a sua cabeça sempre para baixo, ao contrário de um cachorro ou humano.

14. O cérebro do felino é mais parecido com o dos homens do que com o de um cachorro.

15. Um gato quase nunca mia para outro animal da sua espécie. Eles se comunicam por meio de ronronados e silvos.

*Por Gabriela Freire Petry

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*Fonte: megacurioso

Como sua posição de dormir afeta sua saúde

Como você prefere dormir? de costas ou de lado? Talvez você se deite de bruços na cama todas as noites. Talvez você goste de se enrolar em uma pequena bola ou se estender e ocupar a cama inteira.

Seja qual for sua posição inicial, sabemos de uma coisa com certeza: dormir é importante para nossa saúde. Sem o suficiente, todo o nosso corpo sofre. O que você pode não perceber, entretanto, é que sua posição de dormir pode realmente afetar a qualidade do sono.

Então, qual é a melhor posição para dormir?

Qual é a melhor posição para dormir?

Ao considerar a posição em que você deve dormir, é importante ter em mente que cada pessoa é diferente. Isso significa que todos terão necessidades diferentes de sono. Se você tiver uma lesão, por exemplo, algumas posições serão mais ou menos confortáveis. Se estiver grávida, também pode ser necessário mudar de posição para adormecer.

Dito isso, dependendo das circunstâncias, existem certas posições que são melhores para ajudá-lo a ter uma boa noite de sono.

A posição fetal

Esta é a posição mais popular para dormir e é a escolha para quatro em cada dez pessoas. A boa notícia é que, em geral, é uma maneira saudável de dormir.

Se você está grávida ou sofre de dores na região lombar, esta pode ser a melhor posição para você. Isso ocorre porque permite que sua coluna descanse em seu alinhamento natural. Também é benéfico porque pode reduzir o ronco.

Ao dormir em posição fetal, é importante manter a postura relaxada. Do contrário, você pode limitar sua capacidade de respirar profundamente enquanto dorme. Dormir em uma posição rígida também pode deixá-lo dolorido pela manhã. Isso é especialmente verdadeiro se você sofre de dores ou rigidez nas articulações.

Se você estiver grávida e escolher dormir em posição fetal, continue deitada sobre o lado esquerdo. Isso melhora a circulação do bebê em crescimento e pode impedir que o útero pressione o fígado.

Dormindo de lado

Se você dorme de lado com os dois braços para baixo, próximo ao corpo, está dormindo na posição de “tronco”. Cerca de quinze por cento das pessoas preferem esta posição.

Dormir de lado com as costas retas pode ajudar a prevenir a apneia do sono. Isso, por sua vez, reduz o ronco. Também é bom para a coluna e para o pescoço, porque permite que fiquem no alinhamento correto.

Dormir do lado esquerdo também parece ser melhor do que do lado direito. Um estudo mostrou que quando os participantes descansavam à sua esquerda, eles eram mais capazes de digerir após uma refeição rica em gordura.

Existem algumas desvantagens nesta posição. Pode causar rigidez nos ombros e rigidez na mandíbula de um lado. Algumas pesquisas indicaram que essa posição de dormir pode realmente contribuir para o aparecimento de rugas.

Se você escolher esta posição, certifique-se de arranjar um bom travesseiro. Deve ser grande e firme o suficiente para suportar sua cabeça para evitar dores no pescoço e nas costas. Colocar um travesseiro entre as pernas também ajudará a manter os quadris alinhados para prevenir dores lombares.

Deitado de barriga (A queda livre)

A queda livre é quando você dorme de barriga para baixo, com os braços sob o travesseiro ou de cada lado da cabeça.

Esta posição, infelizmente, não é uma boa escolha. Pode causar dores no pescoço e na parte inferior das costas, e é mais provável que você se vire e se mexa. Isso ocorre porque levará mais tempo para você encontrar uma posição confortável de bruços. Adormecer dessa forma também pode sobrecarregar os músculos e as articulações.

Para melhorar esta posição, tente dormir com um travesseiro muito fino ou nenhum travesseiro. Isso ajudará a aliviar um pouco a tensão em seu pescoço. Colocar um travesseiro sob a pélvis também pode reduzir a pressão na parte inferior das costas.

Dormir de costas (O Soldado)

Isso ocorre quando você deita de costas com os braços ao lado do corpo. O problema dessa posição é que ela pode causar ronco. O ronco pode perturbar o sono e causar outros problemas de saúde cardiovascular. Não é uma ótima posição para quem sofre de apneia do sono, e também pode causar dores na região lombar.

Se bem feita, entretanto, essa posição pode realmente melhorar a dor nas costas. De acordo com a Cleveland Clinic, quando você dorme de costas, a gravidade o mantém no alinhamento correto. Contanto que você tenha o apoio correto para o pescoço, sua coluna pode manter sua curva natural.

Um travesseiro extra atrás dos joelhos também pode ajudar a melhorar a posição da coluna. A outra vantagem dessa posição é que ela também pode prevenir rugas causadas pelo travesseiro ou pela gravidade.

Se você escolher esta posição, certifique-se de usar um travesseiro de apoio e considere adquirir um segundo para atrás dos joelhos. Se você luta contra o ronco ou apnéia do sono, no entanto, considere dormir de lado.

A estrela do mar

Nesta posição, você também está de costas, mas as pernas estão abertas e os braços estão ao lado da cabeça. Assim como o soldado, essa posição também pode contribuir para o ronco e a apneia do sono. Se você preferir esta posição, certifique-se de ter um colchão firme para apoiar sua coluna e coloque um travesseiro sob os joelhos para manter sua coluna em uma posição melhor

É hora de fazer uma mudança?

Você está dormindo na melhor posição possível para você? Se você não está tendo um sono reparador ou está acordando com dores e sofrimentos, talvez seja hora de mudar as coisas. Pode não ser necessário mudar de posição, basta adicionar uma almofada extra aqui ou ali para melhorar o seu conforto.

Se você está pensando em mudar de posição, seja paciente. Mudar de assunto a que está acostumado pode levar algum tempo e você pode até descobrir que, no início, tem mais problemas para adormecer.

Claro, se você está tendo dificuldade para dormir, certifique-se de abordar os outros fatores que podem afetar seu sono. Muita cafeína ou poucos exercícios podem reduzir a qualidade do sono. Estabelecer uma rotina para a hora de dormir também pode ajudá-lo a relaxar antes de dormir para que possa dormir melhor

Dormir é importante, portanto, se você não está recebendo o suficiente, é importante abordar os motivos. Claro, você pode não estar tendo problemas com sua posição atual de dormir. Se for esse o caso, continue a ter uma boa noite de sono.

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*Fonte: sabersaude

Gatos se unem com segurança aos seres humanos – talvez até mais do que cães

Muitos veem os cães como companheiros leais e cheios de amor, e os gatos como animais fofos que nos toleram — mas talvez tenhamos que repensar um pouco sobre isso. De acordo com uma pesquisa de 2019, os gatos podem ficar tão ligados aos seus amigos humanos quanto os cães.

Isso pode não ser uma grande surpresa para quem vive com com gatos, mas sugere duas coisas importantes. Em primeiro lugar, parece que subestimamos a profundidade do vínculo que os gatos podem formar com seus cuidadores e donos. Além disso, mostra que os cães não têm o monopólio do vínculo social seguro com o Homo sapiens.

“Como os cães, os gatos demonstram flexibilidade social em relação à ligação com os seres humanos”, disse a cientista animal Kristyn Vitale, da Universidade Estadual do Oregon, em setembro de 2019. “A maioria dos gatos está firmemente ligada ao dono e os usa como fonte de segurança em um ambiente novo”, afirmou ela.

No experimento comportamental, a equipe observou como os gatos respondem aos seus donos em um ambiente estranho. Pesquisas anteriores com macacos-rhesus e cães mostraram que ambas as espécies formam anexos seguros e inseguros.

Em um apego seguro, um cão em um ambiente estranho, ao estar com seus cuidadores, fica relaxado e explora o local. Um apego inseguro, por outro lado, fará com que o cão exiba um comportamento de estresse.

Vitale e sua equipe realizaram um teste desses dois tipos de apego em 79 gatinhos e 38 gatos adultos.

Primeiro, o gatinho ou gato e seu cuidador foram colocados juntos em uma sala, com o dono sentado em um círculo marcado. Se o gato entrasse no círculo, o dono poderia interagir com ele. Depois de dois minutos, o dono saía, deixava o gato ou gatinho sozinho e voltava após dois minutos. Ao chegar, sentava-se no círculo novamente. Todo o teste foi filmado, e os cientistas analisaram o vídeo para classificar o tipo de vínculo dos gatos.

Os gatos adultos participaram do teste apenas uma vez, mas os gatinhos foram testados duas vezes — o segundo teste ocorreu dois meses após o primeiro, pois 39 dos gatinhos passaram por um curso de treinamento e socialização de seis semanas. Os outros 31 agiram como um grupo de controle.

Dos gatinhos, 9 acabaram não sendo classificáveis, mas do grupo restante, 64,3% demonstrou apego seguro, enquanto 35,7% apresentou vínculos inseguros. Além disso, o treinamento não afetou o estilo de apego. Ao que parece, uma vez que um estilo de apego é estabelecido, tudo indica que esse vínculo durará para sempre.

Os gatos adultos apresentaram taxas semelhantes: 65,8 por cento demonstrou apego seguro e 34,2 por cento exibiu apego inseguro.

Curiosamente, essas taxas — 64,3% e 65,8% — estão bem próximas da taxa de apego seguro de 65% observada em bebês humanos. E os gatos apresentaram uma taxa de vínculo seguro um pouco maior do que a encontrada por um estudo de 2018 com 59 cães; os caninos exibiram 61% de apego seguro e 39% apego inseguro.

O estudo de Vitale mostrou que os gatos podem ser totalmente sociáveis ​​e afetuosos, desde que você não seja um idiota com eles. E eles costumam preferir interagir com humanos ao invés de comida ou brinquedos. Além disso, o novo estudo sugere que os gatos têm a capacidade e as características necessárias para formar laços sociais profundos com os seres humanos. [ScienceAlert].

*Por Giovane Almeida

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*Fonte: ciencianautas

Nosso corpo envelhece em três turnos diferentes, como apontam mais de 4 mil exames de sangue

A vida é feita de ciclos, disso todos nós sabemos. O básico, que todos seguimos, é o seguinte: nascemos, crescemos e morremos. No entanto, é sabido também que a vida é muito mais do que isso. Nesse meio tempo, realizamos várias conquistas. Conhecemos pessoas, nos transformamos em pessoas melhores ou piores. Enfim, realizamos uma infinidade de coisas.

No entanto, o envelhecimento é algo normal e inevitável. Com o tempo, nosso corpo vai decaindo, é natural da vida de qualquer ser vivo. De acordo com pesquisas feitas em 2019, em termos de envelhecimento biológico, o corpo parece que muda de ritmo três vezes durante a vida.

O estudo foi feito com os principais limiares sendo pessoas de 34, 60 e 78 anos. E ele mostrou que o envelhecimento não é um processo longo e contínuo e que se move na mesma velocidade ao longo da vida.

Estudo

Essas descobertas feitas podem ajudar os pesquisadores a entender mais a respeito de como os corpos humanos começam a se decompor conforme vamos envelhecendo. E também como doenças específicas relacionadas à idade, como por exemplo o Alzheimer ou doenças cardiovasculares, podem ser combatidas de uma forma melhor.

Esse mesmo estudo também mostrou uma nova forma de prever, com segurança, a idade das pessoas usando os níveis de proteína no sangue.

“Explorando profundamente o proteoma do plasma em envelhecimento, identificamos mudanças ondulantes durante a vida humana. Essas mudanças foram o resultado de aglomerados de proteínas movendo-se em padrões distintos, culminando no surgimento de três ondas de envelhecimento”, escreveram os pesquisadores.

Para chegar nesse resultado, a equipe analisou os dados do plasma sanguíneo de 4.263 pessoas com idade entre 18 e 95 anos. Eles observaram os níveis de aproximadamente três mil proteínas diferentes que se movem pelos sistemas biológicos e agem como uma foto do que está acontecendo no corpo. Dessas três mil proteínas, 1.379 foram encontradas para variar com a idade.

Níveis

Por mais que os níveis de proteína frequentemente fiquem, relativamente, constantes, os pesquisadores conseguiram descobrir grandes mudanças que aconteceram nas leituras de várias proteínas. Isso aconteceu por volta da idade jovem adulta, 34 anos, meia-idade, 60 anos, e na velhice, 78 anos.

Contudo, o motivo e como isso está acontecendo ainda não está claro. Mas se as proteínas puderem ser rastreadas até suas fontes, isso poderia fazer com que um médico te avisasse que seu fígado está envelhecendo mais rápido do que o de uma pessoa normal, por exemplo.

“Sabemos há muito tempo que medir certas proteínas no sangue pode fornecer informações sobre o estado de saúde de uma pessoa. Lipoproteínas para saúde cardiovascular, por exemplo. Mas não foi avaliado que tantos níveis de proteínas diferentes, cerca de um terço de todas as que examinamos, mudam acentuadamente com o avançar da idade”, disse o neurologista Tony Wyss-Coray, do Centro de Pesquisa da Doença de Alzheimer de Stanford ( ADRC) na época.

E os pesquisadores conseguiram fazer um sistema no qual a mistura de 373 proteínas selecionadas no sangue poderia ser usada para prever, de forma precisa, a idade de uma pessoa em cerca de três anos. Quando esse sistema falhava ao prever uma idade muito jovem, a pessoa normalmente era muito saudável para a sua idade.

Mais descobertas

Outra descoberta feita também deu respaldo a uma coisa que os pesquisadores já suspeitavam. Basicamente, é que homens e mulheres envelhecem de forma diferente. Das 1.379 proteínas que foram alteradas com a idade, 895 foram significativamente mais preditivas para um sexo em comparação com o outro.

Os pesquisadores dizem que qualquer aplicação clínica ainda pode demorar de cinco a 10 anos porque essas descobertas são iniciais. Além do que vai dar muito trabalho para descobrir como todas essas proteínas são marcadores de envelhecimento. E se elas realmente contribuem ou não para esse processo.

*Por Bruno Dias

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Purificar o fígado: 13 remédios naturais caseiros

O fígado é um órgão importante para o funcionamento adequado de todo o organismo. Purificar o fígado melhora as funções digestivas e o funcionamento dos intestinos; ajuda na absorção dos nutrientes dos alimentos e fortalece o sistema imunológico.

Se o fígado funciona bem, toda a digestão prossegue sem problemas e o corpo consegue se liberar das toxinas e substâncias indesejadas.

Há muitos remédios naturais que ajudam a purificar o fígado, para iniciar um programa de desintoxicação dedicado a todo o organismo.

Damos aqui algumas sugestões úteis para cuidar deste órgão vital, mas procure um médico ou um fitoterapeuta para obter mais informações ou para seguir um tratamento personalizado.

Água e limão
Beber um copo de água morna com limão em jejum na parte da manhã é considerado um remédio natural para purificar o fígado. Além disso, esta mistura ajuda a regular o intestino e a expulsar as toxinas através das fezes.

A água morna, ou quente, é usada para neutralizar o possível efeito adstringente do limão.

Este é praticamente um remédio sem receita e sem contraindicação. Basta misturar o suco de um limão, ou metade se for grande, adicionar à água morna e beber em jejum toda manhã. Experimente e acompanhe a melhora

Dente-de-leão
O dente-de-leão também é usado como remédio natural para a purificação do fígado. É uma das ervas amargas e selvagens consideradas ótimas para promover o bom funcionamento deste órgão.

A planta pode ser usada na preparação de infusões e é fácil encontrar em lojas de produtos naturais.

Teu fígado vai agradecer se você fizer um chá de dente-de-leão de vez em quando. A receita é fácil: basta colocar um punhado da planta seca em água quente e deixar esfriar para beber morno.

Já para tomar cápsulas, comprimidos ou extratos, é recomendável consultar um médico ou fitoterapeuta antes, para não errar na dose e para fazer uso seguro da planta principalmente se estiver tomando algum medicamento.

Florais de Bach
O floral de Bach chamado Crab Apple é considerado útil para a purificação do fígado, e em geral de todo o organismo.

Este floral, no nível emocional, é recomendado para pessoas que têm vergonha de sua aparência física e são propensas a se considerarem “tóxicas”.

Crab Apple é recomendado para aqueles que querem começar um período de desintoxicação.

Cardo-de-leite
O cardo-de-leite (Silybum marianum) também conhecido como cardo-mariano ou cardo-de-santa-maria, é uma planta selvagem de origem mediterrânea.

Seus frutos são ricos em um antioxidante chamado silimarina, que é um conjunto de flavonóides de atividade hepatoprotetora que ajudam também na regeneração dos hepatócitos (células do fígado).

O uso pode ser em forma de chá (3 ou 4 xícaras por dia) ou em capsulas ou comprimidos (1 a 5 gr/dia).

Mas de um modo ou de outro, o recomendável é pedir indicação médica para as doses seguras.

Grama de cevada
A cevada é considerada uma verdadeira panaceia para desintoxicar o corpo por meio da purificação do fígado. É muito rica em clorofila, que tem um reconhecido poder desintoxicante, antibacteriano, imunoestimulante e alcalinizante.

O pó da grama de cevada pode ser usado na preparação de bebidas para purificar e remineralizar o organismo, simplesmente adicionando-o aos sucos ou em outras preparações como bolos, pães.

Suco de cenoura
O suco de cenoura é considerado ótimo para purificar o fígado. Suco de cenoura com alecrim estimula as funções deste órgão. Experimente combinar as cenouras com algumas agulhas de alecrim na preparação de seus sucos caseiros. Além de gostos

Bardana
A bardana é utilizada na preparação de infusões boas para a purificação do fígado. A bardana é purificante, hipoglicemiante e ajuda a controlar o colesterol.

Para a preparação do chá utilize as raízes da bardana. A receita é usar uma colher de sopa de bardana em 300 ml de água para preparar um chá para duas doses.

Extrato ou chá de alcachofra
O extrato de alcachofra é utilizado em fitoterapia para ajudar a purificar o fígado, especialmente no caso de problemas digestivos, níveis elevados de colesterol e fígado gordo.

O extrato hidroalcoólico, ou tintura, é usado para preservar e explorar as propriedades das plantas, e recomendado em casos de distúrbios agudos, para se obter bons resultados num curto espaço de tempo.

O uso do extrato porém deve ser recomendado por um médico ou fitoterapeuta, já o chá de alcachofra pode ser facilmente preparado em casa usando as folhas e folhas secas, conforme recomendado na embalagem, ou o saquinho do chá pronto para imersão em água quente.

Seiva de bétula
A seiva de bétula é um remédio antigo sazonal usado principalmente na primavera para purificar o corpo após o inverno, a época do ano em que tendemos a comer alimentos mais pesados e a digestão pode se sobrecarregar, repercutindo sobre o fígado.

Recomenda-se tomar uma colher de chá em jejum por 3 semanas seguidas, mas é melhor consultar um médico ou fitoterapeuta para recomendar a dose adequada para cada pessoa.

Suco de Aloe Vera
O suco de Aloe Vera é utilizado na preparação de bebidas depurativas concebidas para promover um trânsito intestinal regular e melhorar as funções digestiva e hepática.

Este suco, juntamente com uma dieta leve, rica em frutas e vegetais, pode ser parte de um programa de desintoxicação que irá beneficiar todo o organismo.

Boldo-do-Chile
Esse é um remédio ótimo para curar o fígado rapidamente. Se você tiver a planta em casa, amasse as folhas em um pilão, coloque em um copo com água e beba.

Outra opção é colocar algumas folhas em uma garrafa d’água, deixá-la na geladeira e ir bebendo aos poucos durante o dia.

Também pode fazer o chá de boldo-do-chile, as folhas secas são fáceis de encontrar no mercado, ou os saquinhos prontos nos supermercados.

Este é o remédio caseiro mais famoso contra males do fígado.

Jurubeba
Falou em jurubeba falou em problema de fígado. Junto com o boldo estar é uma outra planta super conhecida para tratar problemas hepáticos.

Você pode fazer um chá com esta planta levando para ferver 1 litro de água e juntando 2 colheres de sopa da erva picada. Abafe, coe e tome até 3 xícaras ao dia.

Carqueja
Amarga que só ela, e como toda erva amarga, a carqueja é ótima para o fígado, depurativa, desintoxicante e hepatoprotetora.

Fácil de achar nos mercados e supermercados da vida, aqui vai mais esta opção de remédio natural e caseiro para curar males do fígado: coloque um litro de água para ferver, quando estiver quase fervendo, desligue o fogo. Acrescente uma colher de sopa cheia da planta seca, abafe por 10 minutos e beba ao longo do dia.

Exagerou na festa? Veja o que fazer!

Casamento, aniversário, formatura, bodas, Natal e Ano Novo…. quem é que não exagera? Depois das festas, depois de beber e comer como se o mundo fosse acabar, é hora de se purificar, dando particular atenção ao fígado e aos rins.

De acordo com especialistas, chás de ervas e suplementos podem ser pouco se o exagero foi muito. É preciso realmente começar a seguir uma dieta mais leve depois dos comes e bebes, principalmente das festas de fim de ano, quando dias após dias ficamos ali, no exagero.

De acordo com uma associação de nutricionistas italianos, a Andid, as repetidas refeições demasiadamente ricas em gorduras, típicas do período natalício e das festas do Ano Novo, podem exigir demais do nosso fígado e dos nossos rins, irritarem o intestino, mas também aumentarem o colesterol e os triglicérides.

Não se trata portanto somente de perder uns quilinhos a mais, mas de melhorar a própria alimentação para poder se purificar.

Assim, os especialistas recomendam uma dieta saudável baseada em frutas, vegetais e alimentos pouco temperados. A dieta leve deve ainda ser acompanhada de atividade física.

Os especialistas da Andid sugerem de usarmos como tempero apenas o azeite de oliva cru e de reduzirmos, o tanto quanto possível, a gordura para iniciar um período de desintoxicação em que devemos também beber muita água.

Devemos também reduzir os açúcares simples e o consumo das bebidas alcoólicas. Os especialistas aconselham introduzirmos mais grãos integrais e fontes de proteínas vegetais como as leguminosas em vez de comer carnes e queijos.

Sim para os vegetais crus, cozidos em água ou a vapor, e não às verduras fritas ou demasiadamente cozidas com óleo.

Para recuperar o equilíbrio alimentar após as festas então, bastaria considerar estas poucas dicas, seguindo uma dieta mais saudável e fazendo algum movimento físico, inclusive dançando.

Além disso, vários líquidos, desde água, aos chás gelados, passando pelos centrifugados e sucos especiais para ajudar na desintoxicação.

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*Fonte: greenme

A conexão intestino-cérebro

Preste atenção à sua conexão intestino-cérebro – pode contribuir para seus problemas de ansiedade e digestão

A conexão intestino-cérebro não é brincadeira; pode vincular a ansiedade a problemas estomacais e vice-versa. Você já teve uma experiência “dolorosa”? Algumas situações fazem você se sentir enjoado? Você já sentiu “borboletas” no estômago? Usamos essas expressões por um motivo. O trato gastrointestinal é sensível à emoção. Raiva, ansiedade, tristeza, euforia – todos esses sentimentos (e outros) podem desencadear sintomas no intestino.

O cérebro tem um efeito direto no estômago e no intestino. Por exemplo, o próprio pensamento de comer pode liberar o suco do estômago antes que a comida chegue lá. Essa conexão é nos dois sentidos. Um intestino com problemas pode enviar sinais para o cérebro, assim como um cérebro com problemas pode enviar sinais para o intestino. Portanto, o estômago ou a angústia intestinal de uma pessoa podem ser a causa ou o produto da ansiedade, estresse ou depressão. Isso ocorre porque o cérebro e o sistema gastrointestinal (GI) estão intimamente conectados.

Isto é especialmente verdade nos casos em que uma pessoa experimenta distúrbios gastrointestinais sem causa física óbvia. Para esses distúrbios gastrointestinais funcionais, é difícil tentar curar um intestino angustiado sem considerar o papel do estresse e da emoção.

Saúde e ansiedade intestinais

Dada a proximidade com a qual o intestino e o cérebro interagem, fica mais fácil entender por que você pode sentir náuseas antes de fazer uma apresentação ou sentir dores intestinais durante períodos de estresse. Isso não significa, no entanto, que condições gastrointestinais funcionais sejam imaginadas ou “tudo na sua cabeça”.

A psicologia se combina com fatores físicos para causar dor e outros sintomas intestinais. Fatores psicossociais influenciam a fisiologia real do intestino, bem como os sintomas. Em outras palavras, o estresse (ou depressão ou outros fatores psicológicos) pode afetar os movimentos e as contrações do trato gastrointestinal, piorar a inflamação ou talvez torná-lo mais suscetível à infecção.

Além disso, pesquisas sugerem que algumas pessoas com distúrbios gastrointestinais funcionais percebem a dor de maneira mais aguda do que outras porque o cérebro é mais sensível aos sinais de dor do trato gastrointestinal. O estresse pode fazer com que a dor existente pareça ainda pior.

Com base nessas observações, você pode esperar que pelo menos alguns pacientes com condições gastrointestinais funcionais possam melhorar com a terapia para reduzir o estresse ou tratar a ansiedade ou a depressão. E com certeza, uma revisão de 13 estudos mostrou que os pacientes que tentaram abordagens psicológicas tiveram uma melhora maior em seus sintomas digestivos em comparação com os pacientes que receberam apenas tratamento médico convencional.

Conexão intestino-cérebro, ansiedade e digestão

Seus problemas estomacais ou intestinais – como azia, cólicas abdominais ou fezes moles – estão relacionados ao estresse? Observe estes outros sintomas comuns de estresse e discuta-os com seu médico. Juntos, você pode criar estratégias para ajudá-lo a lidar com os estressores de sua vida e também aliviar seus desconfortos digestivos.

Sintomas físicos

• Músculos rígidos ou tensos, especialmente no pescoço e ombros

• Dores de cabeça

• Problemas de sono

• Instabilidades ou tremores

• Perda recente de interesse em sexo

• Perda ou ganho de peso

• Inquietação

Sintomas comportamentais

• Procrastinação

• Ranger os dentes

• Dificuldade em concluir as tarefas de trabalho

• Alterações na quantidade de álcool ou comida que você consome

• Começar a fumar ou fumar mais do que o normal

•Ruminação (conversas frequentes ou meditação sobre situações estressantes)

Sintomas emocionais

• Choro

• Esmagadora sensação de tensão ou pressão

• Problemas para relaxar

• Nervosismo

• Mau humor

• Depressão

• Falta de concentração

• Problemas para lembrar coisas

• Perda de senso de humor

• Indecisão

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*Fonte: sabersaude

Material de latinhas de alumínio é ligado a doença de Alzheimer

Parece haver uma ligação preocupante entre o alumínio no cérebro e os primeiros sinais da Doença de Alzheimer, de acordo com um novo estudo.

Pesquisadores sabem há anos que o alumínio tem alguma conexão com Alzheimer, mas agora os cientistas da Universidade Keele descobriram que o metal aparece nos mesmos lugares do cérebro que os aglutinamentos da proteína tau que surgem nos estágios iniciais da doença, de acordo com uma pesquisa publicada no mês passado no Journal of Alzheimer’s Disease Reports. A descoberta sugere que é possível que o alumínio possa até mesmo desempenhar um papel na formação desses emaranhados e placas — que precedem o início da doença — em primeiro lugar.

“A presença desses emaranhados está associada à morte das células neuronais, e observações de alumínio nesses emaranhados podem destacar um papel para o alumínio em sua formação”, disse o autor principal do estudo, Matthew Bold, em comunicado à imprensa.

Isso não quer dizer que devemos proibir latas de alumínio. O alumínio, talvez ingerido através de alimentos ou outras exposições, é comumente encontrado em cérebros saudáveis, de acordo com a Alzheimer’s Society, uma instituição de caridade focada em demência sediada em Londres. Mas à medida que as pessoas envelhecem, seus rins podem perder a capacidade de filtrar-lo para fora do cérebro, potencialmente levando a sua conexão com o Alzheimer descoberta no novo estudo.

“O acúmulo de alumínio tem sido associado à doença de Alzheimer há quase meio século”, disse o editor-chefe do Journal of Alzheimer’s Disease, George Perry, no comunicado, “mas são os estudos meticulosamente específicos dos Drs. Mold e Exley que estão definindo a interação molecular exata do alumínio e outros metais multivalentes que podem ser críticos para a formação da patologia da doença de Alzheimer”.

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

As células cerebrais decidem por conta própria quando liberar o hormônio do prazer

Além de suavizar as rugas, os pesquisadores descobriram que o medicamento Botox pode revelar o funcionamento interno do cérebro. Um novo estudo o usou para mostrar que o feedback das células nervosas individuais controla a liberação de dopamina, um mensageiro químico envolvido na motivação, memória e movimento.

Essa “autorregulação”, dizem os pesquisadores, contrasta com a visão amplamente aceita de que a liberação de dopamina – conhecida como o hormônio do “bem-estar” – por qualquer célula depende de mensagens de células próximas para reconhecer que ela está liberando também muito do hormônio.

Liderado por pesquisadores da NYU Grossman School of Medicine, o novo estudo mostrou que as células cerebrais que liberam dopamina respondem aos seus próprios sinais para regular a produção do hormônio. Como a morte das células cerebrais que liberam dopamina é um fator-chave na doença de Parkinson, as novas descobertas fornecem informações sobre por que essas células morrem no distúrbio do movimento, dizem os pesquisadores.

“Nossas descobertas fornecem a primeira evidência de que os neurônios da dopamina se auto-regulam no cérebro”, diz o autor principal do estudo, Takuya Hikima, PhD. “Agora que entendemos melhor como essas células se comportam quando estão saudáveis, podemos começar a desvendar por que elas se degradam em doenças neurodegenerativas como a doença de Parkinson”, acrescenta Hikima, instrutor do Departamento de Neurocirurgia da NYU Langone Health.

Hikima diz que seu estudo foi motivado pelo que a equipe de pesquisa viu como falhas na maneira antiga de pensar sobre como a dopamina funciona. Primeiro, para que uma célula controle seu vizinho com dopamina, seria necessário um grande número de sinapses, ou junções onde duas células se encontram e trocam mensagens. No entanto, os pesquisadores dizem que não houve sinapses suficientes para explicar isso.

Em segundo lugar, muitos tipos de células produtoras de hormônios no corpo usam um sistema simplificado que auto-regula a liberação posterior, então parecia estranho que os neurônios de dopamina usassem um processo mais indireto.

Para o estudo, publicado em 6 de abril na revista Cell Reports , a equipe de pesquisa coletou neurônios de dopamina de dezenas de ratos. Eles injetaram Botox em algumas células cerebrais, uma toxina que impede que as células nervosas enviem mensagens químicas aos neurônios e outras células. A ação de bloqueio dos nervos do produto químico é responsável por sua capacidade de relaxar os músculos em tratamentos de enxaqueca e rugas.

Ao injetar Botox em neurônios individuais, diz Hikima, os pesquisadores esperavam mostrar se algum sinal para continuar ou interromper a liberação de dopamina só poderia vir de fora da célula “paralisada”. Se os neurônios fossem de fato controlados por células vizinhas de dopamina, a liberação de dopamina permaneceria inalterada porque as células tratadas ainda receberiam sinais de dopamina das células não tratadas próximas.

Em vez disso, as descobertas revelaram uma queda de 75 por cento no fluxo de dopamina, sugerindo que os neurônios da dopamina dependem amplamente de sua própria descarga para determinar a taxa de liberação do hormônio, de acordo com os pesquisadores.

“Uma vez que nossa técnica de Botox nos ajudou a resolver o problema de como os neurônios de dopamina regulam sua comunicação, ela também deve nos permitir descobrir como outras células nervosas interagem umas com as outras no cérebro dos mamíferos”, diz a autora sênior do estudo Margaret Rice.

A próxima equipe de pesquisa planeja explorar outras áreas da atividade dos neurônios da dopamina que permanecem pouco compreendidas, como a dependência da liberação de dopamina do cálcio de fora das células cerebrais, diz Rice, professora dos Departamentos de Neurocirurgia e Neurociência e Fisiologia da NYU Langone . Os pesquisadores também pretendem examinar como a auto-regulação da dopamina pode contribuir para a morte celular na doença de Parkinson.

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*Fonte: sabersaude

Número de gêmeos aumentou nos últimos 40 anos

Um estudo conduzido pela Universidade de Oxford mostrou que a quantidade de gêmeos no mundo está crescendo rapidamente desde os anos 80. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram dados de nascimento de 160 países ao redor do mundo. Os pesquisadores, portanto, coletaram dados de organizações de saúde e estatística populacional e puderam concluir que a taxa de nascimento de gêmeos subiu de 9 para 12 nascimentos a cada mil.

Ou seja, aproximadamente a cada 42 gravidezes no mundo, uma é de gêmeos. No entanto, esses valores são médias, e não padrões para todos os países. O estudo relata que atualmente os continentes Asiático e Africano são os que mais originam gêmeos no mundo: cerca de 80% dos nascimentos vêm dessas regiões.

A principal hipótese do estudo é de que a Reprodução Medicamente Assistida (RMA) e o aumento na idade da mulher durante a gravidez têm maior impacto no aumento drástico nas estatísticas. Isso porque, frequentemente durante a RMA, médicos implantam mais de um embrião no útero, para aumentar as chances de sucesso da gravidez. Assim, dois ou mais embriões podem acabar se desenvolvendo ao mesmo tempo. Além do mais, estudos indicam que com o aumento da idade, as mulheres passam a liberar dois óvulos mais frequentemente para a fertilização.

Outro fato que corrobora com essa hipótese é que o número de irmãos monozigóticos, originados de um mesmo óvulo, não aumentou significativamente. Já os irmãos dizigóticos tiveram um aumento significativo.

Mais gêmeos em países em desenvolvimento

Como dito antes, países dos continentes Asiático e Africano apresentaram maiores taxas de nascimento de gêmeos. No caso da Ásia, isso pode estar ocorrendo pela possibilidade maior de acesso a tratamentos de reprodução assistida. Na África, por outro lado, os valores são bastante altos simplesmente porque o número de nascimentos também é muito alto.

Para países mais desenvolvidos, como na Europa e América do Norte, a idade durante a gravidez e também as técnicas laboratoriais de fertilização são determinantes para o aumento registrado.

Vale lembrar que um gêmeo sofre maiores riscos de subnutrição e outros problemas graves durante o nascimento. A mãe também acaba tendo mais complicações durante o parto e primeiros meses de vida das crianças. No Reino Unido, por exemplo, muitas diretrizes já indicam que durante a reprodução assistida, apenas um embrião deve ser inserido no útero, de forma a diminuir a chance de irmãos dizigóticos.

*Por Matheus Marchetto

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*Fonte: socientifica

Cientistas pretendem produzir cerveja na Lua

Se uma das múltiplas circunstâncias possíveis para o fim da humanidade acontecer, todos nós teremos que ir para a Lua, para Marte ou para algum exoplaneta. Mas para isso, precisamos de bebidas.

Felizmente, cientistas estão projetando uma experiência para saber se é possível preparar cerveja na Lua.

Um grupo de estudantes da Universidade da Califórnia, em San Diego, projetou um experimento — finalista da competição Lab2Moon — para enviar a bordo da espaçonave da equipe indiana TeamIndus, que é uma das quatro finalistas do desafio Lunar XPRIZE do Google, que consiste em enviar uma espaçonave para a Lua.

O experimento é projetado para explorar como o fermento se comporta nas condições lunares, com ênfase a ver se é possível desenvolver produtos farmacêuticos e alimentos contendo levedura, como o pão, no espaço. Para testar isso, eles vão preparar cerveja.

A equipe projetou um sistema único para realizar esta experiência. Primeiro, o mosto (malte e água misturados) será misturado na Terra e colocado em um recipiente de fermentação especial. Em seguida, o sistema irá combinar os estados de fermentação (transformando o açúcar em álcool) e carbonatação (adicionando as bolhas na cerveja), que normalmente são feitos separadamente, para evitar a liberação de qualquer dióxido de carbono na nave espacial.

*Por Giovane Almeida

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*Fonte: ciencianautas

Estudo sugere que nojo é um mecanismo de defesa

Um novo estudo realizado pela Universidade de Washington sugere que a sensação de nojo é um mecanismo de defesa do corpo humano e ajuda a evitar o risco de doenças e infecções. Publicado no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, o estudo analisou o pessoal com maior propensão ao sentimento de nojo e o índice de doenças registradas nesses mesmos indivíduos.

Segundo o resultado, as pessoas que mais sentem nojo são expostas a muito menos agentes nocivos. Com isso, elas também ficam doentes com menos frequência e raramente têm infecções.

Sensação de nojo pode variar com condições diferentes

O estudo foi realizado com comunidades indígenas com diferentes hábitos e níveis de desenvolvimento socioeconômico. Por isso, os pesquisadores concluíram também que os entrevistados vivendo em áreas muito expostas aos vírus e bactérias nem sempre têm o luxo de sentir nojo em atividades diárias.

Esse é o caso de comunidades que precisam caçar seus próprios alimentos, por exemplo. Sendo assim, esses indivíduos não costumam sentir nojo com tanta frequência. Porém, aqueles que vivem em comunidades mais desenvolvidas e podem evitar esses hábitos costumam se sentir mais enjoados.

Outro aspecto considerado pelo estudo foi o aspecto cultural dessas diferentes comunidades. Por exemplo, uma delas inclui insetos em sua dieta diária, enquanto a maioria das pessoas sente nojo de comer insetos. Portanto, é preciso analisar os aspectos culturais para entender como o nojo pode realmente agir como um mecanismo de defesa do organismo.

A nova pesquisa defende que o nojo, como emoção, pode limitar a exposição aos agentes que causam as doenças. Afinal, a sensação incentiva hábitos de higiene como lavar as mãos, higienizar superfícies antes de comer e lavar os alimentos que serão ingeridos. Por isso, a conclusão dos pesquisadores é que, mesmo em níveis diferentes, sentir nojo pode, de fato, ajudar você a evitar muitas doenças.

*Por Flavio Motta Coutinho

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*Fonte: megacurioso

Companhia aérea oferece voos para destino surpresa

A Qantas Airways está oferecendo voos regionais partindo das cidades australianas de Sydney, Brisbane e Melbourne para destinos surpresa. Do “mistério” o passageiro sabe apenas que os voos podem durar aproximadamente duas horas e que da viagem farão parte visita a uma região vinícola ou um almoço com música nas margens de uma ilha tropical. As informações são do portal australiano Traveller.com.au.
Segundo o portal, os voos incluirão sobrevoos panorâmicos de pontos turísticos importantes durante a rota e os clientes vão receber dicas para colocar um tênis ou snorkel na bagagem de mão, para usufruírem melhor do destino surpresa.

À reportagem a diretora de clientes do grupo Qantas, Stephanie Tully, disse que os voos oferecem aos australianos experiências memoráveis e promovem o turismo doméstico. “O lançamento da vacina está trazendo muito mais certeza e as restrições nas fronteiras domésticas em breve devem ser uma coisa do passado. Enquanto isso, esses voos transformam esse mistério em algo positivo, criando uma experiência única para muitas pessoas que desejam começar a viajar novamente”, disse acrescentando que a ação ajuda a trazer mais pessoas de volta ao trabalho, apoiando operadoras de turismo regionais que foram duramente atingidas pelas restrições de viagem.

O texto cita que o governo australiano proibiu as viagens internacionais até junho de 2021.

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*Fonte: mochileiros

Apocalipse em cores: o curioso vídeo da CNN para o fim do mundo

Em meados de 1980, os Estados Unidos viviam sob o contexto do período que foi chamado de Segunda Guerra Fria. Na época, as tensões entre o país norte-americano e a União Soviética, duas potências com enorme poder militar, eram ainda maiores.

Por isso, inclusive, as populações de ambas as nações temiam uma possível destruição do mundo que conheciam. Em resumo, havia a teoria de que, se as coisas piorassem, os humanos teriam de enfrentar um verdadeiro apocalipse nuclear.

Tendo fundado a conceituada emissora CNN, TedTurner sabia que deveria preparar alguma coisa para transmitir em seu último dia na Terra, caso o fim realmente chegasse. Assim, ele criou um vídeo misterioso, que permaneceu em segredo por décadas.

Uma ideia repentina

Em entrevista à revista New Yorker feita em 1988, Ted explicou de onde veio sua ideia, que só foi revelada e amplamente divulgada em 2015. “Normalmente, quando um canal de TV inicia e encerra as transmissões do dia, ele toca o hino nacional”, contou.

Com sua emissora, no entanto, a abordagem teria de ser um pouco diferente. “Com a CNN, um canal 24 horas, nós só sairíamos do ar uma única vez, e eu sabia o que isso significaria”, narrou Ted, fazendo referência ao temido fim do mundo.

Foi assim que ele pensou em uma forma digna de fazer a última transmissão da história da CNN. Com apenas 60 segundos, o emblemático vídeo foi produzido pela emissora e guardado a sete chaves, para que fosse exibido somente uma vez.
Fotografia de Ted Turner, o fundador da CNN / Crédito: Wikimedia Commons

Um vídeo especial

A ideia de Ted era simples: ele faria um vídeo clássico, com direito ao hino nacional para homenagear seu país antes do fim. Por se tratarem das supostas últimas imagens transmitidas pela CNN no caso do fim do mundo, contudo, elas deveriam ser especiais.

“Nós reunimos as bandas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica e as levamos até a sede da CNN, para que tocassem o hino nacional”, narrou, em 1988. A música, no entanto, ainda não estava definida, já que precisava ser algo único.

Foi então que Ted se lembrou da versão instrumental do hino composto por Sarah FlowerAdams, no século 19. “Perguntei se elas [as bandas] poderiam tocar Nearer My God, to Thee, para ter em videotape, caso o mundo acabasse”, lembrou-se. “Seria a última coisa que a CNN transmitiria antes de… antes de sair do ar.”

Imagens trágicas

Uma vez gravado, o vídeo foi guardado nos arquivos da emissora, pronto para ser transmitido a qualquer momento. Mas esse dia nunca chegou. A Guerra Fria acabou e, apesar de bem produzido, o clipe nunca foi ao ar, segundo a Superinteressante.

Durante anos, então, ele foi mantido em segredo pelos representantes da emissora, já que não existia mais a necessidade de deixar as imagens preparadas para uma possível transmissão. Longe do público, então, ele passou despercebido por décadas.

Foi só em 2015 que as curiosas imagens se tornaram públicas. Naquela época, um ex-funcionário da emissora conseguiu encontrar uma cópia do vídeo e, com um computador ao seu dispor, publicou o clipe que tinha apenas um minuto na internet.

Décadas em silêncio

Mesmo que sem querer, o funcionário que revelou o curioso vídeo para o mundo acabou trazendo à tona imagens que, na verdade, nunca seriam vistas por ninguém. Isso porque, com o tempo, as filmagens tornaram-se um arquivo esquecido.

Acontece que, em 1996, Ted vendeu os direitos da sua emissora para o grupo Time Warner. Com a mudança de rumo e de diretoria, então, o vídeo foi jogado para escanteio e, mesmo se o fim do mundo chegasse, ele provavelmente não seria transmitido.

Hoje, o famoso clipe do fim do mundo criado pela CNN é uma das narrativas mais misteriosas da internet, protagonizando diversas teorias da conspiração. Isso tudo apesar das afirmações do próprio TedTurner sobre a origem e o objetivo das imagens.

*Por Pamela Malva

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*Fonte: aventurasnahistoria

Cidades estão ficando tão pesadas que começam a afundar

Em um estudo publicado recentemente na Advances, a revista da União Geofísica Americana (AGU), o geofísico Tom Parsons, da United States Geological Survey (USGS), aborda um tema urgente em relação às grandes metrópoles: os impactos na terra sólida e a concentração de peso em áreas relativamente pequenas para suportá-lo.

Como meio de investigação para esse trabalho, Parsons utilizou um estudo de caso, no qual a cidade São Francisco, Califórnia (EUA), serviu como objeto de estudo para provar a sua hipótese de que as grandes cidades estão literalmente afundando sob o seu próprio peso, mesmo desconsiderando a elevação do mar provocada pelas mudanças climáticas.

Em sua coleta de dados, Parsons estimou que São Francisco pode ter afundado até 80 milímetros à medida que a cidade cresceu no decorrer dos tempos. Tendo em vista que a área da baía tem uma perspectiva de elevação do nível do mar, que pode chegar a 300 milímetros em 2050, esse afundamento extra não deixa de ser perturbador.

O peso de São Francisco

O estudo apresenta um cálculo do peso total da área urbana da Baía de São Francisco, realizando um inventário de todos os edifícios da cidade com o seu conteúdo, mas excluindo sua população de 7,75 milhões de habitantes. O total chega a 1,6 trilhão de quilos, o equivalente a 8,7 milhões de Boeings 747.

Para o pesquisador, esse peso sozinho já seria o suficiente para “entortar” a litosfera na qual o centro urbano está apoiado ou mesmo para aumentar as falhas geológicas (rupturas de blocos de rocha que compõem a superfície da Terra). Porém, a situação pode ser mais séria, pois os cálculos do estudo não levaram em conta veículos, pessoas e infraestrutura urbana.

Parsons teoriza que os resultados encontrados em seu estudo para a Baía de São Francisco podem provavelmente ser aplicados a qualquer centro urbano litorâneo, embora com gravidades variadas.

Para ele, “os efeitos da carga antropogênica nas margens continentais tectonicamente ativas são provavelmente maiores do que nos interiores continentais mais estáveis, onde a litosfera tende a ser mais espessa e rígida.”

A subsidência

De uma forma ou de outra, de acordo com o estudo, quando há aumento no peso de determinadas áreas, o principal impacto dessa adição é alguma forma de subsidência, o assentamento gradual para baixo da superfície do solo, que segundo Parsons, não é “insignificante” nas áreas metropolitanas construídas.

Conforme o autor mostra no estudo, à medida que as populações globais se deslocam de forma desordenada e desproporcional em direção às áreas costeiras, ocorre uma subsidência adicional que, conjugada com a elevação esperada do nível dos oceanos, pode agravar o risco de uma potencial inundação.

As inundações são, segundo Parsons, “o maior perigo associado à subsidência”. Para ele, as prováveis zonas de inundação deveriam ser objeto de cuidadosas análises à medida que o nível do mar for se elevando. Para isso, estudos e fotos de satélite ou aéreas poderiam ser utilizadas para subsidiar planos de contingência.

As conclusões do estudo, com base em proporção de populações urbanas e rurais feitas pela ONU, é que cerca de 70% da população mundial vai morar em cidades em 2050. As mudanças mais drásticas estão previstas para a África e o sul da Ásia, mas a urbanização é um processo esperado em praticamente todas as partes do planeta.

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*Fonte: tecmundo

Fata Morgana: o efeito que faz barcos voarem no mar

Fata Morgana vem do italiano Fada Morgana. Trata-se de uma feiticeira fictícia, supostamente uma sacerdotisa da Ilha de Avalon, na Bretanha e meia-irmã do lendário Rei Arthur. O efeito leva o nome dela pois, segundo as histórias, Morgana podia utilizar seus poderes para criar imagens de castelos flutuando e enfeitiçar marinheiros. Da mesma forma, este efeito é óptico, e causa “aparições fantasmas” no horizonte. Bom, é claro que possivelmente a magia de Morgana também relacionava-se a efeitos óticos.

Veja, no vídeo abaixo, um barco voando no horizonte. Mas fique tranquilo, não é um barco fantasma. Não tenha medo do Holandês Voador. Trata-se, então, simplesmente de um fenômeno ótico causado pela distorção da luz na atmosfera

Observações da Fata Morgana

Um caso curioso, conforme relatado pela revista Wired, ocorreu uma vez com um um padre jesuíta olhando para o mar, no estreito de Messina (local famoso pelos avistamentos impossíveis), na Itália. Ele viu, em suas palavras, “uma cidade toda flutuando no ar, e tão imensurável e tão esplêndida, tão adornada com edifícios magníficos, todos os quais foram encontrados na base de um cristal luminoso”. Depois, a cidade ainda se transformou em um jardim, uma floresta e depois em uma guerra.

Ele deve ter ficado com medo do que coloram em seu chá. Seria natural que o padre Giardina pensasse ser alguma visão divina – uma espécie de premonição, ou talvez a linha temporal do local. Mas ele e outros religiosos jesuítas enxergaram ciência no fenômeno pela primeira vez. Ele errou, mas tentou se aproximar da verdade. O padre pensou ser um efeito reflexivo pelos sais que evaporavam acima do mar – como um espelho.

Desde sempre a humanidade fascinou-se com o fenômeno. Não só o padre, como diversos outros estudiosos italianos tentaram explicá-lo de alguma forma. Relatos são diversos. O fenômeno se encontra, ainda, na cultura popular e na arte. Um exemplo é a obra de Prokofiev. A sua ópera The Love for Three Oranges inclui uma maldição de Fata Morgana.

Na verdade, o padre não errou completamente. Ele acertou quando referiu-se aos dias quentes acima do mar.

O que acontece?

Imagine um dia muito quente. O ar fica bastante abafado, correto? Mas próximo ao oceano ele esfria um pouco. Isso ocorre pois a água absorve o calor do ar. Como resultado, há um gradiente, um degradê de temperaturas. Próximo a água, o ar permanece mais frio. Mas conforme se distancia da água, permanece gradativamente mais quente.

Além da água ajudar a resfriar o ar, há outro fenômeno que ajuda ainda mais nessa separação de temperatura. Você se lembra das aulas de termodinâmica, no ensino médio? Bom, se não, aqui vai um lembrete rápido. Quando algo aquece, suas moléculas se agitam mais. Como resultado, sua densidade cai, já que uma massa x ocupará um espaço maior.

Note que quando você esquenta água em uma panela, antes mesmo da fervura a água se move. Isso ocorre pela convecção térmica. A água mais próxima do inferior do caneco esquenta e sobe. Ao subir e encontrar a atmosfera, então, esfria. Quando esfria, sua densidade aumenta novamente, e ela volta para o fundo do caneco.

Com o ar há a mesma coisa, só que não com tanta movimentação. Consideremos que simplesmente o ar mais quente permanece no alto e o ar mais frio permanece próximo à superfície, simplesmente por sua densidade. Ah, e isso não ocorre apenas no mar. Ocorre em qualquer local com um distante horizonte.

Quando a luz passa por essas camadas de ar com diferentes temperaturas, há uma refração, ou seja, a luz faz diversos caminhos em diversos ângulos diferentes. Dessa forma, até chegar aos nossos olhos, então, ela se distorceu muito, e a imagem parece diferente do que realmente é, no caso dos horizontes distantes.

*Por Felipe Miranda
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*Fonte: socientifica

Eugene Shoemaker: o homem que teve as cinzas levadas para a Lua

O norte-americano Eugene Shoemaker foi grande nome da ciência planetária. Atuando incessantemente no desenvolvimento de importantes pesquisas durante o século 20, suas descobertas contribuíram em muito para estudos em diferentes áreas.

Devido ao imenso legado, após sua morte, a comunidade científica realizou algo um tanto bizarro: tornou-o o primeiro e único homem cujos ‘restos mortais’ foram depositados na Lua.

Carreira brilhante

Schoemaker nasceu na cidade de Los Angeles em 28 de abril de 1928. Ele concluiu sua graduação no Instituto de Tecnologia da Califórnia muito cedo, aos 19 anos de idade, com uma tese sobre petrologia em rochas metamórficas pré-cambrianas.

Desde então, passou a atuar em uma pesquisa sobre depósitos naturais de urânio nos estados americanos do Colorado e de Utah, desenvolvida pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Foi nesse período em que teve início seu interesse pela origem das crateras lunares, de modo que começou a desenvolver um trabalho sobre o tema na Universidade de Princeton.

No ano de 1951, casou-se com a também cientista Carolyn Spellman. Três anos depois recebeu seu mestrado e, em 1960, doutorado. A partir de então, passou a se dedicar à área da astrogeologia, inclusive participando do Programa Ranger, que enviava missões espaciais não tripuladas para o espaço com o objetivo de obter imagens da superfície lunar.

Por ter sido diagnosticado com uma doença na época, Eugene foi impossibilitado de seguir seu sonho de ir para a Lua e, então tornou-se professor de Geologia no instituto em que realizara sua graduação.

Em 1993, passou a atuar no Observatório Lowell, localizado em Flagstaff, no Arizona. No mesmo ano o cientista, junto a sua esposa e ao amigo David Levy, descobriu o asteroide Shoemaker-Levy 9 que, em 1994, colidiu com o planeta Júpiter.

Legado

Eugene Shoemaker é tido até os dias de hoje como um dos pais da ciência planetária. Os estudos desenvolvidos foram de importância imensurável para a comunidade científica em diversos temas, até mesmo auxiliando no treinamento de astronautas. E talvez tenha sido isso que motivou o destino dos restos mortais do pesquisador após a sua morte.

O dia 18 de julho de 1997 foi uma data extremamente triste para a ciência. Era uma sexta-feira, quando Shoemaker sofreu um acidente de carro e veio a óbito.

Conforme divulgado pelo site da USGS, para homenageá-lo, os diretores da NASA tiveram a ideia de levar seus restos mortais para o espaço.

Em janeiro do ano seguinte, a sonda lunar Prospector iniciou sua jornada em direção à Lua levando as cinzas de Shoemaker.

Foram 19 meses até que a viagem fosse concluída com a colisão da Prospector com uma cratera no polo sul do satélite natural, a cratera Shoemaker, estudada pelo homenageado, e lá, depositou os restos mortais do cientista.

*Por Giovanna Gomes

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*Fonte: aventurasnahistoria

Cachorros e gatos podem ser alérgicos a humanos?

Muitas pessoas sofrem alergia de cães e gatos. Cerca de 40% das crianças asmáticas também são alérgicas a animais. Mas podemos nos perguntar: cachorros e gatos podem ser alérgicos a humanos?

Assim que o dono percebe o comportamento estranho de seu animal de estimação, ele corre imediatamente ao veterinário em busca de uma solução. No entanto, os veterinários nem sempre podem diagnosticar o animal.

Infelizmente, hoje, quando o dono percebe que seu gato ou cachorro é alérgico, o veterinário pode apenas sugerir que ele remova gradualmente os possíveis alérgenos e monitore a condição do animal. Portanto, é muito difícil dizer de forma inequívoca se uma pessoa pode causar uma reação alérgica em um animal, mas existem várias teorias sobre o assunto.
Cerca de 40% das crianças asmáticas são alérgicas a animais. Mas podemos nos perguntar: cachorros e gatos podem ser alérgicos a humanos?

Douglas Deboer, dermatologista da Escola de Medicina Veterinária da Universidade de Wisconsin, observa que, se um animal for alérgico a humanos, isso será extremamente raro. O cientista observa que pode ocorrer uma reação alérgica em um animal devido à caspa humana, por exemplo, assim como começamos a espirrar ao ver um gato ou um cachorro, pois nossa reação alérgica aos animais é, geralmente, causada pela caspa do animal, ou seja, as células mortas da pele.

Elia Tate Voino, imunologista da Universidade de Washington, observa que o teste de alergia em animais é um processo muito complicado. Os veterinários nem mesmo fazem isso para verificar se há alergias alimentares, então não está claro se os animais podem ser alérgicos a humanos. Na maioria das vezes, o médico simplesmente prescreve medicamentos para o animal de estimação para o tratamento de alergias, sem realizar exames sérios. Portanto, em nível populacional, é difícil entender quantos animais são alérgicos.

No entanto, embora a existência de alergias humanas em cães e gatos seja uma questão discutível, há evidências de que os animais de estimação podem ser alérgicos uns aos outros. Embora muito raros, houve casos em que gatos com tendência a desenvolver asma eram alérgicos a cães.

*Por Damares Alves

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*Fonte: socientifica

O problema do ‘só mais 5 minutinhos’ é MAIOR e mais DESTRUIDOR do que parece

Você tem o hábito de se auto sabotar? Sabe quando você quer acordar cedo, mas sempre fica no mais 5 minutos e eu levanto? Isso e várias outras coisas podem ser autossabotagem.

Se auto sabotar é quando você de modo passivo ou ativo toma medidas para adiar de fazer alguma coisa.

Esse tipo de comportamento pode destruir vários aspectos da sua vida, seja um sonho, projeto de carreira na empresa ou relacionamentos amorosos.

Embora esse desvio de comportamento seja muito comum, a autossabotagem é um ciclo incrivelmente frustrante que reduz sua confiança, assim mantendo você estagnado na vida.

O perigo do “só mais 5 minutinhos” e “mais um”

São várias as formas pelas quais você pode se auto sabotar. São pequenas coisas que você faz durante o dia que podem prejudicar você no futuro. Confira a seguir algumas delas.

1 – “Só mais um episódio”
Se você tem metas para cumprir, tem matérias da escola ou faculdade atrasadas ou precisa realizar alguma atividade de casa, você precisa fazer.

Se você separar um momento do dia para assistir um filme ou alguns episódios de uma série preferida, mas tem muitas coisas para fazer, o hábito de “só mais um episódio” pode acabar com sua produtividade.

2 – “Só mais cinco minutinhos e eu levanto”
A famosa função soneca. Essa sim é um grande inimigo das pessoas que têm compromissos a serem realizados. Ficar apertando o botão de soneca do despertador é uma forma de sabotagem.

Se você sabe que tem que levar cedo para cumprir suas obrigações, então por que adiar o inevitável?

3 – “Só mais uma blusinha”
Esse desvio de comportamento vai para as pessoas que não têm educação financeira. Se você sabe que o seu orçamento está baixo, por que então comprar mais?

Um exemplo disso é em lojas de compras, se você está para comprar a quantidade exata de itens, não pegue mais, pois você não sabe se vai ser capaz de quitar a compra.

4 – “Só mais um pedaço”
E você que está de dieta e tem essa mentalidade de mais um pedaço, você não acha que isso é um tipo de sabotagem?

Se você definiu uma meta de perder peso, cuidado com essa ideia de mais um pedaço, pois isso pode prejudicar o seu rendimento e sua dieta irá ser em vão.

Como saber que estou me auto sabotando?

São com simples perguntas que você descobre se suas atitudes estão te sabotando.

Você precisa pensar em realizar essas perguntas a si mesmo, isso quando você se sentir fraco em continuar realizando seus objetivos.

Confira a seguir algumas perguntas que você pode fazer a si mesmo que descobrir se você está se auto sabotando, são elas:

Eu estou priorizando minhas responsabilidades?
Eu estou sempre evitando fazer minhas responsabilidades?
Eu estou dando importância ao autocuidado?
Eu estou sempre procrastinando?
Eu estou sempre pensando na minha autodestruição?

Viu as perguntas? Se você respondeu sim para todas ou algumas delas, cuidado! Isso é um forte sinal que você está se auto sabotando e permitindo essa prática.

Além disso, para que você consiga parar com esse tipo de mal hábito, você precisa ser sincero consigo mesmo.

É muito importante que você faça as perguntas e responda com sinceridade, só assim você terá um norte para começar seu tratamento.

Depois de feita as perguntas, basta você agora superar essa autossabotagem para ter uma vida mais produtiva.

Como se livrar da autossabotagem?

Logo depois que você conseguir identificar os seus comportamentos de autossabotagem, é hora de começar a se livrar deles.

Você pode começar a tomar algumas medidas para expulsar para fora de sua vida esses sentimentos de procrastinação, preguiça e autossabotagem.

Você sabe que precisa realizar determinadas coisas durante o dia para se manter bem como pessoa, profissional e cônjuge em um relacionamento, então por que se sabota?

1 – Faça uma lista dos seus hábitos ruins
Comece fazendo uma lista de todos os comportamentos que estão fazendo com que você tenha desejos de se auto sabotar.

Reverse um tempo do dia para analisar o real motivo de você querer “relaxar” e esquecer da realidade em que vive.

2 – Defina o que prende você a não realizar nada
Comece a observar a sua realidade e veja se algo prende você a estagnação. Identifique tudo, até as pequenas coisas que podem livrar você das responsabilidades e impedindo que você cresça como pessoa.

Se você tem medo de fracassar, considere listar esse medo para que você se lembre e não caia novamente.

Você tem medo de fracassar e não conseguir o que deseja? Então use desse medo para agir e correr atrás dos seus objetivos.

3 – Enxergue também suas vitórias
Observe tudo o que você já conquistou na vida, são coisas maravilhosas e que te dão orgulho. Por isso, não seja fraco agora, não deixe que a autossabotagem estrague tudo que já conquistou.

Sabemos que não é fácil acordar todos os dias, sabemos que às vezes queremos assistir mais um pouco de televisão ou querer comprar coisas sem está no orçamento do mês.

Mas você precisa ser forte em momentos pequenos do dia, pois isso faz a diferença. Por outro lado, se você está em dias com os estudos, no trabalho, em sua casa, não custa nada “mais 5 mimutinhos”, não é mesmo?

4 – Lembre-se dos fracassos para não falhar mais
Aprendemos com os erros todos os dias das nossas vidas, passivamente ou ativamente, sempre aprendemos. Por isso, é muito importante você se atentar aos erros para não cair mais na autossabotagem.

Se você percebeu que o “mais 5 minutos” de televisão te deixou atrasado, não use mais esses minutos extras.

Se você percebeu que o botão soneca te fez chegar atrasado no trabalho ou na escola, não aperte mais de botão e seja pontual nos seus compromissos.

Viu? Aprendemos também com os erros, use essas oportunidades de falhas para se auto analisar e consertar essas falhas.…

Você gostou de saber mais sobre como a autossabotagem ou os minutos extras em determinadas coisas podem atrapalhar nossas vidas? Claro que não custa nada dormir mais um pouco, assistir mais um episódio de sua série favorita ou comprar mais uma calça ou sapato, mas que isso não afete a sua realidade.

*Por: Claudio

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*Fonte: awebic

CRV Digital: documentos de registro e transferência de veículo serão digitais

Mais documentos se juntaram à carteira digital do motorista brasileiro. O Certificado de Registro do Veículo (CRV) e o Certificado de Licenciamento Anual (CLA) agora passam a integrar o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV-e). O documento do veículo estará disponível pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), que também abriga a versão digital da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que aprovou a digitalização dos documentos ainda extinguiu comprovante de transferência de propriedade (antigo DUT) e o transformou no Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo (ATPV-e). A medida valerá a partir desta segunda-feira (4) para novos registros. Documentos impressos em papel-moeda verde continuarão valendo, além da CRV Digital.
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“O CRLV-e e a ATPV-e foram os nossos últimos documentos a serem digitalizado e com isso, nenhum órgão de trânsito utilizará mais o papel-moeda”, explica o diretor-Geral do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e presidente do Contran, Frederico Carneiro. Além do app da CDT, o CRLV-e estará disponível em formato digital, após a quitação de todos os débitos, no portal do Denatran ou por meio dos canais de atendimento dos Detrans estaduais.

O aplicativo da CDT está disponível na App Store e no Google Play.

Caso prefira, o proprietário do veículo também pode imprimir o documento em papel A4 comum, branco, que terá o QR Code de segurança, válido para fiscalização. O registro é obrigatório na compra de veículo zero km; compra/venda de um usado; mudança de município de domicílio ou residência do proprietário e na mudança de categoria ou alteração de característica do veículo.

Como coneguir a CRV Digital

Para quem já possui o documento de registro e a autorização para transferência de propriedade em papel-moeda (veículos registrados antes de 2021) nada muda. Ao vender o veículo, o proprietário preenche o verso do documento com os dados do comprador, reconhece firma no cartório e, por fim, o comprador vai ao Detran para efetivar a transferência.

O procedimento só muda para veículos registrados a partir de agora. “O Detran expedirá somente o CRLV-e, em formato digital. A ATPV-e, que antes vinha em branco, no verso do documento, a partir de agora será expedida somente quando o proprietário for vender o veículo”, explica o Contran.
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A expedição do documento de transferência deve ser feita junto ao Detran, presencialmente ou por meio de algum canal de atendimento digital. Com a ATPV-e preenchida e com o QR Code de segurança, o comprador deve reconhecer a firma no cartório e efetivar da transferência. Em breve, a transferência poderá ser realizada totalmente em meio digital. “Transferir um veículo será tão simples quanto fazer uma transferência bancária, tudo na palma da mão”, promete Carneiro.

*Por Renato Mota

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*Fonte: olhardigital

‘WhatsApp é invasivo e Facebook, um abutre de dados’, afirma professora de Oxford

As informações pessoais que concordamos em fornecer a um aplicativo podem ser vendidas a centenas ou milhares de empresas — e até mesmo acabar na “dark web”.

Embora a magnitude dessa “economia de dados” não seja algo amplamente conhecido, a verdade é que há cada vez mais alertas e reclamações sobre os abusos das plataformas virtuais em relação à nossa privacidade.

Um exemplo disso foi a onda de críticas ao WhatsApp ao anunciar que compartilharia as informações de seus usuários com o Facebook. Esse fato fez com que seus concorrentes Signal e Telegram, que dizem ser mais seguros, fossem baixados massivamente.

Diante da reação negativa, o WhatsApp anunciou que o início do compartilhamento de dados seria adiado de 8 de fevereiro, conforme divulgado no começo de janeiro deste ano, para 15 de maio de 2021.

Professora de Oxford e especialista em privacidade e proteção de dados, Carissa Véliz argumenta que a mudança no WhatsApp é bastante invasiva. Porém, ela afirma que o verdadeiro “abutre dos dados ” é o dono do aplicativo de mensagens: o Facebook.

Autora do livro “Privacy is Power” (“A privacidade é um poder”), Véliz conversou com a BBC Mundo (serviço em espanhol da BBC) sobre a proteção de dados na atualidade.

Abaixo, leia a entrevista com a estudiosa:

BBC Mundo – Qual a importância das mudanças anunciadas pelo WhatsApp?

Carissa Véliz – À primeira vista, não parecem mudanças tão radicais. Porém, o que o WhatsApp planeja fazer é um ato bastante invasivo.

Para entender o contexto, é importante lembrar que o Facebook comprou o WhatsApp em 2014 e, na época, prometeu que as duas empresas não compartilhariam dados.

Em 2016, porém, houve uma mudança na postura e o Facebook decidiu que os usuários poderiam decidir se compartilhariam as informações entre as plataformas ou não. Agora, decidiram que não haverá mais oportunidade para rejeitar o compartilhamento de dados: se não aceitar a condição, não poderá mais usar o WhatsApp. Por isso acredito que o público reagiu.

Em primeiro lugar, porque são medidas bastante intrusivas. Alguns dos metadados podem ser usados para identificar as pessoas. Nisso, quero dizer que terão acesso a seu número de telefone, os números dos seus contatos, as fotos do seu perfil e quando você esteve online pela última vez. Além de dados relacionados à situação da bateria do seu celular e sobre o uso do aparelho.

Em segundo lugar, é um lembrete de quão autoritárias essas empresas são. Elas te apresentam condições de uso que estão mudando o tempo todo. E depois que usar o aplicativo por anos, te dizem “tudo ou nada”; entrega os seus dados ou não pode mais usar a plataforma, perdendo suas mensagens e seus contatos que cultivou com a gente durante muito tempo.

Depois de tantas promessas quebradas e tantas mentiras e escândalos, os usuários estão fartos de serem explorados dessa forma, de não serem tratados com respeito e não poderem negociar. Por isso, acredito que a resposta às mudanças do WhatsApp foi tão negativa.

BBC Mundo -Quanto o WhatsApp e o Facebook podem saber sobre um usuário? Até que ponto eles podem traçar o perfil de uma pessoa com os dados que possuem dela?

Véliz – Tudo depende do quanto a pessoa usa o aplicativo e quantas informações fornece sobre si. Porém, é possível inferir respostas a todos os tipos de questões. Por exemplo, quem são os seus amigos, quem são os seus familiares ou quem é o seu parceiro.

A partir dos dados é possível inferir aspectos como a orientação sexual, tendências políticas, o quão bem a pessoa dorme, se é alguém que levanta no meio da noite para ver as suas mensagens, a sua saúde e os seus interesses. Até mesmo seus vícios ou se você tem alguma doença.

BBC Mundo – Em seu livro mais recente, você fala que existem os “abutres de dados”. Como eles funcionam?

Véliz – São essas empresas que se dedicam a vender os registros das pessoas pelo preço mais alto. Em particular, os corretores de dados (“data brokers”, em inglês) que buscam conseguir elementos como o que a pessoa compra, o que pesquisa online, as suas contas em redes sociais, as doenças que possui, os seus rendimentos, as suas dívidas ou o carro que utiliza. Ou seja, todos os tipos de informações.

Depois de conseguir esses dados, os corretores os comercializa a quem queira comprar. Podem ser seguradoras, bancos, possíveis empregadores, ou, em algumas situações, até mesmo governos, como o dos Estados Unidos.

Esses “abutres de dados” também são empresas de marketing. Ninguém quer ver anúncios de coisas nas quais não tem interesse, por isso buscam mostrar anúncios personalizados.

Parece inocente, mas essa prática é muito mais perversa do que isso. Imagine que você entra em qualquer página da internet que tenha anúncios e, enquanto a página está carregando, são fornecidas em tempo real informações com seus dados para centenas de empresas que podem querer te mostrar um anúncio sem que você tenha consentido. Essas suas informações que são vendidas podem incluir aspectos muito sensíveis como o poder aquisitivo, a localização, a orientação sexual ou política e suas dívidas.

Todo esse pacote que chega a centenas de empresas com as suas informações fica guardado e cada um dos donos dessas informações pode vendê-las a outras empresas. E se houver uma violação ou invasão virtual, esses dados podem terminar na “dark web” (área da internet de pouco controle) para serem vendidos a qualquer pessoa.

Eu considero o Facebook como um “abutre de dados” porque é uma empresa que, basicamente, ganha dinheiro a partir da exploração das informações pessoais dos usuários.

BBC Mundo – Quanto isso afeta os usuários da internet?

Véliz – Nos afeta de forma invisível e isso é parte do problema. Não é algo tangível, mas pode ter efeitos catastróficos.

Por exemplo, é possível que amanhã peçamos um empréstimo e que o banco não aceite por algum detalhe que está nesses registros que estão à venda. E é possível que esses dados estejam incorretos ou desatualizados. E nunca vamos saber, porque nunca é explicado a você com base em quais informações essa decisão foi tomada. E não saberemos o que pode ser feito para revertê-la.

É bem possível que te impeçam de pegar um empréstimo, conseguir um emprego, comprar um apartamento… e você nunca vai descobrir o porquê.

Outro dos efeitos mais perniciosos da personalização de conteúdos e anúncios é a polarização. As pessoas gostam de ver aquilo que confirma suas piores suspeitas e, muitas vezes, é uma informação incorreta. Em vez de haver uma esfera pública na qual todos podem debater, cada um vê uma realidade a partir de seu perfil psicológico.

Na campanha de Trump, por exemplo, em vez de haver cinco ou seis anúncios para que todas as pessoas vissem, havia seis milhões de anúncios diferentes para os distintos perfis identificados. Isso significa que não existe um diálogo saudável entre perspectivas diferentes.

BBC Mundo – O que os países podem fazer para proteger os dados de seus cidadãos?

Véliz – Primeiro você tem que encerrar a economia de dados. As informações pessoais não deveriam ser algo que pode ser vendido ou comprado. Mesmo as sociedades mais capitalistas estão de acordo que há coisas que deveriam estar fora do mercado, como os votos ou as próprias pessoas, por exemplo.

Precisamos elevar muito os padrões de segurança cibernética e isso pode passar através de uma regulamentação. No momento, a internet é construída de forma muito insegura, em partes para promover a coleta de dados e também porque não há incentivos para melhorá-la.

Também falta um esforço diplomático. Precisamos de uma aliança comum que possa fazer frente a países como a China ou a Rússia, que têm muito pouco respeito à privacidade.

BBC Mundo – Será possível recuperar a internet ou é uma batalha perdida?

Véliz – Eu sou bastante otimista. Anos atrás, quando comecei a trabalhar com privacidade, todo o mundo pensava que era um tema morto, mas hoje é mais relevante do que nunca.

Anos atrás ninguém pensava que o GDPR (Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia, em português) seria possível e, embora seja seja muito imperfeito, é um marco histórico.

No passado, prejudicamos muitas coisas importantes, como a camada de ozônio. Nos demos conta de que estávamos a destruindo e agora, com regulamentação e esforço, ela está se recuperando. Outros exemplos que antes eram inimagináveis são o sufrágio universal, os direitos trabalhistas, a jornada de oito horas e as férias.

Neste momento, a internet é como o velho oeste e estamos passando por um processo civilizatório no qual temos que torná-la mais habitável.

*Por Boris Miranda

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*Fonte: bbc-brasil