6 Monstros que foram criados para o cinema

Desde suas origens, a indústria cinematográfica de Hollywood vem adaptando obras literárias e narrativas perpetuadas além do tempo, apostando em histórias que alteram algumas das principais características de personagens clássicos e lhes concedem um pouco de originalidade. Isso aconteceu muito durante a Era de Ouro do cinema e foi a iniciativa responsável por criar tendências, especialmente entre monstros e seres sobrenaturais da metade do século XX, que tiveram seus mitos reinterpretados por outro ponto de vista.

Conheça abaixo alguns dos principais mitos de monstros criados por Hollywood.

1. Vampiros queimam se expostos ao sol
A origem da fraqueza vampírica foi revelada em Nosferatu, de 1922. O longa-metragem alemão de F. W. Murnau foi a 1ª obra artística que mostrou vampiros morrendo queimados após serem expostos à luz do Sol. Vale lembrar que no clássico Drácula, publicado em 1897 por Bram Stoker, os monstros se sentiam enfraquecidos quando caminhavam durante o dia, mas não os levava à morte instantânea.

2. Frankenstein é verde e tem parafusos no pescoço
Segundo Mary Shelley, autora do Frankenstein clássico de 1818, o gigante de laboratório tinha a pele amarela, e não verde. Porém, com o lançamento de A Noiva de Frankenstein (1935) e as limitações técnicas de maquiagem da época, a criatura ganhou tonalidades verdes que acabaram se tornando oficiais na filmografia. Além disso, os criadores de Frankenstein (1931) inseriram parafusos no pescoço do personagem com a intenção de enfatizar a concepção elétrica dele, algo que nunca havia sido mencionado em qualquer conteúdo.

3. Pessoas são transformadas após serem mordidas por lobisomens
A ideia de transformar pessoas em lobos gigantes após serem mordidas por um lobisomem foi oficialmente apresentada em O Lobisomem de Londres (1935) como explicação à origem do mito da lua cheia. A proposta, que pegou carona na lenda dos vampiros, tornou-se história oficial em Hollywood e passou a ser amplamente utilizada em alguns filmes, como Van Helsing — O Caçador de Monstros (2006), Amaldiçoados (2005) e Anjos da Noite (2003).

4. Zumbis são lentos e comem cérebros
A Noite dos Mortos-Vivos (1968), clássico de John Romero, popularizou os zumbis no cinema e mostrou que os seres andam de forma pesada, arrastada e sem ritmo. Porém, em 1985, na comédia A Volta dos Mortos-Vivos, foi sugerido que cérebro humano funciona como uma espécie de analgésico para os monstros e que o ingerir é o 1° objetivo das criaturas. Anos depois, o cinema consertou esses conceitos lançando filmes que mostravam zumbis velozes e que se alimentavam de qualquer tipo de carne humana.

5. Drácula usa um medalhão
O medalhão ou qualquer outro adereço nunca havia sido mencionado em qualquer obra que tratasse do visual de Drácula. Foi então que, com a chegada do filme Drácula (1931), o monstro passou a utilizar um misterioso medalhão com ares supersticiosos, adereço que se tornou característica definitiva do vampiro. Curiosamente, o acessório ganhou réplicas que foram amplamente vendidas para fãs em sites de varejo e personalização.

6. Bruxas têm a pele verde
Até a primeira metade do século XX, as bruxas eram retratadas como humanas com peles comuns. Foi o lançamento de O Mágico de Oz (1939) que mudou essa concepção ao apresentar uma antagonista com verruga no rosto e pele esverdeada, mudando as características reveladas pelo escritor original da obra, Frank L. Baum (1856-1919), criando uma tendência que seria levada para as décadas seguintes do cinema.

*Por André Luís Dias Custódio
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*Fonte: megacurioso 

6 curiosidades sobre “alergias” que você provavelmente não sabe

Visitar aquele amigo com gato em casa, morar perto de um prédio em construção que levanta muita poeira ou simplesmente conviver com a temporada de pólen na natureza. Todos esses são motivos muito plausíveis para ativar o gatilho de um dos problemas mais chatos das nossas vidas: alergias.

Basicamente, toda pessoa na Terra é alérgica a algo e, ainda assim, nós sabemos pouquíssimas informações sobre o que causam as alergias. Pensando nisso, nós listamos seis curiosidades sobre esse problema de saúde que pode ser um verdadeiro empecilho em nossas vidas. Veja a seguir!

1. O que é uma alergia?

Partindo do básico, toda alergia é basicamente uma reação que o nosso corpo tem para determinadas comidas ou substâncias. Elas são particularmente comuns em crianças, e grande parte delas costuma desaparecer conforme crescemos. Entretanto, algumas teimam em ficar na fase adulta.

Alguns adultos inclusive desenvolvem alergias que não tiveram quando eram mais jovens. Apesar de, em alguns casos, elas poderem ser um verdadeiro incômodo em nosso dia a dia, a maior parte das reações alérgicas são leves e facilmente controladas.

2. Quais são as alergias mais comuns?

Toda substância que causa uma alergia é chamada de alérgena. Os alérgenos mais comuns no mundo e que afetam uma maior quantidade de pessoas são:

pólen das árvores e da grama — rinite alérgica;
ácaros;
pelos de animais;
comida — particularmente nozes, frutas, crustáceos, ovos e leite de vaca;
picadas de insetos;
medicamentos — incluindo ibuprofeno, ácido acetil salicílico (aspirina) e alguns antibióticos;
látex;
bolor;
produtos químicos domésticos.
Basicamente em todos esses casos, os alérgenos são inofensivos para pessoas que não desenvolvem reações alérgicas a eles.

3. O que acontece com seu corpo durante uma reação alérgica?

Quando uma pessoa alérgica entra em contato com determinada substância, o alérgeno passa a despertar uma reação do sistema imunológico. Então, os anticorpos passam a se ligar aos nossos mastócitos — conhecidos por terem grande importância na defesa contra helmintos e bactérias.

No primeiro contato do alérgeno com o anticorpo, os mastócitos passam a liberar histamina. Nesses casos, a histamina não conseguirá combater nenhuma ameaça real e provocará irritação, inflamação, inchaço e grande desconforto no corpo das pessoas. Em casos mais graves, é necessário que a pessoa se direcione para o hospital.

4. Por que desenvolvemos alergias quando adultos?

As alergias acontecem majoritariamente entre os mais jovens, pois essa é a fase da nossa vida em que o nosso organismo ainda está aprendendo a lidar contra algumas “ameaças”. Então por que continuamos as desenvolvendo mesmo quando mais velhos?

O que acontece é que o nosso sistema imunológico está em constante transformação, portanto pode não estar sempre preparado para alguns eventos. Caso você esteja se sentindo incomodado em decorrência de alguma reação espontânea, busque um alergista.

5. Terapia de exposição ajuda nas alergias?

Em alguns casos, aumentar o tempo de exposição à substância que lhe causa desconforto pode trazer alguns benefícios. Por exemplo, pessoas que adquirem um novo animal de estimação podem acabar sofrendo nos primeiros meses, mas depois desenvolverem certa tolerância com o passar do tempo.

Cachorros trazem mais bactérias para dentro de casa, o que pode fortalecer o seu sistema autoimune. Entretanto, isso não significa que você deve comer uma bacia de camarão caso seja alérgico a crustáceos. Cada caso deve ser analisado com cuidado e ajuda de um médico especialista.

6. Existe cura para alergias?

Na maioria dos casos, pessoas que sofrem com alergias costumam utilizar anti-histamínicos para aliviar os sintomas de crise pelo resto da vida, o que pode ajudar com os famosos olhos avermelhados e nariz escorrendo. Entretanto, cerca de 5% a 10% dos pacientes costumam buscar pela imunoterapia, em que o sistema imunológico é dessensibilizado a alérgenos específicos.

Apesar desse tipo de tratamento poder ser feito com medicamentos, na maior parte das vezes é administrado através de injeções em consultório. Pacientes começam com uma dose pequena do alérgeno e vão aumentando ao longo da vida. A longo prazo, isso pode curar uma alergia.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

WhatsApp: por que EUA usam pouco o aplicativo de mensagens mais popular do mundo

Enquanto em países como o Brasil, o WhatsApp pode ter feito falta para muita gente na segunda-feira (4/10), quando uma pane deixou fora do ar por cerca de seis horas redes sociais pertencentes ao Facebook, nos Estados Unidos essa interrupção pode ter sido menos perceptível, já que lá o aplicativo de mensagens é bem menos usado.

Estima-se que o WhatsApp já superou o número de 2 bilhões de usuários em 180 países. Entretanto, no país em que ele foi criado, os Estados Unidos, menos de 20% dos usuários de smartphones usam o aplicativo, segundo a empresa de pesquisas Pew Research Center.

Apesar de vir de uma fonte diferente, a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, de agosto, estimou que no Brasil nada menos do que 99% dos smartphones têm o WhatsApp instalado.

A cultura do SMS
Um dos motivos para o aplicativo não ser tão popular no seu país de origem é que a maior parte dos consumidores de telefonia móvel nos Estados Unidos têm planos contratados. Diferente de outros países, é raro ter um plano pré-pago por lá.

Na década de 1990, quando os celulares se tornaram populares, ainda era caro enviar e receber mensagens de texto SMS (Short Message Service). Os planos incluíam um número limitado de SMS e passar disso levava a cobranças adicionais.

Com a expansão da infraestrutura e da tecnologia 2G, e consequentes ampliação da cobertura e da competição, as coisas mudaram. As operadoras passaram a oferecer planos com ligações ilimitadas e SMS grátis, o que popularizou essa ferramenta de envio e recebimento de mensagens de texto.

“A boa e velha telefonia 2G realmente surpreendeu os americanos, que a tomaram para si”, explicou Scott Campbell, professor de telecomunicações da Universidade de Michigan, no blog de tecnologia Lifewire.

Neste contexto, a opção de usar dados de internet ainda era cara — por isso, para enviar mensagens, o SMS continuou prevalecendo por um tempo.

Mesmo que hoje ter internet móvel seja mais acessível e que conexões Wi-Fi estejam por todo lado no país, o hábito do SMS ficou.

O avanço do Facebook Messenger

A internet trouxe novas alternativas além do SMS e do WhatsApp, como outro aplicativo de mensagens da mesma empresa, o Facebook Messenger.

Um levantamento da Statias sobre ferramentas para troca de mensagens e videochamadas mostrou que, em 2021, o Facebook Messenger foi o mais usado (87%) pelos americanos. E FaceTime (34%), Zoom (34%) e Snapchat (28%) aparecem à frente do WhatsApp (25%).

Mas quando se trata dos latinos nos EUA, as coisas mudam: quase 50% deles usam o WhatsApp, principalmente porque muitos recorrem ao aplicativo para falar com pessoas que estão em outros países.

Na América Latina, o WhatsApp se popularizou ao inaugurar a possibilidade da comunicação instantânea totalmente gratuita.

O fator iPhone

Outro elemento que afasta os americanos do WhatsApp é a considerável presença do iPhone no país, usado por cerca de 50% dos consumidores de telefonia móvel por lá.

Como o sistema iOS, usado nesse tipo de celular, adaptou seu aplicativo iMessage às plataformas de SMS das operadoras de celular, o uso do SMS não foi afetado.

Quando os usuários de iPhones enviam mensagens entre si, o celular usa o iMessage; mas se um dos celulares correspondentes tiver sistema de outro fabricante, como o Android, ele usa a rede SMS.

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Entretanto, especialistas em segurança digital dizem que os SMS são mais vulneráveis a invasões do que as conversas criptografadas oferecidas pelo WhatsApp.

Além disso, a possibilidade de formar grupos no WhatsApp é outro recurso que pode mudar a arraigada cultura do SMS nos Estados Unidos.

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*Fonte: bbc-brasil

Estudo: consumo de álcool pode causar distúrbio imediato no ritmo cardíaco

Uma pesquisa da UC San Francisco revelou que o consumo de álcool aumenta significativamente a chance de ocorrer distúrbio do ritmo cardíaco em poucas horas após sua ingestão. Segundo os autores, a descoberta é a primeira evidência que vai contra a antiga – e dividida – percepção de que o álcool pode ser “cardioprotetor.”

De acordo com o artigo, publicado na revista Annals of Internal Medicine, uma única taça de vinho pode rapidamente causar a chamada fibrilação atrial (FA), “ao contrário da crença comum de que a FA está associada ao consumo excessivo de álcool, parece que mesmo uma bebida alcoólica [em pouca quantidade] pode ser suficiente para aumentar o risco”, explicou Gregory Marcus, professor de medicina na Divisão de Cardiologia da UCSF.

“Nossos resultados mostram que a ocorrência de fibrilação atrial pode não ser aleatória nem imprevisível”, acrescentou ele. “Em vez disso, pode haver maneiras identificáveis ​​e modificáveis ​​de prevenir um episódio agudo de arritmia cardíaca.”

Estudo: consumo de álcool pode causar distúrbio imediato no ritmo cardíaco. Imagem: Shutterstock
Foram observados 100 pacientes com FA documentada que consumiram pelo menos uma dose de bebida alcoólica por mês. Com um monitor de eletrocardiograma (ECG) e um sensor de álcool de registro contínuo foi possível acompanhar cada ingestão de álcool dos participantes, que acionavam um botão toda vez que bebiam álcool. Os voluntários consumiram em média uma bebida por dia durante todo o período.

Os resultados apontaram que um episódio de FA já estava associado a chances duas vezes maiores ao ingerir uma dose de bebida alcoólica, e três vezes maiores com duas ou mais doses dentro de quarto horas. Episódios de FA também foram associados a um aumento na concentração de álcool no sangue.

“Os efeitos parecem ser bastante lineares: quanto mais álcool consumido, maior o risco de um evento agudo de FA”, disse Marcus. “Essas observações refletem o que foi relatado por pacientes por décadas, mas esta é a primeira evidência objetiva e mensurável de que uma exposição modificável pode influenciar agudamente a chance de ocorrer um episódio de FA”.

Segundo informações do Medical Xpress, a FA pode levar à perda de qualidade de vida, custos significativos de saúde, derrame e morte, no entanto, as pesquisas feitas até agora se concentravam apenas nos fatores de risco para o desenvolvimento da doença e nas terapias para tratá-la, em vez de fatores que determinassem quando e onde um episódio poderia ocorrer.

Os autores admitiram algumas limitações do estudo, levando em consideração que os pacientes podem não ter registrado o consumo ao apertar o botão, seja por esquecimento ou por constrangimento. Além disso o levantamento considerou apenas pacientes com FA registrada e não a população geral.

*Por Tamires Ferreira
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*Fonte: olhardigital

Os animais pensam como nós? Veja o que diz a ciência!

Os animais são capazes de pensar? É bem provável que você já tenha ouvido dizer que eles são movidos apenas por reflexos e que reagem a determinados estímulos. Mas o que diz a ciência sobre isso? Será que seu bichinho de estimação compartilha alguma característica cognitiva com você?

Encontrar respostas para essas e outras perguntas têm sido motivo de estudos de cientistas nas últimas décadas. E algumas descobertas interessantes já surgiram!

Sim, eles são seres pensantes
Para Marc Hauser, professor de psicologia da Universidade de Harvard, os animais são seres pensantes. É claro que tudo depende de como o pensamento é definido. É por isso que os cientistas preferem usar o termo habilidades cognitivas no lugar de pensamentos. Seja como for, os bichos na natureza conseguem entender o ambiente onde vivem.

Hauser tem muita base científica para sua afirmação, afinal, ele estuda a cognição dos animais desde 1980. Para o professor e pesquisador a forma como os bichos encaram o mundo é bem parecida com a dos seres humanos. Ele aponta os chimpanzés como um bom exemplo disso, especialmente devido à vida social agitada e rica desses primatas.

Outra linha de pesquisa conduzida por Hauser e sua equipe é sobre como definir quais os processos de raciocínio são únicos dos seres humanos e quais compartilhamos com os animais. Nesse sentido, o pesquisador ressalta que os animais têm pensamentos estimulantes, mas que a única forma por meio da qual podem transmiti-los é via gestos, grunhidos e vocalizações estranhas.

Sendo assim, a linguagem surge como um fator muito importante para o raciocínio: o ser humano, por exemplo, conseguiu desenvolver mais as suas funções cognitivas e a própria autoconsciência graças ao feedback entre o pensamento e a linguagem.

Mais semelhanças que diferenças
Para o renomado professor e ecologista marinho, Carl Safina, autor de vários livros sobre o reino animal, incluindo Além das palavras: o que os animais pensam e sentem, os animais desenvolveram processos de cognição, sentimentos e conexões sociais que são tão importantes para eles quanto para nós.

Por exemplo, em várias situações eles sabem quem são seus rivais na natureza, os seus amigos e, principalmente, quem eles próprios são. No livro citado, Safina ainda aponta outras correlações entre a forma de pensar e agir de um animal e a do ser humano, como o fato de terem ambições e sempre buscarem um status mais elevado em seu grupo.

Ou seja, tal como nós, os animais têm um “plano de carreira” e pensam nos melhores caminhos para atingirem seus objetivos. Em palavras mais simples, tentam permanecer vivos, obter comida e abrigo, além de criar alguns jovens para a próxima geração passando os conhecimentos adquiridos. Interessante, não é?

Sentimentos próprios, mas nem tanto
Devido à capacidade de pensar e até analisar situações os animais desenvolvem sentimentos e emoções próprios, por exemplo, ficando tristes ou alegres. Porém, eles também são influenciados e até podem copiar atitudes dos humanos.

Um estudo publicado no periódico Plos One, intitulado Dogs’ Social Referencing towards Owners and Strangers, apontou que cães e gatos tendem a observar seus donos antes de decidirem por uma resposta emocional.

Aliás, essa forma de agir é ainda mais evidente e importante para os bichos quando eles são apresentados ou colocados ante uma situação desconhecida.

A química por trás dos pensamentos e emoções dos animais
Como acontece com os humanos, pensar, sentir e agir depende muito da química cerebral. Isso significa que os comportamentos que unem pessoas, assim como aqueles que unem os animais, são baseados em uma variedade de moléculas absorvidas de diversas formas pelo cérebro.

A oxitocina, popularmente conhecida como hormônio do amor, é um exemplo que vale a pena ser comentado. Em todos os mamíferos, incluindo nos humanos, seus níveis aumentam no organismo diante de situações específicas como, por exemplo, no parto, na amamentação e na excitação sexual.

Por isso, entender como determinados hormônios influenciam na forma como os animais pensam e agem é algo fundamental para ampliar nosso conhecimento sobre o tema e, quem sabe, até mudar a maneira como tratamos e observamos o reino animal.

Foram as pesquisas nessa linha que nos permitiram saber que os cães não somente têm um aumento significativo de oxitocina quando estão com outros de sua espécie, mas, também, quando interagem com os seres humanos.

E sabe o mais curioso? Isso é o oposto do que acontece no cérebro de quase todos os demais mamíferos quando se aproximam de nós.

Talvez, não seja por acaso que costumamos dizer que o cachorro é o melhor amigo do homem, até porque o que acontece no cérebro do nosso amigo de quatro patas sugere que ele pensa algo parecido com relação a nós.

*Por Denisson Antunes Soares
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*Fonte: megacurioso

Segredo de uma vida rica pode estar escondido nas coisas ‘inúteis’

Todos nós temos passatempos que às vezes consideramos caprichos aos quais podemos renunciar. Mas essas ‘inutilidades’ podem levar ao desenvolvimento pessoal

Foi em Stanford, em 2005. Steve Jobs pronunciou um discurso que uma década depois é considerado um clássico do desenvolvimento pessoal. Um pequeno manual de filosofia prática no qual, em apenas 15 minutos, fala do amor, dos sonhos, da perda, da morte ou da importância de manter o inconformismo. O discurso começa enfatizando a importância de ligar os pontos, a importância do tesouro oculto que existe em todas aquelas coisas que aparentemente não servem para nada. Jobs nos confessa como essas coisas insignificantes transformaram sua vida e, em certa medida, a da informática. Quando deixou a universidade, decidiu frequentar um curso de caligrafia. Não tinha nenhuma razão para isso; simplesmente gostava da ideia, achava-a interessante e sutilmente bela, explicou. Na época, não pensou que a decisão fosse ter a menor incidência em sua vida. Mas anos mais tarde, quando desenhou o primeiro computador, tudo o que tinha aprendido permitiu que revolucionasse o aspecto dos aparelhos. Como ele mesmo afirmou: “Se nunca tivesse largado aquele curso na universidade, o Mac jamais teria tido múltiplas tipografias nem caracteres com espaçamento proporcional”.


Faça as pequenas coisas com muito amor

Madre Teresa de Calcuta

Acabamos de narrar uma experiência particular de ligar os pontos. Mas não é a única; cada um pode encontrar a sua. Há exemplos ilustres. De Mick Jagger e seus estudos de finanças, que ajudaram os Rolling Stones a se consolidar e a rentabilizar a carreira mais bem-sucedida da história do rock, até as artes marciais que servem para Zlatan Ibrahimovic marcar gols impossíveis usando técnicas de caratê. Mas também podemos encontrar casos anônimos de transformação, seja o de uma pessoa que combina a paixão por contos infantis com o marketing e se torna um especialista da narrativa, ou quem usa tudo o que aprendeu nas aulas de dança de salão para negociar com seus fornecedores. Dá no mesmo quais forem: cada um tem seus pontos. O importante é combinar e ligá-los no nosso dia a dia para ter uma vida mais rica, mágica e surpreendente.

Princípios que ajudam a ligar os pontos
Por distantes que pareçam dois pontos, eles podem ser ligados. O realmente importante é ter vários deles. Quantos mais os possuamos, mais possibilidades de ligação haverá. E quem pensa que não tem interesses especiais na vida pode começar por estes três princípios:

– Reconectar-se com antigos interesses. Se formos sinceros conosco mesmos, encontraremos ao nosso interior motivações que fomos abandonando com o passar dos dias. As rotinas e a espiral das obrigações diárias fazem com que deixemos de lado esses passatempos que aparentemente não servem para nada. Talvez seja tocar violão, pintar ou montar miniaturas de aviões. É importante estabelecer novas conexões com afetos que, como os primeiros amores, provocam uma sensação especial quando recordamos deles. Voltemos a eles e, certamente, aconteça o que for, nos produzirão uma experiência enriquecedora.

– Ter curiosidade pelos interesses dos outros é uma boa maneira de incorporar novos pontos em nossas vidas; interesses que talvez não tivéssemos descoberto por nós mesmos. Além disso, quando nos mantemos abertos aos hobbies alheios e escutamos com atenção as pessoas que nos rodeiam, nossas relações melhoram e acontece o milagre do enriquecimento mútuo.

– Fazer sem pensar. Uma vez que restabelecemos as conexões com nossos afetos e adotamos uma atitude de interesse em relação às pessoas que nos rodeiam, chega o momento mais complicado: agir. Devemos fazê-lo sem pensar muito se tal coisa servirá para isto ou para aquilo. Sem pensar se estamos ou não perdendo tempo. Porque se pensarmos muito nisso, não o faremos. E se não o fizermos, certamente estaremos perdendo algo.

Devemos trabalhar nossos afetos com paixão, amor e interesse enquanto durar o que estivermos fazendo. Voltemos uma vez mais ao discurso de Steve Jobs. “Não se pode ligar os pontos para adiante, só se pode fazê-lo para trás. Assim, você tem de acreditar que eles se ligarão alguma vez no futuro. É preciso acreditar em algo: no seu instinto, no destino, na vida, no carma, no que for”, afirmou então.

Lazer em 3Ds
O tempo é o principal inconveniente com o qual nos deparamos para preencher nossa vida de pontos para ligar. Todos nós temos essa frustrante sensação de que as horas nos escapam, os dias se diluem e, quando queremos nos dar conta, várias semanas passaram sem termos feito o que nos tínhamos proposto. Apesar de vivermos, supostamente, imersos na cultura do lazer. E exatamente aí está a chave. Cada vez são mais numerosas as vozes que nos alertam que os lazeres não são iguais e que nem todos têm os mesmos benefícios. Podemos diferenciar dois grandes grupos:

Lazer passivo. É o tipo de entretenimento do qual recebemos os estímulos, mas não interagimos de forma ativa com ele. O mais claro exemplo é a televisão, embora hoje em dia isso possa ser comparado com assistir vídeos no YouTube, observar as vidas alheias no Facebook ou consumir manchetes de poucos caracteres no Twitter, como se comêssemos um pacote de batatas fritas. O lazer passivo nos deixa, como esse pacote de batatas, eternamente insatisfeitos e com a sensação de termos perdido tempo. Esse tipo de entretenimento é uma espécie de desaguadouro pelo qual o tempo nos escapa. Segundo diversos estudos, o tempo que dedicamos ao lazer passivo não para de aumentar ao nosso redor. É um tipo de passatempo que não somente nos distancia de preencher nossa vida de pontos interessantes, mas que se tornou a principal causa do sedentarismo, uma das grandes epidemias que pairam sobre a nossa sociedade.

O sábio uso do lazer é um produto da civilização e da educação
Bertrand Russell

Lazer ativo. Quando praticamos esse tipo de entretenimento, nos tornamos receptores e emissores de estímulos positivos. Fazemos parte da própria ação. Antes falávamos de tocar violão, pintar ou montar miniaturas. Mas esses pontos podem incluir também estudar algo que sempre nos interessou ou caminhar pela montanha. Definitivamente, tudo aquilo que implique em nos manter vivos e conectados conosco mesmos.

Esse tipo de lazer existe em três dimensões e permite, por seu lado, que avancemos em nosso desenvolvimento pessoal:

– Descanso. Porque é praticado no nosso tempo livre e nos permite desconectar das obrigações da rotina.

– Diversão. Como é uma atividade escolhida, nos entretém, nos interessa e nos dá prazer. Se não for assim, é que não estamos fazendo bem alguma coisa ou não é a atividade da qual necessitamos.

– Desenvolvimento. O lazer ativo, além disso, permite que progridamos como pessoas, assim como cultivar outro tipo de relações sociais. Estas, por sua vez, enriquecerão e nos produzirão essa sensação de descanso que provoca o fato de desconectar da rotina.

O círculo virtuoso dos 3Ds do lazer ativo nos permitirá encher a nossa vida de pontos. Se conseguirmos minimizar os momentos de descanso passivo, descobriremos que contamos com mais tempo para encher nossa vida de coisas interessantes, renunciando às inércias do entretenimento imóvel. Vamos imaginar que somos uma horta. Temos de nos cultivar, nos cuidar e nos mimar. Além disso, devemos procurar não ser uma plantação somente de tomates, mas de muitas e muito variadas hortaliças. Dessa maneira, nossos pratos serão mais saborosos, mais variados, mais interessantes e terão mais matizes. E tudo começa com uma pequena semente, com esses pontos que devemos ligar em nossa vida. O mágico é que podemos começar a cultivar a partir de agora mesmo.

PARA SABER MAIS
Canção
Aquellas pequenas coisas
Joan Manuel Serrat

Livros
Steve Jobs: A Biografia
Walter Isaacson (Companhia das Letras)
Uma das figuras mais geniais e inspiradoras dos últimos tempos.
Amor em minúscula
Francesc Miralles (Editoria Record)
Um canto aos pequenos afetos e detalhes que tornam grande a nossa vida.

*Por Gabriel Garcia de Oro
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*Fonte: brasil-elpais

Pesquisa aponta que metade dos jovens brasileiros possui problemas de saúde mental

Nesta quarta-feira (1), a Pfizer apresentou um estudo feito pela consultoria Ipec que mostra que 39% dos jovens brasileiros com idade entre 18 e 24 anos consideram possuir uma saúde mental “ruim”, enquanto outros 11% se classificam em um estado “muito ruim”.

Dos entrevistados, apenas 4% disseram que sua saúde mental é muito boa. A pesquisa entrevistou 2 mil pessoas com mais de 18 anos na cidade de São Paulo e regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.

O médico e pesquisador do departamento de Psiquiatria da Unifesp, Michel Haddad, afirmou que os transtornos mentais então em crescimento há pelo menos duas décadas e que a pandemia de Covid-19 só escancarou este problema.

O estudo relata que os jovens afirmam ter mais problemas com a saúde mental do que as pessoas mais velhas. Ao considerar o público geral entrevistado, 25% classificou a saúde mental como “ruim”, enquanto outros 5% disseram se enquadrar em “muito ruim”.

De acordo com o jornal O Globo, os entrevistados relataram algumas queixas comuns, são elas: tristeza (42%), insônia (38%), irritação (38%), angústia ou medo (36%), além de crises de choro (21%).

Apenas 11% dos entrevistados fazem acompanhamento médico profissional de maneira contínua, cerca de 21% já chegou a buscar uma ajuda especializada. Ao serem questionados sobre maneiras para lidar com o impacto imposto pela pandemia, 19% disseram que praticam atividades físicas ao ar livre e outros 18% dentro de casa.

Outros 17% acreditam que a leitura de livros pode ajudar na busca por uma solução e investem nesta saída.

Entre todos voluntários, 16% disse ter sido diagnosticado com ansiedade, 8% com depressão, 3% com síndrome do pânico e 2% com fobia social.

*Por Matheus barros
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*Fonte: olhardigital

Estudo revela quanto se exercitar para compensar as horas sentado

Muitos empregos exigem horas a fio de trabalho sentado em frente ao computador. Com a pandemia e o aumento do home office, muitos trabalhadores passaram a ficar ainda mais tempo em casa: da cadeira do escritório para o sofá, do sofá para a cama. Um ciclo sedentário altamente prejudicial à saúde. Mas, o que é possível fazer para amenizar esta questão? Um novo estudo revela que é possível “neutralizar” o tempo sentado com exercícios físicos.

Publicado no jornal acadêmico British Journal of Sports Medicine, que cobre ciência e medicina esportiva, o estudo aponta especificamente que é preciso de 30 a 40 minutos de atividade física moderada a vigorosa. Incluir essa mudança na rotina pode prolongar a expectativa de vida.

A pesquisa buscou examinar a associação entre atividade física, tempo sedentário e mortalidade. Para isso, realizou uma meta-análise de nove estudos anteriores de quatro países. Foram acompanhados 44.370 homens e mulheres, de quatro a 14 anos, sendo que 3.451 participantes morreram ao longo deste tempo.

Todos os indivíduos registraram suas atividades em rastreadores de condicionamento físico, eliminando parte do risco de parcialidade ou erros por meio de autorrelato. Em todos os dados, a atividade moderada a vigorosa foi inversamente correlacionada com o risco de morte para aqueles que levaram uma vida mais sedentária. Ou seja, este é mais um estudo que confirma que pessoas que se exercitam menos correm mais risco de morte.

“Maior tempo de sedentarismo está associado a maior mortalidade em indivíduos menos ativos. Cerca de 30 a 40 minutos por dia atenuam a associação entre o tempo sedentário e o risco de morte, que é menor do que as estimativas anteriores”, conclui o estudo.


Mais tempo em casa = mais sedentarismo

O home office eliminou uma parte importante do trabalho no escritório: levantar para tomar um café, uma água e até bater papo com o colega. Entretanto, tem contribuído para trabalhadores se manterem seguros em casa, em meio à pandemia, sem perderem suas fontes de renda. De forma que a melhor alternativa é buscar o equilíbrio. Fazer paradas ao longo do trabalho para se movimentar é importante assim como encaixar na rotina um tempo para se exercitar fora de casa, seja andando de bicicleta, corrida ou mesmo uma simples caminhada. Dentro de casa, as tarefas domésticas de limpeza e o cuidado com a horta também contam como atividades. Além da saúde do corpo, a atividade física é essencial para a saúde mental.

Segundo a OMS, até 5 milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas se a população em todo o mundo fosse mais ativa. “A atividade física regular é fundamental para prevenir e controlar doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e câncer, bem como para reduzir os sintomas de depressão e ansiedade, reduzir o declínio cognitivo, melhorar a memória e exercitar a saúde do cérebro”, afirma o órgão da ONU.

Atenta aos efeitos da população passar mais tempo em casa, a OMS lançou em 2020 novas diretrizes sobre atividade física. A recomendação é de pelo menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa por semana para todos os adultos e uma média de 60 minutos por dia para crianças e adolescentes.

*Por Marcia Sousa
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*Fonte: ciclovivo

ESQUEUMORFOS: O que são e por que estão em toda parte?

Você já ouviu falar ou tem alguma ideia do que significa a palavra “esqueumorfo”? Talvez isso soe confuso para você agora, mas eu te garanto que no fim do texto você verá que sempre esteve familiarizado com esse tema. Por mais que esse não seja um termo que usamos no dia a dia, os esqueumorfos estão presentes na nossa vida em todos os momentos.

Portanto, vamos juntos nos aprofundar sobre o significado dessa palavra, qual é a sua origem e quais são os principais exemplos de esqueumorfos à nossa volta. Não se preocupe, a partir de agora você conseguirá identificar o que é um esqueumorfo sem grandes dificuldades.


Etimologia da palavra

A palavra “esqueumorfo” tem origem do grego skeuos, que significa “ferramenta” ou “recipiente”, e também de morphé, que pode ser traduzido para “forma”. Por mais que, em um primeiro momento, isso não diga nada, esse termo é usado há muito tempo, sobretudo por historiadores e arqueólogos.

Conforme trazido em reportagem da BBC, o especialista em Idade Média Serafín Moralejo Álvarez explica em seu livro Eloquent Forms que a palavra “esqueumorfo” se refere à “presença em um objeto de características formais que carecem de motivação em relação às suas funções ou condições de sua produção e que só podem ser explicadas como atavismos em relação a um modelo diversificado em seu uso ou em condições técnicas”.

Em outras palavras, os esqueumorfos nada mais são do que objetos dentro de uma linha de produção que continuarão a ser produzidos apenas para que as pessoas continuem familiarizadas com sua forma original e continuem a fazer associações dentro do cérebro. Se ainda não está claro, nós listamos alguns exemplos.


Esqueumorfos no dia a dia

Por exemplo, você sabe para que serve aquelas estranhas peças de metal que ficam próximas ao bolso da sua calça jeans? Os rebites, como são chamados, são uma herança estética da época em que os jeans eram muito grossos para serem unidos apenas com o uso de linha e precisavam de outra ferramenta para a finalização.

Embora não sejam mais necessários nas linhas de produção atuais, eles continuam aparecendo nos modelos atuais de calças. E por que isso? É porque esse é um claro exemplo de um esqueumorfo no seu cotidiano. Logicamente, isso não para por aqui.

Os aros sempre foram ferramentas essenciais para manter as rodas dos carros antigos e das bicicletas funcionando corretamente. Porém, os modelos mais modernos de veículos não precisam de um aro para cumprir a sua função. Então, qual é o nome que nós podemos dar para os aros? Exatamente, um esqueumorfo.

E como chamar o lustre de uma igreja que substituiu as velas de verdade por elétricas? Por que não simplesmente mudar para uma lâmpada? É porque um esqueumorfo ajuda as pessoas a continuarem familiarizadas com um ambiente ou objeto da forma que ele construiu sua imagem historicamente.


Era digital

Engana-se quem pensa que os esqueumorfos só estão presentes em objetos físicos. Olhe bem para a Área de Trabalho do seu computador e tente identificar um esqueumorfo. Conseguiu? Se você teve alguma dificuldade, pode ficar tranquilo que nós vamos te ajudar.

Ao excluímos um arquivo digital, nós automaticamente enviamos ele para a “Lixeira” — que literalmente tem o ícone de uma lata de lixo. Porém, quando os computadores foram inventados, os criadores poderiam ter dado qualquer nome para esse espaço. Afinal, tudo era muito novo e nenhum desses conceitos havia sido introduzido antes.

Sendo assim, as “lixeiras digitais” nada mais são do que mais um esqueumorfo para compreendermos sua função e nos acostumarmos com mais facilidade. Agora que você já sabe o que esse termo significa, é bem provável que encontre vários desses exemplos no seu cotidiano!

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

391 nomes engraçados para grupos no WhatsApp

Qual é nome do seu grupo preferido do WhatsApp? Nomes engraçados para grupos do WhatsApp existem aos montes, mas na hora de criar um novo pode dar aquele branco. Por isso, se não dá para ser original, não custa nada se inspirar em algumas ideias que estão bombando por aí.

Há opções para todos os gostos. Desde os nomes mais engraçados até aqueles trocadilhos capazes de fazer o “tio do pavê” morrer de rir. Quer ganhar a admiração dos seus amigos e familiares batizando o grupo com um nome bem diferente. Abaixo, preparamos uma coletânea com centenas de alternativas para você se dar bem. Qual desses nomes é o seu preferido?

Nomes divertidos para grupos de amigos

Os troles assumidos
Os presuntos
Cabeças de melão
O mundo é nosso!
Cabeças quadradas
Somos uns meros parasitas
Reis da favela
Bar dos encalhados
100% Favela
Monstros das Cavernas
Tudo corno!
404! O nome do grupo não existe
404 Wi-Fi indisponível
Não é da sua conta
Conversa de Doidos
Touros à solta
Jacarés furiosos
Desbravadores do Fim do Mundo
Zueira Total
Notificações sem fim
Assassinos silenciosos
Vai buscar!
Calcinha de renda
Bichos do Mato
Lixeira da reciclagem
Hoje na casa do Zé
Parceiros no Crime
Almôndegas Saltitantes
Federais da calcinha
Mãe, tô no WhatsApp
Por Batizar…
Virgens Orgulhosos
Segura o Tchan
Um local Catastrófico
Cães Bravos
Fabricantes de problemas
Te amo Sexta-Feira
Furacões do Texting
Erro 404
Grupo 100 Freio
Não deixe o grupo morrer…
No céu tem pão?
Já Acabou, Jéssica?
Filma Nóis, Galvão!
Amigos da Onça
Illuminati
Marombeiros
Mercadoria Vencida
Os tops do Whats
Manos e princesas
ETois
Derrota Quase Certa
Aqui o chefe não entra
Conversa de doido
50 chamadas da mãe
Agrega Valor
Beijinho no Ombro
Bela Acordada
Boladão bem bolado
Bombeou
Cadê a graça
Grupo do absurdo
Grupo do Mario
Moro nos salve
Na casa da sogra
Só Calcinhas
Só Cueca
Zona dos Amigos
Zorra Total
O planeta é nosso
Apenas parasitas
Aliens das cavernas
Interação de doido
Liberdade aos touros
Notificação somente no spam
Vem buscar folgado!
Calcinha rendada
autoridade da lingerie
Virgens com muito orgulho
Lugar desolado
Do céu cai pão
O nome dela é Jéssica
Amigos da pintada
Cuidado com os Illuminatti
Fora do prazo de validade
Beijinho também no ombro
A bela acordou
Já acabou?
Grupo inusitado
Só se for de cueca
Perímetro da amizade
Bagaça à rodo
Soberanos no camarote
Código de barras do sucesso
Trauma do 7×1
Grupo espera
Vou vencendo
Bombados de elite
Tempo que não volta mais
Boneca de cristal
Culinária em movimento
Grupo dos armários
Melhores das redes
É nóis nos anzóis
As top tudo
Frescura da área 51
Eternas notificações
Amigos só por telefone
O pin me estressa
recipiente da reciclagem
o parque acha que tem diversão
Os folgados frustrados
Abelhinhas operárias
Os issos disso
The walk tolke
Os transitantes
Lá vem quem
Os despedidos
Os Zé marmota
Dominando o mundo
Esquadrão secretão
Sonhando muito
The rangers dente
Motores na montanha
Tomo posse
Forças da ração unida
Shaolin sem câmera
Amores amigos
Plotando tudo
Só nas visage
Good times
As preciosidades do silêncio
Diga lá
Parando a lesma
Nem lascando
As chiquetoza
Pelo menos eu tentei
Alienígenas tem passado
Forte feio e fajuta
Pior que é
Plantão com cenouras
Feliz é o meu nariz
Tudo amigo até que…
Repolhos encravados
Mergulhadores de sonhos
As fashionistas
Por enquanto tô aqui
Boleia confusa
Chegando na chincha
Por enquanto passa
Ministros do tempo
Poesias soltas
Parando o trânsito

Nomes para grupos relacionados a bebidas
Bastardos da cachaça
Cervejetarianos
Las Bagaceiras
Entorna o caneco
Vestibular da cachaça
Boca de litro
Memorias perdidas
Cervejada
Cachaça My Love!
Where’s the beer?
Netos do Velho Barreiro
Amigos de Boteco
Reis do camarote
Ostentação
Filhos do Chuck Norris
Criminosos
Área 51
Bar dos solteirões
Chegando na derrota
Terra anti-patrão
Juntando valor
Bola oito bem bolada
Amantes da cachaça
Cervejários
Em torno do caneco
Faculdade dos cachaceiros
Na borda do litrão
Lembranças perdidas
Parada da cerveja
Água ardente, amor latente!
Parentes do velho barreiro
Colegas de boteco
Vamos ostentar até o dia acabar!
Visão inversa
Imaginando ação
Amigo verdadeiro
Tropa da caninha 51
Clube de trama
Paquera de pedreiro
Futebol só Tabajara
Correndo para Cristo
Do boteco eu não saio!
Ligando pro SAMU
Os he do mans
The drift
Motim dos solteiros
Fabricando outro
Só na órbita
Só pro cês
51 da área
Os enxuga menos
Palermas no queijo
Já foi pra minha conta
Os não sei teclar
Escudo do gorpo
Sorvete frito
Perdendo a peruca
Carecas arrepiantes
Os bela força
Virando o balde
Plantando farra
Os poltergeisters
Tô na fila

Nomes para grupos de amigos de escola
Criativisando
10 na escola e 10 na bagunça
Class experts
Quintal do aprendizado
Código do Sucesso
Geração 7×1
Visão diferenciada
Books brothers
Saber em ação
Grupo Supera
Teenagers
Bloco de Cabeças
Minha meta é 10…9,5 nem rola!
Imagina_Ação
The Winners
Turma bombada
Estudantes Fabulous
Hackers
Melhores amigos na escola
Turma da 51
Vamos parar a cidade
Engenheiros chamando
Os apresuntados
Error 404
Not found
Jacarés velozes e furiosos
Desbravando até o fim do mundo
Zoando totalmente
Assassinos mudos
Produto de reciclagem
Companheiros do crime
Almôndegas “vamos pular”!
Produtores de problemas
Esperando sempre a sexta-feira
Grupo sem status
Adiciona aê pro grupo não morre
Patrícios e patricinhas
Toy de história
Grupo do Mário Bros
Fãs do Chuck Norris
Criminando
0 na escola e 100 bagunça
Classudos expertos
Jardim onde aprende
Amigos do livro
Sempre adolescente
Cabeças em bloco
Quero 10, 9 não serve
Estudantes fabulosos
Somos hackers
Stop city
Call me
Sempre ocupado
Macacos sabido
Civis rebeldes
Grupo do não dá
Trio nerd
Soltando balão
Combate palavrial
Bank Geek
Adolescentes na real
Só curiosidade
Pra que fazer
Viciados em like
Os pensadores do sono
Assédio intelectual
Os disney sem club
Desconhecendo tudo
Precisando usar o tempo
Alfaces mortíferas
Exterminadores de bananas
Pirando o cabeção
Preciso dormir
Falando serius

Nomes para grupos de família
Bons tempos
Família louca
Terror dos vizinhos
Família acima de qualquer coisa
Lar feliz
Família da bagunça
Chat da casa
Clube de drama
Laços fortes
Happy House
Sim, somos família
Casa louca
My big loves
Família Addams
Família Buscapé
Por acaso, é da sua conta?
Bichos da fauna
Sempre na casa do seu Zé
Mami me deixa! Tô no whats!
Pelo batismo
Cães em fúria
Acabou! É treta!
100 berros de mãe
Amada sogrinha
Bagunça total
Aprendendo a agir
Família crazy
Aterrorizando a vizinhança
Minha família, razão de enlouquecer
Chato da casa
Laços inquebráveis
Quero casa feliz
A família que vive buscando o pé
Quebrando o barraco
Vamos geriatrar?
Motim do asilo
Meu pai só ama
Senhoritas da terceira idade
Qué? Vai buscar!
Não fico sem problemas
As armadilhas brilhantes
Os assassinos da tia
Os menino homem
Casado já
Os C eis
Os caos
Os jetsons
Descendentes de
House happy
Maçaroca em família
Felizes bons tempos
Os plugins
Big bangs
Os primos dos tios
Junto e misturado
The Vikings
A família saculeja
My parents
Vamo falando
Os sempre além
Os cpf na nota
Os primos legionários
Os falano poco
Os chamada à cobrar
Conversa mata
Os Kung fui na vanda
The sempre excede
Sempre secando gelo
Ferdinando e ferdiliz
De volta para o futuro
Pindamonhangaba hall
Vez ou outra a bruxa tá solta
Euclides! Fala pra mãe!
Dizeres o que quiseres
Os filando a bóia
Os inativos
Sem conversa

Nomes para grupos de dança
Diva Move
Domínio de cristal
Dança criativa
Diversity (diversidade)
Passos místicos
Moving the hips
Dança sem limites
Dinastia da Dança
Latin Dancers
Quebra tudo
Move Makers
Furações do youtube
Maromba até morrer
Dançando na chuva
Desenvolve!
Andar mágico
Tradição da dança
Whats sing
Tartarugas ninja
As poses
Anos 80 retrô

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*Fonte: meupositivo

Dá para treinar o paladar e gostar de comidas que odiamos?

O ato de comer certamente é uma das necessidades mais versáteis que existe, especialmente quando aliado aos gostos e às preferências pessoais de cada um, sendo possível encontrar todo tipo de refeição, mistura de temperos e uma criatividade absurda para elaborar os pratos mais malucos já vistos.

Porém, em meio a toda essa mistura de opções, existem pessoas que são mais exigentes para comida e dizem gostar apenas do básico ou de combinações muito específicas, a fim de agradar um paladar que não é habituado a experimentar algo novo.

Ao longo de séculos de história, a Gastronomia evoluiu em relação a suas regras sobre o que realmente seria “comer bem” e “comer mal”, bem como adaptou culturas, tradições e o surgimento de novas especiarias em pratos cada vez mais únicos. A culinária, então, ganhou identidade, e o público teve que acompanhá-la nessa jornada, aprimorando seus sentidos sobre os cinco sabores básicos (doce, amargo, azedo, salgado e umami) e sobre os trilhões de cheiros detectados pelo nariz.

Assim, além de tornar-se uma experiência multissensorial, a gastronomia passou a ser vista como uma arte que muda com o tempo, região, estilo de vida do degustador, localização e, até mesmo, genética. Por exemplo, quanto mais velhas as pessoas ficam, menos agradáveis alguns sabores podem se tornar, já que os paladares vão perdendo potência à medida que a idade avança. Recentemente, um estudo da Universidade de Turku, na Finlândia, descobriu que idade, IMC e gênero impactaram no “reconhecimento da modalidade de sabor”, e que homens têm dentes mais sensíveis do que mulheres, reforçando ainda mais a dinâmica dos gostos.

“Para degustadores sensíveis, é possível que genes receptores de sabor e genótipos desempenhem um papel muito importante. Também é possível que crianças criadas na mesma família, sociedade e ambiente cultural possam ser degustadores diferentes, e pequenos detalhes, como genótipos receptores de sabor, podem afetar a percepção do paladar”, esclareceu Mari Sandell, professora de Percepção Sensorial do Fórum de Alimentos Funcionais. “Mas, por outro lado, o alimento disponível depende da cultura alimentar, então as pessoas não têm as mesmas opções para ativar seu senso de paladar”, ela explicou.

Como é possível fazer a comida ter um sabor mais agradável?
Para driblar todos esses obstáculos genéticos e culturais, é importante testar, ajustar e apurar o senso de sabor, criando métodos eficientes para auxiliar o cérebro nesse difícil enfrentamento. Assim, sentir o aroma de óleos essenciais e temperos, observar bem o que está no prato, saborear com calma, descrever as sensações e realizar misturas que se adequem mais ao agrado individual são algumas práticas que podem colaborar para a redução da exigência gustativa.

Vale lembrar que todos os testes devem ter como base não apenas a dieta considerada pelo experimentador, mas também os limites de seu corpo, já que não é esperado que as reações positivas aos novos alimentos venham de imediato. Então é importante ter em mente a necessidade de beber água constantemente, respeitar os rituais para algumas refeições e, principalmente, repetir e não desistir, pois a ideia é que a prática leve à perfeição, e não ao prejuízo da capacidade do paladar.

*Por André Luís Dias Custódio
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*Fonte: megacurioso

É verdade que a água faz diferença no sabor da cerveja?

O universo cervejeiro é cheio de histórias, e quanto mais cerveja é consumida, mais relatos surgem, e mais pessoas se consideram experts no precioso líquido. Uma dessas lendas é a certeza que muitos têm de que determinadas águas especiais são o “segredo” para o sabor diferenciado de algumas cervejas.

Nessa categoria de cervejas mitológicas estariam a Brahma e a Skol de Agudos (SP), a Bohemia com água da serra de Petrópolis (RJ), a saudosa Antarctica produzida em Pirapora (MG). Internacionalmente, são famosas: a irlandesa Guinness feita com água do rio Liffey de Dublin e a Pilsen, fabricada na cidade do mesmo nome na República Tcheca.

Infelizmente, por mais românticas que possam parecer, essas histórias não são reais. Pelo menos, nos tempos atuais. Segundo Maurício Beltramelli, autor do livro Cervejas, Brejas & Birras, “a um custo baixo, qualquer indústria consegue purificar a água de sarjeta e dotá-la das características ideais para cada tipo de cerveja”.

Qual a importância da água na fabricação da cerveja?

No entanto, o fato de a mudança das características físico-químicas da água ser uma atividade corriqueira desde o início do século XX, isso não significa que a água não tenha um papel essencial na fabricação da cerveja. Afinal, entre 90% a 95% da cerveja são compostos por água.

E, dentro do mundo cervejeiro, o insumo hídrico é dividido em quatro tipos: mole, média, dura e super dura. Assim, as Pilsens, por exemplo, usam água mole em sua fabricação, enquanto as cervejas de estilo Munique são feitas com água dura, com grande teor de cálcio e magnésio.

Mas, se não é pela água, por que é que a cerveja é mais gostosa quando tomada perto do lugar onde é fabricada? A resposta aqui é simples: isso ocorre porque o deslocamento e as viagens afetam a qualidade da bebida. Alguns itens interferem no sabor final, como exposição à luz, lugar de armazenamento, o chacoalhar das garrafas e as alterações bruscas de temperatura.

E, quando ouvimos alguém dizer que “a melhor cerveja é a que se toma olhando a chaminé da fábrica”, a explicação é a idade da bebida, pois, ao contrário do vinho, quando mais nova a cerveja, melhor ela é.

*Por Jorge Marin
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*Fonte: megacurioso

Alguns fatos sobre a gordura da barriga que é bom saber

Um fato sobre a gordura estomacal que você deve saber é o seguinte: não é apenas aquela camada macia logo abaixo da pele – o tipo que você pega para ver se consegue “beliscar”. Gordura visceral é o nome do tipo que fica no fundo do seu torso. Ele se acumula ao redor de seus intestinos, fígado e estômago. Ele também pode alinhar suas artérias. E pode ser arriscado para sua saúde. Mas você não precisa de dietas ou exercícios especiais para perdê-la – apenas hábitos saudáveis.

Quais são os riscos para a saúde?
Não se trata apenas do número na escala. Os pesquisadores acham que a quantidade de gordura profunda ao redor da cintura é uma medida melhor para saber se você está sob risco de ter sérios problemas de saúde do que seu peso ou IMC (índice de massa corporal). Não só a gordura da barriga pode deixar seus jeans muito apertados, mas muito disso pode significar que você tem mais probabilidade de obter:

• Diabetes
• Doença hepática gordurosa
• Doença cardíaca
• Colesterol alto
• Câncer de mama

O que significam as medidas da cintura
Você não pode dizer quanta gordura visceral você tem apenas medindo sua cintura. Isso ocorre porque a gordura próxima à superfície da pele (chamada de gordura subcutânea) também faz parte da sua circunferência. Mas sua fita métrica pode lhe dar uma dica se você pode acabar tendo problemas de saúde relacionados à gordura da barriga. Para as mulheres, medidas de cintura acima de 35 polegadas podem levantar uma bandeira vermelha. Para os homens, é de 40 polegadas.

É a primeira gordura a ir
Aqui está um fato feliz: a gordura visceral é o primeiro tipo que você perde. E para fazer isso, você precisa se mover. Seu treino não precisa ser complicado. Você pode caminhar rapidamente por uma hora por dia. Em uma esteira, você pode definir a inclinação mais alta para aumentar o metabolismo. Se você se sentar muito, encontre maneiras de se mover. Defina um cronômetro em seu telefone para lembrá-lo de se levantar a cada meia hora ou assim. Ou experimente uma mesa em pé e agache-se enquanto trabalha.

Contagens inquietantes
Você fala com as mãos? Toque seus pés para melodias? As pessoas acham que você é um pouco hiperativo? Tudo bom. Ficar inquieto pode não ser um “exercício” e não vai construir músculos ou resistência. Mas conta como atividade e queima calorias. Então, da próxima vez que alguém disser que você se inquieta demais, você pode dizer que está queimando a gordura da barriga.

Vinagre de maçã não ajuda
O vinagre de maçã tem muitos usos inteligentes. Reduzir a gordura da barriga provavelmente não é uma delas, embora as dietas da moda possam dizer isso. O líquido picante vem de maçãs que são esmagadas, destiladas e fermentadas. Algumas pessoas pensam que o ácido acético que contém pode melhorar a saúde de algumas maneiras. Estudos em animais mostraram um vislumbre de esperança de que isso possa ajudar a queimar a gordura visceral. Mas não há evidência científica de que tenha o mesmo efeito nas pessoas.

Não culpe a cerveja
A cerveja muitas vezes leva a marca de uma barriga atarracada – daí o termo “barriga de cerveja”. Estudos sugerem que é um pouco mais complicado do que isso. O material espumoso tem muitas calorias. Portanto, pode fazer você ganhar peso. Mas isso não faz necessariamente com que a gordura se acumule em sua cintura. Um culpado mais provável? Refrigerantes e outras bebidas adoçadas. Algumas pesquisas sugerem que o açúcar pode aumentar a gordura da barriga.

Troque refrigerante por chá verde
Para reduzir a gordura da barriga, seja esperto quanto à sua dieta – coma porções razoáveis, muitos vegetais e pouca comida lixo. E em vez de refrigerante, considere o chá verde. Alguns estudos sugeriram que as catequinas, antioxidantes encontrados no chá verde, podem ajudar (um pouco) a queimar a gordura visceral. Os resultados estão longe de ser certos. Mas uma coisa é certa: substituir o chá por bebidas açucaradas economiza calorias. Só não carregue com mel ou açúcar.

Óleo de peixe não ajuda
O óleo de peixe há muito é considerado um suplemento saudável para o coração. O FDA aprovou recentemente um medicamento feito de óleo de peixe para ajudar a controlar os triglicerídeos, uma gordura encontrada no sangue. Mas, serve para secar a gordura da barriga? Não muito. Um estudo com homens com sobrepeso que tomaram suplementos de óleo de peixe não encontrou nenhuma mudança na gordura do estômago.

Gordura da barriga e seus ossos
Por muito tempo, os médicos pensaram que o peso extra poderia ajudar a manter seus ossos fortes e protegê-lo de fraturas. Mas pesquisas mostram que isso não é necessariamente verdade, pelo menos no que diz respeito à gordura visceral. Um estudo descobriu que homens com mais gordura na barriga tinham ossos mais fracos. Outro estudo analisou mulheres que ainda não haviam passado pela menopausa. Ele descobriu que aqueles com mais gordura abdominal tinham densidade óssea menor, um sinal de alerta de osteoporose.

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*Fonte: saberesaude

Quantas vezes por dia é normal fazer xixi? Urologista responde

Não é para ficar paranoico: fazer mais xixi em um dia e menos no outro é normal. Mas quando essa frequência aumenta muito e de forma constante, pode atrapalhar a qualidade de vida ou sinalizar certas questões.

Segundo Karin Anzolch, urologista do Departamento de Comunicação da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o mais comum é a pessoa urinar de cinco a oito vezes por dia. “Se a regularidade é muito maior, o indivíduo pode estar ingerindo líquido demais”, afirma. Há também o risco de ele estar sofrendo um princípio de incontinência urinária, ou doenças como diabetes e hiperplasia da próstata.

O intervalo entre as micções também deve ser levado em consideração. Se uma pessoa ingere menos de dois litros de água por dia, mas vai ao banheiro a cada hora, é necessário procurar um urologista. “O paciente pode ter quadros como o de uma bexiga mais sensível”, destaca o urologista Fernando Leão, proctor em cirurgias da próstata com laser greenlight pela Boston Scientific (EUA).

A incontinência urinária

É uma das doenças mais comuns que aumenta o número de idas ao banheiro. Ela é marcada pela dificuldade ou incapacidade de segurar a urina. Sem tratamento, prejudica muito a qualidade de vida.

Ela é mais comum entre mulheres, que naturalmente possuem uma uretra curta. “A uretra feminina tem de três a seis centímetros. Já a do homem, cerca de 20 centímetros”, diz Karin. Com um canal menor, é mais difícil segurar a urina.

O parto, que pode alterar a musculatura pélvica, é outro fator de risco para a incontinência. Nos homens, ela é mais incidente após cirurgias de próstata. Quadros neurológicos, como esclerose múltipla, obesidade e bexiga hiperativa também podem terminar em um maior número de micções por dia e perda involuntária do xixi.

Existem dois tipos de incontinência: a de esforço e a de urgência. A primeira acontece quando a pessoa tem a musculatura pélvica mais fragilizada e espirra, pula ou faz algum esforço físico. Já segunda é aquela em que o paciente tem uma vontade súbita, e não consegue contê-la antes de chegar ao banheiro.

A boa notícia é que há vários tratamentos para a incontinência urinária. “As taxas de sucesso são elevadas hoje em dia”, afirma a especialista.

Quando a pessoa faz pouco xixi

Isso pode ser sinal de que o indivíduo deve se hidratar mais. A retenção urinária também sugere disfunções renais ou na próstata. “Se a pessoa está urinando menos do que cinco vezes ao dia, é bom avaliar”, afirma Karin.

A cor da urina

O ideal é que o xixi esteja sempre claro, quase transparente. Um amarelo forte aponta para a desidratação ou problemas nos rins. Certos medicamentos também alteram essa coloração. Já se a urina estiver avermelhada, é bom investigar se alguma estrutura do sistema urinária não está lesionada. A ingestão de alimentos como beterraba também deixa o xixi com esse tom.

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*Fonte: revistagaliuleu

Como o café e o chocolate abalaram a medicina do século XV

Em 1580, durante uma viagem ao Egito, o botânico italiano Prospero Alpini se deparou com um acervo de plantas incomuns, como bananas de formas estranhas, papoulas de ópio vermelhas e baobás robustos.

Quando voltou para a Europa três anos depois, ele divulgou suas descobertas em dois livros: De Plantis Aegypti e Da Medicina Aegyptiorum. Entre suas ilustrações da flora do Oriente Médio e do Norte da África, estava o cafeeiro.

Alpini descreveu que os árabes e egípcios faziam uma bebida quente da planta, que também era vendida em todos os bares como se fosse uma espécie de vinho. Rapidamente, os médicos começaram uma jornada para tentar descobrir o impacto do café na saúde das pessoas, lutando para entender os efeitos dele e de duas outras bebidas que chegaram juntas em meados do século XVI: o chocolate e o chá.

A teoria humoral de Galeno

Na Grécia Antiga, os escritores Hipócrates e Claudio Galeno acreditavam que o corpo era composto de quatro tipos de humores (ou fluídos): sangue, catarro, bile negra e bile amarela. Para eles, cada pessoa tinha uma composição humoral única dentro desse sistema pseudomédico, e que o corpo seria acometido por doenças se essas funções se desequilibrassem.

Em O Poder dos Alimentos, um dos textos mais famosos de Galeno, o médico e filósofo classificou os alimentos como a base em seus poderes humorais. Deixando claro que médicos deveriam usar comida para tratar doenças muito antes de recorrer a cirurgias ou cauterizações, ele descreveu várias receitas em seu livro.

“Galeno acreditava que um bom médico também deveria ser um bom cozinheiro”, disse o historiador Mark Grant.

Em vez de medicamentos, os médicos prescreviam alimentos que ajustassem o equilíbrio humoral do paciente adoentado. Quem sofria de febre, por exemplo, deveria ingerir alimentos frios, como saladas e vegetais. Ao menor sinal de indigestão, tomar pimenta e vinho era a saída adequada.

A derrocada teórica

Com o crescimento do comércio ao longo dos séculos XVI e XVII, a demanda por café, chocolate e chá explodiram, desnorteando os médicos da época que tentavam entender o impacto desses alimentos no humor do corpo.

O chocolate era um problema a parte, visto que mudava de forma e qualidade. “Algumas pessoas diziam que o chocolate é gorduroso, portanto quente e úmido”, disse Ken Albala, professor de História na Universidade do Pacífico. “Mas outros médicos diziam que, se você adicionasse açúcar, ficava amargo e adstringente, por isso era indicado para doenças fleumáticas. Como algo poderia ser seco e úmido ou quente e frio ao mesmo tempo?”.

Conforme as bebidas foram se popularizando pela Europa, os conceitos médicos estabelecidos foram cada vez mais questionados, fazendo desmoronar a teoria humoral.

“Mas os médicos persistiram em manter o sistema humoral galênico e resistiram às pessoas que argumentavam contra ele”, disse Mary Lindermann, professora de História da Universidade de Miami.

No entanto, com a entrada do século XIX, os estudos nos campos da fisiologia, anatomia avançada e farmacologia revolucionaram a Medicina de maneira que o sistema humoral não teve mais como se sustentar.

*Por Julio Cezar de Araujo
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*Fonte: megacurioso

Gravidade da apneia do sono reduzida pela reutilização de medicamentos existentes

Uma nova pesquisa publicada no The Journal of Physiology mostra que os pesquisadores reaproveitaram com sucesso dois medicamentos existentes para reduzir a gravidade da apnéia do sono em pessoas em pelo menos 30 por cento.

A apnéia do sono é uma condição em que as vias aéreas superiores da parte de trás do nariz até a garganta se fecham repetidamente durante o sono, restringindo a ingestão de oxigênio e fazendo com que as pessoas acordem 100 vezes ou mais por hora.

Aqueles com apneia do sono não tratada têm maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, demência e depressão, e duas a quatro vezes mais probabilidade de bater um carro do que a população em geral.

Apesar de quase trinta anos de pesquisa, não existem medicamentos aprovados para tratar a doença.

O professor Danny Eckert, principal cientista-pesquisador da NeuRA e professor e diretor do Adelaide Institute for Sleep Health da Flinders University, aproximou os cientistas ao reaproveitar dois medicamentos existentes para testar sua eficácia em pessoas com apnéia do sono.

Pesquisas anteriores mostraram que duas classes de medicamentos, reboxetina e butilbromida, eram capazes de manter os músculos ativos durante o sono em pessoas sem apnéia do sono e auxiliar sua capacidade de respirar.

Ao reaproveitar os medicamentos, os pesquisadores usaram uma infinidade de instrumentos de registro para medir se a reboxetina e o brometo de butil poderiam atingir com sucesso as principais causas da apnéia do sono.

Isso incluiu o equilíbrio da atividade elétrica dos músculos ao redor das vias aéreas, evitando o colapso da garganta enquanto as pessoas dormiam e melhorando a regulação do dióxido de carbono e da respiração durante o sono.

Os resultados do estudo mostraram que esses medicamentos de fato aumentaram a atividade muscular ao redor das vias aéreas dos participantes, com os medicamentos reduzindo a gravidade da apnéia do sono dos participantes em até um terço.

Quase todas as pessoas que estudamos tiveram alguma melhora na apnéia do sono. A ingestão de oxigênio das pessoas melhorou, o número de paradas respiratórias foi um terço ou mais menos.

Essas novas descobertas permitem aos pesquisadores refinar ainda mais esses tipos de medicamentos para que tenham um benefício ainda maior do que o que foi encontrado atualmente.

Comentando sobre o estudo, o professor Eckert disse:

“Ficamos emocionados porque as opções atuais de tratamento para pessoas com apnéia do sono são limitadas e podem ser uma jornada dolorosa para muitos”, disse ele. A seguir, veremos os efeitos desses e de medicamentos semelhantes em longo prazo. Avaliaremos se podemos aproveitar os benefícios de um medicamento sem precisar usar os dois. “

” Da mesma forma, testaremos se esses tratamentos podem ser combinados com outros medicamentos existentes para ver se podemos melhorar ainda mais sua eficácia “, continuou ele.

Até agora, a principal terapia para apneia do sono envolve o uso de uma máscara para dormir, ou Terapia de Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas (CPAP), que beneficia milhões. No entanto, muitas pessoas acham isso desconfortável e metade das pessoas que tentam acham difícil de tolerar .

Além disso, a eficácia das terapias de segunda linha, como protetores bucais colocados por dentistas, pode ser imprevisível e cara.

Fonte: The Physiological Society

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*Fonte: revistasabersaude

Beber muito café pode causar demência, aponta estudo

A cafeína é a droga psicoativa mais consumida no mundo e também que é tem o uso melhor aceito socialmente, porém, no longo prazo, seus efeitos vão além de deixar as pessoas mais ligadas e menos dispersas para realizar suas tarefas. Um novo estudo demonstrou que o hábito de tomar muito café pode estar ligado a um risco mais alto de desenvolvimento de demência.

Para a construção do estudo, uma equipe de pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália analisou os registros médicos de mais de 17 mil voluntários cadastrados no UK Biobank, um banco de dados de acesso livre com dados médicos de cidadãos britânicos. Entre as pessoas que bebiam sete ou mais xícaras de café por dia, houve um aumento de 53% no risco de demência.

E os riscos vão além da demência, segundo os pesquisadores, também há uma ligação entre o consumo excessivo de café e uma maior prevalência de alterações físicas no cérebro e outras doenças neurológicas. Os resultados assustaram até mesmo os próprios cientistas, já que o café é uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo.

“Levando em conta todas as permutações possíveis, descobrimos consistentemente que o consumo mais alto de café estava significativamente associado ao volume cerebral reduzido”, declarou a autora principal do estudo, a neurocientista Kitty Pham. “Essencialmente, beber mais de seis xícaras de café por dia pode colocá-lo em risco de doenças cerebrais, como demência e derrame”.


Uma ou duas xícaras

Apesar da correlação, os pesquisadores ainda não conseguiram definir ao certo o porquê de beber muito café estar relacionado a um maior risco de demência e outros problemas cerebrais. Além disso, eles ponderam que o que pode causar problemas neurológicos é o consumo excessivo, ou seja, não é necessário parar de tomar café, mas é bom consumir com moderação.

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“O consumo diário típico de café está entre uma e duas xícaras de café padrão”, disse a coautora do estudo, Elina Hyppönen. “É claro que, embora as medidas da unidade possam variar, algumas xícaras de café por dia geralmente é algo bom. Mas se você está descobrindo que seu consumo de café está subindo para mais de seis xícaras por dia, é hora de repensar”, completou Hyppönen.

*Por Kaique Lima
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*Fonte: olhardigital

Começar o dia com chocolate pode ter benefícios inesperados

Comer chocolate ao leite todos os dias pode soar como uma receita para ganho de peso, mas um novo estudo com mulheres na pós-menopausa descobriu que comer uma quantidade concentrada de chocolate durante uma estreita janela de tempo pela manhã pode ajudar o corpo a queimar gordura e diminuir os níveis de açúcar no sangue .

Para descobrir os efeitos de comer chocolate ao leite em diferentes horários do dia, os pesquisadores do Brigham colaboraram com pesquisadores da Universidade de Murcia, na Espanha.

Juntos, eles conduziram um estudo randomizado, controlado e cruzado com 19 mulheres na pós-menopausa que consumiram 100g de chocolate pela manhã (dentro de uma hora após acordar) ou à noite (dentro de uma hora antes de dormir). Eles compararam o ganho de peso e muitas outras medidas a nenhuma ingestão de chocolate.

Os pesquisadores relatam que entre as mulheres estudadas:

A ingestão de chocolate pela manhã ou à noite não levou ao ganho de peso;

Comer chocolate pela manhã ou à noite pode influenciar a fome e o apetite, a composição da microbiota, o sono e muito mais;

Uma alta ingestão de chocolate durante as horas da manhã pode ajudar a queimar gordura e reduzir os níveis de glicose no sangue.

O chocolate noturno alterou o metabolismo de repouso e exercício na manhã seguinte.

“Nossas descobertas destacam que não apenas ‘o que’, mas também ‘quando’ comemos pode impactar os mecanismos fisiológicos envolvidos na regulação do peso corporal”, disse Scheer.

“Nossos voluntários não ganharam peso apesar do aumento da ingestão calórica. Nossos resultados mostram que o chocolate reduziu a ingestão de energia ad libitum, consistente com a redução observada na fome, apetite e desejo por doces demonstrada em estudos anteriores ”, disse Garaulet.

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*Fonte: revistasaberesaude

A mulher que deu a volta ao mundo andando

“Por quê?” É uma pergunta simples, que as pessoas fazem com frequência a Angela Maxwell.

No entanto, até recentemente, a americana tinha dificuldade de apontar o motivo exato que a fez abrir mão de tudo para ir em busca de um grande sonho.

Mas, para Maxwell, é uma pergunta que vale a pena responder. Afinal, ela embarcou em uma jornada que poucas pessoas se atreveriam a enfrentar: em 2013, ela decidiu dar a volta ao mundo — andando e sozinha.

Uma caminhada solo dessa magnitude não era algo que Maxwell havia planejado. Na verdade, ela partiu nesta aventura nove meses depois de ter ouvido uma conversa em seu curso de arte sobre um homem que supostamente havia dado a volta ao mundo andando.

A jornada de Maxwell não nasceu de um momento de perda, derrota ou crise pessoal. Quando ela decidiu embarcar em uma caminhada de longa distância, ela estava na casa dos 30 anos, tinha um negócio de sucesso e estava em um relacionamento.

“Achava que estava feliz”, diz ela, “mas fazendo uma retrospectiva, percebi que estava à procura de algo mais… de uma conexão mais profunda com a natureza e as pessoas — vivendo com menos e me conectando com o mundo ao meu redor.”

A melhor maneira de descobrir isso, ela imaginou, era dando um passo atrás do outro.

Inspiração
Caminhar minimizaria sua pegada de carbono, além do que o ritmo lento significava que ela poderia mergulhar totalmente na natureza, conhecer pessoas e entender outras culturas de uma forma que é única para andarilhos.

Enquanto se preparava, Maxwell descobriu todo um universo de mulheres exploradoras para encoraja-la. Ela se apaixonou pela escrita e pelo estilo slow travel de Robyn Davidson, que atravessou a Austrália em um camelo.

Ela aprendeu sobre a andarilha Ffyona Campbell; e leu sobre Rosie Swale-Pope, que viajou de carona da Europa ao Nepal, deu a volta ao mundo velejando, cruzou o Chile a cavalo e, aos 59 anos, começou a dar a volta ao mundo correndo.

“Eu li seus livros na esperança de encontrar incentivo — e encontrei —, ao aprender sobre seus desafios e dificuldades, assim como seus triunfos. A história de cada mulher era muito diferente e isso me deu a confiança para tentar minha caminhada”, conta Maxwell.

Assim que tomou a decisão de ir, ela vendeu todos os seus pertences e organizou o equipamento necessário. Encheu um carrinho de mão com 50 quilos de equipamento para acampar, comida desidratada, filtro de água de padrão militar e roupas para as quatro estações do ano.

Maxwell deixou Bend, sua cidade natal no Oregon, em 2 de maio de 2014 e partiu para uma aventura tão grande que era provavelmente melhor que não soubesse exatamente o que a esperava ao longo do caminho.

‘Ambição, teimosia e paixão’

Quando falai com Maxwell pela primeira vez em junho de 2018, ela já estava viajando há quase quatro anos. Tinha caminhado mais de 20 mil quilômetros por 12 países em três continentes.

Curioso, perguntei a ela que tipo de pessoa é preciso ser para dar a volta ao mundo andando. Ela brincou: “Teimosa”.

Em seguida, acrescentou: “É provavelmente uma combinação de ambição, um pouco de teimosia e uma pitada de paixão — não pela caminhada como um esporte, mas como autoconhecimento e aventura”.

Maxwell contou que, embora ela rapidamente tenha encontrado sua rotina — acordar por volta do nascer do sol, tomar duas xícaras de café instantâneo acompanhadas por uma tigela de mingau de aveia no café da manhã, empacotar tudo, caminhar, armar o acampamento para passar a noite, comer macarrão instantâneo e se aconchegar no saco de dormir — nenhum dia era igual ao outro.

Inicialmente, ela traçou um plano, mas logo percebeu que os desvios faziam parte da aventura. É por isso que, apesar de seguir uma direção geral, ela sempre confiaria em sua intuição sobre onde virar à esquerda ou à direita.

Maxwell sofreria queimaduras do sol e insolação no deserto australiano e pegaria dengue no Vietnã; seria atacada e estuprada por um nômade que invadiu sua tenda na Mongólia; ouviria tiros ao acampar na Turquia; e aprenderia a dormir com um olho e um ouvido bem abertos, para não ficar à mercê da vulnerabilidade do sono profundo.

‘Estava decidida a não desistir do meu sonho’

Maxwell havia previsto provações de todos os tipos, embora fosse impossível saber quais seriam.

“Mesmo assim”, diz ela, “não comecei a andar porque era destemida — mas, sim, porque estava apavorada. Tinha mais medo de não seguir meu coração do que de perder tudo o que possuía e amava.”

Lidar com o trauma do abuso sexual acabou se tornado um momento decisivo, no qual Maxwell decidiu continuar caminhando. Embora ela ainda estivesse com medo, as histórias de perseverança e força de outras mulheres a ajudaram a continuar:

“Estava decidida a não deixar que aquilo me obrigasse a desistir do meu sonho e a voltar para casa. Tinha deixado todo o meu mundo para trás, não tinha nada para voltar e compreendia os riscos inerentes à minha jornada.”

Maxwell estava caminhando para descobrir o quão forte seu corpo e mente poderiam ser, mesmo diante da violência. Ao longo do caminho, o ritmo lento permitiu que ela fosse atraída — brevemente, mas profundamente — por outras culturas.

Encontros interculturais

Ela percorreu pequenos vilarejos à beira-mar ao longo do Mar Tirreno, na Itália, absorvendo a atmosfera vibrante e aceitando convites para conversar, sentar e tomar vinho.

No Vietnã, exausta depois de chegar ao topo da montanha Hai Van Pass, ela foi saudada por uma senhora idosa que a convidou para descansar em sua pequena cabana de madeira no cume durante a noite.

Uma relação de amizade nasceu na fronteira entre a Mongólia e a Rússia, levando a um reencontro anos depois na Suíça. Maxwell até se tornou madrinha da filha de uma mulher que conheceu na Itália.

Independentemente de esses encontros interculturais durarem sete minutos ou sete dias, Maxwell sempre manteve duas coisas em mente. Primeiro, ser uma boa ouvinte para aprender.

“Andar me ensinou que tudo e todos têm uma história para compartilhar, só temos que estar dispostos a ouvir”, observa.

Ao longo de sua jornada, ela aprendeu receitas tradicionais de família em um vilarejo italiano, apicultura na Geórgia e tratamento de camelos na Mongólia na histórica Rota da Seda.

Em segundo lugar, Maxwell aprendeu a importância da contribuição. Ela cortou lenha na Nova Zelândia e distribuiu comida para moradores de rua na Itália. Na Sardenha, ela ajudou um fazendeiro italiano a reformar sua casa.

‘Desistir nunca foi opção’

Na maioria das vezes, no entanto, as histórias de Maxwell foram sua maior contribuição. Ela falou em encontros informais, em escolas e universidades, e até mesmo no palco do TEDx em Edimburgo, na Escócia, compartilhando suas experiências para inspirar outras pessoas.

Ela se tornou uma voz pelo empoderamento feminino, especialmente depois que decidiu continuar caminhando apesar do ataque na Mongólia. “Desistir nunca foi uma opção”, diz ela.

Ao longo de sua peregrinação, Maxwell coletou doações para ONGs como a World Pulse e Her Future Coalition, que se dedicam a apoiar meninas e mulheres jovens. No total, ela arrecadou cerca de US$ 30 mil.

Abraçar a curiosidade e a mente aberta, sugere Maxwell, é uma maneira poderosa de “vivenciar mais profundamente o mundo e seus habitantes”.

Por seis anos e meio, Maxwell escolheu um estilo de vida de curiosidade, incerteza e extrema vulnerabilidade. E ela fez isso em busca de algo que nunca poderia ter certeza de encontrar: felicidade pessoal e uma conexão mais profunda com o mundo ao seu redor.

Em 16 de dezembro de 2020, a peregrinação de Maxwell chegou ao fim exatamente onde começou: na casa de sua melhor amiga Elyse em Bend.

Assim como ela atendeu ao chamado para começar sua jornada, ela sabia que era a hora certa para encerrá-la. Ela sabia, também, que essa aventura havia se tornado um modo de vida ao qual ela poderia retornar a qualquer momento.

Por enquanto, porém, ela está trabalhando em um livro, planejando futuras viagens e criando maneiras de as mulheres encontrarem, expressarem e incorporarem coragem em suas vidas diárias.

Quer uma caminhada leve ao outro lado do mundo ou só até o fim da rua, Maxwell mostrou o verdadeiro valor de desacelerar, prestar mais atenção e dar mais do que recebemos ao longo do caminho.

*Por Floriam Srturm
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*Fonte: bbc-brasil