12 mentiras da história que engolimos sem chiar

Imaginação e a épica maquiaram alguns dos episódios mais famosos. Falamos com historiadores e especialistas que desmentem essas tergiversações

O poder de persuasão de Hollywood, rumores que com o passar dos anos foram tomados por verdades absolutas e manipulações históricas com interesses políticos e econômicos fizeram com que muitos episódios da trajetória do ser humano tenham passado à história de maneira distorcida. A imaginação e a épica maquiaram alguns episódios da história ao longo dos anos e nós acreditamos naquilo que ao longo de nossa vida nos ensinaram os livros de texto, as obras de arte e o cinema, sem questionar. Falamos com historiadores e especialistas que nos ajudaram a desmentir doze dessas tergiversações.

Não, Walt Disney não está congelado

O que nos contaram. Que Walt Disney (1901-1966, EUA), criador do rato mais famoso do mundo e de um império de entretenimento infantil, está há 52 anos congelado como um filé de peixe esperando a chegada do momento em que os avanços científicos permitirão devolvê-lo à vida.

O que realmente aconteceu. “A única verdade é que esse homem se transformou em pó, literalmente. Em 1966, Disney foi reduzido a três quilos de cinzas três dias depois de sua morte por câncer de pulmão”, afirma a especialista Nieves Concostrina na seção Pretérito Imperfecto, em La Ventana, programa da rádio espanhola La Ser. “A história do congelamento foi uma balela desde o começo”, afirma. Por que então continuamos acreditando que está congelado? O fato de seu funeral ter sido íntimo não ajudou a acabar com os rumores. Muitos viram esse funeral como uma ação secreta em vez de algo íntimo. A família não desmentiu e não confirmou. Simplesmente deixou que o rumor sobre o congelamento de Disney crescesse para alimentar a lenda. Mas um dos grandes responsáveis por acreditarmos ainda hoje em sua criogenização foi Salvador Dalí. O pintor catalão, que acreditou na história do começo ao fim, disse publicamente que ele queria ser congelado como seu amigo Walt Disney. E o mundo deu como certo que, efetivamente, o criador de Mickey Mouse descansava em um congelador.
Apesar de a maioria acreditar que 52 anos após sua morte Walt Disney permanece congelado, a única verdade é que foi cremado em 1966
Apesar de a maioria acreditar que 52 anos após sua morte Walt Disney permanece congelado, a única verdade é que foi cremado em 1966 (Getty)
De acordo com os acadêmicos alemães Hans Kaufmann e Rita Wildegans, Gauguin cortou parte do lóbulo esquerdo de Van Gogh com uma espada. Na imagem, Kirk Douglas interpreta o pintor em ‘ Sede de Viver’ (1958)
De acordo com os acadêmicos alemães Hans Kaufmann e Rita Wildegans, Gauguin cortou parte do lóbulo esquerdo de Van Gogh com uma espada. Na imagem, Kirk Douglas interpreta o pintor em ‘ Sede de Viver’ (1958)

Van Gogh não arrancou a orelha

O que nos contaram. A história, repetida até a saturação, afirma que em 1888 o pintor holandês Vincent Van Gogh, em um momento de loucura após discutir com seu amigo, o também pintor Gauguin, arrancou com uma lâmina de barbear a orelha esquerda. Orelha que, mais tarde, envolta em um pedaço de pano, o autor de quadros tão famosos como A Noite Estrelada entregou a uma prostituta chamada Raquel.

O que realmente aconteceu. A verdade supera uma épica ficção que até mesmo deu nome a um grupo espanhol de música pop. De acordo com os acadêmicos alemães Hans Kaufmann e Rita Wildegans em uma reportagem da BBC publicada em 2009, foi Gauguin que, em plena discussão, cortou parte do lóbulo esquerdo de Van Gogh com uma espada. Para proteger seu (apesar de tudo) colega, Van Gogh contou à polícia a popular versão da autolesão. Ou seja, Van Gogh não ficou sem uma orelha – perdeu só uma parte do lóbulo – e não foi ele mesmo que se cortou por sua instabilidade mental.

A tumba de Tutancâmon não foi descoberta pelo menino da água

O que nos contaram. Em 1922, o arqueólogo Howard Carter – descobridor da tumba de Tutancâmon – contou durante uma palestra que deu nos EUA que o primeiro degrau da tumba foi encontrado por um menino egípcio que levava água aos trabalhadores da escavação. A partir desse momento o menino começou a ser conhecido como o menino da água.

O que realmente aconteceu. Por que Carter inventou esse menino? “Provavelmente para dar um toque romântico à história. Mas o descobridor não imaginava que isso acabaria saindo de seu controle e que, apesar da falta de provas, após sua palestra a notícia foi tomada como real. Hoje o menino da água aparece até mesmo em livros acadêmicos”, diz Nacho Ares, apresentador do programa de rádio Ser História. A família de Abd El Rassul, filho de um dos capatazes egípcios que trabalhava para Carter, aproveitou que a lenda do menino da água se espalhou para afirmar que Rassul era esse menino. “Existem dezenas de entrevistas desse homem falando da descoberta e jamais contou nada do menino da água e muito menos que fosse ele. Quando morreu, entretanto, seus filhos inventaram que seu pai era o menino da água. Hoje têm um restaurante em Luxor (Egito), e está repleto de entrevistas de seu pai em que ele só diz que foi a última testemunha viva da descoberta”, diz Ares.

A salada russa não é russa e a omelete francesa não vem da França

O que nos contaram. A lógica, implacável, nos fez acreditar que esses pratos cujos nomes fazem referência a certos pontos geográficos do planeta vinham desses lugares. Comíamos salada russa acreditando que sua origem vinha da terra de Sharapova, Irina Shayk e Leon Tolstói, entre outros russos ilustres; e pedíamos omelete francesa com a convicção de que sua história estava ligada à França. A lógica nos dizia que não podia ser de outra forma.

O que realmente é. Que a omelete francesa é tão francesa quanto os crepes congelados que você compra no supermercado. O sobrenome francês vem do assédio das tropas napoleônicas à cidade de Cádiz em 1810. A escassez de alimentos e de batatas para preparar a típica omelete espanhola fez com que as pessoas precisassem cozinhar o ovo batido sem condimentos. Com o passar dos anos essa omelete continuou sendo feita e chamada de “omelete dos franceses” em referência aos assediadores franceses. De modo que hoje essa omelete se chama omelete francesa. De acordo com o Institut Français, para os franceses a única omelete autóctone é a que leva queijo. Com a salada russa acontece algo parecido. É russa por obra e graça do acaso. Esse prato foi criado em 1860 por Lucien Olivier, um belga de origem francesa radicado em Moscou. O chef elaborou pela primeira vez essa receita no Hermitage, o restaurante dirigido por ele no centro da cidade russa. O furor que a salada causou fez com que ficasse popularmente conhecida por salada russa. Na Rússia, entretanto, se chama salada Olivier.

Se sabemos que a Terra gira em volta do Sol não é graças a Copérnico

O que nos contaram. Que Nicolau Copérnico, após um estudo exaustivo do movimento dos corpos terrestres, chegou à conclusão de que a Terra girava sobre seu eixo e que esta e o restante dos planetas giravam, por sua vez, em volta do Sol. E não ao contrário, como se acreditava até esse momento. Dessa forma criou a Teoria Heliocêntrica recebendo o ataque da Igreja, fiel defensora da teoria geocêntrica (isso é, que era o Sol – e o restante dos planetas – que giravam em torno da Terra). A Inquisição chegou a censurar a teoria de Copérnico, já que colocava em dúvida a onipotência de Deus, reafirmando a imobilidade da Terra.

O que realmente aconteceu. Foi o astrônomo e matemático grego Aristarco de Samos o primeiro a perceber que nosso planeta girava em torno do Sol. Assim o explicou no tratado De Revolutionibus Caelestibus mil anos antes de ser mencionado por Copérnico. “Aristarco de Samos viveu no século III antes de nossa era. Foi ele quem propôs o modelo heliocêntrico que dezoito séculos mais tarde Copérnico mencionou em sua obra”, diz o professor da Universidade Autônoma de Madri Javier Ordoñez. Apesar de Aristarco já a estudar no século III a.C., a Teoria Heliocêntrica não foi vista como uma teoria consistente até ser formulada por Copérnico no século XVI.

Não está claro que Cervantes fosse maneta

O que nos contaram. Que o autor de Dom Quixote perdeu a mão esquerda enquanto combatia na batalha de Lepanto, um dos confrontos navais mais sangrentos da história. A batalha ocorreu em 7 de outubro de 1571, no golfo de Lepanto. Lá se enfrentaram turcos otomanos e a coalizão cristã Liga Santa, integrada pelo Papa, a República de Veneza e a monarquia de Felipe II.

O que realmente aconteceu. Uma interpretação linguística errônea é a culpada de que Cervantes tenha passado à história como o maneta de Lepanto. No século XVII era considerado maneta não só quem havia perdido a mão e sim qualquer um que tivesse inutilizado um braço parcial ou totalmente. “Não se sabe realmente se Cervantes perdeu uma mão. É provável que só tenha perdido um dedo ou parte dela pelos disparos que recebeu durante a batalha de Lepanto”, diz ao ICON o historiador José Carlos Rueda Laffond.

A Espanha não é o país mais antigo da Europa

O que nos contaram. Que a Espanha é a nação mais antiga da Europa. Essa afirmação se transformou em um mantra de alguns partidos políticos conservadores. “A Espanha goza de ótima saúde, é a nação mais antiga da Europa”, disse Mariano Rajoy em março, quando ainda era primeiro-ministro do país.

O que realmente é. “[o ex-chefe do Governo espanhol, Mariano] Rajoy situa o nascimento do Estado espanhol na época dos Reis Católicos (final do século XV e início do XVI) e alimenta o mito de que em 1492 –com Isabel e Fernando, o fim da reconquista, a expulsão dos judeus e a descoberta da América– a Espanha foi fundada. Parece uma maravilhosa conjunção astral, mas é falsa. O casamento de Fernando e Isabel não implicou na fusão dos dois reinos. Mais do que isso, até o século XIX as coroas de Aragão e Castela tiveram moedas diferentes, afirma a este jornal José Carlos Rueda, professor de História Contemporânea da Universidade Complutense de Madri. Rueda diz que na Europa é impossível começar a falar em nações antes do século XIX. As declarações dadas por José Álvarez Junco, professor de História do Pensamento da Universidade Complutense, ao EL PAÍS coincidem com a teoria de Rueda. “Rajoy confunde os conceitos de nação e Estado e projeta seus próprios desejos no passado. O que define uma nação é um elemento subjetivo: grupos de indivíduos que acreditam compartilhar certas características culturais e vivem em um território que consideram próprio, enquanto os Estados modernos são estruturas político-administrativas que controlam um território e a população que o habita.” Segundo José Carlos Rueda, se tivermos que apontar alguma nação como a mais antiga da Europa, seria a França. “Com mil ressalvas, podemos considerar que a França tem uma estrutura estatal unificada mais antiga do que a Espanha (até o fim do século XVII, Monarquia Hispânica). O mesmo ocorre em relação aos seus limites fronteiriços. Ou sobre sua capital (Paris), que existe como tal desde a Idade Média. A unidade linguística também é historicamente muitíssimo mais intensa que na Espanha”, diz o historiador.

Júlio César nunca disse: “Até tu Brutus, meu filho”

O que nos contaram: No dia 15 de março de 44 antes de Cristo, um grupo de senadores, entre os quais estava Brutus (filho de Servília, amante de César, que sempre gozou da proteção e da simpatia de Júlio César), apunhalou o ditador romano até a morte. Momentos antes de morrer por causa dos graves ferimentos, Júlio César, que não podia acreditar na traição de Brutus, pronunciou uma das frases mais famosas da história: “Até tu Brutus, meu filho”.

O que realmente aconteceu. De fato, Júlio César foi apunhalado várias vezes nas escadarias do Senado romano. No entanto, nunca articulou a frase que o mundo se esforça em lhe atribuir. Por que então se acredita que essa foi a última coisa que disse antes de morrer? Provavelmente, o fato de Shakespeare tê-la reproduzido em sua obra Júlio César (que data de 1599) ajudou que o mundo o considerasse um fato histórico verídico. Por outro lado, Plutarco (que nasceu no ano 45 depois de Cristo) afirma em sua obra que César não disse tal coisa. Segundo o filósofo grego, a única coisa que o ditador fez antes de morrer foi cobrir a cabeça com a toga ao ver Brutus entre seus assassinos. “Ao ver Brutus com a espada desembainhada, colocou a roupa sobre a cabeça e se deixou golpear”, diz Plutarco no volume V de Vidas Paralelas. A frase se tornou hoje um símbolo que representa a traição máxima.

O Velcro não foi inventado pela NASA

O que nos contaram. Que esse sistema de adesão baseado em uma fita com pequenos ganchos de plástico e outra fita de fibras sintéticas que ficam unidas quando se juntam e se separam de uma só vez foi inventado pela NASA. O objetivo da agência do Governo dos EUA responsável pelo programa espacial civil era contornar a falta de gravidade no espaço oferecendo aos astronautas uma maneira simples e cômoda de colocar e tirar o traje espacial.

O que realmente aconteceu? O engenheiro suíço Georges de Mestral, que não tinha nada a ver com a NASA, criou o velcro em 1948 depois de passar um dia caçando no campo. Durante sua caminhada pela natureza, notou como as sementes das flores aderiam às suas roupas. Ao observá-las de perto com um microscópio, descobriu que suas pontas eram minúsculos ganchos, por isso era difícil retirá-las das roupas. Mestral decidiu inventar um sistema que reproduzisse o comportamento dessas sementes e criou as populares fitas adesivas que hoje fazem parte de dezenas de peças de vestuário e de quase todos os calçados infantis. Nos anos 60, a NASA decidiu incorporá-lo ao equipamento dos astronautas e o sistema começou a se popularizar. O repentino uso generalizado, tanto para fins domésticos quanto esportivos (os macacões de pilotos de corrida e de esquiadores o incorporaram), ajudou a difundir a crença de que os engenheiros da NASA eram os criadores do velcro.

Elvis pode ser o rei, mas não criou o rock

O que nos contaram. Nos livros didáticos, nas enciclopédias, em palestras, em artigos de imprensa… A frase pode ser lida e ouvida em muitos lugares: “Elvis Presley inventou o rock and roll”.

O que realmente aconteceu. “É uma teoria muito parcial essa que diz que Elvis inventou o rock, principalmente nos anos 50 e 60, quando a indústria do rock explodiu e havia muito dinheiro em jogo. Elvis era branco, bonito, patriota, de origem humilde… em outras palavras, o sonho americano feito carne. Ele era o único que podia convencer os pais a comprar essa música do diabo aos filhos, além das poderosas emissoras de rádio e televisão. Elvis era uma marca branca de algo muito satânico, como o rock and roll. Mas não, o rock, como quase todos os gêneros musicais duradouros, foi inventado pelos afro-americanos. Músicos negros como Joe Turner e sua Shake, Rattle and Roll, Lloyd Price com Lawdy Miss Clawdy, Fats Domino com The Fat Man ou a grande Big Mama Thornton e sua Hound Dog (que logo Elvis gravaria). Anos mais tarde chegariam Chuck Berry, Little Richards e Elvis. O que fez Elvis em 1954 com sua canção That’s All Right foi popularizar o rock and roll e levá-lo a todos os lugares, o que não é pouco”, explica o crítico de música Carlos Marcos.

Os imperadores romanos não condenavam os gladiadores à morte baixando o dedo

O que nos contaram. Vimos Joaquin Phoenix (no papel do imperador Cômodo) fazer esse gesto no oscarizado Gladiador (Riddley Scott, 2000) e o tomamos como verdade absoluta. Por seu lado, livros, quadros, o cinema e a televisão se encarregaram de alimentar a lenda fazendo o espectador acreditar que quando um imperador baixava o polegar no circo romano o que estava fazendo era condenar à morte o gladiador que estivesse em desvantagem na arena.

O que realmente aconteceu. Todo o contrário do que o cinema nos mostrou. Se o imperador levantava o polegar, estava incitando o gladiador vitorioso a matar o gladiador derrotado. Quando o imperador queria salvar a vida do gladiador, introduzia o polegar no punho fechado da mão oposta. “Acreditar que os imperadores condenavam à morte baixando o polegar é um erro que nos transmitiram via Hollywood. Realmente a sentença de morte se dava quando o imperador romano levantava o polegar para cima”, explica a historiadora María F. Canet.

Os signos do zodíaco não são 12

O que nos disseram. Que os signos do zodíaco –as constelações zodiacais que a linha imaginária que une o nosso planeta ao Sol aponta ao longo de um ano– são doze. E que todos nós, dependendo do mês de nosso nascimento, temos um que define nossa personalidade e até nosso destino.

O que realmente é. Há 3.000 anos, a civilização da Babilônia dividiu o zodíaco em doze partes, atribuindo uma constelação a cada uma delas. Conscientes de que a divisão zodiacal não resultava em doze partes exatas, elas a adaptaram para obter um calendário prático. Sabiam que havia uma décima terceira constelação chamada Ofiúco e a excluíram deliberadamente. Em 2016, a NASA fez cálculos e explicou que o eixo da Terra nem sequer aponta na mesma direção de 3.000 anos atrás. Atualmente, a linha imaginária entre a Terra e o Sol aponta para Virgem durante 45 dias e apenas 7 para Escorpião. Ou seja, quem faz aniversário em 25 de março seu signo do zodíaco era Áries até agora, mas os novos cálculos da NASA revelam que hoje seria Peixes.

*Por Sara Navas

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*Fonte: elpais

Estudo afirma que o vinho tinto é um ótimo aliado da saúde intestinal

Em um artigo científico publicado na revista “Gastroenterology”, uma equipe de pesquisadores da universidade King’s College, de Londres, afirmou que o vinho tinto é benéfico para a saúde do intestino humano. Os cientistas observaram os hábitos de 3 mil participantes e concluíram que aqueles que tomavam vinho tinto possuíam uma microbiota intestinal mais diversa — um ótimo sinal de saúde — em comparação aos que não consumiam a bebida.

A microbiota intestinal, também conhecida como flora intestinal, é composta pela população de micro-organismos que habitam o intestino e auxiliam na digestão, protegem a mucosa e combatem bactérias que causam doenças. Um desequilíbrio na flora pode causar vários danos ao corpo, como queda de imunidade, ganho de peso e elevação do colesterol.

Uma grande variedade de espécies bacterianas na microbiota é um ótimo marcador de saúde, por isso os pesquisadores do King’s College acreditam que o vinho tinto pode ser um aliado do intestino. O estudo também descobriu que o consumo da bebida está associado a níveis mais baixos de obesidade e colesterol “ruim” (LDL), o que também se deve, em parte, à diversidade de bactérias na flora intestinal.

Foram observados os efeitos de outras bebidas alcoólicas, como o vinho branco e a sidra (bebida fermentada de maçã). Mas, o vinho tinto se sobressaiu, possivelmente devido aos polifenóis encontrados nas cascas das uvas, que possuem propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e ajudam os micróbios a viverem por mais tempo no trato intestinal.

Apesar dos benefícios do vinho tinto, os cientistas lembram que o exagero deve ser evitado. “A moderação é sempre aconselhável. Percebemos que o consumo a cada duas semanas parece ser suficiente para observar bons resultados. Então, se você for tomar uma bebida alcoólica hoje, escolha o vinho tinto”, disse a dra. Caroline Le Roy, uma das autoras do estudo.

*Por Mariana Felipe

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*Fonte: revistabula

Venda de vinil pode ultrapassar a venda de CDs

Colecionar discos de vinil é um hobbie que tem crescido nos últimos anos, os fãs relatam que é uma experiência única e divertida. De acordo com um novo relatório do meio do ano da RIAA, a venda de vinil pode ultrapassar os CDs em um futuro próximo.

Segundo a Associação da Indústria de Gravação da América as vendas de vinil têm aumentado constantemente, enquanto paralelamente as vendas de CDs tem caído. Além do crescimento de 13% no mercado do vinil, eles faturaram US $ 224,1 milhões (em 8,6 milhões de unidades) no primeiro semestre de 2019, fechando os US $ 247,9 milhões (em 18,6 milhões de unidades) gerados pelas vendas de CDs, que se mantem estagnadas.

De acordo com projeções do setor, se as tendências persistirem, as vendas poderão ultrapassar as vendas de Cds até o fim do ano ou no inicio de 2020. Se isso ocorrer será a primeira vez que os discos venderão mais que CDs desde 1986. Porém apesar de ser uma grande conquista para o mercado dos discos de vinil, o som digital ainda está liderando a indústria musical.

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*Fonte: bileskydiscos

Há 49 anos, Jimi Hendrix subia ao palco para último show da vida dele

Com 27 anos, Jimi Hendrix fazia o último show da vida dele no dia 16 de setembro de 1970. O palco era no Ronnie Scott’s Jazz Club em Londres. Hendrixtocou com o amigo Eric Burdon e a banda War algumas músicas famosas, como “Mother Earth” e “Tobacco Road”. Dois dias depois da apresentação, no dia 18 de setembro, o músico morreu por asfixia.

Na biografia de Burdon, Don’t Let Me Be Misunderstood, ele lembrou a performance do colega: “Hendrix entrou durante o segundo set. Eu apresentei Jimi ao público…aquela típica audiência do jazz de Londres tentou mostrar indiferença quando ele subiu no palco, mas uma onda de aplausos cumprimentou o maior guitarrista do mundo”. Burdon ainda afirma que o músico “estava voando” durante a apresentação.

Depois do show, Hendrix ainda parou e conversou com o jornalista Roy Carr da revista britânica NME. O artista foi questionado sobre possíveis músicas futuras e ele respondeu: “Talvez não seja jazz…. talvez seja”. Na saída, foi para a casa da namorada Monika Dannemann e dois dias depois morreu por asfixia.

Considerado o instrumentista mais influente da história do rock, pelo Hall da Fama e do Rock’n’roll, Jimi Hendrix foi um revolucionário e sua maior companheira era uma guitarra Fender Stratocaster. Um ano antes de morrer, Jimi Hendrix foi o principal nome da música a se apresentar no Woodstock Festival em 1969. Tocou como headliner e fez história ao apresentar o hino nacional dos EUA, “Star Spangled Banner”.

 

 

 

 

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*Fonte: rollingstone

Um problema matemático de décadas envolvendo o número 42 foi finalmente resolvido

Todos sabemos que 42 é a resposta para o significado da vida, do universo e tudo mais – graças ao Guia do Mochileiro das Galáxias. Agora, sabemos também que 42 pode ser a soma de três cubos.

Durante décadas, cientistas se perguntaram se cada um dos números entre 0 e 100 poderiam ser representados pela soma de três cubos – um número elevado ao cubo é ele mesmo multiplicado três vezes (dois ao cubo é igual a oito).

Quarenta e dois era o último número sem uma solução comprovada ou sem ser provado que não havia solução – até agora.

“É incrível”, disse o matemático do MIT, Andrew Sutherland, ao Gizmodo. “Você pesquisa e espera que a resposta esteja lá, mas não sabe se o algoritmo irá encontrá-la. Então você espera e quando está prestes a desistir, o número aparece. É muito gratificante”.

Os pesquisadores Andrew Sutherland do MIT e Andrew Booker da Universidade de Bristol no Reino Unido descobriram o resultado utilizando mais de um milhão de horas de tempo computacional no Charity Engine, de acordo com um comunicado à imprensa.

A Charity Engine é uma plataforma computacional que utiliza poder de processamento de 500 mil computadores domésticos que estejam ociosos para produzir uma espécie de supercomputador mundial.

A equação, como aparece na página dos pesquisadores, é:

(-80538738812075974)^3 + 80435758145817515^3 + 12602123297335631^3 = 42

Testamos a equação na calculadora do Google e surgiu um número esquisito, mas na calculadora do Bing, funciona!

Matemáticos como Louis J. Mordell vinha trabalhando para encontrar soluções para a equação a³+b³+c³=n, onde “n” é o número de interesse (42, neste caso) e “a”, “b” e “c” são as soluções que estão procurando desde a década de 1950.

Os cientistas encontraram “a”, “b” e “c” para todos os números menores que 100 menos para aqueles que realmente não tinham solução e para 33 e 42.

As exceções sem solução vieram de uma outra prova. Ela diz que todos os cubos ou são múltiplos de nove ou estão a um número inteiro de um múltiplo de nove na linha numérica — 4 ao cubo, por exemplo, dá 64, que está a uma unidade de distância de 63, que, por sua vez, é múltiplo de nove. A Wikipédia tem uma boa demonstração disso.

Isso significa que três cubos somados só podem resultar em números a três ou menos unidades distantes de múltiplos de nove – você nunca pode adicionar três cubos e resultar em um número quatro ou cinco unidades distantes de um múltiplo de nove. 31, por exemplo, está a quatro unidades de distância de 27, então não poderia ser expresso como a soma de três cubos.

Porém, 33 e 42 eram exceções da exceção; ambos estão a três unidades de distância de múltiplos de nove. Os matemáticos descobriram que ambos os números (e quaisquer outros números dentro de um intervalo definido, tirando as exceções da prova anterior) deveriam ter uma solução, ainda que não houvesse uma prova explícita disso.

Motivado por um vídeo no YouTube sobre esse tópico, Booker produziu um algoritmo para encontrar uma solução para esses problemas, e encontrou a solução para n=33 neste ano. Agora ele e Sutherland encontraram uma solução para n=42, depois de meses de esforços.

“É como ganhar na loteria”, disse Sutherland. “Se você jogar por tempo o bastante com certeza uma hora irá ganhar, mas não existe garantias de quanto tempo irá demorar”.

Existem vários números menores que 1.000 sem uma soma de três cubos, explicou Sutherland, mas ele está mais interessado em somas de três cubos que produzem o número 3. Desde então, os matemáticos provaram que 1 e 2 têm infinitas soluções de um padrão previsível, mas só encontraram soluções fáceis e triviais para o 3 (1 ao cubo + 1 ao cubo + 1 ao cubo = 1+ 1 +1 = 3, por exemplo). Há expectativa para quando outra solução de maior número será revelada.

Se isso parece frivolidade matemática, não é. Essas equações diofantinas, nas quais você precisa descobrir várias incógnitas que se combinam com um valor conhecido, são usadas pela computação em vários algoritmos.

O que esses pesquisadores realmente estão fazendo, encontrando pontos nas curvas elípticas, é uma ideia matemática fundamental usada na criptografia que protege coisas como os bitcoins, por exemplo.

Se você não se importa com nada disso, porém, pode apenas dizer que a resposta para a vida, o universo e tudo mais pode ser expressa pela soma de três cubos — mesmo que ninguém saiba qual é a questão que ela responde.

*Por Ryan F. Mandelbaum

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*Fonte: gizmodo

5 razões pelas quais existe vida fora da Terra

Um dos assuntos mais comentados no meio científico é a possibilidade de vida além do nosso planeta. Apesar de não termos nenhuma prova concreta de que realmente há vida fora da Terra, podemos especular que essa possibilidade vai muito além de ser apenas considerada, afinal, estamos falando de proporções gigantescas no universo.

5 – Existem MUITAS estrelas no Universo

Vivemos em uma galáxia onde o número estimado de estrelas chega a 400 bilhões. Só no Universo Observável estima-se que existam 10 sextilhões de estrelas. Agora imagine que, assim como o Sol, boa parte dessas estrelas abrigue um sistema planetário como o nosso. Dessa forma, teremos outro número exorbitante de exoplanetas, isto é, planetas fora do Sistema Solar. Será que algum deles não pode ser semelhante ou igual a Terra?

4 – A vida pode não ser o que pensamos que é

A vida na Terra depende de vários fatores, e o principal, é a água. Imagine que algum organismo não precise necessariamente desses elementos para viver, dessa forma, devemos procurar também em exoplanetas que sejam diferentes da Terra. Afinal, há a possibilidade de ser uma forma de vida totalmente diferente.

3 – Já que existem tantos planetas assim espalhados pelo o Universo, onde está todo mundo?

Na Terra, nossa comunicação a longas distâncias deve-se as ondas de rádio. Considerando que exoplanetas próximos da Terra, localizados a poucos anos-luz de distância, tenham uma civilização inteligente, há a possibilidade de ser outro tipo totalmente diferente de comunicação e neste momentos os sinais deles estão passando despercebidos por nós.


2 – A vida necessariamente não precisa ser inteligente

Um erro comum das pessoas é imaginar os aliens como seres verdes e gosmentos. Claro, o que pode realmente ser, no entanto, a vida pode ser apenas microrganismos simples e não uma civilização ultra-avançada. Dessa forma, fica muito mais complicado detectá-los.

1 – Ou podem realmente não existir

E se nós realmente estivermos sozinhos no Universo? É uma possibilidade. A vida na Terra foi uma junção de vários eventos não casuais. ou resumindo, várias catástrofes. Possa ser que a vida inteligente, seja tão rara quanto a “vida comum”. Planetas onde eles residem pode estar a milhões de ano-luz e mesmo que nós detectássemos o mais provável é que já estejam extintos.

*Por Alexandro Mota

Só nesta imagem existem cerca de 10 mil galáxias.

 

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*Fonte: misteriosdoespaço

Bateria da Tesla pode durar mais de 1 milhão de quilômetros

Pesquisadores afirmam que testes usando uma nova célula de ion de lítio mostram que uma bateria é capaz de durar cerca de 20 anos

O pesquisador-chefe da Tesla, Jeff Dahn, e os membros do Departamento de Física e Ciências Atmosféricas da Universidade Dalhousie, divulgaram recentemente um artigo que aponta para o desenvolvimento de células de bateria capazes de durar mais de 1,6 milhão de quilômetros na estrada, ou 20 anos se utilizadas na rede armazenamento de energia.

A nova bateria testada conta com uma célula de íon de lítio com uma nova geração de cátodo NMC com um “cristal único” e um novo eletrólito avançado. Em teoria, estas células de bateria duram de duas a três vezes mais que as atuais da Tesla.

Com um sistema de resfriamento ativo, os pesquisadores conseguiram elevar a vida útil das células da bateria para mais de 6.000 ciclos, o que facilmente significaria mais de 1 milhão de quilômetros em uma boa bateria, de acordo com um estudo publicado no Journal of The Electrochemical Society. Eles testaram as células da bateria sob diferentes condições, e mesmo sob uma temperatura extrema de 40° C, essas duravam 4.000 ciclos.

Em abril, o CEO Elon Musk disse que quer que a Tesla resolva o desafio da direção completamente autônoma e lance uma frota de taxis robóticos. E as baterias são uma parte importante neste desafio. Se forem implantadas, as baterias poderão reduzir seriamente o custo por quilômetro de operação de um veículo elétrico, ajudando a tornar o transporte limpo uma opção mais viável para o uso diário.

*Por Bruna Lima

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*Fonte: olhardigital

Estudo confirma que cochilar durante o dia reduz as chances de sofrer infarto e AVC

Um estudo recente, realizado por pesquisadores do Hospital Universitário de Lausanne, na Suíça, traz uma ótima notícia para aqueles que gostam de dormir: tirar um cochilo, uma ou duas vezes por semana, faz bem para a saúde do coração. Como o sono inadequado é um fator de risco para uma série de doenças, incluindo problemas cardiovasculares, substituir o sono noturno perdido pelo cochilo pode ser um hábito benéfico.

Para chegar aos resultados, os cientistas avaliaram mais de 3,5 mil suíços ao longo de cinco anos. Os participantes forneceram informações sobre seus hábitos de cochilo, sono noturno, estilo de vida e foram submetidos a uma série de exames clínicos. Durante os anos de avaliação, os pesquisadores descobriram que aqueles que tiravam um ou dois cochilos durante a semana tinham 48% menos chances de sofrer infartos, paradas cardíacas e derrames.

Apesar da boa notícia, ainda não está claro como a soneca pode influenciar a saúde do coração. “Nosso maior palpite é que o sono durante o dia libera o estresse das noites mal dormidas”, disse a médica residente Nadine Haüsler, líder do estudo. Ainda que a pesquisa não responda quanto tempo dura o cochilo ideal, a maioria dos pesquisadores diz que 20 minutos são suficientes para sentir os benefícios.

Entre os que nunca cochilavam ou dormiam excessivamente durante o dia, os mesmos efeitos não foram observados pelos pesquisadores. Os benefícios também não foram comprovados em idosos com mais de 65 anos, provavelmente porque pessoas nessa faixa de idade já têm alguns problemas de saúde e costumam dormir mais. Segundo Haüsler, “outros estudos são necessários”, mas, apesar das limitações, essa é a primeira pesquisa a analisar a frequência dos cochilos em relação à saúde.

*Por Mariana Felipe

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*Fonte: revistabula

Passo a passo de como pratos Zildjian são fabricados

Este é um vídeo de como os pratos Zildjian são fabricados, passo a passo, em uma fábrica dos Estados Unidos.

Observe como as fundições de metal são achatadas, aparadas, marteladas, fresadas e trabalhadas gradualmente na forma ideal para produzir o som perfeito.

É interessante no vídeo que os sons da fábrica estão todos ali, e não estão cobertos por músicas ou efeitos sonoros.

O vídeo é uma compilação da série lançada pela marca no Instagram, chamada #MadeInZUSA – a qual revela cada passo a ser feito para produzir um prato da marca.

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*Fonte: mundogeek

Desafio 100 coisas para fazer antes de morrer: você fez no máximo 5 desta lista de 100

A vida passa em um piscar de olhos, por isso muitas pessoas tentam aproveitá-la ao máximo. Algumas chegam a criar listas de coisas que gostariam de fazer antes de morrer. Em jornais, revistas e sites também é possível encontrar várias sugestões dessas listas. Nos últimos tempos, porém, uma em especial tem chamado a atenção de internautas ao redor do mundo. Trata-se de uma lista desafiadora de 100 coisas que todos deveriam fazer durante a vida. E não termina aí. De acordo com o desafio que circula na Internet, poucas pessoas cumpriram mais de cinco das 100 atividades listadas. Para fazer o teste e descobrir se você é uma exceção ao caso, basta contabilizar quantas coisas você já fez dentre as 100.

1 — Ver a Aurora Boreal

2 — Passear em um balão

3 — Apreciar a vista no Grand Canyon

4 — Nadar com botos-cor-de-rosa

5 — Morar num país de cultura não-ocidental

6 — Fazer um safári

7 — Conhecer os sete continentes

8 — Saltar de paraquedas

9 — Andar pela muralha da China

10 — Passar uma semana meditando em um mosteiro

11 — Fazer amizade com uma pessoa excêntrica

12 — Trocar um emprego estável por um que pague menos

13 — Investir na bolsa de valores

14 — Praticar rapel ou canoagem

15 — Visitar as pirâmides do Egito

16 — Montar um elefante

17 — Ficar uma semana sem tomar banho

18 — Conhecer as sete maravilhas do mundo

19 — Observar de perto baleias nadando

20 — Doar sangue

21 — Assistir um espetáculo na Broadway

22 — Acampar em um lugar deserto (deserto mesmo)

23 — Ir ao velório de um desafeto sem ódio

24 — Beijar numa roda gigante

25 — Ir ao Louvre e ver a Monalisa de perto

26 — Montar um camelo

27 — Comemorar o dia de São Patrício na Irlanda

28 — Escalar uma montanha

29 — Ir a um cine drive-in

30 — Comer em um restaurante seis estrelas

31 — Andar de jetski

32 — Ver um iceberg de perto

33 — Flutuar no mar morto

34 — Voar na primeira classe

35 — Jogar Paint Ball

36 — Assistir um espetáculo do Cirque du Soleil

37 — Passear em uma limusine

38 — Escrever um livro

39 — Criar uma horta comunitária

40 — Dormir numa casa construída sobre árvore

41 — Ser figurante em um filme ou novela

42 — Conhecer todos os Estados brasileiros

43 — Fazer sexo em grupo

44 — Correr uma maratona

45 — declamar Maiakóvski numa festa de empresários

46 — Fazer um cruzeiro

47 — Fazer um mochilão pela Europa

48 — Beijar alguém sob a chuva intensa (intensa mesmo)

49 — Fazer trabalho voluntário em outro país

50 — Visitar um vulcão ativo

51 — Dar um presente valioso a um desconhecido

52 — Ver a troca de guardas em Londres

53 — Comprar um réptil de estimação

54 — Pertencer a uma sociedade secreta

55 — Fazer um desejo na Fontana di Trevi, em Roma

56 — Comer um tradicional Fondue na Suíça

57 — Adotar um animal de um abrigo

58 — Lutar esgrima

59 — Cantar em um grande festival de música

60 — Fazer parte de um Flash Mob

61 — Atravessar um país dentro de um carro

62 — Dormir nu(a) sob as estrelas

63 — Doar cabelo para pacientes com câncer

64 — Desconectar totalmente do mundo virtual (incluindo celular) por uma

semana

65 — Competir em um grande evento esportivo

66 — Comer algo que você não comeria de jeito nenhum

67 — Ficar acordado ininterruptamente por mais de 48 horas

68 — Organizar uma festa surpresa para um desafeto

69 — Nadar sem roupa na presença de outras pessoas

70 — Posar para foto cruzando a faixa da Abbey Road

71 — Beber absinto

72 — Comprar almoço para uma pessoa que vive nas ruas e comer com ela

73 — Participar de um protesto pela legalização da Maconha

74 — Viajar de uma cidade a outra de bicicleta

75 — Fazer um curso de culinária

76 — Ser vegetariano por ao menos um mês

77 — Andar a cavalo sem sela

78 — Ler mil livros

79 — Sair pelado(a) no carnaval

80 — Aprender a dançar salsa

81 — Andar de gôndola pelos canais de Veneza

82 — Fazer uma viagem noturna de trem

83 — Esquiar na neve

84 — Aprender a tocar um instrumento musical incomum

85 — Provar tequila no México

86 — Dançar uma noite inteira num baile da terceira idade

87 — Passar o Ano Novo em um lugar exótico

88 — Voar de helicóptero

89 — Fazer uma doação anônima

90 — Subir na Torre Eiffel, em Paris

91 — Comer pizza Margherita, em Nápoles

92 — Fazer sua árvore genealógica

93 — Convidar um desconhecido para sair

94 — Pular de bungee-jump

95 — Conhecer uma estrela de Hollywood

96 — Visitar um orfanato

97 — Passar uma noite no deserto do Saara

98 — Ir ao supermercado usando apenas roupão

99 — Passar uma noite sozinho(a) numa floresta

100 — Pedir conselhos a uma criança

*Por Jéssica Chiareli

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*Fonte: revistabula

Biblioteca que passou 200 anos oculta é descoberta na Bélgica!

Um especialista em arte descobriu uma sala repleta de livros do século XVII e XIX que havia permanecido intacta. Na biblioteca, havia livros de geografia, velhos atlas, obras que falavam sobre cultura, povos e regiões. Todos datam da mesma época e ficaram trancados durante os últimos 200 anos em uma biblioteca particular em Bouillon, um pequeno município belga, próximo da fronteira com a França.

A coleção conta com 182 livros, incluindo um velho atrás de Abraham Ortelius. O cartógrafo e geógrafo, conhecido como o Ptolomeu do século XVI, foi um padre da cartografia flamenca junto com Gerardus Mercator. O livro descoberto data de 1575 e é considerado o primor do atás moderno.

E como esta biblioteca ficou oculta por tanto tempo? Não se sabe. O que se sabe é que, de um dia para o outro, os descendentes da família decidiram abrir seu acervo que está aos pés de um dos castelos mais imponentes de sua época, o Castelo de Bouilon, o exemplo mais antigo de arquitetura feudal da Bélgico, construído no século VIII, por onde de Caros Martel. Todos os livros da coleção serão colocados a venda logo após uma exposição que aconteceu no Hotel de Ventes Horta de Bruxelas.

“A primeira vez que abri a porta da biblioteca fiquei surpreso pela autenticidade da atmosfera que prevalecia no século XVIII. Estive dois dias para fazer um inventário completo. Segurei cada livro em minhas mãos, com muito cuidado para evitar danos”, disse Godts a Le Vif, responsável por cuidar do acervo.

Mais informações:
https://soybibliotecario.blogspot.com/2017/06/la-biblioteca-que-paso-200-anos-oculta.html?fbclid=IwAR38qJqMhs7fWEsuloiljwNRjxpb7q7LksQ4BH6LtzkJvWQj_N4JNdJI4nM

*Por Luiz Antônio Ribeiro

 

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*Fonte: notaterapia

Descoberta dos EUA pode decretar o fim da quimioterapia

Uma nova descoberta pode fazer com que a quimioterapia esteja com os dias contados!

Muitas pessoas são diagnosticadas com câncer todos os anos e, consequentemente, sofrem uma grande mudança em sua qualidade de vida. Logo começam os tratamentos exaustivos, que afetam não só os pacientes, mas também os familiares e amigos, que os acompanham a cada passo de sua jornada.

A quimioterapia, apesar de fundamental para combater a doença, também tem muitos efeitos colaterais que exigem muito dos pacientes. Durante o tratamento, essas pessoas podem sofrer de indisposição, náuseas, sensibilidade na pele, queda de cabelo, das unhas, descamação nas solas dos pés e das mãos. Enfim, é um período extremamente delicado, que exige muita força, determinação e apoio das pessoas amadas.

Pesquisadores da Northwestern University, em Illinois, descobriram que todas as células do corpo humano contêm um “código de matar”, que pode ser acionado para causar sua própria autodestruição.

Eles acreditam que essa pode ser uma grande ferramenta no combate ao câncer. Para os pesquisadores, as células malignas, que se contaminam com a doença, podem de alguma maneira ser estimuladas a se autodestruírem por conta própria, através desse código, não havendo assim necessidade de produtos químicos tóxicos serem colocados no organismo. A prática desse processo poderia por fim ao exaustivo tratamento de quimioterapia.

Os cientistas ainda acreditam que o poder desses “guarda-costas internos” da célula podem ser ainda mais eficientes, se forem duplicados sinteticamente, porque diminuiriam ainda mais a necessidade da quimioterapia e todos os seus efeitos colaterais no organismo.

“Agora que sabemos o código de morte, podemos ativar o mecanismo, sem ter que usar quimioterapia e sem mexer com o genoma”, explicou Marcus E. Peter, professor de Metabolismo do Câncer de Tomas D. Spies da Northwestern University Feinberg School of Medicine e principal autor do estudo.

“Podemos usar esses pequenos RNAs diretamente, introduzi-los em células e acionar o interruptor de matar (…) Meu objetivo não era criar uma nova substância tóxica artificial (…) Eu queria seguir o exemplo da natureza. Eu quero utilizar um mecanismo que a natureza tenha projetado.”

A descoberta está deixando os pesquisadores muito motivados para combater o desenvolvimento do câncer:

“Com base no que aprendemos nesses dois estudos, podemos agora projetar microRNAs artificiais, que são muito mais poderosos em matar células cancerosas do que as desenvolvidas pela natureza.”

Mas todo esse trabalho não será realizado tão rapidamente. Alguns anos de estudos serão necessários para que possibilidade de um novo tipo de terapia seja realmente considerada.

Ainda que possa exigir algum tempo, essa é uma descoberta muito animadora, que pode aliviar a situação de milhares de pessoas ao redor do mundo!

Por Luiza Fletcher

 

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*Fonte: osegredo

Cresce o índice de brasileiros conectados à internet

Pesquisa mostra que 70% dos brasileiros estão conectados; smartphones são o principal meio de acesso à rede

Segundo a nova edição da pesquisa TIC Domicílios, divulgada nesta quarta-feira (28), o número de brasileiros conectados à internet subiu de 67% para 70%. O aumento se deve ao fato de que agora metade da população rural e das classes D e E está conectada à internet.

Nas zonas urbanas, 74% dos brasileiros estão conectados, enquanto nas zonas rurais, pela primeira vez, os números chegaram a 48%. As classes D e E também foram acolhidas pelo crescimento, de 42% em 2017 para 48% no ano seguinte. Ou seja, 46,5 milhões de domicílios possuem conexão à rede, o que equivale a 67% do total.

Para acessar a internet, a pesquisa revelou que 97% dos brasileiros utilizam o smartphone. Por cinco anos consecutivos, o telefone celular foi o meio preferencial dos internautas (o dado inclui pessoas que usaram celular e computador e apenas celular). Em 2014, o cenário era completamente diferente, 80% da população utilizava o computador para se conectar à rede. Quatro anos mais tarde, o uso da máquina para este fim sofreu declínio de 37%.

Em domicílios sem acesso à internet, por motivos de falta de conexão, 61% desses brasileiros afirmaram que o preço do serviço é um fator preponderante para a condição, 48% não se diz interessada, 46% argumentam não haver necessidade e 45% alegam não saber usar a internet. A preocupação com a segurança e privacidade (44%) e evitar conteúdo perigoso (41%) também entraram na lista de argumentos dos entrevistados. Apesar do dado positivo sobre aumento do índice, 27% ainda declararam a falta de disponibilidade de Internet na região do domicílio.

A pesquisa é realizada anualmente pelo Centro Regional de Estudos Para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic).

*Por Fabrício Filho

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*Fonte: olhardigital

Alimentos criados em laboratório serão o futuro das suas refeições?

Pense em um hambúrguer vermelhinho, suculento, saboroso. Mais: nenhum animal precisou morrer para saciar sua fome. A batata frita, macia por dentro e crocante por fora, pode ter vários tipos de design, porque é moldada em uma impressora 3D. O restaurante de comida japonesa deixou o rodízio para trás e dispensou o sushiman; no lugar, sushis que não são feitos de peixe, preparados sob medida para cada cliente. Cenas de um futuro distante? Se depender de cientistas e startups, será a realidade em breve.

E não é capricho. Se hoje somos 7,7 bilhões de pessoas no planeta, em 2050, seremos 10 bilhões, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A produção de comida terá de ser 70% maior e, de preferência, prejudicando o mínimo possível o meio ambiente. Para isso, precisamos rever como nos alimentamos. O último Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas, divulgado em agosto, estabelece que precisamos reduzir o consumo de carnes para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O documento destaca que dietas baseadas em proteína animal contribuem com o desmatamento de importantes biomas do mundo, como a Amazônia, e defende uma alimentação rica principalmente em vegetais.

A grande aposta da indústria nesse sentido é desenvolver carnes à base de plantas ou de células de animais — com sabor, textura e qualidade nutricional iguais aos da carne de um bicho. “É um mercado ainda em desenvolvimento, mas não tem volta”, diz Jayme Nunes, biólogo da Merck, empresa alemã de ciência e tecnologia que investiu, no ano passado, 7,5 milhões de euros na startup Mosa Meat, fundada pelo cientista Mark Post.

Em 2013, Post apresentou o primeiro hambúrguer de laboratório do mundo, criado a partir de células de uma vaca. Para elaborar o disco de carne sem matar o animal, o professor da Universidade de Maastricht (Holanda) desenvolveu um método que usa células-tronco retiradas do músculo bovino. O resto do processo acontece no laboratório: em um biorreator, as células-tronco se transformam em células musculares. O resultado é uma pasta de carne que pode ser moldada.

A produção do primeiro hambúrguer de Post custou US$ 325 mil. Hoje, o valor fica entre US$ 9 mil e U$S 10 mil — e o preço promete cair ainda mais nas próximas décadas. “A tendência é de que custe US$ 50 em 2030, quando a carne deve estar disponível em restaurantes do guia Michelin”, estima Nunes. Ele acredita que, em 2050, a carne de células será vendida por US$ 20 o quilo, diretamente ao consumidor.

Enquanto as opções conhecidas como cell-based (baseado em células, em tradução livre) ainda engatinham, já é possível comprar hambúrgueres plant-based (à base de plantas) a preços acessíveis. Nos EUA, duas empresas se destacam: a Beyond Meat foi a primeira a ter seu hambúrguer de óleo de coco, romã e beterraba nos supermercados do país, em maio de 2016; já a Impossible Foods, que lançou um hambúrguer de plantas em julho do mesmo ano, inovou ao fazer a peça “sangrar”. Na lista de ingredientes estão proteína isolada de soja, proteína de batata e óleos de coco e de girassol. O sabor e o aspecto vermelho vêm da leghemoglobina de soja, uma proteína encontrada na raiz de leguminosas. Assim como a hemoglobina, presente no sangue de animais e humanos, ela é composta de glóbulos vermelhos — a responsável, portanto, pelo tom avermelhado.

O uso da leghemoglobina chamou a atenção da Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana que regula alimentos e remédios, pelo alto potencial alergênico. No dia 31 de julho, porém, a FDA concluiu que a proteína é segura para consumo e autorizou a venda do Impossible Burger em mercados a partir de 4 de setembro. O produto já era comercializado em restaurantes desde 2016, e tem se popularizado cada vez mais.

Em agosto, o Burger King anunciou nas lojas dos EUA uma versão do sanduíche Whopper feita com o Impossible Burger. No dia 10 de setembro, a novidade desembarca no Brasil. Aqui, no entanto, o hambúrguer vegetal da rede de fast-food será da Marfrig, gigante brasileira da indústria da carne que acaba de entrar para o time dos fabricantes de produtos plant-based.

 

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*Fonte: revistagalileu

Viagem Esta cidade tem uma fonte pública de cerveja. É só chegar e se servir

Não é fake news: a cidade de Žalec, situada no coração da Eslovênia, possui uma fonte pública de cerveja. Inaugurada em setembro de 2016, a atração busca valorizar um dos principais produtos da região: o lúpulo, ingrediente que confere amargor à bebida.

Essa é a primeira fonte pública de cerveja de que se tem notícia. A ideia surgiu como uma forma de impulsionar o turismo cervejeiro na cidade, que também possui um “museu do cultivo ecológico de lúpulo”.

Segundo o órgão de turismo de Žalec, a Eslovênia é o quinto maior produtor de lúpulo do mundo. Posicionada no centro da cidade, a arquitetura da fonte simboliza uma flor de lúpulo, expressa por dois semi círculos. O primeiro dele, é ocupado pela fonte cervejeira, enquanto o segundo se ocupa de oferecer água.

Em 2019, a temporada de abertura da fonte teve início no último sábado, 30 de março. Para degustar a bebida, os visitantes precisam comprar um copo especial, vendido por 8 euros (cerca de R$ 35) em diversas localidades de Žalec. Esse preço dá direito a provar seis tipos diferentes de cerveja – são 100 ml de cada.

*Por Mari Dutra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

As plantas têm consciência e inteligência, argumentam cientistas

Um novo campo de estudo denominado “neurobiologia vegetal” sugere que as plantas são muito mais complexas do que pensávamos.

Talvez não tenham sentimentos e emoções, mas certamente têm comportamentos bem mais elaborados do que lhes damos crédito – por isso, cientistas têm argumentado que elas possuem inteligência e, talvez, consciência.

O início

A primeira vez que um estudo abordou essa possibilidade foi provavelmente em 1966, quando o especialista em polígrafo da agência americana CIA, Cleve Backster, resolveu testar as habilidades de consciência das plantas.

Ele se inspirou no trabalho anterior do físico Jagadish Chandra Bose, que descobriu que tocar músicas diferentes para as plantas podiam fazê-las crescer mais rápido.

Usando um galvanômetro (instrumento para detectar ou medir correntes elétricas de baixa intensidade), Backster realizou uma série de experimentos que pareceu mostrar que as plantas reagiam a pensamentos positivos ou negativos.

Em um desses experimentos, uma pessoa pisava em uma planta, matando-a, enquanto outras plantas estavam por perto. Mais tarde, usando um polígrafo, Backster mostrou que as colegas vegetais reconheciam o “assassino”, tendo um surto de atividade elétrica se a mesma pessoa aparecia diante delas.

O problema é que a pesquisa de Backster foi ficando menos credível – ele chegou a sugerir que plantas se comunicavam telepaticamente.

Mais estudos

Apesar disso, essa área de estudo recebeu novos impulsos recentemente. Por exemplo, uma equipe de biólogos argumentou em um artigo publicado no Trends in Plant Science em 2006 que o comportamento de uma planta não é apenas o produto de processos genéticos e bioquímicos.

A equipe cunhou o termo neurobiologia vegetal para tentar entender “como as plantas processam as informações que obtêm do ambiente para se desenvolver, prosperar e se reproduzir de maneira ideal”.

Suas observações mostram comportamentos coordenados por algum tipo de “sistema integrado de sinalização, comunicação e resposta” dentro de cada planta – isso inclui responder a inúmeras variáveis ambientais, como luz, temperatura, água, micróbios, componentes do solo como nutrientes e toxinas e até gravidade.

Por fim, plantas usam sinais elétricos para produzir químicos semelhantes aos neurônios de animais, o que as permite se comunicar com outras plantas. Tudo isso indica que elas possuem algum tipo de inteligência, ainda que não tenham nada parecido com um cérebro como o humano.

Inteligência vegetal?

Estudos têm indicado que as plantas já evoluíram cerca de 15 a 20 sentidos diferentes, parecidos com os sentidos humanos como visão, olfato, audição, tato e paladar.

Segundo o fisiologista de plantas italiano Stefano Mancuso, envolvido no estudo de 2006, as plantas também pensam, apenas de maneira diferente da que nós pensamos. Elas reúnem informações e reagem a seu ambiente da forma que seja melhor para o organismo como um todo. Elas também respondem umas às outras, tendo nada menos que 3.000 substâncias químicas em seu “vocabulário”.

Ok, então plantas podem ter uma espécie de inteligência e capacidade de reagir a seu ambiente, mas outros biólogos discordam veementemente de que possuam qualquer coisa semelhante a um sistema neurológico, ou de que sejam minimamente conscientes.

Lincoln Taiz, professor aposentado de fisiologia de plantas da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (EUA), acredita que a neurobiologia vegetal gera uma grande polêmica ao implicar que plantas podem sentir emoções como felicidade ou dor, tomar decisões de propósito e talvez até ter consciência.

“As chances de isso ser verdade são efetivamente nulas” pois plantas “nem requerem consciência”, escreveu Taiz na edição de agosto de 2019 da Trends in Plant Science. Quaisquer comportamentos sofisticados não exigem um sistema nervoso e, devido a necessidade de energia que isso causaria, é até contraditório com seus estilos de vida voltados para o sol.

Uma questão de sensibilidade

Taiz ainda apontou o horror que seria para uma planta ter consciência e sentir dor. O que isso significaria para as queimadas de florestas e campos?

Certamente, como seres humanos, se já não gostamos de pensar nos animais que são mortos para os comermos, também seria melhor que plantas não tivessem a menor ideia de quem são.

Enquanto o conceito de inteligência e autoconsciência nas plantas ainda careça de mais pesquisas credíveis, o campo geral da neurobiologia vegetal já está desafiando nossa compreensão excessivamente humana da natureza. [BigThink]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Ter uma mente inteligente pode estar ligado a sua personalidade

Incontáveis são os benefícios de ter uma mente ágil. A precisão e a rapidez do pensar, sem dúvida alguma, nos ajuda a conquistar e a realizar diversas coisas. Muitas situações em nosso cotidiano exigem algum tipo de conhecimento prévio sobre elas. Porém, apesar do conhecimento que obtemos sobre as coisas, o que é mais importante é a nossa flexibilidade mental para analisar problemas sob várias perspectivas.

Precisamos ser capazes de observar uma situação em todas as suas possibilidades e só depois tomarmos decisões a respeito delas. Permitindo que nossa mente esteja aberta, enquanto ainda está focada em um resultado desejado.

A qualidade nessa flexibilidade é parte de um maior domínio da área cognitiva da fluência. Conhecido como ‘capacidade de fluir’, este componente da inteligência recruta a habilidade de ser capaz de encontrar novas soluções para possíveis problemas e também gerar algumas ideias para um único estímulo. Na fluência verbal, por exemplo, temos a tarefa de criar o maior número possível de palavras começando com a mesma letra. Quanto mais palavras, mais flexível é a nossa mente.

Uma nova pesquisa, liderada por Angelina Sutin, junto de seus colegas da Universidade Estadual da Florida, sugeriu que um grupo inexplorado de recursos pode existir em nossa personalidade. Eles observaram que o típico modelo de envelhecimento e inteligência mostra um declínio nas habilidades fluidas e na estabilidade ou um aumento na inteligência baseada no conhecimento. Eles também perceberam que o declínio não é inevitável.

“Os indivíduos podem desenvolver processos compensatórios que ajudam a compensar os déficits relacionados ao cérebro que prejudicam o desempenho”, escreveram os pesquisadores. A nossa personalidade pode ser o que esteja oferecendo tal compensação.

Sutine e seus colegas basearam seu trabalho no Modelo dos Cinco Fatores da personalidade. Tal modelo propõe que nossa personalidade é organizada nos traços do neuroticismo, abertura à experiência, agradabilidade, consciência e extroversão. Comumente, modelos de personalidade dão ênfase às diferenças individuais.

Traços de personalidade

Ao ver as mudanças relacionadas à cognição sob essa perspectiva, traços da personalidade são capazes de servir como “outros fatores além do envelhecimento cerebral que podem contribuir para as diferenças individuais na função cognitiva, com efeitos que se acumulam ao longo de toda vida útil”.

Se apoiando na proposta de que os traços de personalidade influenciam a cognição, Sutin citou evidências que mostravam que pessoas mais conscientes desempenham melhor tarefas de memorização. Ao menos em parte, por trabalharem muito e serem bem organizadas. Por outro lado, pessoas com alto nível de neuroticismo podem não se dar muito bem em testes cognitivos. Isso porque elas podem estar muito ansiosas e não se concentrarem.

O papel executado pela extroversão na fluência verbal fomenta a ideia de que a personalidade influencia a capacidade cognitiva. Porém, de uma maneira diferente. Extrovertidos falam muito, portanto, quando necessário, eles conseguem criar uma série de associações verbais. Mas existe um lado negativo. Efeitos do neuroticismo na fluência verbal podem estar associados a uma menor produção verbal.

No entanto, os próprios autores do estudo apontam que seu experimento enfrentou limitações. Amostras foram transversais, as medidas de personalidade foram levemente distintas, e os dados não permitiram que os autores pudessem definir uma contribuição para a fluência de cada uma das cinco características.

Então pessoal, o que acharam da matéria? Deixem nos comentários a sua opinião e não esqueçam de compartilhar com os amigos.

*Por Jesus Galvão

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*Fonte: fatosdesconhecidos

As ruas de Nova York a 960 quadros por segundo

Este é um vídeo do Youtuber Glen Makes, onde ele retrata as ruas de Nova York em 960 quadros por segundo – o que torna a imagem quase congelada.

Dá para ver os movimentos em extrema câmera lenta, e alguns movimentos das pernas das pessoas, por exemplo.

É interessante notar como uma grande metrópole como Nova York funciona neste estado, como se o mundo tivesse praticamente congelado.

Um tipo de observação bem peculiar e interessante, para quem gosta de apreciar os elementos do dia a dia com mais detalhes.

Veja o vídeo abaixo.

*Por: Flávio Croffi

 

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*Fonte: geekness

Como dominar novas habilidades com a ‘prática deliberada’

Nem sempre a quantidade de tempo que investimos em determinada tarefa é proporcional à qualidade do resultado dela. Correr os mesmos percursos, superando seu próprio recorde de tempos em tempos, por exemplo, pode até afagar sua autoestima, mas possivelmente nunca o tornará um atleta de elite.

Mas e se o autoaperfeiçoamento não exigisse um investimento tão grande de tempo? Há qualidades únicas que as pessoas que lutam pelo topo possuem que lhes permitam superar os demais? A reportagem da BBC Capital fez essas perguntas a um técnico olímpico vencedor de medalhas de ouro, a um diretor de futebol americano detentor de diversos recordes e a um aluno super-dedicado.

Sessenta minutos fazendo “a coisa certa” é melhor do que qualquer quantidade de tempo gasto aprendendo sem foco, segundo o professor Anders Ericsson, da Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos. É crucial identificar áreas as quais precisamos melhorar e, em seguida, elaborar um plano propositivo para corrigi-las. Ericsson chama esse processo de “prática deliberada”.

Ele passou a maior parte das últimas três décadas analisando como profissionais de elite, de músicos a cirurgiões, alcançam o topo em seus campos de atuação. Desenvolver o modo certo de pensar, diz ele, é mais importante do que o talento. “Sempre houve essa discussão de que, para ser bom, você tinha que nascer com um dom. Do contrário, estaria fadado ao fracasso. Essa é uma visão errada”, diz ele.

Adeptos da chamada prática deliberada muitas vezes criticam a maneira como somos ensinados na escola. Os professores de música, por exemplo, iniciam os alunos com os elementos básicos: as notas, as teclas, como ler uma partitura. Se você precisa avaliar os alunos uns contra os outros, é necessário compará-los com medidas simples e objetivas. Ensinar assim torna a avaliação mais fácil, mas também pode desestimular os iniciantes, que não conseguem se imaginar atingindo o objetivo final de tocar a música de que gostam porque estão fazendo tarefas que não têm significado para eles.

“Acho que o caminho certo para aprender é o contrário”, diz Max Deutsch, de 26 anos, que levou o aprendizado ao extremo. Em 2016, Deutsch, que vive em San Francisco, estabeleceu como meta aprender 12 novas e ambiciosas habilidades em um padrão muito alto, uma por mês. A primeira foi memorizar um baralho de cartas em dois minutos sem um erro. A realização dessa tarefa é considerada o limite para um grande mestre de memória. A última foi ensinar a si mesmo como jogar xadrez, desde o início, e derrotar o grande mestre Magnus Carlsen em uma partida.

“Comece traçando seu objetivo”, diz Deutsch. “O que é que eu teria que saber, ou ser capaz de fazer, para atingir meu objetivo? Em seguida, crie um plano para chegar até lá e cumpri-lo. No primeiro dia, eu disse a mim mesmo: ‘É isso que vou fazer todos os dias’. Eu pré-defini cada tarefa para todos os dias. Em outras palavras, eu não pensava ‘Será que eu tenho energia ou devo deixar isso de lado?’ porque eu tinha esse objetivo pré-definido. Tornou-se uma parte não negociável do meu dia”.

Deutsch diz que foi capaz de completar esse desafio enquanto mantinha um emprego em tempo integral, se deslocando ao trabalho durante uma hora por dia e tendo oito horas diárias de sono. Quarenta e cinco a 60 minutos por dia durante 30 dias foram suficientes para completar cada desafio. “Essa estrutura fez 80% do trabalho duro”, diz ele.

Se a prática deliberada lhe soa familiar, ela forma a base da regra das 10 mil horas, popularizada pelo jornalista britânico Malcolm Gladwell. Um dos primeiros artigos de Ericsson sobre práticas deliberadas sugeriu que os artistas de elite gastam 10 mil horas, ou aproximadamente 10 anos, treinando de maneira focada antes de chegar ao topo de sua área. Mas é um erro pensar que qualquer pessoa que gaste 10 mil horas fazendo alguma coisa, de alguma forma, chegará ao mesmo patamar. “Você precisa estar praticando com um objetivo. Além disso, é necessário estar preparado psicologicamente para isso”, diz Ericsson.

“Não é sobre o tempo total gasto praticando algo, isso precisa ser combinado com o compromisso do aluno”, diz ele. “Eles estão a todo momento se corrigindo, estão mudando o que fazem. Não está claro por que algumas pessoas pensam que continuar cometendo os mesmos erros vai torná-las mais habilidosas.”
‘Foco no aprimoramento’

O mundo esportivo adotou muitas das lições de Ericsson. “São os jogadores que fazem o grosso do trabalho. Eles têm que estar muito determinados em se tornar um jogador que chega ao topo”, diz Roger Gustafsson, um ex-jogador de futebol que virou treinador. Foi durante seu comando que o time IFK Goteborg venceu cinco títulos da liga sueca nos anos 1990 – um recorde nunca batido por nenhum outro técnico na história do futebol do país. Agora com 60 anos, Gustafsson está envolvido com as categorias de base do clube.

“Tentamos ensinar aos jovens de 12 anos [que jogam pelo IFK Goteborg] o triângulo de passe do Barcelona por meio da prática deliberada. Eles aprenderam incrivelmente rápido: cinco semanas. Chegaram a um ponto em que estavam fazendo o mesmo número de passes que o Barcelona em partidas oficiais. É claro que não estou dizendo que eles eram tão bons quanto os jogadores do Barcelona, mas era incrível a rapidez com que eles aprenderam.”

Cinco dicas para a prática deliberada

1. Comece traçando seu objetivo. O que você está tentando alcançar: ser o melhor do mundo ou outra coisa? Sem saber aonde você quer chegar, você não sabe o que planejar.

2. Vá atrás de seu objetivo. O que você precisa fazer para chegar lá? Elimine as coisas do seu treinamento que são desnecessárias para atingir seu objetivo.

3. Divida seu plano de ação em etapas menores. Estabeleça prazos. Dessa forma, você saberá se está começando a ficar para trás ou se estabilizou.

4. Peça feedback de alguém experiente ou filme a si mesmo desempenhando determinada tarefa. Se você quer ser um bom orador público, filme-se apresentando e compare com vídeos de bons oradores.

5. Se você se estabilizar, talvez seja necessário trabalhar de trás para frente. O que outras pessoas fazem que você não faz? Dar um passo atrás para depois dar dois adiante é uma possibilidade factível.

O vídeo tornou-se uma ferramenta essencial para fornecer feedback imediato. “Se você apenas falar com o jogador, ele pode não ter a mesma imagem na cabeça que você”, diz Gustafsson. “Eles têm que se ver e se comparar com um jogador que fez isso de forma diferente. Os jogadores se sentem muito confortáveis com o feedback do vídeo. Eles estão acostumados a filmar a si mesmos e uns aos outros. Como treinador, é difícil dar feedback a todos, porque você tem 20 jogadores sob sua tutela. A prática deliberada é de capacitar as pessoas a se dar feedback uma a outra”.

Gustafsson enfatiza que, quanto mais imediato o técnico puder dar seu feedback, mais valor ele terá. Ao corrigindo erros no treinamento, menos tempo é gasto fazendo as coisas erradas.

“A parte mais importante disso é a intenção do atleta; eles têm que querer aprender”, diz Hugh McCutcheon, treinador de vôlei da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos.

“O atleta tem que sentir segurança que pode piorar para melhorar. Isso pode acabar desincentivando alunos eventuais, mas o domínio técnico é difícil. É igual em qualquer esporte; o que faz o melhor se destacar é o domínio técnico, e isso exige um grande compromisso por parte do atleta.”

McCutcheon foi treinador da equipe masculina de vôlei dos Estados Unidos, que arrebatou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, 20 anos após última conquista. Ele assumiu, então, a equipe feminina, com a qual conquistou a prata nos jogos de Londres 2012. “Temos a responsabilidade de ensinar e eles têm a responsabilidade de aprender”, diz McCutcheon. “Os vencedores são aqueles que se comprometem a consertar seus erros. Não existe mágica. Há várias pessoas talentosas. Mas o talento não é raro nesse campo. O que é raro é a combinação de talento, motivação e foco”.

Outra recomendação importante é criar um plano de ação para encarar seu desafio.

“Normalmente, subestimamos o que podemos realizar em pouco tempo e superestimamos o que é preciso para fazer alguma coisa”, diz Deutsch, que conseguiu concluir 11 de suas 12 tarefas (ele não venceu o mestre de xadrez). “Ao criar um plano de ação, você remove possíveis obstáculos. Quando foi a última vez em que você dedicou grande parte do seu tempo para concluir algo?”

*Por William Park

 

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*Fonte: bbc-brasil

Árvores artificiais mexicanas ajudam no combate à poluição

As estimativas de mortes causadas por exposição à poluição do ar são alarmantes. Os dados apontam que cerca de 7 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência da poluição. As maiores armas para combatê-la e limpar o ar atmosférico, as árvores, tem sofrido ano após ano, com um ritmo acelerado de desmatamento – vide as recentes queimadas na Amazônia.

Naturais e eficientes, as árvores precisam de tempo e espaço para crescer e ajudar no combate à poluição e, para ajudar nesse processo, uma empresa mexicana desenvolveu uma árvore artificial que absorve a poluição do ar equivalente a 368 árvores naturais.

A estrutura metálica da árvore artificial utiliza microalgas para limpar dióxido de carbono e outros poluentes do ar, devolvendo oxigênio puro ao meio ambiente. Cada árvore, que tem 4,2 metros de altura, quase 3 metros de largura e pesa aproximadamente uma tonelada pode limpar tanto ar quanto um hectare de floresta, o que corresponde ao ar que 2.890 pessoas respiram por dia.

A árvore artificial parece uma mistura entre uma árvore natural e um grande edifício. Batizada de BioUrban, ela custa aproximadamente US$ 50 mil por unidade. Fabricada pela Biomitech, que foi lançada em 2016, já foram “plantadas” três árvores: uma na cidade de Puebla, no centro do México e sede da empresa, outra na Colômbia e a última no Panamá. Há ainda contrato para mais duas na Turquia e projeto sendo desenvolvido para instalá-la na Cidade do México e em Monterrey, ao Norte mexicano.

O objetivo da empresa com as árvores artificiais é ajudar essas cidades a combater a poluição, obtendo um ar mais limpo em áreas específicas, como as utilizadas por pedestres, ciclistas ou idosos.

*Por Adrieli Evarini

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*Fonte: superinteressante

EUA irão criar Comando Espacial

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciou ano passado que criaria uma força espacial, agora isso está mais perto de se tornar real. O Comando Espacial, uma nova organização dedicada ao espaço, será inaugurada ainda este mês.

Em uma coletiva de imprensa no estado da Virginia na terça-feira (20), o general Joseph Dunford, chefe do Estado Maior americano, declarou que o comando será criado em 29 de agosto.

A organização irá supervisionar operações de todas as Forças Armadas americanas relacionadas ao espaço. Ela terá 87 unidades, inclusive divisões para monitorar mísseis balísticos, controlar operações de satélites e realizar vigilância no espaço.

Dunford afirmou que o comando irá colocar os Estados Unidos em uma posição de manutenção de uma vantagem competitiva no que ele chamou de uma área de batalha crítica.

Ele ressaltou a determinação americana de responder ao aceleramento das atividades militares de China e Rússia no espaço, tais como o desenvolvimento de armas para a destruição de satélites.

O governo do presidente Donald Trump já enviou um projeto ao congresso americano que visa o estabelecimento de uma sexta força militar. Ela teria status equivalente ao do Exército, da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais, com criação durante o ano fiscal de 2020, que tem início em outubro deste ano.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

7 coisas incríveis que o seu cérebro é capaz de fazer e você não sabia

O cérebro é, de longe, a parte mais importante do corpo humano. Não desmerecendo os outros órgãos, afinal cada um deles tem a sua função e precisamos de todos eles para sobreviver. Contudo, o cérebro humano é algo particular. Foram anos de estudos que nos proporcionaram uma boa compreensão sobre as funções de quase todas as partes do nosso corpo. Mas, no caso dele, o cérebro, quanto mais tentamos entendê-lo, mais complexo ele fica. Não é por acaso que exista um campo científico completo dedicado ao estudo do cérebro, a chamada Neurociência.

Com o avanço tecnológico e aprimoramento das ferramentas científicas, obtemos uma visão mais aprofundada do funcionamento interno desse órgão tão vital. Com isso, descobrimos coisas que vão além do que pensávamos anteriormente. E tivemos certeza de que o cérebro é muito mais complexo do que imaginamos. Isso levando em consideração apenas o que já sabemos sobre ele, e com certeza, ainda resta muito o que descobrir. Confira a seguir, algumas coisas realmente incríveis que o seu cérebro é capaz de fazer e que você nem sabia.

1 – Despertar naturalmente

Você, muito provavelmente, já ouviu alguém dizer que não precisa de despertador porque consegue acordar na hora certa sem nenhum estímulo exterior. Esse não é o caso de muita gente que, mesmo com o despertador, acaba perdendo a hora. Mas, na verdade, essa afirmação é verdadeira. O despertador natural do corpo é tão real quanto eficiente, e até melhor do que qualquer alarme convencional.

Contando que a pessoa tenha um horário de sono regular, o despertador natural do corpo funciona muito bem, acordando a pessoa antes do tempo estipulado. Segundo um estudo, isso acontece graças aos hormônios do estresse que são liberados pelo cérebro algumas horas antes do horário de acordar. Eles possibilitam que você acorde naturalmente sem a interferência de um despertador real. E para calibrar esse despertador natural, basta seguir uma rotina de sono, e com o tempo, o seu corpo se acostumará a acordar na hora certa. E você nunca mais precisará ter o seu sono interrompido abruptamente.

2 – Aprender durante o sono

Vemos o sono como um momento de paralisação parcial do cérebro. E de fato é isso mesmo que acontece quando estamos dormindo. Então, não é de se esperar que o cérebro desempenhe as suas funções regulares enquanto estamos descansando. Quem diria que as habilidades de codificar informações ainda funcionariam durante o sono? Mas, surpreendentemente, o nosso cérebro é capaz de fazer isso. Porém, essa habilidade de aprendizagem só é possível ocorrer durante a fase mais profunda do sono. Os seres humanos conseguem reconhecer os padrões de som ouvidos durante a fase Rem do sono. Ou seja, até dormindo, o ser humano é capaz de codificar informações e aprender.

3 – Aprender a tocar piano com prática imaginária

Todo mundo sabe que, para treinar o seu cérebro para conseguir algo, você deve praticar a atividade em questão. Seja aprendendo um novo idioma ou tocando um instrumento. De acordo com a ciência, a prática imaginária pode ser tão eficiente quanto a prática real. Pelo menos, quando se tratar de aprender a tocar piano. Exemplo disso é um estudo realizado pelo prêmio Nobel, Santiago Ramon y Cajal.

Em 1904, o cientista fez um experimento nada convencional. Ele lecionou lições básicas de piano para dois grupos de pessoas que não tinham nenhuma experiência com o instrumento. O primeiro grupo foi ensinado no piano de verdade. Já o segundo grupo tinha apenas que mover os dedos de acordo com o som das notas. Por fim, Cajal descobriu que ambos os grupos aprenderam a tocar a sequência que ele lhes ensinou. E o nível de habilidade entre os dois grupos foi igualmente satisfatório. No final da década de 1990, esse mesmo estudo foi replicado por outros cientistas. E para a surpresa de todos, a prática imaginária teve o mesmo impacto no cérebro do que a coisa real.

4 – Julgar as pessoas rapidamente

Quando vemos uma pessoa pela primeira vez, impensadamente criamos uma impressão mental sobre ela, com base nas principais pistas visuais. Enquanto você está ocupado fazendo isso, o seu cérebro já criou um perfil subconsciente da pessoa bem antes de você formular isso na sua cabeça. Um estudo mostrou que o cérebro humano é incrivelmente veloz para fazer julgamentos sobre outras pessoas. E todo o processo leva apenas 0,1 segundos. E o melhor, esses julgamentos se mostram bastante corretos, principalmente quando se trata de sexualidade, competência profissional e visão política. Porém, quando você começa a pensar de forma objetiva, você anula os julgamentos do cérebro e se mistura com estereótipos, que muitas vezes são incorretos.

5 – Modo piloto automático

Já pensou no quão legal seria apenas se afastar por um instante e deixar o seu corpo agir? Pois é, igual a um piloto automático. Surpreendentemente, o cérebro não apenas tem um modo automático, como também é muito melhor em determinadas atividades do que a parte ativa do cérebro. Estudos já mostram que, quando você fica muito bom em alguma coisa, o seu cérebro transfere o processamento dessa atividade para uma região separa do cérebro. A chamada rede de modo padrão (DMN) é a região do cérebro que lida com o processamento subconsciente.

Isso não é totalmente uma novidade, já que usamos essa parte do cérebro para fazer coisas comuns do dia a dia, como ligar o carro ou amarrar os nossos sapatos. Mas estudos já demonstram que essa parte funciona também com tarefas mais complexas.

6 – Prever o futuro

Nos últimos anos, a ciência fez algumas importantes descobertas sobre o nosso cérebro, uma dela é a capacidade do órgão de prever o futuro. Mas calma, não estamos falando de prever o futuro, tipo quais os números serão sorteados na loteria. Em um estudo, pesquisadores descobriram um fato curioso. Devido ao atraso na informação do olho diretamente para o cérebro, ele naturalmente faz as suas previsões do que acontecerá a seguir. Por exemplo, a trajetória de uma bola em sua direção, o cérebro se prepara para desviar antes mesmo que possamos conscientemente ver isso. Ou seja, em essência, estamos sempre de olho no futuro, prevendo subconscientemente eventos ameaçadores.

7 – Consciência de todos os ângulos

O ser humano é capaz de observar todos os 360 graus ao nosso redor. Isso mesmo, quase como um “sexto sentido” que nos alerta quando alguém está nos observando por trás. Enquanto os nossos olhos parecem limitados pelo campo de visão se comparados aos de outros animais, o nosso cérebro não precisa necessariamente olhar para trás. Nossos outros sentidos, principalmente a audição, são bastante precisos na hora de detectar até mesmo a menor mudança em nosso ambiente. Isso acontece principalmente em áreas em que não podemos ver. Com isso, o nosso cérebro recebe uma “visão” bastante precisa de todos os ângulos ao nosso redor. Isso sem necessariamente estar no alcance dos olhos.

*Por Cristyele Oliveira

 

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Maior fazenda urbana em telhado será construída em Paris – ela vai ter 14 mil m²

Os grandes centros urbanos como Nova York, São Paulo, Tokyo e Paris verticalizaram nosso modo de viver, mas com criatividade vamos encontrando soluções dentro de espaços cada vez menores para cultivar alimentos nesses lugares.

E um exemplo disso, é que em Paris, capital da França, um projeto vai criar uma super fazenda urbana com 14.000m²: a maior da Europa e talvez do mundo.

O projeto será realizado no Paris Expo Porte de Versailles, o maior parque de exposições da França. O topo do prédio ganhará 30 espécies diferentes e produzirá mil quilos de frutas e vegetais durante a alta temporada. Vinte jardineiros serão responsáveis por cuidar do cultivo e, o melhor, sem usar agrotóxicos ou fertilizantes químicos.

O espaço ainda contará com um bar e restaurante, com capacidade para 300 pessoas, com vista panorâmica da cidade luz. Haverá sempre alimentos sazonais e fresquinhos da horta. A previsão é que a inauguração seja em setembro de 2020.

A empresa Agripolis, responsável pela implantação, já realiza grandes projetos do tipo em faculdades, empresas e hotéis, que fornecem alimentos para estudantes, funcionários e hóspedes. O cultivo será aeropônico, um método onde as raízes das plantas ficam suspensas e não precisam de solo.

Apesar da França ser um país de muitos campos e fazendas, os moradores da capital, como de qualquer grande cidade, precisam se reconectar com a origem da comida que chega ao prato. Com base nisso, haverá ainda um projeto em que moradores locais poderão alugar pequenos lotes de hortaliças para cultivarem seus próprios alimentos.

*Por Any Karolyne Galdino

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*Fonte: engenhariae

7 maiores mitos sobre castelos que você aprendeu com os filmes

Os castelos começaram a ser construídos por volta do ano de 800. Os primeiros castelos eram estruturas de madeira, protegidas por paliçadas. A madeira foi sendo substituída por pedras somente mais tarde. A mudança ocorreu no fim do Império Romano. Com as crescentes invasões nórdicas, vieram os muros de pedras e rochas, erguidas sobre ruínas de construções e fortificações romanas. As fortificações localizavam-se sempre na parte mais alta do terreno. Geralmente, sempre no topo das maiores colinas. O motivo? Facilitar a vigilância.

Os muros cresceram, passaram a ter enormes muralhas, onde os cavaleiros e soldados podiam circular em caso de ataque. Além de servir como defesa, os castelos também aumentavam a autoridade do senhor feudal sobre seu feudo.

Muitos de nós pensamos nessas famosas fortificações como lugares obscuros, cinzentos e frios. Claro, é o que vemos nos filmes e nas séries, não é verdade? Porém, nem tudo que ocorre nas produções audiovisuais deve ser considerado como verdade absoluta. Por isso, separamos aqui, uma lista super interessante sobre essas incríveis construções.

1 – Ali não vivia um grande exército

Quando pensamos em castelos, os imaginamos como prédios militares. Os vemos como locais fortemente vigiados. Mas não é bem assim. Um castelo não era, assim, tão bem vigiado como pensamos. Nos tempos medievais, os castelos, que eram mais bem defendidos, eram os que ficavam ao longo das fronteiras. Mesmo assim, esses castelos raramente tinham mais de 200 oficiais para defendê-los.

2 – O grande salão não era utilizado somente para festas

Outro motivo pelo qual os castelos costumavam ter oficiais, era porque simplesmente não havia espaço suficiente para abrigá-los. Os soldados e funcionários, que viviam em um castelo, geralmente, dormiam no grande salão. O senhor feudal e sua família dormiam ali também. Por serem donos, dormiam separados, em um grande cama, que era separada do ambiente por apenas uma cortina. Por esse motivo, o grande salão não era um local exclusivo para banquetes. Era também o centro da vida do castelo. Era também o lugar onde os conselhos eram realizados. Foi somente depois, que os castelos passaram a ter um conjunto de aposentos privados para o senhor e sua família.

3 – Os castelos eram dos cavaleiros

Muitos castelos eram propriedade da Coroa. Particularmente em áreas de importância estratégica, os castelos eram usados ??como instalações militares. Essa era a melhor maneira que o rei tinha para garantir sua proteção.

4 – Lordes tinham permissão para construí-los

Qualquer proprietário de terras que decidisse construir um castelo, de repente, passava a ser visto para o monarca como ameaça. Por causa disso, a Coroa decidiu que aquele que tivessem interesse em fortificar uma residência, precisaria de uma necessária Licença para Crenellate. Geralmente, somente os lordes possuíam.

5 – Masmorras

Uma das características mais aterrorizantes de um castelo medieval é a presença da masmorra. No entanto, nas masmorras, ficavam detidos apenas aqueles que tinham dinheiro. Ricos, capturados em tempos de guerra, que precisavam ser mantidos como reféns, iam direto para lá. Por quê? Porque era a sala mais difícil de escapar.

6 – Os primeiros castelos foram feitos com madeiras

Os castelos que sobreviveram são feitos de pedra, claro. No entanto, os primeiros foram feitos com madeiras. Quem começou esse tipo de construção, foram os proprietários de terras mais pobres. O castelo de madeira era a solução mais prática, rápida e barata de se construir. E ofereciam semelhante segurança.

7 – Fortificações frias

A pedra era um bom isolante térmico. Os castelos, como eram construídos nas partes mais altas das terras, eram alvos de ventos fortes. Por isso, a maioria tinha grandes lareiras.

*Por Arthur Porto

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*Fonte: fatosdesconhecidos

O uso prolongado de computadores e celulares afeta o seu sono desta forma

Tecnologia transformou o significado dos sonhos, fazendo da noite uma espécie de dia virtual

Os sonhos são a paisagem do nosso mundo interior. Enquanto dormimos, nossa imaginação transforma o real, e dessa maneira nos dá um contexto para a experiência diurna. A mente, em sua agitação noturna de imagens e histórias, cria um incessante jogo de esconde-esconde com os sentimentos, com a memória e com nossos interesses e preocupações do dia. Apesar de serem intrinsecamente ambíguos e estarem abertos a múltiplas interpretações, os sonhos têm uma gramática que nos oferece um panorama da arquitetura da mente e das camadas entretecidas de elementos psicológicos que a compõem. Nelas, a atualidade e as vivências do passado recente e remoto convergem em formas notavelmente fluidas.

Sigmund Freud observou que uma das propriedades do inconsciente é a tolerância às contradições. Elas aparecem com frequência nos sonhos e nos mostram uma habilidade especial da mente para associar coisas que aparentemente carecem de características comuns. O sonho cria novas categorias que de outro modo nunca teríamos notado. Isso não é raro, é parte de sua estranheza comum. Já aconteceu com todos nós: como quando sabemos nesse estado que alguém é o nosso melhor amigo, mesmo que não se pareça com ele. Em outras circunstâncias, insistiríamos em corrigir o mal-entendido, mas não aqui. O sonho é uma experiência subjetiva fora do nosso controle, que nos oferece uma apreciação da interação íntima entre nosso mundo interior e o mundo social em que nos locomovemos.

Por este prisma podemos penetrar nos mistérios da mente e em sua relação com a cultura e a tecnologia. É extraordinário que Freud descobrisse esta chave nas atividades mentais de uma pessoa adormecida. Os sonhos como guia do inconsciente foram a base de suas teorias sobre os pensamentos reprimidos, que afloram enquanto dormimos. O professor de psicologia Daniel Wegner, de Harvard, sustenta que essa descoberta de Freud cria uma ponte com os avanços atuais das neurociências cognitivas. Estudos de imagens cerebrais confirmaram: a desativação da função inibitória da área pré-frontal do córtex cerebral durante o sono permite liberar os pensamentos que foram suprimidos durante a vigília e que contêm fatos relacionados com a memória reprimida.

Ao ligar os aparelhos logo depois de acordar, as imagens digitais substituem o que vivemos enquanto dormíamos

A maioria das pesquisas do sono concorda que ele promove o processamento cognitivo e contribui para a plasticidade cerebral. E que a falta de sono altera a transmissão de sinais no hipocampo, que é a área do cérebro onde se processa a memória em longo prazo. Estas observações foram confirmadas em outras espécies. Os estudos com moscas Drosophila realizados por Jeff Donlea e seus colaboradores da Universidade de Washington mostram que o sono não restaura apenas a capacidade de aprendizagem, mas também melhora a duração das lembranças.

Entretanto, apesar do papel central dos sonhos nos processos mentais, seu significado veio se transformando sob o efeito da tecnologia, porque ela tem a capacidade de nos desvincular do nosso mundo interior. As imagens desses contextos empalidecem em comparação às da realidade aumentada à qual estamos constantemente expostos por meio dos dispositivos inteligentes. É como se fôssemos absorvidos por uma corrente de sonhos pré-fabricados. Fica difícil neutralizar a sobre-excitação que eles causam em nosso cérebro. O uso prolongado do computador, do celular ou da televisão altera o ciclo do sono e transformou a noite praticamente em um dia virtual. Por outro lado, ao ligá-los imediatamente depois de acordar, os sonhos e suas ressonâncias diurnas são deslocados pelas imagens digitais, que disputam nossa atenção e acabam nos seduzindo.
O uso prolongado de computadores e celulares afeta o seu sono desta forma
Sr. García

Não obstante, os sonhos continuam sendo a realidade virtual original. São uma experiência intensamente pessoal, e por isso extremamente relevante. Mantêm nossa mente aberta a perguntas nunca antes formuladas, permitem explorar tabus e a falta de sentido, sem que ninguém nos observe nem nos julgue; dão uma imagem a situações que geram ansiedade e a eventos traumáticos, o que ajuda a processá-los. Enquanto sonhamos, nossa experiência noturna nos induz a vislumbrar o vasto reino da imaginação e do pensamento criativo. Como afirma o psicanalista Thomas Ogden, os sonhos permitem brincar livremente com as ideias fora do entorno do controle consciente. Esta liberdade de sonhar é possível graças à proteção da privacidade.

Para o nosso cérebro, o simples fato de ter sonhado já é suficiente, mas aqueles que de vez em quando recordamos podem nos beneficiar significativamente em nossa vida diurna e nos ajudar a refletir sobre seu conteúdo. O que está em jogo é uma conexão essencial com nosso mundo interior. Que pensamentos vêm à mente? Que emoções provocam? O que pode ter precipitado o sonho daquela noite? E se ao despertar a lembrança se evapora, não é preciso se preocupar. De fato, só recordamos cerca de 10% deles. Pense que, afinal de contas, são apenas sonhos.

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*Fonte: elpais-brasil

Ouvido absoluto: a capacidade de identificar sons com total perfeição

É possível que você já tenha visto, ao vivo ou em algum programa, um músico identificando e falando de bate pronto as notas de uma melodia ou de uma música apenas ouvindo seu som. Pode até parecer sobrenatural, mas é “apenas” uma capacidade de audição, digamos, aguçada: o ouvido absoluto.

Essa condição permite que a pessoa reconheça com precisão a frequência de cada som e identifique e nomeie tons específicos de cada música. Entre as habilidades estão: nomear notas de sons domésticos, identificar notas diversas tocadas simultaneamente e reproduzir completamente e perfeitamente uma música sem necessidade de partitura, memorizando-a em uma única tentativa. Mas, não é tão comum ter o ouvido absoluto, apenas uma em cada 10 mil pessoas possuem essas habilidades.

Como isso acontece?

Teorias para explicar os motivos pelos quais algumas pessoas conseguem realizar esses feitos não faltam e também não há uma verdade incontestável sobre as origens do ouvido absoluto. Havia duas teorias para explicar a habilidade: dom inato e treino para desenvolvimento. Na primeira, como o nome sugere, a pessoa nasceria com o dom do ouvido absoluto. Na segunda, haveria um “período crítico”, entre os três e seis anos de idade, no qual com uma preparação adequada seria possível desenvolvê-lo. Porém, pesquisa recente sugere que existe uma explicação genética para o ouvido absoluto.

Há diversos músicos reconhecidos que tinham ou têm ouvido absoluto. Entre eles estão: Frank Sinatra, Ray Charles, Ella Fitzgerald, Julie Andrews, Jimi Hendrix, Michael Jackson, Freddie Mercury, George Michael, Mariah Carey, Shakira, Lea Michele, Luciano Pavarotti, Kofi Burbridge, Mozart, Beethoven, John Philip Sousa, Charlie Puth e Stevie Wonder.

*Por Adrieli Levarini

 

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*Fonte: supercurioso

Não é só o FaceApp, milhares de aplicativos espionam o usuário mesmo sem permissão

O caso do FaceApp, aplicativo que usa inteligência artificial para envelhecer um rosto de forma realista, fez todos os olhares se voltarem para um aspecto comum, que poucos usuários notam. Ao instalá-lo, surge o aviso de que todos os nossos dados serão utilizados e inclusive cedidos terceiros, sem nenhum controle. O alerta é dado num processo que poucos usuários leem, ou que aceitam sem pensar nas consequências. Mas alguns programas para celulares podem não necessitar nem sequer do consentimento explícito. Milhares de aplicativos burlam as limitações e espionam, mesmo sem receberem autorização do dono do celular.

Afinal, para que a lanterna do aparelho precisa ter acesso à localização de um usuário? E um aplicativo de retoque fotográfico ao microfone? Ou um gravador aos seus contatos? Em princípio, esses aplicativos não precisam de permissões desse tipo para funcionar. Quando agem assim, costuma ser para procurar um bem extremamente valioso: os dados. Os usuários podem dar ou negar diferentes permissões aos aplicativos para que acessem sua localização, os contatos e os arquivos armazenados no telefone. Mas uma pesquisa de uma equipe de especialistas em segurança cibernética revelou que até 12.923 apps encontraram a forma de continuar recolhendo informação privada apesar de as autorizações terem sido explicitamente negadas.

Esse estudo expõe a dificuldade dos usuários em proteger sua privacidade. Pesquisadores do Instituto Internacional de Ciências Computacionais (ICSI) em Berkeley, do IMDEA Networks Institute de Madri, da Universidade de Calgary (Canadá) e da empresa AppCensus analisaram um total de 88.000 aplicativos da Play Store e observaram que milhares deles acessam informações como localização ou dados do aparelho no qual o usuário tinha previamente recusado essas autorizações.

Os especialistas ainda não divulgaram a lista completa de aplicativos que realizam essas práticas. Mas, segundo a pesquisa, encontram-se entre elas a aplicativo do parque Disney de Hong Kong, o navegador da Samsung e o buscador chinês Baidu. O número de usuários potenciais afetados por essas descobertas é de “centenas de milhões”.

Borja Adsuara, advogado especialista em direito digital, afirma que se trata de “uma infração muito grave”, porque o sistema operacional Android exige que os apps peçam o acesso consentido a esses dados através de permissões, e o usuário lhes diz expressamente que não. O consentimento, explica, funciona de forma muito parecida tanto na intimidade física como na não física – os dados pessoais. “É como no caso de um estupro em que a vítima diz expressamente que não”, compara.

Narseo Vallina-Rodríguez, coautor do estudo, diz que “não está claro se haverá correções ou atualizações para os bilhões de usuários Android que atualmente utilizam versões do sistema operacional com essas vulnerabilidades”. O Google não especificou a este jornal se cogita retirar do mercado ou tomar alguma medida contra os aplicativos que, segundo o estudo, acessam os dados dos usuários sem a permissão pertinente. No entanto, assegurou que o problema será resolvido com o Android Q, a próxima versão de seu sistema operacional. A companhia pretende lançar nos próximos meses seis versões beta do Android Q, até oferecer a versão final durante o terceiro trimestre do ano.

Como os aplicativos acessam a informação privada do usuário sem as permissões necessárias? Eles burlam os mecanismos de controle do sistema operacional mediante os chamados side channels (canais paralelos) e covert channels (canais encobertos). Vallina faz a seguinte comparação: “Para entrar em uma casa, [o dado do usuário] pode passar pela porta com a chave que o dono lhe deu [a permissão], mas também pode entrar sem o consentimento do proprietário, aproveitando-se de uma vulnerabilidade da porta [um side channel] ou com a ajuda de alguém que já está dentro [covert channel]”.

“Você pode abrir uma porta com uma chave, mas também pode encontrar a forma de fazê-lo sem ter essa chave”, prossegue o especialista. O mesmo ocorre ao tentar acessar a geolocalização de um aparelho. Ele pode não ter acesso ao GPS, mas mesmo assim encontrar o modo de acessar a informação de posicionamento do usuário.

Metadados

Uma forma de fazer isso é através dos metadados que estão integrados às fotos tiradas pelo dono do smartphone, segundo Vallina. “Por definição, cada foto tirada por um usuário Android contém metadados como a posição e a hora. Vários apps acessam a posição histórica do usuário pedindo a permissão para ler o cartão de memória, porque é lá onde estão armazenadas as fotos, sem ter que pedir acesso ao GPS”, explica. É o caso do Shutterfly, um aplicativo de edição de fotografia. Os pesquisadores comprovaram que ele reunia informação de coordenadas do GPS a partir das imagens dos usuários, mesmo que estes tivessem negado a permissão para acessar a sua localização.

Também é possível acessar a geolocalização através do ponto de acesso wi-fi com o endereço MAC do router, um identificador atribuído pelo fabricante que pode ser correlacionado com bases de dados existentes e averiguar a posição do usuário “com uma resolução bastante precisa”.

Para que o aplicativo possa acessar essa informação, existe uma permissão que o usuário deve ativar em seu smartphone, chamado “informação da conexão wi-fi”, conforme ensina Vallina. Mas há apps que conseguem obter esses dados sem que a permissão esteja ativada. Para isso, extraem a direção MAC do router, que o aparelho obtém mediante o protocolo ARP (Address Resolution Protocol), que serve por sua vez para conectar e descobrir os dispositivos que estão em uma rede local. Ou seja, os aplicativos podem acessar uma pasta que expõe a informação MAC do ponto de acesso wi-fi: “Se você sem nenhum tipo de licença lê essa pasta que o sistema operacional expõe, pode saber a geolocalização de forma totalmente opaca para o usuário”.

Bibliotecas de terceiros

Muitos desses vazamentos de dados ou abusos à privacidade do usuário são feitos através de bibliotecas, que são serviços ou miniprogramas de terceiros incluídos no código dos aplicativos. Essas bibliotecas são executadas com os mesmos privilégios que o app em que se encontram. Em muitas ocasiões, o usuário nem está consciente de sua existência. “Muitos desses serviços têm um modelo de negócio que está baseado na obtenção e processamento dos dados pessoais”, diz o pesquisador.

Por exemplo, aplicativos como a da Disney de Hong Kong utilizam o serviço de mapas da companhia chinesa Baidu. Assim, podem acessar, sem necessidade de qualquer permissão, informações como o IMEI e outros identificadores que as bibliotecas do buscador chinês armazenam no cartão SD. Os aplicativos de saúde e navegação da Samsung, que estão instalados em mais de 500 milhões de aparelhos, também utilizaram este tipo de bibliotecas para seu funcionamento. “A própria biblioteca explora essas vulnerabilidades a fim de acessar esses dados para seus próprios fins. Não está claro se depois o desenvolvedor do app acessa os dados através da biblioteca”, explica.

Vallina afirma que nas próximas pesquisas será analisado o ecossistema das bibliotecas de terceiros e para que finalidades os dados são obtidos. Também estudarão os modelos de rentabilização existentes no Android e a transparência dos aplicativos quanto ao que eles fazem e o que dizem fazer nas políticas de privacidade. Para evitar práticas desse tipo, Joel Reardon, também coautor do estudo, aponta a importância de realizar pesquisas desse tipo com o objetivo de “encontrar esses erros e preveni-los”.

Se os desenvolvedores de aplicativos podem evitar as permissões, faz sentido pedir permissão aos usuários? “Sim”, responde Reardon, taxativo. O pesquisador insiste em que os aplicativos não podem burlar todos os mecanismos de controle, e que pouco a pouco ficará mais difícil para eles. “O sistema de permissões têm muitas falhas, mas ainda assim ele serve para algo e persegue um propósito importante”, afirma.

Responsabilidade dos desenvolvedores

No caso de usuários na Espanha, estas práticas realizadas sem o consentimento descumprem, entre outras normativas, o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) e a Lei Orgânica de Proteção de Dados. Os desenvolvedores desses aplicativos poderiam enfrentar, segundo o RGPD, sanções econômicas de até 20 milhões de euros (75,3 milhões de reais) ou 4% do faturamento anual da empresa. E inclusive poderiam responder por um delito contra a intimidade (artigo 197 do Código Penal espanhol) que poderia acarretar penas da prisão, segundo Adsuara.

O advogado afirma que a maior parte da responsabilidade recai sobre os desenvolvedores. Mas considera que tanto as lojas – Google Play e Apple Store – como as plataformas que permitem o acesso dos aplicativos aos dados de seus usuários – como o Facebook, no caso Cambridge Analytica – têm uma responsabilidade in vigilando: “Quer dizer, o dever de vigiar que os aplicativos que sua loja aceita ou aos quais permitem que tenham aos dados de seus usuários em sua plataforma sejam seguros”.

“Embora cada um seja responsável por seus atos, sente-se a falta de alguma autoridade espanhola ou europeia que revise a segurança dos aplicativos e serviços antes de seu lançamento no mercado”, afirma. E salienta que, em outros setores, existe algum tipo de certificação que garante que um produto ou serviço seja seguro. “A ninguém ocorre, por exemplo, que se autorize a circulação de carros com os freios falhando. Para não falar em remédios, alimentos e brinquedos. Entretanto, é normal no setor que se lancem no mercado aplicativos e serviços com falhas de segurança que, depois, com o bonde andando, vão emendando”.

*Por Isabel Rubio

 

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*Fonte: elpais – brasil