Privação de sono está relacionada à maior consumo calórico diário, mostra estudo

Dormir pouco atrapalha o corpo como um todo: aumenta doenças cardiovasculares, traz mais dores, enfraquece o sistema imunológico e ainda traz danos quando o assunto é emagrecimento! Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia concluíram que pessoas que sofrem provação de sono chegam a consumir até 550 calorias a mais no dia. Os resultados desse estudo foram publicados na edição de Julho do jornal Sleep.

Para chegar a essas conclusões os estudiosos recrutaram 225 adultos com idade entre 22 e 50 anos, que ficaram por cinco dias no laboratório do sono da universidade, dormindo apenas das 4 às 8 horas da manhã. Eles podiam comer o que quisessem nesse período, enquanto os monitores do laboratório mantinham um registro dessa alimentação. Enquanto isso, um grupo de controle também foi colocado com a mesma disponibilidade de alimentos, só que dormindo o quanto quisessem.

No fim do período estipulado, eles perceberam que no tempo em que normalmente estariam dormindo, as pessoas consumiam cerca de 550 calorias a mais e davam preferência a alimentos bem mais gordurosos, o que resultou em um maior ganho de peso nesse período.

A conclusão a que eles chegaram é que a culpa está na desregulagem dos hormônios grelina e leptina, responsáveis respectivamente pela fome e pela saciedade, um fato já conhecido. Eles acreditam, inclusive, que fora do laboratório o ganho de peso deve ser maior, já que os voluntários estão expostos a comida de hospital e no dia a dia é mais fácil ter acesso a itens mais calóricos.

Confira os outros prejuízos

Se o emagrecimento não é argumento suficiente para você tentar dormir melhor, confira que outros problemas a privação de sono provoca.

Afeta o emagrecimento

Durante o sono nosso organismo produz a leptina, um hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade ao longo do dia. Por isso, pessoas que dormem pouco produzem menores quantidades desse hormônio. Além disso, quem tem o sono restrito produz mais quantidade do hormônio grelina, que provoca fome e reduz o gasto de energia. “A consequência é a ingestão exagerada de calorias durante o dia, pois o corpo não se sente satisfeito”, explica a endocrinologista Alessandra Rasovski, da Sociedade Brasileira e Endocrinologia e Metabologia. Segundo um estudo feito na Universidade de Chicago, pessoas que dormem de seis a oito horas por dia queimam mais gorduras do que aquelas que dormem pouco ou tem o sono fragmentado. A pesquisa afirma que a falta de sono reduz em 55% a queima de gordura.

Impede a conservação da memória

“O sono é uma etapa crucial para o cérebro transformar a memória de curto prazo relevante em memória de longo prazo”, afirma o neurologista André Felicio, da Academia Brasileira de Neurologia. O especialista explica que, durante a noite, o cérebro faz uma varredura entre as informações acumuladas, guardando aquilo que considera primordial, descartando o supérfluo e fixando lições que aprendemos ao longo do dia. “Por esse motivo, quem dorme mal costuma sofrer para se lembrar de eventos simples, como episódios do dia anterior ou nomes de pessoas próximas”, diz.

Enfraquece a imunidade

É durante o sono que acontecem diversos processos em nosso organismo, dentre elas a produção de anticorpos. De acordo com um estudo da Universidade de Chicago (EUA), dormir pouco reduz a função imune e o número de leucócitos, células responsáveis por combater corpos estranhos em nosso organismo. Segundo a pesquisa, quem dormia quatro horas por noite por uma semana tinham os anticorpos reduzidos pela metade, quando comparados aqueles que dormiram até oito horas.

Altera o funcionamento do metabolismo

As mudanças no ciclo do sono podem atrapalhar a síntese dos hormônios de crescimento e do cortisol, já que ambos são produzidos enquanto dormimos. “Os maiores efeitos dessa deficiência são despertar cansado, a dificuldade de raciocínio e a ansiedade, que podem interferir na realização de tarefas do cotidiano, levando a problemas como déficit de atenção, acidentes de trânsito, indisposição física, irritabilidade e sonolência”, diz a endocrinologista Alessandra.

Leva ao envelhecimento precoce

Durante o sono, produzimos hormônios “rejuvenescedores”, como a melatonina e o hormônio do crescimento. “Esses hormônios exercem funções reparadoras e calmantes para a pele, e a falta de sono impede que o corpo descanse adequadamente”, afirma a endocrinologista Alessandra. Os maiores resultados disso são uma pele sem viço e com olheiras. O estresse provocado pela falta de sono também favorece o aparecimento de rugas.

Interfere na produção de insulina

Pessoas com diabetes que tem um sono insuficiente desenvolvem uma maior resistência insulínica, tornando o controle da doença mais difícil. É o que afirma um estudo feito pela Northwestern University, dos Estados Unidos. Os pesquisadores concluíram que portadores de diabetes que dormem mal tinham 82% mais resistência à insulina que os portadores com sono de qualidade. Além disso, a falta de sono adequado pode favorecer o aparecimento de diabetes tipo 2 em quem não tem a doença. “É durante o sono que o corpo estabiliza os índices glicêmicos, por isso quem não tem um sono de qualidade sofre com o descontrole do nível de glicose, podendo desenvolver diabetes”, explica a endocrinologista Alessandra.

Desregula a pressão arterial

A neurologista Rosa Hasan, responsável pelo Laboratório do Sono do Hospital São Luiz, explica que a dificuldade em descansar durante a noite é equivalente a um estado de estresse, aumentando a atividade da adrenalina no corpo. “Uma noite mal dormida deixa o organismo em estado de alerta, aumentando a pressão sanguínea durante a noite”, explica a especialista. Ela afirma que com o tempo essa alteração na pressão sanguínea se torna permanente, gerando a hipertensão.

Afeta o desempenho físico

“Um sono incompleto é uma das principais causas de fadiga ou baixo desempenho motor”, afirma o neurologista André. Quando dormimos profundamente e sem interrupções, nosso corpo começa a produzir o hormônio GH, responsável pelo nosso crescimento, e que começa a ser sintetizado só 30 minutos depois de começarmos a dormir. “O hormônio do crescimento tem como funções ajudar a manter o tônus muscular, evitar o acúmulo de gorduras, melhorar o desempenho físico e combater a osteoporose”, explica a endocrinologista Alessandra.

Prejudica o humor

“A falta de sono faz com que o cérebro não descanse plenamente, prejudicando a comunicação entre os neurônios”, explica o neurologista André. E os neurônios são os responsáveis por produzir os neurônios relacionados ao nosso bem-estar, como a serotonina. “Por isso que um sono deficiente impacta o nosso bom-humor de forma direta, podendo até favorecer quadros de depressão.”

 

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*Fonte: minhavida

Inteligência artificial cria um universo perfeito e assusta seus criadores

Astrofísicos usaram pela primeira vez inteligência artificial para gerar simulações em 3D do universo. Os resultados foram tão rápidos, precisos e robustos que nem os próprios pesquisadores entendem como eles aconteceram.

O projeto se chama Modelo de Deslocamento de Densidade Profunda, ou D3M. A velocidade e precisão do modelo não foram surpreendentes para os pesquisadores, mas sim a habilidade em simular de forma correta como o universo ficaria se alguns parâmetros fossem alterados.

O mais interessante é que o modelo nunca recebeu nenhum dado de treinamento sobre como esses parâmetros variavam.

“Seria como treinar um software de reconhecimento de imagem com várias imagens de gatos e cães, e aí ele consegue reconhecer elefantes”, compara Shirley Ho, co-autora do estudo e professora da Universidade Carnegie Mellon (EUA). “Ninguém sabe como ele faz isso, e é um enorme mistério a ser resolvido”, complementa ela.

O modelo foi apresentado no dia 24 de junho na publicação Proceedings of the National Academy of Sciences. O autor principal do estudo foi Siyu He, analista do Instituto Flatiron (EUA).

Ho e He trabalharam em colaboração com Yin Li e Yu Feng da Universidade da Califórnia em Berkeley, com Wei Chen do Instituto Flatiron, Siamak Ravanbakhsh da Universidade de British Columbia (Canadá) e Barnabás Póczos da Universidade Carnegie Mellon.

Esse tipo de simulação do D3M é muito importante para a astrofísica teórica.

Cientistas querem saber como o cosmo pode se desenvolver em vários cenários, como por exemplo se a energia escura do universo variasse com o passar do tempo.

Esse tipo de estudo exige que milhares de simulações sejam feitas, portanto um modelo computacional rápido e confiável é o sonho de consumo dos astrofísicos modernos.

Depois de treinar o D3M, pesquisadores fizeram simulações de um universo com formato de cubo com 600 milhões de anos-luz de lado e compararam os resultados com modelos rápidos e lentos que já existiam.

O modelo lento e mais confiável leva centenas de horas de cálculos, enquanto o sistema rápido leva poucos minutos. Já o D3M completou a simulação em 30 milissegundos.

Além disso, o D3M também teve precisão impressionante. Quando comparado com o modelo lento, ele teve uma taxa de erro de 2.8%.

Já o sistema rápido teve uma taxa de 9,3% de erros quando comparado com o modelo lento. Ou seja: o sistema rápido parece ter sido passado para trás pelo D3M.

Os pesquisadores agora querem saber por que o modelo que foi treinado para identificar “gatos e cachorros” está conseguindo identificar também “elefantes”.

“Nós podemos ser um playground interessante para um aprendiz de máquina ver porque esse modelo extrapola tão bem. É uma via de mão dupla entre ciência e deep learning”, diz Ho.

*Por Davson Filipe

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*Fonte:

Pessoas que se arrepiam ouvindo música têm cérebro especial

Você já se arrepiou ouvindo uma música? Então saiba que, mais do que sensível, você tem um cérebro especial.
Cientistas de Harvard descobriram que o cérebro de quem se arrepia com canções possui conexões especiais.

Esse tipo de reação física à música acontece apenas com cerca de metade da população.
Os cientistas analisaram o cérebro de 20 voluntários, usando a técnica de ressonância magnética de tensor de difusão, que mostra as conexões entre diferentes regiões do cérebro.

Eles descobriram que os participantes do “grupo do arrepio” tinha mais fibras nervosas saindo do córtex auditivo e se ligando ao córtex insular anterior e o córtex prefrontal, que processam sentimentos e monitoram emoções.

A conectividade extra desses cérebros provavelmente intensifica a experiência sensorial provocada pela música.

Os pesquisadores não sabem se as pessoas que se arrepiam nascem mais sensíveis ou se é possível desenvolver essas conexões ouvindo e se emocionando com novas músicas.

Orgasmo da pele

A nova descoberta indica para os cientistas que a música deve ter uma função evolutiva.

Se existem conexões cerebrais, passadas de geração em geração, que ligam os receptores de som diretamente ao centro emotivo do cérebro, é porque algum papel ela deve ter para a sobrevivência humana (nem que seja facilitar as relações sociais).
A reação química que temos a uma música emocionante é parecida com o que sentimos em outras tarefas essenciais, como comer, ou fazer sexo: uma injeção de dopamina que percorre o corpo.
Por isso, o arrepio musical é chamado pelos neurocientistas de “orgasmo na pele”.

A pesquisa

Os pesquisadores recrutaram vinte fãs de música: dez que sentem arrepios musicais com frequência e outros dez que nunca passaram pelo fenômeno.
Cada um teve direito a trazer até 5 das suas músicas favoritas: as opções iam desde Coldplay até as sinfonias de Wagner.

Primeiro, eles observaram os efeitos das músicas dentro do laboratório.
Monitoraram os batimentos cardíacos e o suor da pele, que indica excitação (tanto sexual quanto emocional), enquanto os voluntários ouviam só os trechos arrepiantes de cada faixa.
O coração de todos os participantes acelerou, mas a resposta emocional dos participantes que arrepiam foi bem mais intensa.

Outras pesquisas científicas relacionam o arrepio musical a reações de expectativa e surpresa.

As pessoas que escutam as músicas de forma mais “intelectual”, tentando prever os acordes que vem depois, têm mais chances de se arrepiar quando a música não segue suas expectativas.

Por outro lado, quando o compositor cria um crescente musical que culmina em uma nota aguda, o cérebro cria expectativa e tem uma reação de prazer quando o acorde final já esperado finalmente aparece.

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*Fonte: sensivelmente

A estranha história da mulher que tocou violino por 4 anos em uma orquestra que não existia

O técnico de som do estúdio de televisão entrou em pânico.

Com a transmissão ao vivo prestes a começar, ele não conseguia ouvir nenhum dos instrumentos da orquestra que estava prestes a tocar, como parte de um evento de caridade organizado pela rede de televisão americana PBS.

Mas o que parecia uma terrível falha técnica na verdade era algo comum para o conjunto de músicos.

Eles estavam em turnê pelo país fingindo tocar música clássica enquanto uma faixa gravada estava tocando. Já o público pensava que eles estavam tocando ao vivo.

“Essa prova de som nos denunciou, mas ainda estamos no ar”, disse a violinista Jessica Hindman à BBC.

Compositor misterioso

Durante quatro anos, entre 2002 e 2006, Hindman “tocou” o violino com a orquestra em lugares tão diversos quanto shopping centers e grandes auditórios. Eles viajaram pelos Estados Unidos e até visitaram a China.

Ela descreveu sua experiência no livro “Sounds Like Titanic” (Soa como Titanic, em tradução livre), publicado em 2019, que é mais uma biografia do que uma denúncia: o diretor da orquestra que inventou o truque nunca é mencionado, por exemplo.
‘Compositor’ é um personagem complexo no livro de Hindman, no qual ela narra sua passagem pela orquestra falsa (Foto: Getty Images via BBC)

‘Compositor’ é um personagem complexo no livro de Hindman, no qual ela narra sua passagem pela orquestra falsa (Foto: Getty Images via BBC)

No livro, ele aparece como Compositor, um personagem complexo em uma narrativa em que Hindman tenta justificar seus anos de fantasia.

“Tudo se resume ao fato de que eu precisava de dinheiro”, diz ela. “Minha história não era sobre o Compositor.”

“Não havia a necessidade de nomeá-lo, especialmente depois que outros músicos me disseram que ele não era o único a fazer isso (fingir ter músicos tocando ao vivo) dentro da indústria.”

Mudança de carreira

Hindman, que se formou como violinista clássica, já havia desistido de uma carreira musical quando conseguiu um emprego na orquestra de Nova York.
Hindman tinha dois empregos e até vendeu óvulos para morar em Nova York (Foto: Divulgação)

Ela tinha se formado em Estudos sobre Oriente Médio na Universidade Columbia na esperança de se tornar jornalista.

Para cobrir os custos da faculdade e morar em Nova York, uma das cidades mais caras do mundo, ela tinha dois empregos e até vendeu seus óvulos para uma clínica de fertilização.

Em 2002, Hindman tinha 21 anos e procurava um terceiro emprego quando viu um anúncio em um fórum de estudantes na internet.

Eles procuravam violinistas e flautistas para “tocar em uma banda premiada”.

Bom demais para ser verdade

O fato de ter conseguido o emprego sem uma única entrevista e sem tocar uma única nota na frente de alguém a surpreendeu.

“Sim, eu tocava violino e fazia aulas há 13 anos, mas nunca a ponto de fazer isso profissionalmente”, explica.

Mas o pagamento que eles ofereceram dobrou sua renda. E ela sonhava em tocar violino desde a infância.

Até que ela se deu conta de que, como membro dessa orquestra em particular, ela não precisava tocar.

Seu primeiro trabalho, no dia seguinte à sua contratação, foi ajudar nas vendas de CDs durante um show ao ar livre em uma pequena cidade no Estado de New Hampshire.

Os dois músicos responsáveis ​​pela música ao vivo estavam tocando muito alto e perfeito demais pelo que saiu do sistema de som.

“Mesmo com meu treinamento musical, levei um tempo para descobrir o que estava acontecendo”, diz ela.

“O Compositor queria que a música soasse perfeita e que os músicos parecessem jovens e frescos”.

Enquanto isso, os CDs com música do Compositor eram vendidos feito pães quentes.

“As pessoas gostavam muito da música. Sim, elas não ouviam os músicos tocando ao vivo, mas as faixas gravadas eram músicas originais feitas no estúdio por músicos reais”, explica Hindman.

“Isso tinha que ser dito.”

Este é um dos momentos da entrevista em que ela demostra uma certa admiração pelo Compositor.

Hindman acredita que seu empregador prestou um serviço ao levar música clássica para o público que, de outra forma, nunca teria tido acesso a ela.

“O Compositor aproveitou uma lacuna no mercado”, argumenta. “As pessoas que vieram nos ver realmente queriam ouvir música clássica, mas talvez não pudessem pagar os ingressos … ou talvez se sentissem intimidadas pela formalidade dos concertos mais tradicionais.”

É legal

Também é importante observar que não é ilegal usar faixas pré-gravadas — ou reproduzir — em shows. Esse é um recurso que até grandes estrelas da música como Beyoncé às vezes usam durante suas apresentações ao vivo.

Os músicos clássicos também fazem o mesmo: em janeiro de 2009, um grupo liderado pelo aclamado violoncelista Yo-Yo Ma usou uma faixa pré-gravada durante a posse do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Temia-se que o tempo frio pudesse desafinar ou até danificar os instrumentos.

Ainda assim, Hindman e os outros músicos imitavam regularmente na frente de microfones silenciados. Mas isso teve seu preço.

“Como estávamos apenas imitando os temas, tínhamos tempo para pensar sobre o que estava acontecendo e a falsidade de tudo passava pela minha cabeça”, admite.

“Havia alguns músicos realmente bons que fizeram isso porque tinham dificuldade de encontrar trabalho em outro lugar.”

‘Êxito’

Também não causou problemas de imagem: para as pessoas que moravam em sua pequena cidade natal, na região dos Apalaches, uma das mais desfavorecidas socialmente do país, Hindman havia “triunfado na cidade grande” contra a maré e o vento.

“Meus pais e conhecidos me enviaram mensagens doces ​​dizendo que me viram na televisão e não sabiam dizer o que estava acontecendo. Me senti pressionada a ser vista como um sucesso. De certa forma, isso me fez semelhante ao Compositor.”

E acrescenta: “ele podia compor, mas apenas um pouco. Ainda assim, ele encontrou uma maneira de ter sucesso. Eu fiz o mesmo com o violino.”

Para lidar com as duras horas de trabalho e longas viagens por todo o país, Hindman desenvolveu um vício em cocaína e anfetaminas que contribuíram para a deterioração de sua saúde mental.

Os ataques de pânico se tornaram um companheiro de viagem, até que ela deixou a orquestra e voltou para a casa de seus pais.

Ela tinha 26 anos.

Mais tarde, Hindman conseguiu um emprego como secretária, que também pagava as mensalidades da faculdade para ela.
Segundo Hindman, uma das peças do Compositor ‘pegou emprestado’ passagens da popular canção do filme Titanic (Foto: Getty Images via BBC)

Segundo Hindman, uma das peças do Compositor ‘pegou emprestado’ passagens da popular canção do filme Titanic (Foto: Getty Images via BBC)

Seus estudos em escrita criativa a inspiraram a escrever Soa como Titanic, com base nas reações da plateia a uma das peças do Compositor. Os comentários, ao que parece, não foram equivocados, pois ele “emprestou” trechos da música popular My Heart Will Go On do filme de James Cameron, de 1997, sobre o naufrágio.

Alguns meios de comunicação dos Estados Unidos afirmaram ter identificado o Compositor, mas sua identidade nunca foi confirmada oficialmente.

Embora Hindman tenha entrado em contato com seus ex-colegas enquanto escrevia seu livro, ela nunca mais falou com o Compositor.

“Espero que você concorde com o livro”, diz Hindman, que dá aulas de redação criativa na Northern Kentucky University desde 2014. “Ele não entrou em contato comigo depois que o livro foi publicado, e alguém me disse que ele ainda estava em turnê.”

Mas desta vez, conta ela, parece que seus músicos estão realmente tocando os instrumentos ao vivo.

*Por Fernando Duarte

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*Fonte: epocanegocios

A tentativa de transformar o sofrimento em patologia é o grande marketing da indústria dos psicofármacos

A depressão dá lucro: é o que diz a indústria patologizante que medicaliza o afeto, a tristeza, o sono, os amores, o sentimento de vazio e vende uma ideia de bem-estar, mas que, em algum momento, o sujeito terá que lidar com os sentimentos de uma outra forma.

E medicam tanto que não se tem ânimo para sair de casa, cuidar de si, investir numa relação, fazer rupturas e lidar com perdas. E não se trata aqui de negar que existem casos onde a medicalizacão é necessária.

A sensação de melhora rápida adia aquilo que precisa ser dito e reeditado. Os consultórios, que em um momento de Pandemia foram deslocados, estão vivos (on-line) e repletos de pessoas procurando um lugar de escuta e também de fala para suas dores. Eles estão se dando conta de que não dá para ser forte o tempo todo, solucionar tudo, resolver tudo, não chorar, não sofrer… Perceber que a fragilidade faz parte de nós e, portanto, pedir ajuda não é sinônimo de fracasso.

A tentativa de transformar o sofrimento em patologia é o grande marketing da indústria dos psicofármacos, que vende suas tarjas pretas, que limita o sujeito nas suas possibilidades e saídas para o mal-estar. A ideia do normal e do patológico, precisa ser investigado melhor, assim como uma leitura melhor acima dos diagnósticos e seus efeitos para além das cápsulas.

A psicanálise propõe que o sujeito deprimido volte a fantasiar, faça uma travessia, que facilite o acesso ao imaginário, abrindo espaços para que possa falar das suas dores. Expô-las, ao invés de encobri-las. Todo mundo tem algo a dizer, mesmo que por algum tempo isso não lhe venha à lembrança.

*Por Iza Junqueira Rezende

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*Fonte: revistapazes

Led Zeppelin: autor da capa do 1º álbum ganha fortuna depois de 50 anos

George Hardie, o designer que criou a icônica capa do álbum de estreia do Led Zeppelin, lançado em 1969, recebeu na época £60 (menos de R$400) pelo trabalho, estilizando a queda do lendário LZ 129 Hindenburg em 1937 (clique aqui para ler mais sobre o assunto). Agora, mais de 50 anos depois, o desenho que estava esquecido em um baú lhe garantiu uma aposentaria milionária.

A técnica usada por Hardie, que se aposentou em 2014 como professor de desenho de uma Universidade, consistia em marcar papel vegetal com pequenos pontos pretos para criar uma imagem semelhante a uma foto de baixa resolução, e o trabalho original permaneceu guardado em um baú durante décadas, até que o artista reencontrou o desenho em uma pasta onde um amigo havia escrito “Fundo de pensão do G”, e o ofereceu para uma casa de leilões. Inicialmente a estimativa é que a obra atingisse £25 mil (aproximadamente 160 mil reais), mas no fim das contas ela acabou sendo arrebatada por £260,000 (cerca de 1,7 milhões de reais).

*Por Bruce William

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*Fonte: whiplash

3 hábitos que aumentam o risco de depressão

A depressão é um transtorno grave que requer a máxima atenção. Infelizmente, muitas pessoas acreditam que é uma condição que deve ser ignorada, pensando que aqueles que estão deprimidos são fracos e que não se esforçam o suficiente para ficar bem. Dizem que isso é um capricho ou uma extravagância como muitas outras. No entanto, o risco de depressão existe para todos.

A depressão não se “cura sozinha”. Pelo contrário: quando os seus efeitos não são tratados no tempo devido, podem levar a um desgaste progressivo e outras doenças mais sérias, tanto física como mentalmente.

O estilo de vida é um fator decisivo para nutrir ou superar os estados depressivos. Os hábitos diários influenciam positivamente ou negativamente essa condição. Alguns hábitos fazem com que você se sinta deprimido com mais facilidade, enquanto outros permitem que os sintomas sejam reduzidos e melhoram o seu humor. Neste artigo falaremos sobre três desses hábitos que aumentam o risco de depressão.

“A depressão é alimentada pelas feridas não cicatrizadas”.
– Penélope Sweet –

Hábitos que contribuem para aumentar o risco de depressão

1. Má utilização do tempo livre

A rotina, especialmente se você vive em uma grande cidade, pode causar um grande desgaste emocional. Todos os dias você está exposto a centenas de estímulos, muitos dos quais são agressivos. Nas grandes cidades existe uma atmosfera de estresse generalizado. Você raramente encontra um rosto amigável e tudo acontece rapidamente.

O tempo livre não é apenas um momento de pausa, mas também um tempo determinante para manter a sua boa saúde mental. O problema é que o mesmo ritmo agitado do dia a dia geralmente nos leva a não saber o que fazer no nosso tempo livre. Muitas vezes, simplesmente buscamos quietude e solidão. É verdade que isso contribui para o descanso, mas também nutre a depressão.

O ideal é que o tempo livre seja utilizado para oxigenar o corpo e a mente. Devemos fazer atividades divertidas e agradáveis; isso renova a nossa energia física e mental, traz vitalidade e melhora o humor. É aconselhável cultivar algum hobby, fazer atividades ao ar livre, praticar esportes.

2. Dormir mal

Nada compensa um sono reparador. Enquanto dormimos, o cérebro dispõe de um tempo para se reorganizar e filtrar as informações. Dormir bem faz parte da higiene mental, mas também da boa saúde. O descanso é fundamental para o corpo e a mente.

Passar a noite “em claro” ou dormir mal afeta o nosso humor. Uma das primeiras manifestações é uma hipersensibilidade, que facilmente se transforma em depressão. Ela se expressa através do desânimo, irritabilidade e falta de energia.

Muitas vezes as dificuldades para dormir são causadas pelos problemas que não foram resolvidos e que se manifestam como ansiedade. Ao mesmo tempo, não descansar adequadamente nos torna mais vulneráveis ​​e torna mais difícil a concentração para resolução dos problemas. Isso forma um círculo vicioso que nos leva à depressão.

3. Descuidar da aparência pessoal

Uma das primeiras manifestações da depressão é o descuido com a aparência pessoal. Isto é um sinal de indiferença consigo si mesmo e com o mundo. Às vezes, são episódios pontuais que se resolvem de forma relativamente rápida. Outras vezes, no entanto, se transformam em uma atitude constante.

É claro que não precisamos nos preocupar exageradamente com o tipo de roupa ou o penteado que usamos. Tomar banho, usar roupas limpas e parecer basicamente arrumado faz parte de uma vida saudável. Isso também se estende ao ambiente, ou seja, dentro da aparência pessoal também se encaixa o cuidado com o espaço onde nos movemos e os objetos que nos rodeiam.

Quando há depressão, tanto a aparência como a ordem do lugar onde vivemos ou trabalhamos passa para um “segundo plano”. As pessoas deixam de lado as suas rotinas básicas de higiene. Da mesma forma, os seus objetos pessoais e móveis são completamente negligenciados. O inverso também é verdadeiro. Cuidar de nós mesmos e organizar o espaço onde vivemos são fatores que melhoram o nosso humor.

A vida nunca está livre de tristezas e dificuldades. Muitas vezes perdemos o interesse em viver e ficamos doentes. Por isso, é importante se cuidar e se proteger, para não permitir que em alguns momentos da vida os sentimentos negativos nos invadam e nos afetem emocionalmente. Adotar hábitos saudáveis e descartar hábitos nocivos é sempre o melhor escudo contra o risco de depressão.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Seu corpo não digere chiclete. O que acontece quando você o engole?

Responsáveis por crianças sempre alertam seus pequenos para que eles não engulam chicletes. Enquanto muitos acreditam que um pedaço de chiclete engolido pode levar sete anos para ser digerido, outros pensam que ele pode entupir a passagem do bolo fecal no intestino. Mas o que realmente acontece com a goma-base quando ela passa pelo sistema digestivo?

A goma de mascar é feita de materiais naturais ou sintéticos, conservantes, aromas artificiais e adoçantes. O corpo consegue absorver adoçantes e açúcares, mas não consegue digerir a resina da goma.

O médico Michael Picco, da respeitada Mayo Clinic (EUA), responde à esta pergunta: “Se você engolir chicletes, é verdade que o seu corpo não consegue digeri-lo. Mas a goma não fica no seu estômago. Ela se move de forma relativamente intacta através do seu sistema digestivo e é excretada nas fezes”. A goma pode levar até 40 horas para deixar seu corpo, levando o mesmo tempo que os outros alimentos para serem excretados.

Quando ir ao médico?

Ou seja, apesar de a goma de mascar ser feita com objetivo de ser mascada, e não engolida, ela normalmente não é prejudicial à saúde. Em casos muito raros, em que crianças engolem uma grande quantidade e já têm problemas anteriores de constipação, essa bola de chicletes pode provocar um bloqueio no intestino.

Isso pode acontecer tanto por quem engole vários pedaços de goma de uma vez só quanto por quem engole pequenas quantidades em um período curto de tempo. O problema costuma ser pior se a goma é engolida junto com objetos estranhos como moedas e peças de plástico ou então com alimentos fibrosos que não são digeridos, como sementes de girassol.

Os sintomas de bloqueio incluem:

dor abdominal;
constipação;
vômito;
diarréia;
inchaço abdominal;
falta de apetite.

Se você acha que tem um bloqueio intestinal, procure ajuda médica. Pode ser necessário que o paciente passe por cirurgia para corrigir o bloqueio.

O maior perigo para crianças que engolem chicletes costuma ser o sufocamento, pela obstrução das vias aéreas. Este tipo de acidente é mais comum em crianças pequenas, de até quatro anos, por elas ainda não mastigarem bem e por terem a garganta pequena.

É por este motivo que o hábito de engolir chicletes deve ser desencorajado, especialmente em crianças. Crianças com menos de cinco anos devem ficar longe desta guloseima, uma vez que ainda não compreendem a importância de não engolir a goma e ainda não conseguirem mastigar e engolir muito bem. [Mayo Clinic, Healthline]

*Por Juliana Blume

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*Fonte: hypescience

14 mitos e verdades sobre a ansiedade

1. Animais de estimação podem ajudar pessoas ansiosas

VERDADE. Sabe aquela alegria ao encontrar seu animal de estimação ao chegar em casa? Pois é, estudos apontam que conviver com um bichinho traz inúmeros benefícios para a saúde — entre eles, diminuir a ansiedade. Segundo uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Virgínia (EUA), após sessões de recreação e terapia assistida com os pets, pacientes com distúrbios psicóticos, do humor e outros transtornos foram avaliados e apresentaram reduções significativas nos índices de ansiedade.

2. Certas bebidas amenizam e outras intensificam os sintomas da ansiedade

MEIA VERDADE. Água com açúcar, chás, bebidas com cafeína… Dependendo do momento e da sua situação, é bem provável que uma bebida quente traga algum conforto. Porém, é preciso dizer: chá de camomila e suco de maracujá, por exemplo, têm apenas efeito placebo (aquele sentimento de cura que não tem comprovação científica), ou nenhum efeito. “De maneira geral, para apresentar algum resultado, essas bebidas precisam ser ingeridas em grande quantidade”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva.
Já substâncias como a cafeína, presentes em alguns tipos de chás, refrigerantes em geral, achocolatados e, principalmente, no cafezinho, interferem nos níveis de vários neurotransmissores, funcionando como estimulantes. Em alguns casos, é possível associar a cafeína à ansiedade, dependendo da quantidade ingerida e do organismo de cada indivíduo.

3. A ansiedade está ligada ao envelhecimento

MEIA VERDADE. Não é que a pele fique mais enrugada instantaneamente ou que os pés de galinha se multipliquem. Mas, em nível celular, esse envelhecimento precoce pode mesmo acontecer. Transtornos de ansiedade podem ter conexão com o envelhecimento precoce das células de pessoas de meia-idade — é isso que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Bringham and Women’s Hospital, ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Durante a pesquisa, o envelhecimento celular precoce era uma característica comum em todas as mulheres que descreveram sintomas do transtorno de ansiedade. Nessas participantes, as células aparentavam ser seis anos mais velhas que o normal.

4. Afastar-se da causa da ansiedade faz com que ela suma

MITO. Evitar a ansiedade tende a reforçá-la. De acordo com a Anxiety and Depression Association of America (ADAA), suprimir seus pensamentos torna-os mais fortes e frequentes. Esquivar-se do sentimento não é uma boa saída, pois passa a impressão de que nada está acontecendo — e quanto mais se evita o problema, pior ele fica. Inclusive, em fobias, as técnicas costumam ser de enfrentamento e não de evitação – passo a passo o paciente é aproximado do motivo da fobia.

5. Exercícios respiratórios podem ajudar durante crises

VERDADE. A respiração é um dos mecanismos de controle durante uma crise de ansiedade, mas seus efeitos variam para cada pessoa. Os exercícios respiratórios se mostram eficazes e estão presentes na terapia cognitivo-comportamental e na meditação, ambas eficazes no tratamento da ansiedade.

6. Bebidas alcoólicas ajudam a combater a ansiedade

MITO. Após um longo dia de trabalho, uma cerveja gelada no bar não é nenhum pecado, não é mesmo? Só que nem sempre aquele happy hour é inocente. Em muitos casos, as pessoas com ansiedade podem recorrer a artifícios como as bebidas, para tentar escapar de uma sensação, que, na verdade, precisa de acompanhamento médico. A impressão de tranquilidade trazida após goles e goles é passageira – e pode acarretar ainda mais problemas, como a dependência. Um artigo publicado pelo Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo (EUA) explica que pessoas com altos níveis de ansiedade relatam que o álcool as ajuda a se sentir mais confortáveis em situações sociais. Assim, não é surpreendente que indivíduos com transtorno de ansiedade social clinicamente diagnosticado tenham uma maior incidência de problemas relacionados ao álcool do que a população em geral, graças ao alívio temporário.

7. Impotência e ejaculação precoce são sintomas de ansiedade

MEIA VERDADE. Um grau leve da sensação pode ser positiva para homens e mulheres – induz a excitação e pode até facilitar o orgasmo. No entanto, casos mais graves de ansiedade são realmente prejudiciais. Homens com ejaculação precoce podem ter até 2,5 vezes mais chance de ter ansiedade grave. Há estudos que indicam prevalência de homens que apresentam disfunções sexuais entre os diagnosticados com transtornos de ansiedade.

8. Ter um hobby combate a ansiedade

MEIA VERDADE. Hobbies e passatempos em geral podem auxiliar pessoas com sintomas de ansiedade. Entretanto, se o indivíduo já foi diagnosticado com transtorno de ansiedade, apenas atividades ocupacionais ou de lazer não serão suficientes para que ele se cure. “Quando você usa medicação, psicoterapia e acrescenta hobbies, você ajuda o tratamento. Mas sempre temos que diferenciar a ansiedade sintoma da ansiedade doença”, afirma Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. Ou seja, apenas um ansioso não patológico pode melhorar.

9. Lugares, objetos e até cheiros podem gerar crises de ansiedade

VERDADE. Uma pessoa com transtorno de ansiedade pode ficar mais sensível até diante de uma situação corriqueira. De acordo com o presidente da ABP, lugares, objetos e cheiros podem, sim, agir como gatilhos para o aparecimento de sintomas da ansiedade e estão relacionados às vivências anteriores de cada indivíduo.

10. Ansiedade pode ter relação com doenças gastrointestinais

VERDADE. De acordo com um estudo realizado na McMaster University, no Canadá, o intestino humano abriga quase 100 trilhões de bactérias que são essenciais para a saúde — inclusive para sua cabeça. As vias de comunicação estabelecidas pelo intestino incluem, por exemplo, o sistema nervoso e o sistema imunológico. A pesquisa sugere, com base em recentes descobertas, que a microbiota intestinal é um importante fator na forma como o corpo influencia o cérebro e interfere no risco de doenças, incluindo ansiedade e transtornos de humor.

11. Maconha causa ansiedade

MEIA VERDADE. O uso da maconha pode despertar ansiedade da mesma forma que pode aliviar a tensão, tudo depende de como é usada: quantidade, experiência prévia e contexto. Pesquisas têm demonstrado o envolvimento da maconha na regulação das emoções. O artigo publicado pelo periódico científico Revista da Biologia, da USP, explica que o uso da cannabis pode causar efeitos ansiolíticos, ansiogênicos ou ocorrência de ataques de pânico. Usuários crônicos, de acordo com a publicação, relatam uma redução na ansiedade e alívio da tensão após
o consumo, uma das razões para o uso contínuo da maconha.
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12. Drogas sintéticas como LSD podem funcionar em tratamentos contra ansiedade

MEIA VERDADE. A revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA publicou um estudo no final de 2016 que aponta que, em muitos distúrbios psiquiátricos, o cérebro age em padrões automatizados e rígidos. Nesses casos, as substâncias alucinógenas trabalham para quebrar as desordens. Ou seja: as drogas podem desligar os padrões que causam os transtornos e, assim, atuar no tratamento de problemas psicológicos. Vale lembrar que possíveis terapias teriam de ser acompanhadas por profissionais.

13. A ansiedade tem causas genéticas e ambientais

VERDADE. Os transtornos de ansiedade também estão relacionados à hereditariedade, ou seja, às informações genéticas que você recebe de seus pais. Fatores ambientais, como a exposição ao chumbo, “atuam como desencadeadores da patologia”, como afirma o presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva.

14. Tentar se distrair ajuda a acalmar pessoas ansiosas

MEIA VERDADE. Ações que distraem (como espreguiçar-se, contar o número de lâmpadas do ambiente ou enumerar objetos que estejam ao redor) são capazes de relaxar e retirar as pessoas do foco. Mas, atenção: isso só é válido para uma crise de ansiedade comum, diferente de crises em que a ansiedade já está no estágio de transtorno ou doença.

*Por Brenda Vidal e Renata Cardoso

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*Fonte: superabril

Os eternos namorados do mundo animal

Enquanto na espécie humana a monogamia tende a ser cada vez mais rara, outras espécies do reino animal nos mostram que a fidelidade conjugal pode ser uma boa opção.
Conheça alguns exemplos de relacionamentos monogâmicos bem sucedidos na escala animal.

Arara
Essas aves coloridas e majestosas são também bastante fieis aos seus parceiros. Vivem em grupos ou apenas em casais, e tanto machos como fêmeas realizam a tarefa de cuidar dos filhotes. Durante o período de incubação dos ovos, o macho é responsável pela alimentação da fêmea.

Pinguim-imperador
Espécie conhecida pela monogamia, o Pinguim Imperador tem outra característica bastante peculiar: o macho colabora com a fêmea na função de chocar o ovo. A fêmea coloca o ovo no final do outono e, durante o inverno, esse ovo é incubado pelo macho.

Cavalo Marinho
Além de escolherem um único parceiro, nessa espécie é o macho que engravida, pois ele possui uma bolsa incubadora em que transporta os ovos depositados pela fêmea.

Apesar de carregarem os filhotes, os machos têm todas as outras características masculinas: produzem espermatozoides e hormônios específicos do próprio sexo.

Coruja
Monogâmicas por natureza, as corujas vivem em família, e o cuidado com os filhotes é papel tanto do macho quanto da fêmea.

A comunicação entre os casais de corujas, através de cânticos noturnos, é extremamente eficiente, o que já não podemos dizer da comunicação entre muitos casais de humanos.

Dik-dik
Os Dik-diks são pequenos antílopes africanos, que medem em media 60 cm de comprimento e 35 cm de altura. Esses animais não costumam ter mais de um parceiro sexual durante a vida, contudo, caso aconteça, são animais extremamente fieis.

*Por Mayara Rosa

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*Fonte: ciclovivo

 

O Dalai Lama irá lançar disco de New Age e já liberou a primeira música

Se tem uma coisa que o mundo inteiro está precisando urgentemente em 2020 é de um bom relaxamento. E parece que teremos uma excelente trilha sonora para isso assinada pelo próprio Dalai Lama.

Consistindo de mantras e cantos da figura máxima do budismo tibetano sendo falados por cima de uma cama instrumental que se envereda pela new age e até mesmo com um quê de post rock assinado pelos artistas neozelandeses Junelle e Abraham Kunin, o disco Inner World já ganhou single.

Você pode ouvir “Compassion” logo abaixo, a prévia do disco que chega em 6 de Julho e coincide com o aniversário do líder religioso.

Disco do Dalai Lama

Contando sobre como foi trabalhar com o Dalai Lama (via CoS), Junelle Kunin revela que a ideia surgiu de uma carta entregue por ela a um dos assistentes do líder, sugerindo o projeto que irá florescer em breve com 11 faixas.

Ela fala ainda que ele esteve “muito empolgado” a ponto de “explicar a ela a importância da música” durante as gravações. Kunin diz:

Ele se inclinou e seus olhos brilhavam, e seus dedos se esfregavam em conjunto e ele [falou] sobre como a música pode ajudar pessoas de uma forma que ele não pode; ela pode transcender diferenças e nos retornar à nossa verdadeira natureza e aos nossos bons corações.

Poderoso, hein? Vale lembrar que toda a renda líquida proveniente do disco será doada ao Instituto Mind & Life e ao programa educacional internacional Social, Emotion and Ethical Learning que foi desenvolvido pelo próprio Dalai Lama juntamente à Emory University.

*Por Felipe Ernani

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*Fonte: tenhomais

Apenas sentir o cheiro de café já diminui o estresse, revelam pesquisadores

Que o café é uma das bebidas mais apreciadas e consumidas no mundo todo mundo sabe. Tanto que poderia facilmente ser considerado a oitava maravilha do mundo.

É uma delícia que vai além do sabor, o café é um estimulante que nos revigora, nos deperta e nos faz ficar mais concentrados. Há ainda quem se anime de manhã apenas em sentir o cheiro do café sendo preparado.

Mas sabia que apenas sentir o cheiro do café pode trazer benefícios para pessoas estressadas?

Foi o que descobriu pesquisadores da universidade coreana Seoul National University. O estudo publicado no Journal of Agriculture and Food Chemistry provou que apenas cheirar o grão de café torrado pode despertar genes que diminuem o estresse.

A equipe investigou os cérebros de ratos induzidos ao estresse causado pela falta de sono e depois avaliou os efeitos realizando análises genéticas e de proteínas no tecido cerebral.

Descobriram que esses ratos expostos ao delicioso aroma do café tiveram mudanças nas proteínas cerebrais relacionadas ao estresse e também ativou uma proteína conhecida por ter uma função antioxidante.

Concluindo, o aroma do café altera perfis de proteínas que tem função antioxidantes ou anti-stress. Este estudo é o primeiro passo para entender os efeitos do aroma do café.

Um bom dia começa com um bom café! As manhãs podem ser muito mais relaxantes já que o estresse pode diminuir só de sentir o cheiro do café!

*Por Marcia Lourenço

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*Fonte: ideiasnutritivas

Vírus capaz de eliminar todos os tipos de câncer começa a ser testado em humanos

Cientistas projetaram um novo vírus, baseado na varíola bovina, capaz de eliminar todos os tipos conhecidos de células cancerígenas em uma placa de Petrie.

Verificou-se que o tratamento chamado CF33 encolhe tumores em camundongos e espera-se que seja testado em em outros pacientes com câncer no início do próximo ano.

Projetado pelo especialista em câncer dos EUA, o Professor Yuman Fong, o tratamento está sendo desenvolvido pela empresa de biotecnologia australiana Imugene, que licenciou a inovação.

O estudo, a ser realizado na Austrália e em outros países, registrará pacientes com câncer de mama triplo negativo, melanoma, câncer de pulmão, bexiga, câncer de estômago e intestino. Os pesquisadores acreditam que isso mostrará onde o tratamento é mais eficaz.

O professor Fong está esperançoso que o tratamentpo vá surtir efeitos em seres-humanos, porque uma série de outros vírus mais específicos para eliminar o câncer já estão se mostrando eficazes no combate ao câncer em humanos.

Cientistas americanos transformaram o vírus que causa o resfriado comum em um tratamento para combater o câncer no cérebro – em alguns pacientes o câncer desapareceu por anos antes de retornar, em outros ele encolheu consideravelmente os tumores.

Uma forma modificada do vírus da herpes está sendo usada para tratar o melanoma. Ajuda o sistema imunológico do corpo a reconhecer e destruir tumores e, em seguida, encontra outras células de melanoma por todo o corpo e as mata.
O professor Yuman Fong que projetou o vírus Foto: News360

O pesquisador australiano Tom John, do Instituto de Pesquisa de Câncer Olivia Newton John, testou recentemente outro tratamento contra vírus em combinação com a imunoterapia Keytruda em 11 pacientes com câncer de pulmão e 3 pacientes viram seus tumores encolherem.

O professor Fong disse que a varíola bovina é inofensiva em humanos e a misturou com vários outros vírus que os testes mostraram que poderiam matar o câncer.

O tratamento inovador fará com que os pacientes com câncer injetem o vírus diretamente em seus tumores, onde é esperado que infectem as células cancerígenas e as explodam.

Espera-se que o vírus alerte o sistema imunológico de que existem células cancerígenas no corpo e o leve a procurar e eliminar outras células doentes.

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*Fonte: psicologiasdobrasil

Vídeo mostra rotação da Terra em timelapse centralizado no céu

Sequência hipnotizante foi feita na Namíbia

Que o planeta Terra gira em torno de si mesmo, o movimento conhecido como rotação, todos sabem, e diversos vídeos já foram feitos para registrar o feito em diversas perspectivas. Agora, o fotógrafo Bartosz Wojczynski decidiu inovar e se concentrou no céu de Tivoli, na Namíbia, para criar um timelapse hipnotizante.

Para conseguir tal efeito, o fotógrafo polonês focou sua câmera em um ponto da atmosfera, registrando uma imagem por minuto. Para criar a versão final do vídeo, Wojczynski repetiu a sequência de fotos 60 vezes, construindo uma sequência com 24 minutos.

Este não é seu único vídeo nesse estilo. O fotógrafo possui um canal no YouTube com diversos registros impressionantes, mostrando, inclusive, o seu processo de criação.

*Por Guilherme Preta

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*Fonte: olhardigital

O papel da vitamina D na redução do risco e da letalidade do coronavírus

Nova pesquisa COVID-19 encontra relação em dados de 20 países europeus.

Um novo estudo encontrou uma associação entre baixos níveis médios de vitamina D e altos números de casos de COVID-19 e taxas de mortalidade em 20 países europeus.

A pesquisa, liderada pelo Dr. Lee Smith, da Universidade Anglia Ruskin (ARU), e por Petre Cristian Ilie, urologista principal do Lynn NHS Foundation Trust do Queen Elizabeth Hospital King, é publicada na revista Aging Clinical and Experimental Research .

Estudos observacionais anteriores relataram uma associação entre baixos níveis de vitamina D e suscetibilidade a infecções agudas do trato respiratório. A vitamina D modula a resposta dos glóbulos brancos, impedindo-os de liberar muitas citocinas inflamatórias. Sabe-se que o vírus COVID-19 causa excesso de citocinas pró-inflamatórias.

Itália e Espanha experimentaram altas taxas de mortalidade por COVID-19, e o novo estudo mostra que ambos os países têm níveis médios mais baixos de vitamina D do que a maioria dos países do norte da Europa. Isso ocorre em parte porque as pessoas no sul da Europa, principalmente os idosos, evitam sol forte, enquanto a pigmentação da pele também reduz a síntese natural de vitamina D.

Os níveis médios mais altos de vitamina D são encontrados no norte da Europa, devido ao consumo de óleo de fígado de bacalhau e suplementos de vitamina D e, possivelmente, menos evitação solar. Os países escandinavos estão entre os países com o menor número de casos de COVID-19 e taxas de mortalidade por cabeça de população na Europa.

O Dr. Lee Smith, Leitor de Atividade Física e Saúde Pública da Universidade Anglia Ruskin, disse: “Encontramos uma relação bruta significativa entre os níveis médios de vitamina D e o número de casos de COVID-19 e, principalmente, as taxas de mortalidade de COVID-19, por cabeça de população nos 20 países europeus.

“Foi demonstrado que a vitamina D protege contra infecções respiratórias agudas, e os adultos mais velhos, o grupo mais deficiente em vitamina D, também são os mais seriamente afetados pelo COVID-19.

“Um estudo anterior constatou que 75% das pessoas em instituições, como hospitais e casas de repouso, eram severamente deficientes em vitamina D. Sugerimos que seria aconselhável realizar estudos dedicados analisando os níveis de vitamina D em pacientes com COVID-19 em diferentes graus gravidade da doença. ”

O Sr. Petre Cristian Ilie, urologista chefe do Lynn NHS Foundation Trust do Hospital Queen Elizabeth, disse: “Nosso estudo tem limitações, no entanto, principalmente porque o número de casos em cada país é afetado pelo número de testes realizados, bem como as diferentes medidas tomadas por cada país para impedir a propagação da infecção. Finalmente, e importante, é preciso lembrar que correlação não significa necessariamente causalidade. ”

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*Fonte:

Spotify não terá mais limite para músicas e discos favoritos

O Spotify acaba de anunciar em seu blog que vai aumentar a capacidade dos usuários de incluírem músicas e álbuns em suas bibliotecas. Desta forma, a empresa atende um pedido que vem sendo feito por seus assinantes desde de 2014.

Programada para ocorrer nos próximos dias, a alteração irá dar espaço ilimitado a quem deseja salvar as canções e os discos de seus artistas preferidos em sua aba de favoritos. Antes, quem chegasse ao limite de dez mil itens salvos, via a seguinte mensagem:

Coleção épica, meu amigo! Não há mais espaço na sua biblioteca. Para economizar mais, você precisa remover algumas músicas ou álbuns.

Not today! Agora todos podemos curtir o Spotify de forma “ilimitada”.
Spotify e “Meia” Mudança

Ilimitada, mas não muito! Afinal, a empresa avisou que os conteúdos offline continuam tendo o limite de dez mil itens, que podem ser baixados em até cinco dispositivos diferentes. Playlists também continuam tendo limite de até dez mil faixas.

Ou seja, a alteração é para a inclusão na parte de “Favoritos”.

Se alguns usuários ainda continuarem vendo a mensagem acima nos próximos dias, o Spotify avisa que é só esperar até que todas as contas sejam afetadas pela mudança.

A grande questão que ficou na minha cabeça agora é: alguém neste universo conseguiu fazer uma playlist com dez f*cking mil músicas?

*Por Felipe Tellis

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Você nunca mais vai fazer xixi em pé depois desse vídeo definitivo sobre higiene

A QS Supplies, uma das principais empresas de equipamentos para banheiros do Reino Unido, decidiu fazer uma profunda pesquisa acerca dos hábitos dos homens na hora de urinar. O trabalho rendeu incríveis descobertas sobre como urinar em pé é completamente anti-higiênico. O vídeo definitivo utilizou a luz ultra-violeta para exibir o trajeto das gotinhas de urina escapando do vaso.

O estudo ainda ensina quais são os jeitos mais adequados de urinar. Segundo as imagens, ‘mirar‘ em direção a parte frontal interna do vaso é a maneira menos espalhafatosa de expelir urina. Ainda assim, os ingleses reiteram que fazer xixi sentado ainda é a opção mais higiênica.

Pesquisa ainda mostrou que uma boa parte dos homens acredita que urinar sentado é algum tipo de ofensa a masculinidade

“Quando simulamos a micção – ato de expelir urina – sentada de um homem, houve um número significativamente menor de respingos, confinados à parte inferior da frente do vaso sanitário e da borda dianteira”, revela o estudo.

A pesquisa da empresa inglesa ainda apontou que apenas 3 em cada 10 homens faz xixi sentados e que 1 terço deles acreditam que essa é uma maneira ‘não-masculina‘ (independente do que isso signifique) de urinar. Apenas 1 a cada 5 mulheres pensa desse jeito. Para encontrar esses dados, mais de 1000 pessoas foram entrevistadas.

Outra informação interessante mostrada pela QS Supplies, é que a maioria dos homens na pluralidade, 31%, mira na parte de trás do vaso, mais íngreme. Segundo o que os vídeos mostram, essa forma de urinar acaba espalhando xixi até para fora das bordas do vaso sanitário, sendo comprovadamente a maneira menos higiênica de urinar.

Confira o vídeo que resume as melhores maneiras de urinar em pé (em inglês):

*Por Yuri Ferreira

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*Fonte: hypeness

Mistérios da madrugada: ”Por que eu acordo sempre às 3h da manhã?”; saiba quais hipóteses explicam este fenômeno

Veja o que pode estar causando noites em claro às três horas da manhã

Você nunca consegue dormir por longas horas seguidas e sempre tem o sono interrompido misteriosamente entre as 3h e 4h sem que um ruído o tenha acordado ou não foi vontade de ir ao banheiro? Saiba que você não está sozinho. Mas o que explica tanta gente vivenciando o mesmo fenômeno?

1) ESOTÉRICOS e RELIGIOSOS associam este horário a energias negativas e especulam que às 3h da manhã pode significar a “Hora do Diabo” partindo da ideia de há uma intensa atividade demoníaca neste horário. Os religiosos que defendem esta hipótese afirmam que os livros bíblicos de Mateus, Marcos e Lucas destacam que Jesus morreu na nona hora, no cálculo atual isso significa às três horas da tarde, no entanto, satanás atua de “cabeça para baixo” no sentido figurado e prefere a escuridão.

2) A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA associa os órgãos do nosso corpo a horários determinados e explica que se um indivíduo possui um organismo saudável com rotinas de sono bem estabelecidas, provavelmente terá predisposição a acordar por volta das 3h da manhã por que neste horário o fígado está mais ativo.

3) Do ponto de vista PSICOLÓGICO, acordar às 3h da manhã pode significar que o indivíduo sofre com estresse causado por depressão e ansiedade ou então fatores neurológicos relacionados ao sono podem estar causando este fenômeno.

A terapeuta Roberta Rocco explicou em seu canal no YouTube que revistas científicas comprovaram que quando um indivíduo vivencia um forte trauma, seu cérebro o acorda durante o momento que ele tenta realizar a reparação emocional, ou seja, quando você está dormindo profundamente, geralmente às 3h da manhã.

“Se você passou por um estresse muito forte, é muito comum em traumas ou acidentes que você tenha dificuldade para dormir e acorda às três da manhã”, destacou.

Ela contou que quando o cérebro está em processo de reparação, traumas do passado tendem a voltar e para que não haja um edema cerebral, o órgão envia alertas ao organismo para que ele desperte.

“Quando existe inflamação no corpo, você tende a inchar, gerar edemas, produzir líquidos no corpo e o mesmo ocorre o seu cérebro. Então seu corpo automaticamente desperta você às 3h da manhã porque você está produzindo líquidos demais”, revelou.

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*Fonte: bonsfluidos

 

9 alimentos que ajudam a substituir a proteína animal

Uma das principais preocupações de quem opta por uma dieta vegetariana ou vegana está no equilíbrio para que o organismo não sinta a falta de nenhum nutriente importante. Os questionamentos sobre a obtenção de proteína são alguns dos mais comuns.

Os alimentos de origem animal são, em sua maioria, ricos em proteína. Mas, isso não significa que eles sejam as únicas opções. Alguns vegetais podem ser até mais eficientes e, quando consumidos em variedade, são melhores ainda.

O livro “Nutrição Moderna na Saúde e na Doença”, de Maurice E. Shils, apresenta os cuidados e soluções para que uma dieta vegetariana seja bem sucedida em pessoas de qualquer idade. Sobre as proteínas, a publicação confirma que é possível substituir a proteína animal pela vegetal sem problemas: “Um único alimento vegetal, se usado como a única fonte de proteína, pode provar-se inadequado; entretanto, isto é provável ocorrer somente em um teste de pesquisa. Misturas apropriadas de alimentos vegetais são equivalentes à proteína animal em qualidade”.

Diante disso, o CicloVivo preparou uma lista com nove alimentos ricos em proteína, que podem ajudar a substituir as carnes:

1. Amêndoa
Por ser prática, a amêndoa é uma ótima opção para completar os lanches nos intervalos das refeições. Além de oferecer saciedade e gordura boa ao corpo, a cada cem gramas deste alimento é possível ingerir 21,1 gramas de proteínas.

2. Amendoim
Além de ser mais barato que a amêndoa, o amendoim também é mais rico em proteína. São 26 gramas de proteína a cada cem gramas do alimento. Mesmo assim, não é permitido exagerar em seu consumo, devido à quantidade de gordura que ele possui.

3. Soja
A soja é outra excelente alternativa para quem quer substituir o consumo de carnes. Além de poder ser consumida em grãos, ela também é a fonte para diversos alimentos, como o tofu, leite, carne, entre outras coisas. Cada cem gramas de soja possui 34 gramas de proteínas.

4. Quinoa
A quinoa é um excelente acompanhamento para diversos pratos, inclusive para lanches simples intercalados com as refeições. Além de ser prática, ela é rica em nutrientes e ajuda a manter o organismo funcionando sempre bem. A cada cem gramas de quinoa, são encontrados 14 gramas de proteína.

5. Feijão
Um dos alimentos preferidos dos brasileiros também é rico em nutrientes e um ótimo aliado de quem opta por uma dieta vegana ou vegetariana. São 6,6 gramas de proteína a cada cem gramas de feijão.

6. Lentilha
Com diversas propriedades semelhantes às do feijão, as lentilha também é uma boa opção, principalmente para quem quer variar o acompanhamento do arroz. Cada cem gramas de lentilha possui 9,1 gramas de proteínas.

7. Arroz
Quando o arroz é combinado com o feijão ou outras leguminosas, como a lentilha ou ervilha, ele potencializa a síntese de proteínas. Mesmo que este não seja o seu principal nutriente (são dois gramas de proteína a cada cem gramas de arroz) é importante incluí-lo na dieta para garantir que os outros alimentos serão ainda mais eficientes.

8. Abacate
Entre as frutas, o destaque vai para o abacate. Além de ser uma ótima fonte de potássio e de vitaminas A e C, esta é a fruta com maior teor de proteína. Cada cem gramas de abacate tem, em média, dois gramas de proteína.

9. Espinafre
O espinafre é rico em cálcio, magnésio, potássio vitaminas A e C e também em proteína. A cada cem gramas de espinafre, é possível obter 2,9 gramas de proteína.

*Por Mayra Rosa

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*Fonte: ciclovivo

Por que não devemos beber café em copo de plástico?

Copos plásticos podem ser muito práticos e higiênicos, mas seu uso indiscriminado acaba gerando uma quantidade de resíduos que poderia facilmente ser evitada, ainda mais em escritórios, onde pessoas passam grande parte do dia.

Como se a questão dos resíduos não fosse o suficiente para uma escolha ecológica, saiba que os recipientes também podem liberar substâncias tóxicas quando submetidos a altas temperaturas.
Cafezinho do mal

O plástico é fabricado com diferentes materiais, conforme sua aplicação, mas tanto copos quanto canudos são feitos com uma variedade que utiliza Bisfenol A (BPA) em sua composição.

Segundo o Omilights, testes mostram que 95% das pessoas que consumiram bebidas quentes em copos plásticos apresentaram altas concentrações de BPA em análises de urina.

Você provavelmente já tomou algo quente em um copo plástico, mas talvez fosse a hora de rever esse comportamento, caso ele seja frequente.

Afinal, o Bisfenol A está associado a uma infinidade de problemas, como diminuição da imunidade, obesidade, infertilidade e desequilíbrios hormonais.
Identificação do Plástico

Plástico

Para identificar o tipo de plástico utilizado na confecção de determinado objeto, existe uma marcação por códigos que é identificada facilmente.

 

 

 

 

 

 

As setas em forma de triângulo mostram que ele é reciclável, com o número presente no interior do símbolo indicando o tipo de material utilizado na fabricação.

Cada um possui características específicas, mas, como estamos falando sobre temperatura e liberação de elementos tóxicos, é bom lembrar que a marcação com o número 5 ou ”PP” significa que foi utilizado o polipropileno, material que pode ser levado ao micro-ondas sem riscos, pois libera uma quantidade ínfima de compostos químicos quando aquecido.

Já o uso do policarbonato, que utiliza o BPA em sua composição, é indicado pelo número 7. Quando não submetido a altas temperaturas, o material é seguro; por outro lado, ao ser exposto ao calor, libera compostos químicos que podem ser prejudiciais à nossa saúde.

Agora, você já sabe: quando for tomar um cafezinho fora de casa, sempre confira o tipo de copo, pelo bem da sua saúde.

*Por Davson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Quão perigosas podem ser as vespas assassinas’?

A vespa gigante asiática (Vespa mandarinia), um tipo de zangão com cinco centímetros de comprimento, chegou recentemente aos Estados Unidos. Alguns vídeos e fotos divulgados nas redes sociais têm mostrado a violência com a qual esse inseto atinge colmeias de abelhas comuns, que são decapitadas em instantes.

Em entrevista ao jornal The New York Times, a entomologista May Berenbaum, da Illionois University, cunhou o termo “beepocalypse” para definir a chegada das “vespas assassinas” à América do Norte. “Elas são inimigas juradas das abelhas. Eu diria o pior pesadelo de uma abelha. Provavelmente, o pior pesadelo de muitas pessoas também”.

Não se sabe ainda como esses predadores chegaram aos Estados Unidos, mas foi provavelmente em algumas carga vinda do exterior e, uma vez liberadas na natureza, as populações rapidamente se multiplicaram.

Face a ameaça às abelhas comuns, agências governamentais e associações de apicultores das regiões ameaçadas têm realizado ações que tentam localizar e erradicar os ninhos da espécie invasora antes que ela se estabeleça e consiga dizimar a população de abelhas, já tão ameaçadas em função de doenças, pesticidas e perda do habitat.

Ameaças das vespas assassinas

Na busca de ninhos da vespa, os cientistas alertam às populações que não tentem, de forma alguma, matar os insetos por conta própria, nem tampouco remover os ninhos. A orientação é que entrem em contato com as autoridades, visto que entre 30 e 50 pessoas morrem anualmente no Japão vítimas de múltiplas picadas da vespa gigante.

A picada da V. mandarinia é descrita como uma dor excruciante. Seu ferrão é tão comprido que pode atravessar o traje de proteção que os apicultores normalmente usam. Em entrevista à BBC News Brasil, a bióloga Jenni Cena do Departamento de Agricultura do Estado de Washington esclarece que a vespa só ataca humanos caso sejam provocadas ou se sintam ameaçadas.

A toxina liberada pelo veneno da vespa é inferior a de uma abelha comum. Porém, há que se levar em conta que a vespa é muito maior, a quantidade de veneno mais elevada e que o zangão pica várias vezes. Pessoas atacadas descrevem a experiência como sendo esfaqueadas com um alfinete de metal quente.

Porém, a maior ameça continua sendo a sobrevivência das abelhas.

*Por Jorge Marin

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*Fonte: megacurioso

Robô cria música do AC/DC com inteligência artificial; ouça ‘Great Balls’

O canal no Youtube Funk Turkey também usou a ferramenta para fazer uma canção original do Nickelback

Um robô compôs uma música do AC/DC com inteligência artificial. Quer dizer, a ideia para fazer a canção foi do canal no Youtube Funk Turkey, que utilizou algoritmos para criar uma música original, “Great Balls”.

Primeiro, o youtuber usou o site lyrics.rip, que reúne dados do Lyric Genius para compor uma nova letra de música. Em seguida, as melodias foram combinadas com as letras e, por fim, os vocais foram adicionados.

De acordo com o Louder Sound, a canção pega emprestada a melodia de “From Those About To Rock (We Salute You)”. Contudo, a letra é totalmente original, engraçada e confusa.

“Conectando o AC/DC à Inteligência Artificial para gerar letras e eu quase engasguei de rir demais […] A cadeia de Markov – termo matemático para um tipo de processo de probabilidade – do AC/DC é obcecada por bolas, mulheres, armas, cães e ossos”, disse youtuber.

“O cachorro não era um toque jovem demais para emocionar? / Ótimas bolas / Grandes bolas / Muitas mulheres com as bolas” o músico canta imitando a voz de Brian Johnson.

Esta não é a primeira composição do Funk Turkey, O canal do Youtube já tinha usado a ferramenta para compor “Nobody Died Every Single Day”, do Nickelback

Ouça “Great Balls”:

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*Fonte: rollingstone

Por que as pessoas acreditam em signos astrológicos?

Astrologia vs Astronomia

A astrologia e astronomia foram a mesma coisa por muito tempo, as duas eram formas de observação dos astros e tentativas de entender os ciclos que regem o universo, nosso planeta e a vida na terra.

Mas enquanto a astronomia continuou olhando para cima e tentando compreender cada vez mais o espaço, a astrologia continuou parada no tempo e se especializando em olhar para dentro e explicar cada vez mais o que as pessoas querem ouvir.

O efeito Forer

A disposição da mente humana para acreditar que dois eventos não relacionados estão relacionados é chamada de “efeito Forer”. O nome vem de Bertram R. Forer, um psicólogo que conduziu um experimento semelhante. Em 1948, Forer deu um teste de personalidade para cada um de seus alunos.

Ele disse a eles que cada um receberia uma análise de personalidade única, baseada nos resultados do teste, e deveria classificar esta análise em uma escala de 0 (muito ruim) a 5 (excelente), medindo quão bem ela se aplicava a eles.

Na realidade, cada aluno recebeu exatamente a mesma análise. Em média, a classificação que eles deram para essa mesma análise genérica foi de 4,26 em 5 (ou seja, os alunos consideraram sua análise “pessoal” como 85% precisa).

A análise de personalidade dizia coisas como: “Você tem uma grande necessidade de que outras pessoas gostem e admirem você” e “Disciplinado e auto-controlado por fora, você tende a ser preocupado e inseguro por dentro”.

Conclusão:

A astrologia, por não usar o método científico, continua em grande parte defasada. Ela não leva em conta várias descobertas astronômicas, com a precessão dos equinócios, o movimento circular que o polo da terra leva quase 26.000 anos para completar.

Nem mesmo considera outros planetas e constelações que foram descobertos nos últimos séculos. Que se pudessem causar o efeito que os astrólogos alegam que tem, deveriam ter causados pertubações não explicadas na personalidade das pessoas, que levassem uma nova descoberta astronômica, ou astrológica.

*Por Davson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Timelapse de telescópios no Havaí lembra Star Wars

Parece coisa de filme, mas não é. Perfeito para a observação espacial, graças a sua localização e seus 4,2km de altitude, o vulcão havaiano Mauna Kea abriga um observatório composto por telescópios do espectro eletromagnético que lembram muito os canhões de íons de Star Wars.

O fotógrafo Sean Goebel produziu um timelapse impressionante, com imagens capturadas ao longo de vários meses. A Via Láctea ao fundo e os raios laser – que servem para tornar mais nítidas as imagens obtidas – fazem deste um dos vídeos mais impressionantes do mundo da ciência neste início de mês. Confira.

 

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*Fonte: clickrbs

Quebra-cabeça Transparente é novo desafio impossível! Você toparia?

Os quebra-cabeças são um tipo de jogo muito antigo, e que até hoje faz muito sucesso. Mas às vezes temos a impressão que ele não evoluiu muito, perdendo em inovação…

Mas não! Ao contrário do que parece, quebra-cabeças podem sim inovar, como é o caso desse que já mostramos em uma matéria anterior.

E a inovação não pára por aí! Agora temos um tipo de quebra-cabeça transparente, que promete desafiar ao máximo mesmo o mais competente entusiasta de quebra-cabeças nível hard-insano!

O produtoda ‘LittleFlowerPotShop’, apresenta vários níveis de desafio: Fácil, moderado, difícil e louco.

E se você está se perguntando como tudo funciona, é assim: a dificuldade consiste no tamanho das peças e em seu número: quanto mais difícil, mais peças e menor seu tamanho!

No caso do nível louco, são 144 peças diminutas, que tornam a montagem um desafio quase impossível!

Quem comprou o produto garante que ele cumpre muito bem seu papel de quebrar cabeças (não que nós tivéssemos alguma dúvida!). E você, toparia montar um quebra-cabeça transparente? Será que você conseguiria?

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*Fonte: curtoecurioso

Você é uma delas? Poucas pessoas podem criar esse som nos ouvidos

Mesmo quando achamos que não existe mais nada de tão estranho a ser descoberto, a ciência nos surpreende.

Na verdade tudo começou com algumas publicações no Twitter. Segundo as postagens, “Uma parte da população humana pode controlar voluntariamente o tensor tímpano, um músculo dentro do ouvido. A contração desse músculo produz vibração e som. O som é geralmente descrito como parecido com um longo trovão.”

Será que você é uma dessas pessoas? Muitos indivíduos relataram que até usam essa habilidade para evitarem ouvir sons desagradáveis ou até pessoas dando spoiler em filas de cinema!

Infelizmente não existe um método único e garantido pra você seguir caso deseje descobrir se consegue emitir esse som… cada pessoa tem que descobrir o seu modo, mas a maior parte dos que alegaram conseguir fazer esse som dizem que eles contraem o rosto com força, inclusive os olhos.

“Para mim, parece que há uma grande tempestade”, escreveu um usuário do Twitter. “Um trovão reverberando no céu para sempre, com apenas pequenos relâmpagos que não deixam as nuvens”.

Mas afinal que som é esse? Segundo especialistas, esse “fenômeno” nem é exatamente novo, sendo conhecido desde o final do século 19, mas que só agora se popularizou. Eles afirmam que o tensor do tímpano é um músculo que amortece os sons altos, como tempestades e até o som de sua própria mastigação, reduzindo a sonoridade que percebemos.

Algumas pessoas conseguem contrair esse músculo voluntariamente quando não há sons altos para amortecer, e esses músculos contraídos produzem as vibrações e sons relatados por muitas pessoas.

Se você não conseguiu fazer esse som contraindo seu rosto, pode tentar uma “técnica para iniciantes” que é colocar algum outro músculo, como o do braço, perto de seu ouvido e contraí-lo. Dá quase o mesmo efeito segundo aqueles capazes de fazerem o som voluntariamente!

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*Fonte: curtoecurioso

Este barco de pesquisa é a tecnologia mais bizarra que você verá hoje

O bizarro barco que você vê na imagem acima é o RP FLIP, ou “The Research Platform FLoating Instrument Platform” (Plataforma de Pesquisa – Plataforma de Instrumentos Flutuantes).

Construído em 1962, ele é de propriedade do Escritório de Pesquisa Naval dos EUA e opera até hoje sob o controle do Instituto de Pesquisa Scripps, na Base da Marinha em San Diego (EUA).

Com 108 metros de comprimento, o barco pode preencher 91 metros com água de lastro. Uma vez cheio, sobe 90 graus, com os 17 metros de popa atuando como uma plataforma vertical.

Às vezes, o FLIP é ancorado ao fundo do oceano, mas em muitos casos pode flutuar livremente.

A título de estabilidade

Desde que foi criado, o veículo tem servido como uma plataforma móvel para observação e teste de várias propriedades oceânicas.

Como seu propósito inicial era a pesquisa de ondas sonoras subaquáticas, ele precisava ser muito estável. Isso é adquirido pela posição vertical; quando invertido, o FLIP age como uma boia com a maior parte de seu lastro bem abaixo da superfície. A água circundante nessas profundidades não é influenciada pelas ondas da superfície, de forma que a embarcação permanece firme.

Além de ondas sonoras subaquáticas, o FLIP pode estudar muitas outras coisas, como dados meteorológicos e temperatura e densidade da água.

Uma vez que as leituras dos instrumentos podem ser afetadas por vários métodos de propulsão, o FLIP não pode viajar sozinho, e precisa ser rebocado por outro barco.

Você pode assistir o FLIP assumindo a posição vertical no vídeo abaixo e também acompanhar um tour rápido pelo interior do barco. Quando a pesquisa é concluída, um enorme compressor de ar esvazia toda a água que o preenchia e a plataforma retorna à posição horizontal.

A versatilidade do FLIP explica porque as paredes do barco são ao mesmo tempo seu chão, e porque o banheiro tem duas pias. O local precisa ser mantido extremamente limpo. Imagina a bagunça toda vez que ele muda de ângulo!

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Enzima mutante pode decompor resíduos plásticos em poucas horas

A cada dia que passa, nós chegamos mais perto do colapso ambiental. Problemas no meio ambiente, como aquecimento global e buraco na camada de ozônio, são uma ameaça à vida humana, como também é um perigo para a permanência de qualquer ser vivo no planeta Terra. Mas um dos problemas ambientais que mais preocupam é a poluição, e suas consequências.

Dessas, uma forma que está mais evidente é a poluição de plástico que é descartado na natureza. O material pode demorar até mais de 600 anos para se decompor no meio ambiente. De acordo com o estudo de especialistas no assunto, o tempo médio de biodegradação do plástico é de 50 anos para copos plásticos, 200 anos para canudinhos e cerca de 450 anos para garrafas plásticas.

A poluição de plástico acarreta uma infinidade de consequências naturais. Por isso mesmo, o homem deveria ter mais cuidado com o que faz com os produtos ou resíduos de plástico.

Para tentar resolver esse problema, pesquisadores da empresa de desenvolvimento industrial Carbios criaram uma enzima bacteriana mutante que consegue quebrar garrafas de plástico para serem recicladas em apenas algumas horas.
Ação

A reciclagem é uma forma de reaproveitar as matérias-primas que são descartadas e nesse sentido, reciclar significa diminuir a quantidade de resíduos que vêm dos produtos que já foram consumidos pelo ser humano.

A enzima criada pela empresa consegue quebrar garrafas PET de plástico em seus compostos químicos individuais. E eles podem ser neutralizados depois para que se possa fazer novas garrafas.

O plástico reciclável que é feito pelo processo convencional, chamado “termomecânico”, não tem uma qualidade suficientemente alta para que possa ser usado de novo para fazer outras garrafas. Por isso ele é suado para fazer outros produtos, como por exemplo roupas e tapetes.

A reutilização desse plástico também não é só uma questão ambientalista. As empresas podem economizar se beneficiando dessa enzima. Por isso a Carbios fez uma parceria com os principais líderes da indústria, incluindo grandes empresas como Pepsi e L’Oreal, para que eles a ajudassem a desenvolver a tecnologia. E a revista “Nature” publicou um artigo falando sobre essa descoberta.
Enzima

Chamada “PET hydrolase” essa enzima pode quebrar 90% dos polímeros PET em somente 10 horas. “Esta enzima otimizada e altamente eficiente supera todas as hidrolases de PET relatadas até agora”, diz o resumo do artigo.

Essa nova enzima foi identificada pela primeira vez em 2012 em um monte de folhas compostadas.”Foi completamente esquecido, mas acabou sendo o melhor”, disse Alain Marty, da Université de Toulouse, na França, e o diretor científico da Carbios.

Além da vantagem conhecida, essa nova enzima é bem econômica em termos de produção. Segundo os pesquisadores, fabricar um plástico novo a partir do petróleo seria 25 vezes mais caro.

“É um verdadeiro avanço na reciclagem e fabricação de PET”, disse Saleh Jabarin, professor da Universidade de Toledo, Ohio e membro do Comitê Científico da Carbios.

De acordo com Marty, os pesquisadores esperam conseguir testar o potencial industrial e comercial desse material em 2021.

“Nosso objetivo é estar em operação até 2024, 2025, em larga escala industrial”, disse o vice-executivo da Carbios Martin Stephan.

*Por Bruno Dias

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Pandemias do passado, velhas quarentenas e novos ensinamentos

As doenças existem desde que o mundo é mundo, mas as epidemias, como a que vivemos atualmente, ou algo parecido, ocorrem em populações que passam certo tempo sob circunstâncias anormais, por exemplo, sob o desgaste de uma guerra, quando os campos deixam de ser cultivados e a fome se espalha. Mas e agora, por que as andanças do coronavírus em uma cidade do Oriente ocasionou tamanha letalidade mundo afora? Quando foram inventadas as quarentenas? Os Governos se aproveitam das pandemias? Quais são os bodes expiatórios? O medo é manipulado? Ana María Carrillo Farga é historiadora da Medicina, especialista em pandemias e professora do departamento de Saúde Pública da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM). Conversar com ela é como participar de um jogo de perguntas e respostas sobre a história da ciência.

Os dias no deserto

Quem acha que vivemos algo excepcional atualmente deveria saber que as quarentenas existem desde a época dos Estados venezianos do século XIV. Na época se desconhecia o período de incubação das doenças (e muitas outras coisas de caráter científico e sanitário), de modo que se estabeleceu um isolamento arbitrário de 40 dias, um número bíblico, de fato, os que Jesus Cristo passou na sua travessia espiritual pelo deserto. A peste era o demônio da época. As quarentenas não só isolavam ao doente do saudável como também impediam o desembarque de navios que chegassem ao porto, e mesmo assim a população se contagiava misteriosamente… Só no final do século XIX, com o desenvolvimento da bacteriologia (os vírus ainda eram pequenos demais para serem detectados com a tecnologia disponível), o campo do conhecimento saltou da Bíblia para a ciência.

A infância da globalização: duas teorias

Marinheiros e exploradores estenderam os limites do mundo e levaram o comércio além dos estreitos horizontes então vislumbrados. As epidemias naquele tempo eram uma ferramenta de conquista ―por exemplo, a varíola no processo de colonização da Mesoamérica. E tiveram um papel determinante na drástica queda da população ocorrida nos séculos XVI e XVII. Mas quando não foram úteis, buscou-se uma forma de combatê-las. No final do século XVIII havia duas posições a respeito, duas escolas: uns acreditavam na teoria do contágio entre pessoas e defendiam o isolamento (chamado com razão de sequestro). Estes eram os conservadores, os que não queriam mexer em nada, só controlar. Os espanhóis eram destes, para proteger o comércio das suas colônias.

No outro grupo estavam os que defendiam a teoria miasmática, os ingleses entre eles. Acreditavam que os corpos em decomposição, o lixo e as águas residuais emanavam eflúvios que adoeciam a população ao serem inalados. Estes se inclinavam pelo saneamento das cidades e pela melhoria das condições trabalhistas e domésticas como medidas mais eficazes para a saúde pública. Ambos tinham parte da razão; os segundos, se não na causa, pelo menos a respeito das consequências de viver em cidades insalubres. Mas algo continuava escapando ao entendimento: se a tripulação de um navio permanece isolada e não há contato entre pessoas nem circunstâncias ambientais, por que a população em terra acabava se contagiando? Faltava um terceiro elemento: os vetores, geralmente insetos, mosquitos, pulgas…

Uma estratégia internacional

A saúde começou oficialmente a ser um assunto de todos em 1851, na primeira reunião internacional sobre ela realizada em Paris, ainda com uma aparência muito europeia. Em 1881 o evento ocorreu em Washington. “As primeiras convenções sanitárias buscavam proteger os países e regiões da chegada de epidemias, mas tratando de interferir o mínimo possível no livre comércio e no trânsito de pessoas”, diz Ana María Carrillo.

A pauta daqueles encontros tinha outros objetivos secundários, como impulsionar a criação de organismos de saúde nos Governos de cada país ou insistir em que, em caso de pandemia, o conveniente era informar com transparência à comunidade internacional, assim como a pertinência do saneamento de portos e cidades. Preocupavam especialmente naqueles anos o cólera e a peste, que causavam estragos desde meados do século XIX e que foram o estopim destas cúpulas sanitárias. Depois seria a febre amarela.

As duas Guerras Mundiais deixaram seus respectivos avanços neste campo. Depois da Primeira, criou-se a Liga das Nações, com sua respectiva área sanitária, e em 1948 surgiu a Organização Mundial da Saúde (OMS). México, Estados Unidos, Guatemala, Costa Rica e Uruguai já tinham fundado em 1902 a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) que, com o tempo, se tornaria uma filial da OMS. Todos estes organismos procuram respostas coordenadas em tempos de pandemia. Em 1969 foi redigido um primeiro regulamento sanitário internacional que insistia na não interrupção do trânsito de pessoas de forma radical. “É semelhante ao que faz o México hoje em dia. Aquele documento dizia que parar o comércio não detém as epidemias”, afirma Carrillo.

O peso do comércio

O equilíbrio entre a proteção da saúde e a estabilidade econômica, buscado de forma tão desesperada por muitos países atualmente, tem séculos de tradição. Naquelas reuniões internacionais de sanitaristas e higienistas do século XIX tinham muito peso as intervenções políticas e empresariais, a diplomacia comercial. “Os comerciantes sempre tratavam de ocultar as epidemias, e os Governos também preferiam evitar certo pânico, assim que os alarmes chegavam tarde para o controle efetivo da doença, que se espalhava cada vez mais. Foi preciso convencê-los de que a transparência ajudava o controle e, portanto, a economia.”

O comércio já estava globalizado, e a América Latina e o Caribe se incorporavam a esse negócio internacional quando se atravessava a segunda revolução industrial. O México, por sua vez, começa um intercâmbio de mercadorias muito desigual, mas intenso, com os Estados Unidos. Como nos tempos da conquista espanhola, as epidemias também se transformaram nesse período em uma ferramenta, neste caso de controle comercial, para fechar fronteiras e estigmatizar certos países. “O Texas mantinha o México sob quarentena permanente para atrapalhar o comércio, enquanto os Estados Unidos olhavam para o outro lado argumentando que cada um de seus Estados era soberano”, conta a professora da UNAM.

O vírus como estilingue

A política clássica da OMS condena que países sejam estigmatizados por serem identificados como a origem de uma pandemia. Recrimina, assim, denominações como cólera asiática, vírus chinês, gripe mexicana, gripe espanhola… Há duas boas razões para isso. A primeira é que os vírus não são de ninguém, pois “é difícil determinar onde começa uma pandemia e possivelmente onde acaba”. Em segundo lugar, apontar um povo como o causador da desgraça não contribui para sua erradicação, porque “se alguém se sente marcado ou perseguido se esconderá, certo? E isso impede um melhor controle e um freio na transmissão da doença”.

Mas os direitos humanos não costumam estar em primeiro lugar na pauta, e poucos resistiram a utilizar as pandemias em benefício próprio. O México, por exemplo, tem uma triste historia de discriminação com a população chinesa em seu território, que não só contribuiu para a construção de ferrovias e outras obras públicas como também se integrou plenamente e se transformou em uma comunidade próspera dentro do país. Eis aí o pecado. “Sempre foram acusados de transmitir doenças. Inclusive a cor da sua pele acabou sendo associada à febre amarela, quando [o nome da doença] só tinha a ver com a icterícia que causa”. Também se atribuía a eles a peste que o México sofreu em 1092/1903, quando esse grupo étnico se mostrou imune.

Também o nome atribuído à mortífera gripe espanhola escondia certos interesses. “Tratava-se de evitar que o pânico se espalhasse entre as tropas [na Primeira Guerra Mundial], assim era muito mais simples circunscrevê-la à Espanha, ausente na luta”. Sempre houve bodes expiatórios ―os gays no caso do HIV, ou as prostitutas em tempos de sífilis. O H1N1 que circulou pelo México em 2009 foi fatal para o comércio da carne suína no país, que precisou de exibições públicas dos políticos comendo tacos para esconjurar os temores.

Manipular o medo

Esta pandemia que o mundo atravessa atualmente viaja de avião, o que se reflete num primeiro contágio entre pessoas ricas e uma segunda fase de contágio local que cedo ou tarde afetará em maior medida os mais pobres, como todas. “Nem sempre as pandemias têm sua origem nas classes superiores para passar depois às mais desfavorecidas. Houve um tempo em que chegavam de ferrovia ou de navio com o deslocamento da classe operária, os migrantes”. Por suas condições de vida e profissionais, os pobres sempre acabam sofrendo mais contágios e ficam em pior situação quanto à cura. E isso os torna bodes expiatórios como os que vimos anteriormente, porque a origem e a propagação da epidemia acabam sendo atribuídas a ele. Isto também se deve a interesses. Ana María Carrillo cita o exemplo do México. “No final do século XIX ocorreu a chamada peste cinza, transmitida por um piolho, e, embora houvesse infectados de todas as classes, manipulou-se o medo contra os pobres, que certamente foram mais afetados. Conseguiu-se expulsá-los do centro de várias cidades e se estabeleceram colônias [bairros] de ricos, como as hoje famosas e acomodadas colônias Condesa e Roma, na Cidade do México, enquanto as classes baixas foram deslocadas para a periferia.”

As pandemias são muito eficazes também para direcionar ou controlar o comércio. A professora Carrillo vê com receio a “insistência atual em criminalizar os chineses”, que circulou não só nas redes sociais com humor mais ou menos ácido, mas também pela boca de líderes políticos como Donald Trump, em cujos discursos não deixava de citar o “vírus chinês”. A insistência com a China, opina a professora, teria neste caso a ver “com a expansão do comércio nesse país, muito poderoso nos últimos anos. Não me atrevo a apontar a origem da pandemia, mas vejo pressões comerciais na denominação que lhe foi dada. Historicamente, as pandemias foram usadas para frear comércios florescentes. Os Estados Unidos já tinham feito isso com a febre amarela, por exemplo”.

Ensinamentos para o futuro

Dizia-se no princípio deste artigo que as epidemias surgem quando uma sociedade está passando por um mau momento ―fome, guerras, fragilidade ou tudo junto. Mas o que está acontecendo agora para que a Covid-19 esteja ceifando uma população aparentemente sã e em perfeito desenvolvimento? A professora Carrillo se soma aos que opinam que “o neoliberalismo político” teve muito a ver com a transmissão e expansão do vírus.

“Por um lado, as sociedades estão mais empobrecidas devido às crises econômicas recentes, e isso é um caldo de cultivo para os contágios, como dizíamos. Em segundo lugar, os sistemas sanitários públicos sofreram com estas políticas durante muito tempo, foram privatizados, tiveram recursos cortados.” São fatores que não deixam de ser recordados nos países europeus e que alimentam a disputa política nas últimas semanas. Além disso, leva-se em conta que haverá os mesmos contágios em quase todos os países, e o que estes fazem então é tratar de que seus hospitais, tão carentes de recursos, não fiquem sobrecarregados.

Carrillo Farga cita em terceiro lugar as comorbidades que se destacam como um fator de risco acrescentado na letalidade do vírus. Todas essas doenças que agravam o risco de morrer de Covid-19 estão relacionadas com um mundo onde as classes pobres, sobretudo, foram perdendo a dieta tradicional para se integrar ao mercado das calorias vazias, dos refrigerantes borbulhantes no café da manhã, almoço e jantar. Obesidade, diabetes e hipertensão serão a gota d’água para muitos destes doentes que sucumbiram a necessidades geradas antes que o produto lhes fosse oferecido. “Acho que esta pandemia resultará em uma melhora dos sistemas sanitários públicos. O ensinamento que deixará será que é preciso reforçar os Estados nos recursos e serviços para a saúde pública”.

*Por Carmen Morán Breña

 

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*Fonte: elpais-brasil