Há pessoas que nunca deveriam levantar cedo, diz pesquisa

O cronotipo reflete o horário do dia em que o indivíduo preferencialmente encontra-se mais disposto à realizar diversas tarefas. Há pessoas que, antes de o sol nascer, tomam o café da manhã, limpam a casa e organizam a sua agenda. No entanto, para a maioria das pessoas, sair da cama com os primeiros raios do sol é um sacrifício. Na verdade, algumas pessoas são exatamente o oposto: eles são muito mais eficientes e produtivos durante a noite.

Os genes determinam as enzimas de síntese, os quais, por sua vez, aceleram ou desaceleram as reações químicas no interior das células do hipotálamo. Estas reações químicas são reciclados e determinam o período do nosso “relógio interno”. Mas, lembre-se, dia e noite ajustam-se continuamente a velocidade do ciclo. Outro fator poderoso é a sociedade que dita padrões de horários de trabalho, determina quando a pessoa deve ser produtiva, mas isso é um processo biológico polar de grupos de indivíduos. Todos os empresários, industriários, banqueiros e etc deveriam ler esta pesquisa e começarem a fazer estudo do cronotipo de seus funcionários e fazer a escala de trabalho de acordo com os horários de melhor produção de cada grupo.

Você é uma cotovia ou uma coruja?

Os cientistas criaram dois grupos opostos: os cotovias, que acordam cedo e tiram o máximo proveito de manhã e os corujas da noite, que aumentam o seu desempenho ao longo do dia e têm explosões de energias exclusivas à noite. Mas agora um estudo realizado no Instituto de Pesquisa de Biologia Molecular e Biofísica da Academia de Ciências da Rússia revelou que, na realidade, há muito mais por trás desses chronotypes e que certas pessoas nunca devem cedo.

Para biólogo Arkady Putilov e seus colegas da Academia Russa de Ciências pediu 130 pessoas para não dormirem por 24 horas seguidas. Os sujeitos indicariam por meio de um questionário, como eles se sentiram após tantas horas sem dormir e como foi o desempenho de suas atividades durante a experiência.

Assim, eles descobriram que há pessoas que passam o dia todo com baixo consumo de energia, são os categorizados como “letárgicos”, enquanto outros ficam ativos apesar da privação do sono e, independentemente da hora em que eles acordaram, estes foram chamados de “enérgicos”.

Estas pesquisas indicam que para as pessoas letárgicas – com menos energia – seria desastroso para elas serem obrigadas a se levantarem cedo, mas elas podem ser muito produtivas à noite. É provável que seu problema é porque o seu ritmo circadiano não é bem sincronizado com o ciclo natural de luz e escuridão. Basicamente, a luz solar é uma espécie de relógio natural que estimula o nosso corpo a produzir melatonina, o hormônio que provoca sono e algumas pessoas são exclusivamente produzem melatonina com mais velocidade e assim ficam com sono durante o dia mesmo que tenham dormido a noite inteira.

As pessoas energéticas atingem picos de atividade ao meio-dia. A luz solar, quando mais intensa, mais se sentem energizadas. No entanto, à noite essas pessoas não seriam produtivas, seu desempenho é aumentando lentamente ao longo do dia e diminui no final da tarde. O que muitos chamam de “melancolia do entardecer” é por causa disso.

Estas diferenças são devido, entre outros fatores, ao nosso DNA. De acordo com uma pesquisa realizada no Centro Nacional de Neurologia e Psiquiatria, em Tóquio, o gene PER-3, um dos genes do nosso relógio biológico, determina a propensão a subir mais tarde ou mais cedo, assim como o nosso nível de energia durante todo do dia e/ou à noite.

Os chamado “corujas” depois de 24 horas acordados, eles ainda sentem que seu “dia doméstico” não terminou, então eles estão dispostos a trabalhar mais tempo e ir para a cama mais tarde. “Cotovias”, por outro lado, alcançam seu “dia doméstico” antes do final astronômico, mas porque eles são propensos a uma atividade mais cedo. Podem acordar, por exemplo, às 5 da manhã e sentirão bem dispostos até o final da tarde.

Geralmente o cronotipo de cada pessoa é colocado ao nível genético. Por exemplo, os cientistas descobriram um gene que faz com que a pessoa tenha o ritmo de sono perturbado. Isto já é conhecida como DSPD (Delayed Disorder Sleep Phase) que afeta cerca de 3 pessoas em cada 2000.


Mas se o seu cronotipo não se encaixa em cotovia e nem coruja?

Muitas pessoas não podem ser atribuídas aos cronotipos de “corujas” ou “cotovia”. Para eles, outro cronotipo fornecido.

Um terceiro cronotipo é chamado de “Pombas” – aqueles que facilmente reorganizam o ritmo da vida em quaisquer circunstâncias. Este grupo de pessoas ainda está em estudos.

Você deve conhecer e adaptar o seu estilo de vida para o seu cronotipo

Conhecer o seu cronotipo lhe permitirá trabalhar seguindo o seu ritmo circadiano natural, que não só afeta sua produtividade, mas também o seu humor e sua saúde. Na verdade, tem sido mostrado que quando um ritmo circadiano é incompatível com o ritmo de atividade da pessoa, ela fica mais propensa a obesidade, diabetes e alguns tipos de câncer. Além disso, se a você estudar o seu cronotipo e adaptar seus horários de atividades ao seu ritmo circadiano, resultará positivamente no seu estado de espirito e sua saúde mental e emocional.

Na verdade, o ritmo circadiano é tão importante que os médicos do Hospital Paul Brousse, em Paris afirmaram que a quimioterapia deve ser aplicada em conformidade com este ciclo, pois é sabido que as células de certos tipos de linfoma tendem a dividir mais entre 9 e 22:00. Pelo contrário, as células intestinais tendem a fazê-lo às 7 da manhã e medula óssea ao meio-dia. Portanto, se a quimioterapia é aplicada no momento, seria mais eficaz e menos tóxico.

*Publicado originalmente por Julia Ruzmanova – Tradução e livre adaptação de Portal Raízes

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*Fonte: portalraizes

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Como limpar o capacete para motociclista

Item obrigatório para motociclistas, ter um capacete seguro e regulamentado como estes é fundamental. Depois de fazer a escolha do modelo preferido, é necessário manter a limpeza em dia para preservar sua saúde e a durabilidade do capacete. O seu interior pode acumular ácaros e micro-organismos, por conta da umidade e do calor, mesmo no inverno.

A falta de higiene com o equipamento pode acarretar doenças de pele e respiratórias. O ideal é limpá-lo pelo menos uma vez por semana, principalmente se o uso for diário. Capacete é um equipamento de uso individual, por isso é recomendado nunca compartilhá-lo com ninguém.

Se você ainda tem dúvidas sobre qual a forma correta para limpar o seu capacete? Confira as dicas abaixo e realize uma higienização eficaz que garanta, além de segurança, uma boa saúde para você:

Com forro removível

Retire o forro com cuidado e lave com as próprias mãos usando água morna e detergente neutro ou shampoo infantil. Deixe secar na sombra e em local bem ventilado.

Com forro fixo

Utilize um pano úmido em água morna e detergente neutro ou shampoo infantil, passando sobre todo o interior do capacete. Deixe secar com o casco virado para baixo e na sombra. Altas temperaturas podem danificar a estrutura do capacete, por isso nunca deixe secando ao sol. Não utilize secador de cabelos, porque o calor pode danificar algumas partes coladas

Não mergulhe na água

A água pode penetrar no interior do capacete, atingindo e danificando os metais da estrutura. Além disso, caso a água se acumule em locais de difícil secagem, a umidade no interior do capacete aumenta, assim como os riscos de proliferação de bactérias.

Limpeza Externa

A parte exterior do capacete também pode ser limpa. O tratamento é o mesmo feito nas partes pintadas de uma moto, limpando com água e sabão neutro. Depois, é importante polir a viseira e aplicar cera no casco para manter a beleza e a durabilidade.

Se tiver marcas deixadas por mosquitos no casco ou viseira, use um rolo de toalha de papel, daqueles de cozinha. umedeça o papel com água e sabão neutro e deixe sobre o lugar sujo por um tempo. Use toalha de papel para secar também.

Nas ranhuras, use uma escova de dentes macia e velha. Lubrifique as partes articuladas com silicone ou WD40.

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*Fonte: viagemdemoto

Por que algumas pessoas têm o mesmo sonho várias vezes?

Você costuma sonhar? As pessoas têm relações muito diferentes com o que veem quando estão dormindo. A quem acorda e não lembra absolutamente nada do próprio sonho. Enquanto isso, há quem tenha sonhos tão vívidos que têm dificuldade em acreditar que estavam dormindo. Existem pessoas que até se lembram de múltiplos sonhos que tiveram durante a noite no momento em que acordam. Algumas delas chegam até a manter um diário dos sonhos.

Existe até uma evolução genética de pessoas que têm pesadelos constantes e, assim, ficam mais preparadas para situações específicas na vida, que envolvam medo ou pressão, principalmente. Esse tópico intriga o ser humano antes mesmo dos primeiros registros históricos sobre o assunto terem sido feitos. Famosos pesquisadores, como Freud, e várias religiões entendem o sonho de maneiras diferentes.

Há pessoas que dizem ver o futuro nos sonhos ou que falam que o sonho é uma maneira como alma da pessoa se comunica com o consciente dela. Seguindo essa linha, é possível encontrar centenas de sites online em diversas línguas que falam sobre qual o significado específico de algo com que você tenha sonhado, como dizendo que sonhar com certas cobras significa doença ou que você tem muitas pessoas falsas ao seu redor, por exemplo.

Contudo, uma psicoterapeuta chamada Marie-Louise von Franz pensa diferente. Em seu livro O Caminho dos Sonhos, ela diz que certos sonhos realmente são mensagens para nós, mas elas não veem da alma. Para a pesquisadora, quando temos um sonho repetidas vezes, por exemplo, isso significa que nosso subconsciente está querendo nos alertar sobre algo específico.

Normalmente, traumas intensos pelos quais a pessoa tenha passado a fazem sofrer com a repetição de certos sonhos. Nesse caso, não basta a situação ter sido intensa, mas ela deve estar dentre os 20% que passaram por algo que as marcou o suficiente para ela sofrer de Transtorno do Estresse Pós-Traumático. Isso costuma acontecer quando elas testemunharam situações de ameaça à vida, como sequestro, assalto, acidentes graves ou conflitos armados.

Contudo, não é só isso que faz com que o sonho se repita várias vezes. É possível que o cérebro esteja identificando um padrão no qual você precise prestar atenção. Caso você não capte a mensagem, não tem problema, ele vai repeti-la até você dar sinais de compreensão. Se, depois de um tempo, você continuar fazendo corpo mole e não entender seu subconsciente, ele muda de estratégia.

Se após muitas repetições do mesmo sonho você não entende o que seu subconsciente está querendo dizer, ele vai apelar para o seu emocional e te dar imagens mais impactantes: um pesadelo. Como cada pessoa tem personalidade e carga cultural diferente, não há uma fórmula para entender um sonho ou pesadelo repetido. Nesse caso, Marie-Louise von Franz fala que é interessante manter anotações sobre eles e, se for o caso, procurar ajuda profissional.

Essa ajuda pode ajudar a pessoa a entender mais sobre si mesma. Em alguns casos, há quem não queira mais dormir por causa de pesadelos, principalmente crianças, e o profissional pode ajudar a encontrar a raiz dessa circunstância e ajudar a pessoa a superá-la de uma vez por todas.

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*Fonte: universoalien

5 conselhos para superar a Síndrome pós-viagem

Sabe aquela vontade de voltar pra estrada antes mesmo de deixá-la? É normal. A gente não quer que a viagem termine!!!
Abaixo 5 conselhos pra superar a Síndrome pós-viagem. Ajude deixando os seus também!

1- Planeje a próxima viagem
Não se esqueça que uma próxima viagem está por vir. Pode ser uma viagem de longa duração ou uma simples escapadinha no fim de semana. Isso irá lhe ajudar a se sentir melhor.

2- Vá com calma na volta ao trabalho e ou às aulas
Você certamente tem suas tarefas e alguém pode estar esperando que elas sejam feitas, mas você deve ter calma para desempenhá-las. Tente começando com um planejamento do tipo “agenda da semana” para a primeira semana pós-viagem e vá a completando pouco a pouco.

3- Tente enxergar o lado positivo das coisas
Tá tudo chato? Isso pode ser só efeito do ‘impacto’ da volta. Dê tempo ao tempo e pense que do seu esforço no trabalho por exemplo, é que sairá a verba para a próxima mochilada.

4 – Tente mudar a rotina
Se antes da viagem você sequer ia da sua casa à padaria a pé, comece a fazê-lo. Você pode ganhar saúde e ainda mantém o pique que tinha na viagem.
Se seus afazeres lhe consumiam por completo antes da viagem e você não conseguia nem arranjar tempo pra ligar para os amigos, que tal marcar um encontro pra matar a saudade, contar como foi sua jornada e sobretudo ouvir como foi a dele?
(Às vezes, quando voltamos de viagem nos tornamos meio chatos, porque vivemos coisas tão legais que não nos cansamos de falar sobre elas, tem de haver sensibilidade e ouvir o que a pessoa viveu também, mesmo que ela tenha passado os últimos 30 dias no sofá. Se isso aconteceu com ela incentive-a a botar o pé na estrada! Pra algumas pessoas só falta o exemplo e um empurrãozinho…)

5- Tente voltar pelo menos 2 ou 3 dias antes
Algumas pessoas voltam mais tranquilamente à rotina se tiverem um tempinho pra isso. Voltar 2 ou 3 dias antes para ir se “readaptando” pode ajudar a amenizar a tristeza e dependendo do local de onde voltou, isso também o ajudará a amenizar os efeitos do jet lag.

> Bônus
Lembre-se: Voltar pode não ser tão ruim… (até porque tem próxima viagem – risos)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*quadrinhos: http://sushidekriptonita.blogspot.com.br/

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*Fonte: mochilabrasil / Claúdia severo

Eggshibit

Não perca a oportunidade de ver o inusitado o trabalho de arte culinária, no Instagram do artista @the_eggshibit.

Aposto que agora fazer ovos fritos nunca mais será a mesma coisa.
Que comecem os jogos!

*Confira abaixo alguns de seus trabalhos de arte tendo como tela uma frigideira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aplicativo avisa se vai chover no local onde você está

Com a chegada do verão inicia-se também a temporada de chuvas na região Sudeste. A diferença é que este ano o aplicativo SOS Chuva poderá informar à população sobre a possibilidade de chuva ou de tempestade na localização exata onde a pessoa está.

É a chamada previsão imediata que, diferente da previsão do tempo convencional, consegue informar a incidência de chuva, granizo ou tempestade com precisão de 1 quilômetro e antecedência de 30 minutos a 6 horas. Desde outubro, o aplicativo SOS Chuva pode ser baixado gratuitamente em smartphones e já conta com mais de 60 mil usuários.

A ferramenta foi desenvolvida por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em colaboração com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, os dois últimos da Universidade de São Paulo (USP).

“A previsão de tempo que ouvimos no jornal é uma previsão que está, de certa forma, bem estabelecida. Sua teoria foi desenvolvida nos anos 1950. Já a previsão imediata é um desafio novo, com funções, equipamentos e modelagens matemáticas completamente diferentes. Até porque é diferente dizer que amanhã vai chover ou falar que daqui a duas horas vai chover no ponto exato onde você está”, disse Luiz Augusto Toledo Machado, pesquisador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe) e coordenador do projeto.

Com apoio da FAPESP, o Projeto Temático SOS Chuva, iniciado em 2016, vai desenvolver mais dois aplicativos, um voltado para a agricultura e outro para a Defesa Civil. Os pesquisadores pretendem também aumentar a compreensão da dinâmica das nuvens e melhorar modelos matemáticos usados na previsão climática.

“É um projeto que tem o aspecto científico de melhorar modelos de previsão imediata e também outro aspecto associado à extensão, que é o desenvolvimento do aplicativo e de sistemas de alerta mais sofisticados para a Defesa Civil e para a agricultura”, disse Machado.

Em novembro, a equipe do projeto fez um treinamento para técnicos da Defesa Civil da região de Campinas (SP) e para profissionais do CPTEC que atuam nas regiões do Vale do Paraíba e no Litoral Norte do Estado de São Paulo. O objetivo é que os centros regionais de meteorologia possam fazer a previsão imediata. A iniciativa é inédita no país.

“Estamos desenvolvendo também um aplicativo voltado para o técnico, para que ele possa fazer a previsão imediata e divulgar os alertas com base nos nossos modelos matemáticos. Isso porque, dado o grande detalhamento, a previsão imediata deve ser feita regionalmente. Por isso, estamos desenvolvendo a ferramenta e os modelos matemáticos para que, no futuro, a previsão imediata seja feita nos centros regionais de meteorologia”, disse.

Agrometeorologia de precisão

O grupo formado por pesquisadores do CPTEC/Inpe e da Esalq também está desenvolvendo um terceiro aplicativo, dedicado ao produtor rural.

“O aplicativo de cunho agrícola, além de mostrar onde exatamente está chovendo, também armazenará informações pluviométricas por um período, para que o agricultor possa acompanhar e identificar possíveis variações de produtividade”, disse Felipe Pilau, do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Esalq, responsável pela parte agrícola do projeto.

Pilau afirma que com essa ferramenta será possível estipular estratégias para a chamada agrometeorologia de precisão. O termo junta a agricultura de precisão – que analisa a variabilidade da produção a partir de fatores como fertilidade do solo e recursos hídricos – com a parte meteorológica.

“Ao incluir a parte meteorológica na agricultura de precisão, é possível enxergar onde chove mais e se essa variabilidade vai afetar a produtividade agrícola. Até então, a parte meteorológica estava esquecida na agricultura de precisão”, disse Pilau.

Para fazer a previsão imediata, seja para o usuário comum, o agricultor ou para a Defesa Civil, o projeto conta com um radar meteorológico de dupla polarização – adquirido com apoio da FAPESP e instalado no Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Universidade Estadual de Campinas (Cepagri-Unicamp).

A previsão do tempo convencional necessita de dados obtidos a partir de imagens de satélite, estações meteorológicas e também da interpolação desses dados. Já para obter os dados com precisão de 1 quilômetro de distância, o radar de dupla polarização trabalha com a emissão e reflexão de comprimentos de onda.

Ao emitir um feixe de energia, ele obtém a refletividade, uma medida da reflexão do feixe emitido pelo radar ao se chocar com um obstáculo, como uma gota de nuvem, por exemplo. O sinal então retorna para o radar e, dessa forma, é possível mapear o local exato onde vai chover.

Para fazer a previsão imediata de todo o Estado de São Paulo, o projeto SOS Chuva conta ainda com as informações de outros quatro radares instalados em Bauru, Presidente Prudente, São Paulo e no Rio de Janeiro.

Com a ajuda do radar de dupla polarização, os pesquisadores conseguem ter uma visão tridimensional da nuvem e acompanhar a velocidade com que ela se propaga. Assim é possível analisar outros parâmetros, como acúmulo de cristais de gelo dentro da nuvem ou os chamados intrarraios, raios dentro da nuvem que são indicativos da ocorrência de granizo.

“Com o radar de dupla polarização conseguimos saber, por exemplo, quais os cristais de gelo que têm dentro da nuvem e a partir disso fazer cálculos e previsões”, disse Machado.

O pesquisador explica que ao acompanhar a nuvem é possível saber como esses diferentes cristais aumentam e diminuem, indicando a previsão de severidade ou formação de tornados. “Conseguimos também informações a partir do vento, se ele está formando uma circulação fechada, se há descarga elétrica. Tudo isso somado nos ajuda a fazer previsões”, disse.

Entendendo eventos extremos

A experiência dos pesquisadores do SOS Chuva em desenvolver modelos e cálculos matemáticos para a previsão imediata será usada em um novo projeto de colaboração com colegas argentinos, chilenos e norte-americanos.

“Continuaremos a coletar dados em Campinas e a melhorar nossos modelos até agosto de 2018. Depois disso, vamos levar nossa instrumentação para São Borja, no Rio Grande do Sul, para uma nova campanha de medidas de colaboração internacional”, disse Machado.

O pesquisador explica que a região a ser estudada é onde ocorrem as maiores tempestades do planeta. O fenômeno no Sul do Brasil, conhecido como Complexos Convectivos de Média Escala, ocorre em resposta a uma relação entre a região amazônica e a Cordilheira dos Andes.

“A umidade da Amazônia se propaga, encontra os Andes e se canaliza, trazendo a umidade para o Sul. É esse canal de umidade que começa a formar esses sistemas intensos de nuvens na Argentina. A baixa pressão acelera esse fluxo de umidade que vem da Amazônia e forma tempestades muito grandes.”

O projeto nomeado RELAMPAGO é financiado pela National Science Foundation (NSF) e conta com a cooperação da agência espacial Nasa e da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), nos Estados Unidos, do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (Conicet) da Argentina, da Comisión Nacional de Investigación Científica y Tecnológica (Conicyt) do Chile, da FAPESP e do Inpe.

“Será um experimento muito grande e o SOS Chuva participará desse esforço que é entender as tempestades severas que entram no Brasil, inclusive com possibilidade de formação de tornados”, disse Machado.

O aplicativo SOS Chuva pode ser baixado na App Store (iOS) e na Google Play Store (Android). Mais informações: http://soschuva.cptec.inpe.br/soschuva.

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*Fonte: revistapegn

4 Sinais de que você já conheceu alguém em uma vida passada

Você pode pensar que seria uma coisa incrivelmente rara para experimentar, mas não, nós provavelmente vivemos centenas de vidas passadas, o que nos deu a oportunidade de experimentarmos e amarmos muitas almas diferentes. Quais são os sinais de que você conheceu alguém em uma vida passada?

1. Você sente uma conexão amorosa imediata com ele/ela
As pessoas que você amou em uma vida passada são fáceis de amar nesta vida, também. Há pessoas que você encontra e se conecta insantaneamente. É um sentimento muito real. Você sabe que quando sente isso.

2. Você sente uma reação negativa imediata com eles
Você provavelmente tinha inimigos e pessoas não tão queridas em sua vida passada exatamente como em sua vida atual. Isso pode ser experimentado com aquela pessoa que você não gosta, sem nenhuma razão em particular. Isso não significa necessariamente que você deva odiá-la! Conheça-a.

3. Vocês têm uma ligação telepática
Você parece saber o que a outra pessoa está sentindo, sabe o que está prestes a dizer; você pensa nela, e não muito tempo depois recebe uma chamada ou uma mensagem de texto dela.

4. Você vê isso em seus olhos
Você olha em seus olhos e vê algo tão … familiar. Eles te atraem quase que imediatamente. Peritos em reencarnação não acham que é um acidente. Preste muita atenção nos olhos das pessoas que você encontra.

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*Fonte: osegredo/ Luiza Fletcher

França investiga Apple por obsolescência programada dos iPhone antigos

A promotoria francesa investiga a multinacional norte-americana Apple por fraude e por adiantar a obsolescência programada de seus aparelhos mediante a suposta manipulação das baterias de seus iPhone mais antigos, informa a Reuters. O gigante tecnológico reconheceu em dezembro que tomou medidas diante das queixas e denúncias apresentadas nos Estados Unidos pelo gasto de bateria de seus dispositivos, o que poderia ter um efeito negativo sobre a velocidade dos processadores dos mesmos, com a suposta finalidade de incitar o usuário a comprar um aparelho mais moderno.

A investigação, iniciada pela denúncia da associação francesa de consumidores Parem com a Obsolescência Programada, será realizada pela Direção Geral da Concorrência, do Consumo e da Luta contra as Fraudes, que faz parte do Ministério da Economia, segundo informações da agência Efe.

A lentidão intencional dos modelos mais antigos dos iPhone da Apple gerou controvérsias entre seus milhões de clientes ao ponto da empresa pedir desculpas pelo “mal-entendido” e oferecer descontos para trocar de baterias. Somente nos Estados Unidos foram abertas nove ações coletivas que acusavam a Apple de fraude, propaganda enganosa e enriquecimento ilícito.

Alguns usuários de iPhone há tempos denunciam que a empresa faz com que fiquem lentos artificialmente através da atualização de iOS para incentivar a compra de novos modelos. A empresa emitiu uma carta aos seus clientes em que pede perdão pelo “mal-entendido” gerado pela obsolescência dos iPhone e ofereceu descontos aos usuários que queiram trocar a bateria de seu celular.

Na semana passada, a empresa reconheceu que diminui intencionalmente a velocidade dos celulares mais antigos quando é baixada uma nova atualização do software, mas defendeu que o faz para alongar a vida útil da bateria dos aparelhos e evitar que entrem em colapso.

A partir do final de janeiro e até dezembro de 2018, trocar a bateria de um iPhone 6 e de um modelo posterior custará 50 dólares (162 reais) a menos, já que o preço passará de 79 a 29 dólares (256 a 94 reais).

Alguns usuários de iPhone há tempos denunciam que a Apple diminui artificialmente a velocidade dos iPhone mais antigos através da atualização de iOS para incentivar a compra de novos modelos. Essa suspeita ganhou força na semana passada, quando um programador demonstrou com dados que o iPhone 6 fica mais lento após cada nova atualização de software.

A explicação que a Apple deu nessa ocasião à imprensa foi que a obsolescência dos aparelhos era um mal menor para evitar que os celulares com baterias mais antigas fossem bloqueados após a atualização e, ainda que a utilização do usuário ficasse pior, não era tão ruim quanto o colapso contínuo do iPhone.

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*Fonte: elpais

Tirar selfies obsessivamente agora é conhecido como transtorno mental

No fim do ano passado, os pesquisadores Janarthanan Balakrishnan, da Thiagarajar School of Management em Madura, na Índia, e Mark D. Griffiths, da Nottingham Trent University em Nottingham, no Reino Unido, publicaram um artigo que aponta a obsessão por selfies como um transtorno mental.

O estudo criou uma Escala de Comportamento de Selfitis (Selfitis Behavior Scale) que visa classificar pessoas auto-obcecadas em graus de manifestação de selfies. Em primeiro lugar, os pesquisadores apresentaram um conjunto de 6 fatores que levam as pessoas a tirarem selfie obsessivamente:

Fator 1: aprimoramento ambiental
Fator 2: competição social
Fator 3: busca de atenção
Fator 4: modificação do humor
Fator 5: autoconfiança
Fator 6: conformidade subjetiva

Eles encontraram 225 alunos de duas escolas nas universidades da Índia e classificaram-nos como limítrofes, agudos e crônicos. 9% dos participantes tiraram mais de 8 selfies todos os dias e 25% compartilhavam pelo menos 3 desses selfies nas mídias sociais.

Dos participantes, 34% eram limítrofes, 40,5% eram agudos e 25,5% eram crônicos. Verificou-se que os homens exibiam selfitis a uma taxa mais elevada do que as mulheres – 57,5% em comparação com 42,5%, respectivamente. As pessoas mais jovens da faixa etária dos 16-20 anos também eram as mais suscetíveis.

“Normalmente, aqueles com a condição sofrem de falta de autoconfiança e buscam se ‘encaixar’ com aqueles que os rodeiam e podem exibir sintomas semelhantes a outros comportamentos potencialmente viciantes”, diz Balakrishnan ao New York Post.

Segundo o pesquisador, a existência da condição parece ter sido confirmada, porém, espera-se que novas pesquisas sejam realizadas para entender mais sobre como e por que as pessoas desenvolvem esse comportamento potencialmente obsessivo e o que pode ser feito para ajudar as mais afetadas.

 

 

 

 

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*Fonte: photochannel

7 erros que todo homem comete com a barba

A barba consegue modificar a aparência de um cara transformando-o em um homem ao invés de deixar com cara de menino. E aqui no site da Fatos Desconhecidos, nós já exibimos para você as provas de que a barba realmente é transformadora.

Alinhar, retirar o excesso do pescoço e parte de cima, cuidar dos fios, lavar com o shampoo neutro, exige-se um certo cuidado com ela na mesma intensidade que os seus cabelos precisam.

Só que alguns homens não se importam muito com isso e acabam cometendo alguns erros com os seus pêlos faciais. Confira alguns erros que todo homem comete com a barba.

1 – Acessórios

Uma moda de 2016 que foi lançada para os homens com barba foi o uso de joias para os fios longos. A ideia foi de uma marca de joias que queria que os barbudos adotassem a nova “tendência”. Se você gosta da sua aparência, adereços não ficam legais. Preze pelo bom cuidado e a atenção com o seu estilo.

2 – Não lavar os pêlos

Assim como todo dia é dia de tomar banho e lavar o corpo, também é dia de se lavar a barba. Elas acumulam as impurezas do ar e algumas chegam até a ficar com mau cheiro por conta da falta de higiene.

Não cometa esse erro. Sabão neutro, dedos para esfregar o produto na pele e duas lavagens por dia para seu rosto ficar limpo e bem cuidado.

3 – Passar as mãos na barba

De acordo com a dermatologista Anelise Ghideti, em entrevista ao programa Bem Estar, “passar a mão na barba também não é bom.

Nossas mãos têm glândulas que produzem sebo para lubrifica-las. Se a gente ficar passando a mão toda hora na barba ou no cabelo, essa oleosidade passa. E oleosidade em excesso pode dar caspa.”

4 – Barbear a seco

Mesmo com vários cremes e espumas de barbear existentes no mercado, alguns homens ainda praticam a arte de se barbear no seco. A a dermatologista Anelise afirma que não é bom fazer isso.

Segundo ela, “nada de se barbear a seco. Isso traumatiza mais a pele e o pelo pode encravar. Higienize sempre as lâminas, pois elas podem acumular fungos. O ideal é trocar pelo menos uma vez por mês. Antes de se barbear, use um sabonete antisséptico para diminuir as bactérias.”

5 – Barba sem bigode

Se você quer ter barba, a regra é não tirar o bigode. Use só ele, deixe-o crescer à vontade, mas nunca use a barba sem ele. A impressão que a sua imagem vai gerar é de que tem algo faltando em seu rosto. Antes sobrar bigode no rosto do que faltar, não é mesmo?

6 – Barbear-se do lado contrário à direção em que os pêlos nascem

Alguns homens ainda cometem o erro de se barbear tirando os fios do lado contrário à direção em que eles nascem. E isso pode ser muito agressivo à sua pele, como se a lâmina estivesse retirando os pêlos pela raiz.

O resultado é um rosto bastante irritado, podendo causar inflamações e até mesmo o surgimento de fios encravados.

7 – Pescoço com pêlos

Fios crescendo no pescoço são uma falta de cuidado tremenda. Além disso, outro erro comum é o hábito de não aparar a barba e deixar o rosto com a impressão de que os fios estão rebeldes e desalinhados.

Para ficar com um visual bacaninha, elimine os fios no pescoço e apare bem a parte de cima com maquininha ou até mesmo o auxílio de um pente e uma tesoura específica para corte de cabelo. Não fique preso só ao uso da maquininha, compre uma navalha que é baratinha e modele seu rosto de uma melhor forma.

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*Fonte: fatosdesconhenhecidoscidos

Saiba o que acontece em seu cérebro quando você lê poesia

Poesia são dardos em forma de palavras que vão direto para a parte mais emocional do nosso cérebro. Há poemas que despertam um tsunami emotivo real e nos arrepiam, como “A Primeira Elegia”, de Rainer Maria Rilke, cujos versos dizem:

“A beleza é nada mais que o princípio do terrível,
Aquilo que somos apenas capazes de suportar,
Aquilo que admiramos porque serenamente deseja nos destruir,
Todo anjo é terrível. ”

Rilke descreveu o terror que sentimos quando adquirimos um conhecimento mais amplo, o momento em que ficamos mais conscientes de nossas limitações e da complexidade do mundo, e percebemos tudo o que não entendemos, conscientes daquilo que nunca iremos compreender. É uma possibilidade bela e sedutora, mas também muito assustadora.

A poesia tem a capacidade de enviar poderosas mensagens emocionais e ativar a reflexão, ainda que seja certo dizer que o maior prazer que sentimos ao ler um poema, como quando desfrutamos de uma obra de arte, não provém de uma reflexão profunda, mas de sensações que nós experimentamos. Na verdade, Vladimir Nabokov disse que não se deve ler com o coração ou com o cérebro, mas com o corpo.

Pesquisadores do Instituto Max Planck de Estética Empírica se propuseram a explorar mais a fundo as influências da poesia em nosso cérebro, e os resultados de seu estudo são fascinantes.

A poesia gera mais prazer, a nível cerebral, que a música.

Pesquisadores pediram a um grupo de pessoas, alguns liam poesia com frequência, para ouvir poemas lidos em voz alta. Alguns dos poemas pertenciam a conhecidos poetas alemães como Friedrich Schiller, Theodor Fontane e Otto Ernst, apesar de que foi dada a opção para os participantes escolherem algumas obras, incluindo autores como William Shakespeare, Johann Wolfgang von Goethe, Friedrich Nietzsche, Edgar Allan Poe, Paul Celan e Rilke.

Enquanto os voluntários escutavam os poemas, os pesquisadores registravam o ritmo cardíaco, expressões faciais e até mesmo os movimentos dos pelos sobre a pele. Além disso, quando as pessoas sentiam um arrepio, elas eram instruídas a avisar, pressionando um botão.

Curiosamente, todas as pessoas, mesmo aquelas que não tinham costume de ler poesia, relatavam calafrios em algum momento durante e leitura, 40% sentiram arrepios várias vezes. Estas são respostas similares àquelas que experimentamos quando escutamos música ou assistimos a uma cena de um filme que gera grande ressonância emocional.
No entanto, as respostas neurológicas estimuladas pela poesia eram únicas. Os dados mostraram que ao tomar contato com os poemas, partes do cérebro usualmente desativadas quando expostas ao estímulo de filmes e música foram despertadas.

Os neurocientistas descobriram que a poesia cria um estado que chamaram de “pré-relaxamento”; ou seja, que provoca uma reação de prazer gradativo a cada estrofe escutada. Na prática, ao invés da emoção nos invadir repentinamente, como quando escutamos uma canção, a poesia gera um crescendo emocional que começa até 4,5 segundos antes de sentirmos o arrepio.

Curiosamente, esses picos emocionais ocorriam especificamente em trechos dos versos, como no final das estrofes e, acima de tudo, no final da poesia. É uma descoberta muito interessante, especialmente considerando-se que 77% dos participantes que nunca tinha escutado um poema também mostraram as mesmas reações e sinais neurológicos que antecipavam os focos emocionais da leitura.

A poesia estimula a memória, facilita a introspecção e nos relaxa.

Neurocientistas da Universidade de Exeter escanearam os cérebros de um grupo de participantes enquanto liam conteúdos diferentes, desde um manual de instalação de ar-condicionado, passando por diálogos de novela, até sonetos e poemas.

Estes pesquisadores descobriram que o nosso cérebro processa a poesia de forma diferente que a prosa. É ativada uma “rede de leitura” peculiar que abraça diferentes áreas, entre elas, aquelas responsáveis pelo processamento emocional, ativadas fundamentalmente pela música.

Eles também perceberam que a poesia estimula áreas do cérebro associadas com a memória, como o córtex cingulado posterior e o lobo temporal médio, áreas que são despertadas quando estamos relaxados, ou introspectivos.

Isto demonstra que existe algo muito especial na estrutura do texto poético que gera prazer. Na verdade, a poesia é uma expressão literária muito especial que transmite sentimentos, pensamentos e ideias, praticando síntese métrica, trabalhando rimas e aliteração.

Portanto, não faz mal inserir um poema por dia em nossa rotina 🙂

Texto originalmente publicado no site Rincón de la Pscicología, traduzido e livremente adaptado pela equipe da Revista Pensar Contemporâneo.

*Por Jennifer Delgado Suárez, psicóloga

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*Fonte: pensamentocontemporaneo

Você já acordou com a sensação de que não conseguia se mexer na cama?

Após um dia cheio, nada como uma boa noite de sono para recuperar as energias. Essa é daquelas frases tão óbvias que poderiam até ser aposentadas. Todos sabemos que precisamos repousar diariamente. Mas, para algumas pessoas, a hora de dormir pode ser o início de uma experiência intensa.

Sabe quando você tem um sonho tão real que, ao despertar, fica em dúvida se ele de fato não aconteceu? Ou quando você está sonhando e tem a consciência de que é um sonho e que pode acordar a qualquer momento? Imagine acordar no meio desse sonho e não conseguir comandar seu corpo. Você tenta levantar da cama e não consegue, tenta gritar e as palavras não saem. Ao mesmo tempo em que enxerga onde está e o que acontece ao redor, suas funções motoras não lhe pertencem mais. E a sensação é de que a respiração fica mais difícil, devido a uma força inexplicável que pressiona seu peito.

Poderia ser uma ficção escrita por Stephen King ou a sinopse do mais novo filme de M. Night Shyamalan. Porém, trata-se de algo real vivido rotineiramente por um grande número de pessoas. É bem provável que você ou alguém próximo já tenha passado por algo assim.

 

Com Juliana*, 22 anos, aconteceu pela primeira vez na pré-adolescência: “Lembro muito por conta da televisão. Eu via TV para dormir e durante a experiência lembro de ter visto o que estava passando na tela”.

Ela poderia seguir a vida imaginando que tudo não passara de um sonho aflitivo. Isso se o episódio não tivesse sido reprisado há cerca de 2 anos. A partir daí, tornou-se recorrente. Durante alguns meses, chegou a acontecer quase que diariamente: “Eu deito para dormir, durmo, daí tenho isso. Do nada. Pode ser no meio da noite ou logo no começo. Varia pra caramba. Você não abre o olho. E você sabe que está de olhos fechados. Você faz muita força para abrir, seu olho não abre de jeito nenhum, mas você consegue enxergar. Isso que é estranho. Eu fico vendo o que está acontecendo de verdade, só que eu sinto como se tivesse algo ou alguém me prendendo.”

Conversando sobre o tema com outras pessoas, Juliana descobriu que não estava sozinha: “Comentei isso com uma amiga da faculdade e ela falou que já teve. Uma outra amiga contou para ela que também já teve. Mesmo minha mãe já teve isso quando era mais nova. Antes eu achava bem surreal, depois eu vi que outras pessoas têm. Mas não é algo tão comum assim. Muita gente não consegue nem entender.”

Por motivos pessoais, nossa entrevistada Juliana foi pelo caminho da espiritualidade para conseguir lidar melhor com a situação, que vinha se repetindo diariamente de forma angustiante: “Eu fiz um tratamento espírita. Veio uma pessoa que fez como se fosse uma limpeza na casa. E dai eu parei de ter”. Apesar de não se assustar mais com isso como antes, ela tem receio de que volte a acontecer. Principalmente por ser algo cansativo, que interfere no seu momento de repouso.

O fenômeno não é recente e nem são de hoje as tentativas de explicá-lo. Por exemplo, o folclore brasileiro conta a lenda da Pisadeira. É uma mulher que surge do seu esconderijo para pisar sobre o peito da pessoa adormecida, que por sua vez permanece em estado letárgico enquanto mantém a consciência de tudo que acontece. A mitologia japonesa dá a esses mesmos sintomas o nome de kanashibari, que seria obra da magia de um dos deuses budistas. Como aponta esse artigo, a experiência de acordar no meio de um sonho em conseguir se movimentar é narrada ainda por outras culturas em diferentes momentos históricos.

No contexto filosófico, alguns entendem se tratar de uma catalepsia projetiva, que seria o estágio preliminar de uma projeção astral . Segundo Wagner Borges, fundador do Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas, projeção astral é “a capacidade da consciência de se projetar temporariamente para fora de seu corpo fisico”. De acordo com ele, “enquanto o corpo físico descansa, o corpo espiritual desprende-se e flutua por cima da parte física”. Esses acontecimentos durante o sono seriam naturais para todo ser humano em todas as noites. A peculiaridade trazida pela catalepsia projetiva é a pessoa despertar no meio desse processo de transição energética e se lembrar dos acontecimentos ao acordar de volta no corpo.

Outro grande estudioso do tema aqui no Brasil é Saulo Calderon, que vem vivenciando a projeção astral desde pequeno e, na adolescência, passou por diversos episódios de catalepsia projetiva. Sofreu muito até que aprendeu a usar melhor esse fenômeno para o bem. Após aprofundar seus estudos sobre experiências extracorpóreas, ele fundou o grupo de pesquisas Viagem Astral. Saulo costuma publicar vídeos em seu canal no YouTube, onde responde dúvidas de pessoas que buscam explicações espirituais para o fenômeno, além de falar também sobre outros universos que envolvem o mundo espiritual.

Segundo Saulo Calderon, todas as noites quando dormimos, nosso corpo descansa enquanto nosso espírito se solta, ficando preso somente pelo “cordão de prata” – algo como um fio energético que sai do topo da nossa cabeça e nos liga ao corpo (segundo essa linha de estudo, quando morremos, esse cordão de rompe, e assim deixamos de habitar o nosso corpo físico). A catalepsia projetiva seria a paralisia de seus veículos de manifestação, dentro da faixa de atividade do cordão de prata. Ou seja – seu espírito já estaria num outro plano, por isso a impossibilidade de mover o corpo.

Algumas pessoas conseguem chegar nesse estado naturalmente, enquanto outras treinam e usam técnicas para conseguir se manter lúcidas durante esse processo no qual o espírito trocaria de dimensão. Saulo Calderon afirma em seus vídeos, cursos e livros que com treinamento (muitas vezes fazendo técnicas energéticas diárias para manter um estado de energia mais sutil), qualquer pode dominar essa habilidade de se manter lúcido fora do corpo.

Saulo relata que não somente visita outros planos espirituais enquanto seu corpo dorme, como também faz trabalho de amparo com espíritos necessitados que encontra pelo caminho durante as viagens astrais. Segundo ele, a grande maioria das pessoas permanece como “zumbis” ao se desligarem do corpo, mas com treinamento e dedicação, seria possível se manter lúcido enquanto o corpo descansa. O benefício seria poder comprovar com seus próprios olhos a existência de vida após a morte, e poder evoluir mais ao invés de passar tantas horas “apagado” durante a noite. Esse ponto de vista ainda é enxergado como tabu em diversas linhas espirituais – mesmo no espiritismo – mas cada dia mais pessoas tem relatado ter vivido esse tipo de experiência extra-corpórea.

 

Mas as explicações não se resumem às abordagens espiritualistas. A ciência já até deu um diagnóstico para essa condição. Paralisia do sono é seu nome de batismo acadêmico. Em 2011, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, revisaram 35 estudos sobre o tema realizados nos 50 anos anteriores. E a conclusão a que chegaram foi que aproximadamente 8% da população em geral experimenta pelo menos um episódio de paralisia do sono durante a vida. Entre estudantes as incidências chegam a 28% do total. Já entre pacientes psiquiátricos, o índice atinge quase 32%. Vamos combinar que não é pouca gente. Agora, como funciona?

Segundo à ciência, do ronco à insônia, existem diversos distúrbios que podem nos afetar enquanto dormimos. Em uma noite normal, nosso sistema fisiológico se alterna ciclicamente entre dois estados distintos. O primeiro é o sono mais lento (ou sono não REM), que ocupa até 75% do tempo dormido e vai desde um estado de leve sonolência até o sono profundo. É um estágio que costuma ser associado à conservação e recuperação de nossa energia física.

Já o segundo momento é o sono REM (do inglês Rapid Eye Movement), que se caracteriza por uma atividade cerebral maior, semelhante à das horas em que estamos acordados. Durante o sono REM, nosso organismo passa por uma manutenção geral, consolidando a memória, regulando a temperatura corporal, entre outras funções. Essa fase se caracteriza pela ocorrência de movimentos oculares e também por ser o período em que os sonhos tomam forma.

A paralisia do sono atinge diretamente o sono REM. Ela acontece quando os sentidos despertam desse estado profundo e o corpo permanece paralisado. A pessoa até enxerga onde está, mas é incapaz de se mover ou mesmo de falar. E esse estado muitas vezes vem acompanhado por alucinações oníricas, onde objetos e criaturas podem aparecer junto aos elementos do ambiente ao redor e interagir com a pessoa paralisada. É literalmente sonhar de olhos abertos e não conseguir acordar. Ou seria ter pesadelos?

A ciência, no entanto, ainda não conseguiu encontrar uma explicação definitiva para um fenômeno similar, chamado de EQM (Experiência Quase Morte). Graças à avanços na ciência, muitas vezes os médicos conseguem “ressucitar” pacientes. Ou seja – o coração da pessoa pode ter parado de bater por alguns instantes, mas os médicos conseguiram fazê-lo voltar. Dentre pessoas que viveram esse tipo de experiência, algo em torno de 6% e 23% relataram experiências que a ciência não conseguiu explicar.

Segundo matéria na revista Superinteressante, “Muitos dos que estiveram na fronteira da morte relatam experiências místicas: túneis que terminam em luzes celestiais, encontros com seres igualmente luminosos, memórias de uma consciência descolada do corpo físico, uma sensação indescritível de paz. Essas lembranças não raro incluem descrições detalhadas de fatos ocorridos entre a “morte” e a “ressurreição”. Coisas que, diz a lógica dos vivos, não poderiam ser recordadas por pessoas com atividade cerebral nula.”

O médico americano Raymon Moody Jr., foi pioneiro no estudo do tema das EQMs. Em 1975, ele publicou um livro chamado “A vida depois da vida”, com 150 relatos de pessoas que afirmavam terem estado “do outro lado” por alguns instantes. Depois dele, vários outros pesquisadores também investigaram o tema mais a fundo. Os relatos geralmente são muito mais complexos do que apenas sonhos ou alucinações causadas por remédios.

Segundo ainda a SuperInteressante “Um homem em coma atendido pela equipe do holandês Pim van Lommel teve a dentadura removida. Uma semana depois, reconheceu a enfermeira que lhe desdentou e disse que a dentadura estava num carrinho de instrumentos cirúrgicos – nem a mulher lembrava disso. Muitos pacientes dizem ter se encontrado com um parente que ninguém sabia que havia morrido. Nem o próprio paciente. Outras pessoas contam coisas que se passavam na sala do hospital [enquanto elas estavam mortas]”.

O médico cardiologista holandês Pim van Lommel, após estudar de perto 344 sobreviventes de paradas cardíacas, criou uma teoria sobre o assunto. Segundo ele: “A consciência não pode estar localizada num espaço em particular. Ela é eterna. A morte, como o nascimento, é mera passagem de um estado de consciência para outro. Ficou provado que, durante a EQM, houve aumento do grau de consciência. Isso significa que a consciência não reside no cérebro, não está limitada a ele.”

Todas essas questões complexas e polêmicas apontam para uma certeza: ainda há muito para pesquisar e descobrir sobre a complexidade do ser humano. Enquanto cada indivíduo sabe em qual território do conhecimento encontra mais conforto para suas dúvidas, deve ter uma porção de gente por aí confusa, achando que tudo não passa de sonho.

As explicações existem, com vertentes que podem atender a diferentes perfis. A gente aqui no Hypeness está menos interessado em dar respostas definitivas do que em compartilhar curiosidades humanas. Porque a curiosidade anda lado a lado com a criatividade e a inovação.

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*Fonte: hypeness

Por que a ciência curou só uma pessoa do HIV?

Apesar de avanços incríveis na biomedicina, uma verdadeira cura para o HIV segue fora de alcance. Drogas antirretrovirais transformaram o HIV em uma condição manejável em vez de uma sentença de morte. Mas o HIV se integra permanentemente no genoma de uma célula infectada e então se esconde, dormente, no corpo, tornando quase impossível sua erradicação. Desde a década de 1980, pesquisadores têm tido esperança de que a terapia genética, na qual o material genético do corpo é alterado, possa oferecer uma nova rota no tratamento do HIV e talvez até uma cura. O caso de Brown deixou muitos no campo otimistas, mas os cientistas ainda estão perplexos em relação a como sua cura funcionou.

Um novo estudo publicado na terça-feira (26), na PLOS Pathogens, mostra uma nova rota potencial para curar o HIV — embora também destaque as dificuldade extremas que os pesquisadores enfrentam.

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“Nós só curamos um paciente efetivamente”, Scott Kitchen, autor principal do estudo da UCLA, contou ao Gizmodo. “Mas isso oferece muita esperança.”

No novo estudo, os pesquisadores tiraram uma página do tratamento de Brown, esperando estimular o sistema imune do corpo com células-tronco projetadas para combater o HIV. Primeiro, células-tronco formadoras de sangue foram projetadas para carregar genes que transformam as células em assassinos direcionados, capazes de detectar e destruir células infectadas por HIV quando elas aparecem no corpo. A técnica funciona ao tomar de assalto a mesma molécula, a CD4, que permite ao HIV se ligar à superfície de uma célula, usando a molécula como um sinal para fazer a ligação com o HIV e matá-lo. Então, essas células-tronco são colocadas em corpos de dois primatas por meio de um transplante de medula óssea. É uma forma de tratamento conhecida como imunoterapia CAR-T.

“O HIV danifica a resposta imune celular — é isso que o torna tão eficaz”, disse Kitchen. “Portanto, para eliminá-lo efetivamente, precisamos de uma resposta imune efetiva. Estamos fornecendo isso.”

O CAR-T se mostrou promissor no tratamento do HIV anteriormente, porém, com essa nova abordagem, os pesquisadores descobriram que os corpos dos primatas continuavam produzindo as células expressadoras de CAR por mais de dois anos depois da infusão inicial sem efeitos adversos. Isso sugere o potencial para uma solução a longo prazo que poderia reduzir a dependência de uma pessoa em medicamentos antivirais e potencialmente até para erradicar completamente o HIV do corpo, atacando mesmo o HIV dormente nas reservas do corpo sempre que ele despertasse novamente.

“Acreditamos nisso como um componente para uma cura, usado junto com algo como a terapia antirretroviral”, afirmou Kitchen. “Isso mostra que uma cura é efetivamente possível.”

Recentemente, houve outros avanços promissores na eliminação do HIV, mas, até agora, os pesquisadores tiveram sucesso principalmente em curar o HIV em ratos. Neste ano, cientistas da Universidade Temple usaram o CRISPR para eliminar DNA de HIV de ratos por meio de edição de genes. Vários testes clínicos estão sendo realizados na tentativa de curar humanos com HIV por meio de combinações de terapias genéticas e de células-tronco, mas não está claro se alguma delas vai, de fato, funcionar a longo prazo (também neste ano, um biohacker injetou uma cura de HIV caseira em si mesmo, embora seja altamente improvável que essa abordagem vá funcionar).

Tecnologias como a edição genética tornaram a busca por uma cura para o HIV parecer possível, mas ainda existem muitos obstáculos técnicos no caminho. Uma verdadeira cura pode estar ainda muito distante.

O maior obstáculo na criação de uma cura é fazer algo que dure o bastante para combater as reservas persistentes do vírus no corpo. É esse o problema que a pesquisa da UCLA estava tentando resolver. Mas para chegar lá, os cientistas precisarão melhorar a capacidade de editar células dentro do corpo de um paciente, em vez de removê-las, editá-las em um laboratório e então reinseri-las no paciente. Também existe espaço para melhorar nossa capacidade de localizar genes que precisem ser manipulados, que estão espalhados pelo corpo. E para complicar ainda mais as coisas, pelo fato de o HIV desenvolver resistência a tratamentos, até mesmo o CRISPR, uma combinação de terapias provavelmente é o que terá mais sucesso.

Neste ano, uma pesquisa da Foundation for Aids fez um pedido por propostas para resolver esses obstáculos.

“A disponibilidade de ferramentas e alvos sugere que projetar uma intervenção terapêutica de gene para curar o HIV é, sem dúvidas, mais uma questão de tecnologia do que de descoberta”, escreveu Rowena Johnson, diretora de pesquisa da fundação, em um estudo à época. “Entretanto, a viabilidade da abordagem ainda é um grande obstáculo. O cronograma, o custo e a complexidade de se testar terapia de genes na clínica são formidáveis.”

Até agora, houve muito otimismo na utilização de terapia de gene para tornar as células do corpo imunes ao HIV. Nessas abordagens, o vírus é impedido de entrar em uma célula em primeiro lugar. É uma tarefa mais fácil, porque não exige lidar com o problema de um vírus dormente que desperta depois de um longo período. Vários testes clínicos para esses tipos de terapias também estão acontecendo.

“Brown foi apenas um caso extraordinário”, disse Kitchen. “Ele passou por dois transplantes de medula óssea. Isso normalmente mataria uma pessoa. E ainda não sabemos como isso funcionou exatamente.”

No caso da nova pesquisa da UCLA, o maior obstáculo é descobrir o jeito mais eficaz de transplantar o menor número de células-tronco possível para dentro do corpo de um paciente infectado. Idealmente, afirmou Kitchen, eles gostariam de desenvolver algo como uma vacina, que não exige um procedimento invasivo como o transplante de medula óssea, mas, por enquanto, essa ideia é muito “ficção científica”. Ainda assim, Kitchen diz, testes clínicos para sua nova abordagem provavelmente devem acontecer daqui a dois ou três anos.

Uma cura pode não estar tão próxima, mas, pela primeira vez, está começando a surgir no horizonte.

*Por Kristen Brown Publicado no Gizmodo

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*Fonte: universoracionalista

Dá para explodir de tanto comer?

Teoricamente, não – pelo menos, isso não está previsto nos livros de medicina -, mas um caso descrito no jornal Legal Medicine em março de 2003 deixou os especialistas com a pulga atrás da orelha. Legistas da Universidade de Okaya-ma, no Japão, analisaram o corpo de um homem encontrado morto em um banheiro público com dois buracos (um de 14 centímetros e outro de 6 centímetros) no estômago. Segundo a análise, o homem tinha 49 anos, sofria de problemas gástricos – não tão graves, mas suficientes para produzir úlceras -, e, como não apresentava marcas de traumas no abdômen e o estômago estava cheio no momento da ruptura, os legistas japoneses levantaram a possibilidade de o estômago ter estourado por ingestão excessiva de comida. “Eu acredito que o estômago possa se romper espontaneamente, embora isso seja bem raro”, diz o médico japonês Satoru Miyaishi, do Departamento de Medicina Legal da Universidade de Okayama. Entretanto, até que se tenha um estudo mais conclusivo, a maioria dos especialistas continua acreditando que o excesso de comida não é suficiente para provocar uma “explosão”. “As paredes do estômago só podem estourar em caso de um choque, como um acidente de carro”, diz o gastroenterologista Arthur Garrido, da USP. Partindo desse pressuposto, pode-se sugerir que a vítima japonesa tenha sofrido um tombo (leve o suficiente para não deixar marcas no corpo), o que, somado a uma possível rigidez nas paredes estomacais causada por uma úlcera, pode ter sido fatal. Caso não aconteça nenhum trauma, o estômago enche até um certo limite e, se a pessoa continuar comendo, coloca o excesso para fora “chamando o Hugo”. O volume médio do estômago de um adulto varia entre 1 e 1,5 litro, mas isso não significa que, se você tomar uma garrafa de 2 litros de refrigerante, vai vomitar 0,5 litro. Primeiro, porque as paredes do estômago são elásticas e, segundo, porque o que você come ou bebe não fica apenas no estômago: distribui-se ao longo de todo o sistema digestivo, que, da boca ao ânus, mede mais de 7 metros. “O tubo digestivo como um todo tolera limites muito altos”, conclui o gastroenterologista Milton Costa, da UFRJ.

 

 

 

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*Fonte: mundoestranho

Este site permite encontrar fotos e documentos de seus antepassados imigrantes

O Brasil é um país feito por imigrantes. Assim, não é incomum que muitas famílias tenham poucas gerações antecessoras nascidas aqui – e igualmente comum é as famílias brasileiras não possuírem maiores informações, fotos ou registros precisos sobre essas migrações. Recentemente, no entanto, o site [ Family Search ] vem ajudando a resolver diversas dessas dúvidas; nele é possível buscar informações e documentos de imigrantes que chegaram no Brasil entre 1902 e 1980.

Para quem procura informações de antepassados mais distantes, o site pode ser uma comovente mina de ouro, afinal era incomum que nossos avós ou bisavós tirassem registros em fotografias.

Assim, vem surgindo na internet diversos relatos de pessoas que encontraram familiares, informações ou mesmo toda sua árvore genealógica pelo site (teve gente que encontrou o próprio documento de imigração!).

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Prepare-se: 2018 será o ano com mais feriadões do século

Não teremos muitos feriadões no sentido mais “feriadão” do termo. Dia do Trabalhador e Proclamação da República serão os únicos que cairão terça ou quinta, o que significa quatro dias de descanso para os afortunados que conseguem enforcar trabalho ou aula. Além desses, Natal também cai terça, mas Natal tem um peso menor para enforcar, já que muita gente está de férias (de verão, concentradas, coletivas…).

Ainda assim, 2018 será um bom ano, na verdade um excelente ano, em se tratando de feriados. Independência, Nossa Senhora Aparecida e Finados serão em uma sexta-feira. Isso sem contar aqueles do primeiro semestre que caem em dias fixos da semana. Vamos lá:

1º de janeiro (Confraternização Universal) – segunda-feira
13 de fevereiro (Carnaval) – terça-feira
30 de março (Sexta-feira da Paixão) – sexta-feira (#cêjura?)
21 de abril (Tiradentes) – sábado
1º de maio (Dia do Trabalhador) – terça-feira
31 de maio (Corpus Christi) – quinta-feira (como sempre)
7 de setembro (Independência) – sexta-feira
12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida) – sexta-feira
2 de novembro (Finados) – sexta-feira
15 de novembro (República) – quinta-feira
25 de dezembro (Natal) – terça-feira

A aprovação do Dia da Consciência Negra como feriado nacional ainda está em trâmite no Congresso. Em 2018, ele também cairá em uma terça-feira. Então, caso você more em uma das mais de 1.000 cidades onde já é feriado (o que inclui São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e João Pessoa), ganhará mais um feriadão.

Sendo assim, os sortudos que emendarão todos os feriados possíveis terão 36 dias de folga. Como “folga” entendemos o uso prático do termo “feriadão”: caiu terça ou quinta, quatro dias. Caiu no fim de semana, nenhum dia (pedimos desculpas a todos que trabalham sábado e/ou domingo pelo asterisco que não contempla os feriados que fazem, sim, diferença para vocês). Também esticamos o Carnaval a cinco dias de folga, considerando que o meio período da Quarta-Feira de Cinzas é um dia morto (você está lendo este post porque quer saber sobre os feriados de 2018, então não venha com papinhos de “sofrência”, que trabalha na quarta depois do Carnaval, que está sempre na correria etc.. Pra cima da gente não, pô!).

Vamos comparar. Em 2017, temos Ano-Novo no domingo, Dia do Trabalhador e Natal na segunda, República na quarta, Tiradentes na sexta e uma penca na quinta: Independência, Nossa Senhora Aparecida e Finados, além do de sempre (Corpus Christi). Um belo ano, mas, ainda assim, com dois dias a menos de folga que em 2018: 34.

Em 2016, a vida foi mais dura: só 26 dias na maciota, por causa daquele mundaréu de feriados na quarta. Já em 2015, 35 dias, com muitos feriados caindo segunda-feira. Mas, em 2014, foram só 22 dias. Tudo parecia bem até a Copa (em muitos sentidos). Aí veio o 7 a 1 e quatro feriados na sequência em fins de semana (Independência, Nossa Senhora, Finados e República). O ano de 2013 foi pior ainda: 21 dias (caía quase tudo em fim de semana). Veja a retrospectiva:

2018: 36 dias de folga
2017: 34
2016: 26
2015: 35
2014: 22
2013: 21
2012: 33
2011: 20
2010: 31
2009: 35
2008: 27
2007: 36
2006: 34
2005: 23
2004: 32
2003: 22
2002: 21
2001: 36

Ou seja, 2018 será o ano com mais feriadões do século até aqui, empatado com 2001 e 2007. Mas pode tomar a dianteira de vez caso o Dia da Consciência Negra vire feriado nacional.

E não custa lembrar que tem Copa: pegamos a Suíça em 17 de junho (15h no horário de Brasília, mas é domingo, então é bom para o churrasco, mas não para a nossa conta da preguiça). Depois, Costa Rica em 22 de junho (9h de uma sexta, pode rolar um meio período pra muita gente) e Sérvia dia 27 (15h de uma quarta-feira).

Se o time de Adenor, o Tite, passar adiante (e deve, convenhamos), podemos descolar mais uns dias. Passando em primeiro no grupo, o Brasil joga as oitavas em uma segunda-feira. Passando em segundo, joga na terça. Nas quartas, a classificação da seleção no grupo faz a diferença: se passar em primeiro, joga na sexta, 6 de julho (às 15h, maravilha, pode se despedir do chefe mais cedo e decretar o fim de semana). Se tropeçar e passar em segundo, enfrentará quem tiver que enfrentar no sábado. Já as semifinais serão terça e quarta (10 e 11 de julho). Disputa de 3º no sábado, final no domingo. Então, se tudo der certo e o Brasil passar em primeiro e chegar à final, teremos cinco dias de Copa que caem durante a semana, sendo que dois serão sexta-feira, e um, segunda.

Vem 2018.

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*Fonte: mundoestranho

Este cometa interestelar é diferente de tudo o que já vimos

O primeiro cometa de procedência interestelar conhecido pelo homem foi descoberto há mais de um ano. Agora, a NASA revelou algumas de suas características, absolutamente desconhecidas para um asteroide desse tipo.

O cometa interestelar C/2017 U1 tem um aspecto alongado, como um cigarro de 400 metros de comprimento, e sua cor é basicamente um vermelho escuro. Sua forma poderia ser fundamental para tentar entender como outros sistemas solares se desenvolvem.

De acordo com os especialistas, ele viaja a uma velocidade de 64 mil km/h e vem da mesma direção onde está localizada a constelação de Lyra. Demorará alguns anos para passar por nosso sistema solar e não voltará mais.

Diferentemente dos asteroides conhecidos pelo homem, este não orbita em torno do Sol, mas se desloca por uma trajetória angular com relação às órbitas de outros planetas. Muitos especialistas duvidam que ele realmente provenha de outro sistema solar.

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*Fonte: history

2+2=4… nem sempre!

A matemática está se transformando em uma ciência inexata

Pense bem da próxima vez que quiser resolver algo com precisão matemática. Os últimos avanços da mais exata das ciências estão tão cercados de polêmica que, em grande parte das vezes, ninguém mais sabe dizer que problemas estão resolvidos e quais conclusões estão inequivocamente certas.

“Hoje em dia, os matemáticos estão levando muito em conta o papel das decisões humanas sobre que provas são válidas”, diz o matemático Keith Devlin, da Universidade Stanford, EUA.

A primeira razão para a dúvida é que quem dá a palavra final na matemática é a “pecinha” que fica atrás dos livros: o homem. Cabe à comunidade de cientistas decidir quais conclusões são erradas e quais provas são legítimas. E esses matemáticos têm enfrentado grandes problemas.

Parte da culpa vem do melhor amigo do matemático na atualidade: o computador. O problema começou em 1976, quando 2 cientistas disseram ter provado o teorema das 4 cores, que diz que qualquer mapa pode ser pintado com apenas 4 cores sem usar a mesma tinta para 2 países fronteiriços. Eles tinham chegado à prova programando um computador para testar todas as possibilidades, e o resultado era um tijolo de mais de 500 páginas impossível de ser checado à mão. Desde então, técnicas parecidas “provaram” outros teoremas, todas gerando a mesma polêmica: é válida uma demonstração que não pode ser verificada por ninguém? Para muitos, a resposta é simplesmente “não”.

Por outro lado, existem dezenas de equações ainda não comprovadas que são usadas como se fossem exatas. Pegue, por exemplo, a questão de se um número é primo – ou seja, se ele pode ou não ser dividido por outro número inteiro além dele mesmo e de 1. Já existem métodos que resolvem o problema com 99,99% de certeza, não importa o tamanho do número – mas não existe uma conclusão exata e a incerteza, ainda que pequena, é desconfortável para os matemáticos. Mesmo assim, a técnica é amplamente utilizada, por exemplo, em pesquisas de sistemas de segurança eletrônicos (como o do seu e-mail).

“Provas são apenas uma das ferramentas que os matemáticos usam”, diz o americano Philip Davis, da Universidade Brown, em Rhode Island, EUA. Ele é um dos muitos cientistas que defendem que o seu campo hoje precisa aprender a lidar com a falta de certezas. Ou, como diz a jornalista, física e matemática americana Margaret Wertheim: “Como muitos outros campos, a matemática está se tornando menos a busca por verdades últimas do que um projeto movido por negociações entre os participantes.”

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*Fonte: superinteressante / Rodrigo Rezende

Não tomar sol é tão perigoso quanto fumar, diz estudo

Pessoas que não fumam, mas também não tomam sol têm a mesma expectativa de vida de pessoas que fumam. É o que aponta uma pesquisa publicada na revista científica Journal of Internal Medicine realizada com 30 mil mulheres por cerca de 20 anos.

Este estudo indica que evitar o sol é um fator de risco de morte da mesma magnitude que fumar. Quando comparado a alguém que se expõe mais ao sol, a expectativa de vida de quem não toma muito sol pode diminuir até 2 anos e 1 mês.

Os pesquisadores do Hospital Universitário de Karolinska, na Suécia, responsáveis pelo estudo, notaram que mulheres que tomam mais sol tem menos riscos de problemas cardiovasculares e doenças crônicas como diabetes e esclerose múltipla do que quem evita o sol.

Um ponto interessante do estudo é que os benefícios aumentam conforme a pessoa toma mais sol.

Infelizmente, nem tudo são flores, os pesquisadores afirmam que também houve um aumento na incidência de câncer de pele entre quem se expunha mais ao sol.

“Contudo, o câncer de pele em pessoas que se expunham mais ao sol tinha um prognóstico melhor do que aquelas que tomavam menos sol”, diz o Dr. Pelle Lindqvist, autor do estudo.

Diante de tudo isso, Lindqvist defende que a mulher não deve se expor nem demais e nem de menos ao sol.

“Há tempos sabemos que existem três hábitos que são perigosos para a nossa saúde, são eles: fumar, sedentarismo e estar acima do peso. Agora, com esta pesquisa vimos que existe um quarto: evitar exposição ao sol”, conta Lindqvist.

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*Fonte: minhavida

5 sinais que mostram que uma pessoa não é verdadeira – (Falsiane)

Abaixo está uma lista com 5 sinais que mostram que alguém não é autêntico.
Alguns desses sinais são fáceis de detectar, enquanto outros precisam de uma convivência mais próxima, mas eles nos dão uma ideia melhor da verdadeira face daqueles ao nosso redor:

1. Extrema valorização de bens materiais
O site Huffington Post diz que pessoas autênticas conseguem enxergar o quanto os bens materiais são vazios. E o site LifeHack afirma que pessoas verdadeiramente autênticas valorizam mais as pessoas, relacionamentos e experiências do que bens materiais. As pessoas autênticas em sua vida são aquelas que estão mais interessadas em você e em seu bem-estar do que em futilidades e coisas efêmeras.

2. Viver para agradar aqueles ao seu redor
As pessoas autênticas e conscientes sabem que é impossível agradar a todos, porque temos pensamentos e opiniões diferentes. No entanto, as pessoas inautênticas saem do seu caminho para agradar os outros, com a esperança de poderem se aproveitar de seu ato de gentileza futuramente.

3. Desvalorização do autocuidado
As pessoas inautênticas não cuidam de si mesmas, isso porque não enxergam que quanto mais nos amamos e cuidamos de nossos corpos e almas, mais somos felizes e realizados com nossas vidas.

4. Inveja excessiva
As pessoas que não são autênticas sentem inveja das conquistas daqueles ao seu redor, porque não conseguem manifestar os próprios desejos em suas vidas. No entanto, essa incapacidade é fruto de suas questões internas, e tudo pode mudar com um reajuste de perspectiva e comportamento.

5. Irresponsabilidade
As pessoas inautênticas são irresponsáveis e muitas vezes forçam aqueles ao seu redor a tomarem decisões que beneficiem apenas a si mesmas. Quando chega a hora de enfrentar as consequências de suas atitudes, culpam os outros para fugir da responsabilidade.

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*Fonte: osegredo / Luiza Fletcher

Qual signo do zodíaco você deve evitar se relacionar com base no seu?

Tendemos a nos relacionar com diversas pessoas no decorrer da vida antes de encontrarmos o verdadeiro amor. Se você já passou por mais de um namoro, sabe do que estamos dizendo. Não que as pessoas se iludem e não amaram de verdade um parceiro passado, mas esse amor que estamos afirmando que as pessoas buscam, é aquele que acarretará em um relacionamento mais sério, que visa buscar um futuro ao lado da pessoa. Para melhor explicar, o famigerado casamento. Claro que nem tudo são rosas e diversas outras coisas podem interferir e complicar a união. Desde diferenças de pensamentos, posicionamento político e até mesmo (acredite ou não) gostos musicais são capazes de separar um casal.

Outra coisa que muitas pessoas levam em consideração na hora de encontrar o parceiro são os signos do zodíaco. Existem seres que depositam toda a sua fé nos astros e julgam o comportamento dos outros de acordo com a sua representação no mapa astral. Com certeza você já deve ter ouvido falar que um leonino é bastante egocêntrico, ou que um geminiano é demasiadamente comunicador. Essas são crenças que não podemos confrontar, aliás, crença nenhuma deve e foi pensando nisso que criamos essa matéria. Veja com a gente o tipo de signo que você deve manter distância no quesito relacionamento de acordo com o seu. Sem mais delongas, confiram conosco e se surpreenda.

1- Áries

Os Arianos são bastante teimosos e gostam de fazer o que tem vontade, sem limites para viver. Eles não se dão muito bem com pessoas de Capricórnio e Câncer, pois são muito racionais e podem irritá-los com facilidade.

2- Touro

Os Taurinos costumam ser bem teimosos e tendem a se dar mal com os Aquarianos, pois sua rebeldia pode trazer muito estresse a eles.

3- Gêmeos

Os Geminianos são meio ligados a tudo do mundo ao mesmo tempo e ainda bem comunicativos. Os nativos desse signo não se dão muito bem com pessoas de Peixes, pois eles vivem no mundo da lua.

4- Câncer

O signo da timidez e do romantismo não se dá muito bem com os Arianos, que costumam ser mandões e falam demais.

5- Leão

Quem nasce no signo de Leão tende a ser bem ativo e não se intimida com facilidade. Eles têm problemas com Virgem, pois precisam de elogios para manter o ego e o Virginiano não costuma demonstrar esse tipo de afeto com freqüência.

6- Virgem

Um bom Virginiano tende a ser bem minimalista com suas coisas e gosta da perfeição. Por esse motivo, os nativos desse signo não dão certo com os Sagitarianos que costumam deixar tudo pela metade.

7- Libra

Libra adora o jeito espontâneo das pessoas e isso é uma boa qualidade. Capricorniano não faz muito o tipo dos nativos desse signo por ser muito racional e agir com frieza em vários momentos.

8- Escorpião

Um nativo de Escorpião tem os sentidos a flor da pele, bastante apurados. Bastante críticos e vingativos, eles não se dão bem com pessoas do signo de Leão por terem as suas opiniões muito divergentes.

9- Sagitário

Sagitário é o signo da diversão e tendem a buscar sempre por programas interessantes e se comunicar bastante. Os Piscianos costumam não agradar muito os sagitarianos por causa de seu jeito melancólico e muito calado.

10- Capricórnio

Quem nasce nesse signo tendem a ser um pouco preso em si mesmo, mas ainda muito dominante. Eles tendem a não se dar muito bem com os Arianos, que consegue tirá-los do sério com seu temperamento explosivo.

11- Aquário

Aquarianos amam sair, namorar, conversar atoa e tem sua personalidade forte e opiniões próprias. O Taurino consegue estressar muito os que nasceram nesse signo por causa de sua possessividade e cobranças como um todo.

12- Peixes

Peixes busca por quem consegue lhe tirar do mundo da lua, mas não se dão bem com os Geminianos, pois são extravagantes demais.

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Como identificar os diferentes tipos de fakes e robôs que atuam nas redes

Se a interferência de contas falsas em discussões políticas nas redes sociais já representava um perigo para os sistemas democráticos, sua sofisticação e maior semelhança com pessoas reais têm agravado o problema pelo mundo.

No Brasil, uma investigação de três meses da BBC Brasil, que deu origem à série de reportagens Democracia Ciborgue, identificou parte do mercado de compra e venda de contas falsas que teriam sido usadas para favorecer políticos no Twitter e no Facebook. É impossível estimar seu alcance, mas sua existência nas eleições brasileiras de 2014 já alerta para um potencial risco na disputa no ano que vem.

Nos Estados Unidos, conteúdo produzido por russos e difundido por meio de pessoas que não eram verdadeiras alcançou quase 126 milhões de americanos no Facebook durante as eleições do ano passado, de acordo com a plataforma, que teve que submeter dados ao Senado americano.

O perigo cresceu porque a tecnologia e os métodos evoluíram dos robôs, os “bots” – softwares com tarefas online automatizadas -, para os “ciborgues” ou “trolls”, contas controladas diretamente por humanos com a ajuda de um pouco de automação.

Imaginemos uma linha em que em uma ponta estejam robôs e, em outra, humanos. Entre as duas pontas, especialistas apontam a existência de ciborgues, “robôs políticos”, “fakes clássicos” e “ativistas em série” antes de chegarmos às pessoas reais.

Parte 1, os robôs

“Um robô, ou bot, nada mais é que uma metáfora para um algoritmo que está te ajudando, fazendo um trabalho para você”, define Yasodara Córdova, pesquisadora da Digital Kennedy School, da Universidade Harvard, nos EUA, e mentora do projeto Operação Serenata de Amor, que busca identificar indícios de práticas de gestão fraudulenta envolvendo recursos públicos no Brasil.

Ou seja, robôs estão por todas as partes, espalhados nas redes sociais, o que não significa necessariamente que estejam fazendo coisas ruins: os mais comuns são aqueles que automatizam o compartilhamento de notícias de veículos de imprensa e os que ajudam consumidores em atendimentos virtuais, entre outros.

O projeto Operação Serenata de Amor, por exemplo, tem um robô que analisa pedidos de reembolso de deputados federais e destaca os que parecem ser suspeitos, por meio de “machine learning” (“aprendizado de máquina”, que reconhece padrões e aprende com seus erros para evoluir e refinar sua atuação). Via Twitter, pede aos parlamentares que esclareçam o gasto suspeito – há casos de congressistas que reembolsaram a Câmara por causa do projeto.

Mas também há robôs cujo uso é malicioso, e que estão espalhados sobretudo pelo Twitter.

“O Twitter é um ambiente mais amigável para robôs”, explica Marcos Bastos, professor do departamento de Sociologia da City, University of London, no Reino Unido.

Bastos, que é brasileiro, e o britânico Dan Mercea, da mesma universidade, descobriram que as discussões sobre o plebiscito do Brexit (que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia) no Twitter tiveram participação de ao menos 13,5 mil robôs, usados para “bombar” um lado ou outro com postagens automatizadas.

“O Facebook é de fato uma rede social: você aceita pessoas com quem você tem algum tipo de conexão: idealmente, só amigos, embora esse não seja sempre o caso. O Twitter não tem essa reciprocidade, então funciona não só como uma rede social, mas como um sistema de difusão de informações”, afirma.

Ou seja, a natureza mais aberta do Twitter – que, diferentemente do Facebook, não exige o nome verdadeiro do usuário nem proíbe contas automatizadas – facilita a proliferação de robôs em sua esfera.

Pesquisadores das universidades do Sul da Califórnia e de Indiana estimam que haja entre 9% a 15% de robôs no Twitter. A rede tem um total de cerca de 330 milhões de usuários – portanto, ao menos 29 milhões deles são robôs, segundo o levantamento.

O Twitter informa que “a falsa identidade é uma violação” de suas regras. “As contas do Twitter que representem outra pessoa de maneira confusa ou enganosa poderão ser permanentemente suspensas de acordo com a Política para Falsa Identidade do Twitter. Se a atividade automatizada de uma conta violar as regras do Twitter ou as regras de automação, o Twitter pode tomar medidas em relação à conta, incluindo a suspensão da conta.”

Mas essas criaturas virtuais são mais facilmente identificáveis. Pesquisadores desenvolvem ferramentas para detectar robôs, monitorando sua atividade e identificando padrões. Levam em conta a quantidade de vezes que replicam um conteúdo, a proporção entre seguidores e usuários que o perfil segue, a data de criação da conta, as postagens via plataformas externas ao Twitter e a quantidade de menções a outros usuários, entre outros critérios.

 

Parte 2, os ciborgues

Pouco disso pode ser feito para detectar os exércitos de ciborgues, que estão em uma zona cinzenta e são os próximos na escala depois dos robôs. São chamados também de “trolls” ou “socketpuppets” (fantoches).

“É muito difícil detectar esses ‘bots’ híbridos, operados parte por humanos, parte por computadores”, afirma Emiliano de Cristofaro, professor da London’s Global University, no Reino Unido, que estuda segurança online. Isso porque perfis operados por algoritmos têm “comportamentos previsíveis” e padrões, enquanto uma pessoa real pode interromper isso, “agindo de forma diferente em horários diferentes”.

Ciborgues dão origem a perfis mais sofisticados, que tentam de fato imitar perfis de pessoas verdadeiras, publicando fotos e frases e interagindo com outros usuários, criando “reputação”.

Os perfis falsos encontrados pela investigação da BBC Brasil são ciborgues. Roubaram fotos de pessoas verdadeiras, criaram nomes falsos e adicionaram como amigos pessoas reais – o que fez até com que recebessem “parabéns” em seus “aniversários”. Depois, entre publicações de uma rotina inventada, publicaram conteúdo elogiando políticos brasileiros e ajudaram a aumentar suas “curtidas”.

Para manter o perfil ativo e parecer real, parte das postagens era agendada em plataformas fora do Twitter. À primeira vista, não parecem ser perfis falsos.

“É preciso olhar para o conteúdo que postam, não só para sua atividade. E isso custa caro”, observa Cristofaro. Por sua natureza mais sofisticada, estão espalhados não só no Twitter, como no Facebook também.

O Facebook informou que suas políticas “não permitem perfis falsos”. “Estamos o tempo todo aperfeiçoando nossos sistemas para detectar e remover essas contas e todo o conteúdo relacionado a elas.”

A empresa também indicou que pode fazer uma “varredura” de perfis falsos no Brasil semelhante à que fez na França e na Alemanha antes das eleições. “Estamos eliminando contas falsas em todo o mundo e cooperando com autoridades eleitorais sobre temas relacionados à segurança online, e esperamos tomar medidas também no Brasil antes das eleições de 2018.”

Para o Cristofaro, caso o Facebook começasse a varrer contas falsas levando em conta apenas sua atividade, acabaria encontrando “falsos positivos”, “e isso seria muito ruim para eles”, diz.

Em um relatório de abril de 2017, o Facebook admitiu que havia difusão de informações na plataforma via “personas falsas online”, criadas para “influenciar opiniões políticas”.

Na ocasião, a empresa disse que estava tomando medidas para excluir esse tipo de conta falsa, sem especificar quantas já identificou e excluiu. Segundo relatório da empresa, em setembro deste ano o Facebook tinha 2,07 bilhões de usuários ativos no mundo todo – não se sabe quantas dessas contas são falsas.

Alguns passos podem ser tomados para identificar ciborgues. Qualquer um pode fazer uma pesquisa por meio da foto utilizada pelo perfil em questão. Em ferramentas de buscas como o Google, é possível pesquisar pela imagem com o objetivo de rastrear sua origem e outros sites em que aparece. Esses perfis utilizam fotos que saíram em notícias não muito difundidas, de pessoas mortas, de bancos de imagens.

Mas pesquisadores começam agora a observar outros padrões de comportamento: quando as mensagens não são programadas, sua publicação se concentra só em horários de trabalho, já que é controlada por pessoas cuja profissão é exatamente essa, administrar um perfil falso durante o dia. Interações de madrugada, portanto, quando pessoas reais muitas vezes participam de discussões online, estão de fora (a não ser que empresas comecem a pagar por plantões de madrugada).

Outra pista: a pobreza vocabular das mensagens publicadas por esses perfis. Um dos entrevistados pela BBC Brasil, funcionário de uma empresa que supostamente produzia e vendia perfis falsos, explica que às vezes “faltava criatividade” para criar mensagens distintas controlando tantos perfis falsos ao mesmo tempo – cada funcionário controlava entre 20 a 50 perfis com histórias de vida particulares.

Para identificar os mais de 100 perfis falsos no Twitter e no Facebook que seriam ligados a uma empresa, com a ajuda de especialistas, a BBC Brasil levou em consideração elementos como: o uso de fotos comprovadamente falsas, modificadas ou roubadas; a publicação de mensagens a partir da mesma ferramenta externa às redes sociais; o padrão de mensagens que simulam rotina, com repetição de palavras; a participação ativa nas redes durante debates e “tuitaços”; atividade apenas durante o horário “útil” do dia; as recorrentes mensagens de apoio ou de agressão a candidatos específicos e, por fim, vários casos de datas coincidentes de criação, ativação e desativação dos perfis.

Mas esse padrão de comportamento se refere a um grupo específico de perfis falsos e ciborgues, produzidos, supostamente, por uma empresa específica. O problema é que cada empresa tem uma atuação diferente, o que significa que diferentes grupos de perfis falsos têm também comportamentos distintos.

O fenômeno, portanto, ainda está sendo investigado por especialistas à procura de formas para aprimorar a identificação dos ciborgues.

Parte 3, os robôs políticos

Os “robôs políticos” são outra categoria dos robôs online.

São perfis de militantes que autorizam que suas contas sejam conectadas a páginas de candidatos ou de campanhas. Por meio de um sistema simples de automatização, “suas contas passam a automaticamente curtir postagens”, diz Dan Arnaudo, pesquisador da Universidade de Washington, nos EUA, e do Instituto Igarapé, no Rio, especialista em propaganda computacional, governança da internet e direitos digitais.

Yasodara Córdova diz que essa é uma “espécie de ciborguização para aumentar a quantidade de visualizações ou compartilhamento de uma publicação, em que um político usa um exército de pessoas que se habilitam a postar por ele”.

Ou seja, são perfis de pessoas verdadeiras, que abrem mão de sua “autonomia” para dar curtidas de forma automática selecionadas pela campanha de um candidato.

Parte 4, o fake clássico

Um “fake clássico” é aquele que já conhecemos: um perfil falso inventado por uma só pessoa, sem relação com empresas que vendem esse serviço para políticos e sem relação com campanhas que pedem acesso às contas de militantes.

É aquele perfil usado por uma pessoa para esconder-se atrás de um “fake” pelos mais diversos motivos: simplesmente para não expor a identidade do verdadeiro autor, para publicar comentários negativos ou positivos sobre uma pessoa ou para “bombar” um político voluntariamente.

Se isso for feito de forma transparente, ou seja, se o perfil for satírico ou deixar claro que é um pseudônimo, a atividade é legal. Quando é usado para enganar outros usuários, no entanto, sem deixar claro que o perfil é falso ou assumindo a identidade de outra pessoa (roubando sua foto ou nome), é ilegal.

 

Parte 5, os ativistas em série

Mas nem sempre um número alto de compartilhamentos ou postagens significa que seu autor é um computador.

Há dois anos, Bastos e Mercea identificaram o que chamaram de “ativistas em série” – pessoas reais altamente prolíficas politicamente no Twitter e com postagens sobre eventos políticos em diferentes partes do mundo – até 17 delas. Exemplo: um ativista em série pode tuitar em grandes quantidades tanto sobre os protestos de junho de 2013 no Brasil quanto sobre o movimento Occupy nos Estados Unidos.

Os pesquisadores entrevistaram 21 ativistas em série. O resultado: os entrevistados eram em sua maior parte pessoas com 30 anos ou entre os 50 e 60, em períodos de desemprego, trabalho voluntário ou durante a aposentadoria. Ficavam entre cinco e 12 horas no Twitter dedicando seu tempo a diferentes causas, chegando a tuitar 1,2 mil vezes por dia, indício que levaria pesquisadores a associarem esses perfis à automatização, embora fossem pessoas de verdade.

 

 

 

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*Fonte: bbcbrasil