Stardust: filme mostra David Bowie antes do sucesso – e de se tornar um alienígena

Se hoje o nome David Bowie evoca instantaneamente a mitologia de um dos maiores e mais importantes personagens da história do rock e da própria cultura do século 20, em 1971, há exatos 50 anos, o cantor e compositor inglês era ainda um jovem músico buscando seu espaço e mesmo sua identidade – ou, no caso de Bowie, suas identidades. É nesse contexto, durante uma viagem aos EUA a fim de promover seu terceiro disco, que se passa o filme Stardust, contando os primeiros passos da criação e ascensão de um ícone – da música, da moda, da liberdade sexual, e da ficção científica.

Lançado em 2020 e disponível no Telecine, Stardust é estrelado por Johnny Flynn no papel principal, e não segue, portanto, a fórmula usual de uma biopic. Ao invés de atravessar apressadamente toda a vida do artista, o filme se aprofunda em um momento fundamental não somente da carreira, mas da vida e da obra de Bowie: o exato período em que ele começaria e encontrar – e se transformar em – Ziggy Stardust, seu alter ego alienígena. Através do personagem, o artista conquistaria o mundo no ano seguinte, em 1972, e lançaria alguns dos melhores e mais influentes discos de todos os tempos.

No filme, porém, Bowie está viajando aos EUA, aos 24 anos, para a divulgação do álbum The Man Who Sold the World, lançado no final de 1970, no qual os primeiros sinais da chegada de Ziggy Stardust “à Terra” começam a ser vistos, principalmente pela sonoridade mais pesada, e pela foto da capa — andrógina e misteriosa, com um cabeludo Bowie trajando um vestido. O período, no entanto, era difícil para o artista. Apesar do sucesso de seu primeiro compacto, o clássico “Space Oddity”, de 1969, Bowie vinha fracassando sucessivamente em seus singles e discos seguintes e — apesar de ser reconhecido hoje como um clássico —, com The Man Who Sold the World não seria diferente. O disco foi um fracasso comercial, tanto no Reino Unido quanto nos EUA.

Mais do que uma cinebiografia, portanto, Stardust é uma espécie de road movie, mostrando as desventuras dessa primeira viagem de Bowie aos EUA. Pois se a ideia era conquistar o público do país, de cara o propósito foi pelo ralo, ou melhor, pela alfândega. Impedido de tocar no país por questões burocráticas, a viagem se restringiu a entrevistas para rádios e revistas especializadas.

Essencialmente a obra retrata o encontro do artista com o único funcionário da gravadora no país que acreditava em seu trabalho, interpretado pelo comediante Marc Maron. As conversas entre os dois personagens, tratando das origens do artista, sua relação com sua então esposa, Angie, loucura, arte, sexualidade e futuro, se afirmam como temas e dilemas, e movem o filme adiante.

Com seu vestido, seus sapatos de salto alto e sua postura desafiadora, provocando os limites de gênero e identidade, o jovem Bowie causaria escândalo durante a estadia estadunidense. Esse seria o sentimento que o levaria além, já que muitos o viam como um alienígena, um ser andrógino e de outro mundo, por que não se transformar de fato em um? Um alienígena superstar, liderando uma banda de rock que conquistaria o mundo? Qual a diferença, afinal, entre uma estrela do rock ou alguém interpretando uma?

*Por
………………………………………………………………………………..
*Fonte: hypeness

David Bowie – The Actor (compilation)

*Compilation, edited by Christian Ryder.

David Bowie (1947 – ∞ )
The Image (1969) – short film
The Man Who Fell to Earth (1976) – feature film
Just a Gigolo (1978) – feature film
The Elephant Man (1980-1981) – theatre
Christiane F. (1981) – feature film
The Snowman (1982) – tv
Baal (1982) – tv
Yellowbeard (1983) – feature film
Merry Christmas, Mr. Lawrence (1983) – feature film
The Hunger (1983) – feature film
Jazzin’ for Blue Jean (1984) – short film
Into the Night (1985) – feature film
Absolute Beginners (1986) – feature film
Labyrinth (1986) – feature film
The Last Temptation of Christ (1988) – feature film
The Linguini Incident (1991) – feature film
Twin Peaks: Fire Walk with Me (1992) – feature film
Full Stretch (1993) – tv series, ep.1 “Ivory Tower”
Basquiat (1996) – feature film
Il Mio West (1998) – feature film
Everybody Loves Sunshine (1999) – feature film
The Hunger (1999-2000) – tv series, season 2, multiple episodes
Mr. Rice’s Secret (2000) – feature film
Zoolander (2001) – feature film
The Prestige (2006) – feature film
Extras (2006) – tv series, episode 2, “David Bowie”
August (2008) – feature film
Bandslam (2009) – feature film

………………………………………………………………………………
*Fonte: davidbowienews

David Bowie ganha moeda no Reino Unido

O saudoso David Bowie foi homenageado com o lançamento de uma série de moedas do Reino Unido. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (07) pela Royal Mint, a Casa da Moeda Britânica.

Uma das moedas dedicadas ao “Camaleão do Rock” foi até ao espaço em um foguete, ficando na órbita da Terra por 45 minutos antes de descer com segurança à Grã-Bretanha. Assista abaixo.

O design foi inspirado na imagem de Bowie no período em que viveu em Berlim, além de apresentar o icônico relâmpago de “Aladdin Sane”.

Os fãs podem comprar as moedas de prata e ouro no site da Royal Mint, que variam de 13 libras (cerca de 88 reais) até 72.195 libras (cerca de meio milhão de reais).

A série “Music Legends” já homenageou nomes como Queen e Elton John.

*Por Marcos Chapeleta

…………………………………………………………………………….

O Royal Mint enviou sua moeda comemorativa David Bowie para o espaço para celebrar o legado intergaláctico de David Bowie e seus sucessos, incluindo Starman, Life On Mars? e Space Oddity. A moeda atingiu 35.656m e orbitou a atmosfera da Terra por 45 minutos antes de descer com segurança de volta para a Grã-Bretanha.

…………………………………………………………………………………..
*Fonte: ligadoamusica

David Bowie – Somebody Up There Likes Me

Lendo a biografia do David Bowie (Bowie – Marc Spitz), me deparo com uma descrição de seu período “soul músic”, mais especificamente com o álbum “Young Americans”. É uma fase em que o camaleão estava entupido de drogas mas produziu um belo álbum e que confesso, não era um de meus favoritos da sua discografia até então. Nunca dei a devida importância e agora não consigo parar de ouvi-lo, nem é tanto pelas letras (Bowie tem coisas bem melhores nesse quesito, é verdade), mas além de grooves fantásticos e uma levada temperada com toda malemolência de um Bowie cheio da manha (como diriam), conta até uma versão de “Across the Universe” (Beatles). Contente por descobrir essa pérola em meio ao seu acervo clássico.

Trailer de Stardust, cinebiografia de David Bowie, mostra o drama da vida do astro; assista

A vida, carreira e todas as esquisitices espaciais de David Bowie vão virar filme. A cinebiografia Stardust acabou de receber o primeiro trailer nesta quarta-feira (28).

O drama histórico é dirigido por Gabriel Range sobre a vida do ícone pop é estrelado pelo ator de Emma (2020) ​​Johnny Flynn, que surge como uma versão de Bowie aos 24 anos de idade, antes de se tornar um dos músicos mais famosos da história do Rock.

A narrativa começa em 1971, quando o jovem Bowie embarca em uma viagem para os Estados Unidos para se encontrar com o publicitário da Mercury Records, Rob Oberman (Marc Maron).

O filme promete dar ênfase as dificuldades enfrentadas por Bowie no início da carreira, visto que a visão alternativa dele sobre a sexualidade masculina e as práticas excêntricas na hora de se apresentar ainda não eram aceitas pelo público. Claro, isso tudo viria a mudar depois de Ziggy Stardust, tanto o disco quanto a persona artística criada pelo Starman.

“Não existe um Eu autêntico. Existe apenas medo”, diz Bowie no trailer. “Eu quero levar minhas fantasias ao palco comigo.” Stardust chega aos cinemas em 25 de novembro – o mesmo dia em que chega ao video on demand e demais serviços digitais. Assista ao trailer abaixo:

………………………………………………………………………….
*Fonte: rollingstone

David Bowie: famoso pub do clipe de “Let’s Dance” está à venda

Olha a oportunidade para os fãs de David Bowie que estiverem com uma graninha sobrando!

O icônico Carinda Hotel, que apareceu no clipe de “Let’s Dance”, está à venda. Localizado em Carinda, pequena cidade rural no interior da Austrália, a propriedade está saindo por 220 mil dólares australianos (cerca de R$670 mil).

Os donos fazem questão, inclusive, de deixar claro que o local onde Bowie esteve no clipe está “intacto”. A descrição do hotel/pub, aliás, é de passar vontade:

[O Carinda Hotel tem] uma grande área de bar com chopp, geladeiras para copos e garrafas e duas salas de refrigeração; área de cozinha com uma grelha com grande exaustor e áreas de armazenamento, incluindo freezers e geladeiras; seis quartos internos anexados à parte de trás do prédio bem como três cabines na propriedade; banheiros internos e externos e quartos e cabine na parte de trás.

Veja o anúncio por aqui. Abaixo, você pode relembrar o clipe — o hotel/pub aparece bem no início.

David Bowie, Carinda Hotel e o Racismo

O clipe de “Let’s Dance” tinha uma mensagem muito simples, como relembrou a NME. “É errado ser racista,” falou Bowie, citando que a Austrália “é provavelmente um dos [países] mais intolerantes racialmente no mundo”. Ainda assim, na entrevista de 1983, ele disse que amava muito o país.

………………………………………………………………………
*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

David Bowie: história em quadrinhos sobre a vida do cantor será lançada em 2020

A Insight Comics lançará um romance gráfico completo que narra a ascensão de David Bowie da obscuridade à fama sobrenatural. O artista Michael Allred (Sandman) se juntou a Steve Horton (Amala´s Blade) e à colorista Laura Allred (Madman) para capturar a vida de Bowiepor meio de ilustrações tão vibrantes quanto a vida do próprio cantor.

Bowie: Stardust, Rayguns e Moorage Daydreams é uma história de reinvenção, e segue a narrativa de Bowie ao sair de sua vida cotidiana como David Jones e explodir na cena do rock em meados dos anos 1960 em Londres.

Divididas em biografia e imaginação, as ilustrações retratam tanto histórias verdadeiras em gravações e shows quanto espaços imaginários espaciais, como em conversas inventadas entre Bowiee Ziggy Stardust, seu legendário alter-ego vindo de Marte. O romance segue as origens de Ziggy, assim como o seu final inevitável, parando antes do início da próxima manifestação de Bowie: The Thin White Duke, última persona musical do cantor.

“As encarnações de David Bowie eram, por si só, ficção científica”, escreve o premiado autor Neil Gaiman no avanço de Bowie. “Tudo o que faltava era uma história em quadrinhos de Bowie”, ele diz sobre seus anos como jovem fã, “e, na falta dela, eu mesmo desenharia quadrinhos ruins de Bowie.”

Mas uma história em quadrinhos assim não vai faltar por muito tempo. Bowie: Stardust, Rayguns & Moonage Daydreams já está disponível para pré-venda em vários pontos on-line. O romance gráfico de 160 páginas será lançado em 7 de janeiro de 2020.

*Por Nattali Amato

…………………………………………………………………..
*Fonte: revistarollingstone

David Bowie, a soul music e um disco perdido. Ouça “The Gouster”, gravado em 1974

Não é segredo para ninguém, ao menos não para um fã de Bowie, que o homem era fissurado em música negra, em especial a soul music. Em Young americans (75) e Station to station (76) o então bicudo David Jones se mostrou ao mundo como um elegante soulman, sempre com um terno bem cortado, sapatos encerados e o nariz cheio de pó, encarnado mais uma de suas muitas personas.

Enfim, em 1974 Bowie e seu fiel escudeiro Tony Visconti trabalhavam duro no estúdio Sigma, na Filadélfia, gravando o citado Young americans, e durante esse processo criativo acabaram deixando de fora algumas faixas e versões das músicas que entraram na versão oficial do disco. E algumas dessas ‘sobras’ deram origem ao álbum que você ouve agora aqui no PCP, com o curioso nome The gouster.

O disco sai neste ano pela Parlophone como parte da caixa “Who Can I Be Now (1974-1976)”, que traz nada menos que 103 canções do mestre produzidas neste período extremamente chapado de sua vida.

The gouster (palavra que Bowie usava para se referir à moda dos jovens negros da época em Chicago) abre com uma versão longa de “John, I’m only dancing”, originalmente lançada como single em 1972 (relançada em 1991 e 2007) e fecha com uma interpretação mais crua de “Right”, que encerra o lado A de Young americans. Outras canções que só entraram nas duas reedições de Young americans também estão aqui, como as doloridas “It’s gonna be me” e “Who can I be now”. E “Fame”, o grande sucesso do álbum, curiosamente ficou de fora.

Não sei ainda como é o restante dessa luxuosa caixa, mas esse pedacinho dela resume bem o que foi esse período igualmente rico e perturbado na carreira de Bowie.

E nós aqui na terra seguimos sentindo sua falta, homem das estrelas.

 

*Por Fabio Bridges

 

…………………………………………………………………….
*Fonte:

Como David Bowie criou o astronauta trágico Major Tom e mudou sua carreira com a música “Space Oddity”

Nove dias depois da Apollo 11 realizar um pouso bem-sucedido na Lua, em 20 de julho de 1969, David Bowie lançava também seu primeiro grande hit, com o qual estreava nas paradas britânicas. No dia 10 daquele mesmo, na despedida da década de 1960 e tudo o que ela representava, um homem dentro da cultura pop já olhava para o espaço de outra maneira.

Há 50 anos, em 11 de julho de 1969, Bowie dava vida a Major Tom em “Space Oddity”, canção do seu segundo disco, lançado em novembro daquele ano com o nome David Bowie (anos mais tarde, seria repaginado sob nome de Space Oddity devido ao sucesso comercial da faixa, a primeira do álbum).

Existe uma clara conexão mercadológica entre a corrida espacial e a data de lançamento de “Space Oddity”, obviamente. Fazia sentido que David Bowie, em sua corrida pela fama como artista (fosse como músico ou ator) naquele início de carreira, acertasse o timing dessa faixa. Mas não foram as seguidas missões da NASA responsáveis por inspirar Bowie a olhar para as estrelas.

Para entender o que Bowie quis fazer com “Space Oddity” e a triste e melancólica odisseia do Major Tom na canção, é preciso voltar no tempo. David era um jovem aspirante a artista que largou o ensino médio para se desenvolver como performer.

Ele ainda era conhecido pelo nome de Davy Jones e se juntou a alguns outros grupos, como King Bees, Manish Boys e The Lower Third, sem obter muito sucesso. Em 1966, contudo, ele descobriu que um outro Davy Jones estava fazendo sucesso como integrante do The Monkees e decidiu sair em carreira solo, com o nome de David Bowie.

Dois anos antes de “Space Oddity”, Bowie lançou um disco de estreia, que levava no título a nova persona artística, pela Deram Records, uma subsidiária da grande Decca Records, embora sem muito sucesso.

Foi quando ele conheceu Angela, sua futura esposa. Ela, na ocasião, era namorada de um olheiro da Mercury Records que recusou trabalhar com Bowie. Angela usou sua influência e conseguiu um contrato para o futuro marido. Em alguns meses, ele havia gravado “Space Oddity”.

“Nós nunca nos sufocamos”, contou Bowie à Rolling Stone, anos depois. “Não, eu não acho que nos apaixonamos. Eu nunca estive apaixonado, graças a Deus. O amor é uma doença que gera ciúmes, ansiedade e raiva brutal. Tudo menos amor. É um pouco como o cristianismo. Isso nunca aconteceu comigo e com Angie. Ela é uma garota incrivelmente agradável para se voltar e, para mim, sempre será. Quer dizer, não tem ninguém … eu sou muito exigente às vezes. Não fisicamente, mas mentalmente. Eu sou muito intenso sobre qualquer coisa que faço. Eu afasto a maioria das pessoas com quem vivi. ”

Inspiração em Stanley Kubrick

Os relatos contam que Bowie passou os anos 1960 desesperadamente tentando se tornar um músico famoso. Era uma década na qual a música psicodélica tomava forma e Bowie tentou se juntar à onda, até lançando a música “The Laughing Gnome” (cujo título em tradução livre pode ser “O gnomo risonho”.

Foi quando, com o contrato com a Mercury Records, ele conheceu Gus Dudgeon, produtor de Elton John, e gravou “Space Oddity”, a canção hit que ele tanto buscava.

A balada folk sobre o personagem imaginário Major Tom que encontra um fim trágico no espaço sideral teve seu lançamento apressado pela gravadora para coincidir com a chegada da Apollo 11 na Lua. A emissora britânica BBC tocou a canção durante a cobertura do acontecimento histórico, o que gerou uma popularidade nacional para Bowie.

“Na Inglaterra, sempre presumiram que essa música foi escrita sobre a chegada da humanidade à Lua, porque a música saiu quase simultaneamente, mas na verdade, não foi isso”, ele contou à Performing Songwriter, certa vez.

“Eu escrevi porque fui assistir a 2001: Uma Odisseia no Espaço e achei maravilhoso. Eu estava meio fora de mim, fiquei muito chapado e então fui assisti-lo várias vezes seguidas. Foi uma revelação. Isso fez a música fluir.”

Bowie, inclusive, tirava sarro do fato da música ser usada na trilha sonora da cobertura do pouso da Apollo 11, já que o final de Major Tom, na canção, é extremamente trágico. “Tenho certeza de que eles não estavam ouvindo a letra”, disse ele, “Mas, claro, fiquei muito feliz que eles usaram a música.”

A história de Major Tom

Há algo de fascinante na narrativa de Bowie em “Space Oddity”. Havia espaço, na música pop, para canções com construções mais literárias. Entre o folk e o espacial, Bowie criou Major Tom como o protagonista solitário dessa viagem espacial. Do início, ainda em solo, até seu fim, quando tenta voltar à órbita terrestre e vê sua espaçonave falhar.

Major Tom tem apenas uma conexão com o mundo terrestre, é a segunda voz da canção, quem conversa com ele por rádio, o “ground control”, ou “controle terrestre”. É essa segunda voz que avisa Tom sobre o sucesso que ele se tornou ao alcançar o espaço: “Os jornais querem saber quais roupas você usa”, diz ela.

Tom decide deixar a cápsula espacial. Major Tom vive um momento existencialista ao se desconectar e flutuar pelo espaço, é quando a canção entra em um momento mais trágico. Tom percebe a sua e a nossa insignificância diante de um universo tão vasto.

“Diga a minha esposa que eu a amo muito”, diz ele, “ela sabe”, grita a voz do outro lado da linha. É a despedida de Major Tom, que, ao final da canção, de pouco mais de 5 minutos, segue em um flutuar sem rumo pelo espaço sideral.

Especialistas em David Bowie constantemente relacionam o personagem à própria personalidade de Bowie, uma imagem da própria desconexão do artista com relação ao restante do mundo.

Foi o seu primeiro sucesso, também, algo que ele almejou por aqueles anos todos de Davy Jones. É um momento interessante e metafórico na carreira e vida artísitca de Bowie. A partir daí, ele não foi mais um tipo só.

Talvez Major Tom fosse essa primeira – e mais autêntica – personalidade daquele depois conhecido por Camaleão do Rock. Bowie deixou-o flutuar para ser quem ele quisesse nos anos seguintes, como o Ziggy Stardust, Thin White Duke, dois dos seus personagens mais célebres, até a Blackstar, a estrela extinta, do seu último disco em vida, lançado dois dias antes da sua morte, em 10 de janeiro de 2016.

O fim de Major Tom

O próprio David Bowie chegou a interpretar o personagem Major Tom em um vídeo promocional de pouco menos de 30 minutos chamado Love You Till Tuesday. O média-metragem, que pode ser encontrado na internet, mostra Bowie interpretando várias das suas músicas lançadas até 1969, como uma forma de divulgar seu catálogo criado até ali e suas habilidades.

Mesmo depois de “Space Oddity”, contudo, Bowie não deixou o personagem ir embora. De tal forma, 11 anos depois, em “Ashes to Ashes”, outro sucesso estrondoso do músico inglês, trouxe Major Tom de volta.

Se em “Space Oddity”, o personagem se desligou da humanidade para flutuar pelo espaço, em uma metáfora à visão do mundo de Bowie, em “Ashes to Ashes”, do disco Scary Monsters (And Super Creeps), de 1980, Major Tom volta como um “junkie”, um viciado em heroína.

O próprio Bowie havia passado por um momento de crise com o vício em drogas no início dos anos 1970, o que o levou a “fugir” para Berlim, no final daquela década, e onde ele gravou uma tríade respeitadíssima de discos – Low (1977), Heroes (1977) e Lodger (1979).

Scary Monsters (And Super Creeps), portanto, vem depois desse período de tentativa de desintoxicação em solo alemão. “Ashes to Ashes” colocou Major Tom e Bowie, inclusive, no topo das paradas de mais tocadas do Reino Unido na época.

De forma direta ou indiretamente, Major Tom esteve presente em outras canções de Bowie, como em “Hallo Spaceboy”, do disco Outside, embora o nome do personagem não seja exatamente citado.

Na música “Blackstar”, responsável por dar nome ao último álbum de Bowie, de 2016, parece que finalmente descobrimos o que aconteceu com o personagem. Um astronauta morto é descrito na narrativa, seu esqueleto é levado por uma alienígena. “Para mim, aquele era 100% o Major Tom”, chegou a dizer Johan Renck, diretor do clipe da música, em um documentário da BBC.

*Por Pedro Antunes

………………………………………………………………..
*Fonte: rollingstone

Quando David Bowie criou uma lista de suas canções favoritas de David Bowie

Em 2008, David Bowie criou uma coletânea que reuniu 12 de suas canções favoritas de seu extenso catálogo.

Inicialmente, o CD foi lançado como uma coleção de favoritos pessoais e foi disponibilizado exclusivamente como um presente gratuito com uma edição do The Mail on Sunday. No entanto, devido à demanda popular, o jornal rapidamente esgotou e o CD se tornou um item de colecionador.

Com os fãs de Bowie nos EUA decepcionados com a impossibilidade de colocar as mãos no disco, a Virgin / EMI lançou o CD em formato idêntico ao que apareceu no The Mail on Sunday. A diferença, no entanto, foi que foi lançado com um livreto que continha comentários de música por música que originalmente apareciam no jornal. Além disso, o lançamento nos EUA e no Canadá foi incluído em uma embalagem padrão.

Nos últimos anos, em 2015, para ser específico, uma versão em vinil vermelho de edição limitada foi lançado para celebrar a abertura da exposição David Bowie Is, que mostrou na Philharmonie de Paris, na França.

A compilação se tornou um grande sucesso entre os fãs porque Bowie decidiu evitar a maioria de seus sucessos mais populares. Na verdade, Bowie incluiu apenas três singles oficiais; “Life on Mars?”, “Loving the Alien” e “Time Will Crawl”. Além disso, o último foi uma versão remixada pelo engenheiro Mario J. McNulty, que contou com várias partes recém-gravadas.

Em outro lugar, Bowie escolheu incluir a raridade “Some Are”, uma música que se tornou indisponível depois que ele a retirou do 11º álbum de estúdio Low.

David Bowie’s favourite David Bowie songs:

1. ‘Life On Mars?’ (from the album Hunky Dory)
2. ‘Sweet Thing/Candidate/Sweet Thing’ (from the album Diamond Dogs)
3. ‘The Bewlay Brothers’ (from the album Hunky Dory)
4. ‘Lady Grinning Soul’ (from the album Aladdin Sane)
5. ‘Win’ (from the album Young Americans)
6. ‘Some Are’ (currently exclusive to this compilation)
7. ‘Teenage Wildlife’ (from the album Scary Monsters)
8. ‘Repetition’ (from the album Lodger)
9. ‘Fantastic Voyage’ (from the album Lodger)
10. ‘Loving The Alien’ (from the album Tonight)
11. ‘Time Will Crawl (MM Remix)’ (new remix by David Bowie)
12. ‘Hang On To Yourself [live]’ (from the album Live Santa Monica ’72)

………………………………………………………………….
*Fonte: faroutmagazine

David Bowie criou seu próprio provedor de internet durante os anos 90

Que David Bowie era um artista completo e a personificação do que podemos considerar um gênio, isso nós sempre soubemos. Porém, o seu talento era mesmo infinito. Em 1998, o artista criou seu próprio provedor de internet, o primeiro serviço criado por um artista – o BowieNet. A ideia era que o negócio funcionasse como uma espécie de comunidade para seus fãs, que pagando US$ 19,95 mensais, poderiam se conectar à rede e teriam acesso a conteúdos exclusivos.

O BowieNet possuía uma página inicial customizada, endereço de email próprio, grupos de notícias e, inclusive, salas de bate papo, que o próprio artista utilizava com o apelido de Sailor. Em seu auge, o provedor, que era oferecido através da UltraStar Internet Services chegou a ter mais de 100 mil assinantes.

Infelizmente, nos anos 2000, quando outros serviços do gênero foram surgindo, ele tornou-se irrelevante e acabou sendo desativado, em 2006. Entretanto, podemos dizer que sua criação foi pioneira no conceito de redes sociais, como MySpace e Facebook. David Bowie continua sempre a nos surpreender!

Através de seu provedor, ele e sua equipe compartilhavam vídeos, entrevistas e outros conteúdos, como este abaixo:

*Por Gabriele Glette

…………………………………………………………………….
*Fonte: hypeness

App traz a exposição David Bowie Is em realidade aumentada

Em homenagem ao 72º aniversário do músico, foi lançado um aplicativo de celular baseado na exposição David Bowie Is, do museu Victoria & Albert, que percorreu o mundo e veio ao Brasil em 2014.

O aplicativo, por meio da realidade aumentada, oferece uma visita ao “lado colorido e teatral de Bowie”, com uma varidade de figurinos, adereços, esboços, partituras, filmes e fotografias.

A mostra virtual disponibiliza mais de 400 itens, dentre eles 23 vídeos, 60 letras de músicas escritas à mão, cartas e diários, 33 desenhos e 50 fotografias.

A visita é narrada por Garry Oldman, um amigo de longa data de Bowie, com o qual ele trabalhou algumas vezes, como no filme Basquiat, de 1996.

O app não é uma maneira de substituir a experiência, mas de oferecer um vislumbre tridmensional da carreira de muitas faces do Camaleão.

David Bowie Is está disponível para iOS e Android, cujo valor é R$ 29,90 para ter o acesso.

*Por Raquel Rapini

 

 

 

 

…………………………………………………………………
*Fonte: geekness

David Bowie é eleito o artista do século em pesquisa britânica

O povo britânico elegeu David Bowie como o maior artista de entretenimento do século XX. O cantor, compositor e ator londrino superou nomes como Charlie Chaplin, Marilyn Monroe e Billie Holliday numa disputa organizada pelo canal BBC Two, que convidou a audiência a votar em seus favoritos para o programa de TV Icons – onde também já foram comparados líderes, exploradores e cientistas (Nelson Mandela, Earnest Shacketon e Alan Turing foram escolhidos, respectivamente).

O objetivo do show é eleger “a maior personalidade do século”, colocando todos os vencedores dessas categorias uns contra os outros. Ainda falta escolher o maior ativista, atleta e escritor ou artista plástico. A disputa final vai ao ar no dia 5 de fevereiro, com ares de um desfecho de programa de talentos.

Bowie foi um dos artistas mais versáteis da música e do cinema e, por isso, levou o apelido de “Camaleão”. Criador de hits como Space Oddity, Rebel Rebel e Heroes, o cantor também atuou em filmes como Labirinto: A Magia do Tempo, O Homem que Caiu na Terra e Fome de Viver. Em 2014, o Museu da Arte e do Som (MIS) trouxe a São Paulo uma exposição interativa sobre o artista, que atraiu mais de 80 mil pessoas.

………………………………………………………………
*Fonte: veja