Mais dinheiro ou mais tempo?

Qual o significado do dinheiro para você? Se você pudesse escolher entre ter mais tempo ou mais dinheiro, o que escolheria? Por que? Esse texto te ajuda a refletir sobre isso.

Alguns meses atrás eu fiz esta pergunta no meu Twitter e LinkedIn e me surpreendi com a resposta:

Se você pudesse escolher entre um aumento salarial ou manter o salário atual e trabalhar menos horas por semana, o que você escolheria?

Nas duas redes, mais da metade das pessoas que responderam preferem manter o salário atual e trabalhar menos horas ao invés de receber um aumento e manter a carga horária atual de trabalho.

O que isso quer dizer? Por que tem pessoas que preferem mais tempo do que dinheiro? Por que tem pessoas que preferem mais dinheiro do que mais tempo?

Ao longo dos últimos 12 meses eu venho pensando sobre isso. Li uma série de livros, fiz cursos, conversei com pessoas, fiz reflexões. E cheguei em alguns pensamentos que quero colocar pra fora e compartilhar com você.

Por que a gente busca mais dinheiro?

Minha hipótese era que a maioria das pessoas preferem mais dinheiro do que mais tempo. Curiosamente, a minha pequena “pesquisa” revelou o contrário.

Claro que essa pesquisa não é representativa da população, a amostra tem um viés de ser direcionada por pessoas das minhas redes sociais. Mas mesmo assim, eu imaginava que a maioria estaria seguindo o caminho “padrão da vida adulta”: busca por mais dinheiro. Fiquei positivamente surpreso em ser provado errado, pelo menos nesse meu microcosmo.

Ainda assim, uma boa parte disse que se tivesse a escolha, escolheria mais dinheiro. Por que alguém busca mais dinheiro? Em resumo, eu diria que tem duas respostas:

1- Porque precisa de mais dinheiro
2- Porque acha que precisa de mais dinheiro

Minha preocupação, neste artigo, é com quem está na categoria 2.

A questão aqui não é se dinheiro traz felicidade ou não. Minha preocupação é sobre a pessoa poder pensar e decidir mais de acordo com seus próprios critérios, e menos pelo que foi depositado na cabeça dela de forma quase inconsciente (tipo inception, para quem viu o filme).

Vamos ver dois motivos do porquê as pessoas buscam mais dinheiro, sem estar consciente disso.

Buscamos mais dinheiro por causa de status

Um dos motivos que nos faz buscar mais dinheiro de modo inconsciente é status. Essa ideia ficou clara para mim depois de ler o livro “Desejo de status“, do filósofo Alain De Botton.

Segundo o autor, status é a posição que alguém tem dentro da sociedade. De modo mais restrito, é sobre a posição que você tem dentro de um grupo (família, amigos, empresa, cidade, país etc). De modo mais amplo, é sobre o valor e importância que você tem perante os olhos dos outros.

Status não é algo natural, é uma convenção social e humana. Também não é imutável, ele variou ao longo da história da humanidade: ser um caçador, ser um guerreiro, ser de uma certa família, ser parte do clero da igreja etc. Porém ao longo dos últimos séculos, cada vez mais ter status tem relação com ter dinheiro e com conquistas financeiras.

E por que buscamos status?

Bom, ter mais status pode trazer alguns benefícios para você. Quem tem mais status recebe mais atenção das outras pessoas, elas te vêem diferente, como se você tivesse mais valor. E muitos de nós somos inseguros sobre nosso próprio valor como ser humano, daí derivamos nosso senso de autoestima através do que os outros pensam de nós.

Se temos mais dinheiro, temos mais status. Se temos mais status, os outros nos atribuem mais valor. Se os outros nos atribuem mais valor, então nós nos atribuímos mais valor.

Acontece que construir sua autoestima baseado no que os outros pensam sobre você é muito frágil. Eu diria até perigoso.

Para quem está assistindo a série “The Boys” no Amazon Prime, pode pensar na autoestima do Homelander, ela é totalmente baseada no que as pessoas nas redes sociais acham dele.

Buscamos mais dinheiro porque nos tornamos prisioneiros do nosso estilo de vida

Há também aqueles que acham que precisam de mais dinheiro para sustentar um certo estilo de vida. Por sustentar seu estilo de vida, quero dizer onde você gasta seu dinheiro.

O problema que quero apontar aqui não é onde você gasta seu dinheiro. Mas quanto do seu dinheiro você gasta e o porquê.

Digamos que você conseguiu um emprego no começo dos seus vinte anos de idade. A cada aumento de renda desde então, o que aconteceu com seus gastos? Subiram? Provavelmente. Até aí ok.

O potencial problema é se na maioria das vezes que sua renda subiu, seus gastos subiram proporcionalmente juntos. Eu digo potencial problema porque talvez eles subiram por uma necessidade, talvez você tenha tido um filho. O problema real pode acontecer quando seus gastos subiram mais devido a desejos do que necessidades. E aqui eu quero trazer um conceito que aprendi com a filosofia de Epicuro.

Epicuro dizia que a gente confunde nossos desejos e necessidades. Necessidade é por exemplo alimento, abrigo, amigos. Desejo pode ser poder, fama, um apartamento grande, o iPhone do ano, o carro que seu amigo tem.

Se toda vez que você conseguir aumentar sua renda, você aumentar suas despesas, você se torna um refém do seu próprio salário. O refém do seu próprio salário sente que não tem opção a não ser dar um jeito de manter aquela renda a qualquer custo, pois se a renda for menor, ele acredita que sua vida seria ruim.

O risco aqui é a pessoa perder sua liberdade. Ela deixa de ter a liberdade de poder fazer menos dinheiro, ela é “obrigada” pelos seus desejos a manter aquele nível de renda ou mais. Uma armadilha que ela criou para si mesma, muitas vezes sem perceber. Seja qual for o motivo.

Pode ser, por exemplo, porque não parou para discernir necessidade de desejo. Pode ser porque tentou substituir algum vazio da sua vida com alguma posse ou experiência que o dinheiro pode comprar.

Ela virou refém do seu próprio salário.

Para que vou querer mais tempo?

Voltando para o resultado da enquete nas minhas redes sociais, a maioria das pessoas responderam que prefeririam trabalhar menos do que receber um aumento salarial. Por que será?

Consigo pensar em algumas possibilidades.

Tempo para se desenvolver como profissional

Talvez esse seja o motivo mais fácil de racionalizar. A pessoa gostaria de ter mais tempo para desenvolver uma competência.

Para muitos, aprender é uma fonte de prazer. Pra mim com certeza é. Um potencial problema é que investir tempo em desenvolver uma competência para o trabalho compete com o tempo de outras atividades fora do trabalho.

Podemos dividir nosso tempo em:

– atividades de lazer (andar de bicicleta, ver Netflix)
– atividades produtivas (trabalhar, estudar)
– atividades de manutenção (tomar banho, comer)

Para muitos de nós, o trabalho está no centro da nossa vida e a gente vai encaixando o restante no tempo que sobra. Ok, é a vida né. Mas tem que ser assim?

Daí você quer desenvolver uma competência profissional, seja porque gosta, seja porque precisa. Mas para isso acontecer, você vai ter que tirar ainda mais tempo de atividades de lazer ou de manutenção. Menos tempo para um hobby. Ou o que muitos de nós fazemos, menos tempo para dormir.

E se você pudesse trabalhar menos? Daí poderia usar o tempo extra para se desenvolver profissionalmente, comprometendo menos o tempo dos outros aspectos da sua vida. Não seria legal?

Alguém lendo esse texto pode dizer: “pera, mas isso é paradoxal… vou trabalhar menos, e com o tempo que sobrar eu vou investir em coisas que vão me fazer melhor no trabalho?!“. Sim, cada um faz o que quer segundo seus valores e seu repertório de vida. Muita gente vê as coisas desse modo, e está tudo bem, é o modo como a pessoa vê.

Eu mesmo pensava nessa linha: “trabalho é de onde eu derivo grande parte do meu senso de realização na vida“. Acontece que com um pouco de tempo extra, pude refletir e expandir meus pensamentos.

O que me leva para outro lugar onde você poderia usar mais tempo livre: se desenvolver como pessoa, não só como profissional.

Tempo para se desenvolver como pessoa

Uma das vezes que eu percebi que estava claramente me desenvolvendo como pessoa foi ao assistir palestras sobre feminismo, diversidade e inclusão na Plataformatec. As ideias e novas crenças que tive a partir dessas pitadas de educação claramente me tornaram uma pessoa melhor, dentro e fora do trabalho.

Depois, já durante meu sabático, eu li um livro chamado “Curso do amor“, também do filósofo Alain de Botton. O livro fala sobre o amor entre um casal, e sugere uma ideia disruptiva e inspiradora pra mim: “amor é mais habilidade do que entusiasmo“.

Ele explica por A + B os riscos daquela visão de amor romântico, da ideia de buscar uma pessoa perfeita para você. A verdade é que nenhuma das pessoas em um casamento é perfeita para a outra.

Aprendi com esse livro que “amor é a admiração pelas qualidades do ser amado que prometem corrigir nossas fraquezas e nossos desequilíbrios“. Faz parte do amor ser alguém imperfeito, mas também se inspirar na outra pessoa para se tornar um indivíduo melhor. Nesse sentido a relação de amor entre casal é sobre um ser parceiro do outro em uma jornada de desenvolvimento pessoal mútua. Olha que lindo!

Depois de ler esse livro, acredito que me desenvolvi como marido. Me desenvolvi como pessoa.

No meu caso, o aumento de espaço na minha mente para ter interesse e atitude de ler esse tipo de livro só aconteceu quando eu tive mais tempo fora do trabalho. Menos estresse e demanda do trabalho me permitiu pensar mais sobre as outras coisas importantes da minha vida.

Quando pensamos em desenvolvimento de pessoas, logo nos remetemos a ideia de RH, de carreira, de desenvolvimento profissional. Mas se desenvolver pode ir muito além do que apenas se tornar um profissional de excelência. Que tal se tornar uma “pessoa de excelência”?

Essa ideia é inspirada na filosofia de Aristóteles. Ele dizia que um bom caminho para a vida é se tornar uma pessoa virtuosa, uma pessoa de virtudes. E virtudes vai muito além de competência para o trabalho. Que tal ter como direcionamento de vida ser uma pessoa virtuosa ao invés de ser uma pessoa financeiramente rica? A virtude com certeza está mais próxima do alcance de todos do que a riqueza financeira.

A gente acha que ser amigo, ser pai, ser mãe, ser filho, ser irmão, ser cidadão, ser marido, ser esposa etc é simplesmente ser. Que já nascemos com uma habilidade inata em desempenhar esses papéis tão importantes nas nossas vidas. Não damos tanto atenção para nos desenvolvermos dentro desses âmbitos tanto quanto damos para nos desenvolvermos como profissionais.

Imagina o quanto de oportunidades não teríamos para nos desenvolver como um ser humano melhor se tivéssemos um pouco mais de tempo fora do trabalho.

Tempo para aprender o que eu não sei que eu não sei

Por fim, ter mais tempo livre lhe permite a aprender mais sobre aquilo que você não sabe que você não sabe (sobre você, sobre os outros e sobre o mundo).

No meu caso, eu descobri que eu não sabia “fazer nada”. Até li um livro no começo do ano sobre isso, se chama “How to Do Nothing: Resisting the Attention Economy“, da artista e professora de Stanford Jenny Odell.

Por vezes, minha esposa me falava “tu trabalhas muito“. Mas eu não entendia o que ela queria dizer, não fazia sentido pra mim. Apesar de empreendedor, nunca comprei a ideia daquele estereótipo que empresário tem que trabalhar um volume absurdo de horas. Eu sempre me esforcei para trabalhar algo por volta de 40 horas por semana, a carga horária padrão da CLT. Mas o que ela queria dizer para mim estava no campo das coisas que eu não sabia que eu não sabia, estava além da minha compreensão.

Só depois de ler os livros “How to do nothing” e “Sociedade do cansaço“, de refletir, meditar, e de muitas sessões de terapia, eu fui capaz de compreender o que ela queria dizer.

Percebi que apesar de trabalhar “apenas” uma carga de 40 horas por semana, minha mente continuava conectada e direcionada pelo trabalho, mesmo enquanto eu “não estava trabalhando”. Em casa, os livros que eu lia eram sempre para me ajudar a resolver problemas que eu encontrava no trabalho. No jantar, às vezes me pegava pensando no trabalho, ao invés de estar presente com a pessoa que eu amo.

Meu problema era que eu inconscientemente enxergava o tempo como um recurso econômico que eu deveria explorar ao máximo para produzir. Eu vivia para produzir, dentro e fora do trabalho, mas eu não tinha consciência disso.

Com mais tempo livre, eu pude descobrir que existem outras coisas que você pode fazer com o seu tempo além de produzir. Por exemplo, você pode fazer atividades contemplativas, como meditar.

Você começa a deixar de pensar “estou perdendo meu tempo“. Você para de pensar que “tempo é dinheiro”, que você tem que otimizar seu tempo. Que você tem que saber todos os hacks de produtividade e tirar o máximo possível de você.

Sabe onde se aplica essa ideia de otimizar algo e tirar o máximo de retorno dela? Em uma máquina, em uma fábrica. Você não é uma máquina dentro de uma fábrica que precisa ser otimizada. Nem dentro nem fora do trabalho.

Confesso que ainda estou aprendendo a viver sob essas novas ideias, não é fácil pra mim. E acredito que não deve ser fácil para nós como sociedade capitalista, que fomos levados a acreditar que devemos produzir ao máximo durante todo nosso tempo acordados.

A carga horária de trabalho atual não é natural, ela é uma convenção

Algumas pessoas lendo sobre essa ideia de trabalhar menos podem achar que isso é impossível. Utópico. Que nunca vai acontecer etc.

Para essas pessoas, convido a dar uma olhada para o passado e também para o presente. E baseado nessa observação, refletir: “trabalhamos 40 horas por semana porque é assim ou porque está assim hoje?”

Ser é muito diferente de estar. É mais fácil mudar algo que está, do que algo que é.

Primeiro, vamos olhar brevemente para o passado. Faz pouco mais de 100 anos que começamos a regulamentar a jornada de trabalho no Brasil. Antes disso alguns trabalhadores chegavam a trabalhar mais de 14 horas por dia nas indústrias! Hoje, estamos mais para as 40 horas por semana. Mudou. A jornada de trabalho não é natural, é uma convenção, um combinado.

Olhando agora para o presente, já existem empresas experimentando diferentes formas de jornada de trabalho. Vamos para alguns exemplos.

A Wildbit tem uma política de jornada de 4 dias de trabalho por semana, 32 horas por semana. Ela é uma empresa americana de pequeno porte, de produtos de software, com 20 anos de idade.

A Microsoft Japão testou uma jornada de 4 dias de trabalho por semana em 2019.

Um outro caso muito inspirador pra mim veio do Brasil: Ricardo Semler da SEMCO. Neste TED Talk, ele falou:

Quando olhamos para o modo como distribuímos a nossa vida, percebemos que nos períodos onde temos muito dinheiro, nós temos pouco tempo. E quando finalmente nós temos tempo, não temos dinheiro, nem saúde.
Essa questão toda de aposentadoria… ao invés de você ir escalar uma montanha quando você tiver 82 anos, por que você não vai na semana que vem?

Então eles criaram um programa no qual o funcionário poderia “se aposentar” ao longo da vida inteira, não só no final da vida. Quem quisesse aderir ao programa, poderia não trabalhar de quarta-feira, em troca de 10% a menos de salário.

Eles pensavam que as pessoas que iriam aderir ao programa seriam pessoas mais velhas. Mas a idade média das primeiras pessoas que aderiram foi 29 anos. Interessante né?!

Essas pessoas e empresas já estão desafiando a jornada de trabalho. Elas entendem que a jornada de trabalho como é hoje não é algo natural. É uma convenção que pode ser modificada.

E como isso tudo pode ser usado para sua empresa?

Para finalizar, eu gostaria de fazer um convite para você: pensar sobre por que uma empresa teria um programa de uma jornada de trabalho menor.

Sob uma óptica mais de negócios, pode ser um excelente modo de diferenciação para a marca empregadora. Cada vez mais se fala da escassez de mão de obra qualificada, e isso só tende a aumentar.

As empresas (principalmente no meu mundo, de tecnologia) tentam se diferenciar de todos os modos para atrair e reter pessoas. Salários altos, trabalho remoto, mesas de ping-pong, videogame, ambiente informal de trabalho etc.

Mas você não tem a impressão que isso tudo já está ficando um “lugar comum”?

Apesar da boa intenção, a empresa poderia oferecer para seus funcionários algo muito mais valioso. Talvez uma das coisas mais valiosas da vida: tempo. Esse sim seria um benefício totalmente diferente.

E eu diria que oferecer esse benefício não requer apenas capacidade financeira da empresa. Requer também coragem e uma expansão de perspectivas da missão da empresa.

Uma empresa padrão e moderna vai dizer que é centrada no cliente. Que o cliente está a frente de tudo. Que ajudar o cliente é a sua missão. É isso que você vai encontrar em boa parte da comunicação pública de uma empresa. É algo que você pode ver da “porta para fora.”

Da “porta para dentro”, muitas das decisões são direcionadas por outro stakeholder: os acionistas. Afinal, é isso que se ensina (e o que aprendi) nas escolas de negócio e cursos de MBA afora: a função de uma empresa é dar retorno financeiro para seus acionistas.

Daí depois de clientes e acionistas, sobram os funcionários. O curioso pra mim é que justamente os funcionários são as pessoas que mais tempo da sua vida passam interagindo com a empresa. Pelo menos um terço do seu dia, 5 dias por semana.

É aqui que entra a parte de coragem e expansão de perspectivas da missão da empresa.

E se a empresa quisesse revolucionar a forma como ela impacta o seu funcionário, tanto quanto ela quer revolucionar a vida do seu cliente?

Uma jornada de trabalho menor parece disruptiva para você? Pra mim parece bastante! Estamos acostumados a ouvir a empresa dizendo que quer revolucionar seu mercado, o que chamo de revolucionar da porta para fora.

E se ela quisesse revolucionar da porta para dentro?

E se a missão da empresa fosse além de maximizar os lucros para seus acionistas e o sucesso do seu cliente, fosse também maximizar o bem-estar dos seus funcionários?

Esse é o tipo de coragem e expansão de perspectivas que estou falando. Seria o tipo de motivação intrínseca que poderia levar uma empresa a reduzir a jornada de trabalho. Não só para ser mais atrativa para talentos, mas porque ela tem como missão maximizar o bem-estar das suas pessoas, dos seus funcionários. Ou como ouvi de um amigo esses dias, do “seu povo”.

Agradeço às pessoas que me ajudaram a fazer com que esse texto pudesse expressar meus pensamentos de forma mais clara. Minha esposa, Ana Raquel. Meus amigos e minhas amigas: Lucas Oliva, Camila Ferreira, Juliana Gomes e Raphael Albino.

*Por Hugo Barauna
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*Fonte: vidasimples

Como gastar seu dinheiro, de acordo com a ciência

Você já ouviu um monte de histórias de pessoas que ganharam na loteria, fizeram loucuras com o dinheiro e acabaram mais pobres do que eram antes. Ou então aquela celebridade que já recebeu milhões de dólares durante a carreira e mesmo assim é extremamente infeliz.

Então como gastar dinheiro da melhor forma a otimizar a felicidade? Um estudo responde, e o melhor de tudo é que a resposta se aplica para quem precisa administrar quantias mais modestas também.

Três psicólogos das universidades de British Columbia (Canadá), Harvard e Universidade da Virgínia (ambas EUA) publicaram um artigo no Journal of Consumer Psychology descrevendo que tipo de gastos financeiros resultam em felicidade.

“Dinheiro é uma oportunidade de felicidade, mas é uma felicidade que as pessoas rotineiramente desperdiçam porque as coisas que elas pensam que as tornarão felizes frequentemente não o fazem”, escrevem os autores.

Os autores listam oito princípios para gastar dinheiro de forma sábia:

8. Compre mais experiências e menos bens materiais

Nós nos adaptamos rapidamente a bens materiais. Pense naquelas roupas que você comprou no ano passado e que estão pegando pó no seu armário tendo sido usadas uma ou duas vezes. Ou nos armários novos da cozinha que já viraram paisagem neutra enquanto você procura um lanchinho.

As experiências, por outro lado, ficam com você. Elas se tornam uma parte central de sua identidade. Desenvolvemos conexões emocionais mais fortes com as experiências, e elas continuam intensas mesmo anos depois.

“Quando compramos coisas para nós, acabamos passando tempo com essas coisas. Imagine você jogando um vídeo game no smartphone ou seja lá o que for, você está frequentemente sozinho com suas coisas. Enquanto experiências, sim, temos algumas experiências sozinhos, mas muitas, muitas experiências são sociais”, explica Michael Norton, professor de Harvard que não participou do estudo, em entrevista ao Big Think.

7. Use dinheiro para benefício alheio

Estudos conduzidos por uma das pesquisadoras do trabalho, Elizabeth Dunn, mostrou que participantes que gastavam dinheiro de forma social obtinham maiores níveis de satisfação. Enquanto isso, gasto consigo mesmo não diminuía a felicidade da pessoa, mas também não a aumentava. O resultado era neutro.

Gastar com os outros inclui fazer uma doação para caridade, convidar alguém para almoçar ou presentear alguém. Nada disso precisa ser em um valor exorbitante, muitas vezes são os pequenos gestos que contam.

6. Não compre apenas coisas caras

Ao invés de gastar com coisas caras ou experiências caras apenas de vez em quando, prefira coisas mais simples, mas com maior frequência. “Ao nos presentear com prazeres frequentes e fugazes (ao invés de experiências mais esporádicas e prolongadas), os consumidores podem aproveitar a explosão de prazer que acompanha o primeiro minuto da massagem, a primeira mordida do bolo de chocolate e a primeira visão do mar”, escrevem os autores.

5. Evite seguros e garantias que você não precisa

Todos querem se proteger da dor de perder alguma coisa. Essa aversão a riscos nos deixa vulneráveis a seguros e garantias desnecessárias. Pense naquelas garantias estendidas. Teoricamente, garantias estendidas protegem seu bem caro de quebras. Na prática, é só uma forma de jogar dinheiro fora.

Nos Estados Unidos essas garantias movimentam US$40 bilhões por ano, e na maioria das vezes não são úteis para seus compradores, especialmente no caso de eletrodomésticos. Uma das poucas exceções são smartphones, que são levados para todos os lados e estão sujeitos a acidentes ou roubos.

4. Adie a gratificação

Gratificação adiada traz mais satisfação de várias maneiras. A principal é que tomamos decisões melhores quando não agimos imediatamente. É melhor dispensar um pequeno prazer hoje para ter uma recompensa maior amanhã.

Os autores explicam isso de forma simples: a antecipação é uma forma gratuita de felicidade. Você pode multiplicar sua felicidade ao adiar um pouco a recompensa.

Mesmo quando o prêmio em si – um presente ou uma viagem – acabam nem sendo tão bons assim, a empolgação da antecipação já pode ser positiva.

3. Leve em consideração como as compras podem afetar sua vida

A humanidade tem um problema importante: a tendência de ver o futuro de forma abstrata. Quanto mais longe este futuro, mais abstrata é nossa estimativa. Por isso, os autores recomendam sempre considerar como essas compras vão afetar sua rotina.

Por exemplo: se estiver em dúvida entre comprar pelo mesmo preço uma casa pequena que está em ótimo estado e uma casa maior que precisa ser reformada, pode ser uma decisão mais inteligente comprar a casa menor e evitar o estresse e gastos da reforma.

2. Cuidado com as compras por comparação

Ficar comparando produtos nos faz perder de vista nossos objetivos com aquele produto. Quando nos envolvemos na comparação, esquecemos de observar as características que nos fariam felizes naquele produto, e focamos na diferença entre as opções disponíveis.

Como resultado, compramos mais do que precisamos ou selecionamos o melhor negócio de forma global, e não o produto que melhor se encaixaria nas nossas circunstâncias personalizadas.

Além disso, os psicólogos observam que quanto mais opções estão disponíveis, menos felizes ficamos com a nossa escolha.

1. Seja Maria-vai-com-as-outras

De vez em quando pode ser vantajoso se basear na opinião das massas para tomar a sua decisão de como gastar dinheiro. Isso costuma ser verdade na escolha de quais filmes consumir, por exemplo. Se você gosta de comédias românticas, pode acabar se beneficiando com a opinião de outras pessoas que também gostam de comédia romântica.

Pessoas que valorizam mais o tempo do que o dinheiro são mais felizes – estudo

Pessoas que gastaram mal

Reunimos aqui casos de ganhadores da loteria que acabaram extremamente infelizes com suas escolhas sobre como gastar essa grana toda.

O canadense Gerald Muswagon, de 42 anos, ganhou US$10 milhões com um bilhete de US$2 na loteria. Ele comprou carros para ele mesmo e para amigos, comprou uma casa com o objetivo de dar festas, e comemorava sua sorte grande com drogas e álcool. Em um só dia, ele comprou oito TVs para os amigos dele.

Ele tentou começar seu próprio negócio de corte de madeira chamado Gerald’s Logging, mas não encontrou um mercado bom para vender suas madeiras e acabou perdendo dinheiro. No final das contas, ele gastou cada centavo de sua fortuna e acabou tendo que pedir um emprego de carregador na fazenda de seu amigo. Ele passou a viver em uma casa simples com sua namorada e seis crianças. Gerald entrou em depressão e acabou se matando sete anos depois de ganhar o prêmio.

Suzanne Mullins ganhou US$4,2 milhões, mas gastou tudo pagando dívidas médicas gigantescas para parentes que não tinham seguro de saúde nos Estados Unidos. Ela também perdeu uma disputa relacionada a um empréstimo não-pago.

Já o casal Lara e Roger Griffith ganhou US$2,3 milhões na loteria no Reino Unido em 2005 e acabou com US$9 em 2013. Eles compraram uma mansão, um Porsche conversível e um Lexus. Fizeram viagens 5 estrelas para destinos caríssimos. Ela investiu em um spa de luxo. Ele investiu em uma carreira de roqueiro. Em 2010 um incêndio destruiu grande parte da casa, que tinha um seguro insuficiente. O spa foi mal e teve que ser vendido, e atualmente Lara trabalha lá como funcionária. A carreira de roqueiro de Roger lhe rendeu a venda de apenas 600 CDs.

O casal também se separou com suspeita de adultério. “Eu não estou nem de volta à estaca zero, eu estou pior do que antes”, diz Lara em entrevista ao Daily Mail. Atualmente Roger vive com os pais dele e Lara vive com a mãe dela.

“A realidade é que 70% de todos os vencedores da loteria vão desperdiçar seus ganhos em alguns anos. No processo, eles verão a família e amizades destruídas e a segurança financeira que esperavam desaparecer”, dizem os consultores financeiros Michael Begin e Darl LePage ao Lincoln Journal Star.

Por que gente rica é babaca

Dicas para não torrar todo o dinheiro da loteria

Vamos supor que você ganhe na loteria na semana que vem. É melhor estar preparado para isto e já ter um plano para colocar em ação. Confira 3 dicas importantes:

3. Seja discreto

O primeiro passo é ficar quietinho em casa discutindo com sua família imediata o plano a ser seguido. Não mude a rotina da família e tente retirar o prêmio de forma discreta.

2. Contrate profissionais para ajudar

A maioria das pessoas não está acostumada a administrar uma quantia enorme de dinheiro. Para não fazer besteira e não deixar de pagar nenhum imposto gigantesco, contrate escritórios de advocacia e contabilidade. Quando for pesquisar quem contratar, leve em conta indicação de pessoas de confiança, mas também considere profissionais sem ligação com nenhum conhecido seu. Também é interessante encontrar um assessor de imprensa para ajudar a lidar com o assédio da mídia.

1. Tente manter um padrão de vida confortável, mas sem exageros

Não comece uma vida de luxo imediatamente. Passe os primeiros seis meses planejando com cuidado o que fazer com o seu dinheiro e se os investimentos que você tem em mente vão se valorizar ou desvalorizar com a passagem do tempo.

Mesmo que você não pense em mudar de vida porque ganhou uma bolada, é possível que você seja obrigado a mudar de endereço para um local com acesso mais controlado. Isso porque a cidade inteira vai ficar tocando a campainha da sua casa pedindo dinheiro. [The Globe and Mail, Mail Online, Consumer Reports]

*Por Juliana Blume

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*Fonte: hypescience

Dinheiro não corrompe ninguém. Só piora quem é ruim e melhora quem é bom!

Ah… como é fácil jogar a culpa no dinheiro, né? “Maldito vil metal!”, repetem aqui e ali. Segundo essa lógica infantiloide, superficial e fantasiosa, a vida só vai entrar nos eixos quando todo o dinheiro desaparecer do mundo.

A corrupção na política? “Só existe por conta das grandes cifras dando sopa!”

O casal que se divorcia e começa a brigar de verdade na hora de dividir os bens? “É porque são ricos. Fossem pobres, separavam e pronto!”

A família mais bonita não é a que tem mais dinheiro, mas aquela que tem mais amor e respeito

Eu amo as pessoas que entendem que a verdadeira riqueza não tem nada a ver com dinheiro

O dinheiro não é bom nem mau, as pessoas são…

Os velhos amigos que rompem uma parceria comercial? “É porque começou a entrar dinheiro. Maldito dinheiro!”

Quanta balela! Será mesmo assim? Será verdade que o dinheiro nos transforma sempre para o mal? É certo que todos somos corruptos essenciais e só nos falta uma oportunidade para enriquecer de forma ilícita? Será mesmo que uma herança é capaz de separar irmãos? Terá a primeira mala de dólares em nossa frente o poder de nos tornar meros monstros egoístas?

Ou será que tudo já estava ali, predisposto, esperando sua chance de acontecer e o dinheiro era só o motivo que faltava?

Sei não. Mas eu tenho pra mim que ninguém vira um canalha porque ganhou uma bolada. Não é verdade que o fulano se perdeu na vida porque ficou rico, que sicrana se tornou pessoa má depois de casar com um milionário e que beltrano maltrata os empregados porque é cheio da grana. Fulano, sicrana e beltrano serão ruins com ou sem uma fortuna no banco. O que passa é que com dinheiro fica mais fácil ser e mostrar o que a gente de fato é: patife ou benfeitor. Como também, dependendo do caso, com dinheiro fica mais fácil esconder, mascarar, dissimular e essas coisas que uma hora sempre aparecem.

Dinheiro e gente imbecil fazem uma combinação perigosa. Se o sujeito é sórdido, descarado, perverso, ter recursos financeiros só o torna mais calhorda ainda. Porque dinheiro é um negócio muito simples: piora quem já é ruim e melhora quem é bom.

Cheio da grana, quem é mau fica péssimo e quem é bom fica ótimo!

Dinheiro no bolso sem vergonha na cara é a pior pobreza que existe. Quem tem saldo bancário mas não conhece outros valores não vale nada. É tão simples!

Por outro lado, riqueza nas mãos de gente boa é o melhor negócio do mundo. Ajuda a concretizar grandes ideias, realiza projetos, multiplica recursos, divide com quem precisa! Dinheiro e gente decente é uma mistura poderosa. Uma das únicas capazes de transformar esse mundo tão tomado de seres mesquinhos concentrando renda.
Não, o dinheiro não corrompe ninguém. Quem se deixa estragar por ele já estava perdido. E quem tem bom coração só melhora quando enriquece.

*Por André J. Gomes

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*Fonte: osegredo

5 perfis psicológicos conforme nossa relação com o dinheiro

Nosso extrato bancário reflete mais fielmente o que somos do que muitos testes de personalidade

Embora na nossa cultura o dinheiro seja quase um tabu, um assunto sobre o qual muitos evitam falar, certo é que o dinheiro fala de nós. A forma de usá-lo revela se somos reflexivos ou impulsivos. As coisas com as quais gastamos mostram nossas prioridades vitais. Segundo o espanhol Joan Antoni Melé, que promove a ética nos bancos e a economia consciente, o extrato bancário permite fazer uma radiografia das motivações da pessoa e dos seus pontos fracos. Esse é um dos temas abordados em Money Mindfulness, um ensaio de Cristina Benito que foi traduzido a sete idiomas (não ao português). A economista traça cinco perfis psicológicos conforme nossa relação com o dinheiro.

1. O piromaníaco define a pessoa cujo dinheiro “queima nas mãos” e, portanto, gasta de maneira compulsiva. Segundo a autora, por trás de um consumismo desenfreado há muitas vezes uma grande insatisfação. Quem não está contente com o trabalho ou com a vida precisa “se premiar” para compensar tudo de que não gosta, dando-se presentes cujo prazer evapora tão rápido quanto o próprio dinheiro.

2. O desprendido é uma variante altruísta do perfil anterior, mas, em seu extremo patológico, pode sofrer consequências igualmente nefastas. A pessoa precisa entregar seu dinheiro e seu tempo – ambos estão associados – aos demais. Quem se relaciona dessa forma com o dinheiro se apressará em pagar a conta de um jantar entre amigos ou emprestará uma quantia que depois não será devolvida. Sobre este último ponto, o romancista Henry Miller, que reconhecia ter vivido em Paris pedindo dinheiro sem devolver, dizia que, para que aconteça essa relação de abuso, é necessário um encontro entre dois doentes: o viciado em pedir e o viciado em dar. Por trás da síndrome do desprendido, costuma haver uma baixa autoestima que leva a pessoa a comprar o amor dos outros.

3. O neurótico com a pobreza é menos habitual, mas ocorre com frequência entre artistas e pessoas de índole idealista. Nelas está presente a crença de que se enriquecer é ruim, o que as leva a boicotar a si mesmas. Se as coisas saem bem, isso significa que traíram seus princípios ou prejudicaram os outros. A ideia de que é preciso ser pobre para ser puro está enraizada na cultura judaico-cristã. A Bíblia nos recorda que “é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”. O sujeito que tem essa neurose com a pobreza também pode ter medo de ser criticado, ou inclusive de perder afetos, se melhorar seu nível de vida. Por isso, profissionais competentes muitas vezes não se atrevem a pedir um aumento de salário ou a cobrar honorários mais altos.

4. A formiguinha é um perfil muito comum e, dentro da moderação, sua relação com o dinheiro pode ser saudável. O problema é quando a pessoa vive num estado de carestia permanente, inclusive tendo uma renda mais que suficiente. A fixação doentia com a austeridade pode fazê-la passar dificuldades e privações injustificadas. Levada ao extremo, essa atitude se apoia no temor. Há um medo de que surjam gastos inesperados, de perder o trabalho, de uma catástrofe geral da qual ela só se livrará graças às economias. Mas fazer tanta reserva pode nos tornar incapazes de curtir os prazeres simples da vida.

5. A nuvem do não saber, o último perfil mencionado em Money Mind­­fulness, diz respeito às pessoas que preferem que o outro se ocupe do seu dinheiro. Delegam essa responsabilidade ao companheiro, à família ou a um representante. A despreocupação pode acabar em desastre, como foi o caso de Leonard Cohen, que, depois de se aposentar, com mais de 70 anos teve que voltar a fazer turnês devido à má gestão de sua assessora financeira. Em um nível mais modesto, muitas pessoas descobrem, ao se divorciarem, que o companheiro que se ocupava das finanças só deixou um buraco sem fundo.

Seja qual for a nossa relação com o dinheiro, tomar consciência sobre o que fazemos com ele nos ensina não apenas quem somos e como temos que mudar, mas também como evitar vínculos tóxicos com os outros, tornando-nos responsáveis por nossa vida.

*Por Franceso Miralles

 

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*Fonte: elpais-brasil

Em direção a um mundo sem dinheiro vivo

A China encabeça a tendência mundial de pagamentos digitais e 14% da população do país já sai de casa sem carteira. A Europa segue essa tendência com força. Seja através do celular, de relógios inteligentes ou de plataformas da internet, os usuários buscam transações mais rápidas, seguras e cômodas. Estaríamos presenciando o fim da história do dinheiro vivo?

A cada manhã, Yang Wen sai de sua casa em Chengdu (sudoeste da China) com sua bolsa, um casaco, mas sem dinheiro. No caminho da Trias, a empresa de videogames onde trabalha como assistente do diretor-geral, ele compra seu café da manhã.

E como faz isso? Ele utiliza seu celular: “Eu uso constantemente nos supermercados, para comprar verduras na feira, para tomar um café com um sanduíche; até quando compro algo que vale um yuan (menos de um real).” Wen, de 29 anos, é apenas um exemplo dos 14% de chineses que vivem sem carteira, segundo o Relatório sobre o Uso do Pagamento Móvel na China 2017, da Tencent e Ipsos. E a tendência é de alta, segundo o estudo.

Mas não precisamos ir tão longe para observar que cada vez mais pessoas deixam a carteira em casa: 86% dos europeus entre 18 e 34 anos são assíduos do dinheiro digital, e nove de cada dez pretende passar a este modelo nos próximos três anos, segundo o último Estudo Anual de Pagamentos Digitais 2017, realizado pela VISA.

A maior parte dos millenials aposta em seus dispositivos móveis como instrumento para controlar suas finanças, comprar on-line e fazer pagamentos cotidianos, como estacionamentos e gastos com diversão.

A Suécia, junto com a Dinamarca, Noruega e Finlândia, lideram o ranking de países que menos dinheiro vivo usam: apenas 1% dos pagamentos são feitos com moedas ou notas. Por trás disso, existe uma clara aposta dos seus governos de conseguir um maior controle das transações para minimizar a lavagem de dinheiro e evasão de impostos.

O aparente caminho a um futuro sem papel moeda está ligado ao boom das soluções tecnológicas e ao auge do setor fintech, como são conhecidas as indústrias financeiras que apostam na tecnologia para aprimorar as atividades do setor. Bancos, empresas de cartões de crédito, multinacionais e startups tecnológicas seguiram essa tendência e oferecem várias alternativas inovadoras. O objetivo é fazer o pagamento da forma mais rápida, fácil e segura possível.

Aplicativos no celular

As principais responsáveis para que um de cada dois chineses utilize dinheiro vivo em 20% dos seus gastos mensais, segundo esse relatório, são as apps de pagamentos: Alipay, que pertence à poderosa Alibaba, e WeChat Pay. “É cômodo e rápido porque exige apenas escanear o código QR do estabelecimento com o telefone; basta aceitarmos a compra e pronto”, conta Wen. E por saber que esses códigos de barras bidimensionais (e os próprios celulares) em pouco tempo serão obsoletos, o Alipay já está provando, e com sucesso, o pagamento através do reconhecimento facial, que foi batizado com o curioso nome de Smile to Pay (Sorria para pagar).

Espaços onde comprar sem dinheiro

A China parece disposta a ser a incubadora mundial de iniciativas cashless (sem dinheiro vivo), e outro experimento parecido são os BingoBox, supermercados portáteis, como se fossem máquinas de vendas gigantes, nas quais podemos viver a experiência de comprar sem cartão de crédito nem dinheiro vivo, e sem ser atendido por ninguém.

Por enquanto, o êxito foi tanto que já existem 300 espalhados pelas grandes cidades do país. Essa mesma filosofia colocou em funcionamento o Amazon Go, primeira loja de alimentação da multinacional Amazon, que abriu suas portas em Seattle (EUA). Nela, nos registramos com o celular, escolhemos o que precisamos e vamos embora. Sem filas, caixas nem pagamento com dinheiro vivo.

Wearables além do celular

Os dispositivos físicos que fazem transações simplesmente ao serem aproximados do terminal de pagamento já são uma realidade: e podem ser celulares ou outros gadgets wearables. Entre eles, podemos encontrar os relógios criados pela Swatch, os anéis a prova d’água e as pulseiras de silicone que já são oferecidas por várias entidades. Até a VISA desenvolveu um protótipo de óculos de sol com um chip integrado e vinculado ao cartão de um banco.

Carteiras digitais e compras on-line

Outras tecnologias que já estão bem implementadas em empresas como Amazon, Google Play e Itunes são os sistemas de Card on File, no qual as páginas web armazenam os detalhes de pagamento do usuário para que seja possível fazer compras com apenas um clique. Também são muito populares o PayPal e Iupay e suas “carteiras digitais”, que funcionam como se fossem uma carteira virtual quando temos um computador, uma tablet ou um smartphone à mão.

Criptomoedas

Outro tsunami que parece minar o tempo de vida do dinheiro vivo é a forte irrupção das criptomoedas, com o Bitcoin à frente. Criado em 2009 pelo misterioso Satoshi Nakamoto, não é mais (nem menos) que um arquivo informático que, após ser comprado na internet, fica guardado no seu dispositivo eletrônico. De todas as propostas virtuais, essa é a mais parecida ao dinheiro vivo, mas no mundo digital.

Isso acontece porque cada unidade é numerada de maneira única e existe um livro de contabilidade descentralizado que registra todas as transações e evita que seja possível utilizá-la duas vezes. Pese à recente queda do seu valor, os bitcoins, que custavam 750 dólares por unidade no final de 2016, passaram a superar 15 mil dólares em dezembro de 2017. Seu possível impacto sobre um hipotético desaparecimento do dinheiro vivo (assim como a identidade do seu criador) é algo desconhecido.

Rapidez, segurança, comodidade, luta contra a fraude fiscal. São várias as vantagens que as novas tecnologias oferecem para deixar o dinheiro vivo para trás. Porém, será o usuário e sua relação com as tecnologias digitais, quem decidirá o fim do papel e do metal.

*Por Elvira del Pozo

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*Fonte:

9 coisas estranhas sobre o dinheiro que podem te impressionar

O dinheiro é o bem mais querido para alguns, enquanto para outros ele é apenas uma necessidade para sobreviver. Não importa se você é ou não apegado às notas valiosas, aqui você vai descobrir 9 coisas estranhas relacionadas ao dinheiro. E que ele contém muitas bactérias, você já sabe, mas aqui relacionamos algumas curiosidades e fatos diferentes. Confira:

1. As famílias mais ricas por séculos

Você sabia que as famílias mais ricas de Florença, na Itália, permanecem sendo as mesmas há 600 anos? Isso é o que chamamos de tradição familiar!

2. Milhões trocados por milhas

Um bilionário chinês investiu em viagens quando comprou uma obra de arte por US$ 170 milhões com o seu cartão. Isso aconteceu em 2015, e o intuito dele era de juntar milhas para viajar.

3. Apenas 8% de toda a moeda mundial é em dinheiro físico

Depois da entrada de valores digitais, como o Bitcoin, por exemplo, apenas 8% de todo o dinheiro existente no mundo continua sendo físico. Isso porque estamos vivendo na era digital, onde a economia também é digital.

Se você pensar bem, quando realizamos transferências, pagamentos de contas ou compras online, não vemos e nem tampouco tocamos no dinheiro, certo? Conforme pesquisas, no mundo existem apenas US$ 80,9 trilhões de dinheiro em espécie nas contas bancárias, enquanto a estimativa é de que haja um total de US$ 199 trilhões pelo mundo.

4. Os Estados Unidos possuem mais cartões de crédito do que pessoas

Se você acha comum alguém ter dois ou até três cartões de crédito, então não vai se impressionar ao descobrir que nos Estados Unidos há mais cartões de crédito do que habitantes!

5. Dinheiro guarda o vírus da gripe por cerca de duas semanas

Se você acha nojento pegar o dinheiro da mão de qualquer pessoa, imagina quando souber que as notas podem transmitir o vírus da gripe por cerca de duas semanas…

6. 90% do dinheiro dos Estados Unidos contêm traços de cocaína

Não sabemos como estão as notas brasileiras em relação a esse aspecto, porém, as dos Estados Unidos estão bem “poluídas”, não acha? Isso além das sujeiras comuns, como bactérias, vírus, entre outras coisas.

7. Você pode ser mais rico do que 25% dos norte-americanos

Pode ser difícil de acreditar, mas se você possui cerca de R$ 30,00 no bolso e não tem dívidas, fique feliz: isso mostra que você é mais rico – ou “menos pobre” – do que 25% dos norte-americanos.

8. Adeus pobreza mundial

Se o dinheiro gerado pelas 100 pessoas mais ricas no mundo, em 2012, fosse investido nos pobres, a pobreza seria eliminada do planeta.

9. US$ 10 bilhões foram comidos por ratos

Isso pode soar como algo inacreditável para você, afinal, quem em sã consciência guardaria em casa essa quantidade e sem qualquer proteção? Mas saiba que Pablo Escobar, um narcotraficante, foi considerado como um dos homens mais ricos do mundo e guardava suas riquezas em seu armazém, empacotando rolos de US$ 100.

Sua riqueza era tão extensa que nem ele tinha como acompanhá-la e, é claro, não podia guardar sua fortuna no banco, já que o dinheiro vinha do tráfico de entorpecentes. Por isso perdia cerca de US$ 1 bilhão por ano que eram comidos por ratos. Mas, você deve se perguntar por que ele não tinha alguns gatos em seu armazém? Esse é um mistério que ainda não foi desvendado.

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*Fonte: megacurioso

Nubank aprimora plataforma digital e cria a NuConta

São Paulo — Os clientes do festejado cartão roxo da Nubank receberam hoje a confirmação da notícia que tanto esperavam: a fintech acaba de anunciar a criação da NuConta, que vai permitir transferências em tempo real e sem custo, pagamento de faturas e até investimentos.

Quem já é cliente Nubank poderá abrir uma conta com “dois cliques”, segundo David Vélez, fundador da fintech. Os novos clientes poderão baixar o aplicativo e solicitar a abertura da conta, que em poucos minutos estará ativa. Não é necessário aguardar pela análise de crédito, como no cartão.

“Nossa verdadeira revolução começa hoje. Nós redefinimos o jeito que as pessoas vão guardar e investir seu dinheiro”, disse Vélez em evento de lançamento da conta digital do Nubank nesta terça-feira (24), em São Paulo.

O executivo explicou que o Nubank não virou um banco digital, ainda. “Nós criamos uma conta de pagamentos, que permite coisas semelhantes a uma conta corrente de qualquer banco.” Segundo Vélez, a fintech tem um pedido aberto no Banco Central para ser registrada como instituição financeira há dois anos, mas ainda não foi aprovado. “Está na reta final.”

NuConta

Todo mundo que criar a NuConta e transferir seu dinheiro para ela, já estará investindo automaticamente. “O dinheiro dos clientes que estará na NuConta vai estar aplicado em Tesouro Direito, rendendo algo próximo ao CDI”, disse Vélez.

Não é uma opção, todo dinheiro na NuConta será aplicado, mas o cliente poderá usar o dinheiro a qualquer hora, não precisa esperar o resgate. “É o fim daquela história de não saber onde investir ou desconfiar se o gerente está aplicando seu dinheiro da melhor forma”, afirmou o fundador da fintech.

Pelo rendimento da NuConta, o cliente não pagará taxa alguma. Também é importante ressaltar que é uma conta pré-paga, ou seja, não tem cheque especial —o cliente não terá a opção de ficar com saldo negativo, só poderá usar o dinheiro que estiver na conta.

Além disso, no primeiro momento, o Nubank não vai disponibilizar cartão de débito para quem tiver a NuConta. “Se a gente sentir que as pessoas precisam disso, podemos ter no futuro. Mas, no primeiro momento, não.”

Sobre as transferências, elas serão 100% gratuitas —tanto entre NuContas quanto entre uma NuConta e outro banco. “O cliente também poderá fazer o pagamento da fatura do cartão Nubank através da NuConta a qualquer hora e em qualquer dia da semana, em poucos segundos. O limite do cliente será ajustado rapidamente após a confirmação do pagamento”, explicou Vélez.

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*Fonte/texto: exame/ Anderson Figo

10 maneiras de desperdiçar dinheiro sem nem perceber

Todo mundo quer economizar dinheiro – isso é um fato. O que ignoramos, no entanto, é que podemos estar ativamente perdendo dinheiro todos os dias. Confira 10 maneiras pelas quais você pode estar deixando dinheiro escapar por entre os dedos:

10. Você ignora desgaste em sua casa

Quando você possui uma casa, parece que os reparos e melhorias nunca param. Só que pode ser que você não tenha feito os mais importantes. Se você ainda tem correntes de ar fluindo através da casa, provavelmente está perdendo muito dinheiro em custos com aquecimento e arrefecimento, e pode até ter alguns danos causados pela água de vazamentos ao redor da fundação.

9. Você não está maximizando suas recompensas do cartão de crédito

Nós pagamos por mais e mais coisas com cartão de crédito nos dias de hoje, então por que não obter a quantidade máxima de dinheiro de volta? Muitos cartões vêm com um bom conjunto de recompensas e prêmios, especialmente se você tem algo específico com que deseja gastá-los (como viagens – as milhas dos cartões de crédito podem ser excelentes). Pesquise para encontrar o cartão certo para você.

8. Você tem dinheiro para receber

Bilhões de reais não reclamados em dívida para com o público senta-se no governo por muitos anos enquanto o proprietário deixa passar o direito de reivindicá-lo. Você já ouviu falar disso? Se não, não é surpreendente, pois estima-se que 9 em cada 10 famílias nunca vão atrás de dinheiro que pertence a elas (por exemplo, um título de capitalização). Órgãos e instrumentos do governo podem te ajudar a descobrir coisas que estão no seu nome, e você nem sabia.

7. Você joga comida fora

É difícil julgar exatamente a quantidade de comida que você vai precisar na próxima semana ou mês, mas quando os alimentos estragam, isso é dinheiro que vai pelo ralo. Planejar suas refeições ajuda bastante, bem como saber como armazenar corretamente os alimentos.

6. Você gasta com coisas que não precisa no smartphone

A maioria das pessoas compra um plano de dados sem nem saber a quantidade de dados que realmente usa. Confira exatamente do que precisa antes de adquirir algum pacote, além de verificar se você não está desperdiçando nada que lhe é de direito.

5. Você parcela demais

Financiamento e parcelamento podem ser bons aliados quando você realmente precisa de algo, mas não tem todo o dinheiro para pagar de uma vez. No entanto, a “cultura do parcelamento” enche as pessoas de dívidas, e elas raramente têm dinheiro para comprar as coisas à vista, com um bom desconto. Como resultado, estão sempre pagando mais caro no que compram. Pior – muitas vezes, a ilusão de dividir o preço total em diversos “pequenos preços” faz as pessoas pensarem que podem comprar algo que não podem, ou que nem precisam.

4. Você não negocia

Ninguém gosta de negociar, mas, com preparação, você pode tornar todo o processo muito mais fácil e obter um negócio muito melhor. Pesquisadores descobriram que novos contratados perdem em média US$ 500.000 (cerca R$ 1 milhão) em longo prazo, apenas por não negociar seu salário nesse primeiro emprego. Há uma série de métodos de negociação que funcionam bem em diferentes situações, incluindo para pedir aumento de salário.

3. Você cai em mitos tecnológicos

As empresas de tecnologia tentam espremer de você o máximo possível na hora das compras. Quem nunca saiu para adquirir um produto, e acabou voltando com um “melhor”, “mais novo” e mais caro? Ou com uma garantia estendida? Essas táticas de vendas conduzem a alguns mitos, como o fato de que os novos produtos são de alguma forma melhor do que produtos recondicionados ou que cabos caros deixarão a imagem da TV melhor. Economize pesquisando antes de ir para a loja.

2. Você paga muito por suas contas mensais

Muitas vezes, é possível obter descontos em contas com apenas alguns telefonemas (por exemplo, na sua TV à cabo). Geralmente, tudo que você precisa fazer é pedir. Certifique-se de ligar de volta regularmente para manter os descontos.

1. Você tentar poupar dinheiro em exagero

É isso mesmo: às vezes, tentar economizar dinheiro pode levá-lo a um poço de desperdício. Por exemplo, algumas pessoas evitam exames regulares com o médico ou dentista, mas depois acabam pagando muito mais por todas as coisas negligenciadas. Ou talvez você faz seus próprios impostos e perde grandes deduções. Isso não quer dizer poupar dinheiro é uma coisa ruim, apenas que é importante prestar atenção para não atirar no próprio pé com uma má estratégia para economizar. [LifeHacker]

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*Fonte:  hypescience

11 jeitos de economizar e fazer seu salário chegar no fim do mês

1. Comece separando um dinheirinho ASSIM que você receber o seu salário.
Ficar esperando por aquele que vai “sobrar” no fim do mês é pegadinha do malandro (com você mesmo). Se você tem uma Conta Poupança, por exemplo, você consegue automatizar essa transferência para você acabar esquecendo que ela existe — e sofrer menos.

 

2. Falando em poupança, legal também é tirar o dinheiro debaixo do colchão e investir em algum lugar que renda.
Mesmo que seja um pouquinho de nada. Um rendimento de 0,68% por mês é BEM melhor do que deixar seu dinheirinho sujeito a um ataque de traças.

 

3. O que os olhos não vêem o coração não sente — então fique de olho na sua conta.
Não é só dar aquela espiadinha, hein? Fique de olho MESMO. Tente entrar pelo menos uma vez por dia para ver se está tudo em ordem e poder programar os seus gastos.

 

4. Sempre que possível, use dinheiro vivo em vez de cartão.
Aqui você realmente “vê o dinheiro indo embora”. Cada compra será mais consciente porque ela será bem mais dolorosa.

 

5. E deixe um cofrinho em algum lugar que você veja todo dia.
Na mesa do trabalho, por exemplo. E pelo menos uma vez por dia dê aquela fiscalizada intensa em bolsos, bolsas e afins. No final você vai ver que tem muito mais do que você imaginava. Moedas unidas jamais serão vencidas.

 

6. Até seus hábitos de alimentação podem colaborar para a sua economia.
Preparar um almoção no domingo e comer ao longo da semana, levar o almoço para o trabalho e ficar ligado naqueles lugares que dão descontos em dias específicos (como aniversários) são algumas opções legais para dar aquela segurada na grana.

 

7. Com isso em mente, guarde todos aqueles (mil) cartões fidelidade.
Almoço feliz é quando você almoça de graça.
8. Fique de olho no e-commerce.
Tem sites que oferecem promoções boas demais (e não estamos só falando de Black Fridays, Cyber Mondays, Throwback Thursdays, tá?) que geralmente não são furadas. Os que possuem aplicativos para o celular até te notificam quando algo especial está rolando.

 

9. E compre em atacados um estoque de produtos não perecíveis. Tipo pasta de dente.
E compre em atacados um estoque de produtos não perecíveis. Tipo pasta de dente.
Em outras palavras: tudo que você sabe que você vai usar. Você acaba economizando uns dinhêros se compra um número maior em atacados ao invés de ir ao mercado para repor sempre que acaba (porque vai acabar!).

 

10. Que tal determinar um diazinho da semana sem gastos?
Pode acontecer em um domingo, onde é até gostoso ficar em casa, vendo um filminho, comendo comidinha caseira. Outra opção é dar aquela regulada nas saídas durante a semana/final de semana. Se a quarta é a nova quinta, que é a nova sexta, que por sua vez é o novo sábado, o prejuízo será grande demais nos nossos bolsos.

 

11. E sabia que existem jeitos alternativos de fazer um dinheirinho?
Coloque CPF na nota. Faça uma geral mensal no seu armário e separe umas roupinhas para vender. Participe de pesquisas — online e em grupos. Como já dizia a sua tia-avó: de grão em grão, a galinha enche o papo.

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*Fonte: buzzfeed

porquinhocofre

5 coisas que podem desaparecer nos próximos 5 anos

A adoção de novas tecnologias pode mudar o mundo que conhecemos hoje. Atividades corriqueiras, como assinar documentos, usar cartões de crédito e fazer café em uma cafeteira, por exemplo, podem desaparecer da vida das pessoas em breve. Confira 5 coisas que devem desaparecer nos próximos 5 anos:

1. Dinheiro e cartões
Lançados há algum tempo, os serviços de pagamento como o Apple Pay e o Android Pay devem se popularizar nos próximos anos. À medida que novos estabelecimentos e serviços passem a aceitar o método de pagamento, o uso de cartões de débito, crédito e até dinheiro deve diminuir.
Outra novidade que pode mudar a maneira como as pessoas se relacionam com o dinheiro é a possibilidade de realizar transferências de dinheiro, por exemplo, pelo Facebook. Em breve, é possível que o Messenger estenda o recurso, que está sendo testado nos Estados Unidos, para todos os usuários.

2. Mídia física
Outra grande tendência para os próximos anos é o aumento do armazenamento em nuvem. Com isso, dispositivos de armazenamento, como HDs externos, pendrives e os CDs deverão desaparecer do mercado. O baixo preço de serviços em nuvem e a oferta quase ilimitada devem atrair o consumidor. Além disso, a mudança evita que os arquivos se percam junto com o aparelho, ou sejam roubados.

3. Senhas
Hoje em dia, uma pessoa tem, em média, 19 senhas diferentes, mas o número pode ser reduzido a zero em breve. A biometria está se tornando cada vez mais comum, eliminando a necessidade de decorar combinações e aumentando a segurança, já que é mais difícil fazer uma cópia, por exemplo, da digital de uma pessoa, do que adivinhar números e caracteres.

4. Controle remoto
Cansado de perder o controle da TV no sofá? Seus problemas podem ter fim em breve. Os aparelhos conectados já são realidade e nos próximos 5 anos eles devem estar ainda mais perto do consumidor. Será possível controlar dispositivos eletrônicos e até eletrodomésticos pelo smartphone.

5. Documentos de papel e gerenciamento de contratos
O arquivamento de documentos de papel têm diminuído com a possibilidade de digitalização, mas ainda é preciso que eles sejam impressos, assinados e depois transferidos para o computador, mas de acordo com analistas, a técnica pode desaparecer em breve.
No futuro, será possível contar com “assinaturas na nuvem” para qualquer contrato – dos mais simples aos mais complexos. O usuário poderá ainda gerenciá-los pela nuvem, sendo notificado ao longo das transações, reduzindo os custos e a burocracia.

 

*Fonte: OlharDigital

 

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