Poluição por plástico está perto de ser irreversível, diz estudo

A poluição global por resíduos plásticos está a caminho de um “ponto irreversível”, de acordo com um estudo publicado nesta sexta-feira (02/07) na revista científica Science. Ano a ano, a geração mundial de lixo plástico só aumenta, e resíduos já podem ser encontrados nos locais mais inóspitos da Terra, como nos desertos, nos picos de montanhas, nas profundezas dos oceanos e até no Ártico.

Os pesquisadores apelaram para uma mudança de comportamento. Politicamente, a União Europeia (UE) deu um passo inicial: a partir de sábado, diversos produtos feitos de plástico estão proibidos no bloco comunitário europeu, entre eles canudos, talheres, pratos e copos descartáveis.

De acordo com os pesquisadores do estudo, a poluição anual de plásticos em águas e na terra pode quase dobrar de 2016 a 2025, caso a população mundial mantenha os hábito atuais.


A equipe de pesquisa foi composta por cientistas da Alemanha, Suécia e Noruega. Ela divulgou a estimativa de que entre 9 e 23 milhões de toneladas de resíduos plásticos poluíram rios, lagos e oceanos em 2016. Uma quantidade similar – entre 13 e 25 milhões de toneladas – acabou no meio ambiente terrestre naquele ano.

Apesar do alarme mundial disparado pelas imagens chocantes de rios e mares inundados com lixo plástico, o problema pode já estar próximo de um ponto sem volta, alertam os pesquisadores. Eles afirmam que “as taxas de emissões de plástico em todo o mundo podem desencadear efeitos que não seremos capazes de reverter”.

“O plástico está profundamente enraizado em nossa sociedade e se infiltra no meio ambiente em todos os lugares, mesmo em países com boa infraestrutura de tratamento de resíduos”, diz Matthew MacLeod, da Universidade de Estocolmo e o autor principal do estudo.


Segundo o relatório, as emissões tendem a aumentar, ainda que a consciência sobre a poluição do plástico na ciência e na população tenha aumentado significativamente nos últimos anos.

“Reciclagem de plásticos tem muitas restrições”
Do lado alemão, participaram do estudo pesquisadores do Instituto Alfred Wegener (Centro Helmholtz de Pesquisa Polar e Marinha – AWI, na sigla em alemão), localizado em Bremerhaven, e do Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental (UFZ, na sigla em alemão), situado em Leipzig.

A pesquisadora Mine Tekman, do AWI, alerta contra a impressão de que tudo pode ser reciclado “magicamente” caso o lixo seja separado corretamente. “Tecnologicamente falando, a reciclagem de plásticos tem muitas restrições e os países com boa infraestrutura exportam seus resíduos plásticos para países com instalações mais precárias”, explica.

Os governos da Malásia e das Filipinas estão entre os que nos últimos anos devolveram – com declarações públicas de irritação – carregamentos de lixo despachados de países como Canadá e Coreia do Sul.

Tekman diz que a produção de “plástico virgem” deve ser limitada e pleiteou por medidas drásticas, como a proibição da exportação de resíduos plásticos, a menos que ela seja feita para um país com uma melhor infraestrutura de reciclagem.

Além disso, há um problema fundamental com materiais não biodegradáveis. Áreas remotas são particularmente ameaçadas por resíduos plásticos, conforme explica a pesquisadora Annika Jahnke, do UFZ.

Nestas regiões, os resíduos plásticos não podem ser removidos por equipes de limpeza. E o desgaste de grandes pedaços de plástico também causa inevitavelmente a liberação de um grande número de micro e nanopartículas e à lixiviação de produtos químicos que foram deliberadamente adicionados ao plástico na produção.

Desequilíbrio da bomba biológica
A equipe de pesquisa também alerta que, combinado com outros danos ambientais imediatos, o lixo plástico pode ter efeitos de longo alcance ou até mesmo globais mesmo em áreas remotas.

É possível que os resíduos plásticos causem uma influência na biodiversidade do mar e na climaticamente tão importante bomba biológica. O termo se refere ao processo através do qual o carbono liberado na atmosfera é armazenado nas profundezas oceânicas por meio de processos biológicos.

A biologia marinha possui um papel muito importante no chamado “sequestro de carbono” – os oceanos armazenam aproximadamente 50 vezes mais carbono que a atmosfera. E o plástico atua como um estressor adicional, que pode causar um desequilíbrio nos oceanos.

“O custo de ignorar o acúmulo de poluição persistente de plástico no meio ambiente pode ser enorme”, diz MacLeod. “A coisa mais sensata que podemos fazer é agir o mais rápido possível para reduzir a quantidade de plástico que polui o meio ambiente.”


Alguns produtos fabricados com plástico descartável estarão proibidos a partir deste sábado na UE. A regulamentação afeta itens para os quais existem alternativas, como canudos e talheres e pratos descartáveis. Certos copos e recipientes descartáveis de isopor também não poderão mais ser produzidos ou colocados no mercado. Os bens existentes e previamente adquiridos ainda podem ser vendidos.


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*Fonte: dw

Você sabia? Estação que você nasceu diz muito sobre sua personalidade, diz estudo

Cientistas húngaros correlacionaram o temperamento de indivíduos com as estações do ano que nasceram.

Assim como as teorias da astrologia – que se baseia no posicionamento dos astros para determinar um signo – as estação do ano que você nasceu pode estar ligado a sua personalidade, segundo cientistas.

Uma equipe de cientistas da Universidade Semmelweis, na Hungria, revelou durante um Congresso no Colégio Europeu de Neuropsicofarmacologia, na Alemanha, em 2014, a descoberta de que a estação de nascimento de uma pessoa pode ter um papel importante na chance de desenvolver um determinado temperamento ou transtorno de humor.

Em um comunicado à imprensa, a psicóloga e pesquisadora Xenia Gonda, uma das autoras do estudo, revelou que pesquisas anteriores mostraram que os níveis de dopamina e serotonina de um indivíduo (neurotransmissores que influenciam o humor) podem ser afetados por sua estação de nascimento.

“Isso nos levou a acreditar que a estação do nascimento pode ter um efeito mais duradouro”, disse a pesquisadora.

A pesquisa comparou a personalidade de pessoas na vida adulta e correlacionou seus temperamentos com a estação do ano que nasceram. Eles ressaltaram que não se trata de um transtorno, mas tendências comportamentais ligadas a fatores biológicos.

Após avaliar os voluntários, os pesquisadores chagaram às seguintes conclusões:

– Pessoas que nasceram no VERÃO tinham um temperamento mais volátil, ou seja, eles eram mais propensos a ter mudanças de humor rápidas e frequentes do que os nascidos no inverno. Nascidos no verão também tinham altos níveis de positividade e energia.

– Pessoas que nasceram na PRIMAVERA também apresentaram altos níveis de energia e positividade como os nascidos no verão.

– Pessoas que nasceram no OUTONO tinham menos chances de desenvolver depressão como os nascidos no inverno.

– Pessoas que nasceram no INVERNO apresentaram um temperamento menos irritável do que nascidos em outras estações, em contrapartida, mostraram maior probabilidade de desenvolver depressão.

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*Fonte: bonsfluidos

Planeta precisa de 1,2 trilhão de novas árvores para conter o aquecimento, diz estudo

Além de preservar as florestas que já existem, a melhor solução para reduzir drasticamente o excesso de dióxido de carbono na atmosfera e conter o aquecimento global é plantar árvores. Em todos os espaços possíveis do planeta que não são ocupados nem por zonas urbanas, nem destinados a agropecuária.

Isso significaria plantar 1,2 trilhão de novas mudas, um número quatro vezes maior do que a totalidade de árvores que vivem na floresta amazônica. Calcula-se que existam no planeta hoje cerca de 3 trilhões de árvores.

O plantio massivo de árvores em locais subutilizados é o principal ponto defendido por estudo que sai na edição desta sexta-feira (5/7) da revista Science. “Seguramente podemos afirmar que o reflorestamento é a solução mais poderosa se quisermos alcançar o limite de 1,5 grau [de aquecimento global]”, afirma à BBC News Brasil o cientista britânico e ecólogo Thomas Crowther, professor do departamento de Ciências do Meio Ambiente do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, e um dos autores do trabalho acadêmico.

O limite a que ele se refere é a preocupação central do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas, cujo relatório foi lançado ano passado: limitar o aumento do aquecimento global em 1,5 grau Celsius até 2050.

Para conseguir tal meta, Crowther defende uma campanha global – envolvendo governos, organizações e pessoas físicas. Afinal, o plantio deveria ocorrer em todos os espaços relativamente ociosos, independentemente de quem seja o dono do local. “São regiões degradadas em todo o mundo, onde humanos removeram as florestas e hoje são áreas que não estão sendo usadas para outros fins”, comenta ele. “No entanto, não sabemos sobre a propriedade da terra de todas essas regiões. Identificar como incentivar as pessoas a restaurar esses ecossistemas é a chave para o reflorestamento global.”

Este é o primeiro estudo já realizado que demonstra quantas árvores adicionais o planeta pode suportar, onde elas poderiam ser plantadas e quanto de carbono elas conseguiriam absorver. Se todo esse reflorestamento for feito, os níveis de carbono na atmosfera poderiam cair em 25% – ou seja, retornar a padrões do início do século 20.

Desde o início da atividade industrial, a humanidade produziu um excedente de carbono na atmosfera de 300 bilhões de toneladas de carbono. De acordo com os pesquisadores, caso esse montante de árvores seja plantado, quando atingirem a maturidade conseguirão absorver 205 bilhões de toneladas de carbono. “Os 300 bilhões de toneladas extra de carbono na atmosfera existentes hoje são devidos à atividade humana”, diz o cientista. “O reflorestamento reduziria dois terços disso. Contudo, há um total de 800 bilhões de toneladas carbono na atmosfera, 500 bilhões das quais naturais.”

80 mil fotos de satélite

Para realizar o estudo, o grupo de pesquisadores utilizou um conjunto de dados global de observações de florestas e o software de mapeamento do Google Earth Engine. Foram analisadas todas as coberturas de árvores em áreas florestais da terra, de florestas equatoriais até a tundra do Ártico. No total, 80 mil fotografias de satélite de alta resolução passaram pelo crivo dos cientistas. Com as imagens, a cobertura natural de cada ecossistema pôde ser somada.

Por meio de inteligência artificial, dez variáveis de solo e clima ajudaram a determinar o potencial de arborização de cada ecossistema, considerando as condições ambientais atuais e priorizando áreas com atividade humana mínima. Por fim, modelos climáticos que projetam as mudanças do planeta até 2050 foram implementados no software, para que o resultado fosse o mais próximo do real.

Atualmente existem 5,5 bilhões de hectares de floresta no planeta – segundo a definição da ONU, ou seja, terras com pelo menos 10% de cobertura arbórea e sem atividade humana. Isso significa 2,8 bilhões de hectares com cobertura de dossel de árvores.

O estudo concluiu que há ainda um total de 1,8 bilhão de hectares de terra no planeta em áreas com baixíssima atividade humana que poderiam ser transformadas em florestas. Nesse espaço, poderiam ser plantadas 1,2 trilhão de mudas. “À medida que essas árvores amadurecem e aumentam, o número de espécimes cai. Quando chegamos às florestas maduras, as árvores realmente enormes armazenam maior quantidade de carbono e suportam grande quantidade de biodiversidade”, completa Crowther. Isso renderia 900 milhões de hectares de copas de árvores a mais – uma área do tamanho dos Estados Unidos.

As medidas são urgentes. “Todos nós sabíamos que a restauração de florestas poderia contribuiu para o clima, mas não tínhamos ainda conhecimento científico para mensurar o impacto disso. Nosso estudo mostra claramente que o reflorestamento é a melhor solução, com provas concretas que justificam o investimento”, afirma o britânico. “Se agirmos agora. Pois serão necessárias décadas para que novas florestas amadureçam e alcancem seu potencial. Ao mesmo tempo, é vital que protejamos as florestas que existem hoje e busquemos outras soluções climáticas a fim de reduzir as perigosas alterações climáticas.”

“Nosso estudo fornece uma referência para um plano de ação global, mostrando onde novas florestas podem ser restauradas. A ação é urgente. Os governos devem incorporar agora isso em suas estratégias para combater as alterações climáticas”, adverte o geógrafo e ecólogo Jean-François Bastin.

A pedido da reportagem, Bastin estimou quanto tempo seria necessário para que esse reflorestamento maciço começasse a implicar no freio ao aquecimento global: 18 anos. “Então, isso de fato ajudaria a retardar o problema, mas o mesmo tempo precisamos mudar consideravelmente nosso jeito de viver no planeta a fim de conseguir neutralizar nossas emissões de carbono”, acrescenta ele.

Segundo os pesquisadores, mais da metade do potencial terrestre de reflorestamento está concentrada em seis países, nesta ordem: Rússia, com 151 milhões de hectares disponíveis; Estados Unidos (103 milhões); Canadá (78 milhões); Austrália (58 milhões), Brasil (50 milhões) e China (40 milhões).

O trabalho também mostrou o impacto que as mudanças climáticas devem ter na configuração das florestas existentes. Com o aquecimento global, é provável que haja um aumento na área de florestas boreais em regiões como a Sibéria. Contudo, a média de cobertura de árvores nesse tipo de ecossistema é de apenas 30% a 40%. No caso de florestas tropicais, que normalmente têm de 90% a 100% de cobertura de árvores, as alterações climáticas têm trazido efeitos devastadores.

Repercussão

O estudo foi bem-recebido por especialistas ambientais que tiveram acesso prévio ao material. “Finalmente, uma avaliação precisa do quanto de terra podemos e devemos cobrir com árvores, sem interferir na produção de alimentos ou espaços de habitação humana”, pontua a diplomata Christiana Figueres, ex-secretária executiva da Convenção do Clima da ONU. “É um modelo para governos e para o setor privado.”

“Agora temos evidências definitivas da áreas de terra potencial para o reflorestamento, onde elas poderiam existir e quanto carbono poderiam armazenar”, avalia o engenheiro civil René Castro, especialista em desenvolvimento sustentável e diretor-geral do Departamento de Clima, Biodiversidade, Terra e Água da FAO, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.

“As florestas são um dos nossos maiores aliados no combate às mudanças climáticas, com resultados mensuráveis. O desmatamento não apenas contribui para uma perda alarmante da biodiversidade, mas limita nossa capacidade de armazenar carbono”, completa ele.

O ambientalista Will Baldwin-Cantello, conselheiro-chefe para florestas da organização WWF (World Wide Fund for Nature), enfatiza o papel das florestas “contra a mudança climática”. “Sem elas, perderemos a luta para manter o aquecimento global abaixo de 1,5 grau”, diz. “Por isso é crucial atuarmos para restaurar as florestas enquanto reduzimos drasticamente as emissões globais de carbono.”

Para ele, “o desafio é entender como podemos acelerar essa implementação”, que requer “níveis sem precedentes de cooperação em níveis global e local”.

“Só falta vontade política de lutar pelo nosso mundo”, conclui.
Plante você mesmo

Crowther enfatiza que todos podem contribuir para esse processo. “Embora ações de governos sejam essenciais para aproveitar ao máximo a oportunidade, estamos diante de uma solução climática na qual todos podemos nos envolver e causar um impacto tangível”, defende. “Você pode cultivar árvores, doar para organizações de reflorestamento ou ao menos investir seu dinheiro com responsabilidade em empresas que tomam medidas quanto à mudança climática.”

No site Crowther Lab, há uma ferramenta que permite que o usuário olhe para qualquer ponto da Terra e identifique áreas passíveis de reflorestamento.

“Defendemos que qualquer um pode se envolver. Mas, para fazer isso de maneira correta, é preciso entender as condições do solo e os tipos de árvores que podem existir em cada região”, comenta o cientista. “Por isso, desenvolvemos uma ferramenta de mapeamento, disponível em nosso site, onde qualquer pessoa pode ampliar sua área e se informar sobre que tipos de árvores plantar e quanto carbono elas podem capturar. Tais informações ecológicas são fundamentais. Vamos fazer o reflorestamento global de forma eficaz.”

O Crowther Lab também traz listas de organizações comprometidas com o reflorestamento e apoia a criação de uma coalização global para tornar os esforços mais eficientes.

*Por Edison Veiga

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*Fonte: bbc-brasil

Mulheres precisam dormir mais que os homens para manter o bom humor, diz estudo

A pesquisa mostrou que mulheres que não dormem o suficiente amanhecem mais irritadas do que os homens que tiveram a mesma quatidade de sono.

Edward Suarez, um dos autores da pesquisa, estudou 210 homens e mulheres de meia-idade que não possuíam distúrbios do sonos. O trabalho, que foi feito em conjunto com outros pesquisadores, revelou que 40% dos participantes dormiam menos do que o necessário, adquirindo problemas como dificuldade para adormecer ou acordar durante a noite.

“O estudo sugere que o sono de má qualidade – medido pela quantidade total de sono, o grau de despertar durante a noite e quanto tempo leva para pegar no sono – pode ter consequências mais graves de saúde para as mulheres que para os homens”, disse Edward.

Os pesquisadores explicam que as mulheres que dormem pouco sofrem mais com aflições físicas e psicológicas, além de ter dificuldade para balancear os hormônios, ficando mais propensas a desenvolver problemas no coração, diabetes tipo 2 e depressão.

 

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*Fonte: paporeto

A Mona Lisa não está olhando para você, diz estudo

Os alemães Gernot Horstmann e Sebastian Loth, ambos pesquisadores do departamento de psicologia cognitiva da Universidade de Bielefeld, defendem que de fato existe a impressão de que um personagem de pintura pode estar nos encarando, mas não é o caso de Mona Lisa.

Os dois fizeram enquadramentos de tamanhos variados do rosto da Gioconda até terem em mãos 15 recortes em que apenas os olhos e o nariz da mulher ficaram visíveis. As imagens foram mostradas para 24 participantes do estudo e, em seguida, os pesquisadores pediram que eles apontassem a direção do olhar. Na média, os voluntários disseram que Mona Lisa olhava no sentido da mão direita deles, em um ângulo de 15.4°.

Horstmann, que é especialista em movimento dos olhos e atenção, contou à Newsweek que o “efeito Mona Lisa”, portanto, nada mais é do que um equívoco. “[Isso] ilustra um intenso desejo de ser olhado e ser o centro das atenções de outra pessoa — ser relevante para ela, mesmo que você nem sequer a conheça”, explicou.

Embora observadores possam ter a impressão de que estão sendo observados de volta, o rosto na pintura do século 16 tem o olhar dirigido um pouquinho à lateral.

O coautor do estudo disse à revista que isso foi percebido como se a pessoa retratada estivesse olhando para sua orelha, o que corresponde a mais ou menos 5° de uma distância normal de observação. “Mas, conforme o ângulo aumenta, você não teria a impressão de ser olhado”, afirmou.

Além de encerrar o mito do “efeito Monsa Lisa”, a pesquisa feita pela dupla é uma mão-na-roda para designers de indústrias como a de games, já que esses profissionais desenvolvem avatares para ambientes digitais. Neste caso, o olhar pode ajudar os jogadores a compreenderem melhor seus avatares.

“Usando o olhar, o agente virtual pode expressar sua atenção e pode apontar para objetos que são ou serão relevantes em missões — bem como um humano”, explicou.

 

 

 

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*Fonte: revistagalileu

Pessoas que bebem café sem açúcar são más, diz estudo

Se você é um amante de alimentos e bebidas com um gosto amargo, como chocolate amargo e café sem açúcar, você pode ter uma alma cheia de maldade, sinais de psicopatia ou sadismo, e nós não dizemos isso … um estudo diz isso.

Segundo pesquisa publicada na revista Appetite, a preferência por sabores amargos está relacionada a traços de personalidade malévolos.

Pesquisadores da Universidade de Innsbruck, na Áustria, dizem que pessoas que preferem café sem edulcorantes, água mineral, rabanetes e chocolate amargo tendem a ser malévolos.

A investigação consistiu em entrevistar 500 pessoas, mulheres e homens de 35 anos em média, para conhecer suas preferências alimentares.

Em seguida, eles receberam quatro questionários nos quais analisaram sua personalidade e seus níveis de agressão. No final, foi confirmado que aqueles que amavam os sabores doces eram mais agradáveis ​​do que aqueles que preferiam os sabores amargos.

Então, um segundo estudo, com 450 entrevistados, confirmou a misteriosa associação de amargura com o mal.

A relação entre a psicopatia e a busca por alimentos amargos é, segundo os cientistas, que os alimentos amargos podem ser perigosos, e um psicopata pode ter prazer em comer algo que é perigoso.

“Comer alimentos amargos pode ser comparado a uma montanha-russa, onde as pessoas gostam de coisas que causam medo” , explicou Christina Sagioglou, autor do estudo.

 

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*Fonte: pensadoranonimo

Empatia depende do bom funcionamento do cérebro, diz estudo

Certamente você deve ter ouvido falar muito em empatia, definida como a capacidade de se colocar no lugar do outro, de perceber o estado ou a condição de outra pessoa e, por meio dessa habilidade, conseguir sentir a mesma emoção. Mas, nos últimos anos, a neurociência tem evidenciado que a empatia é na verdade uma combinação de atos conscientes e inconscientes do nosso cérebro e que depende do bom funcionamento de certas regiões cerebrais.

Um estudo, publicado na revista científica Plos One, mostrou que pessoas com traços específicos de personalidade, como altruísmo e afetuosidade, por exemplo, são mais bem habilitadas para reconhecerem os estados emocionais de outras pessoas, devido a uma maior atividade em regiões importantes do cérebro, como a junção temporoparietal e o córtex pré-frontal medial.

Outra pesquisa, publicada no Journal of Neuroscience, apontou que embora o egocentrismo seja uma característica considerada normal no ser humano, existe uma área do cérebro que ajuda a regular nosso egoísmo, chamada de giro supramarginal. Quando há pleno funcionamento dessa estrutura, por exemplo, a falta de empatia é identificada e corrigida. Por outro lado, danos nessa região reduzem de forma significativa a capacidade de se colocar no lugar do outro.

Empatia e tolerância andam juntas

Segundo a neuropsicóloga Thaís Quaranta, a empatia vai muito além da capacidade de se colocar no lugar do outro. “A primeira questão envolvida na empatia é entender que o outro é um ser independente de nós, como suas particularidades e diferenças. Assim, a empatia é quando imaginamos como seria estar no lugar do outro, compartilhamos seus sentimentos, mas permanecemos conscientes de que não é a nossa própria experiência”.

Isso quer dizer que ser empático não é imaginar o que você faria se estivesse no lugar do outro, mas sim entender e aceitar a decisão do outro para aquela questão.

“A empatia depende de uma outra habilidade, a tolerância. Aceitar as diferenças em todos os sentidos é ser empático. Precisamos levar em consideração o contexto de vida das outras pessoas, seus valores, suas crenças, sua personalidade, suas opiniões e saber interpretar corretamente cada situação e sem a tolerância isso não ocorre”, comenta Thaís.

Empatia pode ser aprendida?

Sabe-se que a empatia é multidimensional, ou seja, ela depende de conexões neuronais, assim como é influenciada pelo ambiente e pelas interações sociais. A infância é uma fase crucial para desenvolver habilidades empáticas.

Os processos neurais podem ser modificados por meio da estimulação social e emocional

“A criança deve ser ensinada a se importar com os sentimentos dos outros desde pequena. Por exemplo, se ela bate ou morde o amiguinho, é mais adequado dizer que o colega está triste porque doeu, porque lhe machucou, do que simplesmente obrigar a criança a pedir desculpas. Pedir desculpas apenas por pedir não ajuda a criança a reconhecer ou a se colocar no lugar do outro”, recomenda Thaís.

Mas, mesmo depois da chamada “janela de oportunidade”, que se dá na infância e na adolescência, a empatia pode ser desenvolvida, segundo um estudo publicado no Journal Social Neuroscience. A pesquisa mostrou que os processos neurais podem ser modificados por meio da estimulação social e emocional, independente da idade.

“A empatia abre portas para nossos relacionamentos em todos os âmbitos, como o familiar, o amoroso, o profissional e o social. É uma característica bastante valorizada nas empresas, assim como é essencial para construir e para fortalecer nossos vínculos. E, felizmente, pode ser treinada com a ajuda da psicoterapia”, finaliza Thaís.

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*Fonte: ciclovivo

Pedalar mantém o sistema imunológico jovem

A imortalidade talvez seja um dom reservado para os humanos de um futuro muito, muito distante. Mas se manter ativo durante a vida adulta pode ajudar com algo importantíssimo: um sistema imunológico robusto que se parece décadas mais jovem do que o esperado. Essa é a descoberta de um novo estudo publicado na última semana no periódico Aging Cell.

Pesquisadores do Reino Unido examinaram o sangue de 125 pessoas com mais de 55 anos que pedalaram regularmente durante suas vidas, procurando por marcadores de produção da célula T. As células T são as principais defensoras do sistema imunológico, encarregadas de uma série de papéis, como o reconhecimento e neutralização de invasores.

Os cientistas compararam os adultos de meia idade fitness com 75 pessoas saudáveis de idades similares, mas que não se exercitavam. Além disso, também fizeram a comparação com 55 jovens adultos que não eram tão ativos. Os ciclistas mais velhos tinham no geral níveis maiores de células T jovens e recém criadas do que os pares sedentários. A surpresa foi que os níveis eram quase os mesmos encontrados no grupo mais jovem.

A descoberta sugere que o declínio gradual do nosso sistema imunológico, também conhecido como imunossenescência, pode ser algo evitável. “Concluímos que muitas características da imunossenescência podem ser conduzidas pela redução de atividades físicas com o avanço da idade”, escreveram os autores.

O estudo não é o primeiro a mostrar diferenças claras entre pessoas ativas e o restante da população. Outra pesquisa descobriu que um estilo de vida sedentário pode aumentar o risco de uma variedade de doenças crônicas como problemas cardiovasculares, obesidade e certos cânceres, especialmente conforme envelhecemos.

O novo estudo, no entanto, destaca ainda mais o papel de um sistema imunológico forte para que pessoas mais velhas se mantenham saudáveis.

“O sistema imunológico declina cerca de 2% a 3% por ano a partir dos nossos 20 anos, e é por isso que as pessoas mais velhas são mais suscetíveis a infecções, condições como artrite reumatóide e, potencialmente, câncer”, disse à BBC a coautora do estudo Janet Lord, professora e diretora do Instituto de Envelhecimento e Inflamação da Universidade de Birmingham. “O fato dos ciclistas terem um sistema imunológico de um jovem de 20 anos em vez de 70 ou 80 anos significa que conseguiram adicionar proteções a todos esses problemas”.

Nem tudo era igual entre os mais jovens e os aspirantes a modelos fitness. Os ciclistas tinham níveis maiores de memória nas células T. E os níveis de uma determinada população de células imunológicas, conhecidas como células T CD28−ve, CD57+ve, eram iguais entre os idosos ativos e não ativos.

Acredita-se que presença de ambos os tipos de células T aumentam ao passo que somos expostos a mais invasores ao longo da vida, dizem os pesquisadores. Isso sugere que mesmo as pessoas mais ativas mostrarão alguns sinais de desgaste à medida que envelhecem.

Ainda assim, os pesquisadores teorizam que permanecer ativo não só protegem de doenças como câncer, mas também aumenta a eficácia de vacinas. Eles planejam estudar o mesmo grupo de ciclistas para testar sua teoria sobre as vacinas.

 

 

 

 

 

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*Fonte: gizmodo

Abraços protegem contra estresse, depressão, infecções e gripes, diz estudo

Além de ser uma demonstração de afeto, o abraço também é capaz de prevenir doenças relacionadas ao estresse e diminuir a susceptibilidade de contrair infecções, segundo um novo estudo publicado nesta quarta-feira (17) na Psychological Science.

Um time de pesquisadores da CMU (Universidade Carnegie Mellon, sigla em inglês), em Pittsburgh, na Pensilvânia (EUA), liderados pelo professor de psicologia da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da CMU Sheldon Cohen, testaram se abraços funcionam como uma forma de “apoio social” e se a frequência de abraço seria capaz de proteger as pessoas de infecções associadas ao estresse, resultando em sintomas mais brandos de doenças. Pesquisas anteriores já mostraram que o estresse torna as pessoas mais suscetíveis a ficarem doentes.

“Sabemos que pessoas que enfrentam algum conflito são menos capazes de lidar com efeitos da gripe”, afirma Cohen. “Da mesma forma sabemos que as pessoas que admitem ter apoio social são parcialmente protegidas dos efeitos do estresse, em estados de ansiedade e depressão”.

Os pesquisadores analisaram 404 adultos saudáveis e, por meio de entrevistas telefônicas realizadas em 14 noites consecutivas, verificaram a frequência de conflitos interpessoais e abraços diários.

Após os questionários, os pesquisadores expuseram intencionalmente os entrevistados ao vírus da gripe. Os participantes foram então colocados em quarentena e passaram a ser monitorados para ver quais desenvolveriam sinais da doença.

Um terço das pessoas pesquisadas não desenvolveu os sintomas da gripe — exatamente aqueles que receberam mais abraços e apoio de pessoas de confiança. Em quem foi infectado, mas tinha uma frequência maior de apoio social — como os cientistas chamaram o ato de abraçar no estudo –, os sintomas da doença foram mais brandos.

Para Sheldon Cohen e sua equipe, o estudo sugere que ser abraçado por uma pessoa de confiança pode atuar como um meio eficaz de transmitir apoio e “o aumento da frequência de abraços pode ser um meio eficaz de reduzir os efeitos nocivos do estresse”.

“De qualquer maneira, aqueles que ganham mais abraços estão, de alguma maneira, mais protegidos de infecções”, diz.

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*Fonte: psicologiasdobrasil

Beneficios-do-abraco

Reservas de petróleo dos EUA superam as de Arábia Saudita e Rússia, diz estudo

Os Estados Unidos detêm mais reservas de petróleo que a Arábia Saudita e a Rússia, o que representa a primeira vez que suas reservas ultrapassaram as dos dois maiores exportadores mundiais da commodity, de acordo com um novo estudo.

A Rystad Energy estima que as reservas de petróleo passíveis de extração nos campos existentes, novas descobertas e áreas produtoras ainda não descobertas dos Estados Unidos sejam equivalentes a 264 bilhões de barris. O número ultrapassa os 212 bilhões de barris da Arábia Saudita e os 256 bilhões de barris das reservas russas.

A análise de 60 mil campos de petróleo em todo o planeta, conduzida ao longo de um período de três anos pela empresa sediada em Oslo demonstra que as reservas mundiais totais de petróleo atingem os 2,1 trilhões de barris. Isso equivale a 70 vezes o ritmo atual de produção de 30 bilhões de barris ao ano, informou a Rystad Energy na segunda-feira (4).

As reservas passíveis de extração —os barris cuja extração é viável do ponto de vista tecnológico e econômico— são analisadas pelo setor de energia a fim de determinar o valor de mercado das empresas de petróleo e a saúde dos países produtores de petróleo em longo prazo.

Os produtores de petróleo convencionais, como a Arábia Saudita, tradicionalmente usam sua imensa riqueza em recursos naturais a fim de exercer o poder em termos mundiais, especialmente junto a grandes países consumidores como os Estados Unidos.

Esse relacionamento se viu abalado nos últimos anos pela fratura hidráulica e outras tecnologias novas que ajudaram os Estados Unidos a ganhar acesso a vastas reservas e permitiram que o país se tornasse mais independente em termos energéticos.

“Existe pouco potencial para futuras surpresas em muitos outros países, mas nos Estados Unidos ele continua a existir”, disse Per Magnus Nysveen, analista da Rystad Energy, apontando para recentes descobertas na Bacia de Permian, no Texas e Novo México, a região petroleira mais prolífica dos Estados Unidos. “Três anos atrás, os Estados Unidos estavam atrás da Rússia, Canadá e Arábia Saudita”.

Mais de metade das reservas remanescentes de petróleo dos Estados Unidos são constituídas por petróleo de xisto betuminoso, uma fonte heterodoxa, segundo os dados da Rystad Energy. O Texas detém, sozinho, mais de 60 bilhões de barris de petróleo de xisto betuminoso.

Outros boletins sobre as reservas mundiais de petróleo, como o “BP Statistical Review”, acompanhado com muita atenção pelo setor, se baseiam nas informações prestadas pelas autoridades nacionais, e mostram os Estados Unidos ainda atrás de países como Arábia Saudita, Rússia, Canadá, Iraque, Venezuela e Kuwait.

A Rystad Energy afirma que os dados dos governos, em todo o planeta, são coligidos usando uma série de indicadores muitas vezes opacos. Os números de muitos países incluem frequentemente petróleo ainda não descoberto.

CUSTO

Embora os números relativos às reservas sejam cruciais, o custo de produção é igualmente vital, disse Richard Mallinson, da Energy Aspects, uma consultoria de energia sediada em Londres.

“Os números quanto às reservas importam, mas muitos outros fatores também determinam os retornos de curto e longo prazo daquilo que companhias e nações detêm”, disse Mallinson. “O ganho de importância dos Estados Unidos não diminui o papel da Rússia ou da Arábia Saudita, já que o petróleo dos dois países está entre os de extração mais barata no planeta”.

Os países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), liderados pela Arábia Saudita, nos dois últimos anos permitiram a queda dos preços do petróleo para garantir que sua fatia de mercado seja protegida em longo prazo, diante de produtores de custo mais alto.

Ainda que a produção do petróleo de xisto betuminoso nos Estados Unidos tenha se tornado mais barata —os custos nos últimos anos caíram, em alguns casos, para menos de US$ 40 por barril—, a Arábia Saudita e os demais produtores do Oriente Médio continuam a bombear petróleo por menos de US$ 10 por barril.

“Existe uma faixa confortável de preços para os produtores convencionais da Opep. Eles querem preços altos o bastante para gerar receita sólida a fim de bancar gastos sociais em seus países, mas não altas o bastante para tornar petróleo de extração muito mais cara economicamente viável”, disse Mallinson.

O boom do petróleo de xisto betuminoso nos Estados Unidos foi um dos fatores por trás do recente colapso no preço do petróleo, que derrubou o petróleo padrão Brent de um pico de US$ 115 por barril na metade de 2014 a abaixo de US$ 30 neste ano.

*Fonte / Tradução de PAULO MIGLIACCI / folhauol

 

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