Drones no Canadá vão plantar 40 mil árvores em 1 mês

A restauração florestal no Canadá ganhou um aliado tecnológico. Os pequenos veículos aéreos vão sobrevoar uma área queimada por incêndios ao norte de Toronto, a maior cidade do país. O objetivo é plantar 40 mil árvores só neste mês.

O projeto é conduzido pela empresa canadense de reflorestamento Flash Forest. Sua maior meta é plantar um bilhão de árvores até 2028. Para tanto, garante que consegue plantar 10 vezes mais rápido e com 20% dos custos das técnicas tradicionais.

Muitos especialistas defendem que o plantio de árvores é a maneira mais rápida e barata de frear as mudanças climáticas. Um estudo publicado na Science em 2019 afirmou que, além de preservar as florestas que já existem, a solução contra o aquecimento global seria o mundo plantar 1,2 trilhão de árvores.
Tecnologia

Alcançar números tão grandiosos requer mais que força humana. E as inovações tecnológicas junto a ciência são essenciais neste processo. No caso da Flash Forest, o foco do plantio é em áreas pós-colheita e pós-incêndio. A empresa usa software de mapeamento aéreo, tecnologia de drones, pneumática, automação e ciência ecológica.

Durante testes do projeto-piloto, em outubro de 2019, a companhia plantou 165 árvores em apenas três minutos com o uso de um único drone. Também o despejo de nutrientes no solo é feito com drones.

Após o plantio, a empresa retorna para acompanhar o andamento das mudas.

Outro ponto importante é a priorização das espécies nativas. Para isso, trabalham com bancos de sementes locais.

Drones em projetos ambientais

Monitoração, fiscalização e preservação ambiental são apenas algumas das áreas que podem ser auxiliadas pelo uso de drones. No CicloVivo já trouxemos exemplo de seu uso na coleta de lixo nas praias, na fiscalização da Amazônia peruana e também como meio de chegar a áreas remotas – como no ambicioso plano de Madagascar em plantar 60 milhões de árvores e no transporte de medicamentos em Ruanda.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

China faz festa de virada do ano com 2 mil drones

Equipamentos substituíram os fogos e fizeram um show de luzes sincronizadas

A China surpreendeu ao mundo na comemoração de Ano Novo. Em vez dos tradicionais fogos de artifício, o país usou dois mil drones para criar diversas imagens no céu de Xangai.

Uma das figuras formadas foi a de um homem correndo, que representou as conquistas do país em 2019. Os drones ainda mostraram uma contagem regressiva e simularam as explosões dos tradicionais fogos. No fim, a mensagem “Zhui Meng” (“persiga seus sonhos”, em tradução livre) foi formada em caracteres chineses.

*Por Guilherme Preta

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*Fonte: olhardigital

Drones estão sendo testados para detecção precisa de vida em zonas de desastre

Há vários anos, os drones autônomos têm tentado detectar sinais de vida em áreas de desastre. Agora, em um estudo inédito, pesquisadores de Adelaide e Iraque estão dando um passo adiante.

Os engenheiros, da University of South da Australia e Middle Technical University em Bagdá, projetaram um sistema de visão por computador capaz de distinguir entre corpos falecidos e sobreviventes a 4-8 metros de distância.

Detectando sinais de vida

Com todo o trabalho dedicado à detecção da vida em Marte, você pensaria que detectar a vida humana seria um passeio no parque. As áreas de desastre são notoriamente difíceis de serem pesquisadas, levando os especialistas a procurar soluções tecnológicas como drones para ajudar no empreendimento.

O novo sistema, testado pelos cientistas de Adelaide e Bagdá, funciona desde que o tronco superior de uma pessoa seja visível. Se for, as câmeras do drone podem captar pequenos movimentos nas cavidades do peito do indivíduo e medir os batimentos cardíacos e a frequência respiratória.

Os sistemas anteriores se baseavam em leituras menos precisas, como mudança de cor da pele e temperatura corporal.

Outras técnicas existentes, como o uso de câmeras térmicas, só conseguem detectar sinais de vida quando há um forte contraste entre a temperatura corporal e o solo. Isso dificulta a detecção de vitalidade em ambientes quentes. Em ambientes frios, roupas isoladas também podem atrapalhar a detecção.

Os novos testes se baseiam em trabalhos anteriores do mesmo grupo de engenheiros. Em 2017, eles mostraram que uma câmera em um drone poderia medir com sucesso as frequências cardíaca e respiratória.

No entanto, o sistema só conseguiu detectar sinais de vida em pessoas que estavam em pé – o que significa que era claramente um protótipo inicial.

Ajudando socorristas

O professor da UniSA, Javaan Chah, diz que a nova tecnologia pode ser usada efetivamente em zonas de desastre, onde o tempo é crítico, ajudando os socorristas a procurar sobreviventes.

“Este estudo, baseado no movimento cardiopulmonar, é o primeiro de seu tipo e foi realizado com oito pessoas (quatro homens e quatro mulheres) e um manequim, todos caídos no chão em poses diferentes”, disse Chahl em comunicado à imprensa. “Vídeos foram tirados dos sujeitos à luz do dia, a até oito metros de distância, e em condições de vento relativamente baixas, durante um minuto de cada vez, com as câmeras distinguindo com sucesso entre os corpos vivos e o manequim”.

Embora seja uma melhoria em relação às versões anteriores, Chahl diz que o sistema baseado em movimento integrado ao drone precisa de testes adicionais. Por exemplo, em condições climáticas adversas ou em situações em que a parte superior do tronco de uma pessoa está parcialmente coberta.

No entanto, é mais um passo em direção a uma resposta mais rápida em situações em que uma diferença de segundos pode salvar uma vida.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Nova arma derruba drones a 500 metros de distância

Dispositivo usa bloqueador de sinal de frequência para desativar a comunicação e transmissão de vídeo entre drone e operador

Em paralelo à popularização dos drones, um outro mercado que quer, literalmente, destruir os dispositivos voadores também está crescendo. Na esteira da preocupação de que os aparelhos sejam usados para espionagem e invasão de privacidade, a empresa norte-americana DroneShield criou uma linha de equipamentos que derrubam drones no ar. O novo produto da companhia é uma arma que consegue desativá-los a 500 metros de distância.

O recém-lançado DroneGun MkIII usa as mesmas táticas de desativação de drones que os outros produtos da empresa – um bloqueador de sinal que causa interferência na frequência do comando do veículo. Mas, ele foi projetado para atuar em menor distância e ser controlado com uma mão só, permitindo uma operação mais rápida e fácil.

Em 2016, a companhia havia lançado uma espécie de espingarda gigante, chamada DroneGun, que impede o funcionamento do drone quando o alvo está dentro de 2 quilômetros de distância.

Assim como os outros dispositivos de interferência de sinal da DroneShield, o DroneGun MkIII desativa os drones lançando um ruído eletromagnético com as mesmas frequências usadas para controlar a comunicação e a transmissão de vídeo da aeronave não tripulada. Com isso, a transferência de sinal e gravação são desabilitadas. O drone, então, é forçado a pousar sozinho e com segurança, ou a retornar ao seu ponto de decolagem, o que facilita encontrar o operador do veículo.

De acordo com a companhia, a vantagem do DroneGun MkIII é que ele é menor e mais leve. O equipamento pesa 1,95 kg e tem dimensões de 63 (comprimento) x 40 (largura) x 20 (altura) em centímetros.

O equipamento funciona à bateria, com capacidade de uma hora de ação por carga. A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos não autorizou que o produto seja disponibilizado para amplo consumo. Por isso, até o momento, apenas agências governamentais do país podem adquiri-lo.

 

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*Fonte: olhardigital

Drones e produções 3D captam o presente e recriam o passado de Pompeia

As ruínas de Pompeia estão entre os principais destinos turísticos da Itália. Em 2015, cerca de 35 mil pessoas passaram diariamente no local. Nos últimos 50 anos, no entanto, o sítio arqueológico reduziu seu espaço aberto ao público a um terço da área original como forma de preservar o seu legado do “fluxo insustentável” do turismo.

Para driblar essas barreiras e mostrar a beleza e a história do restante do lugar, drones estão sendo usados para sobrevoar e gravar imagens aéreas impressionantes da cidade petrificada.

No vídeo abaixo, a partir da visão comum que um turista teria, o drone sobrevoa a área do sítio arqueológico e dá uma nova dimensão da grandeza do local, revelando uma imensidão de antigas ruínas de moradias e negócios sem cobertura.

Acompanhando a corrida de um cachorro pelas ruas estreitas de Pompeia, este vídeo traz imagens embaladas pela música Echoes, do Pink Floyd, e mostra detalhes como as colunas dos grandes edifícios da cidade.

Além dos testemunhos do que restou de Pompeia hoje, pesquisadores também tentam recriar o que um dia foi a comuna romana. Com tecnologia 3D, pesquisadores de instituições como a Universidade de Lund, na Suécia, reconstruíram a casa do banqueiro Lucius Caecilius Iucundus — romano que inspirou o personagem de Peter Capaldi no episódio “The Fires of Pompeii”, da série Doctor Who.

De acordo com arqueólogos, o espaço fora construído para acomodar muitas pessoas, tanto da família de Iucundus quanto seus escravos. Na maquete, é possível conhecer desde os principais cômodos até onde ficavam posicionados os principais móveis do casarão.

Projetos como esse tem sido incentivados pela curadoria da cidade, que, após um terremoto que atingiu a Itália em 1980, convidou a comunidade científica internacional a intensificar os estudos sobre Pompeia antes que as ruínas sejam ainda mais danificadas.

Lançado em 2009, o projeto “A Day in Pompeii” simula quase que hora a hora como deve ter sido a erupção do Vesúvio e destruição de Pompeia entre os dias 24 e 25 de agosto de 79 d.C.. O vídeo foi elaborado pela Zero One Animation, agência de animação voltada para conteúdos educativos, e fez parte da programação da exibição Melbourne Winter Masterpieces, que levou mais de 330 mil pessoas ao Museu de Melbourne, Austrália.

Mesmo após dois milênios da tragédia e três séculos após ser redescoberta, a cidade ainda está presente no imaginário das pessoas e continua rendendo diversas pesquisas. Recentemente, foram descobertos os esqueletos de uma criança morta na tragédia e de um homem que foi esmagado pelos destroços de um batente.

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*Fonte: revistagalileu