Itens plásticos que você pode tirar hoje da sua vida

O plástico está impregnado na vida e na rotina das pessoas de uma maneira complexa que muitas vezes passa despercebida. Além dos utensílios de casa, há também aqueles que são consumidos nos comércios e em seguida são jogados no lixo. Metade de todo plástico produzido no mundo é utilizado uma única vez antes de ser descartado e por se tratar de um dos materiais mais duradouros produzidos pelo ser humano, este plástico pode ficar até 400 anos na natureza até se decompor totalmente.

Pensando nisso, o site TreeHugger reuniu uma lista de 10 itens plásticos que é possível abolir da sua vida neste momento, basta fazer alguns ajustes e o resto é hábito. Confira a lista traduzida abaixo:

Tampas de café
O ideal é se livrar dos copos de café para viagem de uma vez por todas e utilizar xícaras reutilizáveis. Mas, se para você é difícil, ir aos poucos já é um passo e deixar de usar as tampas de plástico é um ótimo começo. Abandonar as luvas de copos e colheres descartáveis para mexer o café também é válido.

Coisas de plástico, quando há a opção de papel
Opte por produtos embalados em papel aos oferecidos em embalagens plásticas. Ovos em bandejas de papel, papel higiênico envoltos em papel, produtos embalados em caixas em vez de sacos plásticos, por exemplo.

Canudos
Só nos Estados Unidos, mais de 500 milhões de canudos plásticos são utilizados diariamente. Cada canudo, utilizado uma única vez, por menos de 15 minutos, são 400 anos de plástico por aí. E será que você precisa mesmo usar canudo? Se a resposta for sim, que tal utilizar canudos de papel, bambu ou reutilizáveis de aço inox como o FinalStraw que, além de tudo, é portátil.

Produtos embalados
Opte por produtos que não venham em embalagens plásticas. Claro que não estamos falando de exclusão total, já que boa parte dos produtos à venda ainda vem embalados em plástico. Mas se você jogar no Google “banana embalada”, vai encontrar imagens das frutas embaladas à vácuo. Esse caso é um exemplo claro de embalagem desnecessária.

Sacolas plásticas para compras
Vai ao supermercado? Que tal levar uma sacola reutilizável? E, no lugar de colocar os produtos separadamente em sacos plásticos individuais, coloque-os soltos na cesta ou carrinho. Você pode também levar saquinhos de tecido para acomodar as frutas e legumes.

Embalagens plásticas (em casa)
Em vez dos potes plásticos, opte por potes de vidro, recipientes de comida de vidro, tampas de tigelas feitas de tecido, recipientes de comida de aço inoxidável. Há até uma opção ecológica vegana e reutilizável que substitui o papel alumínio e o plástico filme sobre a qual você pode saber mais aqui.

Utensílios descartáveis
Em vez de comprar copos de plástico, pratos e talheres para todas as festas, pense em investir em um “conjunto de festas” de copos, pratos de cerâmica e talheres de segunda mão que você pode guardar para utilizar quando for necessário.

Garrafas de água
Comprar garrafas de águas é um ato comum pelas cidades do mundo. Mas será que não é melhor ter uma única garrafa, reutilizável, que você pode encher quando precisar e levar com você, no lugar de comprar uma garrafinha de 500ml que em meia hora vai ser lixo? Principalmente agora que diversas empresas estão desenvolvendo garrafas reutilizáveis como a Choose Water e a Hydaway para diminuir o lixo plástico.

*Por Emily Santos

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*Fonte: ciclovivo

Após votação, caça comercial de baleias continua banida

Representantes do Japão que participam da Comissão Internacional das Baleias, ou International Whaling Comission (IWC), que está acontecendo até sexta-feira em Florianópolis (SC), fizeram uma tentativa para acabar com a proibição da atividade baleeira comercial.

Apesar dos esforços, com 67% dos votos, a suspenção não foi aprovada. Além disso, foi criado um novo documento intitulado Declaração de Florianópolis, que reafirma o banimento da caça comercial de baleias em águas internacionais. Foram 40 votos a favor e 27 contra, entre eles Rússia e Japão. A declaração foi submetida por Argentina, Brasil, Colômbia, México, Chile, Costa Rica, Panamá e Peru.

Banimento da caça comercial

A proibição da caça comercial foi estabelecida em 1986 diante da iminência de extinção de diversas espécies por conta da pesca predatória. O Japão alega que as populações de algumas espécies de baleias se recuperaram o suficiente para permitir a retomada da caça de forma “sustentável”.

“A ciência é clara: há certas espécies de baleias cuja população é saudável o suficiente para ser colhida de forma sustentável”, alega a proposta japonesa, intitulada Way Forward. A alteração seria para acabar com a “intolerância” e “confronto” entre os países pró e anti-caça às baleias.

As duras críticas do Japão à proibição atrapalham as relações com países anti-caça, como Austrália e Nova Zelândia, que os acusam de usar seu poder econômico para garantir votos de países membros menores da IWC.

“Pesquisa Científica”

Uma cláusula da proibição da IWC permite que o Japão conduza caças anuais de “pesquisa” e venda carne de baleia no mercado aberto.

Segundo a BBC, o Japão hoje captura entre 300 e 400 animais por ano – e já chegou a abater cerca de 1.000 em 2005 e em 2006. No início deste ano, o país foi bastante criticado por ter matado no Oceano Antártico 122 baleias grávidas, das 333 baleias-anãs capturadas durante uma expedição de quatro meses, 181 eram do sexo feminino – incluindo 53 juvenis.

Em 2014, o tribunal internacional de justiça ordenou a suspensão do abate anual de baleias no Oceano Antártico. Porém, após dois anos o país voltou a caçar, sob um programa que incluiu a redução de sua cota de capturas em cerca de dois terços.

 

 

 

 

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*Fonte: ciclovivo

Quantino o carro movido a água salgada que fez 150 mil quilómetros sem poluição

A nanoFlowcell é uma marca protótipo do carro Quantino movido a água, neste caso a água salgada. E recentemente numa experiência o Quantino completou mais de 150 mil quilómetros em estrada tendo como combustível o recurso a água salgada.

Como Funciona a NanoFlowcell?

O funcionamento da tecnologia da nanoFlowcell é em tudo idêntico à de uma célula de combustível, só que recorre à água salgada invés do hidrogénio!

Assim, os iões positivos ficam separados dos iões negativos, sendo que ambos ao passarem por uma membrana se misturam e interagem, e é essa interação que gera energia elétrica que permite mover o automóvel!

O resultado final dessa mistura do líquido de iões gera água, tal como na célula de combustível de hidrogénio, mas tem como vantagem o facto de permitir que o veículo se movimente com zero emissões de carbono e um reabastecimento rápido!

Quando Surgiu a NanoFlowcell?

Esta é uma empresa já com algum tempo no mercado. Desde 2014 que esta empresa alemã tem vindo a desenvolver protótipos com o intuito de usarem água salgada como combustível primário.

Foram vários os protótipos desenvolvidos

Desportivo e-Sportlimousine
Crossover Quant F
Compacto Quantino

Os três modelos têm sido testados em estrada, mas foi o Quantino o primeiro a mostrar a verdadeira capacidade do combustível a água salgada.

Em agosto de 2017 o modelo Quantino fez 100 mil quilómetros, sendo que agora quase ao fim de um ano fez mais 50 mil quilómetros, tendo assim um total de 150 mil quilómetros.

Outra grande meta deste veículo com combustível alternativo e zero emissões de carbono, ou seja, nada de poluição, é o facto de ter feito 1000 quilómetros durante oito horas e 21 minutos ininterruptos!

Ou seja, durante esses 1000 quilómetros não precisou de parar para atestar, o que comprava que também tem uma excelente autonomia!

Caraterísticas Quantino

Quanto às características desde compacto que está a revolucionar o mercado, é de ressalvar que permite até quatro pessoas no seu chassis, tem um motor de 80kW (cerca de 109 CV), e pesa pouco mais de 1400kg.

Ainda assim, com essas características consegue atingir a velocidade de 100km/h em pouco mais de cinco segundos!

A nanoFlowcell tem como objetivo iniciar a produção final deste modelo protótipo a curto prazo… se conseguir será uma grande revolução no mercado automóvel!

É que ainda agora começaram a surgir os veículos elétricos, e se vier um veículo com estas caraterísticas, basta irmos à beira mar para atestar o carro!

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*Fonte: portalenergia

Como o consumo de plásticos afeta nossos oceanos

Quer nos agrade ou não, o plástico faz parte do nosso cotidiano. Sacos, embalagens, utensílios de cozinha, vários objetos… inclusive as roupas e sapatos incorporam elementos de plástico de forma habitual. E por que o plástico é tão usado? As vantagens para a indústria são triplas: é um material versátil, durável e, acima de tudo, barato – que permite a produção em massa a custos muito baixos.

Mas a proliferação de plástico está causando sérios problemas ambientais. Todos os anos, toneladas de plásticos, um desperdício aparentemente invisível, mas altamente prejudicial, vão parar nos nossos mares e oceanos.

Um oceano de plástico

O problema do plástico foi abordado em inúmeros documentários. Um dos exemplos mais recentes é A Plastic Ocean (Oceanos de Plástico), dirigido pelo jornalista australiana Graig Lesson. A produção mostra o impacto dos resíduos de plástico no ecossistema marinho em mais de 20 lugares do mundo. O documentário segue um grupo de pesquisadores e ativistas e também reúne as repercussões do plástico subaquático nas comunidades que vivem em torno dessas áreas.

A organização ecologista Greenpeace também denunciou repetidamente a situação dos nossos mares. Em seu relatório Plásticos nos oceanos, ela reúne dados preocupantes:

200 quilos de plásticos atingem nossos mares e oceanos a cada segundo.

Todos os anos, 8 milhões de toneladas de resíduos de plástico são jogadas no mar, o equivalente ao material de 800 torres Eiffel.

O fundo do mar acumula cerca de 50 bilhões de fragmentos de plástico, de acordo com dados estimados.

Existem cinco “ilhas de lixo plástico” no planeta: duas no Pacífico, duas no Atlântico e outra no Oceano Índico. As ilhas de lixo são acumulações flutuantes de microplásticos formadas por partículas menores que 5 mm.

Se continuarmos assim, estima-se que em 2020 os resíduos de plástico terão aumentado em 900% em relação aos registros de 1980. De acordo com especialistas, em 2050 haverá quase mais plásticos no mar do que peixes.

E no caso da Espanha, por exemplo? Todos os dias, cerca de 30 milhões de latas e garrafas de plástico são abandonadas nas praias e regiões litorâneas espanholas, contaminando o ambiente marinho. Em média, cerca de 320 produtos de resíduos se acumulam no espaço de 100 metros de praia, dos quais 70% são plásticos.

De onde vêm os plásticos que chegam ao mar?

Quando a gestão de resíduos é realizada de forma adequada, os plásticos que deixamos nos recipientes de reciclagem vão para aterros sanitários, onde são incinerados para serem posteriormente reciclados. No entanto, há um alto volume de resíduos de plástico que acaba no mar a partir de diferentes maneiras:

Descarga deliberada no mar.

Descarga acidental de navios.

Efluentes (elementos residuais) de estações de esgoto e plantas de tratamento.

Sistemas de drenagem de água em áreas urbanas.

Estima-se que 80% dos resíduos plásticos que se acumulam no mar provêm diretamente da terra e os 20% restantes da atividade marítima. Uma grande parte desses destroços marinhos é encontrada em áreas costeiras próximas a áreas povoadas, como grandes cidades ou locais de concentração turística. Outra localização habitual dos resíduos plásticos é o espaço marítimo onde ocorre a pesca intensiva.

Impacto dos plásticos no mar

A degradação do plástico no ambiente marinho é muito mais lenta do que na terra. A baixa exposição dos resíduos à luz solar retrasa os processos de decomposição, assim como o contato com a água fria. A ação das ondas acelera o mecanismo, mas quebra o plástico em pedaços muito pequenos que demoram muito para se decompor.

De acordo com fontes do Greenpeace, calcula-se que uma garrafa de plástico leva cerca de 500 anos para se degradar completamente. Os talheres de plástico levam cerca de 400 anos, enquanto os sacos permanecem na água por cerca de 55 anos. O material que leva mais tempo a decompor é o plástico das linhas de pesca, que não se degradam em até seis séculos.

O impacto das peças de plástico na vida marinha é enorme. Vários peixes são enredados nos resíduos e acabam morrendo por asfixia. Mas há um problema especial relacionado com os microplásticos que permanecem flutuando nas superfícies marinhas. Estes pequenos plásticos, com menos de 5 mm, podem ser ingeridos por peixes, crustáceos e plâncton e causar bloqueios no seu sistema digestivo. Além disso, os microplásticos incorporam contaminantes químicos que podem acabar em nossos pratos através da cadeia alimentar.

Impacto do lixo marítimo na economia

O acúmulo de resíduos plásticos não só prejudica a fauna marinha, mas também repercute na economia. O exemplo mais direto está na chamada “pesca fantasma”, provocada pelo abandono de redes e equipamentos no mar. Essas redes atrapalham muitos peixes, que acabam morrendo, o que reduz os estoques de pesca.

Somente na Europa, a limpeza das praias e litorais custa às administrações públicas em torno de 630 milhões de euros por ano. O setor de turismo também sofre as consequências. A presença de lixo nas costas pode oferecer uma imagem negativa, o que reduz o número de visitantes.

O que podemos fazer pelos nossos oceanos?

A solução para o acúmulo de plásticos está, em grande medida, nas mãos dos governos. A gestão eficaz dos resíduos é essencial, mas outras medidas legais são necessárias para ajudar a evitar o lixo marinho. Alguns já estão em andamento, como a obrigação de pagar pelas sacolas de plástico nos estabelecimentos comerciais. As organizações ambientais também exigem o uso de materiais alternativos aos plásticos.

Um maior trabalho de conscientização na conservação da natureza também é fundamental. Nesse campo, os cidadãos têm muito a contribuir:

Evite o uso de sacos de plástico: quando for comprar, é conveniente levar sacolas de pano ou de papel. Alguns supermercados vendem sacos grossos de plástico reutilizável, que permitem o uso ​​várias vezes sem a necessidade de adquirir novos. A atenção ao que se compra é outra opção altamente recomendada.

Priorize as garrafas de vidro em vez de plásticos ou embalagens cartonadas.

Escolha produtos a granel: existem várias lojas que facilitam os produtos à base de peso, como sabões, shampoos, detergentes, legumes etc. Os estabelecimentos fornecem recipientes, mas é melhor levá-los de casa. Desse modo, não acumulamos mais plásticos.

Recuse os artigos e embalagens de uso único: copos de plástico, talheres e pratos são muito práticos, especialmente em festas e celebrações, mas é melhor usar copos ou louças tradicionais. Mesmo que tenhamos que lavar pratos, vale a pena o esforço.

Evite comprar produtos que sejam embalados em plástico: recuse as frutas e verduras vendidas em bandejas de isopor. Escolha os ovos que estão em caixas de papelão ou então compre-os soltos e leve seu próprio recipiente para ovos.

Tente substituir os potes de plástico por frascos ou recipientes de vidro.

Reduza ou elimine o papel filme.

Leve seus próprios recipientes ao comprar comida para viagem.

Troque as máquinas de barbear descartáveis por máquinas de barbear clássicas que permitem a troca das lâminas.

Substitua os isqueiros de plástico por fósforos de madeira ou isqueiros recarregáveis.

E, acima de tudo, deposite os plásticos no contêiner adequado.

A solução é comprar de maneira consciente e adotar novos hábitos. Aplicar a regra dos três R’s (reduzir, reciclar e reutilizar) é mais simples do que pensamos. Só precisamos fazer nossa parte e recuperar a mentalidade de nossas avós, que viveram todas suas vidas sem plástico, tupperwares ou envoltórios de isopor.

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*Fonte: thedailyprosper

Estudo liga exposição crônica à poluição a redução nos níveis de inteligência

A exposição crônica à poluição do ar está associada a danos à inteligência, revela um novo estudo conduzido por pesquisadores da China e dos Estados Unidos.

A pesquisa identificou que a relação entre poluição e performance cognitiva aumenta com a idade e afeta especialmente homens com menor nível de educação.

Foram usados dados de 20 mil pessoas que vivem na China e que, em 2010 e 2014, fizeram testes de matemática e de linguagem como parte da CFPS (sigla em inglês para Painel de Estudos da Família da China), uma pesquisa nacional conduzida anualmente e financiada pelo governo chinês com famílias e indivíduos.

“A pesquisa (CFPS) também fornece informações exatas sobre as localizações geográficas e as datas das entrevistas, o que nos permite comparar as pontuações dos testes com os dados da qualidade do ar local com mais precisão”, explicam os autores do estudo, divulgado pela publicação acadêmica americana PNAS.

O estudo comparou os resultados dos testes de performance cognitiva com medições de dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio e de partículas menores que 10 micrômetros de diâmetro dos locais onde os participantes viviam quando fizeram as provas.

Não está claro o quanto cada um desses três poluentes seria culpado pela perda na performance. Monóxido de carbono, ozônio e partículas maiores não foram incluídos na análise.

Cautela

Apesar de o estudo ligar poluição às notas mais baixas, a pesquisa não prova a relação de causa e efeito.

Os pesquisadores avaliam, contudo, que os resultados não estão restritos à China. Eles acreditam que as conclusões podem ser aplicadas globalmente, uma vez que 80% da população urbana mundial respira níveis considerados inseguros de poluição do ar.

Descrita como uma ameaça invisível que é capaz de matar, a poluição causa cerca de 7 milhões de mortes prematuras por ano em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Fornecemos evidência de que o efeito da poluição do ar nos testes verbais fica mais evidente à medida que as pessoas envelhecem, especialmente os homens e os com menos educação”, diz o estudo.

Acredita-se que muitos poluentes afetem diretamente a química do cérebro de diversas maneiras – partículas podem, por exemplo, transportar toxinas através de pequenas passagens e entrar diretamente no órgão.

Alguns poluentes também podem ter um impacto psicológico, aumentando o risco de depressão.

A poluição também aumenta o risco de doenças degenerativas como o mal de Alzheimer e outras formas de demência, indica o estudo.

Estar exposto a altos níveis de poluição do ar pode estar ligado “à redução do nível de educação por um ano… o que é demais”, segundo declarou um dos autores do estudo, Xi Chen, integrante da escola de saúde pública de Yale, ao jornal britânico The Guardian.

Pesquisas anteriores já haviam identificado que a poluição do ar tem um impacto negativo nas habilidades cognitivas de estudantes.

Trabalho ao ar livre

Os pesquisadores de Yale e Pequim analisaram os resultados das provas de homens e mulheres com mais de dez anos de idade, que responderam 24 questões de matemática e 34 de linguagem.

Os pesquisadores acreditam que uma das explicações para homens com menos educação serem os mais afetados pela exposição crônica de poluição é o fato de que, na China, eles são maioria nos trabalhos manuais realizados ao ar livre.

“Nossas descobertas sobre o efeito prejudicial da poluição na cognição”, conclui o estudo, “particularmente no envelhecimento cerebral, implicam que o efeito indireto sobre o bem-estar social pode ser muito maior do que se pensava anteriormente”.

Segundo o pesquisador Xi Chen, os efeitos para os idosos, que no estudo são os com idade acima de 55 anos, podem ser muito difíceis de compensar, dada a exposição cumulativa no longo prazo.

“Isso é muito preocupante, pois todos nós sabemos que as pessoas muitas vezes precisam tomar decisões financeiras importantes na velhice, como quando devemos nos aposentar, qual plano de seguro de saúde é melhor”, completa.

O estudo sugere que, embora os resultados da pesquisa sejam específicos para a China, ela pode lançar luz sobre outros países em desenvolvimento com poluição do ar severa.

Os autores dizem que 98% das cidades com mais de 100 mil pessoas em países de baixa e média renda que não atendem às diretrizes de qualidade do ar da OMS.

Poluição do ar ao redor do mundo

– 7 milhões de pessoas morrem todos os anos por exposição à poluição do ar

– Poluição do ar provocou 4,2 milhões de mortes no mundo em 2016

– 91% da população mundial mora em lugares onde a qualidade do ar não atende às exigências mínimas estipuladas pela OMS

– 14 cidades da Índia estão entre as 20 mais poluídas do mundo

– 9 entre cada 10 pessoas no mundo respiram ar poluído

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*Fonte: bbc

Estudantes desenvolvem bactéria que come plástico dos oceanos e o transforma em água

A poluição nos oceanos é um problema grave. Segundo estudos recentes, é muito provável que até 2050 terá mais plástico do que peixes em nossas águas marítimas. Para a nossa sorte, não faltam pessoas muito visionárias trabalhando para reverter essa situação. Lembra do jovem de 21 que desenvolveu tecnologia que promete limpar o Oceano Pacífico até 2030?

Pois bem, a novidade do momento é uma bactéria, desenvolvida pelas estudantes Miranda Wang e Jeanny Yao. Trabalhando na ideia desde os tempos do colégio, hoje elas colhem os frutos e já possuem duas patentes, uma empresa e cerca de U$ 400 mil dólares de investimento inicial. Tudo isso com vinte e poucos anos!

Com cinco prêmios nas costas, a dupla ficou famosa por ser a mais jovem a ganhar o prêmio Perlman de ciência. Tudo graças ao protótipo de bactéria capaz de transformar plástico em CO2 e água. A tecnologia está sendo utilizada de duas formas: para limpar as praias e também para produzir matéria-prima para confecção de tecidos.

“É praticamente impossível fazer com que as pessoas parem de usar plástico. Nós precisamos de tecnologia capaz de quebrar o material. Tudo deveria ser biodegradável”, disse Wang.

A tecnologia em desenvolvimento é composta por duas partes. Primeiro o plástico é dissolvido e depois as enzimas de catalização quebram os componentes em pedaços mais maleáveis. Esses componentes são colocados em uma estação biodigestora, em que tudo será compostado. O processo leva, no máximo, 24 horas para acontecer. Ah, a tecnologia…

*Por Jessica Miwa

 

 

 

 

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*Fonte: thegreenestpost

Para combater aquecimento global, Suíça vai aspirar CO2 do ar (e reaproveitá-lo como adubo na produção de hortaliças)

Na corrida contra o tempo para combater o aquecimento global e frear o aumento da temperatura em até 2ºC até o fim deste século, como recomendado pela ONU, começam a pipocar mundo afora diferentes alternativas para reduzir e mitigar as emissões de CO2.

Na Suíça, uma opção pra lá de inusitada está causando reboliço: a empresa Climeworks vai inaugurar uma planta comercial capaz de sugar do ar o dióxido de carbono emitido por carros, aviões e trens.

Mais do que isso: a companhia vai revender o material capturado para uma fabricante de legumes e verduras, que usará o gás como fertilizante vegetal, aumentando em até 20% sua produção.

Sim, você não entendeu errado: vão adubar os alimentos com CO2! Polêmico, não?

A Climeworks garante que o processo é seguro para a saúde e que o CO2 capturado pode ser usado ainda para outras finalidades, como combustível e gaseificador de bebidas. Segundo eles, a planta suíça tem capacidade para sugar até 900 toneladas métricas de dióxido de carbono do ar – o equivalente à emissão de 200 carros populares no ano.

A unidade na Suíça é só o começo. Até o ano de 2025, os fundadores da Climeworks assumiram a ousada meta de capturar do ar o equivalente a 1% das emissões globais. Para tanto, vão precisar implementar mais 750 mil plantas como a da Suíça mundo afora. Será que a moda vai pegar?

*Por Débora Spitzcovsky

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*Fonte: thegreenestpost

Níveis atuais de CO2 na atmosfera são os piores dos últimos 3 milhões de anos

A concentração de dióxido de carbono na atmosfera terrestre aumentou em velocidade recorde em 2016 e atingiu um nível não visto há mais de três milhões de anos, alertou a Organização das Nações Unidas (ONU).

O novo relatório chamou a atenção de cientistas e governantes e levou as nações a considerarem reduções drásticas na quantidade de CO2 que emitem nas negociações da próxima reunião climática em Bona, na Alemanha.

“As concentrações globais de CO2 atingiram 403,3 partes por milhão (ppm) em 2016 contra 400 ppm em 2015, devido à combinação de atividades humanas com um forte evento de El Niño”, de acordo com o Boletim de Gases do Efeito Estufa, feito anualmente pela agência meteorológica da ONU.

O aumento de 3,3 ppm é consideravelmente maior do que o aumento anual médio de 2,08 ppm na última década. Também encontra-se bem acima do último grande El Niño, em 1998, quando o aumento foi de 2,7 ppm.

O estudo, que utiliza monitoramento de navios, aeronaves e estações terrestres para acompanhar as tendências das emissões de CO2 desde 1750, afirma que o dióxido de carbono na atmosfera está aumentando 100 vezes mais rápido do que na última Era Glacial devido ao crescimento populacional, agricultura intensiva, desmatamento e industrialização.

*Por Guilherme Lupino

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*Fonte: thegreenestpost

O que posso fazer para reduzir o lixo eletrônico?

Já parou para pensar para onde vai aquele celular, câmera, impressora ou computador antigo quando é descartado? O lixo eletrônico é um dos problemas mais graves da humanidade. Enquanto a indústria eletrônica cresce, aumenta também a quantidade de lixo eletrônico. A ONU prevê que, até 2017, serão 50 milhões de toneladas em todo o mundo.
A maior parte é exportada para países asiáticos e africanos, oferecendo riscos ao meio ambiente e à população local, devido ao mercúrio e chumbo presentes nestes materiais. Sem falar na grande quantidade de plásticos, metais e vidro, que demoram muito tempo para se decompor, prejudicando o solo, o ar e os lençóis freáticos. A exportação acontece por um só motivo: é mais barato enviar o lixo eletrônico a esses continentes do que reciclá-los em seus países de origem.

O que você pode fazer para ajudar?

1.Descarte corretamente

Procure em sua cidade empresas e cooperativas especializadas em reciclar este tipo de resíduo. Jamais jogue o lixo eletrônico no lixo comum. Ele irá para aterros, oferecendo perigo à saúde dos coletores. Baterias e celulares podem ser entregues diretamente às empresas de telefonia. A Vivo desenvolve, desde 2006, o programa Reciclar Conecta, que recicla tablets, baterias, carregadores e acessórios. Basta descartar esses materiais nas urnas de coleta das 3.400 lojas presentes no país. Os materiais descartados vão para o centro de triagem, onde são reciclados.

2. Doe

Se o equipamento estiver em boas condições, doe para instituições. Um computador antigo pode ser muito útil em entidades que promovem a inclusão digital. O que é considerado obsoleto para muitos pode ser de extrema utilidade para outros.

3.Promova o consumo consciente

Com a constante inovação tecnológica e o lançamentos de novos produtos todos os anos, o consumo é cada vez mais estimulado. As pessoas trocam seus equipamentos com frequência, mesmo quando estes ainda o atendem plenamente. Tal sistema não é sustentável pois acaba gerando quantidades absurdas de resíduos. É preciso frear a compra impulsiva e repensar os hábitos de consumo.

 

 

 

 

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*Fonte: dialogando

Mudanças climáticas poderão extinguir 10% das espécies de anfíbios da Mata Atlântica

Peter Moon | Agência FAPESP – O aquecimento global poderá levar à extinção de até 10% das espécies de sapos, rãs e pererecas endêmicas da Mata Atlântica em cerca de 50 anos. Isso porque regimes de temperatura e chuva previstas para ocorrer entre 2050 e 2070 serão fatais para espécies com menor adaptação à variação climática, que habitam pontos específicos da Mata Atlântica.

Essa é uma das conclusões de um estudo que analisa a distribuição presente e futura de anfíbios (anuros, ou seja, sapos, rãs e pererecas) na Mata Atlântica e no Cerrado, à luz das mudanças climáticas em decorrência do contínuo aquecimento global.

O estudo foi publicado na revista Ecology and Evolution. O trabalho teve como autor principal o herpetólogo Tiago da Silveira Vasconcelos, da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Bauru, e foi feito com apoio da FAPESP no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais.

Colaboraram Bruno Tayar Marinho do Nascimento, também da Unesp, e Vitor Hugo Mendonça do Prado, da Universidade Estadual de Goiás.

“O objetivo maior da pesquisa foi fazer um levantamento de todas as espécies de anfíbios do Cerrado e da Mata Atlântica e caracterizar suas preferências climáticas nas diferentes áreas que habitam. Com os dados em mãos, buscamos fazer modelagens para poder projetar cenários de aumento ou de redução das áreas climáticas favoráveis às diferentes espécies, em função dos regimes climáticos estimados para 2050 e 2070”, disse Vasconcelos.

Conhecem-se atualmente 550 espécies de anfíbios na Mata Atlântica (80% delas, endêmicas) e 209 espécies no Cerrado. Vasconcelos trabalhou com os dados de distribuição espacial de 350 espécies da Mata Atlântica e 155 do Cerrado, aquelas encontradas em ao menos cinco ocorrências espaciais diferentes.

“Desse modo, foi possível identificar as áreas com maior riqueza de espécies de anfíbios, ou com composição de espécies únicas, tanto no Cerrado como na Mata Atlântica. Uma vez identificadas tais áreas, avaliamos a comunidade de anfíbios no cenário de clima atual e futuro, de modo a determinar quais são as áreas de clima favorável para cada uma das 505 espécies analisadas, e se haverá expansão ou redução dessas áreas em 2050 e 2070, em função do aquecimento global”, disse Vasconcelos.

Os dados de distribuição espacial das 350 espécies da Mata Atlântica e 155 do Cerrado foram aplicados em duas métricas de ecologia de comunidade. A primeira, denominada diversidade alfa, é a diversidade local, correspondente ao número de espécies em uma pequena área de hábitat homogêneo. A diversidade beta é a variação na composição de espécies entre diferentes hábitats e que revela a heterogeneidade da estrutura de toda a comunidade.

Vasconcelos conta que o passo seguinte foi usar os dados de clima para fazer a modelagem de nicho climático. Foram usados quatro algoritmos diferentes baseados nas características de clima favorável a cada espécie. Trata-se de algoritmos de modelo linear generalizado, de árvore de regressão, de floresta aleatória e de máquina de vetores de suporte.

Os algoritmos serviram para determinar, na Mata Atlântica e no Cerrado, quais são as áreas de climas semelhantes, gerando um mapa da distribuição das áreas atuais onde cada espécie pode sobreviver.

A seguir foi a vez de calibrar os mesmos algoritmos com os cenários de clima futuro, a partir das estimativas feitas disponíveis no portal WorldClim.

“Para cada cenário futuro, em 2050 e 2070, utilizamos dois cenários de emissão de gás carbônico na atmosfera, um cenário mais otimista, com menor aquecimento global, e outro pessimista e mais quente. Também usamos três modelos de circulação global atmosférica e oceânica”, disse Vasconcelos. Os dados são do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

“Para cada uma das 505 espécies analisadas geramos 24 mapas de distribuição [quatro algoritmos x dois cenários de emissões de CO2 x 3 modelos de circulação global]. Ao todo, foram mais de 12 mil mapas”, disse.

A partir dos resultados dos 24 mapas de distribuição para cada espécie, foi gerado um mapa consensual e, então, uma matriz de presença e ausência de espécies, determinando a ocorrência prevista de cada espécie em 2050 e 2070.

“O primeiro impacto esperado da mudança climática nos anfíbios da Mata Atlântica e Cerrado é a extinção de 42 espécies por meio da perda completa de suas áreas climaticamente favoráveis entre 2050 e 2070”, disse Vasconcelos.

Os dados apontam para a extinção de 37 espécies na Mata Atlântica (ou 10,6% do total) e cinco no Cerrado. Das 42 espécies, apenas cinco são atualmente consideradas como em risco de extinção pelo Ministério do Meio Ambiente.

Homogeneização de anfíbios no Cerrado

A maior riqueza de anfíbios da Mata Atlântica ocorre atualmente na porção sudeste, nos estados do Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Já as regiões interioranas da Mata Atlântica são as áreas com menor riqueza de anfíbios.

Embora os resultados do estudo apontem para a perda de espécies em toda a Mata Atlântica, mesmo as taxas mais altas de perdas no sudeste do bioma não deverão alterar o fato de que esta região específica permanecerá como a mais rica em anfíbios.

Por outro lado, no Cerrado haverá perda generalizada, mas também ganho de biodiversidade em determinadas regiões.

“Os resultados da pesquisa indicam uma expansão das áreas climaticamente favoráveis aos anfíbios, dado que em função do aumento das temperaturas se espera uma expansão das áreas de Cerrado nas direções norte e nordeste, ocupando espaços que hoje são de floresta amazônica. A savanização de porções da floresta amazônica abrirá novas áreas para ocupação dos anfíbios do Cerrado”, disse.

Especificamente, a mudança climática não deverá alterar a área de maior riqueza de anfíbios do Cerrado, que fica na margem sul deste bioma, mas uma considerável perda de espécies é esperada no oeste e sudoeste, que faz contato com as terras baixas do Pantanal Mato-Grossense. Por outro lado, poderá haver ganho de espécies em Tocantins, no norte de Minas Gerais e no oeste da Bahia.

“Os cenários futuros de mudança climática sugerem que poderá haver uma homogeneização da fauna de anfíbios ao longo da extensão do Cerrado. Ou seja, aquelas espécies mais generalistas, adaptadas a diferentes hábitats e que suportam uma variação maior de temperatura e umidade, têm a previsão de expandir suas áreas de ocupação”, disse Vasconcelos.

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*Fonte: fapesp

São Paulo vai multar em R$ 250 quem lavar calçadas com água potável

No último sábado (28), foi publicado um decreto no Diário Oficial de São Paulo que proíbe a lavagem das calçadas com água tratada ou potável fornecida pela Sabesp -, companhia que abastece o município. E não pense que a medida vale apenas para quem usa mangueiras, mesmo os que realizarem a limpeza usando baldes estão passíveis de multa.

Antes conscientizar

Para não pegar os desavisados de surpresa, a lei nº 16.172, de 2015, afirma que no primeiro momento o morador será advertido por escrito. Neste caso, será alertado sobre a possibilidade de aplicação de multa. Se mesmo assim houver reincidência, a multa de R$ 250,00 será de fato executada. O valor pode dobrar caso o desrespeito à lei ocorra novamente.

Água de reuso

As águas de reuso a partir de agora também poderão ser fiscalizadas. A gestão regulamenta que este tipo de estocagem deve ser identificado e pintado em cor padronizada (no caso, púrpura). Além disso, os pontos de conexão precisam estar visivelmente identificados em casos de fiscalização.

Exceções

A lei abre exceções para casos extraordinários. Em tais situações a lavagem com água potável será permitida, que são na ocorrência de alagamento; derramamento ou deslizamento de terra; derramamento de líquidos gordurosos, pastosos, oleosos e semelhantes, provocados por terceiros e quando a empresa de serviços públicos não realizar a limpeza da calçada após o término da feira livre.

Como limpar agora?

Parece óbvio que há outros meios de limpeza, mas para quem usa a mangueira como vassoura talvez seja preciso explicar melhor que é possível manter a frente da residência limpa sem desperdícios. E sobre isso, o documento explica que “a limpeza de calçada deverá ser feita por varrição, aspiração ou outros recursos que prescindam de lavagem, exceto quando essa seja realizada com água de reuso, de poço ou de aproveitamento de água de chuva”.

*Por Marcia Sousa

 

 

 

 

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*Fonte: ciclovivo

Plantar árvores nas cidades devia ser visto como uma medida de saúde pública, diz cientista

E se as cidades conseguissem, com uma só medida, reduzir a obesidade e a depressão, aumentar a produtividade e o bem-estar e diminuir a incidência de asma e doenças cardíacas nos seus habitantes? As árvores urbanas oferecem todos estes benefícios e muito mais: filtram o ar, ajudando a remover as partículas finas emitidas pelos carros e fábricas, retêm a água da chuva e diminuem as despesas com o aquecimento.

Num novo relatório, realizado pela organização The Nature Conservancy, os cientistas defendem que as árvores urbanas são uma importante estratégia para a melhoria da saúde pública nas cidades, devendo ser financiadas como tal.

“Há muito tempo que vemos as árvores e os parques como artigos de luxo; contudo, trazer a natureza de volta para as cidades é uma estratégia crítica para se melhorar a saúde pública”, disse Robert McDonald, cientista da The Nature Conservancy e coautor do relatório.

Todos os anos, entre três e quatro milhões de pessoas morrem, em todo o mundo, devido à poluição atmosférica e aos seus impactos na saúde humana. A poluição do ar aumenta o risco de doenças respiratórias crónicas, havendo estudos que a associam ainda às doenças cardiovasculares e ao cancro. As ondas de calor nas zonas urbanas também fazem milhares de vítimas, por ano. Vários estudos têm demonstrado que o arvoredo urbano pode ser uma solução eficaz em termos de custos para ambos estes problemas.

Apesar de todos os estudos que documentam os benefícios dos espaços verdes, muitas cidades ainda não veem a ligação entre a saúde dos moradores e a presença de árvores no ambiente urbano.
Robert McDonald defende a necessidade da cooperação entre diferentes departamentos e a inclusão da natureza nos debates sobre ordenamento urbano.

“Não é suficiente falar-se apenas das razões que tornam as árvores tão importantes para a saúde. Temos de começar a discutir as razões sistemáticas por que é tão difícil para estes sectores interagirem – como o sector florestal pode começar a cooperar com o de saúde pública e como podemos criar ligações financeiras entre os dois”, disse o investigador.

“A comunicação e a coordenação entre os departamentos de parques, florestas e saúde pública de uma cidade são raras. Quebrar estas barreiras pode revelar novas fontes de financiamento para a plantação e gestão de árvores.”

O cientista dá como exemplo a cidade de Toronto, onde o departamento de saúde pública trabalhou em conjunto com o florestal para fazer frente à ilha de calor urbano. Como muitos edifícios em Toronto não possuem ar condicionado, os dois departamentos colaboraram de forma a colocarem, estrategicamente, árvores nos bairros onde as pessoas estão particularmente vulneráveis ao calor, devido ao seu estatuto socioeconómico ou idade.

O relatório diz ainda que o investimento na plantação de novas árvores – ou até na manutenção das existentes – está perpetuamente subfinanciado, mostrando que as cidades norte-americanas estão a gastar menos, em média, no arvoredo do que nas décadas anteriores. Os investigadores estimaram que despender apenas $8 (7€) por pessoa, por ano, numa cidade dos EUA, poderia cobrir o défice de financiamento e travar a perda de árvores urbanas e dos seus potenciais benefícios.

Outros trabalhos também têm mostrado que o arvoredo urbano tem um valor monetário significativo. Segundo um estudo do Serviço Florestal dos EUA, cada $1 gasto na plantação de árvores tem um retorno de cerca de $5,82 em benefícios públicos.

Num outro estudo, uma equipa de investigadores da Faculdade de Estudos Ambientais da Universidade do Estado de Nova Iorque concluiu que os benefícios das árvores para as megacidades tinham um valor médio anual de 430 milhões de euros (505 milhões de dólares), o equivalente a um milhão por km2 de árvores. Isto deve-se à prestação de serviços como a redução da poluição atmosférica, dos custos associados ao aquecimento e arrefecimento dos edifícios, das emissões de carbono e a retenção da água da chuva.

Com demasiada frequência, a presença ou ausência de natureza urbana, assim como os seus inúmeros benefícios, é ditada pelo nível de rendimentos de um bairro, o que resulta em desigualdades dramáticas em termos de saúde. De acordo com um estudo da Universidade de Glasgow, a taxa de mortalidade entre os homens de meia-idade que moram em zonas desfavorecidas com espaços verdes é inferior em 16% à dos que vivem em zonas desfavorecidas mais urbanizadas.

Para Robert McDonald, a chave é fazer-se a ligação entre as árvores urbanas e os seus efeitos positivos na saúde mental e física. “Um dos grandes objetivos deste relatório é fazer com que diversos serviços de saúde vejam que deviam estar a participar na discussão para tornar as cidades mais verdes”, declarou. “As árvores urbanas não podem ser consideradas um luxo, dado que constituem um elemento essencial para uma comunidade saudável e habitável e uma estratégia fundamental para a melhoria da saúde pública.”

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*Fonte: theuniplanet

Humanos consomem recursos mais rápido do que o planeta os regenera

Todos os anos os humanos consomem — e esgotam — mais recursos naturais do planeta. Segundo relatório da organização Global Footprint Network, a humanidade está gastando os recursos 1,7 vezes mais rápido do que os ecossistemas consegurem se regenerar, o que equivaleria a usar 1,7 Terras em vez de uma só.

“Os custos desse excesso global de gastos ecológicos estão se tornando cada vez mais evidentes em todo o mundo, manifestando-se em desmatamentos, secas, escassez de água potável, erosão do solo, perda de biodiversidade e o acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera”, afirmam os organizadores do Earth Overshoot Day (Dia da Sobrecarga da Terra).

O EOD representa a data em que a “demanda anual da humanidade por recursos excede o que o planeta Terra é capaz de regenerar naquele ano”. A cada ano, o dia vem chegando mais cedo: de 1997 para 2018, a data foi de setembro para 1º de agosto.

“Estamos pegando os recursos futuros da Terra emprestados para operar nossas economias no presente. Isso funciona por um tempo mas, conforme nações, empresas e casas vão se afundando em dívida, esse esquema tende a desmoronar”, disse o CEO do Global Footprint Network, Mathis Wackernagel, em entrevista ao jornal The Guardian.

Para reverter o quadro, a organização sugere que ações políticas são tão importantes quanto as individuais. De acordo com o relatório, trocar 50% do consumo de carne da rotina por uma dieta vegetariana faria com que o Dia da Sobrecarga da Terra fosse cinco dias depois. Já reduzir o carbono atrasaria a data em três meses.

Em seu site, o Global Footprint Network dá mais dicas de quais ações as pessoas podem tomar para contribuir para a causa. Confira aqui.

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*Fonte: revistagalileu

Por que a extinção das abelhas pode acabar com a humanidade?

Há alguns anos ouvimos falar que o número de abelhas pelo mundo tem diminuído consideravelmente. Algumas delas já fazem parte de listas de espécies ameaçadas de extinção, por causa de diferentes fatores, provocados ou não por ação humana. Por que isso seria tão prejudicial às nossas vidas?

Como você deve saber, as abelhas são um agente polinizador, que ajudam diversas plantas a se reproduzir. E são a espécie mais importante para esse aspecto fundamental do equilíbrio da vida na Terra. Elas polinizam mais de 70 das 100 plantas que servem de alimento para nós, impactando 90% da produção de comida do planeta.

Outros animais, como pássaros, morcegos e borboletas, até espalham o pólen por aí, mas é mais por acaso, já que o material gruda neles quando se aproximam para sugar o néctar. As abelhas precisam do pólen para alimentar suas larvas, então estão sempre em busca do material, e acabam espalhando-o por aí.

Se as abelhas realmente forem extintas, a produção de alimentos vai enfrentar dificuldades drásticas. Maçãs, cenouras, berinjela, alho, cebola, manga e melão são alguns dos vegetais que provavelmente chegariam perto de desaparecer.

Os humanos não seriam os únicos afetados. Diversos animais também dependem de vegetais para se alimentar, e a escassez comprometeria toda a cadeia alimentar. Animais herbívoros poderiam morrer por falta de comida, afetando também os animais carnívoros.

A oferta de carnes e laticínios também seria rigorosamente afetada, já que os animais teriam menos acesso aos alimentos. Os preços da comida em geral tenderiam a subir, dificultando o acesso, e uma crise econômica no setor da produção de alimentos seria difícil de contornar.

A extinção das abelhas também prejudicaria o acesso a vestimentas, já que o algodão depende delas para se reproduzir. As roupas ficariam mais caras, e depender de tecidos sintéticos não seria uma boa ideia, especialmente para quem mora em regiões tropicais.

Entre os fatores apontados para a diminuição do número de abelhas estão o aumento exponencial do uso de pesticidas, mudanças climáticas e uma espécie de parasitas que mata abelhas jovens e adultas. Especialistas de vários países tem discutido maneiras de contornar o problema antes que seja tarde demais.

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

OMO lança embalagem feita de plásticos retirado dos oceanos e reciclado

Diminuir o consumo de embalagens plásticas descartáveis é um desafio que cidadãos e empresas precisam aceitar o quanto antes para evitar que a previsão de especialistas que os oceanos tenham mais plástico que peixes em 2050.

Apenas 26% do plástico utilizado no Brasil é reciclado. É pouco, mas estamos bem acima da média mundial, de 14%. Iniciativas para reverter esse quadro são sempre bem-vindas, e a Unilever está prestes a lançar no mercado uma embalagem do sabão líquido OMO feita a partir de plástico coletado do litoral brasileiro e reciclado.

Serão 18 mil unidades produzidas em parceria com cooperativas país afora, que devem chegar às prateleiras no mês de agosto. A ação começou em maio, quando, em parceria com a WWF, a empresa recrutou mais de mil voluntários, que fizeram mutirões de limpeza e retiraram mais de 1,5 tonelada de plástico de praias em Rio de Janeiro, Fernando de Noronha e Recife.

A iniciativa faz parte de um plano maior, em que a Unilever se compromete a usar ao menos 25% de plástico reutilizado em suas embalagens até 2025, o que significaria uma redução do uso de 500 toneladas de plástico virgem por ano apenas nos produtos OMO. Ações nas linhas Seda, Tresemmé e Dove também estão sendo planejadas e devem ser executadas em breve.

 

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Louça descartável de farelo de trigo chega ao mercado português

Chegou ao mercado português uma linha de louça descartável de base biológica feita a partir de farelo de trigo, desenvolvido e fabricado pela empresa polaca Biotrem. Os produtos são distribuídos em Portugal pela Soditud.

A louça descartável totalmente biodegradável é produzida a partir do farelo de trigo comprimido – um subproduto comumente disponível no processo de moagem de cereais. Uma tonelada de farelo de trigo pode ser transformada em até 10 mil pratos, tigelas ou copos.

A nova linha de produtos descartáveis feitos de farelo de trigo são uma “alternativa à maioria dos utensílios de mesa descartáveis feitos de plástico, papel e até mesmo alguns produtos de base biológica processados quimicamente, cuja produção e utilização têm uma pegada ambiental elevada”, explica a Soditud.

“Os produtos são totalmente biodegradáveis através de compostagem em apenas 30 dias. Por comparação, um prato de plástico descartável precisa de mais de 500 anos para degradação”, acrescenta.

*Por Rita Gonçalves

 

 

 

 

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*Fonte: hipersuper

Holanda planeja pavimentar suas ruas com plástico recolhido dos oceanos

Que tal despoluir os oceanos e, de quebra, utilizar todo o lixo plástico recolhido da água para construir ruas mais duráveis (e menos esburacadas) nas cidades? Em breve, Roterdã, na Holanda, pode ser usada como piloto para testar a ideia.

O projeto, batizado de PlasticRoad, é da empresa VolkerWessels e sugere aposentar o asfalto e utilizar plástico reciclado (retirado dos oceanos) para a construção de ruas. Segundo a companhia, a mudança garantirá vias até três vezes mais duráveis nas cidades – e, logo, menos custo às prefeituras.

Isso porque o pavimento de plástico reciclado é mais resistente a corrosões químicas e, ainda, suporta uma variação maior de temperatura (de -40ºC a 80ºC). Como consequência, sua vida útil é de 50 anos, enquanto a do asfalto é de cerca de 16 anos. E mais: instalar o material também é mais fácil.

Roterdã que não é boba nem nada já se candidatou para testar o produto, que deve ser finalizado ainda neste ano de 2018. Nós estamos ansiosos para ver o resultado, e você?

*Por Débora Spitzcovsky 

 

 

 

 

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*Fonte: thegreenestpost

7 países do Mundial que já são campeões em reciclagem

Para além do futebol, o Mundial de futebol é também um grande encontro de diferentes culturas, hábitos e tradições de todo o mundo. Seja na maneira que as torcidas cantam e se comportam, seja em singularidades que dizem muito sobre o próprio país em questão (como a tradição da torcida japonesa de limpar sua sujeira das arquibancadas antes de deixar os estádios), o fato é que o campeonato é uma excelente oportunidade também para aprender mais sobre e com outros países.

É esse o sentido mais claro e forte a respeito da importância de competir (de encontrar) em detrimento de quem será o campeão – pois, nesse ponto, realmente todos são. Dentre o que sempre há para crescer diante de novas culturas, no entanto, em um assunto fundamental em questão muitos países do mundial dão de goleada no Brasil: a reciclagem de lixo.

Enquanto por aqui ainda engatinhamos, salvo raras exceções, em conseguir cumprir as metas que criamos, outros países já alcançam taxas de reciclagem acima de 50% – número que precisa ainda subir, mas que supera os 13% que nós reciclamos.

Assim, separamos aqui 07 exemplos de países que estiveram no Mundial e que podem ensinar muito para o Brasil sobre reciclagem.

Alemanha

Esqueçamos o 7 a 1 para podermos olhar com admiração e atenção para os dados de reciclagem alemães. Por lá, o índice de reciclagem subiu de 48,1% em 2001 para 61,8% em 2010 – uma das realidades mais promissoras de toda Europa.

Bélgica

Além de aprendermos no campo depois da eliminação para a Bélgica, podemos ficar de olho no país sobre o reaproveitamento de lixo. Por lá o crescimento nesse período foi de 7%, indo de 50,7% e 2001 para 57,6% em 2010.

Suíça

O crescimento suíço não foi tão expressivo quanto o alemão, mas seus números ainda impressionam: se em 2001 o índice de reciclagem no país era de 46,6%, em 2010 ele subiu 3,9%, chegando a 50,5%.

Suécia

Ganhamos a Copa de 1958 em cima deles, da mesma forma que nos classificamos para as finais de 1994 – mas em reciclagem a Suécia ganha de nós de lavada: de 38,7% em 2001, seus dados subiram mais de 10%, para 29,2% em 2010.

Reino Unido

A Inglaterra não foi para a final da Copa, e até pouco tempo também era derrotada na reciclagem: em 2001 seu índice era de 12,4%. De lá até 2010, no entanto, os números cresceram, e com 26,5% eles nos ganham pelo dobro.

França

Finalista desse mundial, a França não é campeã na reciclagem europeia, mas seus dados ilustram uma melhora quase tão sensível quanto se deu em seu futebol nas últimas décadas: dos 26,1% de reciclagem que tinham em 2001, o país, em 2010, alcançou 34,9%.

Espanha

Se a Espanha um tanto decepcionou na Copa da Rússia, na reciclagem ela vai muito bem, e melhorando. 17 anos atrás o país tinha uma taxa de 21,4% de reciclagem. Em 2010, esse número subiu para 33,1%, em um crescimento de 11,6%.

Latinha é bom demais. Lembra verão, festa, carnaval, mundial de futebol. Latinha é descolada, é sustentável, é gostosa, gela rápido, preserva o sabor e é pura praticidade e estilo. Latinha é gol de placa!

Por isso, o Hypeness e o movimento Vá de Lata, uniram forças para criar um Canal especialmente dedicado a reverberar a campanha Vá de Lata Pelo Mundo durante a nossa torcida pelo Brasil nos próximos meses. Afinal, quem torce pelo mundo bebe na latinha!

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Uso indiscriminado de agrotóxicos pode levar à extinção de abelhas

Estudos projetam para 2035 o ano da extinção das abelhas, se nada for feito para mudar o atual panorama mundial

A reportagem foi publicada por Rádio USP e reproduzida por EcoDebate, no ultimo mês.

O uso indiscriminado de agrotóxicos está acabando com as abelhas e esse é um problema mundial. As consequências são sentidas diretamente na produção de alimentos.

É que as abelhas são responsáveis pela polinização das plantas.

As plantas que têm flor precisam ser polinizadas para produzir sementes e sobreviver. Quem faz esse trabalho são as abelhas. E cerca de dois terços da dieta dos seres humanos vêm de plantas polinizadas.

A continuar nesse ritmo, estudos acadêmicos indicam que em 2035 as abelhas estarão extintas.

O professor aposentado Lionel Segui Gonçalves, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, é um dos maiores especialistas em abelhas no Brasil.

Ele alerta para a extinção gradual do inseto e aponta soluções para reverter o quadro. Entre as soluções apontadas, estão o fim do uso de agrotóxicos nocivos às abelhas e o aumento de plantio de árvores para aumentar a polinização das flores.

 

 

 

 

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*Fonte: saberviver

Dinamarca será o primeiro país do mundo 100% orgânico até 2020

A Dinamarca caminha a passos largos para se tornar o primeiro país do mundo 100% orgânico.

O país nórdico está trabalhando forte para substituir os alimentos cultivados com os métodos tradicionais por orgânicos e estimulando a demanda por produtos livres de agrotóxicos.

Uma dos objetivos é duplicar a produção de cultivos orgânicos antes de 2020, através de subsídios para os pequenos agricultores. Outra meta do governo é que 60% dos alimentos que são destinados a hospitais, escolas e restaurantes comunitários sejam orgânicos.

Pode parecer um plano audacioso, mas a Dinamarca trabalha há 25 anos para alcançar esses objetivos. Um exemplo disso a nível local é que o país tem criado projetos para que os municípios possam criar hortas em terrenos abandonados.
Mas porque consumir produtos orgânicos?

1) Evita problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias tóxicas, como os resíduos de agrotóxicos e metais pesados presentes nos produtos convencionais.

2) São mais nutritivos e originam de solos ricos e balanceados com adubos naturais.

3) São mais saborosos. Em sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam alterá-los.Alimentos quando são cultivados em seu próprio tempo e sem produtos químicos são mais saudáveis e saborosos.

4) Protege futuras gerações. A agricultura orgânica exclui o uso de fertilizantes químicos solúveis e agrotóxicos. Tem como base a preservação dos recurso naturais.

5) Evita a erosão do solo. Através das práticas conservacionistas, recupera e eleva a qualidade do solo.

6) Proteje a qualidade da água. Os agrotóxicos utilizados nas plantações convencionais atravessam o solo e poluem rios e lagos.

7) Restaura a biodiversidade, protegendo a vida animal e vegetal.

8) Ajuda os pequenos agricultores. Em sua maioria, a produção orgânica é realizada por pequenos núcleos familiares que tem na terra a sua única fonte de sustento.

9) Economiza energia. É o procedimento contrário da agricultura convencional que se apóia no petróleo como insumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa mecanização que a caracteriza.

10) O produto é certificado. A qualidade do produto orgânico é assegurada por um Selo de Certificação.

* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

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*Fonte: sabervivermais

Os 08 aparelhos que mais energia gastam mesmo estando desligados!

Você sabia que muitos eletrônicos, mesmo desligados, podem gastar energia se estiverem conectados à tomada?

Por isso, desconectar o aparelho da corrente elétrica ajuda a economizar dinheiro e proteger o meio ambiente. Sabemos que o aquecimento global é um problema de grande escala e que deve ser combatido.

No entanto, uso de notebook, carregador de celular e de videogames ligados o dia inteiro na tomada é bastante comum em nossa sociedade, e isso contribui para aumentar o consumo de energia, além de contribuir para as mudanças climáticas do planeta..

Portanto, é um mau costume deixar os aparelhos conectados à tomada. Sendo assim, a culpa não é apenas dos automóveis e grandes fábricas.

Sem saber, muitos de nós estão desperdiçando energia elétrica, pagando um alto preço por isso.

Saiba quais são os dez aparelhos que mais consomem energia quando estão “apagados”, ou seja, desligados no botão liga/desliga, mas conectados à tomada:

1. Computador
Hoje muita gente prefere o nootebook, mas o computador de mesa ainda é muito usado em escritórios e em alguns casas.

Geralmente, ele fica ligado na tomada o tempo inteiro, durante meses, gastando energia e danificando o aparelho. Mesmo em ropouso, pode consumir até 21W e, se estiver ligado, aumenta para 80W, o que equivale a quatro lâmpadas fluorescentes ligadas o dia todo.

Ou seja, desligue seu computador quando não estiver usando-o.

2. Videogames
Eles, em funcionamento, podem gastar 23W. E desligados, porém conectados na tomada, consomem 1W.

Então procure desligar e também desconectar os cabos de eletricidade.

3. Aparelho de som
O aparelho de som consume cerca de 15 watts, mesmo desligado.
Ou seja, se ficar sempre na tomada, ele gastará 20% mais do que se ficasse ligado 1 hora por dia no volume baixo.

Por isso você deve desligá-lo por completo na tomada.

4. Notebook
Usamos no trabalho, em casa, no lazer e ele acaba ficando ligado por muitas horas.
Há quem apenas feche o aparelho, mas isso não resolve.
Um notebook pode consumir mais de 15W quando conectado à tomada, mesmo sem estar em operação.

5. Telefone sem fio
Hoje, com o celular, é cada vez menos usado. No entanto, ele pode gastar cerca de 3W.

6. Micro-ondas
Este aparelho de cozinha gasta muita energia e, se ficar ligado na tomada, pode consumir mais de 3W.

7. Televisão
Apesar de dizerem que essas TVs mais modernas economizam energia, devemos considerar painéis de luz, sensores e outros recursos que fazem com que a televisão desligada possa consumir 3W.

8. Carregador de celular
Muita gente deixa o carregador do celular conectado na tomada por horas, até dias.
Não faça isso!
O consumo médio de um carregador é de 0,26 watt quando não está em uso e de 1 a 5 watts mesmo quando um aparelho com a energia totalmente carregada está ligado nele. Agora imagine vários carregadores na sua casa ligados por horas na tomada sem aparelho ou com celular já carregado?

Isso pode representar até, acredite!, 10% ou mais na sua conta mensal!

* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

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*Fonte: sabervivermais

Chile é o primeiro país das Américas a proibir sacolas plásticas

Vários países em todo o mundo estão em busca de alternativas para reduzir o uso de plástico, atendendo a pedidos de ambientalistas que alertam para a crescente poluição dos oceanos. Nesse movimento, o Chile se tornou o primeiro país das Américas a proibir o uso de sacolas plásticas em qualquer tipo de loja. A lei foi aprovada pelo Senado do país nessa semana.

A nova regra passa a valer daqui a um ano para grandes varejistas e em dois anos para pequenos negócios. A proposta inicial era banir o uso de plástico na região da Patagônia, mas ela foi estendida. A ministra do meio ambiente, Marcela Cubillos, afirmou que será necessária uma mudança cultural na forma como os cidadãos fazem compras e no uso das sacolas plásticas em suas casas. Segundo ela disse à Telesur, 58 cidades chilenas já têm leis municipais similares.

Em 2017, a presidente Michelle Bachelet anunciou que iria propor uma lei similar, em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas. “Vamos apresentar uma lei para banir o uso de sacolas de plástico nas cidades litorâneas nos próximos 12 meses”, disse ela em setembro.

Segundo a Associação das Indústrias de Plástico (Asipla) do país, o Chile usa 3,4 milhões de sacolas plásticas por ano, o que equivale a aproximadamente 200 por pessoa. A entidade estima que as sacolas levam segundos para serem produzidas, são usadas durante um período de 15 a 30 minutos, mas demoram 400 anos para se decomporem na natureza.

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*Fonte: epocanegocios

Brasil permite consumo de 14 agrotóxicos proibidos mundialmente

O Brasil é o maior importador de agrotóxicos do planeta e permite o consumo de pelo menos 14 tipos de substâncias que já são proibidas no mundo, por oferecerem comprovados riscos à saúde humana. Só em 2013 foram consumidos um bilhão de litros de veneno pela população, o que representa um mercado ascendente de R$ 8 bilhões.

Na lista de “proibidos no exterior e ainda em uso no Brasil” estão Tricolfon, Cihexatina, Abamectina, Acefato, Carbofuran, Forato, Fosmete, Lactofen, Parationa Metílica e Thiram. Sem contar as substâncias que já foram proibidas por Lei – por estarem ligadas ao desenvolvimento de câncer e outras doenças de fundo neurológico, hepático, respiratório, renal ou genético -, mas que continuam em uso nas fazendas brasileiras por falta de fiscalização.

“São lixos tóxicos na União Europeia e nos Estados Unidos. O Brasil lamentavelmente os aceita”, disse a toxicologista Márcia Sarpa de Campos Mello, da Unidade técnica de Exposição Ocupacional e Ambiental do Instituto Nacional do Câncer, em entrevista ao portal de notícias IG.

Ela explica que o perigo de contaminação está na ingestão desses alimentos, mas também no ar, na água e na terra, o que torna o problema ainda mais grave. Produtos primários e secundários que fazem parte de nossa cadeia alimentar representam grande risco de contaminação.

Pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso analisaram 62 amostras de leite materno e encontraram, em 44% delas, vestígios de um agrotóxico já banido, chamado Endosulfan, conhecido por prejudicar os sistemas reprodutivo e endócrino. Além disso, também foram identificados outros venenos, ainda não banidos — é o caso do DDE, versão modificada do potente DDT, presente em 100% dos casos.

Nesta mesma pesquisa, conduzida pelo professor Wanderlei Pignati, concluiu-se que em um espaço de dez anos os casos de câncer por 10 mil habitantes saltaram de 3 para 40. Além disso, os problemas de malformação por mil recém nascidos saltaram de 5 para 20. Assustador, para dizer o mínimo!

*Por Jéssica Miwa

 

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*Fonte: thegreenestpost

China decide deixar de ser o ‘lixão’ do plástico descartado do mundo

Você sabia que, durante anos, a China recebeu toda classe de lixo plástico — como embalagens, garrafas, potes etc. — de vários países do mundo? Pois é, era para lá que a maioria dos países desenvolvidos despachava suas porcarias, para plantas de reciclagem instaladas em solo chinês.

No entanto, de acordo com Brian Khan, do site Earther, em 2017, o Governo Chinês aprovou uma lei que proíbe a importação de lixo não industrial para o país e, com isso, todo o plástico que antes era direcionado para reciclagem está sendo enviado a aterros até que seu destino seja decidido. E você tem noção do tamanho do problema que isso representa?

Montanha de Plástico

Segundo Brian, um time de cientistas fez um levantamento para descobrir quanto plástico foi enviado para as plantas de reciclagem da China nos últimos 28 anos — pois, os chineses passaram quase três décadas lidando com o lixo dos outros — e o que vai acontecer se a proibição não for suspensa.

Para você ter uma ideia, só em 2016, 14,1 milhões de toneladas de plástico foram exportadas para reciclagem em todo o mundo, e praticamente três quartos do total foram parar na China. Essa montanha imensa de lixo, aliás, representa um aumento de mais de 800% com relação à quantidade exportada em 1988, que foi o primeiro ano em que os registros foram devidamente documentados.

O problema é que, com a China parando de reciclar esse plástico todo que os países desenvolvidos produzem — cada ano mais, por sinal —, a estimativa é que, até o ano de 2030, existam mais de 110 milhões de toneladas de plástico empilhadas em algum do lugar do mundo. Segundo Brian, isso equivale ao peso de mais de 24 milhões de elefantes africanos.

Homem em um mar de plástico(Money Control)

Há outros países do leste asiático que lidam com o restante do plástico descartado pelo mundo, mas nenhum deles — e nem todos eles juntos — têm capacidade para lidar com o lixo que antes era reciclado na China. E agora? Como você deve saber, várias nações começaram a banir itens como sacolas plásticas e canudinhos, mas, infelizmente, embora essas ações sejam positivas, esses dois elementos representam muito pouco dentro de tudo o que é descartado.

Como bem observou Brian, isso é o que dá depender — praticamente — de um único carinha para reciclar a maior parte do plástico descartado. E, agora pense com a gente: se mesmo com China lidando com o lixo dos outros vemos uma imensa quantidade de porcaria indo parar em rios, oceanos, cidades e por todas as partes, na verdade, imagine como vai ser se ninguém tomar providências e não mudarmos os nossos hábitos de consumo?

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*Fonte: megacurioso

Saiba quais os tipos de chuva mais comuns e como ocorrem

Parte do dia a dia de todas as pessoas e sociedades, a chuva é um fenômeno climático essencial para a sobrevivência da vida na Terra: quando está escassa, ela prejudica plantações e populações inteiras, e se vem em excesso pode causar transtornos como enchentes e desmoronamentos. Em algumas regiões, a chuva ácida causa muitos danos ao meio ambiente e prejudica atividades econômicas importantes.

Tipos de chuva

A chuva é formada a partir da evaporação da água pelo aquecimento solar. Este vapor d’água carrega as nuvens e, ao atingir altitudes mais elevadas ou encontrar-se com as massas frias de ar, ele é condensado e precipitado em forma de água, ou seja: chuva.

Os principais tipos de chuvas são: orográficas, ciclônicas e convectivas. Conheça cada uma delas a seguir:

Chuva orográfica

A chuva orográfica, ou chuva de relevo, ocorre quando massas de ar úmido esbarram em obstáculos naturais como montanhas e serras. Ao subir, a mudança de temperatura provoca a condensação do vapor de água, que se precipita em forma de chuva de pouca intensidade, mas por um período mais prolongado. A chuva orográfica é típica de regiões costeiras, em estados do Sudeste como São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. No agreste pernambucano também ocorrem chuvas de relevo.

Chuva ciclônica

Chuvas ciclônicas, também denominadas como chuvas frontais, acontecem quando duas massas de ar, fria e quente, encontram-se. A massa de ar quente — que é mais leve — sobe, provocando a condensação do vapor de água. A intensidade desse tipo de chuva varia de baixa a moderada, mas é uma chuva contínua, que atinge áreas extensas. Essas chuvas são comuns nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, no período do inverno.

Chuva convectiva

A movimentação de massas de ar quente provoca a chamada chuva convectiva, caracterizada por ser de curta duração e muito intensa, geralmente não afetando uma área muito ampla. A chuva de convecção é típica do verão. As temperaturas elevadas provocam a rápida evaporação das águas, formando nuvens carregadas de umidade que ganham altitude e, ao se condensar, o vapor de água cai em forma de chuvas de verão.

Chuva ácida

A chuva ácida é típica de centros urbanos com alta concentração de poluentes na atmosfera. Ela é responsável por causar diversos prejuízos ao meio ambiente, além de danos a áreas agrícolas.

O que é índice pluviométrico?

Este indicador mede a quantidade de chuvas em milímetros. Para isso, meteorologistas delimitam uma área e quantificam a chuva recebida pelo local durante o ano todo. Dessa forma, é possível estimar a quantidade de chuva esperada em cada mês do ano. O índice, porém, é variável. Isso porque em determinadas épocas pode chover, em um único dia, a quantidade de chuva esperada para o mês todo.

Vale destacar que a chuva pode ser um importante recurso para populações e regiões que sofrem com escassez de água. A água da chuva não é potável para ser bebida, mas é possível captar a água da chuva para ser usada em descargas e durante a faxina, de modo a poupar a água potável usada para cozinhar e beber.

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*Fonte: pensamentoverde

Conheça a pilha USB recarregável

Pilhas não são exatamente amigas do meio ambiente… Conheça a Pilha USB que pode ajudar a diminuir o consumo daquelas mais difíceis de reciclar

Dentre todos os problemas que envolvem o meio ambiente, especialmente no que diz respeito ao descarte de materiais, os efeitos nocivos das pilhas e baterias estão bem altos na lista. Todo ano, são cerca de 10 bilhões delas consumidas e jogadas fora, mas só 2% são recicladas. O restante costuma ir para aterros, que não são preparados para receber esse tipo de matéria tóxica. O resultado é a contaminação da natureza e, consequentemente, o risco à saúde pública. E é neste cenário que surge a pilha USB.

Pensando nisso, cada vez mais surgem iniciativas e ideias para reduzir o impacto ambiental das pilhas e baterias. As pilhas recarregáveis foram uma delas, mas atualmente já não se pode considerar que elas estão reduzindo tanto assim as complicações. Mesmo elas possuem uma vida útil, e ao final, são descartadas de forma inadequada de qualquer forma.

Entretanto, a perspectiva de aumentar o tempo de vida das pilhas não foi deixada de lado. A empresa de tecnologia Lightors desenvolveu uma pilha de mesmo nome que pode ser carregada via USB. Elas trazem vantagem ambiental, economia de energia e de dinheiro. Isso se traduz em benefícios para os consumidores e principalmente para o meio ambiente, que pode sofrer menos com descartes incorretos.

A ideia segue sendo a mesma das pilhas recarregáveis comuns, mas com uma vida útil muito maior: as Lightors podem ser reutilizadas até 500 vezes. E o cabo USB que a recarrega é universal, o que a torna muito mais prática e preferível às convencionais. Isso deve ajudar na popularidade do produto, mas o foco continua sendo a sustentabilidade.

O objetivo dos desenvolvedores é reduzir até 20 milhões de descartes inapropriados de pilhar comuns por ano. Essa meta está sendo buscada desde 2015, quando os primeiros projetos da empresa começaram a deslanchar, através de financiamento coletivo pelo Kickstarter. A Lightors foi um deles, conseguindo mais de 15 mil dólares só no primeiro dia de crowdfunding. Ela se tornou logo o produto mais esperado, e passou a ter planos de ser produzido em massa em 2016.

Pilha USB: como funciona e onde encontrar

As pilhas podem ser recarregadas sendo ligadas diretamente em um cabo USB – não é preciso nenhum outro equipamento, como costumava ser o caso de muitas outras pilhas recarregáveis. A entrada micro é universal, protegida por uma película de silicone. Há uma luz na pilha que indicada quando ela está sendo carregada (se estiver, a luz ficará vermelha). O tempo total de carga é de 3 horas. Quando a carga estiver completa, a luz se torna azul. É simples, fácil de usar e funciona com o próprio cabo ou mesmo com cabos de Androids, notebooks e muitos outros aparelhos eletrônicos.

Para adquirir as Lightors, por enquanto só é possível através do site oficial. As opções incluem pilhas AA e AAA, sozinhas ou em combos. Um par de pilhas AAA custa até 8 dólares, sem contar o valor de envio. As pilhas AA custam pouco mais que 8 dólares, e um set com ambas sai por volta de 15 dólares.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: pensamentoverde

A Dinamarca caminha a passos largos para se tornar o primeiro país do mundo 100% orgânico

O país nórdico está trabalhando forte para substituir os alimentos cultivados com os métodos tradicionais por orgânicos e estimulando a demanda por produtos livres de agrotóxicos.

Uma dos objetivos é duplicar a produção de cultivos orgânicos antes de 2020, através de subsídios para os pequenos agricultores. Outra meta do governo é que 60% dos orgânicos sejam destinados a hospitais, escolas e restaurantes comunitários.

Pode parecer um plano audacioso, mas a Dinamarca trabalha há 25 anos para alcançar esses objetivos. Um exemplo disso a nível local é que o país tem criado projetos para que os municípios possam criar hortas em terrenos abandonados.

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*Fonte: razoesparaacreditar

Veja 6 exemplos de combustíveis sustentáveis que você já pode usar no seu carro

O uso de combustível sustentável já é uma realidade, e todos deveriam pensar na possibilidade de ter essas alternativas como forma de abastecer seu automóvel. Isso porque os combustíveis tradicionais, principalmente a gasolina, poluem e são produzidos por meio da extração do petróleo.

Em outras palavras, podemos dizer que o uso de combustíveis tradicionais prejudica o meio ambiente de duas formas: por meio da extração de um bem natural e pelo aumento da poluição atmosférica e gases do efeito estufa. Por isso, buscar por alternativas sustentáveis para abastecer o seu carro é uma atitude que ajuda a diminuir os poluentes eliminados. Vale destacar, inclusive, que alguns desses combustíveis são inclusive mais eficientes que a gasolina.
Quais combustíveis sustentáveis podem ser usados no seu carro?

Eletricidade

Os carros elétricos são uma ótima alternativa àqueles movidos a gasolina, pois tudo o que ele precisa para funcionar é de energia elétrica. Esse tipo de veículo resolve bem o problema da poluição, já que não emite carbono. Para carregar, basta conectar o carro a uma tomada convencional, igual fazemos com um celular.

Biocombustível

São carros movidos por meio elementos naturais — como a cana de açúcar (mais popularmente utilizada), a mamona, a soja, a mandioca e o babaçu. Como utilizam produtos naturais e que são fáceis de repor, podendo ser produzidos em larga escala, são considerados uma alternativa interessante à gasolina. Os biocombustíveis emitem um pouco de poluentes, mas em escala bem menor que os combustíveis que utilizamos diariamente.

Etanol celulósico

Este pode ser considerado um tipo de biocombustível. No Brasil, ainda passa por adaptações para se tornar mais eficiente, mas já vem sendo considerado o etanol de segunda geração. É produzido por meio da quebra de fibras vegetais. É considerado ainda mais sustentável pois aproveita as folhas e o bagaço da cana, que sobrariam após a produção do etanol de primeira geração. Ou seja: além de produzir um combustível sustentável ainda ajuda na reutilização de algo que seria descartado.

GNV

Conhecido como Gás Natural Veicular, o GNV é uma alternativa sustentável aos combustíveis fósseis. Produzido a partir do metano, proporciona uma alta redução na emissão de poluentes e pode ser instalado em qualquer veículo. Além disso, é uma opção mais em conta, tendo um preço mais baixo que a gasolina e o diesel.

Ar comprimido

É uma novidade na França, sendo produzido por uma única empresa e direcionado para carros menores que transportam até três pessoas. O ar é o combustível, que permite que o carro funcione e não há nenhuma emissão de gases poluentes.

Hidrogênio

O hidrogênio também é uma alternativa de combustível sustentável e já existem veículos criados para funcionar a partir desse componente. A eletricidade motriz é produzida a partir do hidrogênio, permitindo que o carro se movimente normalmente. Outra vantagem está no fato da existência de grande quantidade desse componente na atmosfera terrestre, o que tornaria o combustível mais barato. Não há a emissão de gases poluentes.

 

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*Fonte: pensamentoverde

Transição para economia verde custará 180 mil empregos no Brasil, mas criará outros 620 mil, afirma OIT

A transição da economia mundial para um modelo mais verde e sustentável deverá criar 24 milhões de empregos, se países adotarem as políticas certas. É o que aponta um relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT, divulgado nesta segunda-feira. No Brasil, a diferença entre fechamento de postos e abertura de novas vagas também é positiva e chega a 440 mil novos empregos, segundo informou a OIT com exclusividade à BBC Brasil.

“Estamos falando de 620 mil novas vagas, o que mais do que compensa os 180 mil empregos que poderão ser perdidos (no Brasil)”, resumiu Guillermo Montt especialista da organização e pesquisador. A proporção é de 3,4 novas oportunidades para cada demissão em território nacional.

O documento mostra que seis milhões de trabalhadores devem perder seus empregos no mundo, mas é otimista em relação ao saldo total, que deve ser positivo pela criação de outras 18 milhões de vagas. Uma das chaves será requalificar esses desempregados para ocuparem esses novos postos. A relação entre geração e extinção de empregos é de quatro para um, revelam os números do órgão da Organização das Nações Unidas.

A principal mudança no mercado de trabalho ocorrerá no contexto do cumprimento do acordo climático de Paris 2015 – que prevê restringir o aumento da temperatura global a até 2°C acima de níveis pré-industriais.

Para cumprir a meta, será necessário abandonar energias poluentes, transformar os meios de produção e repensar o modo de consumo como um todo. A abertura de novas vagas resultará da adoção de práticas sustentáveis na geração e no uso de energia nesse contexto.

Será necessário, por exemplo, priorizar fontes energéticas renováveis, desenvolver o uso de veículos elétricos, além de construir e adaptar edifícios a padrões ecológicos. A OIT também prevê que muitas posições se abrirão com a reestruturação do modelo mundial de consumo para o chamado “sistema circular”.

Na economia circular, a dinâmica deixa de ser “extração-produção-consumo-descarte” e passa a ser “extração-produção-consumo-reaproveitamento-novo uso”. Somente nesse segmento, a OIT estima que seis milhões de novos empregos podem ser criados com a popularização de atividades de reciclagem como reparos, aluguel e remanufatura, exemplifica o documento.

No contexto da sustentabilidade, o relatório elenca diversos modelos de políticas públicas e projetos da iniciativa privada bem-sucedidos que resultam em desenvolvimento sustentável. Entre os casos de sucesso, há dois exemplos brasileiros: o Bolsa Verde e o RenovAção.

Bolsa Verde

O Bolsa Verde é um programa do Ministério do Meio Ambiente do tipo “PES” (Payment for Ecosystem Services, pagamento por serviços de ecossistema, em inglês). Nesse tipo de projeto, beneficiários recebem subsídios para gerir o ecossistema que habitam. Dependendo do local e da população, podem ser projetos relacionados ao uso do solo, à preservação de mananciais, à produção e autossuficiência de energia, entre outros.

No programa brasileiro, por exemplo, a transferência de renda é principalmente direcionada às famílias que substituem queimadas e desmatamento por atividades de manejo e preservação ambiental. O programa está presente em 22 Estados, totalizando 904 áreas assistidas e distribuídas por um total de 30 milhões de hectares.

Desde que entrou em funcionamento, em 2011, o Bolsa Verde já beneficiou cerca de 76 mil famílias. A região amazônica concentra o maior número de beneficiários (93%), com destaque para o Estado do Pará.

Para participar é necessário comprovar baixa renda, atuar em área de ecossistema e estar também inscrito no Bolsa Família. Os participantes recebem R$ 300,00 por trimestre, ou seja, R$ 1.200,00 por ano, para adotar práticas sustentáveis nas suas comunidades.

“Nas áreas abrangidas pelo programa houve visível redução do desmatamento e aumento da qualidade de vida das famílias. O monitoramento demonstrou uma queda de 30% nos desmatamentos”, informou à BBC Brasil Juliana Simões, secretária de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente.

“Programas PES são uma forma de promover objetivos sociais e ambientais simultaneamente. Isso é particularmente relevante no caso do Brasil, um dos países mais mega-diversos do mundo”, defendeu Montt.

“O Bolsa Verde é um exemplo nesse sentido, porque protege as famílias da pobreza ao mesmo tempo em que preserva as florestas. Os benefícios retornam não apenas para aqueles que são diretamente remunerados, mas para a sociedade como um todo”, elogia o especialista da OIT.

Para ilustrar o caso brasileiro em particular, Montt cita a preservação das florestas como estratégia fundamental para “regular o clima e a precipitação de chuva em todo o país”. Ou seja, o programa desenvolvido nas matas acaba por gerar benefícios que impactam também as cidades.

Renovação

A OIT destacou também o programa RenovAção, que chamou de “importante iniciativa”. O projeto foi iniciado em 2009 com base em uma parceria da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e outras instituições de ensino.

Trabalhadores rurais do sudeste que perderam seus empregos por conta da abolição da prática da queima da palha de cana foram treinados para adquirir novas qualificações. Por meio do aprendizado, eles conseguiram se reposicionar na mesma indústria e também em outros setores.

Durante a transição os ex-lavradores receberam uma renda mensal, até obter uma nova posição. O programa inclui 300 horas de cursos e atendeu mais de 6650 trabalhadores entre 2010 e 2015.

“O RenovAção no estado de São Paulo é uma prática modelo que vale a pena. Ajudou a avançar a sustentabilidade na indústria da cana-de-açúcar e melhorou a transição dos trabalhadores para outros setores”, destacou Montt.

“É um bom exemplo de como a modernização leva à dispensa, mas também de que é possível encontrar alternativas. As cadeias produtivas necessitam da modernização para avançar no ganho de produtividade e na sustentabilidade”, resume o professor e especialista em gerenciamento ambiental da Universidade de São Paulo Sérgio Pacca.

Estresse térmico

O estudo também estima que a mudança climática deverá afetar profundamente o nível de produtividade dos trabalhadores, porque o aumento na temperatura fará com que o estresse térmico desencadeie condições médicas como exaustão e até mesmo derrames com maior frequência.

Esses problemas de saúde ocupacionais relacionados ao aquecimento causarão uma perda global de 2% nas horas trabalhadas até 2030. Empregados da indústria agrícola nos países em desenvolvimento serão especialmente afetados.

O relatório afirma, ainda, que a transição para a economia verde beneficiará a maioria dos setores pesquisados. Em todo o mundo, dos 163 setores produtivos analisados, apenas 14 perderão mais de 10 mil empregos. O fechamento das vagas se concentrará principalmente na indústria do petróleo.

Petróleo

Mundialmente, dois segmentos serão os maiores perdedores, concentrando o fechamento de mais de um milhão de vagas: são os setores de extração e de refino do petróleo. Em regiões com economias altamente dependentes dessa matéria-prima – como no caso do Oriente Médio – o saldo líquido será uma queda de 0,48% no nível de emprego em decorrência do abandono dos combustíveis fósseis.

“Fala-se muito em desenvolver o pré-sal no Brasil, mas esse é um modelo ultrapassado. O que deveria estar se pleiteando agora é o futuro. Ainda estamos olhando para o tema do desenvolvimento com um olhar de um século atrás. Não estamos sabendo nos modificar em termos de inovação e adequação”, critica o professor Pacca.

Globalmente, 2,5 milhões de novos postos de trabalho serão criados nos setores de eletricidade gerada por fontes renováveis, compensando cerca de 400 mil vagas perdidas na geração de eletricidade baseada em combustíveis fósseis.

Na conclusão, a OIT sintetiza a recomendação de que países adotem uma combinação de políticas que inclua transferências de renda, seguros sociais mais fortes e limites no uso de combustíveis fósseis.

Essa abordagem conjunta levaria a um “crescimento econômico mais rápido, com maior geração de empregos e com uma distribuição de renda mais justa”, bem como menores emissões de gases causadores do efeito estufa.

“O Brasil precisa aproveitar que tem uma natureza tão abundante e repensar seu desenvolvimento. Não dá pra ficar vendendo commodities pra sempre. Acredito que a conservação vai ter no futuro um valor muito maior, muito mais relevante, do que a expansão das commodities”, profecia Bacca.

*Por: Marina Wentzel 

 

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*Fonte: bbc

A próxima crise da sustentabilidade: nós estamos usando tanta areia que ela pode realmente acabar

A areia é o recurso natural mais consumido no mundo depois da água e do ar. Cidades modernas são construídas a partir dela. Somente na indústria da construção, estima-se que 25 bilhões de toneladas de areia e cascalho sejam utilizados a cada ano. Isso pode soar muito, mas não é um número surpreendente quando você considerar como quase tudo o que está ao seu redor provavelmente tem o material em sua constituição.

Mas está se esgotando.

Este é um fato assustador para se pensar quando você percebe que a areia é necessária para fazer tanto concreto como asfalto, para não mencionar todos os vidros do planeta. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente descobriu que de 2011 a 2013, somente a China usou-se mais cimento do que os Estados Unidos usaram em todo o século 20 e em 2012, o mundo usou concreto suficiente para construir uma parede ao redor da Linha do Equador com 27 metros de altura e 27 metros de espessura.

Muitos de nós têm o equívoco comum de que a areia é um recurso infinito, mas a dura realidade é que não é. No ritmo em que o estamos usando, países como o Vietnã poderiam esgotar-se até 2020, como estimado pelo Ministério da Construção do país. Um tipo específico de areia é necessário para uso na construção e, infelizmente, a abundância de areia dos desertos do mundo é de muito pouco uso para nós, pois os grãos são lisos e finos demais para se unirem. A areia utilizável que precisamos pode levar anos para se formar e com nosso consumo atual, isso não é sustentável.

Esta questão só foi levantada nos últimos dez anos. Na Semana Holandesa de Design do ano passado, o Atelier NL realizou um simpósio em que discutiram o assunto e chamaram a atenção da mídia: “À medida que a urbanização do nosso mundo moderno se expande, cresce a necessidade desse recurso singelo”, disseram Nadine Sterk e Lonny van Ryswyck, do Atelier NL. “No entanto, a areia está sendo escavada a uma velocidade maior do que a que pode se renovar. Ela está desaparecendo das linhas costeiras, rios e fundos marinhos, causando efeitos desastrosos para o sistema ambiental e humano”.

Como a demanda por areia continua inabalável, também aumentam os problemas mundiais associados a ela. A indústria multibilionária está causando o esgotamento das fontes em terra e os garimpeiros estão se voltando para suprimentos menos favoráveis. Dezenas de ilhas já desapareceram na Indonésia, de acordo com um artigo do WIRED de 2015, e os danos aos ecossistemas foram tão grandes que países como Vietnã, Malásia e Indonésia colocaram restrições ou proibições às exportações de areia.

No entanto, as restrições às exportações de areia estão apenas adicionando gasolina ao fogo; A mineração ilegal de areia atraiu grupos criminosos para vender o material no mercado negro e inúmeras vidas foram perdidas indiretamente. Além das preocupações da “máfia de areia”, estão as preocupações de que restrições mais rígidas às exportações de areia farão com que o preço da areia aumente. Naturalmente, esse não é um fenômeno novo – temos visto esse padrão repetido com outros materiais não renováveis.

Se quisermos evitar mais danos aos ecossistemas e à vida das pessoas, precisamos reavaliar a quantidade de areia que estamos usando e de onde ela vem. No século 21, é quase impossível olhar para além de um mundo em que nossos recursos de areia anteriores estão esgotados, por isso várias empresas e startups começaram a buscar alternativas, usando a “areia selvagem” que normalmente seria considerada inutilizável. Atelier NL, que apresentou seu projeto Para Ver um Mundo em um Grão de Areia (To See a World in a Grain of Sand) na Semana do Design holandesa do ano passado, convidou as pessoas a enviarem amostras de areia de todo o mundo para estudar as variedades em suas composições quando derretidas em vidro, com o objetivo final de desestimular as importações de longa distância. Os resultados são simplesmente lindos, com cores e texturas exclusivas de sua localização.

Um grupo de quatro estudantes do Imperial College London também tem aproveitado a abundância de “areia selvagem” que é frequentemente ignorada. A startup desenvolveu um material compósito, batizado de “Finite”, feito de areia desértica que compartilha a mesma resistência de tijolos de habitação e concreto residencial. No entanto, em comparação com o concreto, o material tem menos da metade da pegada de carbono devido ao processo simples usando ligantes orgânicos, com a vantagem adicional de ser reutilizável – oferecendo uma escolha de material ecologicamente correta para projetos de infraestrutura de curto prazo.

Embora ambas as alternativas estejam nos estágios iniciais de desenvolvimento, elas procuram encontrar uma solução para esse problema do século XXI. Assim como os outros recursos não renováveis da Terra, precisamos mudar nossa perspectiva sobre a areia. Então, da próxima vez que você decidir usá-lo na construção, reserve um momento para pensar em todas as implicações, não apenas no planeta, mas na vida das pessoas.

*Por Ella Thorns

 

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*Fonte: archdaily

Reciclagem de embalagem de vidro: a importância do triturador no processo pós-consumo

A reciclagem é uma ação fundamental para a construção de um mundo mais justo e sustentável, além de ser considerada praticamente um dever para empresas de todos os setores — que precisam cumprir diversas obrigações ambientais previstas em lei para evitar multas e garantir que sejam vistas de maneira positiva pelo mercado consumidor.

No Brasil, o setor de reciclagem apresenta bons índices no que diz respeito ao tratamento do alumínio (que possui elevado valor de mercado) e do papel. Por outro lado, materiais como o vidro ainda deixam a desejar, especialmente levando em consideração que os índices de reciclagem das embalagens feitas do material no Brasil é de apenas 47%, um número extremamente inferior ao registrado em países como Alemanha (87%) e Suíça (95%).

Qual a importância da reciclagem de embalagem de vidro?

O vidro é produzido a partir da fusão de minerais que, posteriormente, são resfriados para que enrijeçam. Isso faz com que sua estrutura molecular seja amorfa, o que significa que o vidro pode ser reciclado infinitamente sem perder sua qualidade, causando danos mínimos à natureza.

Para que seja realizada a reciclagem deste material, é necessário contar com um triturador de vidro — um equipamento que desempenha uma função essencial no processo de reaproveitamento do material, pois é justamente a trituração que permite o processo filtragem, que separa aquilo que pode reciclado daquilo que não pode.

Benefícios do triturador de vidro Fragmaq

O triturador de resíduos líquidos e sólidos criado pela Fragmaq é o dispositivo mais indicado para contribuir para ajudar na reciclagem das embalagem de vidro, uma vez que esta é uma máquina de alta qualidade e que garante eficiência no processo de trituração. O equipamento foi especialmente desenvolvido para operar em escala industrial, fornecendo o máximo de desempenho na descaracterização do material sólido e separação do material líquido.

Os principais benefícios que o triturador da Fragmaq oferece são:

Versatilidade
O equipamento é capaz de processar os mais diferentes tipos de embalagens provenientes de diversos setores do mercado, incluindo o farmacêutico, cosmético e alimentício.

Alta capacidade de processamento
Uma das principais características do triturador de vidro da Fragmaq é sua capacidade de processar grandes quantidades de materiais em curtos espaços de tempo, fazendo com que leve benefícios financeiros às empresas que o adotam, otimizando a viabilização das atividades.

Eficiência energética
Um equipamento que se destina à reciclagem que não oferece eficiência energética é no mínimo paradoxal, uma vez que o alto consumo de energia promove más práticas socioambientais. Justamente por isso, este equipamento oferece alta eficiência energética, sendo capaz de atender grandes demandas com baixo consumo de energia.

Baixo ruído
A poluição sonora é uma das que mais prejudica pessoas em grandes centros urbanos e trabalhadores da indústria. Por isso, o triturador de vidro Fragmaq produz ruído mínimo, levando maior conforto àqueles presentes no ambiente em que está instalado.

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*Fonte: pensamentoverde

Descubra o tempo de decomposição do papel na natureza

O Brasil produz grandes quantidades de lixo por ano, sendo que a maior parte dos materiais que são jogados no meio ambiente se mistura com os recursos naturais e acarretam uma série de problemas nos ecossistemas e na sociedade. Dentre esses materiais, o papel é um dos que mais prejudica o meio ambiente, uma vez que sua utilização é contínua, enquanto o descarte é inadequado e frequente.

Grande parte do problema associado ao descarte inadequado de papel diz respeito ao seu tempo de decomposição na natureza: a duração do processo é de quatro a seis meses, podendo até demorar mais tempo dependendo das substâncias que compõem o material. Ao longo desse período, o papel fica acumulado na natureza, causando poluição e diversos prejuízos ambientais.

A melhor alternativa para minimizar os problemas causados pelo uso excessivo e descarte inadequado de papel é a reciclagem. Entenda melhor a seguir:

Por que investir na reciclagem de papel?

O primeiro aspecto que deve ser levado em conta para entender a importância de reciclar papel são as substâncias utilizada na fabricação do papel, especialmente as que não são biodegradáveis e demoram mais tempo para se decompor naturalmente. Uma vez que os ecossistemas tendem a reutilizar os materiais que são descartados em seus espaços, um papel que não é biodegradável ou sustentável acaba interferindo nesse aproveitamento.

Outro detalhe está no acúmulo de lixo. Por mais que muitas cidades contem com serviços de coleta de lixo, esse material nem sempre é descartado de maneira apropriada, e muito papel acaba indo parar em rios, córregos, solos férteis, locais verdes e outras áreas onde a fauna e a flora são gravemente afetadas.

Além da contaminação, o papel acumulado no ambiente atrai pragas e resulta na exploração massiva de recursos naturais para produzir o papel. As pragas se proliferam com mais intensidade para os espaços públicos e até recursos que esses seres vivos dependem para sobreviver são eliminados para que o papel seja fabricado. Isso interfere no ciclo ecológico e deixa o ecossistema completamente irregular, podendo demorar meses ou até anos para se restabelecer a uma convivência tranquila.

Como solucionar o problema do descarte incorreto de papel?

A reciclagem de papel pode ser executada de maneira bem simples (clique aqui e descubra como fazer a reciclagem de papel). Além disso, o ideal é sempre dar preferência pelo uso de papéis biodegradáveis, que favorecem o reaproveitamento, causam menos danos ambientais e são até bem mais baratos que um papel comum.

A realização do descarte inteligente também é indicada, e separar o que dá para reciclar ou não já é uma excelente forma de começar. A redução do consumo de papel também é outra grande opção, para que a produção de lixo não seja em larga escala e necessite um esforço maior para fazer sua eliminação. Colabore!

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*Fonte: pensamentoverde

Cientistas britânicos aperfeiçoam enzima capaz de comer alguns dos plásticos mais poluentes do mundo

O plástico é um dos materiais poluentes que mais preocupa as autoridades ao redor do mundo e, consequentemente, um dos maiores problemas a ser resolvido para manutenção do planeta e seu futuro. Tratando-se, principalmente, do grande volume de matéria gerado nos oceanos, a situação é um reflexo do alto consumo do material e seu descarte incorreto.

Há dois anos, um grupo de cientistas japoneses anunciou a descoberta de uma bactéria capaz de fazer a digestão de polietileno tereftalato (a principal propriedade plástica responsável pela produção de garrafa PET).

De lá para cá, a ideonella sakaiensis 201-F6, nome dado a bactéria, passou a ser estudada por especialistas do mundo inteiro e, recentemente, no Reino Unido, uma equipe aperfeiçoou a fórmula e acabou desenvolvendo a enzima PETase, capaz de decompor o material em apenas alguns dias.

A criação revolucionária, gerou grande expectativa na cúpula internacional, uma vez que só o Reino Unido consome cerca de 13 bilhões de garrafas plásticas todos os anos (sendo que, pelo menos três bilhões destas não são recicladas). Um dado interessante a respeito sobre a nova enzima, é o fato de que a Ideonella sakaiensis tem o plástico como principal fonte de energia – potencializando ainda mais o impacto da solução nos ambientes marinhos de grande poluição.

Ainda em fase de testes e aprimoramento, não há uma estimativa para que a bactéria seja utilizada de maneira efetiva pelas autoridades responsáveis pelos mares e oceanos.

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*Fonte: pensamentoverde

Assim é a ‘sopa de plástico’ que asfixia o mundo

Plastiglomerado. Esse é o nome oficial de um novo mineral que não existia antes na natureza, mas agora se tornou frequente. Foi descoberto em 2014, na praia de Kamilo, da ilha do Havaí, e é formado por sedimentos e detritos plásticos. Na era atual, dominada pela ação dos seres humanos, “os perigos decorrentes da produção e uso indiscriminado deste material sintético, derivado da indústria petroquímica, nos perseguirão durante séculos”, diz o cientista político holandês Michiel Roscam Abbing, autor do recém-publicado Atlas da Sopa de Plástico do Mundo, cujo primeiro exemplar foi entregue a Karmenu Vella, comissário (ministro) europeu do Meio Ambiente. A obra diz que só um tratado internacional poderá conter um produto hoje inseparável do nosso cotidiano.

“Os oceanos cobrem 71% da superfície da Terra, e existe a crença errônea de que só há ilhas de plástico flutuando por aí (…), quando o certo é que ele está por toda parte: em terra, mar e ar. Sua acumulação e fragmentação são tamanhas que os danos derivados do plástico superam seus benefícios”, afirma Roscam Abbing. Especialista em meio ambiente e membro da Fundação Sopa de Plástico (Amsterdã), ele cita um exemplo visual para ilustrar uma luta que é de todos – produtores, Governos e consumidores. É a famosa imagem do cavalo-marinho com a cauda enroscada em um cotonete, que delata a responsabilidade mal compartilhada. Foi feita pelo fotógrafo Justin Hoffman, morador do Canadá, enquanto mergulhava na Indonésia, e aparece entre as ilustrações do Atlas.

“Poderia ter sido evitado”, diz o escritor. “Os cotonetes plásticos vão para a privada e então diretamente para as águas superficiais e as praias. Sendo que o fabricante poderia fazê-los de cartolina ou madeira. Mas são mais caros.”

No texto, mostra-se que numa praia qualquer do Reino Unido há em média 24 cotonetes a cada 100 metros. Outros dados: nos Estados Unidos, são jogadas no lixo 2,5 milhões de garrafas de plástico por hora; a cada minuto, usa-se no mundo um milhão de sacolas desse material. E, o pior de tudo, na sua opinião: as embalagens pequenas, fabricadas com diversos tipos de plástico, e usadas uma só vez. “Nos países em desenvolvimento a publicidade do xampu costuma ser assim, porque as pessoas têm uma poder aquisitivo diferente. Acumulam-se em grandes quantidades, e poderia ser incentivado outro tipo de fabricação e um consumo mais responsável, por parte da própria empresa, com embalagens reutilizáveis”. Quanto ao pão, “perdeu-se o costume de levar as tradicionais sacolas de tecido, e são colocados em bolsas de plástico, destinadas ao lixo”, acrescenta.

Uma boa ideia para reduzir a fabricação e uso dos plásticos é a tatuagem a laser na casca de frutas e verduras. “É seguro e sustentável, mantém a etiquetagem obrigatória e foi aprovada pela União Europeia. A Espanha é pioneira nessa tecnologia (Laserfood, de Valência) e economiza pacotes porque a informação essencial é impressa na casca.” Com fotos dessa poluição em lavouras, no fundo dos mares, em redes pluviais e qualquer outro meio ou superfície imaginável, o Atlas recorda que todos os plásticos se degradam. Suas partículas, impossíveis de recolher, são ingeridas por humanos e animais. “Um perigo enorme: entram em organismos vivos e ignoramos seus efeitos”. De qualquer forma, embora a produção responsável, o manejo sustentável de terras e águas e a reciclagem e a cooperação entre o setor público e privado sejam essenciais, a sopa de plástico supera as barreiras nacionais. E há uma lacuna jurídica. “Nada menos que a falta de um tratado internacional no âmbito das Nações Unidas dedicado a conter a própria sopa”, é o conselho que fecha o Atlas.

*Por Isabel Ferrer

 

Maria Antonia N. Tanchuling

 

Foto: Chis Jordan

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*Fonte: elpais

Insegurança alimentar e a pulverização de agrotóxicos no Brasil

O quadro de vulnerabilidade a que somos expostos com a “insegurança” alimentar e ataque aos direitos humanos mais básicos é cada vez maior no Brasil. Inúmeros casos de sobrevoos de pulverizações aéreas de agrotóxicos são notificados pelo país, mas a maioria de nós, sequer sabe quando, quem e o que recebeu a carga destes produtos químicos e seus efeitos, em nome de combate a pragas a monocultivos ou a vetores de doenças. Afinal, como delimitar na prática, o espaço aéreo e área em solo e corpos d`água e seres vivos atingidos, que certamente vão muito além da região das “culturas” previstas, que chegarão à nossa mesa? Estudos apontam que a distância pode ser ampliada em mais de 30 km do ponto planejado (a chamada deriva). Sabemos, então, realmente o que está por trás do ciclo do que comemos?

O país vai na contramão de outras nações nas Américas e na Europa, que estão abolindo esta prática. Aqui, de acordo com especialistas, somos submetidos ao ecossistema afetado, cujas externalidades negativas se avolumam, incorporadas à saúde ambiental e causam efeitos de curto a longo prazos, que afetam pontos-chave, como a polinização e a saúde humana. A transparência à sociedade a respeito desta agenda é crucial, pois as informações são esparsas, dispersas e não contemplam a população.

Um dos casos de maior repercussão no Brasil a este respeito é o da ocorrência no dia 03 de maio de 2013, quando cerca de 100 alunos, professores e funcionários da Escola Municipal Rural São José do Pontal, no Projeto de Assentamento Pontal dos Buritis, em Rio Verde, GO, foram intoxicados. O Ministério Público Federal (MPF/GO) entrou com uma ação civil pública por danos morais coletivos e no último dia 14 de março (cinco anos depois), saiu uma sentença no Tribunal Regional Federal da Primeira Região, que vale a pena ser lida, e ser objeto de reflexão. São vários ângulos a serem considerados, que abrem jurisprudência para que a sociedade possa se defender.

Presenciar a ação dessas pequenas aeronaves dispersando os elementos químicos é impossível de se esquecer. Até hoje me recordo nitidamente quando, há alguns anos, estava em um taxi em uma estrada vicinal no Vale do Ribeira, no estado de São Paulo, em direção a uma comunidade para fazer uma reportagem e em um voo bem próximo, o pequeno avião passou e jogou o agrotóxico, cujas gotículas ficaram impregnadas no vidro do veículo. A sensação de impotência e desrespeito foi grande e o motorista disse, que essa situação era algo recorrente. Fiquei imaginando como os povos tradicionais daquela região se sentiam e não me enganei.

Por que priorizar este tema? Estima-se que 25% da aplicação de uso de agrotóxicos no país ocorrem por essa via. Em algumas culturas, chega a atingir 100%. Especialistas apontam a importância do princípio da precaução. Quando se analisa a instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), de 2008, que estabelece a distância mínima de 500 metros para pulverizar próximo a cidades, vilas, bairros, de mananciais de captação de água para abastecimento de população e 250 metros de mananciais de água, moradias isoladas e agrupamentos de animais, a realidade aponta que não é possível estabelecer essa precisão.

A corrida contra o descaso sobre esta agenda, no entanto, é contínua e desafiadora, visto que a prática de pulverização aérea em locais de monoculturas extensivas permanece em boa parte do país, baseada em legislações vigentes desde 1969, como alternativas praticamente únicas para o combate às “pragas”. Algumas decisões contrárias têm ocorrido em diferentes municípios que estão criando leis para proibir a prática. Entre os mais recentes, estão Boa Esperança, Nova Venécia e Vila Valério, no Espírito Santo; Quitandinha e Campo Magro, no Paraná. No final de 2017, a Assembleia Legislativa do estado de Santa Catarina também aprovou sua legislação a respeito.

No Senado, tramita o PLS 541/2015, do senador Antonio Carlos Valadares/PSB-SE, que “altera a Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989, para proibir o registro de agrotóxicos, seus componentes e afins em cuja composição química estejam presentes os ingredientes ativos que especifica, bem como veda a pulverização aérea de agrotóxicos para toda e qualquer finalidade”, que se encontra na Comissão de Assuntos Sociais. Na Câmara dos Deputados, estão em análise na Casa, as propostas (PLs 740/03e 1014/15).

Pareceres e notas contrárias à pulverização aérea se avolumam ao longo dos anos mas ainda requerem uma postura mais aprofundada das autoridades a respeito, de forma contundente. Entre as organizações que são contra estão o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Conseas), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Os próprios Departamentos de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Contaminantes Químicos; e de Saúde Ambiental e do Trabalhador, do Ministério da Saúde alertam sobre este perigo. A Campanha Permanente Contra o Uso de Agrotóxicos e pela Vida, criada em 2011, tem esta pauta como uma de suas bandeiras.

Trabalhos acadêmicos se debruçam sobre esta questão, como o artigo da pesquisadora Maria Leonor Paes Cavalcanti Ferreira – “A Pulverização aérea de agrotóxicos no Brasil: cenário atual e desafios”, publicada na Revista de Direito Sanitário, da Universidade de São Paulo (USP), em 2014. Outros pesquisadores, como Larissa Mies Bombardi, do Departamento de Geografia Agrária, da USP, que lançou recentemente o “Atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia”, e Antonio Wanderley Pignati, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) estudam os impactos.

Entre os estudos, que Pignati desenvolve, está dos efeitos da dispersão dos agrotóxicos via aérea, que atingiram a região da sub-bacia do Juruena, entre Mato Grosso e Pará, e na região do Xingu, atingindo algumas terras indígenas, como dos Marãiwatsédé, entre outras. Denúncia recente feita pela Operação Amazônia Nativa (OPAN). O flagrante foi registrado.

O pesquisador Francco Antonio Neria de Souza e Lima, em sua dissertação de mestrado “Saúde, ambiente e contaminação hídrica por agrotóxicos na Terra Indígena Marãiwatsédé”, de 2016, na UFMT, discorre sobre o tema. Povos indígenas, da região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, também sofrem esta pressão há anos, que já foi objeto de liminar favorável a eles, em 2016, contra a pulverização praticada por fazendeiros.

No outro lado, em defesa da prática da pulverização aérea, estão setores do agronegócios e da aviação agrícola, como algumas pesquisas, entre elas, esta de pesquisadora da Embrapa.

Enquanto isso, em um terreno distante dos gabinetes e arenas do campo político, agricultores familiares e pequenos agricultores, indígenas de diferentes povos, quilombolas têm sofrido pressões no “chão”, sobre suas terras, como também o consumidor nas zonas urbanas. São personagens reais que também se veem ameaçados em seu modo de vida de prática orgânica ou sem agrotóxicos. Nós, da sociedade como um todo, nos vimos privados de uma discussão mais ampla que deixe claro tudo que realmente está em jogo e que não nos é exposto em rótulos de produtos ou em informações precisas contínuas a respeito. E a pergunta se repete: realmente sabemos o que estamos comendo?

*A jornalista Sucena Shkrada Resk é especialista em meio ambiente e editora do blog Cidadãos do Mundo

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*Fonte: envolverde

Sistema que promete limpar o Oceano Pacífico está prestes a entrar em operação

Uma fundação holandesa chamada Ocean Cleanup está preparando um sistema inédito que promete ser capaz de limpar a Grande Porção de Lixo do Pacífico, uma área de quase 1,4 milhão de quilômetros quadrados repleta de plástico poluindo o Oceano Pacífico há décadas.

O sistema criado pela fundação, apresentado em detalhes no ano passado, agora está prestes a começar a operar. A equipe da Ocean Cleanup já está desenvolvendo o primeiro protótipo das redes gigantes num porto em São Francisco, nos EUA. Ele deve ser colocado no mar até o fim do ano, segundo a rede CBS.

Todo o sistema começa com um tubo de 600 metros de extensão feito de um plástico maleável e ao mesmo tempo super resistente chamado HDPE (polietileno de alta densidade). Boiando no oceano em formato de “U”, ele serve de barreira para o lixo que navega pelas águas do Pacífico.

Barreiras em alto mar não são novidade, mas o segredo deste sistema é uma âncora móvel que serve para levar o tubo gigante de HDPE de um ponto a outro, sempre seguindo a correnteza e sempre um passo à frente do lixo, que também se move junto com as águas do oceano de forma imprevisível

A barreira fica apenas na superfície, de modo que não possa capturar peixes ou outras formas de vida marinha que passem por baixo dela, como redes convencionais fazem. Quando a barreira estiver carregada de lixo, é só colocar numa rede e tirar tudo da água.

O primeiro grande tubo de HDPE deve ser colocado no oceano até o fim do ano. Se funcionar, o plano é colocar mais 60 deles em operação, espalhados por todo o Oceano Pacífico. O objetivo final é coletar as 80 mil toneladas de plástico da Grande Porção de Lixo em cinco anos, e depois reciclar todo esse material.

*Por Lucas Carvalho

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*Fonte: olhardigital

Por acidente, cientistas criam enzima que permite reciclar garrafas de plástico

Uma equipe internacional de pesquisadores acidentalmente criou uma enzima mutante que consegue digerir o plástico politereftalato de etileno – ou PET, como é mais conhecido. Esse tipo de plástico, que é usado em garrafas de bebidas, é de acordo com o Guardian um dos principais responsáveis por uma crise de poluição que pode ter tanto impacto no meio ambiente quanto o aquecimento global.

Mas segundo o estudo publicado pelos pesquisadores, em breve pode ser possível decompor o plástico PET em seus componentes constituintes com a ajuda da enzima. Isso, por sua vez, permitiria que ele fosse totalmente reciclado. Atualmente, o plástico PET reciclado só pode ser transformado em fibras, cujo uso é relativamente limitado.

Sem querer

A descoberta teve início em 2016, quando cientistas japoneses descobriram uma bactéria capaz de digerir o plástico PET. Por tratar-se de uma descoberta importante, uma equipe internacional passou a estudar a bactéria, buscando entender exatamente como ela realizava esse processo. A equipe então conseguiu identificar a enzima que permite que a bactéria decomponha o plástico das garrafas.

Em seguida, segundo o Guardian, os cientistas fizeram modificações à enzima para tentar entender como ela havia evoluído até se tornar capaz de digerir PET. Mas ao fazer isso, eles inadvertidamente tornaram o processo de digestão de PET da enzima ainda mais eficiente. Com a modificação feita pelos pesquisadores, a enzima consegue começar a decompor o plástico em questão de alguns dias – o que é muito mais rápido do que os séculos que ela leva para começar a ser decomposta no meio ambiente.

Benefícios

Numa declaração enviada ao Cnet, o pesquisador John McGeehan, envolvido no estudo, explicou que “foi um pouco chocante” quando os cietistas descobriram que haviam melhorado a enzima. “O que nós esperamos fazer é usar essa enzima para transformar o plástico de volta em seus componentes originais, para que nós possamos literalmente reciclá-lo de volta em plástico”, disse.

Trata-se de um objetivo importante, já que os plásticos em geral, por serem difíceis de reciclar, acabam sendo extremamente poluentes. De acordo com uma matéria recente do New York Times, o oceano Pacífico contém uma ilha com pelo menos 87 mil toneladas de plástico não-reciclado entre a Califórnia e o Havaí. A ilha em questão ocupa, no oceano, uma área equivalente a cerca de três vezes a do estado da Bahia.

Já há tentativas de solucionar o problema em andamento. Uma delas é um projeto de uma fundação holandesa que pretende usar redes gigantes para retirar o plástico de lá. A Adidas, por sua vez, tem investido na retirada de plástico do oceano e usado fibras feitas com o PET reciclado para fabricar alguns de seus calçados.

Outras vantagens

A pesquisa ainda tem outras duas vantagens: primeiro, ela indica que deve haver bactérias capazes de digerir outros tipos de plástico na natureza. E segundo, ela revela que as enzimas geradas na natureza não são necessariamente otimizadas – isso abre espaço para que cientistas de todas as áreas busquem modificações que possam tornar outras enzimas mais eficientes.

Para reciclar o plástico, os cientistas estudam colocar a enzima em bactérias capazes de sobreviver a temperaturas superiores a 70ºC. Nesse calor, o PET se torna viscoso, o que agiliza o processo de decomposição dele pelas bactérias.

Segundo o químico Oliver Jones, também ouvido pelo Guardian, “ainda há um caminho até que sejamos capazes de reciclar grandes quantidades de plástico com enzimas (…) mas [a descoberta] é certamente um passo na direção certa”. Ele ressalta ainda que é necessário avaliar se o processo de reciclagem não acabaria, ele próprio, por gerar problemas ambientais (como um aumento na emissão de gases estufa) e sugere também que “reduzir a quantidade de plástico produzida em primeiro lugar pode, talvez, ser preferível”.

*Por Gustavo Sumares

 

 

 

 

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*Fonte: olhardigital