Por que há cada vez mais moscas e baratas e menos borboletas e abelhas

Uma nova análise científica sobre o número de insetos no mundo sugere que 40% das espécies estão experimentando uma “dramática taxa de declínio” e podem desaparecer. Entre elas, abelhas, formigas e besouros, que estão desaparecendo oito vezes mais rápido que espécies de mamíferos, pássaros e répteis. Já outras espécies, como moscas domésticas e baratas, devem crescer em número.

Vários outros estudos realizados nos últimos anos já demonstraram que populações de algumas espécies de insetos, como abelhas, sofreram um grande declínio, principalmente nas economias desenvolvidas. A diferença dessa nova pesquisa é ter uma abordagem mais ampla sobre os insetos em geral. Publicado no periódico científico Biological Conservation, o artigo faz uma revisão de 73 estudos publicados nos últimos 13 anos em todo o mundo.

Os pesquisadores descobriram que o declínio nas populações de insetos vistos em quase todas as regiões do planeta pode levar à extinção de 40% dos insetos nas próximas décadas. Um terço das espécies está classificada como ameaçada de extinção.

“O principal fator é a perda de habitat, devido às práticas agrícolas, urbanização e desmatamento”, afirma o principal autor do estudo, Francisco Sánchez-Bayo, da Universidade de Sydney.

“Em segundo lugar, está o aumento no uso de fertilizantes e pesticidas na agricultura ao redor do mundo, com poluentes químicos de todos os tipos. Em terceiro lugar, temos fatores biológicos, como espécies invasoras e patógenos. Quarto, mudanças climáticas, particularmente em áreas tropicais, onde se sabe que os impactos são maiores.”

Os insetos representam a maioria dos seres vivos que habitam a terra e oferecem benefícios para muitas outras espécies, incluindo humanos. Fornecem alimentos para pássaros, morcegos e pequenos mamíferos; polinizam em torno de 75% das plantações no mundo; reabastecem os solos e mantêm o número de pragas sob controle.

Os riscos da redução do número de insetos
Entre destaques apontados pelo estudo estão o recente e rápido declínio de insetos voadores na Alemanha e a dizimação da população de insetos em florestas tropicais de Porto Rico, ligados ao aumento da temperatura global.

Outros especialistas dizem que as descobertas são preocupantes. “Não se trata apenas de abelhas, ou de polinização ou alimentação humana. O declínio (no número de insetos) também impacta besouros que reciclam resíduos e libélulas que dão início à vida em rios e lagoas”, diz Matt Shardlow, do grupo ativista britânico Buglife.

“Está ficando cada vez mais claro que a ecologia do nosso planeta está em risco e que é preciso um esforço global e intenso para deter e reverter essas tendências terríveis. Permitir a erradicação lenta da vida dos insetos não é uma opção racional”.

Os autores do estudo ainda estão preocupados com o impacto do declínio dos insetos ao longo da cadeia de produção de comida. Já que muitas espécies de pássaros, répteis e peixes têm nos insetos sua principal fonte alimentar, é possível que essas espécies também acabem sendo eliminadas.


Baratas e moscas podem proliferar

Embora muitas espécies de insetos estejam experimentando uma redução, o estudo também descobriu que um menor número de espécies podem se adaptar às mudanças e proliferar.

“Espécies de insetos que são pragas e se reproduzem rápido provavelmente irão prosperar, seja devido ao clima mais quente, seja devido à redução de seus inimigos naturais, que se reproduzem mais lentamente”, afirma Dave Goulson, da Universidade de Sussex.

Segundo Goulson, espécies como moscas domésticas e baratas podem ser capazes de viver confortavelmente em ambientes humanos, além de terem desenvolvido resistência a pesticidas.

“É plausível que nós vejamos uma proliferação de insetos que são pragas, mas que percamos todos os insetos maravilhosos de que gostamos, como abelhas, moscas de flores, borboletas e besouros”.


O que podemos fazer a respeito?

Apesar dos resultados do estudo serem alarmantes, Goulson explica que todos podem tomar ações para ajudar a reverter esse quadro. Por exemplo, comprar comida orgânica e tornar os jardins mais amigáveis aos insetos, sem o uso de pesticidas.

Além disso, é preciso fazer mais pesquisas, já que 99% da evidência do declínio de insetos vêm da Europa e da América do Norte, com poucas pesquisas na África e América do Sul.

Se um grande número de insetos desaparecer, diz Goulson, eles provavelmente serão substituídos por outras espécies. Mas esse é um processo de milhões de anos. “O que não é um consolo para a próxima geração, infelizmente”.

*Por Matt McGrath
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*Fonte: bbc-brasil

Poluição por plástico está perto de ser irreversível, diz estudo

A poluição global por resíduos plásticos está a caminho de um “ponto irreversível”, de acordo com um estudo publicado nesta sexta-feira (02/07) na revista científica Science. Ano a ano, a geração mundial de lixo plástico só aumenta, e resíduos já podem ser encontrados nos locais mais inóspitos da Terra, como nos desertos, nos picos de montanhas, nas profundezas dos oceanos e até no Ártico.

Os pesquisadores apelaram para uma mudança de comportamento. Politicamente, a União Europeia (UE) deu um passo inicial: a partir de sábado, diversos produtos feitos de plástico estão proibidos no bloco comunitário europeu, entre eles canudos, talheres, pratos e copos descartáveis.

De acordo com os pesquisadores do estudo, a poluição anual de plásticos em águas e na terra pode quase dobrar de 2016 a 2025, caso a população mundial mantenha os hábito atuais.


A equipe de pesquisa foi composta por cientistas da Alemanha, Suécia e Noruega. Ela divulgou a estimativa de que entre 9 e 23 milhões de toneladas de resíduos plásticos poluíram rios, lagos e oceanos em 2016. Uma quantidade similar – entre 13 e 25 milhões de toneladas – acabou no meio ambiente terrestre naquele ano.

Apesar do alarme mundial disparado pelas imagens chocantes de rios e mares inundados com lixo plástico, o problema pode já estar próximo de um ponto sem volta, alertam os pesquisadores. Eles afirmam que “as taxas de emissões de plástico em todo o mundo podem desencadear efeitos que não seremos capazes de reverter”.

“O plástico está profundamente enraizado em nossa sociedade e se infiltra no meio ambiente em todos os lugares, mesmo em países com boa infraestrutura de tratamento de resíduos”, diz Matthew MacLeod, da Universidade de Estocolmo e o autor principal do estudo.


Segundo o relatório, as emissões tendem a aumentar, ainda que a consciência sobre a poluição do plástico na ciência e na população tenha aumentado significativamente nos últimos anos.

“Reciclagem de plásticos tem muitas restrições”
Do lado alemão, participaram do estudo pesquisadores do Instituto Alfred Wegener (Centro Helmholtz de Pesquisa Polar e Marinha – AWI, na sigla em alemão), localizado em Bremerhaven, e do Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental (UFZ, na sigla em alemão), situado em Leipzig.

A pesquisadora Mine Tekman, do AWI, alerta contra a impressão de que tudo pode ser reciclado “magicamente” caso o lixo seja separado corretamente. “Tecnologicamente falando, a reciclagem de plásticos tem muitas restrições e os países com boa infraestrutura exportam seus resíduos plásticos para países com instalações mais precárias”, explica.

Os governos da Malásia e das Filipinas estão entre os que nos últimos anos devolveram – com declarações públicas de irritação – carregamentos de lixo despachados de países como Canadá e Coreia do Sul.

Tekman diz que a produção de “plástico virgem” deve ser limitada e pleiteou por medidas drásticas, como a proibição da exportação de resíduos plásticos, a menos que ela seja feita para um país com uma melhor infraestrutura de reciclagem.

Além disso, há um problema fundamental com materiais não biodegradáveis. Áreas remotas são particularmente ameaçadas por resíduos plásticos, conforme explica a pesquisadora Annika Jahnke, do UFZ.

Nestas regiões, os resíduos plásticos não podem ser removidos por equipes de limpeza. E o desgaste de grandes pedaços de plástico também causa inevitavelmente a liberação de um grande número de micro e nanopartículas e à lixiviação de produtos químicos que foram deliberadamente adicionados ao plástico na produção.

Desequilíbrio da bomba biológica
A equipe de pesquisa também alerta que, combinado com outros danos ambientais imediatos, o lixo plástico pode ter efeitos de longo alcance ou até mesmo globais mesmo em áreas remotas.

É possível que os resíduos plásticos causem uma influência na biodiversidade do mar e na climaticamente tão importante bomba biológica. O termo se refere ao processo através do qual o carbono liberado na atmosfera é armazenado nas profundezas oceânicas por meio de processos biológicos.

A biologia marinha possui um papel muito importante no chamado “sequestro de carbono” – os oceanos armazenam aproximadamente 50 vezes mais carbono que a atmosfera. E o plástico atua como um estressor adicional, que pode causar um desequilíbrio nos oceanos.

“O custo de ignorar o acúmulo de poluição persistente de plástico no meio ambiente pode ser enorme”, diz MacLeod. “A coisa mais sensata que podemos fazer é agir o mais rápido possível para reduzir a quantidade de plástico que polui o meio ambiente.”


Alguns produtos fabricados com plástico descartável estarão proibidos a partir deste sábado na UE. A regulamentação afeta itens para os quais existem alternativas, como canudos e talheres e pratos descartáveis. Certos copos e recipientes descartáveis de isopor também não poderão mais ser produzidos ou colocados no mercado. Os bens existentes e previamente adquiridos ainda podem ser vendidos.


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*Fonte: dw

A receita de 50 cientistas para resolver a crise climática e a perda de biodiversidade

Mudanças sem precedentes no clima e na biodiversidade, impulsionadas pelas atividades humanas, ameaçam cada vez mais a natureza, as vidas humanas, os meios de subsistência e o bem-estar em todo o mundo. A perda de biodiversidade e as mudanças climáticas são impulsionadas pelas atividades econômicas humanas e se reforçam mutuamente. Nenhum dos dois será resolvido com sucesso, a menos que ambos sejam enfrentados conjuntamente. A crise climática e a perda de biodiversidade são duas faces da mesma moeda. Um desafio não pode ser solucionado sem atacar ao mesmo tempo as causas do outro.

Esta é a principal mensagem de um relatório produzido por 50 dos maiores especialistas mundiais em biodiversidade e clima, reunidos em um workshop virtual de quatro dias ocorrido em dezembro, cujo objetivo era examinar as sinergias entre a proteção da biodiversidade e a mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

O workshop e o relatório, divulgado em 10 de junho, foram promovido em conjunto pela IPBES (Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos) e pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) das Nações Unidas. O relatório IPBES-IPCC Co-Sponsored Workshop Report on Biodiversity and Climate Change pode ser baixado, em inglês, do site da IPBES.

“As mudanças climáticas causadas pelo homem estão ameaçando cada vez mais a natureza e sua contribuição para as pessoas, incluindo sua capacidade de ajudar a mitigar as mudanças climáticas”, observa Hans-Otto Pörtner, co-presidente do comitê científico que coordenou o trabalho do seminário. “As mudanças na biodiversidade afetam o clima, principalmente por meio dos impactos nos ciclos do nitrogênio, carbono e água. Quanto mais quente o mundo fica, há cada vez menos comida e água potável em muitas regiões do planeta”.

Esta mensagem se assemelha bastante àquela repetida com frequência pelo secretário-geral da ONU, António Guterres: a crise climática e a crise da biodiversidade estão intimamente ligadas, aspectos distintos da mesma “guerra à natureza” declarada pela humanidade.

De acordo com Pörtner: “A evidência é clara: um futuro global sustentável para as pessoas e a natureza ainda é alcançável, mas isso requer uma mudança transformadora, com ações rápidas e amplas nunca antes tentadas, com base em reduções de emissões de CO2 ambiciosas”.

Para os especialistas, é necessário reverter a degradação de ecossistemas ricos em carbono (florestas, turfeiras, pântanos, manguezais, …), focar fortemente em práticas sustentáveis ​​de agricultura e manejo de recursos florestais, multiplicar iniciativas de conservação e cancelar subsídios para atividades prejudicial aos ecossistemas.

Entre os autores da publicação estão os brasileiros Maria de Los Angeles Gasalla, professora do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP); Aliny Patrícia Flausino Pires, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Bernardo Strassburg, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), e Adalberto Luís Val, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

“O relatório aponta que o clima e a biodiversidade se reforçam e, portanto, devem ser vistos como um todo. Para que qualquer uma dessas questões seja resolvida de forma satisfatória deve-se levar em conta a outra”, diz Gasalla, em entrevista à Agência Fapesp.

A cientista brasileira Thelma Krug, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e vice-presidente do IPCC, participou como observadora do encontro.

“O relatório incluiu, além dos aspectos procedimentais, uma síntese das discussões científicas que ocorreram durante os quatro dias de duração do workshop. É a primeira iniciativa conjunta entre o IPCC e a IPBES e buscou identificar as sinergias e os potenciais pontos negativos entre a proteção da biodiversidade e a mitigação e adaptação à mudança do clima”, diz Krug.

Já de acordo com Carlos Joly, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que participou como revisor do relatório, “A comunidade científica vem fazendo pressão, há bastante tempo, para que a biodiversidade e o clima sejam discutidos conjuntamente, mas, infelizmente, há países, como o Brasil, que são muito reticentes em reunir essas duas agendas sob o pretexto de que as discussões e resoluções que envolvam essas duas áreas críticas acabem sendo utilizadas para criação de barreiras para a exportação de produtos agropecuários pelo país”, explica.

A mudança delineada pelos 50 cientistas é profunda e deve acontecer rapidamente. Envolverá “uma profunda mudança coletiva de valores individuais e compartilhados em relação à natureza, como o afastamento da concepção de progresso econômico baseado exclusivamente no crescimento do PIB”, conclui Pörtner.

 

*por Peter Moon
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*Fonte: oeco

35% do plástico descartado foi usado por apenas 20 minutos

Anualmente são produzidas 250 milhões de toneladas de plástico e cerca de 35% desse montante são usados apenas uma vez e por, aproximadamente, 20 minutos. Para piorar, 10% de tudo o que é descartado tem como destino o mar. Os dados foram apresentados pelo chefe da expedição suíça Race for Water Odyssey, Marco Simeoni, na ocasião do lançamento da campanha “Mar sem Lixo. Mar da Gente.”, das iniciativas suíças swissnex Brazil e swissando, de promoção da parceria entre os dois países.

Simeoni, que passou oito meses realizando o primeiro levantamento global de lixo nos oceanos com a expedição, explica que 80% do plástico encontrado no mar têm origem em atividades em terra e que se concentram em cinco regiões específicas nos oceanos: Atlântico Norte, Atlântico Sul, Pacífico Norte, Pacífico Sul e Índico.

“O problema dos plásticos nos oceanos é que o material se quebra em micro partículas que são ingeridas por peixes e pássaros”, explica Simeoni. “Os animais confundem isso com comida. No Havaí, por exemplo, 87% dos pássaros mapeados no local tinham plástico no estômago. O pior de tudo é que tudo é essas partículas são tão pequenas que é inviável fazer uma limpeza disso no mar.”

Uma da maiores surpresas que o chefe da expedição relata ter encontrado na pesquisa foi lixo plástico em regiões remotas, foras das áreas de sujeira no oceano. O velejador explica que uma das primeiras conclusões que o time de pesquisadores chegou foi que o plástico está em toda parte.

Uma das primeiras conclusões que o time de pesquisadores chegou foi que o plástico está em toda parte.

“Visitamos Koror, uma ilha paradisíaca em Palau (Micronésia), no Oceano Índico, onde é área de preservação. Vimos garrafas plásticas, sapatos, isqueiros, entre outros tipos de materiais plásticos. Isso nos deixou muito surpresos”, comenta.

Com a ingestão de plástico, a fauna contamina-se com substâncias químicas liberadas pelo material no organismo. Atualmente, metade da população mundial, estimada em sete bilhões de pessoas aproximadamente, consome peixes e animais marinhos. Segundo as previsões da equipe de cientistas da Race for Water, se nada for feito na próxima década, haverá um quilo de plástico para cada três quilos de peixes nos oceanos.

Resultados preliminares, obtidos nas primeiras paradas, nas ilhas de lixo do Atlântico Norte e do Pacífico Sul, indicam que o lixo está amplamente espalhado em paisagens oceânicas remotas. Entre redes de pesca e cordas, o plástico representou 84% do material colhido nos Açores, 70% em Bermuda e 91% na Ilha de Páscoa. Outros materiais, como espuma, cápsulas, filmes e filtros de cigarro, também foram encontrados nesses locais. As análises estão sendo realizadas pelo Laboratório de Meio Ambiente da Escola Politécnica Federal de Lausanne (CEL/EPFL).

As cinco áreas de lixo pelas quais a expedição Race for Water passou totaliza 15,9 milhões de quilômetros quadrados, equivalente a quase duas vezes o território do Brasil. A mancha mais próxima ao território brasileiro, no Atlântico Sul, tem 1,3 milhão de quilômetros quadrados, área equivalente a quase 30 vezes o Estado do Rio de Janeiro.

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*Fonte: ciclovivo

Árvores conseguem absorver mais da metade da poluição do ar

Pesquisadores da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, realizaram experiências para comprovar a eficiência das árvores em retirar a poluição do ar, e constataram que as folhas conseguem absorver mais da metade do material particulado presente na atmosfera, principal responsável pela poluição do ar nos grandes centros urbanos.

O experimento foi realizado numa movimentada avenida de Lancaster, sem árvores e nem canteiros verdes. Durante cinco dias, a equipe rastreou os níveis de poeira e material particulado que se acumulavam nas residências e estabelecimentos do local, e a quantidade coletada foi analisada posteriormente. Também foram utilizados lenços umedecidos para retirar a poeira de telas LED e outros equipamentos do interior das residências.

Depois do primeiro período de testes, os pesquisadores colocaram árvores e plantas na fachada de algumas das construções, formando uma barreira, que ficou no local por 13 dias. Logo após este segundo experimento, os resultados mostraram que as árvores reduziram entre 52% e até 65% da concentração de material particulado na frente das residências e estabelecimentos.

Coordenado pela pesquisadora Barbara A. Maher, o estudo contou com uma série de exames realizados com um microscópio eletrônico, o qual confirmou que as folhas retiveram, em suas estruturas, boa parte das partículas de poluição, emitidas pela queima de combustíveis e pelo desgaste dos freios no trânsito.

Não é novidade que as árvores exercem papel fundamental na captura de poluição da atmosfera, mas a pesquisa trouxe animadores resultados, já que comprovou que os vegetais também podem eliminar os metais presentes no ar contaminado – como o chumbo e o ferro.

Além disso, a comprovada captura das partículas de poluição eleva o padrão de saúde da população da zona urbana, uma vez que, quanto menor a concentração de material particulado na atmosfera, também diminuem-se os riscos de doenças cardiorrespiratórias, do estresse e da ansiedade.

*Por Mayra Rosa

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*fonte: ciclovivo

Empresa suga gás carbônico da atmosfera e o transforma em combustível

A empresa canadense Carbon Engineering publicou um estudo onde afirma poder retirar CO2 da atmosfera um custo mais barato do que outras tecnologias já desenvolvidas. Eles estimam que a cada tonelada de carbono capturada, o custo gasto é de $100 dólares canadenses.

A tecnologia que a empresa patrocinada pelo bilionário americano Bill Gates desenvolveu é parecida com a técnica utilizada pela empresa suíça Climeworks. O maior diferencial entre as duas é o valor do processo. Quando foi inaugurada um ano atrás, o custo do processo feito pela empresa suíça era de $600 dólares por tonelada, com previsão de barateamento para $100 dólares apenas em 2025, valor este que é o inicial da técnica da Carbon Engineering.

Carbono vira combustível sintético

Outro diferencial é o modo como o CO2 retirado da atmosfera é utilizado. A empresa canadense usa o gás para transformá-lo em combustíveis líquidos sintéticos. A primeira planta funcional da empresa foi inaugurada em 2015 e retira e suga uma tonelada de carbono por dia. O gás puro é combinado com hidrogênio de água por meio de energia renovável, transformando-se em combustível sintético. Em média, a empresa consegue produzir de um barril de combustível por dia.

Em entrevista à BBC, David Keith, professor da Universidade Harvard e cofundador da Carbon Engineering, disse que “o plano de longo prazo é de (produzir) cerca de 2 mil barris por dia”.

Políticas governamentais

A Carbon Egineering está procurando investidores para construir uma nova usina e expandir a captura e transformação do carbono em combustível. No entanto, os observadores do setor afirmaram que a empresa vai ter dificuldade na expansão por falta de subsídios e incentivos governamentais.

Edda Sif Aradóttir, da empresa Reykjavik Energy, parceira da Climeworks no projeto islandês que transforma CO2 em rochas, disse à BBC que a falta de políticas governamentais para incentivar trabalho como estes é um grande problema. “As soluções técnicas para (combater) as mudanças climáticas já estão disponíveis, mas as legislações dos países não oferecem incentivos ou obrigações suficientes para que eles sejam usados em larga escala”, explicou.

Apesar disso, e de saber que pode haver outros vários motivos que atrapalhe o desenvolvimento do trabalho feito pela Carbon Engineering, David Keith afirmou que há muito a se fazer para reduzir o CO2 na atmosfera e para oferecer opções para meios de transportes que não podem utilizar eletricidade como fonte de combustível. “Para combustíveis líquidos, o caminho é essa abordagem, de CO2 do ar mais hidrogênio obtido de fontes renováveis”, afirmou ele para a BBC News.

*Por: Emily Santos

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*Fonte: ciclovivo

Duas em cada cinco espécies de planta podem estar ameaçadas de extinção

“Plantas precisam ser namoradas,” cita a Dra. Marli Pires Morim, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A paráfrase, atribuída à botânica Graziela Maciel Barroso, veio como parte da resposta a uma pergunta que jamais canso de fazer a todos os colegas envolvidos com a conservação de espécies vegetais: “Porque é mais fácil envolver as pessoas com a conservação de animais do que com a conservação de plantas?”

“Isso ocorre porque os animais se movimentam, emitem sons, e fazem despertar em nós sentimentos de ternura, companheirismo ou mesmo medo,” explica Morim. “Já as plantas, mesmo que presentes no nosso dia a dia, nas mais diferentes formas – roupa, comida, remédio, artefatos e etc., – são totalmente silenciosas e imóveis, e requerem que agucemos nossa sensibilidade para perceber seus odores, as matizes de cores muitas vezes presentes em uma só flor, o néctar que delas goteja e tantas outras belas nuances.”

A resposta de Morim parece ecoar o sentimento manifestado por diversos outros profissionais. “Nós nos importamos mais com o que podemos nos relacionar com mais facilidade, como mamíferos, ou identificar como belos, como aves,” diz a Dra. Eimear Nic Lughadha, pesquisadora Sênior do Grupo de Avaliação de Análise e Conservação do Royal Botanical Gardens (Kew). “Quando eu converso com alguém sobre uma espécie de planta ameaçada, ouço perguntas utilitárias, como: ‘ela serve como comida ou remédio?’ Às vezes eu tento chocar as pessoas respondendo: ‘você me perguntaria isso se estivéssemos falando de um beija-flor?’”

Compreender essa frustração se torna ainda mais fácil quando percebemos que esse tipo de viés repercute severamente no mundo da conservação. “Para vertebrados, dados sobre riscos de extinção de espécies são gerados há décadas,” continua Morim, “o que propicia que recursos financeiros para projetos de pesquisa e conservação em certos grupos de animais sejam mais facilmente obtidos. Em plantas estas avaliações são muito mais deficientes, e para fungos, quase inexistentes.”

Morim e Lughadha fazem parte da equipe internacional de cientistas que, em outubro de 2020, produziram o mais completo relatório sobre o estado de conservação de plantas e fungos da atualidade. Liderado pelo Kew, o ‘Estado das Plantas e Fungos do Mundo’ contou com a participação de 210 pesquisadores distribuídos através de 97 instituições e 42 países. Além do relatório, a iniciativa foi também responsável por uma edição especial da revista científica Plants, People, Planet, que contém artigos detalhando dados, análises e referências de informações contidas no documento original.

Toda a atenção e energia empregada por essa aliança internacional para aprimorar nosso conhecimento são há muito tempo necessárias. Enquanto a descoberta de novas espécies de grupos animais bem estudados (como os já mencionados mamíferos e aves) são hoje eventos relativamente incomuns, apenas em 2019, 1.942 espécies de plantas e 1.886 espécies de fungo foram descritas pela primeira vez.

“As pessoas com frequência pensam que todas as espécies já foram localizadas e classificadas,” diz o Dr. Martin Cheek, pesquisador Sênior da equipe da África e Madagascar do Kew, no próprio relatório. “Ainda existe um vasto número de espécies no mundo sobre as quais nós não sabemos nada, e para as quais sequer demos um nome.”

O Brasil tem sido o constante líder em número de espécies novas de plantas descritas há mais de duas décadas, contribuindo mais de 200 espécies por ano (216 em 2019), seguido por países como China (com 195 espécies descritas em 2019), Colômbia (121), Equador (91) e Austrália (86). O fato de que essa taxa de descoberta não tem declinado ao longo dos anos é testemunha da riqueza de espécies que a ciência ainda desconhece. Espécies que podem ter potencial utilidade farmacêutica, gastronômica, indumentária, madeireira ou em qualquer outra indústria humana, e que mesmo antes de serem registradas, já podem estar ameaçadas de extinção.

Dentre as cerca de 350.000 espécies de plantas já identificadas em todo mundo, estima-se que 39,4% delas — mais de 137.000 — sofram algum grau de ameaça de acordo com os critérios da União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN). Uma situação que parece estar lentamente se agravando. Além de tentar determinar quantas espécies correm o risco de desaparecer, um grupo de pesquisadores da iniciativa utilizaram dados de 400 espécies de monocotiledôneas (plantas com apenas uma folha embrionária – ou cotilédone – por semente, como gramas, orquídeas e palmeiras) e leguminosas (membros da família Fabaceae, como ervilhas e feijões) para tentar entender como o risco de extinção dessas espécies tem mudado ao longo do tempo. A técnica utilizada – o Índice da Lista Vermelha (Red List Index) – mostrou que existe uma leve tendência das espécies analisadas se moverem para categorias progressivamente mais ameaçadas, ou seja, em direção à extinção.

Os cientistas também estão atentos ao processo de débito de extinção. A relação direta entre a área de determinado ecossistema e o número de espécies que o mesmo comporta (ou simplesmente relação espécies-área) é um fenômeno conhecido pela biologia há muitas décadas. Essa relação dita que uma redução na área de determinado ambiente é seguida pela extinção local de um certo número de espécies. Estas perdas – causadas por reduções de recursos espaciais (como tocas e refúgios) e energéticos (alimento) associadas à diminuição do habitat, que acabam levando algumas espécies a números populacionais muito pequenos e instáveis – não ocorrem imediatamente. Estes desaparecimentos podem se estender por décadas, o que torna o cenário atual ainda mais preocupante.

Estima-se que cerca de 600 espécies de planta tenham desaparecido globalmente em tempos modernos, mas este número é muito menor que o esperado com base na perda de habitat observada em todo mundo. Isso significa que muito mais espécies provavelmente estão nos trilhos da extinção. Segundo Lughadha, isso torna imprescindível que medidas de manejo e conservação sejam tomadas o mais rápido possível. Mesmo que nosso conhecimento sobre o status de conservação de cada grupo seja imperfeito, ferramentas úteis para amenizar o problema já são bem conhecidas.

“Aprimorar a conectividade entre manchas de vegetação natural pode ajudar a mitigar algumas das consequências do débito de extinção,” diz a pesquisadora. “No entanto, o melhor a se fazer é manter a vegetação nativa em primeiro lugar, uma vez que mesmo projetos de restauração bem sucedidos raramente atingem níveis de biodiversidade encontrados em comunidades existentes há centenas ou milhares de anos.“

Estratégias de conservação denominadas ex-situ – fora do habitat natural onde essas plantas e fungos ocorrem, como o cultivo dos mesmos em jardins botânicos e armazenamento em bancos de semente – também oferecem alguma proteção à espécies ameaçadas. O número de espécies que estão depositadas nesses refúgios artificiais, no entanto, é limitado.

“Em termos globais, no mínimo 723 espécies de plantas medicinais deveriam estar conservadas ex situ em jardins botânicos do mundo,” diz Morim, ”assim como suas sementes armazenadas em bancos de sementes, uma vez que em seus ambientes naturais já estão expostas a algum grau de ameaça. Este quantitativo corresponde a 13% das 5.411 espécies de plantas avaliadas na Lista Vermelha da IUCN, embora o total de plantas documentadas como medicinais chegue a 25.791 espécies.”

Muitos estudos ainda continuarão a ser realizados para prover informações cada vez mais precisas a respeito da identidade e do status de conservação de plantas e fungos ao redor de todo o mundo, especialmente em lugares como o Brasil, onde ainda existe uma vasta biodiversidade a ser descoberta. Mas ainda que exista alguma incerteza a respeito da quantidade de espécies existentes e seu grau de ameaça, as medidas mais efetivas para a sua preservação já são bem conhecidas há décadas.

“Áreas protegidas são um dos mais importantes meios de assegurar a sobrevivência de espécies num futuro próximo,” conclui Lughadha. “Proteger espécies nessas áreas é quase sempre preferível à protegê-las fora de seu habitat natural, porque: (I) é mais custo-efetivo; (II) mais indivíduos podem ser protegidos, o que garante a manutenção de mais diversidade genética; (III) sua relação ecológica com outras espécies pode ser mantida; (IV) processos de seleção natural podem continuar a acontecer; e (V) a proteção efetiva de uma área pode proteger muitas outras espécies que também estão presentes naquele habitat, mas as quais ainda sequer conhecemos.”

*Por Bernardo Araújo

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*Fonte: oeco

Plástico recolhido das praias vira embalagem de protetor solar

Resíduos plásticos recolhidos das praias do litoral de São Paulo são reciclados e voltam para as praias, mas desta vez em forma de embalagens de protetor solar. Este é o objetivo do projeto Seaside, uma frente da área de Pesquisa & Desenvolvimento do Grupo Boticário.

Em parceria com cooperativas de catadores de material reciclável das cidades do Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente, no litoral sul de São Paulo, o projeto já recolheu 265 toneladas de plástico que vão ser processadas, transformadas em resina e darão origem a protetores solares e outros itens do portfólio do Grupo Boticário. A Globalpet, é outra parceira do projeto e realiza a captação junto às cooperativas.
Embalagem de protetor solar fabricada com plástico recolhido nas praias de SP. Foto: Divulgação

Com foco em sustentabilidade, economia circular, redução do impacto ambiental e social, o Seaside vai beneficiar 316 famílias de trabalhadores de cooperativas de sete cidades litorâneas paulistas

“O trabalho com reciclagem é fundamental também para a preservação ambiental e com este projeto aliamos a necessidade de limpeza das praias à ajuda a famílias e cooperativas que vivem dessa coleta. Todos saem ganhando”, conta Daniele Medeiros, pesquisadora do Grupo Boticário responsável pelo projeto.

Há mais de 10 anos a empresa mantém em todas as lojas uma área de coleta de embalagens vazias que também recebem a destinação correta para a reciclagem. Chamado “Boti Recicla”, o projeto incentiva consumidores a darem um destino correto aos seus produtos.

*Por Natasha Olsen
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*Fonte: ciclovivo

Futuro do planeta Terra está mais ameaçado do que se imagina

As próximas décadas serão complicadas para o planeta Terra, que vem aguardando desastres provocados pelas mudanças climáticas já anunciados há um bom tempo. Agora, de acordo com um novo estudo, a situação está ainda pior do que imaginamos.

O grupo de 17 pesquisadores da Austrália, Estados Unidos e México descreve no estudo, citando mais de 150 outras pesquisas, três grandes crises que vão ameaçar a vida na Terra nos próximos anos: distúrbios climáticos, redução da biodiversidade e consumo humano excessivo, além do aumento excessivo da população.

De acordo com o estudo, desde o início da agricultura, há 11 mil anos, a Terra já perdeu cerca de 50% de suas plantas terrestres e aproximadamente 20% da sua biodiversidade animal. Se a tendência continuar, pelo menos um milhão de espécies de plantas e de animais serão extintas em um futuro próximo.

Com a redução da biodiversidade, os principais ecossistemas do planeta serão prejudicados, existindo menos insetos para polinizar as plantas, sobrando poucas para fazer a filtragem do ar, água e solo, e consequentemente resultando em poucas florestas que protegeriam os humanos de enchentes e outros desastres naturais.

Devido às alterações climáticas, esses desastres naturais virão com ainda mais força e frequência até o ano de 2050, elevando o nível do mar e forçando pessoas de diversos países a se tornarem refugiadas, o que vai colocar mais vidas em risco e ainda provocar uma disrupção da sociedade. A estimativa é que, dentro deste prazo, a população chegue a 9,9 bilhões, aumentando a cada vez mais ao longo do século.

A superpopulação e a migração irão trazer problemas sociais graves, como instabilidade de moradia e alimentação, aumento do desemprego e desigualdade social. Além disso, quanto mais os humanos invadirem as áreas selvagens, maiores as chances de surgirem novas doenças zoonóticas, que podem ser mortais.

Os pesquisadores afirmam, no entanto, que não está garantido que os desastres vão acontecer, mas, para evitá-los, será preciso que líderes mundiais comecem a enfrentar as ameaças com mais seriedade. Então, assim que eles aceitarem a gravidade do que espera a humanidade, poderão começar a aplicar medidas de conservação do planeta.

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*Fonte: canaltech

25% das espécies de abelhas conhecidas não aparecem em registros públicos desde a década de 1990

Pesquisadores do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET) na Argentina descobriram que, desde a década de 1990, até 25% das espécies de abelhas relatadas não estão mais sendo encontradas em registros globais, apesar de um grande aumento no número de registros disponíveis. Embora isso não signifique que essas espécies estejam todas extintas, pode indicar que essas espécies se tornaram raras o suficiente para que ninguém as esteja observando na natureza.

Os resultados foram publicados na revista One Earth.

“Com a ciência cidadã e a capacidade de compartilhar dados, os registros estão aumentando exponencialmente, mas o número de espécies relatadas nesses registros está diminuindo”, diz o primeiro autor Eduardo Zattara, biólogo do Grupo de Ecologia da Polinização do Instituto de Pesquisa em Biodiversidade e Meio Ambiente (CONICET-Universidad Nacional del Comahue). “Ainda não é um cataclismo de abelhas, mas o que podemos dizer é que as abelhas selvagens não estão exatamente prosperando.”

Embora existam muitos estudos sobre o declínio das populações de abelhas, eles geralmente se concentram em uma área específica ou um tipo específico de abelha. Esses pesquisadores estavam interessados ​​em identificar tendências globais mais gerais na diversidade das abelhas.

“Descobrir quais espécies estão vivendo onde e como cada população está usando conjuntos de dados agregados complexos pode ser muito confuso”, diz Zattara. “Queríamos fazer uma pergunta mais simples: quais espécies foram registradas, em qualquer lugar do mundo, em um determinado período?”

Para encontrar a resposta, os pesquisadores mergulharam no Global Biodiversity Information Facility (GBIF), uma rede internacional de bancos de dados que contém registros de mais de três séculos de museus, universidades e cidadãos particulares, contabilizando mais de 20.000 espécies de abelhas conhecidas de em todo o mundo.

Além de descobrir que um quarto do total de espécies de abelhas não está mais sendo registrado, os pesquisadores observaram que esse declínio não está uniformemente distribuído entre as famílias de abelhas. Os registros de abelhas halictid – a segunda família mais comum – diminuíram 17% desde a década de 1990. Aqueles para Melittidae – uma família muito mais rara – caíram até 41%.

“É importante lembrar que ‘abelha’ não significa apenas abelhas, embora as abelhas sejam as espécies mais cultivadas”, diz Zattara. “A pegada de nossa sociedade também afeta as abelhas selvagens, que fornecem serviços ecossistêmicos dos quais dependemos.”

Embora este estudo forneça um olhar mais atento sobre o status global da diversidade das abelhas, é uma análise muito geral para fazer quaisquer afirmações sobre o status atual das espécies individuais.

“Não se trata realmente de quão certos os números estão aqui. É mais sobre a tendência”, diz Zattara. “Trata-se de confirmar que o que está acontecendo localmente está acontecendo globalmente. E também, sobre o fato de que muito mais certeza será alcançada à medida que mais dados forem compartilhados com bancos de dados públicos.”

No entanto, os pesquisadores alertam que esse tipo de certeza pode não chegar até que seja tarde demais para reverter o declínio. Pior ainda, pode não ser possível.

“Algo está acontecendo com as abelhas e algo precisa ser feito. Não podemos esperar até termos certeza absoluta porque raramente chegamos lá nas ciências naturais”, diz Zattara. “O próximo passo é estimular os legisladores a agir enquanto ainda temos tempo. As abelhas não podem esperar.”

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Biodiversidade de aves e índices de felicidade humana estão ligados

Quanto maior a biodiversidade de pássaros, mais felizes são as pessoas nesta região. Esta é a conclusão de uma estudo publicado pelo German Center for Integrative Biodiversity Research. Os cientistas mostram que a conservação da natureza é tão importante para o bem estar das pessoas quanto a segurança financeira.

O estudo foi publicado na Ecological Economics (Economia Ecológica, em português) e, com dados de moradores de cidades europeias, determinou que os índices de felicidade estão relacionado a um número mínimo de espécies de pássaros.

“De acordo com nossas informações, os europeus mais felizes são justamente os que tem contato com um número maior de espécies de pássaros na sua rotina diária, ou aqueles que vivem perto de áreas verdes que abrigam muitas destas espécies”, explica o Dr. Joel Methorst, da Universidade Goethe, em Frankfurt, que liderou o estudo.

De acordo com os cientistas, estar Cercado de 14 espécies de pássaros tem o mesmo efeito no bem estar das pessoas do que uma aumento mensal de US$ 150.

Mais de 26 mil pessoas foram entrevistadas para a pesquisa. Foram usados dados da pesquisa sobre qualidade de vida realizada em 2021, European Quality of Life Survey, para explorar a conexão entre a diversidade de espécies no entorno de casas, bairros e cidades, e como esta informação está relacionada com índices de satisfação.

Os autores afirmam que os pássaros são um dos melhores indicadores de biodiversidade nas mais diversas áreas, porque estes animais podem ser vistos e ouvidos nos seus ambientes naturais, mas também em centros urbanos. No entanto, uma variedade maior de pássaros é encontrada em áreas verdes mais conservadas, regiões afastadas ou próximo de cursos de água.

Nos Estados Unidos, a observação de pássaros se tornou um hobby mais comum neste ano de pandemia. Apesar de não ser uma atividade nova, ela vem atraindo cada vez mais pessoas. Milhares de observadores de pássaros, entre experts e amadores, participaram de uma atividade anual de 3 semanas em Nova Iorque que reúne amantes da natureza para uma contagem de pássaros em áreas específicas, divididas por grupos.

“Conservar a natureza não garante apenas as nossas necessidades básicas para uma vida saudável, é um investimento no bem estar de todos.”

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

97% das garrafas plásticas da Noruega são recicladas por causa do programa ambiental do país

O programa de reciclagem radical da Noruega está fornecendo resultados inacreditáveis: até 97% das garrafas plásticas do país são recicladas.

O sucesso do plano ambiental é graças aos impostos ambientais do governo norueguês, que recompensam as empresas que são ambientalmente amigáveis. Desde 2014, todos os produtores e importadores de plásticos estão sujeitos a uma taxa ambiental de cerca de 40 centavos por garrafa. No entanto, quanto mais a empresa reciclar, menor o imposto. Se a empresa conseguiu reciclar mais de 95% de seu plástico, o imposto é descartado.

Os clientes também pagam uma pequena “hipoteca” em cada produto engarrafado que compram. Para recuperar seu dinheiro, eles precisam depositar suas garrafas usadas em uma das 3.700 “máquinas hipotecárias” encontradas em supermercados e lojas de conveniência em todo o país, que lê o código de barras, registra a garrafa e devolve um cupom.

O esquema é liderado pela Infinitum, uma organização sem fins lucrativos de propriedade das empresas e organizações da indústria de bebidas que produzem plástico. Qualquer importador internacional que registre um produto plástico para venda na Noruega deve assinar um contrato com a Infinitum e entrar para a cooperativa.

Programas semelhantes existem na Alemanha e em vários estados americanos, como a Califórnia, mas a Noruega afirma que seu sistema é o mais sintonizado com a escala da epidemia plástica do século XXI. Em 2017, a Infinitum coletou mais de 591 milhões de garrafas plásticas. Kjell Olav Meldrum, CEO da Infinitum, disse ao The Guardian em 2018 que o sistema é tão eficaz que muitas garrafas agora em circulação em todo o país possui material que já foi reciclado mais de 50 vezes.

“Nós somos o sistema mais eficiente do mundo”, disse à Positive News Sten Nerland, diretor de logística e operações da Infinitum. “Como uma empresa ambiental, você pode pensar que devemos tentar evitar o plástico, mas se você o tratar de forma eficaz e reciclá-lo, o plástico é um dos melhores produtos para usar: leve, maleável e barato.”

Enquanto isso, a epidemia do plástico continua. Por ano, cerca de 8 milhões de toneladas de plástico entram nos oceanos. Em 2050, se as tendências atuais continuarem, estima-se que o lixo plástico no oceano será que maior que o número de peixes.

Como o modelo norueguês mostra claramente, nem toda a esperança está perdida.

Nos últimos anos, vários países enviaram representantes ao Infinitum na esperança de aprender com o modelo norueguês, incluindo Escócia, Inglaterra, China, Índia, Cazaquistão, Croácia, França, Holanda, Austrália e Estados Unidos. O Reino Unido, por exemplo, procurou definir um esquema semelhante que recompensará os consumidores pela reciclagem de embalagens.

*Por Giovane Almeida
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*Fonte: ciencianautas

Canadá anuncia compromisso de emissões zero até 2050

O Canadá acaba de se juntar a um número crescente de grandes economias, incluindo Japão e Coréia do Sul, que se comprometem a atingir emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050. A notícia foi dada pelo governo liberal de Justin Trudeau a partir da introdução de uma nova lei que ainda precisa ser aprovada no legislativo.

O anúncio canadense segue de perto uma tendência global. O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu que o país será zero líquido até 2050, e antes a China já havia anunciado que será neutra em carbono até 2060.

Mas outros países, incluindo Nova Zelândia, Dinamarca e Reino Unido, têm uma legislação que torna obrigatórios os objetivos de redução de emissões de curto e longo prazos, enquanto a legislação canadense apresentada agora mira apenas em metas tardias.

E há outras diferenças: as emissões do Reino Unido diminuíram em 45% desde 1990 e mais acentuadamente desde que a Lei de Mudança Climática do país foi aprovada em 2008, enquanto as emissões do Canadá aumentaram em 21% no mesmo período.

Metas vazias

O Canadá tem um histórico de estabelecimento de metas ausentes. Desde o início dos anos 90, o país ainda não cumpriu uma única meta de redução de emissões. Por isso, os ambientalistas canadenses deram boas-vindas a esta nova legislação, mas apontam a falta de elementos-chave, incluindo um objetivo intermediário para 2025.

“O Canadá deu um passo significativo na quebra de seu ciclo de estabelecimento de metas climáticas vazias que não consegue cumprir, mas há muito trabalho a ser feito.” avalia Catherine Abreu, Diretora Executiva da Climate Action Network Canada.

“Em particular, há trabalho a ser feito para garantir que este projeto de lei impulsione a ambição climática canadense no curto prazo, em vez de simplesmente retroceder todo o trabalho sobre a mudança climática para décadas mais recentes.”
Catherine Abreu

“Os marcos de cinco anos do projeto de lei começam em 2030, mas é necessário que haja um marco intermediário em 2025.” avalia Marc-André Viau, Diretor de Relações Governamentais da ONG Équiterre.

“Os próximos anos são cruciais para lidar com a emergência climática e não podemos nos dar ao luxo de esperar. A prestação de contas deve começar agora, não em 2030.”
Marc-André Viau

Para Jamie Kirkpatrick, Gerente de Programas da coalizão Blue Green Canada (uma aliança de sindicatos e organizações ambientais e da sociedade civil) os canadenses precisam de um caminho mais claro para avançar. “As metas abstratas de mudança climática provaram ser ineficazes. A responsabilidade do governo precisa acontecer hoje. A legislação de responsabilidade climática deve proporcionar uma transição de baixo carbono com segurança e bons empregos para todos.”

Contradições

A atitude mista sobre o clima tem marcado a postura do Canadá nos últimos cinco anos, sob o comando do Liberal Justin Trudeau. Embora o primeiro-ministro fale repetidamente sobre a importância da ação climática, ele também tem defendido as areias petrolíferas de Alberta.

E como parte dos esforços de recuperação econômica da Covid-19, o governo prometeu destinar ao menos US$ 14,3 bilhões para apoiar os combustíveis fósseis, em comparação com US$ 7,95 milhões para a energia limpa. Mesmo antes da pandemia, de todos os países do G20, o Canadá gastou o máximo por PIB em finanças públicas aplicadas em energia fóssil.

Sophie Price, membro da Sustainabiliteens, uma rede de estudantes do ensino médio de Vancouver que exigem ação climática das autoridades, diz que o que foi apresentado pelo governo não é suficiente. “O Canadá precisa de uma meta para 2025. E não podemos nos tornar um zero líquido a menos que acabemos com o uso e a produção de combustíveis fósseis”, afirma.

“Se estamos falando sério sobre a rede zero, por que o governo canadense ainda está promovendo o gasoduto Keystone XL?.”

A jovem ativista se refere ao investimento público feito no oleoduto Keystone XL, que transportaria areias petrolíferas brutas para os Estados Unidos. Em sua primeira conversa com o presidente eleito Joe Biden, o primeiro ministro Trudeau discutiu mudança climática, mas também tratou de uma parceria para concretizar o projeto, que é alvo de fortes críticas no país.

No Canadá, entre 1990 e 2018, o setor de petróleo e gás foi a fonte de poluição de carbono que mais cresceu, em grande parte devido ao aumento da produção intensiva de areias petrolíferas com carbono. Em 2017, o petróleo e o gás foram responsáveis por 27% das emissões de gases de efeito estufa do país.

“É encorajador ver o Canadá, a China, o Japão e a Coréia do Sul que também anunciaram recentemente metas net-zero. Se entregues, elas nos dão uma chance de lidar com o pior impacto da mudança climática”, avalia Dale Marshall, gerente do Programa Climático Nacional na área de Defesa Ambiental do Canadá.

“Mas a legislação introduzida hoje infelizmente tem grandes buracos que, na melhor das hipóteses, responsabilizarão somente os futuros governos federais pelos compromissos climáticos.”
Dale Marshall

Brianne Whyte, da For Our Kids Toronto – uma rede de pais e avós que exige ação climática – também esperava mais. “Devemos a nossos filhos a melhor chance possível de um futuro habitável, mas a nova legislação não acrescenta medidas firmes de responsabilidade.”

Com o aniversário de Acordo de Paris no horizonte (12/12), dentro das próximas semanas espera-se que o Canadá faça múltiplos anúncios sobre o clima, incluindo um novo plano climático e investimentos de recuperação verde. Há ainda a possibilidade de o país anunciar uma atualização de suas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas).

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Utensílios de bambu e bagaço da cana se decompõem em 60 dias

O bagaço da cana-de-açúcar, subproduto do processo de extração, pode ser matéria-prima para plásticos biodegradáveis. Adicionando bambu na composição, chega-se a uma combinação ecológica, eficiente e barata. É o que sugere pesquisadores da Universidade do Nordeste, nos Estados Unidos, em artigo à revista Matter.

Em laboratório, os estudiosos testaram o uso dos dois materiais para criar bandejas, copos e tigelas. O objetivo era encontrar potenciais substitutos para os descartáveis. Afinal, a comodidade de “usar e jogar fora” foi popularizada há poucas décadas, mas foi tempo suficiente para tornar-se um dos grandes desafios ambientais.
plástico de bagaço

“É difícil proibir as pessoas de usar contêineres descartáveis ​​porque são baratos e convenientes”, afirma Hongli (Julie) Zhu, professora e coautora do artigo. “Mas acredito que uma das boas soluções é usar materiais mais sustentáveis”.

De origem chinesa, Hongli afirma que a primeira vez que pisou nos Estados Unidos, em 2007, ficou chocada com a quantidade de itens plásticos descartáveis disponíveis nos supermercados. Tempos depois passou a focar seus estudos na identificação de materiais naturais e tecnologias que ajudem a reduzir nossa dependência do petróleo.

Plástico de bambu e açúcar

Hongli e seus colegas da Universidade do Nordeste moldaram recipientes enrolando fibras de bambu longas e finas com fibras curtas e grossas de bagaço de cana – formando uma rede estável. O resultado é um material forte, limpo, não tóxico, eficiente para reter líquidos e o melhor: começa a se decompor após 30 a 45 dias no solo. Em 60 dias, perde completamente sua forma.

A composição do “plástico” alternativo leva também AKD (Dímero Alquil Ceteno) – um produto químico seguro para a indústria alimentícia – para aumentar a resistência ao óleo e à água.

De acordo com os pesquisadores, o novo produto emite 97% menos CO2 do que os recipientes de plástico e 65% menos CO2 do que produtos de papel e plástico biodegradável disponíveis no mercado. Por aproveitar de resíduos, o custo também é favorável – sobretudo em comparação aos biodegradáveis. O próximo passo é baixar ainda mais para competir com os copos plásticos tradicionais.

Agora, imagine o potencial do Brasil, que é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo. Não à toa, o bagaço da cana já é estudado para diversas finalidades e esta pode ser mais uma delas.

O artigo, em inglês, você confere aqui.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Empresa imprime móveis personalizados usando resíduos agrícolas

Uma empresa de móveis sob demanda, customizada e ecológica está nascendo nos Estados Unidos. Trata-se da “Model No.”, uma companhia que usa resíduos agrícolas de palha de milho, cana-de-açúcar, beterraba e uma impressora 3D para fabricar móveis.

A proposta da empresa é dar a possibilidade dos consumidores adquirirem peças de mobília exatamente do tamanho que desejam. Para quem compra, a vantagem é óbvia, mas quem ganha também é o planeta, uma vez que nenhuma matéria-prima será retirada da natureza sem necessidade.

A produção sob demanda ainda aproveita subprodutos da safra de alimentos – mais uma vez trocando a extração de recursos pela utilização do que já está disponível.

Uma linha de produtos 3D lançada pela companhia inclui mesa, criado mudo e mesinha de centro. O design básico já é predefinido para cada peça, mas elas podem ser personalizadas em suas formas, dimensões e cores. A ideia também é que as peças possam ser entregues em poucas semanas, diferente do mercado de móveis planejados tradicional.

Além das resinas vegetais, a empresa também fabrica peças com madeira certificada FSC, aço e alumínio – que podem ser reciclados.

Olhando para o futuro

Para a Model No., a indústria de móveis precisa urgentemente ser repensada. “As peças são construídas com materiais que não são sustentáveis ou ecológicos. O processo de fabricação é um desperdício, desde o impacto ambiental negativo da manufatura em massa até o excesso de estoque não vendido feito de materiais que não são biodegradáveis”, afirma a companhia. Nesta lacuna, ela surge para abrir os caminhos.

A próxima meta, já em fase de desenvolvimento, é permitir que cada móvel possa ser retornado para a companhia após o fim de sua vida útil. Cada produto devolvido pelo cliente poderá ser transformado em algo novo. Aliás, não é à toa, que todas as peças são numeradas, pois cada uma delas é única.

Comprar móveis sob medida é a melhor forma de aproveitar cada espacinho do lar, sobretudo para quem mora em apartamentos pequenos. Mas, hoje ter móveis planejados é uma escolha onerosa. O que pode mudar, se o futuro da mobília for mais consciente. Este é o “novo normal” possível.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Paul McCartney lança clipe inédito em apoio à luta pelo clima

O legendário músico Paul McCartney acaba de lançar um novo clipe para a música Wine Dark Open Sea. A ação é uma parceria com a ONG Surfistas pelo Clima (Surfers For Climate) e vídeo foi elaborado pelo premiado cineasta de surf Jack McCoy.

O novo clipe de Wine Dark Open Sea apresenta a ex-campeã surfista e co-fundadora da Surfers For Climate, Belinda Baggs. McCoy diz que o vídeo leva os espectadores em uma viagem e apela para que eles abram seus corações para o oceano.

“Estou entusiasmado por apoiar Surfers For Climate. O trabalho deles é algo que realmente me atrai, pois todos nós temos a responsabilidade de fazer nossa parte e esta é uma ótima maneira de reunir pessoas com uma paixão compartilhada pelos mares e oceanos de todo o mundo por uma ação climática positiva”.

Paul McCartney

“É uma honra trabalhar novamente com o artista mais influente do mundo moderno e tê-lo apoiando uma causa tão grande para aumentar a consciência sobre a importância de agir agora na luta contra a mudança climática”, diz McCoy. “É nosso dever proteger nosso meio ambiente e limitar o impacto que fazemos como seres humanos”.

McCartney e McCoy já trabalharam juntos no passado, na criação do clipe da música Blue Sway, que ganhou vários ‘Best Music Video Awards’ nos principais festivais de cinema ao redor do mundo.

Conexão pelos oceanos

“As filmagens impressionantes da longboarder Belinda Baggs e sua dança na água são um poderoso lembrete de como nossos oceanos são incríveis e que eles precisam de nossa ajuda para protegê-los e preservar suas maravilhas para as gerações vindouras”, diz McCartney.

“Acreditamos que as pessoas se conectarão com o vídeo para fazer um esforço consciente para apoiar nossa luta contra a mudança climática”, diz Baggs.

É possível ver a estreia do vídeo no Epicentre.tv com uma doação de US$ 5 dólares que serão destinados a duas organizações parceiras: Surfrider Foundation Australia e Seed Mob.

Um aperitivo do vídeo de Wine Dark Open Sea pode ser conferido aqui.

“Para os surfistas, o oceano é vida. A mudança climática, alimentada por combustíveis fósseis, ameaça o modo de vida de todos. Nosso objetivo é simples, queremos passar um oceano saudável para as gerações vindouras”.
Belinda Baggs

Surfistas pelo clima

Surfers for Climate é uma instituição de caridade australiana que promove alianças com cientistas climáticos, ativistas, comunidades surfistas em todo o mundo e outros grupos ambientais, incluindo Climate Council, Surfrider Australia, Seed, Sea Trees, Sea Shepherd, Surfers Against Sewage and Plastic Pollution Coalition.

Os objetivos da ONG são:

Fornecer ferramentas e idéias para que os surfistas reduzam suas próprias emissões e restabeleçam ecossistemas locais;
Criar um núcleo para discutir as ameaças costeiras e gerar soluções;
Enfrentar novos desenvolvimentos de carvão, petróleo e gás.

Embalagem de ovos pode ser plantada após uso

Uma pesquisa do Ibope, divulgada em junho de 2018, revelou que quatro em cada 10 brasileiros não separam o lixo orgânico do reciclável. Mas o índice mais desesperador está na gestão: somente 3% de todo o lixo produzido no Brasil é reciclado. Diante destes fatos, além de cobrar melhorias dos munícipios, é preciso reduzir a geração de resíduos e optar, sempre que possível, pela compra de materiais menos impactantes ambientalmente. Neste sentido, o designer grego George Bosnas propõe uma embalagem plantável para embalar os ovos.

Batizada de Biopack, a caixa de ovos tem o formato mais arredondado do que as embalagens comuns. Ela é feita com pasta de papel, farinha, amido e sementes de leguminosas. Após usar os ovos, o consumidor rega (ou pode plantar em um vaso) e, em cerca de 30 dias, as primeiras sementes são germinadas. Zero complicações. O interessante é que, apesar de não ser uma novidade, ainda não se vê o uso industrial de papel semente em grande escala.

A escolha por sementes de leguminosas é fruto de sua pesquisa onde o designer descobriu que o cultivo de leguminosas aumenta a fertilidade do solo devido à sua capacidade de fixar o nitrogênio atmosférico através do nódulo da raiz.

Trata-se de uma solução simples. Tão simples que até pode fazer alguém se perguntar: por que ninguém pensou nisso antes? Não é à toa que ele se concentra em resolver problemas cotidianos com um toque estético. Pelo desenvolvimento do produto, George venceu um concurso de design circular.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Zepelin solar poderia fazer transporte mais sustentável de cargas

As imagens de Zepelins remetem ao passado distante e, muito provavelmente, as novas gerações nem saibam o que eram os dirigíveis que cruzavam os céus. Mas, os ingleses da Varialift Airships apostam em um zepelin movido a energia solar como alternativa para o transporte mais sustentável de cargas.

A empresa está desenvolvendo este projeto e, segundo o diretor geral da companhia, Alan Handley, a aeronave poderá fazer viagens entre a Inglaterra e os Estados Unidos consumindo apenas 8% do combustível usado por uma avião comum.

O Zepelin terá a propulsão de um par de motores solares e dois motores convencionais e pode ser usado para o transporte internacional de cargas com baixas emissões.

A ausência de uma bateria limitaria as viagens ao período diurno e a velocidade seria aproximadamente a metade da que atinge um Boeing 747. Mas, para o transporte de mercadorias, o dirigível pode ser uma boa opção. Segundo a empresa, a aeronave será capaz de transportar até 250 toneladas, mas já existe um projeto para desenvolver modelos maiores com capacidade de carga de 3 mil toneladas.

Ainda segundo os fabricantes, é possível realizar o transporte de cargas mais volumosas na parte de baixo, usando cabos. OU seja, haveria um limite de peso, mas não um limite de tamanho para os itens transportados.

O fato das decolagens e pousos de dirigíveis serem mais similares aos de um balão do que de um avião, também pode ser um atrativo, já que dispensa pistas de aeroportos para deixar e voltar ao solo e chegaria a locais menos acessíveis.

A Varialift ainda não começou a construir o modelo definitivo, mas já começou a construir o primeiro protótipo de 140 metros de comprimento, 26 metros de largura e 26 metros de altura – a previsão é que o protótipo do zepelim solar seja finalizado em 9 meses.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

As piores previsões da mudança climática estão se concretizando neste instante

As camadas congeladas da Antartica e Groelândia, que poderiam elevar o oceano mais 65 metros caso derretessem completamente, acompanham os piores cenários previstos pela ONU da elevação do nível do mar, afirmaram cientistas na segunda-feira, alertando sobre as falhas nos atuais modelos do aquecimento global.

O artigo científico publicado na revista Nature Climate Change informa que o derretimento acompanhou as piores previsões — de derretimento mais extremo das duas camadas de gelo — entre 2007 e 2017 o que levará ao aumento de 40 centímetros no nível do mar até 2100.

Disparidade

A perda de gelo constatada reflete aproximadamente três vezes as previsões médias do maior relatório recente do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) de 2014.

Há uma grande disparidade entre as previsões do IPCC e a realidade observada.

“Precisamos descobrir a um novo “pior cenário” para os mantos de gelo, porque eles já estão derretendo a uma taxa que condiz com o nosso atual. As projeções do nível do mar são essenciais para ajudar os governos a planejarem políticas climáticas, estratégias de mitigação e adaptação”, afirmou o autor principal do estudo, Thomas Slater, para a AFP. Slater é pesquisador do Centro de Observação e Modelagem Polar da Universidade de Leeds, na Inglaterra.

“Se subestimarmos o aumento futuro do nível do mar, essas medidas podem ser inadequadas e deixar as comunidades costeiras vulneráveis.”
Thomas Slater

O imenso custo da elevação do oceano

A capacidade destrutiva das tempestades aumentará drasticamente nas regiões costeiras, em que centenas de milhões de pessoas hoje vivem, por causa de tal aumento no nível do mar.

Mais de U$ 70 bilhões em gastos seriam necessários para proteger áreas costeiras com um metro do aumento do mar.

Modelos climáticos são complicados e pode haver vários motivos que expliquem porque as previsões da ONU erraram.

Segundo Slater precisamos entender melhor estes fatores para ajustar os modelos e fazer previsões mais precisas do aumento do nível do mar.

Até poucas décadas atrás os mantos de gelo da Antártica e da Groelândia perdiam a mesma quantidade de gelo que recebiam em forma de neve, mas o aumento gradual nas temperaturas quebrou esse equilíbrio.

Em 2019 a Groenlândia derreteu 532 bilhões de toneladas de gelo devido ao um verão extremamente quente o que causou 40% da elevação do oceano do ano todo.

De acordo com o cientista o próximo grande relatório do IPCC, que deve ser publicado em 2021, está sendo elaborado através de modelos que refletirão melhor o comportamento da atmosfera, mantos de gelo e mares; levando a previsões mais precisas.

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

Árvores conseguem absorver mais da metade da poluição do ar

Pesquisadores da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, realizaram experiências para comprovar a eficiência das árvores em retirar a poluição do ar, e constataram que as folhas conseguem absorver mais da metade do material particulado presente na atmosfera, principal responsável pela poluição do ar nos grandes centros urbanos.

O experimento foi realizado numa movimentada avenida de Lancaster, sem árvores e nem canteiros verdes. Durante cinco dias, a equipe rastreou os níveis de poeira e material particulado que se acumulavam nas residências e estabelecimentos do local, e a quantidade coletada foi analisada posteriormente. Também foram utilizados lenços umedecidos para retirar a poeira de telas LED e outros equipamentos do interior das residências.

Depois do primeiro período de testes, os pesquisadores colocaram árvores e plantas na fachada de algumas das construções, formando uma barreira, que ficou no local por 13 dias. Logo após este segundo experimento, os resultados mostraram que as árvores reduziram entre 52% e até 65% da concentração de material particulado na frente das residências e estabelecimentos.

Coordenado pela pesquisadora Barbara A. Maher, o estudo contou com uma série de exames realizados com um microscópio eletrônico, o qual confirmou que as folhas retiveram, em suas estruturas, boa parte das partículas de poluição, emitidas pela queima de combustíveis e pelo desgaste dos freios no trânsito.

Não é novidade que as árvores exercem papel fundamental na captura de poluição da atmosfera, mas a pesquisa trouxe animadores resultados, já que comprovou que os vegetais também podem eliminar os metais presentes no ar contaminado – como o chumbo e o ferro.

Além disso, a comprovada captura das partículas de poluição eleva o padrão de saúde da população da zona urbana, uma vez que, quanto menor a concentração de material particulado na atmosfera, também diminuem-se os riscos de doenças cardiorrespiratórias, do estresse e da ansiedade.

*Por Mayra Rosa

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*Fonte: ciclovivo

Sistema transforma plástico do oceano em combustível

Todos os anos milhões de toneladas de resíduos plásticos entram nos oceanos. Se nada for feito, até 2050 a quantidade de plástico pode ser maior do que a de peixes, segundo a Fundação Ellen MacArthur. Para a startup alemã Biofabrik, a solução está em reaproveitar o lixo marinho para a produção de combustível.

Com a Biofabrik, um quilograma de lixo plástico vira um litro de combustível e cada litro de combustível fornece cerca de 3,5 kWh de energia elétrica. Isso é possível graças ao processo de pirólise, ou seja, na decomposição por meio do calor. Os compostos de hidrocarbonetos dos resíduos plásticos são quebrados por altas temperaturas com a exclusão de oxigênio. O resultado do processo é um plástico transformado em líquido ou gasoso, que pode ser usado no motor marítimo. Também o combustível em geradores ou turbinas pode ser convertido em energia elétrica.

Biofabrik

O sistema de pirólise plástica da startup foi batizado de “WASTX”. A técnica passou por seis anos de desenvolvimento para chegar à versão atual, mas, para chegar até aqui, diferentes reatores foram testados e descartados, sendo o manuseio de plásticos não puros, comuns no gerenciamento de resíduos, o maior desafio encontrado. Hoje, a Biofabrik, que é totalmente automatizada, afirma que é capaz de reciclar tipos de plásticos que antes não eram possíveis.

A fábrica compacta está localizada na cidade de Dresden, capital do estado da Saxónia, às margens do rio Elba, e deve começar a produção em breve. “Estamos orgulhosos de ter chegado a este ponto depois de mais de seis anos de desenvolvimento. Nosso objetivo foi desenvolver uma solução rentável para o problema dos resíduos plásticos que pode ser implantada remotamente”, afirma Oliver Riedel, fundador da startup. O próximo passo é processar até uma tonelada de resíduos plásticos por dia.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Países podem ser 100% alimentados por energia limpa, segundo IRENA

Segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), é possível alcançar um setor elétrico mundial movido apenas por fontes de energia renováveis.

Para isso, a instituição lista dezenas de inovações e políticas que os países devem adotar para direcionar as suas matrizes elétricas longe dos combustíveis fósseis.

Como exemplos de sucesso, são citados casos de países ocidentais que já obtém toda ou boa parte da sua energia por fontes limpas, como a Islândia (100%) e o Reino Unido (33%).

“A energia renovável é agora tão competitiva que em muitas regiões é a opção preferida para geração de eletricidade”, informa Francisco Boshell, analista de padrões e mercados de energia renovável na IRENA.

E é exatamente nos preços que se encontra um dos principais fatores para a expansão das tecnologias de energia limpa, como o painel solar.

De acordo com a IRENA, os custos da energia solar fotovoltaica e eólica costeira, líderes mundiais das renováveis, caíram 82% e 39%, respectivamente, desde 2010.

No entanto, a intermitência dessas fontes é um dos obstáculos que os países precisam solucionar para que possam aumentar a sua dependência nessas tecnologias.

“Ainda há um grande desafio: a integração dos sistemas de energia renovável variável. Isso requer muita inovação para desbloquear o que é chamado de flexibilidade” disse Boshell.

Cerca de 30 inovações tecnológicas existentes e políticas de incentivo foram citadas pela IRENA como capazes de permitir a transição global para longe dos combustíveis fósseis.

Como ressalta a agência, isso é imprescindível para reduzir as emissões de carbono que estão ligadas ao aquecimento global e padrões climáticos mais extremos, como furacões e secas.

A principal inovação apontada são as baterias de armazenamento de grande escala, que permitem aos operadores da rede elétrica armazenar energia e implantá-la em épocas de alta demanda.

Segundo a IRENA, os custos dessa tecnologia caíram 85% nos últimos 10 anos.

A agência também defende o uso de algoritmos de inteligência artificial para melhor prever a demanda e geração, bem como otimizar as funções de grandes redes de transmissão em tempo real.

Ao mesmo tempo, espera-se que a tecnologia blockchain facilite as transações e ajude os consumidores de energia a pagar e receber pagamentos por devolver energia à rede a partir das baterias de seus veículos elétricos ou de painéis solares em seus telhados, a chamada “flexibilidade do lado da demanda”.

Para isso, a IRENA afirma serem necessárias políticas para criação de um sistema que forneça incentivos financeiros para que os consumidores devolvam energia para a rede.

“Todas essas ações terão que ser feitas com contratos inteligentes automatizados e o blockchain ajudaria nisso”, alega Boshell.

Alguns especialistas do mercado dizem que o custo de toda essa inovação pode ser alto, especialmente para os países em desenvolvimento.

Mas Boshell diz que as ações de eficiência, como a substituição de usinas de energia reserva por sistemas de armazenamento, irão incentivar as operadoras de baixo custo a entrar no mercado e manter um controle sobre a conta que os consumidores têm de pagar.

“A ideia é que não precisamos que o sistema seja mais caro”, disse Boshell. “Precisamos apenas dos incentivos certos para direcionar os fluxos de receita aos atores certos”.

*Por Ruy Fontes

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*Fonte: thegreenestpost

Filipinas aprova lei que exige que os alunos plantem 10 árvores para se formar

O impacto ambiental positivo pode ser imenso: se a lei for bem aplicada, poderá gerar mais de 500 bilhões de novas árvores em uma única geração

A missão do ensino fundamental e médio e até da universidade é formar alunos não só para o mercado de trabalho, mas para a vida. É por isso que a nova lei recentemente aprovada nas Filipinas deve servir de exemplo para todo o mundo: não se trata mais de tirar apenas as melhores notas, mas de respeitar e cuidar do mundo em que vivemos, por isso os formandos devem plantar pelo menos 10 árvores, como parte da cerimônia de formatura, além de combater o aquecimento global de forma objetiva.

O novo projeto de lei prevê que, além de oficializar essa tradição, o impacto ambiental positivo pode ser imenso: se a lei for bem aplicada, poderá gerar mais de 500 bilhões de novas árvores em uma única geração. Esse número parece inflacionado, mas o autor da lei, Gary Alejano, fez as contas: “Com mais de 12 milhões de alunos estudando na primeira série, aproximadamente 5 milhões na segunda e quase 500 mil nas faculdades anualmente, essa iniciativa garante pelo menos 175 milhões de novas árvores todos os anos”, disse o parlamentar.

Segundo Alejano, mesmo a mais pessimista das projeções ainda será uma verdadeira revolução ambiental: “Mesmo com uma medida de sobrevivência de apenas 10% das árvores plantadas, 525 milhões estarão disponíveis para o gozo dos jovens, antes mesmo que eles assumam a liderança no futuro.

As árvores serão selecionadas de acordo com cada localidade e deverão ser plantadas em florestas existentes, áreas protegidas, espaços militares, pontos de mineração e instalações urbanas, com o objetivo de conscientizar as gerações futuras e, principalmente, ajudar a salvar o planeta.

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*Fonte: contioutra

Derretimento de geleiras poderá fazer o nível do mar aumentar 38 cm até 2100

Se os humanos continuarem emitindo gases de efeito estufa no ritmo atual, o derretimento de geleiras poderá fazer o nível do mar aumentar 38 centímetros até 2100. Dessa forma, pesquisadores afirmam que algo precisa ser feito e rápido. Caso contrário, as consequências serão irreversíveis.

Já sabemos que os gases de efeito estufa emitidos pela atividade humana, como o dióxido de carbono, contribuem significativamente para as mudanças climáticas e o aquecimento do planeta Terra. Assim, à medida que as temperaturas se elevam, as geleiras se derretem.

Tudo irá depender de como lidaremos com as mudanças climáticas

De acordo com um novo estudo realizado por uma equipe internacional de mais de 60 cientistas, o derretimento de mantos de gelo irá alterar os níveis globais do mar. “Quando se trata de quanto o nível do mar aumentará no futuro, uma das maiores incertezas é como os mantos de gelo contribuirão para essas mudanças”, afirma Sophie Nowicki, da Universidade de Buffalo e líder do projeto. “E a contribuição dos mantos de gelo depende muito do que como o clima será afetado”, completa.

Segundo os resultados do estudo, se as emissões humanas de gases de efeito estufa continuarem no ritmo em que estão, o derretimento das camadas de gelo da Groenlândia e da Antártica contribuirão para o aumento de mais de 28 centímetros no nível global do mar. Dessa forma, os pesquisadores chegaram a esses resultados traçando uma média de crescimento entre 2015 e 2100.

Com altas emissões de carbono, apenas o derretimento da região Groenlândia contribuirá com 9 centímetros no aumento global do nível do mar. Caso autoridades tomem medidas, esse número será menor. Assim, os pesquisadores estimam que, ao invés de 9 centímetros, o aumento seja de 3 centímetros.

Essas previsões valem para os anos entre 2015 e 2100

Em todo caso, a perda do manto de gelo na Antártida é mais difícil de prever. Isso porque, embora as plataformas de gelo continuem a derreter no lado ocidental do continente, o Leste da Antártica pode realmente ganhar massa. Por isso, as previsões são incertas. Mas, a estimativa é que o nível do mar aumente entre 18 e 30 centímetros.

Vale lembrar que, essas previsões não levam em conta derretimentos de gelo recentes. “Levou mais de seis anos de encontros com cientistas de todo o mundo trabalhando em camadas de gelo, atmosfera e modelagem do oceano para reunir o grupo do estudo”, afirma Nowicki, que participou do estudo. “A razão de ter funcionado, é porque a comunidade polar é pequena. Estamos muito interessados ??em resolver esse problema do nível do mar no futuro. Precisamos saber esses números”, completa.

Nesse sentido, os pesquisadores continuam o trabalho. Em breve, eles esperaram entregar um relatório e previsões mais atualizadas para o futuro. Tendo como base o atual trabalho, o próximo deverá vir mais preciso com as previsões. Dessa forma, a ideia é que isso seja feito até 2022. Até lá, os pesquisadores acreditam que muito líderes mundiais tomarão decisões importantes para mudar as previsões. E claro, de forma positiva. Entretanto, nesse caso, muitos pesquisadores se mostram pouco esperançosos quanto a isso, uma que não é o que temos visto.

*Por Erik Ely

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Consumo Consciente: 5 escolhas cotidianas que combatem a Crise Climática

Que calor insuportável” ou “Inverno fora de época”. Cada vez mais essas e outras expressões ligadas às sensações térmicas têm se tornado comum no nosso cotidiano. Quem nunca parou para conversar com alguém sobre o clima? O que poucos notam é que algo tão costumeiro gira em torno de um assunto principal e muito importante em nossas vidas: as Mudanças Climáticas.

Por isso, no Dia do Consumo Consciente, neste 15 de outubro, o Instituto Akatu propõe uma reflexão sobre a Crise Climática, mostra como ela já é percebida em vários lugares do planeta e como cada pessoa pode ajudar a combatê-la a partir de suas escolhas de consumo.

A Crise Climática é causada pela forma como vivemos – nosso modo de produzir e consumir – e nos relacionamos com o meio ambiente. Se as ações humanas são responsáveis por 90% do aumento da temperatura observado entre 1951 e 2010, as escolhas individuais de cada um têm impacto nessa situação.

Cada vez mais o consumo consciente se torna ferramenta muito importante na discussão. Veja abaixo algumas escolhas que podem fazer a diferença:

1. Evite o desperdício de alimentos

Atente-se a estes dados: 8% das emissões de gases de efeito estufa do mundo hoje originam-se da perda ou do desperdício de alimentos. Se o desperdício de alimentos fosse um país, ele seria o 3º maior emissor de GEE do mundo, atrás somente dos Estados Unidos e da China.

Faça a sua parte planejando o cardápio e indo às compras com uma lista para levar para casa só o necessário. Adote o hábito de armazenar os ingredientes considerando a data de validade, para não correr o risco de perdê-los, e adote receitas que façam o uso integral de alimentos.

2. Compre um item novo só se for realmente necessário

Antes de decidir pela compra de um novo produto, reflita se você realmente precisa dele. Você também pode optar pelo conserto do item que possui ou, se for possível, pela compra de um de segunda mão, que não vai exigir novas emissões relacionadas à sua produção.

Para você ter uma ideia do impacto da produção de um item, veja este exemplo: a produção de um único par de calçados emite o equivalente às emissões para gerar energia suficiente para o funcionamento de 50 máquinas de lavar ao longo de um ano inteiro (considerando 8 ciclos por mês).

3. Apague as luzes ao deixar um ambiente

Adote o hábito de privilegiar a iluminação natural, de apagar as luzes ao sair de um local e de substituir lâmpadas fluorescentes comuns por LED, cujo consumo é cerca de 30% menor. Para facilitar a comparação, o consumo de energia de 2 lâmpadas fluorescentes comuns (de 10W cada) equivale ao consumo de 3 lâmpadas LED.


4. Reduza o consumo de carne bovina

Ao substituir a carne bovina por outra fonte proteica (frango ou leguminosas, como lentilhas, feijões, ervilhas e grão de bico) uma ou mais vezes por semana, você poupa as emissões de gases de efeito estufa relacionadas à produção da carne, combatendo a Crise Climática. Enquanto a produção de um 1kg de carne bovina emite 27 kgCO2e, a de 1kg de frango emite quase 4 vezes menos (6,9 kgCO2e) e a de 1kg de feijão, quase 14 vezes menos (2 kgCO2e).


5. Escolha meios de transporte com melhor impacto

No caso de percursos curtos, prefira caminhar: faz bem à saúde e é livre de emissões de GEE. Em percursos médios, tente usar meios de transporte que não dependam da queima de combustíveis, como as bicicletas e os patinetes. E quando o carro for necessário, prefira os movidos a combustíveis renováveis, se isso for uma opção.

Para você entender a diferença dessa escolha, saiba que modais movidos a combustível fóssil, como a gasolina, emitem cerca de 25% mais CO2 na atmosfera do que os que utilizam etanol produzido a partir da cana de açúcar.

A hora é agora!

O aumento das temperaturas máximas e mínimas são apenas alguns reflexos da Crise Climática. O encolhimento das geleiras, a elevação do nível dos oceanos e mares e o crescimento da temperatura dos oceanos com a maior concentração de CO2 também estão nessa lista. Então, é hora de refletir sobre como o aquecimento global se relaciona com o nosso modo de viver e responder: o que você tem feito para cuidar do clima?

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*Fonte: ciclovivo

Parque Nacional envia para casa de turistas lixo que eles deixaram no local

O Parque Nacional Khao Yai, na Tailândia está devolvendo o lixo que turistas “esqueceram” na unidade. O BangKok Tribune News, explica em sua página no Facebook que o Ministro do Meio Ambiente do país, Varawut Silpa-archa ameaçou entrar com uma ação judicial contra visitantes indisciplinados, os quais visitam os parques nacionais do país e deixam seu lixo para trás sem a coleta adequada.

A reportagem cita o caso de um pequeno grupo que alugou duas barracas de camping para passarem um final de semana no parque, no acampamento Pha Kluay Mak, mas deixou o parque devido a uma forte chuva. Os guardas da unidade encontraram garrafas plásticas, copos plásticos, embalagens de salgadinhos e outros tipos de lixo dentro das barracas alugadas (foto abaixo).

Ao saber do caso, o ministro instruiu os funcionários para que recolhessem o lixo e enviassem de volta aos proprietários dele por meio de um serviço postal (antes de entrar no parque, os visitantes deixam o endereço residencial e outros dados na administração). Os funcionários também registraram queixa na polícia, segundo o jornal.

“Lembre-se de que jogar lixo nos parques desordenadamente viola a lei dos parques nacionais e acarreta penalidades … Por favor, ajude a manter os locais limpos e comportados, pois a partir de agora vamos aplicar estritamente a lei contra os violadores.”, comentou.

O lixo deixado pelos visitantes causa vários problemas à vida selvagem, pois os animais comem os resíduos e morrem em conta das consequências da ingestão de plástico, por exemplo.

Em fotos publicadas no Facebook (acima), segundo o Bangkok Tribune, é possível conferir bilhetes dizendo “Você deixou algumas coisas no parque. Posso mandá-los de volta para você”. Ainda de acordo com a publicação, a decisão de convocar os infratores está com a polícia local.

 

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*Fonte: mochileiros

A Terra perdeu 28 trilhões de toneladas de gelo para o aquecimento global

Um grupo de cientistas britânicos descobriu que 28 trilhões de toneladas de gelo desapareceram da Terra por causa do aquecimento global.

Os resultados das pesquisas são o pior cenário possível delineados pelo Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Consequências do aquecimento global

Os cientistas analisaram imagens e dados de satélites de geleiras, montanhas e mantos de gelo entre 1994 e 2017. Com isso, identificaram o impacto do aquecimento global.

O artigo de revisão foi publicado na revista Cryosphere Discussions. Em consequência, esse grupo descreveu a perda de gelo como “impressionante”.

Ao mesmo tempo, eles descobriram que o derretimento das geleiras e dos mantos de gelo poderia fazer com que o nível do mar subisse drasticamente, podendo atingir um metro no final do século.

O professor Andy Shepherd, diretor do Centro de Modelagem e Observação Polar da Universidade de Leeds, disse ao The Guardian que “em contexto, cada centímetro de elevação do nível do mar significa que cerca de um milhão de pessoas serão deslocadas de suas terras natais baixas”.

Dramática perda de gelo

Continuamente, essa dramática perda de gelo pode ter outras consequências graves.

Nesse sentido, podem haver grandes perturbações para a saúde biológica das águas do Ártico e da Antártica e a redução da capacidade do planeta de refletir a radiação solar de volta ao espaço.

Os cientistas confirmaram que esses resultados correspondem às previsões do pior cenário possível do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

De acordo com Shepherd, ele deixou claro que antes os pesquisadores estudavam áreas individuais – como a Antártica ou a Groenlândia – onde o gelo está derretendo.

Mas agora é a primeira vez que o olhar é para todo o gelo que está desaparecendo do planeta.

Sob o mesmo ponto de vista, não pode haver dúvida de que a grande maioria da perda de gelo da Terra é consequência direta do aquecimento do clima, escreveu o grupo.

Um ponto sem retorno

Ainda mais, essas descobertas foram feitas uma semana depois que pesquisadores da Ohio State University identificaram que a camada de gelo da Groenlândia está em um ponto sem volta.

De acordo com os pesquisadores, a queda de neve que costuma repor as geleiras do país a cada ano não consegue mais acompanhar o ritmo do derretimento do gelo.

Logo, a camada de gelo da Groenlândia continuaria a perder gelo mesmo se as temperaturas globais parassem de subir.

Por enquanto, o manto de gelo da Groenlândia ainda é o segundo maior corpo de gelo do mundo.

Em um comunicado de imprensa, Michalea King, principal autora e pesquisadora do Byrd Polar and Climate Research Center da Ohio State University, relatou a descoberta que o gelo está se desfazendo no oceano e está ultrapassando em muito a neve que se acumula na superfície do manto de gelo.

De acordo com um estudo da NASA, a década de 2010 a 2019 foi a mais quente já registrada.

*Por Amanda dos Santos

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*Fonte: socientifica

Mundo perdeu 68% dos animais selvagens em menos de 50 anos, aponta WWF

Situação é mais alarmante em subregiões tropicais das Américas do Sul e Central, onde redução chega a 94%. Relatório mostra que diminuição da biodiversidade ameaça a segurança alimentar e pode levar a novas pandemias.

WWF rastreou mais de 4.000 espécies de vertebrados para o relatório.

O mundo perdeu mais de dois terços das populações de mamíferos, aves, anfíbios, répteis e peixes selvagens em menos de 50 anos, principalmente devido à atividade humana desenfreada, informou nesta quinta-feira (10/09) o Fundo Global para Natureza (WWF).

Os dados estão na 13ª edição do relatórioÍndice Planeta Vivo, lançado pelo WWF em todo o mundo e que aponta que o desmatamento crescente e a expansão agrícola são os principais responsáveis ​​pela queda de 68% das populações desses animais entre 1970 e 2016.

As regiões mais afetadas são subregiões tropicais das Américas do Sul e Central, onde a redução chega a alarmantes 94%. Para o relatório, o WWF rastreou mais de 4.000 espécies de vertebrados.

“A natureza está diminuindo globalmente a taxas sem precedentes em milhões de anos. A forma como produzimos e consumimos alimentos e energia e o flagrante desprezo pelo meio ambiente, enraizado no nosso modelo econômico atual, levou o mundo natural aos seus limites”, escreveu o diretor-geral da WWF, Marco Lambertini, no relatório.

Segundo o estudo, na América Latina e no Caribe, 51,2% da perda da biodiversidade se deve a mudanças no uso do solo, incluindo degradação e perda de habitat de vários animais. Essas mudanças, geralmente, são provocadas por agricultura insustentável, construção de infraestruturas, crescimento urbano e produção de energia e mineração. Para habitats de água doce, a fragmentação de rios e riachos e a retirada de água são ameaças constantes.

“A conclusão é clara, a natureza está se transformando e sendo destruída em uma velocidade sem precedentes na história, a um custo altíssimo para o bem-estar do planeta e da humanidade”, disse o diretor do WWF para a América Latina e Caribe, Roberto Troya .

O WWF alerta que “sem a biodiversidade do solo, os ecossistemas terrestres podem entrar em colapso, pois até 90% dos organismos vivos nesses ecossistemas, incluindo alguns polinizadores, passam parte de seu ciclo de vida nesses habitats.”

E, com a perda da biodiversidade, a segurança alimentar fica ameaçada. Muitas espécies e ecossistemas importantes para a alimentação e a agricultura estão em declínio e a diversidade genética dentro das espécies está diminuindo com frequência. A situação é grave pois esses ecossistemas contribuem para fornecer as condições necessárias para a produção de alimentos, por exemplo, regulando os fluxos de água e fornecendo proteção contra tempestades. Além disso, os ecossistemas abrigam polinizadores que permitem a reprodução de muitas espécies de culturas importantes, animais que protegem as culturas de pragas e reduzem a necessidade de agrotóxicos e micro-organismos e invertebrados que enriquecem os solos.

Pandemias mais frequentes

Outra alerta do WWF é que pandemias podem ser mais frequentes no futuro. Segundo o diretor-geral da WWF, a covid-19 é “uma manifestação clara” da ruptura na relação do homem com a natureza.

Embora as origens do novo coronavírus ainda permaneçam incertas, o relatório destaca que até 60% das doenças infecciosas atuais vêm de animais, e quase três quartos delas de animais selvagens. O estudo também pontua que metade de todas as novas doenças infecciosas emergentes de animais está ligada a mudanças no uso da terra, intensificação agrícola e indústria de alimentos.

A expansão agrícola e industrial em áreas naturais, muitas vezes, perturba os sistemas ecológicos que regulam o risco patogênico. Além disso, podem levar a um contato próximo entre a vida selvagem e as pessoas, aumentando a chance de uma doença se espalhar para os humanos.

Áreas intocadas

O relatório também destaca que 58% da superfície da Terra está sob intensa pressão humana. Desde 2000, 1,9 milhão de km², uma área do tamanho do México de terras ecologicamente intactas, foi perdida, a maioria nos campos tropicais e subtropicais, ecossistemas de savana e arbustos e florestas tropicais do sudeste asiático. Apenas 25% da área terrestre ainda pode ser considerada “selvagem”, a maior parte dela contida em um pequeno número de nações: Rússia, Canadá, Brasil e Austrália.

Além das espécies animais, há o risco crescente de extinção de espécies vegetais. Estima-se que uma em cada cinco (22%) está ameaçada de extinção, principalmente em áreas tropicais. O relatório também destaca que a Mata Atlântica no Brasil perdeu 87,6% da vegetação natural desde 1500, principalmente durante o século passado, o que levou à extinção de pelo menos dois anfíbios e deixou 46 espécies ameaçadas de extinção.

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*Fonte: dw

Nos EUA, terrenos abandonados são transformados em fazendas urbanas de abelhas que recuperam biodiversidade local

Abelhas cada vez mais presentes na cidade… Parece até coisa de filme (de terror), não? Pois não é! Pouca gente sabe, mas apesar de pequenas, as abelhas são consideradas importantíssimas para garantir o equilíbrio ambiental das regiões onde estão presentes. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), esses animais são responsáveis por pelo menos um terço da produção mundial de alimentos. Sem eles, não falta apenas mel, mas também o trabalho de polinização tão essencial para a reprodução e manutenção da variabilidade genética das plantas e do equilíbrio da biodiversidade.

Pensando nisso (e procurando ajudar a combater a extinção de abelhas que assola o mundo), o casal Timothy Paule e Nicole Lindsey, criou a Hives Detroit (Colmeias de Detroit, em português), uma organização sem fins lucrativos que pretende conservar a vida das abelhas transformando lotes urbanos abandonados da cidade norte-americana em fazendas comunitárias de abelhas.

Até agora o casal aplicou o projeto em um lote abandonado, localizado no leste de Detroit, que foi transformado em um espaço com horta e três colmeias. O lugar, que antes era usado como depósito de lixo, hoje é muito mais verde, sobrevoado por milhares de abelhas e o xodó dos vizinhos.

Em entrevista ao HuffPost, Paule e Lindsey contam que sua fascinação por abelhas começou por conta de um resfriado persistente que tiveram e que só foi curado com mel. Foram, então, fazer cursos de apicultura e descobriram os inúmeros benefícios que esse animal garante às cidades. Todo o conhecimento que adquiriram é transmitido aos cidadãos: a Hives Detroit faz palestras em escolas para ensinar jovens e crianças e oferece visitação gratuita à sua primeira fazendo urbana de abelhas para que a população conheça seu trabalho.

Mais do que isso: a entidade fornece mel para mercados locais e também para um abrigo que recebe pessoas em situação de rua, além de comercializar seus produtos apícolas para quem quiser comprar e usar e abusar de suas propriedades medicinais. Curtiu? Curitiba também tem um projeto semelhante, como já contamos aqui no The Greenest Post. Por cidades com mais abelhas!

Assista, abaixo, vídeo sobre a iniciativa Hives Detroit.

*Por Mattheus Goto / Fonte: thegreenestpost

Professor cria churrasqueira movida a energia solar 24 horas. Uma alternativa limpa

Quando se trata de escolher eletrodomésticos, sempre há o dilema de nos escolher com base no preço, qualidade, formato, tamanho, etc., mas acho que muito raramente nos preocupamos que essas coisas sejam ecológicas, especialmente se forem grelhados ou churrascos.

Embora existam atualmente várias opções de cozimento amigáveis ​​ao ar usando tecnologia de energia solar, não vimos uma opção que pudesse armazenar calor por tempos de cozimento mais longos ou temperaturas mais altas até agora. Bem, agora chegou Wilson Solar Grill.

A nova tecnologia solar desenvolvida pelo professor do MIT David Wilson pode fazer com que os churrascos solares se tornem os mais vendidos no mercado em breve. Sua maior virtude é poder cozinhar 24 horas por dia com energia solar acumulada.

A diferença que Wilson postula é abandonar a churrasqueira a carvão tradicional e oferecer uma opção de cozinha limpa, ecologicamente correta e socialmente sustentável no mundo em desenvolvimento já afetado pela forte poluição do ar.

Como funciona? Graças ao armazenamento de calor latente, a nova grelha permite tempos de cozimento estendidos, cria temperaturas mais altas e reduz o problema do sol intermitente. Desta forma, esta invenção alcançaria temperaturas de cozimento de 450F e oferece até 25 horas de tempo de cozimento.

Em relação à alta poluição causada pelos grelhadores convencionais, Wilson garante que esta invenção será muito útil para os países em desenvolvimento que dependem da lenha para cozinhar seus alimentos, pois esse estilo de cozinhar é o que causa a maior parte dos doenças respiratórias, bem como aumentam a taxa de desmatamento.

Como muitos de nós sabemos, churrasqueiras ou churrasqueiras de madeira, lascas, carvão ou propano contribuem para a má qualidade do ar, mas agora, graças ao Wilson Solar Grill, temos a chance de pensar em uma alternativa mais verde.

Claro, sabemos que para os que amam o cheiro do carvão, dificilmente entenderão este novo conceito que funciona a partir do calor solar, porém é hora de ver as novas possibilidades com novos olhos e nos guiar para os novos tempos, onde a ecologia e nosso planeta são cruciais.

Atualmente esse design ainda não está à venda, mas de acordo com o professor Wilson, ele espera que seja lançado em breve e garante que essa opção será tão popular nas vendas quanto qualquer grelha convencional.

Pronto para mudar por um mundo mais limpo?

Texto originalmente publicado no UPSOCL, livremente traduzido e adaptado pela equipe da Revista Bem Saber Viver Mais

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*Fonte: sabervivermais

Gerador eólico sem hélices começa a ser testado

Em 2016, o CicloVivo falou sobre uma inovadora “turbina” eólica sem pás, engrenagens ou eixos. A tecnologia saiu da promessa e começou a ser testada industrialmente, ainda que esteja longe de chegar à venda comercial.

Batizado de Vortex, o modelo é de um cilindro fixo verticalmente que oscila com a força do vento. É pela vibração que a energia é captada, diferente dos equipamentos comuns em que as pás fazem girar o rotor que transmite a rotação ao gerador. “Não é na verdade uma turbina, pois não gira”, afirma a startup espanhola Vortex Bladeless, responsável pela criação. Na base da estrutura, há um alternador que converte o movimento em eletricidade.

A tecnologia da Vortex é baseada no fenômeno chamado Derramamento de vórtice, que integra o campo da física que estuda o efeito de forças em fluidos. “Na mecânica dos fluidos, à medida que o vento passa por um corpo contundente, o fluxo é modificado e gera um padrão cíclico de vórtices. Uma vez que a frequência dessas forças está próxima o suficiente da frequência estrutural do corpo, este último começa a oscilar e entra em ressonância com o vento. Isso também é conhecido como vibração induzida por vórtice”, explica a startup.
Benefícios

Apesar de sua capacidade de vibração, o cilindro é rígido e projetado para alcançar o desempenho máximo na captação energética. É capaz de se adaptar muito rapidamente às mudanças de direção do vento e aos fluxos de ar turbulentos dos ambientes urbanos. Este fato pode ser interessante para a popularização da energia eólica doméstica.

Os testes sugerem que os dispositivos podem gerar eletricidade cerca de 30% mais barata que as turbinas eólicas convencionais. Entram nesta conta o baixo custo de instalação e manutenção, além de valores potencialmente mais baixos de material e fabricação. Em entrevista à emissora Al Jazeera, David Yáñez, co-fundador da startup, garantiu que sua alternativa para captar energia dos eventos é mais barata, exige baixa manutenção e pode durar mais de 15 ou 20 anos.

Também é mais silenciosa, tem menos impacto visual e causa menos danos aos pássaros -, uma reclamação comum às turbinas tradicionais. Outro ponto positivo fica por conta da ocupação de espaço, uma vez que os geradores podem ser instalados em uma pequena área útil, inclusive, mais próximos uns dos outros.

“Esperamos oferecer às pessoas a possibilidade de colher o vento que passa sobre seus telhados ou através de jardins e parques com dispositivos mais baratos de instalar e mais fáceis de manter do que as turbinas eólicas convencionais”, diz Yáñez.

Financiamento

Para o projeto sair do papel, recebeu o financiamento do “Horizonte 2020”, um programa de Pesquisa e Inovação da União Europeia. Agora está concluindo os testes de 100 dispositivos pré-comerciais e planeja começar o teste beta de seu menor dispositivo: o Vortex Nano de 85 cm de altura. A ideia é apostar em aplicações de baixa potência em combinação com energia solar.

Já em relação ao lançamento no mercado para o consumidor final, a startup afirma que precisará de mais testes e certificações, mas que em breve haverá pilotos públicos na Espanha.

A Vortex Bladeless ainda afirma que, em características e custo-benefício, seus geradores eólicos são mais semelhantes aos painéis solares do que às turbinas eólicas comuns.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Admirar a natureza é essencial para felicidade, diz pesquisa

Talvez você já tenha experienciado ao chegar no topo de uma montanha e perceber lá de cima o quão pequeno é diante de tanta beleza e magnitude ou quando observava o céu estrelado, imaginando a vastidão de planetas, estrelas e galáxias sem fim. Talvez tenha sido durante o dia a dia, dentro de um ônibus lotado, quando viu alguém ceder o lugar pra outra pessoa.

Esse sentimento se chama “admiração” e alguns psicólogos chegaram a conclusão que ele desempenha um papel importante no fortalecimento da nossa felicidade, saúde e interações sociais – e pode ter desempenhado também um papel importante no desenvolvimento da espécie humana.

Um estudo realizado em 2018 por Amie Gordon, principal pesquisadora do Laboratório de Emoção, Saúde e Psicofisiologia da Universidade da Califórnia-San Francisco e Jennifer Stellar, professora assistente do Departamento de Psicologia da Universidade de Toronto descobriu que indivíduos que relataram sentir admiração com mais frequência em suas vidas diárias foram classificados como mais humildes por seus amigos.

Uma importante distinção entre a admiração e outras emoções (como a inspiração ou surpresa) é que a admiração nos faz sentir menores – ou talvez sentimos uma sensação de “auto-diminuição” e isso é bom para nós, explica Stellar.

“Gastamos muito do nosso tempo olhando para nosso próprio umbigo e para o que está nos afetando diretamente. A experiência do admirar muda isso, nós faz enxergar que somos apenas um pequeno pedaço de algo maior.”

Sentir-se pequeno diante de algo grandioso nos traz um certo sentimento de “humilhação” (diminuindo assim tendências egoístas, como a arrogância e o narcisismo). Sentir-se pequeno e “humilhado” nos faz querer nos envolver mais e nos sentir mais conectados aos outros, acrescenta Gordon.

A admiração pode ajudar a proteger a saúde física

Outra pesquisa da equipe de Stellar e Gordon descobriu que as pessoas que relataram sentir mais admiração também pareciam ter melhor saúde imunológica. Em um grupo de 94 estudantes, aqueles que relataram mais regularmente sentir emoções mais positivas do que emoções negativas apresentaram níveis mais baixos de citocinas pró-inflamatórias crônicas.
As citocinas pró-inflamatórias podem ser úteis em certos cenários, se o corpo estiver lesionado ou doente, mas níveis cronicamente elevados dessas moléculas foram associados a várias condições crônicas, como diabetes, doenças cardíacas e depressão.

Como experimentar mais admiração no dia a dia

Não existe uma fórmula perfeita para experimentar a admiração (até porque ela é diferente para todos), mas há algumas coisas que você pode fazer para ajudá-lo a encontra-lá mais frequentemente:

1.Tenha mais contato com a natureza
Pesquisas mostram que as pessoas classificam consistentemente a natureza como uma das principais maneiras pelas quais experimentam admiração, diz Gordon. Faça mais trilhas, tente chegar a um lugar onde você possa obter uma visão ampla do seu ambiente (como escalar uma montanha ou até mesmo chegar ao andar superior de um edifício alto), diz ela. Ou simplesmente dê um passeio em qualquer ambiente natural que esteja ao seu redor e tente procurar por algo que você nunca viu antes, diz.

2. Saia da sua zona de conforto
A novidade é uma grande parte da admiração. Visite algum lugar em sua cidade ou viaje para uma cidade que você nunca esteve. Tente algo Novo. Leia sobre alguém que você não conhece muito ou uma biografia de alguém que o inspira, sugere Gordon.

3. Ouse mais
Claro, você pode experimentar o sentimento de admiração assistindo um filme que mostra a montanha mais alta do mundo ou ouvindo gravação de uma sinfonia. Mas esses encontros provavelmente são bem menos intensos em comparação com a magnitude do que você sentiria se tivesse tido essas experiências na vida real, afirma Anderson. “Em seu smartphone nunca será tão intenso quanto estar lá pessoalmente.”

4. Tenha uma mente aberta
Parte da experiência de admiração é aquela sensação de pequenez que faz com que você se redimensione – ou se vê em uma luz diferente, diz Beau Lotto, PhD , um neurocientista e fundador do laboratório de pesquisa experimental, o Lab of Misfits .
Recentemente, Lotto e seus colegas fizeram uma parceria com o Cirque du Soleil Entertainment Group para observar como as performances ao vivo da empresa provocam admiração e como ela muda a atividade cerebral de quem as assiste.

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*Fonte: mochileiros

Físicos teóricos preveem colapso da humanidade em 40 anos

A humanidade como a conhecemos pode ter menos de 40 anos restantes, caso não haja uma mudança drástica nos padrões de consumo e preservação do meio-ambiente. A conclusão está em uma pesquisa que prevê um colapso total da nossa sociedade devido à combinação de fatores como a destruição das florestas, o crescimento populacional e o ritmo acelerado de consumo de recursos naturais.

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O estudo dos físicos teóricos Gerardo Aquino e Mauro Bologna saiu na revista Nature Scientific Reports e não vê alternativa que não envolva uma mudança drástica, dramática e imediata nos padrões de consumo atuais e nas políticas de proteção do meio-ambiente. De acordo com eles, o principal motivador do colapso será a destruição das florestas, cuja ausência fará com que a Terra não mais seja capaz de sustentar o tamanho da humanidade.

Na visão dos especialistas, o ritmo atual de destruição das matas deve levar ao desaparecimento completo das florestas entre 100 a 200 anos no futuro. Entretanto, muito antes disso, os sistemas de suporte de vida no planeta devem receber o impacto da redução da natureza em termos de produção de oxigênio, reservas de carbono, regulação do ciclo hídrico e conservação do solo. Esse processo também levaria à extinção de espécies e mudanças ambientais que reduziriam a quantidade de comida disponível, daí a ideia de que temos poucas décadas de estimativa para a nossa própria sobrevivência.

“Não é realista imaginar que a sociedade humana só será afetada quando a última árvore for cortada”, afirma o estudo. De acordo com os autores, também é improvável a sobrevivência humana diante das condições atuais, que reduziram a extensão das florestas de 60 milhões de quilômetros quadrados, há 200 anos, para 40 milhões de quilômetros quadrados hoje.

Ápice evolutivo

Um avanço tecnológico magnífico poderia mudar um pouco o cenário, mas novamente, os especialistas enxergam como improvável a relação entre o tempo que nos resta e o necessário para desenvolver tais sistemas. Entra em jogo aqui, também, uma contradição, já que na visão dos especialistas, essa mesma evolução também leva a um maior consumo de recursos naturais, com a diferença de que eles são usados de maneira otimizada.

Sem uma mudança drástica nos padrões de consumo e exploração ambiental, aliada a medidas de controle populacional, apenas a chamada Esfera Dyson poderia ser a solução — um conceito que, quando lido rapidamente, soa como algo saído de um filme de ficção científica. O conceito fala sobre uma megaestrutura que seria construída ao redor do Sol para acumular a energia produzida por ele, uma quantidade tão absurda que substituiria completamente qualquer necessidade de produção adicional.

Essa seria a conclusão direta da escala Kardashev, uma medida desenvolvida pelo astrônomo russo Nikolai Kardeshev em 1964, que associa o nível de avanço tecnológico de uma civilização de acordo com a quantidade de energia que ela consegue produzir. E na visão do teórico, se uma sociedade é capaz de acumular completamente a produção de sua estrela, ela transcende as limitações do próprio planeta. Algo que, como dá para imaginar, a humanidade ainda está bem longe de alcançar.

Na visão de Aquino e Bologna, o mais provável é que a humanidade não esteja viva para testemunhar tamanho avanço tecnológico, pois as chances de um colapso são 90% maiores que as de sobrevivência. Mesmo a mudança completa citada pelos físicos não será suficiente para reverter a situação, mas sim, dará tempo o bastante para que esse patamar seja alcançado.

A fala dos dois, entretanto, soa quase utópica: “uma redefinição em nosso modelo de sociedade de forma que privilegie o interesse do ecossistema sobre o interesse individual dos habitantes”. Essa, no final, acaba sendo a maior esperança atual caso a teoria dos especialistas esteja correta.

*Por Felipe Demartini / Fonte: Vice, Nature

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*Fonte: canaltech

Pesquisadora canadense prova que árvores podem se comunicar

Durante anos os pesquisadores da área de ecologia da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, têm estudado o comportamento das árvores. Entre as descobertas está a comprovação de que as árvores conseguem se comunicar entre si, assim como ocorre com outros seres vivos, mesmo que inanimados.

De acordo com a ecologista florestal Suzanne Simard, as plantas interagem entre si e se comunicam através de uma rede subterrânea de fungos que interliga as plantas em um ecossistema. Através desta simbiose, as plantas conseguem colaborar com o desenvolvimento e crescimento mútuo, ajudam as diferentes exemplares a florescerem.

A descoberta veio a partir da observação das pequenas teias brancas e amarelas de origem fúngica identificadas no solo das florestas. Em entrevista ao site Ecology.com, Suzanne explicou o que os cientistas conseguiram descobrir a partir das análises microscópicas. Segundo ela, os fungos estão conectados às raízes das árvores. A partir desta ligação, as árvores conseguem trocar carbono, água e nutrientes, conforme suas necessidades. “As grandes árvores fornecem subsídios para as mais jovens através desta rede fúngica. Sem esta ajuda, a maioria das mudas não se desenvolveria”, explicou a cientista.

As árvores mais antigas, já desenvolvidas e de grande porte, são consideradas “árvores-mães”. São elas que gerenciam os recursos de uma comunidade vegetal, através dos fios de fungos. Essa conexão é tão forte que, conforme pesquisas da equipe de Simard, quando uma árvore deste porte é cortada, a taxa de sobrevivência dos membros mais jovens da floresta é reduzida drasticamente. A ligação chega a ser comparada à sinapse dos neurônios humanos.

Esta descoberta pode mudar a forma como enxergamos e lidamos com as questões florestais.

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*Fonte: ciclovivo

Para prevenir novas pandemias é preciso investir na natureza

Economia mundial registra 2,6 trilhões de dólares gastos com o combate à Covid-19. Combater o desmatamento e o tráfico de animais silvestres são as medidas essenciais.

Um estudo publicado na revista científica Science, em julho, sobre o impacto da pandemia do novo coronavírus na economia mundial, reafirma a necessidade de combatermos o tráfico de animais silvestres (ou selvagens). Segundo os pesquisadores, se quisermos impedir o surgimento de novas zoonozes é necessário também controlar o desmatamento das florestas tropicais.

O artigo avalia quanto nos custa não investir em ações ecológicas. “Atualmente, investimos relativamente pouco na prevenção do desmatamento e na regulamentação do comércio de animais silvestres”. O estudo mostra que que os custos associados ao combate à Covid-19 por países e empresas em esforços preventivos “seriam substancialmente inferiores aos custos econômicos e de mortalidade”.

As regiões bordas (fronteiras) das florestas tropicais são potenciais territórios para o surgimento de novas doenças transmitidas ao homem por animais. E quanto mais desmatamos e retiramos a fauna silvestre de seu habitat natural e invadimos seus territórios, mas estaremos expostos. Segundo os autores, nas regiões onde 25% ou mais da vegetação original foi queimada ou desmatada, o risco de novos focos de transmissão por vírus aumenta. A redução destes índices é fundamental para evitar este ciclo.

Os pesquisadores acreditam que o desenvolvimento desordenado dos centros urbanos, a migração, a guerra, a monocultura de animais e, também, agrícola levaram ao surgimento do que chamam de “transbordamento” de novos vírus. A taxa de transmissão de uma zoonose depende da densidade de seres humanos e animais domésticos em ambientes não urbanos ou rurais. Quanto mais construirmos e nos desenvolvemos a partir de um sistema não ecologicamente sustentado, mais aumentamos o risco de colapsos ambientais, econômicos e sociais como o que estamos assistindo com a pandemia.

Investir para prevenir
Os dados apresentados no periódico revelam que seriam necessários 22 bilhões de dólares para preservar o ambiente no planeta. Parece um valor muito alto, mas ainda assim é bem menor do que os 2,6 trilhões de dólares que já foram perdidos pela economia mundial no combate à Covid-19, que já tirou a vida de quase 700 mil pessoas, até o momento.
Os pesquisadores dizem que adiar uma estratégia global para reduzir o risco de pandemia levará a humanidade a gastos crescentes contínuos. E pedem para que fundos dos países para a recuperação da economia pós-pandemia reservem recursos suficientes para desenvolver estratégias que incluam o combate ao desmatamento e ao tráfico de animais para evitar novos desastres sanitários e humanos como o que estamos vivendo.

*Por Manuella Soares

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*Fonte: animalcare

Ausência de abelhas ameaça produção na agricultura

A ausência de abelhas em áreas rurais limita a produção de culturas agrícolas. É o que aponta um estudo recente realizado nos Estados Unidos que alerta para o fato de que o declínio da população de polinizadoras trará graves impactos à segurança alimentar no mundo.

Espécies selvagens de abelhas estão sofrendo com a falta de habitat e floração natural, o uso de agrotóxicos e pesticidas e com as variações de temperatura provocadas pela mudança climática. Abelhas criadas em apiários podem contar com alguma proteção, mas também são ameaçadas pelos mesmos fatores, além de doenças.

Pesquisadores temem que cerca de três quartos das culturas agrícolas podem ser afetados com a ausência destes insetos e os novos estudos mostram que este medo se justifica.

Efeito na produtividade

Um total de 131 plantações foram pesquisadas nos Estados Unidos, Canadá e Suécia. Das 7 culturas estudadas nos Estados Unidos, 5 apresentaram impactos negativos na produção com o declínio da população de abelhas.

“As plantações com mais abelhas tiveram uma produção significativamente maior”, garante Rachael Winfree, ecologista e especialista em polinizadores na Universidade de Rutgers e autora do artigo publicado sobre o tema na Royal Society. “Foi uma surpresa, não esperava que houvesse um limite tão grande”.

Abelhas selvagens são polinizadoras mais eficientes

Entre as descobertas do estudo está o fato de que as abelhas selvagens contribuem mais do que o esperado na polinização de culturas agrícolas, apesar destas não serem as plantas que originalmente as atrai. As abelhas selvagens são melhores polinizadoras do que as criadas em apiários, mas os pesquisadores descobriram que muitas destas espécies estão em perigo.

A mamangaba por exemplo foi a primeira espécie a ser declarada ameaçada de extinção nos Estados Unidos em 2017 depois de ter a sua população reduzida em 87% nas últimas duas décadas.

Monocultura e agrotóxicos

Nos Estado Unidos é possível encontrar tendências que se reproduzem em todo o mundo: a agricultura precisa produzir quantidades cada vez maiores de alimento para alimentar a população global, o que leva a monocultura, corte de flores nativas e uso de agrotóxicos, o que prejudica a população de abelhas que faria justamente a polinização destas culturas agrícolas.

De acordo com a Organização Americana de Alimentação e Agricultura, a produção agrícola do país depende de insetos e polinizadores, que tiveram um declínio de 300% em suas populações nos últimos 50 anos. O déficit de polinização pode tornar algumas frutas e vegetais uma artigo raro, e cada vez mais caro, levando a sérias deficiências na dieta da população.

Outros alimentos, como arroz, trigo e milho não seriam afetados uma vez que suas plantações são polinizadas pelo vento.

Ação urgente

“As abelhas produtoras de mel são mais frágeis do que eram no passado e a população de abelhas selvagens está em declínio, numa velocidade alta”, diz Winfree. “A agricultura está cada vez mais intensiva e cada vez temos menos abelhas, o que fará com que a polinização em algum momento seja bastante limitada. Mesmo que as abelhas não estivessem ficando mais frágeis, é muito arriscado acreditar que possamos contar com apenas uma ou duas espécies de abelha para esta função”.

A cientista aponta para um risco relevante. “É previsível que as únicas espécies restantes nos campos de monocultura serão alvo fácil para doenças e predadores. O estudo mostra que os agricultores precisam otimizar a polinização com a diversificação de plantações, além da atenção às quantidades e tipos de agrotóxicos usados”.

Para ela, nossa segurança alimentar está ameaçada. “Ainda não chegamos a uma situação irreversível, mas essa é a tendência se nada mudar. De acordo com o estudo, não é um problema que vamos enfrentar em 10 ou 20 anos, já está acontecendo”.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Argentinos criam madeira feita de resíduos plásticos que vai evitar o corte de 1,5 milhão de árvores

O mundo precisaria plantar cerca de 1,3 trilhão de árvores para conter os efeitos do aquecimento global, mas, ao mesmo tempo, as atividades industriais cortam milhares de exemplares todos os anos. Foi pensando nisso que 3 empresários de Mendoza, na Argentina, criaram uma maneira de transformar resíduos plásticos em madeira e ainda evitar o corte de mais de 1,5 milhão de árvores.

A iniciativa busca reciclar resíduos plásticos, como frascos de shampoo, refrigerantes e outras embalagens, para transformá-los em postes e mesas sem a necessidade da derrubada de árvores. O projeto Madera Plástica Mendoza nasceu em 2017, quando os amigos Carlos Arce, Leonardo Cano e Pío De Amoriza decidiram montar uma fábrica de postes e mesas ecológicas na cidade de Junín.

Com o passar do tempo, os postes ecológicos tornaram-se uma excelente alternativa para os produtores de vinho da região. O principal objetivo desses empreendedores é substituir os 5 milhões de postes de madeira equivalentes a 1,5 milhão de árvores cortadas por ano usadas em Mendoza, região vinícola importante do país.

Segundo eles, em cada poste reciclado são recuperados mais de 10 quilos de resíduos plásticos, o que representa cerca de 6.000 quilos de lixo desse material por hectare, o que impede o corte de mais de 300 árvores. Em busca de um mundo melhor, os amigos venderam tudo o que tinham para poder investir na empresa e, posteriormente iniciaram uma rede de coleta de resíduos plásticos com a colaboração de recuperadores urbanos, além de diferentes empresas agrícolas.

Além de feitos 100% de materiais reciclados e produzidos sem o uso de água, os postes são resistentes a todos os tipos de ambiente, umidade, insetos e produtos químicos, podendo ser um grande aliado das vinícolas e do planeta!

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*Fonte: agrandeartedeserfeliz

Técnica transforma areia do deserto em solo fértil para plantio

A empresa Desert Control, fundada pelo cientista norueguês Kristian Olesen, desenvolveu uma tecnologia chamada Liquid Nano Clay (LNC) que combina nanopartículas de argila e água e as transformam em um novo componente. O produto permite que até mesmo o solo árido do deserto se transforme em um local propício para plantio.

A areia do deserto tem baixa capacidade de retenção de líquido, o que impossibilita o cultivo da maioria dos alimentos. Quando misturado à areia do deserto, o LNC permite que o solo arenoso passe a reter água, tornando o deserto em um solo fértil.

O processo de transformação do solo árido em fértil é bem simples e feita diretamente no local. O componente é aplicado no sistema de irrigação comum ao longo da área afetada. O solo com o componente retêm a água como uma esponja, criando uma camada de 40 a 60 cm de terra fértil.

O processo de transformar um solo arenoso em um solo fértil leva cerca de 15 anos, já com o produto, isso pode ser possível em apenas 7 horas. Uma aplicação do LNC dura até cinco anos.

Testes no deserto

A metodologia já foi testada em 2005 em uma fazenda no deserto dos Emirados Árabes, uma região que fica necessita três vezes mais água para o processo de irrigação comparado a lugares de clima temperado. A economia no consumo de água apontada pelos testes foi de 50%, o que garante o dobro da área de plantio com a mesma quantidade do líquido.

Toda a água utilizada no deserto precisa ser comprada e transportada até o local. Por isso, ter acesso a uma técnica que maximize seu consumo sem aumentar os gastos é essencial. Esse sistema também possibilita o cultivo de variados tipos de alimentos, mesmo no deserto, outro benefício a ser levado em conta, principalmente nos Emirados Árabes, que importa 80% dos alimentos consumidos no país.

O custo da tecnologia, no entanto, ainda é bastante caro. Um hectare tratado com essa técnica custa pelo menos USD$ 1.800,00 dólares americanos. A ideia da Desert Control é vender inicialmente a argila líquida para governos regionais para depois expandir para o público consumidor.

Confira o vídeo do projeto feito pela organização WWF (em inglês):

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*Por Emily Santos / Fonte: ciclovivo

 

Coca Cola e a Danone estão produzindo garrafas à base de plantas que se degradam em apenas um ano

O lixo plástico produzido todos os anos em todo o mundo é um dos principais responsáveis pelo grande problema ambiental envolvendo o descarte de lixo. Visando isso, a Coca-Cola e a Carlsberg, em parceria com a empresa Avantium estão produzindo uma alternativa sustentável e biodegradável para todos nós.

O novo material plástico desenvolvido é feito de açúcar de milho, trigo e beterraba e se decompõe em apenas um ano, muito menos prejudicial que os 200 anos de um plástico comum.

“Esse plástico tem credenciais de sustentabilidade muito atraentes porque não usa combustíveis fósseis e pode ser reciclado – mas também se degradaria na natureza muito mais rapidamente do que os plásticos normais”, disse o diretor executivo da Avantium, Tom Van Aken, ao The Guardian.

Em 1950, uma população global de 2,5 bilhões produzia aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de plástico. No entanto, em 2016, uma população de mais de sete bilhões produziu mais de 320 milhões de toneladas de plástico. Espera-se que esse número continue crescendo e dobrará até 2034. Infelizmente essa realidade é crescente e constante e essa nova opção vem como uma luz para esse grande problema ambiental.

Espera-se que as bebidas nessas garrafas cheguem às prateleiras até 2023: “A inovação leva tempo e continuaremos a colaborar com os principais especialistas para superar os desafios técnicos remanescentes, assim como fizemos com o nosso Snap Pack de redução de plástico”

*Por Mariana Marques

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*Fonte: revistacarpediem