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Empresa transforma plástico reciclado em tijolo para construção de casas

Cada vez mais, a bioconstrução começa a chamar a atenção dentro do setor de construção civil. E no que depender da indústria italiana Presanella Building System, este novo ramo tem tudo para crescer ainda mais e se consolidar como uma das frentes da área de construção num futuro bem próximo.

Isto porque a empresa apresentou uma nova solução que promete revolucionar as atividades do setor, através da coleta e transformação de plástico reciclado em tijolo para construção de casas. Isso mesmo, de acordo com os italianos, os novos modelos de tijolo são fabricados com resíduos plásticos que seriam descartados e então são processados para serem utilizados em projetos arquitetônicos.

Segundo a empresa, o novo produto permite que a construção seja concluída em um período de tempo muito menor, além de ter um custo de aquisição mais em conta que os materiais convencionais. Vale também destacar os benefícios sustentáveis do novo tijolo para o setor, já que a construção civil é reconhecidamente um dos maiores responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa.

Com base nos primeiros projetos erguidos com o tijolo da Presanella, um imóvel de 80m² é capaz de reciclar cerca de 2.500 kg de resíduos plásticos, o que proporcionalmente pode resultar em grandes ações de reaproveitamento de materiais. Além disso, o material plástico permite maior facilidade no transporte e armazenamento, otimizando ainda mais todo o processo.

Tendo sua produção já consolidada pela indústria italiana, o novo tijolo chega agora ao mercado do Brasil, através da importação do material, que é fabricado no Paraguai e distribuído para toda América Latina. Inclusive, a empresa afirma que já iniciou suas primeiras ações em território nacional.

Além dos tijolos, a nova tecnologia produz outros componentes usados pelo setor, como cofragens (moldes de madeira para moldagem e solidificação de concreto), peças e vigas para sustentação do telhado. A Presanella explica que o produto não pode ser comercializado de maneira  avulsa, apenas como parte do projeto completo.

 

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*Fonte: pensamentoverde


Máquina que troca garrafa vazia de cerveja por desconto chegará a mais 500 supermercados

A cervejaria Ambev acaba de investir R$ 1,5 milhão no desenvolvimento de uma máquina própria de coleta de garrafas retornáveis, o que vai facilitar ainda mais a troca desses vasilhames para os consumidores. O investimento na tecnologia, que antes era importada, vai gerar uma economia de até 70% nos custos logísticos dessa operação. Hoje, a companhia já conta com cerca de 900 equipamentos em supermercados de todo o país. Até o final de 2017, mais 500 máquinas estarão disponíveis nas principais capitais do Brasil.

As máquinas de coleta permitem a troca das garrafas de vidro de maneira simples e prática: depois de comprar o primeiro vasilhame, o consumidor só precisa levar o casco vazio até a máquina e, assim, retirar um ticket de desconto para a compra de um outro retornável. A economia com essas garrafas pode chegar até 30%, já que, após a primeira compra, o cliente não paga por uma nova embalagem. Ou seja, com a retornável o consumidor economiza no preço da cerveja e ainda gera menos impacto no meio ambiente.

A Ambev também investiu no desenvolvimento de uma cesta, para facilitar o transporte durante a troca dos vasilhames. A ideia surgiu depois de uma pesquisa encomendada pela cervejaria indicar que dentre os consumidores que ainda não optam pela garrafa retornável no supermercado, 35% pontuam justamente a dificuldade na hora do transporte. A cesta ajuda o consumidor a reunir os seus cascos, trocar na máquina e levar novas cervejas para casa de um jeito ainda mais fácil. Os consumidores poderão adquirir suas cestinhas em grandes redes varejistas.

Essa mesma pesquisa mostrou ainda que 70% dos entrevistados já perceberam que as retornáveis são a opção mais barata e 21% consome esse tipo de vasilhame por enxergar suas vantagens sustentáveis. Esse resultado mostra que a ampliação da oferta de garrafas de vidro retornáveis é uma estratégia que tem dado certo.

No ano passado, a venda de cervejas da Ambev nessas embalagens cresceu 64% nos supermercados. Hoje, uma em cada quatro garrafas comercializadas pela cervejaria neste canal já é retornável. Por isso, a companhia está investindo em processos que facilitem a troca e o transporte desses vasilhames e também na ampliação de seu portfólio, com a aposta nas minirretornáveis, as garrafinhas de 300 ml. Esse formato, que já contava com as marcas Skol, Brahma e Antarctica, ganhou agora mais um reforço: o consumidor já pode encontrar nos supermercados a nova Bohemia na versão mini.

 

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*Fonte: ciclovivo

 


Couro ecológico feito com restos de vinho ganha prêmio internacional

Um couro ecológico, feito restos de uva deixados da vinificação, foi um dos vencedores este mês do prêmio Global Change Award da Fundação H & M, em Estocolmo, na Suécia.
A novidade, que dispensa a morte de animais para fabricação de couro, foi criada na Itália e ganhou mais de 1 milhão de euros pelo primeiro prêmio. O couro é processado sem produtos químicos e ainda reduz o desperdício dos restos do vinho.
O nome do novo material é Wineleather. Ele foi criado por Gianpiero Tessitore e Francesco Merlino, em colaboração com Rossella e Valentina Longobardo.

“Criamos e patenteamos um processo de fabricação inovador que transforma as fibras e os óleos vegetais presentes no bagaço de uva em um material ecológico com as mesmas características funcionais, estéticas e sensoriais do couro”, explicou Tessitore, fundador da Vegea srl e inventor do Wineleather.

O couro ecológico pode ser empregado em vários setores, desde a moda e design até na área automotiva.
E a Itália poderá nadar de braçada porque produz 18% do vinho anual do mundo e tem muito resíduo para ser utilizado na ideia.

O prêmio

O Global Change Award acaba de celebrar a sua segunda edição.
O prêmio selecciona anualmente cinco projectos profundamente inovadores, e dá uma subvenção total de 1 milhão de euros, mais de 3,4 milhões de reais. Este ano, entre as 3.000 candidaturas de 130 países, os cinco finalistas escolhidos também incluíram:

. Solar Textiles (EUA / Suíça), um processo de produção de nylon utilizando água e energia solar,
. Content Thread (US / UK), um segmento digital que facilita a reciclagem de peças de vestuário, fornecendo aos recicladores uma lista de que as roupas são feitas,
. Denim-Dyed Denim (Austrália), que colore jeans undyed usando denim velho e
. Manure Couture (Holanda), que extrai matéria-prima do estrume para criar um tecido biodegradável.

 

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*Fonte: ecoguianet


Produtores rurais são os maiores responsáveis pela preservação ambiental

Afirmação é de pesquisador da Embrapa com base em estudo que analisa dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Se você é do time que acha que produtor rural não ajuda a cuidar a natureza, um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) veio para abalar essas convicções. A instituição aponta que em áreas agrícolas consolidadas os agricultores e pecuaristas são, hoje, os principais responsáveis pela preservação ambiental. Nos estados do Sul do Brasil, por exemplo, enquanto as áreas de conservação mantidas pelo Estado não chegam a 4% do território, os produtores chegam a deter dentro de suas propriedades até 27% das áreas de preservação – dependendo da unidade da federação.

A conclusão é de um estudo feito pela Embrapa Monitoramento por Satélite, com sede em Campinas, interior de São Paulo. Evaristo Eduardo de Miranda, chefe-geral do local, explica que a análise foi possível graças aos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR). O CAR foi uma exigência do governo federal a partir da aprovação do Código Florestal de 2012. Assim, até o ano passado todos os donos de terra do Brasil foram obrigados a fazer um cadastro detalhado, com base em imagens de satélite, das áreas que possuem e onde mantêm as áreas de preservação exigidas por lei.

O estudo ainda está em andamento, mas Miranda explica que antes de olhar para qualquer número preliminar é necessário fazer uma distinção. Nesse levantamento foram considerados dois tipos de áreas para a preservação. O primeiro deles é denominado de Unidades de Conservação (UCs), que são basicamente compostas por áreas indígenas e/ou parques administrados pelo estado. O segundo tipo é de Áreas de Preservação (AP), que são partes de propriedades que os agricultores e/ou pecuaristas são obrigados a manterem dentro de suas propriedades rurais por Lei.

Ele cita como exemplo (sempre com base em dados do CAR) os estados do Sul do Brasil para comprovar a tese de que os produtores rurais tem uma fatia muito maior preservada por meio de APs do que o estado por meio das UCs. O Rio Grande do Sul tem 1% do seu território em UCs e 13% em APs. Já o Paraná tem 3% do território em UCs e 27% do território em APs. Santa Catarina, segundo Miranda, aparece com 4% do território em UCs e 23% do território em APs.

“Não existe nenhuma categoria que proteja mais o meio ambiente do que o agricultor. Não existe militar, pesquisador, jornalista, que respeita tanto o meio ambiente. Nenhuma instituição, secretaria de meio ambiente, fundação etc. Ninguém chega perto do que os agricultores fazem pelo meio ambiente”, aponta o chefe-geral da Embrapa monitoramento por satélite.

Intuito não é controlar os agricultores

O pesquisador explica que ao pegar os dados do CAR e fazer um levantamento com base neles, a intenção é gerar dados para melhorar a compreensão do campo. “Não temos o intuito de controlar agricultores, ou de verificar se está certo ou errado. Queremos compreender a agricultura. Tanto é que o máximo de detalhe em que chegamos é em escala municipal”, enfatiza.

 

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*Fonte: gazetadopovo

 


Estudo revela como era o Saara antes de se tornar um deserto

Entretanto, o que poucos sabem é que antes de ser essa região extremamente seca e desértica, o Saara era uma região cheia de árvores, animais, plantas e muita chuva. Essas informações estão sendo estudadas por pesquisadores da Universidade de Estocolmo, na Suécia, e de Columbia e do Arizona, nos Estados Unidos.

De acordo com matéria publicada no site da BBC, os pesquisadores que buscam um padrão de chuvas no norte da África descobriram que entre 5 mil e 10 mil anos atrás, o deserto do Saara era conhecido como “Saara Verde” e tinha precipitações anuais entre 35 e 100mm de chuva, clima que colaborava com a fertilidade da terra local.
Saara Verde

O professor do departamento de Ciências Atmosféricas, Planetárias e da Terra do Massachusettes Institute of Technology (MIT), David McGee, equipara a vegetação existente anteriormente no Saara com a do Serengeti, localizado no norte da Tanzânia e sudoeste do Quênia, região que ainda é palco da maior migração de animais mamíferos de todo o mundo.

McGee explicou ao site da BBC Mundo: “Havia no Saara corpos hídricos permanentes, savanas, pradarias e até alguns bosques”. Ele ainda constatou outras evidências de fósseis de animais não encontrados mais na região e a presença de grandes faunas.

No Saara também são encontradas pinturas rupestre e antigos anzóis, revelando um estilo de vida completamente diferente do que é encontrado hoje. Entretanto, para o professor do MIT, mesmo sendo muito complicado saber o tamanho exato da vegetação, estima-se que ela tenha se ampliado para o norte do Saara, onde estão localizadas a Líbia, Argélia e Egito.
Do surgimento do Saara Verde até a sua desertificação

Para Francesco Pausada, da Universidade de Estocolmo, o Saara Verde surgiu da aproximação do Sol com a Terra durante o período de verão, colaborando com essas mudanças. Ele ainda explica: “O Saara se tornou verde quando saímos do período glacial. O sol do verão se tornou mais forte há uns 9 mil anos e isso trouxe uma série de consequências.”

Com as temperaturas extremas, as chuvas de monções aumentaram consideravelmente, colaborando com o surgimento da vegetação e, consequentemente, com a redução das emissões de poeira e diminuição do reflexo da luz. Essas precipitações são conhecidas como albedo, uma das principais causas da aridez na região.

Essa intensificação do albedo no Saara contribuiu significativamente com a desertificação da região. Porém, ainda é incerto quando aconteceu essa mudança drástica no clima.

Muitos cientistas acreditam que essa transformação aconteceu há 5 mil anos, devido aos fenômenos periódicos isolados que aconteceram na região. Outra hipótese é que essa transformação ocorreu de uma hora para outra, sem uma explicação especifica.

Já em 2008, mais um estudo foi divulgado por pesquisadores na Universidade de Colônia, na Alemanha, estimando que essa mudança foi mais lenta e aconteceu há apenas 2,7 mil anos. A pesquisa só foi possível após a análise de amostras de sedimentos retirados do lago Yoa, no norte do Chade, que mostraram o processo gradual de desertificação do Saara.

Entretanto, o estudo realizado por Pausata mostrou que as precipitações que aconteceram revelaram que os seres humanos que lá povoavam, abandonaram a região há 8 mil anos, em decorrência da forte seca que durou mil anos.
Possível influência humana

Estudos realizados recentemente pelo arqueólogo David Wright, da Universidade Nacional de Seul, consideram a hipótese de que os seres humanos tiveram um papel fundamental nas mudanças climáticas do deserto do Saara. Para o pesquisador existem provas arqueológicas de que o primeiro pastoreio provocou sérias consequências na ecologia da região.

Conforme a vegetação era removida e alterada para criação de gado e rebanhos, o fenômeno albedo sofria uma ampliação que colaborava com a diminuição das chuvas de monções. Porém, para Pausata, essa pesquisa não está bem fundamentada e afirmou: “Embora exista um consenso de que o crescimento intenso do rebanho de gado que pasta possa ser prejudicial à variedade de plantas, o pasto leve e moderado pode ter resultados positivos.”
O Saara Verde pode retornar?

Mesmo McGee acreditando que os seres humanos tiveram uma grande participação na desertificação do Saara, outros fatores também ajudaram no desencadeamento do problema, assim como as mudanças cíclicas. Para ele, o Saara verde aconteceu também há 125 mil anos, porém, naquela época, não houve interferência humana e sim uma mudança climática que foi do úmido para árido.

“Desta forma, se o fenômeno for cíclico, é bem provável que o Saara volte a ser verde, mesmo com as atividades humanas recentes”, declarou Pausata. E concluiu: “Daqui a milhares de anos o ciclo se repetirá. O problema agora são as forças antropogênicas. A influência humana será mais um efeito, fora da variação natural, que poderá mudar o equilíbrio no futuro do planeta, não apenas no Saara.”

 

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*Fonte: pensamentoverde

 


Meio Ambiente perde metade dos recursos para 2017

O Ministério do Meio Ambiente começou abril fazendo contas. O mais incisivo corte no orçamento da área ambiental federal das últimas décadas anunciado no início do mês fez acender o alerta. O orçamento previsto para este ano – atualizado em fevereiro – de R$ 782 milhões caiu praticamente pela metade (43%), restando apenas R$ 446, 5 milhões para despesas de custeio ao longo do ano.

Não estão incluídos neste valor as emendas parlamentares, que dariam mais R$129 milhões de folga. O MMA não considera que esse recurso extra venha compor seu orçamento.

Assim, a pasta terá que se desdobrar este ano se quiser manter ações essenciais como fiscalização, atividades de licenciamento ambiental, combate ao desmatamento ilegal e queimadas e gestão de unidades de conservação.

Estas atividades estão centradas basicamente no Ibama, responsável pelo controle e fiscalização, e no Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), a quem cabe gerir, por exemplo, os parques nacionais, que já vinham sofrendo com a penúria.

Mas os cortes não se restringem a estas duas autarquias da área ambiental. Atingem em cheio também o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), a Agência Nacional de Águas (ANA), o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e o Fundo Nacional sobre Mudança no Clima (FNMC). No entanto, o Ibama e o ICMBio ficam com a maior fatia dos recursos, cerca de 70% da pasta.

Lamentável

O Diretor Executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic lamentou o corte na área ambiental em um momento em que o desmatamento aumentou na Amazônia e segue em alta no Cerrado. Ele lembrou ainda que é preciso fazer todo o esforço possível para garantir o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, as ações de fiscalização e controle e os investimentos em conservação da biodiversidade.

“O momento é sensível, pois o cenário aponta para a fragilização do licenciamento ambiental, o ataque sistemático para redução de áreas protegidas na Amazônia, comprometendo um dos principais ativos do país”, comentou.

A avaliação no MMA é de que ainda é cedo para se falar em quais as atividades finalísticas ficarão mais prejudicadas com o corte. Não há dúvidas, porém, de que os recursos são insuficientes e que o impacto poderá ser sentido na ponta. Inclusive podendo comprometer metas internacionais do país nos temas da biodiversidade e do clima. Por isso a apreensão nos corredores do ministério nesta semana. O que não se pode é parar.

Por isso, o Ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, tratou de defender as ações de sua pasta. O ministro iniciou um périplo pelo Palácio do Planalto e Ministério do Planejamento para tentar garantir que não faltem os recursos para ações cruciais, tentando minimizar os efeitos do corte sobre as atividades que estão sob seu comando.

É sobre a mesa dele que batem primeiramente os números do desmatamento – que aumentou 29% no ano passado em relação ao ano anterior –, os alertas de incêndio florestal, o comércio ilegal de madeira, o tráfico de biodiversidade.

Corte raso

Os cortes orçamentários não atingem apenas a área ambiental. Além do MMA, os ministérios dos Transportes, do Esporte, do Turismo, das Cidades, da Integração Nacional e do Planejamento, Orçamento e Gestão também tiveram seus orçamentos ceifados pela metade.

O exercício no MMA também vai no sentido de identificar medidas que possam ganhar mais efetividade com menor custo. Desde a redução na quantidade de viagens feitas pelos técnicos da pasta, com maior uso de reuniões virtuais, até o planejamento de ações conjugadas com outros órgãos como a Polícia Federal, por exemplo. Vale tudo para tentar reduzir os impactos do contingenciamento de gastos.

Para dar conta das responsabilidades, os órgãos do governo terão de trabalhar de forma solidária – o que é um grande desafio em momentos de pouca verba.

Trata-se de um dos mais duros golpes no orçamento para ações de custeio no governo federal nas últimas décadas. Os efeitos são imprevisíveis.

O desequilíbrio fiscal do Brasil significa um déficit de R$ 139 bilhões – podendo chegar a R$ 200 bilhões na opinião de alguns economistas ouvidos pelo WWF-Brasil, um rombo histórico e sem perspectivas de solução no curto prazo – o que projeta um cenário futuro sombrio, infelizmente não só para a área ambiental.

Sem credibilidade, o governo não tem como atrair investimentos, nem aumentar a receita. O jeito é cortar e remediar de modo amargo para tentar tirar o paciente do estado de coma em que se encontra.

As informações são da WWF.

 

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*Fonte: ciclovivo


Chineses criam painéis solares que funcionam à noite

Duas universidades chinesas se uniram para desenvolver um painel solar revolucionário que promete gerar energia mesmo em dias chuva, nevoeiro e até à noite. Para isso, foi utlizado um material diferente dos tradicionais chamado de LPP (sigla em inglês para “fósforo de longa persistência”).

Com o LPP, o painel é capaz de armazenar energia solar durante o dia e as células solares continuam a produzir energia elétrica mesmo quando há pouca luminosidade. A eficiência da tecnologia está exatamente na conversão de eletricidade. “Só a luz parcialmente visível é que pode ser absorvida e convertida em eletricidade, mas esta matéria (LPP) pode armazenar energia solar a partir de luz não absorvida e próxima da infravermelha”, explica Tang Qunwei, da Universidade Oceânica da China.

Essa capacidade de gerar energia contínua durante dia e noite ganhou notoriedade em revistas científicas, que publicaram o trabalho de Qunwei e seu parceiro Yang Peizhi, professor da Universidade Pedagógica de Yunnan. Com suas equipes, os dois chegaram a um produto que promete reduzir os custos de captação de energia solar.

 

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*Fonte: ciclovivo


Conheça a tradição japonesa do ‘banho de floresta’ (shinrin-yoku)

No Japão, o processo de experimentar profundamente a natureza, tomando-a lentamente através de todos os sentidos, chama-se shinrin-yoku, que se traduz como “banho de floresta”. Que é bom ficar rodeado pela natureza, todo mundo já sabe, mas esta prática também pode ser usada como meditação, com benefícios para a saúde física e psicológica.

Os efeitos da prática no corpo e na mente foram estudados desde que foi desenvolvido no início dos anos 80 e os resultados mostram diminuição de cortisol, principal hormônio causador do estresse, e a redução da pressão arterial. Além disso, a prática promove melhora na concentração, aumento da imunidade e fortalecimento do metabolismo, entre outros efeitos emocionalmente positivos.

Como funciona a imersão

Uma sessão típica envolve caminhar muito lentamente e deliberadamente através da floresta, mas você também pode experimentar esta técnica em outros ambientes naturais na cidade, como em um parque ou jardim botânico. Enquanto você anda, é preciso expandir seu olhar para admirar ainda mais a beleza da natureza, notando coisas que não percebia antes.

Você também pode simplesmente se sentar e observar as diferenças sutis na cor das coisas, tomando um momento para fazer uma pausa e respirar profundamente o oxigênio limpo abundante das árvores. Passe os dedos pela grama, sentindo sua textura. Abra seus ouvidos para sintonizar o ruído de abelhas zumbindo, de pássaros cantando, da água e da folhagem se movimentando. Respire profundamente pelo nariz, inalando os aromas variados.

Para desfrutar melhor da prática é melhor estar sozinho e não levar equipamentos eletrônicos, como telefones celulares e câmeras fotográficas. Se estiver acompanhado, combinem antes de não interagirem durante a prática, e quando terminarem, vocês podem se sentar em uma roda e conversar sobre o que observaram.

Você pode praticar shrinrun-yoku quantas vezes quiser. Apenas uma tarde pode trazer sentimentos positivos de bem-estar que duram semanas.

A prática do “banho de floresta” não é apenas para melhorar a saúde, é também uma forma de aumentar nossas ligações com a natureza, estimulando práticas mais sustentáveis em nosso dia a dia.

 

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*Fonte: ciclovivo


17 curiosidades sobre a água que você talvez não saiba

A água é essencial para que haja vida. Ela está presente em cada célula do corpo humano e é necessária para a produção de alimentos e qualquer tipo de bem de consumo. Nesta quarta-feira (22) é comemorado o Dia Mundial da Água, para celebrar esta data, o CicloVivo separou uma lista com 17 curiosidades sobre este recurso que podem mudar a forma como você enxerga este recurso:

1. O corpo humano de um adulto possui até 65% de água em sua composição. Em um recém-nascido o número é ainda maior: 78%.

2. O planeta Terra também é conhecido como o Planeta Água. A justificativa para o nome deve-se ao fato de que 70,9% de sua superfície é coberta por água.

3. Apenas 3% da água do mundo é doce. Deste total, 70% está na forma de gelo ou no solo.

4. 12% da água doce do mundo está no Brasil. O país é privilegiado por seus aquíferos, que armazenam a água no solo.

5. O Aquífero Guarani é o maior do mundo. Ele se estende por uma área média de 1,2 milhão de km2 e reserva, aproximadamente, 45 mil quilômetros cúbicos de água.

6. Existe mais água na atmosfera do que em todos os rios do mundo juntos.

7. De acordo com a ONU, existem 783 milhões de pessoas no mundo que vivem sem água potável. Em 2025 esse número pode chegar a 1,8 bilhão.

8. Na América Latina são 36 milhões de pessoas sem acesso à água de boa qualidade.

9. Enquanto nos EUA as pessoas gastam, em média, 370 litros de água por dia, os africanos usam de sete a dezenove litros.

10. Por não terem acesso à estrutura de saneamento básico, mulheres e crianças na África Subsaariana perdem até seis horas do dia caminhando longas distâncias para encher baldes de água. Em apenas um dia, a soma dessas viagens cobriria a distância de ida e volta à Lua.

11. Em média, 2/3 da água do mundo é usada para a produção de alimentos, em especial à agricultura e pecuária.

12. Nos EUA, 26% da água usada nas residências é gasta apenas em descargas.

13. Uma torneira que goteja a cada segundo pode vazar três mil litros em um ano.

14. Em São Paulo, os vazamentos nas redes de distribuição geram desperdício de 980 bilhões de litros de água por ano, em média, 30% da água tratada no município. Em Nova York são perdidos 13 trilhões.

15. Para fazer uma calça jeans são necessários, aproximadamente, dez mil litros de água.

16. Para produzir um quilo de manteiga são necessários 18 mil litros de água e para um quilo de carne gasta-se 15.400 litros.

17. Um banho de 15 minutos, com o registro meio aberto, consome 135 litros de água. Uma mangueira aberta pelo mesmo tempo pode desperdiçar até 280 litros.

Diante destes fatos, é impossível não valorizar a água que chega até a sua casa. Faça sua parte, economize cada gota!

 

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*Fonte: ciclovivo

 

 

 

 

 

 

 


Estudo mostra que agricultura orgânica pode alimentar o mundo inteiro

Um estudo feito pela Universidade Estadual de Washington, EUA, mostrou que a agricultura orgânica pode ser usada para alimentar de maneira eficiente toda a população mundial. O relatório mostra que com este tipo de produção é possível ter rendimentos suficientes aos produtores, ao mesmo tempo em que melhora as condições ambientais e dos trabalhadores rurais.

Liderado pelo professor de Ciência do Solo e Agroecologia, John Regalnold, juntamente com o doutorando Jonathan Wather, o relatório “Agricultura Orgânica para o Século 21” contou com análises detalhadas de outras centenas de estudos acadêmicos sobre o tema. A proposta era examinar a eficiência da agricultura ecológica baseada nos pilares da sustentabilidade: econômico, social e ambiental.

Para os especialistas a solução para a agricultura seria mesclar métodos orgânicos com tecnologias modernas usadas nos plantios tradicionais. Alguns dos pontos enfatizados são: rotação de culturas, gestão natural de pragas, diversificação agrícola e pecuária, melhoras na condição do solo a partir de uso de compostagem, adubação verde e animais.

Os autores garantem que a agricultura orgânica é capaz de satisfazes todas as necessidades alimentares do mundo, independente das mudanças climáticas. Eles ainda justificam esta afirmação: “fazendas orgânicas têm o potencial para produzir altos rendimentos em consequência da capacidade mais elevada de retenção de água nos solos cultivados sem agrotóxicos”.

Em termos econômicos, no entanto, o estudo deixa claro que, apesar de ser rentável, o cultivo orgânico proporciona lucros menores do que os tradicionais. A explicação para isso é óbvia, já que os pesticidas acabam barateando parte da produção. Em compensação o ganho ambiental, social e na própria saúde da população é enorme. As evidências apontam para o fato de que os sistemas agrícolas orgânicos garantem maior benefício social, o que resulta em um planeta mais saudável.

 

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*Fonte: ciclovivo


Dell passa a usar resíduos plásticos retirados do oceano em embalagens de produtos

A empresa norte-americana de hardwares e computadores Dell é mais uma entre as grandes marcas globais que se empenha em desenvolver novas soluções com foco sustentável. E neste último mês, a multinacional veio a público anunciar que passará a utilizar resíduos plásticos encontrados em oceanos na fabricação de embalagens de todos os seus produtos.

A iniciativa, inédita no mercado, faz parte da meta do programa Dell Legacy of Good, que tem como meta garantir, até 2020, que 100% das embalagens da empresa sejam recicláveis. As caixas do notebook 2-em1 Dell XPS 13 serão as primeiras da empresa a serem fabricadas com os novos resíduos, a partir do dia 31 de abril.

Em conjunto com a utilização de resíduos plásticos, a Dell incluirá também informações educativas em todos os novos modelos de embalagem, com o objetivo de estimular ainda mais a conscientização global de saúde dos ecossistemas marinhos. Para se ter uma ideia, as primeiras projeções indicam que, já em 2017, a empresa impedirá que sete toneladas de materiais plásticos sejam lançadas nos oceanos.

“A Dell se orgulha em ser pioneira em programas de sustentabilidade e reciclagem a nível global. Com esse projeto, não só estamos impedindo que os resíduos plásticos entrem em nossos oceanos, mas também estamos educando os clientes, dando bons exemplos e desenvolvendo produtos que se encaixem na nossa filosofia”, destaca Kevin Brown, Diretor da Cadeia de Suprimentos da Dell.

Vale destacar também que o projeto não é o primeiro com foco na reutilização de plástico a ser executado pela empresa nos últimos anos. Desde 2008, a marca inclui plásticos reciclados em seus desktops e, em janeiro deste ano, já conseguiu atingir seu objetivo programado para 2020, de usar mais de 21.500 toneladas de materiais reciclados em seus produtos.

De acordo com sua assessoria, a Dell planeja disponibilizar gratuitamente as novas embalagens para os consumidores de seus produtos, basta entrar no site http://www.dell.com para solicitá-las. A ideia é de que as mesmas possam ser adquiridas já a partir de abril, na data de lançamento oficial do projeto, no fim do mês.

 

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*Fonte: pensamentoverde


Bicicleta: a escolha do bem

Mais e mais pessoas vêm aderindo à bicicleta como forma de deslocamento nas grandes cidades. Elas vão ao trabalho, escola, passeiam, se divertem e se exercitam. Se quanto mais carros e motos circulando, mais acidentes fatais ocorrem, por analogia, conclui-se que quanto mais bicicletas nas ruas mais acidentes fatais também, certo? Felizmente, conclusão errada!

Em várias cidades do mundo que abraçaram esse meio de transporte tão eficiente chamado bicicleta, as estatísticas mostram um paradoxo: mais ciclistas, menos acidentes. Locais como Amsterdã, Nova Iorque, Londres e São Paulo reduziram não só o percentual de mortes em relação ao número de ciclistas, como o número absoluto de mortes.

As explicações são diversas: os ciclistas ficam mais visíveis; as cidades melhoram a sinalização e destinam vias exclusivas para esse modal; os motoristas entendem que os ciclistas são mais frágeis do que eles e dirigem com mais cuidado; a presença intensa de ciclistas junto aos motoristas força a conscientização e a criação de regras de convivência. Ainda não li a explicação definitiva, se é que ela existe. De qualquer forma, a maior segurança aliada à menor poluição já me deixa suficientemente contente.

Outro ponto importante é que, se as pessoas trocam uma moto por uma bicicleta, a chance de ela sobreviver a um acidente aumenta muito. Um motociclista, quando se acidenta numa avenida, está trafegando no meio de carros e cai a 50-70-90 km/h. Tanto o tombo nessa velocidade, quanto o potencial atropelamento, podem lhe causar sequelas irreversíveis. Já um ciclista, quando cai, está numa via própria ou no canto da via de carros, pedalando a 20-25-30 km/h. Ele vai se ralar, ficar roxo, vai arder na hora do banho, mas ele voltará a pedalar rapidamente.

Grande parte do caos e da violência no trânsito foi causada pelo fomento do uso do automóvel como senhor absoluto das ruas, por anos e anos. Essa realidade equivocada precisa ser transformada. O planejamento viário urbano deve ser focado nas pessoas.

Investimentos em transporte de massa, como metrôs, são fundamentais, mas nós, brasileiros, sabemos da inépcia dos nossos governos nessas obras e da alta competência no desvio dos recursos desses projetos. No planejamento das cidades brasileiras, as ciclovias devem ser prioridades para que a bicicleta tenha um papel essencial no desenvolvimento urbano, social e econômico do país. É o modal do bem, em todos os sentidos.

 

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*Fonte: pensamentoverde / Leonardo Lorentz

 

 


Plantas têm memória, sentem dor e são inteligentes

Pode uma planta ser inteligente? Alguns cientistas insistem que são – uma vez que elas podem sentir, aprender, lembrar e até mesmo reagir de formas que seriam familiares aos seres humanos. A nova pesquisa está num campo chamado neurobiologia de plantas – o que é meio que um equívoco, porque mesmo os cientistas desta área não argumentam que as plantas tenham neurônios ou cérebros.

Plantas têm memória, sentem dor e são inteligentes

“Elas têm estruturas análogas“, explica Michael Pollan, autor de livros como The Omnivore’s Dilemma (O Dilema do Onívoro) e The Botany of Desire (A Botânica do Desejo). “Elas têm maneiras de tomar todos os dados sensoriais que se reúnem em suas vidas quotidianas … integrá-los e, em seguida, se comportar de forma adequada em resposta. E elas fazem isso sem cérebro, o que, de certa forma, é o que é incrível sobre isso, porque assumimos automaticamente que você precisa de um cérebro para processar a informação”.

E nós supomos que precisamos de ouvidos para ouvir. Mas os pesquisadores, diz Pollan, tocaram uma gravação de uma lagarta comendo uma folha para plantas – e as plantas reagiram. Elas começam a segregar substâncias químicas defensivas – embora a planta não esteja realmente ameaçada, diz Pollan. “Ela está de alguma forma ouvindo o que é, para ela, um som aterrorizante de uma lagarta comendo suas folhas.”

Plantas podem sentir

Pollan diz que as plantas têm todos os mesmos sentidos como os seres humanos, e alguns a mais. Além da audição e do paladar, por exemplo, elas podem detectar a gravidade, a presença de água, ou até sentir que um obstáculo está a bloquear as suas raízes, antes de entrar em contacto com ele. As raízes das plantas mudam de direcção, diz ele, para evitar obstáculos.

E a dor? As plantas sentem? Pollan diz que elas respondem aos anestésicos. “Pode apagar uma planta com um anestésico humano… E não só isso, as plantas produzem seus próprios compostos que são anestésicos para nós.”

De acordo com os pesquisadores do Instituto de Física Aplicada da Universidade de Bonn, na Alemanha, as plantas libertam gases que são o equivalente a gritos de dor. Usando um microfone movido a laser, os pesquisadores captaram ondas sonoras produzidas por plantas que liberam gases quando cortadas ou feridas. Apesar de não ser audível ao ouvido humano, as vozes secretas das plantas têm revelado que os pepinos gritam quando estão doentes, e as flores se lamentam quando suas folhas são cortadas [fonte: Deutsche Welle].

Sistema nervoso de plantas

Como as plantas sentem e reagem ainda é um pouco desconhecido. Elas não têm células nervosas como os seres humanos, mas elas têm um sistema de envio de sinais eléctricos e até mesmo a produção de neurotransmissores, como dopamina, serotonina e outras substâncias químicas que o cérebro humano usa para enviar sinais.

As plantas realmente sentem dor

As evidências desses complexos sistemas de comunicação são sinais de que as plantas sentem dor. Ainda mais, os cientistas supõem que as plantas podem apresentar um comportamento inteligente sem possuir um cérebro ou consciência.

Elas podem se lembrar

Pollan descreve um experimento feito pela bióloga de animais Monica Gagliano. Ela apresentou uma pesquisa que sugere que a planta Mimosa pudica pode aprender com a experiência. E, Pollan diz, por apenas sugerir que uma planta poderia aprender, era tão controverso que seu artigo foi rejeitado por 10 revistas científicas antes de ser finalmente publicado.

Mimosa é uma planta, que é algo como uma samambaia, que recolhe suas folhas temporariamente quando é perturbada. Então Gagliano configurou uma engenhoca que iria pingar gotas na planta mimosa, sem ferir-la. Quando a planta era tocada, tal como esperado, as folhas se fechavam. Ela ficava pingando as plantas a cada 5-6 segundos.

“Depois de cinco ou seis gotas, as plantas paravam de responder, como se tivessem aprendido a sintonizar o estímulo como irrelevante“, diz Pollan. “Esta é uma parte muito importante da aprendizagem – saber o que você pode ignorar com segurança em seu ambiente.”

Talvez a planta estava apenas se cansando de tantos pingos? Para testar isso, Gagliano pegou as plantas que tinham parado de responder às gotas e sacudiu-as.

“Elas continuavam a se fechar“, diz Pollan. “Elas tinham feito a distinção que o gotejamento era um sinal que elas poderiam ignorar. E o que foi mais incrível é que Gagliano as testou novamente a cada semana durante quatro semanas e, durante um mês, elas continuaram a lembrar a lição.”

Isso foi o mais longe que Gagliano testou. É possível que elas se lembrem ainda mais. Por outro lado, Pollan aponta, as abelhas que foram testadas de maneira semelhante se esquecem o que aprenderam em menos de 48 horas.

Plantas: seres sentientes?

“As plantas podem fazer coisas incríveis. Elas parecem se lembrar de estresse e eventos, como essa experiência. Elas têm a capacidade de responder de 15 a 20 variáveis ambientais”, diz Pollan. “A questão é, é correto de chamar isso de aprendizagem? É essa a palavra certa? É correto chamar isso de inteligência? É certo, ainda, dizer que elas são conscientes? Alguns destes neurobiólogos de plantas acreditam que as plantas estão conscientes – não auto-conscientes, mas conscientes, no sentido que elas sabem onde elas estão no espaço … e reagem adequadamente a sua posição no espaço”.

Pollan diz que não há definição consensual de inteligência. “Vá para a Wikipedia e procure por inteligência. Eles se desesperam para dar-lhe uma resposta. Eles têm basicamente um gráfico onde dão-lhe nove definições diferentes. E cerca da metade delas dependem de um cérebro … se referem ao raciocínio abstracto ou julgamento.”

“E a outra metade apenas se referem a uma capacidade de resolver problemas. E esse é o tipo de inteligência que estamos falando aqui. Então a inteligência pode muito bem ser uma propriedade de vida. E a nossa diferença em relação a essas outras criaturas pode ser uma questão da diferença de grau e não de espécie. Podemos apenas ter mais desta habilidade de resolver problemas e podemos fazê-lo de diferentes maneiras.”

Pollan diz que o que realmente assusta as pessoas é “que a linha entre plantas e animais pode ser um pouco mais fina do que nós tradicionalmente acreditamos.”

E ele sugere que as plantas podem ser capaz de ensinar os seres humanos uma ou duas coisas, tais como a forma de processar a informação sem um posto de comando central, como um cérebro.

Veja o vídeo de Michael Pollan:

http://c.brightcove.com/services/viewer/federated_f9?isVid=1&isUI=1

 

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*Fonte: pensadoranonimo


A poluição chegou na região mais profunda da Terra

As fosas abissais dos oceanos estão entupidas de poluição 17.75 de latitude e 142.5 de longitude. Se você jogar isso no mapa vai ver: nada. Um ponto no meio d’água localizado praticamente na metade do caminho entre Japão e Nova Guiné. Mas se você olhar mais afundo vai perceber; ali é a localização exata das Fossas de Mariana, a região mais profunda da Terra, com um buraco de 11 mil metros. Só para ter uma ideia, se você jogasse o Everest inteiro nesse barranco, iriam faltar ainda dois quilômetros para a montanha mais alta da Terra tocar o chão. Agora, pesquisadores das Universidades de Newcastle e Aberdeen, ambas na Inglaterra, enviaram máquinas para o fundo dessa foça e encontraram o que ninguém queria achar. Não uma nova espécie de animal, ou uma descoberta arqueológica – era poluição.

As regiões mais profundas da Terra não são muito acolhedoras. O frio, a pressão e a escuridão são inabitáveis para a maior parte dos seres vivos do nosso planeta. Tanto que, para sobreviver nessas condições, os animais das profundezas dependem de restos mortais de outros peixes que eventualmente caem das águas mais rasas até eles. Acreditava-se que essas zonas ainda se mantinham protegidas das ações de humanos, de tão inacessíveis. A nova descoberta mostra que não. A ação humana chegou lá também.

Quem desconfiou disso primeiro foi o Alan Jamieson, biólogo marinho da universidade de Newcastle. Líder da pesquisa, ele enviou máquinas não tripuladas para 10 pontos espalhados pela Fossa de Mariana e pela Fossa de Kermadec (outra profunda região, próxima da Nova Zelândia). A expedição tinha diversos tipos de profundidade, a área mais rasa estava à 7,2 km de profundidade, e o mais fundo superava os 10,2km abaixo do nível do mar.

Lá no fundo, as máquinas começaram a caçar anfípodas, um bichinho muito parecido o camarão, que costuma viver nas profundezas. Foram 12 horas de pescaria. Depois desse período, as máquinas trouxeram os animais para que pudessem ser analisados. Dentro deles, os cientistas encontraram dois poluentes: éteres difenílicos polibromados, químico usado para retardar chamas, e bifenilos policlorados, substância utilizada como isolante em equipamentos elétricos – e proibida pela convenção de Estocolmo, pelos seus dados ao homem e ao meio ambiente. Os níveis de contaminação eram altíssimos, principalmente em relação aos bifenilos, que acabaram aparecendo em grau tão elevado que superava os números encontrados em animais habitantes de rios extremamente poluídos, como o Liao, na China.

Não se sabe exatamente como essa poluição chegou no fundo do oceano. Alan suspeita que ilhas de plástico, formadas pelo lixo jogado nos mares, possa ter soltado os poluentes mar a fora. Outra dúvida do biólogo é a respeito do impacto dessa poluição no meio ambiente – e em nós. Ainda não há nenhuma conclusão a respeito disso, mas com o bidenilo sendo tão prejudicial à vida, ninguém deve esperar boas notícias.

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*Fonte: superinteressante

 

 


Aprenda a fazer bomba de sementes com jornal

Um belo dia, estou eu procurando informações sobre a germinação de alguma espécie de semente, que não lembro mais qual era, quando encontro um post falando sobre bombas de sementes. Fiquei fascinada pela ideia!

Depois de muita pesquisa, encontrei bastante informação e mais de um método de preparo, vários na verdade, por isso resolvi fazer pelo menos dois posts sobre as bombas de sementes. Vou mostrar os métodos que testei e os resultados com todo o passo a passo.

Nesse primeiro post, vou apresentar as bombas de sementes feitas de jornal.

 

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>> Material:

– Jornal ou outro papel picado ou cortado em tiras finas;

– Pote com água;

– Substrato (opcional);

– Sementes;

– Papel toalha.

 

 

>> Como fazer:

Eu fiz com jornal, mas podem ser usados outros tipos de papel e até papéis coloridos que vão deixar as bombas de sementes mais bonitas. O papel deve estar picado ou cortado em tiras.

Coloquei o papel picado em um pote e enchi com água até cobrir. Eu esperei 2 horas para o papel amolecer, mas acho que deveria ter esperado mais. Quanto mais mole o papel estiver melhor.

Eu ainda não fiz novos testes com o jornal, mas se fosse fazer, deixaria na água de um dia para o outro.

A maioria dos sites nos quais entrei, que ensinam a fazer as bombas de sementes com jornal, mandam bater no liquidificador ou processador, mas eu não fiz isso e deu certo. Eu realmente não quis usar meu liquidificador, nem meu mini processador para bater jornal.

Depois de deixar o papel amolecer, tirei do pote e espremi bem para tirar o excesso de água. Com a quantidade de jornal que usei resolvi fazer duas bombas de semente, uma eu fiz com substrato e a outra só com as sementes direto no jornal.

Com o papel bem menos encharcado, fiz uma caminha com o jornal e em uma das bombas coloquei um pouco de substrato e sementes de ipoméia e erva do gato e na outra somente as sementes, sem nenhum substrato.

Cuidadosamente fechei a bomba fazendo uma bola com o jornal, dobrando as laterais da caminha para dentro, cobrindo o “recheio”. Apertei bem para firmar o jornal, mas achei que ficou muito solto, parecendo que ia se desfazer.

Para deixar a bomba mais firme usei uma folha de papel toalha para envolvê-la e apertei tirando o excesso de água e moldando como se fosse uma bolinha. O papel usado pode ser colocado no minhocário depois.

Logo em seguida desenrolei o papel com cuidado e coloquei as bombas para secar na varanda.

Recolhi as bombas no dia seguinte já bem secas e estavam firmes.

 

>> Resultado

Depois que as bombas estavam secas, coloquei em um vaso e reguei todos os dias. Em poucos dias as ipoméias já estavam germinando em ambas as bombas, tanto com substrato, como sem.

*As bombas de sementes foram criadas para serem usadas como tal e arremessadas por aí com o intuito de reflorestamento, então se seu propósito for usar as bombas dessa forma tome o cuidado de só colocar nelas sementes de árvores e plantas nativas.
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Fonte: ciclovivo / texto e fotos: Bruna Pimentel    

 

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Agrotóxico ameaça vida das abelhas e de outros animais

As abelhas do mundo inteiro estão sob forte ameaça dos agrotóxicos, em especial dos neonicotinoides, uma classe de pesticidas derivados da nicotina. Isso não é novidade: desde de 2008 que a comunidade internacional discute os perigos dessa substâncias e em 2013 a União Europeia proibiu parcialmente sua aplicação nas lavouras, como forma de proteger as populações de abelhas, insetos fundamentais para a produção agrícola e que se encontram em forte declínio. Ano passado, o órgão ambiental dos Estados Unidos colocou esses insetos na lista de espécies ameaçadas de extinção.

Um novo relatório do Greenpeace, publicado na Europa, aponta que agrotóxicos neonicotinoides impõem um sério risco não apenas às abelhas, mas também para diversas outras espécies. A análise, conduzida por cientistas da Universidade de Sussex, revisou informações e dados de centenas de estudos publicados desde 2013, quando a União Europeia adotou o banimento parcial dos agrotóxicos clotianidina, imidacloprida e tiametoxam – todos neonicotinoides.

Para Dave Goulson, professor de biologia da Universidade de Sussex e especialista na ecologia de abelhas, o quadro de contribuição dos neonicotinoides para o declínio da população de abelhas selvagens está ainda mais forte do que quando a União Europeia adotou o banimento parcial da substância.

“Além das abelhas, os neonicotinoides também podem estar ligados ao declínio das borboletas, pássaros, como pardais e perdizes, e de insetos aquáticos”, que entram em contato com o solo ou o sistema de irrigação. Os riscos podem se estender a morcegos também, que se alimentam dos insetos. “Dada a evidência de tal dano ambiental, seria prudente que a restrição europeia fosse estendida para sua integralidade”, defende o professor.

Segundo Marco Contiero, diretor de políticas públicas em agricultura do Greenpeace União Europeia, a ciência claramente mostra que neonicotinoides são onipresentes e persistentes no meio ambiente como um todo, e não apenas nas lavouras. “Essas substâncias são rotineiramente encontradas no solo, no lençol freático e nas flores selvagens”, disse Contiero.

Os escritórios do Greenpeace localizados na Europa pedem agora pela moratória integral de agrotóxicos neonicotinoides por parte da União Europeia.

 

Já no Brasil…

Enquanto a Europa estuda estender o banimento dos neonicotinoides de parcial para integral em suas lavouras, o governo brasileiro ainda permite o uso dessas substâncias à torto e à direito. E muitas vezes, esses agentes químicos não são aplicados diretamente nas plantas, mas pulverizados por aviões – uma prática que é perigosa por si só.

Mesmo sob os critérios da lei, a pulverização aérea é extremamente perigosa pois ela raramente atinge apenas o seu alvo, a lavoura – boa parte do veneno se perde pelo ambiente. Estima-se que esse desperdício é de ao menos 30%, mas em alguns casos pode ultrapassar de 70%. O que piora muito essa situação é que a prática é raramente realizada com responsabilidade e dentro da legalidade, ou seja, atingindo frequentemente zonas vizinhas habitadas como comunidades, escolas, meios aquáticos como rios, lagos e lagoas onde a água é captada para consumo, causando a contaminação dessas áreas e a intoxicação da vida animal, vegetal e humana.

Alguns estados estudam acabar com a prática, como o Rio Grande do Sul, onde tramita o Projeto de Lei (PL) 263/2014, que visa proibir a pulverização aérea de agrotóxicos em todo o território gaúcho. Mas por enquanto ainda é permitido em praticamente todo o país, seja de neonicotinoides ou não.

São Paulo é outro estado que possui iniciativas para mudar essa realidade. Tramitam dois Projetos de Lei (PL) na Assembleia Legislativa do Estado: o PL 406/2016, que proíbe o uso e a comercialização de agrotóxicos que contenham clotianidina, tiametoxam e imidaclopride (todos neonicotinoides) em sua composição, e o PL 405/2016, que veta a pulverização aérea de defensivos agrícolas no estado.

A Associação Paulista de Apicultores Criadores de Abelhas Melíficas Europeias (APACAME) defende que algumas empresas, preocupadas em garantir a continuidade das vendas de seus pesticidas, têm lançado campanhas rotuladas como de apoio à saúde dos polinizadores, informando inclusive que os neonicotinoides não são prejudiciais às abelhas. “Somos de opinião que apenas decisões drásticas de proibição do uso ou banimento desses produtos sistêmicos, em especial aqueles do grupo dos neonicotinoides, venha a solucionar o problema do desaparecimento e, consequentemente, da morte das abelhas. A cada dia surgem novas pesquisas comprovando seu efeito nocivo para as abelhas”, diz a APACAME em artigo disponível em seu site.

 

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*Fonte: greenpeace

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Ilhas de calor fazem temperaturas subirem ainda mais nas metrópoles

A capital do Mato Grosso do Sul registrou no último fim de semana as maiores temperaturas dos primeiros dias deste ano, com 34,5° C. Em algumas cidades do estado, os termômetros chegaram a marcar 40° C. Em São Paulo, as altas temperaturas ainda não vão dar trégua nos próximos dias e devem ficar perto dos 30°C. Mas a sensação de calor agrava ainda mais a situação, principalmente nas metrópoles. São geralmente nas grandes cidades que as ilhas de calor se formam, efeito causado entre outros fatores pela falta de áreas verdes, ao excesso de construções, asfalto e poluição externa.

“De um lado, a remoção de árvores nas grandes cidades faz com que, cada vez mais, áreas extensas fiquem com pouca ou nenhuma cobertura natural. Por outro lado, o asfalto e o concreto têm uma enorme capacidade de armazenamento e, por consequência, de liberação de energia térmica. É justamente essa relação que contribui para a formação dessas ilhas de calor. Por isso, mais do que preservar o pouco que ainda nos resta de área verde, deveria haver também um incentivo ao plantio”, defende o Biólogo Giuseppe Puorto, membro do CRBio-01 – Conselho de Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS).

Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, uma área sombreada pode ser até sete graus mais fresca do que áreas expostas ao sol. “Além de oferecer esse sombreamento, as árvores liberam vapor de água na atmosfera, o que ajuda a refrescar o ambiente, e ajudam a limpar o ar de poluentes como o gás carbônico, que são responsáveis também pela elevação da temperatura nas áreas urbanas”, explica o Biólogo. Hoje, de acordo com indicadores do Banco Mundial, mais da metade da população mundial vivem em cidades. No Brasil, esse o número chega a 85%, apontam dados de 2015.

 

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*Fonte: ciclovivo

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Sacolas de plástico são proibidas oficialmente na Califórnia

Uma sacola de plástico demora, em média, 1.000 anos para se decompor completamente. Todos os anos, os americanos jogam fora 100 bilhões de unidades desse produto, causando enormes danos no meio ambiente e colocando em risco a vida de várias espécies de animais – principalmente espécies marinhas, como baleias, peixes, tartarugas e focas.

Pensando nisso, o estado da Califórnia criou um referendo, o California Plastic Bag Veto Referendum, para consultar sua população sobre a proibição do uso de sacolas plásticas. O referendo foi realizado no dia 8 de novembro e teve 51,97% de votos a favor da proibição.

A nova lei estadual não proíbe a produção de sacolas plásticas, mas será cobrado dos clientes 10 centavos por sacola utilizada. O objetivo é incentivar o uso de sacolas de compras reutilizáveis. Uma iniciativa semelhante na Inglaterra diminuiu o uso de sacolas de plástico em 85%.

“Esta é uma vitória ambiental importante que significará uma eliminação imediata de 25 milhões de sacolas de plástico que poluem a Califórnia todos os dias, ameaçando a vida selvagem”, comemora Mark Murray, co-presidente da California Against Waste.

As sacolas de plástico começaram a ser utilizadas nos supermercados na década de 1980. Mas, após diversos estudos mostrarem o perigo que elas representam para o meio ambiente e a vida animal, países do mundo inteiro vêm aprovando medidas para diminuir o seu uso. Em 2014, a União Europeia, por exemplo, aprovou uma diretriz para reduzir o uso de sacolas de plásticos em 80% até 2019, incentivando o uso de sacos biodegradáveis ou aplicando taxas sobre o consumo. Hong Kong, Quênia e África do Sul são alguns dos outros países que também proibiram o uso de sacolas de plástico.

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*Fonte: ecoguia

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Consumidor deve estar atento às falsas propagandas sustentáveis

Não há dúvidas de que sustentabilidade seja a palavra da moda e isso tem um lado positivo, que é o fato de incentivar ações preocupadas com o desenvolvimento levando em consideração a igualdade no tripé: social, ambiental e econômico. Mas, também tem um lado negativo que é o uso inadequado deste termo, com interesses puramente comerciais.

O apelo ecológico tem atraído os clientes mais preocupados com o futuro do planeta e esse fato despertou uma luz no mundo dos negócios e das propagandas, resultando em algo que o mercado internacional chama de “Greenwashing”. Isso seria como dar um banho “verde” em coisas que não possuem cuidado algum com a natureza ou com a sociedade em sua essência.

Em 2009, quando a sustentabilidade começou a ganhar força e se popularizar, a Revista Veja publicou sete dicas para ajudar o consumidor a identificar as propagandas enganosas da publicidade. Existem dicas simples que podem ser colocadas em práticas com eficiência ainda hoje.

O primeiro item que merece atenção são os termos obscuros. Mesmo que o assunto esteja mais comum a cada dia, existem expressões, principalmente em inglês, que não são de domínio público e mesmo assim são usadas pelas empresas para tentar fisgar aqueles clientes mais desatentos, como “eco-friendly”.

As imagens sugestivas, que mostram uma realidade impossível também devem ativar o radar do consumidor. Nesses casos, é comum as empresas usarem imagens de plantas e flores, em meio a outras coisas que não têm qualquer relação ambiental.

Os selos de qualidade ambiental, ou que certificam algum produto utilizado como matéria-prima, devem possuir sempre o carimbo de alguma instituição séria e comprometida com a sustentabilidade.

Os consumidores precisam atentar às comparações feitas com outras empresas, quando a propaganda caracteriza o produto como mais “verde” do que a concorrência. Antes de tomar isso como um fator positivo é preciso saber o que a concorrência faz, pois se tudo for errado, então ser melhor do que eles não significa necessariamente ser bom.

O quinto ponto levantado pela revista é a falta de credibilidade, já que nem todos os produtos que possuem a palavra “ecológico” em sua capa são realmente saudáveis ou seguros. Por isso, além da embalagem é preciso analisar todo o conteúdo.

O uso de palavras muito técnicas ou específicas pode ser outra amostra de que o produto não é confiável. As palavras que não são de conhecimento comum podem gerar outras ideias a partir de sua sonoridade ou similaridade a uma palavra de diferente sentido.

Para uma empresa mostrar que o seu comprometimento com a sustentabilidade vai além do Greenwashing ou do discurso, ela precisa comprovar na prática. Portanto, provas, relatórios e constante comprometimento com a verdade são essenciais para conquistar verdadeiramente o consumidor e deixar de lado o tal do “blá, blá, blá” da sustentabilidade.

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*Fonte: ciclovivo / Por Thaís Teisen

 

> Mais sobre o assunto você também encontra aqui:
http://utilaoinutil.blogspot.com.br/2011/05/atencao-as-falsas-propagandas.html

 

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Confira 14 dicas para a reutilização de borras de café em sua casa

Prejudicial ao meio ambiente se jogado no lixo, o pó de café usado pode servir de esfoliante para o corpo, pesticida para o jardim e até tratamento contra as celulites.

Item primordial na mesa dos brasileiros, o nosso país é o segundo maior consumidor e o responsável por um terço da produção mundial de café. Além de ótima bebida, o estimulante tem várias características importantes que a maioria das pessoas ainda não conhece.

Por exemplo, o café aumenta o poder de alguns analgésicos como a aspirina e o paracetamol, além de uma xícara oferecer 300 fitoquímicos que funcionam como antioxidantes para o corpo. E mais, uma pesquisa da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, chegou à conclusão de que se tomado regularmente, o café ajuda no funcionamento da memória.

Assim, com tantas características interessantes é um desperdício grande jogar as borras no lixo após coar a bebida. Além de fazer bem ao corpo, as funcionalidades do estimulante não param aí, confira abaixo 14 dicas para você reaproveitar o pó de café usado em sua casa.

1- Coloque borra de café em torno das suas plantas para protegê-las contra as pragas, como formigas, caracóis e lesmas.

2- Se você cultiva azaléias, hortênsias, camélias, rosas, o café pode ser utilizado como fertilizante. Misture suas borras com brotos de grama morta, folhas marrons, ou palha seca para neutralizar um pouco da acidez do solo, e espalhe a mistura em torno de suas plantas. Pó de café usado é fonte de nitrogênio, magnésio e potássio.

3- Jogue as borras de café na pilha de compostagem. Pó de café produz uma excelente matéria “verde”, por ser rico em nitrogênio. Além disso, os vermes benéficos podem ser atraídos para o seu composto com a adição de café velho.

4- Misture sementes de cenoura com pó de café usado antes de plantá-las. Assim, você irá dar energia extra para as plantinhas, que serão capazes de produzir raízes melhores e maiores. Além disso, a borra de café protegerá suas cenouras das pragas.

5- Borras usadas de café podem ser usadas para absorver os odores dos alimentos na geladeira. Basta colocar um recipiente aberto com o pó de café no refrigerador.

6- Coloque pó de café usado em um pano de limpeza para tirar alimentos presos em pratos ou outras superfícies de sua cozinha.

7- Borra de café molhada pode ser usada como tinta para colorir de tudo, desde penas até camisetas velhas. Pó de café usado molhado em água também pode ser utilizado para transformar papel branco em um “pergaminho antigo”.

8- Borras de café podem ser utilizadas para a produção de velas caseiras. Para este projeto você vai precisar de um pequeno copo de café de papel, uma toalha de papel, cerca de um copo cera de velas já derretidas, um pavio, uma tesoura, uma pequena panela para derreter a cera, uma tigela de vidro pequeno e pó de café usado.

9- Utilize pó de café usado para limpar sua lareira. Espalhe as borras sobre as cinzas da lareira, assim elas ficarão mais pesadas e não irão formar aquelas nuvens de sujeira.

10- Borra de café serve de esfoliante corporal, basta colocar o pó em pouco de água morna ou um óleo natural.

11- Assim como ele funciona como um esfoliante para o corpo, o café é um excelente produto para o rosto. Misture duas colheres de sopa de pó de café usado com uma quantidade igual de cacau em pó orgânico. Adicione três colheres de sopa de leite integral ou creme de leite e uma colher de sopa de mel para criar um antioxidante facial.

12- Faça sabonetes com borra de café em casa. Eles são funcionais, pois nós podemos absorver cafeína através de nossa pele. Assim, você pode ter mais de uma fonte de cafeína além da bebida.

13- Se você utilizou muitos produtos em seu cabelo ultimamente, provavelmente ele está sobrecarregado e perdeu um pouco do brilho natural. Para recuperá-lo esfregue pó de café usado antes de lavá-lo.

14- Café pode ser usado para combater as celulites. Misture de pó de café usado e água morna e massageie a região afetada pela celulite durante dez minutos, duas vezes por semana. Os resultados devem começar a aparecer dentro de quatro semanas de tratamento contínuo.

 

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*Fonte: pensamentoverde

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Estudantes criam parede que promete substituir ar condicionado

O material recebeu o nome de hydroceramics e funciona de forma limpa e sustentável.

Aparelhos de refrigeração e climatização são comuns em muitas casas em empresas. Estes equipamentos, que ajudam a amenizar o desconforto das altas temperaturas, são responsáveis por grande parte do consumo de energia elétrica, além de contribuírem para a chamada “pegada de carbono”, que mede a quantidade de CO2 produzida diariamente por cada pessoa.

Pensando nisso, estudantes do Instituto de Arquitetura (IAAC), na Espanha, criaram um protótipo de parede que promete resfriar o ambiente sem a necessidade destes eletrodomésticos.

O material recebeu o nome de hydroceramics (hidrocerâmica) e é composto de bolhas de hidrogel que são capazes de reter até 400 vezes o seu volume em água. Graças a essa propriedade, as esferas absorvem a água e, em dias quentes, evaporam, resfriando o ambiente.

Basta um dia de chuva para que a bolinhas sejam reabastecidas e fiquem prontas para reiniciar o processo, dispensando energia elétrica e garantindo um uso limpo e sustentável.

Confira no vídeo o conceito do novo produto:

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*Fonte: pensamentoverde / Natalia Rodrigues


10 fatos alarmantes sobre o aumento no nível dos oceanos

As mudanças climáticas são reais e as suas consequências também. Um dos jeitos mais fáceis de visualizar os seus efeitos é observando e estudando o aumento nos níveis dos oceanos. No entanto, as informações podem ser muito piores do que você imagina. O site norte-americano Mother Nature Network listou dez fatos alarmantes acerca da elevação oceânica. Veja abaixo quais são eles:

 

1. O nível dos oceanos subiu 200 milímetros desde 1880

O gráfico abaixo foi produzido pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) com base em dados da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA) e a Organização de Pesquisa Industrial e Científica da Austrália (CSIRO). – ver img no link da matéria

 

2. Não apenas o nível do mar está se elevando, mas a média deste aumento também está subindo

Entre 1900 e 2000, a média de aumento no nível do mar foi de 1,4 mm. Em 2010 a média já havia subido para três milímetros e hoje está em 3,4 mm, por ano.

 

3. Este é o aumento do nível do mar mais rápido dos últimos três mil anos

Graças aos altos níveis de CO2 na atmosfera e ao aquecimento global resultantes das emissões desse e de outros gases de efeito estufa, no século 20, os oceanos subiram, pelo menos, 14 centímetros. O nível é o maior dos últimos 27 séculos.

 

4. A cada 2,5 cm de aumento no nível do mar, ele avança de 1,2 a 2,5metros no litoral

De acordo com a Nasa, este é o tamanho da perda nas praias quando o oceano sobre apenas “um pouquinho”. Pode parecer ínfimo, mas se considerarmos a grandeza dos oceanos, com mais de 500 milhões de metros cúbicos de água, um centímetro ou dois podem fazer uma enorme diferença.

 

5. Muitas grandes cidades costeiras já estão enfrentando problemas com inundações

Apenas nos EUA, de acordo com os monitoramentos feitos pela Climate Central, as inundações costeiras já dobraram. O mesmo acontece em cidades litorâneas de outras partes do mundo.

 

6. Nos próximos 80 anos, os oceanos devem subir mais 1,3 metro.

Um estudo recente, publicano na revista científica Pnas, estima que até o final deste século os mares estarão de 0,5 a 1,3 metro mais altos.

 

7. Mais de 216 milhões de pessoas vivem em áreas que podem estar embaixo d’água em 2100.

As áreas costeiras são, obviamente, as mais vulneráveis. De acordo com a Climate Change, de 147 a 216 milhões de pessoas vivem em áreas que podem ser totalmente alagadas até o final do século. A China é o país mais vulnerável, com ate 63 milhões de pessoas expostas a este problema.

Em algumas ilhas a situação atual já é tão urgente que a população tem sido removida de suas cidades e até de seu país.

 

8. O aumento no nível do mar pode contaminar a água usada para o abastecimento

As inundações podem contaminar os reservatórios de água doce com a água salgada vinda do mar. Este problema é especialmente perigoso para os aquíferos, usados como fonte de água fresca em muitas cidades litorâneas. O processo de descontaminação e dessalinização nesses casos é muito complexo e caro.

 

9. A biodiversidade costeira também está ameaçada

Espécies da fauna e flora podem ser diretamente afetadas pelo avanço dos oceanos. Entre os animais, um dos mais preocupantes é a tartaruga, que precisa de espaço na areia para depositar seus ovos até o nascimento dos filhotes e retorno ao oceano. Quando os ovos ficam por apenas três horas embaixo da água, as chances de vingarem são reduzidas em 10%. Quando o período passa para seis horas, as chances caem 30%.

 

10. Danos causados pelas inundações costeiras podem custar US$ 52 bilhões por ano

Em 2005, as estimativas do Banco Mundial foram de que as inundações custaram, globalmente, US$ 6 bilhões. Em 2050, os custos devem chegar a US$ 52 bilhões.

 

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*Fonte: ciclovivo

 

 

 

 

 

 

 

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Ventiladores gigantes vão remover CO2 do ar, fazer combustível e combater o aquecimento global

Enquanto alguns podem associar a poluição do CO2 principalmente com plantas industriais e chaminés gigantes liberando o gás na atmosfera, a realidade é que elas não são as maiores vilãs do meio ambiente.

 

A culpa é do setor de transportes

Os veículos é que complicam tudo. As emissões de gás carbônico deste setor representam cerca de 24% das emissões globais de CO2 e têm a maior taxa de crescimento de todos.
Embora existam tecnologias existentes para capturar gás carbônico a partir de uma pilha de fumo, por exemplo, até hoje não houve soluções para capturar o montante já liberado na atmosfera por carros, caminhões e aviões.

 

Mas isto está prestes a mudar

No início deste ano, a empresa de engenharia de carbono fundada e mantida por Bill Gates iniciou a construção do primeiro dispositivo de captura de gás carbônico liberado no meio ambiente. Durante anos, a empresa tem trabalhado no desenvolvimento da tecnologia que está agora pronta para ser implementada em maior escala.

Tal como as árvores, a tecnologia de captura de ar prende o gás carbônico que polui os ares. No entanto, economiza muito espaço.

Para fazer o mesmo trabalho que estes dispositivos, seriam necessários quilômetros e mais quilômetros de terra fértil para o plantio de árvores. Além disso, a nova tecnologia poderá ser instalada em terras improdutivas, tais como desertos.

Segundo David Keith, professor da Escola de Engenharia da Universidade de Harvard (EUA) e presidente executivo da empresa de engenharia de carbono de Bill Gates, o sistema protótipo construído na Universidade British Columbia pode absorver as emissões de cerca de 14 a 15 veículos ou cerca de 100 quilos de dióxido de carbono por dia.

 

Como funcionam os ventiladores de co2

De maneira simplificada, o sistema funciona com o ar entrando na instalação através de um absorvente de CO2 líquido, que retém cerca de 80% de dióxido de carbono numa solução para processamento adicional.

Depois, a ideia é que o CO2 seja recuperado a partir da solução de carbonato e integrado na produção de hidrocarbonetos líquidos que são totalmente compatíveis com a infraestrutura de transporte de hoje, mas tem baixa (ou nenhuma) concentração de carbono.

A construção de ventiladores gigantes com fins de demonstração deve terminar até o final deste ano. E será o último passo para a construção de dispositivos em grande escala que, além de ter objetivo comercial, também pretende encerrar o ciclo do CO2 na natureza. [bigthink]

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*Fonte: hypescience

 


Primeira estrada do mundo feita de painéis solares começa a funcionar

O governo da França anunciou nesta quinta-feira, 22, a abertura da primeira estrada feita de painéis solares no mundo. A rota de 1 quilômetro fica em uma vila chamada Tourouvre-au-Perche, na Normandia, ao norte do país.

Mais de 2.800 metros quadrados de painéis geradores de eletricidade cobrem a estrada, que espera receber mais de 2 mil motoristas por dia. Trata-se ainda de um programa piloto, o que significa que a rota será monitorada pelos próximos dois anos de perto.

 A energia gerada pela estrada deve abastecer toda a iluminação pública de Tourouvre-au-Perche, que tem 3.400 moradores. Segundo o governo francês, todo o percurso é revestido com uma resina capaz de suportar tranquilamente o peso de qualquer veículo. A obra custou 5 milhões de euros – equivalente a cerca de R$ 17 milhões.
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*Fonte: olhardigital
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SC deve ter ônibus movido a energia solar rodando ainda neste mês

O estado de Santa Catarina está bem perto de ter um ônibus totalmente elétrico e movido a energia solar. O veículo deve estar em funcionamento ainda neste mês e é fruto de uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a fabricante de tecnologia para veículos elétricos Eletra.

O ônibus, do modelo Marcopolo Torino Low Entry, com plataforma Mercedes-Benz O500U Elétrico, não tem a tecnologia que transforma a energia solar em eletricidade em sua própria estrutura. No entanto, ele possui grandes baterias, que serão alimentadas pela energia solar gerada dentro de um centro na universidade.

De acordo com o informativo disponibilizado pela Eletra, o ônibus possui pouco mais de 27 metros e capacidade para transportar 37 passageiros sentados. Ele também tem rampa de acesso para os portadores de necessidades especiais, ar-condicionado, wi-fi e pontos USB.

Por ser totalmente elétrico, o veículo pode evitar a emissão de 46,8 toneladas de CO2 por ano, se comparado aos ônibus tradicionais. Isso seria o equivalente ao que 5.800 árvores conseguem resgatar no mesmo período.

O sistema de tração desenvolvido pela Eletra tem motor elétrico WEG Trifásico 250 L com 200/400 kW de potência e autonomia de até 200 quilômetros, com quatro recargas de seis minutos. O projeto de integração e tecnologia da Eletra possui baterias de tração tipo íon-Lítio (Energia de 128kW/h com oito “Packs” e tempo de recarga de 2,5h com carregador lento e 0,5h com carregador rápido).

A princípio, o ônibus elétrico será usado para fazer o transporte de alunos e professores dentro do campus da UFSC, mas a ideia é expandir o projeto para outros locais.

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*Fonte: ciclovivo

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Google anuncia que a partir de 2017 usará apenas energia renovável

Após anos investindo em opções alternativas para abastecer energeticamente suas estruturas, o Google anunciou recentemente que rodará apenas a partir de fontes renováveis já em 2017. Para alcançar o objetivo, a empresa tem investido em produção própria, fornecedores de energia limpa e, principalmente, na eficiência energética em todas as suas áreas de atuação.

Conforme informado por Neha Palmer, líder global do departamento de estratégia energética do Google, a cada unidade de energia consumida, a empresa comprará o equivalente ou mais em energia renovável. A estratégia é usar diretamente a fonte, mas quando isso não for possível, fazer a compensação dentro do mesmo segmento.

A primeira vez que o Google mostrou interesse e compromisso com as renováveis foi em 2010, quando procurou pela energia eólica. Em 2014 a companhia já tinha 37% de sua demanda proveniente de fontes limpas e o percentual subiu para 44 em 2015.

O desafio não é apenas em produzir eletricidade sem emitir gases de efeito estufa, mas, principalmente reduzir o desperdício e o uso, já que a empresa cresce a cada dia e a demanda por espaços em data centers também vai na mesma proporção. Para se ter uma ideia, em apenas cinco anos, os centros de dados do Google passaram a demandar 3,5 vezes mais energia computacional.

Os investimentos em eficiência são essenciais para que a empresa chegue aos 100% de energia renovável. “Se você cobrir todo o telhado de um data center com painéis solares, talvez você consiga produzir 5% da energia necessária para o seu abastecimento. Se você espera chegar aos 100%, a única opção atualmente é comprar eletricidade a partir de outros projetos”, explicou Hervé Touati, diretor do Rocky Mountain Institute, em entrevista ao site Green Tech Media.

Em todo o mundo, a demanda energética do Google é de 2,6 gigawatts. Segundo Palmer, a empresa tem focado na busca por produtores de energia limpa nas áreas em que seus prédios estão instalados.

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*Fonte: ciclovivo

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Franceses transformam bananeiras em laminado que substitui madeira

A empresa também não utiliza cola e nem água durante o processo de fabricação dos laminados.

A fibra da bananeira é um material muito versátil. Usada em artesanatos e como matéria-prima para diversos produtos, ela é altamente resistente e fácil de ser trabalhada. Todos esses benefícios levaram os designers franceses da FIBandCO a testarem seu uso também pare substituir o laminado tradicional de madeira.

O produto foi apelidado de Green Blade e é 100% natural. De acordo com os criadores, a ideia era valorizar um recurso pouco explorado e rapidamente renovável, além de propor soluções de laminados que não contribuem para o desmatamento ao mesmo tempo em que mantêm excelente qualidade estética.

O processo de fabricação foi pensado para gerar o menor impacto possível. O primeiro ponto de destaque nesse caminho é o uso de uma matéria-prima abundante e que já é residual de outra atividade, que é a produção de alimentos.

Outra preocupação dos franceses foi com as emissões geradas pelo transporte da fibra da bananeira até a fábrica, por isso, todo o processo industrial é realizado próximo ao local do plantio.

O terceiro ponto que diferencia o Green Blade de outros laminados é que a manufatura é totalmente natural. A empresa não utiliza cola e nem água durante o processo de transformação. Além disso, a energia usada na fábrica é obtida integralmente a partir de painéis fotovoltaicos.

O resultado é um laminado muito parecido com o tradicional e que mantém a qualidade. Eles são produzidos em folhas de 1.250mm x 2.500mm e podem ser usados para a fabricação dos mais diversos produtos e revestimentos.

 

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*Fonte: ciclovivo

 

 


Ar-condicionado sem eletricidade é criado em Bangladesh

A situação precária de Bangladesh torna a vida de muitos habitantes difícil, além de não terem eletricidade, internet, água limpa, comida, ainda sofrem com a alta temperatura.

Em Daulatdia um vilarejo no país com aproximadamente 28 mil pessoas, empilhadas em casebres sem água corrente, com temperaturas que passam de 45ºC, criaram o primeiro ar-condicionado sem eletricidade, com baixo custo já que é feito de garrafas pet e papelão.

São feitos furos no papelão, e preenchidos com garrafas pet. Após finalizado, o ar-condicionado é colocado na frente da porta ou janela. O efeito refrigerador é imediato e abaixa 12º celsius.

Isso acontece pois o ar quente entra nas garrafas pelo lado de fora e depois manda um ar mais frio pra fora pela passagem da garrafa. Além de ajudar na refrigeração deste lugar, também incentiva a reciclagem.

O Eco-cooler com certeza é uma ideia muito criativa e que ajuda muito essas pessoas, veja o vídeo abaixo de como funciona essa invenção:

 

 

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*Fonte: engenhariae


Rio doce continua imerso na lama um ano após desastre da Samarco

Há um ano, o Brasil viveu seu pior desastre ambiental. Uma barragem de rejeitos de mineração da Samarco, empresa controlada pela Vale e pela multinacional BHP, se rompeu, lançando uma avalanche de lama. A onda de rejeitos arrasou o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais, matando 19 pessoas. Depois, seguiu pelo curso do Rio Doce até chegar ao Espírito Santo e se espalhar no mar.

Nas semanas que se seguiram, algumas análises indicavam um apocalipse ambiental. Segundo elas, o Rio Doce estaria morto e nunca mais se recuperaria. Outras avaliações, otimistas, falavam o oposto. Um relatório feito a pedido das autoridades ambientais indicava que, em cinco meses, o Rio Doce teria ressuscitado.

Porém, um ano após o acidente, a análise pessimista vem se provando mais precisa. A ressurreição do rio está longe da realidade. Dos 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos lançados no ambiente, pelo menos 40 milhões continuam lá, depositados nas margens e arredores do Rio Doce. As empresas responsáveis pelo desastre, em especial a Samarco, não realizam as obras necessárias de remoção. A chegada da temporada de chuva pode trazer mais danos para a região.

>> Como voluntários salvaram mais de 300 animais da lama da Samarco em Mariana

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) fez duas operações de vistoria na região onde se concentra a maior parte da lama, entre Bento Gonçalves e a Barragem de Candonga, no Rio Doce. As operações tinham dois objetivos: fazer um balanço do dano e avaliar se a Samarco estava cumprindo com as ações de limpeza e restauração. A vistoria mais recente, de outubro, mostra um quadro grave: em 75% dos pontos vistoriados, foram encontradas camadas de rejeitos com mais de 50 centímetros de espessura. O relatório faz uma descrição das “ilhas de lama” no meio do Rio Doce. “Em alguns pontos, é possível observar esse acúmulo com deposição do rejeito no meio dos cursos de água, formando estruturas parecidas com ilhas ou bancos de areia”, diz o texto.
Sujeira no Rio Doce.Na seca,o material endurece.Na chuva,escorre de novo para o rio (Foto: Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress)
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Sujeira no Rio Doce. Na seca, o material endurece. Na chuva, escorre de novo para o rio (Foto: Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress)

O problema é a estrutura física do rejeito, composto de partículas finas. Na seca, fica duro como cimento. No perío­do chuvoso, encharca e escorre novamente para o rio, causando erosão das margens e matando peixes. “A primeira etapa de qualquer processo de restauração é conter o dano. Isso ainda não aconteceu”, explica André Sócrates, do Ibama. “A cada chuva que cai, aumenta a turbidez do rio. Com o rio mais turvo, você prejudica o peixe e prejudica o abastecimento humano nas cidades que dependem do rio.”

Nas áreas onde a Samarco fez alguma intervenção, ela optou por uma técnica de incorporação. Isso significa retirar terra de barrancos ou áreas das proximidades e misturar à lama. As demais operações de limpeza e restauração ambiental também estão muito aquém do necessário. Por exemplo, 62% das obras de drenagem nos rios, essenciais para evitar a erosão, não foram realizadas. O prazo para encerrar essas obras era setembro passado.

A lentidão levou o Ministério Público Federal (MPF) a fazer severas críticas à forma como a Samarco, a Vale e a BHP conduzem o caso. Segundo Jorge Munhoz, procurador da República no Espírito Santo, o mais assustador é que nem sequer as questões emergenciais foram resolvidas.  “Até hoje, as empresas e o poder público não deram resposta para questões emergenciais. A situação é realmente muito insatisfatória”, diz Munhoz.
Bombeiros buscam vítimas na semana do acidente.Executivos das empresas foram denunciados pelo MPF (Foto: Ricardo Moraes / Reuters)
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Bombeiros buscam vítimas na semana do acidente. Executivos das empresas foram denunciados pelo Ministério Público Federal (Foto: Ricardo Moraes / Reuters)

Há 15 dias, o MPF finalizou as investigações sobre as causas do rompimento da barragem e entrou com uma ação na Justiça acusando quatro empresas e 21 de seus executivos pelo desastre. A conclusão dos procuradores é que as empresas sabiam do risco de rompimento e, ainda assim, se omitiram. A denúncia acusa os executivos de 19 homicídios, além de crimes de desabamento, desmoronamento e inundação e de crimes contra o patrimônio, a flora e a fauna. Se condenados, os executivos poderiam pegar mais de 50 anos de prisão. Para as empresas, a acusação pede sanções como multa, proibição do crédito e até o fechamento da Samarco. A ação ainda precisa ser aceita pela Justiça, para depois iniciar-se a fase de defesa dos acusados.

A Vale rejeitou “veementemente” a denúncia do MPF. Diz que “acredita, serenamente, que a verdade e a sensatez irão prevalecer, fazendo-se a devida justiça”. A reportagem de ÉPOCA entrou em contato com a Samarco. “A Samarco refuta a denúncia do Ministério Público Federal, que desconsiderou as defesas e depoimentos apresentados ao longo das investigações iniciadas logo após o rompimento da barragem de Fundão e que comprovam que a empresa não tinha qualquer conhecimento prévio de riscos à sua estrutura.” Sobre as críticas do Ibama, a empresa afirma que está trabalhando com as autoridades ambientais e que já retirou 157.000 metros cúbicos de rejeitos do município de Barra Longa e 500.000 metros cúbicos de rejeitos em Candonga. “Desde o evento, a Samarco tem feito esforços para reparar e remediar os danos causados. Foram adotadas medidas emergenciais e iniciado o planejamento de longo prazo para recuperar esses danos. A recuperação ambiental é um processo de longa duração e a empresa não medirá esforços para minimizar os impactos.”

Apesar da lentidão das obras e do excesso de poluição nos leitos do Rio Doce, nem tudo está perdido. A vistoria do Ibama também indicou que, aos poucos, a vida selvagem está retornando. Espécies de plantas nativas foram encontradas em 86% dos pontos vistoriados. Em metade dos pontos, os analistas encontraram indícios de vida selvagem animal, como pegadas. A vida está voltando a Mariana. São indícios positivos da capacidade da natureza de se restaurar. Mas, para que o Rio Doce realmente renasça, é preciso limpar a sujeira.

 

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*Fonte: revistaepoca

 

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Extinção de certos alimentos no Brasil


Lâmpada ecológica não usa energia elétrica e ainda limpa poluição do ar

O processo consiste em aproveitar a fotossíntese das algas verdes brilhantes para produzir energia.

O bioquímico francês Pierre Calleja é a mente por trás da criação de uma lâmpada movida a algas, capaz de despoluir ambientes e ainda produzir luminosidade. A ideia é usar o equipamento para substituir as lâmpadas tradicionais em espaços públicos ou garagens.

Seu funcionamento é totalmente independe das redes de energia e a sua eficiência é enorme. A lógica que faz o processo funcionar consiste em aproveitar a fotossíntese das algas verdes brilhantes para produzir energia.

O processo acontece em um tubo cheio de algas que, através da reação natural, realizam a fotossíntese, gerando energia e luminosidade, enquanto são abastecidas pelo próprio CO2 do ambiente exterior.

De acordo com o inventor, que trabalha com uma equipe na empresa FermentAlg, cada lâmpada de algas é capaz de absorver anualmente, em média, uma tonelada de carbono, a mesma quantidade capturada por 150 a 200 árvores.

A sugestão do francês é utilizar o sistema em áreas públicas, já que ele pode eliminar os gastos com eletricidade e ainda ajudar a reduzir os níveis locais de poluição. Um mesmo sistema proporciona dois benefícios importantes ao mesmo tempo.

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*Fonter: ciclovivo

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Seriam necessários 3 planetas para sustentar nosso estilo de vida atual, alerta Banco Mundial

Quem faz o alerta é o Banco Mundial, mas basta abrir os olhos e gastar um pouquinho de reflexão para concluir o mesmo: o atual estilo de vida da humanidade em geral é simplesmente insustentável – e para um futuro próximo. Segundo o Banco, caso a população mundial chegue de fato ao número estimado de 9,6 bilhões em 2050, serão necessários o equivalente a três planetas Terra para que continuemos a consumir recursos naturais com a mesma voracidade atual.

Nosso consumo atual já é quase o dobro do que a Terra é capaz de suportar. Diante desse cenário, literalmente apocalíptico, o consumo foi incluído pelas Nações Unidas como um dos tópicos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para o ano de 2030. A meta número 12 dos ODS impõe como mudanças essenciais a diminuição do desperdício de alimentos, a mudança radical no que diz respeito ao uso de combustíveis fósseis, e a redução dos resíduos lançados sem qualquer tratamento no meio ambiente. Tais tarefas urgentes são desafios para todas as regiões do mundo.

Os número são de fato tão alarmantes quanto absurdos: estima-se que anualmente um terço dos alimentos produzidos sejam desperdiçados, em torno de 1,3 bilhões de toneladas e US$ 1 trilhão.

Na energia, somente um quinto do que consumimos vêm de fontes renováveis, e todo o resto é gerado via petróleo, carvão, gás natural ou urânio. Os países mais desenvolvidos do mundo gastam quase 14% de seus PIBs, em média, em subsídios para a indústria do petróleo. Enquanto isso, a geração de lixo dobrou no mundo, dos anos 1990 para cá, e 200 milhões de pessoas serão afetadas por resíduos despejados no meio ambiente nos próximos anos.

Sabemos que não existe sequer um outro planeta terra ao menos em alguns milhões de anos-luz ao nosso redor para sugarmos. Por isso, e em nome não só da sobrevivência mas de uma vida objetivamente melhor e mais saudável, é preciso que comecemos agora a cuidar do único planeta que temos – pois, quando bem cuidado, ele é espetacular.

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*Fonte: ecoguia

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Projeto arquitetônico desenvolve fazenda orgânica em alto mar

Em 2015 foi divulgado um relatório pela Organização das Nações Unidas informando que hoje a população mundial é de 7,3 milhões, mas que em 2030 ela pode chegar a 8,5 milhões.

Essa projeção preocupou a empresa Forward Thinking Architecture em relação à produção de alimentos para o futuro. Caso a população chegue a esse número a demanda iria aumentar em até 50%. Foi então que o escritório desenvolveu o Smart Floating Farms (Fazendas Flutuantes Inteligentes), uma ideia inovadora que poderá ser a solução desse problema.

O projeto arquitetônico tem o intuito de criar fazendas flutuantes com 209 mil metros quadrados, que serão utilizadas para o plantio em alto mar ou em áreas alagadas próximas aos centros urbanos. No espaço seriam cultivados alimentos como frutas, legumes, verduras, ervas e peixes.
Sustentabilidade do começo ao fim do processo

Todo a construção será sustentável, usando energia solar para o seu abastecimento e duas técnicas para o cultivo dos alimentos: sistema hidropônico (cultivo de plantas sem solo) e aquicultura (cultivo e reprodução de peixes, algas, crustáceos ou moluscos).

Foi pensando também na falta de espaço dos grandes centros urbanos que eles decidiram criar essas fazendas em alto mar ou em locais alagados. A construção é dividida em três andares: no primeiro ficarão os pontos de água, englobando as piscinas para a aquicultura, armazenamento, usina de dessalinização e central de embalagens. No segundo andar estarão as estufas hidropônicas, o sistema de irrigação e a central de controle do microclima. E no terceiro e último andar vai estar a usina fotovoltaica, transformando toda a energia renovável captada em eletricidade.

A estrutura vai contar com diversas soluções sustentáveis para diminuir os impactos ambientais, como aberturas para a entrada de luz natural e um sistema de captação de água de chuva, além da utilização de energia eólica, reutilização de resíduos orgânicos para a produção de biomassa, redução do uso de combustíveis fosseis e eliminação da logística de importação de exportação de alimentos.
Fazenda vai disseminar a cultura da alimentação orgânica

Com muitos pontos positivos a fazenda flutuante vai aumentar de forma significativa a produção de alimentos orgânicos em um espaço bem maior que o usado no cultivo tradicional e ainda vai contar com a instalação de um sistema tecnológico de monitoramento e plantio, o que possibilita a automatização da maioria dos processos de preparo do plantio e da colheita.

Todos as fazendas serão capazes de produzir por ano cerca de 8.152 toneladas de vegetais e 1.703 toneladas de peixes de acordo com o projeto. Assim, cidades inteiras poderão contar com alimentos frescos e orgânicos.

 

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*Fonte: pensamentoverde

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8 dicas para ter uma casa sustentável

O Brasil já é o quarto país do mundo com o maior número de obras certificadas por sustentabilidade, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Emirados Árabes Unidos, segundo dados do Green Building Council Brasil (GBC). No entanto, essa prática ainda é adotada predominantemente em empreendimentos comerciais.

“As empresas se preocupam muito com essa questão até para passar uma boa imagem ao público. Por isso estão investindo cada vez mais em práticas sustentáveis”, diz Afonso Celso Bueno Monteiro, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP).

Monteiro acredita que esse movimento pode começar a conquistar mais adeptos também em projetos residenciais.  “As pessoas estão mais conscientes e cada um querendo também fazer a sua parte. Porém, muitas não sabem exatamente como e o que pode ser feito ou acreditam que para isso seja necessário um alto investimento”, afirma o presidente do CAU.

Uma casa deve atender a inúmeras exigências técnicas para ser considerada plenamente sustentável, desde a escolha do material utilizado na sua construção. Ainda assim, segundo o especialista, é possível adotar medidas simples e de baixo custo, como também hábitos corretos no dia a dia, que dão ótimos resultados e certamente contribuem com o meio ambiente. A seguir, ele sugere algumas práticas que podem ser facilmente adotadas para se ter uma casa sustentável:

– Quanto mais e maiores forem as janelas, melhor se aproveita a luz natural. Além de economizar energia elétrica, garante uma boa ventilação;

– Nas janelas, pode-se instalar toldos e brises, evitando o superaquecimento da casa especialmente nos dias de calor, evitando também o uso de ventiladores ou ar-condicionado;

– Prefira as lâmpadas fluorescentes ou as de LED, que são bem mais econômicas e duráveis do que as incandescentes;

– Com queda dos preços observada nos últimos anos, os painéis de energia solar estão se tornando cada vez mais acessíveis e já são uma alternativa a ser considerada para reduzir o consumo de energia elétrica;

– Responsável por um dos maiores desperdícios de água, a descarga pode se tornar mais econômica se tiver uma caixa acoplada. Com dois botões diferentes, pode-se dar descarga com apenas três litros de água (botão menor) ou seis litros (botão maior);

– Com o uso de calhas, cisternas ou tanques, pode-se coletar a água da chuva e aproveitá-la em situações que não exigem água potável, como regar o jardim, lavar carro e quintal ou até mesmo na descarga dos vasos sanitários;

– Usar torneiras com aerador (espécie de “chuveirinho”), que garante uma menor vasão de água, mas a sensação é justamente a contrária;

– Ao comprar aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos, escolha aqueles que têm o selo Procel, que indica melhor eficiência energética. Ou seja, consomem bem menos.

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*Fonte: ciclovivo

 

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Estudantes brasileiras criam solução com fibra de coco para vazamentos de óleo no mar

Um desafio em sala de aula virou um projeto, depois um sonho, e agora pode se transformar em negócio. A professora Patrícia Carbonari Pantojo, da Escola Técnica Estadual (Etec) de Caraguatatuba, estava incomodada com o volume de cascas de coco verde que vão para o lixo todo ano, especialmente no litoral.

Pensando em proposta para esta situação, ela desafiou seus estudantes do curso técnico de Logística a apresentarem sugestões. As alunas Nubia Marques da Silva e Aline Faustino Soares conseguiram enxergar naquela matéria-prima o que pode ser uma solução para vazamentos de óleo no mar.

O produto que as estudantes esperam lançar no mercado é um dos 210 projetos de alunos de Etecs, Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs), além de outras instituições públicas nacionais e internacionais que serão apresentados durante a Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps), nos dias 19, 20 e 21 de outubro.

Com a proposta da professora em mente, as alunas fizeram uma visita técnica ao Porto de São Sebastião. Lá conheceram a turfa canadense, um pó usado para absorver o óleo que os navios despejam nos oceanos. “Na hora, eu percebi que aquele produto era muito parecido com a fibra de coco”, conta Nubia.

O próximo passo foi conseguir o óleo para realizar os testes. Em um tanque com água do mar foram colocados tanto óleo quanto a borra do petróleo, uma substância bem grossa, em estágio anterior à destilação para se chegar a combustíveis. A fibra do coco absorveu tudo.

Penas

Nubia e Aline testaram acrescentar penas de aves à fibra e concluíram que o resultado é ainda melhor. “As penas puxam o óleo para a fibra do coco”, descreve Nubia. “Os resultados são melhores que os da fibra canadense.” Para garantir que o que foi visto em laboratório tinha mesmo validade, as estudantes solicitaram a ajuda de um professor de Química, que encaminhou amostras da água para análise na Sabesp. De fato, a água estava limpa.

Após o uso da fibra de coco para recolher o óleo, forma-se uma biomassa, que pode ser usada como substituta do carvão, por exemplo. “Não adiantaria jogarmos a fibra suja no lixo. Por isso, testamos como usá-la até o fim, sem deixar resíduos”, conta Nubia.

Sonho

Como tudo deu certo, o que era um projeto se transformou no sonho de um empreendimento. “No Brasil só se usa essa fibra canadense e acredito que poderíamos oferecer um produto mais barato”, diz Nubia. A professora Patrícia também acredita no potencial do projeto. “É um produto único, uma ideia inovadora, totalmente sustentável”, afirma. O trabalho foi registrado em cartório e as autoras trabalham com a Agência Inova Paula Souza no processo para garantir a patente do produto.

Nubia se formou em 2015, mas segue estudando para aprimorar a ideia. Ela até já imaginou um equipamento que trituraria melhor o coco e melhoraria a qualidade da matéria-prima. “Se eu tiver oportunidade, gostaria de estudar engenharia e construir essa máquina.”

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*Fonte: ciclovivo

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8 árvores ideais para plantar em calçadas

Plantar uma árvore na calçada é um ótimo jeito de contribuir para a manutenção ambiental da cidade e para a biodiversidade. No entanto, antes de escolher a muda, é preciso atentar a alguns fatores essenciais. Entre os principais cuidados estão: o tipo de raiz, o porte da árvore, a origem e se a espécie é frutífera ou não.

O ideal é que em passeios públicos não sejam usadas espécies com frutos pesados, que possam causar acidentes aos pedestres, e que não sejam tão grandes a ponto de bloquear a iluminação pública ou causar danos à calçada e aos fios de transmissão de energia. De acordo com os manuais de arborização urbana, o ideal é de que em áreas com fiação convencional sejam usadas espécies de pequeno porta, cuja altura não seja superior a seis metros. Em locais com recuo predial de no mínimo três metros, com fiação ausente, protegida ou isolada, é possível usar espécies de porte médio, que chegam a 12 metros de altura, com diâmetro médio da copa em sete metros.

Dentro destes padrões, nós separamos algumas espécies nativas brasileiras, adequadas para plantios em áreas urbanas. Antes de escolher uma delas, verifique se a muda é adequada ao bioma de sua região, pois, mesmo sendo nativa, ela pode não ser endêmica, prejudicando a biodiversidade local.

– Marinheiro (Trichilia cathartica). Tem altura média de quatro a seis metros e floração entre os meses de maio e julho.

– Ipê-Mirim (Stenolobium stans). Pode chegar a sete metros de altura, tem floração entre os meses de janeiro e maio.

– Candelabro (Erytrina speciosa). Sua altura varia de quatro a seis metros. A floração vermelha acontece entre junho e setembro.

– Flanboyant Mirim (Caesalpinia pulcherrima). Tem altura média de três a cinco metros. Sua floração é bastante diversificada, aparecendo nas cores: rosa, vermelha, amarela e branca, entre os meses de setembro e maio.

– Quaresmeira (Tibouchina granulosa). Sua altura varia de oito a doze metros. As flores roxas ou rosadas costumam aparecer entre os meses de janeiro e abril e também entre junho e agosto.

– Cambuci (Campomanesia phaea). Com altura entre três e cinco metros, esta árvore tem flores grandes e brancas. Mas, seu principal destaque são os frutos, que costumam aparecer entre os meses de fevereiro e março.

– Pitangueira (Eugenia uniflora). Sua altura varia de dois a quatro metros. A árvore produz pequenos frutos e folhes brancas, ideais para alimentar abelhas.

– Jabuticabeira (Eugenia cauliflora). Esta espécie pode chegar a dez metros de altura. Ela costuma florescer entre a primavera e o verão, produzindo grandes quantidades de frutos.

Abaixo estão os links diretos para os manuais de arborização urbana de diversas cidades brasileiras. Clique em uma delas para acessar o material. Os documentos contêm instruções para o plantio e indicações de espécies adequadas ao bioma.

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*Fonte: ciclovivo

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Turbina eólica sem hélices promete ser mais eficiente, barata e segura

A Vortex Bladeless é uma turbina eólica que não possui hélices. O modelo, criado pela empresa espanhola de mesmo nome, promete ser mais eficiente e ambientalmente correta do que os tradicionais, que possuem forma semelhante a um cata-vento.

De acordo com a fabricante, o conceito se baseia em um efeito aerodinâmico conhecido como “vorticidade”, que por anos atormentou arquitetos e engenheiros. Como o vento ignora as estruturas fixas, as mudanças de fluxo geram um padrão cíclico de vórtices. Essas forças são suficientes para fazer uma estrutura fixa oscilar e entrar em ressonância com as forças laterais do vento.

As turbinas Vortex Bladeless aproveitam esta instabilidade aerodinâmica para gerar energia. Ao invés de combater a força dos ventos, a tecnologia maximiza a oscilação, para que a eletricidade seja gerada a partir deste movimento. Com o formato de uma torre, o dispositivo é composto por um mastro fixo, um gerador de energia e um cilindro oco de fibra de vidro.

“Nosso gerador de energia eólica não tem partes móveis em contato, o que elimina a necessidade de lubrificação e reduz o desgaste. Além disso, sabe-se que uma estrutura só pode ter uma certa frequência de oscilação, o que limita o número de horas de trabalho. No entanto, graças ao sistema de acoplamento magnético de auto ajusta, a Vortex pode operar numa gama mais ampla de velocidades de vento”, explicou David Suriol, um dos fundadores da empresa, em entrevista ao site Renewable Energy Magazine.

Até o momento o protótipo foi testado e aprovado apenas em experiências realizadas em túneis de vento. No entanto, a empresa já prepara testes ao ar livre, para garantir a eficiência esperada para o projeto. A expectativa é de que a primeira turbina lançada tenha 12,5 metros de altura e seja capaz de produz quatro quilowatts de energia, podendo ser aplicada para o uso residencial e comercial.

A empresa explica que o Vortex coleta 30% menos energia na mesma área que as usinas tradicionais, mas a estrutura é tão mais barata que os custos para a mesma produção seria 40% menor. Além disso, as despesas operacionais do sistema também são 50% mais baratas. Para o futuro, a companhia pretende acoplar placas solares às turbinas, para maximizar a produção e criar modelos para a produção eólica offshore.

Além dos benefícios em termos financeiros, o modelo tem sido aprovado por ambientalistas, por não oferecer perigo às aves, como acontece com as turbinas equipadas com pás.

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*Fonte: ciclovivo


Luminária portátil usa o sol para iluminar naturalmente ambientes

Lucy é uma luminária que funciona totalmente independente da eletricidade. O equipamento aproveita a luminosidade do sol para iluminar naturalmente qualquer ambiente, seja ele interno ou externo. Criada pela empresa norte-americana Solenica, a luminária está em campanha de financiamento coletivo para ser produzida em larga escala.

A ideia por trás dessa criação é muito simples: refletir os raios de sol para substituir o uso de lâmpadas. Mas, a lógica criada pelos inventores é um pouco mais complexa do que isso. A Lucy utiliza um espelho para refletir a luz do sol, até aí, não existe nenhuma novidade. Mas, o grande diferencial é que ela possui um sistema que segue o sol e adapta a posição do espelho para que os raios sejam sempre direcionados ao ponto escolhido pelo usuário. Para que os sistemas de controle funcionem adequadamente, eles também são abastecidos com a própria luz solar.

De acordo com os criadores, a eficiência é tão alta, que a claridade proporcionada pela luminária é equivalente a dez mil lumens, que seria o mesmo nível oferecido por 12,5 lâmpadas de LED com 60 watts de potência. A grande diferença é que o consumo energético permanece em zero.

O projeto começou em 2010. O primeiro protótipo foi fabricado em 2013 e agora a empresa se prepara para produzir a luminária em escala comercial.

O equipamento é portátil e é à prova de água, o que permite que seja instalado mesmo em ambientes externos. Além disso, ela é capaz de refletir a luz de maneira eficiente a distâncias de até 30 metros.

 

 

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*Fonte: ciclovivo

 

 


Tinta térmica pode substituir ar condicionado

A NASA desenvolveu uma tinta à base de água e microesferas ocas de vidro, capaz de reduzir a temperatura e o consumo de energia dentro das residências. Em alta no mercado internacional, a tinta térmica é a mais barata das soluções utilizadas nas obras de isolamento térmico.

O material pode ser aplicado em qualquer superfície, mas o efeito é intensificado quando é utilizada para revestir os telhados das construções, já que a parte superior recebe maior incidência dos raios solares. Os telhados revestidos com o material reduzem em até 60% o consumo de energia elétrica utilizado para refrigerar casas, prédios, indústrias e estabelecimentos comerciais.

No começo, os cientistas da NASA criaram a tinta térmica para ser aplicada em aeronaves, navios e tubulações, a fim de diminuir o calor dentro destas estruturas. Porém, a solução passou a ser comercializada em lojas de construção nos EUA e rapidamente se popularizou, já que a tinta térmica é mais barata e sustentável do que a espuma de poliuretano, material derivado do petróleo usado na maior parte das obras de isolamento térmico.

De acordo com Walter Crivelente Ferreira, diretor da empresa WC Isolamento Térmico, o revestimento pode até mesmo tomar o lugar do ar condicionado. “Se o local for bem ventilado, a sensação térmica no ambiente interno se torna agradável, sem precisar de ar condicionado”, garante o fornecedor do material.

Mesmo ganhando espaço cada vez maior no mercado, a tinta não é reconhecida para os projetos de revestimento térmico. De acordo com Crivelente, as licitações públicas ainda exigem o poliuretano nas obras. No entanto, as Nações Unidas estão elaborando um regulamento para adotar materiais de revestimento mais sustentáveis, sem data para ser entregue.

O diretor da empresa fornecedora acredita que o brasileiro deve aderir à novidade. “As vendas por aqui ainda vão crescer”, afirmou Crivelente, que leva o serviço para muitas indústrias. A nova tinta tem propriedades semelhantes às convencionais e custa a metade do preço das espumas de poliuretano. O efeito térmico dura cerca de cinco anos e a aplicação pode ser feita pelos proprietários.

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*Fonte: ciclovivo

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Os 10 aparelhos que mais gastam energia mesmo estando desligados

Você sabia que muitos eletrônicos, mesmo desligados, podem gastar energia se estiverem conectados à tomada?

Por isso, desconectar o aparelho da corrente elétrica ajuda a economizar dinheiro e proteger o meio ambiente.
Sabemos que o aquecimento global é um problema de grande escala e que deve ser combatido.
No entanto, uso de notebook, carregador de celular e de videogames ligados o dia inteiro na tomada é bastante comum em nossa sociedade, e isso contribui para aumentar o consumo de energia, além de contribuir para as mudanças climáticas do planeta..

Portanto, é um mau costume deixar os aparelhos conectados à tomada.
Sendo assim, a culpa não é apenas dos automóveis e grandes fábricas.
Sem saber, muitos de nós estão desperdiçando energia elétrica, pagando um alto preço por isso.

Saiba quais são os dez aparelhos que mais consomem energia quando estão “apagados”, ou seja, desligados no botão liga/desliga, mas conectados à tomada:

1. Computador
Hoje muita gente prefere o nootebook, mas o computador de mesa ainda é muito usado em escritórios e em alguns casas.
Geralmente, ele fica ligado na tomada o tempo inteiro, durante meses, gastando energia e danificando o aparelho.
Mesmo em ropouso, pode consumir até 21W e, se estiver ligado, aumenta para 80W, o que equivale a quatro lâmpadas fluorescentes ligadas o dia todo.
Ou seja, desligue seu computador quando não estiver usando-o.

 

2. Videogames
Eles, em funcionamento, podem gastar 23W.
E desligados, porém conectados na tomada, consomem 1W.
Então procure desligar e também desconectar os cabos de eletricidade.

 

3. Aparelho de som
O aparelho de som consume cerca de 15 watts, mesmo desligado.
Ou seja, se ficar sempre na tomada, ele gastará 20% mais do que se ficasse ligado 1 hora por dia no volume baixo.
Por isso você deve desligá-lo por completo na tomada.

 

4. Notebook
Usamos no trabalho, em casa, no lazer e ele acaba ficando ligado por muitas horas.
Há quem apenas feche o aparelho, mas isso não resolve.
Um notebook pode consumir mais de 15W quando conectado à tomada, mesmo sem estar em operação.

 

5. Telefone sem fio
Hoje, com o celular, é cada vez menos usado.
No entanto, ele pode gastar cerca de 3W.

 

6. Micro-ondas
Este aparelho de cozinha gasta muita energia e, se ficar ligado na tomada, pode consumir mais de 3W.

 

7. Televisão
Apesar de dizerem que essas TVs mais modernas economizam energia, devemos considerar painéis de luz, sensores e outros recursos que fazem com que a televisão desligada possa consumir 3W.

 

8. Carregador de celular
Muita gente deixa o carregador do celular conectado na tomada por horas, até dias.
Não faça isso.
O consumo médio de um carregador é de 0,26 watt quando não está em uso e de 1 a 5 watts mesmo quando um aparelho com a energia totalmente carregada está ligado nele.
Agora imagine vários carregadores na sua casa ligados por horas na tomada sem aparelho ou com celular já carregado?
Isso pode representar até, acredite!, 10% ou mais na sua conta mensal!

 

9. Decodificador de TV a cabo
Há quem desligue a televisão, mas não o aparelho da TV a cabo.
Procure desconectar tudo antes de sair de casa ou de dormir.

 

10. Cafeteira
Mesmo com o botão liga/desliga estando desligado, ela pode consumir 1W se ficar com o cabo de energia conectado na tomada.
Evite o desperdício.

Lembrar-se desses pequenos detalhes podem fazer toda a diferença no seu orçamento e na saúde do planeta.

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*Fonte: osegredo

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