Reciclagem de embalagem de vidro: a importância do triturador no processo pós-consumo

A reciclagem é uma ação fundamental para a construção de um mundo mais justo e sustentável, além de ser considerada praticamente um dever para empresas de todos os setores — que precisam cumprir diversas obrigações ambientais previstas em lei para evitar multas e garantir que sejam vistas de maneira positiva pelo mercado consumidor.

No Brasil, o setor de reciclagem apresenta bons índices no que diz respeito ao tratamento do alumínio (que possui elevado valor de mercado) e do papel. Por outro lado, materiais como o vidro ainda deixam a desejar, especialmente levando em consideração que os índices de reciclagem das embalagens feitas do material no Brasil é de apenas 47%, um número extremamente inferior ao registrado em países como Alemanha (87%) e Suíça (95%).

Qual a importância da reciclagem de embalagem de vidro?

O vidro é produzido a partir da fusão de minerais que, posteriormente, são resfriados para que enrijeçam. Isso faz com que sua estrutura molecular seja amorfa, o que significa que o vidro pode ser reciclado infinitamente sem perder sua qualidade, causando danos mínimos à natureza.

Para que seja realizada a reciclagem deste material, é necessário contar com um triturador de vidro — um equipamento que desempenha uma função essencial no processo de reaproveitamento do material, pois é justamente a trituração que permite o processo filtragem, que separa aquilo que pode reciclado daquilo que não pode.

Benefícios do triturador de vidro Fragmaq

O triturador de resíduos líquidos e sólidos criado pela Fragmaq é o dispositivo mais indicado para contribuir para ajudar na reciclagem das embalagem de vidro, uma vez que esta é uma máquina de alta qualidade e que garante eficiência no processo de trituração. O equipamento foi especialmente desenvolvido para operar em escala industrial, fornecendo o máximo de desempenho na descaracterização do material sólido e separação do material líquido.

Os principais benefícios que o triturador da Fragmaq oferece são:

Versatilidade
O equipamento é capaz de processar os mais diferentes tipos de embalagens provenientes de diversos setores do mercado, incluindo o farmacêutico, cosmético e alimentício.

Alta capacidade de processamento
Uma das principais características do triturador de vidro da Fragmaq é sua capacidade de processar grandes quantidades de materiais em curtos espaços de tempo, fazendo com que leve benefícios financeiros às empresas que o adotam, otimizando a viabilização das atividades.

Eficiência energética
Um equipamento que se destina à reciclagem que não oferece eficiência energética é no mínimo paradoxal, uma vez que o alto consumo de energia promove más práticas socioambientais. Justamente por isso, este equipamento oferece alta eficiência energética, sendo capaz de atender grandes demandas com baixo consumo de energia.

Baixo ruído
A poluição sonora é uma das que mais prejudica pessoas em grandes centros urbanos e trabalhadores da indústria. Por isso, o triturador de vidro Fragmaq produz ruído mínimo, levando maior conforto àqueles presentes no ambiente em que está instalado.

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*Fonte: pensamentoverde

Descubra o tempo de decomposição do papel na natureza

O Brasil produz grandes quantidades de lixo por ano, sendo que a maior parte dos materiais que são jogados no meio ambiente se mistura com os recursos naturais e acarretam uma série de problemas nos ecossistemas e na sociedade. Dentre esses materiais, o papel é um dos que mais prejudica o meio ambiente, uma vez que sua utilização é contínua, enquanto o descarte é inadequado e frequente.

Grande parte do problema associado ao descarte inadequado de papel diz respeito ao seu tempo de decomposição na natureza: a duração do processo é de quatro a seis meses, podendo até demorar mais tempo dependendo das substâncias que compõem o material. Ao longo desse período, o papel fica acumulado na natureza, causando poluição e diversos prejuízos ambientais.

A melhor alternativa para minimizar os problemas causados pelo uso excessivo e descarte inadequado de papel é a reciclagem. Entenda melhor a seguir:

Por que investir na reciclagem de papel?

O primeiro aspecto que deve ser levado em conta para entender a importância de reciclar papel são as substâncias utilizada na fabricação do papel, especialmente as que não são biodegradáveis e demoram mais tempo para se decompor naturalmente. Uma vez que os ecossistemas tendem a reutilizar os materiais que são descartados em seus espaços, um papel que não é biodegradável ou sustentável acaba interferindo nesse aproveitamento.

Outro detalhe está no acúmulo de lixo. Por mais que muitas cidades contem com serviços de coleta de lixo, esse material nem sempre é descartado de maneira apropriada, e muito papel acaba indo parar em rios, córregos, solos férteis, locais verdes e outras áreas onde a fauna e a flora são gravemente afetadas.

Além da contaminação, o papel acumulado no ambiente atrai pragas e resulta na exploração massiva de recursos naturais para produzir o papel. As pragas se proliferam com mais intensidade para os espaços públicos e até recursos que esses seres vivos dependem para sobreviver são eliminados para que o papel seja fabricado. Isso interfere no ciclo ecológico e deixa o ecossistema completamente irregular, podendo demorar meses ou até anos para se restabelecer a uma convivência tranquila.

Como solucionar o problema do descarte incorreto de papel?

A reciclagem de papel pode ser executada de maneira bem simples (clique aqui e descubra como fazer a reciclagem de papel). Além disso, o ideal é sempre dar preferência pelo uso de papéis biodegradáveis, que favorecem o reaproveitamento, causam menos danos ambientais e são até bem mais baratos que um papel comum.

A realização do descarte inteligente também é indicada, e separar o que dá para reciclar ou não já é uma excelente forma de começar. A redução do consumo de papel também é outra grande opção, para que a produção de lixo não seja em larga escala e necessite um esforço maior para fazer sua eliminação. Colabore!

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*Fonte: pensamentoverde

Cientistas britânicos aperfeiçoam enzima capaz de comer alguns dos plásticos mais poluentes do mundo

O plástico é um dos materiais poluentes que mais preocupa as autoridades ao redor do mundo e, consequentemente, um dos maiores problemas a ser resolvido para manutenção do planeta e seu futuro. Tratando-se, principalmente, do grande volume de matéria gerado nos oceanos, a situação é um reflexo do alto consumo do material e seu descarte incorreto.

Há dois anos, um grupo de cientistas japoneses anunciou a descoberta de uma bactéria capaz de fazer a digestão de polietileno tereftalato (a principal propriedade plástica responsável pela produção de garrafa PET).

De lá para cá, a ideonella sakaiensis 201-F6, nome dado a bactéria, passou a ser estudada por especialistas do mundo inteiro e, recentemente, no Reino Unido, uma equipe aperfeiçoou a fórmula e acabou desenvolvendo a enzima PETase, capaz de decompor o material em apenas alguns dias.

A criação revolucionária, gerou grande expectativa na cúpula internacional, uma vez que só o Reino Unido consome cerca de 13 bilhões de garrafas plásticas todos os anos (sendo que, pelo menos três bilhões destas não são recicladas). Um dado interessante a respeito sobre a nova enzima, é o fato de que a Ideonella sakaiensis tem o plástico como principal fonte de energia – potencializando ainda mais o impacto da solução nos ambientes marinhos de grande poluição.

Ainda em fase de testes e aprimoramento, não há uma estimativa para que a bactéria seja utilizada de maneira efetiva pelas autoridades responsáveis pelos mares e oceanos.

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*Fonte: pensamentoverde

Assim é a ‘sopa de plástico’ que asfixia o mundo

Plastiglomerado. Esse é o nome oficial de um novo mineral que não existia antes na natureza, mas agora se tornou frequente. Foi descoberto em 2014, na praia de Kamilo, da ilha do Havaí, e é formado por sedimentos e detritos plásticos. Na era atual, dominada pela ação dos seres humanos, “os perigos decorrentes da produção e uso indiscriminado deste material sintético, derivado da indústria petroquímica, nos perseguirão durante séculos”, diz o cientista político holandês Michiel Roscam Abbing, autor do recém-publicado Atlas da Sopa de Plástico do Mundo, cujo primeiro exemplar foi entregue a Karmenu Vella, comissário (ministro) europeu do Meio Ambiente. A obra diz que só um tratado internacional poderá conter um produto hoje inseparável do nosso cotidiano.

“Os oceanos cobrem 71% da superfície da Terra, e existe a crença errônea de que só há ilhas de plástico flutuando por aí (…), quando o certo é que ele está por toda parte: em terra, mar e ar. Sua acumulação e fragmentação são tamanhas que os danos derivados do plástico superam seus benefícios”, afirma Roscam Abbing. Especialista em meio ambiente e membro da Fundação Sopa de Plástico (Amsterdã), ele cita um exemplo visual para ilustrar uma luta que é de todos – produtores, Governos e consumidores. É a famosa imagem do cavalo-marinho com a cauda enroscada em um cotonete, que delata a responsabilidade mal compartilhada. Foi feita pelo fotógrafo Justin Hoffman, morador do Canadá, enquanto mergulhava na Indonésia, e aparece entre as ilustrações do Atlas.

“Poderia ter sido evitado”, diz o escritor. “Os cotonetes plásticos vão para a privada e então diretamente para as águas superficiais e as praias. Sendo que o fabricante poderia fazê-los de cartolina ou madeira. Mas são mais caros.”

No texto, mostra-se que numa praia qualquer do Reino Unido há em média 24 cotonetes a cada 100 metros. Outros dados: nos Estados Unidos, são jogadas no lixo 2,5 milhões de garrafas de plástico por hora; a cada minuto, usa-se no mundo um milhão de sacolas desse material. E, o pior de tudo, na sua opinião: as embalagens pequenas, fabricadas com diversos tipos de plástico, e usadas uma só vez. “Nos países em desenvolvimento a publicidade do xampu costuma ser assim, porque as pessoas têm uma poder aquisitivo diferente. Acumulam-se em grandes quantidades, e poderia ser incentivado outro tipo de fabricação e um consumo mais responsável, por parte da própria empresa, com embalagens reutilizáveis”. Quanto ao pão, “perdeu-se o costume de levar as tradicionais sacolas de tecido, e são colocados em bolsas de plástico, destinadas ao lixo”, acrescenta.

Uma boa ideia para reduzir a fabricação e uso dos plásticos é a tatuagem a laser na casca de frutas e verduras. “É seguro e sustentável, mantém a etiquetagem obrigatória e foi aprovada pela União Europeia. A Espanha é pioneira nessa tecnologia (Laserfood, de Valência) e economiza pacotes porque a informação essencial é impressa na casca.” Com fotos dessa poluição em lavouras, no fundo dos mares, em redes pluviais e qualquer outro meio ou superfície imaginável, o Atlas recorda que todos os plásticos se degradam. Suas partículas, impossíveis de recolher, são ingeridas por humanos e animais. “Um perigo enorme: entram em organismos vivos e ignoramos seus efeitos”. De qualquer forma, embora a produção responsável, o manejo sustentável de terras e águas e a reciclagem e a cooperação entre o setor público e privado sejam essenciais, a sopa de plástico supera as barreiras nacionais. E há uma lacuna jurídica. “Nada menos que a falta de um tratado internacional no âmbito das Nações Unidas dedicado a conter a própria sopa”, é o conselho que fecha o Atlas.

*Por Isabel Ferrer

 

Maria Antonia N. Tanchuling

 

Foto: Chis Jordan

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*Fonte: elpais

Insegurança alimentar e a pulverização de agrotóxicos no Brasil

O quadro de vulnerabilidade a que somos expostos com a “insegurança” alimentar e ataque aos direitos humanos mais básicos é cada vez maior no Brasil. Inúmeros casos de sobrevoos de pulverizações aéreas de agrotóxicos são notificados pelo país, mas a maioria de nós, sequer sabe quando, quem e o que recebeu a carga destes produtos químicos e seus efeitos, em nome de combate a pragas a monocultivos ou a vetores de doenças. Afinal, como delimitar na prática, o espaço aéreo e área em solo e corpos d`água e seres vivos atingidos, que certamente vão muito além da região das “culturas” previstas, que chegarão à nossa mesa? Estudos apontam que a distância pode ser ampliada em mais de 30 km do ponto planejado (a chamada deriva). Sabemos, então, realmente o que está por trás do ciclo do que comemos?

O país vai na contramão de outras nações nas Américas e na Europa, que estão abolindo esta prática. Aqui, de acordo com especialistas, somos submetidos ao ecossistema afetado, cujas externalidades negativas se avolumam, incorporadas à saúde ambiental e causam efeitos de curto a longo prazos, que afetam pontos-chave, como a polinização e a saúde humana. A transparência à sociedade a respeito desta agenda é crucial, pois as informações são esparsas, dispersas e não contemplam a população.

Um dos casos de maior repercussão no Brasil a este respeito é o da ocorrência no dia 03 de maio de 2013, quando cerca de 100 alunos, professores e funcionários da Escola Municipal Rural São José do Pontal, no Projeto de Assentamento Pontal dos Buritis, em Rio Verde, GO, foram intoxicados. O Ministério Público Federal (MPF/GO) entrou com uma ação civil pública por danos morais coletivos e no último dia 14 de março (cinco anos depois), saiu uma sentença no Tribunal Regional Federal da Primeira Região, que vale a pena ser lida, e ser objeto de reflexão. São vários ângulos a serem considerados, que abrem jurisprudência para que a sociedade possa se defender.

Presenciar a ação dessas pequenas aeronaves dispersando os elementos químicos é impossível de se esquecer. Até hoje me recordo nitidamente quando, há alguns anos, estava em um taxi em uma estrada vicinal no Vale do Ribeira, no estado de São Paulo, em direção a uma comunidade para fazer uma reportagem e em um voo bem próximo, o pequeno avião passou e jogou o agrotóxico, cujas gotículas ficaram impregnadas no vidro do veículo. A sensação de impotência e desrespeito foi grande e o motorista disse, que essa situação era algo recorrente. Fiquei imaginando como os povos tradicionais daquela região se sentiam e não me enganei.

Por que priorizar este tema? Estima-se que 25% da aplicação de uso de agrotóxicos no país ocorrem por essa via. Em algumas culturas, chega a atingir 100%. Especialistas apontam a importância do princípio da precaução. Quando se analisa a instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), de 2008, que estabelece a distância mínima de 500 metros para pulverizar próximo a cidades, vilas, bairros, de mananciais de captação de água para abastecimento de população e 250 metros de mananciais de água, moradias isoladas e agrupamentos de animais, a realidade aponta que não é possível estabelecer essa precisão.

A corrida contra o descaso sobre esta agenda, no entanto, é contínua e desafiadora, visto que a prática de pulverização aérea em locais de monoculturas extensivas permanece em boa parte do país, baseada em legislações vigentes desde 1969, como alternativas praticamente únicas para o combate às “pragas”. Algumas decisões contrárias têm ocorrido em diferentes municípios que estão criando leis para proibir a prática. Entre os mais recentes, estão Boa Esperança, Nova Venécia e Vila Valério, no Espírito Santo; Quitandinha e Campo Magro, no Paraná. No final de 2017, a Assembleia Legislativa do estado de Santa Catarina também aprovou sua legislação a respeito.

No Senado, tramita o PLS 541/2015, do senador Antonio Carlos Valadares/PSB-SE, que “altera a Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989, para proibir o registro de agrotóxicos, seus componentes e afins em cuja composição química estejam presentes os ingredientes ativos que especifica, bem como veda a pulverização aérea de agrotóxicos para toda e qualquer finalidade”, que se encontra na Comissão de Assuntos Sociais. Na Câmara dos Deputados, estão em análise na Casa, as propostas (PLs 740/03e 1014/15).

Pareceres e notas contrárias à pulverização aérea se avolumam ao longo dos anos mas ainda requerem uma postura mais aprofundada das autoridades a respeito, de forma contundente. Entre as organizações que são contra estão o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Conseas), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Os próprios Departamentos de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Contaminantes Químicos; e de Saúde Ambiental e do Trabalhador, do Ministério da Saúde alertam sobre este perigo. A Campanha Permanente Contra o Uso de Agrotóxicos e pela Vida, criada em 2011, tem esta pauta como uma de suas bandeiras.

Trabalhos acadêmicos se debruçam sobre esta questão, como o artigo da pesquisadora Maria Leonor Paes Cavalcanti Ferreira – “A Pulverização aérea de agrotóxicos no Brasil: cenário atual e desafios”, publicada na Revista de Direito Sanitário, da Universidade de São Paulo (USP), em 2014. Outros pesquisadores, como Larissa Mies Bombardi, do Departamento de Geografia Agrária, da USP, que lançou recentemente o “Atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia”, e Antonio Wanderley Pignati, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) estudam os impactos.

Entre os estudos, que Pignati desenvolve, está dos efeitos da dispersão dos agrotóxicos via aérea, que atingiram a região da sub-bacia do Juruena, entre Mato Grosso e Pará, e na região do Xingu, atingindo algumas terras indígenas, como dos Marãiwatsédé, entre outras. Denúncia recente feita pela Operação Amazônia Nativa (OPAN). O flagrante foi registrado.

O pesquisador Francco Antonio Neria de Souza e Lima, em sua dissertação de mestrado “Saúde, ambiente e contaminação hídrica por agrotóxicos na Terra Indígena Marãiwatsédé”, de 2016, na UFMT, discorre sobre o tema. Povos indígenas, da região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, também sofrem esta pressão há anos, que já foi objeto de liminar favorável a eles, em 2016, contra a pulverização praticada por fazendeiros.

No outro lado, em defesa da prática da pulverização aérea, estão setores do agronegócios e da aviação agrícola, como algumas pesquisas, entre elas, esta de pesquisadora da Embrapa.

Enquanto isso, em um terreno distante dos gabinetes e arenas do campo político, agricultores familiares e pequenos agricultores, indígenas de diferentes povos, quilombolas têm sofrido pressões no “chão”, sobre suas terras, como também o consumidor nas zonas urbanas. São personagens reais que também se veem ameaçados em seu modo de vida de prática orgânica ou sem agrotóxicos. Nós, da sociedade como um todo, nos vimos privados de uma discussão mais ampla que deixe claro tudo que realmente está em jogo e que não nos é exposto em rótulos de produtos ou em informações precisas contínuas a respeito. E a pergunta se repete: realmente sabemos o que estamos comendo?

*A jornalista Sucena Shkrada Resk é especialista em meio ambiente e editora do blog Cidadãos do Mundo

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*Fonte: envolverde

Sistema que promete limpar o Oceano Pacífico está prestes a entrar em operação

Uma fundação holandesa chamada Ocean Cleanup está preparando um sistema inédito que promete ser capaz de limpar a Grande Porção de Lixo do Pacífico, uma área de quase 1,4 milhão de quilômetros quadrados repleta de plástico poluindo o Oceano Pacífico há décadas.

O sistema criado pela fundação, apresentado em detalhes no ano passado, agora está prestes a começar a operar. A equipe da Ocean Cleanup já está desenvolvendo o primeiro protótipo das redes gigantes num porto em São Francisco, nos EUA. Ele deve ser colocado no mar até o fim do ano, segundo a rede CBS.

Todo o sistema começa com um tubo de 600 metros de extensão feito de um plástico maleável e ao mesmo tempo super resistente chamado HDPE (polietileno de alta densidade). Boiando no oceano em formato de “U”, ele serve de barreira para o lixo que navega pelas águas do Pacífico.

Barreiras em alto mar não são novidade, mas o segredo deste sistema é uma âncora móvel que serve para levar o tubo gigante de HDPE de um ponto a outro, sempre seguindo a correnteza e sempre um passo à frente do lixo, que também se move junto com as águas do oceano de forma imprevisível

A barreira fica apenas na superfície, de modo que não possa capturar peixes ou outras formas de vida marinha que passem por baixo dela, como redes convencionais fazem. Quando a barreira estiver carregada de lixo, é só colocar numa rede e tirar tudo da água.

O primeiro grande tubo de HDPE deve ser colocado no oceano até o fim do ano. Se funcionar, o plano é colocar mais 60 deles em operação, espalhados por todo o Oceano Pacífico. O objetivo final é coletar as 80 mil toneladas de plástico da Grande Porção de Lixo em cinco anos, e depois reciclar todo esse material.

*Por Lucas Carvalho

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*Fonte: olhardigital

Por acidente, cientistas criam enzima que permite reciclar garrafas de plástico

Uma equipe internacional de pesquisadores acidentalmente criou uma enzima mutante que consegue digerir o plástico politereftalato de etileno – ou PET, como é mais conhecido. Esse tipo de plástico, que é usado em garrafas de bebidas, é de acordo com o Guardian um dos principais responsáveis por uma crise de poluição que pode ter tanto impacto no meio ambiente quanto o aquecimento global.

Mas segundo o estudo publicado pelos pesquisadores, em breve pode ser possível decompor o plástico PET em seus componentes constituintes com a ajuda da enzima. Isso, por sua vez, permitiria que ele fosse totalmente reciclado. Atualmente, o plástico PET reciclado só pode ser transformado em fibras, cujo uso é relativamente limitado.

Sem querer

A descoberta teve início em 2016, quando cientistas japoneses descobriram uma bactéria capaz de digerir o plástico PET. Por tratar-se de uma descoberta importante, uma equipe internacional passou a estudar a bactéria, buscando entender exatamente como ela realizava esse processo. A equipe então conseguiu identificar a enzima que permite que a bactéria decomponha o plástico das garrafas.

Em seguida, segundo o Guardian, os cientistas fizeram modificações à enzima para tentar entender como ela havia evoluído até se tornar capaz de digerir PET. Mas ao fazer isso, eles inadvertidamente tornaram o processo de digestão de PET da enzima ainda mais eficiente. Com a modificação feita pelos pesquisadores, a enzima consegue começar a decompor o plástico em questão de alguns dias – o que é muito mais rápido do que os séculos que ela leva para começar a ser decomposta no meio ambiente.

Benefícios

Numa declaração enviada ao Cnet, o pesquisador John McGeehan, envolvido no estudo, explicou que “foi um pouco chocante” quando os cietistas descobriram que haviam melhorado a enzima. “O que nós esperamos fazer é usar essa enzima para transformar o plástico de volta em seus componentes originais, para que nós possamos literalmente reciclá-lo de volta em plástico”, disse.

Trata-se de um objetivo importante, já que os plásticos em geral, por serem difíceis de reciclar, acabam sendo extremamente poluentes. De acordo com uma matéria recente do New York Times, o oceano Pacífico contém uma ilha com pelo menos 87 mil toneladas de plástico não-reciclado entre a Califórnia e o Havaí. A ilha em questão ocupa, no oceano, uma área equivalente a cerca de três vezes a do estado da Bahia.

Já há tentativas de solucionar o problema em andamento. Uma delas é um projeto de uma fundação holandesa que pretende usar redes gigantes para retirar o plástico de lá. A Adidas, por sua vez, tem investido na retirada de plástico do oceano e usado fibras feitas com o PET reciclado para fabricar alguns de seus calçados.

Outras vantagens

A pesquisa ainda tem outras duas vantagens: primeiro, ela indica que deve haver bactérias capazes de digerir outros tipos de plástico na natureza. E segundo, ela revela que as enzimas geradas na natureza não são necessariamente otimizadas – isso abre espaço para que cientistas de todas as áreas busquem modificações que possam tornar outras enzimas mais eficientes.

Para reciclar o plástico, os cientistas estudam colocar a enzima em bactérias capazes de sobreviver a temperaturas superiores a 70ºC. Nesse calor, o PET se torna viscoso, o que agiliza o processo de decomposição dele pelas bactérias.

Segundo o químico Oliver Jones, também ouvido pelo Guardian, “ainda há um caminho até que sejamos capazes de reciclar grandes quantidades de plástico com enzimas (…) mas [a descoberta] é certamente um passo na direção certa”. Ele ressalta ainda que é necessário avaliar se o processo de reciclagem não acabaria, ele próprio, por gerar problemas ambientais (como um aumento na emissão de gases estufa) e sugere também que “reduzir a quantidade de plástico produzida em primeiro lugar pode, talvez, ser preferível”.

*Por Gustavo Sumares

 

 

 

 

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*Fonte: olhardigital

A absurda poda anual

Todos os anos, no inverno, repete-se, na maioria de nossas cidades, um fenômeno desconhecido em outras paragens.

Há várias décadas fixou-se entre nós uma inexplicável tradição que consiste na mutilação pura e simples de nossas árvores urbanas, tanto nas ruas como nos jardins.

Muitas vezes no campo, junto às casas de fazendas ou de colonos, pode ver-se o mesmo descalabro. A esta mutilação é dado o nome de “poda”.

O tratamento geralmente é aplicado aos cinamomos, jacarandás e plátanos, às vezes aos ligustros e extremosas, raras vezes com outras espécies como umbus, paineiras ou guapuruvus. Os maus-tratos são tais que muitas vezes as árvores pouco a pouco vão se acabando. No caso do cinamomo, ouve-se dizer que a árvore é de curta vida, mas ninguém se dá conta que tal fato se deve justamente às repetidas e contínuas mutilações. Um cinamomo não mutilado certamente viverá centenas de anos.

Em nosso meio é difícil de se ver uma árvore de rua em bom estado, desenvolvida segundo suas próprias leis. Quase todas são doentes, com tocos e troncos mortos ou parcialmente apodrecidos, impedindo assim a cicatrização e recuperação das mesmas.Uma vez que estão todas fracas e consumidas por dentro, tornam-se presa fácil para insetos, como no caso das cochonilhas do jacarandá. A reação comum é, então, cortar os galhos atingidos para eliminar os insetos, constituindo-se assim nova poda, agora com fins curativos, geralmente um choque que poucas árvores superam.

Se aceitarmos o argumento muitas vezes apresentado, de que é necessário defender os fios elétricos do contato com as árvores, para evitar curtos-circuitos, ou evitar acúmulo de umidade junto às casas, é surpreendente que mesmo em ruas onde não há energia elétrica a violência da agressão seja a mesma.

Por exemplo, na Rua Eng. Álvaro Pereira em Porto Alegre, por volta de l97l, uma linda árvore que se encontrava na beira de um precipício, em local de rara beleza panorâmica, longe de fios e habitações, foi tão brutalmente mutilada, cortando-se galhos de até 20cm de diâmetro, rasgando-se lascas profundas no tronco, que é verdadeiro milagre a sobrevivência da mesma planta até os dias de hoje, apesar do visível definhamento que apresenta.

Outra justificativa que se encontra, proposta por “técnicos responsáveis”, é que se trata de “poda de recuperação”, argumento que vai às raias do absurdo, como a proposição de se mutilar criancinhas para que cresçam melhor.

Iludem-se com os brotos fortes e viçosos que surgem na Primavera após o corte, esquecendo as tremendas feridas que ficam e constituem janela de infecção para toda a sorte de bactérias e fungos, além de possível abrigo para insetos e animais maiores, que se encarregarão de continuar o processo de destruição.

Devemos compreender que, em princípio, árvore alguma necessita de poda. Se elas fossem tão necessárias como se quer fazer crer,os bosques e florestas nativas já há muito teriam desaparecido. Quanto mais livremente uma árvore consegue se desenvolver, tanto mais tempo viverá, por ser mais sã e bela.

A poda sã faz sentido na fruticultura ou viticultura, onde, segundo esquemas racionais e bem definidos, se faz “amputações” com instrumentos adequados, como o podão, cortando-se, em pontos pré-estabelecidos, galhos de pequeno diâmetro, sempre sendo tomadas precauções adequadas. A finalidade desta poda é educar a árvore de maneira a propiciar uma forma que facilite a insolação em toda a periferia e interior, a colheita e a frutificação. Este tipo de poda constitui toda uma ciência, de certo modo pouco complexa.

Em árvores decorativas ou de sombra a poda sã teria sentido quando se quisesse educar ou moldar a árvore para formas artificiais, o que na maioria dos casos, termina com figuras de mau gosto. Por que não apreciar a árvore como a Natureza a idealizou? Nos demais casos, a poda se constitui em medida de emergência, nunca de rotina.

Quando constatada realmente a necessidade de se remover galhos ou troncos importantes de uma árvore adulta, para defender um fio elétrico ou uma construção, ocasionada pela falta de educação do crescimento ou uma construção nova, este trabalho deverá ser feito dentro de uma técnica especial, a “dendrocirurgia”.

Galhos e troncos serão retirados de tal maneira que a cicatrização no local de corte seja rápida e eficaz, possibilitando a recuperação da árvore tal qual paciente após operação. Assim feito, após algum tempo,será difícil identificar o local onde foi feita a remoção, e a árvore seguirá vivendo como se nada houvesse ocorrido.

Para se realizar este tipo de trabalho, é necessário que se compreenda como cresce uma árvore. Isto é muito fácil, mas exige um pouco de observação, algo raro no mundo de hoje. Se o público houvesse observado de perto nossas árvores urbanas, há muito teriam sido tomadas medidas para evitar a destruição sistemática que sofrem.

O esquema de crescimento de uma árvore é fundamentalmente diferente daquele de um animal superior. Enquanto um mamífero, por exemplo, cresce interna e externamente como um todo, com manutenção da estrutura total, a árvore cresce como uma colônia de corais na superfície de suas estruturas originais. Os troncos e galhos se engrossam e se alargam, surgem sempre novas folhas quando morrem as velhas.

Assim como no coral, onde o esqueleto calcário é uma estrutura morta que serve de suporte para os pólipos ainda vivos, o lenho do tronco da árvore é também uma estrutura morta, mas que funciona como condutor de seiva bruta, enquanto intacto, isolado do mundo exterior e das intempéries pela casca viva que o recobre.

De maneira muito simplificada, pode-se dizer que o tronco está constituído do lenho recoberto externamente pela casca. Entre a casca e o lenho tem-se o câmbio, tecido de crescimento que aumenta em diâmetro o tronco. é este o tecido que forma os anéis visíveis em um corte do tronco, os quais podem ser usados para determinar a idade da árvore.

Quando cortamos um tronco, é somente a linha fina do câmbio que possibilita reconstituição de tecidos novos. O erro mais comum quando se retiram os galhos é deixar um toco protuberante. Este toco, constituído de tecidos mortos depois que o câmbio deixa de atuar, quando não há brotação nova, acaba sempre apodrecendo. Assim é impedida a cicatrização, como uma amputação de membro animal onde não se retira a ponta do osso, propiciando entrada de agentes infecciosos.

Para possibilitar a cicatrização, é necessário retirar o galho até sua origem, emparelhando-se o local para evitar lascas. A superfície de corte confunde-se então com a superfície do tronco, devendo ser protegida contra o apodrecimento, como acontece com qualquer pedaço de madeira exposto ao tempo. Para tanto, utiliza-se uma camada de substância protetora. Existem ceras especiais para este fim, mas que, infelizmente, não se encontram no mercado local, devendo-se então recorrer à pintura com tintas sintéticas de toda a parte exposta.

Com o tempo surgirá um anel de tecido cicatrizante, a partir do câmbio circunjacente, que irá engrossando até cobrir toda a superfície de corte. Assim evita-se o surgimento dos conhecidos buracos nos troncos, que sempre vão se aprofundando até a morte da árvore.

Para corrigir erros cometidos em podas mal orientadas, ou acidentes causados por intempéries, há outras técnicas, como a obturação com cimento ou outros materiais inertes.

Faça agora você também a sua parte. Observe as árvores com mais atenção na sua vizinhança, aprenda com suas próprias observações.

Não mutile desnecessariamente as poucas árvores ainda remanescentes nas cidades. Esclareça os perniciosos métodos de poda daqueles que, por falta de informação, ou alienação, insistem em destruir estes seres vivos, que têm direito à vida tanto quanto nós.

*Por José A. Lutzenberger

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*Fonte: blogtudosobreplantas

Cuidados e precauções a respeito da irradiação de alimento no Brasil

Uma das técnicas empregadas com maior frequência pela indústria alimentícia para conservar os ingredientes por mais tempo é a irradiação iônica. Esse método baseia-se em submeter vegetais, frutas e até mesmo carnes a índices controlados de radiação com raio-X, Césio 197, Cobalto 60 ou ainda isótopos acelerados.

Irradiação de alimentos: benefícios e precauções

A radiação apresenta uma série de benefícios, sendo que o principal deles é a proteção contra insetos e demais pragas. Além disso, como já foi citado, a medida consegue retardar as etapas de amadurecimento e envelhecimento dos tecidos nos alimentos. Como consequência, os itens permanecem frescos e podem ser armazenados por um período mais prolongado. Este processo ocorre porque a radiação torna os átomos instáveis em íons (átomos carregados eletronicamente), evitando que os tecidos estraguem.

Apesar desses benefícios, muitas pessoas e especialistas questionam os possíveis malefícios que esses alimentos podem levar à saúde dos consumidores. Ainda que o procedimento seja classificado como seguro para os seres humanos, a carga de íons que uma única fruta recebe pode ser até 150 milhões de vezes maior do que a quantia envolvida em uma radiografia torácica, por exemplo.

Há também setores que levantam a praticidade dessa ação, trazendo para debate aspectos relacionados aos elevados custos deste tipo de operação e eficiência duvidosa do procedimento. Além disso, por conta dos efeitos dos elementos químicos adicionados e ao maior tempo de armazenagem, o valor nutritivo dos itens pode ficar comprometido. Estima-se a quantidade de vitaminas e proteínas sejam reduzidas em até 90%. Alguns estudos preliminares investigam uma provável relação entre o aumento nos casos de câncer no mundo todo e a radiação.

Este tipo de prática, portanto, é uma solução dispendiosa para lidar com a questão de segurança sanitária, pois foca nos sintomas e não na origem do problema. Um caminho economicamente viável e mais consciente do ponto de vista da saúde seria o cultivo local dos alimentos.

Quais são as regras para a irradiação de alimentos no Brasil?

Desde a publicação da Instrução Normativa nº 9, em 2011, o Ministério da Agricultura reconhece o emprego da radiação ionizante como tratamento fitossanitário. Ou seja, o texto liberou a técnica para a prevenção e disseminação das chamadas pragas quarentenárias. Como resultado, o Brasil ganha força para expandir a venda de frutas para mercados externos mais exigentes.

Tanto a dose de irradiação quanto categoria de alimento devem ser observadas para que não haja prejuízos à saúde da população. Além disso, é preciso estar atento aos efeitos da radiação para o meio ambiente. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o processo é visto como seguro e pode resolver a escassez de alimento em várias nações.

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*Fonte: pensamentoverde

A importância das políticas internacionais para o meio ambiente

Durante muitos anos, os países de todo o mundo focaram apenas na força econômica, e pouco se importaram com o quanto isso poderia impactar no meio ambiente. Devido a isso e ao avanço industrial desenfreado, muitos danos foram sofridos pelo planeta.

Felizmente, este tipo de situação está mudando e, desde o século XX, há uma nova consciência mundial. Como consequência, estão surgindo diversas políticas internacionais para o meio ambiente, buscando formas mais sustentáveis de agir e que possibilitem uma menor poluição ambiental, sem a diminuição da produtividade.

Políticas internacionais para o meio ambiente: o que são?

As políticas internacionais para o meio ambiente consistem em indicações de como os países devem agir em relação a qualquer ato que possa representar um dano à natureza ou no aumento da poluição. É o caso, por exemplo, da produção industrial, do descarte de materiais, da reciclagem do lixo, do cuidado com o desperdício de água e da atenção a qualquer emissor de gases poluentes — como meios de transporte e afins.

Os líderes mundiais, com cada vez mais frequência, se reúnem com o intuito de encontrar novas formas de adotar práticas sustentáveis, elaborando metas a serem cumpridas por todos sem que os indicadores econômicos fiquem prejudicados. Atualmente, existem diversos acordos firmados entre os países do mundo, focando na criação de formas mais sustentáveis de produção econômica.

Os principais objetivos das políticas internacionais para o meio ambiente são a proteção dos recursos naturais do planeta e a garantia de uma qualidade de vida para todos, já que dependemos diretamente da limpeza do ar, da água e da produção de alimentos. Muitos especialistas, porém, afirmam que as medidas existentes tratam o assunto de maneira genérica, e pouco tem sido feito de forma efetiva para que os objetivos sejam conquistados a médio prazo.

Nos últimos meses, este tem sido um dos assuntos mais comentados no mundo, já que Donald Trump — o atual presidente dos Estados Unidos, uma das nações mais ricas e desenvolvidas do planeta — se recusa a fazer parte destas políticas internacionais para o meio ambiente e nega que a falta de cuidados com o planeta seja responsável por alterações climáticas.

A importância das políticas internacionais para o meio ambiente

As políticas internacionais para o meio ambiente são fundamentais para o alcance da sustentabilidade do planeta e da vida. Caso os países do mundo não se unam para diminuir sua emissão de gases, por exemplo, poderemos ver uma aceleração do aquecimento global e do efeito estufa, eventos muito prejudiciais à natureza e à vida humana.

É importante que cada indivíduo tenha em mente que somos todos seres vivos totalmente dependentes do planeta, já que precisamos da produção de alimentos para viver, bem como de ar puro e água limpa para continuarmos existindo. Cabe a todos nós busca por uma mudança o mais rápido possível.

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*Fonte: pensamentoverde

Veja os principais danos causados pelo lixo eletrônico ao meio ambiente

Lidar com o lixo eletrônico é hoje um dos principais desafios que as três esferas do poder público e a iniciativa privada enfrentam quando o assunto é a construção de uma sociedade realmente justa do ponto de vista social e ambientalmente sustentável.

De acordo com dados identificados em um estudo realizado pela Universidade das Nações Unidas em conjunto com a União Internacional das Telecomunicações, somente em 2017 foram gerados 44,7 milhões de toneladas desse tipo de resíduo em todo o mundo, sendo que até 2021 esse número deve crescer 17%.

Diante disso, é fundamental que tanto os governos quanto as empresas voltem mais sua atenção para essa questão tão primordial para o meio ambiente e para a saúde pública. Porém, para que isso ocorra, é necessário que todos estejam cientes dos danos causados pelo lixo eletrônico ao meio ambiente.

Quais são os principais impactos ambientais do lixo eletrônico?

De maneira geral, os principais danos causados pelo lixo eletrônico ao meio ambiente podem ser divididos em três grandes grupos. São eles:

Redução do tempo de vida útil dos aterros sanitários

Equipamentos eletrônicos como computadores e celulares têm em sua composição grandes quantidades de materiais que demoram muito tempo para se decompor naturalmente, como o vidro e o plástico. Quando descartados em aterros sanitários, esses materiais aumentam seu o volume do lixo no local e reduzem seu tempo de vida útil, causando ainda mais impacto ambiental.

Contaminação por metais pesados

Placas e demais circuitos eletrônicos de equipamentos possuem quantidades significativas de metais pesados — especialmente mercúrio, chumbo e cádmio. Este é um dos principais danos ambientais causados pelo lixo eletrônico ao meio ambiente, pois tratam-se de substâncias altamente poluentes e que afetam tanto a qualidade do solo quanto da água, dos rios quer e dos lençóis freáticos.

Danos à saúde pública

Apesar de não ser uma consequência ambiental propriamente dita, este problema está diretamente relacionado ao descarte incorreto do lixo eletrônico pois a poluição causada pelo descarte incorreto pode causar danos à saúde da população que vive no entorno dos aterros sanitários ou que vivem da separação dos resíduos destinados aos mesmos.

Qual a importância do descarte correto?

Para evitar os danos causados pelo lixo eletrônico, não há outro caminho que não seja investir no descarte correto e em programas de reciclagem que levem em conta todas as pessoas e instituições envolvidas na vida útil dos equipamentos.

Na esfera governamental, um importante passo foi dado com a instalação da Política Nacional de Resíduos Sólidos e dos Centros de Recondicionamento e Reciclagem de Computadores (CRCs), implementado pelo Governo Federal. Mas essas iniciativas não são suficientes. É preciso que sejam dados incentivos fiscais para empresas que realizam o descarte correto e evitam os danos causados pelo lixo eletrônico ao meio ambiente, uma vez que se trata de um processo custoso, em especial porque muitas empresas fornecedoras desses equipamentos ainda não possuem programas de logística reversa realmente funcionais.

Além disso, postos de descarte devem estar mais acessíveis à população como um todo, uma vez que hoje existem poucos locais nos quais o descarte correto do lixo eletrônico pode ser feito.

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*Fonte: pensamentoverde

Saiba quais são as atividades que mais consomem água no mundo

A água é um dos recursos mais importantes do planeta, sendo fundamental para a vida. Ela deve ter sua importância respeitada e ser muito bem utilizada para que não se torne um recurso escasso no futuro, comprometendo a sobrevivência de todas as formas de vida existentes em nosso planeta.

Apesar de mais de 70% da superfície terrestre ser composta por água, apenas 1% dela é própria para o consumo, porcentagem que inclui toda a água distribuída entre rios, lagos, lençóis freáticos e represas — enquanto os outros 2% de água está contida nas geleiras polares e os demais 97% são formados por água salgada dos oceanos.

Desta forma, apesar da grande quantidade de água presente no planeta Terra, o montante que é próprio para uso é limitado, o que pode fazer com que este item fundamental se torne difícil de ser encontrado no futuro, especialmente se for mal utilizado.

Assim, é importante que se conheça bem o destino dado à água utilizada no cotidiano, de forma que se saiba como este bem é empregado na nossa rotina, evitando, assim, seu desperdício e uso incorreto.

Atividades que mais consomem água no mundo

Agropecuária

A agropecuária é a atividade que mais consome água em todo o mundo, sendo responsável por 70% de toda a utilização feita pelos seres humanos, de acordo com números da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Além disso, a agropecuária desperdiça grandes quantidades de água: estima-se que cerca de 60% da água utilizada na agricultura seja desperdiçada, especialmente por técnicas inadequadas de irrigação.

Por isso, medidas alternativas para evitar o desperdício de água neste setor — como a irrigação por gotejamento — já passaram a ser utilizadas em alguns lugares do mundo, com o intuito de reduzir o desperdício e dar um melhor uso à água.

Atividades industriais

As indústrias são a segunda atividade que mais consomem água em todo o mundo, sendo responsáveis por 22% de todo o uso de água, que pode ser empregada de diferentes formas nas atividades industriais.

Assim como na agropecuária, o setor industrial também passou a buscar maneiras de utilizar menos água nos últimos anos e reduzir o desperdício em suas atividades. O reuso da água nas indústrias e a redução de dejetos emitidos que chegam até os rios são exemplos de técnicas empregadas pela indústria para buscar consumir menos deste recurso essencial.

Uso doméstico

A terceira atividade que mais consome água no mundo é o uso doméstico, responsável por 8% do uso total de água no mundo. Trata-se da água utilizada em nas residências para limpeza, higiene pessoal ou consumo direto.

Desta maneira, é fundamental que haja uma conscientização das pessoas para que a água utilizada em suas casas não seja desperdiçada, assim como em outras atividades.

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*Fonte: pensamentoverde

As principais consequências do descarte de pneus no meio ambiente

As vendas de automóveis crescem a cada ano no Brasil. Saindo dos escombros financeiros causados pela crise, os brasileiros estão aumentando seu poder de compra e adquirindo veículos, alavancando o setor automobilístico no país. Contudo, mesmo com resultados positivos crescendo de um lado, há também um crescimento de resultados negativos, uma vez que o descarte de pneus usados se torna ainda mais forte.

Como o consumo deste material não é consciente, o descarte de pneus no meio ambiente se torna um hábito comum, gerando uma série de consequências ambientais, sociais, sanitárias e financeiras.

Principais consequências do descarte inadequado de pneus

Problemas na biodegradação

O descarte de pneus no meio ambiente é um grande problema ambiental especialmente por conta de seu elevado tempo de deterioração, causando poluição do solo e contaminação de áreas. Além disso, quando estão expostos à luz solar e às chuvas, os pneus começam a se desfazer tanto em líquidos como em gases, contaminando ecossistemas inteiros e a atmosfera.

Dificuldade em saneamento básico

Pneus também são fontes para diversas doenças. Dengue, malária e febre amarela são algumas das enfermidades que advêm do descarte de pneus de forma incorreta. Acumulando água e sujeira, os pneus também contaminam o solo, podendo causar infecções nas pessoas e atingindo até os animais que se alimentam de recursos naturais contaminados pela eliminação de resíduos químicos que fazem parte da consistência dos pneus.

Gastos excessivos

O poder público também sofre com o descarte de pneus no meio ambiente, uma vez que é preciso investir na retirada constante desses materiais em rios, lagos, mares e solos. Mais verbas para investir em máquinas de retiradas de lixo e ainda suster o serviço público de saúde são alguns dos problemas financeiros no cofre público, que se tornam reais.

Como realizar o descarte de pneus?

Mesmo que o descarte de pneus seja complicado, é possível fazê-lo de forma correta. Isso porque existem centros de descarte especializados em realizar a deterioração correta de pneus sem atingir o meio ambiente. Nesses locais, o processo de reciclagem de pneus velhos é complexo, mas todos os pneus inservíveis entram na deterioração.

Com a ajuda de trituradores de pneu e borracha, esses produtos são picados em tamanhos diversos e misturados a pedras de brita para serem drenados com o líquido que o material dissolve. A mistura, que serve para acabamento asfáltico em ruas, também pode ser reprocessada a ponto de virar borracha.

Quando os pneus são triturados e moídos, as máquinas realizam sua compressão a ponto de o volume se tornar borracha e ser enviado para servir como matéria-prima de calçados e materiais de construção. Filtros são usados para que os efluentes emitidos no processo não sejam eliminados no ar. Os tubos retêm os gases e a queima na produção da borracha não se torna um transtorno.

Na maioria dos casos, o descarte de pneus não visa à eliminação completa, mas o reaproveitamento desses materiais, estimulando empresas de reciclagem e coletores a expandir seu negócio e promovendo uma coleta consciente por parte das empresas e do público.

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*Fonte: pensamentoverde

Cheiro de mato: odores emitidos pela natureza podem evitar estresse e câncer

Basta uma boa caminhada por uma mata fechada ou no meio de uma floresta para ter certeza do bem estar e da tranquilidade que os ares e odores do verde nos trazem. Cientistas da escola de medicina Nippon, em Tóquio, confirmaram objetivamente o que nosso corpo nos diz: sentir o cheiro da natureza pode diminuir dramaticamente a pressão do corpo humano e ainda estimular moléculas que combatem doenças diversas como o câncer.

Segundo o estudo, assim que os odores da floresta adentram o nosso organismo, os níveis de estresse e irritação diminuem-se imediatamente. A exposição mais prolongada e intensa ao cheiro do verde pode reduzir portanto a pressão arterial e fortalecer a imunidade dos corpos.

O cientista Qing Li criou dentro da escola o centro de pesquisa International Society of Nature and Forest Medicine, que visa aplicar a aromaterapia baseada no odor das florestas como tratamentos alternativos. Efeito similar ocorre quando simplesmente olhamos às florestas – mesmo que em fotografias – mas o estudo de Li aponta efeito especialmente eficiente quando utilizados os odores.

Se muitas vezes a ciência é fundamental para descobrir e inventar melhorias para nossas vidas, outras vezes sua tarefa é somente confirmar aquilo que a sabedoria popular e ancestral já sabe: dar uma volta em meio ao verde e respirar fundo faz um enorme bem para nossos corpos. Torna-se mais evidente que salvar a natureza é uma questão imediata de saúde pública.

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*Fonte: hypeness

Saiba quais são os tipos de lixo mais comuns encontrados nas cidades

Todos os dias, o ser humano gera grandes quantidades de lixo. Ao longo dos anos, todo este volume de resíduos acaba poluindo rios, solo e até mesmo o ar que respiramos. Nas grandes cidades, este problema é ainda mais grave, uma vez que há ainda todo o lixo produzido pelo comércio, pela indústria e pela rede de serviços.

Principais tipos de lixo produzidos nas cidades

Segundo dados de Organizações Não Governamentais que trabalham com reciclagem, o lixo mais comum nas cidades é o orgânico, que corresponde a cerca de 52% de todo o montante de resíduos. Em segundo lugar vem o papel e o papelão (aproximadamente 26% do total), o plástico (3%), os metais e o vidro — ambos contribuindo com 2% de todo os rejeitos que são produzidos.

Há, ainda, o descarte de lixo especial (composto por materiais como baterias, pilhas, embalagens de agrotóxicos ou veneno e restos de demolições) e lixo hospitalar (formado por medicamentos e produtos hospitalares em geral), uma grande variedade de resíduos que causam grandes prejuízos ao meio ambiente quando são descartados de forma incorreta.

Problemas associados ao lixo nas grandes cidades

Embora seja positivo o fato de a maior parte do lixo descartado ser orgânico, isso não deixa de ser um problema. Este é um dos tipos de lixo mais comuns justamente porque reúne restos de comida descartados por residências, restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos. Este tipo de lixo é levado diretamente aos lixões, onde se acumula com diversas outras toneladas de lixo.

O lixo orgânico é fruto da falta de planejamento na hora de consumir alimentos, que acabam sendo desperdiçados e descartados mesmo quando estão em bom estado. Este é um problema que aumenta e estimula problemas de desigualdade social, uma vez que o descarte de alimentos faz com que mais pessoas deixem de se alimentar.

O papel e o papelão, por sua vez, embora sejam recicláveis, dificilmente têm este fim. Isso porque, infelizmente, a maioria das pessoas ainda não sabe fazer o descarte consciente deste tipo de produto. Como consequência, esses materiais acabam sendo descartados juntamente com outros tipos de lixo, impossibilitando seu reaproveitamento.

Minimizar este problema é fácil: basta diminuir o consumo, aproveitando ao máximo o papel e realizando o descarte de forma correta, evitando a contaminação com outros tipos de lixo.

O plástico, por sua vez, é um dos maiores problemas da atualidade — já que, além de ser descartado em grandes quantidades, é um daqueles tipos de lixo que raramente podem ser reciclados. Além disso, quando descartado de forma errada, o plástico acaba indo para o solo e para o mar, onde causa poluição e dizima milhares de espécies de animais.

O vidro e o metal, assim como o plástico, podem ser um problema gravíssimo. Estes tipos de lixo demoram milhares de anos para se decompor e acabam deixando para trás componentes químicos altamente prejudiciais para a sustentabilidade do planeta.

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*Fonte: pensamentoverde

Casa-móvel autossuficiente começa a ser vendida comercialmente – Ecocapsule

Às vezes, falamos de projetos tão interessantes e futurísticos que parecem que eles nunca vão sair do papel. Felizmente, nos surpreendemos positivamente. Este é caso do projeto Ecocapsule, uma casa que gera toda a energia que precisa e pode ser levada para qualquer lugar do mundo, que acaba de fazer sua estreia internacional.

Foram lançadas 50 moradias para clientes que vivem nos Estados Unidos, Japão, Austrália e União Europeia. Quem vê de fora não imagina que as minúsculas casas têm tantas vantagens: sua superfície é coberta por placas fotovoltaicas, uma pequena turbina eólica e ainda é capaz de coletar e filtrar sua própria água.

Em forma de cápsula, a casa é feita com fibra de vidro e aço e pode acomodar até duas pessoas. Esta é uma tendência bastante comum em alguns países, como nos Estados Unidos. O interessante é perceber o esforço dos escritórios de arquitetura em tornar esses pequenos espaços residenciais em verdadeiros oásis autossustentáveis.

A turbina eólica produz 750W de energia limpa, enquanto os painéis solares embutidos produzem 880W. A energia é armazenada em uma bateria e o “microhome” ainda pode ser conectado a uma tomada externa, caso seja necessário energia adicional.

A Ecocapsule se encaixa em qualquer contêiner de tamanho padrão e também pode ser transportada através de reboque para qualquer lugar do mundo.

Como morar em uma casa minúscula?

O projeto foi pensado inicialmente para ser uma habitação temporária. Cientistas e fotógrafos da natureza selvagem fariam parte do público alvo. Mas, todo o potencial da cápsula foi sendo percebido ao longo do tempo. A casa-móvel é capaz de oferecer o mesmo tipo de conforto disponível em uma residência tradicional.

Os moradores contam com torneiras, chuveiro quente e banheiros equipado com vasos sanitários com descarga. A água, assim como a energia, também é obtida de maneira sustentável. Sua forma esférica é otimizada para recolher a água da chuva e do orvalho. O recurso passa por um filtro e pode ser usado para o consumo humano. O mesmo sistema serve para limpar água de outros mananciais.

A segunda série de produção em massa estima-se que seja até o final de 2018. Para saber valores e mais informações, confira o site da empresa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: ciclovivo

Saiba quais são as 10 cidades mais quentes do mundo

O aquecimento global é caracterizado pelo aumento da temperatura média dos oceanos e da atmosfera terrestre, sendo causado pelo aumento inconsequente da emissão dos gases responsáveis pelo efeito estufa — um fenômeno natural que é intensificado pelas ações predatórias do ser humano, causando mudanças climáticas drásticas e preocupantes.

Além do aumento da temperatura do planeta, portanto, o aquecimento global está associado à elevação do nível do mar e ocorrência de mudanças nos padrões de precipitação das chuvas, resultando em enchentes e secas. Outras consequências que merecem destaque são as alterações na frequência e intensidade de fenômenos naturais extremos, extinção de espécies e alterações na produção de alimentos.

Descubra, a seguir, quais são as cidades mais quentes do ano e que podem registrar temperaturas ainda mais elevadas nos próximos anos por conta do aquecimento global:

As 10 cidades mais quentes do mundo

Vale da Morte, Califórnia – Estados Unidos
A Organização Mundial de Meteorologia reconheceu em 2017 que o local é o mais quente do planeta. O deserto californiano já registrou 57,8°C.

Dallol – Etiópia
A cidade é habitada, sendo que sua proximidade com o vulcão Dallol é determinante para tanto calor, ajudando a formar os minerais presentes no local e a cidade já chegou a 60°C.

Wadi Halfa – Sudão
No deserto do Saara, Wadi Halfa é um centro de pobreza da região, fazendo fronteira com o Egito. O calor é tanto que já atingiu a média de 53°C e, para chegar até a cidade, é preciso pegar um trem e carro de alugue e as hospedagens não possuem muito conforto.

Deserto Lut – Irã
No sudeste do Irã, o deserto Lut é um dos maiores do mundo e já registrou temperaturas de 70°C. Apesar da dimensão do calor, ele é cercado por lagos que proporcionam uma levíssima sensação de frescor no local.

Tirat Tsvi – Israel
A cidade faz fronteira com o Rio Jordão e está localizada no vale Beit Shean. Sua temperatura média é de 54°C.

Timbuktu – Mali
A média de temperatura do local é de 54°C. A cidade é coberta de histórias e possui uma importante universidade.

Queensland – Austrália
O local já chegou aos 69°C e possui exemplares da vegetação tropicais e semidesérticos, fazendo com que o calor se amenize diante de tantas belezas.

Turfan – China
No noroeste da China, Turfan tem paisagens desérticas e é repleto de templos budistas com montanhas e florestas.

Kebilli – Tunísia
Seus maiores picos foram de 55°C e o local fica entre o deserto do Saara e um oásis, sendo um grande centro comercial.

Ghadames – Líbia
A cidade é dividida entre a parte nova e a antiga, mas ambas reservam temperaturas de 55°C. Pela sua beleza única o local é Patrimônio Mundial da Humanidade da Unesco.

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*Fonte: pensamentoverde

Descubra quais são os materiais mais reciclados no Brasil

A reciclagem é um processo que permite o reaproveitamento de determinados materiais, que são utilizados para a confecção de novos itens que poderão ser consumidos para diversos fins. Esta é uma ação que contribui para a redução das taxas de exploração de recursos básicos, naturais e essenciais à vida, destacando-se como um processo de enorme importância para o meio ambiente e para a manutenção da fauna, flora e da própria vida humana.
Quais são os materiais mais reciclados no mundo?

Mundialmente, os materiais mais reciclados são:

Caixa de papelão: cerca de 80% delas podem ser reaproveitadas;
Borracha: os pneus, por exemplo, podem ser transformados em adesivos, solados de calçado, tapetes para carros, passadeiras e outros itens;
Garrafa PET: são usadas para a confecção de tapetes, vassouras, enfeites, brinquedos e para produção artesã;
Plástico: costuma ser utilizado para produção de materiais de limpeza, cabides, baldes e inúmeros acessórios para carro;
Alumínio: gera pesas decorativas, acessórios para bicicletas e até para carros.

No Brasil, determinados materiais são reciclados com maior frequência que outros. A seguir, confira quais são os materiais mais reciclados no Brasil e entenda porque isso ocorre:

Quais são os materiais mais reciclados no Brasil?

O Brasil, felizmente, possui resultados muito positivos quando o assunto é reciclagem. Considerando o trabalho de coletores de lixo, limpeza pública e cooperativas de reciclagem, o esforço da reciclagem torna-se uma atividade de ótimo custo-benefício para todos. Entre os materiais mais reciclados no País, podemos destacar:

Aço

O aço está no topo do ranking entre os materiais mais reciclados no Brasil, e a razão é compreensível, visto que ele é utilizado para a confecção de uma série de produtos, peças e objetos. Para se ter uma ideia, 49% de todo o metal descartado no País é reciclado, voltando quase que integralmente às indústrias.

Papel

O segundo lugar entre os materiais mais reciclados no Brasil fica com o papel, que apresenta cerca de 47% de taxa de reaproveitamento. O principal benefício desse processo está na redução da quantidade de árvores cortadas para a produção de folhas de papel.

Vidro

O vidro, que ocupa a terceira posição entre os materiais mais reciclados por aqui, possui 45% de taxa de reaproveitamento. Esse índice só não é maior porque o vidro possui maior dificuldade para ser reaproveitado, o que consequentemente diminui o interesse da indústria e da população em geral (incluindo casas e comércios).

 

 

 

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*Fonte: pensamentoverde

Bilionário cria bicicleta que gera energia para toda a casa

Foi por meio do documentário Billions in Change, um movimento que busca salvar o mundo com iniciativas para preservar o meio ambiente e garantir o desenvolvimento sustentável, que o bilionário Manoj Bhargava se tornou conhecido em todo o mundo.

Com uma ideia animadora, que une a saúde e a preservação, ele se destacou e chamou a atenção por querer garantir a inclusão social e levar energia limpa àquelas pessoas que não tem acesso.

O norte-americano de origem indiana criou uma bicicleta especial, batizada de Free Electric, que transforma a energia cinética, obtida durante a pedalada, em energia elétrica – uma bateria é responsável pelo armazenamento. O modelo faz parte de um projeto muito maior, no qual Bhargava está utilizando grande parte de sua fortuna.

As primeiras 50 bikes serão testadas em 20 pequenas aldeias no norte do estado de Uttarakhand, na Índia, antes do lançamento oficial, que deve acontecer em 2016. A ideia é implantar, só neste país, cerca de 10.000 bicicletas que, depois de terem sido pedaladas por uma hora, garantirão um dia cheio de energia elétrica.

A escolha do local se deu pela sua descendência e, principalmente, pela falta de recursos financeiros que a região enfrenta.

Novas iniciativas já estão sendo testadas

O magnata tem investido seu tempo e dinheiro em novas iniciativas que buscam garantir melhores condições de sobrevivência em áreas mais remotas do mundo. Em Detroit, sua equipe tem trabalhado ativamente no Stage 2 Innovations Lab, onde estudam maneiras de tornar potável a água salgada e de produzir energia limpa em todos os lugares.

Para o magnata, é preciso que aqueles que tem mais ajudem os que tem menos, a fim de garantir o desenvolvimento de todo o planeta de forma sustentável e mais igualitária.

Na sua participação no documentário, ele ressalta que os projetos não precisam do seu dinheiro, mas da sua voz. Falando com as pessoas e incentivando-as a buscar soluções reais para os problemas mais urgentes do mundo, é possível levar o movimento adiante e ajudar as pessoas.

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*Fonte: pensamentoverde

Saiba quais fontes poluidoras se devem a atividades humanas

Diversas atividades humanas contribuem negativamente para o efeito estufa: tratam-se de ações pequenas e grandes que liberam gases e excedem um fenômeno que deveria ser natural na atmosfera. Os gases principais desse efeito são o metano, gás carbônico, óxido nitroso e vapor de água. São eles que, em conjunto, tornam a Terra superaquecida e levam a problemas como o derretimento das calotas polares, aumento do nível dos oceanos e outras consequências perigosas.

Vale destacar que muitas destas ações que colaboram para o aumento do efeito estufa também prejudicam o ecossistema de outras formas — causando a intoxicação do solo e da água, além de desmatamento e extinção de animais. Se focarmos apenas na poluição do planeta, já é possível listar muitas fontes que estão associadas à ação do homem. Descubra algumas a seguir:

 

PRINCIPAIS ATIVIDADES HUMANAS QUE AFETAM O MEIO AMBIENTE

 

Trabalhos industriais e laboratoriais com toxinas químicas

Todo tipo de atividade que usa toxinas químicas e não as descarta corretamente pode resultar na contaminação da água e do solo. Em alguns casos, a água pode se tornar inviável de ser bebida ou usada por humanos de qualquer maneira — isso é um grave problema, especialmente em uma época na qual as secas e a escassez de água são cada vez mais presentes.

Poluentes gasosos

Indústrias e veículos motorizados são os principais culpados pela poluição do ar, em especial por conta da emissão de gás carbono. Outras atividades, porém, também colaboram para isso, ainda que em menor escala. É o caso dos cigarros que, além de poluírem o ar, são prejudiciais ao solo quando as bitucas não são descartadas corretamente.

Poluição sonora

Por incrível que pareça, a gigantesca quantidade de sons produzidos em cidades afeta o ecossistema. Isso afasta a natureza, quebra o ciclo natural dos locais preservados e espanta todo tipo de espécie animal. Mesmo os ruídos provocados por grupos de pessoas são o bastante para influenciar no ecossistema de um local, especialmente se feitos repetitivamente.

Desmatamento

Conforme as cidades foram tomando o lugar das florestas, o desmatamento passou a se destacar como um problema sério. Além disso, indústrias de papel, bem como algumas outras, desmatam para conseguir a matéria-prima para seus produtos. Essas ações afetam o ciclo natural da água, aumenta, a erosão do solo e diminuem a vida silvestre.

O ciclo do ar também é extremamente prejudicado pelo desmatamento, já que as árvores são responsáveis pelo desenvolvimento do oxigênio.

Como reduzir a poluição gerada pelo ser humano?

O primeiro passo para reduzir o efeito das fontes poluidoras é esquecer a ideia equivocada de que ações individuais não ajudam o meio ambiente. Adotar novos hábitos ou meios de consumo ajuda bastante no combate aos efeitos nocivos da ação humana. Você pode, por exemplo, contribuir para o processo de coleta seletiva e reciclagem, diminuir o uso de veículos motorizados, usar veículos híbridos, boicotar indústrias que não cumpram com as regras básicas de preservação ambiental e ainda conversar sobre o assunto com outras pessoas, estimulando-as a adotar as mesmas medidas.

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*Fonte: pensamentoverde

Afinal, quantas árvores são necessárias para produzir uma folha de papel?

Você sabe quantas árvores são necessárias para produzir uma folha de papel? Para responder a essa pergunta a partir de uma lógica puramente matemática, é preciso saber quantas folhas é possível produzir a partir de uma única árvore.

Considere que uma árvore padrão na produção de papel, que é o eucalipto, é capaz de produzir 20 resmas de papel. Como cada resma possui 500 folhas, 20 resmas possuem 10 mil folhas tamanho A4 de 75 g/m2 de gramatura por tronco. Se uma árvore é capaz de dar vida a 10 mil dessas folhas, isso significa que para produzir uma folha de papel é necessário 1/10.000 de árvore.

Embora este pareça um número irrelevante, o problema vai muito além de uma simples folha de papel. Isso porque, atualmente, a maior parte do papel produzido no Brasil é oriunda do reflorestamento, o que ajuda a resolver a questão do prejuízo ambiental associado ao desmatamento das florestas e o consequente esgotamento dos recursos naturais. O consumo de papel, na verdade, acarreta problemas associados ao processo de produção e descarte do material.
Descarte de papel: um problema ainda em aberto

O consumo de papel acarreta diversos problemas relacionados com o descarte, uma vez que este material pode demorar de duas semanas a seis meses para se decompor no meio ambiente. Embora pareça pouco, este é um tempo suficiente para causar muito estrago, sobretudo em função da quantidade de papel descartada nos córregos, rios e áreas urbanas, que contribuem para a ocorrência de enchentes e colocam em risco a vida de animais.

Além disso, a própria produção de papel pode causar diversos prejuízos ambientais. A reciclagem de papel, ainda que contribua para a redução do descarte no ambiente, demanda a utilização de mais produtos químicos no processamento, tornando poluente uma atividade que já tem essa característica quando utiliza matéria-prima original.
Qual a melhor solução para o uso de papel?

O reflorestamento resolve parte da questão, enquanto a reciclagem contribui na outra ponta. Além disso, a reutilização do papel pode atrasar a necessidade do descarte, mas é preciso atacar o terceiro vértice do problema — que é justamente a produção. Nesse caso, o caminho é a substituição do papel e redução de sua utilização no dia a dia.

Para que isso ocorra, é preciso que mudem os hábitos da sociedade. Nesse aspecto, o uso da tecnologia pode ser vital: com o aumento do uso da informática, da tecnologia digital e da internet, é possível reduzir bastante o uso de papel na atividade humana. A questão não é quantas árvores são necessárias para produzir uma folha de papel, mas quantas folhas de papel devemos deixar de consumir e produzir?

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*Fonte: pensamentoverde

Conheça 8 formas de como reduzir o lixo jogado no meio ambiente

Sustentabilidade certamente é uma das palavras de ordem do século XXI. Isso porque já foi provado inúmeras vezes que o mundo está chegando ao seu limite de fornecimento de recursos naturais para custear as atividades humanas. Diante disso, existem diversas atitudes que as pessoas podem tomar para fazer com que o mundo se torne mais sustentável, de modo a fazer a diferença no futuro da Terra e da humanidade.

Uma das questões mais fundamentais e urgentes em termos de sustentabilidade diz respeito a encontrar formas de reduzir o lixo que é descartado no meio ambiente. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), os brasileiros geram 230.000 toneladas de lixo por dia, um número que representa aproximadamente um quilo por cada habitante ao dia.

COMO REDUZIR O LIXO JOGADO NO MEIO AMBIENTE?

A principal maneira de reduzir a quantidade de lixo descartado na natureza é reduzindo a quantidade de produtos consumidos. Por isso, as dicas a seguir consistem em maneiras de reduzir não apenas o descarte de lixo, mas o consumo desenfreado de embalagens e itens. Confira:

Colabore com a coleta seletiva

Encaminhar seu lixo para a coleta seletiva é uma das principais formas de reduzir o lixo que é descartado no meio ambiente, uma vez que somente 2% de todo o lixo produzido no Brasil é devidamente reciclado. Caso seu bairro não conte com um serviço de coleta seletiva, é possível realizar o descarte em ecopontos espalhados pela cidade.

Utilize produtos em refil sempre que possível

Por meio da aquisição de produtos a granel, como grãos e cereais, e de produtos de higiene, como sabonetes líquidos, é possível reduzir significativamente a quantidade de plástico e outros materiais utilizados na fabricação de embalagens, minimizando os danos ambientais.

Opte por embalagens desmontáveis

Caixas de papelão para carregar compras e caixas de leite UHT, além de serem mais sustentáveis e passíveis de reciclagem, podem ser desmontadas no momento do descarte. Desse modo, elas ocupam menos espaço e geram economia no momento do transporte, já que não é necessário fazer diversas viagens para transportar determinada quantidade de resíduo.

Evite produtos descartáveis

Use açucareiro ao invés de saquinhos de açúcar, evite utilizar canudos e sempre use os dois lados do papel para impressão ou escrita. Desse modo, você otimiza a utilização de itens que seriam descartados, minimizando a quantidade de lixo gerada.

Reutilize roupas e acessórios

Além de conter produtos naturais como algodão, os tecidos passam por diversos tratamentos químicos que são nocivos ao meio ambiente. Por isso, ao invés de descartar roupas e acessórios que não são mais utilizados, tente customizá-los e dar uma nova roupagem a eles. Confira algumas dicas de customização de roupas neste post.

Dê atenção ao lixo orgânico

Restos de comida e cascas de alimentos podem ser utilizados em processos de compostagem orgânica, resultando em um excelente adubo para ser utilizados em hortas ou como alimentos de criação de suínos.
Reduza suas correspondências

Dê preferência a receber correspondências por e-mail, de modo a reduzir o uso do papel.

Leia online

Outra excelente forma de reduzir o lixo, especialmente o derivado de papel, é ler revistas e livros online, comprando somente aquilo que é essencial ter impresso.

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*Fonte: pensamentoverde

Reciclagem de alimentos: o que pode ser feito com restos alimentícios?

Quase todo mundo já levou bronca dos pais por deixar comida no prato, um desperdício que geralmente é visto como inocente ou insignificante. Hoje em dia, porém, há uma conscientização maior de que qualquer tipo de desperdício deve ser evitado para que não haja prejuízo aos recursos naturais e ao futuro da humanidade.

Atualmente, descartar uma casca de laranja ou limão, uma casca de ovo e até restos de comida pode ser considerado um desperdício de recursos. Isso porque esses são excelentes ingredientes para a compostagem orgânica, que resulta na formação de adubo. Além disso, muitos desses itens podem ser reaproveitados para fazer receitas deliciosas, como um pudim com cascas de goiaba ou um doce de cascas de laranja.
O que pode ser feito com restos de alimentos?

A gaúcha Raquel Patro, especialista em jardinagem e paisagismo, criou seu próprio método para transformar restos de alimento em nutrientes para as plantas. Ela armazena cascas de frutas — como banana, laranja, abacaxi e mamão —, além de cascas de cebola, ovos, borra de café e outros materiais orgânicos.

Para evitar o mau cheiro do material em decomposição, a especialista expõe os restos ao sol, de modo a enxugar a água. Em seguida, ela bate todo o material em um liquidificador, processo que dá origem a uma farinha altamente nutritiva para as plantas. Segundo Raquel, esse processo preserva os nutrientes, como o potássio das cascas de banana e o cálcio das cascas de ovo.

A gaúcha armazena a farinha em uma sacola plástica, que é mantida ao abrigo da luz, do calor e da umidade, mantendo seu valor nutritivo por muito tempo. Esse composto é usado para fertilizar as plantas. Segundo Raquel, essa prática para fazer reciclagem de alimentos é muito bem vista pelas plantas, que acabam exibindo uma aparência muito melhor em relação àquelas em que o produto não é usado.
Outras formas de reciclagem de alimentos

Você sabia que cascas de laranja e limão podem ser usadas para espantar mosquitos? Para isso, basta substituir o tablete convencional do aparelho repelente por pedaços de casca dessas frutas.

Apesar de todas essas ideias, a melhor forma de se fazer a reciclagem de alimentos ainda é por meio da compostagem orgânica, processo que converte resíduos orgânicos em adubo. O procedimento consiste no armazenamento de resíduos orgânicos em uma composteira, formada por um conjunto de três caixas plásticas contínuas — sendo as duas primeiras furadas, para dar passagem ao líquido e permitir o trânsito das minhocas entre as caixas, e a terceira fechada e com uma torneirinha por onde é retirado o adubo líquido.

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*Fonte: pensamentoverde

A importância a logística reversa de embalagens e a responsabilidade dos fabricantes

As estratégias para a preservação do meio ambiente têm estado cada vez mais em pauta nos últimos anos. Observando os estudos sobre degradação ambiental, os governos têm incentivado ações e criado leis para que as empresas adotem medidas sustentáveis em seus processos produtivos, levando a sociedade a um consumo mais consciente e menos prejudicial.

Em 2010, o Governo Federal Brasileiro aprovou a Lei nº 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e deu diretrizes sobre a gestão e o gerenciamento de resíduos, delegando responsabilidades aos produtores e ao poder público. A PNRS determina uma responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, usando como instrumento o conceito de Logística Reversa.
O que é logística reversa?

O conceito de logística reversa pode ser definido como um conjunto de ações e procedimentos que têm como objetivo possibilitar a coleta e o reaproveitamento de resíduos sólidos, fazendo com que eles retornem ao produtor e sejam utilizados novamente em seus ciclos produtivos. Caso isso não seja possível, cabe ao produtor dar a correta destinação ao item, minimizando os impactos ambientais.

A ideia é similar à da reciclagem, sendo que a principal diferença entre essas ações consiste no fato de que o resíduo descartado deve ser retornado e reutilizado pela empresa fabricante de origem.
Logística reversa de embalagens

Embora seja considerada essencial para a preservação ambiental, a logística reversa de embalagens pode acabar se tornando um grande desafio para as empresas. Isso porque o processo depende da ação do consumidor, que precisa ter a atitude de devolver as embalagens e resíduos para que elas retornem à empresa de origem.

O que geralmente acontece, entretanto, é as pessoas descartarem as embalagens e produtos inservíveis juntamente com o lixo comum. Para reverter esse quadro, é necessário que as empresas invistam em estratégias de marketing e conscientização, de modo que seu consumidor entenda a importância de fazer sua parte neste processo.

Embora o processo de logística reversa de embalagens seja de responsabilidade dos fabricantes, é muito comum que a empresa não tenha muito retorno financeiro com a prática. Entretanto, empresários podem encontrar outros tipos de benefícios na apropriação desse processo. O principal deles consiste na possibilidade de associar a marca a práticas sustentáveis em relação ao meio ambiente, criando valor de marketing e ganhando a confiança de consumidores.

Para auxiliar produtores no processo de logística reversa, a Dinâmica Ambiental se especializou justamente na descaracterização e destinação correta de embalagens, além de todos os tipos de aerossóis e demais produtos inservíveis. Localizada em Diadema (São Paulo), a empresa atua em todo o território nacional oferecendo soluções de engenharia reversa, ajudando empresas e indústrias a melhorar seus processos de maneira responsável e sustentável.

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*Fonte: dinamicaambiental

Como evitar as consequências da poluição radioativa?

O planeta Terra possui uma quantidade natural de radioatividade que vem da liberação de radiação de elementos químicos presentes na natureza, como o rádio e o urânio. Porém, este índice de radiação não é suficiente para uma contaminação, já que os elementos liberados vão se transformando em átomos não radioativos como ocorre na produção de chumbo.

Ao fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo conheceu armas atômicas que causaram grandes explosões e, consequentemente, geraram uma quantidade enorme de lixo radioativo. Outra vertente de elementos radioativos está na criação de energia elétrica, com a crescente fabricação de usinas nucleares. As consequências desses dois tipos de ação é a poluição radioativa, que afeta o meio ambiente de maneira irremediável.

O que é a poluição radioativa?

Considerada o tipo de poluição mais perigoso, apesar de existir naturalmente no meio ambiente, a poluição radioativa vem sendo liberada em excesso por vários procedimentos industriais, ações do homem e vazamentos. O contato direto ou indireto com a radiação pode causar mutações de várias características e intensidades, sendo que uma delas é o câncer.

O homem ainda não encontrou uma forma efetiva de descontaminar uma área afetada pela radioatividade, que é apenas isolada do contato humano. Como os átomos radioativos têm uma durabilidade muito mais longa que a maioria, o risco pode durar milhares de anos. Também não há um método de limpeza da poluição apresentada.

A radioatividade está presente em vários setores, como a medicina — por meio de exames radiográficos, radioterapia e esterilização — produção agrícola para eliminar insetos, fabricação de armas como as bombas nucleares e até mesmo na geração de energia elétrica nuclear.

A contaminação por radiação pode ser feita de forma interna, por meio da ingestão de algum item contaminado por radioatividade, ou externa — com o contato com a radiação ambiental e a poluição. Ao contrário do que se imagina, a poluição radioativa não acontece só por usinas nucleares, mas pode estar em agentes bacteriológicos como adubos, embalagens, no próprio ar e em esgotos não tratados adequadamente.

Agentes químicos como detergentes não biodegradáveis e inseticidas também apresentam alto risco de contaminação. Os agentes físicos radioativos se materializam na erosão do solo, que vazam gases e elementos químicos radioativos. Uma das formas de poluição mais comum nas usinas nucleares é da água: usada na refrigeração de reatores, ela é devolvida ao ambiente com uma pequena, mas significativa taxa de radioatividades.

Como diminuir as consequências da poluição radioativa

 

A poluição radioativa possui três tipos de lixo atômico:

Resíduo de alto nível (HLW): combustíveis dos núcleos de reatores nucleares;
Resíduo de nível intermediário (ILW): latas de combustível metálicas que continham o urânio;
Resíduo de nível baixo (LLW): são as roupas de proteção e equipamentos.

A primeira ação para diminuir os efeitos da radiação no meio ambiente é isolar o lixo em recipientes totalmente resistentes e capazes de manter sua integridade por um longo tempo, independentemente do local onde esteja armazenado.

É muito comum enterrar esses recipientes em formações geográficas, mas o método não é seguro e não é suficiente para realmente resolver a questão. Para muitos cientistas, os riscos e as consequências da energia nuclear não compensam seu uso, que é muito caro para montagem e manutenção. Mas, para outra parte da ciência, a energia nuclear é fundamental para países que não produzem energia suficiente pelas outras fontes.

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*Fonte: pensamentoverde

O Banco Mundial vai parar de financiar negócios de combustíveis fósseis a partir de 2019

O Banco Mundial fez um anúncio importantíssimo na cúpula One Planet, convocada pelo presidente francês Emmanuel Macron: seu plano de interromper o financiamento de projetos de petróleo e gás em 2019.

A declaração ocorreu no aniversário de dois anos do Acordo de Paris, e certamente será celebrada pelos opositores da energia baseada em combustíveis fósseis e pelos defensores do meio ambiente.

A decisão

O Banco Mundial concede empréstimos aos países em desenvolvimento para promover crescimento econômico.

No último 12 de dezembro, no entanto, informou que já não oferecerá suporte financeiro para exploração de petróleo e gás após 2019.

Durante a cúpula, o banco divulgou um comunicado citando a necessidade de mudar para agir de acordo com um mundo em transformação.

Em 2015, o banco já havia prometido ter 28% de seu portfólio dedicado para a ação climática até 2020. A decisão recente sobre o financiamento de combustíveis fósseis sugere que a instituição está atuando para atingir esse objetivo.

Acordo climático

Este é mais um golpe para a indústria de energia de combustíveis fósseis e uma vitória aparentemente significativa para os defensores do meio ambiente.

A economia em torno do setor de energia está cada vez mais atraente para a energia renovável. Em todo o mundo, tornou-se mais barato construir novas instalações de energia renovável (como a solar e a eólica) do que operar e manter plantas de energia de carvão existentes.

O plano do Banco Mundial estabelece uma ressalva, no entanto: em “circunstâncias excepcionais”, considerará “financiar gás nos países mais pobres, onde há um claro benefício em termos de acesso à energia para os pobres e [se] o projeto se encaixar dentro dos compromissos do Acordo de Paris”.

O Acordo de Paris é um fator importante na decisão. Ele parecia incerto depois que o atual presidente dos Estados Unidos, um dos principais e mais influentes países membros, decidiu retirar-se, mas o acordo parece prosperar, mesmo por lá, o que pode ajudar a alcançar os objetivos estabelecidos em Paris contra todas as probabilidades.

 

 

 

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*Fonte: hypescience

Conheça as consequências da biopirataria no Brasil, suas soluções e como evitar

Pesquisas apontam que o Brasil possui a maior biodiversidade do mundo. Com tanta riqueza natural, não é de estranhar que o País faça parte da rota internacional da biopirataria, um termo que diz respeito à apropriação e exploração ilegal de recursos da flora e fauna, além da monopolização dos conhecimentos das populações nativas de uma região.

No Brasil, a biopirataria foi registrada desde a época do Descobrimento, quando recursos biológicos do País já eram levados para outros continentes. O exemplo mais conhecido é o próprio pau-brasil, cuja exploração no período colonial foi responsável por devastar um dos maiores biomas brasileiros: a Mata Atlântica.

Daquela época até os dias de hoje, o Brasil continua incompetente no que diz respeito à proteção de sua biodiversidade. Na Conferência das Nações Unidades para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92), o País assinou um documento que estabelece regras para proteger a biodiversidade, a sustentabilidade dos recursos naturais e a distribuição dos resultados financeiros obtidos com a exploração do patrimônio natural do País. Na prática, no entanto, a realidade está distante do ideal e a biopirataria ainda não é considerada crime, gerando somente penalidades administrativas.

Consequências da biopirataria para o Brasil

Por ano, o Brasil perde mais de 5 bilhões de dólares com o tráfico de extratos de plantas nativas, madeira, animais silvestres, entre outros recursos biológicos. O principal alvo da biopirataria é a Floresta Amazônica, que concentra 70% da biodiversidade do planeta. Porém, há outros ecossistemas brasileiros que estão na rota do tráfico internacional — como o cerrado, caatinga, pantanal e até os manguezais remanescentes.

Além de surrupiar o patrimônio natural, a biopirataria praticada no Brasil também se apropria de conhecimentos acumulados por comunidades tradicionais, como a medicina da floresta e práticas da cultura indígena. A exploração ilegal de recursos de nossos biomas resulta em prejuízos como:

Perda da biodiversidade;
Extinção de espécies;
Desequilíbrio ecológico;
Prejuízos socioeconômicos;
Subdesenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica nacional.

Casos de biopirataria no Brasil

Podemos encontrar alguns exemplos clássicos da biopirataria no Brasil. Uma delas diz respeito ao cupuaçu, que por pouco não se tornou patente de uma empresa japonesa — o que só não ocorreu devido a mobilização nacional e internacional que forçou o governo japonês a cassar a patente. O mesmo não pode ser dito da patente do princípio ativo contido no veneno da jararaca, que ainda pertence a uma empresa americana que na década de 70 desenvolveu um remédio usado no tratamento de hipertensão arterial.

Outro caso é o conhecimento indígena sobre o veneno do sapo verde, que gerou 10 patentes para indústrias farmacêuticas e nenhum retorno financeiro aos índios da Amazônia. Outros alvos da biopirataria na Amazônia foram o açaí, acerola, andiroba, espinheira santa e camu-camu.

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*Fonte: pensamentoverde

Saiba quais os principais tipos de logística reversa praticados no Brasil

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) define a logística reversa como uma série de ações e procedimentos que objetivam viabilizar uma coleta segura dos resíduos sólidos, restituindo-os ao setor empresarial para reaproveitamento ou destinação final apropriada. Trata-se, portanto, de um processo em que a indústria responsável pela fabricação de determinado produto consiga recolhe-lo para evitar descarte inadequado e poluição do ambiente.

A logística reversa corresponde a um dos instrumentos voltados para a aplicação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, sendo considerada um instrumento de caráter econômico e social que permite a coleta de determinados resíduos para o setor empresarial, de modo que eles tenham a possibilidade de ser reaproveitados no ciclo produtivo.

Qual a importância da logística reversa para as empresas?

Empresas que fazem uso da logística reversa em sua cadeia produtiva contam com a capacidade de acrescentar um maior valor para sua imagem perante a sociedade, justamente por conta de seu empenho em proporcionar um maior benefício para meio ambiente. Além disso, elas propiciam oportunidades inéditas de negócio, resultando em mais possibilidades de emprego e geração de renda.

No presente contexto, em que a má administração do lixo acarreta em uma série de transtornos para o meio ambiente e prejudica a qualidade de vida das pessoas em várias regiões do planeta, a logística reversa demonstra ser uma excelente oportunidade para analisar e gerenciar as maneiras como os subprodutos de um procedimento produtivo serão descartados ou reintroduzidos ao processo.

Nesse sentido, empresas que contam com um eficiente sistema de logística podem obter uma significativa vantagem competitiva sustentável em relação às que não possuem, inclusive reduzindo os custos e melhorando sua relação com o consumidor.

Exemplos de logística reversa realizados no Brasil

Hoje em dia, é possível encontrar diversos exemplos da prática de logística reversa no Brasil. O Guaraná Antártica, por exemplo, enfatiza em seus materiais publicitários que as garrafas de seu produto são produzidas com PET reciclada — reaproveitando garrafas que, em vez de serem descartadas, retornaram ao fabricante para serem novamente utilizados em seu ciclo produtivo.

A reciclagem de eletrônicos também é outro excelente exemplo: diversas empresas recebem materiais eletrônicos usados e recolhem lixo especial para dar um destino adequado a eles, evitando que esses resíduos contaminem a água, o solo e o meio ambiente como um todo.

A Dinâmica Ambiental é outro excelente exemplo de empresa que realiza um importante trabalho quando o assunto é a logística reversa. Especializada na área de engenharia reversa, esta é uma empresa 100% nacional que se destaca como referência quando o assunto é descaracterização e destinação correta de produtos inservíveis. Para conhecer mais sobre este trabalho, acesse o site da Dinâmica Ambiental.

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*Fonte: pensamentoverde

Equipamento produz até 37 L de água potável/dia através da umidade do ar

O WaterSeer é um equipamento criado para solucionar os problemas com a escassez de água mesmo nos pontos mais extremos e carentes da Terra. Desenvolvido pela empresa norte-americana VICI Labs, em parceria com pesquisadores e estudantes da Universidade de Berkeley, ele promete produzir água limpa, com custo praticamente zero.

O sistema funciona de maneira muito simples. O WaterSeer é formado por um condensador, uma mini turbina eólica, filtros e um reservatório. Durante todo o dia, a turbina eólica gira, fazendo funcionar lâminas internas, que direcionam o ar à câmara de condensação. Como o reservatório é instalado no solo, onde a temperatura é menor, o ar quente que vem de fora se transforma em vapor de água, que fica armazenado no reservatório.

O equipamento possui filtros, que impedem que partículas menores entrem na câmara e contaminem a água. O recurso gerado a partir da umidade do ar permanece armazenado sob o solo, o que faz com que a água seja sempre fresca.

De acordo com os criadores, o WaterSeers pode ser instalado em qualquer local em que seja possível perfurar o solo para a instalação. Isso, aproximaria a produção de água das comunidades, impedindo que mulheres e crianças caminhem por horas em busca de água para satisfazer suas necessidades diárias. Além disso, o sistema oferece recursos de extrema qualidade e que continuam em excelentes condições para o consumo humano por mais de uma semana.

A retirada da água do reservatório também é extremamente simples. O WaterSeers possui uma bomba manual, que puxa a água do “poço”, direto para a torneira. Conforme os testes já realizados, a quantidade de água produzida diariamente varia de acordo com a localização e as condições climática de cada região. No entanto, em situações ideais, ele é capaz de produzir até 37 litros de água potável por dia.

A equipe está vendendo o sistema por US$ 134. Mas, o principal alvo da campanha, que está em financiamento coletivo, é conseguir compradores para a opção de US$ 268, que inclui também a doação de um sistema a uma comunidade carente de água, através de uma parceria feita com a Associação Nacional do Corpo de Paz.

 

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*Fonte:: ciclovivo

Iluminação com LED pode levar a aumento nos gastos com energia

Embora fosse esperado que a transição para lâmpadas de LED gerasse uma queda no consumo de energia, o que está acontecendo em escala global é justamente o contrário. Foi isso que concluiu um estudo publicado ontem no periódico “Science Advances” por pesquisadores europeus.

Os pesquisadores usaram o primeiro radiômetro calibrado equipado em um satélite para avaliar imagens da superfície da Terra durante o período noturno entre 2012 e 2016. As imagens mostram a Terra durante a noite, e deixam claro as áreas que são mais iluminadas por luz artificial. Com o avanço das lâmpadas de LED, os cientistas esperavam observar uma queda nas áreas iluminadas captadas pelo satélite.

No entanto, observou-se justamente o oposto. Durante o período, a área da Terra iluminada artificialmente durante a noite cresceu 2,2% ao ano em média, e a intensidade dessa iluminação aumentou em média 1,8% ao ano. Dentre os países observados, 20 deles tiveram um aumento de 150% ou mais em sua iluminação noturna. Outros 60 países tiveram aumento entre 110% e 150%, cerca de 40 países se mantiveram em nível estável de iluminação, e apenas 16 apresentaram queda.

Motivos

De acordo com o Gizmodo, a taxa de iluminação noturna se manteve estável em países desenvolvidos, como Estados Unidos e Espanha, mas aumentou na maioria dos países da Ásia, América do Sul e África. As quedas aconteceram em países agravados por crises ou guerras como Síria e Iêmen. Portanto, é possível concluir que, de certa forma, o mundo todo ainda está chegando aos padrões do mundo desenvolvido de emissão de luz à noite.

Isso, segundo o físico John Barentine, ouvido pelo site, é importante porque prova que a “poluição de luz” continua a crescer apesar da transição para iluminação com LED. Além disso, mostra que as luzes de LED não têm o benefício esperado de reduzir o uso de energia com luz. “Esse último ponto é especialmente importante porque uma série de governos foram convencidos a converter suas matrizes de luzes externas para LED com a promessa de uma redução no consumo”, disse Barentine.

Segundo o físico, esses dados sugerem que embora as lâmpadas de LED realmente sejam mais econômicas, a economia que elas geram acaba fazendo com que as pessoas e governos instalem mais luzes. Com isso, mesmo que o consumo de energia se mantenha constante ou caia um pouco, o nível de iluminação continua a aumentar

Problemas

Barentine, no entanto, chamou a atenção para os riscos que essa situação apresenta. “Não é exagero descrever o problema global de poluição de luz como algo estarrecedor e sem precedentes”, considerou. “Além da questão energética, o principal impacto ambiental do aumento da luz noturna é na saúde e no bem-estar de praticamente todos os organismos da Terra”, argumentou.

Realmente, a quantidade e a qualidade da luz podem ter impactos profundos no bem estar das pessoas. Excesso de luz azul durante a noite pode atrapalhar o ritmo circadiano das pessoas, o que pode levar a problemas de metabolismo como insônia. Esse problema também afeta a saúde e o comportamento de animais, plantas e até microorganismos.

Para resolver o problema, de acordo com o físico, seriam necessárias políticas públicas voltadas para “garantir que as fontes de luz noturna externa fossem totalmente resguardadas, o que significa que elas não emitem luz acima do horizonte”. Além disso, o problema ainda poderia ser amenizado garantindo que as luzes fossem instaladas de forma a iluminar apenas a sua área designada, e fossem escolhidas de forma a emitir o mínimo possível de luz azul (que é a mais poluente nesse caso).

Luz azul, aliás, pode ser um problema ainda maior do que revelado pelo estudo. Isso porque o sensor usado pelo satélite do estudo era sensível a luzes com comprimento de onda entre 500 e 900 nanômetros, e os humanos enxergam luz a partir dos 400 nanômetros. O espectro de menor comprimento de ondas é justamente o de luzes azuis ou azuladas, e por isso há ainda mais luz azul no mundo do que o satélite foi capaz de detectar.

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*Fonte: olhardigital

7 dicas de como economizar energia e a importância da conscientização na escola

A energia elétrica é um dos bens mais consumidos em todo o mundo, um dado que também vale para o Brasil: um país de grandes dimensões e que precisa gerar uma quantidade muito grande de eletricidade para suprir às necessidades de toda a população.

Para que a energia elétrica não seja utilizada de maneira desordenada e irresponsável, podendo acarretar em crises relacionadas à escassez, é importante que haja uma conscientização da população a respeito da economia de energia. Isso se torna ainda mais importante se levarmos em conta que o consumo desenfreado representa também um prejuízo ambiental muito grande.

A conscientização sobre a importância da economia de eletricidade, portanto, é fundamental para a sociedade como um todo e deve ser iniciada ainda nas escolas, de modo a garantir que as crianças desenvolvam conscientização ambiental desde cedo.

7 dicas importantes para economizar energia elétrica

Prefira lâmpadas econômicas

As lâmpadas fluorescentes podem representar uma grande economia de energia em relação ao uso lâmpadas incandescentes, gerando um consumo bem menor de eletricidade para seu funcionamento.

Utilize a luz natural

A luz do dia pode ser melhor utilizada para que não seja necessário acender lâmpadas para iluminar ambientes durante o dia. Nesse sentido, a instalação de janelas, claraboias ou prateleiras de luz podem contribuir para a economia de energia.

Pinte ambientes em cores claras

A utilização da luz natural pode ser ainda melhor no caso de ambientes pintados em cores claras, pois isto fará com que a luz reflita no espaço e o ambiente seja mais facilmente iluminado. Além disso, ambientes com cores claras podem ser iluminados com lâmpadas mais econômicas, não demandando de um grande consumo de energia.

Não deixe luzes acesas desnecessariamente

Embora pareça uma dica óbvia, grande parte do consumo de energia em residências acontece pelo hábito de deixar luzes acesas em ambientes vazios. Desta forma, uma maneira simples de diminuir o consumo de energia é simplesmente apagando as luzes ao sair de cada cômodo.

Mantenha os aparelhos sempre em bom estado

Aparelhos elétricos e eletrodomésticos desgastados podem facilmente contribuir para um maior consumo de energia, pois necessitam de mais força para compensar quaisquer defeitos. Assim, itens como a borracha de vedação da geladeira ou filtros de ar-condicionado devem sempre ser verificados e limpos ou trocados quando necessário.

Não deixe aparelhos eletrônicos ligados

Entre os aparelhos que mais consomem energia, os eletrônicos aparecem entre os líderes sem sombra de dúvidas. Isso acontece especialmente pelo fato de eles ficarem ligados sem necessidade quando estão fora de uso. Mantê-los em stand-by, por exemplo, pode significar um aumento de até 12% no consumo de energia.

Opte por um sistema de aquecimento solar para água

Um modo prático de economizar energia é a utilização de aquecimento solar de água. Este tipo de aquecimento proporciona uma significativa economia, pois pode proporcionar um gasto mínimo com chuveiros elétricos, um dos itens que mais consomem energia dentro de uma residência.

 

 

 

 

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*Fonte: pensamentoverde

O homem aponta sua câmera no gelo – Segundos depois ele CAPTA o inesperado

O fotógrafo James Balog e sua equipe estavam examinando uma geleira quando suas câmeras capturaram algo fora do comum.

O incidente ocorreu na Groenlândia, onde James e seus companheiros estavam reunindo imagens de câmeras que foram implantadas ao redor do Círculo Ártico ao longo dos anos.

James e sua equipe estavam procurando por algumas boas fotos para um documentário, mas ninguém estava preparado para o que logo se desdobraria na frente de seus olhos.

Embora o fotógrafo americano James Balog se especialize em fotografia da natureza, por um longo tempo, ele não acreditou nas mudanças climáticas.

Na verdade, por quase 20 anos, provocou cientistas sobre o aquecimento global.

 

“Eu não pensei que os humanos fossem capazes de mudar a física e a química básicas de todo esse planeta enorme. Não pareceu provável, não pareceu possível “, diz Balog.

 

Não foi até 2005 que Balog percebeu que algo estava errado enquanto faz uma análise detalhada de como as mudanças climáticas afetam a natureza.

Durante uma expedição fotográfica com o National Geographic para o Ártico, ele viu o enorme dano de primeira mão. Exatamente 10 anos depois, o filme “Pasing Ice” de Balogs estreou, e ele decidiu documentar o derretimento das geleiras com um exército de câmeras.

E foi nesse contexto que Balog pegou uma das cenas mais espetaculares já filmadas.

Em menos de uma hora e 15 minutos, Balog e sua equipe e viu um pedaço de geleira do tamanho do Lower Manhattan cair no oceano.

O evento histórico foi gravado no Guinness Book of Records e mostra claramente quão grave é a situação para o clima da Terra. Tanto quanto alguém sabe, foi um desastre geológico sem precedentes. Infelizmente, porém, é improvável que seja o último de seu tipo.

Em novembro de 2016, o Ártico foi 20 graus mais quente do que a média, o que é muito mais quente do que os modelos de pesquisa já predisseram.

Infelizmente, somos confrontados com um desastre se não reduziremos as emissões globais de gases com efeito de estufa até 2070. Mas, no lado positivo, ainda temos a chance de fazer isso acontecer.

Felizmente, este vídeo ajudará a convencer mais pessoas do quão grave é a situação, de modo que juntos podemos ajudar a reverter a tendência!

Ninguém pode fazer tudo, mas todos podem fazer alguma coisa. Por favor compartilhe!
O que você acha ?

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*Fonte: loyalys

Níveis de dióxido de carbono são os mais altos em 3 milhões de anos

A concentração de dióxido de carbono atmosférico (CO2) na Terra é a mais alta já vista em pelo menos 3 milhões de anos.

Em 2015, as concentrações médias globais de CO2 na atmosfera encontravam-se em 400 partes por milhão (ppm), aumentando para 403,3 ppm no ano passado, devido a emissões causadas por humanos em paralelo com um forte fenômeno El Niño.

Este é um novo recorde. Antes disso, o maior aumento anual registrado de CO2 ocorreu entre 2012 e 2013.

“Os números não mentem”, disse o chefe do departamento de meio ambiente da ONU, Erik Solheim. “Nós ainda estamos emitindo muito CO2 e isso precisa ser revertido. Devemos redobrar nossos esforços para garantir que novas tecnologias com baixa emissão de carbono possam prosperar”.

 

Cenário sombrio

As observações, recolhidas pelo programa Global Atmosphere Watch Program, da Organização Meteorológica Mundial (OMM), revelam que o CO2 atmosférico médio está agora em 145% o seu nível pré-industrial (antes de 1750), enquanto o metano e o óxido nitroso estão em 257% e 122%, respectivamente.

Não é possível saber quanto desse aumento é devido ao El Niño, que desencadeia secas que reduzem a capacidade dos sumidouros naturais de carbono, como as florestas, de absorver o gás.

No entanto, é claro que o resto desse aumento sem precedentes cai diretamente nos ombros da humanidade.

 

Luta mundial

Felizmente, muitos países já estão adotando medidas importantes para melhorar esta situação desoladora.

Por exemplo, na China, o governo está fechando cerca de 40% das fábricas para reduzir a poluição, enquanto a Holanda está se preparando para acabar com todo o uso de carvão na sua indústria até o final da próxima década.

A cidade de Oxford, no Reino Unido, quer se tornar a primeira livre de emissões de carbono no mundo até 2035, enquanto a Austrália está preparando o que será em breve a maior usina de energia solar do mundo.

Apesar da falta de ação dos Estado Unidos, que se recusa a deixar o carvão de lado, apesar de ser um dos maiores produtores de CO2 do mundo, muitas nações estão se unindo para enfrentar a mudança climática na esteira do Acordo de Paris da ONU – e é por elas que o meio ambiente está torcendo. [ScienceAlert]

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*Fonte: hypescience

5 consequências ambientais da urbanização brasileira acelerada

O rápido crescimento das cidades e o amplo deslocamento das pessoas da área rural para a zona urbana são ações que causam sérios problemas para o meio ambiente. Isso porque a concentração de milhares de pessoas em grandes centros urbanos prejudica a fauna e flora do local, esgotando recursos naturais e gerando malefícios para a saúde das pessoas que habitam estas cidades.

Conheça a seguir algumas das principais consequências ambientais da urbanização acelerada e entenda como elas afetam a natureza e as pessoas próximas aos grandes centros urbanos:
5 consequências ambientais da urbanização acelerada
Destruição de rios e afluentes

O ritmo do crescimento do território urbano interfere diretamente no fluxo normal de rios e seus afluentes. Muitas das grandes cidades brasileiras foram construídas próximas a leitos de rios e lagos, de modo que a população e as empresas pudessem obter água para consumo e para utilização em seus processos produtivos.

Esse é um fator que, somado à falta de planejamento, acaba causando a morte de peixes e a proliferação de algas, problemas que estão associados à alta concentração de dejetos e de produtos químicos.
Aumento das inundações

Outra consequência da urbanização são as inundações recorrentes, fruto da grande quantidade de água que não pode ser escoada em temporadas de chuva. Uma das principais causas desses problemas de escoamento, além do acúmulo de lixo nas entradas de esgoto, é a baixa absorção da chuva pelo terreno.

Regiões muito urbanizadas tendem a ser pavimentadas, principalmente nas regiões centrais. Sem estudos para o escoamento adequado e sem absorção por parte do terreno, a água da chuva entra em contato com o pavimento e escorre para áreas mais baixas, inundando-as e até criando correntezas.
Desmatamento e redução da fauna e flora local

Sempre que existe a concentração de pessoas em uma zona urbana, é necessário abrir espaço para a construção de terrenos e moradias. Uma das consequências da urbanização acelerada é o desmatamento e a redução da fauna local. Para que as casas e prédios possam ocupar os espaços, árvores, campos e outros habitats são invadidos e destruídos.

A destruição destes habitats pode levar a extinção de espécies de bichos e plantas na região, além de fazer com que animais invadam o espaço urbano em busca de refúgio e alimento.
Maior ocorrência de desabamentos

Uma vez que nem todas as pessoas têm condições de se instalar nas áreas mais centrais das cidades, elas acabam se deslocando para regiões mais distantes ou locais com menor controle do Estado sobre sua permanência.

Como exemplos podemos ver construções em morros ou próximas a margens de rios, locais que geralmente registram a ocorrência de deslizamentos e desabamentos de terra. Isso acontece porque, para que a construção das edificações seja possível, as áreas são desmatadas sem que seja feito um estudo de impacto no solo. Com isso, basta uma grande quantidade de chuva para que o terreno ceda.
Poluição atmosférica

A grande quantidade de veículos e indústrias emitindo gases poluentes altera a qualidade do ar em grandes centros urbanos. Esta mudança traz diversos malefícios para a população, que passa a registrar maior ocorrência de doenças respiratórias. Além disso, gases poluentes como o Monóxido de Carbono podem causar o aumento da temperatura, formando ilhas de calor.

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*Fonte: pensamentoverde

6 exemplos de hábitos de higiene ambiental para fazer na cozinha

O principal hábito para manter a higiene dentro da cozinha é manter o local limpo e desinfetado.

O conceito de higiene ambiental diz respeito a técnicas de higienização de ambientes para que eles se adéquem às condições sanitárias necessárias. Em outras palavras, este é um cuidado que garante que não haja prejuízo à saúde humana, já que ela impede a contaminação por bactérias, vírus, fungos e outros seres nocivos. Além disso, ela contribui para a redução dos riscos de transmissão de doenças por ar, água e solo.

Apesar de ser importante em todos os lugares, a higiene ambiental na cozinha merece atenção especial. Isso porque os hábitos de higiene neste local garantem que ele se torne mais seguro e saudável para os alimentos e, consequentemente, para as pessoas.
Exemplos de hábitos de higiene ambiental para a cozinha

Lavar legumes, verduras, vegetais e frutas

Para os alimentos folhosos, lave-os folha a folha em água corrente potável, além de retirar as partes estragadas e qualquer resíduo. Depois, tanto no caso dos folhosos quanto outros, emerja-os em uma solução clorada e, por fim, escorra as sujeiras que se soltarem e termine enxaguando bem com água corrente.

Separar o lixo

Utilize lixeiras com tampa e com sacolas plásticas para afastar possíveis roedores, baratas e outras pragas. Além disso, separe os resíduos orgânicos dos recicláveis e deposite-os nos lugares certos para a remoção.

Limpeza e desinfecção

A limpeza das bancadas e locais de preparo dos alimentos deve ser feita com atenção e, dependendo do caso, com produtos químicos específicos. Para começar, é preciso retirar toda a sujeira sobressalente — incluindo sobras, gorduras e poeira — e depois, para desinfetar, use detergente neutro e aplique uma solução clorada ou álcool sobre a superfície.

Proteção dos alimentos

Proteja os alimentos quando estiverem armazenados e quando estiverem no meio do processo de preparo. O melhor jeito de fazer isso é utilizando plástico filme para guardar os itens.

Atenção à validade dos alimentos

Sempre que possível, faça quantidades de comida suficientes apenas para as refeições do dia — ou, no máximo, para o dia seguinte. Isso porque os alimentos têm uma durabilidade limitada, especialmente depois de preparados, e o ideal é que eles sejam consumidos apenas algumas horas depois de prontos.

Contaminação cruzada

Usar os mesmos potes, panelas ou talheres durante o preparo da refeição pode levar bactérias e sujeiras de um produto para outro. Evite a contaminação cruzada separando os utensílios.

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*Fonte: pensamentoverde

Conheça o destino do lixo no Brasil e sua relação com a produção e descarte

Você sabia que o Brasil é responsável por produzir cerca de 240 mil toneladas de lixo por dia? Além disso, o País ainda não dispõe de programas de reciclagem suficientes para acabar com o problema: embora se fale muito sobre sustentabilidade, o Brasil ainda são poucas as prefeituras brasileiras que apresentam projetos que visam resolver o problema do lixo nas cidades.

Além de não realizarem um bom reaproveitamento dos resíduos, a maioria das grandes cidades ainda não tem um destino adequado para o lixo que é gerado por sua população. Essa é uma questão que tem gerado grandes problemas ambientais, prejudicando a saúde e o futuro da sociedade como um todo.
Qual o destino do lixo no Brasil?

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 73% do lixo produzido no País ainda tem como destino os aterros sanitários. Isso ocorre, de forma geral, porque enviar o lixo para esses locais ainda é muito mais barato do que investir em programas eficientes de reciclagem.

Nesse aspecto, vale ressaltar que o restante do lixo produzido no Brasil tem como destino os lixões, além de terrenos baldios e rios. Nenhum desses espaços são controlados pelas prefeituras e, como consequência, geram alto índice de poluição do solo e das águas. Em outras palavras, a maior parte do lixo do País é descartada em terrenos em céu aberto, sem qualquer tipo de controle, enquanto apenas 2% é enviado para os programas de reciclagem.

Consequências do destino incorreto do lixo

– Poluição e contaminação dos solos e das águas;
– Liberação de gases do efeito estufa e, consequentemente, proliferação de insetos transmissores de doenças;
– Desperdício de materiais recicláveis e de energia;
– Produção de gases nocivos à atmosfera.

O que tem sido feito para acabar com o problema do lixo?

Atualmente, algumas prefeituras vêm desenvolvendo programas de reciclagem e estimulando a coleta seletiva, que consiste na separação do lixo por categorias (papel, vidro, plástico, metal, entre outros). Porém, essas medidas ainda não têm sido suficientes para resolver o problema.

Outra medida que vale a pena destacar é a logística reversa, que vem sendo uma excelente solução para minimizar o acúmulo de lixo nas cidades. Esse processo consiste no retorno do produto para o fabricante, após o consumido. É o que as fábricas de lâmpadas e pilhas, por exemplo, vêm fazendo para recolher os resíduos dos produtos que eles mesmos produzem.

A dinâmica Ambiental é uma empresa especializada em gerenciamento de resíduos, atuando em todo o território nacional na área de engenharia reversa, oferecendo descaracterização e destinação correta para aerossóis e produtos inservíveis. Conheça nossos serviços!

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*Fonte: dinamicamabiental

Impacto das embalagens: o que fazer com os problemas gerados no meio ambiente?

Você já reparou que praticamente todos os produtos que você leva para casa estão associados a pelo menos uma embalagem? Isso vale inclusive para as frutas e outros produtos in natura, que geralmente são carregados dentro de uma ou mais sacolas plásticas. Se você comprar sabão em pó, detergente, refrigerante e aveia em flocos, por exemplo, já são quatro embalagens diferentes.

Para onde vão todas elas? Como você faz o descarte de cada uma delas? Em geral, espera-se que as embalagens acabem em aterros sanitários e lixões, mas isso nem sempre acontece: basta uma chuva mais forte para vermos diversas delas nos rios, entupindo bueiros e causando enchentes e diversos outros problemas ambientais.

Mesmo as embalagens que são descartadas corretamente nos aterros ocupam espaço e causam transtornos. Isso porque uma simples embalagem de papel ou papelão leva entre 3 e 6 meses para se decompor na natureza, enquanto a embalagem de metal leva mais de 100 anos para completar o processo de decomposição, o alumínio mais de 200 anos, o plástico mais de 400 anos e o vidro mais de mil.

Esses números são assustadores, especialmente se levarmos em conta que apenas o Brasil registra um volume de 25 mil toneladas de embalagens que são direcionadas diariamente aos depósitos de lixo. Elas correspondem a somente 20% do lixo produzido pela população brasileira. Vale destacar que esse descarte, quando feito no meio ambiente, ameaça espécies aquáticas e terrestres, além de poluir o solo, a atmosfera e prejudicar a vida como um todo.

Qual a solução para reduzir o impacto das embalagens no meio ambiente?

A solução para o problema não é fácil, pois depende essencialmente de uma evolução da consciência humana em vários níveis. Uma das formas de combater a proliferação de embalagens e de resíduos no meio ambiente é reduzindo o próprio consumo. Se as pessoas se preocuparem em consumir somente aquilo do que necessitam, já fará uma grande diferença.

Ainda sob a perspectiva da conscientização, as pessoas podem dar preferência a embalagens que sejam reutilizáveis e/ou recicláveis, pois o ideal é que essas embalagens não retornem ao meio ambiente na forma de resíduos. Além disso, com a reutilização, o reaproveitamento e a reciclagem, é reduzida a demanda por novas matérias-primas, preservando os recursos naturais e tornando a relação do homem com a natureza menos predatória.

Do ponto de vista governamental, é preciso que sejam criadas políticas de conscientização em todos os níveis, envolvendo empresas e cidadãos, programas de pesquisas em tecnologia de transformação e reciclagem de materiais, sobretudo no que diz respeito à utilização de plásticos biodegradáveis para confecção das embalagens.

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*Fonte: pensamentoverde