As cidades devem pensar nas árvores como uma infraestrutura de saúde pública

Plantar árvores é uma forma de melhorar a saúde das pessoas, e uma medida muito fácil e barata de se tomar. As árvores, além de embelezar uma cidade, proporcionam ar fresco e limpo. Por isso deveria se pensar nelas como uma infraestrutura de saúde pública.

Todas as pessoas deveriam poder respirar ar puro. Isso deveria ser possível também nas grandes cidades. As árvores não só ornamentam as ruas como ajudam a manter a saúde física e mental dos seus habitantes, ajudando a criar um ambiente mais saudável.

A organização The Nature Conservancy questiona por que não são incluídos esses conceitos nos orçamentos governamentais direcionados à saúde pública.

Esta organização elaborou recentemente um documento que explica com cifras as razões pelas quais se deve mudar o paradigma das verbas públicas, para incluir o investimento em criação e manutenção de áreas verdes nos gastos de saúde.

Para elaborar este documento usou-se o exemplo dos Estados Unidos, já que nesse país se dedica apenas 1% do seu orçamento para o plantio e manutenção das áreas verdes – e somente um terço disso é realmente investido. Como consequência, as cidades do país norte-americano perdem cerca de 4 milhões de árvores por ano.

Este é um documento oficial que detalha o problema, suas causas, conceitos e as soluções para lutar contra ele.

Se estima que com uma média de 8 dólares por pessoa em cada ano seria possível impedir a perda de árvores no país.

Também seria possível aumentar o aproveitamento dos benefícios que elas geram. O número não sugere o valor, senão apresenta uma mostra de que esse investimento necessário também é possível.

Investimento verde diminuindo

Com respeito aos investimentos, o informe indica que, atualmente, os municípios estão gastando menos com o plantio e o cuidado das árvores, em comparação com o que era gasto em décadas anteriores.

A falta ou presença de árvores em um local muitas vezes está ligada ao nível de renda de um bairro. Isso também cria uma enorme desigualdade nas cifras de saúde.

Nos Estados Unidos, a diferença nas expectativas de vida entre bairros de uma mesma cidade que estão próximos geograficamente pode chegar a ser de até uma década.

Embora a diferença nos índices de saúde não tem a ver somente com a questão das árvores, os investigadores asseguram que os bairros com menos áreas verdes têm piores resultados com relação à saúde de seus residentes. Desta forma, é possível concluir que a desigualdade urbanística pode se refletir em piores níveis saúde.

Entretanto, há outras cidades (como é o caso de Londres) ou países (como é o caso da China ou da Nova Zelândia) onde existe sim uma preocupação em promover o reflorestamento de forma mais massiva.

Medidas para aumentar as áreas verdes numa cidade

O documento propõe uma série de conselhos que podem ser usados pelo poder público e privado, entre os quais estão os seguintes:

Implementar políticas que incentivem o semear de árvores, seja por iniciativa privada ou pública.

Intercâmbios municipais que visem facilitar a colaboração de organismos de saúde pública e agências ambientais.

Relacionar o financiamento de árvores e parques a objetivos e metas das políticas de saúde pública.

Educar a população sobre os benefícios das áreas verdes para a saúde pública, e também sobre o impacto econômico das mesmas.

 

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*Fonte: cartamaior

As mulheres que vivem rodeadas por plantas vivem mais, é o que confirma a ciência

Certamente morar em lugares arborizados e com muito verde deve nos proporcionar uma vida mais plena.

Pesquisadores da universidade de Harvard divulgou um estudo na Environmental Health Perspectives, o mesmo mostrou que as mulheres que vivem em um espaço rico em vegetação vivem mais. Acontece que nesses lugares o índice de mortalidade é reduzido em 12%.

Sem dúvida, morar em uma área cercada de árvores, parques ou bosques nos ajuda a viver melhor e a enriquecer nossa mente. De fato, parece que nesses casos a taxa de mortalidade é reduzida em 12%. Um fato que confirma a importância dos benefícios ligados à exposição à natureza.

O estudo que tem o objetivo de comprovar os benefícios possíveis de estar em contato com a natureza, demostra deixar muita contribuição ao caso, se analisando que o teste foi realizado com uma grande quantidade de mulheres, no total 108 mil e durou por 8 anos, no período de 2000 e 2008. Esta análise da exposição à natureza foi cuidadosamente estudada e não simplesmente com uma autoavaliação dos participantes.

As participantes da pesquisa puderam vivenciar vantagens de vidas passadas aproveitando o verde dos bosques e parques, tanto psicológica quanto fisicamente. De acordo com o pesquisador Peter James: “uma grande parte dos aparentes benefícios dos altos níveis de vegetação parece estar associada à melhoria da saúde mental”. No estudo uma boa porcentagem das mulheres apresentaram diminuição nos níveis de depressão, isso se deve ao fato da possibilidade de poder ter ralações sociais e atividades em maior medida.

Cercar-se de plantas pode apresentar alívio mais do que psicológico, como também reduzir a mortalidade por doenças respiratórias e tumores. Os estudos supõem que viver em lugares arborizados ajuda a diminuir os riscos de doenças relacionados a poluição.

A dica dos especialistas é que, mesmo que não possamos morar em áreas onde o verde é abundante, pelo menos devemos adquirir o habito de cultivar plantas em casa. Faça jardins ou de sua varanda um bom lugar para mantê-las mais próximas a nós.

*Por Rejane Regio

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*Fonte: Harvard T.H. Chan School of Public Health / educadoreslivres

 

Planeta precisa de 1,2 trilhão de novas árvores para conter o aquecimento, diz estudo

Além de preservar as florestas que já existem, a melhor solução para reduzir drasticamente o excesso de dióxido de carbono na atmosfera e conter o aquecimento global é plantar árvores. Em todos os espaços possíveis do planeta que não são ocupados nem por zonas urbanas, nem destinados a agropecuária.

Isso significaria plantar 1,2 trilhão de novas mudas, um número quatro vezes maior do que a totalidade de árvores que vivem na floresta amazônica. Calcula-se que existam no planeta hoje cerca de 3 trilhões de árvores.

O plantio massivo de árvores em locais subutilizados é o principal ponto defendido por estudo que sai na edição desta sexta-feira (5/7) da revista Science. “Seguramente podemos afirmar que o reflorestamento é a solução mais poderosa se quisermos alcançar o limite de 1,5 grau [de aquecimento global]”, afirma à BBC News Brasil o cientista britânico e ecólogo Thomas Crowther, professor do departamento de Ciências do Meio Ambiente do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, e um dos autores do trabalho acadêmico.

O limite a que ele se refere é a preocupação central do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas, cujo relatório foi lançado ano passado: limitar o aumento do aquecimento global em 1,5 grau Celsius até 2050.

Para conseguir tal meta, Crowther defende uma campanha global – envolvendo governos, organizações e pessoas físicas. Afinal, o plantio deveria ocorrer em todos os espaços relativamente ociosos, independentemente de quem seja o dono do local. “São regiões degradadas em todo o mundo, onde humanos removeram as florestas e hoje são áreas que não estão sendo usadas para outros fins”, comenta ele. “No entanto, não sabemos sobre a propriedade da terra de todas essas regiões. Identificar como incentivar as pessoas a restaurar esses ecossistemas é a chave para o reflorestamento global.”

Este é o primeiro estudo já realizado que demonstra quantas árvores adicionais o planeta pode suportar, onde elas poderiam ser plantadas e quanto de carbono elas conseguiriam absorver. Se todo esse reflorestamento for feito, os níveis de carbono na atmosfera poderiam cair em 25% – ou seja, retornar a padrões do início do século 20.

Desde o início da atividade industrial, a humanidade produziu um excedente de carbono na atmosfera de 300 bilhões de toneladas de carbono. De acordo com os pesquisadores, caso esse montante de árvores seja plantado, quando atingirem a maturidade conseguirão absorver 205 bilhões de toneladas de carbono. “Os 300 bilhões de toneladas extra de carbono na atmosfera existentes hoje são devidos à atividade humana”, diz o cientista. “O reflorestamento reduziria dois terços disso. Contudo, há um total de 800 bilhões de toneladas carbono na atmosfera, 500 bilhões das quais naturais.”

80 mil fotos de satélite

Para realizar o estudo, o grupo de pesquisadores utilizou um conjunto de dados global de observações de florestas e o software de mapeamento do Google Earth Engine. Foram analisadas todas as coberturas de árvores em áreas florestais da terra, de florestas equatoriais até a tundra do Ártico. No total, 80 mil fotografias de satélite de alta resolução passaram pelo crivo dos cientistas. Com as imagens, a cobertura natural de cada ecossistema pôde ser somada.

Por meio de inteligência artificial, dez variáveis de solo e clima ajudaram a determinar o potencial de arborização de cada ecossistema, considerando as condições ambientais atuais e priorizando áreas com atividade humana mínima. Por fim, modelos climáticos que projetam as mudanças do planeta até 2050 foram implementados no software, para que o resultado fosse o mais próximo do real.

Atualmente existem 5,5 bilhões de hectares de floresta no planeta – segundo a definição da ONU, ou seja, terras com pelo menos 10% de cobertura arbórea e sem atividade humana. Isso significa 2,8 bilhões de hectares com cobertura de dossel de árvores.

O estudo concluiu que há ainda um total de 1,8 bilhão de hectares de terra no planeta em áreas com baixíssima atividade humana que poderiam ser transformadas em florestas. Nesse espaço, poderiam ser plantadas 1,2 trilhão de mudas. “À medida que essas árvores amadurecem e aumentam, o número de espécimes cai. Quando chegamos às florestas maduras, as árvores realmente enormes armazenam maior quantidade de carbono e suportam grande quantidade de biodiversidade”, completa Crowther. Isso renderia 900 milhões de hectares de copas de árvores a mais – uma área do tamanho dos Estados Unidos.

As medidas são urgentes. “Todos nós sabíamos que a restauração de florestas poderia contribuiu para o clima, mas não tínhamos ainda conhecimento científico para mensurar o impacto disso. Nosso estudo mostra claramente que o reflorestamento é a melhor solução, com provas concretas que justificam o investimento”, afirma o britânico. “Se agirmos agora. Pois serão necessárias décadas para que novas florestas amadureçam e alcancem seu potencial. Ao mesmo tempo, é vital que protejamos as florestas que existem hoje e busquemos outras soluções climáticas a fim de reduzir as perigosas alterações climáticas.”

“Nosso estudo fornece uma referência para um plano de ação global, mostrando onde novas florestas podem ser restauradas. A ação é urgente. Os governos devem incorporar agora isso em suas estratégias para combater as alterações climáticas”, adverte o geógrafo e ecólogo Jean-François Bastin.

A pedido da reportagem, Bastin estimou quanto tempo seria necessário para que esse reflorestamento maciço começasse a implicar no freio ao aquecimento global: 18 anos. “Então, isso de fato ajudaria a retardar o problema, mas o mesmo tempo precisamos mudar consideravelmente nosso jeito de viver no planeta a fim de conseguir neutralizar nossas emissões de carbono”, acrescenta ele.

Segundo os pesquisadores, mais da metade do potencial terrestre de reflorestamento está concentrada em seis países, nesta ordem: Rússia, com 151 milhões de hectares disponíveis; Estados Unidos (103 milhões); Canadá (78 milhões); Austrália (58 milhões), Brasil (50 milhões) e China (40 milhões).

O trabalho também mostrou o impacto que as mudanças climáticas devem ter na configuração das florestas existentes. Com o aquecimento global, é provável que haja um aumento na área de florestas boreais em regiões como a Sibéria. Contudo, a média de cobertura de árvores nesse tipo de ecossistema é de apenas 30% a 40%. No caso de florestas tropicais, que normalmente têm de 90% a 100% de cobertura de árvores, as alterações climáticas têm trazido efeitos devastadores.

Repercussão

O estudo foi bem-recebido por especialistas ambientais que tiveram acesso prévio ao material. “Finalmente, uma avaliação precisa do quanto de terra podemos e devemos cobrir com árvores, sem interferir na produção de alimentos ou espaços de habitação humana”, pontua a diplomata Christiana Figueres, ex-secretária executiva da Convenção do Clima da ONU. “É um modelo para governos e para o setor privado.”

“Agora temos evidências definitivas da áreas de terra potencial para o reflorestamento, onde elas poderiam existir e quanto carbono poderiam armazenar”, avalia o engenheiro civil René Castro, especialista em desenvolvimento sustentável e diretor-geral do Departamento de Clima, Biodiversidade, Terra e Água da FAO, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.

“As florestas são um dos nossos maiores aliados no combate às mudanças climáticas, com resultados mensuráveis. O desmatamento não apenas contribui para uma perda alarmante da biodiversidade, mas limita nossa capacidade de armazenar carbono”, completa ele.

O ambientalista Will Baldwin-Cantello, conselheiro-chefe para florestas da organização WWF (World Wide Fund for Nature), enfatiza o papel das florestas “contra a mudança climática”. “Sem elas, perderemos a luta para manter o aquecimento global abaixo de 1,5 grau”, diz. “Por isso é crucial atuarmos para restaurar as florestas enquanto reduzimos drasticamente as emissões globais de carbono.”

Para ele, “o desafio é entender como podemos acelerar essa implementação”, que requer “níveis sem precedentes de cooperação em níveis global e local”.

“Só falta vontade política de lutar pelo nosso mundo”, conclui.
Plante você mesmo

Crowther enfatiza que todos podem contribuir para esse processo. “Embora ações de governos sejam essenciais para aproveitar ao máximo a oportunidade, estamos diante de uma solução climática na qual todos podemos nos envolver e causar um impacto tangível”, defende. “Você pode cultivar árvores, doar para organizações de reflorestamento ou ao menos investir seu dinheiro com responsabilidade em empresas que tomam medidas quanto à mudança climática.”

No site Crowther Lab, há uma ferramenta que permite que o usuário olhe para qualquer ponto da Terra e identifique áreas passíveis de reflorestamento.

“Defendemos que qualquer um pode se envolver. Mas, para fazer isso de maneira correta, é preciso entender as condições do solo e os tipos de árvores que podem existir em cada região”, comenta o cientista. “Por isso, desenvolvemos uma ferramenta de mapeamento, disponível em nosso site, onde qualquer pessoa pode ampliar sua área e se informar sobre que tipos de árvores plantar e quanto carbono elas podem capturar. Tais informações ecológicas são fundamentais. Vamos fazer o reflorestamento global de forma eficaz.”

O Crowther Lab também traz listas de organizações comprometidas com o reflorestamento e apoia a criação de uma coalização global para tornar os esforços mais eficientes.

*Por Edison Veiga

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*Fonte: bbc-brasil

Empresa brasileira lança linha de talheres de bambu

Desde 2015 no mercado, a Beegreen Sustentabilidade Urbana não só desenvolve produtos sustentáveis como participa de vários projetos relacionados ao cuidado com o meio ambiente. Um desses projetos, não só incentiva a economia regional como também a sustentabilidade, tudo isso através de uma matéria-prima conhecida e versátil: o bambu.

Como? A empresa acaba de lançar uma linha de talheres feitos com bambu. Os talheres da Beegreen são veganos, biodegradáveis e não contém BPA e ou Ftalatos. São talheres leves e práticos, para serem levados a qualquer lugar, tanto para almoçar como para tomar um sorvete no final de semana, evitando, assim, o uso dos talheres de plástico descartáveis. O kit custa R$21 e está disponível no site da startup.

Sua produção é 100% brasileira, e o bambu utilizado é um produto proveniente de fontes renováveis, vindos de plantações da região metropolitana de Curitiba (Campina Grande, Bocaiúva e Adrianópolis), fomentando, assim, a economia regional e o cultivo da planta. “Levamos mais de um ano no desenvolvimento dos talheres, já que o Brasil não possui maquinário e estrutura adequada para a produção em bambu. Nossos produtos são feitos quase que manualmente; mesmo assim, já estamos no processo de desenvolvimento de novidades”, avalia a engenheira de produção e sócia proprietária da Beegreen, Patricya Bezerra.

Prático, o bambu é uma planta que possui uma excelente capacidade de absorver o gás carbônico (CO2) da atmosfera. Para quem não sabe, o CO2 é um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global e pelo efeito estufa. Ele ainda é capaz de substituir a madeira e se renova sem a necessidade de replantio. Com o bambu, podem ser produzidos não só os talheres, como também potes, bicicletas, biomassa, combustível, tecidos, móveis, instrumentos musicais e alimentos. Além disso, a planta possui características muito parecidas com as do aço, com resistência às forças de compressão e altas trações.

Atualmente, a grande maioria dos produtos produzidos com esse material são importados da China, e o objetivo da startup para os próximos anos é alterar esse cenário. “Plantando uma árvore nós já ajudamos a atmosfera; plantando bambu, ajudamos ainda mais. Essa é uma matéria-prima riquíssima, e temos grande potencial produtivo não aproveitado. A grande maioria dos produtos vendidos aqui são importados, e precisamos mudar essa realidade. Nosso objetivo nos próximos anos é auxiliar essa cadeia sustentável, incentivando o cultivo e a estruturação do mercado do bambu aqui no Brasil”, finaliza a bióloga e sócia da empresa, Jéssica Pertile.

O mercado do bambu no Brasil

Dados da International Network for bamboo and Rattan (INBAR), mostram que o mercado mundial do bambu movimenta 60 bilhões de dólares por ano, em produtos industriais, brotos comestíveis e matérias-primas. Aqui no Brasil, existem 258 espécies e 35 gêneros espalhados pelo país, o que corresponde a 20% da plantação de bambu do mundo. A maior reserva natural fica localizada a sudoeste da Amazônia Legal, com cerca de 180 mil quilômetros de floresta preservada.

Lei de Incentivo à Cultura do Bambu

No dia 19 de novembro, aconteceu em Curitiba a primeira Audiência Pública sobre a “Lei de Incentivo à Cultura do Bambu no Paraná”, iniciativa essa do Deputado Goura. O evento foi o marco inicial à aprovação da lei, que tratará de políticas públicas e incentivos ao produtor rural e à indústria de beneficiamento do bambu. Participaram do evento pessoas da iniciativa pública/privada, e foram discutidos temas como “Bambu e seu poder nutricional na alimentação humana”, “A importância da planta Bambu e seus serviços ambientais” e “Desenvolvimento Sustentável”.

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*Fonte: ciclovivo

Sacolas de mandioca que dissolvem na água, e ainda podem alimentar os animais marinhos

As sacolas de plásticos ainda são motivo de debates no mundo inteiro. Existe uma variedade de tamanhos que o planeta inteiro usa, mas esse problema ambiental causado pelo excesso de plásticos no oceano, está matando os animais marinhos.

O que ocorre, entretanto é que, as pessoas embora reclamem do excesso de plásticos, não mudam seus hábitos em utilizar sacolas feitas em casa, ao invés de usar as de plásticos, como é o exemplo das sacolas reutilizáveis.

Vamos lhes apresentar agora uma sacola biodegradável considerada uma grande descoberta para resolver o acúmulo de plástico no planeta e principalmente dos mares . Se tratam de sacolas feitas com mandiocas 100% biodegradáveis.

A sacola biodegradável que ajuda na pescaria

Um dos problemas mundial é o excesso de plástico utilizado pela humanidade , 80% desse matéria vai parar nos oceanos, deixando a fauna marinha comprometida com danos que podem até matar. Os diversos casos com acidentes por causa do plástico, sem dúvida já foram publicados em casos de as baleias e tartarugas que ingerem o plástico.

O dono da ideia

A ideia dos plásticos feitos de mandioca veio de Kevin Kumala , da Indonésia, ele é biólogo e trabalhou para tentar substituir as sacolas plásticas. A maravilhosa sacola se desmancha quando entra em contato com a água, e ainda pode servir como alimento para os peixes por ser da mandioca.

O inventor da sacola biodegradável é natural de Bali, um lugar cercado por mares e lugares paradisíacos. Por dez anos ele estudou nos EUA , mas quando retornou para sua terra tudo havia mudado. A cidade estava suja e as praias também não tinham condições para banho, e logo Kevim utilizou essa iniciativa ecologicamente perfeita.

Além disso, Kevim tem uma companhia chamada Avani Eco que trabalha com a produção de materiais derivados da mandioca. Devido ao sucesso de seu trabalho, o jovem recebeu o prêmio de responsabilidade ambiental, e seu objetivo é liderar no ramo da invenção de sacolas plásticas biodegradáveis para todo planeta.

O mais importante é que essas sacolas não precisam dos 400 anos para sumir do planeta como as sacolas convencionais. O planeta agradece e os animais marinhos também.

Este artigo foi publicado originariamente no site- Ignis Natura, e foi reproduzido adaptado por equipe do blog Cantinho.

*Por Rejane Regio

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*Fonte: cantinholivre

Fazendas produzem alimentos no topo de edifícios de Nova Iorque

Mais de 36 toneladas de vegetais orgânicos são cultivados em plantações que ficam nos topos de edifícios de Nova Iorque, todos os anos. Mais do que alimentar as pessoas, os tetos verdes também impedem que muitos poluentes cheguem aos rios da cidade.

Cobrindo uma área de 2,3 hectares, as fazendas estão localizadas no topo de 3 edifícios históricos. O solo tem apenas 25 centímetros de profundidade, mas absorvem milhões de litros de água de chuva por ano – impedindo que a água chegue aos drenos da cidade.

Problema antigo, solução sustentável

Há tempos, Nova Iorque tem um problema conhecido como inundação por esgoto combinado, quando as chuvas alagam as plantas de tratamento de água da cidade, levando o esgoto diretamente para os rios Hudson e East (Leste).

A cidade melhorou nas última décadas, investindo cerca de US$ 45 bilhões desde os anos 80 no tratamento de águas residuais. Mas, com mais de 70% de sua área pavimentada e mais de 8 milhões de habitantes, a inundação por esgoto combinado continua frequente quando chove muito.

Soluções multifacetadas

Brooklyn Grange, empresa responsável pelas 3 plantações nos topos dos edifícios históricos, construiu sua primeira fazenda em 2010. O investimento se pagou no primeiro ano, passou a dar lucro no segundo ano e hoje emprega 20 pessoas em tempo integral e 60 pessoas em trabalhos temporários.

Tetos verdes ajudam a reduzir o calor nas áreas urbanas, absorvendo a radiação que seria refletida por tetos convencionais. Com isso, também reduzem o consumo de energia elétrica gerado por aparelhos de ar condicionado.

As plantações nos tetos verdes usam resíduos orgânicos (restos de alimentos) para produzir adubo. Metade da produção é vendida para restaurantes e a outra parte vai para dois mercados ou é entregue para as pessoas por meio de uma iniciativa comunitária de apoio à agricultura urbana, que conecta diretamente produtores e consumidores. Além disso, os espaços abrigam cerca de 40 colmeias de abelhas.

Até o momento, as plantações receberam 50 mil jovens em visitas educacionais a respeito de agricultura orgânica nas cidades. São oferecidas capacitações que ensinam de produção orgânica de corantes a molhos apimentados. Os espaços também são palcos de aulas de yoga e até casamentos.

Impacto positivo

Os fundadores da Brooklin Grange acreditam que a agricultura urbana comercial pode ajudar as cidades a se tornarem mais limpas e verdes. Eles medem o sucesso das suas iniciativas usando o lucro, o impacto ambiental e impacto social dos projetos.

A empresa ampliou sua atuação para o planejamento e construção de mini plantações em topos de edifícios e casas para clientes particulares em toda a cidade.

A previsão é de que quase 70% da população mundial esteja vivendo em cidades até 2050. Ao mesmo tempo que os espaços urbanos impulsionam a economia, eles são responsáveis por ¾ das emissões globais de CO2.

Projetos como estes são cada vez mais importantes para que as cidades cumpram as metas de Desenvolvimento Sustentável e os objetivos do Acordo de Paris.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Empresa cria solução biodegradável para pratos e talheres descartáveis

Mais difícil que falar rápido “três pratos de trigo para três tigres tristes” é imaginar que um dia você poderia fazer uma refeição com pratos e talheres feitos de trigo. Mas, com os utensílios produzidas pela empresa Biotrem isso é totalmente possível. Uma tonelada de farelo de trigo puro vira 10 mil unidades de pratos, tigelas e talheres biodegradáveis (que podem ser até mesmo ingeridos!).

Inventado pelo empresário Jerzy Wysocki, o processo transforma farelo de trigo natural em um belo conjunto de utensílios ecológicos usando pouca água, sem extrair recursos minerais ou adicionar compostos químicos.

“Nossas tecnologias são protegidas por inúmeras patentes internacionais. O processo tecnológico limpo e ambientalmente amigável de fabricação é baseado em matérias-primas naturais – farelo de trigo e pequenas quantidades de água. O resto é feito por alta pressão e alta temperatura”, explica a companhia polonesa em seu site.

Sai o plástico, entra o farelo de trigo

A ideia é que os produtos sejam alternativa para os utensílios descartáveis de plástico, principalmente os utilizados em eventos. Imagine, por exemplo, poder substituir um pratinho usado uma única vez na festa infantil (e que poluirá a natureza por até séculos) por outro que pode ser compostado na terra em apenas 30 dias. Parece uma boa troca, não?

A empresa também garante que os objetos feitos de farelo de trigo são adequados para servir refeições quentes e frias, podendo ser usados com segurança em fornos ou micro-ondas.

Os produtos da Biotrem já são fabricados em larga escala e estão à venda por toda a Europa e também em diversos outros países do mundo (infelizmente ainda não no brasil).

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Cidade na Alemanha consome 100% de energia renovável por uma hora ao se desconectar da rede elétrica

As luzes cintilantes de Natal continuavam brilhando intensamente, e nenhuma lâmpada tremeluzia quando a cidade de Bordesholm, na Alemanha, trocou sua fonte de energia por energia renovável.

Na semana passada, os 7.500 habitantes de Bordesholm se tornaram os primeiros residentes em toda a Alemanha a serem 100% renováveis por uma hora inteira. Eles foram completamente desconectados da rede elétrica.

Após a hora, a cidade foi reconectada e nenhuma pessoa poderia ter notado.

Quão fácil é mudar apenas para energia renovável?

A fonte de alimentação em Bordesholm foi habilitada por um sistema de armazenamento de 10 MW e pelos inversores de bateria Sunny Central Storage fabricados pela SMA Solar Technology AG (SMA).

O sistema de bateria ajuda a estabilizar a fonte de alimentação e integrar a energia renovável, mas é claro, também fornece uma redução nas emissões de carbono. Além disso, foi projetado para fazer parte de uma “rede local independente” com recursos completos de ilhamento. Esse desenho é útil quando ocorrem falhas de energia, além de ajudar a ativar a rede local em operação.

“Este teste bem-sucedido é um marco importante na transição energética”, disse Boris Wolff, vice-presidente executivo de soluções de armazenamento e larga escala da unidade de negócios da SMA.

“Demonstrou que as energias renováveis podem fornecer energia sem afetar a estabilidade do sistema. De fato, nossos inversores de bateria Sunny Central Storage e o SMA Hybrid Controller fornecem à rede da ilha uma estabilidade e qualidade de energia ainda maiores do que a rede elétrica”, continuou Wolff.

O fato de ninguém notar a mudança da rede elétrica para energia renovável e vice-versa foi um feito em si.

O fornecedor local de energia, o diretor administrativo da Versorgungsbetriebe Bordesholm (VBB), Frank Gunther, disse que o teste foi uma “demonstração impressionante de como já é possível e economicamente rentável expandir sistematicamente as energias renováveis, juntamente com as capacidades de armazenamento necessárias, sem comprometer a confiabilidade do fornecimento”.

É uma demonstração fantástica, pois mostra que as energias renováveis podem ser usadas para fornecer energia a cidades inteiras de cada vez.

“A desconexão, a operação da rede de ilhas e a ressincronização com a rede de concessionárias ficaram sem problemas. O sistema de armazenamento supria toda a demanda de eletricidade da cidade, que poderia ser suprida exclusivamente a partir de energias renováveis”, disse o engenheiro de desenvolvimento de sistemas da SMA, Paul Robert Stankat.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Palha de café substitui plástico em peças automotivas

A Ford e o McDonald’s firmaram uma parceria para aproveitar a palha de café – casca seca do grão que sobra no processo de torrefação – na fabricação de peças de automóveis, nos Estados Unidos. O projeto pode dar novo destino a boa parte das milhares de toneladas de palha de café que são geradas por ano, normalmente usadas como adubo ou carvão.

As empresas descobriram que a palha de café tem propriedades capazes de reforçar certos tipos de peças, criando um material durável. Quando é aquecida a altas temperaturas sob baixo oxigênio e misturada com plástico e outros aditivos, ela dá origem a um granulado que pode ser moldado em vários formatos.

Os componentes feitos com esse composto são cerca de 20% mais leves e consomem até 25% menos energia no processo de moldagem. A sua resistência ao calor também é sensivelmente melhor que a do material usado atualmente, favorecendo a aplicação em peças como carcaças de faróis e outros componentes no compartimento do motor.

A parceria da Ford com o McDonald’s é um exemplo das abordagens inovadoras das empresas para o gerenciamento do produto e do meio ambiente. O projeto envolve também a Varroc Lighting Systems, fornecedora de faróis, e a Competitive Green Technologies, processadora da palha de café.

“Este é um exemplo de avanço na economia de circuito fechado, onde diferentes indústrias trabalham juntas e trocam materiais que de outra forma seriam descartados”, explica Debbie Mielewski, líder técnica do time de sustentabilidade e pesquisa de novos materiais da Ford.

Debbie garante que o novo material com palha de café é melhor que o material usado anteriormente – mais sustentável e com uma qualidade superior. Para conhecer melhor este novo material e suas possibilidades, clique aqui.

Materiais sustentáveis

Veja abaixo outras substituições de plásticos à base de petróleo por materiais biológicos e subprodutos agrícolas já realizadas pela montadora:

2007 – Espuma à base de soja em bancos e forros;

2008 – Garrafas plásticas recicladas em tapetes, caixas de roda e tecidos;

2009 – Palha de trigo em porta-objetos e porta-copos;

2010 – Algodão reciclado de roupas em forro acústico de portas e porta-malas;

2011 – Pneus reciclados em vedações e juntas; dente-de-leão em tapetes, porta-copos e peças internas de acabamento;

2012 – Papel moeda reciclado em porta-objetos e planta kenaf em forro de portas;

2013 – Casca de arroz em chicotes elétricos;

2014 – Casca de tomate em suportes de fiação e porta-objetos;

2015 – Casca de celulose em aplicações no compartimento do motor;

2016 – Fibra de agave em porta-copos e porta-objetos;

2017 – CO2 capturado para produção de espumas e enchimentos;

2018 – Bambu em compostos plásticos de peças internas e no compartimento do motor.

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*Fonte: ciclovivo

Perda de oxigênio dos oceanos ameaça vida marinha, alerta IUCN

Os oceanos estão sofrendo uma perda de oxigênio que ameaça a vida marinha, a pesca e comunidades costeiras, alertou a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) num relatório divulgado neste sábado (07/12) na Cúpula do Clima (COP25), em Madri. A desoxigenação oceânica é impulsionada pelas mudanças climáticas causadas pela ação humana.

“À medida que os oceanos perdem oxigênio devido ao aquecimento, o delicado equilíbrio da vida marinha se enfraquece”, afirmou Grethel Aguilar, diretora-geral interina da IUCN. “Para diminuir a desoxigenação oceânica, os líderes mundiais devem se comprometer a reduzir imediatamente e de forma substancial as emissões.”

A IUCN identificou 700 regiões marinhas com baixos níveis de oxigênio. Em 1960, eram apenas 45. Nesse mesmo período, o volume de águas completamente sem oxigênio quadruplicou. O relatório revela também que, entre 1960 e 2010, o estoque mundial do gás nos oceanos diminui 2%. Pesquisadores estimam que até 2100 essa perda possa chegar a 3% ou até 4%, se as emissões continuarem aumentando no atual ritmo.

“A exaustão do oxigênio nos oceanos está ameaçando os ecossistemas marinhos que já estão sob estresse devido ao aquecimento e acidificação oceânicos”, advertiu um dos autores do estudo, Dan Laffoley, do programa de Ciência e Conservação Marítima da IUCN.

Segundo o estudo, o mais abrangente já realizado sobre o tema, a perda de oxigênio oceânico está estreitamente relacionada ao aquecimento global e à acidificação dos oceanos. Esses fenômenos são causados pelo aumento do dióxido de carbono (CO2), por sua vez consequência das emissões de gases do efeito estufa e da chamada fertilização oceânica.

A maior parte do excesso do calor retido pela Terra é absorvida pelos oceanos, o que inibe a difusão do oxigênio da superfície até a profundez. A fertilização oceânica ocorre devido ao aumento de nutrientes que chegam através dos rios, promovendo a proliferação das algas e a consequente maior demanda de oxigênio à medida que elas se decompõem.

Os oceanos absorvem também cerca de um quarto de todas as emissões geradas por combustíveis fósseis, mas com o aumento da demanda global por energia, teme-se que os mares cheguem a um ponto de saturação. De acordo com a Organização Mundial de Meteorologia, os oceanos estão 26% mais ácidos do que antes da Revolução Industrial.

O relatório da IUCN indicou que a desoxigenação ocorre principalmente em profundidades médias, entre 300 e mil metros, as mais ricas em biodiversidade. O estudo ressalta que esse fenômeno está alterando o equilíbrio da vida marinha, favorecendo espécies como micróbios, águas-vivas e lulas, em detrimento dos peixes. Espécies como o atum, tubarões e marlim são as que mais sofrem, devido a seu tamanho e demandas de energia.

Ao afetar os ecossistemas marinhos, o declínio do oxigênio também terá impactos negativos para populações que dependem da pesca e comunidades costeiras. Até mesmo uma perda pequena no nível do oxigênio pode gerar impactos significativos, com implicações biológicas e biogeoquímicas complexas e de longo alcance. “Os impactos pode se espalhar e afetar milhões de seres humanos”, alerta o relatório.

O relatório aponta ainda que o Mar Báltico e o Mar Negro são os maiores ecossistemas marinhos semifechados com os menores níveis de oxigênio. A desoxigenação também se expandiu drasticamente na maior parte do Atlântico no último século.

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*Fonte: deutschwelle

 

Quem nega as mudanças climáticas justificam com esses motivos

A indústria de combustíveis fósseis, lobistas e partes da mídia passaram os últimos 30 anos semeando dúvida sobre a veracidade da atual mudança climática. A estimativa mais recente realizada pela Forbes mostrou que empresas de petróleo e gás investiram em média US$200 milhões por ano em lobby para controlar, adiar ou bloquear políticas em favor do meio ambiente.

Veja abaixo cinco tipos de negação das mudanças climáticas:

5. Negação da ciência

Esse tipo de negação envolve o argumento de que esta mudança climática que vivemos atualmente é um ciclo natural, não influenciado pela ação humana.

Alguns argumentam que os modelos climáticos não são confiáveis ou que são muito sensíveis ao dióxido de carbono. Outros acreditam que o CO2 é uma parte tão pequena da atmosfera que nem causaria um efeito de aquecimento.

Já outras pessoas acreditam que os cientistas estão sabotando as pesquisas para apresentarem resultados que não são reais.

Todos esses argumentos são falsos e existe um consenso global entre cientistas sobre as causas das mudanças climáticas.

4. Negação econômica

A ideia de que a mudança climática custaria muito dinheiro para ser freada é outra forma de negação climática. Economistas, porém, calculam que poderíamos conseguir frear as mudanças gastando apenas 1% do produto interno bruto mundial. Mas se não agirmos agora, em 2050 isso vai nos custar 20% do PIB mundial.

3. Negação humanitária

Alguns grupos da Europa e Estados Unidos acreditam que a mudança climática e o aquecimento da zona temperada tornariam a agricultura desses locais mais produtiva. Esses ganhos locais, porém, vão pelo ralo para pagar pelas contas de verões mais secos e aumento da frequência de ondas de calor nessas mesmas áreas.

É também importante apontar que 40% da população global vive em zonas tropicais, e um aumento na desertificação nesses locais seria uma catástrofe.

2. Negação política

Quem nega a mudança climática argumenta que não se pode tomar nenhuma ação porque outros países não estão tomando nenhuma ação. Mas nem todos os países são igualmente culpados por causar a atual mudança climática.

Por exemplo, 25% do CO2 produzido pela humanidade é gerado pelos EUA, e outros 22% são produzidos pela União Europeia. Depois vêm a China (13%), Rússia (7%), Japão (4%) e Índia (3%). A África inteira produz apenas 5%.

Portanto, os países mais desenvolvidos têm uma responsabilidade ética de liderar o caminho para o corte de emissões. Isso não significa que os países em desenvolvimento estão livres desse esforço: todos os países precisam agir para que a emissão humana de CO2 chegue à zero até 2050.

Para isso, precisamos de muito mais veículos elétricos e de uma economia verde que traga benefícios e crie empregos.

1. Negação da crise

O argumento final é que não deveríamos correr para mudar a forma que as coisas são feitas enquanto não tivermos certeza absoluta sobre todas as informações.

Muitas pessoas têm medo de mudanças, especialmente aquelas que são mais ricas ou que têm mais poder. Argumentos muito parecidos foram usados para atrasar o fim da escravidão, o direito do voto feminino, o fim da segregação racial e até a proibição de cigarro em locais fechados e públicos. [Science Alert]

*Por Juliana Blume

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*Fonte: hypescience

Efeito dominó irreversível das mudanças climáticas já pode estar em curso

Você sabe bem o que acontece quando enfileiramos um punhado de peças de dominó e a última delas é derrubada: ela arrasta junto todas as outras. Quanto mais nosso entendimento em sustentabilidade avança, mais claro fica que a habitabilidade da Terra funciona como uma gigantesca fileira de dominós. E vários indícios apontam que não é só uma peça que ameaça tombar — são nove.

Especialistas de renomadas instituições de pesquisa pelo mundo publicaram nesta quarta (27) na revista Nature um artigo com a conclusão de que metade dos “pilares” de sustentação da estabilidade climática global parecem começar a desabar. Cientistas da área chamam essas “peças de dominó” de tipping points: pontos de ruptura que, se ultrapassados, ameaçam desestabilizar todo o sistema terrestre.

Esse conceito foi criado há cerca de 20 anos pelo IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, da ONU. Naquela época, os pesquisadores achavam que só haveria risco de efeito cascata caso as temperaturas globais subissem 5°C acima dos níveis pré-industriais – o que deve acontecer até o final do século, se nada mudar. É motivo de consternação ver que a situação é mais grave do que se pensava.

“Não é só que as pressões humanas na Terra continuam crescendo a níveis sem precedentes”, disse em comunicado o co-autor Johan Rockström, diretor do Instituto Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Climático. “Também se trata de que conforme a ciência avança, nós precisamos admitir que subestimamos os ricos do desencadeamento de mudanças irreversíveis, em que o próprio planeta amplia o aquecimento global.”

E isso com apenas 1°C de aumento na temperatura. Os nove tipping points que aparentam ter sido ativados ficam nas geleiras do Ártico, da Groenlândia e da Antártida, nas florestas boreais, nas correntes do Oceano Atlântico, na Amazônia, em recifes de corais e no permafrost (o solo permanentemente congelado do Ártico). São todos elementos vitais para manter aspectos básicos do nosso planeta funcionando da forma como funciona hoje.

“Cientificamente, isso fornece evidências fortes para declarar um estado de emergência planetária, para desencadear ação mundial e acelerar o caminho adiante para um mundo que possa continuar evoluindo em um planeta estável”, afirma Rockström.

Mas como é possível que ecossistemas tão diversos e distantes estejam encadeados numa mesma fileira de dominó? Bem, por maior que a Terra nos pareça, ela não é tão grande assim.

Muitos dos ciclos e processos que ocorrem em escala regional afetam o equilíbrio do sistema na escala global. As florestas tropicais, as boreais e o permafrost, por exemplo, são tipping points especialmente catastróficos. A vegetação, quando queimada, emite CO2 na atmosfera – bem como gelo siberiano, que ao derreter libera gases de efeito estufa que antes estavam retidos no solo. Já a perda total das geleiras da Groenlândia e da Antártida causaria um aumento de 10 metros no nível do mar — com danos irreparáveis às populações costeiras do planeta.

Nem tudo está perdido, contudo.

“É possível que nós já tenhamos passado do limiar para um efeito cascata de tipping points inter-relacionados”, disse outro co-autor da análise, Tim Lenton, da Universidade de Exeter, no Reino Unido. “No entanto, a taxa nas quais eles progridem, e portanto o risco que eles oferecem, podem ser reduzidos se cortarmos nossas emissões.” No artigo, os cientistas analisam tal efeito no derretimento das geleiras.

Contendo o aquecimento global a 1,5°C, a perda total das estruturas e o consequente aumento de 10 metros no nível do mar levariam 10 mil anos para acontecer. Caso a temperatura suba 2°C, a estimativa cai para mil anos. Nossa única esperança para manter a Terra e a civilização humana minimamente estáveis é largar de vez os combustíveis fósseis até 2050. Só assim teremos tempo de nos adaptar para as mudanças que virão.

*Por A. J. Oliveira

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*Fonte: superabril

Quênia instala usina de energia solar que transforma água do mar em água potável

É difícil para nós, que temos acesso à internet e à água, imaginar que mais de 2 bilhões de pessoas no mundo lutam para obter água potável. O que é bastante irônico, visto que cerca de dois terços do planeta Terra é água. Mais uma prova da desafiadora questão da desigualdade e deste abismo social que vivemos todos os dias. Recentemente, a ONG Give Power instalou uma usina movida a energia solar que transforma água salgada do oceano em água potável e, assim, ajuda 25.000 pessoas por dia no Quênia.

Embora este não seja o primeiro projeto do gênero, a Give Power está tendo sucesso e, transformar água salina em água potável, em Kiunga, uma pequena cidade no Quênia, melhorando a vida dos moradores da comunidade. A organização não planeja parar por aí e deseja usar a tecnologia em outras partes do mundo, sobretudo na África Subsaariana, uma das regiões mais afetadas pela seca.

No entanto, é importante ressaltar que não é apenas a África que sofre deste mesmo problema. A organização já está planejando projetos semelhantes na Colômbia e no Haiti. A grande inovação do projeto é fazer a conhecida prática da dessalinização a partir de energia solar, já que o processo tradicional consome muita energia. O uso de energia solar pode ser uma solução muito boa a longo prazo, por ser mais barato e sustentável.

A Give Power instalou o que eles chamam de “uma fazenda solar de água” em Kiunga, que colhe energia solar usando painéis solares. Eles são capazes de produzir 50 quilowatts de energia e acionar 2 bombas de água 24 horas por dia. Antes da instalação dessa tecnologia, as pessoas precisavam viajar por mais de uma hora apenas para obter água potável. Como cada gota de água fresca era tão preciosa, eles geralmente tomavam banho e lavavam suas roupas em água salgada suja, o que causava infecções de pele e diversas outras doenças contagiosas.

Hayes Barnard – presidente da GivePower, não esconde o contentamento: “Você vê crianças dentro dessas aldeias e elas têm essas cicatrizes no estômago ou nos joelhos, porque têm muito sal nas feridas. Eles estavam envenenando suas famílias com essa água. Mas a instalação da planta não apenas os ajudou com isso, mas também os salvou de várias doenças, já que a água que eles usavam anteriormente costumava estar cheia de poluentes e vários parasitas. Que passo enorme para a humanidade!”.

A falta de água potável

Vivemos num mundo em que a água se torna um desafio cada vez maior. Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), menos da metade da população mundial tem acesso à água potável. A irrigação corresponde a 73% do consumo de água, 21% vai para a indústria e apenas 6% destina-se ao consumo doméstico.A escassez de água no mundo é agravada em virtude da desigualdade social e do mal uso dos recursos naturais. De toda a água existente em nosso planeta, cerca de 97,5% é salgada e apenas 2,5% é de água doce. Implementar a prática da dessalinização é mais do que urgente para que mais pessoas tenham acesso à água potável.

*Por Gabriela Glette

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Borras de café são transformadas em xícaras compostáveis

Uma xícara de café para servir café. Parece até redundante, mas não é. Fundada em 2015, a empresa Kaffeeform reaproveita borras de café para produzir copos e xícaras. Os resíduos são coletados diariamente em cafés e restaurantes de Berlim, a capital da Alemanha.

A ideia de fabricar os utensílios veio após o fundador, Julian Lechner, tomar incontáveis doses de café expresso na Itália, enquanto estudava design de produto. Um dia ele questionou como os resíduos da fabricação de cada xícara poderiam ser reutilizados: foi o primeiro passo para o que viria a se tornar a Kaffeeform, após cinco anos de desenvolvimento.

Para chegar até o produto final, ele desenvolveu um material feito a partir de borras de café, biopolímeros (polímeros produzidos por seres vivos), amido, celulose, madeira, resinas naturais, ceras e óleos. Desta forma, o resultado é um produto resistente aos líquidos e ao calor, que pode ser colocado na máquina de lavar louça e até resistir a quedas. Para completar, são leves e têm um leve cheiro de café -, perfeito para os amantes do bom cafezinho. Após seu ciclo de uso, cada utensílio pode ser compostável.

Os produtos estão presentes em lojas de diversos países europeus e a empresa ainda produz copos personalizados para outras companhias.

Pensar na sustentabilidade de um produto desde sua produção até o pós-consumo é uma responsabilidade que algumas empresas estão encarando com muita criatividade. Dia desses, por exemplo, o CicloVivo falou sobre uma embalagem de xampu feita de sabão.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

11 mil cientistas declaram emergência sobre mudança climática

Um novo estudo assinado por 11 mil cientistas de 153 países aponta que, ao menos que o mundo mitigue ações associadas à mudança climática, o “sofrimento humano incalculável” será inevitável.

Após a análise de 40 anos de dados sobre o aumento das emissões de gases de efeito estufa, aquecimento dos oceanos e derretimento do gelo do Ártico e da Antártica, os pesquisadores sustentam que é de obrigação moral que a humanidade seja claramente alertada sobre qualquer ameaça catastrófica.

“Apesar de 40 anos de grandes negociações globais, continuamos a conduzir os negócios como de costume e não conseguimos lidar com essa crise”, afirma o co-líder da pesquisa William Ripple, da OSU College of Forestry, em comunicado. “A mudança climática chegou e está acelerando mais rapidamente do que muitos cientistas esperavam”.

O estudo conclui que as possíveis soluções estão nas “grandes transformações na maneira como nossa sociedade global funciona e interage com os ecossistemas naturais”.

Eles destacam 6 “sinais vitais” que devem ser utilizados pelos setores político, público e privado, para repensar as prioridades e traçar uma linha de progresso consistente: mudar a produção de energia, reduzir as emissões de poluição de curta duração, proteger importantes sistemas naturais, mudar as práticas relacionadas aos alimentos, alterar os valores econômicos e estabilizar a população mundial.

“Mitigar e adaptar-se às mudanças climáticas, honrando a diversidade de seres humanos, implica grandes transformações nas formas como nossa sociedade global funciona e interage com os ecossistemas naturais”, explicam os autores.

De acordo com o estudo, se as emissões de poluentes de curta duração fossem reduzidas, como o metano e a fuligem, o aquecimento global poderia cair em até 50% nas próximas décadas.

Os esforços de conservação global devem focar na substituição de combustíveis fósseis por energias renováveis. Isso poderia ser alcançado com a imposição de taxas de carbono e a eliminação de subsídios às companhias de combustíveis fósseis.

É fundamental, também, proteger ecossistemas que absorvem o carbono atmosférico – como turfeiras, florestas e pradarias – para ajudar a combater as emissões, enquanto preservar manguezais e áreas úmidas pode reduzir os efeitos no aumento do nível do mar e das inundações.

Os hábitos alimentares estão em foco: reduzir a dependência de produtos de origem animal e adotar dietas baseadas em plantas reduziria as emissões de metano e outros gases de efeito estufa (que estão ligados às práticas agrícolas maciças). A redução no consumo de carne ainda liberaria as terras de cultivo de ração para animais para o cultivo de alimento para pessoas.

Quanto à economia, eles sugerem que as prioridades econômicas devem mudar de uma meta de crescimento do produto interno bruto para uma que mantenha a sustentabilidade a longo prazo.

Estabilizar a população global para não mais de 200.000 nascimentos por dia seria fundamental para reduzir o uso de recursos. Uma estimativa de 2011 projetou que 360.000 pessoas nascem todos os dias no mundo inteiro.

Os autores salientam que movimentos populares que exigem mudanças de seus líderes políticos são um grande progresso, mas é apenas o começo do que precisa ser feito para termos resultados consistentes.

“A temperatura da superfície global, o calor do oceano, o clima extremo e seus efeitos, o nível do mar, a acidez do oceano e as áreas queimadas nos Estados Unidos estão todos subindo”, disse Ripple. “Globalmente, o gelo está desaparecendo rapidamente, como demonstrado pelas reduções mínimas no gelo marinho do Ártico no verão, nos mantos de gelo da Groenlândia e na Antártica, e na espessura das geleiras. Todas essas mudanças rápidas destacam a necessidade urgente de ação”.

Por fim, os pesquisadores se colocam à disposição para auxiliar em tais mudanças:

“Como Aliança dos Cientistas do Mundo, estamos prontos para ajudar os tomadores de decisão em uma transição justa para um futuro sustentável e equitativo”.

*Por Raquel Rapini

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*Fonte: geekness

SunUp: O painel solar que pode ser acoplado na mochila

Imagine sair por aí com um painel solar onde você recarrega seus aparelhos enquanto anda. Estranho? A ideia de levar uma placa solar pela rua pode parecer absurda, mas o SunUp quebra qualquer preconceito: ele é portátil, flexível e eficiente. O produto é perfeito para os amantes da natureza raiz, que são fascinados pelas engenhocas sustentáveis.

Apesar do painéis solares flexíveis já serem uma realidade, eles esbarram na questão eficiência versus durabilidade. Os painéis solares rígidos feitos de silicone monocristalino e policristalino são 21% mais eficientes e facilmente quebráveis, enquanto os painéis flexíveis feitos com silicone amorfo são mais fortes, mas com eficiência média de 7%. O engenheiro de Design de Produto Bradley Brister resolveu tentar encontrar um meio termo.

“O objetivo do meu projeto é fornecer um compromisso entre os dois. Combinando os benefícios de eficiência dos painéis rígidos com os benefícios de flexibilidade dos de película fina”, explica. Segundo Brister, a solução foi mesclar pequenos painéis solares policristalinos de película fina com um mecanismo de dobradiça de metal.

“Cada módulo é interligado por uma dobradiça condutora sem deformação mecânica quando em uso, para que ele não tenha o problema usual de dobrar apenas 5000 [vezes] antes de encaixar”, disse Brister em entrevista ao site Dezeen. “Teoricamente, o projeto pode ser flexionado e dobrado indefinidamente ou pelo menos até que as superfícies se desgastem”, completou.

Ele garante que o protótipo é totalmente funcional e testado em campo.

Adaptável

Versatilidade é outro ponto-chave para entender as inovações da solução. Hoje em dia já existem diversos produtos com a função de captar energia solar, inclusive mochila solar, mas esta invenção é interessante pela capacidade de se adaptar e encaixar facilmente em diversas aplicações. Apesar dele ter sido projetado para uma mochila, pode simplesmente ser usados sobre outras superfícies -, inclusive já foi testado em um passeio de canoa.

O SunUp foi criado como projeto da faculdade e teve a colaboração da empresa estadunidense The North Face, mundialmente conhecida pela produção de artigos para atividades ao ar livre. Com o projeto, Brister ficou entre os finalistas do concurso James Dyson Awards, no Reino Unido, que premia a melhor iniciativa em design e engenharia de estudantes de todo o mundo.

O jovem, em seu currículo, afirma que seu estilo de design é fortemente influenciado pelo amor que tem ao ar livre. Confira outros projetos de Bradley Brister.

*Por Marcia Sousa

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: ciclovivo

Máquina transforma plástico reciclado em filamento para impressora 3D

Um dos principais avanços tecnológicos dos últimos tempos são as impressoras 3D. Em algumas áreas da ciência, como a medicina, a inovação tem servido para a fabricação de próteses, muitas delas caseiras e com custo bem mais barato.

Entre as maiores vantagens da nova tecnologia estão o ganho com tempo e economia de matéria-prima, utilizada para moldar os objetos. Impressoras 3D utilizam filamentos de plástico no lugar da “tinta”, usada nas máquinas tradicionais. Todavia, o preço dos filamentos é bastante caro e no final da impressão, há muita sobra de material.

Buscando uma maneira de tornar o processo mais sustentável, três estudantes de engenharia da Universidade de British Columbia, no Canadá, criaram a ProtoCycler, máquina que pode triturar qualquer tipo de resíduo plástico – garrafas PET, embalagens de comida, sacolas – e transformá-lo em filamento. O visual da engenhoca faz lembrar um daqueles forninhos de bancada para aquecer comida, que muitas famílias têm na cozinha.

O nome da empresa criada por Dennon Oosterman, Alex Kay e David Joyce é ReDeTec* – Renewable Design Technology (Tecnologia do Design Renovável, em inglês). “Resíduos podem ser recuperados e transformados em tudo o que desejamos, sem precisarmos nos preocupar com a quantidade de dinheiro que vamos gastar ou o impacto ambiental que causaremos”, dizem os estudantes.

Para os jovens inventores, ao permitir que pessoas reaproveitem seus resíduos das impressoras 3D ou mesmo dêem vida nova a objetos de plástico, a tecnologia assume uma nova função – em vez de estimular o consumo, torna-se uma indústria impulsionada pela criação. “Queremos que toda tecnologia seja o mais sustentável possível”.

Oosterman, Kay e Joyce esperam que a ProtoCycler atraia o interesse de escolas, por exemplo, onde alunos poderão fazer testes e inúmeras tentativas de impressões reutilizando os mesmos filamentos plásticos inúmeras vezes. E sem gerar resíduos para o meio ambiente.

No início do ano, a ReDeTec conseguiu US$ 100 mil para viabilizar a produção da máquina no site de crowdfunding Indiegogo. O preço da ProtoCycler ainda é um pouco alto. Está sendo vendida por US$ 699. Mas os jovens da universidade canadense garantem que o investimento vale a pena.

A máquina produz cerca de 3 metros de filamento por minuto e de qualquer cor desejada – basta colocar o plástico a ser reciclado do tom que o usuário deseja.

*Por Susana Camargo

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*Fonte: superinteressante

Estudo mostra como os navios afetam a formação de nuvens e o clima

Pesquisadores do Reino Unido divulgaram um estudo que afirma como as emissões de gases poluentes por navios são responsáveis por alterar a formação das nuvens e também o clima. O problema é causado principalmente por partículas como o enxofre, que são liberadas pelas embarcações.

Os cientistas estudaram 17 mil nuvens poluentes deixadas por navios no ar acima dos oceanos. Esses vestígios, analisados por dados de satélite, foram comparados com o rastreio via GPS da trajetória feita pelos veículos marinhos.

Foram incluídos na pesquisa navios que navegam por áreas como aos arredores da América do Norte, na região do Mar do Norte (que fica no Oceano Atlântico), Mar Báltico (no norte da Europa), Mar Negro (no leste europeu) e o Canal da Mancha, que separa a ilha da Grã-Bretanha do norte da França.

A pesquisa alerta para a necessidade de empresas de transporte e cruzeiros turísticos aderirem à regulações para conter a liberação do enxofre. A Organização Marítima Internacional (IMO), por exemplo, já estabeleceu uma medida para o setor diminuir emissões do gás em mais de 80%. A ação deve entrar em vigor no dia 1 de janeiro de 2020.

“Atualmente, é difícil para os reguladores saberem o que os navios fazem no meio do oceano”, contou em comunicado, o co-autor do estudo, Tristan Smith. “O potencial de que não haja aderência às regulações de enxofre de 2020 é um grande risco pois isso pode criar uma desvantagem comercial para as empresas que não colaboram.”

 

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*Fonte: revistagalileu

Aquecimento global deve alterar a cor dos oceanos

Após desembarcar de sua nave, em 1961, Yuri Gagarin, o primeiro humano a ir ao espaço, disse a eternizada frase “A Terra é azul!”. Carl Sagan também fala dessa característica de nosso planeta em seu livro “O Pálido Ponto Azul”.

Essa cor característica da Terra é resultado do reflexo da luz do Sol pelos oceanos, que cobrem cerca de 70% da superfície terrestre.

Um estudo publicado na Nature Communications mostra que nas próximas décadas o tom de azul da água dos oceanos mais quentes deve ficar ainda mais forte. Isso ocorrerá porque com o aumento da temperatura média dos oceanos, resultado do aquecimento global, a quantidade de fitoplânctons deve diminuir consideravelmente. A presença desses conjuntos de organismos gera uma tendência ao verde na água.

Em águas mais frias, no entanto, mais próximas aos polos, o tom verde deve ficar mais acentuado.

É previsto que até 2100 haja uma mudança de temperatura de 3°C e até 50% na cor dos oceanos.

Essa diminuição na concentração de fitoplânctons não é nada boa. Eles exercem grande importância não só para a vida marinha, mas também para a vida terrestre. Ele está na base da cadeia alimentar, e produz mais da metade do oxigênio da atmosfera terrestre, além de absorver grande parcela do dióxido de carbono.

As mudanças não serão tão perceptíveis a olho nu, mas irão afetar muito mais a cadeia alimentar marinha e a produção de oxigênio.

*Por Felipe Miranda

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*Fonte: ciencianautas

Coca-Cola, Nestlé e PepsiCo: principais geradoras de lixo plástico

Muitas promessas, poucas ações concretas. As companhias Coca-Cola, Nestlé e PepsiCo continuam a ser as três principais poluidoras de plástico no mundo. A constatação é de uma auditoria internacional que apontou as três empresas pelo segundo ano consecutivo.

Organizada pelo movimento “Break Free From Plastic”, o relatório é baseado na limpeza de 484 praias em mais de 50 países e seis continentes durante o Dia Mundial da Limpeza, realizado em 21 de setembro.

Mais de 72 mil voluntários coletaram 476.423 resíduos plásticos, pelos quais mais da metade não era possível identificar as marcas produtoras. Entretanto, cerca de 40% poderia ser separado e classificado – foi o que a organização fez. O grupo descobriu que só a Coca-Cola era responsável por mais de 11 mil unidades encontradas. A quantidade é tão absurda que precisaria unir as quatro marcas seguintes no ranking das mais poluidoras para ultrapassar tal número.

Apesar dos recentes compromissos, a Coca-Cola sempre foi bastante reticente em assumir sua responsabilidade na produção de lixo plástico mundial. Inclusive, somente neste ano, a multinacional declarou, pela primeira vez, que gera 3 milhões de toneladas de plástico por ano.

“Os compromissos recentes de empresas como Coca-Cola, Nestlé e PepsiCo para lidar com a crise infelizmente continuam a depender de soluções falsas, como substituir o plástico por papel ou bioplástico e confiar mais em um sistema global de reciclagem ineficiente. Essas estratégias protegem amplamente o modelo de negócios descartável que causou a crise da poluição plástica e não farão nada para impedir que essas marcas sejam nomeadas as principais poluidoras novamente no futuro”, afirma Abigail Aguilar, coordenadora da campanha de plástico do Greenpeace no Sudeste Asiático.

Outros poluidores

O grupo ainda identificou mais sete corporações, completando assim um “top 10” das principais poluidoras de lixo plástico: Mondelēz International, Unilever, Mars, P&G, Colgate-Palmolive, Phillip Morris e Perfetti Van Melle.

“Este relatório fornece mais evidências de que as empresas precisam urgentemente fazer mais para lidar com a crise de poluição plástica que elas criaram. Sua dependência contínua de embalagens plásticas de uso único se traduz em bombear mais plástico descartável para o meio ambiente. A reciclagem não vai resolver esse problema. As quase 1.800 organizações membros da Break Free From Plastic estão pedindo às empresas que reduzam urgentemente sua produção de plástico descartável”, disse Von Hernandez, coordenador global do movimento Break Free From Plastic.

Já a rede internacional GAIA ressaltou que os países asiáticos estão recusando o envio de lixo dos países ditos desenvolvidos. “Os produtos e embalagens que marcas como Coca-Cola, Nestlé e PepsiCo estão produzindo estão transformando nosso sistema de reciclagem em lixo. A China proibiu efetivamente a importação de ‘reciclagem’ dos EUA e de outros países exportadores, outros países estão seguindo o exemplo. O plástico está sendo queimado em incineradores em todo o mundo, expondo as comunidades à poluição tóxica. Devemos continuar expondo esses verdadeiros culpados de nossa crise de plástico e reciclagem”, afirma Denise Patel, coordenadora dos EUA da Aliança Global para Alternativas à Incineração (GAIA).

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Concentrações de antibióticos em rios excedem níveis em até 300 vezes

Descobertas recentes indicam que 20% das gaivotas-prata na Austrália carregam bactérias patogênicas resistentes a antibióticos, o que está aumentando o receio de que bactérias causadoras de doenças possam se espalhar das aves para os seres humanos e animais domésticos. As gaivotas coletam bactérias, como a E. coli, de águas residuais, esgotos e lixões.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a resistência a antibióticos é hoje uma das maiores ameaças à saúde, à segurança alimentar e ao desenvolvimento global. Numerosas infecções, como pneumonia, tuberculose, gonorreia e salmonelose, estão se tornando mais difíceis de tratar, à medida que os antibióticos usados ​​tornam-se menos eficazes. A resistência a antibióticos leva a internações hospitalares mais longas, custos médicos mais altos e aumento da taxa de mortalidade.

A resistência aos antibióticos ocorre quando as bactérias mudam em resposta ao uso de tais medicamentos. Essas bactérias podem infectar humanos e animais, e as infecções que causam são mais difíceis de tratar do que aquelas causadas por bactérias não resistentes.

Embora a resistência a antibióticos ocorra naturalmente, o uso indevido de antibióticos em humanos e animais está acelerando o processo, segundo a OMS.

Antibióticos também parecem estar se espalhando no meio ambiente. Um estudo global recente descobriu que as concentrações de antibióticos em alguns rios do mundo excedem os níveis “seguros” em até 300 vezes.

“Os pesquisadores procuraram 14 antibióticos comumente usados ​​em rios de 72 países, em seis continentes, e encontraram antibióticos em 65% dos locais monitorados”, diz um relatório recente da Universidade de York.

“O metronidazol, usado para tratar infecções bacterianas, incluindo infecções de pele e da boca, excedeu os níveis seguros pela maior margem, com concentrações 300 vezes maiores que o nível ‘seguro’ em uma área em Bangladesh.”

“No rio Tâmisa e um de seus afluentes em Londres, os pesquisadores detectaram uma concentração total máxima de antibióticos de 233 nanogramas por litro (ng/l), enquanto em Bangladesh a concentração foi 170 vezes maior”, diz o estudo global.

Os antibióticos são apenas um dentre uma variedade de produtos farmacêuticos, produtos de higiene pessoal e outros contaminantes ambientais, cada vez mais presentes nas águas residuais e nos lixões, que podem ter efeitos adversos à saúde. Essas substâncias são conhecidas como “poluentes emergentes”.

Poluentes emergentes

“As águas residuais municipais, industriais e, mais recentemente, domésticas são as principais fontes de poluentes emergentes no ambiente aquático”, afirma Birguy Lamizana, especialista em águas residuais do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Produtos químicos e compostos que apenas recentemente foram identificados como ameaças potenciais ao meio ambiente e ainda não são amplamente regulamentados pela legislação nacional ou internacional são conhecidos como “poluentes emergentes”. Eles são classificados como “emergentes”, não porque os próprios contaminantes sejam novos, mas por causa do crescente nível de preocupação gerada.

“A lista de compostos que são qualificados como poluentes emergentes é longa e cresce cada vez mais”, diz um estudo do PNUMA sobre produtos farmacêuticos e produtos de higiene pessoal no ambiente marinho: uma questão emergente.

“A categoria inclui uma variedade de compostos: antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, medicamentos psiquiátricos, esteroides e hormônios, contraceptivos, fragrâncias, filtro solar, repelentes de insetos, microesferas, microplásticos, anti-sépticos, pesticidas, herbicidas, surfactantes e metabólitos de surfactantes, retardantes de chama, aditivos e produtos químicos industriais, plastificantes e aditivos para combustíveis, entre outros.”

A deposição atmosférica é uma fonte significativa de poluentes emergentes em águas abertas. No entanto, a maioria desses poluentes não está incluída em acordos internacionais com programas de monitoramento de rotina; portanto, seu impacto no meio ambiente não é bem conhecido.

Desreguladores endócrinos

Um grupo de contaminantes emergentes são os desreguladores endócrinos. Os desreguladores endócrinos são substâncias químicas que inibem ou aumentam artificialmente a função dos mensageiros químicos naturais do corpo.

Peixes e anfíbios próximos a fontes de água poluída mostraram anormalidades reprodutivas e deformidades físicas, e acredita-se que isso seja resultado de contaminantes causadores de desregulação endócrina.

“Mais pesquisas são necessárias para determinar os possíveis efeitos à saúde de desreguladores endócrinos de baixo nível no esgoto e no abastecimento da água doméstica”, diz Lamizana. “No entanto, é razoável supor que em áreas secas ou durante a estação seca os corpos d’água são mais propensos a conterem proporções mais altas desses contaminantes”.

O estudo do PNUMA diz que o princípio da precaução deve orientar as respostas aos poluentes emergentes. “Ao promover pesquisas, programas de monitoramento, reduções de resíduos e química verde, deve se tornar possível prevenir e mitigar os impactos negativos dos produtos farmacêuticos sem comprometer sua disponibilidade, eficácia ou acessibilidade econômica, particularmente em países onde o acesso a importantes serviços de saúde ainda é limitado”.

“Os ecossistemas naturais de água doce são desvalorizados e sobre-explorados. Precisamos mudar as nossas estruturas de incentivo do estímulo à poluição, à degradação do ecossistema e à exploração excessiva dos recursos naturais para comportamentos pró-conservação. As ferramentas adequadas para isso já estão à nossa disposição, mas precisamos garantir que os tomadores de decisões as levem em devida consideração e ajam”, afirma Jacqueline Alvarez.

Uma resolução adotada pela Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente em março de 2019 incitou os governos e todas as outras partes interessadas, incluindo agências, fundos e programas da ONU, “a apoiar plataformas relevantes de interface de políticas científicas, incluindo contribuições da comunidade acadêmica; melhorar a cooperação nas áreas de meio ambiente e saúde; e chegar a maneiras de fortalecer a interface ciência-política, incluindo sua relevância para a implementação de acordos ambientais multilaterais em nível nacional”.

As informações são da ONU Meio Ambiente.

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*Fonte: ciclovivo

Oficina ensina a fazer redes de futebol com garrafas pet

Integrar o futebol com ações sustentáveis é a melhor maneira mostrar ao mundo a paixão dos brasileiros pelo esporte. Pensando nisso, o Ginga.Fc surgiu com a missão de unir pessoas e experiências relacionadas ao esporte e interligadas com atividades dentro das áreas do turismo, moda, sustentabilidade, arte e cultura.

Durante o Programa Rua da Gente, que acontece neste sábado, 19, no bairro Capela do Socorro, o Ginga.Fc ensinará, na prática, todo o processo para reciclagem de garrafas pet, transformando o material em uma rede para o gol. Além disso, o bairro contará com diversas atividades de lazer durante todo o dia.

A ideia da ação surgiu na Amazônia e começou a ser colocada em prática durante a conclusão do projeto #FutebolNoTapajós na comunidade de Suruacá, no Pará. As iniciativas de conscientização, capacitação e prototipagem para o desenvolvimento deste trabalho que integra futebol e reciclagem resultou em dois novos pares de redes para o campinho local e uma comunidade pronta para dar continuidade ao processo de trabalho.

Sobre o Rua da Gente
O Programa Rua da Gente é um projeto em parceria de três secretarias: Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo (SEME), Secretaria de Cultura e Secretaria de Relações Socias, cujo objetivo é estimular a ocupação de espaços públicos com atividades esportivas e culturais gratuitas aos sábados e domingos, nos quatro cantos da cidade. Com investimento para fornecer equipamentos, profissionais e toda infraestrutura necessária, até 2020 serão realizadas 320 edições, em diversas ruas da cidade e com uma expectativa de 125 mil pessoas atendidas.

Sobre a Ginga.Fc
Um movimento social que surgiu em 2015 na Amazônia e que tem como principal missão usar o futebol como ferramenta para gerar impacto social positivo e contribuir com o desenvolvimento sustentável de comunidades espalhadas pelo Brasil. Saiba mais em gingafc.com.br

*Por Mayra Rosa

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*Fonte: ciclovivo

Desmatamento é um dos principais causadores de surtos de doenças, diz estudo

As mudanças de uso da terra, geradas principalmente pelo desmatamento, monocultura, pecuária em grande escala e mineração, estão entre as principais causas de surtos de doenças infecciosas em humanos e pelo surgimento de novas doenças no continente americano. Essa é uma das conclusões apontadas no Relatório de Biodiversidade da ONU, que analisou mais de 15 mil pesquisas científicas e informações governamentais durante três anos.

“Os bens e serviços fornecidos pela natureza são os fundamentos definitivos da vida e da saúde das pessoas. A qualidade do ambiente em que vivemos desempenha papel essencial na nossa saúde. Em ambiente natural, com florestas intactas, mamíferos, répteis, aves e insetos se autorregulam. O desmatamento, somado à expansão desordenada das áreas urbanas, faz com que os animais migrem para as cidades. No caso dos mosquitos, que são vetores de muitas doenças, a crise climática e o aumento da temperatura também trouxeram condições favoráveis à reprodução desses indivíduos. Nas cidades, eles passam a se alimentar também do sangue das pessoas, favorecendo a transmissão de enfermidades”, explica a gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Leide Takahashi.

Nessa linha, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Convenção da Diversidade Biológica (CDB) reconheceram que a biodiversidade e a saúde humana estão fortemente interligadas e, durante a COP-13, em 2016, recomendaram uma série de ações. Segundo a OMS, ao menos 50% da população mundial corre o risco de contaminação por doenças transmitidas por mosquitos, chamadas de arboviroses. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que o número de arboviroses tenha dobrado nas últimas três décadas. Algumas delas, como malária, dengue, febre amarela e zika, já causaram surtos em áreas urbanas.

Doutora em Ciências Florestais, Leide destaca ainda que a conservação do patrimônio natural é importante para o controle de outras doenças, especialmente as mentais. O contato com a natureza é capaz de diminuir a ansiedade e o estresse, contribuindo com o bem-estar da população. “A natureza nos fornece água, ar puro, alimentos e outros recursos essenciais para o nosso dia a dia. Precisamos encontrar um ponto de equilíbrio para que as pessoas aproveitem esses recursos de forma responsável, sem prejudicar a fauna e a flora e sem colocar as próximas gerações em risco”, afirma Leide, que também é membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.

*Por Mayra Rosa

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*Fonte: ciclovivo

Colapso de nuvens esquentaria a Terra em mais 8ºC

Um estudo publicado nesta segunda-feira (25) traz um alarme e um alívio. O alarme: concentrações de gás carbônico no ar equivalentes ao triplo da atual causariam uma elevação adicional de 8oC na temperatura média global. O alívio: isso aconteceria apenas num planeta que já estivesse 6oC mais quente. E, com esse aquecimento, amigos, todos nós estaríamos tão lascados que 8 graus a mais fariam pouca diferença.

De qualquer forma, trata-se de (mais) um recado claro à humanidade sobre aonde não ir com o grande experimento planetário que estamos fazendo ao despejar maciçamente gases de efeito estufa na atmosfera. Embora seja uma elevação extrema, 6oC de aquecimento global neste século em relação à era pré-industrial é uma medida que está dentro das previsões do IPCC, o painel do clima da ONU, para um mundo no qual as emissões de gás carbônico sigam tão altas quanto são hoje.

Ou seja, a hipótese delineada por Tapio Schneider, do Instituto da Tecnologia da Califórnia, edição do periódico Nature Geoscience está longe de ser irreal.

Com a ajuda de novas técnicas computacionais, Schneider e seus colegas Coleen Kaul e Kyle Pressel simularam o que aconteceria com um tipo específico de nuvem oceânica caso as concentrações de CO2 subissem muito. Essas nuvens, os estratocúmulos, formam uma espécie de “pavimento” de cerca de 300 metros de espessura no céu sobre os oceanos nas regiões subtropicais. Os pisos de estratocúmulos, como são chamados, recobrem 20% da superfície dos mares e funcionam como um guarda-sol natural do planeta: eles rebatem de 30% a 60% da radiação solar de volta para o espaço, impedindo que ela atinja a superfície e seja reemitida na forma de raios infravermelhos (calor).

Os cientistas do clima sempre quiseram entender direito o que acontece com as nuvens quando a Terra esquenta. Só que os modelos climáticos globais de computador são “míopes” demais para enxergar processos que ocorrem na escala de metros, já que cada célula na qual eles dividem a superfície do globo tem vários quilômetros de área. Embora os modelos sejam bastante bons em simular o clima na média, alguns detalhes importantes ficam perdidos e precisam ser computados de outras maneiras. As nuvens, por exemplo, precisam ser parametrizadas, ou seja, o modelo é alimentado com o comportamento que se espera de uma nuvem e isso é extrapolado para toda a simulação.

“O que os computadores mostraram foi que, quando a concentração de CO2 atinge 1.200 partes por milhão na atmosfera, que correspondem a um aquecimento de 6oC, o piso de estratocúmulos entra em colapso”.

No começo do século, por exemplo, havia a tese de que o aquecimento global cancelaria a si mesmo ao aumentar a evaporação e a formação de nuvens, que rebateriam mais radiação para o espaço. Os modelos não conseguiam simular esse efeito, que virou uma espécie de peça de propaganda dos negacionistas do aquecimento global. A hipótese, porém, não resistiu a testes em supercomputadores.

O que Schneider e colegas fizeram foi revelar um mecanismo de “feedback positivo”, ou seja, um efeito do aquecimento global que causa mais aquecimento global. Para isso, eles reduziram a escala de modelos climáticos para algumas dezenas de metros e usaram novas técnicas numéricas para obter alta resolução. O preço da simulação de nuvens de alta fidelidade, disse Schneider, foi que o trio precisou parametrizar a dinâmica global do clima.

O que os computadores mostraram foi que, quando a concentração de CO2 atinge 1.200 partes por milhão na atmosfera, que correspondem a um aquecimento de 6oC, o piso de estratocúmulos entra em colapso. Isso ocorre porque a diferença de temperatura entre a parte inferior e a parte superior da nuvem desaparece, e o ar quente e úmido da evaporação marinha deixa de se condensar.

“Com um mundo tão quente, o gradiente vertical de temperatura, que faz a redistribuição de calor e produz nuvens, é severamente destruído”, diz o físico Paulo Artaxo, da USP, especialista em formação de nuvens. “É um outro planeta, com dinâmica da atmosfera totalmente diferente.”

Sem o manto protetor das nuvens, ocorrem duas coisas que causam a disparada do termômetro: primeiro, a radiação solar deixa de ser rebatida e passa a esquentar mais o planeta. Segundo, a atmosfera passa a poder ter mais vapor d’água sem que ele se condense para formar nuvens de chuva. Só que o vapor d’água é, ele mesmo, um gás de efeito estufa poderoso, que absorve ainda mais calor na atmosfera. Daí os 8oC adicionais, que elevariam a média do planeta em inimagináveis 14oC – a média global hoje é 15oC.

Além do mais, o efeito é duradouro: para o piso de estratocúmulos se recuperar, seria necessário devolver as concentrações de gases-estufa a 300 ppm (partes por milhão), as mesmas da era pré-industrial (hoje estamos em 405 ppm).

Para que isso ocorresse, porém, seria necessário manter altas emissões de gases de efeito estufa. O Acordo de Paris busca evitar que isso aconteça, mas a ascensão de governos de extrema direita em países como os EUA e o Brasil criam obstáculos ao cumprimento do acordo.

Questionado sobre o problema adicional representado pelos 8 graus extra, Schneider diz que os impactos já seriam bem grandes com 6oC. “No entanto, eu também estou interessado no passado”, disse o cientista ao OC. Ele afirma que seu estudo pode ajudar a solucionar um mistério da climatologia: por que tivemos no passado da Terra climas extremos – há 50 milhões de anos, por exemplo, não havia gelo nenhum no Ártico sem quantidades altas demais de CO2 no ar. “Vinha sendo um paradoxo que esses climas tenham sido tão quentes sem concentrações de CO2 excessivamente grandes, ao redor de 4.000 ppm. Aqui um feedback adicional de nuvens pode dar uma explicação.”

*Por Claudio Angelo

 

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*Fonte: oeco

Oceanos ficarão mais quentes e ácidos com aquecimento global, aponta ONU

Um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas divulgado nesta quarta-feira (25) traz dados preocupantes sobre como as mudanças climáticas vão afetar oceanos e a criosfera, área terrestre coberta por gelo.

Mais de 100 autores de 36 países avaliaram cerca de 7 mil publicações científicas para criar o relatório. Divulgado dois dias após o fim da Cúpula Climática da ONU, que aconteceu em Nova York entre os dias 21 e 23 de setembro, e os protestos globais pelo clima, os organizadores do documento querem reforçar a necessidade de atitudes mais radicais dos governos em torno das emissões de carbono.

“Se reduzirmos as emissões bruscamente, as consequências para as pessoas e seus meios de subsistência ainda serão desafiadoras, mas, potencialmente, mais gerenciáveis ​​para os mais vulneráveis”, disse Hoesung Lee, membro do IPCC, em comunicado. “Aumentaremos nossa capacidade de criar resiliência e, assim, haveá mais benefícios para o desenvolvimento sustentável.”

O nível do mar
Uma das informações que mais chama atenção diz respeito ao aumento do nível do mar, que subiu 15 centímetros no século 20 – o que tem acontecido cada vez mais rápido nos últimos anos.

De acordo com o relatório, mesmo que as emissões de gases de efeito estufa sejam reduzidas e o aquecimento global seja limitado a, no máximo, 2 °C, o nível das águas aumentará entre 30 e 60 centímetros até 2100. Se nada for feito para conter o aquecimento global, esse crescimento pode chegar a 110 centímetros.

A elevação do nível do mar impactará diretamente fenômenos naturais que têm relação com os oceanos, como marés altas, tempestades e ciclones tropicais. Um exemplo disso é o furacão Dorian, que atingiu as Bahamas e os Estados Unidos no início de setembro e, segundo os especialistas, foi particularmente forte por conta das mudanças climáticas.

Cada vez mais, esses eventos colocarão em risco pessoas ao redor do planeta, principalmente quem vive em cidades costeiras e pequenas ilhas. Michael Meredith, da British Antarctic Survey, disse à NewScientist que mesmo os países desenvolvidos sofrerão com o aumento do nível das águas e terão de reforçar a defesa costeira.

Os ecossistemas
O relatório do IPCC também aponta que os oceanos absorveram mais de 90% do excesso de calor causado pelas mudanças climáticas. Isso significa que, mesmo que as emissões de carbono diminuam, até 2100 os mares absorverão de duas a quatro vezes mais calor do que entre 1970 e a atualidade. Entretanto, se o aquecimento global ultrapassar os 2 °C, essa quantidade pode ser até sete vezes maior.

O aumento da absroção de carbono pelas águas afeta diretamente a fauna e a flora dos biomas aquáticos, pois altera não apenas sua temperatura, mas também a acidificação da água e os níveis de oxigênio e nutrientes essenciais para a manutenção de um ecossistema equilibrado.

Isso também é prejudicial para os seres humanos, já que a dieta de diversas populações é baseada na pesca. “O corte das emissões de gases de efeito estufa limitará os impactos nos ecossistemas oceânicos, que nos fornecem alimentos, apoiam nossa saúde e moldam nossas culturas”, explicou Hans-Otto Pörtner, que fez parte da pesquisa.

O permafrost
O solo de permafrost, no Ártico, também está sofrendo com o aumento da temperatura da Terra. Congelado por muitos anos, essa camada de gelo está derretendo em um ritmo preocupante — até o fim do século 21, estima-se que ele deixará de existir.

Os pesquisadores estimam que, mesmo que o aquecimento global seja limitado a menos de 2 °C, cerca de 25% do permafrost próximo à superfície (3 a 4 metros de profundidade) derreterá até 2100. Entretanto, se as emissões de gases de efeito estufa continuarem aumentando, até 70% dessa camada de gelo poderá ser perdida durante o período.

Como explicaram os membros do IPCC, o permafrost ártico e boreal é importante porque retém grandes quantidades de carbono orgânico. Logo, seu derretimento pode resultar em um aumento significativo de gases poluidores lançados na atmosfera.

É preciso agir agora
A conclusão dos especialistas após a publicação do novo documento não foi surpresa para ninguém: é preciso agir agora. “Só conseguiremos manter o aquecimento global bem abaixo de 2 °C (…) se efetuarmos transições sem precedentes em todos os aspectos da sociedade”, apontou Debra Roberts, uma das especialistas.

“Quanto mais decisiva e rapidamente agirmos, mais capazes seremos de enfrentar mudanças inevitáveis, gerenciar riscos, melhorar nossas vidas e alcançar sustentabilidade para ecossistemas e pessoas ao redor do mundo — hoje e no futuro”, disse Roberts.

permafrost

 

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*Fonte: revistagalileu

Estudante cria plástico biodegradável com escamas e peles de peixes que normalmente vão para o lixo

Durante uma visita a um mercado atacadista de peixes, a estudante de Design de Produtos, Lucy Hughes, de 23 anos, viu uma enorme quantidade de resíduos que eram jogados no lixo, como peles e escamas. Apesar de serem considerados ‘lixo‘, e geralmente descartados, ela sabia que eles contêm substâncias e propriedades importantes que podem ser usados na fabricação de outros produtos.

Durante meses, Lucy fez diversos experimentos utilizando esses resíduos orgânicos até que finalmente, conseguiu obter o que queria: um plástico biodegradável, mais resistente do que o tradicional, mas que se descartado no meio ambiente ou compostado, se desintegrará em quatro a seis semanas. E o melhor, sem deixar toxinas no solo.

O bioplástico criado pela estudante britânica, e chamado de Marinatex, foi o grande campeão do James Dyson Award, em 2019.

“Não faz sentido que usemos plástico, um material incrivelmente durável, para produtos com ciclo de vida inferior a um dia. E não sou só eu, há uma comunidade crescente de bioplásticos pioneiros, que estão trabalhando para encontrar alternativas à nossa dependência a esse material”, diz Lucy.
“Com Marinatex, estamos transformando um fluxo de resíduos no principal componente de um novo produto. Ao fazer isso, criamos um material consistente, transparente e ‘plástico’, com um ciclo de vida mais adequado ao planeta e ao uso como embalagens”.

Além das escamas e peles de peixes, a designer também adiciou à mistura algas vermelhas, que dão a liga final para que o bioplástico fique mais resistente.
Estudante cria plástico biodegradável com escamas e peles de peixes que normalmente vão para o lixo

“Os bioplásticos feitos apenas com algas se tornaram mais comuns, mas o problema que enfrentei durante o desenvolvimento das lâminas que fiz sem os resíduos de peixe (escamas e peles) pareciam simplesmente uma espécie de alga amassada”, conta a estudante.

“Eu precisava encontrar um material que deixasse a fórmula mais consistente. Minhas experiências iniciais envolveram outros tipos de dejetos de peixes, como conchas de mexilhão e esqueletos de crustáceos, antes de se fixarem nos resíduos de peixes. O resultado foi uma solução marinha de origem local”.

Segundo a Universidade de Sussex, onde Lucy estuda, pesquisas recentes têm demonstrado que alguns bioplásticos, como aqueles produzidos a partir de amido de milho fermentado, acabam não sendo compostáveis ou biodegradáveis, como prometido, permanecendo intactos após mais de três anos.

Além de se desintegrar mais rapidamente, o Marinatex tem um custo menor de produção e não requer um esquema de reciclagem novo para seu descarte.

*Por Suzana Camargo

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*Fonte: conexaoplaneta

Tecnologia alemã reduz irrigação e aumenta produção de alimentos

Uma solução inovadora vinda da Alemanha, nunca utilizada no Brasil, pode auxiliar milhares de agricultores pelo país a aumentar sua produção de alimentos, reduzir o consumo de água e utilizar os resíduos e biomassas desperdiçados para produção de energia limpa.

Por meio de uma joint venture, a empresa alemã, Artec Biotechnologie GmbH, que desenvolveu uma usina para produção de qualquer tipo de produtos de biomassa, com diferentes graus de carbonização e usos diferentes, e a Aalok, empresa mineira de tecnologia e manufatura, irão aumentar a produção agrícola de alimentos com a carbonização hidrotérmica (HTC). O objetivo principal é aumentar a produção agrícola em até 40%, reduzir o consumo de água para irrigação em até 50%, aperfeiçoar o solo e realizar a gestão de resíduos em um processo neutro de CO2.

“Os estudos internacionais afirmam que, em 2050, a população mundial em constante crescimento chegará a 10 bilhões. Para que haja comida suficiente para esse número de pessoas são necessários solos adicionais de 8,5 milhões km², o tamanho do Brasil, para a produção de alimentos. A Artec realizou diversos estudos na Alemanha e, como o Brasil possui condições climáticas bastante favoráveis, os resultados certamente serão melhores e darão um impacto extremamente positivo na produção de alimentos, um grande exemplo de gestão de resíduos, uso de biomassa e economia de água de irrigação”, comenta Mercedes Blázquez, líder do Low Carbon Business Action in Brazil.

Low Carbon Business Action in Brazil

O Low Carbon Business Action in Brazil é um programa financiado pela União Europeia iniciado em setembro de 2015 para aproximar pequenas e médias empresas (PMEs) do Brasil e de seus 28 Estados membros, além de apoiar acordos de cooperação e parcerias em 5 setores de baixo carbono:Agricultura e atividades florestais; Energias renováveis; Processos industriais, Gestão de resíduos e biogás, e eficiência energética em edifícios e indústria.

O Low Carbon Brazil conta com o apoio de entidades como CNA, CNI, Febraban, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Ministério do Meio Ambiente, e pelas Diretorias Gerais da Comissão Europeia – FPI, DG Growth e DG Clima.

 

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*Fonte: ciclovivo

Entenda como são feitas as piscinas biológicas que substituem cloro por plantas

Nada melhor do que mergulhar em uma piscina em um dia de calor, não é mesmo? Nem sempre. A quantidade de agentes químicos e cloro na água pode estragar toda a empolgação de um banho refrescante. Essas substâncias são usadas para eliminar as bactérias e fungos, mas podem ser substituídas por plantas aquáticas.

Trata-se de um sistema de filtragem que utiliza micro-organismos e plantas. Para isso, as chamadas piscinas biológicas são divididas em duas partes: área de natação e área de plantas. A divisão é importante, principalmente, para o banhista não mergulhar entre as plantas, que podem conter insetos e girinos.

As plantas são responsáveis por produzirem biomassa, através da fotossíntese, que será consumida pelos micro-organismos. Estes, por sua vez, transformam a matéria orgânica em substâncias inorgânicas (dióxido de carbono, água e sais minerais – nitratos, fosfatos, sulfatos, entre outros) – que são necessárias para o crescimento das plantas e, consequentemente, forma um ciclo de trocas de matéria e energia.

É preciso escavar o terreno (de pelo menos 10×15 metros) onde será instalada e utilizar uma tela impermeável para protegê-la. Essa tela ficará invisível após o término da construção e o aspecto será muito semelhante a um lago artificial.

As plantas utilizadas neste tipo de instalação são criadas em viveiros por empresas especializadas. As espécies vão purificar a água sempre que liberarem oxigênio, o que ocorre durante o processo de fotossíntese.

O custo inicial é um pouco elevado. Em compensação, o investimento para mantê-la é reduzido e o consumidor terá um ambiente totalmente natural e saudável, que não requer o uso de químicos ou cloro.

Ela também não requer equipamentos elétricos, portanto não existem custos energéticos. Do ponto de vista arquitetônico, as piscinas biológicas ainda têm a vantagem de se integrarem melhor à paisagem.

A empresa Organic Pools desenvolveu um tutorial com o passo a passo para a construção de uma piscina. É possível comprar ou alugar o tutorial em vídeo. Confira abaixo o trailer:

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*Fonte: ciclovivo

Moradores do Sul são os que mais consomem orgânicos

Cerca de 19% dos brasileiros consumiram algum item orgânico entre maio e junho deste ano. Por região, a maior parte (23%) habita o Sul do país. Os dados são do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis).

O Organis divulgou, na última quarta-feira (4), os dados da 2ª Pesquisa do Perfil do Consumidor de Orgânicos. As informações são comparadas à primeira pesquisa realizada em 2017.

A região Sul é seguida pelo Nordeste com 20% dos consumidores de produtos orgânicos. Em terceiro lugar está o Sudeste (19%) e em quarto o Centro-oeste com 17%. O último lugar foi para a região Norte com 14%. A pesquisa entrevistou 1.027 pessoas.

“Podemos dizer que a compra de produtos orgânicos está bastante relacionada a compra de produtos frescos, pois a maioria dos produtos mencionados espontaneamente são produtos ‘FLV’, frutas, legumes e verduras”, afirma a Organis. Essa questão corrobora com o fato de que o público (87%) apontou a feira como local preferido para comprar seus produtos orgânicos.

Para 84% das pessoas, a saúde é a principal motivação dos compradores de produtos orgânicos. O meio ambiente surgiu em somente 9% dos casos.

Dentre as razões para não consumirem mais orgânicos, o preço continua sendo o maior empecilho – apontado por 65% dos entrevistados.

Questionados sobre os itens orgânicos não alimentícios, os produtos de higiene pessoal foram os mais citados.

A pesquisa pode ser acessada no site da Organis.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Um dos lugares mais poluídos da Terra há 40 anos tem hoje o ar mais puro da região

Localizada na província canadense de Ontário, a cidade de Sudbury é a prova viva que a inegável resiliência da natureza – somada com o esforço do ser humano, podem transformar a realidade de um lugar. Isso porque, se há 40 anos a cidade era um dos lugares mais poluídos do planeta, devido a forte industrialização e mineração, hoje ela se orgulha de ter o ar mais puro da região.

Para atingir esta posição foi preciso décadas de trabalho de restauração e conservação. Graças ao esforço conjunto, lagos que antes eram acidificados e destituídos tornaram-se ecossistemas prósperos e árvores voltaram a crescer. Um dos maiores exemplos de restauração ambiental, uma universidade da cidade – a Laurentian University, acaba de lançar um curso inteiro baseado neste processo de recuperação, com o objetivo de inspirar estudantes universitários a aplicar suas lições em outras paisagens poluídas do mundo.

Uma história de sucesso que se destaca frente a tantos desafios ambientais, o apresentador Paul Kennedy – do do programa de rádio IDEAS da CBC, se emociona em uma de suas emissões e completa: “Para mim, Sudbury é uma indicação de que não vamos perder. A mudança climática é o maior e mais crucial desafio que enfrentamos. Há esperança“.

*Por Gabriela Glette

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Atlas online reúne dados de 160 mil espécies da biodiversidade brasileira

Na última terça-feira (27) foi lançado o Atlas do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. Chamado de SiBBr, trata-se de um banco de dados de referência do governo brasileiro sobre a biodiversidade nacional e apresenta informações de 160 mil espécies, com um número total de registros de ocorrência de cerca de 15 milhões. Além de todos estes dados, a plataforma também disponibiliza informações sobre biomas, áreas protegidas no Brasil, coleções brasileiras, espécies ameaçadas, o valor nutricional de frutos nativos e até receitas culinárias.

A base de dados do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira existe desde 2014 e agora foi repaginado. A nova plataforma, baseada na infraestrutura da Plataforma ALA – Atlas o Living Australia, é mais funcional, facilita a visualização dos dados e informações sobre a biodiversidade e favorece o compartilhamento de informações entre o Brasil e outros países.

Com o SiBBr, o país integra esforço para conhecer melhor a biodiversidade do planeta e disponibilizar gratuitamente as informações existentes. O Sistema também atua como o “nó brasileiro” da Plataforma Global de Informação sobre Biodiversidade (GBIF), que é a maior iniciativa multilateral de acesso virtual às informações biológicas de aproximadamente 60 países. Desta forma, informações publicadas no país podem ser disponibilizadas para esta rede internacional, e vice-versa.

“O Brasil é um país megadiverso, com o maior estoque de biodiversidade do planeta. Nesta riqueza natural encontramos as soluções baseadas na natureza que contribuem para regulação climática, hídrica, fertilidade dos solos, segurança alimentar, medicamentos, cosméticos, bem como, possibilitam inovações para o desenvolvimento econômico. É preciso conhecer, registrar e divulgar as informações existentes”, afirmou a representante da ONU Meio Ambiente, Denise Hamú. “O Sistema Brasileiro de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira faz isso, ao reunir as informações da nossa biodiversidade e torná-las acessíveis, sem custos, aos tomadores de decisão, setor privado e sociedade em geral”, complementou.

Segundo o Secretário de Políticas para Formação e Áreas Estratégicas, Marcelo Morales, o SIBBr torna-se uma ferramenta essencial nas pesquisas acadêmicas e na gestão ambiental ao disponibilizar um amplo conjunto de dados das espécies brasileiras e possibilitar cruzamentos diversos com estudos espacializados.

>> Veja aqui o Atlas do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira.

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*Fonte: ciclovivo

Maior fazenda urbana em telhado será construída em Paris – ela vai ter 14 mil m²

Os grandes centros urbanos como Nova York, São Paulo, Tokyo e Paris verticalizaram nosso modo de viver, mas com criatividade vamos encontrando soluções dentro de espaços cada vez menores para cultivar alimentos nesses lugares.

E um exemplo disso, é que em Paris, capital da França, um projeto vai criar uma super fazenda urbana com 14.000m²: a maior da Europa e talvez do mundo.

O projeto será realizado no Paris Expo Porte de Versailles, o maior parque de exposições da França. O topo do prédio ganhará 30 espécies diferentes e produzirá mil quilos de frutas e vegetais durante a alta temporada. Vinte jardineiros serão responsáveis por cuidar do cultivo e, o melhor, sem usar agrotóxicos ou fertilizantes químicos.

O espaço ainda contará com um bar e restaurante, com capacidade para 300 pessoas, com vista panorâmica da cidade luz. Haverá sempre alimentos sazonais e fresquinhos da horta. A previsão é que a inauguração seja em setembro de 2020.

A empresa Agripolis, responsável pela implantação, já realiza grandes projetos do tipo em faculdades, empresas e hotéis, que fornecem alimentos para estudantes, funcionários e hóspedes. O cultivo será aeropônico, um método onde as raízes das plantas ficam suspensas e não precisam de solo.

Apesar da França ser um país de muitos campos e fazendas, os moradores da capital, como de qualquer grande cidade, precisam se reconectar com a origem da comida que chega ao prato. Com base nisso, haverá ainda um projeto em que moradores locais poderão alugar pequenos lotes de hortaliças para cultivarem seus próprios alimentos.

*Por Any Karolyne Galdino

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*Fonte: engenhariae

Veja como a poluição luminosa afeta o céu noturno

Das muitas maneiras que a Terra é poluída, a poluição luminosa pode ser a menos mencionada. Não é uma ilusão. Os astrônomos a medem de um a nove na escala de Bortle, e no início de 2016, um estudo sugeriu que a poluição luminosa pode estar fazendo a primavera chegar mais cedo. Este curta-metragem, rodado principalmente na Califórnia por Sriram Murali, atravessa oito níveis da escala, mostrando como a visão do Cosmos melhora em áreas menos poluídas pela luz.

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*Fonte:

Designer cria embalagem de xampu feita de sabão que desaparece no fim do uso

Nos últimos anos, inúmeras soluções de design vêm sendo pensadas, sobretudo na tentativa de diminuir o uso do plástico – um dos maiores desafios do século. Canudos comestíveis já estão sendo usados para substituir os tradicionais plásticos, assim como estes frascos de xampu e cosméticos feitos de sabão, que vão desaparecendo conforme o uso. Como ninguém tinha pensado nisso até hoje?

Desenvolvidos pela designer chinesa Mi Zhou, a ideia é tão simples, quanto genial. Pesquisas apontam que uma pessoa utiliza em média 800 embalagens plásticas de xampu na vida, uma quantidade imensa se pensarmos que o mundo hoje abriga mais de 7 bilhões de pessoas. Em vista disto, estas embalagens representam mais do que uma solução, mas a saída para um mundo mais sustentável.

A solução encontrada por ela foi oferecer uma embalagem que dura até 2 meses, diminuindo muito nosso impacto sobre o meio ambiente. Os produtos inovadores foram resultado de seu trabalho de conclusão de curso, na Central Saint Martins – Universidade de Artes de Londres, onde ela realizou sua pós graduação em design industrial. Uma ideia que pode revolucionar nossa relação com o consumo, mas sobretudo, com o meio ambiente!

*Por Gabriela Glette

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

 

França se torna o primeiro país a proibir todos os cinco pesticidas ligados à morte de abelhas

A França proibiu recentemente todos os cinco pesticidas neonicotinóides ligados à morte de abelhas, e por boas razões; As populações de abelhas diminuíram a um ritmo alarmante.

Abelhas e outros insetos polinizadores são a razão pela qual podemos desfrutar de coisas como abacates, maçãs, cenouras e manga. Elas são um elo crítico em nosso sistema alimentar, com mais de 85% das espécies de plantas do planeta, dependendo da existência de polinizadores. De fato, uma em cada três mordidas de comida que recebemos vem de plantas polinizadas por abelhas e outros polinizadores. Sem abelhas, teríamos três vezes menos variedades de alimentos para escolher.

Embora fatores como a perda de habitat, a seca, a poluição do ar e o aquecimento global sejam fatores que contribuem para um fenômeno conhecido como Transtorno do Colapso das Colmeias (CCD), o fator principal e mais significativo são os pesticidas. Isto é, neonicotinóides.

O que é um neonicotinoide?

Neonicotinoides são uma classe de inseticida quimicamente relacionada à nicotina. Como a nicotina, os neonicotinoides atuam em certos tipos de receptores na sinapse nervosa. Eles são extremamente tóxicos para invertebrados (conhecidos como insetos) do que para mamíferos, pássaros e outros organismos superiores.

Existem vários tipos diferentes de neonicotinoides. Esses incluem:

– Acetamiprida
– Clotianidina
– Dinotefurano
– Imidacloprida
– Nitempiram
– Tiaclopride
– Tiametoxam

Enquanto os neonocotinoides foram inicialmente considerados de baixa toxicidade para insetos benéficos como as abelhas, essa afirmação logo ficou em questão. Mais de 150 resíduos químicos diferentes foram encontrados no pólen de abelha, um mortal “coquetel de pesticidas”, segundo o apicultor da Universidade da Califórnia, Eric Mussen.

Empresas como a Bayer (que agora é dona da Monsanto), Syngenta, BASF, Dow e DuPont não admitiram que seus produtos químicos contribuíram para o declínio das abelhas, apesar das óbvias ligações dos neonicotinoides com as mortes de abelhas e desordem de colapso das colmeias. Eles não defendem nenhuma mudança na política de pesticidas, o que faz sentido, dado o quanto dinheiro deve ser feito com os agricultores em todo o mundo.

Transtorno do Colapso das Colônias

O distúrbio do colapso das colônias (CCD) é o fenômeno que ocorre quando a maioria das operárias de uma colônia desaparece e deixa para trás uma rainha,toda a comida e algumas enfermeiras para cuidar das abelhas imaturas e da rainha.

O que faz com que o CCD não seja completamente entendido. Ele confundiu os cientistas desde que foi descrito pela primeira vez em 2006. Os neonicotinoides têm sido um grande foco do CCD, mas muitos também desacreditaram a ligação.

A pesquisa do Dr. Alex Lu procurou identificar inseticidas neonicotinóides como a causa subjacente do DCC. O estudo estabeleceu 18 colmeias para testar os efeitos de dois neonicotinoides, clotianidina e imidacloprida, de 2012 a 2013. Seis colônias foram selecionadas de três locais diferentes no centro de Massachusetts, e doses subletais de cada inseticida foram administradas por via oral nas colmeias através de uma solução de xarope.

O que aconteceu? Seis das doze colônias tratadas abandonaram suas colmeias, enquanto apenas uma das seis colmeias de controle abandonou a dela. Embora muitos fatores possam fazer com que uma colônia abandone sua colmeia, o fato de as colmeias tratadas com neonicotinoides terem sido abandonadas em 50%, em comparação com os controles em 16%, faz alguma comparação significativa.

Outros estudos descobriram que os níveis ambientais de neonicotinoides das fazendas vizinhas não obliteram diretamente as colônias de abelhas, mas as matam em um longo período de tempo. Segundo a PBS, “os pesticidas também ameaçam as rainhas especialmente, o que significa que as colônias têm taxas reprodutivas mais baixas”.

Enquanto a União Européia decidiu proibir três dos cinco pesticidas neonicotinoides ligados à morte de abelhas – clotianidina, imidaclopride e tiametoxam – a França decidiu proibir totalmente os dois excluídos pela proibição da UE, o tiaclopride e o acetamipride. A proibição da União Européia começou em 19 de dezembro de 2018 (4). Exceções podem ser concedidas até 1º de julho de 2020, mas apenas para pesticidas feitos com acetamipride, e apenas em “pequenas quantidades”, disse o ministro francês para a transição ecológica.

proibição da França se estende ao uso de todos os cinco pesticidas, tanto em cultivos ao ar livre quanto em estufas.

A medida para proibir os cinco pesticidas foi saudada por apicultores e ambientalistas, mas os produtores de cereais e de beterraba sacarina não estão muito contentes com isso.

Um relatório da agência de saúde pública francesa ANSES disse em maio que havia alternativas “suficientemente eficazes e operacionais” para os neonicotinóides usados na França. Muitos outros, inclusive eu, acreditam que a proibição deve ir mais além. “Há pesticidas em todo o lugar”, Fabien Van Hoecke, um apicultor de Saint-Aloué, na Bretanha, que perdeu 86% de suas abelhas durante o inverno. Embora a proibição tenha sido “uma coisa boa, não nos salvará”, disse ele à AFP, prevendo que assim que esses pesticidas forem retirados, eles serão “substituídos por outros”.

Embora isso seja verdade na maioria dos casos que envolvem a proibição de certos pesticidas, às vezes são necessárias medidas para chegar a algum lugar benéfico. O uso de todos os herbicidas, pesticidas e fungicidas precisa ser banido, e precisamos começar a trabalhar com a natureza, em vez de contra ela. É bem sabido que antigas práticas agrícolas estão destruindo o solo e o planeta, e somente até começarmos a aprender a cultivar de uma maneira que respeite o planeta, estaremos realmente a caminho de novos e saudáveis começos.

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*Fonte: revistasaberesaude

Cientistas descobrem como usar qualquer plástico para produzir eletricidade

Como você deve saber, não são absolutamente todos os tipos de plástico que podem ser reciclados, o que significa que, mesmo que uma parte possa ser processada e reutilizada, existe uma parcela que não – e que tem ainda mais chances de não ter um descarte adequado e parar na natureza. Evidentemente, há tempos os cientistas tentavam encontrar soluções para esse problema e, recentemente, uma equipe da Universidade de Chester, na Inglaterra, anunciou ter desenvolvido uma alternativa.

Saída interessante

De acordo com Alfredo Carpineti, do site IFLScience!, os pesquisadores encontraram uma forma de usar todo tipo de plástico – reciclável ou não – para produzir eletricidade, técnica esta que, além de reduzir o volume de resíduos, pode potencialmente levar a uma menor exploração de recursos naturais. E não é só isso!

Segundo Afredo, o processo – batizado de “W2T”, sigla de Waste2Tricity – envolve uma baixa criação de resíduos sólidos ou líquidos e não gera liberação de gases na atmosfera e, sendo assim, comparado às tecnologias tradicionais de incineração, o novo sistema produz muito menos emissões. Como funciona o método?

O W2T consiste em usar uma câmara de conversão térmica para vaporizar o plástico. Com isso, é possível obter hidrogênio a partir de um gás que os cientistas chamaram se Syngas e que seria como o gás natural, só que sintético. Esse material, por sua vez, pode ser usado para a produção de eletricidade e ser usado como combustível, e todo o sistema vem sendo testado e aprimorado na universidade para que, em breve, seja criada uma planta de processamento de plástico em larga escala.

O primeiro desses estabelecimentos deve ser construído na Inglaterra, mas, se tudo correr bem e o método provar ser eficiente mesmo, o objetivo é o de criar plantas em todo o mundo. A estimativa é a de que cada tonelada de resíduos plásticos possa valer cerca de US$ 50 – pouco menos de R$ 190 –, o que pode servir de incentivo (financeiro) para que a indústria e a população não descartem esse material nos oceanos ou de forma inadequada.

 

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*Fonte: megacurioso

Designer cria embalagens biodegradáveis usando algas

Enquanto campanhas conscientizam a população sobre os males dos plásticos, profissionais de diversas áreas pensam em soluções ecológicas para substituí-los. Neste sentido, um dos projetos que ganhou destaque nos últimos dias foi o da designer Margarita Talep que desenvolveu um novo material no Chile cuja principal matéria-prima é a alga. A solução foi pensada, principalmente, para embalar produtos alimentícios.

Um polímero, um plastificante e um aditivo compõem a mistura. A combinação de soluções depende da consistência do produto final que deseja obter. Basicamente, ela usa agar, uma substância gelatinosa proveniente de algas marinhas, que é aquecida, a cerca de 80 graus Celsius, adiciona-se água e corantes naturais: beterraba, cenoura e repolho roxo são alguns dos vegetais usados. Após a mistura ser aquecida, ela é resfriada e pode ser moldada. Para fechar a embalagem, nada de cola, ele é melhor selado com calor.

Usando a técnica, Margarita tem feito diversas experimentações. Já criou um estojo para canetas, cartão de visita e até uma forminha para biscoitos. Mas, das coisas que mais impressionam estão o biocelofane, que é praticamente idêntico aos sacos de celofane comuns, e o recipiente criado para petiscos. “Este recipiente terá uma vida útil de 5 a 15 minutos, depois será descartado e completamente decomposto dentro de dois meses”, afirma a designer no Instagram de sua marca Desintegra Me. Aliás, a versatilidade de soluções que ela tem criado, dos mais rígidos aos mais flexíveis, pode ser acompanhada por lá.

*Por Marcia Sousa

 

 

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*Fonte: ciclovivo