5 formas com que pessoas inteligentes sabotam seu próprio sucesso

Alguns comportamentos podem atrapalhar o sucesso profissional e até pessoal. Veja dicas de como solucionar cada um deles

Ser brilhante não é a garantia definitiva do sucesso. É comum que muitas pessoas inteligentes não atinjam seus objetivos e, segundo a psicóloga e escritora Alice Boyes, isso frequentemente acontece por elas minarem a si mesmas, sutil porém gradualmente.

Em artigo no site Harvard Business Review, ela destaca cinco fatores que contribuem para o não aproveitamento de todo seu potencial. Entender esses pontos fracos, explica Boyes, é o necessário para contorná-los. Ela inclusive oferece recomendações para quem identifica cada um dos comportamentos em si mesmo.

#1 Desvalorizar outras habilidades
Desvalorizar outras habilidades, como as interpessoais, e se concentrar demais no intelecto é o primeiro fator apontado pela especialista. Pessoas inteligentes às vezes não veem outras competências como importantes. Isso não é do nada, nem incomum. “A maioria das pessoas tem um viés natural em relação ao desejo de capitalizar seus pontos fortes e, inversamente, prefere evitar pensar em áreas nas quais não são naturalmente tão fortes.”

Na maioria das funções, é preciso mais do que inteligência “crua” para avançar e crescer. Concentrar-se apenas em sua maior força, em vez de também abordar suas fraquezas, tende a ser autossabotativo, segundo Boyes.

Solução proposta:
Utilize pontos fortes para superar suas fraquezas. Aprender com facilidade, por exemplo, pode ser vantajoso para essa etapa. Não precisa transformar completamente sua personalidade, apenas exercitar comportamentos que fortaleçam a competência que não está tão desenvolvida.

#2 Achar o trabalho em equipe frustrante
Quem capta conceitos novos rapidamente pode sentir dificuldades ao trabalhar com outras pessoas que levam mais tempo para processar informações. As pessoas inteligentes também às vezes acham difícil delegar por sentirem que podem realizar melhor a tarefa – independentemente de isso ser realmente verdadeiro). Tendência bastante provável, de acordo com a psicóloga, para quem tem tendência forte ao perfeccionismo.

Solução proposta:
Identifique suas reações internas e entenda de onde elas vêm, mas também aprenda a apreciar genuinamente as muitas vantagens que a diversidade pode trazer para uma equipe, destaca Boyes.

#3 Atribuir toda sua autoestima à inteligência
“As pessoas inteligentes muitas vezes atribuem grande parte de sua autoestima a serem inteligentes, o que pode diminuir sua resiliência.” Assim, qualquer situação que desencadeie uma sensação de não ser tão brilhante – como trabalhar com outras pessoas inteligentes – é tida como altamente ameaçadora.

Solução proposta:
Tenha uma visão objetiva dos benefícios de trabalhar com pessoas que, em alguns aspectos, são mais inteligentes do que você. “Se você está se cercando de pessoas inteligentes, você está fazendo algo certo”, afirma a psicóloga, “lembre-se, o ferro afia o ferro.” Além disso, desenvolva relacionamentos com pessoas em quem confia para fornecerem feedback construtivo. Quanto mais você se acostumar a receber críticas de quem acredita em seu talento e capacidade, mais fácil se tornará.

#4 Entendiar-se facilmente
“Ser inteligente não é exatamente o mesmo que ser curioso, mas se você tem essas duas qualidades, você pode se sentir facilmente entediado com a execução das mesmas atividades várias vezes.” Alguns tipos de sucesso resultam da criatividade, mas outros tipos vêm de se tornar um especialista, o que inclui repetir tarefas.

Solução proposta:
Em vez de tentar mudanças drásticas, decida quando tolerar curtos períodos (alguns minutos ou horas) de tédio pode ter um impacto muito benéfico no seu sucesso. Por exemplo, dedique cinco horas por semana a uma atividade monótona, mas vantajosa, pelo menos a longo prazo. Além disso, certifique-se de ter possibilidade de aprender com frequência nos principais campos da sua vida.

#5 Considerar que refletir profundamente é a chave para qualquer problema
Tão acostumadas a encontrarem soluções a partir da reflexão, as pessoas inteligentes podem ter dificuldade de visualizar quando uma abordagem diferente é mais adequada e benéfica.

Solução proposta:
Considere quando outras estratégias além do pensamento são mais prováveis ​​de resultar em sucesso. “Experimente fazer pausas para soltar-se e permita-se aprender fazendo, em vez de pesquisar exaustivamente”, diz Boyes. Quando perceber que está sem encontrar solução e com reflexões majoritariamente negativas, por sua vez, ela indica realizar uma atividade que utilize toda sua capacidade, como montar um quebra-cabeça.

*Matéria originalmente publicada no portal parceiro Na Prática

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*Fonte: epocanegocios

Fundador do Nubank e sua esposa vão doar, em vida, boa parte da sua fortuna

O casal latino-americano, David Vélez, cofundador do banco digital Nubank, e sua esposa, a empreendedora Mariel Reyes, anunciou na quarta-feira seu compromisso de doar em vida a maior parte de sua fortuna para a filantropia. A Forbes calcula que a dele chega a 5 bilhões de dólares (cerca de 26 bilhões de reais). Este engenheiro colombiano de 40 anos dirige o bem-sucedido neobanco, que arrasa no continente com mais de 40 milhões de clientes e revolucionou o cenário bancário no Brasil. Os Vélez-Reyes aderiram a uma iniciativa chamada Giving Pledge, seguindo o exemplo de Warren Buffet e dos Gates.

Reyes, uma economista peruana de 41 anos, dirige a reprograma, uma start-up que ensina programação de computadores para mulheres vulneráveis, especialmente mulheres negras e transexuais, no Brasil. Com ela e o marido, este clube de milionários engajados já tem quatro latino-americanos. Os pioneiros foram Elie e Susi Horn, um empresário brasileiro de 77 anos e sua mulher.

O casal Vélez-Reyes, que mora no Brasil há mais de uma década, anunciou seu compromisso por meio de uma carta em inglês, publicada no site da Giving Pledge, na qual explica sua intenção de destinar a maior parte de sua fortuna para oferecer oportunidades às crianças e adolescentes mais vulneráveis da América Latina porque “as oportunidades não são distribuídas de forma equitativa”.

O Nubank é a origem do grosso da riqueza que acumularam. Vélez fundou a empresa com dois sócios em 2012 depois de deixar o emprego no Sequoia Capital, o fundo de capital de risco norte-americano que o tinha enviado ao Brasil para buscar oportunidades de investimento. Bastou-lhe lidar com os bancos brasileiros para, depois de monumentais aborrecimentos, lançar-se na criação de uma alternativa, um banco digital sem taxas. Acertou. “Nosso objetivo é chegar a 100 milhões em cinco ou sete anos em toda a América Latina…”, disse a este jornal em 2020.

Em sua carta, que ilustram com uma selfie de ambos em uma praia deserta, não mencionam explicitamente a desigualdade, embora definam a América Latina como “uma região com muito potencial, mas onde muitos milhões ainda vivem na pobreza e têm poucas oportunidades na vida para crescer e se desenvolver plenamente”. Ambos explicam que eles, por outro lado, vêm de famílias que lhes puderam oferecer oportunidades.

Vélez descende de um clã de empresários de Barranquilla em que “o mantra sempre foi: não é preciso ter patrões, é preciso trilhar seu próprio caminho”. Antes de fundar o Nubank, trabalhou no Goldman Sachs e no Morgan Stanley. Reyes foi funcionária do Banco Mundial durante dez anos.

O plano destes milionários é criar uma plataforma de filantropia dirigida à América Latina para dar oportunidades a outras pessoas dispostas a trabalhar duro e enfrentar, escrevem, “alguns dos grandes problemas de maneiras pouco convencionais”. Já estão recrutando pessoal para ajudá-los na missão filantrópica em que embarcaram porque “a vida é finita, porque você não pode usar dois pares de sapatos ao mesmo tempo” e porque querem que seus filhos construam seus próprios caminhos, que tenham aquela “sensação de desespero, que nos estimula a trabalhar muito duro para conseguir algo que não temos”.

Os Vélez-Reyes são minoria entre os 223 doadores da Giving Pledge devido à origem e à idade. A iniciativa inclui doadores de 27 países. A maioria completou 60 anos. Elie Horn, brasileiro dono de uma construtora e nascido na Síria, judeu ortodoxo e até agora o único latino-americano deste clube, descreveu-se em uma entrevista a este jornal em 2019 como “socialista e de direita”.

*Por Naiara Galarraga Cortazar
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*Fonte: elpais

No Dia Mundial da Água – 9 dicas para economizar água em casa

A Organização das Nações Unidas estima que cada pessoa precise de cerca de 110 litros de água por dia para as necessidades básicas de consumo e higiene. Mas, muitas pessoas não têm acesso a este recursos essencial à vida e, quem tem, nem sempre usa com sabedoria.

No Brasil, um país em que a desigualdade no acesso a água também é enorme, o consumo médio chega a 200 litros ao dia por pessoa, mostrando que em muitos lugares é possível poupar água, sem abrir mão da qualidade de vida.

Separamos algumas dicas de como é possível economizar este recurso tão precioso em diferentes situações e lugares da nossa vida doméstica.

Tomar banho
O banho pode ser rápido. Em cinco minutos dá para limpar bem o corpo. A economia é ainda maior se, ao se ensaboar, você fechar o registro.

Banho de ducha por 15 minutos, com o registro meio aberto, consome 135 litros de água. Se você fechar o registro ao se ensaboar, e reduzir o tempo do banho para 5 minutos, seu consumo cai para 45 litros. A redução é de 90 litros de água, o equivalente a 360 copos de água com 250 ml.
Cantar no chuveiro? Só se for uma música bem curtinha, enquanto ensaboa ou com a água desligada.

Escovar os dentes
Feche a torneira enquanto estiver escovando os dentes. Aquela não é usada e água não precisa ir para o ralo. Calcula-se que em 5 minutos com a torneira não muito aberta, são gastos 12 litros de água. Se usar a água apenas para molhar a escova e enxaguar a boca, o consumo cai para meio litro.

Lavar o rosto e barbear
Ao lavar o rosto em 1 minuto, com a torneira meio aberta, uma pessoa gasta 2,5 litros de água. A dica é não demorar! O mesmo vale para o barbear: em 5 minutos gastam-se 12 litros de água. Com economia, o consumo cai para 2 a 3 litros. A redução é de 10 litros de água, suficiente para manter-se hidratado por pelo menos 5 dias!

Dar descarga
Muitas das oportunidades de economia de água estão no banheiro. Foto: Pixabay

Nunca use o vaso sanitário como lixo. Cada vez que acionamos a descarga, usamos muita água. Não jogar o papel higiênico no vaso é outra dica que ajuda a evitar o uso de mais água ou possíveis entupimentos.Em apenas 6 segundos, um vaso sanitário com válvula acionada gasta 12 litros de água e esse volume pode chegar a 30 litros se a válvula estiver com problemas. Manter a válvula regulada e prestar atenção em possíveis vazamentos são outros cuidados importantes.

Alternativas mais sustentáveis
Já estão no mercado vasos sanitários que gastam 6 litros de água por descarga, e opções com caixas acopladas que gastam entre 3 e 6 litros por descarga, dependendo da finalidade de sua utilização. O gasto na substituição do modelo convencional por estas alternativas acaba sendo compensado pela redução no consumo e conta de água.

Lavar a louça
Com um guardanapo ou papel absorvente, limpe os restos de comida da louça e panelas. Depois molhe as peças e lave com água e sabão ou detergente. Outro hábito importante é ensaboar tudo o que vai ser lavado para só depois abrir a torneira de novo e começar a enxaguar.

Numa casa, lavando louça com a torneira meio aberta, em 15 minutos são utilizados 117 litros de água. Com o modo de lavar indicado acima, o consumo pode chegar a 20 litros – redução de 97 litros de água. Para quem tem máquina de lavar louça a dica é usar só quando ela estiver cheia.

Limpar alimentos
alface Para lavar alimentos, deixe de molho em potes ou até baldes.

Na higienização de frutas e verduras deve-se deixá-las durante 15 minutos numa vasilha com água e cloro, ou água sanitária de uso geral, na proporção de uma colher de sopa desses produtos para um litro de água. Depois, as frutas e verduras devem ser deixadas durante 10 minutos numa vasilha com vinagre, na proporção de duas colheres de sopa de vinagre para um litro de água.

Ao invés de usar água corrente. Separe potes e vasilhas grandes para fazer estes molhos em água. Dessa maneira dá para limpar bem os alimentos e economizar o máximo de água possível.

Lavar roupas
Junte bastante roupa suja e não ligue a máquina para lavar poucas peças. Quem lava roupa no tanque, deve deixar as roupas de molho e usar a mesma água para esfregar e ensaboar – água nova só para o enxague. Dá ainda para reaproveitar a água da roupa para limpar o quintal ou a área de serviço.

No tanque, com a torneira aberta por 15 minutos, o gasto de água pode chegar a 279 litros. A máquina de lavar roupa com capacidade de 5 quilos gasta 135 litros por lavagem. O ideal é usá-la somente com a capacidade total.

Cuidar do jardim
Para molhar as plantas, prefira o regador ao invés da mangueira. Molhar as plantas durante 10 minutos com a mangueira pode consumir até 186 litros. Para economizar, a rega durante o verão deve ser feita de manhãzinha ou à noite, o que reduz a perda por evaporação. No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã. Quando precisar usar a mangueira, pode optar pelo esguicho-revólver, que ajuda a economizar cerca de 96 litros por dia.
O uso do regador economiza e ajuda a dosar a quantidade de água em cada planta.

Limpar a calçada e o carro
Não faz sentido usar a mangueira e desperdiçar água para limpar a calçada se dá para varrer e não gastar nenhum litro. O mesmo vale para o quintal. Em 15 minutos de mangueira ligada para lavar a calçada, são desperdiçados 279 litros de água. Mesmo quando for preciso usar água para lavar partes mais sujas, antes varra toda a sujeira que puder. Se houver uma sujeira localizada, use a técnica do pano umedecido com água de enxágue da roupa ou da louça.

O carro não deve ser lavado em épocas de estiagem, meses do ano m que chove menos. Na época das chuvas, se necessário, use um balde e um pano para lavar o carro ao invés de uma mangueira.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Como economizar na hora das compras de supermercado

Toda vez é a mesma coisa: você faz a lista de compras e vai confiante para o mercado achando que dessa vez vai cumprir com o orçamento. Mas eis que chega a hora de passar as compras no caixa e todo o planejamento vai pro espaço, ou seja, você acabou comprando muito mais do que devia.

E aí, como fazer para economizar (de verdade) na hora das compras de supermercado?

Separamos 11 dicas que vão te ajudar, dá só uma olhada:

Tenha controle do orçamento doméstico
Você precisa saber exatamente o quanto pode gastar com as compras de supermercado. Isso não significa passar privações ou deixar de se alimentar adequadamente, apenas ter o controle financeiro dessa parte importante do orçamento, uma vez que os gastos com alimentação tendem a consumir até 25% do orçamento doméstico.

Faça uma lista de compras (e seja fiel a ela)
Essa é velha, mas funciona! A lista de compras é sua melhor companheira na hora de ir ao supermercado. Pode ser em papel, pode ser no celular. O importante é que ela esteja nas suas mãos.

A lista precisa ser bem realista para que não falte nada quando você estiver em casa. Inclua também itens de limpeza e higiene.

E lembre-se: se não está na lista é porque você não precisa e continua não precisando, então porque comprar?

Pagamento à vista
Evite ao máximo fazer compras no supermercado usando cartão de crédito.

Faça as compras cartão de débito ou em dinheiro mesmo. Assim você consegue ter mais controle sobre o orçamento.

E para não correr o risco de se auto sabotar, leve o dinheiro contado para as compras. Aí não vai ter jeito!

Cardápio semanal
Elabore um cardápio para a semana, incluindo todas as refeições, desde o café da manhã até o jantar. Pode ser trabalhoso, mas vale a pena. Dessa forma você vai ao mercado com muito mais clareza do que precisa comprar e evita cair em armadilhas. Isso sem contar que o cardápio também te ajuda a manter uma rotina alimentar mais saudável.

Alimente-se antes de ir às compras
Nunca vá ao supermercado com fome. Isso só vai servir para te fazer comprar por impulso.

Deixe as crianças em casa
Se você tem filhos, deixe-os em casa. As crianças possuem uma capacidade nata de fazer as compras saírem do controle.

Mantenha o foco
Se na sua lista não existe nenhum item na seção de laticínios, por exemplo, então porque você vai passar por lá? Evite passear por sessões e corredores que não precisa.

Semanal ou mensal?
Tem quem defenda as compras mensais, outros as compras semanais. O fato é que tudo vai depender dos seus hábitos e do tempo que você tem disponível para fazer compras. Uma dica: compre mensalmente tudo aquilo que não é perecível, mas sem exageros, como produtos de limpeza e grãos secos, como arroz, feijão e lentilhas. Deixe para as compras semanais apenas aquilo que é perecível, como laticínios e hortifrúti.

Experimente novas marcas
Já tentou desapegar das marcas conhecidas (geralmente mais caras) para experimentar marcas alternativas? Elas são mais baratas e na grande maioria das vezes entregam a mesma qualidade, especialmente aquelas marcas próprias de supermercado.

Fique atento às pegadinhas
Os supermercados querem que você compre e não vão poupar esforços para te convencer a fazer isso. Portanto, tome cuidado com os produtos perto do caixa, eles quase sempre são supérfluos.

Outra dica é procurar produtos nas prateleiras mais baixas e nas mais altas. Isso porque as marcas mais caras costumam ser colocadas ao alcance da visão, de modo que possam ser pegas com facilidade.

Confira as compras no caixa
Por fim, sempre confira suas compras na hora em que estiver passando no caixa. Não é raro notar erros entre o preço que estava na gondola e o preço registrado pelo código de barras. Preste atenção nisso também!

*Por: Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Árvores podem fazer cidades pouparem 500 milhões de dólares ao ano

Quando se fala dos benefícios das árvores nas cidades sempre tem aqueles que pensam “lá vem o ecochato”. O que tais pessoas não imaginam é que os benefícios ambientais se estendem também para o bolso, o que garante mais economia em muitos setores cruciais para o funcionamento de uma cidade. Um estudo publicado em 2017 mostrou os resultados aproximados deste ganho em dólares.

Após estudar 10 megacidades em cinco continentes e levando em consideração a poluição do ar, as águas pluviais, energia e emissões de carbono, os pesquisadores descobriram que as árvores têm um benefício econômico de cerca de 505 milhões de dólares a cada ano.

Estudiosos do SUNY College of Environmental Science and Forestry e Parthenope University of Naples descobriram que as árvores valem 1,2 milhão de dólares por quilômetro quadrado ou 35 dólares per capita.

Usando um aparelho de cobertura de árvores chamado i-Tree, os pesquisadores conseguiram estimaram os diversos benefícios. “As árvores têm benefícios diretos e indiretos para resfriar edifícios e reduzir o sofrimento humano durante as ondas de calor”, afirma o principal autor do estudo, Dr. Theodore Endreny, da Faculdade de Ciências Ambientais e Florestas (ESF) de Nova York.

“O benefício direto é a sombra que mantém a área urbana mais fria, o benefício indireto é a transpiração de águas pluviais que transforma o ar quente em um ar mais frio”, completa Theodore.

A cobertura de árvores em áreas metropolitanas varia de 8.1% para 36%, mas o potencial de tais cidades é muito maior, começando com 15,6%. Para Endreny, as megacidades podem aumentar esses benefícios em média em 85% apenas plantando mais árvores.

Confira alguns números levantados na pesquisa:

– Reduções da poluição do ar gera economia de 482 milhões de dólares por ano

– Redução da quantidade de águas pluviais processadas pelas usinas de águas residuais economiza 11 milhões de dólares

– Redução das emissões de carbono economiza 8 milhões de dólares por ano

– Redução no aquecimento e resfriamento de energia economiza 500 mil dólares por ano.

“Uma consciência mais profunda do valor econômico dos serviços gratuitos fornecidos pela natureza pode aumentar a nossa vontade de investir esforços e recursos na conservação, de modo que a riqueza social, a estabilidade econômica e o bem-estar também aumentariam. Com esta pesquisa conjunta, criamos na nossa universidade um Laboratório de Bem-estar Urbano, administrado conjuntamente por pesquisadores e stakeholders locais”, afirma um dos co-autores, o professor Sergio Ulgiati da Parthenope University of Naples, na Itália.

As cidades estudadas foram: Pequim, China; Buenos Aires, Argentina; Cairo, Egito; Istambul, Turquia; Londres, Grã-Bretanha; Los Angeles, Estados Unidos; Cidade do México, México; Moscou, Rússia; Mumbai, Índia; e Tóquio, Japão.

Falar que é preciso mais espaços verdes para tornar as cidades mais habitáveis ou humanas pode não ser o melhor argumento para os gestores públicos, apesar de serem muito válidos. Neste caso, quando a única conversa que se entende é do dinheiro, vale usar esta pesquisa.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

E se no futuro o trabalho, tal como o entendemos, não fizer parte de nossa vida?

Ter um trabalho nos proporciona estabilidade, ao mesmo tempo que nos rouba liberdade na hora de administrar nosso tempo. Essa contradição abre o debate sobre se trabalhar é uma fonte de felicidade ou infelicidade. A instabilidade econômica e a chamada quarta revolução industrial, que substituirá o esforço humano por máquinas, pode nos obrigar a repensar nosso eu profissional. A filósofa, feminista e autora de repercussão internacional Nina Power (Reino Unido,1978) analisa se, em tempos em que o futuro do trabalho é pouco promissor, deveríamos buscar alternativas.

E se dentro de pouco tempo o trabalho, tal como o entendemos, não fizer parte de nossas vidas? “Work isn’t working” (o trabalho não está funcionando) é um lema que Power pronuncia com frequência para definir a situação atual. A britânica acaba de analisar o presente e o futuro da relação entre trabalho, lazer e felicidade em A Manual on Work and Happiness (Um Manual sobre Trabalho e Fecicidade), um seminário internacional realizado em Trento (Itália).

A felicidade foi devorada pelo capitalismo, proclama em seus escritos, nos quais defende que nos fizeram entender a qualidade de vida como um acúmulo de posses materiais que obtemos a partir do trabalho. Por isso, em suas intervenções públicas ela expõe a possibilidade de ser feliz com novas formas de emprego ou a ausência dele.

“As novas gerações são as que estão menos de acordo com uma existência laboral feita de horários impossíveis e salários miseráveis. O capitalismo nos vendeu que o contrário do trabalho é a vadiagem; mas os mais jovens já não compram essa ideia. Tampouco acreditam que devamos nos sentir felizes porque nossas longas jornadas de trabalho nos tornam mais produtivos”, diz Power a Verne, por telefone.

Ela se refere à geração millennial, que considera ser a chave da mudança: são os nascidos entre 1981 e 1994 e que fazem parte da sociedade que, segundo o Manpower Group, constituirá em 2020 um total de 35% da força de trabalho mundial.

Mas, trabalhar nos faz felizes?

Colaboradora habitual do jornal The Guardian, em um de seus artigos para o jornal Power conta como a Loteria Nacional do Reino Unido acertou na hora de lançar um prêmio em forma de salário anual em vez de outorgar uma grande quantidade em espécie. É um sistema que também funciona na Espanha e que seus criadores explicaram como “a forma de se libertar de todas as coisas irritantes do dia a dia”. Surge então a questão sobre se o trabalho é, talvez, não só uma dessas coisas irritantes, mas a maior de todas elas.

A filósofa argumenta que em muitos países “nos induziram a viver uma relação com o trabalho semelhante à que temos com a religião”. Ou seja, com uma elevada carga moral: “Até mesmo aqueles que realizam sua vocação profissional a vivem como se correspondesse a um chamado, algo que costumamos relacionar com a fé”.

Em uma sociedade cada vez mais secular, essa suposta simbiose entre trabalho e felicidade que nos foi vendida, de conotações quase místicas, já não faz sentido – e menos ainda para o setor feminino da população, afirma a autora do ensaio One Dimensional Woman (a mulher unidimensional).

O campo profissional é para a mulher uma lembrança constante da desigualdade, por isso, poderia ser também um equivalente da infelicidade?, lhe perguntamos. “A incorporação da mulher ao mundo do trabalho é um fenômeno histórico recente. Com ele, a mulher tentava livrar-se da armadilha social que com frequência seu próprio lar se tornava ou até do abuso doméstico. Nestes tempos ficou demonstrado que não foi uma emancipação real e que, em muitos casos, essa desejada liberdade se transformou em uma dupla carga”.

Menos hygge e mais autogestão

Com suas ideias, Power não está nos incentivando a abraçar uma vida ociosa, mas a buscar novas formas de ser autossuficientes no aspecto laboral. O cineasta Apostolos Karakasis, que trocou opiniões com a britânica, rodou em 2015 o documentário Next Stop Utopia. Nele, mostrava como um grupo de assalariados gregos toma o controle de uma fábrica arruinada na qual trabalham. Ao partir para a autogestão e desempenhar tarefas muito diferentes das que estavam acostumados, compreendem que eles, e não só o sistema, têm que adaptar-se aos novos tempos. “Até agora nos inculcaram a obrigação de produzir algo que seja útil para uma empresa ou um chefe, apesar de que deveríamos recordar que foram feitas coisas muito negativas em nome da produtividade”, argumenta a britânica, professora de filosofia no Royal College of Art, em Londres.

Por exemplo, uma das possibilidades que se apresentam para um futuro próximo é que as máquinas ocupem boa parte dos trabalhos que agora os humanos desempenham. “Nesse caso, seria uma oportunidade para prestar mais atenção a profissões próximas do cuidado humano, aquelas das quais a inteligência artificial não se pode encarregar. São trabalhos relacionados com o cuidado de bebês, de idosos ou doentes, e que, na atualidade, são os mais mal pagos e os que permanecem mais ocultos em termos de reconhecimento social”, destaca.

Nos últimos tempos, a ONU vem tentando medir o conceito abstrato de felicidade, com listas anuais sobre os países mais felizes do mundo. Entre seus parâmetros de medição se encontra o trabalho. Nesse contexto surgiram propostas com o hygge, uma filosofia exportada da Dinamarca, segundo a qual o bem-estar é garantido em 12 passos de tranquilos.

Do outro lado do telefone, Power toma fôlego para expressar o que pensa desse termo. “É uma ideia muito bonita, mas puro marketing. Assume que vivemos em uma sociedade podre e sugere como resposta um gesto muito pequeno em comparação com tudo o que resta por fazer. Não pode haver uma verdadeira revolução social se antes não nos sentirmos irados, e o hygge representa justo o contrário”, argumenta.

Com relação a uma mudança de atitude, Power se mostra esperançosa, levando em conta que os resultados eleitorais demonstram que não foram os jovens que votaram no Brexit nem em Donald Trump. “Não acreditam que o trabalho, tal como se apresenta, seja uma fonte de felicidade. Graças a eles, é muito interessante observar o que está por vir em um futuro próximo.”

*Por Hector Llanos Martinez

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*Fonte: elpais

Fender vendeu mais guitarras em 2020 do que em qualquer outro ano de sua história

A guitarra já era? Dados recentes de vendas indicavam que o instrumento passava por uma crise de mercado, porém, ao que tudo indica, esse problema já foi superado. A Fender anunciou que o ano de 2020 será o de maior comercialização de guitarras em sua história – e outras empresas do ramo também evidenciaram essa melhora.

Em entrevista ao jornal ‘The New York Times‘, o CEO da Fender Musical Instruments Corporation (FMIC), Andy Mooney, declarou: “2020 será o maior ano de volume de vendas na história da Fender […], vendas de comércio eletrônico e vendas de equipamentos para iniciantes”.

O executivo pontuou que, no início da pandemia, acreditou que o ano de 2020 seria comercialmente difícil para a Fender. Por isso, a alta nas vendas o surpreendeu. “Eu nunca teria pensado que estaríamos onde estamos hoje se você me perguntasse sobre isso em março”, afirmou.

O Fender Play, aplicativo com aulas de instrumentos como guitarra, baixo e ukulele, também está se destacando em 2020. Os 150 mil cadastros obtidos no fim de março se multiplicaram para 930 mil, segundo Andy Mooney.

O público do app é, majoritariamente, jovem: 70% dos usuários têm menos de 45 anos e 20%, menos de 24. Além disso, a parcela de mulheres também é notável: de 30%, elas se tornaram 45% na ferramente de aprendizado de instrumentos.

Outras empresas

A Gibson também vive um bom momento. Depois de até mesmo declarar falência, a fabricante de guitarras e outros instrumentos chegou a fechar suas fábricas em abril, devido à pandemia, mas precisou retomar a produção em larga escala com o passar dos meses porque a demanda estava alta novamente.

James “JC” Curleigh, CEO da Gibson, comentou: “Nós literalmente não conseguíamos atender o suficiente. Tudo que fazíamos, vendia”.

Chris Martin, executivo da Martin, e Kurt Listug, co-fundador da Taylor, apontaram que o mercado de violões também passa por alta. “Tivemos o maior junho, em termos de pedidos, de nossa história”, comentou Listug.

A varejista Guitar Center revelou, recentemente, que houve crescimento de “três dígitos” para a maior parte das grandes marcas do site. A Sweetwater, outra gigante do comércio eletrônico de instrumentos, também registrou aumento nas vendas.

Resta saber se a tendência será mantida após o fim da pandemia. No entanto, dados recentes de mercado indicam que o interesse por instrumentos musicais nunca esteve tão grande, já que o mercado tem contemplado outros públicos, especialmente o feminino.

*Por Igor Miranda

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*Fonte: guitarload

Adultério S.A.: a florescente indústria da infidelidade

No momento em que você lê estas linhas, talvez seu parceiro esteja sendo infiel. Milhões de homens e mulheres em todo o mundo mantêm relações sexuais fora do casamento ou da convivência. Até aqui nada de novo. O que mudou é que há cada vez mais traições, entre outras coisas porque os dispositivos móveis e aplicativos tiraram a infidelidade da clandestinidade, permitindo que um amante ficasse ao alcance de qualquer um. Ser infiel é muito mais fácil e rápido agora, e embora o homem ganhe de goleada, cresce o número de mulheres que saem para se divertir.

Alguns aproveitam e outros oferecem com quem, como e onde. A infidelidade é hoje um grande negócio, uma enorme caixa registradora capaz de gerar tanto dinheiro quanto carícias e beijos furtivos. As empresas lançaram as redes para pescar em um mercado potencial que, na Espanha, é formado por 11.280.000 casais e uniões civis, de acordo com dados de 2018 do Instituto Nacional de Estatística. Seria necessário acrescentar aqueles que vivem sem papéis no meio.

Plataformas desenhadas para adúlteros com milhões de usuários em todo o mundo, aplicativos para apagar o rastro da infidelidade, detetives particulares para descobrir traições. Quanto dinheiro a infidelidade movimenta?

Impossível calcular. “Além das páginas de contatos existem os hotéis, as viagens, os presentes, os restaurantes… É um negócio que gira bilhões no mundo e tem um peso importante no PIB”, comenta Christoph Kraemer, chefe do mercado europeu da Ashley Madison, rede social para infiéis.

Criada em 2002 no Canadá, é a plataforma mundial preferida para a traição, com 60 milhões de membros registrados em 53 países. Seu slogan é Life is short. Have an affair (A vida é curta. Tenha um caso). No ano passado, segundo uma auditoria da Ernst & Young, registrou 442.000 novos usuários por mês, mais de 5,3 milhões no ano, o que representa um crescimento de 10% em relação a 2017. Pertencente ao grupo Ruby Life, a plataforma diz ser lucrativa desde o primeiro ano, embora não forneça informações sobre faturamento. “Atualmente, não temos planos de entrar na Bolsa. Vamos ver o que o futuro pode trazer”, diz Kraemer.

No momento, o mercado espanhol lhe dá muitas alegrias, tantas quanto 1,56 milhão, que são as pessoas inscritas no site, de idades entre 30 e 40 anos. A Espanha é seu segundo mercado europeu, só atrás do Reino Unido. E o nono no mundo, sendo os EUA, Brasil e Canadá os países mais desleais. Chegou à Espanha em 2011 com a polêmica debaixo do braço ao pendurar uma faixa em pleno centro de Madri usando a imagem do rei Juan Carlos junto com a do príncipe Charles da Inglaterra e do ex-presidente Bill Clinton, com o lema: “O que eles têm em comum? Deveriam ter usado a Ashley Madison”. Nos primeiros três meses, 150.000 espanhóis se inscreveram na rede.

Nessa plataforma, na qual 15.000 aventuras acontecem por mês, 4.500 por dia, as mulheres não pagam para se cadastrar. Os homens devem comprar pacotes de crédito para poder enviar a primeira mensagem. O pagamento mínimo é de 49 euros (cerca de 219 reais) por 100 créditos e chega a 249 euros por 1.000 créditos.

Depois desta chegaram muitas outras. A oferta não para de crescer. Como a Secondlove, cujo slogan é: “Flertar não é só para solteiros e solteiras”. Outra com capacidade de atrair seguidores é a Victoria Milan, com 625.000 membros espanhóis, que incentiva a “reviver a paixão e encontrar uma aventura”.

Também existe o site do encontro infiel, o Affairland. Mas se existe uma plataforma que está revolucionando o mercado feminino é a Gleeden, que se vende como o primeiro site de encontros extraconjugais pensado por mulheres para mulheres. Na prática, isso significa que não é um site focado nos homens, como os outros, nem há mulheres seminuas como gancho. Não é um aplicativo hipersexualizado”, diz Silvia Rubies, chefe de comunicação da Gleeden na Espanha.

Seu objetivo é captar as mulheres que querem arrumar um amante e vencer o tabu que ainda existe sobre a infidelidade feminina. Porque elas, que têm uma média de 37 anos, também são desleais. “Cerca de 30% dizem ter sido infiéis em algum momento da vida e 68% não se arrependem”, segundo uma pesquisa com mais de 5.000 mulheres realizada pelo Instituto Francês de Opinião Pública. O site nasceu na França em 2009 como resposta a esse 30% de pessoas que estão nas páginas tradicionais de encontros que mentem sobre seu estado civil. Um ano mais tarde aterrissou na Espanha, seu terceiro mercado europeu, depois do francês e do italiano. Possui 5,5 milhões de usuários no mundo e 700.000 na Espanha, 60% de homens e o restante de mulheres, que também não pagam. Os homens precisam comprar créditos para poder abrir um chat, enviar presentes virtuais ou ver o álbum de fotos particular; iniciar a conversa é grátis. O preço mais básico é de 25 euros e chega a até 100. Além disso, oferece serviços de discrição, como sacudir o telefone celular duas vezes para sair do aplicativo.

Se as redes de contatos são um negócio, não menos importante são os motéis — na Europa chamados love hotels. Muito comuns no Brasil, seu modelo de negócio, em que o silêncio e a discrição se pagam, se espalha. Não se trata de lugares lúgubres em zonas industriais; muitos deles são hotéis de luxo localizados no centro das cidades. O modelo cresce na Espanha graças ao hotel Zouk (em Alcalá de Henares) ou aos barceloneses H Regàs, La Paloma, La França e Punt14 (da cadeia SuperLove). Também o Loob e o Luxtal. Todos alugam quartos por hora. Além de xampu, estão incluídos preservativos de cortesia e balas em forma de coração. Como já ocorre no Brasil, o estacionamento muitas vezes é no próprio quarto, de modo que a entrada e a saída possam ser feitas sem sair do veículo. A privacidade é a base do negócio.

Em outros, “para sair do quarto você deve ligar para a recepção usando o interfone do seu quarto, de modo que nós lhe informaremos se você pode sair sem que haja outras pessoas. Não será possível cruzar com ninguém”, explica o site da Luxtal, com hotéis em Madri e Barcelona. Seus preços começam em 30 euros a hora e os quartos têm camas de 2,10 metros de diâmetro em formato de meia lua, grandes espelhos estrategicamente posicionados e acessórios eróticos.

A privacidade é a base do negócio. Ao pagar com cartão, o nome comercial do hotel sequer aparece. Apenas a razão social. O La França é o maior de Barcelona, com mais de 70 quartos. Os mais baratos custam 70 euros a hora; a grande suíte, com hidromassagem e espelhos basculantes, sai por 90 euros. Esses estabelecimentos são até três vezes mais rentáveis do que os tradicionais. “Ao vender os quartos por hora, você pode obter mais rendimento do que um hotel convencional, onde o quarto só é vendido por dia, mas há mais despesas com pessoal, roupas, lavanderia e manutenção”, diz o hotel Loob.

Aplicativos discretos

Outra parte desse lucrativo negócio são os aplicativos de celular que apagam o rastro da infidelidade. Um deles é o Tigertext: tudo que chega de um determinado número de telefone é apagado, sejam chamadas ou mensagens. Se o infiel precisar apagar com urgência, pode sacudir o telefone e tudo desaparece. O aplicativo é gratuito e tem mais de 500.000 downloads. Outro é o Vaulty Stock: sua aparência é a de um aplicativo de Bolsa de Valores e custa 21 euros. Ou o Photo Vault, que permite esconder todos os arquivos atrás de uma falsa calculadora.

Apesar das facilidades, sempre há comportamentos que levantam as primeiras suspeitas do parceiro. “A suspeita pode surgir hoje em dia inclusive antes que no passado, como colocar uma senha no seu celular quando você nunca a teve; mudar a senha do computador sem dizer nada ao parceiro ou não atender chamadas ou ler mensagens na frente do parceiro”, diz Enrique Hormigo, presidente da Associação Profissional de Detetives Particulares da Espanha – (APDPE), que tem quase 400 associados.

O método mais comum de trabalho dos detetives é montar um dispositivo de observação e monitoramento que normalmente não dura mais de três dias, explica. Cobra-se por hora, entre 55 e 110 euros a hora. Hormigo diz que as infidelidades não superam 8% de seus serviços. Por outro lado, existem escritórios de detetives particulares especializados em infidelidades. A empresa Infidelity trata entre 150 e 190 casos por ano e, em média, dedica cinco horas a cada um.

Alejandro Chekri, diretor do escritório, diz que o perfil do infiel mudou muito e agora é mais amplo: vai de 20 a 74 anos, a idade do último caso em que trabalhou. Na hora de contratar seus serviços, os principais clientes são mulheres.

*Por Sandra Lopez Leton

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*Fonte: elpais

A tentativa de transformar o sofrimento em patologia é o grande marketing da indústria dos psicofármacos

A depressão dá lucro: é o que diz a indústria patologizante que medicaliza o afeto, a tristeza, o sono, os amores, o sentimento de vazio e vende uma ideia de bem-estar, mas que, em algum momento, o sujeito terá que lidar com os sentimentos de uma outra forma.

E medicam tanto que não se tem ânimo para sair de casa, cuidar de si, investir numa relação, fazer rupturas e lidar com perdas. E não se trata aqui de negar que existem casos onde a medicalizacão é necessária.

A sensação de melhora rápida adia aquilo que precisa ser dito e reeditado. Os consultórios, que em um momento de Pandemia foram deslocados, estão vivos (on-line) e repletos de pessoas procurando um lugar de escuta e também de fala para suas dores. Eles estão se dando conta de que não dá para ser forte o tempo todo, solucionar tudo, resolver tudo, não chorar, não sofrer… Perceber que a fragilidade faz parte de nós e, portanto, pedir ajuda não é sinônimo de fracasso.

A tentativa de transformar o sofrimento em patologia é o grande marketing da indústria dos psicofármacos, que vende suas tarjas pretas, que limita o sujeito nas suas possibilidades e saídas para o mal-estar. A ideia do normal e do patológico, precisa ser investigado melhor, assim como uma leitura melhor acima dos diagnósticos e seus efeitos para além das cápsulas.

A psicanálise propõe que o sujeito deprimido volte a fantasiar, faça uma travessia, que facilite o acesso ao imaginário, abrindo espaços para que possa falar das suas dores. Expô-las, ao invés de encobri-las. Todo mundo tem algo a dizer, mesmo que por algum tempo isso não lhe venha à lembrança.

*Por Iza Junqueira Rezende

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*Fonte: revistapazes

O coronavírus pode matar a atual indústria da música. Talvez ela precisasse morrer

Locais, festivais e músicos enfrentam um futuro precário, mas poderia o Covid-19 ser um catalisador da reforma em uma indústria que subestima seriamente seus artistas?

Por volta das oito horas da noite de 12 de março, Simon Rattle subiu ao palco do Berliner Philharmoniker para um silêncio sinistro. Foi sua performance de retorno com a orquestra que ele liderou como maestro chefe por 16 anos, antes de retornar a Londres em 2018. Os músicos subiram no palco, mas os assentos ao redor estavam vazios.

Rattle virou-se, olhou para a lente de uma câmera e dirigiu-se a uma audiência global de milhares de pessoas que estavam assistindo em casa, confinadas. “Senhoras e senhores, boa noite, onde quer que estejam.” Sob seus cabelos grisalhos, ele parecia um pouco confuso. “Vamos apenas confirmar que isso é muito estranho. Acho que muitos de nós no palco já tiveram experiência em shows de música contemporânea para o que poderíamos chamar de público pequeno, selecionado, mas pelo menos sempre havia alguém para assistir.”

Os músicos atrás dele riram um pouco sem jeito. “Mas nós sentimos que devemos enviar um sinal ou um lembrete, se você preferir, de que, mesmo em tempos de crise, as artes e a música são extremamente importantes, e se nosso público não pode vir até nós, devemos alcançá-lo em qualquer maneira que pudermos. E, francamente, se todos nos acostumarmos a viver mais separadamente por um tempo, precisaremos de música mais do que nunca.”

Ele se virou, fechou os olhos por um momento e depois levantou o bastão.

Lembra de shows? Lembra-se da alegria absoluta de ficar ombro a ombro com estranhos gritando e suando? Ou ser mergulhado em algum líquido jogado de algum lugar atrás de você, esperando que fosse cerveja? Os shows terríveis em que a banda tocou apenas músicas novas? Os shows que mudaram sua vida onde a banda tocou as músicas que você ama, e parecia que eles estavam tocando para você? Você se lembra do barulho, das luzes e da cerimônia de tudo isso?

Tudo acabou agora, aparentemente indefinidamente. O Covid-19 matou o que a Lei de Justiça Criminal e Ordem Pública anti-delírio não fez, o que os idosos do filme Footloose não puderam. No momento, a idéia de respirar o mesmo ar corporal de centenas de estranhos é tão atraente quanto lamber a maçaneta de um hospital. Então, por enquanto, sentamos em casa e ouvimos nossos álbuns favoritos no Spotify, vasculhamos o vinil antigo, sintonizamos shows transmitidos e imaginamos se uma lata quente de cerveja pode fazer com que pareça um pouco mais com a coisa real.

“Não havia nenhuma eventualidade que eu alguma vez imaginei em que todos os shows ao vivo no mundo seriam exibidos simultaneamente”

Enquanto esperamos, a música está morrendo. E se não tomarmos cuidado, pode não haver uma cena ao vivo quando a pandemia terminar. A indústria da música está acostumada com os ventos contrários, mas a natureza indiscriminada do Covid-19 apagou as luzes da noite para o dia. Nenhum gênero é seguro, nenhum preço de ingresso ou tamanho do local protege contra as consequências. “Gosto de planejar eventualidades”, diz Alex Hardee, agente de reservas da agência global Paradigm, que conta com centenas de clientes como Ed Sheeran, My Chemical Romance e FKA Twigs. “Mas não havia nenhuma eventualidade que eu alguma vez imaginei em que todos os shows ao vivo no mundo seriam exibidos simultaneamente.”

A indústria global de música ao vivo vale cerca de US $ 30 bilhões a cada ano. Ou melhor, valia. Em questão de semanas, o Covid-19 encerrou tudo, desde shows de bares a festivais. E, ao fazer isso, também tornou aparente a forma desigual da indústria da música moderna, na qual os artistas são pagos para se apresentar, mas muitas vezes quase nada para a música que gravam.

Um dos truques da era do streaming foi que, embora o Spotify possa ter destruído a renda que você gera com os discos, torna mais fácil para as pessoas encontrarem sua música. Isso aumenta o seu público ao vivo, que é onde você ganha seu dinheiro. Agora, com o público ao vivo em zero, esse acordo parece cada vez mais impraticável.

O que resta é um oceano de músicos querendo, mas incapazes de trabalhar, e uma infra-estrutura circundante de gravadoras, distribuidoras, lojas de discos, locais de música e diretores de turnê que enfrentam uma situação precária para a qual nada poderia tê-los preparado. A única coisa que parece clara é que, independentemente da versão da indústria da música que surgir, ensangüentada, dessa pandemia, ela terá pouca semelhança com a que veio antes.

“É um jogo de volume e apenas os melhores artistas geram fluxos suficientes para se sustentar.”

Nas últimas duas décadas, a turnê substituiu as vendas de discos como a maneira como os artistas ganham a vida. O streaming aumentou a economia de uma indústria que foi construída com base na venda de discos e, 14 anos após a fundação do Spotify, os números ainda não somam. As empresas de streaming pagam apenas uma fração de um centavo por faixa e, dependendo das especificações do acordo assinado, a maior parte desse dinheiro – às vezes até 80% – flui diretamente para as gravadoras, deixando aos artistas uma pequena fatia modesta. Enquanto isso, as vendas físicas estão em declínio, e outros meios de renda, como vendas de mercadorias, não são confiáveis. É um jogo de volume e apenas os melhores artistas geram fluxos suficientes para se sustentar.

Para os artistas, o dinheiro vem em ciclos. Quando eles estão escrevendo e gravando um álbum, a gravadora adianta seus fundos. Quando é lançado, há um aumento nos lucros, muitos dos quais retornam à gravadora para pagar o adiantamento. Eles saem em turnê e tocam em festivais, que arrecadam mais dinheiro, além de vender uma grande quantidade de mercadorias. Então o foco começa a desaparecer e volta ao estúdio, com outro adiantamento, para iniciar o processo novamente.

[…]

Quanto mais nichado o artista, mais nítido é o problema. Para muitos DJs, para quem ‘fazer turnês’ na Europa é tão simples quanto pular em um avião com uma sacola de discos, é difícil ganhar dinheiro com streaming ou vendas físicas, pois a música gravada é apenas uma ferramenta de marketing – faça sucesso e obtenha mais dinheiro.

Artistas como Thibaut Machet, um DJ francês com sede em Berlim, passam a vida voando de boate em boate, fazendo dois ou três shows no fim de semana. Os cachês variam de € 500 a € 1.500 (£ 430 a £ 1300) por apresentação, menos voos e taxas de reserva, mas com clubes em todo o mundo fechados, esse número caiu para zero da noite para o dia.

Machet foi forçado a procurar ajuda do governo alemão. Um subsídio cobre o aluguel de alguns meses, mas ele não sabe quando começará a receber dinheiro novamente. “Você precisa colocar dinheiro para um lado, mas hoje é difícil economizar”, diz ele. “As pessoas pensam que ganhamos muito, mas a realidade não é assim para muitos DJs do meu nível.”

O DJ e escritor britânico Bill Brewster voltou-se para o streaming, na tentativa de preencher a lacuna, buscando doações para sets tocados em sua casa. “Não é até que algo assim aconteça que você percebe o quão precária é a sua vida”, diz ele. Não sendo adivinho, no ano passado ele gastou suas economias em reformas de casas. Sem nada no banco, ele recebeu um cheque de 500 libras da mãe.

Por mais divertido que seja curtir no conforto da sua casa seleções de Disco e House de Brewster, a experiência não pode ser comparada ao ver ele – ou qualquer um – tocando música ao vivo. Não é a mesma coisa, nem dá para comparar o clima envolvente e um sistema de som que mexe com você por dentro.

As doações proporcionaram um pequeno alívio bem-vindo a Brewster, o suficiente para cobrir as despesas semanais com comida, mas para artistas maiores, a transmissão ao vivo se tornou uma oportunidade de se conectar com os fãs mais intimamente do que em um palco de um estádio.

Os tons deliciosos de John Legend são ainda mais impressionantes quando próximos. Eles também são um meio de alcançar aqueles normalmente bloqueados em locais tradicionais, seja por causa de deficiência, local ou limitações financeiras, que abrirão novos mercados no futuro. “O mais difícil para um artista é criar um novo fã”, diz Cory Riskin, agente global de música da APA. “Tradicionalmente, fazemos festivais, mas vimos que esses festivais virtuais são a melhor maneira de atrair novos fãs rapidamente”.

Embora claramente nunca haja um bom momento para uma pandemia global, o coronavírus chegou exatamente quando a indústria da música parecia estar finalmente se adaptando à era do streaming: 2019 foi o quinto ano consecutivo de crescimento e apenas os três principais selos – Universal, Sony e Warner – agora geram quase US $ 800.000 por hora somente com serviços de streaming de música. Mas enquanto os ricos ficam mais ricos, os independentes sofrem.

“Temos um problema em que muita música e arte são essencialmente gratuitas e os artistas recebem uma quantia muito pequena de dinheiro pelo trabalho em que investem toda a sua energia e idéias”, diz McMahon. “Parece que o valor da arte foi desrespeitado pelas empresas que podem ganhar muito dinheiro e distribuir uma quantia muito pequena aos criadores desta arte. Com o atual isolamento social, destacam as estruturas capitalistas em que operamos e como os artistas, juntamente com muitos outros colaboradores da sociedade, são aproveitados.”

Niko Seizov, manager de artistas que trabalha com música eletrônica, acredita que o desbaste do rebanho é inevitável. “À medida que sua renda desaparece, muitos artistas menores precisam começar a procurar empregos, o que os impede de dedicar tempo suficiente a atividades criativas”, diz ele. “Isso prejudicará a indústria da música, porque o progresso criativo e a revolução sempre começam do fundo.”

“Isso prejudicará a indústria da música, porque o progresso criativo e a revolução sempre começam do fundo”

Stanley Dodds, violinista que se juntou a Rattle no palco em março, complementa um salário básico da Berliner Philharmoniker trabalhando como maestro freelancer. Ele viu sua renda cair “imediata e brutalmente”. Ele tem sorte de que a orquestra continue pagando a ele à medida que a crise se desenrola, mas a maioria de seus colegas é freelancer sem rede de segurança.

O Covid-19 pode catalisar a reforma em benefício daqueles que a realizam. Os músicos pediram ao Spotify que triplicasse os pagamentos para cobrir a receita perdida de shows, o que aumentaria a fatia, embora seja improvável que qualquer plataforma de streaming ofereça significativamente mais a longo prazo – o Spotify ainda era pouco rentável no início do ano, e rivais como a Apple Music são basicamente líderes em perdas, projetados para atrair mais usuários para seu ecossistema (como Tim Cook, da Apple, colocou em 2018, “não estamos fazendo isso por dinheiro”).

“O mais difícil para um artista é criar um novo fã. Tradicionalmente, fazemos festivais, mas vimos que esses festivais virtuais são a melhor maneira de atrair novos fãs rapidamente.”

É mais viável que a pandemia acenda uma discussão sobre os contratos de gravação. Embora os serviços de streaming tenham reformulado o vínculo entre varejista e gravadora, a relação artista-gravadora pouco mudou desde os anos setenta.

Os acordos de gravação tradicionais pagam aos artistas uma base de royalties, entre 15 e 20%, com o restante mantido para cobrir itens como marketing, custos de produção e as próprias necessidades de lucro da gravadora. Mas, como diz um executivo, em uma época em que as receitas com royalties caíram, elas são “antiquadas” e impedem muitos artistas de gerar dinheiro real a partir de suas gravações. As gravadoras independentes estão adotando acordos de artistas mais transparentes e personalizados há algum tempo, e o Covid-19 “agitará todo mundo e mostrará que todos precisamos olhar para eles”.

Mesmo que os artistas acabem ganhando mais dinheiro com a música que produzem, a curto prazo, pelo menos, pouco disso fluirá para a indústria que depende de seu trabalho. Exemplo disso é Jono Steer, um engenheiro de som que ia se juntar a McMahon em sua turnê. O engenheiro está na indústria da música há 20 anos e começou a trabalhar com McMahon em sua primeira turnê nacional em 2018. Desde então, ele se tornou um elemento principal em sua equipe, trabalhando em 200 shows. Além de seu papel como engenheiro de FOH de McMahon, Steer também é seu motorista e manager de turnê.

Telegram bannerOs cancelamentos atingiram Steer com força; 60% de sua renda são provenientes de eventos ao vivo. Bandas maiores podem se dar ao luxo de continuar pagando o salário para sua equipe de turnê, com contratos que a protegem de cancelamentos, mas os artistas no início de suas carreiras tendem a pagar sua equipe no dia do show, no dia da viagem e na diária. Mesmo uma pequena turnê exige de tudo, desde roadies a engenheiros de iluminação e técnicos de som, mas poucos têm contratos executáveis em vigor. Quando os shows não acontecem, eles não são pagos.

“Todos os meus colegas foram afetados”, diz Steer, “e alguns não têm perspectiva de mais trabalho durante o ano inteiro”. Essa indústria de profissionais “da graxa”, termo que se usa para nomear os profissionais dos bastidores, é invisível para a maioria dos fãs de música, mas sem eles, os shows não aconteceriam.

“Devemos aprender com essa experiência e colocar em prática coisas que nos tornam menos vulneráveis no futuro”

Existe uma preocupação real de que muitos terão que deixar o setor se a paralisação durar meses. Quando finalmente voltarmos a clubes e salas de concerto, pode não haver mais ninguém para configurar o som, ligar as luzes ou até mesmo fazer a segurança nas portas.

Steer pode voltar a produzir bandas em seu estúdio em casa, mas o isolamento social devido ao Covid-19 significa que poucos podem ir pessoalmente em primeiro lugar. Muitos artistas também financiam seu trabalho de estúdio em turnê – sem a turnê, eles não podem pagar pelo estúdio. “Há muito menos dinheiro em toda a indústria no momento”, diz Steer. Sua renda total diminuirá em cerca de 70%, transformando-o em recebedor de benefícios do Governo da Austrália.

Assistência para o backstage

McMahon se ofereceu para pagar a sua equipe 50% do valor pelos shows que foram cancelados dentro de duas semanas, e os gigantes do setor também estão oferecendo assistência. A Live Nation Entertainment lançou um fundo inicial de US $ 5 milhões projetado para ajudar as equipes de turnê e local. Embora tenha poucas ações para proteger contratantes independentes como o Steer no futuro, ele pode pelo menos pagar o aluguel no momento. Também poderia lançar as bases para novos arranjos no futuro. Um representante da agência de reservas explica que, como músicos de sessão, que geralmente são colocados em um retentor para garantir que não participem de outras turnês, os membros da equipe também podem ser contratados com um salário básico e constante.

Enquanto isso, Steer espera que o Covid-19 desencadeie uma estrutura mais ampla para proteger contratantes independentes, como ele. “Seja sindicalização, mudanças na legislação governamental ou financiamento mais acessível através de doações e subsídios, devemos aprender com essa experiência e colocar em prática coisas que nos tornem menos vulneráveis ​​no futuro”.

Ninguém sabe quando será esse futuro, mas, como o esporte, é provável que a música ao vivo seja uma das últimas coisas a serem permitidas quando o isolamento social acabar. Quando isso acontecer, a paisagem será estranha e enxuta. Nos primeiros meses, espere uma explosão de novos lançamentos, tanto os atrasados ​​pelo vírus quanto os criados enquanto os artistas foram trancados em suas casas. “Estou vendo uma energia criativa em nossa indústria que supera em muito qualquer coisa antes, não apenas no nível de ideias, mas na execução”, diz o publicitário musical Neil Bainbridge.

A princípio, os artistas encherão os locais de exibição que sobreviveram ao isolamento, mas talvez ainda não haja muitos. Os clubes e locais de shows do Reino Unido estão fechando a um ritmo horrível desde a Grande Recessão e o Covid-19 pode matar muitos dos que sobreviveram. Os relatórios sugerem que apenas 17% dos locais do Reino Unido estão financeiramente seguros pelos próximos dois meses, o que significa que mais de 500 espaços de shows podem ter fechado suas portas para sempre no início do isolamento social.

“Estou vendo uma energia criativa em nossa indústria que supera em muito qualquer coisa antes, não apenas no nível de ideias, mas na execução”

Os promotores também estão enfrentando perdas significativas. Normalmente, os seguros os cobririam, mas as apólices quase universalmente excluem doenças transmissíveis, a menos que sejam adquiridas especificamente, o que é “extremamente raro”, de acordo com um corretor. No início do ano, algumas seguradoras até removeram explicitamente o coronavírus de sua cobertura.

Em março, o South by Southwest de Austin anunciou que seria responsável por todos os custos porque o ‘surto de doença’ foi excluído de sua cobertura de seguro. O festival de house e techno de Londres, Re-Textured, foi igualmente infeliz. Nenhum dos dois retornará em 2021.

Apresentações pagas

A peça final do quebra-cabeça é a relação entre artistas e fãs. Culpe o Spotify e uma indústria de discos canibalística, tudo o que você quiser, mas somos nós que colocamos os artistas no chão; que passamos a ver a música como algo que deveria ser gratuito, e não como arte que merece ser paga. Mas, expondo falhas sistemáticas e destacando meios alternativos de interação artista-público, o Covid-19 poderia mudar isso? Os artistas em dificuldades começaram a lançar músicas ou apresentações exclusivas disponíveis por uma taxa, e outros criaram oficinas de produção on-line. Essas são correções temporárias, mas fecham o ciclo entre criatividade e recompensa.

Enquanto os shows ao vivo, como a Berliner Philharmoniker (a Filarmônica de Berlim), proliferaram, a maioria deles foi beneficente ou livre para participação. Em algum momento, porém, os preços dos ingressos digitais parecem inevitáveis. Talvez à frente da curva, Erykah Badu cobrou alguns dólares para entrar na série Quarentine Concert. “Sempre houve um mercado para isso e, nesse isolamento social, as pessoas perceberam que é legal”, diz Marc Geylman, fundador da Cardinal Artists. “Eventualmente, acho que isso se tornará um negócio.”

“Se você reconstruísse a indústria da música do zero, não a monetizaria do jeito que está atualmente”

A Filarmônica de Berlim deu um passo nessa direção mais de uma década atrás. Em 2009, percebendo que a renda de suas gravações estava em queda, eles procuraram um novo meio de disseminar e monetizar seu trabalho existente. A resposta: Digital Concert Hall, uma plataforma, acessada através de uma assinatura paga, que permite aos fãs ver a transmissão de seus shows ao vivo e revisitar centenas de gravações, além de assistir a documentários e filmes bônus. Por enquanto, eles oferecem acesso gratuito, para que os fãs possam assistir as gravações enquanto a sala de concertos real está fechada.

É verdade que isso funciona melhor quando você está tentando capturar o ar refinado de uma sala de concertos – nenhuma apresentação musical em streaming pode se aproximar da energia suada de uma rave. Mas é um passo em uma nova direção, e você só precisa olhar para os shows, onde o público apóia os artistas com assinaturas e patrocínios através das plataformas Twitch e Patreon, para ver quão anacrônico é o modelo musical. “Se você reconstruísse a indústria da música do zero, não a monetizaria do jeito que está atualmente”, diz George Connolly, gerente de artistas da Young Turks.

Além disso, o Covid-19 também pode recalibrar nossa percepção do valor de um álbum. Nunca antes a fragilidade da música foi mais clara, e isso pode nos encorajar a apoiar os artistas comprando, em vez de transmitir, nossa música por meio de plataformas transparentes e amigáveis ​​aos artistas. “Em termos de dinheiro no bolso de um artista, a compra de um único álbum ou LP vale milhares de streams”, diz Josh Kim, COO da Bandcamp, uma plataforma na qual artistas e gravadoras independentes podem vender diretamente para seus fãs.

Simon Rattle encerrou seu show às 22h. Não havia filas nas portas, nem pressa para ir no banheiro. Não havia portadores de bilhetes ou barman zunindo, apenas uma pequena equipe de câmeras posicionada na frente e no centro, capturando todos os movimentos de Rattle – desde a última onda deslumbrante de seu bastão até seu arco habitual no final. Ele proporcionava uma visualização agradável, peculiar, mas emocionante, e nela reside o valor inerente dos dois lados da lente.

Refletindo sobre o isolamento social global, um usuário do Twitter descreveu o Covid-19 como uma “máquina da verdade”, na medida em que “expõe brutalmente” as deficiências na estrutura da música.

Um dia, transferiremos o Covid-19 do presente para o passado, e as engrenagens dessa máquina global de bilhões de dólares estarão em movimento mais uma vez. Os locais abrirão as portas, os artistas tirarão o pó dos passaportes e, mais uma vez, teremos música ao vivo e, com isso, uma nova apreciação por estar em uma sala cheia de estranhos loucos para experimentá-la.

Quando esse dia finalmente chegar, tudo será mais doce – mas nessa transição, precisamos aproveitar o que aprendemos com essa pausa. Se formos inteligentes, das cinzas surgirá uma indústria que funciona para todos. Porque Deus sabe que todos precisaremos dançar novamente.

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*Fonte: musicaemercado

Como o coronavírus vai mudar nossas vidas: dez tendências para o mundo pós-pandemia

A Covid-19 mudou nossas vidas. Não estou falando aqui simplesmente da alteração da rotina nesses dias de isolamento, em que não podemos mais fazer caminhadas no Minhocão ou ir aos nossos bares e restaurantes preferidos. Sim, tudo isso mudou nosso cotidiano —e muito. Mas o meu convite para você é para pensarmos nas mudanças mais profundas, naquelas transformações que devem moldar a realidade à nossa volta e, claro, as nossas vidas depois que o novo coronavírus baixar a bola. Por isso talvez seja melhor mudar o tempo verbal da frase que abre este texto e dizer que o coronavírus vai mudar as nossas vidas. Mas como? Que cenários prováveis já começam a emergir e devem se impor no mundo pós-pandemia?

O mundo pós-pandemia será diferente

Entender que mundo novo é esse é importante para nos prepararmos para o que vem por aí. Porque uma coisa é certa: o mundo não será como antes, conforme nos alertou o biólogo Átila Iamarino.

“O mundo mudou, e aquele mundo (de antes do coronavírus) não existe mais. A nossa vida vai mudar muito daqui para a frente, e alguém que tenta manter o status quo de 2019 é alguém que ainda não aceitou essa nova realidade”, disse nesta entrevista para a BBC Brasil Átila, que é doutor em microbiologia pela Universidade de São Paulo e pós-doutor pela Universidade Yale. “Mudanças que o mundo levaria décadas para passar, que a gente levaria muito tempo para implementar voluntariamente, a gente está tendo que implementar no susto, em questão de meses”, diz ele.

Pandemia marca o fim do século 20

Ainda nessa linha, havia uma visão entre especialistas de que faltava um símbolo para o fim do século 20, uma época altamente marcada pela tecnologia. E esse marco é a pandemia do coronavírus, segundo a historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz, professora da Universidade de São Paulo e de Princeton, nos EUA, em entrevista ao Universa. “[O historiador britânico Eric] Hobsbawm disse que o longo século 19 só terminou depois da Primeira Guerra Mundial [1914-1918]. Nós usamos o marcador de tempo: virou o século, tudo mudou. Mas não funciona assim, a experiência humana é que constrói o tempo. Ele tem razão, o longo século 19 terminou com a Primeira Guerra, com mortes, com a experiência do luto, mas também o que significou sobre a capacidade destrutiva. Acho que essa nossa pandemia marca o final do século 20, que foi o século da tecnologia. Nós tivemos um grande desenvolvimento tecnológico, mas agora a pandemia mostra esses limites”, diz Lilia.

Coronavírus, um acelerador de futuros

Vários futuristas internacionais dizem que o coronavírus funciona como um acelerador de futuros. A pandemia antecipa mudanças que já estavam em curso, como o trabalho remoto, a educação a distância, a busca por sustentabilidade e a cobrança, por parte da sociedade, para que as empresas sejam mais responsáveis do ponto de vista social.

Outras mudanças estavam mais embrionárias e talvez não fossem tão perceptíveis ainda, mas agora ganham novo sentido diante da revisão de valores provocada por uma crise sanitária sem precedentes para a nossa geração. Como exemplos, podemos citar o fortalecimento de valores como solidariedade e empatia, assim como o questionamento do modelo de sociedade baseado no consumismo e no lucro a qualquer custo.

“A vida depois do vírus será diferente”, disse ao site Newsday a futurista Amy Webb, professora da Escola de Negócios da Universidade de Nova York. “Temos uma escolha a fazer: queremos confrontar crenças e fazer mudanças significativas para o futuro ou simplesmente preservar o status quo?”

Efeitos do coronavírus devem durar quase dois anos

As transformações são inúmeras e passam pela política, economia, modelos de negócios, relações sociais, cultura, psicologia social e a relação com a cidade e o espaço público, entre outras coisas.

O ponto de partida é ter consciência de que os efeitos da pandemia devem durar quase dois anos, pois a Organização Mundial de Saúde calcula que sejam necessários pelo menos 18 meses para haver uma vacina contra o novo. Isso significa que os países devem alternar períodos de abertura e isolamento durante esse período.

Diante dessa perspectiva, como ficam as atividades de lazer, cultura, gastronomia e entretenimento no centro e em toda a cidade durante esse período? O que mudará depois? São questões ainda em aberto, mas há sinais que nos permitem algumas reflexões.

Para entender essas e outras questões e identificar os prováveis cenários, procurei saber que tendências os futuristas, pesquisadores e bureaus de pesquisas nacionais e internacionais estão traçando para o mundo pós-pandêmico. A partir dessas leituras e também de um olhar para as questões que dizem respeito ao centro de São Paulo e à vida urbana em geral, fiz uma lista com algumas dessas tendências, que você pode ler a seguir.
Confira as 10 tendências para o mundo pós-pandemia

1. Revisão de crenças e valores

A crise de saúde pública é definida por alguns pesquisadores como um reset, uma espécie de um divisor de águas capaz de provocar mudanças profundas no comportamento das pessoas. “Uma crise como essa pode mudar valores”, diz Pete Lunn, chefe da unidade de pesquisa comportamental da Trinity College Dublin, em entrevista ao Newsday.

“As crises obrigam as comunidades a se unirem e trabalharem mais como equipes, seja nos bairros, entre funcionários de empresas, seja o que for… E isso pode afetar os valores daqueles que vivem nesse período —assim como ocorre com as gerações que viveram guerras”.

Já estamos começando a ver esses sinais no Brasil —e no centro de São Paulo, com vários exemplos de pessoas que se unem para ajudar idosos, por exemplo.

2. Menos é mais

A crise financeira decorrente da pandemia por si só será um motivo para que as pessoas economizem mais e revejam seus hábitos de consumo. Como diz o Copenhagen Institute for Futures Studies, a ideia de “menos é mais” vai guiar os consumidores daqui para frente.

Mas a falta de dinheiro no momento não será o único motivo. As pessoas devem rever sua relação com o consumo, reforçando um movimento que já vinha acontecendo. “Consumir por consumir saiu de ‘moda’”, escreve no site O Futuro das Coisas Sabina Deweik, mestre em comunicação semiótica pela PUC e pesquisadora de comportamento e tendências.

O outro lado desse processo é um questionamento maior do modelo de capitalismo baseado pura e simplesmente na maximização dos lucros para os acionistas. “O coronavírus trouxe para o contexto dos negócios e para o contexto pessoal a necessidade de revisitar as prioridades. O que antes em uma organização gerava resultados financeiros, persuadindo, incentivando o consumo, aumentando a produção e as vendas, hoje não funciona mais”, diz Sabina.

“Hoje, faz-se necessário pensar no valor concedido às pessoas, no impacto ambiental, na geração de um impacto positivo na sociedade ou no engajamento com uma causa. Faz-se necessário olhar definitivamente com confiança para os colaboradores já que o home office deixou de ser uma alternativa para ser uma necessidade. Faz-se necessário repensar a sociedade do consumo e refletir o que é essencial.”

3. Reconfiguração dos espaços do comércio

A pandemia vai acentuar o medo e a ansiedade das pessoas e estimular novos hábitos. Assim, os cuidados com a saúde e o bem-estar, que estarão em alta, devem se estender aos locais públicos, especialmente os fechados, pois o receio de locais com aglomeração deve permanecer.

“Quando as pessoas voltarem a frequentar espaços públicos, depois do fim das restrições, as empresas devem investir em estratégias para engajar os consumidores de modo profundo, criando locais que tragam a eles a sensação de estar em casa”, diz um relatório da WGSN, um dos maiores bureaus de pesquisas de tendências do mundo.

Eis um ponto de atenção para bares, restaurantes, cafeterias, academias e coworkings, que devem redesenhar seus espaços para reduzir a aglomeração e facilitar o acesso a produtos de higiene, como álcool em gel. Os espaços compartilhados, como coworkings, têm um grande desafio nesse novo cenário.

4. Novos modelos de negócios para restaurantes

Uma das dez tendências apontadas pelo futurista Rohit Bhatgava é o que ele chama de “restaurantes fantasmas”, termo usado para descrever os estabelecimentos que funcionam só com delivery. Como a possibilidade de novas ondas da pandemia num futuro próximo, o setor de restaurantes deve ficar atento a mudanças no seu modelo de negócios, e o serviço de entrega vai continuar em alta e pode se tornar a principal fonte de receita em muitos casos.

5. Experiências culturais imersivas

Como resposta ao isolamento social, os artistas e produtores culturais passaram a apostar em shows e espetáculos online, assim como os tours virtuais a museus ganharam mais destaque. Esse comportamento deve evoluir para o que se pode chamar de experiências culturais imersivas, que tentam conectar o real com o virtual a partir do uso de tecnologias que já estão por aí, mas que devem se disseminar, como a realidade aumentada e virtual, assistentes virtuais e máquinas inteligentes.

De acordo com o estudo Hype Cycle, da consultoria internacional Gartner, as experiências imersivas são uma das três grandes tendências da tecnologia. Destacamos aqui a área cultural, mas isso também se estende a outros setores, como esportes, viagens a varejo, conforme indica o relatório A Post-Corona World, produzido pela Trend Watching, plataforma global de tendências.

6. Trabalho remoto

O home office já era uma realidade para muita gente, de freelancers e profissionais liberais a funcionários de companhias que já adotavam o modelo. Mas essa modalidade vai crescer ainda mais. Com a pandemia, mais empresas —de diferentes portes— passaram a se organizar para trabalhar com esse modelo. Além disso, o trabalho remoto evita a necessidade de estar em espaços com grande aglomeração, como ônibus e metrôs, especialmente em horários de pico.

7. Morar perto do trabalho

Essa já era uma tendência, e morar no centro de São Paulo se tornou um objeto de desejo para muitas pessoas justamente por conta disso, entre outros motivos. Mas, com o receio de novas ondas de contágio, morar perto do trabalho, a ponto de ir a pé e não usar transporte público, deve se tornar um ativo ainda mais valorizado.

8. Shopstreaming

Com o isolamento social, as lives explodiram, principalmente no Instagram. As vendas pela Internet também, passando a ser uma opção também para lojas que até então se valiam apenas do local físico. Pois pense na junção das coisas: o shopstreaming é isso. Uma versão Instagram do antigo ShopTime.

9. Busca por novos conhecimentos

Num mundo em constante e rápida transformação, atualizar seus conhecimentos é questão de sobrevivência no mercado (além de ser um prazer, né?). Mas a era de incertezas aberta pela pandemia aguçou esse sentimento nas pessoas, que passam, nesse primeiro momento, a ter mais contato com cursos online com o objetivo de aprender coisas novas, se divertir e/ou se preparar para o mundo pós-pandemia. Afinal, muitos empregos estão sendo fechados, algumas atividades perdem espaço enquanto outros serviços ganham mercado.

10. Educação a distância

Se a busca por conhecimentos está em alta, o canal para isso daqui para frente será a educação a distância, cuja expansão vai se acelerar. Neste contexto, uma nova figura deve entrar em cena: os mentores virtuais. A Trend Watching aposta que devem surgir novas plataformas ou serviços que conectam mentores e professores a pessoas que querem aprender sobre diferentes assuntos.

*Por Clayton Melo

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*Fonte: elpais

“Pessoas felizes não precisam consumir”, a afirmação brutal do filósofo Serge Latouche

O ideólogo do decrescimento analisa como nossa sociedade criou uma religião em torno do crescimento e do consumismo.

Nascido em Vannes (França) há 70 anos, diante de uma platéia que escutava sentada nos corredores de acesso ao salão do Colegio Larraona de Pamplona, ​​salientando que o ritmo atual de crescimento da economia global é tão insustentável como a deterioração e a falta de recursos no planeta.

Convidados pelo coletivo Dale Vuelta-Bira Beste Aldera, sob o título de sua palestra “A diminuição, uma alternativa ao capitalismo?”, Ele afirmou que a sociedade estabelecesse uma autolimitação do seu consumo e exploração ambiental. Do seu ponto de vista, não se trata de propor uma involução, mas de acoplar a velocidade do gasto dos recursos naturais com a sua regeneração.

Especialista em relações econômicas Norte/Sul, o prêmio europeu de sociologia e ciências sociais Amalfi, seu movimento decrescentista, nascido nos anos 70 e estendido na França, defende a sobriedade na vida e a preservação dos recursos naturais antes de sua exaustão.

Em sua opinião, se a queda não for controlada, “a queda que já estamos experimentando” será o resultado do colapso de uma forma insustentável de capitalismo, e também será excessiva e traumática.

Uma bomba semântica. Serge Latouche afirma que o termo decrescimento é um slogan, “uma bomba semântica causada para neutralizar a intoxicação do chamado desenvolvimento sustentável”, uma forma de pensar, sustentabilidade, estendida pelo economismo liberal dos anos 80, e que favorece o pagamento de tudo.

“Por exemplo, no caso do trigo, obriga-nos a pagar pelo excedente, pelo seu armazenamento e também temos de pagar para destruir o excedente.”

“Devemos falar sobre o A-crescimento”, ele disse como um convite para refletir sobre nosso estilo de vida, incluindo a exibição do supérfluo e do enriquecimento excessivo.

Do seu ponto de vista “vivemos fagotizados pela economia da acumulação que leva à frustração e a querer o que não temos e não precisamos”, o que, diz ele, leva a estados de infelicidade.

“Detectamos um aumento de suicídios na França em crianças”, acrescentou ele, para referir-se à concessão por bancos de empréstimos ao consumidor para pessoas sem salários e ativos, como aconteceu nos Estados Unidos no início da crise econômica global. . Para o professor Latouche, “pessoas felizes geralmente não consomem”.

Seus números como economista dizem que ele está certo: todos os anos há mais habitantes no planeta, enquanto os recursos estão diminuindo, sem esquecer que consumir significa produzir resíduos e que o impacto ambiental de uma pessoal equivale a 2,2 hectares, e que a cada ano 15 milhões de hectares de floresta são consumidos “essenciais para a vida”.

“E se vivemos nesse ritmo, é porque a África permite isso”, enfatizou. Para o professor Latouche, qualquer tipo de escassez, alimentos ou petróleo, levará à pobreza da maioria e ao maior enriquecimento das minorias representadas nas grandes empresas petrolíferas ou agroalimentares.

Trabalhe menos e produza de forma inteligente.

Tachado de ingênuo por seus detratores, postulou trabalhar menos e distribuir melhor o emprego, mas trabalhar menos para viver e cultivar mais a vida, insistiu.

A partir de um projeto qualificado como “ecossocialista”, além de consumir menos, a sociedade deve consumir melhor, para qual propos que se produzisse perto de onde mora e de forma ecológica evitar que por qualquer fronteira entre Espanha e França circule até 4 mil caminhões uma semana “com tomates da Andaluzia cruzando com tomates holandeses”.

Ele terminou com um louvor ao estoicismo representada em Espanha por Seneca: “A felicidade não é alcançada se não podemos limitar nossos desejos e necessidades.”

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*Fonte:

Como gastar seu dinheiro, de acordo com a ciência

Você já ouviu um monte de histórias de pessoas que ganharam na loteria, fizeram loucuras com o dinheiro e acabaram mais pobres do que eram antes. Ou então aquela celebridade que já recebeu milhões de dólares durante a carreira e mesmo assim é extremamente infeliz.

Então como gastar dinheiro da melhor forma a otimizar a felicidade? Um estudo responde, e o melhor de tudo é que a resposta se aplica para quem precisa administrar quantias mais modestas também.

Três psicólogos das universidades de British Columbia (Canadá), Harvard e Universidade da Virgínia (ambas EUA) publicaram um artigo no Journal of Consumer Psychology descrevendo que tipo de gastos financeiros resultam em felicidade.

“Dinheiro é uma oportunidade de felicidade, mas é uma felicidade que as pessoas rotineiramente desperdiçam porque as coisas que elas pensam que as tornarão felizes frequentemente não o fazem”, escrevem os autores.

Os autores listam oito princípios para gastar dinheiro de forma sábia:

8. Compre mais experiências e menos bens materiais

Nós nos adaptamos rapidamente a bens materiais. Pense naquelas roupas que você comprou no ano passado e que estão pegando pó no seu armário tendo sido usadas uma ou duas vezes. Ou nos armários novos da cozinha que já viraram paisagem neutra enquanto você procura um lanchinho.

As experiências, por outro lado, ficam com você. Elas se tornam uma parte central de sua identidade. Desenvolvemos conexões emocionais mais fortes com as experiências, e elas continuam intensas mesmo anos depois.

“Quando compramos coisas para nós, acabamos passando tempo com essas coisas. Imagine você jogando um vídeo game no smartphone ou seja lá o que for, você está frequentemente sozinho com suas coisas. Enquanto experiências, sim, temos algumas experiências sozinhos, mas muitas, muitas experiências são sociais”, explica Michael Norton, professor de Harvard que não participou do estudo, em entrevista ao Big Think.

7. Use dinheiro para benefício alheio

Estudos conduzidos por uma das pesquisadoras do trabalho, Elizabeth Dunn, mostrou que participantes que gastavam dinheiro de forma social obtinham maiores níveis de satisfação. Enquanto isso, gasto consigo mesmo não diminuía a felicidade da pessoa, mas também não a aumentava. O resultado era neutro.

Gastar com os outros inclui fazer uma doação para caridade, convidar alguém para almoçar ou presentear alguém. Nada disso precisa ser em um valor exorbitante, muitas vezes são os pequenos gestos que contam.

6. Não compre apenas coisas caras

Ao invés de gastar com coisas caras ou experiências caras apenas de vez em quando, prefira coisas mais simples, mas com maior frequência. “Ao nos presentear com prazeres frequentes e fugazes (ao invés de experiências mais esporádicas e prolongadas), os consumidores podem aproveitar a explosão de prazer que acompanha o primeiro minuto da massagem, a primeira mordida do bolo de chocolate e a primeira visão do mar”, escrevem os autores.

5. Evite seguros e garantias que você não precisa

Todos querem se proteger da dor de perder alguma coisa. Essa aversão a riscos nos deixa vulneráveis a seguros e garantias desnecessárias. Pense naquelas garantias estendidas. Teoricamente, garantias estendidas protegem seu bem caro de quebras. Na prática, é só uma forma de jogar dinheiro fora.

Nos Estados Unidos essas garantias movimentam US$40 bilhões por ano, e na maioria das vezes não são úteis para seus compradores, especialmente no caso de eletrodomésticos. Uma das poucas exceções são smartphones, que são levados para todos os lados e estão sujeitos a acidentes ou roubos.

4. Adie a gratificação

Gratificação adiada traz mais satisfação de várias maneiras. A principal é que tomamos decisões melhores quando não agimos imediatamente. É melhor dispensar um pequeno prazer hoje para ter uma recompensa maior amanhã.

Os autores explicam isso de forma simples: a antecipação é uma forma gratuita de felicidade. Você pode multiplicar sua felicidade ao adiar um pouco a recompensa.

Mesmo quando o prêmio em si – um presente ou uma viagem – acabam nem sendo tão bons assim, a empolgação da antecipação já pode ser positiva.

3. Leve em consideração como as compras podem afetar sua vida

A humanidade tem um problema importante: a tendência de ver o futuro de forma abstrata. Quanto mais longe este futuro, mais abstrata é nossa estimativa. Por isso, os autores recomendam sempre considerar como essas compras vão afetar sua rotina.

Por exemplo: se estiver em dúvida entre comprar pelo mesmo preço uma casa pequena que está em ótimo estado e uma casa maior que precisa ser reformada, pode ser uma decisão mais inteligente comprar a casa menor e evitar o estresse e gastos da reforma.

2. Cuidado com as compras por comparação

Ficar comparando produtos nos faz perder de vista nossos objetivos com aquele produto. Quando nos envolvemos na comparação, esquecemos de observar as características que nos fariam felizes naquele produto, e focamos na diferença entre as opções disponíveis.

Como resultado, compramos mais do que precisamos ou selecionamos o melhor negócio de forma global, e não o produto que melhor se encaixaria nas nossas circunstâncias personalizadas.

Além disso, os psicólogos observam que quanto mais opções estão disponíveis, menos felizes ficamos com a nossa escolha.

1. Seja Maria-vai-com-as-outras

De vez em quando pode ser vantajoso se basear na opinião das massas para tomar a sua decisão de como gastar dinheiro. Isso costuma ser verdade na escolha de quais filmes consumir, por exemplo. Se você gosta de comédias românticas, pode acabar se beneficiando com a opinião de outras pessoas que também gostam de comédia romântica.

Pessoas que valorizam mais o tempo do que o dinheiro são mais felizes – estudo

Pessoas que gastaram mal

Reunimos aqui casos de ganhadores da loteria que acabaram extremamente infelizes com suas escolhas sobre como gastar essa grana toda.

O canadense Gerald Muswagon, de 42 anos, ganhou US$10 milhões com um bilhete de US$2 na loteria. Ele comprou carros para ele mesmo e para amigos, comprou uma casa com o objetivo de dar festas, e comemorava sua sorte grande com drogas e álcool. Em um só dia, ele comprou oito TVs para os amigos dele.

Ele tentou começar seu próprio negócio de corte de madeira chamado Gerald’s Logging, mas não encontrou um mercado bom para vender suas madeiras e acabou perdendo dinheiro. No final das contas, ele gastou cada centavo de sua fortuna e acabou tendo que pedir um emprego de carregador na fazenda de seu amigo. Ele passou a viver em uma casa simples com sua namorada e seis crianças. Gerald entrou em depressão e acabou se matando sete anos depois de ganhar o prêmio.

Suzanne Mullins ganhou US$4,2 milhões, mas gastou tudo pagando dívidas médicas gigantescas para parentes que não tinham seguro de saúde nos Estados Unidos. Ela também perdeu uma disputa relacionada a um empréstimo não-pago.

Já o casal Lara e Roger Griffith ganhou US$2,3 milhões na loteria no Reino Unido em 2005 e acabou com US$9 em 2013. Eles compraram uma mansão, um Porsche conversível e um Lexus. Fizeram viagens 5 estrelas para destinos caríssimos. Ela investiu em um spa de luxo. Ele investiu em uma carreira de roqueiro. Em 2010 um incêndio destruiu grande parte da casa, que tinha um seguro insuficiente. O spa foi mal e teve que ser vendido, e atualmente Lara trabalha lá como funcionária. A carreira de roqueiro de Roger lhe rendeu a venda de apenas 600 CDs.

O casal também se separou com suspeita de adultério. “Eu não estou nem de volta à estaca zero, eu estou pior do que antes”, diz Lara em entrevista ao Daily Mail. Atualmente Roger vive com os pais dele e Lara vive com a mãe dela.

“A realidade é que 70% de todos os vencedores da loteria vão desperdiçar seus ganhos em alguns anos. No processo, eles verão a família e amizades destruídas e a segurança financeira que esperavam desaparecer”, dizem os consultores financeiros Michael Begin e Darl LePage ao Lincoln Journal Star.

Por que gente rica é babaca

Dicas para não torrar todo o dinheiro da loteria

Vamos supor que você ganhe na loteria na semana que vem. É melhor estar preparado para isto e já ter um plano para colocar em ação. Confira 3 dicas importantes:

3. Seja discreto

O primeiro passo é ficar quietinho em casa discutindo com sua família imediata o plano a ser seguido. Não mude a rotina da família e tente retirar o prêmio de forma discreta.

2. Contrate profissionais para ajudar

A maioria das pessoas não está acostumada a administrar uma quantia enorme de dinheiro. Para não fazer besteira e não deixar de pagar nenhum imposto gigantesco, contrate escritórios de advocacia e contabilidade. Quando for pesquisar quem contratar, leve em conta indicação de pessoas de confiança, mas também considere profissionais sem ligação com nenhum conhecido seu. Também é interessante encontrar um assessor de imprensa para ajudar a lidar com o assédio da mídia.

1. Tente manter um padrão de vida confortável, mas sem exageros

Não comece uma vida de luxo imediatamente. Passe os primeiros seis meses planejando com cuidado o que fazer com o seu dinheiro e se os investimentos que você tem em mente vão se valorizar ou desvalorizar com a passagem do tempo.

Mesmo que você não pense em mudar de vida porque ganhou uma bolada, é possível que você seja obrigado a mudar de endereço para um local com acesso mais controlado. Isso porque a cidade inteira vai ficar tocando a campainha da sua casa pedindo dinheiro. [The Globe and Mail, Mail Online, Consumer Reports]

*Por Juliana Blume

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*Fonte: hypescience

Venda de vinis cresce, e fábrica da Baixada Fluminense já produz discos para o Brasil e o exterior

O ruído do disco de vinil girando em um aparelho de som não é mais uma coisa do passado. Só de janeiro a setembro de 2019, a venda de vinis cresceu 15% em relação ao mesmo período do ano passado. E uma fábrica localizada em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, é uma das duas únicas responsáveis no país por ajudar a levar aos ouvidos do público a música embalada nos discos.

Completando dez anos de existência, a Polysom nada de braçadas na onda retrô. A empresa tem a projeção de produzir, até o fim deste ano, 120 mil Long Players (LPs) e compactos, superando a marca de 100 mil unidades, que foi alcançada em 2018.

De acordo com o Luciano Barreira, gerente da fábrica em Belford Roxo, há atualmente três grandes canais para absorver a produção de discos de vinil fabricados na Baixada Fluminense. As maiores demandas são de bandas independentes, clientes que procuram o produto no site da empresa e em sites de grandes lojas, além da venda de coletâneas e de discos licenciados por gravadoras.

— Temos 200 títulos de artistas consagrados que foram licenciados, entre eles Jorge Ben Jor, Novos Baianos e secos e Molhados. Boa parte da nossa produção também atende bandas independentes que encomendam os discos para serem vendidos nos shows. A outra parte vem de vendas em site — explicou Barreira.

Entre os últimos discos fabricados em Belford Roxo estão LPs licenciados de Elza Soares e Humberto Gessinger, que integrou a banda Engenheiros do Hawaii.

— Já estão seguindo para as lojas (os dois discos). Ainda há grande um volume (de público) negociando o digital (CDs), mas boa parte que compra música quer ter o físico e opta pelo vinil. O mercado do vinil está em processo de retomada — vibra Luciano Barreira.

A fábrica também produz vinis por encomenda para o exterior. Entre os países consumidores de discos estão Estados Unidos, na América do Norte, Japão, na Ásia, e ainda parte da Europa.

Para se fabricar um disco de vinil, em Belford Roxo, é necessário, atualmente, um tempo estimado em torno de 45 a 90 dias. A demora é explicada pela calendarização e procura, ou seja, o interessado tem de aguardar em uma fila de espera. A produção dos vinis passa por pelo menos cinco fases na fábrica.

A primeira é feita em um estúdio de corte, onde a gravação recebida é transferida para um vinil provisório. A segunda fase é a da galvanoplastia. Trata-se de eletroformação de uma matriz que será usada em todas as cópias.

Em seguida, é feita a prensagem em um maquinário. Após isto, acontece o controle de qualidade.

Durante este processo, cada faixa gravada no disco é ouvida. Também são feitas checagem de qualidade de rótulo, visual e peso, entre outras coisas. Só então, o produto pode passar por uma espécie de encadernação.

De acordo com a Polysom, a unidade de Belford Roxo é a maior fábrica de vinis em atividade, na América Latina. As gravações são feitas nos discos, na maior parte dos casos, em 33 rotações por minuto (RPM). Há, porém, alguns pedidos, feitos em menor número, por clientes de outros países, para gravação de discos em 45 RPM.

*Por Marcos Nunes

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*Fonte: extra

Crise de desemprego por automação já está acontecendo, só é invisível

O que acontece com os trabalhadores quando uma empresa decide adotar a automação? A suposição mais comum parece ser de que os funcionários simplesmente desaparecem, substituídos um por um com uma interface de inteligência artificial ou por braços mecânicos.

E embora exista muita conversa fiada a respeito da ideia de que os “robôs estão vindo para tomar os nossos empregos” — uma ideia representada de forma equivocada — ainda há pouca pesquisa sobre o que realmente acontece com os trabalhadores.

Estudos têm tentado monitorar o impacto da automação sobre os salários agregados ou correlacionar os níveis de desemprego com os níveis de robotização. Porém, poucas investigações aprofundadas foram feitas sobre o que acontece com cada trabalhador depois que suas empresas implementam iniciativas de automação.

No início deste ano, porém, um artigo escrito pelos economistas James Bessen, Maarten Goos, Anna Salomons e Wiljan Van den Berge se propôs a fazer exatamente isso.

Diminuição da renda dos trabalhadores

Munidos de um conjunto de dados robusto — com acesso a dados administrativos e de funcionários, bem como informações sobre despesas com automação de 36.490 empresas holandesas e cerca de 5 milhões de trabalhadores — os economistas examinaram como a automação impactou os trabalhadores na Holanda entre 2000 e 2016.

Eles mediram os salários diários e anuais, as taxas de desemprego, o uso do seguro-desemprego e as receitas da previdência social.

O resultado do estudo é um retrato da automação do trabalho que, embora seja sinistro, é menos dramático do que geralmente é pintado por aí — mas isso não quer dizer que o tema não é urgente.

Por um lado, não haverá um “apocalipse robô”, mesmo após um processo pesado de automação corporativa. Ao contrário de demissões em massa, a automação não parece fazer com que os funcionários sejam mandados embora imediatamente.

Em vez disso, a automação aumenta a probabilidade de que os trabalhadores sejam afastados de seus empregos — sejam demitidos, realocados para tarefas menos gratificantes ou se demitam. Isso faz com que haja uma redução de renda a longo prazo para os trabalhadores.

O relatório conclui que “a automação a nível de empresas aumenta a probabilidade de os trabalhadores se desligarem dos seus empregadores e diminua os dias trabalhados, levando a uma perda acumulada de rendimentos salariais de 11% da renda de um ano”. Uma perda bastante significativa.

O estudo concluiu que mesmo na Holanda, que têm uma rede de segurança social generosa se comparada com os Estados Unidos, os trabalhadores só conseguiam compensar uma fração dessas perdas com benefícios concedidas pelo Estado.

Os trabalhadores mais velhos, por sua vez, tinham probabilidades maiores de se aposentar antes da hora — privados de anos de rendimento.

Efeitos generalizados, porém invisíveis

Os efeitos da automação foram sentidos de forma similar em todos os tipos de empresas — pequenas, grandes, industriais, orientadas para serviços e assim por diante. O estudo abrangeu todas as empresas do setor não-financeiro, e descobriu que o desligamento de trabalhadores e a perda de renda eram “bastante difundidas entre diversos tipos de trabalhadores, setores e empresas de diferentes tamanhos”.

A automação, em outras palavras, força um fenômeno mais difuso, de ação mais lenta e muito menos visível do que o papo de que os robôs vão roubar os nossos empregos de uma hora para outra.

“As pessoas focam os danos da automação no desemprego em massa”, diz o autor do estudo, James Bessen, economista da Universidade de Boston, numa entrevista ao Gizmodo. “E isso provavelmente está errado. O problema real é que há pessoas que estão sendo prejudicadas pela automação neste momento”.

Segundo Bessen, comparado com as empresas que não são automatizadas, a taxa de trabalhadores que deixaram seus empregos é mais alta, embora para quem vê de fora pareça que há uma rotatividade maior.

“Porém, é mais do que um desgaste”, diz ele. “Um percentual muito maior, 8% mais — está saindo”. E alguns nunca mais voltam ao trabalho. “Há uma certa porcentagem que sai da força de trabalho. Que cinco anos depois ainda não conseguiram um emprego”.

Mãos atadas e revés para o Estado

O resultado, diz Bessen, é uma pressão adicional sobre a rede de segurança social do Estado que não está preparada. À medida que mais e mais empresas se juntam à rede de automação — uma pesquisa da McKinsey de 2018 com 1.300 empresas em todo o mundo descobriu que três quartos delas tinham começado a automatizar processos ou planejado a automatização para o próximo ano — o número de trabalhadores forçados a sair das empresas provavelmente aumenta ou, pelo menos, se mantém estável. O que é improvável que aconteça, de acordo com esta pesquisa, é um êxodo em massa de empregos impulsionado pela automação.

É uma faca de dois gumes: embora seja melhor que milhares de trabalhadores não sejam demitidos de uma só vez quando um processo é automatizado em uma corporação, isso também significa que os danos da automação sejam distribuídos em doses menores e mais personalizadas e, portanto, menos propensos a provocar qualquer tipo de resposta pública urgente.

Se todo um armazém da Amazon fosse automatizado de repente, políticos poderiam ser incentivados a tentar resolver o problema; se a automação vem nos prejudicando lentamente há anos, é mais difícil obter algum tipo de apoio nesse sentido.

“Existe um sério desafio social”, diz Bessen. “Mesmo num lugar como a Holanda, que supostamente tem uma grande rede de segurança social, as coisas não estão funcionando”.

Bessen diz que precisamos reajustar essas redes de segurança social, pensar em como melhorar os programas de treinamento e retreinamento profissional para que se ajustem às necessidades locais e, em geral, modernizar nossos sistemas de apoio a trabalhadores vulneráveis à automação.

“Temos esse sistema maluco em que a saúde é fundamental para o seu trabalho”, diz ele. E exemplifica dizendo que a automação “aumenta o atrito social e a dor que está ligada ao trabalho”. “É preciso ter algum apoio para as pessoas que são demitidas”, completa.

Divisão injusta do bolo

A automação está aumentando a produtividade e a eficiência, mas está redirecionando a maior parte dos ganhos dos trabalhadores para os executivos. “Estamos produzindo mais bens com menos mão de obra, por unidade de capital”, acrescenta. “Estamos fazendo um bolo maior. A questão é quem está recebendo as fatias do bolo”.

(Bessen diz que acha que os resultados do estudo deve ter pouca proximidade com a realidade dos EUA, embora as taxas de perda de rendimento e de desemprego possam ser um pouco mais elevadas).

Assim, a automação continua a se desenvolver, de forma fragmentada, em empresas de todos os tamanhos e faixas. Após cada micro-automação dentro de uma empresa, os funcionários são forçados a sair. Alguns trabalhadores são demitidos, outros se demitem.

Agora imagine que isso aconteça dezenas de milhares — até mesmo milhões — de vezes ao longo de uma década, em intervalos e tempos variáveis de estabilidade econômica. Isso, de acordo com Bessen e a pesquisa, se traduz em impacto social da automação sobre a força de trabalho.

Não é um cenário apocalíptico, como o que Andrew Yang costuma pregar, mas um mal-estar crescente, ainda maciço, que fará com que mais e mais pessoas figurem nas estatísticas de desemprego.

O que Yang acerta, segundo Bessen, é potencial impacto político das empresas que automatizam postos de trabalho. Yang gosta de falar sobre como a automação levou Donald Trump à presidência por causa do esvaziamento de empregos, o que deixou os trabalhadores cada vez mais inseguros e irritados.

“Você pode falar sobre como isso é disruptivo”, diz Bessen, “falar sobre a grande parte dos trabalhadores que foram afetados nos últimos 10 a 20 anos e como eles têm potencial para se tornar uma força política disruptiva. Talvez seja essa a crise”.

*Por Brian Merchant

foto: David J. Phillip

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*Fonte: gizmodo

5 Substâncias incrivelmente caras

Existem substâncias que são caras. Quando se pensa em “substância cara, certamente sua mente apontará para diamantes, rubis, ouro, talvez até platina, certo? Pois aqui está um post com mais algumas substâncias muito, muito caras. Muitas delas são raras e outras chegam a cifras que o dindim não pode comprar.

1- Taaffeite

Taaffeite é um mineral muito raro usado exclusivamente como uma pedra preciosa. Ele foi nomeado após seu descobridor, o conde Richard Taaffe. Ele encontrou esse material em 1945 no meio de um lote de pedras preciosas que havia comprado. Richard desconfiou da pedra e percebeu que estava diante de algo único. De fato, estava. O custo do Taaffeite hoje varia de 2,5 a 20 mil dólares por grama.

2- Trítio

O trítio é um hidrogênio muito pesado, descoberto em 1934. Na natureza, quase nunca ocorre. É usado como um indicador de isótopo, uma fonte de luz radioluminescente para relógios e instrumentos, bem como para a fabricação de armas nucleares. De 1955 a 1996, cerca de 225 kg foram produzidos nos EUA. O custo de um grama de trítio é de 30.000 dólares. Acredita-se que a Lua contenha a maior reserva de trítio conhecida próximo à Terra. O maior empecilho para a produção de fusão nuclear a partir do trítio é que este isótopo de hidrogênio é muito raro na Terra, por isso uma das grandes chaves para a mineração na lua é achar depósitos do Trítio por lá. O Trítio é interessante porque ele emite radiação do tipo beta. Como o núcleo apresenta três núcleos que participam na interação forte e, somente um próton carregado eletricamente, o trítio pode liberar uma grande quantidade de energia ao realizar a fusão nuclear, e pode fazê-lo mais facilmente que os outros isótopos mais comuns do hidrogênio. Assim, o trítio poderá ser utilizado (no futuro) para a produção de energia em grande quantidade, o que seria decisivo para uma revolução tecnológica na Terra. Enquanto isso não acontece, pague 30.000 verdinhas por grama.
É comum encontrar chaveirinhos de “gás de trítio” que ficam nada menos que 25 anos emitindo luminescência. (Não, ele não dá câncer.)
Pensando aqui, talvez seja por uma grande quantidade de trítio no sangue do Predador que explique por que ele brilha no escuro…

3- Califórnio 252

Imagina que cena louca: Vc recebe uma herança do seu tio cientista, ex-pesquisador da Area 51, que morreu de câncer no cérebro. Um belo dia, vc vai ate o cofre pegar sua herança e lá só tem uma merda duma bolinha do tamanho da cabeça dum alfinete dentro duma caixa de anel.

Se for uma bolota de Califórnio 252, vc se deu bem, meu chapa! (ou não, na medida que dar de cara com essa bolinha significa reencontrar seu tio em breve) Porque um miligrama emite espontaneamente 170 milhões de nêutrons por minuto.

Califórnio 252 é um elemento radioativo químico artificialmente sintetizado. É produzido apenas na Rússia (NIIAR em Dimitrovgrad) e nos EUA (Oak Ridge National Laboratory). Ao que parece ele é usado em radioterapia. Este elemento foi nomeado em homenagem ao estado americano da Califórnia e a Universidade da Califórnia. O custo desse treco por grama é de US $ 27 milhões!

4- Amerício

Ainda na categoria das bolinhas ingratas que valem fortunas, está o amerício. Com esse nome estranho ele é um metal de transplutônio, artificialmente desenvolvido usado em instrumentos de medição e pesquisa. O metal é prateado na cor branca, dúctil e maleável. Brilha no escuro. como já mencionei, ele é altamente tóxico, uma intensa emissão de raios gama. O custo de um grama de amerício é de 56 milhões de dólares.

 

 

 

 

 

 

5- Antimatéria

Antimatéria é qualquer substância que consiste em antipartículas que podem ser criadas artificialmente em aceleradores, apenas no CERN (Genebra, Suíça), Fermi Laboratories (EUA), no Centro de Pesquisa Nuclear (Dubna, Rússia). O custo de um grama dessa substância foi estimada em US $ 62,5 trilhões no ano de 1992.

*Por Philipe Kling David

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*Fonte: mundogump

7 Dados irrefutáveis sobre lojas virtuais

Você está começando a empreender na internet? Ainda está com medo se o seu negócio irá prosperar?

Apesar do recente recesso econômico que o Brasil vem passando, o e-commerce ganha a cada ano mais fatia de mercado do comércio físico. Nos últimos cinco anos o crescimento do setor foi algo realmente exponencial, contrariando até mesmo a crise econômica que o país vem enfrentando. Apesar do recente recesso econômico que o Brasil vem passando, o e-commerce ganha a cada ano mais fatia de mercado do comércio físico. Nos últimos cinco anos o crescimento do setor foi algo realmente exponencial, contrariando até mesmo a crise econômica que o país vem enfrentando. Nesse sentido, para você que está começando, ou está pensando em como montar a melhor loja virtual , é fundamental conhecer alguns dados sobre o comércio eletrônico brasileiro e sobre as vantagens de se montar uma loja virtual.

Você lembra daquele velho ditado que dizia, contra fatos não há argumentos? Então, é baseado nesse ditado que iremos apresentar os 7 dados irrefutáveis sobre lojas virtuais, então vem comigo.

O faturamento do setor não para de crescer

O faturamento do e-commerce fechou o ano de 2018 apresentando um valor de R$ 53,2 bilhões, uma alta de 12% comparada a 2017 onde o setor faturou R$ 47,7 bilhões. Quando comparamos o ano de 2017 com o ano de 2016 podemos notar um crescimento de aproximadamente 7,5%, o que equivale a dizer que foram quase 20% de crescimento nos dois anos onde a economia brasileira encolheu.

Através de números reais, esse dado comprova que o setor realmente está em franca expansão, e que 2019 continuará nesse ritmo. O faturamento estimado segundo especialistas para esse ano é de R$ 61,2 bilhões, um aumento de aproximadamente 15% em relação a 2018. Nesse sentido, podemos observar que montar uma loja virtual é algo realmente vantajoso em uma economia que se encontra estagnada. Isso acontece porque, cada dia mais pessoas estão realizando suas compras pela internet e essa tendência não irá parar por aí. Então, se você ainda está em dúvidas sobre montar ou não sua loja virtual, esse é um excelente dado para se levar em consideração.

Lojas como o Shopify, por exemplo, possuem programas de parceria através de trabalho freelancer .

Hábitos de consumo mudando a cada dia

Desde quando foi lançado no Brasil, os Smartfones vêm ganhando cada vez mais espaço em todas as classes sociais. No último ano, 80% dos internautas afirmaram que já fizeram compras através de aplicativos móveis.

O que é mais interessante, é que 61% das pessoas dizem já ter realizado compras através do WhatsApp, sendo que essa é uma plataforma com outra finalidade. Nesse sentido, e diante de tanta inovação tecnológica, as pessoas estarão cada dia mais inseridas na tecnologia, e dessa maneira, passarão a consumir cada vez mais através da internet.

Assim como o spotify acabou com o ramo de gravadoras, e o Netflix praticamente extinguiu todas as vídeos locadoras, muitos negócios irão desaparecer ou se transformar totalmente nos últimos anos, e você não vai ficar de fora dessa né?

Redução de custos para seu negócio

Um outro dado irrefutável sobre lojas virtuais é que elas são capazes de reduzir custos para o seu negócio, deixando o seu preço ainda mais atrativo. Isso acontece porque, em uma loja virtual, você não precisará pagar um aluguel caro de um imóvel no centro da cidade para expor seus produtos. Também reduzirá com água, energia elétrica e custos trabalhistas, pois não precisará de tantos funcionários para fazer o seu negócio girar.

Em uma loja física, você precisaria ter caixa, atendente, fora o pessoal do setor administrativo. Em um e-commerce quando tudo é mais dinâmico e rápido, você mesmo pode fazer toda a operação do seu negócio através de uma tela de computador. Nesse sentido, além da redução com salários, você ainda terá a redução com custos de férias, 13 salário proporcional, 1/3 de férias proporcionais, entre outros custos. Por essa razão, você poderá inclusive diminuir o preço de venda dos seus produtos, possibilitando maior competitividade dentro do mercado.

Melhor gestão de estoques

Um dos principais problemas enfrentados por uma loja de varejo sem dúvidas é a estocagem de produtos. Afinal, uma loja varejista precisa comprar bastantes produtos para colocar em sua área de venda e chamar a atenção dos clientes. Porém, isso gera um custo de capital bastante alto, afinal para colocar uma enorme variedade na área de vendas, não é algo barato. Com isso, o lojista acaba empatando dinheiro bom muitas vezes em mercadoria ruim que acaba não girando e travando o negócio, muitas vezes levando-o para a falência. Já em uma loja virtual, pode-se trabalhar até mesmo com estoque zero dependendo do dinamismo dos seus fornecedores. Isso acontece porque você precisará apenas das fotos e dos dados dos seus produtos que serão disponibilizados online, e caso o seu fornecedor te atenda rapidamente na entrega, você pode inclusive atrelar os pedidos com as compras, evitando dessa maneira estoques ociosos e perca de capital.

Garantia de recebimento

Um outro dado irrefutável do e-commerce é que através dele você conseguirá praticamente zerar a inadimplência da sua empresa. Isso acontece porque em um comércio varejista ainda vemos a velha caderneta dos
fiados, assim como cheques pré-datados. No comércio virtual normalmente o método de recebimento é através de cartão de crédito, ou de plataformas que garantem o recebimento de forma segura como a
pagseguro, mercadopago entre outras. Dessa forma, você ao realizar uma venda pela sua loja virtual não precisará se preocupar com o recebimento do dinheiro, afinal, certamente ele chegará até você.

Nesse sentido, você também estará ganhando, pois a inadimplência muitas vezes acaba prejudicando um negócio ao ponto inclusive de fazê-lo fechar as portas.

Flexibilidade de horários

Um outro fator que demonstra a vantagem das lojas virtuais para as lojas físicas é a flexibilidade de horário.

Um exemplo, em um comércio físico você irá realizar as vendas somente dentro do horário comercial, e se passar desse horário terá que pagar um valor exorbitante de horas extras para os funcionários.

Já, em uma plataforma digital você poderá efetuar vendas em qualquer horário do dia, inclusive, dormindo. Afinal, o seu produto estará lá, disponível para os clientes, 24 horas por dia, podendo dessa forma vender muito mais do que em uma loja com espaço físico. Entretanto, como a concorrência também é maior no setor a necessidade de investir em propagandas é maior, e por essa razão, você deverá dispensar mais tempos e recursos na divulgação do seu comércio eletrônico.

Vender para qualquer lugar do mundo

Um dos fatores que mais limita o comércio físico sem dúvidas é o fator geográfico, e por essa razão, tínhamos sempre a verdadeira impressão de concorrentes que se odiavam.

Afinal, era a verdadeira disputa por território, e quando algum concorrente avançava no seu território significava instantaneamente perca de faturamento para o seu negócio. Com o e-commerce tudo isso mudou, e você poderá vender seus produtos para qualquer lugar do Brasil e do Mundo.

Dessa forma, o concorrente deixa de ser aquele seu inimigo, podendo inclusive trabalhar como aliado em estratégias de divulgação, logística e entrega. Essa transformação digital realmente veio para revolucionar o mercado e as empresas que não se adaptarem rapidamente em pouco tempo acabarão encerrando suas atividades.

*Por Phillip Kling Davi

 

 

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*Fonte: mundogump

Ministro das Finanças na Nova Zelândia cria orçamento para bem-estar

A Nova Zelândia acaba de anunciar um novo orçamento para melhorar o bem-estar da população. De acordo com o governo, a ideia é não focar somente em crescimento econômico. Aliás, em matéria de inovação e sustentabilidade o país é sempre um bom exemplo: comprometeu-se em zerar suas emissões poluentes até 2050.

Agora, o chamado “Orçamento de Bem-Estar” ressalta questões importantes que serão priorizadas, como violência doméstica, ciclo de pobreza infantil e saúde mental. O país está entre os que possuem umas das maiores taxas de suicídio do mundo. Confira abaixo parte do comunicado escrito pelo ministro das Finanças, Grant Robertson.

“O Orçamento de Bem-Estar sinaliza uma nova abordagem para o modo como os governos trabalham, colocando o bem-estar dos neozelandeses no centro daquilo que fazemos.

Essa abordagem é um desvio significativo do status quo. Estamos medindo o sucesso de nosso país de forma diferente. Não estamos apenas confiando no Produto Interno Bruto (PIB), mas também em como estamos melhorando o bem-estar de nosso povo, protegendo o meio ambiente e fortalecendo nossas comunidades.

Neste primeiro orçamento, nossas prioridades estão focadas em enfrentar os desafios de longo prazo. Estamos levando a sério a saúde mental, quebrando o ciclo de pobreza infantil e violência doméstica. Estamos equilibrando a necessidade de sustentabilidade fiscal para as gerações futuras e fazendo investimentos em infraestrutura, como em escolas e hospitais.

[…] As prioridades do orçamento são baseadas na evidência do que seria a maior contribuição a longo prazo. Exigiu informações abrangentes sobre o impacto de iniciativas e incluiu o uso de uma abordagem mais colaborativa (por parte) dos ministros com mais programas e iniciativas conjuntas.

Estou orgulhoso deste Orçamento de Bem-Estar -, é um momento marcante para este governo e a Nova Zelândia”.

Para se ter ideia, o orçamento prevê 1,2 bilhão de dólares para a saúde mental. Mas há financiamento também para pessoas desabrigadas, para pesquisa sobre mudanças climáticas e tecnologias limpas e até para financiar o plantio de um bilhão de árvores.

Os novos gastos do governo devem entrar em ao menos cinco categorias: saúde mental, redução da pobreza infantil, transição para uma economia de baixa emissão, redução da desigualdade nas comunidades maori e das ilhas do Pacífico, além de crescimento na era digital.

*Por Marcia Sousa

 

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*Fonte:

5 perfis psicológicos conforme nossa relação com o dinheiro

Nosso extrato bancário reflete mais fielmente o que somos do que muitos testes de personalidade

Embora na nossa cultura o dinheiro seja quase um tabu, um assunto sobre o qual muitos evitam falar, certo é que o dinheiro fala de nós. A forma de usá-lo revela se somos reflexivos ou impulsivos. As coisas com as quais gastamos mostram nossas prioridades vitais. Segundo o espanhol Joan Antoni Melé, que promove a ética nos bancos e a economia consciente, o extrato bancário permite fazer uma radiografia das motivações da pessoa e dos seus pontos fracos. Esse é um dos temas abordados em Money Mindfulness, um ensaio de Cristina Benito que foi traduzido a sete idiomas (não ao português). A economista traça cinco perfis psicológicos conforme nossa relação com o dinheiro.

1. O piromaníaco define a pessoa cujo dinheiro “queima nas mãos” e, portanto, gasta de maneira compulsiva. Segundo a autora, por trás de um consumismo desenfreado há muitas vezes uma grande insatisfação. Quem não está contente com o trabalho ou com a vida precisa “se premiar” para compensar tudo de que não gosta, dando-se presentes cujo prazer evapora tão rápido quanto o próprio dinheiro.

2. O desprendido é uma variante altruísta do perfil anterior, mas, em seu extremo patológico, pode sofrer consequências igualmente nefastas. A pessoa precisa entregar seu dinheiro e seu tempo – ambos estão associados – aos demais. Quem se relaciona dessa forma com o dinheiro se apressará em pagar a conta de um jantar entre amigos ou emprestará uma quantia que depois não será devolvida. Sobre este último ponto, o romancista Henry Miller, que reconhecia ter vivido em Paris pedindo dinheiro sem devolver, dizia que, para que aconteça essa relação de abuso, é necessário um encontro entre dois doentes: o viciado em pedir e o viciado em dar. Por trás da síndrome do desprendido, costuma haver uma baixa autoestima que leva a pessoa a comprar o amor dos outros.

3. O neurótico com a pobreza é menos habitual, mas ocorre com frequência entre artistas e pessoas de índole idealista. Nelas está presente a crença de que se enriquecer é ruim, o que as leva a boicotar a si mesmas. Se as coisas saem bem, isso significa que traíram seus princípios ou prejudicaram os outros. A ideia de que é preciso ser pobre para ser puro está enraizada na cultura judaico-cristã. A Bíblia nos recorda que “é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”. O sujeito que tem essa neurose com a pobreza também pode ter medo de ser criticado, ou inclusive de perder afetos, se melhorar seu nível de vida. Por isso, profissionais competentes muitas vezes não se atrevem a pedir um aumento de salário ou a cobrar honorários mais altos.

4. A formiguinha é um perfil muito comum e, dentro da moderação, sua relação com o dinheiro pode ser saudável. O problema é quando a pessoa vive num estado de carestia permanente, inclusive tendo uma renda mais que suficiente. A fixação doentia com a austeridade pode fazê-la passar dificuldades e privações injustificadas. Levada ao extremo, essa atitude se apoia no temor. Há um medo de que surjam gastos inesperados, de perder o trabalho, de uma catástrofe geral da qual ela só se livrará graças às economias. Mas fazer tanta reserva pode nos tornar incapazes de curtir os prazeres simples da vida.

5. A nuvem do não saber, o último perfil mencionado em Money Mind­­fulness, diz respeito às pessoas que preferem que o outro se ocupe do seu dinheiro. Delegam essa responsabilidade ao companheiro, à família ou a um representante. A despreocupação pode acabar em desastre, como foi o caso de Leonard Cohen, que, depois de se aposentar, com mais de 70 anos teve que voltar a fazer turnês devido à má gestão de sua assessora financeira. Em um nível mais modesto, muitas pessoas descobrem, ao se divorciarem, que o companheiro que se ocupava das finanças só deixou um buraco sem fundo.

Seja qual for a nossa relação com o dinheiro, tomar consciência sobre o que fazemos com ele nos ensina não apenas quem somos e como temos que mudar, mas também como evitar vínculos tóxicos com os outros, tornando-nos responsáveis por nossa vida.

*Por Franceso Miralles

 

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*Fonte: elpais-brasil

10 truques psicológicos que atendentes usam sem você perceber

Somos constantemente influenciados para realizar determinada atitude, mesmo que de maneira inconsciente. Passamos por jogos mentais em grande parte de nossa rotina e, por vezes, não temos controle do que acontece com o nosso pensamento. Seja por meio de um atendente de telemarketing ou vendedor, nunca estamos precavidos o suficiente. No entanto, não precisa se assustar: a maioria destes jogos mentais não nos afetam de maneira negativa. Os truques psicológicos servem inteiramente como estratégia para manipular a nossa noção de realidade. Claro que, dependendo do que você queira, é completamente frustrante ceder à tentação que nos é colocada. Pensando em tudo isso, preparamos uma lista especial com 7 truques psicológicos que atendentes usam sem você perceber. Eles vão te ajudar a perceber determinados comportamentos que muitas vezes podem passar despercebidos. Assim, podemos nos prevenir de eventuais compras não planejadas.

Vamos ser sinceros: as aparências enganam (e nos influenciam diretamente). Comportamentos considerados “comuns”, por vezes, podem servir como estratégias de manipulação. Esteja atento aos truques psicológicos advindos de atendentes e tenha sempre uma carta na manga.

1- Menos é mais?

Mesmo que o produto (bolo ou queijo) ainda não tenha sido vendido, os atendentes costumam remover uma fatia para dar a impressão de que estão comprando sim. Associamos o espaço vazio à alta demanda e, inconscientemente, desejamos um pedaço antes que o produto se esgote.

2- Técnica da repetição

Esta estratégia é bastante utilizadas pelos atendentes. Ela consiste em repetir a demanda que você acabara de solicitar. Dessa maneira, você sente uma maior confiança em relação ao profissional. “É, então ele não vai errar. Ele me escutou! Ele ouviu cada palavra do que eu pedi. É um ótimo atendente. Agora é só esperar pelo melhor, porque estou sendo atendido pelo melhor”.

3- Mais é… mais?

Alguns atendentes, de maneira sorrateira, sugerem upgrades no seu pedido. “Você quer uma porção extra de queijo, senhor? E o bacon, quer mais? E chocolate no milkshake? Vai querer mais, não é? Posso acrescentar no pedido?”. Na maioria das vezes, inclusive, eles sequer falam sobre o valor total com os acréscimos. Assim, você fica mais propenso a aceitar.

Corra para a sua vida! Nós não precisamos de nada extra. Repita comigo: eu não preciso de nada extra. O pedido que eu solicitei já tem tudo o que eu quero.

4- Pedido no impulso

Os atendentes podem estar te observando desde o momento em que você colocou os pés no estabelecimento. Eles esperam que você esteja confortavelmente sentado para entregar o menu com as opções de pedido. Até aqui tudo bem, não é? Mas fique atento: se eles te entregarem o cardápio aberto, provavelmente vai estar na página com as opções mais caras. Se você é indeciso para escolher o pedido (assim como eu), vasculhe tudo antes de decidir no impulso por meio da página com os itens mais “salgados”. Esse é um dos truques psicológicos que atendentes usam sem você perceber.

5- Vitrine humana

Dependendo do ambiente em que você esteja, é possível vislumbrar funcionários tomando drinks ou consumindo os produtos que eles mesmos estão vendendo. Não se engane: pode ser uma estratégia para que você se veja com aquele mesmo copo na mão. A vontade de comprar chega quase que instantaneamente.

6- Os temidos conselhos

É completamente normal pedir conselhos para os atendentes. “O que você me recomenda?”. Contudo, esteja preparado para as indicações mais caras do estabelecimento. Eles podem te dar mil justificativas de quanto o item é melhor do que os outros. Saiba assimilar o conselho sem entendê-lo como verdade absoluta. Isso pode prevenir gastos desnecessários.

7- Cuidado com a comanda

Gorjeta é sempre bem-vinda, ainda mais quando você sabe que o atendente fez por merecer. Afinal, educação e prestatividade devem ser recompensadas. Contudo, não se esqueça de conferir o valor requisitado. Não faz mal e ninguém vai se chatear caso você faça algo do tipo. Caso o preço esteja realmente elevado, não se acanhe e diga o quanto você pode pagar ao atendente. Eu sei que é desconfortável, mas lembre-se quem vai pagar o boleto do cartão no fim do mês.

8- Indireta adocicada

Às vezes, o atendente pode comentar a respeito das opções de sobremesa logo de cara. A menção indiscreta fará com que você fique com aquilo na cabeça durante a refeição principal. “Meu deus, um brigadeiro depois seria perfeito”.

9- Roupas e adereços sugestivos

Você sabe que a imagem conta muito, não é? É a primeira impressão que fica. Se você vislumbrar algum adereço ou peça de roupa sugestiva (como um par de brincos de macarrão em um restaurante de massas), saiba que talvez não tenha sido por acaso. Uma atendente chamada Alison Bourke, por meio do fórum “Quora”, confirma a eficiência da estratégia. “Isso era sempre meio estranho e divertido para mim. Eu usava esses rubis falsos como brincos de pedras preciosas e sempre vendia mais vinho tinto. Brincos que pareciam macarrão, mais pratos de massa”. Esse é um dos truques psicológicos que atendentes usam sem você perceber.

10- Acenou, perdeu

É impressionante como reparamos na reação das pessoas, não é? A partir de sua expressão corporal, elaboramos a resposta e até mesmo decidimos por outra opção. O que você acha que acontece quando nos deparamos com um atendente que sugere um acréscimo no pedido enquanto acena positivamente a cabeça? A mensagem subliminar pode ser o gatilho que faltava para você criar coragem e solicitar mais itens na comanda.

Estes são só alguns dos vários truques psicológicos que os atendentes podem fazer com você. Perceba: a maioria não é completamente ruim, mas é sempre bom ter a consciência da manipulação subliminar que possa estar acontecendo. Você já caiu em algum desses truques? Não se esqueça de deixar o seu comentário.

*Por Bruno Destéfano

 

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Por que a pasta de dente vem dentro de uma caixa?

A pasta de dente, ou creme dental, é usada diariamente por dois terços da população mundial. Recentemente uma pergunta se espalhou nas redes sociais. Por que a pasta de dente vem embalada em uma caixa? Se o conteúdo fica dentro de um tubo, para que colocá-lo dentro de outra caixa de papelão? E a resposta é: para que fique bonita na prateleira.

Tudo começou após um vídeo de um canal chamado Alan’s Theory ter viralizado na web. Alan questiona a razão de se produzir um invólucro praticamente inútil, que faz o produto ficar mais caro tanto para a indústria, como para o consumidor. A única coisa que acontece com a caixa, após aberta, é ser descartada.

Segundo Alan, são cerca de 900 milhões de caixas por ano somente nos Estados Unidos (considerando 3 tubos por pessoa). No brasil, onde temos o hábito de escovar os dentes de duas a três vezes ao dia, esse número é ainda maior.

Um exemplo de que é possível reverter esse desperdício foi aplicado na Islândia. Lá, as mesmas marcas que estão presentes no mundo inteiro, vendem seus produtos sem caixa. Isso porque o governo e a população fizeram diversas exigências para a indústria com relação às embalagens. Isso significa que a mudança é perfeitamente possível de ser replicada mundialmente.

Esse é um ótimo exemplo de como as pessoas podem começar a questionar todo o excesso de embalagens extras e itens inúteis que consomem nossos recursos naturais, e as redes sociais são grandes aliadas nesse sentido.

“Às vezes parece que vivemos em uma sociedade que está fora de nosso controle, mas a verdade é que grandes mudanças começam com ideias e motivação. Aqui está uma ideia, vamos nos livrar das caixas de pasta de dente. Está dentro?”, disse Alan na página de uma petição que ele criou para pressionar indústria e governos.

O que fazer então para aderir à campanha?

Compre apenas cremes dentais que vêm sem caixa -, já existem alguns no mercado.

Divulgue notícias, mande e-mails para o SAC das empresas, assine petições, fale com vereadores para criação de leis nesse sentido.

Outras alternativas para higiene bucal

Evite cremes dentais que contenham esferas microplásticas. Além de contaminar o meio ambiente, parte desse material acaba sendo ingerido.

Prefira cremes dentais menos agressivos para à saúde e livres de metais pesados e químicos cancerígenos. Já existem diversas opções de marcas naturais, veganas e até mesmo receitas para você produzir seu próprio creme dental.

Experimente pastas de dente sólidas livres de embalagens plásticas, elas já são vendidas no Brasil. Há também cremes dentais em pastilhas (conheça aqui).

E lembre-se de colocar o tubo para a reciclagem. No Brasil, esse material costuma virar uma chapa plástica, mas o fato é que reciclamos apenas 3% de todos nossos resíduos gerados, então, simplesmente eliminá-los é a melhor opção. Já o papelão da caixinha também pode ser reciclado, porém, muitas embalagens possuem diversas aplicações de tintas metalizadas e camadas de plástico, o que dificulta ainda mais sua reciclagem.

 

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*Fonte: ciclovivo

Transformamos pobres em consumidores e não em cidadãos – diz Mujica

Em entrevista à BBC News Brasil, o ex-presidente do Uruguai José Mujica reforça uma admissão de culpa sobre o que considera ter sido uma falha dos governos de esquerda na América Latina.

“Conseguimos, até certo ponto, ajudar essa gente (pobres) a se tornar bons consumidores. Mas não conseguimos transformá-los em cidadãos”, diz ele em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Mujica estava na cidade por causa de dois filmes que retratam momentos de sua vida: o longa de ficção A Noite de 12 Anos, do uruguaio Álvaro Brechner, e o documentário El Pepe,Una Vida Suprema, do sérvio Emir Kusturica.

O primeiro, pré-selecionado pelo Uruguai na disputa por uma indicação ao Oscar de filme estrangeiro, acompanha a militância do ex-presidente e de companheiros nos anos 1970 na guerrilha urbana Tupamaros. O segundo foca em sua vida pessoal e em suas ideias. As filmagens de Emir Kusturica começaram em 2014, durante os últimos dias de sua presidência.

Questionado sobre sua opinião em relação ao novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, Mujica diz acreditar que “talvez as promessas sejam piores do que a realidade” e aventa dificuldades no governo do capitão reformado.

“O ministro da economia, superfavorável a um mercado aberto, superliberal, vai ter que lidar com a burguesia de São Paulo, a mais protecionista que existe na América Latina. Como se resolve uma contradição dessas?”, pergunta.

Mujica também falou sobre crise migratória, legalização das drogas e expansão da direita na América Latina.

Confira os principais trechos.

Transporte público: Estudo de Oxford mostra que obras da Copa e Olimpíada beneficiaram mais ricos que pobres
Com teto de gastos estourado, Judiciário autoriza recriação de auxílio-moradia para juízes

BBC News Brasil – Como o Sr. avalia a expansão da direita na América Latina? A esquerda falhou? Como?

José Mujica – Temos muita gente com fome, sem abrigo ou com casas miseráveis, e conseguimos, até certo ponto, ajudar essa gente a se tornar bons consumidores. Mas não conseguimos transformá-los em cidadãos – os processos são lentos demais, é mais fácil resolver de imediato o problema da (falta de) comida, porque é algo que fala de imediato à nossa consciência. Mas não conseguimos cortar a imensa dependência que temos deste mundo atual que se expande cada vez mais. Queremos consumir como o primeiro mundo enquanto ainda não resolvemos nossos problemas mais básicos. Isso resulta na criação de condições brutais de vida.

O mundo desenvolvido começou a caminhar 200 anos antes de nós, fez muitíssimos sacrifícios, pagos pelo povo, os únicos que trabalhavam 12, 14 horas por dia, e assim se capitalizaram. E no mundo colonial… tudo isso, não é? Nós chegamos tarde, corremos atrás, mas nem tudo está perdido. Não creio que a extrema-direita possa fazer mais além de concentrar ainda mais a riqueza. E, por infelicidade, teremos que aprender a ser mais pacientes, e continuar trabalhando. Os termos “esquerda” e “direita” são muito modernos, mas as faces do conservadorismo e da solidariedade são tão antigas quando a existência dos humanos sobre a Terra. Seguiremos em frente.

BBC News Brasil – E o Brasil acaba de eleger Jair Bolsonaro, considerado como representante dessa onda de direita…

Mujica – Creio que o povo brasileiro encontrará um caminho para resistir, em parte, e preservar o que tem de melhor em si. Talvez as promessas sejam piores do que a realidade. Não sei como (o futuro governo) poderá resolver contradições como esta: colocar um ministro da economia, superfavorável a um mercado aberto, superliberal, que vai ter que lidar com a burguesia de São Paulo, a mais protecionista que existe na América Latina. Como se resolve uma contradição dessas? Não sei. Uma coisa são as palavras, outras são os fatos.

BBC News Brasil – Como o Sr. avalia a atual situação de imigração nos Estados Unidos, especialmente diante das ondas de caravanas de imigrantes da América Central?

Mujica – Quando acabou a Primeira Guerra Mundial, as condições que foram impostas aos perdedores foram tão severas que o jovem (economista britânico John Maynard) Keynes disse “isso é horrível, vai nos levar a um desastre!”. E assim se deu. Mas depois da Segunda Guerra Mundial ficou bem claro (para os Estados Unidos) que a única solução possível era o Plano Marshall – era preciso levantar a Europa. Por quê? Porque estavam com medo, assustados, porque ali ao lado morava o urso soviético.

Para resolver a questão da imigração, os Estados Unidos têm que ajudar a levantar a América Central. Essa é a grande resposta. O oposto disso é gastar uma fortuna na fronteira dizendo “não”, quando na verdade eles precisam dizer “sim”. Quem vai limpar a casa dos ricos? Quem vai trabalhar o solo? Quem vai desentupir os canos? Por favor! Por isso me parece dramaticamente ridículo o que está se passando.

BBC News Brasil – Para muitas pessoas, especialmente os jovens, o Sr. ficou conhecido como a pessoa que legalizou a maconha no Uruguai. E agora a Califórnia legalizou a maconha, e muitos outros Estados americanos fizeram o mesmo. Qual foi o resultado desse experimento em seu país?

Mujica – A realidade (das drogas) é muito mais profunda. Há 80 anos, combate-se o narcotráfico e mal conseguimos arranhar sua superfície. Reconhecemos que, para mudar esse quadro, não podemos continuar fazendo sempre o mesmo. Temos dois problemas: a praga da dependência das drogas e a praga do narcotráfico. Se começarmos a regular o uso da droga, eliminamos o narcotráfico. Mas nos resta o problema médico – mas identificando e conhecendo o consumidor, podemos atendê-lo a tempo. As pessoas às vezes se esquecem de como eram quando jovens. Quanto mais se proíbe um jovem, mais ele quer fazer as coisas. Eu creio que as drogas são uma praga, mas proibir é como dizer às pessoas “experimente!”. Não há bicho mais estúpido que o ser humano, o único capaz de fazer mal a si mesmo.

BBC News Brasil – Agora que o Sr. não é mais presidente, como vê o que está sendo feito no Uruguai?

Mujica – O atual presidente (Tabaré Vázquez) é um velho amigo meu, está fazendo o que pode. Nós não temos uma varinha mágica ou um antídoto universal, somos parte deste mundo. O que as repúblicas modernas devem estar fazendo é gritar contra os remanescentes do feudalismo e das monarquias divinas, dizendo que somos todos iguais. Não se deve lutar pela maioria do voto se você não partilha das aspirações e frustrações da maioria. Em outras palavras, para ser bem claro – eu acredito que governantes devem viver como pessoas comuns. Eles deveriam abandonar os resquícios do feudalismo, os tapetes vermelhos, as fanfarras, a corte de bajuladores. Temos que voltar às fontes do republicanismo. Mas é muito difícil.

BBC News Brasil – O Sr. se tornou uma figura quase mítica tanto na América Latina quanto na Europa. Tem algum receio de que, com o tempo, suas palavras sejam distorcidas ou mal compreendidas?

Mujica – Isso certamente vai acontecer. Certamente. Como dizia o poeta Luis de Góngora, “fazer poesia é dizer uma coisa por outra”. Para satisfazer as necessidades jornalísticas, para ter uma boa manchete, as pessoas tiram palavras de seu contexto. Isso é inevitável. Mas eu durmo bem à noite. Vivo na mesma casa há 34 anos, mais ou menos. Fui ministro, senador, presidente, e nada disso me subiu à cabeça. Sou um homem humilde, como a maioria das pessoas do meu país, e é assim que quero morrer. O resto eu acho divertido. Deixe que eles se divirtam. No fim das contas, comparados com o universo, somos todos menores do que as formigas.

*Por Ana Maria Bahiana

 

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*Fonte: bbc-brasil

Seus hormônios afetam os seus gastos e é melhor você saber como

As altas e baixas de estrógeno e testosterona não só fazem você cair na besteira de ligar pro ex, mas também de torrar dinheiro e pensar “ah, eu mereço”.

É incômodo admitir que mesmo hoje os hormônios ainda afetam nossas decisões. Mas as variações hormonais, como a que ocorre na tensão pré-menstrual (TPM), ainda têm o seu papel em relação ao humor e às escolhas. E as mudanças que não vemos no nosso organismo podem levar a decisões de ruins a péssimas, como comer uma porcaria ou ligar para o ex.

Um estudo envolvendo 164 mulheres pediu para que elas escolhessem entre duas listas de compras, uma que elas consideravam saudável e menos saborosa e uma menos saudável e com itens mais gostosos. As mulheres que estavam em período fértil escolheram os produtos mais saudáveis, enquanto as demais escolheram os mais saborosos.

A conclusão foi que, fora do período fértil, “o comportamento de compra feminino volta-se para produtos mais indulgentes na tentativa de neutralizar as emoções negativas”, conta uma das autoras do estudo, a professora e pesquisadora Juliane Ruffatto.

Para neutralizar o efeito de instabilidade emocional, as mulheres buscam substituir as emoções negativas por positivas fazendo compras, muitas vezes compulsivas e desnecessárias

De acordo com Juliana, “sabe-se que na TPM a mulher fica mais emotiva, com tendência de comer doces etc”. O seu estudo, publicado na Revista Brasileira de Marketing, foi inspirado em outro, chamado “Women’s Spending Behaviour is Menstrual-Cycle Sensitive”, que em tradução livre seria “O comportamento de gastos das mulheres é sensível ao ciclo menstrual”.

“Os pesquisadores constataram em sua pesquisa que, no pico hormonal, as mulheres pareciam estar mais satisfeitas, criativas e abertas a se relacionar com outros; e na baixa hormonal demonstravam instabilidade emocional. Para neutralizar este efeito, buscam substituir as emoções negativas por positivas fazendo compras, muitas vezes compulsivas e desnecessárias”, contou a pesquisadora. É algo como: eu estou me sentindo mal e eu mereço fazer (insira aqui algo que você acha que provavelmente não deve fazer) para me sentir melhor.

Elaine Costa, médica supervisora da divisão de endocrinologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), explica o que acontece fisiologicamente: “Os níveis de estrógeno atingem níveis bem altos durante o período ovulatório e pré-ovulatório, e depois caem abruptamente durante a menstruação, então essa variação é que parece que causa alterações emocionais na mulher”.

Já nos homens, a médica explica que a testosterona determina o comportamento típico, “como maior agressividade e objetividade, e mantém a fertilidade”. O hormônio masculino também tem um ciclo, só que com variações bem menores. Ele é produzido de uma maneira circadiana (período de aproximadamente 24h). “Então, o nível de testosterona é mais alto pela manhã, assim que o indivíduo acorda, depois ela cai e são produzidos pequenos picos ao longo do dia”, disse Elaine Costa.

Nos homens as alterações hormonais também influenciam no humor e disposição

Nos homens as alterações hormonais também influenciam no humor e disposição, explicou Fábio Eroli, psicanalista especialista em neurociências. “Por causa do nosso viés de estereotipização, a gente vai dizer que a mulher é sempre levada pela emoção. Mas, de fato os hormônios podem impulsionar decisões independentemente do gênero; homens não são mais ou menos suscetíveis do que mulheres”.

Segundo Eroli, o pico de testosterona pode levar a assumir mais riscos. “Por mais racional que possa ser o perfil de comportamento do homem, se ele está com um nível aumentado de testosterona ele pode se levar mais facilmente, ser mais influenciável, ter uma tendência a se tornar mais confiante, tomar decisões mais baseadas na intuição do que na razão”, disse o especialista. Ele conta ainda que a neuroeconomia tem estudado quais são os hormônios que sensibilizam o organismo a ponto de tomar proveito dessa situação e impulsionar uma venda.

Os hormônios impulsionam, mas não decidem por nós

É por uma demanda de mercado que existem estudos de marketing como os mencionados. Não há controle sobre questões orgânicas, como a produção de hormônios, explica Fábio Eroli: “Se eu estou numa situação de perigo vou liberar adrenalina. Se eu estou irritado é provável que as taxas de cortisol aumentem. Se estou apaixonado, no começo da relação, vou produzir oxitocina. E por aí vai, há uma série de hormônios produzidos para finalidades específicas”. Quando agimos impulsionados pelos hormônios, “a gente tem um padrão de resposta mais primário, podemos até falar infantilizado, no sentido de não usar as funções cognitivas, se baseando apenas no processamento emocional que se dá no sistema límbico, centro de processamento emocional do cérebro”, disse o psicanalista.

Por outro lado, dá pra se afastar da resposta imediata ao apelo emocional. “Os hormônios impulsionam, mas não decidem por nós”, mencionou Fábio Eroli. Ele conta que “é possível racionalizar as emoções para que a gente tenha respostas mais adequadas, usando as nossas funções executivas, a parte do nosso cérebro responsável pela racionalização”.

Para encerrar, o psicanalista indica: “À medida que se percebe que há ‘situações gatilho’, por exemplo, quando a mulher está no período pré-menstrual, é importante que não se tome nenhuma grande decisão de consumo, como trocar de carro, de casa, fazer um processo de mudança muito brusco… Nos homens, ao saber que há decisões impulsionadas pela testosterona, isso também pode ser evitado. O autoconhecimento promove isso: se eu sei que tem dias que estou mais suscetível, eu posso canalizar isso em outras coisas e só depois tomar as decisões importantes para que sejam mais assertivas”.

*Por Mariana Rodrigues

 

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*Fonte: vice

Taxa dos Correios faz site chinês reavaliar planos de investimento no Brasil

Recentemente, os Correios anunciaram uma nova taxa de R$ 15 que será aplicada a absolutamente todos os pacotes vindos do exterior. Essa situação criou um desafio grande para empresas que lidam diretamente com importação de produtos da China, como é o caso da Wish, que declarou abertamente que pode rever sua operação no Brasil diante da nova taxa.

O grande problema da Wish, e de outras empresas similares como Aliexpress e Gearbest, é que muitas das compras realizadas pelos brasileiros na plataforma são muito baratas. Quando os Correios acabam incluindo uma taxa de R$ 15 sobre uma compra de, por exemplo, R$ 4, o negócio deixa de ser interessante para o consumidor.

Em entrevista à revista Veja, Nicola Azevedo, executivo responsável pela operação da Wish na América Latina explicou que o Brasil é um dos 10 maiores mercados da companhia no mundo, mas que a cobrança realizada sem aviso prévio pode forçar a empresa a investir seu dinheiro em outras localidades. Azevedo também menciona que a companhia até tenta negociar uma alternativa com os Correios, mas até o momento não há novidades.

A estatal justifica essa cobrança com o aumento das importações nos últimos anos, que varia entre 100 mil e 300 mil objetos por dia. Segundo a empresa, foi preciso “injetar mais recursos na operação para manter o padrão do serviço”. A companhia ainda destaca que o valor cobrado é “menor que a média praticada por outros operadores logísticos”.

Essa nova taxa se refere “às atividades de suporte ao tratamento aduaneiro realizados pelo operador postal” — ou seja, recebimento de objetos, inspeção por raio X, disponibilização de informações online e outras ações executadas pelos Correios.

A expectativa dos Correios é de que a cobrança de R$ 15 por encomenda importada pode gerar aos cofres dos Correios entre R$ 1,5 milhão e R$ 4,5 milhão por dia, o que pode vir a gerar mais de R$ 90 milhões por mês. Na prática, há pouco incentivo para que os Correios revejam essa nova taxa.

No entanto, a estatal tem sofrido, sim, alguma pressão externa para ao menos explicar melhor o motivo da cobrança e o que pretende fazer com o dinheiro extra. Tanto o Procon-RJ quanto a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, abriram investigações para questionar a prática, mas não há qualquer indicativo de que eles consigam reverter o processo.

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*Fonte: olhardigital

Em direção a um mundo sem dinheiro vivo

A China encabeça a tendência mundial de pagamentos digitais e 14% da população do país já sai de casa sem carteira. A Europa segue essa tendência com força. Seja através do celular, de relógios inteligentes ou de plataformas da internet, os usuários buscam transações mais rápidas, seguras e cômodas. Estaríamos presenciando o fim da história do dinheiro vivo?

A cada manhã, Yang Wen sai de sua casa em Chengdu (sudoeste da China) com sua bolsa, um casaco, mas sem dinheiro. No caminho da Trias, a empresa de videogames onde trabalha como assistente do diretor-geral, ele compra seu café da manhã.

E como faz isso? Ele utiliza seu celular: “Eu uso constantemente nos supermercados, para comprar verduras na feira, para tomar um café com um sanduíche; até quando compro algo que vale um yuan (menos de um real).” Wen, de 29 anos, é apenas um exemplo dos 14% de chineses que vivem sem carteira, segundo o Relatório sobre o Uso do Pagamento Móvel na China 2017, da Tencent e Ipsos. E a tendência é de alta, segundo o estudo.

Mas não precisamos ir tão longe para observar que cada vez mais pessoas deixam a carteira em casa: 86% dos europeus entre 18 e 34 anos são assíduos do dinheiro digital, e nove de cada dez pretende passar a este modelo nos próximos três anos, segundo o último Estudo Anual de Pagamentos Digitais 2017, realizado pela VISA.

A maior parte dos millenials aposta em seus dispositivos móveis como instrumento para controlar suas finanças, comprar on-line e fazer pagamentos cotidianos, como estacionamentos e gastos com diversão.

A Suécia, junto com a Dinamarca, Noruega e Finlândia, lideram o ranking de países que menos dinheiro vivo usam: apenas 1% dos pagamentos são feitos com moedas ou notas. Por trás disso, existe uma clara aposta dos seus governos de conseguir um maior controle das transações para minimizar a lavagem de dinheiro e evasão de impostos.

O aparente caminho a um futuro sem papel moeda está ligado ao boom das soluções tecnológicas e ao auge do setor fintech, como são conhecidas as indústrias financeiras que apostam na tecnologia para aprimorar as atividades do setor. Bancos, empresas de cartões de crédito, multinacionais e startups tecnológicas seguiram essa tendência e oferecem várias alternativas inovadoras. O objetivo é fazer o pagamento da forma mais rápida, fácil e segura possível.

Aplicativos no celular

As principais responsáveis para que um de cada dois chineses utilize dinheiro vivo em 20% dos seus gastos mensais, segundo esse relatório, são as apps de pagamentos: Alipay, que pertence à poderosa Alibaba, e WeChat Pay. “É cômodo e rápido porque exige apenas escanear o código QR do estabelecimento com o telefone; basta aceitarmos a compra e pronto”, conta Wen. E por saber que esses códigos de barras bidimensionais (e os próprios celulares) em pouco tempo serão obsoletos, o Alipay já está provando, e com sucesso, o pagamento através do reconhecimento facial, que foi batizado com o curioso nome de Smile to Pay (Sorria para pagar).

Espaços onde comprar sem dinheiro

A China parece disposta a ser a incubadora mundial de iniciativas cashless (sem dinheiro vivo), e outro experimento parecido são os BingoBox, supermercados portáteis, como se fossem máquinas de vendas gigantes, nas quais podemos viver a experiência de comprar sem cartão de crédito nem dinheiro vivo, e sem ser atendido por ninguém.

Por enquanto, o êxito foi tanto que já existem 300 espalhados pelas grandes cidades do país. Essa mesma filosofia colocou em funcionamento o Amazon Go, primeira loja de alimentação da multinacional Amazon, que abriu suas portas em Seattle (EUA). Nela, nos registramos com o celular, escolhemos o que precisamos e vamos embora. Sem filas, caixas nem pagamento com dinheiro vivo.

Wearables além do celular

Os dispositivos físicos que fazem transações simplesmente ao serem aproximados do terminal de pagamento já são uma realidade: e podem ser celulares ou outros gadgets wearables. Entre eles, podemos encontrar os relógios criados pela Swatch, os anéis a prova d’água e as pulseiras de silicone que já são oferecidas por várias entidades. Até a VISA desenvolveu um protótipo de óculos de sol com um chip integrado e vinculado ao cartão de um banco.

Carteiras digitais e compras on-line

Outras tecnologias que já estão bem implementadas em empresas como Amazon, Google Play e Itunes são os sistemas de Card on File, no qual as páginas web armazenam os detalhes de pagamento do usuário para que seja possível fazer compras com apenas um clique. Também são muito populares o PayPal e Iupay e suas “carteiras digitais”, que funcionam como se fossem uma carteira virtual quando temos um computador, uma tablet ou um smartphone à mão.

Criptomoedas

Outro tsunami que parece minar o tempo de vida do dinheiro vivo é a forte irrupção das criptomoedas, com o Bitcoin à frente. Criado em 2009 pelo misterioso Satoshi Nakamoto, não é mais (nem menos) que um arquivo informático que, após ser comprado na internet, fica guardado no seu dispositivo eletrônico. De todas as propostas virtuais, essa é a mais parecida ao dinheiro vivo, mas no mundo digital.

Isso acontece porque cada unidade é numerada de maneira única e existe um livro de contabilidade descentralizado que registra todas as transações e evita que seja possível utilizá-la duas vezes. Pese à recente queda do seu valor, os bitcoins, que custavam 750 dólares por unidade no final de 2016, passaram a superar 15 mil dólares em dezembro de 2017. Seu possível impacto sobre um hipotético desaparecimento do dinheiro vivo (assim como a identidade do seu criador) é algo desconhecido.

Rapidez, segurança, comodidade, luta contra a fraude fiscal. São várias as vantagens que as novas tecnologias oferecem para deixar o dinheiro vivo para trás. Porém, será o usuário e sua relação com as tecnologias digitais, quem decidirá o fim do papel e do metal.

*Por Elvira del Pozo

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*Fonte:

Trump apoia boicote contra Harley Davidson em disputa tarifária

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoiou neste domingo um boicote contra a fabricante norte-americana de motocicletas Harley Davidson, no mais recente episódio da disputa entre a companhia e Trump sobre as tarifas do aço.

A fabricante de motocicletas de Wisconsin anunciou um plano no início deste ano para transferir a produção de motocicletas para o mercado da União Europeia dos Estados Unidos para o exterior, com o objetivo de evitar as tarifas impostas pelo bloco comercial em retaliação às tarifas de Trump sobre as importações de aço e alumínio.

Em resposta, Trump criticou a Harley Davidson, pedindo impostos mais altos e ameaçando atrair produtores estrangeiros para os Estados Unidos para aumentar a concorrência.

“Muitos proprietários do @harleydavidson planejam boicotar a empresa se a produção mudar para o exterior. Ótimo! A maioria das outras empresas está vindo em nossa direção, incluindo concorrentes da Harley. Uma medida realmente ruim! Os EUA terão em breve condições de igualdade”, disse Trump em um post no Twitter.

A Harley Davidson se recusou várias vezes a comentar as observações de Trump ao longo da disputa. A empresa não pôde ser imediatamente contactada para comentar o assunto neste domingo.

A Harley prevê que as tarifas da UE custariam à empresa entre 30 milhões e 45 milhões de dólares para o restante de 2018 e entre 90 milhões e 100 milhões de dólares para o ano inteiro.

Trump se encontrou no sábado com um grupo de motociclistas que o apoiam, posando para fotos com cerca de 180 motociclistas em seu resort de golfe em Bedminster, Nova Jersey, onde ele está de férias.

Fabricantes de motocicletas baseadas fora dos Estados Unidos incluem as japonesas Honda Motor e Yamaha , as europeias BMW e Ducati, bem como as indianas Hero MotoCorp Ltd e Bajaj Auto, entre outras.

 

 

 

 

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*Fonte: epocanegocios

Brasil dá vexame em pesquisa sobre mobilidade social no mundo

Desigualdade brasileira não tem paralelo em outros países, conforme revelam relatórios da Oxfam

Está cada vez mais difícil algúem nascer na pobreza e conseguir melhorar de vida, atingindo um padrão médio – chegar ao topo então, onde confraternizam-se os ricos, nem pensar. Foi o que constatou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 35 nações desenvolvidas e algumas outras convidadas, ao estudar a mobilidade social no mundo desde a década de 1990. Segundo reportagem da revista Carta Capital, a OCDE constatou que a distância entre ricos e pobres vem aumentando preocupantemente, principalmente a partir da crise financeira de 2008. No Brasil, a situação consegue ser um pouco pior: penúltimo lugar na lista de 30 países, exibe uma desigualdade social e econômica gritante.

De cada 10 filhos de famílias brasileiras miseráveis, 3,5 morrerão e somente um tem chance de chegar ao topo.

A reportagem revela ainda como os que estão no grupo do 1% mais rico do Brasil não se enxergam como tal, muitas vezes se considerando ‘apenas’ como classe média, e traz reflexões sobre como investimentos em saúde e educação, e uma boa reforma no sistema tributário brasileiro, que taxa mais o consumo do que a renda e propriedade, podem ajudar a reduzir drasticamente as desigualdades no país.

A gritante desigualdade brasileira tem sido tema constante do trabalho da Oxfam Brasil, porque a consideramos como um dos principais entraves ao pleno desenvolvimento do país e razão das muitas injustiças que atingem principalmente jovens e mulheres negras. Parte de nosso trabalho tem sido lançar relatórios, estudos e pesquisas que jogam luz sobre o problema e apresentam algumas soluções. Queremos com isso contribuir para o debate público sobre as desigualdades e a pobreza, e ficamos felizes em vez que três de nossos relatórios foram usados como fontes nessa reportagem da revista Carta Capital: A Distância Que Nos Une, sobre a desigualdade no Brasil, lançado em setembro do ano passado; Recompensem o Trabalho, Não a Riqueza, lançado em janeiro deste ano às vésperas da reunião do Fórum Econômico Mundial, em Davos; , e Hora de Mudar, lançado no último dia 21 de junho, sobre desigualdade e sofrimento humano na cadeia de fornecimento dos supermercados.

Trecho da reportagem:

Em janeiro, às vésperas de outro convescote da elite global em Davos, nos Alpes suíços, a Oxfam, uma rede 20 organizações atuante em 90 países, divulgou mais um relatório sobre concentração de renda no mundo. Com base em estudos do bancão Credit Suisse e de dados compilados pela revista Forbes, a Oxfam informou que havia 2.043 bilionários no mundo no ano passado, dos quais 43 eram brasileiros (12 a mais do que em 2016).

As fortunas nacionais tinham no pelotão de frente o empresário Jorge Paulo Leman, dono de 27 bilhões de dólares, e seus sócios de AmBev Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, o banqueiro Joseph Safra, o jovem Eduardo Saverin, do Facebook, a família Moreira Salles, do Itaú Unibanco, os irmãos Marinho, Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto, trio das Organizações Globo.

Juntos, os cinco primeiros do ranking (Leman, Safra, Telles, Sicupira e Saverin) controlavam o mesmo que a metade mais pobre do País, 100 milhões de pessoas. Até 2016, eram seis, como Boulos disse à Jovem Pan.

Outro estudo da Oxfam sobre o Brasil, “A Distância Que nos Une”, de setembro de 2017, mostrava um exemplo um pouco mais concreto de concentração de riqueza no País. Na cidade de São Paulo, 25% de todos os imóveis registrados estão nas mãos de 1% dos proprietários, um total de 22,4 mil pessoas.

Quando se vê a mesma situação a partir do valor dos imóveis, a concentração é ainda maior. O 1% controla 45%, cada indivíduo do 1% possui, em média, 34 milhões de reais em imóveis. Um novo documento, divulgado na quinta-feira 21, trouxe mais uma ilustração. Esse documento mostra como os supermercados têm esmagado os pequenos produtores rurais fornecedores de comida vendida nas gôndolas.

Hoje em dia, de cada quatro copos de suco de laranja consumidos no mundo, um sai do Brasil. O preço desse produto encareceu mais de 50% nos supermercados norte-americanos e europeus desde a década de 1990, mas o valor recebido pelos camponeses brasileiros equivale a apenas 4% do preço final.

>> Leia reportagem da revista Carta Capital na íntegra [ AQUI ]

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*Fonte: oxfam

Projeto de lei quer proibir agricultores de produzir, armazenar e distribuir sementes

O Projeto de Lei (PL) 827/2015, também chamado de Projeto de Lei de Proteção aos Cultivares, quer passar para as grandes empresas o controle sobre o uso de sementes, plantas e mudas modificadas, tirando do agricultor o poder sobre o armazenamento, distribuição e produção de sementes.

A PL determina que a comercialização do produto que for obtido na colheita dependerá da autorização do detentor das cultivares, grupo de plantas que tiveram algum tipo de modificação pela ação humana.

O projeto é de autoria do deputado ruralista Dilceu Sperafico (PP-PR) e foi criado em 2015, A PL também aumenta o número de cultivares protegidas, aquelas que não podem ser utilizadas livremente.

Até 2015, 3.796 pedidos de proteção de cultivar foram feitos 2.810 títulos para cultivares foram concedidos. O site de agricultura do governo data a última modificação em novembro de 2017.

A PL segue em tramitação ordinária na Câmara dos Deputados. No dia 5 deste mês, estava marcada uma sessão de votação do parecer do relator do deputado federal Nilson Aparecido Leitão (PSDB-MT), mas a pauta dividiu a bancada ruralista. Com o recesso, o projeto só deve seguir agora em 2018.

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ANS permite que valor de plano de saúde dobre, mas fala em evitar custo muito alto!

Parece no mínimo uma contradição. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com a regulamentação dos sistemas de coparticipação e franquia, permitiu que o participante de um plano tenha o seu custo dobrado, ou que banque até 40% de um procedimento, como uma consulta ou um exame. Ao mesmo tempo, seu diretor declara que essas normas têm como objetivo “evitar surpresas com um custo muito alto”. Cabe a pergunta: o que estaria sendo, então, considerado custo alto?

A reportagem é de Regina Pitoscia, publicada por O Estado de S. Paulo, 29-06-2018.

A regulamentação se mostrava necessária para um assunto que estava há 20 anos desamarrado. As modalidades de coparticipação e franquia são as que mais vêm crescendo. Não porque sejam as mais convenientes, mas porque são mais baratas em relação aos planos convencionais. No entanto, os limites de repasses de custos ao consumidor é que causam estranheza.

Ainda que de modo informal, a orientação que vinha sendo dada pela ANS às administradoras, nesse período sem regulação, era para que o repasse fosse no máximo de 30%, como publicado pelo jornal O Estado na edição de ontem. Mas sem justificativas, na normatização, essa régua subiu, o teto foi para 40% para os planos individuais. Mais ainda, no caso de planos coletivos, que hoje representam a maioria do mercado, o repasse pode chegar a 50%.

Além desse procedimento, há outro limite elástico que pode ser mais prejudicial e levar o conveniado a pagar o dobro do que foi inicialmente fechado em contrato. A regra diz que as cobranças extras não podem superar o total da mensalidade ou o total que é pago no ano, mas na ponta do lápis essa conta é pesada.

Basta imaginar o exemplo de quem tenha uma mensalidade de R$ 800, ou um desembolso anual de R$ 9,6 mil com o seu plano. Dependendo dos serviços que usar, além da mensalidade que estará pagando normalmente, esse participante ainda estará sujeito a bancar mais R$ 800 em determinado mês, ou mais R$ 9,6 mil no ano. São limites que permitem que o custo seja duplicado. Ainda assim, o mesmo diretor da ANS afirma que as normas devem trazer “mais previsibilidade” ao consumidor. Será que pagar 100% a mais do que o contratado pode ser classificado como previsível?

Estipular uma lista de situações em que a cobertura tem de ser integral pela operadora, sem coparticipação ou franquia, foi um dos aspectos positivos que se pode destacar da Resolução 433 da ANS. São 250 procedimentos, incluindo os relativos aos tratamentos de doenças como câncer e AIDS, doenças crônicas e exames preventivos.
Como ficam os planos

Com a regulamentação, que passa a valer no fim de dezembro deste ano, e para contratos novos, no mercado vão existir três tipos de plano:

Tradicionais – em que uma mensalidade é paga e a administradora cobre integralmente todo e qualquer serviço prestado;
Com coparticipação – em que o participante paga uma parte dos custos, limitada a 40% do procedimento;
Com franquia – em que o participante banca os custos até uma determinada faixa determinada em contrato, exatamente como acontece em apólices de seguro de carro.

A expectativa é a de que os planos com coparticipação e franquia sejam até 30% mais baratos que os tradicionais. Afinal, o conveniado estará pagando, além da mensalidade, pelo uso de cada serviço depois. E, por essa condição, talvez essas novas modalidades sejam mais indicadas para quem acredita que não vá precisar com frequência dos serviços médicos. Nesse caso, vai valer a pena desembolsar um valor menor na mensalidade e pagar pelo procedimento quando, de fato, for usá-los.

Na visão de especialistas do setor e entidades de defesa do consumidor, a regulamentação abre caminho para que as operadoras deixem de oferecer os planos tradicionais. A exemplo do que aconteceu com os planos individuais, que simplesmente, desapareceram de cena e tiveram o lugar ocupado pelos planos coletivos.

A razão é conhecida: o reajuste dos planos coletivos fica de fora do controle da ANS e são bem mais pesados do que os individuais.

Os regimes de coparticipação e franquia tendem a reduzir sobremaneira os riscos de prejuízos das operadoras, porque permitem a divisão de despesas com o participante. E, na medida em que se tornarem mais vantajosos, os planos tradicionais podem sair da prateleira. No decorrer do tempo, nada impede que os novos planos fiquem tão caros quanto os planos convencionais, e ainda cobrando valores extras pelos seus serviços.

Fica a impressão de que as normas levaram em conta muito mais os problemas das operadoras do que as dificuldades enfrentadas pelos conveniados.

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*Fonte: ihuunisinos

Transição para economia verde custará 180 mil empregos no Brasil, mas criará outros 620 mil, afirma OIT

A transição da economia mundial para um modelo mais verde e sustentável deverá criar 24 milhões de empregos, se países adotarem as políticas certas. É o que aponta um relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT, divulgado nesta segunda-feira. No Brasil, a diferença entre fechamento de postos e abertura de novas vagas também é positiva e chega a 440 mil novos empregos, segundo informou a OIT com exclusividade à BBC Brasil.

“Estamos falando de 620 mil novas vagas, o que mais do que compensa os 180 mil empregos que poderão ser perdidos (no Brasil)”, resumiu Guillermo Montt especialista da organização e pesquisador. A proporção é de 3,4 novas oportunidades para cada demissão em território nacional.

O documento mostra que seis milhões de trabalhadores devem perder seus empregos no mundo, mas é otimista em relação ao saldo total, que deve ser positivo pela criação de outras 18 milhões de vagas. Uma das chaves será requalificar esses desempregados para ocuparem esses novos postos. A relação entre geração e extinção de empregos é de quatro para um, revelam os números do órgão da Organização das Nações Unidas.

A principal mudança no mercado de trabalho ocorrerá no contexto do cumprimento do acordo climático de Paris 2015 – que prevê restringir o aumento da temperatura global a até 2°C acima de níveis pré-industriais.

Para cumprir a meta, será necessário abandonar energias poluentes, transformar os meios de produção e repensar o modo de consumo como um todo. A abertura de novas vagas resultará da adoção de práticas sustentáveis na geração e no uso de energia nesse contexto.

Será necessário, por exemplo, priorizar fontes energéticas renováveis, desenvolver o uso de veículos elétricos, além de construir e adaptar edifícios a padrões ecológicos. A OIT também prevê que muitas posições se abrirão com a reestruturação do modelo mundial de consumo para o chamado “sistema circular”.

Na economia circular, a dinâmica deixa de ser “extração-produção-consumo-descarte” e passa a ser “extração-produção-consumo-reaproveitamento-novo uso”. Somente nesse segmento, a OIT estima que seis milhões de novos empregos podem ser criados com a popularização de atividades de reciclagem como reparos, aluguel e remanufatura, exemplifica o documento.

No contexto da sustentabilidade, o relatório elenca diversos modelos de políticas públicas e projetos da iniciativa privada bem-sucedidos que resultam em desenvolvimento sustentável. Entre os casos de sucesso, há dois exemplos brasileiros: o Bolsa Verde e o RenovAção.

Bolsa Verde

O Bolsa Verde é um programa do Ministério do Meio Ambiente do tipo “PES” (Payment for Ecosystem Services, pagamento por serviços de ecossistema, em inglês). Nesse tipo de projeto, beneficiários recebem subsídios para gerir o ecossistema que habitam. Dependendo do local e da população, podem ser projetos relacionados ao uso do solo, à preservação de mananciais, à produção e autossuficiência de energia, entre outros.

No programa brasileiro, por exemplo, a transferência de renda é principalmente direcionada às famílias que substituem queimadas e desmatamento por atividades de manejo e preservação ambiental. O programa está presente em 22 Estados, totalizando 904 áreas assistidas e distribuídas por um total de 30 milhões de hectares.

Desde que entrou em funcionamento, em 2011, o Bolsa Verde já beneficiou cerca de 76 mil famílias. A região amazônica concentra o maior número de beneficiários (93%), com destaque para o Estado do Pará.

Para participar é necessário comprovar baixa renda, atuar em área de ecossistema e estar também inscrito no Bolsa Família. Os participantes recebem R$ 300,00 por trimestre, ou seja, R$ 1.200,00 por ano, para adotar práticas sustentáveis nas suas comunidades.

“Nas áreas abrangidas pelo programa houve visível redução do desmatamento e aumento da qualidade de vida das famílias. O monitoramento demonstrou uma queda de 30% nos desmatamentos”, informou à BBC Brasil Juliana Simões, secretária de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente.

“Programas PES são uma forma de promover objetivos sociais e ambientais simultaneamente. Isso é particularmente relevante no caso do Brasil, um dos países mais mega-diversos do mundo”, defendeu Montt.

“O Bolsa Verde é um exemplo nesse sentido, porque protege as famílias da pobreza ao mesmo tempo em que preserva as florestas. Os benefícios retornam não apenas para aqueles que são diretamente remunerados, mas para a sociedade como um todo”, elogia o especialista da OIT.

Para ilustrar o caso brasileiro em particular, Montt cita a preservação das florestas como estratégia fundamental para “regular o clima e a precipitação de chuva em todo o país”. Ou seja, o programa desenvolvido nas matas acaba por gerar benefícios que impactam também as cidades.

Renovação

A OIT destacou também o programa RenovAção, que chamou de “importante iniciativa”. O projeto foi iniciado em 2009 com base em uma parceria da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e outras instituições de ensino.

Trabalhadores rurais do sudeste que perderam seus empregos por conta da abolição da prática da queima da palha de cana foram treinados para adquirir novas qualificações. Por meio do aprendizado, eles conseguiram se reposicionar na mesma indústria e também em outros setores.

Durante a transição os ex-lavradores receberam uma renda mensal, até obter uma nova posição. O programa inclui 300 horas de cursos e atendeu mais de 6650 trabalhadores entre 2010 e 2015.

“O RenovAção no estado de São Paulo é uma prática modelo que vale a pena. Ajudou a avançar a sustentabilidade na indústria da cana-de-açúcar e melhorou a transição dos trabalhadores para outros setores”, destacou Montt.

“É um bom exemplo de como a modernização leva à dispensa, mas também de que é possível encontrar alternativas. As cadeias produtivas necessitam da modernização para avançar no ganho de produtividade e na sustentabilidade”, resume o professor e especialista em gerenciamento ambiental da Universidade de São Paulo Sérgio Pacca.

Estresse térmico

O estudo também estima que a mudança climática deverá afetar profundamente o nível de produtividade dos trabalhadores, porque o aumento na temperatura fará com que o estresse térmico desencadeie condições médicas como exaustão e até mesmo derrames com maior frequência.

Esses problemas de saúde ocupacionais relacionados ao aquecimento causarão uma perda global de 2% nas horas trabalhadas até 2030. Empregados da indústria agrícola nos países em desenvolvimento serão especialmente afetados.

O relatório afirma, ainda, que a transição para a economia verde beneficiará a maioria dos setores pesquisados. Em todo o mundo, dos 163 setores produtivos analisados, apenas 14 perderão mais de 10 mil empregos. O fechamento das vagas se concentrará principalmente na indústria do petróleo.

Petróleo

Mundialmente, dois segmentos serão os maiores perdedores, concentrando o fechamento de mais de um milhão de vagas: são os setores de extração e de refino do petróleo. Em regiões com economias altamente dependentes dessa matéria-prima – como no caso do Oriente Médio – o saldo líquido será uma queda de 0,48% no nível de emprego em decorrência do abandono dos combustíveis fósseis.

“Fala-se muito em desenvolver o pré-sal no Brasil, mas esse é um modelo ultrapassado. O que deveria estar se pleiteando agora é o futuro. Ainda estamos olhando para o tema do desenvolvimento com um olhar de um século atrás. Não estamos sabendo nos modificar em termos de inovação e adequação”, critica o professor Pacca.

Globalmente, 2,5 milhões de novos postos de trabalho serão criados nos setores de eletricidade gerada por fontes renováveis, compensando cerca de 400 mil vagas perdidas na geração de eletricidade baseada em combustíveis fósseis.

Na conclusão, a OIT sintetiza a recomendação de que países adotem uma combinação de políticas que inclua transferências de renda, seguros sociais mais fortes e limites no uso de combustíveis fósseis.

Essa abordagem conjunta levaria a um “crescimento econômico mais rápido, com maior geração de empregos e com uma distribuição de renda mais justa”, bem como menores emissões de gases causadores do efeito estufa.

“O Brasil precisa aproveitar que tem uma natureza tão abundante e repensar seu desenvolvimento. Não dá pra ficar vendendo commodities pra sempre. Acredito que a conservação vai ter no futuro um valor muito maior, muito mais relevante, do que a expansão das commodities”, profecia Bacca.

*Por: Marina Wentzel 

 

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*Fonte: bbc

Com o tempo, a gente passa a apreciar boleto pago, supermercado, casa arrumada e silêncio

Amadurecer traz serenidade e paciência, pois vamos aprendendo a dar importância, cada vez mais, ao que realmente interessa, sem perdermos tempo com aquilo que só gasta energia inutilmente.

É muito interessante refletirmos sobre as mudanças de nossos objetivos ao longo do tempo, bem com sobre aquilo que nos dá prazer. Amadurecer traz serenidade e paciência, pois vamos aprendendo a dar importância, cada vez mais, ao que realmente interessa, sem perdermos tempo com aquilo que só gasta energia inutilmente.

A adolescência e a juventude são fases em que abraçamos o mundo em tudo o que ele tem, querendo que a roda gire sempre em nosso favor, desejando que nossos pontos de vista sejam aceitos. É como se somente as nossas verdades fossem as verdadeiras, como se tivéssemos uma capacidade sobrenatural de mudar os acontecimentos à nossa volta. Esse idealismo é importante, pois muitos avanços sociais desejáveis se conquistam por meio dele.

Porém, quanto mais amadurecemos, menos contrariados ficamos com o que vem contra nossas vontades e desejos, compreendendo que o mundo continua, mesmo com nossos gritos e recusas, ainda que à nossa revelia, pois o fluxo não para. Ou nos adequamos às nuances da vida, ou vivemos eternamente insatisfeitos e frustrados. Isso não significa aceitar tudo resignadamente, mas tão somente aceitar o que não pode ser mudado, entendendo que nem sempre estaremos certos.

A gente vai aprendendo que tudo passa, poucos ficam e que perder nem sempre é o pior que poderia ter acontecido. A gente vai se conformando com aquilo que não pode ser mudado, simplesmente porque o que não é para ser nunca o será. Isso, da mesma forma, traz a serenidade para constatarmos que aquilo que tiver de ser tem uma força descomunal, pois nada pode separar pessoas destinadas a ficar juntas, com verdade e disposição.

Gostoso mesmo é que passamos a nos contentar com pequenos prazeres, que engrandecem nossos dias e trazem uma satisfação imensa. A gente começa a valorizar cada detalhezinho, cada conquista, por menor que pareça, apreciando momentos junto à família, em frente à televisão, e até mesmo os espaços vazios, em que curtimos a nossa própria companhia, em silêncio. Ah, que delícia essa sabedoria que o tempo traz…

*Por Marcel Camargo

 

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*Fonte: psicologiadobrasil

Fabricantes de veículos alcançam melhor resultado desde 2014

Em 2018, as fábricas brasileiras de veículos estão em alta. Elas alcançaram o melhor resultado mensal e trimestral de crescimento desde 2014. A produção do Brasil soma quase 700 mil automóveis, caminhões e ônibus entre os meses de janeiro e março. Isso representa um aumento de 14,6% no mesmo período em relação a 2017.

Este crescimento pouco habitual se deve à alta das vendas domésticas, que teve um aumento de 14,7% neste primeiro trimestre; e a expansão das exportações, que alcançaram 180,2 mil veículos neste período do começo do ano.

O mês de março foi o mais especial para a indústria. Foram produzidos 267,4 mil veículos, o que significou um aumento de 25,3% sobre fevereiro (prejudicado pelo Carnaval e por ter menos dias). Em relação ao ano passado, o resultado de crescimento foi de 13,5%.

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) não alterou a sua projeção do início do ano. O órgão afirma que a produção nacional de veículos deve somar 3 milhões de unidades em 2018, um aumento que, se concretizado, irá significar um crescimento de 13,2% sobre o ano passado.

Ainda assim, em comparação com 2013, 2018 está bem longe. Naquele ano foi alcançado o pico histórico do trimestre, com 862 mil veículos produzidos no território brasileiro.

 

 

 

 

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*Fonte: conectar

Afinal, por que é que o Brasil nunca deixa de ser pobre?

Mais de 40 milhões de brasileiros moram em residências sem acesso a água potável, mesmo estando no país com as maiores reservas de água doce do mundo. Em um terço dos 1.444 municípios do semi árido nordestino, mais de 10% das crianças sofre de desnutrição – no país que mais produz proteína animal no planeta.

Mergulhando um pouco mais na história brasileira, não é difícil perceber que riquezas naturais e qualidade de vida para a população não são necessariamente coisas que andam lado a lado. Nosso imenso potencial tem feito justamente o contrário, nos ajudando a empacar em uma nada agradável 80ª posição mundial quando o assunto é a riqueza produzida por cada cidadão. Não faz sentido. Lendo a próxima página, no entanto, você vai entender os porquês.

Primeiro, vamos rebobinar a fita da história até o século 17. Na época, o Brasil e as colônias britânicas que viriam a formar os Estados Unidos já representavam polos antagônicos na economia mundial, mas na posição inversa da de hoje.

Por aqui, produzíamos a maior riqueza conhecida na época, a cana de açúcar, que foi capaz de tornar Recife uma das cidades mais ricas do mundo. Nas colônias da América do Norte não havia um clima propício para a cana. A solução, então, foi improvisar. Primeiro, elas se tornaram um grande fornecedor de alimentos e animais de tração para as ilhas caribenhas que disputavam a produção de cana com o Brasil – já que nessas ilhas todo o território se destinava à produção de açúcar.

Aí que as coisas começaram a se desenhar. Enquanto nós e os caribenhos caíamos de cabeça na monocultura de cana, a América do Norte usava o ouro que recebia das Antilhas para criar variedade na agricultura, na pecuária, na pesca. Tudo num círculo virtuoso capaz não só de distribuir melhor a riqueza, como de criar mais riqueza. Da necessidade cada vez maior de barcos de pesca, por exemplo, surgiu uma indústria naval que logo passaria a vender embarcações para as potências europeias.

No Brasil, acontecia justamente o contrário. A cana enriquecia meia dúzia de senhores de engenho, e essa renda permanecia concentrada. Em vez de regar outros setores da economia, acabava reinvestida em mais monocultura. E seguimos assim até o século 20. Agora o café era a nova cana. Fora isso, pouco havia mudado.

A concentração de renda na economia fomentou a concentração de poder na política. Nisso, a república brasileira consolidou-se como uma sociedade extrativista, na qual esse pequeno grupo se alimentava do poder político para manter inabalado seu poder econômico, dificultando qualquer forma de inovação ou de empreendedorismo.

Lá fora, por outro lado, a diversificação dos negócios diluiu tanto o poder econômico como o político, e a inovação ganhou um papel relevante. “Inovação”, aliás, já virou uma palavra vazia, de tão mal usada. Então vamos aqui para um exemplo clássico. No Brasil, construímos nossas ferrovias com o intuito de escoar o café. Nos EUA, a malha ferroviária desenvolveu-se num primeiro momento para transportar a produção de alimentos. Num segundo, para escoar petróleo, popularizado por John D. Rockfeller na segunda metade do século 19 (ainda como fonte de energia para lâmpadas de querosene, não para carros). E aí veio uma inovação de fato: tendo de pagar cada vez mais aos donos das ferrovias, John D. decidiu construir oleodutos. Aos donos das ferrovias, coube buscar novos clientes. E aí aconteceu uma inovação ainda mais importante.

No Brasil colônia, o dinheiro do açúcar enriqueceu meia dúzia. Nos EUA, que nem produziam cana, ele criou uma indústria.

As ferrovias acabaram fomentando o comércio a distância, que também estava nascendo no final do século 19. Resultado: cem anos atrás, um americano típico já conseguia mobiliar a casa toda comprando produtos por catálogos, mesmo que morasse em uma cidade afastada. Numa cajadada só, isso bombou a demanda e a oferta de todo tipo de produto. Ou seja: ao mesmo tempo em que atiçava o comércio, isso diluía ainda mais o poder econômico – e, com ele, o poder político.

Como virar o jogo?

Para que a sua economia cresça você precisa unir trabalho (população), capital (máquinas, terras, equipamentos) e tecnologia (educação). A concentração de poder econômico e político joga contra os dois últimos fatores. É que ela gera aquilo que o pessoal da economia chama de “instituições extrativistas”. Estamos falando em leis escritas por quem se beneficia dessas mesmas leis, em governos que, via impostos, fazem com que os pobres banquem privilégios dos ricos, em uma educação que só atende um pequeno grupo de privilegiados.

Tais instituições aniquilam a educação e dão um tiro de carabina no empreendedorismo. Ou seja: o capital continua fixo nas mãos da meia dúzia de sempre, além de perdermos a capacidade de produzir tecnologia.

Na prática, isso explica por que um americano médio produz quatro vezes mais riqueza que um brasileiro, ou por que alcançaremos apenas em 2026 a mesma produtividade que cada cidadão americano tinha no início da década de 1960.

Pudera. Em termos proporcionais ao PIB, investimos três vezes menos em educação básica do que a média dos países ricos, ao mesmo tempo em que gastamos mais do que a média em ensino superior. Na prática, seis em cada dez alunos que entrem hoje na USP estão entre os 20% mais ricos da população.

Ainda que de maneira invisível, fomentamos a manutenção da desigualdade e o extrativismo de renda de formas que vão bem além do furto que você sofre todos os dias ao pagar impostos para financiar Joesley Batista e cia.

Vendedores de matéria-prima

Tudo isso ajuda a explicar por que os grandes produtos de exportação do Brasil sejam soja, minério de ferro, petróleo cru, carne, café e açúcar, enquanto os dos EUA são aviões, medicamentos, circuitos integrados. Ainda que não nos consideremos mais um país agrário, mantemos instituições idênticas às dos nossos tempos de colônia, moldadas para perpetuar problemas. Enquanto a nossa educação for uma piada; nossos impostos, uma forma de transferir renda dos pobres para os ricos, e boa parte dos nossos políticos, meros capachos de grandes empresas, não vai ter outro jeito: seguiremos na mesma, como um país desigual que vive para exportar matéria-prima. Vai um caldo de cana?

*Por Felippe Hermes

 

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*Fonte: superinteressante

Os dois lados da Muralha

A China possui atualmente uma das economias que mais crescem no mundo, embora tenha apresentado uma desaceleração nos últimos anos, a média de crescimento econômico deste país é de quase 7,5% nos últimos anos.

A China possui uma taxa superior à das maiores economias mundiais, representando atualmente cerca de 15% da economia mundial, onde o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu, em valores correntes, US$ 10,46 trilhões ou 72,2 trilhões de iuanes em 2016 (com crescimento de 6,7%), fazendo deste país a segunda maior economia do mundo (fica apenas atrás dos Estados Unidos).

Por outro lado, a China vem enfrentando dificuldades neste caminho, dentre elas grande parte da população ainda vive em situação de pobreza, principalmente no campo, e a utilização em larga escala de combustíveis fósseis tem gerado um grande nível de poluição do ar e seus rios vêm apresentando altos índices de poluição.

Mesmo assim, o crescimento chinês apresenta um ritmo alucinante, podendo transformar este país, nas próximas décadas, na maior economia do mundo. Porém, o que este crescimento “poderá” representar de impactos para o mundo caso algumas das hipóteses abaixo se torne realidade?

Somente nas últimas três décadas, um terço dos recursos naturais da terra foi consumido e pelas previsões da Organização das Nações Unidas, a população mundial vai crescer 53% e chegará a 11,2 bilhões em 2100. Isso chega a ser assustador! Temos recursos para tantos? Seremos capazes de criar novos modelos que deem a sustentabilidade necessária para acomodarmos tantos seres humanos?

De acordo com Worldwatch Institute e a Universidade Livre da Mata Atlântica, trago alguns números sobre os possíveis impactos globais somente com o crescimento Chinês. Vamos ver?

Com quase 1,3 bilhões de pessoas, a China está distendendo a história, demonstrando o que acontece quando um grande número de pessoas pobres se torna repentinamente mais abastada.

À medida que a renda cresceu na China, também o consumo aumentou. Eles já alcançaram os americanos no consumo per capita de carne suína e agora concentram suas energias em aumentar a produção da carne bovina.

Para suprir esta nova demanda de consumo per capita da carne bovina aos níveis do americano médio serão necessários 49 milhões de toneladas adicionais de produção.

Se tudo isto fosse produzido com gado confinado, no estilo americano, seriam necessárias 343 milhões de toneladas anuais de grãos, um volume igual a toda a colheita dos Estados Unidos.

Hipoteticamente, caso a China, com uma população muitas vezes superior à do Japão, siga o mesmo caminho de buscar sua proteína animal pelo pescado, precisará de 100 milhões de toneladas de produtos do mar, ou seja, todo o pescado mundial para suprir esta demanda.

Em 1994, o governo chinês decidiu que o país desenvolveria um sistema de transportes centrado no automóvel e que a indústria automotiva seria um dos impulsionadores do futuro crescimento econômico.

Imaginem se isso se concretizasse e cada chinês possuísse um ou dois carros em cada garagem e consumisse petróleo no ritmo dos Estados Unidos! A China necessitaria de mais de 80 milhões de barris de petróleo ao dia, ligeiramente superior aos 74 milhões de barris diários que o mundo produz atualmente.

Em consequência, a fim de oferecer as vias e estacionamentos necessários, precisaria também pavimentar cerca de 16 milhões de hectares de terra, uma área equivalente à metade dos 31 milhões de hectares de terra atualmente, produzindo a safra anual de 132 milhões de toneladas de arroz, seu alimento básico.

Caso o consumo anual de papel na China, de 35 quilos per capita, aumentasse para o nível dos Estados Unidos, de 342 quilos, a China necessitaria de mais papel do que o mundo produz atualmente.

Estamos aprendendo que o modelo de desenvolvimento industrial do ocidente não é viável para a China, simplesmente porque não há recursos suficientes para tal.

Os recursos globais de terra e água não poderão atender às necessidades crescentes de grãos da China, caso continue seguindo o caminho atual de desenvolvimento econômico.

Como também a economia energética baseada em combustíveis fósseis não irá fornecer a energia necessária, simplesmente porque a produção mundial de petróleo não está projetada a crescer muito acima dos níveis atuais nos anos futuros.

Além da disponibilidade de petróleo, se as emissões per capita de carbono na China alcançarem o nível dos Estados Unidos, só isso duplicará as emissões globais, acelerando o aumento da concentração atmosférica do CO2.

A concepção de uma estratégia de desenvolvimento é um gigantesco desafio para a China em vista da sua densidade populacional e a adoção do modelo econômico ocidental para a China está sendo contestada internamente.

Se a economia do descarte, baseada no combustível fóssil e centrada no automóvel, não funcionar na China, então não funcionará para 01 bilhão de pessoas na Índia ou para outros 02 bilhões de pessoas no mundo em desenvolvimento.

Estamos num impasse global! A China está demonstrando que o mundo não poderá continuar mais seguindo o caminho econômico atual. Está enfatizando a urgência para reestruturar a economia global, construindo uma nova economia, uma economia projetada para o planeta Terra.

*Por Ricardo Cancela

 

 

 

 

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*Fonte: storia

Veja como economizar energia sem precisar desligar o ar-condicionado

Dias quentes + ar-condicionado = conta de luz cara. Se você sofre com essa equação no verão, saiba que é possível mudar o impacto disso no seu bolso sem abrir mão do aparelho. Colocar a temperatura nos 17ºC, por exemplo, não é a escolha mais interessante porque consome bem mais energia, forçando o equipamento a trabalhar muito para resfriar o ambiente.

Em vez disso, opte por ajustar para 23ºC. Assim, a diferença de temperatura do ambiente externo e interno não será tão drástica. Esse pequeno ajuste pode gerar uma economia de energia de até 50%

Outra dica importante é: se você for se ausentar por pouco tempo do ambiente, não desligue o ar-condicionado. Quando você voltar, o aparelho vai gastar mais energia para resfriar o ambiente novamente.

 

Veja outras dicas para economizar:

Ar-condicionado à noite

Quando for dormir, programe a função Sleep do seu ar-condicionado. Ela controla automaticamente a temperatura de acordo com o ritmo do corpo. Reduzindo, assim, o gasto de energia e garantindo conforto térmico.

Instalação

É importante seguir o manual de instalação do fabricante de maneira correta. Uma má instalação pode gerar um aumento de consumo de 20% de energia, além de reduzir a vida útil do equipamento.

Na hora de comprar

Para quem ainda não comprou o aparelho, mas está determinado a fazer isso, escolha aqueles produtos que apresentam o melhor índice de eficiência energética. Os modelos com o Selo Procel de Economia de Energia são os ideais.

 

 

 

 

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*Fonte: catracalivre

França investiga Apple por obsolescência programada dos iPhone antigos

A promotoria francesa investiga a multinacional norte-americana Apple por fraude e por adiantar a obsolescência programada de seus aparelhos mediante a suposta manipulação das baterias de seus iPhone mais antigos, informa a Reuters. O gigante tecnológico reconheceu em dezembro que tomou medidas diante das queixas e denúncias apresentadas nos Estados Unidos pelo gasto de bateria de seus dispositivos, o que poderia ter um efeito negativo sobre a velocidade dos processadores dos mesmos, com a suposta finalidade de incitar o usuário a comprar um aparelho mais moderno.

A investigação, iniciada pela denúncia da associação francesa de consumidores Parem com a Obsolescência Programada, será realizada pela Direção Geral da Concorrência, do Consumo e da Luta contra as Fraudes, que faz parte do Ministério da Economia, segundo informações da agência Efe.

A lentidão intencional dos modelos mais antigos dos iPhone da Apple gerou controvérsias entre seus milhões de clientes ao ponto da empresa pedir desculpas pelo “mal-entendido” e oferecer descontos para trocar de baterias. Somente nos Estados Unidos foram abertas nove ações coletivas que acusavam a Apple de fraude, propaganda enganosa e enriquecimento ilícito.

Alguns usuários de iPhone há tempos denunciam que a empresa faz com que fiquem lentos artificialmente através da atualização de iOS para incentivar a compra de novos modelos. A empresa emitiu uma carta aos seus clientes em que pede perdão pelo “mal-entendido” gerado pela obsolescência dos iPhone e ofereceu descontos aos usuários que queiram trocar a bateria de seu celular.

Na semana passada, a empresa reconheceu que diminui intencionalmente a velocidade dos celulares mais antigos quando é baixada uma nova atualização do software, mas defendeu que o faz para alongar a vida útil da bateria dos aparelhos e evitar que entrem em colapso.

A partir do final de janeiro e até dezembro de 2018, trocar a bateria de um iPhone 6 e de um modelo posterior custará 50 dólares (162 reais) a menos, já que o preço passará de 79 a 29 dólares (256 a 94 reais).

Alguns usuários de iPhone há tempos denunciam que a Apple diminui artificialmente a velocidade dos iPhone mais antigos através da atualização de iOS para incentivar a compra de novos modelos. Essa suspeita ganhou força na semana passada, quando um programador demonstrou com dados que o iPhone 6 fica mais lento após cada nova atualização de software.

A explicação que a Apple deu nessa ocasião à imprensa foi que a obsolescência dos aparelhos era um mal menor para evitar que os celulares com baterias mais antigas fossem bloqueados após a atualização e, ainda que a utilização do usuário ficasse pior, não era tão ruim quanto o colapso contínuo do iPhone.

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*Fonte: elpais

Agora é ilegal pagar menos a mulheres do que a homens na Islândia

Quase um ano depois de anunciar a proposta para a nova lei, agora é oficial: na Islândia, é ilegal e punível com multa pagar menos às mulheres.

Em março de 2017, logo após o Dia Internacional da Mulher, o governo islandês anunciou que ia enviar ao Parlamento a proposta de lei, segundo a qual órgãos públicos e empresas com mais de 25 funcionários seriam obrigados a comprovar a igualdade salarial de seus funcionários com a mesma função.

A Islândia é, há 9 anos consecutivos, eleita pelo Fórum Econômico Mundial como o melhor país para mulheres viverem. Mesmo assim, o salário delas ainda é entre 14% e 18% menor que o do homens.

Ano a ano, essa diferença tem diminuindo, graças a fatores como políticas públicas igualitárias e uma inserção maior das mulheres no mercado de trabalho, especialmente em áreas bem remuneradas mas tradicionalmente masculinas, como a STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, na sigla em inglês). Mas as mulheres queriam ver mudanças mais rápidas.

Com a lei em vigor, as empresas precisam gerar uma espécie de certificado que comprove que paga igualmente seus funcionários homens e mulheres. Caso falhe em apresentar o documento, a empresa pode ser multada. A expectativa é que a nova lei impulsione o fim da desigualdade salarial até 2022, bem mais cedo do que se espera para o mundo como um todo (que deve levar, ainda, 170 anos).

Outras formas de legislação desse tipo já foram criadas no país: empresas com mais de 50 funcionários, por exemplo, precisam manter uma proporção de, no mínimo, 40% de mulheres no seu quadro de funcionários. A mesma coisa vale para órgãos governamentais.

A lei é também resposta a uma cultura de luta feminina na Islândia, representada principalmente pela greve de 24 de outubro de 1975, quando as mulheres, tanto as que trabalharam fora quanto as donas de casa, pararam suas obrigações por um dia inteiro, para deixar que sua “falta” fosse sentida. Em 2016, a greve se repetiu, no mesmo dia, em menor escala: as mulheres saíram de seus trabalhos exatamente às 14h38, porque seu salário, se comparado ao masculino, só equivale ao que um homem ganha até às 14h38 de um dia de trabalho. O resto seria como trabalhar de graça – e com 75 anos de luta por igualdade nas costas, quem é que tem tempo pra isso?

*Débora Veloso

 

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*Fonte: superatual

Os cinco princípios fundamentais da prosperidade

Se você alimenta a crença de que a única forma de você prosperar é através do trabalho árduo, da renúncia e do sacrifício, assim deve ser a sua vida.

Realmente, agindo contra o que você acredita, você dá uma ordem contrária ao universo e, fatalmente, anula os seus esforços.

A verdade é que tudo o que você crê determina a sua realidade.
O trabalho árduo, a privação e o acúmulo de recursos, como forma de fazer riqueza, são expressões repetidas de pais para filhos, de geração para geração. Mas esse pensamento está ancorado numa falsa compreensão da natureza, pois sugere um conceito de limitação ao poder divino.

É um grande equívoco não confiar nas suas riquezas internas, na força criadora do espírito de Deus – que habita em você – e considerar que a sua verdadeira riqueza provém de uma fonte externa.

Tudo que você precisa para usufruir da verdadeira riqueza é se identificar com o espírito da prosperidade. Aprenda a desenvolvê-lo a partir de cinco princípios fundamentais:
Comece sendo próspero em seus pensamentos. O modo de pensar próspero, consiste em cultivar o sentimento de que você possui toda espécie de riqueza, e que você pode distribuir aos outros generosamente, porque, assim fazendo, você abre caminho para maior suprimento.

1. Amplie o seu entendimento acerca da riqueza material: o dinheiro não é a raiz do mal, mas sim, o amor ao dinheiro. A riqueza material empregada da forma correta, através da compreensão de sua relação com as riquezas espiritual e intelectual, deixa de ser empecilho para o seu aperfeiçoamento. Se você compreender realmente o espírito da prosperidade, você não precisará fingir que despreza o dinheiro, nem atribuíra a ele um valor que ele não tem. O espírito da prosperidade é a atitude mental mais afastada do amor ao dinheiro, pois não depende dele.

2. Faça o seu dinheiro circular, acreditando que a generosidade vivenciada em sua grandeza, lhe fará prosperar sob todos os aspectos. Observe que a vida só se mantém onde há circulação, a exemplo do seu organismo e do sistema solar. À medida que as suas riquezas circulam, você expande a ingressão de fluxo nos planos intelectual, espiritual e material. E de uma forma extraordinária, você experimenta uma riqueza superior, aquela que você recebe de Deus e que não pode ser avaliada em dinheiro. Quando esse princípio se tornar claro em sua mente, você estará muito mais atento ao “dar” que ao “receber”.

3. Nunca pense que você é pobre, nem que você necessita receber benefícios dos outros para viver. Mas veja-se como um centro de distribuição e, quanto melhor você exercer as suas funções centrais, maior será o seu fluxo de recebimento.

4. Se a sua riqueza no plano material ainda não é abundante, você sempre terá algo a dar, seja o seu conhecimento, a sua sabedoria ou o seu serviço. Agindo dessa maneira, você já estará pondo em prática o espírito da prosperidade e fazendo a sua riqueza circular.

5. Seja um instrumento cada vez mais poderoso para expansão da vida dos outros. Viva e ajude os outros a viverem é o lema do verdadeiro espírito da prosperidade. Assim funciona a lei universal de atração. Quem mais dá, sincera e desinteressadamente, mais prospera.

 

 

 

 

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*Fonte: osegredo