Cientistas detectam sinal de rádio vindo de dentro da Via Láctea, mas sua causa é desconhecida

Pela primeira vez em um bom tempo, um sinal de rádio veio de dentro da Via Láctea, de acordo com cientistas do Experimento Canadense de Mapeamento da Intensidade de Hidrogênio (CHIME) e da Pesquisa de Emissão de Rádio Transitória 2 (STARE2).

Oficialmente chamadas de “rajadas rápidas de rádio”, ou simplesmente “FRB” (Fast Radio Bursts) pela sigla em inglês, essas emissões duram menos que um milissegundo, mas sensores capacitados conseguem detectá-las sem muita dificuldade.

A situação é inédita para especialistas, uma vez que FRBs tendem a ocorrer fora de nossa galáxia, posicionadas a bilhões de anos luz de distância. Essa nova detecção, porém, foi facilmente posicionada a aproximadamente 30 mil anos luz de nossa posição, o que facilitou muito a sua captura.

“O [pessoal do] CHIME sequer estava olhando na direção certa e ainda viu [o sinal] alto e claro em sua visão periférica”, disse Kiyoshi Masui, professor assistente de Física no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). “O STARE2 também o viu, e eles são apenas um conjunto pequeno de antenas de rádio”.

A novidade pode facilitar o estudo de sinais de rádio que recebemos do espaço, algo que a comunidade científica sempre teve certa dificuldade em fazer, dada a distância: “nós podemos aprender mais sobre uma fonte a 30 mil anos luz de distância do que de outra a um bilhão de anos luz. Finalmente, nós conseguimos uma fonte próxima para pesquisarmos”, celebrou Masui.

Outro problema das FRBs é a sua duração praticamente efêmera: por um lado, elas são 100 milhões de vezes mais poderosas que o Sol, liberando em um milissegundo um volume de energia que nossa principal estrela levaria 100 anos para produzir. Entretanto, elas ficam ativas por tempos extremamente curtos.

Normalmente, um sinal de tamanha energia requer apenas que nós apontemos nossos telescópios em sua direção, mas FRBs não ficam estáticas. No tempo que você leva para piscar, elas já atravessaram galáxias inteiras e sumiram.

Ainda assim, nosso conhecimento sobre elas nos possibilitou gerar uma base de gravações de eventos bem consistentes – o suficiente para que cientistas como Matsui pudessem aferir a frequência com a qual elas ocorrem: ”Todas as buscas pelo céu sugerem que milhares desses eventos ocorrem todo dia”.

Entretanto, pouquíssimo sobre suas origens pode ser determinado. Segundo Matsui, é certo que rajadas rápidas de rádio – dentro ou fora da Via Láctea – têm origem em pontos bem pequenos no espaço. “Não mais do que algumas centenas de quilômetros de tamanho”, diz o cientista.

O problema: isso não reduz as opções. Estrelas de nêutrons, cordas cósmicas e anãs brancas, por exemplo, atendem a essas características.

Graças à FRB descoberta dentro da Via Láctea – e um pouco de trabalho de detetive -, os cientistas puderam determinar que o ponto de origem deste sinal foi uma magnetar, um tipo de estrela de nêutron jovem, nascida de uma explosão supernova cujos efeitos lhe ainda são incidentes.

Magnetares não têm esse nome à toa: dotados de um campo magnético cinco quatrilhões de vezes (o número “5”, seguido do zero, repetido 15 vezes) mais poderoso que o da Terra, eles são os ímãs mais poderosos do universo.

Segundo toda a bibliografia que temos disponível no estudo do assunto, sabemos que essas rajadas rápidas de rádio emitem radiação eletromagnética de curta duração – especificamente, raios-x e raios gama. Ambos os raios emitem pequenas explosões de curtíssima duração. A teoria científica é a de que essas explosões liberam ondas de rádio, o que pode ser indício das magnetares como origem das FRBs.

No caso da recente descoberta – a que os cientistas se referem como “FRB 200428” -, foi determinado que ela veio da constelação de Vulpecula, que é a “casa” da magnetar SGR 1935+2154. E essa FRB veio acompanhada de emissões de raios-x, reforçando a teoria dos especialistas.

Outros telescópios e centros de observação também detectaram um aumento súbito de raios gama e raios-x na mesma região, então agora todos eles precisam reunir os dados e discutir a validade das teorias estipuladas.

*Por Rafael Arbulu
…………………………………………………………………………………..
*Fonte: olhardigital

Socorro! O computador de backup do Hubble também quebrou

Há quase duas semanas, a NASA tenta religar o Telescópio Espacial Hubble depois que ele misteriosamente parou de funcionar em 13 de junho.

Mas consertar o telescópio de 31 anos ficou muito mais complicado.

Após uma série de testes durante a última semana, pesquisadores descobriram que o computador de backup do Hubble — o computador para o qual eles planejavam mudar caso suas tentativas de consertar o telescópio falhassem — também parece danificado, de acordo com o Insider.

Possível Culpado
O computador de backup foi ligado “pela primeira vez no espaço”, desde que os astronautas o instalaram em 2009, disse a NASA em seu blog. Quando isso aconteceu, a agência descobriu que o computador de backup estava passando o mesmo problema que o computador principal.

Isso significa que o hardware principal nem o de backup são a fonte dos problemas do Hubble. Em vez disso, pode ser hardware em módulos separados, como o regulador que alimenta os computadores, ou um formatador de dados que está causando problemas.

“Como é altamente improvável que todos os elementos de hardware individuais tenham problema, a equipe agora está analisando outro hardware como o possível culpado”, disse a NASA na atualização.

A última viagem do Hubble
Desde que entrou em órbita em 1990, o icônico telescópio foi responsável por algumas das descobertas mais inovadoras e cativantes da história astronômica moderna, incluindo a descoberta de novas luas ao redor de Plutão, permitindo que os pesquisadores calculassem a idade do universo, e mostrando aos astrônomos imagens de galáxias que se formaram logo após o Big Bang.

Assim, a perda do Telescópio Espacial Hubble seria o fim de uma era para a exploração espacial moderna e a ciência como a conhecemos, não muito diferente da perda de Da Vinci para o mundo da arte.

Se isso sinalizar o fim do Hubble, a NASA usará um sistema instalado em 2009 para guiá-lo de volta à atmosfera da Terra, onde queimará na reentrada — dando ao telescópio uma última oportunidade para permitir que todos o admiremos enquanto nos despedimos.

*Por Marcelo Ribeiro
…………………………………………………………………………………
*Fonte: hypescience

Balão gigante vai levar turistas à “beira” do espaço

As viagens para o espaço, ainda mais as turísticas, podem até parecer coisa de filme, só que agora se aproximam da realidade. Inclusive, se por acaso pensou que seria em um foguete, saiba que há outras opções. A empresa Space Perspective anunciou que fará uma viagem até a “beirada” do espaço com um balão gigante.

Após o primeiro teste, o qual chegou a uma altitude de 33 quilômetros, a empresa de viagens espaciais disse que oferecerá o passeio a partir de 2024. O valor da passagem será de US$ 125 mil, ou R$ 613,5 mil, na cotação atual.

O custo pode soar caro e inclui o transporte de outras sete pessoas durante seis horas no balão, chamado de Spaceship Neptune. A estrutura conta com um bar e banheiro, com expectativa de que chegue a altura de 30 quilômetros, que é quase três vezes a de um avião normal.

A empresa explicou que o lançamento será feito a partir do Aeroporto Regional da Costa Espacial, na Flórida, próximo do Kennedy Space Center, que é de onde saem os foguetes da Nasa e da SpaceX. Porém, o destino ainda é incerto e depende de como os ventos vão se comportar na ocasião.

Já a aterrissagem poderá acontecer no oceano Atlântico ou próximo ao Golfo do México, local onde o teste realizado pela Space Perspective no último 18 de junho parou.

Ao site “Space News”, a cofundadora da empresa, Jane Poynter, revelou que foram registradas 25 inscrições de pessoas interessadas durante um evento online de anúncio da novidade e que o número total já seria “muito maior”.

A ideia de ter o passeio pelo espaço é mais uma na disputa pelo mercado de turismo espacial. Tanto que pela Blue Origin, Jeff Bezos (CEO da Amazon) anunciou que irá viajar para o espaço no próximo dia 20 de julho junto do irmão.

Ademais, o Spaceship Neptune chegará a cerca de 30 quilômetros, enquanto as empresas com foguetes alcançarão a linha de Kármán (100 quilômetros), que define o limite entre a atmosfera da Terra e o espaço.

Mas, cá entre nós, dessa altitude, já vai dar para ver a curvatura da Terra e a cor real do espaço profundo, podendo ser considerado como “espaço” para muita gente.

*Por Gabriela Bulhões
………………………………………………………………………………………..
*Fonte: olhardigital

Pesquisadores querem criar um ‘backup’ genético da Terra na Lua

Como 2020 já nos mostrou, a humanidade e o próprio planeta Terra são bastante vulneráveis. Imagine, por exemplo, que a letalidade do SARS-CoV-2, causador da Covid-19, fosse drasticamente mais alta. Nesse caso, a extinção da raça humana, ou ao menos o fim da sociedade como é, seria um risco considerável. Contudo, não queremos despertar gatilhos de ansiedade. É por essa fragilidade que pesquisadores propuseram a criação de um backup genético da Terra, na Lua, só para variar.

A proposta foi apresentada durante a Conferência Aeroespacial do IEEE, no último dia 06. Na proposta, os pesquisadores sugerem a criação de uma estação lunar que pudesse abrigar um banco genético de todas as 6,7 milhões de espécies de plantas, animais e fungos do planeta. A estrutura ficaria abrigada nos tubos de lava que se formaram na Lua durante os seus primeiros milhões de anos de existência.

A proposta, de fato, é uma boa ideia. No entanto, você pode imaginar que criar uma super estrutura na Lua não é algo muito barato. O prédio precisaria ter estruturas que conectassem o subsolo à superfície lunar por elevadores, além de salas a mais ou menos 190°C negativos. Contudo, a parte mais cara da ideia é o transporte. Segundo os autores, cada espécie teria 50 amostras de DNA armazenadas. Isso iria requerer mais de 250 viagens espaciais, sem contar aquelas para a construção da base.

Além do mais, estimativas mostram que, para se criar uma espécie novamente, apenas com o DNA, cientistas precisariam de mais de 500 amostras do material genético. Esse número possibilitaria uma diversidade genética sustentável, mas também deixaria o banco de DNA 10 vezes mais caro.

O risco do sumiço de material genético

O maior banco genético atualmente está hospedado na Noruega e conta com mais de 1 milhão depósitos genéticos, sobretudo de plantas usadas para agricultura. Entretanto, mesmo essa arca norueguesa pode sofre catástrofes como tsunamis ou mesmo o impacto de um meteoro.

Pensando nisso, os autores da proposta argumentam que a base lunar poderia proteger o DNA da radiação solar (uma vez que ficaria no subsolo) e ao mesmo tempo facilitar a conservação, já que os tubos de lava lunares atingem os 15°C negativos. Esse refúgio em outro astro só seria ameaçado por um impacto direto de asteroide – ou por uma bomba atômica.
(Imagem de István Mihály por Pixabay )

Pandemia, mudança climática, crises diplomáticas internacionais, eventos astronômicos. Essas são ameaças reais à espécie humana e à biodiversidade da Terra. A proteção dessa diversidade é uma responsabilidade, portanto, da própria espécie humana. Apesar dos custos altíssimos, os pesquisadores acreditam que a arca lunar pode se tornar viável nos próximos 30 anos, com todos os avanços tecnológicos e aeroespaciais já observados até o momento.

*Por Matheus Marchetto

………………………………………………………………………………………
*Fonte: socientifica

As imagens mais espetaculares na história da exploração espacial: o pouso da sonta Perseverance em Marte

A NASA divulgou um vídeo do Rover Perseverance em Marte enquanto ele descia pela atmosfera do planeta e pousou como planejado na Cratera Jezero na última quinta-feira.

Falando em uma coletiva de imprensa na segunda-feira, David Gruel, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, disse que a equipe de vídeo manteve suas expectativas modestas: “Conseguimos o que conseguimos e não ficamos chateados”.

O que eles fizeram estão entre as imagens mais espetaculares na história da exploração espacial.

Seis pequenas câmeras compõem o sistema EDL Cam (Entrada, Descida e Aterrissagem, na sigla em inglês). Elas sobreviveram à viagem e funcionaram perfeitamente, capturando a abertura do paraquedas da espaçonave, separação do escudo térmico, descida e o suave pouso do Rover Perseverance na superfície marciana.

Há detalhes extraordinários no vídeo. A espaçonave balança um pouco debaixo do paraquedas e estabiliza à medida que os propulsores do módulo de descida assumem e o paraquedas é lançado para longe. Uma câmera no módulo de descida mostra o Rover enquanto ele desce com a ajuda de três cabos. Uma câmera no Rover captura a mesma cena de baixo; uma vez na superfície os cabos desconectam e o módulo de descida voa para longe.

Havia também dois microfones na espaçonave. Gruel disse que não conseguiu capturar o áudio do pouso, mas uma vez na superfície um dos microfones gravou – pela primeira vez – sons de Marte. O clipe disponibilizado pela NASA contém um zumbido silencioso do funcionamento do Rover, e uma rajada de vento marciana varrendo o módulo de pouso. Outro clipe cancela o som do Rover, deixando apenas a brisa.

*Por Marcelo Ribeiro

……………………………………………………………………………
*Fonte: hypescience

Drone Ingenuity, da Nasa, será o primeiro a explorar Marte

O rover Perseverance, que está a caminho de Marte – com previsão de chegada para o próximo dia 18 – traz dentro de si um equipamento que fará sua estreia nas missões de exploração da Nasa. O helicóptero Ingenuity fará os primeiros voos controlados em outro planeta, enquanto registra imagens de um antigo leito marciano.

Quando pousar na cratera Jazero, o Perseverance será o quinto rover a percorrer a superfície do Planeta Vermelho, mas o Ingenuity é o primeiro veículo do seu tipo a ser utilizado fora da Terra – muito mais como demonstração de tecnologia, com um escopo limitado, que custou US$ 85 milhões.

“No futuro, isso poderia transformar a forma como fazemos ciência planetária e, eventualmente, ser como um batedor para que possamos descobrir onde exatamente precisamos enviar nossos robôs”, afirmou o administrador da Nasa, Jim Bridenstine, em uma entrevista coletiva antes o lançamento do rover, em julho de 2020.

O Ingenuity possui quatro pás de fibra de carbono, dispostas em dois rotores que giram em direções opostas a cerca de 2.400 rpm. O helicóptero também conta com células solares, baterias e outros componentes – mas não leva quaisquer instrumentos científicos. O drone é um experimento separado Perseverance.

Como acontece com qualquer tecnologia pioneira, especialmente no espaço, o Ingenuity enfrenta desafios que podem minar sua missão. A fina atmosfera de Marte (99% menos densa que a da Terra) torna difícil conseguir sustentação suficiente. Por isso o Ingenuity tem que ser muito leve (1,8 kg) e com pás muito maiores e que giram muito mais rápido do que seria necessário para um helicóptero com a mesma massa na Terra.

Os aquecedores internos do helicóptero terão que mantê-lo aquecido durante as noites geladas de Marte, que podem chegar a -90°C. Além disso, o Ingenuity não pode ser controlado em tempo real com um joystick, como um drone qualquer. O atraso na comunicação entre Terra e Marte são uma parte inerente do trabalho da Nasa.

O helicóptero tem, inclusive, autonomia para tomar suas próprias decisões sobre como voar até um local de interesse ou se manter aquecido. Os engenheiros projetaram e programaram o Ingenuity para realizar até cinco voos autonomamente, em um período de 30 dias marcianos (aproximadamente um mês na Terra).
Perseverance e Ingenuity na superfície de Marte.

“O Ingenuity é um empreendimento de alto risco e alta recompensa”, avalia Matt Wallace, vice gerente de projetos do Perseverance do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. O seu primeiro voo irá apenas testar se o helicóptero pode sair do solo e pairar cerca de 3 metros no ar. A partir daí, cada teste será mais complexo do que o anterior, culminando em um voo final de 300 metros sobre o solo marciano.

Duas câmeras na parte inferior do drone irão capturar imagens da superfície marciana – uma em cores e outra em preto e branco. Do solo, o Perseverance também observará o drone. “Vamos ser capazes de ver com nossos próprios olhos, com vídeos, esse tipo de atividade acontecendo em outro mundo. E eu simplesmente não posso dizer o quão animado estou”, afirmou Bridenstine.

*Por Renato Mota

…………………………………………………………………………
*Fonte: olhardigital

Chuva de meteoros Orionids estará visível entre hoje e amanhã

Os fãs de efeitos visuais no céu podem comemorar: da noite desta segunda-feira (19) até quarta-feira (21), será possível ver a passagem da chuva de meteoros Orionids, resultado de detritos e outros rastros deixados pelo cometa Halley. Esta chuva popular pelos meteoros luminosos está ativa desde o dia 02 de outubro e deve permanecer assim até o dia 07 de novembro – porém, acompanhá-lo a olho nu será mais fácil somente essa semana.

O fenômeno – que tem esse nome por ser visível próximo à constelação de Orion, popularmente onde estão as conhecidas estrelas Três Marias – é resultado de detritos e outros rastros deixados pelo cometa Halley. É possível vê-lo ao menos duas vezes por ano, em períodos específicos nos quais a terra atravessa a órbita do famoso cometa: no segundo semestre, quando é chamado de Orionids; e no primeiro semestre, em que recebe o nome de Eta Aquariidis (ocorre entre abril e maio, tendo seu pico nos primeiros dias do mês das noivas).

“Estamos em num possível periodo de aumento de atividade de meteoros dentro de um ciclo total de 12 anos. Acreditamos que 2020 poderá marcar justamente o aumento dessa atividade, podendo chegar a detecções de vinte a trinta meteoros por hora. É possível ver alguns deles, é claro, desde que se esteja em lugares com pouca luminosidade e com o céu limpo”, explica Marcelo de Cicco, astrônomo, pesquisador e coordenador geral do projeto de doutorado exoss, que trata de estudo de meteoros, ligado ao Observatório Nacional.

O pesquisador garante que nenhum desses eventos é catastrófico ou com potencial de trazer danos à Terra. “Chance zero”, nas próprias palavras dele.

Ainda assim, é claro que num ano tão controverso quanto 2020, algo de inédito deve acontecer. Amanhã (20), além dos efeitos da Orionids, talvez seja possível ver uma potencial chuva associada ao NEO 2015 TB145, que pode ser o núcleo de um cometa extinto que passou pela Terra pela última vez em 2015. O “diferencial” desse corpo celeste é que sua imagem por radar se assemelha à de uma caveira – por isso, ele foi apelidado de ‘Neo Halloween’ da primeira vez em que passou pelo planeta.

Este ano, o fenômeno deve estar visível em um horário muito mais cedo do que as habituais chuvas de meteoros, por volta das 19 horas. Para ter uma ideia, outros eventos como esse atingem seu ápice de visibilidade à meia-noite ou depois disso.

“Para vê-lo, é preciso olhar entre o leste e o sul, regiões em que provavelmente vão surgir meteoros. Com essa passagem, vamos comprovar que esse asteroide realmente era o núcleo de um cometa desativado”, finaliza de Cicco.

*Por Karian Souza

…………………………………………………………………………….
*Fonte: exame

Que fim levou o Tesla Roadster que foi enviado para o espaço?

No dia 6 de junho de 2018 o empresário Elon Musk reforçou sua fama de marqueteiro ao lançar seu próprio Tesla Roadster a bordo do foguete Falcon Heavy em uma chamativa transmissão global via internet. O esportivo elétrico de uso pessoal do executivo foi lançado no espaço em um teste da aeronave que, espera-se, um dia levará humanos a Marte.

Cálculos de cientistas estimam que o Tesla esteja a mais de 237 milhões de quilômetros da Terra, voando a 61.400 km/h. Sua órbita ao redor do Sol só passará próximo de nós por volta de 2091, mas dificilmente vai sobrar muita coisa para resgatar até lá.

Ao contrário do “motorista” equipado com a nova geração de trajes espaciais, o Roadster não recebeu nenhum tipo de proteção especial, o que pode significar uma morte lenta e prolongada ao (até agora) único automóvel feito na Terra que circula pela Via Láctea.

Apesar de o ambiente sem oxigênio evitar qualquer ferrugem, os raios infravermelhos e ultravioletas do Sol serão destrutivos ao Tesla. A pintura do elétrico perderá a cor gradualmente, enquanto pneus e outros polímeros ficarão quebradiços. Caberá à radiação destruir todos os circuitos eletrônicos, inutilizando o esportivo. Isso, claro, se nenhum meteorito colidir com o módulo que carrega o Roadster por aí.

Ficha Técnica:

Motor: Traseiro, transversal, elétrico, trifásico
Potência: 292 cv a 5.000 rpm
Torque: 40,8 kgfm a 1 rpm
Câmbio: Transmissão direta, tração traseira
Direção: Elétrica
Suspensão: Independente, duplo A
Freios: Discos ventilados
Pneus: 175/55 R16 (dianteira) e 225/45 R17 (traseira)
Dimensões:
Compr.: 3,94 m
Largura: 1,85 m
Altura: 1,13 m
Entre-eixos: 2,35 m
Bateria: Íon-lítio, 53 kWh
Peso: 1.238 kg (sem astronautas)

*Por Rodrigo Ribeiro

……………………………………………………………………..
*Fonte:

Cientistas atuam para decifrar asteroide que apresenta risco de atingir a Terra

Há séculos e mais séculos que o temor de um asteroide se chocar com nosso planeta oferece contornos apocalípticos para o imaginário humano – e de quando em quando cientistas se põem a estudar trajetórias e aproximações de objetos espaciais que ameaçam o caminho da Terra. Foi isso que a equipe do Sistema de Alerta Impacto Terrestre por Asteróides (Atlas, em inglês) recentemente identificou: um novo asteroide capaz de impactar o planeta. E se há ainda grande dificuldade em determinar maiores informações sobre o objeto e sua trajetória, cientistas no observatório de Arecibo, em Porto Rico, levantaram novos dados sobre o asteroide.

Com 488 metros de diâmetro e um eixo mais longo com quase 1 quilômetro – equivalendo seu cumprimento a cinco campos de futebol – o asteroide foi batizado de 2020 NK1, e por seu tamanho faz dele um dos Objetos Potenciamente Perigosos (PHO, em inglês) mais importantes para o rastreamento da NASA e outras agências espaciais. Cálculos sugerem que a aproximação com a Terra se dará entre os anos 2086 e 2101, e a chance do asteroide colidir com o planeta é de uma em 70 mil.

A observação mais apurada do 2020 NK1 aconteceu entre os dias 30 e 31 de julho ao longo de duas horas e meia, quando as medições puderam ser feitas, e mesmo fotografias puderam ser registradas. A boa notícia é que as análises determinaram que a aproximação do asteroide muito provavelmente não chegará perto da Terra o suficiente para se tornar uma real ameaça: estima-se que o ponto mais próximo será ainda a 3,6 milhões de quilômetros, cerca de 9 vezes a distância entre o planeta e a lua.

*Por Vitor Paiva

……………………………………………………………………………
*Fonte: hypeness

Ouça o som assombroso detectado do espaço ao redor da Terra

Tem som no espaço?

Como o som não pode viajar através do vácuo, o espaço é silencioso. Ou pelo menos o espaço é silencioso para os nossos ouvidos. O espaço contém muitos sinais eletromagnéticos, como ondas de rádio. Esses sinais são criados por buracos negros, planetas e outras fontes.

Assim como um aparelho de rádio transforma sinais de rádio que você não pode ouvir em ruídos, instrumentos científicos podem converter esses sinais eletromagnéticos do espaço em som. Portanto, embora o espaço seja silencioso, você pode “ouvi-lo”.

Quer saber qual é o som do espaço ao redor da Terra?

A gravação abaixo, realizada durante uma das últimas missões da NASA com sondas exploratórias em órbita, traz o som emitido pela magnetosfera do nosso planeta.

De acordo com o site The Atlantic, ao redor da Terra existe uma série de anéis de plasma que pulsam com ondas de rádio, que são inaudíveis aos ouvidos humanos.

Entretanto, algumas antenas são capazes de capturar essas ondas — como os dispositivos de rádio amador, por exemplo —, que também são conhecidas como “O Coro da Terra”, já que o seu som lembra o de um coral de pássaros cantando pela manhã.

O resultado é, quase literalmente, assustador: um uivo assobiante estranho que abaixa e depois se eleva. Ouça:

Como os astronautas se comunicam no espaço?

Durante caminhadas espaciais, os astronautas conseguem conversar por meio de ondas de radiofrequência. Os sons são normalmente produzidos dentro dos trajes espaciais, pois ali existe oxigênio.

Ao serem captadas por um microfone, as ondas sonoras são convertidas em ondas eletromagnéticas e, então, transmitidas até um receptor.

*Por Davson Filipe

…………………………………………………………………………
*Fonte: realidadesimulada

7 minutos de terror: entenda como o Perseverance vai pousar em Marte

Após uma década de desenvolvimento, sucesso da missão dependerá de uma sequência precisa de manobras que terão de ser executadas sem nenhuma intervenção humana

Por incrível que pareça, lançar um rover pesando uma tonelada em uma jornada de mais de seis meses e 200 milhões de km é a parte “fácil” de uma missão a Marte. O verdadeiro desafio será pousar o Perseverance no planeta, algo tão complexo que até hoje só metade das missões que tentaram essa manobra tiveram sucesso.

O principal problema é que a atmosfera de Marte é muito mais fina que a da Terra. Com isso ela não oferece resistência ao rover, que cai em alta velocidade. Para desacelerar o veículo e impedir que ele vire uma panqueca no solo marciano é necessário combinar várias técnicas, executadas com precisão absoluta.

No início da entrada na atmosfera marciana o rover é protegido por um escudo térmico com 4,5 metros de diâmetro, que terá de suportar temperaturas de mais de 1.000 ºC. Quatro minutos após o início da manobra, a uma altitude de cerca de 11 km, um paraquedas supersônico com 21 metros de diâmetro se abre para reduzir ainda mais a velocidade.

20 segundos depois, o escudo térmico é ejetado para que câmeras e radares na parte de baixo do rover possam ter uma boa visão do solo. O paraquedas continua aberto até uma altura de cerca de 2 km, quando se separa.

Ainda assim o rover, que está preso a uma plataforma, está viajando rápido demais. A penúltima etapa consiste no uso de retrofoguetes montados na plataforma para desacelerar ainda mais o veículo. A técnica é similar à usada pela SpaceX, que aciona os motores de seu foguete Falcon 9 para reduzir a velocidade antes do pouso.

Quando a plataforma chega a uma altitude de 20 metros em relação ao solo, ocorre a última etapa: ela paira no ar, e usa cabos para descer o rover suavemente até o solo. Assim que ele pousa os cabos são cortados, e a plataforma voa para longe. Toda a sequência é mostrada no vídeo abaixo:

O trajeto da órbita ao solo leva sete minutos, e deve ser feito de forma completamente automatizada, sem comunicação nenhuma com a Terra. Isso porque um sinal de rádio leva 7 minutos para ir da Terra a Marte, e uma resposta levaria mais 7 minutos.

Ou seja, quando recebermos a informação de que o rover iniciou a descida, ele já estará na superfície de Marte. Por isso os cientistas chamam esse período de “7 minutos de terror”, porque até receberem a confirmação do pouso não há o que fazer além de torcer pelo melhor.

Por mais complexo que pareça, esse método já foi usado com sucesso no pouso do rover Curiosity, oito anos atrás. Os engenheiros da Nasa esperam repetir o feito em 18 de fevereiro de 2021, quando o Perseverance deve chegar à cratera Jezero, no hemisfério norte marciano. Estaremos torcendo por ele.

*Por Rafael Rigues

…………………………………………………………………..
*Fonte: olhardigital

SpaceX coloca dois astronautas em órbita e realiza um feito na corrida espacial privada

A história voltou a decolar no sábado desse pedaço de terra, sepultado agora em uma densa nuvem de vapor e uma descarga de decibéis deixados, em seu caminho ao espaço exterior, pela extraordinária criatura de um excêntrico sonhador bilionário. Esse lugar se conecta com a história da Humanidade e com o imaginário coletivo norte-americano. Terra de furacões e jacarés, na costa oriental da Flórida, esse ponto do mapa foi escolhido mais de meio século atrás como trampolim ao espaço. No Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, foi construída a Plataforma de Lançamento 39. Daqui decolou o Apollo 11 que levou o homem à Lua e aqui, no sábado, ressuscitou o sonho americano do espaço. Quando o relógio marcava 15h22, hora local (16h22 de Brasília), em uma segunda tentativa após o adiamento de quarta-feira, decolaram os primeiros seres humanos colocados em órbita por uma empresa privada.

A nova era do espaço, a da corrida espacial comercial, atingiu hoje seu feito mais importante com a decolagem da primeira missão tripulada privada à Estação Espacial Internacional (EEI), em uma viagem que deve demorar 19 horas. É a primeira vez em quase uma década que os Estados Unidos enviam astronautas ao espaço de solo norte-americano. A história se repete, mas, ao mesmo tempo, tudo é diferente.

Doug Hurley e Bob Behnken, os primeiros astronautas da NASA em voar para uma empresa privada, não chegaram no tradicional Astrovan, e sim em um Tesla Model X fabricado pela empresa de seu chefe. Através de uma passarela elevada a 70 metros do solo, vestidos com seus estilosos trajes brancos projetados pela SpaceX, com logos da NASA, embarcaram na cápsula Crew Dragon colocada em cima do foguete Falcon 9, batizado em homenagem à Millennium Falcon de Han Solo.

O lançamento ocorre em meio à pandemia do coronavírus, quando os Estados Unidos já ultrapassaram o simbólico número de 100.000 mortos. A NASA decidiu prosseguir com o lançamento apesar da pandemia, e havia pedido aos fãs, habitualmente reunidos nas praias próximas em cada lançamento, que dessa vez acompanhassem o acontecimento em suas telas. O presidente Donald Trump e o vice-presidente Mike Pence estavam na reduzidíssima lista de convidados VIP para contemplar a decolagem ao vivo. “É possível que aqui exista uma oportunidade para a América de, talvez, fazer uma pausa, e olhar para cima e ver um brilhante, resplandecente momento de esperança sobre como se vê o futuro, e que os Estados Unidos podem fazer coisas extraordinárias até mesmo em tempos difíceis”, disse Jim Bridenstine antes do lançamento, administrador da NASA, propondo uma injeção de moral em um momento em que o país está submerso nos protestos raciais contra a violência policial racista, após a morte de George Floyd em Minneapolis.

Terminada a contagem regressiva, o Falcon 9 subiu pelo céu como um dardo incandescente, três dias depois de abortar o lançamento previsto pelo tempo ruim. A cápsula Crew Dragon aderida a sua ponta, que o foguete soltou no espaço antes de aterrissar de pé em uma embarcação-drone, é uma variação da Cargo Dragon, não tripulada, com a qual a empresa coloca regularmente satélites em órbita para clientes e envia mercadorias à Estação Espacial Internacional, por seu contrato com a NASA. Antes desse dia histórico, o Falcon 9, com nove motores e de 68,4 metros de altura, já voou 85 vezes nos últimos 10 anos. A Crew Dragon tem capacidade para transportar sete passageiros, mas nessa primeira viagem voaram somente dois veteranos do espaço com muita experiência.

Robert Behnken, 49 anos, de St. Ann (Missouri), casado com a também astronauta Megan MacArthur, é doutor em engenharia mecânica e coronel da Força Aérea norte-americana, onde serviu antes de se incorporar à NASA em 2000. Voou na nave Endeauvour (2008 e 2010) e acumula 708 horas no espaço, 37 delas fora da nave.

Doug Hurley, nascido em Endicott (Nova York) há 53 anos, ex-marine, foi o piloto da última missão da Atlantis, em 2011, que acabou com o programa de naves espaciais. É casado com a astronauta Karen Nyberg e é pai de um filho.

“Vamos acender essa mecha”, disse Hurley antes da ignição, repetindo as palavras pronunciadas por Alan Shepard em 1961, na primeira viagem norte-americana tripulada ao espaço.

Mas há um terceiro protagonista: Elon Musk. O bilionário que, com sua empresa SpaceX, fundada em 2002, entra agora na exclusiva liga de entidades que enviaram astronautas ao espaço depois da Rússia, Estados Unidos e China, nessa ordem. Musk (Pretoria, África do Sul, 1971) sequer havia nascido quando Neil Armstrong pisou pela primeira vez na Lua em 20 de julho de 1969. Fundador da PayPal e da Tesla, empresa de carros elétricos que ainda dirige, Musk cresceu consumindo ficção científica e compreendeu que a mesma tecnologia que o tornou rico lhe permitia realizar seus sonhos infantis alimentados pelas façanhas da NASA.
Duas pessoas com camiseta da NASA assistem a decolagem do ‘Dragon Crew’, neste sábado na Flórida.

“É um sonho tornado realidade, para mim e para todos na SpaceX”, disse Musk. “Não é algo que pensei que aconteceria. Não acreditei que esse dia chegaria. Se me dissessem que eu estaria aqui hoje, nunca teria pensado que ocorreria”.

Os Estados Unidos voltam ao espaço com uma inovação não só tecnológica, e sim política e filosófica. A NASA entrega a responsabilidade de levar astronautas ao espaço a uma empresa privada. A era Apollo, alimentada pela rivalidade da Guerra Fria, foi sucedida pelo programa Shuttle e sua decadência, consumada nas chamas da nave espacial Challenger, que explodiu no céu em 28 de janeiro de 1986 diante dos olhos do mundo cohttps://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/06/ciencia/1517949727_209708.htmlm sete astronautas dentro. Depois veio a tragédia do Columbia (2002). E em 8 de julho de 2011, foi lançada a última nave espacial Atlantis e não foram mais enviados seres humanos à Lua de solo norte-americano. Desde então, até hoje, os astronautas americanos viajam à Estação Espacial Internacional com escala na Rússia a bordo do Soyuz, o programa espacial de quem foi o arqui-inimigo galáctico.

Sábado foi o princípio de uma viagem histórica, mas também o final de outra. Os desafios técnicos foram colossais, e ficaram evidentes no passado. A Boeing, a outra empresa contratada pela NASA para levar astronautas ao espaço, falhou em dezembro em seu teste não tripulado no Starliner por problemas de software que impediram sua ancoragem na EEI. A própria SpaceX sofreu uma explosão no ano passado que destruiu uma de suas cápsulas durante um teste.
Jovens observam da praia o lançamento do ‘Dragon Crew’, na Flórida.
Jovens observam da praia o lançamento do ‘Dragon Crew’, na Flórida.JOE RIMKUS JR / Reuters

Depois que os Estados Unidos cederam quase completamente à Rússia e à China o negócio de lançar foguetes comerciais, hoje a SpaceX envia rotineiramente e traz de volta foguetes reutilizáveis para vários clientes, amealhando 70% do mercado. E lançou 19 missões de mercadorias à EEI para a NASA.

Se a missão de sábado for concluída com sucesso, consumará uma mudança na relação do ser humano com o espaço. Os passageiros são da NASA. A agência supervisionou tudo, e poderia ter ordenado abortar o lançamento se visse algo perigoso. Mas é a SpaceX, seu pessoal, sua tecnologia, quem dirige essa aventura. Já existem duas empresas que anunciaram seus planos para contratar lançamentos na cápsula Crew Dragon da SpaceX, e enviar turistas ao espaço. Tom Cruise expressou seu interesse em rodar um filme na Estação Espacial Internacional. E uma missão bem-sucedida injetará confiança nos próximos objetivos. O primeiro: voltar a enviar astronautas à Lua, objetivo que a NASA fixou para 2024.

*Por Pablo Guimón

…………………………………………………………………..
*Fonte: elpais

Maior superlua de 2020 acontece esta semana; veja como observar

Evento será visível entre terça e quinta-feira

Nesta semana você poderá observar a maior superlua de 2020. Apesar de ser chamada de “Super Pink Moon” (Super Lua Rosa) nos EUA, ela não tem uma cor diferente. O nome foi dado por conta de uma planta selvagem dos EUA, a Phlox Subulata, que tem flores róseas e floresce nesta época do ano.

O fenômeno estará visível entre os dias 7 e 9 de abril (terça e quinta-feira), com seu ápice na quarta-feira (8), quando a Lua estará cheia em sua totalidade. Para observar, basta olhar para o leste desde o pôr do Sol.

O ideal é estar no ponto mais alto de sua cidade, ou em um local com uma visão livre do horizonte, já que o contraste com prédios, montanhas e árvores à frente faz a lua parecer muito maior do que de costume. Nada te impede de observar a superlua quanto ela estiver alta no céu, mas o efeito será menos impressionante.

Vai ter mais?

Segundo o astrólogo Richard Nolle, que cunhou o termo em 1979, uma “superlua” é qualquer lua cheia que ocorre enquanto a Lua está a 90% ou mais de sua maior aproximação da Terra, o chamado Perigeu. Isso faz com que ela pareça até 15% maior e 30% mais brilhante do que o de costume.

O perigeu acontece regularmente a cada 28 dias. Entretanto, a ocorrência da Lua cheia no momento exato é mais rara. Em 2020 ela já ocorreu duas vezes, em 9 de fevereiro e 9 de março, e ocorrerá também em 8 de abril e 7 de maio.

Depois disso, os eventos começam a se distanciar. Em junho, por exemplo, a Lua estará no perigeu no dia 3, mas só estará cheia no dia 5, quando já vai estar fora da posição “ideal”. Portanto, não é considerada uma superlua. Grande, talvez, mas não Super. O evento só voltará a ocorrer em 27 de abril de 2021.

Apps dão uma forcinha

Para saber o momento exato do pôr do Sol em sua cidade, basta perguntar ao Google: “OK Google, quando o sol vai se pôr hoje?”. Já para saber para onde olhar, basta usar um app de bússola.

Quem usa um iPhone não precisa de um app extra, basta usar o “Bússola”, que é parte do iOS. Para Android, uma boa opção é o “Apenas uma bússola”, da PixelProse SARL, que é bonito, simples, gratuito e, mais importante, sem anúncios.

Além da direção em que o celular está apontando, ele também indica o horário do nascer e do pôr do sol, sua altitude e até a intensidade do campo magnético próximo ao aparelho. Tudo isso em uma tela só.

Dicas para fotografar

Se você quiser registrar o fenômeno, veja este artigo com nossas dicas para fotografar a superlua. É tudo questão de usar um tripé e encontrar o momento certo.

*Por Rafael Rigues

……………………………………………………………………………
*Fonte: olhardigital

Xiaomi manda câmera do Mi 10 Pro para o espaço

Sensor de 108 mp foi embarcado em um cubesat de uma empresa chinesa, e produziu belas imagens de nosso planeta

A Xiaomi encontrou uma boa forma de demonstrar a qualidade da câmera do Mi 10 Pro, smartphone que lançou há um mês. A empresa literalmente mandou o componente para o espaço, de onde fez belas imagens de nosso planeta.

O Mi 10 Pro tem um sistema de cinco câmeras na traseira, sendo que a principal tem um sensor de 108 MP. Foi este sensor que foi enviado ao espaço, a bordo “cubesat” da empresa chinesa Spacety chamado Xiaoxiang 1-08, lançado por um foguete Longa Marcha 4B que decolou em novembro passado.

O satélite com a câmera do Mi 10 Pro orbita a uma altitude de 495 km, com uma velocidade de 28.800 km/h e também carrega outros experimentos. A Xiaomi e a Spacety trabalharam juntas por 168 dias para resolver 343 “problemas” antes do lançamento.

Com o sucesso da missão as empresas estudam uma cooperação tecnológica, criando satélites para áreas como observação meteorológica, alertas ambientais, ciência marinha e até mesmo análise financeira.

*Por Rafael Rigues

…………………………………………………………………..
*Fonte: olhardigital

Filmes do pouso na Lua teriam sido impossíveis de falsificar. Aqui está o porquê.

Faz meio século desde o magnífico pouso na Apollo 11 na Lua, mas muitas pessoas ainda não acreditam que isso realmente aconteceu. As teorias de conspiração sobre o evento que datam da década de 1970 são de fato mais populares do que nunca. Uma teoria comum é que o diretor de cinema Stanley Kubrick ajudou a NASA a falsificar as imagens históricas de seus seis desembarques bem-sucedidos na Lua.

Mas seria realmente possível fazer isso com a tecnologia disponível na época? Segundo o cineasta Howard Berry , Chefe de Pós-Produção e Líder do Programa de Produção de Cinema e Televisão MA, Universidade de Hertfordshire, é impossível que sa imagens tenham sido falsificadas.

Aqui estão algumas das crenças e perguntas mais comuns – e por que elas não se sustentam.

 

1. “Os desembarques da lua foram filmados em um estúdio de TV.”

Existem duas maneiras diferentes de capturar imagens em movimento. Um é o filme, tiras reais de material fotográfico nas quais uma série de imagens é exposta. Outro é o vídeo, que é um método eletrônico de gravação em vários meios, como a movimentação de fita magnética. Com o vídeo, você também pode transmitir para um receptor de televisão. Um filme cinematográfico padrão grava imagens a 24 quadros por segundo, enquanto a transmissão de TV geralmente é de 25 ou 30 quadros, dependendo de onde você estiver no mundo.

Se concordarmos com a ideia de que os desembarques da lua foram gravados em um estúdio de TV, então esperamos que eles sejam vídeo de 30 quadros por segundo, que era o padrão de televisão na época. No entanto, sabemos que o vídeo do primeiro pouso na Lua foi gravado a dez quadros por segundo em SSTV (televisão Slow Scan) com uma câmera especial.

2. “Eles usaram a câmera especial Apollo em um estúdio e depois abrandaram a filmagem para dar a impressão de que havia menos gravidade.”

Algumas pessoas podem argumentar que, quando você olha para pessoas que se movem em câmera lenta, elas parecem estar em um ambiente de baixa gravidade. Retardar o filme requer mais quadros do que o normal, então você começa com uma câmera capaz de capturar mais quadros em um segundo do que em um normal – isso é chamado de overcranking ou captura-em-tempo-muito-lento. Quando isso é reproduzido na taxa de quadros normal, essa gravação é reproduzida por mais tempo. Se você não pode girar sua câmera, você pode gravar em uma taxa de quadros normal e pode artificialmente abrandar a filmagem, mas você precisa de uma maneira de armazenar os quadros e gerar novos quadros extras para retardá-lo.

No momento da transmissão, os gravadores de discos magnéticos capazes de armazenar filmagens em câmera lenta só podiam capturar 30 segundos no total, para uma reprodução de 90 segundos de vídeo em câmera lenta. Para capturar 143 minutos em câmera lenta, você precisaria gravar e armazenar 47 minutos de ação ao vivo, o que simplesmente não era possível.


3. “Eles poderiam ter um gravador de armazenamento avançado para criar filmagens em câmera lenta. Todo mundo sabe que a NASA recebe a tecnologia antes do público.

Bem, talvez eles tivessem um gravador de armazenamento extra secreto – mas um quase 3.000 vezes mais avançado? Duvidoso.


4. ‘Eles filmaram em filme e abrandaram a gravação. Você pode obter quantos filmes quiser para fazer isso. Então eles converteram o filme para ser exibido na TV.

Isso é um pouco de lógica, finalmente! Mas filmar em filme exigiria milhares de metros de rolo. Um rolo típico de filme de 35 mm – a 24 quadros por segundo – dura 11 minutos e tem 1.000 pés de comprimento. Se aplicarmos isso a um filme de 12 quadros por segundo (o mais próximo de dez que conseguiremos com o filme padrão) rodando por 143 minutos (esse é o tempo de duração da filmagem da Apollo 11), precisaríamos de seis e meio rolos.

Estes então precisariam ser colocados juntos. As junções de emenda, transferência de negativos e impressão – e potencialmente grãos, partículas de poeira, cabelos ou arranhões – instantaneamente cedem o jogo. Não há nenhum desses artefatos presentes, o que significa que não foi filmado em filme. Quando você leva em conta que os pousos subseqüentes da Apollo foram feitos a 30 quadros por segundo, então fingir seria três vezes mais difícil. Então a missão Apollo 11 teria sido a mais fácil.

5. Mas a bandeira está soprando ao vento e não há vento na lua. O vento é claramente de um ventilador dentro do estúdio. Ou foi filmado no deserto.

Não é. Depois que a bandeira é solta, ela se acomoda suavemente e, em seguida, não se move de forma alguma na filmagem restante. Além disso, quanto vento há dentro de um estúdio de TV?

Há vento no deserto, eu aceito isso. Mas em julho, o deserto também é muito quente e normalmente você pode ver ondas de calor presentes em imagens gravadas em lugares quentes. Não há ondas de calor nas imagens de pouso na lua, por isso não foi filmado no deserto. E a bandeira ainda não está se movendo de qualquer maneira.

MAIS SOBRE A LUA E ALÉM

Una-se a nós enquanto mergulhamos nos últimos 50 anos de exploração espacial e nos 50 anos que virão. Do primeiro passo histórico de Neil Armstrong na superfície lunar até os planos atuais de usar a Lua como plataforma de lançamento para Marte, ouça especialistas acadêmicos que dedicaram suas vidas a estudar as maravilhas do espaço.

……………………………………………………………………………………………………

‘A iluminação na filmagem claramente vem de um holofote. As sombras parecem estranhas.

Sim, é um holofote – um holofote a 150 milhões de km de distância. É chamado o sol. Olhe para as sombras na filmagem. Se a fonte de luz fosse um holofote próximo, as sombras se originariam de um ponto central. Mas como a fonte está tão distante, as sombras são paralelas na maioria dos lugares, em vez de divergirem de um único ponto. Dito isto, o sol não é a única fonte de iluminação – a luz também é refletida do solo. Isso pode fazer com que algumas sombras não apareçam paralelas. Isso também significa que podemos ver objetos que estão na sombra.

Bem, todos nós sabemos que Stanley Kubrick filmou isso.

Stanley Kubrick poderia ter sido solicitado a falsificar as aterrissagens lunares. Mas como ele era tão perfeccionista, ele teria insistido em filmar no local. E está bem documentado que ele não gostava de voar… Próximo?
“A Terra é plana. As imagens que vemos da Lua e do Sol, na verdade, são hologramas que são projetados no domo.”

Desisto.

*Por Felipe Sérvulo

…………………………………………………………………………………………….
*Fonte: misteriosdouniverso

 

Conheça o plano de Elon Musk para a corrida espacial do século 21

Elon Musk não tenta esconder que um dos seus principais objetivos é colonizar Marte. E é com essa missão que a SpaceX vem trabalhando nas últimas 2 décadas. A empresa teve um crescimento importante no desenvolvimento de sistemas aeroespaciais, sendo uma das clientes da NASA. Em uma recente entrevista ao Ars Technica, o CEO conversou sobre seu ambicioso projeto de levar pessoas a Marte.

Porém, antes de pousar em outro planeta, a SpaceX precisa aprimorar ainda mais suas próprias naves, e, para o empreendedor, só existe um caminho para isso acontecer: realizar muitos testes. Por isso, é tão importante, antes de pensar em pousar no planeta vermelho, conseguir produzir naves com mais rapidez.

“Uma alta taxa de produção resolve muitos problemas”, disse ele. “Se você tem uma alta taxa de produção, tem uma alta taxa de iteração. Para praticamente qualquer tecnologia, o progresso é uma função de quantas repetições você possui e quanto progresso você faz entre cada repetição. Se você tem uma alta taxa de produção, possui várias repetições”, acrescentou.

E o quão alta deve ser essa taxa de produção? De acordo com o Musk, o objetivo é conseguir construir 1 nave por semana até o final de 2020. Recentemente, a SpaceX contratou mais de 200 novos funcionários, dobrando a força de trabalho, com o objetivo de acelerar esse processo. Atualmente, a empresa conta com 2 tendas do tamanho de 1 campo de futebol americano para tornar esse processo mais rápido; uma 3.ª tenda já está sendo levantada (veja o local no vídeo abaixo).

“É realmente uma loucura, eu concordo”, disse Musk. “Os paradigmas espaciais convencionais não se aplicam ao que estamos fazendo aqui. Estamos tentando construir uma frota massiva para tornar Marte habitável, para tornar a vida multiplanetária. Acho que precisamos, provavelmente, da ordem de mil naves, e cada uma dessas naves teria mais carga útil do que o Saturn V — e seria reutilizável”, ele afirmou.

Vale lembrar que a empresa ainda está em fase inicial do desenvolvimento de um foguete completo, capaz de fazer uma viagem até Marte. As naves que se pretende desenvolver semanalmente são apenas o estágio superior do foguete Super Heavy da SpaceX. No entanto, por ser esse o estágio que entrará em órbita e levará os astronautas, conseguir uma nave por semana é um progresso enorme.

No fim de fevereiro, o primeiro desses foguetes enfrentou seu primeiro teste. O objetivo não era colocá-lo em órbita (e ele não havia sido construído em 1 semana), mesmo assim o protótipo do Starship SN1 implodiu devido a problemas de pressão. Agora, os modelos SN2 e SN3 já estão em desenvolvimento, com Musk incentivando seus engenheiros a produzirem em menor tempo e com mais qualidade. Os planos agora se resumem a fazer mais testes para voar em uma missão orbital, com a SN5 ou a SN6, antes do final de 2020.

Uma vida multiplanetária

Tudo isso, para Elon, é o primeiro passo da humanidade em sentido à exploração de novos planetas para habitar. E tudo começa com Marte. Para ele, é necessário pensar em como atingir essa meta, criando cidades autossustentáveis no planeta vermelho. Por isso, enquanto as cidades marcianas dependerem da Terra por qualquer motivo, a vida em Marte não será uma realidade para a humanidade.

“O ponto em que se diz que o objetivo é tornar a vida multiplanetária significa que precisamos ter uma cidade autossustentável em Marte”, disse o CEO. “Essa cidade tem que sobreviver se as naves de reabastecimento deixarem de vir da Terra por qualquer motivo. Não importa o porquê. Se essas naves de reabastecimento pararem de chegar, a cidade morre ou não? Para criar algo autossustentável, você não pode perder nada, você deve ter todos os ingredientes. Não pode ser ‘bem, esse lugar é autossustentável, exceto por uma coisinha que não temos’”.

O empresário reconhece que ainda estamos muito longe de atingir esse ponto. Entretanto, se ele conseguir ver os primeiros passos já considerará isso uma vitória.

“Provavelmente, estarei morto, há muito tempo, antes que Marte se torne autossustentável, mas gostaria de pelo menos estar por aqui para ver várias das minhas naves desembarcando lá”, concluiu Musk.

*Por Robinson Samulak Alves

……………………………………………………………………………….
*Fonte: megacurioso

A primeira vida alienígena que encontrarmos provavelmente será inteligente. Saiba por que

Segundo cientistas do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), é mais provável que encontremos evidências de vida extraterrestre inteligente antes de encontrarmos microrganismos aliens, por exemplo.

Por quê?

Vida simples x vida inteligente

Se você costuma ler notícias sobre a busca científica por vida alienígena, deve saber que os pesquisadores andam apostando suas fichas em descobrir alguma bactéria microscópica no solo de Marte, ou então algum organismo muito simples nos mares da lua Europa, de Júpiter.

Enquanto podemos assumir, intuitivamente, que formas simples de vida são mais abundantes no universo e é tal tipo de organismo alienígena que encontraremos primeiro, os cientistas explicam que nossa busca por essas formas de vida é muito limitada.

O problema é que a tecnologia que temos disponível hoje (bem como a que teremos em um futuro próximo) não nos permite olhar (ou vasculhar) muito longe no sistema solar, menos ainda em sistemas de estrelas próximas.

“Existem dois cavalos na corrida para encontrar vida além da Terra. O primeiro é a busca por assinaturas químicas em planetas e o segundo é a busca por inteligência extraterrestre. A vida inteligente tem vantagem, pois pode ser detectada em toda a galáxia”, disse Andrew Siemion, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), na conferência Association for the Advancement of Science em Seattle.

Assinaturas tecnológicas

Outra questão sobre a busca por vida alienígena é que assinaturas químicas encontradas em outros planetas podem ser ambíguas. Como poderemos ter certeza se o metano ou produtos químicos similares que detectarmos em outros planetas são realmente produzidos por seres vivos?

Assinaturas tecnológicas, por outro lado, são mais claras. Estas seriam evidências de tecnologia ou vida inteligente extraterrestes enviadas pelo cosmos através de ondas de rádio, pulsos de laser e outras formas de radiação eletromagnética.

Os cientistas do SETI, por exemplo, se concentram em tentar detectar tais sinais que não poderiam ser criados pela natureza, bem como outros vestígios de tecnologia alienígena.

E, enquanto ainda não obtiveram sucesso, Siemion é otimista com relação ao futuro, especialmente porque nossa capacidade de detecção deve ser três ordens de magnitude maior até a próxima década.

“Vimos uma explosão dramática no número de observatórios, no número de cientistas que estão trabalhando neste campo”, afirmou.

Apesar disso…

Apesar das apostas de Siemion, os pesquisadores podem de fato acabar encontrando vida alienígena simples no nosso sistema solar primeiro.

Se isso acontecer, os cientistas precisarão refletir sobre o que isso significa para o medo humano de estarmos “sozinhos” no universo: a descoberta pode muito bem apontar para uma conjetura na qual a vida no cosmos é de fato abundante, só que raramente sobrevive por tempo suficiente para evoluir inteligência ou desenvolver a capacidade de ir além de seu próprio mundo. [Forbes]

*Por Natash Romanzoti

…………………………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

NASA abre processo seletivo para classe de astronautas

Já pensou curtir uma temporada no espaço estando próximo da superfície da Lua e trabalhar na Estação Espacial Internacional? Agora é a chance de ir atrás desse sonho! A NASA abriu, oficialmente, vagas para a classe de astronautas de 2021, e o período de inscrições, que se iniciou ontem (3), estará aberto até o dia 31 de março, podendo ser realizada a matrícula no site USA Jobs.

A seleção faz parte de um dos meios de facilitar a operação do Programa Artemis, que busca levar astronautas à superfície lunar e lá realizar pousos até 2024. Além disso, há a missão Mars Recover, prevista para 2030, a qual coletará amostras do solo marciano para ser estudadas na Estação Espacial.

“Desde os anos 1760, a NASA selecionou 350 pessoas a fim de treiná-las como astronautas para suas crescentes missões desafiadoras de exploração espacial. Com 48 astronautas no corpo ativo, mais serão necessários para tripular espaçonaves com múltiplos destinos e impulsionar a exploração como parte das missões Artemis e além”, declarou a agência em comunicado oficial.

Teste para astronauta

É importante reforçar que o processo seletivo para trabalhar na agência espacial é um dos mais difíceis conhecidos atualmente, com milhares de aplicações, mas apenas uma dezena de selecionados. Caso seja necessário, utilize como referência a última seleção: houve 18,3 mil inscrições e apenas 12 indivíduos foram escolhidos para integrar o time. Dessa forma, pode-se estimar que, nessa atual oferta, de 8 a 12 candidatos serão aprovados pela agência.

Infelizmente, alguns brasileiros só vão ler a matéria até aqui, já que, para participar do processo, a cidadania americana ou a dupla cidadania (com a americana devidamente inclusa) é um requisito obrigatório para a participação nos testes. Além disso, é exigido um nível de mestrado em algum campo STEM, incluindo Engenharia, Ciências Biológicas, Física, Ciências da Computação e Matemática.

Para quem não tiver mestrado, mas tiver um mínimo de 2 anos de doutorado em campos STEM, doutorado completo em Medicina ou curso de piloto de testes reconhecido nacionalmente, ainda há chances de integrar a equipe de astronautas da NASA. Porém, não para por aí, já que é necessário 2 anos de experiência na área de atuação ou mil horas de voo como piloto de avião a jato, além do longo processo de entrevistas, exames e treinamentos.

*Por Andre Luis Dias Custodio

…………………………………………………………………..
*Fonte: megacurioso

Estudo revela que ferrugem bloqueia radiação cósmica

A ferrugem bloqueia radiação cósmica, de acordo com um estudo recente realizado por cientistas. Para quem não sabe, a radiação cósmica é o tipo de radiação que bombardeia astronautas e seus equipamentos no momento em que eles saem da atmosfera da Terra.

Proteger os astronautas é um elemento crucial para realizar missões no espaço, especialmente se quiserem enviar alguém para Marte ou além disso. Com a tecnologia atual, a proteção que há disponível não é suficiente. Ou ficaria extremamente caro e pesado para criar um escudo realmente efetivo contra a radiação.

Metal oxidado, porém, especialmente o óxido de gadolínio (III), bloqueia mais radiação do que qualquer outra coisa, de acordo com uma pesquisa publicada no mês passado na revista Radiation Physics and Chemistry.

O estudo, um esforço conjunto da Lockheed Martin e da Universidade Estadual da Carolina do Norte, poderia oferecer aos engenheiros uma nova ferramenta para manter os tripulantes em segurança durante longas incursões no espaço.

A ideia de usar ferrugem diminuiria o peso usado para criar este “escudo protetor”.

“Nossa abordagem pode ser usada para manter o mesmo nível de proteção contra radiação e reduzir o peso em 30% ou mais, ou você pode manter o mesmo peso e melhorar a proteção em 30% ou mais – em comparação com as técnicas de proteção mais amplamente usadas” disse o engenheiro nuclear do Estado da Carolina do Norte, Rob Hayes, em um comunicado à imprensa. “De qualquer forma, nossa abordagem reduz o volume de espaço ocupado pela blindagem.”

……………………………………………………………
*Fonte: geekness

Estação Espacial Internacional agora tem um quarto de hotel para turistas

A NASA anunciou que já escolheu uma companhia para construir o primeiro destino comercial da Estação Espacial Internacional: a Axiom Space.

Infelizmente, esse será um quarto de hotel muito exclusivo, frequentado provavelmente apenas pelos “uber” ricos: o tíquete pode custar US$ 50 milhões (cerca de R$ 211,5 milhões).

Se você já quiser ir guardando dinheiro, no entanto, vá em frente: a construção só deve começar no segundo semestre de 2024.

Esse valor é uma estimativa dada pelo CEO da empresa, Mike Suffredini, em uma entrevista ao New York Times em 2018.

Acomodações

De acordo com o website da Axiom Space, a startup imagina um hotel “zero gravidade” com clara visão da Terra e comunicação de banda larga com o planeta.

A companhia planeja lançar um módulo com uma instalação de pesquisa e manufatura, habitat para equipe e observatório com grandes janelas para a Terra. Tudo isso em um segmento com o nome da Axiom na Estação Espacial Internacional.

Por enquanto, a Estação não tem data certa para ser aposentada. A startup informou que planeja criar sua própria plataforma para abrigar seu Segmento/hotel, em vez de depender da estrutura existente.

As imagens disponíveis das acomodações são criações do visionário Philippe Starck, que projetou quartos altamente elegantes com conforto, cuidado e luxo, segundo a Axiom. [Futurism, Axiom]

*Por Natasha Romanzoti

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

………………………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

Primeira ida ao espaço de 2020 tem equipe 100% feminina

A primeira viagem ao espaço de 2020 é também a segunda da história a ser conduzida inteiramente por uma equipe feminina – e esperamos ver muito mais! As astronautas pioneiras, Jessica Meir e Christina Koch, foram “lá pra cima” para substituir as baterias de matrizes solares da International Space Station e a NASA exibiu toda a missão ao vivo.

De acordo com a NASA, Meir e Koch substituíram a níquel-hidrogênio que geravam energia para a instalação para baterias de iões de lítio.

Na primeira meia hora de caminhada espacial, a câmera e o sistema luz ligados ao capacete de Koch acabaram escapando e dificultando as imagens para os espectadores, assim como a visualização da dupla na atividade técnica que estavam fazendo. Em uma breve conversa com o sistema de comando da agência espacial norte-americana, elas decidiram continuar trabalhando no escuro e concluíram a missão com maestria.

Se a troca de bateria funcionar como planejado nos próximos dias de monitoramento, a NASA vai enviar os astronautas Andrew Morgan e Luca Parmitano, da Agência Espacial Européia, para finalizar a instalação do Alpha Magnetic Spectrometer’s (AMS) um novo dispositivo de resfriamento para as matrizes lá no alto.

Esta foi a segunda viagem especial de Meir e a quinta de Koch. A segunda das duas juntas. A dupla fez história em outubro de 2019, ao completar a primeira missão da NASA completamente conduzida por mulheres – isso depois de um cancelamento em março por falta de trajes espaciais adequados para corpos femininos.

*Por Karol Gomes

…………………………………………………………………………..
*Fonte: hypeness

Livro gratuito da Nasa traz belas imagens da Terra à noite

Earth at Night também tem muita informação sobre os instrumentos disponíveis aos cientistas, como são usados e sua evolução.

Por muitos anos, as imagens de satélite da Terra à noite serviram como uma ferramenta fundamental de pesquisa, além de estimular a curiosidade do público. Essas imagens mostram como os seres humanos iluminaram e moldaram o planeta de maneiras profundas desde a invenção da lâmpada, há 140 anos.

O contraste entre as luzes e as trevas conta histórias sobre o nosso planeta, que são apresentadas no e-Book Earth at Night (Terra à Noite), desenvolvido pela Nasa e disponível gratuitamente.

Além de mostrar como os seres humanos e os fenômenos naturais iluminam a escuridão, o livro também mostra como e porque os cientistas observam as luzes noturnas da Terra há mais de quatro décadas, usando seus próprios olhos e instrumentos espaciais. Os leitores irão compreender a evolução na tecnologia de imagem, e como fenômenos como erupções vulcânicas, tempestades e incêndios florestais podem ser facilmente identificados.

Earth at Night tem 200 páginas, e está disponível em versões para o Kindle (formato MOBI), outros e-readers (EPUB) e PDF.

*Por Rafael Rigues

………………………………………………………………………………
*Fonte: olhardigital

Vídeo impressionante mostra como a lua está se afastando da Terra

A Lua está se afastando da Terra, lentamente, processo que teve início há bilhões de anos, quando o satélite natural foi formado.

Para explicar melhor esse fenômeno, o cientista James O’Donoghue, da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (AXA), criou um vídeo no qual é possível ver como o afastamento tem acontecido ao longo dos anos.

Conforme a hipótese do grande impacto, a formação da Lua se deu há 4,5 bilhões de anos, com a colisão entre a Terra e um objeto espacial denominado Theia, cujas dimensões seriam semelhantes às de Marte.

A partir daí, pedaços da crosta terrestre cobertos de magma foram lançados à nossa órbita, dando origem à Lua.

Nessa época, o satélite natural estava bem mais próximo do nosso planeta — cerca de 16 vezes mais perto do que a distância atual — mas com o passar do tempo ele se afastou milhares de quilômetros em relação à posição original, devido às interações entre ambos e também a impactos de meteoritos.
Veja o vídeo

Inicialmente, O’Donoghue pretendia apresentar uma imagem precisa da criação da Lua, como ele contou ao Business Insider. No entanto, ele se empolgou e criou uma animação que mostra toda a história, resumida em menos de 30 segundos.

O vídeo começa mostrando a posição atual da Lua e a seguir faz uma viagem no tempo, voltando ao momento da formação do satélite. Também é possível acompanhar a distância dela em relação à Terra, seu tamanho aparente e a velocidade do seu afastamento ao longo de bilhões de anos.

Como é medida a distância da Terra à Lua?

A Lua se distancia da Terra cerca de 3,8 centímetros a cada ano, atualmente, mas esse movimento nem sempre é constante.

*Por Davson Filipe

 

………………………………………………………………………..
*Fonte: realidadesimulada

Inteligência Artificial descobriu por si mesma que a Terra orbita o Sol

Assim como aconteceu com os astrônomos da antiguidade, que percorreram um longo caminho dedutivo até compreender que a Terra girava em torno do Sol, e não que tudo girava em torno dela, uma inteligência artificial também chegou a essa conclusão.

Da mesma forma que ocorreu com os humanos, essa tecnologia se baseou na observação do movimento retrógrado de Marte para concluir que o mundo se move em elipse.

Segundo um artigo da revista acadêmica Physical Review Letters, a inteligência artificial conseguiu verificar que a Terra gira em torno do Sol, partindo de uma informação fornecida pelos programadores, que a ensinaram como se movem Marte e o Sol no firmamento terrestre.

Para isso, a equipe do físico Renato Renner, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ETH), projetou um algoritmo capaz de destilar grandes conjuntos de dados em algumas fórmulas básicas, imitando a maneira como os físicos apresentam suas fórmulas.

Assim, eles projetaram um novo tipo de rede neural inspirado na estrutura do cérebro. Durante séculos, astrônomos pensavam que a Terra estava no centro do Universo e explicavam o movimento de Marte sugerindo que os planetas se movessem em pequenos círculos na esfera celeste.

Mas, nos anos 1500, Nicolau Copérnico descobriu que os movimentos poderiam ser previstos com um sistema mais simples se a Terra e os planetas estivessem orbitando o Sol.

Usando os dados fornecidos por seus criadores, a inteligência artificial foi capaz de desenvolver fórmulas ao estilo de Copérnico e redescobriu por conta própria a trajetória de Marte.

Essa conquista irá ajudar os pesquisadores a criar um sistema capaz de individualizar padrões dentro de gigantescas quantidades de dados aleatórios.

A partir dessa iniciativa, Renner e sua equipe pretendem desenvolver tecnologias de machine learning (aprendizagem de máquina) que possam ajudar os físicos a resolver aparentes contradições na mecânica quântica.

*Por Davison Filipe

……………………………………………………………………………………….
*Fonte: realidadesimulada

Como seria o céu se pudéssemos ver todos os satélites que estão em órbita?

Já pensei TANTAS vezes nisso… “Como seria o céu se pudéssemos, de fato, ver todos os satélites que estão em órbita?”

São mais de dez mil satélites em órbita, mas apenas os maiores e mais próximos à Terra são visíveis logo após o pôr do Sol. Neste vídeo, Scott Manley pegou dados dos satélites e criou um timelapse/vídeo da visão do céu noturno na América do Norte e toda a movimentação orbital.

Background Music is Spatial Harvest by Kevin Macleod.
Satellite data from:

https://www.space-track.org/
https://celestrak.com
https://prismnet.com/~mmccants


*Por Gustavo Giglio

………………………………………………………………………….
*Fonte: updateordie

 

Veja os dois novos trajes espaciais da NASA para a missão Artemis

Esses são os dois novos trajes espaciais da NASA apresentados para o programa Artemis, que tem como objetivo pousar o próximo homem e a primeira mulher na Lua até o ano de 2024.

As informações dos trajes incluem:

O traje laranja é o traje do Orion Crew Survival System, também chamado de traje de voo ou de lançamento e entrada. Os novos recursos incluem um capacete que vem em mais de um tamanho e ternos personalizados. A cor visa facilitar a localização dos astronautas se eles acabarem no oceano, e o traje inclui um “conjunto de equipamentos de sobrevivência”.

Embora tenha sido projetado principalmente para lançamento e reentrada, o traje Orion pode manter os astronautas vivos se o Orion perder a pressão da cabine durante a viagem para a Lua, enquanto ajusta as órbitas no caminho de volta para casa. Os astronautas podem sobreviver dentro do traje por até seis dias enquanto retornam à Terra. Os trajes também são equipados com um conjunto de equipamentos de sobrevivência no caso de terem que sair de Orion após o desastre antes da chegada do pessoal de recuperação. Cada um levará seu próprio colete salva-vidas que contém um farol localizador pessoal, uma faca de resgate e um kit de sinalização com espelho, luz estroboscópica, lanterna, apito e bastões de luz.

O traje branco é a Unidade de Mobilidade Extraveicular da Exploração ou xEMU. O xEMU oferece amplitude de movimento dramaticamente superior aos trajes usados ​​em missões anteriores.

Como podemos ver, esses trajes contam com tecnologia de ponta e, ao mesmo tempo, muitos recursos de emergência e sobrevivência. Além de dar mais mobilidade aos astronautas.

……………………………………………………………….
*Fonte: geekness

O Universo é um jogo de espelhos

O Universo provavelmente está povoado de cópias de você. E de sua mãe, do Usain Bolt e do Elon Musk. Em algumas, Bolt é sedentário e Musk é pobre. Em outras, tudo segue exatamente do jeito que está – você, inclusive, lê esta revista, nesta mesma posição.

Para encontrar essas cópias, você teria que começar a viagem mais longa da sua vida. Suba em um foguete imaginário. Deixe a Terra para trás. O Sol ficará cada vez mais distante, até sumir. Depois, as estrelas também desaparecem: cada um dos pontos brilhantes que você vê agora é uma galáxia inteira. E a viagem segue.

Eis que, em certo momento, você vê pela janela uma galáxia bem parecida com a Via Láctea. Então entra nela para dar uma explorada. Lá dentro, encontra estrelas bem familiares. Entre elas, uma de tamanho médio com um punhado de planetas em volta. Chegando mais perto, você vê que o terceiro planeta mais próximo da estrela parece uma bola de gude azul. Sim: um planeta idêntico à Terra, a zilhões de mastodontilhões de milênios-luz daqui.

Tudo na superfície desta outra Terra é igual à desta aqui: continentes, montanhas, oceanos. Os mesmos seres vivos, de uma ararinha azul que acaba de nascer na Amazônia de lá até o seu cachorro, criado por um clone exato seu que mora ali. Um clone mesmo: com a sua cara, seu nome, seus medos, seus amores, seu passado.
Essa possibilidade parece absurda. É absurda. Mas pode ser real também. Mais do que isso: se o Universo for grande o suficiente (e a princípio ele é mesmo), a existência desse seu clone lá longe é uma imposição da matemática.

Quão grande o Universo precisa ser para possibilitar tal aberração? Bom, isso tem a ver com a variedade do nosso “guarda-roupa” cósmico. Imagine que no seu armário há 10 calças e 20 camisetas. Com esse conteúdo, é possível passar 200 dias sem repetir nenhum look. No 201º dia, porém, a repetição é obrigatória. No Universo é a mesma coisa. A região que ocupamos nele nada mais é que um conjunto de partículas, que se combinaram para formar o Sol, a Terra, os seus pensamentos. Tudo. Porque tudo o que existe, afinal, é feito de partículas elementares. Arranje essas partículas de um jeito, e você terá uma gosma disforme de moléculas. Arrume de outro, e você terá um cérebro, um par de olhos, um corpo, este texto. A existência da nossa realidade é só um look que o Universo escolheu para as zilhões de partículas que estão dentro dele.

O Universo é bem uniforme. Podemos supor, então, que regiões do mesmo tamanho contêm o mesmo número de partículas. Esses quarks, fótons e elétrons se combinam de muitas outras formas nas regiões vizinhas à nossa.

O que interessa é que o número de combinações dessas partículas é gigante – mas finito. Chegaremos à quantidade exata. Mas a conclusão é a mesma do guardaroupa: se tivermos mais “regiões” no Universo do que combinações possíveis entre as partículas que as habitam, em algum lugar vão existir regiões exatamente iguais.
Em um Universo imenso, portanto, um clone exato seu é bastante provável. Mais: se o Universo for infinito, é obrigatório que existam infinitos clones seus. E há motivos convincentes – impulsionados por observações feitas na última década – para acreditar que o cosmos não tem fim. E tudo por causa de algo que mal cabe na imaginação: o formato real do Universo.

É difícil entender que o Universo sequer tenha um formato. O que vemos ao olhar para o céu parece ser um imenso vazio pontuado de estrelas. Mas esse “todo” precisa se organizar em alguma forma definida.

Isso porque ele contém massa e, segundo a Teoria da Relatividade, qualquer coisa que tenha massa cria uma curva nas dimensões de tempo e espaço. O espaço pode ser pensado como um tecido bem esticado. Uma bola de gude lançada ali vai afundar um pouco o tecido. Uma bola de boliche cria uma curvatura ainda maior.

Da mesma forma, se tiver muita matéria (muita massa) no Universo, ele se curvaria até ficar esférico. Se esse fosse o caso, então, viveríamos na superfície de uma bexiga gigantesca. Uma bexiga tem três dimensões (altura, largura e comprimento). Mas uma formiga na superfície da bexiga só é capaz de perceber duas: ela pode andar de lado ou para frente e para trás, mas não para “cima” – porque, na prática, isso significa sair da bexiga.

Como a formiga, não conseguimos sair da “superfície” do Universo. O cosmos, por esse ponto de vista, consiste numa superfície 3D inserida numa esfera 4D.

Se o Universo for essa esfera quadridimensional e você sair para uma viagem espacial, sempre em linha reta, necessariamente voltaria ao ponto de início da viagem.

Mas uma esfera não é o único formato possível. O Universo pode ter muita energia escura, uma entidade que tem efeito oposto ao da massa – estica o Universo, em vez de contrair. E aí, ao contrário de uma esfera, o Universo teria uma curvatura negativa. O resultado, difícil de imaginar, mas válido para os matemáticos, é uma batata Pringles em quatro dimensões.

A última opção é um Universo que tenha uma quantidade de massa e de energia escura equivalentes, com uma anulando a outra. Nesse caso, não existe curvatura. Então o Universo não seria nem uma bexiga nem uma batata em quatro dimensões. Seria plano.

Em um Universo plano, você nunca voltaria ao ponto em que saiu, ainda que viajasse por trilhões e trilhões de anos. Se for o caso, sua viagem só teria dois itinerários possíveis: ou você encontraria o fim do Universo, uma borda depois da qual não existe nada, ou, o que é extremamente mais provável, esse Universo não tem bordas nem fronteiras. Sua extensão é infinita.

Essa discussão é importante para garantir a existência dos seus clones. Porque só um Universo plano pode ser infinito, sem limite em nenhuma direção. A boa notícia é que chegamos a uma resposta quase definitiva, graças às Micro-ondas Cósmicas de Fundo, as formas de luz mais antigas que conseguimos enxergar, emitidas poucos milhares de anos após o Big Bang.

Na última década, a sonda WMAP, da Nasa, usou essa radiação para medir a curvatura do cosmos. O cálculo final conclui que o Universo é plano, veja só. E com uma margem de erro de apenas 0,4%.

O estudo foi reforçado pela Pesquisa Espectroscópica de Oscilação Bariônica (BOSS, em inglês), publicada em 2014, que mediu a densidade do Universo com a maior exatidão já vista. O que a BOSS detectou foi que o Universo abriga basicamente a quantidade de massa exata necessária para ser plano.

Mesmo assim, um Universo plano não é necessariamente infinito. Ele pode ser como uma tela de Pac-Man. Você sai por uma ponta e aparece na outra – ideia aparentemente absurda, mas apoiada por alguns cientistas. Mesmo assim, os especialistas concordam no seguinte: se o Universo é, de fato, plano, todos os cálculos permitem supor que ele seja infinito.

Isso quer dizer que, na sua viagem de trilhões e trilhões de anos-luz de duração, você jamais voltaria para o ponto de onde saiu. E, no caminho, começaria, obrigatoriamente, a encontrar os seus clones. Porque o único padrão possível na infinitude é a repetição.

Um novo Big Bang

Em um Universo infinito, a forma como entendemos o momento de origem muda completamente

Se o Universo é de fato infinito, ele sempre foi infinito – até no Big Bang. A Lei de Hubble mostra que o cosmos está expandindo, porque as galáxias estão se afastando (e as mais distantes se afastam mais rápido). Se o relógio girasse ao contrário, veríamos o oposto: tudo se aproximando em um Universo cada vez menor, até tudo que existe estar contido em um só ponto. Nesse ponto de densidade absurda aconteceu o Big Bang. Essa é a explicação convencional. Mas em um Universo infinito, é preciso olhar por outro ângulo. A matemática, afinal, permite “infinitos maiores” e “infinitos menores”. Pegue uma reta infinita e serre ela ao meio. Você terá duas retas menores que a original, mas ainda infinitas. Se o tempo corresse ao contrário, o Universo ficaria menor, mas ainda infinito. Veríamos galáxias se aproximando, até se fundirem. Só que um cosmos infinito e homogêneo tem galáxias infinitas – e a fusão de todas elas levaria a um pico de densidade em todos os seus pontos. Conclusão: um Universo sem limites pode ter sido infinitamente denso, o que também cumpre os requisitos para o Big Bang. Boom.

Quando você encontraria sua primeira cópia? Esse cálculo foi feito pelo cosmólogo do MIT Max Tegmark. Ele é mais fácil de entender se pensarmos no Universo como uma grande colcha de retalhos. Nosso universo visível, também chamado de horizonte cósmico, é um desses retalhos, que se estende a 42 bilhões de anos-luz em todas as direções. Dentro de cada um desses retalhos, existem 10118 unidades subatômicas que formam tudo que existe. São 10000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
000000000000000000000000000000000000000000000 partículas.

Todas elas estão presentes em todos os retalhos, mas podem ter combinações variáveis, gerando realidades totalmente diversas. Segundo Tegmark, você teria que elevar 210 , depois pegar o número resultante e elevá-lo à 118. Essa seria a quantidade de opções de retalhos diferentes, dígitos suficientes para travar seu computador.

Isso quer dizer que, a cada região composta de 210 elevado a 118 retalhos, vai existir, no mínimo, um que é uma cópia exata do horizonte cósmico em que vivemos. As mesmas galáxias, o mesmo sistema solar, a mesma Terra.

Chegando a um país igual ao Brasil, você encontraria alguém que vive em uma casa igual à sua, bebe a mesma cerveja com os mesmos amigos e tem as mesmas marcas de espinha no rosto. Daqui até lá, a distância máxima a se viajar é de 1010 elevado a 118 metros.

10 elevado a 10 elevado a 118: essa é a distância máxima (em metros) daqui até o próximo universo idêntico ao nosso. Mas, para cada xerox exato, o espaço está repleto de cópias distorcidas de tudo o que você conhece…

Não existe papel suficiente no planeta para escrever tantos zeros. Trata-se de um número tão imenso que nem faz diferença se ele for expresso em milímetros ou em anos-luz. A diferença entre um milímetro e um ano-luz, afinal, consiste em meros 18 zeros. E, de novo, estamos falando em um número com mais zeros do que grãos de areia em todas as praias e desertos da Terra – e de Marte também.

A ficção científica vira filme de terror, porém, se pensarmos que, de acordo com a matemática, é mais fácil produzir cópias inexatas do que clones perfeitos. Então, a cada cópia exata do nosso Universo conhecido, você encontraria versões distorcidas dele. Antes de completar a jornada, você certamente encontraria uma série de Universos em que as partículas nem geraram vida. Ou geraram, mas nada remotamente parecido com aquilo que existe agora na Terra. Em outra parte do Universo, nós, terráqueos, curamos o câncer. Em outra, Hitler venceu a Segunda Guerra. Em uma terceira, você ganhou na loteria. Afinal, a cura do câncer, o destino de Hitler ou a sua sorte no jogo nada mais são que configurações possíveis das partículas que formam o Universo.

Num cosmos grande o suficiente, a existência de clones infinitos de você é uma certeza inabalável. A de versões distorcidas de tudo o que você conhece também. Tudo o que pode existir irá existir.

(Tomás Arthuzzi/Superinteressante)

Só tem um problema: nós nunca, em nenhuma hipótese, encontraremos nossas cópias ou essas versões alternativas da história. Porque dentre tudo o que você leu aqui, a única coisa realmente impossível é a viagem em que você embarcou no início deste texto.

Afinal, nada viaja além da velocidade da luz – isso Einstein já estabeleceu com a Teoria da Relatividade. Mas há uma “exceção”: a velocidade com que o próprio Universo está se expandindo.

O nosso horizonte cósmico, ou o retalho que habitamos na colcha do Universo, aumenta de tamanho sem parar. Com isso, a fronteira entre este retalho e o próximo fica cada vez mais distante.

Na borda do nosso retalho estão as galáxias mais longínquas que podemos ver. Elas emitiram sua luz pouco depois do Big Bang, há 13,8 bilhões de anos. Se o Universo não se expandisse, essas galáxias estariam a pouco menos de 13,8 bilhões de anos-luz de distância. Mas, desde que brilharam em nossa direção pela primeira vez, elas se afastaram cada vez mais rápido. Hoje, estão a mais de 40 bilhões de anos-luz. E a distância segue aumentando a uma velocidade bem maior que a da luz. Como é impossível construir qualquer coisa que se desloque mais rápido que a luz, jamais conseguiremos enxergar além do horizonte cósmico, do limite do retalho. A luz que esses objetos emitem jamais chegará aos nossos telescópios.

Eis a grande pegadinha da natureza: as leis que governam o cosmos são permissivas o bastante para suportar a tese de que o Universo está cheio de clones seus. Por outro lado, elas são implacáveis a ponto de manter essas maravilhas do mundo das probabilidades completamente fora do nosso alcance. Para sempre. O irônico é que, do ponto de vista do seu clone espacial que está lendo este texto agora, quem está fora de alcance é você. Vivamos com isso.

*Por Ana Carolina Leonardi

…………………………………………………………………….
*Fonte: superinteressante

5 razões pelas quais existe vida fora da Terra

Um dos assuntos mais comentados no meio científico é a possibilidade de vida além do nosso planeta. Apesar de não termos nenhuma prova concreta de que realmente há vida fora da Terra, podemos especular que essa possibilidade vai muito além de ser apenas considerada, afinal, estamos falando de proporções gigantescas no universo.

5 – Existem MUITAS estrelas no Universo

Vivemos em uma galáxia onde o número estimado de estrelas chega a 400 bilhões. Só no Universo Observável estima-se que existam 10 sextilhões de estrelas. Agora imagine que, assim como o Sol, boa parte dessas estrelas abrigue um sistema planetário como o nosso. Dessa forma, teremos outro número exorbitante de exoplanetas, isto é, planetas fora do Sistema Solar. Será que algum deles não pode ser semelhante ou igual a Terra?

4 – A vida pode não ser o que pensamos que é

A vida na Terra depende de vários fatores, e o principal, é a água. Imagine que algum organismo não precise necessariamente desses elementos para viver, dessa forma, devemos procurar também em exoplanetas que sejam diferentes da Terra. Afinal, há a possibilidade de ser uma forma de vida totalmente diferente.

3 – Já que existem tantos planetas assim espalhados pelo o Universo, onde está todo mundo?

Na Terra, nossa comunicação a longas distâncias deve-se as ondas de rádio. Considerando que exoplanetas próximos da Terra, localizados a poucos anos-luz de distância, tenham uma civilização inteligente, há a possibilidade de ser outro tipo totalmente diferente de comunicação e neste momentos os sinais deles estão passando despercebidos por nós.


2 – A vida necessariamente não precisa ser inteligente

Um erro comum das pessoas é imaginar os aliens como seres verdes e gosmentos. Claro, o que pode realmente ser, no entanto, a vida pode ser apenas microrganismos simples e não uma civilização ultra-avançada. Dessa forma, fica muito mais complicado detectá-los.

1 – Ou podem realmente não existir

E se nós realmente estivermos sozinhos no Universo? É uma possibilidade. A vida na Terra foi uma junção de vários eventos não casuais. ou resumindo, várias catástrofes. Possa ser que a vida inteligente, seja tão rara quanto a “vida comum”. Planetas onde eles residem pode estar a milhões de ano-luz e mesmo que nós detectássemos o mais provável é que já estejam extintos.

*Por Alexandro Mota

Só nesta imagem existem cerca de 10 mil galáxias.

 

……………………………………………………………………….
*Fonte: misteriosdoespaço

EUA irão criar Comando Espacial

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciou ano passado que criaria uma força espacial, agora isso está mais perto de se tornar real. O Comando Espacial, uma nova organização dedicada ao espaço, será inaugurada ainda este mês.

Em uma coletiva de imprensa no estado da Virginia na terça-feira (20), o general Joseph Dunford, chefe do Estado Maior americano, declarou que o comando será criado em 29 de agosto.

A organização irá supervisionar operações de todas as Forças Armadas americanas relacionadas ao espaço. Ela terá 87 unidades, inclusive divisões para monitorar mísseis balísticos, controlar operações de satélites e realizar vigilância no espaço.

Dunford afirmou que o comando irá colocar os Estados Unidos em uma posição de manutenção de uma vantagem competitiva no que ele chamou de uma área de batalha crítica.

Ele ressaltou a determinação americana de responder ao aceleramento das atividades militares de China e Rússia no espaço, tais como o desenvolvimento de armas para a destruição de satélites.

O governo do presidente Donald Trump já enviou um projeto ao congresso americano que visa o estabelecimento de uma sexta força militar. Ela teria status equivalente ao do Exército, da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais, com criação durante o ano fiscal de 2020, que tem início em outubro deste ano.

*Por Any Karolyne Galdino

 

……………………………………………………………………..
*Fonte: engenhariae

A usina de reciclagem de lixo espacial que pode orbitar a Terra em 2050

Temos chamado a atenção para o grave problema do lixo espacial diversas vezes aqui na SUPER ao longo dos últimos anos. E não é à toa que batemos tanto nesta tecla. Há 22 mil objetos grandes e milhões de pequenos pedaços de metal girando em volta do planeta, sendo que muitos deles não passam de lata velha. A órbita da Terra está cada vez mais parecida com um lixão, com satélites e estações espaciais de grande valor correndo perigo.

Algumas ideias e tecnologias estão sendo desenvolvidas com o intuito de encarar a questão no futuro próximo — a maioria delas consiste em espaçonaves que possam capturar o lixo espacial e fazê-lo queimar na atmosfera. Mas um grupo internacional de pesquisadores se uniu em torno de um projeto diferente: a construção de um complexo orbital multifuncional para fazer a reciclagem do material que está lá em cima. E muitas outras atividades.

Batizada de Gateway Earth (algo como “Portal Terra”), a estrutura prevista para começar a operar em 2050 será como a Estação Espacial Internacional. Só que, em vez de focar na ciência, seu objetivo principal é prestar serviços à crescente frota de satélites na órbita terrestre, abrigar turistas espaciais e servir como parada estratégica para espaçonaves a caminho da Lua e dos planetas. Ela ficará 100 vezes mais longe da Terra que a ISS.

A ideia é posicionar o complexo na chamada órbita geoestacionária: um cinturão a 36 mil quilômetros da superfície onde os objetos giram em sincronia com a rotação terrestre. É o ponto ideal para satélites de telecomunicação ou de previsão do tempo, já que eles ficam 100% do tempo acima de uma única porção territorial. Essa órbita é mais conhecida como GEO — não é tão poluída quanto a órbita baixa (LEO), mas está começando a ficar.

Destruir o lixo espacial na LEO é relativamente mais fácil que na GEO, que está muito mais distante da atmosfera terrestre e seu poder incinerador. Lá, o que os operadores costumam fazer é deslocar os satélites no fim da vida útil por 300 km ou 400 km até um “cemitério”. Mas 20% deles não consegue chegar nessa zona de proteção a tempo — são o foco do Gateway Earth. Estima-se que esses serviços abram um mercado de US$ 8 bilhões anuais.

Satélites funcionais podem ser reparados ou reabastecidos. Quando eles viram lixo, são trazidos até a estação para reaproveitamento de peças valiosas, como câmeras e painéis solares. O restante do metal pode ser reciclado para produzir espaçonaves ou facilitar a construção de bases lunares, por exemplo, com material gerado no próprio espaço. Sem os custos dos lançamentos de foguetes, toda a operação deve se tornar bem mais barata.

Um dos motivos que fazem do Gateway Earth um entreposto realmente estratégico para a exploração espacial é sua localização: a órbita geoestacionária marca o fim do grande poço gravitacional terrestre. Ir dali até a Lua ou rumo aos planetas é muito mais fácil, como planar de asa delta. Ter um complexo capaz de, além de consertar satélite, fabricar produtos e veículos neste ponto do espaço pode fazer toda a diferença.

*Por A. J. Oliveira

>> Confira mais informações [ AQUI ]

…………………………………………………………………..
*Fonte: superinteressante

O que a lei espacial diz sobre o que você pode ou não levar para a Lua?

Obras de arte, sacos de cocô e até bolas de golfe. Existe uma lista imensa de objetos deixados na Lua pelos seres humanos. Mais recentemente, levamos amostras de DNA humano e uma multidão dos animais mais resistentes da Terra para lá, os tardígrados. Eles estavam na nave israelense que caiu na Lua em abril deste ano. Caso o pouso tivesse sido realizado com sucesso, os pesquisadores testariam a sobrevivência dos bichinhos no espaço. Como a nave se espatifou, agora eles moram lá em cima.

Mas onde estão os fiscais da Lua? Qualquer país pode deixar o que bem entender por lá?

Bem, quase tudo. Segundo Frans von der Dunk, professor de lei espacial da Universidade de Nebraska, a única coisa que os países não podem levar para a Lua de jeito nenhum (pelo menos legalmente) são armas.

Mas essa é apenas uma interpretação das leis espaciais existentes. A coisa é bem mais complicada. Não existe um documento listando os itens que você poderia levar na sua bagagem, mas algumas coisas são proibidas. Em entrevista ao LiveScience, o professor diz que a lei é permissiva. “A menos que algo seja especificamente proibido ou restrito, ele é considerado permitido”

Quem define isso são os tratados internacionais. O mais aceito ainda é o Tratado do Espaço Sideral, formulado na época da corrida espacial, em 1967, e assinado por diversos países. O Artigo 4 do documento diz claramente que nenhum tipo de arma, base, fortificação ou instalação com fins militares pode ser levada ao espaço (incluindo corpos celestes). Todo o tratado se baseia na exploração e uso pacífico do espaço.

Tirando essa, não há nenhuma grande restrição sobre o que cada país pode ou não deixar na Lua. O tratado também não proíbe a introdução de nenhum ser vivo, mas ressalta que as naves devem evitar contaminação de microorganismos no espaço. Já que os novos moradores super resistentes da Lua não são uma grande ameaça – porque o satélite, temos quase certeza, não abriga vida que possa ser ameaçada pelos bichinhos terráqueos –, está tudo bem

Apesar da falta de regulamentação, há uma preocupação crescente com a quantidade de lixo espacial. De acordo com der Dunk, se os países não começarem a se preocupar com o que deixam por lá, em 10 ou 20 anos será impossível viajar para o espaço sem correr o risco de bater em um satélite perdido.

Legalmente, nada impede que você jogue seu lixo na Lua (a menos que exista uma bomba nuclear escondida nele). Mas pelo bem das futuras missões, pedimos que guarde o papel de bala no bolso.

*Por Mariana Clara Rossini

……………………………………………………………..
*Fonte: superinteressante