NASA divulga possíveis datas de lançamento da missão Artemis 1 (e pode ficar para o ano que vem)

Ainda no aguardo de concluir o principal teste de pré-lançamento pelo qual deve passar (o chamado “ensaio molhado”), o megafoguete Space Launch System (SLS), bem como a cápsula Orion, já têm novas datas programadas pela NASA para, finalmente, seguirem rumo à Lua, no primeiro voo do Programa Artemis.

Como se sabe, esse programa tem por objetivo levar a humanidade a pisar novamente em solo lunar, o que ocorreu pela última vez em dezembro de 1972. Antes que isso aconteça, no entanto, o gigantesco complexo veicular (que tem 98 metros de altura e pesa 2,6 mil toneladas) será lançado sem tripulação para um voo em órbita retrógrada ao redor da Lua, por meio da missão Artemis 1, que visa demonstrar os sistemas integrados de naves espaciais e testar uma reentrada de alta velocidade no sistema de proteção térmica da Orion.

Enquanto a equipe de técnicos e engenheiros da NASA estão trabalhando para lidar com um problema de vazamento de hidrogênio em um dos braços umbilicais que ligam a torre ao foguete, além dos reparos necessários em uma válvula defeituosa (identificados durante as primeiras tentativas de abastecimento), a agência revelou o calendário de janelas de lançamento da missão inaugural.

Confira as possíveis datas de lançamento da missão Artemis 1
Segundo a agência espacial norte-americana, o calendário foi feito levando-se em consideração algumas restrições que envolvem, por exemplo, a mecânica orbital e a disponibilidade da infraestrutura do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, de onde o SLS vai partir.

Um dos fatores excludentes é que a cápsula Orion não pode ficar por mais de 90 minutos sem acesso à luz do Sol, fundamental para gerar energia para manter a nave na temperatura correta. Sendo assim, os planejadores da missão descartam as datas que potencialmente poderiam deixar a cápsula no escuro, à sombra da Terra, durante longos períodos.

Abaixo, está a lista completa de oportunidades consideradas para essa missão. Segundo a NASA, o calendário (que você pode acessar na íntegra aqui) está sujeito a alterações.

26 de Julho a 10 de Agosto: 13 oportunidades de lançamento, excluindo 1, 2 e 6 de agosto;
23 de agosto a 6 de setembro: 12 oportunidades de lançamento, excluindo 30, 31 de agosto e 1º de setembro;
20 de setembro a 4 de outubro: 14 oportunidades de lançamento, excluindo 29 de setembro;
17 de outubro a 31 de outubro: 11 oportunidades de lançamento, excluindo 24, 25, 26 e 28 de outubro;
12 de novembro a 27 de novembro: 12 oportunidades de lançamento, excluindo 20, 21 e 26 de novembro;
9 de dezembro a 23 de dezembro: 11 oportunidades de lançamento, excluindo 10, 14, 18 e 23 de dezembro.
Caso nenhuma dessas datas de 2022 sejam aproveitadas, a missão poderá ser lançada no ano que vem, considerando a programação a seguir:

7 a 20 de janeiro: 10 oportunidades de lançamento, excluindo 10, 12, 13 e 14 de janeiro;
3 a 17 de fevereiro: 14 oportunidades de lançamento, excluindo 10 de fevereiro;
Março: 19 oportunidades de lançamento entre 1º e 17 de março e de 29 a 31 de março, excluindo dia 11 e de 18 a 28 de março;
Abril: 14 oportunidades de lançamento entre 1º e 13 de abril e de 26 a 30 de abril, excluindo 2, 3, 7, 9 e de 14 a 25;
Maio: 14 oportunidades de lançamento entre 1º e 10 de maio e de 26 a 31 de maio, excluindo dia 8 e de 11 a 25 de maio;
Junho: 13 oportunidades de lançamento de 1º a 6 de junho, em 20 de junho e de 24 a 30, excluindo 5, de 7 a 19 e de 21 a 23.
A data de lançamento da missão também determinará por quanto tempo a cápsula Orion ficará no espaço. Segundo a NASA, a missão poderá ter entre 26 e 28 dias de duração, ou de 38 a 42 dias, a depender do dia em que o SLS puder decolar. “A duração da missão é variada realizando meia volta ou 1,5 voltas ao redor da Lua na órbita distante retrógrada, antes de retornar à Terra”, explicou a agência em comunicado.

Com previsão de aproximadamente 48 horas de duração, os testes começaram no dia 1º de abril, mas, ao identificar uma série de falhas críticas no carregamento de hidrogênio líquido e oxigênio líquido nos propulsores do SLS, a NASA resolveu interromper o processo para dar prioridade ao lançamento da missão Ax-1, primeiro voo tripulado de caráter privado à Estação Espacial Internacional (ISS) sem a presença de um astronauta da ativa de qualquer agência federal, que aconteceu do dia 8 de abril.

Assim, o ensaio molhado foi retomado na segunda-feira seguinte (12), com previsão de conclusão na quarta-feira (14). Dessa vez, as equipes responsáveis preferiram modificar os procedimentos, abastecendo com hidrogênio líquido e oxigênio líquido apenas o estágio principal, deixando de preencher o estágio superior.

O megafoguete, com a cápsula Orion no topo, posicionado na plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, para uma das tentativas frustradas de abastecimento, que configuram o chamado “ensaio molhado”. Imagem: NASA/Joel Kowsky
No entanto, novamente as coisas não saíram como planejado, tendo sido suspenso o ensaio, com expectativa de retomada, a princípio, no dia 21 daquele mês. Depois de divulgar essa possível data, a NASA anunciou o recolhimento da pilha SLS + Orion de volta ao Edifício de Montagem de Veículos (VAB) para proceder com uma análise criteriosa e os reparos necessários na válvula defeituosa identificada na torre de lançamento móvel e um vazamento de hidrogênio em um dos braços umbilicais que ligam a torre ao foguete.

Por volta das 7h da manhã do dia 26, pelo horário de Brasília, o megafoguete e a espaçonave Orion chegaram ao VAB, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, após uma viagem de 10 horas partindo da plataforma de lançamento 39B, de onde foram retirados para revisão.

Desde então, as equipes estão trabalhando na solução dos problemas identificados. A válvula defeituosa já foi substituída, e os engenheiros descobriram que detritos de borracha impediram que ela selasse corretamente. Segundo a agência, os detritos não eram parte da válvula, e sua origem permanece sob investigação.

Eles também detectaram que alguns dos parafusos de um dos braços umbilicais que ligam a torre ao foguete se soltaram ligeiramente devido à compressão relaxada em uma junta, levando ao vazamento de combustível.

Agora, serão realizados checkouts adicionais, para só então o conjunto SLS+Orion voltar à plataforma de lançamento para a retomada do ensaio molhado, que deve ocorrer em meados ou fim de junho.

*Por Flavia Correia
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*Fonte: olhardigital

O que os astronautas fazem caso tenham diarreia no espaço?

Conhecido internacionalmente por seus filmes de desastres globais, Roland Emmerich apresentou, no início de fevereiro, Moonfall — Ameaça Lunar, revelando como o planeta se comportaria caso a Lua iniciasse rota de colisão com a Terra. Porém, diferentemente de suas produções anteriores (2012, O Dia Depois de Amanhã), o longa conta com um forte apelo científico e detalha algumas curiosidades sobre a condição humana no espaço, como o impacto da diarreia no organismo durante uma viagem para além da atmosfera.

Como é de se imaginar, a Estação Espacial Internacional da NASA possui grandes limitações, especialmente em relação aos aspectos sanitários, visto que os equipamentos de eliminação de resíduos atendem às condições de tamanho, peso e potência impostas pelos sistemas das espaçonaves. Dessa forma, tripulantes que apresentem problemas intestinais ou possuam Síndrome do Intestino Irritável (SII) normalmente enfrentam algumas barreiras durante suas missões.

Porém, desde a década de 1970, mais especificamente ao final das missões Apollo, engenheiros da agência espacial norte-americana investiram mais de US$ 19 milhões em cômodos especiais, garantindo que os astronautas utilizem banheiros adequados e estejam equipados com trajes preparados para lidar com tais inconvenientes. Hoje, a estação abriga seis ou sete tripulantes internacionais de cada vez, com todos compartilhando um ou dois cômodos sanitários movidos à sucção.

Para garantir que não haja acúmulos ou problemas de má higiene, o tempo de ocupação em banheiros é rigidamente controlado, exigindo um trabalho mental especialmente para novatos, que não estão acostumados com os impactos da gravidade no organismo e podem sentir vontades anormais. Apesar disso, segundo o cirurgião da NASA Josef Schmid, os tripulantes possuem horários flexíveis e podem adaptar o tempo de suas tarefas, realizando as pausas necessárias para fazer o número 2.

“Há muitas pessoas que têm problemas”, diz Schmid. “Uma coisa que me lembro da minha formação médica é que a única pessoa ‘normal’ simplesmente não foi avaliada o suficiente. Uma das coisas que pergunto a eles todos os dias quando chegam à órbita é: ‘como você está se alimentando?’ E a próxima coisa que pergunto a eles é: ‘como está indo a função do banheiro?’ Porque eu sei que uma vez que não há constipação, eles estão realmente acomodados e indo bem”.
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Como o “número 2” funciona na prática?
Normalmente, os lançamentos espaciais são longos e estressantes, e os astronautas são forçados a ficarem por horas dentro de um foguete em uma posição pouco agradável — com os pés no mesmo nível do coração. Com o tempo, os fluidos se acumulam e a constipação torna-se um evento esperado graças à desidratação. Desta forma, os viajantes, além de terem a opção de ir ao banheiro antes da decolagem, voam equipados com um saco plástico de três camadas em um balde.

A ida ao banheiro é um módulo de treinamento e permite que os astronautas trabalhem seu corpo para se ajustar às condições adversas. Todos são indicados a cumprir um cronograma de dieta e hidratação monitorado, ao mesmo tempo que recebem muitas orientações de especialistas e descobrem a melhor forma de contornar sintomas de diarreia ou problemas gástricos em potencial.

Após relatos de “vários eventos de diarreia atribuídos a múltiplas causas” em voos espaciais, segundo relatório de 2016 do Human Research Project, a NASA busca priorizar o tratamento alimentar e intestinal de seus colaboradores, visando as próximas missões de exploração e mais riscos ocasionados pelo desconforto.

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*Fonte: equilibrioemvida

Campanha “convida” algumas empresas a irem para Marte

Para Rede Brasil do Pacto Global da ONU não existe mais lugar na Terra para empresas que não são sustentáveis

Após anunciar nova estratégia para alcançar seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, em evento realizado no dia 27 de abril, em São Paulo, a Rede Brasil do Pacto Global da ONU lançou uma campanha inusitada: um convite para que as empresas que não apoiam as iniciativas de sustentabilidade corporativa se mudem para Marte.

“Não existe Planeta B. Precisamos agir e todas e todos nós precisamos fazer as nossas partes. Precisamos cada vez mais que as empresas se comprometam com metas e precisamos para agora. Não adianta pensar a longo prazo, já estamos muito atrasados. Por isso, a Rede Brasil do Pacto Global da ONU criou Movimentos, que são chamamentos ao setor privado para assumirem ambições importantes com prazos para o alcance dos objetivos da Agenda 2030. Compromissos sobre água, mitigação de carbono, direitos humanos, anticorrupção, todos temas fundamentais para o Brasil. Sem deixar ninguém para trás”, afirmou Carlo Pereira, diretor executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU.

A campanha, criada pela agência de publicidade AlmapBBDO, defende que não há mais espaço na Terra para empresas que não se preocupam com a sustentabilidade e com a sociedade, mas que elas serão muito bem-vindas em Marte.

Os argumentos para incentivar a mudança são vários, entre os quais: operações que se instalarem no Planeta não precisarão seguir nenhuma regra, pois lá não há florestas, rios e animais para serem preservados; os dias são mais longos, o que possibilita jornadas de trabalho maiores; um ano no Planeta equivale a quase dois anos da Terra, o que reduz o período de férias dos funcionários; não há exigências de salários justos; a carga tributária é zero; e não há práticas de equidade de gênero e raça.

Para fortalecer essa premissa, foi produzido um filme que enfatiza benefícios e vantagens para as empresas montarem suas operações em Marte, já que elas ainda não assinaram o compromisso do Pacto Global que visa potencializar a importância de questões sustentáveis, sociais e trabalhistas – confira o filme AQUI.

A campanha teve início com teasers vendendo Marte como um “novo conceito de destino de negócios” e agora pode ser conferida na íntegra nas redes sociais oficiais do Pacto Global. “Essa campanha marca o lançamento da Ambição 2030 da Rede Brasil do Pacto Global, que, por meio de sete movimentos ligados às suas plataformas de ação, vai engajar as empresas a assumirem compromissos relacionados ao alcance de sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A hora de agir é agora e o planeta não pode mais esperar, por isso apostamos na ousadia desse tema da mudança para Marte”, explica Otavio Toledo, Head de Marketing, Eventos e Comunicação do Pacto Global.

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*Fonte: ciclovivo

Primeiro eclipse solar de 2022 ocorre neste sábado (30)

Astrofísico da FEI explica o que esperar e como acompanhar o fenômeno celeste!

Neste sábado, dia 30 de abril, ocorrerá o primeiro eclipse solar de 2022. De tipo parcial, ele deve mostrar a Lua cobrindo mais de 50% da forma visível do Sol. E, embora não possa ser acompanhado em sua totalidade no Brasil, o fenômeno celeste deve atrair a atenção de cientistas e astrônomos amadores, ficando mais perceptível no sudeste do Oceano Pacífico e extremo sul da América Latina, principalmente na Argentina, Uruguai, Chile e Bolívia.

“Como seu ápice ocorrerá por volta de 17h40, no horário de Brasília, o fenômeno celeste tem sido chamado de ‘eclipse do pôr do sol’”, explica Cássio Barbosa, astrofísico e professor do departamento de Física da FEI. “Infelizmente, nas grandes cidades brasileiras, não será possível acompanhar a Lua obscurecendo parte da luz do Sol. Mas, se houver condições de visibilidade no dia e for feito o uso de filtros apropriados, será possível ver a Lua cobrindo marginalmente o Sol e os corpos celestes mais próximos, algo que pode ser interessante também”, conta ele.

Conforme esclarece o docente da FEI, eclipses solares acontecem quando, do ponto de vista terrestre, a Lua parece bloquear a luz do Sol, algo que, geralmente, se passa durante a fase de Lua nova. “No caso dos eclipses solares totais, com os dois corpos celestes plenamente alinhados, o disco lunar consegue sobrepor por completo a face da estrela. Já nos eclipses solares parciais, a interposição da Lua atravessa apenas o arco do disco solar”, diz Barbosa.

Ainda de acordo com professor, apesar do evento do próximo sábado (30/04) não ser plenamente visível no Brasil, ele marca a abertura da temporada de observações de fenômenos astronômicos naturais no ano.

“A boa notícia é que este eclipse não vem desacompanhado. Teremos outros três ao longo de 2022, sendo dois eclipses solares e um eclipse lunar, que ocorrerá no próximo dia 16 maio. Inclusive, para este último, não será necessário qualquer tipo de equipamento especial para acompanhar. Um bom binóculo é o suficiente para ver em detalhes”, recomenda.

Como acompanhar
Se não é possível ver com os próprios olhos, ao menos será possível acompanhar na página do Observatório Nacional no Youtube. O fenômeno terá início às 15h45 (horário de Brasília) e retransmissão ao vivo terá início um pouco mais cedo, às 15h.

Em casos em que seja possível avistar o eclipse, fica o alerta da Agência Brasil: a observação de eclipses solares nunca deve ser feita nem a olho nu, nem com óculos escuros, chapas de Raio X ou filmes fotográficos, porque a claridade e o calor do Sol podem danificar seriamente a retina. Uma sugestão dada por especialistas é comprar, em lojas de ferragens ou de materiais de construção, o chamado vidro de solda. A tonalidade desse vidro deve ser, no mínimo, 14. O vidro deve ser colocado diante dos olhos para uma observação segura do Sol.

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*Fonte: ciclovivo

Detectado enigmático objeto no espaço que emite sinais a cada 18 minutos

Um dos radiotelescópios mais sensíveis do mundo captou pulsações cuja fonte desconhecida intriga pesquisadores

A radioastrônoma Natasha Hurley-Walker e uma equipe de estudantes de pós-graduação estavam verificando as informações fornecidas por um dos mais poderosos radiotelescópios do planeta, quando descobriram algo para o qual ninguém ainda tem uma explicação. Eles detectaram uma onda de rádio que pulsava a partir do espaço com uma regularidade muito precisa: uma vez a cada 18 minutos e 18 segundos. Os pesquisadores ficaram surpresos, pois trata-se de “uma periodicidade incomum”.

Fenômeno misterioso
A descoberta aconteceu durante um projeto abrangente de estudo do céu chamado GaLactic and Extragalactic All-Sky MWA eXtended. O estranho fenômeno se estendeu no tempo durante cerca de três meses, entre janeiro e março de 2018, até desaparecer repentinamente.

Os astrônomos acreditam que o objeto de onde emanam as pulsações se encontra a 4 mil anos-luz da Terra, e que pode se tratar de uma anã branca, ou seja, uma estrela pequena e quente que possui um campo magnético ultrapoderosos. Outra hipótese diz que talvez a fonte seja um magnetar, ou seja uma estrela de nêutrons com similares características magnéticas. Eles abordaram o tema em um estudo publicado no periódico científico Nature.

“Ao medir a dispersão dos pulsos de rádio com respeito à frequência, localizamos a fonte dentro de nossa própria galáxia, e sugerimos que possa ser um magnetar de período ultralongo”, afirmam os astrônomos na publicação, esclarecendo que, mesmo se essa for a explicação, ainda seria um fenômeno incomum e surpreendente.

Sobre a hipótese de um magnetar, Hurley-Walker afirma que, “de alguma maneira, está transformando a energia magnética em ondas de rádio de forma muito mais eficaz que tudo que já vimos antes”. Ela compara o objeto com o registro de uma anã branca situada 10 vezes mais próxima da Terra, e 100 vezes mais fraca que o objeto estudado. Os pesquisadores continuarão a investigar o fenômeno para descobrir se trata-se de um comportamento incomum apresentado por objetos conhecidos ou se é algo completamente desconhecido pela ciência.

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*Fonte: historychannel

A superfície da lua tem oxigênio suficiente para manter bilhões de pessoas vivas por 100.000 anos

Juntamente com os avanços na exploração do espaço, recentemente vimos muito tempo e dinheiro investidos em tecnologias que poderiam permitir a utilização eficaz dos recursos espaciais . E na vanguarda desses esforços está um foco nítido em encontrar a melhor maneira de produzir oxigênio na Lua .

Em outubro, a Agência Espacial Australiana e a NASA assinaram um acordo para enviar um rover feito na Austrália para a Lua sob o programa Artemis, com o objetivo de coletar rochas lunares que poderiam fornecer oxigênio respirável na lua.

Embora a Lua tenha uma atmosfera, ela é muito fina e composta principalmente de hidrogênio, néon e argônio. Não é o tipo de mistura gasosa que poderia sustentar mamíferos dependentes de oxigênio, como os humanos.

Dito isso, há bastante oxigênio na lua. Simplesmente não está na forma gasosa. Em vez disso, ele está preso dentro do regolito – a camada de rocha e poeira fina que cobre a superfície da lua.

Se pudéssemos extrair oxigênio do regolito, isso seria suficiente para sustentar a vida humana na Lua?


A amplitude do oxigênio

O oxigênio pode ser encontrado em muitos dos minerais do solo ao nosso redor. E a Lua é feita principalmente das mesmas rochas que você encontrará na Terra (embora com uma quantidade um pouco maior de material proveniente de meteoros).

Minerais como sílica, alumínio e óxidos de ferro e magnésio dominam a paisagem lunar. Todos esses minerais contêm oxigênio, mas não na forma que nossos pulmões podem acessar.

Na Lua, esses minerais existem em algumas formas diferentes, incluindo rocha dura, poeira, cascalho e pedras que cobrem a superfície. Este material foi resultado dos impactos de meteoritos que caíram na superfície lunar ao longo de incontáveis ​​milênios.

Algumas pessoas chamam a camada da superfície da Lua de “solo” lunar, mas, como cientista do solo, hesito em usar esse termo. O solo que conhecemos é uma coisa muito mágica que só ocorre na Terra. Ele foi criado por uma vasta gama de organismos trabalhando no material original do solo – regolito, derivado de rocha dura – ao longo de milhões de anos.

O resultado é uma matriz de minerais que não estavam presentes nas rochas originais. O solo da Terra está imbuído de notáveis ​​características físicas, químicas e biológicas. Enquanto isso, os materiais na superfície da Lua são basicamente regolito em sua forma original e intocada.

Uma substância entra, duas saem
O regolito da Lua é composto de aproximadamente 45% de oxigênio . Mas esse oxigênio está fortemente ligado aos minerais mencionados acima. Para romper esses laços fortes, precisamos colocar energia.

Você pode estar familiarizado com isso se souber sobre eletrólise. Na Terra, esse processo é comumente usado na manufatura, como para produzir alumínio. Uma corrente elétrica é passada através de uma forma líquida de óxido de alumínio (comumente chamada de alumina) por meio de eletrodos, para separar o alumínio do oxigênio.

Nesse caso, o oxigênio é produzido como subproduto. Na Lua, o oxigênio seria o produto principal e o alumínio (ou outro metal) extraído seria um subproduto potencialmente útil.

É um processo bastante direto, mas há um porém: ele consome muita energia. Para ser sustentável, ele precisaria ser sustentado por energia solar ou outras fontes de energia disponíveis na lua.

A extração de oxigênio do regolito também exigiria equipamentos industriais substanciais. Precisaríamos primeiro converter o óxido de metal sólido na forma líquida, aplicando calor ou combinando calor com solventes ou eletrólitos.

Temos a tecnologia para fazer isso na Terra, mas mover este aparelho para a Lua – e gerar energia suficiente para operá-lo – será um grande desafio.

No início deste ano, a startup de Serviços de Aplicações Espaciais com sede na Bélgica anunciou que estava construindo três reatores experimentais para melhorar o processo de produção de oxigênio por eletrólise. Eles esperam enviar a tecnologia para a Lua até 2025 como parte da missão de utilização de recursos in-situ da Agência Espacial Européia (ISRU) .


Quanto oxigênio a Lua poderia fornecer?

Dito isso, quando conseguirmos retirá-lo, quanto oxigênio a Lua pode realmente fornecer? Bem, bastante, ao que parece.

Se ignorarmos o oxigênio preso ao material rochoso mais profundo da Lua – e considerarmos apenas o regolito, que é facilmente acessível na superfície – podemos fazer algumas estimativas.

Cada metro cúbico de regolito lunar contém 1,4 toneladas de minerais em média, incluindo cerca de 630 quilos de oxigênio. A NASA diz que os humanos precisam respirar cerca de 800 gramas de oxigênio por dia para sobreviver. Portanto, 630 kg de oxigênio manteriam uma pessoa viva por cerca de dois anos (ou pouco mais).

Agora vamos supor que a profundidade média do regolito na Lua é de cerca de 10 metros , e que podemos extrair todo o oxigênio disso. Isso significa que os primeiros 10 metros da superfície da Lua forneceriam oxigênio suficiente para sustentar todas as 8 bilhões de pessoas na Terra por algo em torno de 100.000 anos.

Isso também dependeria da eficácia com que conseguimos extrair e usar o oxigênio. Independentemente disso, esse número é incrível!

Dito isso, temos muito bom aqui na Terra. E devemos fazer tudo o que pudermos para proteger o planeta azul – e seu solo em particular – que continua a sustentar toda a vida terrestre sem nós nem mesmo tentarmos.A conversa

John Grant , professor de Ciência do Solo, Southern Cross University .

Este artigo foi republicado de The Conversation sob uma licença Creative Commons. Leia aqui o artigo original (em inglês)

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*Fonte: sabersaude

Elon Musk afirma que humanos estarão em Marte dentro de 10 anos

Elon Musk, o polêmico CEO e fundador da SpaceX, concedeu, no dia 28 de dezembro de 2021, uma entrevista ao podcast do cientista Lex Fridman e, como sempre ocorre quando o bilionário participa desses eventos de mídia, sobraram polêmicas. Uma delas foi especialmente ambiciosa: ele afirmou que os seres humanos estarão no planeta Marte no máximo em dez anos.

“A melhor hipótese é em torno de cinco anos, e a pior, 10 anos”, especificou o empreendedor. Para ele, tudo se resume a uma questão de custos. Embora considere sua nave Starship “o foguete mais complexo e avançado já construído”, Musk entende ser fundamental minimizar o custo para orbitar e o custo final até a superfície de Marte.

Fazendo a conta com números inteiros, o dono da SpaceX estima que com US$ 1 trilhão (R$ 5,6 trilhões) não dá nem para chegar até Marte. Para viabilizar a viagem, Musk projeta reduzir os custos operacionais da nave em cerca de US$ 100 bilhões a US$ 200 bilhões por ano. Levando-se em conta que o orçamento operacional da NASA para 2021 foi menos de US$ 25 bilhões, é praticamente impossível pensar sobre esse avanço de engenharia projetado.

A previsão sobre humanos em Marte pode se realizar?

Embora a SpaceX tenha realizado feitos notáveis, como a reutilização dos foguetes propulsores e diversas viagens bem-sucedidas à Estação Espacial Internacional (ISS), a aposta de Elon Musk na verdade se baseia em um veículo – a Starship – que ainda não voou no espaço. Apesar de termos motivos para crer que seu lançamento da Terra terá sucesso, certamente há muito o que fazer antes que nave chegue a Marte, ou decole de lá.

Um desses desafios, o pouso na Lua pelos astronautas do programa Artemis, marcado para 2025, envolverá a Starship e um veículo de pouso. Ou seja, concluída essa importante etapa, Musk ainda teria mais cinco anos para cumprir sua previsão sobre o desembarque em Marte. Um feito improvável, mas não impossível.

*Por Jorge Marin
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*Fonte: tecmundo

NASA irá desviar asteroide em teste de ‘defesa planetária’

No blockbuster de Hollywood “Armagedom” de 1998, Bruce Willis e Ben Affleck correm para salvar a Terra de ser pulverizada por um asteroide.

Enquanto a Terra não enfrenta esse perigo imediato, a NASA planeja colidir uma espaçonave viajando a uma velocidade de 24.000 km/h em um asteroide no próximo ano em um teste de “defesa planetária”.

O Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo (DART, na sigla em inglês) tem como objetivo determinar se esta é uma maneira eficaz de desviar o curso de um asteroide caso alguém venha a ameaçar a Terra no futuro.

A NASA forneceu detalhes da missão DART, que tem um orçamento de US$ 330 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão), em um conferência de imprensa na quinta-feira.

“Embora não haja um asteroide conhecido atualmente em curso de impacto com a Terra, sabemos que existe uma grande população de asteroides próximos à Terra por aí”, disse Lindley Johnson, oficial de Defesa Planetária da NASA.

“A chave para a defesa planetária é encontrá-los bem antes que se tornem uma ameaça de impacto”, disse Johnson. “Não queremos estar em uma situação em que um asteroide esteja sendo dirigindo à Terra e então ter que testar essa capacidade”.

A espaçonave DART está programada para ser lançada a bordo de um foguete SpaceX Falcon 9 às 22h20, horário do Pacífico (2h20 no horário de Brasília), em 23 de novembro, na Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.

Se o lançamento ocorrer nessa época ou próximo a essa data, o impacto com o asteroide a cerca de 11 milhões de quilômetros da Terra ocorreria entre 26 de setembro e 1º de outubro do próximo ano.

O asteroide alvo, Dimorphos, que significa “duas formas” em grego, tem cerca de 150 metros de diâmetro e orbita em torno de um asteroide maior chamado Didymos, “gêmeo” em grego.

Johnson disse que embora nenhum dos asteroides represente uma ameaça para a Terra, eles são candidatos ideais para o teste por causa da capacidade de observá-los com telescópios terrestres.
As imagens também serão coletadas por um satélite em miniatura equipado com uma câmera, fornecido pela Agência Espacial Italiana, que será ejetado pela espaçonave DART 10 dias antes do impacto.

Um pequeno empurrão
Nancy Chabot, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, que construiu a espaçonave DART, disse que Dimorphos completa uma órbita em torno de Didymos a cada 11 horas e 55 minutos “como um relógio”.

A espaçonave DART, que pesará 549 quilos no momento do impacto, não “destruirá” o asteroide, disse Chabot.

“Isso só vai dar um pequeno empurrão”, disse ela. “Ele vai desviar seu caminho ao redor do asteroide maior”.

“Haverá apenas uma mudança de cerca de um por cento naquele período orbital”, disse Chabot. “Então, o que era 11 horas e 55 minutos antes pode ser 11 horas e 45 minutos”.

O teste é projetado para ajudar os cientistas a entender quanto impulso é necessário para desviar um asteroide no caso de um dia se dirigir para a Terra.

“Nosso objetivo é estar o mais direto possível para causar a maior deflexão”, disse Chabot.

A quantidade de deflexão dependerá até certo ponto da composição de Dimorphos e os cientistas não estão totalmente certos de quão poroso é o asteroide.

Dimorphos é o tipo mais comum de asteroide no espaço e tem cerca de 4,5 bilhões de anos, disse Chabot.

“É como meteoritos condritos comuns”, disse ela. “É uma mistura de grãos finos de rocha e metal juntos”.

Johnson, oficial de defesa planetária da NASA, disse que mais de 27.000 asteroides próximos à Terra foram catalogados, mas nenhum atualmente representa um perigo para o planeta.

Um asteroide descoberto em 1999 conhecido como Bennu, com 503 metros de largura, passará a uma distância da Terra que é a metade da distância entre nós e a Lua no ano de 2135, mas a probabilidade de um impacto é considerada muito pequena.

*Por Julio Batista
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*Fonte: universoracionalista

Cientistas detectam sinal de rádio vindo de dentro da Via Láctea, mas sua causa é desconhecida

Pela primeira vez em um bom tempo, um sinal de rádio veio de dentro da Via Láctea, de acordo com cientistas do Experimento Canadense de Mapeamento da Intensidade de Hidrogênio (CHIME) e da Pesquisa de Emissão de Rádio Transitória 2 (STARE2).

Oficialmente chamadas de “rajadas rápidas de rádio”, ou simplesmente “FRB” (Fast Radio Bursts) pela sigla em inglês, essas emissões duram menos que um milissegundo, mas sensores capacitados conseguem detectá-las sem muita dificuldade.

A situação é inédita para especialistas, uma vez que FRBs tendem a ocorrer fora de nossa galáxia, posicionadas a bilhões de anos luz de distância. Essa nova detecção, porém, foi facilmente posicionada a aproximadamente 30 mil anos luz de nossa posição, o que facilitou muito a sua captura.

“O [pessoal do] CHIME sequer estava olhando na direção certa e ainda viu [o sinal] alto e claro em sua visão periférica”, disse Kiyoshi Masui, professor assistente de Física no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). “O STARE2 também o viu, e eles são apenas um conjunto pequeno de antenas de rádio”.

A novidade pode facilitar o estudo de sinais de rádio que recebemos do espaço, algo que a comunidade científica sempre teve certa dificuldade em fazer, dada a distância: “nós podemos aprender mais sobre uma fonte a 30 mil anos luz de distância do que de outra a um bilhão de anos luz. Finalmente, nós conseguimos uma fonte próxima para pesquisarmos”, celebrou Masui.

Outro problema das FRBs é a sua duração praticamente efêmera: por um lado, elas são 100 milhões de vezes mais poderosas que o Sol, liberando em um milissegundo um volume de energia que nossa principal estrela levaria 100 anos para produzir. Entretanto, elas ficam ativas por tempos extremamente curtos.

Normalmente, um sinal de tamanha energia requer apenas que nós apontemos nossos telescópios em sua direção, mas FRBs não ficam estáticas. No tempo que você leva para piscar, elas já atravessaram galáxias inteiras e sumiram.

Ainda assim, nosso conhecimento sobre elas nos possibilitou gerar uma base de gravações de eventos bem consistentes – o suficiente para que cientistas como Matsui pudessem aferir a frequência com a qual elas ocorrem: ”Todas as buscas pelo céu sugerem que milhares desses eventos ocorrem todo dia”.

Entretanto, pouquíssimo sobre suas origens pode ser determinado. Segundo Matsui, é certo que rajadas rápidas de rádio – dentro ou fora da Via Láctea – têm origem em pontos bem pequenos no espaço. “Não mais do que algumas centenas de quilômetros de tamanho”, diz o cientista.

O problema: isso não reduz as opções. Estrelas de nêutrons, cordas cósmicas e anãs brancas, por exemplo, atendem a essas características.

Graças à FRB descoberta dentro da Via Láctea – e um pouco de trabalho de detetive -, os cientistas puderam determinar que o ponto de origem deste sinal foi uma magnetar, um tipo de estrela de nêutron jovem, nascida de uma explosão supernova cujos efeitos lhe ainda são incidentes.

Magnetares não têm esse nome à toa: dotados de um campo magnético cinco quatrilhões de vezes (o número “5”, seguido do zero, repetido 15 vezes) mais poderoso que o da Terra, eles são os ímãs mais poderosos do universo.

Segundo toda a bibliografia que temos disponível no estudo do assunto, sabemos que essas rajadas rápidas de rádio emitem radiação eletromagnética de curta duração – especificamente, raios-x e raios gama. Ambos os raios emitem pequenas explosões de curtíssima duração. A teoria científica é a de que essas explosões liberam ondas de rádio, o que pode ser indício das magnetares como origem das FRBs.

No caso da recente descoberta – a que os cientistas se referem como “FRB 200428” -, foi determinado que ela veio da constelação de Vulpecula, que é a “casa” da magnetar SGR 1935+2154. E essa FRB veio acompanhada de emissões de raios-x, reforçando a teoria dos especialistas.

Outros telescópios e centros de observação também detectaram um aumento súbito de raios gama e raios-x na mesma região, então agora todos eles precisam reunir os dados e discutir a validade das teorias estipuladas.

*Por Rafael Arbulu
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*Fonte: olhardigital

Socorro! O computador de backup do Hubble também quebrou

Há quase duas semanas, a NASA tenta religar o Telescópio Espacial Hubble depois que ele misteriosamente parou de funcionar em 13 de junho.

Mas consertar o telescópio de 31 anos ficou muito mais complicado.

Após uma série de testes durante a última semana, pesquisadores descobriram que o computador de backup do Hubble — o computador para o qual eles planejavam mudar caso suas tentativas de consertar o telescópio falhassem — também parece danificado, de acordo com o Insider.

Possível Culpado
O computador de backup foi ligado “pela primeira vez no espaço”, desde que os astronautas o instalaram em 2009, disse a NASA em seu blog. Quando isso aconteceu, a agência descobriu que o computador de backup estava passando o mesmo problema que o computador principal.

Isso significa que o hardware principal nem o de backup são a fonte dos problemas do Hubble. Em vez disso, pode ser hardware em módulos separados, como o regulador que alimenta os computadores, ou um formatador de dados que está causando problemas.

“Como é altamente improvável que todos os elementos de hardware individuais tenham problema, a equipe agora está analisando outro hardware como o possível culpado”, disse a NASA na atualização.

A última viagem do Hubble
Desde que entrou em órbita em 1990, o icônico telescópio foi responsável por algumas das descobertas mais inovadoras e cativantes da história astronômica moderna, incluindo a descoberta de novas luas ao redor de Plutão, permitindo que os pesquisadores calculassem a idade do universo, e mostrando aos astrônomos imagens de galáxias que se formaram logo após o Big Bang.

Assim, a perda do Telescópio Espacial Hubble seria o fim de uma era para a exploração espacial moderna e a ciência como a conhecemos, não muito diferente da perda de Da Vinci para o mundo da arte.

Se isso sinalizar o fim do Hubble, a NASA usará um sistema instalado em 2009 para guiá-lo de volta à atmosfera da Terra, onde queimará na reentrada — dando ao telescópio uma última oportunidade para permitir que todos o admiremos enquanto nos despedimos.

*Por Marcelo Ribeiro
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*Fonte: hypescience

Balão gigante vai levar turistas à “beira” do espaço

As viagens para o espaço, ainda mais as turísticas, podem até parecer coisa de filme, só que agora se aproximam da realidade. Inclusive, se por acaso pensou que seria em um foguete, saiba que há outras opções. A empresa Space Perspective anunciou que fará uma viagem até a “beirada” do espaço com um balão gigante.

Após o primeiro teste, o qual chegou a uma altitude de 33 quilômetros, a empresa de viagens espaciais disse que oferecerá o passeio a partir de 2024. O valor da passagem será de US$ 125 mil, ou R$ 613,5 mil, na cotação atual.

O custo pode soar caro e inclui o transporte de outras sete pessoas durante seis horas no balão, chamado de Spaceship Neptune. A estrutura conta com um bar e banheiro, com expectativa de que chegue a altura de 30 quilômetros, que é quase três vezes a de um avião normal.

A empresa explicou que o lançamento será feito a partir do Aeroporto Regional da Costa Espacial, na Flórida, próximo do Kennedy Space Center, que é de onde saem os foguetes da Nasa e da SpaceX. Porém, o destino ainda é incerto e depende de como os ventos vão se comportar na ocasião.

Já a aterrissagem poderá acontecer no oceano Atlântico ou próximo ao Golfo do México, local onde o teste realizado pela Space Perspective no último 18 de junho parou.

Ao site “Space News”, a cofundadora da empresa, Jane Poynter, revelou que foram registradas 25 inscrições de pessoas interessadas durante um evento online de anúncio da novidade e que o número total já seria “muito maior”.

A ideia de ter o passeio pelo espaço é mais uma na disputa pelo mercado de turismo espacial. Tanto que pela Blue Origin, Jeff Bezos (CEO da Amazon) anunciou que irá viajar para o espaço no próximo dia 20 de julho junto do irmão.

Ademais, o Spaceship Neptune chegará a cerca de 30 quilômetros, enquanto as empresas com foguetes alcançarão a linha de Kármán (100 quilômetros), que define o limite entre a atmosfera da Terra e o espaço.

Mas, cá entre nós, dessa altitude, já vai dar para ver a curvatura da Terra e a cor real do espaço profundo, podendo ser considerado como “espaço” para muita gente.

*Por Gabriela Bulhões
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*Fonte: olhardigital

Pesquisadores querem criar um ‘backup’ genético da Terra na Lua

Como 2020 já nos mostrou, a humanidade e o próprio planeta Terra são bastante vulneráveis. Imagine, por exemplo, que a letalidade do SARS-CoV-2, causador da Covid-19, fosse drasticamente mais alta. Nesse caso, a extinção da raça humana, ou ao menos o fim da sociedade como é, seria um risco considerável. Contudo, não queremos despertar gatilhos de ansiedade. É por essa fragilidade que pesquisadores propuseram a criação de um backup genético da Terra, na Lua, só para variar.

A proposta foi apresentada durante a Conferência Aeroespacial do IEEE, no último dia 06. Na proposta, os pesquisadores sugerem a criação de uma estação lunar que pudesse abrigar um banco genético de todas as 6,7 milhões de espécies de plantas, animais e fungos do planeta. A estrutura ficaria abrigada nos tubos de lava que se formaram na Lua durante os seus primeiros milhões de anos de existência.

A proposta, de fato, é uma boa ideia. No entanto, você pode imaginar que criar uma super estrutura na Lua não é algo muito barato. O prédio precisaria ter estruturas que conectassem o subsolo à superfície lunar por elevadores, além de salas a mais ou menos 190°C negativos. Contudo, a parte mais cara da ideia é o transporte. Segundo os autores, cada espécie teria 50 amostras de DNA armazenadas. Isso iria requerer mais de 250 viagens espaciais, sem contar aquelas para a construção da base.

Além do mais, estimativas mostram que, para se criar uma espécie novamente, apenas com o DNA, cientistas precisariam de mais de 500 amostras do material genético. Esse número possibilitaria uma diversidade genética sustentável, mas também deixaria o banco de DNA 10 vezes mais caro.

O risco do sumiço de material genético

O maior banco genético atualmente está hospedado na Noruega e conta com mais de 1 milhão depósitos genéticos, sobretudo de plantas usadas para agricultura. Entretanto, mesmo essa arca norueguesa pode sofre catástrofes como tsunamis ou mesmo o impacto de um meteoro.

Pensando nisso, os autores da proposta argumentam que a base lunar poderia proteger o DNA da radiação solar (uma vez que ficaria no subsolo) e ao mesmo tempo facilitar a conservação, já que os tubos de lava lunares atingem os 15°C negativos. Esse refúgio em outro astro só seria ameaçado por um impacto direto de asteroide – ou por uma bomba atômica.
(Imagem de István Mihály por Pixabay )

Pandemia, mudança climática, crises diplomáticas internacionais, eventos astronômicos. Essas são ameaças reais à espécie humana e à biodiversidade da Terra. A proteção dessa diversidade é uma responsabilidade, portanto, da própria espécie humana. Apesar dos custos altíssimos, os pesquisadores acreditam que a arca lunar pode se tornar viável nos próximos 30 anos, com todos os avanços tecnológicos e aeroespaciais já observados até o momento.

*Por Matheus Marchetto

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*Fonte: socientifica

As imagens mais espetaculares na história da exploração espacial: o pouso da sonta Perseverance em Marte

A NASA divulgou um vídeo do Rover Perseverance em Marte enquanto ele descia pela atmosfera do planeta e pousou como planejado na Cratera Jezero na última quinta-feira.

Falando em uma coletiva de imprensa na segunda-feira, David Gruel, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, disse que a equipe de vídeo manteve suas expectativas modestas: “Conseguimos o que conseguimos e não ficamos chateados”.

O que eles fizeram estão entre as imagens mais espetaculares na história da exploração espacial.

Seis pequenas câmeras compõem o sistema EDL Cam (Entrada, Descida e Aterrissagem, na sigla em inglês). Elas sobreviveram à viagem e funcionaram perfeitamente, capturando a abertura do paraquedas da espaçonave, separação do escudo térmico, descida e o suave pouso do Rover Perseverance na superfície marciana.

Há detalhes extraordinários no vídeo. A espaçonave balança um pouco debaixo do paraquedas e estabiliza à medida que os propulsores do módulo de descida assumem e o paraquedas é lançado para longe. Uma câmera no módulo de descida mostra o Rover enquanto ele desce com a ajuda de três cabos. Uma câmera no Rover captura a mesma cena de baixo; uma vez na superfície os cabos desconectam e o módulo de descida voa para longe.

Havia também dois microfones na espaçonave. Gruel disse que não conseguiu capturar o áudio do pouso, mas uma vez na superfície um dos microfones gravou – pela primeira vez – sons de Marte. O clipe disponibilizado pela NASA contém um zumbido silencioso do funcionamento do Rover, e uma rajada de vento marciana varrendo o módulo de pouso. Outro clipe cancela o som do Rover, deixando apenas a brisa.

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

Drone Ingenuity, da Nasa, será o primeiro a explorar Marte

O rover Perseverance, que está a caminho de Marte – com previsão de chegada para o próximo dia 18 – traz dentro de si um equipamento que fará sua estreia nas missões de exploração da Nasa. O helicóptero Ingenuity fará os primeiros voos controlados em outro planeta, enquanto registra imagens de um antigo leito marciano.

Quando pousar na cratera Jazero, o Perseverance será o quinto rover a percorrer a superfície do Planeta Vermelho, mas o Ingenuity é o primeiro veículo do seu tipo a ser utilizado fora da Terra – muito mais como demonstração de tecnologia, com um escopo limitado, que custou US$ 85 milhões.

“No futuro, isso poderia transformar a forma como fazemos ciência planetária e, eventualmente, ser como um batedor para que possamos descobrir onde exatamente precisamos enviar nossos robôs”, afirmou o administrador da Nasa, Jim Bridenstine, em uma entrevista coletiva antes o lançamento do rover, em julho de 2020.

O Ingenuity possui quatro pás de fibra de carbono, dispostas em dois rotores que giram em direções opostas a cerca de 2.400 rpm. O helicóptero também conta com células solares, baterias e outros componentes – mas não leva quaisquer instrumentos científicos. O drone é um experimento separado Perseverance.

Como acontece com qualquer tecnologia pioneira, especialmente no espaço, o Ingenuity enfrenta desafios que podem minar sua missão. A fina atmosfera de Marte (99% menos densa que a da Terra) torna difícil conseguir sustentação suficiente. Por isso o Ingenuity tem que ser muito leve (1,8 kg) e com pás muito maiores e que giram muito mais rápido do que seria necessário para um helicóptero com a mesma massa na Terra.

Os aquecedores internos do helicóptero terão que mantê-lo aquecido durante as noites geladas de Marte, que podem chegar a -90°C. Além disso, o Ingenuity não pode ser controlado em tempo real com um joystick, como um drone qualquer. O atraso na comunicação entre Terra e Marte são uma parte inerente do trabalho da Nasa.

O helicóptero tem, inclusive, autonomia para tomar suas próprias decisões sobre como voar até um local de interesse ou se manter aquecido. Os engenheiros projetaram e programaram o Ingenuity para realizar até cinco voos autonomamente, em um período de 30 dias marcianos (aproximadamente um mês na Terra).
Perseverance e Ingenuity na superfície de Marte.

“O Ingenuity é um empreendimento de alto risco e alta recompensa”, avalia Matt Wallace, vice gerente de projetos do Perseverance do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. O seu primeiro voo irá apenas testar se o helicóptero pode sair do solo e pairar cerca de 3 metros no ar. A partir daí, cada teste será mais complexo do que o anterior, culminando em um voo final de 300 metros sobre o solo marciano.

Duas câmeras na parte inferior do drone irão capturar imagens da superfície marciana – uma em cores e outra em preto e branco. Do solo, o Perseverance também observará o drone. “Vamos ser capazes de ver com nossos próprios olhos, com vídeos, esse tipo de atividade acontecendo em outro mundo. E eu simplesmente não posso dizer o quão animado estou”, afirmou Bridenstine.

*Por Renato Mota

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*Fonte: olhardigital

Chuva de meteoros Orionids estará visível entre hoje e amanhã

Os fãs de efeitos visuais no céu podem comemorar: da noite desta segunda-feira (19) até quarta-feira (21), será possível ver a passagem da chuva de meteoros Orionids, resultado de detritos e outros rastros deixados pelo cometa Halley. Esta chuva popular pelos meteoros luminosos está ativa desde o dia 02 de outubro e deve permanecer assim até o dia 07 de novembro – porém, acompanhá-lo a olho nu será mais fácil somente essa semana.

O fenômeno – que tem esse nome por ser visível próximo à constelação de Orion, popularmente onde estão as conhecidas estrelas Três Marias – é resultado de detritos e outros rastros deixados pelo cometa Halley. É possível vê-lo ao menos duas vezes por ano, em períodos específicos nos quais a terra atravessa a órbita do famoso cometa: no segundo semestre, quando é chamado de Orionids; e no primeiro semestre, em que recebe o nome de Eta Aquariidis (ocorre entre abril e maio, tendo seu pico nos primeiros dias do mês das noivas).

“Estamos em num possível periodo de aumento de atividade de meteoros dentro de um ciclo total de 12 anos. Acreditamos que 2020 poderá marcar justamente o aumento dessa atividade, podendo chegar a detecções de vinte a trinta meteoros por hora. É possível ver alguns deles, é claro, desde que se esteja em lugares com pouca luminosidade e com o céu limpo”, explica Marcelo de Cicco, astrônomo, pesquisador e coordenador geral do projeto de doutorado exoss, que trata de estudo de meteoros, ligado ao Observatório Nacional.

O pesquisador garante que nenhum desses eventos é catastrófico ou com potencial de trazer danos à Terra. “Chance zero”, nas próprias palavras dele.

Ainda assim, é claro que num ano tão controverso quanto 2020, algo de inédito deve acontecer. Amanhã (20), além dos efeitos da Orionids, talvez seja possível ver uma potencial chuva associada ao NEO 2015 TB145, que pode ser o núcleo de um cometa extinto que passou pela Terra pela última vez em 2015. O “diferencial” desse corpo celeste é que sua imagem por radar se assemelha à de uma caveira – por isso, ele foi apelidado de ‘Neo Halloween’ da primeira vez em que passou pelo planeta.

Este ano, o fenômeno deve estar visível em um horário muito mais cedo do que as habituais chuvas de meteoros, por volta das 19 horas. Para ter uma ideia, outros eventos como esse atingem seu ápice de visibilidade à meia-noite ou depois disso.

“Para vê-lo, é preciso olhar entre o leste e o sul, regiões em que provavelmente vão surgir meteoros. Com essa passagem, vamos comprovar que esse asteroide realmente era o núcleo de um cometa desativado”, finaliza de Cicco.

*Por Karian Souza

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*Fonte: exame

Que fim levou o Tesla Roadster que foi enviado para o espaço?

No dia 6 de junho de 2018 o empresário Elon Musk reforçou sua fama de marqueteiro ao lançar seu próprio Tesla Roadster a bordo do foguete Falcon Heavy em uma chamativa transmissão global via internet. O esportivo elétrico de uso pessoal do executivo foi lançado no espaço em um teste da aeronave que, espera-se, um dia levará humanos a Marte.

Cálculos de cientistas estimam que o Tesla esteja a mais de 237 milhões de quilômetros da Terra, voando a 61.400 km/h. Sua órbita ao redor do Sol só passará próximo de nós por volta de 2091, mas dificilmente vai sobrar muita coisa para resgatar até lá.

Ao contrário do “motorista” equipado com a nova geração de trajes espaciais, o Roadster não recebeu nenhum tipo de proteção especial, o que pode significar uma morte lenta e prolongada ao (até agora) único automóvel feito na Terra que circula pela Via Láctea.

Apesar de o ambiente sem oxigênio evitar qualquer ferrugem, os raios infravermelhos e ultravioletas do Sol serão destrutivos ao Tesla. A pintura do elétrico perderá a cor gradualmente, enquanto pneus e outros polímeros ficarão quebradiços. Caberá à radiação destruir todos os circuitos eletrônicos, inutilizando o esportivo. Isso, claro, se nenhum meteorito colidir com o módulo que carrega o Roadster por aí.

Ficha Técnica:

Motor: Traseiro, transversal, elétrico, trifásico
Potência: 292 cv a 5.000 rpm
Torque: 40,8 kgfm a 1 rpm
Câmbio: Transmissão direta, tração traseira
Direção: Elétrica
Suspensão: Independente, duplo A
Freios: Discos ventilados
Pneus: 175/55 R16 (dianteira) e 225/45 R17 (traseira)
Dimensões:
Compr.: 3,94 m
Largura: 1,85 m
Altura: 1,13 m
Entre-eixos: 2,35 m
Bateria: Íon-lítio, 53 kWh
Peso: 1.238 kg (sem astronautas)

*Por Rodrigo Ribeiro

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*Fonte:

Cientistas atuam para decifrar asteroide que apresenta risco de atingir a Terra

Há séculos e mais séculos que o temor de um asteroide se chocar com nosso planeta oferece contornos apocalípticos para o imaginário humano – e de quando em quando cientistas se põem a estudar trajetórias e aproximações de objetos espaciais que ameaçam o caminho da Terra. Foi isso que a equipe do Sistema de Alerta Impacto Terrestre por Asteróides (Atlas, em inglês) recentemente identificou: um novo asteroide capaz de impactar o planeta. E se há ainda grande dificuldade em determinar maiores informações sobre o objeto e sua trajetória, cientistas no observatório de Arecibo, em Porto Rico, levantaram novos dados sobre o asteroide.

Com 488 metros de diâmetro e um eixo mais longo com quase 1 quilômetro – equivalendo seu cumprimento a cinco campos de futebol – o asteroide foi batizado de 2020 NK1, e por seu tamanho faz dele um dos Objetos Potenciamente Perigosos (PHO, em inglês) mais importantes para o rastreamento da NASA e outras agências espaciais. Cálculos sugerem que a aproximação com a Terra se dará entre os anos 2086 e 2101, e a chance do asteroide colidir com o planeta é de uma em 70 mil.

A observação mais apurada do 2020 NK1 aconteceu entre os dias 30 e 31 de julho ao longo de duas horas e meia, quando as medições puderam ser feitas, e mesmo fotografias puderam ser registradas. A boa notícia é que as análises determinaram que a aproximação do asteroide muito provavelmente não chegará perto da Terra o suficiente para se tornar uma real ameaça: estima-se que o ponto mais próximo será ainda a 3,6 milhões de quilômetros, cerca de 9 vezes a distância entre o planeta e a lua.

*Por Vitor Paiva

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*Fonte: hypeness

Ouça o som assombroso detectado do espaço ao redor da Terra

Tem som no espaço?

Como o som não pode viajar através do vácuo, o espaço é silencioso. Ou pelo menos o espaço é silencioso para os nossos ouvidos. O espaço contém muitos sinais eletromagnéticos, como ondas de rádio. Esses sinais são criados por buracos negros, planetas e outras fontes.

Assim como um aparelho de rádio transforma sinais de rádio que você não pode ouvir em ruídos, instrumentos científicos podem converter esses sinais eletromagnéticos do espaço em som. Portanto, embora o espaço seja silencioso, você pode “ouvi-lo”.

Quer saber qual é o som do espaço ao redor da Terra?

A gravação abaixo, realizada durante uma das últimas missões da NASA com sondas exploratórias em órbita, traz o som emitido pela magnetosfera do nosso planeta.

De acordo com o site The Atlantic, ao redor da Terra existe uma série de anéis de plasma que pulsam com ondas de rádio, que são inaudíveis aos ouvidos humanos.

Entretanto, algumas antenas são capazes de capturar essas ondas — como os dispositivos de rádio amador, por exemplo —, que também são conhecidas como “O Coro da Terra”, já que o seu som lembra o de um coral de pássaros cantando pela manhã.

O resultado é, quase literalmente, assustador: um uivo assobiante estranho que abaixa e depois se eleva. Ouça:

Como os astronautas se comunicam no espaço?

Durante caminhadas espaciais, os astronautas conseguem conversar por meio de ondas de radiofrequência. Os sons são normalmente produzidos dentro dos trajes espaciais, pois ali existe oxigênio.

Ao serem captadas por um microfone, as ondas sonoras são convertidas em ondas eletromagnéticas e, então, transmitidas até um receptor.

*Por Davson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

7 minutos de terror: entenda como o Perseverance vai pousar em Marte

Após uma década de desenvolvimento, sucesso da missão dependerá de uma sequência precisa de manobras que terão de ser executadas sem nenhuma intervenção humana

Por incrível que pareça, lançar um rover pesando uma tonelada em uma jornada de mais de seis meses e 200 milhões de km é a parte “fácil” de uma missão a Marte. O verdadeiro desafio será pousar o Perseverance no planeta, algo tão complexo que até hoje só metade das missões que tentaram essa manobra tiveram sucesso.

O principal problema é que a atmosfera de Marte é muito mais fina que a da Terra. Com isso ela não oferece resistência ao rover, que cai em alta velocidade. Para desacelerar o veículo e impedir que ele vire uma panqueca no solo marciano é necessário combinar várias técnicas, executadas com precisão absoluta.

No início da entrada na atmosfera marciana o rover é protegido por um escudo térmico com 4,5 metros de diâmetro, que terá de suportar temperaturas de mais de 1.000 ºC. Quatro minutos após o início da manobra, a uma altitude de cerca de 11 km, um paraquedas supersônico com 21 metros de diâmetro se abre para reduzir ainda mais a velocidade.

20 segundos depois, o escudo térmico é ejetado para que câmeras e radares na parte de baixo do rover possam ter uma boa visão do solo. O paraquedas continua aberto até uma altura de cerca de 2 km, quando se separa.

Ainda assim o rover, que está preso a uma plataforma, está viajando rápido demais. A penúltima etapa consiste no uso de retrofoguetes montados na plataforma para desacelerar ainda mais o veículo. A técnica é similar à usada pela SpaceX, que aciona os motores de seu foguete Falcon 9 para reduzir a velocidade antes do pouso.

Quando a plataforma chega a uma altitude de 20 metros em relação ao solo, ocorre a última etapa: ela paira no ar, e usa cabos para descer o rover suavemente até o solo. Assim que ele pousa os cabos são cortados, e a plataforma voa para longe. Toda a sequência é mostrada no vídeo abaixo:

O trajeto da órbita ao solo leva sete minutos, e deve ser feito de forma completamente automatizada, sem comunicação nenhuma com a Terra. Isso porque um sinal de rádio leva 7 minutos para ir da Terra a Marte, e uma resposta levaria mais 7 minutos.

Ou seja, quando recebermos a informação de que o rover iniciou a descida, ele já estará na superfície de Marte. Por isso os cientistas chamam esse período de “7 minutos de terror”, porque até receberem a confirmação do pouso não há o que fazer além de torcer pelo melhor.

Por mais complexo que pareça, esse método já foi usado com sucesso no pouso do rover Curiosity, oito anos atrás. Os engenheiros da Nasa esperam repetir o feito em 18 de fevereiro de 2021, quando o Perseverance deve chegar à cratera Jezero, no hemisfério norte marciano. Estaremos torcendo por ele.

*Por Rafael Rigues

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*Fonte: olhardigital

SpaceX coloca dois astronautas em órbita e realiza um feito na corrida espacial privada

A história voltou a decolar no sábado desse pedaço de terra, sepultado agora em uma densa nuvem de vapor e uma descarga de decibéis deixados, em seu caminho ao espaço exterior, pela extraordinária criatura de um excêntrico sonhador bilionário. Esse lugar se conecta com a história da Humanidade e com o imaginário coletivo norte-americano. Terra de furacões e jacarés, na costa oriental da Flórida, esse ponto do mapa foi escolhido mais de meio século atrás como trampolim ao espaço. No Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, foi construída a Plataforma de Lançamento 39. Daqui decolou o Apollo 11 que levou o homem à Lua e aqui, no sábado, ressuscitou o sonho americano do espaço. Quando o relógio marcava 15h22, hora local (16h22 de Brasília), em uma segunda tentativa após o adiamento de quarta-feira, decolaram os primeiros seres humanos colocados em órbita por uma empresa privada.

A nova era do espaço, a da corrida espacial comercial, atingiu hoje seu feito mais importante com a decolagem da primeira missão tripulada privada à Estação Espacial Internacional (EEI), em uma viagem que deve demorar 19 horas. É a primeira vez em quase uma década que os Estados Unidos enviam astronautas ao espaço de solo norte-americano. A história se repete, mas, ao mesmo tempo, tudo é diferente.

Doug Hurley e Bob Behnken, os primeiros astronautas da NASA em voar para uma empresa privada, não chegaram no tradicional Astrovan, e sim em um Tesla Model X fabricado pela empresa de seu chefe. Através de uma passarela elevada a 70 metros do solo, vestidos com seus estilosos trajes brancos projetados pela SpaceX, com logos da NASA, embarcaram na cápsula Crew Dragon colocada em cima do foguete Falcon 9, batizado em homenagem à Millennium Falcon de Han Solo.

O lançamento ocorre em meio à pandemia do coronavírus, quando os Estados Unidos já ultrapassaram o simbólico número de 100.000 mortos. A NASA decidiu prosseguir com o lançamento apesar da pandemia, e havia pedido aos fãs, habitualmente reunidos nas praias próximas em cada lançamento, que dessa vez acompanhassem o acontecimento em suas telas. O presidente Donald Trump e o vice-presidente Mike Pence estavam na reduzidíssima lista de convidados VIP para contemplar a decolagem ao vivo. “É possível que aqui exista uma oportunidade para a América de, talvez, fazer uma pausa, e olhar para cima e ver um brilhante, resplandecente momento de esperança sobre como se vê o futuro, e que os Estados Unidos podem fazer coisas extraordinárias até mesmo em tempos difíceis”, disse Jim Bridenstine antes do lançamento, administrador da NASA, propondo uma injeção de moral em um momento em que o país está submerso nos protestos raciais contra a violência policial racista, após a morte de George Floyd em Minneapolis.

Terminada a contagem regressiva, o Falcon 9 subiu pelo céu como um dardo incandescente, três dias depois de abortar o lançamento previsto pelo tempo ruim. A cápsula Crew Dragon aderida a sua ponta, que o foguete soltou no espaço antes de aterrissar de pé em uma embarcação-drone, é uma variação da Cargo Dragon, não tripulada, com a qual a empresa coloca regularmente satélites em órbita para clientes e envia mercadorias à Estação Espacial Internacional, por seu contrato com a NASA. Antes desse dia histórico, o Falcon 9, com nove motores e de 68,4 metros de altura, já voou 85 vezes nos últimos 10 anos. A Crew Dragon tem capacidade para transportar sete passageiros, mas nessa primeira viagem voaram somente dois veteranos do espaço com muita experiência.

Robert Behnken, 49 anos, de St. Ann (Missouri), casado com a também astronauta Megan MacArthur, é doutor em engenharia mecânica e coronel da Força Aérea norte-americana, onde serviu antes de se incorporar à NASA em 2000. Voou na nave Endeauvour (2008 e 2010) e acumula 708 horas no espaço, 37 delas fora da nave.

Doug Hurley, nascido em Endicott (Nova York) há 53 anos, ex-marine, foi o piloto da última missão da Atlantis, em 2011, que acabou com o programa de naves espaciais. É casado com a astronauta Karen Nyberg e é pai de um filho.

“Vamos acender essa mecha”, disse Hurley antes da ignição, repetindo as palavras pronunciadas por Alan Shepard em 1961, na primeira viagem norte-americana tripulada ao espaço.

Mas há um terceiro protagonista: Elon Musk. O bilionário que, com sua empresa SpaceX, fundada em 2002, entra agora na exclusiva liga de entidades que enviaram astronautas ao espaço depois da Rússia, Estados Unidos e China, nessa ordem. Musk (Pretoria, África do Sul, 1971) sequer havia nascido quando Neil Armstrong pisou pela primeira vez na Lua em 20 de julho de 1969. Fundador da PayPal e da Tesla, empresa de carros elétricos que ainda dirige, Musk cresceu consumindo ficção científica e compreendeu que a mesma tecnologia que o tornou rico lhe permitia realizar seus sonhos infantis alimentados pelas façanhas da NASA.
Duas pessoas com camiseta da NASA assistem a decolagem do ‘Dragon Crew’, neste sábado na Flórida.

“É um sonho tornado realidade, para mim e para todos na SpaceX”, disse Musk. “Não é algo que pensei que aconteceria. Não acreditei que esse dia chegaria. Se me dissessem que eu estaria aqui hoje, nunca teria pensado que ocorreria”.

Os Estados Unidos voltam ao espaço com uma inovação não só tecnológica, e sim política e filosófica. A NASA entrega a responsabilidade de levar astronautas ao espaço a uma empresa privada. A era Apollo, alimentada pela rivalidade da Guerra Fria, foi sucedida pelo programa Shuttle e sua decadência, consumada nas chamas da nave espacial Challenger, que explodiu no céu em 28 de janeiro de 1986 diante dos olhos do mundo cohttps://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/06/ciencia/1517949727_209708.htmlm sete astronautas dentro. Depois veio a tragédia do Columbia (2002). E em 8 de julho de 2011, foi lançada a última nave espacial Atlantis e não foram mais enviados seres humanos à Lua de solo norte-americano. Desde então, até hoje, os astronautas americanos viajam à Estação Espacial Internacional com escala na Rússia a bordo do Soyuz, o programa espacial de quem foi o arqui-inimigo galáctico.

Sábado foi o princípio de uma viagem histórica, mas também o final de outra. Os desafios técnicos foram colossais, e ficaram evidentes no passado. A Boeing, a outra empresa contratada pela NASA para levar astronautas ao espaço, falhou em dezembro em seu teste não tripulado no Starliner por problemas de software que impediram sua ancoragem na EEI. A própria SpaceX sofreu uma explosão no ano passado que destruiu uma de suas cápsulas durante um teste.
Jovens observam da praia o lançamento do ‘Dragon Crew’, na Flórida.
Jovens observam da praia o lançamento do ‘Dragon Crew’, na Flórida.JOE RIMKUS JR / Reuters

Depois que os Estados Unidos cederam quase completamente à Rússia e à China o negócio de lançar foguetes comerciais, hoje a SpaceX envia rotineiramente e traz de volta foguetes reutilizáveis para vários clientes, amealhando 70% do mercado. E lançou 19 missões de mercadorias à EEI para a NASA.

Se a missão de sábado for concluída com sucesso, consumará uma mudança na relação do ser humano com o espaço. Os passageiros são da NASA. A agência supervisionou tudo, e poderia ter ordenado abortar o lançamento se visse algo perigoso. Mas é a SpaceX, seu pessoal, sua tecnologia, quem dirige essa aventura. Já existem duas empresas que anunciaram seus planos para contratar lançamentos na cápsula Crew Dragon da SpaceX, e enviar turistas ao espaço. Tom Cruise expressou seu interesse em rodar um filme na Estação Espacial Internacional. E uma missão bem-sucedida injetará confiança nos próximos objetivos. O primeiro: voltar a enviar astronautas à Lua, objetivo que a NASA fixou para 2024.

*Por Pablo Guimón

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*Fonte: elpais

Maior superlua de 2020 acontece esta semana; veja como observar

Evento será visível entre terça e quinta-feira

Nesta semana você poderá observar a maior superlua de 2020. Apesar de ser chamada de “Super Pink Moon” (Super Lua Rosa) nos EUA, ela não tem uma cor diferente. O nome foi dado por conta de uma planta selvagem dos EUA, a Phlox Subulata, que tem flores róseas e floresce nesta época do ano.

O fenômeno estará visível entre os dias 7 e 9 de abril (terça e quinta-feira), com seu ápice na quarta-feira (8), quando a Lua estará cheia em sua totalidade. Para observar, basta olhar para o leste desde o pôr do Sol.

O ideal é estar no ponto mais alto de sua cidade, ou em um local com uma visão livre do horizonte, já que o contraste com prédios, montanhas e árvores à frente faz a lua parecer muito maior do que de costume. Nada te impede de observar a superlua quanto ela estiver alta no céu, mas o efeito será menos impressionante.

Vai ter mais?

Segundo o astrólogo Richard Nolle, que cunhou o termo em 1979, uma “superlua” é qualquer lua cheia que ocorre enquanto a Lua está a 90% ou mais de sua maior aproximação da Terra, o chamado Perigeu. Isso faz com que ela pareça até 15% maior e 30% mais brilhante do que o de costume.

O perigeu acontece regularmente a cada 28 dias. Entretanto, a ocorrência da Lua cheia no momento exato é mais rara. Em 2020 ela já ocorreu duas vezes, em 9 de fevereiro e 9 de março, e ocorrerá também em 8 de abril e 7 de maio.

Depois disso, os eventos começam a se distanciar. Em junho, por exemplo, a Lua estará no perigeu no dia 3, mas só estará cheia no dia 5, quando já vai estar fora da posição “ideal”. Portanto, não é considerada uma superlua. Grande, talvez, mas não Super. O evento só voltará a ocorrer em 27 de abril de 2021.

Apps dão uma forcinha

Para saber o momento exato do pôr do Sol em sua cidade, basta perguntar ao Google: “OK Google, quando o sol vai se pôr hoje?”. Já para saber para onde olhar, basta usar um app de bússola.

Quem usa um iPhone não precisa de um app extra, basta usar o “Bússola”, que é parte do iOS. Para Android, uma boa opção é o “Apenas uma bússola”, da PixelProse SARL, que é bonito, simples, gratuito e, mais importante, sem anúncios.

Além da direção em que o celular está apontando, ele também indica o horário do nascer e do pôr do sol, sua altitude e até a intensidade do campo magnético próximo ao aparelho. Tudo isso em uma tela só.

Dicas para fotografar

Se você quiser registrar o fenômeno, veja este artigo com nossas dicas para fotografar a superlua. É tudo questão de usar um tripé e encontrar o momento certo.

*Por Rafael Rigues

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*Fonte: olhardigital

Xiaomi manda câmera do Mi 10 Pro para o espaço

Sensor de 108 mp foi embarcado em um cubesat de uma empresa chinesa, e produziu belas imagens de nosso planeta

A Xiaomi encontrou uma boa forma de demonstrar a qualidade da câmera do Mi 10 Pro, smartphone que lançou há um mês. A empresa literalmente mandou o componente para o espaço, de onde fez belas imagens de nosso planeta.

O Mi 10 Pro tem um sistema de cinco câmeras na traseira, sendo que a principal tem um sensor de 108 MP. Foi este sensor que foi enviado ao espaço, a bordo “cubesat” da empresa chinesa Spacety chamado Xiaoxiang 1-08, lançado por um foguete Longa Marcha 4B que decolou em novembro passado.

O satélite com a câmera do Mi 10 Pro orbita a uma altitude de 495 km, com uma velocidade de 28.800 km/h e também carrega outros experimentos. A Xiaomi e a Spacety trabalharam juntas por 168 dias para resolver 343 “problemas” antes do lançamento.

Com o sucesso da missão as empresas estudam uma cooperação tecnológica, criando satélites para áreas como observação meteorológica, alertas ambientais, ciência marinha e até mesmo análise financeira.

*Por Rafael Rigues

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*Fonte: olhardigital

Filmes do pouso na Lua teriam sido impossíveis de falsificar. Aqui está o porquê.

Faz meio século desde o magnífico pouso na Apollo 11 na Lua, mas muitas pessoas ainda não acreditam que isso realmente aconteceu. As teorias de conspiração sobre o evento que datam da década de 1970 são de fato mais populares do que nunca. Uma teoria comum é que o diretor de cinema Stanley Kubrick ajudou a NASA a falsificar as imagens históricas de seus seis desembarques bem-sucedidos na Lua.

Mas seria realmente possível fazer isso com a tecnologia disponível na época? Segundo o cineasta Howard Berry , Chefe de Pós-Produção e Líder do Programa de Produção de Cinema e Televisão MA, Universidade de Hertfordshire, é impossível que sa imagens tenham sido falsificadas.

Aqui estão algumas das crenças e perguntas mais comuns – e por que elas não se sustentam.

 

1. “Os desembarques da lua foram filmados em um estúdio de TV.”

Existem duas maneiras diferentes de capturar imagens em movimento. Um é o filme, tiras reais de material fotográfico nas quais uma série de imagens é exposta. Outro é o vídeo, que é um método eletrônico de gravação em vários meios, como a movimentação de fita magnética. Com o vídeo, você também pode transmitir para um receptor de televisão. Um filme cinematográfico padrão grava imagens a 24 quadros por segundo, enquanto a transmissão de TV geralmente é de 25 ou 30 quadros, dependendo de onde você estiver no mundo.

Se concordarmos com a ideia de que os desembarques da lua foram gravados em um estúdio de TV, então esperamos que eles sejam vídeo de 30 quadros por segundo, que era o padrão de televisão na época. No entanto, sabemos que o vídeo do primeiro pouso na Lua foi gravado a dez quadros por segundo em SSTV (televisão Slow Scan) com uma câmera especial.

2. “Eles usaram a câmera especial Apollo em um estúdio e depois abrandaram a filmagem para dar a impressão de que havia menos gravidade.”

Algumas pessoas podem argumentar que, quando você olha para pessoas que se movem em câmera lenta, elas parecem estar em um ambiente de baixa gravidade. Retardar o filme requer mais quadros do que o normal, então você começa com uma câmera capaz de capturar mais quadros em um segundo do que em um normal – isso é chamado de overcranking ou captura-em-tempo-muito-lento. Quando isso é reproduzido na taxa de quadros normal, essa gravação é reproduzida por mais tempo. Se você não pode girar sua câmera, você pode gravar em uma taxa de quadros normal e pode artificialmente abrandar a filmagem, mas você precisa de uma maneira de armazenar os quadros e gerar novos quadros extras para retardá-lo.

No momento da transmissão, os gravadores de discos magnéticos capazes de armazenar filmagens em câmera lenta só podiam capturar 30 segundos no total, para uma reprodução de 90 segundos de vídeo em câmera lenta. Para capturar 143 minutos em câmera lenta, você precisaria gravar e armazenar 47 minutos de ação ao vivo, o que simplesmente não era possível.


3. “Eles poderiam ter um gravador de armazenamento avançado para criar filmagens em câmera lenta. Todo mundo sabe que a NASA recebe a tecnologia antes do público.

Bem, talvez eles tivessem um gravador de armazenamento extra secreto – mas um quase 3.000 vezes mais avançado? Duvidoso.


4. ‘Eles filmaram em filme e abrandaram a gravação. Você pode obter quantos filmes quiser para fazer isso. Então eles converteram o filme para ser exibido na TV.

Isso é um pouco de lógica, finalmente! Mas filmar em filme exigiria milhares de metros de rolo. Um rolo típico de filme de 35 mm – a 24 quadros por segundo – dura 11 minutos e tem 1.000 pés de comprimento. Se aplicarmos isso a um filme de 12 quadros por segundo (o mais próximo de dez que conseguiremos com o filme padrão) rodando por 143 minutos (esse é o tempo de duração da filmagem da Apollo 11), precisaríamos de seis e meio rolos.

Estes então precisariam ser colocados juntos. As junções de emenda, transferência de negativos e impressão – e potencialmente grãos, partículas de poeira, cabelos ou arranhões – instantaneamente cedem o jogo. Não há nenhum desses artefatos presentes, o que significa que não foi filmado em filme. Quando você leva em conta que os pousos subseqüentes da Apollo foram feitos a 30 quadros por segundo, então fingir seria três vezes mais difícil. Então a missão Apollo 11 teria sido a mais fácil.

5. Mas a bandeira está soprando ao vento e não há vento na lua. O vento é claramente de um ventilador dentro do estúdio. Ou foi filmado no deserto.

Não é. Depois que a bandeira é solta, ela se acomoda suavemente e, em seguida, não se move de forma alguma na filmagem restante. Além disso, quanto vento há dentro de um estúdio de TV?

Há vento no deserto, eu aceito isso. Mas em julho, o deserto também é muito quente e normalmente você pode ver ondas de calor presentes em imagens gravadas em lugares quentes. Não há ondas de calor nas imagens de pouso na lua, por isso não foi filmado no deserto. E a bandeira ainda não está se movendo de qualquer maneira.

MAIS SOBRE A LUA E ALÉM

Una-se a nós enquanto mergulhamos nos últimos 50 anos de exploração espacial e nos 50 anos que virão. Do primeiro passo histórico de Neil Armstrong na superfície lunar até os planos atuais de usar a Lua como plataforma de lançamento para Marte, ouça especialistas acadêmicos que dedicaram suas vidas a estudar as maravilhas do espaço.

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‘A iluminação na filmagem claramente vem de um holofote. As sombras parecem estranhas.

Sim, é um holofote – um holofote a 150 milhões de km de distância. É chamado o sol. Olhe para as sombras na filmagem. Se a fonte de luz fosse um holofote próximo, as sombras se originariam de um ponto central. Mas como a fonte está tão distante, as sombras são paralelas na maioria dos lugares, em vez de divergirem de um único ponto. Dito isto, o sol não é a única fonte de iluminação – a luz também é refletida do solo. Isso pode fazer com que algumas sombras não apareçam paralelas. Isso também significa que podemos ver objetos que estão na sombra.

Bem, todos nós sabemos que Stanley Kubrick filmou isso.

Stanley Kubrick poderia ter sido solicitado a falsificar as aterrissagens lunares. Mas como ele era tão perfeccionista, ele teria insistido em filmar no local. E está bem documentado que ele não gostava de voar… Próximo?
“A Terra é plana. As imagens que vemos da Lua e do Sol, na verdade, são hologramas que são projetados no domo.”

Desisto.

*Por Felipe Sérvulo

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*Fonte: misteriosdouniverso

 

Conheça o plano de Elon Musk para a corrida espacial do século 21

Elon Musk não tenta esconder que um dos seus principais objetivos é colonizar Marte. E é com essa missão que a SpaceX vem trabalhando nas últimas 2 décadas. A empresa teve um crescimento importante no desenvolvimento de sistemas aeroespaciais, sendo uma das clientes da NASA. Em uma recente entrevista ao Ars Technica, o CEO conversou sobre seu ambicioso projeto de levar pessoas a Marte.

Porém, antes de pousar em outro planeta, a SpaceX precisa aprimorar ainda mais suas próprias naves, e, para o empreendedor, só existe um caminho para isso acontecer: realizar muitos testes. Por isso, é tão importante, antes de pensar em pousar no planeta vermelho, conseguir produzir naves com mais rapidez.

“Uma alta taxa de produção resolve muitos problemas”, disse ele. “Se você tem uma alta taxa de produção, tem uma alta taxa de iteração. Para praticamente qualquer tecnologia, o progresso é uma função de quantas repetições você possui e quanto progresso você faz entre cada repetição. Se você tem uma alta taxa de produção, possui várias repetições”, acrescentou.

E o quão alta deve ser essa taxa de produção? De acordo com o Musk, o objetivo é conseguir construir 1 nave por semana até o final de 2020. Recentemente, a SpaceX contratou mais de 200 novos funcionários, dobrando a força de trabalho, com o objetivo de acelerar esse processo. Atualmente, a empresa conta com 2 tendas do tamanho de 1 campo de futebol americano para tornar esse processo mais rápido; uma 3.ª tenda já está sendo levantada (veja o local no vídeo abaixo).

“É realmente uma loucura, eu concordo”, disse Musk. “Os paradigmas espaciais convencionais não se aplicam ao que estamos fazendo aqui. Estamos tentando construir uma frota massiva para tornar Marte habitável, para tornar a vida multiplanetária. Acho que precisamos, provavelmente, da ordem de mil naves, e cada uma dessas naves teria mais carga útil do que o Saturn V — e seria reutilizável”, ele afirmou.

Vale lembrar que a empresa ainda está em fase inicial do desenvolvimento de um foguete completo, capaz de fazer uma viagem até Marte. As naves que se pretende desenvolver semanalmente são apenas o estágio superior do foguete Super Heavy da SpaceX. No entanto, por ser esse o estágio que entrará em órbita e levará os astronautas, conseguir uma nave por semana é um progresso enorme.

No fim de fevereiro, o primeiro desses foguetes enfrentou seu primeiro teste. O objetivo não era colocá-lo em órbita (e ele não havia sido construído em 1 semana), mesmo assim o protótipo do Starship SN1 implodiu devido a problemas de pressão. Agora, os modelos SN2 e SN3 já estão em desenvolvimento, com Musk incentivando seus engenheiros a produzirem em menor tempo e com mais qualidade. Os planos agora se resumem a fazer mais testes para voar em uma missão orbital, com a SN5 ou a SN6, antes do final de 2020.

Uma vida multiplanetária

Tudo isso, para Elon, é o primeiro passo da humanidade em sentido à exploração de novos planetas para habitar. E tudo começa com Marte. Para ele, é necessário pensar em como atingir essa meta, criando cidades autossustentáveis no planeta vermelho. Por isso, enquanto as cidades marcianas dependerem da Terra por qualquer motivo, a vida em Marte não será uma realidade para a humanidade.

“O ponto em que se diz que o objetivo é tornar a vida multiplanetária significa que precisamos ter uma cidade autossustentável em Marte”, disse o CEO. “Essa cidade tem que sobreviver se as naves de reabastecimento deixarem de vir da Terra por qualquer motivo. Não importa o porquê. Se essas naves de reabastecimento pararem de chegar, a cidade morre ou não? Para criar algo autossustentável, você não pode perder nada, você deve ter todos os ingredientes. Não pode ser ‘bem, esse lugar é autossustentável, exceto por uma coisinha que não temos’”.

O empresário reconhece que ainda estamos muito longe de atingir esse ponto. Entretanto, se ele conseguir ver os primeiros passos já considerará isso uma vitória.

“Provavelmente, estarei morto, há muito tempo, antes que Marte se torne autossustentável, mas gostaria de pelo menos estar por aqui para ver várias das minhas naves desembarcando lá”, concluiu Musk.

*Por Robinson Samulak Alves

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*Fonte: megacurioso

A primeira vida alienígena que encontrarmos provavelmente será inteligente. Saiba por que

Segundo cientistas do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), é mais provável que encontremos evidências de vida extraterrestre inteligente antes de encontrarmos microrganismos aliens, por exemplo.

Por quê?

Vida simples x vida inteligente

Se você costuma ler notícias sobre a busca científica por vida alienígena, deve saber que os pesquisadores andam apostando suas fichas em descobrir alguma bactéria microscópica no solo de Marte, ou então algum organismo muito simples nos mares da lua Europa, de Júpiter.

Enquanto podemos assumir, intuitivamente, que formas simples de vida são mais abundantes no universo e é tal tipo de organismo alienígena que encontraremos primeiro, os cientistas explicam que nossa busca por essas formas de vida é muito limitada.

O problema é que a tecnologia que temos disponível hoje (bem como a que teremos em um futuro próximo) não nos permite olhar (ou vasculhar) muito longe no sistema solar, menos ainda em sistemas de estrelas próximas.

“Existem dois cavalos na corrida para encontrar vida além da Terra. O primeiro é a busca por assinaturas químicas em planetas e o segundo é a busca por inteligência extraterrestre. A vida inteligente tem vantagem, pois pode ser detectada em toda a galáxia”, disse Andrew Siemion, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), na conferência Association for the Advancement of Science em Seattle.

Assinaturas tecnológicas

Outra questão sobre a busca por vida alienígena é que assinaturas químicas encontradas em outros planetas podem ser ambíguas. Como poderemos ter certeza se o metano ou produtos químicos similares que detectarmos em outros planetas são realmente produzidos por seres vivos?

Assinaturas tecnológicas, por outro lado, são mais claras. Estas seriam evidências de tecnologia ou vida inteligente extraterrestes enviadas pelo cosmos através de ondas de rádio, pulsos de laser e outras formas de radiação eletromagnética.

Os cientistas do SETI, por exemplo, se concentram em tentar detectar tais sinais que não poderiam ser criados pela natureza, bem como outros vestígios de tecnologia alienígena.

E, enquanto ainda não obtiveram sucesso, Siemion é otimista com relação ao futuro, especialmente porque nossa capacidade de detecção deve ser três ordens de magnitude maior até a próxima década.

“Vimos uma explosão dramática no número de observatórios, no número de cientistas que estão trabalhando neste campo”, afirmou.

Apesar disso…

Apesar das apostas de Siemion, os pesquisadores podem de fato acabar encontrando vida alienígena simples no nosso sistema solar primeiro.

Se isso acontecer, os cientistas precisarão refletir sobre o que isso significa para o medo humano de estarmos “sozinhos” no universo: a descoberta pode muito bem apontar para uma conjetura na qual a vida no cosmos é de fato abundante, só que raramente sobrevive por tempo suficiente para evoluir inteligência ou desenvolver a capacidade de ir além de seu próprio mundo. [Forbes]

*Por Natash Romanzoti

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*Fonte: hypescience

NASA abre processo seletivo para classe de astronautas

Já pensou curtir uma temporada no espaço estando próximo da superfície da Lua e trabalhar na Estação Espacial Internacional? Agora é a chance de ir atrás desse sonho! A NASA abriu, oficialmente, vagas para a classe de astronautas de 2021, e o período de inscrições, que se iniciou ontem (3), estará aberto até o dia 31 de março, podendo ser realizada a matrícula no site USA Jobs.

A seleção faz parte de um dos meios de facilitar a operação do Programa Artemis, que busca levar astronautas à superfície lunar e lá realizar pousos até 2024. Além disso, há a missão Mars Recover, prevista para 2030, a qual coletará amostras do solo marciano para ser estudadas na Estação Espacial.

“Desde os anos 1760, a NASA selecionou 350 pessoas a fim de treiná-las como astronautas para suas crescentes missões desafiadoras de exploração espacial. Com 48 astronautas no corpo ativo, mais serão necessários para tripular espaçonaves com múltiplos destinos e impulsionar a exploração como parte das missões Artemis e além”, declarou a agência em comunicado oficial.

Teste para astronauta

É importante reforçar que o processo seletivo para trabalhar na agência espacial é um dos mais difíceis conhecidos atualmente, com milhares de aplicações, mas apenas uma dezena de selecionados. Caso seja necessário, utilize como referência a última seleção: houve 18,3 mil inscrições e apenas 12 indivíduos foram escolhidos para integrar o time. Dessa forma, pode-se estimar que, nessa atual oferta, de 8 a 12 candidatos serão aprovados pela agência.

Infelizmente, alguns brasileiros só vão ler a matéria até aqui, já que, para participar do processo, a cidadania americana ou a dupla cidadania (com a americana devidamente inclusa) é um requisito obrigatório para a participação nos testes. Além disso, é exigido um nível de mestrado em algum campo STEM, incluindo Engenharia, Ciências Biológicas, Física, Ciências da Computação e Matemática.

Para quem não tiver mestrado, mas tiver um mínimo de 2 anos de doutorado em campos STEM, doutorado completo em Medicina ou curso de piloto de testes reconhecido nacionalmente, ainda há chances de integrar a equipe de astronautas da NASA. Porém, não para por aí, já que é necessário 2 anos de experiência na área de atuação ou mil horas de voo como piloto de avião a jato, além do longo processo de entrevistas, exames e treinamentos.

*Por Andre Luis Dias Custodio

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*Fonte: megacurioso

Estudo revela que ferrugem bloqueia radiação cósmica

A ferrugem bloqueia radiação cósmica, de acordo com um estudo recente realizado por cientistas. Para quem não sabe, a radiação cósmica é o tipo de radiação que bombardeia astronautas e seus equipamentos no momento em que eles saem da atmosfera da Terra.

Proteger os astronautas é um elemento crucial para realizar missões no espaço, especialmente se quiserem enviar alguém para Marte ou além disso. Com a tecnologia atual, a proteção que há disponível não é suficiente. Ou ficaria extremamente caro e pesado para criar um escudo realmente efetivo contra a radiação.

Metal oxidado, porém, especialmente o óxido de gadolínio (III), bloqueia mais radiação do que qualquer outra coisa, de acordo com uma pesquisa publicada no mês passado na revista Radiation Physics and Chemistry.

O estudo, um esforço conjunto da Lockheed Martin e da Universidade Estadual da Carolina do Norte, poderia oferecer aos engenheiros uma nova ferramenta para manter os tripulantes em segurança durante longas incursões no espaço.

A ideia de usar ferrugem diminuiria o peso usado para criar este “escudo protetor”.

“Nossa abordagem pode ser usada para manter o mesmo nível de proteção contra radiação e reduzir o peso em 30% ou mais, ou você pode manter o mesmo peso e melhorar a proteção em 30% ou mais – em comparação com as técnicas de proteção mais amplamente usadas” disse o engenheiro nuclear do Estado da Carolina do Norte, Rob Hayes, em um comunicado à imprensa. “De qualquer forma, nossa abordagem reduz o volume de espaço ocupado pela blindagem.”

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*Fonte: geekness

Estação Espacial Internacional agora tem um quarto de hotel para turistas

A NASA anunciou que já escolheu uma companhia para construir o primeiro destino comercial da Estação Espacial Internacional: a Axiom Space.

Infelizmente, esse será um quarto de hotel muito exclusivo, frequentado provavelmente apenas pelos “uber” ricos: o tíquete pode custar US$ 50 milhões (cerca de R$ 211,5 milhões).

Se você já quiser ir guardando dinheiro, no entanto, vá em frente: a construção só deve começar no segundo semestre de 2024.

Esse valor é uma estimativa dada pelo CEO da empresa, Mike Suffredini, em uma entrevista ao New York Times em 2018.

Acomodações

De acordo com o website da Axiom Space, a startup imagina um hotel “zero gravidade” com clara visão da Terra e comunicação de banda larga com o planeta.

A companhia planeja lançar um módulo com uma instalação de pesquisa e manufatura, habitat para equipe e observatório com grandes janelas para a Terra. Tudo isso em um segmento com o nome da Axiom na Estação Espacial Internacional.

Por enquanto, a Estação não tem data certa para ser aposentada. A startup informou que planeja criar sua própria plataforma para abrigar seu Segmento/hotel, em vez de depender da estrutura existente.

As imagens disponíveis das acomodações são criações do visionário Philippe Starck, que projetou quartos altamente elegantes com conforto, cuidado e luxo, segundo a Axiom. [Futurism, Axiom]

*Por Natasha Romanzoti

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: hypescience