E se o futebol não fosse popular no Brasil?

O esporte de Pelé reúne a receita perfeita para ser amado pelas massas: sabe ser emocionante, tem regras fáceis de entender e, principalmente, precisa de pouco para acontecer. Na ausência de bola, qualquer coisa minimamente redonda serve. Faltou um par de traves? Chinelos podem facilmente assumir o posto. Não à toa, a Fifa tem mais países-membros que a ONU (211 a 193).

No Brasil, a prática do futebol foi importada da Inglaterra – mas nunca item de luxo. Os primeiros fãs de futebol em território nacional eram operários britânicos, trabalhando na construção de ferrovias. Habituados a gritar gol em sua terra natal, eles fizeram o futebol virar o esporte do trabalhador, e ganhar o país pelos trilhos do trem ainda no final do século 19.

Os primeiros clubes nacionais ainda tinham DNA da rainha: fundados por ingleses, frequentados por ingleses, eles foram os primeiros a profissionalizar o futebol brasileiro. Surgiram os campeonatos oficiais e as regras se firmaram de vez. Amadores viraram atletas, que se tornaram craques, que faziam sucesso. Era o início de um processo de ascensão social que vale até hoje: sendo bom com a bola nos pés, pobre podia jogar ao lado de membro da elite.

O futebol emplacou de cara no Brasil – mas poderia ter perdido essa chance exatamente aí, caso chutar a bola de couro fosse coisa de rico. Em grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo, movimentos de elitização do futebol tentaram, a princípio, impedir o acesso do povão aos gramados oficiais. As primeiras ligas teimavam em barrar analfabetos – 65% da população no começo do século 20. Os clubes também não aceitavam negros que, até 1923, só podiam assistir.

Foi mais ou menos esse o caminho percorrido por outros esportes, como o rúgbi e o críquete – modalidades também queridas por Charles Miller, brasileiro que, após passar uma temporada na Inglaterra, disseminou as regras do futebol no Brasil. Além de restritivo, o rúgbi ainda pegava mal com os brasileiros: era considerado muito violento. Por aqui, nenhum desses esportes fez mais do que reafirmar a identidade da colônia inglesa.

Se esses impeditivos tivessem vingado, o futebol ficaria mais restrito à várzea, perdendo o potencial de espetáculo. Afinal, é preciso movimentar grana pesada para justificar grandes investimentos dos clubes. O futebol dependia da adesão de um público fiel – demanda impossível de suprir apenas com os mais abastados. É só comparar o tamanho da Premier League ao também britânico torneio de Wimbledon.

A existência de menos arquibancadas para se ocupar aos domingos faria outras formas de entretenimento ganharem mais destaque. O cinema, tão popular quanto o futebol na primeira metade do século 20, poderia ter permanecido como refúgio no fim de semana. Salas em bairros, assim, resistiriam por mais tempo à popularização dos shoppings.

No âmbito esportivo, competiríamos de perto com países do Leste Europeu no polo aquático. Com sorte, veríamos uma versão made in Brazil de Michael Phelps acumular medalhas. Isso porque os esportes aquáticos, naturais candidatos a tirar proveito do nosso clima, também nasceriam com mais destaque.

A primeira grande confederação esportiva nacional foi a Federação Brasileira de Sociedades de Remo, que na primeira década do século 20 organizava também polo aquático e natação. Em um país sem futebol, clubes de regatas como Botafogo, Flamengo e Vasco da Gama seguiriam sua vocação original – e só chegariam à fama se revelassem remadores de elite.

“O remo foi uma verdadeira febre em certo momento: os remadores passaram a ser conhecidos como nossos jogadores de futebol são hoje. Fortes, saudáveis, bonitos, eles eram assunto nos jornais, os heróis da época”, diz Victor Melo, professor de história comparada da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Por falar em heróis, sem Ronaldos e Ronaldinhos competindo pelo apreço dos narradores, o peso de nomes como Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi seria ainda maior – bem como a paixão nacional por automobilismo.

É possível que o futebol brasileiro tentasse se desenvolver tardiamente, como se vê hoje na China e na Índia. A popularidade da ideia dependeria inicialmente de investidores cheios da grana, capazes de trazer jogadores consagrados em final de carreira para abrilhantar a liga nacional. Cenas como o francês David Trezeguet, com 36, vestindo as cores do Atlético Mineiro e o italiano Alessandro Del Piero fazendo gols pela Chapecoense aos 40 se tornariam comuns. Ambos foram reforços de peso da Superliga Indiana em 2014. Poderiam ter brilhado aqui – pelo menos, até que as pratas da casa despontassem.

O impacto na economia também seria brutal: em 2010, o futebol era responsável por 1,1% do PIB nacional, segundo estimativas da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Daríamos adeus aos R$ 5 bilhões em receitas que o Brasileirão movimenta por ano entre transferências, patrocínios e direitos de transmissão.

A cultura também seria menos rica: perderíamos as contribuições de Nelson Rodrigues, Mario Filho e João Saldanha à crônica esportiva. As redações jornalísticas no rádio, que começam a se estruturar com as transmissões de futebol, só nasceriam anos mais tarde.

É certo também que a língua portuguesa ficaria um pouco mais pobre. Dos 228,5 mil verbetes listados no Dicionário Houaiss, 502 possuem a palavra “futebol” em suas explicações. Mandando para escanteio esses termos, escritores e poetas precisariam entrar de sola para marcar seus gols na literatura.

*Por Guilherme Eler

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*Fonte: superinteressante

Nomes tradicionais do esporte analógico estão de olho nos e-Sports

Por favor, não ouse minimizar ou muito menos chamar apenas de “videogame”. Os jogos eletrônicos, não todos – é claro – ganharam há alguns anos um novo status que transformou o que era mera diversão em esporte. É, esporte, com “E” maiúsculo, assim como o atletismo, o basquete, a natação e o futebol. O sucesso é tamanho que o comitê de candidaturas da Olimpíada de 2024, que vai ser disputada em Paris, na França, já estuda a possível inclusão dos “e-Sports” nos Jogos. Sabia dessa?!

No Brasil, o esporte eletrônico avançou algumas fases nos últimos quatro anos. O cenário que era ainda uma espécie de berçário, se profissionalizou. Hoje, com a entrada de grandes marcas, personalidades do esporte, transmissão na TV e até clubes tradicionais, o “e-Sport” ganhou maior visibilidade e, ainda melhor, credibilidade…

Diversas equipes do futebol brasileiro já entraram de cabeça no esporte eletrônico. Santos, Flamengo e Corinthians são algumas delas. Por outro lado, Ronaldo Fenômeno, ao lado de André Akari, o maior jogador de poker do país, compraram parte de uma das principais equipes do país e, claro, injetaram uma boa grana nesse pessoal. Ações como estas fortalecem o esporte e, mais do que isso, ajuda a modalidade a crescer mais rápido.

O João alcançou o sonho de muitos jovens e se tornou jogador profissional de League of Legends – o principal título do esporte eletrônico atualmente com 100 milhões de usuários em todo o mundo. Mas se profissionalizar não é pra qualquer um. Aliás, se fosse assim, imagina quantos Neymar’es não existiriam por aí. É preciso ter um certo dom, muita vontade e, principalmente, dedicação…

Apesar de ainda estar em pleno desenvolvimento, o cenário do e-Sport no Brasil – principalmente com a entrada desses clubes tradicionais e grandes patrocinadoras – está muito bem estruturado e cada vez mais profissional. Esse fortalecimento também se deve, muito, à audiência por aqui. Hoje, a estimativa é que 18 milhões de pessoas já acompanhem o esporte eletrônico no país…

E tudo é muito bem organizado e cheio de regras, assim como qualquer outro esporte. O atleta é um profissional, com: salários que variam de 4 a 15 mil reais; um time multidisciplinar, para dar todo apoio; e claro, muita cobrança também…

A maioria dos e-Atletas são bastante jovens. Mas provavelmente uma das diferenças que chama atenção é que o esporte eletrônico consegue ser ainda mais inclusivo que outros mais tradicionais. Para ter a chance de se profissionalizar pode ser Homem ou mulher… e sem limite de idade. Só precisa jogar bem – muito bem, diga-se de passagem.

*Por Renato Santino

 

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*Fonte: olhardigital

Andrew Luck, quarterback do Indianapolis Colts, anunciou sua aposentadoria da NFL

A informação foi divulgada pelo jornalista Adam Schefter, da ESPN, e confirmada pelo jogador de apenas 29 anos, que estaria desgastado mentalmente.

“Esta não é uma decisão fácil. Eu tenho estado preso neste processo. Não tenho conseguido viver a vida que eu gostaria. Isso tem tirado a alegria de jogar o jogo… o único jeito de seguir em frente é me removendo do esporte”, disse o jogador.

Depois de deixar o campo no jogo deste sábado contra o Chicago Bears, pela pré-temporada, Luck ouviu vaias das arquibancadas. “Eu estaria mentindo se dissesse que não escutei as vaias. Machucou bastante”, afirmou.

Tido como um dos mais promissores de sua geração, Luck foi escolhido no draft da NFL em 2012. Com o peso de substituir a lenda Peyton Manning, ele conseguiu levar o Indianapolis Colts aos playoffs por quatro vezes.

Luck também foi selecionado quatro vezes para o Pro Bowl.

Após começar a ter problemas no ombro direito em 2015, ele seguiu jogando por duas temporadas antes de ser operado, em janeiro de 2017.

Luck conseguiu retornar de forma triunfal na última temporada – após 586 dias longe dos gramados – e ganhou o prêmio “Comeback Player of the Year Award”.

 

Em 2019, porém, ele reclamou de uma contusão na perna, que o fez perder quase todo o trainning camp e não participar do início da pré-temporada. Segundo Adam Schefter, o novo quarterback dos Colts é Jacoby Brissett.

Apaixonado por futebol

Andrew Luck, porém, tem uma história peculiar, longe do futebol americano. Em entrevista à revista GQ em abril de 2014, o quarterback revelou que gosta mesmo é de assistir ao futebol tradicional nos seus momentos de folga.

“Eu cresci na Europa (morou na Inglaterra e na Alemanha), e o futebol foi o primeiro jogo que eu joguei. Quando nós nos mudamos para os Estados Unidos, na quarta série, mudei para o futebol americano e parei de jogar competitivamente até a universidade, quando joguei (futebol) só dentro da faculdade”, explicou o jogador.

O pai de Andrew, o também ex-QB Oliver Luck, foi dirigente do Houston Dynamo, equipe da Major League Soccer (MLS), e o jogador dos Colts revelou ser torcedor da equipe “sempre e para sempre”. No entanto, ele afirmou que gosta de assistir a partidas de atletas norte-americanos, principalmente na Premier League.

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*Fonte: espn-brasil

 

Andrew Luck (QB – Indianapolis Colts) – anunciou sua aposentadoria da NFL

Essa é uma daquelas notícias tristes do esporte. Confesso que fiquei bem surpreso. Até entendo que ele tem sofrido com seguidas lesões, mas para mim sempre foi um dos melhores QBs do futebol americano dos últimos tempos. Um expoente de uma nova geração, draftado em 2012 para substituir a lenda Peyton Manning, uma tarefa muito difícil, e deu contam do recado muito bem! E sim, tenho a  sua jersey que foi escolhida a dedo há alguns anos atrás, porque o cara pé muito phoda, joga muito, inteligente, atlético e de um raciocínio fantástico em campo, e por isso mesmo queria reverenciar isso usando a sua camisa. Fico triste com essa notícia, porque um de meus TOP 5, dos meus times preferidos da liga passou a ser o Indianápolis Colts, justamente por sua causa. Tá, também porque a camisa é azul como a cor do meu Grêmio – pronto, falei! Mas brincadeiras de lado, entendo que quem perde na realidade com a sua antecipadíssima aposentadoria é o esporte, ele tinha talento e personalidade de sobra para uma longa, sólida e prolífica carreira como QG nesse esporte.

Os motivos ainda não foram revelados (tem um histórico de muitas lesões e fala-se em desgaste), ontem fez apenas um pronunciamento e parece que haverá uma coletiva de imprensa. De qualquer forma só me resta desejar sucesso para o Andrew Luck em sua nova jornada de vida. Tomara que não se afaste em definitivo do esporte, porque pode muito bem contribuir com seu time ou com a própria NFL à beira do gramado. Vamos ver.

Só posso dizer que me sinto agradecido por ter tido a chance de vê-lo atuando e torcido pelo seu time, inúmeras vezes. Vai fazer falta. Thanks man!

Boa sorte Luck …..(tu-dum-pásh!)!