Por que você não deveria tomar café em jejum, segundo este estudo

De acordo com pesquisa da Universidade de Bath, tomar café forte sem açúcar depois de uma noite maldormida pode afetar o metabolismo e predispor ao diabetes

Acordar e sentir aquele cheirinho de café recém-passado é muito bom, né? Mas, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Bath, no Reino Unido, tomar a bebida em jejum pode ser prejudicial para o controle dos níveis de açúcar no sangue, principalmente depois de uma noite maldormida. O estudo foi publicado no periódico British Journal of Nutrition.

Para fazer as análises, foram recrutados 29 homens e mulheres saudáveis que se submeterem a três experimentos noturnos, em ordem aleatória: em um deles, os voluntários tinham uma noite normal de sono e tomavam café da manhã ao acordar; em outro, as pessoas eram acordadas a cada hora, por cinco minutos, e tinham que tomar um pouco de café com açúcar, assim como quando se levantavam pela manhã; no terceiro cenário, os parcitipantes também tinham o sono interrompido durante a noite, mas ingeriam café sem açúcar, e ao saírem da cama no dia seguinte consumiam a bebida 30 minutos antes do desjejum.

Amostras de sangue dos participantes foram coletadas após cada um desses testes. O estudo mostrou que o café forte sem açúcar, consumido antes do desjejum, aumentou em cerca de 50% a glicose no sangue durante a refeição matinal.

“Esses resultados mostram que uma noite de sono interrompido por si só não piora a resposta de glicose e da insulina dos participantes ao café açucarado em comparação com uma noite normal de sono. No entanto, começar um dia após uma noite de sono ruim com um café forte teve um efeito negativo no metabolismo da glicose em cerca de 50%”, interpreta Harry Smith, principal autor da investigação, em nota.

O melhor jeito de tomar café

Embora pesquisas em nível populacional indiquem que o café possa estar relacionado à boa saúde, alguns estudos anteriores demonstraram que a cafeína tem o potencial de causar resistência à insulina, o que pode levar ao diabetes.

“Sabemos que quase metade de nós acorda pela manhã e, antes de mais nada, toma uma xícara de café. E intuitivamente, quanto mais cansados ​​estivermos, mais forte é o café”, analisa James Betts, coordenador do Centro de Nutrição, Exercício e Metabolismo da Universidade de Bath e supervisor do trabalho.

A boa notícia é que dá para contornar a situação comendo primeiro e bebendo café depois. De qualquer forma, mais estudos como esse são necessários. “Também há muito mais que precisamos aprender sobre os efeitos do sono em nosso metabolismo, como quanto a interrupção do sono é necessária para prejudicar o metabolismo e quais são as implicações de longo prazo nessa prática. Também é importante saber quais exercícios poderiam ajudar a combater isso”, completa Smith.

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*Fonte: revistagalileu

UNESCO pede a todos os países para porem a educação ambiental no centro dos currículos escolares até 2025

A Educação não está a preparar os alunos para se adaptarem, actuarem e responderem às alterações climáticas e à crise da Biodiversidade, alerta um novo relatório publicado pela UNESCO nas vésperas da Conferência Mundial sobre a Educação para o Desenvolvimento Sustentável, que se celebrará online a partir de Berlim, Alemanha, de 17 a 19 de Maio.

O estudo “Aprender pelo nosso planeta” analisou os programas educativos e os currículos escolares de cerca de 50 países de todas as regiões do mundo. Mais de metade não faz qualquer referência às alterações climáticas e apenas 19% fala de Biodiversidade.

O estudo lamenta a falta de atenção dedicada às capacidades sócio-emocionais e às competências orientadas para a acção, fundamentais para a acção ambiental e climática.

“A educação deve preparar os alunos para compreenderem a actual crise ambiental (…). Para salvar o planeta, devemos transformar a nossa forma de viver, produzir, consumir e interagir com a natureza. É fundamental integrar a educação para o desenvolvimento sustentável em todos os programas de aprendizagem de todos os lugares”, disse, em comunicado, Audrey Azoulay, directora-geral da UNESCO.

Por isso, a UNESCO fixou um novo objetivo: fazer da educação ambiental uma componente chave dos currículos escolares de todos os países até 2025.

A organização está a trabalhar com os seus 193 Estados Membros para apoiar reformas nos currículos e para avaliar os avanços a fim de garantir que todos os educadores possam adquirir os conhecimentos, aptidões, valores e atitudes necessárias para que se produzam as alterações que permitam proteger o futuro do nosso planeta.

A Conferência Mundial vai reunir 2.500 participantes, entre os quais 81 ministros da Educação e outras figuras destacadas comprometidas com a transformação da educação para que todos os alunos possam fazer frente à crise climática, perda da Biodiversidade e todos os outros desafios do desenvolvimento sustentável. O seu objectivo será criar estratégias para a integração da educação para o desenvolvimento sustentável em todos os níveis da educação e formação.

Ao longo de três dias, as sessões centrar-se-ão nas formas óptimas de aproveitar a educação para fazer frente aos desafios mundiais que estão interligados, como as alterações climáticas, a perda da Biodiversidade, as economias verdes e circulares, o avanço tecnológico e a construção de relações resilientes com o planeta através da Educação. Serão estudadas formas de capacitar os educadores, de dar poder aos jovens e empreender acções locais através da educação para o desenvolvimento sustentável.

Será pedido a todos os participantes que se comprometam com a Declaração e Berlim sobre a Educação para o Desenvolvimento Sustentável, que esboçará uma série de políticas que abarcam o ensino, a aprendizagem, a formação profissional e o compromisso cívico.

*Por Helena Geraldes

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*Fonte: wilder

Estudo sugere que nojo é um mecanismo de defesa

Um novo estudo realizado pela Universidade de Washington sugere que a sensação de nojo é um mecanismo de defesa do corpo humano e ajuda a evitar o risco de doenças e infecções. Publicado no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, o estudo analisou o pessoal com maior propensão ao sentimento de nojo e o índice de doenças registradas nesses mesmos indivíduos.

Segundo o resultado, as pessoas que mais sentem nojo são expostas a muito menos agentes nocivos. Com isso, elas também ficam doentes com menos frequência e raramente têm infecções.

Sensação de nojo pode variar com condições diferentes

O estudo foi realizado com comunidades indígenas com diferentes hábitos e níveis de desenvolvimento socioeconômico. Por isso, os pesquisadores concluíram também que os entrevistados vivendo em áreas muito expostas aos vírus e bactérias nem sempre têm o luxo de sentir nojo em atividades diárias.

Esse é o caso de comunidades que precisam caçar seus próprios alimentos, por exemplo. Sendo assim, esses indivíduos não costumam sentir nojo com tanta frequência. Porém, aqueles que vivem em comunidades mais desenvolvidas e podem evitar esses hábitos costumam se sentir mais enjoados.

Outro aspecto considerado pelo estudo foi o aspecto cultural dessas diferentes comunidades. Por exemplo, uma delas inclui insetos em sua dieta diária, enquanto a maioria das pessoas sente nojo de comer insetos. Portanto, é preciso analisar os aspectos culturais para entender como o nojo pode realmente agir como um mecanismo de defesa do organismo.

A nova pesquisa defende que o nojo, como emoção, pode limitar a exposição aos agentes que causam as doenças. Afinal, a sensação incentiva hábitos de higiene como lavar as mãos, higienizar superfícies antes de comer e lavar os alimentos que serão ingeridos. Por isso, a conclusão dos pesquisadores é que, mesmo em níveis diferentes, sentir nojo pode, de fato, ajudar você a evitar muitas doenças.

*Por Flavio Motta Coutinho

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*Fonte: megacurioso

Idosos conseguem gerar novas células cerebrais igual a pessoas jovens, revela estudo

Pesquisadores mostram pela primeira vez que homens e mulheres idosos saudáveis podem gerar tantas novas células cerebrais quanto pessoas mais jovens. Há controvérsias acerca se humanos adultos desenvolvem novos neurônios, e algumas pesquisas já haviam…

Pesquisadores mostram pela primeira vez que homens e mulheres idosos saudáveis podem gerar tantas novas células cerebrais quanto pessoas mais jovens.

Há controvérsias acerca se humanos adultos desenvolvem novos neurônios, e algumas pesquisas já haviam sugerido que o cérebro adulto era conectado e que os idosos não desenvolviam novos neurônios. Este estudo, publicado na revista Cell Stem Cell em 5 de abril, contraria essa noção. A autora principal, Maura Boldrini, professora associada de neurobiologia da Universidade de Columbia, diz que as descobertas podem sugerir que muitos idosos permanecem mais cognitiva e emocionalmente intactos do que comumente se acreditava.

“Descobrimos que as pessoas mais velhas têm capacidade semelhante para produzir milhares de novos neurônios do hipocampo a partir de células progenitoras, como fazem as pessoas mais jovens”, diz Boldrini. “Nós também encontramos volumes equivalentes do hipocampo (uma estrutura do cérebro usada para emoção e cognição) através das idades. No entanto, os indivíduos mais velhos tiveram menos vascularização e talvez menos habilidade de novos neurônios para fazer conexões”.

Os pesquisadores fizeram autopsia de hipocampos de 28 indivíduos previamente saudáveis, com idades entre 14 e 79 anos, que haviam morrido subitamente. Esta é a primeira vez que os pesquisadores examinaram os neurônios recém-formados e o estado dos vasos sanguíneos dentro do hipocampo humano logo após a morte. (Os pesquisadores determinaram que os sujeitos do estudo não tinham problemas cognitivos e não sofriam de depressão ou tomavam antidepressivos, algo que Boldrini e seus colegas haviam percebido anteriormente que poderiam afetar a produção de novas células cerebrais.)

Em roedores e primatas, a capacidade de gerar novas células hipocampais diminui com a idade. A produção em declínio de neurônios e um encolhimento total do giro dentado, parte do hipocampo que pensa-se ser o responsável de ajudar a formar novas memórias episódicas, também ocorreram em humanos envelhecidos.

Os pesquisadores da Universidade de Columbia e do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova York descobriram que até os cérebros mais antigos que eles estudaram produziram novas células cerebrais. “Encontramos um número similar de progenitores neurais intermediários e milhares de neurônios imaturos”, escreveram eles. No entanto, os indivíduos mais velhos formam menos vasos sanguíneos novos dentro das estruturas cerebrais e possuem um armazenamento menor de células progenitoras – descendentes de células-tronco que são mais restritas em sua capacidade de se diferenciar e se auto-renovar.

Boldrini supôs que a redução da capacidade de recuperação cognitivo-emocional na velhice pode ser causada por esse pequeno grupo de células-tronco neurais, pelo declínio na vascularização e pela redução da conectividade célula-célula dentro do hipocampo. “É possível que a neurogênese do hipocampo em curso sustente a função cognitiva específica do ser humano ao longo da vida e que o declínio possa estar vinculado à resiliência cognitivo-emocional comprometida”, diz ela.

Boldrini diz que pesquisas futuras sobre o envelhecimento cerebral continuarão a explorar como a proliferação, a maturação e a sobrevivência das células neurais são reguladas por hormônios, fatores de transcrição e outras vias intercelulares.

 

 

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*Fonte: socientifica

Cervejinha e barzinho: Por que o brasileiro ama falar no diminutivo

Eu estava no Brasil havia menos de 24 horas quando me revelaram um segredinho. Em um barzinho, quando o sol se punha, um novo amiguinho brasileiro que conheci no meu hostel no Rio de Janeiro tinha uma garrafa gelada de cerveja Antarctica na mão.

Conversando sobre a noite que teríamos pela frente, ele nos serviu a bebida e me disse: “Se você quiser falar com uma garota hoje à noite, não a chame para tomar uma cerveja; pergunte se ela gostaria de uma cervejinha. Ela vai adorar se você usar essa palavra”.

E foi assim que fui apresentado à fofa, porém complicada conversinha brasileira.

Não falo daqueles papinhos gentis sobre o tempo, mas do hábito que os brasileiros têm de usar diminutivos para dar um charme às suas frases, adicionando o sufixo inho/inha ou zinho/zinha.

Para muitos brasileiros, é como se uma montanha de diminutivos mudasse o sabor de suas palavras nesse processo.

Lembrança da infância

A meteorologista Carine Malagolini, de São Paulo, diz que os diminutivos são uma forma de conversa infantil que os brasileiros nunca deixaram para trás.

“Usamos muitos diminutivos e muitas vezes sem perceber. Eu acho que o uso deles veio da infância, porque nós ouvíamos e conversávamos assim com nossos pais. Por exemplo, eles perguntavam ‘Você quer uma bananinha?'”, diz.

Literalmente, os inhos e inhas fazem as coisas serem menores, efetivamente suavizando uma palavra, tornando-a fofa e gentil. E enquanto em inglês diminutivos são vistos como algo infantil (gatinho, cãozinho, mamãezinha), todo mundo no Brasil, de políticos a médicos, utiliza-os sem qualquer indício de ironia.

Para um país tão famoso por suas grandes coisas – a Amazônia, o Cristo Redentor e o Carnaval – o Brasil pode, de uma forma engraçada, ser considerado a terra dos diminutivos.

Praticamente nenhuma palavra está imune à diminuição.

Contexto é importante

Mas logo descobri que os diminutivos podem acrescentar todo tipo de significado oculto que pode fugir à percepção de um estrangeiro.

Contexto é tudo nessa dança linguística. Como meu novo amigo brasileiro depois me explicou, usar “cervejinha” em vez de “cerveja” implicava um convite inocente e amistoso, sem nenhuma intenção de se embebedar até tarde da noite e tudo o que isso envolve. “Genial”, pensei. “Um sufixo pode dizer tudo isso?”

O linguista da Universidade de Brasília Marcos Bagno explica: “O diminutivo em ‘inho’ e ‘inha’, além de indicar o tamanho pequeno de algo, traz uma sensação de bondade e afeição – muito característicos do espírito brasileiro”.

A advogada Suzana Vaz, do Rio de Janeiro, é uma das muitas brasileiras que adoram usar diminutivos. Antes de falarmos deste hábito linguístico, ela admitiu que nunca tinha realmente notado o quanto ela os usava. E explicou que “pessoas doces geralmente falam assim”.

“Então, quer dizer que você é doce ou que os brasileiros são em geral?”, perguntei.

“Os brasileiros são mais calorosos, amorosos. Eles gostam de contato, do corpo a corpo. Eles são vivazes. Falar no diminutivo é uma forma de carinho na maior parte do tempo, é a suavidade na fala “, disse ela.

Esperar um minutinho é uma eternidade

O engraçado dos diminutivos no Brasil é que eles muitas vezes suavizam tanto o significado das palavras que acabam dando a elas um sentido oposto.

Como quando minha namorada brasileira me pediu para “esperar só um minutinho” enquanto ela se arrumava. Depois de esperar mais 15 desses alegados pequenos minutos, perguntei como ela poderia dizer um “minuto” como “um minutinho” com a consciência tranquila.

“Mas isso faz com que esses minutos passem mais rápido”, ela me assegurou com um sorriso amoroso, o diminutivo saindo de sua língua como se pudesse dobrar o tecido do espaço e do próprio tempo.

Da mesma forma, uma vez fui convidado para uma festa em uma “casinha”. Algum tempo depois, meu Uber estacionava em frente a uma mansão de quatro andares com uma piscina.

“Bela ‘casinha'”, eu disse ao dono. “Ah, sim”, ele riu. “Isso não significa que a casa é pequena, significa que é um lugar aconchegante onde você deve se sentir confortável e bem-vindo.”

E no verdadeiro estilo brasileiro, em meio a uma noite de risadas e dança com um bando de estranhos, me senti em casa.

E apesar do que eu disse anteriormente, a chamada “cervejinha” normalmente se transforma em uma mesa cheia de garrafas vazias no fim da noite.

Com exemplos como esses se acumulando, comecei a entender o fato de que usar diminutivos no Brasil pode ser tanto uma maneira divertida de falar quanto literal.

O professor de português Jean Fonseca, da escola de idiomas Caminhos, nota que há casos de diminutivos que se transformaram em outras palavras.

Camisa é a palavra para a peça de roupa em português, então, camisinha naturalmente levaria você a acreditar que é uma camisa menor. Errado. No Brasil, camisinha é, na verdade, o nome popular do preservativo para o sexo. “[O nome camisinha] foi usado como uma estratégia para popularizar o preservativo entre as pessoas”, fala Fonseca.

“O nome original de ‘preservativo’ foi apelidado de ‘camisa de Vênus’ por causa da deusa romana do amor. E aí se tornou ‘camisinha’.”

Poder de mudar as coisas

Mas os diminutivos no Brasil também têm seu lado subversivo. Tal é o seu poder que eles podem fazer algo ruim soar como algo bom, algo rude soar como algo agradável e algo chato soar como algo divertido.

Em nenhum lugar eu notei brasileiros tirarem mais proveito disso do que com apelidos.

Descobri isso quando visitei a pequena cidade costeira de Rio das Ostras, a algumas horas de carro do Rio. É um lugar onde gringos loiros como eu não são tão comuns, me transformando um pouco em uma novidade.

Enquanto conversava com uma moradora local sob as árvores frondosas de um quiosque à beira-mar devorando pastéis de carne deliciosamente crocantes, ela disse que sempre quis conhecer seu próprio Gasparzinho. “Um o quê?”, perguntei, incapaz de decifrar prontamente esse diminutivo.

Ela pegou o celular, foi até as imagens do Google e tirou uma foto de Gasparznho, o fantasma do desenho infantil. Eu comecei a rir.

Ser chamado de branco fantasmagórico pode não ser o maior elogio para um australiano, mas era mais fácil aceitar isso quando falado dessa maneira.

Diminutivos também podem ser pejorativos, dependendo do nível de maldade na língua.

Como o linguista Bagno me disse: “Também pode ser uma maneira de menosprezar uma pessoa”, observando que os alunos se referem a um professor de quem não gostam como “professorzinho”.

Os brasileiros também usam diminutivos para se safar, como uma maneira indireta de dizer algo não totalmente lisonjeiro.

O exemplo mais famoso disso é o bonitinho/a.

No começo, imaginei que isso era um elogio e, dependendo da situação, pode mesmo ser. Mas no léxico brasileiro também é transformado para se referir a alguém que talvez não seja o mais bonito da sala, mas que tenha seu próprio charme.

Pode ser o jeito que uma mulher diz “ele é um cara legal, mas eu não estou interessada”, ou “bonitinho, mas mais como irmão”.

Um dos escritores contemporâneos mais famosos do Brasil, Luís Fernando Veríssimo, resumiu toda essa situação confusa em seu ensaio “Diminutivos”, quando escreveu sobre a “obsessão de seu país de reduzir tudo à menor dimensão, seja café, cinema ou vida”.

“O diminutivo é uma maneira afetuosa e cautelosa de usar a linguagem. Carinhoso porque costumamos usá-lo para designar o que é agradável, aquelas coisas tão afáveis que se deixam diminuir sem perder o sentido. E cauteloso porque também o usamos para desarmar certas palavras que, em sua forma original, são muito ameaçadoras”, escreveu.

O que eu aprendi durante o meu tempo no Brasil é que você não pode levar esses diminutivos ao pé da letra, literalmente, mas deve usá-los à vontade.

Quando faz isso, está realmente no caminho certo para falar como um brasileiro.

E se você estiver no Brasil procurando praticar esse tipo de conversinha fofa, mas complicada, lembre-se do primeiro passo: peça a eles para fazerem isso com uma cervejinha. Praticamente ninguém no Brasil dirá não a isso.

Lost in Translation é uma série da BBC Travel que explora encontros com idiomas e como eles são refletidos em um lugar, em pessoas e na cultura.

*Por Ian Walker

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*Fonte: bbc-brasil

Pessoas deveriam ouvir pelo menos 78 minutos de música por dia, diz estudo

Que música faz bem ao corpo e à mente a gente já sabe, né? Agora, um estudo está nos mostrando até a dose diária ideal para ficar bem feliz.

A Deezer encomendou uma pesquisa com a British Academy of Sound Therapy que aponta o tipo de música e o tempo necessário de escuta para obter benefícios ao bem-estar físico e emocional.

A pesquisa analisou a relação entre a música e saúde e estudou vários fatores, incluindo estilos, humores e gêneros musicais. A análise foi feita a partir de dados coletados em entrevistas feitas com mais de 7.500 pessoas, distribuídas por todo o Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Egito.

O estudo ainda mostra que o bem estar independe de gosto musical, e aponta a quantidade de minutos necessárias para cada sentimento, comparando com a “Dose Diária Recomendada” (RDA – Recommended Daily Allowance).

14 minutos de músicas animadas para se sentir mais feliz (18% de seu RDA)
16 minutos de músicas relaxantes para se sentir mais tranquilo (20,5% do RDA)
16 minutos de qualquer música para superar a tristeza (20,5% da sua música RDA)
15 minutos de músicas motivadoras para ajudar na concentração (19% da RDA)
17 minutos de qualquer música para ajudar a controlar a raiva (22% de RDA)

Incrível, não? Frederic Antelme, vice-presidente de conteúdo e produção da Deezer, falou um pouco sobre os dados:

A música influencia nossas vidas e, na Deezer, tentamos entender e abraçar o relacionamento que as pessoas têm com suas faixas favoritas. Agora, fomos capazes de aprofundar ainda mais esse relacionamento e ver como as pessoas usam a música para gerenciar diferentes estados mentais. É um estudo fascinante. Os resultados oferecem uma ideia de como a música pode ser usada para administrar nossa saúde emocional e mental diariamente, especialmente quando você tem uma ampla biblioteca na ponta dos dedos.

O estudo descobriu que, em média, as pessoas devem ouvir um mínimo de 11 minutos de música para desfrutarem de seus benefícios terapêuticos. A única exceção foi a felicidade — os participantes relataram sentirem-se mais felizes em apenas cinco minutos depois de ouvir faixas alegres. Eles também relataram que se sentem com mais satisfação em relação à vida (86%), com mais energia (89%) e mais disposição a dar risadas (65%) após ouvirem músicas com uma pegada ‘good vibes’.

E o Rock?

É claro que o estilo também aparece com destaque na pesquisa. Um terço dos entrevistados (28%) relatou que o Rock ajuda a processar sentimentos de raiva, com “Highway to Hell”, do AC/DC, apontada como a melhor escolha de música para se ouvir.

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Viajar deixa as pessoas mais felizes do que comprar coisas

Gastar dinheiro com uma viagem pode te fazer muito mais feliz do que comprar um celular novo. Esta é uma das conclusões de um estudo divulgado recentemente e produzido por pesquisadores da Universidade de Chicago e de Cornell. Durante a pesquisa eles analisaram quais eram os sentimentos dos participantes em relação às experiências e à compra de produtos. Viagens, jantares e outras atividades parecem ter o poder de deixar todos mais felizes e gratos.

Uma das justificativas para esta conclusão está no hábito constante e praticamente inerente ao ser humano de comparar suas posses com os demais. Segundo o estudo, é muito mais comum que as pessoas compararem os tipos de celulares, carros ou casas, do que ficar tentando avaliar quem teve a melhor viagem, por exemplo. Esta comparação não tende a ser algo saudável para o corpo e, muito menos, para o bolso.

Em contrapartida, as experiências têm poder para elevar as interações interpessoais. Seja em um passeio ao parque ou em um jantar com a família, investir tempo e dinheiro em atividades tende a juntar pessoas, o que as deixa também mais gratas.

Em uma das fases de pesquisa, os cientistas colocaram os participantes em contato com sites de apoio a viagens, como o TripAdvisor, e com sites de compras, como a Amazon. No experimento os pesquisadores perguntaram aos voluntários quais tinham sido as suas emoções após as duas abordagens. Em todos os casos os sites que proporcionam experiências instigaram sentimentos melhores e mais gratidão do que as páginas de compras.

“As pessoas podem dizer ‘eu estou emocionada com o produto que eu acabei de receber’, mas raramente eles dirão que estão gratos por isso. É mais comum as pessoas dizerem ‘Eu sou muito grato pela oportunidade que eu tive de conhecer aquele país’”, explica Thomas Gilovich, um dos autores do estudo.

Clique aqui para acessar o estudo completo.

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*Fonte: ciclovivo

Assistir a shows aumenta expectativa de vida, diz estudo

Não é preciso ser um grande cientista ou um sábio para se ter certeza de que experiências prazerosas, de aprendizado e expansão de nossos conhecimentos, fazem bem à saúde. Ainda assim, é um alento quando pesquisas comprovam aquilo que o inconsciente coletivo desconfia e pratica. É o caso do estudo realizado por um professor da Universidade Goldsmith, de Londres, que confirmou que assistir a shows de música ao vivo aumenta nossa expectativa de vida. O efeito, no entanto, vai muito além do mero prazer.

Conduzida pelo professor Patrick Fagan, em parceria com a produtora inglesa O2, a investigação sugere que passar ao menos 20 minutos em um show aumenta em 21% a percepção subjetiva de bem-estar, o que, se mantido em longo prazo, pode ampliar nossa expectativa de vida em até 9 anos. O estudo foi realizado com um grupo de voluntários, que tiveram sua saúde monitorada como um todo, tanto física quanto mental.

A pesquisa comparou três atividades distintas entre os voluntários: passear com um cachorro, praticar yoga e ir a um concerto. O grupo que foi assistir música ao vivo aumentou em 25% sua autoestima com relação aos demais, tendo também um acréscimo de 75% em sua atividade mental.

Outros estudos corroboram o resultado da pesquisa inglesa, como o experimento realizado no ano passado com mil australianos, que comprovou que frequentar shows regularmente leva a uma vida mais longa e feliz. Ir a um show ou um concerto, portanto, não é somente uma questão de lazer ou prazer: é se preocupar com a própria saúde, como a ciência comprova.

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*Fonte: reverb

Abraços protegem contra estresse, depressão, infecções e gripes, diz estudo

Além de ser uma demonstração de afeto, o abraço também é capaz de prevenir doenças relacionadas ao estresse e diminuir a susceptibilidade de contrair infecções, segundo um novo estudo publicado na Psychological Science.

Um time de pesquisadores da CMU (Universidade Carnegie Mellon, sigla em inglês), em Pittsburgh, na Pensilvânia (EUA), liderados pelo professor de psicologia da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da CMU Sheldon Cohen, testaram se abraços funcionam como uma forma de “apoio social” e se a frequência de abraço seria capaz de proteger as pessoas de infecções associadas ao estresse, resultando em sintomas mais brandos de doenças.

Pesquisas anteriores já mostraram que o estresse torna as pessoas mais suscetíveis a ficarem doentes.

“Sabemos que pessoas que enfrentam algum conflito são menos capazes de lidar com efeitos da gripe”, afirma Cohen. “Da mesma forma sabemos que as pessoas que admitem ter apoio social são parcialmente protegidas dos efeitos do estresse, em estados de ansiedade e depressão“.

Os pesquisadores analisaram 404 adultos saudáveis e, por meio de entrevistas telefônicas realizadas em 14 noites consecutivas, verificaram a frequência de conflitos interpessoais e abraços diários.

Após os questionários, os pesquisadores expuseram intencionalmente os entrevistados ao vírus da gripe.

Os participantes foram então colocados em quarentena e passaram a ser monitorados para ver quais desenvolveriam sinais da doença.

Um terço das pessoas pesquisadas não desenvolveu os sintomas da gripe – exatamente aqueles que receberam mais abraços e apoio de pessoas de confiança. Em quem foi infectado, mas tinha uma frequência maior de apoio social – como os cientistas chamaram o ato de abraçar no estudo -, os sintomas da doença foram mais brandos.

Para Sheldon Cohen e sua equipe, o estudo sugere que ser abraçado por uma pessoa de confiança pode atuar como um meio eficaz de transmitir apoio e “o aumento da frequência de abraços pode ser um meio eficaz de reduzir os efeitos nocivos do estresse“.

“De qualquer maneira, aqueles que ganham mais abraços estão, de alguma maneira, mais protegidos de infecções”, diz.

 

 

 

 

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Fonte: fasdapsicanalise

Você sabia que a inteligência é herdada da mãe?

As pessoas espertas devem agradecer às mães porque, de acordo com algumas pesquisas, elas são as encarregadas de transmitir os genes relacionados à inteligência. Portanto, talvez os estereótipos de gênero que arrastamos ao longo de tantos séculos sejam além de ignorantes, anti-científicos.

As pessoas espertas devem agradecer às mães porque, de acordo com algumas pesquisas, elas são as encarregadas de transmitir os genes relacionados à inteligência. Portanto, talvez os estereótipos de gênero que arrastamos ao longo de tantos séculos sejam além de ignorantes, anti-científicos.

Mães solteiras que querem ter uma criança inteligente não precisam procurar um Prêmio Nobel em um banco de esperma.

Na base dessa teoria está o que é conhecido como “genes condicionados”, que se comportam de maneira diferente de acordo com a origem. Na prática, são genes que têm um tipo de rótulo bioquímico que permite rastrear suas origens e até mesmo revelar se eles estão ativos ou não dentro das células da prole. Curiosamente, alguns desses genes condicionados só funcionam se forem da mãe. Se esse mesmo gene é herdado do pai, é silenciado. Obviamente, outros genes funcionam de maneira oposta; isto é, eles só são ativados se vierem do pai.

As células da mãe são direcionadas para o córtex cerebral, aquelas do pai para o sistema límbico

Sabemos que a inteligência tem um componente hereditário, mas até recentemente se pensava que a inteligência dependia de ambos os pais. No entanto, diferentes investigações revelam que as crianças são mais propensas a herdar a inteligência de sua mãe, uma vez que os genes da inteligência estão no cromossomo X.

Uma das investigações pioneiras nesse campo foi realizada em 1984, na Universidade de Cambridge, embora outras tenham vindo depois. Nestes experimentos, a co-evolução do cérebro e o condicionamento do genoma foram analisados, para concluir que os genes maternos contribuem em maior medida para o desenvolvimento dos centros de pensamento do cérebro.

No primeiro estudo, os pesquisadores criaram embriões de camundongos especiais que tinham apenas os genes da mãe ou do pai. No entanto, quando chegou a hora de movê-los para o útero de um rato, os embriões morreram. Foi assim que se descobriu que havia genes condicionados que eram ativados somente quando eram herdados da mãe e que são vitais para o desenvolvimento adequado do embrião. Por outro lado, o legado genético do pai é essencial para o crescimento dos tecidos que mais tarde formam a placenta.

Naquela época, os pesquisadores sugeriram que, se esses genes fossem tão importantes para o desenvolvimento do embrião, era provável que também desempenhassem papéis relevantes na vida dos animais e das pessoas, talvez até determinassem algumas funções cerebrais. O problema era como demonstrar essa ideia, uma vez que os embriões com genes monoparentais morreram rapidamente.

Os pesquisadores revelaram a solução: descobriram que os embriões poderiam sobreviver se mantivessem as células embrionárias normais e manipulassem o resto. Então eles criaram diferentes ratos geneticamente modificados que, surpreendentemente, não se desenvolveram da mesma maneira.

Aqueles que tinham uma dose extra de genes maternos desenvolveram uma cabeça e um cérebro muito grandes, mas tinham corpos pequenos. Pelo contrário, aqueles que tinham uma dose extra de genes paternos tinham cérebros pequenos e corpos grandes.

Ao investigar essas diferenças, os pesquisadores identificaram células que continham apenas genes maternos ou genes paternos em seis partes diferentes do cérebro que controlavam diferentes funções cognitivas, desde hábitos alimentares até a memória.

Na prática, durante os primeiros dias de desenvolvimento do embrião, qualquer célula pode aparecer em qualquer parte do cérebro, mas à medida que os embriões amadurecem e crescem, as células que tinham os genes paternos se acumulam em algumas áreas do cérebro emocional: o hipotálamo , a amígdala, a zona pré-óptica e o septo. Essas áreas fazem parte do sistema límbico, que é responsável por garantir nossa sobrevivência e está envolvido em funções como sexo, nutrição e agressividade.

Novos estudos, novas luzes

Claro, os cientistas continuaram a investigar essa teoria. Anos mais tarde, Robert Lehrke revelou que grande parte da inteligência dos bebês depende do cromossomo X. Recentemente, pesquisadores da Universidade de Ulm, na Alemanha, estudaram os genes envolvidos no dano cerebral e descobriram que muitos deles, especialmente aqueles relacionados a habilidades cognitivas, estavam no cromossomo X. Na verdade, não é por acaso que a deficiência mental é 30% mais comum no sexo masculino.

No entanto, talvez um dos resultados mais interessantes a esse respeito venha de uma análise longitudinal realizada na Unidade de Ciências Médicas e de Saúde Pública do Conselho de Pesquisa Médica da Escócia. Neste estudo, 12.686 jovens entre 14 e 22 anos foram entrevistados anualmente desde 1994.

Os pesquisadores levaram em conta diferentes fatores, desde a cor da pele e educação até o status socioeconômico. Assim, descobriram que o melhor preditor de inteligência era o Q.I da mãe.

Genética não é a única responsável

Se nos afastarmos do campo genético, também podemos encontrar outros estudos que revelam que a mãe desempenha um papel importante no desenvolvimento intelectual de seus filhos, através do contato físico e emocional. Alguns estudos sugerem que o apego seguro está intimamente ligado à inteligência.

Pesquisadores da Universidade de Minnesota, por exemplo, descobriram que as crianças que desenvolveram um apego seguro com suas mães desenvolvem um jogo simbólico mais complexo na idade de dois anos, são mais perseverantes e mostram menos frustração durante a resolução de problemas.

Isso ocorre porque o suporte seguro dá às crianças a confiança para explorar o suficiente e resolver problemas sem desanimar. Por outro lado, essas mães também oferecem às crianças diferentes níveis de ajuda na resolução de problemas, o que ajuda a estimular ainda mais seu potencial.

A importância do relacionamento afetivo para o desenvolvimento do cérebro foi demonstrada por pesquisadores da Universidade de Washington, eles revelaram pela primeira vez que um apego seguro e o amor das mães é essencial para o crescimento de algumas partes do cérebro. Esses pesquisadores analisaram por 7 anos a maneira como as mães se relacionam com seus filhos e descobriram que quando essas crianças foram apoiadas emocionalmente, aos 13 anos o hipocampo delas foi 10% maior do que de crianças que tiveram mães emocionalmente distantes.

Vale ressaltar que o hipocampo é uma área do cérebro ligada à memória, à aprendizagem e à resposta ao estresse.

Podemos realmente falar sobre inteligência herdada?

Estima-se que entre 40-60% da inteligência seja herdada. Isso significa que o percentual restante depende do ambiente, da estimulação e, claro, das características pessoais. Na verdade, a inteligência nada mais é do que a capacidade de resolver problemas. No entanto, o curioso é que, para resolver problemas, até mesmo um problema matemático ou físico, o sistema límbico também entra em jogo porque o nosso cérebro funciona como um todo. Portanto, embora a inteligência seja uma função intimamente relacionada ao pensamento racional, ela também influencia a intuição e as emoções, que, geneticamente falando, é o ponto em que a contribuição do pai entra.

Por outro lado, não devemos esquecer que, mesmo que uma criança tenha um alto Q.I., é necessário estimular essa inteligência e alimentá-la ao longo da vida com novos desafios. Caso contrário, a inteligência ficará estagnada.

Além do que a genética afirma, os pais não devem ser desencorajados, porque eles também podem contribuir muito para o desenvolvimento de seus filhos, especialmente estando emocionalmente disponíveis e se tornando modelo. O Q.I com o qual nascemos é importante, mas não determinante único do nosso desenvolvimento.

Créditos: Este texto é uma tradução adaptada de Rincon Psicologia

 

 

 

 

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*Fonte: corujaprof

Pessoas inteligentes dormem tarde, falam palavrão e são bagunceiras, diz estudo

Dormir tarde, falar palavrão e fazer muita bagunça. Se você se identifica com esses hábitos, provavelmente o seu Q.I. (quociente de inteligência) é mais alto do que a média. Um estudo realizado pelo Departamento de Psicologia da Faculdade Marist e pela Universidade de Minnesota, ambas nos Estados Unidos, apontou que pessoas inteligentes são mais propensas a dormir tarde, usar mais palavrões e fazer bagunceiras.

Entre os testes realizados, estava a contagem de xingamentos que os participantes falavam durante um minuto, que concluiu que quanto mais palavrões a pessoa falava durante o tempo, maior era sua pontuação no teste de inteligência. Outra característica em comum encontrada entre os participantes com Q.I. alto era a tendência a dormir tarde da noite.
Saiba mais: Inteligência pode ser herdada da mãe? Ciência explica

Já os estudiosos da Universidade de Minnesota encontraram evidências de que bagunceiros também apresentam Q.I. mais elevado. A conclusão aponta ambientes desarrumados são mais interessantes para desenvolver atividades criativas e que se preocupar menos com limpeza e organização libera sua mente para se desenvolver de formas mais interessantes.

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*Fonte: minhavida

Pedalar mantém o sistema imunológico jovem

A imortalidade talvez seja um dom reservado para os humanos de um futuro muito, muito distante. Mas se manter ativo durante a vida adulta pode ajudar com algo importantíssimo: um sistema imunológico robusto que se parece décadas mais jovem do que o esperado. Essa é a descoberta de um novo estudo publicado na última semana no periódico Aging Cell.

Pesquisadores do Reino Unido examinaram o sangue de 125 pessoas com mais de 55 anos que pedalaram regularmente durante suas vidas, procurando por marcadores de produção da célula T. As células T são as principais defensoras do sistema imunológico, encarregadas de uma série de papéis, como o reconhecimento e neutralização de invasores.

Os cientistas compararam os adultos de meia idade fitness com 75 pessoas saudáveis de idades similares, mas que não se exercitavam. Além disso, também fizeram a comparação com 55 jovens adultos que não eram tão ativos. Os ciclistas mais velhos tinham no geral níveis maiores de células T jovens e recém criadas do que os pares sedentários. A surpresa foi que os níveis eram quase os mesmos encontrados no grupo mais jovem.

A descoberta sugere que o declínio gradual do nosso sistema imunológico, também conhecido como imunossenescência, pode ser algo evitável. “Concluímos que muitas características da imunossenescência podem ser conduzidas pela redução de atividades físicas com o avanço da idade”, escreveram os autores.

O estudo não é o primeiro a mostrar diferenças claras entre pessoas ativas e o restante da população. Outra pesquisa descobriu que um estilo de vida sedentário pode aumentar o risco de uma variedade de doenças crônicas como problemas cardiovasculares, obesidade e certos cânceres, especialmente conforme envelhecemos.

O novo estudo, no entanto, destaca ainda mais o papel de um sistema imunológico forte para que pessoas mais velhas se mantenham saudáveis.

“O sistema imunológico declina cerca de 2% a 3% por ano a partir dos nossos 20 anos, e é por isso que as pessoas mais velhas são mais suscetíveis a infecções, condições como artrite reumatóide e, potencialmente, câncer”, disse à BBC a coautora do estudo Janet Lord, professora e diretora do Instituto de Envelhecimento e Inflamação da Universidade de Birmingham. “O fato dos ciclistas terem um sistema imunológico de um jovem de 20 anos em vez de 70 ou 80 anos significa que conseguiram adicionar proteções a todos esses problemas”.

Nem tudo era igual entre os mais jovens e os aspirantes a modelos fitness. Os ciclistas tinham níveis maiores de memória nas células T. E os níveis de uma determinada população de células imunológicas, conhecidas como células T CD28−ve, CD57+ve, eram iguais entre os idosos ativos e não ativos.

Acredita-se que presença de ambos os tipos de células T aumentam ao passo que somos expostos a mais invasores ao longo da vida, dizem os pesquisadores. Isso sugere que mesmo as pessoas mais ativas mostrarão alguns sinais de desgaste à medida que envelhecem.

Ainda assim, os pesquisadores teorizam que permanecer ativo não só protegem de doenças como câncer, mas também aumenta a eficácia de vacinas. Eles planejam estudar o mesmo grupo de ciclistas para testar sua teoria sobre as vacinas.

 

 

 

 

 

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*Fonte: gizmodo

Bebida alcoólica danifica seu DNA e aumenta os riscos de câncer, demonstra novo estudo

Cientistas mostraram como o álcool danifica o DNA em células-tronco, ajudando a explicar porque beber aumenta seu risco de câncer, de acordo com pesquisa financiada pela Cancer Research UK e publicada na Nature.
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Muitas pesquisas anteriores que analisam as formas precisas em que o álcool causa câncer foram feitas em culturas celulares. Mas, neste estudo, os pesquisadores usaram ratos para mostrar como a exposição ao álcool provoca danos genéticos permanentes.

Cientistas do MRC Laboratory of Molecular Biology, em Cambridge, deram álcool diluído, quimicamente conhecido como etanol, aos ratos. Eles então usaram análise de cromossomo e sequenciamento de DNA para examinar o dano genético causado pelo acetaldeído, um produto químico prejudicial produzido quando o corpo processa o álcool.

Eles descobriram que o acetaldeído pode quebrar e danificar o DNA dentro de células- tronco do sangue levando a cromossomos rearranjados e alterando permanentemente as sequências de DNA dentro dessas células.

É importante entender como o modelo de DNA nas células-tronco é danificado, porque quando células-tronco saudáveis se tornam defeituosas, elas podem dar origem ao câncer.

Essas novas descobertas, portanto, nos ajudam a entender como beber álcool aumenta o risco de desenvolver 7 tipos de câncer, incluindo tipos comuns como de mama e intestinal.

O professor Ketan Patel, cientista e autor que conduziu o estudo, com parte financiado pela Cancer Research UK, no Laboratório de Biologia Molecular da MRC, disse: “Alguns tipos de câncer se desenvolvem devido ao dano do DNA em células-tronco. Enquanto alguns danos ocorrem por acaso, nossos achados sugerem que beber álcool pode aumentar o risco desse dano”.

O estudo também examinou como o corpo tenta se proteger contra danos causados pelo álcool. A primeira linha de defesa é uma família de enzimas chamadas aldeído desidrogenases (ALDH, em inglês). Essas enzimas quebram o acetaldeído nocivo, no acetato, que nossas células podem usar como fonte de energia.

Em todo o mundo, milhões de pessoas, particularmente as do Sudeste Asiático, carecem dessas enzimas ou carregam versões defeituosas delas. Então, quando eles bebem, o acetaldeído se acumula, o que provoca uma aparência corada, e também leva a que se sintam mal.

No estudo, quando os ratos que não possuíam a enzima ALDH crítica – ALDH2 – receberam álcool, resultou em quatro vezes mais dano do DNA em suas células em comparação com ratos com a enzima ALDH2 que funcionava por completo.

A segunda linha de defesa utilizada pelas células é uma variedade de sistemas de reparo de DNA que, na maioria das vezes, permitem corrigir e reverter diferentes tipos de danos ao DNA. Mas eles nem sempre funcionam, e algumas pessoas carregam mutações que significam que suas células não conseguem realizar esses reparos efetivamente.

O professor Patel acrescentou: “Nosso estudo destaca que não ser capaz de processar álcool de forma eficaz pode levar a um risco ainda maior de danos causados pelo álcool e, portanto, levar a certos tipos de câncer. Mas é importante lembrar que a eliminação de álcool e os sistemas de reparo de DNA não são perfeitos e o álcool ainda pode causar câncer de maneiras diferentes, mesmo em pessoas cujos mecanismos de defesa estão intactos”.

A professora Linda Bauld, especialista em pesquisa contra câncer do Cancer Research, afirmou: “Esta pesquisa provocante destaca o dano que o álcool pode fazer em nossas células, custando a algumas pessoas mais que apenas a ressaca do dia seguinte.”

“Sabemos que o álcool contribui para mais de 12.000 casos de câncer no Reino Unido a cada ano, então é uma boa ideia pensar em diminuir o valor que você bebe”.

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*Fonte: sociedadecientifica

Historiador investiga como a “aceleração do tempo” está impactando o campo das Humanidades no Brasil

Pesquisa coordenada por Rodrigo Turin, professor do Departamento de História da Unirio, teve início no final do ano passado.

*Por Bruno Leal | Agência Café História

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Nos últimos anos, a sensação de viver um tempo acelerado, de transformação de tudo e de todos tem sido compartilhada por homens e mulheres em todo o mundo. Esse sentimento está presente no universo político e em suas muitas reviravoltas, no uso das novas mídias e até mesmo na maneira como nos relacionamos uns com os outros. Interessado em compreender esse fenômeno histórico e suas implicações para as Ciências Humanas, Rodrigo Turin, professor adjunto do Departamento de História da Unirio, vem desenvolvendo desde o final de 2016 a pesquisa “O tempo desencontrado: aceleração, conceitos de movimento e o(s) lugar(es) das humanidades no Brasil contemporâneo”.

Prevista para durar quatro anos, a pesquisa tem o objetivo específico de compreender o que qualifica e quais são os efeitos das diferentes formas de aceleração que vivenciamos hoje em distintas esferas sociais, com destaque para as concepções de ensino e do lugar das Humanidades no sistema universitário e escolar. Além disso, Turin também quer entender como essa qualidade temporal da aceleração pode ser analisada a partir da emergência de novos vocabulários. O historiador explica o que seria esse fenômeno:

– Estou me referindo à rapidez com que se sucedem eventos e transformações em intervalos de tempo cada vez mais curtos. Mas isso pode ir desde as inovações tecnológicas (o telefone do ano passado que já é “antigo”) até as modas culturais e o sistema financeiro, que depende de uma circulação acelerada de informações. Como a Reuters [agência de notícias] que vende informações em “tempo real” aos agentes da bolsa, pois quanto mais rápido eles tiverem acesso à informação, mais lucram. Não importa mais o “contexto” da informação ou sua dimensão narrativa, mas apenas a informação em si, atomizada, entendida como uma variável econômica.  E pelo fato de as coisas estarem a toda hora mudando, como o mercado de trabalho e a tecnologia, surgem conceitos de movimentos como “flexibilidade”, orientado à adaptação constante a essas acelerações. O que me interessa investigar são os efeitos dessas novas experiências e vocabulários de aceleração na orientação e legitimidade das ciências humanas, como elas vem reagindo ou se adaptando a isso.

Na primeira etapa da pesquisa (ainda em andamento), Turin selecionou uma documentação bastante variada, que inclui revistas especializadas, jornais de grande circulação, atas do Congresso envolvendo debates sobre educação, projetos políticos, além de documentos produzidos por associações profissionais do campo das Ciências Humanas, tais como a ANPUH, a ANPOCS e a ANPOF. No momento, além de Turin, estão envolvidos com a pesquisa três estudantes, dois alunos da graduação e uma aluna do mestrado.

Em conversa com o Café História, o professor da Unirio comentou que espera com o projeto contribuir para uma melhor compreensão das condições atuais de produção de conhecimento histórico, e das Humanidades como um todo, além de dar visibilidade às tensões conceituais e sociais que constituem tais campos. Porém, ele pondera, isso está longe de produzir um saber normativo ou definitivo sobre o fenômeno da “aceleração do tempo”. Em suas palavras, “o que as pessoas, os acadêmicos e os não acadêmicos, vão querer fazer com as Humanidades em uma sociedade cada vez mais acelerada e dessincronizada, é, ao final, uma escolha política, e não algo que se revela da própria História”.

 

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*Fonte: cafecomhistoria

Aceite: estudar não vai te levar a lugar algum.

Queremos ‘dar certo’, queremos orgulhar nossos pais, precisamos prestar contas à sociedade, e não tem nada de errado nisso. Mas chegamos à fase adulta tão perdidos, tão distantes de nós mesmos, tão sem identidade, que mesmo diante de conquistas materiais, olhamo-nos no espelho e não sabemos quem somos.

“Estude para ser alguém na vida, disseram. Estude para ter sucesso na vida, disseram. Estude para dar certo na vida, disseram. Mas era tudo mentira!”, desabafou a moça estudiosa na sua rede social favorita. Fiquei me perguntando por quanto tempo eu também admiti esse pensamento na minha vida de estudante; desde quando ainda nem sabia o que era vestibular, bem naquela época em que a escola começava a nos servir na colher de chá a ideia de que só um caminho era possível – o do sucesso. Um pouco mais adiante, as colheres de chá foram substituídas por colheres de sopa, que foram trocadas por xícaras, e copos, e garrafas, e baldes… até que nos víamos – todos – mergulhados em livros, cadernos, anotações, regras, padrões, provas, exames e cobranças, mas nem sabíamos direito para quê. Ah, sim: o sucesso!

E o que é sucesso para um jovem da classe média brasileira? Ou melhor: o que é possível se admitir como sucesso aqui na nossa bolha dos privilegiados por uma educação de base tão arcaica quanto as celas carcerárias deste novo século?

Sucesso é ter conforto, papai. Sucesso é ter dinheiro o suficiente para viajar ao exterior pelo menos uma vez por ano. Sucesso é poder pagar empregada doméstica, ter portaria 24 horas, manter um carro por membro da família, frequentar restaurantes agradáveis, ter uma câmera bacana para tirar fotos ainda mais bacanas e filtrá-las no Instagram. Sucesso é pagar uma escola boa para os filhos poderem trilhar um caminho bem parecido com o nosso, mas talvez com um pouquinho mais de privilégios, afinal de contas, é por isso que trabalhamos por tantos anos, não é mesmo? Para que meus filhos possam gozar mais do que eu pude.

Daí, nós, que não nascemos em berço de ouro, vemo-nos obrigados a suar em cima de livros para ‘correr atrás do privilégio perdido’. “Você não nasceu rico, tem que estudar!”. Mas… por quê? Para ser alguém na vida? Oi? Sério mesmo que eu não sou alguém ainda? Mesmo, mesmo? Jura, juradinho? Verdade que a luz que brilha dentro do meu coração desde o momento em que fui concebida não é o suficiente para fazer de mim alguém? Então, tenho de ser alguém na vida… estudar para ser alguém na vida… mas, na vida de quem?

Queremos dar certo, queremos orgulhar nossos pais, precisamos prestar contas à sociedade, e não tem nada de errado nisso. O problema é depositar em agentes externos – como o estudo – a solução para objetivos de vida que moram dentro dos nossos corações. Nós crescemos acreditando que o sucesso está lá fora, longe, bem no alto de uma montanha muito difícil de se escalar – e, se você não nasceu rico, tem de se esforçar muito para chegar lá. O problema é sermos adestrados a acreditarmos que ainda não somos alguém e que nunca seremos se não passarmos no vestibular e termos um “bom” emprego. O problema é chegarmos à fase adulta tão perdidos, tão distante de nós mesmos, tão sem identidade, que mesmo diante de conquistas materiais, olhamo-nos no espelho e não sabemos quem somos. Nossa autoestima está abalada, não sabemos o que nos faz brilhar os olhos, não queremos tomar decisões. Estamos dançando descompassadamente entre o acúmulo de troféus e a lembrança de que há milhões de pessoas passando fome por aí. Não sabemos equilibrar nossas forças; encontramos o ‘lá fora’, mas perdemos o ‘aqui dentro’. E, de repente, tudo dói muito: porque tudo ainda precisa ser um passo para chegar ao sucesso, para ser alguém, para dar certo na vida, enfim.

A notícia boa é que você já é alguém na vida, talvez você só tenha perdido o caminho de volta a si mesma(o). Pode ser que você esteja tentando encontrar aquela luz que brilhava na tenra infância, mas há tantos troncos e galhos e entulhos jogados pelo caminho que parece não haver nada do outro lado, do lado de dentro; mas há. Há alguém com o coração cheio de respostas, precisando ser esvaziado um pouco para caber mais amor. Há uma alma dourada pulsando por debaixo do barro seco por meio do qual você permitiu que te moldassem até agora. E se este texto está fazendo sentido, feche os olhos e sinta: a primeira rachadura deste barro acabou de se abrir dentro de você.

A notícia ruim é que a moça estudiosa do início da nossa história tem toda razão. Era tudo mentira: estudar não leva ninguém a lugar nenhum. Estudar não leva ao sucesso, que não leva ao dinheiro, que não leva ao conforto, que não leva a dar certo na vida, que não leva você a ser alguém. Você já é alguém, e é exatamente por isso que estudar não vai te levar a lugar nenhum: o que vai te levar – seja fora, seja dentro, seja em frente – são suas pequenas decisões do dia-a-dia.

Isso não significa que não vale a pena estudar, nem ganhar dinheiro, nem querer conforto e todos esses etecéteras com os quais você já está acostumada(o). Mas é preciso, sim, sabedoria para perceber que o estudo é mais do que a ponte de acesso ao pote de ouro no fim do arco-íris. Estudar é dedicar seu tempo, bem como seus corpos físico e espiritual para aprender algo que vai transformar a sua vida quando você colocar esse algo em prática. Estudar é ler com prazer, é observar-se sem julgamento, é analisar com parcimônia, é modificar com amor. Estudar é despertar neste alguém que já existe aí dentro a força da revolução interna que vai beneficiar todos os seres à sua volta assim que seu coração sentir que está pronto para revolucionar.

Por isso, o que vai levar você a algum lugar não é o estudo. O que vai te levar a todos os lugares – de todos os mundos – é você.

 

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*Fonte: resilienciamag / Letícia Flores Montalvão

Reclamar demais pode fazer mal para a saúde, diz estudo

Todos nós vivemos cercados por hábitos, que determinam ações cotidianas e também pensamentos. Grande parte das reclamações que fazemos ao longo do dia, por exemplo, fazem parte de um ecossistema de negatividade difícil de ser quebrado.

De acordo com o cientista e filósofo Steve Parton, do Psych Pedia, esses hábitos negativos reestruturam o cérebro, facilitando o surgimento de novos pensamentos ruins no futuro, de forma aleatória. Inclusive, reclamar demais pode até enfraquecer o sistema imunológico, provocando o aumento da pressão arterial.

Parton explica que as informações dentro do cérebro fluem de um neurônio para o outro através das sinapses. Estas, por sua vez, são separadas por um intervalo chamado fenda sináptica. Quando você tem um pensamento, um pulso elétrico sinaliza a sinapse para disparar uma reação através da fenda para a outra sinapse, formando uma ponte para o sinal elétrico.

“Toda vez que essa carga elétrica é acionada, as sinapses ficam mais juntas, diminuindo a distância que a carga elétrica tem que atravessar”, afirma Parton. Dessa forma, quanto mais você faz comentários ruins e reclamações, mais facilmente esses pensamentos serão repetidos pelo seu cérebro.

 

“Pela repetição do pensamento, você aproxima cada vez mais as sinapses que representam essas inclinações negativas e, quando surgir o momento oportuno, o pensamento que surgirá primeiro será o que tem a menor distância para percorrer, o que irá criar uma ponte entre sinapses mais rápido”, explicou o cientista.

 

Além disso, a raiva e a frustração geradas pelas reclamações fazem o organismo liberar cortisol, o hormônio do estresse. O aumento do cortisol no organismo contribui para uma maior pressão arterial e colesterol, enfraquecimento do sistema imunológico e problemas de aprendizagem e memória, de acordo com Parton. Os efeitos do cortisol podem também contribuir para o aumento do risco de diabetes, doenças cardíacas e obesidade.

O cientista também alerta que conviver com pessoas negativas e que reclamam muito pode ter um efeito ruim igualmente ruim na sua saúde. Isso acontece por causa da empatia, que mesmo inconscientemente nos faz compartilhar as emoções de nossos amigos, realizando sinapses semelhantes em nossos próprios cérebros.

 

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*Fonte: minhavida

Crianças que acampam vão melhor na escola, diz estudo

Um estudo realizado pelo Instituto de Educação da Universidade de Plymouth, no Reino Unido, identificou que crianças que acampam pelo menos uma vez ao ano são mais saudáveis, felizes e têm melhor desempenho escolar. Os benefícios foram observados pelos próprios pais.

Para a pesquisa, o Instituto contou com o apoio da organização Camping and Caravanning Club, que conta com mais de 500 mil membros. Na análise, a professora Sue Waite descobriu que quatro em cada cinco pais entrevistados consideram que os acampamentos exercem um efeito positivo sobre a educação formal de seus filhos.

Entre os questionamentos, foi descoberto que: 98% dos pais consideram que os filhos apreciam e se conectam mais com a natureza após acamparem; 95% disseram que os filhos ficam mais felizes durante os acampamentos; 93% disseram sentir que a atividade fornece habilidade úteis para a vida mais tarde.

Como é evidente, o ato de acampar também exerce influência sobre o uso da tecnologia pelas crianças. Este ponto foi, inclusive, lembrado pelos pais, com 15% deles considerando positivo o distanciamento das crianças dos aparelhos eletrônicos.

Acampar ainda proporciona sensação de liberdade, independência e confiança aos filhos (item citado por 20% dos pais), e ajuda as crianças a gostarem mais de aprender na sala de aula, de acordo com 68% dos pais participantes. Segundo eles, as crianças apreciam o fato de poder compartilhar suas experiências e aventuras, além de poderem visitar locais históricos ou que foram estudados na escola.

 

“Curiosamente, os pais entrevistados acreditavam que o campismo apoiou as disciplinas curriculares fundamentais, como geografia, história e ciências”, explicou a pesquisadora Sue Waite.

 

A professora ainda esclareceu que as crianças também foram ouvidas no estudo. Ao serem indagadas sobre o que mais gostavam nos acampamentos, os assuntos mais comuns foram: fazer novas amizades, se divertir e aprender novas habilidades.

*Clique [ AQUI ]  para mais informações sobre o estudo.

 

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*Fonte: ciclovivo

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É possível controlar seus sonhos?

Tem gente que consegue. Percebe que está sonhando e até altera o rumo da história. É o chamado sonho lúcido, que em geral acontece no estágio REM do sono (Rapid Eye Movement, ou Movimento Rápido dos Olhos) e é usado por alguns psiquiatras para tratar traumas. Se você se jogar de um precipício durante o sonho, por exemplo, pode acordar sem medo de altura.

O pioneiro no estudo desse fenômeno é o pesquisador Stephen LaBerge, do Centro de Pesquisa do Sono da Universidade de Stanford, nos EUA. Ele ficou famoso por causa de um estudo feito em 1978, quando combinou com 15 alunos que fizessem um movimento de olhos (que em geral não ocorre durante o sono) quando notassem que estavam sonhando. E deu certo.

Os estudiosos dizem que qualquer um pode controlar seus sonhos. Manter um diário deles pode ajudar. “Você aprende como eles funcionam e vai perceber com mais facilidade quando estiver sonhando”, escreveu LaBerge no artigo “Como se lembrar de seus sonhos”, publicado no site do Instituto da Lucidez, uma organização criada por ele que reúne bibliografia séria sobre o assunto.

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*Fonte: superinteressante / texto: Carla Soares

 

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