Estudo revela: beber meio litro de cerveja por semana ajuda na memória

De acordo com pesquisadores dos EUA e da China, o consumo moderado de cerveja ajudaria a melhorar nossas propriedades cognitivas, que seriam ainda maiores do que as de quem não bebe. E agora? Como faz?

Desde tempos muito antigos foi nos passado de que o consumo da cerveja pode ser prejudicial, que beber é algo muito ruim e que a ressaca no dia seguinte não faz valer a pena… todas essas coisas podem ser verdade mas, no entanto, a cerveja ainda parece ser a bebida predileta de grande parte do mundo.

E embora todos saibamos que a cerveja dá aquela animada nas festas, também já foi mostrado por vários estudos que ela traz vários benefícios para o nosso corpo.

No mais recente, um grupo de pesquisadores dos EUA e da China apontou, através de um documento publicado no site da Jama Network, que consumir meio litro de cerveja por semana ajuda a melhorar as funções cognitivas relacionadas à memória. Ou seja, ela te ajuda a preservar uma boa memória.

Com base no HRS – um estudo com cerca de 20.000 pessoas de meia-idade e idosos nos Estados Unidos -, concluiu-se que o consumo MODERADO de álcool estava associado a uma melhor função cognitiva geral e também no nível individual em termos de memória das palavras, estado mental e até vocabulário.

Além disso, em comparação às pessoas que não bebiam semanalmente ou bebedores de ocasião, houve menos declínio cognitivo em todos os domínios estudados, o que está de acordo com estudos anteriores realizados sobre o assunto.

Obviamente, devemos levar em conta um detalhe importante: estamos falando de beber moderadamente, e não de pessoas que bebem sem filtro.

É muito importante que este estudo seja interpretado e entendido da maneira correta e saudável – e lembrando que apenas um estudo, então pesquise mais sobre o assunto.

De qualquer forma, um pequeno copo de cerveja antes do almoço ajuda a pensar melhor. Pelo menos é o que diz numa certa música que ouvi outra dia, e agora o estudo corrobora essa vontade!

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*Fonte: asomadetodososafetos

Sol pode estar acordando após emitir a luz mais forte já detectada

Sol pode estar despertando após emitir a maior luz já detectada. Fenômeno foi registrado na última sexta-feira (29) pela sonda Solar Synamics Observatory (SDO) da Nasa

Na última sexta-feira (29), o Sol emitiu a luz mais forte desde outubro de 2017, resultado de uma erupção solar detectada pela sonda Solar Synamics Observatory (SDO) da Nasa.

Essas explosões de radiação se originam nas manchas solares, regiões escuras e relativamente frias na superfície da estrela, que pode finalmente estar despertando.

As explosões são classificadas em três categorias: C, M e X, com cada uma sendo 10 vezes mais poderosa que a anterior. A que aconteceu na última semana se enquadra na classe M.

Como não era voltada para a Terra, não há chance da formação de auroras sobrecarregadas. Apesar disso, pode ser um sinal de que o Sol está entrando na fase mais ativa de seu ciclo de 11 anos.

Atualmente no Ciclo Solar 24, os cientistas atribuem o início de um novo ciclo ao chamado “mínimo solar”, momento em que a estrela possui menos manchas e atividade.

“No entanto, são necessários pelo menos seis meses de observações e contagem de manchas solares para saber quando isso ocorre”, escreveram os oficiais da Nasa.

“Como esse momento é definido pelo menor número de manchas solares em um ciclo, os cientistas precisam ver os números aumentarem consistentemente antes de que possam determinar quando exatamente aconteceu”, acrescentaram os pesquisadores.

Portanto, apenas após mais observações que se saberá se o Sol realmente está no Ciclo Solar 25. Até lá, porém, só resta observar.

*Por Davson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

As avós desempenharam um papel crucial na evolução humana

Por muitos anos, antropólogos e biólogos evolucionários não foram capazes de explicar o “porquê” da menopausa.

Como poderia ser benéfico para as mulheres deixar de poder ter filhos, quando ainda restam décadas para viver? A menopausa também é um estágio único presente apenas na vida humana, não é compartilhada com nossos parentes primatas.

Um estudo recente publicado na revista Proceedings da Royal Society B explica como responder a ‘por que a menopausa’ é a necessidade da mulher de ser avó e como esse tem sido um papel crucial na evolução humana.

A hipótese da avó explica que “a avó foi o passo inicial para nos tornar quem somos”.

Kristen Hawkes, antropóloga da Universidade de Utah e principal autora deste estudo publicado, explica que a avó nos ajudou a desenvolver “toda uma gama de capacidades sociais que são a base para a evolução de outras características distintamente humanas, incluindo a união de pares, cérebros maiores, aprendendo novas habilidades e nossa tendência para a cooperação ”.

Hawkes trabalhou ao lado de Peter Kim, um biólogo matemático da Universidade de Sydney, e também de James Coxworth, um antropólogo de Utah. Juntos, eles prepararam simulações de computador para fornecer evidências matemáticas da hipótese da avó.

Eles simularam o que aconteceria com a vida útil de uma espécie hipotética de primata se introduzissem a menopausa e as avós – como parte de uma estrutura social.

Os chimpanzés geralmente vivem entre 35 e 45 anos em seu habitat natural. Após seus anos férteis, é raro que eles sobrevivam. Para esta simulação, os pesquisadores deram a 1% da população feminina de chimpanzés uma predisposição genética para períodos de vida e menopausa semelhantes aos humanos.

Como as avós nos ajudariam a viver mais tempo? Há muitas vantagens de ter uma avó e morar perto dela. Ela ajuda a coletar e fornecer alimentos, alimenta as crianças e permite que as mães tenham mais filhos. As avós são cuidadoras suplementares e, como este estudo sugere – elas desempenham um papel crucial na evolução humana.

Sem a menopausa, as mulheres mais velhas poderiam continuar a ter filhos, em vez de agir como avós. Todas as crianças dependeriam unicamente de suas mães para sobreviver. Do ponto de vista evolutivo, as avós trabalham para aumentar a taxa de sobrevivência das crianças, em vez de gastar mais energia produzindo suas próprias.

Hawkes também argumenta que as relações sociais que acompanham a avó poderiam ter contribuído para cérebros maiores e outras características que distinguem os humanos: “Se você é um bebê chimpanzé, gorila ou orangotango, sua mãe está pensando em nada além de você”, diz ela.

“Mas se você é um bebê humano, sua mãe tem outros filhos com quem está se preocupando, e isso significa que agora há uma seleção em você – que não estava em nenhum outro macaco – para envolvê-la muito mais ativamente: ‘Mãe! Preste atenção em mim!’”

Como Hawkes compartilha: “A avó nos deu o tipo de educação que nos tornou mais dependentes um do outro socialmente e propensos a atrair a atenção um do outro.” Essa tendência também foi encontrada para impulsionar o aumento do tamanho do cérebro, juntamente com maior expectativa de vida e menopausa.

Esse pode ser apenas outro motivo para agradecer ou pensar em sua avó, embora essa simulação apóie a ideia de que as avós ajudam a desenvolver habilidades sociais e vidas mais longas, qualquer pessoa que tenha sido próxima da avó quando crescer já deve saber disso.

Não há nada como o amor das avós. Ela desempenha um papel essencial em nossa educação e ajuda as famílias a prosperar, sobreviver e superar os tempos difíceis.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Níveis crescentes de dióxido de carbono podem nos tornar mais burros

Novas pesquisas sugerem que as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera podem levar ao comprometimento da cognição humana até o final do século.

É claro que esse destino poderá ser evitado se o mundo reduzir com êxito as emissões de carbono, embora ironicamente esse impacto da mudança climática possa realmente prejudicar nossa capacidade de resolver o problema em si.

O ar com uma alta concentração de dióxido de carbono pode elevar os níveis de dióxido de carbono no sangue, reduzindo a quantidade de oxigênio que chega ao cérebro, aumentando a sonolência, os níveis de ansiedade e prejudicando a função cognitiva.

É um efeito semelhante à sensação sonolenta que você sente após ficar sentado em um quarto abafado por horas.

Desde que começamos a queima excessiva de combustíveis fósseis no século 19, os níveis de dióxido de carbono em nossa atmosfera aumentaram e atualmente alcançam mais de 410 partes por milhão (ppm), maior do que em qualquer ponto dos últimos 800.000 anos .

Em 2100, os níveis de dióxido de carbono ao ar livre podem chegar a 930 ppm, se as tendências atuais de emissões continuarem, enquanto as concentrações em ambientes fechados podem chegar a 1400 ppm – um nível muito superior aos níveis já experimentados pelos seres humanos.

Relatados na revista GeoHealth , cientistas liderados pela Universidade do Colorado Boulder acreditam que este último nível interno de dióxido de carbono será mais que suficiente para ver algum declínio na função cognitiva.

Pelas estimativas, as habilidades básicas de tomada de decisão podem ser reduzidas em cerca de 25% e o pensamento estratégico complexo pode ser reduzido em 50%.

“Nesse nível, alguns estudos demonstraram evidências convincentes de comprometimento cognitivo significativo”, disse a coautora Anna Schapiro, professora assistente de psicologia da Universidade da Pensilvânia, em comunicado.

“Embora a literatura contenha algumas descobertas conflitantes e muito mais pesquisa seja necessária, parece que domínios cognitivos de alto nível, como tomada de decisão e planejamento, são especialmente suscetíveis ao aumento das concentrações de CO2”.

A equipe de pesquisa analisou as tendências atuais das emissões globais e as emissões urbanas localizadas para ver como isso afetaria os níveis de dióxido de carbono em ambientes internos e externos e, por sua vez, o impacto na cognição humana.

Eles admitem que esse é um problema complexo, portanto, suas pesquisas podem não levar em consideração todas as variáveis.

No entanto, eles observam que atualmente não há muita pesquisa sobre a conexão entre a função cognitiva e o aumento das emissões de dióxido de carbono.

*Por Dadvson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Nem plana nem circular: você sabe a verdadeira forma da Terra?

Qual é a forma da Terra? Parece uma pergunta bastante básica, mas é mais complexa de responder do que você imagina.

O que consideramos como “Terra”

Para começar, precisamos definir o que queremos dizer com “a Terra”. Talvez você não considere isso com frequência, mas há uma grande parte da atmosfera que realmente faz parte do nosso planeta.

O fato de que a porção do nosso planeta acima de nós é gasosa e as coisas abaixo de nós são sólidas é apenas um acaso de nossa densidade. Se fôssemos feitos de hélio, por exemplo, estaríamos todos flutuando e raramente nos incomodando com o material sólido abaixo de nós. Além disso, todos concordam que Júpiter é um planeta massivo, embora em grande parte seja composto por gás.

Dito isto, não é fácil escolher uma extremidade satisfatória da atmosfera para definir a forma do planeta. Outra possibilidade seria usar a superfície do solo (elevação / profundidade do fundo do mar), contudo este aspecto sempre sofre alterações, quando ocorrem um deslizamento de terra ou erupção vulcânica.

A forma esférica da Terra

Dessa forma, escolhemos uma superfície mais intuitiva para explorar a forma da Terra: o nível do mar. Esta é uma boa referência, porque a água flui para que sua superfície fique “plana” em relação à direção da gravidade.

Exemplificando, o líquido em sua xícara de café não pode acumular-se de um lado, porque a gravidade o puxará para baixo até que nenhum ponto seja maior que outro. Embora isso faça as coisas parecerem planas em pequena escala, já que a força da gravidade em ambos os lados da xícara aponta quase exatamente na mesma direção, em grande escala, a superfície é curva.

O que realmente está acontecendo aqui é que a atração da Terra está produzindo uma “superfície equipotencial”, em outras palavras, uma superfície de igual potencial gravitacional. O líquido fluirá para se equiparar em todos os pontos. A superfície do mar, portanto, é uma superfície equipotencial chamada de “Geoide”: a forma nocional da Terra.

O que é a forma do geóide?

Primeiramente, é importante entendermos que é pouco provável que uma esfera matematicamente perfeita seja encontrada em todo o universo. Essa concepção é, basicamente, uma construção do intelecto humano e dificilmente se apresenta de forma exata na natureza.

Tendo isso em mente, também temos que refletir que se a Terra fosse um corpo estático e uniforme, a gravidade a puxaria para a forma de uma esfera. No entanto, o nosso planeta também está girando em seu eixo, o que significa que a força da gravidade interna é equilibrada pela força centrífuga externa, no equador. Dessa forma, a esfera ‘incha’. Já nos pólos, a força gravitacional não é desafiada, então puxa a forma nessa direção.

Sendo assim, o modelo mais exato para expressar a forma da Terra é o geoide, ou seja, um formato quase esférico, mas com deformações, causadas por diferenças em determinados pontos e acúmulo de massa de maneira irregular ao longo de seu volume total. Além disso, as diferenças de altitude e profundidade não permitem também que o planeta seja exatamente esférico.

Vale destacar ainda que, as deformações do planeta dependem da escala em que a análise será feita. Se for vista de, mas em uma posição muito aproximada, a Terra apresentará mais claramente suas altitudes e depressões, sendo possível perceber, até mesmo, que o nível das águas dos oceanos varia muito de uma região à outra. Por outro lado, se considerarmos o planeta visto de longe, essas deformações tornam-se praticamente nulas.

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*Fonte: socientifica

Quanto mais café você toma, mais você vive

O café é um de nossos grandes companheiros no dia a dia. Presente em nossa cultura há mais de dois séculos, a bebida tradicional está presente em praticamente todas as mesas do país, seja no café da manhã, no lanche da tarde, para alguns até mesmo à noite.

Muitas pessoas se consideram viciadas em café e precisam tomar pelo menos uma xícara por dia, para manterem a disposição ou apenas para sentirem o sabor único da bebida. Se você é uma delas, um novo estudo tem uma ótima notícia para te dar!

Uma pesquisa em parceria realizada na Inglaterra, que reuniu o Instituto Nacional do Câncer, Instituto Nacional de Saúde e da Escola de Medicina Feinberg provou que nosso consumo de café pode influenciar diretamente em nossa longevidade, e que quanto mais café tomamos, mais tempo vivemos.

Sobre o estudo

O objetivo da pesquisa era verificar se o café realmente aumenta o risco de mortalidade, quando consumido em ingestão pesada, em especial aqueles que contam com polimorfismos genéticos comuns que prejudicam o metabolismo da cafeína.

Depois de um estudo realizado com mais de meio milhão de pessoas, os resultados mostraram associações inversas entre consumo de café mortalidade, entre participantes que bebiam de 1 a 8 ou mais xícaras por dia.

Conclusões

As conclusões do estudo mostram que, além de viverem mais, os consumidores regulares de café tendem a ter uma vida mais longa do que aqueles que o consomem moderadamente.

No entanto, o resultado é visto como uma correlação, e não uma conexão causal. Isso quer dizer que não é totalmente comprovado que o café seja, de fato, o responsável pela longevidade, mas que esse hábito, em conjunto com outros, são essenciais para uma vida mais saudável e longa.

Outros benefícios do café já são conhecidos por nós: redução de condições de saúde como depressão, Parkinson, câncer, diabete tipo 2, estresse e também o rejuvenescimento das células.

É possível que o café possa estar associado a um período de vida mais longo, mas para que a hipótese seja totalmente confirmada, serão necessárias mais pesquisas aprofundadas.

É muito importante que a bebida, ainda que consumida diariamente, seja feita com moderação e sempre colocando o bem-estar em primeiro lugar. Também é válido relembrar que o café não é recomendado para gestantes, e que quando se acrescentam complementos, a bebida pode perder as suas vantagens.

*Por Luiza Fletcher

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*Fonte: osegredo

Vídeo mostra como seria a Terra se toda a água desaparecesse

Vista do espaço, a Terra é um pálido ponto azul graças aos oceanos e mares que cobrem 71% de sua superfície. Mas como seria a Terra se toda a água desaparecesse?

Foi isso que James O’Donoghue, da Agência Espacial do Japão (JAXA), se perguntou. Entusiasmado, James criou uma simulação e a divulgou nas redes sociais.

De acordo com o cientista, a motivação surgiu após assistir um vídeo da NASA de 2008 com o mesmo intuito. Entretanto, a nova simulação é muito mais precisa, pois o pesquisador utilizou dados de novos estudos para tornar o vídeo ainda mais fiel à realidade.

“Fiquei muito surpreso com o aparecimento imediato de pontes terrestres, por exemplo”, disse James ao IFLScience. “Durante a última era glacial, a Grã-Bretanha e a Europa estavam ligadas, a Rússia e o Alasca, e a região entre a Ásia e a Austrália estava amplamente conectada”, explicou ele.

De acordo com o pesquisador, isso é importante porque “essas pontes permitiram que os humanos migrassem sem barcos, então este mapa explica bastante como era possível uma grande quantidade de migração humana naquela época. Em outras palavras, é uma lição de pré-história”.

*Por Giovane Almeida

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*Fonte: ciencianautas

A Juventude sedentária : 80% dos adolescentes no mundo inteiro não praticam atividades físicas

Espantosamente, 80% dos estudantes jovens no planeta não praticam nenhum tipo de atividade física, por motivos que todos já sabem, o uso excessivo em aparelhos tecnológicos. Que enfatiza o termo de jovens sedentários.

O aviso preocupante foi divulgado pela ONU, que anunciou que das causas categóricas que causam estagnação nos adolescentes e a necessidade de ter o celular sempre na mão.

A divulgação fornecida pela ONU tem relação com a pesquisa elaborada por estudiosos pesquisadores da Organização Mundial da Saúde (OMS), onde eles esclareceram dados de que 80% dos estudantes adolescentes do planeta não têm interesses em praticar atividade física, nem sequer por 1 dia e, no relatório, 85% são adolescentes do sexo feminino e 78% que envolvem jovens do sexo masculino.

Dados do estudo

As análises foram divulgadas na revista The Lancet Child & Adolescent Health que se fundamentou em relatos, onde foram analisados 6 milhões de estudantes de 11 a 17 anos, abrangendo todos os 146 países avaliados, nos anos de 2001 e 2016, sendo que as meninas jovens são as que menos têm interesse do que os meninos, exceto em Tonga, Samoa, Afeganistão e Zâmbia.

De acordo com o resultado das análises, 97% das jovens femininas do sul-coreanas e 93% dos garotos filipinos, demostraram baixos níveis em práticas de exercícios físicos, constatando que são os jovens menos ativos do planeta todo.

Recomendação da OMS

Em termos gerais, uma hora de atividades diárias representa muitos benefícios à saúde, de acordo com estudos realizadas em colaboração com a pesquisadora Leanne Riley, do seção de prevenção de doenças não transmissíveis da OMS.

Com base na análise de Leanne Riley, não precisa se utilizar de atividades intensas ou possantes, para isso, somente é necessário correr, caminhar, pedalar de bicicleta ou “apenas buscar ser mais ativo” essas atitudes podem fazer diferenças para a saúde de maneira geral.

Com base em dados da OMS, não praticar exercícios permite que as pessoas fiquem vulneráveis a uma série de doenças, podemos citar como exemplo : Diabetes, pressão alta, doenças cardíacas e qualidades de cânceres- de mama e o de cólon.

Pesquisa entre jovens brasileiros em relação a atividade física?

De acordo com os dados coletados no Brasil indicam que os adolescentes em geral não exercem atividades de nenhum tipo. Veja esses dados abaixo:

Meninos (2001): 80,1% – (2016): 78,0%
Meninas (2001): 89,1% – (2016): 89,4%
Geral (2001): 84,6% – (2016): 83,6%

Devido o número preocupante, no mundo e no Brasil . recomendamos que você pense em uma atividade: mova-se , o sedentarismo é uma condição prejudicial. Se você é jovem, adulto ou idoso , nunca deixe seu corpo parado. Sua saúde agradece.

*Por Rejane Regio

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*Fonte: cantinholivre

Memória funciona melhor (ou pior) dependendo da hora do dia, sugere estudo

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, identificou um gene em camundongos que influencia a memória, o BMAL1. Os cientistas descobriram que ele torna os ratos mais esquecidos imediatamente antes de acordarem. O estudo, publicado na revista Nature Communications, sugere que pode ser um passo para descobrir mais informações sobre o esquecimento humano.

De acordo com os autores da pesquisa, há duas categorias de esquecimento: uma relacionada ao aprendizado, ou seja, se você não aprendeu algo e, por isso, a informação não “entrou” na sua memória; e outra ligada à recuperação de informações armazenadas em seu cérebro, ou seja, se você não lembra de algo que sabe.

“Nós projetamos um teste que pode diferenciar entre não aprender e não ser capaz de lembrar”, disse Satoshi Kida, um dos autores do estudo, em comunicado. Os testes foram realizados com ratos com e sem o BMAL1. Os níveis da proteína normalmente variam: antes de dormir ela está em alta e, ao acordar, em baixa.

O resultado aponta que camundongos sem BMAL1 ficaram ainda mais esquecidos logo antes de acordarem. Segundo Kida, a comunidade de pesquisa em memória já suspeitava que esse “relógio interno” é responsável pelo aprendizado e a formação da memória.

“Se conseguirmos identificar maneiras de aumentar a recuperação da memória por esse caminho do BMAL1, poderemos pensar em aplicações para doenças humanas com déficit de memória, como demência e doença de Alzheimer”, acrescentou o especialista.

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*Fonte: revistagalileu

Como gastar seu dinheiro, de acordo com a ciência

Você já ouviu um monte de histórias de pessoas que ganharam na loteria, fizeram loucuras com o dinheiro e acabaram mais pobres do que eram antes. Ou então aquela celebridade que já recebeu milhões de dólares durante a carreira e mesmo assim é extremamente infeliz.

Então como gastar dinheiro da melhor forma a otimizar a felicidade? Um estudo responde, e o melhor de tudo é que a resposta se aplica para quem precisa administrar quantias mais modestas também.

Três psicólogos das universidades de British Columbia (Canadá), Harvard e Universidade da Virgínia (ambas EUA) publicaram um artigo no Journal of Consumer Psychology descrevendo que tipo de gastos financeiros resultam em felicidade.

“Dinheiro é uma oportunidade de felicidade, mas é uma felicidade que as pessoas rotineiramente desperdiçam porque as coisas que elas pensam que as tornarão felizes frequentemente não o fazem”, escrevem os autores.

Os autores listam oito princípios para gastar dinheiro de forma sábia:

8. Compre mais experiências e menos bens materiais

Nós nos adaptamos rapidamente a bens materiais. Pense naquelas roupas que você comprou no ano passado e que estão pegando pó no seu armário tendo sido usadas uma ou duas vezes. Ou nos armários novos da cozinha que já viraram paisagem neutra enquanto você procura um lanchinho.

As experiências, por outro lado, ficam com você. Elas se tornam uma parte central de sua identidade. Desenvolvemos conexões emocionais mais fortes com as experiências, e elas continuam intensas mesmo anos depois.

“Quando compramos coisas para nós, acabamos passando tempo com essas coisas. Imagine você jogando um vídeo game no smartphone ou seja lá o que for, você está frequentemente sozinho com suas coisas. Enquanto experiências, sim, temos algumas experiências sozinhos, mas muitas, muitas experiências são sociais”, explica Michael Norton, professor de Harvard que não participou do estudo, em entrevista ao Big Think.

7. Use dinheiro para benefício alheio

Estudos conduzidos por uma das pesquisadoras do trabalho, Elizabeth Dunn, mostrou que participantes que gastavam dinheiro de forma social obtinham maiores níveis de satisfação. Enquanto isso, gasto consigo mesmo não diminuía a felicidade da pessoa, mas também não a aumentava. O resultado era neutro.

Gastar com os outros inclui fazer uma doação para caridade, convidar alguém para almoçar ou presentear alguém. Nada disso precisa ser em um valor exorbitante, muitas vezes são os pequenos gestos que contam.

6. Não compre apenas coisas caras

Ao invés de gastar com coisas caras ou experiências caras apenas de vez em quando, prefira coisas mais simples, mas com maior frequência. “Ao nos presentear com prazeres frequentes e fugazes (ao invés de experiências mais esporádicas e prolongadas), os consumidores podem aproveitar a explosão de prazer que acompanha o primeiro minuto da massagem, a primeira mordida do bolo de chocolate e a primeira visão do mar”, escrevem os autores.

5. Evite seguros e garantias que você não precisa

Todos querem se proteger da dor de perder alguma coisa. Essa aversão a riscos nos deixa vulneráveis a seguros e garantias desnecessárias. Pense naquelas garantias estendidas. Teoricamente, garantias estendidas protegem seu bem caro de quebras. Na prática, é só uma forma de jogar dinheiro fora.

Nos Estados Unidos essas garantias movimentam US$40 bilhões por ano, e na maioria das vezes não são úteis para seus compradores, especialmente no caso de eletrodomésticos. Uma das poucas exceções são smartphones, que são levados para todos os lados e estão sujeitos a acidentes ou roubos.

4. Adie a gratificação

Gratificação adiada traz mais satisfação de várias maneiras. A principal é que tomamos decisões melhores quando não agimos imediatamente. É melhor dispensar um pequeno prazer hoje para ter uma recompensa maior amanhã.

Os autores explicam isso de forma simples: a antecipação é uma forma gratuita de felicidade. Você pode multiplicar sua felicidade ao adiar um pouco a recompensa.

Mesmo quando o prêmio em si – um presente ou uma viagem – acabam nem sendo tão bons assim, a empolgação da antecipação já pode ser positiva.

3. Leve em consideração como as compras podem afetar sua vida

A humanidade tem um problema importante: a tendência de ver o futuro de forma abstrata. Quanto mais longe este futuro, mais abstrata é nossa estimativa. Por isso, os autores recomendam sempre considerar como essas compras vão afetar sua rotina.

Por exemplo: se estiver em dúvida entre comprar pelo mesmo preço uma casa pequena que está em ótimo estado e uma casa maior que precisa ser reformada, pode ser uma decisão mais inteligente comprar a casa menor e evitar o estresse e gastos da reforma.

2. Cuidado com as compras por comparação

Ficar comparando produtos nos faz perder de vista nossos objetivos com aquele produto. Quando nos envolvemos na comparação, esquecemos de observar as características que nos fariam felizes naquele produto, e focamos na diferença entre as opções disponíveis.

Como resultado, compramos mais do que precisamos ou selecionamos o melhor negócio de forma global, e não o produto que melhor se encaixaria nas nossas circunstâncias personalizadas.

Além disso, os psicólogos observam que quanto mais opções estão disponíveis, menos felizes ficamos com a nossa escolha.

1. Seja Maria-vai-com-as-outras

De vez em quando pode ser vantajoso se basear na opinião das massas para tomar a sua decisão de como gastar dinheiro. Isso costuma ser verdade na escolha de quais filmes consumir, por exemplo. Se você gosta de comédias românticas, pode acabar se beneficiando com a opinião de outras pessoas que também gostam de comédia romântica.

Pessoas que valorizam mais o tempo do que o dinheiro são mais felizes – estudo

Pessoas que gastaram mal

Reunimos aqui casos de ganhadores da loteria que acabaram extremamente infelizes com suas escolhas sobre como gastar essa grana toda.

O canadense Gerald Muswagon, de 42 anos, ganhou US$10 milhões com um bilhete de US$2 na loteria. Ele comprou carros para ele mesmo e para amigos, comprou uma casa com o objetivo de dar festas, e comemorava sua sorte grande com drogas e álcool. Em um só dia, ele comprou oito TVs para os amigos dele.

Ele tentou começar seu próprio negócio de corte de madeira chamado Gerald’s Logging, mas não encontrou um mercado bom para vender suas madeiras e acabou perdendo dinheiro. No final das contas, ele gastou cada centavo de sua fortuna e acabou tendo que pedir um emprego de carregador na fazenda de seu amigo. Ele passou a viver em uma casa simples com sua namorada e seis crianças. Gerald entrou em depressão e acabou se matando sete anos depois de ganhar o prêmio.

Suzanne Mullins ganhou US$4,2 milhões, mas gastou tudo pagando dívidas médicas gigantescas para parentes que não tinham seguro de saúde nos Estados Unidos. Ela também perdeu uma disputa relacionada a um empréstimo não-pago.

Já o casal Lara e Roger Griffith ganhou US$2,3 milhões na loteria no Reino Unido em 2005 e acabou com US$9 em 2013. Eles compraram uma mansão, um Porsche conversível e um Lexus. Fizeram viagens 5 estrelas para destinos caríssimos. Ela investiu em um spa de luxo. Ele investiu em uma carreira de roqueiro. Em 2010 um incêndio destruiu grande parte da casa, que tinha um seguro insuficiente. O spa foi mal e teve que ser vendido, e atualmente Lara trabalha lá como funcionária. A carreira de roqueiro de Roger lhe rendeu a venda de apenas 600 CDs.

O casal também se separou com suspeita de adultério. “Eu não estou nem de volta à estaca zero, eu estou pior do que antes”, diz Lara em entrevista ao Daily Mail. Atualmente Roger vive com os pais dele e Lara vive com a mãe dela.

“A realidade é que 70% de todos os vencedores da loteria vão desperdiçar seus ganhos em alguns anos. No processo, eles verão a família e amizades destruídas e a segurança financeira que esperavam desaparecer”, dizem os consultores financeiros Michael Begin e Darl LePage ao Lincoln Journal Star.

Por que gente rica é babaca

Dicas para não torrar todo o dinheiro da loteria

Vamos supor que você ganhe na loteria na semana que vem. É melhor estar preparado para isto e já ter um plano para colocar em ação. Confira 3 dicas importantes:

3. Seja discreto

O primeiro passo é ficar quietinho em casa discutindo com sua família imediata o plano a ser seguido. Não mude a rotina da família e tente retirar o prêmio de forma discreta.

2. Contrate profissionais para ajudar

A maioria das pessoas não está acostumada a administrar uma quantia enorme de dinheiro. Para não fazer besteira e não deixar de pagar nenhum imposto gigantesco, contrate escritórios de advocacia e contabilidade. Quando for pesquisar quem contratar, leve em conta indicação de pessoas de confiança, mas também considere profissionais sem ligação com nenhum conhecido seu. Também é interessante encontrar um assessor de imprensa para ajudar a lidar com o assédio da mídia.

1. Tente manter um padrão de vida confortável, mas sem exageros

Não comece uma vida de luxo imediatamente. Passe os primeiros seis meses planejando com cuidado o que fazer com o seu dinheiro e se os investimentos que você tem em mente vão se valorizar ou desvalorizar com a passagem do tempo.

Mesmo que você não pense em mudar de vida porque ganhou uma bolada, é possível que você seja obrigado a mudar de endereço para um local com acesso mais controlado. Isso porque a cidade inteira vai ficar tocando a campainha da sua casa pedindo dinheiro. [The Globe and Mail, Mail Online, Consumer Reports]

*Por Juliana Blume

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*Fonte: hypescience

Vamos viver no máximo até os 125 anos

Cada ano que passa, a gente fica mais velho – mas isso não se aplica à evolução da longevidade propriamente dita.

É o que indica uma pesquisa americana. O estudo chama-se Evidence for a Limit to Human Lifespan (Evidência de um Limite para a Longevidade Humana) , e foi peito por cientistas da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York. O grupo analisou os supercentenários que morreram entre 1968 e 2006. Até 1995, a idade da pessoa mais velha aumentava 0,15% por ano.

Em 1997, morreu Jeanne Calment, com 122 anos, a pessoa mais velha de que se tem registro (já levantou-se a hipótese de fraude, de que Jeanne seria bem mais jovem, mas aparentemente ela viveu mesmo até os 122). Em meados dos anis 1990, de qualquer forma, a idade máxima parou de crescer. Na verdade, ela começou a cair mais de três meses ao ano. “Temos 95% de certeza que o limite da vida fica entre 113 e 116 anos”, contou Brandon Milholland, um dos autores. “É possível que alguém viva até os 125 – mas só uma vez a cada 10 mil anos.”

Para o pesquisador, a expectativa média de vida vai continuar crescendo, mas não o número de supercentenários: “As pessoas que chegam a 110 anos hoje devem viver tanto tempo quanto as que chegaram aos 110 nos anos 1970”.

*Por Ana Carolina Leonardi

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*Fonte: superabril

Pessoas que falam palavrão são mais felizes, íntegras e têm QI mais alto, sugerem estudos

Você pode até julgar e olhar feio para pessoas que falam palavrões constantemente, mas saiba que elas podem ser mais íntegras, inteligentes e felizes do que você. E quem diz isso, acredite, é a ciência.

Pessoas que falam palavrão são mais inteligentes

Um estudo realizado em 2015 descobriu que indivíduos que têm o hábito de falar palavrão apresentam um Q.I. maior. Conseguir distribuir xingamentos pelo maior número de vezes em um intervalo de um minuto estava ligado a uma pontuação mais elevada em um teste de Quociente de Inteligência.

Isso porque, de acordo com a pesquisa, um vasto vocabulário de palavrões seria sinal de força retórica, ou seja, boa capacidade de argumentação e formulação de ideias. O mesmo levantamento mostrou que quem é bagunceiro e dorme tarde também tinha melhores avaliações nos testes.

Quem fala palavrão é mais honesto e íntegro

De acordo com uma pesquisa feita com 276 participantes, pessoas que falam palavrão são mais honestas e íntegras do que aquelas que não costumam usar palavras chulas no cotidiano.

O levantamento observou que as pessoas tendem a falar palavrões mais como uma forma de se expressar do que uma maneira de prejudicar o próximo e que a honestidade foi associada a níveis mais altos de xingamentos nos experimentos realizados com os voluntários.

Pessoas que xingam são mais felizes

Por fim, é possível dizer com base em um outro trabalho científico, que falar palavrão faz com que uma pessoa seja mais feliz no geral. Isso porque o hábito tem efeito direto no alívio de dores, favorece a expressão de sentimentos, promove conexões sociais e melhora da saúde física e mental.

Segundo o estudo, xingar melhora a circulação sanguínea, eleva a liberação de endorfinas e promove sensação de calma, controle e bem-estar.

*Por Paulo Nobuo

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*Fonte: vix

Pesquisas controversas sugerem novo papel para o clitóris

Existem duas teorias sobre a existência do clitóris e cada uma tem suas limitações. O biomédico Roy Levine, do Reino Unido, escreveu recentemente um artigo que defende a dupla utilidade do clitóris, tanto reprodutiva quando ligada ao prazer.

Essa abordagem pode ser desafiadora diante das teorias e crenças atuais, mas o pesquisador acredita ser o momento de rever as evidências. O clitóris foi mencionado em 1545 pelo médico e anatomista francês, Charles Estienne, como tendo função no trato urinário. A função sexual foi identificada por Renaldo Colombo em 1559, mas outros estudiosos fizeram contraponto a essa visão.

Em 1564, um cirurgião de Padua, Andreas Vesalius, considerou o clitóris como uma parte inútil que não existia em mulheres saudáveis. Apenas em 1844 o anatomista alemão George Kobelt publicou um livro com desenhos detalhados e precisos, feitos a partir de dissecações de genitália feminina e masculina. Seus estudos foram ignorados na Inglaterra e Estados Unidos.

A fixação com a ligação entre clitóris e prazer feminino fez com que a habilidade mais importante, de transportar e reter o esperma, fosse deixada de lado. A relevância para facilitar a reprodução foi identificada de forma breve por Levin no ano passado. Uma nova publicação do autor, realizada neste ano, defende essas funções de forma mais detalhada e apresenta estudos que dão apoio a esse ponto de vista.

Função reprodutiva

Antes de atingir o ápice do prazer, estudos recentes mostram que são ativados os principais sistemas cerebrais, incluindo áreas ligadas a excitação, recompensa, memória, cognição e comportamento social.

Essa ativação do cérebro causa alterações genitais como o aumento do fluxo sanguíneo, de oxigênio, de calor e lubrificação. Além disso a aproximação do orgasmo faz com que o colo do útero seja levantado para acomodar esperma e os músculos do assoalho pélvico se contraem de forma rítmica. Isso tudo aumenta o potencial de fertilização.

Mesmo que revisões detalhadas também proponham que o orgasmo feminino tenha papel na seleção de esperma, a fisiologia desse mecanismo ainda é discutida. Antes que seja possível chegar a conclusões é necessário realizar mais pesquisas.

Outras possibilidades

Estudo deste ano identificou que coelhas que não tinham orgasmo apresentavam ovulação 30% menor. Isso sugere que em nosso passado evolutivo distante, o orgasmo feminino pode ter estimulado a liberação de óvulos e ajudado nas chances de gravidez.

Com a mudança na localização do clitóris, esses benefícios podem ter deixado de existir. O biólogo evolucionista Gunter Wagner considera que se esta teoria estiver correta as ideias antigas perdem sua validade.

Mas Levin considera que essa teoria desconsidera o principal, que são as mudanças fisiológicas provocadas via cérebro ativado pelo clitóris, que preparam o trato genital feminino humano. Mesmo que tenham pouco efeito na ovulação, essas alterações auxiliam a sobrevivência do esperma, portanto o clitóris manteria sua função reprodutiva. [Science Alert, Clinical Anatomy]

*Por Liliane Jochelavicius

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*Fonte: hypescience

Estudo mostra como os navios afetam a formação de nuvens e o clima

Pesquisadores do Reino Unido divulgaram um estudo que afirma como as emissões de gases poluentes por navios são responsáveis por alterar a formação das nuvens e também o clima. O problema é causado principalmente por partículas como o enxofre, que são liberadas pelas embarcações.

Os cientistas estudaram 17 mil nuvens poluentes deixadas por navios no ar acima dos oceanos. Esses vestígios, analisados por dados de satélite, foram comparados com o rastreio via GPS da trajetória feita pelos veículos marinhos.

Foram incluídos na pesquisa navios que navegam por áreas como aos arredores da América do Norte, na região do Mar do Norte (que fica no Oceano Atlântico), Mar Báltico (no norte da Europa), Mar Negro (no leste europeu) e o Canal da Mancha, que separa a ilha da Grã-Bretanha do norte da França.

A pesquisa alerta para a necessidade de empresas de transporte e cruzeiros turísticos aderirem à regulações para conter a liberação do enxofre. A Organização Marítima Internacional (IMO), por exemplo, já estabeleceu uma medida para o setor diminuir emissões do gás em mais de 80%. A ação deve entrar em vigor no dia 1 de janeiro de 2020.

“Atualmente, é difícil para os reguladores saberem o que os navios fazem no meio do oceano”, contou em comunicado, o co-autor do estudo, Tristan Smith. “O potencial de que não haja aderência às regulações de enxofre de 2020 é um grande risco pois isso pode criar uma desvantagem comercial para as empresas que não colaboram.”

 

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*Fonte: revistagalileu

8 sinais de que você é mais inteligente que a média

Inteligência é uma coisa difícil de medir. Mais difícil ainda é relacionar certas características a ela — mas a ciência tenta, porque, afinal, quem é que não gostaria de saber a receita para ser mais esperto? Aqui vão oito sinais que podem indicar que você é mais inteligente que a média, compilados pelo Business Insider:

1. Você é o filho mais velho
Não queremos criar brigas na família, mas é científico: o filho mais velho é mais esperto que o mais novo. Em um estudo da Universidade de Oslo, na Noruega, os primogênitos tinham um QI médio de 103 (3 pontos a mais do que o dos segundos filhos e 4 a mais do que os terceiros).

O curioso é que a morte de um irmão parece afetar essa tendência. Quando o irmão mais velho era falecido, o mais novo tinha um QI acima da média dos caçulas. Já quando eram os menores que tinham falecido, o QI dos primogênitos tendia a ser menor.

2. Você teve aulas de música
De música, todo mundo gosta — mas quem realmente chegou a estudar a coisa tende a ser mais inteligente do que a média. Em uma pesquisa feita em 2011 no Instituto Baycrest, no Canadá, antes e depois de 20 dias de aulas de música, crianças de 4 a 6 anos fizeram testes de inteligência verbal — e no fim do processo, foram 90% melhor no teste do que antes.

3. Você não fuma
Não estamos querendo ser politicamente corretos aqui. Em um estudo da universidade de Tel Aviv, em Israel, 20 mil jovens de 18 a 21 anos fizeram testes de QI — e os fumantes tiveram uma média de 94, enquanto os não fumantes tiraram 101.

4. Você não come carne
De novo, não somos nós: é a ciência que está falando (sério!). Ao longo de 20 anos, 8 mil pessoas tiveram a dieta analisada nessa pesquisa da Universidade de Southampton, no Reino Unido. Quem não comia carne tinha um QI pelo menos 5 pontos maior do que os carnívoros — e a maior parte dessa galera tinha o ensino superior completo e os empregos com maiores salários.

5. Você é canhoto
Já teve um tempo, em que ser canhoto era considerado errado — e até demoníaco. Mas agora, parece que o jogo virou: quem usa a mão esquerda tende a resolver problemas de uma forma mais criativa. A conclusão é de um estudo da universidade de Princeton, no qual mil pessoas tinham que resolver problemas lógicos — e os canhotos se saíram muito melhor que os destros.

6. Você usou drogas recreativas
Seis mil pessoas participaram desse estudo de duas partes: em 1958, ainda crianças, elas fizeram um teste de QI. Em 2012, quando elas estavam na casa dos 40, os cientistas perguntaram se elas haviam usado drogas recreativas. Quem havia tido uma pontuação maior na infância disse que tinha usado drogas. Os cientistas ainda não sabem explicar o motivo.

7. Você tem um gato (e não um cachorro)
A guerrinha entre donos de gatos e donos de cachorros é constante (e divertida). Agora, uma pesquisa da Universidade de Carroll bota ainda mais lenha na fogueira: quem é do time dos felinos é mais inteligente, enquanto quem curte a cachorrada é mais extrovertido. Isso porque quem escolhe gatos como pets geralmente não curte sair, e acaba tendo hobbies mais intelectuais, como ler, ver filmes e pesquisar.

8. Você é alto
Um estudo da universidade de Princeton notou que, a partir dos 3 anos, as crianças mais altas já começam a se sair melhor em testes cognitivos. Quando crescem, essas mais altas também conseguem empregos melhores. A explicação é que, desde pequenas, pessoas mais altas parecem mais maduras — e são tratadas como tal. Só que isso acaba realmente dando mais confiança, e a pessoa passa a se esforçar mais para superar as expectativas.

>> Para saber mais
Como as pessoas funcionam
Mauricio Horta e Otavio Cohen, Superinteressante, 2013

*Por Helô D’Angelo

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*Fonte: superinteressante

A ciência comprovou: o que não te mata, te fortalece

Eu sei que soa como um meme de redes sociais, mas foi de fato o filósofo alemão Friedrich Nietzsche que disse: “Aquilo que não me mata, só me fortalece”.

Essa máxima tem sido usada até hoje para estimular as pessoas a superarem quaisquer dificuldades, o que só as tornaria mais aptas a alcançarem seus objetivos mais tarde.

Agora, a ciência provou que Nietzsche estava certo: um estudo da Universidade Northwestern (EUA) mostrou uma associação causal entre fracasso inicial e sucesso futuro.

O estudo

Os pesquisadores analisaram a relação entre fracasso e sucesso profissional na carreira de jovens cientistas.

Por exemplo, eles alisaram registros de cientistas que se inscreveram para bolsas (subsídios financeiros) junto aos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA entre 1990 e 2005.

Eles utilizaram as avaliações dos próprios Institutos para separar os cientistas em dois grupos: os que conseguiram por pouco (apenas alguns pontos acima da média necessária) e os que não conseguiram por pouco (apenas alguns pontos abaixo da média necessária).

Em seguida, os pesquisadores consideraram quantos artigos científicos cada um dos grupos publicou, em média, nos próximos dez anos. Por fim, observaram quais artigos foram mais populares e bem aceitos pela academia, ou seja, quais receberam mais citações.

Resultados

Os resultados mostraram que os indivíduos que não conseguiram uma bolsa por pouco, e por consequência tiveram menos financiamento, publicaram mais artigos e tiveram mais ideias bem aceitas pela comunidade científica.

Em geral, os cientistas do grupo que não conseguiu bolsa eram 6,1% mais propensos a serem mais bem-sucedidos nos próximos dez anos.

Isso estava em contraste com as expectativas iniciais dos pesquisadores, levando-os a concluir que alguns fracassos no início da carreira poderiam levar a maior sucesso a longo prazo.

“O fato de o grupo que não conseguiu a bolsa por pouco ter publicado mais artigos de impacto do que o grupo que conseguiu por pouco é ainda mais surpreendente quando você considera que o grupo que conseguiu a bolsa recebeu dinheiro para promover seu trabalho”, argumenta Benjamin Jones, um dos autores do estudo, ao Phys.org.

“A taxa de atrito aumenta para aqueles que fracassam no início de suas carreiras”, disse o principal autor do estudo, Yang Wang. “Mas aqueles que persistem, em média, têm um desempenho muito melhor a longo prazo, sugerindo que aquilo que não os mata, realmente os fortalece”.

Por quê?

Os pesquisadores queriam saber se esse efeito poderia ser atribuído a um fenômeno de “eliminação” – por exemplo, se o fracasso no início da carreira fez com que alguns cientistas do grupo deixassem o campo, deixando para trás apenas os membros mais determinados.

Uma análise mais aprofundada mostrou que, embora a taxa de atrito após o fracasso fosse 10% maior no grupo dos “quase”, isso por si só não poderia explicar o maior sucesso posteriormente em suas carreiras.

Depois de testar várias outras explicações, os autores do estudo não conseguiram encontrar nenhuma explicação alternativa para suas hipóteses, sugerindo que outros fatores não observáveis, como lições aprendidas, poderiam estar em jogo.

“Há valor no fracasso”, comentou outro membro da equipe, Dashun Wang. “Nós apenas começamos a expandir essa pesquisa em um domínio mais amplo e estamos vendo sinais promissores de efeitos semelhantes em outros campos”.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature Communications. [Phys]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Humanos jamais vão migrar para outros planetas – diz Nobel de Física

Michel Mayor acaba de ser reconhecido com um Nobel graças aos trabalhos realizados em 1995 que culminaram na descoberta do primeiro planeta em outro sistema solar (um exoplaneta). Utilizando instrumentos feitos sob medida em seu observatório no sul da França, ele e seu aluno de doutorado Didier Queloz deram início a um campo de estudos que já revelou mais de 4 mil exoplanetas — que provavelmente ficarão para sempre fora de nosso alcance migratório.

Foi o que Mayor declarou esta semana, logo após aceitar as láureas. Ele disse que os humanos precisam abandonar a perspectiva de se mudar para outro planeta no caso de a vida se tornar impossível na Terra. “É completamente louco”, afirmou a AFP o astrônomo suíço de 77 anos, então professor da Universidade de Genebra. De lá para cá, os milhares de exoplanetas descobertos marcaram uma revolução na astronomia moderna.

Junto de seu colega Queloz, Mayor trouxe para o universo da astrofísica um estudo antes restrito às discussões dos filósofos: a possível existência de outros mundos no universo. Mas o cientista faz questão de deixar claro que pesquisa teórica é uma coisa, já o sonho de colonização, é outra. “Se estamos falando sobre exoplanetas, sejamos claros: não vamos migrar para lá.”

Na entrevista, o laureado frisou a importância de repensar o discurso de que podemos conviver com a alternativa de juntar as tralhas e partir de vez para outro sistema planetário, no caso de as coisas derem errado aqui na Terra. “Estamos falando de uma viagem centenas de milhões de dias usando os meios disponíveis hoje. Devemos cuidar de nosso planeta, que é bonito e continua absolutamente vivível”, disse. Vai ao contrário de certas visões bem atuais.

Tem ganhado popularidade o argumento de que devemos nos tornar uma civilização multiplanetária se quisermos sobreviver no longo prazo. Antes de morrer, em 2017, Stephen Hawking ressaltou a urgência de colonizarmos a Lua ou Marte em um período de 100 anos para evitar potenciais ameaças fatais para a civilização, como as mudanças climáticas, os asteroides, possíveis epidemias e o excesso de população. Elon Musk também reforça isso.

Sua empresa SpaceX atua com o objetivo maior de viabilizar a colonização humana em Marte, com o intuito maior de tornar a vida multiplanetária e evitar a extinção. Mas o fato é que não dispomos hoje da tecnologia necessária para desenvolver uma grande civilização em outros mundos quiçá no Sistema Solar, que dirá em estrelas distantes. E os métodos de propulsão disponíveis atualmente são muito lerdos para percorrer distâncias interestelares.

Há propostas teóricas para contornar o problema, como as naves geracionais: grandes “cruzeiros” em que só os descendentes distantes dos ancestrais que partiram alcançam o destino final. Mas são projetos ainda muito abstratos e mais restritos ao domínio da ficção científica. Vale salientar que Mayor não se refere aos planetas do Sistema Solar.

Em tese, o que ele rechaçou foram as ambições de habitar um eventual planeta habitável localizado nas redondezas da nossa galáxia, a algumas dezenas de anos-luz da Terra. Não especificamente sobre os planos de instituir colônias ou terraformar planetas menos amigáveis na vizinhança. Mais do que diminuir a importância de ir além da Terra, a intenção de Mayor era enaltecer a urgência de cuidar melhor do nosso planeta — o único no Universo que podemos chamar de casa.

*Por A. J. Oliveira

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*Fonte: superinteressante

Pesquisador proeminente prevê que a democracia vai colapsar em todo o mundo

O pesquisador Shawn Rosenberg, da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA), fez uma declaração polêmica na última conferência anual da Sociedade Internacional de Psicólogos Políticos em Lisboa, este ano: “a democracia está devorando a si mesma”, e ele não crê que cidadãos comuns estejam aptos para evitar que ela desmorone.

Redes sociais, preconceitos e dever cívico ativo

Em sua palestra, Rosenberg apontou para a influência ascendente do populismo de extrema direita e do autoritarismo em países como Brasil, EUA, Reino Unido e por toda a Europa.

Ele enxerga tal ascendência como um sinal perturbador de que governos autoritários estejam se tornando mais atraentes para o cidadão médio do que a noção de “dever cívico ativo”.

Tal noção refere-se à uma participação ativa em um governo democrático que requer tempo de reflexão e consideração, disciplina e capacidade de analisar propaganda a partir de informações válidas.

Ironicamente, segundo Rosenberg, com a democratização da internet, as pessoas estão usando e confiando mais nas mídias sociais, o que acarreta em uma visão seletiva de postagens que confirmam seus preconceitos políticos existentes ao invés de consultar fontes de informação mais amplas e respeitáveis.

“Trabalho duro”

A democracia, ao que tudo indica, não é uma tarefa simples, mas sim um “trabalho árduo”. Esse seria o ponto que levaria as pessoas a aceitarem mais facilmente o autoritarismo, versus fazer a sua parte em uma coletividade.

Rosenberg sugere que, à medida que as “elites” da sociedade – especialistas e figuras públicas que ajudam as pessoas “comuns” a lidar com e entender as responsabilidades que advêm do governo democrático, ou “autogoverno” – são cada vez mais marginalizadas, os cidadãos se mostram mal equipados “cognitiva e emocionalmente” para administrar uma democracia que funcione bem.

Como consequência, tal sistema de governo entra em colapso e milhões de eleitores frustrados e raivosos se desesperam e apelam para os populistas de direita.

“Em democracias bem estabelecidas como os Estados Unidos, a governança democrática continuará seu declínio inexorável e acabará fracassando. Em suma, a maioria dos americanos geralmente é incapaz de entender ou valorizar a cultura, instituições, práticas ou cidadania democráticas da maneira exigida”, concluiu Rosenberg em sua palestra. “Na medida em que são obrigados a fazê-lo, eles interpretarão o que lhes é exigido de maneira distorcida e inadequada”. [Futurism, Politico]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Estudo afirma que ouvir Discos faz muito bem para a saúde mental

Essa a gente já sabia, mas agora a ciência confirma! Ouvir música faz um bem danado para a saúde mental, de acordo com um novo estudo.

A pesquisa foi conduzida pela Entertainment Retailers Association e pela Fly Research, do Reuno Unido, em agosto deste ano, com um número total de 2,019 adultos. 82.9% deles concordaram que discos os ajudam a relaxar, enquanto 76.4% afirmam que escutar discos os ajudam a melhorar quando estão se sentindo mal.

Quando questionados se seus discos favoritos são “uma forma de conforto”, 74.3% afirmou que sim, já 64.7% afirmou que usa isso para dar uma ajuda no humor. A gente também!

O estudo vem dias antes do Dia Mundial da Saúde Mental, que acontece nessa quinta-feira (10), e do Dia National dos Discos, que acontece no sábado (12) no Reino Unido.

Sobre a pesquisa, a Dra. Julia Jones diz (via Louder Sound):

Estamos cientes das evidências científicas sobre os efeitos positivos da música no cérebro e no corpo há décadas. Também sabemos que tirar um tempo de nossas agitadas agendas é essencial para manter nosso bem-estar.

Portanto, o disco oferece uma receita perfeita para fornecer um coquetel de benefícios neuroquímicos e fisiológicos, além de garantir que desfrutemos de uma pausa prolongada. É uma experiência com um cronômetro embutido, portanto não há necessidade de ficar olhando para o relógio. Podemos apenas sentar e apreciar os efeitos.

O disco é uma intervenção particularmente eficaz à noite, quando estamos chegando na hora de dormir. O sono foi identificado como um fator absolutamente crítico para o bem-estar e a audição de um álbum relaxante e de baixo ritmo pode ajudar a entrar no ‘modo de sono’ e aumentar a probabilidade de oito horas sólidas de descanso e recuperação. Por esse motivo, todos nós deveríamos desligar a TV e ouvir um disco antes de dormir todas as noites.

*Por

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

As plantas têm consciência e inteligência, argumentam cientistas

Um novo campo de estudo denominado “neurobiologia vegetal” sugere que as plantas são muito mais complexas do que pensávamos.

Talvez não tenham sentimentos e emoções, mas certamente têm comportamentos bem mais elaborados do que lhes damos crédito – por isso, cientistas têm argumentado que elas possuem inteligência e, talvez, consciência.

O início

A primeira vez que um estudo abordou essa possibilidade foi provavelmente em 1966, quando o especialista em polígrafo da agência americana CIA, Cleve Backster, resolveu testar as habilidades de consciência das plantas.

Ele se inspirou no trabalho anterior do físico Jagadish Chandra Bose, que descobriu que tocar músicas diferentes para as plantas podiam fazê-las crescer mais rápido.

Usando um galvanômetro (instrumento para detectar ou medir correntes elétricas de baixa intensidade), Backster realizou uma série de experimentos que pareceu mostrar que as plantas reagiam a pensamentos positivos ou negativos.

Em um desses experimentos, uma pessoa pisava em uma planta, matando-a, enquanto outras plantas estavam por perto. Mais tarde, usando um polígrafo, Backster mostrou que as colegas vegetais reconheciam o “assassino”, tendo um surto de atividade elétrica se a mesma pessoa aparecia diante delas.

O problema é que a pesquisa de Backster foi ficando menos credível – ele chegou a sugerir que plantas se comunicavam telepaticamente.

Mais estudos

Apesar disso, essa área de estudo recebeu novos impulsos recentemente. Por exemplo, uma equipe de biólogos argumentou em um artigo publicado no Trends in Plant Science em 2006 que o comportamento de uma planta não é apenas o produto de processos genéticos e bioquímicos.

A equipe cunhou o termo neurobiologia vegetal para tentar entender “como as plantas processam as informações que obtêm do ambiente para se desenvolver, prosperar e se reproduzir de maneira ideal”.

Suas observações mostram comportamentos coordenados por algum tipo de “sistema integrado de sinalização, comunicação e resposta” dentro de cada planta – isso inclui responder a inúmeras variáveis ambientais, como luz, temperatura, água, micróbios, componentes do solo como nutrientes e toxinas e até gravidade.

Por fim, plantas usam sinais elétricos para produzir químicos semelhantes aos neurônios de animais, o que as permite se comunicar com outras plantas. Tudo isso indica que elas possuem algum tipo de inteligência, ainda que não tenham nada parecido com um cérebro como o humano.

Inteligência vegetal?

Estudos têm indicado que as plantas já evoluíram cerca de 15 a 20 sentidos diferentes, parecidos com os sentidos humanos como visão, olfato, audição, tato e paladar.

Segundo o fisiologista de plantas italiano Stefano Mancuso, envolvido no estudo de 2006, as plantas também pensam, apenas de maneira diferente da que nós pensamos. Elas reúnem informações e reagem a seu ambiente da forma que seja melhor para o organismo como um todo. Elas também respondem umas às outras, tendo nada menos que 3.000 substâncias químicas em seu “vocabulário”.

Ok, então plantas podem ter uma espécie de inteligência e capacidade de reagir a seu ambiente, mas outros biólogos discordam veementemente de que possuam qualquer coisa semelhante a um sistema neurológico, ou de que sejam minimamente conscientes.

Lincoln Taiz, professor aposentado de fisiologia de plantas da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (EUA), acredita que a neurobiologia vegetal gera uma grande polêmica ao implicar que plantas podem sentir emoções como felicidade ou dor, tomar decisões de propósito e talvez até ter consciência.

“As chances de isso ser verdade são efetivamente nulas” pois plantas “nem requerem consciência”, escreveu Taiz na edição de agosto de 2019 da Trends in Plant Science. Quaisquer comportamentos sofisticados não exigem um sistema nervoso e, devido a necessidade de energia que isso causaria, é até contraditório com seus estilos de vida voltados para o sol.

Uma questão de sensibilidade

Taiz ainda apontou o horror que seria para uma planta ter consciência e sentir dor. O que isso significaria para as queimadas de florestas e campos?

Certamente, como seres humanos, se já não gostamos de pensar nos animais que são mortos para os comermos, também seria melhor que plantas não tivessem a menor ideia de quem são.

Enquanto o conceito de inteligência e autoconsciência nas plantas ainda careça de mais pesquisas credíveis, o campo geral da neurobiologia vegetal já está desafiando nossa compreensão excessivamente humana da natureza. [BigThink]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Ter uma mente inteligente pode estar ligado a sua personalidade

Incontáveis são os benefícios de ter uma mente ágil. A precisão e a rapidez do pensar, sem dúvida alguma, nos ajuda a conquistar e a realizar diversas coisas. Muitas situações em nosso cotidiano exigem algum tipo de conhecimento prévio sobre elas. Porém, apesar do conhecimento que obtemos sobre as coisas, o que é mais importante é a nossa flexibilidade mental para analisar problemas sob várias perspectivas.

Precisamos ser capazes de observar uma situação em todas as suas possibilidades e só depois tomarmos decisões a respeito delas. Permitindo que nossa mente esteja aberta, enquanto ainda está focada em um resultado desejado.

A qualidade nessa flexibilidade é parte de um maior domínio da área cognitiva da fluência. Conhecido como ‘capacidade de fluir’, este componente da inteligência recruta a habilidade de ser capaz de encontrar novas soluções para possíveis problemas e também gerar algumas ideias para um único estímulo. Na fluência verbal, por exemplo, temos a tarefa de criar o maior número possível de palavras começando com a mesma letra. Quanto mais palavras, mais flexível é a nossa mente.

Uma nova pesquisa, liderada por Angelina Sutin, junto de seus colegas da Universidade Estadual da Florida, sugeriu que um grupo inexplorado de recursos pode existir em nossa personalidade. Eles observaram que o típico modelo de envelhecimento e inteligência mostra um declínio nas habilidades fluidas e na estabilidade ou um aumento na inteligência baseada no conhecimento. Eles também perceberam que o declínio não é inevitável.

“Os indivíduos podem desenvolver processos compensatórios que ajudam a compensar os déficits relacionados ao cérebro que prejudicam o desempenho”, escreveram os pesquisadores. A nossa personalidade pode ser o que esteja oferecendo tal compensação.

Sutine e seus colegas basearam seu trabalho no Modelo dos Cinco Fatores da personalidade. Tal modelo propõe que nossa personalidade é organizada nos traços do neuroticismo, abertura à experiência, agradabilidade, consciência e extroversão. Comumente, modelos de personalidade dão ênfase às diferenças individuais.

Traços de personalidade

Ao ver as mudanças relacionadas à cognição sob essa perspectiva, traços da personalidade são capazes de servir como “outros fatores além do envelhecimento cerebral que podem contribuir para as diferenças individuais na função cognitiva, com efeitos que se acumulam ao longo de toda vida útil”.

Se apoiando na proposta de que os traços de personalidade influenciam a cognição, Sutin citou evidências que mostravam que pessoas mais conscientes desempenham melhor tarefas de memorização. Ao menos em parte, por trabalharem muito e serem bem organizadas. Por outro lado, pessoas com alto nível de neuroticismo podem não se dar muito bem em testes cognitivos. Isso porque elas podem estar muito ansiosas e não se concentrarem.

O papel executado pela extroversão na fluência verbal fomenta a ideia de que a personalidade influencia a capacidade cognitiva. Porém, de uma maneira diferente. Extrovertidos falam muito, portanto, quando necessário, eles conseguem criar uma série de associações verbais. Mas existe um lado negativo. Efeitos do neuroticismo na fluência verbal podem estar associados a uma menor produção verbal.

No entanto, os próprios autores do estudo apontam que seu experimento enfrentou limitações. Amostras foram transversais, as medidas de personalidade foram levemente distintas, e os dados não permitiram que os autores pudessem definir uma contribuição para a fluência de cada uma das cinco características.

Então pessoal, o que acharam da matéria? Deixem nos comentários a sua opinião e não esqueçam de compartilhar com os amigos.

*Por Jesus Galvão

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Não é só o FaceApp, milhares de aplicativos espionam o usuário mesmo sem permissão

O caso do FaceApp, aplicativo que usa inteligência artificial para envelhecer um rosto de forma realista, fez todos os olhares se voltarem para um aspecto comum, que poucos usuários notam. Ao instalá-lo, surge o aviso de que todos os nossos dados serão utilizados e inclusive cedidos terceiros, sem nenhum controle. O alerta é dado num processo que poucos usuários leem, ou que aceitam sem pensar nas consequências. Mas alguns programas para celulares podem não necessitar nem sequer do consentimento explícito. Milhares de aplicativos burlam as limitações e espionam, mesmo sem receberem autorização do dono do celular.

Afinal, para que a lanterna do aparelho precisa ter acesso à localização de um usuário? E um aplicativo de retoque fotográfico ao microfone? Ou um gravador aos seus contatos? Em princípio, esses aplicativos não precisam de permissões desse tipo para funcionar. Quando agem assim, costuma ser para procurar um bem extremamente valioso: os dados. Os usuários podem dar ou negar diferentes permissões aos aplicativos para que acessem sua localização, os contatos e os arquivos armazenados no telefone. Mas uma pesquisa de uma equipe de especialistas em segurança cibernética revelou que até 12.923 apps encontraram a forma de continuar recolhendo informação privada apesar de as autorizações terem sido explicitamente negadas.

Esse estudo expõe a dificuldade dos usuários em proteger sua privacidade. Pesquisadores do Instituto Internacional de Ciências Computacionais (ICSI) em Berkeley, do IMDEA Networks Institute de Madri, da Universidade de Calgary (Canadá) e da empresa AppCensus analisaram um total de 88.000 aplicativos da Play Store e observaram que milhares deles acessam informações como localização ou dados do aparelho no qual o usuário tinha previamente recusado essas autorizações.

Os especialistas ainda não divulgaram a lista completa de aplicativos que realizam essas práticas. Mas, segundo a pesquisa, encontram-se entre elas a aplicativo do parque Disney de Hong Kong, o navegador da Samsung e o buscador chinês Baidu. O número de usuários potenciais afetados por essas descobertas é de “centenas de milhões”.

Borja Adsuara, advogado especialista em direito digital, afirma que se trata de “uma infração muito grave”, porque o sistema operacional Android exige que os apps peçam o acesso consentido a esses dados através de permissões, e o usuário lhes diz expressamente que não. O consentimento, explica, funciona de forma muito parecida tanto na intimidade física como na não física – os dados pessoais. “É como no caso de um estupro em que a vítima diz expressamente que não”, compara.

Narseo Vallina-Rodríguez, coautor do estudo, diz que “não está claro se haverá correções ou atualizações para os bilhões de usuários Android que atualmente utilizam versões do sistema operacional com essas vulnerabilidades”. O Google não especificou a este jornal se cogita retirar do mercado ou tomar alguma medida contra os aplicativos que, segundo o estudo, acessam os dados dos usuários sem a permissão pertinente. No entanto, assegurou que o problema será resolvido com o Android Q, a próxima versão de seu sistema operacional. A companhia pretende lançar nos próximos meses seis versões beta do Android Q, até oferecer a versão final durante o terceiro trimestre do ano.

Como os aplicativos acessam a informação privada do usuário sem as permissões necessárias? Eles burlam os mecanismos de controle do sistema operacional mediante os chamados side channels (canais paralelos) e covert channels (canais encobertos). Vallina faz a seguinte comparação: “Para entrar em uma casa, [o dado do usuário] pode passar pela porta com a chave que o dono lhe deu [a permissão], mas também pode entrar sem o consentimento do proprietário, aproveitando-se de uma vulnerabilidade da porta [um side channel] ou com a ajuda de alguém que já está dentro [covert channel]”.

“Você pode abrir uma porta com uma chave, mas também pode encontrar a forma de fazê-lo sem ter essa chave”, prossegue o especialista. O mesmo ocorre ao tentar acessar a geolocalização de um aparelho. Ele pode não ter acesso ao GPS, mas mesmo assim encontrar o modo de acessar a informação de posicionamento do usuário.

Metadados

Uma forma de fazer isso é através dos metadados que estão integrados às fotos tiradas pelo dono do smartphone, segundo Vallina. “Por definição, cada foto tirada por um usuário Android contém metadados como a posição e a hora. Vários apps acessam a posição histórica do usuário pedindo a permissão para ler o cartão de memória, porque é lá onde estão armazenadas as fotos, sem ter que pedir acesso ao GPS”, explica. É o caso do Shutterfly, um aplicativo de edição de fotografia. Os pesquisadores comprovaram que ele reunia informação de coordenadas do GPS a partir das imagens dos usuários, mesmo que estes tivessem negado a permissão para acessar a sua localização.

Também é possível acessar a geolocalização através do ponto de acesso wi-fi com o endereço MAC do router, um identificador atribuído pelo fabricante que pode ser correlacionado com bases de dados existentes e averiguar a posição do usuário “com uma resolução bastante precisa”.

Para que o aplicativo possa acessar essa informação, existe uma permissão que o usuário deve ativar em seu smartphone, chamado “informação da conexão wi-fi”, conforme ensina Vallina. Mas há apps que conseguem obter esses dados sem que a permissão esteja ativada. Para isso, extraem a direção MAC do router, que o aparelho obtém mediante o protocolo ARP (Address Resolution Protocol), que serve por sua vez para conectar e descobrir os dispositivos que estão em uma rede local. Ou seja, os aplicativos podem acessar uma pasta que expõe a informação MAC do ponto de acesso wi-fi: “Se você sem nenhum tipo de licença lê essa pasta que o sistema operacional expõe, pode saber a geolocalização de forma totalmente opaca para o usuário”.

Bibliotecas de terceiros

Muitos desses vazamentos de dados ou abusos à privacidade do usuário são feitos através de bibliotecas, que são serviços ou miniprogramas de terceiros incluídos no código dos aplicativos. Essas bibliotecas são executadas com os mesmos privilégios que o app em que se encontram. Em muitas ocasiões, o usuário nem está consciente de sua existência. “Muitos desses serviços têm um modelo de negócio que está baseado na obtenção e processamento dos dados pessoais”, diz o pesquisador.

Por exemplo, aplicativos como a da Disney de Hong Kong utilizam o serviço de mapas da companhia chinesa Baidu. Assim, podem acessar, sem necessidade de qualquer permissão, informações como o IMEI e outros identificadores que as bibliotecas do buscador chinês armazenam no cartão SD. Os aplicativos de saúde e navegação da Samsung, que estão instalados em mais de 500 milhões de aparelhos, também utilizaram este tipo de bibliotecas para seu funcionamento. “A própria biblioteca explora essas vulnerabilidades a fim de acessar esses dados para seus próprios fins. Não está claro se depois o desenvolvedor do app acessa os dados através da biblioteca”, explica.

Vallina afirma que nas próximas pesquisas será analisado o ecossistema das bibliotecas de terceiros e para que finalidades os dados são obtidos. Também estudarão os modelos de rentabilização existentes no Android e a transparência dos aplicativos quanto ao que eles fazem e o que dizem fazer nas políticas de privacidade. Para evitar práticas desse tipo, Joel Reardon, também coautor do estudo, aponta a importância de realizar pesquisas desse tipo com o objetivo de “encontrar esses erros e preveni-los”.

Se os desenvolvedores de aplicativos podem evitar as permissões, faz sentido pedir permissão aos usuários? “Sim”, responde Reardon, taxativo. O pesquisador insiste em que os aplicativos não podem burlar todos os mecanismos de controle, e que pouco a pouco ficará mais difícil para eles. “O sistema de permissões têm muitas falhas, mas ainda assim ele serve para algo e persegue um propósito importante”, afirma.

Responsabilidade dos desenvolvedores

No caso de usuários na Espanha, estas práticas realizadas sem o consentimento descumprem, entre outras normativas, o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) e a Lei Orgânica de Proteção de Dados. Os desenvolvedores desses aplicativos poderiam enfrentar, segundo o RGPD, sanções econômicas de até 20 milhões de euros (75,3 milhões de reais) ou 4% do faturamento anual da empresa. E inclusive poderiam responder por um delito contra a intimidade (artigo 197 do Código Penal espanhol) que poderia acarretar penas da prisão, segundo Adsuara.

O advogado afirma que a maior parte da responsabilidade recai sobre os desenvolvedores. Mas considera que tanto as lojas – Google Play e Apple Store – como as plataformas que permitem o acesso dos aplicativos aos dados de seus usuários – como o Facebook, no caso Cambridge Analytica – têm uma responsabilidade in vigilando: “Quer dizer, o dever de vigiar que os aplicativos que sua loja aceita ou aos quais permitem que tenham aos dados de seus usuários em sua plataforma sejam seguros”.

“Embora cada um seja responsável por seus atos, sente-se a falta de alguma autoridade espanhola ou europeia que revise a segurança dos aplicativos e serviços antes de seu lançamento no mercado”, afirma. E salienta que, em outros setores, existe algum tipo de certificação que garante que um produto ou serviço seja seguro. “A ninguém ocorre, por exemplo, que se autorize a circulação de carros com os freios falhando. Para não falar em remédios, alimentos e brinquedos. Entretanto, é normal no setor que se lancem no mercado aplicativos e serviços com falhas de segurança que, depois, com o bonde andando, vão emendando”.

*Por Isabel Rubio

 

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*Fonte: elpais – brasil

A viagem no tempo é possível – mas somente se você tiver um objeto com massa infinita

O conceito de viagem no tempo sempre capturou a imaginação de físicos e leigos. Mas isso é realmente possível? Claro que é. Estamos fazendo isso agora, não estamos? Estamos todos viajando para o futuro um segundo de cada vez.

Mas isso não era o que você estava pensando. Podemos viajar muito mais para o futuro? Absolutamente. Se pudéssemos viajar perto da velocidade da luz, ou na proximidade de um buraco negro, o tempo diminuiria, permitindo-nos viajar arbitrariamente para o futuro. A questão realmente interessante é se podemos viajar de volta ao passado.

Sou professor de física na Universidade de Massachusetts, Dartmouth, e ouvi pela primeira vez sobre a noção de viagem no tempo quando tinha 7 anos, de um episódio de 1980 da série de TV clássica de Carl Sagan, “Cosmos“. Eu decidi que um dia eu ia estudar profundamente a teoria subjacente a tais idéias criativas e notáveis: a relatividade de Einstein. Vinte anos depois, saí com um Ph.D. no campo e tenho sido um pesquisador ativo na teoria desde então.

Agora, um de meus alunos de doutorado acaba de publicar um artigo na revista Classical and Quantum Gravity, que descreve como construir uma máquina do tempo usando um conceito muito simples.

CURVAS DO TEMPO FECHADAS

A teoria geral da relatividade de Einstein permite a possibilidade de distorcer o tempo de tal modo que ele se dobra sobre si mesmo, resultando em um loop temporal. Imagine que você está viajando nesse ciclo; isso significa que em algum momento, você acabaria em um momento no passado e começaria a experimentar os mesmos momentos desde então, tudo de novo – um pouco como o deja vu, exceto que você não perceberia isso. Tais construções são frequentemente referidas como “curvas do tempo fechadas” ou CTCs na literatura de pesquisa, e popularmente referidas como “máquinas do tempo”. As máquinas do tempo são um subproduto de esquemas de viagem eficazes mais rápidas que a luz e entendê-los pode melhorar nossa compreensão de como o universo funciona.

Nas últimas décadas, físicos bem conhecidos como Kip Thorne e Stephen Hawking produziram trabalhos seminais sobre modelos relacionados a máquinas do tempo.

A conclusão geral que emergiu de pesquisas anteriores, incluindo as de Thorne e Hawking, é que a natureza proíbe os ciclos do tempo. Talvez isso seja melhor explicado na “Conjectura de Proteção Cronológica“, de Hawking, que essencialmente diz que a natureza não permite mudanças em sua história passada, poupando-nos assim dos paradoxos que podem surgir se a viagem no tempo fosse possível.

Talvez o mais conhecido entre esses paradoxos que emergem devido à viagem no tempo para o passado é o chamado “paradoxo do avô”, no qual um viajante volta ao passado e mata seu próprio avô. Isso altera o curso da história de uma maneira que surge uma contradição: o viajante nunca nasceu e, portanto, não pode existir. Tem havido muitos enredos de filmes e novelas baseados nos paradoxos que resultam das viagens no tempo – talvez alguns dos mais populares sejam os filmes “Back to the Future” e “ Groundhog Day ”.

MATÉRIA EXÓTICA

Dependendo dos detalhes, diferentes fenômenos físicos podem intervir para impedir que curvas fechadas do tempo se desenvolvam em sistemas físicos. O mais comum é o requisito para um determinado tipo de assunto “exótico” que deve estar presente para que um ciclo do tempo exista. Vagamente falando, matéria exótica é matéria que tem massa negativa. O problema é que a massa negativa não é conhecida por existir na natureza.

Caroline Mallary, uma estudante de doutorado na Universidade de Massachusetts, Dartmouth, publicou um novo modelo para uma máquina do tempo na revista Classical & Quantum Gravity. Este novo modelo não requer nenhum material exótico de massa negativa e oferece um design muito simples.

O modelo de Mallary consiste em dois carros super longos – construídos de material que não é exótico e tem massa positiva – estacionados em paralelo. Um carro avança rapidamente, deixando o outro estacionado. Mallary foi capaz de mostrar que, em tal configuração, um loop temporal pode ser encontrado no espaço entre os carros.

Uma animação mostra como o loop do tempo de Mallary funciona. À medida que a espaçonave entra no ciclo do tempo, o seu eu futuro também aparece, e é possível rastrear as posições de ambos a cada momento posterior. Esta animação é da perspectiva de um observador externo, que está observando a espaçonave entrar e emergir do loop temporal.

ENTÃO VOCÊ PODE CONSTRUIR ISSO NO SEU QUINTAL?

Se você suspeitar que há uma captura, você está correto. O modelo de Mallary exige que o centro de cada carro tenha densidade infinita. Isso significa que eles contêm objetos – chamados de singularidades – com densidade, temperatura e pressão infinitas. Além disso, ao contrário das singularidades que estão presentes no interior dos buracos negros, o que as torna totalmente inacessíveis do exterior, as singularidades no modelo de Mallary são completamente nuas e observáveis ​​e, portanto, têm verdadeiros efeitos físicos.

Os físicos não esperam que tais objetos peculiares existam na natureza também. Então, infelizmente, uma máquina do tempo não estará disponível tão cedo. No entanto, este trabalho mostra que os físicos podem ter que refinar suas idéias sobre o porquê de curvas do tempo fechadas serem proibidas.

 

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Fonte: socientifica

O que realmente nos faz felizes? As lições de uma pesquisa de Harvard que há quase oito décadas tenta responder a essa pergunta

O que realmente nos faz felizes na vida?

Por 76 anos, pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, têm procurado uma resposta.

O Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto (Study of Adult Development, no original em inglês) começou em 1938, analisando 700 rapazes – entre estudantes da renomada universidade e moradores de bairros pobres de Boston.

A pesquisa acompanhou esses jovens durante toda a vida, monitorando seu estado mental, físico e emocional. O estudo continua agora com mais de mil homens e mulheres, filhos dos participantes originais.

O atual diretor do estudo, o quarto desde o início, é o psiquiatra americano Robert Waldinger, que também é um sacerdote zen. Sua palestra no TED (sigla em inglês para Tecnologia, Entretenimento, Design): “O que torna uma vida boa? Lições do estudo mais longo sobre a felicidade”, viralizou na internet. O vídeo da conferência já foi baixado mais de 11 milhões de vezes.

“Há muitas conclusões deste estudo”, disse Waldinger à BBC. “Mas o fundamental, que ouvimos uma vez ou outra, é que o importante para nos mantermos felizes e saudáveis ao longo da vida, é a qualidade dos nossos relacionamentos”.

Conectados

“O que descobrimos é que, no caso das pessoas mais satisfeitas em seus relacionamentos, mais conectadas ao outro, seu corpo e cérebro permanecem saudáveis ​​por mais tempo”, afirma o acadêmico americano.
Direito de imagem Thinkstock
Image caption Para Waldinger, uma relação de qualidade é aquela em que você se sente à vontade

“Uma relação de qualidade é uma relação em que você se sente seguro, em que você pode ser você mesmo. Claro que nenhum relacionamento é perfeito, mas essas são qualidades que fazem com que a gente floresça”.

No outro extremo, há a experiência da solidão, sentimento subjetivo de sermos menos conectados do que gostaríamos.

“Estou fazendo as coisas que têm significado para mim? Esse é o tipo de pergunta que devemos nos fazer quando falamos de felicidade”, sugere Waldinger.

“Não se trata de ser feliz em todos os momentos, porque isso é impossível, e todos nós temos dias, semanas ou anos difíceis”.

E a fama?

“Não é que seja ruim, há celebridades felizes e também infelizes”, avalia.

O mesmo vale para o dinheiro. O estudo mostra que, além de um nível onde as nossas necessidades são satisfeitas, o aumento da renda não necessariamente traz felicidade.

“Nós não estamos dizendo que você não pode querer ganhar mais dinheiro ou estar orgulhoso do seu trabalho. Mas é importante não esperar que sua felicidade dependa dessas coisas”, destaca.

Registros médicos

Os participantes do estudo responderam, ao longo de décadas, questionários sobre sua família, seu trabalho e sua vida social.

“Também tivemos acesso aos seus registros médicos, de modo a avaliar a saúde deles, não só pelo que diziam, mas também pelo que seus médicos e exames relatavam”, explica.

Ele conta que, quando começou a trabalhar no estudo, em 2003, também gravou vídeos dos participantes falando com suas esposas sobre suas preocupações mais profundas.

“E enviamos a seus filhos perguntas sobre o relacionamento com seus pais”, acrescenta.

Os participantes foram submetidos ainda a exames de sangue para checagem de indicadores de saúde e, inclusive, análise de DNA.

“Alguns autorizaram escanear seu cérebro e doaram o órgão para que pudéssemos estudá-lo em relação a todos os outros dados que já tínhamos coletado sobre sua vida”, contou.

‘Na minha própria vida’

Quando a palestra de Waldinger se tornou viral, o acadêmico resolveu fazer um retiro por três semanas.

“A tradição Zen sustenta que a contemplação nos ajuda a manter os pés no chão e focar no que é mais importante na vida”, escreveu Waldinger, na ocasião.

Diante da enorme repercussão, o acadêmico criou um blog na internet sobre o estudo. E revela que a pesquisa também teve um impacto profundo na sua vida.

“Me fez prestar mais atenção nos meus próprios relacionamentos, não só em casa, mas no trabalho e na sociedade”, contou à BBC.

“Percebi que meus relacionamentos me dão energia quando invisto neles, quando lhes dedico tempo. Se tornam mais vivos e não desgastantes”, acrescentou.

“A tendência é nos isolarmos, ficar em casa para ver televisão ou nas redes sociais. Mas, na minha própria vida, eu percebi que sou mais feliz quando não estou fazendo isso”.

Oferecer nossa presença

Para Waldinger, investir em um relacionamento significa estar presente.

“Isso faz parte da minha vida como praticante Zen. O que eu percebo é que, quando oferecemos nossa atenção total, nos sentimos mais conectados uns aos outros, e isso também acontece no ambiente de trabalho”.

“Não se trata de passar mais tempo no trabalho, mas de prestar mais atenção no outro, para se conectar mais com as pessoas, em vez de dar como certo que o outro estará sempre ali”, explica.

Conflitos

Waldinger reconhece que pode ser difícil não perder de vista o que realmente importa.

Em parte, isso se deve ao bombardeio de mensagens que recebemos – anúncios de publicidade dizendo, diariamente, que se comprarmos algo seremos mais felizes ou amados.

“E, nos últimos 30 ou 40 anos, se glorificou a riqueza. Há bilionários que são heróis só porque são bilionários. Essa medida parece mais fácil porque as relações são difíceis, mudam, são complicadas”.

Qual a mensagem final de Waldinger para os leitores da BBC?

“Eu diria que eles devem tentar construir laços com as outras pessoas. E é particularmente importante fazer isso com quem se tem algum conflito”.

De acordo com o psiquiatra americano, o estudo deixou claro algo que é importante lembrar:

“Conflitos minam, de fato, a nossa energia. E acabam com a nossa saúde.”

*Por Alejandra Martins

 

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*Fonte: bbc-brasil

A solução para a superpopulação do planeta são as cidades subaquáticas

Por quase 100 anos, os cientistas têm fantasiado sobre a criação de casas e cidades submarinas. É uma maneira original de abordar o problema da superpopulação do planeta. A agência russa RBC analisa essas atuais ‘hidropolises’.

Os modernos hidropolises são edifícios no fundo do oceano. Eles podem abrigar casas, hotéis, restaurantes ou laboratórios. A idéia de criar casas submersas chegou aos cientistas depois que viram o problema representado pela superpopulação do planeta. E o número de habitantes aumenta anualmente em 80 milhões de pessoas.

Os cientistas modernos acreditam que o nível crítico de superpopulação da Terra virá em meados do século XXI. Os pesquisadores sustentam que a vida subaquática é muito mais confortável do que em terra: não há fenômenos atmosféricos, nem terremotos, nem mudanças de pressão. Supõe-se que as cidades subaquáticas receberão energia com a ajuda de plantas alimentadas por marés e geradores.

Como estão as hidropólises?

O desejo de se estabelecer no fundo do oceano não se concretizou até hoje, mas as tentativas continuam. Especialmente restaurantes e hotéis.

Jules Undersea Lodge é um hotel subaquático na Flórida (EUA). Os quartos têm um comprimento de 15 metros, uma largura de 6 metros e altura de 3 metros. Ar, água e eletricidade são fornecidos aos quartos da costa por uma mangueira especial.

Em 2012, a empresa japonesa Shimizu apresentou o projeto offshore Ocean Spiral. Se o conceito se tornar realidade, 5.000 pessoas poderão viver no mar. O plano é que a Ocean Spiral inclua uma esfera com um diâmetro de 500 m flutuando na superfície da água. Sob ela, haverá uma trilha em espiral de 15 km de comprimento que a conectará ao centro de pesquisa, localizado a uma profundidade de cerca de 3 ou 4 km. A Ocean Spirals usará a diferença na temperatura da água do oceano e na pressão hidráulica para produzir energia e dessalinizar a água. A execução do projeto exigirá cerca de 26.000 milhões de dólares e cerca de cinco anos.

Outro projeto de hidrópole é o desenvolvido pelo arquiteto britânico Phil Pauley. Ele propõe a construção de uma cidade autônoma chamada Sub-Biosphere no fundo do oceano.

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*Por Any Karolyne Galdino  /  Fonte: engenhariae

Estamos a um passo mais próximo do teletransporte quântico complexo

O domínio experimental de sistemas quânticos complexos é necessário para tecnologias futuras como computadores quânticos e criptografia quântica. Cientistas da Universidade de Viena e da Academia Austríaca de Ciências abriram novos caminhos. Eles procuraram usar sistemas quânticos mais complexos do que os qubits entrelaçados bidimensionais e, assim, aumentar a capacidade de informação com o mesmo número de partículas. Os métodos e tecnologias desenvolvidos poderiam, no futuro, possibilitar o teletransporte de sistemas quânticos complexos. Os resultados do trabalho, em tradução literal, “Enredamento Experimental de Greenberger-Horne-Zeilinger além dos qubits”, foram publicados recentemente na renomada revista Nature Photonics .

Semelhante aos bits nos computadores convencionais, os qubits são a menor unidade de informação em sistemas quânticos. Grandes empresas como Google e IBM estão competindo com institutos de pesquisa em todo o mundo para produzir um número crescente de qubits emaranhados e desenvolver um computador quântico funcional. Mas um grupo de pesquisa da Universidade de Viena e da Academia Austríaca de Ciências está buscando um novo caminho para aumentar a capacidade de informação de sistemas quânticos complexos.

A ideia por trás disso é simples: em vez de apenas aumentar o número de partículas envolvidas, a complexidade de cada sistema é aumentada. “A coisa especial sobre o nosso experimento é que, pela primeira vez, ele envolve três fótons além da natureza bidimensional convencional”, explica Manuel Erhard, primeiro autor do estudo. Para este propósito, os físicos vienenses usaram sistemas quânticos com mais de dois estados possíveis – neste caso particular, o momento angular de partículas de luz individuais. Esses fótons individuais agora têm uma capacidade de informação maior do que os qubits. No entanto, o emaranhamento dessas partículas de luz mostrou-se difícil em um nível conceitual. Os pesquisadores superaram esse desafio com uma ideia inovadora: um algoritmo de computador que procura autonomamente por uma implementação experimental.

Com a ajuda de um algoritmo de computador chamado Melvin, os pesquisadores descobriram uma configuração experimental para produzir esse tipo de entrelaçamento. No início, isso foi muito complexo, mas funcionou em princípio. Depois de algumas simplificações, os físicos ainda enfrentavam grandes desafios tecnológicos. A equipe conseguiu resolvê-los com tecnologia laser de última geração e uma multi-porta especialmente desenvolvida. “Esse multi-porto é o coração do nosso experimento e combina os três fótons para que eles sejam emaranhados em três dimensões”, explica Manuel Erhard.

A propriedade peculiar do entrelaçamento de três fótons em três dimensões permite a investigação experimental de novas questões fundamentais sobre o comportamento dos sistemas quânticos. Além disso, os resultados deste trabalho também podem ter um impacto significativo em tecnologias futuras, como o teletransporte quântico. “Acho que os métodos e tecnologias que desenvolvemos nesta publicação nos permitem teletransportar uma proporção maior da informação quântica total de um único fóton, o que pode ser importante para as redes de comunicação quântica “, disse Anton Zeilinger. [Psys.org]

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*Fonte: socientifica

Os netos herdam boa parte dos genes da avó materna, afirma estudo

Um estudo revelou que a avó materna tem um papel muito importante não só a nível emocional e psicológico, mas também geneticamente. Parece, de fato, que o DNA dos netos, seu temperamento, suas emoções e seus gostos pessoais são parcialmente influenciados pelos genes da avó materna. Compartilhar esses genes com nossas avós cria um vínculo indissolúvel que dificilmente se extinguirá com o tempo.

O famoso diretor e escritor Alejandro Jodorowsky publicou um livro, alguns anos atrás, intitulado Metagenealogy: Self-DiscoveryThrough Psychomagic and the Family Tree, na qual ele explica por que os genes podem pular uma geração, passando diretamente dos avós para os netos. Quando isso acontece, parece que entre todos os membros da família, a figura mais influente na passagem de material genético é precisamente a avó materna.

A pesquisa que revela essa importante conexão com nossas avós, no entanto, vem diretamente da Universidade de Cambridge. De acordo com esse estudo, a ligação genética deve-se ao fato de que as avós maternas passam 25% de seus cromossomos X para seus netos.
Em suma, nossos filhos poderão não se parecer com suas avós maternas em todos os aspectos, mas certamente conservarão algum traço característico: o sorriso, a cor dos olhos, a maneira de andar ou se mover e, às vezes, até os problemas genéticos.

A diferença importante, a nível genético, entre as avós maternas e paternas, é que as últimas transferem seus cromossomos X apenas para as próprias netas, enquanto as últimas transferem para as netas e para os netos. Isso significa simplesmente que as avós paternas têm 0% de cromossomos X compartilhados com seus netos e 50% com netas.

Em qualquer caso, é bom lembrar que, independentemente dos genes, é essencial manter contato frequente com os avós maternos e paternos na vida de uma criança, pois só assim será possível melhorar os laços essenciais necessários para a construção de uma família estável e feliz.

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*Fonte: paporetolive

Novo robô da Boston Dynamics veio para deixar a humanidade irrelevante

Boston Dynamics, empresa do Google (quero dizer, Alphabet), acaba de publicar um vídeo apresentando seu robô Atlas da próxima geração. Em um passeio pela floresta coberta por neve e gelo, ele mostra que consegue recuperar o equilíbrio quando escorrega e que consegue desviar de obstáculos.

Já a segunda parte da demonstração deixou qualquer pessoa que assistiu a filmes como “Inteligência Artificial” ou “Eu, Robô” com um leve gosto amargo na boca. Enquanto Atlas tenta levantar caixas de papelão com cerca de 5kg dentro, um dos engenheiros derruba a caixa repetidamente, e a empurra para longe dele. Depois dá um belo empurrão nas costas de Atlas, que cai de cara no chão. Tudo isso para demonstrar como o robô consegue refazer os cálculos e se recuperar rapidamente, claro – mas que parece bullying, parece.

Atlas leva um empurrão de um dos cientistas e cai de “cara” no chão

A nova versão de Atlas tem 1,80m e pesa 81kg, um pouco mais baixo e com quase a metade do peso da versão de 2014. Assim como o robô apresentado em 2015, ele continua wireless, usando a energia de uma bateria de íon-lítio.

Para provar que a equipe por trás do desenvolvimento de Atlas tem senso de humor, o vídeo termina com o robô humanoide vítima de bullying escapando do prédio da empresa sem ser visto por ninguém. Os engenheiros envolvidos no projeto que se cuidem. [The Verge, Engadget]

*Por Juliana Blume

 

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*Fonte: hypescience

A revolução do acesso aberto

O acesso ao conhecimento pode ser muito caro. Cientistas que querem uma grande relevância para suas pesquisas são obrigado a tentar publicar em revistas científicas de grande impacto, com destaque para as editoras Nature e Elsevier. Grande parte das revistas de renome são pagas, cujos preços são muitas vezes abusivos. Até mesmo o Ciencianautas é afetado, quando restringido ao acesso de determinada pesquisa pelo preço, e impossibilitado, portanto, de escrever sobre tal pesquisa.

Uma pesquisa científica demanda muitas referências e fontes, ou seja, estudos de outras pesquisas, que também podem ser de acesso pago. Nenhum pesquisador ou aluno universitário pode bancar tanto acesso à revistas científicas. No Brasil, a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), uma fundação do Ministério de Educação, que atua no fomento à pesquisa científica, paga para todos os universitários (alunos, professores, pesquisadores) o acesso às principais revistas científicas do mundo, com mais de 45 mil títulos disponíveis.

Mesmo com a CAPES pagando por boa parte dos acessos, as universidades precisam pagar outros títulos para atender suas necessidades. Na proposta orçamentária da USP para 2019, a previsão de gastos com periódicos é de 6 milhões de reais, por exemplo.
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Os altos preços são polêmicos e injustos porque as editoras não financiam pesquisas, não pagam aos autores e nem mesmo pela revisão, que é tradicionalmente feita de forma voluntária pelos acadêmicos. A editora tem, basicamente, o trabalho de administrar a revisão, fazer a formatação do artigo e publicar (imprimir ou hospedar) o artigo. Os altos preços são, portanto, insustentáveis. As margens de lucro são altíssimas — em 2013, a média da margem de lucro das editoras científicas era de 38,9%, maior do que os 29%, no mesmo ano, de um dos maiores bancos do mundo, o Banco Industrial e Comercial da China, como mostra um estudo publicado em 2015 que aponta para um Oligopólio das editoras científicas.

Como se não bastasse, muitas vezes, as pesquisas são financiadas com dinheiro público, ou seja, de impostos. A maior parte dos cientistas não concordam com esses abusos, mas são encurralados pelo ciclo vicioso, já que o renome das revistas são muitas vezes necessários para o impacto das pesquisas. Mesmo assim, muitos boicotes são feitos às editoras, como o recente rompimento da gigante Universidade da Califórnia com a Elsevier, a maior editora científica do mundo. Outras universidades pelo mundo já haviam tomado medidas parecidas.
“O conhecimento não deve ser acessível apenas para aqueles que podem pagar”, disse Robert May, presidente do Senado Acadêmico da Universidade da Califórnia. “A busca pelo acesso aberto total é essencial para que possamos realmente defender a missão desta universidade.”
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Ultimamente, o número e o impacto das revistas de acesso aberto estão crescendo. Além disso, são vários os repositórios de artigos científicos na internet, como por exemplo o Cruesp (Repositório da Produção Científica do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), que reúne trabalhos científicos publicados por pesquisadores da USP, Unicamp e Unesp.

Segundo o relatório Analytical Support for Bibliometrics Indicators – Open access availability of scientific publications, de 2018, o Brasil lidera em número de publicações em revistas de acesso aberto, com uma taxa de 75%. Um enorme contribuidor disso é o SciELO, uma biblioteca digital brasileira criada em uma parceria entre a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo) e o Bireme, (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde), e que conta com a participação de diversos países.

Há diversas iniciativas, muitas internacionais, que visam acelerar a transição para o acesso aberto à publicações científicas. O Plan S, por exemplo, determina que todos os artigos acadêmicos resultantes de pesquisas financiadas por membros da coAllition S devem ser publicados em acesso aberto imediato a partir de 1° de janeiro de 2020, e propõe que pesquisas financiadas com dinheiro público também sejam publicadas nessa modalidade. Lançada em 2016 pela Max Planck Society, a OA2020, outra iniciativa do tipo, já conta com 136 organizações signatárias.

“O Plan S não defende um modelo específico, mas apenas determina o acesso imediato aos resultados de pesquisa”, disse à Pesquisa FAPESP o holandês Robert-Jan Smits, conselheiro sênior em Acesso Aberto da Comissão Europeia. “Acreditamos que a iniciativa contribuirá para o surgimento de novos periódicos de acesso aberto com qualidade. Isso ocorrerá gradualmente.”

As grandes editoras já estão se movimentando. Em 2016 a Elsevier adquiriu o repositório SSRN (Social Science Research Network).
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Um gigante repositório, Sci-Hub, com mais de 60 milhões de artigos, publica com ajuda de acadêmicos de todo o mundo até mesmo artigos protegidos com direitos autorais, das grandes editoras, o que se encaixa como pirataria. Em 2017, a Corte de Nova York determinou que o Sci-Hub e o Library Genesis paguem mais de 15 milhões de dólares à Elsevier por violação de direitos autorais. Em 2016, a própria Nature, uma das editoras mais pirateadas pelo Sci-Hub, elegeu Alexandra Elbakyan, criadora do repositório, como umas das 10 pessoas mais importantes no ano.

Os preprints — artigos ainda não editados pelas editoras — também fazem sucesso. Um dos principais repositórios de preprints é o ArXiv, lançado em 1991.

“O acesso aberto estimulará uma pesquisa mais rápida e melhor – e maior equidade global de acesso a novos conhecimentos”, diz Ivy Anderson, diretora executiva associada da Biblioteca Digital da Califórnia, da Universidade da Califórnia.

*Por Felipe Miranda

 

 

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*Fonte: ciencianautas

A alma é um computador quântico conectado ao universo?

Em uma tentativa de inserir na ciência os conceitos de alma e “consciência”, os cientistas Stuart Hameroff (diretor do Centro de Estudos da Consciência na Universidade do Arizona, EUA) e Sir Roger Penrose (físico matemático da Universidade de Oxford, Inglaterra) criaram a teoria quântica da consciência, segundo a qual a alma estaria contida em pequenas estruturas (microtúbulos) no interior das células cerebrais.

Eles argumentam que nossa “consciência” não seria fruto da simples interação entre neurônios, mas sim resultado de efeitos quânticos gravitacionais sobre esses microtúbulos – teoria da “redução objetiva orquestrada”. Indo mais longe: a alma seria “parte do universo” e a morte, um “retorno” a ele (conceitos similares aos do Budismo e do Hinduísmo).
A alma e a mecânica quântica

De acordo com Hameroff, experiências de quase morte estariam relacionadas com essa natureza da alma e da consciência: quando o coração para de bater e o sangue deixa de circular, os microtúbulos perdem seu estado quântico. “A informação quântica contida neles não é destruída, não pode ser; apenas se distribui e se dissipa pelo universo”.

Se o paciente é trazido da beira da morte, essa informação volta aos microtúbulos. “Se o paciente morre, é possível que a informação quântica possa existir fora do corpo, talvez de modo indefinido, como uma alma”, acrescenta.

Embora a teoria ainda seja considerada bastante controversa na comunidade científica, Hameroff acredita que os avanços no estudo da física quântica estão começando a validá-la: tem sido demonstrado que efeitos quânticos interferem em fenômenos biológicos, como a fotossíntese e a navegação de pássaros.

Vale ressaltar que Hameroff e Penrose desenvolveram sua teoria com base no método científico de experimentação e em estudos feitos por outros cientistas, ao contrário do que ocorrem em casos de “pseudociência” em que simplesmente se acrescenta a física quântica como “ingrediente legitimador” de teorias sem fundo científico. Basta aguardar para ver se outros experimentos e estudos validam as descobertas da dupla.[Daily Mail UK].

*Por: Guilherme de Souza

 

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*Fonte: hypescience

Quanto mais “fizer amor”, mais tempo irá viver, aponta estudo

Se você acha que fazer amor não bem a saúde, está completamente enganado. Trás vários benefícios a sua saúde segundo pesquisas mostram que além de melhorar seu humor você terá mais qualidade de vida. Agora um novo estudo aponta que quanto mais você fizer amor, mais tempo de vida você terá.

Como esse estudo foi feito?

Foi separado em duas partes: Na primeira, cerca de 918 homens de 45 a 59 anos foram entrevistados sobre seus ‘hábitos sexuais’. Se passou uma década e eles responderam novamente qual a frequência que faziam amor.

Os pesquisadores concluíram que os homens que faziam amor pelo menos duas vezes na semana tinham a taxa de mortalidade pela metade.

Já a segunda fase dos estudos contou com a presença das mulheres, foram 129 com a idade entre 20 e 50 anos. Todas responderam perguntas sobre como andava sua vidas amorosas e se estavam satisfeitas.

Depois de uma análise biológica, foi descoberto pelos cientistas que das 129 mulheres as que faziam mais amor tinham e tinham também uma vida satisfatória, tinham telômeros, que é um um tipo de capa que ajuda a proteger os cromossomos, fazendo com que elas tenham aumento na suas expectativas de vida.

Vamos as conclusões:

Os cientistas também afirmam que ‘fazer amor’, produz células que combatem as doenças e potencializa o nosso sistema imunológico. Ou seja, faça amor, de forma satisfatória, faz muito bem a saúde.

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*Fonte: vidaemequilibrio

Ouvir música no trabalho atrapalha a sua criatividade, diz pesquisa

Um novo estudo da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, aponta que escutar música enquanto você trabalha ou estuda diminui a sua criatividade verbal.

O pesquisador Neil McLatchie decidiu testar se as canções poderiam afetar a produtividade das pessoas. Na análise, participantes tiveram que observar três palavras que não estavam necessariamente relacionadas. Depois, eles precisaram encontrar uma palavra que combinava com os três termos.

Por exemplo, uma resposta aceita para “vestir”, “discar” e “florescer” seria “sol”. Essa técnica é usada frequentemente por psicológos para testar a criatividade verbal e quais condições a melhoram.

Os participantes participaram da avaliação em três momentos. Em algumas situações, o ambiente continha música; um estava silencioso; e no outro, havia somente pequenos ruídos comuns em bibliotecas, por exemplo.

Os resultados da pesquisa, publicada na revista Applied Cognitive Psychology, apontaram que na maximização do número de respostas que as pessoas podem fornecer, o silêncio sempre vence.

No primeiro experimento, 30 estudantes britânicos resolveram mais de 20% dos desafios sem ouvir nenhuma música. Já quando escutaram canções pop dos anos 1980 com letras em espanhol, os resultados foram menos satisfatórios.

Isso pode ser explicado pelo efeito da audição em sintonia com as letras que as pessoas não conseguiam entender (visto que estavam em espanhol). No entanto, quando 18 participantes ouviram música cantadas em inglês (mais fáceis de entender), a performance foi ainda menor.

De acordo com McLatchie, o ruído da biblioteca foi o “melhor barulho” de todos, embora a diferença em relação ao silêncio não fosse estatisticamente significativa.

Além das questões de criatividade, os participantes também avaliaram seu humor antes e depois dos experimentos. A maioria gostou das músicas e indicou que ficou mais animada em comparação quando o ambiente estava silencioso.

McLatchie reconheceu que a pesquisa não explica por que a música interfere com a criatividade verbal. Segundo ele, pode ser que o som reduza a atenção das pessoas para as tarefas.

É possível que a música seja boa para alguns tipos de criatividade e ruim para outras. Um estudo de 2017 indicou que músicas felizes, por exemplo, ajudam a estimular a criatividade – mas talvez seja melhor escutá-las no caminho para o trabalho, e não no meio do expediente.

 

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*Fonte: revistagalileu

Aparentemente, são os óvulos que escolhem o espermatozoide e não o contrário

Desde os tempos da escola, aprendemos que os espermatozoides correm até os óvulos, até que um deles fertiliza um único óvulo, e então um provável futuro bebê é feito. Simples? Sim, porém, existe um detalhe pouco falado. Literalmente, é o óvulo quem escolhe o espermatozoide, e não o contrário.

“O ovo se envolve em um diálogo com o esperma, ao invés de prendê-lo”, afirmava Scott Gilbert, biólogo desenvolvimentista do Swarthmore College. Além disso, uma pesquisa mostra que o óvulo tem a tendência a atrair um tipo de espermatozoide específico e que mais lhe agrada.
A verdade

Normalmente, quando pensamos em fertilização com espermatozoide e óvulo, costumamos imaginar os espermatozoides correndo em direção ao óvulo. Na escola, aprendemos que milhões deles se dirigem a um único óvulo. Quando um X encontra um X, a fecundação irá gerar uma garota, e quando um X encontra um Y, haverá um menino a caminho.

Mas a verdade é que é o óvulo que escolhe quem vai fertilizá-lo, e não o espermatozoide que correr mais. Como explicado pelo cientista, Dr. Joseph H. Nadeau, os óvulos não são submissos e dóceis, mas peças fundamentais no processo de reprodução. Quem agiliza o processo e decide é o óvulo.

Conclusão? É o óvulo quem favorece ou descarta um espermatozoide e torna a seleção sexual, no próprio nível celular, mais complexa.
Fertilização geneticamente tendenciosa

Concluindo toda essa ideia, temos a fertilização geneticamente tendenciosa. Tal tipo de fertilização se trata de algo que faz um óvulo e um espermatozoide se unirem. Existe duas possibilidades para a fertilização geneticamente tendenciosa:

A primeira opção é quando há atração entre espermatozoide e óvulo envolvendo em grande parte a molécula de ácido fólico. O metabolismo da vitamina B ou ácido fólico é diferente em um óvulo e um espermatozoide. Essas mudanças podem ser o fator decisivo para a atração entre o espermatozoide e o óvulo.

O segundo caso, é quando os espermatozoides já estão presentes no trato reprodutivo feminino quando se dirigem para o óvulo. O ovo pode não estar totalmente desenvolvido durante este tempo. Há uma possibilidade de que o ovo influencie essa divisão celular de modo que seus genes também possam ser bem adaptados ao espermatozoide.

*Por Toni Nascimento

 

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Derretimento na Antártica é 6 vezes maior do que há 40 anos

A perda anual de massa de gelo na Antártica aumento em seis vezes entre 1979 e 2017. A informação é de um estudo publicado na revista Proceedings of National Academy of Sciences semana passada. Glaciologistas da Universidade da Califórnia, Irvine, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa e da Universidade Utrecht, na Holanda, ainda descobriram que o derretimento acelerado fez com que os níveis globais do mar subissem mais do que um centímetro durante esse período.

“Isso é apenas a ponta do iceberg, por assim dizer”, disse o principal autor do estudo, Eric Rignot. “À medida que o manto de gelo da Antártida continua a derreter, acreditamos que nos próximos séculos ocorra uma elevação de vários metros no nível do mar”.

Pesquisa

Este estudo abrange quatro décadas e a equipe de pesquisa examinou 18 regiões, 176 bacias, bem como ilhas vizinhas.

Entre as técnicas usadas, eles compararam o acúmulo de neve nas bacias interiores e locais onde o gelo começa a flutuar no oceano e se soltar da “cama”. Os dados foram obtidos a partir de fotografias aéreas de alta resolução tiradas a uma distância de cerca de 350 metros através da Operação IceBridge da NASA; interferometria de radar por satélite de múltiplas agências espaciais; e a série de imagens de satélite Landsat, iniciada no início dos anos 70.

A equipe chegou a conclusão que entre 1979 e 1990, a Antártica perdeu uma média de 40 gigatoneladas de massa de gelo por ano. (Um gigaton é 1 bilhão de toneladas.) De 2009 a 2017, cerca de 252 gigatoneladas por ano foram perdidas.

O ritmo de derretimento aumentou dramaticamente ao longo do período de quatro décadas. De 1979 a 2001, foi uma média de 48 gigatoneladas anuais por década. A taxa subiu 280% para 134 gigatoneladas de 2001 a 2017.

Pontos mais preocupantes

O principal autor do estudo afirma que uma das principais conclusões do projeto é a contribuição da Antártida Oriental para o quadro de perda total de massa de gelo nas últimas décadas.

“O setor da ‘Terra de Wilkes’ na Antártica Oriental, em geral, sempre foi participante importante na perda de massa, mesmo nos anos 80, como nossa pesquisa mostrou”, explica ele. “Esta região é provavelmente mais sensível ao clima [mudança] do que tradicionalmente se supôs e isso é importante saber, porque detém ainda mais gelo do que a Antártida Ocidental e a Península Antártica juntas”.

Ele acrescentou que os setores que perdem mais massa de gelo são adjacentes à água quente do oceano. “À medida que o aquecimento do clima e o esgotamento do ozônio envia mais calor oceânico para esses setores, eles continuarão contribuindo para o aumento do nível do mar da Antártida nas próximas décadas”, conclui Rignot.

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*Fonte: ciclovivo

Idosos são mais propensos a espalhar notícias falsas, diz estudo

Um estudo apontou que pessoas com mais de 65 anos são mais propensas a divulgar na internet notícias falsas, também chamadas de “fake news”.

O artigo – assinado por Andrew Guess, da Universidade Princeton, e Jonathan Nagler e Joshua Tucker, da Universidade de Nova York (NYU), ambas nos EUA – foi publicado pela revista científica Science Advances na última quarta-feira (9). Nele, os autores analisaram as publicações de um grupo de usuários do Facebook durante a campanha presidencial americana, em 2016.

A pesquisa concluiu que, de forma geral, o “compartilhamento de artigos de sites de notícias falsas foi uma atividade rara”. “A ampla maioria dos usuários do Facebook no nosso banco de dados (91,5%) não divulgou nenhum artigo de portais de notícias falsas em 2016”, dizem os autores.

Três casos de fake news que geraram guerras e conflitos ao redor do mundo
Um Brasil dividido e movido a notícias falsas: uma semana dentro de 272 grupos políticos no WhatsApp

Mas o estudo identificou que os usuários na faixa etária mais velha, acima dos 65 anos, compartilharam sete vezes mais artigos de portais de notícias falsas do que o grupo etário mais jovem (18 a 29 anos).

Dentre os que divulgaram notícias falsas, havia mais eleitores do Partido Republicano (38 usuários) – grupo político do presidente Donald Trump – do que do Partido Democrata (17). Ao todo 18,1% dos eleitores republicanos analisados pelo estudo divulgaram notícias falsas, ante 3,5% dos eleitores democratas.

Para definir quais sites eram difusores de “fake news”, os autores se basearam em listas de acadêmicos e jornalistas, entre os quais uma elaborada pelo jornalista Craig Silverman, do portal BuzzFeed.
Influência de “fake news” em eleições

A eleição de Trump – assim como a de Jair Bolsonaro (PSL) no Brasil – foi marcada por discussões sobre a possível influência das chamadas “fake news” – conteúdos falsos divulgados como se fossem notícias verdadeiras, muitas vezes para gerar receitas publicitárias.

Alguns analistas afirmaram que esses conteúdos tiveram um impacto que pode ter afetado o resultado eleitoral nos EUA em 2016. Os autores do artigo dizem, porém, que estudos indicam que esses argumentos “são exagerados”.

A pesquisa afirma ainda que as pessoas que compartilhavam mais notícias eram em geral menos propensas a divulgar conteúdos falsos. “Esses dados são consistentes com a hipótese de que pessoas que compartilham muitos links têm mais familiaridade com o que elas estão vendo e são mais aptas a distinguir notícias falsas de notícias reais”, diz o estudo.

Os autores apontam, porém, que não foi possível descobrir se os participantes sabiam que estavam divulgando notícias falsas.

Os pesquisadores dizem também que os achados indicam que questões demográficas devem ser mais enfocadas em pesquisas sobre o comportamento político, conforme a população americana envelhece e a tecnologia muda com grande velocidade.

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*Fonte: bbc-brasil

Quanto mais café você toma, mais você vive, de acordo com estudo

O café é um de nossos grandes companheiros no dia a dia. Presente em nossa cultura há mais de dois séculos, a bebida tradicional está presente em praticamente todas as mesas do país, seja no café da manhã, no lanche da tarde, para alguns até mesmo à noite.

Muitas pessoas se consideram viciadas em café e precisam tomar pelo menos uma xícara por dia, para manterem a disposição ou apenas para sentirem o sabor único da bebida. Se você é uma delas, um novo estudo tem uma ótima notícia para te dar!

Uma pesquisa em parceria realizada na Inglaterra, que reuniu o Instituto Nacional do Câncer, Instituto Nacional de Saúde e da Escola de Medicina Feinberg provou que nosso consumo de café pode influenciar diretamente em nossa longevidade, e que quanto mais café tomamos, mais tempo vivemos.

Sobre o estudo

O objetivo da pesquisa era verificar se o café realmente aumenta o risco de mortalidade, quando consumido em ingestão pesada, em especial aqueles que contam com polimorfismos genéticos comuns que prejudicam o metabolismo da cafeína.

Depois de um estudo realizado com mais de meio milhão de pessoas, os resultados mostraram associações inversas entre consumo de café mortalidade, entre participantes que bebiam de 1 a 8 ou mais xícaras por dia.

Conclusões

As conclusões do estudo mostram que, além de viverem mais, os consumidores regulares de café tendem a ter uma vida mais longa do que aqueles que o consomem moderadamente.

No entanto, o resultado é visto como uma correlação, e não uma conexão causal. Isso quer dizer que não é totalmente comprovado que o café seja, de fato, o responsável pela longevidade, mas que esse hábito, em conjunto com outros, são essenciais para uma vida mais saudável e longa.

Outros benefícios do café já são conhecidos por nós: redução de condições de saúde como depressão, Parkinson, câncer, diabete tipo 2, estresse e também o rejuvenescimento das células.

É possível que o café possa estar associado a um período de vida mais longo, mas para que a hipótese seja totalmente confirmada, serão necessárias mais pesquisas aprofundadas.

É muito importante que a bebida, ainda que consumida diariamente, seja feita com moderação e sempre colocando o bem-estar em primeiro lugar. Também é válido relembrar que o café não é recomendado para gestantes, e que quando se acrescentam complementos, a bebida pode perder as suas vantagens.

*Por Luiza Fletcher

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*Fonte: osegredo

Casa de adolescente deve ter pelo menos 80 livros, diz estudo

Você já contou quantos livros tem em casa? Deveria. Um estudo da Universidade Nacional da Austrália afirma que crescer em um lar que tenha pelo menos 80 livros aumenta a chance de ser bem sucedido.

Para chegar a essa conclusão, o estudo analisou homens e mulheres de 25 a 65 anos. A pesquisa pediu às pessoas que tentassem se lembrar de quantos livros tinham em casa durante a adolescência. Em seguida, os cientistas analisaram as habilidades dessas mesmas pessoas em três categorias: interpretação de texto, matemática básica e capacidade de utilizar dispositivos eletrônicos. Depois de cruzar todos os dados, os pesquisadores chegaram a um número: 80. Essa é a quantidade mínima de livros que você deve ter em casa, durante a adolescência, para que as suas habilidades cognitivas se desenvolvam bem.

O interessante é que esse número, 80, era constante. Se a pessoa tivesse essa quantidade de livros em casa, suas habilidades cognitivas sempre melhoravam, independentemente do grau de educação que ela havia recebido. “Crescer em casas com bibliotecas aumenta as habilidades dos adultos nas áreas estudadas, indo além dos benefícios atrelados à educação parental, escolar e ocupações posteriores”, diz o estudo.

Outro ponto curioso é que, conforme a quantidade de livros aumentava, o desempenho dos voluntários também – mas existe um teto, que é 350 livros (mais do que isso não melhorou a habilidade cognitiva).

*Por Felipe Germano

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*Fonte: superinteressante

Você se lembra de cinco mil rostos diferentes

Você é bom em reconhecer rostos? É daqueles que nunca erra o nome de ninguém? Ou você já esqueceu o nome daquela prima distante, durante uma festa de natal? Se esse segundo caso é o seu, agora você pode dar uma boa desculpa para não saber diferenciar a Julia da Juliana: um novo estudo está clamando que o rosto dela não está entre os cinco mil mais importantes da sua vida.

Alguns indivíduos são naturalmente melhores de reconhecimento facial que outros, mas pesquisadores da Universidade de York, Inglaterra, acreditam que 5 mil é a média que um ser humano normal consegue reter, contando pessoas da vida real e da mídia. Esse foi o primeiro estudo a calcular um número preciso de rostos.

O curioso é que nós, normalmente, vivemos em pequenos grupos de cerca de cem indivíduos. Mas o estudo sugere que nossas habilidades de reconhecimento facial nos equipam para lidar com os milhares de rostos que encontramos no mundo moderno – tanto em nossas telas quanto nas interações sociais.

No estudo, a equipe de pesquisa pediu aos participantes que anotassem quantos nomes de amigos, colegas, conhecidos, membros da família e até pessoas famosas lembrassem no espaço de uma hora. Os participantes relataram que foi fácil chegar a muitos rostos no início, mas a dificuldade foi aumentando com o passar do tempo. Essa mudança de ritmo permitiu que os pesquisadores supusessem quando os voluntários ficaram completamente sem rostos na memória.

Depois disso, várias fotografias de celebridades apareceram para os participantes, e eles precisavam citar o máximo que conseguiam. De acordo com os resultados, eles foram capazes de distinguir entre 1.000 e 10.000 faces no total.

O Dr. Rob Jenkins, do Departamento de Psicologia da Universidade de York, explicou essa grande margem: “O alcance pode ser explicado por que algumas pessoas têm uma aptidão natural para lembrar rostos. Existem diferenças na quantidade de atenção que as pessoas dedicam para rostos e com que eficiência elas processam essas informações.” E ele também acrescenta uma alternativa curiosa: “Alternativamente, isso poderia refletir diferentes ambientes sociais – alguns participantes podem ter crescido em lugares mais densamente povoados, com mais participação social, por isso fixam mais rostos”.

Algo a se considerar é que a idade média dos participantes dos estudos era de 24 anos. E, de acordo com os pesquisadores, a idade pode fornecer um caminho intrigante para futuras pesquisas: “Seria interessante ver se há uma idade de pico para o número de rostos que conhecemos”, disse Jenkins. “Talvez nós acumulemos rostos ao longo de nossas vidas, ou talvez começamos a esquecer alguns depois que alcançamos uma certa idade.”

*Por Ingrid Luisa

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*Fonte: superinteressante