WhatsApp: por que EUA usam pouco o aplicativo de mensagens mais popular do mundo

Enquanto em países como o Brasil, o WhatsApp pode ter feito falta para muita gente na segunda-feira (4/10), quando uma pane deixou fora do ar por cerca de seis horas redes sociais pertencentes ao Facebook, nos Estados Unidos essa interrupção pode ter sido menos perceptível, já que lá o aplicativo de mensagens é bem menos usado.

Estima-se que o WhatsApp já superou o número de 2 bilhões de usuários em 180 países. Entretanto, no país em que ele foi criado, os Estados Unidos, menos de 20% dos usuários de smartphones usam o aplicativo, segundo a empresa de pesquisas Pew Research Center.

Apesar de vir de uma fonte diferente, a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, de agosto, estimou que no Brasil nada menos do que 99% dos smartphones têm o WhatsApp instalado.

A cultura do SMS
Um dos motivos para o aplicativo não ser tão popular no seu país de origem é que a maior parte dos consumidores de telefonia móvel nos Estados Unidos têm planos contratados. Diferente de outros países, é raro ter um plano pré-pago por lá.

Na década de 1990, quando os celulares se tornaram populares, ainda era caro enviar e receber mensagens de texto SMS (Short Message Service). Os planos incluíam um número limitado de SMS e passar disso levava a cobranças adicionais.

Com a expansão da infraestrutura e da tecnologia 2G, e consequentes ampliação da cobertura e da competição, as coisas mudaram. As operadoras passaram a oferecer planos com ligações ilimitadas e SMS grátis, o que popularizou essa ferramenta de envio e recebimento de mensagens de texto.

“A boa e velha telefonia 2G realmente surpreendeu os americanos, que a tomaram para si”, explicou Scott Campbell, professor de telecomunicações da Universidade de Michigan, no blog de tecnologia Lifewire.

Neste contexto, a opção de usar dados de internet ainda era cara — por isso, para enviar mensagens, o SMS continuou prevalecendo por um tempo.

Mesmo que hoje ter internet móvel seja mais acessível e que conexões Wi-Fi estejam por todo lado no país, o hábito do SMS ficou.

O avanço do Facebook Messenger

A internet trouxe novas alternativas além do SMS e do WhatsApp, como outro aplicativo de mensagens da mesma empresa, o Facebook Messenger.

Um levantamento da Statias sobre ferramentas para troca de mensagens e videochamadas mostrou que, em 2021, o Facebook Messenger foi o mais usado (87%) pelos americanos. E FaceTime (34%), Zoom (34%) e Snapchat (28%) aparecem à frente do WhatsApp (25%).

Mas quando se trata dos latinos nos EUA, as coisas mudam: quase 50% deles usam o WhatsApp, principalmente porque muitos recorrem ao aplicativo para falar com pessoas que estão em outros países.

Na América Latina, o WhatsApp se popularizou ao inaugurar a possibilidade da comunicação instantânea totalmente gratuita.

O fator iPhone

Outro elemento que afasta os americanos do WhatsApp é a considerável presença do iPhone no país, usado por cerca de 50% dos consumidores de telefonia móvel por lá.

Como o sistema iOS, usado nesse tipo de celular, adaptou seu aplicativo iMessage às plataformas de SMS das operadoras de celular, o uso do SMS não foi afetado.

Quando os usuários de iPhones enviam mensagens entre si, o celular usa o iMessage; mas se um dos celulares correspondentes tiver sistema de outro fabricante, como o Android, ele usa a rede SMS.

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Entretanto, especialistas em segurança digital dizem que os SMS são mais vulneráveis a invasões do que as conversas criptografadas oferecidas pelo WhatsApp.

Além disso, a possibilidade de formar grupos no WhatsApp é outro recurso que pode mudar a arraigada cultura do SMS nos Estados Unidos.

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*Fonte: bbc-brasil

Filme mostra olhar de casal brasileiro que cruzou EUA a pé

O casal brasileiro, Bia Carvalho e Edinho Ramon cruzou os Estados Unidos a pé em 166 dias via Pacific Crest Trail (PCT), uma das mais famosas trilhas do país. A incrível experiência, além de um livro se transformou também em um curta-metragem, que você pode assistir mais abaixo.

O caminho de mais de 4.200Km em área de natureza intocada entre florestas e montanhas corta o país da sua fronteira com o México até a fronteira com o Canadá. A PCT também foi cenário do filme, Livre (do original Wild).

Sinopse
O que motiva uma pessoa a caminhar por mais de 4 mil quilômetros nas cristas das montanhas? Curiosos pela resposta, Bia e Edinho percorreram a Pacific Crest Trail fazendo uma pesquisa com as pessoas que encontravam: trilheiros, acompanhantes e os anjos da trilha contam e mostram a PCT de dentro. A trilha, filmado e produzido por Bia e Edinho, segue algumas pessoas incríveis durante essa jornada inesquecível.

O ‘A Trilha’ foi premiado e selecionado em diversos festivais:
Melhor Filme – Escolha Revista Go Outside – IX Festival Rocky Spirit – Brasil 2019
Melhor Filme – Escolha Júri – Freeman Film Festival Brasil 2019
Finalista – Vancouver International Mountain Film Festival – Canadá 2020
Tour Mundial – Vancouver International Mountain Film Festival – Canadá 2020
Seleção Oficial – Mountain Film Festival – Brasil 2019
Seleção Oficial – Freeman Film Festival – México 2019
Seleção Oficial – Mostra Filmes de Montanha – Brasil 2019

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*Fonte: mochileiros

EUA irão criar Comando Espacial

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciou ano passado que criaria uma força espacial, agora isso está mais perto de se tornar real. O Comando Espacial, uma nova organização dedicada ao espaço, será inaugurada ainda este mês.

Em uma coletiva de imprensa no estado da Virginia na terça-feira (20), o general Joseph Dunford, chefe do Estado Maior americano, declarou que o comando será criado em 29 de agosto.

A organização irá supervisionar operações de todas as Forças Armadas americanas relacionadas ao espaço. Ela terá 87 unidades, inclusive divisões para monitorar mísseis balísticos, controlar operações de satélites e realizar vigilância no espaço.

Dunford afirmou que o comando irá colocar os Estados Unidos em uma posição de manutenção de uma vantagem competitiva no que ele chamou de uma área de batalha crítica.

Ele ressaltou a determinação americana de responder ao aceleramento das atividades militares de China e Rússia no espaço, tais como o desenvolvimento de armas para a destruição de satélites.

O governo do presidente Donald Trump já enviou um projeto ao congresso americano que visa o estabelecimento de uma sexta força militar. Ela teria status equivalente ao do Exército, da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais, com criação durante o ano fiscal de 2020, que tem início em outubro deste ano.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

AMASX 2019! – Que comecem os jogos

Finalmente chegou o grande dia, a temporada 2019 do AMA Supercross (EUA) começa neste sábado, 5 de janeiro, no Angel Stadium em Anaheim, na Califórnia. Serão 17 etapas desse que é realmente um super campeonato.

Abaixo algumas motos da categoria 450cc, com nome dos pilotos mais indicados (teoricamente…) a levarem o título desse ano.

Jason Anderson

 

 

 

 

Ken Roczen

 

 

 

 

 

 

Chad Reed

 

 

 

 

 

 

Eli Tomac

 

 

 

 

 

 

Aaron Plessinger

 

 

 

 

 

Marvin Musquin

RANKING: números dos pilotos para o AMA Supercross e AMA Motocross 2019

Em setembro a AMA anunciou seu ranking atualizado, com os números que os pilotos irão utilizar em seus respectivos number plates na temporada 2019 do AMA Supercross e AMA Motocross.

A grata surpresa para nós são os nomes dos brasileiros Enzo Lopes, Ramyller Alves e Jean Ramos, que pontuaram na temporada 2018 e por isso entraram para o ranking.

Jean e Ramyller disputaram respectivamente as regiões Oeste e Leste do AMA Supercross na categoria 250SX.

Já Enzo disputou o AMA Motocross na categoria 250, pela equipe JGR Suzuki, finalizando o campeonato na 20ª posição.

Enzo será o número #67, Ramyller o #78 e Jean o #79.

Todos os pilotos estarão usando seus novos números já no Monster Energy Cup 2018, a ser disputado no próximo sábado, 13, no Sam Boyd Stadium em Las Vegas.

Os campeões:

# 1 – 450MX: Eli Tomac (AMA Motocross)

# 1 – 250MX: Aaron Plessinger (AMA Motocross)

# 1 – 450SX: Jason Anderson (AMA Supercross)

# 1 – 250SX Oeste: Aaron Plessinger (AMA Supercross)

# 1 – 250SX Leste: Zach Osborne (AMA Supercross)

Nota:
Plessinger e Osborne irão subir para a categoria 450 em 2019, portanto não haverá número 1 na classe 250 no próximo ano.

Novos números de carreira para 2019:

# 7 – Aaron Plessinger

# 12 – Shane McElrath

# 18 – Weston Peick

# 23 – Chase Sexton

Nota:
Austin Forkner (#24) não conquistou o direito de escolher um número de carreira (aquele número que irá acompanhar o piloto durante toda sua vida profissional). Para poder escolher um número de carreira, o piloto deve terminar no top 10 da classificação final de pelo menos uma das duas competições (AMA Supercross ou AMA Motocross).

Peick e Sexton puderam escolher pela primeira vez em suas respectivas carreiras.

Novo # 7
Pilotos que conquistam o título do AMA Motocross são elegíveis para escolher números de um único dígito.
Aaron Plessinger conquistou esse direito em 2018, ao ser campeão da categoria 250.

Na coletiva de imprensa após as corridas em Budds Creek, Plessinger disse que estava pensando em usar o número #7, caso fosse possível.

– Tenho pensado em usar o #7, mas seria uma grande responsabilidade para assumir.

Plessinger estava se referindo a James Stewart, que desde 2006 compete com o número #7.

A maioria dos fãs associam o #7 a Bubba e ele até criou uma linha de equipamentos (Seven) com o número.

Stewart não compete desde a etapa de Washougal do AMA Motocross 2016 e, embora não tenha anunciado oficialmente sua aposentadoria, há um ano ele pediu a AMA que mantivesse o #7 reservado para ele.

Mas pelas regras do ranking, se ele voltasse hoje as corridas, teria que usar um número de três dígitos.

Será que ele usaria o #259, que o acompanhou até a temporada 2005?
Revista Racer X Magazine, de 2006, com uma prévia da temporada daquele ano do AMA Supercross. Foi a primeira temporada de James Stewart com o número #7

Ninguém escolheu o #5

Claro que Plessinger não é o primeiro piloto a escolher o número de uma lenda.

Blake Baggett escolheu o #4 de Ricky Carmichael, Cole Seely o #14 de Kevin Windham e, mais recentemente, Cooper Webb ficou com o #2 que há muito tempo era associado a Jeremy Mcgrath e, posteriormente, a Ryan Villopoto.

Isso é normal e vai continuar acontecendo.

À medida que os ídolos se aposentam, outros pilotos podem escolher o número deixado por eles.

Mas um número que está disponível e não foi selecionado por ninguém para 2019 é o #5, que Ryan Dungey utilizou na maior parte de sua carreira.

Antes de Dungey, o #5 pertenceu ao lendário Mike LaRocco.

Mais cedo ou mais tarde alguém acabará escolhendo esse número, mas isso ainda não aconteceu.

Outros dois números que ficaram disponíveis no ranking foram o #8 e o #9.

Novo #12
Shane McElrath subiu para 12º no ranking, portanto, irá utilizar o número que era de Jake Weimer.
Weimer anunciou sua aposentadoria em setembro desse ano.

26
É o número de novos pilotos que estarão na temporada 2019 com novos números de carreira.

3
Números na primeira casa decimal não foram escolhidos e, portanto, ficaram vagos: #5, #8 e # 9.

Ninguém com o #13
Novamente, ninguém escolheu o número #13.
O último piloto a escolher o número do azar foi Jessy Nelson, em 2016.

Ranking 2019 AMA Supercross e AMA Motocross

1 – 450SX Jason Anderson (Campeão AMA Supercross 450SX)

1 – 450MX Eli Tomac (Campeão AMA Motocross 450)

1 – 250MX Aaron Plessinger (Campeão AMA Supercross 250SX Costa Oeste e AMA Motocross 250)

1 – Zach Osborne (Campeão AMA Supercross 250SX Costa Leste)

2 Cooper Webb

3 Eli Tomac

4 Blake Baggett

6 Jeremy Martin

7 Aaron Plessinger

10 Justin Brayton

11 Kyle Chisholm

12 Shane McElrath

14 Cole Seely

15 Dean Wilson

16 Zach Osborne

17 Joey Savatgy

18 Weston Peick

19 Justin Bogle

20 Broc Tickle

21 Jason Anderson

22 Chad Reed

23 Chase Sexton

24 Austin Forkner

25 Marvin Musquin

26 Alex Martin

27 Malcolm Stewart

28 Jordon Smith

29 Benny Bloss

30 Phillip Nicoletti

31 RJ Hampshire

32 Justin Cooper

33 Joshua Grant

34 Dylan Ferrandis

35 Mitchell Harrison

36 Michael Mosiman

37 Kyle Cunningham

38 Christian Craig

39 Colt Nichols

40 Sean Cantrell

41 Ben Lamay

42 Vince Friese

43 Tyler Bowers

44 Cameron McAdoo

45 Brandon Hartranft

46 Justin Hill

47 Hayden Mellross

48 Cody Cooper

49 Henry Miller

50 Luke Renzland

51 Justin Barcia

52 Jordan Bailey

53 Dakota Alix

54 Dylan Merriam

55 Kyle Peters

56 Lorenzo Locurcio

57 Bradley Taft

58 Brandon Scharer

59 Nick Gaines

60 Justin Starling

61 Garrett Marchbanks

62 Alex Ray

63 John Short

64 James Decotis

65 Anthony Rodriguez

66 Mitchell Oldenburg

67 Enzo Lopes

68 Brandan Leith

69 Jake Masterpool

70 Joshua Osby

71 Cole Martinez

72 Martin Castelo

73 Martin Davalos

74 Cade Autenrieth

75 Cody Vanbuskirk

76 Jacob Williamson

77 Challen Tennant

78 Ramyller Alves

79 Jean Carlo Ramos

80 Heath Harrison

81 Joshua Cartwright

82 Justin Hoeft

83 Killian Auberson

84 Tyler Medaglia

85 Dare DeMartile

86 Ryan Breece

87 Dakota Tedder

88 Chris Canning

89 Joey Crown

90 Jeremy Hand

91 Zack Williams

92 Adam Cianciarulo

93 Blake Wharton

94 Ken Roczen

95 Jake Nicholls

96 Chase Marquier

97 Adam Enticknap

98 Wilson Fleming

99 Austin Politelli

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*Fonte: brmx

Como a visão utópica do Vale do Silício pode criar uma forma brutal de capitalismo

Os deuses da tecnologia estão vendendo a todos um futuro brilhante.

“Somos uma comunidade global”, dizem. “Com a tecnologia em nossos bolsos, podemos recuperar nossas cidades”, prometem. “Não queremos ser parte do problema. Somos e seguiremos sendo parte da solução”, garantem.

Mas a promessa do Vale do Silício de construir um mundo melhor se baseia, de certa forma, em destruir o que temos hoje em dia.

Essa “quebra” ou “destruição” é o que eles chamam de “rompimento”. Os responsáveis por causá-lo são, assim, os “rompedores”, conforme denominação usada por eles, mas que não está no dicionário.

Esperança

De perto, o Vale do Silício parece muito normal. Tem até um ar meio entendiante. Mas o que faz desse lugar um agente tão modificador na vida de todo mundo?

Provavelmente, um bom lugar para buscar essa resposta seja a Mansão Arco-Íris, uma “comunidade de pessoas que trabalham para otimizar a galáxia”.

A mansão é o local de um monte de nômades do mundo todo que chegaram ao Vale do Silício para realizar seus sonhos. Eles dividem o valor do aluguel e, assim, conseguem bancar a moradia em uma casa de luxo.

Por toda a casa, há gente trabalhando para resolver algum dos problemas mais urgentes do planeta.

“Estou tentando fazer a conversão do CO2 com uso da energia ultravioleta do sol. Assim seria possível reverter as mudanças climáticas…quimicamente, seria totalmente possível”, explica um dos moradores da região.

“Nossos hambúrgues feito de plantas utilizam uma pequena porção da terra, menos água e menos emissões de gases de efeito estufa”, conta uma mulher entusiasmada.

“Somos exploradores, estamos descobrindo novos mundos”, garante outro.

Bill Hunt, por sua vez, já criou cinco empresas, que vendeu por US$ 500 milhões. O que ele acha de quem escolhe morar na Mansão Arco-Íris?
Image caption Na garagem da Rainbow Mansion está o laboratório. As garagens têm um papel crucial na mitologia do Vale do Silício: Hewlett-Packard, Apple e Google começaram em garagens

“Há uma mentalidade aqui muito focada na ruptura.”

Essa é a ideia mais forte na ideologia do Vale do Silício: ruptura.

“Trata-se do pensamento: como se desfazer desse sistema (ou indústria ou arquitetura) e encontrar uma nova forma (e melhor) de fazê-lo?”

A Mansão do Arco-Íris reflete o sonho que paira sobre o Vale do Silício: a ideia de que, com um pouco de tecnologia e ideias, é possível mudar o mundo e melhorar radicalmente a vida de milhões de pessoas.

E os deuses tecnológicos professam essa ideologia com a mesma intensidade: perturbar significa mudar e tudo isso soa a “esperança”.

Mas por trás dos ideais que levam à ruptura incentivada pelo Vale do Silício, há uma realidade empresarial mais tradicional.

Dinheiro

As startups chegam ao Vale do Silício atraídas por outra grande indústria: a do capital de risco.

Os investidores apostam milhões – e até bilhões – de dólares nessas empresas recém-criadas com a esperança de encontrar outro Facebook ou Google.

Mas o investimento tem uma consequência.

Os fundadores das startups mais valiosas até agora – Airbnb e Uber – atraíram bilhões de dólares de capital de risco, embora o Airbnb só tenha começado a dar lucro agora e a Uber esteja constantemente acumulando prejuízos enormes.

Mais do que benefícios, os investidores de capital de risco querem ver um potencial de lucro rápido, e isso cria uma grande pressão para essas empresas novatas.
Direito de imagem iStock
Image caption Ideais do Vale do Silício: dinheiro ou propósito social?

Elas têm que demonstrar sempre que estão crescendo. A mantra das startups é sempre aumentar o número de clientes.

Mas, quais são as implicações disso na missão do Vale do Silício para construir um mundo melhor?

O caso da Uber

A Uber é a empresa de tecnologia que conseguiu acumular mais investimento até agora: mais de US$ 16 bilhões.

A empresa oferece um novo tipo de transporte, como se fosse uma “carona”. Foi criada há apenas oito anos e já opera em mais de 450 cidades em 76 países diferentes.

Mas qual é, na verdade, o tipo de mundo que a Uber está construindo?

“Nossa proposta é deixar de lado a ideia de que todo mundo precisa dirigir seu próprio carro para onde quiser ir”, explica Andrew Salzberg, diretor de transporte da Uber.

“Em países como os Estados Unidos, a grande maioria dos percursos são feitos por pessoas que conduzem seu próprio carro, e isso tem muitas consequências. Não somente em termos do número de veículos que acabam sobrecarregando as cidades, mas também pelo impacto ambiental e pela quantidade de mortos no trânsito.”

Uma pura expressão da utopia do Vale do Silício.

A Uber seria uma mera empresa que busca o lucro ou seria uma empresa que privilegiaria sua missão social?

“Obviamente, estamos aqui para ganhar dinheiro, como qualquer negócio privado. Mas na medida em que você começa a entrar em diferentes lugares e muda a maneira que as pessoas usam os carros, isso faz o segundo aspecto se tornar possível.”

Em todo o mundo, os taxistas tradicionais protestaram contra a Uber por subvalorizar seus preços. É uma ruptura clássica do Vale do Silício: destruir indústrias tradicionais proporcionando uma alternativa popular e barata.

Mas o custo social dessa ruptura vai muito além disso.

A Índia é um país com mais de um bilhão de pessoas, e o principal objetivo da Uber para sua expansão global é chegar até lá.

Na cidade indiana de Hyderabad é possível ver as consequências humanas da ruptura feita em San Francisco. A Uber chegou prometendo um novo tipo de trabalho mais flexível, que empodera os motoristas.

Sem lucro e sob uma enorme pressão de crescer para fazer frente a um forte concorrente local, a Uber publicou anúncios publicitários na imprensa e outdoors prometendo aos motoristas um salário de US$ 1,4 mil ao mês, cerca de quatro vezes mais do que o que eles normalmente ganhavam.

Como na Índia muita gente não tem carro, especialmente os possíveis motoristas da Uber, a empresa ofereceu ajuda para eles conseguirem empréstimos para comprar carros novos.

Assim, o número de motoristas foi aumentando, mas o número de clientes não, então os lucros caíram.

E, como já não eram necessários tantos motoristas, a empresa cortou os incentivos. Para algumas famílias, a vida mudou completamente depois que a promessa da Uber virou pesadelo.

Mohammed Zaheer trabalhou como taxista. Quando a Uber chegou à Índia, ele ficou entusiasmado com a ideia. Logo pegou um empréstimo de US$ 11 mil para comprar um carro, mas pouco tempo depois, seu lucro foi apenas caindo, como aconteceu com muitos outros motoristas da empresa.

Em 2015, Mohammed participou de uma greve de motoristas por conta da queda nos lucros. Pouco tempo depois, acabou se suicidando. Seu corpo foi levado à sede da Uber no país. A empresa nem sequer respondeu. Outros motoristas da companhia já se suicidaram em Hyderabad.

Um ex-executivo da Uber – que falou com a BBC na condição de anonimato – afirmou que “os motoristas foram enganados”, porque não explicaram a eles que os salários e incentivos oferecidos inicialmente poderiam mudar.

“Isso é o que realmente revoltou muita gente.”

O mantra do Vale do Silício é que a ruptura “é sempre boa”. Que com os smartphones e a tecnologia digital, é possível criar serviços mais eficientes, mais cômodos e mais rápidos. E que todo mundo ganha com isso.

Mas por trás desse “aplicativo maravilhoso” ou dessa plataforma impecável, está se desenvolvendo uma forma brutal do capitalismo que está deixando de fora alguns dos setores mais pobres da sociedade.

Em uma declaração, a Uber disse que apoiou a investigação das autoridades após o suicídio do motorista e assegurou que eles são a essência da empresa – e que está comprometida a melhorar a experiência deles. Ainda afirmou que está atuando na Índia de acordo com as “lições já aprendidas”.

De volta ao Vale do Silício

Os titãs da tecnologia conseguiram nos convencer de que não são como outras empresas, como as petroleiras, os bancos ou as grandes farmacêuticas, a quem só importa o benefício econômico. As do Vale do Silício, ao contrário, seriam movidas pelo propósito social de melhorar o mundo.

Os fundadores do Airbnb, por exemplo, dizem que estão conectando o mundo, não simplesmente permitindo que as pessoas alugem suas casas para turistas.

O Airbnb é um gigante mundial, avaliado em US$ 31 milhões, mas não se vê como um grande negócio.

Na sede mundial da empresa, em San Francisco, Chris Lehane, que era conhecido como “maestro do desastre” por sua forma de “administrar escândalos” – como o do ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, com a estagiária Monica Lewinsky – explicou à BBC sua visão.

“A gente gosta de pensar que somos um tipo diferente de empresa. A ideia inicial dos fundadores foi que era possível fazer dinheiro com aquilo que costumava ser seu maior gasto: sua casa. E isso acontece hoje em dia.”

“Mais da metade das pessoas que estão na plataforma são pessoas de renda baixa e moderada que a utilizam para cobrir gastos.”

“A visão dos nossos fundadores é poder usar a plataforma para conectar as pessoas.”

“No mundo atual, quando tem gente falando em construir muros, fechar portas e colocar barreiras, este é um lugar que está focado em usar a tecnologia para criar uma sociedade aberta”, disse.

O Airbnb afirma que os únicos perdedores em sua proposta de ruptura é a tradicional indústria hoteleira. Mas isso não é o que se sente em Barcelona.

Os moradores de lá reclamam que os aluguéis na cidade estão subindo para todos, já que os proprietários só pensam nos turistas.

O governo local está tentando controlar o crescimento do sistema de Airbnb na cidade exigindo uma licença para os proprietários que desejam colocar suas casas para um aluguel de curto prazo.

Mas não é só Barcelona que tem recebido reclamações desse tipo. Em outras cidades do mundo, os moradores também expressaram seu medo pelo aumento do custo de vida que o Airbnb traz, prejudicando os próprios moradores locais.

O argumento clássico das empresas que provocam essas ruputas é que os órgãos reguladores, os governos, os políticos eleitos, têm que se atualizar e mudar suas políticas levando em consideração a nova realidade.

Por causa disso, o Vale do Silício parece não ter uma opinião muito boa sobre os governos em geral. Isso fica muito evidente quando o assunto é pagar impostos.

Números

Para se ter uma ideia disso, é preciso analisar como as empresas do Vale do Silício se comportam com relação aos impostos em seu lugar de origem.

Google, Apple, Facebook, essas empresas pagam impostos locais sobre a propriedade a uma taxa de 1% do valor de todos os seus edifícios e equipes.

Larry Stone é o assessor do Condado de Santa Clara e seu trabalho é calcular o o valor de suas propriedades.

Ele diz que as gigantes tecnológicas tendem a não estar de acordo com o que devem pagar de contribuição. Uma das maiores batalhas por impostos nos Estados Unidos, aliás, está acontecendo com a Apple.

Quando ficar pronta, sua nova sede será a mais imponente do Vale do Silício. Com um círculo de 1,6 km de diâmetro, o Apple Park será um coliseu moderno. “Nós dissemos que o valor da sede é US$ 6,8 bilhões. A Apple diz que vale US$ 57 milhões”, explica Stone.

“Eles estão contestando 99% do valor.”

Se a apelação da Apple tiver êxito em sua totalidade, os US$ 68 milhões de impostos que as autoridades pensam que a empresa deve pagar se tornarão um pouco mais que US$ 500 mil.

E a Apple não é o único gigante da tecnologia que faz apelações judiciais sobre impostos por propriedades locais. Que repercussão isso pode ter na sociedade? Afinal é com impostos locais que se pagam as escolas e outros serviços.

“Nos anos 1950, 1960 e 1970, Detroit despertou inveja no mundo todo. Hoje em dia, Detroit faliu. Podemos seguir o mesmo caminho se não resolvermos nossa educação pública e nosso compromisso com a comunidade como pessoas, como cidadãos e como empresas.”

Em todo o mundo, os gigantes da tecnologia foram acusados de reduzir agressivamente suas contas fiscais.

Mas a forma como tratam localmente esses temas diz algo sobre a cultura dessas empresas: o enfoque geral sempre é tratar de minimizar o imposto que pagam ou tentar passar por cima dos governos.

Risco da onda de ruptura

A tal “ruptura” proposta pelo mercado da tecnologia no Vale do Silício não é nada novo.

A energia a vapor, a eletricidade, e as linhas de produção destruíram indústrias que existiam antes e obrigaram os governos a mudar.

O mundo sobreviveu, a vida melhorou.

No entanto, essa onda de ruptura não é como a última, porque tem o potencial de mudar a forma como funciona o capitalismo – e isso pode transformar nossas vidas completamente.

A política, ao final, tem que ser capaz de assumir o controle desta tecnologia, garantir que seja feita em benefício da sociedade, que não satisfaça unicamente os interesses de poucas pessoas incrivelmente ricas da costa Oeste dos Estados Unidos.

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*Fonte/texto: bbc/portugues

Mundial de Motocross: James Stewart no GP dos Estados Unidos?

Pode ser apenas boato, mas um grande rumor nos bastidores do motocross norte-americano diz que James Stewart poderá disputar o GP dos EUA do Mundial de Motocross, marcado para o dia 3 de setembro, em Gatorback na Flórida, apenas algumas horas distante da pista particular de Stewart.

Esse rumor ganhou força depois que o também piloto e irmão mais novo de James, Malcom Stewart, foi até a Itália assistir um GP do Mundial de Motocross. O holandês Jeffrey Herlings, que é amigo dos irmãos Stewart, na época disse que não pouparia esforços para ver os dois juntos no GP norte-americano.

Para aumentar o mistério, dias atrás Malcom postou no Instagram uma foto com o seu capacete e o capacete de James lado a lado, com a seguinte legenda: “Not quite done yet (ainda não acabou)”. Se James, seu irmão, ou ambos disputaram o GP dos EUA, já será uma vitória para todos. Especialmente para os fãs.

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*Fonte: crossclubebrasil

 

 

 

 

 

 

 

A falha de San Andreas está nos avisando do ‘Big one’?

Os terremotos no sul da Califórnia não deveriam ser notícia. Esta região do mundo registra cerca de 10.000 tremores por ano, a maioria imperceptíveis. Mas se acontecem todos em uma semana e no mesmo lugar, os especialistas se põem em alerta. Isso aconteceu na semana passada quando foram registrados mais de 200 abalos em Salton Sea, um lago no extremo sul da Califórnia, no vale de Coachella, perto da fronteira com o México. Trata-se da maior atividade registrada em um mesmo local desde que há sensores e provocou um alerta inquietante que durou uma semana.

A região de Salton Sea fica bem no fim da falha de San Andreas. Os movimentos nessa região fazem cócegas na grande falha, por assim dizer. Entre os tremores que começaram na segunda-feira passada houve três que ultrapassaram o grau 4 na escala Richter. No dia 27 passado, o escritório de Emergências do governador emitiu um comunicado pedindo a todas as instituições e aos californianos que ficassem em alerta diante da possibilidade de um grande terremoto, algo que não acontece nessa região da falha em 300 anos. A Prefeitura de San Bernardino, por exemplo, decidiu fechar suas instalações.

Com o passar das horas e dos dias, foram diminuindo as possibilidades de que essa atividade provoque um movimento na falha que desate um grande terremoto em Los Angeles. O alerta foi levantado nesta terça-feira pela manhã. Mas os dados colocaram em evidência mais uma vez a fragilidade da região e, sobretudo, a evidência de que esse grande terremoto tem de ocorrer em algum momento.

Uma das primeiras coisas que se aprende ao mudar para o sul da Califórnia é que, segundo a sabedoria popular, Los Angeles sofre um grande terremoto com vítimas a cada 20 anos. E o último ocorreu há 22. A possibilidade de um grande terremoto, o chamado ‘Big one’, com origem na falha de San Andreas e consequências devastadoras para os vales que formam Los Angeles é uma constante na vida dos moradores da cidade e uma fonte incrível de entretenimento para Hollywood. Ter uma equipe de sobrevivência e um plano para terremotos (por exemplo, já ter comunicado à família onde você vai estar) é comum em casas e colégios.

“Não é uma questão de se vai acontecer, mas de quando vai acontecer.” Essa frase é dita até pelo prefeito da cidade. Não há nada que se possa fazer. Cada um desses pequenos abalos tem um impacto na falha de San Andreas, até que um dia ela se movimenta. No ano passado, a Prefeitura publicou um documento aterrador sobre as consequências que o terremoto teria para a cidade e urgiu os cidadãos a reformar as casas mais antigas e investir em consertos para torná-las mais resistentes.

O início desta campanha municipal de consciência coincidiu com o 20º aniversário do terremoto de Northridge, em janeiro de 1994. Morreram cerca de 60 pessoas no Vale de San Fernando quando caíram estruturas frágeis de edifícios de apartamentos. Duas autopistas que cruzam a cidade foram fechadas pelos danos e Los Angeles viveu dias de caos. A sismóloga Lucy Jones, que liderou a equipe que redigiu o documento, advertiu em conferências em toda a cidade que aquilo foi em uma época sem celulares e sem Internet. Não sabemos as consequências de um terremoto como aquele para uma economia dependente das telecomunicações. Não aconteceu ainda. O terremoto de Northridge foi de 6,7 e durou 10 segundos. O ‘Big one’ mais plausível poderia ser de 7,8 e durar cerca de um minuto.

A falha de San Andreas não é uma linha contínua, mas um sistema de falhas que se estende ao longo de 1.200 quilômetros. Começa em Salton Sea, na fronteira com o México, onde ocorreram os abalos desta semana. Depois abraça Los Angeles pelo leste e norte da cidade e continua paralela à costa. Atravessa a baía de San Francisco e chega a Eureka, no norte da Califórnia. Todo o Estado está em risco se a falha for ativada.

Exatamente na semana passada, o governador da Califórnia, Jerry Brown, aprovou uma lei que estabelece a estrutura administrativa para que haja um sistema de alertas de terremotos no Estado. O sistema será formado por sensores que detectarão as primeiras ondas de um terremoto e as enviarão a um centro de emergências que por sua vez enviará um alerta aos celulares. O terremoto chega de qualquer forma. Mas, por exemplo, se começar na fronteira com o México, os habitantes de Los Angeles teriam alguns poucos segundos de aviso antes que chegasse, determinantes para salvar vidas.

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*Fonte: elpais

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Reservas de petróleo dos EUA superam as de Arábia Saudita e Rússia, diz estudo

Os Estados Unidos detêm mais reservas de petróleo que a Arábia Saudita e a Rússia, o que representa a primeira vez que suas reservas ultrapassaram as dos dois maiores exportadores mundiais da commodity, de acordo com um novo estudo.

A Rystad Energy estima que as reservas de petróleo passíveis de extração nos campos existentes, novas descobertas e áreas produtoras ainda não descobertas dos Estados Unidos sejam equivalentes a 264 bilhões de barris. O número ultrapassa os 212 bilhões de barris da Arábia Saudita e os 256 bilhões de barris das reservas russas.

A análise de 60 mil campos de petróleo em todo o planeta, conduzida ao longo de um período de três anos pela empresa sediada em Oslo demonstra que as reservas mundiais totais de petróleo atingem os 2,1 trilhões de barris. Isso equivale a 70 vezes o ritmo atual de produção de 30 bilhões de barris ao ano, informou a Rystad Energy na segunda-feira (4).

As reservas passíveis de extração —os barris cuja extração é viável do ponto de vista tecnológico e econômico— são analisadas pelo setor de energia a fim de determinar o valor de mercado das empresas de petróleo e a saúde dos países produtores de petróleo em longo prazo.

Os produtores de petróleo convencionais, como a Arábia Saudita, tradicionalmente usam sua imensa riqueza em recursos naturais a fim de exercer o poder em termos mundiais, especialmente junto a grandes países consumidores como os Estados Unidos.

Esse relacionamento se viu abalado nos últimos anos pela fratura hidráulica e outras tecnologias novas que ajudaram os Estados Unidos a ganhar acesso a vastas reservas e permitiram que o país se tornasse mais independente em termos energéticos.

“Existe pouco potencial para futuras surpresas em muitos outros países, mas nos Estados Unidos ele continua a existir”, disse Per Magnus Nysveen, analista da Rystad Energy, apontando para recentes descobertas na Bacia de Permian, no Texas e Novo México, a região petroleira mais prolífica dos Estados Unidos. “Três anos atrás, os Estados Unidos estavam atrás da Rússia, Canadá e Arábia Saudita”.

Mais de metade das reservas remanescentes de petróleo dos Estados Unidos são constituídas por petróleo de xisto betuminoso, uma fonte heterodoxa, segundo os dados da Rystad Energy. O Texas detém, sozinho, mais de 60 bilhões de barris de petróleo de xisto betuminoso.

Outros boletins sobre as reservas mundiais de petróleo, como o “BP Statistical Review”, acompanhado com muita atenção pelo setor, se baseiam nas informações prestadas pelas autoridades nacionais, e mostram os Estados Unidos ainda atrás de países como Arábia Saudita, Rússia, Canadá, Iraque, Venezuela e Kuwait.

A Rystad Energy afirma que os dados dos governos, em todo o planeta, são coligidos usando uma série de indicadores muitas vezes opacos. Os números de muitos países incluem frequentemente petróleo ainda não descoberto.

CUSTO

Embora os números relativos às reservas sejam cruciais, o custo de produção é igualmente vital, disse Richard Mallinson, da Energy Aspects, uma consultoria de energia sediada em Londres.

“Os números quanto às reservas importam, mas muitos outros fatores também determinam os retornos de curto e longo prazo daquilo que companhias e nações detêm”, disse Mallinson. “O ganho de importância dos Estados Unidos não diminui o papel da Rússia ou da Arábia Saudita, já que o petróleo dos dois países está entre os de extração mais barata no planeta”.

Os países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), liderados pela Arábia Saudita, nos dois últimos anos permitiram a queda dos preços do petróleo para garantir que sua fatia de mercado seja protegida em longo prazo, diante de produtores de custo mais alto.

Ainda que a produção do petróleo de xisto betuminoso nos Estados Unidos tenha se tornado mais barata —os custos nos últimos anos caíram, em alguns casos, para menos de US$ 40 por barril—, a Arábia Saudita e os demais produtores do Oriente Médio continuam a bombear petróleo por menos de US$ 10 por barril.

“Existe uma faixa confortável de preços para os produtores convencionais da Opep. Eles querem preços altos o bastante para gerar receita sólida a fim de bancar gastos sociais em seus países, mas não altas o bastante para tornar petróleo de extração muito mais cara economicamente viável”, disse Mallinson.

O boom do petróleo de xisto betuminoso nos Estados Unidos foi um dos fatores por trás do recente colapso no preço do petróleo, que derrubou o petróleo padrão Brent de um pico de US$ 115 por barril na metade de 2014 a abaixo de US$ 30 neste ano.

*Fonte / Tradução de PAULO MIGLIACCI / folhauol

 

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Desert Trip – festival

O festival Desert Trip, que reúne seis dos maiores artistas e bandas de rock em todos os tempos, adicionou um segundo fim de semana à sua programação. O anúncio foi feito nesta segunda, 9, mesmo data em que se iniciaram as vendas dos ingressos para – os agora seis dias de – evento.

O megaevento criado por organizadores do Coachella confirmou na semana passada as presenças de Neil Young, The Rolling Stones, Paul McCartney, Bob Dylan, The Who e Roger Waters. O Desert Trip acontece no Empire Polo Club, em Indio, na Califórnia (Estados Unidos)

A divisão do line-up por dia – que se repete no segundo fim de semana – também já foi revelada: Bob Dylan e os Rolling Stones tocam nas sextas (7 e 14), Neil Young (acompanhado pelo Promise of the Real) se juntará a Paul McCartney nos sábados (8 e 15) e o ex-Pink Floyd Roger Waters dividirá as noites com The Who, nos domingo (9 e 16).

*Fonte: rollingstone

Pacific Crest Trail – PCT

O Pacific Crest Trail (normalmente abreviado como PCT e também conhecido como Pacific Crest National Scenic Trail) é um percurso pedestre e equestre que se estende da fronteira dos Estados Unidos com o México até à sua fronteira com o Canadá seguindo os montes mais altos da Sierra Nevada e do Cascade Range paralelamente ao Oceano Pacífico ao longo de 160 a 240 km. O Pacific Crest Trail tem um total de 4260 km1 e tem elevação variável desde o nível médio do mar na fronteira Oregon-Washington até aos 4009 metros 2 da Forester Pass na Sierra Nevada.

A rota é feita principalmente através de florestas nacionais e reservas florestais. A trilha evita a civilização e passa por terrenos montanhosos cenográficos e intocados nos estados da Califórnia, Oregon e Washington.

Uma rota para bicicletas, a Pacific Crest Bicycle Trail (PCBT), é uma rota de 2500 km desenhada quase paralelamente à PCT. As duas rotas se cruzam em cerca de 27 lugares no decorrer do percurso.

Pacific_crest_trail_route_overview