Descubra quem pode escalar o Everest

Além de experiência, é preciso ter dinheiro ou um bom patrocinador

O Monte Everest é considerado o pico mais alto do mundo, com pouco mais de 8800 m de altitude, situado na Cordilheira do Himalaia, bem na fronteira entre o Nepal e a China. O seu topo foi alcançado pela primeira vez em 1953, pelo neozelandês Edmund Hillary e o nepalês Sherpa Tenzing Norgay, após 17 dias de trajeto, partindo de Katmandu, no Nepal.

O frio pode chegar a 70º negativos, perto do topo existe só 30% do oxigênio, o que causa certa pane no corpo fazendo com que os músculos percam a força, o cérebro raciocine mais lentamente e o pulmão sofra um edema. A partir de certa altura, o corpo deixa de se recuperar, e gasta energia demais até para digerir a comida. E ainda assim, o lugar é muito mais acessível do que antigamente.

Hoje, para chegar até o topo metade do caminho é feita de avião, em um voo de 35 minutos. De lá são mais 9 dias de caminhada até o acampamento base. O trajeto já foi vencido por mais de 3 mil pessoas.

O montanhista pode contar com guias nativos, para carregar tubos de oxigênio, por exemplo. Mesmo assim, a pessoa precisa estar preparada para tolerar a decadência física por um longo período de tempo e estar em sã consciência nos momentos de cansaço para tomar decisões que muitas vezes podem significar voltar para o acampamento base ou ficar pela montanha.

O Monte Everest recebe anualmente 60 mil turistas que visitam sua base e 1.300 alpinistas que arriscam a escalada. Cerca de 80% dos acidentes ocorrem no caminho de volta do cume. A principal causa de mortes para os que se arriscaram a subir o monte são as avalanches. Segundo especialistas, a melhor época para tentar a escalada é durante os meses de abril e maio.

Apenas com autorização

Antes, qualquer pessoa que pagasse a taxa poderia escalar o monte, porém de dois anos para cá chineses e nepaleses endureceram as regras. A permissão só é dada àqueles que provarem já ter escalado montanhas acima de 6.500 metros, deficientes, idosos e pessoas muito novas são proibidas.

Todas essas exigências são para dar mais segurança a quem se aventura a subir a montanha mais alta do mundo. Isso porque é preciso ser experiente se quiser sobreviver às condições inóspitas encontradas no local, como: rajadas de vento, temperaturas baixíssimas, ar rarefeito e avalanches.

Em abril deste ano, um sul-africano que tentou escalar o Everest sem autorização oficial foi obrigado a abandonar sua aventura a pedido das autoridades nepalesas e foi multado em US$ 22 mil. Ryan Sean Davy conseguiu, de acordo com sua própria versão, chegar ao Campo 2 (que fica a 6.400 metros de altura), antes que descobrissem sua presença ilegal.

A permissão aos estrangeiros custa atualmente cerca de US$ 11 mil, porém com todos os outros custos, como: voo, guias, carregadores, pode chegar a até R$ 130 mi.

 

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*Fonte: webadventure

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aventura no Everest

Há 60 anos, o homem chegou ao topo do Everest pela primeira vez. De lá para cá, mais de 3 mil pessoas já venceram os 8.848 metros de subida e colocaram os pezinhos gelados no cume da montanha mais alta do mundo. Veja o que mudou entre 1953 e 2013.

 

A EVOLUÇÃO DO EQUIPAMENTO

Capacete
1953 – Não era usado.
2013 – É leve e projetado para proteger o alpinista de objetos em queda.

Óculos
1953 – Parecia de mergulhador, mas protegia dos raios UV.
2013 – Tem viseira especial contra radiação em grandes altitudes e sistema que não deixa a lente embaçar.

Bagagem
1953 – Os cilindros de oxigênio, sacos de dormir e tudo mais que os alpinistas precisassem eram fixados em uma estrutura de alumínio.
2013 – As mochilas são feitas com material leve e muito resistente, e algumas inclusive vêm equipadas com airbag para o caso de avalanches.

Comunicação
1953 – Para mandar um alô para o resto do mundo, os alpinistas recorriam a enormes rádios sem fio.
2013 – Os rádios foram substituídos por celulares (é mais fácil fazer um DDI do Everest do que de algumas regiões do Brasil).

Roupa
1953 – Usavam abrigos de edredon cobertos por uma precária capa corta-vento.
2013 – Os macacões são forrados com penas de ganso, têm zíperes nas pernas (para vestir sem precisar tirar as botas) e uma abertura na parte traseira.

 

QUEM PAGA
1953 – A expedição foi bancada por uma organização britânica que queria que um súdito da rainha fosse o primeiro a alcançar o cume.
2013 – Existem agências de turismo especializadas em expedições ao Everest.

ANTES DE COMEÇAR
1953 – Para chegar à região da montanha, era necessário percorrer uma trilha de 281 quilômetros que partia de Katmandu, capital do Nepal. O trajeto era feito em 17 dias.
2013 – Metade do caminho é feita de avião (o voo leva 35 minutos). Depois, são “só” mais nove dias de caminhada até o acampamento base.

AO INFINITO E ALÉM
1953 – A expedição durou dois meses e foram montados nove acampamentos.
2013 – A empreitada dura mais ou menos 40 dias e são usados apenas quatro acampamentos além da base. A subida não é feita de maneira linear: os alpinistas montam os alojamentos mais altos e voltam para o conforto da base para poupar esforços.

O DIA D
1953 – No dia do ataque ao cume, os montanhistas pioneiros dormiram no acampamento 9. Saíram de lá às 6h30 e levaram cinco horas para completar os 350 metros até o topo.
2013 – Os alpinistas partem de madrugada do acampamento 3 para uma subida de cinco horas rumo ao 4. Descansam e levam mais 12 horas para percorrer os 900 metros finais.
Altos números
– 15 minutos foi o tempo que os primeiros alpinistas que escalaram o Everest ficaram no cume antes de fazer o caminho de volta
– R$ 130.000 É quanto custa escalar a montanha hoje

*Fonte/ Texto: SuperInteressante (Cristine Kist e Ricardo Davino)

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