Como sua reação aos “Likes” do Facebook está relacionada a sua autoestima

Há cerca de 4,5 bilhões de “Likes” gerados diariamente no Facebook, com a metade de todos os usuários que gostam de, pelo menos, um post todos os dias, de acordo com o Pew Research Center. E, como a maioria das pessoas que já postaram uma foto no Facebook podem atestar, ganhar “Likes” nos faz sentir bem, enquanto ser ignorado por todos os seus amigos on-line pode ser potencialmente deprimente. Agora, um novo estudo lança mais luz sobre a forma de como todos estes “Likes” nos fazem sentir, achando que aqueles com um senso de propósito são menos suscetíveis de serem afetados.

“Descobrimos que ter um senso de propósito permite que as pessoas naveguem o feed de notícias virtual com mais rigidez e persistência. Com um senso de propósito, eles não são tão maleáveis quanto o número de “Likes” que recebem”, explica o professor da Universidade Cornell Anthony Burrow, o coautor do estudo. “Purposeful people noticed the positive feedback, but did not rely on it to feel good about themselves”. [“Pessoas com senso de propósito olham o feedback positivamente, mas não contam com ele para se sentir bem sobre si mesmas”].

O que é um “senso de propósito”? Para Burrow e sua equipe, são pessoas que concordaram com afirmações do tipo: “Para mim, todas as coisas que eu faço valem a pena” e “Eu tenho muitas razões para viver”. Basicamente, são pessoas orientadas para seus objetivos com uma motivação interna.

Em contraste, se você continuar olhando para o seu telefone para ver quantos gostaram de sua foto mais recente das férias, você pode estar se preparando para algumas emoções negativas.

O professor Burrow declarou:

“…Caso contrário, nos dias em que você receber poucos “Likes”, você vai se sentir pior. Sua autoestima seria dependente do que as outras pessoas dizem e pensam. A longo prazo, isso não é saudável, pois não é adaptável. Você irá querer se expor com rigidez… : “Eu sei quem eu sou e me sinto bem com isso”.

Os pesquisadores propõem que, porque as pessoas orientadas para seus objetivos veem suas realizações no futuro, elas são menos propensas a ficar animadas ou chateadas com recompensas imediatas que os “Likes” do Facebook proporcionam.

70% dos usuários do Facebook entram no site com frequência diária.

Como os pesquisadores chegaram a suas conclusões? Primeiro, eles estudaram as respostas de cerca de 250 usuários ativos do Facebook, medindo a sua autoestima e seu senso de propósito. Aqueles que foram considerados como tendo propósito não se importam muito sobre quantos “Likes” possuem, enquanto que aqueles com níveis mais baixos de propósito relataram uma maior autoestima quando recebem mais “Likes”.

Em um segundo estudo, os pesquisadores envolvidos uma rede social simulada chamada “Faces of the Ivies“, com 100 alunos da Cornell University, foram convidados a tirar um selfie e postá-los no site. Estudantes com menos propósito ficaram animados em receber “Likes” e sentiram um impulso na sua autoestima.

“Na verdade, os com mais senso de propósito não mostraram elevação em sua autoestima, mesmo quando eles foram informados que receberam um elevado número de ‘Likes’ “, disse Burrow.

Ser menos reativo a afirmações positivas de redes como o Facebook como não pode soar como uma grande jogada, mas ter um senso de propósito tem benefícios claros. Na verdade, se você não tiver propósito, você pode realmente agir contra os seus próprios interesses, mesmo quando coisas boas acontecerem.

Nicolette Rainone, coautora do estudo e assistente de programas para o “Program for Research on Youth Development and Engagement” [Programa de Pesquisas sobre o Desenvolvimento e Engajamento da Juventude] no “Cornell’s Bronfenbrenner Center for Translational Research” [Centro Bronfenbrenner de Investigação translacional da Cornell] explicou:

“Por exemplo, se eu estou estudando para um grande exame e obtenho uma boa pontuação em um teste prático, isto pode fazer-me pensar, ‘Oh, eu realmente não precisava estudar’. O que pode vir a diminuir a minha pontuação final, porque eu parei de persistir. Ter um objetivo mantêm-o emocionalmente estável, o que é essencial para o desempenho acadêmico e de trabalho bem-sucedido”.


*Por Iran Filho
(Paul Ratner / Publicado no Big Think)
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*Fonte: universoracionalista

O que é o metaverso? Entenda tudo sobre a tecnologia que está mobilizando o Facebook

Qual é o futuro da tecnologia? Uma tecnologia como a internet já era prevista por cientistas desde o início do século passado, mas qual será a próxima grande revolução tecnológica. Segundo Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, o futuro está no conceito de metaverso, mas o que isso significa? O que é o metaverso?

O metaverso é um conceito extremo de realidade virtual; basicamente, trata-se da possibilidade de se criar um universo alternativo mediado pela internet, onde as pessoas poderiam trabalhar, se comunicar e se entreter de forma inteiramente digital, criando um universo alternativo ao que vivemos no momento.

O Facebook está contratando milhares de funcionários na União Europeia para desenvolver essa tecnologia que, segundo Zuckerberg, será coletiva e não estritamente privada. Segundo o bilionário, diversas empresas e desenvolvedores devem se engajar na construção desse espaço virtual coletivo e compartilhado pelas pessoas.

Em entrevista ao The Verge, Zuckerberg descreve que “ao invés de apenas visualizar o conteúdo, você estará nele. E você irá se sentir presente com outras pessoas como se estivesse em outros lugares, tendo experiências diferentes que não podem ser realizadas em um aplicativo ou em um site, como dançar, por exemplo, ou realizar exercícios”.

A empresa anunciou um investimento de 50 milhões de libras esterlinas para investir em grupos sociais que têm a missão de tornar o metaverso um ambiente seguro. Mas ainda existem diversas questões éticas (e tecnológicas) que circundam essa tecnologia que, parece que, arriscadamente, deseja criar uma nova realidade.

“O metaverso não é a penas uma realidade virtual. Será acessível em diversas formas de acesso, como em óculos de Realidade Virtual, celulares, consoles de video-game e computadores. E a tecnologia não será exclusivamente destinada para games ou para entretenimento, mas tenho certeza de que isso será maior. Será um processo permanente, um ambiente síncrono em que poderemos estar juntos, e me parece que será um híbrido entre plataformas sociais que vemos hoje, mas em um ambiente corporal para ela”, explica.

De acordo com artigo do BBC, críticos afirmam que a medida é uma tentativa de reposicionar a empresa depois de diversos escândalos envolvendo privacidade e saúde mental de seus usuários.

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*Fonte: hypeness

Facebook está perdendo popularidade entre os adolescentes

Quem está na internet desde que ‘tudo era mato’ já viu diversas redes sociais nascerem, se popularizarem e acabarem com a mesma rapidez, isso aconteceu com o ICQ, Fotolog, MSN Messenger, Orkut e muitas outras.

Enquanto existem algumas outras que estão aguentando firme a rapidez da atualidade, entre elas, é possível destacar o Facebook e seus outros braços (Instagram e WhatsApp), e o próprio Twitter.

No entanto, em março deste ano, um grupo de pesquisadores realizou um estudo interno que mostrou que o Facebook está perdendo a popularidade entre os adolescentes. O tempo que os jovens norte-americanos passam na plataforma diminuiu em 16%.

A rede também está sendo deixada de lado pelos mais velhos, estes começaram a passar 5% menos tempo no Facebook. Soube-se também que as pessoas começaram a criar contas mais tarde na plataforma.

Anteriormente, os residentes dos Estados Unidos criavam um perfil no Facebook entre os 19 e 20 anos, mas agora isso acontece entre os 24 e 25 anos, isso quando criam uma conta, pois cresceu o número de pessoas que não desejam mais acessar a rede social de Mark Zuckerberg.

Joe Osborne, porta-voz do Facebook, afirmou que os jovens continuam na plataforma, mas que nos últimos anos a concorrência cresceu, com novas redes sociais que também demandam tempo dos adolescentes.

De acordo com a empresa, os próprios adolescentes privam o interesse dos demais, sejam irmãos mais novos, ou amigos próximos. É possível notar que a influência dos jovens em outros jovens é muito forte, pois um tende a copiar os padrões de comportamento dos outros, incluindo o que consumir na internet.

*Por Matheus Barros
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*Fonte: olhardigital

O Facebook conhece tanto os seus gostos que pode mostrar um anúncio só para você

Nanossegmentação surge de um experimento único feito na plataforma por pesquisadores espanhóis. Especialistas em privacidade o veem como um perigo sem precedentes

O Facebook classifica os usuários por seus interesses. Se uma empresa quer mostrar anúncios a alguém que goste de motos, seja vegano, beba cerveja e veraneie em praias, a rede social permite. Agora, um novo estudo acaba de demonstrar que esses interesses podem ir se afunilando até que a audiência final de um anúncio seja um único usuário. Um grupo de acadêmicos espanhóis comprovou pela primeira vez como é simples e barato reduzir ao mínimo a audiência potencial. Assim, uma ferramenta de publicidade pode virar um pesadelo para a privacidade.

Outros estudos já tinham demonstrado que um pequeno conjunto de atividades cotidianas (localização, compras com cartão) é capaz de identificar uma pessoa individualmente. Os interesses no Facebook também permitem isso: com apenas 4 interesses raros ou 22 gerais é possível mandar um anúncio a um único entre os mais de dois bilhões de usuários do Facebook no mundo. Os interesses raros incluem, por exemplo, ser torcedor do time Puerta Bonita, do bairro de Carabanchel (Madri), ou fã de um grupo musical pouco conhecido da década de 1990; os interesses genéricos abrangem, por outro lado, o Real Madrid, café e comida italiana.

A novidade deste estudo é a facilidade com que se pode mandar um anúncio a um indivíduo específico. “Não me surpreendeu muito o número de interesses necessários para identificar um usuário”, diz David García, professor da Universidade Tecnológica de Graz, na Áustria. “O que me surpreendeu muito é que pudéssemos fazer uma campanha para um só indivíduo. Eu esperava que o Facebook tivesse um monte de controles, mas a verdade é que foi muito fácil”, acrescenta.

Especialistas em privacidade têm lido os resultados desse estudo com preocupação. Tampouco eles acreditavam que fosse possível alcançar grupos tão pequenos de usuários. “É um dos 10 artigos científicos sobre privacidade mais importantes da década até agora”, diz Lukasz Olejnik, pesquisador e consultor independente para questões de privacidade. O Facebook permitia a microssegmentação ao definir muito bem as audiências. Este experimento prova que também permite a nanossegmentação, reduzindo o foco do anúncio ao mínimo. “Minha surpresa se deve a que não acreditava que este tipo de segmentação já fosse possível: eu achava que a audiência mínima seria maior que um, e que estivesse limitada”, acrescenta Olejnik.

Quais os perigos disso? A imaginação pode voar. No artigo, cita-se o caso de um senhor que mandou mensagens à sua mulher uma década atrás, mas essa via também poderia servir para abordagens indesejadas ou para estabelecer comunicação quando outros canais estiverem bloqueados. Ángel Cuevas, pesquisador da Universidade Carlos III de Madri e também coautor do artigo, cita o seguinte exemplo. “Se eu tenho um cliente que talvez pense em mudar de fornecedor, atualmente posso através do Facebook lhe mandar uma série de mensagens prejudicando a concorrência”, diz. “São coisas mais cirúrgicas, que não necessariamente têm a ver com invasão de privacidade. Pode servir para se fazer chantagem com um anúncio do Facebook em lugar de phishing, e dizer: ‘Gravei você vendo pornô e você mora em tal lugar’. Ver isso no Facebook seria chocante”, acrescenta.

A política é outro dos candidatos óbvios, segundo Olejnik. “Poderia ir desde publicidade política a desinformação e hackeamento, de algo inocente a guerras cibernéticas”, acrescenta. O problema possível são as ideias que podem ocorrer a pessoas que se dedicam a tais assuntos. “Uma coisa é certa”, diz Olejnik. “Quem souber superar o tamanho mínimo de audiências terá um conhecimento realmente valioso. Dará consultoria por muito dinheiro.” Os autores por enquanto estão céticos, mas já fizeram conferências para grandes empresas dos EUA e departamentos de inteligência artificial.

O fantasma em microescala de algo semelhante ao escândalo da Cambridge Analytica também paira. “Desde aquele escândalo onde aparentemente se empregou o uso de perfis psicológicos para manipular, acreditemos ou não, há um setor do mundo da privacidade e do marketing que diz que é assim, que existe a capacidade de chegar a alguém porque é mais simples manipular um indivíduo só. Há estudos que afirmam que a probabilidade de que um usuário clique em um anúncio quando a campanha é muito perfilada para esse usuário cresce de maneira importante”, explica Cuevas.

Campanhas quase grátis
Quanto custa fazer campanhas assim? Centavos, ou mesmo nada. O Facebook cobra pelo número de usuários alcançados, e estas campanhas promovem o contrário. “Algumas campanhas, sobretudo as muito dirigidas, nos custaram poucos centavos de euro. Em algumas o Facebook nem chegou a nos cobrar. Já quando combinamos sete interesses nos cobraram bastante. Ao todo o gasto foi de 309 euros [2.000 reais]”, diz Cuevas.

Os usuários habituais do Facebook têm facilmente algumas centenas de interesses atribuídos. A base de dados de interesses dos autores do artigo provém de uma ferramenta que tinham para estudos prévios, instalada voluntariamente por usuários do Facebook em seu navegador. O número médio de interesses desse grupo de usuários é de 426, mas ao todo se somam quase 100.000 diferentes.

A companhia vê um erro de fundo no artigo, sobre como funciona o sistema de anúncios. “A lista de interesses que associamos a uma pessoa não é acessível aos anunciantes, a menos que essa pessoa decida compartilhá-los. Sem essa informação ou detalhes específicos que identifiquem uma pessoa que viu um anúncio, o método dos pesquisadores será inútil para um anunciante que tente violar as regras”, diz uma porta-voz da empresa. Os pesquisadores fizeram o experimento com suas próprias contas para comprovar sua tese: pegaram todos os seus interesses, selecionaram um grupo aleatório e viram que com 22 deles havia 90% de chances de verem determinado anúncio.

O Facebook tem razão ao alegar que conhecer os interesses de indivíduos quaisquer é tão ou mais difícil que conseguir seu endereço de e-mail. Mas não leva em conta os casos onde alguém seja famoso, conhecido pelo anunciante, ou que a pequena comunidade alvo seja anônima individualmente, mas identificável como grupo. Os pesquisadores, além disso, recordam que se forçaram a “fazer o experimento com uma mão atada às costas”, diz Cuevas. “Foi feito só com interesses, e o alcance geográfico é mundial, mas se eu conhecer sua idade, gênero, onde vive ou trabalha, posso partir de uma população-base muito menor ao começar a acrescentar interesses, de forma que eu precisaria saber ainda menos sobre você”, acrescenta.

O Facebook avisa aos anunciantes se escolherem uma audiência pequena demais: “Tente torná-la mais ampla”, diz uma mensagem. “Mas isso é só a título informativo; o Facebook não impede de realizar a campanha”, afirma Cuevas. O Facebook só deveria limitar efetivamente o número mínimo de audiência potencial. Nos resultados da campanha é onde viam que seu anúncio tinha afinal sido visto por apenas uma pessoa. O Facebook fechou a conta dos pesquisadores uma semana depois do experimento, há cerca de um ano.

O artigo não tem, segundo seus autores, uma pretensão regulatória clara, mas as implicações dos interesses como dado pessoal se tornam evidentes. “Estes são dados pessoais e deveriam estar incluídos no Regulamento Geral sobre Proteção de Dados (RGPD) da União Europeia, mas nosso artigo não persegue isso”, diz Cuevas. Outro tipo de campanha no Facebook, que usa o e-mail ou celular dos usuários, exige sua autorização, mas não com a segmentação por interesses: “Em nenhum momento você precisa pedir permissão para reunir interesses. Não encontramos isso nas inúmeras páginas legais do Facebook. Do ponto de vista do RGPD é outra coisa: se uma agência de proteção de dados investigar, pode dizer que juntar 20 interesses de um usuário significa que você tem que tratar isso como informação pessoal identificável. Tentamos não nos atolar num debate de termos legais”, explica Cuevas.

Esta concretude nas plataformas é um terreno ainda por explorar, embora a União Europeia já debata a limitação da microssegmentação em alguns âmbitos. A quantidade de informação individual que as principais plataformas têm sobre seus usuários lhes permite muitas opções. “Não sei se na Amazon se pode fazer o mesmo que fizemos no Facebook, mas a Amazon pode ter dados para inferir seus interesses a ponto de identificar você individualmente, e depois fazer uma campanha no Facebook para anunciar só para você”, diz García.

*Por Jordi Pérez Colomé
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*Fonte: elpais – Brasil

Vazamento no Facebook: o que novo escândalo revela sobre práticas da empresa

O Facebook enfrentou nos últimos dias uma série de acusações sobre seu funcionamento interno, após revelações do jornal americano Wall Street Journal e de outros veículos.

Muitas das informações vêm de próprios documentos internos do Facebook, sugerindo que pessoas de dentro da empresa estão vazando informações para a imprensa.

Os documentos representam bastante trabalho para governos e reguladores, que terão de analisar tudo que foi revelado e considerar quais medidas tomar, se forem cabíveis.

O Facebook se defendeu de todas as acusações feitas na imprensa.

Aqui estão cinco informações que foram reveladas nos últimos dias:

Celebridades foram tratadas de forma diferente pelo Facebook

De acordo com reportagem do Wall Street Journal, muitas celebridades, políticos e usuários de alto nível do Facebook eram submetidos a regras diferentes sobre o conteúdo que podem postar, em um sistema conhecido como XCheck (verificação cruzada).

Uma das celebridades citadas pelo jornal americano foi o jogador de futebol Neymar.

“Em 2019, foi permitido que o astro do futebol internacional Neymar mostrasse fotos de uma mulher nua, que o acusou de estupro, para dezenas de milhões de fãs antes que o conteúdo fosse removido pelo Facebook.”

As regras do Facebook estipulam que as fotos de nudez não autorizadas devem ser excluídas, e que as pessoas que as publicam devem ter suas contas excluídas. Mas a conta de Neymar não foi excluída. Um porta-voz de Neymar disse ao Wall Street Journal que o atleta segue as regras do Facebook e não comentou o caso em mais detalhes.

O Facebook admitiu que as críticas à maneira como implementou seu sistema de verificação cruzada são “justas” — mas disse que o sistema foi projetado para criar “uma etapa adicional” quando o conteúdo postado exige maior compreensão.

“Isso pode incluir ativistas que estão alertando para casos de violência ou jornalistas fazendo reportagens em zonas de conflito”, diz o Facebook.

O Facebook afirma que muitos documentos citados pelo Wall Street Journal continham “informações desatualizadas e costuradas juntas para criar uma narrativa que encobre o ponto mais importante: o próprio Facebook identificou os problemas com verificação cruzada e vem trabalhando para resolvê-los”.

Apesar da nota, o próprio Conselho de Supervisão (Oversight Board) do Facebook, que a empresa criou para tomar decisões sobre moderação de conteúdo considerado complexo, exigiu mais transparência.

Em um post em um blog esta semana, o Conselho disse que as divulgações “atraíram atenção renovada para a maneira aparentemente inconsistente como a empresa toma decisões”.

O Conselho pediu uma explicação detalhada de como funciona o sistema de verificação cruzada e alertou que a falta de clareza pode contribuir para a percepção de que o Facebook foi “indevidamente influenciado por considerações políticas e comerciais”.

Desde que começou seu trabalho investigando como o Facebook modera o conteúdo, o Conselho de Supervisão, financiado pelo Facebook, fez 70 recomendações sobre como a empresa deve melhorar suas políticas. Agora, o Conselho criou uma equipe para avaliar como a rede social implementa essas recomendações.


A resposta do Facebook às preocupações dos funcionários sobre o tráfico de pessoas foi muitas vezes ‘fraca’

A BBC descobriu que mulheres foram compradas e vendidas ilegalmente como trabalhadoras domésticas

Os documentos relatados pelo Wall Street Journal também sugeriam que os funcionários do Facebook frequentemente alertavam para cartéis de drogas e traficantes de pessoas presentes na plataforma, mas que a resposta da empresa foi “fraca”.

Em novembro de 2019, a BBC News Arabic, serviço de notícias em árabe da BBC, fez uma reportagem chamando atenção para a compra e venda de trabalhadoras domésticas no Instagram.

De acordo com documentos internos, o Facebook já tinha conhecimento do assunto. O Wall Street Journal relatou que o Facebook tomou apenas pequenas medidas, até que a Apple ameaçou remover seus produtos de sua App Store.

Em sua defesa, o Facebook disse ter uma “estratégia abrangente” para manter as pessoas seguras, incluindo “equipes globais com pessoas fluentes em idiomas locais cobrindo mais de 50 línguas, recursos educacionais e parcerias com especialistas locais e verificadores terceirizados”.

Os críticos alertam que o Facebook não tem meios para moderar todo o conteúdo de sua plataforma e proteger seus 2,8 bilhões de usuários.

David Kirkpatrick, autor do livro O Efeito Facebook, disse à BBC que achava que o Facebook não tinha motivação “para fazer nada para reparar danos” que acontecem fora dos EUA.

“Eles fizeram muitas coisas, incluindo a contratação de dezenas de milhares de revisores de conteúdo”, disse ele.

“Mas uma estatística que me chamou atenção nas reportagens do Wall Street Journal foi que, apesar de todo o trabalho deles contra desinformação em 2020, apenas 13% disso aconteceu fora dos EUA. Para um serviço que está 90% fora dos EUA — e que teve um impacto enorme, de forma muito negativa, na política de países como Filipinas, Polônia, Brasil, Hungria, Turquia — eles não estão fazendo nada para remediar tudo isso.”

Kirkpatrick acredita que o Facebook só “respondeu às pressões de relações públicas” nos EUA porque elas poderiam afetar o preço de suas ações.

Facebook enfrenta um grande processo de acionistas
O Facebook também está enfrentando um processo complexo de um grupo de seus próprios acionistas.

O grupo alega, entre outras coisas, que o pagamento de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 26 bilhões) do Facebook à Comissão Federal de Comércio dos EUA para resolver o escândalo de dados da Cambridge Analytica foi dessa magnitude apenas porque foi concebido para proteger Mark Zuckerberg de responsabilização pessoal.

O Facebook afirmou que não vai se manifestar sobre essa questão legal.

O Facebook tem promovido histórias positivas sobre si mesmo na plataforma?
Esta semana, o New York Times sugeriu que o Facebook havia criado uma iniciativa para injetar conteúdo pró-Facebook nos feeds de notícias das pessoas, a fim de impulsionar sua própria imagem.

O jornal disse que o Projeto Amplify foi concebido para “mostrar às pessoas histórias positivas sobre a rede social”.

O Facebook disse que não houve mudanças em seus sistemas de organização do feed de notícias.

Em uma série de tuítes, o porta-voz da empresa, Joe Osborne, disse que o teste do que ele chamou de “uma unidade informativa no Facebook” foi pequeno e só aconteceu em “três cidades”, com postagens claramente rotuladas como sendo provenientes da empresa.

Ele disse que a iniciativa foi “semelhante às iniciativas de responsabilidade corporativa que as pessoas veem em outras tecnologias e produtos de consumo”.

O Facebook sabia que o Instagram é ‘tóxico’ para os adolescentes

De acordo com o Facebook, o relacionamento das pessoas com as mídias sociais é complexo

Outra revelação sobre o Facebook foi a descoberta de que a empresa havia conduzido uma pesquisa detalhada sobre como o Instagram estava afetando adolescentes, mas não compartilhou resultados que sugeriam que a plataforma é um lugar “tóxico” para muitos jovens.

De acordo com slides relatados pelo Wall Street Journal, 32% das adolescentes do sexo feminino na pesquisa disseram que quando se sentiam mal com seus corpos, o Instagram as fazia se sentir pior.

A rede Fox News informou esta semana que o informante por trás do documento vazado pretende revelar sua identidade e que vai cooperar com o Congresso.

Isso acontecendo ou não, o fato de o Facebook não ter compartilhado seus próprios estudos detalhados sobre os danos que suas plataformas causam está dando aos políticos americanos muito o que pensar.

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*Fonte: bbc-brasil

Facebook pode ser obrigado a vender o Instagram e o WhatsApp

Após anunciar as últimas novidades no campo da realidade virtual, o Facebook está enfrentando um novo obstáculo nos EUA: uma nova ação judicial, desta vez movida pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FCT).

O órgão acusa a rede social de violar a lei “antitruste” do país por conta da aquisição do Instagram (em 2012) e do Whatsapp (em 2014) por US$ 1 bilhão e US$ 19 bilhões, respectivamente.

A FCT alega que a companhia de Mark Zuckerberg está mantendo um monopólio ilegal. O desfecho mais radical para o caso será a justiça norte-americana exigir a venda das duas plataformas.

Em batalha judicial, Facebook pode ser obrigado a abrir mão do Instagram e do WhatsApp.

Em resumo, o ponto central da reclamação é: o Facebook teria dominado o mercado de mídias sociais nos EUA. Em resposta, um porta-voz do Facebook emitiu a seguinte nota:

“É lamentável que, apesar de o tribunal rejeitar a denúncia e descobrir que ela não tinha mérito para uma reclamação, a FTC optou por prosseguir com este processo sem fundamento.”

Por fim, a empresa reforça que as aquisições do Instagram e do WhatsApp foram “revisadas e aprovadas muitos anos atrás”.

*Por Gabriel Sérvio
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*Fonte: olhardigital

‘WhatsApp é invasivo e Facebook, um abutre de dados’, afirma professora de Oxford

As informações pessoais que concordamos em fornecer a um aplicativo podem ser vendidas a centenas ou milhares de empresas — e até mesmo acabar na “dark web”.

Embora a magnitude dessa “economia de dados” não seja algo amplamente conhecido, a verdade é que há cada vez mais alertas e reclamações sobre os abusos das plataformas virtuais em relação à nossa privacidade.

Um exemplo disso foi a onda de críticas ao WhatsApp ao anunciar que compartilharia as informações de seus usuários com o Facebook. Esse fato fez com que seus concorrentes Signal e Telegram, que dizem ser mais seguros, fossem baixados massivamente.

Diante da reação negativa, o WhatsApp anunciou que o início do compartilhamento de dados seria adiado de 8 de fevereiro, conforme divulgado no começo de janeiro deste ano, para 15 de maio de 2021.

Professora de Oxford e especialista em privacidade e proteção de dados, Carissa Véliz argumenta que a mudança no WhatsApp é bastante invasiva. Porém, ela afirma que o verdadeiro “abutre dos dados ” é o dono do aplicativo de mensagens: o Facebook.

Autora do livro “Privacy is Power” (“A privacidade é um poder”), Véliz conversou com a BBC Mundo (serviço em espanhol da BBC) sobre a proteção de dados na atualidade.

Abaixo, leia a entrevista com a estudiosa:

BBC Mundo – Qual a importância das mudanças anunciadas pelo WhatsApp?

Carissa Véliz – À primeira vista, não parecem mudanças tão radicais. Porém, o que o WhatsApp planeja fazer é um ato bastante invasivo.

Para entender o contexto, é importante lembrar que o Facebook comprou o WhatsApp em 2014 e, na época, prometeu que as duas empresas não compartilhariam dados.

Em 2016, porém, houve uma mudança na postura e o Facebook decidiu que os usuários poderiam decidir se compartilhariam as informações entre as plataformas ou não. Agora, decidiram que não haverá mais oportunidade para rejeitar o compartilhamento de dados: se não aceitar a condição, não poderá mais usar o WhatsApp. Por isso acredito que o público reagiu.

Em primeiro lugar, porque são medidas bastante intrusivas. Alguns dos metadados podem ser usados para identificar as pessoas. Nisso, quero dizer que terão acesso a seu número de telefone, os números dos seus contatos, as fotos do seu perfil e quando você esteve online pela última vez. Além de dados relacionados à situação da bateria do seu celular e sobre o uso do aparelho.

Em segundo lugar, é um lembrete de quão autoritárias essas empresas são. Elas te apresentam condições de uso que estão mudando o tempo todo. E depois que usar o aplicativo por anos, te dizem “tudo ou nada”; entrega os seus dados ou não pode mais usar a plataforma, perdendo suas mensagens e seus contatos que cultivou com a gente durante muito tempo.

Depois de tantas promessas quebradas e tantas mentiras e escândalos, os usuários estão fartos de serem explorados dessa forma, de não serem tratados com respeito e não poderem negociar. Por isso, acredito que a resposta às mudanças do WhatsApp foi tão negativa.

BBC Mundo -Quanto o WhatsApp e o Facebook podem saber sobre um usuário? Até que ponto eles podem traçar o perfil de uma pessoa com os dados que possuem dela?

Véliz – Tudo depende do quanto a pessoa usa o aplicativo e quantas informações fornece sobre si. Porém, é possível inferir respostas a todos os tipos de questões. Por exemplo, quem são os seus amigos, quem são os seus familiares ou quem é o seu parceiro.

A partir dos dados é possível inferir aspectos como a orientação sexual, tendências políticas, o quão bem a pessoa dorme, se é alguém que levanta no meio da noite para ver as suas mensagens, a sua saúde e os seus interesses. Até mesmo seus vícios ou se você tem alguma doença.

BBC Mundo – Em seu livro mais recente, você fala que existem os “abutres de dados”. Como eles funcionam?

Véliz – São essas empresas que se dedicam a vender os registros das pessoas pelo preço mais alto. Em particular, os corretores de dados (“data brokers”, em inglês) que buscam conseguir elementos como o que a pessoa compra, o que pesquisa online, as suas contas em redes sociais, as doenças que possui, os seus rendimentos, as suas dívidas ou o carro que utiliza. Ou seja, todos os tipos de informações.

Depois de conseguir esses dados, os corretores os comercializa a quem queira comprar. Podem ser seguradoras, bancos, possíveis empregadores, ou, em algumas situações, até mesmo governos, como o dos Estados Unidos.

Esses “abutres de dados” também são empresas de marketing. Ninguém quer ver anúncios de coisas nas quais não tem interesse, por isso buscam mostrar anúncios personalizados.

Parece inocente, mas essa prática é muito mais perversa do que isso. Imagine que você entra em qualquer página da internet que tenha anúncios e, enquanto a página está carregando, são fornecidas em tempo real informações com seus dados para centenas de empresas que podem querer te mostrar um anúncio sem que você tenha consentido. Essas suas informações que são vendidas podem incluir aspectos muito sensíveis como o poder aquisitivo, a localização, a orientação sexual ou política e suas dívidas.

Todo esse pacote que chega a centenas de empresas com as suas informações fica guardado e cada um dos donos dessas informações pode vendê-las a outras empresas. E se houver uma violação ou invasão virtual, esses dados podem terminar na “dark web” (área da internet de pouco controle) para serem vendidos a qualquer pessoa.

Eu considero o Facebook como um “abutre de dados” porque é uma empresa que, basicamente, ganha dinheiro a partir da exploração das informações pessoais dos usuários.

BBC Mundo – Quanto isso afeta os usuários da internet?

Véliz – Nos afeta de forma invisível e isso é parte do problema. Não é algo tangível, mas pode ter efeitos catastróficos.

Por exemplo, é possível que amanhã peçamos um empréstimo e que o banco não aceite por algum detalhe que está nesses registros que estão à venda. E é possível que esses dados estejam incorretos ou desatualizados. E nunca vamos saber, porque nunca é explicado a você com base em quais informações essa decisão foi tomada. E não saberemos o que pode ser feito para revertê-la.

É bem possível que te impeçam de pegar um empréstimo, conseguir um emprego, comprar um apartamento… e você nunca vai descobrir o porquê.

Outro dos efeitos mais perniciosos da personalização de conteúdos e anúncios é a polarização. As pessoas gostam de ver aquilo que confirma suas piores suspeitas e, muitas vezes, é uma informação incorreta. Em vez de haver uma esfera pública na qual todos podem debater, cada um vê uma realidade a partir de seu perfil psicológico.

Na campanha de Trump, por exemplo, em vez de haver cinco ou seis anúncios para que todas as pessoas vissem, havia seis milhões de anúncios diferentes para os distintos perfis identificados. Isso significa que não existe um diálogo saudável entre perspectivas diferentes.

BBC Mundo – O que os países podem fazer para proteger os dados de seus cidadãos?

Véliz – Primeiro você tem que encerrar a economia de dados. As informações pessoais não deveriam ser algo que pode ser vendido ou comprado. Mesmo as sociedades mais capitalistas estão de acordo que há coisas que deveriam estar fora do mercado, como os votos ou as próprias pessoas, por exemplo.

Precisamos elevar muito os padrões de segurança cibernética e isso pode passar através de uma regulamentação. No momento, a internet é construída de forma muito insegura, em partes para promover a coleta de dados e também porque não há incentivos para melhorá-la.

Também falta um esforço diplomático. Precisamos de uma aliança comum que possa fazer frente a países como a China ou a Rússia, que têm muito pouco respeito à privacidade.

BBC Mundo – Será possível recuperar a internet ou é uma batalha perdida?

Véliz – Eu sou bastante otimista. Anos atrás, quando comecei a trabalhar com privacidade, todo o mundo pensava que era um tema morto, mas hoje é mais relevante do que nunca.

Anos atrás ninguém pensava que o GDPR (Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia, em português) seria possível e, embora seja seja muito imperfeito, é um marco histórico.

No passado, prejudicamos muitas coisas importantes, como a camada de ozônio. Nos demos conta de que estávamos a destruindo e agora, com regulamentação e esforço, ela está se recuperando. Outros exemplos que antes eram inimagináveis são o sufrágio universal, os direitos trabalhistas, a jornada de oito horas e as férias.

Neste momento, a internet é como o velho oeste e estamos passando por um processo civilizatório no qual temos que torná-la mais habitável.

*Por Boris Miranda

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*Fonte: bbc-brasil

Pesquisas apontam: quem passa menos tempo no Facebook é mais feliz

Cientistas advertem: o Facebook ativaria um poderoso processo de comparação social. “Os indivíduos tendem a postar informação, fotos e anúncios que fazem com que suas vidas pareçam sensacionais. Exposição frequente a esse tipo de informação pode levar o outro a sentir que sua vida é, em comparação, pior”.

O Facebook me intoxica. Me intoxica com reclamações de pessoas que não conheço. Com fotos de comidas que às vezes parecem vômito. Com vídeos de animais sendo maltratados. Com frases que nunca foram escritas por Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Caio Fernando Abreu ou Mario Quintana.

Me intoxica com seu patrulhamento – sempre tem um pentelho para dizer que você não deve pensar, postar ou escrever algo – e com a avalanche de informações misturadas que se encontram ali: bons artigos, boas músicas, resenhas, vídeos interessantes.

Se eu fosse clicar em todos os artigos que me chamam a atenção, ou fosse escutar num só dia todas as boas músicas que os bons amigos indicam, não faria outra coisa da vida.

Portanto, não são apenas os sem-noção que colaboram para a minha intoxicação. Os com-noção (e excelentes postagens) colaboram, e muito, porque sempre fico com a sensação de que perdi alguma coisa quando não clico ou não leio algo que supostamente acharia interessante.

Além disso, as mensagens inbox. Às vezes simplesmente não estamos com saco (nem tempo) para começar uma conversa por ali e o truque de não visualizar para o outro não ser notificado não surte o menor efeito, pois ele percebe que você está online (uma vez que posta ou curte postagens alheias) e subentende que você não leu sua mensagem porque não quis. E entre o seu direito de não querer responder e o sentimento de rejeição do outro nasce a sua culpa e o julgamento do outro de que você é arrogante, metido, insensível ou sei lá o quê.

As notificações em avalanche, os convites para aplicativos malas, a inserção forçada em grupos que nada tem a ver com a gente, as páginas que nunca curtimos, mas que nos são entubadas, as brigas políticas e a perseguição dos “politicamente-corretos” – tudo isso me intoxica.

No entanto, o que mais me intoxica é a sensação de que a minha vida, em alguns momentos, está menos interessante do que a vida do meu vizinho que está sempre viajando para lugares paradisíacos e, claro, postando muitas fotos; frequentando festas badaladas, bares, shows e restaurantes incríveis, comendo comidinhas refinadas e de chefes famosinhos em plena segunda-feira, indo a exposições interessantíssimas em plena quarta-feira, enquanto eu, pobre de mim, estou derretendo no calor do Rio de Janeiro e tentando escrever um novo livro.

Desde que li uma matéria que dizia que pessoas que passam menos tempo no Facebook são mais felizes passei a diminuir minha frequência na bolha azul.

” O Facebook ativaria um poderoso processo de comparação social. “Os indivíduos tendem a postar informação, fotos e anúncios que fazem com que suas vidas pareçam sensacionais. Exposição frequente a esse tipo de informação pode levar o outro a sentir que sua vida é, em comparação, pior”.

O resultado do meu afastamento virtual foi surpreendente. Não me comparar com ninguém (quem nunca?) me trouxe uma sensação de que a minha vida vai bem, obrigada, sem tamanho. Quando viajo, então, passo semanas sem entrar. E é tão bom desfrutar do que temos (o presente) e não do que não temos (a vida dos outros).

Quando nos concentramos em nós, nas nossas vontades, necessidades, vivências e aprendizado – e não no que devemos ser para o outro; no que queremos que outro pense de nós – há uma diminuição de ansiedade quase palpável (e tempo de sobra para aplicar em coisas que realmente nos são caras).

As famosas selfies não me incomodam. Algumas até me divertem. Gosto de ver meus amigos se sentindo bonitos em tempos onde quase todo mundo odeia a própria imagem – sim, porque para postar uma selfie a pessoa tem que estar se achando linda na foto.

Aliás, nunca consegui concordar completamente com os analistas de plantão que garantem que o excesso de fotografias em redes sociais é sinônimo de narcisismo crônico e/ou produto de uma sociedade narcísica. Ok, existe esse componente, isso é inegável, mas fecho com Ítalo Calvino, em seu conto A aventura de um fotógrafo, no livro Amores Difíceis (Editora Companhia de Bolso):

“ Somente quando põem os olhos nas fotos parecem tomar posse tangível do dia passado, somente então aquele riacho alpino, aquele jeito do menino com o baldinho, aquele reflexo do sol nas pernas da mulher adquirem a irrevogabilidade daquilo que já ocorreu e não pode mais ser posto em dúvida. O resto pode se afogar na sombra incerta da dúvida”.

Ou como aponta em outro trecho:

“ É só você começar a dizer a respeito de alguma coisa: ‘Ah, que bonito, tinha era que tirar uma foto!’, que já está no terreno de quem pensa que tudo o que não é fotografado é perdido, que é como se não tivesse existido, e que então para viver de verdade é preciso fotografar o mais que se possa, e para fotografar o mais que se possa é preciso: ou viver de um modo o mais fotográfico possível, ou então considerar fotografáveis todos os momentos da própria vida. O primeiro caminho leva à estupidez, o segundo, a loucura”.

Penso que a mania de fotografar tudo-o-tempo-todo, inclusive a si mesmo – além do advento dos telefones com máquinas digitais – tem mais a ver com uma necessidade de se esquivar do sentimento de transitoriedade (e do que é efêmero) do que qualquer outra coisa.

Voltando ao assunto inicial: por que não abandono a bolha azul se ela me intoxica tanto? Porque tem o humor de páginas como Artes Depressão, boas dicas dos amigos, a sensação de que estou próxima de pessoas que não vejo há anos por morarmos em cidades diferentes, pela ótima ferramenta que é para divulgação do meu trabalho e, também, por ser uma boa distração em noites de insônia não produtiva. O segredo, aprendi, é dosar – assim como se bebe água junto à ingestão de bebida alcóolica para não passar mal depois, se deve passar menos tempo no Facebook para não enjoar dos outros e de si mesmo.

*Por Monica Montone
Venha tomar um café comigo no canal do YouTube Dois Cafés e uma água com gás, onde falo sobre livros, comportamento, arte, cultura, moda e beleza.

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*Fonte: obviousmag

Se o Facebook não está me espionando, por que recebi anúncios do que acabei de falar?

Você já conversou com alguém pessoalmente ou por telefone e mencionaram um produto de que gostam, um programa que começaram a assistir ou um novo serviço de assinatura que estão testando? Provavelmente sim, isso é parte de qualquer conversa mantemos diariamente. Mas você já percorreu o Facebook ou o Instagram depois dessa conversa – talvez minutos ou horas depois, ou talvez no dia seguinte, e teve um anúncio aparecendo para o produto ou serviço exato de que estava falando? A conversa sobre espionagem no Facebook está se tornando mais frequente e por boas razões.

Se você já experimentou isso, não está sozinho. Isso já aconteceu com milhões de pessoas em todo o mundo, o que levou muitos a fazer a pergunta: o Facebook está ouvindo minhas conversas? O Facebook está me espionando?

Espionagem no Facebook: uma teoria da conspiração?

As suspeitas de que o Facebook e os aplicativos associados, como o Instagram, estão usando os microfones de nossos telefones para ouvir nossas conversas e direcionar anúncios não são exatamente novos – os executivos do Facebook são questionados sobre isso desde 2016 e o ​​ negam categoricamente desde o início.

Em uma audiência no Senado em 2018, o senador Gary Peters perguntou ao CEO do Facebook Mark Zuckerberg à queima-roupa:

“Sim ou não, o Facebook usa o áudio obtido de dispositivos móveis para enriquecer informações pessoais sobre os usuários?”

Zuckerberg, sem hesitar, respondeu com uma palavra: Não

Apesar das repetidas negações, o boato, que Zuckerberg costuma chamar de “teoria da conspiração”, persiste.

Gayle King, apresentadora da CBS This Morning, perguntou ao executivo do Instagram Adam Mosseri como um anúncio de algo poderia aparecer em seu feed quando ela nunca o pesquisou, apenas falou sobre isso ao passar com outra pessoa, ele disse que a empresa não olha suas mensagens ou ouve pelo seu microfone, afirmando que isso seria muito problemático por vários motivos.

“Mas eu reconheço que você realmente não vai acreditar em mim”, acrescentou

Embora seja fácil acreditar que esses executivos importantes estão mentindo para nós, a verdade é que eles provavelmente não estão . Escutar os usuários seria altamente ilegal e impraticável. Não apenas exigiria o armazenamento de uma quantidade irreal de dados, mas também precisaria de software sofisticado o suficiente para analisar os mínimos detalhes da fala humana e decifrar o que é e o que não é importante.

Como, então, você explica um anúncio exibido no seu feed do Facebook ou Instagram para a assinatura mensal de brinquedos para cães de que seu amigo estava falando com você em uma festa no fim de semana?

“O Facebook está ouvindo você”, diz Jamie Court, presidente da organização sem fins lucrativos Consumer Watchdog, com sede em Los Angeles. “Só que de uma maneira diferente.”

Como o Facebook segmenta anúncios?

Não, o Facebook não está ouvindo você, mas seus métodos de coleta de dados se tornaram tão sofisticados e complexos que a segmentação de anúncios se tornou assustadoramente precisa – tanto que parece que eles têm olhos e ouvidos espionando você onde quer que você vá.

O Facebook, por sua vez, oferece uma explicação para isso no recurso “por que você está vendo este anúncio”, que pode ser acessado clicando nos três pontos no canto superior direito do menu de anúncios do Facebook.

Basicamente, uma empresa tem um público-alvo que deseja anunciar, por exemplo, “mulheres acima de 18 anos que moram em Los Angeles”. Se você se enquadra nessa categoria, poderá ver o anúncio deles no seu feed, mas é mais profundo do que isso.

Digamos que você esteja conversando com sua amiga, que também se enquadra nessa categoria, e ela já interagiu com esse anúncio ou talvez até tenha comprado o produto da empresa. O algoritmo do Facebook vê que você está com essa amiga e sabe que outras coisas vocês têm em comum (por exemplo, vocês duas têm um cachorro).

Talvez enquanto estiver com essa amiga, você poste uma foto de vocês duas com seus cães. Isso é ainda mais combustível para o algoritmo determinar que você pode estar interessado no mesmo produto.

Agora que o Facebook tem todas essas informações para confirmar que você é uma cliente em potencial da empresa em questão, eles enviarão o anúncio. Esse sistema complexo e preciso de coleta de dados ocorre tão rapidamente que parece que eles estavam espionando sua conversa, o que, de maneira indireta, eles estavam.

O veterano da indústria de tecnologia Phil Lieberman explica que o mecanismo de inteligência artificial (AI) do Facebook usa material textual e visual que você fornece para determinar a intenção.

“Com a intenção, eles podem encontrar produtos e serviços nos quais você possa estar interessado. Trata-se de ‘sistemas de recomendação’ semelhantes ao que a Amazon oferece, mas o FB tem mais informações continuamente para determinar o que você pode estar interessado em comprar. “

O Facebook não está ouvindo você … mas eles estão rastreando você

Toda vez que você gosta ou comenta uma postagem ou marca um amigo em uma postagem ou status, você está dando ao Facebook mais munição para veicular anúncios.

A empresa admite que coleta “conteúdo, comunicações e outras informações” com as quais você interage. Isso inclui as fotos e os vídeos que você publica ou gosta, as contas que você segue, as hashtags que você usa e os grupos aos quais está conectado.

Não apenas a gigante das mídias sociais pode rastrear o que você faz no Facebook e seus aplicativos afiliados, mas também o que você faz em qualquer site ou aplicativo que use plugins, logins e widgets do Facebook. Se você já usou sua conta do Facebook para entrar em um site, assinar um email, fazer uma compra ou obter um cupom, esses dados serão coletados.

Além disso, se você der sua permissão, o Facebook poderá rastrear você onde quer que você vá, mesmo quando o aplicativo estiver fechado. Mas não é tão óbvio quanto o aplicativo perguntando se você deseja que eles façam isso.

Se você já publicou algo no Facebook ou Instagram e um pop-up o incentivou a “Ativar os Serviços de Localização” para selecionar automaticamente a tag da cidade em que você está e disse que sim, ” lhes dei permissão para rastrear sua localização.

Você pode limitar o rastreamento do Facebook?

Existem algumas etapas a serem seguidas para limitar a capacidade da empresa de rastrear tudo o que você faz. Na subseção “Anúncios” na seção Preferências de anúncio do Facebook no aplicativo, você pode ajustar as informações fornecidas aos anunciantes. Isso não os impede de coletar os dados, mas significa que menos informações estão sendo fornecidas às empresas e marcas.

Isso, no entanto, não impedirá que você veja anúncios, e você ainda será segmentado com base em sua idade, sexo, localização e outros dados demográficos. Você também pode recusar o acesso aos dados de localização clicando na guia “Gerenciar configurações” no aplicativo e definindo o rastreamento de localização como “Nunca”

Dito isto, não importa o quanto você tente restringir as permissões do aplicativo, se estiver usando o Facebook e interagindo com pessoas no aplicativo, ainda será possível coletar uma grande quantidade de dados e informações. O Facebook aborda isso em sua página de perguntas frequentes:

“Ainda podemos entender sua localização usando itens como check-ins, eventos e informações sobre sua conexão com a Internet”

Os aplicativos de jogos também estão envolvidos

Aplicativos de jogos como “Pool 3D”, “Beer Pong: Trickshot” e “Real Bowling Strike 10 Pin” também rastreiam suas informações para segmentar anúncios. Uma vez baixados para o seu telefone, eles usam um software chamado Alphonso para rastrear os hábitos de visualização de seus usuários.

Este software, no entanto, usa o microfone para descobrir o que você está assistindo, identificando sinais de áudio em anúncios e programas de TV. Também pode combinar essas informações com os lugares em que você esteve para segmentar com mais precisão os anúncios.

Alphonso diz que seu software não registra fala humana e que a empresa não pode obter acesso aos locais ou microfones dos usuários sem sua permissão. Os usuários também podem desativar a qualquer momento.

Em caso de dúvida, optar por não participar

Então o Facebook está espionando você? Sim, mais ou menos, mas não da maneira que você está pensando.

A verdade é que, se você usa mídias sociais, joga jogos no seu telefone ou mesmo se usa um aplicativo meteorológico, seus dados estão sendo coletados. Portanto, se você realmente deseja limitar a quantidade de informações direcionadas aos anunciantes, sua melhor aposta é se livrar completamente das mídias sociais.

Se sair do Facebook e do Instagram não é algo que você está disposto a fazer, basta ficar bem sabendo que suas informações estão sendo coletadas.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Entenda como o Facebook está se preparando para uma possível onda de usuários depressivos e ansiosos

Recentemente, a pandemia da Covid-19 tomou conta de todo o mundo. Dessa forma, todos os setores estão sendo afetados. Afinal, tudo está sendo levado por um efeito cascata. Com tudo o que vem acontecendo, muitas pessoas vão precisar não somente de ajuda financeira, mas também psicológica. Por isso, separamos como o Facebook está se preparando para uma possível onda de usuários depressivos e ansiosos.

O CEO da empresa, Mark Zuckerberg atualizou a imprensa sobre as medidas que pretende que tomar. No comunicado, ele enfatizou sua preocupação com uma crise de saúde mental eminente. Nesse momento, esses serviços são essenciais, já que pessoas do mundo todo estão utilizando as redes sociais para manter contato com aqueles que amam.

Nesse momento, as redes sociais estão aproximando quem está longe

De acordo com Zuckerberg, o Facebook disponibilizará o Workplace da plataforma para informativos do governo e serviços de emergência. Além disso, “o Facebook colocará um centro de informações sobre o coronavírus no topo do Feed de Notícias”, explicou o CEO. “O Facebook também se vinculou às organizações nos resultados de pesquisa quando as pessoas executam consultas sobre coronavírus ou Covid-19.

Essas são etapas boas e úteis. No entanto, a plataforma também está se voltando para postagens, que lidem com possíveis indícios de depressão e suicídio. E esse nesse momento que Zuckerberg demonstrou uma de suas maiores preocupações desse período. “Pessoalmente, estou bastante preocupado com o fato do isolamento de pessoas em casa poder potencialmente levar a mais problemas depressão ou saúde mental. E queremos ter certeza de que estamos à frente disso, no apoio à nossa comunidade. Por isso, estamos com mais pessoas trabalhando nesse período, que estão se voltando para prevenção de suicídio e auto-lesão”, afirmou Zuckerberg. Nós, os seres humanos, somos criaturas sociais, mas agora, socializar traz consigo um risco de morte e doença. Por isso, esse momento pode afetar tanto o emocional.

O que vem depois do isolamento?

Um efeito imediato do isolamento forçado, como você pode suspeitar, foi o aumento no uso de produtos do Facebook. Para se ter uma ideia, as chamadas por WhatsApp já dobraram o volume normal e ultrapassaram o pico anual tradicional. Dessa forma, o mesmo está acontecendo com o Messenger. No entanto, por mais que esses serviços ainda estejam funcionando, eles não substituem o contato social. E para as pessoas que já lutam com ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental, um longo período de isolamento pode piorar as coisas.

Por conta do efeito que tudo pode causar, relatórios de auto-mutilação nos serviços do Facebook está sendo tido como prioridade. “Eu vejo o trabalho nesta área como o mesmo tipo de trabalho de socorrista que outros profissionais da saúde ou policiais têm que fazer para garantir que ajudemos as pessoas rapidamente”, explicou Zuckerberg.

Todo mundo tem um papel a desempenhar no que virá pela frente. E o Facebook, que possui a maior plataforma social do mundo, pode desempenhar um papel decisivo, no que esta por vir nas próximas semanas e meses. Por isso, todos devemos nos cuidar e cuidar uns dos outros.

*Por Erik Ely

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*Fonte:

Momento de curtir as inúmeras “Lives” que acontecem

Uma coisa bem interessante que está acontecendo durante esse período de quarentena – ao menoss, para mim, é essa quantiodade enorme de “lives” de artistas que também estão trancados em suas casa e assim aproveitam para interagir com os fans. Tenho curtido muito isso. Todas as noites assisto. Já vi de amigos, artistas nacionais e internacionais. Sensacional. Ajuda com um pouco de alegria nesses tempos de “tensão constante no ar”, melhora o astral e a moral do índio velho aqui. Sei que tem live de outros assuntos também, o que sempre muito bom, mas essas de música tem sei lá…. um tempero diferente. Parece que o artista está mais vulnerável mas ao mesmo tempo bem a vontade, na sua casa, tocando e cantando o que der na sua telha e sem aquele compromisso de ser uma coisa super profissional e formal.

Se liga de que com essa parada forçada de grande parte da humanidade, uma quarentena (que nem é de 40 dias), pode ser de algumas semanas como de meses, muitas coisas irão mudar daqui prá frente. Teremos ‘novos pensares” no modo de nos relacionarmos e valorizarmos as pequenas coisas do dia a dia, teremos incontáveis novos belos projetos pessoais – que estão sendo, maquinados aqui e ali nesse exato momento. E sim, principalmente no que se refere a questões políticas e econômicas, que serão reavaliadas por muitas, muitas pessoas. Podes crer…

*Só a lamentar e não podemos esquecer de modo algum…  o número de mortes e de pessoas hospitalizadas com o coronavírus, que infelizmente, é o lado triste e sombrio de tudo isso. Não se trata de férias, não é festa, mas sim reclusão para tentar diminuirmos a propagação do vírus. Tomara que funcione. Creio que em breve dias melhores virão. Tenhamos fé nisso!

O Google e o Facebook ouvem suas conversas?

Uma pesquisa no buscador Google com a pergunta, em inglês, “o Facebook está nos escutando?” dá mais de 70 milhões de resultados e diversos tutoriais sobre desligar microfones e evitar vigilância. Quando a pergunta muda para “o Google está nos escutando?”, 58 milhões de resultados. Os números mostram uma das maiores inquietações de usuários de internet mundo afora: a sensação de que as maiores empresas de tecnologia do planeta estão bisbilhotando nossas conversas e empurrando propaganda com base no que falamos com amigos e parentes.

A pesquisa no Google também dá como resultado uma infindável série de relatos de pessoas que afirmam que nunca pesquisaram, curtiram ou visitaram páginas relacionadas a um assunto e, após conversar com alguém sobre o tema, começaram a ser bombardeadas com publicidade. O site especializado em publicidade Brainstorm9 até criou um termo para classificar a suposta audição do Facebook, o Cumbucagate — um “escândalo” que teria acontecido após um dos apresentadores do podcast Braincast ter recebido propagandas de cumbucas no Instagram (plataforma que pertence ao Facebook) após falar sobre cumbucas em sua casa.

Afinal, o aplicativo do Facebook e os sistemas operacionais do Google estão nos ouvindo? Ou é apenas lenda urbana?

Google e Facebook têm estimados 50% de todo o mercado de publicidade digital no mundo, com nenhum outro player passando de 5% da fatia de mercado. Em um universo onde a informação sobre o usuário é diretamente ligada à capacidade de direcionar a publicidade correta, e faturar em cima disso, converter as conversas das pessoas em informação publicitária de maneira bem sucedida seria extremamente lucrativo.

Mas nos escutar exigiria um pressuposto tecnológico: a existência de capacidade técnica para ouvir, interpretar, filtrar palavras-chave, classificar e enviar as conversas pela rede (o que inclui usar o pacote de dados de celular ou a rede Wi-Fi). Tudo isso com as cerca de 2 bilhões de pessoas que compõem a plataforma do Facebook ou os 2 bilhões que têm o sistema operacional Android, do Google. O algoritmo de audição ainda teria de entender português, uma língua falada por não mais de 300 de milhões de pessoas.

Fatemeh Khatibloo, analista da companhia de pesquisas digitais Forrester, uma das mais respeitadas dos Estados Unidos, realizou um estudo sobre o caso depois de ouvir de mais de 20 colegas que conversas feitas na vida real — em inglês — aparentavam gerar anúncios no Facebook. A conclusão certamente não é a esperada dos adeptos de teorias conspiratórias. “O processo de filtrar linguagem natural já é difícil na melhor das circunstâncias; adicionando limitações de dados e barulho de fundo, isso se torna material para ficção científica”, escreveu ela em artigo na revista Forbes.

Khatibloo levanta outro empecilho para que aplicativos e aparelhos nos ouçam secretamente. Cerca de 24% da população adulta americana já baixou um bloqueador de propaganda em seus navegadores de internet e a descoberta de escutas ilegais colocaria o mercado de publicidade digital em risco, segundo Khatibloo: “O ambiente de marketing digital só pode aguentar um determinado número de violações de privacidade antes de entrar em colapso”.

O risco para as empresas

Se o público poderia ficar incomodado com um aumento da vigilância, os anunciantes também podem virar vidraça. Para o presidente do grupo de mídia Dentsu Aegis Network no Brasil, Abel Reis, a publicidade é baseada nos dados e registros de atividades que são coletados somente com explícita autorização. “Eu duvido 100% que uma grande companhia aceitasse fazer uso de dados captados sem autorização e ciência das pessoas. Os anunciantes têm cuidados com escândalos e demandam segurança e legitimidade na captação de dados”, afirma.

A revista Exame procurou o Facebook, que negou quaisquer violações de sua política de dados, afirmou que esse é um boato de internet e disse que qualquer usuário pode ver o motivo pelo qual está recebendo uma propaganda específica. “O Facebook não utiliza o microfone do telefone das pessoas para informar sobre anúncios ou mudar o feed de notícias. Mostramos anúncios com base nos interesses das pessoas e outras informações de perfil — não com base no que elas estão falando. Apenas acessamos o microfone dos telefones das pessoas quando elas estão utilizando ativamente alguma ferramenta específica que requer áudio e somente quando autorizam a utilização, como por exemplo gravação de vídeos”, afirmou a companhia em nota.

O Google informou que não utiliza o áudio dos usuários para direcionar publicidade, apenas para aprimorar o funcionamento do assistente de voz. “As entradas de áudio e voz, por exemplo, o comando Ok Google são armazenados para ajudar e melhorar no reconhecimento de voz e de fala do usuário. Para nós, é fundamental que o usuário esteja no controle e tenha transparência sobre os dados gerados ao utilizar nossos produtos e serviços.”

Uma pesquisa no buscador Google com a pergunta, em inglês, “o Facebook está nos escutando?” dá mais de 70 milhões de resultados e diversos tutoriais sobre desligar microfones e evitar vigilância. Quando a pergunta muda para “o Google está nos escutando?”, o resultado são 58 milhões de resultados. Os números mostram uma das maiores inquietações de usuários de internet mundo afora: a sensação de que as maiores empresas de tecnologia do planeta estão bisbilhotando nossas conversas e empurrando propaganda com base no que falamos com amigos e parentes.

A pesquisa no Google também dá como resultado uma infindável série de relatos de pessoas que afirmam que nunca pesquisaram, curtiram ou visitaram páginas relacionadas a um assunto e, após conversar com alguém sobre o tema, começaram a ser bombardeadas com publicidade. O site especializado em publicidade Brainstorm9 até criou um termo para classificar a suposta audição do Facebook, o Cumbucagate — um “escândalo” que teria acontecido após um dos apresentadores do podcast Braincast ter recebido propagandas de cumbucas na rede social Instagram (plataforma que pertence ao Facebook) após falar sobre cumbucas em sua casa.

Afinal, o aplicativo do Facebook e os sistemas operacionais do Google estão nos ouvindo? Ou é apenas lenda urbana?

Google e Facebook têm estimados 50% de todo o mercado de publicidade digital no mundo, com nenhum outro player passando de 5% da fatia de mercado. Em um universo onde a informação sobre o usuário é diretamente ligada à capacidade de direcionar a publicidade correta, e faturar em cima disso, converter as conversas das pessoas em informação publicitária de maneira bem sucedida seria extremamente lucrativo.

Mas nos escutar exigiria um pressuposto tecnológico: a existência de capacidade técnica para ouvir, interpretar, filtrar palavras chaves, classificar e enviar as conversas pela rede (o que inclui usar o pacote de dados de celular ou a rede Wi-Fi). Tudo isso com as cerca de 2 bilhões de pessoas que compõem a plataforma do Facebook ou os 2 bilhões que têm o sistema operacional Android, do Google. O algoritmo de audição ainda teria de entender português, uma língua falada por não mais de 300 de milhões de pessoas.

Fatemeh Khatibloo, analista da companhia de pesquisas digitais Forrester, uma das mais respeitadas dos Estados Unidos, realizou um estudo sobre o caso depois de ouvir de mais de 20 colegas que conversas feitas na vida real — em inglês — aparentavam gerar anúncios no Facebook. A conclusão certamente não é a esperada dos adeptos de teorias conspiratórias. “O processo de filtrar linguagem natural já é difícil na melhor das circunstâncias; adicionando limitações de dados e barulho de fundo, isso se torna material para ficção científica”, escreveu ela em artigo na revista Forbes.

Khatibloo levanta outro empecilho para que aplicativos e aparelhos nos ouçam secretamente. Cerca de 24% da população adulta americana já baixou um bloqueador de propaganda em seus navegadores de internet e a descoberta de escutas ilegais colocaria o mercado de publicidade digital em risco, segundo Khatibloo. “O ambiente de marketing digital só pode aguentar um determinado número de violações de privacidade antes de entrar em colapso”, diz.

O risco para as empresas

Se o público poderia ficar incomodado com um aumento da vigilância, os anunciantes também podem virar vidraça. Para o presidente do grupo de mídia Dentsu Aegis Network no Brasil, Abel Reis, a publicidade é baseada nos dados e registros de atividades que são coletados somente com explícita autorização. “Eu duvido 100% que uma grande companhia aceitasse fazer uso de dados captados sem autorização e ciência das pessoas. Os anunciantes têm cuidados com escândalos e demandam segurança e legitimidade na captação de dados”, afirma.

EXAME procurou o Facebook, que negou quaisquer violações de sua política de dados, afirmou que esse é um boato de internet e disse que qualquer usuário pode ver o motivo pelo qual está recebendo uma propaganda específica. “O Facebook não utiliza o microfone do telefone das pessoas para informar sobre anúncios ou mudar o feed de notícias. Mostramos anúncios com base nos interesses das pessoas e outras informações de perfil — não com base no que elas estão falando. Apenas acessamos o microfone dos telefones das pessoas quando elas estão utilizando ativamente alguma ferramenta específica que requer áudio e somente quando autorizam a utilização, como por exemplo gravação de vídeos”, afirmou a companhia em nota.

O Google informou que não utiliza o áudio dos usuários para direcionar publicidade, apenas para aprimorar o funcionamento do assistente de voz. “As entradas de áudio e voz, por exemplo, o comando Ok Google são armazenados para ajudar e melhorar no reconhecimento de voz e de fala do usuário. Para nós, é fundamental que o usuário esteja no controle e tenha transparência sobre os dados gerados ao utilizar nossos produtos e serviços.”

De acordo com Frederico Silva, diretor da divisão latino-americana de engenharia de software da fabricante de processadores Qualcomm, uma das maiores do mundo, por uma questão de ganho de bateria os dispositivos selecionam palavras chaves a serem escutadas. “Nós criamos tecnologia para ajudar o usuário. É possível processar captação de áudio, mas os direitos e deveres sobre isso é de quem constrói a aplicação. Nós habilitamos o uso das ferramentas e fica a cargo das companhias fazer o melhor uso disso”, diz.

A Apple, fabricante do iPhone, atesta nos termos de uso de sua loja que “as funcionalidades de um app devem estar claras para todos os usuários finais”, caso contrário o desenvolvedor do aplicativo fica sujeito à exclusão da loja virtual. Contatada e questionada sobre a viabilidade técnica de seus celulares estarem nos escutando, a fabricante Samsung informou que “proteger a privacidade dos consumidores e a segurança dos nossos produtos é uma das principais prioridades da Samsung. Se encontrarmos um risco [à segurança do usuário], cuidamos disso imediatamente”.

O Google também informou que promove varreduras de segurança constantes em sua loja, a Google Play, para retirar do ar aplicativos que violem o código de conduta da empresa e que façam uso de informações sem autorização prévia do usuário.

Eles precisam te escutar?

O debate sobre privacidade é antigo e vai além das conversas faladas. Em julho de 2011, a gigante de tecnologia Microsoft realizou um congresso interno onde divulgou um vídeo chamado “Gmail Man”, uma cutucuda ao serviço de e-mail de um de seus principais concorrentes, o Google. O vídeo brincava com um carteiro fictício, que lia a correspondência das pessoas. O Gmail Man era invasivo, procurava por palavras chaves e oferecia produtos com base no que as pessoas enviavam umas às outras. No final, a Microsoft terminava com uma espécie de advertência: “Seu e-mail é seu negócio. O Google o faz o negócio dele”. O intuito era propagandear o Office 365, serviço de e-mails da companhia (que seria, pela lógica, menos bisbilhoteiro).

O vídeo vazou e virou um pequeno fenômeno em círculos da internet que defendiam privacidade digital à época. Algum tempo depois, a Microsoft abraçou a causa e publicou a íntegra em suas páginas no Facebook, Twitter e YouTube.

O que em 2011 era visto como uma ofensa aos direitos de privacidade dos usuários, digno de ser apontado como algo nocivo em um vídeo de uma das maiores companhias do setor, hoje não é mais do que o normal do mercado de tecnologia. O tempo todo plataformas como Google, Facebook, YouTube, Instagram, Messenger e outros, com cookies do navegador e pixels em websites, monitoram nossas preferências, cruzam nossos dados e nos categorizam em clusters para nos vender propagandas direcionadas.

Estamos sendo vigiados, portanto, e isso, segundo as companhias e especialistas ouvidos pela reportagem, é possível mesmo sem uma rádio-escuta constante. O alento é que podemos monitorar quem nos monitora. Se entrarmos no site da agregadora de dados Navegg, empresa líder na captação de dados para publicidade digital na América Latina, é possível ver nosso perfil pessoal, baseado nos cookies que o computador ou o celular de acesso registrou. O agregador consegue juntar principais interesses, intenções de compra, gênero, faixa etária, estado civil, classe social.

O Google também disponibiliza todas as atividades de seus usuários para que eles possam escolher se querem editar, deletar ou cessar a coleta de informações. Na seção “Controle de Atividade” é possível ver as informações que a empresa coletou de nossa localização, histórico de buscas, de acesso a sites (pelo uso do navegador Chrome) e até das gravações que são guardadas quando usamos o comando de voz “Ok, Google” no celular. De acordo com a empresa, embora os áudios não sejam usados para direcionamento comercial, a geolocalização e os dados demográficos podem, sim, ser usados para este fim.

No site do Facebook, na seção de preferências de ads (facebook.com/ads/preferences/), é possível ver todos os interesses que a empresa supõe que você tenha, desde mídia a pessoas, passando por comidas, estilo de vida, esportes. O Facebook, que exige registro para usar, consegue ver qual é o aparelho de celular e tablet que o usuário tem, se mora longe da família, a qual geração pertence e até qual é a categoria de bens de consumo que tem em casa.

Segundo Adriano Brandão, diretor e fundador da Navegg, é improvável que um modelo como o do “cumbucagate” seja viável. “Temos algumas regras de utilização, como não coletar dados sensíveis a raça, orientação sexual, hábitos sexuais, discurso de ódio, saúde física e financeira, análise de crédito, seleção de recursos humanos. Também há a questão de autonomia do usuário e possibilitamos a desautorização da coleta de cookies, bem como a edição das informações coletadas”, disse.

De acordo com desenvolvedores e programadores consultados pela reportagem, o Facebook e o Google têm um certo poder preditivo, com base nas informações que nós demos para as companhias em troca de usarmos suas plataformas. De posse dessas informações, do registro dos sites que visitamos, das páginas que curtimos, das fotos que gostamos no Instagram, de aonde fomos e demos check-in, de quem está conectado na mesma rede que nós, essas companhias conseguem prever com relativa precisão que tipo de anúncio nos interessa naquele momento.

“Na prática, as pessoas não ligam para privacidade. Elas são bastante entusiastas de mídias sociais, do Instagram, do Facebook. Ninguém lê os termos de serviço que somos obrigados aceitar, usamos a tecnologia para pagar contas, para buscar notícias. Para participar na sociedade contemporânea somos ‘forçados’ a jogar pelas regras e aceitar os termos”, afirma o professor Michael Madary, da Universidade Tulane, especialista em filosofia da mente e ética de tecnologia.

No livro 1984, o escritor George Orwell escreveu sobre as televisões que nos escutariam no futuro e sobre como a vigilância seria uma constante na vida social. Ao seu lado, Aldous Huxley, em Admirável Mundo Novo, falou sobre como nos entregaríamos aos prazeres da tecnologia, “falhando em dar conta de nosso imenso apetite por distrações”.

A distopia já é real. Mas, para começarmos a ter nossas vozes compreendidas, a tecnologia e o poder de analisar e processar dados precisam evoluir um bocado. Quando esse dia chegar, muitos de nós provavelmente aceitaremos os termos de bom grado. Até lá, você pode falar à vontade ao lado do seu telefone.

*Por Tiago Lavado

 

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*Fonte: exame

Gilles Lipovetsky: A identidade na era Facebook

Quais crenças fundamentam sua existência? Quais sistemas de governo você defende? Esqueça estas perguntas.

Atualmente, para reafirmar (ou até formar) sua identidade, o que importa é saber o que você gosta de fazer, de ouvir, de ver… E compartilhar tudo isso, é claro. Na era das mídias sociais, os elementos que definem quem você é se transformaram e têm nos seus gostos culturais.

Os incontáveis posts sobre nosso cotidiano são a base da explicação do filósofo francês Gilles Lipovetsky, que explica como nossos murais revelam mais sobre nós do que pensamos e clamam por um reconhecimento questionável.

Teórico da hipermodernidade e da pós-modernidade, o francês Gilles Lipovetsky é professor de Filosofia na Universidade de Grenoble e autor de best-sellers como O império do efêmero – A moda e seu destino nas sociedades modernas e A era do vazio – Ensaios sobre o individualismo contemporâneo.

O intelectual francês defende que a consagração do bem-estar triunfa na sociedade pós-moderna. Em seu mais recente livro, Da leveza – Rumo a uma civilização sem peso, ele aborda o culto contemporâneo à felicidade em contraposição à rotina veloz e exigente que enfrentamos, temas também tratados no texto que você confere logo abaixo.

Gilles Lipovetsky | A identidade na era Facebook

Anteriormente, havia uma relação de face a face na construção identitária. Essa dimensão continua existindo, mas agora também existe, graças às redes sociais, a possibilidade de mostrar aos outros coisas que você não pode mostrar na vida, quando encontra alguém no restaurante, na rua ou no trabalho.

Parece-me que hoje, quando observamos as redes sociais, constatamos que a identidade passa muito menos pelas questões graves que definiam a identidade anteriormente: a política e a religião, por exemplo. É cada vez mais por meio de atividades e gostos culturais que os indivíduos afirmam sua identidade individual. Eles dizem o que fazem na vida pessoal, o que apreciam, seus gostos. “Eu fui ver tal filme, eu tirei tal fotografia.” A partir daí as pessoas postam suas mensagens, suas fotos, e recebem “curtidas”.

No Facebook e em outras redes sociais não existe o “não curti”. Isso foi objeto de uma grande discussão interna na plataforma, aliás, e tiveram a intuição de que não deveriam tornar possível o “não curti” para que fosse, no fundo, simplesmente um lugar de reconhecimento e de gratificação. Você pode receber mensagens desagradáveis, mas isso não está inscrito na formatação da rede. E agora estudamos tudo isso de perto.

As pessoas postam uma foto, por exemplo, que tiraram no passeio do domingo, quando viram alguma coisa em geral um pouco original. A gente gosta de postar coisas um pouco originais, e colocamos a foto, talvez acompanhada de um pequeno texto. E aí a questão se coloca: “Por que postei essa foto?”. O que acontece na cabeça? Não é sua profissão, você não é jornalista, não existe razão alguma.

Bem, muitas pesquisas mostram que as pessoas esperam, em relação a essas postagens, um retorno simbólico e afetivo. As pessoas esperam “curtidas”. E existe uma contrariedade quando ninguém reage a uma postagem que você fez no Facebook.

Você se sente excluído ou mal-amado e, consequentemente, a identidade aqui é construída na aprovação, no reconhecimento dos outros, que me dizem: “Sim, é formidável, adorei sua foto etc”, e os indivíduos recebem diariamente uma espécie de alimentação simbólica, que lhes dá certa satisfação: “Eu sou apreciado pelos meus amigos. Tenho um pequeno valor, pois as pessoas gostam daquilo que faço”. Então, eu me afirmo nas redes sociais, no fundo, sobre bases hedonistas.

 

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Facebook e Twitter sabem tudo sobre você, mesmo que você não tenha uma conta

Redes sociais são capazes de processar dados de usuários através de seus amigos virtuais, de acordo com um novo estudo conduzido por uma equipe de cientistas norte-americanos e publicado na revista Nature Human Behavior.

Durante o experimento, os pesquisadores analisaram dados compartilhados por 13,905 usuários do Twitter, e concluiu que os tweets de apenas oito ou nove usuários previam o conteúdo das publicações com 95% de precisão, mesmo que você não tenha contas nas redes.

“É como ouvir alguém falando ao telefone, mesmo que você não saiba o que a pessoa do outro lado da linha diz, você pode descobrir muitas informações sobre eles apenas ouvindo o que o interlocutor diz”, explicou uma das pessoas encarregadas do estudo. Lewis Mitchell, da Universidade de Vermont, alertou que “não há lugar para se esconder nas redes sociais”.

O pesquisador acrescentou que esse mecanismo pode ser usado em jogos políticos. “As pessoas podem ser expostas a apenas um tipo de informação e não receber opiniões opostas”, acrescentou.

*Por Any Karolyne Galdino

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*Fonte: engenhariae

Não adianta desligar os serviços de localização, pois o Facebook continua monitorando onde você está

Alesksandra Korolova desligou o acesso de sua localização no seu Facebook de todas as formas que ela podia. Ela desligou o histórico de localização do app do Facebook e solicitou ao seu iPhone que ela “nunca” quer que o app veja o local onde ela está. Ela não faz check-in em lugares e nem coloca a cidade onde vive no perfil dela.

Apesar disso tudo, ela constantemente vê propagandas baseadas na localização dela no Facebook. Ela vê anúncios voltados para “pessoas que vivem próximo a Santa Monica” (onde ela mora) e para “pessoas que vivem ou estiveram recentemente em Los Angeles” (onde ela trabalha como professora assistente da Universidade do Sul da Califórnia). Quando ela viajou para o Glacier National Park, ela viu uma propaganda para atividades em Montana, e quando ela fez uma viagem a trabalho para Cambridge, em Massachusetts, ela viu uma núncio para uma escola de cerâmica de lá.

• “Não Rastrear”: a ferramenta de privacidade usada por milhões de pessoas não faz nada
• Facebook está dando para anunciantes informações que você sequer forneceu ao site

O Facebook continua a monitorar a localização de Korolova para exibir anúncios, apesar de ela ter sinalizado de todas as formas possíveis que ela não quer que a rede faça isso.

Isso foi especialmente perturbador para Korolova, como ela conta em um post no Medium, pois ela estudou os danos à privacidade das propagandas do Facebook, incluindo como a rede pode reunir dados sobre as curtidas das pessoas, estimar renda e interesses (inclusive ela e Irfan Faizullabhoy ganharam US$ 2.000 do programa de bugs do Facebook), e como a plataforma pode ser usada para enviar propagandas específicas para uma casa ou um prédio — poderia ser usado, por exemplo, por um grupo anti-aborto para exibir propagandas de roupa de bebê para mulheres pró-aborto.

Korolova achou que o Facebook poderia estar obtendo sua localização com base no endereço IP, algo que a rede diz coletar por razões de segurança. Não seria a primeira vez que o Facebook usa informações obtidas por razão de segurança para publicidade; anunciantes podem criar campanhas de usuários do Facebook baseado no número de telefone que eles forneceram para a autenticação de dois fatores. Como o New York Times recentemente reportou, vários apps estão monitorando os movimentos dos usuários em alta escala. O jornal sugere desligar os serviços de localização nos ajustes do seu telefone, mas mesmo assim, os apps conseguem obter informações ao analisar a rede Wi-Fi ou o endereço IP que você estiver usando.

Quando questionado sobre isso, o Facebook disse que é exatamente o que a rede faz, que isso é normal e que os usuários deveriam saber que isso acontece se eles lessem o que dizem várias páginas do Facebook sobre este assunto.

“O Facebook não usa dados de Wi-Fi para determinar sua localização para propagandas, se você desativar os serviços de localização”, disse um porta-voz do Facebook por e-mail. “Nós usamos IP e outras informações, como check-ins e a cidade do seu perfil. Nós explicamos isso para as pessoas, incluindo em nosso site de princípios básicos de privacidade [Privacy Basics] e no site sobre propagandas no Facebook.”

No Privacy Basics, o Facebook dá conselhos de “como gerenciar sua privacidade” com relação à localização, mas diz que, independente do que você fizer, o Facebook ainda conseguirá “entender sua localização usando itens como…informações sobre sua conexão à internet.” Isso é reiterado na área sobre propagandas do Facebook em que é informado que propagandas podem ser baseadas em sua localização, que é obtida “usando onde você se conecta à internet” entre outras coisas.

Estranhamente, em 2014, o Facebook disse em um blog post que “as pessoas têm controle sobre as informações recentes de localização que elas compartilham com o Facebook, e que elas só veem propagandas baseadas em sua localização recente se os serviços de localização estiverem ativados no telefone delas”. Aparentemente, a política mudou — o Facebook disse que iria atualizar este post antigo.

É, talvez isso seja esperado. Você precisa de um endereço IP para usar a internet e, pela natureza de como a internet funciona, você revela esse número para um app ou um website quando você os utiliza (embora você possa esconder seu IP usando algum fornecido pelo navegador Tor ou por uma VPN).

Há várias companhias especializadas em mapear a localização de endereços IP, e embora às vezes não consiga muita precisão, esse número dará uma boa aproximação da região de onde a pessoa está, como estado, cidade ou CEP. Muitos websites usam o IP para personalizar ofertas, e muitos anunciantes o utilizam para mostrar propagandas direcionadas. Isso significa, por exemplo, mostrar propagandas de um restaurante em San Francisco, se você vive lá, em vez de propagandas de restaurante em Nova York. Neste contexto, o Facebook está usando esta informação para fazer algo que não é tão incomum.

“Não existe uma forma de as pessoas optarem por não terem sua localização usada inteiramente para publicidade”, disse um porta-voz do Facebook por e-mail. “Nós usamos a cidade e CEP, que são dados que coletamos a partir do endereço IP, e outras informações como check-ins e cidade em que a pessoa diz morar — tudo isso para assegurar que estamos oferecendo um bom serviço para as pessoas: de assegurar que elas vejam o Facebook no idioma correto, para verificar que elas estão vendo eventos próximos e propagandas de negócios próximos a elas.”

A questão é se o Facebook não deveria ter padrões mais altos, dada a sua relação com os usuários. Os usuários deveriam ter a possibilidade de falar “ei, eu não quero que minha localização possa ser rastreada para fins de publicidade”? E o Facebook não deveria impedir que anunciantes consigam direcionar propaganda baseado na localização deles? Kolokova acha que este seria o caso.

“Os dados de lugares que uma pessoa visita e onde ela vive revelam bastante coisa”, escreveu ela no Medium. “Sua coleta e uso clandestino de segmentação podem abrir caminho para anúncios que sejam prejudiciais, segmentar as pessoas quando elas estiverem vulneráveis ou permitir assédio e discriminação.”

Neste ponto, o Facebook discorda. Parece que o endereço IP fornece uma aproximação bruta de localização, o que é um uso até perdoável. Para evitar isso, você poderia parar de usar o app do Facebook do seu smartphone (onde o IP tende a ser mapeado com mais precisão) ou usar uma VPN quando for se logar no Facebook. Ou, é claro, tem sempre a opção de sair do Facebook.

Se você não liga de o Facebook saber sua localização, e você tem “os serviços de localização” ativados para o app em seu smartphone, saiba que o Facebook tem muitos detalhes seus! Em uma página para anunciantes sobre monitoramento de pessoas que entram em uma loja após ser impactado por uma propaganda, o Facebook diz que “nós podemos usar as assinaturas de Wi-Fi e Bluetooth para dar a localização delas com mais precisão” e “atualizações de localização que possam ocorrer enquanto o app do Facebook estiver fechado.”

Se você não se importa, ok! Se você se importa, é melhor você revisar os ajustes de localização do Facebook.

*Por Kashmir Hill

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*Fonte: gizmodo

Só uso Facebook para falar com meus avós: pesquisa mostra o que mudou na relação entre jovens e redes sociais nos EUA

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira revela como a relação entre adolescentes americanos e a tecnologia, especialmente as redes sociais, evoluiu nos últimos anos e modificou a forma como os jovens se comunicam com amigos e familiares.

Em 2012, quando o estudo foi feito pela primeira vez, somente um terço dos adolescentes entrevistados dizia usar redes sociais mais de uma vez por dia. Agora, são 70%, sendo que 16% afirmam acessar “quase constantemente”.

“As redes sociais são hoje uma parte muito maior da vida dos adolescentes do que eram em 2012”, disse à BBC News Brasil um dos autores do levantamento, Michael Robb, diretor de pesquisas da Common Sense, organização sem fins lucrativos que promove tecnologia segura para crianças.

Robb afirma que um dos motivos por trás desse aumento é o fato de que o percentual de jovens americanos com smartphone saltou de 41% para 89% no período.

O pesquisador ressalta que não apenas a frequência mudou, mas também as preferências dos jovens. Há seis anos, o Facebook era apontado como a principal rede social por 68% dos adolescentes. Hoje, apenas 15% dizem o mesmo.

Uma das entrevistadas na pesquisa, uma menina de 16 anos, resumiu o sentimento, ao afirmar que só usa o Facebook para se comunicar “com seus avós”.

Atualmente, 41% dos adolescentes preferem o Snapchat, e 22% apontam o Instagram (comprado pelo Facebook em 2012) como rede preferida.

“O Instagram é principalmente para os pontos altos da minha vida, as coisas realmente importantes que acontecem. E o Snapchat é para as coisas pequenas… como quando vou almoçar com amigos ou fazer compras. E eu uso o Facebook para (me comunicar com) minha família”, detalhou outra entrevistada, de 15 anos.

Como se comunicam com amigos

A pesquisa, intitulada Social Media, Social Life: Teens Reveal Their Experiences (“Mídia Social, Vida Social: Adolescentes Revelam suas Experiências”, em tradução livre), foi feita em março e abril deste ano com 1.141 adolescentes de 13 a 17 anos nos Estados Unidos.

Robb diz ter ficado surpreso com o declínio na interação cara a cara entre os jovens. Em 2012, metade dos entrevistados dizia que essa era sua maneira preferida de se comunicar com amigos. Hoje, apenas 32% afirmam o mesmo, e 35% preferem mensagens de texto.

O percentual de jovens que preferem se comunicar via redes sociais saltou de 7% para 16%, e o dos que preferem interagir por chat de vídeo passou de 2% para 10%. Somente 5% afirmam que telefonemas são sua maneira favorita de se comunicar com os amigos.

“Acho que o instinto é olhar para essa estatística com preocupação, e pretendo continuar observando se essa tendência se mantém no futuro. Se essa mudança for real, vale a pena investigar o que ganhamos e o que perdemos ao mudar nossas preferências na maneira como nos comunicamos”, salienta Robb.

Um terço dos jovens diz que as redes sociais são “extremamente” ou “muito” importantes em suas vidas, enquanto 19% afirmam não usar redes sociais.

E apesar de 47% dos entrevistados que possuem smartphone dizerem ser “viciados” em seus telefones, apenas 24% se consideram “viciados” nas redes sociais.

Quase dois terços dos entrevistados dizem encontrar mensagens de conteúdo racista, sexista, homofóbico ou de intolerância religiosa, e 13% afirmam ter sofrido cyberbullying nas redes sociais.

Mas Robb observa que os jovens são mais propensos a dizer que as redes sociais têm efeito positivo do que negativo em suas vidas: 25% afirmam sentir-se menos sozinhos e 16%, menos deprimidos, enquanto 3% se sentem mais sozinhos ou mais deprimidos ao usar as redes. No geral, 18% dizem sentir-se melhor sobre si mesmos, e apenas 4% afirmam o contrário.

“Acho que esses dados contradizem a percepção que a maioria das pessoas tem”, salienta Robb. “A maioria das pessoas se preocupa sobre como as redes sociais podem prejudicar os jovens e aumentar a solidão ou a ansiedade, mas talvez estejam subestimando vários impactos potencialmente positivos.”

O pesquisador destaca ainda que tanto efeitos positivos quanto negativos são ampliados em adolescentes vulneráveis emocionalmente.

Manipulação e distração

Os jovens parecem conscientes sobre os impactos das redes sociais em outras atividades do dia a dia: 72% dizem acreditar que as empresas de tecnologia manipulam os usuários para que fiquem mais tempo em seus dispositivos, 57% concordam que o uso os distrai quando deveriam estar fazendo a lição de casa e 54% se dizem distraídos quando deveriam estar prestando atenção às pessoas que estão com eles.

O problema não afeta somente os jovens: 33% dizem que gostariam que seus pais passassem menos tempo com seus telefones celulares.

Mais de metade dos adolescentes afirma que desligam ou silenciam seus dispositivos para dormir, e 42% fazem o mesmo durante refeições com outras pessoas. Mas 26% nunca abandonam o telefone para dormir e 31% mantêm o dispositivo ligado durante as refeições.

Na conclusão da pesquisa, os autores ressaltam que as redes sociais são centrais em diferentes aspectos da vida dos adolescentes, o instrumento por meio do qual “falam com seus amigos, fazem planos para depois da escola, coordenam atividades extracurriculares, ficam por dentro das notícias, mantêm contato com primos, tios e tias, se organizam politicamente, aprendem sobre novos estilos e moda, se conectam com as pessoas com quem têm interesses comuns, documentam e compartilham os pontos altos de suas vidas, ganham inspiração e expressam sua criatividade”.

Para o CEO e fundador da Common Sense, James Steyer, o estudo mostra que, assim como os próprios adolescentes, o papel das redes sociais é complexo e desafia “julgamentos simplistas”.

“Por um lado, os adolescentes sentem que as redes sociais fortalecem seus relacionamentos com amigos e familiares, oferecem um importante caminho para autoexpressão e os fazem sentir-se menos sozinhos e mais conectados. Ao mesmo tempo, reconhecem que às vezes os afastam de interações cara a cara e os fazem sentir-se deixados de lado e ‘menos’ que seus pares”, destaca Steyer.

Segundo os autores, o estudo não pode afirmar com certeza se as redes sociais causam mal ou melhoram o bem-estar dos adolescentes. “Para muitos jovens, as redes sociais são fonte de conexão e inspiração, uma oportunidade de compartilhar sua criatividade e aliviar a solidão. No entanto, para alguns outros, às vezes podem aumentar ansiedade e depressão.”

“Enquanto a quantidade de tempo que os jovens devotam às redes sociais é uma importante medida, não é a única. Reduzir a relação entre redes sociais e bem-estar dos jovens à noção de que menos tempo nas redes vai por si só resolver depressão e ansiedade entre adolescentes é muito simplista – e talvez até perigoso”, afirmam os autores.

*Por Alessandra Corrêa

 

 

 

 

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*Fonte: bbc/brasil

As redes sociais estão dilacerando a sociedade – Diz um ex-executivo do Facebook

Um ex-alto executivo do Facebook fez um mea culpa por sua contribuição para o desenvolvimento de ferramentas que, em sua opinião, “estão dilacerando o tecido social”. Chamath Palihapitiya, que trabalhou na empresa de Mark Zuckerberg de 2007 a 2011, da qual chegou a ser vice-presidente de crescimento de usuários, acredita que “os ciclos de retroalimentação de curto prazo impulsionados pela dopamina que criamos estão destruindo o funcionamento da sociedade. Sem discursos civis, sem cooperação, com desinformação, com falsidade”.

Palihapitiya fez essas declarações sobre o vício em redes sociais e seus efeitos em um fórum da Escola de Negócios de Stanford no dia 10 de novembro, mas o site de tecnologia The Verge as publicou na segunda-feira e, através dele, jornais como o The Guardian. Palihapitiya — que trabalhou para aumentar o número de pessoas que usam as redes sociais — recomendou ao público presente no fórum que tomasse um “descanso” no uso delas.

Esclareceu que não falava apenas dos Estados Unidos e das campanhas de intoxicação russas no Facebook. “É um problema global, está corroendo as bases fundamentais de como as pessoas se comportam consigo mesmas e com as outras”, enfatizou, acrescentando que sente “uma grande culpa” por ter trabalhado no Facebook. Falou sobre como as interações humanas estão sendo limitadas a corações e polegares para cima e como as redes sociais levaram a uma grave falta de “discurso civil”, à desinformação e à falsidade.

Na palestra, Palihapitiya — agora fundador e CEO da Social Capital, com a qual financia empresas de setores como saúde e educação — declarou ser uma espécie de objetor de consciência do uso de redes sociais e anunciou que quer usar o dinheiro que ganhou no Facebook para fazer o bem no mundo. “Não posso controlar [o Facebook], mas posso controlar minha decisão, que é não usar essa merda. Também posso controlar as decisões dos meus filhos, que não podem usar essa merda”, disse, esclarecendo que não saiu completamente das redes sociais, mas que tenta usá-las o mínimo possível.

O ex-vice-presidente do Facebook alertou que os comportamentos das pessoas estão sendo programados sem que elas percebam. “Agora você tem que decidir o quanto vai renunciar”, acrescentou. Palihapitiya fez referência ao que aconteceu no estado indiano de Jharkhand em maio, quando mensagens falsas de WhatsApp sobre a presença de supostos sequestradores de crianças acabaram com o linchamento de sete pessoas inocentes. “Estamos enfrentando isso”, criticou Palihapitiya, acrescentando que esse caso “levado ao extremo” implica que criminosos “podem manipular grandes grupos de pessoas para que façam o que eles querem”.

Mas Palihapitiya não criticou apenas os efeitos das redes na maneira pela qual a sociedade funciona, mas todo o sistema de funcionamento de Silicon Valley. Segundo ele, os investidores injetam dinheiro em “empresas estúpidas, inúteis e idiotas”, em vez de abordar problemas reais como mudança climática e doenças curáveis.

As críticas de Palihapitiya às redes se juntam às do primeiro presidente do Facebook, Sean Parker, que criticou a forma como a empresa “explora uma vulnerabilidade da psicologia humana” criando um “ciclo de retroalimentação de validação social”. Além disso, um ex-gerente de produto da empresa, Antonio García-Martínez, acusou o Facebook de mentir sobre sua capacidade de influenciar as pessoas em função dos dados que coleta sobre elas e escreveu um livro, Chaos Monkeys, sobre seu trabalho na empresa. No último ano vem crescendo a preocupação com o poder do Facebook, seu papel nas eleições norte-americanas e sua capacidade de amplificar notícias falsas.

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*Fonte: elpais

Anúncios no Facebook Messenger exibirão vídeos que se reproduzem automaticamente

Anúncios no Facebook Messenger estão ganhando uma nova proporção, já que a rede social acaba de inserir uma nova modalidade: publicidade que exibe sozinha (com autoplay) dentro do aplicativo de mensagens.

 

Como se não bastasse os grandes esforços da rede social para irritar profundamente os seus usuários com anúncios cada vez mais constantes (e muitas vezes sem sentido ou de interesse do usuário) em suas timelines.

Os anúncios no Facebook Messenger

No ano passado o Facebook chegou a vender anúncios estáticos que apareciam no Messenger. Neste ano, um passo além: janelas pop-ups que iniciam um vídeo automaticamente.

Certamente as propagandas que começam a serem exibidas sozinhas fazem parte do lado mais irritante da Internet. Tem coisa mais horrível do que ver um vídeo, música, explodir na sua tela enquanto você lê algum texto ou está concentrado em outra coisa?

O Facebook tenta se defender, enquanto o chefe da propaganda da rede social diz:

“A principal prioridade para nós é a experiência do usuário. Por isso, ainda não sabemos [se isso funcionará]. No entanto, os sinais até agora, quando testamos anúncios básicos, não mostraram alterações na forma como as pessoas usaram a plataforma ou quantas mensagens eles enviam. O vídeo pode ser um pouco diferente, mas não acreditamos nisso “, disse ele.

Os vídeos que começam a ser exibidos automaticamente, porém, começarão sem som. Como funciona na timeline atualmente. De qualquer forma, é um preço que os usuários pagam por uma rede social “gratuita”.

 

 

 

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*Fonte: geekness

Veja o que as redes sociais e buscadores fazem com os dados dos usuários

O escândalo do Facebook despertou a preocupação e dúvidas dos internautas sobre o uso de seus dados recolhidos pelas redes sociais e os motores de busca.

Este é um resumo de como funcionam, em um momento em que o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, dá seu testemunho no Congresso dos Estados Unidos.

>> As redes sociais

DADOS QUE RECOLHEM: Tudo o que um usuário escreve, em sua página de Facebook ou nas de seus “amigos”, todas as fotos ou vídeos que publica, todas as suas “curtidas” na rede, tudo que compartilha, tudo que consulta, a identidade dos usuários com que interage, ou sua geolocalização. A mesma coisa acontece com o Instagram e o WhatsApp, subsidiárias do Facebook, Snapchat ou Twitter, embora o leque seja menor nestas últimas plataformas. Se o usuário autorizar, o Facebook também pode buscar informações nos sites que consulta enquanto está conectado à rede social.

DADOS QUE VENDEM: O Facebook assegura que não vende a seus clientes anunciantes os dados pessoais identificáveis ou os dados agregados. O que vende é a possibilidade de que um anunciante chegue, entre os usuários do Facebook, ao seu público-alvo, multiplicando assim a eficácia de uma campanha. “O Facebook não está no negócio da venda de dados, está no de venda de pixeis”, resume Ryan Matzner, cofundador do Fueled, uma empresa que cria aplicativos para clientes.

O Twitter, por sua vez, vende tuítes, ou o acesso a um motor de busca interna para ver todas as mensagens publicadas em um período dado.

O QUE COMPARTILHAM: A imensa maioria das redes sociais abre suas portas a companhias externas que criam aplicativos que se alimentam em parte ou totalmente da exploração dos dados de usuários dessas redes.

No caso do Facebook, a parte pública, ou seja, toda a página para alguns, apenas o nome, sobrenome e a foto do perfil para outros, não necessita autorização do usuário, explica Ryan Matzner. Já a utilização do resto requer o consentimento do interessado, afirma.

Apenas os dados bancários ou de pagamento que o Facebook possui estão fora do limite. No entanto, aponta Matzner, “muitas coisas que eram possíveis há cinco, seis ou sete anos já não são porque o Facebook era mais aberto nessa época”.

Mas quando os dados são recolhidos por estes aplicativos, escapam ao Facebook ou a outras redes sociais.

“É como aplicar uma regra sobre a qual o Facebook não tem jurisdição ou interesse. E não há ferramentas (para recuperá-las), embora alguém prometa isso”, explica Chirag Shah, professor da Universidade de Rutgers e especialista em dados nas redes sociais.

“Quando alguém acessa esses dados, o Facebook não tem como saber o que fará com eles”, afirma Matzner. “Só podem acreditar em sua palavra. É como enviar um e-mail e se perguntar o que o destinatário fará com ele. Você não sabe”.

>> Os motores de busca

O QUE RECOLHEM: Todos os dados que dizem respeito às buscas, à geolocalização ou outros dados consultados. Como Google, Yahoo! (grupo Oath) e Bing (Microsoft), os principais motores de busca estão integrados nos gigantes da internet que propõem vários outros serviços aos internautas. Através deles, os grupos recolhem dados adicionais, que cruzados com os coletados pelos motores de busca traçam um perfil ainda mais preciso do internauta. “Você não precisa dizer ao Google sua idade ou seu sexo”, explica Chirag Shah. “Eles podem determinar isso graças a muitos outros fatores”.

O QUE VENDEM: Assim como as redes sociais, seus rendimentos provêm, em grande parte, da publicidade. Não vendem dados, mas sim o acesso a um consumidor de características muito precisas, fruto do cruzamento de dados do motor de busca – e também, no caso do Google, de todas as buscas e conteúdos vistos no YouTube, sua subsidiária. Inclusive o Google há algum tempo explora o conteúdo das mensagens eletrônicas dos internautas que têm uma conta Gmail, mas em junho passado anunciou que não fará mais isso.

O QUE COMPARTILHAM: Abrem as portas a desenvolvedores e aplicativos, como as redes sociais.

>> Há limites?

Nos Estados Unidos não existe quase nenhuma lei que proteja a utilização de dados provenientes das redes sociais ou motores de busca. Mas a autoridade reguladora, a Federal Trade Commission (FTC), as monitora e sancionou o Facebook a partir de 2011 por sua gestão de dados pessoais. Também concluiu um acordo com o Google em 2013 por práticas que atentavam contra a concorrência.

No Canadá e Europa, há limites para o uso de dados, sobretudo no que diz respeito a informações ligadas à saúde, explica Ryan Berger, da filial canadense do escritório Norton Rose Fulbright. Ressalta, no entanto, que a jurisprudência sobre estes assuntos é quase inexistente.

Na Europa, o Facebook foi sancionado em 2017 com uma multa de 135 milhões de dólares pela Comissão Europeia por compartilhar dados pessoais com o WhatsApp.

Na França, a Comissão Nacional de Informática e Liberdades (CNIL) aplicou em maio de 2017 uma multa de 185.000 dólares ao Facebook por “faltas” em sua gestão de dados dos usuários.

O novo regulamento geral sobre a proteção de dados (RGPD), um texto europeu que entrará em vigor em 25 de maio, definirá normas mais claras para a coleta de dados.

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*Fonte: exame

Atenção: Acabaram de descobrir que o Facebook salva suas ligações telefônicas e SMSs

O Facebook está vivendo uma das maiores crises de credibilidade de sua história. Ao lado da empresa Cambridge Analytica, a rede social está no centro de uma polêmica sobre violação do direito de privacidade de seus usuários e que já rendeu perdas de 50 bilhões de dólares, mais de R$ 165 bi.

A denúncia ganha agora novos capítulos, apontando uma das formas usadas pela empresa para coletar dados dos usuários, o arquivamento de mensagens de texto, registro de duração de ligações e até o registro de telefonemas não atendidos.

Com escândalos, Mark Zuckerberg já perdeu mais de R$ 160 bi

“Você gostaria de fazer o download de uma cópia de suas informações do Facebook?”

De acordo com o jornal britânico The Guardian, a partir desta pergunta foi possível descobrir a tática usada pelo Facebook de coletar informações confidenciais. Ao oferecer a opção desativar em detrimento de excluir a conta, a rede social acomoda os dados de cada usuário em uma espécie de “lixeira”, que foi descoberta a partir do download do conteúdo privado.

No Twitter, o usuário Dylan McKay disse que entre outubro de 2016 e julho de 2017, o Facebook detinha os metadados de todas as ligações feitas em seu telefone celular. Incluindo datas e duração de cada chamada. Outras pessoas também reportaram violações de sigilo, como informações sobre dia do aniversário, contatos na agenda telefônica e por aí vai.

Em comunicado, um porta-voz do Facebook justificou a coleta das informações. “A parte mais importante dos aplicativos e serviços facilitam as conexões e a busca por pessoas interessantes. Portanto, na primeira vez que você faz o login pelo celular em um aplicativo de mensagens ou uma rede social, é comum que haja o upload dos seus contatos pessoas”, disse Harry Davies, que apontou ainda que o armazenamento de dados pelo Facebook é opcional.

“As pessoas são alertadas se querem dar permissão ou não para o upload dos dados de seus telefones. É possível deletar ou visualizar as informações a qualquer momento, com o auxílio da ferramenta Download You Information Tool”, encerrou.

Os fatos comprovam o grande valor de informações vistas como banais. No atual cenário de guerra virtual, o gosto, a posição política, os hábitos e cultura das pessoas decidem eleições e rendem grandes quantias para consultoras.

O exemplo mais emblemático é o da Cambridge Analytica, acusada de utilizar dados confidenciais para aplicar em eventos como a eleição presidencial nos Estados Unidos e o Brexit, que optou por desligar o Reino Unido da União Europeia. Steve Bannon, ex-estrategista-chefe do do governo Trump, trabalhou como executivo na empresa.

Investigações apontam o uso de dados confidenciais nas eleições dos EUA

A possível fragilidade do Facebook no controle de informações vem criando uma onda crescente de exclusão de perfis, como a campanha #deletefacebook, que dá corpo para o debate sobre a continuidade da relevância da rede social, especialmente em tempos onde a disseminação de boatos se torna uma ferramenta cada vez mais expressiva.

Em tempo, até um dos fundadores do WhatsApp, Brian Acton, entrou na campanha #deletefacebook em sua conta no Twitter. “É hora deletar o Facebook”. A postagem gerou mais de 35 mil curtidas.

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*Fonte: hypeness

Como não ser espionado pelo Google e pelo Facebook – em 3 passos simples

O caso Facebook/Cambridge Analytica deixou todo mundo meio preocupado com a própria privacidade. E não é para menos: Google e Facebook coletam uma enorme quantidade de dados sobre as pessoas. Mas, fazendo algumas configurações bem simples (e que pouca gente conhece) você pode reduzir muito a sua exposição. É superfácil, leva menos de cinco minutos. E realmente vale a pena. Vamos lá:

1. Desligue o “Google Location History”

O Google monitora a localização do seu celular – e registra, minuto a minuto, todos os lugares onde você esteve, durante toda a sua vida. Ele diz usar essa informação para fornecer “melhores pesquisas de mapas” e alimentar a inteligência do Google Assistant. Mas a verdade é que, na prática, você não ganha praticamente nada com isso – a menos que aprecie ser vigiado como um ratinho de laboratório.

Para desabilitar o monitoramento, basta acessar o Google Location History. Na tela que será exibida, clique em Gerenciar Histórico de Localização. Aí é só virar a chavinha para desligar o recurso.

Se você quiser, também pode deletar a lista de lugares que o Google já registrou (é só clicar em Gerenciar Histórico, Configurações e Excluir todo o histórico de localização). O Google Maps continuará funcionando normalmente, como sempre. Mas você não será mais monitorado.

2. Desligue o monitoramento do Google Chrome

Tanto no computador quanto no celular, a maioria das pessoas usa o navegador Chrome. Ele é ótimo. Mas tem um detalhe bem ruim: monitora todos os seus passos na internet, e envia para o Google. “Não tenho nada a esconder”, você dirá. Ok. Mas você também não ganha nada se deixando monitorar – só ajuda a aumentar o já enorme prontuário que o Google possui a seu respeito.

Por isso, vale a pena desativar o monitoramento do Chrome. É bem fácil. Basta entrar nos Controles de Atividade do Google. Na tela que será exibida, é só desligar a chavinha “Atividade da Web e de apps”.

Se você quiser, também pode deletar a navegação que o Google já gravou (clique em Gerenciar Histórico para fazer isso). As mudanças não afetam, em nada, o funcionamento normal do Google Chrome. Você continua tendo o seu histórico salvo localmente, no seu celular ou desktop, inclusive. A diferença é que ele não é mais enviado para o Google.

3. Acabe com a vigilância do Facebook

Sabe quando você pesquisa algum produto na internet -um colchão, por exemplo-, e aí fica um tempão recebendo anúncios dele na sua timeline? Isso acontece porque o Facebook monitora a sua navegação na internet. Sabe aqueles botõezinhos azuis, que existem em praticamente todos os sites e servem para você compartilhar no Face a página que está vendo? Eles também funcionam como “trackers”, ou seja, contam ao Facebook que você acessou aquele site (mesmo se você não clicar no maldito botão).

O Facebook ganha muito com isso, mas você não. Vale a pena bloquear o rastreamento. É só instalar o Disconnect, um plugin que bloqueia os trackers do Facebook. Ele é grátis e automático, ou seja, você não precisa fazer nada.

O Disconnect só funciona no computador. No celular, a melhor opção é instalar o navegador Ghostery Privacy Browser, que já vem com bloqueador de trackers e tem versões para Android e para iOS. Ele é bem parecido com o Chrome (usa o mesmo motor de renderização de páginas, inclusive), mas bloqueia automaticamente as tentativas de monitoramento.

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Pronto. Agora é bola para frente, vida normal. Você pode continuar usando todos os serviços do Google e do Facebook, com todos os recursos que eles oferecem, sem ser monitorado (dentro da internet e fora dela). Repasse este guia aos seus amigos.

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*Fonte: superabril

O Facebook usa o microfone do seu celular para direcionar anúncios?

Existem muitos relatos de usuários que afirmam que, imediatamente depois de conversarem sobre determinado assunto, anúncios de produtos relacionados aparecem na sua linha do tempo do Facebook. Coincidência? Para muitas pessoas, não! Elas acreditam que a rede social de Mark Zuckerberg usa o microfone do seu celular para ouvir tudo o que você está conversando…

Em plena era das mídias sociais, chega a ser complicado falarmos em privacidade. Ao se cadastrar no Facebook, todo mundo concorda que a plataforma tenha acesso a uma série de informações – e as utilize.

Basicamente, acusam o Facebook de espionar as suas atividades para direcionar conteúdo com base no que os usuários pesquisam na internet e conversam no dia a dia e, por consequência, melhorar a performance de publicidade.

Testes práticos

Em meio a essa suspeita, diversos usuários começaram a realizar testes para tirar a prova dos nove. O músico Bipul Lama revelou que passou dois dias falando sobre KitKat próximo ao smartphone. Nos dias seguintes, sua timeline no Facebook e no Instagram estavam repletas de fotos do chocolate.

Por sua vez, o consultor independente de tecnologia Damian Le Nouaille relatou que, durante o dia conversou em espanhol e em francês sobre diversos temas. À noite, ele via anúncios relacionados no Facebook e no Instagram.

Por que o Facebook precisa ter acesso ao seu microfone?

Após diversas denúncias, o Facebook negou com veemência que utiliza o microfone dos usuários para direcionar anúncios. A empresa aproveitou para afirmar que seu aplicativo solicita acesso ao microfone para que os usuários possam realizar lives na plataforma e gravar vídeos para o Instagram Stories.

Como bloquear o acesso ao microfone

Mesmo que você já tenha concedido ao Facebook acesso ao microfone do seu celular, é possível reverter essa situação. No iPhone, vá até Ajustes > Privacidade > Microfone. Lá, desative o recurso nos aplicativos que você não considera necessários.

No Android (Marshmallow 6.0 ou superior), o caminho é o seguinte: Configurar > Aplicativos > Facebook > Permissões. Nessa seção, desabilite a opção “Microfone”.

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*Fonte: segurancauol

Facebook e seu novo algoritmo: a distopia total

Por que o novo algoritmo converte a rede social mais poderosa do mundo em algo que combina a vigilância total, de George Orwell, com o anestesiamento permanente, de Aldous Huxley?

 

Ao se construir uma distopia, é bem difícil deixá-la aos moldes tanto de Orwell quanto de Huxley ao mesmo tempo. Mas, com as mudanças recentemente anunciadas no feed de notícias do Facebook, Mark Zuckerberg parece ter realizado esta façanha.

Os mundos assustadores de George Orwell (1984) e Aldous Huxley (Admirável mundo novo) são, de muitas maneiras, opostos simétricos. Um trata de um Estado de vigilância que controla o que as pessoas conhecem da história ao literalmente reescrever os jornais. O outro, trata do controle de seus cidadãos ao fazê-los usar uma droga dissociativa chamada soma.

Em seu esforço de “melhorar” o Facebook, Zuckerberg agora tenta ambas as táticas. Ele está reduzindo o acesso dos usuários às notícias reais — no século XX, chamávamos isso de censura — ao passo que aumenta a probabilidade de você visualizar apenas as notícias terrivelmente falsas postadas por aquele seu tio maluco. Porque, oras, conteúdo postado pela família lhe faz feliz, e apenas queremos que você seja feliz, certo?

O algoritmo, como já sabemos, nos vigia tão de perto quanto o Big Brother jamais foi capaz. Cada amizade, cada curtida, o tempo que você gasta lendo alguma coisa, se você interage com ela — tudo isso vai para a sua ficha permanente. (Ao menos com as teletelas, Orwell disse, se sabia que eles não estavam vigiando todo o tempo.)

O fato de que o Facebook vai simplesmente nos mostrar menos notícias já o torna mais eficiente que o Estado totalitário descrito por Orwell. Os líderes do Partido no Ministério da Verdade devem estar se lamentando: fazer com que bilhões de pessoas vejam notícias através das mídias sociais e depois simplesmente eliminar esse tipo de conteúdo? Sem reescrever o The Times, sem necessidade de qualquer buraco de memória, apenas fazer com que as notícias desapareçam dos meios digitais? Como não pensamos nisso?

Um breve lembrete da importância disto. Em agosto de 2017, de acordo com o Pew Research Center, 67% dos estadunidenses acessaram notícias nas mídias sociais — um aumento de 5% em relação ao ano anterior. No Facebook, 68% dos usuários acessaram notícias a partir do feed. Pela primeira vez na pesquisa Pew, a maioria dos norte-americanos com mais de 50 anos passou a acessar notícias a partir das mídias sociais.

Tornar-se a maior fonte de informações e depois simplesmente sumir com as notícias não é apenas uma escandalosa recusa de responsabilidade cívica. É também parte do manual da distopia.

Uma parte frequentemente esquecida e descaracterizada do clássico de Orwell: a vasta maioria da sociedade da Oceânia, os Proles, não recebia quaisquer notícias, nem mesmo falsas. Eles eram mantidos em estado de felicidade através de uma dieta constante de canções ruins e histórias lúgubres. O Facebook agora superou o Partido: os feeds serão igualmente repletos de porcarias, conteúdos rasos, mas os Proles serão seus produtores. E o Facebook ainda ganha dinheiro com isso!

Admirável novo feed de notícias

“O mundo infinitamente amável, muito colorido e aconchegante do soma. Que gentis, que bonitos e deliciosamente alegres todos estavam!” — Aldous Huxley, Admirável mundo novo

Substitua “soma” por “mídia social” e você verá por que Huxley foi ainda mais profético do que nós acreditamos.

O soma, droga fictícia, o tornou sociável. Ela o fez sentir-se conectado aos amigos e estranhos próximos — de modo extremamente falso. Ela o levou ao que os personagens do livro repetidamente descrevem como um “feriado perfeito”.

O Facebook que Zuckerberg agora parece projetar fará o mesmo. As pessoas mostram o melhor de si no Facebook; elas postam fotos cuidadosamente escolhidas de suas férias “perfeitas”. E agora elas poderão fazer isso sem a intromissão daquelas notícias nojentas.

“A pesquisa mostra que quando usamos as mídias sociais para entrar em contato com as pessoas que gostamos, isto pode ser bom para o nosso bem-estar,” escreveu Zuckerberg. Ele esqueceu de mencionar a pesquisa que mostra que o Facebook, na verdade, nos deprime quando vemos fotos das férias ou dos bebês perfeitos de outras pessoas.

Não importa o quanto você goste da pessoa em questão, o Facebook impele à comparação — o que, por sua vez, leva à ansiedade de status. Nós podemos postar “parabéns” nos comentários, o que o algoritmo conta como uma grande vitória. Grandes pontos por envolvimento! Mas o que nós estamos realmente pensando ou sentindo frente a estas coloridas fotos — o despertar repentino da nossa inveja, nossa autoaversão, nossa depressão — permanece escondido do olho-que-tudo-vê do Facebook.

E assim como num experimento sórdido, contudo, nós insistimos nisso. Deixe o soma do Facebook ajudar a nos aniquilar e nos deixar levar pelo feriado perfeito dos outros — que gentis, que bonitos e deliciosamente alegres eles são.

Agora, Zuckerberg quer que fiquemos naquele estado mental sem a terrível intrusão da “experiência passiva” — palavras que ele usa para se referir ao que acontece quando você está lendo ou assistindo algo que o faça pensar e refletir, em vez de simplesmente digitar “parabéns!”

O pior de tudo é que Zuck acha que está sendo nobre. Ele realmente acha que está “fazendo a coisa certa.” Ele quer que seus filhos pequenos olhem para trás um dia e digam que o Facebook salvou o mundo.

Talvez eles o façam. Pois todos que consomem conteúdo no Facebook, com as empresas de mídia que buscam a verdade retiradas do feed de notícias e falidas, não sobrará ninguém para apontar o despropósito de toda esta falsa conexão. A próxima geração de Zuckerbergs pode muito bem viver em infinitos feriados soma.

Parabéns, Mark!

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*Fonte: outraspalvras / Chris Taylor

Facebook privilegiará amigos e familiares em vez de notícias

O Facebook quer mais fotos de férias, mais mensagens apoiando um determinado time de futebol, mas formaturas e mais festas de aniversário. A mais recente atualização de seu algoritmo, a fórmula secreta que decide o que será mostrado primeiro em cada perfil com base no seu histórico de navegação, atividade e amigos, irá exibir mais imagens, vídeos e links de amigos e menos de marcas e veículos de comunicação.

Isso não quer dizer que a empresa esteja atacando diretamente os meios de comunicação, mas sim que as páginas oficiais deles perderão parte do seu poder de divulgação. Também não significa que os conteúdos dos veículos serão menos vistos, mas sim que eles terão mais visibilidade quando os usuários os compartilharem do que quando forem publicados em suas próprias páginas. O Buzzfeed e o Tasty, dois meios de comunicação surgidos na própria internet, cuja estratégia de crescimento meteórico se baseou na rede social, não se pronunciaram sobre a decisão. De toda forma, o Facebook deixa uma porta aberta para a publicidade como uma forma de ampliar sua divulgação.

O Facebook, que conta com mais de 1,65 bilhão de usuários ativos, afirma que o seu objetivo é conectar o mundo e que faz todo sentido que a prioridade esteja nos amigos e familiares. Em um texto assinado por Adam Mosseri, responsável pela News Feed, nome da página principal em que se publicam os conteúdos jornalísticos, a empresa deixa claro que as notícias e o entretenimento têm um lugar secundário. “Temos nos empenhado cada vez mais em projetos que façam com que os usuários se expressem junto com os seus amigos, que aprendam com eles e conversem entre si”, afirma Mosseri.

Diferentemente do Twitter, o Facebook não exibe seu conteúdo em uma ordem estritamente cronológica, mas o mistura e distribui de acordo com seu algoritmo

Diferentemente do Twitter, o Facebook não exibe seu conteúdo em uma ordem estritamente cronológica, mas o mistura e distribui de acordo com seu algoritmo, com o objetivo de personalizá-lo de forma a torná-lo mais agradável para os seus consumidores. O Instagram, que pertence ao Facebook, mantém a ordem cronológica, embora já tenha anunciado, em duas ocasiões, sua intenção de adotar um algoritmo. A reação negativa por parte da comunidade congelou a ideia.

Durante a inflamada campanha das primárias nos Estados Unidos, o Partido Republicano acusou a rede social de refletir o seu viés político na hora de exibir os conteúdos. Sheryl Sandberg, a número dois do Facebook, foi encarregada de dialogar com o partido e esclarecer que tudo é definido pela tecnologia, e não pelas pessoas que estão por trás da rede social.

 

Mosseri afirma que a mudança não é definitiva e que irá se adaptando de forma contínua conforme as preferências de seus clientes, ou seja, dos perfis. O Facebook analisa o comportamento de seus usuários de forma minuciosa. Tanto assim, que sabe até mesmo quando uma mensagem foi escrita mesmo sem ter sido, ao final, publicada no mural. A empresa tem consciência de que o conteúdo gerado por seus usuários tem diminuído, e, há dois meses, vem experimentando o uso de mensagens de boas-vindas pré-fabricadas para impulsioná-lo. A ideia é lançar uma âncora na realidade, para que se crie mais conteúdo.

Daí que convide a mostrar o apoio à seleção de futebol que está jogando, seja a Eurocopa ou a Copa América. Tomam como referência a nacionalidade, bem como a localização do usuário. Não é também estranho que usem festividades locais ou celebrações como o Orgulho Gay como gancho para compartilhar o ponto de vista a respeito. No domingo, para todos os que se declararam espanhóis, insinuava que dissessem se já haviam votado. São, claramente, mensagens que têm relação com a atualidade e com temas de debate na rua. Sua ambição é transferir essas conversas para o ciberespaço.

O novo algoritmo também afetará o conteúdo próprio do Facebook: os Instant Articles e os vídeos ao vivo.

Não é por acaso que ao entrar na página dos vídeos eles sejam diretamente baixados. Nem mesmo que essa seja sua grande aposta. Cada vez que sabem que há uma fuga de tráfego corrige-na criando um serviço semelhante para ficar dentro de seus domínios. Viram que o YouTube era a porta de saída mais frequente e criaram uma plataforma própria de vídeo. Em poucos meses tomaram a dianteira, oferecem transmissões ao vivo antes que o YouTube, propriedade do Google, tenha dado o passo.

Nesse mesmo sentido, o Facebook lançou há um ano o Instant Articles. EL PAÍS já se uniu à plataforma. Esse sistema permite consultar de modo muito rápido o conteúdo das mídias que fazem parte do acordo. Serve para impulsionar o consumo de uma publicação específica e a mostra com uma estética ajustada ao celular. A equipe de Zuckerberg o apresentou como um possível alívio para a situação econômica dos meios de comunicação. A publicidade desses artigos adaptados pode ser administrada diretamente pelos editores ou ser delegada a eles e compartilhar seguindo o padrão habitual dos aplicativos, 70% para os criadores e 30% para o suporte.

Paradoxalmente, os conteúdos nativos também não ficarão livre de serem afetados pelo novo algoritmo. Tanto Instant Articles como os vídeos ao vivo (os Facebook Live, a outra grande aposta da rede social) terão seu alcance e difusão afetados. “A influência do algoritmo é indiferente ao tipo de conteúdo”, explicou Mosseri.
Contragolpe do Google

O Google, com uma posição radicalmente contrária, respondeu com o AMP, um formato de livre adoção (não é necessário firmar um acordo com eles para usá-lo e o código é livre). AMP, acrônimo em inglês de páginas móveis avançadas, baixa as páginas rapidamente, acelerando o código fonte. É mantido o link, algo que não acontece no Facebook, para que se possa compartilhar por toda a rede. Para incentivar sua adoção o buscador apresenta antes os resultados de páginas que são AMP e as mostra com um carrossel de imagens, de tal modo que se tornam mais atraentes. EL PAÍS esteve entre os órgãos pioneiros da mídia em usar esse sistema de publicação.

Há uma semana, durante a VidCon, a feira de vídeos online realizada em Los Angeles, foi revelado que o Facebook está pagando a órgãos da mídia para emitir vídeos ao vivo dentro de sua plataforma. Os cálculos iniciais falam de 50 milhões de dólares (162 milhões de reais) repartidos entre Buzzfeed, CNN, The New York Times, Huffington Post e Mashable. Também pagaram ao Real Madrid e Barcelona por seus vídeos ao vivo.

O Facebook quer conteúdo, mas não links para fora. Seu modelo de negócio, centrado na publicidade, demanda que se passe cada vez mais tempo dentro. Se alguém segue um link, talvez continue navegando longe de seus domínios.

 

 

 

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*Fonte: elpais

Vídeo resume as mentiras que se escondem por trás do que postamos nas redes sociais

Que a maioria das postagens que vemos nas redes sociais não é a realidade do que as pessoas vivem todos sabemos. Mas se todos sabemos, por que continuamos a encenar a preferência por uma vida que não é real? Por que a vida real não é a campeã de likes? Por que não tentamos de fato viver a vida que queremos então? Você está vivendo uma Insta Lie, ou uma mentira no Instagram?

 

 

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*Fonte: hypeness

7 coisas que você nunca deve fazer no Facebook, se quer gostar de sua vida

Esses dias, depois de olhar o Facebook no meu telefone, eu imediatamente mandei uma mensagem para minha amiga dizendo: “Por favor, apague esta foto, é o pior retrato de mim!” Ela pediu desculpas, me garantiu que não achou a foto feia, mas prometeu para apagá-la.

Sentei-me no meu carro e me senti horrível por mandar uma mensagem ofensiva para minha amiga por causa de uma foto no Facebook. Então eu recebi mais três mensagens dela pedindo desculpas, como se tivesse feito algo muito errado. Tudo isso sobre por causa de uma foto boba no Facebook.

Então, por que eu surtei? Eu estava sendo autocrítica, e sentindo que intenso nível extra de julgamento que vem com posts em mídias sociais. Sua vida está lá, as pessoas podem vê-lo e julgá-lo.

Como mulheres, nós já somos hiper-críticas. É como nossa cultura nos eleva, e é um problema. Mas agora, com várias plataformas sociais, e mais notavelmente o Facebook, podemos ativamente pintar quadros do que queremos que os outros vejam. Aí a situação fica perigosa e faz mais mal do que bem, se você deixar.

Você tem o controle sobre quanto o Facebook te afeta. Aqui estão as coisas que você nunca deve fazer no Facebook, se quiser se sentir bem consigo mesma.

 

1. Não jogar o jogo da comparação.

Por chutar a si mesma quando está pra baixo? Facebook é o lugar número 1 para se perder em horas de comparação com outros (e talvez até fotos antigas de si mesmo). Este hábito nos permitem continuar nossos padrões insidiosas de auto-dúvida.

Então, use o Facebook para motivá-lo apenas por tendo pessoas  positivas e inspiradoras em seu feed de notícias.

 

 

2. Não gastar horas do seu dia no Facebook.

Facebook é um espaço virtual para conexão, mas não está vivendo e experimentando a vida real. Ele não alimenta sua alma da mesma forma que toque humano e interação.

Ao invés de gastar horas no Facebook, saia, passe um tempo com sua família e amigos, faça algo que te ilumine.

 

3. Não jogar o jogo da culpa (em si mesmo).

Facebook é um espaço onde vemos fotos que foram editadas para serem de uma determinada maneira. Não permita se fazer de vítima baseado no que você vê, como ” Essa pessoa tem tal coisa e eu não. Minha vida é uma merda. ”

Você tem os recursos dentro de si mesmo para obter capacidades e comemorar. Medite sobre a beleza e a riqueza que você tem em sua própria vida.

 

4. Não ligar para drama.

Conversas infantis não ajudam ninguém, e especialmente quando são online. Se você está tendo um conflito com alguém, ligue ou encontre essa pessoa.

Só porque você viu algo que te abalou no Facebook, não significa que você precisa segurar a energia negativa. Use o drama para se elevar, não responda e desconte sua raiva ao ar livre ou praticando algum esporte.

 

5. Não comer enquanto estiver no Facebook.

Assim como comer enquanto assiste TV, lanchar e estar no Facebook ao mesmo tempo é um mau hábito para a maioria. Este comer estúpido não é bom. Fim da história.

 

6. Não utilizar o Facebook como uma desculpa para evitar “sair” e viver a vida.

Ser você mesmo realmente e verdadeiramente é se amar na vida real. Quanto mais você se esconde atrás de uma tela de computador, mais você prova que não se acha suficiente ou perfeito do jeito que é.

 

7. Não ser falso.

Seja verdadeiro no Facebook e cerque-se daqueles que fazem o mesmo. Poste fotos naturais de si mesmo. Quanto mais você for você, mais confortável você vai se sentir. Esse é o verdadeiro amor próprio e aceitação.

Quando tentamos repetidamente parecer diferentes, escondemos nossa verdadeira beleza. Mas quando somos nós mesmos, em nossa totalidade, com nossas imperfeições, mas perfeitamente fabulosos, somos  deslumbrantes. Ninguém pode nos deixar mal ou nos copiar.

 

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*Fonte: osegredo

Data Selfie, o Big Data de seu comportamento no Facebook

Data Selfie é uma extensão para Google Chrome que utiliza seu comportamento no Facebook para fazer inferências sobre seu posicionamento político preferências e análise preditiva utilizando algoritmos do IBM Watson e da Universidade de Cambridge.

Ele não leva em consideração apenas o que você curte e compartilha, mas também no que você clica, o que você escreve, o que você olha e por quanto tempo, enquanto consome (e produz) conteúdos no Facebook.

Como diz o projeto, é uma forma interessante de acessar os bastidores do big data a seu respeito.

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*Fonte: upodateordie

 

Eis o motivo por que você perde tanto tempo no Facebook

Você abre o Facebook só para dar uma espiadinha e, quando se dá conta, está ali há horas. Como isso aconteceu? Psicólogos da Universidade de Kent, no Reino Unido, fizeram uma pesquisa e descobriram que, quando pessoas navegam na internet ou usam a rede social, elas têm uma “percepção prejudicada do tempo”. E mais: a criação de Mark Zuckerberg é quem mais causa isso.

No estudo, intitulado de Internet and Facebook Related Images Affect the Perception of Time, cientistas tentaram entender como a “atenção” e a “excitação”, sentimentos que permanecem em primeiro plano durante os períodos em que estamos conectados, influenciam a nossa percepção das horas.

A conclusão foi que o Facebook faz com que as pessoas percam a noção do tempo – muito mais do que o resto da internet. Mas ambos são capazes de distorcer o tempo.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores monitoraram 44 pessoas. Elas foram expostas a 20 imagens: cinco fotos eram associadas ao Facebook (como imagens do dia a dia de alguém, de casamentos, de viagens etc), outras cinco eram de coisas genéricas da internet (como sites de interesse específico) e as demais eram neutras. Os participantes tinham que auto-avaliar o tempo que passaram olhando para cada uma das fotos.

A pesquisa mostrou que as pessoas subestimaram o tempo em que ficaram olhando para as imagens do Facebook – ou seja, elas acreditavam que o momento tinha sido breve, mas não foi. Isso significa que as imagens que retratam as relações sociais causam excitação e, consequentemente, prendem mais a nossa atenção. Isso também explica por que perdemos tanto tempo olhando para a telinha azul – nosso cérebro simplesmente não consegue medir a passagem do tempo quando estamos nas redes sociais.

O próximo passo, segundo os pesquisadores, é estudar como essa percepção do tempo acaba criando um comportamento viciante. Será que vai rolar uma desintoxicação para quem é “Facebook addicted”?

 

sleepinguser

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: superinteressante

O melhor sinal de um relacionamento forte é não haver sinal dele no Facebook

Tanto quanto eu possa verificar, o Facebook é um site que podes visitar para ter medo e nojo das visões políticas dos teus pais.
É como uma zona de quarentena. Todos os poluentes da humanidade estão contidos ali, de modo a proteger a vida real do pior tipo de pessoas. Mas todos nós temos que fazer o login. Caso contrário, nós nunca mais teremos notícias da nossa família novamente. Se todos saíssem do Facebook hoje, todos nós perceberiamos que cada um só tem, tipo, quatro amigos reais.
Tenho a certeza de que a única coisa a fazer, mesmo no Facebook é esconder pedidos do Candy Crush com uma arma na boca. Então, sim, mergulhares o teu relacionamento naquele depósito de lixo tóxico não é a ideia mais gratificante.

Existem basicamente duas formas de relacionamento a aparecem no Facebook, e elas são igualmente más.

 

1. Os casais que limpam roupa suja

Como ponto de referência, aqui estão as três coisas mais embaraçosas do universo:

1. A conta do Twitter de Donald Trump
2. A mera existência do Justin Bieber
3. Casais a reclamar uns sobre os outros nas redes sociais

Mas isso não impede que casais inúteis discutam sobre qualquer m*rda estúpida no Facebook. Puro e simples, isso diz que tu estás a f*der-te para os sentimentos do teu parceiro, sobre a privacidade e sobre o teu relacionamento.

Vocês não são uma equipa se estiverem dispostos a discutir na frente de outras pessoas como uma audiência; vocês são literalmente combatentes. É que nem sequer quero começar a falar de todos os estados passivo-agressivos, “Aquele sentimento quando alguém se esqueceu de pegar BurgerKing a caminho de casa para o seu aniversário – sentindo-se enervada”

Tudo o que isso diz é que estás a procurar validação externa para os teus sentimentos. Tu sabes sequer o que um verdadeiro casal faz quando algo dá errado? Eles falam sobre isso e descobrem uma solução para não ferirem os sentimentos um do outro no futuro.

 

2. Os casais “invejem a nossa vida perfeita”

Não fiques ciumento; o seu Facebook é literalmente uma fachada. É como se eles estivessem a tentar convencer-se pela repetição. Um ótimo relacionamento não deve falar por si só?

Ou talvez seja uma obsessão doentia com a sua imagem, em vez do próprio relacionamento.

A lenda da NFL, Walter Payton, disse certa vez:

    “Quando tu és bom em alguma coisa, tu vais dizer a todos. Quando tu és fantástico em alguma coisa, eles vão dizer-te.”

As pessoas percebem quando estás num relacionamento incrível. Isso reflete-se na tua vida de muitas maneiras. Nós todos queremos gritar do topo das montanhas de vez em quando, mas o quão assustador seria telefonares para cada um dos teus amigos e familiares a cada dia e lembrá-los que ainda amas o teu parceiro?

Isso é o que se parecem todos aqueles posts no Facebook.

 

Resumindo, grandes relacionamentos são a antítese dos casais acima

Eles resolvem problemas sem que apanhem inocentes no fogo cruzado. A pessoa com que mais querem partilhar a alegria da relação é com o seu parceiro, não com 400 estranhos.

Eles sabem que há valor nos pequenos e secretos momentos que ninguém tem nada que saber. Eles sabem que mostrar o seu amor através de uma outra via diminui a sua sinceridade, porque quando tens uma audiência, tudo se parece com um teatro.

Eles não gastam tempo no Facebook; eles gastam um com o outro.

*Fonte/Texto: sabiaspalavras

casaisss

Jaime Calderón – artista dos Super Likes

Tá ligado no “Like” do afamado Facebook, não é!? Pois então. Um artista colombiano chamado Jaime Calderón (curto esta terminologia espanhola/latina de nomes com “ón” acentuado, assim mesmo, passa uam coisa meio Machete – saca?), fez algumas artes para uma série com super likes, sim, isto mesmo, ilustrações de likes para os personagens super herois. Show!

*Fonte: http://www.designerd.com.br/super-likes-de-jaime-calderon/

Jaime-Calderón-like_homemaranha

Jaime-Calderón-like_wolverine

Jaime-Calderón-like_superman

Jaime-Calderón-like_hulk

Jaime-Calderón-like_batman

Jaime-Calderón-like_lanternavde

Jaime-Calderón-like_ironman

Jaime-Calderón-like_superman

Jaime-Calderón-like_capamerica

Jaime-Calderón-like_coia

Jaime-Calderón-like_flash