Motörhead: vida de Lemmy Kilmister se tornará filme em formato cinebiografia

A vida e a carreira de Lemmy Kilmister, lendário vocalista e baixista do Motörhead falecido nos últimos dias de 2015, será tema de um filme em formato de cinebiografia, o mesmo utilizado em longas recentes como “Bohemian Rhapsody” (Queen) e “Rocketman” (Elton John), entre outros. A informação foi revelada pelo site “Deadline”, que trouxe mais detalhes sobre a produção.

De acordo com a publicação, o filme será intitulado apenas “Lemmy”. A direção será assumida por Greg Olliver, o mesmo que conduziu o documentário “Lemmy: 49% motherf**ker. 51% son of a bitch”, de 2010. O roteiro será assinado por Medeni Griffiths. O empresário do Motörhead, Todd Singerman, atuará como produtor executivo. Nenhum nome do elenco, nem mesmo o ator que fará Kilmister, foi revelado até o momento.

Ainda segundo o site, o trabalho de produção do filme terá início nos primeiros meses de 2021, a depender das restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus, por meio da VMI Worldwide. A ideia é apresentá-lo no mercado virtual do Festival de Cannes, um dos mais populares do ramo cinematográfico.

O longa-metragem vai narrar toda a trajetória de Lemmy, desde sua juventude em Stoke-on-Trent, passando pelo trabalho como roadie de Jimi Hendrix e como integrante da banda Hawkwind, até chegar ao Motörhead. O grupo liderado por Kilmister foi criado em 1975 e é tido como um dos nomes mais influentes da história do heavy metal, com discos clássicos e mais de 15 milhões de cópias vendidas por todo o mundo.

Lemmy Kilmister nos deixou em 28 de dezembro de 2015, aos 70 anos, em decorrência de uma série de problemas de saúde. Ele lidou com diabetes por anos e foi diagnosticado com câncer de próstata dois dias antes de falecer. O tumor foi listado como uma das causas de sua morte – ele também sofreu uma arritmia e insuficiência cardíaca.

*Por Igor Miranda

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*Fonte: whiplash

David Lynch lança curta-metragem no YouTube

‘Fire (Pozar)’, curta-metragem fruto da colaboração do cineasta com o músico Marek Zebrowski, já está disponível

Em meio aos seus boletins meteorológicos, o cineasta David Lynch lançou o curta-metragem ‘Fire (Pozar)’ diretamente no YouTube, de graça e disponível para todos assistirem. Projeto de 2015, o filme de 11 minutos nunca tinha sido disponibilizado online, apenas em circuito reduzido.

O curta é uma colaboração entre Lynch e o músico Marek Zebrowski, com quem já tinha trabalhado em 2007 no álbum ‘Polish Night Music’. Assim, ‘Fire (Pozar)’ foi animado, escrito e desenhado por Lynch, enquanto Marek escreveu e gravou a música sem quaisquer direcionamentos do cineasta.

Além disso, vale recordar: neste ano, a Netflix lançou outro curta de Lynch. No caso, um filme noir em preto-e-branco chamado ‘What Did Jack Do?‘.

David Lynch não divulgou, no seu canal no YouTube, se o curta ficará disponível por tempo ilimitado. Por isso, é bom aproveitar o quanto antes.

Abaixo, confira o curta-metragem animado de Lynch e Merek, ‘Fire (Pozar)’:

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*Fonte: filmmelier

The Origins of Alien: veja trailer assustador do documentário de Alien

Documentário sobre a produção de Alien segue padrão estilístico e perturbador do filme original

O documentário “Memory: The Origins of Alien”, anunciado no ano passado, finalmente ganhou seu primeiro trailer. O longa é dirigido e escrito pelo famoso documentarista Alexandre O. Philippe – conhecido por sua análise minuciosa da cena do chuveiro de Psicose (78/52). Dessa vez, porém, o diretor olha para um clássico da ficção científica: Alien.

O filme focará em analisar a obra-prima de Ridley Scott e todo o processo que houve por trás do longa inovador.

“Memory: The Origins of Alien” não ficará restrito a uma cena específica, como foi o caso de 78/52, mas a toda a produção deste filme de 1979, revendo coisas como produção, temas ou como Scott conseguiu projetar as salas claustrofóbicas.

*O documentário foi lançado nos Estados Unidos em outubro de 2019.

*Por Clara Guimarães

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*Fonte:

Assista o clássico “On Any Sunday” – (legendado)

Se você é fã de moto, seja a modalidade que for, antes mesmo de ter uma, você deveria assistir ao documentário Um domingo sobre moto, traduzindo o título do filme para português. Ainda mais agora, que graças ao espaço que o Mau me deu no site, o documentário está disponível com legendas em português. Só dar play lá no fim da página e assistir!

Mas antes, leia o que tenho a dizer sobre o filme:

Primeiramente, é de suma importância a existência dessa obra para o esporte. Não foi um filme apenas aclamado pelos fãs das motos, ele foi além de agradar um determinado público de um nicho seleto. A obra é admirada por fãs do cinema, assim como eu, que pude analisar e ficar muito feliz ao perceber ao longo de mais de 85 minutos de película, que o documentário foge da narrativa comum dos vídeos de esporte que estamos acostumados a ver no cotidiano de quem acompanha o motocross ou outras modalidades.

A narrativa do filme, com uma voz contando a história que segue a vida de três pilotos, Mert Lawwill, Steve McQueen e Malcom Smith, é interessantíssima neste caso, pois como não ouvimos relatos dos próprios pilotos (acho que por escolha de linguagem mesmo), criamos em nossa mente uma espécie de imaginário sobre eles, colando-os em posição de heróis de toda a história, e para mim, muitos dos pilotos que encaram esses desafios são verdadeiros heróis mesmo. Isso se confirma quando o narrador, na segunda metade do filme, faz uma pergunta: Que homens sãos esses que tanto se arriscam? – e segue questionando: Por que eles fazem isso?

O filme segue os três pilotos citados em diversas competições: motocross, motovelocidade, uma espécie de enduro que parece de fato o Six Days que temos até hoje, corridas no deserto e outras atípicas, mas que chamam muita a atenção de quem curte desafios sobre duas rodas. O documentário encanta muito, creio eu, ao público que nasceu nas décadas em que a história se passa, fim dos anos 1960 e anos 1970 – também gerações como a minha, que nasci no início dos anos 1990. Os trajes e as motos da época dão um ar poético ao filme, fazendo com que hoje, o doc. seja um verdadeiro clássico.

Somos levados o tempo todo ao passado, um filme nostálgico, uma obra de arte que conta a história de um esporte que a princípio, não parece ser tão artístico assim. Bruce Brown (o diretor), talvez fez isso sem querer, deixou um registro além das pistas e dos roncos das motos e outras peculiaridades das cenas comuns no esporte. Me encantam dois planos em específico. Uma tartaruga atravessa a pista no deserto, atrapalhando os pilotos, quando um deles sai da moto e coloca o animalzinho para fora do traçado. A outra, um piloto faz uma fogueira no deserto para chamar a atenção do resgate, e o fim é cômico e trágico, com a ajuda da trilha sonora, que é de ótima escolha durante todo o filme. Bom, não são spoilers, mas apenas desejo te deixar mega curioso pra assistir esse documentário, faça isso!

*Por Sérgio Azevedo

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*Fonte: brmx

Filme contará a história de Ronnie James Dio com imagens inéditas

Nada mais justo para uma das maiores vozes da história do rock’n’roll. A BMG vai produzir um filme sobre a carreira do mestre Ronnie James Dio. O documentário ainda não tem título, mas vai reunir imagens raras e inéditas do arquivo pessoal de Dio, inclusive em eventos familiares.

O filme será dirigido pela dupla Don Argott e Demian Fenton, com produção executiva da própria Wendy Dio, esposa e empresária do mestre por muito tempo.

“Estou muito empolgada em poder trabalhar com a BMG nesse documentário tão aguardado sobre o Ronnie”, disse a própria Wendy Dio. “Ele amava os fãs e tenho certeza que eles adorarão essa viagem pela vida de Ronnie.”

Além da inigualável carreira solo, o documentário vai abordar com profundidade as passagens de Dio por grupos como Elf, Rainbow e Black Sabbath. “Tem uma enorme quantidade de material em Super 8 que ninguém nunca viu, encontrei caixas antigas com material até da infância dele”, disse Wendy.

Muitos fãs imaginam até que pudesse haver um filme sobre Dio, mais ou menos na linha que tivemos as recentes películas sobre Queen, Mötley Crüe e até Elton John. Mas Wendy refuta a ideia: “Não acho que vai rolar, pois ninguém poderia fazer o papel do Ronnie. Prefiro um documentário sobre a vida dele, com material real inédito, nunca visto pelos fãs”, completou ela.

Ronnie James Dio morreu em maio de 2010, aos 67 anos, por conta de um câncer no estômago. Um livro biográfico sobre Dio está ainda em fase de composição pelo jornalista Mick Wall em parceria com a própria Wendy Dio, porém, vale lembrar que ele começou a ser feito antes da morte do cantor.

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*Fonte: rockbrigade

Analista explica sucesso financeiro do Coringa de Joaquin Phoenix: ‘Alienação, solidão e raiva’

Coringa se tornou um fenômeno de bilheteria, arrecadando cerca de US$ 744 milhões ao redor do mundo pouco depois de um mês de estreia e com grandes chances de se tornar o filme +18 mais lucrativo da história, um feito que parece difícil de se compreender.

Porém, para o analista de mídia sênior em Relações com Expositores Jeff Bock, que falou à Variety, os motivos para o sucesso do Palhaço do Crime são evidentes: “Coringa com certeza está rindo por último”. O primeiro fator do sucesso foi o orçamento conservador, de US$ 62,5 milhões para o filme.

“Não se consegue comprar uma adaptação de quadrinhos por esse preço, ainda assim a Warner Bros. fez funcionar contando uma boa história”, disse Bock. Mesmo ao considerar que publicidade e distribuição aumentaram o orçamento do filme em US$ 100 milhões, o investimento total continua sendo uma fração dos lucros.

O investimento “baixo” se deve aos temas sombrios e conteúdo muito mais perturbador do que a média de filmes de quadrinhos, motivando uma abordagem mais cautelosa da WarnerBros.. E este foi justamente outro ingrediente no sucesso do filme de Joaquin Phoenix.

“Eles fizeram uma aposta e deu certo. Coringa atingiu em cheio o Zeitgeist de hoje e está coletando os frutos disso”, afirmou Bock. “Estamos falando sobre temas universais, de alienação, solidão e raiva que continuam a alimentar a bilheteria desse monstro.”

A forma de representação da violência em Coringa já é algo que dava certo em outros gêneros do cinema também, segundo Bock.

“Públicos mais jovens estão defendendo esse filme de maneira muito parecida com os jovens que assistiram Assassinos Por Natureza [1994], ou Laranja Mecânica [1994] ou Pulp Fiction [1971]. Cada um desses filmes, violentos de maneiras próprias, tinha algo a dizer sobre as falhas da sociedade, tornando-os muito mais interessantes e duradouros.”

Por último, a campanha de marketing do longa dirigido por Todd Phillips merece destaque. Nas semanas anteriores a estreia, Coringa levantou muitas críticas sobre a possível romantização de um assassino em massa, e as famílias das vítimas do massacre na exibição de Cavaleiro das Trevas Ressurge, que aconteceu na cidade de Aurora em 2012, falaram contra o filme.

A Warner então aumentou a divulgação do filme nas redes sociais, numa tentativa de limitar as manchetes bombásticas e, em vez disso, aumentar o diálogo. Essa abordagem deu certo, já que notícias negativas não impactaram as vendas de ingresso, apesar do marketing direcionado ser mais custoso.

Jeff Bock também menciona o formato inovador de Coringa para o gênero, ao falar do futuro da Warner: “Agora eles [Warner Bros.] tem um modelo viável, o qual a Marvel e a Disney tem medo de fazer – adaptações +18 de quadrinhos.”

“Nos últimos anos, a Disney, como uma entidade, não conseguiu reunir de forma bem-sucedida as multidões adultas que gostam de explorar temas sombrios, conhecidos como PG-13 e além”.

 

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*Fonte: revistarollingstone