“The JockStrap Raiders” – by Mark Nelson

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Curta-metragem sci-fi foi gerado aleatoriamente por um computador

O vídeo abaixo, um curta-metragem de ficção científica chamado “Fraktaal”, mostra o que parecem ser mundos alienígenas.
Como a animação possui muitos detalhes complexos e intrincados, é fácil imaginar que quem quer que seja que criou este curta provavelmente passou muitas semanas debruçado sobre o projeto.
Mas não foi assim. O artista Julius Horsthuis inventou e animou “Fraktaal” usando um software 3D.

Aleatório

O autonomeado “animador preguiçoso” se baseou em padrões matemáticos complicados para gerar automaticamente as cidades aliens visitadas em seu curta.Julius já usou fractais em animações antes, mas, neste filme em particular, é fácil esquecer que estamos na verdade observando os resultados de algoritmos cuspindo dados aleatórios.

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*Fonte:  hypescience

Esse cara tem trabalhado os últimos 30 anos em uma animação

Phil Tippett passou uma vida na indústria cinematográfica trabalhando como modelista, supervisor de efeitos visuais, diretor e animador de stop-motion. Ele participou de projetos como Star Wars, Jurassic Park e RoboCop. Mas a dua verdadeira paixão está na animação stop-motion feita de modo artesanal.

Nos últimos 30 anos, Tippett tem trabalhado em um filme incrivelmente detalhado chamado “Mad God”, feito sem pressa para acabar. Apesar de todo o trabalho árduo, Tippett vê Mad God como uma forma de terapia e uma maneira de se reconectar com um tempo em que os efeitos especiais e a animação eram feitos à mão.

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*Fonte: ideiafixa

Novo filme do Bob Dylan será lançado em outubro – “Trouble No More”

“Trouble No More” será lançado no dia 2 de outubro durante o tradicional New York Film Festival. Dirigido pela Jennifer Lebeau, que também dirigiu o curta “The Basement Tapes: The Legendary Tale”, apresentará imagens raras da fase “born again” do Bob Dylan, além de performances do músico em Toronto e Buffalo, na etapa final da turnê de 1979 a 1980.

Leia sinopse do filme:

Como todos os outros episódios da vida de Bob Dylan, o período “born again”, que supostamente começou com o lançamento de “Slow Train Coming” (1979) e supostamente terminou com “Shot of Love” (1981), foi examinado sem parar na imprensa. Menos atenção foi dada à magnífica música que ele fez. Este filme muito consiste em imagens de vídeo verdadeiramente eletrizantes, muitas que quase se perderam com o tempo e foram restauradas, dos shows em Toronto e Buffalo na última etapa da turnê 1979-1980 (com uma banda incrível : o veterano de Muscle Shoals, Spooner Oldham e Terry Young nos teclados, Fred Tackett do Little Feat no violão, Tim Drummond no baixo, o lendário Jim Keltner na bateria e Clydie King, Gwen Evans, Mona Lisa Young, Regina McCrary e Mary Elizabeth Bridges nos backing vocals) intercalados com sermões escritos por Luc Sante e lindamente entregues por Michael Shannon. Mais do que apenas uma gravação de alguns shows, “Trouble No More” é uma experiência total.

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*Fonte: southernrockbrasil

 

 

Jaco Pastorius – O Filme (legendado/português)

Com imagens de arquivos e entrevistas, o documentário monta a trajetória do incrível baixista Anthony “Jaco” Pastorius, que desde novo foi imerso no mundo do Jazz, tornando-se não só um grande instrumentista, mas uma pessoa de forte personalidade.

Jaco entrou para a história da música como um dos melhores baixistas do mundo.

 

Sua História:

Era o primeiro filho, dos três filhos, do casal John Francis Pastorius II, que era baterista e Stephanie Katherine Haapala.

Ainda muito jovem, entretanto, mudou-se para Fort Lauderdale, na Florida. Entre outras curiosidades não muito conhecidas, Pastorius foi coroinha no Colégio Católico St. Clement, em Wilton Manors, cidade próxima de Fort Lauderdale, dentro do condado de Broward.

O apelido “Jaco” tem origem em sua ligação com o esporte. Como o apelido de seu pai era Jack, começaram a chamá-lo de Jacko, em referência ao jogador de beisebol, Jocko Colon. Quando o pianista francês Alex Darqui escreveu um recado para Pastorius, utilizou a grafia JACO. Pastorius gostou então dessa forma de soletrar seu apelido e adotou a partir de então: Jaco.

Além de seguir os passos de seu pai como baterista, Pastorius era fã de esportes, e jogava beisebol, basquete e futebol americano desde jovem. Em uma partida de futebol americano, sofreu um acidente onde quebrou seu pulso esquerdo, comprometendo a agilidade como baterista. Nessa época, tocava bateria no conjunto Las Olas Brass. David Neubauer, então baixista do Las Olas, saiu do grupo, permitindo então que Pastorius assumisse sua posição, por volta de 1970. O Las Olas Brass fazia covers de Aretha Franklin, Otis Redding, Wilson Pickett, James Brown.

Segundo as próprias palavras de Pastorius, suas principais influências musicais foram: ” James Brown, The Beatles, Miles Davis, e Stravinsky, nessa ordem.” Além desses, Jaco cita outros nomes como Jerry Jemmott, James Jamerson, Paul Chambers, Harvey Brooks, Tony Bennett, Sinatra, Duke Ellington, Charlie Parker, e cita com especial atenção o nome de Lucas Cottle, um desconhecido baixista neozelandês que tem algumas gravações ao lado de Pastorius.

Em 1974, começou a tocar com Pat Metheny, hoje uma lenda viva da guitarra, chegando a gravar um álbum juntos, “Jaco” (1974), o primeiro álbum da carreira do baixista. Em 1976, Jaco gravou o seu segundo álbum, produzido pela Columby Productions – Epic, instantaneamente reconhecido como um clássico no cenário jazzístico da época. Foi então convidado a fazer parte do Weather Report, onde gravou em 1977 o álbum Heavy Weather, indicado ao Grammy e um dos álbuns de fusion mais famosos de todos os tempos.

Ainda em 1976, Jaco gravou o álbum Bright Size Life, disco de estreia de Pat Metheny. De 1976 é também o álbum Hejira, da cantora e compositora Joni Mitchell, com Jaco numa excepcional performance.

No início da década de 80, Jaco aprofundou um projeto solo, acompanhado de metais, e o desejo de conduzir uma big band com as linhas de baixo deu origem a banda Word of Mouth, que lançou em 1981 um disco homônimo, distribuído pela Warner. O disco foi um hit de costa a costa nos Estados Unidos, com performances virtuosas de Herbie Hancock, Wayne Shorter e Peter Erskine.

O ano de 1984 marca o início do declínio desse gênio dos graves, e após a dissolução da Word of Mouth, cortado da Warner, Jaco produz o material de Holiday for Pans, juntamente com Othelo Molineaux (steel drums), disco que não chegou a ser lançado, pois Jaco não conseguira um contrato com nenhuma distribuidora. Os originais foram roubados e recuperados posteriormente, mas o material já não poderia ser totalmente aproveitado. Um recorte de Holiday for Pans, renomeado de Good Morning Anya, foi incorporado a coletânea Jaco Anthology Punk Jazz, lançada pela Rhino Records, em 2003.

Jaco utilizava um baixo Fender Jazz Bass 62, que foi roubado em 1986, criando-se um mito a respeito do desaparecimento do “Bass of Doom” (como ficou conhecido). Recentemente foi recuperado pelo baixista Robert Trujillo que ainda está com o instrumento [1]. Para algumas faixas, utilizava um efeito “flanger”. Utilizava bastante alternância entre os captadores da ponte e do braço, equilibrando o timbre que desejava utilizar. Certo dia, Jaco resolveu arrancar os trastes de seu baixo elétrico. Não inventou o baixo fretless (ampeg aub 1 1966) mas foi o primeiro a tocar com a precisão de um violoncelista, inovando a técnica e ampliando as possibilidades. Ou, como disse um crítico, trouxe maturidade ao instrumento.

Na metade da década de 80, Pastorius começou a apresentar problemas mentais, e sintomas do chamado distúrbio bipolar, síndrome de pânico e depressão, relacionada ao uso excessivo de drogas e álcool. Esse distúrbio tornou-o mundialmente famoso por seu comportamento exagerado e excêntrico, para não dizer bizarro. Certa vez, quando se apresentavam em Tóquio, foi visto completamente nu e aos gritos sobre uma moto em alta velocidade. Suas performances como instrumentista também mudaram, seu gosto pelo excêntrico e pelas dissonâncias, se tornou exagerado e de certa forma incompreensível. Jaco passa a tocar em clubes de jazz em Nova York e na Flórida, tendo caído no conceito popular e transformado-se na “ovelha negra” do meio musical-jazzístico da época.

O trágico fim de John Francis Anthony Pastorius III inicia-se em 11 de setembro de 1987. Após um show de Carlos Santana, se dirige ao Midnight Bottle Club, em Wilton Manors, Florida. Após ter um comportamento exibicionista e arrogante, entra em uma briga com o segurança do clube, chamado Luc Havan. Como resultado da briga, sofre traumatismo craniano e entra em coma por dez dias. Depois que os aparelhos foram retirados, seu coração ainda bateu por três horas. A morte do mais ilustre baixista de todos os tempos data de 21 de setembro de 1987, faltando 10 semanas para completar 36 anos. Foi enterrado no cemitério Queen of Heaven, em North Lauderdale.

Uma das maiores homenagens prestadas a ele, foi registrada pelo trompetista Miles Davis, que gravou a música Mr. Pastorius, composição do baixista Marcus Miller, lançada no álbum Amandla.

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