7 maiores mitos sobre castelos que você aprendeu com os filmes

Os castelos começaram a ser construídos por volta do ano de 800. Os primeiros castelos eram estruturas de madeira, protegidas por paliçadas. A madeira foi sendo substituída por pedras somente mais tarde. A mudança ocorreu no fim do Império Romano. Com as crescentes invasões nórdicas, vieram os muros de pedras e rochas, erguidas sobre ruínas de construções e fortificações romanas. As fortificações localizavam-se sempre na parte mais alta do terreno. Geralmente, sempre no topo das maiores colinas. O motivo? Facilitar a vigilância.

Os muros cresceram, passaram a ter enormes muralhas, onde os cavaleiros e soldados podiam circular em caso de ataque. Além de servir como defesa, os castelos também aumentavam a autoridade do senhor feudal sobre seu feudo.

Muitos de nós pensamos nessas famosas fortificações como lugares obscuros, cinzentos e frios. Claro, é o que vemos nos filmes e nas séries, não é verdade? Porém, nem tudo que ocorre nas produções audiovisuais deve ser considerado como verdade absoluta. Por isso, separamos aqui, uma lista super interessante sobre essas incríveis construções.

1 – Ali não vivia um grande exército

Quando pensamos em castelos, os imaginamos como prédios militares. Os vemos como locais fortemente vigiados. Mas não é bem assim. Um castelo não era, assim, tão bem vigiado como pensamos. Nos tempos medievais, os castelos, que eram mais bem defendidos, eram os que ficavam ao longo das fronteiras. Mesmo assim, esses castelos raramente tinham mais de 200 oficiais para defendê-los.

2 – O grande salão não era utilizado somente para festas

Outro motivo pelo qual os castelos costumavam ter oficiais, era porque simplesmente não havia espaço suficiente para abrigá-los. Os soldados e funcionários, que viviam em um castelo, geralmente, dormiam no grande salão. O senhor feudal e sua família dormiam ali também. Por serem donos, dormiam separados, em um grande cama, que era separada do ambiente por apenas uma cortina. Por esse motivo, o grande salão não era um local exclusivo para banquetes. Era também o centro da vida do castelo. Era também o lugar onde os conselhos eram realizados. Foi somente depois, que os castelos passaram a ter um conjunto de aposentos privados para o senhor e sua família.

3 – Os castelos eram dos cavaleiros

Muitos castelos eram propriedade da Coroa. Particularmente em áreas de importância estratégica, os castelos eram usados ??como instalações militares. Essa era a melhor maneira que o rei tinha para garantir sua proteção.

4 – Lordes tinham permissão para construí-los

Qualquer proprietário de terras que decidisse construir um castelo, de repente, passava a ser visto para o monarca como ameaça. Por causa disso, a Coroa decidiu que aquele que tivessem interesse em fortificar uma residência, precisaria de uma necessária Licença para Crenellate. Geralmente, somente os lordes possuíam.

5 – Masmorras

Uma das características mais aterrorizantes de um castelo medieval é a presença da masmorra. No entanto, nas masmorras, ficavam detidos apenas aqueles que tinham dinheiro. Ricos, capturados em tempos de guerra, que precisavam ser mantidos como reféns, iam direto para lá. Por quê? Porque era a sala mais difícil de escapar.

6 – Os primeiros castelos foram feitos com madeiras

Os castelos que sobreviveram são feitos de pedra, claro. No entanto, os primeiros foram feitos com madeiras. Quem começou esse tipo de construção, foram os proprietários de terras mais pobres. O castelo de madeira era a solução mais prática, rápida e barata de se construir. E ofereciam semelhante segurança.

7 – Fortificações frias

A pedra era um bom isolante térmico. Os castelos, como eram construídos nas partes mais altas das terras, eram alvos de ventos fortes. Por isso, a maioria tinha grandes lareiras.

*Por Arthur Porto

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Peter Fonda R.I.P.

Hoje nos deixou mais um de meus grandes ídolos, o ator Peter Fonda, que imortalizou o clássico cult movie “Easy Rider” (no Brasil – Sem Destino). E se por ventura existe de fato uma definição ou um esteriótipo de motociclista phodão, para mim e o meu universo caótico, é a figura de Peter Fonda como o capitão América,  nesse filme.

É difícil até de explicar essa paixão. Talvez seja uma coisa de guri, sabe aquele filme que tu assiste uma vez, já ansioso e morrendo de curiosidade de tanto que algum amigo ou conhecido mencionar (no meu caso, meu irmão), e depois quando finalmente tu assiste, não é o suficiente. De tão impactado, tem de assistir de novo e de novo. Pois é, comigo foi assim e nesse caso parei de contabilizar em minha vida lá pela 16ª vez. Tenho plena certeza de que essa imagem de Peter Fonda e seu parceiro Dennis Hopper, rodando com suas motos chopper por sinuosas estradas tradicionais dos EUA, naqueles longíquos 60’s, tudo isso ainda por belas paisagens e regado a uma trilha sonora de muito rock… Báh! Inesquecível.

Se gosto tanto de motocicletas, curto andar e tenho uma custom hoje em dia, sem dúvida alguma é por causa disso, coisa que me marcou lá na minha infância. Aliás, é um tipo de filme não muito recomendado para um garoto de 9 anos, mas enfim, coisas da vida….rsrsrsrsr. Vem daí o gosto por motos simples, desprovida de todas essas baboseiras e apetrechos tecnológicos de hoje em dia – isso não é moto ROCK! Se é que você me entende! – Não, com certeza não me entende.

Mas enfim, descanse em paz Peter Fonda. Espero que esteja feliz lá em cima rodando LIVRE, junto novamente com o seu grande parceiro Dennis Hopper.
Que Deus o abençoe. (R.I P.)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A fórmula de Quentin Tarantino para o cinema

Quentin Tarantino é certamente um dos diretores mais queridos da atualidade. Cada um de seus oito filmes tiveram um impacto profundo na história do cinema.

Diálogos afiados, humor ácido, narrativa não linear, violência deliberada e fotografia emblemática. Tudo isso vêm à cabeça quando pensamos no diretor, que construiu um estilo de fazer cinema tão singular.

Mas a mágica de Tarantino não acontece sozinha. Existe uma fórmula com uma história autodidata, sagacidade e inspiração.

Isso porque o diretor se utiliza de muitas referências de outros filmes e gêneros clássicos ao longo da história da sétima arte.

Em 1997, com seu filme de estreia “Reservoir Dogs”, um crítico acusou o diretor de plagiar o longa de ação chinês “City of Fire”, de 1987. Porque os 20 minutos finais do filme são praticamente idênticos ao de Tarantino.

E não para por aí. A lista de referências é longa. “Jackie Brown” é claramente inspirado em “Foxy Brown”, de 1974. Enquanto “Bastardos Inglórios”, um dos filmes mais aclamados do diretor, é, de muitas maneiras, semelhante ao filme de guerra de 1967 “The Dirty Dozen”.

Cada obra prima de Tarantino também se constrói de referências visuais de pelo menos uma dúzia de filmes. Muitos defendem ser uma maneira de homenagear os filmes que ama. Mas o diretor nega.

Em uma entrevista para a revista Empire, em 1994, ele disse: “Eu roubo de todos os filmes que já foram feitos. Adoro fazer isso. Se existe algo na minha obra, é porque eu roubei isto deste filme ou aquilo daquele outro e misturei tudo junto. Se as pessoas não gostam, azar o delas, não assistam, certo? Eu roubo de todo o mundo. Grandes artistas roubam, não fazem homenagens.”

A última frase inclusive lembra a máxima do pintor Pablo Picasso: “Bons artistas copiam. Grandes artistas roubam”.

No entanto, antes de desconsiderar a capacidade de Tarantino de fazer filmes, é preciso entender um pouco de sua história.

A carreira de Tarantino não começou em uma escola de cinema. Mas sim em uma locadora de vídeo, onde ele trabalhava como balconista e adquiriu um conhecimento enciclopédico do cinema. Ou seja, ele aprendeu a fazer filmes assistindo filmes.

O orgulho declarado em dizer que está “roubando” pode ser justamente porque ele é capaz de fazer algo que nenhum outro cineasta consegue: criar algo completamente novo, a partir de suas inspirações.

Isso também justifica porque o diretor é saudado como um dos cineastas mais notáveis do pós-modernismo do cinema, cujo princípio central é justamente isso: nada é novo na arte, tudo é reciclado e reutilizado repetidamente.

Tarantino se utiliza de uma técnica pós-moderna conhecida como pastiche, que consiste em se apropriar de várias fontes para criar algo novo. Algo que a gente está acostumado a ver na música, como no Hip Hop, por exemplo.

E o porquê de o pastiche de Tarantino funcionar tão bem é graças à sua sagacidade em compreender o assunto que está se inspirando e conseguir construir algo que não cai em uma homenagem superficial de simplesmente imitar algo icônico.

Mesmo que a gente perceba alguma semelhança com outros filmes, as referências que Tarantino usa passam quase imperceptíveis, porque se mesclam de uma maneira harmoniosa com o gênero que ele cria.

“Reservoir Dogs” é um pastiche dos filmes de crime de Hong Kong, e “Pulp Fiction” é baseado no movimento francês New Wave.

“Jackie Brown” se baseia em filmes do movimento norte-americano blaxpoitation dos anos 70, enquanto “Kill Bill” ressurge o clássico samurai japonês e filmes chineses de kung fu.

“Death Proof” explora com louvor os filmes de baixo orçamento, enquanto “Bastardos Inglórios” homenageia o cinema da Segunda Guerra Mundial como nunca se viu antes.

Sem contar como seus filmes mais recentes “Django Livre” e “Os Oito Odiados” são versões modernas e geniais do gênero Spaghetti western, ou Bang-bang à italiana.
A fórmula de Quentin Tarantino para o cinemaVídeo do INSIDER mostra referências de clássicos nos filme de Quentin Tarantino

E se você quiser dissecar um pouco mais o queridinho “Pulp Fiction”, vai reparar como ele é repleto de referências de clássicos.

A dança icônica do filme foi inspirada em uma cena semelhante do longa “Band of Outsiders”, de 1964. Já a coreografia é parecida com a do filme “8 1/2″, de 1963.

Os passos de John Travolta foram inspirados em uma adaptação de “Batman”, de 1966. Enquanto os de Uma Thurman lembram a dança de um dos gatos da animação “Aristogatas”, de 1970.

A mala misteriosa que carrega o enredo de “Pulp Fiction” é uma réplica do filme americano “Kiss Me Deadly”, de 1955. E, claro, também inspirada na do filme “Psicose”, de Alfred Hitchcock.

Não é nenhum exagero como os filmes de Tarantino são exaltados e conquistam um espaço importante da história do cinema.

São todos essencialmente inspirados em clássicos que surgiram ao longo da história. Mas todos se passam em um mundo de Tarantino tão original, que é praticamente impossível fazer igual.

Aprenda mais sobre o cinema de Tarantino com o vídeo do INSIDER.

*Por Raquel Rapini

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*Fonte: geekness