Bombeiros recomendam FORTEMENTE que você NÃO deixe alguma garrafa de água no carro

Você alguma vez colocou uma garrafa de água no carro em um dia de calor? Essa prática parece inofensiva, mas pode ser fatal, principalmente se deixarmos esse objeto muito tempo dentro do veículo quente.

Deixar uma garrafa de água no carro por um tempo pode ser fatal, principalmente se ela estiver pela metade. Esses objetos podem causar incêndios, e um homem chamado Dioni Amuchastegu é a prova disso. Ele deixou uma garrafa em seu automóvel, e viu seu assento ficar queimado.

“Eu almocei cedo, e me sentei no caminhão quando, por acaso, olhei pelo canto de meu olho e percebi que havia fumaça lá dentro. Me virei e vi como os raios do sol projetados na garrafa e a pegar fogo”, conta Dioni. Esse acontecimento é fácil de explicar.

Quando a luz do sol atravessa a garrafa, a água age como uma lupa e acentua o calor. Ela concentra toda a energia do sol em um ponto, e ele pode se tornar tão quente que provoca um incêndio. “Nós testámos novamente e medimos a temperatura. Não me lembro exatamente quantos graus faziam, mas tínhamos um termômetro e ele estava quente. Ou seja, estava quente o suficiente para queimar e fazer buracos no assento. Algo que você não podia imaginar”, continua o homem.

Todos sabemos que é muito importante beber água se estiver um dia de calor. Por isso se você tiver garrafas de água no carro, coloque ele à sombra. Ou então já sabe, leve a garrafa consigo para que não aconteçam acidentes. Veja a experiência de Dioni, onde podemos ver esse objeto causando um pequeno fogo no assento.

As aves incendiárias que usam o fogo para facilitar a caça

A Austrália é o lar de inúmeras espécies perigosas: de crocodilos a cobras, de aranhas a águas-vivas venenosas.

Três animais aparentemente inofensivos foram acrescentados à lista, de acordo com um novo estudo baseado em diversas observações.

São três espécies de aves de rapina, descritas pelos pesquisadores como “incendiárias”.

Segundo Bob Gosford, ornitologista do Central Land Council (um dos conselhos comunitários que se organizam por região no país, neste caso no Território do Norte) e coautor da pesquisa, as aves são o milhafre-preto (Milvus migrans), o milhafre-assobiador (Haliastur sphenurus) e o falcão-marrom (Falco berigora), que ampliam deliberadamente os incêndios florestais para forçar os animais que moram na floresta a fugir das chamas e, assim, caçá-los com mais facilidade.

Para fazer isso, as aves pegam um galho em chamas com o bico ou com as garras e o deixam cair em uma área ainda não atingida pelo fogo.

Além disso, dizem os pesquisadores, as aves podem ter aprendido a controlar e a usar o fogo a seu favor antes mesmo dos humanos.

O estudo foi publicado na revista científica Journal of Ethnobiology.

Forte evidência

A crença de que essas aves têm a capacidade de espalhar as chamas vem de longa data – e inclusive celebrada em antigas danças cerimoniais nas culturas aborígenes do país.
Image caption Com seu bico ou garras, o falcão-marrom carrega galho em chamas e o deixa em cair área da floresta ainda não atingida pelo fogo para facilitar sua caça

No entanto, quando Gosford publicou o resultado de suas observações iniciais em 2016, muitos especialistas em comportamento de aves reagiram com ceticismo.

Agora, com 20 novos depoimentos, Gosford conseguiu convencer os cientistas que chegaram a questionar as evidências.

Um desses depoimentos é de Dick Eussen, fotojornalista, ex-bombeiro e coautor do estudo, que observou esse comportamento ao tentar apagar um incêndio no Território do Norte, nos anos 1980.

Um dos episódios mais recentes ocorreu em março de 2017, na mesma região, mas os milhafres não alcançaram seu objetivo.

Aves antes dos humanos

Ainda não está claro o quão comum é esse comportamento, mas, de acordo com as evidências, essas aves só recorrem a essa metodologia de caça se o incêndio atingiu seu limite de expansão e ameaça se apagar.

Para saber a frequência e se esta técnica é exclusiva dessas espécies, tanto na Austrália como no resto do mundo, os pesquisadores planejam fazer experimentos em condições controladas.

Outro ângulo interessante que surge das observações é que é bem possível que as aves de rapina tenham aprendido a controlar incêndios antes de nós.

A evidência confirmada mais antiga do uso do fogo por humanos é de 400 mil anos atrás.

No entanto, aves de rapina estiveram no planeta milhões de anos antes, então elas podem ter descoberto antes dos humanos, disse Alex Kacelnik, o especialista em inteligência de pássaros da Universidade de Oxford, no Reino Unido, à revista New Scientist.

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*Fonte: bbc-brasil

Família mantém aceso fogo de chão em fazenda há 200 anos no RS

A chama que simboliza as comemorações da Semana Farroupilha no mês de setembro também se funde à identidade gaúcha. No interior do Rio Grande do Sul, um fogo de chão aceso em um galpão de uma fazenda se mantém aceso há mais de 200 anos.

Na Fazenda Boqueirão, em São Sepé, na Região Central e a cerca de 300 quilômetros de Porto Alegre, vive a família Simões Pires, que tem raízes e presença na história do estado desde o século 18. É terreno deles que se mantém intacto o galpão onde o fogo foi aceso pela primeira vez. O espaço se torna quase um ponto turístico.

“A gente associa à época que o galpão foi construído, que foi no inicio de 1800. Então, provavelmente, desde essa época que existe o fogo”, afirma Gilda Simões Pires, proprietária das terras. Muitos membros da família foram ligados à politica de São Sepé e ajudaram a elaborar um pouco da história do estado.

Preservada do calor, a cadeira usada por David Canabarro é relíquia. Na casa, há uma réplica, já que a original foi doada para o museu da cidade.  “A gente sempre pergunta para as pessoas de uma maneira ou outra o que sentiu aqui dentro do galpão, e principalmente pessoas que têm suas raízes no interior do estado dizem que sentem alguma coisa muito emocionante. É voltar no tempo”, completa.

Além do passado, o fogo também simboliza o futuro. Com a proximidade do dia 20 de setembro, os cavaleiros repetem as cavalgadas em busca da Chama Crioula, uma tradição que começou em 1947, quando até então o fogo era símbolo apenas da pátria.

“O MTG (Movimento Tradicionalista Gaúcho) se apropria dessa questão do fogo, dá mais ênfase para o fogo simbólico, do civismo, da nação, do patriotismo. Esse fogo que, como na Grécia antiga, fogo olímpico que percorria os diversos lugares, então percorre as diversas cidades do Rio Grande do Sul, para integrá-las na cultura rio-grandense, com a Chama Crioula”, avalia o professor de história da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Júlio Ricardo Quevedo.

Em agosto, a centelha foi levada a cada uma das 30 regiões tradicionalistas espalhadas pelo Rio Grande do Sul. Neste ano, a Chama Crioula saiu de Cruz Alta, no Noroeste do estado, no dia 16 do mês passado. Ao todo, foram mais de 400 quilômetros rodados até chegar a Porto Alegre, em uma viagem a cavalo pelo estado que durou oito dias.

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*Veja mais aqui neste link – vídeo da matéria / Fonte: G1RS

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