Futuro do planeta Terra está mais ameaçado do que se imagina

As próximas décadas serão complicadas para o planeta Terra, que vem aguardando desastres provocados pelas mudanças climáticas já anunciados há um bom tempo. Agora, de acordo com um novo estudo, a situação está ainda pior do que imaginamos.

O grupo de 17 pesquisadores da Austrália, Estados Unidos e México descreve no estudo, citando mais de 150 outras pesquisas, três grandes crises que vão ameaçar a vida na Terra nos próximos anos: distúrbios climáticos, redução da biodiversidade e consumo humano excessivo, além do aumento excessivo da população.

De acordo com o estudo, desde o início da agricultura, há 11 mil anos, a Terra já perdeu cerca de 50% de suas plantas terrestres e aproximadamente 20% da sua biodiversidade animal. Se a tendência continuar, pelo menos um milhão de espécies de plantas e de animais serão extintas em um futuro próximo.

Com a redução da biodiversidade, os principais ecossistemas do planeta serão prejudicados, existindo menos insetos para polinizar as plantas, sobrando poucas para fazer a filtragem do ar, água e solo, e consequentemente resultando em poucas florestas que protegeriam os humanos de enchentes e outros desastres naturais.

Devido às alterações climáticas, esses desastres naturais virão com ainda mais força e frequência até o ano de 2050, elevando o nível do mar e forçando pessoas de diversos países a se tornarem refugiadas, o que vai colocar mais vidas em risco e ainda provocar uma disrupção da sociedade. A estimativa é que, dentro deste prazo, a população chegue a 9,9 bilhões, aumentando a cada vez mais ao longo do século.

A superpopulação e a migração irão trazer problemas sociais graves, como instabilidade de moradia e alimentação, aumento do desemprego e desigualdade social. Além disso, quanto mais os humanos invadirem as áreas selvagens, maiores as chances de surgirem novas doenças zoonóticas, que podem ser mortais.

Os pesquisadores afirmam, no entanto, que não está garantido que os desastres vão acontecer, mas, para evitá-los, será preciso que líderes mundiais comecem a enfrentar as ameaças com mais seriedade. Então, assim que eles aceitarem a gravidade do que espera a humanidade, poderão começar a aplicar medidas de conservação do planeta.

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*Fonte: canaltech

A população mundial alcançará 10 bilhões de pessoas em 2050

Segundo relatórios da ONU, a população Africana poderá dobrar nos próximos 30 anos, ultrapassando todo o sul da Ásia e a Ásia Central em índices populacionais e se tornando a região mais populosa do mundo.

Isso significa que a região representará mais da metade das taxas globais de crescimento populacional.

Liu Zhenmin, chefe de assuntos econômicos e sociais da ONU, comentou: “Muitas das populações que mais crescem estão nos países mais pobres, onde o crescimento populacional traz desafios adicionais para erradicar a pobreza, alcançar maior igualdade, combater a fome, a desnutrição e fortalecer a saúde e educação.”

Espera-se também que a Índia venha a superar a China como o país mais populoso do mundo em 2027. Até 2050, a Índia, com 1,6 bilhão de pessoas, estará bem à frente da China, cuja população voltará ao nível de 1,4 bilhão.

Em contrapartida, algumas regiões – como a China por exemplo – estão tendo um grande declínio em sua papulação, graças as baixas taxas de fertilidade e/ou os altos números de emigração mas, deve-se levar em conta também o fato que em todo o mundo as pessoas estão vivendo mais. As taxas de longevidade são cada vez maiores, principalmente em países mais desenvolvidos.

Levando em consideração todos os dados fica claro que a tendência é de que os números populacionais no contexto mundial só aumentem. Isso leva a crença de que a humanidade logo entrará em colapso, porém, essa possibilidade está um pouco distante.

*Por Damares Alves

 

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*Fonte: socientifica

Fui entender como a neurociência quer hackear nossos cérebros

Antes de entrar na palestra “Hack The Brain: The Power of Neuroenhancement”, aqui no SXSW, não tinha realizado exatamente como os convidados trariam esse tema sem parecer algo sobre ficção científica. Até porque, num painel com um neurocirurgião, uma comunicadora e um professor de Stanford, eu não sabia muito o que esperar.

Eles começaram da forma mais simples, explicando quase que literalmente o que o título da palestra queria dizer: o poder do aprimoramento da neurociência na vida das pessoas.

Resumidamente, eles disseram que já existe uma tecnologia, que não é a ritalina, capaz de reprogramar as funções do cérebro e deixá-lo melhor e que isso realmente mudaria a forma de vida da sociedade.

Mas, como isso funcionaria na vida real?

Imagine doenças cognitivas como Alzheimer, que destrói a memória e outras funções mentais importantes. Agora imagine que essa tecnologia aliada à neurociência estão trabalhando para conseguir reprogramar o cérebro de pessoas que sofrem com a doença, “trocando os fusíveis” e apagando essas falhas, trazendo essas pessoas à vida normal novamente.

Implantando um chip, a tecnologia de neuroenhancement é capaz de mudar comportamentos e vícios do cérebro, como alcoolismo e anorexia, por exemplo. Isso acontece através de um estimulo o córtex, que pode inclusive curar pessoas com depressão.

Além de doenças, essa tecnologia também seria capaz de melhorar nosso potencial intelectual. Um pouco sobre como a ritalina age, mas muito mais poderoso e menos temporário. Você seria capaz de armazenar mais dados, avaliar melhor suas decisões, aproveitar o poder do seu consciente, prestar atenção em tudo que desejasse e tomar decisões muito mais assertivas.

Tudo parece maravilhoso, certo? Quase levantei a mão e perguntei em qual sala estavam implantando o chip.

Mas, existem riscos. Os convidados deixaram isso muito claro apesar de serem entusiastas e otimistas: não é tão permanente como se pensou. As doenças cognitivas, por exemplo, podem voltar em 10 ou 20 anos depois de implementar o chip no paciente.

Mas, não é apenas sobre isso. Com opiniões a favor e contra, os palestrantes trouxerem um ponto de vista interessante: o acesso a esse tipo de tecnologia será restrita o que poderia ser injusto para as camadas menos favorecidas da sociedade.

E o que isso implica? Num problema usual em países com desigualdade: os mais ricos teriam acesso à tecnologia, teriam mais chances nas melhores vagas de emprego (além de terem mais chances de sobreviver a uma doença, já que teriam dinheiro para pagar pelo chip).

A falta de acesso por todas as camadas da sociedade é problema que está sempre por perto, mas Henry Greely, professor de Stanford, disse algo para se pensar: “Quando o celular surgiu, apenas os mais favorecidos tinham acesso, poucos anos se passaram e hoje já são 5 bilhões de aparelhos no mundo”. A evolução é exponencial, mas o começo nem sempre é fácil.

Enfim, tudo isso parece muito maravilhoso, principalmente sobre o ponto de vista de exterminar doenças cognitivas e acabar com o sofrimento das pessoas, mas será que estamos preparados para melhorar a capacidade do nosso cérebro?

E mais: será que nós vamos saber lidar com os dados que os nossos pensamentos irão produzir e que estarão disponíveis? Essa preocupação já é real. O Facebook já tem disponível uma tecnologia que lê seus pensamentos e escreve o seu post sem que você precise digitar.

A grande questão é: quem vai ter acesso ao nosso pensamento nesse caso? O Facebook? A partir do momento que eu uso essa tecnologia, eles estão permitidos a controlar ou raquear meus pensamentos?

Fica aqui essa questão. São prós e contras como tudo na vida. Tudo tem a ver com aprimoramento, mas também com privacidade.

Na minha opinião, tudo que tem propósito faz sentido. Então, se for para aliviar o sofrimento humano com relação a doenças cognitivas, you go guys! Se for para tornar possível aprender uma língua nova apenas implantando um chip, you go too. Mas, se for para ter direitos sobre os meus pensamentos, thanks but no thanks.

Já dividimos dados demais por aí e meu pensamento é a única coisa que ainda é minha propriedade. Por isso, Mr. Zuckerberg, prefiro continuar perdendo tempo digitando, até porque eu adoro um textão.

Entre a invenção da roda e o lançamento da primeira nave espacial, uma coisa continua a mesma: a vontade humana de se recriar e ser impulsionada adiante.

Assim é o SXSW 2018. E esse é o DNA Hypeness.

O futuro é mais rápido, desafiador e inspirador do que se poderia imaginar. E é por isso que nossa passagem por Austin, para ver o SXSW de pertinho, tem um só objetivo: trazer para você hoje o que pode mudar o mundo amanhã.

*Por Janaína Navarrette

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*Fonte: hypeness